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Zenaide Carvalho

Mesma autora do livro “eSocial nos Órgãos Públicos”

eSocial

Guia Prático para Implantação nas Empresas e


Escritórios Contábeis

2ª edição
2017
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Página de Ficha Catalográfica

(dados da ficha catalográfica)

Carvalho, Zenaide.

eSocial – guia prático para implantação nas empresas e escritórios contábeis.


Zenaide Carvalho. Santa Catarina: Ed. Lura, 2ª ed. 2017.

397p.

1. eSocial. 2. Tributário. 3. Previdenciário. 4. Trabalhista. 5. SPED – Sistema


Público de Escrituração Digital.

Contatos com a autora, Zenaide Carvalho:


www.zenaide.com.br
contato@nith.com.br
www.nith.com.br

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· Você sabe o que é o eSocial?


· Quer crescer profissionalmente conhecendo a fundo o que é o eSocial?
· Quer evitar multas e autuações para o empregador?
· Sabe que tipo de informação será exigida?
· Precisa elaborar uma estratégia para implantação?
· Precisa corrigir rotinas que não estão em conformidade com a legislação?
· Precisa treinar os colaboradores da sua empresa?

Este livro será o seu guia definitivo para implantar o eSocial nas empresas e
escritórios contábeis.

Escrito por uma das maiores especialistas em informações previdenciárias na


GFIP, a administradora e contadora Zenaide Carvalho, que ministra
treinamentos em todo o país e já capacitou milhares de profissionais nos
treinamentos ministrados por ela ministrados desde 2005.
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Depoimentos

“Um divisor de águas. Assim está sendo a implantação do eSocial neste país.
Tudo que é feito pelas empresas na área de pessoal agora será unificado de forma
eletrônica com a nova norma estabelecida. Só um trabalho como esse para orientar
e disciplinar o profissional da área, um verdadeiro manual do profissional do DP,
que tem a cara da autora, direto, objetivo e muito prático. Quem a conhece não
esperaria nada diferente de quem tem por meta de vida a distribuição e
compartilhamento de conhecimento. Uma obra que na área será “livro de
cabeceira”. Obrigado, Zenaide Carvalho!”
Adenilson Salotto - Contador e Empresário Contábil - RJ

"Diferente do que se apresenta no mercado, a obra da singular Professora Zenaide


Carvalho, é muito mais do que uma simples exposição do eSocial. Alude uma
perfeita imersão sobre a matéria, trazendo modos para a implantação do sistema e
aduzindo questões práticas. Cumpre o seu propósito e agracia seus leitores por sua
excelência".
Profª Luciana Saldanha, advogada, consultora jurídica e Membro do Conselho de
Representação Junto à Área Contábil da OAB/SP.

"Um tema complexo e abrangente como o eSocial traduzido linguagem fácil e


acessível, só poderia ser proveniente de uma profissional gabaritada como Zenaide
Carvalho, que não mede esforços para capacitar outros profissionais neste
importante segmento. Com o eSocial, tanto escritórios contábeis quanto as
empresas devem ter comprometimento e parceria nas informações para evitar ao
máximo as multas pesadas que pode ser geradas por informações incompletas ou
fora de prazo. Parabenizamos a autora por esta obra prima e desejamos que obras
idênticas sejam escritas para as demais obrigações do SPED.”

Milene Ines Scalco Geller e Roseli Judith da Silva- Proprietárias da Artemis


Assessoria Contábil - SC

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Autora: Zenaide Carvalho

A Prof. Zenaide Carvalho é conhecida pela forma simples com que escreve e
ministra seus treinamentos, simplificando o entendimento das regras legais mesmo
para os mais leigos no assunto.
Administradora e contadora, palestrante sobre eSocial em todo o Brasil convidada
da UNIFENACON em 2013, 2014 e 2015, ESAF-PR e ESAF-BA (Escola de
Administração Fazendária do Ministério da Fazenda) do STF (Supremo Tribunal
Federal), TST (Tribunal Superior do Trabalho), MPT, MPU, SEFAZ-SP, Instituto
Federal do Rio de Janeiro – IFRJ, IF-SUL (Pelotas-RS), TCE-SC, Prefeitura de Jundiaí-
SP, Prefeitura de Ouro Preto-MG, Escola de Servidores do TJ-MT, palestrante
convidada do CRC-SC desde 2007 e de diversas outras entidades (Previ-Rio, FESAG-
SC, Aemflo,).
Zenaide Carvalho é Pós-graduada em Auditoria e Controladoria, pós-graduanda em
Direito do Trabalho e em Pedagogia Empresarial, obteve o 1º lugar no VI Exame de
Suficiência do CRC-RJ, autora de livros, entre eles o livreto “Os Erros Mais Comuns
na GFIP: Como evitar ou corrigir” e “Como Abrir Uma Empresa, da Idéia aos Lucros”
(Ed. Minelli, SP) e “Como Ministrar Palestras e Treinamentos com Sucesso”.
É professora de Pós-Graduação e MBAs em diversas entidades e ministra
treinamentos abertos e in company em todo o Brasil.
Desenvolvedora de conteúdos para treinamentos presenciais e online, articulista
de jornais, revistas e sites, entre estes, o Portal Administradores, Portal Contábeis e
o Portal Contadores.
Com mais de 36 anos de experiência profissional tem como missão de vida
“disseminar conhecimentos que modifiquem positivamente a vida das pessoas”.
Blog: www.zenaide.com.br.

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Agradecimentos

A Deus, pela infinita bondade em me dar a luz que preciso para levar
adiante o que me faz feliz e aos que me acompanham.
Aos meus pais, por me trazerem à vida.
A minha equipe na Nith Treinamentos, pela força na realização da minha
missão de vida, que é disseminar conhecimentos que modifiquem positivamente a
vida das pessoas.
A todos os participantes e contratantes de meus treinamentos, muito
obrigada por acreditarem no meu trabalho.
Muito obrigada!

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"Por mais maravilhosa que seja a capacidade,


sem treinamentos não se manifesta."
(Taniguchi)

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Sumário
Seminário Online sobre eSocial para Gestores ........................................................ 17
Introdução à Segunda Edição ................................................................................... 18
Prefácio da Segunda Edição...................................................................................... 20
Prefácio da Primeira Edição ...................................................................................... 21
Introdução da Primeira Edição ................................................................................. 22
Capitulo 1 - O que é o eSocial? ................................................................................. 24
1.1 – O eSocial é apenas mais uma declaração acessória? .................................. 24
1.2 – Tecnicamente, o que é o eSocial? ............................................................... 25
1.3 – O Conceito de “Evento Trabalhista” no eSocial ........................................... 26
1.4 – Acesso para Pessoas Físicas e Jurídicas ao eSocial ...................................... 28
1.5 - Legislação ..................................................................................................... 29
1.6 – Vigência do eSocial ...................................................................................... 30
1.7 – Sistema Simplificado para MPEs .................................................................. 31
1.8 – Princípios do eSocial .................................................................................... 33
1.9 – Oportunidades com o eSocial ...................................................................... 35
1.10 – Entidades Participantes ............................................................................. 36
1.11 – Quem está obrigado a enviar dados ao eSocial......................................... 36
1.12 – Declarações e Formulários Substituídos.................................................... 37
1.13 - Cadastro de Informações de Trabalhadores .............................................. 38
Capítulo 2 – Documentação Técnica e Eventos do eSocial ...................................... 39
2.1 – Documentação Técnica................................................................................ 39
2.2 – Nova Versão dos Leiautes e Manual do eSocial .......................................... 40
2.3 – Eventos do Cadastro Inicial .......................................................................... 41
2.4 – Eventos Não Periódicos e Prazos para Envio ............................................... 42

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2.5 – Processos Trabalhistas – Evento S-2500 ...................................................... 45


2.6 – Eventos Periódicos – Folha Mensal ............................................................. 45
2.7 – Identificadores no eSocial............................................................................ 47
2.8 – Matrícula CEI Muda para CNO e CAEPF ....................................................... 48
2.9 – Identificação nos Órgãos Públicos ............................................................... 49
2.10 – O que é a Consulta de Qualificação Cadastral ........................................... 50
2.11 – Retificações e Alterações – Início e Fim de Validade ................................. 53
2.12 – Exclusão de Eventos................................................................................... 55
2.13 – Recibo de Entrega dos Eventos ................................................................. 56
2.14 – Download dos dados do eSocial ................................................................ 56
Capítulo 3 – Quais as Novas Obrigações Acessórias para a RFB? ............................. 57
3.1 – EFD-REINF .................................................................................................... 57
3.2 – PERD/COMP ................................................................................................. 58
3.4 – SERO............................................................................................................. 59
3.3 – DCTFWEB – Gerar Guias de Recolhimento .................................................. 60
3.5 – Interligação entre as Declarações................................................................ 60
3.6 – Recolhimento do FGTS................................................................................. 61
Capítulo 4 – Que são Leiautes, Tabelas e Regras de Validação? .............................. 62
4.1 - Como entender as colunas dos leiautes ....................................................... 62
4.2 – Nomes dos Campos nos leiautes ................................................................. 63
4.3 – Sobre as linhas dos leiautes ......................................................................... 64
4.4 – Visualizando o leiaute .................................................................................. 64
4.5 – Regras de Validação ..................................................................................... 65
4.6 – Tabelas do eSocial........................................................................................ 66
4.7 – Como saber se o seu sistema está corretamente adaptado ao eSocial? .... 67
Capítulo 5 – Como enviar os dados ao eSocial? ....................................................... 72
5.1 – Como fazer o envio de dados ao eSocial ..................................................... 72

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5.2 – Emissão de GUIAS de Recolhimento............................................................ 72


5.3 – Prazo para envio dos vínculos de trabalho .................................................. 74
5.4 – Formato dos Arquivos e Lotes de Eventos .................................................. 74
5.5 – Contingência: Aplicativo/Portal WEB .......................................................... 74
5.6 – Certificado Digital e Procuração .................................................................. 75
5.7 – Logística para Envio dos Eventos ................................................................. 75
5.8 - Lotes e Validações dos Eventos .................................................................... 76
5.9 – O comprovante de Entrega: Recibo ............................................................. 78
Capítulo 6 – Penalidades e Mudanças ...................................................................... 80
6.1 – Substituição das declarações ....................................................................... 80
6.2 - Retificações de Períodos Anteriores............................................................. 80
6.3 - Resumo das Mudanças ................................................................................. 80
6.4 – Multas do SPED em geral ............................................................................. 82
6.5 – Multas e Autuações no eSocial .................................................................... 82
6.6 – Multas Trabalhistas, Previdenciárias e Tributárias ...................................... 83
6.7 – Fiscalização do FGTS .................................................................................... 86
Capítulo 7 - Como implantar o eSocial? ................................................................... 89
7.1 – Os Pontos Críticos no eSocial....................................................................... 89
7.2 – Sensibilização dos Empregadores ................................................................ 93
7.3 – Criação de Comissão/Equipe para o eSocial ................................................ 94
7.4 – Os Cinco Grandes Passos para Implantação ................................................ 98
7.5 – Passso 1: Aprender as Regras do eSocial ..................................................... 98
7.6 – Passo 2: Identificar Erros nas Rotinas Internas............................................ 98
7.7 – Passo 3: Adaptar as rotinas à legislação vigente e ao eSocial ................... 100
7.8 – Passo 4: Fazer a Comunicação ao Público-Alvo ......................................... 101
7.9 – Passo 5: Ajustar os Dados no Sistema Adaptado ao eSocial ..................... 106
7.10 – Como criar o Plano de Ação 5W2H .......................................................... 107

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7.11 – Resumo para criar os Planos de Ação ...................................................... 109


7.12 – Cartilha com Novas Regras ...................................................................... 110
7.13 – Quinze Ações para Começar Imediatamente no eSocial ......................... 111
7.14 – Checklist e Cronograma para a Implantação do eSocial.......................... 113
Capítulo 8 – SST – Saúde e Segurança no Trabalho ................................................ 115
8.1 – Considerações Iniciais ................................................................................ 115
8.2 – Legislação vigente sobre SST ..................................................................... 117
8.3 – Controle de SST nos Escritórios Contábeis ................................................ 123
8.4 – Evento S-1060 – Tabela de Ambientes de Trabalho .................................. 124
8.5 - S-2220 – Monitoramento da Saúde do Trabalhador (ASO)........................ 124
8.6 - S-2240 – Condições Ambientais de Trabalho – Fatores de Risco ............... 125
8.7 - S-2241 – Insalubridade, Periculosidade e Aposentadoria Especial ............ 126
8.8 – Quadro de Informações de SST ................................................................. 126
8.9 - S-2210 – Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) ............................. 127
8.10 - S-2230 – Afastamento Temporário .......................................................... 128
Capítulo 9 – Análise do Cadastro do Empregador .................................................. 130
9.1 – Informações do Empregador/Contribuinte (S-1000)................................. 130
9.2 – Análise do leiaute do Cadastro do Empregador ........................................ 136
9.3 - Plano de Ação para o Cadastro do Empregador......................................... 150
9.5 – Ação – Faça agora o Cadastro do Empregador .......................................... 155
Capítulo 10 – Análise das Tabelas do Cadastro Inicial ............................................ 160
10.1 - S-1005 - Tabela de Estabelecimentos, Obras ou Unidades de Órgãos
Públicos............................................................................................................... 160
10.2 – S-1020 - Tabela de Lotações Tributárias .................................................. 177
10.3 - S-1030 - Tabela de Cargos/Empregos Públicos ........................................ 192
10.4 - S-1035 - Tabela de Carreiras Públicas....................................................... 197
10.5 – S-1040 - Tabela de Funções e Cargos em Comissão ................................ 199

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10.6 – S-1050 - Tabela de Horários/Turnos de Trabalho .................................... 203


10.7 – S-1060 - Tabela de Ambientes de Trabalho ............................................. 210
10.8 – S-1070 - Tabela de Processos Administrativos/Judiciais ......................... 217
10.9 – S-1080 - Tabela de Operadores Portuários.............................................. 227
10.10 – S-1010 - Tabela de Rubricas................................................................... 230
Capítulo 11 – Análise do Evento S-2100 – Cadastramento Inicial do Vínculo ........ 273
11.1 - Vínculos de Emprego ................................................................................ 273
11.2 - Trabalhadores Sem Vínculo de Emprego/Estatutário - TSVE ................... 274
11.3 - Estagiários................................................................................................. 274
11.4 - Contribuintes Individuais Autônomos ...................................................... 276
11.5 – Contratação de Aprendizes e Pessoas Com Deficiência .......................... 276
11.6 – Tabela 1 – Categoria de Trabalhadores ................................................... 276
11.7 – Dados Cadastrais do Trabalhador ............................................................ 279
11.8 – Começando a Analisar o Leiaute S-2100 ................................................. 280
11.9 – Dependentes dos Trabalhadores no eSocial ........................................... 281
11.10 - Declaração de Encargos de Família para Fins de Imposto de Renda ..... 283
11.11 – Dados Contratuais - Celetista e Estatutário ........................................... 294
11.12 - Tipo de Regime de Jornada .................................................................... 304
11.13 - Empresas de Trabalho Temporário ........................................................ 304
11.14 – Mais informações sobre o Cadastramento Inicial do Vínculo ............... 305
11.15 – Evento S-2300 - Trabalhador Sem Vínculo de Emprego/Estatutário –
Início ................................................................................................................... 309
11.16 - Eventos não periódicos no Cadastro Inicial............................................ 315
Capítulo 12 – Admissão e Registro Preliminar ....................................................... 317
12.1 - 2190 – Admissão do Trabalhador – Registro Preliminar .......................... 317
12.2 - S-2200: Admissão do Trabalhador............................................................ 318
12.3 – Checklist - Admissão do Trabalhador ...................................................... 321

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Capítulo 13 – RET- Registro de Eventos Trabalhistas ............................................. 323


13.1 - S-2305 - Trabalhador Sem Vínculo - Alteração Contratual....................... 325
13.2 - S-2399 - Trabalhador Sem Vínculo - Término........................................... 326
13.3 - S-2205 – Alteração de Dados Cadastrais do Trabalhador ........................ 326
13.4 - S-2206 – Alteração de Contrato de Trabalho ........................................... 327
13.5 - S-2230 – Afastamento Temporário .......................................................... 327
13.6 - S-2250 – Aviso Prévio ............................................................................... 334
13.7 - S-2299 - Desligamento.............................................................................. 336
13.8 – Checklist - Detalhamento para o Desligamento ...................................... 337
13.9 - S-2298 – Reintegração .............................................................................. 338
13.10 - S-3000 – Exclusão de Evento .................................................................. 339
Capítulo 14 – Eventos de Folha - Periódicos (Mensais) .......................................... 340
14.1 - S-1200 – Remuneração do Trabalhador ................................................... 341
14.2 - S-1299 – Fechamento dos Eventos Periódicos - Remuneração ............... 342
14.3 – eSocial Sem Movimento .......................................................................... 342
14.4 - S-1280 – Informações Complementares .................................................. 343
14.5 - S-1210 – Pagamento de Rendimentos do Trabalho ................................. 343
14.6 - S-1250 – Aquisição de Produção Rural ..................................................... 343
14.7 - S-1260 – Comercialização da Produção Rural Pessoa Física .................... 344
14.8 - S-1270 – Contratação de Avulsos Não Portuários .................................... 344
14.9 - S-1298 – Reabertura dos Eventos Periódicos ........................................... 345
14.10 - S-4000 – Solicitação de Totalização de Eventos, Bases e Contribuições 346
14.12 - S-1300 – Contribuição Sindical Patronal ................................................ 346
Capítulo 15 – Regras de Validação ......................................................................... 348
15.1 – Cruzamento de Dados no eSocial – Regras de Validação ........................ 348
15.2 – Como estudar as regras de Validação...................................................... 350
15.3 – Outras Regras de Bloqueios, Validações e Avisos ................................... 351

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15.4 – Tabela de Regras de Validação ................................................................ 351


Capítulo 16 – Legislação do eSocial ........................................................................ 377
16.1 – Decreto 8.373/14 – Institui o eSocial ...................................................... 377
16.2 – Resolução 01/2015 Comitê Gestor do eSocial ........................................ 382
16.3 – Resolução 03 CG 2015 – Tratamento Diferenciado às MPEs .................. 385
16.4 – Resolução CD 02/2016 - Cronograma...................................................... 387
16.5 – Resolução CG 06/2016 – aprova o Manual 2.2 ....................................... 388
16.6 – Resolução CG 07/2017 – Aprova nova versão dos leiautes..................... 389
16.7 – Circular 761/17 – Caixa Econômica Federal – aprova leiautes e
cronograma do eSocial ....................................................................................... 390
Capítulo 17 - Conclusão .......................................................................................... 393
Capítulo 18 – Bibliografia........................................................................................ 395

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Seminário Online sobre eSocial para Gestores

Assista ao Seminário Online “O que todo empregador (ou gestor público) deve
saber sobre o eSocial”, como material adicional a este livro.

O seminário online é indicado como material inicial, até mesmo antes da


leitura do livro.

Deixe suas dúvidas lá que procurarei responder ao máximo possível, quer seja
por comentários na mesma página ou através de vídeos que sempre posto no meu
canal no Youtube.

Tenha acesso ao Seminário sobre eSocial pelo link:

www.zenaide.com.br/seminarioesocial

Para assistir aos meus vídeos sobre eSocial no Youtube:


https ://goo.gl/Hq8s F e

Vídeos Oficiais sobre o eSocial:

www.arvoredoconhecimento.org.br

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Introdução à Segunda Edição

Em julho/2015 publiquei dois livros sobre a implantação do eSocial. Este –


que você tem em mãos agora, vem em segunda edição revisada e ampliada, escrito
para a implantação do eSocial em empresas privadas e escritórios contábeis. O
outro, exclusivamente focado para a implantação do eSocial na Administração
Pública.
No mesmo dia em que estava recebia os livros da Editora Novaletra, foi
publicada a vigência oficial do eSocial – que já foi alterada novamente. Alguns dias
depois foi publicada mais uma versão do Manual, com pequenos ajustes.
E depois disso já surgiu nova versão do Manual do eSocial e dos leiautes –
no momento de finalização desta obra estamos na versão 2.2 do Manual e na
versão 2.2.01 dos leiautes. E também já temos publicada a Instrução Normativa da
RFB 1.701/17, que instituiu a EFD-REINF, nova obrigação acessória do SPED –
Sistema Público de Escrituração Digital – que entra em vigor com o eSocial. Esta
nova obrigação levará à RFB as informações das retenções de pessoas jurídicas.
Daí surge a necessidade de ampliação e atualização deste livro. Devemos
ter consciência que haverá sempre nova versão de Manual do eSocial, uma nova
versão de leiautes e quiçá até de nova vigência. O aprendizado deverá ser
permanente e contínuo. Porém, não haverá – esperamos – mudanças radicais, pelo
investimento já realizado pelo próprio governo federal e empresas que estão
participando do Projeto Piloto do eSocial.
Mas não podemos esquecer das reformas trabalhista e previdenciária que
estão sendo articuladas pelo governo federal, com muitas mudanças previstas para
2017/2018. Certamente afetarão o eSocial. Manterei os leitores informados
através do meu blog www.zenaide.com.br e aos meus alunos, através dos nossos
cursos presenciais e online.
Nesta segunda edição, incluí orientações mais detalhadas com ferramentas
administrativas para a implantação do eSocial, tais como planejamento e
mapeamento de processos.
Meu objetivo é que esta edição sirva tanto para empregadores, quanto
para profissionais que desejem trabalhar como Gestores, Consultores ou Auditores
do eSocial.
Também reorganizei os capítulos para tornar mais dinâmica a leitura,
dividindo-o em três partes.
A primeira parte é destinada ao conhecimento básico sobre o eSocial, com
informações sobre o Cadastro Inicial – o que deve ser enviado no primeiro
momento do eSocial.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 19

A segunda parte está focada para a aplicação de técnicas administrativas


visando a preparação para o envio dos dados com qualidade ao eSocial.
E a terceira parte é uma visão geral dos demais eventos que compõe o
eSocial e que também serão exigidos imediatamente após o início do eSocial.
Manterei nesta edição a introdução, prefácio e depoimentos de contracapa
da edição anterior, já que foram todos escritos com muito carinho para você, leitor.
E aproveito já para convidá-lo a participar do maior grupo de estudos sobre
eSocial no Facebook: “eSocial na Prática – Empresas e Escritórios Contábeis”, que
hoje conta com mais de 15 mil participantes. Entre no meu blog –
www.zenaide.com.br – para ter acesso ao grupo e outros materiais.

Boa leitura e bons estudos!

A autora

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Prefácio da Segunda Edição

José Alberto Maia


Auditor Fiscal do Trabalho
Membro do Comitê Gestor do eSocial,
representante do Ministério do Trabalho

(aguardando)

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Prefácio da Primeira Edição

Sérgio Faraco

Contador

Conselheiro do CFC – Conselho Federal de Contabilidade Coordenador Adjunto da


Câmara de Assuntos Administrativos

A escrituração digital é um caminho sem volta. Os órgãos governamentais a


cada dia procuram unificar as obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas,
padronizando sua transmissão, validação, armazenamento e distribuição em nível
nacional.

Num primeiro momento teremos muitas críticas, pois haverá uma


transformação muito grande. Hoje, além de ser complexo e levar tempo para
atender o fisco, este mesmo fisco não consegue interpretar estas obrigações. Daí
surge o Sistema de Escrituração Fiscal Digital das obrigações Fiscais, Previdenciárias
e Trabalhistas (eSocial) que por certo irá simplificar a prestação das informações,
estabelecendo uma forma única na relação entre empregado e empregador,
objetivando viabilizar a garantia de direitos previdenciários e trabalhistas, bem
como aprimorar a qualidade de informações das relações de trabalho,
previdenciários e fiscais.

A obra que Zenaide Carvalho vem oferecer à classe contábil brasileira, por
certo irá ajudar na implantação para as empresas e escritórios contábeis permitido
aos mesmos consultar de forma rápida, objetiva e precisa o eSocial. O livro foi
escrito de forma que facilita o entendimento. A autora tem experiência de muitos
anos permitindo esclarecer todas as situações que ocorram no dia a dia na
implantação do eSocial, evitando futuros problemas com a fiscalização.

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 22

Introdução da Primeira Edição

Há algum tempo estava ministrando um treinamento e comentei que com


a entrada do eSocial em vigor veríamos uma fiscalização eletrônica sem
precedentes. Neste momento um participante perguntou se o eSocial “iria pegar”
um determinado empregador que não estava pagando o reflexo do DSR (Descanso
Semanal Remunerado) junto com o pagamento de horas extras. Será que o eSocial
vai pegar?
Tenho afirmado em palestras e treinamentos que o eSocial será a terceira
revolução na área trabalhista e previdenciária em tempos de nossa história
recente. A primeira revolução foi a CLT – Consolidação das Leis do Trabalho
(Decreto 5.452/43), com os direitos trabalhistas sendo assegurados há mais de 72
anos. Até hoje estudamos a CLT e mesmo que seja necessária uma reforma
trabalhista, é na CLT que temos os direitos trabalhistas básicos assegurados.
A segunda foi uma revolução silenciosa e ocorreu com a GFIP Eletrônica,
em 1999. A GFIP é a declaração utilizada para recolhimentos ao FGTS e para
informações à Previdência Social. Só quem já precisou de um benefício
previdenciário antes e depois da GFIP sabe do que estou falando. Antes da GFIP
podia demorar até seis meses para um trabalhador receber o primeiro salário de
benefício, caso precisasse afastar-se do trabalho por Auxílio-Doença. Atualmente,
realizada a perícia médica, em aproximadamente 30 (trinta) dias já está sendo
depositado o primeiro salário de benefício na conta do segurado. E esse avanço
deu-se exatamente porque o INSS pode extrair os dados da GFIP para alimentar o
CNIS – Cadastro Nacional de Informações Sociais – de maneira rápida e confiável.
O eSocial vem agregar os direitos da CLT com os direitos previdenciários
em uma declaração ao governo em ambiente nacional único, no qual os entes
participantes – por enquanto a Caixa Econômica Federal, a Receita Federal do
Brasil, o Ministério da Previdência Social, o Instituto Nacional de Seguridade Social
e o Ministério do Trabalho – poderão utilizar os dados de forma muito mais
dinâmica e como desejarem.
Ganham os empregados – na garantia dos direitos trabalhistas, ganha o
governo na fiscalização de tais direitos – e maior arrecadação.
Os empregadores precisam se adequar para atender às exigências contidas
no eSocial, para que futuramente tenham a simplificação de processos esperada
com o início do novo sistema, que nem de longe virá imediatamente. O que chega
com a implantação é muito trabalho e muita adaptação para as empresas e os
escritórios contábeis que atendem a maioria dos pequenos empregadores do país.
É o que chamei de “pré-Social”: arrumar a casa para receber a nova obrigação.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 23

A implantação do eSocial será complexa, já que todos os sistemas


precisarão ser adaptados, rotinas precisarão ser refeitas, novos procedimentos
precisarão ser implantados. É uma mudança de paradigmas.
Os escritórios contábeis têm um desafio maior pela frente: nem todos os
empregadores têm a consciência ou conhecimento das obrigações trabalhistas e
previdenciárias que precisam cumprir e que com o eSocial serão muito mais
exigidas.
Se em uma fiscalização presencial do Ministério do Trabalho o auditor fiscal
podia “deixar de ver” alguma falha do empregador, com o cruzamento eletrônico
de dados isso não mais ocorrerá. Com os dados na mão, o governo poderá cruzar
dados que nunca antes foram cruzados e autuar as empresas até eletronicamente.
O momento é de aprender, conhecer o que o eSocial exigirá e entender de
que forma esses dados poderão ser utilizados pelo fisco. É momento de pensar em
adequar-se à legislação vigente, identificar o que não está em conformidade e
proceder às mudanças.
E voltando à pergunta do participante do treinamento, a resposta é
positiva. Sim, o eSocial “vai pegar” aquele empregador que não paga o reflexo do
DSR, já que teremos que enviar a Tabela de Rubricas (Proventos e Descontos) que
deverá estar adequada à Tabela de Natureza de Rubricas (natureza tributária)
fornecida pelo eSocial. A multa poderá vir do Ministério do Trabalho – por não
pagar o direito trabalhista previsto na lei 605/49 e não efetuar o recolhimento do
FGTS sobre tal valor e também da Receita Federal do Brasil, por não efetuar os
recolhimentos previdenciários e do imposto de renda.
O objetivo desta obra é auxiliar os empregadores e empresas contábeis, na
fase de implantação do eSocial e alertar para alguns erros que vêm sendo
cometidos na gestão de empregados e que agora ficarão visíveis à fiscalização.
Neste livro abordaremos com detalhes as exigências do Cadastro Inicial e
esclareceremos como fazer o Plano de Ação, necessário para evitar os problemas
com a fiscalização futuramente.
Boa leitura e sucesso na implantação do eSocial!

A autora.

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 24

Capitulo 1 - O que é o eSocial?

1.1 – O eSocial é apenas mais uma declaração acessória?

A resposta é imediata. Definitivamente, o eSocial não é só mais uma


obrigação acessória instituída pelo Governo Federal aos empregadores do Brasil.
Pela sua complexidade – até o momento (leiautes 2.2.01) são 44 (quarenta
e quatro) micro declarações independentes e que ao mesmo tempo se interligam –
o eSocial será uma mudança radical na forma como os empregadores enviam os
dados das suas relações de trabalho ao fisco.
Se o eSocial substituirá dados da GFIP, RAIS, CAGED e DIRF, como poderia
ser simplesmente mais uma declaração?
O fator mais relevante sobre o eSocial é que ele não traz mudanças
drásticas na legislação trabalhista, fiscal ou previdenciária. Mas exige o
cumprimento das regras atuais. E controla. E dará elementos aos entes
fiscalizadores para autuações, porque o próprio empregador enviará os dados,
como declaração.
Antes do eSocial entrar em vigor, não declaro que um empregado estava
sem registro, até que – presencialmente – um auditor fiscal do trabalho ir até a
empresa e constatar. Mas e depois que o eSocial entrar em vigor? Se eu envio um
registro de empregado depois da data de admissão (a regra do eSocial é enviar
antes da admissão), o Ministério do Trabalho poderá entender que o empregado
estava sem registro. E autuar imediatamente a empresa por não ter enviado o
registro do empregado no prazo. Simples assim.
Mas se fosse só esse o problema, o empregador poderia pensar: então
quando o eSocial entrar em vigor eu ajusto minhas rotinas para cumprir a
legislação vigente.
E aí eu questiono: quantas regras existem que devam ser cumpridas, para
deixar para ajustar só quando o eSocial entrar em vigor? Só a CLT – Consolidação
das Leis do Trabalho – tem mais de 900 (novecentos) artigos. Se incluir as regras
para trabalhador aprendiz, vale-transporte, décimo terceiro salário, aviso prévio
proporcional, desoneração da folha e outras regras contidas em leis ordinárias,
temos mais de 2.000 (dois mil) artigos a entender e aplicar corretamente.
A legislação previdenciária – incluindo Lei Orgânica, Regulamento e regras
da Receita Federal – tem mais de 2.000 (dois mil) artigos.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 25

A legislação fiscal – diga-se, imposto de renda retido na fonte, basicamente


– tem um Decreto (Decreto 3.000/99) e pelo menos uma Instrução Normativa (IN
RFB 1.500/14) que quase ninguém lê e sabe aplicar.
Dá para esperar que o eSocial seja só mais uma declaração acessória?

Não basta enviar dados ao eSocial. Os


dados devem ser enviados com qualidade, dentro
das regras da legislação vigentes e dos prazos
corretos, para evitar autuações ao empregador.

Uma autuação por um descuido de envio de dados no ano de 2.020 pode


suscitar uma fiscalização retroativa aos últimos 5 (cinco) anos. Já pensou nisso?
Por este motivo, afirmo mais uma vez que o eSocial será uma revolução na
área trabalhista e previdenciária.
Todos os sistemas que gerem dados para envio ao eSocial precisam ser
adaptados. Este é um dos pontos críticos no eSocial. As mudanças precisam ser
testadas antes e implementadas, para evitar sanções futuras ao empregador.
E este é o motivo de ter escrito este livro: auxiliar empregadores e
profissionais a entenderem a complexidade desta nova declaração acessória e
enviar dados com qualidade ao eSocial, a fim de evitarem autuações quando o
eSocial estiver em vigor e diminuir o risco de fiscalizações retroativas.
Aplique imediatamente a legislação vigente. Corrija rotinas. E aí sim, pode
ser que o eSocial seja só mais uma declaração acessória para você.

1.2 – Tecnicamente, o que é o eSocial?

Em rápidas palavras, eSocial é o Sistema de Escrituração Digital das


Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas e foi instituído pelo Decreto
8.373/14 e com as primeiras orientações divulgadas através da Resolução 01/2015
do Comitê Gestor do eSocial, publicada em 24/02/2015.
É um programa do governo federal – faz parte do SPED (Sistema Público de
Escrituração Digital), que vai unificar o envio de informações trabalhistas, fiscais e
previdenciárias pelo empregador em relação aos seus empregados e demais
obrigações de toda relação onerosa de trabalho com pessoas físicas.
Tais informações – no eSocial denominadas de “eventos” - deverão ser
enviadas no formato de arquivos gerados a partir de seu próprio sistema
(adaptado) onde serão cadastrados os dados que serão exigidos pelo eSocial.
Deverão ser enviadas informações mesmo daqueles contribuintes que não
tenham empregados. Este envio unificado é para um mesmo canal, o eSocial.

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 26

Resumidamente, o eSocial, além de uma nova obrigação acessória, é um


grande banco de dados sobre as relações trabalhistas, à disposição do governo
federal.

Portal do eSocial:
www.esocial.gov.br

Aqui cabe repetir e ressaltar que o eSocial será composto pelo registro de
vários eventos diferentes – no momento são mais de 40 (quarenta) arquivos
diferentes, no total – com informações enviadas durante o decorrer de todo o mês.
O empregador não fará o envio de apenas um arquivo, como ocorre com a
GFIP, ou a RAIS ou a DIRF, obrigações que serão extintas futuramente em
decorrência da implantação do eSocial.
O fato de haver um ambiente único para recepção dos dados não significa
nem de longe que enviaremos apenas uma única declaração.
O eSocial vai atingir a todos os mais de 12 milhões de empregadores do
país, com informações detalhadas dos mais de 50 milhões de trabalhadores com
empregos formais, sejam eles empregados celetistas ou servidores públicos.

1.3 – O Conceito de “Evento Trabalhista” no eSocial

Diferentemente das declarações GFIP, RAIS, CAGED e DIRF – onde é gerado


um único arquivo com diversas informações – no eSocial há o conceito de “evento
trabalhista”.
Etimologicamente falando, evento é algo que acontece, certo? No eSocial,
os “eventos trabalhistas” são situações que ocorrem com o trabalhador no
decorrer do mês.
Há, inicialmente também o envio de algumas Tabelas (de horários, de
cargos, estabelecimentos, etc) que serão utilizadas para cruzamento de dados com
os “eventos”.
Uma admissão é um evento trabalhista. Um afastamento é um outro
evento. Um desligamento é outro. Fazer um exame médico periódico é outro
evento. E por aí vai. E todos os eventos deverão ser enviados ao eSocial. Alguns em
prazos bem exíguos – como a admissão de empregados, que deve ser enviada
antes mesmo do empregado iniciar na empresa, ou o desligamento, cujos dados
financeiros da rescisão contratual deverão ser enviados nos mesmos prazos de
pagamento constantes na CLT.
Já deu para perceber a quantidade de informações que o governo terá
sobre as relações trabalhistas e o controle e necessidade de profissionais
capacitados para não deixar o empregador vulnerável.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 27

As informações constantes nos arquivos do eSocial foram denominados de


“eventos” pelo Comitê Gestor.
Um evento é algo que ocorre e sendo assim, uma admissão ocorrida é um
“evento”, assim como um desligamento também é um “evento”.
Desta forma, não estranhe se você ler em algum momento que deverá
enviar o “evento” e não o “arquivo”. Um arquivo enviado ao eSocial poderá conter
até 50 eventos.
Para simplificar, dividimos os eventos do eSocial em 3 (três) momentos de
envio e um quarto momento que é para as novas obrigações acessórias à RFB:

Primeiro Momento: Envio do Cadastro Inicial

É o início da transmissão dos arquivos, que já deverão estar adaptados às


exigências do eSocial.
Os arquivos deverão ser enviados na seguinte sequência:
1º) Cadastro do Empregador/Contribuinte/Empregador
2º) Envio das Tabelas (Rubricas, Horários, Cargos etc)
3º) Envio do Cadastro Inicial do Vínculo (trabalhadores e estagiários)

Segundo Momento: Atualização do Registro de Eventos Trabalhistas

São os eventos não periódicos que devem ser enviados à medida em que
ocorrerem, após o cadastro inicial.
Apresentaremos alguns detalhes mais adiante. São eles:

Admissões, Desligamentos, CAT (Comunicação de Acidente de


Trabalho), Afastamentos, Alterações Cadastrais e Contratuais
etc.

São chamados de “eventos aleatórios”, já que só devem ser enviados se


ocorrer a situação. Por exemplo, um empregado mudou de endereço? Deve ser
enviado um “evento” de atualização cadastral. O empregado mudou de cargo?
Deve ser enviado outro evento. Tais eventos foram listados no Capítulo 2 deste
livro e serão mais detalhados a partir do Capítulo 9.

Terceiro Momento: eSocial mensal (Folha) – Eventos Periódicos

São os arquivos que compõem a Folha de Pagamentos e Remuneração do


Trabalhador, cujos detalhes exporemos em outros capítulos a seguir:

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 28

Remuneração do Trabalhador, Contribuição Sindical,


Fechamento da Folha, Pagamentos de Rendimentos do
Trabalho, dentre outros.

Quarto Momento: Outras Declarações para Retenções e Informações Fiscais

As informações financeiras de pessoas jurídicas e outras informações para


fins de apuração dos créditos previdenciários serão geradas em outras duas
Declarações, além do eSocial: DCTFWEB (Declaração de Débitos e Créditos
Tributários Federais) e EFD-REINF (Declaração de Retenções e Informações Fiscais).
As novas obrigações foram objeto de estudo do Capítulo 3 deste livro.
O desenho a seguir – disponibilizado pelo Comitê Gestor do eSocial,
simplifica o entendimento:

Fonte: Comitê Gestor do eSocial

1.4 – Acesso para Pessoas Físicas e Jurídicas ao eSocial

Até o fechamento desta obra o portal eSocial – www.esocial.gov.br - só


permitia acesso para pessoas físicas. Este acesso é com senha ou certificado digital,
podendo ser utilizado de forma opcional por empregadores domésticos.
O acesso para as pessoas jurídicas está previsto para ser realizado através
do e-CAC (Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte, da Receita Federal do
Brasil – link www.receita.fazenda.gov.br) – segundo informações divulgadas pelo
Comitê Gestor em palestras.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 29

Futuramente no portal do eSocial haverá um link para o acesso das pessoas


jurídicas também mas esta facilidade ainda não foi implementada até o
fechamento deste livro.

1.5 - Legislação

Como já informamos no item anterior, o eSocial já foi instituído


oficialmente através do Decreto 8.373/14, no qual também foi instituído o Comitê
Diretivo do eSocial e Comitê Gestor do eSocial, órgãos que são os responsáveis pela
publicação das regras aplicáveis, vigência, novas versões do Manual do eSocial
(MOS), novos leiautes etc.
Por sua vez, o Comitê Gestor publicou a Resolução 01/2015, divulgando o
primeiro Manual do eSocial e seus anexos.
Ao final deste livro você lerá as legislações mais importantes na íntegra.
Leia agora uma síntese das publicações oficiais sobre o eSocial, por ordem
decrescente de publicação:

· RESOLUÇÃO CG Nº 007, DE 16 DE MARÇO DE 2017 - Dispõe sobre a


aprovação de nova versão dos Leiautes do Sistema de Escrituração Digital
das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) – Divulgação
dos leiautes na versão 2.2.01, de ajustes.

· RESOLUÇÃO CG Nº 006, DE 28 DE SETEMBRO DE 2016 - Dispõe sobre a


aprovação de nova versão do Manual de Orientação do Sistema de
Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas
(eSocial)

· RESOLUÇÃO CG Nº 005, DE 02 DE SETEMBRO DE 2016 – Dispõe sobre a


aprovação de nova versão do Leiaute do eSocial – Sistema de Escrituração
Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas.

· RESOLUÇÃO CD Nº 002, DE 30 DE AGOSTO DE 2016 – Dispõe sobre o


Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e
Trabalhistas (eSocial) - prazo de vigência/cronograma

· RESOLUÇÃO CCFGTS nº 780, de 2015 - Regulamenta a inclusão do


empregado doméstico no FGTS na forma da Lei Complementar nº 150, de
1º de junho de 2015.

· RESOLUÇÃO CG nº 004, DE 20 DE JULHO DE 2015 - Dispõe sobre a liberação


do Módulo Consulta Qualificação Cadastral on-line para atendimento do

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 30

Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e


Trabalhistas (eSocial).

· RESOLUÇÃO CG Nº 003, DE 27 DE JULHO DE 2015 - Dispõe sobre o


tratamento diferenciado, simplificado e favorecido a ser dispensado às
Microempresas e Empresas de Pequeno Porte no âmbito do Sistema de
Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas
(eSocial).

· RESOLUÇÃO CG Nº 002, DE 3 DE JULHO DE 2015 - Dispõe sobre aprovação


de nova versão do Manual de Orientação do eSocial. REVOGADA

· RESOLUÇÃO CD Nº 001, DE 24 DE JUNHO DE 2015 – Dispõe sobre o


cronograma do sistema de escrituração digital das obrigações fiscais,
previdenciárias e trabalhistas (eSocial).

· RESOLUÇÃO CG Nº 001, DE 20 DE FEVEREIRO DE 2015 – Dispõe sobre a


regulamentação do eSocial como instrumento de unificação da prestação
das informações referentes à escrituração das obrigações fiscais,
previdenciárias e trabalhistas.

· DECRETO Nº 8.373, DE 11 DE DEZEMBRO DE 2014 - Institui o Sistema de


Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas -
eSocial e dá outras providências.

1.6 – Vigência do eSocial

O início do eSocial foi publicado através da Resolução 02 do Comitê Diretivo do


eSocial, de 30 de agosto de 2016 (DOU de 31/08/2016).

01/01/2018
· Empregadores e Contribuintes com faturamento em 2016 acima de R$
78.000.000,00 (setenta e oito milhões de reais). Cabe ressaltar que não é
“grupo econômico”, mas empregador (raiz de CNPJ).

01/07/2018
· Início do eSocial para os demais empregadores e contribuintes. Aqui
incluem-se todas as empresas tributadas sob qualquer regime tributário
(lucro real, presumido, simples nacional) e também empregadores pessoas
físicas e órgãos públicos da administração direta, indireta, autarquias e
fundações.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 31

Eventos relacionados à Saúde e Segurança do Trabalhador (SST)


· Fica dispensada a prestação de informações nos 6 (seis) primeiros meses
depois da data de início da obrigatoriedade. Assim, as empresas obrigadas
em janeiro/2018, poderão enviar os eventos relacionados à SST em
julho/2018. E as demais, poderão enviar em janeiro/2019.
Ressalto que o fato de não precisar enviar não significa que podem estar com
tais informações desatualizadas desde já.
Este livro rendeu um capítulo exclusivo apenas para comentarmos sobre os
eventos de Saúde e Segurança no Trabalho, leia mais adiante.

Ambiente de Testes (pré-produção)


· Segundo a mesma resolução, até o dia 1º de julho de 2017 será
disponibilizado aos empregadores e contribuintes ambiente de produção
restrito – diga-se “ambiente de testes”, com vistas ao aperfeiçoamento do
sistema.
O ambiente de testes está sendo esperado para que seja possível enviar
dados ao eSocial porém sem validade jurídica, já que todos os sistemas
relacionados à área trabalhista, fiscal e previdenciária precisarão ser adaptados.
Este ambiente de envio de dados já estava previsto na Resolução 03 do
Comitê Gestor do eSocial, mas apenas para as Microempresas e Empresas de
Pequeno porte e agora é formalmente oficializado para as demais empresas.

1.7 – Sistema Simplificado para MPEs

Segundo o Decreto 8.373/14 (art. 1º, parágrafo 2º, haverá um sistema


simplificado para as microempresas, empresas de pequeno porte e para o
Microempreendedor individual, leia o texto:

(...)

§ 2º A prestação de informação ao eSocial pelas


microempresas e empresas de pequeno porte, conforme a Lei
Complementar nº 123, de 15 de dezembro de 2006, e pelo
Microempreendedor Individual - MEI será efetuada em sistema
simplificado, compatível com as especificidades dessas
empresas.

Em 31/07/2015 foi publicada no DOU a Resolução 03 do Comitê Gestor do


eSocial, dispondo sobre o tratamento simplificado às MPEs, cujo resumo é:

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1) O microempreendedor individual que tenha um empregado terá módulo


voltado para suas especificidades e será objeto de regulamentação própria;
2) Não exigência de informações que, a partir da utilização de identificadores
da empresa ou de seus empregados, possam ser obtidas em bases de
dados disponíveis aos órgãos públicos;
3) Ocultação de campos não aplicáveis à situação específica do usuário;
4) Preenchimento automático de campos que resultem da combinação de
dados já inseridos no sistema ou destes com informações que constam em
cadastros de propriedade de órgãos públicos.

Até o momento da finalização deste livro, nenhuma regra prática havia sido
publicada que orientasse como será o tal “tratamento diferenciado”.
Porém, se o leitor pensar bem, verá que não há muita diferença ou ganho para
as MPEs enviarem os dados ao eSocial. E os motivos apresento a seguir:
1) A legislação trabalhista é a mesma para qualquer empregador, salvo
raríssimas exceções às MPEs.
2) A legislação previdenciária também não tem regras diferentes mais
benéficas aos empregadores de que trata a LC 123/06.
3) As regras para a retenção do imposto de renda na fonte são iguais para
todos os empregadores, inclusive prazos de recolhimento.

O tal “sistema simplificado” que vem sendo amplamente divulgado será o uso
do sistema eSocial via web, online, em tempo real.
Será útil? Quantas microempresas fazem sozinhas a gestão de seus dados? A
maioria é atendida por escritórios contábeis, que já estão acostumados a enviar
dados ao governo.
Ou seja, se o sistema “simplificado” for apenas esta solução, não irá
atender a muitos pequenos empregadores.
Na mesma resolução ficou bem claro que os prazos são iguais tanto para
pequenos quanto para os demais empregadores, no artigo 4º da mesma resolução
03:
Art. 4º Os prazos para inserção das informações do
eSocial referentes aos eventos determinados no art. 3º da
Resolução nº 1, de 2015, do Comitê Gestor aplicam-se,
igualmente, às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte,
uma vez iniciada a obrigatoriedade de adesão.

Resta aguardar para ver se realmente haverá algum benefício ao pequeno


empregador.

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1.8 – Princípios do eSocial

O artigo 3º do Dec. 8.373/14 traz os princípios do eSocial:

Art. 3º O eSocial rege-se pelos seguintes princípios:


I - viabilizar a garantia de direitos previdenciários e
trabalhistas;
II - racionalizar e simplificar o cumprimento de obrigações;
III - eliminar a redundância nas informações prestadas pelas
pessoas físicas e jurídicas;
IV - aprimorar a qualidade de informações das relações de
trabalho, previdenciárias e tributárias; e
V - conferir tratamento diferenciado às microempresas e
empresas de pequeno porte.

Já vimos no tópico anterior que o tratamento diferenciado às microempresas e


empresas de pequeno porte (MPEs) é quase impossível, devido à própria legislação
que não traz muita diferenciação. Mas mesmo assim, vamos aguardar para ver o
que acontece de bom neste princípio.
Restam, de maneira geral, os seguintes objetivos:

1. Para o trabalhador: Garantia de direitos


2. Para o empregador: Simplificação de processos
3. Para o Governo: Maior controle, arrecadação e fiscalização

Passemos a analisar os princípios do eSocial para cada um dos grupos afetados:


trabalhadores, empregadores e governo.

Trabalhador: Garantia de Direitos

Certamente, de imediato, alguns direitos dos trabalhadores serão


garantidos, já que haverá uma necessidade de que o empregador envie os dados
conforme a legislação vigente.
Como exemplo posso citar que alguns empregadores não pagam as férias
antecipadamente, como determina a CLT: dois dias antes do início do gozo. Como
haverá a obrigação de enviar um arquivo informando detalhes de todos os
pagamentos efetuados às pessoas físicas no “Sistema de Caixa”, as férias que
iniciam no dia 1º de julho, por exemplo, terão o pagamento informado no eSocial
do mês de junho, até o dia 07 de julho, antes do fechamento do eSocial. Caso não

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 34

seja informado haverá a necessidade de retificar o arquivo envio, o que vai gerar
um retrabalho e alerta na fiscalização.
Outra situação é quanto aos eventos relacionados à Saúde e Segurança do
Trabalho. Para a concessão das chamadas “aposentadorias especiais’, a Previdência
Social terá um banco de dados que permitirá agilizar a concessão, já que os dados
do formulário do PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário – serão enviados
antecipadamente.

Empregador: Simplificação de Processos

Quanto à simplificação dos processos para os empregadores, só veremos


alguns anos após a implantação e não no início do eSocial, que será bastante
árduo.

É uma mudança de paradigma e cultural. Haverá muita obrigação nova,


muitas mudanças organizacionais serão necessárias. Provavelmente será
necessário até contratar mais pessoas para cumprir todas as exigências do eSocial.

Embora haja a previsão de substituição de diversas obrigações acessórias


após a implantação do eSocial (GFIP, RAIS, CAGED, DIRF, MANAD), até a finalização
desta obra ainda não havia sido divulgada oficialmente a partir de que mês
ocorrerá a substituição (art. 4º, §1º, do Decreto nº 8.373, de 11/12/2014).

As declarações anuais só serão substituídas quando houver informação de


um exercício completo. Todas as declarações permanecerão para retificação de
dados em período anterior ao eSocial, o que exigirá um conhecimento sempre
atualizado sobre o cumprimento das obrigações anteriores.

Também há a questão do custo que o eSocial trará aos empregadores:


alterações de sistemas de folha de pagamento e gestão de pessoas, novas
contratações para a área de departamento pessoal, capacitação dos profissionais
envolvidos com as áreas demandadas pelo eSocial, aquisição de computadores
mais robustos, aquisição de serviços de hospedagem de recibos eletrônicos (o tal
“cloud computing”, ou chamado “computação em nuvem”).

Mesmo assim, acredito – no longo prazo – na simplificação. Vimos isto


acontecer com os serviços bancários, que há trinta anos tínhamos que ir às
agências bancárias e hoje fazemos praticamente tudo pelo computador. Um dia
veremos o eSocial desta mesma forma, semelhante ao internet banking: acesso
simplificado e imediato. Mas agora, é hora de trabalhar duro no processo de
adequação da empresa às exigências do eSocial.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 35

Governo: Maior controle, arrecadação e fiscalização

Já os objetivos do Governo – maior fiscalização e controle também


ocorrerão de imediato, o que se traduzirá em maior arrecadação.
E de que forma virá a tal maior arrecadação de imediato?
Vamos supor que determinada empresa ao contratar um empregado no dia
29, não faça os lançamentos devidos na folha de pagamento, porque já se encerrou
e executou a folha de pagamento, tendo inclusive enviado os dados para o eSocial.
Atualmente poderia acontecer, neste caso – e de forma errada – de a empresa
lançar os dias trabalhados somente na folha de pagamento do mês seguinte. O que
ocorre hoje, caso isso aconteça? A Previdência Social deixa de arrecadar os
encargos naquele mês – desconto previdenciário do trabalhador e a contribuição
patronal previdenciária.
Com a entrada do eSocial em vigor, o que irá acontecer? Os empregados
admitidos deverão ser cadastrados no eSocial antes mesmo da contratação. Se não
for enviado o arquivo informando a admissão, o empregador já estará sujeito a
uma autuação – veremos penalidades mais adiante. Porém, no momento em que o
empregador enviar a admissão do empregado, o empregador receberá um “alerta”
de que a admissão está sendo enviada fora do prazo. E se a folha de pagamento do
mês de admissão já houver sido transmitida o eSocial alertará que a folha precisa
ser corrigida para incluir a remuneração daquele trabalhador. A folha de
pagamentos ficará com a marcação de “inconsistente”, precisando ser refeita e
reenviada. Se o prazo de pagamento da contribuição já passou, o empregador já
estará incorrendo em multas.
Esse é apenas um detalhe que deveremos ficar atentos dentre centenas de
outros, já que teremos que enviar – até o momento – 44 (quarenta e quatro) tipos
de arquivos diferentes para cumprir a obrigação do eSocial.

1.9 – Oportunidades com o eSocial

Mesmo não simplificando nada no início, o eSocial traz grandes


oportunidades em si, não somente para o governo e os trabalhadores.
As oportunidades são para os profissionais que atuam nas áreas trabalhista
e previdenciária, bem como – de maneira menor, no longo prazo – também para os
empregadores.
A oportunidade para os empregadores é na chance de rever as rotinas e,
no que ainda não é cumprido em relação à legislação, passar a cumprir. Rever
processos, mapear processos, organizar a casa.

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 36

Para os profissionais, as oportunidades já estão surgindo. Há empresas de


grande porte, escritórios contábeis, empresas de auditoria e de consultoria
recrutando profissionais que conheçam o eSocial. Os salários estão acima do
mercado atual, basta fazer uma busca pelo Google para atestar.
As empresas precisam de Gestores do eSocial, aqueles que conheçam o
sistema como um todo e articulem a implantação e depois a gestão de dados entre
todos os setores envolvidos.
Empresas de Consultoria precisam de Consultores com conhecimento em
eSocial. Empresas de Auditoria precisam de Auditores que conheçam o eSocial.
E quando reforço a palavra “conhecimento” é porque para o eSocial o
mercado ainda não pode exigir experiência, ou seja, o mercado está aberto para
todos que queiram aprender e postular uma dessas vagas.
Certamente daqui a algum tempo, até os concursos públicos exigirão
conhecimento em eSocial, particularmente os concursos para Auditores Fiscais do
Ministério do Trabalho e da Receita Federal.
Portanto, antes de ver o eSocial como uma obrigação, profissional, veja
como uma oportunidade de crescimento na sua carreira.

1.10 – Entidades Participantes

Os órgãos participantes do eSocial são: Caixa Econômica Federal (CAIXA) –


gestora do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS), Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS) e
Ministério da Fazenda, através da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB).
Também participa o Ministério do Planejamento, como órgão orientador.
Embora somente estes órgãos tenham sido citados como participantes,
nada impede que outros órgãos passem a receber os dados do eSocial, como os
Tribunais de Conta, Justiça do Trabalho, IBGE e outros.

1.11 – Quem está obrigado a enviar dados ao eSocial

Todos os empregadores pessoas físicas ou jurídicas estão obrigados a


prestarem informações ao eSocial, inclusive os órgãos públicos da administração
direta, autarquias e fundações.
As empresas e outras entidades com CNPJ ativo - mesmo sem empregados,
o MEI – Microempreendedor individual (enquanto empregador) equiparados em
legislação específica (inclusive as cooperativas), o segurado especial (produtor rural
e o pescador artesanal) e o pequeno produtor rural.
Os empregadores domésticos já têm a obrigação de usar o eSocial através
do portal www.esocial.gov.br.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 37

A obrigação para todos está prevista no artigo 2º do Decreto 8.373/14, que


instituiu o eSocial (o Decreto completo encontra-se ao final do livro):

Art. 2º O eSocial é o instrumento de unificação da prestação


das informações referentes à escrituração das obrigações fiscais,
previdenciárias e trabalhistas e tem por finalidade padronizar sua
transmissão, validação, armazenamento e distribuição, constituindo
ambiente nacional composto por:
I - escrituração digital, contendo informações fiscais,
previdenciárias e trabalhistas;
II - aplicação para preenchimento, geração, transmissão,
recepção, validação e distribuição da escrituração; e
III - repositório nacional, contendo o armazenamento da
escrituração.
§ 1º A prestação das informações ao eSocial substituirá, na
forma disciplinada pelos órgãos ou entidades partícipes, a
obrigação de entrega das mesmas informações em outros
formulários e declarações a que estão sujeitos:
I - o empregador, inclusive o doméstico, a empresa e os que
forem a eles equiparados em lei;
II - o segurado especial, inclusive em relação a trabalhadores
que lhe prestem serviço;
III - as pessoas jurídicas de direito público da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; e
IV - as demais pessoas jurídicas e físicas que pagarem ou
creditarem por si rendimentos sobre os quais tenha incidido retenção
do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF, ainda que em um
único mês do ano-calendário.

1.12 – Declarações e Formulários Substituídos

Como observamos no mesmo artigo 2º do Decreto 8.373/14,


constatamos que o governo acena com a substituição das informações:

§ 1º A prestação das informações ao eSocial substituirá, na


forma disciplinada pelos órgãos ou entidades partícipes, a

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 38

obrigação de entrega das mesmas informações em outros


formulários e declarações a que estão sujeitos:

Há, então a previsão de substituição de declarações tais como a GFIP, a RAIS, o


CAGED e a DIRF.
Formulários como o do PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário, e do Seguro
Desemprego, também deixam de existir. Mas há que lembrar que tais declarações
e formulários dependerão de que cada ente publique regras de substituição.
E ainda cabe lembrar que todas as declarações e formulários continuam para o
chamado “legado”, que são as informações anteriores à vigência do eSocial. Desta
forma, se houver um erro na GFIP em período anterior, deverá ser enviada a GFIP
com uso do programa SEFIP. Se houver a dispensa de um empregado depois que o
eSocial entrar em vigor, haverá a necessidade de gerar o PPP em papel/formulário
para o período anterior ao eSocial. Tais regras de transição serão divulgadas pelo
Comitê Gestor. Continue acompanhando as mudanças de legislação no portal
www.esocial.gov.br ou pelo meu blog: www.zenaide.com.br.

1.13 - Cadastro de Informações de Trabalhadores

O eSocial abrangerá informações cadastrais, contratuais e funcionais de:


· Empregados contratados sob regime de CLT (inclusive o aprendiz),
diretores e, parcialmente, de seus dependentes;
· Cooperados, nas cooperativas, empregados avulsos, nos sindicatos;
· Servidores Públicos estatutários ativos, e parcialmente seus dependentes,
inativos e pensionistas;
· Servidores públicos contratados de forma temporária ou contratados
exclusivamente em cargos em comissão (aqueles de livre contratação e
exoneração) e parcialmente, informações de seus dependentes;
· Empregados domésticos;
· Estagiários, e
· Contribuintes individuais em geral e prestadores de serviços autônomos
(parcialmente).
As informações solicitadas deverão estar atualizadas na data da
implantação do eSocial, como veremos mais adiante no detalhamento do cadastro
dos trabalhadores.
Quando citamos que alguns informados terão apenas dados parciais no
eSocial – como os autônomos, por exemplo – é porque não haverá necessidade do
envio de um cadastro funcional completo, mas tão somente um cadastro
financeiro, dos dados relativos aos pagamentos e identificação básica do
beneficiário, como também veremos mais adiante.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 39

Capítulo 2 – Documentação Técnica e Eventos do eSocial

Para quem vai trabalhar diretamente com o eSocial – profissionais do


departamento pessoal das empresas e escritórios contábeis, gestores do eSocial,
Consultores e Auditores – é essencial a leitura completa da legislação já publicada
sobre o eSocial, constante no tópico 1.3 no Capítulo 1 deste livro.
Após a leitura da legislação, faz-se necessário estudar a documentação
técnica sobre o eSocial.
A documentação técnica está disponível no portal www.esocial.gov.br e
vou discorrer sobre estes documentos no tópico a seguir.
Neste capítulo, apresentaremos os eventos do eSocial, separados por
“momentos” de envio. Os eventos do Cadastro Inicial serão analisados
pormenorizadamente nos Capítulos 9, 10 e 11 deste livro.

2.1 – Documentação Técnica

No momento da publicação deste livro, a documentação técnica está na versão


2.2 (Manual) e Leiautes na versão 2.2.01 e é composta de:

1. Manual de Orientação do eSocial (MOS)


2. Anexo I – Leiautes do eSocial
3. Anexo II – Regras de Validação
4. Anexo III – Tabelas do eSocial

Ainda recomendamos a leitura do Manual do Desenvolvedor e o arquivo em


PDF com Perguntas Frequentes, também disponíveis no Portal do eSocial.

Leia agora o que consta em cada um dos documentos técnicos do eSocial:

1. Manual do eSocial
Traz as regras básicas sobre cada “evento” do eSocial. Está na versão 2.2.

2. Anexo I - Leiautes do eSocial


Traz a estrutura dos arquivos do eSocial. Onde constam os detalhes dos
campos que serão de preenchimento obrigatório e não obrigatório. Sua leitura é

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 40

obrigatória e necessária para descobrir o que o empregador deverá enviar ao


eSocial. Por não haver um único programa, todos os sistemas que gerem dados a
enviar ao eSocial precisarão seguir o padrão dos leiautes apresentados. E
justamente por não haver um programa, faz-se necessária a leitura dos leiautes.
Em capítulo adiante você, leitor, aprenderá a “ler” os leiautes. Estão na versão
2.2.01.

3. Regras de Validação
Há uma tabela de regras – mais de 100, até o momento – que deverão ser
observadas por programadores e empregadores, que objetivam validar as
informações prestadas pelos empregadores. O primeiro momento de validação –
no envio de eventos ao eSocial – ocorrerá quanto à estrutura dos arquivos e
validade do certificado digital ou senha de acesso. Em segundo momento, as regras
de validação serão utilizadas para cruzar informações já enviadas ao eSocial ou
cadastros nos entes partícipes do eSocial. Neste livro detalharemos mais amiúde as
regras mais importantes sobre as quais você deve ficar atento. Estão na versão
2.2.01.

4. Tabelas do eSocial
Aqui não podemos confundir os “Eventos de Tabelas” com as tabelas do
eSocial. Estas tabelas que compõe a Documentação Técnica do eSocial são as
tabelas que serão utilizadas nos cadastros e eventos – tabelas de categoria de
trabalhadores, classificação tributária etc - inclusive nos Eventos de Tabelas do
eSocial (Tabelas de Horários, de Estabelecimentos etc). Não devem ser enviadas ao
eSocial e sim serão utilizadas para informações dos eventos. Na versão 2.2.01
temos 26 tabelas.

2.2 – Nova Versão dos Leiautes e Manual do eSocial

Em reunião técnica do Comitê Gestor do eSocial em Florianópolis-SC no


período de 25 a 27/04/2017 foi anunciada uma nova versão de ajustes do Manual
do eSocial e dos leiautes a ser divulgada em junho/2017, que deverão ficar
“congelados” (sem alteração) até o início do eSocial. Até o fechamento deste
material tal versão ainda não havia sido publicada.
É necessário que o leitor saiba que sempre haverá uma nova versão de ajustes,
tanto do Manual do eSocial (MOS) quanto dos leiautes e regras de validação.
Estamos em vias de sermos impactados com a Reforma Trabalhista e a Reforma
Previdenciária em breve e o eSocial terá que acompanhar qualquer alteração na
legislação que afete o envio de dados.

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2.3 – Eventos do Cadastro Inicial

Enviados no início, no mês de Implantação do eSocial. Identificar os responsáveis


pelo envio e atualização. Detalharemos todos estes eventos neste livro.

