CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
100 DICAS PARA SEU TRT 15ª REGIÃO
(Analista Judiciário – Área Judiciária)
LÍNGUA PORTUGUESA
(DUDA NOGUEIRA)
1) TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO:
Termos integrantes, como o próprio nome diz, integram o sentido de outros termos, completam. São eles: complementos
verbais – objeto direto e objeto indireto –, complemento nominal e agente da passiva:
OBJETO DIRETO: Completa a significação de verbos transitivos diretos sem acompanhamento de
preposição
obrigatória.
OBJETO INDIRETO: Completa a significação de verbos transitivos indiretos, com acompanhamento
de preposição
obrigatória.
AGENTE DA PASSIVA: É o termo da oração que pratica a ação verbal na voz passiva, sempre
introduzido
por preposição, com a finalidade de indicar o ser que pratica a ação verbal sofrida pelo sujeito.
ADJUNTO ADNOMINAL: É o termo que determina, especifica ou explica um substantivo. Possui função
adjetiva na oração, a qual pode ser desempenhada por adjetivos, locuções adjetivas, artigos, pronomes adjetivos
enumerais adjetivos.
ADJUNTO ADVERBIAL: É o termo da oração que indica circunstância. Pode modificar o sentido de um
verbo (faz-se uma pergunta), de um adjetivo (intensidade) ou de um advérbio (intensidade).
APOSTO: É o termo explica ou especifica os substantivos e os pronomes. Pode vir separado dos demais termos
da oração por vírgula, dois-pontos ou travessão.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
100 DICAS PARA SEU TRT 15ª REGIÃO
(Analista Judiciário – Área Judiciária)
3) REGÊNCIA
Regência trata das relações entre os termos da frase, estabelecendo a dependência entre eles.
Regente é o termo que exige complemento e regido é o termo complementar. Ex: Ninguém assistiu (termo regente) à
palestra (termo regido).
4) CRASE
A palavra crase significa fusão, junção, mistura. Ocorre com vogais idênticas e o primeiro a sempre será uma
preposição.
REGRA GERAL: Haverá crase quando o termo regente exigir a preposição a e o tremo regido admitir o artigo
a ou as.
Dica: basta trocar a o regido por um masculino correlato, ou seja, que pertença à mesma classe gramatical. Se
obtiver a combinação ao (preposição a + artigo o), haverá crase.
DIANTE DE NOMES DE LUGAR: Substitua o termo regente por um verbo que peça a preposição de.
Resultando na contração da significa que esse nome de lugar aceita o artigo e haverá crase. EX: Vou à França.
= Vim da França.
5) COERÊNCIA E COESÃO
Coesão relaciona-se com o microtexto, ou seja, com as palavras que estabelecem as ligações das ideias. É
importante para estabelecer a coerência do texto.
Coerência textual é a relação lógica entre as ideias, pois essas devem se complementar, é o resultado da não
contradição entre as partes do texto. Inclui fatores como o conhecimento que o produtor e o receptor têm do
assunto abordado no texto, conhecimento de mundo, o conhecimento que esses têm da língua que usam e
intertextualidade. Por isso, refere-se ao nível semântico e cognitivo, isto é, as informações de um texto possuem
um fundo de verdade em relação ao próprio texto e em relação ao mundo real.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
100 DICAS PARA SEU TRT 15ª REGIÃO
(Analista Judiciário – Área Judiciária)
6) INTERPRETAÇÃO DE TEXTO:
DICAS PARA INTERPRETAR: As dicas abaixo devem ser seguidas para treinar, para exercitar em questões de
concursos. Treine a fim de que, no dia da prova, consiga não perder muito tempo.
1 Ler todo o texto: tenha uma visão geral do assunto;
2 se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura;
3 ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo menos duas vezes;
4 inferir (concluir ou deduzir a partir de exame dos fatos e de raciocínio);
5 voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
6 não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor;
7 fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor compreensão;
8 verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;
9 o autor defende ideias e você deve percebê-las.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
100 DICAS PARA SEU TRT 15ª REGIÃO
(Analista Judiciário – Área Judiciária)
TEMAS DE REDAÇÃO
(RODOLFO GRACIOLI)
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
Competência constitucional acerca dos direitos das pessoas com deficiência: De acordo com o art. 23, II,
da CF/88, é competência comum entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios, cuidar da saúde,
assistência pública, da proteção e das garantias da pessoa com deficiência. Além disso, União, Estados e
Distrito Federal são concorrentemente competentes para legislar sobre a proteção e integração social das
pessoas com deficiência (art. 24, XIV, CF/88).
Estatuto da Pessoa com Deficiência: Em julho de 2015, foi promulgada a Lei nº 13.146/2015, que instituiu
a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – LBI. Essa legislação também é denominada de
Estatuto da Pessoa com Deficiência e constitui importante dispositivo normativo que regulamenta os direitos
da pessoa com deficiência. A legislação é destinada a assegurar e a promover, em igualdade de condições, o
exercício de direitos e liberdades fundamentais da pessoa com deficiência, a fim de garantir a inclusão social
e a cidadania (art. 1º, Lei nº 13.146/2015). Ressalta-se que o Estatuto da Pessoa com Deficiência entrou em
vigor apenas 180 dias após a sua publicação (art. 127, Lei Brasileira de Inclusão). Tendo em vista que a lei
foi publicada no dia 07 de julho de 2015, as regras previstas somente passaram a ser aplicadas em 03 de
janeiro de 2016.
Conceito: O Estatuto da Pessoa com Deficiência traz o conceito de pessoa com deficiência, que foi inspirado
naquilo que prevê o art. 1º da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Atenção! A
memorização do conceito de pessoa com deficiência é essencial ao seu concurso:
Art. 2º, Estatuto da Pessoa com Deficiência: Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem
impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com
uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de
condições com as demais pessoas (grifos acrescidos).
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100 DICAS PARA SEU TRT 15ª REGIÃO
(Analista Judiciário – Área Judiciária)
3) DIREITO AO TRABALHO
Direito ao trabalho: De acordo com o art. 6º da Constituição Federal, o direito ao trabalho é reconhecido
como direito fundamental, enquanto direito social. A pessoa com deficiência tem direito ao trabalho de sua
livre escolha e aceitação em ambiente acessível e inclusivo em igualdade de oportunidades com as demais
pessoas (art. 34, Lei nº 13.146/2015). Além disso, é proibida qualquer forma de discriminação no tocante ao
salário e critérios de admissão do trabalhador com deficiência (art. 7º, XXXI, CF/88).
Atendimento prioritário: De acordo com a legislação (art. 9º, Lei nº 13.146/2015), a pessoa com deficiência tem
direito ao recebimento de atendimento prioritário, que compreende tratamento diferenciado e atendimento imediato
(art. 6º, Decreto nº 5.296/2004). Cumpre ressaltar que, além da pessoa com deficiência, tem direito ao atendimento
prioritário (art. 1º, Lei nº 10.048/2000 e art. 5º, Decreto nº 5.296/2004):
• Gestantes;
• Lactantes;
• Obesos
Passe livre: É assegurado à pessoa com deficiência, comprovadamente carente, o passe livre no transporte
coletivo interestadual (art. 1º, Lei nº 8.899/1994). Nesse sentido, o art. 1º do Decreto nº 3.691/2000, que
regulamenta a Lei nº 8.899/1994, estabelece a necessidade das empresas permissionárias e autorizatárias de
transporte interestadual de passageiros a reservar dois assentos de cada veículo para pessoa com deficiência.
Local visível ao público: A colocação do símbolo deve ocorrer em local visível ao público, não sendo
permitida modificação ou adição ao desenho reproduzido.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
100 DICAS PARA SEU TRT 15ª REGIÃO
(Analista Judiciário – Área Judiciária)
Exercício de direitos políticos: A pessoa com deficiência deve ter assegurado pelo poder público todos os
direitos políticos e a oportunidade de exercê-los em igualdade de condições com as demais pessoas (art. 76,
Estatuto da Pessoa com Deficiência).
Medidas judiciais de proteção à pessoa com deficiência: São asseguradas medidas judiciais de proteção
aos direitos difusos, coletivos, individuais homogêneos e indisponíveis da pessoa com deficiência que poderá
ser proposta pelos seguintes legitimados (art. 3º, Lei nº 7.853/1989):
LEGITIMADOS
a) Ministério Público;
b) Defensoria Pública;
c) União;
d) Estados;
e) Municípios;
f) Distrito Federal;
g) Autarquia, fundação, empresa pública e sociedade de economia mista que tenham entre suas finalidades institucionais, a proteção dos
interesses e a promoção de direitos da pessoa com deficiência; e
h) Associação constituída há mais de 1 ano, que tenha entre suas finalidades institucionais, a proteção dos interesses e a promoção de direitos da
pessoa com deficiência.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
100 DICAS PARA SEU TRT 15ª REGIÃO
(Analista Judiciário – Área Judiciária)
Órgãos da Justiça do Trabalho da 15ª Região (art. 1º): Tribunal Regional do Trabalho (2ª instância) +
Juízes do Trabalho (1ª instância).
(Acrescido pelo Assento Regimental n. 2, de 3 de junho de 2015) Sede do TRT 15ª Região (Arts. 2º e 3º):
Campinas/SP, estando as Varas do Trabalho administrativamente subordinadas ao Tribunal. Nesse ponto,
importante observar que, após a instalação da Vara, o Tribunal poderá alterar e estabelecer nova jurisdição,
bem como transferir a sede de um Município para outro, de acordo com a necessidade de agilização da
prestação jurisdicional.
2) DA ORGANIZAÇÃO DO TRIBUNAL
Órgãos do Tribunal (Art. 5º): Tribunal Pleno; Órgão Especial; Presidência; Corregedoria; Seções
Especializadas; Turmas e respectivas Câmaras; Escola Judicial; Ouvidoria.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
100 DICAS PARA SEU TRT 15ª REGIÃO
(Analista Judiciário – Área Judiciária)
Composição (art. 42): Desembargadores do Trabalho, à exceção dos eleitos para os cargos de
Administração do Tribunal e enquanto vigente o mandato, preenchidas as vagas pelo critério de antiguidade,
permitida a remoção ou a permuta, na forma regimental, sendo que, aos membros da Administração será
assegurado o seu retorno à Seção Especializada de origem quando do término do respectivo mandato.
(Redação dada pelo Assento Regimental n. 2, de 2 de outubro de 2017)
Composição (art. 46): constituída de 15 (quinze) Desembargadores e será dirigida pelo Presidente do
Tribunal, a quem incumbirá conciliar e instruir os dissídios originários e de revisão, ou, na sua ausência, pelo
Vice-Presidente Judicial, substituí- dos pelo Desembargador mais antigo da Seção quando ambos estiverem
ausentes.
Composição da 1ª SDI (art. 48): constituída de 13 (treze) Desembargadores, dentre eles, o seu Presidente.
(Redação dada pelo Assento Regimental n. 2, de 2 de outubro de 2017)
Composição da 2ª SDI (art. 49-A): constituída de 13 (treze) Desembargadores, dentre eles, o seu
Presidente. (Redação dada pelo Assento Regimental n. 2, de 2 de outubro de 2017)
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
100 DICAS PARA SEU TRT 15ª REGIÃO
(Analista Judiciário – Área Judiciária)
Composição da 3ª SDI (art. 50): constituída de 14 Desembargadores, dentre eles, o seu Presidente.
Havendo necessidade para composição do quórum, será convocado Juiz substituto no Tribunal (Redação
dada pelo Assento Regimental n. 2, de 2 de outubro de 2017)
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
100 DICAS PARA SEU TRT 15ª REGIÃO
(Analista Judiciário – Área Judiciária)
DIREITO DO TRABALHO
(HENRIQUE CORREIA)
1) TELETRABALHO:
Teletrabalho. A CLT foi alterada em 2011, para prever o teletrabalho, ou seja, o trabalho executado a distância.
Nesse caso, se as ordens são passadas pelo celular ou e-mail, configuram-se a subordinação e,
consequentemente, o vínculo empregatício (art. 6º CLT).
• Teletrabalho e a Reforma Trabalhista: A Lei nº 13.467/2017 regulamenta o tema em seu título II, capítulo II-A
(arts. 75-A a 75-E) e define o teletrabalho como a prestação de serviços preponderantemente fora das
dependências do empregador. De acordo com a nova regulamentação, o teletrabalhador não se sujeita às regras de
duração do trabalho, ou seja, não terá direito a horas extras, pagamento de adicional noturno e intervalos, nos
termos do art. 62, III, da CLT. Ademais, o acordo ou convenção coletiva que dispuser sobre o teletrabalho terá
prevalência sobre o disposto na legislação trabalhista (art. 611-A, VIII da CLT).
• Contrato solene: Novas regras para a contratação do teletrabalhador, deve haver a celebração de contrato solene,
com a especificação das atividades que o empregado deverá exercer.
• Alteração de trabalho presencial para teletrabalho. A Reforma Trabalhista permite que o empregado passe a
trabalhar na condição de teletrabalhador desde que haja:
• Alteração de teletrabalho para trabalho presencial. Também é possível a alteração do regime de teletrabalho
para o presencial. Todavia, nesse caso, a alteração se dá por determinação do empregador, sendo necessário o
preenchimento dos seguintes requisitos:
b) aditivo contratual.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
100 DICAS PARA SEU TRT 15ª REGIÃO
(Analista Judiciário – Área Judiciária)
2) EMPREGADO HIPERSUFICIENTE
a) Nível de escolaridade: empregado deve ser portador de diploma de nível superior. Portanto, os
empregados com menor grau de escolaridade não tem direito a negociar as cláusulas contratuais com seu
empregador, que serão realizadas pelo sindicato de sua categoria;
b) Valor do salário: empregado deve receber salário superior a duas vezes o limite máximo dos benefícios
do Regime Geral de Previdência Social. Em 2018, o teto previdenciário passou a ser de R$ 5.645,80.
Portanto, o empregado somente poderá negociar diretamente com seu empregador caso seu salário seja
superior a
R$ 11.291,60.
3) EMPREGADO DOMÉSTICO
Requisitos específicos para identificar o empregado doméstico permanecem intactos, mesmo após a
alteração constitucional (EC/72-2013). O empregado doméstico tem os 4 requisitos “clássicos” para
configurar o vínculo empregatício (pessoa física, onerosidade, subordinação e continuidade). Entretanto, para
esse trabalhador há duas particularidades que o candidato deve sempre lembrar:
1) Finalidade não lucrativa. É vedado que o empregado doméstico esteja inserido em uma atividade
lucrativa da família, ou seja, não poderá prestar serviços a terceiros, mas apenas à família.
