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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO __ JUIZADO ESPECIAL CÍVEL

DA COMARCA

XXXXXXXXX, CCCo, cCCCo, CCCo, residente e domiciliado na


Rua CCC – CCC, inscrito no CPF sob nº CCC e RG nº CCC, por meio de sua advogada,
signatária da presente, constituída e qualificada na forma da procuração em anexo, com
endereço profissional na Avenida XXXXXXX, vem à presença de Vossa Excelência,
propor

AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO C/C INDENIZAÇÃO


POR DANOS MORAIS COM PEDIDO LIMINAR

contra TELEMAR NORTE LESTE S.A – OI, CNPJ nº


33.000.118/0002-50, localizada na Rua Cassiano Antônio Moraes, nº 60, CEP. 29.050.525,
Vitória/ES, pelas razões de fato e de direito a seguir expostas:

DOS FATOS

O requerente manteve contrato de prestação de serviços de telefonia


fixa e internet com a requerida, por mais de TRINTA anos ininterruptos.

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DESTACA-SE DESDE LOGO QUE O REQUERENTE NUNCA
CONTRATOU NEM UTILIZOU QUALQUER SERVIÇO DE TELEFONIA
MÓVEL COM A REQUERIDA APENAS INTERNET E LINHA FIXA!

Em 10/10/2016, entretanto devido a má qualidade na prestação do


serviço e a uma oferta mais atrativa realizada pela concorrência fez a portabilidade dos
serviços para outra operadora, a VIVO.

Durante todo o período de contrato com a requerida o autor manteve


as faturas para pagamento em débito automático.

Os extratos bancários que seguem anexos à presente peça confirmam


que todos os pagamentos devidos pelo requerente à requerida foram devidamente
debitados de sua conta-corrente.

E mais indicam ainda que mesmo depois de realizar a portabilidade a


requerida continuou a gerar faturas e a efetivar os débitos dessas faturas na conta-corrente
do autor até o mês de abril de 2017 seguidos mesmo sem prestar nenhum tipo de serviço ao
requerente.

Apesar de furtar dinheiro da conta do autor, mesmo sem lhe prestar


serviços a ré passou a fazer também cobranças indevidas ao requerente, enviando faturas
para seu endereço e por meio de ligações sem nenhum critério.

O autor dirigiu-se até a filial da requerida localizada em Linhares em


07/04/2017 a fim de obter informações sobre as cobranças que estava recebendo bem como
para que fossem cessadas comprovando mediante apresentação dos extratos que não
possuía nenhum débito com ré.

A despeito disso porém, a requerida continua a importunar o


requerente com as cobranças chegando por fim a inscrever seu bom nome no rol de mau
pagadores do SERASA, conforme comprovante em anexo.

Portanto após esgotadas todas as tentativas de solução extrajudicial


da lide ao requerente resta apenas bater as portas do judiciário a fim de obter a justiça no
caso concreto.

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DA INEXISTÊNCIA DO DÉBITO

De acordo com a documentação em anexo o requerente efetivou a


portabilidade do serviço de telefonia fixa para a operadora VIVO em 10/10/2016.

Assim o autor rescindiu o contrato com a requerida já no mês


10/2016. Portanto o requerente esteve obrigado a pagar pelos serviços prestados da
requerida no máximo até 10/10/2016 quando foi solicitada a portabilidade bem como o
cancelamento de todos os serviços de telefonia fixa prestados pela requerida ao requerente.

Entretanto, a requerida continuou a realizar a cobrança emitindo


fatura dos serviços não prestados até o mês de abril de 2017 e continuou a debitar
automaticamente tais faturas na conta-corrente do autor, locupletando-se indevidamente às
custas do requerente.

E ainda depois que o requerente compareceu para solicitar que


cessassem as cobranças e desautorizou o banco de realizar débitos automáticos em sua
conta a requerida passou a emitir faturas e enviá-las ao endereço do requerente e a enviar
cartas de cobranças chegando a negativar o nome do autor.

A prova documental é robusta no sentido de que as cobranças


efetuadas pela requerida são deveras indevidas, caracterizando abuso de poder
econômico, fraude e falha na prestação de serviço que acarretou e continua a
acarretar imensurável prejuízo ao requerente.

O débito exigido e que levou o nome do requerente a ser negativado


não existe porque durante todo o período de vigência do contrato as faturas foram pagas
por meio de débito automático na conta-corrente do autor e referida conta sempre teve
saldo suficiente para que o débito fosse realizado, tanto é assim que mesmo depois de
cancelado o contrato as cobranças continuaram sendo realizadas apesar de nenhum serviço
está sendo prestado para o autor.

