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Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em


1 seguida, assine no espaço reservado para isso.

Este Caderno contém cinquenta questões de múltipla escolha assim distribuídas:


2 01 a 10 > Saúde Coletiva; 11 a 50 > Conhecimentos Específicos.

Quando o Fiscal autorizar, verifique se o Caderno está completo e sem imperfeições


3 gráficas que impeçam a leitura. Detectado algum problema, comunique -o,
imediatamente, ao Fiscal.

4 Cada questão apresenta quatro opções de resposta, das quais apenas uma é
correta.

5 Interpretar as questões faz parte da avaliação; portanto, não adianta pedir


esclarecimentos aos Fiscais.

6 Utilize qualquer espaço em branco deste Caderno para rascunhos e não destaque
nenhuma folha.

7 Os rascunhos e as marcações feitas neste Caderno não serão considerados para


efeito de avaliação.

8 A Comperve recomenda o uso de caneta esferográfica, confeccionada em material


transparente, de tinta preta.

9 Você dispõe de, no máximo, quatro horas para responder às questões de múltipla
escolha e preencher a Folha de Respostas.
10 O preenchimento da Folha de Respostas é de sua inteira responsabilidade.
Ao retirar-se definitivamente da sala de provas, o candidato deverá entregar ao
Fiscal a Folha de Resposta independentemente do tempo transcorrido do início da
11 prova.
Retirando-se antes de decorrerem três horas do início da prova , devolva também
este Caderno.
Você só poderá levar este Caderno após decorridas três horas do início da prova.

As s i nat ur a d o Can di dat o : ______________________________________________________


UFRN  Residência Integrada Multiprofissional em Saúde  2018
O que me guia é apenas um senso de descoberta .
(Cla rice Lispect or )
Saúde Coletiva 01 a 10

O caso a seguir servirá de base para responder as questões 01 e 02.

Maria Aparecida, 56 anos de idade, foi convidada para assumir o cargo de Secretária
Municipal de Saúde. Como profissional sanitarista e balizada pelos princípios doutrinários e
organizativos do Sistema Único de Saúde (SUS), ela definiu como meta de trabalho a
efetivação das Redes de Atenção à Saúde em seu município.

01. Para a efetivação das Redes de Atenção à Saúde em seu município, a secretária de saúde
deverá conhecer as cinco Redes Temáticas prioritárias para o cuidado integral no âmbito do
SUS, que são:

A) Rede Neonatal; Rede de Atenção às Urgências e Emergências; Rede de Atenção


Psicossocial; Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência e Rede de Atenção à s Pessoas
com Doenças Crônicas.
B) Rede Cegonha; Rede de Atenção às Urgências e Emergências; Rede de Atenção
Psicossocial; Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência e Rede de Atenção às Pessoas
com Doenças Crônicas.
C) Rede Neonatal; Rede de Atenção às Urgências; Rede de Atenção Psicossocial; Rede de
Cuidados à Pessoa com Deficiência e Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com
Doenças Infectocontagiosas.
D) Rede Cegonha; Rede de Atenção às Urgências; Rede de At enção Psicossocial; Rede de
Cuidados aos Portadores de Necessidades Especiais e Rede de Atenção à Saúde das
Pessoas com Doenças Infectocontagiosas .

02. Diante das limitações orçamentárias da Secretaria Municipal de Saúde, Maria Aparecida
identificou que poderia fomentar e ampliar as ações de saúde do município por meio de
parcerias com a iniciativa privada. Nesse intuito, a Secretária Municipal de Saúde reconheceu
as possibilidades de atuação complementar do setor privado através de contratos e
convênios de prestação de serviços no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio
de três condições de participação previstas em lei, que são:

A) a celebração do contrato deve ocorrer conforme as normas de direito público; a integração


dos serviços privados deverá se dar na mesma lógica do SUS, em termos de posição
definida na rede regionalizada e hierarquizada dos serviços e a complementariedade do
setor privado só pode ser estabelecida quando constatada a ausência de tecnologias e
insumos ainda não disponíveis no SUS.
B) a instituição privada contratada deverá estar de acordo com os princípios básicos e
normas técnicas do SUS; em situações de epidemia e de ca lamidade pública, pode ocorrer
a compra de insumos e serviços sem a necessidade de licitação prévia pelo ente privado e
os planos de saúde e as indústrias farmacêuticas nacionais têm prioridade na celebração
de contratos e prestação de serviços.
C) a integração dos serviços privados deverá se dar na mesma lógica do SUS, em termos de
posição definida na rede regionalizada e hierarquizada dos serviços; a participação
privada no SUS dar-se-á por meio de Fundações, Associações e Organizações e a
instituição privada contratada deverá estar de acordo com os princípios básicos e normas
técnicas do SUS.
D) a celebração do contrato deve ocorrer conforme as normas de direito público; a instituição
privada contratada deverá estar de acordo com os princípios básicos e n ormas técnicas do
SUS e a integração dos serviços privados deverá se dar na mesma lógica do SUS, em
termos de posição definida na rede regionalizada e hierarquizada dos serviços.

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03. Com a efetivação do Sistema Único de Saúde (SUS), a partir da Constituiçã o Federal de
1988, os cidadãos passaram a ter garantido o direito de opinar, definir, acompanhar e
fiscalizar as ações de saúde nas três esferas de governo. Regulamentada pela Lei Orgânica
da Saúde nº 8.080 e 8.0142 de 1990, a participação da comunidade es tá entre os princípios
fundamentais e organizativos do SUS. Nesse contexto, as duas principais modalidades de
controle social das ações de saúde previstas em lei são
A) as Conferências de Saúde e o Espaço Cidadão.
B) o Planejamento Popular e os Conselhos de Saúde.
C) as Conferências de Saúde e os Conselhos de Saúde.
D) o Orçamento Participativo e os Conselhos de Saúde.

04. A morte materna é definida pela Organização Mundial de Saúde, como a morte de uma
mulher durante a gestação ou até 42 dias após o término da gestação, independentemente,
da duração ou da localização da gravidez, devido a qualquer causa relacionada com ou
agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela, porém não decorrentes de causas
acidentais ou incidentais. Considera-se o coeficiente de mortalidade materna como um
importante indicador de saúde populacional, por refletir diversas condições socioeconômicas.
Por isso, em 2008, a vigilância epidemiológica de mo rtalidade materna foi regulamentada pela
Portaria GM/MS nº 1.119 que estabelece fluxos e prazos para agilizar a disponibilidade de
informações pelo Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). Nesse contexto, analise as
seguintes afirmativas:

O coeficiente de mortalidade materna é a relação entre os óbitos decorrentes da


I gravidez, do parto e/ou do puerpério, em um dado período e localidade, pelo número
total de mulheres férteis, no mesmo período e localidade.
A alta taxa de mortalidade materna reflete as inadequações dos serviços de saúde
II para gestantes durante o pré-natal, parto e puerpério, e evidencia vulnerabilidades as
quais as mulheres estão expostas.
A investigação da mortalidade materna leva em consideração os óbitos declarados
III como morte materna de causas obstétricas, excluindo os óbitos por causas mal
definidas.
O monitoramento da mortalidade materna é de responsabilidade dos municípios, como
IV também dos Estados cujas ações, nesse sentido, devem complementar a atuação dos
municípios.