2) Trabalho contínuo. O art. 1º, caput, da recém-promulgada LC nº 150/2015 estabelece que será
configurado o trabalho doméstico quando realizado por período superior a 2 dias. Em razão dessa
previsão, entendemos pela impossibilidade de contratação de empregado doméstico em trabalho
intermitente, modalidade de contrato de trabalho criada pela Reforma Trabalhista. O trabalho intermitente é
caracterizado pela alternância entre períodos de prestação de serviços e períodos de inatividade. Tendo em
vista que a legislação do doméstico exige que o trabalhador trabalhe mais de 2 dias na semana, não será
possível a contratação em regime de trabalho intermitente.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
100 DICAS PARA SEU TRT 15ª REGIÃO
(Analista Judiciário – Área Judiciária)
4) GRUPO ECONÔMICO
Ocorre grupo econômico quando as empresas estão ligadas entre si, ou seja, quando há “empresa-mãe e
empresas-irmãs1”. Nesse caso, cada uma dessas empresas possui personalidade jurídica própria, isto é, CNPJ
próprio, quadro de pessoal próprio, exercem atividades econômicas diversas etc. Com a Lei nº 13.467/2017, a
nova redação dada ao § 2º do art. 2º da CLT estabelece o reconhecimento de duas formas de grupo econômico:
– Grupo econômico por subordinação: Essa modalidade já era prevista na redação do art. 2º, § 2º da
CLT. No caso, o grupo pode ser formado na hipótese de existência de hierarquia entre as empresas. Para a
prova de formação do grupo econômico por subordinação, é indispensável, portanto, demonstrar que há
uma relação de controle entre uma ou mais empresas em relação às demais integrantes.
5) TRABALHADOR AUTÔNOMO
O trabalhador autônomo é o prestador de serviços que atua como patrão de si mesmo 2, ou seja, é a pessoa física
que presta serviços por conta própria, assumindo os riscos do empreendimento. Exemplos de trabalhadores
autônomos: médico, pedreiro, taxista, veterinário, diarista etc.
MP nº 808/2017: A MP nº 808/2017 alterou a redação do novo art. 442-B da CLT, que versa sobre a
regulamentação do trabalhado autônomo. A essência do dispositivo permanece a mesma daquela prevista pela
Lei nº 13.467/20173, pois a contratação como autônomo, desde que preenchidas todas as formalidades legais,
afasta o reconhecimento do vínculo de emprego. A MP nº 808/2017 elencou diversas hipóteses em que o
trabalhador permanece como autônomo:
a) Prestação de serviços a apenas um tomador: Ainda que preste serviços a apenas um tomador, não
haverá caracterização da qualidade de empregado nos termos do § 2º do art. 442-B da CLT.
b) Prestação de serviços a outros tomadores: De acordo com o § 3º do art. 442-B da CLT, o trabalhador
1
“No caso do grupo econômico, uma figura em zigue-zague, quase em formato das árvores genealógicas que aprendemos com as
ciências biológicas (empregado-empregador em linha reta e empregador com as empresas-irmãs e com a empresa-mãe, se
houver, dele se ramificando).” SILVA. Homero Batista Mateus da. Curso de Direito do Trabalho aplicado, vol. 1: Parte Geral. Rio
de Janeiro: Elsevier, 2009. p. 142.
Curso de Direito do Trabalho
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100 DICAS PARA SEU TRT 15ª REGIÃO
(Analista Judiciário – Área Judiciária)
autônomo pode prestar serviços de qualquer natureza a outros tomadores de serviços, que exerçam ou não a
mesma atividade econômica, inclusive sob qualquer modalidade de contrato de trabalho.
d) Leis específicas: Diversas profissões e atividades são regulamentadas por leis específicas e são
compatíveis com o trabalho autônomo, no caso: motoristas, representantes comerciais, corretores de
imóveis, parceiros, etc.
e) Mesmo negócio da empresa contratante: Ainda que o trabalhador desenvolva atividade relacionada ao
negócio da empresa contratante, permanecerá sua condição de autônomo.
• Afastamento de atividades insalubres: O tema foi regulamentado pela Lei nº 13.467/2017 – Reforma
Trabalhista e, posteriormente modificado pela MP nº 808/2017. De acordo com a nova lei, o afastamento das
atividades insalubres da gestante e lactante persiste, mas os efeitos serão diversos em relação ao grau de
insalubridade e entre empregada gestante e lactante.
• Gestante: será afastada do ambiente insalubre e não receberá o adicional de insalubridade. O desenvolvimento de
atividade insalubre em graus mínimo e médio pode ser autorizado, excepcionalmente, por meio de atestado de
saúde, emitido por médico de confiança da gestante. A prestação de serviços em atividades insalubres de grau
máximo obriga, necessariamente, o afastamento da empregada gestante, devendo prestar seus serviços em
ambientes salubres.
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100 DICAS PARA SEU TRT 15ª REGIÃO
(Analista Judiciário – Área Judiciária)
• Lactante: as lactantes que trabalham em atividades insalubres de qualquer grau permanecerão prestando suas
atividades normalmente, sem que haja a obrigação de afastamento. No entanto, é possível o afastamento da
lactante caso apresentado atestado de saúde emitido por médico de confiança da empregada.
Insalubridade em qualquer grau (máximo, médio ou Regra: trabalho normal em atividade insalubre
mínimo) Exceção: se apresentar atestado de saúde de médico
de confiança, permite-se o afas-
tamento
• Amamentação. Outra garantia dada à mulher, mesmo após a gestação, é amamentar o próprio filho, até que este
complete 6 meses de idade. Nesse caso, terá direito, durante a jornada de trabalho, a 2 descansos especiais de
meia hora cada um. Aliás, nos estabelecimentos com pelo menos 30 mulheres com mais de 16 anos de idade,
estas terão local apropriado onde seja permitido guardar, sob vigilância e assistência, os seus filhos no período da
amamentação. O empregador, entretanto, tem a opção de manter convênio com entidades públicas ou privadas
para suprir a exigência da creche no próprio estabelecimento (art. 389, §§ 1º e 2º, da CLT). Com a Reforma
Trabalhista, os períodos para amamentação deverão ser definidos por acordo individual entre a mulher e o
empregador.
• Com o advento da Lei nº 13.509/2017, o intervalo para amamentação foi estendido à empregada adotante:
Art. 396 da CLT: Para amamentar seu filho, inclusive se advindo de adoção, até que este complete 6 (seis)
meses de idade, a mulher terá direito, durante a jornada de trabalho, a 2 (dois) descansos especiais de meia hora
cada um.
• Estabilidade da gestante. A estabilidade, ou garantia provisória de emprego, veda que o empregador dispense
arbitrariamente ou sem justa causa a empregada gestante, desde a confirmação da gravidez até 5 meses após o
parto. A confirmação da gravidez não se confunde com a comunicação ao empregador, pois, mesmo se ele não
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100 DICAS PARA SEU TRT 15ª REGIÃO
(Analista Judiciário – Área Judiciária)
Com a Reforma Trabalhista, é possível a retirada da gratificação da função de confiança, que não será
incorporada, independentemente do tempo de exercício da função (Art. 468, § 2º da CLT).
Art. 468 da CLT (alterado pela Reforma Trabalhista) – Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a
alteração das respectivas condições por mútuo consentimento, e ainda assim desde que não resultem, direta
ou indiretamente, prejuízos ao empregado, sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia.
§ 1º Não se considera alteração unilateral a determinação do empregador para que o respectivo empregado
reverta ao cargo efetivo, anteriormente ocupado, deixando o exercício de função de confiança.
§ 2º A alteração de que trata o § 1º deste artigo, com ou sem justo motivo, não assegura ao empregado o
direito à manutenção do pagamento da gratificação correspondente, que não será incorporada,
independentemente do tempo de exercício da respectiva função.
8) DISTRATO
A resilição bilateral compreende o acordo entre as partes contratantes que colocam fim ao contrato de
trabalho e que se denomina distrato4. Antes da Reforma Trabalhista não se admitia o distrato, cabendo aos
empregados apresentar pedido de demissão ou aos empregadores realizar a dispensa sem justa causa.
A Reforma Trabalhista passa a admitir o distrato como nova hipótese de término do contrato de trabalho no
art. 484-A da CLT. Na hipótese de celebração de distrato, os trabalhadores terão direito ao recebimento das
seguintes verbas rescisórias:
– 50% do aviso prévio, se for indenizado. Na hipótese de aviso prévio trabalhado, terá direito ao
recebimento de seu valor integral.
Direito do Trabalho
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
100 DICAS PARA SEU TRT 15ª REGIÃO
(Analista Judiciário – Área Judiciária)
Antes da Reforma Trabalhista não se admitia o saque dos depósitos do FGTS baseado no distrato realizado
entre empregado e empregador, pois essa modalidade de extinção contratual não era prevista no
ordenamento jurídico. Com a regulamentação da nova lei trabalhista. O trabalhador poderá movimentar sua
conta vinculada do FGTS até o limite de 80% do valor dos depósitos (art. 484-A, § 1º, CLT).
Cumpre ressaltar que o art. 20 da Lei nº 8.036/1990, que estabelece as hipóteses de saque dos depósitos do
FGTS, foi alterado para prever o distrato como nova modalidade:
Art. 20, I-A, Lei nº 8.036/1990. A conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada nas
seguintes situações: extinção do contrato de trabalho prevista no art. 484-A da Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943.
O empregado que celebrar distrato para extinguir seu contrato de trabalho não terá direito ao recebimento de
seguro-desemprego.
• Regime de tempo parcial. Este regime foi criado como forma de incentivar o aumento dos postos de trabalho.
Além disso, a remuneração dos empregados submetidos a essa jornada reduzida será proporcional à remuneração
recebida pelos empregados que cumprem, nas mesmas funções, tempo integral.
• Com a Reforma Trabalhista, será considerado trabalho em regime de tempo parcial o que não exceder a 30
horas semanais, quando não poderão ser prestadas horas extras ou 26 horas semanais, em que se possibilitará o
acréscimo de até 6 horas suplementares semanais. Note-se que mesmo que estipulada por tempo inferior a 26
horas, as horas suplementares serão consideradas horas extras.
• Abono pecuniário de férias. Importante frisar, ainda, que com a nova legislação, será facultado ao empregado
contratado sob o regime de tempo parcial converter 1/3 do período de férias a que tiver direito em abono
pecuniário, ou seja, poderá converter até 1/3 dos dias de férias em dinheiro (Art. 58-A, § 6º da CLT, com redação
dada pela Reforma Trabalhista).
• Com a entrada em vigor da Lei nº 13.467/2017, as férias do regime de tempo parcial serão regidas pelo art. 130 da
CLT, na mesma proporção devida aos demais empregados. Nesse sentido, o art. 130-A da CLT foi revogado.
• Alteração para o regime por tempo parcial. Por fim, para os atuais empregados, já contratados, a adesão ao
regime por tempo parcial deverá ocorrer mediante seu consentimento, e, ainda, ser submetida à negociação
coletiva (acordo ou convenção coletiva), porque há possibilidade de acarretar redução salarial. De acordo com o
§ 2º do art. 58-A da CLT: “Para os atuais empregados, a adoção do regime de tempo parcial será feita mediante
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
100 DICAS PARA SEU TRT 15ª REGIÃO
(Analista Judiciário – Área Judiciária)
opção manifestada perante a empresa, na forma prevista em instrumento decorrente de negociação coletiva.”
• Contribuição sindical. Era chamada, antigamente, de imposto sindical. É prevista em lei e no texto
constitucional sendo e, antes da Reforma Trabalhista era obrigatória para todos os empregados, profissionais
liberais e, ainda, aos empregadores, conforme previsto nos artigos 578 a 610 da CLT. Essa contribuição
compulsória tinha natureza de tributo.
Com a Reforma Trabalhista, a contribuição sindical passa a ser facultativa, pois dependerá de prévia e
expressa autorização dos empregados, empregadores e trabalhadores autônomos para que seu desconto possa
ser realizado. A contribuição sindical passa a ter natureza trabalhista e ser objeto do direito coletivo do
trabalho, exatamente como ocorre com outras cobranças sindicais, tais como as contribuições confederativa e
assistencial, bem como as taxas associativas.
• Segue quadro com informações acerca do rateio da contribuição sindical recolhida dos empregados e do
empregador:
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
100 DICAS PARA SEU TRT 15ª REGIÃO
(Analista Judiciário – Área Judiciária)
• autotutela: o ofendido, com suas próprias forças, impunha sua vontade sobre a pessoa que estivesse em conflito,
ou seja, por meio da autotutela. Nos dias atuais, em regra, não se permite a autotutela. Exceção: direito de greve.
• autocomposição: as próprias partes em conflito resolvem solucioná-lo sem que haja decisão de um terceiro.
• heterocomposição é a forma de solução do conflito por meio de terceira pessoa, que decide de modo obrigatório
para as partes.
Mediação e conciliação
A Resolução nº 174/2016 do CSJT tem como objetivo estimular a prática da conciliação e da mediação na Justiça do
Trabalho, definindo-as da seguinte forma;
a) Conciliação: “meio alternativo de resolução de disputas em que as partes confiam a uma terceira pessoa –
magistrado ou servidor público por este sempre supervisionado –, a função de aproximá-las, empoderá-las e
orientá-las na construção de um acordo quando a lide já está instaurada, com a criação ou proposta de opções para
composição do litígio” (art. 1º, I).
b) Mediação: “meio alternativo de resolução de disputas em que as partes confiam a uma terceira pessoa –
magistrado ou servidor público por este sempre supervisionado –, a função de aproximá-las, empoderá-las e
orientá-las na construção de um acordo quando a lide já está instaurada, sem a criação ou proposta de opções para
composição do litígio” (art. 1º, II).
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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Arbitragem
A arbitragem ocorre quando as partes escolhem um terceiro imparcial para solucionar o conflito. Trata-se de
meio alternativo e facultativo de solução do conflito.
No processo do trabalho, a arbitragem é prevista para os conflitos coletivos, conforme prevê o art. 114, § 1°,
da CF/88: “Frustrada a negociação coletiva, as partes poderão eleger árbitros”. Ademais, o art. 83, XI, da LC
75/93 declina que o Ministério Público do Trabalho pode atuar “como árbitro, se assim for solicitado pelas
partes, nos dissídios de competência da Justiça do Trabalho”.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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Recurso ordinário
Recurso de revista
Agravo de petição
Agravo de instrumento
8 dias
Embargos de divergência
Embargos infringentes
Recurso adesivo
Agravo interno e regimental
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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3) JUS POSTULANDI
O jus postulandi se aplica aos empregados e empregadores, inclusive no dissídio coletivo (CLT, art. 839, a).
Contudo, o Tribunal Superior do Trabalho não permite o jus postulandi em alguns casos, exigindo, nessas
hipóteses, que a parte seja representada por advogado, como se verifica pela Súmula n° 425 do TST, a seguir
transcrita:
O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos
Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de
segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho.
4) HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS
Antes da Lei nº 13.467/17, os honorários advocatícios no processo do trabalho, em regra, decorria da mera
sucumbência, impondo que o empregado estivesse assistido pelo sindicato da categoria e fosse beneficiário
da justiça gratuita (Súmula 219, I, do TST).
No entanto, após referida lei, a sistemática passa a ser totalmente diferente, tornando-se a regra a concessão
dos honorários sucumbenciais, conforme estabelece o art. 791-A da CLT, in verbis:
Art. 791-A. Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucumbência, fixados entre o
mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 15% (quinze por cento) sobre o valor que resultar da liquidação da
sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa.
§ 1º Os honorários são devidos também nas ações contra a Fazenda Pública e nas ações em que a parte estiver
assistida ou substituída pelo sindicato de sua categoria.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
§ 4º Vencido o beneficiário da justiça gratuita, desde que não tenha obtido em juízo, ainda que em outro processo,
créditos capazes de suportar a despesa, as obrigações decorrentes de sua sucumbência ficarão sob condição suspensiva
de exigibilidade e somente poderão ser executadas se, nos dois anos subsequentes ao trânsito em julgado da decisão
que as certificou, o credor demonstrar que deixou de existir a situação de insuficiência de recursos que justificou a
concessão de gratuidade, extinguindo-se, passado esse prazo, tais obrigações do beneficiário.
