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UNIFACS – UNIVERSIDADE SALVADOR

CÓDIGO DE CORES E ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES

Salvador - BA
2018

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DAVI SIQUEIRA
FÁBIO SIQUEIRA
GUILHERME VICTOR
ICARO TEIXEIRA

Relatório apresentado à disciplina Física -


Eletricidade do Curso de Engenharia da
Universidade Salvador, apresentado como
requisito parcial para obtenção de
pontuação das aulas experimentais.

Orientador: Hugo Vasconcelos

SALVADOR, BA
2018

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1- OBJETIVO
● Verificar os valores dos resistores através do código de cores e
medições.
● Determinar a máxima potência dissipada pelo resistor por meio de suas
dimensões físicas.

2- INTRODUÇÃO

Existem muitos tipos de resistores, porém, em sua grande maioria, são


pequenos demais para se escrever o valor no corpo do mesmo. Assim, foi
criado um código de cores que é composto por faixas coloridas pintadas ao
longo do corpo do resistor, que será demonstrado neste relatório.

3 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Os resistores são componentes que têm por finalidade oferecer uma
oposição à passagem de corrente elétrica por meio de seu material. A essa
oposição, é dada o nome de resistência elétrica (possuindo como unidade o
ohm [Ω]), onde encontramos como múltiplos mais usuais:

Quilo-ohm (KΩ) : 1KΩ = 10³ Ω

Mega-ohm(MΩ) : 1MΩ = 106 Ω

Classificamos os resistores em dois tipos: fixos e variáveis. Os resistores


fixos são aqueles cujo valor da resistência não pode ser alterado, enquanto as
variáveis têm a sua resistência modificada dentro de uma faixa de valores por
meio de um cursor móvel.
Os resistores fixos são comumente especificados por três parâmetros: o
valor nominal da resistência elétrica, a tolerância, ou seja, a máxima variação
em porcentagem do valor nominal, e a máxima potencia elétrica dissipada.
Exemplo: Tomemos um resistor de 100Ω ± 5% - 0,33W. Isso significa
que possui um valor nominal de 100Ω, uma tolerância sobre esse valor de mais
ou menos 5% e pode dissipar uma potência de no máximo 0,33 watts. Dentre
os tipos de resistores fixos, destacamos os de fio, de filme de carbono e de
filme metálico.

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Resistor de fio
Consiste basicamente em um tubo cerâmico que serve de suporte para
enrolarmos um determinado comprimento de fio, de liga especial para obter o
valor de resistência desejado. Os terminais desse fio são conectados às
braçadeiras presas ao tubo. Além deste, existem outros tipos construtivos
esquematizados, conforme é mostrado na figura 1.1.

Os resistores de fio são encontrados com valores de resistência de


alguns ohms até alguns quilo-ohms, e são aplicados onde se exigem altos
valores de potência, acima de 5W, sendo suas especificações impressas no
próprio corpo.

Resistor de filme de carbono


Consiste em um cilindro de porcelana recoberto por um filme (película)
de carbono. O valor da resistência é obtido mediante a formação de um sulco,
transformando a película em uma fita helicoidal. Esse valor pode variar
conforme a espessura do filme ou a largura da fita. Como revestimento,
encontramos uma resina protetora sobre a qual é impresso um código de
cores, identificando seu valor nominal e tolerância.

Os resistores de filme de carbono são destinados ao uso geral e suas


dimensões físicas determinam a máxima potencia que eles podem dissipar.
Resistor de filme metálico

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Sua estrutura é idêntica à de filme de carbono, somente que se utiliza
uma liga metálica (níquel-cromo) para formar a película, obtendo valores mais
precisos de resistência, com tolerância de 1% e 2%.

Código de Cores
Os valores ôhmicos dos resistores podem ser reconhecidos pelas cores
das faixas em suas superfícies, cada cor e sua posição no corpo do resistor
representam um número, de acordo com o seguinte esquema:
Tabela 1 – Código de Cores

A PRIMEIRA FAIXA em um resistor é interpretada como o PRIMEIRO


DÍGITO do valor ôhmico da resistência do resistor. Para o resistor mostrado
abaixo, a primeira faixa é amarela, assim o primeiro dígito é 4.
A SEGUNDA FAIXA dá o SEGUNDO DÍGITO. Essa é uma faixa violeta,
então o segundo dígito é 7. A TERCEIRA FAIXA é chamada de
MULTIPLICADOR e não é interpretada do mesmo modo. O número associado
à cor do multiplicador nos informa quantos "zeros" devem ser colocados após
os dígitos que já temos. Aqui, uma faixa vermelha nos diz que devemos

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acrescentar 2 zeros. O valor ôhmico desse resistor é então 4700 ohms, quer
dizer, 4 700Ωou 4,7 kΩ.

Figura 1.4 – Ilustração de código de cores no resistor.