Ao contrário de um débito o autor tem é um crédito com a requerida


referente a essas cobranças feitas em sua conta-corrente mesmo depois do encerramento do
contrato.

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Assim deve declarado inexistentes os débitos e portanto indevidas
todas as cobranças direcionadas ao autor pela requerida.

DA REPETIÇÃO DO DÉBITO

Como dito o autor migrou para outra operadora de telefonia em


10/2016 e realizou a portabilidade dos serviços imediatamente cancelando o contrato com
a requerida. No entanto, o pagamento das faturas estavam cadastradas em débito
automático na conta-corrente do autor e aproveitando-se dessa situação a requerida
continuou a emitir faturas e a realizar o débito automaticamente na conta do autor até o
mês de abril de 2017.

desse modo locupletou-se indevidamente de valores pertencente ao


requerente.

Por esta razão deve ser condenada também à restituição em dobro do


valor recebido indevidamente conforme previsão expressa do Art. 42, parágrafo único, do
Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Ademais de acordo com a ANATEL o consumidor que pagar por


valores cobrados indevidamente tem direito à devolução de valor igual ao dobro do que
pagou em excesso, acrescido dos mesmos encargos aplicados pela prestadora aos valores
pagos em atraso.

DO DANO MORAL

As ações da requerida caracteriza falha na prestação do serviço que


esta comercializa no mercado de consumo e merece reprimenda severa.

A falha é grave pois a requerida de má-fé, aproveitou-se da


autorização que tinha quando da vigência contrato para permanecer realizando débitos na
conta do autor. Que os descontos apenas cessaram após a interferência do requerente junto
ao banco sacado.

E além de furtar valores da conta do autor, ficou lhe enviando


cobranças por serviços não prestados e, por fim, negativou seu nome nos cadastros
restritivos de crédito.

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Sobre a falha na prestação do serviço o codex consumerista é
taxativo ao prever que:

Art. 14. O fornecedor de serviços responde,


independentemente da existência de culpa, pela
reparação dos danos causados aos consumidores por
defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como
por informações insuficientes ou inadequadas sobre
sua fruição e riscos.

É impossível não reconhecer a condição de hipossuficiente em que


se encontra o consumidor ora requerente diante da requerida, e na hipótese vertente não lhe
restara alternativa, diante dos fatos senão a proposição da presente demanda posto que a
requerida não se dispusesse a resolver amigavelmente a controvérsia impondo ao
requerente a sua vontade na questão.

Nessa ótica a extensão do dano atinge patamares muito maiores do


que se vê em primeiro plano e deve ser expurgado a fim de resguardar o direito do
consumidor, pois a ré além de auferir vantagem indevida com a cobrança por serviços não
prestados, ela debitou da conta do autor as tais cobranças e depois negativou o nome do
requerente! Um absurdo tremendo!.

Portanto forçoso é concluir que houve falha grave na prestação do


serviço e a prática de ato ilícito, por culpa exclusiva da ré causando repercussão negativa
na vida do consumidor, ora requerente atingindo a sua dignidade configurando o dano
moral passível de indenização pecuniária, por violação a atributo de sua personalidade,
presumindo-se os prejuízos suportados. Há que se considerar ainda que a requerida é
reincidente em tal prática neste juizado.

Além disso o requerente é advogado militante nesta comarca a


quase quarenta anos com reputação ilibada e moral irretorquível mantendo sempre
em ordem seu bom nome e sua reputação. A negativação levada a cabo pala ré
macula a boa fama e a honra do autor devendo ser reprimida no grau máximo.
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Nesse contexto, é que pede o requerente e confia na justiça, pela
condenação da ré, ao pagamento de indenização por danos morais não inferiores a 40
(quarenta) salários mínimos, bem como a que seja restituído em dobro o valor cobrado
indevidamente.

DO DIREITO

Convém destacar que se aplicam ao presente caso as disposições do


Código de Defesa do Consumidor, lei 8.078/90, porquanto presente os requisitos da
relação de consumo conforme artigos, 2º e 3º daquele diploma supralegal, norma de ordem
pública de proteção e defesa do sujeito concreto vulnerável da relação de consumo, o
consumidor.