Eventos do Cadastro Inicial


Código Descrição do Evento Observações
Informações do
Primeiro evento a ser
1 S-1000 Empregador/Contribuinte/Órgão
enviado
Público
S-1070 Tabela de Processos Os que afetem retenções
2
(*) Administrativos/Judiciais e contribuições
Tabela de Estabelecimentos, Obras de
Informar RAT, FAP, CNAE
3 S-1005 Construção Civil ou Unidades de
Preponderante
Órgãos Públicos
Proventos, Descontos,
4 S-1010 Tabela de Rubricas Bases e Reflexos. A mais
complexa.
Para fins de atribuição do
5 S-1020 Tabela de Lotações Tributárias
código FPAS
Obrigatória (CBO, Nome
6 S-1030 Tabela de Cargos/Empregos Públicos
do Cargo, Código Interno)
Tabela de Carreira Públicas (Novo!
7 S-1035 Só para Órgãos Públicos
Leiaute 2.2)
S-1040 Tabela de Funções/Cargos em Não obrigatória em
8
(**) Comissão empresas privadas
Obrigatória. Atenção à
9 S-1050 Tabela de Horários/Turnos de Trabalho
Flexibilidade de Horários.
Baseada no LTCAT.
10 S-1060 Tabela de Ambientes de Trabalho Descreve ambientes e
riscos.
S-1080 Só para Órgãos Gestores
11 Tabela de Operadores Portuários
(**) de Mão de Obra (OGMO)
Todos os contratos Ativos
12 S-2100 Cadastramento Inicial do Vínculo
e Suspensos e desligados

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Eventos do Cadastro Inicial


Código Descrição do Evento Observações
com direito a receber
Outros Trabalhadores
S-2300 Trabalhador Sem Vínculo de (pro-laboristas,
13
(***) Emprego/Estatutário - Início estagiários, dirigentes
sindicais, cooperados etc)

(*) = só enviar – logo após o Cadastro do Empregador/Contribuinte – se houver


processos administrativos ou judiciais que afetem os recolhimentos e retenções de
Previdência Social, IRRF, FGTS e outras contribuições de folha de pagamento e que
envolvam os entes partícipes do eSocial.

(**) = Não obrigatórios, se não houver a situação.

(***) O evento S-2300 não faz parte do cadastro inicial “oficialmente” mas deverá
ser enviado.

2.4 – Eventos Não Periódicos e Prazos para Envio

Também chamados de Registro de Eventos Trabalhistas (RET).


Devem ser enviados à medida que ocorrerem, nos prazos previstos
conforme o quadro a seguir:

Código Evento Observações Prazo envio


Admissão de
Enviar apenas
Trabalhador –
informações de
Registro Preliminar Opcional. Enviar até 30
14 S-2190 CPF, Data de
(não aplicável a dias antes da admissão.
Nascimento e Data
servidores públicos
de Admissão
estatutários).
Admissão Antes da admissão. Se
Admissão do completa do enviado o registro
15 empregado celetista trabalhador preliminar, enviar até o
S-2200
ou servidor público (mesmos dados do dia 07 do mês seguinte
celetista (com FGTS) Cadastro Inicial do à admissão (antes de
Vínculo) enviar outros eventos

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 43

Código Evento Observações Prazo envio


do empregado e antes
do fechamento da
folha).
Admissão de demais
servidores públicos
Até o dia 07 do mês
sem FGTS -
seguinte (antes do
S-2200 estatutários (RGPS
fechamento mensal do
ou ao RPPS)
eSocial).
(ingresso ou
reingresso)
Cadastro de
Bolsistas, 1º envio com o
Trabalhador Sem Dirigentes Cadastro Inicial do
Vínculo de Sindicais, Vínculo. Depois, até o
S-2300
Emprego/Estatutário Cooperados, dia 07 do mês seguinte
– Início Diretores, Cedidos, (antes do fechamento
Avulsos e outros do eSocial mensal).
não empregados
Pedido de
Demissão ou
Aviso Prévio: início e Até 10 dias da
16 S-2250 Dispensa com
cancelamento comunicação
Aviso Prévio
trabalhado
1º dia útil (aviso prévio
trabalhado e término
de contrato) e em até
Rescisão contratual
10 dias nos demais
com todas as
17 S-2299 Desligamento casos, limitado ao dia
verbas finais do
07 do mês seguinte, em
contrato
separado e antes do
fechamento da folha de
pagamento no eSocial
Comunicação de 1º dia útil seguinte ou
Substitui o
18 S-2210 Acidente de Trabalho de imediato, em caso
formulário da CAT
(CAT) de morte
Regra geral: a
Afastamento Até o dia 07 do mês
partir de 3 dias de
Temporário seguinte
19 S-2230 afastamento COM
(Início, alteração e (antes do fechamento
ATESTADO
retorno) do eSocial mensal).
MÉDICO, salvo

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Código Evento Observações Prazo envio


exceções do
Manual
Alteração de Dados
20 S-2205 Cadastrais do Dados pessoais
Trabalhador
Alteração de
21 S-2206 Dados contratuais
Contrato de Trabalho
Trabalhador Sem
22 S-2305 Vínculo de Emprego - Dados contratuais
Alt. Contratual
Trabalhador Sem
Dados Financeiros
23 S-2399 Vínculo de Emprego
da rescisão
– Término
Após o
24 S-2298 Reintegração
desligamento
Em caso de erro de
25 S-3000 Exclusão de Evento
envio
Exames
Admissional,
Monitoramento de Periódico,
26 S-2220 Saúde do Desligamento,
Trabalhador (ASO) Retorno, Mudança
Envio Inicial - SST: 6
de Função ou
meses após o início do
Complementares
eSocial.
Insalubridade,
Depois, mensalmente:
Periculosidade e
27 S-2241 Até o dia 07 do mês
Aposentadoria Informações
seguinte (antes do
Especial baseadas no LTCAT
fechamento do eSocial
Condições – Laudo Técnico
mensal).
Ambientais de das Condições
Trabalho – Exposição Ambientais de
28 S-2240
a Fatores de Risco: Trabalho
Início, alteração e
término
Envio antes do
Cadastro de Benefícios Previdenciários –
fechamento da folha
29 S-2400 RPPS
até o dia 07 do mês
(Novo! Leiaute 2.2)
seguinte.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 45

(*) = se enviado o registro preliminar (CPF, DATA DE ADMISSÃO E DATA DE


NASCIMENTO), pode enviar o registro completo até o dia 07 (antes de fechar a
folha de pagamento)
(**) = Até o dia 07 (do mês seguinte à ocorrência do fato gerador, mas antes do
fechamento da folha).
(***) = o ASO admissional deve ser realizado antes da admissão.
(****) = 10 dias da comunicação em caso de Aviso Prévio Indenizado ou pedido de
demissão sem cumprimento do aviso prévio e 1 dia em caso de términos de
contrato por prazo determinado.

2.5 – Processos Trabalhistas – Evento S-2500

Ainda não divulgado oficialmente, temos informação sobre o evento S-


2500, para informação dos Processos Trabalhistas.

Neste evento – que deve ser divulgado em uma próxima versão dos
leiautes e Manual do eSocial – os empregadores poderão informar os dados de
processos e acordos trabalhistas e gerar as informações para os recolhimentos,
quando houver pagamentos remuneratórios.

Até o momento – Manual 2.2, as informações sobre os processos


trabalhistas não serão enviadas ao eSocial, devendo seguir os procedimentos
habituais, ou seja, fazer GFIP.

2.6 – Eventos Periódicos – Folha Mensal

· Devem ser enviados até o dia 07 do mês seguinte à ocorrência do fato


gerador.
· ESOCIAL SEM MOVIMENTO: Se não houver fato gerador (eventos S-1200 a
S-1280), enviar o evento S-1299 (Fechamento) indicando que não houve
movimento no primeiro mês em que não houver movimento. E repetir em
janeiro. Fonte: MOS 2.2, página 14.
· Só enviar os eventos que houver conteúdo a informar.

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Eventos Periódicos – Folha Mensal


Código Descrição
30 S-1200 Remuneração do Trabalhador - RGPS
31 S-1202 Remuneração do Trabalhador - RPPS
32 S-1207 Benefícios Previdenciários – RPPS (novo! Leiaute 2.2!)
33 S-1210 Pagamentos de Rendimentos do Trabalho
34 S-1250 Aquisição de Produção Rural
35 S-1260 Comercialização de Produção Rural Pessoa Física
36 S-1270 Contratação de Trabalhadores Avulsos Não Portuários
37 S-1280 Informações Complementares aos Eventos Periódicos
38 S-1298 Reabertura dos Eventos Periódicos
39 S-1299 Fechamento dos Eventos Periódicos
40 S-1300 Contribuição Sindical Patronal
41 S-5001 Contribuição Previdenciária por CPF
42 S-5002 Imposto de Renda por CPF
43 S-5011 Totalizador das Contribuições Sociais
44 S-5012 Totalizador do IRRF

Os eventos S-5001, S-5002, S-5011 e S-5012 são totalizadores, para que o


empregador confira os valores calculados pelo seu sistema e os valores calculados
pelo eSocial. Eles serão solicitados através do Evento S-4000 (não listado acima),
que retornará com os relatórios.
Constam as seguintes informações no Manual do eSocial versão 2.2, página
151.
As consultas apresentarão as eventuais divergências encontradas
entre os valores de bases e contribuições informados pelo
contribuinte e os calculados pelo sistema. O contribuinte poderá,
a partir do esclarecimento obtido pelo retorno detalhado da
consulta, retificar as informações prestadas. Se o movimento já
estiver fechado, será necessária sua reabertura para que as
eventuais retificações possam ser feitas. Para Órgãos Públicos
vinculados ao RPPS a contribuição previdenciária será em
caráter declaratório, não havendo a sua apuração pelo ambiente
nacional do eSocial.
As informações dos totalizadores retornadas refletem a situação
do momento da geração da consulta e não substituem o
fechamento dos eventos periódicos (S-1299). O fechamento é que
possibilitará a integração com a DCTF.

Total de Eventos: 44 - Total de campos: 2.698

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 47

2.7 – Identificadores no eSocial

É a forma como a pessoa física ou jurídica será identificada no eSocial.

1. Empregadores Pessoas Jurídicas – Raiz do CNPJ

Pessoa Jurídica = RAIZ do CNPJ da Matriz (exceção: alguns órgãos públicos


federais que é pelo CNPJ completo – vide tópico adiante).

Exemplo:
• Empregador: 33.456.678
• 33.345.678/0001-32 (MATRIZ e estabelecimento)
• 33.345.678/0002-00 (FILIAL e estabelecimento)

Nos eventos que serão transmitidos ao eSocial os empregadores pessoas


jurídicas serão identificados pela RAIZ do CNPJ da matriz (oito primeiros números)
(MOS 2.2, página 22, item 4.1).
Os “Estabelecimentos” – inclusive a própria matriz é um estabelecimento –
terão uma tabela própria no Cadastro Inicial e serão identificados pelo número
completo do CNPJ.
Mais diante, quando explicarmos como fazer o cadastro do empregador e
dos estabelecimentos voltaremos a este tema.
Este é um conceito diferente da legislação atual, que possibilita ao
empregador fazer o registro de empregados por estabelecimento, não havendo a
centralização.
Com a entrada do eSocial em vigor certamente haverá a publicação de
legislação do Ministério do Trabalho definindo regras para a matricula dos
trabalhadores.

2. Empregador Pessoa Física = pelo CPF

Os empregadores pessoas físicas serão identificados pelo seu CPF, desde


que esteja válido perante a RFB.
Antes do eSocial o empregador pessoa física era identificado pelo CEI
(Cadastro Específico no INSS).

3. Pessoa Física (trabalhador) = CPF x NIS (Pis/Pasep/NIT) x Nome x Data de


Nascimento (vide qualificação Cadastral)

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2.8 – Matrícula CEI Muda para CNO e CAEPF

Matrícula CEI de Pessoas Físicas

No lugar da matrícula CEI para as pessoas físicas, foi criado o CAEPF –


Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física, que será um número
sequencial, acoplado ao número do CPF e que identificará o estabelecimento da
pessoa física, já que um empregador pessoa física pode ter mais de um
estabelecimento. As regras para migração ainda não foram publicadas.

Matrícula CEI de Obras

As matrículas CEI de Obras serão transformadas e denominadas de “CNO –


Cadastro Nacional de Obras”, cujas regras de migração não foram publicadas até o
fechamento do livro.
Quem deve cadastrar as obras de construção civil no eSocial são as
empresas construtoras e não os contratantes de obras.
A Receita Federal do Brasil já divulgou 2 folhetos informativos, mas a
legislação não mudou ainda. Aguardar futuras orientações da RFB.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 49

2.9 – Identificação nos Órgãos Públicos

Os órgãos públicos também serão identificados pela RAIZ DO CNPJ (oito


primeiros dígitos)

Porém, o Manual do eSocial (MOS) trata de forma diferente alguns órgãos


públicos federais, conforme consta no item 4.1 do MOS, que terão que se
identificar pelo CNPJ COMPLETO de 14 dígitos.
Esta situação ocorre porque eles têm orçamento no SIAFI (Sistema
Financeiro da Administração Federal) separado.
A regra está no leiaute do Cadastro do Empregador/Contribuinte/Órgão
Público (S-1000), na descrição da linha 10 – número de inscrição (leiautes 2.2.01,
página 5):

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Informar o número de inscrição do contribuinte de acordo com o tipo de inscrição


indicado no campo {tpInsc}. Se for um CNPJ deve ser informada apenas a
Raiz/Base de oito posições, exceto se natureza jurídica de administração pública
direta federal ([101-5], [104-0], [107-4], [116-3], situação em que o campo deve
ser preenchido com o CNPJ completo (14 posições). Validação: Se {tpInsc} for
igual a [1], deve ser um número de CNPJ válido. Se {tpInsc} for igual a [2], deve
ser um CPF válido.

Os códigos de natureza jurídica encontramos no registro do CNPJ do órgão e


também na Tabela 21 do eSocial. Assim, essa situação aplica-se aos seguintes
órgãos, de acordo com a Natureza Jurídica:

101-5 -Órgão Público do Poder Executivo Federal


104-0 -Órgão Público do Poder Legislativo Federal
107-4 -Órgão Público do Poder Judiciário Federal
116-3 -Órgão Público Autônomo Federal

Os demais órgãos públicos, portanto, deverão fazerem sua identificação


pela RAIZ DO CNPJ (8 dígitos iniciais), como todos os demais empregadores pessoas
jurídicas.

Essas situações todas serão bem simples, o próprio sistema de envio de dados ao
eSocial ficará encarregado de fazer as associações corretas, fique tranquilo.

2.10 – O que é a Consulta de Qualificação Cadastral

Os trabalhadores terão como identificadores obrigatórios, o CPF e o NIS


(Número de Inscrição social, quer seja o NIT – número de inscrição do
trabalhador/não empregados, PIS ou PASEP) e a matrícula fará parte do
identificador apenas quando houver vínculo empregatício.
O conjunto de informações “CPF x NIS x Nome x Data de Nascimento”
deverá estar consistente com o CNIS – Cadastro Nacional de Informações Sociais
da Previdência Social e com o cadastro do trabalhador na Receita Federal.
Estes dados serão validados no ato da transmissão dos eventos do
trabalhador ao eSocial. Sua inconsistência gerará recusa no recebimento da
informação do trabalhador (MOS 2.2, página 23, item 4.2).
Existem mais de 2 milhões de trabalhadores com os dados cadastrais não
validados, segundo estudo feito pela RFB em mais de 40 milhões de GFIPs enviadas
em julho/2013.

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Aplicativo para Consulta de Qualificação Cadastral

Já está disponível o aplicativo para a Consulta de Qualificação Cadastral


dos Trabalhadores, que permite ao usuário verificar se o Cadastro de Pessoa Física
– CPF e o Número de Identificação Social – NIS (NIT/PIS/PASEP) estão aptos para
serem utilizados no eSocial, juntamente com a data de nascimento do trabalhador.
O aplicativo está disponível no Portal do eSocial – www.esocial.gov.br – e a
consulta pode ser online ou por lote (envio de arquivos). Link para pesquisa:
http://consultacadastral.inss.gov.br/Esocial/pages/index.xhtml

Embora não seja obrigatório, recomendamos


fortemente fazer a Consulta de Qualificação Cadastral dos
Trabalhadores antes do envio de dados no eSocial, tanto antes
do Cadastro Inicial quanto nas futuras admissões ou
posteriores contratações de contribuintes individuais. Lembre-
se que o cadastro do trabalhador será recusado no eSocial, em
caso de divergência com os cadastros da RFB e Previdência
Social.

Caso haja divergência nos dados informados, o aplicativo apresentará as


orientações para que se proceda a correção.

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Acerto de CPF Online

Divergências relativas ao CPF (situação “suspenso”, “nulo” ou “cancelado”,


ou data de nascimento divergente): o aplicativo apresentará a mensagem de
direcionamento aos conveniados da RFB (Banco do Brasil, Caixa e Correios).
Entretanto, alguns dados divergentes poderão ser regularizados no site da
Receita Federal do Brasil. Leia as instruções no link a seguir:
https://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/tributaria/cadastros/cadastro-de-
pessoas-fisicas-cpf/servicos/regularizacao-cpf

Acerto na Previdência Social

Divergências relativas ao NIS (CPF ou data de nascimento divergentes), a


orientação será data de acordo com o ente responsável pelo cadastro do NIS (INSS,
Caixa ou Banco do Brasil). O próprio trabalhador pode ligar no telefone 135 e fazer
o acerto pelo telefone, ou agendar uma visita a um posto da Previdência Social.

Acerto na Caixa Econômica Federal

Algumas informações poderão ser retificadas pelo próprio empregador


através do Conectividade Social ICP. O empregador pode solicitar um relatório de
divergências e enviar o acerto online. Mas informações podem ser obtidas no link:
http://www.caixa.gov.br/empresa/fgts-empresas/FGTS-Retificacao-de-
Dados/Paginas/default.aspx
Uma outra forma de atualizar dados cadastrais de empregado na CAIXA,
sem precisar deslocar o empregado, é preencher o DMN (Documento de
manutenção do NIS) em 2 vias com todos os dados corretos do empregado, coletar
a assinatura e protocolar na CAIXA (no caso a empresa). Este formulário está
disponível na área de downloads no site da CAIXA em FGTS/eSocial. Os dados são
atualizados em até 7 dias úteis. O link para download da versão .doc você encontra
neste link: http://www.cps.sp.gov.br/crh/npp/manuais-e-
modelos/downloads/modelos-caixa/formulario-dmn.docx
No site da Caixa Econômica Federal há a versão em PDF, no link a seguir:
https://www.caixa.gov.br/Downloads/cadastro-nis/MO31043.pdf
Este documento, embora deva ser assinado pelo empregado, pode ser
preenchido pelo empregador para todos os empregados que estejam com
divergências na Caixa Econômica Federal e entregue em qualquer agência. Assim,
evita-se o deslocamento do empregado e eventuais informações indevidas na
busca da correção dos dados.

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O modelo do formulário está a seguir.

2.11 – Retificações e Alterações – Início e Fim de Validade

Diferentemente da GFIP – onde é necessário enviar a GFIP com todos os


trabalhadores – no eSocial as retificações passam a ser de forma pontual, ou seja,
apenas para o trabalhador que com eventos alterados, tanto para a RFB, quanto
para a Caixa e para a Previdência Social.

Consta na página 7 do Manual do eSocial:

Havendo necessidade de alteração das informações do


empregador/órgão público e das tabelas do empregador deve ser
enviado um evento com o novo início da validade, deixando em
branco o campo data fim de validade deste evento e do evento
alterado, pois assim o evento alterado tem sua validade encerrada
na competência imediatamente anterior a do novo evento.
Portanto, o campo data fim da validade não deve ser utilizado
quando se tratar de alteração da informação. A informação da

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data final deve ser enviada apenas no momento em que se pretende


encerrar de forma definitiva determinada informação do evento.
Por exemplo, encerramento de empresa, fechamento de filial,
encerramento de obra de construção civil, desativação de rubrica,
de lotação tributária, cargo, etc.

Segundo o MOS 2.2 (página 28 e seguintes), o procedimento ALTERAÇÃO das


informações transmitidas ao eSocial ocorre somente nos eventos de Tabelas (S-
1005 a S-1080) e no evento “S-1000 -Informações do
Empregador/Contribuinte/Órgão Público”, atreladas à respectiva vigência ou
período de validade. Também é prevista a alteração por meio de eventos não
periódicos específicos, a saber:
a) S-2205 -Alteração de Dados Cadastrais do Trabalhador
b) S-2206 -Alteração de Contrato de Trabalho
c) S-2306 -Trabalhador Sem Vínculo de Emprego/Estatutário-Alteração
Contratual
Os eventos “S-2230 -Afastamento Temporário”, “S-2240 -Condições
Ambientais do Trabalho - Fatores de Risco” e “S-2241 – Insalubridade,
Periculosidade e Aposentadoria Especial”, também podem ser utilizados para
alteração do Afastamento Temporário ou das Condições Ambientais do Trabalho, e
ainda as informações sobre insalubridade, periculosidade e aposentadoria especial
respectivamente.
Todos os demais casos de “alteração” nas informações transmitidas serão
tratados pelo eSocial como procedimentos de RETIFICAÇÃO, ou mesmo de
EXCLUSÃO.

Retificações de Dados

Uma boa informação é sobre as retificações de dados. Elas passam a ser


permitidas de forma pontual, apenas para o trabalhador ou arquivo que precisa ser
alterado no cadastro do eSocial.

· Retificação = muda o registro enviado anteriormente com algum ERRO.


Informa-se que é RETIFICAÇÃO, indicando o número do Recibo do evento
anterior.

· Alteração = muda o registro a partir de determinada data, mantendo como


correta a informação anterior. A alteração será utilizada para os eventos de
tabela e outros eventos, conforme descritos no tópico 2.10.

Exemplo – Data de Início e Fim de Validade

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Aproveitando o exemplo da DATA de Validade, onde discorremos sobre o


FAP – Fator Acidentário de Prevenção, que será informado no evento S-1005
(Estabelecimentos).
O FAP é uma alíquota que pode mudar anualmente. Se no Cadastro Inicial
houver a informação incorreta, deve ser enviada uma Retificação com a mesma
data de Início do Cadastro (data da implantação do eSocial). Porém, no ano
seguinte o FAP poderá ser alterado, então deverá ser enviada uma ALTERAÇÃO no
Cadastro do Empregador, para que haja uma nova data de início de FAP. Assim, a
data de fim será o mês imediatamente anterior.

A = Envio do Cadastro do Empregador


· Informação Errada: FAP = 1,0000
· Data de Início de Validade =01/2018
· Data de Fim de Validade = Não informada

B = Retificação do Cadastro do Empregador


· FAP = 1,5000
· Data de Início = 01/2018
· Data de Fim – Não informada

C = Alteração do Cadastro do Empregador


· FAP = 1,2000
· Data de Início = 01/2019
· Data de Fim de Validade do Dado Anterior = 12/2018

Obs: No MOS 2.2 as datas de validade são apresentadas no formato AAA-MM


(Ano/Mês) mas para melhor entendimento didático utilizaremos no livro o
formando MM-AAA (Mês/Ano).

2.12 – Exclusão de Eventos

Somente é permitida a exclusão de eventos não periódicos (S-2100 a S-2399)


e periódicos (S-1200 a S-1298). Para proceder a uma exclusão de um evento o
empregador/contribuinte, deverá enviar o evento de Exclusão (S-3000),
identificando o evento a ser excluído e o número do recibo do arquivo
originalmente enviado.
Para excluir uma Tabela deverá ser enviado o mesmo evento de tabela com a
informação dos campos de Exclusão.

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Segundo o MOS 2.2 (página 31), a exclusão de alguns tipos de eventos não
periódicos pode ser rejeitada em algumas situações, as quais constam nas regras
do próprio evento (exemplo: não é possível excluir um evento de admissão se já
houver outro evento trabalhista posterior para o mesmo CPF/Vínculo).
A exclusão do Evento Retificado o exclui como um todo, pois as retificações
cobrem o original sem controle de histórico.

2.13 – Recibo de Entrega dos Eventos

O recibo de entrega dos eventos serve para oficializar a remessa de


determinada informação ao eSocial e também para obter cópia de determinado
evento, retificá-lo ou excluí-lo quando o programa assim o permitir.
Cada evento transmitido possui um recibo de entrega. Quando se pretende
efetuar a retificação de determinado evento deve ser informado o número do
recibo de entrega do evento que se pretende retificar.
Estes recibos serão mantidos no sistema eSocial por tempo
indeterminado, porém, por segurança, é importante que a empresa guarde seus
respectivos recibos, os quais comprovam a entrega e o cumprimento da
obrigação.
O protocolo de envio é uma informação transitória, avisando que o evento
foi transmitido ao ambiente e que serão processadas as respectivas validações. O
efetivo cumprimento da obrigação será atestado pelo recibo de entrega.

É de suma importância que a empresa tenha um controle para armazenamento


dos números dos Recibos de Entrega dos Eventos (Sistema de Mensageria).

2.14 – Download dos dados do eSocial

Uma excelente informação constante no Manual do eSocial é que os


arquivos já enviados ao eSocial poderão ser baixados novamente pelo empregador
a qualquer momento, através de aplicativo/ferramenta eSocialBX.
Essa facilidade é particularmente válida quando os arquivos são perdidos,
quando são enviados de fontes diferentes (Departamento Pessoal, Financeiro,
Contábil etc) ou mesmo, em escritório contábil, quando um cliente migra para
outro escritório, permitindo que o sistema interno seja atualizado com os dados já
enviados anteriormente ao eSocial.

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Capítulo 3 – Quais as Novas Obrigações Acessórias para a RFB?

Com a entrada em vigor do eSocial, haverá outras novas obrigações


acessórias, todas para a Receita Federal do Brasil (RFB).
Com o eSocial substituindo a DIRF e a GFIP – e não contendo todas as
informações existentes nestas declarações, a RFB institui novas declarações, porém
mais detalhadas.
Vários eventos que existiam no eSocial – versão 1.0 – deixaram de existir por
tratar-se de informações que não são de relação de trabalho com pessoas físicas.
Descubra a seguir como cada uma delas irá interferir na vida da sua empresa
e como será possível fazer o recolhimento das contribuições previdenciárias, do
imposto de renda retido na fonte e do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de
Serviço.

3.1 – EFD-REINF

A EFD-REINF - Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras


Informações Fiscais foi instituída pela IN RFB 1.701/17, de 14/03/2017 (DOU
16/03/2017, seção 1, página 54) e entrará em vigor na mesma data que o eSocial
entrar: janeiro/2018 para empresas com faturamento em 2016 em valores
superiores a R$ 78 milhões e julho/2018 para as demais empresas.
A EFD-REINF deverá ser transmitida ao SPED até o dia 15 (quinze) do mês
subsequente à escrituração, salvo as entidades promotoras de espetáculos
desportivos, que deverão transmitir a EFD-REINF as informações relacionadas ao
evento no prazo de até 2 (dois) dias úteis após a sua realização.
Sobre a data de envio, na IN RFB 1.701/17 ainda consta como dia 20
(vinte), porém em palestra proferida por membros do Comitê Gestor no dia
25/04/2017 foi anunciado que a data final de envio será o dia 15 (quinze) do mês
seguinte á escrituração. Até o fechamento deste livro ainda não havia sido
publicada alteração legal.
Os leiautes versão 1.0 da EFD-REINF já estão disponíveis no link
http://sped.rfb.gov.br/pasta/show/2133
Esta declaração gerará informações sobre as retenções previdenciárias das
pessoas jurídicas e deverá ser gerada tanto pelo prestador de serviços
(construtoras ou outros) quanto pelo tomador de serviços.

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 58

Gerará ainda informações sobre rendimentos com retenções de tributos


que não seja de empregados e contribuintes individuais (demais pessoas físicas e
pessoas jurídicas).
Por sua complexidade, deverá ser estudada em detalhes.
Pela característica das informações – retenções de pessoas jurídicas, o mais
indicado é que o setor contábil, fiscal ou financeiro da empresa fique responsável
pela sua geração e envio.
A estrutura é a mesma do eSocial: envio de arquivos com extensão .xml,
eventos, tabelas etc.
Até a finalização deste livro não havia sido publicado o Manual.
Eventos que fazem parte da EFD-REINF (versão 1.0 do leiaute):

Tabela 10 - Eventos da EFD-Reinf


Código Descrição
R-1000 Informações do Contribuinte
R-1070 Tabela de Processos Administrativos/Judiciais
R-2010 Retenção Contribuição Previdenciária - Tomadores de Serviços
R-2020 Retenção Contribuição Previdenciária – Prestadores de Serviços
R-2030 Recursos Recebidos por Associação Desportiva
R-2040 Recursos Repassados para Associação Desportiva
R-2050 Comercialização da Produção por Produtor Rural PJ/Agroindústria
R-2060 Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta - CPRB
R-2070 Retenções na Fonte - IR, CSLL, Cofins, PIS/PASEP
R-2098 Reabertura dos Eventos Periódicos
R-2099 Fechamento dos Eventos Periódicos
R-3010 Receita de Espetáculo Desportivo
R-4000 Solicitação de Totalização de Bases e Contribuições
R-5001 Informações das bases e dos tributos consolidados por
contribuinte
R-9000 Exclusão de Eventos

3.2 – PERD/COMP

A Declaração PERD/COMP – Pedido Eletrônico de Restituição,


Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação já existe e foi
instituída pela RFB.
Atualmente a PERD/COMP está na versão 6.7 – aprovada pelo ADE COREC
01/2017 (DOU 03/04/2017).
A PERD/COMP será alterada para receber as informações de compensação
existentes na GFIP, que deixará de existir.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 59

Maiores detalhes sobre esta Declaração podem ser obtidos no link:


https://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/tributaria/restituicao-ressarcimento-
reembolso-e-compensacao/perdcomp
Seu envio será obrigatório apenas e a empresa precisar declarar
compensações ou solicitar restituição, ressarcimento ou reembolso. Deverá ser
enviada até o dia 15 (quinze) do mês subsequente à escrituração ou fatos
geradores, antes da geração dos DARFs para pagamento da Contribuição
Previdenciária e Imposto de Renda Retido na Fonte. Tal geração de DARF ocorrerá
através da DCTFWEB.
Acompanhe a publicação de nova versão adaptada ao eSocial.

3.4 – SERO

Com legislação ainda não publicada até o fechamento desta edição do livro,
o SERO – Serviço de Regularização de Obras de Construção Civil, também entra
em vigor com o eSocial.
O objetivo do SERO é fazer o cálculo das contribuições previdenciárias
sobre a mão de obra empregada nas obras de pessoas físicas, sendo opcional seu
uso por pessoa jurídica. Seu envio será até o dia 20 do mês subsequente à
escrituração.
A informação a seguir consta no site da RFB:
A partir da implantação integral do eSocial, será disponibilizada para o
contribuinte no e-Cac da RFB o Serviço de Regularização de Obras de
Construção Civil (Sero). Por meio da simplificação na legislação da
constituição do crédito previdenciário de obras de construção civil, o
contribuinte, pessoa física ou jurídica, poderá aferir sua respectiva obra
neste novo aplicativo, para em seguida constituir o débito previdenciário,
tudo de forma online.
Com a informação prestada pelo contribuinte no eSocial e Sero, e pelas
informações de alvarás e habite-se transmitidas pelas prefeituras
utilizando o SisobraPref, haverá um batimento eletrônico de forma que
ocorra a regularização da obra. Uma vez regularizada, o contribuinte
poderá emitir a nova Certidão Negativa de Obras na Internet, prevista
também com a implantação do eSocial.
O objetivo do projeto é propiciar a constituição do crédito previdenciário
das obras de forma tão simples quanto os créditos do Imposto sobre a
Renda da Pessoa Física (IRPF). Dessa forma, não haverá a necessidade de
atendimento presencial na Receita Federal.
Fonte:
http://idg.receita.fazenda.gov.br/noticias/ascom/2016/maio/receita-

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federal-antecipa-testes-para-simplificacao-da-regularizacao-de-obras-de-
construcao-civil-no-esocial

3.3 – DCTFWEB – Gerar Guias de Recolhimento

A DCTFWEB – Declaração de Débitos e Créditos Tributários, é mais uma


declaração acessória online, constituída na forma de portal – disponível dentro do
ECAC, que recepcionará os eventos – no âmbito da RFB – do eSocial, da EFD-REINF,
da PERD/COMP e do SERO.
O envio da DCTFWEB possibilitará a geração das guias de recolhimento da
contribuição Previdenciária e Imposto de Renda Retido na Fonte. Por conta disso,
seu fechamento será até o dia 15 (quinze) do mês seguinte à ocorrência dos fatos
geradores.
Até o momento da publicação desta edição do livro não havia sido
publicada legislação pertinente à DCTFWEB.
Consta no MOS 2.2, página 22, item 3.5, em relação à DCTFWEB:
Os eventos do eSocial servirão para compor os débitos relativos à
contribuição previdenciária, a outras entidades e fundos e ao Imposto de
Renda Retido na Fonte, a serem recolhidos à Receita Federal do Brasil –
RFB, a qual, em ambiente próprio, possibilitará ao contribuinte a
geração da respectiva Declaração de Débitos e Créditos Tributários –
DCTFWeb. Na DCTFWeb serão disponibilizadas as formas de
liquidação dos débitos tributários. Maiores informações relativamente a
esse assunto deverão ser obtidas no Manual da DCTFWeb, a ser
disponibilizado tão logo esta entre em vigor.

Como funcionará a DCTFWEB?


O contribuinte transmite a folha e demais informações
previdenciárias (no eSocial mensal) e a RFB monta a DCTFWEB
a partir da Folha Transmitida (fechada), cabendo ao
contribuinte fazer as vinculações de dados que não constam no
eSocial (pagamentos, compensações etc) e, em seguida, fechar
a DCTFWEB e Transmitir à RFB.

3.5 – Interligação entre as Declarações

Realmente, até as empresas capacitarem seus colaboradores para todas


essas declarações deve demorar um pouco, de forma que recomendamos que
quanto antes se inicie o estudo, melhor. Afinal, não se trata apenas de conhecer as

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declarações, mas sim toda a legislação pertinente (trabalhista, fiscal e


previdenciária).

Eu meu site www.zenaide.com.br o leitor poderá acompanhar os


treinamentos online disponíveis sobre todas as novas declarações.

Veja no quadro a seguir como se interligarão as várias novas declarações


acessorias:

Reforçando a informação, para a geração dos DARFs referente às


contribuições previdenciárias e recolhimento do imposto de renda retido na fonte
(IRRF), será necessário primeiro enviar o fechamento do eSocial e, se houver
alguma outra informação, enviar as demais declarações.

3.6 – Recolhimento do FGTS

O Recolhimento do FGTS dar-se-á através do portal www.fgts.gov.br e será


possível apenas com o Recibo de Envio de Fechamento do eSocial mensal - S-1299.
Até o momento do fechamento desta edição não havia sido publicada
nenhuma portaria da Caixa Econômica Federal – gestora do FGTS – com
informações detalhadas sobre a geração da guia de recolhimentos.

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Capítulo 4 – Que são Leiautes, Tabelas e Regras de Validação?

Tão importante quanto ler o MOS e anotar, analisar os leiautes e anotar as


informações que serão solicitadas – principalmente aquelas que não estão
disponíveis hoje no seu sistema, ou não estão atualizadas – torna-se obrigatório
para os Gestores do eSocial, aqueles que vão trabalhar de maneira mais direta no
trato das informações.
Porém, estas informações não foram disponibilizadas de uma maneira tão
fácil de entender e por isso faz-se necessário conhecer o que será apresentado em
cada coluna e linha dos leiautes disponibilizados.

4.1 - Como entender as colunas dos leiautes

Somente a leitura do Manual é insuficiente para entender todas as


exigências do eSocial.
Para conhecer os detalhes dos campos – ou seja, o que realmente será
informado no eSocial – é necessário analisar o conteúdo dos Leiautes que
comporão os arquivos do eSocial.
Não haverá um programa e os “campos” estão descritos de uma forma
pouco amigável para quem não é analista ou programador de sistemas.
As explicações a seguir dão uma ideia de como você poderá entender o que
está descrito nos leiautes.

Conteúdo por COLUNAS do leiaute:

Nome da Coluna O que significa?


Número sequencial da linha. Muito importante
# para fazer “blocos” a fim de analisar os conteúdos.
Usaremos bastante no treinamento.
Nome técnico do campo. Com o tempo você se
Registro/Campo
acostumará a “ler” este campo.
Campo técnico para desenvolvedores. Não
analisaremos e excluiremos dos leiautes, para
Pai
melhor aproveitamento do conteúdo trabalhista e
previdenciário.
Ele Campo técnico para desenvolvedores. Não

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Nome da Coluna O que significa?


analisaremos e excluiremos dos leiautes, para
melhor aproveitamento do conteúdo trabalhista e
previdenciário.
Trata-se do tipo de informação que tipo de
conteúdo que pode ser incluído no campo.
Tipo
C (caracteres, ou seja, campo alfanumérico), D
(data) e N (número)
Ocorrência. Indica se o campo é obrigatório e
quantos registros podem incluir.
Primeiro algarismo => 1 = obrigatório e 0 = não
obrigatório
Segundo algarismo => 1 = só permite um registro no
campo
N (qualquer outro número acima de 1) = determina
qualquer quantidade de registros acima de 1.
Exemplos:
1 – 1 = Obrigatório e só permite registrar uma
informação
Ocor 0 – 1 = Não obrigatório, mas se for preenchido, só
pode registrar uma informação
1 – 99 = Obrigatório e permite incluir até 99
registros.
0 – 99 = Não obrigatório, mas se for preenchido
pode incluir de 2 a 99 registros.
ATENÇÃO! Muito cuidado na análise desta coluna,
pois o campo pode não ser obrigatório para
determinados empregadores ou trabalhadores e
para outros tornar-se obrigatório, pelas
características próprias da informação a ser
transmitida ao eSocial.
Tam Tamanho do campo
Dec Quantidade de casas decimais
Descrição do conteúdo dos campos.
Descrição Pode conter algum tipo de Validação para envio da
informação. Leia sempre.

4.2 – Nomes dos Campos nos leiautes

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Os nomes dos campos dos leiautes – constantes na coluna


“Registro/Campo”, quando referenciados na coluna descrição, sempre aparecem
entre “chaves”.
Por exemplo, na parte do leiaute que apresentaremos neste capítulo, na
descrição da linha 40 há uma regra de validação onde é citado “{foneCel}”. Este é o
nome do registro/campo da linha 41.

4.3 – Sobre as linhas dos leiautes

Conteúdos por LINHAS do leiaute:

· Linhas em negrito = não há conteúdo a ser preenchido, apenas designam o


tipo de informação da (s) linha (s) em branco seguinte (s) à linha em
negrito.
· Linhas em branco = linhas de conteúdo, campos a serem preenchidos.

Para um melhor entendimento, agrupe as informações conforme a cor das


linhas e leia atentamente a coluna Descrição (última coluna).

4.4 – Visualizando o leiaute

Visualize estas informações em parte do leiaute S-1000 (Cadastro do


Empregador/Contribuinte/Órgão Público), no que se refere às informações da linha
1, linha 2 (regras de validação) e linhas 37 a 42 com informações do Contato.
Analisaremos o leiaute completo mais adiante.

# Registro/Ca Registro El TipOco Ta D Descrição


mpo Pai e o rr m ec
1 eSocial G - 1-1 - - eSocial
Evento de informações do empregador
Regras de validação:
REGRA_INFO_EMP_PERIODO_CONFLITA
NTE
evtInfoEmpre REGRA_INFO_EMP_VALIDA_CLASSTRIB_
2 gador eSocial G - 1-1 - - BASE_ALCANTARA
REGRA_INFO_EMP_VALIDA_DTINICIAL
REGRA_INFO_EMP_VALIDA_RAIZ_CNPJ
REGRA_TAB_PERMITE_EXCLUSAO
REGRA_VALIDA_EMPREGADOR
3 contato infoCad G - 1- - - Informações de contato
7 astro 1
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# Registro/Ca Registro El TipOco Ta D Descrição


mpo Pai e o rr m ec
3 nmCtt contato E C 1- 0 - Nome do contato na empresa. Pessoa
8 1 7 responsável por ser o contato do
0 empregador com os órgãos gestores
do eSocial
Regra e validação:
REGRA_GERAL_VALIDA_NOME
3 cpfCtt contato E C 1- 0 - Preencher com o número do CPF do
9 1 1 contato.
1 Validação: A inscrição é validada na
base de dados do CPF da RFB.
4 foneFixo contato E C 0- 0 - Informar o número do telefone, com
DDD.
0 1 1 Validação: O preenchimento é
3 obrigatório se o campo {foneCel} não
for preenchido. Se preenchido, deve
conter apenas números, com o mínimo
de dez dígitos.
4 foneCel contato E C 0- 0 - Telefone celular, com DDD
Validação: Se preenchido, deve conter
1 1 1 apenas números, com o mínimo de dez
3 dígitos.
4 email contato E C 0- 0 - Endereço eletrônico
2 1 6 Validação: O e-mail deve possuir o
0 caractere "@" e este não pode estar
no início e no fim do e-mail. Deve
possuir no mínimo um caractere "."
depois do
@ e não pode estar no fim do e-mail.

4.5 – Regras de Validação

No MOS 2.2.01 há mais de 100 (cem) regras de validações. Há uma tabela


de Regras de Validação e tais regras aparecem sempre na linha 2 dos leiautes.
Algumas são bem simples, como a regra de validação do CNPJ no cadastro
da RFB.
Porém, algumas outras regras são bastante esclarecedoras quanto às
proibições e inconsistências que ocorrerão, caso não sejam seguidas.
Recomendamos bastante atenção na leitura de algumas delas, já que
recusarão o envio de determinados eventos, em caso de não conformidade.
Veja como exemplo duas regras a seguir. E mais adiante incluímos um
capítulo apenas para incluir todas as regras de validação e fazermos alguns
alertas aos empregadores e profissionais que atuarão diretamente com o eSocial.

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Sempre recomendamos que as regras sejam lidas à parte, para depois


localizar em qual leiaute ela será utilizada.
Fique muito atento às regras de fechamento de folha de pagamento, pois
caso não sejam seguidas, deixarão a folha de pagamento marcadas como
“inconsistentes”.

Nome da Regra Descrição da regra


REGRA_ADMISSAO_ANTERIOR_ A data de Admissão/Exercício informada no
INICIO_ESOCIAL evento "Cadastramento Inicial do Vínculo", nos
campos {dtAdm} e {dtExercicio} deve ser
anterior à data de início da obrigatoriedade do
contribuinte no eSocial.
REGRA_VALIDA_CNPJ O CNPJ deve existir na base da RFB e obedecer
às seguintes condições: a) Não pode pertencer a
pessoa jurídica Inapta (situação = 4) pelo motivo
de Inexistência de Fato (motivo=15); b) Caso
esteja baixado, a data de ocorrência do evento
(em caso de evento inicial ou não periódico)
deve ser igual ou anterior a data da baixa. Em
caso de evento periódico mensal, o período de
apuração deve ser anterior ou igual ao mês/ano
da baixa; c) Não pode estar anulado ou
cancelado.

4.6 – Tabelas do eSocial

Há que se entender a diferença entre dois tipos de tabelas no eSocial.


Há os “eventos” de Tabelas (Tabelas de Horários, de Cargos, de rubricas,
etc) e há as tabelas que serão utilizadas em todos os eventos do eSocial (tabelas de
natureza de rubricas, tabela de categoria de trabalhadores, tabela de países, tipos
de dependentes etc.
Os eventos de tabelas serão detalhados no Cadastro Inicial, no Capítulo 10
deste livro.
As tabelas que serão utilizadas internamente nos eventos estão listadas na
documentação técnica do eSocial e listo a seguir. O conteúdo das tabelas poderá
ser baixado no portal www.esocial.gov.br. Neste livro apresentaremos apenas
algumas tabelas, devido ao tamanho do arquivo, que é composto de 82 páginas.

Tabelas que serão usadas nos eventos do eSocial (MOS 2.2.01):

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Tabela Descrição
01 Categoria de Trabalhadores
02 Financiamento da Aposentadoria Especial e Redução do Tempo
de Contribuição
03 Natureza das Rubricas da Folha de Pagamento
04 Códigos e Alíquotas de FPAS/Terceiros
05 Tipos de Inscrição
06 Países
07 Tipos de Dependente
08 Classificação Tributária
09 Tipos de Arquivo do eSocial
10 Tipos de Lotação Tributária
11 Compatibilidade entre Categoria de Trabalhadores, Classif.
Tributária e Tipos de Lotação
12 Compatibilidade entre Tipos de Lotação e Classificação
Tributária
13 Parte do corpo atingida
14 Agente Causador do Acidente de Trabalho
15 Agente Causador / Situação Geradora de Doença Profissional
16 Situação Geradora do Acidente de Trabalho
17 Descrição da Natureza da Lesão
18 Motivos de Afastamento
19 Motivos de Desligamento
20 Tipos de Logradouro
21 Natureza Jurídica
22 Compatibilidade entre FPAS e Classificação Tributária
23 Fatores de Riscos do Meio Ambiente do Trabalho
24 Codificação de Acidente de Trabalho
25 Tipos de Benefícios Previdenciários dos Regimes Próprios de
Previdência
26 Motivos de Cessação de Benefícios Previdenciários

4.7 – Como saber se o seu sistema está corretamente adaptado ao eSocial?

A resposta para esta pergunta é simples, porém a resolução dela não é. A


resposta simples é: verifique tudo que o eSocial e a legislação vigente exigem e
teste o seu sistema. Já para saber como verificar tudo, acompanhe o texto a seguir.
Para saber se o seu sistema atende realmente a todos os critérios do
eSocial, ou seja, se foi adaptado corretamente, faz-se necessário conhecer em
detalhes todos os campos que serão solicitados no eSocial e todas as regras de

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validação que constam nos campos e também a própria tabela de regras de


validação do eSocial. E ainda conhecer a legislação vigente. Dependendo da
atividade da organização, haverá um grupo de informações específicas.
Uma entidade isenta de contribuições previdenciárias, por exemplo, deverá
informar dados da isenção. E tais dados serão exigidos a partir da informação da
classificação tributária.
O seu sistema poderá cruzar dados que indiquem se determinado grupo de
informações deverá ser preenchida ou não. Porém, reforço, analisar se o sistema
está corretamente adaptado ao eSocial faz parte do trabalho do responsável
interno da organização.
O sistema de sua empresa deve estar preparado para todas as regras que
impliquem em geração de dados ao eSocial, quer seja pela sua classificação
tributária, pelo “tipo” de trabalhador informado (empregado, diretor com ou sem
FGTS, estagiário, etc).

Checklist para Análise do Sistema

No quadro a seguir, apresentamos um pequeno checklist que deve ser


observado e validado pelos profissionais responsáveis pelo eSocial dentro da
organização. Veja:

eSocial – Checklist para Análise do Sistema Adaptado

Item Critérios a analisar – Se constam no sistema SIM NÃO

1 Constam todos os campos obrigatórios dos leiautes?

2 Constam todas as regras de validação da coluna


“descrição”?

3 Constam todas as regras das tabelas de regras?

4 Há alertas no sistema para evitar envio de dados em


desacordo com a legislação vigente, mesmo que dado
seja válido?
5 As regras específicas para a atividade do empregador
estão atendidas?

Autora: Zenaide Carvalho – www.zenaide.com.br

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Ressalto que a verificação completa só poderá ocorrer quando o Comitê


Gestor terminar os testes e divulgar um leiaute válido para o início oficial do
eSocial. Até lá, o leitor poderá fazer as análises de acordo com a entrega de partes
do sistema atualizado e, caso detecte algum erro, comunicar imediatamente à
empresa desenvolvedora do sistema para correções.
Leia a seguir como tais informações se interligam através de alguns
exemplos.

Exemplo 1 – Cadastro do Trabalhador

No Cadastro do Trabalhador, para o eSocial, não é exigido o nome da mãe e


nem o nome do pai. São campos de preenchimento opcional, já que nem todos
têm pai e/ou mãe. Porém, alguns sistemas dos quais eu já tenho conhecimento,
estão exigindo que seja informado o nome do pai ou nome da mãe. Não é uma
exigência do eSocial. Para o eSocial, nem é necessário informar IGNORADO. Basta
simplesmente não enviar nenhuma informação. Já tenho informação de sistemas
que estão exigindo a data de nascimento de todos os pais e todas as mães. E mais
uma vez, não é uma exigência do eSocial. A data de nascimento de pai ou mãe só
será exigida se eles forem dependentes (imposto de renda ou plano de saúde, por
exemplo). Assim, se o seu sistema exige tais datas, recomendo verificar com o
Suporte da empresa que desenvolveu, para saber os motivos pelos quais estes
campos são de preenchimento obrigatório.

Exemplo 2 – Telefone do Contato

No eSocial, será obrigatório informar um telefone do contato da empresa


junto ao eSocial, no cadastro do Empregador. Porém, analisando superficialmente
o leiaute na coluna “ocorrência” os dois telefones – fixo e celular – constam como
campos de preenchimento não obrigatório. Porém, analisando mais amiúde a
coluna “descrição” do mesmo leiaute do cadastro do empregador, há uma regra de
validação: o campo de telefone fixo é obrigatório se o telefone celular não for
informado. É uma condicional. O desenvolvedor de sistemas deverá ficar atento a
tais regras contidas na coluna “descrição”. Se este cuidado não for tomado, poderia
deixar os dois campos como não obrigatórios. Porém, em análise mais
aprofundada, seria visto que um dos dois campos deverá ser preenchido.

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Exemplo 3 – Regras Gerais de Validação

Na tabela de regras de validação também constam obrigações de


preenchimento dos campos. Veja apenas uma delas, em relação ao nome do
trabalhador”:

REGRA_GERAL_VALIDA_NOME O nome informado:


a) Não pode começar com espaço;
b) Não pode ter mais de um espaço entre
palavras;
c) Não pode conter mais que três letras iguais
consecutivas;
d) A primeira parte do nome deve ter pelo
menos duas letras;
e) Não pode ter mais de 2 letras isoladas
(abreviações) em sequência.

Neste livro temos um capítulo exclusivo para apresentar todas as regras da


tabela de regras de validação.

Exemplo 4 – Regras da Legislação vigente

Um outro ponto a ser discutido é a questão do conteúdo correto,


porém em desacordo com a exigência legal.
Vamos a mais um exemplo: ao informar os ASO (Atestados de Saúde
Ocupacional), será solicitada a DATA do ASO – leiaute do evento S-2220
Monitoramento de Saúde do Trabalhador. Porém, como eu já escrevi em capítulos
anteriores, não basta enviar o dado ao eSocial, é preciso enviar o dado correto.
Sabemos que o ASO Admissional deve ser datado (e realmente realizado) antes da
admissão do empregado. Esta regra não consta no eSocial, mas sim na NR-7
(Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho, relativa ao PCMSO –
Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), no item 7.4.3.1. No eSocial,
não consta esta “regra de validação”, porém, seria muito bom que o seu sistema
“alertasse” para que o empregador não envie dados que possam ser contrários à
legislação, ficando vulnerável a uma autuação. O seu sistema fará este alerta? Não
sei se ele está apto a fazer, mas deveria fazer.
Com estes simples exemplos, é possível perceber que para ter certeza que
o seu sistema está corretamente adaptado às exigências do eSocial, é necessário
analisar linha a linha, campo a campo de cada um dos leiautes do eSocial em um
sistema já adaptado. Sem esse cuidado, restará confiar no desenvolvedor do
sistema e correr o risco de enviar informações incorretas ou até mesmo não enviar,
por falha no sistema.

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Neste capítulo 4 o leitor tem a explicação detalhada sobre como analisar os


leiautes do eSocial. Nos capítulos 9, 10, 11 e 12 o leitor também poderá
acompanhar a análise de todos os leiautes do Cadastro Inicial e de Admissão dos
trabalhadores.

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Capítulo 5 – Como enviar os dados ao eSocial?

5.1 – Como fazer o envio de dados ao eSocial

O eSocial exigirá o envio de arquivos – também denominados no eSocial


como “Eventos” – de Cadastramento Inicial (o cadastro do próprio empregador, as
tabelas e o cadastro de todos os trabalhadores) que irão para um ambiente
nacional e serão validados de forma online nos Cadastros da Receita Federal e da
Previdência Social.

Posteriormente, à medida que ocorrerem, deverão ser enviados os


arquivos contendo as admissões, os desligamentos, e outros registros de eventos
trabalhistas, que também serão validados online e agora também com o
cruzamento dos dados enviados anteriormente.
A estes arquivos denominou-se RET- Registro de Eventos Trabalhistas.
Mensalmente serão enviados os dados relativos à remuneração, para
geração da folha de pagamento e recolhimentos de tributos.
Ocorrerão validações online e serão expedidos protocolos e recibos de
envio para os contribuintes. Estando os dados validados, ficarão disponíveis aos
entes participantes (RFB, INSS, CEF, MTE) imediatamente, que poderão utilizar tais
dados como melhor convier a cada ente.
O envio dos dados dos vínculos trabalhistas e funcionais deverá ocorrer
até o final do primeiro mês da obrigação do eSocial (Resol. 01/2015, art 3º, I, c).
Exemplo: com o começo do eSocial em julho/2018 para alguns empregadores, os
dados do empregador devem ser enviados primeiro, depois enviamos as tabelas e
só depois enviamos os dados dos trabalhadores. Tudo isso entre o dia 1º e o dia 31
do mês de início do eSocial.

5.2 – Emissão de GUIAS de Recolhimento

Só será possível fazer a emissão das guias de recolhimento dos tributos


calculados no eSocial APÓS O FECHAMENTO do eSocial MENSAL (fechamento da
folha) e está previsto que seja de MANEIRA CENTRALIZADA, pela Matriz.
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Esta não é uma situação nova – emissão de guia após o envio a declaração
– pois já ocorre com a emissão do FGTS e para as empresas do Simples Nacional.
Mas é diferente da atual situação – antes do início do eSocial – em que há o
recolhimento por estabelecimentos quanto às contribuições previdenciárias e
FGTS.
A emissão dos dois DARF (Documento de Arrecadação das Receitas
Federais) – um para contribuições previdenciárias e outro para o Imposto de Renda
Retido na Fonte – ainda dependerá do envio do fechamento da EFD-REINF (se
houver outras retenções previdenciárias de pessoas jurídicas) e e será através da
DCTFWEB, declarações que apresentamos no Capítulo 3 deste livro.
Veja a seguir o quadro exemplificativo:

Fonte: Apresentação do Comitê Gestor

A primeira coluna representa as formas como a empresa poderá gerar os


dados para o eSocial – eventos iniciais, trabalhistas e mensais – através de seu
próprio sistema interno ou através do aplicativo web.
A segunda coluna representa o banco de dados nacional do eSocial,
recebendo os dados e, na parte inferior, os repassando à RFB, que transferirá os
dados para a DCTFWEB para a geração dos DARF.

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A terceira coluna é representada pela Caixa Econômica Federal, recebendo


os dados para a geração da guia de recolhimentos do FGTS.
Incluímos ainda a EFD-REINF, para as empresas que precisarão gerar
informações de recolhimentos que não estão no eSocial.
Vale reforçar que as guias para recolhimentos do FGTS, do IRRF e da
Previdência Social só serão disponibilizadas para emissão após o envio do arquivo
de Fechamento da Folha do eSocial.

5.3 – Prazo para envio dos vínculos de trabalho

O envio dos dados dos vínculos trabalhistas e funcionais deverá ocorrer até
o final do primeiro mês da obrigação do eSocial (Resol. 01/2015, art 3º, I, c).
Exemplo: caso o eSocial comece em julho/2018, os dados do Cadastro do
Empregador devem ser enviados antes de qualquer outro – entre os dias 01 a
31/08/2018.
Somente depois deve haver o envio das Tabelas.
Os dados dos trabalhadores devem ser enviados até o dia 31/08/2018,
somente após o envio do Cadastro do Empregador e das Tabelas.

5.4 – Formato dos Arquivos e Lotes de Eventos

Os arquivos do eSocial devem ser gerados nos sistemas internos das


empresas – que serão todos adaptados ao eSocial – e terão a extensão “XML”,
formato semelhante ao das notas fiscais eletrônicas.
As regras técnicas para geração dos arquivos estão publicadas no Manual
do Desenvolvedor do eSocial.
Será permitido envio de arquivos em lotes de até 50 eventos e
apresentaremos a logística mais adiante.

5.5 – Contingência: Aplicativo/Portal WEB

O Aplicativo via web (internet) tem linguagem menos técnica e mais


didática, mensagens de orientação (help online), validação em tempo real de
transmissão.
Este aplicativo servirá para envio de dados como medida de contingência –
caso o sistema não esteja funcionando – por qualquer empregador. Porém, seu uso
será inviável para grandes empregadores, pois terá que ser “alimentado”
manualmente.
Mas, para os pequenos empregadores que fazem a sua própria folha de
pagamento, poderá ser bastante útil, pois não precisarão adquirir sistemas. O

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aplicativo gerará a folha de pagamento com os cálculos de contribuições e


descontos e o acesso será pelo portal www.esocial.gov.br.

5.6 – Certificado Digital e Procuração

Para envio dos dados no eSocial será obrigatório o uso da Certificação


Digital ICP-Brasil (A1 ou A3) de Pessoa Física ou Pessoa Jurídica.
Poderão usar Código de Acesso as empresas optantes pelo Simples Nacional,
pequeno produtor rural e CI equiparado à empresa, todos com até 03 empregados,
e o MEI, além do empregador doméstico.

· O serviço de procuração eletrônica está em fase de definição. Serão aceitas


procurações emitidas pela CAIXA (Conectividade Social) e pela RFB.

· Será permitido ao outorgante repassar os poderes para transmissão de


eventos eSocial para um CNPJ ou CPF. O outorgado que receber tais
poderes poderá enviar todos os eventos do eSocial.

Mesmo nos pequenos empregadores, recomendamos a


aquisição de certificado digital, que facilitará o acesso por seus
procuradores, como os escritórios contábeis. O investimento em
certificado digital compensa o custo.

O certificado digital padrão A1 – em software, instalado em computadores


– tem validade de um ano e seu custo é menor que o certificado de padrão A3, que
é gerado em cartão ou “token” e pode ter validade de um ou três anos. Cada
empresa definirá que tipo de certificado utilizar, conforme suas necessidades.

5.7 – Logística para Envio dos Eventos

Uma das grandes novidades e mudança de paradigma no eSocial é que não


haverá um Programa Validador e Assinador – o já conhecido PVA, para quem
trabalha com o SPED.
Também não haverá um Programa Gerador de Declarações (PGD), como é
o caso dos programas que geram as declarações GFIP, RAIS e DIRF.
Todos os dados serão incluídos nos sistemas internos da empresa – ou
gerados pelo aplicativo web – e transferidos para o ambiente do eSocial por meio
de aplicativo webservice ou sistema de mensageria. Esta parte técnica será
melhore explicada ás empresas pela empresa desenvolvedora do seu sistema
interno.

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5.8 - Lotes e Validações dos Eventos

No ambiente nacional do eSocial é onde ocorrerão as validações após o


envio.
Poderão ser enviados arquivos contendo até 50 (cinquenta) eventos
(página 30 do Manual do Desenvolvedor, versão 1.2)
Isto quer dizer que uma empresa que tenha até 50 (cinquenta)
trabalhadores só precisará enviar um arquivo para o cadastro de todos. E no final
do mês só precisará enviar apenas um arquivo com todas as remunerações para a
folha de pagamento.

Esta funcionalidade – envio de arquivos com até 50 (cinquenta) eventos,


por lote – não estava prevista até a divulgação do Manual do Desenvolvedor,
ocorrida em 30/04/2015.
O Comitê Gestor orienta e prevê a utilização de dois webservices (programas
para transmissão de dados, acoplado ao sistema da empresa, que fará o envio e a
recepção dos protocolos e recibos), conforme consta nas páginas 7 e 8 do Manual
do Desenvolvedor – versão 1.2, de abril/2017. Eis a logística:

1 – O webservice 1 gera os lotes de eventos (máximo de 50, previsto na página


38 do Manual do Desenvolvedor) e transmite aos servidores do eSocial.

2 – De forma imediata serão checados alguns dados (estrutura do arquivo,


validade do certificado etc). Se o dado não for válido, o eSocial gerará um “aviso”
de retorno com as inconsistências encontradas. Neste caso, o empregador deve
corrigir os dados e reenviar.

3 – Sendo feita a validação, o eSocial armazena o lote para processamento


“assíncrono” (posterior), e disponibiliza um Protocolo de envio ao empregador.

4 – Posteriormente o empregador deve acessar o ambiente (através de


webservice 2) para consultar o processamento do lote.

5 – Tendo sido recebido o lote com sucesso, o eSocial liberará tantos Recibos
quantos forem os arquivos contidos no lote. Exemplo: enviou LOTE com
remunerações da folha para 50 empregados. No primeiro momento haverá apenas
1 Protocolo de envio do LOTE.
Em segundo momento (após a validação) haverá 50 Recibos que deverão ser
guardados pelo empregador.

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Caso haja problemas para uso do webservice poderá ser usado o Portal
para digitação dos dados, é o que prevê o mesmo Manual do Desenvolvedor.
Visualize a seguir a logística do envio dos eventos:

Fonte: Manual do Desenvolvedor – versão 1.2 de abril/2017 – página 10

No envio dos arquivos o eSocial haverá um “balanceador”, para identificar


onde ocorrerá o processamento do arquivo, se no ambiente do eSocial na Caixa ou
no ambiente do Serpro, antes do envio ao ambiente nacional unificado.

Como interpretar a Sequência numérica no desenho?

Empregador envia o arquivo (1). O eSocial, através do balanceador (2)


identifica se o arquivo irá para o servidor do eSocial na Caixa.

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A validação (3) será realizada apenas em alguns dados (validade do


certificado digital, estrutura do arquivo) e com a validação o empregador recebe
um protocolo (4).
Após a validação os repositõrios temporários enviam os dados para o
ambiente do eSocial (5), que entram em uma “fila” para processamento (6).
O resultado do processssmento alimenta o ambiente nacional do eSocial,
que libera os dados aos entes participantes (7).
O resultado do processamento fica disponível ao empregador (8), que
poderá usar o webservice para consultar o processamento do lote (9) e pode gerar
os Recibos (10), um para cada um dos arquivos contidos no Evento.
Assim, um arquivo contendo 50 eventos terá um Protocolo e tantos recibos
quantos forem considerados os arquivos válidos dentro do lote (1 a 50 recibos).
No envio de lotes de eventos é necessário guardar o PROTOCOLO para
posterior consulta do PROCESSAMENTO.

5.9 – O comprovante de Entrega: Recibo

O recibo de entrega dos eventos serve para oficializar a remessa de


determinada informação ao eSocial e também para obter cópia de determinado
evento, retificá-lo ou excluí-lo quando o programa assim o permitir.
Cada evento transmitido possui um recibo de entrega. Quando se pretende
efetuar a retificação de determinado evento deve ser informado o número do
recibo de entrega do evento que se pretende retificar.
Estes recibos serão mantidos no sistema por tempo indeterminado, porém,
por segurança, é importante que a empresa guarde seus respectivos recibos, os
quais comprovam a entrega e o cumprimento da obrigação.
O protocolo de envio é uma informação transitória, avisando que o evento
foi transmitido ao ambiente e que serão processadas as respectivas validações. O
efetivo cumprimento da obrigação será atestado pelo recibo de entrega.