A QUARTA FAIXA (se existir), um pouco mais afastada das outras três,
é a faixa de tolerância. Ela nos informa a precisão do valor real da resistência
em relação ao valor lido pelo código de cores. Isso é expresso em termos de
porcentagem.
O resistor apresentado acima obtém uma quarta faixa de cor OURO.
Isso significa que o valor nominal que encontramos 4700Ωtem uma tolerância
de 5% para mais ou para menos. Ora, 5% de 4 700Ωsão 235Ωentão, o valor
real de nosso resistor pode ser qualquer um dentro da seguinte faixa de
valores:
4 700Ω-235Ω= 4 465Ωe 4700Ω+ 235Ω= 4 935Ω
A ausência da faixa de tolerância indica que esta é de ±20%. Para os
resistores de precisão encontramos cinco faixas. As três primeiras representam
o primeiro, segundo e o terceiro algarismos significativos e as demais,
respectivamente, fator multiplicador e tolerância.

4- PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL E RESULTADOS


Materiais utilizados:
● Multímetro digital;
● 5 resistores (diversos valores e tamanhos).

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4.1- ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES EM SÉRIE

Em uma associação em série os resistores estão ligados em seguida um


do outro, de modo a serem percorridos pela mesma corrente.
It=I1=I2=L3...=In

Nesta ligação a soma das quedas de tensão em cada resistor será


equivalente à tensão fornecida pela fonte de alimentação.
V=Vr1=Vr2+Vr3...+Vn

E a resistência total será a soma de todas as resistências.


RT=R1+R2+R3...+

4.1.2 - ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES EM PARALELO

Quando dois ou mais resistores estão ligados por dois pontos em


comum no circuito, isto é, os resistores têm os mesmos terminais ligados à
mesma tensão, de modo a oferecer caminhos diferentes para a corrente, temos
um circuito em paralelo.
Nesta ligação a tensão é a mesma em todos os resistores, pois estão
ligados aos mesmos terminais.
V = Vr1 = Vr2 = Vr3 = Vrn

A corrente total será a soma das correntes em cada resistor.


It = I1 + I2 + I3 + In

E o inverso da resistência equivalente será a soma dos inversos de


todas as resistências associadas.

4.1.3 - ASSOCIAÇÃO MISTA DE RESISTORES

É aquela na qual encontramos ao mesmo tempo resistores associados


em série e em paralelo. Esta requer uma análise detalhada para obtenção da
resistência equivalente, isto consiste em analisar o circuito por partes,
calculando as associações parciais que sempre estarão em série ou em
paralelo, esse processo é repetido até que se encontre um único resistor
equivalente. A resistência equivalente, então dependerá da maneira como
estão dispostas estas associações parciais.

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4.2- RESULTADOS E DISCUSSÕES
4.2.1 – Associação de 2 resistores em série

R1 = 100 Ω
R2 = 100 Ω
RT = 200 Ω

4.2.2 - Associação de 3 resistores em série

R1 = 100 Ω
R2 = 100 Ω
R3 = 100 Ω
RT = 300 Ω

4.3 - Associação de 2 resistores em paralelo

R1 = 100 Ω
R2 = 100 Ω
RT = 50 Ω

4.3.1 - Associação de 3 resistores em paralelo

R1 = 100 Ω
R2 = 100 Ω
R3 = 100 Ω
RT = 33,3 Ω

4.4 - Associação mista de resistores em série

R1 = 100 Ω
R2 = 100 Ω
RT = 150 Ω

4.4.1 - Associação mista de resistores em paralelo

R1 = 100 Ω
R2 = 100 Ω
R3 = 100 Ω
RT = 150 Ω

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1 2 3 4 5 6 7 8
V 12 51,01 22,00 24,01 75,0 39,00 10,0 62,00
T 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5%

Obs.: O resultado obtido através do código de cores do resistor 4, foi


divergente com o valor encontrado no multímetro. Após discursões em sala e
pesquisas realizadas, verificou-se que a diferença nos valores se deu por
consequência da tolerância.

5 - CONCLUSÃO

A finalidade de todo experimento prático é fixar e tornar menos abstrato


o conhecimento obtido nas aulas teóricas, por isso é de fundamental
importância a inclusão dessa prática em disciplinas que contenham ementas
passíveis de experimentação prática. Portanto assim concluímos que os
resultados obtidos na forma experimental seguem quase que igualmente aos
resultados vistos na teoria. Podemos afirmar isto tendo em vista que os valores
calculados junto com os valores encontrados no multímetro são completamente
plausíveis e corretos aos estudados tendo completa analogia aos vistos na
teoria.
Assim, podemos dizer que o experimento foi bem sucedido e é uma
ótima forma para a obtenção associação em série, paralela e mista.

6-Referências bibliográficas

Halliday, D.; Resnick, R.; Krane, K.S. Físca 3. 5ª Edição. LTC Editora, 2004.
Calçada, C.S.; Sampaio, J.L. Física Clássica – Eletricidade. 2ª Edição Atual
Editora.
Hennies,C.E.;Guimarães,W.O.N.;Roversi,J.A.;Vargas,H.Problemas
Experimentais em Física. Volume I. 4ª Edição. Editora da UNICAMP, 1993.