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PREFEITURA MUNICIPAL DO ALEGRETE


SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE

PLANO MUNICIPAL DE SAÚDE


2014-2017

Alegrete
Dezembro / 2013
2

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DO ALEGRETE


Erasmo Guterres Silva
Prefeito
Maria de Fátima Castro Mulazzani
Vice-Prefeita

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE


Maria do Horto Loureiro Salbego
Secretária Municipal de Saúde

CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE


Enio Mendes Machado
Presidente

FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE


Maria do Horto Loureiro Salbego
Presidente
3

Equipe técnica responsável pela elaboração e coordenação:

Christiane Santos Vieira Aguilar- Setor Financeiro SMS


Luiz Alberto Marchesan Fernandes– Rep. Conselho Municipal de Saúde.
Lyz Soltau Missio Pinheiro – Enfermeira
Maria do Horto Loureiro Salbego – Secretária Municipal de Saúde
Sandra Severo de Souza Kulmann – Cooperação
Taize Oliveira Cadore – Psicóloga NAG

Informação de dados:

Atenção Primária – Jaqueline Albanio


Coordenação Vigilância epidemiológica – Juliana Brenner Michael
Coordenação da Assistência Farmacêutica – Laura Hartmann
Coordenação Laboratório Municipal – Rita de Cássia Hartmann
Vigilância Sanitária – Elen Martins da Costa

Atenção Secundária:
Coordenação Política Atenção Integral à Saúde Mental – Teresinha A.
Aurélio de Oliveira.
Coordenação Saúde Bucal- Francisco Luiz Lisboa Ramos
Coordenação de Fisioterapia – Viviane de David Amaral
Serviço de Fonoaudiologia – Elaine Rosso Viana / Helena Torcelli Correa /
Simone Prates Teixeira / Vanessa Carivali Pereira.
Equipe TFD – Letícia R. dos Santos
Coordenação Pronto Socorro Municipal – Pedro Oscar Ribeiro Coelho
Coordenação SAMU – Jose Eduardo Lopes Farias
Coordenação Hemocentro Regional de Alegrete – Oscar da Rosa Paim
Coordenação Centro de Referência de Saúde do Trabalhador – Clímaco
Mallmann Gomes Carneiro
4

Atenção Terciária:
Irmandade da Santa Casa de Caridade de Alegrete – Tailise Lemos / Sandra
Severo de Souza Kulmann.

Educação em Saúde e Gestão do Trabalho – Adelina Soares Tubino / Laura


Basso

Secretaria Municipal da Saúde


Conselho Municipal de Saúde

Aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde no dia 19 de


dezembro de 2013.

“Seja qual for o seu sonho, comece. Ousadia


tem genialidade, poder e magia.”
Goethe
5

Listas de Siglas

AB – Atenção Básica
ABS - Atenção Básica em Saúde
ACS - Agente Comunitário de Saúde
AMAQ - Auto-avaliação para a Melhoria do Acesso e da Qualidade da AB
APAC - Autorização de Procedimento Ambulatorial
API - Avaliação do Programa de Imunização
APS- Atenção Primária em Saúde
ASB - Auxiliar de Saúde Bucal
ASPS- Ações e Serviços Públicos em Saúde
CAE - Centro de Atendimento Especializado
CAMMI – Centro de Aplicação e Monitoramento de Medicamentos Injetáveis
CAPS- Centro de Atendimento Psicossocial
CEMA- Centro de Especialidades Médicas de Alegrete
CEO - Centro de Especialidades Odontológicas
CER II - Centro Especializado de Reabilitação Auditiva e Física
CEREST - Centro Regional de Referência em Saúde do Trabalhador
CIB - Comissão Intergestora Bipartite
CID 10- Classificação Internacional de Doenças
CIEP - Centros Integrados de Educação Pública
CME- Centro de Material e Esterilização
CNS – Conferência Nacional de Saúde
CNES - Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde
CNPJ - Cadastro Nacional Pessoa Jurídica
COAP – Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde
COREDE - Conselho Regional de Desenvolvimento
CORSAN - Companhia Rio-grandense de Saneamento
CRAS – Centro de Referência de Assistência Social
CRE – (10ª) Coordenadoria Regional de Educação
CRS - Coordenadoria Regional de Saúde
CSU - Centro Social Urbano
CTA- Centro de Testagens e Aconselhamento
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DANTS - Doenças e Agravos Não Transmissíveis


DATASUS - Banco de dados do Sistema Único de Saúde
DENASUS - Departamento Nacional de Auditoria do SUS
DM - Diabete Mellitus
DST – Doenças Sexualmente Transmissíveis
EAB – Equipe da Atenção Básica
EACS - Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde
EAFA - Escola Agrotécnica Federal de Alegrete
EMEI – Escola Municipal de Educação Infantil
EPS – Educação Permanente em Saúde
ESF – Estratégia da Saúde da Família
FAA – Ficha de Atendimento Ambulatorial
FEEDADOS- Fundação de Economia e Estatísticas do Rio Grande do Sul
FEPPS - Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde
HAS – Hipertensão Arterial Sistêmica
HBV – Vírus da Hepatite B
HRA - Hemocentro Regional de Alegrete
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IDH- Índice de Desenvolvimento Humano
IGD - Índice de Gestão Descentralizada
IFF - Instituto Federal Farroupilha
INCRA- Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
INSS – Instituto Nacional de Previdência Social
IRDA - Indicadores de Risco para a Deficiência Auditiva
LER/DORT - Lesões por Esforços Repetitivos e Distúrbios Osteo-musculares
Relacionados ao Trabalho
LDO - Lei de Diretrizes Orçamentárias
LOA – Lei Orçamentária Anual
MDS - Ministério do Desenvolvimento Social
MS - Ministério da Saúde
NAG - Núcleo de Apoio à Gestão
NASF - Núcleos de Apoio à Saúde da Família
NBC – Novo Balneário Caverá
NUMESC – Núcleo Municipal de Educação em Saúde Coletiva
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OMS - Organização Mundial de Saúde


PAB – Programa da Atenção Básica
PAC – Programa de Aceleração do Crescimento
PACS – Programa de Agentes Comunitários de Saúde
PAM – Posto de Atendimento Médico
PAS – Processo Administrativo Sanitário
PET – Saúde - Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde
PBF – Programa Bolsa Família
PIB - Produto Interno Bruto
PIM – Primeira Infância Melhor
PMA – Prefeitura Municipal de Alegrete
PMAQ-AB - Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade na
Atenção Básica
PNAB - Política Nacional de Atenção Básica
PNH – Política Nacional de Humanização
PNI – Política Nacional de Imunizações
PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil
PPA- Plano Plurianual
PPI-VS - Programação Pactuada e Integrada da Vigilância em Saúde
PPV- Plano de Prevenção a Violência
PSA – Antígeno Específico da Próstata
PSE - Programa Saúde na Escola
PSM - Pronto Socorro Municipal
REDOME- Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea
RINA - Relatório Individual de Notificação de Agravos.
SAE – Serviço de Atendimento Especializado
SAS – Secretaria de Atenção à Saúde
SAMU - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência
SAIS – Serviço de Atenção Integral à Saúde
SES – Secretaria Estadual de Saúde
SIA/SUS – Sistemas de Informações ambulatoriais do SUS
SIAB - Sistema de Informação da Atenção Básica
SIM-MS – Sistema de Informação de Mortalidade - Ministério da Saúde
SINAN - Sistema de Informação de Agravos de Notificação
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SINASC - Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos


SIOPS - Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde
SISAIH - Sistema Gerador do Movimento das Unidades Hospitalares
SISPRENATAL - Sistema de Acompanhamento do Programa de Humanização
no Pré-Natal e Nascimento
SIST - Sistema de Informação em Saúde do Trabalhador
SISVAN - Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional
SMS – Secretaria Municipal da Saúde
SNA - Sistema Nacional de Auditoria
SUS- Sistema Único de Saúde
TAM - Termo de Ajuste de Metas
TFD – Tratamento Fora Domicílio
TSB – Técnico em Saúde Bucal
UERGS - Universidade Estadual do Rio Grande do Sul
UFSM – Universidade Federal de Santa Maria
UNIPAMPA -Universidade Federal do Pampa
UNOPAR - Universidade Norte do Paraná
UPA – Unidade de Pronto Atendimento
URCAMP - Universidade da Região da Campanha
UBS - Unidade Básica de Saúde
USB - Unidade de Suporte Básico
UTI - Unidade de Tratamento Intensivo
VISA – Vigilância Sanitária
9

Lista de Tabelas

Tabela 01- Taxas Demográficas Municipais 25


Tabela 02- Principais Indicadores de Saúde-Mortalidade de 2000 a 2010 25
Tabela 03- Frequência de óbitos por faixa etária, segundo a OMS 26
Tabela 04- Assentamentos em Alegrete 26
Tabela 05 - Estabelecimentos de ensino 29
Tabela 06 - Alfabetização Município Alegrete – 2000 – DATASUS 30
Tabela 07 - Taxa de alfabetização de pessoas de 10 anos ou mais de idade por
sexo – IBGE- 2010 30
Tabela 08 – Pessoas de 10 anos ou mais de idade, por classe de rendimento
nominal mensal – IBGE- 2010 31
Tabela 09 - Domicílios particulares permanentes, total e com rendimento domiciliar,
e valor do rendimento nominal médio e mediano mensal dos domicílios
particulares permanentes, totais e com rendimento domiciliares, segundo a
situação e tipo o domicílio, a condição de ocupação e a existência de
banheiro ou sanitário e esgotamento sanitário - IBGE- 2010 32
Tabela 10- Servidores Lotados na Secretaria Municipal de Saúde Alegrete 33
Tabela 11 - Taxa de Natalidade 34
Tabela 12 - Percentual de Partos de Mães Adolescentes – 2007 a 2010 35
Tabela 13 - Principais indicadores de saúde – Mortalidade – 2000 a 2010 35
Tabela 14 - Mortalidade Materna 37
Tabela 15 - Morbidade Hospitalar (CID 10) 38
Tabela 16 - Morbidade SINAN 39
Tabela 17- Comparativa das campanhas de vacina da poliomielite de
2004 – 2013 (até 01/08/2013) 40
Tabela 18- Cobertura Atingida na Campanha do Idoso 40
Tabela 19 - Vacinação 2000 a 2010 42
Tabela 20- Indicadores do Pacto pela Saúde 43
Tabela 21- Natureza das reclamações - VISA 64
Tabela 22- Produção e Consumo por Agência Transfusional - 1 º sem 2013 82
Tabela 23- Exames Laboratórios Municipais e Terceirizados 86
10

Listas de Figuras / Gráficos

Figura 01-Localização da sede 19


Figura 02-Localização dos Distritos Administrativos 19
Figura 03- Região de Saúde Fronteira Oeste (R3), 2012 20
Figura 04 – Docentes por série em Alegrete / RS 28
Figura 05 - Número de escolas por série 28
Figura 06 - Número de matrículas por séries 29
Figura 07 – Morbidade Hospitalar 39

Gráfico 01- Evolução da População 21


Gráfico 02- Distribuição da População por sexo e faixa etária (2000/2010) 21
Gráfico 03 - Grupos Sociais e Entidades Comunitárias 22
Gráfico 04- Envelhecimento da População 22
Gráfico 05- Distribuição da população urbana e rural 23
Gráfico 06 - Índice de Envelhecimento da População 23
Gráfico 07 - Taxa de Fecundidade 23
Gráfico 08 – Esperança de vida ao nascer 23
Gráfico 09- Índice de Desenvolvimento Humano 24
Gráfico 10 – IDH Municipal 24
Gráfico 11 - Frequência de óbitos por faixa etária- 2012 26
Gráfico 12–Comparativo do PIB e PIB Per capta 2000/2010 27
Gráfico 13- Taxa de Natalidade 34
Gráfico 14- Mortalidade Infantil – 2000/2012 - Alegrete/RS 36
Gráfico 15- Comparativo campanhas de vacina poliomielite – 2005 a 2013 40
Gráfico 16- Cobertura Atingida na Campanha do Idoso 41
Gráfico 17- Campanha de Vacinação, Alegrete/RS 42
Gráfico 18- Candidatos à doação sangue para Santa Casa Alegrete 2012 83
Gráfico 19- Doações sangue para Hospital Santa Casa Alegrete - 1º Sem/13 83
Gráfico 20- Notificações SINAN - 2012 84
Gráfico 21- Maiores atendimentos PSM nos meses de ago/set/out de 2013 89
Gráfico 22- Atendimentos clínicos do SAMU 90
Gráfico 23- Atendimentos por trauma do SAMU 90
Gráfico 24- Percentual aplicado em saúde - recurso do Tesouro Municipal 109
11

SUMÁRIO

Lista de Siglas 5
Lista de Tabelas 9
Lista de Figuras e Gráficos 10
Sumário 11
Introdução 14
Apresentação 16
Análise Situacional
Caracterização Geral do Município de Alegrete 18
Aspectos Demográficos 21
Aspectos Socioeconômicos e de Infraestrutura 27
Educação 28
Alfabetização 30
Estrutura Organizacional da Secretaria de Saúde do Município 32
Análise Situacional em Relação à Situação de Saúde do Município 34
Mortalidade Geral 35
Mortalidade Infantil 36
Mortalidade Materna 37
Doenças Imunopreviníveis e Imunizações 40
Série Histórica do Pacto pela Vida 43
Análise em Relação à Atenção Integral a Saúde 46
Atenção Primária em Saúde 48
Estratégia de Saúde da Família 51
Agentes Comunitários de Saúde 52
Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade na Atenção Básica 52
Núcleos de Apoio a Saúde da Família 56
Programa Primeira Infância Melhor 58
Política de Cuidado à Saúde Rural - Saúde vai ao Campo 59
Programa Bolsa Família 60
Saúde Bucal 61
Serviço de Atendimento Especializado 62
Serviço de Vigilância Sanitária 63
12

Atenção Secundária e Terciária em Saúde 65


Centro Especializado de Reabilitação – CER II 66
Sistema de Atenção Integral a Saúde Mental de Alegrete 68
Serviço de Atenção Integral à Saúde Mental da Santa Casa de Caridade de
Alegrete 71
Centro de Especialidades Médicas 73
Centro de Aplicação e Monitoramento de Medicamentos Injetáveis 75
Serviço de Fisioterapia 76
Serviço de Fonoaudiologia 78
Serviço de Tratamento Fora do Domicílio 79
Hemocentro Regional de Alegrete 81
Saúde do Trabalhador - CEREST 84
Rede de Apoio
Serviço de Assistência Farmacêutica / Farmácia Básica 86
Serviço de Laboratório Municipal 86
Serviço de Urgência/ Emergência
• Pronto Socorro Municipal 88
• Serviço de Atendimento Móvel de Urgência 89
Hospital 91
Gestão do Trabalho e Educação em Saúde 92
Educação em Serviço 93
Núcleo de Apoio à Gestão 94
Serviço de Controle, Avaliação e Auditoria 94
Quadro dos Objetivos, Diretrizes e Metas 2014/2017:
• Gestão em Saúde 96
• Atenção Básica em Saúde 97
• Atenção Secundária em Saúde 99
• Sistema de Apoio 104
• Atenção Terciária em Saúde 105
Análise em Relação à Gestão de Saúde
Controle Social 106
Planos Municipais de Saúde 106
Conferências de Saúde 107
Financiamento Fundo Municipal de Saúde 108
13

Levantamento dos Problemas Prioritários por Eixos 111


Determinantes e Condicionantes da Saúde 111
Gestão em Saúde 112
Compromisso da Gestão 114
Considerações Finais 114
Resolução de aprovação do plano 115
Bibliografias 116
Anexos 118
14

INTRODUÇÃO

A Saúde Pública brasileira teve início, em 1808, quando foram criados e


extintos diversos órgãos de prevenção e controle das doenças, mas só veio a ser
instituída, após inúmeras transformações, em 1953, com a Lei nº 1.920, que
desdobrou o então Ministério da Educação e Saúde em dois ministérios: Saúde e
Educação e Cultura. Em 1963, o então ministro Wilson Fadul, árduo defensor da
municipalização da saúde, convoca para III Conferência que propunha discutir a
responsabilidades entre os níveis político-administrativos. No final da década de
80, a Constituição Federal do Brasil de 1988, determinou dever do Estado garantir
saúde a toda população, garantindo constitucionalmente o direito de todo cidadão
brasileiro ter acesso universal e igualitário aos serviços e ações de saúde,
quebrando com uma desigualdade histórica que classificava os brasileiros em
cidadãos de primeira e segunda classe. Os primeiros integravam o mercado de
trabalho, tendo acesso à medicina previdenciária, enquanto que a segunda classe
tinha suas necessidades de saúde atendidas, unicamente através de um precário
sistema constituído pelas Santas Casas de Misericórdia, pela boa vontade da
classe médica e pelos raros serviços mantidos pelo Ministério e Secretarias
Estaduais de Saúde.
O Sistema Único de Saúde – SUS, criado para prestar serviços à saúde de
forma preventiva, promovendo atenção à saúde, prevenindo doenças e
recuperando ou reabilitando o cidadão. Distribuídos espacialmente de acordo com
a territorialidade, em Microrregiões Sanitárias (média complexidade), a Atenção
Secundária, e as Macrorregiões Sanitárias (alta complexidade) a Atenção Terciária.
Organizado de forma regionalizada e hierarquizada em níveis de Atenção Primária,
Secundária e Terciária, assim definido conforme o tipo de complexidade,
compreendendo a atenção básica, média complexidade e alta complexidade.
Na busca de proporcionar a população maiores níveis de bem-estar e apoio
ao desenvolvimento social, à gestão interage com a população, averiguando os
interesses da comunidade, para desenvolver ações implementando um plano
capaz de proporcionar melhor qualidade de vida.
15

O Plano Municipal de Saúde 2014-2017, instrumento que expressa às


intenções do gestor do SUS, norteado pela necessidade assistencial da
comunidade, reúne esforços em direção a consolidação do Sistema Único de
Saúde e vem estabelecer metas e diretrizes das ações a serem executadas nas
áreas de saúde para este período. Resultado de diversas discussões entre
Gestores de Saúde, Profissionais da Saúde e Comunidade, base de todas as
atividades e programações do SUS, o Plano Municipal de Saúde, mantém
uniformização referente a recursos financeiros com a LDO e LOA.
O PPA, instrumento de planejamento de médio prazo, que estabelece as
diretrizes e metas da Administração Pública com objetivos definidos pelo Plano
Municipal de Saúde é instrumento, junto com a LDO e LOA, que baliza a
formulação de programas específicos das áreas técnicas.
A participação dos diversos segmentos que compõem a saúde é
fundamental na elaboração deste instrumento, que visa melhoria da saúde pública,
garantindo dignidade à pessoa, acolhendo de forma humanizada e proporcionando
tratamentos adequados e eficazes.
A preocupação ética no intuito de impedir ações nocivas à saúde de toda
população, controlando o comportamento dos indivíduos e definindo rumos que
devem ser seguidos para alcançar a beneficência.
Identificar as carências da oferta de serviços do Sistema de Saúde do
Município, verificando as causas de demanda reprimidas, a insuficiência de oferta,
assim como propondo adequações necessárias dentro do contexto do município
voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde da população.
16

APRESENTAÇÃO

O Sistema Único de Saúde (SUS) tem enfrentado, desde a sua criação,


desafios que se renovam a cada etapa de implementação e que são – pode-se
dizer – permanentes. Durante o processo de descentralização do sistema,
evidenciaram-se especificidades sociais, políticas e administrativas das regiões
brasileiras, confirmando a inviabilidade de se imporem normas gerais a um país tão
vasto e diverso como o nosso. Para superarmos a fragmentação das políticas e
programas de saúde, o município do Alegrete, visando uma qualificação de seu
serviço, assinou, em 2009, o Pacto Pela Saúde em Defesa da Vida, propiciando
que os Programas de Saúde sejam voltados para seus usuários e para as
especificidades da nossa Região.
O Pacto pela Saúde possibilitou a efetivação de acordos entre três esferas
de governo, promovendo inovações nos processos e instrumentos de gestão do
SUS. O propósito é alcançar maior efetividade, eficiência e qualidade de suas
respostas, redefinindo responsabilidades coletivas por resultados sanitários em
função das necessidades de saúde da população e na busca da equidade social.
A Secretaria Municipal de Saúde tem como competências:
O planejamento e a execução da Política de Saúde do Município;
A execução e fiscalização do Sistema Único de Saúde – SUS;
O desenvolvimento de ações de promoção, proteção e recuperação da
saúde da população com a realização integrada de atividades assistenciais e
preventivas;
Da Vigilância Epidemiológica e Sanitária; de Orientação Nutricional,
Alimentar e de Saúde do Trabalhador;
Da prestação de serviços médicos e ambulatoriais, de urgência e de
emergência;
Da implementação e fiscalização das posturas municipais relativas à higiene
e saúde pública;
Do controle de vetores de doenças e zoonoses;
17

Da articulação com outros Órgãos Municipais, demais níveis de Governo e


Entidades de iniciativa privada para o desenvolvimento de programas conjuntos; e
outras atividades correlatas.
O Decreto Nº 7.508, de 28 de junho de 2011, traz como ferramenta de
Gestão o COAP - Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde, que procura:
- Maior transparência na Gestão do SUS, Segurança Jurídica e Controle
Social;
- Organizar o SUS regionalmente, definindo responsabilidades entre os
entes federativos na Região;
- Fortalecer o componente regional do SUS, materializando a região de
saúde para conformação de uma Rede de Atenção à Saúde com vistas à
Integralidade e Equidade;
- Aprimorar e ampliar a governança do Sistema de Saúde, superando a sua
fragmentação, com mudanças de paradigma da administração pública na saúde
com foco em resultados e ganhos de eficiência na Gestão Pública.
18

ANÁLISE SITUACIONAL

CARACTERIZAÇÃO GERAL DO MUNICÍPIO DE ALEGRETE

As origens do município de Alegrete datam do início do século XIX, quando,


na Guerra de 1801, os aventureiros José Francisco Borges do Canto e Manuel dos
Santos Pedroso, ambos rio-grandenses, conquistaram para a coroa portuguesa, o
território das missões jesuíticas ao norte do Rio Ibicuí.
Para assegurar essa conquista, o governo português lançou, ao sul do
mesmo rio, a Guarda Portuguesa do Rio Inhanduí, em torno da qual forma-se a
povoação ("Povoado dos Aparecidos"). A religiosidade ergueu uma capela sob o
orago de Nossa Senhora Aparecida, em 1814.
As contínuas lutas de fronteira, agora entre o Reino de Portugal e os
dissidentes do recém-constituído governo das Províncias Unidas do Rio da Prata,
provocam o ataque e queima do Povoado e da Capela, provocando a transferência
da povoação para a margem esquerda do Rio Ibirapuitã, em 1817, onde se erguera
novo povoado e capela, com a denominação de Nossa Senhora da Conceição
Aparecida de Alegrete.
Pelo ponto estratégico do novo local, onde escoam os produtos primários em
direção aos portos de Buenos Aires e Montevidéu, o lugarejo prospera rapidamente
e eleva-se a categoria de vila, através do Decreto Provincial de 25 de outubro de
1831, demarcando, assim, seus limites e ganhando autonomia política. Com a
Revolução Farroupilha, em 1835, Alegrete torna-se, no período de 1842 a 1845, a
3ª Capital da República Rio-Grandense. Entre batalhas e campanhas, por bravura,
determinação e desenvolvimento, a Vila de Alegrete foi elevada a categoria de
cidade, em 22 de janeiro de 1857.
Alegrete é um município brasileiro, do Estado do Rio Grande do Sul, que se
localiza na Fronteira Oeste, área de 7.804 Km², no Bioma Pampa, a 506
quilômetros de distância da capital Porto Alegre, pela BR 290, principal rodovia.
Possui uma população de, aproximadamente, 77.653 habitantes (IBGE, 2010).
O município é limítrofe com as seguintes cidades: Itaqui (241 Km); Manoel
Viana (42 Km); São Francisco de Assis (88 Km); São Vicente do Sul (129 Km);
Cacequi (142 Km); Rosário do Sul (104 Km); Quaraí (125 Km); e Uruguaiana (147
Km).
19

Figura 1 – LOCALIZAÇÃO DA SEDE

Fonte: IBGE

A cidade localiza-se a uma latitude de 29º47'63” sul e a uma longitude de


55º47'54" oeste - coordenadas do centro da praça Getúlio Vargas, estando a uma
altitude média de 102 metros. O rio Ibirapuitã divide o município em duas partes.
Do ponto de vista econômico: a leste, estendem-se as terras mais próprias para
agricultura e a oeste as terras melhores para a pecuária.
Figura 2 - DISTRITOS ADMINISTRATIVOS:
1º Distrito Alegrete - 108 Km²
2º Sub-distrito Itapororó - 948 Km²
3º Sub-distrito Durasnal - 796 Km²
4º Sub-distrito Vasco Alves - 826 Km²
5º Sub-distrito Inhanduí - 1.541 Km²
6º Sub-distrito Catimbau - 733 Km²
7º Sub-distrito Guassu Boi - 958 Km²
8º Sub-distrito São Miguel - 1.010 Km²

2º Distrito Passo Novo - 1.016 Km²


20

O Rio Grande do Sul esta dividido em trinta Regiões de Saúde (Resolução


CIB no 555/2012), que estão distribuídas nas 19 Regiões Administrativas da SES.
O objetivo de organizar a atenção à saúde e garantir a todos os gaúchos um
atendimento universal, equânime, integral e sob o controle da população.
As Regiões de Saúde, representada pela 10ª CRS é a Região 3 – Fronteira
Oeste, que é constituída pelos municípios de Maçambará, Itaqui, Manoel Viana,
Uruguaiana, Quaraí, Barra do Quaraí, Santana do Livramento, Rosário do Sul, São
Gabriel, Santa Margarida do Sul. A sede está localizada em Alegrete.
Cada Região de Saúde contempla ações e serviços de Atenção Primária,
Secundária e Terciária em Saúde.

Figura 3 – R3 - REGIÃO DE SAÚDE FRONTEIRA OESTE / 2012

Fonte: Secretaria Estadual de Saúde / RS.


21

ASPECTOS DEMOGRÁFICOS

Segundo dados do IBGE, Censo 2010, a população de Alegrete é de 77.653,


comparando com o Censo anterior, percebe-se um decréscimo de 6.685
habitantes, o que não acompanha a evolução populacional do Rio Grande do Sul e
Brasil.
A queda da fecundidade da mulher, o planejamento familiar, a utilização de
métodos contraceptivos, a urbanização e as mudanças no comportamento
migratório são fatores que contribuem para a redução do crescimento populacional.

Gráfico 1 - EVOLUÇÃO POPULAÇÃO

Fonte: IBGE: Censo Demográfico 1991, Contagem Populacional 1996,


Censo Demográfico 2000, Contagem Populacional 2007 e Censo Demográfico 2010;

Gráfico 2– DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO POR SEXO E FAIXA


ETÁRIA 2000/2010

Fonte: IBGE, 2013


22

Considerando a pirâmide etária da população, nos anos de 2000 e 2010,


observa-se que houve alteração do seu padrão. Há menor proporção da população
na faixa etária entre 0-4 anos e 5-9 anos. Destaca-se ainda o alargamento da
população na faixa etária entre 45-49 anos.

Desta forma, o ritmo de crescimento da população de Alegrete deverá


manter-se relativamente estável nos próximos anos e declinar nas próximas
décadas. Essa tendência, da diminuição no ritmo de crescimento, é resultado da
modificação do padrão reprodutivo brasileiro e de mudanças no comportamento
migratório.

Gráfico 3 - GRUPOS SOCIAIS ORGANIZADOS E


ENTIDADES COMUNITÁRIAS

Gráfico 4 - ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO DE ALEGRETE

Fonte: PNDU/Atlas de Desenvolvimento Humano


(WWW.pndu.org.br)
23

De 2000 a 2010, o número de idosos com 60 anos ou mais passou de 21,83%


para 30,34% de pessoas. É acompanhado do aumento da população potencialmente
ativa, apta a trabalhar, segundo dados da Síntese de Indicadores Sociais do Atlas de
Desenvolvimento Humano.

Gráfico 5 – DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO


RURAL E URBANA

Fonte: IBGE, 2010

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulga


todos os anos o Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil. Desta maneira, no
ano de 2010, o índice de envelhecimento foi de 10,68; a taxa de esperança de
vida ao nascer de 75,93 e a taxa de fecundidade foi de 1,74.

Gráfico 6- ÌNDICE DE ENVELHECIMENTO Gráfico 7- TAXA DE FECUNDIDADE

Gráfico 8 – ESPERANÇA DE VIDA AO


NASCER

Fonte: PNDU/ Atlas de Desenvolvimento


Humano (www.pndu.org.br)
24

O IBGE define esperança de vida como o número médio de anos que um


indivíduo de idade “x” esperaria viver a partir desta idade, se estivesse sujeito a
uma lei de mortalidade observada. O número médio de anos que um gaúcho
espera viver ao nascer, de acordo com as probabilidades de morte de 2009 a 2011,
é de 75,58 anos, em Alegrete, a taxa de esperança de vida ao nascer é de 75,93.
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) refere-se aos aspectos da
educação, renda e saúde das populações. A elaboração do IDH tem como objetivo
oferecer um contraponto a outro indicador, o Produto Interno Bruto (PIB), e parte do
pressuposto que para dimensionar o avanço não se deve considerar apenas a
dimensão econômica, mas também outras características sociais, culturais e
políticas que influenciam na qualidade da vida humana.

Gráfico 9 - ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO –


ALEGRETE/RS (1991/2010)

Fonte: PNDU/Atlas de Desenvolvimento Humano (www.pndu.org.br).

Gráfico 10 - IDH MUNICIPAL (1991/ 2000 e 2010)

Fonte: Atlas Brasil 2013 / Programa das Nações Unidas


para o Desenvolvimento.
25

Considerando o IDH (educação/renda/longevidade) nos períodos de 1991 e


2010, podemos observar que a expectativa de vida no município cresceu, segundo
os dados do PNDU.
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal/IDH-M passou de 0,524 em
1991, para 0,740 em 2010. O IDH renda passou de 0,651 em 1991, para 0,720 em
2010. O IDH – Educação de 0,322 em 1991, para 0,664 em 2010, e o IDH
longevidade de 0,686 no ano de 1991, para 0,849 em 2010.

Tabela1: TAXAS DEMOGRÁFICAS MUNICIPAIS


Densidade demográfica (2011) 9,95 hab./km ²
Masculino: 38.051
População municipal por sexo (2010)
Feminino: 39.602
Razão de sexo - nº de homens/mulheres (2010) 96,08 %
Esperança de vida ao nascer (2010) 75,93 anos
Taxa de desemprego 7,46
Fecundidade (2010) 1,74
Grau de urbanização (2005) 89
Proporção de idosos (2005) 10.9
Índice de desenvolvimento humano - IDH (2010) 0,740
Habitantes por Km² 9,95
Índice de exclusão social (2000) 0,53
Incidência de Pobreza 30,92%
Fonte:IBGE/DATASUS/FEEdados – Taxa de desemprego: percentual da população
de 16 anos e mais, economicamente ativa, desocupada.

