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DIREITO CONSTITUCIONAL P/
OAB - 1ª FASE
XXV EXAME DE ORDEM
SUMçRIO PçGINA
1 Ð Direitos Sociais 2-7
2 Ð Direitos de Nacionalidade 7-26
3 - Direitos Pol’ticos 26-48
4 Ð Dos Partidos Pol’ticos 48-55
5 Ð Caderno de prova OAB 56-61
6 Ð Gabarito 62

Ol‡, amigos do EstratŽgia OAB!

Na aula de hoje daremos continuidade ao estudo dos direitos fundamentais.


Vamos fazer uma breve abordagem no tema dos direitos sociais e, na sequ•ncia,
j‡ mergulharemos Òde cabe•aÓ nos t—picos mais cobrados: direitos de
nacionalidade, direitos pol’ticos e os direitos relacionados ˆ organiza•‹o
e funcionamento dos partidos pol’ticos.

Uma —tima aula a todos e bons estudos!

Profs. Diego e Ricardo

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1. DIREITOS SOCIAIS
1.1. Introdu•‹o

Est‹o lembrados das aulas iniciais quando abordamos os direitos de 1» gera•‹o?


Estes t•m por finalidade restringir a a•‹o do Estado sobre os indiv’duos,
limitando o poder estatal. Trata-se de uma obriga•‹o de n‹o-fazer, de n‹o
intervir na —rbita privada.

No caso dos direitos sociais, estamos diante uma natureza jur’dica diversa.
S‹o os chamados direitos de 2» gera•‹o, que imp›em ao Estado uma
Òobriga•‹o de fazerÓ, de ofertar presta•›es positivas visando concretizar a
igualdade material e possibilitar melhores condi•›es de vida aos indiv’duos.

A constitucionaliza•‹o dos direitos sociais foi resultado da mudan•a do papel


do Estado, que, ao final da 1» Guerra Mundial, passou a atuar como agente do
bem-estar e da justi•a social.1 Aparece em um contexto de crise do Estado
liberal, marcado por reivindica•›es trabalhistas e doutrinas socialistas.

Constatava-se que a mera consagra•‹o da igualdade formal n‹o era suficiente


para realizar a igualdade material. Como grande marco dos direitos sociais,
citamos a Constitui•‹o de Weimar de 1919. No Brasil, a Constitui•‹o de 1934
foi a primeira que previu normas sobre a ordem social.

Na Constitui•‹o Federal de 1988, os direitos sociais est‹o relacionados nos art.


6¼ - art. 11. H‡, tambŽm, outros dispositivos do texto constitucional que versam
sobre os direitos sociais. ƒ o caso, por exemplo, do art. 194 (que trata da
seguridade social), art. 196 (direito ˆ saœde) e art. 205 (direito ˆ educa•‹o)

1.2. Os direitos sociais na Constitui•‹o Federal de 1988 (art. 6¼)

Art. 6¼ S‹o direitos sociais a educa•‹o, a saœde, a


alimenta•‹o, o trabalho, a moradia, o transporte, o
lazer, a seguran•a, a previd•ncia social, a prote•‹o ˆ
maternidade e ˆ inf‰ncia, a assist•ncia aos
desamparados, na forma desta Constitui•‹o.

No texto original da Constitui•‹o Federal, n‹o se fazia men•‹o ˆ alimenta•‹o,


ˆ moradia e ao transporte, cuja inser•‹o na Carta Magna foi obra do Poder
Constituinte Derivado. A moradia foi inserida pela EC n¼. 26/2000; a
alimenta•‹o, pela EC n¼. 64/2010; e o transporte, mais recentemente pela EC

1
CUNHA JòNIOR, Dirley da. Curso de Direito Constitucional, 6» edi•‹o. Ed. Juspodium. Salvador: 2012, p. 1301.

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n¼. 90/2015. Tenham uma especial aten•‹o quanto a esses tr•s direitos
sociais, meus amigos! As bancas examinadoras adoram cobr‡-los,
especialmente pelo fato de eles n‹o fazerem parte do texto original da CF/88.

Em rela•‹o ao rol institu’do pelo Constituinte no art. 6¼, o STF entende que se
trata de rol exemplificativo2, pois h‡ outros direitos sociais espalhados ao
longo da CF/88. Destaque-se que os direitos sociais do art. 6¼ s‹o normas de
efic‡cia limitada e aplicabilidade mediata, dependendo, para sua concretiza•‹o,
da atua•‹o estatal, seja atravŽs da edi•‹o de leis regulamentadoras, seja
atravŽs da oferta de presta•›es positivas.

Uma das discuss›es mais relevantes sobre os direitos sociais diz respeito,
justamente, ˆ sua concretiza•‹o e efetividade. Para estudarmos essa
problem‡tica Ž necess‡rio conhecermos tr•s importantes princ’pios: i) o
princ’pio da Òreserva do poss’velÓ; ii) o princ’pio do Òm’nimo existencialÓ e; iii)
o princ’pio da veda•‹o do retrocesso. ƒ o que faremos a seguir.

1.2.1. Os direitos sociais e a cl‡usula de Òreserva do poss’velÓ

A teoria da reserva do poss’vel consiste na ideia de que cabe ao Estado


efetivar os direitos sociais, mas apenas Òna medida do financeiramente
poss’velÓ. A teoria serve, portanto, para determinar os limites em que o Estado
deixa de ser obrigado a dar efetividade aos direitos sociais.

N‹o Ž l’cito ao Poder Pœblico, todavia, simplesmente alegar que n‹o possui
recursos or•ament‡rios; Ž fundamental que o Poder Pœblico demonstre
objetivamente a inexist•ncia de recursos pœblicos e a falta de previs‹o
or•ament‡ria da respectiva despesa.

A formula•‹o e execu•‹o de pol’ticas pœblicas s‹o tarefas que competem,


primariamente, ao Poder Executivo e ao Legislativo. No entanto, segundo o STF,
Ž poss’vel que o Poder Judici‡rio determine, em bases excepcionais, a
implementa•‹o, pelos —rg‹os inadimplentes, de a•›es destinadas ˆ
concretiza•‹o dos direitos sociais. O Poder Judici‡rio poder‡ determinar, por
exemplo, que o Estado conceda tratamento de c‰ncer a um indiv’duo3.

Mas, importante ressaltar que a atua•‹o do Poder Judici‡rio na concretiza•‹o


dos direitos sociais n‹o Ž ilimitada; ao contr‡rio, encontra limites na cl‡usula
da reserva do poss’vel. Assim, a cl‡usula afasta a aptid‹o do Poder Judici‡rio
para intervir na efetiva•‹o de direitos sociais. No entanto, para que esse limite
ˆ a•‹o do Judici‡rio seja v‡lido, Ž necess‡rio que se comprove objetivamente
a aus•ncia de recursos or•ament‡rios suficientes.4


2
STF, ADI n¼ 639, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 02.06.2005.
3
STF, RE 436.996 Ð AgR. Rel. Min. Celso de Mello. 22.11.2005.
4
ADPF 45 MC/DF, Rel. Min. Celso de Mello, j. 29.04.2004, DJ 04.05.2004.

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1.2.2. Os direitos sociais e o m’nimo existencial

Os direitos sociais, na condi•‹o de direitos fundamentais, s‹o indispens‡veis


para a realiza•‹o da dignidade da pessoa humana. O Estado, na sua tarefa de
concretiza•‹o desses direitos, deve garantir o m’nimo existencial. Considera-se
m’nimo existencial o grupo de presta•›es essenciais que se deve fornecer
ao ser humano para que ele tenha uma exist•ncia digna.

O princ’pio do m’nimo existencial Ž compat’vel e deve conviver com a


cl‡usula da reserva do poss’vel. O Estado, na busca da promo•‹o do bem-
estar do homem, deve proteger os direitos individuais e, alŽm disso, garantir
condi•›es materiais m’nimas de exist•ncia aos indiv’duos.

Segundo o Supremo, o m’nimo existencial Ž uma limita•‹o ˆ cl‡usula da


reserva do poss’vel. 5 A reserva do poss’vel s— poder‡ ser alegada pelo
Poder Pœblico como argumento para a n‹o concretiza•‹o de direitos
sociais uma vez que tenha sido assegurado o m’nimo existencial pelo
Estado. A garantia do m’nimo existencial Ž uma obriga•‹o inafast‡vel do Estado.

O Poder Judici‡rio, com vistas ˆ concretiza•‹o dos direitos sociais e ˆ


garantia do m’nimo existencial, tem adotado inœmeras decis›es relacionadas
ao direito ˆ saœde. Nesse sentido, por exemplo, entende-se ser poss’vel a
determina•‹o para que a Administra•‹o Pœblica forne•a medicamentos e
tratamento mŽdico a indiv’duos portadores de doen•a, inclusive com a
manuten•‹o de estoque m’nimo de medicamento ou, atŽ mesmo em bases
excepcionais, a determina•‹o judicial para o bloqueio e o sequestro de verbas
pœblicas como forma de garantir o fornecimento pelo Poder Pœblico.6

No ‰mbito da pol’tica de seguran•a pœblica, o STF j‡ decidiu que o Poder


Judici‡rio pode determinar ˆ Administra•‹o que execute obras emergenciais
em pres’dios a fim de proteger os direitos fundamentais dos detentos,
assegurando-lhes a sua integridade f’sica e moral.7

1.2.3. A veda•‹o ao retrocesso

O princ’pio da veda•‹o ao retrocesso busca evitar que as conquistas sociais j‡


alcan•adas pelo cidad‹o sejam desconstitu’das. Segundo Canotilho, os direitos
sociais, uma vez tendo sido previstos, passam a constituir tanto uma garantia
institucional quanto um direito subjetivo.

H‡ uma limita•‹o do legislador e a exig•ncia de uma pol’tica condizente com


esses direitos, sendo inconstitucionais quaisquer medidas estatais que violem o
seu nœcleo essencial. Segundo o STF:


5
STF, RE 639.637. AgR. Rel. Min. Celso de Mello. 15.09.2011
6
REsp 1.069.810/RS. Rel. Min. Napole‹o Nunes Maia Filho. 23.10.2013.
7
RE 592.581/RS. Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 13.08.2015.

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Òcl‡usula que veda o retrocesso em matŽria de direitos


a presta•›es positivas do Estado (como o direito ˆ
educa•‹o, o direito ˆ saœde ou o direito ˆ seguran•a
pœblica, v.g.) traduz, no processo de efetiva•‹o desses
direitos fundamentais individuais ou coletivos,
obst‡culo a que os n’veis de concretiza•‹o de tais
prerrogativas, uma vez atingidos, venham a ser
ulteriormente reduzidos ou suprimidos pelo EstadoÓ. 8

Pessoal, em termos de Direitos Sociais ficamos por aqui com o que pode ser
cobrado para fins de prova em Constitucional. As disposi•›es do art. 7¼ a 11¼
da CF/88 s‹o temas com um enfoque para a prova de Direito do Trabalho. J






1. (FGV / XX Exame de Ordem Unificado Ð 2016 Ð Reaplica•‹o de Prova Ð
Salvador/BA). Com a promulga•‹o da Constitui•‹o de Weimar, em 1919,
ocorreram transforma•›es paradigm‡ticas no regime jur’dico de prote•‹o
dos direitos fundamentais, o que alterou a concep•‹o negativa do papel
do Estado, que apenas consagrava as liberdades individuais e a igualdade
formal perante a lei. Com o advento da referida ordem constitucional, o
Estado deve agir, positivamente, para garantir as condi•›es materiais de
vida digna para todos e para a prote•‹o dos hipossuficientes. Esse texto
descreve o ambiente em que o Direito Constitucional Positivo:
A) estabeleceu os direitos individuais negativos de primeira dimens‹o.
B) consagrou os direitos sociais prestacionais de segunda dimens‹o.
C) definiu os direitos transindividuais de solidariedade de terceira dimens‹o.
D) instituiu os direitos humanos metaconstitucionais de quarta dimens‹o.

Coment‡rio:

Opa! Quest‹o tranquila pessoal. Acabamos de estudar os direitos de 2» gera•‹o. E


o enunciado se refere exatamente ao momento hist—rico em que surgiram estes
direitos, que diferente dos direitos de 1» gera•‹o, tutelam a igualdade material
(tratar os iguais igualmente e os desiguais desigualmente), de forma a exigir do
Estado uma presta•‹o positiva, ou seja, uma atua•‹o. Foi neste momento que os
direitos sociais, econ™micos e culturais passaram a ser consagrados. A alternativa
correta Ž a letra B.


8
STF, RE 436.996 Ð AgR. Rel. Min. Celso de Mello. 22.11.2005.

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2. (FGV/ TJ-BA Ð 2015) A respeito dos direitos sociais, Ž correto afirmar


que:
a) sempre exigir‹o uma omiss‹o por parte dos poderes constitu’dos;

b) podem ser vistos como a primeira dimens‹o ou gera•‹o dos direitos


fundamentais;

c) nunca dependem da disponibilidade de recursos financeiros para a sua


implementa•‹o;

d) podem exigir o oferecimento de presta•›es espec’ficas;

e) somente devem ser atribu’dos ˆs pessoas naturais, jur’dica e economicamente


classificadas como necessitadas.

Coment‡rios:

A letra A est‡ incorreta. Como vimos, os direitos sociais geralmente exigem uma
a•‹o (e n‹o uma omiss‹o) dos poderes constitu’dos.

A letra B est‡ incorreta. Os direitos sociais pertencem ˆ segunda dimens‹o ou


gera•‹o dos direitos fundamentais.

A letra C est‡ incorreta. Esses direitos dependem, geralmente, da disponibilidade


de recursos financeiros para sua implementa•‹o.

A letra D est‡ correta. Os direitos sociais podem, sim, exigir presta•›es


espec’ficas para sua implementa•‹o. ƒ o caso do direito ˆ saœde, por exemplo.

A letra E est‡ incorreta. Os direitos sociais podem ser atribu’dos a todas as


pessoas naturais.

3. (FUNCAB / PC-ES Ð 2013/ Adaptada) S‹o direitos sociais preceituados


na Constitui•‹o de 1988:
a) a educa•‹o, a saœde, a alimenta•‹o, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer,
a seguran•a, a previd•ncia social, a prote•‹o ˆ maternidade e ˆ inf‰ncia, a
assist•ncia aos desamparados.

b) a educa•‹o, a saœde, o trabalho, o lazer, a seguran•a, a previd•ncia social, a


prote•‹o ˆ maternidade e ˆ inf‰ncia, a assist•ncia aos desamparados.

c) a educa•‹o, a saœde, o trabalho, a moradia, o lazer, a seguran•a, a previd•ncia


social, a prote•‹o ˆ maternidade e ˆ inf‰ncia, a assist•ncia aos desamparados.

d) o direito de heran•a, a intimidade, a privacidade, a informa•‹o dos —rg‹os


pœblicos.

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e) a livre locomo•‹o no territ—rio nacional em tempo de paz, podendo qualquer


pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer, ou dele sair com seus bens.

Coment‡rios:

Segundo o art. 6¼, CF/88, s‹o direitos sociais a educa•‹o, a saœde, a alimenta•‹o,
o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a seguran•a, a previd•ncia social, a
prote•‹o ˆ maternidade e ˆ inf‰ncia, a assist•ncia aos desamparados. Gabarito
letra A.

2. DIREITOS DE NACIONALIDADE
2.1. Introdu•‹o

Segundo a doutrina dominante, os elementos constitutivos do Estado s‹o


territ—rio, povo e governo soberano. Dentre esses, o povo Ž o que constitui
a dimens‹o pessoal do Estado. Ao contr‡rio da popula•‹o (composta pelo
conjunto de pessoas que habitam o territ—rio de um Estado), o povo comp›e-se
dos seus nacionais, independentemente do local em que residam.

A nacionalidade Ž justamente o v’nculo jur’dico-pol’tico entre o Estado soberano


e o indiv’duo, que torna este um membro integrante da comunidade que
constitui o Estado.

Segundo Mazzuoli, a nacionalidade comporta duas dimens›es: a dimens‹o


vertical e a horizontal. 9 A dimens‹o vertical da nacionalidade imp›e
obriga•›es ao indiv’duo perante o Estado, pr—prias de uma rela•‹o de
subordina•‹o. J‡ a dimens‹o horizontal, pressup›e uma rela•‹o sem grau
hier‡rquico, isto Ž, uma rela•‹o parit‡ria do indiv’duo com a comunidade.

Compete a cada Estado legislar sobre sua pr—pria nacionalidade,


respeitando os compromissos gerais e particulares aos quais tenha se obrigado.
O Estado soberano Ž o œnico outorgante poss’vel da nacionalidade. ƒ ele quem
tem poder para determinar quem s‹o seus nacionais, quais as condi•›es de
aquisi•‹o da nacionalidade e, ainda, disciplinar sua perda. A concess‹o de
nacionalidade Ž ato de manifesta•‹o da soberania estatal.


9
MAZZUOLI, ValŽrio de Oliveira. Curso de Direito Internacional Pœblico, 4» ed. S‹o Paulo: Editora Revista dos
Tribunais, 2010.

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Nacionalidade n‹o se confunde com cidadania. A


cidadania Ž um atributo que diferencia aqueles que
possuem pleno gozo dos direitos pol’ticos daqueles que
n‹o possuem esse direito. J‡ a nacionalidade Ž o que
diferencia os nacionais dos estrangeiros, isto Ž, diferencia
os indiv’duos que possuem uma liga•‹o pessoal com o
Estado daqueles que n‹o o tem. O conceito de
nacionalidade Ž mais amplo que o de cidadania.

Como regra geral, todos aqueles que possuem cidadania brasileira tambŽm
possuem nacionalidade brasileira. J‡ o contr‡rio nem sempre Ž verdade! Uma
crian•a de 5 anos de idade possui nacionalidade brasileira, mas n‹o possui
cidadania, pois ainda n‹o goza plenamente de seus direitos pol’ticos.

2.2. Atribui•‹o de Nacionalidade

A doutrina fala na exist•ncia de dois tipos de nacionalidade: a nacionalidade


origin‡ria (prim‡ria) e a nacionalidade derivada (adquirida ou secund‡ria).

A nacionalidade origin‡ria Ž aquela que resulta de um fato natural, o


nascimento; diz-se, portanto, que Ž uma forma involunt‡ria de aquisi•‹o de
nacionalidade. ƒ atribu’da ao indiv’duo em raz‹o de critŽrios sangu’neos (Òjus
sanguinisÓ), territoriais (Òjus soliÓ) ou mistos. Os brasileiros que recebem a
nacionalidade origin‡ria s‹o chamados de Òbrasileiros natosÓ.

A nacionalidade derivada, por sua vez, aquela cuja aquisi•‹o depende de ato
de vontade (ato volitivo), praticado depois do nascimento; diz-se que a
nacionalidade derivada Ž obtida mediante a naturaliza•‹o. Os brasileiros que
recebem a nacionalidade derivada s‹o chamados ÒnaturalizadosÓ.

NACIONALIDADE

SECUNDÁRIA
PRIMÁRIA
(ADQUIRIDA OU
(ORIGINÁRIA)
DERIVADA)

“IUS SOLI” (REGRA)


OU “IUS
NASCIMENTO ATO VOLITIVO
SANGUINIS”
(EXCEÇÃO)

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Conforme j‡ hav’amos comentado, a nacionalidade origin‡ria pode ser


estabelecida tanto pela origem sangu’nea da pessoa (Òjus sanguinisÓ) quanto
pela origem territorial (Òjus soliÓ). Pelo primeiro critŽrio, Ž nacional todo
aquele filho de nacionais, independentemente de onde tenha nascido. J‡ pelo
segundo, Ž nacional quem nasce no territ—rio do Estado que o adota,
independentemente da origem sangu’nea dos seus pais.

A CF/88 adotou em regra o Òjus soliÓ. H‡, entretanto, exce•›es, nas quais
predomina o Òjus sanguinisÓ. Vamos ˆ an‡lise do art. 12 da CF?

Art. 12. S‹o brasileiros:


I - natos:
a) os nascidos na Repœblica Federativa do Brasil,
ainda que de pais estrangeiros, desde que estes n‹o
estejam a servi•o de seu pa’s;
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou
m‹e brasileira, desde que qualquer deles esteja a
servi•o da Repœblica Federativa do Brasil;
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de
m‹e brasileira, desde que sejam registrados em
reparti•‹o brasileira competente ou venham a residir
na Repœblica Federativa do Brasil e optem, em
qualquer tempo, depois de atingida a maioridade,
pela nacionalidade brasileira;

No art. 12, inciso I, est‹o as hip—teses de aquisi•‹o de nacionalidade


origin‡ria; em outras palavras, Ž esse dispositivo que define quem s‹o os
brasileiros natos. Tente memoriz‡-las, caro (a) aluno (a), pois elas s‹o
constantemente cobradas nos concursos em sua literalidade.

Na al’nea ÒaÓ, a Constitui•‹o adotou o critŽrio Òjus soliÓ, sendo brasileiro nato
qualquer pessoa nascida em territ—rio nacional, mesmo que de pais
estrangeiros. Entretanto, h‡ uma exce•‹o: se o nascido no Brasil for filho de
estrangeiros que estejam a servi•o de seu Pais, n‹o ser‡ brasileiro nato.

Suponha que Diego e Martha, casal de argentinos, venha ao Brasil


passar suas fŽrias. Martha est‡ gr‡vida, se empolga com umas
ÒcaipirinhasÓ e acaba entrando em trabalho de parto. Pronto!
Nasceu Dieguito Jr! Trata-se de nascido no Brasil, filho de pais
estrangeiros que n‹o estavam a servi•o de seu Pa’s (estavam de
fŽrias!). Ser‡, ent‹o, brasileiro nato.

Agora, imagine que Vladislav Spetanovich, diplomata russo, venha
servir aqui no Brasil, junto com sua esposa Marianova
Chevichenko. Marianova engravida e nasce, aqui no Brasil, o filho
do casal, Vladislav Jr. Apesar de ter nascido em territ—rio
brasileiro, Vladislav Jr. Ž filho de pais estrangeiros que estavam a
servi•o da Rœssia. Portanto, ele n‹o ser‡ brasileiro nato.

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Importante destacar, segundo Marcelo Novelino10, que o critŽrio do art. 12, I, a,


CF n‹o se aplica apenas quando ambos os pais estiverem a servi•o. Pode ser
aplicado tambŽm quando um deles estiver acompanhando o outro, como Ž
comum a situa•‹o da esposa que est‡ acompanhando embaixador a servi•o de
seu pa’s, por exemplo. Agora, muito cuidado, se a esposa for brasileira, como
exemplo, um embaixador que se casa aqui no Brasil com brasileira, o filho
poder‡ obter dupla nacionalidade.

