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MATERIAL DE APOIO

Disciplina: Direito Tributário


Professor: Caio Bartine
Aulas: 19 e 20 | Data: 14/06/2016

ANOTAÇÃO DE AULA

SUMÁRIO

I. OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA
II. SUJEITOS DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA
III. SOLIDARIEDADE TRIBUTÁRIA
IV. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA

I. OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA
II. SUJEITOS DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA

Hoje daremos sequência a nosso estudo a partir deste ponto

III. SOLIDARIEDADE TRIBUTÁRIA

Não é um instituto criado pelo direito público, mas sim pelo direito privado. Pode-se falar em solidariedade nas
relações com pluralidade de pessoas relacionadas a um mesmo negócio jurídico.

No direito civil temos:


- pluralidade de credores  solidariedade ativa
- pluralidade de devedores solidariedade passiva

Em matéria tributária, a regra geral nos informa a possibilidade de aplicação de uma solidariedade passiva (art. 124
do CTN em diante). Nesta há a 2 ou mais contribuintes vinculados ao cumprimento de uma mesma obrigação
tributária. O direito brasileiro admite solidariedade tributária ativa? O que seria uma solidariedade tributária ativa?
Solidariedade tributária ativa seria o sinônimo de bitributação (2 ou mais entes cobrando tributo sobre o mesmo
fato). Admite, excepcionalmente, no caso de instituição do IEG.

1. Espécies tributárias
Nós temos espécies de solidariedade tributária.
a) Solidariedade tributária de fato (art. 124, I, CTN)
Existe quando contribuintes possuem interesse comum na relação jurídica que constitua o fato gerador.
Ex.: quando há 3 proprietários de um único imóvel. Qual deles tem interesse comum nos débitos do imóvel? Todos.
Logo, todos são solidários de fato.

b) Solidariedade tributária de direito (art. 124, II, CTN)


Decorre de expressa previsão legislativa
Ex.: tenho uma sociedade ltda formada por 3 sócios, cada um, respectivamente, com 80% das cotas, 15% e 5%.
Como respondem? Os sócios em relação à sociedade são responsáveis de fato ou de direito?
Para uma sociedade existir ela precisa do que? Pluralidade de pessoas e o affectio societatis. Logo, sócios tem entre
eles a solidariedade entre si.
Em relação à sociedade, a responsabilidade é subsidiária. Ou seja, esgota-se o patrimônio da sociedade antes de se
buscar o patrimônio do réu.

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Ocorre que a solidariedade do CTN, conforme parágrafo único do art. 124, não comporta benefício de ordem.

CTN - Art. 124. São solidariamente obrigadas:


I - as pessoas que tenham interesse comum na situação que
constitua o fato gerador da obrigação principal;
II - as pessoas expressamente designadas por lei.
Parágrafo único. A solidariedade referida neste artigo não
comporta benefício de ordem.

O art. 123, CTN determina que as convenções particulares não poderão ser opostas à Fazenda para modificação da
responsabilidade tributária.

CTN - Art. 123. Salvo disposições de lei em contrário, as convenções


particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos,
não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição
legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes.
Art. 125. Salvo disposição de lei em contrário, são os seguintes os
efeitos da solidariedade:

I - o pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita aos


demais;

II - a isenção ou remissão de crédito exonera todos os obrigados,


salvo se outorgada pessoalmente a um deles, subsistindo, nesse caso,
a solidariedade quanto aos demais pelo saldo;

III - a interrupção da prescrição, em favor ou contra um dos


obrigados, favorece ou prejudica aos demais.

2. Efeitos da solidariedade (art. 125, CTN)


a) Pagamento
Quando efetuado por 1 desonera aos demais solidários.
b) Isenção e remissão
Tanto a isenção quanto a remissão são benefícios fiscais. A CF determina que benefícios fiscais sós podem ser
conferidas mediante lei.
Isenção – art. 176 a 179, CTN.
Isenção é a dispensa legal do cumprimento da obrigação tributária principal, relativamente ao tributo, excluindo o
crédito tributário dele decorrente.
Já a remissão, prevista no art. 172 do CTN , é o perdão total ou parcial da dívida tributária.

