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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ARIDO

DEPARTAMENTO DE AGROTECNOLOGIA E CIÊNCIAS SOCIAIS


CONTABILIDADE DE CUSTOS
CLASSIFICAÇÃO E TERMINOLOGIA DOS CUSTOS

CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS

QUANTO AOS PRODUTOS FABRICADOS


 Custos diretos e indiretos

QUANTO AO COMPORTAMENTO DO VOLUME DE PRODUÇÃO


 Custos fixos e variáveis
Para fazer a apuração dos custos é necessário saber a classificação dos custos
OBS:
 Se for possível identificar a quantidade do elemento de custo aplicado ao
produto, o custo será direto.
 Se não for possível identificar a quantidade aplicada ao produto, o custo será
indireto.

OS TERMOS DIRETOS E INDIRETOS SÃO EMPREGADOS COM OS


SEGUINTES SENTIDOS:

 DIRETO = A apropriação de um custo ao produto se dá pelo que efetivamente


ele consumiu. No caso da matéria-prima, pela quantidade que foi efetivamente
consumida e, no caso da mão-de-obra direta, pela quantidade de horas que foi
efetivamente utilizada.
 INDIRETA = Que a apropriação de um custo ao produto ocorre por intermédio
de rateio.

Assim, pode-se dizer:


Custos diretos = São aqueles apropriados aos produtos conforme o consumo utilizado.
São exemplos clássicos de custos diretos:

 A matéria-prima

 A mão-de-obra

Se outro elemento de custo tiver a medição do consumo no produto, o custo também


será considerado como custo direto, por exemplo:

 A energia elétrica
Caso haja aparelhos medidores do consumo de energia nas máquinas e se houver o seu
controle, este custo também será direto.

Custos indiretos = São aqueles apropriados aos produtos em função de uma base de
rateio ou algum critério de alocação.

São empregados como base de rateios: horas apontadas de mão-de-obra, horas de


máquinas utilizadas na fabricação dos produtos.

Ex: Custos de energia elétrica, o rateio pode ser feito proporcionalmente às horas de
máquinas utilizadas, considerando que o consumo de energia tenha uma relação de
causa e efeito muito próximo dessas horas.

A matéria-prima classificada como custo direto corresponde aos materiais cujo consumo
pode ser quantificado no produto.
Se não for possível a identificação da quantidade apropriada ao produto, passa a ser um
elemento de custo indireto.
Por exemplo:

Os parafusos aplicados em uma carteira escolar serão custos diretos.

Já a tinta ou solda consumida na carteira, pelo fato de não se obter o consumo por
unidade de produto fabricado, será considerado custo indireto.

A mão-de-obra direta são os funcionários que atuam diretamente no produto, e cujo


tempo gasto possa ser identificado.

CUSTOS FIXOS E VARIÁVEIS

Para estudo do comportamento dos custos, os insumos que antes foram


classificados em diretos e em indiretos serão agora classificados em custos fixos e em
custos variáveis.

Essa classificação ocorre em função do comportamento dos elementos de custos


em relação às mudanças que possam ocorrer no volume de produção.

A idéia é a seguinte: Para certo nível de produção incorre em um montante de


custos. Se este nível de produção aumentar ou diminuir, o consumo de alguns elementos
de custos acompanhará esta oscilação para mais ou para menos; e outros não.

Veja o que pode acontecer quando alguém resolve montar uma fábrica com
capacidade para processar mensalmente 10.000kg de matéria-prima na fabricação de
seu produto.

Primeiramente se instala uma estrutura capaz de suportar esse volume de


produção. Essa estrutura provoca a ocorrência de certos elementos de custos, tais como
aluguel do prédio onde a empresa será instalada, depreciação de máquinas e
equipamentos, funcionários etc.
Nada produzindo ou tendo sua produção entre zero e 10.000kg, estes custos
serão os mesmos. São os chamados custos fixos, isto é, ocorrem de qualquer maneira,
pois serão eles que suportarão a estrutura da empresa. Quando a empresa produzir a
primeira unidade de seu produto, passará a consumir matéria-prima, energia elétrica e
outros custos decorrentes do ato de produzir. Esses serão os custos variáveis, cujo
consumo será maior ou menor conforme o volume de produção. Eles ocorrem somente
se houver produção.

Para classificar um custo como fixo ou variável é preciso verificar como ele
reage à alteração do volume de produção. Se o volume alterar e o custo também, será
variável, do contrário, será fixo.

Pode-se dizer:

Custos Fixos:
São aqueles decorrentes da estrutura produtiva instalada da empresa, que independem
da quantidade que venha a ser produzida dentro do limite da capacidade instalada.

TERMINOLOGIA DOS CUSTOS

Segundo Martins, os gastos são compreendidos em investimentos, custos,


despesas e perdas.

GASTO = É o compromisso ou sacrifício financeiro assumido por uma empresa na


aquisição de bens ou serviços.

Em conformidade com Elizeu Martins, gasto é a compra de um produto ou serviço


qualquer, que gera sacrifício financeiro para a entidade (desembolso), sacrifício esse
representado por entrega ou promessa de entrega de ativos. (normalmente dinheiro).

Os gastos se concretizam quando os bens ou serviços adquiridos passam a ser de


propriedade da empresa

Ex:
 Gasto com mão-de-obra (salários e encargos sociais) aquisição de serviços de
mão-de-obra.
 Gasto com aquisição de mercadorias para revenda.
 Gasto com aquisição de matérias-primas para industrialização.
 Gasto com aquisição de máquinas e equipamentos.
 Gasto com energia elétrica (aquisição de serviços de fornecimento de energia).

