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05/05/17

Pronomes

Elemento coesivo de retomada (termo anafórico – não repete a palavra) ou de antecipação


(termo catafórico).

. Retomada – Anafórico

A casa que será demolida era minha. Ali (retoma a palavra “casa”) construirão um shopping.
Os médicos são profissionais importantes. Eles (retoma a palavra “médicos”) salvam vidas.

. Antecipação – Catafórico

O Brasil precisa disto: políticos honestos. “Disto” o que? Antecipa.

. Pronome relativo (substantivo e pronome)

Elemento coesivo de retomada.


O (artigo) assunto (substantivo) que (pode retomar um substantivo) começamos é “pronome”.
Não sei quem era aquele (pronome demonstrativo) que (pode retomar um nome e também um
pronome) veio ontem aqui.

Nota: Se couber artigo antes da palavra, esta será um substantivo.

. Conjunção integrante (verbo e adjetivo)

Elemento coesivo de ligação.


Exs.: Espero (verbo) que (liga duas orações) você compreenda isso. A palavra “que” tem
como antecedente o verbo “espero”, sendo uma conjunção integrante, porque liga duas
orações, quais sejam, “espero” e “você compreenda isso”.
Fica claro (adjetivo) que (pode ter adjetivo como antecedente) ele é o chefe.

Vejamos o trecho extraído do texto: “Internet e as novas mídias: contribuições para a proteção
do meio ambiente no ciberespaço.” Português – Pronome:

“A sociedade passou por profundas transformações em que a realidade socioeconômica


modificou-se com rapidez junto ao desenvolvimento incessante das economias de
massas”.

Nesse caso, a palavra “que” é um pronome relativo, porque se refere ao substantivo


“transformações”.

. Pronome relativo “QUE”

- O pronome relativo “que” retoma “coisas” ou “pessoas”.


O (artigo) caderno (substantivo -> coisa) que (pronome relativo) ganhei será suficiente.
A (artigo) menina (substantivo -> pessoa) que (pronome relativo) chegou é a Renata.
- Pode ser preposicionado
O livro a que me refiro é inglês. Me refiro a alguma coisa. Por isso uso “a”. A preposição “a”
que antecede o “que” é determinada pela regência do verbo seguinte “refiro”.
A professora de que lhe falei é a Andréa. Lhe falei de quem? A preposição “de” que antecede
o pronome relativo “que” é determinada pela regência do verbo “falei”.

. Pronome relativo “QUAL”

O pronome relativo “qual” também retoma “coisas” e “pessoas”. Equivale ao pronome


relativo “que”.
Exs.: O colégio em que (ou em + o = no qual) estudei fica no centro. A preposição “em” que
antecede o pronome relativo “que” é determinada pela regência do verbo “estudei”.
O colégio no qual estudei fica no centro. A preposição “no” que antecede o pronome relativo
“qual” tem o gênero e o número do antecedente “colégio”, qual seja, é masculino e está no
singular. Em que é sinônimo de no qual. Existe o qual, a qual, no qual, na qual, etc.
A pessoa a que (para a = à qual) perguntei as horas foi solícita. A preposição “a” que antecede
o pronome relativo “que” é determinada pela regência do verbo “perguntei”. A pessoa à qual
perguntei as horas foi solícita. Usa-se a crase, porque a preposição “a” do verbo “perguntei”
funde-se com o artigo “a” que antecede a palavra “pessoa”.

. Pronome relativo “QUEM”

O pronome relativo “quem” retoma apenas “pessoas”.


Exs.: O médico de que me falaram é bom e muito calmo.
O médico do qual me falaram é bom e muito calmo.
O médico de quem me falaram é bom e muito calmo.

. Pronome relativo “ONDE”

No lugar do pronome relativo onde (retoma lugar físico; ambiente) usar em que.
Exs.: A sala (lugar) onde (em que; na qual) estou tem muita gente.
A época (tempo) onde (quando; em que) fomos mais felizes foi a infância. Nesse exemplo, a
oração está incorreta, porque a palavra “época” indica tempo e não um lugar físico.
Não achei o parágrafo (não deixa de ser um “lugar”, mas não é físico; ambiente) onde (melhor
usar “em que”) está a ideia central do texto. Por outro lado, é correto perguntar: “Onde está o
parágrafo no texto?” Nesse exemplo, o pronome “onde” é um pronome interrogativo.

Notas: Todo “onde” poderá virar “em que”, mas nem todo “em que” poderá virar “onde”.
Todo “que” pode virar “a qual”, “o qual”, “as quais”, “os quais”.
Onde – pronome relativo: antecedente: substantivo. Onde – advérbio de lugar: antecedente:
verbo.

Vejamos os trechos extraídos do texto: “Internet e as novas mídias: contribuições para a


proteção do meio ambiente no ciberespaço.” Português – Pronome:

“O capitalismo foi reestruturado e a partir das transformações científicas e tecnológicas


deu-se origem a um novo estabelecimento social, em que por meio de redes e da cultura
da virtualidade, configura-se a chamada sociedade informacional, na qual a
comunicação e a informação constituem-se ferramentas essenciais da Era Digital”.
Nesse caso, pode-se substituir o “em que” por “no qual” e, assim, o pronome relativo “qual”
flexiona-se no gênero masculino em decorrência da palavra “estabelecimento”. Entretanto,
nesse exemplo, não podemos substituir “em que” por “onde”, porque “estabelecimento social”
não é um lugar físico.

“No ciberespaço, devido à conectividade em tempo real, é possível promover debates de


inúmeras questões como a construção da hidrelétrica de Belo Monte, o Novo Código
Florestal, Barra Grande, dentre outras, as quais ensejam por tomada de decisões
políticas, jurídicas e sociais.”

Nesse caso, o pronome relativo “as quais” retoma a expressão “dentre outras”, que tem como
ideia implícita “dentre outras questões”. Ainda, não podemos substituir o pronome relativo
“as quais” por “onde”.

. Pronome relativo “AONDE”

O pronome relativo “aonde” é equivalente ao pronome relativo “a que”.


O pronome relativo “aonde” é ligado a verbos que transmitem ideia de movimento.
A peculiaridade desse pronome é também o fato de que ele deve ter um “lugar” como
antecedente.
O pronome relativo “aonde” só pode se relacionar a verbos cuja regência exija a preposição
“a”.
Exs.: “Dirigir-se a algum lugar”. “Chegar a algum lugar”. “Ir a algum lugar”.
Saí do Supremo e me dirigi à casa da minha mãe.
O shopping (lugar) aonde (a que; ao qual) me dirigi é afastado.

Nota: Todo “aonde” poderá virar “a que”, mas nem todo “a que” poderá virar “aonde”.

Vejamos a questão extraída do material Português – Pronome:

Questão 09. Os termos destacados a seguir constituem elementos coesivos por


retomarem termos ou ideias anteriormente registrados, EXCETO:
a) “Começa em casa, onde precisam ser dadas as primeiras informações sobre o mundo...”
(1º§)
b) “... na qual vemos políticos concedendo-se um bom aumento em cima dos seus já polpudos
ganhos,...” (1º§)
c) “... que depois abandonei,...” (7º§)
d) “Dizem que nossa economia floresce,...” (8º§)
e) “Infelizmente, isso depende dos políticos,...” (8º§)

A oração da opção “d” está incorreta, porque o antecedente da palavra “que” é um verbo e,
por isso, trata-se de uma “conjunção integrante”. Portanto, essa opção é a resposta dessa
questão.

. Pronome relativo “CUJO”

Não pode ser seguido de artigo (nem antes e nem depois). É flexionável em gênero (feminino
e masculino) e em número (singular e plural). Concorda com o substantivo que o segue. Pode
ser precedido de preposição. Estabelece uma relação de posse.
A família a (preposição e não artigo porque a próxima palavra está no masculino) cujo (e não
cuja porque se refere a palavra trabalho que é um substantivo) trabalho me refiro é gaúcha.
Ademais, antes do pronome relativo “cujo” há a preposição “a” em decorrência da regência
do verbo “referir”. Trabalho da família = trabalho dela. Me refiro a?
Os poemas de cujo conteúdo não me lembro foram escritos em 1920. Conteúdo dos poemas =
conteúdo deles. Não me lembro de?

Nota: Preposição neutra é aquela que não se flexiona em gênero ou em número. Ex.: “Em
que.”

. Pronomes pessoais

- Retos
Eu, tu, ele, ela. Nós, vós, eles, elas.

- Oblíquos átonos
Me, te, o, a, lhe, se, nos, vos, os, as, lhes.

- Oblíquos tônicos
Mim, ti, ele, ela, si, nós, vós, eles, elas, lo, la, los, las, no, na, nos, nas.

Os pronomes pessoais oblíquos tônicos são usados com preposição e os átonos, com formas
verbais. Exs.: A turma de colegas, como haviam me informado, esperava por mim. O
professor aguardava-o na sala de reuniões, para fazer a revisão da dissertação.

. Pronomes de tratamento

Você, Senhor, Senhora, Vossa Senhoria, Vossa Excelência, Vossa Eminência, Vossa Alteza,
Vossa Santidade, Vossa Reverendíssima, Vossa Paternidade, Vossa Magnificência, Vossa
Majestade. Ex.: Vossa Eminência ficou satisfeito com a designação de seus assessores?

. Pronomes demonstrativos

Aquele, aquela, isto, esse, essa, isso, seu, sua, aquilo. Ex.: Quem era aquela garota que estava
ontem com você na festa?

. Pronomes possessivos

Meu, minha, teu, tua, seu, sua, nosso, nossa, vosso, vossa, seu, sua. Ex.: Meu quarto está uma
verdadeira bagunça.

. Pronomes indefinidos

Alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, cada, algo, algum, nenhum, todo, outro muito, pouco,
certo, vários, tanto, quanto, qualquer, quaisquer, bastante. Ex.: Este livro é de alguém?
26/05/17

. Colocação pronominal

1. Próclise

Quando o pronome é colocado antes do verbo. Atração ou desejo.

a) Palavras negativas que atraem pronomes: não, nunca, ninguém, jamais, nenhum, etc

Ex.: Não me (pronome) ofereceram (verbo) nem um cigarro!

b) Advérbios em geral

Ex.: Hoje (advérbio de tempo) me (pronome) prestaram (verbo) uma homenagem.


Nesse exemplo, a palavra “hoje” é um advérbio de tempo e, por isso, atraiu o pronome “me”.
Se não existisse a palavra “hoje” nessa oração, ela poderia ser escrita da seguinte forma:
“Prestaram-me uma homenagem”.

c) Pronomes

Ex.: Você (pronome de tratamento) me (pronome) perdoa (verbo)?


A palavra “você” é um pronome de tratamento e, por isso, atraiu o pronome “me”. Se não
existisse a palavra “você”, nesse exemplo, a frase poderia ser escrita da seguinte forma:
“Perdoa-me?”.

Notas: Os pronomes pessoais oblíquos átonos “me”, “nos”, “te”, “vos” e “se” podem ser
utilizados para indicar que a ação do sujeito se volta para ele mesmo, ou seja, reflete nele
próprio. Assim sendo, podemos afirmar que tais pronomes são denominados de pronomes
reflexivos. Exs.: Nós nos vestimos rapidamente. Agindo assim, tu te condenas ainda mais. Eu
me enganei ao confiar em você.
Consoante a tais formas estão aquelas consideradas pronomes pessoais oblíquos tônicos, ora
representados pelos “si” e “consigo”. Exs.: Você parece um tanto quanto egoísta, querendo
tudo para si. Ele sempre leva consigo boas lembranças daqui.
Pronome recíproco são alguns pronomes reflexivos que, com valor de um ao outro, referem-se
a sujeito plural ou composto (mais de uma pessoa). Exs.: Elas se odeiam (cada uma pratica a
mesma ação sobre a outra: recíproco). Paulo e Marcos enganaram-se um ao outro. Paulo e
Marcos enganaram-se entre si.

d) Conjunções

Ex.: Voltei ao local, embora (conjunção concessiva) me (pronome pessoal oblíquo átono;
também denominado de pronome reflexivo) fizesse mal (advérbio de modo). Ideia de
contradição. Se o local o fez mal, por que voltou lá? Nesse exemplo, a palavra “embora”
atraiu o pronome “me”.

2. Mesóclise (evite usar)

Quando o pronome é colocado no meio do verbo. Obrigatório com o verbo no futuro.


Exs.: Devolver-te-ei o dinheiro. Separei a palavra devolverei e coloquei o pronome te no
meio.
Vou te devolver o dinheiro (não usei a mesóclise, usei a próclise).

3. Ênclise

Quando o pronome é colocado depois do verbo. Modalidade aconselhada pela norma culta.
Exs.: “Devolva-me o dinheiro” e não “me devolva o dinheiro”, pois não se inicia oração com
pronome pessoal oblíquo.
O homem saiu (verbo), me pedindo (verbo) desculpas. Não se deve usar pronome pessoal
oblíquo depois de vírgula. Nesse exemplo, temos duas orações. A primeira oração acaba na
vírgula e a segunda começa depois dela.
Eu te pagarei mês que vem. -> Certo! Próclise.
Te pagarei amanhã. -> Errado! Não se inicia oração com pronome pessoal oblíquo.
Pagarei-te o dinheiro no domingo. -> Errado! Como o verbo está no futuro, deve-se usar a
mesóclise (vide abaixo).
Pagar-te-ei um dia. -> Certo! Mesóclise (futuro)

Vejamos a questão:

Quanto à linguagem utilizada na mensagem expressa nos cartazes levados pelos


personagens da charge, é correto afirmar que a substituição por “Me sigam até a
verdade” implicaria:
a) uma aproximação maior com o público leitor através do uso de uma linguagem atual.
b) inadequação linguística, incorrendo em incompreensão da mensagem a ser transmitida.
c) desacordo do uso quanto à colocação do pronome oblíquo de acordo com a norma padrão.
d) uma manifestação de caráter popular em que há preocupação com o uso da norma padrão
da língua.

As afirmativas “b” e “c” são semelhantes no ponto em que afirmam que a substituição por
“Me sigam até a verdade” implicaria em inadequação linguística/desacordo do uso quanto à
colocação do pronome pessoal oblíquo. Entretanto, essa inadequação linguística não leva à
incompreensão da mensagem a ser transmitida, motivo pelo qual a resposta correta é a letra
“c”.

Vejamos o trecho extraído do texto: “Internet e as novas mídias: contribuições para a proteção
do meio ambiente no ciberespaço.” Português – Pronome:
“A sociedade passou por profundas transformações em que a realidade socioeconômica
modificou-se com rapidez junto ao desenvolvimento incessante das economias de
massas.”

Nesse trecho, podemos escrever “se modificou”, porque o verbo não está no futuro, nem
inicia oração.
Vejamos a questão extraída do material Português – Pronome:

Questão 06. Mas, se ousar oferecer-lhe dinheiro para o mesmo fim, torna-se um simples
cafajeste. (L. 14-15) Assinale a alternativa em que a alteração da estrutura anterior
tenha sido feita em consonância com a norma culta.
a) Mas, caso ofereça-lhe dinheiro para o mesmo fim, tornará-se um simples cafajeste.
b) Mas, caso lhe ofereça dinheiro para o mesmo fim, tornar-se-á um simples cafajeste.
c) Mas, se tiver oferecido-lhe dinheiro para o mesmo fim, se tornará um simples cafajeste.
d) Mas, se tiver lhe oferecido dinheiro para o mesmo fim, tornará-se um simples cafajeste.

As letras “a” e “d” estão incorretas, porque o verbo “tornará” está no futuro e, por isso,
devemos usar mesóclise. A letra “c” também está incorreta, porque o pronome “se” está
iniciando uma oração. Logo, a letra correta é a “b”, uma vez que “torna-se-á” é mesóclise e
está no futuro.

. Funções dos pronomes pessoais oblíquos

o-a-os-as -> podem ser artigos ou pronomes pessoais oblíquos átonos


lo-la-los-las -> pronomes pessoais oblíquos tônicos
no-na-nos-nas -> pronomes pessoais oblíquos tônicos
lhe(s) -> pronome pessoal oblíquo átono

Nas três primeiras linhas é OD (objeto direito) -> complemento sem preposição.
Na última linha é OI (objeto indireto ou termo de valor possessivo) -> complemento com
preposição.

- Exemplos:
Encontrei-o no fundo da piscina. Verbo terminado em vogal “pede” outa vogal.
Encontrei o relógio no fundo da piscina. Encontrei o que? O relógio.
Entreguei o relógio (OD) ao dono (OI). Entreguei o que? O relógio (OD). Entreguei a quem?
Ao dono. (OI). O sujeito está implícito/oculto; (eu) entreguei (...).
Entreguei-lhe (ao dono) o relógio.
Vai resolver a questão. Vou resolvê-la. Verbo terminado em consoante “pede” outra consoante.
Nesse exemplo, perceba que a letra “r” da palavra “resolver” foi retirada.
Entregaram o documento. Entregaram-no. Verbo terminados em som nasal: m, n ou til
“pedem” no-na-nos-nas.

. Lhe

Será OI quando houver “a ele(a)”, “a você”, “a alguém”.


Será possessivo quando houver “seu/sua”, “dele/dela”.
Exs.: Não lhe (“a você”, “a ele”, “a ela”, “ao meu pai” – OI) devo satisfações (OD). Não devo
satisfações a quem?
O dentista arrancou-lhe todos os dentes. Todos os dentes dele. Ideia de posse.
Atenção!! O “lhe” só pode substituir “pessoa”.

Vejamos as questões extraídas do material Português – Pronome:

Questão 07. A expressão destacada foi corretamente substituída pela forma átona do
pronome pessoal em:
a) “... livros sobre amor cruzaram seu caminho...” (1º§) – cruzaram-lhe
b) “... reinventado o sexo.” (2°§) – reinventado-lo
c) “Transformamos o sexo em verdade.” (2º§) – transformamo-lo
d) “A vida sem amor pode fazer sentido...” (5º§) – fazer-lhe
e) “Antes que se frustrem as expectativas.” (6º§) – frustrem-as

A afirmativa “a” está incorreta porque “seu caminho” é um objeto direto e, por isso, não pode
ser substituído por “lhe”. A letra “b” está incorreta, porque o verbo “reinventado” termina em
vogal e, por isso, o objeto direto “o sexo” não pode ser substituído por “lo”. A letra “c” está
correta, porque o verbo “transformamos” termina com a consoante “s” e, por isso, o seu
objeto direto pode ser substituído por “lo”.

Questão 01. Ao se casar, a cientista ambiental (...) recusou-se a buscar em uma joalheria
da moda o seu anel de ouro (...) Preferiu garimpar em um antiquário uma peça usada,
que lhe ornasse o dedo anular.
No trecho “(...) que lhe ornasse o dedo anular." (1º§), o termo destacado refere-se a:
a) antiquário.
b) peça usada.
c) dedo anular.
d) cientista ambiental.

A afirmativa “d” é a resposta correta, porque o pronome “lhe” está se referindo à “cientista
ambiental” e possui valor possessivo – “que ornasse o dedo anular dela”.

. Pronomes demonstrativos – Coesão

Esse/essa – Isso -> PaSSado – Já dito (anafórico)


Este/esta – Isto -> FuTuro – A ser dito (catafórico)
Exs.: O escritor publicou um novo livro. Nessa obra, tratou da questão agrária. A expressão
“nessa obra” retoma o “novo livro”. Anafórico.
Preste atenção a isto: ele vai morrer! “A isto” está antecipando. Catafórico.

Vejamos a seguinte questão:

A CBTU Belo Horizonte recebeu na madrugada de domingo (30/3) o primeiro simulado


de ataque químico preparatório para a Copa do Mundo realizado na Estação Gameleira
do Metrô, que dá acesso ao Expominas, onde ocorrerá a Fan Fest.
Mais de 70 profissionais participaram da simulação comandada por agentes do Exército
Brasileiro em parceria com o Grupo Interinstitucional de Proteção do Governo do
Estado de Minas Gerais, composto pelos órgãos ligados à segurança, trânsito, saúde e
meio ambiente para o Mundial. Duas ambulâncias, três caminhões, uma tenda de
descontaminação e cerca de 20 figurantes também participaram do evento.
Na avaliação do Coordenador Especial da Copa pela Secretaria de Estado de Turismo e
Esportes, coronel Wilson Chagas, os sistemas de metrô são alvos recorrentes de
atentados, por isso a importância de um treinamento completo para fazer frente a
situações semelhantes. “Esse trabalho integrado é essencial porque determina o fluxo e o
papel de cada instituição em casos de ataques biológicos e emergências, e é aqui que
aprimoramos a atuação de cada integrante das forças de segurança envolvidas.”
Para que a coesão textual seja estabelecida e mantida, alguns termos atuam como
elementos de coesão textual, exercendo um papel anafórico. Dentre os termos
destacados, tal função só NÃO pode ser identificada em:
a) “[…] onde ocorrerá a Fan Fest.” (1º§)
b) “Esse trabalho integrado é essencial […]” (3º§)
c) “[…] o primeiro simulado de ataque químico […]” (1º§)
d) “[…] por isso a importância de um treinamento completo […]” (3º§)

A afirmativa “a” apresenta o pronome relativo “onde” e, por ser uma palavra que retoma um
lugar, ele é um termo anafórico. Da mesma forma, as letras “b” e “d” apresentam os pronomes
“esse” e “isso”, respectivamente, que também indicam a retomada de algum termo anterior.
Logo, são termos anafóricos. Dessa forma, a resposta correta é a letra “c”, porque a palavra
“primeiro” é um numeral, nesse exemplo.

Nota: A palavra “primeiro” pode ser um termo anafórico se retomar alguma ideia
anteriormente dita. Ex.: Carlos e André são meus sócios. O primeiro é engenheiro e o segundo
é arquiteto. Nesse exemplo, “primeiro” refere-se a Carlos e “segundo” refere-se a André.

Texto – Tipologia

1. Dissertativo

. Expositivo

- Objetividade
- Não há posicionamento do narrador
- Tem um tom neutro
- Chamado de texto informativo
- Função referencial

. Argumentativo

- Subjetividade
- Há posicionamento do narrador
- Chamado de texto opinativo
- Função referencial + função expressiva ou emotiva

2. Texto narrativo

- Há presença de personagens atuantes com problemas para resolver


- Onde?
- Como?
- Quem?
- Quando?
- Clímax? É o problema para resolver.
- Pode ou não haver moral da história

3. Texto descritivo

- Descreve pessoas, situações, espaços


- NÃO há presença de personagens atuantes
- Tem como resultado a imagem mental do que foi descrito

13/06/17

. Texto: Coesão/Coerência

Coesão: elementos gramaticais do texto, como pronomes, preposições, conjunções, advérbios.


Coerência: sentido/nexo do texto. É possível mudar um elemento gramatical sem que ocorra
uma alteração no sentido do texto.

. Oposição

a) Adversidade

Ex.: O evento estava planejado, mas (indica oposição – adversidade) a chuva forte
inviabilizou a festa. Nesse exemplo, o “mas” é uma conjunção (elemento coesivo) que
estabelece uma ligação entre a primeira e a segunda oração indicando uma oposição. É
possível substituir o “mas” por “porém”, “contudo”, mantendo-se o sentido da oração.
As orações com ideia de adversidade são independentes entre si, ou seja, fazem sentido
quando lidas separadamente. No exemplo acima, se retiramos a conjunção “mas”, a primeira
oração “o evento estava planejado” e a segunda oração “a chuva forte inviabilizou a festa”
fazem sentido quando lidas separadamente. Dessa forma, as orações que são independentes
entre si são chamadas de orações coordenadas.

b) Concessão

Vou fazer uma concessão. Quer dizer, não costumo fazer isso, mas “quebrarei seu galho”.
Ex.: Embora (indica oposição – concessão) o evento estivesse planejado, a chuva forte
inviabilizou a festa. Essa frase manteve o mesmo sentido da primeira (vide acima). Nesse
caso, a palavra “embora” também indica uma oposição de ideias, fazendo a ligação entre as
orações.
As orações com ideia de concessão são dependentes entre si, ou seja, não fazem sentido
quando lidas separadamente. No exemplo acima, se retirarmos a palavra “embora”, a primeira
oração “o evento estivesse planejado” não faz sentido sozinha, dependendo, assim, da oração
“a chuva forte inviabilizou a festa”. Dessa forma, as orações que são dependentes entre si são
chamadas de orações subordinadas.
Vejamos a questão extraída do material Português – Pronome:

Questão 02. A reescrita de “Contudo, o homem não mediu as possíveis consequências


que tal desenvolvimento pudesse causar de modo a provocar o desequilíbrio ao meio
ambiente e a própria ameaça à vida humana.” (1º§) em que a correção gramatical e o
sentido foram preservados pode ser indicada em:
a) Assim, o homem não mensurou as possíveis consequências que seriam causadas por tal de
modo a provocar o desequilíbrio ao meio ambiente e a própria ameaça e à vida humana.
b) Não obstante, o homem não mediu as possíveis consequências que poderiam ser causadas
por tal desenvolvimento provocando o desequilíbrio ao meio ambiente e a própria ameaça e à
vida humana.
c) As possíveis consequências que tal desenvolvimento pudesse causar de modo a provocar o
desequilíbrio ao meio ambiente e a própria ameaça e à vida humana, entretanto, não foram
logradas.
d) Contudo, o homem não mediu as possíveis consequências que tal desenvolvimento pudesse
causar de modo a provocar o desequilíbrio e a própria ameaça ao meio ambiente e à vida
humana.

A letra “b” é a resposta correta, porque o elemento “não obstante” não altera o sentido da
conjunção original “contudo” e a redação dada na letra “b” é a que mais se aproxima da
redação original.

. Estrutura da dissertação

1. Introdução

Apresente a tese do texto: assunto (geral; ex.: violência) + objetivo (específico; ex.: violência
contra a mulher).
Não deve conter exemplos, justificativas e comentários.

2. Desenvolvimento

O desenvolvimento é a maior parte do texto. Nela o autor expõe seus argumentos, ideias e
opiniões.

3. Conclusão

Retoma a tese da introdução e faz uma projeção do tema. Como ficará o problema abordado
no texto? Proposta de intervenção solidária (apontar o caminho; a “luz no fim do túnel”).
Se existe um problema, é necessário apontar o caminho.

Vejamos a questão extraída material Português – Pronome:

Questão 04. O último parágrafo do texto, principalmente,


a) apresenta a simples reordenação de argumentos já elaborados ao longo do texto através da
retomada de elementos utilizados durante o seu desenvolvimento.
b) expressa a realidade atual da situação apresentada ao longo do texto propondo a
conscientização, através de políticas públicas, do cidadão sobre essa realidade.
c) pressupõe que os direitos do cidadão são garantidos pelo Estado de modo que a execução
de ações em favor do meio ambiente depende, de forma, de tal garantia.
d) propõe o desempenho de um conjunto de práticas Cidadãs cujo objetivo é atender às
questões apresentadas de modo real e transformador.