4) ÔNUS DA PROVA
A CLT, ao disciplinar o ônus da prova no art. 818, estabelece que o ônus da prova é distribuído da seguinte forma:
Ademais, a Lei nº 13.467/17 passa a prever expressamente a teoria dinâmica do ônus da prova,
estabelecendo que “nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa relacionadas à
impossibilidade ou à excessiva dificuldade de cumprir o encargo nos termos deste artigo ou à maior
facilidade de obtenção da prova do fato contrário, poderá o juízo atribuir o ônus da prova de modo diverso,
desde que o faça por decisão fundamentada, caso em que deverá dar à parte a oportunidade de se
desincumbir do ônus que lhe foi atribuído” (CLT, art. 818, § 1º).
A decisão referida no parágrafo anterior deverá ser proferida antes da abertura da instrução e, a requerimento
da parte, implicará o adiamento da audiência e possibilitará provar os fatos por qualquer meio em direito
admitido (CLT, art. 818, § 2º). Ademais, referida decisão não pode gerar situação em que a desincumbência
do encargo pela parte seja impossível ou excessivamente difícil (CLT, art. 818, § 3º).
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
ATENÇÃO:
A matéria é cobrada apenas para o cargo de Analista Judiciário – Área Judiciária
A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na pretensão objeto da
perícia, ainda que beneficiária da justiça gratuita (CLT, art. 790-B). Somente no caso em que o
beneficiário da justiça gratuita não tenha obtido em juízo créditos capazes de suportar os honorários do
perito, ainda que em outro processo, a União responderá pelo encargo (CLT, art. 790, § 4º).
Ao fixar o valor dos honorários periciais, o juízo deverá respeitar o limite máximo estabelecido pelo
Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CLT, art. 790, § 1º). O juízo poderá deferir parcelamento dos
honorários periciais (CLT, art. 790, § 2º). O juízo não poderá exigir adiantamento de valores para realização
de perícias (CLT, art. 790, § 3º).
A responsabilidade pelo pagamento dos honorários do assistente do perito é da parte que o nomeou, ainda
que vencedora no objeto da perícia (Súmula n° 341 do TST).
6) RECURSO ORDINÁRIO
2) das decisões definitivas ou terminativas dos Tribunais Regionais, em processos de sua competência
originária, quer nos dissídios individuais, quer nos dissídios coletivos.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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7) AGRAVO DE PETIÇÃO
O agravo de petição só será recebido quando o agravante delimitar, justificadamente, as matérias e os valores
impugnados, permitida a execução imediata da parte remanescente até o final, nos próprios autos ou por
carta de sentença (CLT, art. 897, § 1°).
A competência para julgar o agravo de petição depende da competência originária para o processamento da
execução. Desse modo, a competência para julgamento será da seguinte forma:
TRT (Turmas do TRT) decisões proferidas pela Vara do Trabalho na fase de execução;
TRT (Tribunal Pleno, Órgão Especial ou Sessão decisões proferidas pelo Presidente do TRT na fase de execução
Especializada do TRT, conforme dispuser o dos processos de competência originária do TRT (CLT, art. 897,
regimento interno) § 3°)
TST (SDI-I do TST, nos termos do art. decisões proferidas pelo Presidente do TST na fase de execução
71, II, b, do regimento interno do TST) dos processos de competência originária do TST (CLT, art. 897,
§ 3º)
8) RECURSO DE REVISTA
O recurso de revista é um recurso de natureza extraordinária e vinculada, sendo disciplinado no art. 896 da
CLT.
2) serve para impugnar decisões dos Tribunais Regionais em grau de recurso ordinário;
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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1) as decisões que derem ao mesmo dispositivo de lei federal interpretação diversa da que lhe houver dado outro
Tribunal Regional do Trabalho, no seu Pleno ou Turma, ou a Seção de Dissídios Individuais do Tribunal Superior do
Trabalho, ou contrariarem súmula de jurisprudência uniforme dessa Corte ou súmula vinculante do Supremo Tribunal
Federal;
2) as decisões que derem ao mesmo dispositivo de lei estadual, Convenção Coletiva de Trabalho, Acordo Coletivo,
sentença normativa ou regulamento empresarial de observância obrigatória em área territorial que exceda a jurisdição
do Tribunal Regional prolator da decisão recorrida, interpretação divergente, na forma do item anterior;
No recurso de revista, não se admite o reexame de fatos e provas (Súmula n° 126 do TST).
No recurso de revista, além dos pressupostos recursais genéricos (cabimento, legitimidade, interesse, fato extintivo e
impeditivos do direito de recorrer, tempestividade, representação, custas, depósito recursal e regularidade formal), são
exigidos dois pressupostos específicos:
1) a transcendência: entendido como o recurso de revista que produz reflexos gerais de natureza econômica,
política, social ou jurídica.
Ademais, estabelecem os §§ do art. 896-A da CLT, inseridos pela Lei nº 13.467/17 (reforma trabalhista), o que
segue:
§ 2o Poderá o relator, monocraticamente, denegar seguimento ao recurso de revista que não demonstrar
transcendência, cabendo agravo desta decisão para o colegiado.
§ 3o Em relação ao recurso que o relator considerou não ter transcendência, o recorrente poderá realizar
sustentação oral sobre a questão da transcendência, durante cinco minutos em sessão.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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§ 4o Mantido o voto do relator quanto à não transcendência do recurso, será lavrado acórdão com
fundamentação sucinta, que constituirá decisão irrecorrível no âmbito do tribunal.
§ 6o O juízo de admissibilidade do recurso de revista exercido pela Presidência dos Tribunais Regionais do
Trabalho limita-se à análise dos pressupostos intrínsecos e extrínsecos do apelo, não abrangendo o critério da
transcendência das questões nele veiculadas
2) o presquestionamento: quando na decisão impugnada haja sido adotada, explicitamente, tese a respeito (Súmula
n° 297, I, do TST). Incumbe à parte interessada, desde que a matéria haja sido invocada no recurso principal, opor
embargos declaratórios objetivando o pronunciamento sobre o tema, sob pena de preclusão (Súmula n° 297, II, do
TST). Considera-se prequestionada a questão jurídica invocada no recurso principal sobre a qual se omite o
Tribunal de pronunciar tese, não obstante opostos embargos de declaração (Súmula n° 297, III, do TST).
III – expor as razões do pedido de reforma, impugnando todos os fundamentos jurídicos da decisão recorrida,
inclusive mediante demonstração analítica de cada dispositivo de lei, da Constituição Federal, de súmula ou
orientação jurisprudencial cuja contrariedade aponte.
V – transcrever na peça recursal, no caso de suscitar preliminar de nulidade de julgado por negativa de
prestação jurisdicional, o trecho dos embargos declaratórios em que foi pedido o pronunciamento do tribunal
sobre questão veiculada no recurso ordinário e o trecho da decisão regional que rejeitou os embargos quanto ao
pedido, para cotejo e verificação, de plano, da ocorrência da omissão.
No entanto, quando a violação nasce na própria decisão recorrida é desnecessário o prequestionamento (OJ
119 da SDI-I).
O relator do recurso de revista poderá denegar- lhe seguimento, em decisão monocrática, nas hipóteses de
intempestividade, deserção, irregularidade de representação ou de ausência de qualquer outro pressuposto
extrínseco ou intrínseco de admissibilidade (CLT, art. 896, § 14).
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
3) quando o ente público não interpôs recurso ordinário voluntário da decisão de primeira instância,
ressalvada a hipótese de ter sido agravada, na segunda instância, a condenação imposta (OJ n° 334 da SDI-I
do TST).
Nas causas sujeitas ao procedimento sumaríssimo, somente será admitido recurso de revista por
contrariedade à súmula de jurisprudência uniforme do Tribunal Superior do Trabalho ou a súmula vinculante
do Supremo Tribunal Federal e violação direta da Constituição da República (CLT, art. 896, § 9°). Não cabe
por violação à orientação jurisprudencial (Sumula n° 442 do TST).
Na fase de execução somente cabe recurso de revista por ofensa direta e literal de norma da Constituição
Federal (CLT, art. 896, § 2°). Essa é a regra. Porém, é importante observar que a Lei n° 13.015/14 ampliou o
cabimento do recurso de revista na fase de execução em duas hipóteses: 1) execução fiscal; 2) controvérsias
da fase de execução que envolvam a Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas (CNDT). Nesses dois casos,
o recurso de revista será cabível quando:
b) divergência jurisprudencial;
* Apenas nas hipóteses de execução fiscal e controvérsias da fase de execução que envolvam a Certidão Negativa de
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
Débitos Trabalhistas (CNDT), o recurso de revista será cabível quando: violar a lei federal, por divergência
jurisprudencial e por ofensa à Constituição Federal (CLT, art. 896, § 10).
DIREITO CONSTITUCIONAL
(PAULO LÉPORE)
1) PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS.
Art. 1º da CF: “A República Federativa do Brasil (RFB), formada pela união indissolúvel dos Estados
e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como
fundamentos: I – a soberania; II – a cidadania; III – a dignidade da pessoa humana; IV – os valores
sociais do trabalho e da livre iniciativa; V – o pluralismo político”.
SO: Soberania
CI: Cidadania
Dignidade da pessoa humana
DI:
Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa
VA:
Pluralismo político
PLU:
Habeas Corpus: Conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de
sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção (também denominada ambulatorial), por
ilegalidade ou abuso de poder.
Mandado de Segurança: Caberá mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não
amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder
for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
Mandado de Segurança Coletivo: O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a)
partido político com representação no Congresso Nacional; b) organização sindical; c) entidade de classe ou
associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses
de seus membros ou associados.
Ação Popular: A ação popular pode ser proposta por qualquer cidadão (nacional no gozo dos direitos
políticos) com o objetivo de anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado
participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o
autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência
Para memorizar os cargos privativos de brasileiro nato, o amigo leitor pode valer-se da expressa mnemônica
“MP3.COM”
M inistro do STF
C arreira Diplomática
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
Atenção para as “pegadinhas” clássicas: a) o cargo de Ministro do STJ não é privativo de brasileiro nato, mas o de Ministro
do STF é; b) o cargo de Ministro da Justiça não é privativo de brasileiro nato, mas o de Ministro de Estado da Defesa é; c) o
cargo de Senador não é privativo de brasileiro nato, mas o de Presidente do Senado Federal é.
4) PARTIDOS POLÍTICOS
É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o
regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana (art. 17, caput, da CF).
Nos termos do art. 17, § 2°, da CF, os partidos políticos adquirem personalidade jurídica (de direito
privado) na forma da lei civil, com a inscrição dos atos constitutivos no respectivo registro. Existe ainda
o dever de posterior registro de seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consoante art. 44,
V, art. 44 § 3° e art. 45, todos do Código Civil c.c. artigos 8°, 9° e 10 da Lei 9.096/95, mas que não é
requisito para criação.
Atenção! De acordo com a Emenda Constitucional 97/2017 (que alterou alguns parágrafos do art. 17 da
CF):
a) É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna e estabelecer regras
sobre escolha, formação e duração de seus órgãos permanentes e provisórios e sobre sua organização e
funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações nas eleições
majoritárias, vedada a sua celebração nas eleições proporcionais, sem obrigatoriedade de vinculação
entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos
estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária;
b) Somente terão direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão, na
forma da lei, os partidos políticos que alternativamente: I. obtiverem, nas eleições para a Câmara dos
Deputados, no mínimo, 3% (três por cento) dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das
unidades da Federação, com um mínimo de 2% (dois por cento) dos votos válidos em cada uma delas; ou II –
tiverem elegido pelo menos quinze Deputados Federais distribuídos em pelo menos um terço das unidades da
Federação.
c) Ao eleito por partido que não preencher esses requisitos (“b”) é assegurado o mandato e facultada a
filiação, sem perda do mandato, a outro partido que os tenha atingido, não sendo essa filiação considerada
para fins de distribuição dos recursos do fundo partidário e de acesso gratuito ao tempo de rádio e de
televisão.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
Princípios da Administração Pública: para memorizar os princípios da administração pública que constam
do artigo 37, da CF, o amigo leitor pode valer-se da clássica expressa mnemônica “LIMPE”, que reúne as
primeiras letras dos princípios: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência.
L egalidade
I mpessoalidade
oralidade
M
ublicidade
P
ficiência
E
LIMPE
Somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de
sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso (fundação),
definir as áreas de sua atuação.
A administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de competência e
jurisdição, precedência sobre os demais setores administrativos, na forma da lei (art. 37, XVIII, da CF).
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
6) Poder Legislativo
Em âmbito Federal, o Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, que se compõe da Câmara dos
Deputados e do Senado Federal.
Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações de cada Casa do Congresso Nacional e de suas
Comissões serão tomadas por maioria dos votos, presente a maioria absoluta de seus membros.
A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eleitos, pelo sistema proporcional, em
cada Estado, em cada Território e no Distrito Federal.
Os Deputados Federais representam o povo e possuem mandato de quatro anos (art. 45, da CF), o mesmo
período de duração da legislatura do Congresso Nacional.
O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal, eleitos segundo o
princípio majoritário para mandato de oito anos. Com esse mandato, o Senador exercerá o cargo por duas
legislaturas. A renovação se dará de quatro em quatro anos, alternadamente, por um e dois terços.
A Câmara dos Deputados e o Senado Federal, ou qualquer de suas Comissões, poderão convocar Ministro
de Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência da República para
prestarem, pessoalmente, informações sobre assunto previamente determinado, importando crime de
responsabilidade a ausência sem justificação adequada, de modo que a convocação é absolutamente
constitucional, e a ausência injustificada do Ministro importaria crime de responsabilidade.
7) TRIBUNAL DE CONTAS:
O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da
União – TCU.
Natureza e Poderes do TCU: de acordo com o STF, “A posição constitucional dos Tribunais de Contas –
órgãos investidos de autonomia jurídica – inexistência de qualquer vínculo de subordinação institucional ao
poder legislativo – atribuições do Tribunal de Contas que traduzem direta emanação da própria Constituição
da República. Os Tribunais de Contas ostentam posição eminente na estrutura constitucional brasileira, não
se achando subordinados, por qualquer vínculo de ordem hierárquica, ao Poder Legislativo, de que não são
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
órgãos delegatários nem organismos de mero assessoramento técnico. A competência institucional dos
Tribunais de Contas não deriva, por isso mesmo, de delegação dos órgãos do Poder Legislativo, mas traduz
emanação que resulta, primariamente, da própria Constituição da República. Doutrina. Precedentes.” (ADI
4.190-MC-REF, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 10-3-2010, Plenário, DJE de 11-6-2010.)
A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a
todos existência digna, conforme os ditames da justiça social.
São princípios da ordem econômica: I - soberania nacional; II - propriedade privada; III - função social da
propriedade; IV - livre concorrência; V - defesa do consumidor; VI - defesa do meio ambiente, inclusive
mediante tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de
elaboração e prestação; VII - redução das desigualdades regionais e sociais; VIII - busca do pleno emprego; IX
- tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua
sede e administração no País.
Súmula Vinculante 49: “Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação de
estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área”.
Excetuadas hipóteses previstas na Constituição da República, o Estado poderá explorar atividade econômica
quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme
definido em lei (art. 173, da CF).
As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não
extensivos às do setor privado.
A lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados, à eliminação da
concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros.
Tem-se por inadmissível, no sistema da Constituição de 1988, que norma de constituição estadual proíba,
no estado-membro, que este possa reordenar, no âmbito da própria competência, sua posição na
economia, transferindo à iniciativa privada atividades indevidas ou, sem qualquer necessidade,
exploradas pelo setor público. Assim restou decidido pelo STF na ADI 234, julgada em 1995 e relatada pelo
Ministro Néri da Silveira.
9) POLÍTICA URBANA
Nos termos do art. 182, da CF, a política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder Público
municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
funções sociais da cidade e garantir o bem- estar de seus habitantes. O plano diretor, aprovado pela Câmara
Municipal, obrigatório para cidades com mais de vinte mil habitantes, é o instrumento básico da política de
desenvolvimento e de expansão urbana. Ademais, a propriedade urbana cumpre sua função social quando
atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor. Nesse sentido é
facultado ao Poder Público municipal, mediante lei específica para área incluída no plano diretor, exigir, nos
termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, que promova
seu adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de: I - parcelamento ou edificação compulsórios; II -
imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo no tempo; III - desapropriação com
pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada pelo Senado Federal, com
prazo de resgate de até dez anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da
indenização e os juros legais. As desapropriações de imóveis urbanos serão feitas com prévia e justa
indenização em dinheiro.
Compete à União desapropriar por interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural que não
esteja cumprindo sua função social, mediante prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária, com
cláusula de preservação do valor real, resgatáveis no prazo de até vinte anos, a partir do segundo ano de sua
emissão, e cuja utilização será definida em lei. As benfeitorias úteis e necessárias serão indenizadas em
dinheiro.
O decreto que declarar o imóvel como de interesse social, para fins de reforma agrária, autoriza a União a
propor a ação de desapropriação.
Cabe à lei complementar estabelecer procedimento contraditório especial, de rito sumário, para o processo
judicial de desapropriação.
São insuscetíveis de desapropriação para fins de reforma agrária: I - a pequena e média propriedade rural,
assim definida em lei, desde que seu proprietário não possua outra; II - a propriedade produtiva.
A lei garantirá tratamento especial à propriedade produtiva e fixará normas para o cumprimento dos
requisitos relativos a sua função social.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
DIREITO PREVIDENCIÁRIO
(ADRIANA MENEZES)
1891 A Constituição de 1891 foi a primeira a conter a expressão “aposentadoria”, que era concedida a
funcionários públicos, em caso de invalidez permanente.
Editada a Lei Eloy Chaves (Decreto-Legislativo nº 4.682, de 24/01/1923), que criou caixas de
aposentadorias e pensões para os ferroviários, por empresa.
1923 Apesar de não ser o primeiro diploma legal sobre o assunto securitário, devido ao desenvolvimento
posterior da previdência e à estrutura interna da “lei”, ficou esta conhecida como o marco inicial da
Previdência Social.
Criação do primeiro IAP (Instituto de Aposentadoria e Pensões), por meio do Decreto nº 22.872 de
29.06.1933. IAPM (Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Marítimos).
1933
Os IAPs atendiam às categorias de trabalhadores e vieram substituir as CAPs.
Esses IAPs vão até a década de 50.
A Constituição de 1934 foi a primeira a estabelecer a forma tríplice da fonte de custeio previdenciária, com
1934 contribuições do Estado, do empregador e do empregado. Foi, também, a primeira Constituição a utilizar a
palavra “Previdência”, sem o adjetivo “social”.
1937 A Constituição de 1937 não traz novidades, a não ser o uso da palavra “seguro social” como sinônimo de
previdência social.
1946 A Constituição de 1946 foi a primeira a utilizar a expressão “previdência social”, substituindo a expressão
“seguro social”.
1960 A Lei nº 3.807, de 26/08/1960, unificou toda a legislação securitária e ficou conhecida como a Lei
Orgânica da Previdência Social (LOPS).
1963 Instituição do Fundo de Assistência e Previdência do Trabalhador Rural (FUNRURAL), instituído pela Lei
nº 4.214, de 02.03.1963.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
100 DICAS PARA SEU TRT 15ª REGIÃO
(Analista Judiciário – Área Judiciária)
1965 Ainda na CF/46, foi incluído, em 1965, parágrafo proibindo a prestação de benefício sem a correspondente
fonte de custeio.
1967 A Lei nº 5.316, de 14.09.1967, integrou o seguro de acidentes de trabalho à previdência social, fazendo
assim desaparecer este seguro como ramo à parte.
A Constituição de 1988 tratou, pela primeira vez no Brasil, da Seguridade Social, entendida como um
1988 conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade destinado a assegurar os
direitos à Saúde, à Previdência e à Assistência Social.
O SINPAS foi extinto em 1990. A Lei nº 8.029, de 12/04/1990, criou o INSS (Instituto Nacional do
Seguro Social), autarquia federal, vinculada ao extinto Ministério da Previdência Social, por meio da fusão
do INPS com o IAPAS.
1990
O INSS está, atualmente, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Social.
Nesse mesmo ano, foi aprovada a Lei Orgânica da Saúde – Lei nº 8.080/91 – que criou o SUS (Sistema
Único de Saúde).
1991 Lei nº 8.212 (Plano de Custeio e Organização da Seguridade Social) e Lei nº 8.213 (Plano de Benefícios da
Previdência Social).
1999 Decreto nº 3.048/99. Regulamento das Leis nº 8.212 e 8.213, ambas de 1991.
Emenda 1ª Reforma da Previdência, transformando aposentadoria por tempo de serviço em aposentadoria por tempo
Constitucional de contribuição.
nº 20/98 Trouxe, também, regras de transição para as aposentadorias do RGPS e do servidor público.
Emenda
Constitucional Complementa a Emenda Constitucional nº 41/03, trazendo mais uma regra transitória para a aposentadoria
nº 47/05 do servidor público.
Extinção da Secretaria da Receita Previdenciária. A Secretaria da Receita Federal passa a ter a denominação
de Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRFB), com a atribuição, a partir de maio/2007, de
fiscalizar, arrecadar e cobrar as contribuições previdenciárias.
Lei nº 11.457/07 Desde maio de 2007, o INSS não mais tem atribuição de arrecadar, fiscalizar e cobrar as contribuições
previdenciárias. Terá a atribuição de conceder, manter e revisar os benefícios previdenciários do Regime
Geral de Previdência Social (RGPS).
Os créditos das contribuições previdenciárias passaram a pertencer à União.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
Emenda Trouxe a redação do art. 6º-A para a Emenda Constituição nº 41/2003 e alterou a forma de cálculo das
Constitucional aposentadorias por invalidez do servidor que ingressou no serviço público antes da data da publicação da
nº 70/2012 EC nº 41/2003.
Lei nº 12.618/12 A União, em observância ao disposto no art. 40, §14 da Constituição Federal, instituiu o Plano de
Previdência Complementar para os servidores públicos federais, titulares de cargo efetivo.
Foi criada a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo
(Funpresp-Exe).
Decreto nº 7.808/12
Esse plano contempla, ainda, servidores públicos do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da
União, em razão do convênio de adesão à Funspresp-Exe.
Foi criada a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Judiciário
Resolução do STF
(Funpresp-Jud).
nº 496/2012
A aprovação do Plano pela PREVIC deu-se em 14/10/13.
Emenda Deu nova redação ao parágrafo único do art. 7º da Constituição Federal, estendendo ao empregado
Constitucional doméstico o direito ao salário-família, ao depósito de FGTS, ao seguro contra acidente do trabalho, dentre
nº 72/2013 outros direitos trabalhistas e previdenciários.
Lei Complementar
nº 142/2013 Regulamentou a concessão de aposentadoria para segurados do RGPS com deficiência .
Lei Complementar
nº 144/2014 Trouxe novas regras para as aposentadorias do servidor policial civil.
Lei Complementar
nº 150/2015 Dispõe sobre o contrato de trabalho doméstico e trouxe alterações nas Leis 8.212 e 8.213, ambas de 1991.
Converteu a Medida Provisória nº 664/2014, promovendo significativas mudanças para a concessão dos
Lei nº 13.135/15 benefícios de pensão por morte e auxílio-reclusão para os beneficiários do RGPS e do regime de
previdência dos servidores públicos federais.
Lei nº 13.146/15 Instituiu a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência).
Lei nº 13.183/15 Trouxe novas alterações nas Leis nº 8.212 e 8.213, ambas de 1991, inclusive estabelecendo regra de não
incidência do fator previdenciário no cálculo da aposentadoria por tempo de contribuição.
Lei Complementar
nº 152/2015 Regulamentou a aposentadoria compulsória do servidor público aos 75 anos de idade.
Lei nº 13.457/2017 Alterou o prazo de carência para os benefícios de auxílio-doença, aposentadoria por invalidez e salário-
maternidade quando o segurado reingressa ao RGPS.
Medida Provisória
nº 808/20171. Alterou alguns pontos da reforma trabalhista que repercutiu na esfera previdenciária.
1
A MP nº 808/2017 não tinha sido apreciada pelo Congresso Nacional até o fechamento desta obra e a publicação do Edital do
Concurso.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
• O regime geral de previdência social (RGPS) foi instituído pela Lei nº 8.213/91, tem caráter contributivo e deve
se preocupar com o equilíbrio financeiro e atuarial.
• Os regimes próprios de previdência social (RPPS) são instituídos por lei pela União, Estados, Distrito Federal e
Municípios para amparar seus servidores ocupantes de cargo público efetivo. Têm caráter contributivo e solidário,
mediante a contribuição do respectivo ente federativo, dos servidores ativos, inativos e pensionistas.
• A União tem competência para a edição de normas gerais sobre os RPPS, o que já foi feito através da publicação
da Lei nº 9.717/1998. À União, também, cabe a criação do regime próprio de previdência para os seus servidores.
• Os servidores públicos titulares apenas de cargos em comissão são segurados do RGPS, sempre. Também são
filiados obrigatórios do RGPS os agentes que trabalham para a Administração Pública, submetidos ao regime da
CLT, e os temporários (contratados por tempo determinado para atenderem a necessidade temporária de
excepcional interesse público, na forma do art. 37, IX, da CF). Não vão ser amparados pelo regime próprio de
previdência social dos servidores públicos.
• O regime de previdência complementar possui natureza complementar e facultativa como forma de aumentar a
renda do trabalhador. No entanto, segundo o art. 202 da CF, essa proteção é de natureza complementar e não
obriga a pessoa física dela participar.
• O regime de previdência privada, firmado pelo art. 202 da Constituição Federal, tem caráter complementar, é
organizado de forma autônoma em relação ao regime geral de previdência social e será facultativo, baseado na
constituição de reservas que garantam o benefício contratado, além de regulado por lei complementar.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
• No Brasil, os regimes de previdência privada adotam o regime de capitalização, não havendo em se falar de
solidariedade.
• No regime de capitalização, a ideia fundamental é a formação de reservas de capital que possam garantir as
prestações previdenciárias futuras aos beneficiários. As contribuições previdenciárias são acumuladas em fundos
de pensões ou em contas específicas e aplicadas no mercado financeiro e em outros ativos ao longo da vida ativa
do segurado. Quando o segurado passa para a inatividade, terá de volta o que contribuiu acrescido dos
rendimentos do capital, tudo mediante regras estabelecidas pelas normas que regem o sistema de previdência
organizada sob o regime de capitalização.
• O Regime Geral de Previdência Social (RGPS) compreende prestações expressas em benefícios e serviços.
• No atual Plano de Benefícios da Previdência Social (PBPS), os benefícios previdenciários em espécie são
distribuídos em função da titularidade ativa, na respectiva relação jurídica de direito previdenciário, conforme
tabela abaixo. Os serviços são prestados para segurados e dependentes, sem distinção.
Prestações do RGPS
Benefícios Serviços
• Auxílio-doença
• Auxílio-acidente
• Salário-família
• Salário-maternidade • Auxílio-reclusão • Reabilitação profissional
• Aposentadoria por invalidez • Pensão por morte • Serviço social
• Aposentadoria por idade
• Aposentadoria por tempo de contribuição
• Aposentadoria especial
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
Auxílio-doença3 12
1. Para o segurado especial, considera-se período de carência o tempo mínimo de efetivo exercício de atividade rural, ainda que de
forma descontínua, igual ao número de meses necessário à concessão do benefício requerido.
2. Se o parto antecipar, o número mínimo de contribuições exigido será diminuído em número igual aos meses de antecipação do
parto, comprovado por atestado médico.
3. No caso de perda da qualidade de segurado, para efeito de carência para a concessão dos benefícios de auxílio-doença, de
aposentadoria por invalidez e de salário-maternidade, o segurado deverá contar, a partir da nova filiação à previdência social, com
a metade dos períodos previstos acima.
5) DO SALÁRIO-MATERNIDADE
SALÁRIO-MATERNIDADE
• ADOÇÃO OU GUARDA JUDICIAL PARA FINS DE ADOÇÃO de crianças. Nesse caso, o benefício
poderá ser pago ao segurado ou à segurada. Não se pode pagar o benefício para ambos os segurados, no caso
Eventos
de adoção da mesma criança.
Carência • Empregados, empregados domésticos e trabalhadores avulsos = NÃO HÁ CARÊNCIA MÍNIMA EXIGIDA.
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SALÁRIO-MATERNIDADE
• No caso de perda da qualidade de segurado, para efeito de carência, o segurado deverá contar, a partir da
nova filiação à Previdência Social, com a metade do período de carência exigido. Regra válida para os
segurados contribuinte individual e facultativo.
• Para empregada doméstica = o último salário de contribuição, sujeito ao limite máximo correspondente;
• Para a contribuinte individual, facultativo(a) e desempregado(a) = 1/12 da soma dos últimos 12 salários de
contribuição apurados em período não superior a 15 (quinze) meses, limitado o valor ao teto máximo do
Renda Mensal salário de contribuição. Não poderá ser pago em valor inferior ao salário mínimo;
Inicial – valor • Para a segurada especial = um salário mínimo;
Responsável – para as empregadas, no caso de parto= a empresa pagará o benefício e será reembolsada do valor no
pelo momento do recolhimento de suas contribuições previdenciárias;
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SALÁRIO-MATERNIDADE
pagamento – para as empregadas com contrato de trabalho intermitente e as do MEI, no caso de parto = o pagamento é
feito diretamente pela Previdência Social;
– para todos os segurados em razão dos demais fatos geradores, incluindo todas as empregadas = o pagamento
é feito diretamente pela Previdência Social.
• Auxílio-doença;
• seguro-desemprego.
• Se a mãe biológica, segurada do RGPS, tiver recebido salário-maternidade, não há óbice para conceder o
benefício ao segurado ou segurada adotante.
• Para que o cônjuge ou companheiro tenha direito ao salário-maternidade após o falecimento do segurado ou
Pontos
da segurada, é necessário que ele seja segurado do RGPS e se afaste do trabalho ou das atividades
importantes
desempenhadas para cuidar do filho.
• A licença-maternidade de 120 dias pode ser prorrogada por mais 60 dias na hipótese de adesão da empresa ao
Programa Empresa Cidadã nos termos da Lei nº 11.770/2008.
• No caso de mães de crianças acometidas por sequelas neurológicas de doenças transmitidas pelo Aedes
Aegypti, como a microcefalia, é assegurado o salário-maternidade pelo período de 180 dias.
