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UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ

COORDENAÇÃO DE PÓS – GRADUAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA

SINTESE DO TEXTO: “A CONSTITUIÇÃO DO INFANTIL NA OBRA DE FREUD”

ROSEMAR ARRAIS ALENCAR MENDES

FORTALEZA - CEARÁ

2010
UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ

COORDENAÇÃO DE PÓS – GRADUAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA

SINTESE DO TEXTO: “A CONSTITUIÇÃO DO INFANTIL NA OBRA DE FREUD”

TRABALHO APRESENTADO SOBRE

SINTESE DO TEXTO: “A CONSTITUIÇÃO

DO INFANTIL NA OBRA DE FREUD”

APRESENTADO A PROFESSORA

JURACY

FORTALEZA - CEARÁ

2010
SINTESE DO TEXTO “A CONSTITUIÇÃO DO INFANTIL NA OBRA DE FREUD”

ZAVARONI, Dione de Medeiros Lula; VIANA, Terezinha de Camargo and CELES,


Luiz Augusto Monnerat. A constituição do infantil na obra de Freud. Estud. psicol.
(Natal) [online]. 2007, vol.12, n.1, pp. 65-70. ISSN 1413-294X.
http://www.scielo.br/pdf/epsic/v12n1/a08v12n1.pdf

D.M.L.Zavaroni et al tecem comentários que a principal característica da


compreensão psicanalista em relação a infância está no interesse em regatar a fala dos
paciente; principalmente, com esse ficou gravado em seu psiquismo, determinando sua
própria constituição, como a forma de relembrar o passado. Este cita ainda, que a
compreensão do infantil mantem um vínculo estreito com os trabalhos analíticos,
fazendo com o que a pratica analítica assumisse matizes de cores que passava pelos
termos da hipótese, da sugestão a da associação livre. Ainda em relação a essa ideia, o
autor comenta que o infantil não é uma construção tardia na teoria da psicanalise, e que,
nos trabalhos de Freud, este dá uma atenção a especificidade conceitual colaboram para
tentarmos entender a ideia de infância e de infantil, o que nos permite compreender
pontos importantes desse ilustre psicanalista, quanto a delimitação, a determinação, e a
configuração dessas diversas construções teóricas.
Balizando-se em textos freudianos, desvendam-se as questões que promoveram
o deslizamento da infância ao infantil no início da psicanálise; percebe-se que existem
momentos em que a construção teórica tece contornos mais precisos, e é evidenciado o
momento em que a fantasia passa a ter um lugar teórico mais relevante na compreensão
da constituição do psiquismo; neste momento, que Freud realiza uma mudança na
compreensão teórica do modo participam do processo de constituição psíquica. A
fantasia será considerado verdade, e esta conferem ao infantil, memórias de situações
que foi visto, ouvido ou vivido na infância; e acabam gerando sons, cheiros e sensações
táteis que compõe as marcas mnêmicas primordiais.
São comentados textos de Freud como: “a interpretação dos sonhos”, no
“Projeto para uma psicologia científica”, na Carta 46 que consta nos “Extratos dos
documentos dirigidos a Fliess”, na Carta 52 que consta nos “Extratos dos documentos
dirigidos a Fliess”, “Notas sobre o Bloco Mágico” e na Carta 69 que consta nos
“Extratos dos documentos dirigidos a Fliess”, e nesses temos seguintes pontos mais
importantes: consolida a sua compreensão sobre o lugar da infância na constituição do
psiquismo; em correspondências que estabelece com Fliess onde a noção do infantil foi
problematizada, e adquiriu configurações e especificidades que se estende ao longo de
toda obra Freudiana, Freud atribui às experiências infantis valores determinantes e
fundamentais do psiquismo, surge a noção de transcrição que nos remete a metáfora da
escrita da compreensão do funcionamento do psíquico, representa o aparelho psíquico
através da noção da inscrição de traços mnêmicos inapagáveis e de possibilidade
inesgotável da realização de novas inscrições, e neste momento Freud menciona duas
reações fundamentais: a inacessibilidade do material recalcado referente aos anos
iniciais de que, na passagem entre os diversos períodos da vida sofrem uma
decodificação; em relação a este ultimo aspecto, Freud alguns anos mais tarde, passa a
considerar que o período referente aos primeiros anos de vida é intraduzível e que por
isso, o despertar de uma cena dessa fase leva à impossibilidade de tradução, percebemos
que ele quer manter a ideia de um acontecimento real que originou o recalque, e que se
encontra classificado como neurose, neste momento, o autor sustenta a hipótese de que
a histeria é originada por uma sedução vivida na infância e onde um adulto perverso foi
seu agente defendida por Freud, ele expressa, com clareza, o embate teórico que se
sustenta entre a fantasia e a experiência na etiologia das neuroses, e nesta carta aparece
ainda a frase “não acredito mais na minha neurótica”, revelando o seu descrédito na
realidade material das cenas de sedução infantil.
D.M.L.Zavaroni et al explicam que Freud ao estabelecer o determinismo
inconsciente, acaba fixando suas teorizações em um campo de conhecimento que
distingue a psicologia das outras ciências, sendo neste campo metapsicológico que
aparece a compreensão psicanalítica do infantil. Na psicanálise, enquanto a infância faz
referência a um tempo da realidade histórica, o infantil é atemporal, e esta relacionado
a conceitos como pulsão, recalque e inconsciente. Ela comente ainda que o infantil diz
no modo peculiar de tomar a infância no trabalho de análise, como marca mnêmica
recalcada referenciando os primeiros anos da criança. Além disso, fatos e fantasias
seriam mesclados na construção das recordações e no engendramento do esquecimento,
possibilitando elaboração freudiana de que não há fato possível de ser reproduzido em
sua integridade não há fantasias que não possua uma conexão com a realidade. No texto
“Lembranças encobridoras” Freud nos mostra a importância para o lugar da fantasia, da
ação do recalque que fragmenta as recordações das experiências e para inscrição do
psiquismo.
Sendo assim, D.M.L.Zavaroni et al concluem que: no período antecede a
publicação de “A interpretações dos sonhos” e de “Os três ensaios sobre a teoria da
sexualidade”, segundo observações do autor, de 1892 a 1899, Freud associava o infantil
a sexualidade, a pulsão, ao recalque, à fantasia e ao determinismo psíquico das
inscrições indeléveis que seriam a base e ao fundamento do psiquismo. Foi ressaltado
pelos autores que a infância e o infantil não se completam, pois, o infantil representa a
parte inconsciente da infância, e tanto a infância como o infantil estão transformados
pelo recalque que os dividiram, no trabalho de analise não será possível o resgate literal
e finito; e aonde não existe no infantil um resgate a ser esgotado, nem uma nem uma
imagem ou construção sobre esta criança ser preenchida no trabalho de análise.