A resposta correta é letra “d”, porque o seu objeto é mais amplo. Enquanto a letra “b” propõe
mudança na conscientização, a letra “d” propõe uma mudança de práticas cidadãs, o que pode
ser constatado no último parágrafo do texto do material complementar acima mencionado.
Concordância (“acordo”)

A concordância é um “acordo” que se estabelece entre as palavras. Há concordância nominal


e concordância verbal.

. Nominal

É o “acordo” entre o substantivo e o adjetivo. Todo adjetivo (termo caracterizador) concorda


com o substantivo a que se refere.
Ex.: Pessoas (substantivo) falsas (adjetivo) costumam ser agradáveis. A palavra “falsas”
concorda com “pessoas” em gênero (feminino) e número (plural). É uma concordância
nominal.

Nota: O substantivo pode ou não ter um artigo antes.

. Verbal

É o “acordo” entre o verbo e o sujeito (termo responsável pela flexão do verbo, ou seja, se o
sujeito está no singular, o verbo também estará no singular).
Concordância verbal é, basicamente, estudar sujeito, pois é com este que o verbo concorda.
Exs.: A maioria (sujeito) desistiu (verbo) da caminhada.
Ocorreram (verbo) alguns contratempos (sujeito). Pegadinha: ocorreu o que? OD. Não nesse
caso. Se a frase não começou com o sujeito, provavelmente ele virá depois.

. Níveis de concordância

- Lógica
Ocorre com o núcleo do sujeito.

- Atrativa
Ocorre com o mais próximo (com a palavra mais próxima).

Exs.: A maioria (núcleo do sujeito) dos envolvidos negou/negaram (verbo) o crime. O núcleo
do sujeito é o primeiro substantivo que aparece. Se não houver substantivo, o núcleo do
sujeito será o primeiro pronome que aparecer.
Nesse exemplo, o sujeito é formado por dois substantivos: “maioria” e “envolvidos”. No caso,
o núcleo do sujeito é “maioria”.
“A maioria negou” = concordância lógica.
“(...) envolvidos negaram” = concordância atrativa.
Alguns (núcleo do sujeito) de nós irão/iremos (verbo) ao show.
“Alguns irão” = concordância lógica.
“(...) nós iremos” = concordância atrativa.
Qual de vocês leu o livro que eu sugeri para a montagem do trabalho? Núcleo: o primeiro
pronome: “qual”. Trata-se de núcleo singular, sem ideia coletiva ou de plural. Sendo assim, ao
contrário do que ocorreu nos exemplos anteriores, o verbo só pode ficar no singular. Assim,
diante da impossibilidade da concordância atrativa quando o núcleo for singular, teremos:
Algum de nós irá representar a turma no congresso relativo ao ENEM?
Um de nós receberá o prêmio entregue pela Câmara Municipal.

. Pronomes “que” e “quem”

Normalmente o “que” é melhor para “coisas” e o “quem” para “pessoas”.


Quando houver o pronome “que” há apenas uma possibilidade de concordância; e ela se dá
com o pronome pessoal que anteceder o relativo.
Ex.: Não fui eu que roubei, apesar da injusta acusação contra mim. Eu = roubei.
Quando houver o pronome “quem” haverá duas possibilidades de concordância: uma com o
pronome pessoal e outra com o “quem”.
Exs.: Não fui eu quem roubei, apesar da injusta acusação contra mim. Eu = roubei.
Não fui eu quem roubou, apesar da injusta acusação contra mim. Quem = roubou.

. Casos específicos

- Verbo fazer
Classificado na gramática como impessoal, quando indicar “tempo decorrido” ou quando
relacionar-se com à ideia de “temperatura”. Um verbo impessoal deve ser usado apenas no
singular, tanto quanto aparecer sozinho quanto quando compuser uma expressão.
Exs.: Ontem fez um ano que ele viajou e nunca mais mandou notícias.
Ontem fez dois anos que iniciamos um relacionamento mais sério.
Independentemente de ser um ou dois anos, o verbo manteve-se no singular, por ser
impessoal.
Durante os primeiros dias, fez cinco graus negativos e o frio era literalmente de doer.
Segundo a meteorologia vai fazer 12ºC amanhã.
Estando sozinho ou em uma locução verbal, o verbo “fazer” ligado à noção de temperatura
permaneceu no singular.

- Verbo ser
Existe um caso do verbo “ser” considerado especial porque foge à regra geral. Fugir à regra
geral significa não necessariamente concordar com o sujeito.
Exs.: Tudo (sujeito) era preocupações por ali já que o chefe da família não estava bem de
saúde. Aqui temos um caso “normal”: o pronome “tudo”, que funciona como sujeito da frase,
determinou a concordância no singular.
Tudo (sujeito) eram esperanças (predicativo do sujeito) por ali, já a garota passara em
primeiro lugar no concurso. Desta vez, o sujeito ainda é o pronome “tudo”. No entanto, foi o
termo “esperanças” (o que classifica como predicativo do sujeito) é que determinou a
concordância do verbo. Trata-se de uma “fuga” à regra geral.
Eram 17h 23 min quando o acidente aconteceu.
É 1h 59 min e ainda não estamos no horário marcado.
Já era meio dia, quando o candidato subiu ao palanque para o discurso.

. Expressões

- Um dos que
Singular ou plural indistintamente.
Exs.: Ele foi um dos que reclamou da comida. A palavra “reclamou” tem concordância lógica
com a palavra “um”.
Ele foi um dos (daqueles) que reclamaram da comida. A palavra “reclamaram” tem
concordância atrativa com a palavra “dos”.
Ele foi um dos (daqueles) que apoiaram a greve. A palavra “apoiaram” tem concordância
atrativa com a palavra “dos”.
Ele foi um dos que apoiou a greve. A palavra “apoiou” tem concordância lógica com a palavra
“um”.

- Mais de um
Essa expressão parece indicar plural, porque “mais de um” pode significar ao menos “dois”.
Entretanto, o verbo ficará no plural ou no singular, dependendo do sentido que ele expressar.
Se expressar uma ação recíproca, o verbo ficará no plural, mas se expressar uma ação
autônoma (sem reciprocidade), o verbo ficará no singular.
Resumindo: Plural com ações recíprocas. Singular sem ações de recíprocas.

Exs.: Mais de um participante se (ideia de reciprocidade – um cumprimentou o outro)


cumprimentaram na entrada.
Mais de um acidentado morreu ontem. O verbo “morreu” não expressa reciprocidade, por isso
a oração só pode ficar no singular.

- Um e outro
Pode-se usar o verbo no plural ou no singular.
Exs.: José e Maria: um e outro defenderam (verbo no plural) o time com entusiasmo. Na
maioria dos casos, a expressão leva o verbo ao plural.
O tumulto a princípio tomou conta do recinto. Ao final das contas, um e outro reclamou
(verbo no singular) da decisão. Não se trata de dizer que duas pessoas reclamaram, mas
pretende-se afirmar que uma pessoa ou outra é que fez a queixa.

- Nem um nem outro


Expressão que pode levar o verbo tanto para o singular quanto para o plural.
Exs.: Diretor do curso e professor de raciocínio lógico: nem um nem outro veio (verbo no
singular) hoje. A forma singular é lógica, uma vez que pretende dizer que “ninguém veio
hoje”.
Nem um nem outro falaram (verbo no plural) de você, como todos estão dizendo. A forma no
plural é lógica, uma vez que pretende dizer que “ambos não falaram de você”.

- Um ou outro
Exs.: Pedro e Paulo: um ou outro será (verbo no singular) nosso chefe. A expressão
determinou o singular, já que a ideia é de exclusão: se Paulo for o nosso chefe, Pedro não
poderá sê-lo.
Calor forte e frio intenso: um ou outro incomodam (verbo no plural). O incômodo causado
pelo frio ou pelo calor não representa realidades excludentes. No caso, a ideia é de adição e,
portanto, deve levar à flexão de plural.

. Verbos impessoais

Não possuem sujeito e só ficam no singular.


- Verbo haver = existir
Quando o verbo “haver” tiver o sentido de “existir” ele ficará só singular. Já o verbo “existir”
variará (é flexionável), pois é pessoal.
Exs.: Existiam/Havia algumas falhas no motor.
Devem existir/Deve haver outras opções. O verbo haver fica no singular tanto sozinho, quanto
“contamina” a expressão que está, deixando no singular também.
Eles haviam (no sentido de “tinham” e não de “existir”) conseguido o visto.
Os rapazes hão (no sentido de “devem ser” e não de “existir”) de ser recompensados.

- Verbos anoitecer, trovejar, nevar, escurecer, chover, relampejar


São os que indicam fenômenos da natureza não apresentando sujeito.
Exs.: Relampejou durante toda madrugada.
Nevou intermitentemente nos países europeus.

- Verbos fazer, haver e estar


Indicando tempo decorrido ou não não apresentando sujeito.
Exs.: Faz dez dia que cheguei do Rio de Janeiro.
Está no horário de verão.
Coloquei há dias seu malote no caminhão.

- Verbo ser
Indicando tempo não apresentando sujeito.
Exs.: Era 01 de junho.
É muito tarde.
Foi em janeiro.

- Verbos ir, vir, passar


Indicando tempo não apresentando sujeito.
Exs.: Já passa de cinco horas da tarde.

. Sujeito composto

Dois ou mais núcleos do sujeito.

- Antes do verbo
Verbo só pode ser no plural.
Ex.: O engenheiro (núcleo do sujeito) e o arquiteto (núcleo do sujeito) planejaram (verbo) o
novo prédio. Concordância lógica.
O “arquiteto” também é núcleo do sujeito porque antes da palavra arquiteto tem um artigo “o”
e não uma preposição (no, do, pelo, etc).

- Depois do verbo
Verbo pode ser no plural ou concordar com a palavra mais próxima.
Exs.: Entraram (verbo) na sala o homem (núcleo do sujeito) e o advogado (núcleo do sujeito)
da empresa. A palavra “empresa” não é núcleo do sujeito pois está preposicionada (“da”).
Concordância lógica.
Veio (verbo) o professor (núcleo do sujeito) e o diretor (núcleo do sujeito) à turma. Nesse
exemplo, o verbo ficou no singular, porque concordou com a palavra mais próxima que é
“professor”. Concordância atrativa.
Tu e ele sereis/serão escolhidos para o posto de guarda municipal. A prevalência da segunda
pessoa sobre a terceira é o que prega a maioria das gramáticas. Assim, teremos a segunda
pessoa do plural (“vós sereis”). Mas, também é aceito a terceira pessoa do plural (“vocês
serão”).

. Locução verbal

É uma expressão formada por um verbo flexionado (chamado auxiliar) e de infinitivo ou


gerúndio (chamados de verbos principais). Em caso de plural, a regra geral é a de que varia
apenas o verbo auxiliar.
Ex.: Eles devem (plural – verbo auxiliar) partir (singular – verbo principal) pela manhã rumo
à turnê pela Europa.
Verbo + gerúndio (-ndo). Ex.: Estava morando fora.
Verbo + infinitivo (-r). Ex.: Vamos sair juntos.
Auxiliar (normalmente é o que varia) + principal.

23/06/17

Exs.: As pessoas (plural) parecem gostar dali. Nesse exemplo, temos uma locução verbal. O
primeiro verbo “parecem” variou para concordar com o sujeito “as pessoas” que está no
plural.
As pessoas (plural) parece terem medo dele. Exceção: se o primeiro verbo for “parecer”, é
possível flexioná-lo ou flexionar o segundo verbo que o acompanha.

Atenção!! Em uma locução verbal, NÃO é possível flexionar os dois verbos.

. Verbo + se

Quando tivermos um verbo transitivo direto (VTD) seguido da partícula “-se”, o que nos
parece ser o objeto direto será, na verdade, o sujeito.

Exs.: Avaliou-se (VTD) a qualidade do serviço (sujeito e não OD). A oração está na voz
passiva sintética.
A qualidade do serviço (sujeito) foi avaliada (dois verbos). A oração foi reescrita e está na voz
passiva analítica.
Avaliaram (verbo) a qualidade do serviço. A oração foi reescrita e está na voz ativa.
Precisa-se (VTI) de (preposição) um cozinheiro (OI). Nesse exemplo, a oração não pode ser
transformada em voz passiva analítica, porque o termo “um cozinheiro” está preposicionado
(preposição “de”). Vale lembrar que sujeitos de orações não podem ser preposicionados.

Atenção!! Se o verbo estiver na 3ª pessoa do singular ou do plural e for um verbo transitivo


direto (VTD), o termo que estiver depois dele é o sujeito. Portanto, NÃO se pode dizer que o
sujeito é indeterminado.
- VTD + se (pronome apassivador ou partícula apassivadora, pois a frase se encontra na voz
passiva) -> sem preposição = variável
Exs.: Avaliou-se o quadro (sujeito no singular).
Distribuíram-se as senhas (sujeito no plural).

Notas: Quando índice de indeterminação do sujeito (sujeito indeterminado), o "se"


acompanha os verbos intransitivos, transitivos indiretos e de ligação, que
obrigatoriamente são conjugados na terceira pessoa do singular. Exs.: Precisa-se de
governantes interessados em civilizar o país. Confia-se em teses absurdas. Era-se mais feliz
no passado.
Quando pronome apassivador, o "se" acompanha verbos transitivos diretos (VTD) e
transitivos diretos e indiretos (VTDI) na formação da voz passiva sintética. Nesse caso, o
verbo deve concordar com o sujeito da oração. Exs.: Construiu-se um posto de saúde.
Construíram-se novos postos de saúde. Não se pouparam esforços para despoluir o rio.
Não se devem poupar esforços para despoluir o rio.
Verbos intransitivos são verbos com significado completo, não sendo necessária a junção de
objeto direto e objeto indireto para complementar o seu sentido. Referem-se a ações que
iniciam e terminam no próprio sujeito, não transitando para um objeto. Exs.: Nascer; morrer;
viver; voltar; chegar; andar. Valentina nasceu! Só faço chorar. Meu pai ainda não voltou. O
bebê caiu.

Vejamos a questão extraída material Português – Concordância:

Questão 01. Houve ERRO de concordância em:


a) Sempre tu e ela fostes amigas inseparáveis.
b) Existem salários a peso de ouro.
c) Um grande número de jogadores não ficou nos bancos escolares.
d) Concede-se aumentos insignificantes aos aposentados.
e) Sempre houve pessoas desonestas nesta sociedade.

A letra “c” está correta, porque ocorreu concordância lógica com o núcleo do sujeito. A letra
“b” está correta, porque o verbo “existem” concorda com a palavra “salários”. A letra “e”
também está correta, porque o verbo “haver” no sentido de “existir” deve permanecer no
singular. A letra “d” está incorreta e, portanto, é a resposta, porque o verbo “concede-se”
deveria estar no plural, porque o sujeito da oração “aumentos insignificantes” está no plural.

- VTI + se (índice de indeterminação do sujeito) -> com preposição = invariável – só singular


Exs.: Necessita-se (singular) de (preposição) ajuda (singular – OI).
Necessita-se (singular) de (preposição) colaboradores (plural – OI).

. Concordância nominal

É o acordo entre substantivo (nome) e adjetivo (qualifica positiva ou negativamente o


substantivo). Todo adjetivo concorda com o substantivo a que se refere.
Exs.: Pessoas (substantivo, pois admite o artigo “as”) maldosas (adjetivo) teriam percebido o
(artigo) ato (substantivo).
O primeiro lugar/a primeira colocação. As palavras “primeiro/primeira” são numerais que
funcionam como adjetivo, porque variaram de acordo com o substantivo “o lugar/a
colocação”.
Chegou de sapato (sujeito) e calça (sujeito) brancos. O adjetivo “brancos” refere-se aos dois
substantivos sapato e calça, estabelecendo-se, portanto, uma concordância lógica.
Chegou de sapato (sujeito) e calça (sujeito) branca. O adjetivo “branca” refere-se apenas ao
substantivo “calça”, estabelecendo-se, portanto, uma concordância atrativa.

Notas: O substantivo não deve, mas pode ter um artigo. Logo, se a palavra admite um artigo
antes dela, será um substantivo.
“O” e “a” são artigos, mas se eu falo “o homem” tem função de adjetivo, pois o “o” está
concordando com a palavra homem que é substantivo masculino.
- Ser + adjetivo
O adjetivo variará se o substantivo a que se refere vier determinado com um artigo.
Exs.: É proibida (adjetivo está no feminino igual o substantivo) a (artigo) bebida para
menores.
É necessária a (artigo) prudência.
O adjetivo não variará se o substantivo a que se refere não vier determinado com um artigo.
Exs.: É permitido (adjetivo está no masculino diferente do substantivo) entrada (substantivo)
de menores.
É necessário prudência.

- O mais possível – Os mais possíveis


Exs.: Usa sapatos (sujeito) os mais confortáveis (adjetivo) possíveis. Sapatos -> confortáveis.
Os -> possíveis.
Usa sapatos (sujeito) o mais confortáveis (adjetivo) possível. Sapatos -> confortáveis. O ->
possível.

- Bastante = muito(a) e suficiente – Bastantes = muitos(as) e suficientes


Exs.: Eles leram bastante (muito) nas férias. O “bastante” ficou no singular, porque na frase
refere-se a quanto se leu. O termo que se refere a um verbo é um advérbio. Como advérbios
não variam, o termo não se flexionou.
Chegaram bastantes (muitos) convidados. O “bastantes” não é um advérbio. Ele tem valor
adjetivo porque se refere ao substantivo “convidados”. O termo adjetivo deve concordar com
o substantivo a que se referem.
Eles já beberam o bastante (suficiente).
Tem agasalhos bastantes (suficientes) para o frio de BH.

Vejamos as questões extraídas do material Português – Concordância:

Questão 02. Assinale a afirmativa que se encontra de acordo com a norma culta da
língua:
a) Falta três minutos para começar a aula.
b) Os resultados é que foram diferentes.
c) A bebida alcoólica é proibido.
d) Comprou alimentos o menos caro possível.
e) Bastante motivos obrigaram-no a faltar.

A letra “a” tem problema de concordância verbal, pois o verbo correto seria “faltam”. Na letra
“b” temos uma expressão de realce: “é que”. Geralmente, essa expressão é usada para dar
ênfase em algo que está sendo dito e, na frase em análise, o uso dessa expressão não
prejudica a norma culta. Além disso, o verbo “foram” concorda com o sujeito “os resultados”.
Portanto, essa á a afirmativa correta. A letras “c”, “d” e “e” tratam de concordância nominal.
Questão 03. Assinale a afirmativa que apresenta a forma verbal adequada:
a) Naquele dia, faltou dez pessoas.
b) O pessoal gritavam.
c) Ainda não chegaram os documentos.
d) Haviam muitas pessoas nesse lugar.
e) Paulo eram as alegrias daquela família.

A letra “a” está incorreta, porque o sujeito da oração é “dez pessoas”, o que deveria trazer o
verbo “faltou” para o plural. A letra “b” também está errada, porque o verbo “gritavam”
deveria estar no singular, concordando com o sujeito “o pessoal”. A letra “c” está correta,
porque o sujeito é “os documentos” e o verbo “chegaram” concorda com o sujeito. A letra “d”
está incorreta, porque o verbo “haver” está no sentido de “existir” e, por isso, deve
permanecer no singular. A letra “e” está incorreta, porque “Paulo” é apenas uma pessoa
(singular).

- Alerta – advérbio de modo (invariável)


Exs.: Os soldados ficaram atentos (adjetivo)/acordados (adjetivo)/alerta (advérbio).

Nota: A expressão “em alerta” também não se flexiona, porque indica o modo que uma pessoa
ficou.

- Meio
Exs.: Esse é o (artigo) meio (substantivo variável) mais seguro.
Os fins justificam os (artigo) meios (substantivo variável).
Aceita meio (numeral de valor adjetivo variável) copo (substantivo) de pinga? “Meio” é uma
palavra de valor adjetivo, já que se refere ao substantivo “copo”. Sendo assim, ficou no
masculino singular para concordar com o termo a que se refere.
Não gosto de meias (adjetivo variável) verdades (substantivo).
Carlos vive meio (advérbio de intensidade invariável) embriagado (adjetivo). Carlos ->
embriagado.
Sofia vive meio (advérbio de intensidade invariável) embriagada (adjetivo). Sofia ->
embriagada. Todo termo que se refere a adjetivo é um advérbio. E os advérbios são
invariáveis.

Nota: “Meia” é de calçar ou, por exemplo, oito e meia.

- Caro/barato
Exs.: A camiseta (substantivo) que ele comprou é linda e estava barata (adjetivo).
Caro (adjetivo) foi o lanche (substantivo) que tomamos no aeroporto.
Nos dois exemplos, houve a concordância lógica. “Barata” e “caro” flexionando-se de acordo
com o substantivo “camiseta” e “lanche” a que se referem.
Vendeu caro a casa de praia que tinha em Cabo Frio. “Caro” manteve-se no masculino apesar
da palavra “casa”, porque o termo não é um adjetivo, mas uma circunstância adverbial
indicativa de preço.

Nota: Verbos nocionais (significativos) são aqueles que expressam uma “noção mercantil”:
pagar, vender, alugar, negociar, comercializar etc.

- Só
Exs.: Durante toda a noite, as garotas ficaram sós, porque os pais estavam de plantão. “Sós” é
um adjetivo, porque se refere ao substantivo “garotas” e com ele concorda. Se trocássemos
por outra palavra, teríamos: garotas ficaram sozinhas. Por isso, “só” de valor adjetivo é
variável.
Apuradas as notas, percebemos que só dois dos nossos alunos não passaram. “Só” é uma
palavra denotativa de exclusão, significando “somente”, “apenas”. Quando isso acontecer, a
palavra fica invariável.

Vejamos a questão extraída do material Português – Concordância:

Questão 04. Assinale a afirmativa que apresenta a concordância adequada:


a) Os jogadores ficaram alertas.
b) Havia bastante razões para ele jogar.
c) Ela estava meio preocupada com o resultado do jogo.
d) Mais de um avião caíram no mar.
e) Bebida alcoólica é proibida para menores.

A afirmativa “b” está incorreta, porque a palavra “bastante” poderia ser substituída por
“muitas” e, assim, ela deveria estar no plural (“bastantes”). A letra “e” está incorreta, porque
“bebida alcoólica” não está precedida do artigo “a” e, por isso, a oração deveria ser “bebida
alcoólica é proibido para menores”. A letra “d” também está incorreta, porque a expressão
“mais de um” somente admite plural quando expressar uma ação recíproca. Por fim, a letra
“a” está incorreta, porque a palavra “alerta” é um advérbio e, por isso, não varia. Portanto, a
resposta correta é a letra “c”.

- Nomes próprios no plural (verbo para o plural se houver artigo)


Exs.: Minas Gerais (é um Estado) é o maior Estado do Sudeste.
Estados Unidos (é um país) vive recuperação econômica.
Os (artigo) Estados Unidos representam o capitalismo. “Estados Unidos” continua sendo um
país só, mas por estar precedido do artigo “os”, o verbo fica no plural.

Nota: Os nomes próprios no plural levam o verbo para o plural se houver artigo antes do
nome.

Vejamos as questões extraídas do material Português – Concordância:

Questão 05. Está em desacordo com a norma culta da língua apenas:


a) O Amazonas deságua no oceano Atlântico.
b) "Os EUA são um lugar onde tudo é possível."
c) Os Estados Unidos terão novo presidente.
d) Santos ficam em São Paulo.
e) Campos é cidade fluminense.

A letra “d” é a resposta, porque “Santos” é um nome próprio no plural que denomina uma
cidade. Por não estar precedido de artigo, o verbo não deve ser flexionado.

Questão 06. Assinale a alternativa INCORRETA quanto à concordância verbal:


a) Alagoas fica na Região Nordeste.
b) Alguns de nós serão bem classificados no concurso.
c) Algum de nós paga o preço de custo do medicamento.
d) Os Estados Unidos está em campanha para eleger o novo presidente.
e) Derrubaram a palmeira e o coqueiro centenários.

A letra “d” é a resposta, porque existe o artigo “os” antes do nome próprio “Estados Unidos”,
o que faz com que o verbo seja flexionado.
Na afirmativa “b” e “c”, o núcleo do sujeito é “alguns” e “algum” respectivamente, por isso o
verbo fica no plural (“serão”) e no singular (“paga”) para estabelecer concordância lógica com
o núcleo.
Questão 07. Todas as frases estão de acordo com a norma culta, EXCETO:
a) “Arturzinho objetou que pretende usar barbeador elétrico.”
b) “Comem-se os ovos e toma-se a sopa.”
c) “Mas se serve de montaria, como é que a gente vai comer ele?”
d) “Querida, eu nunca vi carne de zebra no açougue, mas posso garantir que não é listrada.”
e) “... devemos amar os animais e não maltratá-los...”

A afirmativa “c” é a resposta, porque “comer ele” não atende à norma culta. O correto seria
“comê-lo”.

Questão 08. A concordância está correta em:


a) Devem haver profissionais competentes nas salas de aula.
b) Do pelo faz-se tapetes.
c) Bateram oito horas o relógio da igreja.
d) Sopa é bom no inverno.
e) Quando chegar os livros, ficarei satisfeito.

A afirmativa “a” está incorreta, porque temos uma expressão com o verbo “haver” no sentido
de “existir”. Dessa forma, a expressão deveria ser “deve haver (...)”. A afirmativa “b” também
está incorreta, porque “tapetes” é o sujeito dessa oração. Passando essa oração para a voz
ativa, teríamos: “Tapetes são feitos (...)”. A afirmativa “c” também está incorreta, pois quem
bateu as horas foi “o relógio da igreja”. Por fim, a letra “e” está incorreta, porque quem vai
chegar são “os livros”, por isso o correto seria “quando os livros chegarem”. Sendo assim, a
resposta correta é a letra “d”.

28/06/17

Sujeito Composto

É o sujeito que tem dois ou mais núcleos.


Na maioria das vezes o sujeito é a primeira palavra da frase, vindo antes do verbo. Mas,
também, poderá vir depois do verbo. Se vier antes do verbo, a gramática o chama de “sujeito
composto anteposto ao verbo”. Por outro lado, se vier depois do verbo, a gramática o chama
de “sujeito composto posposto ao verbo”.
Além disso, se o sujeito composto estiver antes do verbo, este ficará no plural. Porém, se
estiver depois do verbo, este ficará no plural ou no singular (concordará com a palavra mais
próxima).
Exs.: O promotor (núcleo do sujeito) e o advogado discutiram. “E” ideia de adição, por isso o
verbo no plural “discutiram”.
Chegaram o pai (núcleo do sujeito) e a mãe (núcleo do sujeito) da noiva. “E” ideia de adição,
por isso o verbo no plural “chegaram”.
Nos dois exemplos, houve a concordância lógica.
Apareceu o rapaz e a moça na sala. A palavra “apareceu” concordou com a palavra mais
próxima, qual seja, o “rapaz”. Concordância atrativa.