CTN - Art. 172. A lei pode autorizar a autoridade administrativa a


conceder, por despacho fundamentado, remissão total ou parcial do
crédito tributário, atendendo:

I - à situação econômica do sujeito passivo;

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II - ao erro ou ignorância excusáveis do sujeito passivo, quanto a
matéria de fato;

III - à diminuta importância do crédito tributário;

IV - a considerações de eqüidade, em relação com as


características pessoais ou materiais do caso;

V - a condições peculiares a determinada região do território da


entidade tributante.

Parágrafo único. O despacho referido neste artigo não gera direito


adquirido, aplicando-se, quando cabível, o disposto no artigo 155.
Art. 176. A isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre
decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos
para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo caso, o prazo
de sua duração.

Parágrafo único. A isenção pode ser restrita a determinada região


do território da entidade tributante, em função de condições a ela
peculiares.

Art. 177. Salvo disposição de lei em contrário, a isenção não é


extensiva:

I - às taxas e às contribuições de melhoria;

II - aos tributos instituídos posteriormente à sua concessão.

Art. 178 - A isenção, salvo se concedida por prazo certo e em


função de determinadas condições, pode ser revogada ou modificada
por lei, a qualquer tempo, observado o disposto no inciso III do art.
104. (Redação dada pela Lei Complementar nº 24, de 1975)

Art. 179. A isenção, quando não concedida em caráter geral, é


efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade administrativa,
em requerimento com o qual o interessado faça prova do
preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos
previstos em lei ou contrato para sua concessão.

§ 1º Tratando-se de tributo lançado por período certo de tempo,


o despacho referido neste artigo será renovado antes da expiração de
cada período, cessando automaticamente os seus efeitos a partir do
primeiro dia do período para o qual o interessado deixar de promover
a continuidade do reconhecimento da isenção.

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§ 2º O despacho referido neste artigo não gera direito adquirido,
aplicando-se, quando cabível, o disposto no artigo 155.

Tanto a remissão quanto a isenção podem ser concedidas em caráter geral como por outorga pessoa.
- caráter geral  abrange a todos
- outorga pessoal  somente se aproveitará aquele que recebeu a outorga, permanecendo os demais solidários
quanto ao saldo remanescente.

c) Interrupção da prescrição
Quando concedida, poderá favorecer ou prejudicar aos demais.

Art. 174, parágrafo único CTN – neste dispositivo há 4 situações que permite a interrupção da prescrição:
1- despacho do juiz na citação da execução fiscal
2 – protesto judicial
3 – ato judicial que constitua o devedor em mora
4 –ato (mesmo que extrajudicial) que importe em confissão de dívida.

CTN - Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve


em cinco anos, contados da data da sua constituição definitiva.

Parágrafo único. A prescrição se interrompe:

I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal;


(Redação dada pela Lcp nº 118, de 2005)

II - pelo protesto judicial;

III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;

IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que


importe em reconhecimento do débito pelo devedor.

3. Capacidade tributária passiva


(A partir do art. 126, CTN)

Trata-se da aptidão para que determinada pessoa, seja física ou jurídica, figure no polo passivo da obrigação
tributária.

a) Capacidade civil
É adquirida pela maioridade.
A maioridade por ser adquira aos 18 anos ou pela emancipação.
Segundo o civilista, nós temos 3 possibilidades de emancipação :
- voluntária : pais dizem que seu filho é capaz

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- legal – ocorre por casamento, colação em grau superior, cargo público efetivo, manter atividade econômica
(profissional) com economia própria, e a judicial.

A capacidade tributária independe da capacidade civil das pessoas naturais.

b) Atividade profissional e econômica


Art. 5º, XIII, CF.

CF/88 - Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de


qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros
residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão,
atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;

Para o direito tributário não importa a validade do negócio jurídico, bastando a ocorrência do fato gerador.
Pecunia non olet (dinheiro não tem cheiro). – não importa a origem.