É de suma importância que a empresa tenha um controle para


armazenamento dos números dos Recibos de Entrega dos
Eventos.

NÚMERO DO RECIBO DO EVENTO

Fonte: Manual do Desenvolvedor, página 69

A seguir é descrita a regra de formação deste código:


A.B.CC.NNNNNNNN....N
A = Agente de processamento:
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Serpro=1
B = Ambiente de recepção:
1=Produção;
2=Pré-produção - dados reais;
3=Pré-produção - dados
fictícios;
6=Homologação;
7=Validação;
8=Testes;
9=Desenvolvimento;
C = Partição do Empregador
N = Número sequencial (19 posições)

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Capítulo 6 – Penalidades e Mudanças

6.1 – Substituição das declarações

O Decreto 8.373/14 em seu artigo 2º regulamenta que as informações


geradas através do eSocial substituirão a obrigação da entrega das mesmas
informações em outros formulários a que estão sujeitas as pessoas jurídicas
obrigadas ao eSocial (empregadores pessoas jurídicas, físicas, órgãos públicos e
outros), mas a forma como ocorrerá essa substituição ainda será disciplinada pelos
órgãos partícipes do eSocial (CEF, RFB, INSS etc).
Já está definido que no mês de início oficial do eSocial não será mais
necessário fazer GFIP e a GPS será substituída pelo DARF.
As declarações anuais como a DIRF e a RAIS só serão substituídas quando
houver uma informação de um exercício completo. Por exemplo, caso a empresa
comece o eSocial em julho/2018, a RAIS e a DIRF do exercício de 2018 (entregues
em início de 2019) não serão mais exigidas.

6.2 - Retificações de Períodos Anteriores

Uma informação muito importante é que todas as Declarações (GFIP, RAIS,


CAGED, DIRF) permanecerão ativas para os períodos anteriores ao eSocial, para fins
de retificações.
Assim, como exemplo, se houve um erro na GFIP do mês de maior/2017,
deverá ser utilizado o programa SEFIP para retificação, com as mesmas regras
constantes do Manual da GFIP. E assim deverá ocorrer para todas as demais
declarações. É o chamado “legado”, período de informações em que o eSocial
ainda não estava em vigor.

6.3 - Resumo das Mudanças

· Extinção das obrigações acessórias GFIP, RAIS, CAGED, DIRF, MANAD, Ficha
de Registro, Contrato de Trabalho, Folha de Pagamento, Formulário de
Seguro Desemprego, CAT Eletrônica. As datas para extinção serão

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publicadas em Resoluções pelo Comitê Gestor do eSocial ou por cada ente


partícipe.

· A Folha de Pagamento, a Ficha de Registro, o Contrato de Trabalho e a CAT


Eletrônica passam a ser padronizados com a emissão pelo eSocial após o
envio dos dados.

· O Formulário do Seguro Desemprego já está sendo gerado eletronicamente


desde abril/2015 pela internet (Seguro Desemprego WEB) no Portal Mais
Emprego.

· Extinção da GPS, a ser substituída pelo DARF. Com a extinção da GPS, acaba
o recolhimento por estabelecimento e passa a ser centralizado na MATRIZ,
como já ocorre com as empresas enquadradas na “Desoneração da Folha”
(Lei 12.546/11).

· Está prevista a criação do DAE (Documento de Arrecadação do


Empregador) – semelhante ao DAE do Empregador Doméstico - que
poderá ser usado para recolhimento de FGTS, INSS e IRRF no mesmo
documento para pequenos empregadores, mas a regra ainda não foi
publicada até o fechamento desta obra.

· Extinção do PIS/PASEP, que passa a ser substituído pelo CPF: somente após
a Qualificação Cadastral (batimento de CPF X NIS X NOME X DATA DE
NASCIMENTO). Os dados deverão estar consistentes com as informações
constantes no CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais) da
Previdência Social e no Cadastro do CPF, na Receita Federal do Brasil. A
Consulta de Qualificação Cadastral já está disponível e foi objeto de estudo
no Capítulo 2 deste livro.

· Extinção da Carteira de Trabalho em papel, que passa a ser um Cartão


Eletrônico denominado RIC – Registro de Identificação Civil, com a qual o
trabalhador poderá acessar todas as suas informações via internet. Embora
já haja campo para informação do RIC no Cadastro do Trabalhador no
eSocial, ainda não houve a divulgação oficial do novo documento.

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 82

As mudanças previstas não simplificarão as obrigações no


início do eSocial, muito pelo contrário. Como no período
de testes será necessário continuar desenvolvendo todas
as rotinas e declarações, não haverá redução de trabalho.
As declarações – por continuarem a existir para as
retificações de períodos anteriores ao eSocial – exigirão o
conhecimento sobre todos procedimentos de retificações
e envio de GFIP, RAIS, CAGED, DIRF e MANAD.

6.4 – Multas do SPED em geral

Com relação à multa pela não entrega ou entrega em atraso das obrigações
do SPED – e o eSocial faz parte do SPED, de maneira geral, estão previstas na lei
12.766/12, de 27/12/2012 (DOU 28/12/2012), artigo 8º, que são de R$ 500,00
(quinhentos reais) para empresas tributadas pelo Lucro Presumido ou R$ 1.500,00
(um mil e quinhentos reais) para empresas tributadas pelo Lucro Real.
Ainda não há previsão de multas para os órgãos públicos e nem para
determinados contribuintes como empregadores com CEI, MEI etc, salvo alterações
posteriores na legislação, o que deve ocorrer em breve.
Essa multa só seria cobrada em caso de envio em atraso do arquivo final do
mês – Arquivo de Fechamento do Movimento do eSocial – cujo prazo é até o dia 07
(sete) do mês seguinte à ocorrência dos fatos geradores.
Mas a legislação pode ser alterada a qualquer momento para prever novas
autuações e é bom não deixar de enviar todos os eventos nos prazos
determinados.

6.5 – Multas e Autuações no eSocial

Uma dúvida que sempre surge quando uma obrigação acessória é imposta
pelo fisco é em relação às penalidades previstas. Com o eSocial não é diferente.
Mas não há multa prevista especificamente para o eSocial.
A Resolução 01 do Comitê Gestor do eSocial traz em seu artigo 3º,
parágrafo 9º:
§ 9º Aquele que deixar de prestar as informações no prazo
fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões
ficará sujeito às penalidades previstas na legislação.

É importante saber que o eSocial é “apenas” uma declaração que irá


apresentar ao fisco se o empregador/contribuinte está cumprindo ou não a

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 83

legislação vigente, já que em princípio não há previsão de mudança, apenas a


exigência do cumprimento do que já existe.
Vamos dar um exemplo: suponha que você não envie o registro de um
empregado (evento “Admissão do Trabalhador”) até o dia anterior à admissão.
Como não foi enviado o arquivo, o sistema do eSocial poderá entender que
a admissão do empregado ocorreu sem o devido registro e, consequentemente, o
empregador estará sujeito à multa da obrigação trabalhista (registrar o empregado
do início no trabalho) e não à multa do eSocial.

Recomendamos aos escritórios contábeis que enviem a tabela


de multas vigentes aos empregadores clientes, apresentando
as possíveis autuações em função da fiscalização eletrônica.
Após alertar o empregador, caso ele não cumpra a legislação,
recomendamos que seja criado um Termo de
Responsabilidade a fim de isentar o escritório contábil de
possíveis multas que o empregador possa sofrer em função de
não cumprimento da legislação.

6.6 – Multas Trabalhistas, Previdenciárias e Tributárias

São as multas com as quais o empregador realmente deve se preocupar. E


muito. Com a implantação do eSocial, devido às possibilidades cada vez maiores da
fiscalização eletrônica, cruzamento com a Tabela de Regras e dados enviados pelo
próprio empregador – o empregador deve conhecer os riscos que corre, ao não
cumprir uma obrigação.
A partir da entrada em vigor do eSocial os entes participantes (INSS, CEF,
RFB, MTE) terão acesso a todos os dados do Empregador e dos Trabalhadores. Os
próprios trabalhadores também terão acesso aos seus dados.

Tais dados poderão sofrer fiscalização com autuação imediata, online ou


ficarão ao dispor do fisco para uma eventual fiscalização por até 05 (cinco) anos.

Multas Tributárias – Imposto de Renda Retido na Fonte

Todos os empregadores estão sujeitos às multas tributárias – por não


retenção do imposto de renda na fonte, por exemplo – como responsáveis pela
retenção e recolhimento segundo determinação do artigo 121 da lei 5.172/66
(Código Tributário Nacional – CTN).
Zenaide Carvalho P á g i n a | 84

Tais multas podem chegar a 150% (cento e cinquenta por cento) do valor
não recolhido conforme determina o artigo 957 do Decreto 3.000/99 (Regulamento
do Imposto de Renda – RIR). As regras para cumprimento da legislação estão no
Decreto 3.000/99.
Mais recentemente a RFB expediu a Instrução Normativa 1.500/14 que traz
as regras para a tributação do imposto de renda das pessoas físicas, cuja leitura é
obrigatória.

Multas Previdenciárias

Com relação às multas previdenciárias do RGPS – Regime Geral de


Previdência Social estão previstas no Decreto 3.048/99 e atingem todos os
empregados celetistas.
Os valores são corrigidos e divulgados anualmente, através de Portaria do
Ministério da Fazenda, geralmente na mesma portaria que divulga a tabela de
descontos e outros valores previdenciários.
Para o ano de 2017 as multas variam de R$ 300,49 até R$ 228.402,57,
conforme atualizado em 2017 pela Portaria MF 08/2017.

Multas Trabalhistas

As multas trabalhistas estão previstas na CLT – Decreto 5452/43 e o


Ministério do Trabalho mantém uma tabela de multas no seu portal. Porém os
valores estão desatualizados há muitos anos e certamente serão atualizados em
breve, por força da entrada em vigor do eSocial e da Reforma Trabalhista.
Ainda há as multas do FGTS previstas na lei 8.036/90, do Seguro
Desemprego e as previstas na legislação previdenciária.
O empregador deve ficar atento ao cumprimento rigoroso da legislação
para evitar incorrer em erros que possam ensejar uma fiscalização retroativa aos
últimos 5 cincos.

BASE MÍNIM MÁXIMO


NATUREZA INFRAÇÃO OBSERVAÇÕES
LEGAL O R$ R$
Infrações à
legislação da Portaria Infrações à
Previdência Dec. MF 228.402,5 legislação da
300,49
Social – Leis 3.048/99 08/2017 7 Previdência
8.212/91 e art. 8 Social
8.213/91
Duração do CLT arts CLT Art. Dobrado na
40,25 4.025,33
Trabalho 57/74 75 reincidência,

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 85

BASE MÍNIM MÁXIMO


NATUREZA INFRAÇÃO OBSERVAÇÕES
LEGAL O R$ R$
Duração e oposição ou
Condições CLT Arts CLT art. desacato
Especiais do 224/350 351
Trabalho
Por empregado,
dobrado na
reincidência,
FGTS: deixar de
fraude,
computar
Lei 8.036/90, art. 23 10,64 106,41 simulação,
parcela, falta de
artifício, ardil,
depósito
resistência,
embaraçado ou
desacato
Valor máximo
Medicina do reincidência
Trabalho (não CLT art. CLT art. embaraço,
402,53 4.025,33
fazer PCMSO, por 154/200 201 reincidência,
exemplo) artifício,
simulação
Pessoas Com Art. 93 Lei Art. 133 281.526,9 Não cumprir as
253,36
Deficiência 8213/91 8213/91 6 cotas
Seguro
Lei
Desemprego Lei 7998/90
7998/90 425,64 42.564,00
(fraude, por art. 24 Valor Máximo
art. 25
exemplo) em caso de
Segurança do embaraço,
trabalho (não reincidência,
fazer os laudos CLT art. CLT art. artifício,
670,89 6.708,59
PPRA ou LTCAT 154/200 201 simulação
ou não fornecer
EPI, por exemplo)
13º Salário (não
pagar no prazo, Lei
ou não pagar Lei 4090/62 7855/89 170,26
com médias, por art. 3º
exemplo)
Por empregado,
Contrato
dobrado na
individual de
CLT art. CLT art. reincidência
Trabalho 402,53
442/508 510
(empregado sem
registro, por ex.)
Falta anotação da CLT art.
CLT art. 29 296,12
CTPS 54

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 86

BASE MÍNIM MÁXIMO


NATUREZA INFRAÇÃO OBSERVAÇÕES
LEGAL O R$ R$
Falta registro de CLT art.
CLT art. 41 402,53
empregado 47
Férias (deixar de
pagar com média,
por exemplo) –
Pagamento em
atraso: ter que CLT art. CLT art.
170,26 Por empregado.
pagar novamente 129/152 153
as férias
(decisões da
Justiça
Trabalhista)
Por empregado
Não Pagamento prejudicado +
CLT art.
de Verbas CLT art. 477 multa 1 (um)
477 170,26
Rescisórias no § 8º salário
§ 8º
Prazo Previsto corrigido, para o
empregado
Fonte das multas da CLT: www.mte.gov.br - Compilação: a autora

6.7 – Fiscalização do FGTS

O FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – é fiscalizado pelo


Ministério do Trabalho, embora sua gestão esteja sob responsabilidade da Caixa
Econômica Federal.
O FGTS é regulado pela lei 8.036/90 e Decreto 99.684/90, este último
sendo o Regulamento do FGTS.
Para sua operacionalização, a Caixa Econômica Federal emana Portarias e
Circulares.

A fiscalização do FGTS tem sido modernizada e os valores recuperados em


ações fiscais crescem a cada dia.
Em 2014, o Ministério do Trabalho já pautava em mais de 25% de suas
ações de forma eletrônica.
A arrecadação do FGTS recolhido sob ação fiscal no período de 2010 a 2014
saltou de mais de R$ 1,2 bilhão para mais de R$ 2,6 bilhões, aumentando em mais
de 100% em função também da fiscalização eletrônica.
Veja quadro ilustrativo, publicado pelo Portal Planalto
(www.planalto.gov.br).

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 87

Alerta aos empregadores que não recolhem o FGTS

Talvez nem todos saibam porque a fiscalização do FGTS não costuma levar
a regra legal aos extremos, mas leia o que consta nos artigos 50 a52 do Decreto
99.684/90. Farei meus comentários após o texto legal.

Art. 50. O empregador em mora para com o FGTS não poderá,


sem prejuízo de outras disposições legais (Decreto-Lei n° 368, de 14 de
dezembro de 1968, art. 1°):

I - pagar honorário, gratificação, pro labore, ou qualquer tipo de


retribuição ou retirada a seus diretores, sócios, gerentes ou titulares de
firma individual; e

II - distribuir quaisquer lucros, bonificações, dividendos ou


interesses a seus sócios, titulares, acionistas, ou membros de órgãos
dirigentes, fiscais ou consultivos.

Art. 51. O empregador em mora contumaz com o FGTS não


poderá receber qualquer benefício de natureza fiscal, tributária ou
financeira, por parte de órgão da União, dos Estados, do Distrito

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 88

Federal ou dos Municípios, ou de que estes participem (Decreto-Lei n°


368, de 1968, art. 2°).

§ 1° Considera-se mora contumaz o não pagamento de valores


devidos ao FGTS por período igual ou superior a três meses, sem
motivo grave ou relevante, excluídas as causas pertinentes ao risco do
empreendimento.

§ 2° Não se incluem na proibição deste artigo as operações


destinadas à liquidação dos débitos existentes para com o FGTS, o
que deverá ser expressamente consignado em documento firmado
pelo responsável legal da empresa, como justificação do crédito.

Art. 52. Pela infração ao disposto nos incisos I e II do art. 50, os


diretores, sócios, gerentes, membros de órgãos fiscais ou consultivos,
titulares de firma individual ou quaisquer outros dirigentes de empresa
estão sujeitos à pena de detenção de um mês a um ano (Decreto-Lei n°
368, de 1968, art. 4°).

Parágrafo único. Apurada a infração prevista neste artigo, a


autoridade competente do INSS representará, sob pena de
responsabilidade, ao Ministério Público, para a instauração da
competente ação penal.

Fica claro que o empregador que não honrar os recolhimentos do FGTS


poderá perder benefícios de natureza fiscal – o Simples Nacional é um deles, não
poderá pagar pró-labore ou qualquer tipo de retribuição a sócios. Ainda há o risco
de haver detenção de um mês a um ano.
Porém, no meu ponto de vista há um erro grave no parágrafo único do
artigo 52: a atribuição ao INSS de levar adiante o cumprimento da penalidade.
Se é o Ministério do Trabalho quem fiscaliza o recolhimento do FGTS – que
está sob a gestão da Caixa Econômica Federal – por que o INSS estaria incumbido
de tal atribuição?
Na realidade, poucas empresas são punidas pelo não recolhimento do
FGTS, mesmo havendo o aumento substancial da arrecadação. Tal fato deve-se
porque a fiscalização eletrônica ainda não é nem metade do total de fiscalizações.
Entretanto, esta situação deve mudar com o eSocial e os órgãos
fiscalizadores deverão ser mais atuantes.
Minha recomendação aos responsáveis pelos escritórios contábeis:
repassem esta informação aos empregadores que estão em mora com o FGTS e
recomende a regularização o quanto antes.
eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 89

Capítulo 7 - Como implantar o eSocial?

Depois de ler os capítulos anteriores e sentir o “peso” do eSocial o leitor


deve estar fazendo a seguinte pergunta: “Por onde eu começo?”.
E aí entra este capítulo com a “Solução”. Mas não pense que a solução é
simples. Certamente será bastante trabalhosa a implantação do eSocial.
E a solução passa por identificar o que está errado, sensibilizar os
empregadores, criar equipe para o eSocial, corrigir rotinas e preparar o seu sistema
para os dados.
Este capítulo é inteiramente dedicado às estratégias que a empresa ou
escritório contábil deve executar para fazer a implantação do eSocial.
Porém, antes mesmo de comentar sobre como fazer a sensibilização de
empregadores e as estratégias para a implantação, é necessário comentar sobre os
pontos críticos no eSocial.
Esses pontos críticos surgiram dos estudos sobre o eSocial – o que será
exigido – com a legislação vigente e a prática comum em muitas empresas e
escritórios contábeis.
Deixar esses pontos passar com erros é fatal para autuações ao
empregador e fiscalizações retroativas. Corrigir antes do eSocial entrar em vigor
facilitará imensamente a implantação. Porém, são questões culturais, que há muito
tempo vêm sendo realizadas da mesma forma, sem punição por parte dos agentes
fiscalizadores (Ministério do Trabalho e Receita Federal).
No Capítulo 6 você recebeu os alertas para a fiscalização eletrônica sem
precedentes que está por vir. Agora é a hora de corrigir os problemas e realizar da
forma mais amena a implantação do eSocial. Vamos lá?

7.1 – Os Pontos Críticos no eSocial

Para implantação do eSocial é importante o empregador estar atento aos


pontos mais críticos, onde a legislação nem sempre é aplicada corretamente. O
eSocial não trará novas regras, porém a legislação existente deve ser cumprida.

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1. Admissão, desligamento e pagamento de férias retroativos

A Admissão de empregados deve ser transmitida ao eSocial antes mesmo


do empregado começar a trabalhar. Os dados financeiros dos desligamentos
devem ser enviados nos mesmos prazos de pagamento e no caso do Aviso Prévio
trabalhado, a informação deve chegar ao eSocial em até 10 dias da comunicação.
As férias – geralmente pagas no mês anterior ao gozo – devem ser informadas no
eSocial do mês do pagamento. Estas informações constam no Manual do eSocial e
também aqui neste livro, nos capítulos seguintes.
Só por estas informações já é possível perceber que algumas informações
deverão chegar ao eSocial em prazos bastante exíguos, não cabendo mais
procedimentos retroativos com a entrada do eSocial em vigor.
Este ponto crítico afeta bastante aos escritórios contábeis, que precisarão
mudar rotinas junto aos empregadores clientes, que há muito tempo estão
acostumados a enviar os dados de admissões bem próximo do fechamento da
folha de pagamento, quiçá depois de todo o processamento já realizado.
O ideal é que desde já tais práticas sejam abolidas e exigido o cumprimento
da legislação vigente. Para mudar as rotinas, leia mais adiante sobre a Cartilha de
Novos Procedimentos. Elimine a palavra “retroativo” da empresa e muitos
problemas serão resolvidos no eSocial.

2. Estagiários: cumprimento da lei 11.788/08

A lei 11.788/08 traz regras específicas para contratação de estagiários. Por


exemplo, todo estagiário deve fazer parte dos programas de medicina ocupacional.
Será que aí na sua empresa os estagiários estão fazendo o Exame Médico
Admissional? Será necessário informar os exames médicos dos Estagiários no
eSocial, você sabia?
Como os estagiários serão informados no eSocial pela parte concedente do
estágio (o empregador), faz-se necessário conhecer os detalhes da lei para conferir
se estão sendo cumpridas realmente.
Detalharemos algumas destas regras relativas aos estagiários no Capítulo
11 deste livro.
Sugerimos aos escritórios contábeis que levantem a situação de todos os
contratos de estágios com seus clientes, alertem e regularizem as situações
irregulares o mais breve possível.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 91

3. Medicina e Segurança do Trabalho – Normas Regulamentadoras do


Ministério do Trabalho

Todas as informações constantes no LTCAT (Laudo Técnico das Condições


Ambientais de Trabalho), PCMSO (Programa de Controle de Medicina e Saúde
Ocupacional) e PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) serão exigidas no eSocial.
O PPP deixará de existir em formulário e todas as informações estão distribuídas
em vários eventos do eSocial.
Dedicamos o Capítulo 8 deste livro para detalhamento sobre as exigências
de informação dos eventos de SST (Saúde e Segurança do Trabalho) no eSocial.
Porém, é necessário já ir verificando se o empregador está cumprindo o que
determina a legislação.
Nos escritórios contábeis é importante manter o controle sobre os
vencimentos de exames médicos e orientar aos empregadores sobre a realização
dos laudos e exames.
Caso o empregador não faça, recomendamos que seja assinado um Termo
de Responsabilidade, para que o empregador fique ciente de uma possível
autuação.

4. Cotas de Trabalhadores Aprendizes e de Pessoas com Deficiência

A CLT e a lei 8.213/91 trazem regras quanto à contratação de trabalhadores


aprendizes e pessoas com deficiência. Tais informações serão exigidas no eSocial.
Nos capítulos seguintes analisaremos quais informações serão exigidas.
Os escritórios contábeis já podem fazer o levantamento dos empregadores
que estão obrigados ao cumprimento das cotas e buscar as soluções para o
cumprimento.

5. Tributação de Previdência Social no RGPS/IRRF/FGTS

As regras para tributação do Imposto de Renda na Fonte estão baseadas no


Decreto 3.000/99 e as normas aplicáveis na IN RFB 1.500/14. São regras comuns
tanto para retenções de empregados celetistas quanto de contribuintes individuais
ou servidores ou empregados públicos, porém sempre surge alguma interpretação
diferente na tributação.
A tributação previdenciária do RGPS está na Lei 8.212/91, Decreto 3.048/99
e na IN RFB 971/09, além de outras bases legais.
Há alguns pagamentos polêmicos que ensejam tributação no RGPS, como
por exemplo, as diárias pagas acima de 50% dos salários. O empregador que não
paga a contribuição previdenciária corre o risco de uma autuação em caso de

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fiscalização da Receita Federal e possibilidade de ter sua CND – Certidão Negativa


de Débitos – bloqueada.
Também deveremos informar no eSocial as incidências para fins de
recolhimento do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Essas
informações serão transmitidas através de uma tabela básica de tributação.
Recomendamos uma revisão geral da tributação e muita atenção na criação da
tabela a ser enviada.
Informações mais detalhadas sobre este ponto crítico foram objeto de
estudos no Capítulo 10 (Tabela de Rubricas) e Capítulo 14 – Eventos de Folha de
Pagamento.

6. Fechamento do Ponto e Folha de 01 a 31 do mês

Dentro das “perguntas frequentes” disponível no portal do eSocial, a


pergunta 35 esclarece que o controle de jornada do mês (01 a 31) deve ser
espelhado no eSocial que será entregue até o dia 07 do mês seguinte.
Para os trabalhadores que estão no Regime Geral de Previdência Social
(RGPS) – como os celetistas – já é previsto que os empregados devem ser
informados no mês da prestação do serviço (artigo 52 da IN RFB 971/09), mas as
faltas e atrasos sempre são fechadas com alguma antecedência, em alguns
empregadores até mesmo com um mês de atraso.

Nos escritórios contábeis será um verdadeiro desafio


adequar esta rotina, já que nem sempre as
informações chegam em tempo hábil para o
fechamento da folha.

Leia o texto da pergunta 35, a seguir:

Pergunta 35. Quando o período de apuração para exceção das


horas é de 01 a 15 e o pagamento é todo dia 30, as horas extras
realizadas de 16 a 30 são pagas somente no dia 30 do próximo mês,
ultrapassando os 30 dias das exceções realizadas. Esse
procedimento poderá ser mantido?

Resposta: Não. A legislação exige que os salários sejam pagos em


período não superior a 30 dias. As horas extras realizadas entre os
dias 16 e 30 deverão ser apuradas e pagas junto com a folha do mês
vigente.
Fonte: www.esocial.gov.br – Perguntas Frequentes

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 93

Também no Capítulo 10 – Tabela de Rubricas – e no Capítulo 14 – Eventos


de Folha de Pagamento – trataremos mais detalhadamente deste ponto crítico.

7.2 – Sensibilização dos Empregadores

Os primeiros que precisam ser sensibilizados são os gestores e alta direção


das empresas e entidades. Estes precisarão “comprar” a ideia do eSocial para
autorizar as mudanças previstas e necessárias. É importante citar a base legal
(Decreto 8.373/14, art 2º) que traz a obrigação do eSocial para todos os
empregadores.
E esta preocupação é geral. Em pesquisa com alunos, perguntamos “qual a
sua maior dificuldade em relação ao eSocial?” e a resposta foi: “Fazer o
empregador entender o eSocial e cumprir com a legislação vigente.”. Esta
preocupação tem sentido, principalmente porque o projeto eSocial já foi adiado
algumas vezes e acabou ficando desacreditado. Será que realmente vai entrar em
vigor? Em reunião técnica do Comitê Gestor, em Florianópolis/SC no mês de abril,
foi confirmado que realmente dessa vez não haverá mais prorrogação. E mesmo
que haja prorrogação, o eSocial é tão volumoso e complexo, que não há condições
de ficar esperando um novo adiamento. Há que se preparar para deixar as rotinas
em dia, não só por causa do eSocial, mas para atender a legislação vigente.
Para que os empregadores tomem conhecimento sobre o que é o eSocial,
gravei uma palestra online com o tema “O que todo empregador precisa saber
sobre o eSocial” e que o leitor poderá assistir no link:
http://zenaide.com.br/seminarioesocial ou adquirir o DVD com o mesmo
conteúdo, em meu blog www.zenaide.com.br.
Uma importante arma é alertar ao empregador para o risco, com os
seguintes argumentos:

a) O eSocial é volumoso e fiscalizador.


b) Não enviar as informações poderá acarretar multas.
c) Um dado enviado incorretamente poderá desencadear uma
fiscalização retroativa aos últimos 5 anos na empresa/entidade.
d) Aos que precisam de CND – Certidão Negativa de Débitos – sempre em
dia, um outro alerta: o não envio do eSocial acarretará o bloqueio da
CND, o que impedirá a empresa/entidade de obter recursos
governamentais.

Minha sugestão para os escritórios contábeis é que promovam uma reunião


com os empregadores clientes e utilize a palestra online para apresentar o eSocial
aos empregadores. E aproveitem também já para passar as informações sobre as
mudanças nas rotinas de envio de dados.

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 94

Para as empresas em geral, utilizem-se da palestra e promovam uma


reunião com todos os Diretores, para apresentar o eSocial.
A palestra online tem duração de 83 minutos. Comentarei mais sobre a
comunicação do eSocial no tópico 7.4 deste capítulo.

7.3 – Criação de Comissão/Equipe para o eSocial

Dez entre dez especialistas têm recomendado a criação de uma equipe


para implantação o eSocial.
O ideal, e o que sugerimos – dependendo do tamanho da empresa ou
escritório contábil – é a criação de uma COMISSÃO/EQUIPE, composta por, pelo
menos, dois líderes, ou Gestores do eSocial.
E aqui já surge um grande problema para alguns escritórios contábeis:
muitos têm apenas um empregado na área de departamento pessoal. Se esse
único empregado sair da empresa, o empregador poderá ter muitos problemas
pela complexidade do eSocial.
A liderança da equipe irá analisar detalhadamente o Manual, todos os
leiautes do eSocial e legislação – visando fazer o mapeamento/diagnóstico,
desenvolver um Plano de Ação, e designar as responsabilidades de cada
área/profissional envolvido.
É importante ressaltar que todos os SISTEMAS INFORMATIZADOS (de
Folha de Pagamento, Fiscal, Financeiro, etc) terão que ser adaptados ao eSocial.
Para saber mais sobre como identificar se o seu sistema está adaptado
corretamente ao eSocial, recomendo a leitura detalhada do tópico 4.6 do Capítulo
4 deste livro.
Por haver vários setores envolvidos com o envio de informações ao eSocial,
sugerimos que haja pelo menos DOIS RESPONSÁVEIS TÉCNICOS (Líderes ou
Gestores) pelo eSocial na empresa ou escritório contábil (preferencialmente um
líder do Setor de Recursos Humanos/Departamento Pessoal e outro líder do setor
de Contabilidade) para que “costure” as informações que serão necessárias para
todos os setores e para que não haja descontinuidade no trabalho de adequação
das rotinas ao eSocial, caso um dos responsáveis não responda mais pela empresa
ou escritório contábil.
Estes deverão dedicar pelo menos duas horas diárias desde já para seguir
os “quatro Grandes passos para a implantação” que recomendo a seguir.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 95

Organograma – Equipe eSocial

Para melhor entendimento da equipe proposta apresentamos o


organograma a seguir:

Evidentemente que em pequenos escritórios contábeis as atividades


listadas são executadas por apenas um ou dois empregados. A hora é agora de
avaliar a necessidade de ter pelo menos duas pessoas responsáveis pelo eSocial,
como já citado neste mesmo tópico, para evitar a falta de envio de dados por
motivo de não ter alguém capacitado em eSocial.

Qualidades esperadas dos Gestores do eSocial

1. Conhecimento aprofundado e contínuo da área trabalhista e


previdenciária, com capacitação constante;

2. Conhecimento aprofundado sobre o eSocial e das informações que serão


solicitadas de cada setor;

3. Perfil de liderança e facilidade em dialogar com todos os níveis da


organização, e

4. Organização e perseverança para alcançar os resultados

Todas as qualidades podem e devem ser trabalhadas, com capacitação


contínua e dedicação de algumas horas diárias para dedicar-se ao tema eSocial.

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Responsabilidades dos Líderes/Gestores Internos do eSocial

1. Fazer o MAPEAMENTO/DIAGNÓSTICO dos processos existentes na


empresa e que serão alvo de informação no eSocial, visando identificar a
conformidade entre as práticas da empresa – cultura e processos – com as
exigências da legislação vigente e o que será exigido no eSocial. Nesta fase
pode ser necessária a contratação de uma consultoria externa para dar o
apoio para o mapeamento e auditoria trabalhista e previdenciária na
empresa. Nos escritórios contábeis recomendamos a parceria: um
escritório audita os clientes de outro escritório contábil parceiro.

2. Elaborar um CRONOGRAMA e o PLANO DE AÇÃO (proposto a seguir) para


cumprimento das metas do eSocial, com o objetivo de que tudo esteja
pronto em tempo hábil;

3. Identificar as atividades que deverão ser desenvolvidas em cada setor e seu


responsável;

4. Identificar as mudanças organizacionais ou culturais que precisam ser


determinadas pela direção da empresa ou escritório contábil;

5. Programar reuniões para acompanhamento dos processos, com todos os


setores envolvidos;

6. Criar um canal de comunicação aberto onde todos os envolvidos possam


colocar suas opiniões e ações, e

7. Acompanhar as mudanças na legislação e no programa do eSocial com


relação a prazos, leiautes etc e partilhar com a equipe.

Os líderes devem estudar exaustivamente os documentos que compõem o


eSocial e identificar quem será o responsável pela execução e atualização de cada
um dos eventos do eSocial. São mais de 500 (quinhentas) páginas de leitura, sem
contar a legislação pertinente a cada obrigação trabalhista ou previdenciária.
Recomendo a impressão da documentação técnica – apresentada no
Capítulo 2 deste livro – para fazer as anotações necessárias.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 97

Responsáveis pelos eventos do eSocial

Antes de fazer o Mapeamento, o Cronograma e o Plano de Ação para


atender às exigências de cada um dos eventos do eSocial, recomendo listar todos
os eventos para acompanhar o desenvolvimento da execução. Os eventos/arquivos
que compõem o eSocial estão na Tabela 9 do próprio Manual do eSocial (tabelas) e
foram apresentados no Capítulo 2 deste livro.
Nem todos os eventos serão utilizados por todos os empregadores, como
por exemplo, a Tabela de Operadores Portuários, que só será usada por um
número pequeno de empregadores, cujos detalhes exporemos em capítulos
seguintes.

Áreas envolvidas com o eSocial

Para identificar os Líderes do eSocial, é importante ressaltar primeiramente


todas as áreas envolvidas, que em maior ou menor grau estarão envolvidas com
dados a serem enviados ao eSocial. São elas:

· Recrutamento, Seleção e Contratação de Pessoal


· Setor de Controle de Estagiários
· Cargos e Salários
· Folha de Pagamento e Rescisões Contratuais
· Medicina e Segurança do Trabalho
· Setor de Compras
· Contabilidade
· Departamento Fiscal
· Financeiro
· Setor de Informática – Tecnologia da Informação
· Gestão de Contratos e Terceirização de mão de obra

Para saber com exatidão a responsabilidade de cada departamento, liste os


eventos do eSocial no Plano de Ação que será apresentado ainda neste Capítulo e
designe os profissionais que precisam aprender os eventos específicos que terão
que enviar ao eSocial.

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7.4 – Os Cinco Grandes Passos para Implantação

Resumidamente, o que sugerimos neste capítulo, como estratégia para


implantação do eSocial está contido em 5 (cinco) grandes passos:

· Passo 1: Aprender as Regras do eSocial


· Passo 2: Identificar Erros nas Rotinas Internas
· Passo 3: Adaptar as Rotinas à legislação vigente e ao eSocial
· Passo 4: Fazer a comunicação ao público-alvo
· Passo 5: Ajustar os Dados no Sistema adaptado ao eSocial

Não existe atalho para conhecer o eSocial. O que


existe é muito estudo e trabalho.

A seguir, passo a explicar mais detalhadamente cada um desses passos e


indicar as ferramentas que você poderá usar para passar pela fase inicial, que, no
meu ponto de vista, é a mais difícil.
Após a leitura completa deste livro – e mais as recomendações de leitura
complementar – o leitor estará capacitado a direcionar a implantação do eSocial
em sua empresa ou escritório contábil. Também recomendo os treinamentos e
capacitações sobre o eSocial.

7.5 – Passso 1: Aprender as Regras do eSocial

Este passo inclui ler a legislação e os manuais e leiautes do eSocial. Fazer


um treinamento ajuda bastante neste passo. Imprima a documentação técnica e
faça anotações.
E também podemos contar com outros profissionais que estão na mesma
fase de implantação, compartilhando conhecimentos e dúvidas.
Temos um grupo de estudos no Facebook sobre o eSocial que já soma mais
de 15 mil participantes. Para participar do Grupo, basta entrar no link:
https://www.facebook.com/groups/esocialnapratica/

7.6 – Passo 2: Identificar Erros nas Rotinas Internas

Como identificar o que está sendo realizado de maneira incorreta?


Sabendo como deve ser realizado corretamente.
E aqui entra o conhecimento das rotinas internas e da legislação
trabalhista, fiscal e previdenciária. Para essa identificação, recomendamos a
auditoria trabalhista. Mas se a sua empresa não pode pagar uma auditoria,

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 99

recomendo apenas listar – pode ser em um caderno – o que é feito de forma


incorreta, para, no passo 3, corrigir as rotinas.

Diagnóstico: Auditoria Trabalhista/Previdenciária

É o que chamamos de Mapeamento ou Diagnóstico para o eSocial, que se


traduz em uma Auditoria Trabalhista, Previdenciária e Fiscal, onde será necessário
analisar cada uma das rotinas e procedimentos relacionados com o eSocial e como
são elaborados ATUALMENTE para checar se a rotina atual atende às exigências.
Caso não atenda, será necessário identificar o que precisa ser feito e
proceder às mudanças antes mesmo do início dos trabalhos específicos para o
eSocial.
Como exemplo, podemos citar os desligamentos dos empregados. Para
enviar o evento de “Desligamento” teremos o mesmo prazo de pagamento da
rescisão previsto na C.L.T. – Decreto 5.452/43, a Consolidação das Leis do Trabalho:
primeiro dia útil no caso dos términos de contrato por prazo determinado e dez
dias nos demais casos, como o pedido de demissão e a dispensa com aviso prévio
indenizado (Manual do eSocial, páginas 133 e 137).
Reforçando a informação, tais prazos valem indistintamente, tanto para
aqueles trabalhadores cuja homologação da rescisão é obrigatória quanto para
aqueles em que não há obrigação de homologação da rescisão contratual.

A pergunta que fazemos é: As rescisões e términos de


contrato estão sendo elaborados dentro dos prazos
citados?

Se algum empregador não cumpre tais prazos – e alguns não cumprem – já


temos um problema a resolver ANTES do início do eSocial.

Aos escritórios contábeis – e em relação aos seus clientes de


menor porte, temos recomendado que a Auditoria
Trabalhista e Previdenciária seja feita em parceria com outro
escritório, cada um auditando os clientes do outro, evitando
assim o custo de contratação.

Para fazer o DIAGNÓSTICO – ou a Auditoria Trabalhista, Previdenciária e


Fiscal, será necessário estudar minuciosamente antes a documentação técnica
(passo 1), identificando o que está errado na organização e buscando SOLUÇÕES
(passo 3).
Temos visto um erro muito comum que é a crença de que um sistema
informatizado adaptado ao eSocial irá resolver todos os problemas. Não. Pelo
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contrário. O eSocial exigirá dados que não existem atualmente nos cadastros. O
empregador receberá um alerta do sistema eSocial de que o evento está sendo
enviado fora do prazo.
Portanto, fazer o DIAGNÓSTICO exige uma análise aprofundada das
ROTINAS, dos PROCESSOS e da CULTURA existente nas empresas, para cruzar com
as exigências do eSocial. O que não estiver em conformidade com a legislação terá
que ser mudado, ou o empregador estará sujeito a autuações e também sujeito ao
bloqueio da CND – Certidão Negativa de Débitos, por não ter enviado os eventos
nos prazos exigidos na legislação.
O Mapeamento/Diagnóstico pode ser desenvolvido – para cada um dos
eventos do eSocial – a partir da leitura do Manual do eSocial, que apresenta
algumas exigências – e que também serão expostas aqui neste livro com relação ao
Cadastro Inicial. Depois da leitura do Manual, devem ser analisados os demais
arquivos disponibilizados.
Dentro do sistema informatizado de RH – tão logo ele seja adaptado ao
eSocial – também deverá haver um “diagnóstico” para os dados que já existem ou
que são obrigatórios e o que deverá ser incluído no sistema. Este último
diagnóstico só será viável após a adaptação do sistema ao eSocial, como descrito
no tópico 4.6 do Capítulo 4 deste livro.
Caso não seja financeiramente viável para a empresa fazer uma auditoria
trabalhista ou parceria com outro escritório contábil, pode capacitar os
empregados do setor de departamento pessoal para fazer. Em meu blog
www.zenaide.com.br há informações sobre treinamentos online que podem ser
utilizados pelas empresas para capacitar seus colaboradores.

7.7 – Passo 3: Adaptar as rotinas à legislação vigente e ao eSocial

Depois de identificar as rotinas que estão em desacordo com a legislação


vigente e o eSocial, é hora de corrigir as rotinas.
Esta fase é “dolorosa”, pois há uma verdadeira aversão às mudanças.
Imagine um empregador que está acostumado a fazer a admissão dos empregados
apenas quando fecha a folha de pagamento e agora tem que enviar os dados antes
da admissão? Agora pense em outro empregador que não está acostumado a
pagar o reflexo do Descanso Semanal remunerado sobre as horas extras, por
exemplo. Como seria a reação desse empregador, sabendo que terá que aumentar
o custo da sua folha de pagamento?
Aqui também é finalizada a Consulta de Qualificação Cadastral – detalhada
no Capítulo 2 deste livro.
Para corrigir as rotinas recomendo preparar uma Cartilha com as novas
regras, que denominamos de “Cartilha de Novos Procedimentos”. E realmente

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cobrar o cumprimento das novas rotinas, mais uma vez, para evitar sanções ao
empregador.

7.8 – Passo 4: Fazer a Comunicação ao Público-Alvo

A comunicação ao público-alvo não necessariamente tem que ser somente


após o ajuste das rotinas. No decorrer dos ajustes já podem ser parcialmente
comunicadas ao público-alvo. Evite enviar apenas conteúdo escrito em longos
arquivos e por e-mail, pois atualmente as pessoas não têm muito tempo para ler e
preferem uma comunicação mais curta e direta. Utilize vídeos, ou mensagens
curtas via whatsapp com artes sobre o tema.
Posteriormente – quando a Cartilha de Novos procedimentos estiver
concluída – recomendo marcar uma reunião para apresentar os novos
procedimentos.
Mas quem é o público-alvo das mudanças em relação ao eSocial e que
precisa ser sensibilizado para as exigências da nova obrigação acessória?

· Empregadores: nos escritórios contábeis, podem ser encaminhados alguns


vídeos curtos sobre o eSocial, mesmo antes de marcar a reunião para
assistir à palestra “O que todo empregador deve saber sobre o eSocial”
que recomendei no início deste capítulo do livro. Use os vídeos do meu
canal do Youtube ou os vídeos governamentais, já indicados no início deste
livro.

· Chefes de departamento e diretores: Nas empresas, é necessário informar


que algumas mudanças serão necessárias. Também podem ser
encaminhados vídeos sobre o eSocial, antes da reunião para apresentar a
Cartilha de Novos Procedimentos.

· Empregados: também precisam saber das mudanças e em que sentido


serão afetados. Alguns terão que fazer o acerto da Qualificação Cadastral,
precisarão também ser convidados a atualizar os dados cadastrais – leia
orientações no passo 5, a seguir. E em algumas situações em que alguns já
estão acostumados e que serão alteradas – solicitar férias a qualquer
momento, precisarão saber como proceder doravante.

· Prestadores de Serviço – pessoas físicas e cooperados nas cooperativas:


Mais um público que deverá ser comunicado sobre algumas mudanças que
ocorrerão. A Consulta de Qualificação cadastral, por exemplo, é uma delas.
Gerar o comprovante de pagamentos em tempo hábil para ser informado

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no eSocial é outra mudança que precisará ser comunicada aos prestadores


de serviços e aos cooperados, nas cooperativas.

· Prestadores de Serviço – pessoas jurídicas: Este público deve ser bem


orientado principalmente quanto às informações que constarão no eSocial
e na EFD-REINF. No eSocial teremos informações do ambiente de terceiros,
cujo tomador de serviço deverá entregar ao prestador de serviço a cópia
do seu LTCAT – como veremos no Capítulo 8, para o cumprimento das
regras de Saúde e Segurança no Trabalho. Teremos ainda as informações
das retenções previdenciárias na EFD-REINF. Os escritórios contábeis
também precisam orientar seus clientes prestadores de serviços sobre
como gerar corretamente os dados para as declarações.

· Produtores Rurais Pessoas Físicas, associações de produtores e


cooperativas de produtores rurais: Pela primeira vez estes terão que gerar
informações mensais ao governo, através do eSocial. Nos escritórios
contábeis onde há clientes deste porte deve ser preparada uma
apresentação especial, já que este tipo de público não está acostumado a
gerar informações sobre a venda de seus produtos.

· Compradores de Produtos Rurais de Pessoas Físicas: é bastante comum


que restaurantes e supermercados comprem produtos de tais
fornecedores – produtores rurais pessoas físicas. Os compradores devem
ser orientados para que gerem as informações em tempo hábil ao
fechamento da folha de pagamento. As notas fiscais dos produtores serão
informadas no eSocial. Apresentaremos mais detalhes no Capítulo 14.

A seguir vou exemplificar com alguns modelos de artes que podem ser
desenvolvidas para colocar na comunicação interna das empresas, na fanpage do
facebook ou até mesmo serem enviadas para um grupo de whatsapp de clientes.
Adapte conforme a sua necessidade:

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7.9 – Passo 5: Ajustar os Dados no Sistema Adaptado ao eSocial

Ajustar os dados no Sistema depende também de fatores externos, como,


por exemplo, dos fornecedores de sistemas. As empresas que possuem sistemas
próprios devem comunicar ao setor de Informática sobre a adaptação do sistema
ao eSocial.
Mas alguns dados podem ser gerados em planilhas e posteriormente serem
incluídos nos sistemas já adaptados ao eSocial.
É o caso, por exemplo, do Cadastro do Empregador, que será gerado
apenas um cadastro. Se o sistema não estiver adaptado, basta gerar em planilha, já
eliminar o problema e depois ser incluído.
Há outros dados que podem imediatamente serem analisados e corrigidos
nos sistemas, mesmo que estes ainda não estejam adaptados.
A Tabela de Cargos é uma delas. Os dados que serão solicitados quanto aos
empregados celetistas são o código interno do cargo, a descrição (nome) do cargo
e a CBO – Classificação Brasileira de Ocupações. Geralmente estes dados já
constam nos sistemas. Assim, é possível imediatamente fazer a análise e correção,
bastando tão somente depois ser enviada ao eSocial. Para mais detalhes sobre o
que analisar em relação à Tabela de Cargos leia o Capítulo 10.
Converse com o desenvolvedor de sistemas da empresa. Lembre-se que
não somente o sistema de pessoal deverá ser adaptado, mas também o sistema
onde serão informados os dados para a EFD-REINF, provavelmente no setor
contábil, fiscal ou financeiro.
Alguns sistemas também não estão preparados para a informação dos
estagiários e eventos de Saúde e Segurança do Trabalho. Tais adaptações
precisam ser comunicadas e solicitadas aos desenvolvedores de sistemas. E devem
ocorrer em seu tempo. Até o momento de fechamento deste livro não havia sido

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liberado o ambiente de testes e não há notícias sobre o funcionamento total de


sistemas adaptados ao eSocial.

7.10 – Como criar o Plano de Ação 5W2H

Para implantação do eSocial sugerimos uma ferramenta utilizada em


administração denominada “5W2H”, sigla em inglês das palavras a seguir:

1. What – O que será feito (quais as etapas)


2. Why – Por que será feito (justificativa, o motivo)
3. Where – Onde será feito (local físico)
4. When – Quando será feito (tempo ou prazo a fazer)
5. Who – Por quem será feito (responsabilidade; nomes de pessoas ou
setores responsáveis)
6. How – Como será feito (método, forma de fazer)
7. How much – Quanto custará fazer (custo do projeto)

Elabore este Plano de Ação determinando para cada evento do eSocial,


onde em cada um dos eventos seja identificado o “5W2H”, gerando informação
para os 7 (sete) passos do planejamento. Não necessariamente precisa seguir a
mesma ordem “5W2H”. Adapte a ferramenta da forma mais conveniente para a
empresa.
Esse trabalho será melhor realizado durante a leitura do Manual do eSocial
e deve ser revisado constantemente.

Alguns eventos terão a resolução imediata e de fácil aplicação, como a


“Tabela S-1040 - Funções/Cargos em Comissão”, que é opcional para empresas
privadas e obrigatória para os Órgãos Públicos que tenham Cargos em Comissão.
Outros eventos demandarão um tempo maior para conclusão, por serem
mais complexos e cuja finalização demorará mais tempo, como é o caso do
“Cadastro Inicial do Vínculo” e a “Tabela de Rubricas”.
Será necessário consultar o que chamei de “Referências” (incluído no item
“Por que Será Feito”): o MOS (Manual do eSocial), o Leiaute, a Tabela de Regras –
todos arquivos disponibilizados juntos e que compõem o MOS – e também
analisar a Legislação pertinente a cada evento.
A seguir um modelo simples que você pode fazer em Excel, gerando uma
planilha para cada evento.
Veja como pode ficar o Plano de Ação para o Cadastro do Empregador, que
é bastante simples.

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Plano de Ação – eSocial


S-1000 Informações do Empregador/Contribuinte
Criação do Plano: em 01/06/2017, por Simone Silva – Gerente de RH
Conferência: em 01/06/2017, por Newton Junior – Gerente Contábil

1 - O que será feito?


Geração do Cadastro do Empregador/Contribuinte

2 - Onde será feito?


No setor de Folha de Pagamento

3 - Por quem Será Feito?


Mariano Silva – Gerente de Folha de Pagamento
Renato Carvalho – Contador
Conferência final: Carlos Eduardo Costa – Controles Internos

4 - Quanto Custará?
O custo é dimensionado em horas de trabalho.
Estimamos uma carga horária de 24 horas – 3 dias úteis – para a elaboração
do cadastro e mais 8 horas para a conferência da conversão do novo sistema
de cadastro de empregados. (esta estimativa varia de empregador para
empregador)

5 - Por que será feito?


Porque o cadastro é o primeiro evento a ser enviado e é OBRIGATÓRIO.
Referências para leitura:
A - MOS: a partir da página 43
B - Leiaute: a partir da página 05
C – Regras de Validação:
REGRA_INFO_EMP_PERIODO_CONFLITANTE
REGRA_INFO_EMP_VALIDA_CLASSTRIB_BASE_ALCANTARA
REGRA_INFO_EMP_VALIDA_DTINICIAL REGRA_INFO_EMP_VALIDA_RAIZ_CNPJ
REGRA_TAB_PERMITE_EXCLUSAO REGRA_VALIDA_EMPREGADOR
D – Legislação: citada nas referências acima (e mais o que for preciso).

6 - Como Será Feito?


Nem todos os dados existem no sistema. O trabalho será:
1) 6.1 – Se o sistema ainda não estiver adaptado, preencher os dados usando o
leiaute do MOS como formulário
2) 6.2 - Aguardar o sistema ser adaptado ao eSocial
3) 6.3 - Cadastrar os dados no sistema

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Plano de Ação – eSocial


S-1000 Informações do Empregador/Contribuinte
4) 6.4 - Verificar se a migração dos demais dados foi feita corretamente.
5) 6.5 – Transmitir ao eSocial

7 - Quando Será Feito?


Data Etapa Desenvolvimento

O “quando” pode ser preenchido à medida em que for sendo executado.


Você pode utilizar-se de outros modelos existentes na internet ou também
disponibilizo um modelo em excel no blog: www.zenaide.com.br.

7.11 – Resumo para criar os Planos de Ação

Para fazer um Plano de Ação para cada um dos eventos do eSocial, será
necessário ler e conhecer:

1) A legislação já publicada ao eSocial (Decreto 8.373/14, Resolução 01/2015,


Manual do Desenvolvedor etc).
2) O Manual do eSocial.
3) O arquivo de “Perguntas Frequentes” disponível no portal do eSocial.
4) Os Leiautes, para identificar os campos obrigatórios, por exemplo.
5) As Regras de Validação, para conhecer alguns dos cruzamentos que serão
realizados pelo sistema eSocial.
6) As Tabelas do eSocial que serão utilizadas nos eventos.
7) A Legislação pertinente ao evento (CLT, Regulamento do Imposto de
Renda, Regulamento da Previdência Social, Estatuto, etc).

O Plano de Ação pode ser feito por um dos gestores internos do eSocial, e
deve ser revisado por outro gestor e constantemente deve ser reavaliado para
adaptações ou alterações existentes na legislação ou regras do eSocial.
Recomendamos que todos os participantes da equipe/comissão tenham
acesso aos Planos e ao desenvolvimento que será atualizado neles, que poderão
ser acessados em um servidor, intranet ou outra área de acesso comum.

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Nas empresas contábeis os planos de ação serão


multiplicados pelo número de clientes existentes. Um
escritório com 10 clientes fará 390 planos de ação! Será que
dá para esperar o prazo ficar mais apertado para começar a
trabalhar os dados para o eSocial?

7.12 – Cartilha com Novas Regras

Como foi explanado no início deste capítulo, são vários os pontos críticos.
A administração de tais pontos nas empresas que têm seu próprio
departamento de pessoal é menos complexa, caso haja a necessidade de mudar
algumas rotinas e procedimentos.
Porém, nos escritórios contábeis, é mais difícil mudar as rotinas, pois são
vários empregadores e com realidades completamente diferentes.
Recomendamos, principalmente nos escritórios contábeis, que seja criada
uma Cartilha com as novas regras. A cartilha pode ter algumas informações básicas
sobre o eSocial e as regras que deverão ser seguidas pelas empresas.
Certamente não haverá uma mudança imediata, mas também pode incluir
na cartilha um Termo de Responsabilidade.
O empregador assina o Termo de Responsabilidade, sabendo que se não
cumprir as novas regras e sofrer uma autuação o escritório não se responsabilizará.
Este termo é mais psicológico do que jurídico. Veja um modelo:

Termo de Responsabilidade

› Eu ____________________, declaro que recebi a cartilha com os novos


procedimentos a serem seguidos em função do eSocial.
› Comprometo-me a enviar as informações conforme as novas normas
previstas nesta cartilha – em função da implantação do eSocial.
› Declaro estar ciente do risco de autuação, isentando o escritório contábil
de qualquer responsabilidade jurídica e civil, caso não envie as informações
conforme previsto e também ciente do pagamento adicional em caso de
retrabalho.
› Local, data: ______. ___/___/____.
› Assinatura: ____________________

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7.13 – Quinze Ações para Começar Imediatamente no eSocial

Muita gente fica sem saber por onde começar. De forma prática e
resumida, a implantação do eSocial deve passar por estes doze passos, que podem
ser iniciados imediatamente.

· Antes da implantação, dedique de uma a duas horas diárias para atualizar-


se e ler todos os documentos oficiais e outros documentos do eSocial, que
estão disponíveis no Portal do eSocial – www.esocial.gov.br. Aproveite
para trocar experiências com outros profissionais no grupo de estudos do
Facebook, no link a seguir:
https://www.facebook.com/groups/esocialnapratica/

1. Liste todos os eventos do eSocial e identifique os setores e profissionais


responsáveis por cada um deles.

2. Faça uma auditoria trabalhista e mapeamento dos processos que não


estão em conformidade com a legislação.

3. Identifique os problemas nas rotinas que não estão adequadas ao eSocial e


à legislação vigente e busque soluções para adequação com a gerência e
os profissionais responsáveis por cada área.

4. Defina novas rotinas e novos procedimentos para os pontos de “gargalo”


(como exemplo: admissões retroativas, pagamentos sem tributação,
contratação de estagiários etc) e vá criando a Cartilha de Novos
Procedimentos.

5. Comece a fazer os Planos de Ação, um para cada evento do eSocial.

6. Faça a Consulta de Qualificação Cadastral dos Trabalhadores. Releia o


Capítulo 2 em caso de dúvidas.

7. Faça um recadastramento dos trabalhadores, para o envio dos dados


atualizados no eSocial, porém apenas 6 meses antes da entrada em vigor
do eSocial e somente depois que o sistema estiver adaptado, para evitar
pedir informações de menos e para que os dados não fiquem
desatualizados. Uma dica: não solicite documentos antes. Peça aos
colaboradores para confirmarem os dados já existentes no seu sistema –
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pode ser através de um aplicativo via internet ou mesmo em formulário – e


só solicite documentos para os dados alterados.

8. Após o sistema de folha estar adaptado ao eSocial, proceda às alterações


no sistema.

9. Em relação aos Cargos x CBO: já pode fazer uma análise, se todos os cargos
estão com a CBO compatíveis. Comentarei mais sobre esta dica no Capítulo
10.

10. Confira RAT, FAP e CNAE Preponderante, para saber se a empresa está
fazendo a tributação corretamente. Comentarei mais sobre isto no
Capítulo 10.

11. Revise os Contratos de Estágio e elimine o que está em desacordo com a


Lei 11.788/08.

12. Faça a correlação da Tabela de Rubricas com a Tributação. O capítulo 10


irá ajudar mais neste entendimento.

13. Identifique se a empresa está com seus laudos de Saúde e Segurança do


Trabalho em dia e também os exames médicos e, caso não esteja, oriente
para regularizar. Leia mais sobre esta ação no Capítulo 8.

14. Atualize a Declaração de Encargos de Família para Fins de Imposto de


Renda de todos os empregados e diretores, já de acordo com os dados que
serão solicitados no eSocial e na IN RFB 1.500.14. Leia mais sobre
Dependentes no Capítulo 11.

15. Vá fazendo aos poucos a comunicação com o público-alvo e mantenha os


responsáveis por cada evento atualizado com o tema eSocial. Atualize-se!

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7.14 – Checklist e Cronograma para a Implantação do eSocial

Se não houver uma organização de tudo o que precisa ser feito, o leitor
continuará sem saber responder à pergunta do início deste capítulo: “Por onde eu
começo?”. Não há mágica, você pode começar com as 15 ações do tópico anterior.
Use o checklist a seguir, que poderá servir de controle do cronograma das
atividades que você precisa realizar. Afinal, o eSocial tem prazo para começar.

Adapte o checklist e faça seu cronograma, use o modelo como desejar, faça
uma planilha em excel ou em um caderno, mas não deixe de fazer.

Item Ação Data Inicial Data Final A fazer Fazendo Feito

1 Imprimir, ler e anotar o Manual


do eSocial, Leiautes e Tabelas de
Regras e legislação publicada
2 Dedicar duas horas diárias para
estudos do eSocial
3 Fazer uma lista de todos os
eventos do eSocial e identificar
os responsáveis por cada um
4 Identificar rotinas que estão
erradas (admissões,
desligamentos, férias,
fechamento de ponto, folha etc.)
5 Mapear as rotinas de acordo com
a legislação vigente e o eSocial
6 Preparar a Cartilha de Novos
Procedimentos
7 Fazer os Planos de Ação para
cada um dos eventos do eSocial
8 Fazer a Consulta de Qualificação
Cadastral de todos os
trabalhadores
9 Incluir a Consulta de Qualificação
Cadastral para as novas
admissões
10 Fazer Recadastramento de
Trabalhadores com dados
atualizados (6 meses antes)
11 Revisar Cargos x CBO e corrigir no
sistema atual
12 Revisar FAP, RAT e CNAE
Preponderante e corrigir
13 Revisar contratos de Estágio
14 Revisar as tributações da folha de
pagamento
15 Fazer o “De – Para” na Tabela de

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 114

Item Ação Data Inicial Data Final A fazer Fazendo Feito

rubricas com a Tabela 3 do


eSocial
16 Revisar os laudos e exames
médicos - SST
17 Renovar as Declarações de
Encargos de Família de todos os
empregados
18 Fazer a comunicação com o
público-alvo (listar os públicos)
19 Ler a IN e leiautes da EFD-REINF
20
21
22
23
24

Esta simples planilha pode ajudar e muito nas suas atividades de


implantação do eSocial. Porém, tem que começar, pois nada será realizado sem
ação.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 115

Capítulo 8 – SST – Saúde e Segurança no Trabalho

8.1 – Considerações Iniciais

Outro assunto que merece especial atenção é no tocante às informações


sobre Medicina e Segurança do Trabalho ou também chamada de SST – Saúde e
Segurança no Trabalho. Leia o que disse o Sr. José Alberto Maia no Congresso de
Contabilidade em 2016:

“A área de Saúde e Segurança do Trabalho é a área mais


atingida pelo eSocial devido à falta de controles atuais.
As empresas precisam se adequar a ajustar os seus processos,
sistemas e controles em relação a Medicina e Segurança do
Trabalho”.
José Alberto Maia
Membro do Comitê Gestor do eSocial – Min. Trabalho

As informações dos eventos de SST no eSocial só serão exigidas 6 (seis)


meses após o início do eSocial, conforme consta na Resolução 02 do Comitê
Diretivo do eSocial, de 30/08/2016 – DOU 31/08/2016:

Art. 2º O início da obrigatoriedade de utilização do eSocial


dar-se-á:
I – em 1º de janeiro de 2018, para os empregadores e
contribuintes com faturamento no ano de 2016 acima de R$
78.000.000,00 (setenta e oito milhões de reais); e
II – em 1º de julho de 2018, para os demais empregadores e
contribuintes.
Parágrafo único. Fica dispensada a prestação das
informações dos eventos relativos a saúde e segurança do
trabalhador (SST) nos 6 (seis) primeiros meses depois das
datas de início da obrigatoriedade de que trata o caput.

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 116

Entretanto, a legislação sobre SST está distribuída entre a parte trabalhista


– CLT e Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho – e a parte
previdenciária – INSS e Receita Federal do Brasil – e já é vigente.
Portanto, o fato de ser exigido o envio apenas seis meses após o envio ao
eSocial não desobriga os empregadores a estarem em dia com as obrigações
trabalhistas e previdenciárias.
O eSocial é um grande banco de dados, que será utilizado pelos entes
fiscalizadores e, posteriormente, os empregados também terão acesso. Enviar os
dados em desacordo com a legislação vigente é ficar vulnerável às autuações em
todos os entes, não enviar é pior ainda, pois atestará que a empresa não tem os
documentos que geram as informações ao eSocial.
A seguir apresento um resumo dos documentos de SST que os
empregadores – dependendo da sua atividade e porte – deverão cumprir e a
legislação correlata:

O quê Base legal O que é Quem tem que fazer


Empresas a partir de um
Programa de
NR 9 empregado, exceto órgãos
I - PPRA Prevenção de Riscos
M.T.E. públicos sem empregados
Ambientais
CLT
Programa de
NR 22 Gerenciamento de Empresas de mineração
II – PGR
M.T.E. Riscos, substitui o (registro no CREA)
PPRA na Mineração
Programa de
Construtora com 20 ou mais
Condições e Meio
NR 18 trabalhadores por
III – PCMAT Ambiente de
M.T.E. estabelecimento ou obra
Trabalho na Indústria
(Registro no CREA)
da Construção
Programa de Empresas a partir de um
NR 7 Controle de empregado, exceto órgãos
IV – PCMSO
M.T.E. Medicina e Saúde públicos sem empregados
Ocupacional CLT
Laudo Técnico das Todas os estabelecimentos
Art. 58 da
condições das empresas com
V – LTCAT Lei
ambientais de empregados e
8.213/91
trabalho estabelecimentos de órgãos
Dec. públicos com servidores ou
Perfil Profissiográfico
VI – PPP 3.048/99, prestadores de serviços
Previdenciário
art. 68 terceirizados

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 117

O quê Base legal O que é Quem tem que fazer


Art. 19 a
Comunicação de
VII – CAT 22 da Lei
Acidente de Trabalho
8.213/91
Laudo de Laudo de Caracterização para o
NR 15
Insalubridade Insalubridade pagamento
Laudo de Laudo de Caracterização para o
NR 16
Periculosidade Periculosidade pagamento
Comissão Interna de Estabelecimentos a partir de
CIPA NR 5 Prevenção de 20 empregados, conforme a
Acidentes atividade

8.2 – Legislação vigente sobre SST

Eventos de SST no eSocial

Código Tipos de Arquivo do eSocial


S-1060 Tabela de Ambientes de Trabalho
S-2210 Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT)
S-2220 Monitoramento da Saúde do Trabalhador (ASO)
S-2240 Condições Ambientais de Trabalho – Fatores de Risco
S-2241 Insalubridade, Periculosidade e Aposentadoria Especial
S-2230 Afastamento Temporário (*)

(*) O evento S-2230 (Afastamento Temporário) não é somente para informar


situações de SST e será exigido no início do eSocial.
Apresentarei cada um dos eventos mais adiante, ainda neste capítulo.
Não pretendo esgotar o assunto neste tópico do livro, até porque não sou
especialista em Saúde e Segurança do Trabalho.
Meu objetivo é apresentar uma lista das exigências dos três entes
fiscalizadores (Ministério do Trabalho, INSS e Receita Federal do Brasil).