Estão corretas as afirmativas:


A) I e II. B) II e IV. C) III e IV. D) I e III.

05. “A transição demográfica é uma consequência do comportamento das variáveis mortalidade e


fecundidade, provocando mudanças significativas na estrutura etária da população. De
acordo com as projeções populacionais, em um período de 70 anos (1950 a 2020), a
população brasileira aumentará em 05 vezes, enquanto o grupo de idosos (pessoas acima de
60 anos) aumentará, aproximadamente, 16 vezes, trazendo implicações para os serviços de
saúde e os setores econômicos”. (Veras R. Envelhecimento populacional contempor âneo: demanda,
desafios e inovações. Revista de Saúde Pública, 2009; 43(3): 548 -54). [Adaptado].

O texto trata do processo de transição demográfica e, consequentemente, do aspecto


envelhecimento da população brasileira. Em relação a essa temática, é corret o afirmar que
A) o aumento da expectativa de vida e, consequentemente, o envelhecimento populacional
refletem as inadequações e as vulnerabilidades sociais e econômicas de uma população.
B) as taxas de fecundidade e de mortalidade determinam o crescimento vegetativo de uma
população, que traduz o número médio de anos a serem vividos, por uma coorte
populacional.
C) a transição demográfica no Brasil é caracterizada por um envelhecimento progressivo, com
aumento da taxa de natalidade e mudança no perfil de mo rbi-mortalidade.
D) o índice de envelhecimento populacional informa o número de idosos vivos para cada 100
jovens em uma dada população e período. Quanto menor esse índice, mais jovem é a
população estudada.

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06. Considere o texto e a figura a seguir:

“A morbidade é compreendida como o número de casos de doenças transmissíveis, não


transmissíveis e de outros agravos que acometem à saúde de uma determinada população,
em um dado período. A Vigilância Epidemiológica tem como atribuição acompanhar,
sistematicamente, a incidência e a distribuição dos agravos à saúde, por meio da
consolidação e avaliação dos registros de morbimortalidade e de outros dados relevantes
para a saúde pública, a fim de orientar medidas de prevenção e controle”. (Elaboração da banca)

A figura abaixo ilustra a ocorrência de 10 casos, identificados pelas letras (A,B,...J), de uma
determinada doença transmissível, registrados no período de 2014 a 2016.

Casos 2014 2015 2016

A -----o_________________________x

B o____x

C o_________x
LEGENDA
D o________x
o = início da doença
E o_________x
___ = duração da doença
F o___________________x
x = fim da doença
G o__________________x

H o_____ x

I o_____x

J o_________x

01/01 01/01 01/01

Com base nessa figura e considerando os conceitos inerentes à vigilância epidemiológica e ao


processo epidêmico, conclui-se que

A) o número de casos incidentes em 2016 foi nulo.


B) a incidência da doença foi maior em 2015 do que em 2014.
C) a prevalência da doença foi de 08 casos, em 01/01/2015.
D) a prevalência da doença foi de 10 casos, ao final de 2016.

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07. Para os principais estudiosos dos Determinantes Sociais em Saúde (DSS), um dos desafios
que permitiu identificar as estratégias para intervenções políticas em saúde, no sentido de
minimizar as iniquidades sociais nessa área, seria a distinção entre os det erminantes de
saúde dos indivíduos e os determinantes de saúde dos grupos populacionais. Eles partem da
compreensão de que alguns fatores que são fundamentais para explicar as diferenças no
estado de saúde dos indivíduos não explicam as diferenças entre gr upos de uma sociedade
ou entre sociedades diversas. De acordo com essa visão,

A) os fatores que exercem influência sobre a saúde dos indivíduos, e a presença desses
fatores, mesmo que conjuntamente, não são capazes de determinar a situação de saúde
da população. Dessa forma, faz-se necessárias políticas de abrangência populacional para
minimizar iniquidades em saúde.
B) em conformidade com a concepção de saúde por el es adotada, todos os fatores que não
podem ser controlados pelos indivíduos estão excluídos de intervenções políticas para
minimizar iniquidades em saúde, pois não englobam princípios fundamentais da promoção
à saúde.
C) os fatores que exercem influência sobre a saúde das pessoas e as escolhas dos estilos de
vida individuais estão fortemente influenciados pelos DSS. Sendo assim, uma boa
estratégia política em saúde seria intervir apenas nos comportamentos individuais de ri sco
(hábito de fumar, consumir álcool, sedentarismo, etc).
D) os DSS são promotores de iniquidade em saúde, que afetam a saúde individual e coletiva
de uma determinada sociedade. Portanto, para minimizar as discrepâncias que moldam a
saúde dos indivíduos, é recomendado que as intervenções políticas ligadas aos DSS
sejam executadas como um programa associado ao setor de saúde.

08. “Diferentes culturas constroem sistemas de cuidados distintos, a partir de suas próprias
concepções do processo saúde-doença. Um exemplo é a prática cultural entre os índios
Guarani Mbyá de Aracruz, Espírito Santo, que recomenda que a doença seja diagnosticada
dentro da Opy (casa de reza) pelo Karai (Xamã), que deve indicar o tratamento adequado,
não se privando de encaminhar o usuário para os serviços “oficiais” de saúde se assim julgar
necessário. Os Mbyás reconhecem que o seu sistema cultural de saúde não dispõe de
métodos eficazes para algumas manifestações patológicas, o que tem impulsionado a buscar
intercâmbios com o modelo biomédico. Entretanto, de um lado, os Mbyás reclamam que
alguns profissionais de saúde não deixam que os usuários consultem primeiro seus xamãs .
Por outro lado, os profissionais de saúde acusam os Mbyá de autoritários e de não
respeitarem a organização funcional no cotidiano do serviço em saúde”.
“Cultura, interculturalidade e processo saúde -doença: (des)caminhos na atenção à saúde dos Guarani Mbyá de
Aracruz, Espírito Santo” de Luiz Pellon, 2010. [Adaptado].

Esse texto refere-se a uma situação típica em que dois sistemas culturais de saúde (saber
científico e saberes populares/“tradicional”) se “encontram” nos serviços de saúde. Nesses
contextos, as atitudes/habilidades que os profissionais de saúde devem procurar desenvolver
são:

A) evitar etnocentrismo, facilitar a adesão ao tratamento terapêutico do modelo biomédico e


explicar as regras para atendimento nos serviços de saúde.
B) evitar etnocentrismo, praticar o descentramento cultural e desenvolver a congruência na
comunicação.
C) desenvolver a congruência na comunicação, dispor de tempo para se comunicar com o
outro e explicar as regras para atendimento nos serviços de saúde.
D) praticar o descentramento cultural, facilitar a adesão ao tratamento terapêutico do modelo
biomédico e aderir à sublimação.

