Sie sind auf Seite 1von 6

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DAS ORGANIZAÇÕES


APRENDENTES

Alunos: Alexsander de Carvalho Silva, Ana Beatriz de Oliveira Silva e Antonio


Felipe dos Santos
Disciplina: Tecnologias digitais nas organizações aprendentes.
Professor: José Washington de Morais Medeiros

Resumo do Livro Verde – Sociedade da Informação no Brasil


Capítulo 1
1.1- Introdução
Desde o fim do século XX um novo fenômeno global vem ganhando força, se
consolidando e causando profundas mudanças nas dinâmicas organizacionais da
sociedade e da economia, é a chamada Sociedade da Informação que se caracteriza,
principalmente, pela disseminação e utilização de conteúdos informacionais produzidos
em larga escala e em velocidades antes inimagináveis, através da evolução das
tecnologias de informação e comunicação.
É necessário entender como essa revolução vem acontecendo e quais suas
consequências para as organizações e para a sociedade como um todo. Pode-se citar três
aspectos que se inter-relacionam na origem dessa revolução, são eles: a convergência da
base tecnológica, a dinâmica da indústria e o crescimento da internet.
O primeiro aspecto decorre do fato de que toda e qualquer informação pode ser
agora representada e processada de uma única maneira, a digital. O segundo aspecto
corresponde a queda contínua nos preços dos computadores, permitindo assim sua
crescente popularização e uso. Praticamente como consequência desses dois aspectos,
surge o terceiro, com o crescimento exponencial da internet, considerada atualmente
fator estratégico essencial para o desenvolvimento das nações.
Na dimensão social, ao mesmo tempo em que a difusão das tecnologias da
informação e comunicação nas nações promove a integração, reduz as distâncias e
aumenta os níveis de informação, elas podem também, paradoxalmente, aumentar a
disparidade social entre as pessoas gerando uma nova lógica de exclusão.
O modelo básico de apoio à consolidação da Sociedade da Informação em todas
as nações está amparado no compartilhamento de responsabilidades entre o governo, a
iniciativa privada e a sociedade civil. As universidades e entidades educacionais
também compartilham dessas responsabilidades quando promovem a formação de
recursos humanos e constroem a base científico-tecnológica.
1.2- O Programa Sociedade da Informação no Brasil
Para inserção da sociedade brasileira nesse novo paradigma, o governo federal
lançou, através do Decreto nº 3.294/99, o Programa Sociedade da Informação, cujo
objetivo é
[...] integrar, coordenar e fomentar ações para a utilização de
tecnologias de informação e comunicação, de forma a contribuir
para a inclusão social de todos os brasileiros na nova sociedade
e, ao mesmo tempo, contribuir para que a economia do País
tenha condições de competir no mercado global [...].
(TAKAHASHI, 2000, p. 10, grifo do autor)
Este programa contou com recursos orçamentários do Plano Plurianual 2000–
2003 (PPA), com um aporte de recursos previsto em R$ 3,4 bilhões, sendo coordenado
pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). A organização estrutural do programa
compreende um Conselho; uma Coordenação Executiva, apoiada em um Núcleo de
Suporte; e um Comitê de Gestão/Execução Interna.
O Programa se desdobrou em sete grandes Linhas de Ação: 1- Mercado, trabalho
e oportunidades; 2- Universalização de serviços para a cidadania; 3- Educação na
sociedade da informação; 4- Conteúdos e identidade cultural; 5- Governo ao alcance de
todos; 6- P&D, tecnologia-chave e aplicações; 7- Infraestrutura avançada e novos
serviços. Cada linha foi traduzida num conjunto de ações concretas, tendo um
acompanhamento específico nas suas execuções.
Para avaliar o desempenho do Programa foi necessária a adoção de pelo menos
dois níveis de indicadores, um mais geral, para mensurar as variáveis relacionadas
diretamente com as linhas de ação, e outro mais específico, para mensurar as variáveis
relacionadas às ações concretas promovidas pelo programa.

