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PARECER JURÍDICO SOBRE APLICAÇÃO DO BANCO DE HORAS APÓS A LEI

1477/17 COM A REFORMA TRABALHISTA

ALGODOREIRA DO NORDESTE

Ementa:
O banco de horas competente ao regime compensatório, analise
normativo diante da flexibilização da nova reforma trabalhista, amplitudes
do banco de horas no ordenamento jurídico brasileiro.
RECURSO DE REVISTA EM FACE DE DECISÃO PUBLICADA ANTES DA
VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.015/2014. VALIDADE DO BANCO DE HORAS.
DEVOLUTIVIDADE AMPLA DO RECURSO ORDINÁRIO. DIALETICIDADE. Nos
termos do artigo 515, §§ 1º e 2º, do CPC/1973, são devolvidos à cognição
judicial, com a interposição de recurso, todos os fundamentos de fato e de
direito suscitados no processo, ainda que a sentença não as tenha julgado
por inteiro. Esse também é o entendimento contido na Súmula nº 393 do
TST. No caso, não há nulidade a ser declarada, em razão de o Tribunal
Regional ter mantido a invalidade do regime de banco de horas, por
fundamento diverso do que foi adotado na sentença. Recurso de revista
de que não se conhece. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. AUSÊNCIA DE
CREDENCIAL SINDICAL. Ressalvado meu posicionamento pessoal, a
condenação ao pagamento de honorários de advogado, apesar de a parte
não estar assistida pelo respectivo sindicato, contraria o teor da Súmula nº
219 desta Corte. Recurso de revista de que se conhece e a que se dá
provimento. REGIME DE COMPENSAÇÃO/PRORROGAÇÃO DE JORNADA.
ATIVIDADE INSALUBRE. AUSÊNCIA DE LICENÇA PRÉVIA DA AUTORIDADE
COMPETENTE EM SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHADOR. NORMA
COLETIVA. INVALIDADE DO AJUSTE. Ressalvo meu posicionamento pessoal
no sentido de que, após a vigência da Constituição de 1988, a prestação
de horas extras em atividade insalubre é totalmente vedada, diante da
visível incompatibilidade dessa norma com o disposto no artigo 7º, XXII,
que assegura, como direito fundamental, a redução dos riscos de trabalho.
Todavia, quanto a esse fundamento específico, fico vencido nesta Turma,
que considera que o artigo 60 da CLT foi sim recepcionado pela
Constituição Federal. No caso, a autorização prevista no mencionado
preceito - que não pode ser substituída por norma coletiva, conforme
iterativa e notória jurisprudência desta Corte - não existe. Portanto,
correta a decisão regional que invalidou o acordo de compensação.
Recurso de revista de que não se conhece. MINUTOS QUE ANTECEDEM E
SUCEDEM A JORNADA DE TRABALHO. NORMA COLETIVA. INVALIDADE. O
Tribunal Regional decidiu em conformidade com a Súmula nº 449 desta
Corte, ao não reconhecer validade à cláusula de negociação coletiva que
desconsidera, para fins de apuração de horas extras, tempo superior aos
cinco minutos que antecedem e que sucedem a jornada de trabalho.
Incidência do artigo 896, § 5º, da CLT. Recurso de revista de que não se
conhece.

(TST - RR: 10567620125040304, Relator: Cláudio Mascarenhas Brandão,


Data de Julgamento: 18/10/2017, 7ª Turma, Data de Publicação: DEJT
27/10/2017)

Fundamentação:
Art. 59-A. Em exceção ao disposto no art. 59 desta Consolidação, é facultado às
partes, mediante acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo
de trabalho, estabelecer horário de trabalho de doze horas seguidas por trinta e
seis horas ininterruptas de descanso, observados ou indenizados os intervalos
para repouso e alimentação.

Parágrafo único. A remuneração mensal pactuada pelo horário previsto no caput


deste artigo abrange os pagamentos devidos pelo descanso semanal remunerado
e pelo descanso em feriados, e serão considerados compensados os feriados e as
prorrogações de trabalho noturno, quando houver, de que tratam o art. 70 e o § 5º
do art. 73 desta Consolidação.
observando o artigo acima verificamos que conforme estabelecido na
nova lei trabalhista onde foi estabelecida no artigo 59 A a liberdade
bilateral entre patrão e empregado, a realização de acordo coletivo dos
sindicatos.
Art. 59-B. O não atendimento das exigências legais para compensação de
jornada, inclusive quando estabelecida mediante acordo tácito, não implica a
repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária se não
ultrapassada a duração máxima semanal, sendo devido apenas o respectivo
adicional.
Parágrafo único. A prestação de horas extras habituais não descaracteriza o
acordo de compensação de jornada e o banco de horas.

No entendimento do artigo o não atendimento das exigência legais para a


compensação de jornadas , inclusive quando o acordo for realizado de
forma facta e não escrita a empresa não será penalizada em pagar horas .

Relatório:

Diante de todas as controvérsias que a reforma trabalhista traz com a lei


13467, suas alterações entram no direito do trabalho brasileiro com muitas
mudanças entre elas a compensação do banco de horas para as empresas
junto a seus empregadores. A nova lei permite de uma forma mais aberta que
as negociações das compensações das horas poderão ser também negociadas
por acordos individuais entre patrões e empregos, onde na legislação anterior o
banco de horas somente era permitido que a negociação fosse feita por meio
coletivo com sindicato. A compensação das horas extras com a nova lei no
caso da negociação direta com o patrão será no máximo de seis meses com
acordo individual por escrito. A nova lei permite a redução do pagamento de
compensação para a folga de seis meses. Ao contrário da antiga legislação
onde o prazo estabelecido entre os sindicatos e as empresas eram no máximo
de um ano. A lei permite também que as negociações direitas para as
negociações do banco de horas poderá ser feita de forma facta e não somente
escrito desde que essa negociação ocorra no mesmo mês em que as horas
extras sejam feitas pelos empregados. A nova lei também estabelece que se o
empregador deixar de dar folga no prazo previsto em lei continua sujeito ao
pagamento de horas extras com acréscimo de cinquenta por cento sobre o
tempo trabalhado e não compensado.
A empresa dever conceder com rapidez a compensação da hora extra, caso
não ocorra terá que compensar o trabalho extraordinário em dinheiro.
Considerando que uma das principais mudanças que a nova legislação trás e
que a empresa não poderá ultrapassar o prazo de seis meses ou deixar para
pagar tudo no momento da rescisão de trabalho.
A compensação das horas extras dever ser feitas por meio de folgas no prazo
já determinado a cima de seis meses caso não ocorra as horas extras deverão
ser pagas em pecúnia com acréscimo de cinquenta por cento sobre a
remuneração do valor do salário do empregado.
Será permitido uma hora extra diária já no contrato parcial a duração poderá
ser de 30 horas semanas ou de 26 horas semanais ou menos com ate 6 horas
extras.
Desta forma oriento a empresa que diante as informações trazidas com a nova
reforma trabalhista seja observada com a máxima atenção todas as alterações
para que não haja surpresas futuras