Ressalto ainda que é imperiosa a necessidade de inversão do ônus da


prova nos termos do artigo 6º, inciso VIII do CDC, porquanto o requerente encontra-se em
situação de vulnerabilidade extrema e é, sem dúvida, hipossuficiente posto que e só a
requerida possui os meios para trazer aos autos a prova da prestação de serviço que
originou o débito exigido e que concorreu para a negativação do nome do autor. Por esta
razão desde já se requer a inversão do ônus da prova, devendo a ré trazer aos autos prova
inequívoca dos débitos cobrados e debitados da conta do autor após o encerramento do
contrato.

Além disso a requerida desrespeitou as normas constantes no Código


de Defesa do Consumidor e do Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços
de Telecomunicações (Resolução ANATEL 632/2014) causou ao requerente prejuízo de
ordem material e moral que, por certo, devem ser reparados.

Está assegurado na Constituição Federal de 1988 o direito relativo à


reparação de danos materiais e morais:

“Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de


qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do

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direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à
propriedade, nos termos seguintes:

X -São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra


e a imagem das pessoas, assegurado o direito à
indenização por dano material ou moral decorrente de
sua violação.

Nesse mesmo passo são os artigos 6º, iciso VI e art. 42 parágrafo


único ambos do CDC:

Art. 6º São direitos básicos do consumidor:

VI - a efetiva prevenção e reparação de danos


patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos;

Art. 42. (...)

Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia


indevida tem direito à repetição do indébito, por valor
igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de
correção monetária e juros legais, salvo hipótese de
engano justificável.

Embasam ainda a pretensão autoral dispositivos do Código Civil:

Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária,


negligência ou imprudência, violar direito e causar
dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete
ato ilícito.

Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187),
causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.

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Nesse ínterim, é de destacar que sendo inexistente o débito cobrado
pela requerida e indevidos o débito automático de valores faturados após o encerramento
do contrato é forçoso a condenação da ré em danos materiais, devendo proceder á
devolução em dobro da quantia indevidamente cobrada nos termos do artigo 42, parágrafo
único do CDC além da declaração de inexistência de quaisquer débitos lançados em seu
nome, faturados após 10/2016.

Deve ainda requerida ser condenada a pagar ao autor uma


indenização por danos morais a ser arbitrada em valor não inferior a 20 salários mínimo,
ante o ato ilícito perpetrado contra o requerente em flagrante desrespeito as normas
consumeristas aplicáveis à espécie, causando lesão ao seu patrimônio imaterial.

Além disso visto que o nome do autor permanece negativado


indevidamente, acarretando-lhe mais constrangimento é necessário QUE SEJA
PROFERIDA DECISÃO EM CARÁTER LIMINAR inautida altera pars para que a
ré retire o nome do requerente dos cadastros do SERASA/SPC imediatamente sob
pena de multa diária em caso de descumprimento.

DOS PEDIDOS

por todo exposto, requer a Vossa Excelência:

a) A Citação da Requerida para comparecer a audiência de


conciliação e/ou conciliação instrução e julgamento a ser designada e querendo, nela
contestar todos os fatos narrados na inicial, sob pena de confissão e revelia.

b) Ao Final julgar totalmente procedente a ação para, declarando


inexistência de todos os débitos cobrados pela requerida visto que suas faturas sempre
foram pagas por meio de débito automático sempre havendo saldo para tanto e
especialmente aos gerados após 10/2016 quando houve a portabilidade dos serviços para
outra operadora.

Tendo sido debitado indevidamente da conta do requerente várias


faturas após o encerramento do contrato, conforme extratos em anexo, a requerida deverá

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proceder à devolução em dobro dessa quantia indevidamente cobrada nos termos do
artigo 42, parágrafo único do CDC.

Requer ainda a condenação da requerida ao pagamento de uma


indenização por danos morais ao autor a ser arbitrada em valor não inferior a 40 salários
mínimo, montante ora sugerido.

c) requer a produção de todas as provas em direito admitidas,


notadamente o depoimento do Réu, sob pena de revelia e confissão, testemunhais,
documentais e periciais, assim como a posterior juntada de documentos que se fizerem
necessários ao deslinde da presente causa;

d) Finalmente, a condenação do Réu ao pagamento das custas,


despesas processuais, nos termos da Lei.

Dá à causa o valor de R$ R$ 35.200.00 (trinta e cinco mil e duzentos


reais).

Termos em que,
Pede deferimento.

Linhares-ES, 25 de agosto de 2017.