Capítulo 2
Mercado, trabalho e oportunidades
2.1- Do que se trata
A economia vem sofrendo transformações causadas pelas tecnologias de
informação e comunicação com a criação de novos mercados e produtos, a atuação
globalizada para as empresas e, principalmente, a capacidade de inovação em curto
espaço de tempo.
Essa reconfiguração do espaço econômico tem como matéria-prima a
informação, que, por sua vez, gera um novo recurso econômico estratégico: o
conhecimento, “fator essencial em todas as etapas do processo produtivo, desde a
pesquisa básica até o marketing final e assistência ao consumidor”. (TAKAHASHI,
2000, p. 17).
Nessa nova economia marcada pelas tecnologias da informação e comunicação,
notadamente com a surgimento da Internet, o comércio eletrônico emerge como
principal atividade econômica, englobando relações entre três agentes: o governo, as
empresas e os consumidores.
A emergência do comércio eletrônico modifica os mercados tradicionais, devido
à facilidade acesso à informação, à diminuição dos custos e até à eliminação de
intermediários, já que as empresas podem atuar diretamente na ponta. Os negócios
feitos através da Internet trazem vantagens tanto para o consumidor, que não precisa
mais se deslocar até as lojas, e para as próprias empresas que têm seu alcance de
mercado ampliado globalmente.
No Brasil, podem ser apontados diversos fatores críticos quanto ao comércio
eletrônico: a necessidade de aumentar o número de usuários individuais da internet e
das empresas conectadas à rede; a segurança e velocidade de transmissão requeridas
para efetuação dos negócios na Internet; a regulamentação do comércio eletrônico, de
forma a validar as transações, proteger o consumidor e garantir a arrecadação de
tributos.
Outro ponto importante na implementação e crescimento da economia na era das
tecnologias de informação é a participação das pequenas e médias empresas (PME)
nesse novo mercado. “A Internet, particularmente o comércio eletrônico, oferece grande
potencial de redução dos custoso das PME e de ampliação dos seus mercados”
(TAKAHASHI, 2000, p. 20). Para que isso ocorra, é preciso superar diversos obstáculos
enfrentados por esse tipo de empresa, como a carga burocrática e falta de produtos
adequados.
Além das oportunidades para pequenas e médias empresas, as tecnologias da
informação e comunicação também propiciam a possibilidade de negócios inovadores e
novos tipos de empresas, especialmente ligadas ao desenvolvimento de softwares. Mas
a emergência desse negócio enfrenta um desafio importante: acesso a crédito e
financiamento para que possam se desenvolver.
A nova economia baseada nas tecnologias da informação e comunicação não
muda apenas o modelo de negócio, mas também o perfil do trabalho e emprego. Novas
habilidades e competências são demandadas dos trabalhadores; novas profissões estão
surgindo e outras desaparecendo. Um aspecto importante nesse processo é a
possibilidade do teletrabalho, do trabalho fora do ambiente físico da empresa, já que,
graças às tecnologias da informação e comunicação, o trabalho pode ser realizado até
mesmo em casa, gerando vantagens para o empregado e o empregador.
2.2- Onde estamos
A abertura da economia brasileira no início da década de 1990 atraiu empresas
estrangeiras de tecnologia de informação e comunicação que se instalaram aqui e
passaram a usar o país como ponto estratégico para outros mercados latino-americanos.
Apesar disso, em relação às pequenas e médias empresas, uma pesquisa feita em São
Paulo, aponta que apenas 27% delas tinham acesso à Internet, o que mostra a
necessidade de maior acesso ao crédito e financiamento através de programas
governamentais. Até no mesmo no contexto geral das empresas brasileiras ainda é baixa
a adesão às tecnologias de informação e comunicação, a despeito das perspectivas que
elas oferecem.
Em relação ao mercado de bens e serviços de informática, em 1998, o Brasil
movimentou cerca de US$ 50 bilhões, contribuindo significativamente para a economia
do país e reduzindo os custos do setor produtivo.
Já em relação ao desenvolvimento de negócios inovadores, está ocorrendo
principalmente com empresas ligadas ao uso econômico da Internet, como vendas no
varejo, consultas, entre outros. Existe ainda uma articulação em torno da promoção do
software brasileiro, de forma a equilibrar a balança de pagamentos e tornar o país
provedor de software mundial. O maior problema, porém, para as empresas iniciantes é
o acesso ao crédito e financiamento, por isso, algumas iniciativas de capitalização das
empresas, como os programas da Finep e BNDESPAR são importantes.
O comércio eletrônico no Brasil movimenta cerca de US$ 450 milhões,
tornando-o o maior mercado da América Latina. Apesar disso, cerca de 88% das