4 UFRN  Residência Integrada Multiprofissional em Saúde  2018  Psicologia  O que me guia é apenas um senso de descoberta.
09. Na contemporaneidade, as Ciências Sociais vêm sendo solicitadas de forma crescente no
campo da saúde. Na área da Saúde coletiva, as Ciências Sociais constituem -se como parte
fundante, tendo em vista que a própria perspectiva social contida na palavra “coletiva”
confere especificidade ao campo, além de base de sustentação do aporte teórico e
metodológico que contribuíram para compreensão do conhecimento sobre a d imensão social
da saúde. Considerando as categorias analíticas e os conceitos como estratégias
metodológicas das ciências sociais e humanas no campo da saúde, analise as afirmativas a
seguir:

Uma das principais contribuições das Ciências Sociais no campo da saúde é permitir
I compreender as relações entre conduta, estilo de vida, trabalho, valores culturais e
sua implicação no processo de saúde-doença-cuidado.
O papel fundamental das ciências sociais no campo da saúde consiste e m
II instrumentalizar conceitualmente políticas inovadoras de saúde, maximizando sua
eficácia, justificando, assim, projetos ou formas de intervenção em saúde.
Uma das contribuições das Ciências Sociais no campo da Saúde é problematizar e
incorporar categorias, como as de sujeito, sofrimento e cuidado, na atenção à saúde
III
de pacientes, ou as noções de democratização, participação, sociedade civil e
controle social das políticas de Estado por parte da população.
A principal atribuição das Ciências Sociais em Saúde é identificar e tentar resolver os
IV problemas que causam necessidade de saúde, auxiliando a construção de políticas de
intervenção do Estado sobre os corpos dos sujeitos adoecidos.

Estão corretas as afirmativas:


A) I e II. B) II e III. C) I e III. D) I e IV.

10. Leia a narrativa a seguir, de autoria da antropóloga Soraya Fleischer, que aborda a temática
“dor crônica”.
“De repente, sente-se uma dor. Uma dor que nunca antes havia estado ali. A dor passa de
forma tão inesperada quanto chegou. Vão-se alguns dias. No meio de outra atividade, a dor
volta. A dor incomoda, o corpo não se se acostuma com a novidade. A dor aument a, se
espalha, impossibilita a realização de tarefas cotidianas. A dor muda de forma, passa a
latejar, a pinicar, a coçar. A dor inquieta. Buscam -se explicações para ela. Diferentes
opiniões são ouvidas, o familiar mais próximo, o amigo confidente, o vizin ho, o colega de
trabalho, o profissional de saúde, a liderança religiosa, os antepassados, os vindouros. A
dor é nomeada. Torna-se sinal de algo mais antigo, mais grave e, para espanto de todos,
mais duradouro. A dor veio para ficar, não há solução para el a. Há apenas paliativos,
táticas para amenizá-la. Agora, a dor faz parte. Não é mais motivo de susto. Com a dor
será preciso conviver, senti-la, lembrar-se dela, explicá-la, alojá-la. Para sempre pensar
sobre ela e tentar imaginar ou inventar alguma outra forma de resolvê-la. Para sempre”
Fleischer, 2015 [Adaptado].

Com base na narrativa e, tendo em vista os estudos socioantropológicos sobre os


adoecimentos e sofrimentos de longa duração, os aspectos conceituais da experiência com a
enfermidade crônica que podem ser identificados nesse relato são:
A) a experiência de enfermidade é compartilhada pelos grupos sociais que convivem com a
dor crônica, mas é restrita ao universo individual, pois está associada exclusivamente a
sentimentos e sensações mais pessoais.
B) a dor tem repercussões tanto para o indivíduo que adoece quanto para o seu grupo social,
facilitando, assim, a definição de d iagnóstico, a legitimação da dor e a visibilidade do
adoecimento.
C) as perdas sentidas como definitivas e impostas pela enfermidade crônica acarretam
reações de luto específicas e a consequente relação entre ser afetado por uma doença
crônica e sentir-se um doente crônico.
D) a enfermidade crônica traz inúmeras repercussões para a vida de quem adoece e causa
impactos na sociedade, confirmando que a dor é um fenômeno de interface entre a
biologia e a cultura.

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Conhecimentos Específicos 11 a 50

11. Paula, 23 anos, foi recém admitida para trabalhar como psicóloga na equipe do Núcleo de
Apoio à Saúde da Família (NASF) de seu município. Em conformidade com as diretrizes e
orientações do Ministério da Saúde (MS) para o Apoio Matricial em Saúde Mental, nos
cenários da Atenção Primária à Saúde (APS), Paula recebeu instruções de sua coordenação
para privilegiar situações de maior risco e vulnerabilidade nos territórios onde irá atuar.
Considerando essas situações, o plano de trabalho da psicóloga deve ser direcionado,
prioritariamente, para
A) cárcere privado/ pacientes com sintomas depressivos sem medicação/ crises histriônicas e
conversivas/ psicoterapia individual.
B) tentativas de suicídio/ problemas graves relacionados ao uso de álcool e outras drogas/
suspeita de maus tratos e abuso sexual contra crianças e adolescentes/ indivíduos com
história de múltiplas internações psiquiátricas.
C) problemas graves relacionados ao uso de álcool e outras drogas/ uso de medicação
psiquiátrica por longo tempo sem avaliação/ crianças com dificuldades de aprendizagem/
adolescentes com problemas comportamentais.
D) tentativas de suicídio/ crises psicóticas/ uso abusivo de álcool e drogas/ psicodiagnóstico
infantil.

12. Em consonância com as orientações recebidas pela equipe do Núcleo de Apoio à Saúde da
Família (NASF), Paula também foi orientada para construir suas propostas e estratégias de
atuação de forma compartilhada e com a corresponsabilização das equipes de referência pelo
cuidado em saúde mental. Neste intuito, pactuou que o escopo de suas ações c omo psicóloga
seria balizado por
A) romper com a lógica do encaminhamento a especialistas e promover a instrumentalização
dos profissionais em espaços de educação permanente.
B) realizar o diagnóstico da situação de saúde mental da comunidade e priorizar o
atendimento clínico e individual no cotidiano assistencial.
C) promover a integração com as redes de apoio social e divisão na execução das atividades
comunitárias e terapêuticas.
D) realizar ações de prevenção e promoção em saúde mental pelos apoiadores do NASF e
ampliação do vínculo com as famílias e com a comunidade pelas equipes de referência.

13. Ao assumir a Coordenação da Saúde Mental de seu município, Maria Helena definiu como
sua principal meta de trabalho o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), por
meio da integração e do fortalecimento dos serviços e equipamentos do município. Desse
modo, é possível reconhecer fragilidades na composição dos pontos da rede e, em especial,
a ausência de dispositivos e de estratégias de atenção domiciliar de caráter transitório.
Constituem dispositivos de caráter transitório:
A) Serviços Residenciais Terapêuticos e Programa de Volta pra Casa.
B) Unidade de Acolhimento e Serviço de Atenção em Regime Residencial.
C) Unidade de Acolhimento e Programa de Volta pra Casa.
D) Serviços Residenciais Terapêuticos e Serviço de Atenção em Regime Residencial.

14. Incumbida da tarefa de estruturar a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), a partir da


identificação dos componentes e dos pontos de atenção já exist entes, Maria Helena também
constatou a ausência de Estratégias de Reabilitação Psicossocial e de Inserção Social
ofertadas pelos serviços e equipamentos do município. Assim, reconheceu que, para
contemplar e fortalecer a rede nessa perspectiva, seria neces sário
A) distribuir uma cesta básica mensal aos pacientes que estão em situação de maior
vulnerabilidade social.
B) ampliar as oficinas terapêuticas ofertadas nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e
fortalecer o apoio matricial junto às equipes da Atenção Primária à Saúde (APS).
C) ofertar passeios supervisionados aos usuários do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS)
nos principais pontos turísticos do município.
D) favorecer as iniciativas de geração de renda e empreendimentos solidários de
cooperativas sociais.

