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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA


INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE RORAIMA
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA-DEAD CAMPUS BOA VISTA/CENTRO
Curso/Programa: MÉTODOS E TÉCNICAS DE ENSINO Polo: BOA VISTA Disciplina: METODOLOGIA DE
ENSINO E PRÁTICA DOCENTE Professor: ROSELIS BASTOS
Aluno (a): SONYELLEN FONSECA FERREIRA Turma: ________________Data: ________________

ANÁLISE CRÍTICA DA PRÁTICA DOCENTE

No vídeo Comportamentos e conflitos na sala de aula, a turma do Snoopy enfrenta


dilemas da vivência escolar tais como a resolução de atividades que, distantes da realidade das
crianças, acabam sendo pouco significativas e reduzindo as possibilidades educacionais da
escola e até mesmo a autoestima dos estudantes, que terminam concebendo o processo de
ensino-aprendizado como a resolução de cálculos matemáticos, por exemplo, ou apenas notas
de avaliações.
Ou seja, o vídeo denuncia que a escola continua compreendendo os alunos não enquanto
seres humanos em processo de aprendizagem e desenvolvimento de habilidades e capacidades,
mas reduzindo-os ao desempenho que tem em disciplinas e matérias específicas, como fica
evidente nas falas dos personagens: “Eu sou um aluno tipo C” ou “Minha educação já chegou
ao fim”, quando um deles não consegue a nota almejada e outra não consegue resolver uma
questão matemática.
As situações propostas pelo vídeo ilustram as tendências abordadas por Regina Maria
G. Pereira Lopes no texto Concepções pedagógicas e emancipação humana: um estudo
crítico, da autora Regina Maria G. Pereira Lopes, em particular duas: Pedagogia Tradicional e
Pedagogia Nova. As duas, segundo a autora possuiriam semelhanças, pois ambas sustentam-se
no sistema econômico capitalista e pelo fato de que enquanto a primeira seria autoritária por
determinar que o ensino é que molda o comportamento, a segunda seria autoritária por deixar
a educação num espontaneísmo natural, ou seja, o conhecimento não seria construído a partir
da experiência social, mas da vontade do aluno.
Essas duas concepções não possibilitariam a emancipação humana, pois tanto uma como
outro seriam ancoradas na ideia de um determinismo absoluto e nenhuma das duas implicaria
na responsabilidade dos alunos com sua trajetória educacional. Também, nenhuma das duas
conduziria à liberdade do ser humano através da educação, de fato. Sendo a segundo, apenas a
consecução de um libertarismo, pois o individualismo se sobreporia à consciência do
pertencimento à uma coletividade.