transações registradas em 1999 foram realizadas por empresas e a estimativa para o ano
2000 é de apenas 1% dos usuários comprando pela Internet.
Um dos problemas que travam o comércio eletrônico é a precariedade da
logística das empresas brasileiras. Além disso, o país ainda não apresenta legislação que
regulamente o comércio por meio da Internet, deixando o consumidor sem proteção.
O mercado de trabalho relacionado ao comércio eletrônico vem se
desenvolvendo, empregando cerca de 300 mil pessoas em 1999, com perspectivas de
chegar a 2,4 milhões até 2001. A necessidade de mão-de-obra qualificada,
principalmente, no universo das tecnologias de informação e comunicação é alta. Além
disso, a oportunidade de teletrabalho cresce, evidenciando a necessidade de
regulamentação desse tipo de atividade.
2.3- Para onde vamos
O fortalecimento da economia por meio das tecnologias de informação e
comunicação passa pelo aumento do número de usuários da Internet; pela promoção da
conectividade nas empresas, incluindo as pequenas e médias; pelo fomento ao
empreendedorismo eletrônico; pelo estímulo à inovação e à qualificação dos
trabalhador; pelo incentivo à exportação de produtos brasileiros pela rede; estímulo ao
uso das tecnologias da informação e comunicação como ferramenta de trabalho, o que
requer, necessariamente, alfabetização digital para a população.
2.4- O que fazer
Vários mecanismos são necessários, tanto do ponto de vista governamental,
como empresarial e da própria sociedade, para incrementar a nova economia trazida
pelas tecnologias de informação e comunicação. Primeiro, é preciso regulamentar o
comércio eletrônico garantindo a proteção do consumidor e padrões de transação
eletrônica. Segundo, são necessárias diversas ações estruturadoras, como pontos de
acesso ao cidadão ao mundo virtual; linhas de financiamento na área de tecnologia;
participação das pequenas e médias empresas; criação do teletrabalho; ampliação de
incubadoras de empresas de tecnologias e difusão da cultura do empreendedorismo.
Capítulo 3
Universalização de serviços para a cidadania
3.1- Do que se trata
No novo paradigma gerado pela sociedade da informação, a universalização dos
serviços de comunicação e informação são condições fundamentais para a inserção dos
indivíduos como cidadãos. Por isso a urgência em se trabalhar na busca de soluções
efetivas para que todos tenham acesso amplo à Internet.
Como a difusão de acesso às redes no mundo ainda é bastante desigual, o acesso
a todos os cidadãos passou a ser o objetivo principal dos programas oficiais. É
necessário, pois, que se encontrem alternativas para a inclusão das populações com
baixo poder aquisitivo nas redes digitais.
O conceito de universalização, além de tudo deve abranger o de democratização,
pois não se trata somente de tornar os meios disponíveis para a pessoas, mas torná-las
provedoras ativas dos conteúdos que circulam na rede, promovendo a chamada
alfabetização digital, melhorando desde a infraestrutura de acesso, até a formação de
fato do cidadão.
O conceito de universalização de serviços mudou de meios de comunicação de
voz para o acesso a comunicação de dados, tornando imperativo incorporar, ao conceito
de universalização de serviços de telecomunicações, a meta de acesso de todos à
Internet, o que leva a um desafio duplo para os países menos desenvolvidos: o acesso a
telefonia e o acesso à Internet.
Para uma pessoa acessa a Internet, em qualquer lugar, ela necessita de um
equipamento apropriado conectado em rede, sejam PCS (Personal Computers) ou set-
top boxes associados aos aparelhos de televisão, este último com preço mais acessível.
Portanto, um aspecto básico da universalização do acesso diz respeito aos custos para o
usuário, variando bastante em alguns países, e entre locais mais próximos e distantes
dos grandes centros dentro de um país, proporcionando a inexistência de provedores nos
locais mais afastados.
Fatores como penetração do serviço telefônico, renda per capita e nível de
escolaridade da população também influenciam nos custos de acesso, devendo ser
necessário adequar a tecnologia, bem como os conteúdos e serviços, as diversas
demandas existentes.
Algumas iniciativas para a universalização residem em ações focadas em três
grandes frentes: educação pública, informação para a cidadania e incentivo à montagem
de centros de acesso público à Internet. Em alguns países desenvolvidos foram
estimuladas estas ações no âmbito do ensino público, ao passo que na maioria dos
países em desenvolvimento, de forma bastante tímida e pouco efetiva, a maioria das
proposições oficiais relaciona- se ao incentivo à Internet, por meio de telecentros,
quiosques, bibliotecas públicas, cibercafés, cabines públicas etc.