Dados esses exemplos, podemos resumir a aplica•‹o da al’nea ÒaÓ, vislumbrando


tr•s situa•›es poss’veis:
1ª situação:

Um filho de pai ou mãe brasileiros, ou ambos, nasce em território brasileiro: será


brasileiro nato;

2ª situação:
Um filho de estrangeiros que estão a serviço de seu país nasce em território brasileiro:
não será brasileiro nato. Trata-se de uma regra consuetudinária de direito internacional
que os filhos de agentes de Estados estrangeiros, como diplomatas e cônsules, sejam
normalmente excluídos da atribuição de nacionalidade pelo critério “jus soli”.

3ª situação:

Um filho de estrangeiros que não estão a serviço de seu país nasce em território
brasileiro: será brasileiro nato.

Vale destacar que o conceito de territ—rio brasileiro abrange as terras delimitadas


pelas fronteiras geogr‡ficas, o mar territorial e espa•o aŽreo.

Na al’nea ÒbÓ, a Constitui•‹o estabelece que s‹o brasileiros natos os nascidos


no estrangeiro, de pai brasileiro ou m‹e brasileira, desde que qualquer deles
esteja a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil. O legislador constituinte
adotou o critŽrio Òjus sanguinisÓ, prevendo, todavia, um requisito adicional:
o fato de qualquer um dos pais (ou ambos) estar a servi•o da Repœblica
Federativa do Brasil, aqui entendido qualquer servi•o prestado por —rg‹o ou
entidade da Uni‹o, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Munic’pios.

Suponha que Miguel, diplomata brasileiro, v‡ servir na Alemanha. L‡ ele conhece


a alem‹ Denise FŸrst e com ela tem um filho: Miguel Jr. Apesar de ter nascido
no exterior, Miguel Jr. Ž filho de pai brasileiro que estava a servi•o da Repœblica
Federativa do Brasil. Ele ser‡, portanto, brasileiro nato.


10
NOVELINO, Marcelo. Curso de Direito Constitucional, 11» ed. Salvador: Editora JusPodium, 2016, p‡g. 482-483.

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Resumindo o que disp›e a al’nea ÒbÓ, a aquisi•‹o de nacionalidade por essa regra
depende do cumprimento cumulativo de dois requisitos:

! Ser filho de pai brasileiro ou m‹e brasileira, ou de ambos.


! O pai ou a m‹e, ou ambos, dever‹o estar a servi•o do Brasil no
exterior.

ÒMas, professor, e se o indiv’duo que nascer no exterior for filho de pai ou m‹e
brasileira e estes n‹o estiverem a servi•o do Brasil?Ó Na al’nea ÒcÓ, a
Constitui•‹o estabelece que s‹o brasileiros natos:

(...)
Òos nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de
m‹e brasileira, desde que sejam registrados em
reparti•‹o brasileira competente ou venham a residir
na Repœblica Federativa do Brasil e optem, em
qualquer tempo, depois de atingida a maioridade,
pela nacionalidade brasileiraÓ.

H‡ duas possibilidades diferentes de aquisi•‹o de nacionalidade quando o


indiv’duo nasce no exterior, filho de pai brasileiro ou m‹e brasileira que n‹o
est‹o a servi•o do Brasil:

! O indiv’duo Ž registrado em reparti•‹o brasileira competente ou;


! O indiv’duo vem a residir no Brasil e opta, em qualquer tempo,
depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira.

Na primeira possibilidade, o registro do indiv’duo perante reparti•‹o


competente Ž condi•‹o suficiente para que ele seja considerado brasileiro
nato. Na segunda possibilidade, o indiv’duo precisa residir no Brasil e, alŽm
disso, manifestar sua vontade. ƒ a chamada nacionalidade potestativa.

Ressalte-se que essa manifesta•‹o de vontade somente poder‡ ocorrer ap—s a


maioridade. A op•‹o pela nacionalidade brasileira dever‡, nesse œltimo caso, ser
feita em ju’zo, em processo que tramita perante a Justi•a Federal.

ÒE se o filho de brasileiros que n‹o estejam a servi•o do Brasil e que tenha


nascido no exterior vier a residir no pa’s ainda enquanto menor?

Excelente pergunta! Nesse caso, o menor ser‡ considerado brasileiro nato.


Entretanto, a aquisi•‹o definitiva de sua nacionalidade depender‡ de sua
manifesta•‹o ap—s a maioridade. Uma vez tendo sido atingida a maioridade, fica
suspensa a condi•‹o de brasileiro nato, enquanto n‹o for efetivada a op•‹o pela
nacionalidade brasileira. A maioridade passa a ser, ent‹o, condi•‹o
suspensiva da nacionalidade brasileira.

Dando continuidade ˆ an‡lise do art. 12, que tal verificarmos as condi•›es para
a aquisi•‹o secund‡ria (derivada) da nacionalidade?

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Art. 12. S‹o brasileiros:


(...)
II - naturalizados:
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade
brasileira, exigidas aos origin‡rios de pa’ses de
l’ngua portuguesa apenas resid•ncia por um ano
ininterrupto e idoneidade moral;
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade,
residentes na Repœblica Federativa do Brasil h‡ mais
de quinze anos ininterruptos e sem condena•‹o
penal, desde que requeiram a nacionalidade
brasileira.

No Brasil, a aquisi•‹o de nacionalidade derivada somente se dar‡ por


manifesta•‹o do interessado (sempre expressa), mediante naturaliza•‹o.

Na al’nea ÒaÓ, temos a hip—tese de naturaliza•‹o ordin‡ria, concedida aos


estrangeiros que cumpram os requisitos descritos em lei (Estatuto do
Estrangeiro). No caso de estrangeiros origin‡rios de pa’ses de l’ngua portuguesa,
o processo de naturaliza•‹o Ž facilitado, sendo apenas exigidos dois requisitos:

! resid•ncia no Brasil por um ano ininterrupto;


! idoneidade moral.

Cabe destacar que o mero cumprimento dos requisitos n‹o assegura ao


estrangeiro a concess‹o da nacionalidade brasileira. A concess‹o da
naturaliza•‹o ordin‡ria Ž ato discricion‡rio do Chefe do Poder Executivo,
ou seja, depende de uma an‡lise quanto ˆ conveni•ncia e ˆ oportunidade.

Na al’nea ÒbÓ, est‡ prevista a naturaliza•‹o extraordin‡ria, que depende do


cumprimento de 3 (tr•s) requisitos:

! Resid•ncia ininterrupta no Brasil por mais de quinze anos;


! Aus•ncia de condena•‹o penal;
! Requerimento do interessado.

Ao contr‡rio da naturaliza•‹o ordin‡ria, cumpridos esses tr•s requisitos, o


interessado tem direito subjetivo ˆ nacionalidade brasileira. Portanto, n‹o
pode ser negada pelo Poder Executivo; ƒ ato vinculado do Presidente.

O STF j‡ referendou esse entendimento. A Corte analisou o caso de uma


estrangeira que residia h‡ mais de 15 anos ininterruptos no Brasil e sem
condena•‹o penal aprovada em concurso pœblico. Obtida a aprova•‹o,
apresentou requerimento da sua naturaliza•‹o extraordin‡ria. Na data da posse,
todavia, a sua nacionalidade ainda n‹o tinha sido reconhecida pelo Estado
brasileiro. Diante dessa situa•‹o, seria nula a posse no cargo pœblico?

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Segundo o Supremo, o reconhecimento da naturaliza•‹o pelo Poder


Executivo gera efeitos declarat—rios (e n‹o constitutivos), retroagindo ˆ
data de apresenta•‹o do requerimento. Assim, o requerimento da naturaliza•‹o
extraordin‡ria seria suficiente para viabilizar a posse no cargo.11

Por œltimo, o Supremo j‡ entendeu tambŽm que n‹o se revela poss’vel, em


nosso sistema jur’dico-constitucional, a aquisi•‹o da nacionalidade
brasileira jure matrimonii, vale dizer, como efeito direto e imediato resultante
do casamento civilÓ12.

Os nascidos na Repœblica Federativa do Brasil, ainda que de pais


estrangeiros, desde que estes n‹o estejam a servi•o de seu pa’s (critŽrio
Òjus soliÓ)
Os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou m‹e brasileira, desde que
qualquer deles esteja a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil (critŽrio
Brasileiros
Òjus sanguinisÓ)
natos
Os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de m‹e brasileira, desde
que sejam registrados em reparti•‹o brasileira competente ou venham a
residir na Repœblica Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo,
depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira
(nacionalidade potestativa)
Os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos
origin‡rios de pa’ses de l’ngua portuguesa apenas resid•ncia por um ano
ininterrupto e idoneidade moral (naturaliza•‹o ordin‡ria Ð concess‹o ato
discricion‡rio do Presidente da Repœblica)
Brasileiros
naturalizados Os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na Repœblica
Federativa do Brasil h‡ mais de quinze anos ininterruptos e sem
condena•‹o penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira
(naturaliza•‹o extraordin‡ria Ð concess‹o Ž direito subjetivo do
interessado)

2.3. Portugueses Residentes no Brasil

Art. 12
(...)
¤ 1¼ Aos portugueses com resid•ncia permanente no
Pa’s, se houver reciprocidade em favor de brasileiros,
ser‹o atribu’dos os direitos inerentes ao brasileiro,
salvo os casos previstos nesta Constitui•‹o.

A Constitui•‹o Federal estabelece condi•›es favor‡veis para os portugueses, que


receber‹o tratamento igual ao de um brasileiro naturalizado. Para isso, todavia,
Ž necess‡rio o cumprimento de dois requisitos:

a) os portugueses dever‹o ter resid•ncia permanente no Brasil;


11
RE 264.848-5 / TO. Rel. Min. Carlos Ayres Britto. Julgamento em 29.06.2005.
12
Ext 1.121, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 18-12-2009, Plen‡rio, DJE de 25-6-2010.

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b) dever‡ haver reciprocidade de tratamento em favor dos brasileiros,


ou seja, Portugal dever‡ conferir os mesmos direitos aos brasileiros que
l‡ residam.

Perceba que n‹o h‡ atribui•‹o de nacionalidade aos portugueses nem aos


brasileiros que residam em Portugal. O portugu•s vivendo com ‰nimo
permanente no Brasil continua portugu•s; o brasileiro vivendo em Portugal
continua brasileiro. O que existe Ž t‹o somente concess‹o de direitos
inerentes aos nacionais do Estado. Dessa forma, n‹o Ž necess‡rio que um
portugu•s se naturalize brasileiro para que possa gozar dos mesmos direitos que
um brasileiro naturalizado, pois, sem faz•-lo, j‡ deles pode usufruir.

2.4. Condi•‹o Jur’dica do Nacionalizado

Segundo o art. 12, ¤ 2¼, CF/88, Òa lei n‹o poder‡ estabelecer distin•‹o entre
brasileiros natos e naturalizados, salvo nos casos previstos nesta Constitui•‹oÓ.
Em outras palavras, os brasileiros natos e os brasileiros naturalizados
devem ser tratados com isonomia. Somente poder‡ haver discrimina•‹o
entre um e outro nos casos previstos na pr—pria Constitui•‹o.

Uma das principais distin•›es entre brasileiros natos e naturalizados diz respeito
ˆ ocupa•‹o de alguns cargos, conforme art. 12, ¤ 3¼, CF/88:

Art. 12
(...)
¤ 3¼ S‹o privativos de brasileiro nato os cargos:
I - de Presidente e Vice-Presidente da Repœblica;
II - de Presidente da C‰mara dos Deputados;
III - de Presidente do Senado Federal;
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal;
V - da carreira diplom‡tica;
VI - de oficial das For•as Armadas;
VII - de Ministro de Estado da Defesa.

Os cargos acima fazem parte de uma lista taxativa. Quem n‹o est‡ na lista
n‹o precisa ser brasileiro nato para assumir o cargo. E como decorar a lista,
professor? Achando a l—gica dela! Vamos ˆ explica•‹o...

O legislador constituinte buscou assegurar que o Presidente da Repœblica


fosse brasileiro nato para garantir a soberania nacional, ou seja, para garantir
que o Chefe do Executivo n‹o usaria o cargo para servir a interesses de outros
Estados. Para isso, tambŽm s— permitiu a brasileiros natos o acesso a cargos
que podem suceder o Presidente: Vice-Presidente da Repœblica, Presidente
da C‰mara dos Deputados, Presidente do Senado Federal e Ministros do
Supremo Tribunal Federal. Ok?

TambŽm em nome da defesa da soberania nacional restringiu o acesso ˆ


carreira diplom‡tica. Isso porque o diplomata representa o Brasil em outros

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Estados, e poderia mais facilmente sucumbir aos interesses destes se fosse


naturalizado. Seria dif’cil para um argentino naturalizado brasileiro celebrar um
tratado que favorecesse o Brasil em detrimento da Argentina, por exemplo.

A explica•‹o para o acesso somente de brasileiros natos ao cargo de oficial das


For•as Armadas ou Ministro do Estado da Defesa Ž ainda mais —bvia!
Imagine as For•as Armadas pedirem a um naturalizado que bombardeie a terra
em que nasceu. E o Ministro da Defesa? Como planejaria usar as For•as Armadas
brasileiras contra seus pr—prios conterr‰neos?

1) O Senador ou Deputado Federal n‹o precisa ser brasileiro


nato, somente o Presidente da C‰mara dos Deputados e o
Presidente do Senado Federal.

2) O œnico Ministro de Estado que dever ser brasileiro nato Ž o


Ministro da Defesa. Os outros Ministros podem ser
brasileiros naturalizados.

3) Os portugueses equiparados n‹o podem ocupar cargos


privativos de brasileiro nato. Isso porque eles recebem o
tratamento de brasileiro naturalizado.

H‡, ainda, outras distin•›es entre brasileiros natos e brasileiros naturalizados:

! O art.89, inciso VII, da CF/88 estabelece que 6 (seis) vagas do


Conselho de Repœblica, —rg‹o superior de consulta do Presidente da
Repœblica, foram reservadas para brasileiros natos.
! O art. 5¼, inciso LI, da CF/88 estabelece que os brasileiros natos n‹o
ser‹o, em hip—tese alguma, extraditados. J‡ os brasileiros naturalizados
poder‹o ser extraditados em caso de crime comum cometido antes da
naturaliza•‹o ou de comprovado envolvimento com tr‡fico il’cito de
entorpecentes e drogas afins, na forma da lei.
! O art. 222 da CF/88 estabelece restri•›es ao direito de propriedade
de empresas jornal’sticas e de radiodifus‹o sonora de sons e
imagens. S— poder‹o ser propriet‡rios desse tipo de empresa brasileiros
natos ou os naturalizados h‡ mais de 10 anos. Se essa empresa for
uma sociedade, pelo menos 70% do capital total e votante dever‡
pertencer a brasileiros natos ou naturalizados h‡ mais de 10 anos. Um
brasileiro naturalizado h‡ menos de 10 anos tambŽm n‹o poder‡ participar
da gest‹o desse tipo de empresa.

2.5. Perda da Nacionalidade

A perda da nacionalidade Ž a extin•‹o do v’nculo patrial que liga o indiv’duo


ao Estado. No Brasil, a perda da nacionalidade ocorrer‡:

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Art. 12
(...)
¤4¼ - Ser‡ declarada a perda da nacionalidade do
brasileiro que:
I - tiver cancelada sua naturaliza•‹o, por senten•a
judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse
nacional;
II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos:
a) de reconhecimento de nacionalidade origin‡ria
pela lei estrangeira;
b) de imposi•‹o de naturaliza•‹o, pela norma
estrangeira, ao brasileiro residente em estado
estrangeiro, como condi•‹o para perman•ncia em
seu territ—rio ou para o exerc’cio de direitos civis;

Conforme Ž poss’vel depreender a partir da an‡lise do dispositivo supracitado,


h‡ duas hip—teses de perda da nacionalidade:

a) Cancelamento de naturaliza•‹o (art.12, ¤4¼, I): O cancelamento


de naturaliza•‹o ser‡ determinado por senten•a judicial, em virtude de
atividade nociva ao interesse nacional. Uma vez que tenha transitado em
julgado essa a•‹o, o indiv’duo somente poder‡ readquirir a nacionalidade
brasileira mediante uma a•‹o rescis—ria, n‹o sendo poss’vel uma nova
naturaliza•‹o. Destaque-se que, como n‹o poderia deixar de ser, essa
primeira hip—tese de perda de nacionalidade somente se aplica a
brasileiros naturalizados.

b) Aquisi•‹o de outra nacionalidade (art.12, ¤4¼, II): Aqui a perda


de nacionalidade se aplica tanto a brasileiros natos quanto a brasileiros
naturalizados. ƒ o que a doutrina denomina de perda-mudan•a ou de
perda da nacionalidade por naturaliza•‹o volunt‡ria. A reaquisi•‹o
de nacionalidade brasileira no caso de perda por naturaliza•‹o volunt‡ria
ser‡ feita mediante decreto do Presidente da Repœblica, se o
indiv’duo estiver domiciliado no Brasil.

Nessa situa•‹o, perder‡ a nacionalidade brasileira aquele que adquirir


voluntariamente outra nacionalidade, salvo nos seguintes casos:

! Reconhecimento de nacionalidade origin‡ria pela lei estrangeira.


Suponha, por exemplo, que Giani Canavarro (brasileiro nato) seja filho de
pai italiano e tenha direito, pela lei italiana a ser tambŽm italiano nato.
Nesse caso, a lei estrangeira est‡ reconhecendo nacionalidade origin‡ria.
Portanto, ao adquirir a nacionalidade italiana, Giani n‹o perder‡ a
nacionalidade brasileira. Ter‡ uma dupla nacionalidade.
! Imposi•‹o de naturaliza•‹o, pela norma estrangeira, ao brasileiro
residente em estado estrangeiro, como condi•‹o para perman•ncia em seu
territ—rio ou para o exerc’cio de direitos civis. Ex: Lei de um pa’s ÒXÓ

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determina que o indiv’duo somente poder‡ se casar com uma nacional


daquele pa’s caso obtenha sua naturaliza•‹o. A naturaliza•‹o est‡ sendo
imposta como uma condi•‹o para o exerc’cio de um direito civil. Neste
caso, n‹o haver‡ a perda da nacionalidade brasileira. O indiv’duo
ficar‡ com dupla nacionalidade.
Not’cia fresquinha! Agora em abril/2016, no MS 33.864/DF,
o STF apreciou um caso interessante. Uma brasileira nata
havia se naturalizado norte-americana, o que resultou na
perda da nacionalidade brasileira mediante Portaria do
MinistŽrio da Justi•a.
Os EUA pleitearam a extradi•‹o dessa mulher. Ela, ent‹o,
ingressou com mandado de seguran•a pedindo a revoga•‹o
da Portaria do MinistŽrio da Justi•a. Argumentou que a
obten•‹o da nacionalidade norte-americana tinha como
objetivo o pleno gozo de direitos civis, inclusive o de moradia.
O STF denegou o mandado de seguran•a, reconhecendo a
possibilidade de extradi•‹o. Ficou consignado que, no caso, a
aquisi•‹o da nacionalidade norte-americana havia ocorrido
por livre e espont‰nea vontade, uma vez que ela j‡ tinha o
green card, o que lhe assegurava o direito de moradia e
trabalho legal nos EUA.
*Com esse entendimento do STF, pode-se afirmar ser
poss’vel a extradi•‹o daquele que perdeu a condi•‹o de
brasileiro nato pela aquisi•‹o de outra nacionalidade.

2.6. L’ngua e S’mbolos Oficiais

S— para cobrirmos qualquer surpresa na prova, pe•o que leia o art. 13, transcrito
a seguir, que somente poder‡ ser pedido em sua literalidade.

Art. 13. A l’ngua portuguesa Ž o idioma oficial da


Repœblica Federativa do Brasil.
¤ 1¼ - S‹o s’mbolos da Repœblica Federativa do Brasil
a bandeira, o hino, as armas e o selo nacionais.
¤ 2¼ - Os Estados, o Distrito Federal e os Munic’pios
poder‹o ter s’mbolos pr—prios.

4. (FGV / XVI Exame de Ordem Unificado Ð 2015) Alessandro Bilancia,


italiano, com 55 anos de idade, ao completar 15 anos de resid•ncia
ininterrupta no Brasil, decide assumir a nacionalidade ÒbrasileiraÓ,
naturalizando-se. Trata-se de renomado professor, cuja elevada densidade
intelectual e capacidade de lideran•a s‹o muito bem vistas por um dos
maiores partidos pol’ticos brasileiros. Na certeza de que Alessandro poder‡

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fortalecer os quadros do governo caso o partido em quest‹o seja vencedor


nas elei•›es presidenciais, a cœpula partid‡ria j‡ ventila a possibilidade de
contar com o aux’lio do referido professor na complexa tarefa de governar
o Pa’s. Analise as situa•›es abaixo e assinale a œnica possibilidade
idealizada pela cœpula partid‡ria que encontra respaldo na Constitui•‹o
Federal.
a) Alessandro Bilancia, gra•as ao seu reconhecido saber jur’dico e ˆ sua ilibada
reputa•‹o, poder‡ ser indicado para compor o quadro de ministros do Supremo
Tribunal Federal.
b) Alessandro Bilancia, na hip—tese de concorrer ao cargo de deputado federal e ser
eleito, poder‡ ser indicado para exercer a Presid•ncia da C‰mara dos Deputados.
c) Alessandro Bilancia, na hip—tese de concorrer ao cargo de senador e ser eleito,
pode ser o l’der do partido na Casa, embora n‹o possa presidir o Senado Federal.
d) Alessandro Bilancia, dada a sua ampla e s—lida condi•‹o intelectual, pode ser
nomeado para assumir qualquer ministŽrio do governo.

Coment‡rios:
Letra A: errada. O cargo de Ministro do STF Ž privativo de brasileiro nato. Logo,
se Alessandro se naturalizar brasileiro, n‹o poder‡ ser Ministro do STF.
Letra B: errada. O cargo de Presidente da C‰mara dos Deputados Ž privativo de
brasileiro nato.
Letra C: correta. De fato, Alessandro Bilancia poder‡ ser eleito Senador e, ainda,
ser o l’der do partido nessa Casa Legislativa. Ele s— n‹o pode ser Presidente do
Senado Federal, que Ž um cargo privativo de brasileiro nato.
Letra D: errada. Alessandro Bilancia n‹o poder‡ ser nomeado para o cargo de
Ministro da Defesa, pois trata-se de cargo privativo de brasileiro nato.