Art. 118, I, CTN.

CTN - Art. 118. A definição legal do fato gerador é interpretada


abstraindo-se:
I - da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos
contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como da natureza do
seu objeto ou dos seus efeitos;

c) Sociedade indevidamente constituída


Também será tributada, bastando que se configure como uma atividade econômica e profissional.
Temos
- sociedade personificada (empresária e simples)
- sociedade não personificada (aquelas desprovidas de personalidade jurídica  sociedade em comum e em conta
de participação)

Vamos falar um pouco sobre a sociedade em conta de participação (art. 991 a 996, CC) – é formada por um contrato
de investimento, contendo um sócio ostensivo (que pratica todos os atos da sociedade) e o participante. STJ
entendeu que se o direito determinar que a sociedade em conta de participação tem capacidade tributária, isso
afetaria também o sócio participante. Assim, STJ entende que a sociedade é desprovida de capacidade tributária
passiva, sendo esta pertencente ao sócio ostensivo.

CC/02 - Art. 991. Na sociedade em conta de participação, a atividade


constitutiva do objeto social é exercida unicamente pelo sócio
ostensivo, em seu nome individual e sob sua própria e exclusiva
responsabilidade, participando os demais dos resultados
correspondentes.

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Parágrafo único. Obriga-se perante terceiro tão-somente o sócio
ostensivo; e, exclusivamente perante este, o sócio participante, nos
termos do contrato social.

Art. 992. A constituição da sociedade em conta de participação


independe de qualquer formalidade e pode provar-se por todos os
meios de direito.

Art. 993. O contrato social produz efeito somente entre os sócios, e a


eventual inscrição de seu instrumento em qualquer registro não
confere personalidade jurídica à sociedade.

Parágrafo único. Sem prejuízo do direito de fiscalizar a gestão dos


negócios sociais, o sócio participante não pode tomar parte nas
relações do sócio ostensivo com terceiros, sob pena de responder
solidariamente com este pelas obrigações em que intervier.

Art. 994. A contribuição do sócio participante constitui, com a do sócio


ostensivo, patrimônio especial, objeto da conta de participação
relativa aos negócios sociais.

§ 1o A especialização patrimonial somente produz efeitos em relação


aos sócios.

§ 2o A falência do sócio ostensivo acarreta a dissolução da sociedade


e a liquidação da respectiva conta, cujo saldo constituirá crédito
quirografário.

§ 3o Falindo o sócio participante, o contrato social fica sujeito às


normas que regulam os efeitos da falência nos contratos bilaterais do
falido.

Art. 995. Salvo estipulação em contrário, o sócio ostensivo não pode


admitir novo sócio sem o consentimento expresso dos demais.

Art. 996. Aplica-se à sociedade em conta de participação,


subsidiariamente e no que com ela for compatível, o disposto para a
sociedade simples, e a sua liquidação rege-se pelas normas relativas à
prestação de contas, na forma da lei processual.

Parágrafo único. Havendo mais de um sócio ostensivo, as respectivas


contas serão prestadas e julgadas no mesmo processo.

4. Domicílio Tributário
È o local indicado pelo sujeito passivo para responder aos encargos tributários. O CC estabelece uma diferença
entre domicílio e residência.

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CC/02 – Art. 70. O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela
estabelece a sua residência com ânimo definitivo.

Para o direito tributário, a regra geral é de que o domicílio tributário será o do foro indicado pelo contribuinte.
1. Foro não eleito
O que fazer ante a ausência de indicação do domicílio tributário pelo sujeito passivo? O que fazer quando o foro
não é eleito?
A legislação tributária faz uma divisão: se quem deixou de indicar for:
a) Pessoa natural  será o do local da residência. Caso esta seja incerta ou desconhecida, o fisco, então, vai para o
centro habitual das atividades daquela pessoa.
b) Pessoa Jurídica de direito privado  será o do local da sede contratual ou estatutária. Se possuir filiais (em razão
do princípio da autonomia dos estabelecimentos) o domicílio será o do local de funcionamento da filial.
c) Pessoa jurídica de direito público será o local de funcionamento de cada repartição pública.