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15. A proposição de novos paradigmas de cuidado em saúde mental em contraposição ao modelo
manicomial apontou para a necessidade de transformação dos conceitos e das práticas
assistenciais no campo da saúde mental. Nessa perspectiva, a fim de p romover a
integralidade do cuidado, os equipamentos e serviços substitutivos ao aparato manicomial
devem estar pautados necessariamente na
A) criação e ampliação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) destinados
prioritariamente aos indivíduos sem hist órico de hospitalização psiquiátrica.
B) problemática da saúde e da doença e na avaliação das instituições e das pessoas que as
usam.
C) priorização de ações de promoção e prevenção da saúde mental em detrimento dos
investimentos para criação de serviços especializados na área.
D) utilização de tecnologias “duras” no cotidiano assistencial e pela disponibilização de
psicofármacos de última geração.

16. Com a Portaria 336/2002 do Ministério da Saúde, foram desencadeados significativos


avanços no que se refere à proteção e aos direitos das pessoas com transtornos mentais.
Seu texto elege os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) como os dispositivos ofici ais do
Brasil na conformação do novo modelo assistencial em saúde mental, tipificando -os em
diferentes modalidades, além de defini-los por ordem crescente de porte, complexidade e
abrangência populacional. De acordo com as diretrizes dessa portaria, os
A) CAPS ad são destinados à população com problemas decorrentes do uso abusivo de
substâncias psicoativas.
B) CAPS I e II são destinados ao atendimento diário de adultos, durante sete dias da semana,
atendendo à população de referência com transtornos mentai s severos e persistentes.
C) CAPS III são alocados em municípios com até 100.000 habitantes e podem oferecer leitos
para internação psiquiátrica.
D) CAPSi são destinados ao atendimento de crianças, até os 12 anos de idade, com intenso
sofrimento psíquico.

17. João, 45 anos, faz uso de medicação psicotrópica e já realizou uma série de tratamentos
desde que foi diagnosticado com esquizofrenia, aos 18 anos de idade. A partir de então, tem
participado de inúmeros grupos e de atividades ofertadas nos serviços d e saúde, os quais lhe
permitiram se apropriar do conhecimento de aspectos legislativos que resguardam seus
direitos como cidadão e que devem orientar o seu plano terapêutico nos diferentes espaços.
De acordo com a legislação, é facultado a João
A) ter acesso ao maior número de informações e ao melhor tratamento do sistema de saúde,
consentâneo às suas necessidades.
B) ter acesso ao tratamento em ambiente acolhedor e humanizado, mesmo que sejam
utilizados métodos mais invasivos a favor de seu tratamento.
C) o direito de ir e vir garantido nos finais de semana, mesmo quando estiver em regime de
internação compulsória.
D) o direito de não ser responsabilizado criminalmente por seus atos e de requerer o
Benefício de Prestação Continuada (BPC).

18. Na esteira da Reforma Psiquiátrica Brasileira, surgiram os aportes teórico -metodológicos


orientadores das práticas de cuidado nos serviços e equipamentos substitutivos em saúde
mental. Entre esses, ressaltam -se os pressupostos e ideários da Reabilitação Psicossocial,
do Modo Psicossocial e do Empowerment, os quais assumem uma nova forma de
compreensão do fenômeno da loucura e das práticas assistenciais no campo da saúde
mental. Nessa perspectiva, as premissas de trabalho junto aos usuários são pautadas pelo
A) treinamento de comportamentos e habilidades socialmente aceitas e valorizadas.
B) acesso aos diagnósticos mais precisos e a consultas psiquiátricas especializadas.
C) desenvolvimento de repertório adaptativo às situações de exclusão social.
D) fortalecimento da capacidade de autocuidado e de seu poder em estabelecer trocas
sociais.

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19. O marco legislativo fundamental no processo de transformação das práticas em saúde mental
no Brasil foi à aprovação da Lei 10.216, de 06 de abril de 2001, também conhecida como “Lei
da Reforma Psiquiátrica”. Seus principais preceitos tiveram significativa influência da
chamada Psiquiatria Democrática Italiana, na qual preponderou o processo de
desinstitucionalização psiquiátrica como seu pilar fundamental, caracterizada por três
aspectos. Os três aspectos da Psiquiatria Democrática Italiana são:
A) 1-A construção de estruturas de recreação e lazer dentro dos hospitais psiquiátricos; 2 - A
centralização do trabalho terapêutico no sentido de enriquecer a existência global,
completa e concreta do indivíduo; 3- A construção de estruturas externas que são
totalmente substitutivas da internação em manicômio.
B) 1-A contratação de um maior número de especialistas em saúde mental; 2 - A centralização
do trabalho terapêutico no sentido de enriquecer a existência global, completa e concreta
do indivíduo; 3- A construção de estruturas externas que são coadjuvantes da internação
em manicômio.
C) 1-A construção de uma nova política de saúde mental por meio da mobilização e da
participação; 2- A centralização do trabalho terapêutico no sentido de enriquecer a
existência global, completa e concreta do indivíduo; 3-A criação de enfermarias mais
humanizadas nos antigos hospitais psiquiátricos.
D) 1-A construção de uma nova política de saúde mental por meio da mobilização e da
participação da sociedade; 2- A centralização do trabalho terapêutico no sentido de
enriquecer a existência global, completa e concreta do indivíduo; 3- A construção de
estruturas externas que são totalmente substitutivas à internação em manicômio.

20. Os saberes e práticas oriundos da Psicologia têm sido cada vez mais valorizados e
requeridos nos diferentes níveis de atenção do Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar disso,
os profissionais psicólogos ainda precisam qualificar suas ações e estratégias de trabalho em
consonância com os princípios e preceitos doutrinários e organizativos do Sistema. Desse
modo, as ações desenvolvidas pelo psicólogo no âmbito do SUS, em seus diferentes
cenários, devem ser
A) coerentes com a proposta da atenção básica e o profissional deve defender essa proposta
como metodologia principal nesse campo de atuação.
B) organizadas a partir da integralidade do cuidado, compreendendo articuladamente ações
de prevenção, tratamento e reabilitação.
C) pautadas na realização de psicoterapia nas unidades de saúde e na interconsulta no
hospital geral.
D) alinhadas a uma prática clínica individual, que é a base de tratamentos bem organizados
na saúde mental e na saúde pública.

21. Desde a criação do Programa de Saúde da Família (PSF) em 1994, até sua transformação
em Estratégia Saúde da Família (ESF), na Política Nacional de Atenção Básica de 2006, o
país adotou um novo modelo na oferta de cuidados primários em saúde. Entre outros
aspectos, seus fundamentos apontam para a responsabilização territorial dos moradores
adscritos em sua área de abrangência, os quais se somam esforços interprofissionais e
intersetoriais nas ações de cuidado em saúde. Com base nas particularidades desse
contexto, o psicólogo deve
A) considerar especificidades de cada equipe e de cada comunidade no planejamento de
suas ações, dialogando com diferentes áreas do conhecimento e com o saber popular.
B) atuar como um especialista apolítico, de forma neutra e imparcial, tal como recomendado
no Código de Ética Profissional do Psicólogo.
C) considerar as dificuldades teór icas que existem entre a clínica individual e a psicologia
social, certo de que esta última deve ser aplicada obrigatoriamente no campo das relações
comunitárias.
D) atuar de maneira à se distanciar das questões de poder no contexto comunitário,
principalmente porque a clínica excede os limites dessas considerações ideológicas.