Tabela 2 – PRINCIPAIS INDICADORES DE SAÚDE


MORTALIDADE
PRINCIPAIS INDICADORES DE SAÚDE - MORTALIDADE - ALEGRETE - 20002000
A 2010 A 2010

INDICADOR 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010
Nº. De Óbitos 606 612 599 573 595 654 603 615 573 584 597
% Óbitos X Causa Básica
1- Cardio-circulatórias 25,40 24,80 27,40 29,00 31,30 29,20 26,80 27,30 31,06 33,73 32,83
2- Neoplasia 21,30 23,20 19,40 21,00 22,00 23,10 20,47 19,67 24,60 22,08 21,10
3- Respiratórias 13,00 13,40 11,70 16,20 15,30 14,80 15,70 16,09 10,29 11,81 11,05
4- Externas 10,20 8,20 11,80 10,10 7,40 9,00 7,10 6,34 6,98 5,47 6,03
5- Endócrinas, Nutricionais e Metabólicas 3,50 4,10 3,50 6,30 3,90 4,60 5,60 4,87 5,93 4,96 5,69

Fonte: SIM-MS/Alegrete-RS.
26

Tabela 3 - FREQUÊNCIA DE ÓBITO POR FAIXA ETÁRIA,


SEGUNDO A OMS - 2012

Gráfico 11- FREQUÊNCIA DE ÓBITO POR FAIXA ETÀRIA- 2012

Fonte: SIM/Alegrete

Tabela 4 - ASSENTAMENTOS EM ALEGRETE/RS


MUNICÍPIO ASSENTAMENTO Nº DE FAMÍLIAS

ALEGRETE PA NOVO ALEGRETE 63


PA SANTO IZIDRO III 46
Fonte: INCRA 2010

O Município apresenta, atualmente, 109 famílias em dois assentamentos:


Novo Alegrete e Santo Izidro III.
27

ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS E DE INFRAESTRUTURA

Sua economia é baseada, principalmente, na agricultura (arroz - 57.200 ha;


soja - 10.000 ha; milho - 8.000 ha; sorgo – 2.500 ha e trigo - 1.000 ha) e na
pecuária bovina (633.677 cabeças - o maior rebanho do Estado); ovina (256.712
cabeças); equina (15.189 cabeças); suína (5.689 cabeças) e bubalina (1.649
cabeças) – fonte dados FEEDADOS/2010.
No município de Alegrete, existem três unidades beneficiadoras de arroz,
onde são processadas em torno de seis milhões de sacas/ano, duas destas
possuem usinas geradoras de energia própria (5mw/h e 3,8 mw/h) a partir da
queima da casca do arroz. Há uma planta frigorífica com capacidade de abater 600
cabeças de gado/mês e, uma vez por semana, abatem 1.500 cabeças de
ovelha/dia.
A população ativa do município destaca-se na ocupação do setor
secundário, do setor terciário e nos serviços os quais inclui áreas da saúde,
educação, finanças e outras. Quanto à oferta de serviços públicos, nosso município
conta com cinco unidades militares, repartições estaduais e federais.
A FEE em conjunto com o IBGE divulgou as estimativas do PIB dos
municípios do Estado, referentes aos anos de 2000 e 2010.

Gráfico12- COMPARATIVO PIB E PIB PIB PERCAPTA ALEGRETE-2000 E 2010

Fonte: FEEDADOS
28

EDUCAÇÃO

A Educação tem sua Proposta Pedagógica, inspirada numa formação


humanística, delineada por objetivos e metas relevantes quanto aos aspectos
administrativos - pedagógicos, visualizando o todo, mas diferenciando-se em suas
realidades, tendo em vista a qualidade, a eficiência e as constantes mudanças e
exigências do mundo moderno, além da diversidade cultural existente em nosso
Município.

Figura 4 - DOCENTES POR SÉRIE ALEGRETE/RS

Fonte: IBGE, 2013

Figura 5 - NÚMERO DE ESCOLAS POR SÉRIE


ALEGRETE/RS

Fonte:
Fonte:IBGE,
IBGE, 2013
2013
29

Figura 6 - MATRÍCULAS POR SÉRIES

Fonte: IBGE, 2013

Na educação do município, contamos com 81 estabelecimentos de ensino,


conforme tabela número 5.

Tabela 5 - ESTABELECIMENTOS DE ENSINO


Escolas Federais 1
Escolas Estaduais (10 CRE) 20 (três escolas técnicas)
Escolas Municipais 35
Escolas Particulares 15
Creches 3
Universidades 5
Escolas técnicas 2
Fontes: 10 CRE
FEEDADOS- Fundação de Economia e Estatísticas do Rio Grande do Sul.

Alegrete possui grande rede de Escolas Municipais, devido à extensão do


Município (uma Escola Rural, um EMEI Rural, e nove Pólos Educacionais, e
destes, quatro, já com a implantação de Ensino Médio).
Há várias extensões ou campus de várias Universidades Gaúchas: UERGS
(Universidade Estadual do Rio Grande do Sul), URCAMP (Universidade da Região
da Campanha) e UNIPAMPA (Universidade Federal do Pampa), além do IFF
(Instituto Federal Farroupilha que agregou a EAFA (Escola Agrotécnica Federal de
Alegrete) e ainda a UNOPAR (Universidade Norte do Paraná) como um dos pólos
de Educação à Distância na Fronteira.
30

ALFABETIZAÇÃO

Tabela 6 - Porcentagem de Alfabetização por Alfabetização segundo


Município: Alegrete / 2000

Município Alfabetizado Não Total


Alfabetizado
430040 Alegrete 81,44 18,56 100

Fonte: DATASUS (2000)

A taxa de alfabetização, considerada a partir dos 10 anos de idade, altera o


índice de analfabetos no Município, na tabela abaixo (IBGE, 2010), verifica o índice
de analfabetismo de 5,5%, comparando com os dados apresentados na tabela 6 do
DATASUS (2000), embora período anterior também considerar a idade pesquisada
que foi abrangente a todas as faixas etárias, não considerando a idade de
alfabetização adotada no Brasil.

Tabela 07 - TAXA DE ALFABETIZAÇÃO DAS PESSOAS DE 10 ANOS OU


MAIS DE IDADE POR SEXO
MUNICÍPIO = ALEGRETE – RS
Variável = Taxa de alfabetização das pessoas de 10 anos ou mais de idade (%)
Ano = 2010
Sexo
Total Homens Mulheres
94,5 94,1 95,0
Nota: Dados do Universo
Fonte: IBGE - Censo Demográfico 2010

Nossa região no Estado é considerada a metade pobre, com perspectivas de


emprego diferente da outra metade do Rio Grande do sul, com poucas indústrias, a
base de empregos se dá através do comércio local, que sofre estímulo nas vendas
com o grande número de praças do Exército Brasileiro, que possui cinco unidades
militares no município. Outro estímulo na economia local deve-se ao grande
31

número de beneficiários e pensionistas da Previdência Social, injetando


mensalmente mais de 15 milhões com pagamentos de benefícios.

Tabela 08 - PESSOAS DE 10 ANOS OU MAIS DE IDADE, POR CLASSES DE


RENDIMENTO NOMINAL MENSAL
Distrito = Alegrete / RS = Ano = 2010
Variável = Pessoas de 10 anos ou mais de idade
Classes de rendimento nominal mensal
Total 66.567
Até 1/2 salário mínimo 4.072
Mais de 1/2 a 1 salário mínimo 16.278
Mais de 1 a 2 salários mínimos 13.869
Mais de 2 a 5 salários mínimos 7.340
Mais de 5 a 10 salários mínimos 2.459
Mais de 10 a 20 salários mínimos 613
Mais de 20 salários mínimos 168
Sem rendimento 21.756
Sem declaração 12
Nota: 1 - A categoria Sem rendimento inclui as pessoas que recebiam somente em benefícios. 2 - Salário
mínimo utilizado: R$ 510,00. 3-Dados do Universo. 4. Os dados de rendimento são preliminares.
Fonte: IBGE - Censo Demográfico 2010

O sistema de abastecimento, tratamento e distribuição de água na zona


urbana do Município de Alegrete são feitos pela CORSAN e pelo NBC- Novo
Balneário Caverá, este último abastece os bairros Santos Dumont e Balneário
Caverá, enquanto que o primeiro fornece para os demais bairros do município.
Todas as residências localizadas na zona urbana são abastecidas com água de
qualidade nos padrões adequados para consumo. Em algumas comunidades rurais
o abastecimento é feito através de poços artesianos.
A coleta de resíduos é realizada diariamente por caminhões da Prefeitura e
depositado em um Aterro Sanitário, enquanto que os resíduos sólidos dos Serviços
de Saúde são coletados por um serviço terceirizado, contratado pela Prefeitura.
Abaixo, tabela com dados do IBGE, segundo a situação de existência de banheiros
e esgotos sanitários nos domicílios na zona urbana e rural.
32

Tabela 9 - Domicílios particulares permanentes, total e com rendimento


domiciliar, e valor do rendimento nominal médio e mediano mensal dos
domicílios, total e com rendimento domiciliar, segundo a situação do
domicílio, o tipo de domicílio, a condição de ocupação e a existência de
banheiro ou sanitário e esgotamento sanitário.
Município = Alegrete – RS / 2010
Variável = Domicílios particulares permanentes (Unidades)
Tipo de domicílio = Total
Condição de ocupação do domicílio = Total
Existência de banheiro ou sanitário e esgotamento Situação do domicílio
sanitário Total Urbana Rural
Total 25.921 23.051 2.870
Tinham banheiro - de uso exclusivo do domicílio 25.250 22.572 2.678
Tinham banheiro - de uso exclusivo do domicílio -
12.844 12.842 -
rede geral de esgoto ou pluvial
Tinham banheiro - de uso exclusivo do domicílio -
7.213 6.128 1.085
fossa séptica
Tinham banheiro - de uso exclusivo do domicílio -
4.631 3.100 1.531
fossa rudimentar
Tinham banheiro - de uso exclusivo do domicílio –
488 447 41
vala
Tinham banheiro - de uso exclusivo do domicílio -
45 44 -
rio, lago ou mar.
Tinham banheiro - de uso exclusivo do domicílio –
29 11 18
outro
Tinham sanitário 429 260 169
Tinham sanitário - rede geral de esgoto ou pluvial 92 92 -
Tinham sanitário - fossa séptica 71 26 45
Tinham sanitário - fossa rudimentar 105 60 45
Tinham sanitário – vala 67 57 10
Tinham sanitário – outro 92 23 69
Não tinham banheiro nem sanitário 242 219 23
Nota: 1 - As categorias Tinham sanitário inclui banheiro de uso comum a mais de um domicílio.
2 - Dados do Universo
Fonte: IBGE - Censo Demográfico 2010

ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA SECRETARIA DE SAÚDE DO MUNICÍPIO

O quadro de cargos de efetivo da Secretaria de Saúde do Município é


integrado por servidores públicos, nomeados, mediante concurso público, em
cargos de natureza permanente mantidos, criados ou transformados por Lei.
Contamos com 07 servidores estaduais municipalizados, 04 servidores
federais municipalizados, 515 servidores municipais e 22 cargos de confiança.
33

Tabela 10- SERVIDORES LOTADOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE


CARGO Nº CARGO Nº

Atendente 37 Fiscal Sanitário 11


Agente Administrativo 16 Fisioterapeuta* 16
Agente Administrativo Auxiliar 1 Fonoaudiólogo 4
Agente Campo e Vig.
13 Gari 5
Epidemiológica
Agente Comunitário de Saúde*** 27 Inspetor Tributário 1
Agente de Fiscalização 3 Instrumentista 1
Arquiteto 2 Médico Auditor 1
Assessor de Proteção e Educ.
1 Médico Veterinário 1
Ambiental
Assistente do Gabinete 1 Médico* 69
Assistente Social* 7 Médico Plantonista 2
Atendente Serviços Saúde 13 Motorista 26
Auxiliar de Enfermagem** 42 Nutricionista* 10
Auxiliar de Farmácia de
4 Odontólogo* 32
Manipulação
Auxiliar de Saúde Bucal 1 Operário 1
Auxiliar de Serviços Médicos 6 Operário Especializado 1
Bioquímico 6 Pedreiro 1
Chefe Administrativo PSM 1 Professor II 1
Chefes de Seção 1 Psicólogo* 18
Chefes de Turmas 4 Redutor de Danos*** 6
Coordenador CAE 1 Secretário 1
Cozinheiro 3 Servente 33
Diretor de Divisão 8 Técnico em Enfermagem 64
Dir. Geral Assistência
1 Técnico em Informática 1
Farmacêutica
Diretor de Seção 1 Técnico em Laboratório 4
Diretor Programa Saúde no
1 Telefonista 1
Campo
Diretor Técnico (FBE) 1 Terapeuta Ocupacional 1
Diretor Transportes 1 Zelador 28
Enfermeiro* 34 Visitador do PIM*** 17
Farmacêutico 4
FONTE: Recursos Humanos SMS - * alguns profissionais possuem duas matriculas; ** cargo em
extinção; ***funcionários celetistas. Obs: 01 Agente Administrativo e 01 Agente Campo e Vig.
Epidemiológica em LTI;
34

ANÁLISE SITUACIONAL EM RELAÇÃO À SITUAÇÃO DE SAÚDE DO


MUNICÍPIO

TAXA DE NATALIDADE

Tabela 11 -TAXA DE NATALIDADE, DE ACORDO COM A


RESIDÊNCIA DA MÃE - ALEGRETE-RS

ANO 1995 2000 2005 2010 2011

TAXA 22,60% 17,20% 12% 12% 11,95%

Fonte: Divisão de Vigilância Epidemiológica de Alegrete/RS


SMS de Alegrete/RS

Gráfico 13- TAXA DE NATALIDADE

Fonte: SINASC-MS / Alegrete-RS.

Na área da atenção à saúde da mulher, o planejamento familiar tem


permitido o acesso da população à informação e assistência com a oferta de
diversos métodos de anticoncepção nas Unidades Básicas de Saúde.
Dados do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC) mostram
que a gestação na adolescência se mantém elevada ao longo dos anos e acima do
percentual estadual. Já a natalidade, em faixas etárias acima dos 19 anos, reduziu-
se. Em quinze anos, a taxa de natalidade do município de Alegrete diminuiu (12 por
35

mil habitantes) e hoje se coloca abaixo da estimativa brasileira (13,66 por mil
habitantes) para 2007.

Tabela 12 - PERCENTUAL DE PARTOS DE MÃES ADOLESCENTES –


ALEGRETE/RS - 2007 A 2010.
IDADE/ANO 2007 2008 2009 2010 2011 2012
12 anos 1 0 0 0 1 2
13 anos 2 3 2 3 3 3
14 anos 6 8 10 14 5 8
15 anos 20 18 20 20 18 14
16 anos 31 39 22 30 34 30
17 anos 33 44 34 28 34 33
18 anos 42 50 48 43 44 39
Total 135 162 136 138 139 129
Fonte: SINASC-MS / Alegrete-RS.

MORTALIDADE GERAL

Tabela 13 - PRINCIPAIS INDICADORES DE SAÚDE - MORTALIDADE –


ALEGRETE - 2000 A 2012
INDICADOR 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Nº. De Óbitos 654 603 615 573 584 597 642 610

% Óbitos X Causa Básica

1- Cardiocirculatórias 29,2 26,8 27,3 31,06 33,73 32,83 30,84 28,85

2- Neoplasia 23,1 20,47 19,67 24,6 22,08 21,1 23,36 22,78

3- Respiratórias 14,8 15,7 16,09 10,29 11,81 11,05 11,37 12,3

4- Externas 9 7,1 6,34 6,98 5,47 6,03 5,45 6


5- Endócrinas, Nutricionais e
4,6 5,6 4,87 5,93 4,96 5,69 6,85 4,1
Metabólicas.

% Óbitos X Causa Básica


7,9 6,6 5 4,9 6,16 4,85 2,96 2,3
mal definidas
Coef. Mortalidade Geral 7,44 6,81 6,9 7,6 7,39 7,68 8,26 8
Coef. Mortalidade Infantil 16,1 14,78 11,3 8,9 17,71 14,04 13,1 9,2
Coef. Mortalidade Neonatal 10,42 12,81 4,1 5,9 15,63 11,88 7,64 4,62
Coef. Mortalidade Infantil
5,68 1,97 7,2 2 2,08 2,16 5,46 4,62
Tardia
Fonte: Sistema de Informações sobre
Mortalidade - SIM/ Alegrete
36

O número absoluto de óbitos, de residentes do município de Alegrete,


manteve-se na média ao longo dos anos e, através da tabela, observamos como a
principal causa de óbito as doenças cardiocirculatórias (acidente vascular cerebral
e infarto agudo do miocárdio e doenças isquêmicas do coração). Como segunda
maior causa de óbito, apresenta-se as neoplasias; em terceiro, as doenças
respiratórias; e em quarto lugar, as causas externas como os acidentes, homicídios
e suicídios.
As causas de mortalidade de Alegrete são as mesmas observadas no
Estado e no Brasil.

MORTALIDADE INFANTIL

14- MORTALIDADE INFANTIL– 2000/2012 – ALEGRETE/RS


Gráfico 14
Gráfico
-

Fonte: SIM-MS/Alegrete-RS.

Ao longo dos anos, observou-se uma significativa redução do coeficiente de


mortalidade infantil tardio (aquele que ocorre entre o 29º e o 364º dia de vida),
reflexo do incremento da Saúde da Criança e do Projeto Nascer e Viver em
Alegrete.
No ano de 2005, foi sancionada a Lei Nº 3.729, de 22 de agosto de 2005,
que cria o Comitê Municipal de Mortalidade Materna e Mortalidade Infantil no
37

município de Alegrete, e desde o período de dezembro de 2009, reúnem-se


mensalmente para debater as investigações de óbitos ocorridas no período.

MORTALIDADE MATERNA

Tabela 14 - MORTALIDADE MATERNA


ÓBITOS EM IDADE
ANO ÓBITOS MATERNOS
FÉRTIL
(INVESTIGADOS)
2004 24 2
2005 36 1
2006 26 -
2007 29 -
2008 22 -
2009 24 -
2010 29 1
2011 36 -
Fonte: SIM-MS/Alegrete-RS.

Com a redução da taxa de natalidade, devido ao acesso à informação e


aos métodos contraceptivos, com uma média de 80% de gestantes ao ano, sete
consultas ou mais de pré-natal, exames preconizados pelo Programa de
Humanização no Pré-Natal e Nascimento, o número de óbitos maternos se mantém
estável.
38

Tabela 15 - MORBIDADE HOSPITALAR

Fonte: DATASUS/MS

Em relação à morbidade hospitalar são apresentados números de


internações hospitalares da Irmandade da Santa Casa de Caridade de Alegrete.
Ressalta-se a redução de internações com relação às doenças infecciosas e
39

parasitárias, como resultado na melhoria de condições de saneamento básico.


Redução nas doenças do aparelho respiratório e geniturinário, uma vez que, nesta
década, foram implementados programas contra o tabagismo e implementada a
saúde do homem. E diminuição de internações para gravidez, parto, puerpério e
período perinatal em conseqüência da redução da natalidade e programas de
qualificação de pré-natal.

Figura 7 - MORBIDADE HOSPITALAR

Fonte: IBGE, 2013

Tabela 16: MORBIDADE SINAN


AGRAVO / ANO 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013
ACIDENTE POR
ANIMAIS SR 14 3 5 6 6 9 4 13 17 9 9 11 8 3
PEÇONHENTOS
AIDS 12 25 16 23 16 6 21 32 28 16 18 21 22 34 12
COQUELUCHE - - - - 2 - - - - - - - - 1 0
DENGUE - - - - - - - - 0 0 0 1(1) 1(2) 1 (5) 2 (6)
DOENÇAS
- - - - - - - - 1 0 0 0 1 0 0
EXANTEMÁTICAS
HANSENÍASE SR SR 2 5 5 1 2 2 3 4 2 1 8 4 0
HEPATITES
14 100(3) 60(3) 7 9 32 49 12 4 5 3 1 36 22 3
VIRAIS
INFLUENZA H1N1 - - - - - - - - - - 23 0 0 5 0
LEPTOSPIROSE - - 2 - 1 - - 1 2 2 - 2 0 1 0
MENINGITE 5 3 3 10 3 3 7 3 3 6 4 2 0 1 0
TÉTANO
- 1 1 1 1 1 - - - 1 0 0 1 0 0
ACIDENTAL
TUBERCULOSE SR SR 37 27 35 34 33 31 24 31 34 25 11 23 15
VIOLÊNCIA
DOMÉSTICA, 16
- - - - - - - - - SR SR 24 54 30
SEXUAL E/OU 4)
OUTRAS
(1) Caso importado de Dengue, residente de Mato Grosso/MT; (2) Caso importado de Dengue, residente
de Foz do Iguaçú/PR; (3) Surto de Hepatite; (4) Atualizado até 01/08/2013; (5) Caso Importado de
Dengue - Fortaleza-CE; (6) Caso Importado de Dengue – Rio de Janeiro e Pará.
Fonte: SINAN/NET- Vigilância Epidemiológica Alegrete-RS
40

DOENÇAS IMUNOPREVINÍVEIS E IMUNIZAÇÕES

Tabela 17- COMPARATIVA DAS CAMPANHAS DE VACINA DA


POLIOMELITE ANOS 2004 – 2013 (até 01/08/2013)

Gráfico 15- COMPARATIVO DAS CAMPANHAS DE VACINA


DA POLIOMELITE

Tabela 18 - COBERTURA ATINGIDA NA CAMPANHA


DO IDOSO ALEGRETE
Ano 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013

Cobertura 84,33% 85,00% 85,00% 77,60% 90,07% 82,48% 78,37% 73,59% 82,74%
41

Gráfico 16 - COBERTURA ATINGIDA NA CAMPANHA


DO IDOSO ALEGRETE

Fonte: API – Alegrete


Divisão de Vigilância Epidemiológica - Alegrete/RS
Atualizado até 01/08/2013

O Programa Nacional de Imunizações mantém as etapas de vacinação


contra Poliomielite ao longo dos anos. A meta preconizada é de vacinar 95% das
crianças menores de cinco anos de idade.
No ano de 2011, o Brasil atingiu a meta de 98,79% (1ª etapa) e 97,02% (2ª
etapa) contra a Poliomielite. Já a campanha de vacinação contra Influenza para a
população de 60 anos ou mais, tem meta preconizada de 80%, onde no Brasil foi
atingido 77,87%.
42

TABELA 19 – VACINAÇÃO BCG/Hepatite B/Tríplice Viral – API/PNI


Ano 0020 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

BCG 113,99% 108,39% 105,95% 105,79% 107,25% 109,03% 93,48% 101,58% 101,77% 114,15% 112,90% 112,28% 103,64%
Hepatite 88,45%
B 3ª
dose <
1 ano 100,63% 97,62% 94,52% 100,09% 96,78% 86,67% 79,45% 95,76% 89,26% 96,25% 92,92% 95,21%
Tríplice
Viral 1ª
dose 1
ano 103,41% 93,22% 89,98% 84,18% 90,63% 93,50% 92,86% 94,16% 95,07% 93,24%

* Coberturas acima de 100%, referem-se aos nascidos vivos em Alegrete/RS, com procedência
de outros municípios.

Gráfico 17 - VACINAÇÃO – ALEGRETE / RS

Fonte: API – Alegrete;


Divisão de Vigilância Epidemiológica - Alegrete/RS

O município possui 11 salas de vacinas na zona urbana, uma sala de


vacinas em zona rural e uma unidade móvel. A meta é vacinar 95% das crianças
para as faixas etárias preconizadas.
Acredita-se que a queda nas coberturas vacinais seja em razão da ausência
da doença, uma vez que as taxas de cobertura vacinal no Estado têm apresentado
queda. A cobertura vacinal da BCG (Tuberculose) acima de 100% deve-se ao fato
do município de Alegrete vacinar crianças de outros municípios.
43

SÉRIE HISTÓRICA DO PACTO PELA VIDA

TABELA
TABELA 20-20
44
45
46

ANÁLISE EM RELAÇÃO À ATENÇÃO INTEGRAL A SAÚDE

As redes de atenção à saúde são organizações poliárquicas de conjuntos de


serviços de saúde, vinculados entre si por uma missão única, por objetivos comuns
e uma ação cooperativa e interdependente,
que permitem ofertar uma atenção contínua e
integral a determinada população, coordenada
pela Atenção Primária à Saúde - prestada no
tempo certo, no lugar certo, com o custo certo,
com a qualidade certa e de forma humanizada,
e com responsabilidades sanitária e econômica
por esta população (Mendes, 2009).
47

O processo de construção e implementação da integralidade, princípio


constitucional é um dos maiores desafios da saúde no Brasil.

Desde os anos 80 a integralidade em saúde vem sendo colocada como


questão nas políticas governamentais, em programas de intervenção e em todo
discurso dos sanitaristas. A integralidade em saúde esteve sempre explicitada
como intenção e necessidade da saúde pública, o que consolidaria o Sistema
Único de Saúde Brasileiro, o SUS.
Segundo o Ministério da Saúde, neste plano, “a ação pode ser pensada em
duas esferas: a ação norteadora de “projetos técnico-sociais” e a ação que realiza
serviços, produzindo diretamente cuidados, desenhando as organizações
compatíveis com o modelo assistencial de saúde antevisto como projeto técnico e,
ao mesmo tempo, social” (MS - Secretaria de Atenção a Saúde).
A questão da integralidade representa, hoje, o maior desafio nas práticas em
saúde, um desafio cultural, gerador de um novo paradigma, para romper com
formas cristalizadas de se entenderem e realizarem ações técnicas e que
conformam padrões de intervenção médica ou em saúde já tornado tradição, que
traduzem o isolamento do trabalho especializado.
A Integralidade busca a horizontalização das políticas de saúde, otimização
das ações e reorganização do processo de trabalho. As ações de saúde devem ser
combinadas e voltadas ao mesmo tempo para prevenção e a cura. Conforme
conceito da Humanização a atenção e gestão também não se separam.
Os serviços de saúde devem funcionar de modo a atender o indivíduo como
um ser humano, submetidos as mais diferentes situações de vida, que envolvem o
processo saúde - doença. Isto se faz com ações intersetoriais e transdisciplinares;
com ações de prevenção e de recuperação. Estas ações de promoção, proteção e
de recuperação formam um todo indivisível que não podem ser
compartimentalizadas.

Integralidade “não é apenas uma diretriz do SUS definida


constitucionalmente. É uma bandeira de luta e que tenta falar de um conjunto de
valores pelos quais vale lutar, pois se relacionam a um ideal de uma sociedade
mais justa e mais solidária” (MATTOS, 2001).
48

ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE

A Atenção Básica à Saúde compreende um conjunto de ações, de caráter


individual e coletivo, que engloba a promoção da saúde, a prevenção de agravos, o
tratamento e a reabilitação. Constitui o primeiro nível da atenção do Sistema Único
de Saúde e visa seu fortalecimento por meio da ampliação do acesso, da
qualificação e reorientação das práticas de saúde embasadas na Promoção da
Saúde4. Ainda tem como ação estratégica implementar as Linhas de Cuidado.
Os principais serviços oferecidos pelas Unidades de Saúde são consultas
médicas, ginecológicas e obstétricas, pediátricas, de enfermagem e com
nutricionistas. Quanto aos procedimentos, podemos destacar: inalações, injeções,
curativos, imunizações, teste do pezinho, verificação de sinais vitais, glicemias,
tratamento odontológico, coleta de preventivo ginecológico, puericultura,
dietoterapia, planejamento familiar, aconselhamento HIV, palestras, grupo de
prevenção, visitas domiciliares, encaminhamentos para especialidades, oficinas de
saúde mental e fornecimento de medicação básica.
As Unidades de Saúde são: Pronto Atendimento Médico (PAM); UBS Vila
Inês; Complexo de Saúde da Zona Leste (CSU/CEO/SAE/DST/AIDS); Centro de
Especialidades Médicas (CEMA); Centro Odontológico Mário Thadeu; UBS Passo
Novo; UBS Unidades Rurais (juntamente com Durasnal e Conceição); ESF I Vila
Piola; ESF II Saint Pastous; ESF III Prado; ESF IV Nova Brasília; ESF V Dr.
Romário; ESF VI Promorar; ESF VII Vila Nova e ESF VIII Vila Izabel/ Macedo.

Ações desenvolvidas nas Unidades de Saúde – UBSs, ESFs e PAM:

 Saúde da Criança: O Projeto Nascer e Viver em Alegrete funciona no PAM


Central e tem por objetivo identificar as crianças que têm risco de adoecer ou
morrer no primeiro ano de vida, sendo realizado um acompanhamento prioritário
pelos serviços da saúde até que o desenvolvimento da criança esteja satisfatório. A
identificação de risco na criança é através da análise da Declaração de
Nascimento, levando em conta os fatores isolados e associados. Entende-se por
fator isolado o peso ao nascer inferior a 2.500 gramas, idade gestacional menor de
36 semanas, apgar no 5º minuto menor que sete, parto fora de ambiente hospitalar,
malformação congênita ou doença grave, idade materna igual ou inferior a 18 anos.
49

Consideram-se fatores associados a necessidade de duas ou mais indicações,


como escolaridade materna (escolaridade materna nenhuma ou primeiro grau
incompleto), número de filhos vivos (maior ou igual a três), número de filhos mortos
(maior ou igual a dois) e nenhuma consulta de pré-natal;
 Saúde da Mulher e Planejamento Familiar - Aborda a maturação, a
adolescência, a anticoncepção (entrega e orientação de anticoncepcionais),
realização de preventivos, encaminhamento para a mamografia e colposcopia.
Realiza o pré-natal que é o acompanhamento do binômio mãe x filho durante
gestação, parto e puerpério.
 SAIS Mamãe e Bebê - Serviço de Atenção Integral à mamãe e ao bebê;
funciona junto ao PAM Central e realiza atendimento à gestante de risco;
orientações e intervenções em situações de risco à saúde da criança, incluindo
encaminhamento aos órgãos competentes para providências legais sobre guarda e
cuidados familiares.
 Teste do Pezinho - Permite detectar patologias congênitas em fase pré-
sintomática em recém-nascidos. É uma intervenção clínica precoce que visa
proporcionar tratamento adequado, diminuir a mortalidade, a morbidade e suas
consequências irreversíveis no desenvolvimento físico e intelectual do recém-
nascido, geradas pelas doenças.
 Programa do Leite - Custeado pelo município, com distribuição gratuita de
leite em pó a crianças de seis meses a dois anos, que se encontram em risco
nutricional ou desnutrição e que não recebam outros benefícios.
 Teste da Orelhinha - É um exame que identifica a perda auditiva em recém-
nascidos. Incluído no Serviço de Fonoaudiologia, desde junho de 2010, a Triagem
Auditiva Neonatal (Teste da Orelhinha) é destinada à avaliação auditiva dos
neonatos. Este projeto faz parte do Programa do Governo do Estado do Rio
Grande do Sul onde Alegrete é um dos 40 municípios que realiza. São atendidos
no PAM Central / SAIS Mamãe e do Bebê e, se houver necessidade de
acompanhamento das crianças com indicador de risco para perda auditiva, é
realizado no CEMA pelas fonoaudiólogas da rede. São realizados em média 80
(oitenta) exames / mês, e 40 (quarenta) acompanhamentos das crianças de risco
para deficiência auditiva (IRDA). São encaminhados para outras testagens,
conforme a necessidade na cidade de referência, macrorregional em Santa Maria,
50

sendo que o contato e o agendamento são realizados pelo setor, ficando o


município responsável pelo transporte.
 Projeto Hiperdia - Sistema de Cadastramento e Acompanhamento de
Hipertensos e Diabéticos captados no Plano Nacional de Reorganização da
Atenção à Hipertensão Arterial e ao Diabetes Mellitus. São realizados em todas as
unidades ambulatoriais do SUS, gerando informações para os gerentes locais,
gestores das secretarias municipais, estaduais e Ministério da Saúde. O Sistema
permite definir o perfil epidemiológico da população e o consequente
desencadeamento de estratégias de saúde pública que levarão à modificação do
quadro atual, a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas e a redução do
custo social.
 Teste Rápido HIV e Sífilis – Uma iniciativa do Ministério da Saúde,
elaboradas em articulação pelas Secretarias de Atenção em Saúde e Vigilância em
Saúde para auxiliar os Estados, Distrito Federal e Municípios a implantar,
desenvolver e qualificar a rede de serviços de saúde por meio da oferta destes
testes na Atenção Básica.
 Saúde do Adolescente - Composto por equipe multidisciplinar - enfermeira,
técnico de enfermagem, psicóloga (encaminhamento ao CAPs, assistente social e
médica ginecologista), capacitados para o atendimento, com acompanhamento do
adolescente e sua família. É utilizada a carteira de adolescente para menino (a),
promovendo a co-responsabilidade do adolescente.
 Saúde do Idoso - A política objetiva garantir atenção integral à Saúde da
população idosa com ênfase no envelhecimento saudável e ativo. Suas principais
metas são: divulgar e implementar a Política Nacional de Promoção da Saúde;
orientar e informar sobre a alimentação saudável; incentivar a prática corporal /
atividade física nos espaços públicos; prevenir e controlar o tabagismo; reduzir a
morbi-mortalidade por acidentes de trânsito; prevenir a “Violência”, bem como
orientar e divulgar o uso da Caderneta de Saúde do Idoso.
 Saúde do Homem - Na Atenção Primária devemos prevenir câncer de
próstata, através do exame de PSA, solicitado pelos profissionais nas UBSs / ESFs
aos usuários com idade superior a 40 anos e caso necessário são inseridos,
referenciados à Atenção Secundária, aos programas pré-existentes e realizados
encaminhamentos a demais serviços da rede.
51

 Rede Cegonha - Estratégia lançada pelo Governo Federal, em 2011, que


mobilizou gestores, profissionais de saúde e colaboradores do Ministério da Saúde
com o objetivo de reduzir o número de óbitos evitáveis de mulheres e crianças no
país. A redução destas taxas de transmissão vertical do HIV e a eliminação da
sífilis congênita, bem como redução da mortalidade materna e infantil evitáveis, são
deveres de todos nós.
 Telessaúde RS - A SMS aderiu ao Projeto Único de Informatização e
Telessaúde Brasil Redes na Atenção Básica em conjunto com o
TelessaúdeRS/UFRGS e com a Secretaria Estadual de Saúde/RS. O Projeto tem
como objetivo ampliar a resolutividade da Atenção Básica e promover sua
integração com o conjunto da Rede de Atenção à Saúde, assim como desenvolver
ações de apoio à Atenção à Saúde e de Educação Permanente das equipes de
Atenção Básica. Dessa forma, tem como perspectiva a melhoria da qualidade do
atendimento, a ampliação do escopo de ações ofertadas pelas equipes e o
aumento da capacidade clínica (e de cuidado). As principais ofertas do projeto são
a teleconsultoria, a segunda opinião formativa e o telediagnóstico.
As Equipes das Estratégias de Saúde da Família (quarenta e sete
profissionais) foram capacitadas pelos Monitores de Campo do Programa
(Núcleo/RS) e poderão acessar o sistema. Para fins de acompanhamento da
execução do Projeto, as Teleconsultorias serão avaliadas trimestralmente.
As ESF contempladas são Piola, Saint Pastous, Nova Brasília, Promorar,
Prado, Dr. Romário e Vila Nova.

ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA – ESF

O Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), criado, em 1991,


pelo Ministério da Saúde, fruto de uma série de experiências positivas, direcionou à
implantação, em 1994, do Programa Saúde da Família (PSF), o qual se
transformou em Política de Estado, passando a chamar-se Estratégia Saúde da
Família.
Como uma estratégia de reorientação do modelo assistencial é
operacionalizada mediante a implantação de equipes multiprofissionais em
Unidades Básicas de Saúde. Estas equipes são responsáveis pelo
52

acompanhamento de um número definido de famílias, localizadas em uma área


geográfica delimitada. As equipes atuam com ações de promoção da saúde,
prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e agravos mais frequentes, assim
como na manutenção da saúde da comunidade. A Equipe Saúde da Família é
composta por, no mínimo, Médico Generalista ou Especialista em Saúde da
Família ou Médico de Família e Comunidade, Enfermeira Generalista ou
Especialista em Saúde da Família, Auxiliar ou Técnico de Enfermagem e ACS.
Podem fazer parte da equipe multiprofissional os profissionais de Saúde Bucal:
Cirurgião Dentista Generalista ou Especialista em Saúde da Família, Auxiliar e/ou
Técnico em Saúde Bucal e Nutricionista. Os ACS realizam atividades dentro da
micro área sob sua responsabilidade, desde que a população não ultrapasse 750
pessoas.

AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE – ACS

A profissão de ACS foi criada pela Lei n° 10.507, de 10 de julho de 2002, e


seu exercício dar-se-á exclusivamente no âmbito do Sistema Único de Saúde e sob
a supervisão do gestor local em saúde. O ACS integra-se as equipes do EACS e
ESF, onde deve ser um multiplicador de informações e conhecimentos sobre saúde
e autocuidado.
No ano de 2013, houve capacitação de vinte e seis ACS para executar as
atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde, por meio de ações
educativas em saúde nos domicílios e coletividade, em conformidade com as
diretrizes do SUS, prevista nos Programas do Ministério da Saúde e da Secretaria
Municipal da Saúde.

PROGRAMA NACIONAL DE MELHORIA DO ACESSO E DA QUALIDADE NA


ATENÇÃO BÁSICA - PMAQ-AB

O Programa foi implantado, em 2011, e tem como objetivo induzir a ampliação


do acesso e a melhoria da qualidade da AB com garantia de um padrão de
qualidade comparável nacional, regional e localmente de maneira a permitir maior
53

transparência e efetividade das ações governamentais direcionadas à Atenção


Básica em Saúde (ABS), cujos resultados serão benéficos aos profissionais de
saúde e aos usuários SUS.

Possui como objetivos específicos:


• Envolver, mobilizar e responsabilizar gestores estaduais, municipais e
locais, equipes e usuários num processo de mudança de cultura de gestão e
qualificação da AB;
• Desenvolver cultura de negociação e pactuação que promova processo de
contratualização que implique na gestão dos recursos em função dos processos e
resultados pactuados;
• Estimular a mudança efetiva do modelo de atenção, o desenvolvimento dos
trabalhadores e a orientação dos serviços em função das necessidades e
satisfação dos usuários;
• Possuir parâmetro de comparação entre as equipes da AB, considerando as
diferentes realidades de saúde;
• Ser incremental, transparente em todas as etapas, permitindo o permanente
acompanhamento de ações e resultados pela sociedade;

A permanência das equipes da AB no PMAQ ficará condicionada aos


seguintes fatores:

- Exigências que disciplinam o pagamento do PAB Variável previstas na


PNAB vigente;

- Alimentação mensal do Sistema de Informação da Atenção Básica, do


Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) e do Módulo de Gestão do
Programa Bolsa Família na Saúde;

- Garantia por gestores e equipes da identificação visual estabelecida pelo


Ministério da Saúde, contendo as informações sobre a carteira de serviços ofertada
pela equipe, o horário de funcionamento da UBS, nome e escala dos profissionais,
o telefone da ouvidoria municipal e do MS, além do endereço na internet em que se
encontram informações a respeito dos resultados alcançados pela equipe.
54

Os indicadores foram organizados, segundo a natureza de seu uso:


desempenho e monitoramento. O primeiro está vinculado ao processo de avaliação
externa e que será utilizado para a classificação das EAB, enquanto que o segundo
deve ser acompanhado de forma regular para a complementação de informações
sobre a oferta de serviços e resultados alcançados por cada equipe, sem, no
entanto, influenciar na pontuação atribuída às EAB no processo de avaliação
externa.
A Autoavaliação a ser realizada pela EAB, a partir do uso do instrumento de
AMAQ (Autoavaliação para Melhoria do Acesso e da Qualidade), ofertado pelo MS,
ou outros definidos e pactuados pelo Município, Estado ou Região de Saúde.

No primeiro ciclo do PMAQ foram cinco ESFs cadastradas (Piola, Prado,


Saint Pastous, Nova Brasília e Vila Nova), realizaram a auto-avaliação - AMAQ e
receberam avaliação externa por Instituição de Ensino e Pesquisa (em parceria
com o MS), para inspecionar as equipes num conjunto de aspectos, desde a infra-
estrutura e insumos até questões ligadas ao processo de trabalho.
Avaliação disponível no site:
ESF CLASSIFICAÇÃO
ESF Piola Regular
ESF Prado Regular
ESF Nova Brasília Bom
ESF Vila Nova Bom
ESF Saint Pastous Regular

Ao aderir e receber o repasse destinado ao programa, gestores municipais e


EAB se comprometem com um conjunto de metas e padrões de qualidade. Com
isso, passam a ser monitorados mensalmente e após seis meses, visitados por um
grupo de avaliação externa que certifica as equipes. Os indicadores avaliados são:
tempo de espera, cobertura de hipertensos, diabéticos, padrão de acesso e
qualidade ao pré-natal, avaliação do uso e da satisfação dos usuários e
acompanhamento das condicionalidades da bolsa família. A implantação do
Programa da Rede Cegonha prioriza a qualidade no atendimento à gestante, a
consulta puerperal e a criança abaixo de dois anos, em conjunto com a seção do
controle DST/AIDS.
55

Como resultado do projeto, podemos destacar o fortalecimento do trabalho


em equipe e vínculo com os usuários. Além disto, através do recurso financeiro
recebido, as equipes melhoram a ambiência com a aquisição de equipamentos e
materiais, incluindo um veículo para atividades dos ESF, o que proporcionou uma
cobertura maior em visitas domiciliares. Por fim, foi possível programar ações para
atender a demanda espontânea e usuários da Saúde Mental.
No Segundo Ciclo, após a certificação e nova contratualização teremos:

- Aprofundamento da equidade: a partir do resultado concreto, identificação


de tendências para ponderar médias em termos de região, porte do município, área
de localização das UBS etc.

- O desempenho comparado com os pares será acrescido à evolução do


próprio desempenho, assim, o esforço e uma melhora acima da média poderão
compensar em parte uma situação inicial abaixo da média,

- Do geral para o singular: o município poderá fazer opções para o


incremento na recontratualização dentro de prioridades justificadas pelos
indicadores e pactos da região.

No ano de 2013, correspondente ao segundo ciclo do PMAQ/AB, foram


cadastradas oito ESFs, sendo que em sete foram confirmadas a adesão de duas
Equipes de Saúde Bucal, um Núcleo do Apoio a Saúda da Família/ NASF II, do
Centro de Especialidades Odontológicas, do Programa Saúde na Escola e da Rede
Cegonha. No momento, o segundo ciclo está em fase de finalização com a
avaliação externa das ESF/ NASF e Saúde Bucal.
Em suma, todas as etapas do processo de implantação e operacionalização
do PMAQ-AB foram mediadas pela participação de membros e colaboradores de
vários setores da Gestão Municipal, visando garantir que as ações desenvolvidas
no programa respeitassem a perspectiva intersetorial e interdisciplinar, utilizando
da melhor forma as potencialidades individuais com reflexo na construção coletiva,
considerando saberes prévios, experiências vividas e acúmulos de cada
colaborador participante do processo.
O apoio matricial foi positivamente utilizado, pois entendemos que constitui-
se como um arranjo organizacional que viabiliza o suporte técnico em áreas
específicas para as equipes responsáveis pelo desenvolvimento de ações básicas
56

de saúde e tem como objetivo assegurar retaguarda especializada à equipe e


profissionais encarregados da atenção a problemas de saúde.
Considerando todos esses aspectos, muitos problemas surgiram no
transcorrer da implantação e do desenvolvimento do programa, principalmente, no
que tange à questão mediação de conflitos e conflitos de interesse, pois, muitos
servidores, desacreditavam na estratégia, no seu financiamento e na sua utilização.
Para superar tudo isso, foi imprescindível o apoio incondicional e
envolvimento da Secretária de Saúde. Assim, concluímos todas as etapas e
conseguimos finalizar o primeiro ciclo com resultado positivo.
Como se tratava de algo novo e naturalmente desafiador, tivemos que
construir um ritmo e processo de trabalho também novo por um caminho
desconhecido. Somos formatados para trabalhar com planejamento normativo,
baseado em algo que já exista. O PMAQ desmistificou tal modelo, rompendo
paradigmas e propondo uma nova lógica de financiamento e funcionamento das
EAB.

NÚCLEOS DE APOIO A SAÚDE DA FAMÍLIA - NASF

Visa apoiar a inserção da ESF na rede de serviços e ampliar a abrangência


e o escopo das ações da APS, bem como sua resolutividade, além dos processos
de territorialização e regionalização. O Ministério da Saúde criou o NASF, com a
Portaria GM nº 154, de 24 de Janeiro de 2008, Republicada em 04 de Março de
2008.
O NASF é constituído por equipes interdisciplinares e atuam em conjunto
com os profissionais das ESFs, os quais serão sob-responsáveis, compartilhando
as práticas em saúde nos territórios no qual o NASF está cadastrado. Tem como
responsabilidade central atuar e reforçar nove diretrizes na Atenção à Saúde: a
interdisciplinaridade, a intersetorialidade, a educação popular, o território, a
integralidade, o controle social, a educação permanente em saúde, a promoção da
saúde e a humanização.
A equipe do NASF e das ESFs criará espaços de discussões para gestão do
cuidado como, por exemplo, reuniões e atendimentos conjuntos constituindo
57

processo de aprendizado coletivo. Desta maneira, o NASF não se constitui porta de


entrada do sistema para os usuários, mas apoio às ESFs e tem como eixos a
responsabilização, a gestão compartilhada e o apoio à coordenação do cuidado,
que se pretende, pela Saúde da Família.

Organização do processo de trabalho dos NASF, nos territórios de sua


responsabilidade, deve ser estruturada priorizando:
(a) Atendimento compartilhado para uma intervenção interdisciplinar, com troca
de saberes, capacitação e responsabilidades mútuas, gerando experiência para os
profissionais envolvidos com ênfase em estudo e discussão de casos e situações,
realização de projeto terapêutico, orientações, bem como atendimento conjunto
(criando espaços de reuniões, atendimento, apoio por telefone, e-mail, etc.);
(b) Intervenção específica do NASF com usuários e famílias encaminhados pela
equipe de Saúde da Família com discussões e negociação a priori entre os
profissionais responsáveis pelo caso de forma que o atendimento individualizado
pelo NASF se dê apenas em situações extremamente necessárias;
(c) Ações comuns nos territórios de sua responsabilidade, desenvolvidas de
forma articulada com as equipe de Saúde da Família e outros setores como, por
exemplo, o desenvolvimento do projeto de saúde no território, planejamentos, apoio
aos grupos, trabalhos educativos, de inclusão social, enfrentamento da violência,
ações junto aos equipamentos públicos (escolas, creches, igrejas, pastorais, etc.).

O NASF impacta na necessidade de estabelecer espaços rotineiros de


reunião de planejamento, o que incluiria discussão de casos, estabelecimentos de
contratos, definição de objetivos, critérios de prioridade, critérios de
encaminhamento ou compartilhamento de casos, critérios de avaliação, resolução
de conflitos etc. Torna-se necessário que os profissionais assumam sua
responsabilidade na co-gestão e os gestores coordenem estes processos, em
constante construção.
No município de Alegrete, está implantado o NASF Modalidade II e a equipe
é constituída por um Assistente Social, um Psicólogo e dois Fisioterapeutas. Atua e
desenvolve ações em cinco ESFs (Saint Pastous, Dr. Romário, Vila Nova, Nova
Brasília e Promorar), através de promoção de ações interdisciplinares na política de
promoção e prevenção a saúde, reduzindo problemas de saúde gerados pela
população por falta de orientação e cuidados quanto à própria saúde, oferecendo
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orientações em grupos, compartilhando estudos de caso com a Equipe da ESF,


realizando reuniões com os profissionais para definir ações e metas, executando
ações na comunidade com o intuito de prevenir doenças e agravos, entre outras.

PROGRAMA PRIMEIRA INFÂNCIA MELHOR - PIM

É uma Política Institucional de Ação Sócio Educativa, voltada para o cuidado


das famílias que têm crianças entre zero a seis anos e também gestantes,
prioritariamente aquelas que se encontram em situações de vulnerabilidade.

As ações do Programa compreendem visitas domiciliares e atividades


comunitárias realizadas por visitadores, objetivando o fortalecimento das
competências familiares e comunitárias em cuidar das crianças e educá-las. A
atuação do PIM está vinculada à Atenção Básica em Saúde, Educação e Proteção
Social, tendo como pilar de sustentação a intersetorialidade em uma proposta de
ação integral às demandas da Primeira Infância. É no cotidiano e na convivência
comunitária e familiar de cada criança que o PIM apóia e fortalece suas
orientações, incentivando o enriquecimento pessoal, o engajamento e a
mobilização comunitária com visitas à Promoção de sua Qualidade de Vida,
estreitando as relações sociais e motivando os familiares a formas de convivências
saudáveis.
Semanalmente, o visitador do PIM oferece atividades planejadas, de modo
particular, com base nas necessidades e características de cada caso. O
atendimento às famílias com integrantes de zero a três anos é individual e ocorre
nas residências. A atenção à gestante intercala atividades individuais e em grupo,
estando articulada aos serviços de saúde do município.
O PIM também está associado à Rede Cegonha, modelo de atenção ao Parto
e ao Nascimento. A Rede Cegonha é uma estratégia do Ministério da Saúde,
operacionalizada pelo SUS, fundamentada nos princípios da humanização e
assistência, onde mulheres, recém-nascidos e crianças têm direito a: ampliação do
acesso, acolhimento e melhoria da qualidade do pré-natal; vinculação da gestante
à unidade de referência para assistência ao parto; realização de parto e
nascimento seguros, através de boas práticas de atenção; acompanhante no parto,
59

de livre escolha da gestante; atenção à saúde da criança de zero a vinte e quatro


meses com qualidade e resolutividade, assim como acesso ao planejamento
reprodutivo.
As ações do PIM são sistemáticas e abrange toda família, sua história, suas
vivências e seu contexto atual, conferindo a importância à escuta qualificada e
resolutiva, a partir de uma concepção ampliada de saúde e cuidado integral. São
abordados os aspectos físicos, psicológicos, intelectuais, sociais e culturais de
cada família e suas crianças, por meio de visitação domiciliar, com execuções de
atividades lúdicas, relato de histórias, oficinas.
O PIM atende em média 340 famílias e sua sede está locada no PAM. A
Prefeitura Municipal de Alegrete é co-responsável pela execução das ações e, a
equipe, é formada por um Grupo Técnico Municipal, constituída pelas três
secretarias (da Saúde, Educação e Assistência Social) que articulam as ações com
um monitor e 17 visitadores.

POLÍTICA DE CUIDADO À SAÚDE RURAL - SAÚDE VAI AO CAMPO

Com a intenção de trabalhar com o conceito de atenção integral aos


usuários do SUS, em consonância com a PNH, na direção da consolidação do
SUS, através da implementação do Contrato Organizativo de Ação Pública –
COAP, conforme o Decreto Nº 7.508, de 28 de junho de 2011, entendemos que, a
sustentabilidade do sistema passa pelo processo de reorganização da atenção e
qualificação da gestão, questões essas indissociáveis.
Para reorganizar o modelo de atenção, fortalecendo a Atenção Primária à
Saúde Rural e estabelecendo o processo de referência para a Atenção Secundária
e Terciária, a descentralização é uma ferramenta indispensável e potente na
garantia do cuidado e da acessibilidade à atenção à saúde, reduzindo as
desigualdades existentes no município. Em um país marcado pela iniquidade e
exclusão social, especialmente em relação às diferenças de gênero, raça/etnia,
classe social, renda, entre outros, esse objetivo só pode ser atingido com ações
específicas voltadas para a melhoria das condições de saúde dos setores mais
vulneráveis da população.
60

Desta maneira, merece destaque o conjunto de brasileiros que vivem no


campo. Nesses espaços, o exercício dos direitos sociais, em geral, e do direito à
saúde, em particular, está aquém da realidade das grandes e médias cidades do
país.
No ano de 2013, foi elaborado o novo desenho da Saúde da Família, desta
maneira, solicitou-se a ampliação das equipes de ESFs, projetando uma cobertura
de mais de 70% no município de Alegrete e contemplando, pela primeira vez, a
saúde rural.
Assim, torna-se necessário planejar a estratégia de cuidado para população
rural, ampliando o acesso e a inversão do modelo assistencial.

PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA – PBF

O Programa Nacional de Distribuição de Renda foi criado, em Janeiro de


2004, concedendo benefício às famílias que se encontram em situação de extrema
pobreza. A concessão do benefício abrange gestantes, nutrizes, crianças entre
zero e 12 anos ou adolescentes até 15 anos e dependerá do cumprimento de
condicionalidades relativas ao exame pré-natal, ao acompanhamento nutricional,
ao acompanhamento de saúde, bem como à frequência escolar de 85% em
estabelecimento de ensino regular.
Os recursos provenientes do IGD (Índice de Gestão Descentralizada) são
deliberados por um Comitê Gestor formados por representantes da Saúde, da
Assistência Social e da Educação. Tem finalidade de coordenar, supervisionar,
controlar e avaliar em prol da agilização e implementação do Programa. É o
Conselho Municipal do Programa Bolsa Família responsável pela fiscalização dos
beneficiários, destino e aplicação das verbas.
Em Alegrete, 8.985 famílias são cadastradas no PBF (MDS/ ago 2010), com
4.476 famílias no Perfil Saúde sendo beneficiárias (MS/SE/DATASUS jul/11).
Possuímos 13 estabelecimentos de saúde que acompanham os atendimentos às
famílias.
Em setembro de 2011, o Ministério da Saúde deu início à implementação de
uma série de medidas que aumentarão a efetividade do PBF no combate à extrema
pobreza. São elas:
61

 Expandir o PBF para mais de 800.000 famílias;


 Aumentar de três para cinco no limite de benefícios variáveis que
cada família pode receber;
 Retorno garantido para quem solicitar desligamento voluntário do
programa;
 Início do pagamento de benefício variável à nutriz e gestante.

SAÚDE BUCAL

A Saúde Bucal realiza serviços de Atenção Básica e Média Complexidade:

 Na Atenção Básica – realizados nas UBSs: prevenção, exodontias,


profilaxias, dentísticas restauradoras e odontopediatria.
Prevenção: serviço realizado nas escolas municipais, estaduais e pólos com
os alunos do 1º ao 4º ano: escovação orientada; palestras sobre orientações de
higiene oral e exames para diagnósticos de cárie e encaminhamento para
atendimento nas UBS, onde cada entidade educacional tem um número de fichas
pré-agendadas para o atendimento aos alunos.

 Na Média Complexidade – realizadas no CEO: endodontia de todos os


dentes conforme protocolo do serviço, cirurgia oral (sisos, cistos, etc.), periodontia,
atendimento a pacientes especiais, biópsia e triagem.

PROGRAMAS MANTIDOS:
• Saúde Vai ao Campo – unidade móvel médica-odontológica para
atendimento nos pólos e localidades do interior do município.
• Centro de Especialidade Odontológica (CEO) - estabelecimento de saúde
preparado para oferecer à população os serviços de diagnóstico, com ênfase no
diagnóstico e detecção do câncer de boca; periodontia especializada; cirurgia oral
menor (dos tecidos moles e duros); endodontia e atendimento a portadores de
necessidades especiais.
• Equipe de Saúde Bucal atua em 04 ESFs.
62

• Laboratório de Prótese Dentária (LRPD) – implantado, em 2013, resultado


do incentivo estadual criado, em 2010, que complementa o recurso federal
disponibilizado aos municípios por prótese ofertada aos cidadãos.

O atendimento é realizado pela manhã ou tarde nas seguintes Unidades


Básicas: Complexo de Saúde da Zona Leste (CSU/CEO); Colégio Ibirapuitã
(Gabinete Odontológico), CIEP - Gabinete Odontológico; Pronto Atendimento
Médico (PAM - dois gabinetes), Centro Odontológico Mário Thadeu, UBS Vila Inês;
ESF V Dr. Romário; ESF VI Promorar; ESF VII Vila Nova; ESF VIII Vila Izabel/
Macedo; sendo que na UBS do Passo Novo é feito atendimento de odontopediatria
em quatro dias por mês.
Uma equipe de Saúde Bucal atua nas ESF II Saint Pastous e ESF III Prado
e a outra equipe nas ESF IV Nova Brasília e ESF I Vila Piola.

SERVIÇO DE ATENDIMENTO ESPECIALIZADO – SAE

Serviço ambulatorial em HIV/AIDS, que realiza ações de assistência,


prevenção e tratamento as pessoas portadoras do HIV ou AIDS. Realiza o
atendimento e cadastro dos clientes com diagnóstico positivo para HIV, Sífilis ou
qualquer outra DST, encaminhados pelas Unidades de Saúde, de segunda a sexta-
feira, ao Complexo de Saúde da Zona Leste.
Os portadores de DST/AIDS possuem todo acompanhamento clínico
necessário. Através de uma equipe multidisciplinar, é acolhido pelo profissional de
enfermagem, que faz sua consulta e depois o encaminha aos demais profissionais,
como: Psicóloga, Assistente Social, Nutricionista, Médico e Farmacêutico para um
atendimento multidisciplinar.
Dentre as principais atividades, podemos citar os cuidados de enfermagem;
a orientação e o apoio psicológico; os atendimentos em infectologia, ginecologia,
pediatria e odontologia; o controle e a distribuição de antirretrovirais; as orientações
farmacêuticas, a realização de exames de monitoramento; a distribuição de
insumos de prevenção e as atividades educativas tanto para adesão ao tratamento
quanto prevenção e controle de DST/ AIDS.
63

SERVIÇO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA – VISA

A Vigilância Sanitária é um setor de extrema importância para proteção à


saúde pública. Está legalmente habilitado para intervir nos processos que
represente risco à saúde individual ou coletiva. No entanto, é necessário que suas
ações tenham respaldo dos gestores no sentido de apoiar as decisões técnicas
tomadas, embasadas no arcabouço jurídico vigente. Deve, cada vez mais, inserir-
se na comunidade como órgão municipal regulador e ser reconhecido, pois os
serviços por ela prestados revertem em benefícios à saúde da população.
A Vigilância Sanitária como parte do bloco da Vigilância em Saúde, junto
com a Vigilância Epidemiológica, Vigilância Ambiental e Vigilância em Saúde do
Trabalhador, tem como objetivo atender a reclamações e queixas técnicas do
contribuinte; intervir nos processos das relações sociais, comerciais, de serviços e
bens de consumo, visando proteger a saúde da população.
CANIL MUNICIPAL  Está instalado na RS 377, junto ao Aterro Municipal,
com objetivo de abrigar cães abandonados, atropelados em via pública e ou
albergados em órgãos públicos. São mantidos em média de 160 a 180 animais,
alimentados diariamente e cuidados por quatro funcionários e uma médica
veterinária. A SMS dispõe de um veículo para o transporte de alimentos, captura e
transporte dos cães.
ZOONOSES  Doenças transmissíveis de risco à saúde pública e
notificação compulsória. São monitoradas pelo setor de Vigilância Epidemiológica,
quando diagnosticadas. Tratando-se de vetores, as queixas técnicas são
encaminhadas ao setor de Vigilância Ambiental para avaliação do local e medidas
corretivas. Em se tratando de roedores, quirópteros ou peçonhentos, em ambientes
ou residências, são encaminhadas à avaliação do veterinário para orientações
quanto às ações cabíveis ao caso.
São ações da VISA: inspecionar, cadastrar, emitir alvarás sanitários, colher
amostras para análise fiscal, cobrar taxas, abrir e acompanhar o processo
administrativo sanitário em seus ritos desde a lavratura do auto de infração até a
aplicação de suas penalidades previstas em legislação própria (advertência, multa
interdição, etc.).
64

Quanto ao monitoramento da água para o consumo humano, está sendo


feito o cadastramento de todas as fontes, bem como a coleta de água em todos os
estabelecimentos rurais do município. Na zona urbana, o monitoramento se dá
através de coletas para avaliar a qualidade microbiológica, presença de Cloro e
Flúor na rede.
A partir de informação do Pronto Socorro Municipal, a VISA, em conjunto
com a Vigilância Epidemiológica, notifica os casos de surtos de Doenças
Transmitidas por alimentos, investigando as causas por meio da coleta e do envio
das amostras de alimentos suspeitos ao Laboratório Central do Estado – LACEN
FEEPS.
A VISA participa de ações com outras secretarias e instituições, firmando
parcerias com a Brigada Militar, Polícia Civil e Polícia Ambiental, nas ações de
controle do abigeato, através da apreensão de carnes clandestinas e animais
silvestres ou em denúncias de perturbação ao sossego público.

Tabela 21- NATUREZA DAS RECLAMAÇÕES

Fonte: SMS – Setor VISA - 2011

Classificação das Reclamações recebidas:


As reclamações foram selecionadas em cinco principais grupos distintos,
conforme a natureza, grupos: A, B, C, D, E e convencionada nas cores vermelho,
amarelo e verde, sendo:
65

Grupo A: esgoto a céu aberto, fossa, latrina ou bueiro extravazando;


Grupo B: animais de qualquer espécie e suas implicações (maus tratos, abandono,
falta de higiene em ambientes e criatórios);
Grupo C: terrenos baldios, sujos ou prédios abandonados com lixo jogado;
Grupo D: mau cheiro;
Grupo E: presença de roedores, peçonhentos, morcegos e suas implicações.

ATENÇÃO SECUNDÁRIA E TERCIÁRIA EM SAÚDE

Conceitualmente, os pontos de Atenção Secundária e Terciária são nós das


Redes de Atenção à Saúde em que se ofertam determinados serviços
especializados, gerados através de uma função de produção singular. Eles se
diferenciam por suas respectivas densidades tecnológicas, sendo os pontos de
Atenção Terciária mais densos tecnologicamente que os de Atenção Secundária e,
por essa razão, tendem a ser mais concentrados espacialmente. Contudo, na
perspectiva das redes poliárquicas, não há, entre eles, relações de principalidade
ou subordinação, já que todos são igualmente importantes para se atingirem os
objetivos comuns das RASs.
A Atenção Secundária (média complexidade) reúne os serviços
especializados e de apoio diagnóstico e terapêutico. Os níveis de atenção não são
isolados entre si, mantém-se interligados por um sistema de referência e contra-
referência. Quando o profissional da Atenção Primária, das UBSs ou ESFs
encaminha o paciente para atendimento especializado é referenciado a este,
quando o caso diminui a complexidade retorna ao nível primário por contra-
referência.
Os serviços de Atenção Secundária devem estar aparelhados com pessoal e
equipamentos para atender às necessidades dos usuários encaminhados pelas
unidades de nível primário; materiais com grau intermediário de inovação
tecnológica mais sofisticada do que os aparelhos encontrados nos serviços de
Atenção Básica (aparelhos de raios-X, endoscopia, ecografia, entre outros) de
66

maior capacidade e precisão. Os serviços devem contar com profissionais


especializados.

EXAMES OFERECIDOS MENSALMENTE


QUANTIDADE
EXAMES
MÊS
Radiografia atende a demanda

Mamografia atende a demanda

Ecografia 344

Eletroencefalograma 10

Ecocardiografia -

Teste de Esforço 10

Endoscopia Digestiva 45

Colonoscopia 23

Eletrocardiograma Simples 200

Audiometria 50

Espirometria -

Tomografia Computadorizada 60

Ressonância Nuclear Magnética 34

Fonte: Direção da SMS/2013

CENTRO ESPECIALIZADO DE REABILITAÇÃO – CER II

O Ministério da Saúde publicou a portaria nº 793, de 24 de Abril de 2012,


que institui, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a Rede de Cuidados à
Pessoa com Deficiência e Atenção Especializada - por meio da criação, ampliação
e articulação de pontos de saúde para o segmento. As ações previstas deverão ser
67

executadas pelas Secretarias de Saúde dos governos estaduais e municipais, em


todo o País.

No município de Alegrete, conforme Resolução Nº 489/12, de Agosto de


2012, aprova a implementação do CER II nas áreas de reabilitação física e
auditiva, de acordo com a proposta nº 28538/2012, junto ao SICONV.

Em Dezembro de 2012, foi realizada reunião na 10ª CRS, juntamente com a


representação do DAHA/ SES, a fim de apresentar a rede de Cuidados a Pessoa
com Deficiência (PCD) e construção do Grupo Condutor Municipal, composto por
profissionais da Fonoaudiologia, Fisioterapia, APAE, Saúde do Idoso e Atenção
Básica.

