Sie sind auf Seite 1von 2

A DRAMATURGIA MODERNA

A dramaturgia moderna pressupõe que a interrelação do homem com seu meio ambiente é
decisiva sobre seu comportamento. As idéias de progresso vindas das revoluções Americana e
Francesa do século XVIII regiam essa dramaturgia, na qual surge a preocupação com a
moralidade relativista, reformas sociais, igualdade dos sexos e problemas de natureza
psicológica.

A maioria dos dramaturgos modernos procuraram novos horizontes na arte e no


pensamento. Suas escolhas residem no ceticismo, ou num conjunto de valores positivistas e
liberais. Entre os dramaturgos e as obras mais significativas da era modernista estão:

Ibsen (Casa de Boneca) Strindberg (A dança da Morte) Tchekhov (A Gaivota; Tio Vânia) Lev
Tolstoi ( Ana Karenina) Dantchenco (As Três Irmãs) Maxim Gorki (Minha Vida na Arte) Bernard
Shaw (Casas de Viúvos) Oscar Wilde ( A importância de ser Prudente) Eugene O`Neill ( A
juventude não é Tudo; Antes do Café)

O Expressionismo, de certo modo anti-realista em termos de teatro, surge no primeiro


quartel do século XX, baseado na valorização cénica como modo de reprodução de idéias, na
mecanização da sociedade e no repensar da importância do subconsciente e da interioridade
psíquica do indivíduo. A Alemanha foi o país onde o Expressionismo teve maior força.

Características do movimento:
* Subjetividade emancipada
* Visão tópica do mundo e da sociedade em geral
* Empenho político
* Sombra sobre luz
* Repertório Imagético
*Idealismo filosófico com o homem novo, de tentar mergulhar nas raízes do ser e
modifica-lo.

O expressionista lança sobre o mundo o que esta na sua cabeça: "a visão que tenho da mesa é
mais importante da própria mesa". (Platão)

No Teatro Contemporâneo, cujo início pode coincidir com a Primeira Guerra Mundial, há
que recordar a comédia social, criticamente mordaz mas divertida, como se vê em Somerset
Maugham, Molnar e o magistral Bernard Shaw, com as suas figuras-tipo em confronto com as
velhas e deturpadas ideias românticas da sociedade. Depois virá Elliot, com valores renovados
como o heroísmo, a confiança e até a religião, ou até Miller e Tennessee Williams, nos EUA, e
Garcia Lorca, em Espanha, que valorizavam a realidade social e histórica nas suas obras. Em
França, surgirão Anouilh, Camus e Sartre, depois do "teatro psicológico e experimental" de Jean
Cocteau ou Mauriac. Os primeiros, autores existencialistas, privilegiavam a procura da
personagem como sujeito de decisões morais. Pirandello, em Itália, era uma referência nesta
altura, como os existencialistas Favri e Buzzati. Todavia, a maior figura do teatro do século XX
foi o alemão Brecht, que procurava a "desintoxicação do Homem". Em Portugal, destaquemos,
depois da Segunda Guerra Mundial, Alves Redol, Jorge de Sena ou Bernardo Santareno, entre
tantos outros autores da questão social do Existencialismo. Entretanto, surgiu a Vanguarda, nos
anos 50, com os ingleses Pinter, Osborne e Behan, com o seu teatro do realismo social, que
teve nos franceses Beckett (irlandês, mas escrevendo em francês), Adamov e principalmente
Ionesco (com o seu "teatro do absurdo") os seus maiores expoentes, que valorizaram a
situação em detrimento do carácter. Tardieu, Genet e Arrabal manterão vivo este teatro de
Vanguarda em finais do século XX.

Entretanto, há que referir o teatro infantil, que desde sempre existiu, da China Antiga à
Inglaterra de finais do século XVI, mas que ganhará relevo com a importância que a criança
adquiriu no século XIX, principalmente nos regimes comunistas, como sucedeu na ex-URSS
com o célebre Teatro Infantil de Moscou, dirigido por Natalie Satz na primeira metade do século
XX. Muitas outras companhias surgiram nesse século em todo o mundo, recriando velhos
clássicos como Peter Pan, Alice no País das Maravilhas e Branca de Neve, como não deixou de
suceder em Portugal, onde, como no resto do mundo, surgiram autores especializados em
teatro infantil.