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22. Desde a criação dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) pela Portaria nº 154 de
2008, foi possível ampliar o escopo de ações realizadas no cotidiano assistencial da Atenção
Primária à Saúde (APS). Nesse intuito, os profissionais do NASF têm sido or ientados a atuar
sob a lógica do apoio matricial junto às equipes de referência, privilegiando o
compartilhamento de saberes e a instrumentalização dos profissionais. Do mesmo modo, as
principais problemáticas no campo da saúde mental também devem ser incl uídas nessa
conformação de cuidado, dentre as quais estão
A) palestras temáticas, atendimento psicoterápico individual e discussão de casos.
B) visita domiciliar conjunta, regulação de vagas e ações de sala de espera.
C) consulta compartilhada, discussão d e casos e capacitação em espaços de educação
permanente.
D) trabalho com grupos, treinamento de agentes comunitários de saúde e supervisão clínica
dos profissionais.

23. As ações de promoção, prevenção e educação em saúde são vistas como pressupostos
fundamentais no trabalho das equipes, no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS). Do
mesmo modo, ressalta-se a potencialidade no trabalho com diferentes modalidades de gru pos
voltados para as principais demandas e necessidades em saúde da população. Nesse
contexto, as ações no campo da saúde mental também devem ser objeto de intervenção das
equipes de saúde, com as quais o profissional psicólogo tem condições de contribuir
fomentando e desenvolvendo Grupos Terapêuticos, Operativos e Motivacionais. Dessa forma,
o Grupo Operativo caracteriza-se por
A) agregar um conjunto de pessoas com objetivos comuns, que se propõem a uma tarefa,
explícita ou implicitamente, interagindo e e stabelecendo vínculos. Desse modo, os
princípios organizadores do grupo são o vínculo e a tarefa.
B) adaptar técnicas utilizadas na terapia breve cuja intenção principal consiste em focar
atenção sobre o tema que dificulta ou interfere na mudança de compor tamento. É
fundamental que o grupo esteja efetivamente comprometido com a realização das
mudanças necessárias e compreenda a situação como um problema a ser solucionado.
C) incrementar o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal, baseado no
compartilhamento de experiências, no compromisso do sujeito com suas ações, na
construção de objetivo comum entre o grupo, na criação de estratégias de aumento da
motivação e de enfrentamento da situação-problema.
D) promover o acolhimento e o compartilhamento de expe riências como as principais
ferramentas de cuidado, por possuir regras e passos bem definidos, um dos quais prevê
que os participantes sejam convidados a expor suas dificuldades, as quais deverão ser
problematizadas a partir das experiências prévias dos in divíduos.

24. A psicóloga do Núcleo de Apoio a Saúde da Família (NASF) explica aos colegas de trabalho
que utiliza as teorias da Psicologia Social para a abordagem de questões psicológicas. Sobre
a Psicologia Social, analise as seguintes afirmativas:

Estuda o modo subjetivo como um objeto se apresenta na mente de uma pessoa e não
I
os atributos objetivos e físicos de um objeto.
É o estudo científico do modo como pensamentos, sentimentos e comportamentos das
II
pessoas são influenciados pela presença real ou imaginária de terceiros.
Estuda os processos psicológicos que as pessoas têm em comum e que as tornam
III
suscetíveis à influência social.
É a escola de Psicologia que sustenta a ideia segundo a qual, para compreender o
IV comportamento humano, precisamos considerar as propriedades reforçadoras do
ambiente.

Em relação ao exposto, estão corretas as afirmativas


A) III e IV. C) I e II.
B) I e IV. D) II e III.

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25. O psicólogo Jean Piaget conduziu estudos sobre o pensamento e comportamento das
crianças, formulando uma teoria da cognição. Descreveu quatro estágios principais para
explicar o desenvolvimento do pensamento do indivíduo. Sobre esses estágios, analise as
seguintes afirmativas:

No período sensório-motor, que compreende a faixa de 0 a 2 anos, a criança faz uso


de esquemas para compreender o mundo; aprende por meio de ensaio, erro e
I
experimentação; não é capaz de constituir relações causais e de planejamento e
começa a desenvolver sua capacidade de relação objetal.
No período pré-operacional, a criança entre 2 e 6 anos tem a capacidade de
simbolizar e de manipular os símbolos; verifica -se ausência de conservação,
II
manifestação de egocentrismo e início da capacidade de classificação e agrupamento
de objetos, mas ausência do princípio de inclusão de classe.
No período operacional concreto, a criança entre 7 e 12 anos apresenta capacidade
de previsão; imaginação de consequências futuras para as ações presentes; solução
III
sistemática e metódica de problemas; lógica dedutiva e descentralização da
perspectiva egocêntrica.
No período operacional formal, a partir dos 12 anos, a criança já consegue elaborar
regras e estratégias para compreender o mundo; tem ideia de reversibilidade;
IV
consegue fazer operações matemáticas e ordenação seriada; capacidade de
investigas hipóteses; lógica indutiva e não dedutiva.
Em relação ao estágios do desenvolvimento propostos por Piaget, estão corretas as
afirmativas:
A) I e II. C) I e IV.
B) II e III. D) III e IV.

26. A esquizofrenia na infância é um transtorno grave no qual o comportamento da criança ou do


adolescente caracteriza-se por discordâncias ou distorções da percepção, do pensamento, do
afeto e do aspecto motor. Os dados desenvolvimentais sobre a manifestação e evolução da
esquizofrenia na infância são
A) raros, pois o transtorno foi objeto de definições claras e precisas, que não demandam um
acompanhamento longitudinal para sua compreensão.
B) suficientes, uma vez que o transtorno tem alta incidência, facilita ndo as pesquisas
longitudinais, com amostras consideráveis e representativas.
C) raros, pois a natureza invasiva desse transtorno e as graves perturbações que ele causa
limitam a participação das famílias nos estudos longitudinais.
D) suficientes, pois o transtorno acontece subitamente e de forma semelhante entre as
crianças, permitindo que as generalizações possam ser feitas.

27. As síndromes depressivas, que tem como elementos mais salientes o humor triste e o
desânimo, são atualmente reconhecidas como u m problema prioritário de saúde pública. A
ordenação da depressão em vários subtipos é um desafio permanente. Dentre os subtipos de
síndromes e transtornos depressivos na prática clínica, encontra -se
A) a depressão melancólica, na qual predominam os sintom as classicamente exógenos, de
natureza mais psicológica, e mais independentes de fatores neurobiológicos.
B) o estado depressivo agitado ou ansioso causado ou fortemente associado a uma doença
ou quadro clínico somático, com forte componente de ansiedade e inquietação
psicomotora e risco de suicídio.
C) a distimia, uma depressão crônica, geralmente de intensidade leve e muito duradoura,
cujos sintomas devem estar presentes de forma ininterrupta por pelo menos dois anos.
D) o estupor depressivo que é um estado depressivo grave, no qual os sintomas depressivos
associam-se a um ou mais sintomas psicóticos, que levam o paciente a permanecer em
estado de catalepsia.