5. (FGV / XV Exame de Ordem Unificado Ð 2014) A CRFB/88 identifica as


hip—teses de caracteriza•‹o da nacionalidade para brasileiros natos e os
brasileiros naturalizados. Com base no previsto na Constitui•‹o, assinale a
alternativa que indica um caso constitucionalmente v‡lido de naturaliza•‹o
requerida para obten•‹o de nacionalidade brasileira.
a) Juan, cidad‹o espanhol, casado com Beatriz, brasileira, ambos residentes em
Barcelona.
b) Anderson, cidad‹o portugu•s, domiciliado no Brasil h‡ 36 dias.
c) Louis, cidad‹o franc•s, domiciliado em Bras’lia h‡ 14 anos, que est‡ em liberdade
condicional, ap—s condena•‹o pelo crime de explora•‹o sexual de vulner‡vel.
d) Maria, 45 anos, cidad‹ russa, residente e domiciliada no Brasil desde seus 25
anos de idade, processada criminalmente por injœria, mas absolvida por senten•a
transitada em julgado.

Coment‡rios:

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Letra A: errada. Ser casado com brasileira n‹o Ž requisito suficiente para a
concess‹o de naturaliza•‹o.
Letra B: errada. A naturaliza•‹o de indiv’duos origin‡rios de pa’ses de l’ngua
portuguesa depende de resid•ncia por um ano ininterrupto e idoneidade moral.
Letra C: errada. A naturaliza•‹o extraordin‡ria depende de resid•ncia no Brasil
h‡ mais de 15 anos ininterruptos e aus•ncia de condena•‹o penal.
Letra D: correta. Maria j‡ reside no Brasil h‡ mais de 15 anos ininterruptos e
n‹o teve condena•‹o penal. Ela atŽ foi processada, mas foi absolvida por senten•a
transitada em julgado. Logo, faz jus ˆ naturaliza•‹o extraordin‡ria.

6. (FGV / XII Exame de Ordem Unificado Ð 2013) Jo‹o, 29 anos de idade,


brasileiro naturalizado desde 1992, decidiu se candidatar, nas elei•›es de
2010, ao cargo de Deputado Federal,d em determinado ente federativo.
Eleito, e ap—s ter tomado posse, foi escolhido para Presidir a C‰mara dos
Deputados. Com base na hip—tese acima, assinale a afirmativa correta.
a) Jo‹o n‹o poderia ter-se candidatado ao cargo de Deputado Federal, uma vez que
esse Ž um cargo privativo de brasileiro nato.
b) Jo‹o n‹o poderia ser Deputado Federal, mas poderia ingressar na carreira
diplom‡tica em que n‹o Ž exigido o requisito de ser brasileiro nato.
c) Jo‹o poderia ter se candidatado ao cargo de Deputado Federal, bem como ser
eleito, entretanto, n‹o poderia ter sido escolhido Presidente da C‰mara dos
Deputados, eis que esse cargo deve ser exercido por brasileiro nato.
d) Jo‹o n‹o poderia ter se candidatado ao cargo de Deputado Federal, mas poderia
ter se candidatado ao cargo de Senador da Repœblica, mesmo sendo brasileiro
naturalizado.

Coment‡rios:
Letra A: errada. Jo‹o poderia, sim, ter se candidatado ao cargo de Deputado
Federal. Esse cargo n‹o Ž privativo de brasileiro nato.
Letra B: errada. Os cargos da carreira diplom‡tica s‹o privativos de brasileiro
nato. Jo‹o poderia ser Deputado Federal, mas n‹o poderia ingressar na carreira
diplom‡tica.
Letra C: correta. O cargo de Presidente da C‰mara dos Deputados Ž privativo
de brasileiro nato. Jo‹o poderia atŽ ter se candidatado ao cargo de Deputado
Federal, mas n‹o poderia exercer a Presid•ncia da C‰mara dos Deputados.
Letra D: errada. Os cargos de Deputado Federal e de Senador n‹o s‹o privativos
de brasileiro nato. Assim, Jo‹o poderia ter se candidatado aos dois cargos.

7. (FGV / VII Exame de Ordem Unificado Ð 2012) A Constitui•‹o de 1988


pro’be qualquer discrimina•‹o, por lei, entre brasileiros natos e
naturalizados, exceto os casos previstos pelo pr—prio texto constitucional.

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Nesse sentido, Ž correto afirmar que somente brasileiro nato pode exercer
cargo de:
a) Ministro do STF ou do STJ.
b) Diplomata.
c) Ministro da Justi•a.
d) Senador.

Coment‡rios:
Dentre as op•›es apresentadas, Ž privativo de brasileiro nato o cargo de
diplomata. O gabarito Ž a letra B.

8. (FGV / VI Exame de Ordem Unificado


8 Ð 2012) Jo‹o, residente no Brasil
h‡ cinco anos, Ž acusado em outro pa’s de ter cometido crime pol’tico.
Nesse caso, o Brasil:
a) pode conceder a extradi•‹o se Jo‹o for estrangeiro.
b) pode conceder a extradi•‹o se Jo‹o for brasileiro naturalizado e tiver cometido o
crime antes da naturaliza•‹o.
c) n‹o pode conceder a extradi•‹o, independentemente da nacionalidade de Jo‹o.
d) n‹o pode conceder a extradi•‹o apenas se Jo‹o for brasileiro nato.

Coment‡rios:
Pegadinha! Est‹o lembrados do tema da aula anterior? Segundo o art. 5¼, LII,
n‹o ser‡ concedida a extradi•‹o de estrangeiro por crime pol’tico ou de opini‹o.
O gabarito Ž a letra C.

9. (FGV / V Exame de Ordem Unificado Ð 2011) No que tange ao direito de


nacionalidade, assinale a alternativa correta.
a) O brasileiro nato n‹o pode perder a nacionalidade.
b) O filho de pais alem‹es que est‹o no Brasil a servi•o de empresa privada alem‹
ser‡ brasileiro nato caso venha a nascer no Brasil.
c) O brasileiro naturalizado pode ser extraditado pela pr‡tica de crime comum ap—s
a naturaliza•‹o.
d) O brasileiro nato somente poder‡ ser extraditado no caso de envolvimento com
o tr‡fico de entorpecentes.

Coment‡rios:
Letra A: errada. O brasileiro nato pode, sim, perder a nacionalidade. Isso ocorrer‡
quando houver aquisi•‹o volunt‡ria de outra nacionalidade.
Letra B: correta. S‹o brasileiros natos os nascidos na Repœblica Federativa do
Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes n‹o estejam a servi•o de

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seu pa’s. Como os pais alem‹es n‹o est‹o no Brasil a servi•o da Alemanha, seu
filho ser‡ brasileiro nato.
Letra C: errada. O brasileiro naturalizado poder‡ ser extraditado em caso de crime
comum praticado antes da naturaliza•‹o.
Letra D: errada. N‹o Ž admitida a extradi•‹o de brasileiro nato.

10. (FGV/SUDENE Ð 2013) De acordo com a Constitui•‹o Federal, assinale


a alternativa que apresenta uma condi•‹o para ser considerado brasileiro
nato.
a) Os que s‹o origin‡rios de pa’ses de l’ngua portuguesa com resid•ncia no Brasil
por um ano ininterrupto.
b) Os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na Repœblica Federativa
==d8342==

do Brasil h‡ mais de quinze anos ininterruptamente.


3
c) Os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou m‹e brasileira, desde que um
deles esteja a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil.
d) Os portugueses com resid•ncia permanente no Brasil.
e) A nova legisla•‹o n‹o estabelece distin•‹o entre brasileiros natos e naturalizados.

Coment‡rios:
A letra A est‡ incorreta. Trata-se de condi•‹o de brasileiro naturalizado (art. 12,
II, ÒaÓ, CF), exigindo-se, ainda, a idoneidade moral.
A letra B est‡ incorreta. Trata-se de condi•‹o de brasileiro naturalizado (art. 12,
II, ÒbÓ, CF), desde que n‹o tenham sofrido condena•‹o penal e requeiram a
nacionalidade brasileira.
A letra C est‡ correta. ƒ o que prev• o art. 12, I, ÒbÓ, da Carta Magna.
A letra D est‡ incorreta. Os portugueses com resid•ncia permanente no Brasil,
desde que haja reciprocidade em favor de brasileiros, gozam da condi•‹o de
Òportugueses equiparadosÓ. A eles s‹o atribu’dos os direitos inerentes ao
brasileiro naturalizado (art. 12, ¤ 1¼, CF).
A letra E est‡ incorreta. A legisla•‹o pode, sim, estabelecer distin•‹o entre
brasileiros natos e naturalizados, nos casos previstos na Constitui•‹o (art. 12, ¤
2¼, CF).

11. (FGV / TJ-AM Ð 2013) Cada Estado nacional tem a liberdade de definir
aqueles que ser‹o os seus nacionais por meio do estabelecimento de regras
gerais quanto ao direito ˆ nacionalidade. No caso do Brasil, s‹o
considerados brasileiros:
a) os nascidos no estrangeiro, de pais de qualquer nacionalidade, desde que
qualquer um deles estivesse a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil.
b) os nascidos no estrangeiro, filhos de pai ou m‹e brasileiros, desde que
registrados em reparti•‹o brasileira competente.

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c) os nascidos no estrangeiro, filhos de pai ou m‹e brasileiros, desde que venham


a residir no pa’s e optem, antes de atingida a maioridade, pela nacionalidade
brasileira.
d) os nascidos no estrangeiro, sem qualquer outra condi•‹o, desde que filhos de pai
e m‹e brasileiros.
e) os nascidos em pa’s com o qual o Brasil mantenha tratado de dupla cidadania.

Coment‡rios:
Letra A: errada. S‹o brasileiros natos os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro
ou m‹e brasileira, desde que qualquer um deles esteja a servi•o da Repœblica
Federativa do Brasil.
Letra B: correta. ƒ isso mesmo. S‹o brasileiros natos os nascidos no estrangeiro,
de pai brasileiro ou m‹e brasileira, desde que sejam registrados em reparti•‹o
brasileira competente (art. 12, I, ÒcÓ). 4
Letra C: errada. S‹o brasileiros natos os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro
ou m‹e brasileira, desde que venham a residir no pa’s e optem, em qualquer
tempo, ap—s atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira.
Letra D: errada. Se um indiv’duo nascer no estrangeiro, filho de pai brasileiro ou
m‹e brasileira, h‡ 3 (tr•s) possibilidades de que ele seja brasileiro nato:
ü! o pai brasileiro ou a m‹e brasileira estiverem a servi•o da Repœblica
Federativa do Brasil;
ü! o indiv’duo seja registrado em reparti•‹o brasileira competente;
ü! o indiv’duo vem a residir no Brasil e opta, em qualquer tempo, ap—s
a maioridade, pela nacionalidade brasileira.
Letra E: errada. Essa n‹o Ž uma hip—tese de atribui•‹o de nacionalidade brasileira.

12. (FGV / TJ-AM Ð 2013) Tendo em vista o que disp›e a Constitui•‹o da


Repœblica Federativa do Brasil, assinale a alternativa que apresenta um
caso de atribui•‹o da nacionalidade brasileira.
a) Kevin, nascido no Brasil, filho de pais canadenses a servi•o do Governo do
Canad‡.
b) Jonas, hoje com 21 anos, residente na cidade de S‹o Paulo, nascido e registrado
no Jap‹o, filho de Marcos e M‡rcia, domiciliados naquele pa’s, onde trabalham em
uma empresa multinacional.
c) JosŽ, portugu•s, domiciliado na cidade de Manaus h‡ seis meses.
d) Mark, alem‹o, domiciliado na cidade de Aracajœ h‡ 10 anos, e que hoje est‡ em
liberdade condicional, ap—s condena•‹o pelo crime de tr‡fico de drogas.
e) Luigi, italiano, residente em Mil‹o, casado com Joana, que l‡ reside com ele.

Coment‡rios:

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Letra A: errada. Kevin nasceu no Brasil, mas Ž filho de pais estrangeiros que
estavam a servi•o do seu pa’s. Portanto, ele n‹o ser‡ brasileiro.
Letra B: correta. Jonas nasceu no exterior, filho de pai brasileiro e m‹e brasileira
que n‹o estavam a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil. Como ele foi
registrado em reparti•‹o brasileira competente (Ž o que d‡ a entender o
enunciado!), ele ser‡ brasileiro nato.
Letra C: errada. Para que um portugu•s adquira a nacionalidade brasileira, ele
precisa fixar resid•ncia no Brasil por um ano ininterrupto e ter idoneidade moral.
Letra D: errada. Os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na
Repœblica Federativa do Brasil h‡ mais de 15 (quinze) anos ininterruptos e sem
condena•‹o penal poder‹o requisitar a naturaliza•‹o.
Letra E: errada. O simples fato de ser casado com uma brasileira n‹o resulta na
atribui•‹o de nacionalidade.
2

13. (FGV / TRE-PA Ð 2011) A Constitui•‹o de 1988, em rela•‹o ˆ


nacionalidade, determina que:
a) s‹o privativos de brasileiro nato os cargos de Presidente e Vice-Presidente da
Repœblica, Presidente da C‰mara dos Deputados e Presidente do Senado Federal,
assim como os Ministros do STF e do STJ.
b) perde a nacionalidade brasileira aquele que adquirir outra nacionalidade, sem
exce•›es.
c) Ž considerada brasileiro nato a pessoa nascida na Repœblica Federativa do Brasil,
ainda que de pais estrangeiros a servi•o de seu pa’s.
d) os estrangeiros aqui residentes h‡ mais de 10 (dez) anos ininterruptos, sem
condena•‹o penal, podem requerer a cidadania brasileira, tornando-se brasileiros
naturalizados.
e) Ž brasileiro nato aquele nascido no estrangeiro de pai ou m‹e brasileira, desde
que qualquer deles esteja a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil.

Coment‡rios:
Letra A: errada. O cargo de Ministro do STJ n‹o Ž privativo de brasileiro nato.
Letra B: errada. ƒ poss’vel que um brasileiro adquira outra nacionalidade e,
mesmo assim, n‹o perca a nacionalidade brasileira. Isso pode ocorrer em dois
casos:
ü! quando houver reconhecimento de nacionalidade origin‡ria pela lei
estrangeira;
ü! quando houver imposi•‹o de naturaliza•‹o, pela norma estrangeira,
ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condi•‹o para
perman•ncia em seu territ—rio ou para o exerc’cio de direitos civis.
Letra C: errada. O nascido no Brasil e que for filho de pais estrangeiros que aqui
estavam a servi•o do seu Pa’s n‹o ser‡ brasileiro nato.
Letra D: errada. S‹o brasileiros naturalizados os estrangeiros de qualquer

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nacionalidade, residentes na Repœblica Federativa do Brasil h‡ mais de 15


(quinze) anos ininterruptos e sem condena•‹o penal, desde que requeiram a
nacionalidade brasileira.
Letra E: correta. ƒ exatamente o que prev• o art. 12, I, ÒbÓ. S‹o brasileiros
natos os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou m‹e brasileira, desde que
qualquer deles esteja a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil.

14. (FEPESE / ISS-SC Ð 2014) Em aten•‹o ˆ nacionalidade, de acordo com


a Constitui•‹o da Repœblica:
1. S‹o brasileiros naturalizados os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou m‹e
brasileira, desde que qualquer deles esteja a servi•o da Repœblica Federativa do
Brasil.
2. S‹o brasileiros natos os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou m‹e
brasileira, desde que sejam registrados em reparti•‹o brasileira competente ou
venham a residir na Repœblica Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo,
depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira.
3. Salvo os casos previstos na Constitui•‹o da Repœblica, ser‹o atribu’dos aos
portugueses com resid•ncia permanente no Pa’s os direitos inerentes ao brasileiro,
se houver reciprocidade em favor de brasileiros.
4. Ser‡ declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que adquirir outra
nacionalidade em decorr•ncia de reconhecimento de nacionalidade origin‡ria pela
lei estrangeira.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
a) S‹o corretas apenas as afirmativas 1 e 3.
b) S‹o corretas apenas as afirmativas 2 e 3.
c) S‹o corretas apenas as afirmativas 2 e 4.
d) S‹o corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
e) S‹o corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.

Coment‡rios:
A primeira assertiva est‡ errada. S‹o brasileiros natos os nascidos no estrangeiro,
de pai brasileiro ou m‹e brasileira, desde que qualquer deles esteja a servi•o da
Repœblica Federativa do Brasil.
A segunda assertiva est‡ correta. ƒ isso o que prev• o art. 12, I, ÒcÓ.
A terceira assertiva est‡ correta. Segundo o art. 12, ¤ 1¼, CF/88, aos portugueses
com resid•ncia permanente no Pa’s, se houver reciprocidade em favor de
brasileiros, ser‹o atribu’dos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos
previstos nesta Constitui•‹o.

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A quarta assertiva est‡ errada.! Se houver reconhecimento de nacionalidade


origin‡ria pela lei estrangeira, n‹o ser‡ declarada a perda da nacionalidade
brasileira. O gabarito Ž a letra B.

15. (FEPESE / UDESC Ð 2010) Sobre os direitos de nacionalidade, Ž


incorreto afirmar:
a) A Constitui•‹o brasileira consagra conjuntamente os critŽrios jus soli e jus
sanguinis para atribui•‹o da nacionalidade.
b) ƒ privativo de brasileiro nato o cargo de Presidente do Supremo Tribunal Federal.
c) S‹o brasileiros natos os nascidos na Repœblica Federativa do Brasil, ainda que de
pais estrangeiros, desde que estes n‹o estejam a servi•o de seu pa’s.
d) Para que o brasileiro naturalizado seja propriet‡rio de empresa jornal’stica e de
radiodifus‹o sonora e de sons e imagens, a Constitui•‹o brasileira exige a aquisi•‹o
de nacionalidade brasileira h‡ mais de dez anos.
e) S‹o brasileiros naturalizados os estrangeiros de qualquer nacionalidade,
residentes na Repœblica Federativa do Brasil h‡ mais de dez anos ininterruptos e
sem condena•‹o penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira.

Coment‡rios:
Letra A: correta. De fato, a CF/88, ao atribuir nacionalidade, utilizou em conjunto
os critŽrios jus sanguinis e jus soli.
Letra B: correta. O cargo de Ministro do STF Ž privativo de brasileiro nato.
Letra C: correta. Aqueles que nascerem no Brasil s‹o brasileiros natos, salvo os
filhos de estrangeiros que aqui estejam a servi•o de seu Pa’s.
Letra D: correta. Segundo o art. 222, CF/88, somente poder‹o ser propriet‡rios
de empresa jornal’stica e de radiodifus‹o sonora e de imagens brasileiros natos
ou naturalizados h‡ mais de 10 anos.
Letra E: errada. S‹o brasileiros naturalizados os estrangeiros de qualquer
nacionalidade, residentes na Repœblica Federativa do Brasil h‡ mais de 15 anos
ininterruptos e sem condena•‹o penal, desde que requeiram a nacionalidade
brasileira.

16. (FGV/ TJ/PI - Analista Judici‡rio - 2015) Adalberto Ž brasileiro nato e


vive h‡ quinze anos em um determinado Pa’s da Europa. Em determinado
momento, foi editada uma lei nesse Pa’s que exigia a naturaliza•‹o dos
estrangeiros ali residentes h‡ mais de dez anos para que pudessem
permanecer em seu territ—rio. Em raz‹o dessa exig•ncia, Adalberto
requereu e teve deferida a nacionalidade desse Pa’s. Ë luz da sistem‡tica
constitucional, Ž correto afirmar que Adalberto:
a) deve ser declarada a perda da nacionalidade brasileira por ter obtido, a partir de
requerimento seu, a nacionalidade estrangeira.

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b) somente n‹o perderia a nacionalidade brasileira caso fosse naturalizado


estrangeiro por for•a de lei do respectivo Pa’s, sem qualquer requerimento nesse
sentido.
c) n‹o perderia a nacionalidade brasileira se estivesse no estrangeiro, de maneira
impositiva, a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil.
d) n‹o perder‡ a nacionalidade brasileira, pois a naturaliza•‹o foi imposta, pela
norma estrangeira, como condi•‹o para perman•ncia no territ—rio do respectivo
Pa’s;
e) perder‡ a nacionalidade brasileira, pois a hip—tese versa sobre reconhecimento
de nacionalidade origin‡ria pela lei estrangeira

Coment‡rios:
Meus amigos, a quest‹o cobrou exatamente o conhecimento do art. 12, 4¼, II, b,
da CF/88. Como Adalberto estava residindo em Pa’s, que por meio de lei passou
a exigir dele a naturaliza•‹o como condi•‹o de perman•ncia em seu territ—rio,
temos aqui a exce•‹o prevista na Constitui•‹o. Neste caso, n‹o haver‡ declara•‹o
de perda da nacionalidade. O gabarito Ž letra D.

3. DIREITOS POLÍTICOS
3.1. Conceitos iniciais

Direitos pol’ticos s‹o aqueles que garantem a participa•‹o do povo na


condu•‹o da vida pol’tica nacional. Segundo o Prof. Alexandre de Moraes,
Òs‹o o conjunto de regras que disciplina as formas de atua•‹o da soberania
popularÓ. S‹o direitos relacionados ao exerc’cio da cidadania e, segundo
Gilmar Mendes, formam a base do regime democr‡tico. 13

Os direitos pol’ticos s‹o, portanto, instrumentos de exerc’cio da soberania


popular, caracter’stica dos regimes democr‡ticos. Esses regimes podem ser de
tr•s diferentes tipos:

a) Democracia direta: Ž aquela em que o povo exerce o poder


diretamente, sem intermedi‡rios ou representantes;
b) Democracia representativa ou indireta: Ž aquela em que o povo
elege representantes14 que, em seu nome, governam o pa’s;
c) Democracia semidireta ou participativa: Ž aquela em que o povo
tanto exerce o poder diretamente quanto por meio de representantes. ƒ

13
MENDES, Gilmar Ferreira; BRANCO, Paulo Gustavo Gonet. Curso de Direito Constitucional, 10a edi•‹o. S‹o Paulo, Saraiva: 2015, pp. 715.
14
Na representa•‹o, o representante exerce um mandato e n‹o fica vinculado ˆ vontade do povo (mandato livre), diferentemente do
que ocorre no mandato imperativo, em que o representante se vincula ˆ vontade dos representados, sendo apenas um ve’culo de
transmiss‹o desta. AlŽm disso, ele n‹o representa apenas os seus eleitores, mas toda a popula•‹o de um territ—rio (mandato geral).

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um sistema h’brido, com caracter’sticas da democracia direta e indireta.


ƒ adotada no Brasil, que utiliza certos institutos t’picos da democracia
semidireta, como o plebiscito, o referendo e a iniciativa popular de leis.

Os direitos pol’ticos podem ser de duas espŽcies: positivos e negativos. Os


direitos pol’ticos positivos est‹o relacionados ˆ participa•‹o ativa dos
indiv’duos na vida pol’tica do Estado. S‹o direitos relacionados ao exerc’cio do
sufr‡gio. Por outro lado, direitos pol’ticos negativos s‹o as normas que
limitam o exerc’cio da cidadania, que impedem a participa•‹o dos indiv’duos na
vida pol’tica estatal. S‹o as inelegibilidades e as hip—teses de perda e suspens‹o
dos direitos pol’ticos.