SST no Ministério do Trabalho

No âmbito do Ministério do Trabalho, temos as Normas Regulamentadoras


(NR’s), aprovadas pela Portaria 3.214/78, que, na época, aprovava 28 normas.
Atualmente existem 35 normas – listadas a seguir. Porém nem todos os
empregadores são obrigados ao cumprimento de todas, vai depender da atividade

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 118

da empresa. Uma clínica de Saúde Ocupacional – que deverá ser uma grande
parceira na implantação do eSocial – poderá identificar quais normas o
empregador deverá cumprir.
E é nas normas regulamentadoras que encontramos a obrigação de fazer
os Programas e Laudos de Medicina do Trabalho. São elas:

NR 01 - Disposições Gerais
NR 02 - Inspeção Prévia
NR 03 - Embargo ou Interdição
NR 04 - Serviços Especializados em Eng. de Segurança e em Medicina do Trabalho
NR 05 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
NR 06 - Equipamentos de Proteção Individual - EPI
NR 07 - Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional
NR 08 - Edificações
NR 09 - Programas de Prevenção de Riscos Ambientais
NR 10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade
NR 11 - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais
NR 12 - Máquinas e Equipamentos
NR 13 - Caldeiras e Vasos de Pressão
NR 14 - Fornos
NR 15 - Atividades e Operações Insalubres
NR 16 - Atividades e Operações Perigosas
NR 17 - Ergonomia
NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção
NR 19 - Explosivos
NR 20 - Líquidos Combustíveis e Inflamáveis
NR 21 - Trabalho a Céu Aberto
NR 22 - Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração
NR 23 - Proteção Contra Incêndios
NR 24 - Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho
NR 25 - Resíduos Industriais
NR 26 - Sinalização de Segurança
NR 27 - Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no
MTB (Revogada pela Portaria GM n.º 262/2008)
NR 28 - Fiscalização e Penalidades
NR 29 - Segurança e Saúde no Trabalho Portuário
NR 30 - Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário
NR 31 - Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária Silvicultura,
Exploração Florestal e Aquicultura
NR 32 - Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 119

NR 33 - Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados


NR 34 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e
Reparação Naval
NR 35 - Trabalho em Altura
NR 36 - Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de
Carnes e Derivados

Uma dúvida que sempre paira é “Quem precisa cumprir as exigências do


Ministério do Trabalho no tocante à SST?”. A resposta é: Todas as empresas (ou
empregadores equiparados, pela CT) que tenham a partir de 1 (um) empregado. É
o que consta no item 1.1 da NR-1:

1.1 As Normas Regulamentadoras - NR, relativas à segurança e


medicina do trabalho, são de observância obrigatória pelas
empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da
administração direta e indireta, bem como pelos órgãos dos
Poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados
regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.

Na CLT – Decreto Lei 5.452/1943, há o Capítulo V – Da Segurança e da


Medicina do Trabalho, composto dos artigos 154 ao 201 e vale a pena conferir.
Ainda na CLT, há uma dúvida sobre a questão do trabalho remoto, aquele
executado nas residências dos empregados. A previsão está no caput do artigo 6º
da CLT:
Art. 6o Não se distingue entre o trabalho realizado no
estabelecimento do empregador, o executado no domicílio do
empregado e o realizado a distância, desde que estejam
caracterizados os pressupostos da relação de emprego.
Aí fica a dúvida: será que as empresas terão que mandar “mapear” os
ambientes de trabalho também nas residências? Em princípio, a resposta é SIM,
deverão mapear. O motivo é o que está exposto no próprio ordenamento legal:
não há distinção entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador ou
o realizado a distância. Mais uma situação a ser discutida com a sua assessoria de
medicina ocupacional.

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 120

SST na Previdência Social

A Previdência Social criou o Departamento de Políticas de Saúde e


Segurança Ocupacional – DPSSO.
O objetivo da Previdência Social é a aprimorar a qualidade de seus dados
para a concessão de benefícios previdenciários, tais como Auxílio Doença, Auxílio
Doença Acidentário, Aposentadoria Especial e Aposentadorias em geral e os dados
do eSocial – apresentados com maior qualidade do que na atual declaração GFIP,
contribuição para melhorar e agilizar a concessão dos benefícios.
A lei 8.213/91 – que dispõe sobre os benefícios da Previdência Social – é a
lei básica. Mas temos ainda a IN INSS/PRES 77/2015, que estabelece rotinas para
agilizar e uniformizar o reconhecimento de direitos dos segurados da Previdência
Social.

SST na Receita Federal do Brasil

Desde 2007 a Receita Federal do Brasil é a entidade responsável pela


fiscalização e arrecadação previdenciária, o que a torna uma das principais
interessadas em melhorar a qualidade dos dados de SST.
É fácil perceber que a qualidade dos dados do eSocial que os entes
fiscalizadores receberão é enorme, facilitando uma fiscalização eletrônica nunca
possível antes.
Em 2009 a RFB expediu a IN RFB 971/09, que traz alguns artigos
relacionados ao cumprimento de obrigações relativas à área de SST. Entre eles
destacamos os artigos 145 a 147 (Da retenção na prestação de serviços em
condições especiais) e também o Capítulo IX – Dos Riscos Ocupacionais no
Ambiente de Trabalho – abrangendo os artigos 288 a 296.
O artigo 291 da IN RFB 971/09 – listado abaixo – traz as obrigações de
geração de laudos e programas já atualmente, antes do início do eSocial, o que
significa que não é novidade que a RFB pode fiscalizar as empresas. Porém, talvez
por falta de pessoal, esta fiscalização é pequena, o que não ocorrerá após o início
do eSocial.

Art. 291. As informações prestadas em GFIP sobre a


existência ou não de riscos ambientais em níveis ou concentrações que
prejudiquem a saúde ou a integridade física do trabalhador deverão

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 121

ser comprovadas perante a fiscalização da RFB mediante a


apresentação dos seguintes documentos:
I - PPRA, que visa à preservação da saúde e da integridade
dos trabalhadores, por meio da antecipação, do reconhecimento, da
avaliação e do consequente controle da ocorrência de riscos
ambientais, sendo sua abrangência e profundidade dependentes das
características dos riscos e das necessidades de controle, devendo ser
elaborado e implementado pela empresa, por estabelecimento, nos
termos da NR-9, do MTE;
II - Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), que é
obrigatório para as atividades relacionadas à mineração e substitui o
PPRA para essas atividades, devendo ser elaborado e implementado
pela empresa ou pelo permissionário de lavra garimpeira, nos termos
da NR-22, do MTE;
III - PCMAT, que é obrigatório para estabelecimentos que
desenvolvam atividades relacionadas à indústria da construção,
identificados no grupo 45 da tabela de CNAE, com 20 (vinte)
trabalhadores ou mais por estabelecimento ou obra, e visa a
implementar medidas de controle e sistemas preventivos de segurança
nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho, nos
termos da NR-18, substituindo o PPRA quando contemplar todas as
exigências contidas na NR-9, ambas do MTE;
IV - PCMSO, que deverá ser elaborado e implementado pela
empresa ou pelo estabelecimento, a partir do PPRA, PGR e PCMAT,
com o caráter de promover a prevenção, o rastreamento e o
diagnóstico precoce dos agravos à saúde relacionados ao trabalho,
inclusive aqueles de natureza subclínica, além da constatação da
existência de casos de doenças profissionais ou de danos irreversíveis à
saúde dos trabalhadores, nos termos da NR-7 do MTE;
V - LTCAT, que é a declaração pericial emitida para
evidenciação técnica das condições ambientais do trabalho, podendo
ser substituído por um dos documentos dentre os previstos nos incisos I
e II, conforme disposto neste ato e na Instrução Normativa que
estabelece critérios a serem adotados pelo INSS;
VI - PPP, que é o documento histórico-laboral individual do
trabalhador, conforme disposto neste ato e na Instrução Normativa
que estabelece critérios a serem adotados pelo INSS;
VII - CAT, que é o documento que registra o acidente do
trabalho, a ocorrência ou o agravamento de doença ocupacional,

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 122

mesmo que não tenha sido determinado o afastamento do trabalho,


conforme disposto nos arts. 19 a 22 da Lei nº 8.213, de 1991, e nas NR-
7 e NR-15 do MTE, sendo seu registro fundamental para a geração de
análises estatísticas que determinam a morbidade e mortalidade nas
empresas e para a adoção das medidas preventivas e repressivas
cabíveis, sendo considerados, também, os casos de reconhecimento de
nexo técnico epidemiológico na forma do art. 21-A da citada Lei,
acrescentado pela Lei nº 11.430, de 26 de dezembro de 2006.
1º Os documentos previstos nos incisos II e III do caput
deverão ter ART, registrada no Crea, ou RRT, registrado no CAU.
§ 2º As entidades e órgãos da Administração Pública Direta,
as autarquias e as fundações de direito público, inclusive os órgãos dos
Poderes Legislativo e Judiciário, que não possuam trabalhadores
regidos pela CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1943, estão
desobrigados da apresentação dos documentos previstos nos incisos I
a IV do caput, nos termos do subitem 1.1 da NR-1 do MTE.
§ 3º A empresa contratante de serviços de terceiros
intramuros é responsável:
I - por fornecer cópia dos documentos, dentre os previstos
nos incisos I a III e V do caput, que permitam à contratada prestar as
informações a que esteja obrigada em relação aos riscos ambientais a
que estejam expostos seus trabalhadores;
II - pelo cumprimento dos programas, exigindo dos
trabalhadores contratados a fiel obediência às normas e diretrizes
estabelecidas nos referidos programas;
III - pela implementação de medidas de controle ambiental,
indicadas para os trabalhadores contratados, nos termos do subitem
7.1.3 da NR-7, do subitem 9.6.1 da NR-9, do subitem 18.3.1.1 da NR-
18, dos subitens 22.3.4, alínea "c" e 22.3.5 da NR-22 do MTE.
§ 4º A empresa contratada para prestação de serviços
intramuros, sem prejuízo das obrigações em relação aos demais
trabalhadores, em relação aos envolvidos na prestação de serviços em
estabelecimento da contratante ou no de terceiros por ela indicado,
com base nas informações obtidas na forma do inciso I do § 3º, é
responsável:
I - pela elaboração do PPP de cada trabalhador exposto a
riscos ambientais;
II - pelas informações na GFIP, relativas à exposição a riscos
ambientais; e

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 123

III - pela implementação do PCMSO, previsto no inciso IV do


caput.
§ 5º A empresa contratante de serviços de terceiros
intramuros deverá apresentar à empresa contratada os documentos a
que estiver obrigada, dentre os previstos nos incisos I a V do caput,
para comprovação da obrigatoriedade ou não do acréscimo da
retenção a que se refere o art. 145.
§ 6º Na prestação de serviços mediante empreitada total na
construção civil, hipótese em que a responsabilidade pelo
gerenciamento dos riscos ambientais é da contratada, para a elisão da
solidariedade prevista no inciso VI do art. 30 da Lei nº 8.212, de 1991,
ressalvado o disposto no inciso IV do § 2º do art. 151, observar-se-á o
disposto na alínea "e" do inciso II do art. 161.
§ 7º Entende-se por serviços de terceiros intramuros todas
as atividades desenvolvidas em estabelecimento da contratante ou de
terceiros por ela indicado, inclusive em obra de construção civil, por
trabalhadores contratados mediante cessão de mão-de-obra,
empreitada, trabalho temporário e por intermédio de cooperativa de
trabalho.

Segundo este artigo 291, e que poucas empresas cumprem, as empresas que
contratam serviços de terceiros devem entregar cópia de seu LTCAT ou PPRA para
as empresas contratadas, a fim de que elas possam entregar os EPIs (Equipamentos
de Proteção Industrial) adequados e fazer o gerenciamento de riscos, inclusive
pagando insalubridade e periculosidade, quando cabível.
Cabe ressaltar que as prestadoras de serviço informarão no eSocial o
“ambiente de terceiros” onde seus empregados trabalham na Tabela de Ambientes
de Trabalho.

8.3 – Controle de SST nos Escritórios Contábeis

Nas grandes empresas – que já têm o SESMT – Serviço Especializado em


Engenharia de Segurança e Medicina do – talvez seja mais fácil atender às
exigências do eSocial.
Nas pequenas empresas atendidas por escritórios contábeis nem sempre o
controle é efetivo, já que muitas vezes essas atividades ficam por conta do próprio
empregador.
A partir da entrada em vigor do eSocial as responsabilidades devem ficar
bem definidas, pois o risco de autuação será muito maior.
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Em algumas cidades há Clínicas de Saúde Ocupacional que já fazem um


controle bastante eficiente, avisando ao empregador e ao escritório contábil sobre
os vencimentos de exames, programas e laudos.
Como será necessário gerar o arquivo para envio ao eSocial, as Clínicas de
Saúde Ocupacional podem gerar o arquivo e enviar aos empregadores ou ao
escritório contábil para a transmissão ao eSocial, já que a transmissão só pode ser
executada pelo próprio empregador ou por procurador habilitado.
Nos próximos tópicos tecerei comentários sobre as exigências de cada um
dos eventos do eSocial em relação à SST.

8.4 – Evento S-1060 – Tabela de Ambientes de Trabalho

Segundo o Manual do eSocial:

Serão descritos, para a criação de uma tabela a ser usada pelo


empregador/contribuinte/órgão público em eventos posteriores,
os ambientes existentes na empresa e os fatores de risco a ele
associados (utilizar tabela 23), atribuindo-se um código a este
ambiente. Neste momento, não haverá vinculação de qualquer
trabalhador, sendo uma informação geral, que será utilizada em
momento posterior. A atribuição de um código para cada
ambiente evitará a redundância das informações, evitando que
seja exigida a descrição do ambiente para cada trabalhador.

As informações constantes neste evento serão utilizadas para


preenchimento do PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário, que passará a ser
eletrônico com o evento dos eventos de SST ao eSocial. Na análise deste evento –
incluindo a análise do leiaute – no Capítulo 10 deste livro, darei mais detalhes
sobre as informações solicitadas. Mas é bom ficar já sabendo, caro leitor, que
todos os ambientes de trabalho deverão ser descritos, com até 999 caracteres. Este
trabalho poderá ser minimizado nas empresas se houver um registro eletrônico do
LTCAT por parte da Clínica de Saúde Ocupacional. E mais um alerta: atualizem
imediatamente os laudos, para atender às exigências do eSocial.

8.5 - S-2220 – Monitoramento da Saúde do Trabalhador (ASO)

· Segundo a NR-01 do M.T.E. (item 1.1), as normas relativas à segurança e


medicina do trabalho são de observância obrigatória pelas empresas
privadas e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e
indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário que
possuam empregados contratados sob o regime de C.L.T.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 125

· O evento detalha as informações relativas ao ASO efetuado para o


trabalhador. Todo empregado deve submeter-se aos exames médicos
ocupacionais, sendo estes obrigatórios na admissão, na demissão e
periodicamente no curso do vínculo empregatício. Prazo para envio: até o
fechamento da folha no eSocial.

· ATENÇÃO: Não integram este evento as informações constantes em


atestados médicos nos casos de afastamentos do trabalhador por doença
ou acidente, pois um grupo de informações que constam do atestado são
prestadas no evento afastamentos temporários, observando os códigos de
motivo específicos que as exigem.

· Recomendamos a leitura das NR-05 (CIPA), NR-06 (EPI), NR-07 (PCMSO),


NR-09 (PPRA).

8.6 - S-2240 – Condições Ambientais de Trabalho – Fatores de Risco

Este evento destina-se a registrar as condições de trabalho do empregado,


servidor público ou estagiário, indicando a prestação de serviços com exposição a
fatores de riscos e respectivas medidas de controle. Neste evento também serão
informados todos os CA (Certificados de Aprovação) dos EPIs utilizados pelo
trabalhador. Sempre que houver alteração deve haver o envio do evento de
alteração.
Importante ressaltar que haverá a necessidade de informar os dados do
profissional responsável pelos registros, inclusive número de inscrição no órgão de
classe e NIS (Pis/Pasep/Nit). A partir desta necessidade de informação, fica claro
que este evento deverá ser baseado na Tabela S-1060 (Ambientes de Trabalho) e
no LTCAT – Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho, que deve ser
assinado por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho.
Enviar o arquivo até o fechamento da primeira folha, para informar as
situações ATIVAS.
Mais uma vez, as informações prestadas neste evento irão integrar o Perfil
Profissiográfico Previdenciário do trabalhador, que passará a ser eletrônico a
partir da implantação do eSocial.

· Conforme legislação aplica-se ao estagiário a legislação relacionada à


saúde e segurança no trabalho, sendo sua implementação de
responsabilidade da parte concedente do estágio. Logo os estagiários
devem ser informados neste evento (Fonte: MOS 2.2, página 128).

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8.7 - S-2241 – Insalubridade, Periculosidade e Aposentadoria Especial

Segundo o Manual do eSocial:

Neste evento o empregador/contribuinte/órgão público


informará se as exposições declaradas no evento S-2240
acarretam o direito ao pagamento os adicionais de
Insalubridade, Periculosidade ou se reconhece a exposição a
condições para fins de Aposentadoria Especial e o respectivo
custeio (Aposentadoria Especial –FAE).

· A existência concomitante das condições de insalubridade e periculosidade


deve ser informada. Essa condição não implica na incidência de mais de um
adicional sobre a remuneração do em- pregado.
· A condição deve estar atualizada com o PPRA e LTCAT.
· Enviar até o dia 07 do mês seguinte, antes do fechamento da folha de
pagamento.

8.8 – Quadro de Informações de SST

Segundo o Manual do eSocial:

Importante esclarecer que nos eventos acima elencados é constituído


o histórico das exposições a fatores de risco, sendo que a efetiva
declaração do empregador/contribuinte/órgão público referente às
rubricas dos adicionais de insalubridade e periculosidade, bem como
a informação do grau de exposição para fins de aposentadoria
especial do RGPS, serão feitas nos eventos “S-1200 – Remuneração
de Trabalhador vinculado ao Regime Geral de Previdência Social” e
“S-1202 –Remuneração de servidor vinculado a Regime Próprio de
Previdência Social”.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 127

Fonte: Manual do eSocial

8.9 - S-2210 – Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT)

Evento enviado para comunicar acidente de trabalho envolvendo o


trabalhador, ainda que não haja afastamento de suas atividades laborais. A CAT
atual passa a ser substituída pelas informações constantes no eSocial neste evento.

· Caso o acidente se refira a trabalhador que prestava serviço no ambiente


de trabalho da empresa tomadora, a empresa prestadora deve informar o
CNPJ do local do acidente.

· Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizar a CAT o


próprio acidentado, seus dependentes, a entidade sindical competente, o
médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública, não prevalecendo
nestes casos o prazo de envio.

Se houver afastamento do trabalhador em decorrência do acidente,


também deverá ser enviado (em seguida e em outro arquivo) o evento de
afastamento temporário.

O evento utiliza as tabelas 13, 14, 15, 16, 17 e 24 do eSocial.

· Acidentes com morte: envio imediato

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· Acidentes sem morte: enviar no 1º dia útil seguinte ao fato ocorrido.

8.10 - S-2230 – Afastamento Temporário

O evento para informar os afastamentos temporários não faz parte


diretamente dos eventos de SST e, portanto, sua obrigatoriedade de informação é
no início do eSocial e não somente seis meses após.
A interligação aos eventos de SST se dá para alguns tipos de afastamento,
como o de Acidente de Trabalho, por exemplo.
Entretanto, gostaria de alertar sobre uma situação que temos apresentado
em palestras. Trata-se da concessão de férias imediatamente após um afastamento
de auxílio-doença, acidente de trabalho ou licença-maternidade. Com o eSocial em
vigor, esta rotina deverá ser revista.
Leia o que reza o item 7.4.3.3 da NR-7 (PCMSO):
7.4.3.3. No exame médico de retorno ao trabalho, deverá ser
realizada obrigatoriamente no primeiro dia da volta ao
trabalho de trabalhador ausente por período igual ou superior a
30 (trinta) dias por motivo de doença ou acidente, de natureza
ocupacional ou não, ou parto.

Esta obrigatoriedade não é nova, porém poucos empregadores cumprem.


Assim, deverá haver um exame médico obrigatoriamente no primeiro dia do
retorno dos afastamentos citados.
E onde está o problema? Muitos empregadores concedem férias aos
empregados que retornam, imediatamente iniciando no 1º dia após o afastamento.
Só que no eSocial teremos que informar várias datas, e elas devem estar coerentes
com a legislação, na ordem cronológica. Leiam o exemplo a seguir, em uma
situação em que termina a licença no dia 31:

Em qual evento deve ser


Dia Ocorrência
informada a data no eSocial?
31 Término da Licença S-2230
Exame Médico de Retorno com Apto –
S-2220
1 o empregado trabalha
Pagamento das Férias (após o apto) S-1210
2 O empregado trabalha Nada a informar
Afastamento de férias (dois dias após o
3 S-2230
pagamento)

Algumas dúvidas surgem: O empregador pode dar folga ao empregado nos


dois dias que antecedem as férias? Sim. O empregador pode dar as férias logo no

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 129

dia 1? Não, porque o empregado obrigatoriamente tem que fazer o exame médico
de retorno no primeiro dia de “retorno”. E as férias precisam ser pagas dois dias
antes do início da fruição. Mas o empregador não pode pagar as férias mesmo sem
ter o exame médico de apto? Não é recomendável, pois o empregado pode não
estar apto. E o empregado não pode tirar férias e fazer o exame médico depois?
Também não, pois ele pode não estar apto para tirar férias.
Vale ressaltar que a situação é específica para afastamentos de 30 ou mais
dias, como é o caso da licença-maternidade.
Uma outra situação que sempre questionam também é quanto ao Aviso de
Férias individuais, que deve ocorrer até 30 dias antes. O Aviso de Férias não será
informado no eSocial e não há impedimento para dar o aviso até mesmo antes,
bastando que o empregado esteja “vivo”, não obrigatoriamente trabalhando.

Neste livro não detalharemos os eventos não periódicos, já


que o foco da obra é o Cadastro Inicial para a implantação
do eSocial.

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 130

Capítulo 9 – Análise do Cadastro do Empregador

Todos os eventos da eSocial estão definidos na Tabela 9 do Manual do


eSocial.
Vamos analisar todos os eventos e leiautes que compõem o “Cadastro
Inicial” sob a ótica trabalhista e previdenciária a fim de auxiliar o leitor a identificar
o que já pode ser feito na implantação do eSocial.
Na análise dos leiautes excluímos as colunas “Registro Pai” e “Ele”, por
conter informação técnica, que não é o foco deste livro.

9.1 – Informações do Empregador/Contribuinte (S-1000)

Evento inicial do eSocial (nenhum outro evento pode ser enviado antes
deste), onde são fornecidas pelo contribuinte as informações cadastrais, e demais
dados necessários ao preenchimento e validação dos demais eventos da eSocial,
inclusive para apuração das contribuições.
O Cadastro do Contribuinte será para o estabelecimento MATRIZ (0001) ou
único pela raiz/base de 08 posições, exceto os órgãos públicos federais, cuja
identificação será pelo CNPJ completo (14 posições).
Todos os Estabelecimentos – inclusive a própria matriz – e Obras serão
cadastrados em segundo momento, na Tabela de Estabelecimentos.
Para a geração do Plano de Ação deste Cadastro recomendamos que sejam
acionados o Setor de Pessoal e o Setor Fiscal/Contábil.

Hierarquia de envio dos eventos

Há três eventos que obedecem a uma hierarquia de envio dentro do


eSocial e a uma ordem de envio também: Primeiro enviamos o cadastro do
Empregador (S-1000), depois enviamos o cadastro dos Estabelecimentos (S-1005) e
obras e, por fim, o cadastro de Lotações Tributárias (S-1020).
Ainda há uma outra situação: se a empresa tem algum processo que afete
recolhimentos e contribuições relacionados aos estes partícipes, haverá a
necessidade de envio da Tabela de Processos Administrativos e/ou Judiciais (s-
1070) logo após o cadastro do empregador.
Apresentaremos detalhes das demais tabelas no Capítulo 10.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 131

O Empregador é único, cadastrado pela RAIZ do CNPJ ou pelo CPF, no caso


do empregador Pessoa Física. A exceção é para os órgãos públicos federais de
Natureza Jurídica 101-5, 104-0, 107-4 e 116-3, que deverão fazer o cadastro pelo
CNPJ completo, desde que tenham orçamento próprio cadastrado no SIAFI –
Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Executivo Federal.
Veja a hierarquia dos cadastros citados:

Os números (S-1000, S-1005 e S-1020) referem-se aos códigos dos eventos


no eSocial.

Tabela de Tipos de Inscrição

O Cadastro do Empregador/Contribuinte utiliza a Tabela 5 do eSocial (tipos


de inscrição), sendo que somente será validado o número 1 (CNPJ, para pessoas
jurídicas) ou número 2 (CPF, para empregadores pessoas físicas). Todos os eventos
do eSocial utilizam a Tabela 5 e sua aplicação será automática dentro do seu
sistema interno.
Os números de CAEPF (Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física,
que substitui o CEI) ou o CNO (Cadastro Nacional de Obras, que substitui o CEI de
obras) serão utilizados em outros eventos e detalharemos mais adiante.

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 132

Tabela 5 – Tipos de Inscrição


Código Descrição
1 CNPJ (todas as pessoas jurídicas)
2 CPF (todas as pessoas físicas)
3 CAEPF (Cadastro de Atividade Econômica de Pessoa Física))
4 CNO (Cadastro Nacional de Obra - substitui o CEI de obras)

Tabela 8 - Classificação Tributária

A Classificação Tributária é um dado novo, que não consta nos sistemas


internos, conforme consta na Tabela 8 do eSocial. Apresento a tabela com algumas
observações sobre alguns códigos.

Tabela 8 – Classificação Tributária


Código Descrição
Empresa enquadrada no regime de tributação Simples Nacional com
01 tributação previdenciária substituída (Nota da autora: empresas com
atividades tributadas nos anexos I, II, III, V ou VI)
Empresa enquadrada no regime de tributação Simples Nacional com
02 tributação previdenciária não substituída (Nota da autora: empresas
com atividades tributadas no Anexo IV)
Empresa enquadrada no regime de tributação Simples Nacional com
tributação previdenciária substituída e não substituída (Nota da
03
autora: empresas com receitas de atividades tributadas no Anexo IV e
outros)
MEI - Micro Empreendedor Individual (Nota: MEI enquanto
04
“Empregador”)
05 (não existe este código na tabela)
06 Agroindústria
07 Produtor Rural Pessoa Jurídica
08 Consórcio Simplificado de Produtores Rurais
09 Órgão Gestor de Mão de Obra
Entidade Sindical a que se refere a Lei 12.023/2009 (Nota da autora:
10
sindicatos que contratam trabalhadores avulsos)
11 Associação Desportiva que mantém Clube de Futebol Profissional
12 (não existe este código na tabela)
Banco, caixa econômica, sociedade de crédito, financiamento e
13 investimento e demais empresas relacionadas no parágrafo 1º do art.
22 da Lei 8.212./91
14 Sindicatos em geral, exceto aquele classificado no código [10]

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Tabela 8 – Classificação Tributária


Código Descrição
Pessoa Física, exceto Segurado Especial (Nota da autora:
21
empregadores domésticos e outros com CEI)
Segurado Especial (Nota da autora: produtor rural, pescador artesanal,
22
extrativista, que trabalham em regime de economia familiar)
60 Missão Diplomática ou Repartição Consular de carreira estrangeira
Empresa de que trata o Decreto 5.436/2005 (Nota da autora: O
decreto trata de um acordo de cooperação entre o Brasil e a Ucrânia,
70
para uso das instalações da base de lançamento de foguetes em
Alcântara-MA)
Entidade Beneficente de Assistência Social isenta de contribuições
80
sociais
Ente Federativo, Órgãos da União, Autarquias e Fundações Públicas
85 (Nota da autora: órgãos públicos, não enquadrados nos demais
códigos e empresas públicas federais, com orçamento no SIAFI)
Pessoas Jurídicas em Geral (Nota: empresas tributadas pelo lucro
99 presumido, real, cooperativas e outras não enquadradas nos itens
anteriores).

Os códigos 01, 02 e 03 serão usados pelas empresas com atividades


tributadas pelo Simples Nacional. Observe que a classificação tributária poderá
mudar mensalmente em função das atividades e tipo de receita das empresas. Se
houver mudança deverá ser enviado um evento de ALTERAÇÃO do Cadastro do
Empregador/Contribuinte, antes do fechamento da folha de pagamento mensal.

O código 04 será usado para cadastrar o MEI - Microempreendedor


Individual, enquanto empregador. O Microempreendedor Individual quando for
prestador de serviços onde o contratante está sujeito ao pagamento de
contribuição patronal previdenciária será cadastro pelo contratante no evento de
“Remuneração”.

Os códigos 06, 07 e 08 serão utilizados pelos Produtores Rurais, em cada


situação específica constante na Tabela, exceto o Segurado Especial que
apresentaremos os detalhes mais adiante.
O Produtor Rural Pessoa Física que seja Segurado Especial da Previdência
Social deve ser cadastrado com o código 22, mesmo não tendo empregados.
Grande parte dos órgãos públicos enquadrar-se-ão no código 85 (Ente
Federativo Responsável e outros). Algumas empresas públicas e sociedades de
economia mista estaduais ou municipais devem utilizar o código 99, código

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indicado para classificação das pessoas jurídicas em geral, não classificadas nos
códigos anteriores.

Tabela 21 – Natureza Jurídica

Esta tabela traz a Natureza Jurídica, uma informação que já consta no


cadastro do CNPJ da RFB. Porém, eventualmente o cadastro no CNPJ pode estar
errado. Nossa recomendação é utilizar no eSocial a Natureza Jurídica correta e
imediatamente fazer a alteração no Cadastro do CNPJ. Eis a Tabela:

Tabela 21 – Natureza Jurídica


1 Administração Pública
101-5 Órgão Público do Poder Executivo Federal
102-3 Órgão Público do Poder Executivo Estadual ou do Distrito Federal
103-1 Órgão Público do Poder Executivo Municipal
104-0 Órgão Público do Poder Legislativo Federal
105-8 Órgão Público do Poder Legislativo Estadual ou do Distrito Federal
106-6 Órgão Público do Poder Legislativo Municipal
107-4 Órgão Público do Poder Judiciário Federal
108-2 Órgão Público do Poder Judiciário Estadual
110-4 Autarquia Federal
111-2 Autarquia Estadual ou do Distrito Federal
112-0 Autarquia Municipal
113-9 Fundação Pública de Direito Público Federal
114-7 Fundação Pública de Direito Público Estadual ou do Distrito Federal
115-5 Fundação Pública de Direito Público Municipal
116-3 Órgão Público Autônomo Federal
117-1 Órgão Público Autônomo Estadual ou do Distrito Federal
118-0 Órgão Público Autônomo Municipal
119-8 Comissão Polinacional
120-1 Fundo Público
121-0 Consórcio Público de Direito Público (Associação Pública)
122-8 Consórcio Público de Direito Privado
123-6 Estado ou Distrito Federal
124-4 Município
125-2 Fundação Pública de Direito Privado Federal
126-0 Fundação Pública de Direito Privado Estadual ou do Distrito Federal
127-9 Fundação Pública de Direito Privado Municipal
2 Entidades Empresariais
201-1 Empresa Pública

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 135

Tabela 21 – Natureza Jurídica


203-8 Sociedade de Economia Mista
204-6 Sociedade Anônima Aberta
205-4 Sociedade Anônima Fechada
206-2 Sociedade Empresária Limitada
207-0 Sociedade Empresária em Nome Coletivo
208-9 Sociedade Empresária em Comandita Simples
209-7 Sociedade Empresária em Comandita por Ações
212-7 Sociedade em Conta de Participação
213-5 Empresário (Individual)
214-3 Cooperativa
215-1 Consórcio de Sociedades
216-0 Grupo de Sociedades
217-8 Estabelecimento, no Brasil, de Sociedade Estrangeira
219-4 Estabelecimento, no Brasil, de Empresa Binacional Argentino-
Brasileira
221-6 Empresa Domiciliada no Exterior
222-4 Clube/Fundo de Investimento
223-2 Sociedade Simples Pura
224-0 Sociedade Simples Limitada
225-9 Sociedade Simples em Nome Coletivo
226-7 Sociedade Simples em Comandita Simples
227-5 Empresa Binacional
228-3 Consórcio de Empregadores
229-1 Consórcio Simples
230-5 Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (de Natureza
Empresária)
231-3 Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (de Natureza
Simples)
232-1 Sociedade Unipessoal de Advogados
233-0 Cooperativas de Consumo
3 Entidades sem Fins Lucrativos
303-4 Serviço Notarial e Registral (Cartório)
306-9 Fundação Privada
307-7 Serviço Social Autônomo
308-5 Condomínio Edilício
310-7 Comissão de Conciliação Prévia
311-5 Entidade de Mediação e Arbitragem
313-1 Entidade Sindical
320-4 Estabelecimento, no Brasil, de Fundação ou Associação Estrangeiras

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Tabela 21 – Natureza Jurídica


321-2 Fundação ou Associação Domiciliada no Exterior
322-0 Organização Religiosa
323-9 Comunidade Indígena
324-7 Fundo Privado
325-5 Órgão de Direção Nacional de Partido Político
326-3 Órgão de Direção Regional de Partido Político
327-1 Órgão de Direção Local de Partido Político
328-0 Comitê Financeiro de Partido Político
329-8 Frente Plebiscitária ou Referendária
330-6 Organização Social (OS)
331-0 Demais Condomínios
399-9 Associação Privada
4 Pessoas Físicas
401-4 Empresa Individual Imobiliária
402-2 Segurado Especial
408-1 Contribuinte individual
409-0 Candidato a Cargo Político Eletivo
411-1 Leiloeiro
412-4 Produtor Rural (Pessoa Física)
5 Organizações Internacionais e Outras Instituições Extraterritoriais
501-0 Organização Internacional
502-9 Representação Diplomática Estrangeira
503-7 Outras Instituições Extraterritoriais

Compatibilidade do FPAS com a Classificação Tributária

A Tabela 22 do eSocial apresenta a compatibilidade da Classificação


Tributária com o código FPAS, que inclusive pode ser diferente para cada
estabelecimento.
Esta tabela 22 é utilizada apenas para evitar envio incorreto e não será
utilizada em nenhum evento cadastral. Recomendamos analisar a Tabela 24 apenas
quando houver dúvida sobre o FPAS a ser usado e deixamos de apresentá-la neste
livro por não considerar relevante.

9.2 – Análise do leiaute do Cadastro do Empregador

Já a partir deste primeiro leiaute (S-1000 Informações do Empregador)


suprimimos as colunas “Registro Pai” e “Ele” pois são colunas com conteúdo
técnico para desenvolvedores, que são irrelevantes para o objetivo deste livro.

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Na análise dos próximos leiautes após este, também não apresentaremos


as primeiras linhas do leiaute, por serem mais técnicas e se repetem em todos os
leiautes. Focaremos no conteúdo trabalhista e previdenciário que será exigido.
Nossa recomendação é que os Gestores Internos do eSocial utilizem o livro
para referências, mas façam o download dos leiautes para análise detalhada.
O leiaute está ao final das análises.
As linhas representam o conteúdo dos campos que estarão no sistema
interno de folha de pagamento, cadastro de pessoal e outros que gerarão dados
para o eSocial. Se houver alguma dúvida quanto ao conteúdo dos leiautes, volte e
releia o Capítulo 4 deste livro.
Da linha 1 até a linha 10 deste leiaute são dados basicamente técnicos, os
quais serão registrados no próprio sistema.
Mas é importante ressaltar que todo leiaute traz as regras de validação na
linha 2. As regras de validação serão objeto de estudo no Capítulo 15.
A linha 10 traz as regras para o cadastro da RAIZ do CNPJ ou o CPF do
empregador pessoa física. A exceção é para os órgãos da Administração Pública
Federal que, em função de terem o orçamento registrado no SIAFI, poderão fazer o
cadastro do empregador pelo número completo do CNPJ. Não há que se preocupar
com esta regra, considerando que os sistemas internos estarão adaptados e não
será mesmo possível cadastrar o empregador com o número completo do CNPJ.
O grupo de informações de Validade – linhas 14 e 15 – também há foram
objeto de estudos no capítulo 2.
Efetivamente, a partir da linha 16 começa a inclusão de dados trabalhistas
e previdenciários e vai até a linha 67.
A partir da linha 68 começam os dados de Alteração, porém só
apresentaremos o leiaute de Inclusão, já que as alterações contêm os mesmos
dados. No seu sistema interno as alterações serão apresentadas apenas como uma
opção para marcar.
Na linha 18 há a informação da Classificação Tributária e um dado novo no
Cadastro do Empregador e deverá ser informado conforme a Tabela 8 do eSocial, a
qual já analisamos o conteúdo.
A linha 19 não traz novidades, já que a Natureza Jurídica consta no
comprovante do CNPJ e já é usada na RAIS antes do eSocial. Mas fizemos um alerta
sobre a Tabela 21 aqui mesmo neste capítulo.
A linha 20 só pergunta se o empregador é cooperativa. Caso seja, optar
pelo tipo de cooperativa da entidade.
A linha 21 solicita a informação se o empregador é Construtora ou não.
Pelo conceito da Previdência Social, construtora é aquela empresa registrada no
CREA como construtora, tem com objeto social a atividade Construção. Em relação
às obras, a Construtora registra na RFB a matrícula CEI (futuramente CNO –

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 138

Cadastro Nacional de Obras) vinculada ao seu CNPJ, segundo as regras da IN RFB


971/09.

Linha 22 - Desoneração da Folha


Se a empresa está incluída ou não na Desoneração da Folha (CPRB, ou
Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta) é o conteúdo da linha 22. As
regras estão na lei 12.546/11 e na IN RFB 1.436/13. Esta informação afetará o
cálculo da contribuição patronal previdenciária na folha de pagamento gerada pelo
eSocial.
Com a Medida Provisória 774/2017, a partir do mês de julho/2017 somente
algumas empresas poderão continuar – em 2017 – na Desoneração da Folha.
Recomendo acompanhar o assunto e ler algumas matérias sobre o tema no meu
blog www.zenaide.com.br.
A informação sobre a CPRB será também gerada no arquivo de
Remuneração (eSocial mensal, Folha de Pagamento).

Registro Eletrônico de empregados


A linha 23 solicita informação se a empresa optou pelo registro eletrônico
de empregados, antes da entrada em vigor do eSocial. Esta previsão está no artigo
4º da Portaria 41 do Ministério do Trabalho:

Art. 4º O empregador poderá efetuar o registro de


empregados em sistema informatizado que garanta a segurança,
inviolabilidade, manutenção e conservação das informações e que:

I - mantenha registro individual em relação a cada empregado;

II - mantenha registro original, individualizado por empregado,


acrescentando-lhe as retificações ou averbações, quando for o
caso; e

III - assegure, a qualquer tempo, o acesso da fiscalização


trabalhista às informações, por meio de tela, impressão de relatório
e meio magnético.

§ 1º O sistema deverá conter rotinas auto-explicativas, para


facilitar o acesso e o conhecimento dos dados registrados.

§ 2º As informações e relatórios deverão conter data e hora do


lançamento, atestada a sua veracidade por meio de rubrica e
identificação do empregador ou de seu representante legal nos

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 139

documentos impressos.

§ 3º O sistema deverá possibilitar à fiscalização o acesso às


informações e dados dos últimos doze meses.

§ 4º As informações anteriores a doze meses poderão ser


apresentadas no prazo de dois a oito dias via terminal de vídeo ou
relatório ou por meio magnético, a critério do Auditor Fiscal do
Trabalho.

Tabela de Rubricas
A linha 24 só deve ser informada como Sim caso o empregador utilize mais
de uma Tabela de Rubricas, ou seja, tabela de proventos e descontos gerada por
sistemas de folha de pagamento diferentes, cadastrando tabelas de rubricas
(proventos e descontos) diferentes.
A maioria irá responder “Não” neste campo, porém algumas empresas têm
filiais em diferentes locais e atendidas por escritórios contábeis diferentes, que
usam sistemas de folha de pagamento diversos. Nestes casos, deve informar que
SIM, usa diferentes tabelas. No cadastro da Tabelas de Rubricas deverá ser
informado um CÓDIGO para cada tabela existente.

Aprendizes – Entidade Educativa


A linha 25 solicita a informação, se o empregador é ou não entidade
educativa sem fins lucrativos que tenha por objetivo a assistência ao adolescente e
à educação profissional (art. 430, inciso II, CLT).
Esta informação é para a contratação de aprendizes através de tais
entidades, que deverão cadastrar os aprendizes.
As empresas que se utilizam ou não deste tipo de contratação devem
marcar com NÃO. Apenas as próprias entidades é que marcarão SIM.

Empresas de Trabalho Temporário


Nas linhas 26 e 27 há a informação para as empresas de trabalho
temporário, registradas no Ministério do Trabalho (Lei 6.019/74). Não confundir
com empresas prestadoras de serviço em geral, que não estão obrigadas ao
registro no Ministério do Trabalho.

O conteúdo das linhas 28 a 36 só se aplicam às Entidades Isentas de


contribuições patronais previdenciárias – aquelas que usam o FPAS 639 – não se
aplicando aos demais empregadores. Estes dados nem estarão visíveis no cadastro,
pois ao informar a Classificação Tributária [80] no campo adequado esses dados só
devem aparecer para entidades com Classificação igual a [80].

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Da linha 37 à linha 42 são solicitados os dados do Contato Administrativo


no empregador. Este contato não tem responsabilidade jurídica, mas é a pessoa
que poderá responder tecnicamente pelo envio de arquivos. Minha recomendação
é que sejam os dados de quem ficar responsável pelo envio do arquivo de
Fechamento do eSocial (arquivo mensal, dos eventos periódicos) ou um dos
Gestores Internos do eSocial.

Entes Públicos – Linhas 43 a 54


A linha 44 só é aplicável aos órgãos públicos federais, inclusive empresas
públicas que têm orçamento no SIAFI. Outras categorias de empregadores nem
terão à opção de preenchimento deste campo que ficará bloqueado para inclusão
de dados.
A linha 46 questiona se o órgão público é o EFR – Ente Federativo
Responsável (Estado, DF e Municípios, que utilizam a Natureza Jurídica 123-6 ou
124-4) ou se é uma unidade administrativa autônoma vinculada a um EFR e a linha
47 pede o CNPJ do EFR. É possível que uma Secretaria Estadual, por exemplo, envie
os dados completos ao eSocial, sem necessariamente ser o EFR. Leia o que consta
no Manual do eSocial:

Os órgãos públicos da administração direta, indireta, autárquica e


fundacional dos Estados e Municípios poderão prestar suas
informações de forma centralizada no CNPJ matriz do ente
responsável ou da unidade gestora de orçamento.
Se a opção for pelo envio centralizado no ente responsável, apenas
um conjunto de tabelas (eventos S-1000 a S-1080) poderá ser
utilizado para todas as informações do ente público.
Por outro lado, o ente público poderá optar pelo envio
descentralizado, situação em que as informações são prestadas por
mais de um órgão com autonomia administrativa e/ou
orçamentária e, que, por conseguinte, podemos denominá-lo
unidade gestora autônoma.
Cada órgão que corresponda a uma unidade gestora autônoma
dentro do ente público poderá, portanto, submeter suas próprias
informações a partir de seus sistemas informatizados e utilizando-
se de suas próprias estruturas de dados. Assim, cada unidade
gestora autônoma poderá enviar suas próprias tabelas (eventos S-
1000 a S-1080), bem como todos os demais eventos periódicos e
não periódicos. Suas informações, porém, são vinculadas ao CNPJ
do Ente Federado Responsável.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 141

Importante destacar alguns pontos que são fundamentais para


entendimento do processo de transmissão descentralizada:
a) Mesmo a informação sendo prestada descentralizadamente pela
unidade gestora autônoma, ela é feita em nome do ente
responsável e não em nome da unidade gestora autônoma. Por
exemplo, se a Secretaria de Finanças de uma determinada Unidade
da Federação presta suas informações de forma autônoma, ela o
faz em nome da Unidade Federativa Responsável e não em seu
nome. Portanto, as informações prestadas ficam vinculadas ao
CNPJ do ente Federado Responsável;
b) O Ente Federado Responsável só estará quite com suas
obrigações após todas as unidades gestoras autônomas prestarem
suas informações;

c) A Certidão Negativa de Débitos -CND da Receita Federal do Brasil


só é disponibilizada para o Ente Federado Responsável se este
estiver quites com suas obrigações, conforme descrito no item
anterior.
Quanto aos órgãos públicos da administração direta federal, estes
poderão enviar suas informações no CNPJ matriz de cada órgão ou
unidade gestora de orçamento.

A linha 56 só se aplica aos empregadores que utilizam o FPAS 876.

Da linha 57 à 62 devem ser cadastrados todos os sistemas/aplicativos do


empregador que gerarem dados no eSocial. Digamos que o sistema de folha de
pagamento é o sistema A, mas na Contabilidade é usado o sistema B, de outra
softwarehouse, e que também gerará dados ao eSocial. Ambos devem ser
cadastrados. O grupo não é obrigatório para empresas que utilizam sistemas
próprios.
É permitido cadastrar até 99 empresas de software, conforme marcação da
coluna “Ocor” (0, de não obrigatório e 99, da quantidade de registros permitidos
no campo).
A linha 65 é de informação exclusiva para pessoas jurídicas, que na
implantação do eSocial deverão marcar a opção “0 – Situação Normal”, a mesma
marcação que os empregadores pessoas físicas deverão fazer na linha 67.
A partir da linha 68 teremos os campos destinados à alteração, que contêm
o mesmo conteúdo.

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Aqui fica uma dica: Esta análise foi feita baseada na versão 2.2.01 do
leiaute. Caso o leitor esteja neste momento analisando uma versão posterior, o
número das linhas pode ser outro.
A numeração das linhas não necessariamente indica a ordem em que o
campo estará no seu sistema interno.

Registros do evento S-1000 - Informações do Empregador/Contribuinte

# Registro/ Tipo Ocorr Tam Dec Descrição


Campo
1 eSocial - 1-1 - - eSocial
2 evtInfoEmprega - 1-1 - - Evento de informações do
dor empregador Regras de validação:
REGRA_INFO_EMP_PERIODO_CON
FLITANTE
REGRA_INFO_EMP_VALIDA_CLASS
TRIB_BASE_ALCANTARA
REGRA_INFO_EMP_VALIDA_DTINI
CIAL
REGRA_INFO_EMP_VALIDA_RAIZ_
CNPJ
REGRA_TAB_PERMITE_EXCLUSAO
REGRA_VALIDA_EMPREGADOR
3 Id C 1-1 036 - Identificação única do evento.
Regra de validação:
REGRA_VALIDA_ID_EVENTO
4 ideEvento - 1-1 - - Informações de Identificação do
Evento
5 tpAmb N 1-1 001 - Identificação do ambiente:
1 - Produção;
2 - Produção restrita - dados reais;
3 - Produção restrita - dados
fictícios. Valores Válidos: 1, 2, 3.
6 procEmi N 1-1 001 - Processo de emissão do evento:
1- Aplicativo do empregador;
2 - Aplicativo governamental.
Valores Válidos: 1, 2.
7 verProc C 1-1 020 - Versão do processo de emissão do
evento. Informar a versão do
aplicativo emissor do evento.
8 ideEmpregador - 1-1 - - Informações de identificação do
empregador
9 tpInsc N 1-1 001 - Preencher com o código
correspondente ao tipo de

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# Registro/ Tipo Ocorr Tam Dec Descrição


Campo
inscrição, conforme tabela 5
Validação: Deve ser igual a [1]
(CNPJ) ou [2] (CPF)
10 nrInsc C 1-1 015 - Informar o número de inscrição do
contribuinte de acordo com o tipo
de inscrição indicado no campo
{tpInsc}. Se for um CNPJ deve ser
informada apenas a Raiz/Base de
oito posições, exceto se natureza
jurídica de administração pública
direta federal ([101-5], [104-0],
[107-4], [116-3], situação em que
o campo deve ser preenchido com
o CNPJ completo (14 posições).
Validação: Se {tpInsc} for igual a
[1], deve ser um número de CNPJ
válido. Se {tpInsc} for igual a [2],
deve ser um CPF válido.
11 infoEmpregador - 1-1 - - Identificação da operação
(inclusão, alteração ou exclusão) e
das respectivas informações do
empregador.
12 inclusao - 0-1 - - Inclusão de novas informações
13 idePeriodo - 1-1 - - Período de validade das
informações incluídas
14 iniValid C 1-1 007 - Preencher com o mês e ano de
início da validade das informações
prestadas no evento, no formato
AAAA-MM. Validação: Deve ser
uma data válida, igual ou posterior
à data inicial de implantação do
eSocial, no formato AAAA-MM.
15 fimValid C 0-1 007 - Preencher com o mês e ano de
término da validade das
informações, se houver. Validação:
Se informado, deve estar no
formato AAAA-MM e ser um
período igual ou posterior a
{iniValid}
16 infoCadastro - 1-1 - - Informações do empregador
17 nmRazao C 1-1 115 - Informar a razão social, no caso de
pessoa jurídica ou órgão público.

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# Registro/ Tipo Ocorr Tam Dec Descrição


Campo
18 classTrib C 1-1 002 - Preencher com o código
correspondente à classificação
tributária do contribuinte,
conforme tabela 8. Validação:
Deve ser um dos códigos
existentes na tabela. Os códigos
[21] e [22] somente podem ser
utilizados se {tpInsc} for igual a [2].
Para os demais códigos, {tpInsc}
deve ser igual a [1].
19 natJurid C 0-1 004 - Preencher com o código da
Natureza Jurídica do Contribuinte,
conforme tabela 21. Validação: O
preenchimento do campo é
obrigatório e exclusivo para
empregador PJ e administração
pública. Neste caso, deve ser um
código existente na tabela 21 e
compatível com a informação
constante no CNPJ. Se {classtrib} =
[85], o número da {natJurid} deve
iniciar por 1 (exemplo: 101-5, 112-
0, etc.).
20 indCoop N 0-1 001 - Indicativo de Cooperativa:
0 - Não é cooperativa;
1 - Cooperativa de Trabalho;
2 - Cooperativa de Produção;
3 - Outras Cooperativas.
Validação: O preenchimento do
campo é exclusivo e obrigatório
para PJ. Somente pode ser
diferente de ZERO se {natJurid} for
igual a [2143] e {classTrib} for igual
a [06, 07, 99]. Para {classTrib} for
igual a [06,07] o campo deverá ser
preenchido apenas com [0,2].
Valores Válidos: 0, 1, 2, 3.
21 indConstr N 0-1 001 - Indicativo de Construtora:
0 - Não é Construtora;
1 - Empresa Construtora.
Validação: O preenchimento do
campo é exclusivo e obrigatório
para PJ. Valores Válidos: 0, 1.

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# Registro/ Tipo Ocorr Tam Dec Descrição


Campo
22 indDesFolha N 1-1 001 - Indicativo de Desoneração da
Folha:
0 - Não Aplicável;
1 - Empresa enquadrada nos art.
7º a 9º da Lei 12.546/2011.
Validação: Pode ser igual a [1]
apenas se a classificação tributária
for igual a [02,03,99]. Nos demais
casos, deve ser igual a [0].
Valores Válidos: 0, 1.
23 indOptRegEletr N 1-1 001 - Indica se houve opção pelo
on registro eletrônico de
empregados:
0 - Não optou pelo registro
eletrônico de empregados;
1 - Optou pelo registro eletrônico
de empregados.
Valores Válidos: 0, 1.
24 multTabRubrica C 1-1 001 - Informar se a empresa utiliza mais
s de uma tabela de rubricas:
S - Sim; N - Não. Valores Válidos: S,
N.
25 indEntEd C 0-1 001 - Indicativo de entidade educativa
sem fins lucrativos que tenha por
objetivo a assistência ao
adolescente e à educação
profissional (art. 430, inciso II,
CLT):
N - Não é entidade educativa sem
fins lucrativos;
S - É entidade educativa sem fins
lucrativos.
Validação: O preenchimento é
exclusivo e obrigatório para
Pessoa Jurídica. Valores Válidos:
S,N.
26 indEtt C 1-1 001 - Indicativo de Empresa de Trabalho
Temporário (Lei n° 6.019/1974),
com registro no Ministério do
Trabalho: N - Não é Empresa de
Trabalho Temporário; S - Empresa
de Trabalho Temporário. Valores
Válidos: S,N.

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 146

# Registro/ Tipo Ocorr Tam Dec Descrição


Campo
27 nrRegEtt N 0-1 030 - Número do registro da Empresa de
Trabalho Temporário no
Ministério do Trabalho. Validação:
Preenchimento obrigatório se
{indEtt} = [S]. Não pode ser
informado nos demais casos.
28 dadosIsencao - 0-1 - - Informações Complementares -
Empresas Isentas - Dados da
Isenção
29 ideMinLei C 1-1 070 - Sigla e nome do Ministério ou Lei
que concedeu o Certificado
30 nrCertif C 1-1 040 - Número do Certificado de
Entidade Beneficente de
Assistência Social, número da
portaria de concessão do
Certificado, ou, no caso de
concessão através de Lei
específica, o número da Lei.
31 dtEmisCertif D 1-1 - - Data de Emissão do
Certificado/publicação da Lei
32 dtVencCertif D 1-1 - - Data de Vencimento do Certificado
Validação: Não pode ser anterior a
{dtEmisCertif}
33 nrProtRenov C 0-1 040 - Protocolo pedido renovação
34 dtProtRenov D 0-1 - - Data do protocolo de renovação
35 dtDou D 0-1 - - Preencher com a data de
publicação no Diário Oficial da
União
36 pagDou N 0-1 005 - Preencher com o número da
página no DOU referente à
publicação do documento de
concessão do certificado.
37 contato - 1-1 - - Informações de contato
38 nmCtt C 1-1 070 - Nome do contato na empresa.
Pessoa responsável por ser o
contato do empregador com os
órgãos gestores do eSocial Regra
de validação:
REGRA_GERAL_VALIDA_NOME
39 cpfCtt C 1-1 011 - Preencher com o número do CPF
do contato. Validação: A inscrição
é validada na base de dados do

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# Registro/ Tipo Ocorr Tam Dec Descrição


Campo
CPF da RFB.
40 foneFixo C 0-1 013 - Informar o número do telefone,
com DDD. Validação: O
preenchimento é obrigatório se o
campo {foneCel} não for
preenchido. Se preenchido, deve
conter apenas números, com o
mínimo de dez dígitos.
41 foneCel C 0-1 013 - Telefone celular, com DDD
Validação: Se preenchido, deve
conter apenas números, com o
mínimo de dez dígitos.
42 email C 0-1 060 - Endereço eletrônico Validação: O
e-mail deve possuir o caractere
"@" e este não pode estar no
início e no fim do e-mail. Deve
possuir no mínimo um caractere
"." depois do @ e não pode estar
no fim do e-mail.
43 infoOP - 0-1 - - Informações relativas a Órgãos
Públicos
44 nrSiafi C 1-1 006 - Preencher com o número SIAFI -
Sistema Integrado de
Administração Financeira, caso
seja órgão público usuário do
sistema.
45 infoEFR - 0-1 - - Informações relativas a Ente
Federativo Responsável - EFR
46 ideEFR C 1-1 001 - Informar se o Órgão Público é o
Ente Federativo Responsável - EFR
ou se é
uma unidade administrativa
autônoma vinculada a um EFR; S -
É EFR; N - Não é EFR. Validação:
Essa informação é validada no
cadastro do CNPJ na RFB. Valores
Válidos: S, N.

47 cnpjEFR C 0-1 014 - CNPJ do Ente Federativo


Responsável - EFR Validação:
Preenchimento obrigatório se
{ideEFR} = [N]. Informação
validada no cadastro do CNPJ da

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# Registro/ Tipo Ocorr Tam Dec Descrição


Campo
RFB.
48 infoEnte - 0-1 - - Informações relativas ao ente
federativo estadual, distrital ou
municipal
49 nmEnte C 1-1 115 - Nome do Ente Federativo ao qual
o órgão está vinculado
50 uf C 1-1 002 - Preencher com a sigla da Unidade
da Federação Validação: Deve ser
uma UF válida.
51 codMunic N 0-1 007 - Preencher com o código do
município, conforme tabela do
IBGE Validação: Se informado,
deve ser um código existente na
tabela do IBGE.
52 indRPPS C 1-1 001 - Informar se o ente público possui
Regime Próprio de Previdência
Social - RPPS. S - Sim; N - Não.
Valores Válidos: S, N
53 subteto N 1-1 001 - Preencher com o poder a que se
refere o subeto: 1 - Executivo; 2 -
Judiciário; 3 - Legislativo; 9 - Todos
os poderes. Valores Válidos: 1, 2,
3, 9.
54 vrSubteto N 1-1 14 2 Preencher com o valor do subteto
do Ente Federativo.
55 infoOrgInternac - 0-1 - - Informações exclusivas de
ional organismos internacionais e outras
instituições extraterritoriais
56 indAcordoIsen N 1-1 001 - Indicativo da existência de acordo
Multa internacional para isenção de
multa: 0 - Sem acordo; 1 - Com
acordo. Valores Válidos: 0, 1.
57 softwareHouse - 0-99 - - Informações relativas ao
desenvolvedor do software que
gerou o arquivo xml.
58 cnpjSoftHouse C 1-1 014 - CNPJ da empresa desenvolvedora
do software. Se o software foi
desenvolvido pelo próprio
empregador, informar o CNPJ do
estabelecimento do empregador
responsável pelo
desenvolvimento. Regra de
validação: REGRA_VALIDA_CNPJ

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# Registro/ Tipo Ocorr Tam Dec Descrição


Campo
59 nmRazao C 1-1 115 - Informar a razão social, no caso de
pessoa jurídica ou órgão público.
60 nmCont C 1-1 070 - Nome do contato na empresa.
Regra de validação:
REGRA_GERAL_VALIDA_NOME
61 telefone C 1-1 013 - Informar o número do telefone,
com DDD. Validação: Deve conter
apenas números, com o mínimo
de dez dígitos.
62 email C 0-1 060 - Endereço eletrônico Validação: O
e-mail deve possuir o caractere
"@" e este não pode estar no
início e no fim do e-mail. Deve
possuir no mínimo um caractere
"." depois do @ e não pode estar
no fim do e-mail.
63 infoComplemen - 1-1 - - Informações complementares
tares sobre o declarante
64 situacaoPJ - 0-1 - - Informações Complementares -
Pessoa Jurídica
65 indSitPJ N 1-1 001 - Indicativo da Situação da Pessoa
Jurídica: 0 - Situação Normal; 1 -
Extinção; 2 - Fusão; 3 - Cisão; 4 -
Incorporação. Valores Válidos: 0,
1, 2, 3, 4
66 situacaoPF - 0-1 - - Informações Complementares -
Pessoa Física
67 indSitPF N 1-1 001 - Indicativo da Situação da Pessoa
Física: 0 - Situação Normal; 1 -
Encerramento de espólio; 2 - Saída
do país em caráter permanente.
Valores Válidos: 0, 1, 2
68 alteracao - 0-1 - - Alteração das informações

A partir da linha 68 trata-se de informações de ALTERAÇÃO e EXCLUSÃO e,


portanto, são os mesmos campos do cadastro inicial.

Obs: linhas 47 e 48: Trata-se de ORGANISMOS INTERNACIONAIS E OUTRAS


INSTITUIÇÕES EXTRATERRITORIAIS COM ACORDO INTERNACIONAL DE ISENÇÃO
(MISSÕES DIPLOMÁTICAS, REPARTIÇÕES CONSULARES OU DIPLOMÁTICAS
NACIONAIS OU INTERNACIONAIS), que devem usar o FPAS 876. O Código FPAS 876

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 150

foi criado em razão da edição do Decreto nº 6.042, de 2007, que deu nova redação
ao § 9º do art. 239 do Decreto nº 3.048, de 1999, após o qual apenas as instituições
extraterritoriais em relação as quais houver acordo internacional de isenção não se
sujeitam ao pagamento de multa moratória, em caso de recolhimento em atraso.

9.3 - Plano de Ação para o Cadastro do Empregador

Este plano de ação deve ser de responsabilidade conjunta, do setor de


Pessoal e do setor contábil ou fiscal, pelas particularidades de informações
solicitadas. Eis uma sugestão para o Plano de Ação no Cadastro do Empregador,
que já foi apresentada no Capítulo 7.

Plano de Ação – eSocial


S-1000 Informações do Empregador/Contribuinte
Criação do Plano: em 01/06/2017, por Simone Silva – Gerente de RH
Conferência: em 01/06/2017, por Newton Junior – Gerente Contábil

1 - O que será feito?


Geração do Cadastro do Empregador/Contribuinte

2 - Onde será feito?


No setor de Folha de Pagamento

3 - Por quem Será Feito?


Mariano Silva – Gerente de Folha de Pagamento
Renato Carvalho – Contador
Conferência final: Carlos Eduardo Costa – Controles Internos

4 - Quanto Custará?
O custo é dimensionado em horas de trabalho.
Estimamos uma carga horária de 24 horas – 3 dias úteis – para a elaboração
do cadastro e mais 8 horas para a conferência da conversão do novo sistema
de cadastro de empregados. (esta estimativa varia de empregador para
empregador)

5 - Por que será feito?


Porque o cadastro é o primeiro evento a ser enviado e é OBRIGATÓRIO.
Referências para leitura:

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 151

Plano de Ação – eSocial


S-1000 Informações do Empregador/Contribuinte
A - MOS: a partir da página 43
B - Leiaute: a partir da página 05
C – Regras de Validação:
REGRA_INFO_EMP_PERIODO_CONFLITANTE
REGRA_INFO_EMP_VALIDA_CLASSTRIB_BASE_ALCANTARA
REGRA_INFO_EMP_VALIDA_DTINICIAL REGRA_INFO_EMP_VALIDA_RAIZ_CNPJ
REGRA_TAB_PERMITE_EXCLUSAO REGRA_VALIDA_EMPREGADOR
D – Legislação: citada nas referências acima (e mais o que for preciso).

6 - Como Será Feito?


Nem todos os dados existem no sistema. O trabalho será:
6) 6.1 – Se o sistema ainda não estiver adaptado, preencher os dados usando o
leiaute do MOS como formulário
7) 6.2 - Aguardar o sistema ser adaptado ao eSocial
8) 6.3 - Cadastrar os dados no sistema
9) 6.4 - Verificar se a migração dos demais dados foi feita corretamente.
6.5 – Transmitir ao eSocial

7 - Quando Será Feito?


Data Etapa Desenvolvimento

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 152

9.4 – Cadastro do Empregador Preenchido

A sugestão a seguir é para um a empresa comercial, tributada no Simples


Nacional, no Anexo I. Vamos preencher somente as linhas que terão informações,
utilizando o leiaute apresentado no MOS 2.2.01. Os dados são fictícios.