No mesmo período, foi nomeado o Comitê Gestor Municipal de Políticas


Públicas de Inclusão da Pessoa com Deficiência, que tem como objetivo coordenar,
orientar e acompanhar a aplicação das Políticas Públicas Municipais para as
pessoas com deficiência, com a representação de membros das Secretarias
Municipais. No ano de 2013, foram realizadas reuniões periódicas, culminando com
o 1º Seminário do Comitê Gestor Municipal de Políticas Públicas de Inclusão da
Pessoa com Deficiência, ocorrido em 27 de Novembro de 2013, com a finalidade
de sensibilizar os Gestores em relação à implementação de Políticas Públicas para
as pessoas com deficiência.

O projeto CER II foi aprovado pelo Ministério da Saúde, em Junho de 2012,


e no momento, encontra-se em tramitação na Caixa Federal, aguardando a ordem
de início da obra. De acordo com a Resolução Nº 184, de 24 de Maio de 2013, da
CIB/RS, fica aprovada a habilitação do município de Alegrete como Centro
Especializado em Reabilitação Auditiva e Física – CER II.
68

SISTEMA DE ATENÇÃO INTEGRAL A SAÚDE MENTAL DE ALEGRETE - SAIS


MENTAL

O Sistema de Atenção Integral à Saúde Mental de Alegrete- SAIS Mental é


formado pelos seguintes serviços: um CAPS II, um CAPS AD, um CAPS i, um
Serviço Residencial Terapêutico, seis Residências Assistidas e vinte leitos em
Saúde Mental no Hospital Geral.
As diretrizes da Política Municipal de Atenção Integral à Saúde Mental, que
articula o Sistema de Atenção Integral à Saúde Mental/SAISMental, estão
regimentadas na Lei Estadual 9716/92 que dispões sobre a reforma psiquiátrica no
RS; Leis Municipais 2662/96 e 4774/ 2011, que dispõe sobre a Atenção em Saúde
Mental e a forma dos serviços substitutivos, proibindo a construção de hospitais
psiquiátricos no âmbito do município de Alegrete e na Lei Federal 10216/01 que
dispõe da política, seus objetivos e os investimentos na consolidação das redes
locais e regionais de Saúde Mental.

Formas de Atendimento no SAIS Mental:

- Atendimento Psicológico; Atendimento Social; Atendimento Clínica Médica


(convênio UFSM); Atendimento de Enfermagem; Grupos Terapêuticos com
usuários;
- Grupo Terapêutico com Familiares; Grupo Terapêutico com pacientes
internados na Santa Casa; Visitas Domiciliares; Reuniões de Prevenção à Recaída;
Grupo do Chimarrão; Programa do Tabagismo; Grupo Amor Exigente; Oficina de
Informática; Oficina Vida de Pintura em Tela; Oficina de Atividades Físicas; Oficina
de Jogos; Clube do Cinema, Avaliação e atendimento Fonoaudiológico; Avaliação e
atendimento psicopedagógico; Orientação pela equipe de enfermagem; Grupo de
Mães; Apoio matricial às escolas e outras redes; Apoio matricial a serviços de outro
município; Oficinas terapêuticas de SM e Colônia de Férias.

O SAIS Mental tem como princípios:

 A saúde como direito de todos, devendo o Estado prover condições


indispensáveis ao seu pleno gozo;
69

 Universalidade como garantia de atenção à saúde a qualquer cidadão,


sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie;
 Equidade considerada como a igualdade na assistência à saúde, com
ações e serviços priorizados em função de situações de risco das condições de
vida e da saúde de determinados indivíduos e grupos de população;
 A integralidade na atenção com o reconhecimento na prática, por parte
dos serviços, de que cada pessoa é um todo indivisível e, portanto, as ações de
promoção, proteção e recuperação da saúde também formam um todo indivisível.
As unidades prestadoras de serviços, com o seu grau de complexidade, configuram
um sistema capaz de prestar assistência integral. Entendemos aqui, a necessidade
de incluirmos, a Educação Permanente e a pesquisa em Saúde Mental, entre as
ações integrais;
 A participação como democratização do conhecimento do processo
saúde/doença e dos serviços, estimulando a organização para o efetivo Controle
Social na gestão do sistema;
 A criatividade como elemento para a produção de novos sentidos, da
subjetividade e do pensamento autônomo;
 A acolhida entendida como a recepção do usuário, desde a sua chegada,
responsabilizando-se integralmente por ele, ouvindo sua queixa, permitindo que ele
expresse suas preocupações, angústias e, ao mesmo tempo, definindo limites
necessários, garantindo atenção resolutiva e articulação com os outros serviços de
saúde para a continuidade da assistência quando necessário;
 Ambiência aqui compreendida como o ambiente físico, social, profissional
e de relações interpessoais que deve estar relacionado a um projeto de saúde
voltado para a atenção acolhedora, resolutiva e humana;
 O vínculo entendido como a humanização da relação com o usuário;
 A responsabilidade integral pela atenção aos sujeitos;
 O contrato de cuidados e/ou projeto de saúde voltado para o sujeito e ou
comunidades, contemplando ações de diferentes eixos, levando em consideração
as necessidades de saúde individuais e coletivas. A sua construção deve incluir a
co-responsabilização do usuário, gestor e trabalhadores das equipes de saúde,
levando em conta a intersetorialidade, a rede social do usuário, o vínculo e a
avaliação de risco;
70

 Trabalho em equipe interdisciplinar, intersetorial, humana, resolutiva com


capacidade de investigação, pesquisa e avaliação continuada;
 Clínica ampliada que visa o sujeito e a doença, a família e o contexto,
tendo como objetivo produzir saúde e aumentar a autonomia do sujeito, da família
e da comunidade;
 Reabilitar que implica em conhecimento da realidade social, histórica e
cultural, restituindo ao indivíduo o seu ambiente e a sua atividade profissional, seja
na família, no trabalho e no mercado.

O Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas- CAPS AD –


É um serviço que atende pessoas que enfrentam problemas relacionados ao uso
de álcool e outras drogas. Funciona na forma de ambulatório especializado em
dependência química, ao lado do CEMA, que da mesma forma desenvolve ações
de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, atuando em conjunto com os
demais serviços do Sistema. Sua demanda é de 2.332 pacientes cadastrados e
realiza em média 890 procedimentos/ mês.

O Centro de Atenção Psicossocial II- CAPS II - Atende a comunidade com


demandas gerais em Saúde Mental, nas modalidades intensivo, semi-intensivo e
não intensivo, a partir do diagnóstico e do Plano Terapêutico singular de cada
usuário. Seu funcionamento ocorre no antigo Hospital Alexandre Lisboa com 5.300
pacientes cadastrados e realizando em média 1.750 procedimentos/ mês.

O Centro de Atenção Psicossocial infanto-juvenil- CAPS i - O CAPS i é


um Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil que visa o atendimento integral
em Saúde Mental de crianças e adolescentes. O objetivo é proporcionar uma vida
de qualidade, visando à prevenção e tratamento de transtornos mentais e
distúrbios da comunicação. Possui 3.700 pacientes cadastrados e realiza em média
800 procedimentos /mês. Tem sede própria no Bairro Ibirapuitã.

O Serviço Residencial Terapêutico é composto por uma casa que acolhe


atualmente 17 moradores, sendo 08 do sexo masculino e 09 do sexo feminino, e
seis módulos de Residências Assistidas que acolhem um a dois moradores por
casa.
71

A Equipe do SAIS Mental de Alegrete é composta por: Diretor do SAIS


Mental, Diretores de Serviços, Médicos Psiquiatras, Psicólogas, Assistentes
Sociais e Estagiário, Enfermeiros, Técnicos de Enfermagem e Estagiário,
Educadores Físicos, Terapeuta Ocupacional, Oficineiros, Acompanhantes
Terapêuticos, Cuidadores Residenciais; Motoristas, Estagiários Administrativos,
Higienistas e Zeladores.

SERVIÇO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE MENTAL DA SANTA CASA DE


CARIDADE DE ALEGRETE - SAIS DA CASA

Sabe-se que a história da saúde mental/ internações psiquiátricas é bastante


antiga, com constantes adequações de acordo com a idéia de qualificar o
atendimento destas especialidades no Hospital Geral, tirando a necessidade de
internações em Hospitais Psiquiátricos. A partir de 1991, a média de
encaminhamentos para fora de domicílio caiu drasticamente, pois a Santa Casa de
Caridade de Alegrete assumiu a internação psiquiátrica de agudos em crise, sem
criação de unidade psiquiátrica, com média de permanência de 10 dias.
Desde 1991, a atenção em Hospital Geral, no município de Alegrete, tem
seguido as estratégias de desinstitucionalização da loucura e do cuidado em meio
aberto. Nos primeiros anos, a ação foi a de ordenar e credenciar 12 leitos de
Atenção Integral em Saúde Mental na Santa Casa de Caridade, junto ao Ministério
da Saúde.
Ao final da década de 90, através da mobilização comunitária foi
apresentada uma proposta de organização de uma área para a Saúde Mental no
Hospital. A este espaço denominou-se Área de Lazer, a qual foi concretizada em
2005.
É importante destacar que a Política Nacional de Saúde Mental vem
trabalhando nos últimos anos com o conceito de leitos de Atenção Integral em
Saúde Mental (Hospitais Gerais, CAPS III, Emergências Gerais, Leitos dos
Serviços Hospitalares de Referência para Álcool e Drogas), que se associam aos
leitos de Hospitais de pequeno porte. Estes leitos devem ofertar o acolhimento
72

integral ao paciente em crise articulados, em diálogo permanente, aos outros


dispositivos de referência para o paciente. A tendência é de que esta rede de leitos
de Atenção Integral, à medida de sua expansão, apresente-se como substitutiva à
internação em Hospitais Psiquiátricos convencionais. Este processo, com ritmo
pactuado entre os gestores do Município e do Estado, Hospitais e Controle Social,
tem sido acompanhado em sua grande maioria pelo aumento progressivo dos
equipamentos e das ações para a desinstitucionalização, tais como CAPS,
Residências Terapêuticas, ações na Atenção Básica, Centros de Convivência e a
habilitação dos municípios no Programa de Volta para Casa.

Em 2007, o espaço foi denominado de SAIS da Casa, tendo como objetivo a


acolhida, o vínculo e o tratamento de portadores de sofrimento psíquico, assim
como, a desintoxicação de dependentes químicos. Desta forma, busca o
tratamento e retorno mais breve possível ao meio social e familiar, prestando
atendimento humanizado a pacientes, onde estão esgotadas as possibilidades de
tratamento tanto ambulatorial quanto domiciliar, bem como fortalecendo a rede e
prestando um serviço resolutivo, de qualidade à população de Alegrete e região.
O número de internações realizadas no estabelecimento é em média vinte e
seis internações álcool e drogas e dezessete internações psiquiátricas/mês com a
pactuação atual, junto à SES, de treze leitos psiquiátricos e quatro leitos AD.
Atualmente, encontra-se em processo de cadastramento de mais três leitos. A
equipe técnica, no momento, é constituída por Acompanhantes Terapêuticos,
Médico Psiquiatra, Psicólogos, Assistente Social, Estagiários de Serviço Social,
Enfermeiros, Técnicos de Enfermagem e Plantão Médico 24hs.
A Dinâmica de trabalho é constituída por: Avaliação Médico-Psicológica e
Social; Atendimento Multidisciplinar Individual e Grupal; Atendimento Familiar;
Reuniões de equipe e registro adequado dos procedimentos diagnósticos e
terapêuticos, além da preparação do paciente para a alta hospitalar.
A equipe do Sais da Casa trabalha garantindo os fundamentos teóricos e
técnicos do processo da Reforma Psiquiátrica no Brasil, visando desencadear
ações que deem conta de superar o modelo centrado no Hospital Psiquiátrico e
Manicomial, de acordo com as Leis - Federais nº 8.080 e nº 10.216/01, Lei
Estadual nº 9.716/92 e Resolução nº 130/08 – CIB RS e Lei municipal nº
2262/16.05.2006.
73

CENTRO DE ESPECIALIDADES MÉDICAS - CEMA

Trata-se de um serviço de Atenção Secundária, no qual disponibiliza


assistência especializada aos usuários do SUS que são encaminhados pela
Atenção Primária. Sendo assim, os mesmos, são triados, recebem o atendimento e
o tratamento necessário, bem como são referenciados a fazerem o monitoramento
na Unidade Básica de Saúde mais próxima à sua residência.

Para tanto, abaixo segue a lista detalhada de especialidades que dispomos:

ESPECIALIDADE Nº DE FICHAS

GRUPO HIPERDIA E TIREÓIDE 15

CARDIOLOGISTA 12
CARDIOLOGISTA 14
DERMATOLOGISTA 15
TUBERCULOSE Livre demanda
TRAUMATOLOGISTA 14
TRAUMATOLOGISTA 12
UROLOGISTA 13
UROLOGISTA 13
PROCTOLOGISTA 12
OTORRINOLARINGOLOGISTA 20

NUTRICIONISTA 14

ECG 20
GASTROLOGISTA 10

Além destas especialidades, podemos contar com uma equipe de


recepcionistas, que fazem agendamento, confirmação de consultas e auxiliam os
usuários, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Também, junto ao CEMA, há o
serviço de Fonoaudiologia.
Embora a Atenção Básica se responsabilize pelas doenças vulneráveis, no
Município de Alegrete, existem grupos técnicos que fornecem suporte para
portadores de Tuberculose, Chagas, Hanseníase e Ostomias.
74

 GT Tuberculose – Os ACS possuem uma importante atuação nas ESFs no


acolhimento aos doentes com tuberculose, que é uma doença infectocontagiosa
causada por uma bactéria que afeta, principalmente, os pulmões, mas, também
pode ocorrer em outros órgãos do corpo, como ossos, rins e meninges
(membranas que envolvem o cérebro). Os pacientes são atendidos pelo Médico e
equipe, além de não haver necessidade de agendamento prévio.

 GT Hanseníase - É uma das mais antigas doenças que acomete o homem,


causada pelo Mycobacterium leprae. O bacilo de Hansen é um micróbio que
apresenta afinidade pela pele e nervos periféricos. É uma doença infecciosa,
crônica, de grande importância para a saúde pública devido à sua magnitude e alto
poder incapacitante, atingindo, principalmente, as pessoas em faixa etária
economicamente ativa, comprometendo seu desenvolvimento profissional e/ou
social. A medicação é um coquetel de antibióticos, distribuídos gratuitamente e,
quando necessário, após reavaliação médica, são realizados exames laboratoriais
para controle.
 GT Ostomia - O atendimento a pessoas submetidas à cirurgia de estomia
(cirurgia que cria um orifício no corpo que permite comunicação com o exterior);
colostomia (comunicação do intestino grosso com o exterior); ileostomia
(comunicação do intestino delgado com o exterior); urostomia (cria um trajeto
alternativo para a saída da urina); gastrostomia (comunicação do estômago com o
meio exterior). Os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) recebem as bolsas
coletoras e adjuvantes de proteção e segurança, bem como são acompanhados
por equipes multiprofissionais em serviços especializados. É uma parceria entre a
Secretaria Municipal de Saúde e a 10ª Coordenadoria Regional de Saúde.
75

CENTRO DE APLICAÇÃO E MONITORAMENTO DE MEDICAMENTOS


INJETÁVEIS - CAMMI

O CAMMI tem por objetivo assegurar uma maior adesão e promover o uso
racional de medicamentos, atendendo aos Protocolos Clínicos e Diretrizes
Terapêuticas regulamentadas pelo Ministério da Saúde. É uma parceria entre a
Secretaria Municipal de Saúde e a 10ª Coordenadoria Regional de Saúde.
Funciona no Centro Social Urbano, localizado no Bairro Capão Angico. O serviço é
formado pelos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). O horário de
funcionamento é de segunda a quarta-feira, entre 8h e 12h.
Com espaço, infraestrutura, equipe, logística e retaguarda para exames de apoio
ao tratamento da hepatite, fornecido pela Secretaria de Saúde da Prefeitura de
Alegrete. O papel do Estado é prover os medicamentos, que são caros e de alta
complexidade. Antes de sua criação, o Estado oferecia o medicamento, sem o
monitoramento de aplicação. Como cada aplicação não necessita de uma ampola
inteira, o usuário era obrigado a descartar a sobra. Atualmente, nove pacientes
estão em tratamento e cerca de 180 realizam monitoramento.
 GT Hepatites - As hepatites virais são doenças de notificação
compulsória. A principal via de contágio do vírus da hepatite A é a fecal-oral, por
contato inter-humano ou através de água e alimentos contaminados. A
disseminação está relacionada com o nível socioeconômico da população,
existindo variações regionais de endemicidade, de acordo com o grau de
saneamento básico, de educação sanitária e das condições de higiene da
população. A transmissão do vírus da hepatite B (HBV) se faz por via parenteral e,
sobretudo, pela via sexual, sendo considerada uma doença sexualmente
transmissível. A transmissão vertical (materno-infantil) também é causa frequente
de disseminação do HBV. Na hepatite C sua transmissão ocorre, principalmente,
por via parenteral, em indivíduos que receberam transfusão de sangue e/ou
hemoderivado, usuários de drogas intravenosas ou usuários de cocaína inalada
que compartilham os equipamentos de uso, pessoas com tatuagem, piercings ou
que apresentem outras formas de exposição percutânea (p. ex. consultórios
odontológicos, pedólogos, manicures, etc., que não obedecem às normas de
biossegurança).
76

SERVIÇO DE FISIOTERAPIA

O Serviço de Fisioterapia Municipal atua desde 1989 e contribui no sentido


de reestabelecer a condição física dos usuários, prevenir o aparecimento ou a
recorrência de patologias e reintegrar os pacientes às atividades rotineiras com a
maior brevidade possível. O Serviço de Fisioterapia é uma Unidade Ambulatorial de
atendimento, de média complexidade, a qual recebe usuários encaminhados pela
rede médica do SUS. Possui uma média de 1060 atendimentos/mês. A equipe é
formada por dez fisioterapeutas, em regime estatutário, as quais prestam
atendimentos individuais e grupais em disfunções nas áreas de ortopedia,
traumatologia, neurologia e pneumologia, entre outras.
A maior demanda é de pacientes com patologias reumáticas seguidas das
ortopédicas, traumatológicas, neurológicas e de pneumologia. A partir da avaliação
e diagnóstico cinesiofuncional, é traçado um plano de tratamento, onde o
fisioterapeuta determina a frequência semanal e o tempo de duração das sessões.
O número destas fica limitado a no máximo vinte para aqueles com doenças
crônicas, os quais podem receber alta definitiva da fisioterapia ou ser
encaminhados a alguma atividade física ou reavaliados pelo médico assistente. Se
necessário, o usuário reingressa na lista de espera de Doenças Crônicas para
aguardar novo agendamento. A perda da vaga ocorre quando há duas faltas
consecutivas ou faltas justificadas com frequência, fatores que impedem a
continuidade do tratamento fisioterapêutico.
A prioridade de atendimento é dada aos usuários com patologias
respiratórias como infecções respiratórias, pneumonias, asma, bronquite,
tuberculose, entre outras; patologias neurológicas agudas como AVE,
traumarraquimedular, paralisia facial periférica, neuropatias, distrofias, mielites,
etc.; sequelas de traumas como politraumatismos graves, fraturas em geral,
entorses e lesões tendinosas, ligamentares e musculares.
Para os usuários da Lista de Urgência e Lista para o Transporte (pacientes
que nunca fizeram fisioterapia), são realizadas reavaliações a cada 10 (dez)
sessões e de acordo com a evolução clínica, pode ser dada alta fisioterapêutica,
acompanhamento por meio de reavaliações ou, no caso de patologias
neurológicas, encaminhados a algum dos atendimentos em grupo.
77

Os usuários com deficiência física permanente que dependem do transporte


podem se necessário, reingressar na lista para o transporte para aguardar novo
agendamento.
Aos usuários que sofreram AVE ou doença neurológica aguda que
ingressam na Lista de Urgência e estão na área de cobertura do NASF, são
encaminhados a UBS de referência para possível visita domiciliar e orientações da
equipe. Já os usuários que estão na Lista de Espera de Patologias Crônicas e que
pertençam à área do NASF, são avaliados pelos seus fisioterapeutas para possível
ingresso nos atendimentos em grupo nas UBSs.
Os atendimentos podem ser individuais ou em grupos para problemas
neurológicos e de coluna, de acordo com a necessidade. Um profissional é cedido
ao Centro de Equoterapia, onde são atendidas pessoas com deficiência. Outro
participa do Grupo de Apoio da Liga Feminina de Combate ao Câncer.
As vagas para atendimentos fisioterapêuticos serão preenchidas, após a
realização de triagem, para direcionar a lista de espera, que poderá ser Urgência,
Doenças Crônicas, Grupo de Patologias Neurológicas e Lista para o Transporte.
Conforme a liberação de vagas, o profissional fisioterapeuta autoriza o
agendamento para avaliação, prescrição do tipo de atendimento e quando
necessário, orienta o usuário e/ou familiares com relação aos cuidados necessários
para recuperação biopsicossocial como, por exemplo, exercícios terapêuticos,
aplicação de calor ou frio, noções de ergonomia, orientações posturais e outras
medidas para prevenir complicações futuras relacionadas aos sistemas:
respiratório, circulatório e/ou músculo-esquelético.
Os usuários que possuem CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) ou
DORT são encaminhados ao Cerest Oeste.
Os usuários da área de cobertura do NASF encaminhados pelo médico da
UBS para fisioterapia são avaliados pelo fisioterapeuta da equipe do NASF a fim de
definir o tipo de atendimento necessário.
78

SERVIÇO DE FONOAUDIOLOGIA

O Serviço de Fonoaudiologia da Secretaria de Saúde do Município de


Alegrete localiza-se junto ao CEMA. A estrutura física destinada para os
atendimentos é composta de três salas de atendimento (avaliações e terapias) e
uma sala para a recepção. Consta ainda uma sala destinada para o atendimento /
acompanhamento dos bebês com indicador de risco para deficiência auditiva
(IRDA), triados anteriormente no Teste da Orelhinha (Triagem Auditiva Neonatal),
através do Exame de Emissão Otoacústica realizado no PAM.
O atendimento abrange avaliações e fonoterapia para crianças e adultos. A
fonoterapia contempla as mais diversas patologias entre elas retardo de linguagem,
79

afasia, disfagia, surdez, alteração da motricidade oral, desvio fonológico, disfonia,


entre outras.
Apresenta produtividade em torno de 350 a 400 atendimentos por mês,
sendo que trinta destes atendimentos são destinados para as triagens iniciais,
casos considerados graves são prontamente inseridos em terapia e outros
aguardam em lista de espera para o início do tratamento.

SERVIÇO DE TRATAMENTO FORA DO DOMICÍLIO – TFD

O Tratamento Fora Domicílio (TFD), instituído pela Portaria nº 55 da


Secretaria de Assistência à Saúde (Ministério da Saúde), é um instrumento legal
que visa garantir, através do Sistema Único de Saúde, tratamento médico a
pacientes portadores de doenças não tratáveis no município de origem por falta de
condições técnicas.
Assim, o TFD consiste no agendamento de consultas em municípios de
referência para Alegrete seguido da ajuda de custo aos usuários, garantindo
transporte até o local da consulta. Os pacientes são encaminhados por ordem
médica às Unidades de Saúde de outro município ou Estado da Federação quando
esgotados todos os meios de tratamento na sua localidade de residência, desde
que haja possibilidade de cura total ou parcial, limitado no período estritamente
necessário a este tratamento e aos recursos orçamentários existentes. Neste setor
são recebidos vários documentos de referência e contra-referência para algumas
especialidades, as quais o município de Alegrete tem referência. Pode-se dar
ênfase ao número elevado de pessoas aguardando marcações para Neurocirurgia,
Ortopedia, Reumatologia, Neuropediatria e Cirurgia Vascular.
Para pacientes que necessitem de assistência médico-hospitalar, cujo
procedimento seja considerado de alta e/ou média complexidade eletiva, através
do TFD, os pacientes podem ser referenciados para os municípios que a
especialidade foi pactuada o atendimento, conforme descrita na tabela abaixo:
80

Município de Referencia
Especialidade
(Pactuado)
Neurologia, Oncologia Uruguaiana
Reabilitação Física Bagé
Reabilitação Visual Giruá
Reabilitação Auditiva Santa Maria
Otorrinolaringologia* (Adulto e Infantil), São Gabriel
Urologia.
Oftalmologia* Rosário do Sul
Reabilitação das Deformidades Crânio Faciais Lajeado
Cardiologia Herói
* Média Complexidade/** Alta Complexidade

Pode-se destacar também que, além do atendimento em municípios


presentes na pactuação acima, desde o final do ano de 2011, tem sido utilizado
para agendamento de consultas de média e alta complexidade o sistema
informatizado AGHOS, ligado a Central de Regulação do Estado que permite a
cada Coordenadoria e Secretaria de Saúde a visualização de todas as
especialidades que o Estado disponibiliza no que se refere a atendimento
ambulatorial, em Porto Alegre, juntamente com as cotas e marcações de cada
município. Com isso, pode-se atentar para tabela abaixo:

Município Porto Alegre Referência nas Especialidades (AGHOS)

Oftalmologia*, Otorrinolaringologia*, Urologia*, Gastrologia, Pneumologia,


Ginecologia*, Hematologia, Endocrinologia, Cirurgia Geral, Cirurgia Hepática,
Mastologia, Reumatologia, Genética, Coloproctologia, Imunologia, Cirurgia
Plástica e Infertilidade, Ortopedia, Oncologia, Cardiologia
*Alta Complexidade

Através do sistema utilizado, atualmente, é possível também solicitar


agendamentos com prioridade, fazendo com que o Estado reconheça a gravidade
de cada caso.
Para o comparecimento a sua consulta e/ou procedimento(s) agendado(s),
os pacientes são orientados da documentação a ser apresentada. Através destas
marcações ocorrem os cadastros no sistema do TFD, sendo geradas listas diárias
de pacientes para consultar em determinado dia e localidade, sendo enviado
81

relatório diário ao responsável pela logística para definir o transporte para posterior
contato com os pacientes.
As Biopsias são encaminhadas ao Laboratório de Análises Patológicas no
município de Santa Maria.
Somos Referência Regional em Tomografia e Ressonância Magnética, os
quais encaminhamos à marcação via 10ª CRS. O TFD atua também na marcação
e no processo de autorização dos exames enviados para a 10ªCRS, necessitando
de solicitação médica em uma APAC, relacionados abaixo:
 Ecocardiograma, Cateterismo e Teste de Esforço (Ijui);
 Cintilografias (Santa Maria);
 Eletroneuromiografia (através de pedido do Neurologista de São Gabriel ou
Uruguaiana);
 Densitometria óssea.
O Serviço trata do encaminhamento, a outros municípios, de pacientes com
necessidades de consultas e procedimentos que não são prestados pelo SUS em
Alegrete, as quais notavelmente só aumentam fazendo com que a procura pelo
serviço aumente.

HEMOCENTRO REGIONAL DE ALEGRETE (Gestão Municipal / Coordenação


Estadual- FEPPS)

O Hemocentro Regional de Alegrete (HRA) realiza, atualmente, uma média


de 511 coletas/mês, atualizadas por números do primeiro semestre de 2013, com
processamento e distribuição regional de hemocomponentes (467/mês). Participa
ainda do Programa de Cadastramento de Doadores de Medula Óssea (REDOME)
com diversas campanhas desenvolvidas, totalizando cerca de 236 cadastrados no
período.
Atinge, hoje, cobertura integral de leitos hospitalares nos municípios de
Alegrete, Quaraí, São Francisco de Assis, Rosário do Sul, Itaqui, São Gabriel e
Santana do Livramento.
Os principais avanços são: a instituição do padrão de qualidade com
acreditação em Imunologia e testes sorológicos; a realização de testes com técnica
em Gel para tipagem e fenotipagem sanguínea e a utilização do Gel Teste, que é
82

um método para microtipagem de grupos sanguíneos;


pesquisa/identificação/titulação de anticorpos irregulares e provas de
compatibilidade sanguínea pré-transfusionais. O método apresenta uma forma
100% assertiva de leitura das reações de aglutinação, sem dúvidas de
interpretações, com resultados eficientes e seguros.
No local, são realizados teste Triagem de Hemoglobinas Anormais
(hemoglobina S). Ocorreu também a implementação do Teste Ácido Nucléico
(NAT), sendo esta uma tecnologia de Biologia Molecular desenvolvida para a
detecção do ácido nucléico do Vírus da Imunodeficiência Humana – HIV e do Vírus
da Hepatite tipo C – HCV, com isso, é possível obter uma redução significativa no
período denominado como janela imunológica - compreendido entre a infecção e a
produção de anticorpos pelo organismo.

Tabela 22 - PRODUÇÃO E CONSUMO POR AGÊNCIA TRANSFUSIONAL


/ 1 º SEM 2013 (01/01/2013 à 30/06/2013)
AGÊNCIA BOLSAS Nº HEMOCOMPONENTES 1º SEMESTRE / 2013
TRANSFUSIONAL COLETADAS
CH CP PFC CRIO TOTAL
ENVIADAS – AT 430047 781 66 61 44 952
DA STA CASA DE
797 DESCARTADAS 29 0 4 0 33
ALEGRETE
TRANSFUNDIDAS 750 66 58 41 915
ENVIADAS – AT 430156 215 6 0 0 221
DO HOSPITAL SÃO
142 DESCARTADAS 34 0 0 0 34
PATRICIO-ITAQUI
TRANSFUNDIDAS 164 6 0 0 170

DO HOSP. DE ENVIADAS – AT 430235 115 0 4 0 119


CARIDADE DE 66 DESCARTADAS 21 0 0 0 21
QUARAI
TRANSFUNDIDAS 109 0 4 0 113
ENVIADAS – AT 430236 267 8 15 5 295
HOSP. DE CARIDADE-
307 DESCARTADAS 27 0 6 5 38
ROSÁRIO DO SUL
TRANSFUNDIDAS 241 0 8 0 249

DA STA CASA DE ENVIADAS – AT 430046 532 0 62 0 594


SANT'ANA DO 408 DESCARTADAS 58 0 3 0 61
LIVRAMENTO
TRANSFUNDIDAS 467 0 40 0 507

HOSP. STO ANTONIO- ENVIADAS – AT 430305 114 0 0 0 114


SÃO FRANCISCO DE 100 DESCARTADAS 29 0 0 0 29
ASSIS
TRANSFUNDIDAS 84 0 0 0 84

DA STA CASA DE ENVIADAS – AT 430237 435 27 16 0 478


CARIDADE DE SÃO 312 DESCARTADAS 65 0 0 0 65
GABRIEL.
TRANSFUNDIDAS 372 31 10 0 413
Fonte:HRA/2013
83

Os dados abaixo sobre as doações espontâneas e reposições se referem


ao município de Alegrete, visto que cada Agência Transfusional/Hospital
Conveniado controla suas reposições e algumas trabalham apenas com doadores
voluntários, sem exigir reposição. Desta forma, o número de doadores para
reposição no Hemocentro, obrigatoriamente, é para Santa Casa de Alegrete.