2. Aplicabilidade do art. 127, parágrafo 1º, CTN


Art. 127, parágrafo 1º, CTN  valendo-se da regra e não houver sucesso, aplica-se o seguinte:
Se for uma tributação imobiliária  domicílio será o do local da situação dos bens;
Nos demais tributos  domicílio será o local da ocorrência do fato gerador.

Súmula 435, STJ


Presume-se dissolvida irregularmente a empresa que deixar de
funcionar no seu domicílio sem comunicação aos órgãos competentes,
legitimando o redirecionamento da execução fiscal para o sócio-
gerente
3. Recusa do domicílio eleito
Art. 127, parágrafo 2º, CTN
 Local inacessível: onde não alcança o serviço postal
 Local de difícil arrecadação
Na recusa, o fisco aplicará o disposto no art. 127, parágrafo 1º, CTN.

CTN - Art. 127. Na falta de eleição, pelo contribuinte ou responsável,


de domicílio tributário, na forma da legislação aplicável, considera-se
como tal:

I - quanto às pessoas naturais, a sua residência habitual, ou, sendo


esta incerta ou desconhecida, o centro habitual de sua atividade;

II - quanto às pessoas jurídicas de direito privado ou às firmas


individuais, o lugar da sua sede, ou, em relação aos atos ou fatos que
derem origem à obrigação, o de cada estabelecimento;

III - quanto às pessoas jurídicas de direito público, qualquer de


suas repartições no território da entidade tributante.

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§ 1º Quando não couber a aplicação das regras fixadas em
qualquer dos incisos deste artigo, considerar-se-á como domicílio
tributário do contribuinte ou responsável o lugar da situação dos bens
ou da ocorrência dos atos ou fatos que deram origem à obrigação.

§ 2º A autoridade administrativa pode recusar o domicílio eleito,


quando impossibilite ou dificulte a arrecadação ou a fiscalização do
tributo, aplicando-se então a regra do parágrafo anterior.

IV. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA

Progressiva (CF, art. 150,


parágrafo 7)
Por substituição
Regressiva (CTN, art. 128)

Imobiliária (art. 130 CTN)

Pessoal (art. 131 CTN)


Responsabilidade
Sucessão
tributária Decorrente de operações
societárias (art. 132 CTN)
Terceiros(art. 134 CTN)
Trespasse (art. 133 CTN)
Excesso de poderes (art.
135 CTN) Dir. Trib. Penal (art. 136,
CTN)
Infrações
Dir. Penal Trib (art. 137,
CTN e outras)
*Para a prova de Magis e MP prof. Sugere ler com mais cuidado os que estão contornados em vermelho.

(Art. 128 a 137 CTN)

CTN - Art. 128. Sem prejuízo do disposto neste capítulo, a lei pode
atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo crédito tributário a
terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação,
excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este
em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida
obrigação.
SEÇÃO II
Responsabilidade dos Sucessores
Art. 129. O disposto nesta Seção aplica-se por igual aos créditos
tributários definitivamente constituídos ou em curso de constituição à
data dos atos nela referidos, e aos constituídos posteriormente aos
mesmos atos, desde que relativos a obrigações tributárias surgidas até
a referida data.

