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FACULDADE GUANAMBI – FG

CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR DE GUANAMBI - CESG


DIREITO

BRUNO SILVÃO MIRANDA;


DANÚBIA MARIA DA SILVA GOMES;
IVANA PATRINE DA COSTA IVO;
MARIA APARECIDA OLIVEIRA DOS SANTOS;
SAMUEL VITOR MEIRA DA SILVA;
VERÔNICA STEFFANE NOGUEIRA MARTINS.

DOS CONCILIADORES

Guanambi-BA
2018
BRUNO SILVÃO MIRANDA;
DANÚBIA MARIA DA SILVA GOMES;
IVANA PATRINE DA COSTA IVO;
MARIA APARECIDA OLIVEIRA DOS SANTOS;
SAMUEL VITOR MEIRA DA SILVA;
VERÔNICA STEFFANE NOGUEIRA MARTINS.

DOS CONCILIADORES

Trabalho apresentado como exigência do


curso de Direito da UniFG, como um dos
pré-requisitos para avaliação da segunda
unidade da Disciplina de Processo Civil.

Professora: Amanda Dias.

Guanambi-BA
2018
Dos Conciliadores

Resumo: Este artigo tem por finalidade explanar sobre os Conciliadores, que foram protagonistas
de diversos debates por terem se tornado obrigatórios para a realização da audiência de
autocomposição, como inovação no Código de Processo Civil (CPC/2015). Um dos objetivos
deste profissional é aplicar técnicas para facilitação do diálogo entre as partes e estimular
soluções a partir dos interesses exposto.

Palavras-chave: Conciliadores – Mediadores – Processo Civil – Pacificação.

Introdução

A Constituição Federal veio instaurar um novo paradigma, principalmente no modo encarar o


processo, que atualmente é tido como um modelo constitucional de processo civil, estabelecido a
partir dos princípios constitucionais que estabelecem o modo como o processo civil deve
desenvolver-se. Hoje, o processo civil brasileiro é um procedimento que tem o respeito do
contraditório, que se desenvolve de forma isonômica perante o juiz natural, destinado a permitir a
construção de decisões fundamentadas em tempo razoável sobre qualquer pretensão que se
deduza em juízo (já que é garantido o acesso universal à justiça). É, enfim, um devido processo
legal (entendido como devido processo constitucional).

1- Importância da conciliação

As partes envolvidas passam a ter um controle maior par resolver o problema, esse instituto
prima a resolução dos seus conflitos sem precisar levar ao âmbito judiciário, é um método de
desafogar esse sistema. As partes dialogam sobre o ato e fato, incluindo todas as situações, tanto
presentes como futuras, prevalecendo a autonomia dos envolvidos, o terceiro intervém para
facilitar a comunicação, não para decidir a favor de alguém.
O legislador, deixa claro que em regra a audiência de conciliação não deve ser feita pelos juízes e
sim pelos auxiliares da justiça, principalmente para folgar as demandas nesse setor.

2- Inovações

O Novo Código de Processo Civil (lei nº 13. 105/2015) que tem como base a constituição, inova
no que diz respeito a métodos consensuais, de que são exemplos conciliação e mediação, na qual
deverão ser estimuladas por todos os profissionais do Direito que atuam no processo, inclusive
durante o seu curso (art. 3º, § 3º CPC).
O CPC/15 aposta em soluções consensuais de conflitos, que muitas vezes, são mais adequadas do
que a imposição jurisdicional de uma decisão. Alexandre Câmara, em seu livro O Novo Processo
Civil Brasileiro, ainda aduz, que nos conflitos de família é muito mais adequado se buscar
soluções consensuais, por se tratar de vínculos intersubjetivos existentes entre os sujeitos em
conflito, que permanecerão mesmo depois de definida a solução da causa. Daí a importância da
valorização da busca de soluções adequadas (sejam elas jurisdicionais ou para jurisdicionais) para
os litígios.
Existia previsão legal no CPC/73 e em algumas legislações especiais, sobre soluções consensuais
de conflito, mas não havia uma regulamentação ideal. O CPC/73, só trazia as hipóteses de
conciliação e arbitragem, excluindo a mediação que, só foi elevada a método consensual de
resolução de conflitos no CPC/15, que por sinal foi tido como uma inovação. Porém a própria
constituição de 1988, pioneiramente em seu preâmbulo, já indicava esse apego a soluções
consensuais de conflitos, assim dizendo "(...) e a justiça com valores supremos de sociedade
fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmônia social e comprometida, na ordem
internacional, com a SOLUÇÃO PACÍFICA DE CONTROVÉRSIAS."

3. Estímulo de métodos consensuais

Se faz importante esse estímulo à métodos consensuais, afim de reduzir o número de processos
judiciais, que vem causando uma sobrecarga no judiciário com as demandas jurídicas garantindo
assim a outros um outro princípio que também é acolhido constitucionalmente, a duração
razoável do processo (art. 5º, LXXVIII CF), que é garantia de se ter um resultado necessário de
sua lide em um tempo adequado. O Conciliador/Mediador é um terceiro imparcial que, com o
emprego de técnicas autocompositivas, facilita o diálogo entre as partes, estimulando o
desenvolvimento de soluções aceitáveis pelas partes.