Como ainda não foi disponibilizado o Aplicativo WEB, criamos uma última
coluna para o CONTEÚDO a ser preenchido no leiaute.

# Descrição Conteúdo
1 eSocial
5 Identificação do ambiente: 3
1 - Produção;
2 - Produção restrita - dados reais;
3 - Produção restrita - dados fictícios. Valores Válidos: 1, 2, 3.
6 Processo de emissão do evento: 1
1- Aplicativo do empregador;
2 - Aplicativo governamental.
Valores Válidos: 1, 2.
8 Informações de identificação do empregador
9 Preencher com o código correspondente ao tipo de inscrição, 1
conforme tabela 5 Validação: Deve ser igual a [1] (CNPJ) ou [2]
(CPF)
10 Informar o número de inscrição do contribuinte de acordo 08332134
com o tipo de inscrição indicado no campo {tpInsc}. Se for um
CNPJ deve ser informada apenas a Raiz/Base de oito posições,
exceto se natureza jurídica de administração pública direta
federal ([101-5], [104-0], [107-4], [116-3], situação em que o
campo deve ser preenchido com o CNPJ completo (14
posições). Validação: Se {tpInsc} for igual a [1], deve ser um
número de CNPJ válido. Se {tpInsc} for igual a [2], deve ser um
CPF válido.
11 Identificação da operação (inclusão, alteração ou exclusão) e
das respectivas informações do empregador.
12 Inclusão de novas informações
13 Período de validade das informações incluídas
14 Preencher com o mês e ano de início da validade das 2018-07
informações prestadas no evento, no formato AAAA-MM.
Validação: Deve ser uma data válida, igual ou posterior à data
inicial de implantação do eSocial, no formato AAAA-MM.
15 Preencher com o mês e ano de término da validade das
informações, se houver. Validação: Se informado, deve estar

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# Descrição Conteúdo
no formato AAAA-MM e ser um período igual ou posterior a
{iniValid}
16 Informações do empregador
17 Informar a razão social, no caso de pessoa jurídica ou órgão Mercado ABC Ltda
público.
18 Preencher com o código correspondente à classificação 1
tributária do contribuinte, conforme tabela 8. Validação: Deve
ser um dos códigos existentes na tabela. Os códigos [21] e [22]
somente podem ser utilizados se {tpInsc} for igual a [2]. Para
os demais códigos, {tpInsc} deve ser igual a [1].
19 Preencher com o código da Natureza Jurídica do Contribuinte, 206-2
conforme tabela 21. Validação: O preenchimento do campo é
obrigatório e exclusivo para empregador PJ e administração
pública. Neste caso, deve ser um código existente na tabela
21 e compatível com a informação constante no CNPJ. Se
{classtrib} = [85], o número da {natJurid} deve iniciar por 1
(exemplo: 101-5, 112-0, etc.).
20 Indicativo de Cooperativa: 0
0 - Não é cooperativa;
1 - Cooperativa de Trabalho;
2 - Cooperativa de Produção;
3 - Outras Cooperativas.
Validação: O preenchimento do campo é exclusivo e
obrigatório para PJ. Somente pode ser diferente de ZERO se
{natJurid} for igual a [2143] e {classTrib} for igual a [06, 07,
99]. Para {classTrib} for igual a [06,07] o campo deverá ser
preenchido apenas com [0,2].
Valores Válidos: 0, 1, 2, 3.
21 Indicativo de Construtora: 0
0 - Não é Construtora;
1 - Empresa Construtora.
Validação: O preenchimento do campo é exclusivo e
obrigatório para PJ. Valores Válidos: 0, 1.
22 Indicativo de Desoneração da Folha: 0
0 - Não Aplicável;
1 - Empresa enquadrada nos art. 7º a 9º da Lei 12.546/2011.
Validação: Pode ser igual a [1] apenas se a classificação
tributária for igual a [02,03,99]. Nos demais casos, deve ser
igual a [0].
Valores Válidos: 0, 1.
23 Indica se houve opção pelo registro eletrônico de 1
empregados:
0 - Não optou pelo registro eletrônico de empregados;
1 - Optou pelo registro eletrônico de empregados.

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# Descrição Conteúdo
Valores Válidos: 0, 1.
24 Informar se a empresa utiliza mais de uma tabela de rubricas: N
S - Sim; N - Não. Valores Válidos: S, N.
25 Indicativo de entidade educativa sem fins lucrativos que tenha N
por objetivo a assistência ao adolescente e à educação
profissional (art. 430, inciso II, CLT):
N - Não é entidade educativa sem fins lucrativos;
S - É entidade educativa sem fins lucrativos.
Validação: O preenchimento é exclusivo e obrigatório para
Pessoa Jurídica. Valores Válidos: S,N.
26 Indicativo de Empresa de Trabalho Temporário (Lei n° N
6.019/1974), com registro no Ministério do Trabalho: N - Não
é Empresa de Trabalho Temporário; S - Empresa de Trabalho
Temporário. Valores Válidos: S,N.
57 Informações relativas ao desenvolvedor do software que
gerou o arquivo xml.
58 CNPJ da empresa desenvolvedora do software. Se o software 33.234.123/0001-48
foi desenvolvido pelo próprio empregador, informar o CNPJ
do estabelecimento do empregador responsável pelo
desenvolvimento. Regra de validação: REGRA_VALIDA_CNPJ
59 Informar a razão social, no caso de pessoa jurídica ou órgão Nith Sofware Ltda
público.
60 Nome do contato na empresa. Regra de validação: Maria da Silva
REGRA_GERAL_VALIDA_NOME
61 Informar o número do telefone, com DDD. Validação: Deve 48 3879 2546
conter apenas números, com o mínimo de dez dígitos.
62 Endereço eletrônico Validação: O e-mail deve possuir o contato@nith.com.br
caractere "@" e este não pode estar no início e no fim do e-
mail. Deve possuir no mínimo um caractere "." depois do @ e
não pode estar no fim do e-mail.
63 Informações complementares sobre o declarante
64 Informações Complementares - Pessoa Jurídica
65 Indicativo da Situação da Pessoa Jurídica: 0 - Situação Normal; 0
1 - Extinção; 2 - Fusão; 3 - Cisão; 4 - Incorporação. Valores
Válidos: 0, 1, 2, 3, 4
68 Alteração das informações

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9.5 – Ação – Faça agora o Cadastro do Empregador

Este é um exercício que já pode ser o conteúdo que você gerará no sistema
adaptado ao eSocial.

Para preencher o cadastro da sua empresa, pegue o comprovante do CNPJ


da sua empresa – para ver a Natureza Jurídica - e se você trabalha no
Departamento Pessoal, solicite ajuda do setor Contábil em caso de dúvidas no
preenchimento de alguns campos.

# Descrição Conteúdo
1 eSocial
4 Informações de Identificação do Evento
5 Identificação do ambiente:
1 - Produção;
2 - Produção restrita - dados reais;
3 - Produção restrita - dados fictícios. Valores Válidos: 1, 2, 3.
6 Processo de emissão do evento:
1- Aplicativo do empregador;
2 - Aplicativo governamental.
Valores Válidos: 1, 2.
8 Informações de identificação do empregador
9 Preencher com o código correspondente ao tipo de inscrição,
conforme tabela 5 Validação: Deve ser igual a [1] (CNPJ) ou [2]
(CPF)
10 Informar o número de inscrição do contribuinte de acordo com
o tipo de inscrição indicado no campo {tpInsc}. Se for um CNPJ
deve ser informada apenas a Raiz/Base de oito posições, exceto
se natureza jurídica de administração pública direta federal
([101-5], [104-0], [107-4], [116-3], situação em que o campo
deve ser preenchido com o CNPJ completo (14 posições).
Validação: Se {tpInsc} for igual a [1], deve ser um número de
CNPJ válido. Se {tpInsc} for igual a [2], deve ser um CPF válido.
11 Identificação da operação (inclusão, alteração ou exclusão) e
das respectivas informações do empregador.
12 Inclusão de novas informações
13 Período de validade das informações incluídas
14 Preencher com o mês e ano de início da validade das
informações prestadas no evento, no formato AAAA-MM.
Validação: Deve ser uma data válida, igual ou posterior à data
inicial de implantação do eSocial, no formato AAAA-MM.
15 Preencher com o mês e ano de término da validade das
Zenaide Carvalho P á g i n a | 156

# Descrição Conteúdo
informações, se houver. Validação: Se informado, deve estar no
formato AAAA-MM e ser um período igual ou posterior a
{iniValid}
16 Informações do empregador
17 Informar a razão social, no caso de pessoa jurídica ou órgão
público.
18 Preencher com o código correspondente à classificação
tributária do contribuinte, conforme tabela 8. Validação: Deve
ser um dos códigos existentes na tabela. Os códigos [21] e [22]
somente podem ser utilizados se {tpInsc} for igual a [2]. Para os
demais códigos, {tpInsc} deve ser igual a [1].
19 Preencher com o código da Natureza Jurídica do Contribuinte,
conforme tabela 21. Validação: O preenchimento do campo é
obrigatório e exclusivo para empregador PJ e administração
pública. Neste caso, deve ser um código existente na tabela 21 e
compatível com a informação constante no CNPJ. Se {classtrib} =
[85], o número da {natJurid} deve iniciar por 1 (exemplo: 101-5,
112-0, etc.).
20 Indicativo de Cooperativa:
0 - Não é cooperativa;
1 - Cooperativa de Trabalho;
2 - Cooperativa de Produção;
3 - Outras Cooperativas.
Validação: O preenchimento do campo é exclusivo e obrigatório
para PJ. Somente pode ser diferente de ZERO se {natJurid} for
igual a [2143] e {classTrib} for igual a [06, 07, 99]. Para
{classTrib} for igual a [06,07] o campo deverá ser preenchido
apenas com [0,2].
Valores Válidos: 0, 1, 2, 3.
21 Indicativo de Construtora:
0 - Não é Construtora;
1 - Empresa Construtora.
Validação: O preenchimento do campo é exclusivo e obrigatório
para PJ. Valores Válidos: 0, 1.
22 Indicativo de Desoneração da Folha:
0 - Não Aplicável;
1 - Empresa enquadrada nos art. 7º a 9º da Lei 12.546/2011.
Validação: Pode ser igual a [1] apenas se a classificação
tributária for igual a [02,03,99]. Nos demais casos, deve ser igual
a [0].
Valores Válidos: 0, 1.
23 Indica se houve opção pelo registro eletrônico de empregados:
0 - Não optou pelo registro eletrônico de empregados;
1 - Optou pelo registro eletrônico de empregados.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 157

# Descrição Conteúdo
Valores Válidos: 0, 1.
24 Informar se a empresa utiliza mais de uma tabela de rubricas:
S - Sim; N - Não. Valores Válidos: S, N.
25 Indicativo de entidade educativa sem fins lucrativos que tenha
por objetivo a assistência ao adolescente e à educação
profissional (art. 430, inciso II, CLT):
N - Não é entidade educativa sem fins lucrativos;
S - É entidade educativa sem fins lucrativos.
Validação: O preenchimento é exclusivo e obrigatório para
Pessoa Jurídica. Valores Válidos: S,N.
26 Indicativo de Empresa de Trabalho Temporário (Lei n°
6.019/1974), com registro no Ministério do Trabalho: N - Não é
Empresa de Trabalho Temporário; S - Empresa de Trabalho
Temporário. Valores Válidos: S,N.
27 Número do registro da Empresa de Trabalho Temporário no
Ministério do Trabalho. Validação: Preenchimento obrigatório
se {indEtt} = [S]. Não pode ser informado nos demais casos.
28 Informações Complementares - Empresas Isentas - Dados da
Isenção
29 Sigla e nome do Ministério ou Lei que concedeu o Certificado
30 Número do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência
Social, número da portaria de concessão do Certificado, ou, no
caso de concessão através de Lei específica, o número da Lei.
31 Data de Emissão do Certificado/publicação da Lei
32 Data de Vencimento do Certificado Validação: Não pode ser
anterior a {dtEmisCertif}
33 Protocolo pedido renovação
34 Data do protocolo de renovação
35 Preencher com a data de publicação no Diário Oficial da União
36 Preencher com o número da página no DOU referente à
publicação do documento de concessão do certificado.
37 Informações de contato
38 Nome do contato na empresa. Pessoa responsável por ser o
contato do empregador com os órgãos gestores do eSocial
Regra de validação: REGRA_GERAL_VALIDA_NOME
39 Preencher com o número do CPF do contato. Validação: A
inscrição é validada na base de dados do CPF da RFB.
40 Informar o número do telefone, com DDD. Validação: O
preenchimento é obrigatório se o campo {foneCel} não for
preenchido. Se preenchido, deve conter apenas números, com o
mínimo de dez dígitos.
41 Telefone celular, com DDD Validação: Se preenchido, deve
conter apenas números, com o mínimo de dez dígitos.

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 158

# Descrição Conteúdo
42 Endereço eletrônico Validação: O e-mail deve possuir o
caractere "@" e este não pode estar no início e no fim do e-
mail. Deve possuir no mínimo um caractere "." depois do @ e
não pode estar no fim do e-mail.
43 Informações relativas a Órgãos Públicos
44 Preencher com o número SIAFI - Sistema Integrado de
Administração Financeira, caso seja órgão público usuário do
sistema.
45 Informações relativas a Ente Federativo Responsável - EFR
46 Informar se o Órgão Público é o Ente Federativo Responsável -
EFR ou se é
uma unidade administrativa autônoma vinculada a um EFR; S - É
EFR; N - Não é EFR. Validação: Essa informação é validada no
cadastro do CNPJ na RFB. Valores Válidos: S, N.

47 CNPJ do Ente Federativo Responsável - EFR Validação:


Preenchimento obrigatório se {ideEFR} = [N]. Informação
validada no cadastro do CNPJ da RFB.
48 Informações relativas ao ente federativo estadual, distrital ou
municipal
49 Nome do Ente Federativo ao qual o órgão está vinculado
50 Preencher com a sigla da Unidade da Federação Validação: Deve
ser uma UF válida.
51 Preencher com o código do município, conforme tabela do IBGE
Validação: Se informado, deve ser um código existente na tabela
do IBGE.
52 Informar se o ente público possui Regime Próprio de Previdência
Social - RPPS. S - Sim; N - Não. Valores Válidos: S, N
53 Preencher com o poder a que se refere o subeto: 1 - Executivo;
2 - Judiciário; 3 - Legislativo; 9 - Todos os poderes. Valores
Válidos: 1, 2, 3, 9.
54 Preencher com o valor do subteto do Ente Federativo.
55 Informações exclusivas de organismos internacionais e outras
instituições extraterritoriais
56 Indicativo da existência de acordo internacional para isenção de
multa: 0 - Sem acordo; 1 - Com acordo. Valores Válidos: 0, 1.
57 Informações relativas ao desenvolvedor do software que gerou
o arquivo xml.
58 CNPJ da empresa desenvolvedora do software. Se o software foi
desenvolvido pelo próprio empregador, informar o CNPJ do
estabelecimento do empregador responsável pelo
desenvolvimento. Regra de validação: REGRA_VALIDA_CNPJ
59 Informar a razão social, no caso de pessoa jurídica ou órgão
eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 159

# Descrição Conteúdo
público.
60 Nome do contato na empresa. Regra de validação:
REGRA_GERAL_VALIDA_NOME
61 Informar o número do telefone, com DDD. Validação: Deve
conter apenas números, com o mínimo de dez dígitos.
62 Endereço eletrônico Validação: O e-mail deve possuir o
caractere "@" e este não pode estar no início e no fim do e-
mail. Deve possuir no mínimo um caractere "." depois do @ e
não pode estar no fim do e-mail.
63 Informações complementares sobre o declarante
64 Informações Complementares - Pessoa Jurídica
65 Indicativo da Situação da Pessoa Jurídica: 0 - Situação Normal; 1
- Extinção; 2 - Fusão; 3 - Cisão; 4 - Incorporação. Valores Válidos:
0, 1, 2, 3, 4
66 Informações Complementares - Pessoa Física
67 Indicativo da Situação da Pessoa Física: 0 - Situação Normal; 1 -
Encerramento de espólio; 2 - Saída do país em caráter
permanente. Valores Válidos: 0, 1, 2
68 Alteração das informações

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 160

Capítulo 10 – Análise das Tabelas do Cadastro Inicial

Imediatamente após o envio do Cadastro do Empregador/Contribuinte que


acabamos de apresentar no capítulo anterior – e antes do Cadastro dos
Trabalhadores – deverão ser enviadas as Tabelas no Cadastramento Inicial.

Tais tabelas deverão ser atualizadas sempre que houver alteração.


Como alertado no capítulo anterior, devemos enviar a Tabela de
Estabelecimentos e Obras e depois a Tabela de Lotações Tributárias. Só depois
enviamos as demais tabelas.

10.1 - S-1005 - Tabela de Estabelecimentos, Obras ou Unidades de Órgãos


Públicos

Conceito do Evento pelo Manual do eSocial:

O evento identifica os estabelecimentos e obras de construção civil da


empresa, detalhando as informações de cada estabelecimento (matriz
e filiais) do empregador/contribuinte, como: informações relativas ao
CNAE Preponderante, FAP, alíquota GILRAT, indicativo de substituição
da contribuição patronal de obra de construção civil, dentre outras.
As pessoas físicas devem cadastrar neste evento seus CAEPF –Cadastro
de Atividade Econômica Pessoa Física.
As informações prestadas no evento são utilizadas na apuração das
contribuições incidentes sobre as remunerações dos trabalhadores dos
referidos estabelecimentos, obras e CAEPF. O órgão público informará
as suas respectivas unidades, individualizadas por CNPJ, como
estabelecimento.

· Evento do Cadastro Inicial, que deve ser enviado logo após o envio do
Cadastro do Empregador, salvo se houver algum processo administrativo
ou judicial a ser apresentado conforme as orientações na Tabela S-1070.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 161

· As Construtoras, além de cadastrar seus estabelecimentos – filiais, por


exemplo, também serão responsáveis por cadastrar as obras de construção
civil pelas quais são responsáveis perante a RFB.

· A Matriz (ou estabelecimento único) também é um estabelecimento e,


portanto, deverá obrigatoriamente constar desta tabela, sendo um
cadastro para cada estabelecimento.

· Sempre que for criado um novo estabelecimento (uma filial, por exemplo)
ou nova obra deverá ser enviada esta tabela.

Analisando o leiaute da Tabela de Estabelecimentos, Obras ou Unidade de Órgãos


Públicos

Para esta análise já suprimimos as linhas iniciais que se repetem – exceto a


linha 1 e 2 – e também as colunas “Registro Pai” e “Ele”.

Na linha 15 deve ser informado o CNPJ do Estabelecimento e/ou o CNO


(antigo CEI) das obras, porém o sistema de cadastro do empregador gerará essa
informação automaticamente, pois é um dado que já consta nos sistemas.

CNAE Preponderante – linha 19

Essa informação já existe hoje nos sistemas de folha de pagamento pois a


legislação não é nova e o conceito já é utilizado para a geração da GFIP mensal.
Conforme definido no artigo 72 da IN RFB 971/09, CNAE (Classificação
Nacional da Atividade Econômica) Preponderante é a atividade na qual o
empregador tem mais empregados atuando no mês naquele estabelecimento na
atividade-fim, a ser informado no campo representado pela linha 19 do leiaute.
Para os empregadores que só têm uma atividade cadastrada o CNAE
Preponderante sempre será a mesma atividade cadastrada como CNAE Principal,
que consta no cadastro do CNPJ.
O empregador que, além da atividade principal, executar outra atividade –
comércio e serviços, por exemplo, deverá verificar mensalmente a quantidade de
trabalhadores na atividade fim indicada e alterar a CNAE Preponderante, se for o
caso.
O seu sistema poderá fazer uma “associação” da atividade com os CBOs
dos empregados e indicar qual a atividade preponderante naquele mês, embora eu
não conheça nenhum sistema que faça essa correlação.

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 162

Havia uma regra no leiaute 2.0 que o eSocial só aceitaria CNAE


Preponderante que estivesse cadastrado no CNPJ, mas esta regra foi extinta.
Entretanto, recomendamos muito cuidado, pois embora o eSocial não vá bloquear
o envio da tabela, a empresa estará vulnerável a uma autuação por parte da RFB,
se utilizar um CNAE como preponderante que não esteja no cadastro do CNPJ.
A informação importante no cadastramento correto da CNAE
Preponderante é que ela determina a alíquota do RAT (Riscos Ambientais de
Trabalho) de 1%, 2% ou 3% para o estabelecimento ou obra. Até janeiro de 2014
essa alíquota era para toda o empregador (matriz e filiais), mas mudança no artigo
72 da IN RFB 971/09 em fevereiro de 2014 tornou essa determinação de RAT por
estabelecimento.

Na linha 21 é informado o RAT – Riscos Ambientais de Trabalho – para o


CNAE Preponderante informado na linha 19. Deve ser o mesmo constante no
Anexo V do Decreto 3.048/99 (Regulamento da Previdência Social).
Inclua no seu Plano de Ação a conferência dessa alíquota no sistema atual.

FAP – Fator Acidentário de Prevenção

A linha 21 é para informar o FAP – Fator Acidentário de Prevenção,


obrigatório para a maioria dos empregadores.
Recomendo pesquisar através do site www.previdencia.gov.br, link FAP – e
será necessário usar a senha previdenciária (instruções no portal da Previdência).
O FAP pode mudar anualmente em janeiro, sendo o índice divulgado
geralmente em setembro do ano anterior.
No eSocial o FAP deverá ser informado completo, ou seja, com as quatro
casas decimais. A legislação pertinente encontra-se no link citado.

A linha 23 traz o chamado “RAT Ajustado”, que é a multiplicação do RAT


pelo FAP – agora com as quatro casas decimais como determina a legislação – e
será calculado pelo seu sistema, sendo esta a alíquota efetiva de pagamento da
contribuição patronal para financiar a acidentalidade de maneira geral.

Da linha 24 até a linha 31 as informações só devem ser preenchidas caso o


empregador possua processo para contestação do RAT ou do FAP. Caso haja, deve
informar aqui o número do processo (com até 20 caracteres) que deverá estar na
Tabela S-1070 (Tabela de Processos) e que, neste caso, deve ser enviada ao eSocial
antes da Tabela de Estabelecimentos.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 163

CAEPF – Cadastro da Atividade Econômica da Pessoa Física – Linha 33

Como já esclarecido em capítulos anteriores, a atual Matrícula CEI será


substituída – para os empregadores pessoas físicas pelo CAEPF.
Os empregadores terão que enviar a Tabela de Estabelecimentos, mesmo
havendo apenas um estabelecimento. Se houver mais de um estabelecimento,
deverá ser cadastrado um CAEPF para cada um. Exemplificando, um dentista pode
ter mais de um consultório, em cidades diferentes. Neste caso, ele terá que ter um
CAEPF para cada consultório. As opções da linha 33 – tipo de CAEPF - são:
1 - Contribuinte Individual;
2 - Produtor Rural;
3 - Segurado Especial.

A linha 35 é exclusiva para informação sobre a Desoneração da Folha


(CPRB – Lei 12.546/11) nas Obras cadastradas pelas empresas Construtoras. Indica
se o CEI/CNO é desonerado (contribuição patronal substituída) ou não
(contribuição patronal não substituída). Mais detalhes sobre a Desoneração da
Folha podem ser obtidos na IN RFB 1.436/13.

Controle de Jornada no Estabelecimento

A linha 37 solicita a informação sobre o tipo de registro de ponto (controle


de jornada) preponderante no estabelecimento.
Aqui cabe estabelecer a diferença entre CNAE Preponderante – conceito da
IN RFB 971/09, já explicado na linha 19 – e o controle de ponto preponderante, que
é apenas aquele que atende ao maior número de empregados,
independentemente de ser ou não da atividade-fim da empresa.
As opções no leiaute 2.2.01 são:
0 - Não utiliza;
1 - Manual;
2 - Mecânico;
3 - Eletrônico (portaria MTE 1.510/2009);
4 - Não eletrônico alternativo (art. 1° da Portaria MTE 373/2011);
5 - Eletrônico alternativo (art. 2° da Portaria MTE 373/2011).

Talvez o leitor não saiba, mas não é obrigatório que haja apenas um tipo de
controle de jornada no estabelecimento. E ainda continuam válidas as marcações
de maneira manual ou mecânica, pois estão previstas na CLT no artigo 74, que
também reza que o controle de jornada é obrigatório para estabelecimentos com
mais de 10 (dez) trabalhadores. O “senão” das opções é em relação aos órgãos
públicos – para servidores não sujeitos às regras celetistas. Tais órgãos muitas

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 164

vezes fazem o controle eletrônico, porém não de acordo com as Portarias citadas
nas opções de resposta, por não estarem sujeitos a elas. Em conversa com
membros do Comitê Gestor do eSocial na Reunião Técnica ocorrida em abril/2017
em Florianópolis-SC, fomos informados que haverá uma alteração no leiaute que
trará a opção “outros”, que atenderá aos órgãos públicos citados.
Não podemos esquecer que para marcar a opção 3 – eletrônico o
estabelecimento deverá estar com o REP – Registrador Eletrônico de Ponto
certificado e registrado no Ministério do Trabalho, segundo as regras da Portaria
1.510/09.

Contratação de Aprendizes

As linhas 38 a 41 são relativas à contratação de aprendizes pelo


estabelecimento.
As regras para contratação da Proteção do Trabalho do Menor estão na
CLT, no Capítulo IV, que vai do artigo 402 ao artigo 441. Mais precisamente sobre
os aprendizes, no artigo 403 – que permite a contratação a partir de 14 anos – e
nos artigos 428 a 431.
Resumidamente, o aprendiz é o empregado celetista de 14 e até 24 anos
de idade, contratado de forma especial – por prazo determinado de até 2 anos,
inscrito em programa de aprendizagem.
Estão obrigados a contratar aprendizes os estabelecimentos que tenham
empregados em funções que demandem formação profissional, em cota entre 5%
e 15% da soma de empregados em tais funções.
O recolhimento do FGTS para o empregado aprendiz é de 2% (dois por
cento) e não de 8% (oito por cento) como para os demais empregados (art. 15, § 7º
da lei 8.036/90).
As empresas tributadas pelo Simples Nacional não estão obrigadas a
cumprir esta cota, por força do artigo 51 da LC 123/06 (Estatuto das
Microempresas e empresas de pequeno porte).
Para saber quais funções demandam a contratação de aprendizes, deve-se
consultar a CBO – Classificação Brasileira de Ocupações – disponível no site
www.mtecbo.gov.br. A pesquisa é deve ser feita pela ocupação e consultando as
“características de trabalho”, no bloco de “Formação e experiência”.
Digamos que o estabelecimento empregador seja um supermercado e lá
exista o profissional “Operador de Caixa”. Uma pesquisa no site
www.mtecbo.gov.br encontrará a CBO 4211-25. Na pesquisa das Caraterísticas de
trabalho, encontramos nesta CBO, cujo nosso grifo está no texto que se repete em
todas as funções que demandem formação profissional. Leia:

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 165

As ocupações dessa família requerem formação inicial


equivalente ao ensino fundamental completo para o operador de
caixa, ensino médio incompleto para o bilheteiro no serviço de
diversão e ensino médio completo para os demais. É na prática,
exercitando o trabalho, que o trabalhador completará sua formação.
Em algumas ocupações é difícil encontrar um profissional com mais de
cinco anos de experiência, como por exemplo, os bilheteiros no serviço
de diversão, onde a mão de obra empregada é predominantemente de
jovens em seu primeiro emprego o que implica em altas taxas de
rotatividade. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família
ocupacional, demandam formação profissional para efeitos do
cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos
estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis
do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do decreto
5.598/2005.

O estabelecimento deve somar todas as atividades e fazer a contratação de


aprendizes, dentro da cota de 5% e 15% da mão de obra empregada.
Segundo o artigo 431 da CLT é permitida a contratação de aprendiz por
entidade sem fins lucrativos que tenham por objetivo a assistência ao adolescente
e à educação profissional, registradas no Conselho Municipal dos Direitos da
Criança e do Adolescente ou entidades de prática desportiva das diversas
modalidades filiadas ao Sistema Nacional do Desporto e aos Sistemas de Desporto
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios na hipótese de não haver de os
Serviços Nacionais de aprendizagem não oferecerem cursos ou vagas suficientes ao
aprendiz. Nesta situação não é a empresa que precisa cumprir a cota que registra o
aprendiz, mas sim a entidade interposta.
Para um estudo detalhado da obrigatoriedade de contratação de aprendiz,
recomendo pesquisar na internet o termo “Cartilha de Aprendizagem do
Ministério do Trabalho”.
A contratação de aprendizes tem sido alvo de fiscalização eletrônica por
parte do Ministério do Trabalho desde 2014 e a irregularidade na contratação tem
gerado muitos autos de infração. No site da “Agência Brasil – EBC” há uma
estatística que de janeiro a setembro de 2016 foram inseridos 83.646 aprendizes
no mercado de trabalho.
A linha 39 o estabelecimento deve indicar se há a obrigatoriedade ou não
de contratação de aprendizes.
Se o estabelecimento estiver dispensado da contratação por motivo de
decisão judicial o processo deve ser previamente cadastrado e enviado ao eSocial
através da Tabela S-1070, para informação de seu número na linha 40.
Zenaide Carvalho P á g i n a | 166

Já na linha 41 a informação é se o estabelecimento contrata aprendizes


através de entidade interposta (art. 430, inciso II, CLT). Por último neste bloco, caso
o estabelecimento esteja obrigado e contrate aprendizes através de entidade
interposta deverá marcar “SIM” e na linha 43 deverá indicar o CNPJ da entidade.

Pessoas com Deficiência (PCD) – Linhas 44 a a 46

A chamada “lei de cotas” que exige a contratação de pessoas com


deficiência na realidade é o artigo 93 da lei 8.213/91 (dispõe sobre os Planos de
Benefícios da Previdência Social), que traz a obrigatoriedade de contratação em
empresas a partir de 100 (cem) empregados, com cotas variando entre 2% (dois
por cento) e 5% (cinco por cento). Eis o artigo:

Art. 93. A empresa com 100 (cem) ou mais empregados está


obrigada a preencher de 2% (dois por cento) a 5% (cinco por cento)
dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras
de deficiência, habilitadas, na seguinte proporção:

I - até 200 empregados............................................2%;

II - de 201 a 500.......................................................3%;

III - de 501 a 1.000....................................................4%;

IV - de 1.001 em diante. ...........................................5%.

V - (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.146, de 2015)

§ 1o A dispensa de pessoa com deficiência ou de beneficiário


reabilitado da Previdência Social ao final de contrato por prazo
determinado de mais de 90 (noventa) dias e a dispensa imotivada em
contrato por prazo indeterminado somente poderão ocorrer após a
contratação de outro trabalhador com deficiência ou beneficiário
reabilitado da Previdência Social. (Redação dada pela Lei nº
13.146, de 2015)

§ 2o Ao Ministério do Trabalho e Emprego incumbe estabelecer


a sistemática de fiscalização, bem como gerar dados e estatísticas
sobre o total de empregados e as vagas preenchidas por pessoas com
deficiência e por beneficiários reabilitados da Previdência Social,
fornecendo-os, quando solicitados, aos sindicatos, às entidades

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 167

representativas dos empregados ou aos cidadãos


interessados. (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015)

§ 3o Para a reserva de cargos será considerada somente a


contratação direta de pessoa com deficiência, excluído o aprendiz
com deficiência de que trata a Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT), aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943.

Por se tratar de uma obrigação da empresa – e não do estabelecimento – a


informação será levada ao eSocial apenas no estabelecimento MATRIZ.
Na linha 45 do cadastro do estabelecimento MATRIZ deverá ser informado
se a empresa está dispensada ou não da contratação de pessoas com deficiência.
Caso esteja dispensada por motivo de processo judicial, o número deverá ser
indicado na linha 46 e o processo cadastrado previamente na Tabela S-1070.
Muitas empresas encontram dificuldades para contratação de pessoas com
deficiência, assim como também para a contratação de aprendizes. Em ambos os
casos, as empresas deverão demonstrar a uma eventual fiscalização todos os
esforços que fizeram, quer seja através de ofícios enviados às entidades, anúncios
de jornais e outros meios que possa ter tentado para tentar cumprir a legislação.

A partir da linha 47 são informações para alterações, que repetem as


informações no leiaute e, portanto, não apresentamos no presente livro.

Veja o leiaute a seguir:

Evento S-1005 - Tabela de Estabelecimentos, Obras ou Unidades de Órgãos


Públicos

# Registro/ Tip Oco Ta De Descrição


Campo o rr m c
1 eSocial - 1-1 - - eSocial
2 evtTabEstab - 1-1 - - Evento tabela de estabelecimentos, obras
de construção civil ou Órgãos Públicos
Regras de validação:
REGRA_EXISTE_INFO_EMPREGADOR
REGRA_TABESTAB_VALIDA_ESTABELECIME
NTO REGRA_TABESTAB_VALIDA_GILRAT
REGRA_TABESTAB_VALIDA_INFO_CNO
REGRA_TABGERAL_ALTERACAO_PERIODO_
CONFLITANTE
REGRA_TABGERAL_EXISTE_REGISTRO_ALTE
RADO

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# Registro/ Tip Oco Ta De Descrição


Campo o rr m c
REGRA_TABGERAL_EXISTE_REGISTRO_EXCL
UIDO
REGRA_TABGERAL_INCLUSAO_PERIODO_C
ONFLITANTE
REGRA_TAB_PERMITE_EXCLUSAO
REGRA_VALIDA_FAP
1 infoEstab - 1-1 - - Informações do Estabelecimento ou obra
1
1 inclusao - 0-1 - - Inclusão de novas informações
2
1 ideEstab - 1-1 - - Informações de identificação do
3 estabelecimento, obra ou órgão público e
período de validade das informações que
estão sendo incluídas
1 tpInsc N 1-1 00 - Preencher com o código correspondente ao
4 1 tipo de inscrição, conforme tabela 5 Valores
Válidos: 1, 3, 4.
1 nrInsc C 1-1 01 - Informar o número de inscrição do
5 5 estabelecimento, obra de construção civil
ou órgão público de acordo com o tipo de
inscrição indicado no campo {tpInsc}.
Validação: Deve ser compatível com o
conteúdo do campo {tpInsc}. Deve ser um
identificador válido, constante das bases da
RFB, vinculado ao empregador.
1 iniValid C 1-1 00 - Preencher com o mês e ano de início da
6 7 validade das informações prestadas no
evento, no formato AAAA-MM. Validação:
Deve ser uma data válida, igual ou posterior
à data inicial de implantação do eSocial, no
formato AAAA-MM.
1 fimValid C 0-1 00 - Preencher com o mês e ano de término da
7 7 validade das informações, se houver.
Validação: Se informado, deve estar no
formato AAAA-MM e ser um período igual
ou posterior a {iniValid}
1 dadosEstab - 1-1 - - Detalhamento das informações do
8 estabelecimento, obra ou órgão público
que está sendo incluído.
1 cnaePrep N 1-1 00 - Preencher com o código do CNAE conforme
9 7 tabela instituída pelo IBGE, referente a
atividade econômica preponderante do
estabelecimento. Validação: Deve ser um

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# Registro/ Tip Oco Ta De Descrição


Campo o rr m c
número existente na tabela CNAE.
2 aliqGilrat - 1-1 - - Informações de Apuração da alíquota Gilrat
0 do Estabelecimento
2 aliqRat N 1-1 00 - Preencher com a alíquota definida na
1 1 legislação vigente para a atividade (CNAE)
preponderante. A divergência só é
permitida se existir o registro
complementar com informações sobre o
processo administrativo/judicial que
permite a aplicação de alíquotas diferentes.
Validação: Deve ser igual a 1, 2 ou 3. Se a
alíquota informada for diferente da
definida na legislação vigente para o CNAE
informado deverá haver informações de
processo em {procAdmJudRat}
2 fap N 0-1 00 4 Fator Acidentário de Prevenção - FAP.
2 5 Validação: Preenchimento obrigatório pela
Pessoa Jurídica. Não preencher para Pessoa
Física. O FAP informado deve corresponder
àquele definido pelo Órgão Governamental
Competente para o estabelecimento. A
divergência só é permitida se houver
processo informado em {procAdmJudFap}.
Deve ser um número maior ou igual a
0,5000 e menor ou igual a 2,0000.
2 aliqRatAjust N 0-1 00 4 Alíquota do RAT após ajuste pelo FAP
3 5 Validação: Deve corresponder ao resultado
da multiplicação dos campos {aliqRat} e
{fap}. Preenchimento obrigatório pela
Pessoa Jurídica.
2 procAdmJud - 0-1 - - Registro que identifica, em caso de
4 Rat existência, o processo administrativo ou
judicial em que houve decisão/sentença
favorável ao contribuinte modificando a
alíquota RAT da empresa.
2 tpProc N 1-1 00 - Preencher com o código correspondente ao
5 1 tipo de processo: 1 - Administrativo; 2 -
Judicial. Valores Válidos: 1, 2.
2 nrProc C 1-1 02 - Informar o número do processo
6 0 administrativo/judicial. Validação: Deve ser
um número de processo administrativo ou
judicial válido e existente na Tabela de
Processos (S-1070).

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# Registro/ Tip Oco Ta De Descrição


Campo o rr m c
2 codSusp N 0-1 01 - Código do Indicativo da Suspensão,
7 4 atribuído pelo empregador. Validação: A
informação prestada deve estar de acordo
com o que foi informado em S-1070.
2 procAdmJud - 0-1 - - Registro que identifica, em caso de
8 Fap existência, o processo
administrativo/judicial em que houve
decisão ou sentença favorável ao
contribuinte suspendendo ou alterando a
alíquota FAP aplicável ao contribuinte.
2 tpProc N 1-1 00 - Preencher com o código correspondente ao
9 1 tipo de processo: 1 - Administrativo; 2 -
Judicial. Valores Válidos: 1, 2.
3 nrProc C 1-1 02 - Informar o número do processo
0 0 administrativo/judicial. Validação: Deve ser
um número de processo administrativo ou
judicial válido e existente na Tabela de
Processos (S-1070).
3 codSusp N 0-1 01 - Código do Indicativo da Suspensão,
1 4 atribuído pelo empregador em S-1070.
Validação: A informação prestada deve
estar de acordo com o que foi informado
em S-1070.
3 infoCaepf - 0-1 - - Informações relativas ao Cadastro da
2 Atividade Econômica da Pessoa Física -
CAEPF.
3 tpCaepf N 1-1 00 - Tipo de CAEPF: 1 - Contribuinte Individual; 2
3 1 - Produtor Rural; 3 - Segurado Especial.
Validação: Deve ser compatível com o
cadastro da RFB. Valores Válidos: 1, 2, 3.
3 infoObra - 0-1 - - Registro preenchido exclusivamente por
4 empresa construtora enquadrada nos Arts.
7 a 9 da Lei 12.546/2011, relacionando os
estabelecimentos inscritos no CNO, para
indicar a substituição ou não da
contribuição patronal incidente sobre a
remuneração dos trabalhadores de obra de
construção civil.
3 indSubstPatr N 1-1 00 - Indicativo de Substituição da Contribuição
5 Obra 1 Patronal de Obra de Construção Civil: 1 -
Contribuição Patronal Substituída; 2 -
Contribuição Patronal Não Substituída.
Valores Válidos: 1, 2.

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# Registro/ Tip Oco Ta De Descrição


Campo o rr m c
3 infoTrab - 1-1 - - Informações Trabalhistas relativas ao
6 estabelecimento
3 regPt N 1-1 00 - Opção de registro de ponto (jornada)
7 1 adotada pelo estabelecimento. Indicar o
sistema de controle de ponto
preponderante, conforme opções: 0 - Não
utiliza; 1 - Manual; 2 - Mecânico; 3 -
Eletrônico (portaria MTE 1.510/2009); 4 -
Não eletrônico alternativo (art. 1° da
Portaria MTE 373/2011); 5 - Eletrônico
alternativo ( art. 2° da Portaria MTE
373/2011). Valores Válidos: 0, 1, 2, 3, 4, 5.
3 infoApr - 1-1 - - Informações relacionadas à contratação de
8 aprendiz
3 contApr N 1-1 00 - Indicativo de contratação de aprendiz: 0 -
9 1 Dispensado de acordo com a lei; 1 -
Dispensado, mesmo que parcialmente, em
virtude de processo judicial; 2 - Obrigado.
Valores Válidos: 0, 1, 2.
4 nrProcJud C 0-1 02 - Preencher com o número do processo
0 0 judicial. Validação: O preenchimento é
obrigatório se {contApr} for igual a [1].
Deve ser um número de processo judicial
válido e existente na Tabela de Processos -
S-1070.
4 contEntEd C 0-1 00 - Informar se o estabelecimento realiza a
1 1 contratação de aprendiz por intermédio de
entidade educativa sem fins lucrativos que
tenha por objetivo a assistência ao
adolescente e à educação profissional (art.
430, inciso II, CLT): S - Sim; N - Não.
Validação: O preenchimento é obrigatório
se {contApr} for igual a [1, 2]. Valores
Válidos: S, N.
4 infoEntEduc - 0- - - Identificação das entidades educativas
2 99
4 nrInsc C 1-1 01 - Informar o número de inscrição da entidade
3 5 educativa. Validação: Deve ser um número
de CNPJ válido.
4 infoPCD - 0-1 - - Informações sobre a contratação de pessoa
4 com deficiência (PCD). Essa informação
deve ser prestada apenas no
estabelecimento "Matriz".

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# Registro/ Tip Oco Ta De Descrição


Campo o rr m c
4 contPCD N 1-1 00 - Indicativo de contratação de PCD: 0 -
5 1 Dispensado de acordo com a lei; 1 -
Dispensado, mesmo que parcialmente, em
virtude de processo judicial; 2 - Com
exigibilidade suspensa, mesmo que
parcialmente em virtude de Termo de
Compromisso firmado com o Ministério do
Trabalho; 9 - Obrigado. Valores Válidos: 0,
1, 2, 9.
4 nrProcJud C 0-1 02 - Preencher com o número do processo
6 0 judicial. Validação: Informação obrigatória
se {contPCD} = [1]. Deve ser um número de
processo administrativo ou judicial válido e
existente na Tabela de Processos - S-1070.
4 alteracao - 0-1 - - Alteração de informações já existentes
7

Exercício - Plano de Ação

ü Conferir se o CNAE Preponderante está correto


ü Conferir se a alíquota RAT está correta
ü Conferir se a alíquota FAP está correta
ü Conferir – pela CBO – se a empresa precisa cumprir a cota de contratação de
aprendizes
ü Conferir se o estabelecimento está cumprindo a cota de contratação de
aprendizes
ü Conferir se a empresa está cumprindo a cota de contratação de pessoas com
deficiência.

Aproveite agora e faça o Plano de Ação para um dos estabelecimentos do


empregador. Lembramos que deverá ser elaborada uma tabela para cada
estabelecimento.

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Plano de Ação - eSocial


Arquivo/Evento:
Criação do Plano: em ___/___/____, por _____________________
Conferência: em ____/____/_____, por ______________________

1 - O que será feito?


Geração da/do ______________________

2 - Onde será feito?


No setor __________________________

3 - Por quem Será Feito?


Execução: Sr. (Sra) _________________ Setor: _______________
Conferência: Sr. (Sra) _________________ Setor: _______________
Transmissão: Sr. (Sra) _________________ Setor: _______________
Responsabilidade pela Atualização: Sr. (Sra): ____________________

4 - Quanto Custará?
O custo será dimensionado em horas de trabalho. Estimamos uma carga
horária de ______ horas (____ dias úteis) para a elaboração e mais _____
dias úteis para a conferencia da conversão no novo sistema de cadastro de
empregados. (Nota: esse tempo é variável conforme a realidade de cada
órgão).

5 - Por que será feito?


(escrever a justificativa legal).
________________________________________________
________________________________________________

Referências para leitura:


A – Manual do eSocial a partir da página _______
B - Leiautes: a partir da página _______
C – Regras de Validação: ___________
D - Legislação: ____________________
E – Observações: __________________

6 - Como Será Feito?


1) ________________________
2) ________________________
3) ________________________

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Plano de Ação - eSocial


Arquivo/Evento:
4) ________________________
5) Depois que o Sistema de Cadastro de Empregados estiver adaptado
ao eSocial, verificar se a migração dos dados foi feita corretamente.
6) Transmitir no início oficial do eSocial, após o Cadastro do Empregador
e transmissão das tabelas obrigatórias.

7 - Quando Será Feito?


Data Etapa Desenvolvimento
Etapa 1= Ok
Etapa 2 = Ok
Etapa 3 = Ok
Etapa 4 =
Transmitir
Encerramento
Data:
Assinatura:
Data:
Assinatura:

Exercício - Preenchimento do conteúdo da Tabela

Que tal ir começando a se ambientar com as exigências do eSocial?


Preencha o conteúdo da tabela para um estabelecimento.
Utilize a última coluna que foi incluída no leiaute a seguir. Lembramos que
as linhas em negrito não são linhas de conteúdo, apenas as linhas em branco
conterão informações.

Evento S-1005 - Tabela de Estabelecimentos, Obras ou Unidades de órgãos


Públicos

# Descrição Conteúdo
1 eSocial
13 Informações de identificação do estabelecimento, obra ou órgão
público e período de validade das informações que estão sendo
incluídas
14 Preencher com o código correspondente ao tipo de inscrição, conforme
tabela 5 Valores Válidos: 1, 3, 4.
15 Informar o número de inscrição do estabelecimento, obra de
construção civil ou órgão público de acordo com o tipo de inscrição

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# Descrição Conteúdo
indicado no campo {tpInsc}. Validação: Deve ser compatível com o
conteúdo do campo {tpInsc}. Deve ser um identificador válido,
constante das bases da RFB, vinculado ao empregador.
18 Detalhamento das informações do estabelecimento, obra ou órgão
público que está sendo incluído.
19 Preencher com o código do CNAE conforme tabela instituída pelo IBGE,
referente a atividade econômica preponderante do estabelecimento.
Validação: Deve ser um número existente na tabela CNAE.
20 Informações de Apuração da alíquota Gilrat do Estabelecimento
21 Preencher com a alíquota definida na legislação vigente para a
atividade (CNAE) preponderante. A divergência só é permitida se existir
o registro complementar com informações sobre o processo
administrativo/judicial que permite a aplicação de alíquotas diferentes.
Validação: Deve ser igual a 1, 2 ou 3. Se a alíquota informada for
diferente da definida na legislação vigente para o CNAE informado
deverá haver informações de processo em {procAdmJudRat}
22 Fator Acidentário de Prevenção - FAP. Validação: Preenchimento
obrigatório pela Pessoa Jurídica. Não preencher para Pessoa Física. O
FAP informado deve corresponder àquele definido pelo Órgão
Governamental Competente para o estabelecimento. A divergência só
é permitida se houver processo informado em {procAdmJudFap}. Deve
ser um número maior ou igual a 0,5000 e menor ou igual a 2,0000.
23 Alíquota do RAT após ajuste pelo FAP Validação: Deve corresponder ao
resultado da multiplicação dos campos {aliqRat} e {fap}. Preenchimento
obrigatório pela Pessoa Jurídica.
24 Registro que identifica, em caso de existência, o processo
administrativo ou judicial em que houve decisão/sentença favorável ao
contribuinte modificando a alíquota RAT da empresa.
25 Preencher com o código correspondente ao tipo de processo: 1 -
Administrativo; 2 - Judicial. Valores Válidos: 1, 2.
26 Informar o número do processo administrativo/judicial. Validação:
Deve ser um número de processo administrativo ou judicial válido e
existente na Tabela de Processos (S-1070).
27 Código do Indicativo da Suspensão, atribuído pelo empregador.
Validação: A informação prestada deve estar de acordo com o que foi
informado em S-1070.
28 Registro que identifica, em caso de existência, o processo
administrativo/judicial em que houve decisão ou sentença favorável ao
contribuinte suspendendo ou alterando a alíquota FAP aplicável ao
contribuinte.
29 Preencher com o código correspondente ao tipo de processo: 1 -
Administrativo; 2 - Judicial. Valores Válidos: 1, 2.
30 Informar o número do processo administrativo/judicial. Validação:

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# Descrição Conteúdo
Deve ser um número de processo administrativo ou judicial válido e
existente na Tabela de Processos (S-1070).
31 Código do Indicativo da Suspensão, atribuído pelo empregador em S-
1070. Validação: A informação prestada deve estar de acordo com o
que foi informado em S-1070.
32 Informações relativas ao Cadastro da Atividade Econômica da Pessoa
Física - CAEPF.
33 Tipo de CAEPF: 1 - Contribuinte Individual; 2 - Produtor Rural; 3 -
Segurado Especial. Validação: Deve ser compatível com o cadastro da
RFB. Valores Válidos: 1, 2, 3.
34 Registro preenchido exclusivamente por empresa construtora
enquadrada nos Arts. 7 a 9 da Lei 12.546/2011, relacionando os
estabelecimentos inscritos no CNO, para indicar a substituição ou não
da contribuição patronal incidente sobre a remuneração dos
trabalhadores de obra de construção civil.
35 Indicativo de Substituição da Contribuição Patronal de Obra de
Construção Civil: 1 - Contribuição Patronal Substituída; 2 - Contribuição
Patronal Não Substituída. Valores Válidos: 1, 2.
36 Informações Trabalhistas relativas ao estabelecimento
37 Opção de registro de ponto (jornada) adotada pelo estabelecimento.
Indicar o sistema de controle de ponto preponderante, conforme
opções: 0 - Não utiliza; 1 - Manual; 2 - Mecânico; 3 - Eletrônico (portaria
MTE 1.510/2009); 4 - Não eletrônico alternativo (art. 1° da Portaria
MTE 373/2011); 5 - Eletrônico alternativo ( art. 2° da Portaria MTE
373/2011). Valores Válidos: 0, 1, 2, 3, 4, 5.
38 Informações relacionadas à contratação de aprendiz
39 Indicativo de contratação de aprendiz: 0 - Dispensado de acordo com a
lei; 1 - Dispensado, mesmo que parcialmente, em virtude de processo
judicial; 2 - Obrigado. Valores Válidos: 0, 1, 2.
40 Preencher com o número do processo judicial. Validação: O
preenchimento é obrigatório se {contApr} for igual a [1]. Deve ser um
número de processo judicial válido e existente na Tabela de Processos -
S-1070.
41 Informar se o estabelecimento realiza a contratação de aprendiz por
intermédio de entidade educativa sem fins lucrativos que tenha por
objetivo a assistência ao adolescente e à educação profissional (art.
430, inciso II, CLT): S - Sim; N - Não. Validação: O preenchimento é
obrigatório se {contApr} for igual a [1, 2]. Valores Válidos: S, N.
42 Identificação das entidades educativas
43 Informar o número de inscrição da entidade educativa. Validação: Deve
ser um número de CNPJ válido.
44 Informações sobre a contratação de pessoa com deficiência (PCD). Essa
informação deve ser prestada apenas no estabelecimento "Matriz".

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# Descrição Conteúdo
45 Indicativo de contratação de PCD: 0 - Dispensado de acordo com a lei; 1
- Dispensado, mesmo que parcialmente, em virtude de processo
judicial; 2 - Com exigibilidade suspensa, mesmo que parcialmente em
virtude de Termo de Compromisso firmado com o Ministério do
Trabalho; 9 - Obrigado. Valores Válidos: 0, 1, 2, 9.
46 Preencher com o número do processo judicial. Validação: Informação
obrigatória se {contPCD} = [1]. Deve ser um número de processo
administrativo ou judicial válido e existente na Tabela de Processos - S-
1070.
47 Alteração de informações já existentes

10.2 – S-1020 - Tabela de Lotações Tributárias

Esta Tabela tem relação direta com a atribuição do código FPAS – Fundo de
Previdência e Assistência Social – e o pagamento para as outras entidades e
fundos, popularmente denominadas de “Terceiros” ou “Sistema S”, porque várias
começam o nome com a leta “S”, como Sesi, Senai, Sesc, etc, ou mesmo
denominadas simplesmente como “terceiros”.
Atribuir errado o código FPAS pode causar autuações e também recolhimentos
para a entidade errada, ocasionando retrabalho.
O conceito do evento está no Manual do eSocial:

Identifica a classificação da atividade para fins de atribuição do código


FPAS, a obra de construção civil, o contratante de serviço, ou uma
condição diferenciada de tributação. A condição diferenciada ocorre
quando uma determinada unidade da empresa possui um código de
FPAS/Outras Entidades e Fundos distintos.

· Lotação tem conceito estritamente tributário e não físico para um grupo


específico de segurados, e afeta o cálculo da contribuição previdenciária,
não refletindo necessariamente o local de trabalho.

· Obrigatoriamente o empregador/contribuinte deve ter pelo menos uma


lotação tributária informada neste evento, que é a lotação 01 da Tabela
10 (Tipos de Lotação).

· No caso de prestação de serviço, a empresa prestadora deverá criar uma


lotação para cada tomador com o CNPJ do tomador/contratante
informando o FPAS da atividade da prestadora.
Zenaide Carvalho P á g i n a | 178

Nas versões anteriores à 2.2 dos leiautes, esta tabela permitia cadastrar
departamentos. Com essa nova função, serve apenas para separar as lotações por
códigos FPAS.
Na maioria das empresas, só existe um FPAS. Mas algumas outras – como é
o caso das empresas de trabalho temporário, há a indicação para cadastrar os
empregados em FPAS diferentes – os empregados terceirizados são informados no
FPAS 655 e os empregados da própria empresa (chamados permanentes) devem
ser alocados no FPAS 515.

Esta informação sobre FPAS pode ser obtida na Tabela 4 do eSocial, ficando atento
às notas constantes ao final da tabela, que reproduzo a seguir:

1 - Cabe à pessoa jurídica, para fins de recolhimento da contribuição


devida a terceiros, classificar a atividade por ela desenvolvida e atribuir-
lhe o código FPAS correspondente. A classificação deverá ser de acordo
com o Quadro de Atividades e Profissões a que se refere o art. 577 do
Decreto-Lei nº 5.452, de 1943 (CLT);

2 - Na hipótese de a pessoa jurídica desenvolver mais de uma atividade,


prevalecerá, para fins de classificação, a atividade preponderante, assim
considerada a que representa objeto social da empresa, ou a unidade de
produto, para qual convergem as demais em regime de conexão
funcional (CLT, art. 581, §2º). Se nenhuma das atividades desenvolvidas
pela pessoa jurídica se caracterizar como preponderante, classificar-se-á
cada uma delas no seu respectivo código FPAS;

3 - Para fins de recolhimento da contribuição devida a terceiros, a


associação desportiva e a sociedade empresária que mantém equipe de
futebol profissional, observarão as seguintes regras:

3.1 - a contribuição incide sobre o total da remuneração paga, devida ou


creditada a empregados (atletas e não atletas) e trabalhadores avulsos;

3.2 - o cálculo da contribuição é feito mediante aplicação das alíquotas


definidas para os códigos de FPAS 647 e Terceiros 0099.

4 - Sobre a remuneração dos trabalhadores temporários, contribuirá


mediante aplicação das alíquotas previstas na combinação entre os
códigos FPAS 655 com código de Terceiros 0001. Sobre a remuneração
dos trabalhadores permanentes, contribuirá mediante aplicação das

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 179

alíquotas previstas na combinação entre os códigos FPAS 515 com


código de Terceiros 0115.

5 - As microempresas e empresas de pequeno porte optante pelo


SIMPLES são sujeitas, na condição de sub-rogadas, ao recolhimento das
contribuições incidentes sobre os produtos rurais adquiridos de produtor
rural pessoa física - contribuinte individual e segurado especial,
independente da aquisição ter sido realizada diretamente com o
produtor ou com intermediário pessoa física. Neste caso, o adquirente
assume a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições devidas
à Previdência Social e ao SENAR. Sendo considerada a alíquota de 2,1%
para INSS e de 0,2% para o SENAR.

6 - As ME e EPP optantes pelo Simples Nacional são obrigadas a


arrecadar e recolher, mediante desconto ou retenção, as contribuições
devidas pelo segurado, destinadas ao Sest e ao Senat, no caso de
contratação de contribuinte individual transportador rodoviário
autônomo (registro na Categoria 711 - tabela I).

Sempre surge também a dúvida sobre como enquadrar a empresa para o


sindicato patronal, dúvida esta que surge quando há uma empresa com atividades
de comércio e indústria. O conceito de atividade preponderante da CLT – e
reproduzindo na IN RFB 971/09 é de que a atividade preponderante, para fins de
atribuição do código FPAS, é “a principal atividade desenvolvida pela empresa,
assim considerada a que constitui seu objeto social, conforme declarado nos atos
constitutivos e no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – CNPJ” (artigo 109-C da
IN RFB 971/09.
Em caso de dúvida, podem ser consultadas as Confederações Nacionais ou
Federações da Indústria ou do Comércio, que disponibilizam em seus sites na
internet um formulário para consulta.
Também pode ser consultado o Anexo I da IN RFB 971/09 que traz explicações
sobre cada FPAS e uma lista (Tabela 1) dos códigos FPAS por CNAE, além de
informar também a alíquota RAT.

Tabela 10 – Tipo de Lotação Tributária

Antes de gerar a tabela de lotações da empresa, é necessário conhecer a


Tabela 10 (Tipos de Lotação). Faremos alguns comentários acerca de algumas
lotações.

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 180

Tabela 10 - Tipos de Lotação Tributária


Cód Descrição Preenchimento do campo {nrInsc}
Classificação da atividade econômica
exercida pela Pessoa Jurídica para fins de
atribuição de código FPAS, inclusive obras
de construção civil própria, exceto:
a) empreitada parcial ou sub-empreitada de
01 Não preencher
obra de construção civil (utilizar opção 02);
b) prestação de serviços em instalações de
terceiros (utilizar opções 03 a 09);
c) Embarcação inscrita no Registro Especial
Brasileiro - REB (utilizar opção 10).
CNO da Obra - A informação do CNPJ
Obra de Construção Civil - Empreitada
02 do Contratante/Proprietário do CNO é
Parcial ou Sub-empreitada
prestada nos sub-registros
Pessoa Física Tomadora de Serviços
03 prestados mediante cessão de mão de CPF do contratante
obra, exceto contratante de cooperativa
Pessoa Jurídica Tomadora de Serviços
prestados mediante cessão de mão de
04 CNPJ do Estabelecimento Contratante
obra, exceto contratante de cooperativa,
nos termos da lei 8.212/1991
Pessoa Jurídica Tomadora de Serviços
prestados por cooperados por intermédio
05 CNPJ do Estabelecimento Contratante
de cooperativa de trabalho, exceto aqueles
prestados a entidade beneficente/isenta
Entidade beneficente/isenta Tomadora de
06 Serviços prestados por cooperados por CNPJ do Estabelecimento Contratante
intermédio de cooperativa de trabalho
Pessoa Física tomadora de Serviços
07 prestados por Cooperados por intermédio CPF do contratante
de Cooperativa de Trabalho
Operador Portuário tomador de serviços de
08 CNPJ do Operador Portuário
trabalhadores avulsos
Contratante de trabalhadores avulsos não
09 CNPJ ou CPF do Contratante
portuários por intermédio de Sindicato
Embarcação inscrita no Registro Especial
10 Não Preencher
Brasileiro - REB
Classificação da atividade econômica ou
21 obra própria de construção civil da Pessoa Não preencher
Física
24 Empregador Doméstico Não preencher
Atividades desenvolvidas no exterior por
90 Não preencher
trabalhador vinculado ao Regime Geral de

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Tabela 10 - Tipos de Lotação Tributária


Cód Descrição Preenchimento do campo {nrInsc}
Previdência Social (expatriados)
Atividades desenvolvidas por trabalhador
91 estrangeiro vinculado a Regime de Não preencher
Previdência Social Estrangeiro

O código 01 será usado por todos os empregadores para atribuir o FPAS ao


estabelecimento, ou, se só houver uma atividade, só precisa cadastrar uma vez a
lotação.

Como funcionará esta atribuição na folha de pagamento? Ao enviar o


evento S-1200 (Remuneração de trabalhador vinculado ao Regime Geral de
Previdência social), o empregador indicará em qual lotação o empregado está
“lotado”. Desta forma, o eSocial poderá calcular o valor da contribuição aos
“terceiros”.

O código 02 será usado pelas prestadoras de serviços na construção civil,


que cadastrarão todas as obras onde estarão prestando serviços mas sobre as
quais não são responsáveis pela inscrição de tal obra (CEI/CNO) na RFB. A novidade
aqui é que será solicitado informar o CNPJ/CPF do contratante e também do
proprietário do registro na RFB (veremos o campo no leiaute).

Recomendamos a estas empresas que a partir de já comecem a solicitar o


“espelho” da inscrição da obra na RFB e, caso não possuam a informação do
CNPJ/CPF do proprietário da obra, solicitem ao contratante.

O código 04 será usado pelas prestadoras de serviços para cadastrar todos


os contratantes, com o CNPJ do contratante. Será muito usado para as empresas
prestadoras de serviços de limpeza, vigilância e outras que prestação de serviços
com cessão de mão de obra. Segundo as instruções do próprio manual e já
reproduzida anteriormente, a atribuição do código FPAS aqui é o mesmo código da
contratada.

O código 21 é para cadastrar os consultórios e escritórios de


empregadores pessoas físicas, aqueles que não têm CNPJ, só CEI/CAEPF. Mas
também pode ser utilizado por pessoas físicas para cadastrarem as obras sobre as
quais são responsáveis perante a RFB.

O código 90 é para atribuir condições especiais para a folha de pagamento


de empregados “expatriados”, que são aqueles contratados para trabalhar fora do
país.

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 182

O FPAS atribuído é o 590, que isenta o empregador de contribuição às


outras entidades, conforme definido no artigo 11 da lei 7.064/1982:

Art. 11 - Durante a prestação de serviços no exterior não serão


devidas, em relação aos empregados transferidos, as
contribuições referentes a: Salário-Educação, Serviço Social da
Indústria, Serviço Social do Comércio, Serviço Nacional de
Aprendizagem Comercial, Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial e Instituto Nacional de Colonização e de Reforma
Agrária.

Mais detalhes sobre contribuições na folha de pagamento de


trabalhadores expatriados podem ser obtidos na Lei 7.064/1982.

Tabela 4 – Códigos de Alíquotas FPAS/Terceiros

Esta tabela é bem extensa e é através desta tabela que o eSocial vai
identificar as contribuições para as Outras Entidades.
A seguir apresentamos apenas um resumo dos Códigos de FPAS e Terceiros
– Tabela 4 do eSocial, por grupo de atividades e com as respectivas alíquotas de
Contribuição Patronal Previdenciária – CPP – e Terceiros:

CÓDIGO CÓDIGO
% %
TIPO DE ATIVIDADES FPAS TERCEIROS
CPP TERCEIROS
(linha 22) (linha 23)
Indústrias em geral 507 0079 20,0% 5,8%
Comércio e Serviços 515 0115 20,0% 5,8%
Sindicato e Associações 523 0003 20,0% 2,7%
Agroindústrias 531 0003 20,0% 5,2%
Empresas de Navegação 540 0131 20,0% 5,2%
Empresas Aeroviárias 558 0259 20,0% 5,2%
Empresas de Comunicação 566 0099 20,0% 4,5%
Estabelecimento de ensino 574 0099 20,0% 4,5%
Órgão do Poder Público 582 0000 20,0% -
Empresa de Transporte Rodoviário 612 3139 20,0% 5,8%
Clube de Futebol Profissional 647 0099 - 4,5%
Empresa de Trabalho Temporário 655 0001 20,0% 2,5%
Bancos e outros similares 736 0003 22,5% 2,7%
CPP = Contribuição Patronal Previdenciária

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 183

Analisando as exigências dos campos representados no leiaute

O leiaute está logo após as explicações sobre o conteúdo das linhas que
representam os campos do leiaute.