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28. Paciente idosa, 68 anos, é diagnosticada com transtorno neurocognitivo leve e sintomas
depressivos. Uma das possibilidades terapêuticas que a equipe de saúde poderia oferecer é
a estimulação cognitiva, que tem sido bastante utilizada para retardar o declínio cognitivo e
evitar ou postergar as patologias associadas ao envelhecimento. Sobre estimul ação cognitiva,
analise as afirmativas a seguir:

A estimulação cognitiva em idosos por meio de ferramentas tecnológicas substituíram


I as atividades de estimulação do cotidiano, que não produzem a reserva cognitiva
necessária e não apresentam efeitos positivos sobre a funcionalidade.
A manutenção de conexões sociais e de atividades sociais não exerce um efeito
II protetor contra o declínio cognitivo, mesmo sabendo que o tamanho da rede social é
mais importante que o envolvimento satisfatório com um nú mero menor de pessoas.
A estimulação cognitiva atua na construção da reserva cognitiva, por meio de
III estratégias comportamentais que produzem estimulação sensorial, cognitiva ou
motora capazes de induzir a plasticidade existente no sistema nervoso.
Um estilo de vida ativo e ocupado tem um efeito neuroprotetor, uma vez que o declínio
IV cognitivo é adiado ou reduzido nos indivíduos que praticam atividades físicas ou que
estejam envolvidos em atividades mentais estimulantes, como a meditação.

Dentre as afirmativas, estão corretas


A) I e II.
B) I e IV.
C) II e III.
D) III e IV.

29. A partir dos estudos sobre os processos sistemáticos de mudança e estabilidade que ocorrem
nas pessoas e sobre a mudança do perfil populacional brasileiro, as teorias psicológicas do
desenvolvimento abordam as características da velhice, contribuindo para a assistência e o
cuidado em saúde. Nessa perspectiva, o profissional de saúde deve compreender que o
envelhecimento é um período
A) do ciclo vital caracterizado por desafios e oportunidades, e pelo equilíbrio entre perdas e
ganhos.
B) marcado pela estagnação, risco e declínio, e pela perda da participação em atividades
sociais.
C) do ciclo vital caracterizado por mudanças biológicas, psicológicas e sociais, e pela
dependência do idoso na realização dessas atividades.
D) marcado por prejuízos à autonomia do idoso, e pelo constante sentimento de tristeza e
abandono.

30. O crescimento da população idosa é um fenômeno mundial e, no Brasil, tem acontecido de


forma bastante acelerada, repercutindo na forma de se vivenciar essa etapa do
desenvolvimento humano. Nesse cenário,
A) as perdas são enfatizadas, uma vez que o indivíduo em processo de envelhecimento tem a
tarefa principal de reparar as perdas biológicas inevitáveis.
B) o efeito cumulativo de repetidas perdas é irreversível, impede a elaboração do luto e s ua
resolução, sendo um fator devastador para a velhice bem sucedida.
C) uma nova visão da velhice vem privilegiando a criatividade e a capacidade de enfrentar as
perdas inevitáveis com mecanismos adaptativos eficientes.
D) semelhante às etapas do desenvolvimento anteriores, as perdas principais na velhice são
irreversíveis e se referem a objetos externos.

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31. Mulher, 45 anos, diagnosticada há alguns meses com câncer de útero em estágio avançado,
foi encaminhada para programa de cuidados paliativos. É sabido que, nesses programas, o
tema da morte é uma constante. Nesse contexto, é importante que o psicólogo est imule o
A) desejo de sobrevivência, não incentivando a lembrança de assuntos pendentes para evitar
o sofrimento do paciente.
B) aprofundamento das relações significativas, evitando o contato do paciente com
pendências do passado.
C) processo de comunicação, ou seja, promova uma conversa aberta e direta sobre
sentimentos e necessidades.
D) desejo do paciente de permanecer vivo, evitando falar sobre suas fantasias sobre a morte
e o morrer.

32. O processo de luto, por definição, é um conjunto de reações diant e de uma perda. Bowlby
refere-se a quatro fases do luto. Sobre essas fases, analise as seguintes afirmativas:

A fase de choque tem duração de algumas horas ou semanas e pode vir


I
acompanhada de manifestações de desespero ou de raiva.
Na segunda fase, de anseio, há a expressão do desejo da presença e busca da
II
pessoa perdida, mas não há esperança por um reencontro.
Na fase de desorganização e desespero, há sentimentos de raiva e tristeza, pois a
III
pessoa se sente abandonada pela pessoa que partiu.
Na fase de reorganização, não há uma aceitação da perda definitiva, mas a
IV
constatação de que uma nova vida precisa ser começada.

Dentre as afirmativas, estão corretas


A) I e IV. C) II e III.
B) I e III. D) II e IV.

33. O psicodiagnóstico é um processo, desencadeado quase sempre em vista de um


encaminhamento, que tem início numa consulta, a partir da qual se delineiam os passos do
exame, que constitui uma das rotinas do psicólogo clínico. Entretanto, esse tipo de avaliaç ão
decorre da existência de um problema prévio, que o psicólogo deve identificar e avaliar, para
poder chegar a um diagnóstico. Sobre os critérios usuais de definição, deve -se dizer que um
problema é identificado
A) pelo uso de critérios operacionais, dispensando o critério tempo para uma decisão
diagnóstica, uma vez que a abordagem científica atual considera a relatividade dos
critérios usuais.
B) a partir de manifestações de transtornos psiquiátricos que representam variações de
diferentes graus de um continuum entre saúde mental e psicopatologia, cujas mudanças
percebidas são, na maioria das vezes, de natureza qualitativa.
C) por critérios de intensidade e/ou persistência que não podem ser aplicados à dimensão
desenvolvimento, pois desconsidera os limites de variabilidade para a aprendizagem de
novos padrões de comportamento.
D) quando são reconhecidas alterações ou mudanças nos padrões de comportamento
comum, que podem ser percebidas como sendo de natureza quantitativa ou qualitativa.

34. Durante o processo do psicodiagnóstico, para levar uma entrevista a termo de modo
adequado, o entrevistador deve ser capaz de
A) ignorar as defesas e modos de estruturação do paciente, especialmente quando elas
atuam diretamente na relação com o entrevistador.
B) promover a autonomia do paciente, sem interferir na expressão dos motivos que levaram a
pessoa a buscar ajuda ou a ser encaminhado para tal.
C) conter a ansiedade relacionada aos temas evocados na entrevista, buscando
esclarecimentos para colocações vagas ou incompletas.
D) estar presente, no sentido de ficar inteiramente disponível para o outro naquele momento,
e poder ouvir o entrevistado sem a interferência de questões pessoais.

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35. O Código de Ética Profissional do Psicólogo deixa claro as responsabilid ades desse
profissional. De acordo com esse código, um dos deveres fundamentais do psicólogo é
A) guardar e não fornecer os documentos pertinentes ao bom termo do trabalho, mesmo que
solicitado.
B) assumir responsabilidades profissionais por atividades essenciais à população, mesmo
que não esteja capacitado pessoal, teórica e tecnicamente.
C) relatar todas as informações de serviços psicológicos à equipe, para a tomada de decisões
que afetem o usuário ou beneficiário.
D) prestar serviços profissionais em situações de calamidade pública ou de emergência, sem
visar benefício pessoal.