Gráfico 18 - CANDIDATOS À DOAÇÃO PARA HOSPITAL SANTA


CASA ALEGRETE 2012

Fonte: HRA/2013

· Gráfico 19 - DOAÇÕES PARA HOSPITAL SANTA CASA


ALEGRETE - 1º SEM 2013

Fonte: HRA/2013
84

SAÚDE DO TRABALHADOR - CEREST

Os agravos relacionados ao trabalho em Alegrete são notificados pelo


Observatório de Acidentes do Trabalho e Violência localizado no Pronto Socorro
Municipal de Alegrete, através do Sistema de Informações em Saúde do
Trabalhador (SIST) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação
(SINAN). Em 2012, foram notificados pelo SIST 650 agravos. Os homens foram
mais acometidos, com 84% em relação às mulheres. Pelo SINAN, em 2012, foram
235 notificações, destas 28% foram acidentes de trabalho com exposição à
material biológico, 27% dermatoses ocupacionais, 20% acidentes de trabalho
grave, 19% LER/DORT e 6% intoxicações exógenas (agrotóxicos e substâncias
químicas).
Gráfico 20 – NOTIFICAÇÕES SINAN - 2012

Fonte: tabnet set/2013

Alegrete é sede do Cerest Oeste, Centro de Referência Regional em Saúde


do Trabalhador, que tem abrangência regional, com objetivo de dar suporte técnico
aos municípios da 10a Coordenadoria Regional de Saúde na área de Saúde do
Trabalhador, com eixo prioritário as ações de prevenção e educação da
comunidade, além de vigilância aos ambientes de trabalho. O Cerest Oeste conta
com profissionais concursados pela Prefeitura Municipal de Alegrete para compor
sua Equipe Técnica, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicóloga, técnicos de
enfermagem e agentes administrativos.
85

Desde 2013, apresenta um Núcleo em Saúde do Trabalhador para realizar


as ações locais em Saúde do Trabalhador, contando com a coordenação de um
enfermeiro e um fiscal sanitário. Atualmente, o Núcleo vem mapeando as
atividades produtivas e doenças relacionadas ao trabalho nas microregiões do
município de Alegrete.
Os trabalhadores com doenças relacionadas ao trabalho podem ser
encaminhados para atendimento especializado no Cerest Oeste. O
encaminhamento é realizado, através do Núcleo em Saúde do Trabalhador ou
diretamente pelo profissional da saúde da rede com o Documento de Referência e
Contra-Referência, onde pode receber acompanhamento por médico ortopedista,
médico do trabalho, psicóloga, reabilitação fisioterápica e equipe de enfermagem.
Existem projetos em andamento realizados pelo Cerest Oeste no município
de Alegrete, como os Projetos de avaliação da saúde dos bancários:
“Sintomatologia Relacionada a LER/DORT em Bancários da Fronteira Oeste do
RS” e “Prevalência de Alcoolismo em Bancários de Alegrete – RS”. O Projeto de
Avaliação da Saúde dos Trabalhadores da Limpeza Urbana de Alegrete - RS
(Projeto Piloto) e o Projeto selecionado pelo Edital n. 28 (DOU n. 226 de 2012) para
o Programa de Educação pelo Trabalho em Saúde (PET VS), em parceria com a
Unipampa campus Uruguaiana, para avaliar e promover a saúde dos trabalhadores
rurais da região.
O Cerest Oeste também realiza ações de Vigilância em Saúde do
Trabalhador, sendo que, em 2012, visitou o Marfrig de Alegrete para avaliar as
condições de trabalho e do ambiente desta empresa. Os próximos desafios da
Vigilância em Saúde é a estruturação de um Código Municipal de Vigilância, que
está sendo elaborado pelas Vigilâncias em conjunto das Secretarias de Saúde e de
Governo; e a Investigação do Acidente de Trabalho Fatal, através da Vigilância
Epidemiológica apoiada pela 10a CRS e Cerest Oeste.
86

REDE DE APOIO

SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA - FARMÁCIA BÁSICA

A Assistência Farmacêutica é um componente fundamental para efetiva


implementação da assistência em saúde da população e o seu principal objetivo é
garantir a necessária segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos
dispensados aos usuários do SUS, promoção do uso racional e o acesso aos
medicamentos considerados básicos e não básicos.
A Política Nacional de Medicamentos, definida por meio da Portaria do
Ministério da Saúde (MS) n° 3916/98, assim como algumas novas diretrizes de
Assistência Farmacêutica apresentada e referendada pela Resolução do Conselho
Nacional de Saúde n° 338/04, remetem e orientam para a prática de uma
assistência farmacêutica descentralizada, pactuada entre as esferas de Governo e
com ações centradas no usuário, comunidade e profissionais de saúde.
A Assistência Farmacêutica é organizada pela Farmácia Básica, onde é
realizado o gerenciamento dos medicamentos de modo coordenado e planejado.
A Farmácia Municipal acompanha, controla e avalia todas as etapas do
processo de seleção, programação, aquisição, armazenamento, distribuição, até a
dispensação dos medicamentos.
A necessária segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos adquiridos
são fundamentais para a promoção da saúde, bem como o uso racional e o acesso
da população àqueles considerados medicamentos básicos, e até os considerados
não básicos.

SERVIÇO DE LABORATÓRIO MUNICIPAL

Realiza alguns exames de rotina da Atenção Primária, a partir de


solicitações feitas por profissionais da Rede Pública, incluindo baciloscopia e
cultura para tuberculose. No serviço, há autorização de exames para laboratórios
conveniados do SUS, autorização de exames de RX e mamografia do SUS;
Coletamos materiais para exames a serem encaminhados para Laboratório
conveniado do Estado.
87

Tabela 23 – EXAMES REALIZADOS NO LABORATÓRIO


MUNICIPAL E TERCEIRIZADOS (2012)

EXAME QUANTIDADE
Eritrograma 8926
Leucograma 8926
Glicose 7432
Exame qualitativo de urina 5796
Colesterol total 4582
Triglicerideos 4415
Creatinina 3697
Colesterol HDL 2953
Colesterol LDL 1562
Kttp 412
HIV 1855
VDRL 1867
Ácido úrico 1503
VHS 1584
EPF 1658
Plaquetas 1606
Toxoplasmose IgM 1321
Uréia 1541
Chagas 1054
Tipagem grupo 830
Rh 830
BK 872
HbsAg +HCV+HBC 2422
TGO 978
TGP 944
TAP 711
PCR 278
FAL 360
FR 173
Bilirrubinas 225
Sangue oculto 1
Cin 73
GGT 384
ASO 142
Tempo coagulação 184

TOTAL 72097
88

SERVIÇO DE URGÊNCIA/ EMERGÊNCIA

A Rede de Atenção às Urgências foi constituída considerando que o


atendimento aos usuários com quadros agudos deve ser prestado por todas as
portas de entrada dos serviços de saúde do SUS, possibilitando a resolução
integral da demanda ou transferindo-a, responsavelmente, para um serviço de
maior complexidade, dentro de um sistema hierarquizado e regulado, organizado
em redes regionais de atenção às urgências enquanto elos de uma rede de
manutenção da vida em níveis crescentes de complexidade e responsabilidade
(Portaria MS/GM N° 1.600, de 7 de julho de 2011).

PRONTO SOCORRO MUNICIPAL – PSM

O Pronto Socorro Municipal de Alegrete, diretamente subordinado a


Secretaria Municipal de Saúde, com atuação na área de recuperação da saúde e
promoção da assistência médica, é o órgão responsável pelo desenvolvimento das
atividades relativas à prestação de assistência de urgência e emergência aos
municípios de Alegrete e Manoel Viana.
Em se tratando de uma área complexa – funcionam 24 horas /dia, 365 dias /
ano – devido ao alto número de atendimento médio diário de 206 pacientes (6.407
pacientes mensais), atende independente de sua condição de beneficiário,
qualquer entidade prestadora de serviço médico e encaminha a Unidade Hospitalar
ou demais Unidades Básicas de Saúde do Município.
A equipe de atendimento diário é composta por médico plantonista,
enfermeiros, técnicos/auxiliares de enfermagem, motoristas, recepcionistas e
equipe de apoio composta de cirurgião geral, cirurgião bucomaxilofacial, médicos
traumatologistas, médicos ginecologistas, bem como equipe administrativa.
Quando necessário contamos com suporte diagnóstico de média complexidade nos
exames laboratoriais, raios-X e tomografia, conforme convênio firmado com o
Hospital Irmandade da Santa Casa de Caridade de Alegrete, visando melhoria na
qualidade do atendimento prestado, de forma direta ou indireta à comunidade.
89

GRÁFICO 21 – LOCALIDADES COM MAIOR ATENDIMENTO NOS


MESES DE AGOST0-SETEMBRO-OUTUBRO/ 2013

Fonte:SMS / PSM 2013

SERVIÇO DE ATENDIMENTO MÓVEL DE URGÊNCIA - SAMU

O município possui 01 unidade de suporte básico (USB) para atendimento


móvel aos agravos em situações de urgência e emergência, pois o determinante é
01 USB para cada 100 a 150 mil habitantes.
A solicitação de atendimento (pedido de socorro) é realizada para uma
Central de Regulação de chamados (Central Estadual), através do número 192. O
atendimento é gratuito - fator importante a ser considerado é a demora na
regulação. Atualmente, existem cinco Centrais de Regulação no RS, sendo que a
Central de Regulação Estadual atende 243 municípios, incluindo nestes, Alegrete.
Após uma análise prévia do pedido, a Central de Regulação Médica poderá
disponibilizar os recursos necessários para melhor atender ao pedido de auxílio,
por meio de uma orientação médica, um conselho ou ainda deslocar uma equipe
de suporte básico de vida, de acordo com a necessidade do caso.
Grande parte dos atendimentos é de pequena e média complexidade, por
problemas socioeconômicos, dentre outros, fato que suscita a reflexão sobre a
necessidade de um serviço de transporte sanitário que venha a atender esta
demanda.
90

No ano de 2013, o SAMU realizou de janeiro a junho, 400 atendimentos,


mesmo havendo um período de manutenção da ambulância, no qual, ficou 45 dias
fora de atendimento.
GRÁFICO 22 - ATENDIMENTOS CLÍNICOS - SAMU

Fonte: SMS – Setor SAMU - 2013

GRÁFICO 23 - ATENDIMENTOS POR TRAUMA - SAMU

Fonte: SMS – Setor SAMU - 2013


91

HOSPITAL

A Irmandade da Santa Casa de Caridade de Alegrete, fundada em 15 agosto


de 1872, filantrópica, única unidade hospitalar em atendimento à população em
geral local. Presta serviços de saúde regionalizados ao Sistema Único de Saúde,
como exames de ressonância magnética, tomografia computadorizada,
mamografia bilateral e unilateral, e atendimentos nas especialidades de
Coloproctologia e Bucomaxilofacial a nível ambulatorial e hospitalar em média
complexidade. Na área materno-infantil, conta com a casa da gestante, mãe
canguru e UTI Neonatal. Realiza junto às gestantes e puérperas palestras e
oportunizam dinâmicas, expondo os benefícios do aleitamento materno, incluindo
visita domiciliar as gestantes que apresentam dificuldades para amamentar. Com
média de 770 internações mês, com 168 leitos cadastrados no CNES, sendo 139
SUS, mais 27 leitos em processo de cadastramento.
Hospital contratualizado, com 85% de sua capacidade instalada ofertada ao
SUS, com índice de satisfação em média de 85%, nos procedimentos ambulatoriais
de média complexidade dos 14.649 contratualizados realiza em média mensal
16.578.
Com laboratório clínico próprio, realiza 5.235 exames/mês, com
agendamentos para mesma semana.
Para exames de radiodiagnósticos são realizados a média contratualizada
de 1.850, com agendamentos para mesma semana.
Nas internações contamos com os seguintes leitos:
Clinica Número de leitos
Clínica médica 32
Clínica cirúrgica 27
Obstetrícia 20
Pediatria 14
Psiquiatria 20
Crônicos 06
Tisiologia 02
UTI adulta 07
UTI neo 10
Unidade de isolamento 01

Em fase de cadastro de mais 27 leitos, incluindo leitos clínicos e cirúrgicos.


92

Em alta complexidade com atendimentos regionalizados para ressonância


magnética (100) e tomografia computadorizada (190), com proposta para aumento
da oferta aos usuários do SUS da região da fronteira oeste em mais 50 exames.
Possui comissão de óbito maternos, neonatal, infantil e fetal integrada à
Secretaria Municipal de Saúde para investigar e detectar a causa mortis com a
finalidade de implementar ações de prevenção a fim de reduzir a mortalidade.
No Desenvolvimento Profissional da meta pactuada de 50% dos funcionários
capacitados em cursos de treinamento e aperfeiçoamento no ano, atingido no
terceiro trimestre de 2013, a média de 87,86%, entre os treinamentos destacamos;
Atestados Médicos, Recomendações de Biosegurança e Proteção, Inteligência
Emocional para enfermeiros, Crise Tireotóxica, Demonstrativo de Visitas Setoriais e
Vistorias (Perfuro-Cortantes), Acolhimento – Humanização, Cuidados com Dietas,
Treinamento TI, compreendendo as diversas áreas de atuação intra e extra
hospitalar com resultados refletidos na unidade hospitalar.
Unidade Hospitalar com a missão precípua de promover a recuperação
física e psicológica dos pacientes, através de ambiente humanizado, com
atendimento qualificado, inserido práticas de prevenção de doenças e visando o
bem estar físico, mental e social.

GESTÃO DO TRABALHO E EDUCAÇÃO EM SAÚDE

A Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (EPS) lançada pelo


Ministério da Saúde, através da Portaria 198, de fevereiro de 2004, possibilita a
identificação das necessidades de formação e desenvolvimento dos trabalhadores
da área da saúde, assim como a construção de estratégias e processos que
qualifiquem a atenção e a gestão em saúde, fortalecendo o controle social com o
objetivo de produzir um impacto positivo sobre a saúde individual e coletiva da
população.

No ano de dois mil e nove (2009), a Gestão do Município de Alegrete


assinou o Pacto pela Saúde em Defesa da Vida, com isso, assumiu um
compromisso de desenvolver a Educação Permanente em Saúde. No mesmo ano
foi implantado no Município o Núcleo Municipal de Educação em Saúde Coletiva -
93

NUMESC, seguindo as diretrizes do Pacto e possibilitando a viabilização mais


efetiva da proposta de uma Educação Permanente, voltada para as necessidades
locais e suas peculiaridades, através de cursos que fomentam o conhecimento e a
autonomia tanto dos funcionários quanto usuários do SUS.

EDUCAÇÃO EM SERVIÇO

No ano de 2009, foi celebrado convênio entre a Universidade Federal de


Santa Maria (UFSM) e o Município de Alegrete, com a interveniência da Fundação
de Apoio à Tecnologia (FATECIENS), para que os alunos da Faculdade de
Medicina pudessem realizar o estágio curricular.
Os estágios ocorrem no Ambulatório do Complexo da Zona Leste – Centro
Social Urbano (CSU), sob orientação do Médico Carlos Jesus Pereira Thompson
Flores. Até a presente data, passaram pelo local, cinquenta e dois estagiários,
permanecendo cerca de dois meses no estabelecimento. Ao longo deste período,
os alunos também acompanham, duas vezes por mês, os pacientes do CAMMI,
sob supervisão do Médico Responsável. Os acadêmicos atendem pacientes de
segunda a sexta-feira e se reúnem as quartas para a discussão de casos com o
Médico Orientador, perfazendo, no ano de 2012, um total de 1999 atendimentos.
De janeiro a outubro de 2013, houve 1697 consultas médicas. Nas sextas-feiras,
além do atendimento a pacientes, sob orientação do Médico contratado, realizam
aulas direcionadas à Cardiologia. Durante a semana os estagiários cumprem carga
horária nas Estratégias da Saúde da Família pelo período da tarde, realizando
observação dos atendimentos e rotinas do Médico.
O Ambulatório atende pacientes em Clínica Médica, das 07h às 12h, de
segunda a sexta-feira. A equipe é composta por Médicos, Enfermeira, Técnicos de
Enfermagem, Agente Administrativo e Nutricionista. Possui em média doze
atendimentos por dia, realizando intervenções que diminuem o número de
atendimentos do PSM e Serviços Especializados.
94

NÚCELO DE APOIO À GESTÃO

No ano de 2011, foi implantado o Núcleo de Apoio à Gestão (NAG),


integrando as funções de Educação em Saúde e Gestão do Trabalho.
Desta maneira, o NAG desenvolve e cuida da criação de novos projetos,
articula o processo de educação permanente e da reorganização do processo do
trabalho, atuando em consonância com as diretrizes do humanizaSUS.
O NAG contempla as seguintes coordenações:
 Humanização da Atenção;
 Educação em Saúde;
 Gestão do Trabalho;
 Articulação e criação de projetos e
 Auditoria.

SERVIÇO DE CONTROLE, AVALIAÇÃO E AUDITORIA

A auditoria é o conjunto de técnicas que visa avaliar a gestão pública, de


forma preventiva e operacional, sob os aspectos da aplicação dos recursos, dos
processos, das atividades, do desempenho e dos resultados, mediante a
confrontação entre uma situação encontrada e um determinado critério técnico,
operacional ou legal. A regulação estatal no setor saúde é tomada como aquela em
que o Estado atua sobre os rumos da produção de bens e serviços de saúde, por
meio das regulamentações e das ações que asseguram o cumprimento destas,
como fiscalização, controle, monitoramento, avaliação e auditoria. Portanto, a
regulação estatal sempre será exercida por uma esfera de governo (federal,
estadual e municipal regulamentada pela lei 8080/90), constituindo-se em uma das
funções da gestão de sistemas de saúde.
A respeito ao desempenho nos processos de gestão, formas de organização
e modelo de atenção, tendo como eixo orientador a promoção da equidade no
acesso à alocação dos recursos. Como instrumentos básicos para o
acompanhamento e avaliação dos sistemas de saúde o Relatório de Gestão e
Plano Plurianual.
95

Ações: Auditoria do SUS; Monitoramento e Avaliação da Gestão do SUS;


Ouvidoria do SUS; e Gestão Participativa, os quais destacaram os seguintes
subitens: Desenvolvimento de ações de mobilização social em defesa do SUS;
Criação de colegiados de gestão participativa; Planejamento participativo com
inclusão das deliberações das conferências; Implementação do Sistema Nacional
de Informação sobre Conselhos de Saúde – participanetsus;
O sistema de controle e avaliação tem o objetivo de apreender em que
medida as metas estão sendo alcançadas, a que custo, e reorientar o curso das
ações e serviços programados. As funções de controle, regulação e auditoria
devem ser coerentes com os processos de planejamento, programação e alocação
de recursos em saúde tendo em vista sua importância para a revisão de
prioridades e contribuindo para o alcance de melhores resultados em termos de
impacto na saúde da população, definidas conforme as pactuações efetuadas
pelos três níveis de Governo.
96

GESTÃO EM SAÚDE

Diretriz 1: Fortalecimento da Gestão dos Serviços de Saúde


Fortalecer a gestão, a educação em saúde, a qualificação dos recursos humanos e as ferramentas destinadas à
Objetivo:
saúde.
Metas 2014-2017 Indicadores Acompanhamento
Instituir a FMS; propor, coordenar e apoiar os planos e projetos estratégicos de
inovação na Gestão Pública, bem como fortalecer o Colegiado de Educação
METAS: Permanente e o Controle Social; implementar o serviço de Planejamento,
Controle, Avaliação e Auditoria, exercendo atividades operacionais de sistema,
de análise e monitoramento nos programas.
Debater junto à comunidade a criação e estruturação da FMS; encaminhar junto
ao CMS a aprovação da Fundação; estabelecer convênio entre PMA e FMS
para execução de programas específicos; realizar ações de auditoria voltadas
ao diagnóstico e a transparência, estimulando e apoiando o Controle Social,
possibilitando o acesso da sociedade às informações e resultados das ações do Número de audiências públicas
AÇÕES
setor e consolidando a auditoria como instrumento de gestão; potencializar o junto à comunidade;
Núcleo Municipal de Educação em Saúde Coletiva - NUMESC; realizar
diagnóstico e planejar as ações de saúde de acordo com as necessidades da
locorregião e manter convênio com UFSM (acadêmicos do 6º semestre de
Medicina).

Diretriz 2: Fortalecimento da Gestão do Trabalho

Valorizar a Educação Permanente e a Co-Gestão, desenvolvendo os processos de trabalho em conjunto com o


Objetivo: Colegiado de Gestão e a Comunidade; sensibilizar os trabalhadores a adotar uma postura reflexiva diante de seu
fazer profissional, contribuindo para o processo de reordenamento do SUS em Alegrete.

Metas 2014-
Indicadores Acompanhamento
2017
97

Gestão Participativa; aumentar em 20% a capacitação das equipes do SUS;


METAS:
melhorar as estruturas físicas.

Pesquisar a satisfação dos trabalhadores com relação as suas atividades;


Nível de satisfação dos
mensurar a satisfação dos usuários do SUS com os serviços ofertados; implantar
servidores; nível de satisfação
rodas de conversa sobre o SUS; estimular a participação e reflexão do processo
dos usuários; número de
de trabalho com vistas a implantar práticas de cuidado “usuário-centrado”;
conselheiros, coordenadores e
supervisionar processos de trabalho e reorganizá-los; implantar sistema de
AÇÕES servidores do SUS capacitados;
incentivos e avaliação por desempenho; manter e capacitar o Conselho
numero de audiências públicas
Municipal de Saúde; capacitar coordenadores de serviços e servidores do SUS;
efetivamente realizadas no
realizar audiências públicas nos territórios sanitários, assim como manter e
território sanitário; nº de rodas
ampliar a frota veicular, reformar e ampliar as instalações da SMS; adquirir
de conversas realizadas.
equipamentos e material educativo para o programa de fortalecimento da gestão.

ATENÇÃO BÁSICA EM SAÚDE

Diretriz 3: Qualificação da Vigilância em Saúde


Qualificar a Vigilância Sanitária, Epidemiológica, Ambiental e Saúde do Trabalhador, através de campanhas
Objetivo:
educativas, capacitação de recursos humanos e gestão de serviços.
Metas 2014- Indicadores
2017 Acompanhamento
Fortalecer e qualificar a fiscalização sanitária; implantar o Sistema de Informatização
METAS: do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) e o laboratório de entomologia;
implantar o controle de zoonoses e vetores; construir e manter o Canil Municipal.
Informatizar as salas de vacinas; assumir a análise entomológica das espécies de
mosquitos; padronizar através de POPs a rotina da VISA e integrá-la com outras
Secretarias; implantar roteiro de fiscalização com calendário organizativo; promover Número de salas de vacinas
campanhas educativas inclusive na mídia; ampliar e capacitar às equipes (nas áreas informatizadas;
AÇÕES
de alimentos, administrativa, jurídica, motivação pessoal e relações interpessoais) número de servidores
bem como na avaliação em poluição sonora, nas inspeções em estabelecimentos capacitados.
de saúde: odontologia, fisioterapia, academias de ginástica; buscar linha de
financiamento para a construção do canil municipal; ampliar a frota veicular.
98

Diretriz 4: Fortalecimento e Ampliação da Atenção Primária em Saúde

Ampliar e qualificar a Atenção Básica em Saúde através da Estratégia da Saúde da Família /ESF, nas Unidades
Objetivo: Básicas da Saúde (UBS), investindo em Educação Permanente com o intuito de qualificar o trabalho das equipes,
impactando positivamente na melhoria da saúde da população.
Metas 2014-
Indicadores Acompanhamento
2017
Ampliar e qualificar atendimento ESF; ampliar o número de famílias visitadas pelas
METAS: equipes de ACS; implementar o NASF e PMAQ-AB; construir e equipar novas UBS;
estimar e revisar os indicadores e metas.

Reorganizar o Programa do PIM; implantar e manter academias de saúde;


implantar a ESF Rural Itinerante; ampliar e reformar as UBSs; adquirir
equipamentos e materiais permanentes; disponibilizar materiais e insumos
utilizados no desenvolvimento de práticas integrativas e complementares,
ampliando a atenção, a escolha terapêutica e o acesso aos usuários; Educação
Permanente em Saúde dos profissionais e da população; definir metas de
atendimento de cada profissional do NASF; ampliar o número de visitadores do PIM Número academias
e ACS (estimular tratamento em suas áreas de ESF); Quanto à Saúde Bucal, incluir implantadas; nº de UBS
o ASB e TSB nas UBSs /ESFs; rediscutir o Plano de Prevenção/Atenção à Saúde reformadas e implantadas; nº
AÇÕES do Escolar com a possibilidade de implantar o Programa de Saúde Escolar, de visitadores do PIM e ACS
juntamente com a Secretaria de Educação; unificar assistência odontológica e capacitados; quantidade de
prevenção; qualificar o acesso ao serviço de Telessaúde; manter e ampliar frota oficinas de Saúde Mental em
veicular; implementar as oficinas de Saúde Mental na Atenção Básica; manter os funcionamento;
programas e projetos vinculados aos Órgãos Estaduais e Federais (incluindo os
homens e suas famílias, estimulando o autocuidado e hábitos saudáveis, por meio
de ações de informação, educação e comunicação); qualificar o acesso as
gestantes no 1º trimestre do pré-natal (objetivo de promover a vinculação com a
equipe, garantindo, assim, um bom acompanhamento do pré-natal com consultas
em número suficiente e qualidade satisfatória).
99

ATENÇÃO SECUNDÁRIA EM SAÚDE

Diretriz 5: Implantação do Centro Especializado de Reabilitação Auditiva e Física – CER II

Executar o projeto de construção do Centro Especializado de Reabilitação Auditiva e Física - CER II e adequar a
Objetivo:
equipe para atender a demanda regional.
Metas 2014-
Indicadores Acompanhamento
2017
Implantar e implementar os serviços do Centro Especializado de Reabilitação
METAS:
Auditiva e Física- CER II.

Construir instalações adequadas aos serviços especializados; adquirir veículo


adaptado; desenvolver protocolos para o funcionamento do serviço; contratar e Número de profissionais
AÇÕES
qualificar a equipe multiprofissional; captar recursos para custeio de ações e capacitados.
serviços; adquirir equipamentos e materiais permanentes.

Diretriz 6: Qualificação dos Serviços de Fisioterapia e Fonoaudiologia

Qualificar e ampliar os serviços de Atenção Especializada, bem como implantar o processo de referência e contra-
Objetivo:
referência para estes serviços.
Metas 2014-
Indicadores Acompanhamento
2017
METAS: Qualificar e ampliar os serviços de atendimento à Atenção Especializada

Implantar Procedimentos Operacionais Padronizados (POP) para atender as


demandas oriundas da Atenção Básica; articular ações dos serviços especializados
com as ESFs, UBS (CSU) e NASF; qualificar a infra-estrutura dos serviços Número de profissionais
AÇÕES
especializados; qualificar o transporte dos usuários com limitações; ampliar as capacitados.
equipes de fonoaudiólogas e fisioterapeutas; capacitar às equipes através de
cursos de qualificação na área; adquirir equipamentos e materiais.
100

Diretriz 7: Fortalecimento do Sistema de Saúde Mental Coletiva/Sais Mental

Objetivo: Construir, ampliar e reformar as estruturas físicas dos CAPS e do Residencial Terapêutico.
Metas 2014-
Indicadores Acompanhamento
2017
Realizar as adequações necessárias no espaço físico dos serviços de CAPS e
METAS: Residencial Terapêutico, bem como integrar as linhas de cuidado, atuando na
Atenção Primária, Secundária e Terciária.

Ampliar e adequar e a área física do CAPS infantil; construir ou reformar a área


física do CAPS II e CAPS AD; criar cargos de: Acompanhante Terapêutico/
Quantidade de oficinas de
Cuidador, Oficineiro, Educador físico e Psicopedagogo; implantar oficinas de Saúde
AÇÕES Saúde Mental na AB
Mental na Atenção Básica; fomentar a criação de uma Residência em Saúde
implantadas.
Mental Coletiva Regional em Universidade Pública, com Campus em Alegrete;
manter programas do Governo Federal / Estadual.

Diretriz 8: Qualificação do Serviço de Atenção Especializada - DST/AIDS

Objetivo: Promover ações de educação, proteção e prevenção na comunidade e redes de ensino.


Metas 2014-
Indicadores Acompanhamento
2017
Articular ações de educação e prevenção na comunidade e aderir ao Programa
METAS:
Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE).
Oferecer oficinas e seminários nas redes de ensino; capacitar os profissionais
Número de oficinas e
envolvidos no processo de trabalho; enfrentar a Epidemia de HIV e demais DSTs
seminários nas redes de
em outros segmentos da população; produzir três campanhas informativas sobre
AÇÕES ensino; nº de profissionais
HIV/AIDS à população em geral do município; promover ações transversais na
capacitados; nº de campanhas
comunidade (incluir o Teste Rápido de HIV na Liga Feminina de Combate ao
educativas.
Câncer); manter o custeio das ações e serviços.
101

Diretriz 9: Implementação do Laboratório Regional de Prótese Dentário

Objetivo: Fortalecer e qualificar as ações do Laboratório de Próteses Dentárias.


Metas 2014-
Indicadores Acompanhamento
2017
METAS: Atender às demandas da população quanto a próteses dentárias.
Implantar os protocolos de atendimento; disponibilizar recursos humanos para
Número de profissionais
atuação no Laboratório de Próteses; proporcionar capacitação para a atuação no
AÇÕES capacitados; nº de protocolos
Laboratório de Próteses; ampliar o quadro profissional; organizar o fluxo de
de atendimento implantados.
atendimento;

Diretriz 10: Fortalecimento da Saúde do Trabalhador - CEREST

Ampliar, implantar, capacitar e equipar os Núcleos Municipais em Saúde do Trabalhador, bem como aumentar a
Objetivo:
busca ativa de notificações em acidentes e doenças do trabalho em sua área de abrangência.
Metas 2014-
Indicadores Acompanhamento
2017
Proporcionar condições de reabilitação dos trabalhadores e dar legitimidade ao
METAS:
Código de Vigilância em Saúde.

Realizar o diagnóstico situacional, visando conhecer a situação epidemiológica da


Saúde do Trabalhador no município e área de abrangência; aumentar busca ativa
em notificações do SIST e SINAN; implementar as inspeções nos locais de
Número de notificações do
trabalho, visando prevenção dos agravos relacionados à Saúde do Trabalhador;
SIST e SINAN; nº de
AÇÕES padronizar protocolos, fluxos e Check Lists das ações de Vigilância em ST;
protocolos padronizados; nº
qualificar os profissionais do serviço; implementar serviços sentinelas em unidades
de profissionais capacitados.
de saúde representativas no município e região de abrangência; adquirir
equipamentos e materiais permanentes; custear as ações e serviços do programa
de Saúde do Trabalhador.
102

Diretriz 11 : Qualificação do Centro de Especialidades Odontológicas

Objetivo: Ampliar, qualificar e fortalecer o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO).


Metas 2014-
Indicadores Acompanhamento
2017
METAS: Remodelar e modernizar os serviços odontológicos.

Manter as ações de Educação Permanente e planejar ações de Educação


Continuada, qualificando a equipe de Odontologia para atuar na área de
Diagnóstico/Estomatologia; elaborar protocolo clínico de atenção especializada em
Saúde Bucal; ampliar o quadro de profissionais envolvidos no Programa; incluir Número de profissionais
AÇÕES ASB e TSB; elaborar plano para a realização de diagnóstico odontológico a nível capacitados; nº de protocolos
individual e coletivo; manter programas do Governo Federal/Estadual; adquirir de atendimento implantados.
móveis, equipamentos e materiais para uso no Serviço e realizar manutenção
periódica nos já existentes. Ampliar as ações prestadas pelo CEO, bem como
promover ações educativas na rede social.

Diretriz 12 : Fortalecimento do Sistema de Saúde Mental Coletiva

Qualificar o Colegiado Gestor de forma a viabilizar a construção de ações intersetoriais aos usuários do Sistema de
Objetivo:
Saúde Mental.
Metas 2014-
Indicadores Acompanhamento
2017
METAS: Atender às necessidades de atendimento aos usuários da Saúde Mental.

Aprofundar e qualificar a ação em rede de apoio entre as Secretarias do município;


Número de profissionais da
instituir protocolos de Urgência e Emergência em Saúde Mental; ampliar quadro
equipe do Sistema de Saúde
AÇÕES funcional; capacitar à equipe do Sistema de Saúde Mental em Urgência e
Mental capacitados em
Emergência Psiquiátrica; custear e manter as equipes do Programa Redutores de
Urgência e Emergência.
Danos.
103

Diretriz 13 : Qualificação do Hemocentro Regional de Alegrete

Objetivo: Fortalecer, ampliar e qualificar o Hemocentro Regional de Alegrete.