Na linha 14 deverá ser informado o Código da Lotação, dado que já deve


constar no seu sistema por ser um código interno já usado pelo empregador.
Como exemplo, pode ser um número que já conste no seu sistema ou o próprio
nome do Centro de Custo – observe a coluna “Tam” que o campo pode ser
preenchido com até 30 caracteres. Só não pode começar com “eSocial”.

Para cadastrar suas lotações, na linha 18 os empregadores utilizarão o


código 01 da tabela de Lotações Tributárias, para o tipo de FPAS que deseja
cadastrar para a própria empresa. Se houver mais de um, cadastra quantos for
preciso.

As linhas 19 e 20 não devem ser preenchidas caso o Tipo de Lotação seja


igual a 01 – o mais comum, só devendo ser informadas conforme a exigência
constante na Tabela 10 – Tipos de Lotação Tributária. NO caso de Tipo 04, tem que
informar o CNPJ do Estabelecimento Contratante.

O que é o código “FPAS” – Linhas 22 e 23

As linhas 22 e 23 solicitam os códigos de FPAS (Fundo de Previdência e


Assistência Social) e de Terceiros (contribuições para as entidades autônomas do
Serviço Social, como SESI, SENAI, SENAC etc) e que constam na Tabela 04 do
eSocial, que apresentamos apenas parcialmente neste livro, devendo ser
consultada na íntegra Manual do eSocial disponível no portal www.esocial.gov.br.
A linha 24 deve ser utilizada apenas quando o empregador tiver uma
decisão favorável para não contribuir com alguma entidade. A explicação está na
Descrição da linha 24 no leiaute, leia:

Informar o código combinado dos Terceiros para os quais o


recolhimento está suspenso em virtude de processos Judiciais.
Exemplo: Se o contribuinte possui decisões de processos para
suspensão de recolhimentos ao Sesi (0008) e ao Sebrae (0064),
deve informar o código combinado das duas entidades, ou
seja, 0072. Validação: Deve ser um código consistente com a
Tabela 4.
Zenaide Carvalho P á g i n a | 184

As linhas 27, 28 e 29 só devem ser preenchidas caso haja algum processo


do empregador em relação ao pagamento aos “Terceiros”. Caso haja processo,
deverá ser cadastrado na Tabela de Processos.

Da linha 30 à linha 34 temos as informações exclusivas para prestadoras


de serviços na Construção Civil (não responsáveis pela matrícula CEI/CNO) que
deverão apresentar as informações sobre do CNPJ/CPF do
Responsável/Proprietário do CNO perante a RFB e o Contratante da obra, que nem
sempre são as mesmas pessoas.

Registros do evento S-1020 - Tabela de Lotações Tributárias

# Registro/Campo Tipo Ocorr Tam Dec Descrição


1 eSocial - 1-1 - - eSocial
Evento de tabela de lotações
tributárias. Regras de validação:
REGRA_EXISTE_INFO_EMPREGADO
2 evtTabLotacao - 1-1 - - R
REGRA_TABGERAL_ALTERACAO_PE
RIODO_CONFLITANTE
REGRA_TABGERAL_EXISTE_REGISTR
O_ALTERADO
REGRA_TABGERAL_EXISTE_REGISTR
O_EXCLUIDO
REGRA_TABGERAL_INCLUSAO_PERI
ODO_CONFLITANTE
REGRA_TABLOTACAO_COMPATIB_T
PLOTACAO_CLASSTRIB
REGRA_TABLOTACAO_EXISTE_TABO
PERPORTUARIO
REGRA_TABLOTACAO_VALIDA_CNO
_PARCIAL
REGRA_TABLOTACAO_VALIDA_FPAS
TERCEIROS
REGRA_TAB_PERMITE_EXCLUSAO
Identificação da operação (inclusão,
alteração ou exclusão) e das
11 infoLotacao - 1-1 - - informações da lotação.
Informações de identificação da
13 ideLotacao - 1-1 - - lotação e validade das informações

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 185

# Registro/Campo Tipo Ocorr Tam Dec Descrição


que estão sendo incluídas

Informar o código atribuído pela


empresa para a lotação tributária.
Validação: O código atribuído não
pode conter a expressão "eSocial"
14 codLotacao C 1-1 30 - nas 7 primeiras posições.
Detalhamento das informações da
17 dadosLotacao - 1-1 - - lotação que está sendo incluída
Preencher com o código
correspondente ao tipo de lotação,
18 tpLotacao C 1-1 2 - conforme tabela 10.
Validação: Deve ser um código
válido, existente na tabela 10, e
compatível
com a Classificação Tributária
indicada no evento de Informações
Cadastrais do Empregador.
Preencher com o código
correspondente ao tipo de inscrição,
19 tpInsc N 0-1 1 - conforme tabela 5
Validação: O campo não deve ser
preenchido se {tpLotacao} for igual
a [01, 10, 21, 24, 90]. Nos demais
casos, observar conteúdo exigido
para o campo
{nrInsc}, conforme Tabela 10 - Tipos
de Lotação Tributária. Valores
Válidos: 1, 2, 4.
Preencher com o número de
Inscrição (CNPJ, CPF, CNO) ao qual
pertence a lotação tributária,
20 0-1 15 - conforme indicado na tabela 10 -
Tipos de Lotação Tributária.
Validação: a) Deve ser preenchido
C de acordo com o conteúdo exigido,
conforme especificado no campo
{tpInsc} e na tabela de tipos de
Lotação Tributária.
b) Deve ser um identificador válido,
nrInsc constante das bases da RFB.

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 186

# Registro/Campo Tipo Ocorr Tam Dec Descrição


Informações de FPAS e Terceiros
21 fpasLotacao - 1-1 - - relativas à lotação tributária
Preencher com o código relativo ao
22 fpas N 1-1 3 - FPAS.
Validação: Deve ser um código FPAS
válido, conforme tabela 4.
Preencher com o código de
Terceiros, conforme tabela 4, já
considerando a existência de
eventuais convênios para
recolhimento direto. Exemplo: Se o
contribuinte está enquadrado com
FPAS 507, cujo código cheio de
Terceiros é 0079, se possuir
convênio com Senai deve informar o
23 codTercs C 1-1 4 - código 0075.
Validação: O código de terceiros
informado deve ser compatível com
o código de FPAS informado,
conforme tabela 4.
Informar o código combinado dos
Terceiros para os quais o
recolhimento está suspenso em
virtude de processos Judiciais.
Exemplo: Se o contribuinte possui
decisões de processos para
suspensão de recolhimentos ao Sesi
(0008) e ao Sebrae (0064), deve
informar o código combinado das
24 codTercsSusp C 0-1 4 - duas entidades, ou seja, 0072.
Deve haver um processo em
{procJudTerceiro} para cada código
de Terceiro cujo recolhimento
esteja suspenso.
Informações sobre a existência de
processos judiciais, com
infoProcJudTerce sentença/decisão favorável ao
25 iros - 0-1 - - contribuinte, relativos às
contribuições destinadas a outras
Entidades e Fundos.
26 procJudTerceiro - 1-99 - - Identificação do Processo Judicial
27 codTerc C 1-1 4 - Informar o Código de Terceiro

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# Registro/Campo Tipo Ocorr Tam Dec Descrição


Validação: Deve ser um código de
terceiro válido e compatível com o
FPAS/Terceiros informado no
registro superior, conforme Tabela
4.
Informar o número do processo
28 nrProcJud C 1-1 20 - judicial.
Validação: Deve ser um número de
processo válido e deve existir na
tabela de processos (S-1070).
Código do Indicativo da Suspensão,
29 codSusp N 0-1 14 - atribuído pelo empregador em S-
1070.
Validação: A informação prestada
deve estar de acordo com o que foi
informado em S-1070.
Informação complementar que
apresenta identificação do
contratante e do proprietário de
obra de construção civil contratada
30 infoEmprParcial - 0-1 - - sob regime de empreitada
parcial ou subempreitada. A
informação é preenchida
exclusivamente para lotações cujo
{tpLotacao} seja igual a [2].
31 tpInscContrat N 1-1 1 -
Tipo de Inscrição do contratante:
1 - CNPJ; 2 - CPF.
Valores Válidos: 1, 2.
Número de Inscrição (CNPJ/CPF) do
32 nrInscContrat C 1-1 14 - Contrante.
Validação: Deve ser um número de
CNPJ ou CPF válido, conforme
definido em {tpInscContrat}
Tipo de Inscrição do proprietário do
CNO. Validação: Deve ser igual a [1]
(CNPJ) ou [2] (CPF) Valores Válidos:
33 tpInscProp N 1-1 1 - 1, 2.

Preencher com o número de


34 nrInscProp C 1-1 14 - inscrição (CNPJ/CPF) do proprietário

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# Registro/Campo Tipo Ocorr Tam Dec Descrição


do CNO. Validação: Deve ser um
CNPJ ou CPF válido, conforme
indicado em
{tpInscProp}, e constar como
responsável no cadastro do CNO
Alteração de informações já
35 alteracao - 0-1 - - existentes

A partir da linha 34 os dados serão para ALTERAÇÕES e se repetem em


relação ao cadastro original.

Exercício – Preenchimento da Tabela

Esta tabela é de preenchimento simples. Aproveite agora e preencha uma tabela


básica de lotação tributária para a sua empresa. Incluímos a última coluna no
leiaute para você colocar o CONTEÚDO da sua tabela. Mãos à obra.

# Descrição Conteúdo
1 eSocial
Informar o código atribuído pela empresa para a lotação tributária.
Validação: O código atribuído não pode conter a expressão "eSocial" nas 7
14 primeiras posições.
17 Detalhamento das informações da lotação que está sendo incluída
Preencher com o código correspondente ao tipo de lotação, conforme
tabela 10.
Validação: Deve ser um código válido, existente na tabela 10, e compatível
18 com a Classificação Tributária indicada no evento de Informações
Cadastrais do Empregador.
Preencher com o código correspondente ao tipo de inscrição, conforme
tabela 5
Validação: O campo não deve ser preenchido se {tpLotacao} for igual a [01,
10, 21, 24, 90]. Nos demais casos, observar conteúdo exigido para o campo
{nrInsc}, conforme Tabela 10 - Tipos de Lotação Tributária. Valores Válidos:
19 1, 2, 4.
20 Preencher com o número de Inscrição (CNPJ, CPF, CNO) ao qual pertence a
lotação tributária, conforme indicado na tabela 10 - Tipos de Lotação
Tributária.
Validação: a) Deve ser preenchido de acordo com o conteúdo exigido,
conforme especificado no campo {tpInsc} e na tabela de tipos de Lotação
Tributária.
b) Deve ser um identificador válido, constante das bases da RFB.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 189

# Descrição Conteúdo

21 Informações de FPAS e Terceiros relativas à lotação tributária


Preencher com o código relativo ao FPAS.
22 Validação: Deve ser um código FPAS válido, conforme tabela 4.
Preencher com o código de Terceiros, conforme tabela 4, já considerando a
existência de eventuais convênios para recolhimento direto. Exemplo: Se o
contribuinte está enquadrado com FPAS 507, cujo código cheio de Terceiros
é 0079, se possuir convênio com Senai deve informar o código 0075.
Validação: O código de terceiros informado deve ser compatível com o
23 código de FPAS informado, conforme tabela 4.
Informar o código combinado dos Terceiros para os quais o recolhimento
está suspenso em virtude de processos Judiciais. Exemplo: Se o contribuinte
possui decisões de processos para suspensão de recolhimentos ao Sesi
(0008) e ao Sebrae (0064), deve informar o código combinado das duas
entidades, ou seja, 0072.
Deve haver um processo em {procJudTerceiro} para cada código de Terceiro
24 cujo recolhimento esteja suspenso.

Informações sobre a existência de processos judiciais, com


sentença/decisão favorável ao contribuinte, relativos às contribuições
25 destinadas a outras Entidades e Fundos.

26 Identificação do Processo Judicial


27 Informar o Código de Terceiro
Validação: Deve ser um código de terceiro válido e compatível com o
FPAS/Terceiros informado no registro superior, conforme Tabela 4.
28 Informar o número do processo judicial.
Validação: Deve ser um número de processo válido e deve existir na tabela
de processos (S-1070).

29 Código do Indicativo da Suspensão, atribuído pelo empregador em S-1070.


Validação: A informação prestada deve estar de acordo com o que foi
informado em S-1070.
30 Informação complementar que apresenta identificação do contratante e do
proprietário de obra de construção civil contratada sob regime de
empreitada
parcial ou subempreitada. A informação é preenchida exclusivamente para
lotações cujo {tpLotacao} seja igual a [2].
31 Tipo de Inscrição do contratante:
1 - CNPJ; 2 - CPF.
Valores Válidos: 1, 2.
32 Número de Inscrição (CNPJ/CPF) do Contrante.

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# Descrição Conteúdo
Validação: Deve ser um número de CNPJ ou CPF válido, conforme definido
em {tpInscContrat}
Tipo de Inscrição do proprietário do CNO. Validação: Deve ser igual a [1]
33 (CNPJ) ou [2] (CPF) Valores Válidos: 1, 2.

Preencher com o número de inscrição (CNPJ/CPF) do proprietário do CNO.


34 Validação: Deve ser um CNPJ ou CPF válido, conforme indicado em
{tpInscProp}, e constar como responsável no cadastro do CNO
35 Alteração de informações já existentes

Exercício - Plano de Ação

Aproveite agora para definir o Plano de Ação para a Tabela de Lotações


Tributárias.

Plano de Ação – eSocial


Arquivo/Evento: S-1020 Tabela de Lotações Tributárias
Criação do Plano: em ___/___/____, por _____________________
Conferência: em ____/____/_____, por ______________________

1 - O que será feito?


Geração da/do ______________________

2 - Onde será feito?


No setor __________________________

3 - Por quem Será Feito?


Execução: Sr. (Sra) _________________ Setor: _______________
Conferência: Sr. (Sra) _________________ Setor: _______________
Transmissão: Sr. (Sra) _________________ Setor: _______________
Responsabilidade pela Atualização: Sr. (Sra): ____________________

4 - Quanto Custará?
O custo será dimensionado em horas de trabalho. Estimamos uma carga
horária de ______ horas (____ dias úteis) para a elaboração e mais _____
dias úteis para a conferencia da conversão no novo sistema de cadastro de
empregados. (Nota: esse tempo é variável conforme a realidade de cada
órgão).

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 191

Plano de Ação – eSocial


Arquivo/Evento: S-1020 Tabela de Lotações Tributárias
Criação do Plano: em ___/___/____, por _____________________
Conferência: em ____/____/_____, por ______________________
5 - Por que será feito?
(escrever a justificativa legal).
________________________________________________
________________________________________________

Referências para leitura:


A – Manual do eSocial a partir da página _______
B - Leiautes: a partir da página _______
C – Regras de Validação: ___________
D - Legislação: ____________________
E – Observações: __________________

6 - Como Será Feito?


Como os dados já se encontram no Sistema de Cadastro de Servidores, o
trabalho será executado da seguinte forma:
1) ________________________
2) ________________________
3) ________________________
4) ________________________
5) Depois que o Sistema de Cadastro de Empregados estiver adaptado
ao eSocial, verificar se a migração dos dados foi feita corretamente.
6) Transmitir no início oficial do eSocial, após o Cadastro do
Empregador e transmissão das tabelas obrigatórias.

7 - Quando Será Feito?


Data Etapa Desenvolvimento
Etapa 1= Ok
Etapa 2 = Ok
Etapa 3 = Ok
Etapa 4 =
Transmitir
Encerramento
Data:
Assinatura:

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 192

10.3 - S-1030 - Tabela de Cargos/Empregos Públicos

· Tabela obrigatória! Evento utilizado para inclusão, alteração e exclusão de


registros na tabela de CARGOS do empregador.

· A Tabela de Cargos/Empregos Públicos guarda relação com descrição


constante na Tabela de Classificação Brasileira de Ocupações – CBO, que
pode ser obtida no Portal do Ministério do Trabalho, no link
www.mtecbo.gov.br.

· O código CBO deve ser informado no nível Ocupação existente na tabela de


CBO, com 6 (seis) dígitos, e corresponder à principal atividade do
trabalhador.

· A utilização do evento S-1040 -Tabela de Funções/Cargos em Comissão é


opcional. Caso o empregador/órgão público a utilize, prevalece o código
CBO informado para a função.

· Nossa sugestão para o Plano de Ação é revisar no cadastro dos Cargos, se


todos estão com os nomes dos cargos compatíveis com as CBOs corretas,
conforme a tabela constante no portal do Ministério do Trabalho no link
citado no tópico anterior.

Analisando os campos do leiaute

A linha 14 solicita o código interno do cargo que já consta no seu sistema de


cadastro e pode ser utilizado até 30 caracteres.

As linhas 18 e 19 solicitam a informação do Nome e CBO do cargo, que devem


ser condizentes com a Tabela de CBO.

O detalhamento para os Cargos e Empregos Públicos virão através nos campos


representados pelas linhas 20 a 27.

Pelos levantamentos que fiz em alguns órgãos públicos, nem todos têm
todas as informações específicas no sistema e, portanto, recomendamos especial
atenção na elaboração desse Plano de Ação.

Vamos conhecer o leiaute resumido e ler o conteúdo da coluna “Desc”


(Descrição)?

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 193

Registros do evento S-1030 - Tabela de Cargos/Empregos Públicos

# Registro/C Regist El Tip Oco Ta D Descrição


ampo ro Pai e o rr m ec
1 eSocial G - 1-1 - - eSocial
2 evtTabCar eSocia G - 1-1 - - Evento utilizado para inclusão,
go l alteração e exclusão de registros na
tabela de cargos. Regras de
validação:
REGRA_EXISTE_INFO_EMPREGADOR
REGRA_TABGERAL_ALTERACAO_PERI
ODO_CONFLITANTE
REGRA_TABGERAL_EXISTE_REGISTRO
_ALTERADO
REGRA_TABGERAL_EXISTE_REGISTRO
_EXCLUIDO
REGRA_TABGERAL_INCLUSAO_PERIO
DO_CONFLITANTE
REGRA_TAB_PERMITE_EXCLUSAO
1 inclusao infoCa G - 0-1 - - Inclusão de novas informações
2 rgo
1 ideCargo inclus G - 1-1 - - Informações de identificação do
3 ao cargo e validade das informações que
estão sendo incluídas
1 codCargo ideCar E C 1-1 03 - Preencher com o código do cargo.
4 go 0 Validação: O código atribuído não
pode conter a expressão "eSocial"
nas 7 (sete) primeiras posições.
1 iniValid ideCar E C 1-1 00 - Preencher com o mês e ano de início
5 go 7 da validade das informações
prestadas no evento, no formato
AAAA-MM. Validação: Deve ser uma
data válida, igual ou posterior à data
inicial de implantação do eSocial, no
formato AAAA-MM.
1 fimValid ideCar E C 0-1 00 - Preencher com o mês e ano de
6 go 7 término da validade das informações,
se houver. Validação: Se informado,
deve estar no formato AAAA-MM e
ser um período igual ou posterior a
{iniValid}
1 dadosCarg inclus G - 1-1 - - Detalhamento das informações do
7 o ao cargo que está sendo incluído

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 194

18 nmCargo dadosCargo E C 1- 100 - Preencher com o nome do


1 cargo
19 codCBO dadosCargo E C 1- 006 - Classificação Brasileira de
1 Ocupação - CBO. Validação:
Deve ser um código existente
na tabela de CBO, com 6
(seis) posições.
20 cargoPublico dadosCargo G - 0- - - Detalhamento de
1 informações exclusivas para
Cargos e Empregos Públicos
21 acumCargo cargoPublico E N 1- 001 - Preencher com o código
1 correspondente à
possibilidade de acumulação
de cargos: 1 - Não
acumulável; 2 - Profissional
de Saúde; 3 - Professor; 4 -
Técnico/Científico. Valores
Válidos: 1, 2, 3, 4.
22 contagemEsp cargoPublico E N 1- 001 - Preencher com o código
1 correspondente a
possibilidade de contagem de
tempo especial: 1 - Não; 2 -
Professor (Infantil,
Fundamental e Médio); 3 -
Professor de Ensino Superior,
Magistrado, Membro de
Ministério Público, Membro
do Tribunal de Contas (com
ingresso anterior a
16/12/1998 EC nr. 20/98); 4 -
Atividade de risco. Valores
Válidos: 1, 2, 3, 4.
23 dedicExcl cargoPublico E C 1- 001 - Indicar se é cargo de
1 dedicação exclusiva: S - Sim;
N - Não. Valores Válidos: S, N
24 leiCargo cargoPublico G - 1- - - Lei que
1 criou/extingiu/reestruturou o
cargo
25 nrLei leiCargo E C 1- 012 - Número da Lei
1
26 dtLei leiCargo E D 1- - - Data da Lei
1
eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 195

27 sitCargo leiCargo E N 1- 001 - Situação gerada pela Lei.


1 Preencher com uma das
opções: 1 - Criação; 2 -
Extinção; 3 - Reestruturação.
Valores Válidos: 1, 2, 3
28 alteracao infoCargo G - 0- - - Alteração de informações já
1 existentes

Exercício - Preenchimento da Tabela de Cargos

Nas empresas privadas, a informação é bem simples, pois os dados já se encontram


no sistema interno.

Preencha agora uma “tabela” para um cargo na sua empresa:

# Descrição Conteúdo
1 eSocial
14 Preencher com o código do cargo. Validação: O código atribuído não pode
conter a expressão "eSocial" nas 7 (sete) primeiras posições.
17 Detalhamento das informações do cargo que está sendo incluído
18 Preencher com o nome do cargo
19 Classificação Brasileira de Ocupação - CBO. Validação: Deve ser um código
existente na tabela de CBO, com 6 (seis) posições.

Plano de Ação - Exercício

Aproveite agora para definir o Plano de Ação para a Tabela de Cargos e


Empregos Públicos:

Plano de Ação - eSocial


Arquivo/Evento: S-1020 Tabela de Lotações Tributárias
Criação do Plano: em ___/___/____, por _____________________
Conferência: em ____/____/_____, por ______________________

1 - O que será feito?


Geração da/do ______________________

2 - Onde será feito?


No setor __________________________

3 - Por quem Será Feito?


Zenaide Carvalho P á g i n a | 196

Plano de Ação - eSocial


Arquivo/Evento: S-1020 Tabela de Lotações Tributárias
Criação do Plano: em ___/___/____, por _____________________
Conferência: em ____/____/_____, por ______________________
Execução: Sr. (Sra) _________________ Setor: _______________
Conferência: Sr. (Sra) _________________ Setor: _______________
Transmissão: Sr. (Sra) _________________ Setor: _______________
Responsabilidade pela Atualização: Sr. (Sra): ____________________

4 - Quanto Custará?
O custo será dimensionado em horas de trabalho. Estimamos uma carga
horária de ______ horas (____ dias úteis) para a elaboração e mais _____
dias úteis para a conferencia da conversão no novo sistema de cadastro de
empregados. (Nota: esse tempo é variável conforme a realidade de cada
órgão).

5 - Por que será feito?


(escrever a justificativa legal).
________________________________________________
________________________________________________
Referências para leitura:
A – Manual do eSocial: a partir da página _______
B - Leiautes: a partir da página _______
C – Regras de Validação: ___________
D - Legislação: ____________________
E – Observações: __________________

Como Será Feito?


Como os dados já se encontram no Sistema de Cadastro de Servidores, o
trabalho será executado da seguinte forma:
1) ________________________
2) ________________________
3) ________________________
4) Depois que o Sistema de Cadastro de Empregados estiver adaptado
ao eSocial, verificar se a migração dos dados foi feita corretamente.
5) Transmitir no início oficial do eSocial, após o Cadastro do
Empregador e transmissão das tabelas obrigatórias.

Quando Será Feito?


Data Etapa Desenvolvimento

Licenciado para Claudia Emilia Schuenker - 11703402880 - Protegido por Eduzz.com


eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 197

Plano de Ação - eSocial


Arquivo/Evento: S-1020 Tabela de Lotações Tributárias
Criação do Plano: em ___/___/____, por _____________________
Conferência: em ____/____/_____, por ______________________
Etapa 1= Ok
Etapa 2 = Ok
Etapa 3 = Ok
Transmitir
Encerramento
Data:
Assinatura:

10.4 - S-1035 - Tabela de Carreiras Públicas

Conceito do evento: São as informações relativas às carreiras públicas em que os


servidores públicos estatutários enquadram-se, independentemente do tipo de
regime previdenciário ("RGPS ou RPPS). As informações consolidadas nesta tabela
serão referenciadas nos eventos “S-2100 –Cadastramento Inicial do Vínculo” e “S-
2200 –Admissão de Trabalhador”.

Quem está obrigado: O órgão público quando possuir cargos estruturados em


carreiras.

Os códigos {codCarreira} atribuídos às carreiras é de livre escolha do órgão público.

Leiaute do evento:

Registro/Camp Tip Ocor Ta De


# o o r m c Descrição

1 eSocial - 1-1 - - eSocial

2 evtTabCarreira - 1-1 - -
Evento utilizado para inclusão, alteração e exclusão de

Licenciado para Claudia Emilia Schuenker - 11703402880 - Protegido por Eduzz.com


Zenaide Carvalho P á g i n a | 198

Registro/Camp Tip Ocor Ta De


# o o r m c Descrição

registros na tabela de
Carreiras Públicas. A utilização desta tabela é
opcional.
Regras de validação:
REGRA_EXISTE_INFO_EMPREGADOR
REGRA_TABGERAL_ALTERACAO_PERIODO_CONFLITA
NTE
REGRA_TABGERAL_EXISTE_REGISTRO_ALTERADO
REGRA_TABGERAL_EXISTE_REGISTRO_EXCLUIDO
REGRA_TABGERAL_INCLUSAO_PERIODO_CONFLITANT
E
REGRA_TAB_PERMITE_EXCLUSAO

Identificação da operação (inclusão, alteração ou


11 infoCarreira - 1-1 - - exclusão) e das informações da Carreira

1
2 inclusao - 0-1 - - Inclusão de novas informações

ideCarreira - 1-1 - -
1 Informações de identificação da Carreira e validade
3 das informações que estão sendo incluídas

Preencher com o código da carreira pública


1 Validação: O código atribuído não pode conter a
4 codCarreira C 1-1 030 - expressão "eSocial" nas 7
(sete) primeiras posições.
Preencher com o mês e ano de início da validade das
informações prestadas no
evento, no formato AAAA-MM.
Validação: Deve ser uma data válida, igual ou
15 iniValid C 1-1 007 - posterior à data inicial de
implantação do eSocial, no formato AAAA-MM.
Preencher com o mês e ano de término da validade
das informações, se houver.
Validação: Se informado, deve estar no formato
16 fimValid C 0-1 007 - AAAA-MM e ser um período igual ou posterior a
{iniValid}
1 Detalhamento das informações da Carreira que está
7 dadosCarreira - 1-1 - - sendo incluída

Licenciado para Claudia Emilia Schuenker - 11703402880 - Protegido por Eduzz.com


eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 199

Registro/Camp Tip Ocor Ta De


# o o r m c Descrição

1
8 dscCarreira C 1-1 100 - Descrição da Carreira Pública

1
9 leiCarr C 0-1 012 - Lei que criou a Carreira

2
0 dtLeiCarr D 1-1 - - Data da Lei que criou a Carreira

Situação gerada pela Lei. Preencher com uma das


opções:
1 - Criação;
2 2 - Extinção;
1 sitCarr N 1-1 001 - 3 - Reestruturação.
Valores Válidos: 1, 2, 3
2
2 alteracao - 0-1 - - Alteração de informações já existentes

10.5 – S-1040 - Tabela de Funções e Cargos em Comissão

· A utilização da Tabela de Funções/Cargos em Comissão só é obrigatória


nos órgãos públicos que têm Cargos em Comissão e é opcional nos demais
empregadores.

· A Tabela só deve ser enviada pelos empregadores que a utilizam para


destacar função gratificada, ou de confiança, não prevista no plano de
cargos e salários, nos moldes da legislação trabalhista. Assim, todos os
órgãos públicos deverão enviar.

· A Tabela de Funções/Cargos em comissão serve, principalmente, às


empresas públicas e de economia mista que estruturam a carreira em
cargos básicos e deixam as funções de confiança para serem remuneradas
complementarmente por meio de gratificações e comissões.

· A função não deve ser confundida com as atividades previstas na


estruturação de um cargo. Para o eSocial ela representa uma posição

Licenciado para Claudia Emilia Schuenker - 11703402880 - Protegido por Eduzz.com


Zenaide Carvalho P á g i n a | 200

diferenciada atribuída ao empregado na hierarquia da organização,


superior ao cargo para o qual ele foi contratado, acompanhada de
gratificação para o seu exercício.

A linha 14 solicita o código interno da função ou Cargo em Comissão e as


linhas 18 e 19 solicitam o nome da função e a CBO – Classificação Brasileira de
Ocupações, respectivamente.

Nosso alerta é para que a CBO seja compatível com a descrição (nome) da
função. A tabela da CBO pode ser obtida no portal www.mtecbo.gov.br. Veja o
leiaute resumido:

Registros do evento S-1040 - Tabela de Funções/Cargos em Comissão

# Registro/ Tip Oco Ta De Descrição


Campo o r m c
1 eSocial - 1-1 - - eSocial
2 evtTabFunca Evento utilizado para inclusão, alteração e exclusão
o de registros na tabela de
funções. A utilização desta tabela é opcional.
Regras de validação:
REGRA_EXISTE_INFO_EMPREGADOR
REGRA_TABGERAL_ALTERACAO_PERIODO_CONFLITA
NTE
REGRA_TABGERAL_EXISTE_REGISTRO_ALTERADO
REGRA_TABGERAL_EXISTE_REGISTRO_EXCLUIDO
REGRA_TABGERAL_INCLUSAO_PERIODO_CONFLITAN
TE
REGRA_TAB_PERMITE_EXCLUSAO
1 infoFuncao - 1-1 - - Identificação da operação (inclusão, alteração ou
1 exclusão) e das informações da função.
1 C 1-1 030 - Preencher com o código da função, se utilizado pela
4 codFuncao empresa
Validação: O código atribuído não pode iniciar com
o texto "eSocial".
1 - 1-1 - - Detalhamento das informações da função que está
7 dadosFunca sendo incluída
o
1 dscFuncao C 1-1 100 - Descrição da Função de confiança/Cargo em
8 Comissão
1 codCBO N 0-1 006 - Classificação Brasileira de Ocupação
9 Validação: Deve ser um código existente na tabela

Licenciado para Claudia Emilia Schuenker - 11703402880 - Protegido por Eduzz.com


eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 201

# Registro/ Tip Oco Ta De Descrição


Campo o r m c
de CBO
2 alteracao - 0-1 - - Alteração de informações já existentes
0

Plano de Ação para a Tabela de Funções/Cargos em Comissão

Apresentamos a seguir um Plano de Ação básico, preenchido, utilizando a


ferramenta “5W2H”. Aproveite que o plano está pronto para definir em sua
empresa será enviará a tabela e quais as pessoas responsáveis pela elaboração e
manutenção desta tabela.

Plano de Ação - eSocial


S-1040 Tabela de Funções/Cargos em Comissão
Criação do Plano: em 01/06/2017, por Simone Silva – Gerente de RH
Conferência: em 01/06/2017, por Newton Junior – Gerente Contábil

1 - O que será feito?


Geração da Tabela de Funções e Cargos em Comissão

2 - Onde será feito?


No setor de Cadastro de Pessoal

3 - Por quem Será Feito?


Execução: Pedro Freitas, Gerente de Cadastro de Pessoal, ou designado.
Conferência: Luis Guilherme, Gerente de Controles Internos, ou designado.
Transmissão: Pedro Freitas, Gerente de Cadastro de Pessoal, ou designado.
Responsabilidade pela Atualização: Pedro Freitas.

4 - Quanto Custará?
O custo será dimensionado em horas de trabalho. Estimamos uma carga
horária de 40 horas (cinco dias úteis) para a elaboração da tabela e mais um
dia útil para a conferencia da conversão no novo sistema de cadastro de
empregados. (Nota: esse tempo é variável conforme a realidade de cada
empregador).

5 - Por que será feito?


Porque existem Cargos em Comissão. O evento é OPCIONAL para empresas
privadas – só estão obrigadas aquelas que usam “Funções” e OBRIGATÓRIO

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 202

Plano de Ação - eSocial


S-1040 Tabela de Funções/Cargos em Comissão
para Órgãos Públicos que tenham “Cargos em Comissão”.
Referências para leitura:
A – Manual do eSocial: a partir da página 56
B - Leiautes: a partir da página 31
C – Regras de Validação:
REGRA_EXISTE_INFO_EMPREGADOR
REGRA_TABGERAL_ALTERACAO_PERIODO_CONFLITANTE
REGRA_TABGERAL_EXISTE_REGISTRO_ALTERADO
REGRA_TABGERAL_EXISTE_REGISTRO_EXCLUIDO
REGRA_TABGERAL_INCLUSAO_PERIODO_CONFLITANTE
REGRA_TAB_PERMITE_EXCLUSAO
D - Legislação: Tabela da CBO - Classificação Brasileira de Ocupações –
www.mtecbo.gov.br
Plano de Cargos e Salários

6 - Como Será Feito?


Como os dados já se encontram no Sistema de Cadastro de Pessoal, o trabalho
será executado da seguinte forma:
1) Imprimir a lista dos Cargos em Comissão existentes no sistema interno.
2) Conferir se a Descrição de todos os Cargos está condizente com a
Tabela da CBO.
3) Depois que o Sistema de Cadastro de Pessoal estiver adaptado ao
eSocial, verificar se a migração dos dados foi feita corretamente.
4) Transmitir no início oficial do eSocial, após o Cadastro do Empregador e
transmissão das tabelas obrigatórias.

7 - Quando Será Feito?


Data Etapa Desenvolvimento
01/08/2017 Etapa 1= Copiar a Tabela de Cargos em Ok
Comissão existente no órgão
01/08/2017 Etapa 2 = Fazer download da Tabela da Ok
CBO no site www.mtecbo.gov.br
01/08/2017 Etapa 3 = Conferir se os cargos existentes Ok
estão condizentes com a CBO do
Ministério do Trabalho.
Etapa 4 = Conferir a conversão da tabela
no sistema de cadastro de empregados
adaptado ao eSocial.
Transmitir
Encerramento

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 203

Plano de Ação - eSocial


S-1040 Tabela de Funções/Cargos em Comissão
Data:
Assinatura:
Data:
Assinatura:

10.6 – S-1050 - Tabela de Horários/Turnos de Trabalho

· Evento obrigatório utilizado para inclusão, alteração e exclusão de registros


na tabela de Horários e Turnos de Trabalho e deve conter pelo menos um
registro de horário para o empregador, mesmo que não haja empregados
registrados.

· As informações relativas à jornada contratual devem ser enviadas,


independentemente do controle de jornada, se há ou não, ou se controla a
jornada de trabalho de forma manual, mecânica ou eletrônica.

· No Cadastro do Trabalhador deverá ser referenciado o código de horário


para cada dia de trabalho na semana.

· Preencher com um dos tipos previstos na tabela de horários para cada um


dos dias da semana. Se não houver possibilidade de relacionar um dos
tipos previstos na tabela com cada dia da semana, deve-se relacionar os
horários possíveis relacionando-os com "Dia variável".

· Atenção! Deve ser informado o horário DIÁRIO. Posteriormente, no


Cadastro do Trabalhador deverá ser informado o horário ao qual ele está
submetido e que deve estar cadastrado nesta tabela.

Análise dos campos da Tabela de Horários

A linha 14 solicita o código interno do horário diário. Esse código é


atribuído pelo empregador.

Nas linhas 18 e 19 são informados os horários de entrada e saída.

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 204

Na linha 20 informada a JORNADA DIÁRIA, em minutos. Exemplo: se está


sendo cadastrado um horário de 8 horas diárias, basta multiplicar 8 por 60
minutos, que dará 480. Como a informação exige 04 campos (veja a coluna “Tam”
do leiaute), deve ser informado o número 0480.

A linha 21 traz uma informação que pode não estar prevista legalmente: o
horário flexível. É importante que a flexibilidade esteja prevista em Acordo ou
Convenção Coletiva para evitar eventuais processos trabalhistas ao empregador.

Chamo a atenção também para os empregadores que não


fazem o controle de jornada de todos os trabalhadores,
isentando alguns empregados do controle de jornada. As
regras para controle de jornada estão na CLT, a partir do
artigo 58. Todo estabelecimento com mais de 10
empregados deve fazer controle de jornada. As regras para
o controle eletrônico de ponto estão na Portaria do
Ministério do Trabalho 1.510/09.

As linhas 23 a 26 solicitam informações do horário de intervalo. Pelo


exemplo do Manual do eSocial o intervalo de 15 minutos nas jornadas entre 4 e 6
horas devem também ser informados, porém não há necessidade de informar o
início e o fim do intervalo. Analise o leiaute a seguir e logo após veja nossa
sugestão para o cadastro de um horário fixo.

Vamos conhecer e analisar o leiaute a seguir?

Registros do evento S-1050 - Tabela de Horários/Turnos de Trabalho

# Campo Tipo Ocor Tam Dec Desc


1 eSocial - 1-1 - - eSocial
13 ideHorContratual - 1-1 - - Grupo de informações de
identificação do horário
contratual, apresentando o
código e período de validade do
registro cujas informações
estão sendo incluídas.
14 codHorContrat C 1-1 030 - Preencher com o código
atribuído pela empresa para o

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 205

# Campo Tipo Ocor Tam Dec Desc


Horário Contratual.

18 - 1-1 - - Detalhamento das informações


dadosHorContratual do horário contratual que está
sendo incluído.
18 hrEntr C 1-1 004 - informar hora da entrada, no
formato HHMM
Validação: Deve estar no
intervalo entre [0000] e [2359],
criticando inclusive a segunda
parte do número, que indica os
minutos, e deve ser menor ou
igual a 59.
19 hrSaida C 1-1 004 - informar hora da saída, no
formato HHMM
Validação: Deve estar no
intervalo entre [0000] e [2359],
criticando inclusive a segunda
parte do número, que indica os
minutos, e deve ser menor ou
igual a 59.
20 durJornada N 1-1 004 - Preencher com o tempo de
duração da jornada, em
minutos. Devem ser
consideradas as horas reduzidas
noturnas, se houver.
21 perHorFlexivel C 1-1 001 - Indicar se é permitida a
flexibilidade:
S - Sim; N - Não;
Valores Válidos: S, N
22 horarioIntervalo - 0-99 - - Registro que detalha os
intervalos para a jornada. O
preenchimento do registro é
obrigatório se existir ao menos
um intervalo.
23 tpInterv N 1-1 001 - Tipo de Intervalo da Jornada:
1 - Intervalo em Horário Fixo;
2 - Intervalo em Horário
Variável;

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 206

# Campo Tipo Ocor Tam Dec Desc


Valores Válidos: 1, 2

24 durIntervalo N 1-1 003 - Preencher com o tempo de


duração do intervalo, em
minutos.
25 iniIntervalo C 0-1 004 - informar a hora de início do
intervalo, no formato HHMM
Validação: Deve estar no
intervalo entre [0000] e [2359],
criticando inclusive a segunda
parte do número, que indica os
minutos, e deve ser menor ou
igual a 59. Somente deve ser
informado se {tpInterv}=1.
26 termInterv C 0-1 004 - informar a hora de termino do
intervalo, no formato HHMM
Validação: Deve estar no
intervalo entre [0000] e [2359],
criticando inclusive a segunda
parte do número, que indica os
minutos, e deve ser menor ou
igual a 59. Somente deve ser
informado se {tpInterv}=1.
27 Alteração - 0-1 - - Alteração de informações já
existentes

Tabela exemplificativa de alguns horários

Fonte: Manual do eSocial

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 207

Observe que mesmo os intervalos de 15 minutos nas jornadas entre 4 e 6


horas precisam ser registrados.
A hora noturna deve ser considerada com 52m30s. Recomendamos utilizar o
sistema centesimal para o cálculo dos minutos da duração da jornada. Consta no
Manual do eSocial:

A informação contida no campo {durJornada} do tipo de horário 007 foi


obtido da seguinte forma: Total de horas trabalhadas no horário
diurno: 18:00 às 22:00 4 horas –15 minutos = 03:45 horas, que
equivalem a 3,75 horas. Total de horas trabalhadas no horário
noturno: 22:00 às 00:00 2 horas contados no relógio, que equivalem a
2,29 horas. Total de horas trabalhadas: 3,75 + 2,29 = 6,04 horas x 60
minutos = 362.

Estudo de Caso – Preenchendo uma Tabela de Horário

Suponhamos que determinada empresa faz um horário de segunda à sexta-


feira, das 8h às 17h, com uma hora de almoço, de 12h às 13h, perfazendo um total
de 40 horas semanais.

Chamaremos de “HorárioA”.

Como fica a tabela deste horário? Vamos preencher somente os campos


com conteúdo relativo ao horário propriamente dito:

# Descrição Conteúdo
14 Preencher com o código atribuído pela empresa para o HorárioA
Horário Contratual.
Validação: O código atribuído não pode iniciar com o
texto "eSocial".
18 informar hora da entrada, no formato HHMM 0800
Validação: Deve estar no intervalo entre [0000] e
[2359], criticando inclusive a segunda parte do
número, que indica os minutos, e deve ser menor ou
igual a 59.
19 informar hora da saída, no formato HHMM 1700
Validação: Deve estar no intervalo entre [0000] e
[2359], criticando inclusive a segunda parte do
número, que indica os minutos, e deve ser menor ou
igual a 59.
20 Preencher com o tempo de duração da jornada, em 0480

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 208

# Descrição Conteúdo
minutos. Devem ser consideradas as horas reduzidas
noturnas, se houver.
21 Indicar se é permitida a flexibilidade: N
S - Sim; N - Não; Valores Válidos: S, N
23 Tipo de Intervalo da Jornada: 1
1 - Intervalo em Horário Fixo;
2 - Intervalo em Horário Variável;
Valores Válidos: 1, 2
24 Preencher com o tempo de duração do intervalo, em 060
minutos.
25 informar a hora de início do intervalo, no formato 1200
HHMM
Validação: Deve estar no intervalo entre [0000] e
[2359], criticando inclusive a segunda parte do
número, que indica os minutos, e deve ser menor ou
igual a 59. Somente deve ser informado se
{tpInterv}=1.
26 informar a hora de termino do intervalo, no formato 1300
HHMM
Validação: Deve estar no intervalo entre [0000] e
[2359], criticando inclusive a segunda parte do
número, que indica os minutos, e deve ser menor ou
igual a 59. Somente deve ser informado se
{tpInterv}=1.

Plano de Ação - Exercício

Aproveite agora para definir o Plano de Ação para a Tabela de Horários.


Nos escritórios contábeis, uma das providências e consultar todos os clientes para
verificar quais horários estão sendo aplicados na empresa. Muitas vezes o
empregador muda de horário e não avisa ao escritório contábil.

Plano de Ação - eSocial


Arquivo/Evento: S-1050 Tabela de Horários/Turnos de Trabalho
Criação do Plano: em ___/___/____, por _____________________
Conferência: em ____/____/_____, por ______________________

1 - O que será feito?

Licenciado para Claudia Emilia Schuenker - 11703402880 - Protegido por Eduzz.com


eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 209

Plano de Ação - eSocial


Arquivo/Evento: S-1050 Tabela de Horários/Turnos de Trabalho
Criação do Plano: em ___/___/____, por _____________________
Conferência: em ____/____/_____, por ______________________
Geração da/do ______________________

2 - Onde será feito?


No setor __________________________

3 - Por quem Será Feito?


Execução: Sr. (Sra) _________________ Setor: _______________
Conferência: Sr. (Sra) _________________ Setor: _______________
Transmissão: Sr. (Sra) _________________ Setor: _______________
Responsabilidade pela Atualização: Sr. (Sra): ____________________

4 - Quanto Custará?
O custo será dimensionado em horas de trabalho. Estimamos uma carga
horária de ______ horas (____ dias úteis) para a elaboração e mais _____
dias úteis para a conferencia da conversão no novo sistema de cadastro de
empregados. (Nota: esse tempo é variável conforme a realidade de cada
órgão).

5 - Por que será feito?


(escrever a justificativa legal).
________________________________________________
________________________________________________

Referências para leitura:


A – Manual do eSocial: a partir da página _______
B - Leiautes: a partir da página _______
C – Regras de Validação: ___________
D - Legislação: ____________________
E – Observações: __________________

6 - Como Será Feito?


Os dados não se encontram no sistema interno como é solicitado no
eSocial. O trabalho será executado da seguinte forma:
1) ________________________
2) ________________________
3) ________________________

Licenciado para Claudia Emilia Schuenker - 11703402880 - Protegido por Eduzz.com


Zenaide Carvalho P á g i n a | 210

Plano de Ação - eSocial


Arquivo/Evento: S-1050 Tabela de Horários/Turnos de Trabalho
Criação do Plano: em ___/___/____, por _____________________
Conferência: em ____/____/_____, por ______________________
4) ________________________
5) Depois que o Sistema de Cadastro de Empregados estiver adaptado
ao eSocial, verificar se a migração dos dados foi feita corretamente.
6) Transmitir no início oficial do eSocial, após o Cadastro do
Empregador e transmissão das tabelas obrigatórias.

7 - Quando Será Feito?


Data Etapa Desenvolvimento
Etapa 1= Ok
Etapa 2 = Ok
Etapa 3 = Ok
Etapa 4 =
Transmitir
Encerramento
Data:
Assinatura:

10.7 – S-1060 - Tabela de Ambientes de Trabalho

· Usada para descrever os ambientes com Riscos, conforme a tabela 23


(fatores de riscos ambientais).

· Os riscos estão no Laudo Técnicos da Condições Ambientais de Trabalho –


LTCAT, obrigatoriedade para todos os empregadores conforme determina
o artigo 58 da lei 8.213/91 e o artigo 291 da IN RFB 971/09.

· As informações serão utilizadas para elaboração do PPP (Perfil


Profissiográfico Previdenciário) do empregado, uma obrigação também
prevista no artigo 58 da Lei 8.213/91 para todos os trabalhadores
amparados pelo RGPS – Regime Geral de Previdência Social, que com a
entrada em vigor do eSocial passará a ser eletrônico e com o acesso livre a
todos os trabalhadores e à Previdência Social.

· Tabela obrigatória! É bastante comum que em todo estabelecimento haja


riscos, mesmo que seja um ambiente administrativo, pois quase sempre há
empregados (mesmo terceirizados) no serviço de limpeza e vigilância,

Licenciado para Claudia Emilia Schuenker - 11703402880 - Protegido por Eduzz.com


eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 211

porém somente com a elaboração do LTCAT será possível preencher esta


tabela.

· A existência de ambientes com exposição a fatores de risco não implica


necessariamente em condições para concessão de aposentadoria especial,
periculosidade ou insalubridade.

· Segundo as Normas Regulamentadoras (N.R.) do Ministério do Trabalho


e Emprego, deve haver atualização anual das informações relativas ao
ambiente de trabalho e sempre que houver alterações nos ambientes.

· Recomendamos a atualização imediata de todos os laudos aos quais as


empresas e entes públicos estão obrigados, conforme dispõe o artigo 291
da IN RFB 971/09 que apresentamos no Capítulo 8 deste livro.

Controle na Contratada

Além de ter que fazer os laudos, o empregador também deve entregar


cópia do seu LTCAT (sob protocolo) às prestadoras de serviços contratadas, que
mantém empregados trabalhando na empresa, a fim de que elas cumpram as
exigências do local de trabalho, quer seja fornecendo o EPI (equipamento de
proteção individual) necessário ou pagando Insalubridade ou Periculosidade ao
trabalhador, quando assim determinar o laudo.
Ainda há a necessidade de identificar a exposição para o direito à
Aposentadoria em tempo reduzido e, havendo retenção, há o percentual adicional,
conforme determina o artigo 145 da IN RFB 971/09.
Vamos a um exemplo: em geral, as pessoas que trabalham com limpeza
devem utilizar calçados fechados e luva, para evitar a exposição aos produtos
químicos de limpeza. E onde está escrito que eles devem usar tal EPI? No LTCAT do
contratante, que é o mapeamento dos riscos dentro de cada ambiente de trabalho.
É importantíssimo que seja contratada empresa especializada em Medicina
do Trabalho para atualização do laudo, já que a RFB receberá os arquivos do
eSocial e poderá autuar o empregador que não cumprir essa exigência legal.
Fazer os laudos não é custo, é investimento, pois evita problemas de saúde
do trabalhador e ainda pode servir de prova em eventuais processos trabalhistas
onde o empregado solicite pagamento de insalubridade, periculosidade ou
aposentadoria especial por exposição a agentes nocivos.
Zenaide Carvalho P á g i n a | 212

Os escritórios contábeis devem alertar seus clientes para


atualização imediata dos laudos, fazendo um controle dos prazos
de vencimento. Se for possível uma parceria com uma empresa de
saúde ocupacional, o controle poderá ser feito por tal empresa,
sempre com acesso aos escritórios sobre os laudos de suas
empresas clientes. Caso o cliente recuse-se a atualizar os laudos,
recomendamos solicitar a assinatura de um Termo de
Responsabilidade.
E a empresa de saúde ocupacional pode gerar os arquivos
eletrônicos já adaptados ao eSocial e entregar ao
empregador/escritório contábil, para inserção de dados no
sistema interno e posterior envio ao eSocial

Outro fator que alertamos é quando da contratação de obras. A


construtora deverá apresentar o PCMAT e o empregador deve fiscalizar o
cumprimento do uso do EPI, como determina o artigo 291 da IN RFB 971/09,
também já apresentados no Capítulo 8.

Tabela 23 do eSocial – Fatores de Riscos Ambientais

Deixamos de apresentar a tabela 23 completa por ter mais de 20 (vinte)


páginas.
Obtenha a tabela completa no portal do eSocial www.esocial.gov.br.

Tabela 23 - Fatores de Riscos do Meio Ambiente do Trabalho


01.01.000 FÍSICOS
01.01.001 Infrassom e sons de baixa frequência
01.01.002 Ruído contínuo ou Intermitente
01.01.003 Ruído impulsivo ou de Impacto
01.01.004 Ultrassom
01.01.005 Campos magnéticos estáticos
01.01.006 Campos magnéticos de sub-radiofrequência (30 kHz e abaixo)
01.01.007 Sub-Radiofrequência (30 kHz e abaixo) e campos eletrostáticos
01.01.008 Radiação de radiofrequência e micro-ondas
01.01.009 Radiação visível e infravermelho próximo
01.01.010 Radiação ultravioleta
01.01.011 LASERS
01.01.012 Radiações Ionizantes
01.01.013 Vibrações Localizadas (Mão-Braço)
01.01.014 Vibração de corpo inteiro

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 213

Tabela 23 - Fatores de Riscos do Meio Ambiente do Trabalho


01.01.015 Estresse por frio (Hipotermia)
01.01.016 Estresse e sobrecarga fisiológica por calor

Analisando os campos da Tabela de Ambientes de Trabalho

A linha 14 traz o código do Ambiente com Risco, um código interno que o


empregador gerará no seu sistema de controle. Pode ser um nome sucinto do
ambiente, como “Administração”, “Diretoria”, “Cozinha” etc.
A linha 18 traz o conteúdo do campo de Descrição do Ambiente. Como é
um campo com até 999 caracteres, pode ser usada a descrição que constar no
LTCAT.
O campo representado pela linha 19 solicita informar se o local é o
estabelecimento do próprio órgão ou “Estabelecimento de Terceiros”.
A informação de “Estabelecimento de Terceiros” será fornecida pelas
empresas contratadas com cessão de mão de obra, a partir do laudo fornecido
pela empresa contratante. A contratada só poderá gerar a informação se receber o
laudo do contratante.
O CNPJ ou o CAEPF será informado na linha 21, relativo ao ambiente com
risco, em caso de ambiente de terceiros.
A descrição da linha 22 nos informa que podem ser cadastrados até 999
ambientes com riscos (veja a coluna “Ocor”) e para cada um deles deve ser citado o
código do risco (linha 23), conforme o código da Tabela 23 – Fatores de Risco).
Para cumprir a exigência desta tabela a primeira providência é verificar se o
empregador tem o LTCAT atualizado. Se não houver, tem que providenciar
urgentemente.

Vamos analisar o leiaute?

Registros do evento S-1060 - Tabela de Ambientes de Trabalho

# Campo Tipo Ocor Tam Dec Desc


1 eSocial - 1-1 - - eSocial
13 ideAmbiente - 1-1 - - Informações de identificação do
ambiente de trabalho do empregador
e de validade das informações.
14 codAmb C 1-1 030 - Preencher com o código atribuído
pela empresa ao Ambiente de
Trabalho
Validação: O código atribuído não
pode iniciar com o texto "eSocial".

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 214

# Campo Tipo Ocor Tam Dec Desc


17 dadosAmbiente - 1-1 - - Informações do ambiente de trabalho
18 dscAmb C 1-1 999 - Descrição do ambiente de trabalho.
19 localAmb N 1-1 001 - Preencher com uma das opções:
1 - Estabelecimento do próprio
empregador;
2 - Estabelecimento de Terceiros;
Valores Válidos: 1, 2
20 tpInsc N 1-1 001 - Preencher com o código
correspondente ao tipo de inscrição,
conforme tabela 5
Validação: Deve ser igual a [1] (CNPJ)
ou [3] (CAEPF). Se {localAmb} = [2],
deve ser igual a 1.
21 nrInsc C 1-1 015 - Número de inscrição do
estabelecimento onde está localizado
o ambiente.
Validação: Se {localAmb} = [1] e o
declarante for PJ, o estabelecimento
deve pertencer ao empregador e
constar da tabela S-1005
(Estabelecimentos e Obras de
Construção Civil). Se {localAmb} = [1]
e o declarante for PF, deve ser um
CAEPF pertencente declarante. Se
{localAmb} = [2], a raiz do CNPJ pode
ser diferente da constante no S-1000.
22 fatorRisco - 1- - - O registro apresenta o detalhamento
999 do(s) agente(s) nocivo(s) presente no
ambiente identificado.
23 codFatRis C 1-1 010 - Informar o código do agente,
conforme tabela 23.
Validação: Deve ser um código válido,
existente na tabela.
24 alteracao - 0-1 - - Alteração de informações já
existentes

Exemplo de um Laudo Ambiental e Preenchimento da Tabela

Somente um laudo assinado por médico do trabalho ou engenheiro de


segurança do trabalho poderá identificar os riscos do ambiente.

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A seguir um exemplo de um laudo preenchido (é uma situação fictícia) e


como fica o preenchimento da tabela baseada neste laudo.

LTCAT – Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho


Identificação da Empresa
Nome ABC Seguradora Ltda. CNPJ 34.234.456/0001-88
Endereço Praça Central, 01 – Centro – Paz
CNAE 6612-5/99 - Seguradora
Cargo/Setor
Setor Galpão de Almoxarifado
Cargo/Posto Serviços Gerais Número de Expostos 01
Descrição do Ambiente de Trabalho
Área de 500m2 com pé direito de 5 metros. Cobertura de Telhas de zinco
sustentadas por estrutura metálica. Piso de concreto bruto e paredes de
alvenaria. Iluminação artificial obtida através de lâmpadas fluorescentes.
Análise Qualitativa
Atividades:
· Executar serviços de limpeza e conservação do prédio e
instalações;
· Realizar manutenção de pisos e assoalhos;
· Conservar alvenaria e fachadas e recuperar pinturas;
· Impermeabilizar superfícies.
Riscos Exposição
Ergonômico – postura de trabalho Habitual e permanente
(código 04.01.003)
Fisico – ruído (código 01.01.003) Habitual e permanente
Análise Quantitativa
Temperatura -
Ruído NPSeq= 74,7 dB(A) Inst. Audiodosímetro Simpson modelo
897
Conclusão
ATIVIDADE SALUBRE E NÃO PERICULOSA
Medidas existentes Recomendações
Uso de Luva de Borracha – CA 1713 Manter medidas existentes.
Sapato de Segurança – CA 4533
Óculos de Segurança – CA 9722
Observações
As informações neste laudo são válidas enquanto permanecerem as
condições observadas na data da avaliação.
Data da 01/06/2017 8h00 (nome)

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LTCAT – Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho


Avaliação Engenheiro de Segurança do
Município da Paz, 01/06/2017 Trabalho - CREA-SC 345.345-5

Preenchimento do Arquivo S-1060

Estão preenchidas somente as linhas onde há conteúdo variável.

# Descriçao Conteúdo
11 Informações de identificação do ambiente de
trabalho do empregador e de validade das
informações.
14 Preencher com o código atribuído pela Almoxarifado
empresa ao Ambiente de Trabalho
Validação: O código atribuído não pode iniciar
com o texto "eSocial".
17 Informações do ambiente de trabalho
18 Descrição do ambiente de trabalho (até 999 Área de 500m2 com pé direito de 5
caracteres) metros. Cobertura de Telhas de zinco
sustentadas por estrutura metálica. Piso
de concreto bruto e paredes de
alvenaria. Iluminação artificial obtida
através de lâmpadas fluorescentes.
19 Preencher com uma das opções: 1
1 - Estabelecimento do próprio empregador;
2 - Estabelecimento de Terceiros;
Valores Válidos: 1, 2
20 Preencher com o código correspondente ao 1
tipo de inscrição, conforme tabela 5
Validação: Deve ser igual a [1] (CNPJ) ou [3]
(CAEPF). Se {localAmb} = [2], deve ser igual a
1.
21 Número de inscrição do estabelecimento 34.234.456/0001-88
onde está localizado o ambiente.
Validação: Se {localAmb} = [1] e o declarante
for PJ, o estabelecimento deve pertencer ao
empregador e constar da tabela S-1005
(Estabelecimentos e Obras de Construção
Civil). Se {localAmb} = [2], a raiz do CNPJ pode
ser diferente da constante no S-1000.
22 O registro apresenta o detalhamento do(s) até 999 ambientes
agente(s) nocivo(s) presente no ambiente
identificado

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# Descriçao Conteúdo
23 Informar o código do agente, conforme 04.01.003
tabela 23.
Validação: Deve ser um código válido,
existente na tabela.
23 Informar o código do agente, conforme 01.01.003
tabela 23.

10.8 – S-1070 - Tabela de Processos Administrativos/Judiciais

Conceito do evento, segundo o Manual do eSocial:

Evento utilizado para inclusão, alteração e exclusão de registros na


Tabela de Processos Administrativos/Judiciais do
empregador/contribuinte/órgão público, de entidade patronal com
representação coletiva, de trabalhador contra um dos órgãos
governamentais envolvidos no projeto e que tenha influência no
cálculo das contribuições, dos impostos ou do FGTS, e de outras
empresas, quando influenciem no cumprimento das suas
obrigações principais e acessórias.

· Se não houver processo a ser informado, a tabela não deve ser enviada.

· O empregador/contribuinte só deve enviar informações dos processos que


afetem as incidências tributárias (Previdência Social, Imposto de Renda
Retido na Fonte e FGTS. Na EFD-REINF há esta mesma tabela para
informações, inclusive de terceiros, prestadores de serviços.

· Não devem ser cadastrados neste evento os processos trabalhistas do


empregado contra o empregador/contribuinte, salvo se interferir em
algum outro evento. Como exemplo podemos citar o evento S-2298
(Reintegração), onde pode haver um processo judicial e tal processo
deverá também ser cadastrado nesta tabela.

· Recomendamos que tal tabela seja elaborada e o andamento dos


processos acompanhado pelo Departamento Jurídico, devido às
especificidades dos dados de processos a serem fornecidos.

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 218

· Exemplo 1: A empresa comprou produtos rurais de um produtor rural


pessoa física. Nesta compra cabe a retenção de 2,3% conforme determina
a legislação vigente. O produtor apresenta um documento com um número
de processo alegando que possui uma “liminar” para não efetuar a
retenção. Qual o procedimento indicado?
1. Enviar tal documento para o Departamento Jurídico a fim de
verificar a validade do processo.
2. Sendo um processo válido – e quem analisará a validade é o
departamento jurídico, o mesmo deve ser cadastrado na Tabela de
Processos e enviado ao eSocial, antes de fazer o lançamento do
pagamento da Nota Fiscal sem a retenção prevista na lei.
3. Posteriormente deve haver o controle da validade do processo.

· Exemplo 2: Um determinado empregado ganhou na justiça o direito de não


tributar o imposto de renda sobre o valor relativo a 1/3 de Férias
Constitucionais. Qual o procedimento indicado?
1. O processo deve ser analisado pelo Departamento Jurídico para
validação e envio ao eSocial, antes de gerar os dados de não
tributação para a folha de pagamento.
2. Na Tabela de Rubricas (próxima tabela a ser detalhada) deve ser
criada uma rubrica para “1/3 Férias Constitucionais – não
tributação IRRF” para diferenciar dos demais empregados que
sofrerão a retenção.

· Nas empresas e escritórios contábeis em que não haja departamento


jurídico, recomendamos a contratação deste serviço de análise de
processos.

Indicativos de Decisão (Suspensão de exigibilidade)

É um código a ser informado no campo representado pela linha 27 do


leiaute, que depende do tipo de decisão está contida no processo, a saber:
01 -Liminar em Mandado de Segurança;
02 –Depósito Judicial do Montante Integral;
03 –Depósito Administrativo do Montante Integral;
04 –Antecipação de Tutela;
05 -Liminar em Medida Cautelar;
08 -Sentença em Mandado de Segurança Favorável ao Contribuinte;
09 -Sentença em Ação Ordinária Favorável ao Contribuinte e Confirmada
pelo TRF;
eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 219

10 -Acórdão do TRF Favorável ao Contribuinte;


11 -Acórdão do STJ em Recurso Especial Favorável ao Contribuinte;
12 -Acórdão do STF em Recurso Extraordinário Favorável ao Contribuinte;
13 -Sentença 1ª instância não transitada em julgado com efeito suspensivo;
14 -Contestação Administrativa FAP;
90 -Decisão Definitiva (Transitada em Julgado) a favor do contribuinte;
92 –Sem suspensão da Exigibilidade.

Informações adicionais do Manual do eSocial

1) Implicações dos processos judiciais e administrativos do


empregador/contribuinte/órgão público ou de entidade no cálculo das
contribuições e impostos no eSocial:
a) Os indicativos judiciais/administrativos ainda não transitados em julgado
não alteram o valor calculado dos tributos. Nesse caso, prevalece o valor
que deveria ser calculado sem o processo, devendo o
empregador/contribuinte/órgão público informar o valor devido e o
discutido judicial/administrativamente como “suspenso” nas declarações
de valores devidos dos órgãos governamentais envolvidos no eSocial, de
acordo com as normas dessas declarações;
b) O indicativo de decisão definitiva a favor do contribuinte relativo aos
processos judiciais e administrativos permite ao
empregador/contribuinte/órgão público o cálculo dos valores devidos de
acordo com o processo em pauta, considerando a decisão final. Ressalta-se
que este indicativo deve ser informado apenas quando a decisão final for
em última instância, quando não cabe mais nenhum recurso. Caso
contrário, devem ser informados outros indicativos de decisão.