36. Psicólogo recém-chegado na Unidade Básica de Saúde resolve divulgar os seus serviços.
Para tanto, consulta previamente o Conselho Regional de psicologia (CRP) e o Código d e
Ética do Profissional Psicólogo que fornecem orientações sobre a promoção pública dos
serviços, segundo as quais o psicólogo poderá
A) divulgar somente qualificações, atividades e recursos relativos a técnicas e práticas que
estejam reconhecidas ou regulamentadas pela profissão.
B) informar o seu nome completo, o (CRP) e seu número de registro, podendo fazer
autopromoção em detrimento de outros profissionais.
C) fazer uma previsão categórica de resultados, com base em suas qualificações, atividades
e recursos técnicos.
D) divulgar somente qualificações, podendo propor atividades que sejam atribuições
privativas de outras categorias profissionais.

37. A resiliência é um conceito que está sendo amplamente estudado na Psicologia e na saúde.
No contexto de enfermidade, a resiliência é
A) vista como uma capacidade limitada, pois o indivíduo raramente consegue procurar
recursos para superar as adversidades, sendo apenas mais um observador passivo e
“doente”.
B) um fator limitante para que as pessoas tenham uma vivência diferente e singular, pois o
acometimento por uma doença limita a capacidade de reações diversas e singulares.
C) um fator que pode perder força ou intensidade, predispondo o indivíduo ao
desenvolvimento do estresse, ao constatar que não conseg ue buscar recursos em si
mesmo e no ambiente para a resolução de conflitos.
D) a capacidade de um indivíduo lidar com a doença, aceitando as limitações que lhe são
impostas diante de sua nova condição, readaptando -se de forma positiva.

38. A partir da década de 80, no Brasil, tem havido progressiva participação do psicólogo na área
de saúde, tanto nos serviços de atenção primária, quanto secundária e terciária. Para dar
conta das questões psicológicas no âmbito da saúde, os psicólogos utilizam frequentemen te
como suporte teórico a Psicologia Médica e a Medicina Psicossomática que estudam,
respectivamente,
A) as relações assistenciais, tendo como foco a melhora do serviço e a relação mente -corpo,
tendo como foco a melhora do paciente.
B) a relação mente-corpo, tendo como foco os aspectos socioculturais do indivíduo e a
relação médico paciente, tendo como foco intensificar a patogenia.
C) as relações assistenciais, tendo como foco a terapêutica e a relação mente -corpo, tendo
como foco a patogenia.
D) a relação paciente-família-equipe, tendo como foco a melhora da relação e a relação
ambiente-saúde, tendo como foco a melhora do paciente.

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39. Sobre os fenômenos psicossomáticos, analise as afirmativas abaixo:

Alguns fenômenos psicossomáticos só são observados em certos momentos do


I desenvolvimento, o que significa que estão relacionados às dificuldades de conflitos
vivenciados naquele momento.
As patologias dermatológicas raramente resultam de fenômenos psicossomáticos, isto
II porque a pele é o órgão menos sensível à influência de fatores emocionais e
psicológicos.
A ocorrência de fenômenos psicossomáticos depende de um conjunto de fatores, que
III inclui a situação de conflito vivenciada, características de personalidade e
características das relações familiares, entre outros.
Nos fenômenos psicossomáticos, há sempre um trauma subjacente, que está
IV relacionado a uma experiência de adoecimento anterior, geralmente situada na
infância, e resgata vínculos familiares conflituosos.
Dentre as afirmativas, estão corretas:
A) II e IV. C) I e III.
B) I e II. D) III e IV.

40. O Psicólogo da Saúde, tanto na atenção primária quanto na terciária, trabalha de forma cada
vez mais sistemática com pequenos grupos. Uma das vantagens da utilização de grupos no
trabalho em saúde é que eles
A) têm o potencial de reproduzir conflitos intrapsíquicos, trazendo à consciência fatores
inconscientes, que prontamente podem ser resolvidos pelo membro que vivencia o conflito
e reproduzido pelos demais.
B) têm mecanismos terapêuticos próprios, como a troca de informações, a participação e a
discussão das dificuldades de todos e de cada um, levando a uma aprendizagem
interpessoal em um ambiente coeso.
C) naturalmente criam um clima democrático, em que todos os membro s falam abertamente
sobre seus conflitos intrapsíquicos, chegando a soluções que podem ser repetidas pelos
demais participantes.
D) criam um ambiente que favorece o compartilhamento de experiência entre os membros,
através do fenômeno da coesão, permitindo a resolução de conflitos que venham a surgir
entre os participantes.

41. Os grupos operativos, cuja técnica foi criada pelo psicanalista argentino Pichon Reviere, têm
sido amplamente utilizados em equipes de saúde. Sobre os grupos operativos, analise as
afirmativas a seguir:

Abordam questões fundamentais da relação entre constituição do sujeito e


I
funcionamento grupal.
Os indicadores do processo grupal são afiliação e pertença; cooperação;
II
comunicação; aprendizagem e pertinência.
Apresentam como benefício uma otimização do trabalho do psicólogo, que tem sua
III
demanda de atendimentos individuais diminuída.
Utilizam majoritariamente técnicas centradas no cliente, porém, o coordenador do
IV
grupo pode se utilizar de intervenções autocr áticas.
Dentre as afirmativas, estão corretas:
A) II e IV.
B) I e III.
C) I e II.
D) III e IV.

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42. Em Psicologia, as teorias da aprendizagem representam diversos modelos que visam explicar
o processo de aprendizagem pelo indivíduo. Cada um desses modelos assume determinadas
ideias e proposições. Sobre teoria da aprendizagem de Piaget, analise as ideias a seguir:

O comportamento humano não é inato, nem resultado de condicionamento. Sujeito e


I objeto interagem em um processo que resulta na construç ão e reconstrução de
estruturas cognitivas.
O desenvolvimento humano se relaciona com a aprendizagem, compreendido por meio
II de diferentes estágios, que são demarcados a partir do aparecimento de novas
qualidades do pensamento.
Os estágios do desenvolvimento cognitivo são denominados: Sensório -Motor, Pré-
III
operatório, Operações Formais e Operações Abstratas.
O desenvolvimento do indivíduo é resultado de um processo sócio -histórico, em que a
IV
linguagem e a aprendizagem têm papel de destaque.
Dentre essas ideias, as que condizem com a teoria da aprendizagem de Piaget estão
presentes nos itens
A) I e IV. C) II e III.
B) I e II. D) II e IV.

43. A memória humana retém uma grande quantidade de informação. Entre outras funções, a
memória permite-nos, principalmente, manipular as informações adquiridas durante a vida.
Sobre a Memória de Longo Prazo, analise as afirmativas a seguir:

Contém as informações que nós temos disponíveis de maneira mais ou menos


I
permanente, mas apenas as que se referem a fatos marcantes.
Permite a recuperação de uma informação armazenada a décadas e os limites de sua
II
capacidade são desconhecidos.
O conhecimento armazenado na Memória de Longo Prazo afeta nossas percepções do
III
mundo e nos influencia na tomada de decisões.
É responsável pelo aprendizado dos significados dos objetos, animais, pessoas,
IV conceitos abstratos, etc., pois atinge áreas do cérebro especializadas em reconhecer
as faces das pessoas.
Dentre as afirmativas, estão corretas:
A) II e III. C) I e II.
B) II e IV. D) III e IV.