* Caso esteja desempregado, a renda mensal inicial será apurada da mesma forma que para o contribuinte individual.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
Contemplados Cônjuge ou companheiro de segurado ou segurada que venha a falecer no período de licença-maternidade.
Cônjuge ou companheiro deverá se afastar do seu trabalho ou da atividade desempenhada para cuidar do filho.
Requerimento Até o último dia do prazo previsto para o término do salário-maternidade originário.
Período de Entre a data do óbito da segurada e o último dia do término do salário-maternidade originário.
recebimento
Renda mensal As regras são as mesmas previstas para as seguradas, em geral, mas a remuneração ou o salário de contribuição
do benefício a ser considerado será o do segurado sobrevivente.
• As contribuições sociais que vão financiar a seguridade social ostentam natureza jurídica tributária.
• Observe o quadro esquematizado a respeito das contribuições da seguridade social que tem a União competência
para instituir por meio de lei ordinária ou medida provisória:
Do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar (art.195, IV, CF).
• A União poderá criar novas contribuições sociais além daquelas que já se encontram previstas no texto
constitucional. Trata-se, no caso, da competência residual tributária e, por isso, as novas contribuições sociais são,
muitas vezes, chamadas de contribuições residuais da seguridade social.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
Os servidores públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, inclusive de suas autarquias e
fundações, ocupantes de cargo público efetivo, poderão ser amparados por regime próprio de previdência criado
pelos entes federados.
• Para ser considerado regime próprio de previdência, o plano deve contemplar, pelo menos, os benefícios de
aposentadoria e pensão por morte.
• A instituição de Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) é feita por lei do respectivo ente federativo
(União, Estado, Distrito Federal, Município). A União tem competência para a edição de normas gerais sobre a
matéria.
• Apenas servidores públicos ocupantes de cargo efetivo podem ser amparados por regime próprio de
previdência social. Caso o ente federativo não tenha criado seu regime próprio de previdência social, seus
servidores serão amparados pelo RGPS.
• Os servidores titulares apenas de cargos em comissão são segurados do RGPS, sempre. Também são filiados
obrigatórios do RGPS os agentes que trabalham para a Administração Pública submetidos ao regime da CLT e os
temporários (contratados por tempo determinado para atenderem a necessidade temporária de excepcional
interesse público, na forma do art. 37, IX, da CF).
• Pode ocorrer a contagem recíproca de tempo de contribuição, que é a possibilidade de comunicabilidade dos
tempos de contribuição na atividade privada, rural e urbana, com o do tempo de contribuição na administração
pública, para fins de concessão de benefício. Nesse caso, os diferentes regimes de previdência se compensarão
financeiramente.
• Os entes federativos não podem adotar mais de um regime previdenciário para seus servidores.
– Instituído por lei do respectivo ente da Federação para amparar os servidores ocupantes de cargo
público efetivo.
– Caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores
REGIME PRÓPRIO ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e
DE PREVIDÊNCIA atuarial.
DOS SERVIDORES – Deve assegurar, pelo menos, aposentadoria e pensão por morte.
PÚBLICOS – Não poderão ser concedidos benefícios distintos dos previstos no RGPS (Lei 8.213/91), salvo quando
houver exceção constitucional.
– Lei 9.717/98 regulamenta a matéria e dispõe sobre regras gerais para a organização e funcionamento
dos Regimes Próprios da Previdência Social dos Servidores Públicos.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
• Os regimes próprios de previdência social dos servidores públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios, dos militares dos Estados e do Distrito Federal não poderão conceder benefícios distintos dos
previstos no Regime Geral de Previdência Social, salvo disposição em contrário da Constituição Federal.
• Pela regra atual da Constituição Federal, os servidores ocupantes de cargo público efetivo, vinculados ao regime
próprio de previdência social, serão aposentados:
• por invalidez;
• por idade;
APOSENTADORIAS DOS
SERVIDORES OCUPANTES DE
CARGO PÚBLICO EFETIVO • por tempo de contribuição;
(RPPS)
• de forma especial, e
• A Constituição Federal prevê a possibilidade de a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios fixarem o
valor das aposentadorias e pensões pagas pelo seu regime próprio de previdência social ao valor do limite
máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Para tanto, devem
instituir o regime de previdência complementar para os seus servidores titulares de cargo efetivo. É o que se pode
verificar no disposto no § 14 do art. 40 da CF.
• A União instituiu o Plano de Previdência Complementar para os servidores públicos federais, titulares de cargo
efetivo, suas autarquias e fundações, inclusive para os membros do Poder Judiciário, do Ministério Público da
União e do Tribunal de Contas da União, por meio da Lei nº 12.618 de 30 de abril de 2012.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
9) PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
• A previdência privada objetiva complementar a proteção oferecida pela previdência pública, por meio de
organização autônoma e da adoção do regime de financiamento por capitalização, bem como contribuir para o
fomento da poupança nacional.
• As entidades de previdência privada são constituídas sob a forma de fundação privada, sociedade civil (entidades
fechadas) ou sociedade anônima (entidades abertas).
• A previdência complementar privada é regulada por lei complementar. A Lei Complementar nº 109/2001 traz as
regras gerais sobre a previdência complementar e a Lei Complementar nº 108/2001 regula as relações jurídicas
entre as entidades da Administração Pública e as entidades fechadas de previdência complementar, os chamados
fundos de pensão.
• Assim, em relação aos planos de previdência para os servidores públicos, há que se observar as regras dispostas
nas Leis Complementares 108 e 109, ambas de 2001.
• A previdência complementar aberta é acessível a qualquer pessoa e a entidade será constituída sob a forma de
sociedade anônima sempre.
A contratação do autônomo, cumpridas por este todas as formalidades legais, de forma contínua ou não,
afasta a qualidade de empregado prevista no art. 3º da CLT.
Vale dizer que cai por terra a definição do contribuinte individual como um trabalhador que presta
serviço de natureza eventual. No caso, ele poderá prestar serviço, mesmo de forma contínua e não será
enquadrado como empregado no rol dos segurados do RGPS.
O fato do autônomo prestar serviço para apenas um tomador de serviços não caracteriza a qualidade de
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
100 DICAS PARA SEU TRT 15ª REGIÃO
(Analista Judiciário – Área Judiciária)
A Justiça do Trabalho executará, de ofício, as contribuições sociais das empresas, incidentes sobre a folha
de salários e demais rendimentos pagos ou creditados a qualquer título a pessoas que lhe prestam serviço
e as contribuições dos segurados, e seus acréscimos legais, relativas ao objeto da condenação constante
das sentenças que proferir e dos acordos que homologar.
DIREITO CIVIL
(PLÍNIO MOURA)
A partir do art. 7º, a LINDB traz regras de Direito Internacional Público e Privado, ao disciplinar as situações
em que se aplicam a lei brasileira e as hipóteses de aplicação das leis de outros países. A teoria da
territorialidade temperada foi adotada pelo direito brasileiro, ou seja, nem sempre o critério territorial será
adotado.
Eis as principais regras sobre a aplicação da lei brasileira ou estrangeira para situações de direito civil:
Personalidade, capacidade LEX DOMICILII (Lei do domicílio da pessoa) - Art. 7o A lei do país em que domiciliada a pessoa
e direito de família: determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de
família.
Qualificação dos bens: LEX REI SITAE (Lei da localização da coisa) - Art. 8o Para qualificar os bens e regular as relações
a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país em que estiverem situados.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
Regulação das obrigações LOCUS REGIT ACTUM (lei do local da constituição do ato) - Art. 9o Para qualificar e reger as
e negócios jurídicos: obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem.
Sucessão por morte ou LEX DOMICILII (Lei do domicílio da pessoa falecida – o de cujus) – Art. 10. A sucessão por morte
ausência: ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto ou o desaparecido, qualquer que
seja a natureza e a situação dos bens.
A LINDB, ainda sobre a Aplicação da Lei no Espaço, traz regras de Direito Processual Civil, relativas aos
temas: competência (art. 12), provas (arts. 12 e 13) e Homologação de Sentença Estrangeira (art. 15), em
relação às quais se remete ao conteúdo da disciplina em questão.
Em relação à Homologação de Sentença Estrangeira, convém observar que o ÓRGÃO CENTRAL para essa
atividade, que o faz em Juízo de Delibação (análise de requisitos formais, conforme art. 15, mencionado), é o
Superior Tribunal de Justiça - STJ, conforme art. 105, I, “i”, da CF. Logo, onde se lê STF, no art. 15, alínea
“e”, da LINDB, deve-se compreender STJ, conforme dispositivo legal acima, cuja alteração foi efetivada pela
Emenda Constitucional n. 45/2004.
Convém destacar, por fim, como determina o art. 17, da LINDB, as leis, atos e sentenças de outro país, bem
como quaisquer declarações de vontade, não terão eficácia no Brasil, quando ofenderem a soberania nacional,
a ordem pública e os bons costumes.
Veja-se que todas as pessoas físicas possuem personalidade jurídica (art. 1º), e que esta personalidade é
adquirida plenamente a partir do nascimento com vida, ressalvados os direitos do nascituro desde a concepção
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
(art. 2º). Acontece que, embora a regra é que as pessoas também possuam capacidade jurídica, ou seja, a
maturidade para exercer seus direitos, o Código Civil destaca as exceções - situações em que as pessoas têm
limitações à capacidade (art. 4º) e a situação em que a pessoa se encontra sem capacidade (art. 3º).
Assim, o CC define os incapazes, num juízo de exclusão lógica, dividindo-os entre Absolutamente Incapazes e
Relativamente Incapazes, conforme quadro a seguir, alterado pela lei 13.146/15:
Esse tema é fundamental e pode ser combinado com outros assuntos, nas questões da prova, a exemplo do tema
Invalidade de Negócio Jurídico e do tema Prescrição e Decadência.
A pessoa adquire capacidade plena, pelo critério de idade, ao completar 18 anos, mas é possível a Emancipação
(art. 5º), antes dos 18 anos, nas seguintes hipóteses:
VOLUNTÁRIA Quando o menor conta com, no mínimo, 16 anos + os pais concedem em comum acordo (ou um
deles, na falta do outro) + através de instrumento público + que deve ser levado a registro (art.
9°, II), independentemente de homologação judicial;
JUDICIAL Quando o menor conta com, no mínimo, 16 anos + os pais não chegam a um consenso ou o
menor vive sob tutela (o tutor não pode conceder a voluntária) + é necessária uma decisão
judicial + que deve ser levada a registro (art. 9°, II);
LEGAL Ocorre automaticamente, independente de registro, sentença ou instrumento público, nas
hipóteses previstas no art. 5°, parágrafo único, incisos II a V:
II - pelo casamento;
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
Sobre a Emancipação, é importante lembrar que ela torna a pessoa apta para todos os atos da vida CIVIL, não
implicando em alteração da responsabilidade criminal nem trazendo consequências para os atos de direito
administrativo (carteira de motorista, por exemplo).
ATENÇÃO: como a pessoa emancipada é capaz para todos os atos da vida civil, é
também considerada responsável civilmente por seus atos. A única exceção é a hipótese
de emancipação voluntária, na qual os pais continuam co-responsáveis, solidariamente,
enquanto o menor emancipado não completar 18 anos. Neste sentido é a jurisprudência
do STJ, muito lembrada em concursos públicos: (...) Responsabilidade civil. Pais.
Menor emancipado. A emancipação por outorga dos pais não exclui, por si só, a
responsabilidade decorrente de atos ilícitos do filho. [STJ – REsp 122573/PR – Relator
Ministro EDUARDO RIBEIRO – 3ª Turma – DJ 18.12.1998]
Tema de fundamental importância para provas de concurso, pois possui a disciplina prevista no Código Civil
(art. 50), a disposição especial do Código de Defesa do Consumidor (art. 28), além da atual regulamentação do
Incidente de Desconsideração da Personalidade da Pessoa Jurídica, prevista no CPC/15 (arts. 133-137), como
uma das hipóteses de Intervenções de Terceiros.
O quadro abaixo traz as principais questões que envolvem o tema, de forma sistematizada:
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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Desconsideração Ocorre quando o credor do sócio requer que tais obrigações sejam direcionadas à Pessoa
INVERSA - Jurídica, quando demonstra que o sócio se valeu da pessoa jurídica para “esconder”
patrimônio, caracterizando confusão patrimonial ou desvio de finalidade. Já era admitida
pela jurisprudência do STJ, pela Doutrina (En. 283, da JDC/CJF), e, mais recentemente,
foi admitida pelo CPC/15: Art. 133. (...)
§ 2o Aplica-se o disposto neste Capítulo à hipótese de desconsideração inversa da
personalidade jurídica.
Trata-se de elemento identificador da pessoa humana que traz diversas implicações jurídicas, tais como
o regime de competências processuais e o regramento da aplicação da lei no tempo Podem ser
classificados em:
a) Domicílio Voluntário: é a regra geral do domicílio, com o elemento objetivo (estabelecimento da pessoa, onde passa
a maior parte do tempo) e o elemento subjetivo (ânimo definitivo, exercício da autonomia privada). Observações
importantes:
Domicílio Residencial (art. Local onde a pessoa habita com ânimo definitivo, mesmo que não seja proprietária do
70): imóvel. Ex.: casa própria, apartamento alugado, casa dos pais, pensão de longa
duração, casa de praia...
Domicílio Profissional (art. É também domicílio da pessoa natural, quanto às relações concernentes à profissão, o
72): lugar onde esta é exercida.
Pluralidade de Domicílios É possível ter mais de uma residência ou mais de um emprego, simultaneamente, e
(art. 71 + art. 72): todos são considerados domicílio. Ex.: A pessoa que tem apartamento e casa de praia.
Domicílio Ocasional, Ter-se-á por domicílio da pessoa natural, que não tenha residência habitual, o lugar
Eventual ou Aparente (art. onde for encontrada. Ex.: circense, nômade, morador de rua... Portanto, toda pessoa
73): tem domicílio.
Mudança de Domicílio (art. Muda-se o domicílio, transferindo a residência, com a intenção manifesta de o mudar.
74) Parágrafo único. A prova da intenção resultará do que declarar a pessoa às
municipalidades dos lugares, que deixa, e para onde vai, ou, se tais declarações não
fizer, da própria mudança, com as circunstâncias que a acompanharem.
b) Domicílio Legal, Necessário ou Obrigatório: é a situação excepcional em que a lei determina o domicílio da pessoa
humana, embora não exclua do domicílio voluntário. Eis as hipóteses:
Domicílio do incapaz: É o do seu representante ou assistente. Ex.: Domicílio dos pais, tutores ou curadores.
Domicílio do servidor O lugar em que exercer permanentemente suas funções. Ex.: a lotação do servidor
público: público.
Domicílio do militar Onde servir, e, sendo da Marinha ou da Aeronáutica, a sede do comando a que se
encontrar imediatamente subordinado. Ex.: Militar da marinha que estiver em serviço
no Município de Corumbá, terá domicílio em Salvador, se estiver vinculado à Base
Naval de Aratu.
Domicílio do marítimo Onde o navio estiver matriculado. Ex.: Funcionário da TRANSPETRO, que trabalha
em navio matriculado em Campos/RJ. Esta cidade será o seu domicílio necessário.
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Domicílio do preso É o lugar em que cumprir a sentença. Obs. Prisões não definitivas e de natureza
cautelar não implicam em domicílio legal ou necessário.