Nota: Para saber se é OD ou sujeito. Exs.: (Eu -> sujeito implícito) Vi um acidente (OD).
Quando conseguirmos colocar um pronome pessoal antes do verbo (implicitamente) será OD.
Ocorreu um acidente (sujeito). Quando não conseguirmos colocar um pronome pessoal
antes do verbo (implicitamente), será sujeito. Não cabe “eu ocorreu”, “ele ocorreu”, etc.

Vejamos as questões extraídas do material Português – Concordância:

Questão 09. “Forte e dono de boa musculatura, ele tem instinto agressivo...” Se
pluralizarmos o pronome ele, da frase anterior, teremos a forma verbal:
a) têem
b) têm
c) terão
d) teriam
e) tenham

A resposta correta é a letra “b”, porque o plural do verbo “ter” é “têm”.

Questão 10. “Não tenho botão na camisa...”. A palavra sublinhada na frase anterior faz o
plural da mesma forma que, EXCETO:
a) Anão.
b) Caixão.
c) Limão.
d) Zangão.
e) Alemão.

A resposta correta é a letra “e”, porque o plural de “alemão” é “alemães”, a medida que o
plural das demais palavras é formada por “-ões”.

Verbo

. Conceito

Palavra que exprime:

a) Ação
Ex.: O patrão limpa a casa com a doméstica.

b) Estado (de atenção)


Ex.: O rapaz ficou irritado.

Nota: Os verbos que exprimem “estado” também são chamados de “verbos de ligação”. Exs.:
ser, estar, permanecer, ficar.
c) Fenômeno (impessoal)
Ex.: Choveu de manhã.

- CreDeLeVe -> eem


É uma palavra mnemônica formada pelos verbos “crer”, “dar”, “ler” e “ver”. Esses verbos,
antes da reforma ortográfica, tinham a vogal “e” duplicada e acrescentada de acento
circunflexo para formar o plural “êem”. Após a reforma, o acento foi suprimido.
Exs.: Vocês creem em Deus?
Nunca releem o que escrevem.
Quero que vocês deem prioridade aos trabalhos de mestrado.
Os trabalhadores veem todos os problemas existentes na fábrica onde trabalham.

- Ter/Vir
* em -> singular
* êm -> plural
Exs.: Você vem no sábado?
Vocês vêm no sábado?
Os alunos têm duas aulas.
Os alunos tem duas aulas.

. Tempos verbais

a) Presente -> “hoje” (figurado e não “hoje, nesse momento”)

Presente é o tempo verbal associado ao “hoje”, ou seja, à conjuntura atual.


Exs.: O Brasil passa (presente propriamente dito) por um momento de crise.
O comissário viaja (presente habitual – ação que se faz com regularidade) três vezes por
semana.
Meu convidado chega (presente com valor de futuro próximo) (ou chegará) depois de
amanhã.
O Brasil vence (presente histórico) a copa do mundo em 1970.
O mundo está vivendo (gerúndio; presente em andamento) mudanças comportamentais.

b) Pretérito (ideia de passado)

- Perfeito -> noção de “ontem”


Indica um fato passado totalmente concluído.
Ex.: (Ontem eu) Saí (fato concluído no passado) com um grupo de amigos.

- Imperfeito -> noção de “antigamente” -> terá o “va” ou “ia”


Ex.: (Antigamente...) Estudávamos (ações habituais no passado) em grupo para as provas.

- Mais-que-perfeito (passado “mais passado” que outro)


Indica um fato passado que já foi concluído, em relação a outro fato também passado.
Exs.: Quando o chefe chegou (às 20hrs – pretérito perfeito), os funcionários já tinham saído
(às 19hrs – pretérito mais que perfeito). Primeiro “os funcionários já tinham saído” e depois o
“chefe chegou”.
Quando você resolveu o problema, eu já o resolvera.
O pretérito mais-que-perfeito divide-se em:

* Simples -> “ra”


Ex.: Ele fora escolhido chefe de setor.

* Composto -> “ter” (haver) + particípio


Exs.: Lera (tinha lido/havia lido) oito capítulos.
Quando você resolveu o problema, eu já o tinha (verbo ter) resolvido (particípio).
Nota: Quando o verbo “implicar” significar “acarretar”, não tem preposição. Por outro lado,
quando ele significar “ter implicância”, terá preposição.

c) Futuro -> “ideia de amanhã”

- Do presente -> certeza -> “rei” (primeira pessoa)


Exs.: Sairei (futuro do presente) amanhã no voo das 6hrs.
Eles se casarão (futuro do presente) em agosto.

- Do pretérito -> dúvida -> “ria”


Ex.: Pagaria (futuro do pretérito) a conta se tivesse dinheiro (condição).

Vejamos as questões extraídas do material Português – Verbo:

Questão 02. Em todas as frases, transcritas do texto, as formas verbais estão flexionadas
no mesmo tempo, EXCETO:
a) “Era alguém difícil, coitado.” ( 4º§ )
b) “… não possuem diagnóstico.” ( 2º§ )
c) “… que afetam parte da população.” ( 1º§ )
d) “Tem uma música bonita do Skank...” ( 3º§ )
e) “Já que ficam loucos a torto e a direito,...” ( 7º§ )

Os verbos das letras “b, c, d e e” estão no presente e o verbo da letra “a” está no pretérito.
Dessa forma, a resposta correta é a letra “a”.

Questão 04. Observe: “...o consumo energético teve um crescimento menos intenso...”
Nas frases abaixo, as formas verbais destacadas estão flexionadas em tempos verbais
diferentes da frase anterior, EXCETO:
a) O governo interrompera a privatização das indústrias.
b) O setor de transporte gerou mais gastos de energia.
c) O objetivo será aumentar a oferta interna de petróleo.
d) As características industriais do Brasil ajudam no desenvolvimento do país.
e) O Brasil urbano e industrial tem características marcantes.

O verbo destacado no enunciado está no pretérito perfeito. Os verbos das letras “d’e ‘e” estão
no tempo presente. O verbo da letra “c” está no futuro. E o verbo da letra “a” está no pretérito
mais-que-perfeito. Dessa forma, a resposta correta é a letra “b”, porque o seu verbo também
está no pretérito perfeito.

Questão 05. Assinale a alternativa cujo tempo verbal se DIFERENCIA dos demais.
a) “A lama varreu de vez o distrito,..." (3º§)
b) ''As casas que não foram levadas viraram escombros." (1º§)
c) “... poucas casas e um ginásio permaneceram quase intactos..." (2º§)
d) “... pessoas que viviam por lá estão hospedadas em hotéis de Mariana." (4º§)

Os verbos das letras “a”, “b” e “c” estão no pretérito perfeito. Dessa forma, a resposta correta
é a letra “d”, porque o seu verbo está no pretérito imperfeito; “ia”.

Questão 06. Em todas as frases, transcritas do texto, as formas verbais estão flexionadas
no mesmo tempo, EXCETO:
a) “Muitos manifestantes provocaram incêndios e outros atos criminosos,..." (2º§)
b) “A neurociência busca determinar como o cérebro afeta o comportamento,…" (1º§)
c) “Em alguns casos, as discrepâncias na função cerebral são levadas em conta pela Justiça."
(4º§)
d) “A neurociência indica que os adolescentes não são indivíduos plenamente responsáveis,
…" (2º§)

Os verbos das letras “b”, “c” e “d” estão no presente, ao passo que o verbo da letra “a” está no
pretérito perfeito. Dessa forma, a resposta correta é a letra “a”.

. Modos verbais

- Indicativo -> quando exprime um tom declarativo ou de certeza


Exs.: Gastam (presente do indicativo) muito com alimentação.
Não foram (pretérito perfeito do indicativo) ao show da banda.

- Subjuntivo -> quando exprime dúvida ou quando tem o tom hipotético


Ex.: Talvez (exprime dúvida) ele não viaje conosco.
O importante é que eu compre aquele sapato.
Se todos estudassem (pretérito imperfeito), a aprovação seria maior.
Se o verbo termina com “a” (ex.: viaja), no subjuntivo ele terminará com “e” (ex.: viaje).

- Imperativo -> quando exprime ordem/pedido/conselho/orientação/sugestão


Se define como modo da interlocução. Me dirijo ao meu interlocutor; com que eu falo.
Exs.: Não toque nessa imagem.
Por gentileza, passe-me o azeite.

. Vozes verbais

a) Voz ativa -> o sujeito é o agente da ação verbal ou a ação é praticada pelo sujeito.
Ex.: O pintor (voz ativa – sujeito agente) lixou (indica a ação de lixar) os cantos da tela.
Observe que o sujeito “o pintor” é que realizou a ação de lixar.
Cobrem botões (OD).

Nota: A voz ativa existe somente para verbos que exprimem ação.

b) Voz passiva -> quando o sujeito sofre a ação


Ex.: O produto (sujeito) foi vendido (ser + particípio = marca de voz passiva) pelos camelôs
(termo agente; agente da passiva).
Quem praticou a ação de vender os produtos foram os camelôs.
Divide-se em:

- Voz passiva analítica


Ocorre sempre com o uso dos verbos auxiliares ser e estar e o particípio de certos verbos.
Ex.: O bandido (sujeito) foi surpreendido (ser + particípio) em flagrante pelo agente
penitenciário.
Botões (sujeito) são cobertos.
- Voz passiva sintética ou pronominal
Chamada de pronominal, já que é formada mediante o uso do pronome “se” (pronome
apassivador). Neste caso, o sujeito agente desaparece.
Ex.: Cobrem-se botões (sujeito). Vale lembrar que botões é o sujeito e não OD.

- Agente da passiva
Termo preposicionado: por, pelo(s), pela(s). O agente da passiva não precisa vir explícito. Ex.:
O celular foi roubado (ser + particípio) na praça sete. Nesse exemplo, não está explícito o
agente da passiva, ou seja, quem praticou a ação de roubar.

c) Voz reflexiva -> o sujeito pratica e sofre a ação ao mesmo tempo


A voz reflexiva é formada de um verbo seguido de um pronome reflexivo (me, te, se, nos, vos
-> pronomes oblíquos atónos).
Exs.: O rapaz se (“ele mesmo”) matou tomando veneno. O rapaz se matou, mas também pode
matar outra pessoa.
Eles se casaram. Nesse exemplo, não é voz reflexiva, porque não tem como você casar com
você mesmo.
João Victor e Paulo Henrique feriram-se.
Podemos ter um verbo passivo equivalente a “João Vitor e Paulo Henrique foram feridos”.
Podemos igualmente ter um verbo reflexivo equivalente a “João Victor e Paulo Henrique
feriram a si (pronome oblíquo tônico) próprios”.
Podemos ainda ter um índice de reciprocidade de ação, significando que “João Victor feriu a
Paulo Henrique e Paulo Henrique feriu a João Victor”.
Para que o verbo possa ser considerado reflexivo nesse exemplo, sem ambiguidades, temos
que acrescentar alguma expressão de reciprocidade: “João Victor e Paulo Henrique feriram-se
reciprocamente/um ao outro/a si próprios”.

Notas: Ambiguidade (chamada de anfibologia) é aquilo que pode ter mais do que um sentido
ou significado e, também, pode apresentar a sensação de indecisão, hesitação, imprecisão,
incerteza e indeterminação.
Exs.: Não sei se gosto do frio ou do calor. Não sei se vou ou fico.
O verbo suicidar não é um verbo reflexivo, porque não tem como suicidar outra pessoa. Por
isso, é errado dizer “ele suicidou”. O correto é dizer “ele suicidou-se”.
Sujeito implícito, oculto ou desinencial quando fica subentendido na desinência do verbo.
Estará na primeira pessoa do singular ou do plural.
Exs.: (Eu) Falei com voe ontem à tarde. (Nós) Viajamos para a Itália.

04/07/17

Sempre que tivermos um sujeito na voz ativa, ele será agente da passiva quando passarmos a
frase para a voz passiva.
Voz ativa ↔ Voz passiva
Sujeito ↔ Agente da passiva
01 verbo ↔ 02 verbos (ser + particípio)
02 verbos ↔ 03 verbos (ser + particípio)
OD ↔ Sujeito

Atenção!! Só é possível passar uma oração para a voz passiva se nela tiver um verbo
transitivo direto.

Vejamos a questão extraída do material Português – Verbo:

Questão 03. A forma de voz ativa da frase “As indústrias são movidas principalmente
pela eletricidade”, é:
a) A eletricidade tem movido, principalmente, as indústrias.
b) Principalmente, a eletricidade vem movendo as indústrias.
c) A eletricidade move, principalmente, as indústrias.
d) Às indústrias, principalmente, movem a eletricidade.
e) A eletricidade, principalmente, ainda move as indústrias.

No enunciado da questão, temos os verbos “são movidas”. Ao passarmos a oração para a voz
ativa, ela deverá ter apenas um verbo. Dessa forma, a letra “a” está incorreta, porque tem mais
de um verbo. Ademais, o agente da passiva na oração do enunciado é “eletricidade”, sendo
que esta deverá tornar-se sujeito da oração quando estiver na voz ativa. Assim, a letra “b” e
“d” estão incorretas, porque começam com as palavras “principalmente” e “às indústrias”,
respectivamente. A letra “e” está incorreta, porque foi acrescentada a palavra “ainda”, não
preservando o sentido original. Dessa forma, a resposta correta é a letra “c”.

. Formas nominais do verbo

- Infinitivo – r
Associa-se à noção de futuro. Ideia de finalidade.
Ex.: Vou comprar (= comprarei) um outro carro.
Vai pagar (= pagarei) à vista. -> Expressão.
Chega cedo, para conseguir vaga boa. -> Finalidade.
O (artigo) andar (substantivo -> nome) térreo está em reforma.
A palavra “andar”, em regra, é verbo, mas se está precedida de artigo torna-se um substantivo.

- Futuro do subjuntivo – r
Nos verbos regulares, é igual ao infinitivo.
O futuro é associado a ideia de tempo e condição.
Exs.: Quando (tempo) eu caminhar pela orla, vou lembrar-me de você.
Quando (tempo) eu chegar, conversaremos.
Se (condição) ela receber, pagará a dívida.

Vejamos a questão extraída do material Português – Verbo:

Questão 08. “Enquanto convivermos com o bombardeio publicitário incentivando o


consumismo...” (3º§) O vocábulo em destaque é classificado como verbo no:
a) infinitivo pessoal.
b) futuro do presente.
c) futuro do subjuntivo.
d) imperfeito do subjuntivo.

A resposta correta é a letra “c”, porque “enquanto” é uma conjunção que indica tempo, por
isso, o verbo destacado no enunciado da questão está no futuro do subjuntivo.

Nota: Hoje nós convivemos (presente). Sempre que houver uma conjunção temporal, por
exemplo, “quando” ou “enquanto”, o verbo que vier depois é o futuro do subjuntivo. Quando
eu chegar. Quando sairmos. Enquanto eu estiver. Enquanto estivermos.

- Ver (de enxergar)/Vir (de chegar)


O futuro do subjuntivo do verbo ver é grafado com “i”.
Exs.: Quando (tempo) eu vir o produto que lhe interessa, posso comprá-lo para você.
Se (condição) o professor revir a matéria, agradecerei.

- Gerúndio – ndo
Associa-se à noção de presente em andamento.
Exs.: Continuam trabalhando na CEF.
O (artigo) concursando (substantivo -> nome) sofre bastante. A palavra “concursar”, em regra,
é verbo, mas se está precedida de artigo torna-se um substantivo.

- Gerundismo
É considerado um vício de linguagem por não observar a norma culta.
Exs.: Vamos (ir -> aparece flexionado) estar (estar) providenciando (gerúndio) novo RG.
A intenção é anunciar uma ação futura (infinitivo). -> Vamos providenciar novo RG.
Providenciaremos novo RG.

- Particípio – ado/ido – “do” (regular = ter/haver) diferente/não tem o “do” no final da palavra
(irregular = ser/estar/ficar)
Associa-se à noção de passado. Expressa ações que já foram concluídas, e pode ser
empregado com ou sem verbo auxiliar.
Exs.: Tinham acabado a refeição.
O (artigo) convidado (substantivo -> nome) gostou da comida. A palavra “convidar”, em
regra, é verbo, mas se está precedida de artigo torna-se um substantivo.

- Verbo abundante – tem dois particípios (um regular e um irregular)

* Regular
Quando for acompanhado do verbo “ter” ou “haver”.
Exs.: O contribuinte não tinha pagado (particípio regular) o imposto.
Eles haviam ganhado (particípio regular) na loteria.

* Irregular
Quando for acompanhado do verbo “ser”, “estar” ou “ficar”.
O contraventor foi pego (particípio irregular) pela PF.
O jogo estava ganho (particípio irregular).

Nota: O verbo “trazer”, no particípio, é somente regular. Por isso, é incorreto dizer “eu tinha
trago”.
Vejamos a questão extraída do material Português – Verbo:

Questão 09. A escolha da utilização da voz verbal ativa ou passiva está condicionada à
intenção do autor de enfatizar determinado elemento ou informação. Considere o trecho
“[...] gera uma montanha maior de lixo e resíduos." e assinale a reescrita referente caso
estivesse na voz passiva.
a) ... geraria uma montanha maior de lixo e resíduos.
b) ... uma montanha maior de lixo e resíduos é gerada.
c) ... uma montanha maior de lixo e resíduos fora gerada.
d) ... teria gerado uma montanha maior de lixo e resíduos.

A voz passiva deverá ter dois verbos (ser + particípio), porque na voz ativa temos apenas um
verbo: “gera”. Ademais, o verbo “gera” está no presente, portanto, passando para a voz
passiva, o verbo deve permanecer no presente. Por isso, a letra “b” é a resposta correta: “... é
gerada”.

. Verbos derivados

Conjugam-se como os primitivos. Primitivo dá origem ao derivado.


O verbo “intervir” deriva do verbo “vir”.

- Intervir
Ex.: Ninguém veio no domingo. Você interveio na briga?

- Reaver
Exs.: Houve manifestação de camelôs. O rapaz reouve os documentos.
Se houvesse (pretérito imperfeito do subjuntivo) mais de um encontro de casais, os dois
apareceriam certamente.
Se reouvesse os documentos, o rapaz não teria de fazer o boletim de ocorrência. A forma de
“reaver” deve apresentar apenas o acréscimo do “re”, que se fez ao radical de “haver”.

- Requerer
Não se conjuga como querer.
Exs.: Se eu quisesse, conseguiria. Se eu requeresse, conseguiria.

- Entreter
Exs.: O empresário tinha (pretérito imperfeito do indicativo) um enorme talento para as artes
plásticas.
O mágico entretinha as crianças com seus truques. A forma de “entreter” deve apresentar
apenas o acréscimo do “entre”, que se fez ao radical “ter”.

Vejamos a questão extraída do material Português – Verbo:

Questão 10. Considerando os verbos destacados nas frases a seguir, relacione


corretamente as colunas.
1. “Eles atacavam em bando.”
2. “Se não estudássemos,...”
3. “... Os outros nos chamariam de burros.”
4. “Filha minha não viaja sozinha...”
5. “... a opinião deles não mudou o rumo...”
( ) Presente do indicativo.
( ) Pretérito Perfeito do Indicativo.
( ) Pretérito Imperfeito do Subjuntivo.
( ) Futuro do Pretérito do Indicativo.
( ) Pretérito Imperfeito do Indicativo.
a) 4, 2, 5, 3, 1
b) 2, 3, 1, 5, 4
c) 5, 1, 2, 4, 3
d) 4, 5, 2, 3, 1

O verbo da oração “4” está no presente (“viaja”), por isso devemos assinalar que ele está no
presente do indicativo. O verbo da oração “5” (“mudou”) está no pretérito perfeito do
indicativo. O verbo da oração “2” (“estudássemos”) está no pretérito imperfeito do
subjuntivo. O verbo da oração “3” (“chamariam”) está no futuro do pretérito do indicativo. O
verbo da oração “1” (“atacavam”) está no pretérito imperfeito do indicativo. Dessa forma a
resposta correta é a letra “d”.

. Correlação verbal

Ideia de condição. Se = caso. “sse” (imperfeito do subjuntivo) – “ria” (futuro do pretérito).


O tempo verbal denominado pretérito imperfeito do subjuntivo, por exemplo, indica hipótese,
condição, e é iniciado pela conjunção “se” ou pela conjunção “caso”; caracteriza-se pela
desinência “sse” e geralmente é acompanhado de outro verbo no futuro do pretérito do
indicativo, tempo caracterizado pela desinência “ria”.
Ex.: Se eu pudesse (pretérito imperfeito do subjuntivo), compraria (futuro do pretérito do
indicativo) o apartamento.
O tempo verbal denominado futuro do subjuntivo indica possibilidade futura. Ele é iniciado
pela conjunção “quando” ou pela conjunção “se”, e se caracteriza pela desinência “ar”, “er”
ou “ir”. Geralmente vem acompanhado de outro verbo no futuro do presente do indicativo.
Ex.: Se eu me concentrar no trabalho, terei melhores resultados ao fim do dia.
Quando bebermos menos, evitaremos os males que temos sentido ultimamente.

Texto – Intertextualidade

Vejamos a questão extraída do material Português – Verbo:

Questão 01. O superintendente da CBTU Belo Horizonte, Jorge Vieira, destacou que
este é o momento de testar protocolos de segurança e de atuar em conjunto com todas as
áreas envolvidas, simultaneamente. “Esperamos que não haja ocorrências dessa
natureza no metrô, mas queremos estar preparados para agir de forma rápida e eficaz,
se necessário”, pondera.
(Disponível em: http://www.cbtu.gov.br/operadoras/sites/menuprincbh.htm.)
A citação, através do discurso direto, confere credibilidade ao texto ampliando a
informação. A fala do superintendente da CBTU Belo Horizonte, Jorge Vieira, é seguida
da forma verbal “pondera”, demonstrando:
a) a importância da questão tratada.
b) um questionamento diante do trabalho realizado.
c) a declaração de uma informação de forma objetiva.
d) neutralidade em relação à citação feita de forma objetiva.

Na questão acima, ao citar o argumento de um superintendente da matéria que está sendo


tratada no texto, apresenta-se um argumento de autoridade. Por isso, a resposta correta é a
letra “a”, porque a transcrição do argumento dessa autoridade (superintendente da CBTU)
reforça a importância da matéria tratada no texto.

A intertextualidade é um diálogo entre texto e texto ou texto e contexto (ex.: charge).


Exs.: texto base = texto de lei. Texto da aula = o que o professor fala.
Texto = novela. Contexto = vida real.
O objetivo da intertextualidade é conferir validade/credibilidade por meio de um discurso de
autoridade (citar alguém conhecido).
Mais frequente em textos expositivos (informativos). Um texto que tem muita citação, por
exemplo, geralmente é um texto expositivo e com função referencial.

. Tipos

- Citação
É explícita. É marcada graficamente entre aspas ou em itálico.

- Alusão
É implícita. Dependo do conhecimento prévio do leitor.

- Paráfrase
Recriação de um texto-base (que nasceu primeiro) sem alterar-lhe a ideologia. Quando o
cinema recria uma história, como por exemplo, a da cinderela.

- Paródia
Recriação de um texto-base, com alteração da ideologia (alguma coisa foi alterada). Intenção
-> humor = risível, irônico, crítico, dessacralização. Presente em textos argumentativos.
Ex.: Pintura clássica da Monalisa. Já desconstruíram essa pintura várias vezes (propaganda do
bombril); imitação do Silvio Santos.

05/07/17

Crase

Define-se crase como a fusão/junção, geralmente, entre dois “a”. Um “a” é preposição e o
outro “a” é artigo. Pode-se, ainda, ocorrer a fusão da preposição “a” com as iniciais dos
pronomes demonstrativos aquela(s), aquele(s), aquilo ou com pronome relativo a qual (as
quais).
Exs.: A (artigo) pessoa (feminina) que me atendeu era a (artigo) dona (feminina) do bar.
Eu desejo a (preposição) todos (masculina) um ótimo dia.
Peço a (preposição) você (palavra neutra; serve para o feminino e masculino) cuidado.
Sempre que a palavra for neutra, antes dela será preposição.
Nota: O nome da fusão dos dois “a” é crase (à). A crase é indicada pelo uso do acento grave
(à). “Á” está indicada pelo uso do acento agudo.

1. Não ocorre crase antes de palavra masculina

Ocorre crase pela presença do artigo “a”. Apenas as palavras femininas admitem anteposição
de “a”.
Ex.: O empresário não pratica venda a (preposição) crédito (masculina). “Crédito” é uma
palavra masculina; não admite, portanto, o artigo “a”. Assim, o “a” é apenas uma preposição.

2. Feminino/Masculino

O fato de não se admitir a ocorrência de crase antes de masculino não determina a


necessidade de sempre se usar antes do feminino. Para verificar a ocorrência ou não de crase,
substitui-se a palavra feminina por uma masculina. Nem é preciso que as palavras sejam
sinônimas. Basta que o novo termo se “encaixe” na frase. Poderão ocorrer os seguintes
resultados:

Feminino Masculino
a (artigo) o (artigo)
a (preposição) a (preposição)
à ao
(“a” artigo + “a” preposição) (“a” preposição + “o” artigo)

Exs.: O empresário devolveu a mercadoria/o envelope. O “a” e “o” são apenas artigo.
Isso você deve pedir a ela/a ele. O “a” é apenas uma preposição. O verbo “pedir-se” é
transitivo indireto e, por isso, pede a preposição “a”.
Você vai se dirigir à cidade vizinha/ao cemitério. Se, no masculino, encontrou-se “ao” = “a”
(preposição) + “o” (artigo), no feminino a forma equivalente é “à”.
Resolveram não ir à missa, já que fazia uma semana do falecimento do avô. O verbo “ir” pede
um adjunto adverbial iniciado com a preposição “a” (“ir a”). Essa preposição se fundirá com o
artigo “a” que pode preceder “missa”.

Vejamos as questões extraídas do material Português – Crase:

Questão 01. “Bloqueio do WhatsApp viola direito à liberdade de expressão”, diz


Lewandowski.
“A __________________ do acento grave indicador de crase no título do texto se deve a
dois fatores, a saber: ____________________________ e
____________________________.” Assinale a alternativa que completa correta e
sequencialmente a afirmativa anterior.
a) facultatividade / exigência de preposição / presença do artigo ‘a’
b) obrigatoriedade / exigência de preposição / presença do artigo ‘a’
c) facultatividade / presença da preposição ‘a’ / exigência de adjunto adnominal
d) obrigatoriedade / presença de complemento nominal / presença da preposição ‘a’

As letras “a” e “b” estão de acordo com o conceito de crase, porque ambas apontam a
exigência de preposição e presença do artigo “a”. Entretanto, para sabermos se a crase é
facultativa ou obrigatória naquele exemplo, podemos substituir a palavra feminina “liberdade”
por uma palavra masculina, como por exemplo, “voto”. Assim, veremos que ficará “direito ao
voto”, o que indica a obrigatoriedade de uso da crase em “direito à liberdade”.