3.2. Direitos Pol’ticos Positivos

A ess•ncia desses direitos Ž traduzida pelo art. 14, incisos I a III, CF/88.

Art. 14. A soberania popular ser‡ exercida pelo


sufr‡gio universal e pelo voto direto e secreto, com
valor igual para todos, e, nos termos da lei,
mediante:
I - plebiscito;
II - referendo;
III - iniciativa popular.

Est‹o relacionados ao exerc’cio do sufr‡gio. Ao contr‡rio do que muitos pensam,


sufr‡gio n‹o Ž sin™nimo de voto. O sufr‡gio Ž um direito pœblico e subjetivo. Por
sua vez, o voto Ž o instrumento para o exerc’cio do sufr‡gio.

Direito de sufr‡gio Ž a capacidade de votar e de ser votado; em outras


palavras, o sufr‡gio engloba a capacidade eleitoral ativa e a capacidade eleitoral
passiva. A capacidade eleitoral ativa representa o direito de alistar-se como
eleitor (alistabilidade) e o direito de votar; por sua vez, a capacidade eleitoral
passiva representa o direito de ser votado e de se eleger para um cargo pœblico
(elegibilidade).

Capacidade Capacidade
eleitoral eleitoral Sufrágio
ativa passiva

De acordo com a doutrina, o sufr‡gio pode ser de dois tipos:15

a) Universal: quando o direito de votar Ž concedido a todos os nacionais,


independentemente de condi•›es econ™micas, culturais, sociais ou outras

15
MENDES, Gilmar Ferreira; BRANCO, Paulo Gustavo Gonet. Curso de Direito Constitucional, 10a edi•‹o. S‹o Paulo, Saraiva: 2015,
pp. 716.

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condi•›es especiais. Os critŽrios s‹o n‹o-discriminat—rios. A CF/88


consagra o sufr‡gio universal, assegurando o direito de votar e de ser
votado a todos os nacionais que cumpram requisitos de alistabilidade
e de elegibilidade.

b) Restrito (qualificativo): quando o direito de votar depende do


preenchimento de algumas condi•›es especiais, sendo atribu’do a apenas
uma parcela dos nacionais. Pode ser censit‡rio, quando depender do
preenchimento de condi•›es econ™micas (renda, bens, etc.) ou
capacit‡rio, quando exigir que o indiv’duo apresente alguma
caracter’stica especial (ser alfabetizado, por exemplo).

Voltando ao art. 14, da CF/88, percebe-se que a CF/88 explica que a soberania
popular ser‡ exercida pelo sufr‡gio universal e pelo voto direto e secreto
e, nos termos da lei, mediante plebiscito, referendo e iniciativa popular de leis.

O voto, como j‡ se disse, Ž o instrumento para o exerc’cio do sufr‡gio. A CF/88


estabelece que este dever‡ ser direto, secreto, universal, peri—dico (art. 60, ¤
4¼, CF), obrigat—rio (art. 14, ¤ 1¼, I, CF) e com valor igual para todos (art. 14,
caput). Dentre todas essas caracter’sticas, a œnica que n‹o Ž cl‡usula pŽtrea
Ž a obrigatoriedade de voto, ou seja, Ž a œnica que pode ser abolida
mediante emenda constitucional.

J‡ o plebiscito e o referendo s‹o formas de consulta ao povo sobre matŽria de


grande relev‰ncia. No plebiscito, a consulta se d‡ previamente ˆ edi•‹o do ato
legislativo ou administrativo; j‡ no referendo, a consulta popular ocorre
posteriormente ˆ edi•‹o do ato legislativo ou administrativo, cabendo ao povo
ratificar (confirmar) ou rejeitar o ato.16

3.2.1. Capacidade eleitoral ativa

A capacidade eleitoral ativa Ž a aptid‹o do indiv’duo para exercer o direito


de voto nas elei•›es, plebiscitos e referendos. No Brasil, a capacidade eleitoral
ativa Ž adquirida mediante a inscri•‹o junto ˆ Justi•a Eleitoral; depende,
portanto, do alistamento eleitoral, a pedido do interessado. ƒ com o
alistamento que se adquire, portanto, a capacidade de votar.

AlŽm da capacidade de votar, a qualidade de eleitor d‡ ao nacional a condi•‹o


de cidad‹o, tornando-o apto a exercer v‡rios outros direitos pol’ticos, como
ajuizar a•‹o popular ou participar da iniciativa popular de leis. Destaque-se,
todavia, que o alistamento eleitoral, por si s—, n‹o Ž suficiente para que o
indiv’duo possa exercer todos os direitos pol’ticos. Com o alistamento eleitoral,


16
No Brasil, j‡ se utilizou o referendo por ocasi‹o da edi•‹o da Lei n¼ 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento). Na ocasi‹o, 63,94%
dos eleitores foram contra a proibi•‹o da comercializa•‹o de armas. O plebiscito tambŽm j‡ foi utilizado, no ano de 1993, para definir
a forma de governo (repœblica ou monarquia) e o sistema de governo (parlamentarismo ou presidencialismo) a vigorar no Brasil.

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o cidad‹o garante seu direito de votar, mas n‹o o de ser votado, uma vez que
o alistamento Ž apenas uma das condi•›es de elegibilidade.

No art. 14, CF/88, encontramos as situa•›es em que o alistamento eleitoral Ž


obrigat—rio, facultativo ou mesmo proibido. Vejamos:

Art. 14
¤1¼ - O alistamento eleitoral e o voto s‹o:
I - obrigat—rios para os maiores de dezoito anos;
II - facultativos para:
a) os analfabetos;
b) os maiores de setenta anos;
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito
anos.
¤ 2¼ - N‹o podem alistar-se como eleitores os
estrangeiros e, durante o per’odo do servi•o militar
obrigat—rio, os conscritos.

A Constitui•‹o Federal determina que apenas brasileiros (natos ou


naturalizados) poder‹o se alistar; os estrangeiros s‹o inalist‡veis e, portanto,
n‹o podem votar e ser votados. Em outras palavras, n‹o podem ser titulares da
capacidade eleitoral ativa, tampouco da capacidade eleitoral passiva. Todavia,
os portugueses equiparados, por receberem tratamento equivalente ao de
brasileiro naturalizado, poder‹o se alistar como eleitores.

O alistamento eleitoral tambŽm Ž vedado aos conscritos, durante o servi•o


militar obrigat—rio. Para seu melhor entendimento (e memoriza•‹o), esclare•o
que conscrito, em linhas gerais, Ž o brasileiro chamado para a sele•‹o, tendo
em vista a presta•‹o do servi•o militar inicial obrigat—rio. AlŽm disso, o TSE
considera conscritos os mŽdicos, dentistas, farmac•uticos e veterin‡rios que
prestam servi•o militar obrigat—rio.17

O alistamento eleitoral Ž obrigat—rio para os maiores de 18 (dezoito) anos. Por


outro lado, ser‡ facultativo para os analfabetos, os maiores de 70 (setenta)
anos e os maiores de 16 (dezesseis) e menores de 18 (dezoito) anos. Considera-
se que ter‹o direito a votar aqueles que, na data da elei•‹o, tenham
completado a idade m’nima de 16 anos.18

O TSE adotou posi•‹o importante sobre o voto dos portadores de defici•ncia


grave cuja natureza e situa•‹o impossibilite ou torne extremamente oneroso o
exerc’cio de suas obriga•›es eleitorais. O Tribunal editou a Resolu•‹o TSE n¼
21.920/2004, que disp›e que: Òn‹o estar‡ sujeita a san•‹o a pessoa
portadora de defici•ncia que torne imposs’vel ou demasiadamente
oneroso o cumprimento das obriga•›es eleitorais, relativas ao
alistamento e ao exerc’cio do votoÓ. Vale frisar, todavia, que a pr—pria

17
Resolu•‹o do TSE no 15.850/89.
18
Resolu•‹o TSE n¼ 14.371.

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resolu•‹o fez quest‹o de destacar que o alistamento eleitoral e o voto s‹o


obrigat—rios para todas as pessoas portadores de defici•ncia.

Outra quest‹o relevante analisada pelo TSE, que deu origem ˆ Resolu•‹o no
20.806/2001, considerou que somente os ’ndios integrados (exclu’dos os
isolados e os em via de integra•‹o) seriam obrigados ˆ comprova•‹o de
quita•‹o do servi•o militar para poderem se alistar. 19
ALISTAMENTO E
VOTO ¥PARA MAIORES DE 18 ANOS
OBRIGATîRIOS

ALISTAMENTO E ¥PARA ANALFABETOS;


VOTO ¥MAIORES DE SETENTA ANOS;
FACULTATIVOS ¥MAIORES DE DEZESSEIS E MENORES DE DEZOITO ANOS.

¥PARA OS ESTRANGEIROS
ALISTAMENTO E
VOTO VEDADOS ¥DURANTE O SERVI‚O MILITAR OBRIGATîRIO, PARA OS
CONSCRITOS.

17. (FGV / III Exame de Ordem Unificado Ð 2011) De acordo com a


Constitui•‹o da Repœblica, s‹o inalist‡veis e ineleg’veis:
a) somente os analfabetos e os conscritos.
b) os estrangeiros, os analfabetos e os conscritos.
c) somente os estrangeiros e os analfabetos.
d) somente os estrangeiros e os conscritos.

Coment‡rios:
S‹o inalist‡veis os estrangeiros e os conscritos. Por consequ•ncia, ser‹o
ineleg’veis. Para os analfabetos, o alistamento eleitoral Ž facultativo. A resposta
Ž a letra D.

18. (FGV / DPE-RJ Ð 2014) Direitos pol’ticos s‹o instrumentos previstos na


Constitui•‹o, atravŽs dos quais se manifesta a soberania popular,
viabilizando a participa•‹o do cidad‹o na coisa pœblica. Como exemplo
desses direitos pol’ticos, a Constitui•‹o assegura:
a) o voto indireto e secreto, com valor igual para todos.


19
MENDES, Gilmar Ferreira; BRANCO, Paulo Gustavo Gonet. Curso de Direito Constitucional, 10a edi•‹o. S‹o Paulo, Saraiva: 2015, pp. 718.

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b) o sufr‡gio universal e o voto direto, obrigat—rio para os maiores de dezoito anos


e menores de sessenta anos.
c) o voto facultativo para os analfabetos, os maiores de setenta anos, bem como
pessoas maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.
d) a a•‹o popular, que consiste em um processo iniciado por, no m’nimo, 1% da
popula•‹o nacional, para destituir administradores ’mprobos.
e) o plebiscito ou o referendo, nos quais o cidad‹o decide diretamente qual ser‡ o
rumo legislativo sobre matŽria de relev‰ncia nacional, sem qualquer participa•‹o do
Poder Legislativo durante o processo legislativo.

Coment‡rios:
Letra A: errada. O voto Ž direto, secreto e com valor igual para todos.
Letra B: errada. O voto Ž obrigat—rio para os maiores de 18 anos e menores de
70 anos.
Letra C: correta. O voto Ž facultativo para: i) os analfabetos; ii) os maiores de
70 anos e; iii) os maiores de 16 anos e menores de 18 anos.
Letra D: errada. A a•‹o popular Ž remŽdio constitucional que pode ser impetrado
por qualquer cidad‹o. N‹o h‡ necessidade de que ela seja iniciada por 1% da
popula•‹o nacional. Qualquer cidad‹o, sozinho, poder‡ impetrar a•‹o popular.
Letra E: errada. ƒ o Congresso Nacional que autoriza referendo e convoca
plebiscito. Portanto, esses instrumentos contam com a participa•‹o do Poder
Legislativo.

3.2.2. Capacidade eleitoral passiva

A capacidade eleitoral passiva est‡ relacionada ao direito de ser votado, de


ser eleito (elegibilidade). Para que o indiv’duo adquira capacidade eleitoral
passiva, ele deve cumprir os requisitos constitucionais para a elegibilidade e,
alŽm disso, n‹o incorrer em nenhuma das hip—teses de inelegibilidade, que s‹o
impedimentos ˆ capacidade eleitoral passiva.

E quais s‹o as condi•›es (requisitos) de elegibilidade? Art.14, ¤3¼, CF/88:

¤ 3¼ - S‹o condi•›es de elegibilidade, na forma da lei:


I - a nacionalidade brasileira;
II - o pleno exerc’cio dos direitos pol’ticos;
III - o alistamento eleitoral;
IV - o domic’lio eleitoral na circunscri•‹o;
V - a filia•‹o partid‡ria;
VI - a idade m’nima de:
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-
Presidente da Repœblica e Senador;
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de
Estado e do Distrito Federal;

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c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado


Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de
paz;
d) dezoito anos para Vereador.

Como se percebe, a elegibilidade somente ser‡ poss’vel pelo cumprimento


cumulativo de todos os requisitos acima relacionados.

O inciso I exige como requisito a nacionalidade brasileira. Assim, os


brasileiros natos ou naturalizados poder‹o ser eleitos a mandatos eletivos; os
estrangeiros, por sua vez, n‹o poder‹o ser eleitos, ressalvados os portugueses
equiparados, que recebem tratamento equivalente ao de brasileiro naturalizado.
Cabe destacar, todavia, que h‡ certos cargos pol’ticos que s‹o privativos de
brasileiros natos (art. 12, ¤ 3¼, CF/88).

O inciso II menciona que o pleno exerc’cio dos direitos pol’ticos Ž condi•‹o


de elegibilidade. Os indiv’duos que incorrerem em alguma hip—tese de perda ou
suspens‹o de direitos pol’ticos n‹o ser‹o eleg’veis. Um exemplo de suspens‹o
de direitos pol’ticos Ž a improbidade administrativa.

O inciso III estabelece que o alistamento eleitoral Ž um requisito de


elegibilidade. Nesse sentido, os inalist‡veis (estrangeiros e os conscritos) n‹o
ser‹o eleg’veis, isto Ž, n‹o podem ser votados. Percebe-se que a capacidade
eleitoral passiva est‡ condicionada ao exerc’cio da capacidade eleitoral ativa.

O inciso IV determina que o domic’lio eleitoral na circunscri•‹o Ž requisito


de elegibilidade. Assim, aquele que pretenda se candidatar deve ter seu domic’lio
eleitoral no local no qual ir‡ concorrer ˆs elei•›es. Ex: Diego pretende concorrer
a Governador da Bahia, logo, ele dever‡ ter seu t’tulo de eleitor naquele Estado.
N‹o se pode confundir domic’lio eleitoral com domic’lio civil: Ž plenamente
poss’vel que alguŽm resida em Bras’lia (domic’lio civil), mas seu t’tulo de eleitor
seja de Salvador (domic’lio eleitoral).

O inciso V trata da filia•‹o partid‡ria como condi•‹o de elegibilidade. No Brasil,


n‹o se admite a candidatura avulsa (desvinculada de partido pol’tico).
Considerando-se que a filia•‹o partid‡ria Ž uma condi•‹o de elegibilidade, cabe-
nos questionar o seguinte: haver‡ alguma repercuss‹o da desfilia•‹o partid‡ria
e da infidelidade partid‡ria (mudan•a de partido) sobre o mandato?

Segundo o STF, em rela•‹o aos parlamentares, a desfilia•‹o e a infidelidade


partid‡rias resultar‹o na perda do mandato, salvo justa causa (por
exemplo, desvio de orienta•‹o ideol—gica do partido). Mas, essa regra n‹o se

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aplica aos candidatos eleitos pelo sistema majorit‡rio, sob pena de


viola•‹o da soberania popular e das escolhas feitas pelo eleitor.20

Por œltimo, o inciso VI trata do requisito de idade m’nima, que deve ser
considerada na data da posse. Vale a pena memorizar esse dispositivo, pois Ž
bastante cobrado em prova! Assim, temos:

CONDI‚ÍES DE
ELEGIBILIDADE


PLENO DOMICêLIO
NACIONALID
EXERCêCIO ELEITORAL
ALISTAMENT FILIA‚ÌO IDADE
ADE DOS NA
O ELEITORAL PARTIDçRIA MêNIMA
BRASILEIRA
DIREITOS CIRCUNSCRI
POLêTICOS ‚ÌO

19. (FGV / XIII Exame de Ordem Unificado Ð 2014) No que concerne ˆs


condi•›es de elegibilidade para o cargo de prefeito previstas na CRFB/88,
assinale a op•‹o correta.
a) JosŽ, ex-prefeito, que renunciou ao cargo 120 dias antes da elei•‹o poder‡
candidatar-se ˆ reelei•‹o ao cargo de prefeito.
b) Jo‹o, brasileiro, solteiro, 22 anos, poder‡ candidatar-se, pela primeira vez, ao
cargo de prefeito.
c) Marcos, brasileiro, 35 anos e analfabeto, poder‡ candidatar-se ao cargo de
prefeito.
d) Lu’s, capit‹o do exŽrcito com 5 anos de servi•o, mas que n‹o pretende e nem
ir‡ afastar-se das atividades militares, poder‡ candidatar-se ao cargo de prefeito.

Coment‡rios:
Letra A: foi considerada errada pela FGV. Entretanto, n‹o fica claro na quest‹o se
JosŽ havia cumprido apenas um mandato de prefeito. Se for o caso, ele poder‡
se candidatar ˆ reelei•‹o, mas n‹o precisa se desincompatibilizar. Caso JosŽ j‡
tenha cumprido 2 (dois) mandatos consecutivos como Prefeito, ele n‹o poder‡,
em qualquer hip—tese, se candidatar a uma nova reelei•‹o.
Letra B: correta. Para que Jo‹o se candidate a Prefeito, ele deve ter a idade
m’nima de 21 anos. Esse requisito Ž preenchido por Jo‹o.


20
ADI 5081 / DF, Rel. Min. Lu’s Roberto Barroso. Julg. 27.05.2015.

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Letra C: errada. Os analfabetos s‹o ineleg’veis. Logo, Marcos n‹o poder‡ se


candidatar ao cargo de Prefeito.
Letra D: errada. Em raz‹o de Lu’s ter menos de 10 anos de servi•o, Lu’s ter‡ que
se afastar das atividades militares.

20. (FGV/TJ-AM Ð 2013) A Constitui•‹o da Repœblica Federativa do Brasil


estabelece as condi•›es para que um cidad‹o possa se candidatar em uma
elei•‹o, sendo certo que a n‹o observ‰ncia de quaisquer delas Ž causa de
impedimento para a candidatura. Um dos requisitos dispostos Ž a idade
m’nima para o exerc’cio de determinados cargos pol’ticos. A esse respeito,
assinale a afirmativa correta.
a) A Constitui•‹o exige a idade m’nima de 18 anos para Deputado Federal.
b) A Constitui•‹o exige a idade m’nima de 25 anos para Prefeito.
c) A Constitui•‹o exige a idade m’nima de 30 anos para Deputado Estadual.
d) A Constitui•‹o exige a idade m’nima de 18 anos para vereador.
e) A Constitui•‹o exige a idade m’nima de 30 anos para Senador.

Coment‡rios:
A letra A est‡ incorreta. A idade m’nima para o cargo de Deputado Federal Ž de
21 anos (art. 14, ¤ 3¼, VI, ÒcÓ, CF).
A letra B est‡ incorreta. A idade m’nima para Prefeito Ž de 21 anos (art. 14, ¤ 3¼,
VI, ÒcÓ, CF).
A letra C est‡ incorreta. A idade m’nima para Deputado Estadual Ž de 21 anos
(art. 14, ¤ 3¼, VI, ÒcÓ, CF).
A letra D est‡ correta. ƒ o que prev• o art. 14, ¤ 3¼, VI, ÒdÓ, da Constitui•‹o. A
idade m’nima para Vereador Ž 18 anos.
A letra E est‡ incorreta. Para Senador, a idade m’nima Ž de 35 anos (art. 14, ¤
3¼, VI, ÒaÓ, CF).

21. (FGV / XIX Exame de Ordem Ð 2016) AndrŽ, jovem de 25 anos, Ž


Vereador pelo Munic’pio M, do Estado E. Portanto, com domic’lio eleitoral
nesse Estado. Suas perspectivas pol’ticas se alteram quando, ao liderar um
grande movimento de combate ˆ corrup•‹o, o seu nome ganha notoriedade
em ‰mbito nacional. A partir de ent‹o, passa a receber inœmeras propostas
para concorrer a diversos cargos eletivos, advindas, inclusive, de outros
Estados da Federa•‹o, a exemplo do Estado X. Nessas condi•›es, seduzido
pelas propostas, analisa algumas possibilidades. De acordo com a
Constitui•‹o Federal, assinale a op•‹o que indica o cargo eletivo ao qual
AndrŽ pode concorrer.
a) Deputado Estadual pelo Estado X.
b) Deputado Federal pelo Estado E.

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c) Senador da Repœblica pelo Estado E.


d) Governador pelo Estado E.

Coment‡rios:
Letra A: errada. Uma das condi•›es de elegibilidade Ž o domic’lio eleitoral na
circunscri•‹o. Tendo em vista que AndrŽ tem domic’lio eleitoral no Estado E, ele
n‹o poder‡ concorrer ao cargo de Deputado Estadual por outro Estado.
Letra B: correta. ƒ poss’vel, sim, que AndrŽ concorra ao cargo de Deputado
Federal pelo Estado E. Cabe destacar que a idade m’nima para que alguŽm possa
se candidatar a Deputado Federal Ž 21 anos, requisito preenchido por AndrŽ.
Letra C: errada. A idade m’nima para o cargo de Senador Ž de 35 anos.
Letra D: errada. A idade m’nima para o cargo de Governador Ž de 30 anos.

22. (FGV / XX Exame de Ordem Unificado Ð 2016 Ð Reaplica•‹o de Prova Ð


Salvador/BA) Wilson, nascido nos Estados Unidos da AmŽrica, com 29 anos
de idade, Ž filho de pais brasileiros. Fluente na l’ngua portuguesa,
participa com brilho da pol’tica partid‡ria regional de um Estado da
federa•‹o brasileira, dominado h‡ v‡rias gera•›es por sua fam’lia. Esta
natural inclina•‹o leva seus familiares a incentiv‡-lo no sentido de
concorrer ao cargo de Governador do Estado nas elei•›es que ser‹o
realizadas dali a dois anos. Sobre a possibilidade jur’dica de Wilson
concorrer ao pleito, mais precisamente no que se refere ˆs quest›es
de nacionalidade e idade, assinale a afirmativa correta.
A) Wilson j‡ ter‡ completado, na data da elei•‹o, a idade exig’vel para o
exerc’cio do cargo pleiteado, mas somente poder‡ concorrer caso adquira a
nacionalidade brasileira.
B) Wilson poder‡ concorrer, pois n‹o apenas contemplar‡ o requisito da idade,
como, pelo simples fato de ser filho de brasileiros, possui automaticamente a
nacionalidade de brasileiro nato.
C) Wilson n‹o estar‡ apto a concorrer nesta pr—xima elei•‹o para o cargo
apontado, pois, mesmo que adquira a nacionalidade brasileira, n‹o possuir‡
a idade m’nima exigida para o cargo.
D) Wilson n‹o poder‡ concorrer, pois, embora a idade n‹o seja um problema,
poder‡, no m‡ximo, adquirir o status de brasileiro naturalizado, enquanto o cargo
em quest‹o exige o status
de brasileiro nato.