Domicílio do agente Poderá ser demandado no Distrito Federal ou no último ponto do território brasileiro
diplomático, que, citado no onde o teve. Obs.: As embaixadas são consideradas territórios neutros, por isso é
estrangeiro, alegar possível ao agente diplomático alegar extraterritorialidade.
extraterritorialidade
c) Domicílio de Eleição, Contratual ou Convencional: Com reflexos processuais (art. 63, do CPC/15), esta espécie de
Domicílio decorre da CLÁUSULA DE FORO dos negócios jurídicos, conforme art. 78, do CC/02: Nos contratos
escritos, poderão os contratantes especificar domicílio onde se exercitem e cumpram os direitos e obrigações deles
resultantes.
5) BENS PÚBLICOS:
O Código Civil adota o critério da titularidade para diferenciar os bens públicos dos bens privados,
senão vejamos a regulamentação abaixo esquematizada:
Conceito: Art. 98. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público
interno; todos os outros são particulares, seja qual for a pessoa a que pertencerem (critério da
titularidade). Obs.: Também é aceito pela doutrina o critério da afetação, ou seja, também são
considerados públicos os bens particulares afetados a um serviço público, enquanto durar.
Espécies: Art. 99. São bens públicos:
I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças;
II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da
administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias;
III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto
de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades.
Parágrafo único. Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os bens pertencentes às
pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado.
Alienação: Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto
conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar.
Art. 101. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei.
Usucapião: Art. 102. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião.
Uso pelo Art. 103. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído, conforme for estabelecido
Particular: legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem.
5) PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA
Distinções
São efeitos do decurso do tempo, extinção de vantagens jurídicas quando o titular não as exerce, em
nome do Princípio da Segurança Jurídica. No quadro abaixo será sistematizada a distinção entre os dois
institutos:
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PRESCRIÇÃO DECADÊNCIA
O decurso do prazo atinge a pretensão (189), O decurso do prazo atinge o direito potestativo, tais como: anulação de
relativamente a direitos subjetivos obrigacionais negócio; exercício de garantias legais ou contratuais em face de vícios
(créditos e indenizações). redibitórios; exercício de preferência; etc.
Os prazos são fixados por lei, logo, NÃO podem a) LEGAL: Os prazos não podem ser alterados (aplicação analógica do art.
ser alterados por acordo de vontade das partes 192).
(art. 192). b) CONVENCIONAL: os prazos podem ser alterados.
Os prazos (arts. 205-206) podem ser suspensos ou Os prazos não se suspendem ou se interrompem, salvo na hipótese do art.
interrompidos (arts. 197-204), mas a prescrição 198, I. Obs.: Tanto a prescrição quanto a decadência ficam SUSPENSAS,
iniciada contra uma pessoa continua a correr apenas, para o absolutamente incapaz titular do direito (menor de 16 anos,
contra o seu sucessor (art. 196). conforme art. 3º, do CC após Lei 13.146/15).
Pode haver RENÚNCIA expressa ou tácita da a) LEGAL: Não é possível a renúncia (nulidade – art. 209).
prescrição (art. 191), após o fim do prazo (vedada b) CONVENCIONAL: É possível a renúncia.
renúncia antecipada).
Pode ser alegada a qualquer tempo e em qualquer a) LEGAL: Pode ser alegada a qualquer tempo e em qualquer grau de
grau de jurisdição pela parte interessada (art. 193) jurisdição (art. 211);
– não preclui. b) Convencional – Idem (art. 210).
O juiz pode conhecer de ofício (art. 487, a) LEGAL: Pode ser conhecida de ofício (art. 211);
parágrafo único, do CPC/15) b) CONVENCIONAL – Não pode ser suprida de ofício pelo Juízo (art.
210).
Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas Essa regra também se aplica à decadência efetivada por negligência do
têm ação contra os seus assistentes ou assistente ou representante legal do titular do direito, nos termos do art. 208.
representantes legais, que derem causa à
prescrição, ou não a alegarem oportunamente (art.
195).
a) Autonomia Privada: Liberdade de Contratar (escolha da pessoa com quem se vai contratar) x
Liberdade Contratual (escolha do conteúdo do pacto);
b) Força Obrigatória (Pacta Sunt Servanda): Consequências gerais do inadimplemento, diante da
responsabilidade decorrente da obrigação assumida;
c) Relatividade Subjetiva (obrigam-se, em regra, apenas as partes – credor e devedor).
Função Social Respeito a direitos sociais; Equilíbrio econômico da comunidade; Proteção ao patrimônio
Externa: ambiental, cultural, histórico e artístico.
Função Social Equilíbrio entre os contratantes e intervenção judicial ou extrajudicial para evitar a onerosidade
Interna: excessiva e restaurar a proporcionalidade.
Enunciado n. 360 – Art. 421: O princípio da função social dos contratos também pode ter
eficácia interna entre as partes contratantes.
b) Boa Fé (art. 422, do CC) – Interpretação do art. 422, do CC, as Funções e os Subprincípios decorrentes da
Cláusula Geral de Boa Fé – Enunciados da JDC/CJF:
Objetividade Enunciado n. 26 – Art. 422: A cláusula geral contida no art. 422 do novo Código Civil impõe ao juiz
interpretar e, quando necessário, suprir e corrigir o contrato segundo a boa-fé objetiva, entendida como a
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7) COMPRA E VENDA.
Trata-se de contrato bilateral, oneroso, informal, impessoal e consensual, no qual um dos contratantes se obriga a
transferir o domínio de certa coisa, e o outro, a pagar-lhe certo preço em dinheiro.
Principais regras:
Conceito e Pelo contrato de compra e venda, um dos contratantes se obriga a transferir o domínio de certa coisa, e o outro, a
Existência: pagar-lhe certo preço em dinheiro. A compra e venda, quando pura, considerar-se-á obrigatória e perfeita, desde
que as partes acordarem no objeto e no preço.
Validade: Art. 485. A fixação do preço pode ser deixada ao arbítrio de terceiro, que os contratantes logo designarem ou
prometerem designar. Se o terceiro não aceitar a incumbência, ficará sem efeito o contrato, salvo quando
acordarem os contratantes designar outra pessoa.
Art. 486. Também se poderá deixar a fixação do preço à taxa de mercado ou de bolsa, em certo e determinado
dia e lugar.
Art. 487. É lícito às partes fixar o preço em função de índices ou parâmetros, desde que suscetíveis de objetiva
determinação.
Art. 489. Nulo é o contrato de compra e venda, quando se deixa ao arbítrio exclusivo de uma das partes a
fixação do preço.
Art. 496. É anulável a venda de ascendente a descendente, salvo se os outros descendentes e o cônjuge do
alienante expressamente houverem consentido.
Parágrafo único. Em ambos os casos, dispensa-se o consentimento do cônjuge se o regime de bens for o da
separação obrigatória. (obs.: considera-se de 02 anos o prazo DECADENCIAL para promover a ação anulatória
nesta hipótese, de acordo com o art. 179, do CC/02)
Art. 497. Sob pena de nulidade, não podem ser comprados, ainda que em hasta pública:
I - pelos tutores, curadores, testamenteiros e administradores, os bens confiados à sua guarda ou administração;
II - pelos servidores públicos, em geral, os bens ou direitos da pessoa jurídica a que servirem, ou que estejam
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A Responsabilidade Civil (Título IX, do CC/02) é um instituto intrínseco ao Direito Obrigacional (LIVRO I da Parte
Especial do CC), partindo-se da premissa que a relação obrigacional é complexa e pressupõe responsabilidade
patrimonial. Enfim, a Responsabilidade Civil, de regra, é uma obrigação derivada de um dever originário não cumprido.
A Responsabilidade Civil fundamenta-se na regra geral do art. 927, do CC/02, que nos leva à revisão dos conceitos de
ato ilícito e abuso de direito:
Conceito de ATO Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar
ILÍCITO: dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.
Obs.: Este conceito abrange, genericamente, todos os elementos da responsabilidade civil, que, em regra ,
é subjetiva:
a) Conduta Ilícita: ação ou omissão que viola o direito;
b) Culpa: dolo, negligência, imprudência ou imperícia;
c) Nexo de causalidade: a conduta causa o dano;
d) Dano: patrimonial (dano emergente + lucros cessantes) ou extrapatrimonial (moral + estético).
Conceito de Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os
ABUSO DE limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.
DIREITO: Obs.: trata-se de conceito objetivo, pois é configurado o abuso de direito pela transgressão dos limites ali
indicados, independentemente de culpa, ou seja, da intenção de prejudicar.
Dever de Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.
REPARAÇÃO: Obs.: Não basta configurar a conduta ilícita ou abusiva. Sem prejuízo, não há responsabilidade civil.
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Por se tratar de tema com alta incidência nos Tribunais, o STJ e o STF vêm disciplinando diversas
questões nos enunciados das Súmulas de suas jurisprudências, firmando precedentes vinculantes muito
cobrados em provas de concursos. Eis um quadro esquemático das principais Súmulas do STF e STJ
sobre o tema:
TEMA SÚMULA
Cumulação de danos * STJ, Súmula 37: São cumuláveis as indenizações por dano material e dano moral oriundos do
morais, materiais e mesmo fato.
estéticos: * STJ, Súmula 387: É lícita a cumulação das indenizações de dano estético e dano moral.
Pessoa Jurídica: * STJ, Súmula 227: A pessoa jurídica pode sofrer dano moral.
Tarifação do valor da * STJ, Súmula 281: A indenização por dano moral não está sujeita à tarifação prevista na Lei de
indenização: Imprensa.
Natureza jurídica: * STJ, Súmula 498: Não incide imposto de renda sobre a indenização por danos morais.
Concausa – * STF, Súmula 492: A empresa locadora de veículos responde, civil e solidariamente com o
Responsabilidade locatário, pelos danos por este causados a terceiro, no uso do carro locado.
solidária: * STJ, Súmula 221: São civilmente responsáveis pelo ressarcimento de dano, decorrente de
publicação pela imprensa, tanto o autor do escrito quanto o proprietário do veículo de divulgação.
Termo Inicial para juros e * STJ, Súmula 43: Incide correção monetária sobre divida por ato ilícito a partir da data do efetivo
correção: prejuízo.
* STJ, Súmula 54: Os juros moratórios fluem a partir do evento danoso, em caso de responsabilidade
extracontratual.
* STJ, Súmula 362: A correção monetária do valor da indenização do dano moral incide desde a data
do arbitramento.
* STJ, Súmula 426: Os juros de mora na indenização do seguro DPVAT fluem a partir da citação.
* STJ, Súmula 580: A correção monetária nas indenizações do seguro DPVAT por morte ou
invalidez, prevista no § 7º do art. 5º da Lei n. 6.194/1974, redação dada pela Lei n. 11.482/2007,
incide desde a data do evento danoso.
Sucumbência: * STJ, Súmula 326: Na ação de indenização por dano moral, a condenação em montante inferior ao
postulado na inicial não implica sucumbência recíproca.
Títulos de Crédito: * STJ, Súmula 370: Caracteriza dano moral a apresentação antecipada de cheque pré-datado.
* STJ, Súmula 388: A simples devolução indevida de cheque caracteriza dano moral.
* STJ, Súmula 475: Responde pelos danos decorrentes de protesto indevido o endossatário que
recebe por endosso translativo título de crédito contendo vício formal extrínseco ou intrínseco,
ficando ressalvado seu direito de regresso contra os endossantes e avalistas.
* STJ, Súmula 476: O endossatário de título de crédito por endosso-mandato só responde por danos
decorrentes de protesto indevido se extrapolar os poderes de mandatário.
Responsabilidade Civil em * STJ, Súmula 537: Em ação de reparação de danos, a seguradora denunciada, se aceitar a
Contrato de Seguro: denunciação ou contestar o pedido do autor, pode ser condenada, direta e solidariamente junto com o
segurado, ao pagamento da indenização devida à vítima, nos limites contratados na apólice.
* STJ, Súmula 529: No seguro de responsabilidade civil facultativo, não cabe o ajuizamento de ação
pelo terceiro prejudicado direta e exclusivamente em face da seguradora do apontado causador do
dano.
* STJ, Súmula 402: O contrato de seguro por danos pessoais compreende os danos morais, salvo
cláusula expressa de exclusão.
Responsabilidade Civil em * STF, Súmula 187: A responsabilidade contratual do transportador, pelo acidente com o passageiro,
Contrato de Transporte + não é elidida por culpa de terceiro, contra o qual tem ação regressiva.
Acidente de Trânsito + * STJ, Súmula 573: Nas ações de indenização decorrente de seguro DPVAT, a ciência inequívoca do
Seguro DPVAT: caráter permanente da invalidez, para fins de contagem do prazo prescricional, depende de laudo
médico, exceto nos casos de invalidez permanente notória ou naqueles em que o conhecimento
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Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública em defesa dos direitos individuais
homogêneos dos beneficiários do seguro DPVAT. Cancelada a Súmula n. 470, do STJ, em sentido
oposto.
São direitos reais na coisa alheia com a finalidade especial de garantir o pagamento de dívidas vinculadas a negócios
jurídicos ou títulos de créditos.
Abaixo, seguem as regras gerais e princípios que se aplicam aos três direitos reais de garantia a seguir destacados:
Sequela Art. 1.419. Nas dívidas garantidas por penhor, anticrese ou hipoteca, o bem dado em garantia fica sujeito,
(vinculação): por vínculo real, ao cumprimento da obrigação.
Obs.: Se, por exemplo, o devedor vender um imóvel hipotecado, o comprador poderá ser executado pelo
credor, pois a garantia real acompanha o bem, e o vincula, enquanto não houver o pagamento ou outra
causa de extinção da garantia.
Indivisibilidade: Art. 1.421. O pagamento de uma ou mais prestações da dívida não importa exoneração correspondente da
garantia, ainda que esta compreenda vários bens, salvo disposição expressa no título ou na quitação.
Alienabilidade: Recaem sobre bens móveis, imóveis ou direitos que sejam alienáveis.
Preferência: Art. 1.422. O credor hipotecário e o pignoratício têm o direito de excutir a coisa hipotecada ou empenhada,
e preferir, no pagamento, a outros credores, observada, quanto à hipoteca, a prioridade no registro.
Parágrafo único. Excetuam-se da regra estabelecida neste artigo as dívidas que, em virtude de outras leis,
devam ser pagas precipuamente a quaisquer outros créditos.
Vedação ao Art. 1.428. É nula a cláusula que autoriza o credor pignoratício, anticrético ou hipotecário a ficar com o
PACTO objeto da garantia, se a dívida não for paga no vencimento.
COMISSÓRIO: Parágrafo único. Após o vencimento, poderá o devedor dar a coisa em pagamento da dívida.
Obs.: o credor pode executar a dívida, e, consequentemente, penhorar e expropriar, judicialmente, o bem
dado em garantia, mas é vedado o pacto comissório, ou seja, a simples inadimplência transferir a
propriedade do bem onerado ao credor.
Antecipação do Art. 1.425. A dívida considera-se vencida:
vencimento: I - se, deteriorando-se, ou depreciando-se o bem dado em segurança, desfalcar a garantia, e o devedor,
intimado, não a reforçar ou substituir;
II - se o devedor cair em insolvência ou falir;
III - se as prestações não forem pontualmente pagas, toda vez que deste modo se achar estipulado o
pagamento. Neste caso, o recebimento posterior da prestação atrasada importa renúncia do credor ao seu
direito de execução imediata;
IV - se perecer o bem dado em garantia, e não for substituído;
V - se se desapropriar o bem dado em garantia, hipótese na qual se depositará a parte do preço que for
necessária para o pagamento integral do credor.