Questão 02. “Do grupo que arriscou cruzar o Atlântico rumo às Américas, a maioria
desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na região metropolitana de São
Paulo. No Brasil, o primeiro destino foi bater à porta da mesquita de Guarulhos, a 10
quilômetros de onde aterrissaram, em busca de abrigo." (1º§) Em relação ao trecho
anterior, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas para as
informações acerca das duas ocorrências do sinal indicativo de crase.
( ) Na primeira ocorrência, caso “Américas" fosse substituído por “região das
Américas" o sinal indicativo de crase seria dispensado, considerando a devida alteração
quanto à concordância em relação ao artigo feminino.
( ) Na segunda ocorrência, o uso do acento grave é facultativo considerando que se trata
de uma locução feminina.
( ) O fato em comum com relação às duas ocorrências de crase é que tal ocorrência é
obrigatória de acordo com a norma padrão da língua.
A sequência está correta em
a) F, F, V.
b) V, V, F.
c) F, V, F.
d) V, F, V.

A primeira afirmativa é “F”, porque “região das Américas” é uma expressão formada por
palavras femininas e, se substituirmos por uma palavra masculina, como, por exemplo,
“sucesso”, teremos “rumo ao sucesso”, o que indica que a crase não pode ser dispensada.
A segunda afirmativa é “F”, porque “bater à porta” é diferente de “bater a porta”. A primeira
ocorrência significa chamar à porta (“toc toc”), já a segunda significa fechar a porta. Dessa
forma, no trecho em análise, verifica-se que a crase é obrigatória em “bater à porta”.
A terceira afirmativa é “V”, porque as duas hipóteses são de uso obrigatório a crase. Dessa
forma, a resposta correta é a letra “a”.

3. Não ocorre crase antes de verbo

O motivo dessa proibição é muito claro: verbo é uma palavra que não tem gênero. E só ocorre
crase antes de palavras do gênero feminino.
Exs.: O curso começa a (preposição) partir (verbo sem gênero) do dia 10/08.
Os pais convidaram para a cerimônia de casamento da filha, a (preposição) realizar-se (verbo
sem gênero) no dia 12 de março.

Vejamos a questão extraída do material Português – Crase:

Questão 03. Acerca do trecho “[...] equipara o transporte coletivo ao rol dos demais
direitos sociais” (2º§). Considere as alterações propostas e assinale a que está de acordo
com a correção gramatical.
a) Ao substituir “rol” por “declaração” torna-se facultativo o uso do acento grave indicador de
crase.
b) Ao substituir “rol” por “declaração” torna-se obrigatório o uso do acento grave indicador
de crase.
c) Diante de “transporte coletivo”, faculta-se a anteposição da preposição “a” eliminando o
uso do artigo “o”
d) Ocorrendo a inversão da ordem em que são apresentados os complementos verbais, anula-
se a dupla regência.

A resposta correta é a letra “b”, porque ao substituirmos “rol” (palavra masculina) por
“declaração” (palavra feminina) constataremos que o “a” (preposição do verbo “equiparar”)
fundirá com o “a” (artigo da palavra “declaração”).

4. Não ocorre crase antes de palavra no plural se o “a” for singular

Se o “a” está no singular e a palavra seguinte é plural, significa que não existe ali artigo
feminino. Se houvesse, seria “as”. Assim, o “a” nesse caso é apenas uma preposição.
Ex.: Nunca fui a (preposição) festas (plural)/ a (preposição) eventos (plural) de
confraternização. “A festas” e “a eventos” é genérico; qualquer festa, qualquer evento. “Às
festas” e “aos eventos” é específico a “aquelas festas”, a “aqueles eventos”.
Não costumo ir a (preposição) reuniões (plural) de condomínio, pois muito se fala e nada se
resolve. O “a” que precede “reuniões” deve-se à regência do verbo “ir”. “Ir a” algum lugar.
Não costumo ir às (artigo “a” + preposição “a”) reuniões na escola de minha filha, pois são
muito longas. Desta vez, a crase ocorre, porque o artigo “as” (referente a “reuniões”) está
presente para se fundir com a preposição “a”, exigida por “ir”.

Vejamos a questão extraída do material Português – Crase:

Questão 04. Com base no trecho “[...] se conforma sem convicção a opiniões nas quais
não acredita.”, é correto afirmar que:
a) o elemento “a” pode ser substituído por “com”.
b) a expressão “nas quais” pode ser substituída por “às quais”.
c) o eliminar a expressão “sem convicção”, a regência verbal sofre alteração.
d) é obrigatória a substituição de “a” por “às”; já que, neste caso, ocorre obrigatoriedade da
crase.

No trecho que aparece no enunciado da questão, o “a” está no singular e “opiniões” está no
plural. A resposta é a letra “a”, porque o verbo “conformar” pode ter a proposição “a” ou a
preposição “com”.

5. Não ocorre crase antes de pronome (regra geral)

A regra é que não se costuma usar artigo antes de pronome. E, como é necessário o artigo para
ocorrer crase, não ocorre crase antes de pronome.
Exs.: Não solicitei a ela/a ele (pronomes pessoais) o relatório.
Será que já encaminharam a Vossa Excelência (pronome de tratamento) os artigos que
escrevi. “Vossa Excelência” não necessariamente refere-se a mulher. Crase proibida. “Vossa”
sozinho é pronome possessivo, sendo a crase facultativa.
Antes de possessivos femininos, a ocorrência de crase é facultativa. O motivo é simples: ao
contrário dos outros pronomes, os possessivos admitem a anteposição de artigo (ou não).
Já disse umas verdades a/à minha (pronome possessivo) sogra; a/ao meu sogro. Nesse
exemplo, a crase é facultativa. Será assim, antes dos pronomes possessivos femininos. Não
colocar a crase será porque antes de pronome não se usa crase. Colocar a crase, porque no
masculino permitiu-se o “ao”.
Não pretendo voltar a aquela loja/a aquele motel. Mas...
Não pretendo voltar àquela loja/àquele motel.
A preposição “a” pode fundir-se ao “a” inicial de aquele (a), aquilo. Essa é uma hipótese em
que a crase não está antes do pronome, mas no próprio pronome.

. Observações

1. Expressões adverbiais femininas

São craseadas. Tempo/modo/lugar.


Exs.: Voltarão às 16hrs (advérbio de tempo).
As aulas ocorrerão às quartas-feiras (advérbio de tempo de núcleo feminino), sempre que o
tempo permitir.
O rapaz ainda vive à custa (advérbio de modo) dos pais.
Vender à vista (advérbio de modo). Há quem diga que não existe crase nessa oração, porque
quando substituímos “vista” por uma palavra masculina, como, por exemplo “prazo”, a oração
permanece “vender a prazo”. Entretanto, há crase em “pagar à vista”, porque “à vista” é o
modo como se vai pagar. Se não se coloca o acento indicativo de crase, passa-se a sugerir que
“a vista” é o que se vende e não como se vende.
A loja só vende a vista. A loja só vende à vista. No primeiro caso, a mercadoria vendida é a
vista (o olho); no segundo caso, como se realizam as vendas.
Vire à esquerda (advérbio de lugar).

- Polêmicas
Exs.: Escreve a redação a tinta, porque não haverá revisão de texto. Há gramáticos que dizem
que deve haver crase. E há gramáticos que dizem que não deve haver porque “a tinta” tem o
correspondente “a lápis” e se no masculino usa-se apenas a preposição, no feminino também
deve ser assim.
Fez a costura a máquina (instrumento).
Abriu caminho a foice (instrumento).
Os gramáticos que dizem não ocorrer crase antes desses adjuntos adverbiais femininos; dizem
que eles fazem parte de um bloco de exceção: expressam instrumento.

2. Nomes de lugar

Exs.: Quando voltar à (da = de + a) Europa, não deixe de ir à França, à Itália e a (de)
(preposição pura) Portugal.

Na linguagem coloquial, falamos “na” Europa. Percebe-se que houve fusão de “em + a”.
Também, dizemos “da” ou “na” França e “da” ou “na” Itália”. Há uma fusão de “de + a” ou
de “em + a”. Mas, quando refere-se a Portugal, diz-se “de” Portugal ou “em” Portugal, sem o
artigo. Logo, não haverá crase antes da palavra “Portugal”.
Assim, “voltar a”, “retornar a”, “chegar a” algum lugar não admite crase se pudermos
substituir a preposição “a” por “de”. Por outro lado, haverá crase se pudermos substituir a
preposição “a” por “da”.

Dica: Quem volta “de”, crase pra quê? Quem volta “da”, crase no “a”.

- Voltar
Exs.: Voltei de Londres. Voltei a Londres.
Voltei da Bahia. Voltei à Bahia.
Vou a Londres.
Cheguei à Bahia.

Vejamos as questões extraídas do material Português – Crase:

Questão 05. As frases das seguintes alternativas foram extraídas do texto e alteradas.
Assinale aquela que apresenta problema no que tange à regência e/ou uso do acento
indicador de crase.
a) D. Luiz passou a coroa a Luis Maria.
b) Durante as manifestações de junho, D. Luiz (neto de Luis Maria) recomendou a seguidores
que não fossem às ruas.
c) Em 1823, o patriarca da independência, José Bonifácio de Andrada e Silva, apresentou o
projeto de levar a capital à Fortaleza, distante de ataques de corsários no litoral.
d) Essa não seria a única ameaça, já que houve um racha na linhagem real em 1908, quando
D. Pedro de Alcântara renunciou ao direito dinástico por se casar com uma reles condessa.

A letra “a” está correta, porque antes de palavra masculina “Luis Maria” não existe crase e o
“a” que antecede a palavra “coroa” é apenas um artigo. A letra “b” está correta, porque o “a”
antes de “seguidores” (palavra masculina) observa a regra na qual não ocorre crase antes de
palavra no plural se o “a” for singular. Ainda na letra “b”, temos a palavra feminina “ruas” e,
se substituirmos por palavra masculina, como, por exemplo, “shoppings”, ficaria “não fossem
aos shoppings”. Na letra “d”, se substituirmos a palavra “única” por “único”, termos “o
único”, o que indica que o “a” que antecede a palavra “única” é apenas um artigo. A crase que
aparece na letra "c” (“à Fortaleza”) está errada, porque, quando usamos a dica “voltar
de/voltar da” dizemos “voltar de Fortaleza”, o que indica que não há crase antes da palavra
Fortaleza. Dessa forma, a resposta é a letra “c”.

Questão 06. Em relação ao emprego da crase, marque V para as afirmativas verdadeiras


e F para as falsas.
( ) Em “... a imprensa vem derramando nos ouvidos...", se houver a ocorrência do acento
grave indicando crase será indevido, pois o termo “a" é um artigo definido diante do
substantivo “imprensa".
( ) Em “... disponíveis ao aplicador contemporâneo,...", o acento grave indicador da crase será
obrigatório caso “aplicador" seja substituído por “aplicadora", respeitando-se as devidas
alterações na frase.
( ) Em “... no referendo tácito a oligarquias locais,...", o uso do acento grave indicador da
crase é facultativo, já que o termo “a” diante de “oligarquias" trata-se de uma preposição.
A sequência está correta em
a) V, V, F
b) F, F, V
c) F, V, F
d) V, F, V
e) V, V, V

No primeiro parênteses, podemos substituir “a imprensa” por “o jornalista”, indicando que a


crase será indevida, sendo essa afirmativa “V”. No segundo parênteses temos “ao aplicador”,
sendo que a palavra “ao” indica a fusão entre a preposição “a” e o artigo “o”. Se substituirmos
“aplicador” pela palavra feminina “aplicadora” haverá crase, o que indica que a afirmativa é
“V”. No terceiro parênteses a crase é proibida, porque temos um “a” singular que antecede
“oligarquias” (palavra no plural) e, por isso, a afirmativa é “F”. Dessa forma, a resposta
correta é a letra “a”.
. Crases facultativas

1. Antes de pronomes possessivos femininos

Ex.: Não me referi a sua família/à sua família.

2. Antes de nomes próprios femininos

Ex.: Entreguei o relatório a Ana/à Ana.

Nota: Antes de nome completo, não se usa crase. Ex.: Na poesia de Adélia Prado.

3. Depois de até

Ex.: Foi rapidamente até a praia/à praia.


Chegou às 12hrs. Ocorre crase por ser um adjunto adverbial de tempo.
Chegou desde (preposição) as (artigo) 12hrs.
Esperou até as/às 12hrs.

Vejamos as questões extraídas do material Português – Crase:

Questão 07. O acento grave, indicador de crase, em “Em resumo, o reconhecimento


permite àquele que trabalha transformar o seu sofrimento em desenvolvimento de sua
identidade”, justifica-se, pois
a) ocorre a fusão da preposição “a” com o artigo “a”.
b) existe a intenção de dar ênfase ao pronome “aquele”.
c) o pronome “aquele” determina o sujeito da ação verbal.
d) o termo regente do pronome “aquele” exige a preposição “a”.
e) o pronome “aquele” atua como elemento de coesão textual.

A letra “a” está incorreta, porque “àquele” é a fusão da preposição “a” com o “a” inicial da
palavra “aquele”. A letra “b” também está incorreta, porque crase não é questão de dar ênfase
a algo. A letra “c” está incorreta porque já vimos que núcleo de sujeito não pode ser
preposicionado, logo se “àquele” está preposicionado, ele não pode ser núcleo do sujeito. A
letra “e” está incorreta, porque a palavra “àquele” não está retomando anaforicamente outro
termo. A resposta correta é a letra “d”, porque a regência do verbo permitir é “permitir algo a
alguém”, exigindo a preposição “a”.

Questão 08. Assinale a afirmativa em que o uso da crase encontra-se INCORRETO:


a) O dicionário estava à disposição.
b) Ela se referiu à ilha deserta.
c) Ficamos frente à frente.
d) Cheguei à uma hora em ponto.
e) Deram emprego àquela senhora.

A letra “a” está correta, porque temos um adjunto adverbial feminino de modo. A letra “b”
está correta porque “ilha deserta” é um adjunto adverbial feminino de lugar. A letra “c” está
incorreta, porque se trocarmos a palavra “frente” por “lado” (masculina) não teremos “lado ao
lado”, mas sim, “lado a lado”. A letra “d” está correta, porque temos um adjunto adverbial
feminino de tempo. A letra “e” está correta, porque a preposição “a” pode fundir-se com o “a”
inicial da palavra “aquela”.

12/07/17

4. Casa – Terra – Distância

“Casa”, “terra” e “distância” serão craseadas se vierem especificadas; qual a casa, a terra e a
distância.
Ex.: Hoje não volto mais a casa/à casa dela.
Amanhã é dia de o navio voltar a terra/à terra de partida.
Estou fazendo um curso a distância.
O suspeito era seguido à distância de 50m.
A sonda espacial volta à Terra em dez dias. Nesse exemplo tem crase, porque a palavra
“Terra” começa com letra maiúscula. Isso quer dizer que está especificando qual “Terra”, ou
seja, planeta “Terra”. “Casa” começando com letra maiúscula pode ser “Casa” Legislativa.

Vejamos as questões extraídas do material Português – Crase:

Questão 09. No trecho “E até que isso aconteça, esbanjam energia à toa.” o sinal
indicativo da crase foi utilizado corretamente. Assinale a alternativa em que isso NÃO
acontece:
a) Fui à feira.
b) Sentaram-se à sombra.
c) Voltamos cedo à casa dos amigos.
d) Dirijo-me à Vossa Excelência.
e) Assisti àquele filme ontem.

Inicialmente, é importante registrar que a expressão “à toa” está craseada, porque é um


adjunto adverbial de modo. Os acentos de crase que aparecem nas letras “a”, “b” e “c” estão
corretos, porque “feira”, “sombra” e “casa dos amigos” são adjuntos adverbiais femininos de
lugar. Na letra “e”, o verbo “assistir” é regido pela preposição “a”, por isso é correto fundir
essa preposição com o pronome “aquele” e, assim, grafarmos “àquele”. O acento indicativo
de crase que aparece na letra “d” está incorreto, porque “Vossa Excelência” é um pronome
demonstrativo e, antes de pronome, não podemos usar crase. Ademais, “Vossa Excelência” é
um pronome usado tanto no masculino quanto no feminino e a crase só pode ser utilizada
antes de palavras femininas. Dessa forma, a resposta da questão é a letra “d”.

Questão 10. Em “O ser humano precisa se sentir integrado ao planeta Terra.” é correto
afirmar que:
a) A supressão da palavra “planeta” não gera qualquer tipo de alteração na frase.
b) A supressão da palavra “planeta” exige a substituição de “ao” por “a”.
c) A supressão da palavra “planeta” exige a substituição de “ao” por “à”.
d) Ao substituir a forma nominal “integrado” por “ligado” haverá ocorrência de crase.
e) A forma nominal “interposto” possui, no texto, o mesmo sentido denotativo de “integrado”.
A resposta da questão em análise é a letra “c”, porque a palavra “Terra” está escrita com letra
maiúscula. Sendo assim, está especificando qual “terra” (planeta Terra) e, por isso, usa-se
crase antes dessa palavra.

5. Qual – pronome relativo

Há casos em que, antes do pronome relativo “qual”, é obrigatório o uso de crase.


Exs.: A autora a que me refiro é paulista, mas mora no Ceará desde a década de 80. A
expressão “a que” tem essa preposição devido à regência de “referir-se”. “Que” é um
pronome relativo. Antes desse pronome relativo, as preposições são neutras: sem feminino ou
sem plural.
A autora à qual me refiro é paulista, mas mora no Ceará desde a década de 80. A expressão “à
qual” tem essa preposição devido à regência de “referir-se”. “Qual” é um pronome relativo.
Antes desse pronome relativo, as preposições são flexionadas. Como, no caso, o antecedente é
“autora” (feminino e singular), a fusão de “a + a” origina “à”.

6. Expressões de palavras repetidas

Convencionou-se que, nesses casos, não ocorre crase.


Exs.: Enfim os acusados vão se encontrar cara a cara, no Tribunal.
O mais embaraçoso é o corpo a corpo.
Vamos caminhando lado a lado, para que possamos unir nossas forças.

Noções de pontuação

. Ordem direta frasal

A pontuação se relaciona com a chamada ordem lógica direta da língua. Teoricamente, uma
frase deve começar com um sujeito, depois o verbo e por fim, outros termos. O sujeito
determina a concordância do verbo.

Sujeito + Verbo + Outros termos (OD/OI; predicativo; adjunto adverbial). Mnemônica SVO.
Se a estrutura obedecer a essa sequência, independentemente do tamanho dos termos, não se
utilizará a vírgula entre os termos.
Ex.: Todos os deputados envolvidos no escândalo de corrupção política (sujeito) receberam
(verbo) advertências (OD) do Governo Federal (adjunto adnominal). Nesse período, temos a
ordem direta respeitada: S + V + O; por isso, não tivemos nenhuma vírgula mesmo o sujeito
sendo extenso.

Notas: Adjunto adnominal é o termo que determina, especifica ou explica um substantivo. O


adjunto adnominal possui função adjetiva na oração, a qual pode ser desempenhada por
adjetivos, locuções adjetivas, artigos, pronomes adjetivos e numerais adjetivos. Ex.: O notável
poeta português deixou uma obra originalíssima. As palavras “o”, “notável” e “português”
tiveram de acompanhar o substantivo “poeta”, por se tratar de adjuntos adnominais. O mesmo
aconteceria se substituíssemos o substantivo “obra” pelo pronome “a”. Veja: O notável poeta
português deixou-a.
Adjunto adverbial é o termo da oração que indica uma circunstância (dando ideia de tempo,
lugar, modo, causa, finalidade, etc.). Além disso, modifica o sentido de um verbo, de um
adjetivo ou de um advérbio. Exs.: Eles se respeitam muito. Seu projeto é muito interessante.
O time jogou muito mal. Nessas três orações, “muito” é adjunto adverbial de intensidade. No
primeiro caso, intensifica a forma verbal “respeitam”, que é núcleo do predicado verbal. No
segundo, intensifica o adjetivo “interessante”, que é o núcleo do predicativo do sujeito. Na
terceira oração, “muito” intensifica o advérbio “mal”, que é o núcleo do adjunto adverbial de
modo.

. Termos deslocados

a) Obrigatória

Para isolar termos de “grande extensão”. Há autores que entendem ser de “grande extensão” a
expressão anteposta ao sujeito que contenha a partir de quatro ou mais palavras.
Ex.: Durante os anos do ensino fundamental, (termo deslocado; está fora do lugar; anteposto
ao sujeito) os alunos (sujeito) adquirem (verbo) certa base (outros termos).

b) Facultativa

Para isolar termos “únicos” ou “pequenas expressões”.


Ex.: Hoje, (termo deslocado; anteposto ao sujeito) os problemas de saúde (sujeito) são (verbo)
mais contornáveis (outros termos).

. Termos intercalados

Isolados por vírgulas, travessões, parênteses -> intercambiáveis (posso trocar um pelo outro).
Exs.: Os atletas (sujeito), em função da altitude do local do jogo (termo intercalado – “quebra
uma sequência”), fizeram (verbo) treinamento específico (outros termos).
Quando uma expressão “quebrar” a ordem direta, tem-se o que chama de “termo intercalado”.
Assim, sempre que se interromper a ordem frasal, devem-se usar as vírgulas.
O namorado, ontem, deu o anel de compromisso à sua garota.
O namorado ontem deu o anel de compromisso à sua garota.
O critério da “extensão” vale nesse caso também. Por isso, as duas construções são válidas.
O político agradeceu, durante a realização do evento na Câmara, os votos que recebeu dos
eleitores. “Durante a realização do evento na Câmara”, quebrou a ordem SVO, pois se
interpôs ao verbo e seu complemento. Por isso, deve ser virgulado.
No caso de pequenas extensões, as vírgulas são facultativas.
O saldo bancário revelou, infelizmente, o rombo na empresa.
O saldo bancário revelou infelizmente o rombo na empresa.

Nota: Para que seja um aposto o termo também estará intercalado, mas terá que explicar um
termo anterior. Ex.: Os atletas (sujeito), rapazes de 18 a 22 anos (aposto), fizeram (verbo) um
treinamento específico (outros termos).

. Período composto

Um período composto é aquele que possui duas ou mais orações, ou seja, que tenha mais de
um verbo.
A regra geral é que as orações de um período composto são separadas por vírgula.
a) Obrigatória

Quando houver conjunção inicial, já que a ordem lógica foi “invertida”. “Conjunções” são as
palavras que servem de elo entre as orações de um período. São elas que ligam as orações. Em
regra geral, a vírgula é usada antes das conjunções, e não após.
Exs.: Quando (tempo; conjunção inicial) você sair (verbo), (separa orações) apague (verbo) a
luz.
Embora (conjunção inicial) seja (verbo) tarde, vou (verbo) trabalhar mais duas horas.
b) Facultativa

Quando o período tiver uma conjunção intermediária. Nesse caso, a ordem lógica foi mantida.
Exs.: Você pode vir, (separa orações) se (condição; conjunção intermediária) contribuir com a
gasolina.
Você pode vir se contribuir com a gasolina.

Notas: Se a conjunção tem função de ligar a primeira oração à segunda, a partir dela, começa
outra. A transcrição é marcada naturalmente. Quando, entretanto, a conjunção vem no início
da frase, é preciso sinalizar onde começa a segunda oração.
Vejamos mais uma situação: Ele pretende ir, mas, por motivos familiares, ficará para o Natal e
a passagem de ano. A vírgula antes da conjunção “mas” ocorreu normalmente. Apareceu
também uma vírgula após: isso foi um recurso usado para destacar o termo intercalado “por
motivos familiares”.

. Regras específicas

a) Período composto – Específico -> Conjunção “e”

A conjunção “e” pode trazer a ideia de adição, somando ações do mesmo sujeito.
O nome da oração que possui a conjunção “e” é “oração coordenada sindética aditiva”.
A vírgula é proibida antes do “e” se trouxer a ideia de adição.
Ex.: O jogador (sujeito) correu 20 m e (adição) marcou o gol. O jogador praticou duas ações,
quais sejam, “correu 20 m” e “marcou o gol”.

Nota: Oração coordenada sindética é a oração que se liga a outra com conjunção. Oração
coordenada assindética é a oração que se liga a outra sem conjunção; separam-se somente por
vírgula. Ex.: Hoje acordei muito cedo, fiz uma caminhada, tomei banho. São três orações
coordenadas assindéticas.

b) Adversidade = oposição – “e” = mas

A vírgula antes de “e” adversativo é correta.


Ex.: O adolescente (sujeito) comeu (verbo) muito, e (= mas – adversidade; conjunção
intermediária) não ficou (verbo) satisfeito. Toda vez que puder substituir um “e” por “mas”,
há o sentido de oposição, adversidade. Como as orações adversativas são precedidas de
vírgulas, temos aqui um caso em que a vírgula antes do “e” é usada, mantendo a correção
gramatical.

c) Consequência – o “e” = “por isso”


A vírgula é proibida antes do “e” se indicar consequência.
Ex.: O garoto (sujeito) quebrou (verbo) o vaso e (= por isso) foi castigado (locução verbal)
pela mãe. Nesse caso, o “e” pode ser substituído por “por isso”, “consequentemente”, que
expressam uma relação de consequência. Assim, um fato que se desdobra em outro, não pode
usar-se a vírgula.

d) Simultaneidade – o “e” = “enquanto”

Une orações de sujeitos diferentes.


A vírgula é facultativa quando o “e” une orações de sujeitos diferentes.
Exs.: Os lojistas (sujeito) preparavam (verbo) a campanha, e (= enquanto; conjunção
intermediária) os empresários (sujeito) avaliavam (verbo) os custos dela.
Nesse exemplo, temos sujeitos diferentes, quais sejam, “os lojistas” e “os empresários”
praticando ações simultâneas. O “e” pode ser substituído por “enquanto” – ideia de tempo,
mas de tempo paralelo. No lugar do “e” caberia ponto-e-vírgula, já que as duas orações são
independentes. A vírgula no caso presente pode ou não ser colocada antes da conjunção “e”.
Se tivermos um período composto com sujeitos diferentes, podemos utilizar tanto a conjunção
“e” quanto a conjunção “enquanto”. Mas, se tivermos um período composto com o mesmo
sujeito praticando ações simultâneas, só podemos usar a conjunção “enquanto”.
Enquanto (conjunção inicial) ela (sujeito) passava (verbo) roupa, cantava (verbo) as músicas
do seu ídolo. Nesse exemplo, a vírgula é obrigatória (vide regra acima).