2) Existência de processos judiciais de empregado e de outros


empregadores/contribuintes/órgãos públicos contra os órgãos partícipes do eSocial
e que afetem as obrigações principais e acessórias pela empresa:
a) No caso da existência de processos judiciais do trabalhador contra um
dos órgãos partícipes do eSocial, com decisão favorável quanto à não
incidência de contribuição previdenciária e/ou Imposto de Renda sobre a
remuneração, este processo deve ser informado nesta tabela, indicando
corretamente o código no campo {IndAutoria}. Nesse caso, vide
informações constantes do evento “S-1200 –Remuneração do Trabalhador
vinculado ao Regime Geral de Previdência Social”;

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 220

b) Também devem ser cadastrados neste evento, processos judiciais


contestando contribuições destinadas a outras entidades e fundos, bem
como o cumprimento de outras obrigações de natureza trabalhista e
previdenciária, e quando houver alteração da decisão durante o
andamento do processo. Por exemplo, deverá ser informado nesse evento a
existência de processo em que foi proferida decisão judicial que desobrigue
determinado empregador de cumprir a cota de Pessoa com deficiência ou
de aprendizagem.
3) Andamento e trâmite final dos processos judiciais e administrativos do
empregador/contribuinte/órgão público ou de entidade patronal:
a) Caso o processo judicial ou administrativo com os indicativos de decisão
01 a 14 tramite definitivamente para o indicativo 90, com decisão final
favorável ao contribuinte, sem possibilidade de recurso, o
empregador/contribuinte/órgão público deve alterar o evento S-1070
informando essa situação a partir da competência em que a decisão seja
favorável ao contribuinte;
b) Caso os indicativos de decisão 01 a 14 tramite definitivamente para uma
decisão final desfavorável ao contribuinte, este deve enviar novo evento S-
1070 relativo ao processo administrativo/judicial informando o fim da
validade do processo a partir da competência onde foi dada a sentença e,
ao mesmo tempo, enviando os eventos que possuam implicações
relacionadas ao processo judicial/administrativo sem a existência do
processo em pauta;
c) No caso do item anterior, o empregador/contribuinte/órgão público
também deve regularizar espontaneamente o pagamento dos impostos e
contribuições, nos prazos e de acordo com as normas dos órgãos
governamentais envolvidos no eSocial.

4) A data da decisão judicial/administrativa pode não coincidir com a data do início


da vigência dos seus efeitos. Por exemplo: uma decisão judicial com data em maio e
vigência a partir de fevereiro. As datas constam no leiaute, campos {dtdecisao},
{inivalid} e {fimvalid}.
5) No caso de uma decisão que altere o indicativo de suspensão de exigibilidade, o
empregador/contribuinte/órgão público deve informar o novo indicativo utilizando
o grupo inclusão. Caso a data da decisão seja diferente da data do efeito, esta
última deve ser informada como início da validade.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 221

6) Em caso de extinção do processo, com decisão desfavorável ao contribuinte, deve


ser registrada a extinção do processo, preenchendo o início e o fim da validade no
subgrupo nova validade do grupo alteração.
7) O empregador/contribuinte/órgão público deverá cadastrar os processos que
estejam aguardando decisão, ainda que exista depósito judicial que suspenda a
exigibilidade.
8) Havendo decisão definitiva a favor do contribuinte e depósito judicial para
suspensão da exigibilidade, o empregador/contribuinte/órgão público não deve
prestar a informação da existência de depósito.
9) Para o preenchimento das informações relativas à Vara Judicial {idVara} e
{ufVara} do grupo [dadosProcJud] deve ser considerada a vara da instância
originária (vara de distribuição).

Analisando o conteúdo das linhas do leiaute (campos)

A linha 14 solicita a informação se o processo é Administrativo ou Judicial.


A linha 15 pede o número do processo, com até 20 caracteres. Este é o
número referenciado em outros eventos, que funcionará como se fosse o Código
do Processo no sistema.
Na linha 19 deve ser informado quem é o autor da ação, se é o próprio
contribuinte (1) ou (2) outra entidade, empresa ou empregado.
A linha 20 traz a informação do indicativo da matéria do processo ou alvará
judicial.
Da linha 21 à linha 24 devem ser informados o Estado, Município e Vara
onde está tramitando ou tramitou o processo judicial. Se não há processo judicial,
não precisa preencher tais campos.
Na linha 26 informamos um código atribuído pelo empregado, quando
houver mais de um Indicativo de Suspensão.
A linha 27 é para informar o indicativo da decisão, deve ser feito por
advogado após análise do processo. Os códigos já foram apresentados neste tópico
(01, 02, 03, 04, 05 etc).

Vamos comparar as explicações com o leiaute?

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Evento S-1070 - Tabela de Processos Administrativos/Judiciais

# Campo Tipo Ocor Tam Dec Descrição


1 eSocial - 1-1 - - eSocial
13 ideProcesso - 1-1 - - Informações de identificação do Processo
e validade das informações que estão
sendo incluídas
14 tpProc N 1-1 001 - Preencher com o código correspondente
ao tipo de processo:
1 – Administrativo 2 – Judicial Valores
Válidos: 1, 2
15 nrProc C 1-1 020 - Informar o número do processo
administrativo/judicial.
18 dadosProcesso - 1-1 - - Detalhamento das informações do
processo que está sendo incluído
19 IndAutoria N 0-1 001 Indicativo da autoria da ação judicial: 1 -
Próprio contribuinte; 2 - Outra entidade,
empresa ou empregado. Validação:
Preenchimento obrigatório se {tpProc} =
[2] Valores Válidos: 1, 2.
20 indMatProc N 1-1 002 Indicativo da matéria do processo ou
alvará judicial: 1 - Tributária ou relativa a
FGTS; 2 - Autorização de trabalho de
menor; 3 - Dispensa, ainda que parcial, de
contratação de pessoa com deficiência
(PCD); 4 - Dispensa, ainda que parcial, de
contratação de aprendiz; 5 - Segurança e
saúde do trabalhador; 6 - Conversão de
Licença Saúde em Acidente de Trabalho;
99 - Outros assuntos. Valores Válidos: 1, 2,
3, 4, 5, 6, 99.
21 dadosProcJud - 0-1 - - Informações Complementares do Processo
Judicial
22 ufVara C 1-1 002 - Identificação da UF da Seção Judiciária
Validação: Deve ser uma Sigla de UF válida.
23 codMunic N 1-1 007 - Preencher com o código do município,
conforme tabela do IBGE
Validação: Se informado, deve ser um
código existente na tabela do IBGE.
24 idVara C 1-1 002 - Código de Identificação da Vara
25 infoSusp 0-99 Informações de suspensão de exigibilidade
de tributos e FGTS em virtude de processo
judicial. Só deve ser preenchido este grupo
se o processo se refere a contestações

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 223

# Campo Tipo Ocor Tam Dec Descrição


relacionadas a contribuição previdenciária,
IRRF e FGTS.
26 codSusp N 0-1 014 Código do Indicativo da Suspensão,
atribuído pelo empregador. Validação:
Preenchimento obrigatório se houver mais
de uma informação de Indicativo de
Suspensão para o mesmo processo
informado no registro superior.
27 indSusp C 1-1 002 - Indicativo de suspensão da exigibilidade:
01 - Liminar em Mandado de Segurança;
02 - Depósito Judicial do Montante
Integral; 03 - Depósito Administrativo do
Montante Integral; 04 - Antecipação de
Tutela; 05 - Liminar em Medida Cautelar;
08 - Sentença em Mandado de Segurança
Favorável ao Contribuinte; 09 - Sentença
em Ação Ordinária Favorável ao
Contribuinte e Confirmada pelo TRF; 10 -
Acórdão do TRF Favorável ao Contribuinte;
11 - Acórdão do STJ em Recurso Especial
Favorável ao Contribuinte; 12 - Acórdão do
STF em Recurso Extraordinário Favorável
ao Contribuinte; 13 - Sentença 1ª instância
não transitada em julgado com efeito
suspensivo; 14 - Contestação
Administrativa FAP; 90 - Decisão Definitiva
a favor do contribuinte; 92 - Sem
suspensão da exigibilidade. Validação: Se
{tpProc} = [1], deve ser preenchido com
[03, 14, 90, 92]. Se {tpProc} = [2], deve ser
preenchido com [01, 02, 04, 05, 08, 09, 10,
11, 12, 13, 90, 92]. Valores Válidos: 01, 02,
03, 04, 05, 08, 09, 10, 11, 12, 13, 14, 90,
92.
28 dtDecisao D 1-1 - - Data da decisão, sentença ou despacho
administrativo.
29 indDeposito C 1-1 001 - Indicativo de Depósito do Montante
Integral: S - Sim; N - Não. Validação: Se
{indSusp} = [90], preencher
obrigatoriamente com [N]. Se {indSusp} =
[02, 03] preencher obrigatoriamente com
[S]. Só pode ser preenchido com [S], se
{indAutoria} = [1]. Valores Válidos: S, N.
30 alteracao - 0-1 - - Alteração de informações já existentes

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Plano de Ação - Exercício

Vamos aproveitar e fazer o plano de ação para esta tabela? Lembrando que
se houver mais de um processo devem ser feitos tantos planos quantos processos
houver.

Plano de Ação – eSocial


Evento: Tabela S-1070 Tabela de Processos Administrativos/Judiciais
Criação do Plano: em ___/___/____, por _____________________
Conferência: em ____/____/_____, por ______________________

1 - O que será feito?


Geração da/do ______________________

2 - Onde será feito?


No setor __________________________

3 - Por quem Será Feito?


Execução: Sr. (Sra) _________________ Setor: _______________
Conferência: Sr. (Sra) _________________ Setor: _______________
Transmissão: Sr. (Sra) _________________ Setor: _______________
Responsabilidade pela Atualização: Sr. (Sra): ____________________

4 - Quanto Custará?
O custo será dimensionado em horas de trabalho. Estimamos uma carga
horária de ______ horas (____ dias úteis) para a elaboração e mais _____
dias úteis para a conferencia da conversão no novo sistema de cadastro de
empregados. (Nota: esse tempo é variável conforme a realidade de cada
órgão).

5 - Por que será feito?


(escrever a justificativa legal).
________________________________________________
________________________________________________
Referências para leitura:
A – Manual do eSocial: a partir da página _______
B - Leiautes: a partir da página _______
C – Regras de Validação: ___________
D - Legislação: ____________________

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 225

Plano de Ação – eSocial


Evento: Tabela S-1070 Tabela de Processos Administrativos/Judiciais
Criação do Plano: em ___/___/____, por _____________________
Conferência: em ____/____/_____, por ______________________
E – Observações: __________________

6 - Como Será Feito?


Como os dados ainda não se encontram no Sistema Interno, o trabalho será
executado da seguinte forma:
1) ________________________
2) ________________________
3) ________________________
4) Depois que o Sistema Interno estiver adaptado ao eSocial, verificar
se a migração dos dados foi feita corretamente.
5) Transmitir no início oficial do eSocial, após o Cadastro do
Empregador e transmissão das tabelas obrigatórias.

7 - Quando Será Feito?


Data Etapa Desenvolvimento
Etapa 1= Ok
Etapa 2 = Ok
Etapa 3 = Ok
Transmitir
Encerramento
Data:
Assinatura:

Exercício – Planilha e Pesquisa

Faça um levantamento sobre os processos existentes na empresa e passe


para o responsável pelo Departamento Jurídica as orientações. Aproveite e utilize o
próprio leiaute para preenchimento, na coluna CONTEÚDO, que foi adicionada para
este exercício.

# Descrição Conteúdo
1 eSocial
14 Preencher com o código correspondente ao tipo de processo:
1 – Administrativo 2 – Judicial Valores Válidos: 1, 2
15 Informar o número do processo administrativo/judicial.
18 Detalhamento das informações do processo que está sendo incluído
19 Indicativo da autoria da ação judicial: 1 - Próprio contribuinte; 2 - Outra

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 226

# Descrição Conteúdo
entidade, empresa ou empregado. Validação: Preenchimento obrigatório se
{tpProc} = [2] Valores Válidos: 1, 2.
20 Indicativo da matéria do processo ou alvará judicial: 1 - Tributária ou relativa
a FGTS; 2 - Autorização de trabalho de menor; 3 - Dispensa, ainda que
parcial, de contratação de pessoa com deficiência (PCD); 4 - Dispensa, ainda
que parcial, de contratação de aprendiz; 5 - Segurança e saúde do
trabalhador; 6 - Conversão de Licença Saúde em Acidente de Trabalho; 99 -
Outros assuntos. Valores Válidos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 99.
21 Informações Complementares do Processo Judicial
22 Identificação da UF da Seção Judiciária
Validação: Deve ser uma Sigla de UF válida.
23 Preencher com o código do município, conforme tabela do IBGE
Validação: Se informado, deve ser um código existente na tabela do IBGE.
24 Código de Identificação da Vara
25 Informações de suspensão de exigibilidade de tributos e FGTS em virtude de
processo judicial. Só deve ser preenchido este grupo se o processo se refere
a contestações relacionadas a contribuição previdenciária, IRRF e FGTS.
26 Código do Indicativo da Suspensão, atribuído pelo empregador. Validação:
Preenchimento obrigatório se houver mais de uma informação de Indicativo
de Suspensão para o mesmo processo informado no registro superior.
27 Indicativo de suspensão da exigibilidade: 01 - Liminar em Mandado de
Segurança; 02 - Depósito Judicial do Montante Integral; 03 - Depósito
Administrativo do Montante Integral; 04 - Antecipação de Tutela; 05 -
Liminar em Medida Cautelar; 08 - Sentença em Mandado de Segurança
Favorável ao Contribuinte; 09 - Sentença em Ação Ordinária Favorável ao
Contribuinte e Confirmada pelo TRF; 10 - Acórdão do TRF Favorável ao
Contribuinte; 11 - Acórdão do STJ em Recurso Especial Favorável ao
Contribuinte; 12 - Acórdão do STF em Recurso Extraordinário Favorável ao
Contribuinte; 13 - Sentença 1ª instância não transitada em julgado com
efeito suspensivo; 14 - Contestação Administrativa FAP; 90 - Decisão
Definitiva a favor do contribuinte; 92 - Sem suspensão da exigibilidade.
Validação: Se {tpProc} = [1], deve ser preenchido com [03, 14, 90, 92]. Se
{tpProc} = [2], deve ser preenchido com [01, 02, 04, 05, 08, 09, 10, 11, 12, 13,
90, 92]. Valores Válidos: 01, 02, 03, 04, 05, 08, 09, 10, 11, 12, 13, 14, 90, 92.
28 Data da decisão, sentença ou despacho administrativo.
29 Indicativo de Depósito do Montante Integral: S - Sim; N - Não. Validação: Se
{indSusp} = [90], preencher obrigatoriamente com [N]. Se {indSusp} = [02, 03]
preencher obrigatoriamente com [S]. Só pode ser preenchido com [S], se
{indAutoria} = [1]. Valores Válidos: S, N.

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10.9 – S-1080 - Tabela de Operadores Portuários

· Evento utilizado pelo OGMO (Órgão Gestor de Mão de Obra) para inclusão,
alteração e exclusão de registros na tabela de Operadores Portuários,
conforme determinação das leis 9.719/98 e 12.815/2013 (Lei dos Portos).

· Se a empresa não é OGMO e não trabalha com Operadores Portuários a


tabela não deve ser enviada.

· As informações consolidadas desta tabela são utilizadas para apuração da


contribuição incidente sobre a remuneração de trabalhadores avulsos para
o financiamento dos benefícios decorrentes do grau de incapacidade
laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho.

· Caso o Operador Portuário seja beneficiado por substituição da


contribuição previdenciária incidente sobre as remunerações por
contribuição sobre o faturamento (Desoneração da Folha), o OGMO deverá
informar essa condição no evento S-1280 - Informações Complementares
aos Eventos Periódicos, para que a apuração da contribuição social seja
efetuada corretamente.

O registro só solicita o CNPJ, RAT e FAP do Operador Portuário e mesmo


para quem precisa cumprir a obrigação já tem esses dados cadastrados no sistema
interno.

Caso tenha que preencher e enviar a tabela, o processo é bem simples, pois
não são utilizados dados novos, somente o que já deve constar no sistema interno.

Para o Plano de Ação, confira as alíquotas de RAT (linha 19) e FAP (linha
20).

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 228

Evento S-1080 - Tabela de Operadores Portuários

# Campo Tipo Ocor Tam Dec Desc


1 eSocial - 1-1 - - eSocial
13 ideOperPortuario - 1-1 - - Informações de identificação do
Operador Portuário e validade
das informações que estão
sendo incluídas
14 cnpjOpPortuario C 1-1 014 - Preencher com o CNPJ do
operador portuário
Validação: Deve ser um CNPJ
válido, diferente do CNPJ
indicado no registro de abertura
17 - 1-1 - - Detalhamento das informações
dadosOperPortuario do Operador Portuário que está
sendo incluído
18 aliqRat N 1-1 001 - Preencher com a alíquota
definida no Decreto 3.048/99
para a atividade (CNAE)
preponderante.
Validação: Deve ser igual a 1, 2
ou 3
19 Fap N 1-1 006 4 Fator Acidentário de Prevenção
Validação: Deve ser um número
maior ou igual a 0,5000 e menor
ou igual a 2,0000
20 aliqRatAjust N 1-1 005 4 Alíquota após ajuste pelo FAP
Validação: Deve corresponder ao
resultado da multiplicação dos
campos {aliqRat} e {fap}
21 Alteração - 0-1 - - Alteração de informações já
existentes

Exemplo de plano de Ação preenchido

Para os empregadores que não têm a obrigação de enviar tal tabela podem
gerar o plano de ação após a análise e preenchê-lo de acordo com o modelo a
seguir:

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Plano de Ação – eSocial


S-1080 Tabela de Operadores Portuários
Criação do Plano: em 01/08/2017, por Simone Silva – Gerente de RH
Conferência: em 01/08/2017, por Newton Junior – Gerente Contábil

1 - O que será feito?


Analise sobre a necessidade de gerar a Tabela de Operadores Portuários

2 - Onde será feito?


No setor de Gestão do eSocial

3 - Por quem Será Feito?


Simone Silva e Newton Junior.

4 - Quanto Custará?
O custo é dimensionado em horas de trabalho.
Duas horas de trabalho, para análise da legislação pertinente, leitura do
Manual e detalhes das referências legais.

5 - Por que será feito?


A tabela não será gerada por nossa empresa por se tratar de Tabela exclusiva
para OGMO (Órgão Gestor de Mão de Obra), com classificação tributária igual
a [9] e a classificação tributária de nossa empresa é [99]. Não se aplica a
nossa empresa.
Referências para leitura:
A – Manual do eSocial: a partir da página 66
B - Leiaute: a partir da página 41
C – Regras de Validação: REGRA_TABOPPORTUARIO_VALIDA_OGMO -
descrição:
O evento somente pode ser encaminhado por OGMO (classificação tributária
= [09]).
D - Legislação: Lei 12.815/2013

6 - Como Será Feito?


Não será elaborada por não se aplicar ao nosso órgão.

7 - Quando Será Feito?


Data Etapa Desenvolvimento
01/06/2015 Levantamento da necessidade de
elaboração da tabela.
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Plano de Ação – eSocial


01/06/2015 Conferido
01/06/2015 Finalizado
Encerramento
Data:
Assinatura:
Data:
Assinatura:

10.10 – S-1010 - Tabela de Rubricas

A Tabela de Rubricas é a tabela mais complexa do eSocial e faz parte do


envio do Cadastro Inicial. Esta tabela impactará diretamente na Folha de
Pagamento.
Ela apresenta o detalhamento das informações das rubricas constantes da
folha de pagamento da empresa, permitindo a correlação destas com as constantes
da Tabela de Natureza de Rubricas (Tabela 3) da folha de pagamento do eSocial.
O enquadramento de incidência de cada rubrica – proventos e descontos e
verbas informativas – deve ser feito pelo empregador. Mesmo que a
softwarehouse entregue pronta ou atualize a tabela no sistema caberá ao
empregador a responsabilidade de enviar corretamente.
A tabela espelhará e tributação da Previdência Social, do Imposto de
Renda, do FGTS e da Contribuição Sindical em relação à remuneração paga aos
trabalhadores. Caso o empregador envie uma classificação de tributação em
desacordo com a legislação poderá sofrer uma autuação.
Caso o empregador utilize sistemas internos diferentes para enviar o
evento de “Remuneração” dos trabalhadores deverá cadastrar todas as tabelas que
utiliza, indicando que utiliza Múltiplas tabelas de Rubricas no Cadastro do
Empregador (S-1000, já visto) e aqui neste evento deverá codificar as tabelas.

Reflexos para pagamentos de médias e adicionais

Além de informar aos entes participantes como o contribuinte/empregador


faz a tributação para o Imposto de Renda, Previdência Social, FGTS etc, a Tabela de
Rubricas indicará ainda os reflexos dos adicionais que utiliza no pagamento de
férias, décimo terceiro salário e rescisão contratual.
Tome como exemplo o Adicional de Periculosidade. Se um empregado
recebe tal adicional e ele é incluído quando do pagamento das férias e do décimo-
terceiro salário, deveremos informar SIM, que ele repercute no cálculo das férias e
do décimo-terceiro salário.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 231

Repercussões e Reflexos da Rubrica

· A repercussão de que tratam os campos 59 a 62 ({repDSR}, {rep13],


{repFerias} e {repAviso}) deste evento, deve ser entendida como a
capacidade de uma parcela salarial definir a outra. Quando uma verba
salarial integra a base de cálculo de outra verba salarial, pode-se dizer que
há a repercussão. Assim temos que se a parcela integra a base de cálculo
de outra verba salarial, então, há a repercussão daquela nesta.

Tabela de Natureza de Rubricas

Deve haver uma correlação da Tabela de Rubricas da empresa com a


Tabela 3 – Tabela de Natureza de Rubricas fornecida na documentação técnica do
eSocial, que é uma tabela fornecida com a classificação tributária das rubricas.

· Em relação ao Banco de Horas, o Manual orienta observar os códigos


9950 e 9951 da Tabela 3 – Natureza das Rubricas da Folha de Pagamento.

Múltiplas Tabelas de Rubricas

Caso o empregador possua uma única tabela de rubricas, no campo


“multTabRubricas” do evento S-1000 – Informações do Empregador/Contribuinte
deve constar “N”. Ao assinalar “S” no Cadastro do Empregador – indica que a
empresa utiliza sistemas diferentes para envio do arquivo de Remuneração no
eSocial mensal.

· Caso o empregador possua mais de uma tabela de rubricas, deve:

· a) Preencher “S” no campo “multTabRubricas” do evento S-


1000 – Informações do Empregador/Contribuinte;

· b) Na utilização dos códigos de rubrica nos eventos S-1010 – Tabela de


Rubricas, S-1200 – Remuneração do Trabalhador. S-2399 – Trabalhador
Sem Vínculo – Término e S-2299 – Desligamento, o campo
“ideTabRubr” deve ser informado para identificar a tabela a que se
refere o código de rubrica informado.

A título de informação, veja como é composto o código da tabela 3,


segundo o Manual do eSocial:

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Primeiro Segundo
Descrição da Natureza da Rubrica
Dígito Dígito
1 Verbas relacionadas aos proventos dos trabalhadores
Salário, vencimento, soldo ou subsídio, descanso semanal
0 remunerado (DSR), horas extras, sobreaviso, bolsa de estudo
e outras verbas salariais
Adicionais (função/cargo, insalubridade, periculosidade,
transferência, noturno, tempo de serviço), comissões,
2 porcentagens, gueltas, gorjetas, gratificações (inclusive por
acordo ou convenção coletiva), participações em lucros
(PLR), quebra de caixa e outros adicionais e auxílios
Participações em lucros ou resultados (PLR) e bolsas de
3
estudo
Abonos, auxílios babá, creche, educação, previdência privada
4
complementar, salário-família e seguros
Ajuda de custo, transferência, diárias, ressarcimento uso
6
veículo e outras indenizações e ressarcimentos
Auxílio-alimentação, moradia, vale transporte e etapas
8
(marítimos)
Prêmios, empréstimos, vestuários e equipamentos, reembolsos e
2
insuficiência de saldo
3 Verbas Relacionadas aos Contribuintes Individuais e outras
Prestadores de serviço, pro-labore, honorários e
5
conselheiros e cooperados
4 Complementação salarial de auxílio-doença e salário maternidade
5 Verbas relacionadas ao 13o salário
Verbas relacionadas ao pagamento de 13o salário, inclusive
0
adiantamentos
5 Adiantamento de salário e 13º salário –1ª parcela
Saldo de salários na rescisão contratual, verbas indenizatórias e
6
multas
Saldo de salários na rescisão contratual, 13º salário
0
indenizado, férias indenizadas e férias vencidas
1 Indenizações legais
9 Desconto de aviso-prévio
Proventos de aposentadoria, reserva, reforma ou pensão pagos por
7
Previdência Pública
9 Bases
Descontos relacionados à previdência social e imposto de
renda; outros descontos relacionados a atrasos, faltas,
contribuição sindical, convênios, vale-transporte,
2
alimentação, assistência médica e odontológica, seguro de
vida, pensão alimentícia e retenções judiciais, empréstimos,
multas, danos e prejuízos

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Primeiro Segundo
Descrição da Natureza da Rubrica
Dígito Dígito
Bases de cálculo, verbas relacionadas ao serviço militar
9
obrigatório, banco de horas e verbas informativas

E agora vamos analisar a Tabela 3. Observe que as nomenclaturas são


próximas e adequadas às rubricas existentes na folha de pagamento. O primeiro
grande trabalho – antes mesmo de adequar a tabela ao leiaute, é relacionar todas
as tabelas que o empregador utiliza com os códigos constantes na tabela de
Rubricas.
Para facilitar o seu trabalho, incluímos uma coluna ao final, para que o
leitor faça as anotações das rubricas da tabela constante do seu sistema interno e
que utilizem a mesma natureza tributária da tabela 3 a seguir:

Tabela 3 – Tabela de Natureza das Rubricas da Folha de Códigos do seu Sistema


Pagamento Interno relacionados à
Natureza de Rubricas
Nome da
desta tabela
Código Natureza da Descrição da Natureza da Rubrica
Rubrica
Corresponde ao salário básico
Salário, contratual do empregado
1000 vencimento, contratado de acordo com a CLT e o
soldo ou subsídio. vencimento mensal do servidor
público e do militar
Valor correspondente a um dia de
Descanso trabalho do empregado, incidente
semanal sobre as verbas de natureza
1002
remunerado - variável, tais como: horas extras,
DSR adicional noturno, produção,
comissão, etc.
Valor correspondente a hora de
Horas
1003 trabalho do empregado, acrescido
extraordinárias
de percentual de no mínimo, 50%.
Valor correspondente a pagamento
Horas
das horas extraordinárias,
extraordinárias –
1004 inicialmente destinadas para o
Indenização de
banco de horas e que não foram
banco de horas
compensadas.
Valores relativos a direito de arena
1005 Direito de arena decorrente do espetáculo, devidos
ao atleta.

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Tabela 3 – Tabela de Natureza das Rubricas da Folha de Códigos do seu Sistema


Pagamento Interno relacionados à
Natureza de Rubricas
Nome da
desta tabela
Código Natureza da Descrição da Natureza da Rubrica
Rubrica
Intervalos intra e Valores relativos a intervalos não
1006 inter jornadas concedidos de intrajornada ou
não concedidos interjornada.
Luvas e Valores correspondentes a prêmios
1007
premiações e luvas, devidos ao atleta
Valor excedente ao do fixado pela
Salário-família –
1009 previdência social para o salário-
complemento
família.
Salário in natura, também
Salário in natura -
conhecido por salário utilidade,
1010 pagos em bens ou
correspondente a remunerações
serviços
pagas em bens ou serviços.
Valor correspondente a um
1011 Sobreaviso percentual da hora normal de
trabalho.
Valor correspondente à
remuneração a que faz jus na época
da concessão das férias e o adicional
1020 Férias – gozadas constitucional a que o empregado
adquiriu direito, inclusive o
adiantamento de férias, quando
pagas antecipadamente.
Remuneração a título de abono de
férias, desde que excedente a 20
Férias - abono ou (vinte) dias do salário e concedido
gratificação de em virtude de cláusula contratual,
1021
férias do regulamento da empresa, de
superior a 20 dias convenção ou acordo coletivo,
como por exemplo, o art. 144 da
CLT.
Férias - abono ou Remuneração a título de abono de
gratificação de férias, desde que não excedente a
1022 férias não 20 (vinte) dias do salário e
excedente a 20 concedido em virtude de cláusula
dias contratual, do regulamento da

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Tabela 3 – Tabela de Natureza das Rubricas da Folha de Códigos do seu Sistema


Pagamento Interno relacionados à
Natureza de Rubricas
Nome da
desta tabela
Código Natureza da Descrição da Natureza da Rubrica
Rubrica
empresa, de convenção ou acordo
coletivo, como por exemplo o art.
144 da CLT.
Valor correspondente à conversão
em dinheiro de 1/3 dos dias de
Férias - abono
1023 férias a que o empregado adquiriu
pecuniário
direito, inclusive o adicional
constitucional.
Valor correspondente à
Férias - o dobro
remuneração a que faz jus na época
na
1024 da concessão das férias, concedidas
vigência do
após o prazo de concessão, inclusive
contrato
o adicional constitucional.
Valor relativo a licença-prêmio, em
1040 Licença-prêmio decorrência de afastamento do
trabalho.
Licença-prêmio Valor correspondente à conversão
1041
indenizada em dinheiro da licença-prêmio.
Remuneração de dias nos quais o
Remuneração de
trabalhador esteja afastado do
1050 dias de
trabalho sem prejuízo de sua
afastamento
remuneração.
Remuneração pelo exercício de
1080 Stock Option opção de compra de ações da
empresa.
Outras verbas Outras verbas salariais não previstas
1099
salariais nos itens anteriores.
Adicional de Adicional ou gratificação concedida
1201 função / cargo em virtude de cargo ou função de
confiança confiança.
Adicional de Adicional por serviços em condições
1202
insalubridade de insalubridade.
Adicional de Adicional por serviços em condições
1203
periculosidade perigosas.

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Tabela 3 – Tabela de Natureza das Rubricas da Folha de Códigos do seu Sistema


Pagamento Interno relacionados à
Natureza de Rubricas
Nome da
desta tabela
Código Natureza da Descrição da Natureza da Rubrica
Rubrica
Adicional em razão de transferência
Adicional de
1204 de trabalhador, enquanto durar a
transferência
transferência.
Adicional por trabalho em horário
1205 Adicional noturno
noturno.
Adicional por Adicional em virtude do tempo de
1206
tempo de serviço serviço (anuênio, quinquênio, etc.).
Valor correspondente a
Comissões, contraprestação de serviço,
1207 porcentagens, normalmente baseada em um
produção percentual sobre as vendas totais
desse trabalhador.
Valores pagos diretamente por
Gueltas ou
fornecedores a trabalhador a título
gorjetas -
de incentivos de vendas (gueltas) ou
1208 repassadas por
por clientes a título de recompensa
fornecedores ou
por bons serviços prestados
clientes
(gorjetas).
Gueltas ou
Valores pagos relativos a gueltas ou
gorjetas -
1209 gorjetas, por meio de repasse ao
repassadas pelo
empregador.
empregador
Gratificação por
acordo ou Verba estabelecida em contrato ou
1210
convenção convenção coletiva de trabalho.
coletiva
Verba não estabelecida em acordo
ou convenção coletiva, mas paga
para o empregado em decorrência
1211 Gratificações de ajuste entre as partes ou por
liberalidade do empregador, como
por exemplo produtividade,
assiduidade, etc.
Gratificações ou Órgão Público - Parcelas
1212
outras verbas de remuneratórias reconhecidamente

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Tabela 3 – Tabela de Natureza das Rubricas da Folha de Códigos do seu Sistema


Pagamento Interno relacionados à
Natureza de Rubricas
Nome da
desta tabela
Código Natureza da Descrição da Natureza da Rubrica
Rubrica
natureza inerentes às funções do cargo
permanente efetivo, cujo valor integra a
remuneração do cargo efetivo.
Órgão Público - Parcelas
Gratificações ou remuneratórias vinculadas à
outras verbas de atividade cujo recebimento
1213
natureza dependa de avaliação de
transitória desempenho ou determinadas
condições.
Adicional pela realização de
Adicional de atividade árdua que exija do
1214
penosidade trabalhador esforço, atenção ou
vigilância acima do comum.
Adicional de Adicional de Unidocência para
1215
Unidocência Professores de 1ª a 4ª série
Valor destinado a cobrir os riscos
assumidos por quem trabalha com
Quebra de caixa
1225 manuseio de valores, para
compensar eventuais descontos ou
diferenças de numerários.
Remuneracão do Remuneração paga ao trabalhador
1230 dirigente afastado, durante o exercício da
Sindical atividade sindical.
Valores pagos a trabalhadores
1299 Outros Adicionais relativos a outros adicionais não
previstos nos itens anteriores.
Valor pago ao empregado a título de
PLR – Participação
participação em lucros ou
1300 em Lucros ou
resultados da empresa, de acordo
Resultados
com lei específica.
Valor devido ao estagiário em
atividades práticas de
Bolsa de estudo -
1350 complementação do currículo
estagiário
escolar, inclusive os valores pagos a
título de recesso remunerado - Lei

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Tabela 3 – Tabela de Natureza das Rubricas da Folha de Códigos do seu Sistema


Pagamento Interno relacionados à
Natureza de Rubricas
Nome da
desta tabela
Código Natureza da Descrição da Natureza da Rubrica
Rubrica
nº 11.788 de 25/09/2008.

Bolsa de estudo –
Bolsa de estudo ao médico
1351 médico
residente.
Residente
Remuneração a professores,
pesquisadores e demais
Bolsa de estudo
profissionais com a finalidade de
1352 ou
estudos ou pesquisa, exceto
pesquisa
pagamentos a estagiário e médico-
residente.
Qualquer abono concedido de
forma espontânea ou em virtude de
1401 Abono
acordo ou convenção coletiva,
norma, etc.
Abono e/ou rendimento do PIS /
Abono PIS /
1402 PASEP repassado pelo empregador
PASEP
ou órgão público.
As importâncias recebidas a título
de ganhos eventuais e os abonos
1403 Abono legal
expressamente desvinculados do
salário, por força da lei.
Valor relativo a reembolso de
despesas com babá, limitado ao
menor salário de contribuição
mensal e condicionado à
comprovação do registro na carteira
de trabalho e previdência social da
empregada, do pagamento da
1404 Auxílio babá
remuneração e do recolhimento da
contribuição previdenciária, pago
em conformidade com a legislação
trabalhista,
observado o limite máximo de 6
(seis) anos de idade da criança. Caso
haja previsão em acordo coletivo da

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Tabela 3 – Tabela de Natureza das Rubricas da Folha de Códigos do seu Sistema


Pagamento Interno relacionados à
Natureza de Rubricas
Nome da
desta tabela
Código Natureza da Descrição da Natureza da Rubrica
Rubrica
categoria, este limite de idade
poderá ser maior.

O valor pago diretamente ao


trabalhador a título de assistência
médica ou odontológica, inclusive o
Assistência
1405 reembolso de despesas com
médica
medicamentos, óculos, aparelhos
ortopédicos, despesas médico
hospitalares e outras similares.
O reembolso creche pago em
conformidade com a legislação
trabalhista, observado o limite
máximo de 6 (seis) anos de idade da
1406 Auxílio-creche criança, quando devidamente
comprovadas as despesas
realizadas. Caso haja previsão em
acordo coletivo da categoria, este
limite de idade poderá ser maior.
Valor relativo a plano educacional,
ou bolsa de estudo, que vise à
educação básica de trabalhadores e
seus dependentes e, desde que
vinculada às atividades
desenvolvidas pela empresa, à
educação profissional e tecnológica
de trabalhadores, nos termos da Lei
1407 Auxílio-educação nº 9.394, de 20 de dezembro de
1996, e: 1) não seja utilizado em
substituição de parcela salarial; 2) o
valor mensal do plano educacional
ou bolsa de estudo, considerado
individualmente, não ultrapasse 5%
(cinco por cento) da remuneração
do segurado a que se destina ou o
valor correspondente a uma vez e

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Tabela 3 – Tabela de Natureza das Rubricas da Folha de Códigos do seu Sistema


Pagamento Interno relacionados à
Natureza de Rubricas
Nome da
desta tabela
Código Natureza da Descrição da Natureza da Rubrica
Rubrica
meia o valor do limite mínimo
mensal do salário de contribuição, o
que for maior.

Valor do salário-família, pago no


valor limite legal, em virtude do
1409 Salário-família número de filhos menores de 14
anos, ou inválidos de qualquer
idade.
Valor correspondente a transporte,
habitação e alimentação fornecido
ao trabalhador contratado para
Auxílio – Locais de prestar serviço em localidade
1410
difícil acesso distante da sua residência, em
canteiro de obras ou local que, por
força da atividade, exija
deslocamento e estada.
E o adicional mensal recebidos pelo
Ajuda de custo -
1601 aeronauta nos termos da lei nº
aeronauta
5.929, de 30 de outubro de 1973.
Ajuda de custo em parcela única,
Ajuda de custo de
1602 em razão de transferência de local
transferência
de trabalho.
Ressarcimento de
Ressarcimento de despesas ao
despesas pelo uso
1620 trabalhador, pela utilização de
de veículo do
veículo de sua propriedade.
empregado
Ressarcimento de
despesas de Ressarcimento de despesas pagas
1621 viagem, exceto com recursos do trabalhador em
despesas com viagens a trabalho.
veículos

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Tabela 3 – Tabela de Natureza das Rubricas da Folha de Códigos do seu Sistema


Pagamento Interno relacionados à
Natureza de Rubricas
Nome da
desta tabela
Código Natureza da Descrição da Natureza da Rubrica
Rubrica
Ressarcimento de desconto
Ressarcimento de efetuado em recibos de férias
1623
provisão relativo a provisão de contribuição
previdenciária e IRRF.
Ressarcimento de outras despesas
Ressarcimento de
1629 pagas pelo trabalhador, não
outras despesas
previstas nos itens anteriores.
Diárias de viagem Diárias de viagem ao trabalhador,
1651 – até 50% do desde que não exceda a 50% do seu
salário salário-base mensal.
Diárias de viagem
Diárias de viagem superior a 50% do
1652 – acima de 50%
salário-base mensal.
do salário
1801 Alimentação Auxílio-alimentação.
Etapas Auxílio-alimentação ao trabalhador
1802
(marítimos) marítimo.
1805 Moradia Auxílio-moradia
1810 Transporte Auxílio-transporte.
2501 Prêmios Prêmios diversos.
Valor correspondente a participação
Direitos autorais
2510 em produção científica, intelectual
e intelectuais.
ou artística.
Valor equivalente a remuneração se
Quarentena em exercício estivesse, devida ao
2801
remunerada trabalhador desligado, em período
de quarentena.
Empréstimos ao trabalhador para
2901 Empréstimos
posterior desconto.
Valor correspondente a vestuários,
Vestuário e equipamentos e outros acessórios
2902
equipamentos fornecidos ao trabalhador e
utilizados no local de trabalho para

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Natureza de Rubricas
Nome da
desta tabela
Código Natureza da Descrição da Natureza da Rubrica
Rubrica
prestação dos respectivos serviços.

Valor relativo a reembolsos diversos


Reembolsos referentes a descontos indevidos
2920
diversos efetuados em competências
anteriores
Valor lançado em folha de
pagamento para cobertura de
excesso de descontos em relação a
Insuficiência de vencimentos, tanto o valor do
2930
saldo vencimento no mês em que houver
a insuficiência de saldo, como o
respectivo desconto no(s) mês(es)
posteriores.
Valor lançado em folha de
2999 Arredondamentos pagamento, não superior a 99
centavos, relativo a arrendamentos.
Remuneração (inclusive
Remuneração por adiantamentos) a contribuintes
3501 prestação de individuais, inclusive honorários, em
serviços. trabalhos de natureza eventual e
sem vínculo trabalhista.
Retiradas (pró-
Pró-labore ou retirada
labore) de
3505 (remuneração) paga a diretores
diretores
empregados (CLT).
empregados
Retiradas (pró-
Pró-labore ou retirada
labore) de
3506 (remuneração) paga a diretores não
diretores não
empregados.
empregados
Retiradas (pró-
Pró-labore ou retirada
labore) de
3508 (remuneração) paga a proprietários
proprietários ou
ou sócios da empresa.
sócios

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Natureza de Rubricas
Nome da
desta tabela
Código Natureza da Descrição da Natureza da Rubrica
Rubrica
Honorários a Valor correspondente a honorários
3509
conselheiros pagos a membros de conselho.
Pagamento de remuneração a
Remuneração de
3520 cooperado vinculado a cooperativa
Cooperado
de trabalho.
Valor pago pela empresa relativo à
Complementação
complementação salarial de auxílio-
4010 salarial de auxílio-
doença, extensiva à totalidade de
doença
trabalhadores.
Remuneração mensal da
Salário trabalhadora empregada durante a
4050
maternidade licença maternidade, quando paga
pelo contratante ou órgão público.
Valor correspondente ao 13° salário
Salário
pago pelo contratante ou órgão
4051 maternidade –
público, no período de licença
13° salário
maternidade.
Valor relativo ao 13° salário de
trabalhador, inclusive as médias de
13° salário (horas extras, adicional
noturno, etc.), exceto se relativo à
primeira parcela ou se pago em
5001 13º salário
rescisão contratual - nessa opção
devem ser classificadas também o
valor pago mensalmente ao
trabalhador avulso, a título de 13°
salário.
Valor do 13° salário complementar
13° salário relativo a diferenças apuradas não
5005
complementar consideradas na folha de
fechamento do 13° salário.
Valor relativo a adiantamento,
Adiantamento de
5501 antecipação ou pagamento parcial
Salário
de folha de salários.

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Natureza de Rubricas
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Código Natureza da Descrição da Natureza da Rubrica
Rubrica

13º salário - Valor relativo a adiantamento do


5504
Adiantamento 13° salário.

Adiantamento de Valor relativo a adiantamento de


5510 benefícios benefícios a serem pagos pela
previdenciários Previdência Social Oficial.
Saldo de salários Valor correspondente aos dias
6000 na rescisão trabalhados no mês da rescisão
contratual. contratual.
13º salário Valor correspondente ao 13° salário
6001 relativo ao aviso- incidente sobre o aviso-prévio
prévio indenizado indenizado.
Valor correspondente ao 13° salário
13° salário
proporcional pago na rescisão do
6002 proporcional na
contrato de trabalho, exceto o pago
rescisão
sobre o aviso-prévio indenizado.
Valor da maior remuneração do
Indenização trabalhador, correspondente ao
6003 compensatória número de dias relativo ao aviso
do aviso-prévio prévio, calculado de acordo com o
tempo de serviço do empregado.
Valor correspondente à
remuneração a que faz jus a época
Férias - o dobro da rescisão contratual,
6004
na rescisão correspondente à férias não
concedidas no prazo legal, inclusive
o adicional constitucional.
Valor correspondente a 1/12 avos
da remuneração a que faz jus a
Férias época da rescisão contratual, fração
6006
proporcionais superior a 14 dias por mês de
trabalho, inclusive a projeção do
aviso-prévio indenizado.
Férias vencidas na Valor correspondente à
6007
rescisão remuneração a que faz jus a época

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Código Natureza da Descrição da Natureza da Rubrica
Rubrica
da rescisão contratual,
correspondente à férias vencidas,
mas dentro do prazo concessivo,
inclusive o adicional constitucional.
Valor pago ao empregado a título de
Indenização
indenização por demissão sem justa
compensatória -
causa ou culpa recíproca (essa
6101 multa rescisória
reconhecida pela justiça do
20 ou 40%
trabalho), por ocasião da rescisão
(CF/88)
do contrato de trabalho.
Valor pago ao empregado a título de
Indenização do indenização quando a dispensa
6102 art. 9º lei nº ocorrer sem justa causa dentro dos
7.238/84 trinta dias que antecedem a data
base.
Valor pago ao safrista, a título de
Indenização do indenização do tempo de serviço,
art. 14 da lei nº importância correspondente a 1/12
6103
5.889, de 8 de (um doze avos) do salário mensal,
junho de 1973 por mês de serviço ou fração
superior a 14 (quatorze) dias.
Valor correspondente à metade da
Indenização do remuneração devida até o término
6104
art. 479 da CLT do contrato a prazo determinado
em caso de rescisão antecipada.
Indenização
Valor pago a título de incentivo a
recebida a título
6105 demissão em Programas de
de incentivo a
Demissão Voluntária – PDV.
demissão.
Valor pago ao trabalhador por
Multa do art. 477 atraso no pagamento de rescisão do
6106
da CLT. contrato de trabalho (art. 477 da
CLT, § 8º)
Indenização por Valor pago ao empregado a título de
6107
quebra de indenização por desligamento
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Natureza de Rubricas
Nome da
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Código Natureza da Descrição da Natureza da Rubrica
Rubrica
estabilidade durante período de estabilidade
legal, ou estabilidade derivada de
acordo ou convenção coletiva de
trabalho.
Valor pago ao empregado a título de
outras indenizações previstas em
Outras
6129 leis ou em Instrumentos Coletivos
Indenizações
de Trabalho, exceto as previstas nos
itens anteriores.
Valor descontado do trabalhador
Desconto do que tenha pedido demissão e não
6901
aviso-prévio cumpriu aviso-prévio, total ou
parcialmente.
Valor descontado do empregado
Multa prevista no pela rescisão antecipada, por
6904
art. 480 da CLT iniciativa do empregado, do
contrato de trabalho a termo.
Valor dos proventos de
Aposentadoria a servidor público
7001 Proventos
vinculado a Regime Próprio de
Previdência Social.
Valor dos proventos por morte a
Proventos -
beneficiário de servidor público
7002 Pensão por morte
vinculado a Regime Próprio de
Civil
Previdência Social.
Proventos – Valor dos proventos a militar da
7003
Reserva. reserva remunerada.
Proventos – Valor dos proventos a militar
7004
Reforma. reformado.
Valor da pensão a beneficiário de
7005 Pensão Militar
militar.
Valor relativo a descontos a título
Desconto de
9200 de adiantamentos em geral, como
Adiantamentos
de salários e outros, exceto a 1ª

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Rubrica
parcela do 13° salário.

Contribuição Valor descontado a titulo de


9201
Previdenciária contribuição previdenciária.
Imposto de renda Valor descontado a titulo de
9203 retido na imposto de renda retido na fonte –
fonte IRRF.
Provisão de
Desconto efetuado em recibos de
contribuição
9205 férias relativo a provisão de
previdenciária e
contribuição previdenciária e IRRF.
IRRF
Desconto correspondente a faltas,
atrasos no início da jornada de
9209 Faltas ou atrasos
trabalho ou à saída antecipada do
trabalhador.
Valor descontado correspondente
DSR s/faltas e ao Descanso Semanal Remunerado
9210
atrasos – DSR, calculado sobre faltas e
atrasos do trabalhador.
Valor descontado correspondente à
Pensão
9213 pensão alimentícia sobre o salário
alimentícia
mensal, 13° salário, PLR e férias.
13° salário –
Desconto de antecipação do 13°
9214 desconto de
salário.
adiantamento
Desconto do vale-transporte
referente a participação do
Desconto de vale-
9216 trabalhador no custo ou em virtude
transporte
de concessão do benefício em valor
maior.
Valor descontado de trabalhadores,
Contribuição a
relativo à contribuições destinadas a
9217 Outras Entidades
outras entidades e fundos
e Fundos
(Terceiros), como por exemplo, Sest,

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Código Natureza da Descrição da Natureza da Rubrica
Rubrica
Senat, etc., devidas por algumas
categorias de contribuintes
individuais.
Valor descontado relativo à
Retenções retenções de verbas devidas a
9218
judiciais trabalhadores por ordem judicial,
exceto pensão alimentícia
Desconto de Valor descontado referente à
assistência participação do trabalhador no
9219
médica ou custo ou em virtude de concessão
odontológica do benefício em valor maior.
Valor descontado referente a
Alimentação – participação do trabalhador no
9220
desconto custo ou em virtude de concessão
do benefício em valor maior.
Valor correspondente à
Desconto de remuneração (dias) de férias do mês
9221
férias corrente pago no mês anterior ou
adiantamento de férias.
Desconto de outros impostos, taxas
e contribuições, exceto Imposto de
Desconto de
Renda Retido na Fonte, contribuição
9222 outros impostos e
previdenciária e contribuições
contribuições
destinadas a outras entidades e
fundos Terceiros).
Previdência Valor descontado referente à
complementar – participação do trabalhador no
9223
parte do custo ou em virtude de concessão
empregado do benefício em valor maior.
Valor descontado referente à
participação do trabalhador no
FAPI – parte do custo de Fundo de Aposentadoria
9224
empregado Programada Individual – FAPI, ou
em virtude de concessão do
benefício em valor maior.

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Tabela 3 – Tabela de Natureza das Rubricas da Folha de Códigos do seu Sistema


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Nome da
desta tabela
Código Natureza da Descrição da Natureza da Rubrica
Rubrica
Desconto referente a participação
Previdência
do trabalhador no custeio de Plano
9225 complementar -
de Previdência Complementar do
parte do servidor
Servidor Público.
Desconto correspondente ao abono
Desconto de
9226 de férias pago no mês anterior ou
férias - abono
adiantamento de férias.
Valor correspondente ao desconto
Contribuição da contribuição laboral
9230 Sindical – correspondente a um dia de
Compulsória trabalho a título de contribuição
sindical obrigatória.
Contribuição Valor correspondente ao desconto
9231 Sindical – referente a mensalidade sindical do
Associativa trabalhador.
Valor correspondente ao desconto
Contribuição
da contribuição destinada ao
9232 Sindical –
custeio das atividades assistenciais
Assistencial
do sindicato.
Contribuição Valor correspondente ao desconto
9233 sindical – da contribuição destinada ao
Confederativa custeio do sistema confederativo.
Valor descontado referente à
Seguro de vida – participação do trabalhador no
9250
desconto custo ou em virtude de concessão
do benefício em valor maior.
Valor descontado de trabalhadores
Empréstimos
a título de empréstimos
9254 consignados –
consignados, para repasse a
desconto
instituição financeira consignatária.
Empréstimos do Valor descontado de trabalhadores
9255 empregador – a título de empréstimos efetuados
desconto pelo empregador ao trabalhador.
9258 Convênios Valor descontado relativos a

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Natureza de Rubricas
Nome da
desta tabela
Código Natureza da Descrição da Natureza da Rubrica
Rubrica
convênios diversos com empresas
para fornecimento de produtos ou
serviços ao empregado, sem
pagamento imediato, mas com
posterior desconto em folha de
pagamento como farmácias,
supermercados, etc.
Danos e prejuízos Desconto do trabalhador para
9270 causados pelo reparar danos e prejuízos por ele
trabalhador causados.
Valor correspondente a desconto de
verbas pagas indevidamente ao
Desconto de trabalhador em meses anteriores e
pagamento que estão sendo descontadas no
9290
indevido em mês de referência, exceto valores
meses anteriores relativos à assistência médica,
alimentação, previdência
complementar e seguro de vida.
Outros descontos não previstos nos
9299 Outros descontos
itens anteriores
Base de cálculo
Valor total da base de cálculo da
9901 da contribuição
contribuição previdenciária.
previdenciária
Total da base de Valor total da base de cálculo do
9902
cálculo do FGTS FGTS.
Total da base de Valor total da base de cálculo do
9903
cálculo do IRRF Imposto de Renda Retido na Fonte.
Total da base de
Valor total da base de cálculo do
9904 cálculo do FGTS
FGTS rescisório.
rescisório
Valor não relativo a vencimento ou
desconto, relativo à remuneração a
9905 Serviço militar que teria direito, se em atividade, o
trabalhador afastado do trabalho
para prestação do serviço militar

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Tabela 3 – Tabela de Natureza das Rubricas da Folha de Códigos do seu Sistema


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Natureza de Rubricas
Nome da
desta tabela
Código Natureza da Descrição da Natureza da Rubrica
Rubrica
obrigatório.

Remuneração recebida no exterior


Remuneração no por trabalhador expatriado sobre a
9906
exterior qual incida contribuição
previdenciária e/ou IRRF e/ou FGTS
9908 FGTS - depósito Valor do depósito do FGTS
Valor informativo, relativo a prêmio
de seguro de vida em grupo pago
9910 Seguros pelo empregador a empresa de
seguros como benefício do
trabalhador.
Valor não relativo a vencimento ou
desconto, relativo a assistência
Assistência prestada por serviço médico ou
9911
Médica odontológico, próprio da empresa
ou por ela conveniado, como
beneficio ao trabalhador.
Valor correspondente a
Salario
remuneração mensal do(a)
maternidade
9930 trabalhador(a) durante a licença
pago pela
maternidade, quando paga pela
Previdência Social
Previdência Social.
13° salário
Valor correspondente ao 13° salário
maternidade
do(a) trabalhador(a) durante a
9931 pago pela
licença maternidade, quando pago
Previdência
pela Previdência Social.
Social
Valor relativo a base de cálculo do
Auxílio-doença FGTS incidente sobre benefício
9932 acidentário previdenciário pago por Previdência
Social Oficial a trabalhador afastado
por acidente de trabalho.
9933 Auxílio-doença Valor de benefício previdenciário

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Tabela 3 – Tabela de Natureza das Rubricas da Folha de Códigos do seu Sistema


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Nome da
desta tabela
Código Natureza da Descrição da Natureza da Rubrica
Rubrica
pago por Regime Próprio de
Previdência Social.
Valor da parcela isenta dos
rendimentos de aposentadoria e
pensão, transferência para a reserva
remunerada ou reforma, pagos por
Isenção IRRF – 65
9938 órgão público de previdência oficial
anos
ou por entidade de previdência
complementar, no caso de
contribuinte com idade igual ou
superior a 65 anos.
Valor não relativo a vencimento ou
desconto mas considerado como
Outros valores base de cálculo do FGTS, e/ou da
9939
tributáveis contribuição previdenciária e/ou do
Imposto de Renda Retido na Fonte
inclusive suas deduções e isenções.
Quantidade (em número decimal
Horas
com dois dígitos) de horas
9950 extraordinárias –
extraordinárias incorporadas ao
Banco de horas
banco de horas.
Horas Quantidade (em número decimal
9951 compensadas – com dois dígitos) de horas
Banco de horas compensadas no banco de horas.
Outros valores informativos, que
Outros valores
9989 não sejam vencimentos nem
informativos
descontos.

Veja como aplicar esta tabela nos exemplos a seguir:

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 253

Exemplo 1: na empresa a rubrica “Vencimentos” tem código interno 001 ou 002.


Deverá ser cadastrado, na tabela da empresa, a correlação com a NATUREZA 1000
(salários ou vencimentos) na tabela S-1010 do eSocial.

Exemplo 2: Na tabela da empresa há a rubrica 005 – Horas Extras com 50% e a


rubrica 006 – Horas Extras com 100%. Deverá ser cadastrada na rubrica a
NATUREZA 1003 (Horas Extraordinárias), para ambas as rubricas da empresa.

Fizemos a solicitação para que o Comitê Gestor publique esta tabela 3 com
as incidências oficiais, para evitar erros de classificação por parte do empregador. .

Também deverão ser informados – para cada rubrica da empresa – os


valores válidos para incidência, ou seja, se a verba é tributável para a contribuição
mensal (valor 11), se é tributável para o Salário Maternidade (21), etc.

Bases legais para as incidências tributárias:

· PREVIDÊNCIA SOCIAL: Lei 8.212/91, artigo 28, Decreto 3.048/99 artigo 214,
IN RFB 971/09 artigo 58
· Regime Próprio de Previdência: Observar a legislação específica para cada
tipo de regime (Federal, estaduais e municipais)
· IMPOSTO DE RENDA: Decreto 3.000/99 (Regulamento do IR) e MAFON
· FGTS: Lei 8.036/90 e Decreto 99.684/90.

Observações Importantes

Se um determinado grupo de empregados ganhou ação judicial para não


tributar determinada rubrica, deve ser criada uma rubrica em separado para
informar a nova classificação de incidência para esses empregados.

Fazendo a análise das linhas do leiaute que representam os campos

A linha 14 já tem no sistema interno, é o código interno utilizado para a


rubrica (por exemplo, 002 para Horas Extras).

A linha 15 traz a identificação da Tabela de Rubricas, caso o empregador


utilize mais de uma tabela, ou seja, se usa mais de um sistema de folha de
pagamento diferente para informar as remunerações. Se não usa mais de um
sistema, deixar em branco.

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 254

A linha 19 é apenas para o NOME da rubrica. Que já tem no seu sistema.


Como o campo comporta até 100 caracteres, deixar o mais transparente possível,
evitando siglas que não tenham significação lógica.

Já a linha 20 requer especial atenção. Deve-se analisar a Tabela 3 (Tabela


de Natureza de Rubricas) e fazer a classificação de todas as rubricas existentes,
determinando um código para cada uma, de acordo com a natureza tributária da
verba. Aproveite para fazer essa correlação antes de gerar a tabela.

A linha 21 também é simples, apenas para informar se a rubrica é de


vencimento (provento), desconto, informativa ou informativa dedutora.

A linha 22 requer muita atenção para a classificação da incidência tributária


da Rubrica para a Previdência Social. Indica-se se a rubrica é ou não base de
cálculo, se é o próprio desconto ou ainda se tem incidência suspensa (que se
houver, deverá indicar os dados do processo).

A linha 23 representa o campo onde será informada a incidência para o


Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF, se é base ou se é dedução.
Fique atento a todas as opções, pois uma rubrica pode não ser base de
cálculo (código 00) porém ela é dedutora, como é o caso da Contribuição Para a
Previdência Social, que deve ser classificada com código 41 neste campo/linha e
não com o código 00.
A linha 24 apresenta a classificação tributária para o FGTS – Fundo de
Garantia por tempo de Serviço
A linha 26 apresenta a a classificação para a Contribuição Sindical do
trabalhador.

Reflexos e Repercussões

As linhas 26 a 29 apresentam a solicitação de informação sobre as


repercussões da rubrica para pagamento do DSR (Descanso Semanal
Remunerado), do Décimo Terceiro Salário, das Férias e o o direito ao Aviso Prévio
Indenizado, respectivamente.
Exemplificando, na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) o pagamento
de Horas Extras ao empregado gera repercussão (pagamento) no reflexo do DSR,
deve-se incluir as horas extras por média nas férias, no décimo terceiro salário e no
aviso prévio indenizado. Portanto, para tais trabalhadores, as horas extras
repercutem no cálculo.
Consta no Manual do eSocial, para explicar as repercussões:

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 255

A repercussão de que tratam os campos ({repDSR}, {rep13},


{repFerias} e {repAviso}) deste evento, deve ser entendida
como a capacidade de uma parcela salarial definir a outra.
Quando uma verba salarial integra a base de cálculo de outra
verba salarial, pode-se dizer que há a repercussão. Assim
temos que se a parcela integra a base de cálculo de outra
verba salarial, então, há a repercussão daquela nesta.

Cabe aos profissionais que atuam no setor de pessoal – mais


especificamente gerando a folha de pagamento – alertar aos empregadores que
não estejam pagando corretamente as repercussões e médias e corrigir
imediatamente.

A linha 30 é um campo opcional, para incluir alguma observação. Por


exemplo, caso seja necessário criar duas rubricas de “horas extras com 50%” (uma
tributável para a Previdência Social e outra não tributável), pode-se utilizar o
campo representado pela linha 30 para deixar registrada a informação sobre a
tributação. Fique atento pois esta informação irá para o eSocial e os órgãos
fiscalizadores terão acesso ao conteúdo.

Da linha 31 até a linha 44 só deve ser preenchido se houver algum tipo de


processo que determine a suspensão da incidência da rubrica e tal processo deverá
estar incluído na Tabela de Processos.

Vamos ler e analisar o leiaute?

Registros do evento S-1010 - Tabela de Rubricas

# Campo Tipo Ocor Tam Dec Descrição


1 eSocial - 1-1 - - eSocial
13 ideRubrica - 1-1 - - Informações de identificação da rubrica e
validade das informações que estão sendo
incluídas
14 codRubr C 1-1 030 - Informar o código atribuído pela empresa e
que identifica a rubrica em sua folha de
pagamento.
Validação: O código não pode iniciar com o
texto "eSocial" nas 7 primeiras posições.
15 ideTabRubr C 0-1 008 - Preencher com o identificador da tabela de
rubricas.
Validação: O preenchimento do campo é
exclusivo e obrigatório apenas quando

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 256

# Campo Tipo Ocor Tam Dec Descrição


{multTabRubricas} for igual a [S].
18 dadosRubrica - 1-1 - - Detalhamento das informações da rubrica
que está sendo incluída
19 dscRubr C 1-1 100 - informar a descrição (nome) da rubrica no
sistema de folha de pagamento da empresa.
20 natRubr N 1-1 004 - Informar o código de classificação da
rubrica de acordo com a Tabela 3 -
Natureza da Rubrica.
Validação: Deve ser um código existente na
Tabela 3 - Natureza da Rubrica
21 tpRubr N 1-1 001 - Tipo de rubrica:
1 - Vencimento;
2 - Desconto;
3 - Informativa;
4 - Informativa dedutora;
Valores Válidos: 1, 2, 8, 9
22 codIncCP C 1-1 002 - Código de incidência tributária da rubrica
para a Previdência Social:
00 - Não é base de cálculo;
01 - Não é base de cálculo em função de
acordos internacionais de previdência
social;

Base de cálculo das contribuições sociais -


Salário de Contribuição:
11 - Mensal;
12 - 13o Salário;
21 - Salário maternidade mensal pago pela
empresa;
22 - Salário maternidade - 13o Salário, pago
pela empresa;
23 - Auxilio doença mensal - Regime Próprio
de Previdência Social;
24 - Auxilio doença 13o salário doença -
Regime próprio de previdência social;
25 - Salário maternidade mensal pago pelo
INSS;
26 - Salário maternidade - 13° salário, pago
pelo INSS;

Contribuição descontada do Segurado sobre


salário de contribuição:
31 - Mensal;
32 - 13o Salário;

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# Campo Tipo Ocor Tam Dec Descrição


34 - SEST; 35 - SENAT;

Outros:
51 - Salário-família;
61 - Complemento de salário-mínimo -
Regime próprio de previdência social;

Suspensão de incidência sobre Salário de


Contribuição em decorrência de decisão
judicial:
91 - Mensal;
92 - 13o Salário;
93 - Salário maternidade;
94 - Salário maternidade 13o salário.