§ 1o Nos casos de perecimento da coisa dada em garantia, esta se sub-rogará na indenização do seguro, ou
no ressarcimento do dano, em benefício do credor, a quem assistirá sobre ela preferência até seu completo
reembolso.
§ 2o Nos casos dos incisos IV e V, só se vencerá a hipoteca antes do prazo estipulado, se o perecimento, ou
a desapropriação recair sobre o bem dado em garantia, e esta não abranger outras; subsistindo, no caso
contrário, a dívida reduzida, com a respectiva garantia sobre os demais bens, não desapropriados ou
destruídos.
Art. 1.426. Nas hipóteses do artigo anterior, de vencimento antecipado da dívida, não se compreendem os
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Elementos:
Legitimidade ad causam
CONDIÇÕES DA AÇÃO
Interesse de agir
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Conexão e continência: Tem-se a conexão entre ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de
pedir. Trata-se de hipótese mínima, pois é possível que exista esta relação ainda que não sejam comuns
tais elementos. Ocorrerá a continência entre duas ou mais ações quando houver identidade quanto às
partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais (art. 57).
2) IMPEDIMENTOS E SUSPEIÇÃO
A imparcialidade é essencial para a validade da relação processual. Porém, esta imparcialidade poderá
estar comprometida em determinadas situações.
No art. 144 há a previsão do impedimento do juiz, sendo-lhe vedado exercer suas funções no processo
nas hipóteses mencionadas nos incisos. Para estes casos, o impedimento poderá ser conhecido de ofício
pelo magistrado ou alegado pelas partes. Como regra, deverão fazê-lo no prazo de 15 dias contados da
ciência do fato, muito embora se admita a alegação posterior. Poderá ser objeto até mesmo de ação
rescisória.
De outro lado, o art. 145 prevê as hipóteses de suspeição, que poderão ser conhecidas de ofício pelo juiz
e as partes poderão alegá-las no prazo de 15 dias contados da ciência. Porém, se não o fizerem, ocorre a
preclusão.
O impedimento e a suspeição poderão ser apresentados por meio de petição que será juntada aos autos,
não havendo mais a exigência da exceção.
A substituição processual não se confunde com a sucessão de parte. Naquela, terceiro demanda
em seu nome na defesa de direito de outrem. Na sucessão, de outro lado, altera-se o polo da ação
(por exemplo, o cessionário do crédito na execução). Na representação processual, por sua vez,
terceiro demanda direito de outrem em nome de outrem.
4) PRAZOS
A lei prescreverá os prazos em que serão realizados os atos processuais. Prazo pode ser entendido
como o período de tempo entre um termo inicial e um termo final. Se a lei não fizer previsão do
prazo, o juiz o fixará, levando em consideração a sua complexidade.
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CONTAGEM DOS PRAZOS PROCESSUAIS NO PROCESSO CIVIL: SOMENTE SERÃO CONTADOS OS DIAS
ÚTEIS!
Em certas hipóteses o prazo processual será contado de forma diferenciada. Podem ser citados: i)
para os litisconsortes com diversos procuradores; ii) para o Ministério Público, Defensor Público
e integrantes da Advocacia Pública.
Litisconsortes: serão litisconsortes aqueles que litigarem lado a lado em um dos polos da ação.
Tais pessoas podem contar com um único advogado, ou então cada um deles poderá ter o
patrocínio de um causídico. Neste último caso, têm-se os litisconsortes com diversos
procuradores, que contarão com o prazo em dobro para a prática de atos processuais desde que
preenchidos determinados requisitos, resumidos no quadro a seguir.
Requisitos para a contagem em dobro do prazo para os litisconsortes com diversos procuradores:
A contagem em dobro cessará se, havendo apenas dois réus, for oferecida defesa apenas por um
deles.
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O Código disciplina o dia do começo do prazo, que será, salvo disposição em sentido contrário:
I – a data de juntada aos autos do aviso de recebimento, quando a citação ou a intimação for
pelo correio;
II – a data de juntada aos autos do mandado cumprido, quando a citação ou a intimação for por
oficial de justiça;
III – a data de ocorrência da citação ou da intimação, quando ela se der por ato do escrivão ou
do chefe de secretaria;
IV – o dia útil seguinte ao fim da dilação assinada pelo juiz, quando a citação ou a intimação
for por edital;
VII – a data de publicação, quando a intimação se der pelo Diário da Justiça impresso ou
eletrônico;
VIII – o dia da carga, quando a intimação se der por meio da retirada dos autos, em carga, do
cartório ou da secretaria.
O prazo da intimação será contado individualmente. De outro lado, no caso de citação, o prazo se
iniciará com a última das datas, ressalvado se houver pedido de dispensa da realização da
audiência de conciliação ou de mediação, quando então será contado de cada protocolo de
petição.
5) EXTINÇÃO DO PROCESSO
A extinção do processo ocorrerá por meio de sentença, que terá por fundamento um dos incisos
do art. 485, bem como os incisos II e III do art. 487 do Novo CPC (vide, a respeito, o art. 354).
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Nesse passo, a extinção do processo decorrerá de sentença em que não é analisado o mérito, ou,
então, em sentença que decide, de ofício ou a requerimento, sobre a ocorrência de decadência ou
prescrição, bem como a que homologa ato de reconhecimento da procedência do pedido e da
reconvenção, a transação e a renúncia à pretensão formulada na ação ou na reconvenção.
Fala-se em extinção do processo, por isso, diz-se que será proferida sentença. Contudo, será possível
que o magistrado profira decisão interlocutória em que extingue parcialmente o processo, com ou sem
análise de mérito. Neste caso, o processo prosseguirá em relação à parte não objeto de extinção. A
extinção também poderá ocorrer por meio de decisão monocrática, em julgamento, por exemplo, de
agravo de instrumento.
6) COISA JULGADA
Quer seja por ter decorrido o prazo para interposição de recursos, quer seja porque houve o
esgotamento das vias recursais possíveis, a sentença passa a conter uma qualidade especial, da res
judicata, garantia constitucional (art. 5º, XXXVI, CF), que impede a discussão eterna da questão,
propiciando segurança jurídica. É gerada, assim, a imutabilidade da sentença.
A coisa julgada, no entanto, não é uma garantia absoluta, devendo conviver com outras garantias
e bens jurídicos de igual importância. Sendo assim, muito embora presente a coisa julgada, a lei
permite, em casos excepcionais, a rescisão de tal qualidade, por meio da ação rescisória, apta a
ser ajuizada nos casos mencionados no art. 966, do Código de Processo Civil.
Formada a coisa julgada, não se permitirá a rediscussão da sentença.
7) APELAÇÃO
O recurso de apelação será cabível com a finalidade de reformar sentença. Porém, nem todas as
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
8) SÚMULA VINCULANTE
As súmulas têm papel importante na evolução da jurisprudência brasileira, tendo, como ponto de
partida, o ano de 1963, com a criação da súmula de jurisprudência do Supremo Tribunal Federal,
prevista em emenda regimental e encampada no Código de Processo Civil de 1973 (art. 476 e
seguintes).5 Consistem na condensação das teses de direito que se sagraram vitoriosas na
jurisprudência de um dado Tribunal, aprovadas por meio de procedimento específico.
Foram introduzidas no Brasil com a finalidade de facilitar o trabalho do Tribunal, sem
preocupação com a coerência da ordem jurídica ou mesmo de buscar a segurança jurídica.6
Portanto, enquanto a súmula se apresenta como uma condensação da tese jurídica, sem
demonstração dos elementos fáticos e desenvolvimento da argumentação que conduzisse a uma
determinada concepção, tem-se que ela não se constitui propriamente em um precedente. Este
consistirá, na verdade, no pronunciamento jurisdicional emitido no caso concreto, cuja regra
jurídica pode ser aplicada aos casos futuros, desde que haja coerência fática entre eles.
Em conformidade com o previsto no art. 103-A, § 1º, da CF/1988, será possível ao Supremo
Tribunal Federal editar súmulas vinculantes com o objetivo de proporcionar a validade, a
interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia entre órgãos
judiciários ou entre esses e a Administração Pública que possa ocasionar grave insegurança
jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica.
9) CUMPRIMENTO DE SENTENÇA:
Consoante prevê o § 1º do art. 513 do CPC, o cumprimento da sentença que reconhece o dever de
pagar quantia, provisório ou definitivo, far-se-á a requerimento do exequente. Encampa-se o
5
MADEIRA, Daniela Pereira. O novo enfoque dado à jurisprudência e a sociedade moderna. In: MARINONI, Luiz
Guilherme. WAMBIER, Teresa Arruda Alvim. Direito Jurisprudencial. Vol. II. São Paulo: RT, 2014., p. 327.
6
MARINONI, Luiz Guilherme. Precedentes obrigatórios. Op. Cit., p. 309.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
100 DICAS PARA SEU TRT 15ª REGIÃO
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princípio do dispositivo, mediante o qual compete ao credor promover os meios necessários para
que o cumprimento de obrigação de pagar se inicie, sendo vedado o seu início de ofício, sem
prévio requerimento.
De outro lado, em relação às obrigações de entregar e de fazer (e de não fazer), a efetivação do
comando judicial independerá da manifestação da parte beneficiada, embora possam ser
necessárias determinadas providências práticas, cuja falta pode inviabilizar o cumprimento da
sentença.
Dessa maneira, se, por exemplo, em uma ação civil pública ambiental for imposto pelo juiz que a
fábrica deixe de emitir determinados poluentes na atmosfera, poderá o magistrado, de ofício,
determinar a medida coercitiva necessária para a efetividade da tutela jurisdicional, preferindo-se
a tutela específica da obrigação.
Ainda em relação às obrigações de entregar e de fazer (e de não fazer), ainda que a parte
interessada requeira a adoção de uma medida, ou silencie a respeito, poderá o juiz adotar medida
diversa com o foco na produtividade.
10) EXECUÇÃO
Instrumentos Postos à Disposição do Juiz para a Efetividade da Execução: Com a finalidade de garantir a
efetividade da execução, poderá o juiz, em qualquer momento do processo: I – ordenar o comparecimento das
partes; II – advertir o executado de que seu procedimento constitui ato atentatório à dignidade da justiça; III –
determinar que sujeitos indicados pelo exequente forneçam informações em geral relacionadas ao objeto da
execução, tais como documentos e dados que tenham em seu poder, assinando-lhes prazo razoável.
Ato Atentatório à Dignidade da Justiça: O ato atentatório à dignidade da justiça importa na prática de ação ou
omissão que viola o respeito necessário às decisões do juiz. Somente poderá ser praticado pelo executado, não
alcançando terceiro.
Responsabilidade pelos Danos Causados ao Devedor: O CPC 2015 impõe a responsabilidade objetiva ao
credor no sentido de ressarcir o executado dos danos que este sofreu, quando a sentença, transitado em julgar,
declarar inexistente, no todo ou em parte, a obrigação que ensejou a execução.
Partes: Os artigos 778 e 779 do Novo Código de Processo Civil indicam a legitimidade para a propositura da
execução. Em relação ao polo ativo, prevê o CPC a legitimidade primária e a secundária. Tem legitimidade
ativa primária o credor, a quem a lei conferiu título executivo. De outro lado, tem legitimidade ativa secundária:
I - o Ministério Público, nos casos previstos em lei; II - o espólio, os herdeiros ou os sucessores do credor,
sempre que, por morte deste, lhes for transmitido o direito resultante do título executivo; III - o cessionário,
quando o direito resultante do título executivo lhe for transferido por ato entre vivos; IV - o sub-rogado, nos
casos de sub-rogação legal ou convencional. No polo passivo, admite-se que a execução seja promovida contra:
I - o devedor, reconhecido como tal no título executivo; II - o espólio, os herdeiros ou os sucessores do devedor;
III - o novo devedor que assumiu, com o consentimento do credor, a obrigação resultante do título executivo; IV
- o fiador do débito constante em título extrajudicial; V - o responsável titular do bem vinculado por garantia
real ao pagamento do débito; VI - o responsável tributário, assim definido em lei.
Competência: As regras para a fixação da competência do juízo da execução observarão o constante do que está
previsto de forma geral. Notadamente em relação à competência territorial, contudo, admite-se que o processo
tramite perante: I - no foro de domicílio do executado, de eleição constante do título ou, ainda, de situação dos
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bens a ela sujeitos; II - tendo mais de um domicílio, o executado poderá ser demandado no foro de qualquer
deles;
III - sendo incerto ou desconhecido o domicílio do executado, a execução poderá ser proposta no lugar onde for
encontrado ou no foro de domicílio do exequente; IV - havendo mais de um devedor, com diferentes domicílios,
a execução será proposta no foro de qualquer deles, à escolha do exequente; V - a execução poderá ser proposta
no foro do lugar em que se praticou o ato ou em que ocorreu o fato que deu origem ao título, mesmo que nele
não mais resida o executado. A incompetência relativa poderá ser alegada por meios dos embargos à execução
(art. 917, V do CPC), sob pena de preclusão.
DIREITO ADMINISTRATIVO
(TIAGO BOCKIE E MARCO AURÉLIO PRATA)
1) PRINCÍPIOS
Alguns princípios são implícitos na Constituição Federal, mas, tendo em vista todo ordenamento jurídico, são
considerados explícitos. Ex: proporcionalidade/ razoabilidade, segurança jurídica (Lei nº 9.784/99) e
continuidade do serviço público (Lei nº 8.987/95). Esses princípios, embora implícitos na CF, estão
escritos/expressos em leis (normas infraconstitucionais) que integram o ordenamento jurídico brasileiro.
Neste momento, de forma objetiva e resumida, podemos apresentar o seguinte panorama, para facilitar a nossa
compreensão:
Legalidade
Impessoalidade
Regras Explícitos Moralidade
Normas Jurídicas (LIMPE) Publicidade
Princípios Eficiência
(Constitucionais)
Finalidade
Implícitos Especialidade
(Reconhecidos) Autotutela
Motivação
Proporcionalidade/razoabil.
Continuidade do serviço públ.
Segurança jurídica.
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Didaticamente, a Administração Pública pode ser dividida em Administração Pública direta (composta pelas
entidades políticas) e Administração Pública indireta (composta pelas entidades administrativas):
- Funcional ou por serviço ou técnica (outorga): a entidade política cria ou autoriza a criação de uma
pessoa jurídica (pública ou privada) para descentralizar o serviço. Forma: LEI + transferência da
titularidade e execução do serviço público a outra pessoa jurídica, que integrará a estrutura da
Administração Pública indireta. Ex: autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de
economia mista.
- Por colaboração (delegação): a entidade política descentraliza o serviço para uma pessoa jurídica já
existente. Forma: CONTRATO ou ATO ADMINISTRATIVO + transferência da execução do serviço
público a uma pessoa jurídica já existente no mercado. Ex: Concessionárias, permissionárias e
autorizatárias de serviço público.
PS01: Parte da doutrina entende que a outorga somente pode ser efetivada para pessoas jurídicas com personalidade
jurídica de direito público, ou seja, autarquias e fundações públicas de direito público. Assim, para esta corrente
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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doutrinária, as fundações públicas de direito privado, as empresas públicas e as sociedades de economia mista
receberiam o serviço público por meio de descentralização por colaboração ou delegação.