. Dois pontos

Nas provas de concurso, os “dois pontos” introduzem, na maioria das vezes, termos de valor
explicativo ou especificativo.

Exs.: Os alunos matriculados na oficina de arte precisavam de alguns itens: lápis, borracha,
caneta, apontador. Os dois pontos nesse exemplo precedem uma enumeração. Essa sequência
é de valor especificativo: detalham-se os itens de que os alunos precisavam. Gramaticalmente
falando, o termo especificativo que vem depois de dois pontos é aposto.
A moça deprimida só precisava de uma coisa: que a deixemos em paz. Os dois pontos no
exemplo acima precedem uma oração. Essa informação oracional é de valor especificativo:
detalham-se “a coisa” de que necessita a moça. Gramaticalmente falando, a oração
especificativa que vem depois de dois pontos é apositiva.
O pai, impaciente, determinou à filha:
- Venha imediatamente para casa, pois já é muito tarde.
Note que a fala do pai (discurso direto) inicia-se por travessão. E essa fala veio precedida do
sinal de dois pontos.

. Ponto-e-vírgula

É substituível por ponto final. Só deve, no entanto ser usado, quando separa estruturas
independentes, a que chamamos orações coordenadas.
Ex.: Dois surfistas estavam se afogando; o salva-vidas foi até o local ajudar.
O povo reuniu-se no local, gritando de pavor diante do ocorrido. Nesse exemplo, não pode-se
usar o ponto e vírgula, mas sim a vírgula. A segunda oração não faz sentido sozinha.
O ponto-e-vírgula será utilizado corretamente quando puder ser substituído pela conjunção
“e”.
a) Estabelece paralelos

Exs.: A qualidade de vida no Terceiro Mundo caiu em quase 40% nos últimos dois anos; os
países desenvolvidos estão apresentando crescimento contínuo dessa qualidade há oito anos.
Nesse exemplo, estabeleceu-se um paralelo entre a “queda de 40% no Terceiro Mundo em
dois anos” e o “crescimento nos países desenvolvidos em oito anos”. Além disso, cabe o “e”
no lugar do ponto e vírgula.
Os professores (sujeito) estavam (verbo) em reunião (adjunto adverbial de lugar); os alunos
(sujeito) permaneciam (verbo) no pátio (adjunto adverbial de lugar). Veja que se estabeleceu
um paralelo entre “os professores” e “os alunos”. Além disso, a própria estrutura oracional é
paralela: há um sujeito, um verbo e um adjunto adverbial de lugar em cada uma das orações
independentes.

b) Separa estruturas espelhadas

Exs.: Os pais estavam na reunião de condomínio; os filhos estavam na área de lazer. Nesse
exemplo, todas as ideias grifadas que aparecem no lado esquerdo antes do ponto-e-vírgula
também aparecem no lado direito depois dessa pontuação.
A frase do exemplo pode ser reescrita da seguinte forma: Os pais estavam na reunião de
condomínio; os filhos, na área de lazer. Veja que agora se apresenta mais uma função do
ponto e vírgula. Além de separar termos deslocados, intercalados, orações, o sinal pode
também indicar a supressão de um termo, facilmente dedutível, por ser equivalente ao que se
manteve.

14/07/17

. Enumerações

Costumam ser isoladas por vírgula e esse sinal separa termos de mesma função sintática.
... alguns aspectos: _______, _______, _______, _______ e _______.
... certas questões: _______, _______, _______, _______ e etc. Não pode colocar “e” antes da
palavra “etc”, porque o este é a abreviatura do termo em latim “et coetera”, que significa “e
outras coisas”.
... esportes: _______, _______, _______, _______, etc... Não pode colocar vírgula antes da
palavra “etc” e reticências despois desta.
... certos assuntos como: _______, _______, _______, _______, _______. Pode ou não ter o
“e”. Se tiver a palavra “e”, não se usa a vírgula. Se não tiver a palavra “e”, usa-se a vírgula.
Não pode colocar dois pontos depois da palavra “como”.
... e precisava comprar: _______, _______, _______, _______ e _______. Não pode colocar
dois pontos depois de verbo.
Vejamos a questão extraída do material Português – Pontuação:

Questão 01. Considerando as várias funções da vírgula e sua importância, identifique o


motivo pelo qual as vírgulas foram empregadas em “[...] e essa busca incluía
conversação entre iguais, a polêmica, o debate, a controvérsia.” (3º§).
a) Separar uma enumeração.
b) Separar expressões retificativas.
c) Separar uma aposição explicativa.
d) Separar termos que serão retomados por pronome.

O trecho apresentado no enunciado enumera alguns itens, quais sejam, “a polêmica”, “o


debate”, “a controvérsia” e, por esse motivo, a resposta correta é a letra “a”.

Nota: “Expressões retificativas” são aquelas que consertam algo dito anteriormente e
“aposição explicativa” é a explicação de algo dito anteriormente.

. Termos em isolamento sintático

Ocorre por meio de sinal de pontuação.

a) Aposto

É um termo de natureza explicativa ou especificativa.


Ex.: O homem, nordestino da Paraíba (termo intercalado – aposto), era porteiro do prédio.
O aposto é isolado por vírgula(s), travessão(ões) ou parênteses.
Chegou o Dr. Marcelo, meu chefe (aposto). Nesse exemplo, o aposto foi encerrado com ponto
final, porque está no final da frase. O aposto no final isola-se por uma vírgula ou um
travessão; mas os parênteses continuam dois.
O aposto também pode vir depois de dois pontos. O pai (sujeito) pediu (verbo) à filha (OI) um
favor (OD): cautela (aposto).
(Eu) Precisei (verbo) de (preposição) alguns ingredientes (OI): farinha, ovos, açúcar e creme
de leite (enumeração/aposto). As palavras que estão após os dois pontos especificam quais
ingredientes foram precisos, enumerando-os. Assim, temos uma enumeração apositiva.
O cliente (sujeito) só pediu (verbo) uma coisa (OD): que eu a matasse (oração apositiva).

b) Vocativo

É um termo de interlocução (diálogo, fala) ou chamamento. Deve ser separado apenas por
vírgula. Não pode haver outro sinal de pontuação que o separe.
Exs.: Colegas (termo deslocado – vocativo), o ônibus (sujeito) vai sair (locução verbal) agora.
Nesse exemplo, “colegas” é um termo deslocado, porque está anteposto ao sujeito. A vírgula é
obrigatória.
Guilherme (termo deslocado – vocativo), passe na minha sala após o expediente.
“Guilherme” – interlocutor – é o vocativo, isolado sempre por vírgula.

. Aspas

As aspas são usadas para indicar:

- Citação de alguém
Ex.: “Esperamos que não haja ocorrências dessa natureza no metrô, mas queremos estar
preparados para agir de forma rápida e eficaz, se necessário”. (Disponível em:
http://www.cbtu.gov.br/operadoras/sites/menuprincbh.htm.)

- Expressões estrangeiras, neologismos, gírias e ironia


Exs.: Nada pode com a propaganda de “outdoor”.
Brigou com o filho e resolveu “desdar” o presente.
Muito “paia” esse argumento seu.
A sociedade já não suporta ver estes “ídolos” na mídia.

Nota: O neologismo é o emprego de palavras novas, derivadas ou formadas de outras já


existentes, na mesma língua ou não.

. Reticências

As reticências são usadas para indicar supressão de um trecho, interrupção ou dar ideia de
continuidade ao que se está falando.
Exs.: E então, veio um dia, um mês, um ano, uma década...
Eu gostei do novo cargo, mas do chefe...

Vejamos as questões extraídas do material Português – Pontuação:

Questão 02. Sobre o uso das vírgulas no trecho “A democracia, regime em que a maioria
escolhe os governantes, é também o regime da igualdade...”, é correto afirmar,
mantendo-se a correção de acordo com a norma culta, que a
a) substituição da vírgula após “governantes” pelo ponto preserva o valor semântico e a
coerência do período.
b) inserção do sinal de dois pontos após o termo “democracia” permite a retirada das vírgulas
de todo o período.
c) retirada da explicação “regime em que a maioria escolhe os governantes” permite a
manutenção da vírgula após o termo “democracia”.
d) retirada das vírgulas manteria a coerência textual, enfatizando a explicação “regime em que
a maioria escolhe os governantes”.
e) substituição pelo duplo travessão manteria a coerência textual delimitando a explicação
“regime em que a maioria escolhe os governantes”.

O trecho “regime em que a maioria escolhe os governantes” está isolado por vírgulas e
explica um termo anterior, qual seja, “democracia”.
A resposta correta é a letra “e”, porque toda vez que temos um termo intercalado, ou seja,
entre vírgulas, podemos substituir essa pontuação por duplo travessão ou duplo parênteses.

Questão 04. A bola e o livro


A má distribuição de renda no país, os megapatrocínios, a idolatria constante na nossa
cultura fazem surgir pessoas despreparadas para o uso de tanto dinheiro, enquanto
escolas despencam, hospitais deixam de atender ao mais simples diagnóstico,
aposentados choram pelo minguado aumento. Até quando isto vai continuar? A
sociedade já não suporta ver estes “ídolos” na mídia. Por que os salários não são
igualitários? Por que se concedem altos aumentos na política? Por que alguns artistas
ganham a peso de ouro? Por que jogadores ganham tanto dinheiro e poder sem ter
ficado nos bancos escolares? Por que tanto interesse das empresas em patrocinar estes
jogadores? Será que uma bola é mais valiosa que um livro?
(<iMaria Marta Nascimento Cardoso – Rio In Carta dos Leitores, O Globo 11/07/2010)
</i
Na passagem: ...já não suporta ver estes “ídolos” na mídia..., as aspas foram usadas
para:
a) Indicar uma ironia.
b) Destacar um neologismo.
c) Indicar uma citação.
d) Indicar que o termo não é muito próprio, mas muito conhecido.
e) Indicar que a palavra foi escrita, propositadamente, de maneira incorreta.

A palavra “ídolo”, grafada entre aspas, está ironizando, ou seja, está dizendo o contrário do
que se queria dizer. Dessa forma, a resposta correta é a letra “a”.

Notas: Na linguagem falada, demonstramos a nossa ironia por nossos gestos e tom de voz; já
no texto escrito, a ironia é marcada pelas aspas.
Metonímia é uma relação de troca entre palavras, quando uma delas substitui outra palavra
para simbolizá-la. O título do texto “a bola e o livro” é uma metonímia, porque “bola”
representa o esporte e “livro” representa a “educação”.

Questão 05. “- Sabe por que eu sempre gostei do Pelé?” O sinal de pontuação travessão
(-) foi utilizado anteriormente para:
a) Encerrar qualquer tipo de período.
b) Marcar uma pausa de curta duração.
c) Indicar que alguém está falando de viva voz (discurso direto).
d) Substituir a dupla vírgula.
e) Isolar explicações.

A letra “a” está incorreta, porque o travessão não está encerrando o período. A letra “b”
também está incorreta, porque pausa de curta duração é marcada por vírgula. A letra “d” está
incorreta, porque no trecho apresentado pelo enunciado não há dupla vírgula. A letra “e” está
incorreta, porque o travessão está no início do período e não está isolando uma explicação.
Dessa forma, a resposta correta é a letra “c”, porque o narrador está transferindo a fala para a
própria pessoa que a pronunciou.

Questão 06. “Você deve ter um.” No trecho anterior, o ponto final (.) foi utilizado para:
a) Separar expressões de caráter explicativo.
b) Marcar a omissão do verbo.
c) Encerrar o período.
d) Isolar uma palavra estranha à língua culta.
e) Marcar uma pequena pausa.

A resposta correta é a letra “c”, porque o ponto final encerra o período. A letra “a” está
incorreta, porque as expressões de caráter explicativo são separadas por vírgulas, parênteses
ou travessões. A letra “b” está incorreta, porque não há omissão de verbo. A letra “d” está
incorreta, porque as aspas não são utilizadas para isolar uma palavra estranha à língua culta. A
letra “e” está incorreta, porque a vírgula é o sinal que marca uma pequena pausa.

Questão 07. Quanto ao emprego dos sinais de pontuação e sua importância na coerência
textual, assinale a alternativa em que a reescrita do trecho inicial do texto I está correta
e NÃO há prejuízo do sentido original:
a) Último dia de aula na escola Walt Whitman situada em Bethesda, um bairro
intelectualmente sofisticado da região de Washington (DC), é uma das melhores dos Estados
Unidos.
b) Último dia, de aula na escola Walt Whitman. Situada em Bethesda um bairro
intelectualmente sofisticado da região de Washington (DC). É uma das melhores dos Estados
Unidos.
c) Último dia de aula na escola. Walt Whitman. Situada em Bethesda; um bairro
intelectualmente sofisticado da região de Washington (DC) é uma das melhores dos Estados
Unidos.
d) Último dia de aula na escola, Walt Whitman. Situada em Bethesda, um bairro
intelectualmente sofisticado; da região de Washington (DC), é uma das: melhores dos Estados
Unidos.
e) Último dia de aula na escola Walt Whitman, situada em Bethesda. Um bairro
intelectualmente sofisticado. Da região, de Washington (DC), é uma das melhores dos Estados
Unidos.

As letras “b” e “e” estão incorretas, porque a vírgula não pode separar a preposição do termo
que ela está ligando – ao contrário da vírgula, a função da preposição é ligar um termo ao
outro. Dessa forma, estão incorretas as estruturas “Último dia, de aula ...” (letra “b”) e “Da
região, de Washington...” (letra “e”). As letras “c” e “d” estão incorretas, porque o nome da
escola foi separado da oração – na letra “c” foi separado por ponto final e na letra “d” foi
separado por vírgula. Portanto, a resposta correta é a letra “a”.

Questão 08. “...Será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições?”
Neste trecho, o ponto de interrogação (?) foi utilizado para:
a) Marcar uma pausa mais longa que a vírgula.
b) Separar itens de uma enumeração.
c) Finalizar interrogativas diretas.
d) Denotar espanto ou surpresa.
e) Discriminar uma ideia anterior.

Na questão em análise, a resposta correta é a letra “c”, porque o ponto de interrogação marca
uma oração interrogativa.

Abrindo um parênteses para falar de...

. Uso de porquê

- Por que = por qual motivo


= pelo(a) qual
Perguntas diretas - ? (interrogação)
Perguntas indiretas - . (ponto)
“Por que” grafado separadamente é usado para perguntas.
Mas existem perguntas diretas e perguntas indiretas. As perguntas diretas são aquelas
marcadas pelo ponto de interrogação. Já as perguntas indiretas podem vir em frases
finalizadas por ponto final.
Quando escrevemos “por que” grafado separadamente ele poderá ser substituído por “por
qual” ou “por qual motivo” dependendo do contexto.
Exs.: Por (por) que (qual motivo) você não vai mais? Pergunta direta.
Ainda não entendi por (por) que (qual motivo) ela desistiu. Pergunta indireta.
A rua por (pela) que (qual) passa é asfaltada. Não temos uma pergunta nem direta e nem
indireta.

- Porque = justificativa e pode ser substituído pelo “pois”


Ex.: Não veio, porque (pois) está trabalhando.
- Por quê – sempre seguido de sinal de pontuação
Ex.: O homem se matou, por quê? O “por quê” está seguido do sinal de interrogação.
Era tolo e aplaudia sem saber por (por) quê (qual motivo). O “por quê” está seguido do ponto
final.
Mesmo sem saber por (por) quê (qual motivo), ele foi dispensado. O “por quê” está seguido
da vírgula.

- Porquê = motivo
_ Substantivo
Ex.: Quero saber o (artigo) porquê (motivo) da briga. O “porquê” está antecedido pelo “o”,
sendo assim substantivo.

Vejamos as questões extraídas do material Português – Pontuação:

Questão 09. No trecho “O egoísmo unifica os insignificantes.” O ponto final (·) foi
utilizado para:
a) Marcar pausa de curta duração.
b) Separar orações coordenadas que tenham certa extensão.
c) Denotar valor estilístico.
d) Indicar maior pausa.
e) Separar orações intercaladas.

A resposta correta é a letra “d”, porque o ponto final marca uma pausa longa. As letras “a” e
“b” estão incorretas, porque a vírgula é a pontuação usada para marcar pausa de curta duração
e para separar orações coordenadas. A letra “c” está incorreta, porque o ponto final não foi
utilizado para denotar um estilo do autor.

Questão 10. “O mundo inteiro pode ver, rever, discutir.” As vírgulas foram utilizadas
nesse trecho para:
a) Separar expressões de caráter explicativo.
b) Marcar termos coordenados assindéticos.
c) Indicar uma pausa de longa duração.
d) Separar orações intercaladas.
e) Marcar o aposto intercalado.

As letras “a” e “e” transmitem a mesma ideia, porque o aposto é uma expressão explicativa e,
no trecho em estudo, as vírgulas não foram utilizadas para explicar, sendo, portanto,
afirmativas incorretas. A letra “c” está incorreta, porque o ponto final é a pontuação que indica
pausa de longa duração. A resposta correta é a letra “b”, porque o verbo “rever” não pode ser
considerado uma oração intercalada. Se o retirarmos, a frase perderá o sentido, o que também
indica que a letra “d” está incorreta.

Período Composto
Relações Lógico-Semânticas

É o estudo do efeito que cada conjunção tem no contexto em que ela está.
Numa frase não é obrigatório o uso do verbo.
A oração é a frase verbal, isto é, aquela cujo sentido se estrutura com base em um verbo. Por
isso, na oração é preciso usar verbo ou locução verbal, que é uma expressão formada por um
verbo auxiliar, seguido de um infinitivo ou um gerúndio.
O período é a oração composta por um ou mais verbos. O período pode ser classificado em
simples (tem apenas uma oração; contém um verbo) e composto (tem duas ou mais orações;
contém dois ou mais verbos). Há dois tipos de período composto: o período composto por
coordenação (orações sintaticamente independentes entre si) e o período composto por
subordinação (orações sintaticamente dependentes entre si).

. Ideia de tempo

a) Quando – tempo fixo

Ex.: Quando (conjunção inicial) ele chegou (verbo), o curso estava (verbo) fechado. A vírgula
é obrigatória. Se a frase fosse “o curso estava fechado quando ele chegou”, a vírgula seria
facultativa. Ademais, a conjunção “quando” marca um tempo fixo, ou seja, a hora que “ele
chegou”.

b) Enquanto – tempo paralelo ou mutável

Exs.: Eles reviravam (verbo) os olhos, enquanto (conjunção intermediária) discutiam (verbo).
A vírgula é facultativa. A conjunção “enquanto” traz a ideia de ações simultâneas
acontecendo.
Ouve música, enquanto lê. Ações simultâneas.
Enquanto jovem, foi muito namorador. A conjunção “enquanto” está indicando um tempo
mutável.
Aproveite a vida, enquanto pode. A conjunção “enquanto” está indicando um tempo mutável.
Enquanto Como (conjunção inicial) ser humano, devemos ter sensibilidade. Nesse exemplo, a
conjunção “enquanto” foi utilizada incorretamente, porque “ser humano” não é uma condição
mutável; nascemos e morremos humanos.

. Ideia de adição

A adição representa o que se nomeia como oração coordenada sindética aditiva. Também está
associada às ideias de soma, acréscimo, sequencialidade, contiguidade. Geralmente aceita
como a sua “melhor conjunção” o “e”. Mas, poderá ser usada as conjunções nem, mas
também, mas ainda.

a) Conjunção “e” – soma ações

Ex.: Nadou e correu na prova da maratona. O “e” é adição e não pode ter vírgula. Nesse
exemplo, o sujeito é oculto (ele) e a conjunção “e” soma duas ações do mesmo sujeito, quais
sejam, “nadou” e “correu”.

b) Conjunção “nem” – soma negações

Exs.: O paciente não comeu nem bebeu nada. Nesse exemplo, o sujeito “paciente” negou duas
ações, quais sejam, “não comeu” “nem bebeu”.
Não veio e (proibido) nem justificou a ausência. Não pode ser usada duas conjunções de
mesmo valor, quais sejam, “e” e “nem”.

- Tampouco = nem / Tão pouco = intensidade


Ex.: Não viaja de navio tampouco (nem) (viaja) de avião. É errado dizermos “e nem
tampouco” ou “nem tampouco”, porque são conjunções de mesmo valor.

19/07/17

. Causa x Consequência

As orações que transmitem a ideia de causa e consequência são chamadas pela gramática de
“oração subordinada adverbial causal” e “oração subordinada adverbial consecutiva”.
A causa e a consequência andam juntas, porque toda causa desencadeia uma consequência e
toda consequência decorre de uma causa.
A ideia do período se define pela presença da conjunção.
Numa relação lógica de ocorrência, é claro que a causa ocorre “antes” e a consequência vem
“depois”.
Ex.: O adolescente bebeu (verbo) tanto na festa que (conjunção intermediária) desmaiou
(verbo) no salão. Dois verbos = dois períodos unidos pela conjunção “que”. “Bebeu” veio
antes e é a causa. “Desmaiou” veio depois e é consequência. Oração subordinada adverbial
consecutiva.
O adolescente desmaiou (verbo) no salão, porque (conjunção intermediária) bebeu (verbo)
muito na festa. “Bebeu” continua sendo antes e é a causa. “Desmaiou” continua sendo depois
e é consequência. Oração subordinada adverbial causal.

Atenção!! Há questões de concurso que utilizam as palavras efeito ou consecução para


referirem à ideia de consequência.

a) Consequência – efeito
– consecução

Tão/que
Tal/que
Tanto/que
Tamanho/que
Só o “que” é conjunção. Liga as orações.
Exs.: Ele come tanto (elemento intensificador) (causa) que (conjunção intermediária) chega a
ficar paralisado por meia hora (consequência).
Tal (elemento intensificador) foi o susto (causa) que (conjunção intermediária) ele urinou na
roupa (consequência).
Tamanho (elemento intensificador) foi o esforço do atleta (causa) que (conjunção
intermediária) ele enfartou (consequência).

Nota: Na oração que antecede uma consecutiva é comum a presença de um elemento


intensificador.

b) Causa – porque
– já que
– visto que
– uma vez que
– como – tem que vir no início da oração*
– porquanto (diferente de “conquanto” = concessão que é oposição)
– na medida em que (diferente de “à medida que” = proporção)
– haja vista (forma fixa – não flexiona – exs.: “haja visto” ou “hajam vistas”). Não é
considerada uma conjunção, porque essa expressão é formada pelo verbo “haver”.
– por
– que
– desde que

. Porque

a) Quando indicar causa

Ex.: O cão morreu, porque foi envenenado. “O cão morreu” é um fato consumado; uma
consequência. E “porque foi envenenado” é a causa.

b) Quando indicar explicação

Ex.: Não vá, porque a estrada está interrompida. “Não vá” não é um fato consumado.
Costuma ter na oração anterior um verbo no imperativo (verbo que exprime uma ordem).

. Oposição – adversidade – coordenada (ideia de independência)


– concessão – subordinada (ideia de dependência)

Podem essas ideias ser nomeadas por dois tipos diferentes de oração: oração coordenada
sindética adversativa ou oração subordinada adverbial concessiva.
Oposição/contradição/contraste.

Exs.: O dia amanheceu chuvoso, mas (adversidade) ela resolveu ir à praia. Oração coordenada
sindética adversativa. Tem-se uma ideia de oposição, porque ir à praia é uma atitude contrária
à que outras pessoas fariam em um dia chuvoso.
Embora (concessão) o dia tenha amanhecido chuvoso, ela resolveu ir à praia. Oração
subordinada adverbial concessiva.

- Conjunções adversativas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto.


- Conjunções concessivas: apesar de (que), embora, mesmo que, ainda que, se bem que, por
mais que, posto que (embora), em que pese, a despeito de, não obstante, malgrado.

. Como

a) Comparação

Oração subordinada adverbial comparativa.


Em um período composto que tenha uma oração comparativa, o segundo verbo é implícito ou
igual ao primeiro.
Exs.: O idoso está agindo como (tal qual) criança. O verbo “agiria” da segunda oração é igual
ao verbo da primeira oração (“agindo”), mas está implícito.
Não pode-se usar “que nem” (coloquial), nem “tanto quanto” (quantidade). A expressão
comparativa “tanto quanto” só pode ser usada para comparar quantidades.
O meu sobrinho come tanto quanto um adulto.
“(...) o falatório dos que acordaram cedo, como ela, misturava-se com o ronco de dois ou três
que ainda dormiam.” São quatro períodos, porque o “como ela” quer dizer “como ela
acordou”. Este verbo está implícito.
- Conjunções comparativas: tal qual, tanto quanto, tal como, como.

b) Conformidade

Oração subordinada adverbial conformativa.


Em um período composto que tenha uma oração de conformidade, o segundo verbo é
explícito e diferente do primeiro.
A ideia de conformidade equivale à ideia de modo.
Ex.: O pintor fez a textura como (“conforme”, “segundo”, “consoante”) o cliente pediu. “Fez”
e “pediu”. Este é um verbo explícito e diferente do primeiro. Além disso, a pintura foi feita do
modo que o cliente pediu.

- Conjunções conformativas: conforme, segundo, consoante, como.

c) Causa

Nas orações causais, a conjunção “como” é a primeira palavra do período.


Ex.: Como (porque; já que) não comi nada até agora, estou fraco.

d) Modo

“Como” pronome interrogativo e não conjunção.


Ex.: Como (de que modo; de que jeito; de que maneira) você pretende pagar essa compra?

e) Exemplificação

Como, por exemplo – redundante, porém aceito.


Como: _______, _______, _______ e _______. Não pode usar dois pontos depois da palavra
“como”.

. Finalidade

A oração subordinada adverbial final é aquela que expressa objetivo, propósito, fim, intenção.

a) Para

Só o “para” o verbo estará no infinitivo.


Ex.: O homem chegou de madrugada ao hospital para conseguir (verbo no infinitivo) uma
consulta (finalidade).

b) Para que

Se “para que” o verbo se flexiona.


Ex.: Veio do interior para que pudesse (verbo flexionado) estudar.

Notas: Causa cabe “porque” e finalidade cabe “para (que)” ou “a fim de (que)”.
“A fim” é diferente de “afim”. A primeira exprime ideia de finalidade, e a segunda exprime
ideia de afinidade.

Atenção!! Finalmente (tempo; até quem fim) nunca é finalidade.