Coment‡rio:
A idade m’nima como critŽrio de elegibilidade para o cargo de Governador Ž de 30
anos, nos moldes do ¤3¡, do art. 14, da CF/88, que deve ser avaliada apenas na
data da posse (Lei n¼ 9.504/97, art.11, ¤2¼). Contudo, somente poder‡ concorrer
caso adquira a nacionalidade brasileira, tendo em vista que o enunciado diz apenas
que os pais s‹o brasileiros e que ele nasceu nos Estados Unidos, ficando claro que

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ainda n‹o possui a nacionalidade brasileira, que Ž requisito essencial para ter
capacidade eleitoral passiva (¤3¡, I, do art. 14, da CF/88 e al’nea ÒcÓ, I, do art. 12,
da CF/88). Gabarito letra A.

3.3. Direitos Pol’ticos Negativos

Os direitos pol’ticos negativos s‹o normas que limitam o exerc’cio do


sufr‡gio, restringindo a participa•‹o do indiv’duo na vida pol’tica. Podemos
dividir os direitos pol’ticos negativos em duas espŽcies: i) as inelegibilidades
e; ii) as hip—teses de perda e suspens‹o dos direitos pol’ticos.

3.3.1. Inelegibilidades

A seguir, para cada regra, apresentaremos um exemplo, que permitir‡ com que
voc• entenda o que pode ser cobrado na prova. Quer um conselho? Foque
nos exemplos apenas para entender as regras! N‹o fique divagando e
criando inœmeros outros exemplos na sua cabe•a. Se voc• o fizer, estar‡
perdendo tempo, pois as possibilidades de casos concretos tendem ao infinito!
J Vamos l‡?

As inelegibilidades constituem condi•›es que obstam o exerc’cio da


capacidade eleitoral passiva por um indiv’duo. As hip—teses de inelegibilidade
do art. 14, ¤¤ 4¼ ao 7¼ n‹o s‹o exaustivas. Isso porque a pr—pria Constitui•‹o
expressamente autoriza que lei complementar estabele•a outras hip—teses de
inelegibilidade.

Podemos dividir as inelegibilidades em dois grandes grupos:

a) inelegibilidades absolutas: S‹o regras que impedem a candidatura e o


exerc’cio de qualquer cargo pol’tico. Est‹o relacionadas a caracter’sticas
pessoais do indiv’duo. Foram taxativamente previstas pela CF/88 e n‹o
podem ser criadas novas pela legisla•‹o infraconstitucional.

Segundo o art. 14, ¤4¼, s‹o ineleg’veis os inalist‡veis e os analfabetos. Veja


que os analfabetos, apesar de poderem votar (voto facultativo), n‹o podem ser
votados. E que, entre os inalist‡veis, temos os estrangeiros e os conscritos,
durante o per’odo do servi•o militar obrigat—rio.

b) inelegibilidades relativas: S‹o regras que obstam a candidatura a certos


cargos pol’ticos, em virtude de situa•›es espec’ficas previstas na Constitui•‹o
ou em lei complementar. N‹o est‹o vinculadas ˆ condi•‹o pessoal do indiv’duo
e n‹o resultam em impedimento ao exerc’cio de qualquer cargo.

Podem ser de diferentes tipos: i) por motivos funcionais; ii) por motivo de
casamento, parentesco ou afinidade (inelegibilidade reflexa); iii) inelegibilidade
relativa ˆ condi•‹o de militar.

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A inelegibilidade por motivos funcionais est‡ prevista no art. 14, ¤5¼, CF:
Òo Presidente da Repœblica, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os
Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substitu’do no curso dos mandatos
poder‹o ser reeleitos para um œnico per’odo subsequenteÓ. Nesse
sentido, os Chefes do Executivo (Presidente, Governador e Prefeito) somente
podem cumprir dois mandatos consecutivos no mesmo cargo.

Destaque-se que Ž plenamente poss’vel que alguŽm cumpra tr•s ou mais


mandatos como Chefe do Poder Executivo, desde que estes n‹o sejam
consecutivos. Assim, se o terceiro mandato vier alternado com o mandato de
outra pessoa, n‹o haver‡ qualquer veda•‹o ˆ elei•‹o.

A veda•‹o ˆ reelei•‹o para mais de um per’odo subsequente Ž regra que se


imp›e somente ˆqueles que cumpram mandatos de Chefe Executivo. Os
mandatos no Poder Legislativo n‹o seguem essa regra: Ž plenamente poss’vel
que um Deputado ou Senador seja eleito para ilimitados mandatos sucessivos.

Segundo o STF, o cidad‹o que j‡ exerceu dois mandatos consecutivos de


prefeito, ou seja, foi eleito e reeleito, fica ineleg’vel para um terceiro
mandato, ainda que seja em munic’pio diferente. Veda-se, com isso, a
figura do Òprefeito itineranteÓ, que exerce mais de dois mandatos consecutivos
em munic’pios distintos.21.H‡, ainda, outros entendimentos importantes sobre a
inelegibilidade por motivos funcionais:

1) O cidad‹o que j‡ foi Chefe do Poder Executivo por dois mandatos


consecutivos n‹o poder‡, na elei•‹o seguinte, se candidatar ao cargo
de Vice. Exemplo: Lula foi Presidente da Repœblica por 2 mandatos
consecutivos (2003 Ð 2006 e 2007-2010). Nas elei•›es de 2010, ele n‹o
poderia ter se candidatado a Vice de Dilma Rousseff.
2) Os Vices tambŽm s— poder‹o se reeleger, para o mesmo cargo,
por um œnico per’odo subsequente. Exemplo: Michel Temer foi Vice-
Presidente no mandato 2011-2014, sendo reeleito para o mandato
seguinte (2015-2018). No entanto, ele n‹o poder‡ se candidatar a um
terceiro mandato consecutivo como Vice-Presidente.
3) Os Vices, reeleitos ou n‹o, poder‹o se candidatar ao cargo do
titular na elei•‹o seguinte, mesmo que o tenham substitu’do no curso
do mandato.
*Um caso importante, que inclusive chegou ao STF, foi o
que envolveu o governo de S‹o Paulo. M‡rio Covas foi
eleito Governador de SP em 1994, tendo como Vice
Geraldo Alckmin. Em 1998, Covas Ž reeleito Governador
e, novamente, Geraldo Alckmin Ž o seu Vice. AtŽ aqui,
nenhum problema!


21
RE 637485/RJ, rel. Min. Gilmar Mendes, 1¼.8.2012. (RE-637485)

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O problema foi que, em 2001, no curso do 2¼ mandato,


Covas veio a falecer, ocorrendo a vac‰ncia do cargo de
Governador. Alckmin assume como Governador em
definitivo e completa o mandato de seu antecessor. Em
2002, Alckmin se candidata a um novo mandato como
Governador e Ž eleito. A pergunta que se faz, ent‹o, Ž a
seguinte: estaria Alckmin cumprindo um terceiro mandato
consecutivo?

O STF ent‹o entendeu que Alckmin poderia, sim,


assumir o mandato de Governador nesse novo
mandato. Isso porque os ÒVices, reeleitos ou n‹o, poder‹o
se candidatar ao cargo do titular na elei•‹o seguinte,
mesmo que o tenham substitu’do no curso do mandatoÓ.

E se o Presidente, Governador ou Prefeito quiser se candidatar a outro cargo,


diferente de Chefe do Poder Executivo? Poder‡ faz•-lo? Sim. No entanto, o art.
14, ¤ 6¼, CF/88 determina que Òpara concorrerem a outros cargos, o Presidente
da Repœblica, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos
devem renunciar aos respectivos mandatos atŽ seis meses antes do
pleito.Ó Essa Ž a famosa Òdesincompatibiliza•‹oÓ, que busca impedir que o Chefe
do Executivo se utilize da Òm‡quina pœblicaÓ para se eleger.

Cabe destacar que a desincompatibiliza•‹o n‹o Ž necess‡ria quando o Chefe


do Poder Executivo v‡ concorrer ˆ reelei•‹o. S— cabe falar em
desincompatibiliza•‹o quando se candidata a um novo cargo. Ex: Governador
deseja se candidatar a Senador nas pr—ximas elei•›es. Para faz•-lo, ele precisar‡
renunciar ao cargo de Governador 6 meses antes do pleito eleitoral.

E os Vices? Precisam se desincompatibilizar? O Vice-Presidente, o Vice-


Governador e o Vice-Prefeito poder‹o concorrer normalmente a outros
cargos, preservando seus mandatos, desde que nos seis meses
anteriores ao pleito n‹o tenham sucedido ou substitu’do22 o titular.

A inelegibilidade reflexa (por motivo de casamento, parentesco ou afinidade)


est‡ prevista no art. 14, ¤ 7¼, CF/88. Leva esse nome porque ela resulta do fato
de que uma pessoa, ao ocupar um cargo de Chefe do Poder Executivo, afeta a
elegibilidade de terceiros (c™njuge, parentes e afins).

Detalhe: somente s‹o afetados por essa inelegibilidade o c™njuge, parentes e


afins de titular de cargo de Chefe do Poder Executivo; o fato de alguŽm ser
titular de cargo Legislativo n‹o traz qualquer implica•‹o ˆ elegibilidade de


22
A sucess‹o ocorre quando alguŽm (geralmente o Vice do Chefe do Executivo) ocupa o lugar do Chefe do Executivo atŽ o final de seu
mandato, passando a ocupar o seu cargo. ƒ o que acontece se, por exemplo, o Presidente da Repœblica renunciar. O Vice-Presidente (em
regra) passar‡ a ocupar o cargo. J‡ na substitui•‹o, o Vice (ou outra pessoa) ocupa o cargo do Chefe do Executivo apenas
temporariamente. ƒ o que acontece quando o Presidente da Repœblica viaja para o exterior, por exemplo.

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terceiros. Se Jo‹ozinho ocupa o cargo de Senador, seu c™njuge, parentes e afins


poder‹o se candidatar normalmente, a qualquer cargo pol’tico.

Vejamos, agora, o exato conteœdo da inelegibilidade reflexa:

¤7¼-S‹o ineleg’veis, no territ—rio de jurisdi•‹o do


titular, o c™njuge e os parentes consangu’neos ou
afins, atŽ o segundo grau ou por ado•‹o, do
Presidente da Repœblica, de Governador de Estado ou
Territ—rio, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem
os haja substitu’do dentro dos seis meses anteriores
ao pleito, salvo se j‡ titular de mandato eletivo e
candidato ˆ reelei•‹o.

A inelegibilidade reflexa alcan•a somente o territ—rio de jurisdi•‹o do titular


do cargo do Poder Executivo. Suponha que JosŽ seja Prefeito de S‹o Jo‹o
del-Rei (MG). Seu c™njuge, parentes e afins, atŽ o 2¼ grau, ou por ado•‹o, n‹o
poder‹o se candidatar, nas pr—ximas elei•›es, a qualquer cargo dentro do
territ—rio de S‹o Jo‹o del-Rei (MG). N‹o poder‹o, portanto, se candidatar a
Vereador. Entretanto, o c™njuge, parentes e afins, atŽ o 2¼ grau, ou por ado•‹o
de JosŽ poder‹o se candidatar, normalmente, a um cargo eletivo que
extrapole o territ—rio de S‹o Jo‹o del-Rei (MG). Poder‹o, por exemplo, se
candidatar a Governador de Minas Gerais, Senador, Deputado Federal. Assim,
temos que:

O c™njuge, parentes e afins, atŽ o segundo grau, ou por ado•‹o de Prefeito


n‹o poder‹o se candidatar a nenhum cargo dentro daquele Munic’pio
(Vereador, Prefeito e Vice-Prefeito).

O c™njuge, parentes e afins, atŽ o segundo grau, ou por ado•‹o de


Governador n‹o poder‹o se candidatar a nenhum cargo dentro daquele
Estado. Isso inclui os cargos de Vereador, Prefeito e Vice-Prefeito (de
qualquer dos Munic’pios daquele estado), bem como os cargos de
Deputado Federal, Deputado Estadual e Senador, por aquele estado.

O c™njuge, parentes e afins, atŽ o segundo grau, ou por ado•‹o de


Presidente n‹o poder‹o se candidatar a nenhum cargo eletivo no Pa’s.

Segundo o STF, a inelegibilidade reflexa alcan•a tambŽm aqueles que tenham


constitu’do uni‹o est‡vel com o Chefe do Poder Executivo, inclusive no caso
de uni›es homoafetivas. Outrossim, a dissolu•‹o do casamento, quando
ocorrida durante o mandato, n‹o afasta a inelegibilidade reflexa. ƒ o que
determina o STF na Sœmula Vinculante n¼ 18:

ÒA dissolu•‹o da sociedade ou do v’nculo


conjugal, no curso do mandato, n‹o afasta a
inelegibilidade prevista no ¤ 7¼, do artigo 14 da
Constitui•‹o FederalÓ.
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Ainda da jurisprud•ncia do STF, extra’mos que, caso um munic’pio seja


desmembrado, o parente do prefeito do Òmunic’pio-m‹eÓ Ž afetado pela
inelegibilidade reflexa quanto ao Òmunic’pio-filhoÓ, n‹o podendo
candidatar-se ˆ Prefeitura deste, por exemplo.

N‹o menos importante, ao lermos o art. 14, ¤7¼, percebemos, em sua parte
final, que h‡ uma exce•‹o ˆ regra da inelegibilidade reflexa: Òsalvo se j‡ titular
de mandato eletivo e candidato ˆ reelei•‹oÓ. Mas o que isso significa?

Significa que a inelegibilidade reflexa n‹o se aplica caso o c™njuge,


parente ou afim j‡ possua mandato eletivo; nessa situa•‹o, ser‡ poss’vel
que estes se candidatem ˆ reelei•‹o, mesmo se ocuparem cargos dentro da
circunscri•‹o do Chefe do Executivo. Ex: Jo‹o das Couves seja prefeito do
Munic’pio de S‹o Jo‹o del-Rei (MG). Nas pr—ximas elei•›es, seu irm‹o se elege
Governador de Minas Gerais. Jo‹o das Couves poder‡ se candidatar ˆ reelei•‹o
no Munic’pio de S‹o Jo‹o del-Rei? Sim, poder‡. Jo‹o das Couves n‹o ser‡
afetado pela inelegibilidade reflexa, pois j‡ era titular de mandato eletivo e,
agora, Ž candidato ˆ reelei•‹o.

Importante registrar entendimento do TSE que se o Chefe do Executivo


renunciar seis meses antes da elei•‹o, seu c™njuge, parentes ou afins atŽ o
segundo grau poder‹o candidatar-se a todos os cargos eletivos da
circunscri•‹o, desde que ele pr—prio pudesse concorrer ˆ reelei•‹o. Isso
Ž v‡lido para o pr—prio cargo do titular.

Suponha, por exemplo, que Alfredo seja Governador de Minas Gerais, cumprindo
o seu primeiro mandato. Na pr—xima elei•‹o, ele poderia se reeleger (seria o
segundo mandato consecutivo de Governador). Em virtude da inelegibilidade
reflexa, sua esposa, Maria, n‹o poderia se candidatar a nenhum cargo eletivo
em Minas Gerais. Entretanto, caso Alfredo renuncie seis meses antes da elei•‹o,
Maria poder‡ candidatar-se ao cargo de Governadora. Isso somente ser‡
poss’vel porque Alfredo poderia concorrer ˆ reelei•‹o.

Existe, ainda, a inelegibilidade relativa ˆ condi•‹o de militar, a qual est‡ prevista


no art. 14, ¤8¼, CF/88:

¤8¼ - O militar alist‡vel Ž eleg’vel, atendidas as


seguintes condi•›es:
I - se contar menos de dez anos de servi•o, dever‡
afastar-se da atividade;
II - se contar mais de dez anos de servi•o ser‡
agregado pela autoridade superior e, se eleito,
passar‡ automaticamente, no ato da diploma•‹o,
para a inatividade.

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Percebe-se que apenas s‹o eleg’veis os militares que forem alist‡veis; nesse
sentido, os conscritos (aqueles que cumprem o servi•o militar obrigat—rio), por
n‹o serem alist‡veis, n‹o ser‹o eleg’veis. Entretanto, para que o militar seja
eleg’vel, ele deve cumprir certas condi•›es, que variam segundo o seu tempo
de servi•o.

Se o militar contar menos de 10 anos de servi•o, ele dever‡ afastar-se da


atividade. Se contar mais de 10 anos, ser‡ agregado pela autoridade superior e,
se eleito, passar‡ automaticamente, no ato da diploma•‹o para a inatividade.
Nesse caso, o militar se conservar‡ ativo atŽ a diploma•‹o.

Sabe-se que uma das condi•›es de elegibilidade Ž a filia•‹o partid‡ria. O


problema Ž que o art. 143, ¤3¼, V, CF, veda a filia•‹o do militar a partido
pol’tico. PorŽm, o TSE, diante dessa situa•‹o, determinou que, caso o militar
venha a candidatar-se, a aus•ncia de prŽvia filia•‹o partid‡ria (uma das
condi•›es de elegibilidade) ser‡ suprida pelo registro da candidatura
apresentada pelo partido pol’tico e autorizada pelo candidato.

CASO TENHA MENOS


DE 10 ANOS DE DEVERç AFASTAR-SE DA ATIVIDADE.
SERVI‚O

O MILITAR ALISTçVEL ƒ
ELEGêVEL ATENDIDAS AS
SEGUINTES CONDI‚ÍES...
SERç AGREGADO PELA AUTORIDADE
CASO TENHA MAIS DE SUPERIOR E, SE ELEITO, PASSARç
10 ANOS DE SERVI‚O AUTOMATICAMENTE, NO ATO DA
DIPLOMA‚ÌO, PARA A INATIVIDADE.

Como j‡ mencionamos, a CF/88 prev• que lei complementar nacional 23


poder‡ criar outras hip—teses de inelegibilidade relativa. (¤9¼, art. 14)

¤ 9¼ Lei complementar estabelecer‡ outros casos de


inelegibilidade e os prazos de sua cessa•‹o, a fim de
proteger a probidade administrativa, a moralidade para
exerc’cio de mandato considerada vida pregressa do
candidato, e a normalidade e legitimidade das elei•›es
contra a influ•ncia do poder econ™mico ou o abuso do
exerc’cio de fun•‹o, cargo ou emprego na administra•‹o
direta ou indireta.

Embora nada tenha sido dito, a doutrina entende que uma emenda
constitucional tambŽm pode criar novas hip—teses de inelegibilidade
relativa. Com base nesse dispositivo, foi elaborada a LC no 64/1990, que

23
Note que eu falei em lei complementar (LC) nacional. E qual a diferen•a entre uma lei nacional e uma lei federal? A nacional abrange todos os
entes federados. ƒ o caso do C—digo Penal, por exemplo. J‡ a federal, abrange somente a Uni‹o. Exemplo: Lei 8.112/1990, que institui o Regime
Jur’dico dos Servidores Pœblicos Civis da Uni‹o, das autarquias, inclusive as em regime especial, e das funda•›es pœblicas federais.

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estabeleceu casos de inelegibilidade e determinou outras provid•ncias. Essa lei


sofreu altera•‹o recente pela Lei Complementar no. 135/2010, a ÒLei da Ficha
LimpaÓ, que previu novas hip—teses de inelegibilidade.

INELEGIBILIDADES
ABSOLUTAS RELATIVAS
REELEI‚ÌO
P/CARGO DO OUTRAS
INELEGIB. EM
PODER
INELEGIBILID CONDI‚ÌO DE LEI
INALISTçVEIS ANALFABETOS EXECUTIVO
ADE REFLEXA MILITAR COMPLEMENTA
APENAS PARA R (EX: LEI DE
UM òNICO FICHA LIMPA)
PERêODO

¤10 - O mandato eletivo poder‡ ser impugnado ante


a Justi•a Eleitoral no prazo de quinze dias contados
da diploma•‹o, instru’da a a•‹o com provas de abuso
do poder econ™mico, corrup•‹o ou fraude.
¤ 11 - A a•‹o de impugna•‹o de mandato tramitar‡
em segredo de justi•a, respondendo o autor, na
forma da lei, se temer‡ria ou de manifesta m‡-fŽ.

23. (FGV/ XII Exame de Ordem Ð 2013) Jo‹o, 29 anos de idade, brasileiro
naturalizado desde 1992, decidiu se candidatar, nas elei•›es de 2010, ao
cargo de Deputado Federal, em determinado ente federativo. Eleito, e ap—s
ter tomado posse, foi escolhido para Presidir a C‰mara dos Deputados, Com
base na hip—tese acima, assinale a afirmativa correta.
a) Jo‹o n‹o poderia ter-se candidatado ao cargo de Deputado Federal, uma vez que
esse Ž um cargo privativo de brasileiro nato.
b) Jo‹o n‹o poderia ser Deputado Federal, mas poderia ingressar na carreira
diplom‡tica em que n‹o Ž exigido o requisito de ser brasileiro nato.
c) Jo‹o poderia ter-se candidatado ao cargo de Deputado Federal, bem como ser
eleito, entretanto, n‹o poderia ter sido escolhido Presidente da C‰mara dos
Deputados, eis que esse cargo deve ser exercido por brasileiro nato.
d) Jo‹o n‹o poderia ter-se candidatado ao cargo de Deputado Federal, mas poderia
ter se candidatado ao cargo de Senador da Repœblica, mesmo sendo brasileiro
naturalizado.

Coment‡rios:
A letra A est‡ incorreta. O cargo de Deputado Federal n‹o Ž privativo de brasileiro
nato. Essa restri•‹o aplica-se apenas ao cargo de Presidente da C‰mara (art. 12,
¤ 3¼, II, CF).

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A letra B est‡ incorreta. Como vimos, o cargo de Deputado Federal n‹o Ž privativo
de brasileiro nato, o que j‡ bastaria para a alternativa estar errada. H‡,
entretanto, mais um erro na quest‹o: o ingresso na carreira diplom‡tica requer a
condi•‹o de brasileiro nato (art. 12, ¤ 3¼, V, CF).
A letra C est‡ correta. ƒ o que prev• a Constitui•‹o Federal (art. 12, ¤ 3¼, II,
CF). O cargo de Presidente da C‰mara dos Deputados Ž privativo de brasileiro
nato, motivo pelo qual Jo‹o n‹o poder‡ exerc•-lo. Quanto ao cargo de Deputado
Federal, exige-se idade m’nima de 21 anos.
A letra D est‡ incorreta. Jo‹o poderia candidatar-se a Deputado Federal, mas n‹o
poderia se candidatar ao cargo de Senador. O cargo de Senador tem como
requisito a idade m’nima de 35 anos, o que n‹o Ž cumprido por Jo‹o.