PS02: Para uma moderna corrente doutrinária, não existe a possibilidade da transferência da titularidade do serviço
público, como explicitamos na outorga. Assim, para esta doutrina, subsistirá apenas a primeira diferença (em relação à
forma) entre a outorga e a delegação, de modo que a descentralização passa a ser sinônimo de delegação, que pode ser
LEGAL (AP Indireta) ou NEGOCIAL (concessionárias, permissionárias e autorizatárias de serviço público)- subsiste
apenas a primeira diferença (lei ou contrato, a depender do caso).
CUIDADO! NÃO existe hierarquia entre entidade política e entidade administrativa. Por esta razão, não podemos
afirmar que, entre elas, existe uma relação de subordinação (as entidades administradas não estão subordinadas às
entidades políticas). Ao contrário, entre elas, existe uma relação de vinculação, de modo que as entidades políticas
possam exercer um controle de finalidade (controle finalístico) sobre os atos das entidades administrativas, com
fundamento na tutela administrativa. Esse controle, no âmbito federal, recebe o nome de supervisão ministerial, pois a
entidade administrativa da administração pública indireta federal está vinculada a um Ministério
3) PODERES ADMINISTRATIVOS
Os poderes administrativos representam as prerrogativas inerentes à Administração Pública, que devem ser
utilizadas em prol da coletividade. Em razão disso, os poderes administrativos são denominados de “poder-
dever”.
Espécies de Poderes Administrativos: Existem diversas espécies de poderes administrativos, sendo elas:
Poder vinculado, poder discricionário, poder hierárquico, poder disciplinar, poder de polícia e o poder
normativo ou regulamentar.
4) AGENTES PÚBLICOS
Conceito: O conceito de agente público é o mais amplo possível, englobando todas as pessoas que exercem
função pública. Apresentamos o seguinte conceito de agentes públicos: todo aquele que exerce, com ou sem
remuneração, a título precário ou definitivo, ocupante ou não de cargo público. Do conceito apresentado, dois
elementos são extraídos: a) Elemento objetivo: natureza estatal da atividade desenvolvida. b) Elemento
subjetivo: investidura na atividade.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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Classificação: Os agentes públicos correspondem a um gênero, que tem como espécies os agentes políticos, os
servidores públicos, os empregados públicos, os contratados temporários e os particulares em colaboração com
a Administração Pública. Resumindo:
Concurso público: O concurso público é o mecanismo objetivo e imparcial utilizado pela Administração
Pública para a escolha das melhores pessoas que ocuparão cargos ou empregos públicos. O fundamento direto
está no princípio da impessoalidade, que possui uma relação direta com os princípios da finalidade e da
isonomia.
5) LICITAÇÕES
Caro candidato, a administração com frequência precisa adquirir bens e serviços, para realizar os seus misteres.
Como uma forma de respeitar os princípios que regem a administração pública, surge a licitação que é um
procedimento administrativo, junção de vários atos administrativos, que antecedem a celebração do contrato
administrativo.
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Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
A competência para legislar sobre licitações também está prevista no texto da Constituição Federal, em seu art.
22, inciso XXVII, vejamos:
Sabemos que a UNIÃO detém competência para legislar sobre as normas gerais de licitações, podendo os
Estados e Municípios legislar sobre o tema apenas para complementar as normas gerais e adaptá-las as suas
realidades, sendo vedado aos Estados e Municípios criar nova modalidade licitatória não prevista na legislação
federal. Chamo a atenção para alguns INFORMATIVOS ligados ao tema:
INFORMATIVO 668 DO STF - Lei municipal pode proibir os agentes políticos do município e seus
parentes de manterem contrato com o poder público municipal.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
INFORMATIVO 780 DO STF- Lei estadual pode estabelecer preferência pela contratação de
“softwares livres”.
INFORMATIVO 838 DO STF – Lei estadual NÃO pode exigir nova certidão negativa não prevista na
lei 8666/93.
Concorrência;
Tomada de Preço;
Convite; Previstas no art. 22º da Lei nº 8.666/93
Concurso;
Leilão;
Pregão – Prevista no art. 1º da Lei nº 10.520/02
Consulta – Prevista na Lei nº 9.986/00 (própria das agências reguladoras)
Regime Diferenciado de Contratações Públicas – Prevista na Lei nº 12.462/11
6) CONTRATOS ADMINISTRATIVOS
Conceito: Acordo de vontades, regido pelo direito público e marcado pela presença de cláusulas exorbitantes
em favor da administração pública.
Características dos contratos administrativos: O contrato administrativo possui características que o
distinguem dos demais contratos, vejamos:
Obediência à forma: O contrato administrativo deve ser celebrado na forma escrita, sendo nulo e de
nenhum efeito o contrato verbal celebrado com a Administração, salvo o de pequenas compras de pronto
pagamento, assim entendidas aquelas de valor não superior a 5% (cinco por cento) do limite estabelecido
no art. 23, inciso II, alínea "a" da Lei nº 8666/93 (R$ 4.000,00 reais), feitas em regime de adiantamento.
Perceba, caro candidato, que existe a possibilidade da administração realizar contrato verbal, desde que o
valor não ultrapasse R$ 4.000,00 reais.
Onerosidade e bilateralidade: O contrato administrativo possui cunho econômico e acarreta
obrigações para as partes.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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Natureza de adesão: Inexiste negociação das cláusulas contratuais, isso porque a administração
elabora as cláusulas do contrato, cabendo ao particular apenas aderir ou não à avença.
Natureza intuito personae: O contrato administrativo tem caráter personalíssimo, logo este deve ser
celebrado com o vencedor do processo licitatório, não podendo ser transferido a terceiros. Importante
ressaltar que a subcontratação total ou parcial do seu objeto, bem como a associação do contratado com
outrem, a cessão ou transferência, total ou parcial, assim também como a fusão, cisão ou incorporação, não
admitidas no edital e no contrato, são hipóteses de rescisão unilateral.
É admitida subcontratação? Somente será admitida subcontratação de PARTE da obra, serviço ou
fornecimento e desde que existe autorização no edital da licitação e no contrato. Observe, que NÃO é
admitida a subcontratação total do objeto do contrato.
Presença de cláusulas exorbitantes: Colocam a administração em patamar de superioridade na relação
contratual com o particular.
7) IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA:
A improbidade administrativa tem previsão constitucional no art. 37, § 4º, da Constituição Federal, nos
seguintes termos: “os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda
da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em
lei, sem prejuízo da ação penal cabível.”
A lei que regulamente o dispositivo constitucional acima transcrito é a Lei nº 8.429/92 (Lei de Improbidade
Administrativa), que tem a seguinte ementa: “Dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos
de enriquecimento ilícito no exercício do mandato, cargo, emprego, ou função na administração pública direta,
indireta ou fundacional e dá outras providências.”
Diante dos textos acima transcritos, a natureza jurídica da ação de improbidade é CIVIL. Essa é a posição
doutrinária e jurisprudencial dominante e que deverá ser utilizada na sua prova de concurso público. Cuidado:
embora a ação de improbidade tenha natureza civil, a Lei nº 8.429/92 prevê duas sanções de natureza diversa,
mas que não serão aplicadas no bojo de uma ação de improbidade administrativa: sanção administrativa
disciplinar (art. 13, § 3º: quando o agente público se recusar a apresentar a declaração de bens – exige-se um
processo administrativo disciplinar para a aplicação desta sanção); b) sanção penal (art. 19: constitui crime a
representação por ato de improbidade contra agente público ou terceiro beneficiário, quando o autor da denúncia
o sabe inocente – exige-se um processo penal para a aplicação desta sanção).
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
Conceito:
O controle da administração surge como uma necessidade de garantir que o Estado não atuará livremente.
Conforme o art. 2º da Constituição Federal são poderes, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o
Executivo e o Judiciário. Este sistema da tripartição de funções criou mecanismos de controle recíproco,
como garantia de perpetuidade do Estado Democrático de Direito, o qual denominamos de “Sistema de
Freios e Contrapesos” ou “Checks and Balances”. Assim, surgem 03 (três) tipos de controle: o
administrativo, o judicial e o legislativo.
9) SERVIÇOS PÚBLICOS
O conceito de serviços públicos vem sofrendo alterações ao longo do tempo. Inicialmente, defendia-se que
qualquer atividade executada pelo Estado com a finalidade de satisfazer as necessidades coletivas era
considerada serviço público, seguindo os estudos sobre a matéria que surgiram na França, com a Escola do
Serviço Público que seguia as orientações de Leon Duguit. Atualmente, a doutrina conceitua serviço público de
forma mais restritiva, estabelecendo três (03) elementos constitutivos, vejamos:
Elemento Subjetivo: esse elemento observa o sujeito responsável pela criação e prestação do serviço
público. A criação do serviço compete ao Estado, seu titular absoluto, que poderá prestá-lo diretamente (de
forma centralizada) ou indiretamente (de forma descentralizada) através das entidades administrativas ou
de concessionárias, permissionárias e autorizatárias de serviços públicos.
Elemento Formal: esse elemento diz respeito ao regime jurídico aplicável ao serviço público. O serviço
será regido por normas de direito público, ainda que prestado por particulares. Isso ocorre em razão das
atividades serem prestadas com a intenção de beneficiar toda a coletividade.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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Elemento Material: leva em conta a atividade administrativa desempenhada. O serviço público é uma
atividade pública que tem por finalidade atender às necessidades ou comodidades coletivas.
Sendo assim, podemos conceituar serviços públicos como sendo uma atividade executada diretamente pelo
Estado (serviço prestado de forma centralizada), ou através das entidades administrativas, ou particulares
(serviço prestado de forma descentralizada), visando atender às necessidades coletivas.
Importante ressaltar que, visando satisfazer os interesses da sociedade, a administração pública executa uma
série de atividades que não podem ser confundidas com a prestação do serviço público propriamente dito.
Assim, deveremos analisar a diferença entre a prestação do serviço público e as demais atividades executadas
pelo Estado, sendo elas:
Poder de polícia: o poder de polícia constitui medida restritiva a direitos, fundamentada no interesse
coletivo, enquanto que o serviço público propriamente dito é medida ampliativa.
Exploração de atividade econômica: nesse caso, o ente estatal submete-se às normas do direito privado, a
exemplo das Empresas Públicas e Sociedades de Economia mista exploradoras de atividade econômica,
que não possuem imunidade tributária nem respondem de forma objetiva pelos danos de seus agentes
públicos.
Atividade de fomento: é uma atividade administrativa de intervenção no domínio econômico para
incentivar condutas dos sujeitos privados mediante a outorga de benefícios diferenciados, inclusive
mediante a aplicação de recursos financeiros, visando promover o desenvolvimento econômico e social.
Esta lei estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da Administração Federal
direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento
dos fins da Administração. Importante ressaltar que os preceitos desta Lei também se aplicam aos órgãos dos
Poderes Legislativo e Judiciário da União, quando no desempenho de função administrativa.
ATENÇÃO: Os processos administrativos específicos continuarão a reger-se por lei própria, aplicando-se-lhes
apenas subsidiariamente os preceitos da Lei nº 9784/99.
A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação,
razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
público e eficiência. Observe que a Lei nº 9784/99 elenca expressamente vários princípios que são implícitos
no texto constitucional.
Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de:
II - atendimento a fins de interesse geral, vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou competências,
salvo autorização em lei
V - divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição;
VI - adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida
superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público;
VIII – observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados;
IX - adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito
aos direitos dos administrados;
XII - impulsão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da atuação dos interessados;
XIII - interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a
que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação.
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100 DICAS PARA SEU TRT 15ª REGIÃO
(Analista Judiciário – Área Judiciária)
Processo significa uma sequência de ações que se sucedem para chegar a um determinado ponto. Uma maneira
sistemática de fazer as coisas. É um meio, método ou maneira de conduzir certas atividades. A administração é um
processo, posto que todos os administradores, independentemente de seus níveis ou funções, se engajam continuamente
em certas atividades inter-relacionadas – como planejar, organizar, dirigir e controlar – para alcançar os objetivos
desejados. Assim, o processo administrativo é o conjunto e sequência das funções administrativas.
Segundo descreve Chiavenato (2003), quando consideradas em um todo integrado, as funções administrativas
formam o processo administrativo. Quando consideradas isoladamente, o planejamento, a organização, a
direção e o controle constituem funções administrativas.
2) PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
No planejamento estratégico a análise de cenários é de suma importância para a vida de uma organização. A
análise SWOT que na sua tradução é força, fraqueza, oportunidade e ameaça, é uma técnica utilizada para a
gestão e o planejamento das empresas, seja ela de pequeno ou grande porte.
Dicas de Provas
Ambiente interno (variáveis controláveis):
Pontos fortes (strengths) - são competências, fatores ou características internas positivas que a organização possui –
Ex.: funcionários capacitados; e
Pontos fracos (weaknesses) - são deficiências, fatores ou características internas negativas que prejudicam o
desempenho e o cumprimento da missão organizacional – Ex.: funcionários não capacitados.
Oportunidades (opportunities) - as oportunidades são as forças externas à organização que influenciam positivamente
no cumprimento da missão, mas que não temos controle sobre elas – Ex.: mercado internacional em expansão; e
Ameaças (threats) - são aspectos externos à organização que impactam negativamente no desempenho e no
cumprimento da missão – Ex.: governo cria um novo imposto.
4) BALANCED SCORECARD
O Balanced Scorecard é um Painel Balanceado de Indicadores, conceito desenvolvido por Robert Kaplan e
David Norton que detectaram que o controle dos resultados baseados em indicadores financeiros não mais
atendia. A geração de valor dependia do acompanhamento do desempenho estratégico organizacional através da
medição de indicadores de desempenho. Serve como instrumento de alinhamento entre o planejamento
estratégico e o operacional. Compreende a tradução da visão e da estratégia de uma organização em um
conjunto integrado de objetivos e indicadores de desempenho que formam a base para um sistema de
gerenciamento estratégico e de comunicação.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
Processo Decisório
Primeiramente, deve-se compreender o conceito de decisão para entender a sua importância no contexto
empresarial. A decisão pode ser definida de diversas formas, mas basicamente, pode-se dizer que é a escolha
entre diversas opções.
A tomada de decisão é a conversão das informações analisadas em ação. Os desafios impostos levam os
administradores a buscar informações que espelhem fielmente a real situação das organizações, para que o
processo decisório seja efetuado de forma eficaz, para alcançar os resultados pretendidos. Neste sentido,
entende-se que as decisões precisam ser tomadas de forma ágil e correta, pois o desempenho das organizações
depende da qualidade de seu gerenciamento.
1) O tomador de decisão: É a pessoa que faz uma escolha ou opção entre várias alternativas futuras de ação.
2) Os objetivos: São o que o tomador de decisão pretende alcançar com suas ações.
3) As preferências: São os critérios que o tomador de decisão usa para fazer sua escolha.
4) A estratégia: É o curso de ação que o tomador de decisão escolhe para atingir seus objetivos
dependendo dos recursos que pode dispor.
São os aspectos do ambiente que envolve o tomador de decisão, alguns deles fora
5) A situação: do seu controle, conhecimento ou compreensão e que afetam sua escolha.
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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(Analista Judiciário – Área Judiciária)
CORREIA, Henrique et al. Revisão Final TRT 15ª Região. Salvador: Juspodivm, 2018.
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