Vejamos a questão extraída do material Português – Período Composto:

Questão 01. Em “Outras vezes os jovens não usam o preservativo quando em


relacionamentos estáveis, justificando que seu uso pode gerar desconfiança em relação à
fidelidade do casal, apesar de que, no mundo, hoje, o uso de preservativo nas relações
poderia significar uma prova de amor e proteção para com o outro.” (3º§), a expressão
destacada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
a) senão.
b) embora.
c) visto que.
d) enquanto.
e) com o propósito de

A letra “e” está incorreta, porque a expressão “com o propósito de” indica finalidade. A letra
“d” está incorreta, porque a conjunção “enquanto” transmite ideia de tempo. A letra “c” está
incorreta, porque a expressão “visto que” transmite a ideia de causa. A letra “a” está incorreta,
porque a palavra “senão” significa “caso contrário”. Dessa forma, a resposta correta é a letra
“b”, porque a expressão “apesar de que” indica uma oposição, assim como a conjunção
“embora”.

Nota: “Senão” significa “caso contrário” e “se não” significa uma condição.

. Concessão (= oposição e = adversidade)


– Embora
– Apesar de (que)
– Mesmo que
– Ainda que
– Posto que
– Conquanto
– Em que pese
– A despeito de
– Malgrado
– Não obstante
– Por mais que

20/07/17

Vejamos as questões extraídas do material Português – Período Composto:


Questão 02. A expressão sublinhada no excerto “... e se medicam a fim de minimizar os
efeitos desastrosos que respingam...” (1º§) indica
a) causa.
b) tempo.
c) oposição.
d) finalidade.
e) comparação.

A resposta correta da questão é a letra “d”, porque a expressão “a fim de” é utilizada,
geralmente, para indicar ideia de finalidade.

Questão 03. Em: “Por que jogadores ganham tanto dinheiro e poder sem ter ficado nos
bancos escolares?” A oração grifada estabelece, com a oração anterior, relação de:
a) Tempo.
b) Consequência.
c) Causa.
d) Condição
e) Concessão.

A oração grifada no enunciado é denominada “oração reduzida do infinitivo”, porque possui


um verbo no infinitivo (“ter”), e porque não possui uma conjunção. A oração em destaque
exprime oposição, opondo duas ideias, quais sejam, “ganhar muito dinheiro e não estudar”.
Dessa forma, a resposta correta é a letra “e”.

Nota: “Ao persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado.” Nessa frase, a palavra
“ao” pode ser substituída por “quando”. Essa construção não é adequada, porque indica que
quando os sintomas voltarem, a pessoa deve procurar um médico, ou seja, os sintomas
voltarão mesmo tomando o medicamento.
“A persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado.” Nessa frase, a palavra “a” pode
ser substituída por “se”. Essa construção seria a mais adequada, porque indica que os
sintomas podem ou não desaparecer mas, se persistirem, um médico deverá ser consultado.

. Se

a) Tempo

Ex.: Se (quando) eu me atraso, o patrão logo reclama. A palavra “se” não indica uma
condição, porque não apresenta uma hipótese. Além disso, ela poderá ser substituída pela
conjunção “quando”. Por fim, a vírgula é obrigatória, porque a oração “se eu me atraso” está
deslocada.

b) Causa

Ex.: Se (“como”; “porque”; “já que”) você está doente, não deveria ter vindo. A palavra “se”
não expressa uma condição, porque as duas orações apresentam afirmações (e não hipóteses).
Além disso, ela poderá ser substituída pelas conjunções “como”, “porque”, “já que”,
indicando uma causa.

c) Condição (ou hipótese)


Oração subordinada adverbial condicional.
Exs.: Se (caso) você pudesse, compraria o carro.
Geralmente nas orações de condição, encontraremos “sse” (pretérito imperfeito do subjuntivo)
e “ria” (futuro do pretérito do indicativo).

Vejamos as questões extraídas do material Português – Período Composto:

Questão 04. No trecho “... quando investigadas, um sistema de comunicação complexo e


altamente desenvolvido. (...)” o termo em destaque confere a mesma ideia indicada por:
a) Já que.
b) Mesmo.
c) O quanto.
d) Assim como.
e) No momento em que.

A conjunção “quando” indica tempo, podendo ser substituída pela expressão “no momento em
que”. Dessa forma, a resposta correta é a letra “e”. A letra “a” está incorreta, porque a
conjunção “já que” indica causa. A letra “b” está incorreta, porque a conjunção “mesmo
(que)” indica concessão. A letra “c” está incorreta, porque a conjunção “o quanto” indica
intensificação. A letra “d” está incorreta, porque a conjunção “assim como” indica
comparação.

Questão 05. “Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento.” A palavra


destacada exprime ideia de:
a) Concessão.
b) Proporção.
c) Conformidade.
d) Comparação.
e) Tempo.

A resposta correta é a letra “c”, porque a conjunção “conforme” transmite ideia de


conformidade.

. Proporção

Oração subordinada adverbial proporcional.


Ideia de “aumento” e/ou “diminuição” paralelos e graduais. As orações expressam, como o
próprio nome diz, “proporcionalidade”.
Exs.: Quanto mais ele caminha, mais suado fica. O ato de caminhar é diretamente
proporcional à quantidade de suor. Quanto mais/mais.
Quanto mais pessoas vierem, menos conforto elas terão. A quantidade de pessoas é
inversamente proporcional ao conforto. Quanto mais/menos.
Quanto menos convidados você tiver, menos gasto para você. A quantidade de convidados é
diretamente proporcional aos gastos. Quanto menos/menos.
Quanto menos você se aborrecer, mais qualidade de vida você terá. O ato de aborrecer é
inversamente proporcional à qualidade de vida. Quanto menos/mais.

- À medida que = À proporção que = Ao passo que


Ex.: Torna-se mais implicante, à medida que envelhece.
Notas: A conjunção “ao passo que”, geralmente, indica proporção. Mas, usualmente, é
empregada com valor de simultaneidade (temporalidade). Ex.: Os réus foram conduzidos a
uma sala reclusa, ao passo que (enquanto) os juízes ficaram no tribunal. Nesse exemplo, “ao
passo que” está incorreto. O certo seria “enquanto”, ideia de simultaneidade (temporalidade):
usual.

Atenção!! Na medida em que – causa (= porque). Ex.: Foi banido do grupo, na medida em
que (porque) desrespeitou as regras estabelecidas. A primeira oração “foi banido do grupo”
expressa um fato consumado que foi causado pelo desrespeito às regras.

Vejamos a questão extraída do material Português – Período Composto:

Questão 06. “- Pois é, não jogo futebol, mas tenho alma de artilheiro...” a palavra
destacada anteriormente exprime ideia de:
a) Escolha.
b) Contraste, oposição.
c) Finalidade.
d) Explicação.
e) Soma, adição.

A resposta correta é a letra “b”, porque a conjunção “mas”, geralmente, indica adversidade, ou
seja, uma oposição de ideias.

. Alternância (revezamento) x Alternativa (escolha)

a) Alternativa (escolha)

Oração coordenada sindética alternativa.


Ex.: Ou você conserta o erro, ou terei de dispensá-lo. O exemplo transmite uma ideia de
alternativa (escolha), porque a pessoa para quem se dirige a mensagem poderá escolher entre
consertar o erro ou ser despedido. Opção 01: conserta. Opção 02: sai.

Atenção!! A ideia de alternativa exprime condição implícita.

b) Alternância
De um modo geral, nesse tipo de oração, as conjunções costumam aparecer repetidas na
organização do período.
Ex.: Miguel é meio estranho: ou (ora) age com muita delicadeza, ou (ora) agride a própria
sombra.

Nota: “Alternância” é diferente de “alternativa”. A primeira significa “revezar” e a segunda


significa “escolha”. Entretanto, o nome “oração coordenada sindética alternativa” é utilizado
tanto para as orações que transmitem a ideia de alternância, quanto para as orações que
transmitem a ideia de alternativa.

Vejamos a questão extraída do material Português – Período Composto:

Questão 07. “Mas a culpa pode ser minha, caso não vista a mesma camisa em todos os
jogos.” A palavra destacada anteriormente denota ideia de:
a) Condição.
b) Tempo.
c) Alternância, escolha.
d) Soma, adição.
e) Conclusão.

A letra “a” está incorreta, porque a ideia de condição encontra-se na outra oração (“caso não
vista a mesma camisa em todos os jogos”), que é marcada pela conjunção “caso”. As letras
“b” e “e” estão incorretas, porque a conjunção “mas” não transmite as ideias de tempo e
conclusão, respectivamente. A letra “c” está incorreta, porque nela há uma incoerência:
“alternância” não possui a mesma ideia de “escolha”. Dessa forma, a resposta correta é a letra
“d”, porque a conjunção “mas”, nesse caso, está indicando uma soma; a culpa pode ser “do
técnico”, “do juiz” e “pode ser minha”.

Nota: A conjunção “mas”, geralmente, indica ideia de oposição. Porém, eventualmente, pode
indicar uma ideia de adição. Ex.: Ele não só estuda, mas (adição) trabalha como um
condenado.

. Adição

Oração coordenada sindética aditiva. Também associada às ideias de soma, acréscimo,


sequencialidade, contiguidade. Geralmente aceita como a sua “melhor conjunção” o “e”.
Outras conjunções: nem, mas também, mas ainda.

- “e” – soma ações


- “Nem” – soma negações
Exs.: O jovem estuda de manhã e trabalha à tarde. O “jovem” pratica as duas ações, quais
sejam, estudar e trabalhar.
O jovem não estuda nem (tampouco) trabalha.
Tampouco – adição (= nem)
Tão pouco – intensidade
Não veio e (esse “e” está errado) nem ensinou.
Nem tampouco (está errado; redundância)
Exs.: Não veio e nem avisou.
Não veio nem tampouco avisou.

. Explicação x Conclusão

Respectivamente essas ideais representam a oração coordenada sindética explicativa e a


conclusiva. A explicação justifica, afirma, ao passo que a conclusão deduz, pode representar
uma hipótese.
Exs.: Não saiu a tempo, portanto chegou atrasado. Ideia de conclusão. Veja que antes se fez
uma afirmativa para, dela, deduzir algo.
Chegou atrasado, porque não saiu a tempo. Ideia de explicação. Veja que encontramos a
justificativa na segunda oracao, por isso ela explica.

- , pois -> sinônimo de “porque” (valor explicativo)


- , pois, -> sinônimo de “portanto” (valor conclusivo)

. Restrição
Oração subordinada adjetiva restritiva. Normalmente não pode ser retirada do período sem
que haja uma modificação de sentido. Uma particularidade é a de que, por ter valor de adjunto
adnominal, não pode ser isolada por vírgula(s).
Ex.: Este é o aluno que tirou o primeiro lugar.

. Explicação

Oração subordinada adjetiva explicativa. Acrescenta uma informação acessória ao termo


antecedente, esclarecendo, explicando ou desenvolvendo. Normalmente, pode ser retirada do
período sem que lhe altere o sentido. A particularidade de pontuação é que esse tipo de oracao
vem isolada por vírgula(s).
Ex.: Ouro Preto, que foi a primeira capital de Minas, é linda.

Vejamos as questões extraídas do material Português – Período Composto:

Questão 08. Estava com dezoito anos, mas não tinha conseguido...” A conjunção
assinalada anteriormente estabelece uma relação de:
a) Causa.
b) Consequência.
c) Finalidade.
d) Adversidade.
e) Adição.

A resposta correta é a letra “d”, porque a conjunção “mas” exprime a ideia de adversidade.

Questão 09. “... mesmo que muitas pessoas se excluam...” (3º§), a expressão destacada
tem valor semântico de:
a) Comparação.
b) Modo.
c) Intensidade.
d) Concessão.
e) Condição.

A resposta correta é a letra “d”, porque a conjunção “mesmo que” exprime a ideia de
concessão.

Questão 10. “No entanto, a criação de aves combatentes pode ter finalidades nobres...” A
palavra ou expressão que NÃO pode substituir “no entanto” é:
a) Entretanto.
b) Não obstante.
c) Todavia.
d) Contudo.
e) Portanto.

A resposta correta é a letra “e”, porque a conjunção “no entanto” expressa adversidade, assim
como as conjunções “entretanto” (letra “a”), “todavia” (letra “c”) e “contudo” (letra “d”), mas
não pode ser substituída pela conjunção “portanto”, porque esta indica conclusão. A
conjunção “não obstante” (letra “b”) indica concessão, que é uma ideia próxima à ideia de
adversidade, visto que ambas expressam uma oposição.
Nota: A palavra “já”, de acordo com o dicionário, é um advérbio. Porém, textualmente, ela
tem sido usada com o sentido de “oposição”. Ex.: Minha colega é gente boa, já a mãe dela é
chata.

Ortografia

. Tonicidade: fonologia

Oxítona – última silaba tônica


Paroxítona – penúltima sílaba tônica
Proparoxítona – antepenúltima sílaba tônica

Mé -> proparoxítona -> todas são acentuadas


di -> paroxítona
co -> oxítona

Tur – nê -> oxítona (tem, no mínimo, duas sílabas)


Vê -> monossílabo tônico – tem acentuação que se justifica de modo diferente das oxítonas.

. Oxítonas -> acentuam-se as terminadas em

- A(s) -> so-fá; so-fás


- E(s) -> ca-fé; vo-cê
- O(s) -> a-vó; a-vô
- Em -> re-fém; po-rém
- Ens -> pa-ra-béns; vi-téns

As regras de acentuação das oxítonas não se aplicam às paroxítonas. Portanto, quando uma
palavra oxítona tiver acento, a paroxítona, terminada da mesma maneira, não tem acento.
Vejamos a explicação:

Oxítonas Paroxítonas
Avô (oxítona terminada em “o” com Coco (paroxítona terminada em “o” sem
acento) acento)
Porém (oxítona terminada em “em” com Item (paroxítona terminada em “em” sem
acento) acento)
Parabéns (oxítona terminada em “ens” com Hifens (paroxítona terminada em “ens” sem
acento) acento)
Edredon (oxítona terminada em “n” sem Hífen (paroxítona terminada em “n” com
acento) acento)
Caqui (fruta) (oxítona terminada em “i” sem Cáqui (cor) (paroxítona terminada em “i”
acento) com acento)

Se a sílaba anterior não tiver acento antes do encontro vocálico, este poderá ser separado em
sílabas, formando um hiato.
Se a sílaba anterior tiver acento antes do encontro vocálico, este não poderá ser separado em
sílabas, formando um ditongo.
Lâm-pa-da -> proparoxítona
His-tó-ria -> de acordo com a Consulplan, essa palavra é paroxítona
His-tó-ri-a -> proparoxítona
Se-cre-ta-ri-a -> hiato
Se-cre-tá-ria -> ditongo
Cá-rie -> ditongo
Á-gua -> ditongo
Na-vi-o -> hiato
Eu-ca-ris-ti-a -> hiato

Nota: Toda paroxítona terminada em ditongo é acentuada.

26/07/17

. Encontros vocálicos

São agrupamentos de vogais e semivogais, sem consoantes intermediárias. É importante


reconhecê-los para dividir corretamente os vocábulos em sílabas. Existem três tipos de
encontros: o ditongo, o tritongo e o hiato.
A – E – O – sempre vogais – Ca-ren-te
I – U – vogais -> sozinhos – Exs.: I-lha; pu-re-za
– semivogais -> juntas de A/E/O – Ex.: Pai-xão

. Hiato

Duas vogais que se separam. Ficam em sílabas diferentes. Exs.: Hi-a-to; sa-ú-de.

. Ditongo

Ocorre quando há o encontro de uma vogal com uma semivogal ou de uma semivogal com
uma vogal.
- Vogal (V) + Semivogal (SV) = decrescente
- Semivogal (SV) + Vogal (V) = crescente
Exs.: Pe(v)i(sv)-xe (ditongo decrescente); á-gu(sv)a(v) (ditongo crescente); his-tó-ri(sv)a(v)
(ditongo crescente).

Nota: As palavras piores e emocionante dividem-se assim: pi-o-res e e-mo-ci-o-nan-te.

. Tritongo

O tritongo é o encontro de uma semivogal + vogal + semivogal em uma única sílaba.


- SV + V + SV
Exs.: Pa-ra-gu(sv)a(v)i(sv); U-ru-gu(sv)a(v)i(sv).

Nota: A palavra mei(ditongo)-o(hiato) não é um tritongo, mas um falso hiato. Isso, porque a
vogal “o” está separada da vogal “e” e da semivogal “i”.
. Encontros consonantais

- Consoante + r
Exs.: Sem-pre; in-crí-vel; pra-to; Bra-sil. Letra “l” tem som de “u”, seria um “ditongo”.

- Consoante + l
Exs.: Pla-ti-na; cla-re-za.

. Dígrafos

Duas letras representando um som. Não há encontro consonantal.

- RR
Ex.: car-ro

- SS
Ex.: pas-sa-do.

- SC
Ex.: nas-ci-men-to.

- XC
Ex.: Ex-ce-to.

- CH
Ex.: Chu-va. Ch -> som de x

- NH
Ex.: Ni-nho

- LH
Ex.: Pa-lha

Nota: Letra “h” não tem som.

- GU
Exs.: Á-gua (ditongo); guer-ra (dígrafo -> a letra “u” não é pronunciada).

- QU
Exs.: Qua-se (ditongo); quei-jo e por-que (dígrafos -> a letra “u” não é pronunciada).

Vogal + m – cam-po -> as letras “a” e “m” formam o som de “ã” (“kãpu”)
Vogal + n – ten-tar

Vejamos as questões extraídas do material Português – Ortografia:

Questão 01. São palavras transcritas do texto que apresentam ditongo, EXCETO:
a) Erótico.
b) Infecção.
c) Necessária.
d) Apaixonado.
e) Adolescência.

A resposta da questão é a letra “a”, porque a palavra “erótico” não apresenta nenhum ditongo.

Questão 02. São palavras transcritas do texto que apresentam dígrafos, EXCETO:
a) Caminho.
b) Discussão.
c) Corrupção.
d) Infraestrutura.

A resposta da questão é a letra “d”, porque a palavra “infraestrutura” não apresenta nenhum
dígrafo, mas encontros consonantais com as consoantes “fr” “tr” – “infraestrutura”).

. Hífen

Prefixo + palavra
Aero + espacial – aeroespacial
Anti + ácido – antiácido
Contra + ataque – contra-ataque
Micro + ondas – micro-ondas
Semi + deserto – semideserto
Contra + mão – contramão
Hiper + realismo – hiper-realismo
Pós + socialismo – pós-socialismo
Anti + sinais – antissinais -> consoante “s” dobrada
Contra + razões – contrarrazões -> consoante “r” dobrada
Anti + horário – Anti-horário
Super + homem – Super-homem

Notas: Os opostos se atraem (não terá hífen). Os iguais se afastam (terá hífen). Se a segunda
palavra começar com “h”, sempre terá hífen.

Vejamos as questões extraídas do material Português – Ortografia:

Questão 03. São termos transcritos do texto acentuados pela mesma razão, EXCETO:
a) Políticas.
b) Inúmeros.
c) Ministério.
d) Oncológicos.

A resposta da questão é a letra “c”, porque a palavra “ministério” é paroxítona e as demais


palavras que aparecem nas alternativas “a”, “b” e “d” são proparoxítonas.

Nota: A palavra à-toa é um adjetivo e a expressão “à toa” é uma expressão adverbial de modo.

Questão 04. “Faz alguns anos reina entre nós o diagnóstico de déficit de atenção para um
número assustador de crianças.” (3º§) Nessa frase, as palavras sublinhadas apresentam,
respectivamente,
a) ditongo, hiato, dígrafo e dígrafo.
b) dígrafo, encontro consonantal, hiato e dígrafo.
c) ditongo, encontro consonantal, dígrafo e hiato.
d) encontro consonantal, hiato, dígrafo e ditongo.

A resposta da questão é a letra “a”, porque a palavra “reina” possui um ditongo, a palavra “di-
ag-nós-ti-co” possui hiato, a palavra “as-sus-ta-dor” possui dígrafo e a palavra “cri-an-ças”
possui dígrafo.

Questão 05. Assinale a alternativa em que todas as palavras foram acentuadas pelo
mesmo motivo.
a) saúde – boné – distraídas
b) remédio – possível – fúria
c) alguém – homogêneo – número
d) músculos – diagnóstico – públicas

A resposta da questão é a letra “d”, porque as palavras que aparecem nessa alternativa são
todas proparoxítonas. A letra “b” pode gerar dúvida, porque todas as palavras que aparecem
nessa alternativa são paroxítonas. Entretanto a banca considerou que elas são acentuadas por
regras diferentes. “Remédio” e “fúria” são ditongos e “possível” não.

. Acentuação dos hiatos

Sa-ú-de; sa-í-da – “i” e “u” dos hiatos estão acentuadas estando sozinhos.
Ba-ús; sa-ís-te – seguidas de “s”
Ru-im
Ju-iz, mas ju-í-zes – a letra “i” está sozinha
Ra-iz, mas ra-í-zes – a letra “i” está sozinha
Ra-i-nha; mo-i-nho – exceção: “i” + nh -> sem acento
Fe(v)i(sv)-u-ra; bo-ca(v)i(sv)-u-va – falso hiato -> perdeu o acento

Vejamos as questões extraídas do material Português – Ortografia:

Questão 06. Considerando a acentuação gráfica das palavras, analise as afirmativas a


seguir.
I. As palavras “rápido” e “últimas” são acentuadas em decorrência de mesma regra
gramatical.
II. As palavras “décadas” e “fenômenos” são acentuadas em decorrência de diferentes
regras gramaticais.
III. O plural de “indiscutível” é acentuado em decorrência de mesma regra gramatical
que justifica o acento gráfico em “sustentáveis”.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s):
a) I
b) II
c) I e II.
d) I e III.

A resposta da questão é a letra “d”, porque a afirmativa I está correta (as palavras “rápido” e
“últimas” são proparoxítonas), a afirmativa II é falsa (as palavras “décadas” e “fenômenos”
são proparoxítonas) e a afirmativa III está correta (a palavra “indiscutíveis” é acentuada pelo
mesmo motivo da palavra “sustentáveis”).
Questão 07. Analise as seguintes afirmativas.
I. Na palavra “quinze”, “qu” configura-se como um dígrafo.
II. Em “redemocratização”, há uma dígrafo na quarta sílaba.
III. No termo “cafeicultores”, há um ditongo na segunda sílaba.
IV. Há em “monarquia” um ditongo na sílaba final.
Estão corretas apenas as afirmativas:
a) I e II.
b) I e III.
c) II e IV.
d) III e IV.

A resposta da questão é a letra “b”, porque a afirmativa I está correta (“qu” possui apenas um
som na palavra “quinze”), a afirmativa II está incorreta (a quarta sílaba da palavra
“redemocratização” possui um encontro consonantal), a afirmativa III está correta (a palavra
“cafeicultores” possui um ditongo decrescente) e a afirmativa IV está incorreta (a palavra mo-
nar-qui-a possui um hiato na sílaba final).

. Trema

Foi abolido.
Tran-qui-lo – Como a letra “u” é pronunciada, a sílaba “qui” é um ditongo.
Qui-lô-me-tro – Como a letra “u” não é pronunciada, a sílaba “qui” é um dígrafo.
Se-ques-tro – Como a letra “u” é pronunciada, a sílaba “ques” é um ditongo.
Quei-jo – Como a letra “u” não é pronunciada, a sílaba “quei” é um dígrafo.

28/07/17

Vejamos a questão extraída do material Português – Ortografia:

Questão 08. Assinale a alternativa em que todas as palavras são acentuadas


graficamente pelo mesmo motivo.
a) está / já / você
b) álibi / poético / mínima
c) infância / sério / alguém
d) psíquicos / fáceis / íntimos
e) convivência / difícil / paciência

A resposta correta é a letra “b”, porque todas as palavras dessa alternativa são proparoxítonas.
A letra “a” está incorreta, porque a palavra “já” é monossílabo tônico e as palavras “está” e
“você” são oxítonas. A letra “c” está incorreta, porque a palavra “alguém” é oxítona e as
palavras “infância” e “sério” são paroxítonas. A letra “d” está incorreta, porque a palavra
“fáceis” é paroxítona e as palavras “psíquicos” e “íntimos” são proparoxítonas. A letra “e”
está incorreta, porque, apesar das três palavras que aparecem nessa alternativa serem
paroxítonas, o motivo da acentuação delas é diferente. As palavras “convivência” e
“paciência” são paroxítonas terminadas em ditongo e a palavra “difícil” é paroxítona
terminada em “l”.
A palavra poético separa-se assim: po-é-ti-co, pois são duas vogais. Se fosse uma vogal e uma
semivogal não separaria.

. Ditongos

Podem ser:

a) Abertos

Tem som de “é” e “ó”.


Exs.: Cha-péu; he-rói; pas-téis -> as oxítonas continuam acentuadas.
Ji-boi-a; as-sem-blei-a -> as paroxítonas perderam o acento.

b) Fechado

Tem som de “ê” e “ô”.


Ro-meu

Vejamos a questão extraída do material Português – Ortografia:

Questão 09. Assinale a alternativa em que todas as palavras são acentuadas


graficamente pelo mesmo motivo.
a) é – têm – ética
b) só – porém – política
c) até – também – mínimo
d) democrática – ético – único
e) excluído – legítimas – ilegítima

A resposta correta é a letra “d”, porque todas as palavras que aparecem nessa alternativa são
proparoxítonas. A letra “a” é incorreta, porque a palavra “ética” é proparoxítona e as palavras
“é” e “têm” são monossílabos tônicos. A letra “b” está incorreta, porque a palavra “só” é
monossílabo tônico, a palavra “porém” é oxítona e a palavra “política” é proparoxítona. A
letra “c” está incorreta, porque a palavra “mínimo” é proparoxítona, a palavra “também” é
oxítona e a palavra “até” é monossílabo tônico. A letra “e” está incorreta, porque a palavra
“excluído” é acentuada por ser um hiato e é paroxítona, e as palavras “legítimas” e “ilegítima”
são proparoxítonas.

. Acento diferencial

Foi abolido, exceto no verbo “pôr”.


O acento diferencial era usado em palavras de mesma grafia, mesma pronúncia e classes
gramaticais diferentes.

a) Para

Exs.: Ela não para (verbo) de roer as unhas.


Volte para (preposição – se retirada prejudica a frase) a casa dos seus pais.

b) Pôr
Exs.: Vou pôr (verbo) o dinheiro na poupança.
Passou por (preposição) mim e ignorou.

c) Pode

Exs.: Hoje ele não pode (verbo) participar.


Ontem ele não pôde (verbo) vir.
A palavra “pôde” recebe acento para marcar diferença de tempo. Entretanto, o acento que essa
palavra recebe não é considerado um acento diferencial, porque a palavra “pôde” pertence à
mesma classe gramatical da palavra “pode”. “Pode” e “pôde” são verbos, portanto não são de
classes gramaticais diferentes.

d) Tem

Exs.: Você tem (verbo) dinheiro?


Eles não têm (verbo) casa própria. “Têm” não se chama acento diferencial. Marca a diferença
de número (singular/plural). “Tem” e “têm” são verbos, portanto não são de classes
gramaticais diferentes.