Só existe gasto no ato da passagem para a propriedade da empresa do bem ou


serviço, ou seja, no momento em que existe o reconhecimento contábil da dívida
assumida ou da redução do ativo dado em pagamento.

a) Aquisição de Matéria-Prima

DESEMBOLSO = É o pagamento da compra de um bem ou serviço. É o ato do


pagamento.
EX:
 Compra de material de escritório; se for à vista, o desembolso será no
momento da compra, se for a prazo, o desembolso será no momento do
pagamento da duplicata ao fornecedor.

O desembolso pode ser um pagamento antecipado, durante (à vista) ou após (a prazo) a


entrada da utilidade comprada.
INVESTIMENTO = Gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios
atribuíveis a futuros períodos.
Segundo Elizeu Martins (2003) todos os sacrifícios havidos pela aquisição de bens ou
serviços (gastos) que são “estocados” nos ativos da empresa para baixa ou
amortização quando de sua venda (diminuição do estoque), de seu consumo (que
ocorre quando há a transferência da matéria-prima para a produção). Como
também, de seu desaparecimento ou de sua desvalorização, tornando-se, assim,
obsoleto são especificamente chamados de investimentos.

Exemplificando, temos o investimento para:

 Amortização (Quando ocorre a venda do produto, há a diminuição do


estoque, provocando, dessa forma sua amortização).
 Consumo (a transferência da matéria-prima para o processo produtivo,
transformando o investimento em custo).
 Desaparecimento (desuso, um bem que é substituído por uma inovação
tecnológica. Ex: A máquina de escrever substituída pelo computador)
 Desvalorização (com o tempo, o computador adquirido para a empresa se
desvaloriza)

O investimento pode ser de diversas naturezas e de períodos de ativação variados:


 A matéria-prima é um gasto contabilizado temporariamente como investimento
circulante;
 A máquina é um gasto que se transforma em um investimento permanente.

Ex:
 Considerando a compra de uma matéria-prima. A compra em si (à vista ou a
prazo) é um gasto. Ao abastecer o estoque de matéria-prima, temos um
investimento (pois o material ficará estocado até que seja requisitado para
consumo, isto é, aplicado na produção de um bem)

CUSTO = Gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou


serviço.
São os gastos, não investimentos, necessários para fabricar os produtos da empresa. São
os gastos efetuados pela empresa que farão nascer os seus produtos.
O custo é reconhecido no momento da utilização dos fatores de produção para a
fabricação de um produto ou execução de um serviço.

Ex:
 A matéria-prima foi um gasto em sua aquisição que imediatamente se tornou
investimento, e assim ficou durante o tempo de sua estocagem, sem que
aparecesse nenhum custo associado a ela; no momento de sua utilização na
fabricação de um bem, surge o custo da matéria-prima como parte integrante do
bem elaborado. Este, por sua vez, é, novamente, um investimento, já que fica
ativado até sua venda.
 A energia elétrica utilizada na fabricação de um item qualquer é gasto. Na hora
de seu consumo passa, imediatamente, para custo, sem transitar pela fase de
investimento.
 A máquina provocou um gasto em sua entrada, tornando investimento e, de
forma parcelada, transformando em custo, à medida que é utilizada no processo
de produção do bem.
De modo geral, são os gastos ligados à área industrial das empresas.

Ex:
 Ao requisitar a matéria-prima ao estoque e aplicá-la na produção temos a
ocorrência do custo. Ao concluir o produto e estocá-lo para venda, temos,
novamente, um investimento no estoque (estoque de produtos acabados).

Assim, os custos são a parcela do gasto ligado à produção, como mão-de-obra da área
fabril, matéria-prima, aluguéis de prédios da fábrica, depreciação de máquinas e
instalações fabris, energia elétrica consumida na fábrica e etc.

b) Processamento ou transformação da Matéria-Prima em Produtos

DESPESAS = Bem ou serviço consumidos direta ou indiretamente para a obtenção de


receita.

 A comissão do vendedor, por exemplo, é um gasto que se torna,


imediatamente, uma despesa.

 O equipamento usado na fábrica, que fora gasto transformado em


investimento e posteriormente considerado, parcialmente, como custo, torna-
se, na venda do produto final, uma despesa.

 A máquina de escrever da secretária do diretor financeiro que fora


transformado em investimento tem uma parcela reconhecida como despesa
(depreciação) sem transitar por custo.
As despesas são itens que reduzem o patrimônio líquido e que têm essa característica de
representar sacrifício no processo de obtenção de receitas.

 Cada componente que fora custo no processo de produção agora, na baixa do


estoque, torna-se despesa.
 Todos os gastos realizados com o produto até que este esteja pronto, são custos;
a partir de suas vendas, são despesas.

Todos os custos que estão incorporados nos produtos acabados da empresa industrial
são reconhecidos despesa no momento em que tais produtos são vendidos.

A matéria-prima industrial que, no momento de sua compra, representava um gasto, na


sua estocagem um investimento, passa a ser considerada custo no momento de sua
utilização na produção e se torna despesa quando o produto fabricado é vendido.

Entretanto, a matéria-prima incorporada nos produtos acabados em estoque, pelo fato de


estarem ativados, volta a ser investimento.

c) Produto Acabado colocado à venda

PERDA = Bem ou serviço consumidos de forma anormal e involuntária.


Não se confunde com a despesa (muito menos com o custo) exatamente por sua
característica de anormalidade e involuntariedade; não é um sacrifício feito com
intenção de obtenção de receita.

Ex:

Perdas com incêndios, obsoletismo de estoques e etc.

São itens que vão diretamente à conta de resultado, assim como as despesas, mas não
representam sacrifícios normais ou derivados de forma voluntária das atividades
destinadas à obtenção da receita.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2003.