24. (FGV / IX Exame de Ordem Unificado Ð 2012) JosŽ da Silva, prefeito do


Munic’pio ÒXÓ, integrante do Estado ÒYÓ, possui familiares que pretendem
concorrer a cargos eleg’veis nas pr—ximas elei•›es. Sobre essa situa•‹o,
assinale a afirmativa correta.
a) JosŽ da Silva Junior, filho de JosŽ da Silva, que ter‡ 18 anos completos na Žpoca
da elei•‹o, poder‡ se candidatar ao cargo de deputado estadual de ÒYÓ, desde que
JosŽ da Silva tenha se desincompatibilizado seis meses antes do pleito.
(b) Maria da Silva, esposa de JosŽ da Silva, vereadora do munic’pio ÒXÓ, s— poder‡
concorrer novamente ao cargo de vereadora, se JosŽ da Silva se desincompatibilizar
seis meses antes do pleito.
c) JosŽ da Silva poder‡ concorrer ao cargo de governador do estado ÒZÓ, n‹o sendo
necess‡rio que renuncie ao mandato atŽ seis meses antes do pleito.
d) Pedro Costa, sobrinho de JosŽ da Silva, poder‡ concorrer ao cargo de Vereador
do Munic’pio ÒXÓ mesmo que JosŽ da Silva n‹o tenha se desincompatibilizado seis
meses antes do pleito.

Coment‡rios:
Letra A: errada. N‹o h‡ qualquer —bice a que o filho do Prefeito do Munic’pio X se
candidate a Deputado Estadual, uma vez que a inelegibilidade reflexa alcan•a
apenas os cargos que est‹o no territ—rio de jurisdi•‹o do titular. Assim, o filho do
Prefeito do Munic’pio X n‹o poderia se candidatar a vereador por esse mesmo
Munic’pio. AtŽ aqui tudo bem! O problema Ž que JosŽ da Silva Junior tem apenas
18 anos, e a idade m’nima para elegibilidade ao cargo de deputado estadual Ž de
21 anos (art. 14, ¤ 3¼, VI, ÒcÓ, CF).
Letra B: errada. Como Maria Ž candidata a reelei•‹o, n‹o Ž necess‡ria a
desincompatiliza•‹o de JosŽ da Silva. De acordo com o ¤ 7¼ do art. 14 da
Constitui•‹o Federal, Òs‹o ineleg’veis, no territ—rio de jurisdi•‹o do titular, o
c™njuge e os parentes consangu’neos ou afins, atŽ o segundo grau ou por ado•‹o,
do Presidente da Repœblica, de Governador de Estado ou Territ—rio, do Distrito
Federal, de Prefeito ou de quem os haja substitu’do dentro dos seis meses
anteriores ao pleito, salvo se j‡ titular de mandato eletivo e candidato ˆ reelei•‹oÓ.

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Letra C: errada. ƒ necess‡rio que JosŽ da Silva renuncie ao mandato atŽ seis
meses antes do pleito, por determina•‹o do art. 14, ¤ 6¼, da Constitui•‹o Federal.
ƒ que, para concorrerem a outros cargos, os Chefes do Poder Executivo devem
renunciar aos seus mandatos atŽ 6 meses antes do pleito.
Letra D: correta. Pegadinha, meus amigos. O sobrinho Ž parente de 3¼ grau e,
portanto, n‹o Ž atingido pela inelegibilidade reflexa, que alcan•a atŽ o 2¼ grau.
Logo, Pedro Costa poder‡, sim, candidtar-se a Vereador do Munic’pio X.

25. (FGV / Senado Federal Ð 2012) A respeito dos direitos pol’ticos


previstos na CRFB, assinale a afirmativa INCORRETA.
a) A soberania popular ser‡ exercida pelo sufr‡gio universal e pelo voto direto e
secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante plebiscito,
referendo ou iniciativa popular.
b) N‹o podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o per’odo do
servi•o militar obrigat—rio, os conscritos.
c) O mandato eletivo poder‡ ser impugnado ante a Justi•a Eleitoral no prazo de
quinze dias contados da posse, instru’da a a•‹o com provas de abuso do poder
econ™mico, corrup•‹o ou fraude.
d) ƒ condi•‹o de elegibilidade o domic’lio eleitoral na circunscri•‹o.
e) ƒ condi•‹o de elegibilidade a idade m’nima de trinta e cinco anos para Senador.

Coment‡rios:
Letra A: correta. S‹o instrumentos de participa•‹o popular: i) o voto direto,
secreto e com valor igual para todos; ii) o plebiscito; iii) o referendo e; iv) a
iniciativa popular.
Letra B: correta. Os estrangeiros e os conscritos n‹o podem se alistar como
eleitores. Trata-se de hip—teses de inelegibilidade absoluta.
Letra C: errada. O mandato eletivo pode ser impugnado no prazo de 15 dias
contados da diploma•‹o (e n‹o da posse!).
Letra D: correta. Uma das condi•›es de elegibilidade Ž o domic’lio eleitoral na
circunscri•‹o.
Letra E: correta. Para Senador, a idade m’nima Ž de 35 anos.

26. (FGV / XXIII Exame de Ordem Ð 2017) Jo‹o, rico comerciante, Ž eleito
vereador do Munic’pio ÒXÓ pelo partido Alfa. Contudo, passados dez dias
ap—s sua diploma•‹o, o partido pol’tico Pi, advers‡rio de Alfa, aju’za a•‹o
de impugna•‹o de mandato eletivo, perante a Justi•a Eleitoral, requerendo
a anula•‹o da diploma•‹o de Jo‹o. Alegou o referido partido pol’tico ter
havido abuso do poder econ™mico por parte de Jo‹o na elei•‹o em que
logrou ser eleito, anexando, inclusive, provas que considerou irrefut‡veis.

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Jo‹o, sentindo-se injusti•ado, j‡ que, em momento algum no decorrer da


campanha ou mesmo ap—s a divulga•‹o do resultado, teve conhecimento
desses fatos, busca aconselhamento com um advogado acerca da
juridicidade do ajuizamento de tal a•‹o. Com base no caso narrado,
assinale a op•‹o que apresenta a orienta•‹o dada pelo advogado.
a) O Partido Pi n‹o poderia ter ingressado com a a•‹o, pois abuso de poder
econ™mico n‹o configura fundamento que tenha o cond‹o de viabilizar a
impugna•‹o de mandato eletivo conquistado pelo voto.
b) O Partido Pi respeitou os requisitos impostos pela CRFB/88, tanto no que se refere
ao fundamento (abuso do poder econ™mico) para o ajuizamento da a•‹o como
tambŽm em rela•‹o ˆ sua tempestividade.
c) O Partido Pi, nos termos do que disp›e a CRFB/88, n‹o poderia ter ingressado
com a a•‹o, pois, ocorrida a diploma•‹o, precluso encontrava-se o direito de
impugnar o mandato eletivo de Jo‹o.
d) O Partido Pi s— poderia impugnar o mandato eletivo que Jo‹o conquistou pelo
voto popular em momento anterior ˆ diploma•‹o, sob pena de afronta ao regime
democr‡tico.
Coment‡rios:
Olha s— pessoal!! Quest‹o bem fresca do XXIII Exame de Ordem!!! A a•‹o de
impugna•‹o de mandato eletivo tem como fundamentos o abuso do poder
econ™mico, a corrup•‹o e a fraude. Dever‡ ser proposta perante a Justi•a
Eleitoral, dentro de 15 dias ap—s a diploma•‹o (art. 14, ¤ 10, CF/88). Letra B.

3.3.2. Perda e Suspens‹o dos direitos pol’ticos

No art. 15, a Constitui•‹o traz as hip—teses de priva•‹o dos direitos pol’ticos.


Esta pode dar-se de maneira definitiva (denominando-se perda) ou
tempor‡ria (suspens‹o). Importante ressaltar que a Constitui•‹o, em
resposta ˆ ditadura que a precedeu, n‹o permite, em nenhuma hip—tese, a
cassa•‹o dos direitos pol’ticos. Que tal lermos juntos o art. 15?

Art. 15. ƒ vedada a cassa•‹o de direitos pol’ticos, cuja perda


ou suspens‹o s— se dar‡ nos casos de:
I - cancelamento da naturaliza•‹o por senten•a transitada
em julgado;
II - incapacidade civil absoluta;
III - condena•‹o criminal transitada em julgado, enquanto
durarem seus efeitos;
IV - recusa de cumprir obriga•‹o a todos imposta ou
presta•‹o alternativa, nos termos do art. 5¼, VIII;
V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, ¤ 4¼.

A Constitui•‹o n‹o explicita quais s‹o os casos de perda e quais s‹o os casos de
suspens‹o dos direitos pol’ticos. Entretanto, segundo a doutrina, esses dois
institutos apresentam as seguintes diferen•as:

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a) A perda se d‡ por prazo indeterminado, enquanto a suspens‹o


pode se dar tanto por prazo determinado quanto por indeterminado;

b) Na perda, a reaquisi•‹o dos direitos pol’ticos n‹o Ž autom‡tica


ap—s a cessa•‹o da causa; na suspens‹o, a reaquisi•‹o Ž autom‡tica.

Desse modo, para a maior parte dos doutrinadores, tem-se a perda nos
incisos I e IV do art. 15 da CF e suspens‹o nos demais incisos. Olha s—:

CANCELAMENTO DA NATURALIZA‚ÌO POR


SENTEN‚A TRANSITADA EM JULGADO
PERDA DOS
DIREITOS
POLêTICOS RECUSA DE CUMPRIR OBRIGA‚ÌO A TODOS
IMPOSTA OU PRESTA‚ÌO ALTERNATIVA,
NOS TERMOS DO ART. 5¼, VIII.

INCAPACIDADE CIVIL ABSOLUTA

SUSPENSÌO CONDENA‚ÌO CRIMINAL TRANSITADA EM


DOS DIREITOS JULGADO, ENQUANTO DURAREM SEUS
POLêTICOS EFEITOS

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA, NOS


TERMOS DO ART. 37, ¤ 4¼

No caso de condena•‹o criminal transitada em julgado, a suspens‹o dos


direitos pol’ticos Ž imediata, implicando imediata perda do mandato eletivo.
Trata-se, segundo o STF, de norma autoaplic‡vel, que independe, para sua
imediata incid•ncia, de qualquer ato de intermedia•‹o legislativa.24

A pris‹o de uma pessoa n‹o Ž suficiente para que ocorra


a suspens‹o de direitos pol’ticos, afinal, h‡ v‡rias
situa•›es em que a pris‹o n‹o Ž motivada por uma
condena•‹o criminal transitada em julgado. ƒ o caso, por
exemplo, da pris‹o em flagrante ou da pris‹o tempor‡ria,
que n‹o importar‹o em suspens‹o dos direitos pol’ticos.

ƒ importante ficarmos atentos quanto ˆs consequ•ncias dos atos de improbidade


administrativas, Segundo o art. 37, ¤ 4¼, os atos de improbidade administrativa
resultar‹o na perda do mandato e na suspens‹o dos direitos pol’ticos. ƒ bastante
comum que as bancas examinadoras tentem enganar os alunos dizendo que, no
caso de improbidade administrativa, haver‡ perda do mandato e dos direitos


24
STF, RMS 22.470-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, j. 11.06.96, DJ de 27.09.96.

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pol’ticos. Isso est‡ errado! Nessa situa•‹o, haver‡ suspens‹o dos direitos
pol’ticos.

A perda do mandato, entretanto, n‹o se aplica a membro do Congresso Nacional.


Por determina•‹o do art. 55, ¤ 2¼, da CF/88, a perda do mandato ser‡ decidida
pela Casa a que pertencer o congressista, por maioria absoluta, mediante
provoca•‹o da respectiva Mesa ou de partido pol’tico representado no Congresso
Nacional, assegurada ampla defesa.25

3.4. Princ’pio da anterioridade eleitoral

No art. 16, CF/88 a Constitui•‹o traz o princ’pio da anterioridade eleitoral:

Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrar‡


em vigor na data de sua publica•‹o, n‹o se aplicando
ˆ elei•‹o que ocorra atŽ um ano da data de sua
vig•ncia.

A lei eleitoral tem vig•ncia (Òfor•a de leiÓ) imediatamente, na data de sua


publica•‹o. Entretanto, produz efeitos apenas em momento futuro: n‹o se
aplica ˆ elei•‹o que ocorrer atŽ um ano da data de sua vig•ncia.

Nesse sentido, o STF26 afastou a aplica•‹o da ÒLei da Ficha LimpaÓ ˆs elei•›es


de 2010. Mesmo essa lei tendo entrado em vigor em 2010, ela n‹o poderia ser
aplicada ˆs elei•›es realizadas naquele ano. Cabe destacar que o STF considera
que o princ’pio da anterioridade eleitoral Ž cl‡usula pŽtrea.

27. (FGV / VI Exame de Ordem Unificado Ð 2012) A respeito dos direitos


pol’ticos, assinale a alternativa correta.
a) O cancelamento de naturaliza•‹o por decis‹o do MinistŽrio da Justi•a Ž caso de
perda de direitos pol’ticos.
b) A condena•‹o criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos, Ž
caso de cassa•‹o de direitos pol’ticos.
c) A improbidade administrativa Ž caso de suspens‹o de direitos pol’ticos.
d) A incapacidade civil relativa Ž caso de perda de direitos pol’ticos.


25
Nesse sentido, entende o STF que da Òcondena•‹o criminal transitada em julgado, ressalvada a hip—tese do art. 55, ¤ 2¼, da
Constitui•‹o, resulta por si mesma a perda do mandato eletivo ou do cargo do agente pol’tico (RE 418.876, Rel. Min. Sepœlveda
Pertence, j. 30..03.04, DJ 04.06.04).
26
RE 633703/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes, j. 23.03.2011, DJe 18.11.2011.

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Coment‡rios:
Letra A: errada. O cancelamento de naturaliza•‹o por decis‹o (judicial) transitada
em julgado Ž hip—tese de perda dos direitos pol’ticos.
Letra B: errada. No Brasil, Ž vedada a cassa•‹o de direitos pol’ticos.
Letra C: correta. De fato, a improbidade administrativa importa na suspens‹o
dos direitos pol’ticos.
Letra D: errada. A incapacidade civil absoluta Ž hip—tese de suspens‹o dos direitos
pol’ticos.

28. (FGV / IV Exame de Ordem Unificado Ð 2011) Os direitos pol’ticos n‹o


podem ser cassados. Podem, no entanto, sofrer perda ou suspens‹o ˆ luz
das normas constitucionais pelo seguinte fundamento:
a) condena•‹o c’vel sem tr‰nsito em julgado.
b) incapacidade civil relativa, declarada judicialmente.
c) cancelamento de naturaliza•‹o por decis‹o administrativa.
d) improbidade administrativa.

Coment‡rios:
Letra A: errada. A condena•‹o criminal transitada em julgado, enquanto durarem
seus efeitos, importa na suspens‹o dos direitos pol’ticos.
Letra B: errada. A incapacidade civil absoluta implica na suspens‹o dos direitos
pol’ticos.
Letra C: errada. O cancelamento de naturaliza•‹o por decis‹o judicial transitada
em julgado leva ˆ perda dos direitos pol’ticos.
Letra D: correta. A improbidade administrativa implica na suspens‹o dos direitos
pol’ticos.

29. (FGV / DPE-RJ Ð 2014) A mesma Constitui•‹o da Repœblica que


assegura os direitos pol’ticos como instrumentos por meio dos quais se
garante o exerc’cio da soberania popular, prev• a perda ou suspens‹o dos
mesmos, no caso de:
a) incapacidade civil relativa, como na hip—tese de interdi•‹o, na forma da lei.
b) condena•‹o criminal por improbidade administrativa, atravŽs de senten•a penal
transitada em julgado.
c) pr‡tica de ato de improbidade administrativa, reconhecida em regular processo
administrativo transitado em julgado.
d) recusa de cumprir obriga•‹o a todos imposta ou presta•‹o alternativa, na forma
da lei.

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e) condena•‹o criminal por crime hediondo, com decis‹o judicial transitada em


julgado, hip—tese em que ocorre cassa•‹o dos direitos pol’ticos enquanto durarem
os efeitos da condena•‹o.

Coment‡rios:
Letra A: errada. A incapacidade civil absoluta Ž que implica na suspens‹o dos
direitos pol’ticos.
Letra B: errada. O examinador misturou as coisas. Ocorrer‡ suspens‹o dos
direitos pol’ticos no caso de condena•‹o criminal transitada em julgado, enquanto
durarem os seus efeitos. A improbidade administrativa n‹o tem natureza criminal.
Letra C: errada. A improbidade administrativa, de fato, implica na suspens‹o dos
direitos pol’ticos. No entanto, esta Ž reconhecida em processo judicial.
Letra D: correta. A recusa de cumprir obriga•‹o legal a todos imposta ou
presta•‹o alternativa, na forma da lei, Ž hip—tese de suspens‹o dos direitos
pol’ticos.
Letra E: errada. N‹o existe cassa•‹o de direitos pol’ticos no ordenamento jur’dico
brasileiro.

4. DOS PARTIDOS POLÍTICOS


Pessoal, aqui temos um ponto de destaque no estudo. Tivemos recentemente
a Emenda Constitucional n¼. 97/17, que trouxe altera•‹o sens’vel no art. 17 da
CRFB/88, estabelecendo novas regras para o sistema pol’tico partid‡rio.

Os partidos pol’ticos, institui•›es essenciais ˆ preserva•‹o do Estado


democr‡tico de direito, s‹o entidades de direito privado que se organizam
em torno de ideias e convic•›es pol’ticas comuns, almejando a conquista e
manuten•‹o do poder por meio das elei•›es. A Constitui•‹o trata dos partidos
pol’ticos em seu art. 17. Vejamos:

Art. 17. ƒ livre a cria•‹o, fus‹o, incorpora•‹o e


extin•‹o de partidos pol’ticos, resguardados a
soberania nacional, o regime democr‡tico, o
pluripartidarismo, os direitos fundamentais da
pessoa humana e observados os seguintes preceitos:

Veja que Ž plena a liberdade de cria•‹o dos partidos pol’ticos, desde que
resguardados certos valores: a soberania nacional, o regime democr‡tico, o
pluripartidarismo e os direitos fundamentais da pessoa humana (n‹o pode haver
partido nazista ou racista, por exemplo). A seguir, s‹o listados os preceitos a
serem observados pelos partidos pol’ticos:

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I - car‡ter nacional;
II - proibi•‹o de recebimento de recursos financeiros
de entidade ou governo estrangeiros ou de
subordina•‹o a estes;

N‹o pode haver um partido pol’tico envolvendo s— um Estado-membro ou


munic’pio, ou o Distrito Federal. S— poder‡ ser reconhecido como partido pol’tico
aquele que tiver repercuss‹o em todo o pa’s

N‹o obstante, a soberania nacional Ž um princ’pio que limita o funcionamento


dos partidos pol’ticos; n‹o pode haver, portanto, partido pol’tico que receba
recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiro, tampouco que
se subordine a estes. Essa proibi•‹o visa impedir que os interesses da Repœblica
Federativa do Brasil fiquem subordinados ao capital estrangeiro.

III - presta•‹o de contas ˆ Justi•a Eleitoral;


IV - funcionamento parlamentar27 de acordo com a
lei.

A presta•‹o de contas ˆ Justi•a Eleitoral tem como objetivo impedir a exist•ncia


de Òcaixa doisÓ nos pleitos eleitorais. Com isso, as contas dos partidos seriam
todas submetidas ˆ fiscaliza•‹o financeira, em prol da moralidade pœblica.
Trata-se de norma de efic‡cia limitada, regulamentado pela Lei n¼ 9.096/95.

Aqui temos a novidade da Emenda Constitucional n¼. 97/17. (...) Vamos abrir
um par•ntese para contextualiz‡-los.

Estamos nos deparando atualmente com a chamada crise de


representatividade do sistema pol’tico brasileiro. Muitos partidos foram
criados ao longo dos œltimos anos, mas pouqu’ssimos constru’ram um
programa partid‡rio de aproxima•‹o do eleitor.
O que se viu, em verdade, foi uma prolifera•‹o de partidos sendo criados
estritamente com o objetivo de ocupar uma fatia dos recursos do fundo
partid‡rio e do tempo de propaganda. Os famosos Òpartidos de aluguelÓ.
A Emenda Constitucional n¼. 97/2017 nasceu nessa esteira ÒtentandoÓ superar
alguns problemas dessa natureza, de modo que teremos agora a Òcl‡usula de
barreiraÓ ou Òcl‡usula de desempenhoÓ.
A finalidade Ž que partidos de baixa representatividade deixem de ter direito aos
recursos do fundo partid‡rio e acesso gratuito ao r‡dio e ˆ televis‹o nos
pr—ximos anos.

27
Trata-se de norma de efic‡cia limitada, regulamentado pela Lei n¼ 9.096/95.

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¤ 1¼ ƒ assegurada aos partidos pol’ticos autonomia


para definir sua estrutura interna e estabelecer
regras sobre escolha, forma•‹o e dura•‹o de seus
—rg‹os permanentes e provis—rios e sobre sua
organiza•‹o e funcionamento e para adotar os
critŽrios de escolha e o regime de suas coliga•›es nas
elei•›es majorit‡rias, vedada a sua celebra•‹o nas
elei•›es proporcionais, sem obrigatoriedade de
vincula•‹o entre as candidaturas em ‰mbito
nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo
seus estatutos estabelecer normas de disciplina e
fidelidade partid‡ria.

A autonomia partid‡ria (¤ 1¼ do art. 17) visa impedir qualquer controle


do Estado sobre os partidos pol’ticos, criando uma Ò‡rea de reserva
estatut‡ria absolutamente indevass‡vel pela a•‹o normativa do Poder Pœblico,
vedando, nesse dom’nio jur’dico, qualquer ensaio de inger•ncia legislativa do
Poder EstatalÓ (STF, ADI 1.407-MC, DJ de 17.04.2001).

Aqui temos uma novidade. :)


A EC n¼. 97/2017 passou a proibir as coliga•›es nas elei•›es
proporcionais. Por exemplo, nas elei•›es para Deputado Federal, Deputado
Estadual e Vereador n‹o s‹o admitidas coliga•›es. Mas, cuidado: essa regra ser‡
aplic‡vel a partir das elei•›es de 2020.