Pão de forma. (ô)


Está em forma. (ó)
Ex.: A forma/fôrma do bolo é redonda.
(ó) – formato (som aberto)
(ô) – assadeira. O som fechado admite acento facultativo.

Vejamos a questão extraída do material Português – Ortografia:

Questão 10. Assinale a palavra que NÃO tenha sido acentuada pelo mesmo motivo que
as demais.
a) substituído (L. 37)
b) polícia (L. 13)
c) jurisprudência (L. 64)
d) saqueável (L. 9)

A resposta correta é a letra “a”, porque a palavra “substituído” é acentuada por ser um hiato.
Por outro lado, as palavras “polícia” (letra “b”), “jurisprudência” (letra “c”) e “saqueável”
(letra “d”) são acentuadas por serem paroxítonas.

. Questões de intepretação de texto

Vejamos as questões extraídas do material Português – Ortografia:

Questão 01. É possível identificar elementos que constituem um discurso subjetivo em:
A) “Formou-se em Economia e Contabilidade, casou-se e é pai.” (2º§)
B) “[...] conta Nick, no seu livro Me Dá Um Abraço, lançado pela editora Mundo Cristão.”
(3º§)
C) “Histórias de superação são sempre fascinantes, porque nos mostram que vencer as
dificuldades, por piores que elas sejam, é possível.” (1º§)
D) “Nick Vujicic nasceu sem pernas e sem braços devido a uma síndrome rara, denominada
tetra-amelia, que ocorre por falha na formação embrionária.” (2º§)

O discurso subjetivo é um discurso pessoal, que varia de indivíduo para indivíduo. Dessa
forma, a resposta correta é a letra “c”, porque a palavra “fascinante” marca uma subjetividade
– o que é fascinante para uma pessoa pode não ser para outra.

Questão 02. Dentre as estratégias de referenciação pode-se indicar a retomada do objeto


já presente no discurso. Dentre os trechos a seguir, tal estratégia só NÃO pode ser
identificada em:
A) “[...] que ocorre por falha na formação embrionária.” (2º§)
B) “A incrível e emocionante vida do australiano Nick Vujicic [...]” (1º§)
C) “Apesar de suas limitações, aprendeu a escrever com a boca, [...]” (2º§)
D) “[...] e agora ele chega com uma turnê ao vivo entre 3 e 8 de outubro no Brasil.” (1º§)

Estratégias de referenciação são utilizadas em um texto para dar coesão, sendo que uma
dessas estratégias é o uso de termos anafóricos. Assim, a resposta correta é a letra “b”, porque,
diferentemente das demais alternativas, ela não apresenta nenhum elemento já referenciado
anteriormente – apenas introduz novos elementos ao texto.

Texto

. Título

Poderá ser temático ou instigante. Título temático é aquele que aponta/resume o conteúdo do
texto. E o título instigante é aquele que leva o leitor a procurar saber do que se trata.
Nas questões de concurso que pedem ao candidato para escolher qual o título mais adequado
para o texto, devemos preferir os mais “amplos” (genéricos) aos mais específicos.
O título mais adequado deve conter, basicamente, o que se apresenta na introdução e no
tópico frasal (primeiro período do texto).
Introdução – 1º§
Desenvolvimento – 2º§
Conclusão – 3º§

I – 1º§
D – 2º§
D – 3º§
C – 4º§ Não é recomendável usar na conclusão a palavra “portanto”.
A conclusão deve conter a retomada da introdução mais a projeção do tema. Sobre esta, é
aconselhável propor soluções, ou seja, apresentar propostas de intervenções solidárias. Não é
aconselhável criticar, raciocinar e concluir negativamente.
17/08/17

Sintaxe ou Análise Sintática

Locução verbal é quando tem-se uma expressão de dois verbos. Ex.: “Pode” é chamado de
verbo auxiliar (primeiro verbo) e o “negar” (está no infinitivo) é chamado de verbo principal
(segundo verbo).
Para ser locução verbal é necessário ter um verbo no infinitivo ou um verbo no gerúndio. Se
for um verbo no particípio, aí já não é mais locução verbal, é o pretérito mais que perfeito
composto.
“Ninguém” é um pronome indefinido e sujeito de uma das frases de um dos textos usados
pelo professor.

. Termos da oração

1. Termos não preposicionados

a) Sujeito

Às vezes a Consulplan chama o sujeito de termo responsável pela flexão do verbo. Flexão é o
verbo no singular ou no plural. E o termo que faz com que o verbo fique no singular ou às
vezes vá para o plural é o sujeito.
Exs.: A criança (sujeito) recebeu alguns elogios.
Aconteceu novo tremor de terra (sujeito). O sujeito veio em posição invertida. A frase poderia
ser escrita assim: “Novo tremor de terra aconteceu”. Não cabe antes do verbo “aconteceu”
“ele”, “ela”. Se tivéssemos essa mesma expressão no plural, a frase seria “Aconteceram novos
tremores de terra”.
Convém que você compareça ao Fórum (sujeito). Essa é uma oração subordinada substantiva
subjetiva.
Entende-se que o país vai mal (sujeito).

Nota: Todo “se” que estiver ligado a um verbo transitivo direto será uma partícula
apassivadora (pronome apassivador).

b) Objeto direto

Ele é muitas vezes referido pelo nome de complemento verbal.


Ex.: O governo estipulou novas regras (objeto direto).
(Ele) Recebeu um aumento de salário (objeto direto termo; não tem verbo). O sujeito está
oculto, implícito, subentendido, elíptico ou desinencial, cabendo antes do verbo “recebeu” as
palavras “ele” ou “ela”.
O governador queria que se aumentasse o imposto (objeto direto oração; tem verbo). Nessa
frase há duas orações, pois possui dois verbos: “queria” e “aumentasse”. Tem-se um período
composto. A segunda oração é uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
Todo enunciado que tem verbo é uma oração. Existe objeto direto termo e objeto direto
oração.
(Nós) Queremos que tudo dê certo (objeto direto).
(Ele/Ela) Entende que o país vai mal (objeto direto).

Nota: Se o sujeito estiver explícito ou implícito, o seu “o que” é objeto direto. Se não tiver, o
seu “o que” é sujeito.
O verbo haver no sentido de existir não tem plural porque não tem sujeito. E o verbo sempre
concorda com o sujeito.

Vejamos a questão extraída do material Português – Sintaxe

Questão 04. “Para os gregos, não havia atividade mais apaixonante e gloriosa.”
Em relação ao sujeito desta oração, assinale a alternativa correspondente.
A) Não possui sujeito
B) Possui sujeito indeterminado
C) Possui sujeito oculto
D) Possui sujeito simples
E) Possui sujeito composto

A resposta correta é a letra “a”, porque a oração do enunciado não possui sujeito.
A expressão que aparece no enunciado “Para os gregos” não pode ser o sujeito da oração,
porque ela não determina a flexão do verbo “havia”, está separada desse verbo por uma
vírgula (não se separa sujeito de verbo) e é um termo preposicionado (a palavra “para” é uma
preposição).

2. Tipos de sujeitos

a) Explícitos (uma coisa que aparece)

É o sujeito chamado de simples ou composto.


Exs.: O povo brasileiro (sujeito simples) vive maus momentos. A palavra “povo” é um
substantivo, não está preposicionado e é único núcleo, e por isso o sujeito é simples.
Surgiram boatos e verdades (sujeito composto) sobre o fato. As palavras “boatos” e
“verdades” são substantivos e não estão preposicionadas.

b) Implícitos (uma coisa que fica escondida)

É o sujeito chamado de indeterminado ou oculto (elíptico ou desinencial). Quando couber


“eu”, “tu”, “ele”, “nós”, “vós” o sujeito será oculto. E quando couber “eles” o sujeito será
indeterminado.
Exs.: (Eu) Arrumei minha mala. Sujeito oculto.
(Eles) Venderam todos os ingressos. Sujeito indeterminado.

Vejamos as questões extraídas do material Português – Sintaxe

Questão 05. Assinale a alternativa em que ocorre sujeito indeterminado:


A) Algo preocupa os obesos.
B) Falaram muito bem de você na reunião.
C) Flores ornamentavam o restaurante.
D) Viajamos para os Estados Unidos
E) Está calor.

O sujeito indeterminado é aquele que está implícito. Dito isso, percebe-se que o sujeito está
explícito nas letras “a” (algo), “c” (flores) e “d” (nós). Na letra “e”, não há sujeito na oração,
por isso não podemos dizer que o sujeito é indeterminado. A resposta correta, portanto, é a
letra “b”, porque o sujeito indeterminado está implícito (eles).

Questão 06. Há sujeito indeterminado em


A) Sempre estiveste comigo nas horas difíceis.
B) Necessita-se de justiça social neste país.
C) Saiu sem olhar para as pessoas presentes.
D) O que me preocupa não é o grito dos maus; é o silêncio dos bons.
E) Espera-se que o racismo seja combatido.

O sujeito está oculto nas letras “a” (tu) e “c” (ele). Na letra “d”, o sujeito é explícito (“O”).
Nessa oração o “O” não está exercendo a função de artigo, mas de pronome, pois pode ser
substituído pelo pronome demonstrativo “aquilo”. Nas letras “b” e “e” o verbo está
acompanhado da partícula “-se”, que ora funciona como índice de indeterminação do sujeito,
ora funciona como pronome apassivador (partícula apassivadora). No caso da letra “e”, a
partícula “-se” é um pronome apassivador e o sujeito dessa oração é “que o racismo seja
combatido”. Dessa forma, a resposta correta é a letra “b”, porque a partícula “-se” é um índice
de indeterminação do sujeito, o que indica que o sujeito é indeterminado. O restante da frase
“de justiça social neste país” é um objeto indireto pois há a preposição “de”.

Relembrando...

- Verbo + se
Tem sujeito paciente = VTD + se (pronome apassivador ou partícula apassivadora).
Ex.: Preparou-se (VTD) uma linda homenagem (sujeito). Por que é um sujeito passivo?
Uma linda homenagem (sujeito) foi preparada. As duas frases são sinônimas; o que é sujeito
na primeira frase é sujeito na segunda frase.
Tem sujeito indeterminado = VTI + se (índice de indeterminação do sujeito)
Ex.: Necessita-se (VTI) de justiça (OI).

Nota: A palavra “que” é uma conjunção integrante ou é um pronome relativo.


Todas as vezes que a Consulplan colocar uma questão que tiver o “se” e perguntar qual tem a
função semântica diferente, ou o “se” será um pronome apassivador, ou será um índice de
indeterminação do sujeito, ou será um conjunção condicional. Na verdade o que a banca quer
saber não é qual a alternativa que tem a função semântica (sentido) diferente, mas a
classificação morfológica diferente (classe gramatical).

3. Termos preposicionados

São termos que têm função sintática diferente dos termos não preposicionados.

a) Objeto indireto

É um complemento verbal. Ele completa o chamado VTI.


Exs.: Tratava-se de questões importantes (objeto indireto termo; não tem verbo). Tem na frase
a preposição “de”.
Preciso de que a turma venha no sábado (objeto indireto oração; tem verbo). Dois verbos
(“preciso” e “venha”); duas orações. Tem-se um período composto. Essa é uma oração
subordinada substantiva objetiva indireta.

b) Adjunto adnominal

Quando se fala de adjunto adnominal é alguma coisa que está junto de um nome. Liga-se a
substantivos concretos. Os termos que pedem adjunto se ligam a substantivos que não são
formadores de verbo.
Exs.: O (artigo) parceiro (substantivo) do tenente Jorge (adjunto adnominal) foi baleado. Há
um termo preposicionado que não está ligado a um verbo. Como parceiro é um ser humano é
um substantivo concreto.
A empregada passou o pano. Faz sentido.
A empregada passou o pano no chão da cozinha. Especificou mais, mas não estava fazendo
falta.

c) Complemento nominal

Completa substantivos abstratos (não é uma realidade palpável, não tem forma, não tem
volume, não tem cor, não tem matéria). Os termos que precisam de complemento se ligam a
substantivos que são formadores de verbo.
Exs.: Havia uma (artigo) carência (substantivo) de vitamina D (complemento nominal).
Também possui um termo preposicionado que não está ligado a um verbo.
Eu tenho uma grande necessidade. De que? O que vier depois é um complemento nominal.

O complemento nominal também completa adjetivo.


Ex.: Estava ansioso (adjetivo) pelo (preposição) resultado (complemento nominal). Este está
modificando o adjetivo. O adjetivo “ansioso” tem a ver com o verbo ansiar.

O complemento nominal também completa advérbio.


Ex.: Agiram contrariamente (advérbio de modo) ao (preposição) meu comando (complemento
nominal). O advérbio “contrariamente” tem a ver com o verbo contrariar.

Atenção!! A redação (ato de redigir) do contrato (complemento nominal) ficou por conta do
advogado. O complemento nominal se dá quando o termo preposicionado é o paciente da
ação. O contrato é o paciente de redigir, pois o contrato foi redigido.
A redação (a coisa) do advogado (adjunto adnominal) é confusa. O adjunto adnominal se dá
quando o termo preposicionado é o agente da ação. A redação foi feita pelo advogado. O
advogado redigiu.
As duas frases tem a mesma preposição e estão ligadas ao mesmo substantivo “redação”.
Forma verbo o substantivo “redação”, qual seja, redigir.
A construção de Brasília (complemento nominal) foi na década de 50. Brasília é o paciente de
construir, pois Brasília foi construída. Forma verbo o substantivo “construção”, qual seja,
construir.
O canto da sereia (adjunto adnominal) atrai os pescadores. A sereia é o agente de cantar. A
sereia cantou.
Nota: Alguns livros colocam que toda palavra que precisa de complemento nominal é
formadora de verbo. Exs.: Carência tem a ver com o verbo carecer; necessidade tem a ver
com o verbo necessitar.

Vejamos as questões extraídas do material Português – Sintaxe

Questão 02. Marque a alternativa em que a expressão destacada NÃO tem a mesma
função sintática das demais:
A) “O inesperado elogio divino chegou aos ouvidos de Sócrates” (2º§)
B) “causando-lhe uma profunda sensação de estranheza.” (2º§)
C) “que Sócrates legou à posteridade” (2º§)
D) “que lhe eram dadas” (3º§)
E) “até levar os exaustos interlocutores a conclusões opostas” (3º§)

Nas letras “b”, “c”, “d” e “e” os trechos em destaque são objetos indiretos. Desse modo, a
resposta correta é a letra “a”, porque “de Sócrates” completa o substantivo concreto
“ouvidos”, sendo, portanto, um adjunto adnominal.

Questão 07. No trecho “... que independe de computadores:” (3º§), a expressão em


destaque exerce a mesma função sintática que a expressão sublinhada em:
A) “Não sou contra colocarem um computador em cada sala de aula neste reino das
utopias,...” (3º§)
B) “A educação benevolente e frouxa que hoje predomina nas casas e escolas...” (3º§)
C) “Sair do primeiro grau tendo alguma consciência de si...” (4º§)
D) “Fui por dez anos titular de linguística em uma faculdade particular.” (7º§)
E) “... e em parte ao desalento.” (7º§)

No enunciado, o trecho em destaque é um objeto indireto. Os trechos em destaque nas letras


“a”, “b” e “d” são adjuntos adverbiais de lugar. O trecho em destaque na letra “c” também
representa um lugar, embora não seja um lugar físico. Dessa forma, a resposta correta é a letra
“e”, porque o trecho em destaque é um objeto indireto do verbo “dever” (a frase completa é
“isso se deve em parte ao desalento”).

4. Termo preposicionado ligado a verbo

Em uma primeira análise esse termo preposicionado ligado a verbo é objeto indireto. Mas se
estiver ligado a verbo é o que se chama adjunto adverbial.

a) Objeto indireto – é um alvo

Ex.: Entregou (verbo) o requerimento ao (preposição) reitor (objeto indireto). O reitor foi para
quem ele entregou. O reitor é o alvo dessa entrega.
Entregou (verbo) o diploma (objeto direto) ao aluno (objeto indireto). O aluno foi para quem
ele entregou. O aluno é o alvo dessa entrega. Entregar a alguém.

b) Adjunto adverbial

Os adjuntos adverbiais encontrados em provas basicamente são três: lugar, tempo e modo.
Exs.: Estacionou (verbo) em (preposição) uma vaga para deficiente (adjunto adverbial de
lugar).
Voltou (verbo) em (preposição) agosto do ano passado (adjunto adverbial de tempo).
Anda (verbo) com (preposição) um leve requebrar (adjunto adverbial de modo).
Entregou (verbo) o diploma (objeto direto) à secretaria (adjunto adverbial de lugar). Ele
entregou nesse lugar, qual seja, na secretaria. Entregar a ou em algum lugar.
* Entregou (verbo) o diploma (OD) do aluno (adjunto adnominal). Especifica diploma de
quem, ou seja, do aluno. Como “diploma” é um substantivo concreto, isso é um adjunto
adnominal.

Vejamos a questão extraída do material Português – Sintaxe

Questão 10. Dentre os termos destacados, identifique o que NÃO possui a mesma
classificação sintática dos demais.
a) “[...] é um tema que ganha extrema relevância." (subtítulo)
b) “[...] realça-se o entendimento de que, [...]" (2º§)
c) “[...] abordando-os de forma dialética. [...]" (1º§)
d) “[...] é necessário percebê-los de modo mais abrangente, [...]" (2º§)

Nas letras “c” e “d”, os pronomes “-os” e “-los” funcionam como objeto direto. A expressão
“extrema relevância”, que aparece na letra “a”, também funciona como objeto direto do verbo
“ganha”. Dessa forma, a resposta correta é a letra “b”, porque a partícula “-se” funciona como
partícula apassivadora ou pronome apassivador.

. Transitividade verbal

Em algumas questões pode aparecer com o nome de “predicação verbal”. É a mesma coisa.
Ou como está no edital, “regência verbal”. Isso representa a relação entre verbo e
complemento verbal. Lembrando que o que a gramática chama de complemento verbal não é
o que completa sentido, mas o que foi falado sobre objeto direto e objeto indireto. Então
adjunto adverbial não é complemento verbal. Ele pode ser tirado.

. Verbo intransitivo

É o verbo que não precisa de complemento (OD ou OI).


Ex.: O dia da prova chegou (verbo intransitivo). Tem alguma coisa depois do verbo “chegou”?
Não. Por isso ele é um verbo intransitivo.
Chegou (verbo intransitivo) o outono (sujeito). O outono (sujeito) chegou (verbo intransitivo).
O verbo intransitivo não tem que ficar no fim da frase, mas pode. Geralmente fica.

Vejamos a questão extraída do material Português – Sintaxe

Questão 01. “Quando a democracia surgiu na Grécia...”


Assinale a alternativa na qual o verbo apresenta, na oração proposta, transitividade
análoga idêntica ao da frase anterior.
A) Esse argumento não procede.
B) O professor informou ao diretor sobre sua decisão.
C) Chamei por você.
D) Não abdicarei de meus direitos.
E) Ansiava pelo dia de amanhã.
A expressão que aparece no enunciado “na Grécia” é preposicionada, ligada a um verbo e
classificada como adjunto adverbial, porque indica lugar. O verbo que aparece no enunciado
(“surgiu”) é um verbo intransitivo, porque não possui objeto direto nem objeto indireto. Desse
modo, a resposta correta é a letra “a”, porque o verbo “procede” também é um verbo
intransitivo (não possui nenhum complemento, ou seja, não possui objeto direto nem objeto
indireto).

24/08/17

Vejamos a questão extraída do material Português – Sintaxe

Questão 03. O trecho em destaque “vinha chegando da rua com meus filhos – gêmeos de
10 anos –,” tem função:
A) apositiva.
B) de sujeito.
C) completiva nominal
D) de adjunto adnominal.
E) de complemento verbal.

A resposta correta é a letra “a”, porque o trecho separado entre dois travessões é um termo
intercalado que está explicando o substantivo “filhos” e, por isso, exerce a função de aposto.
A letra “b” está incorreta, porque o trecho destacado está isolado por sinal de pontuação e não
se separa sujeito do verbo. Ademais, se o verbo “vinha chegando” está no singular ele não
está concordando com “gêmeos de 10 anos” que está no plural, não podendo ser sujeito do
trecho o que está separado entre dois travessões. A letra “e” está incorreta, porque “gêmeos de
10 anos” diz respeito a “filhos” que não é verbo, não podendo ser um complemento verbal. As
letras “c” e “d” também estão incorretas, porque adjunto adnominal e complemento nominal
são termos preposicionados e a expressão “gêmeos de 10 anos” começa direto com
substantivo.

Nota: Verificar sempre se o termo em destaque é ou não preposicionado.

Regência Verbal

Também chamada de transitividade verbal ou predicação verbal. Representa a relação entre o


verbo e o complemento verbal (OD/OI). Esse complemento verbal não se refere a outros
termos que, porventura, completem o sentido da frase.

Vejamos a questão extraída do material Português – Sintaxe

Questão 08. Em “...saibamos ensinar aos alunos o mais elementar,...” (3º§), o verbo
destacado é:
A) Transitivo direto.
B) Transitivo indireto.
C) Intransitivo.
D) De ligação.
E) Transitivo direto e indireto

As letras “a” e “c” estão incorretas, porque a expressão “aos alunos” está preposicionada, o
que indica ser ela o objeto indireto do verbo “ensinar”. A letra “d” também está incorreta,
porque os verbos de ligação não possuem objeto indireto. A existência de um objeto indireto
na oração indica que o verbo é transitivo indireto, porém a letra “b” está incorreta, porque no
trecho em análise há também um objeto direto (“o mais elementar”). Dessa forma, a resposta
correta é a letra “e”, porque o verbo “ensinar” é transitivo indireto (“ensinar a quem? aos
alunos”) e direto (“ensinar o que? o mais elementar”).

Nota: Nem sempre o objeto direto vem primeiro e o objeto indireto depois.

. Verbo transitivo

É aquele que precisa de complemento (OD/OI). Pode ter um desses dois ou os dois.
Segundo a gramática, os verbos transitivos são aqueles que não possuem sentido completo,
por isso precisam de um complemento.

- VTD
Ex.: O padeiro entregou (verbo) a encomenda (OD).

- VTI
Ex.: Referiu-se ao (preposição) problema de saneamento (OI).

- VTDI (bitransitivo)
Ex.: Entregou-lhe (OI) a solicitação (OD). Sempre que tiver o “lhe” será OI. Nesse exemplo,
o objeto indireto do verbo “entregou” é o pronome “lhe” e o objeto direto é a “solicitação”.

Vejamos a questão extraída do material Português – Sintaxe

Questão 09. A expressão destacada está corretamente analisada em:


A) “cortou-se o mal pela raiz” (2º§) (agente da passiva)
B) “só podiam eleger e ser eleitos os homens bons” (2º§) (objeto direto)
C) “a mais sujeita à manipulação” (1º§) (objeto indireto)
D) “exige crítica” (1º§) (sujeito)
E) “No período colonial” (2º§) (adjunto adverbial de tempo)

A letra “a” está incorreta, porque o agente da passiva é quem pratica a ação e costuma ter
preposição por ou pelo ou pela. Se tem preposição não pode ser sujeito. Não está dizendo que
“a raiz cortou o mal”, mas o “mal foi cortado pela raiz”. “Pela raiz” é por onde se extinguiu o
mal (adjunto adverbial de modo). A letra “b” está incorreta, porque “os homens bons” é
sujeito passivo da oração e determina a flexão do verbo no particípio (“eleitos”) para
estabelecer concordância verbal. A letra “c” está incorreta, porque a expressão destacada está
complementando um adjetivo (“sujeita”, que significa vulnerável, suscetível), sendo, portanto,
um complemento nominal. A letra “d” está incorreta, porque a palavra “crítica” é o objeto
direto do verbo “exigir”. A letra “e” é a afirmativa correta, porque a expressão “no período
colonial” indica tempo, sendo, portanto, um adjunto adverbial de tempo. A frase inteira é: “No
período colonial ocorreu a extração de pau Brasil”. Quando ocorreu? No período colonial.
Nota: Se tem-se uma expressão que indica tempo, modo ou lugar é adjunto adverbial sem
dúvida.

. Verbo intransitivo

É aquele que não precisa de complemento (OD/OI). Pode ter sentido completo.
Exs.: O curso vai terminar (verbo intransitivo). Esse é o padrão, ou seja, a frase termina com
verbo intransitivo.
Aconteceu (verbo intransitivo) um milagre (sujeito)! Um milagre (sujeito) aconteceu (verbo
intransitivo)! É a mesma coisa. A primeira frase só foi escrita de forma invertida.
O casamento do meu primo não aconteceu (verbo intransitivo) no (preposição) sábado
(adjunto adverbial de tempo).
As pessoas ficaram (verbo intransitivo) em casa (adjunto adverbial de lugar).
Nas últimas duas frases os verbos são intransitivos porque não possuem complemento objeto
direto e/ou objeto indireto.

Nota: Um verbo intransitivo pode ser “complementado” por um adjunto adverbial.

. Verbo de ligação

Liga o sujeito ao predicativo (característica do sujeito – valor adjetivo). O verbo de ligação


não indica ação.
Exs.: As pessoas (sujeito) ficaram (verbo de ligação) ansiosas (adjetivo -> predicativo).

Nota: Não confundir predicativo com adjunto adverbial de modo, porque este não varia em
gênero e número, independentemente do sujeito. Por outro lado, os adjetivos (predicativos)
concordam com o sujeito, variando em gênero e número. Exs.: As moças (sujeito) são (verbo
de ligação) altas (adjetivo -> predicativo). As moças (sujeito) falaram (verbo) alto (adjunto
adverbial de modo). “Alto” não está no feminino nem no plural.

. Casos de regência

a) Chegar/ir

São verbos intransitivos que podem ser seguidos por adjunto adverbial: a algum lugar.
Exs.: Quando chegou ao (preposição) colégio, foi direto ao banheiro.
Quando chegou à (preposição) escola, foi direto à cantina.

Vejamos a questão extraída do material Português – Regência

Questão 01. Há ERRO quanto à regência em:


A) Uma junta médica assistiu o paciente.
B) Aqueles boatos não procediam.
C) Quero a meus colegas.
D) Chegamos no consultório cedo.
E) Ele visou o alvo.

