2) Duas nomenclaturas utilizadas pela critica para o fantástico do século XX são realismo
maravilhoso e real maravilhoso americano. Defina os dois termos, aponte quais são os
povo formado por índios, brancos e posteriormente por negros, e também pela
acontecimentos insólitos que presenciamos muitas vezes ao longo da vida, por isso o real
maravilhoso é onipresente em toda América Latina. O autor concluiu que o insólito faz
parte das nossas vidas e da nossa forma de retratá-la, devendo esta ser conhecida por
contato com a teoria de Carpentier e abandonar o termo “realismo mágico”. Ela retomou
alguns teóricos e a partir do termo fantástico aponta que o realismo maravilhoso
existe mais. Os acontecimentos insólitos são narrados com naturalidade, sem que o
personagem entre em conflito, pois todo o universo é estranho, o real e o maravilhoso não
são antológicos na trama. Desta forma, não existe mais o estranho e a realidade, sendo
4) A critica Sandra Nunes utiliza o termo fantástico para definir as obras de Murilo
Rubião e Jorge Miguel Marinho. Por que esta opção terminologia? Como isto se
A opção pelo termo fantástico ocorre pela lógica borgiana que ela carrega, Borges
diferencia a ficção realista da fantástica, nesta última o inverossímil para a ser aceito
como verossímil nas narrativas. O autor defende a idéia de que as primeiras narrativas
eram fantásticas, como os mitos e as histórias contadas de pai para filho que sobrevivem
a muitos séculos, e que a literatura que pretende ser realista é muito nova e pode vir a
desaparecer. Desta maneira, a literatura fantástica traz consigo uma visão mais profunda e
mais complexa da realidade e pode criar “realidades” tão reais quanto a nossa própria
realidade.
O conto “As mil e uma noites de Edith Piaf” trata-se da história de um bordel na
zona leste de São Paulo no final do século passado, com a chegada de uma nova meretriz
começa a trama. Raquel era uma moça especial, emitia músicas de todas as partes do
corpo, logo se tornou a principal atração do bordel e aumentou o movimento, pois quem
não conseguia deitar-se com “O rouxinol da Zona Leste” saciava sua sede sexual com as
outras mulheres do bordel não encaravam de forma natural esse “poder” presente em
Raquel, apesar dos comentários a personagem não é vista como “anormal”, o fato apenas
princesas, oferecendo do bom e do melhor além de carinho e atenção. Uma por uma foi
até a casa desse cliente, mas quando voltavam encontravam-se em estado de graça e
desiludidas com a antiga vida e com seus clientes imundos que se entregavam todas as
noites. O cliente que não aceitava repetir a meretriz causou uma reviravolta no bordel,
Quando uma meretriz morreu de tanto amor pelo cliente misterioso, Raquel
decidir vista-lo, mesmo a dona do bordel sendo contra. Bateu na porta do cara e não viu
nada demais, aliás, ele não a tratou como as outras, foi um como qualquer homem
normal. Vendo que chegou a hora de embora e não conseguiu descobrir o que aconteceu
com as outras mulheres, ainda não sabia o que o homem fez as suas colegas, Raquel
resolveu puxar um papo continuar na casa. Ela era aficionada por Edith Piaf e
acompanhava sua vida de todas as formas que podia, sendo seu ponto forte, resolveu
começar a contar a história da cantora. Com todos os detalhes e cheia de altos e baixos, o
homem ficou interessadíssimo e pediu que ficasse. E nos dias que se seguiram foi à
mesma coisa, eles se deitavam e depois ela contava aos poucos a sua história e o homem
se encantava cada vez mais e mais até que um dia pediu que ficasse. Assim acabou a
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