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UFMG - Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas

História do Brasil I

Professora: Adriana Romeiro

Aluna: Nathália Aguiar Ferreira

Resumo: Caráter Inicial e Geral da Formação Econômica Brasileira, de Caio Prado


Júnior, páginas 13 a 23.

No capítulo em questão, o autor inicia defendendo a ideia de que para entender a


colonização brasileira é necessário refletir sobre as circunstâncias anteriores ao seu começo,
que teriam proporcionado as condições para que ela ocorresse. Isso significa voltar a análise
para os séculos XIV e XV, momento em que determinados Estados europeus passam a investir
cada vez mais e a ganharem destaque nas navegações, descobrindo e dominando novas rotas
marítimas comerciais e adquirindo posição de grande poder e protagonismo no continente,
destacando-se então o pioneirismo português. Sob a luz dessas constatações, o autor pretende
demonstrar como a ideia de povoar e colonizar as Américas em si, não era um objetivo
prioritário para esses Estados navegadores, cujo foco estava no comércio, especialmente com
o Oriente. A noção de colonização, como a que veio a ocorrer mais tarde, não surge como
objetivo inicial, e sim por necessidade, para dar suporte e abastecimento às feitorias.

O sistema de colonização vai então tomando forma de acordo com as necessidades,


condições e interesses que vão surgindo ao longo do tempo, como clima, tipo de exploração
que será feita no local, topografia etc, sem um plano prévio já estabelecido. De forma
semelhante guia-se o povoamento e a imigração para esses territórios. As colônias receberam,
por exemplo, muitos perseguidos religiosos que apenas buscavam um local para abrigar-se dos
conflitos europeus ou indivíduos que vinham vivendo em grande pobreza na Europa e migram
em busca de melhores condições de sobrevivência. Não houve deliberadamente grandes
incentivos para tais deslocamentos por parte das metrópoles. Dessa forma, até mesmo as
regiões de climas distintos do europeu, mesmo exigindo certas adaptações e não sendo a maior
preferência de muitos, foram sendo ocupadas. Uma das adaptações veio a ser incorporação do
trabalho escravo, o que aliviaria grande parte do transtorno do clima tropical para o europeu.

A partir de então vai se delineando a principal função da colônia: a de fornecer o que


quer que fosse de interesse da metrópole, como açúcar, ouro, algodão, café, tabaco, dentre
outros. Tudo se orientará por esse objetivo, por esse caráter externo e exportador da colônia:
as atividades, as instituições formadas, as medidas administrativas etc. Isso marcará
profundamente o desenvolvimento do futuro país, em especial seu aspecto econômico,
moldando-o de tal forma que essa influência é extremamente perceptível ainda hoje.

Referência:

PRADO JR., Caio. Caráter Inicial e Geral da Formação Econômica Brasileira. In: História
Econômica do Brasil. 33 ed. São Paulo Brasiliense, 1986, p. 13-23