44. Toda doença é um ataque à criança em sua totalidade, afetando a sua integridade e seu
desenvolvimento emocional. Diante disso, faz-se necessário um atendimento integrado da
equipe de saúde, em que a criança seja um elemento ativo dentro do processo de
hospitalização e doença. Nesse sentido, o psicólogo hospitalar, ao planejar seu atendimento
a uma criança de 04 anos que está hospitalizada, deve considerar como uma das principais
características do seu estágio de desenvolvimento
A) o egocentrismo, que leva a criança a crer q ue ela causou a hospitalização.
B) o comprometimento com tarefas, o que lhe permite utilizar jogos de longa duração.
C) a independência e autonomia, o que pode permitir a saída da crianç a do leito para
participar de brincadeiras.
D) a valorização dos pares, que autoriza o profissional a indicar as brincadeiras em equipe.

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45. A hospitalização é uma realidade na vida de uma parcela significativa da população infantil.
Todos os anos, mais de um milhão de crianças são hospitalizadas por diferentes causas no
Brasil. A experiência da hospitalização na infância é considerada uma sit uação
potencialmente traumática, que pode até desencadear o surgimento de sentimentos diversos,
como angústia, ansiedade e medo diante de uma situação desconhecida ou ameaçadora.
Além disso, pode provocar alterações no desenvolvimento da criança e comprome ter seu
processo de interação com as pessoas e o meio em geral. Nesse sentido, um recurso
bastante utilizado na situação hospitalar é o brincar por que
A) faz com que a criança negue a sua agressividade por ser uma situação em que predomina
o prazer.
B) faz com que a criança negue a sua agressividade facilitando assim, o trabalho da equipe
de saúde.
C) possibilita a priorização do prazer, e não o desenvolvimento das funções cognitivas.
D) possibilita o fortalecimento da autonomia da criança e contribui par a a quebra de
estruturas defensivas.

46. Médicos e enfermeiros de um hospital pediátrico observaram que João, de 18 meses, recém -
admitido no hospital, necessitava de atendimento psicológico. O psicólogo direcionado para o
atendimento de João deve observar que uma criança nessa etapa do desenvolvimento
apresenta como características básicas
A) a autonomia e a independência, características que serão impactadas pelo processo de
hospitalização, uma vez que a criança passa a depender dos cuidados da eq uipe de
saúde.
B) a dependência, a necessidade de proteção e a busca de satisfação de necessidades,
tendo a mãe como figura primordial de apoio. A hospitalização interfere diretamente
nesses anseios da criança provocando tensão, agitação e insegurança.
C) a desobediência e o descumprimento das regras, buscando autonomia e independência, o
que trará impacto para a hospitalização, pois a criança reage de forma agressiva às
intervenções.
D) a dependência e a necessidade de cuidados, o que terá impacto no perío do de
hospitalização, pois as regras do hospital impõem uma separação da criança e seu
cuidador principal.

47. Durante a gravidez, a mulher vivencia modificações psíquicas que podem ser visualizadas em
quase todas as gestantes, apesar de apresentarem intensidade diversificada. Considerando
os aspectos psicodinâmicos da gravidez, as três principais modificações vivenciadas são:
A) a ambivalência, a regressão psicoafetiva e as fantasias de esvaziamento.
B) a crise de identidade, a modificação de papéis s ociais e as atitudes infantilizadas.
C) a regressão psicoafetiva, a ambivalência e a crise de identidade.
D) a regressão psicoafetiva, as infantilizações e a ambivalência.

16 UFRN  Residência Integrada Multiprofissional em Saúde  2018  Psicologia  O que me guia é apenas um senso de descoberta.
48. A criança e o adolescente hospitalizado têm direito a um acompanhante em tempo integral.
Apesar de usualmente a própria instituição hospitalar exigir a presença da mãe, permite -se
atualmente, a colaboração de outros cuidadores da criança, considerada a no ção de
parentalidade. Sobre o conceito de parentalidade, analise as afirmativas a seguir:
A parentalidade é um conceito amplamente estudado pelas Ciências Sociais e, apesar
I de existirem múltiplas abordagens desse objeto de estudo, já há um consenso quant o
à sua definição.
A parentalidade é entendida como o exercício das funções de cuidado exercidas pelos
II pais da criança, biológicos ou não, mas não se inclui, nesse conceito, a participação
de outras pessoas, como avós e irmãos, por exemplo.
A parentalidade é definida como as atividades de cuidado e educação das crianças e
III adolescentes, que podem ser exercidas por diferentes pessoas, além dos pais
biológicos, podendo-se incluir avós e irmãos mais velhos.
O exercício da parentalidade deve ser avaliado pelo psicólogo hospitalar, profissional
IV apto a identificar situações atípicas do desenvolvimento da criança e adolescente,
evitando situações de abuso familiar.
Dentre as afirmativas, estão corretas
A) I e III. B) I e II. C) II e IV. D) III e IV.

49. Nos últimos tempos, com o avanço tecnológico no diagnóstico e tratamento de doenças, tem -
se observado um aumento da demanda de pacientes em Unidades de Terapia Intensiva, e o
psicólogo tem sido cada vez mais chamado a atuar nesse ambiente hospitalar. Sobre a
atuação do psicólogo em UTI, analise as afirmativas abaixo:
É atribuição do psicólogo avaliar o estado emocional do paciente, e também de sua
I família, considerando que a internação em UTI pode levá -los a estados regressivos,
reeditando ansiedades de fases anteriores do desenvolvimento.
Diante de pacientes em coma, o psicólogo, não tendo como acessar qualquer nível de
II subjetividade do paciente, deve atender a família e a equipe de saúde, priorizando
questões sobre o relacionamento com o paciente.
O psicólogo deve estimular o paciente a utilizar a comunicação verbal, para que essa
III função não seja perdida durante o tempo de internação em UTI, que costuma ser
longo.
Durante seus atendimentos ao paciente, o psicólogo deve forne cer informações sobre
IV a rotina de UTI e, junto com a equipe de saúde, esclarecer as funções dos fios e
aparelhos, desmistificando o ambiente.
Dentre as afirmativas, estão corretas
A) I e II. B) II e IV. C) I e IV. D) II e III.

50. Um dos instrumentos de trabalho da equipe multidisciplinar na rotina hospitalar é a


interconsulta. A interconsulta é uma estratégia que
A) demandada pelo setor de Psicologia do Hospital, com vistas à Humanização do
atendimento do paciente, direciona a at uação para as atitudes da equipe médica.
B) modifica a estrutura assistencial centrada na doença, promovendo a assistência
psicossocial do paciente e trabalhando a relação dele com a equipe solicitante,
esclarecendo dúvidas quanto ao diagnóstico.
C) tem mostrado resultados significativos quanto à racionalização da assistência em saúde,
uma vez que a atuação de uma equipe multiprofissional diminui o tempo de atendimento
ao paciente.
D) é utilizada com maior frequência em pacientes crônicos, com objetivo de d iminuir as
ansiedades frente às possibilidades de retorno da doença, humanizando o atendimento em
saúde.

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