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Gravidez e Aromaterapia

Por meio de massagens ou banhos, os óleos essenciais usados sob orientação de um


especialista tornam-se coadjuvantes no auxílio de uma gestação mais tranquila.

Todos os momentos da vida são mais prazerosos quando podemos contar com o auxílio
da “Mãe Natureza”. Essa relação harmoniosa torna-se mais estreita, no momento em
que a mulher inicia a geração de um novo ser. O uso dos óleos essenciais na fase de
gestação é um recurso adicional ao bem-estar da mãe e do feto, através de massagens e
banhos, desde que a aplicação seja feita com orientação de um especialista. A restrição à
adoção de alguns óleos durante os primeiros meses de gravidez deve-se ao fato que são
compostos químicos altamente concentrados. Em cada gota existe uma grande
quantidade de substâncias, que em contato com a pele ou pelo sistema olfativo, acabam
caindo na corrente sanguínea. Por mais gostoso que possa parecer o aroma, a sua
utilização prejudicará a mãe e o bebê. As essências mais tóxicas possuem elementos
químicos, que podem ocasionar contrações, e consequentemente abortos; alterar a
pressão sanguínea e até mesmo envenenamento em situações extremas. Os óleos
essenciais que possuem propriedades “emenagogas” também são contra-indicados à
gestante, porque induzem à menstruação. Com o uso freqüente, o fígado e os rins
sofrem prejuízos. Portanto a aromaterapia para crianças, gestantes, epilépticos, idosos e
bebês deve ser sempre acompanhada por um profissional habilitado. Entre os mestres da
Aromaterapia, podemos seguir as orientações de Patrícia Davis (pesquisadora, terapeuta
e diretora da Escola de Aromaterapia de Londres e uma das fundadoras da Federação
Internacional de Aromaterapeutas). A especialista faz restrição do uso dos seguintes
óleos essenciais durante a gravidez.

Óleos essenciais considerados tóxicos

Alecrim, Anis, Arnica, Artemísia, Bétula, Cânfora, Cedro, Cipreste, Erva-doce, Salvia
Esclaréia, Hissopo, Hortelã-Pimenta, Jasmim, Manjericão, Manjerona, Mirra, Orégano,
Poejo, Rosa, Tomilho, Zimbro.

Óleos essenciais com propriedades emenagogas

Alecrim, Camomila, Esclaréia, Hissopo, Lavanda, Manjericão, Mirra, Rosa, Zimbro.

Apesar da Lavanda, Camomila e a Rosa serem considerados óleos “emenagogos”, eles


poderão ser usados em uma diluição bastante reduzida, ou seja, de 30 ml de óleo
vegetal para 1 gota de óleo essencial, após o quinto mês de gravidez. A indicação é
feita a pessoas que não tenham um histórico de abortos. É importante destacar que os
óleos, por serem substâncias concentradas – a alma da planta – precisam ser diluídos.
Um meio comum utilizado nas fórmulas é o óleo vegetal, que serve como carreador ou
veículo, e tem propriedades terapêuticas. As massagens suaves são outra alternativa.
Recomenda-se que até o quinto mês de gestação seja apenas usado um bom óleo
vegetal de Amêndoas com Germe de Trigo com a finalidade de combater as estrias,
ao mesmo tempo em que proporciona relaxamento. Após esse período, podem ser
adicionados aromas de Lavanda, Néroli, Rosas ou Gerânio. Adota-se a proporção
de uma gota de óleo essencial escolhido na quantia de óleo vegetal a ser utilizado
no momento da massagem, para evitar riscos desnecessários. Durante a gravidez, os
banhos aromáticos são uma opção saudável, desde que se evite óleos tóxicos e água
quente. O ideal é que seja utilizado um sabonete neutro ou óleo vegetal na banheira, na
esponja de banho ou em uma bacia com água morna. Em seguida seleciona-se apenas
um óleo essencial de cada vez, considerando suas propriedades, pingando uma gota dele
sobre o sabonete neutro. O próximo passo é aproveitar o momento de relaxamento.
Outra fórmula recomendada é a adição de uma gota de óleo essencial em uma colher de
sopa de óleo vegetal (amêndoa doce, semente de uva ou germe de trigo), que poderá ser
passada nas pernas, pés, braços, costas – exceto no abdômen. Por mais que tenhamos
cuidado com as substâncias, devemos respeitar a privacidade de bebê. A partir do sexto
mês de gravidez, os óleos essenciais colaboram ainda mais na prática de cuidados gerais
em relação à saúde, reduzindo dores nas costas, nas pernas e o cansaço de forma geral.
Esse equilíbrio pode ser conquistado com os óleos essenciais citados acima, sempre
tomando-se o cuidado em manter a diluição adequada. Grandes benefícios são
originados com o uso dos óleos essências durante a gravidez; para tanto, o mais
adequado é procurar a orientação de um aromaterapeuta. Vale ressaltar que uma
gestação acompanhada de um tratamento especializado irá proporcionar bem-estar à
mulher e garantir um bebê mais tranquilo ao nascer.

Dicas para banhos e massagens

Lavanda ou Gengibre
A cada dois ou três dias, quando houver predisposição a enjôos.

Tangerina ou Grapefruit
Auxilia na fadiga causada pelas mudanças hormonais; devolve a alegria e o bom
humor.

Camomila
Ajuda no relaxamento, diminui o estresse e proporciona leveza.

Erva-doce
Após o nascimento, auxilia o aumento do fluxo de leite.

Gerânio e Lavanda
Ajuda a aliviar cansaços na região das pernas, inchaços e dores lombares

Neroli
Aplicado na prevenção de estria – após o quinto mês.

Limão - Para problemas circulatórios.

Rosa – ajuda a atenuar a ansiedade e outros problemas emocionais.

Artigos - 01/04/2009
Por: Sandra Spiri - psicologa e presidente da Associação Brasileira de Aromaterapia e
Aromatologia (ABRAROMA)