AlŽm disso, n‹o h‡ mais a obrigatoriedade de simetria das coliga•›es em


‰mbito nacional, estadual e municipal. Em outras palavras, n‹o h‡
obrigatoriedade de vincula•‹o entre as candidaturas nas 03 esferas. N‹o se
aplica o princ’pio da verticaliza•‹o na forma•‹o de coliga•›es.

¤ 2¼ - Os partidos pol’ticos, ap—s adquirirem


personalidade jur’dica, na forma da lei civil,
registrar‹o seus estatutos no Tribunal Superior
Eleitoral.

A aquisi•‹o de personalidade jur’dica dos partidos pol’ticos dar-se-‡


conforme as normas do C—digo Civil (arts. 45 e 985) e da Lei de Registros
Pœblicos (art. 120). Nesse sentido, a aquisi•‹o da personalidade se d‡ com a
inscri•‹o do ato constitutivo no respectivo registro, averbando-se no
registro todas as altera•›es por que passar o ato constitutivo.

Ap—s o Cart—rio de Registros de T’tulos e Documentos aferir se os requisitos


legais foram respeitados, resta lavrar o registro dos estatutos do partido pol’tico

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no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).28 Com o registro do estatuto no TSE, o


partido ir‡ adquirir capacidade pol’tica.

¤ 3¼ Somente ter‹o direito a recursos do fundo


partid‡rio e acesso gratuito ao r‡dio e ˆ televis‹o, na
forma da lei, os partidos pol’ticos que
alternativamente: (Reda•‹o dada pela Emenda
Constitucional n¼ 97, de 2017)
I - obtiverem, nas elei•›es para a C‰mara dos
Deputados, no m’nimo, 3% (tr•s por cento) dos
votos v‡lidos, distribu’dos em pelo menos um ter•o
das unidades da Federa•‹o, com um m’nimo de 2%
(dois por cento) dos votos v‡lidos em cada uma
delas; ou (Inclu’do pela Emenda
Constitucional n¼ 97, de 2017)
II - tiverem elegido pelo menos quinze Deputados
Federais distribu’dos em pelo menos um ter•o das
unidades da Federa•‹o
¤ 4¼ - ƒ vedada a utiliza•‹o pelos partidos pol’ticos
de organiza•‹o paramilitar.29
Da leitura do mencionado dispositivo, percebe-se que temos novas regras para
os recursos do fundo partid‡rio e o acesso gratuito ao r‡dio e ˆ televis‹o.
Guardem com carinho: eles n‹o estar‹o dispon’veis para todos os partidos
pol’ticos, mas apenas para aqueles que cumpram os requisitos constitucionais.
E quais seriam esses requisitos professor?
Desse modo, ser‡ preciso ter um nœmero m’nimo de votos nas elei•›es para
a C‰mara dos Deputados OU um nœmero m’nimo de Deputados Federais
eleitos. Entende-se que estamos diante de critŽrios alternativos (basta o
cumprimento de um deles).
! Nœmero m’nimo de votos v‡lidos: nas elei•›es para a C‰mara dos
Deputados, o partido pol’tico dever‡ ter, no m’nimo, 3% dos votos v‡lidos,
distribu’dos em pelo menos 1/3 (um ter•o) das unidades da federa•‹o,
com um m’nimo de 2% (dois por cento) dos votos v‡lidos em cada uma
delas.
! Nœmero m’nimo de Deputados Federais eleitos: devem cumprir a
Òcl‡usula de barreiraÓ aqueles partidos que tiverem elegido pelo menos 15
(quinze) Deputados Federais distribu’dos em pelo menos 1/3 (um ter•o)
das unidades da federa•‹o.
Todavia, teremos um regime de transi•‹o atŽ 2030 para aplica•‹o plena da
Òcl‡usula de barreiraÓ. Olha s— o art. 3o, da EC no 97:


28
STF, RE 164.458-AgRg, DJ de 02.06.1995.
29
J‡ no caso do par‡grafo 4¼, essa proibi•‹o se coaduna com o art. 5¼, XVII, CF/88, que disp›e que ÒŽ plena a liberdade de associa•‹o
para fins l’citos, vedada a de car‡ter paramilitarÓ.

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Art. 3o O disposto no ¤ 3o do art. 17 da Constitui•‹o Federal quanto ao


acesso dos partidos pol’ticos aos recursos do fundo partid‡rio e ˆ
propaganda gratuita no r‡dio e na televis‹o aplicar-se-‡ a partir das
elei•›es de 2030.
Par‡grafo œnico. Ter‹o acesso aos recursos do fundo partid‡rio e ˆ
propaganda gratuita no r‡dio e na televis‹o os partidos pol’ticos que:
I - na legislatura seguinte ˆs elei•›es de 2018:
a) obtiverem, nas elei•›es para a C‰mara dos Deputados, no m’nimo,
1,5% (um e meio por cento) dos votos v‡lidos, distribu’dos em pelo
menos um ter•o das unidades da Federa•‹o, com um m’nimo de 1%
(um por cento) dos votos v‡lidos em cada uma delas; ou
b) tiverem elegido pelo menos nove Deputados Federais distribu’dos em
pelo menos um ter•o das unidades da Federa•‹o;
II - na legislatura seguinte ˆs elei•›es de 2022:
a) obtiverem, nas elei•›es para a C‰mara dos Deputados, no m’nimo,
2% (dois por cento) dos votos v‡lidos, distribu’dos em pelo menos um
ter•o das unidades da Federa•‹o, com um m’nimo de 1% (um por cento)
dos votos v‡lidos em cada uma delas; ou
b) tiverem elegido pelo menos onze Deputados Federais distribu’dos em
pelo menos um ter•o das unidades da Federa•‹o;
III - na legislatura seguinte ˆs elei•›es de 2026:
a) obtiverem, nas elei•›es para a C‰mara dos Deputados, no m’nimo,
2,5% (dois e meio por cento) dos votos v‡lidos, distribu’dos em pelo
menos um ter•o das unidades da Federa•‹o, com um m’nimo de 1,5%
(um e meio por cento) dos votos v‡lidos em cada uma delas; ou
b) tiverem elegido pelo menos treze Deputados Federais distribu’dos em
pelo menos um ter•o das unidades da Federa•‹o.
Ent‹o percebam, pessoal, que podemos ter um endurecimento das regras, mas
levando-se em considera•‹o o nœmero m’nimo de votos v‡lidos nas
elei•›es para a C‰mara dos Deputados ou nœmero m’nimo de Deputados
Federais eleitos.
Por fim, vamos destacar uma œltima informa•‹o para fins de prova. Os partidos
pol’ticos que n‹o cumprirem a Òcl‡usula de barreiraÓ eles poder‹o continuar
existindo, mas n‹o receber‹o recursos do fundo partid‡rio, tampouco ter‹o o
Òdireito de antenaÓ. N‹o haver‡ extin•‹o autom‡tica.
Entende-se, inclusive, acerca da possibilidade de um Congressista ser eleito
concorrendo por um partido pol’tico que n‹o cumpre a Òcl‡usula de barreiraÓ. E
o que acontecer‡ professor?
Admite-se que o parlamentar eleito nessas condi•›es se filie a um partido
pol’tico que cumpre a Òcl‡usula de barreiraÓ sem que isso implique na
perda do mandato.
Entretanto, cumpre destacar o entendimento jurisprudencial do STF de que a
desfilia•‹o e a infidelidade partid‡rias resultar‹o na perda do mandato

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dos parlamentares eleitos pelo sistema proporcional, salvo na condi•‹o de


justa causa (por exemplo, desvio de orienta•‹o ideol—gica do partido).
Tal regra n‹o se aplica, segundo o art. 17, ¤ 5o, CF/88, aos parlamentares
eleitos por partidos pol’ticos que n‹o cumprem a Òcl‡usula de barreiraÓ.
Art. 17 (...) ¤ 5o Ao eleito por partido que n‹o preencher os
requisitos previstos no ¤ 3o deste artigo Ž assegurado o
mandato e facultada a filia•‹o, sem perda do mandato, a
outro partido que os tenha atingido, n‹o sendo essa filia•‹o
considerada para fins de distribui•‹o dos recursos do fundo
partid‡rio e de acesso gratuito ao tempo de r‡dio e de
televis‹o.
Detalhe. Essa filia•‹o n‹o ser‡ considerada para fins de distribui•‹o dos recursos
do fundo partid‡rio e de acesso gratuito ao tempo de r‡dio e de televis‹o.
(...) Ufa agora fechamos. :)

30. (FGV / X Exame de Ordem Unificado Ð 2013 / ADAPTADA) Apesar da


exist•ncia de v‡rios partidos pol’ticos por for•a de quest›es regionais,
conjunturais e do v’nculo da fidelidade partid‡ria, Ž comum a cada ano o
surgimento de novas agremia•›es no cen‡rio nacional. Quanto ao
funcionamento dos partidos pol’ticos, ˆ luz das normas constitucionais,
assinale a afirmativa correta.
a) Podem receber recursos financeiros de governo estrangeiro.
b) Devem prestar as contas partid‡rias perante Conselho Especial.
c) Podem ter car‡ter regional, representando pelo menos duas regi›es.
d) ter‹o direito a recursos do fundo partid‡rio e acesso gratuito ao r‡dio e ˆ
televis‹o, na forma da lei, os partidos pol’ticos que obtiverem nas elei•›es para a
C‰mara dos Deputados, por exemplo, no m’nimo, 3% (tr•s por cento) dos votos
v‡lidos, distribu’dos em pelo menos um ter•o das unidades da Federa•‹o, com um
m’nimo de 2% (dois por cento) dos votos v‡lidos em cada uma delas.

Coment‡rios:
Letra A: errada. Os partidos pol’ticos n‹o podem receber recursos financeiros de
entidade ou governo estrangeiro.
Letra B: errada. A presta•‹o de contas deve ser feita ˆ Justi•a Eleitoral.
Letra C: errada. Os partidos pol’ticos devem ter car‡ter nacional.
Letra D: correta. Segundo o art. 17, ¤ 3¼, CF/88, j‡ com a reda•‹o da nova EC
n¼. 97/2017 ÒSomente ter‹o direito a recursos do fundo partid‡rio e acesso
gratuito ao r‡dio e ˆ televis‹o, na forma da lei, os partidos pol’ticos que

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alternativamente: I - obtiverem, nas elei•›es para a C‰mara dos Deputados, no


m’nimo, 3% (tr•s por cento) dos votos v‡lidos, distribu’dos em pelo menos um
ter•o das unidades da Federa•‹o, com um m’nimo de 2% (dois por cento) dos
votos v‡lidos em cada uma delas; ou II - tiverem elegido pelo menos quinze
Deputados Federais distribu’dos em pelo menos um ter•o das unidades da
Federa•‹oÓ.

31. (FGV / XXIV Exame de Ordem Unificado Ð 2017) Numerosos partidos


pol’ticos de oposi•‹o ao governo federal iniciaram tratativas a fim de se
fundirem, criando um novo partido, o Partido Delta. Almejam, com isso,
criar uma for•a pol’tica de maior relev‰ncia no contexto nacional.
Preocupados com a repercuss‹o da iniciativa no ‰mbito das pol’ticas
regionais e percebendo que as tratativas pol’ticas est‹o avan•adas, alguns
deputados federais buscam argumentos jur’dico-constitucionais que
impe•am a cria•‹o desse novo partido. Em reuni‹o, concluem que, embora
o quadro jur’dico-constitucional brasileiro n‹o vede a fus‹o de partidos
pol’ticos, estes, como pessoas jur’dicas de direito pœblico, somente
poder‹o ser criados mediante lei aprovada no Congresso Nacional. Ao
submeterem essas conclus›es a um competente advogado, este, alicer•ado
na Constitui•‹o da Repœblica, afirma que os deputados federais:
A) est‹o corretos quanto ˆ possibilidade de fus‹o entre partidos pol’ticos, mas
equivocados quanto ˆ necessidade de cria•‹o de partido por via de lei, j‡ que, no
Brasil, os partidos pol’ticos possuem personalidade jur’dica de direito privado.
B) est‹o equivocados quanto ˆ possibilidade de fus‹o entre partidos pol’ticos no
Brasil, embora estejam corretos quanto ˆ necessidade de que a cria•‹o de partidos
pol’ticos se d• pela via legal, por serem pessoas jur’dicas de direito pœblico.
C) est‹o equivocados, pois a Constitui•‹o da Repœblica n‹o s— proibiu a fus‹o entre
partidos pol’ticos como tambŽm deixou a critŽrio do novo partido pol’tico escolher
a personalidade jur’dica de direito que ir‡ assumir, pœblica ou privada.
D) est‹o corretos, pois a Constitui•‹o da Repœblica, ao exigir que a cria•‹o ou a
fus‹o de partidos pol’ticos se d• pela via legislativa, concedeu ao Congresso
Nacional amplos poderes de fiscaliza•‹o para sua cria•‹o ou fus‹o.

Gabarito Letra A. De fato, nossa CRFB/88 em seu art. 17 estabelece a livre a


cria•‹o, fus‹o, incorpora•‹o e extin•‹o de partidos pol’ticos. Agora, o detalhe Ž
que a constitui•‹o dos partidos pol’ticos acontece na forma da lei civil (Lei.
9.096/95) perante o servi•o de registro civil de pessoas jur’dicas competente.
Uma vez realizado o registro, h‡ a aquisi•‹o de personalidade jur’dica, e em
seguida formaliza-se o registro de seu estatuto perante o TSE.

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e) a livre locomo•‹o no territ—rio nacional em tempo


de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei,
nele entrar, permanecer, ou dele sair com seus
1. (FGV / XX Exame de Ordem Unificado Ð 2016 bens.
Ð Reaplica•‹o de Prova Ð Salvador/BA). Com a 4. (FGV / XVI Exame de Ordem Unificado Ð
promulga•‹o da Constitui•‹o de Weimar, em 2015) Alessandro Bilancia, italiano, com 55
1919, ocorreram transforma•›es anos de idade, ao completar 15 anos de
paradigm‡ticas no regime jur’dico de prote•‹o resid•ncia ininterrupta no Brasil, decide
dos direitos fundamentais, o que alterou a assumir a nacionalidade ÒbrasileiraÓ,
concep•‹o negativa do papel do Estado, que naturalizando-se. Trata-se de renomado
apenas consagrava as liberdades individuais e professor, cuja elevada densidade intelectual e
a igualdade formal perante a lei. Com o capacidade de lideran•a s‹o muito bem vistas
advento da referida ordem constitucional, o por um dos maiores partidos pol’ticos
Estado deve agir, positivamente, para brasileiros. Na certeza de que Alessandro
garantir as condi•›es materiais de vida digna poder‡ fortalecer os quadros do governo caso
para todos e para a prote•‹o dos o partido em quest‹o seja vencedor nas
hipossuficientes. Esse texto descreve o elei•›es presidenciais, a cœpula partid‡ria j‡
ambiente em que o Direito Constitucional ventila a possibilidade de contar com o aux’lio
Positivo: do referido professor na complexa tarefa de
A) estabeleceu os direitos individuais negativos de governar o Pa’s. Analise as situa•›es abaixo e
primeira dimens‹o. assinale a œnica possibilidade idealizada pela
cœpula partid‡ria que encontra respaldo na
B) consagrou os direitos sociais prestacionais de Constitui•‹o Federal.
segunda dimens‹o.
a) Alessandro Bilancia, gra•as ao seu reconhecido
C) definiu os direitos transindividuais de saber jur’dico e ˆ sua ilibada reputa•‹o, poder‡ ser
solidariedade de terceira dimens‹o. indicado para compor o quadro de ministros do
Supremo Tribunal Federal.
D) instituiu os direitos humanos
metaconstitucionais de quarta dimens‹o. b) Alessandro Bilancia, na hip—tese de concorrer ao
cargo de deputado federal e ser eleito, poder‡ ser
2. (FGV/ TJ-BA Ð 2015) A respeito dos direitos
indicado para exercer a Presid•ncia da C‰mara dos
sociais, Ž correto afirmar que:
Deputados.
a) sempre exigir‹o uma omiss‹o por parte dos
c) Alessandro Bilancia, na hip—tese de concorrer ao
poderes constitu’dos;
cargo de senador e ser eleito, pode ser o l’der do
b) podem ser vistos como a primeira dimens‹o ou partido na Casa, embora n‹o possa presidir o
gera•‹o dos direitos fundamentais; Senado Federal.

c) nunca dependem da disponibilidade de recursos d) Alessandro Bilancia, dada a sua ampla e s—lida
financeiros para a sua implementa•‹o; condi•‹o intelectual, pode ser nomeado para
assumir qualquer ministŽrio do governo.
d) podem exigir o oferecimento de presta•›es
espec’ficas; 5. (FGV / XV Exame de Ordem Unificado Ð
2014) A CRFB/88 identifica as hip—teses de
e) somente devem ser atribu’dos ˆs pessoas caracteriza•‹o da nacionalidade para
naturais, jur’dica e economicamente classificadas brasileiros natos e os brasileiros naturalizados.
como necessitadas. Com base no previsto na Constitui•‹o, assinale
3. (FUNCAB / PC-ES Ð 2013/ Adaptada) S‹o a alternativa que indica um caso
direitos sociais preceituados na Constitui•‹o constitucionalmente v‡lido de naturaliza•‹o
de 1988: requerida para obten•‹o de nacionalidade
brasileira.
a) a educa•‹o, a saœde, a alimenta•‹o, o trabalho,
a moradia, o transporte, o lazer, a seguran•a, a a) Juan, cidad‹o espanhol, casado com Beatriz,
previd•ncia social, a prote•‹o ˆ maternidade e ˆ brasileira, ambos residentes em Barcelona.
inf‰ncia, a assist•ncia aos desamparados. b) Anderson, cidad‹o portugu•s, domiciliado no
b) a educa•‹o, a saœde, o trabalho, o lazer, a Brasil h‡ 36 dias.
seguran•a, a previd•ncia social, a prote•‹o ˆ c) Louis, cidad‹o franc•s, domiciliado em Bras’lia h‡
maternidade e ˆ inf‰ncia, a assist•ncia aos 14 anos, que est‡ em liberdade condicional, ap—s
desamparados. condena•‹o pelo crime de explora•‹o sexual de
c) a educa•‹o, a saœde, o trabalho, a moradia, o vulner‡vel.
lazer, a seguran•a, a previd•ncia social, a prote•‹o d) Maria, 45 anos, cidad‹ russa, residente e
ˆ maternidade e ˆ inf‰ncia, a assist•ncia aos domiciliada no Brasil desde seus 25 anos de idade,
desamparados. processada criminalmente por injœria, mas absolvida
d) o direito de heran•a, a intimidade, a privacidade, por senten•a transitada em julgado.
a informa•‹o dos —rg‹os pœblicos.

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6. (FGV / XII Exame de Ordem Unificado Ð c) O brasileiro naturalizado pode ser extraditado
2013) Jo‹o, 29 anos de idade, brasileiro pela pr‡tica de crime comum ap—s a naturaliza•‹o.
naturalizado desde 1992, decidiu se
d) O brasileiro nato somente poder‡ ser extraditado
candidatar, nas elei•›es de 2010, ao cargo de
no caso de envolvimento com o tr‡fico de
Deputado Federal, em determinado ente
entorpecentes.
federativo. Eleito, e ap—s ter tomado posse, foi
escolhido para Presidir a C‰mara dos 10. (FGV/SUDENE Ð 2013) De acordo com a
Deputados. Com base na hip—tese acima, Constitui•‹o Federal, assinale a alternativa
assinale a afirmativa correta. que apresenta uma condi•‹o para ser
considerado brasileiro nato.
a) Jo‹o n‹o poderia ter-se candidatado ao cargo de
a) Os que s‹o origin‡rios de pa’ses de l’ngua
Deputado Federal, uma vez que esse Ž um cargo
portuguesa com resid•ncia no Brasil por um ano
privativo de brasileiro nato.
ininterrupto.
b) Jo‹o n‹o poderia ser Deputado Federal, mas
b) Os estrangeiros de qualquer nacionalidade,
poderia ingressar na carreira diplom‡tica em que
residentes na Repœblica Federativa do Brasil h‡ mais
n‹o Ž exigido o requisito de ser brasileiro nato.
de quinze anos ininterruptamente.
c) Jo‹o poderia ter se candidatado ao cargo de
c) Os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou
Deputado Federal, bem como ser eleito, entretanto,
m‹e brasileira, desde que um deles esteja a servi•o
n‹o poderia ter sido escolhido Presidente da C‰mara
da Repœblica Federativa do Brasil.
dos Deputados, eis que esse cargo deve ser exercido
por brasileiro nato. d) Os portugueses com resid•ncia permanente no
Brasil.
d) Jo‹o n‹o poderia ter se candidatado ao cargo de
Deputado Federal, mas poderia ter se candidatado e) A nova legisla•‹o n‹o estabelece distin•‹o entre
ao cargo de Senador da Repœblica, mesmo sendo brasileiros natos e naturalizados.
brasileiro naturalizado.
11. (FGV / TJ-AM Ð 2013) Cada Estado nacional
7. (FGV / VII Exame de Ordem Unificado Ð tem a liberdade de definir aqueles que ser‹o os
2012) A Constitui•‹o de 1988 pro’be qualquer seus nacionais por meio do estabelecimento de
discrimina•‹o, por lei, entre brasileiros natos e regras gerais quanto ao direito ˆ
naturalizados, exceto os casos previstos pelo nacionalidade. No caso do Brasil, s‹o
pr—prio texto constitucional. Nesse sentido, Ž considerados brasileiros:
correto afirmar que somente brasileiro nato
pode exercer cargo de: a) os nascidos no estrangeiro, de pais de qualquer
nacionalidade, desde que qualquer um deles
a) Ministro do STF ou do STJ. estivesse a servi•o da Repœblica Federativa do
Brasil.
b) Diplomata.
b) os nascidos no estrangeiro, filhos de pai ou m‹e
c) Ministro da Justi•a.
brasileiros, desde que registrados em reparti•‹o
d) Senador. brasileira competente.
8. (FGV / VI Exame de Ordem Unificado Ð c) os nascidos no estrangeiro, filhos de pai ou m‹e
2012) Jo‹o, residente no Brasil h‡ cinco anos, brasileiros, desde que venham a residir no pa’s e
Ž acusado em outro pa’s de ter cometido crime optem, antes de atingida a maioridade, pela
pol’tico. Nesse caso, o Brasil: nacionalidade brasileira.
a) pode conceder a extradi•‹o se Jo‹o for d) os nascidos no estrangeiro, sem qualquer outra
estrangeiro. condi•‹o, desde que filhos de pai e m‹e brasileiros.
b) pode conceder a extradi•‹o se Jo‹o for brasileiro e) os nascidos em pa’s com o qual o Brasil mantenha
naturalizado e tiver cometido o crime antes da tratado de dupla cidadania.
naturaliza•‹o.
12. (FGV / TJ-AM Ð 2013) Tendo em vista o que
c) n‹o pode conceder a extradi•‹o, disp›e a Constitui•‹o da Repœblica Federativa
independentemente da nacionalidade de Jo‹o. do Brasil, assinale a alternativa que apresenta
um caso de atribui•‹o da nacionalidade
d) n‹o pode conceder a extradi•‹o apenas se Jo‹o
brasileira.
for brasileiro nato.
a) Kevin, nascido no Brasil, filho de pais canadenses
9. (FGV / V Exame de Ordem Unificado Ð 2011)
a servi•o do Governo do Canad‡.
No que tange ao direito de nacionalidade,
assinale a alternativa correta. b) Jonas, hoje com 21 anos, residente na cidade de
S‹o Paulo, nascido e registrado no Jap‹o, filho de
a) O brasileiro nato n‹o pode perder a nacionalidade.
Marcos e M‡rcia, domiciliados naquele pa’s, onde
b) O filho de pais alem‹es que est‹o no Brasil a trabalham em uma empresa multinacional.
servi•o de empresa privada alem‹ ser‡ brasileiro
c) JosŽ, portugu•s, domiciliado na cidade de Manaus
nato caso venha a nascer no Brasil.
h‡ seis meses.