Metas 2014-
Indicadores Acompanhamento
2017
Obter recursos materiais e humanos para atendimento das finalidades do
METAS:
Hemocentro.

Ampliar e adequar estruturas do serviço; ampliar a frota veicular; adquirir


Número de profissionais
AÇÕES equipamentos e materiais permanentes; custear as ações do Hemocentro; investir
capacitados.
em educação, capacitação e formação em saúde.

Diretriz 14: Qualificação do Centro de Especialidades Médicas - CEMA

Objetivo: Ampliar, recuperar e qualificar os serviços de Especialidades Médicas de Alegrete - CEMA.

Metas 2014-
Indicadores Acompanhamento
2017
Qualificar as condições estruturais e administrativas, bem como manter programas
METAS:
e projetos vinculados aos Órgãos Estaduais ou Federais.
Ampliar e qualificar a equipe multiprofissional; adequar o sistema de marcação de
consultas; reestruturar a área física do serviço; informatizar os serviços de Número de profissionais
AÇÕES
agendamento e prontuários médicos; adquirir e manter tanto materiais permanentes capacitados.
quanto equipamentos e custear ações e serviços realizados.
104

SISTEMA DE APOIO

Diretriz 15: Qualificação do Serviço de Assistência Farmacêutica Básica

Implantar ações em conjunto com a Vigilância Sanitária para capacitação dos profissionais que atuam na área da
Objetivo:
Assistência Farmacêutica
Metas 2014- Indicadores
2017 Acompanhamento
Ampliar e qualificar os serviços de oferta e manipulação de medicamentos, assim
METAS:
como adquirir medicamentos da lista básica para distribuição aos usuários do SUS.
Fortalecer as equipes técnicas com educação permanente nas áreas de medicação
(RENAME); incentivar o estudo e o conhecimento das ações da Assistência
Farmacêutica; definir a lista de medicamentos estratégicos/essenciais da Saúde
Mental (CAPS), redefinir lista com UBSs/ESFs e Programas Específicos do
Município; implantar instrumentos de regulação da Assistência Farmacêutica;
Número de profissionais
AÇÕES implantar estratégia de racionalização do atendimento através da dispensação
capacitados.
adequada com uma internet rápida e integrada; divulgar lista básica de
medicamentos da Farmácia Popular com os seus respectivos critérios para o
atendimento junto aos profissionais de saúde; revisar as normas de funcionamento
da Drogaria do Município juntamente com Vigilância Sanitária e a Política Municipal
de Saúde.

Diretriz 16: Fortalecimento do Laboratório Municipal


Objetivo: Ampliar e qualificar o Laboratório Municipal, garantindo uma maior cobertura de coletas.
Metas 2014- Indicadores
2017 Acompanhamento
METAS: Ampliar e qualificar a capacidade operacional do Laboratório Municipal.
Capacitar a equipe de profissionais; adequar a área física do Laboratório Municipal;
Número de profissionais
ampliar a cobertura de análises clínicas; qualificar os serviços de informatização;
AÇÕES capacitados; nº de exames
ampliar o horário de coletas; adquirir e manter os equipamentos e materiais
realizados.
permanentes; custear e manter os serviços do laboratório.
105

ATENÇÃO TERCIÁRIA
Diretriz 17: Hospital Santa Casa de Caridade de Alegrete
Objetivo: Garantir a sustentabilidade de média e alta complexidade, através da manutenção dos convênios.
Indicadores
Metas 2014-2017
Acompanhamento
Humanizar e qualificar as equipes multidisciplinares de atendimento nas diversas áreas,
METAS:
manter convênios e aumentar os atendimentos de média complexidade.

Oportunizar qualificação e treinamentos de modo a aperfeiçoar as equipes de funcionários;


programar atividades humanizadoras com atenção à Política Nacional de Humanização do
SUS; reduzir internações de pacientes recidivantes, através de ações conjuntas com a SMS;
manter a comissão de óbitos maternos e neonatal; reduzir as taxas de infecção hospitalar e
de partos cesáreos com estabelecimento de protocolos clínicos padronizados; aumentar
AÇÕES
cirurgias ambulatoriais e consultas especializadas com oferta de novas especialidades,
oportunizando as linhas de cuidados aos usuários; realizar testes de HIV em gestantes como
forma de proteção ao recém–nascido, bem como incentivar o aleitamento materno,
demonstrando as gestantes e puérperas a importância deste para o desenvolvimento
saudável da criança.

Diretriz 18: Qualificação da rede de Urgência e Emergência


Objetivo: Ampliar e qualificar a rede de Urgência e Emergência.
Indicadores
Metas 2014-2017
Acompanhamento
Qualificar os serviços de atenção as Urgências e Emergências, assim como ampliar e
METAS:
qualificar a equipe multiprofissional.
Humanizar o atendimento de modo a implantar o acolhimento com classificação de risco;
implantar os serviços da Unidade de Pronto Atendimento (UPA); qualificar o atendimento
fixo e móvel pré-hospitalar do SAMU - Salvar; adquirir, mediante o MS e SES, uma nova
Número de profissionais
AÇÕES ambulância de Suporte Básico de Vida (tipo B) para renovação da frota; organizar os
qualificados.
protocolos de atendimento; buscar apoio para desenvolver o projeto "Samuzinho na
Escola” e formar cidadãos multiplicadores do SAMU; adquirir materiais, equipamentos e
realizar manutenção dos existentes.
106

ANÁLISE EM RELAÇÃO À GESTÃO DE SAÚDE

CONTROLE SOCIAL

A Lei n.º 8.142/90, resultado da luta pela democratização dos serviços de


saúde, representou e representa uma vitória significativa. A partir deste marco
legal, foram criados os Conselhos e as Conferências de Saúde como espaços
vitais para o exercício do Controle Social do Sistema Único de Saúde (SUS).
O objetivo proposto é defender a população, avaliando o compromisso dos
gestores com transparência e seriedade, comprometidas com a qualidade de vida e
voltadas para a participação da população como agente corresponsável pela
própria saúde.
Quando conquistamos esses espaços de atuação da sociedade na lei,
começou a luta para garanti-los na prática. Os Conselhos de Saúde foram
constituídos para formular, fiscalizar e deliberar sobre as Políticas de Saúde. Para
atingir esse fim, de modo articulado e efetivo, conhecer o SUS passou a ser
imprescindível.
Os processos de Educação Permanente para o Controle Social do SUS,
conforme orientam as diretrizes, são autônomos e devem ser reconhecidos e
incentivados para o fortalecimento da organização e do funcionamento do SUS.
Considera-se Educação Permanente para o Controle Social no SUS, os processos
formais de transmissão e construção de conhecimentos por meio de encontros,
cursos, oficinas de trabalho, seminários e o uso de metodologias de educação à
distância, bem como os demais processos participativos e fóruns de debates –
Conferências de Saúde, Plenárias de Conselhos de Saúde, Encontros de
Conselheiros, seminários, oficinas, dentre outros.
Assim, a Educação Permanente trata da aprendizagem que se processa no
ritmo das diferenças sociais, culturais e religiosas dos sujeitos sociais.

PLANOS MUNICIPAIS DE SAÚDE

O município teve vários planos, desde a década de 90, sendo estes


organizados através de Comissões, contemplando gestores, trabalhadores e
107

usuários e através de debates das Conferências Municipais. As Cartas das


Audiências Públicas, das Plenárias do CMS e das Conferências Municipais foram
referências utilizadas na priorização dos instrumentos formalizadores na
elaboração dos planos.
Na elaboração deste plano, foram utilizados materiais enviados pelas
Coordenações dos Serviços, bem como dados obtidos através de relatórios e atas
das plenárias do CMS, das Audiências Públicas do PPA e da equipe de gestão do
sistema. Posteriormente, as informações foram copiladas pela comissão
organizadora, composta por servidores e membro do Controle Social.

CONFERÊNCIAS DE SAÚDE

Em Julho de 2012, houve a 7ª Conferência Municipal de Saúde de Alegrete,


a qual foi precedida de nove pré-conferências em diversas localidades do
município, na cidade e no interior, onde discutiram as demandas das comunidades.
O objetivo desta foi discutir uma Política de Saúde que possibilite a formulação e
elaboração de estratégias concretas e instrumentos efetivos, como tema: “TODOS
USAM O SUS! SUS NA SEGURIDADE SOCIAL, POLÍTICA PÚBLICA,
PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO” bem como, sintetizar as diversas ações
que vem sendo realizadas pela Sociedade Civil e elaborar um programa
convergente de prioridades para o município, de acordo com diretrizes do SUS.
Além disto, definir parcerias entre a sociedade e o Poder Público.
Por fim, elaboraram as demandas para a Conferência Estadual e Nacional,
contemplando as prioridades eleitas pelas comunidades do município em
observação às competências dos entes federados.
O ano de 2014, o Plano Municipal de Saúde foi elaborado após o Plano
Plurianual (PPA), com isto, houve maior transversalidade entre as ações dos
setores que compõem esta secretaria.
108

Calendário das Audiências Públicas e elaboração do PPA para o período de


2014 -2017

ZONA RURAL DIA


Passo Novo 08/06/13
Conceição 09/06/13
Vinte E Oito 15/06/13
Durasnal 16/06/13
ZONA URBANA
Lions 11/06/13
Farroupilha 12/06/13
Princesa Isabel 13/06/13
Francisco Carlos 18/06/13
Euclides Lisboa 19/06/13
Honório Lemes 20/06/13
Fernando Ferrari 25/06/13
Vila Verde Moura 26/06/13

FINANCIAMENTO FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE

O Fundo Municipal de Saúde (FMS) foi criado por lei em junho/1991, sendo
inscrito no CNPJ a partir do ano de 2009. Atualmente o FMS atua na gestão
financeira de 57 contas bancárias, oriundas de repasses da União, Estado e de
recursos próprios, estando o orçamento definido para 2013 em R$ 30.982.213,00.
Compreendendo recursos de transferências financeiras de impostos destinados à
área da saúde para a ASPS- Ações e Serviços Públicos em Saúde em atendimento
o mínimo aplicado em saúde de 15%, conforme legislação pertinente, sendo que o
município estipula 17% o mínimo para aplicar em ações e serviços de saúde. Nos
últimos anos o município tem aplicado em saúde os seguintes percentuais: 2011 –
18,64% e 2012 – 20,93%.
109

Gráfico 24 -

Fonte SIOPS - Setor Financeiro SMS

Além dos valores com ASPS definidos pela Constituição Federal, o


município conta com arrecadação de receita através da Taxa de Fiscalização
Sanitária e dos recursos do convênio entre os municípios que são beneficiados
com atendimentos do Hemocentro.
Na esfera Estadual os repasses são menores em valores e número de
programas com rotina de transferência ao Fundo Municipal de Saúde, atualmente o
município recebe mensalmente dos programas: Incentivo à Qualificação da
Atenção Básica em Saúde (PIES) - recurso destinado à Atenção Básica; Farmácia
Básica – para aquisição de medicamentos do elenco básico; ESF- custeio à Saúde
da Família; PIM- custeio das ações voltadas a crianças de 0 a 6 anos; SAMU –
para atendimentos de Urgência e Emergência (192); CEREST- custeio do Centro
Regional de Saúde do Trabalhador; CEO – Incentivo para Implementação e
Funcionamento do CEO; Custeio semestral para a Política de Redução de Danos;
Custeio para as Oficinas Terapêuticas na Atenção Básica; Incentivo às equipes de
110

Saúde da Família e Saúde Bucal; e outros convênios com objetivo específico para
aquisição de equipamentos, materiais permanentes e obras das UBSs.

Na fonte federal os repasses são automáticos, fundo a fundo, obedecendo a


uma rotina e continuidade, distribuída em blocos:
I- Atenção Básica Pab Fixo; Pab Variável, ACS, PSF, NASF, PMAQ, Saúde
Bucal e Telessaúde.

II- Atenção de Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar Teto


municipal de média e alta complexidade: CEREST, CEO, Saúde Mental, Hospital
Geral e Rede Brasil Sem Miséria e SAMU.

III- Vigilância em Saúde Vigilância sanitária, Vigilância epidemiológica,


Campanhas de vacinas, assim como incentivo ao Programa HIV/AIDS e de
Prevenção à Violência.

IV- Assistência Farmacêutica Farmácia Básica e Farmácia Popular do Brasil

V- Gestão do SUS Incentivos para CAPS Projeto de inclusão social pelo


trabalho.

VI- InvestimentosImplantação da UPA, implantação do CER II, Construção,


reforma e ampliação das UBS.

Os recursos da fonte Federal representam em média 33% da receita


investida em Saúde Pública no município. O Estado não apresenta percentuais
fixos, oscilando de 3,37% a 16,92%, no exercício de 2012, oscilação esta que
ocorreu devido aos repasses de recursos das consultas populares ou convênios
específicos. A receita destinada à saúde, através da fonte municipal foi de 57%, em
2012.
111

LEVANTAMENTO DOS PROBLEMAS PRIORITÁRIOS POR EIXOS

Condições de Saúde da População


O SUS contempla como princípios doutrinários e organizativos de suas
ações a universalidade, a equidade e a integralidade, os quais devem servir de
parâmetros na construção de qualquer política de saúde pública.
Ao analisar os indicadores de saúde, verifica-se significativa redução do
coeficiente de mortalidade infantil tardio (aquele que ocorre entre o 29º e o 364º dia
de vida), reflexo do incremento da Saúde da Criança e do Projeto Nascer e Viver
em Alegrete e o número de óbitos maternos se mantêm estável.
Em relação à morbidade hospitalar, quanto ao número de internações
prevalecem doenças do aparelho circulatório e as principais causas de óbitos, as
doenças cardiocirculatórias (acidente vascular cerebral e infarto agudo do
miocárdio e doenças isquêmicas do coração).
Todos os grupos apresentaram melhora ou mantiveram-se estáveis no nível
de saúde no período observado com vistas a estabelecer prioridades em termos de
ações de saúde e aplicação de recursos municipais.
Na Atenção Primária - ofertar, assim como proporcionar maior acessibilidade
e acolhimento aos usuários nos serviços e ações do SUS, ampliando a cobertura
de ESFs.
Atenção Secundária - garantir continuidade do tratamento com
resolutividade, organizando as especialidades ofertadas pelo município.
Atenção Terciária - evitar período prolongado de espera para início dos
atendimentos devido à dificuldade do acesso às centrais de marcação e
disponibilidade de vagas para atendimentos, bem como trabalhar com vistas a
diminuir a permanência nas internações hospitalares.

DETERMINANTES E CONDICIONANTES DA SAÚDE

No artigo 3º da Lei 8080/90 consta que "a saúde têm como fatores
determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o
saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o
transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais”.
112

Conforme o conceito da OMS, saúde é o bem estar físico, mental e social.


Como determinantes e condicionantes de saúde temos o meio ambiente social e
profissional em que o cidadão está inserido, as condições sociais em que as
pessoas vivem e trabalham ou as características sociais dentro das quais a vida
transcorre.
Com isso, os determinantes sociais têm um impacto direto a qualidade de
vida e estruturam outros causadores de saúde. Já os condicionantes propiciam o
aparecimento de patologias. Em suma, devemos olhar os usuários por inteiro e
verificar suas condições sócio-econômicas, emocionais, familiares, fisiológicas e
etc., como determinante de vida saudável.

GESTÃO EM SAÚDE

Numa rede, conforme entende Castells (2000), o espaço dos fluxos está
constituído por alguns lugares intercambiadores que desempenham o papel
coordenador para a perfeita interação de todos os elementos integrados na rede, e
que são os centros de comunicação, e por outros lugares onde se localizam
funções estrategicamente importantes que constroem uma série de atividades em
torno da função-chave da rede, e que são os nós da rede.
Para desempenhar seu papel de centro de comunicação da rede horizontal
de um sistema integrado de serviços de saúde, a Atenção Primária à Saúde deve
cumprir três funções essenciais: o papel resolutivo, intrínseco à sua
instrumentalidade como ponto de atenção à saúde, o de resolver a grande maioria
dos problemas de saúde da população; o papel organizador, relacionado com sua
natureza de centro de comunicação, o de organizar os fluxos e contrafluxos das
pessoas pelos diversos pontos de atenção à saúde; e o de responsabilização, o de
corresponsabilizar-se pela saúde dos cidadãos em quaisquer pontos de Atenção à
Saúde em que estejam.
O Sistema de Gestão de Saúde Pública visa à integração dos módulos
hospitalares, ambulatoriais (Unidades Básicas de Saúde e Especializadas),
unidades de urgência, pronto atendimento, laboratoriais e de diagnósticos, dentro
de uma rede de Saúde Pública (Municipal ou Estadual).
O SUS dispõe de abundantes instrumentos compartilhados de programação:
a Programação Pactuada e Integrada da Assistência à Saúde, a Programação
113

Pactuada e Integrada da Vigilância em Saúde, o Termo de Ajuste de Metas e o


Pacto dos Indicadores da Atenção Básica em Saúde.
Esta informatização permite o acesso a informações decorrentes dos
resultados do processo de atendimento da rede com os sistemas preconizados
pelo SUS (SINAN, SISAIH, SAI/SUS, SISPRENATAL, PSF, etc.) e disponibiliza
informações estatísticas e gerenciais sobre cada unidade e em relação à rede
completa.
O trabalho é visto como um processo de trocas, de criatividade,
coparticipação e corresponsabilização, de enriquecimento e comprometimento
mútuos. Essa política pressupõe a garantia de requisitos básicos para a
valorização do trabalhador da saúde e do seu trabalho, tais como: Plano de
Carreira, Cargos e Salários; espaços de discussão e negociação das relações de
trabalho em saúde, com mesas de negociação permanente e comissões locais de
negociação de condições de trabalho; capacitação e educação permanente dos
trabalhadores; humanização da qualidade do trabalho, dentre outros.
O Decreto 7508/11, de 28 de junho de 2011, traz como ferramenta de
Gestão o COAP - Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde, onde a
autonomia é dos três níveis – União, Estados e DF e Municípios cujo desafio é
articular novo pacto federativo que fortaleça os vínculos interfederativos
necessários à consolidação do SUS e estabeleça metas, responsabilidades,
compromissos, incentivos e sanções com o objetivo de produzir resultados para o
Sistema de Saúde.
O objetivo do COAP é a organização e integração das ações e dos serviços
em uma Região de Saúde com a finalidade de garantir a integralidade da
assistência aos usuários com mais Transparência na Gestão do SUS
(monitoramento permanente com avaliação dos resultados), mais Segurança
Jurídica nas Relações Interfederativas (responsabilidade de cada ente federativo) e
maior Controle Social. O COAP irá contribuir na busca de um SUS de qualidade
para todos.
114

COMPROMISSO DA GESTÃO

A SMS realiza várias ações e programas com a finalidade de oferecer ao


cidadão um atendimento resolutivo, seja na assistência, na prevenção ou na
promoção da saúde, para isso, há necessidade de:
A) Qualificar a rede de Atenção Básica e ampliar o acesso aos serviços,
através da Estratégia da Saúde da Família de forma gradativa (alcançar a meta de
no mínimo 70% de cobertura);
B) Dar continuidade aos programas Saúde da Criança e ao Projeto
Nascer e Viver em Alegrete com finalidade de consolidar e redução da Mortalidade
Infantil;
C) Realizar concurso público para equipe multiprofissional, bem como
criar o cargo de visitador do PIM e redutor de danos;
D) Priorizar a rede de Urgência e Emergência, assim como fortalecer o
serviço do SAMU e implantar a Unidade de Pronto Atendimento – UPA;
E) Reorganizar a rede de cuidados com vista à integralidade da Atenção;
F) Ampliar o acesso à Atenção Secundária com o aumento das
consultas e dos exames nos Serviços Especializados;
G) Potencializar a Política de Gestão do Trabalho, elaborando ações de
valorização do trabalho no âmbito do SUS e
H) Criar um Plano de Cargos, Carreira e Salários para os servidores da
saúde.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O processo de elaboração do Plano Municipal de Saúde para o período


2014 a 2017 proporcionou aos profissionais de saúde e Controle Social, um
momento de grande apropriação do planejamento, referente aos objetivos
propostos e às metas em consonância com as políticas, programas e
compromissos desta Secretaria. O diferencial desse plano foi sua construção
embasada nas Audiências Públicas do PPA, realizadas no ano de 2013, em
diversas localidades do município (na cidade e interior), para discutir as demandas
das comunidades locais.
115

Assim, esse processo contribuiu para a efetivação de um espaço


democrático de discussão, elaboração e pactuação das ações. Através desse
conceito, fortalecemos a Co-Gestão no Sistema Municipal de Saúde, através do
Núcleo de Apoio à Gestão (NAG) e reorganizamos o colegiado de coordenação
dos serviços, o qual mensalmente realiza reuniões, onde pactuamos os indicadores
e as ações a serem prestadas. O acompanhamento de cada ação vem permitindo
o monitoramento e a organização do processo de trabalho onde gestores,
profissionais de saúde, Controle social e a população trabalham de forma
colegiada.

RESOLUÇÃO DE APROVAÇÃO DO PLANO

No dia 11 de Dezembro de 2013 o PMS 2014-2017 foi apresentado ao


Conselho Municipal de Saúde e aprovado em 19 de Dezembro de 2013.
116

BIBLIOGRAFIA

1. CASTELLS, M. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, v. I, 4. ed,


2000
2. Brasil. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Atenção Primária e
Promoção da Saúde / Conselho Nacional de Secretários de Saúde. – Brasília:
CONASS, 2007. 232 p. (Coleção Pro gestores - Para entender a gestão do SUS, 8)
3. Brasil. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Para entender a gestão
do SUS / Conselho Nacional de Secretários de Saúde. - Brasília: CONASS, 2003
4. Brasil. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Para entender a gestão
do SUS / Conselho Nacional de Secretários de Saúde. - Brasília: CONASS, 2003
5. DAB – Departamento de Atenção Básica - disponível em:
http://dab.saude.gov.br /nasf.php, acessado em 03/02/2012
6. DATASUS - Departamento de Informática do SUS / Ministério da Saúde,
disponível em www.datasus.gov.br/.
7. FEEDADOS/2010 – disponível em www.fee.rs.gov.br/feedados/, acessado
em novembro de 2011
8. IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, disponível em
www.ibge. gov.br/, acessado em novembro de 2011
9. IBGE cidades http://cidades.ibge.gov.br/painel/populacao.php?lang=&cod
mun=430040&search=rio-grande-do-sul|alegrete|infograficos:-evolucao-populacio
nal-e-piramide-etaria acessada em 14/11/2013
10. Mendes EV. As redes de atenção à saúde. Belo Horizonte: Escola de Saúde
Pública de Minas Gerais; 2009
11. Mendes EV. As redes de atenção à saúde. Brasília: Organização Pan-
Americana da Saúde, 2011.549 p.: il
12. Ministério da Saúde – Secretaria de Assistência à Saúde – Desenhos da
Organização da Atenção no SUS – A Integralidade da Atenção à Saúde – Encontro
dos estudantes universitários da área de saúde e o SUS – Brasília – 17 de maio de
2003
13. Pacto de gestão: da municipalização autárquica à regionalização
cooperativa. Marcus Vinícius Caetano Pestana da Silva e Eugênio Vilaça Mendes.
Belo Horizonte, 2004. 80 p.
117

14. PINHEIRO, R; MATTOS R A. Os Sentidos da Integralidade na atenção e no


cuidado à saúde. Rio de Janeiro: ABRASCO, 2001.

15. Pinheiro R, Ceccim R B, Mattos R A, Ensinar saúde: a integralidade e o SUS


nos cursos de graduação na área da saúde, e, organizadores. 2. ed. - Rio de
Janeiro: IMS/UERJ: CEPESC: ABRASCO, 2006. 336 p. ISBN 85-9737-35-7.

16. Portal da Saúde - http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/


visualizar texto.cfm?idtxt=29695&janela=2
17. Portal da Saúde disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/
visualizar_texto.cfm?idtxt= 33061, acessado em 02/12/2011.
18. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil - disponível
em http://www.pnud.org.br - acessado em 23/11/2011.
118

ANEXOS:

ANEXO 1 – PROJETO AMPLIAÇÃO E REMAPEAMENTO DAS ESTRATÉGIAS


DE SAÚDE DA FAMÍLIA-ESF- DELIMITAÇÃO DAS MICROÁREAS NAS ESF.

ANEXO 2 - DELIMITAÇÃO DAS ESF ATRAVÉS DOS MAPAS.

ANEXO 3- RESOLUÇÃO N°.475/13 – CIB/RS.


119

ANEXO 1 – PROJETO AMPLIAÇÃO E REMAPEAMENTO DAS


ESTRATÉGIAS DE SAÚDE DA FAMÍLIA – ESF - DELIMITAÇÃO DAS
MICROÁREAS NAS ESF
120

PROJETO AMPLIAÇÃO E REMAPEAMENTO DAS ESTRATÉGIAS DE


SAÚDE DA FAMÍLIA-ESF

O projeto objetiva reorganizar e ampliar a Estratégia de Saúde da Família,


assim como melhorar o nível de saúde das populações por meio de ações que
reconheçam as especificidades de gênero, de geração, de raça/cor, de etnia e de
orientação sexual. Desta maneira, busca-se o remapeamento das ESF VIII Jesus
Franco Pereira, ESF V Nova Brasília, ESFIII Prado, ESFVII Promorar e ESF VI Dr.
Romário, totalizando cinco. Além disto, pretende-se ampliar uma segunda equipe
na ESF Promorar. Também se almeja utilizar os prédios já existentes para a ESF
rural no Passo Novo, Durasnal e Conceição. A ESF Centro Social Urbano
funcionará no prédio atual da UBS tradicional, a ESF Cidade Alta trabalhará no
Posto de Atendimento Médico/PAM, Vila Inês na sede atual da UBS tradicional e
ESF Boa Vista no prédio do Centro Odontológico. Será construída estrutura física
para ESF Vera Cruz e ESF Assumpção. Assim serão ampliadas e mapeadas
equipes de Estratégia de Saúde da Família aproximando-se dos 70% de cobertura
no município.

ESF CENTRO SOCIAL URBANO

Micro - área Nº 01 - ESF Centro Social Urbano


Bairro Capão do Angico
Norte: Rua Guabiju (face sul) entre a AV. Tiaraju e rua Crisântemo.
Rua Palmeiras (face sul) entre a rua Crisântemo e campo.
Sul: Rua Jacarandá (face norte) entre a Av. Tiaraju e rua Crisântemo.
Rua das Laranjeiras (face norte) entre a rua Crisântemo e campo.
Leste: Campo
Oeste: Av. Tiaraju (face noroeste) entre as ruas Guabijú e Jacanrandá.
Rua Crisantemo (face leste) entre as ruas Jacarandá e Laranjeira

Micro - área Nº 02 – ESF Centro Social Urbano –


Bairro Santos Dumond
Norte: Av. Charrua entre rua Sergipe e Av. Tiaraju .
Sul: Encontro da rua Bahia com a rua Amazonas ( face oeste) e Av. Tiaraju.
121

Rua Espirito Santo entre Sergipe ( face oeste) e Amazonas.


Leste: Av. Tiaraju ( face oeste) até encontro da rua Bahia com a Amazonas.
Oeste: Rua Sergipe da Av. Charrua e rua Espirito Santo.

Micro - área N.º: 03 – ESF Centro Social Urbano


Bairro Capão do Angico
Norte: Encontro da Avenida Ibicuí com a Rua Araçá e Campo
Sul: Rua das Hortências (face norte) entre as ruas Gentil F. Carlesso e Av.
Palmeiras .
Leste: Rua das Palmeiras (face oeste) entre as ruas das Hortensias e Madressilva;
Av. Cedro ( face oeste) entre as ruas Madressilva e Rosas e Rua Butiã ( face
oeste) entre as rua Rosas e campo.
Oeste: Rua Gentil F.Carlesso (face leste) entre as rua das Hortências e Rosas.
Avenida Ibicuí (face leste) entre a rua Rosas e campo.

Micro - área N.º: 04 – ESF Centro Social Urbano


Bairro Capão do Angico
Norte: Rua das Hortências (face Sul) entre a rua Gentil F. Carlesso e Av.
Palmeiras.
Sul: Rua Crisântemo (face norte) da rua Gentil F. Carlesso a Praça Aristides
Carvalho.
Leste: Av. Palmeiras (face oeste) da Praça Aristides Carvalho ao encontro da rua
das Hortências.
Oeste: Rua Gentil Carlesso (face leste) entre a AV. Crisantemo e rua das
Hortências.

Micro - área N.º: 05 – ESF Centro Social Urbano


Bairro Capão do Angico
Norte: Rua Crisântemo (face sul) entre a rua Gentil F. Carlesso e Praça Aristides
Carvalho.
Sul: Avenida Tiaraju (face norte) entre a rua Gentil F. Carlesso a Av. Guabiju.
Leste: Rua Guabijú (face oeste) entre a Av. Tiaraju e a Prça Aristides Carvalho.
Oeste: Rua Gentil Carlesso (face leste) entre a Av. Tiaraju e Av. Crisantemo
122

Micro -area Nº 06 – ESF Centro Social Urbano


Bairro Santos Dummond
Norte: Encontro da rua Bahia com a rua Amazonas ( face leste) e Av. Tiaraju e,
Rua Espirito Santo entre Sergipe ( face leste) e Amazonas
Sul: Rua São Paulo entre rua Sergipe (face leste) e Av. República do Rio Grande .
Leste: Entre Av. Tiarajú e Av. República do Rio Grande (limites dos Bairros Saint
Dumond e Segabinazzi) e Av. Tiarajú com esquina da Rua Minas Gerais até a Rua
Bahia.
Oeste: Rua Sergipe (face leste) entre a Rua Espírito Santo (face sul) e Rua São
Paulo.

ESF Dr. ROMÁRIO

Micro - área Nº.: 01 - ESF Dr. Romário


Bairro Dr. Romário
Norte: Rua Pedro H.Schervenski (face sul).
Sul: Av. Republica do Rio Grande ( face norte), esquina com Rua Senador Daniel
Krieger.
Leste: Rua Rui Barbosa da Silveira (face oeste) da esquina da Oscar Silva a Rua
Pedro H. Schervenski..
Oeste: Rua Senador Daniel Krieger ( face leste) entre a esquina com Rua Pedro
Honório Schervenski e Av. República do Rio Grande.

Micro - área N.º: 02 – ESF Dr. Romário


Bairro Dr. Romárioe Palma
Norte: Rua Alcides Santana Magalhães (face sul) da rua Rui Barbosa ao campo do
Nacico.
Sul: As duas faces das ruas Francisco Pesce Padula, da rua Senador Krieger ao
Campo do Nacico.
Leste: Campo do Nacico
Oeste: Rua Senador Daniel Krieger (face leste) entre a Francisco Pesce e Oscar
Silva e Rua Rui Barbosa da Silveira (face leste) até a rua Euclides Magalhães.

Micro - área N.º: 03 – ESF Dr. Romário


Invasão Segabinazi
123

Norte: Rua Vereador Evodio Ribeiro Severo ( face sul) entre rua Assis Brasil
Marinho e Valmor Eliseu Cassol. Rua Otávio Emídio Guterres ( face sul) entre rua
SD* e Rua Assis Brasil Marinho. Rua Otávio Emídio Guterres( face sul) entre rua
Valmor Eliseu Cassol e Senador Daniel Krieger ( face oeste)
Sul: Rua entre Vereador Wadroil Marques Trindade e encontro das ruas Daniel
Krieger e Av. República do Rio Grande.
Leste: Rua Senador Daniel Krieger ( face oeste) entre a rua Otávio Emidio Guterres
e encontro com a Av. República do Rio Grande.
Oeste: Av. Pernambuco até delimitação da rua Vereador Wadroil Marques
Trindade .
SD*– Sem denominação.