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Art. 130. Os créditos tributários relativos a impostos cujo fato
gerador seja a propriedade, o domínio útil ou a posse de bens imóveis,
e bem assim os relativos a taxas pela prestação de serviços referentes
a tais bens, ou a contribuições de melhoria, subrogam-se na pessoa
dos respectivos adquirentes, salvo quando conste do título a prova de
sua quitação.
Parágrafo único. No caso de arrematação em hasta pública, a sub-
rogação ocorre sobre o respectivo preço.
Art. 131. São pessoalmente responsáveis:
I - o adquirente ou remitente, pelos tributos relativos aos bens
adquiridos ou remidos; (Redação dada pelo Decreto Lei nº 28, de
1966)
II - o sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro, pelos tributos
devidos pelo de cujus até a data da partilha ou adjudicação, limitada
esta responsabilidade ao montante do quinhão do legado ou da
meação;
III - o espólio, pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da
abertura da sucessão.
Art. 132. A pessoa jurídica de direito privado que resultar de
fusão, transformação ou incorporação de outra ou em outra é
responsável pelos tributos devidos até à data do ato pelas pessoas
jurídicas de direito privado fusionadas, transformadas ou
incorporadas.
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se aos casos de
extinção de pessoas jurídicas de direito privado, quando a exploração
da respectiva atividade seja continuada por qualquer sócio
remanescente, ou seu espólio, sob a mesma ou outra razão social, ou
sob firma individual.
Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que
adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou
estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a
respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma
ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou
estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato:
I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio,
indústria ou atividade;
II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na
exploração ou iniciar dentro de seis meses a contar da data da
alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio,
indústria ou profissão.
§ 1o O disposto no caput deste artigo não se aplica na hipótese de
alienação judicial: (Incluído pela Lcp nº 118, de 2005)
I – em processo de falência; (Incluído pela Lcp nº 118, de 2005)
II – de filial ou unidade produtiva isolada, em processo de
recuperação judicial.(Incluído pela Lcp nº 118, de 2005)
§ 2o Não se aplica o disposto no § 1o deste artigo quando o
adquirente for: (Incluído pela Lcp nº 118, de 2005)

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I – sócio da sociedade falida ou em recuperação judicial, ou
sociedade controlada pelo devedor falido ou em recuperação
judicial;(Incluído pela Lcp nº 118, de 2005)
II – parente, em linha reta ou colateral até o 4o (quarto) grau,
consangüíneo ou afim, do devedor falido ou em recuperação judicial
ou de qualquer de seus sócios; ou (Incluído pela Lcp nº 118, de 2005)
III – identificado como agente do falido ou do devedor em
recuperação judicial com o objetivo de fraudar a sucessão
tributária.(Incluído pela Lcp nº 118, de 2005)
§ 3o Em processo da falência, o produto da alienação judicial de
empresa, filial ou unidade produtiva isolada permanecerá em conta de
depósito à disposição do juízo de falência pelo prazo de 1 (um) ano,
contado da data de alienação, somente podendo ser utilizado para o
pagamento de créditos extraconcursais ou de créditos que preferem
ao tributário. (Incluído pela Lcp nº 118, de 2005)
SEÇÃO III
Responsabilidade de Terceiros
Art. 134. Nos casos de impossibilidade de exigência do
cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte, respondem
solidariamente com este nos atos em que intervierem ou pelas
omissões de que forem responsáveis:
I - os pais, pelos tributos devidos por seus filhos menores;
II - os tutores e curadores, pelos tributos devidos por seus
tutelados ou curatelados;
III - os administradores de bens de terceiros, pelos tributos
devidos por estes;
IV - o inventariante, pelos tributos devidos pelo espólio;
V - o síndico e o comissário, pelos tributos devidos pela massa
falida ou pelo concordatário;
VI - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelos
tributos devidos sobre os atos praticados por eles, ou perante eles, em
razão do seu ofício;
VII - os sócios, no caso de liquidação de sociedade de pessoas.
Parágrafo único. O disposto neste artigo só se aplica, em matéria
de penalidades, às de caráter moratório.
Art. 135. São pessoalmente responsáveis pelos créditos
correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos
praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social
ou estatutos:
I - as pessoas referidas no artigo anterior;
II - os mandatários, prepostos e empregados;
III - os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas
de direito privado.
SEÇÃO IV
Responsabilidade por Infrações
Art. 136. Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade
por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente

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ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos
do ato.