Validação: Para utilização dos códigos


[91,92,93,94], é necessária a existência de
registro complementar com informações do
processo.
Valores Válidos: 00, 01, 11, 12, 21, 22, 23,
24, 25, 26, 31, 32, 34, 35, 51, 61, 91, 92, 93,
94.
23 codIncIRRF C 1-1 002 - Rendimentos tributáveis - base de cálculo
do IRRF:
11 - Remuneração mensal;
12 - 13o Salário;
13 - Férias;
14 - PLR;
15 - Rendimentos Recebidos
Acumuladamente - RRA;

Retenções do IRRF efetuadas sobre:


31 - Remuneração mensal;
32 - 13o Salário;
33 - Férias;
34 - PLR;
35 - RRA;

Deduções da base de cálculo do IRRF:


41 - Previdência Social Oficial - PSO -
Remuner. mensal;
42 - PSO - 13° salário;
43 - PSO - Férias;
44 - PSO - RRA;

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# Campo Tipo Ocor Tam Dec Descrição


46 – Previdência Privada - salário mensal;
47 - Previdência Privada - 13° salário;
51 - Pensão Alimentícia - Remuneração
mensal;
52 - Pensão Alimentícia - 13° salário;
53 - Pensão Alimentícia - Férias;
54 - Pensão Alimentícia - PLR;
55 - Pensão Alimentícia - RRA;
61 - Fundo de Aposentadoria Programada
Individual - FAPI - Remuneração mensal;
62 - Fundo de Aposentadoria Programada
Individual - FAPI - 13° salário;
63 - Fundação de Previdência
Complementar do Servidor Público Federal -
Funpresp - Remuneração mensal;
64 - Fundação de Previdência
Complementar do Servidor Público Federal -
Funpresp - 13° salário;

Isenções do IRRF:
70 - Parcela Isenta 65 anos - Remuneração
mensal;
71 - Parcela Isenta 65 anos - 13° salário;
72 - Diárias;
73 - Ajuda de custo;
74 - Indenização e rescisão de contrato,
inclusive a título de PDV e acidentes de
trabalho;
75 - Abono pecuniário;
76 - Pensão, aposentadoria ou reforma por
moléstia grave ou acidente em serviço -
Remuneração Mensal;
77 - Pensão, aposentadoria ou reforma por
moléstia grave ou acidente em serviço - 13°
salário;
78 - Valores pagos a titular ou sócio de
microempresa ou empresa de pequeno
porte, exceto pró-labore e alugueis;
79 - Outras isenções (o nome da rubrica
deve ser claro para identificação da
natureza dos valores);

Demandas Judiciais:
81 - Depósito judicial;

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# Campo Tipo Ocor Tam Dec Descrição


82 - Compensação judicial do ano
calendário;
83 - Compensação judicial de anos
anteriores;

Incidência Suspensa decorrente de decisão


judicial, relativas a base de cálculo do IRRF
sobre:
91 - Remuneração mensal;
92 - 13o Salário;
93 - Férias;
94 - PLR;
95 - RRA.

Validação: Deve ser um dos códigos


disponibilizados nesse campo. No caso de
preenchimento com os códigos
[91,92,93,94,95], é necessária a existência
de registro complementar com as
informações do processo. Valores Válidos:
00,01,11,12,13,14,15,31,32,33,34,35,41,42,
43,44,46,47,51,52,53,54,55,61,62,63,64,70,
71,72,73,74,75,76,77,78,79,81,82,83,91,92,
93,94,95
24 codIncFGTS C 1-1 002 - Código de incidência tributária da rubrica
para o FGTS:
00 - Não é Base de Cálculo do FGTS;
11 - Base de Cálculo do FGTS;
12 – Base de Cálculo do FGTS – 13º salário
21 – Base de cálculo do FGTS Rescisório
(Aviso Prévio)
91 - Incidência suspensa em decorrência de
decisão judicial
Validação: No caso de preenchimento com
o código 91, é necessária a existência de
registro complementar com informações
relativas ao processo
Valores Válidos: 00, 11, 12, 21, 91
25 codIncSIND C 1-1 002 - Código de incidência tributária da rubrica
para a Contribuição Sindical Laboral:
00 - Não é base de cálculo;
11 - Base de cálculo;
31 - Valor da contribuição sindical laboral
descontada;

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# Campo Tipo Ocor Tam Dec Descrição


91 - Incidência suspensa em decorrência de
decisão judicial
Validação: No caso de preenchimento com
o código 91, é necessária a existência de
registro complementar com informações do
processo.
Valores Válidos: 00, 11, 31, 91
26 repDSR C 1-1 001 - Indicar se a rubrica repercute no cálculo do
Descanso Semanal Remunerado
Valores Válidos: S, N
27 rep13 C 1-1 001 - Indicar se a rubrica repercute no cálculo do
13º Salário
Valores Válidos: S, N
28 repFerias C 1-1 001 - Indicar se a rubrica repercute no cálculo das
Férias.
Valores Válidos: S, N
29 repAviso C 1-1 001 - Indicar se a rubrica repercute no cálculo do
Aviso Prévio.
Valores Válidos: S, N
30 observacao C 0-1 255 - Observações relacionadas à rubrica ou à sua
utilização.
31 - 0-99 - - Caso a empresa possua processo
ideProcessoC administrativo ou judicial com
P decisão/sentença favorável, determinando
a não incidência de contribuição
previdenciária relativa a rubrica identificada
no evento, as informações deverão ser
incluídas neste registro, e o detalhamento
do processo deverá ser efetuado através de
evento específico na tabela de processos.
32 tpProc N 1-1 001 Preencher com o código correspondente ao
tipo de processo: 1 - Administrativo; 2 -
Judicial. Valores Válidos: 1, 2.
33 nrProc C 1-1 020 - Informar o número do processo
administrativo/judicial.
Validação: Deve ser um número de
processo administrativo ou judicial válido e
existente na tabela de PROCESSOS (S-1070_
34 extDecisao N 1-1 001 - Extensão da Decisão/Sentença:
1 - Contribuição Previdenciária Patronal;
2 - Contribuição Previdenciária Patronal +
Descontada dos Segurados;
Valores Válidos: 1, 2
35 codSusp N 0-1 014 Código do Indicativo da Suspensão,

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# Campo Tipo Ocor Tam Dec Descrição


atribuído pelo empregador em S-1070.
Validação: A informação prestada deve
estar de acordo com o que foi informado
em S-1070.
36 - 0-1 - - Caso a empresa possua processo judicial
ideProcessoIR com decisão/sentença favorável,
RF determinando a não incidência de imposto
de renda relativo a rubrica identificada no
evento, as informações deverão ser
incluídas neste registro, e o detalhamento
do processo deverá ser efetuado através de
evento específico na tabela de processos..
37 nrProc C 1-1 020 - Informar o número do processo
administrativo/judicial.
Validação: Deve ser um número de
processo administrativo ou judicial válido e
existente na tabela de PROCESSOS.
38 codSusp N 0-1 014 Código do Indicativo da Suspensão,
atribuído pelo empregador em S-1070.
Validação: A informação prestada deve
estar de acordo com o que foi informado
em S-1070.
39 - 0-1 - - Caso a empresa possua processo judicial
ideProcessoF com decisão/sentença favorável,
GTS determinando a não incidência de FGTS
relativo a rubrica identificada no evento, as
informações deverão ser incluídas neste
registro, e o detalhamento do processo
deverá ser efetuado através de evento
específico na tabela de processos.
40 nrProc C 1-1 020 - Informar o número do processo judicial.
Validação: Deve ser um número de
processo judicial válido e existente na
Tabela de Processos (S-1070).
41 codSusp C 0-1 014 - Código do Indicativo da Suspensão,
atribuído pelo empregador em S-1070.
Validação: A informação prestada deve
estar de acordo com o que foi informado
em S-1070.
42 - 0-1 - - Caso a empresa possua processo judicial
ideProcessoSI com decisão/sentença favorável,
ND determinando a não incidência de
contribuição sindical relativa a rubrica
identificada no evento, as informações

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# Campo Tipo Ocor Tam Dec Descrição


deverão ser incluídas neste registro, e o
detalhamento do processo deverá ser
efetuado através de evento específico na
tabela de processos.
43 nrProc C 1-1 020 Informar o número do processo judicial.
Validação: Deve ser um número de
processo judicial válido e existente na
Tabela de Processos (S-1070).
44 codSusp N 0-1 014 - Código do Indicativo da Suspensão,
atribuído pelo empregador em S-1070.
Validação: A informação prestada deve
estar de acordo com o que foi informado
em S-1070.
45 alteracao - 0-1 - - Alteração de informações já existentes

A partir da linha 45 os dados do leiaute se repetem, pois serão usados para


ALTERAÇÃO DAS INFORMAÇÕES JÁ EXISTENTES e deixamos de apresentar.

Adequação na Tabela de Rubricas – Conversão ou DE/PARA

Vejamos como fica a tabela adaptada.

Exemplos: A rubrica “Salário ou Vencimento” tem o código 001 na tabela da


empresa e é tributável para todos os fins (Previdência Social, IRRF, FGTS, etc).
Após a adequação de todas as rubricas internas, a nova tabela das rubricas
ficaria assim, segundo a CLT e a legislação do RGPS, no caso da Rubrica
Vencimento/Salário:

Linha Campo Conteúdo


14 Código Interno 001
19 Nome da Rubrica Salário/Vencimento
20 Natureza da Rubrica 1000
21 Tipo de rubrica 1
22 Contribuição Previdenciária 11
23 Imposto de Renda 11
24 FGTS 11
25 Contribuição Sindical 11
26 Repercute no cálculo do DSR N
27 Repercute no cálculo do 13º salário N
28 Repercute no cálculo das Férias N
29 Repercute no cálculo do Aviso Prévio N

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Exercício – Adequação da Tabela de Rubricas

Faça agora a classificação para a rubrica “Horas Extras com 50%” – código
interno 003, considerando que ela repercute no cálculo do DSR, Férias, Décimo
Terceiro Salário e Aviso Prévio indenizado.
Linha Campo Conteúdo
14 Código Interno
19 Nome da Rubrica
20 Natureza da Rubrica
21 Tipo de rubrica
22 Contribuição Previdenciária
23 Imposto de Renda
24 FGTS
25 Contribuição Sindical
26 Repercute no cálculo do DSR
27 Repercute no cálculo do 13º salário
28 Repercute no cálculo das Férias
29 Repercute no cálculo do Aviso Prévio

Plano de Ação

Para fazer o Plano de Ação recomendamos que seja elaborado pelos


profissionais com maior conhecimento na legislação tributária da empresa ou
escritório contábil.
A conferência também deverá ser realizada com muita atenção. Este
trabalho deve ser começado imediatamente.
Caso na Tabela de Rubricas existente na empresa haja muitas rubricas que
não estejam sendo usadas, será um bom momento para analisar e excluir tais
rubricas, não havendo necessidade de enviá-las em um primeiro momento ao
eSocial. Como sugestão, faça um levantamento das rubricas utilizadas nos últimos
13 (treze) meses e proceda à adequação e envio ao eSocial.

Aproveite e exercite-se na confecção do Plano de Ação!

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Plano de Ação - eSocial


Arquivo/Evento: S-1010 Tabela de Rubricas
Criação do Plano: em ___/___/____, por _____________________
Conferência: em ____/____/_____, por ______________________

1 - O que será feito?


Geração da/do ______________________

2 - Onde será feito?


No setor __________________________

3 - Por quem Será Feito?


Execução: Sr. (Sra) _________________ Setor: _______________
Conferência: Sr. (Sra) _________________ Setor: _______________
Transmissão: Sr. (Sra) _________________ Setor: _______________
Responsabilidade pela Atualização: Sr. (Sra): ____________________

4 - Quanto Custará?
O custo será dimensionado em horas de trabalho. Estimamos uma carga
horária de ______ horas (____ dias úteis) para a elaboração e mais _____
dias úteis para a conferencia da conversão no novo sistema de cadastro de
empregados. (Nota: esse tempo é variável conforme a realidade de cada
órgão).

5 - Por que será feito?


(escrever a justificativa legal).
________________________________________________
________________________________________________

Referências para leitura:


A – Manual do eSocial: a partir da página _______
B - Leiautes: a partir da página _______
C – Regras de Validação: ___________
D - Legislação: ____________________
E – Observações: __________________

6 - Como Será Feito?


Como nem todos os dados encontram-se no sistema interno, o trabalho será
executado da seguinte forma:
1) ________________________

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Plano de Ação - eSocial


Arquivo/Evento: S-1010 Tabela de Rubricas
Criação do Plano: em ___/___/____, por _____________________
Conferência: em ____/____/_____, por ______________________
2) ________________________
3) ________________________
4) ________________________
5) Depois que o Sistema Interno estiver adaptado ao eSocial, verificar se
a migração dos dados foi feita corretamente.
6) Transmitir no início oficial do eSocial, após o Cadastro do Empregador
e transmissão das tabelas obrigatórias.

7 - Quando Será Feito?


Data Etapa Desenvolvimento
Etapa 1= Ok
Etapa 2 = Ok
Etapa 3 = Ok
Transmitir
Encerramento
Data:
Assinatura:

Recomendamos muita atenção na geração da Tabela de Rubricas.


Os escritórios contábeis devem fazer a análise à luz da legislação e
avisar aos empregadores sobre as implicações e possibilidades de
autuação em caso de não tributação adequada.

Tabela de Rubricas Básica – FGTS – RGPS - IRRF

A seguir disponibilizamos uma Tabela de Rubricas com as incidências de


FGTS, RGPS (INSS) e IRRF, que poderá servir de orientação para a criação da Tabela
de Rubricas do eSocial. Esta não é uma tabela estática, sofre alterações de acordo
com a legislação, acompanhe as mudanças.

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TABELA DE RUBRICAS (INCIDÊNCIAS): FGTS - RGPS -IRRF


Bases legais:
RGPS: Lei 8.212/91 art. 28, Decreto 3.048/99 (RPS) art. 214 e IN RFB 971/09 art. 57 e 58
FGTS: Lei 8.036/90, Dec. 99.684/90 e Circulares da CEF
IRRF: Decreto 3.000/99, IN RFB 1.500/14 e MAFON (Manual do IRRF)
Nº DISCRIMINAÇÃO DAS VERBAS FGTS RGPS IRRF
Abono do Programa de Integração Social PIS e do
1 não não não
Programa de Assistência ao Servidor Público PASEP;
2 Abono Pecuniário de Férias Não Não Não
Abonos Eventuais - as importâncias recebidas a título de
3 ganhos eventuais e os abonos expressamente não não sim
desvinculados do salário, por força da lei.
Adicionais de insalubridade, periculosidade e do trabalho
4 sim sim sim
noturno;
Adicional por tempo de serviço (quinquênios, triênios,
5 sim sim sim
etc)
6 Adicional por transferência de local de trabalho; sim sim sim
Ajuda de custo, em parcela única, recebida
7 exclusivamente em decorrência de mudança de local de não não não
trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT;
Ajudas de custo e o adicional mensal recebidos pelo
8 aeronauta nos termos da Lei nº 5.929, de 30 de outubro não não sim
de 1973;
9 Ajudas de custo em geral Sim Sim Sim
Assistência - as parcelas destinadas à assistência ao
10 trabalhador da agroindústria canavieira, de que trata o não não sim
art. 36 da Lei nº 4.870, de 1º de dezembro de 1965;
Auxílio-Alimentação, dado de acordo com o PAT (Lei
6.321/76 - Programa de Alimentação do Trabalhador) e
cadastro no site www.mte.gov.br. Ou dado IN NATURA (o
próprio alimento), MESMO SEM CADASTRO NO PAT (ADI
11 Não Não Não
RFB 03/2015 DOU 16/04/2015).
Órgãos públicos podem se inscrever no PAT para evitar a
tributação (desde que o Auxílio seja dado em ticket ou
carga em cartão e não em dinheiro).
Auxílio-Alimentação dado em espécie/pecúnia (ou carga
em cartão sem inscrição no PAT), segundo a legislação
12 Sim Sim Sim(*)
previdenciária (exceto para servidores temporários
federais). IRRF: isento para servidores públicos federais

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TABELA DE RUBRICAS (INCIDÊNCIAS): FGTS - RGPS -IRRF


Bases legais:
RGPS: Lei 8.212/91 art. 28, Decreto 3.048/99 (RPS) art. 214 e IN RFB 971/09 art. 57 e 58
FGTS: Lei 8.036/90, Dec. 99.684/90 e Circulares da CEF
IRRF: Decreto 3.000/99, IN RFB 1.500/14 e MAFON (Manual do IRRF)
Nº DISCRIMINAÇÃO DAS VERBAS FGTS RGPS IRRF
(IN RFB 1.500/14, 5º, II)
Auxílio Doença - a importância paga ao empregado a
título de complementação ao valor do auxílio-doença,
13 Não Não Sim
desde que este direito seja extensivo à totalidade dos
empregados da empresa;
Auxílio-Transporte (valor dado em dinheiro, desvinculado
do valor das passagens e em desacordo com a Lei do
14 Vale-Transporte) ou Auxílio-Combustível. Sim Sim Sim (*)
(*) IRRF: Isento para servidores da União (IN RFB
1.500/14, 5º, IV). ver tópico Vale-Transporte!
15 Aviso prévio, trabalhado sim sim sim
Aviso prévio indenizado (Dec. 6727/09 – revoga alínea
“f” do inciso V do § 9o do art. 214 do dec. 3.048/99);
Solução de Consulta COSIT 99014/2016 (DOU
27/03/2017)
(*) Segundo o TST (RR - 107100-40.2008.5.15.0018,
publicado em 15/02/2013 não incide contribuição
previdenciária, por ser de caráter indenizatório, mesma
decisão do CARF (Conselho Administrativo de Recursos
Ficais, do Ministério da Fazenda), a legislação básica
16 Sim Não (*) não
ainda não foi alterada. Já foi reconhecida a não
tributação pela PGFN. NOTA PGFN/CRJ/No 485/2016
Link para baixar e ler o artigo: https://goo.gl/F6h6Wl
Obs: Segundo a IN RFB 925/09, o Aviso Prévio Indenizado
não deve ser informado na GFIP, mas incluir para o
pagamento da GPS, desprezando a GPS emitida pelo
SEFIP. Esta IN ainda não foi alterada pela RFB, porém,
pela Solução de Consulta COSIT 99014/2016, a RFB já
entende que não incide a contribuição previdenciária.
Babá - o reembolso-babá, limitado ao menor salário-de-
contribuição mensal e condicionado à comprovação do
registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social da
17 empregada, do pagamento da remuneração e do não não não
recolhimento da contribuição previdenciária, pago em
conformidade com a legislação trabalhista, observado o
limite máximo de 6 (seis) anos de idade da criança;

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TABELA DE RUBRICAS (INCIDÊNCIAS): FGTS - RGPS -IRRF


Bases legais:
RGPS: Lei 8.212/91 art. 28, Decreto 3.048/99 (RPS) art. 214 e IN RFB 971/09 art. 57 e 58
FGTS: Lei 8.036/90, Dec. 99.684/90 e Circulares da CEF
IRRF: Decreto 3.000/99, IN RFB 1.500/14 e MAFON (Manual do IRRF)
Nº DISCRIMINAÇÃO DAS VERBAS FGTS RGPS IRRF
Bolsa - Importância recebida a título de bolsa de
complementação educacional de estagiário, quando paga
18 não não sim
nos termos da Lei nº 6.494, de 7 de dezembro de 1977 ou
11.788 de 25/09/08;
Outras bolsas de Estudos: ISENTAS também de IMPOSTO
DE RENDA, como a do médico residente, mestrado, etc.
19 Obs: Bolsa de veterinário-residente é tributável, a RFB Não Não/Sim Não/Sim
não aceita analogia – Solução de Consulta 42, de
12/09/2014)
Bolsa - Programa Mais Médicos (contribuintes
20 Não Sim Não
individuais) Lei 12.871/2013
Bolsa Pronatec: Não há desconto previdenciário se for
recebida por servidor público federal dos Institutos
21 Não Não/Sim NÃO/Sim
Federais. Se for recebida por outra pessoa, é tributável
SIM para fins previdenciários e IRRF
22 Comissões; sim sim sim
Convênios Médicos - o valor relativo à assistência
prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da
empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de
23 despesas com medicamentos, óculos, aparelhos não não não
ortopédicos, despesas médico-hospitalares e outras
similares, desde que a cobertura abranja a totalidade dos
empregados e dirigentes da empresa;
Creche - o reembolso-creche pago em conformidade com
a legislação trabalhista, observado o limite máximo de 6
(seis) anos de idade da criança (para fins de RGPS e
24 não não não
FGTS), quando devidamente comprovadas as despesas
realizadas; IRRF: limite de 5 anos (IN RFB 1.500/14, ART
62, inciso XIV)
Despesas com Veículos - o ressarcimento de despesas
25 não não não
pelo uso de veículo do empregado;
Diárias para viagem, desde que não excedam a 50%
26 não não não
(cinquenta por cento) do salário (CLT, art 457);
27 Diárias para viagem, pelo seu valor global, quando sim sim não

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 269

TABELA DE RUBRICAS (INCIDÊNCIAS): FGTS - RGPS -IRRF


Bases legais:
RGPS: Lei 8.212/91 art. 28, Decreto 3.048/99 (RPS) art. 214 e IN RFB 971/09 art. 57 e 58
FGTS: Lei 8.036/90, Dec. 99.684/90 e Circulares da CEF
IRRF: Decreto 3.000/99, IN RFB 1.500/14 e MAFON (Manual do IRRF)
Nº DISCRIMINAÇÃO DAS VERBAS FGTS RGPS IRRF
excederem a 50 (cinquenta por cento) do salário (CLT, art
457) do empregado (exceto para comissionados federais)
Direitos Autorais - os valores recebidos em decorrência
28 não não sim
da cessão de direitos autorais;
Dispensa - a importância prevista do inciso I do art. 10 do
29 Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, pela não não não
dispensa imotivada;
30 Etapas (marítimos); sim sim sim
Férias gozadas e seu respectivo 1/3 Constitucional (art.
137 CLT)
31 Sim Sim sim
– ver item “Férias - Valor Correspondente à dobra da
remuneração”
Férias - Abono Pecuniário - correspondente à conversão
de 1/3 (um terço) das férias em pecúnia (art. 143 da CLT)
32 não não não
e seu respectivo 1/3 (um terço) de adicional
constitucional;
Férias Indenizadas - as importâncias recebidas a título de
33 férias e respectivo 1/3 constitucional, recebidas em não não não
rescisão contratual.
Férias - valor correspondente à dobra da remuneração
de férias, prevista no art. 137, caput, da CLT + 1/3 CF/88,
quando indenizadas em rescisão contratual ou pagas na
vigência do contrato (*).
34 não não Não (*)
Ver item “Férias Gozadas”.
(*) SIM para IRRF se forem pagas na vigência do
contrato.
NÃO para IRRF se forem pagas em rescisão contratual.
35 Gorjetas; sim sim sim
Gratificação de natal (2ª PARCELA - 13º salário), inclusive
quando indenizadas em rescisão e projeção do aviso
prévio indenizado.
36 sim sim sim
Tributação em separado da remuneração habitual
Solução de Consulta COSIT 99014/2016 (DOU
27/03/2017)

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 270

TABELA DE RUBRICAS (INCIDÊNCIAS): FGTS - RGPS -IRRF


Bases legais:
RGPS: Lei 8.212/91 art. 28, Decreto 3.048/99 (RPS) art. 214 e IN RFB 971/09 art. 57 e 58
FGTS: Lei 8.036/90, Dec. 99.684/90 e Circulares da CEF
IRRF: Decreto 3.000/99, IN RFB 1.500/14 e MAFON (Manual do IRRF)
Nº DISCRIMINAÇÃO DAS VERBAS FGTS RGPS IRRF
37 Gratificação de Natal – 1ª parcela (adiantamento) Sim Não Não
Gratificações ajustadas expressas ou tácitas, tais como de
38 produtividade, de balanço, de função ou cargo de sim sim sim
confiança;
39 Horas extras; sim sim sim
Honorários pagos por serviços prestados por
40 Não Sim Sim
contribuintes individuais (autônomos, conselheiros etc)
Indenização de que trata o art. 14 da Lei nº 5.889, de 8 de
41 Não não sim
junho de 1973;
42 Indenização de que trata o art. 479 da CLT; não não não
Indenização de que trata o art. 9º da Lei nº 7.238, de 29
43 de outubro de 1984, relativa à dispensa no período de 30 nao não não
(trinta) dias que antecede a data-base do empregado;
44 Indenização recebida a título de incentivo a demissão; nao não não
Licença-prêmio indenizada ou não gozada por
necessidade de serviço;
45 não não não
(IRRF: IN RFB 1.500/14, art 62, VI, RGPS: IN RFB 971/09,
art 58, V, j)
46 Licença-prêmio; sim sim sim
Multa - valor da multa prevista no § 8º do art. 477 da CLT;
47 não não sim
(IRRF: sim, IN RFB 1.500/14, art 12, XII)
Parcela “in natura” (o próprio alimento) recebida ou não
de acordo com o PAT – Programa de Alimentação do
Trabalhador.
48 Se for dado em DINHEIRO (Auxílio alimentação), integra a não não não
remuneração para todos os efeitos legais e tributa para
INSS, IRRF e FGTS, exceto para servidores temporários
federais.
Participações do empregado nos lucros ou resultados da
empresa, quando pagas ou creditadas de acordo com lei
49 não não sim
específica; (Lei 10.101/2000) (ver limites anuais de
isenção para IRRF)
50 Plano Educacional - o valor relativo a plano educacional, não não sim

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 271

TABELA DE RUBRICAS (INCIDÊNCIAS): FGTS - RGPS -IRRF


Bases legais:
RGPS: Lei 8.212/91 art. 28, Decreto 3.048/99 (RPS) art. 214 e IN RFB 971/09 art. 57 e 58
FGTS: Lei 8.036/90, Dec. 99.684/90 e Circulares da CEF
IRRF: Decreto 3.000/99, IN RFB 1.500/14 e MAFON (Manual do IRRF)
Nº DISCRIMINAÇÃO DAS VERBAS FGTS RGPS IRRF
ou bolsa de estudo, que vise à educação básica de
empregados e seus dependentes e, desde que vinculada
às atividades desenvolvidas pela empresa, à educação
profissional e tecnológica de empregados, nos termos da
Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e: 1. não seja
utilizado em substituição de parcela salarial; e 2. o valor
mensal do plano educacional ou bolsa de estudo,
considerado individualmente, não ultrapasse 5% (cinco
por cento) da remuneração do segurado a que se destina
ou o valor correspondente a uma vez e meia o valor do
limite mínimo mensal do salário-de-contribuição, o que
for maior;
Previdência Complementar - o valor das contribuições
efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a
programa de previdência complementar, aberto ou
51 não não não
fechado, desde que disponível à totalidade de seus
empregados e dirigentes, observados, no que couber, os
arts. 9º e 468 da CLT;
52 Quebra de caixa do bancário e do comerciário. sim sim sim
53 Repouso semanal e feriados civis e religiosos; sim sim sim
Retiradas de diretores não empregados, quando haja
deliberação da empresa, garantindo-lhes os direitos
54 sim sim sim
decorrentes do contrato de trabalho (art. 16 da Lei nº
8.036/90);
55 Salário em dinheiro, inclusive Salário-maternidade sim sim sim
56 Salário in natura (em bens ou serviços); sim sim sim
Salário-família e os demais benefícios pagos pela
57 Previdência Social, nos termos e limites legais, salvo o não não não
salário-maternidade;
58 Salário-família, no que exceder do valor legal obrigatório; sim sim sim
Seguro - o valor das contribuições efetivamente pago
pela pessoa jurídica relativo a prêmio de seguro de vida
59 não não sim
em grupo, desde que previsto em acordo ou convenção
coletiva de trabalho e disponível à totalidade de seus

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 272

TABELA DE RUBRICAS (INCIDÊNCIAS): FGTS - RGPS -IRRF


Bases legais:
RGPS: Lei 8.212/91 art. 28, Decreto 3.048/99 (RPS) art. 214 e IN RFB 971/09 art. 57 e 58
FGTS: Lei 8.036/90, Dec. 99.684/90 e Circulares da CEF
IRRF: Decreto 3.000/99, IN RFB 1.500/14 e MAFON (Manual do IRRF)
Nº DISCRIMINAÇÃO DAS VERBAS FGTS RGPS IRRF
empregados e dirigentes, observados, no que couber, os
arts. 9º e 468 da CLT.
Transporte – Alimentação e Habitação - Os valores
correspondentes a transporte, alimentação e habitação
fornecidos pela empresa ao empregado contratado para
trabalhar em localidade distante da de sua residência, em
60 não não não
canteiro de obras ou local que, por força da atividade,
exija deslocamento e estada, observadas as normas de
proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e
Emprego;
Vale-transporte, nos termos e limites legais; (se for
“auxílio-transporte” – valor fixo não compatível com o
61 não não não
transporte – integra a remuneração para todos os
efeitos legais). Lei 7.418/85 e Dec. 95.247/87
Vestuário e Equipamentos - o valor correspondente a
vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos
62 não não não
ao empregado e utilizados no local de trabalho para
prestação dos respectivos serviços;
Pro-labore (remuneração do sócio que trabalha na
63 Não* Sim Sim
empresa). (*) O FGTS sobre pro-labore é opcional.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 273

Capítulo 11 – Análise do Evento S-2100 – Cadastramento Inicial do Vínculo

Este evento obrigará ao cadastro de todos os empregados ativos, inclusive


o temporário, e com contrato de trabalho suspenso tais como afastados por
auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, dentre outros.
O leiaute apresentado neste documento refere-se ao evento que será
enviado pelo empregador no início da implantação do eSocial, servindo de base
para construção do "Registro de Eventos Trabalhistas", o qual será utilizado para
validação dos eventos de folha de pagamento e demais eventos enviados
posteriormente.

11.1 - Vínculos de Emprego

Para cada vínculo trabalhista existente no empregador na data de


implantação do eSocial deverá ser gerado um evento correspondente, contendo as
informações cadastrais e contratuais atualizadas até a data-base, que é a data da
implantação.

· Este evento deve ser utilizado inclusive quando um empregado, que foi
desligado da empresa antes da data de implantação do eSocial e
necessite ser incluído na folha de pagamento de alguma competência
posterior, após o início do eSocial (por exemplo, para pagamento de
diferenças salariais oriundas de Acordos, Dissídios ou Convenções,
reintegração, ação judicial etc);

· As informações relativas à jornada contratual devem ser enviadas,


mesmo que o empregador não faça um controle efetivo da mesma
(marcação de ponto do horário de trabalho).

· Em caso de recontratação de empregado – ou quando o empregado tem


dois vínculos na mesma empresa – ele deve receber uma nova matrícula,
para ser reincluído no eSocial, ou seja, para cada vínculo deve haver uma
matrícula diferente. O mesmo deve ser observado em caso de
transferência de outra empresa, que implique na mudança da RAIZ do
CNPJ.

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 274

11.2 - Trabalhadores Sem Vínculo de Emprego/Estatutário - TSVE

No cadastramento dos trabalhadores “Sem Vínculo de


Emprego/Estatutário” (diretores, estagiários, cooperados, dirigente sindical,
avulsos), as informações específicas sobre tais vínculos serão solicitadas em outro
evento (S-2300) que veremos a seguir.

11.3 - Estagiários

O cadastro dos estagiários – TSVE – é feito pela parte concedente, ou seja,


pelo empregador, mesmo que a haja a intermediação de um Agente de Integração
na terceirização da gestão do contrato de estágio.
O que recomendamos – em caso de terceirização da gestão dos contratos –
é que o Agente de Integração gere o arquivo do eSocial em seu sistema e envie ao
concedente (empresa) para posterior envio ao ambiente nacional do eSocial. Caso
não seja assim, a empresa (parte concedente) deveria passar uma Procuração para
que o Agente de Integração envie diretamente os arquivos ao eSocial, mas essa é
uma opção que deve ser muito bem avaliada a fim de evitar insegurança e não
recomendamos.
A lei 11.788/08 deve ser fielmente observada – recomendamos entrar no
Portal do Ministério do Trabalho e fazer download do Manual do Estagiário.
A lei obriga que haja um SUPERVISOR com formação na área do curso do
estagiário conforme consta no artigo 9, inciso III da citada lei, a seguir (grifo nosso),
para supervisionar até 10 (dez) estagiários.

Art. 9o As pessoas jurídicas de direito privado e os órgãos


da administração pública direta, autárquica e fundacional de
qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios, bem como profissionais liberais de nível superior
devidamente registrados em seus respectivos conselhos de
fiscalização profissional, podem oferecer estágio, observadas as
seguintes obrigações:

I – celebrar termo de compromisso com a instituição de


ensino e o educando, zelando por seu cumprimento;

II – ofertar instalações que tenham condições de


proporcionar ao educando atividades de aprendizagem social,
profissional e cultural;

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 275

III – indicar funcionário de seu quadro de pessoal, com


formação ou experiência profissional na área de conhecimento
desenvolvida no curso do estagiário, para orientar e
supervisionar até 10 (dez) estagiários simultaneamente;

IV – contratar em favor do estagiário seguro contra


acidentes pessoais, cuja apólice seja compatível com valores de
mercado, conforme fique estabelecido no termo de compromisso;

V – por ocasião do desligamento do estagiário, entregar


termo de realização do estágio com indicação resumida das
atividades desenvolvidas, dos períodos e da avaliação de
desempenho;

VI – manter à disposição da fiscalização documentos que


comprovem a relação de estágio;

VII – enviar à instituição de ensino, com periodicidade


mínima de 6 (seis) meses, relatório de atividades, com vista
obrigatória ao estagiário.

Parágrafo único. No caso de estágio obrigatório, a


responsabilidade pela contratação do seguro de que trata o inciso
IV do caput deste artigo poderá, alternativamente, ser assumida
pela instituição de ensino.

No eSocial o Supervisor será identificado com nome e CPF. Caso a


contratação do estagiário não esteja de acordo com a legislação pode ser
considerado como vínculo de emprego em fiscalização que poderá ocorrer em até
05 (cinco) anos retroativos.
Já a obrigação do estagiário fazer parte dos programas de medicina e
segurança do trabalho está no artigo 14 também da lei 11.788/08:

Art. 14. Aplica-se ao estagiário a legislação relacionada à saúde


e segurança no trabalho, sendo sua implementação de
responsabilidade da parte concedente do estágio.

Nossa recomendação é revisar todos os contratos de estágio antes do início


do eSocial para evitar sanções ao empregador.

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 276

11.4 - Contribuintes Individuais Autônomos

O cadastro inicial é OPCIONAL. Os dados básicos só entram no arquivo de


“Remuneração” para a folha de pagamento, com os seguintes dados: CPF, NIS,
CBO, Data de Nascimento, Remuneração, Descontos e informações sobre Múltiplos
Vínculos.
Dos dados que já eram solicitados antes do eSocial (para GFIP e DIRF)
apenas a Data de Nascimento é informação nova para os autônomos e outros
contribuintes individuais que não seja requerida a informação cadastral completa.

11.5 – Contratação de Aprendizes e Pessoas Com Deficiência

A legislação pertinente à contratação de aprendizes e pessoas com


deficiência foi objeto de análise no Capítulo 10 – Evento S-1005 – Tabela de
Estabelecimentos.

11.6 – Tabela 1 – Categoria de Trabalhadores

Antes de analisar o leiaute é necessário conhecer as tabelas que


serão utilizadas no preenchimento do Cadastro dos Vínculos.

Tabela 1 – Categorias de Trabalhadores


Grupo Cód. Descrição
Empregado e 101 Empregado - Geral, inclusive o empregado público da
Trabalhador administração direta ou indireta contratado pela CLT.
Temporário 102 Empregado – Trabalhador Rural por Pequeno Prazo da Lei
11.718/2008
103 Empregado – Aprendiz
104 Empregado – Doméstico
105 Empregado – contrato a termo firmado nos termos da Lei
9601/98
106 Empregado – contrato por prazo determinado nos termos
da Lei 6019/74
Avulso 201 Trabalhador Avulso Portuário
202 Trabalhador Avulso Não Portuário
Agente 301 Servidor Público Titular de Cargo Efetivo, Magistrado,
Público Ministro de Tribunal de Contas, Conselheiro de Tribunal
de Contas e Membro do Ministério Público
302 Servidor Público – Ocupante de Cargo exclusivo em
comissão
303 Agente Político

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 277

Tabela 1 – Categorias de Trabalhadores


Grupo Cód. Descrição
305 Servidor Público indicado para conselho ou órgão
deliberativo, na condição de representante do governo,
órgão ou entidade da administração pública.
306 Servidor Público Temporário, sujeito a regime
administrativo especial definido em lei própria.
306 Servidor Público – Contrato Temporário
307 Militar efetivo
308 Conscrito
309 Agente Público - Outros
Cessão 401 Dirigente Sindical – informação prestada pelo Sindicato
410 Trabalhador cedido – informação prestada pelo
Cessionário (obs: órgãos públicos que recebem o
servidor cedido)
701 Contribuinte individual – Autônomo em geral, exceto se
enquadrado em uma das demais categorias de
contribuinte individual
711 Contribuinte individual – Transportador autônomo de
passageiros
712 Contribuinte individual - Transportador autônomo de
carga
721 Contribuinte individual – Diretor não empregado, com
FGTS
722 Contribuinte individual – Diretor não empregado, sem
FGTS
723 Contribuinte individual – empresários, sócios e membro
de conselho de administração ou fiscal
Contribuinte
731 Contribuinte individual – Cooperado que presta serviços
Individual por intermédio de Cooperativa de Trabalho
734 Contribuinte individual – Transportador Cooperado que
presta serviços por intermédio de cooperativa de
trabalho
738 Contribuinte individual – Cooperado filiado a Cooperativa
de Produção
741 Contribuinte individual – Micro Empreendedor Individual
(Nota da autora: somente quando contratado por Pessoa
Jurídica nos serviços de hidráulica, elétrica, pintura,
carpintaria, alvenaria, manutenção ou reparação de
veículos).
751 Contribuinte individual - magistrado classista temporário
da Justiça do Trabalho ou da Justiça Eleitoral que seja
aposentado de qualquer regime previdenciário.

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 278

Tabela 1 – Categorias de Trabalhadores


Grupo Cód. Descrição
761 Contribuinte individual – Associado eleito para direção de
Cooperativa, associação ou entidade de classe de
qualquer natureza ou finalidade, bem como o síndico ou
administrador eleito para exercer atividade de direção
condominial, desde que recebam remuneração.
771 Contribuinte individual – Membro de Conselho Tutelar,
nos termos da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. (obs:
usado nas prefeituras. Contribuinte Individual: IN RFB
971/09, art 9º)
781 Ministro de confissão religiosa ou membro de vida
consagrada, de congregação ou de ordem religiosa
Estudantes 901 Estagiário (Nota Z: é contribuinte facultativo/não
obrigatório do RGPS)
902 Médico Residente (Nota Z: é contribuinte individual pela
IN RFB 971/09, art 9º)
903 Bolsista, nos termos da lei 8958/1994

Comentários sobre algumas Categorias

A categoria 101 é a dos empregados celetistas em geral, que na GFIP era


categoria 01 (empregados com FGTS).

O contribuinte individual autônomo comum agora é código 701, que na


GFIP era código 13.

Os diretores ficaram com os códigos 721 (com FGTS) e 722 (sem FGTS),
respectivamente códigos 05 e 11 na GFIP.

Já o MEI – Microempreendedor Individual – código 741 – aparecerá no


evento Remuneração apenas na Folha de Pagamento, quando forem contratados
para os serviços específicos citados na categoria. Na GFIP não havia código
específico e eles eram alocados na categoria 13.

O Estagiário – categoria 901 – até o momento, é contribuinte facultativo da


Previdência Social, mas deverá ser cadastrado e constar na folha de pagamento da
empresa concedente da bolsa, pois sua bolsa é tributável para fins de imposto de
renda. Mesmo que a gestão do contrato seja terceirizada para um agente de
integração é a parte concedente que deve incluí-lo no eSocial.

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 279

11.7 – Dados Cadastrais do Trabalhador

Vamos analisar os campos representados pelas linhas do leiaute do


cadastro do trabalhador, sabendo que até a linha 106 são apenas dados cadastrais
(dados pessoais, de endereço, documentos etc), comuns a todas as categorias de
trabalhadores que serão obrigados a ter o cadastro enviado (empregados
celetistas, estagiários, diretores etc). Após a linha 106 teremos os dados
contratuais e variam conforme o tipo de contrato e categoria do trabalhador.

A linha 2 – em todos os leiautes – traz as regras de validação (Leia o


Capítulo 15). É importante observar algumas regras como a do CADASTRO DO CPF
e a do CADASTRO DO CNIS, que impedirão o envio do arquivo, caso estejam com
incorreções. Para corrigir estes campos, deve-se proceder previamente à Consulta
de Qualificação Cadastral e providenciar os acertos antes do início do eSocial.

As linhas 5 e 6 identificam os campos em caso de necessidade de


Retificação do cadastro. Caso seja necessário retificar será obrigatório incluir o
número do Recibo do envio anterior.

A linha 7 indica que tipo de dado será enviado: os dados em Produção


(opção 1) são dados reais, com validade jurídica. Os dados com opção 2 serão
cruzados com os cadastros da Receita Federal e Previdência Social, porém ainda
em ambiente de testes, sem validade jurídica. A opção 3 é para testes com dados
fictícios, que não serão cruzados com cadastros externos.

As linhas 11 e 12identificam – como em todos os eventos – o empregador.

Os dados cadastrais são os dados pessoais dos trabalhadores deverão estar


atualizados e começam na linha 13. Recomendamos uma atualização geral, já que
nem todos os cadastros têm todos os dados que serão solicitados no eSocial.

Como atualizar os Dados Cadastrais dos Trabalhadores

Nossa recomendação que pode atingir a um grande número de


trabalhadores é verificar com a empresa desenvolvedora do sistema interno para
disponibilizar a atualização via WEB/internet e ter a opção de ao final o arquivo já
atualizar o cadastro e também haver a disponibilidade de o trabalhador imprimir e
assinar, entregando essa via assinada no setor de RH da entidade.
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Zenaide Carvalho P á g i n a | 280

Alguns desenvolvedores de sistema de folha também estão


disponibilizando a opção de imprimir uma folha com os dados já constantes no
sistema, com a opção de que o empregado possa confirmar se os dados estão
atualizados ou não e incluir os dados que não constam no sistema. Ao final, a
opção para o empregado assinar a declaração.

11.8 – Começando a Analisar o Leiaute S-2100

Das linhas 14 a 20 chamo a atenção para a linha 18 – Raça – que é um


dado não visual e sim social, devendo o trabalhador declarar em que raça ele
deseja ser enquadrado.

Observe que na linha 19 – Estado Civil – não há a opção “união estável”,


que existe em muitos sistemas. Caso o trabalhador se encontre nesta situação,
deverá ser enviado ao eSocial o estado civil que o permite estar em “união
estável”, ou seja: solteiro, viúvo, etc.

Uma novidade na linha 21 em relação aos leiautes anteriores. Atendendo a


várias legislações estaduais vigentes, agora é possível incluir o nome social para
travesti ou transexual, com limite de 70 caracteres, como é no nome civil.

Da linha 22 à linha 29 são dados do nascimento, que já deve constar no


sistema interno. Fique atento à atualização do seu sistema, pois para o eSocial o
nome do pai e/ou nome da mãe não são obrigatórios, conforme a marcação na
coluna “Ocorr”.

Da linha 30 até a linha 58 são campos para incluir dados de documentos


pessoais. Observe a coluna “Ocorr”, onde o 0 indica que não são obrigatórios.
Porém é importante ressaltar que tal coluna deve ser lida com cuidado, já que para
os celetistas, por exemplo, é obrigatório ter a CTPS. A CNH, por exemplo, será
obrigatória para aqueles trabalhadores que dirigem os veículos da empresa. Já há
previsão para o RIC – Registro de Identificação Civil, que ainda nem existe para
todos.

Da linha 59 à linha 76 são os dados do endereço do trabalhador, de


preenchimento obrigatório e atualizado no início do eSocial.

Os trabalhadores estrangeiros terão os detalhes apresentados nas linhas


77 a 81. Recomendamos buscar a legislação pertinente aos estrangeiros no Portal
do Ministério do Trabalho – www.mte.gov.br.
eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 281

Das linhas 82 a 90 tratamos das informações das Pessoas com Deficiência.


A chamada Lei de Cotas está inserida no artigo 93 da lei 8.213/91 (Lei que institui
os benefícios da Previdência Social no RGPS) e reza que as empresas e entidades
abrangidas pelo RGPS com 100 ou mais trabalhadores devem contratar Pessoas
com Deficiência na seguinte proporção:

I – De 100 a 200 empregados: 2%


II – De 201 a 500 empregados: 3%
III – De 501 a 1.000 empregados: 4%
IV – De 1.001 empregados em diante: 5%

11.9 – Dependentes dos Trabalhadores no eSocial

Da linha 91 a 99 são solicitados os dados dos Dependentes.

Especificamente para os dependentes para fins de imposto de renda, nossa


recomendação é atualizar imediatamente a Declaração de Encargos de Família
para fins de imposto de renda com os dados exigidos no eSocial (Nome completo,
relação de dependência codificada etc).

A Declaração precisa atender à legislação vigente (IN RFB 1.500/14, artigo


90) que reza que dependentes em comum na Declaração deve ter a anuência (o
ciente) do outro cônjuge ou companheiro e todos os empregadores precisam
atualizar as declarações vigentes para atender à legislação. A IN RFB 1.548/15
trouxe a obrigação de que dependentes a partir de 12 anos são obrigados a
estarem inscritos no CPF em 2017.

Ainda em relação aos dependentes, podemos aproveitar o momento de


atualização e orientar os trabalhadores sobre quem pode ou não ser dependente.
Informar também que se houver inclusão de dependentes e tal dependente auferir
rendimentos deverá incluir o rendimento na declaração anual de ajustes de quem
o incluiu. Vale lembrar que uma pessoa não pode ser dependente de mais de uma
pessoa e a a RFB cruzará os dados. Portanto, faça correto e evite cair na “malha
fina).

Ainda ressalto que quem paga pensão alimentícia não pode declarar o
alimentando como seu dependente, já que a própria pensão alimentícia já é
dedutível. O cônjuge que detém a guarda, pode declarar a guarda e o valor da
pensão recebida.

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 282

Em caso de guarda compartilhada os pais podem decidir quem lançará o(s)


filho(s) como dependentes, conforme consta no artigo 90 da IN RFB 1.500/14, que
recomendo fortemente a leitura e replico a seguir:

Art. 90. Podem ser considerados dependentes:


I - o cônjuge;
II - o companheiro ou a companheira, desde que haja vida
em comum por mais de 5 (cinco) anos, ou por período menor se da
união resultou filho;
III - a filha, o filho, a enteada ou o enteado, até 21 (vinte e
um) anos, ou de qualquer idade quando incapacitado física ou
mentalmente para o trabalho;
IV - o menor pobre, até 21 (vinte e um) anos, que o
contribuinte crie e eduque e do qual detenha a guarda judicial;
V - o irmão, o neto ou o bisneto, sem arrimo dos pais, até 21
(vinte e um) anos, desde que o contribuinte detenha a guarda judicial,
ou de qualquer idade quando incapacitado física ou mentalmente para
o trabalho;
VI - os pais, os avós ou os bisavós, desde que não aufiram
rendimentos, tributáveis ou não, superiores ao limite de isenção
mensal;
VII - o absolutamente incapaz, do qual o contribuinte seja
tutor ou curador.
§ 1º As pessoas elencadas nos incisos III e V do caput podem
ser consideradas dependentes quando maiores até 24 (vinte e quatro)
anos de idade, se estiverem cursando estabelecimento de ensino
superior ou escola técnica de 2º (segundo) grau.
§ 2º Os dependentes comuns podem, opcionalmente, ser
considerados por qualquer um dos cônjuges.
§ 3º No caso de filhos de pais separados, o contribuinte pode
considerar, como dependentes, os que ficarem sob sua guarda em
cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente.
§ 4º O responsável pelo pagamento a título de pensão
alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em
cumprimento de decisão judicial, inclusive a prestação de alimentos

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 283

provisionais, de acordo homologado judicialmente, ou de escritura


pública, não pode efetuar a dedução do valor correspondente a
dependente, exceto na hipótese de mudança na relação de
dependência no decorrer do ano-calendário.
§ 5º É vedada a dedução concomitante de um mesmo
dependente na determinação da base de cálculo de mais de um
contribuinte, exceto nos casos de alteração na relação de dependência
no ano-calendário.
§ 6º Para fins de desconto do imposto na fonte, os
beneficiários devem informar à fonte pagadora os dependentes a
serem utilizados na determinação da base de cálculo, devendo a
declaração ser firmada por ambos os cônjuges, no caso de
dependentes comuns.
§ 7º Na DAA pode ser considerado dependente aquele que,
no decorrer do ano-calendário, tenha sido dependente do outro
cônjuge para fins do imposto mensal, observado o disposto no § 5º.
§ 8º Para fins do disposto no inciso II do caput, considera-se
também dependente o companheiro ou companheira de união
homoafetiva.

11.10 - Declaração de Encargos de Família para Fins de Imposto de Renda

A seguir oferecemos um modelo para a Declaração de Encargos de Família


para fins de imposto de renda já adaptada à legislação (IN RFB 1.500/14 e IN RFB
1548/15) e ao eSocial.

DECLARAÇÃO DE ENCARGOS DE FAMÍLIA PARA FINS DE IMPOSTO DE RENDA

EMPRESA : CNPJ:
ENDEREÇO :

Em obediência à legislação do Imposto de Renda, venho pela presente


informar-lhes que tenho como encargo de família, as pessoas abaixo relacionadas:

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 284

DEPENDENTES CONSIDERADOS COMO ENCARGO DE FAMÍLIA

Nome completo dos Código Data


CPF
dependentes eSocial nascimento

Declaro sob as penas da lei, que as informações aqui prestadas são


verdadeiras e de minha inteira responsabilidade, não cabendo à empresa/órgão
qualquer responsabilidade perante a fiscalização.

DECLARANTE:
ESTADO CIVIL:
CPF:
ENDEREÇO:
CIDADE:

(local e data):
Assinatura: ___________________ Ciente do Cônjuge: ____________________
(o ciente do cônjuge é obrigatório no caso de dependentes em comum – IN RFB
1.500/14 artigo 90)

Sempre que houver alteração esta declaração deve ser renovada.

O eSocial utiliza a Tabela 7, para elencar os dependentes de maneira geral.

Observe os códigos e se houver alguma mudança, terá que enviar a alteração ao


eSocial.

Tabela 07 - Tipos de Dependente


Cód. Descrição
01 Cônjuge
02 Companheiro(a) com o(a) qual tenha filho ou viva há mais de 5 (cinco) anos ou
possua Declaração de União Estável
03 Filho(a) ou enteado(a)
04 Irmão(ã), neto(a) ou bisneto(a) sem arrimo dos pais, do(a) qual detenha a guarda
judicial
05 Pais, avós e bisavós
06 Menor pobre do qual detenha a guarda judicial
07 A pessoa absolutamente incapaz, da qual seja tutor ou curador

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 285

Tabela 07 - Tipos de Dependente


Cód. Descrição
08 Filho(a) ou enteado(a) universitário(a) ou cursando escola técnica de 2º grau, até 24
(vinte e quatro) anos
15 Ex-cônjuge
99 Agregado/Outros

As linhas 100 e 101 solicitam a informação de aposentadoria do


trabalhador e não é de preenchimento obrigatório. Mais um dado que necessita de
consulta ao trabalhador.

Da linha 102 à linha 106 não são dados obrigatórios (observar a coluna
“Ocorr”) de contato do trabalhador, porém recomendamos que estejam
atualizados os telefones e e-mails.

Repetimos que todos os dados até a linha 106 são comuns a todos os
trabalhadores e estagiários a serem cadastrados no eSocial, sendo opcional apenas
para os autônomos (contribuintes individuais) cujo cadastro inicial não será
solicitado – as informações irão apenas quando do fechamento da folha, no
arquivo de Remuneração.

Registros do evento S-2100 - Cadastramento Inicial do Vínculo

# Campo Tip Ocor Tam Dec Desc


o
1 eSocial - 1-1 - - eSocial
2 evtCadInicial - 1-1 - - Evento Cadastramento Inicial do Vínculo
Regras de Validação:
REGRA_ADMISSAO_ANTERIOR_INICIO_ESOCIAL
REGRA_ADMISSAO_POSTERIOR_INICIO_ATIVID
ADES
REGRA_ADMISSAO_VALIDA_DURACAO_CONTR
ATO REGRA_ADMISSAO_VALIDA_MATRICULA
REGRA_BLOQUEIA_USO_CPF_EMPREGADOR
REGRA_COMPATIBILIDADE_CATEGORIA_CLASS
TRIB REGRA_COMPATIB_CATEG_EVENTO
REGRA_EVETRAB_VALIDA_OPCAO_FGTS
REGRA_EXCLUSAO_EVENTO_ADMISSAO
REGRA_EXISTE_INFO_EMPREGADOR
REGRA_GERAL_VALIDA_DADOS_TABCONTRIB
REGRA_RETIFICA_MESMO_VINCULO
REGRA_VALIDA_EMPREGADOR
Zenaide Carvalho P á g i n a | 286

# Campo Tip Ocor Tam Dec Desc


o
REGRA_VALIDA_TRABALHADOR_BASE_CNIS
REGRA_VALIDA_TRABALHADOR_BASE_CPF
4 ideEvento - 1-1 - - Informações de Identificação do Evento
5 indRetif N 1-1 001 - Informe [1] para arquivo original ou [2] para
arquivo de retificação.
Valores Válidos: 1, 2
6 nrRecibo C 0-1 024 - Preencher com o número do recibo do arquivo
a ser retificado, no formato
N.NN.NNNNNNNNNNNNNNNNNNN.
Validação: O preenchimento é obrigatório se
{indRetif} = [2]
7 tpAmb N 1-1 001 Identificação do ambiente: 1 - Produção; 2 -
Produção restrita - dados reais; 3 - Produção
restrita - dados fictícios. Valores Válidos: 1, 2, 3.
10 - 1-1 - - Informações de identificação do empregador
ideEmpregado
r
11 tpInsc N 1-1 001 - Preencher com o código correspondente ao
tipo de inscrição, conforme tabela 5
Validação: Deve ser igual a [1] (CNPJ) ou [2]
(CPF)
12 nrInsc C 1-1 015 - Informar o número de inscrição do contribuinte
de acordo com o tipo de inscrição indicado no
campo {tpInsc}. Se for um CNPJ deve ser
informada apenas a Raiz/Base de oito posições,
exceto se natureza jurídica de administração
pública direta federal ([101-5], [104-0], [107-4],
[116-3], situação em que o campo deve ser
preenchido com o CNPJ completo (14 posições).
Validação: Se {tpInsc} for igual a [1], deve ser
um número de CNPJ válido. Se {tpInsc} for igual
a [2], deve ser um CPF válido.
13 trabalhador - 1-1 - - Informações Pessoais do Trabalhador
14 cpfTrab C 1-1 011 - Preencher com o número do CPF do
trabalhador
Validação: Deve ser um CPF válido.
15 nisTrab C 1-1 011 - Preencher com o número de inscrição do
segurado, o qual pode ser o PIS, PASEP ou NIT.
Validação: Deve ser um NIS válido e
pertencente ao trabalhador.
16 nmTrab C 1-1 070 - Nome do Trabalhador
17 sexo C 1-1 001 - Sexo do Trabalhador:

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eSocial- Guia Prático para Implantação P á g i n a | 287

# Campo Tip Ocor Tam Dec Desc


o
M - Masculino
F - Feminino
Valores Válidos: M, F
18 racaCor N 1-1 001 - Raça e cor do trabalhador, conforme opções
abaixo:
1 – Branca;
2 – Negra;
3 - Parda (parda ou declarada como mulata,
cabocla, cafuza, mameluca ou mestiça de negro
com pessoa de outra cor ou raça);
4 - Amarela (de origem japonesa, chinesa,
coreana etc);
5 – Indígena;
6 - Não informado.
Valores Válidos: 1, 2, 3, 4, 5, 6
19 estCiv N 0-1 001 - Estado civil do trabalhador, conforme opções
abaixo: (Nota da autora: não há opção para
União Estável: informar o estado civil legal:
solteiro, viúvo, divorciado...)
1 - Solteiro;
2 - Casado;
3 - Divorciado;
4 - Separado;
5 - Viúvo.
Valores Válidos: 1, 2, 3, 4, 5.
20 grauInstr C 1-1 002 - Grau de instrução do trabalhador, conforme
opções abaixo:
01 - Analfabeto, inclusive o que, embora tenha
recebido instrução, não se alfabetizou;
02 - Até o 5º ano incompleto do Ensino
Fundamental (antiga 4ª série) ou que se tenha
alfabetizado sem ter frequentado escola
regular;
03 - 5º ano completo do Ensino Fundamental;
04 - Do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental
incompleto (antiga 5ª a 8ª série)
05 - Ensino Fundamental Completo;
06 - Ensino Médio incompleto;
07 - Ensino Médio completo;
08 - Educação Superior incompleta;
09 - Educação Superior completa;
10 - Pós-Graduação completa;
11 - Mestrado completo;

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 288

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o
12 - Doutorado completo;
Valores Válidos: 01, 02, 03, 04, 05, 06, 07, 08,
09, 10, 11, 12
21 nmSoc C 0-1 70 - Nome social para travesti ou transexual.
22 nascimento - 1-1 - - Grupo de informações do nascimento do
trabalhador
23 dtNascto D 1-1 - - Preencher com a data de nascimento
24 codMunic N 0-1 007 - Preencher com o código do município,
conforme tabela do IBGE
Validação: Se informado, deve ser um código
existente na tabela do IBGE. O preenchimento
é obrigatório se o país do nascimento for igual
a Brasil.
25 uf C 0-1 002 - Preencher com a sigla da Unidade da Federação
Validação: Deve ser uma UF válida.
26 paisNascto C 1-1 003 - Preencher com o código do país de nascimento
do trabalhador, conforme tabela 6.
Validação: Deve ser um código existente na
tabela.
27 paisNac C 1-1 003 - Preencher com o código do país de
nacionalidade do trabalhador, conforme tabela
6.
Validação: Deve ser um código existente na
tabela.
28 nmMae C 0-1 070 - Nome da mãe do trabalhador.
Regra de validação:
REGRA_GERAL_VALIDA_NOME
29 nmPai C 0-1 070 - Nome do Pai do Trabalhador.
Regra de validação:
REGRA_GERAL_VALIDA_NOME
30 documentos - 0-1 - - Informações dos documentos pessoais do
trabalhador
31 CTPS - 0-1 - - Informações da Carteira de Trabalho e
Previdência Social
32 nrCtps C 1-1 011 - Número da carteira de trabalho e Previdência
Social do trabalhador - CTPS.
33 serieCtps C 1-1 005 - Número de série da CTPS.
34 ufCtps C 1-1 002 - UF da expedição da CTPS.
Validação: Deve ser uma UF válida.
35 RIC - 0-1 - - Informações do Registro de Identificação Civil
36 nrRic C 1-1 014 - Número do RIC
37 C 1-1 020 - Órgão emissor do documento

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o
orgaoEmissor
38 dtExped D 1-1 - - Data da expedição do documento
39 RG - 0-1 - - Informações do Registro Geral (RG)
40 nrRg C 1-1 014 - Número do RG
41 C 1-1 020 - Órgão emissor do documento
orgaoEmissor
42 dtExped D 1-1 - - Data da expedição do documento
43 RNE - 0-1 - - Informações do Registro Nacional de
Estrangeiro
44 nrRne C 1-1 014 - Número de inscrição no Registro Nacional de
Estrangeiros
45 C 1-1 020 - Órgão emissor do documento
orgaoEmissor
46 dtExped D 1-1 - - Data da expedição do documento
47 OC - 0-1 - - Informações do número de registro em Órgão
de Classe (OC)
48 nrOc C 1-1 014 - Número de Inscrição no Órgão de Classe
49 C 1-1 020 - Órgão emissor do documento
orgaoEmissor
50 dtExped D 1-1 - - Data da expedição do documento
51 dtValid D 0-1 - - Preencher com a data de validade, se houver.
Validação: Se informada, deve ser posterior a
data de expedição.
52 CNH - 0-1 - - Informações da Carteira Nacional de
Habilitação (CNH)
53 nrRegCnh C 1-1 012 - Número do Registro da Carteira Nacional de
Habilitação - CNH
54 dtExped D 1-1 - - Data da expedição do documento
55 ufCnh C 1-1 002 - Estado da Federação emissor da CNH
Validação: Deve ser uma UF válida.
56 dtValid D 1-1 - - Preencher com a data de validade, se houver.
Validação: Se informada, deve ser posterior a
data de expedição.
57 dtPriHab D 0-1 - - Data da primeira habilitação
58 C 1-1 002 - Categoria da CNH
categoriaCnh Valores Válidos: A, B, C, D, E, AB, AC, AD, AE
59 endereco - 1-1 - - Grupo de informações do endereço do
Trabalhador
60 brasil - 0-1 - - Preenchimento obrigatório para trabalhador
residente no Brasil.
61 tpLograd C 1-1 003 - Tipo de Logradouro, conforme tabela 20.
Validação: Deve ser um código válido, existente

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Zenaide Carvalho P á g i n a | 290

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o
na tabela 20.
62 dscLograd C 1-1 080 - Descrição do logradouro
63 nrLograd C 1-1 010 - Número do logradouro. Se não houver número
a ser informado, preencher com "S/N"
64 C 0-1 030 - Complemento do logradouro.
complemento
65 bairro C 0-1 060 - Nome do bairro/distrito
66 cep N 1-1 008 - Código de Endereçamento Postal
Validação: Deve ser um CEP válido.
67 codMunic N 1-1 007 - Preencher com o código do município,
conforme tabela do IBGE
Validação: Deve ser um código existente na
tabela do IBGE.
68 uf C 1-1 002 - Preencher com a sigla da Unidade da Federação
Validação: Deve ser uma UF válida.
69 exterior - 0-1 - - Preenchido em caso de trabalhador residente
no exterior.
70 paisResid C 1-1 003 - Preencher com o código do país, conforme
tabela 6.
Validação: Deve ser um código existente na
tabela
71 dscLograd C 1-1 080 - Descrição do logradouro
72 nrLograd C 1-1 010 - Número do logradouro. Se não houver número
a ser informado, preencher com "S/N"
73 C 0-1 030 - Complemento do logradouro.
complemento
74 bairro C 0-1 060 - Nome do bairro/distrito
75 nmCid C 1-1 030 - Nome da Cidade
76 codPostal C 0-1 010 - Código de Endereçamento Postal
77 - 0-1 - - Grupo de informações do Trabalhador
trabEstrangeir Estrangeiro
o
78 dtChegada D 1-1 - - Data de chegada do trabalhador ao Brasil, em
caso de estrangeiro
79 C 1-1 002 - Classificação da condição do trabalhador
classTrabEstra estrangeiro no Brasil:
ng 01 - Visto permanente;
02 - Visto temporário;
03 - Asilado;
04 - Refugiado;
05 - Solicitante de Refúgio;
06 - Residente em país fronteiriço ao Brasil;

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o
07 - Deficiente físico e com mais de 51 anos;
08 - Com residência provisória e anistiado, em
situação irregular;
09 - Permanência no Brasil em razão de filhos
ou cônjuge brasileiros;
10 - Beneficiado pelo acordo entre países do
Mercosul;
11 - Dependente de agente diplomático e/ou
consular de países que mantém convênio de
reciprocidade para o exercício de atividade
remunerada no Brasil;
12 - Beneficiado pelo Tratado de Amizade,
Cooperação e Consulta entre a República
Federativa do Brasil e a República Portuguesa.
Validação: Deve ser um dos valores listados na
tabela
80 casadoBr C 1-1 001 - Condição de casado com brasileiro(s) em caso
de trabalhador estrangeiro, conforme tabela
abaixo:
S - Sim;
N - Não.
Valores Válidos: S, N
81 filhosBr C 1-1 001 - Indicar se o trabalhador estrangeiro tem filhos
brasileiros, conforme tabela abaixo:
S - Sim;
N - N