Micro – área Nº 04 – ESF Dr. Romário


Invasão Segabinazi
Norte: Av. Tiaraju ( face sul) entre rua Minas Gerais e Senador Daniel Krieger (
duas faces); Rua Otávio Emídio Guterres entre rua Valmor Eliseu Cassol e meia
quadra da Senador Daniel Krieger e Rua Evódio Ribeiro Severo (face norte) entre
Rua Assis Brasil Marino e Valmor Eliseu Cassol.
Leste: Rua Mineas Gerais a Rua S.D.
Oeste: Senador Daniel Krieger ( meia quadra).

Micro – área N.°: 05 -ESF Romário


Parte do BairroCapão do Angico
Norte: Rua Jacarandá (face sul) entre a Av. Tiaraju e rua Crisântemo e, Rua
Laranjeiras (face sul) entre a rua Crisântemo e área verde.
Sul: Encontro das ruas Açucena com Av. Tiaraju e, Rua Pitangueiras (face norte)
entre a rua Açucena e área verde.
Leste: Área Verde; Rua Crisantemo (face oeste) entre as ruas Jacarandá e
Laranjeiras e, Rua Açucena (face oeste) entre a rua Pitangueria e esquina com a
Av. Tiarajú.
Oeste: Avenida Tiaraju (face norte) entre a rua Jacarandá e esquina com a rua
Açucena

Micro – área N°.: 06 – ESF Dr. Romário


Bairro Dr. Romário e Fávila
124

Norte: Av. Tiaraju (face sul) até a área Verde.


Sul: Rua Pedro Schervenski (face norte) da rua Pedro Schervenski e Face norte
da Alcides Santana da rua Rui Barbosa até o campo do Nacico.
Leste: Campo do Nacico.
Oeste: Rua Rui Barbosa da Silveira (face leste) da esquina da Alcides Santana ao
encontro da rua Pedro Schervenski e Rua Senador Daniel Krieger entre Pedro
Honório Schervenski até Av. Tiaraju.

ESF PROMORAR

Micro - área N.º: 01- ESF Promorar – 1ª equipe


Vila Centenário
Norte: Trilhos até rua Auta Ferreira de Souza..
Sul: Av. Ibicui entre Loteamento Nova Aurora até Rua Leona Arnoud..
Leste: Delimitção Loteamento Nova Aurora entre Av. Ibicuí e trilhos.
Oeste:Encontro da rua João Goulart a rua Auta Ferreira de Souza.

Micro - área N.º: 02 – ESF Promorar – 1ª equipe


Cohab Ibirapuitã – Bairro Ibirapuitã
Norte: Av. Tiaraju (face sul) entre a rua Justo França e rua Uruguaiana e,
Rua São Francisco ( face sul) entra as ruas Uruguaiana e Quaraí.
Sul: Zona ribeirinha do Rio Ibirapuitã.
Leste: Rua Quarai (face oeste) entre Irmãos Timbauva e São Francisco e,
Rua Uruguaiana ( face oeste) da esquina com a Av. Tiaraju até a rua São
Francisco.
Oeste: Av.Tiaraju do Engenho Martini ao encontro com a rua Justo França.

Micro - área N.º: 03 – ESF Promorar – 1ª equipe


Bairro Ibirapuitã
Norte: Rua Aloisio S. de Morais (face sul) da Escola Gaspar Martins até a rua
Euclides Braz.
Sul: Rua São Francisco (face norte) entre a rua Uruguaiana e Euclides Braz.
Leste: Rua Euclides Bráz (face oeste) entre as ruas Aloisio S. de Morais e São
Francisco.
Oeste: Rua Uruguaiana (face leste) da rua São Francisco à Escola Gaspar Martins.
125

Micro - área N.º: 04 – ESF Promorar – 1ª equipe


Bairro Ibirapuitã e parte da Promorar
Norte: Rua Quarai(face leste) entre Irmãos Timbaúba e São Francisco e,
Rua Euclides Bráz entre a rua São Francisco ao CRAS
Sul: Rua Hugo Giacomini (face oeste) entre a Praça José Jesus Blanco Fernandes
a rua Alencar Bica; Rua Mário Sabóia de Melo ( duas face) entre a rua Albino
Severo e Alencar Bica e, Rua Mário Sabóia de Melo ( face oeste) até a Zona
Ribeirinha.
Leste: Av Caverá da Praça José Jesus Blanco Fernandes até o encontro com a
rua Euclides Bráz e, Rua São Francisco entre ruas Euclides Bráz e Quaraí.
Oeste: Rua Irmão Timbaúva (duas faces)entre a rua Euclides Bráz e rua Quaraí;
Zona ribeirinha do rio ibirapuitã entre a rua Mário Saboia e rua Sebastião e,
Rua Alencar Bicca entre Hugo Mário Giacomoni e Mário Sabóia de Melo.

Micro –área N°. : 05 – ESF Promorar – 1ª equipe


Bairro Promorar
Norte: Rua Mário Sabóia de Mello (face leste) entre Alencar Bica e Zona Ribeirinha
Sul: Rua Danilo Severo dos Santos ( face oeste) da rua Gaudêncio Mota a rua São
Borja.
Leste: Rua Gaudêncio Mota a esquina da Av. Caverá
Oeste: Zona Ribeirinha do Rio Ibirapuitã entre Mário Sabóia Bandeira de Melo até
Danilo S. dos Santos.

Micro - área N.º: 01 - ESF Promorar – 2ª equipe


Vila Promorar
Norte: Rua Danilo S. dos Santos da rua Gaudêncio Mota até o campo.
Sul: Rua Aracy Baes entre Campo à Rua Gaudencio C. Motta
Leste: Rua Gaudencio Mota em toda sua extensão.
Oeste: Área Verde entre Danilo S. dos Santos e Rua Aracy Baes

Micro – área 02 – ESF Promorar – 2ª equipe


Bairro Honório Lemes
Norte: Rua Aracy Baes entre Área Verde e Rua Gaudêncio C. Motta e,
Largo Vereador Joao Ferret
Sul: Delimitação do Bairro Honório Lemes com Avenida N em toda sua extensão.
126

Leste Av. Caverá entre Largo Vereador João Farret e Av. N


Oeste: Área Verde

Micro – área 03 – ESF Promorar – 2ª equipe


Loteamento Ayrton Senna III
Norte: Rua U; Rua T entre Rua Z1 e Rua X e, Rua R entre Rua X e Rua V
Sul: Rua S entre Rua W e Rua Z1; Rua Q entre Rua Z1 e Rua X e, Rua P entre
Rua X e Rua V.
Leste: Rua V entre Rua P e Rua R; Rua X entre Rua R Rua T e, Rua Z1 entre
Rua T e Rua V
Oeste: Rua W entre Rua T e Rua S; Rua Z1 entre Rua S e Rua Q e, Rua X entre
Rua Q e Rua P.

Micro – área 04 – ESF Promorar – 2ª equipe


Loteamento Ayrton Senna III
Norte: Rua S entre Rua W e Rua Z1 e, Rua Q entre Rua Z1 e Rua X
Sul: A.v N1 entre Rua W e Rua Z1
Leste: Rua X entre Rua Q e Rua P; Rua Z1 entre Rua S e Rua Q e, Rua Z1 entre
Rua P e Av. N1
Oeste: Rua W entre Av. N1 e Rua S

Micro – área 05 – ESF Promorar – 2ª equipe


Loteamento Ayrton Senna III
Norte: AV. N1 entre Rua Y e Rua F.
Sul: Rua k entre Rua Y e Rua F.
Leste: Rua F entre Rua K e AV. N1.
Oeste: Rua Y entre Rua K e AV. N1.

ESF NOVA BRASÍLIA

Micro - área Nº.: 01 - ESF Nova Brasília


Bairro Nova Brasília
Norte: Rua Brigada Militar (as duas faces) entre a Av. Caverá e rua Angela
Vasconcelos.
127

Sul: Rua Eleodoro Prates Garcia (as duas faces) entre as ruas Isabel Peres e Av.
Caverá e, Rua José Lucio Faraco (face norte) entre as ruas Isabel Peres e Angela
Vasconcelos.
Leste: Face Oeste da Av. Caverá do campo da Pedreira até a rua Eleodoro Prates..
Oeste: Rua Ângela Vasconcelos (Face leste) entre a rua Lucio Faraco e Brigada
Militar e, Rua Izabel G. Peres (face leste) da Eleodoro Garcia a Lucio Faraco.

Micro - área N.º: 02 – ESF Nova Brasilia


Bairro Nova Brasília
Norte: Pedreira
Sul: Rua Eleodoro Prates Garcia (face sul) entre a Brigada Militar e Isabel Peres.
Leste: Rua Ângela Vasconcelos (face oeste) entre a Brigada Militar e Lucio Faraco
e, Rua Isabel G. Peres (face oeste) entre a Lucio Faraco e rua ELeodoro Prates
Garcia.
Oeste:Rua Policarpo Rodrigues ( face leste) da rua Ilson de Souza Nunes até a rua
Eleodoro Prates esquina com a Brigada Militar.

Micro - área N.º: 03 – ESF Nova Brasilia


Bairro Airton Senna I
Norte: Rua Ivo da Costa Guedes entre Eulália Gamino Grisoset e Florisbela Nunes
dos Santos; Rua Constantino da Costa leite entre rua Helena Galante Rodrigues e
rua Eulália Gamino Grisoste e, Rua Policarpo Rodrigues entre Professor Ilson de
Souza Nunes e Av. Brigada Militar.
Sul: Rua Eleodoro Prates Garcia entre rua H ao encontro da rua Brigada Militar.
Leste: Rua Ilson de Souza Nunes entre Rua Policarpo Rodrigues e Rua Francelino
José da Silva contorno da Jazida da Prefeitura entre Rua Francelino José da Silva
e Rua Ivo da Costa Guedes
Oeste: Rua Policarpo Rodrigues entre Rua Helena Galante Rodrigues e Rua
Eulália Gamino Grisoste e, Rua R entre Rua Eulália Gamino Grisoste e Rua
Florisbela Nunes dos Santos

Micro - área N.º: 04 – ESF Nova Brasilia


Bairro Airton Senna I
Norte: Delimitação Bairro Honório Lemes entre Av. Caverá e Área Verde
128

Sul: Rua Constaino Costa Leite entre Delimitação Bairro Ayrton Senna I e rua
Eulália Gamino Grisoste; Rua Ivo da Costa Guedes entre Rua Eulália Gamino
Grisoste e Jazida da Prefeitura e, Rua Francelino José da Silva entre Rua
Florisbela Nunes dos Santos e Av. Brigada Militar
Leste: Av. Caverá entre Av. N e Rua Brigada Militar e, Av. Brigada Militar entre Av.
Caverá e Rua Francelino José da Silva.
Oeste: Delimitação Bairro Ayrton Senna I entre Rua Constantino da Costa Leite e
Área Verde.

Micro - área N.º: 05 – ESF Nova Brasilia


Balneário Caverá
Norte: BR 290 entre encontro da Rua Eleodoro Prates Garcia com R12 e trevo da
AV. Caverá.
Sul: Rio Caverá entre proximidade da Praça Doralino Pacheco e Ponte Julio de
Castilho.
Leste: Av. Joaquim Paim entre Trevo e Ponte Julio de Castilho.
Oeste: BR 290 e campo e, Rio Caverá até proximidade da Praça Doralino Pacheco.

ESF PASSO NOVO

Micro - área N.º: 01 – ESF Passo Novo


Passo Novo - Zona Rural
Toda a área a partir da face oeste da Rua Gaspar Martins Silveira

Micro - área N.º: 02 -ESF Passo Novo


Passo Novo
Toda a área a partir da face leste da Rua Gaspar Pereira

Micro - área Assentamento Novo Alegrete n.º 03 – ESF Passo Novo


Abrangerá toda a extensão do assentamento, devendo o ACS ser morador
deste. O mapa de delimitação aguarda o encaminhamento do INCRA.

Micro - área Assentamento do Rincão de São Miguel n.º 04 – ESF Passo Novo
Abrangerá toda a extensão do assentamento, devendo o ACS ser morador
deste. O mapa de delimitação aguarda o encaminhamento do INCRA.
129

Micro - área Rincão de São Miguel n.º 05 – ESF Passo Novo


# Face norte – rio Ibicuí
# Face leste – rio Ibirapuitã
# Face oeste – vila do Passo Novo
# Face sul – escola da encruzilhada João

Micro - área Jacaquá e Rincão do 28 n.º06 - ESF Passo Novo


# Face norte – rio Ibicuí
# Face leste – arroio Itapevi
# Face oeste – Lageado Grande
# Face sul – Escola Municipal Lagoa do Parové

Micro - área Durasnal N.º 07 - ESF Passo Novo


# Face Norte – Arroio do Lageado
# Face Leste – Br 290 Face Oeste
# Face Oeste – Arroio do Caverá
# Face Sul – Banhado Pacorá ou Sanga dos Antunes

Micro - área Itapororó n.º 01 – ESF Conceição


# Face norte – rio Ibicuí
# Face leste – rio Ibirapuitã
# Face oeste – arroio Itapororó
# Face sul – Cerro Grande

Micro - área Guasso Boi n.º 02 – ESF Conceição


# Face norte – rio Ibicuí
# Face leste – arroio Itapororó
# Face oeste – arroio Ibirocai
# Face sul – Ferrovia ( RFFSA)

Micro - área Inhanduí n.º 03 – ESF Conceição


# Face norte – Ferrovia (RFFSA)
# Face leste – Sanga do Salso e Estrada Municipal do Vasco Alves, Rivadávia
Correa
# Face oeste – arroio Ibirocai
# Face sul – Harmonia e Cavalcanti
130

Micro - área Vasco Alves N.º 04 – ESF Conceição


# Face Norte – Rincão dos Abreus e Divisa Reserva Biológica Ibirapuitã
# Face Leste – Rio Ibirapuitã
# Face Oeste – Estrada Municipal do Vasco Alves, Rivadávia Correa
# Face Sul – Rincão do Paraíso

Micro - área Durasnal N.º 01 – ESF Durasnal


# Face Norte – Arroio do Lageado e Sanga da Cruz
# Face Leste – Lageado Grande
# Face Oeste – Br 290 Face Leste
# Face Sul – Br 290 E Passo Coito Ricco

Micro - área Caverá N.º 02 – ESF Durasnal


# Face Norte – Br 290
# Face Leste – Arroio Caverá
# Face Oeste – Estrada Municipal Ale 012 ( Estrada Municipal Cerro do
Catimbau) Na Face Leste
# Face Sul – Banhado Subterrâneo

Micro - área Catimbau N.º 03 – ESF Durasnal


# Face Norte – Passo dos Boião, sendo que não abrange esta área
# Face Leste – Estrada Municipal Ale 012 ( Estrada Municipal Cerro do
Catimbau) Na Face Oeste
# Face Oeste – Rio Ibirapuitã
# Face Sul –Sanga da Divisa

ESF CIDADE ALTA

Micro - área N.º: 01- ESF Cidade Alta


Cidade Alta
Norte: As duas faces da Rua Vinte de Setembro, entre a rua Dr. Quintana e rua
Euripedes Brasil Milano.
Sul: Encontro com a Av. Euripedes Brasil Milano e Dr. Quintana e, Av. Euripedes
Brasil Milano (duas faces) esquina com a rua Nossa Senhora do Carmo.
Leste: Rio Ibirapuitã e Largo dos Tropeiros.
131

Oeste: Rua Dr. Quintana (face leste) entre a Euripedes Brasil Milano e Vinte de
Setembro.

Micro - área N.º: 02 – ESF Cidade Alta


Porto dos Aguateiros
Norte: Rua Virgílio Machado (face sul) entre a rua Maurício Cardoso e a Av.
Euripedes Brasil Milano.
Sul: Rua Barão do Rio Branco (face norte) entre as ruas Maurício Cardoso e Emílio
Zuñeda.
Leste: Zona Ribeirinha do Rio Ibirapuitã e rua Emílio Zuñeda (face oeste) entre a
rua Barão do Rio Branco e a rua Pedro Palma.
Oeste: Rua Maurício Cardoso (face leste) entre a rua Virgílio Machado e Barão do
Rio Branco.

Micro - área N.º: 03 – ESF Cidade Alta


Bairro Independência – Cidade Alta
Norte: Rua Marquês de Alegrete (face sul) entre as ruas Maurício Cardoso e Nossa
Senhora do Carmo.
Sul: Rua Virgílio Machado (face norte) da rua Maurício Cardoso a rua Euripedes
Brasil Milano.
Leste: Zona Ribeirinha do Rio Ibirapuitã e, as duas faces da rua Euripedes Brasil
Milano entre as duas faces Nossa Senhora do Carmo e a Virgílio Machado.
Oeste: Rua Maurício Cardoso (face leste) entre a Marques de Alegrete e a rua
Virgílio Machado.

Micro - área N.º: 04 – ESF Cidade Alta


Bairro Independência – Cidade Alta
Norte: Rua 20 de Setembro entre a rua Maria Menezes e Av. Dr. Lauro.
Sul: Rua Dr. Severino Ribeiro entre a Bento Manoel e Av. Assis Brasil e,
rua Romauldo Antunes Pinto entre Beira Trilho e Bento Manoel.
Leste: Av. Assis Brasil entre 20 de Setembro e Dr. Severino Ribeiro e,
rua Bento Manoel entre rua Romualdo Antunes Pinto e Severino Ribeiro.
Oeste: Beira Trilho entre 20 de Setembro e Romualdo Antunes Pinto.
132

Micro - área N.º: 01 – ESF Cidade Alta – 2ª Equipe


Bairro Assunção
Norte: Rua Pedro Palma (face sul) entre a ruas Emilio Zuñeda e a Anita Garibaldi
(as duas faces) e, rua Barão do Rio Branco (face sul) entre a Euripedes Brasil
Milano e Emílio Zuñeda.
Sul: As duas faces da rua Barros Cassal, da rua Euripedes Brasil Milano até a Anita
Garibaldi.
Leste: Rua Anita Garibaldi (as duas faces) entre a Pedro Palma e a Barros Cassal.
Oeste: Rua Emílio Zuñeda (face leste) entre a rua Pedro Palma e a rua Barão do
Rio Branco e, Av. Euripedes Brasil Milano (face leste) entre as ruas Barros Cassal
e Barão do Rio Branco.

Micro - área N.º: 02- ESF Cidade Alta – 2ª equipe


Bairro Assunção
Norte: As duas faces da rua Barros Cassal, entre as ruas Euripedes Brasil Milano e
Anita Garibaldi.
Sul: Rua Romário Morais Carvalho (face norte) entre a Av. João XVIII e rua Alan
Kardec; rua Brigadeiro Olivério (face norte) entre a Alan Kardec e a Zona Ribeirinha
e, rua Senador Pinheiro Machado (face norte) da rua Anita Garibaldi a Zona
Ribeirinha.
Leste: Zona Ribeirinha do Rio Ibirapuitã e, rua Alan Kardec (face oeste) entre a rua
Brigadeiro Olivério e Romário Morais Carvalho.
Oeste: Av. Euripedes Brasil Milano (face leste) entre a Brigadeiro Olivério e a
Senador Pinheiro Machado e, Av. João XXIII (face leste) da Romário Morais a
Brigadeiro Olivério.

Micro - área N.º: 03 – ESF Cidade Alta – 2 ª Equipe


Bairro Medianeira
Norte: Rua Brigadeiro Olivério (face sul) entre a rua Alan Kardec até Angelino
Lopes Neimaier; rua Juari O. Leal (face norte) entre Angelino Lopes Neimaier até
Major Cezimbra Jaques e, rua Romário Morais Carvalho entre João XXIII e Alan
Kardec.
Sul: Rua Romário M. Carvalho, da Alan Kardec a Anita Garibaldi e, rua João
Cezimbra Jaques (face sul) entre João XXIII ao encontro com a rua Juari O. Leal.
Leste: Encontro da rua Juari O. Leal com a rua Major João Cezimbra Jaques.
133

Oeste: Rua João XXIII entre Romário Morais Carvalho a Major João Cezimbra
Jaques.

Micro - área N.º: 04 – ESF Cidade Alta – 2ª equipe


Bairro Medianeira
Norte: Rua Major Cezimbra Jaques entre a rua Décio Pedroso Serpa e rua São
Judas Tadeu.
Sul: Delimitação entre a área Militar entre a rua Décio Pedroso Serpa e São Judas
Tadeu.
Leste: São Judas Tadeu em toda a sua extensão.
Oeste: Rua Décio Pedroso Serpa.

ESF VERA CRUZ

Micro - área N.º: 01 – ESF Vera Cruz – 1ª equipe


Bairro Vera Cruz
Norte: Rua Uruguai (face sul) entre a rua Euclides Dorneles até a rua Honorato
Rezende.
Sul: Rua Venezuela (face norte) entre a Euclides Dorneles a rua Honorato
Rezende.
Leste: Rua Honorato Rezende (face oeste) da igreja até o encontro com a rua
Venezuela.
Oeste: Rua Euclides Dorneles (face leste) entre a rua Uruguai a rua Venezuela.

Micro - área N.º: 02 – ESF Vera Cruz- 1ªequipe


Bairro Vera Cruz
Norte: Rua Venezuela (face sul) entre as ruas Euclides Dorneles e rua Vereador
Fetzalan de Almeida.
Sul: Rua Equador (face norte), entre as ruas Euclides Dorneles e Vitorino Portela e,
rua das Américas (face norte), do encontro com a rua Equador até a rua Vereador
Fetzalan Almeida.
Leste: Rua Vereador Fetzalan Almeida (face oeste) da rua da Américas até a
Venezuela.
Oeste: Rua Euclides Dorneles da Cunha (face leste) do terreno da esquina; rua
Equador até a Venezuela.
134

Micro - área N.º: 03 – ESF Vera Cruz- 1ª equipe


Bairro Vera Cruz
Norte: Rua Chile (face sul) entre as ruas Marcirio R. de Almeida a rua Carlos
Ribeiro e, rua Paraguai (face sul) entre a ruas Carlos Ribeiro e Maximiliano
Marinho.
Sul: Rua Haiti (face norte) entre a rua Marcirio R. Almeida a rua Maximiliano
Marinho.
Leste: Rua Maximiliano Marinho (face oeste) entre a rua Haiti a Paraguai.
Oeste: Rua Marcirio de Almeida (face oeste) entre a rua Chile a Haiti.

Micro – área N°.: 04 – ESF Vera Cruz - 1ª equipe


Bairro Vera Cruz
Norte: Rua Venezuela (face sul) entre a rua Vereador Fetzalan Almeida até a rua
Marcirio R. Almeida.
Sul: Rua Panamá (face norte) entre as ruas Vereador Fetzalan Almeida e Negrinho
do Pastoreio e, rua das Américas (face norte) da rua Negrinho do Pastoreio até rua
Marcirio R. de Almeida.
Leste: Rua Marcirio de Almeida (face oeste) da rua das Américas até a Venezuela.
Oeste: Rua Vereador Fetzalan Almeida (face leste) entre as ruas Venezuela e
Panamá.

Micro – área Nº 05 – ESF Vera Cruz – 2ª Equipe


Bairro Grande
Norte: Rua Timóteo Bomback entre Arroio Regalado e Av. Maximino Marinho.
Sul: Rua Valentin Campos Trindade entre a rua T7 e Av. Maximino Marinho;
Avenida Abílio Garavagno Medeiros entre a rua T7 e Arroio Regalado.
Leste: Av. Maximino Marinho entre a rua Timoteo Bomback e rua Valentin Campos
Trindade; rua T7 entre a rua Valentin Campos Trindade e Av. Abílio Gavagno
Medeiros.
Oeste: Arroio Regalado entre a rua Timoteo Bomback e Av. Abílio Garavagno
Medeiros.

Micro – área Nº 06 – ESF Vera Cruz – 2ª Equipe


Bairro Grande
Norte: Rua Valentin Campos Trindade entre a rua T7 e Av. Maximino Marinho.
135

Sul: Av. Abílio Garavagno Medeiros entre a rua T7 e Maximino Marinho.


Leste: Av. Maximino Marinho entre a rua Valentin Campos Trindade e Av. Abílio
Garavagno Medeiros.
Oeste: Rua T7 entre a rua Valentin Campos Trindade e Av. Abílio Garavagno
Medeiros.

Micro – área Nº 07 – ESF Vera Cruz – 2ª Equipe


Bairro Grande
Norte: Av. Abílio Garavagno Medeiros entre a rua Maximino Marinho e Arroio
Regalado.
Sul: Rua Danilo Pinto entre Maximino Marinho e rua T5 e, rua T5 ao Arroio
Regalado.
Leste: Av. Maximino Marinho entre Av. Abílio Garavagno Medeiros e rua Danilo
Pinto e, rua T5 entre a Danilo Pinto e delimitação do Bairro Grande.
Oeste: Arroio Regalado entre a Av. Abílio Garavagno Medeiros e delimitação Bairro
Grande.

Micro – área N°.: 01– ESF Vera Cruz – 2ª equipe


Bairro Emilio Zuñeda
Norte: Rua Barros Cassal entre a rua Maximiliano Marinho e Av. Beira Trilho.
Sul: Rua Orimato entre a rua Maximiliano Marinho e Av. Liberdade.
Leste: Rua João O. Chaves entre Barros Cassal e rua Eng. Ildo Meneghetti.
Av. Liberdade entre rua Eng. Ildo Meneguetti e rua Orimato.
Oeste: Rua Maximiliano Marinho entre Barros Cassal e rua Orimando.

Micro – área N°.: 02 – ESF Vera Cruz- 2ª equipe


Sepé Tiaraju
Norte: Rua SD 560, ao centro do Arroio Regalado e Av. das Américas (face oeste)
e, rua Haiti (face sul).
Sul: Rua Angélica F. Arrussul (face norte) da esquina com a Timoteo Mombach até
a rua Haiti; rua Tia Lurdes (face norte) da rua Maximiliano Marinho até a T3 e,
rua Jorge Machado entre o Arroio e rua Timoteo Mombach.
Leste: Rua Maximiliano Marinho (face oeste) entre a Timoteo Mombach e Haiti.
136

Oeste: Da zona Ribeirinha do Arroio Regalado entre as ruas Jorge B. Machado e


SD 560 e, rua Noemia D. Pinheiro entre Prof. Angélica B. Ferreira Arrussul e Jorge
B. Machado.

Micro – área N°.: 03 – ESF Vera Cruz – 2ª Equipe


Sepé Tiaraju
Norte: Rua Jorge Borges Machado (face sul) da zona Ribeirinha do Arroio
Regalado a esquina com a Travessa Timóteo Mombach; rua Professora Angélica
Arrussul (face sul) até a rua Haiti; e rua Tia Lurdes (face sul) até a rua T1.
Sul: Rua Manoel Soares de Oliveira (face norte), do campo de futebol da rua T 4;
rua Atila Casses (face norte) da rua T4 a rua Dionizio Vilarinho.
Leste: As duas faces da Rua Dionizio Vilarinho entre as ruas Átila Casses e
Timóteo Mombach e, rua T1 (face oeste) entre as ruas Tia Lurdes de Oliveira e
Timóteo Mombach.
Oeste: Zona Ribeirinha do Arroio Regalado.

Micro – área N°.: 04– ESF Vera Cruz – 2ª equipe


Bairro Liberdade
Norte: Rua Orimato entre a rua Maximiliano Marinho e Av. Liberdade e,
encontro da Av. Liberdade com a Beira Trilho.
Sul: Av. Braz Faraco entre a rua Maximiliano Marinho e Av. Liberdade e Beira
Trilho.
Leste: Beira Trilho entre a Av. Liberdade e Praça da Paz.
Oeste: Rua Maximiliano Marinho entre a rua Orimato e Av. Braz Faraco

Micro – área N°.: 05– ESF Vera Cruz – 2ª equipe


Bairro Saudade, Canjiqueira e Cel. Enio G. dos Santos
Norte: Rua Romualdo Antunes Pinto entre a Beira Trilho e Av. Bento Manoel e,
rua Dr. Eduardo Faraco entre rua do Planalto e Av. Marechal Rondon.
Sul: Av. Braz Faraco entre a Beira Trilho e Av. Marechal Rondon.
Leste: Av. Marechal Rondon entre a rua Dr. Eduardo Faraco e Av. Braz Faraco.
Oeste: Beira Trilho entre a rua Cel. Alberto Dias dos Santos e Av. Braz Faraco.

ESF VILA INÊS


137

Micro - área N.º: 01 – ESF Vila Inês


Vila Inês, Lara, Atlântida
Norte: Av. Rondon (face sul) entre as ruas Matheus Ricciardi e Major Feliciano.
Sul: Rua Sylla da Silva (face norte) da rua Salatiel Costa a Av. Assis Brasil.
Leste: Rua Assis Brasil (face oeste), entre as ruas Sylla da Silva e Major Feliciano
e, rua Major Feliciano entre a Praça do Bebedouro e Praça Ver. Prado Lima.
Oeste: Rua Matheus Ricciardi (face leste) entre a Av. Rondon e rua Nilo Brasil
Milano; rua Salatiel da Costa (face leste) entre as ruas Agapito Rodrigues e Sylla
da Silva e, encontro das ruas Matheus Ricciardi e Nilo Rodrigues.

Micro - área N.º: 02 – ESF VILA Inês


Bairro Anita Garibaldi – Inês, Lara, Atlântida
Norte: Rua Sylla da Silva (face sul) entre as ruas Salustiano da Costa e Av. Assis
Brasil e, rua Dr. Miguel Oliveira Leite (face sul) entre as ruas Vicente Carvalho e
Salustiano da Costa.
Sul: Rua Antônio José de Vargas (face norte) entre a Av. Assis Brasil e a Aluizio A.
Filho.
Leste: Rua Assis Brasil (face oeste) da rua José Antônio de Vargas a rua Álvaro
Ignácio de Medeiros e, delimitação do Bairro Militar entre a rua Sylla T. da Silva e
rua Álvaro Ignácio de Medeiros.
Oeste: Rua Luiz A. Filho (face leste) da rua Antônio José de Vargas a rua Álvaro
Ignácio de Medeiros e, rua Salustiano F. da Costa entre a rua Dr. Miguel O. Leite e
rua Sylla T. da Silva.

Micro - área N.º: 03 – ESF Vila Inês


Bairro Vila Kennedy
Norte: Rua Dr. Miguel Oliveira Leite (face sul) entre as ruas Vicente Carvalho e
Alberto Pascoaline.
Sul: Rua João Salomão (face norte) entre as ruas Alberto Pascoaline e Vicente
Carvalho.
Leste: Rua Luiz A. Filho (face oeste) entre as ruas João Salomão e Dr. Miguel
Oliveira Leite.
Oeste: Rua Alberto Pascoaline (face leste) entre as ruas Dr. Miguel Oliveira Leite e
João Salomão.
138

Micro - área N.º: 04 – ESF Vila Inês


Bairro Jardim Planalto
Norte: Rua Liberato José de Melo (face sul) entre a Esmeraldo Gamino e Alberto
Pascoaline; rua Alberto Xavier (face sul) entre a rua SD 548 e a rua Esmeraldo
Gamino.
Sul: Rua João Pedro da Costa (face norte) da rua SD 548 a rua Esmeraldo Gamino
e, rua João Salomão (face norte) entre a Esmeraldo Gamino e a Alberto
Pascoaline.
Leste: Rua Alberto Pascoaline (face oeste) da rua João Salomão a rua Liberato
José de Melo.
Oeste: Rua SD 548 (face leste) entre Alberto Xavier e rua João Pedro da Costa.

Micro - área N.º: 05 – ESF Vila Inês


Fênix - Invasão recente - Vila Inês/ Lara e Atlântida
Norte: Av. Pedreiras (face sul) da rua Alberto Pascoaline ao Campo e, Av. Rondon
(face sul) da Alberto Pascoaline a Joaquina Ortiz Houayek.
Sul: Rua Miguel Oliveira Leites (face norte) da rua Alberto Pascoaline e a rua
Joaquina Ortiz Houayek, rua Alberto Xavier (face norte) do Campo até a rua
Esmeraldo Gamino e, rua Liberato José de Melo (face norte) da rua Veredor
Alvares Gomes a rua Alberto Pascoaline .
Leste: Rua Joaquina Ortiz Houayek (face oeste) entre a Av. Rondon e a Dr. Miguel
Oliveira Leite.
Oeste: Campo.