3.2- Onde estamos


De acordo com a diversas estimativas, o número de usuários da Internet no
Brasil (4 a 7 milhões), reflete uma pequena parcela da população conectada, apesar de
estarmos entre as 10 maiores economias do mundo de acordo com o PIB. Essa pequena
fatia deve-se a infraestrutura precária e o elevado preço dos serviços de comunicação.
Diversos modos de “barateamento” dos serviços, como a utilização da telefonia
móvel e, principalmente, os serviços de TV a cabo, constituem alternativas de acesso ao
lado de outras tecnologias como satélite e LMCS (Local Multipoint Communication
System).
Iniciativas do setor público, como a implementação de pontos de acesso
(cibercafés) em algumas cidades como Curitiba, além da utilização de dispositivos de
acesso mais baratos, ou o acesso comunitário à Internet a Escolas, são modelos pontuais
de inclusão da população mais carente aos meios de acesso.
Mesmo conseguindo meios de utilização da Internet, seria necessário a
alfabetização digital, nivelando todas as pessoas com conhecimentos básicos de noções
de informática, a inclusão de gênero em um ambiente predominantemente masculino, e
a inclusão de pessoas com deficiência utilizando os modernos meios de comunicação e
informação são passos que devem ser seguidos para a universalização da informação.
3.3- Para onde vamos
Várias iniciativas para a “universalização” são necessárias, como: aumentar
drasticamente o número de pessoas com acesso direto ou indireto à Internet no Brasil,
capilarizar o acesso à Internet em todo o País, produzir e disponibilizar no mercado
brasileiro dispositivos (hardware + software) de baixo custo, promover a implantação de
serviços de acesso público à Internet.
3.4- O que fazer
Para viabilizar todas as ações elencadas no parágrafo anterior, algumas medidas
são essenciais, como a criação de um quadro jurídico para lidar com questões que
envolvam a leis do país e a Internet e ações estruturadoras como a promoção da
alfabetização digital maciça da população brasileira com materiais de baixo custo,
cursos livres, testes de habilitação reconhecidos internacionalmente, entre outras ações
que promova a inclusão do maior número de pessoas na sociedade da informação.

REFERÊNCIA
TAKAHASHI, Tadao (org.). Sociedade da Informação no Brasil: livro verde. Brasilia:
Ministerio da Ciencia e Tecnologia, 2000.