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UFMG

ELT042 - LABORATORIO DE ELETRONICA DE POTÊNCIA


Nome: Irving Martins Coura
Matricula: 2013030660
Data: 13/09/2017
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Prática: SCR - Silicon Controlled Rectifier
Objetivo:
Descrever e explicar o funcionamento de um controlador de tensão AC na carga, conhecido como DIMMER.

Introdução:
O tiristor é um dispositivo formado por quatro camadas semicondutoras, alternadamente p-n-p-n, possuindo
3 terminais: anodo e catodo, e o gate que, a partir de uma injeção de corrente, faz com que se estabeleça a corrente
entres os terminais A e K. A estrutura do dispositivo é mostrado na figura 1.

Figura 1

Se entre anodo e catodo houver uma tensão positiva, as junções J1 e J3 estarão diretamente polarizadas,
enquanto a junção J2 estará reversamente polarizada. Não haverá condução de corrente até que a tensão VAK se eleve
a um valor que provoque a ruptura da barreira de potencial em J2.
Se houver uma tensão VGK positiva, circulará uma corrente através de J3, com portadores negativos indo do
catodo para a porta. Por construção, a camada P ligada à porta é suficientemente estreita para que parte dos elétrons
que cruza J3 possua energia cinética suficiente para vencer a barreira de potencial existente em J2 sendo então atraídos
pelo anodo. Desta forma, estabelece-se uma corrente entre anodo e catodo, que poderá persistir mesmo na ausência
da corrente de porta. A curva IxV caracteristica do tiristor é mostrada na figura 2.
É comum fazer-se uma analogia entre o funcionamento do tiristor e o de uma associação de dois transistores,
conforme mostrado na figura 1.
Para que o tiristor deixe de conduzir é necessário que a corrente por ele caia abaixo do valor mínimo de
manutenção (IH), permitindo que se restabeleça a barreira de potencial em J2.

Figura 2

Simulação:

Esta prática utilizou um TRIAC, um componente eletrônico equivalente a dois SCR, ligados em antiparalelo e
com o terminal de gate comum. Para simplificar a simulação, foram utilizados dois tiristores. O circuito é mostrado na
figura 3.
Figura 3

O circuito de controle para geração dos pulsos de disparo dos tiristores é sincronizado com a tensão da rede,
com o uso de um sensor de tensão (isolado). Esta tensão é comparada com a referência (terra), gerando um pulso no
semi-ciclo positivo, para VG1, ou no semiciclo negativo, para VG2. Este pulso de sincronismo é uma das entradas do
controlador do ângulo de disparo alfa, que tem como entrada também o ângulo α do pulso, e uma entrada de ativação
do controlador.
Foram simulados três ângulos de disparo diferentes: 30∘, 90∘ e 150∘, e os gráficos são apresentados abaixo

Figura 4

Figura 5
Figura 6

Prática:

Para realizar o disparo do semicondutor, foi escolhido o circuito integrado TCA785 da Siemens, projetado para
fazer o controle de tiristores e triacs em circuitos de potência. Os pulsos de disparo podem ser deslocados em ângulos
de fase de 0 a 180 graus o que garante uma faixa total de controle em circuitos AC. O diagrama de blocos é mostrado
na figura 3.

Figura 7

O sinal de sincronização é obtido através de uma resistência ôhmica de alto valor a partir da linha de
alimentação. Um detector de passagem por zero controla uma fonte de corrente, que carrega o capacitor C10 a um
valor determinado por R9. Se a tensão da rampa V10 excede a tensão de controle V11, um sinal é processado pela
lógica interna. Dependendo da tensão de controle V11 o ângulo de disparo pode ser deslocado numa faixa de 0 a 180
graus. O sinal de controle do dimmer é dado por um potenciômetro, conforme figura , ligado exatamente ao pino de
controle 11

Figura 8
Para cada meio ciclo, um pulso positivo de aproximadamente 30 us de duração aparece nas saídas Q1 e Q2,
conforme figura . A duração do pulso pode ser prolongada até 180 graus por meio do capacitor C12. Se o pino 12 for
conectado à terra. teremos pulsos com duração entre o ângulo de disparo e 180 graus.

Figura 9 Figura 10

Quando o valor da tensão de controle era reduzido, o ângulo de disparo se tornava muito pequeno, e a
lâmpada se acendia com brilho máximo, dado que o valor RMS da onda na carga era máximo, conforme figura 11.

Figura 11

A medida em que a tensão de controle tinha seu valor elevado, o pulso de disparo era deslocado, atrasando a
o momento em que o triac conduzia. Dessa forma, o valor RMS da onda sobre a carga diminuía e a intensidade do
brilho da lâmpada era reduzida.

Figura 12