Art. 137. A responsabilidade é pessoal ao agente:

I - quanto às infrações conceituadas por lei como crimes ou


contravenções, salvo quando praticadas no exercício regular de
administração, mandato, função, cargo ou emprego, ou no
cumprimento de ordem expressa emitida por quem de direito;

II - quanto às infrações em cuja definição o dolo específico do


agente seja elementar;

III - quanto às infrações que decorram direta e exclusivamente de


dolo específico:

a) das pessoas referidas no artigo 134, contra aquelas por quem


respondem;

b) dos mandatários, prepostos ou empregados, contra seus


mandantes, preponentes ou empregadores;

c) dos diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas


de direito privado, contra estas.

Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea


da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo
devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada
pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo
dependa de apuração.

Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia


apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo
ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.

1. Responsabilidade por sucessão


Aqui estudaremos quem é a 3ª pessoa indicada por lei, apta a suceder débitos fiscais.
Dentre as espécies de responsabilidade tributária por sucessão, temos:

a) Sucessão imobiliária
Aquela que decorre de situações de compra e venda de imóveis. Temos de um lado o alienante (vendedor) e o
adquirente (comprador).
Vamos partir do pressuposto que os débitos do imóvel sejam anteriores à alienação.
O adquirente se sub-roga no pagamento de todos os débitos tributários relativos ao imóvel. Isso ocorre, pois o
débito tributário é propter rem, isso é, ele não segue a pessoa, mas sim a coisa.
Isso não integra débitos tributários decorrentes de atividades econômicas anteriormente exercidas no imóvel.

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Ele responde sempre?
Existe uma possibilidade de elisão da responsabilidade direta do adquirente  se constar no titulo da propriedade
a prova de quitação dos tributos.
O título da propriedade é a escritura pública ou equivalente. Quem lavra a escritura é o tabelionato de notas. O
tabelionato (para se resguardar) costuma colocar que documentos foram apresentados, como, por ex. CND. Ocorre
que a CND não serve como prova de quitação dos tributos. Isso ocorre, pois o papel da CND é indicar a inexistência
de débitos lançados ou a inexistência de débitos inscritos em dívida ativa. O fisco tem 5 anos para lançar. Assim, se
ocorreu o fato gerador e o fisco ainda não lançou, a CND pode constar sem débitos. Assim, o CNJ passou a
determinar que a CND não serve como prova de quitação dos tributos, mas serve como prova da boa-fé objetiva
do adquirente, elidindo a sua responsabilidade direta (ou seja, a CND acaba excluindo a responsabilidade do
adquirente,não por gerar prova de quitação, mas sim por demonstrar a boa-fé do indivíduo).

* Aquisição imobiliária em hasta pública: como ficam os débitos fiscais? Estes débitos se sub- rogam nos preços
pagos pela arrematação. A própria certidão de arrematação e adjudicação terão os mesmos efeitos jurídicos de um
CND.

b) Sucessão por trespasse (= sucessão empresarial)


Trespasse: é o contrato de alienação do estabelecimento empresarial.
Neste contrato, tem-se que o adquirente continuará a exploração da mesma atividade econômica anteriormente
exercida pelo alienante.
Para que um trespasse seja regular, ele deve observar os ditames do próprio CC a partir do art. 1.146 e seguintes.
Ocorre que pelo CC se determina que o alienante permanecerá solidário com o adquirente pelo prazo de um ano
em razão dos débitos da sociedade ou da empresa quanto aos débitos vencidos e vincendos.

CC/02 - Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo


pagamento dos débitos anteriores à transferência, desde que
regularmente contabilizados, continuando o devedor primitivo
solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos
créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do
vencimento.

Essa situação, contudo, não se aplica aos débitos trabalhistas (onde se aplica o art. 448 da CLT) e nem aos créditos
tributários (art. 133 do CTN).

CLT - Art. 448 - A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da


empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos
empregados.

Se o estabelecimento possuir débitos fiscais, mesmo que anteriores a data da alienação, a responsabilidade recairá
sobre o adquirente.

O adquirente tem 2 formas de responder:


 Responsabilidade integral
 Responsabilidade subsidiária
Inexiste responsabilidade solidária por débitos tributários decorrentes de trespasse.

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