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d) Mark, alem‹o, domiciliado na cidade de Aracajœ 15. (FEPESE / UDESC Ð 2010) Sobre os direitos
h‡ 10 anos, e que hoje est‡ em liberdade de nacionalidade, Ž incorreto afirmar:
condicional, ap—s condena•‹o pelo crime de tr‡fico
a) A Constitui•‹o brasileira consagra conjuntamente
de drogas.
os critŽrios jus soli e jus sanguinis para atribui•‹o da
e) Luigi, italiano, residente em Mil‹o, casado com nacionalidade.
Joana, que l‡ reside com ele.
b) ƒ privativo de brasileiro nato o cargo de
13. (FGV / TRE-PA Ð 2011) A Constitui•‹o de Presidente do Supremo Tribunal Federal.
1988, em rela•‹o ˆ nacionalidade, determina
c) S‹o brasileiros natos os nascidos na Repœblica
que:
Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros,
a) s‹o privativos de brasileiro nato os cargos de desde que estes n‹o estejam a servi•o de seu pa’s.
Presidente e Vice-Presidente da Repœblica,
d) Para que o brasileiro naturalizado seja
Presidente da C‰mara dos Deputados e Presidente
propriet‡rio de empresa jornal’stica e de
do Senado Federal, assim como os Ministros do STF
radiodifus‹o sonora e de sons e imagens, a
e do STJ.
Constitui•‹o brasileira exige a aquisi•‹o de
b) perde a nacionalidade brasileira aquele que nacionalidade brasileira h‡ mais de dez anos.
adquirir outra nacionalidade, sem exce•›es.
e) S‹o brasileiros naturalizados os estrangeiros de
c) Ž considerada brasileiro nato a pessoa nascida na qualquer nacionalidade, residentes na Repœblica
Repœblica Federativa do Brasil, ainda que de pais Federativa do Brasil h‡ mais de dez anos
estrangeiros a servi•o de seu pa’s. ininterruptos e sem condena•‹o penal, desde que
requeiram a nacionalidade brasileira.
d) os estrangeiros aqui residentes h‡ mais de 10
(dez) anos ininterruptos, sem condena•‹o penal, 16. (FGV/ TJ/PI - Analista Judici‡rio - 2015)
podem requerer a cidadania brasileira, tornando-se Adalberto Ž brasileiro nato e vive h‡ quinze
brasileiros naturalizados. anos em um determinado Pa’s da Europa. Em
determinado momento, foi editada uma lei
e) Ž brasileiro nato aquele nascido no estrangeiro de
nesse Pa’s que exigia a naturaliza•‹o dos
pai ou m‹e brasileira, desde que qualquer deles
estrangeiros ali residentes h‡ mais de dez
esteja a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil.
anos para que pudessem permanecer em seu
14. (FEPESE / ISS-SC Ð 2014) Em aten•‹o ˆ territ—rio. Em raz‹o dessa exig•ncia,
nacionalidade, de acordo com a Constitui•‹o da Adalberto requereu e teve deferida a
Repœblica: nacionalidade desse Pa’s. Ë luz da
sistem‡tica constitucional, Ž correto afirmar
1. S‹o brasileiros naturalizados os nascidos no que Adalberto:
estrangeiro de pai brasileiro ou m‹e brasileira, a) deve ser declarada a perda da nacionalidade
desde que qualquer deles esteja a servi•o da brasileira por ter obtido, a partir de requerimento
Repœblica Federativa do Brasil. seu, a nacionalidade estrangeira.
b) somente n‹o perderia a nacionalidade brasileira
2. S‹o brasileiros natos os nascidos no estrangeiro
caso fosse naturalizado estrangeiro por for•a de lei
de pai brasileiro ou m‹e brasileira, desde que sejam
do respectivo Pa’s, sem qualquer requerimento
registrados em reparti•‹o brasileira competente ou
nesse sentido.
venham a residir na Repœblica Federativa do Brasil e
c) n‹o perderia a nacionalidade brasileira se
optem, em qualquer tempo, depois de atingida a
estivesse no estrangeiro, de maneira impositiva, a
maioridade, pela nacionalidade brasileira.
servi•o da Repœblica Federativa do Brasil.
3. Salvo os casos previstos na Constitui•‹o da d) n‹o perder‡ a nacionalidade brasileira, pois a
Repœblica, ser‹o atribu’dos aos portugueses com naturaliza•‹o foi imposta, pela norma estrangeira,
resid•ncia permanente no Pa’s os direitos inerentes como condi•‹o para perman•ncia no territ—rio do
ao brasileiro, se houver reciprocidade em favor de respectivo Pa’s;
brasileiros. e) perder‡ a nacionalidade brasileira, pois a hip—tese
versa sobre reconhecimento de nacionalidade
4. Ser‡ declarada a perda da nacionalidade do origin‡ria pela lei estrangeira
brasileiro que adquirir outra nacionalidade em
decorr•ncia de reconhecimento de nacionalidade 17. (FGV / III Exame de Ordem Unificado Ð
origin‡ria pela lei estrangeira. 2011) De acordo com a Constitui•‹o da
Assinale a alternativa que indica todas as Repœblica, s‹o inalist‡veis e ineleg’veis:
afirmativas corretas: a) somente os analfabetos e os conscritos.
a) S‹o corretas apenas as afirmativas 1 e 3. b) os estrangeiros, os analfabetos e os conscritos.
b) S‹o corretas apenas as afirmativas 2 e 3. c) somente os estrangeiros e os analfabetos.
c) S‹o corretas apenas as afirmativas 2 e 4. d) somente os estrangeiros e os conscritos.
d) S‹o corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4. 18. (FGV / DPE-RJ Ð 2014) Direitos pol’ticos
s‹o instrumentos previstos na Constitui•‹o,
e) S‹o corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
atravŽs dos quais se manifesta a soberania

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popular, viabilizando a participa•‹o do cidad‹o domic’lio eleitoral nesse Estado. Suas


na coisa pœblica. Como exemplo desses perspectivas pol’ticas se alteram quando, ao
direitos pol’ticos, a Constitui•‹o assegura: liderar um grande movimento de combate ˆ
corrup•‹o, o seu nome ganha notoriedade em
a) o voto indireto e secreto, com valor igual para
‰mbito nacional. A partir de ent‹o, passa a
todos.
receber inœmeras propostas para concorrer a
b) o sufr‡gio universal e o voto direto, obrigat—rio diversos cargos eletivos, advindas, inclusive,
para os maiores de dezoito anos e menores de de outros Estados da Federa•‹o, a exemplo do
sessenta anos. Estado X. Nessas condi•›es, seduzido pelas
propostas, analisa algumas possibilidades. De
c) o voto facultativo para os analfabetos, os maiores acordo com a Constitui•‹o Federal, assinale a
de setenta anos, bem como pessoas maiores de op•‹o que indica o cargo eletivo ao qual AndrŽ
dezesseis e menores de dezoito anos. pode concorrer.
d) a a•‹o popular, que consiste em um processo a) Deputado Estadual pelo Estado X.
iniciado por, no m’nimo, 1% do popula•‹o nacional,
para destituir administradores ’mprobos. b) Deputado Federal pelo Estado E.

e) o plebiscito ou o referendo, nos quais o cidad‹o c) Senador da Repœblica pelo Estado E.


decide diretamente qual ser‡ o rumo legislativo
d) Governador pelo Estado E.
sobre matŽria de relev‰ncia nacional, sem qualquer
participa•‹o do Poder Legislativo durante o processo 22. (FGV / XX Exame de Ordem Unificado Ð
legislativo. 2016 Ð Reaplica•‹o de Prova Ð Salvador/BA)
Wilson, nascido nos Estados Unidos da AmŽrica,
19. (FGV / XIII Exame de Ordem Unificado Ð
com 29 anos de idade, Ž filho de pais
2014) No que concerne ˆs condi•›es de
brasileiros. Fluente na l’ngua portuguesa,
elegibilidade para o cargo de prefeito previstas
participa com brilho da pol’tica partid‡ria
na CRFB/88, assinale a op•‹o correta.
regional de um Estado da federa•‹o brasileira,
a) JosŽ, ex-prefeito, que renunciou ao cargo 120 dominado h‡ v‡rias gera•›es por sua fam’lia.
dias antes da elei•‹o poder‡ candidatar-se ˆ Esta natural inclina•‹o leva seus familiares a
reelei•‹o ao cargo de prefeito. incentiv‡-lo no sentido de concorrer ao
cargo de Governador do Estado nas elei•›es
b) Jo‹o, brasileiro, solteiro, 22 anos, poder‡ que ser‹o realizadas dali a dois anos. Sobre a
candidatar-se, pela primeira vez, ao cargo de possibilidade jur’dica de Wilson concorrer ao
prefeito. pleito, mais precisamente no que se refere
c) Marcos, brasileiro, 35 anos e analfabeto, poder‡ ˆs quest›es de nacionalidade e idade,
candidatar-se ao cargo de prefeito. assinale a afirmativa correta.

d) Lu’s, capit‹o do exŽrcito com 5 anos de servi•o, A) Wilson j‡ ter‡ completado, na data da elei•‹o,
mas que n‹o pretende e nem ir‡ afastar-se das a idade exig’vel para o exerc’cio do cargo
atividades militares, poder‡ candidatar-se ao cargo pleiteado, mas somente poder‡ concorrer caso
de prefeito. adquira a nacionalidade brasileira.

20. (FGV/TJ-AM Ð 2013) A Constitui•‹o da B) Wilson poder‡ concorrer, pois n‹o apenas
Repœblica Federativa do Brasil estabelece as contemplar‡ o requisito da idade, como, pelo
condi•›es para que um cidad‹o possa se simples fato de ser filho de brasileiros, possui
candidatar em uma elei•‹o, sendo certo que a automaticamente a nacionalidade de brasileiro
n‹o observ‰ncia de quaisquer delas Ž causa de nato.
impedimento para a candidatura. Um dos C) Wilson n‹o estar‡ apto a concorrer nesta
requisitos dispostos Ž a idade m’nima para o pr—xima elei•‹o para o cargo apontado, pois,
exerc’cio de determinados cargos pol’ticos. A mesmo que adquira a nacionalidade brasileira,
esse respeito, assinale a afirmativa correta. n‹o possuir‡ a idade m’nima exigida para o cargo.
a) A Constitui•‹o exige a idade m’nima de 18 anos
para Deputado Federal. D) Wilson n‹o poder‡ concorrer, pois, embora a
idade n‹o seja um problema, poder‡, no m‡ximo,
b) A Constitui•‹o exige a idade m’nima de 25 anos adquirir o status de brasileiro naturalizado,
para Prefeito. enquanto o cargo em quest‹o exige o status de
c) A Constitui•‹o exige a idade m’nima de 30 anos brasileiro nato.
para Deputado Estadual. 23. (FGV/ XII Exame de Ordem Ð 2013) Jo‹o,
d) A Constitui•‹o exige a idade m’nima de 18 anos 29 anos de idade, brasileiro naturalizado desde
para vereador. 1992, decidiu se candidatar, nas elei•›es de
2010, ao cargo de Deputado Federal, em
e) A Constitui•‹o exige a idade m’nima de 30 anos determinado ente federativo. Eleito, e ap—s ter
para Senador. tomado posse, foi escolhido para Presidir a
C‰mara dos Deputados, Com base na hip—tese
21. (FGV / XIX Exame de Ordem Ð 2016)
acima, assinale a afirmativa correta.
AndrŽ, jovem de 25 anos, Ž Vereador pelo
Munic’pio M, do Estado E. Portanto, com

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a) Jo‹o n‹o poderia ter-se candidatado ao cargo de Munic’pio ÒXÓ pelo partido Alfa. Contudo,
Deputado Federal, uma vez que esse Ž um cargo passados dez dias ap—s sua diploma•‹o, o
privativo de brasileiro nato. partido pol’tico Pi, advers‡rio de Alfa, aju’za
a•‹o de impugna•‹o de mandato eletivo,
b) Jo‹o n‹o poderia ser Deputado Federal, mas
perante a Justi•a Eleitoral, requerendo a
poderia ingressar na carreira diplom‡tica em que
anula•‹o da diploma•‹o de Jo‹o. Alegou o
n‹o Ž exigido o requisito de ser brasileiro nato.
referido partido pol’tico ter havido abuso do
c) Jo‹o poderia ter-se candidatado ao cargo de poder econ™mico por parte de Jo‹o na elei•‹o
Deputado Federal, bem como ser eleito, entretanto, em que logrou ser eleito, anexando, inclusive,
n‹o poderia ter sido escolhido Presidente da C‰mara provas que considerou irrefut‡veis. Jo‹o,
dos Deputados, eis que esse cargo deve ser exercido sentindo-se injusti•ado, j‡ que, em momento
por brasileiro nato. algum no decorrer da campanha ou mesmo
ap—s a divulga•‹o do resultado, teve
d) Jo‹o n‹o poderia ter-se candidatado ao cargo de conhecimento desses fatos, busca
Deputado Federal, mas poderia ter se candidatado aconselhamento com um advogado acerca da
ao cargo de Senador da Repœblica, mesmo sendo juridicidade do ajuizamento de tal a•‹o. Com
brasileiro naturalizado. base no caso narrado, assinale a op•‹o que
24. (FGV / IX Exame de Ordem Unificado Ð apresenta a orienta•‹o dada pelo advogado.
2012) JosŽ da Silva, prefeito do Munic’pio ÒXÓ,
integrante do Estado ÒYÓ, possui familiares que a) O Partido Pi n‹o poderia ter ingressado com a
pretendem concorrer a cargos eleg’veis nas a•‹o, pois abuso de poder econ™mico n‹o configura
pr—ximas elei•›es. Sobre essa situa•‹o, fundamento que tenha o cond‹o de viabilizar a
assinale a afirmativa correta. impugna•‹o de mandato eletivo conquistado pelo
voto.
a) JosŽ da Silva Junior, filho de JosŽ da Silva, que
ter‡ 18 anos completos na Žpoca da elei•‹o, poder‡ b) O Partido Pi respeitou os requisitos impostos pela
se candidatar ao cargo de deputado estadual de ÒYÓ, CRFB/88, tanto no que se refere ao fundamento
desde que JosŽ da Silva tenha se (abuso do poder econ™mico) para o ajuizamento da
desincompatibilizado seis meses antes do pleito. a•‹o como tambŽm em rela•‹o ˆ sua
tempestividade.
(b) Maria da Silva, esposa de JosŽ da Silva,
vereadora do munic’pio ÒXÓ, s— poder‡ concorrer c) O Partido Pi, nos termos do que disp›e a CRFB/88,
novamente ao cargo de vereadora, se JosŽ da Silva n‹o poderia ter ingressado com a a•‹o, pois,
se desincompatibilizar seis meses antes do pleito. ocorrida a diploma•‹o, precluso encontrava-se o
direito de impugnar o mandato eletivo de Jo‹o.
c) JosŽ da Silva poder‡ concorrer ao cargo de
governador do estado ÒZÓ, n‹o sendo necess‡rio que d) O Partido Pi s— poderia impugnar o mandato
renuncie ao mandato atŽ seis meses antes do pleito. eletivo que Jo‹o conquistou pelo voto popular em
momento anterior ˆ diploma•‹o, sob pena de
d) Pedro Costa, sobrinho de JosŽ da Silva, poder‡
afronta ao regime democr‡tico.
concorrer ao cargo de Vereador do Munic’pio ÒXÓ
mesmo que JosŽ da Silva n‹o tenha se
desincompatibilizado seis meses antes do pleito. 27. (FGV / VI Exame de Ordem Unificado Ð
2012) A respeito dos direitos pol’ticos,
25. (FGV / Senado Federal Ð 2012) A respeito
assinale a alternativa correta.
dos direitos pol’ticos previstos na CRFB,
assinale a afirmativa INCORRETA. a) O cancelamento de naturaliza•‹o por decis‹o do
MinistŽrio da Justi•a Ž caso de perda de direitos
a) A soberania popular ser‡ exercida pelo sufr‡gio
pol’ticos.
universal e pelo voto direto e secreto, com valor
igual para todos, e, nos termos da lei, mediante b) A condena•‹o criminal transitada em julgado,
plebiscito, referendo ou iniciativa popular. enquanto durarem seus efeitos, Ž caso de cassa•‹o
de direitos pol’ticos.
b) N‹o podem alistar-se como eleitores os
estrangeiros e, durante o per’odo do servi•o militar c) A improbidade administrativa Ž caso de
obrigat—rio, os conscritos. suspens‹o de direitos pol’ticos.
c) O mandato eletivo poder‡ ser impugnado ante a d) A incapacidade civil relativa Ž caso de perda de
Justi•a Eleitoral no prazo de quinze dias contados da direitos pol’ticos.
posse, instru’da a a•‹o com provas de abuso do
poder econ™mico, corrup•‹o ou fraude. 28. (FGV / IV Exame de Ordem Unificado Ð
2011) Os direitos pol’ticos n‹o podem ser
d) ƒ condi•‹o de elegibilidade o domic’lio eleitoral na cassados. Podem, no entanto, sofrer perda ou
circunscri•‹o. suspens‹o ˆ luz das normas constitucionais
pelo seguinte fundamento:
e) ƒ condi•‹o de elegibilidade a idade m’nima de
trinta e cinco anos para Senador. a) condena•‹o c’vel sem tr‰nsito em julgado.
b) incapacidade civil relativa, declarada
26. (FGV / XXIII Exame de Ordem Ð 2017) judicialmente.
Jo‹o, rico comerciante, Ž eleito vereador do

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c) cancelamento de naturaliza•‹o por decis‹o 31. (FGV / XXIV Exame de Ordem Unificado Ð
administrativa. 2017) Numerosos partidos pol’ticos de
oposi•‹o ao governo federal iniciaram
d) improbidade administrativa.
tratativas a fim de se fundirem, criando um
29. (FGV / DPE-RJ Ð 2014) A mesma novo partido, o Partido Delta. Almejam, com
Constitui•‹o da Repœblica que assegura os isso, criar uma for•a pol’tica de maior
direitos pol’ticos como instrumentos por meio relev‰ncia no contexto nacional. Preocupados
dos quais se garante o exerc’cio da soberania com a repercuss‹o da iniciativa no ‰mbito das
popular, prev• a perda ou suspens‹o dos pol’ticas regionais e percebendo que as
mesmos, no caso de: tratativas pol’ticas est‹o avan•adas, alguns
deputados federais buscam argumentos
a) incapacidade civil relativa, como na hip—tese de jur’dico-constitucionais que impe•am a cria•‹o
interdi•‹o, na forma da lei. desse novo partido. Em reuni‹o, concluem que,
b) condena•‹o criminal por improbidade embora o quadro jur’dico-constitucional
administrativa, atravŽs de senten•a penal transitada brasileiro n‹o vede a fus‹o de partidos
em julgado. pol’ticos, estes, como pessoas jur’dicas de
direito pœblico, somente poder‹o ser criados
c) pr‡tica de ato de improbidade administrativa, mediante lei aprovada no Congresso Nacional.
reconhecida em regular processo administrativo Ao submeterem essas conclus›es a um
transitado em julgado. competente advogado, este, alicer•ado na
Constitui•‹o da Repœblica, afirma que os
d) recusa de cumprir obriga•‹o a todos imposta ou
deputados federais:
presta•‹o alternativa, na forma da lei.
A) est‹o corretos quanto ˆ possibilidade de fus‹o
e) condena•‹o criminal por crime hediondo, com
entre partidos pol’ticos, mas equivocados quanto ˆ
decis‹o judicial transitada em julgado, hip—tese em
necessidade de cria•‹o de partido por via de lei, j‡
que ocorre cassa•‹o dos direitos pol’ticos enquanto
que, no Brasil, os partidos pol’ticos possuem
durarem os efeitos da condena•‹o.
personalidade jur’dica de direito privado.
30. (FGV / X Exame de Ordem Unificado Ð
B) est‹o equivocados quanto ˆ possibilidade de
2013) Apesar da exist•ncia de v‡rios partidos
fus‹o entre partidos pol’ticos no Brasil, embora
pol’ticos por for•a de quest›es regionais,
estejam corretos quanto ˆ necessidade de que a
conjunturais e do v’nculo da fidelidade
cria•‹o de partidos pol’ticos se d• pela via legal, por
partid‡ria, Ž comum a cada ano o surgimento
serem pessoas jur’dicas de direito pœblico.
de novas agremia•›es no cen‡rio nacional.
Quanto ao funcionamento dos partidos C) est‹o equivocados, pois a Constitui•‹o da
pol’ticos, ˆ luz das normas constitucionais, Repœblica n‹o s— proibiu a fus‹o entre partidos
assinale a afirmativa correta. pol’ticos como tambŽm deixou a critŽrio do novo
partido pol’tico escolher a personalidade jur’dica de
a) Podem receber recursos financeiros de governo
direito que ir‡ assumir, pœblica ou privada.
estrangeiro.
D) est‹o corretos, pois a Constitui•‹o da Repœblica,
b) Devem prestar as contas partid‡rias perante
ao exigir que a cria•‹o ou a fus‹o de partidos
Conselho Especial.
pol’ticos se d• pela via legislativa, concedeu ao
c) Podem ter car‡ter regional, representando pelo Congresso Nacional amplos poderes de fiscaliza•‹o
menos duas regi›es. para sua cria•‹o ou fus‹o.
d) T•m acesso gratuito ao r‡dio e ˆ televis‹o nos
limites legais.

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