4. Significado

Segundo o professor Pasquale Neto, a palavra conciliar tem origem no latim concilium, que
indicava um conjunto de pessoas em reunião, desse modo conciliar é um verbo que significa
harmonizar, tranquilizar, adequar ou ajustar. A palavra conciliar também remete para o ato de
chegar a um acordo com alguém ou criar uma aliança com o propósito de alcançar algum
objetivo". Percebe-se com o próprio conceito etimológico da palavra já descreve o escopo desse
instituto, que é harmonização dos conflitos de forma consensual e equânime para todos os
interessados, prescindindo atuação estatal no caso em questão. Em tempos remotos, há mais de
2000 (dois mil) anos atrás. já se ouvia falar em métodos alternativos para a solução de conflitos,
onde, ainda se figurava a Lei de Talião (Olho por olho dente por dente). A própria Bíblia, traz
exemplos, em que a conciliação é citada como alternativa. O evangelho de Mateus relata que:
“Concilia-te depressa com teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não
aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na
prisão. Eu te garanto: daí não sairás, enquanto não pagares até o último centavo". (Cap. 5,
verso 25 e 26).

5. Diferença entre conciliação e mediação

Há formas judiciais e extra-judicias de composição consensual de conflitos, as quais não se


contrapõe, mas ao contrário, se complementam como métodos eficazes de solução de conflitos.
Cabe ao Código de processo Civil regular o modo como a conciliação e a mediação se
desenvolvem dentro de processos judiciais já instaurados. Não é preciso que haja processo
instaurado para que se faça uma solução consensual dos conflitos, entretanto, essas conciliações e
mediações pré-processuais devem ser tratadas por legislação específica e não por lei processual.
A conciliação e a mediação são institutos parecidos, que no entanto não se confundem. No
entender de Alexandre Câmara, a conciliação "é o mecanismo de solução consensual indicado
para conflitos surgidos em casos nos quais não haja vínculos intersubjetivos entre os litigantes".
O conciliador tem o ofício de propor soluções possíveis para o litígio, sendo vedada a utilização
de qualquer constrangimento ou intimidação (art. 165, § 2º). Diferenciando-se do mediador, que
tão somente de auxiliar as partes a identificar, por si próprias, as possíveis soluções consensuais
para o litígio. As próprias partes constroem de forma cooperativa, uma decisão razoável,
satisfazendo a ambos os envolvidos, contando com a partição de um terceiro que irá intermediar e
facilitar o alcance de um consenso.

6. Exercício dos conciliadores


Há uma cartilha sobre os conciliadores com a finalidade de orientar os Auxiliares da Justiça na
solução dos conflitos em prol da pacificação social.

- Papel do conciliador?
É um terceiro imparcial que com técnicas autocompositivas, facilita o diálogo entre as partes,
estimulando o desenvolvimento das soluções aceitáveis pelas partes.

- Quem pode ser conciliador?


Bacharéis em qualquer curso superior reconhecido pelo MEC; Estudantes a partir do 4° semestre
com autorização expressa do Juiz; Ser certificado em curso de capacitação ministrado ou
reconhecido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios;

- Quem não pode ser conciliador/mediador?


Pessoas que exercem atividade político-partidária, aquelas que desempenham atividade de
advocacia perante o Juizado Especial em que pretendem atuar como conciliador, quem possui
processo em andamento no juízo onde pretende exercer a função, assim como quem traz
condenação criminal por decisão transitada em julgado.

- Como se tornar um conciliador/mediador?


O primeiro passo é procurar o juizado, Centro Judiciário de Solução de Conflitos – CEJUSC - ou
vara no fórum da circunscrição onde se pretende atuar. Os endereços dos juizados estão na página
do TJDFT ou na página do NUPEMEC. No juizado, o candidato preencherá ficha de cadastro e
levará diversos documentos.

Considerações finais

Compete ao conciliador manter a ordem no ambiente de conciliação, não admitindo desrespeito,


mas não pode este agir de forma arbitrária em nome do objetivo.
Havendo uma conciliação frutífera, será redigido o acordo com as partes. Nesse sentido, caso não
haja o cumprimento do estabelecido há a cláusula penal, que consiste em uma punição e não pode
ser imposta pelo conciliador. Sendo a conciliação infrutífera é encaminhado o processo para juiz
que prosseguirá com a instrução.
Referências:

A BÍBLIA SAGRADA. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil.
2 ed. Barueri - São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1990.

BRASIL, Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF:


Senado Federal: Centro Gráfico, 1988.

CÂMARA, Alexandre. O novo processo civil brasileiro. - 3. ed. - São Pauulo: Atlas, 2017.

CABRAL, Trícia Navarro Xavier. A Evolução da Conciliação e da Mediação no Brasil. Revista


FONAMEC, Rio de Janeiro, V.1, 2017.

Códido de Processo Civil : Lei nº 13. 105/2015. Publicador: Brasília: Senado Federal, Secretária
de Editoração e Publicações, 2015.

NETO, Pasquale Cipro. Dicionário de Língua Portuguesa Comentado Pelo Professor Pasquale.
São Paulo: Folha de S. Paulo, 2009.