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VIDA CRISTÃ

TEXTO BASE: I Pe 3. 8-12

Exórdio

Vivemos um tempo de crise existencial, moral, econômica e sobretudo


política. Essa falência ou descrédito tem estado infelizmente na igreja
evangélica brasileira, na qual deputados evangélicos são acusados por uma
série de problemas moral.

E isso é um problema que perdura durante toda a história da igreja, quando


aliada ao Poder vigente - Seja nas cruzadas (Católica), nas inquisições
(Católica), no nazismo (Luterana), e até mesmo numa democracia – como
no caso do Brasil os que se auto intitulam evangélicos usando do poder que
tem e que não poucas vezes receberam as custas de um púlpito de uma
igreja, ou até mesmo de uma marcha pra Jesus.

Transição: A grande pergunta é: Será que só o fato de nos auto


denominarmos cristãos é a garantia suficiente de que teremos uma vida
cristã madura?

Explicação: Por incrível que pareça a primeira carta de Pedro é direcionada


a cristãos, que estavam espalhados por diversas regiões da Ásia Menor
(Atual Turquia).

É considerada uma carta católica/universal/geral.

Edmund Clowney entende que esta carta é o mais condensado resumo da


fé cristã e da conduta que ela inspira em todo o Novo Testamento. Seu
propósito principal está inconfundivelmente explícito:
... vos escrevo resumidamente, exortando

e testificando, de novo, que esta é a

genuína graça de Deus; nela estai firmes

(5.12).

Transição: Volto a pergunta: Será que só o fato de nos auto denominarmos


cristãos é a garantia suficiente de que teremos uma vida cristã madura?

Obviamente que não! Vamos ao texto ver o que dele podemos ver e
rever da nossa vida cristã afim de encontramos nele saúde para a nossa
espiritualidade.

1. Finalmente (v.8)

Para concluir; para resumir - Isso é uma expressão idiomática Grega (“agora
fim” que significa “em resumo”, não da carta como um todo, mas desse
contexto sobre submissão (cf. 2:13-17,18-25; 3:1-7,8-22).

2. Sede todos de igual ânimo


 “Sede todos” é endereçado a toda a comunidade de fé, para que
tenham “animo”, que poderia ser traduzido por “harmoniosos”; “de
uma mesma atitude” e até mesmo “vocês deveriam concordar entre
vocês”.
 Compadecidos - Isso é um termo composto de sun (com) e paschÇ
(sofrer). Desse termo composto Grego vem o termo “simpatia”.

Em tempos que valoriza uma santidade que individualiza, isolada e


separada do relacionamento com o próximo vale ouvir as palavras de Pedro
dizendo: ‘Sejam Simpáticos’.
 Fraternalmente amigos - O termo composto de philos (amor) e
adelphos (irmão) uma possível melhor maneira de expressar isso
seria “mostre amor familiar para todos os crentes”.

O apostolo Pedro revela uma verdade profunda da nossa fé cristã: Todos


somos irmãos uns dos outros, pois nada na nossa fé é individual, mas tudo
é relacional e existe em termos familiar.

 Misericordiosos - Termo composto de eu (bom) + splagchnon


(vísceras, intestinos). Os antigos acreditavam que as vísceras
inferiores (cf. Atos 1:18) eram o lugar das emoções (cf. Lucas 1:28; II
Cor. 6:12; Fil. 1:8). Essa composição chamava todos os crentes a
terem “bons sentimentos” para com os outros (cf. Ef. 4:32).

Em nossos relacionamentos absorvemos ou numa palavra mais técnica


‘somatizamos’ os sentimentos que as pessoas depositam em nós. Porém o
autor nos tira da posição da passividade e diz que somos os protagonistas
e que temos a responsabilidade de produzir bons sentimentos de uns para
com os outros.

 Humildes – No grego, a palavra humildade é “tapeinos”, que dá


origem a nossa palavra TAPETE. Não aquele tapete decorativo, mas
aquele que fica na entrada das casas para limpar nossos pés.

Porém, esta pode ser uma interpretação perigoso ainda mais nos dias
de hoje onde alguns se valem de título, poder ou dinheiro para tornar
alguns outros num tapete.

A melhor interpretação para humildade vem do Latim (Humus) = terra.


Portanto, humilde é quem sabe que é pó, isto é, aquele que reconhece
e respeita suas origens.
Transição: O autor termina dizendo...

3. Que a nossa vocação é fazer o bem (v.9)

“Não pagando mal por mal ou injúria por injúria” (v.9ª) – Esta carta foi
escrita para uma igreja perseguida e em sofrimento, porém a proposta do
evangelho é o caminho do perdão, que vem logo a seguir.

“Pelo contrário, bendizendo” – Que significa literalmente “falar bem”;


“elogiar”.

A crítica exacerbada no faz perder a capacidade de tecer elogios! Quem não


gosta de ser elogiado? Viver o tempo todo só com críticas faz mal a alma e
a vida.

“pois, para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por
herança” – A herança dos crentes tem sido um tema recorrente (cf. 1:4-5;
3:7,9).

Diferente do que se prega em alguns lugares, benção aqui não é o que você
recebeu como bens e sim no que você se tornou.

A benção estar em ‘SER’ muito mais do que no ‘TER/POSSUIR’.

Peroração

Porque vivemos como cristãos num tempo de profunda crise


espiritual, moral, social e etc.?

Talvez, o grande motivo seja o fato de que deixamos os princípios


elementares/básicos da fé que se revela na vida, para uma espiritualidade
sensitiva que acontece somente durante nas 2 horas da reunião. Sem
produzir uma consciência profunda do evangelho que nos ajuda a ser sal e
luz em todas as esferas da nossa vida.

Quando o evangelho se tornar parte do nosso cotidiano aí sim


começaremos a transformar realidades.

Conclusão

Termino com a leitura poética do texto:

“Resumindo: sejam agradáveis, simpáticos, amáveis, compassivos,


humildes. Isso vale para todos, sem exceção. Nada de retaliação. Nada de
língua afiada para o sarcasmo. Em vez disso, abençoem, que é a obrigação
de vocês.

Assim, serão uma bênção e também receberão bênçãos. Quem quer


abraçar a vida e ver dias cheios de bem, Eis o que tem de fazer: não diga
nada maldoso ou capaz de ferir; Despreze o mal e cultive o bem; persiga a
paz com todo empenho. Deus aprova tudo isso, ouvindo e respondendo
bem ao que é pedido;

Mas volta as costas para os que fazem o mal.” I Pe 3.8-12