Micro-área N°.: 06 – ESF Vila Inês


Vila Inês, Lara e Atlântida.
Norte: Av. Rondon (face sul) entre as ruas Joaquina Ortiz Houayek e Matheus
Ricciardi.
Sul: Rua Miguel Oliveira Leite (face norte) entre as ruas Joaquina Ortiz Houayek e
Salustiano Costa.
Leste: Rua Salustiano F. da Costa (face oeste) entre as ruas Agapto Rodrigues e
Dr. Miguel Oliveira Leite e, rua Matheus Ricciardi (face oeste) entre a Av. Rondon e
Nilo Brasil Milano.
Oeste: Rua Joaquina Ortiz Houayek (face leste) entre Av. Rondon e Dr. Miguel
Oliveira Leite.
139

ESF PRADO( REMAPEAMENTO)

Micro – área N.º: 01 - ESF Prado


Progresso
Norte: Rua Átila Casses (face sul) do campo Umbu até a rua Maximiliano Marinho.
Sul: Rua Tapira (face norte) entre a rua Antônio Brasil Milano e a rua Maximiliano
Marinho e, rua Rincão dos Poetas entre Antônio B. Milano e Dionizio Vilarinho.
Leste: Rua Maximiliano Marinho (face oeste) da Tapira a Átila Casses.
Oeste: Rua Olegário Vitor de Andrade (face Leste) entre a Átila Casses e a Coronel
Antônio Freitas Vale; Rua Dionizio Vilamarinho (face leste) entre as rua Rincão dos
Poetas e Coronel Antônio Freitas Vale e, rua Antinio Brasil Milano (face leste) entre
a rua Tapira e a rua Rincão dos Poetas.

Micro - área Nº.: 02 - ESF Prado


Progresso
Norte: Do campo do Umbu a zona ribeirinha do Arroio do Regalado e, rua Rincão
dos Poetas entre Antônio B. Milano e Dionizio Vilarinho.
Sul: Rua Fidêncio Caiobate (face norte) do Arroio Regalado ao encontro com a rua
Dionizio Vilarinho (face oeste).
Leste: Rua Olegário Vitor de Andrade (face oeste) do campo do Umbu até a rua
Coronel Antônio Freitas Vale; rua Dionizio Vilarinho (face oeste) entre as ruas
Rincão dos Poetas e Coronel Antônio Freitas Vale e, rua Antônio Brasil Milano
(face oeste) entre as ruas Rincão dos Poetas e Fidêncio Caiboate.
Oeste: Zona ribeirinha do Arroio Regalado.

Micro - área Nº.: 03 - ESF Prado


Vila Prado
Norte: Rua Fidêncio Caiboate (face sul) entre as ruas Hernani Schimitt e rua
Antônio Brasil Milano e, rua Tapira (face sul) entre as ruas Antônio Brasil Milano e
Maximiliano Marinho.
Sul: Rua Braz Faraco (face norte), rua India Camaco até a rua Maximiliano Marinho
Leste: Rua Maximiliano Marinho (face oeste) entre as ruas Braz Faraco e Tapira.
140

Oeste: Rua Hernani Schimitt (face leste) entre a Fidêncio Caiboate e rua Canide e,
rua India Camaco (face leste) em toda a sua extensão.

Micro - área N.º: 04 - ESF Prado


Vila Prado
Norte: Rua Fidêncio Caiboate (face sul) do Arroio Regalado até a rua Ernani
Schimitt.
Sul: Rua Guarani (face norte) da zona ribeirinha do arroio do Regalado até a Braz
Faraco.
Leste: Rua Hernani Schimitt (face oeste) da Fidêncio Caiboate ao encontro com a
rua Tapajós e, rua India Camaco (face oeste) entre a rua Tapajós e a rua Braz
Faraco.
Oeste: Arroio Regalado.

Micro - área N.º: 05 - ESF Prado


Bairro Pedreiras
Norte: Av. Braz Faraco entre Guarani e encontro com a Av. Rondon e,
rua João P. da Costa entre Av. Espinilho e delimitação do Bairro Jardim Planalto.
Sul: Delimitação Bairro Pedreiras com a BR 290 entre a rua Barão Ibirocai e
Campo.
Leste: Av. Espinilho entre delimitação BR 290 e rua João P. da Costa.
Oeste: Campo.

ESF JESUS FRANCO PEREIRA

Micro - área N.º: 01 – ESF Jesus Franco Pereira


Bairro Macedo
Norte: Rua Gaspar Martins (face sul) entre a Zona Ribeirinha e a rua Teotônio
Vilela e, rua Ernesto de Paula (face sul) da rua Emílio Alabi a Zona Ribeirinha.
Sul: Rua Barão do Cerro Largo (face norte) entre a rua Senador Teotônio Vilela e
Abrilino Vales.
Leste: Beira Trilhos entre a rua Abrilino Vales e a rua Ema de Souza.
Oeste: Arroio Regalado, ruas Teotônio Vilela (face leste) entre a Pedro Felix e a
Barão do Cerro Largo e, rua Abrilino Vales (face leste) dos trilhos até a Barão do
Cerro Largo.
141

Micro - área N.º: 02 – ESF Jesus Franco Pereira


Bairro Macedo
Norte: Rua Gaspar Martins (face sul) entre as ruas Tancredo Neves e Emílio Alabi;
rua Gal. Vitorino (face sul) da rua Tancredo Neves a Ribeirinha; Campo ao final da
rua Gal. Vitorino e, rua Ernesto Paula de Souza (face sul) entre a Manoel Alves e a
Ema de Souza.
Sul: Rua Ernesto de Paula (face norte) entre a rua Emílio Alabi e Teotônio Vilela e,
encontro das ruas Ema de Souza e Marcel Alves.
Leste: Rua Emílio Alabi (face oeste) entre as ruas Ernesto de Paula e Gaspar
Martins; rua Tancredo Neves (face oeste) da rua Gaspar Martins a Ribeirinha e,
rua Marcel Alves (face oeste) entre a Ernesto de Paula e a Ema de Souza.
Oeste: Rua Senador Teôtonio Vilela (face leste) entre a Ernesto de Paula e Gaspar
Martins e, (face oeste) da rua Ema de Souza entre a Ernesto de Paula e Marcel
Alves.

Micro - área N.º: 03 – ESF Jesus Franco Pereira


Bairro Macedo
Norte: Rua Gal. Vitorino (face sul) da Av. Beira Trilhos a rua Tancredo Neves.
Sul: Rua Gaspar Martins (face norte) entre a Tancredo Neves e Emílio Alabi e,
rua Ernesto de Paula (face norte) da Av. Beira Trilhos até a Emílio Alabi.
Leste: Av. Beira Trilhos (face oeste) da rua Gal. Vitorino até a Ernesto de Paula.
Oeste: Rua Emílio Alabi (face leste) entre as ruas Ernesto de Paula e Gaspar
Martins e, rua Tancredo Neves (face Leste) da rua Gaspar Martins a Gal. Vitorino.

Micro - área N.º: 04- ESF Jesus Franco Pereira


Bairro Vila Izabel
Norte: Rua Barão do Cerro Largo entre a rua Arnaldo Balve e Beira Trilho.
Sul: Rua Daltro Filho entre a rua Amadeu Bicca de Medeiros e Beira Trilho e, rua
Jornalista Hipólito José da Costa entre a rua Arnaldo Balve e rua Amadeu Bicca de
Medeiros.
Leste: Beira Trilho.
Oeste: Rua Amadeu Bicca de Medeiros entre a Daltro Filho e rua Jornalista Hipólito
da Costa e, rua Arnaldo Balvê entre Jornalista Hipólito da Costa e Barão do Cerro
Largo.
142

Micro - área N.º: 05- ESF Jesus Franco Pereira


Bairro Izabel
Norte: Rua Barão do Cerro Largo entre a rua Arnaldo Balve e Ponte Assis La
Roque de Lima.
Sul: Rua Waldemar Masson entre a rua Amadeu Bicca de Medeiros e Arroio
Regalado.
Leste: Rua Amadeu Bicca de Medeiros entre Waldemar Masson e Jornalista
Hipólito da Costa.
Oeste: Arroio Regalado.

Micro - área N.º: 06- ESF Jesus Franco Pereira


Bairro Santo Antônio
Norte: Rua Gal. Arruda (face sul) da Av. Dr. Lauro até o Quartel.
Sul: Rua Gal. Vitorino (face norte) da Av. Dr. Lauro até o Quartel.
Leste: Av. Dr. Lauro Dornelles (face oeste) entre a Gal. Arruda e Gal. Vitorino.
Oeste: Limite com a área militar do 6º RCB.

ESF BOA VISTA

Micro - área N.º: 01- ESF Boa Vista


Bairro Boa Vista
Norte: Rua Pandiá Calógeras (face sul) entre a rua Daltro Filho até a rua Dona
Nely.
Sul: Rua Pedro Souza Bisch entre a rua Daltro Filho e Willy Steinhort e,
rua Dolvalino Vargas entre Rua Willy Stenhort e rua F.
Leste: Limite com a área Militar entre a rua Pandiá Calogeras e rua F.
Oeste: Rua Daltro Filho (face leste) entre rua Pandiá Calogeras e Pedro Souza
Bisch e, Willy Stenhort entre Pedro Souza Bisch e Dorvalino Vargas.

Micro - área N.º: 02- ESF Boa Vista


Bairro Boa Vista
Norte: Rua Pedro de Souza Bisch entre Daltro Filho e Willy Steinhort e,
rua Dorvalino Vargas entre Willy Steinhort e rua F.
Sul: Arroio Regalado.
143

Leste: Rua F entre Dorvalino Vargas e Arroio Regalado e, rua Willy Steinhort entre
Pedro Souza Bisch e Dorvalino Vargas.
Oeste: Rua Daltro Filho entre Pedro Souza Bisch e Arroio Regalado.

Micro - área N.º: 03 – ESF Boa Vista


Bairro Restinga
Norte: Rua Waldemar Masson entre Amadeu Bicca de Medeiros e Arroio Regalado.
Sul: Daltro Filho entre Amadeu Bicca de Medeiros e Arroio Regalado.
Leste: Rua Amadeu Bicca de Medeiros e rua Waldemar Masson.
Oeste: Zona Ribeirinha do Arroio Regalado.

Micro - área N.º: 04- ESF Boa Vista


Bairro Joaquim Fonseca Milano
Norte: Rua Daltro Filho entre a Ponte Lucio Adão Krug e Ponte Osvaldo Carvalho.
Sul: Rua Breno da Silveira entre a rua Júlio Rigol e Clair Fernandes e, rua Dionizio
Oliveira entre Arroio Regalado e rua Alfredo G. Filho.
Leste: Rua Beira Trilho entre Ponte Osvaldo Carvalho e rua Bento Gonçalves e,
rua Clair D. Fernandes entre a rua Dr. Breno da Silveira e rua Alonso Medeiros;
rua Alfredo G. Filho entre a rua Dionizio M. Oliveira e rua Alonso Medeiros.
Oeste: Rua Arroio Regalado entre a Dionizio M. Oliveira e rua Daltro Filho e,
rua Júlio S. Rigol entre a rua Dr. Breno da Silveira e rua Alonso Medeiros.

Micro - área N.º: 05- ESF Boa Vista


Bairro Joaquim Fonseca Milano
Norte: Rua Breno da Silveira entre rua Júlio Rigol e Clair Fernandes e, rua Dionizio
Oliveira entre Arroio Regalado e rua Alfredo G. Filho.
Sul: Rua Uruguai entre Arroio Regalado e rua Dr. Plínio Machado e, rua Dr.
Severino Ribeiro entre rua Plínio Machado e Beira Trilho.
Leste: Rua Plínio Machado entre a rua Uruguai e rua Severino Ribeiro.
Oeste: Arroio Regalado entre rua Dionizio M. Oliveira e rua Uruguai.

Obs:. É importante que se considere a delimitação por escrito das microáreas, pois
a parte ilustrativas dos mapas não tem a delimitação fidedigna devido ao google
mapa estar desatualizado em relação ao mapa da topografia do município.
144

ANEXO 2 – DELIMITAÇÃO DAS ESF ATRAVÉS DOS MAPAS


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148
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151
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ANEXO 3 - RESOLUÇÃO Nº 475/13 – CIB / RS


153

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL


SECRETARIA DA SAÚDE

RESOLUÇÃO Nº /13 – CIB / RS

A Comissão Intergestores Bipartite/RS, no uso de suas atribuições legais, e


considerando:
- A Resolução CIT nº 005/2013 que dispõe sobre as regras do processo de
pactuação de Diretrizes, Objetivos, Metas e Indicadores para os anos de 2013 - 2015, com
vistas ao fortalecimento do planejamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a implementação
do Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde (COAP);

- A Nota Técnica 002/2013 do GT Planejamento, Monitoramento e Avaliação da


Gestão, que trata do processo de pactuação de indicadores no Rio Grande do Sul;

- O Ofício Circular nº50/2013/GAB/Secretaria de Vigilância em Saúde/Ministério


da Saúde que encaminhou a Programação das Ações de Vigilância em Saúde (Prog-VS) 2013-
2015;

RESOLVE:

Art. 1º - Definir os indicadores (universais, específicos e estaduais) que deverão


ser pactuados no Rio Grande do Sul, assim como as diretrizes do processo de pactuação para os
anos de 2013 – 2015 e os parâmetros estaduais e regionais que deverão balizar o
estabelecimento de metas no âmbito das regiões e dos municípios.

§ Único - Visando o fortalecimento do planejamento do Sistema Único de Saúde


- SUS, os Indicadores e Metas pactuados deverão estar em sintonia com o Plano Estadual de
Saúde 2012-2015 e os Planos Municipais de Saúde, assim como ser integrados de forma
harmônica aos diferentes instrumentos de gestão do SUS (incluindo as Programações Anuais de
Saúde), servindo como base para o monitoramento e avaliação das políticas de saúde nas três
esferas de governo.
.

Art. 2º - No Rio Grande do Sul, a pactuação deverá ser realizada por Município
e por Região de Saúde, com a definição das metas no âmbito da Comissão Intergestores
Regionais - CIR e discussão e aprovação das mesmas pelos Conselhos Municipais de Saúde -
CMS.

§ Único - As Metas para a Região de Saúde e para os municípios deverão levar


em consideração o fortalecimento do sistema de saúde no território da Região de Saúde,
visando futura implementação do Contrato Organizativo de Ação Pública (COAP).

Art. 3º - Integra o processo de pactuação, na área da Vigilância em Saúde, a


Programação das Ações do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde (ProgVS) para 2013 –
2015, a ser utilizada como ferramenta de programação de ações relevantes para alcance de
metas.

Art. 4º - O processo de pactuação de Indicadores e Metas será realizado da


seguinte forma:
154

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL


SECRETARIA DA SAÚDE

I – São definidos pela CIB os indicadores específicos e estaduais que, além dos
indicadores universais definidos pela CIT, deverão ser pactuados no Estado e propostos
parâmetros estaduais e regionais para balizarem o estabelecimento de metas no âmbito das
regiões e dos municípios;
II - A Comissão Intergestores Regional - CIR deverá submeter à Comissão Intergestores
Bipartite - CIB, resolução contendo os Indicadores pactuados no seu território e as Metas
regionais no prazo de 60 (sessenta) dias a contar da data de publicação desta;
III - Os municípios deverão discutir e aprovar as Metas acordadas na Comissão
Intergestores Regional - CIR no Conselho Municipal de Saúde - CMS, sendo que apenas após a
aprovação desta instância a meta poderá ser digitada e validada no SISPACTO;
IV – Os municípios deverão submeter aos GTs Regionais de Planejamento, Monitoramento
e Avaliação das Coordenadorias Regionais de Saúde - CRS a Ata do respectivo Conselho
Municipal de Saúde - CMS com a aprovação da pactuação municipal, tendo em vista a sua
homologação;
V - As equipes dos Grupos de Trabalho de Monitoramento e Avaliação Regional deverão
homologar as metas municipais no SISPACTO, levando em conta a concretização do processo de
pactuação, conforme normatizado nesse artigo;
VI – Os indicadores e as respectivas metas assumidas pelos municípios e regiões deverão
desencadear o processo de planejamento, monitoramento e avaliação das ações necessárias ao
seu alcance, utilizando-se como ferramenta os instrumentos de programação existentes.

Art. 4º - Após a Comissão Intergestores Bipartite - CIB homologar as metas


regionais, o gestor estadual deverá inserir no SISPACTO a meta estadual, levando em
consideração as pactuações realizadas nas Comissões Intergestores Regionais - CIR.

Art. 5º - Os indicadores que serão pactuados no Rio Grande do Sul estão


descritos no Anexo 1 desta resolução.

Art. 6º - Esta resolução entrará em vigor a partir da data de sua publicação.

Porto Alegre, 4 de setembro de 2013.

CIRO SIMONI
Presidente da Comissão Intergestores Bipartite/RS
155

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL


SECRETARIA DA SAÚDE
ANEXO 1 – Indicadores Pactuados
Planilha de Pactuação Estadual de Metas para 2013 - 2015
Rio Grande do Sul

Diretriz 1 - Garantia do acesso da população a servicos de qualidade, com equidade e em tempo adequado ao
atendimento das necessidades de saúde, mediante aprimoramento da política de atenção básica e da atenção
especializada.

Objetivo 1.1 - Utilização de mecanismos que propiciem a ampliação do acesso da atenção básica.
Alcançad
Nº Tipo Indicador Unid o 2012

31,31% 31,31%
1 U COBERTURA POPULACIONAL ESTIMADA PELAS EQUIPES DE ATENÇÃO BÁSICA.
22%
2 U PROPORÇÃO DE INTERNAÇÕES POR CONDIÇÕES SENSÍVEIS À ATENÇÃO BÁSICA (ICSAB)

60% 53,90%
3 U COBERTURA DE ACOMPANHAMENTO DAS CONDICIONALIDADES DE SAÚDE DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA
31,11% 31,11%
4 U COBERTURA POPULACIONAL ESTIMADA PELAS EQUIPES BÁSICAS DE SAÚDE BUCAL.

5 U MÉDIA DA AÇÃO COLETIVA DE ESCOVAÇÃO DENTAL SUPERVISIONADA 0,95% 0,95%

6 E PROPORÇÃO DE EXODONTIA EM RELAÇÃO AOS PROCEDIMENTOS 22% NP

Objetivo 1.2 - Garantir acesso da população a serviços de qualidade, com equidade e em tempo adequado ao
atendimento das necessidades de saúde, mediante aprimoramento da política da atenção especializada.
Nº Tipo Indicador Unidade

0,56/100 NOVO
7 U RAZÃO DE PROCEDIMENTOS AMBULATORIAIS DE MÉDIA COMPLEXIDADE E POPULAÇÃO RESIDENTE

6,99/100 NOVO
8 U RAZÃO DE INTERNAÇÕES CLÍNICO-CIRÚRGICAS DE MÉDIA COMPLEXIDADE E POPULAÇÃO RESIDENTE

NP NOVO
9 E RAZÃO DE PROCEDIMENTOS AMBULATORIAIS DE ALTA COMPLEXIDADE E POPULAÇÃO RESIDENTE

NP NOVO
10 E RAZÃO DE INTERNAÇÕES CLÍNICO-CIRÚRGICAS DE ALTA COMPLEXIDADE NA POPULAÇÃO RESIDENTE
100% 100%
11 E PROPORÇÃO DE SERVIÇOS HOSPITALARES COM CONTRATO DE METAS FIRMADO.

Diretriz 2 - Aprimoramento da Rede de Atenção às Urgências, com expansão e adequação de Unidades de Pronto
Atendimento (UPA), de Serviços de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), de prontos-socorros e centrais de
regulação, articulada às outras redes de atenção.

Objetivo 2.1 - Implementação da Rede de Atenção às Urgências.


Nº Tipo Indicador Unidade

NÚMERO DE UNIDADES DE SAÚDE COM SERVIÇO DE NOTIFICAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, SEXUAL E 14 8


12 U OUTRAS VIOLÊNCIAS IMPLANTADO
14% NOVO
14 E PROPORÇÃO DE ÓBITOS NAS INTERNAÇÕES POR INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO (IAM)
14% NOVO
16 E COBERTURA DO SERVIÇO DE ATENDIMENTO MÓVEL DE URGÊNCIA (SAMU 192)

Objetivo 2.2 - Fortalecimento de mecanismos de programação e regulação nas redes de atenção à saúde do SUS.
Nº Tipo Indicador Unidade

14,4% NOVO
17 E PROPORÇÃO DAS INTERNAÇÕES DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA REGULADAS

Diretriz 3 - Promoção da atenção integral à saúde da mulher e da criança e implementação da "Rede Cegonha", com
ênfase nas áreas e populações de maior vulnerabilidade.
156

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL


SECRETARIA DA SAÚDE

Objetivo 3.1 - Fortalecer e ampliar as ações de Prevenção, detecção precoce e tratamento oportuno do Câncer de
Mama e do Colo de útero.
Nº Tipo Indicador Unidade

RAZÃO DE EXAMES CITOPATOLÓGICOS DO COLO DO ÚTERO EM MULHERES DE 25 A 64 ANOS E A 0,79/Razão 0,74


18 U POPULAÇÃO DA MESMA FAIXA ETÁRIA

RAZÃO DE EXAMES DE MAMOGRAFIA DE RASTREAMENTO REALIZADOS EM MULHERES DE 50 A 69 ANOS E 0,37/Razão 0,39


19 U POPULAÇÃO DA MESMA FAIXA ETÁRIA

Objetivo 3.2 - Organizar a Rede de Atenção à Saúde Materna e Infantil para garantir acesso, acolhimento e
resolutividade.
Nº Tipo Indicador (Parto Normal - 18%) Unidade

78% 79,30%
21 U PROPORÇÃO DE NASCIDOS VIVOS DE MÃES COM 7 OU MAIS CONSULTAS DE PRE-NATAL.
22 U NÚMERO DE TESTES DE SÍFILIS POR GESTANTE. Razão 1,57

23 U NÚMERO DE OBITOS MATERNOS EM DETERMINADO PERÍODO E LOCAL DE RESIDÊNCIA. Zero Zero

24 U TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL. 8 8

100% 100%
25 U PROPORÇÃO DE ÓBITOS INFANTIS E FETAIS INVESTIGADOS
100% 100%
26 U PROPORÇÃO DE ÓBITOS MATERNOS INVESTIGADOS
100% 100%
27 U PROPORÇÃO DE ÓBITOS DE MULHERES EM IDADE FÉRTIL (MIF) INVESTIGADOS
28 U NÚMERO DE CASOS NOVOS DE SÍFILIS CONGÊNITA EM MENORES DE UM ANO DE IDADE Zero Zero

Diretriz 4 - Fortalecimento da rede de saúde mental, com ênfase no enfrentamento da dependência de crack e outras
drogas.

Objetivo 4.1 - Ampliar o acesso à Atenção Psicossocial da população em geral, de forma articulada com os demais
pontos de atenção em saúde e outros pontos intersetoriais.
Nº Tipo Indicador Unidade

3,91
29 E COBERTURA DE CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL 3,91/100.000

Diretriz 5 - Garantia da atenção integral à saúde da pessoa idosa e dos portadores de doencas crônicas, com estímulo
ao envelhecimento ativo e fortalecimento das ações de promoção e prevenção.

Objetivo 5.1 - Melhoria das condições de Saúde do Idoso e Portadores de Doenças Crônicas mediante qualificação da
gestão e das redes de atenção.
Nº Tipo Indicador Unidade

TAXA DE MORTALIDADE PREMATURA (<70 ANOS) PELO CONJUNTO DAS 4 PRINCIPAIS DCNT (DOENÇAS DO 170/100.000 172
30 U APARELHO CIRCULATÓRIO, CÂNCER, DIABETES E DOENÇAS RESPIRATÓRIAS CRÔNICAS)

Diretriz 7 - Redução dos riscos e agravos à saúde da população, por meio das ações de promoção e vigilância em
saúde.

Objetivo 7.1 - Fortalecer a promoção e vigilância em saúde.


Nº Tipo Indicador Unidade

PROPORÇÃO DE VACINAS DO CALENDÁRIO BÁSICO DE VACINAÇÃO DA CRIANÇA COM COBERTURAS 75% 66,60%
35 U VACINAIS ALCANÇADAS

36 U PROPORÇÃO DE CURA DE CASOS NOVOS DE TUBERCULOSE PULMONAR BACILÍFERA 80% 61,11%


157

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL


SECRETARIA DA SAÚDE

80% NOVO
37 U PROPORÇÃO DE EXAME ANTI-HIV REALIZADOS ENTRE OS CASOS NOVOS DE TUBERCULOSE
95% 97,70%
38 U PROPORÇÃO DE REGISTRO DE ÓBITOS COM CAUSA BÁSICA DEFINIDA
PROPORÇÃO DE CASOS DE DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA IMEDIATA (DNCI) ENCERRADAS EM 80% 87,50
39 U ATÉ 60 DIAS APÓS NOTIFICAÇÃO
PROPORÇÃO DE MUNICÍPIOS COM CASOS DE DOENÇAS OU AGRAVOS RELACIONADOS AO TRABALHO 59 222
40 U NOTIFICADOS.
PERCENTUAL DE MUNICÍPIOS QUE EXECUTAM AS AÇÕES DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA CONSIDERADAS 100% 100%
41 U NECESSÁRIAS A TODOS OS MUNICÍPIOS
42 U NÚMERO DE CASOS NOVOS DE AIDS EM MENORES DE 5 ANOS 2 ZERO

NOVO
45%
43 E PROPORÇÃO DE PACIENTES HIV+ COM 1º CD4 INFERIOR A 200CEL/MM3 48,70
NÚMERO DE TESTES SOROLÓGICOS ANTI-HCV REALIZADOS (para municípios e regiões constantes do 147 144
44 E Instrutivo Estadual)

PROPORÇÃO DE CURA DOS CASOS NOVOS DE HANSENÍASE DIAGNOSTICADOS NOS ANOS DAS COORTES 90% 100%
45 E (para municípios e regiões que registram casos na série histórica)

PROPORÇÃO DE CONTATOS INTRADOMICILIARES DE CASOS NOVOS DE HANSENÍASE EXAMINADOS (para 100% 100%
46 E municípios e regiões que registram casos na série histórica)
NÚMERO ABSOLUTO DE ÓBITOS POR LEISHMANIOSE VISCERAL (para municípios e regiões da área de ZERO ZERO
47 E transmissão ou de risco para leishmaniose, segundo intrutivo estadual)
PROPORÇÃO DE ESCOLARES EXAMINADOS PARA O TRACOMA NOS MUNICÍPIOS PRIORITÁRIOS (indicador
de responsabilidade estadual com programação 2013 para municípios de Campo Novo Três Forquilhas e NP NP
49 E Seberi)

PROPORÇÃO DE IMÓVEIS VISITADOS EM PELO MENOS 4 CICLOS DE VISITAS DOMICILIARES PARA NP NP


52 E CONTROLE DA DENGUE (para municípios infestados por Aedes aegypti, segundo Instrutivo Estadual)

Objetivo 7.2 - Implementar ações de saneamento básico e saúde ambiental para a promoção da saúde e redução das
desigualdades sociais com ênfase no Programa de aceleração do crescimento.
Nº Tipo Indicador Unidade

PROPORÇÃO DE ANÁLISES REALIZADAS EM AMOSTRAS DE ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO QUANTO AOS 90% 99,54%
53 U PARÂMETROS COLIFORMES TOTAIS, CLORO RESIDUAL LIVRE E TURBIDEZ

Diretriz 8 - Garantia da assistência farmacêutica no âmbito do SUS.

Objetivo 8.3 - Fortalecer a assistência farmacêutica por meio da inspeção nas linhas de fabricação de medicamentos,
que inclui todas as operações envolvidas no preparo de determinado medicamento desde a aquisição de materiais,
produção, controle de qualidade, liberação, estocagem, expedição de produtos terminados e os controles relacionados,
instalações físicas e equipamentos, procedimentos, sistema da garantia da qualidade.
Nº Tipo Indicador Unidade

NP NP
56 E PERCENTUAL DE INDÚSTRIAS DE MEDICAMENTOS INSPECIONADAS PELA VIGILÂNCIA SANITÁRIA, NO ANO

Diretriz 11 - Contribuição à adequada formação, alocação, qualificação, valorização e democratização das relações do
trabalho dos profissionais de saúde.

Objetivo 11.1 - Investir em qualificação e fixação de profissionais para o SUS.


Nº Tipo Indicador Unidade

21% NOVO
57 U PROPORÇÃO DE AÇÕES DE EDUCAÇÃO PERMANENTE IMPLEMENTADAS E/OU REALIZADAS
60 E NÚMERO DE PONTOS DO TELESSAÚDE BRASIL REDES IMPLANTADOS 2 NOVO
158

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL


SECRETARIA DA SAÚDE

Objetivo 11.2 - Investir em qualificação e fixação de profissionais para o SUS. Desprecarizar o trabalho em saúde nos
serviços do SUS da esfera pública na Região de Saúde.
Nº Tipo Indicador Unidade

PROPORÇÃO DE TRABALHADORES QUE ATENDEM AO SUS, NA ESFERA PÚBLICA, COM VÍNCULOS 88,28%
85%
61 U PROTEGIDOS NOVO

Diretriz 12 - Implementação de novo modelo de gestão e instrumentos de relação federativa, com centralidade na
garantia do acesso, gestão participativa com foco em resultados, participação social e financiamento estável.

Objetivo 12.1 - Fortalecer os vínculos do cidadão, conselheiros de saúde, lideranças de movimentos sociais, agentes
comunitários de saúde, agentes de combate às endemias, educadores populares com o SUS.
Nº Tipo Indicador Unidade

63 U PROPORÇÃO DE PLANO DE SAÚDE ENVIADO AO CONSELHO DE SAÚDE 1 1

PROPORÇÃO DE CONSELHOS DE SAÚDE CADASTRADOS NO SISTEMA DE ACOMPANHAMENTO DOS 1 1


64 U CONSELHOS DE SAÚDE - SIACS

Diretriz 13 - Qualificação de instrumentos de execução direta, com geração de ganhos de produtividade e eficiência
para o SUS.
Objetivo 13.1 - Qualificação de instrumentos de execução direta, com geração de ganhos de produtividade e eficiência
para o SUS.
Nº Tipo Indicador Unidade

65 E PROPORÇÃO DE MUNICÍPIOS COM OUVIDORIAS IMPLANTADAS NP NP

Indicadores Estaduais
Nº Tipo Indicador Unidade

PROPORÇÃO DE MENORES DE TRÊS ANOS DE IDADE ACOMPANHADOS PELO PROGRAMA PRIMEIRA INFÂNCIA 2,0% 6,41%
1 RS MELHOR
NÚMERO DE NOTIFICAÇÕES DOS AGRAVOS RELACIONADOS AO TRABALHO DETECTADOS ATRAVÉS DO SIST
2 RS 450 948
E DO SINAN (para todos municípios)

3 RS PERCENTUAL DE ÓBITOS RELACIONADOS AO TRABALHO INVESTIGADOS (para todos os municípios) 100% 100%

Nº DE VISITAS EM ARMADILHAS E EM PONTOS ESTRATÉGICOS (para municípios não infestados pelo aedes
4 RS 7.884 8.381
aegypti)
PROPORÇÃO DE VISITAS A DOMICÍLIOS EM ÁREAS DE VIGILÂNCIA DE SIMULÍDEOS ( específico para
5 RS NP NP
municípios infestados das regiões 1, 2,4,5, 6,7,8,16,17,18, 20, 23, 24, 25, 26, 29,30 )
159

CONSELHO MUNICIPAL
DE SAÚDE DE
ALEGRETE - CMS

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