A letra “a” correta, porque o verbo “assistiu” está no sentido de “dar assistência”, sendo,
portanto, um verbo transitivo direto. A letra “b” está correta, porque o verbo “procediam” é
intransitivo. A letra “c” está correta, porque o verbo “querer” é transitivo indireto – a palavra
“a” que antecede “meus colegas” é uma preposição. A letra “e” está correta, porque o verbo
“visou” está no sentido de “mirar”, sendo, portanto, um verbo transitivo direto. Portanto, a
resposta é a letra “d”. O verbo “chegou” é intransitivo, porque as expressões “no consultório”
e “cedo” são adjuntos adverbiais de lugar e tempo, respectivamente. Porém, há erro quanto à
regência na palavra “no”. O correto é: “Chegamos ao consultório cedo”.

b) Preferir

VTDI. Preferir uma (artigo indefinido) coisa a (artigo definido) outra. São dois artigos: “uma”
e “a “, não tem preposição.
Exs.: Prefere coca a guaraná. A palavra “guaraná” é masculina, por isso não tem crase no “a”
antes dela.
Prefere guaraná a coca. Se o masculino (acima) não é “ao”, não cabe “a” craseado nessa frase.
Prefere guaraná a vinho. A palavra “vinho” também é masculina.
Preferiu a cerveja ao espumante. O “a” antes da palavra “cerveja” é artigo, então é preciso o
“o” antes da palavra “espumante”. Juntou-se o a+o, tendo-se uma preposição.
Preferiu o (artigo) espumante à (“a” artigo + “a”) cerveja.
Se tem um artigo definido antes da palavra é aquela “cerveja” ou aquele “espumante”
(específicos). Se não tiver o artigo definido é genérico.

Nota: Normalmente não tem crase. Mas, pode ter.

* Vícios: prefiro mais…; prefiro antes…; prefiro mil vezes… do que…

Vejamos a questão extraída do material Português – Regência

Questão 02. Houve ERRO quanto à regência em:


A) O poder público deve visar às necessidades das escolas.
B) Os professores simpatizam com os alunos.
C) Todos preferem mais trabalhar do que estudar.
D) O aluno avisou o policial sobre o massacre na escola.
E) O rapaz namora uma garota muito inteligente.

A letra “a” está correta, porque “às necessidades das escolas” é um objeto indireto, pois o “às”
está craseado e tem preposição. A letra “b” está correta, porque “com os alunos” também é
objeto indireto, pois o “com” é uma preposição. A letra “d” está correta, porque tem-se objeto
direto (“o policial”) e objeto indireto (“sobre (preposição) o massacre”). Não é possível ter
dois objetos diretos. A letra “e” está correta, porque tem objeto direto (“uma (artigo
indefinido) garota”). A resposta da questão é a letra “c”. Nessa alternativa tem-se objeto direto
(“prefere o que? trabalhar”) e objeto indireto (“do que estudar”). Porém, há erro quanto à
regência quando se diz “do que”. O correto é: “Todos preferem mais trabalhar a estudar”.

c) Esquecer/lembrar

Os verbos esquecer e lembrar são verbos transitivos direto: algo, alguém.


Exs.: Lembrou o nome do filme?
Esqueci seu nome.
Esqueci o (artigo) seu (pronome possessivo) nome (OD).
Os verbos esquecer e lembrar diferenciam-se dos verbos esquecer-se e lembrar-se (chama-se
verbo pronominal). Estes são verbos transitivos indiretos: de algo, de alguém.
Exs.: Esqueci de (preposição) trazer o dinheiro (OI). A frase está errada.
Esqueci-me (pronome) de (preposição) trazer o dinheiro. A frase está certa.
Lembrou-se (pronome) do (preposição) passado.
Esqueceu-se (pronome) de (preposição) nós.

Vejamos a questão extraída do material Português – Regência

Questão 03. Está correta a regência verbal na seguinte alternativa:


A) Professores, às vezes, não simpatizam com alunos que convivem no dia a dia.
B) O salgado que vocês gostam será servido antes do jantar.
C) Os alunos, muito críticos, preferem mestres dos prazeres a mestres de conteúdos isolados.
D) Os alunos não se esquecem os professores que lhes despertaram o senso crítico.
E) As matérias que os alunos se referem não os acrescenta conhecimento.

A resposta correta é a letra “c”, porque o certo é “preferir uma coisa a outra”. Ademais, não há
crase em “a mestres de...”, porque a palavra “mestres” é masculina e está no plural. A letra
“b” está incorreta. A palavra “que” é um pronome relativo, porque o antecedente dele é o
substantivo “salgado”. O verbo é “gostar” (“gostar de?”), então teria que ser “o salgado de
que vocês gostam...”. Importante lembrar que a preposição que se coloca antes do pronome
relativo “que” tem a ver com a regência do verbo que vem depois. A letra “d” está incorreta,
porque o verbo “se esquecem” é regido pela preposição “de”. O correto seria: “Os alunos não
se esquecem dos professores que lhes...”.

d) Aspirar

No sentido de desejar ou almejar será verbo transitivo indireto: a algo.


Ex.: Sempre aspirou ao bem da coletividade/à forma fácil.

No sentido de sorver o ar ou inalar será verbo transitivo direto: algo.


Ex.: É preciso aspirar o pó do tapete/a poeira das cortinas.

Vejamos a questão extraída do material Português – Regência

Questão 04. Houve ERRO de regência em:


A) A felicidade não depende de atributos físicos, ela é um estado de espírito a que aspiramos.
B) O rapaz visou o animal a uma certa distância, apertou o gatilho da arma e atirou.
C) Todos chegaram, bem atrasados, ao lugar onde fariam as provas.
D) O apoio de algumas mães implica hábitos consumistas nas filhas.
E) Todos têm certeza que a felicidade chegará a qualquer momento.

A letra “b” está correta, porque o verbo “visou”, no sentido de “mirar” é transitivo direto. A
letra “c” está correta, porque “chegaram ao lugar”. Na letra “a” apareceu o pronome relativo
“que” e antes dele um “a”. O verbo “aspirar” está no sentido de “almejar”, “pretender”.
Portanto, a letra “a” está correta. Aspirar/almejar a que? A letra “d” está correta, porque o
verbo “implicar” no sentido de “acarretar” é transitivo direto. Dessa forma, a resposta da
questão é a letra “e”, porque o correto é: “Todos têm certeza de que a felicidade chegará…”.

e) Visar
No sentido de almejar ou desejar será verbo transitivo indireto: a algo.
Ex.: O político deveria visar ao bem do povo/à felicidade da nação.

No sentido de mirar ou dar visto será verbo transitivo direto: algo.


Exs.: O atirador visou o alvo/a presa.
O professor disse que visaria os cadernos/as provas.

Vejamos a questão extraída do material Português – Regência

Questão 05. Assinale a alternativa INCORRETA quanto à regência:


A) As pessoas vão à praia e deixam lá os restos de alimentos, plásticos, garrafas.
B) Não me lembro de quando o conheci e o namorei.
C) As pessoas não visam à preservação da natureza, pensando na vida do planeta.
D) O povo prefere sujar os espaços públicos a jogar o lixo nos lugares certos.
E) Todos aspiram um mundo melhor, mas poucos agem para que isso aconteça.

A letra “a” está correta, porque está correto falar “as pessoas vão à praia” e não “as pessoas
vão na praia” (“vão” do verbo “ir”). A letra “b” está correta, porque o verbo é “lembrar-se” e
não “lembrar”. “Não me (pronome) lembro de (preposição) quando...”. A letra “c” está
correta, porque o verbo “visar” está no sentido de “almejar (ter como objetivo)”, fazendo-se
necessária o “à” (“a” artigo + “a” preposição). A letra “d” está correta, porque o certo é falar
“prefere sujar os espaços públicos a jogar...”. Dessa forma, a resposta da questão é a letra “e”,
porque o verbo “aspirar” está no sentido de “almejar” (“aspirar/almejar a algo”). Então, o
certo é: “Todos aspiram a um mundo melhor...”.

f) Implicar

No sentido de ter implicância será um verbo transitivo indireto: com alguém ou algo.
Ex.: Sempre implicou com (preposição) meus cabelos grandes (OI).

No sentido de acarretar ou gerar será um verbo transitivo direto: algo.


Ex.: Seu ato implicou sua (pronome possessivo) demissão (OD).

Vejamos a questão extraída do material Português – Regência

Questão 06. NÃO há erro de regência verbal em:


A) Altos salários são dados os jogadores, sem terem ficado nos bancos escolares.
B) Falta de punição implica violência.
C) Muitos preferem, como ídolos, pessoas sem princípios morais do que pessoas honestas.
D) Todos assistem os programas de televisão que só apresentam tragédias.
E) O povo esquece, rapidamente, dos crimes que abalam a sociedade.

Na letra “a” há erro, porque “os salários são dados a alguém”, então o certo é: “Altos salários
são dados aos jogadores...”. Na letra “c” há erro, porque é preferir uma coisa a outra e não “do
que pessoas honestas”. Na letra “d” há erro, porque o verbo “assistir” no sentido de “ver” é
transitivo indireto. Na letra “e” há erro, porque o verbo é “esquecer” e não “esquecer-se”. Se
não tem o pronome “se”, não tem a preposição “dos crimes”. O certo é: “O povo esquece,
rapidamente, os crimes que abalam a sociedade” ou “O povo se esquece, rapidamente, dos
crimes que abalam a sociedade”. Dessa forma, a resposta da questão é a letra “b”, porque o
verbo “implicar” está no sentido de “acarretar”, não sendo necessária a preposição “em” antes
da palavra “violência”. É um verbo transitivo direto.

g) Assistir

No sentido de ver ou estar presente será verbo transitivo indireto: a algo.


Ex.: Ontem não assisti ao jogo/à peça.

No sentido de dar assistência ou socorrer será verbo transitivo direto: alguém.


Ex.: Os plantonistas assistiram os acidentados/as vítimas.

No sentido de morar ou residir será um verbo intransitivo.


Ex.: Foram eleitos e assistem em Brasília.

No sentido de caber ou ter direito será um verbo transitivo indireto: a alguém.


Ex.: Esse é um direito que não assiste aos alunos.

Anotar depois…
Substantivo concreto é adjunto nominal.
Substantivo abstrato, adjetivo e advérbio é complemento nominal.
Funções de Linguagem

. Conativa
. Referencial
. Emotiva
. Fática
. Metalinguística

Figuras de Linguagem

. Hipérbato

Também chamado de inversão é uma figura de construção ou sintaxe caracterizada pela troca
na sequência normal dos termos da oração. Neste caso, ocorre uma inversão ocasionando uma
mudança, onde a ordem direta destes termos é alterada.
Isto quer dizer que, a disposição usual do sujeito, verbo, complementos e adjuntos, fica
diferenciada. O arranjo padrão destes elementos na oração não é considerado. Ex.: "Ouviram
do Ipiranga às margens plácidas, de um povo heroico o brado retumbante …”

. Prosopopeia

Prosopopeia (ou personificação) significa atribuir a seres inanimados (sem vida)


características de seres animados ou atribuir características humanas a seres irracionais.
Prosopopeia é uma figura de linguagem usada para tornar mais dramática a comunicação.
Exs.: Árvores pedem socorro; O jardim olhava as crianças sem dizer nada; Hoje até o sol está
mais feliz. O sol é uma estrela, não fica triste nem feliz.

. Personificação

Personificação é o mesmo que Prosopopeia. Representam figuras de linguagem capazes de


atribuir a seres irracionais ou a objetos inanimados, ações, qualidades e sentimentos que são
próprios dos seres humanos.
São categorizadas como figuras de pensamento. A Personificação é também conhecida como
Prosopopeia, Animismo ou Antropomorfismo.
Como toda figura de linguagem, a Personificação/Prosopopeia privilegia o aspecto
conotativo. Empresta ao texto a subjetividade própria deste estilo. E é considerada figura de
pensamento, pelo fato de trabalhar com significados escondidos. Ou seja que estejam
implícitos na expressão ou vocábulo.

. Hipérbole

É figura de linguagem classificada como figura de pensamento. É uma forma de expressão


exagerada que tem por objetivo enfatizar a mensagem do texto. Ela possui uma
particularidade especial, é a figura que torna tudo muito exagerado, além do real. É oposta ao
Eufemismo que tenta suavizar as mensagens. Ex.: “Eu quero ter um milhão de amigos e bem
mais forte pode cantar…”
Seria bom, mas ter um milhão de amigos é um exagero e tanto.
. Eufemismo

É a utilização de vocábulos mais leves e mais sutis, para suavizar determinadas mensagens
que precisam ser transmitidas.
Efetua-se a substituição da palavra, para evitar expressões ou vocábulos que causem mal
estar, que sejam de mau gosto, palavras ofensivas, ou que provoquem efeitos desagradáveis.
Também é válido para ocultar alguma expressão ou nome sagrado. Também emprega-se no
caso de ocultar algum termo que seja secreto.
O uso desta figura de linguagem também é comum quando é preciso evitar a fala ou escrita de
palavras de baixo calão, ou termos inadequados, segundo algum tabu estabelecido pelo senso
comum. Exs.: A palavra “morte” que é comumente substituída por “partiu”, “nos deixou”,
“não está mais entre nós”, “deixou este mundo”. É uma forma mais suave e menos drástica de
dizer que a pessoa morreu. O homem ficou rico por “meios ilícitos”. A expressão destacada
substitui o verbo “roubar”.

. Metáfora

É uma figura de linguagem onde se usa uma palavra ou uma expressão em um sentido que
não é muito comum, revelando uma relação de semelhança entre dois termos. É a comparação
de palavras em que um termo substitui outro. É uma comparação abreviada em que o verbo
não está expresso, mas subentendido. Ex.: "O meu amigo é um touro, levou o móvel pesado
sozinho". Obviamente que ele não é um touro nem se parece fisicamente com o animal, mas
está tão forte que faz lembrar um touro. Neste exemplo, existe a comparação da força do
animal e do indivíduo.

. Parífrase

É também chamada de antonomásia e circunlóquio. Consiste na substituição de um termo ou


expressão curta por uma expressão mais longa que serve para transmitir a mesma ideia.
Em geral, as expressões empregadas como substitutas são bastante conhecidas e facilmente
associadas às substituídas, e é até mesmo por essa razão que elas funcionam no contexto. Uma
expressão adquire relevância suficiente para essa finalidade quando encerra atributos do
conceito em questão ou diz respeito a um traço distintivo dele ou a um fato que o tornou
célebre. Ex.: O rei do reggae espalhou uma mensagem de amor e paz enquanto esteve neste
mundo. Nessa frase, a expressão “rei do reggae” está no lugar do nome do cantor e
compositor Bob Marley.

. Paradoxo

Relacionado com a antítese, é uma figura de linguagem que consiste no emprego de palavras
que mesmo opostas no sentido vão se fundir num mesmo enunciado, é uma declaração que
aparentemente é verdadeira, mas que leva a uma contradição lógica, ou que contradiz a
intuição comum e a lógica. Exs.: O nada é tudo; eu estou cheio de me sentir vazio; o silêncio é
o melhor discurso.

. Sinestesia
No âmbito da linguística, a sinestesia é também uma figura de linguagem semelhante à
metáfora ou comparação por símile, porque combinam elementos de universos diferentes. No
caso concreto da sinestesia, os elementos distintos que são combinados são os sentidos
humanos. Ex.: Eu me lembro daquela noite de Verão, e do aroma doce dos seus cabelos.
Neste exemplo, a sinestesia como figura de linguagem está presente na expressão "aroma
doce", pois existe a combinação de duas sensações diferentes: a olfativa e a gustativa.

. Elipse

Acontece quando há a omissão de um termo que pode ser subentendido no texto. Neste caso,
ocorre se uma palavra ou expressão for omitida e mesmo assim puder ser percebida como
parte da oração. Vale acrescentar que esta palavra omitida, Não foi anteriormente citada e não
torna a mensagem incompreensível. Exs.: “Na sala de aula, apenas cinco ou seis alunos.”
Nesse caso foi omitido o verbo, mas ele está subentendido no texto. Compreende-se que
“havia” na sala de aula apenas cinco ou seis alunos. Omissão do verbo haver. “Peguei de volta
meu casaco.” Foi omitido o pronome “eu”, mas a frase é perfeitamente compreensível. “A
cidade dormia, ninguém na rua.” Aqui faltou o verbo “estava” que deveria estar escrito após o
pronome indefinido ninguém. Apesar desta ausência entende-se inteiramente a frase.

Tipologia Textual

. Dissertativo

Podemos dizer que dissertar é falar sobre algo, sobre determinado assunto; é expor; é debater.
Este tipo de texto apresenta a defesa de uma opinião, de um ponto de vista, predomina a
apresentação detalhada de determinados temas e conhecimentos. Para construção deste tipo de
texto há a necessidade de conhecimentos prévios do assunto/tema tratado.
Dissertar é expor os conhecimentos que se tem sobre um assunto ou defender um ponto de
vista sobre um tema, por meio de argumentos. Ex.: “Redução da maioridade penal, grande
falácia. O advogado criminalista Dalio Zippin Filho explica por que é contrário à mudança na
maioridade penal. Diuturnamente o Brasil é abalado com a notícia de que um crime bárbaro
foi praticado por um adolescente, penalmente irresponsável nos termos do que dispõe os
artigos 27 do CP, 104 do ECA e 228 da CF. A sociedade clama por maior segurança. Pede pela
redução da maioridade penal, mas logo descobrirá que a criminalidade continuará a existir, e
haverá mais discussão, para reduzir para 14 ou 12 anos. Analisando a legislação de 57 países,
constatou-se que apenas 17% adotam idade menor de 18 anos como definição legal de adulto
(...).”

. Narrativo (narrar/contar)

Ao longo de nossa vida estamos sempre relatando algo que nos aconteceu ou aconteceu com
outros, pois nosso dia-a-dia é feito de acontecimentos que necessitamos contar/relatar. Seja na
forma escrita ou na oralidade, esta é a mais antiga das tipologias, vem desde os tempos das
cavernas quando o homem registrava seus momentos através dos desenhos nas paredes.
Narrar é contar uma história que envolve personagens e acontecimentos. São apresentadas
ações e personagens: o que aconteceu, com quem, como, onde. Ex.: “Minha vida de menina.
Faço hoje quinze anos. Que aniversário triste! Vovó chamou-me cedo, ansiada como está,
coitadinha e disse: "Sei que você vai ser sempre feliz, minha filhinha, e que nunca se
esquecerá de sua avozinha que lhe quer tanto". As lágrimas lhe correram pelo rosto abaixo e
eu larguei dos braços dela e vim desengasgar-me aqui no meu quarto, chorando escondida
(...).”

. Descritivo

Descrever é apresentar as características principais de um objeto, lugar ou alguém. Pode ser


objetiva em que predomina a descrição real do objeto, lugar ou pessoa descrita. Neste tipo de
descrição não há a interferência da opinião de quem descreve, há a tendência de se privilegiar
o que é visto, em detrimento do sujeito que vê. Ou subjetiva em que aparecem, neste tipo de
descrição, as opiniões, sensações e sentimentos de quem descreve pressupondo que haja uma
relação emocional de quem descreve com o que foi descrito. Ex.: Alguns dados sobre Rudy
Steiner: “Ele era oito meses mais velho do que Liesel e tinha pernas ossudas, dentes afiado,
olhos azuis esbugalhados e cabelos cor de limão. Como um dos seis filhos dos Steiner, estava
sempre com fome. Na rua Himmel, era considerado meio maluco...”

. Argumentativo

É o texto em que defendemos uma idéia, opinião ou ponto de vista, uma tese, procurando (por
todos os meios) fazer com que nosso ouvinte/leitor aceite-a, creia nela. Ex.: “O Papel da
Televisão na Vida dos Jovens. A televisão tem uma grande influência na formação pessoal e
social das crianças e dos jovens. Funciona como um estímulo que condiciona os
comportamentos, positiva ou negativamente. A televisão difunde programas educativos
edificantes, tais como o Zig Zag, os documentários sobre Historia, Ciências, informação sobre
a actualidade, divulgação de novos produtos... Todavia, a televisão exerce também uma
influência negativa, ao exibir modelos, cujas características são inatingíveis pelas crianças e
jovens em geral. As suas qualidades físicas são amplificadas, os defeitos esbatidos, criando-se
a imagem do herói / heroína perfeitos. Esta construção produz sentimentos de insatisfação do
eu consigo mesmo e de menosprezo pelo outro. A violência é outro aspecto negativo da
televisão, em geral. As crianças/jovens tendem a imitar os comportamentos violentos dos
heróis, o que pode colocar em risco a vida dos mesmos. O mesmo acontece com o
visionamento de cenas de sexo. As crianças formam uma imagem destorcida da sua
sexualidade, potenciando a pratica precoce de sexo e suscitando distúrbios afetivos. Em jeito
de conclusão, é legítimo que se imponha às estações de televisão uma restrição de exibição de
material violento ou desajustado à faixa etária nas suas grelhas de programação, dado que a
exposição a este tipo de conteúdo é extremamente prejudicial no desenvolvimento das
crianças e dos jovens, pois, tal como diz o povo, “violência só gera violência””.

. Expositivo

Aqueles textos que nos levam a uma explicação sobre determinado assunto, informa e
esclarece sem a emissão de qualquer opinião a respeito, é um texto expositivo. Neste tipo de
texto são apresentadas informações sobre assuntos e fatos específicos; expõe ideias; explica;
avalia; reflete. Tudo isso sem que haja interferência do autor, sem que haja sua opinião a
respeito. Faz uso de linguagem clara, objetiva e impessoal. A maioria dos verbos está no
presente do indicativo. Ex.: Notícias jornalísticas.

. Injuntivo
Os textos injuntivos estão presentes em nossa vida nas mais variadas situações, como por
exemplo quando adquirimos um aparelho eletrônico e temos que verificar manual de
instruções para o funcionamento, ou quando vamos fazer um bolo utilizando uma receita, ou
ainda quando lemos a bula de um remédio ou a receita médica que nos foi prescrita. Os textos
injuntivos são aqueles textos que nos orientam, nos ditam normas, nos instruem. Como são
textos que expressão ordem, normas, instruções tem como característica principal a utilização
de verbos no imperativo. Pode ser classificado de duas formas: instrucional quando o texto
apresenta apenas um conselho, uma indicação e não uma ordem. Ou de prescrição quando o
texto apresenta uma ordem, a orientação dada no texto é uma imposição. Ex.: Bolo de
Cenoura - Ingredientes: 3 unidades de cenoura picadas; 3 unidades de ovo; 1 xícaras (chá) de
óleo de soja; 3 xícaras (chá) de farinha de trigo; 2 xícaras (chá) de açúcar; 1 colheres (sopa)
de fermento químico em pó. Como fazer: Coloque os ingredientes no liquidificador, e
acrescente aos poucos a farinha. Leve para assar em uma forma untada. Depois de assado
cubra com a cobertura.

. Poema

Pode ser em forma de música. Ex.: Hino nacional.

. Poética

A linguagem exerce função poética quando valoriza o texto na sua elaboração, ou seja,
quando o autor faz uso de combinação de palavras, figuras de linguagem (metáfora, antítese,
hipérbole, aliteração, etc.), exploração dos sentidos e sentimentos, expressão do chamado eu-
lírico, dentre outros. Assim, é mais comum em textos literários, especialmente nos poemas
que enfatizam com mais frequência a subjetividade. No entanto, podemos encontrar esse tipo
de função nos anúncios publicitários e na prosa, bem como aliada aos demais tipos de função,
como a emotiva. É muito comum a utilização de palavras no seu sentido conotativo (figurado)
ao invés do denotativo (do dicionário). Exs.: Anúncio publicitário: "Chegou o milagre azul
para lavar! Lave na espuma de Omo e tenha a roupa mais limpa do mundo! Onde Omo cai, a
sujeira sai!” (Propaganda Omo, 1957). Poema: “...Eu, que tantas vezes não tenho tido
paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,Que tenho
enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesquinho,
submisso e arrogante, Que tenho sofrido enxovalhos e calado, Que quando não tenho calado,
tenho sido mais ridículo ainda...” (Fernando Pessoa, Poema em linha reta). Função emotiva:
"De tudo, ao meu amor serei atento, Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto, Que mesmo em
face do maior encantoDele se encante mais meu pensamento.” (Vinícius de Morais. Soneto da
fidelidade)

Substantivo

. Primitivo

O substantivo primitivo é uma classificação dos substantivos que designa o conjunto de


palavras que não derivam de outras, por exemplo: casa, folha, árvore.

. Derivação regressiva
Por derivação regressiva, formam-se basicamente substantivos a partir de verbos. Por isso,
recebem o nome de substantivos deverbais. Note que na linguagem popular, são frequentes os
exemplos de palavras formadas por derivação regressiva. Exs.: Agito (de agitar); amasso (de
amassar); chego (de chegar).

. Derivação imprópria

A derivação imprópria, também chamada de conversão, é um tipo de derivação que acontece


pela mudança de classe gramatical da palavra.
Ou seja, a formação de uma nova palavra é obtida pela mudança da função gramatical
(substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, etc.) na frase. Exs.: Joana tem um andar (substantivo)
muito determinado. Essa tarde podemos andar (verbo) no parque. Note que nesse tipo de
derivação não é acrescido nem prefixo e nem sufixo à nova palavra. Dessa forma, não ocorre
nenhuma mudança na estrutura do termo, mas sim no significado dele. Todavia, a nova
palavra desempenha outro papel gramatical na frase de acordo com contexto em que está
inserida.

. Justaposição

Na composição por justaposição ocorre a junção de duas ou mais palavras ou radicais, sem
que haja alteração desses elementos formadores, ou seja, mantêm a mesma ortografia e
acentuação que tinham antes da composição, havendo apenas alteração do significado.
Muitas palavras compostas por justaposição são ligadas através do hífen. Contudo, o hífen é
apenas uma convenção ortográfica, uma vez que os compostos por justaposição podem ser
escritos unidos ou sem o hífen. Exs.: Amor-perfeito; arco-íris; beija-flor; bem-me-quer;
cachorro-quente; fim de semana; dia a dia; sala de jantar; cão de guarda;

Adjetivo

. Superlativo absoluto analítico

O superlativo absoluto analítico é expresso por meio dos advérbios muito, extremamente,
excepcionalmente etc, antepostos ao adjetivo. Ex.: Ana é extremamente inteligente.

. Superlativo absoluto sintético

O superlativo absoluto sintético é constituído pelo radical do adjetivo mais um dos sufixos
-íssimo, -imo ou érrimo. Exs.: Fidelíssimo; facílimo; paupérrimo; pobríssimo; agilíssimo.

Orações

. Principal

Oração principal é sempre incompleta, falta uma função sintática, e nela se encaixa uma
subordinada. Oração subordinada é aquela que se encaixa em uma oração anterior,
desempenhando alguma função sintática que falta na principal. Ex.: É bom (oração principal)
que você estude mais (oração subordinada). Nesse exemplo temos um período composto, pois
é formado por duas orações. A segunda oração está encaixada na primeira, funcionando como
sujeito. Podemos dizer que a primeira é a principal e a segunda é a subordinada.

. Absoluta

É aquela representada por um período simples. Ou seja, na frase/oração só há um único verbo.


O período simples é aquele constituído por apenas uma oração, que recebe o nome de oração
absoluta. Exs.: O amor é eterno. As plantas necessitam de cuidados especiais.