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História da Língua

Portuguesa

“DIVERSIDADE E UNIDADE: A
AVENTURA LINGUÍSTICA DO
PORTUGUÊS”
ROSA VIRGÍNIA MATTOS E SILVA
Limites séc XIII -Portugal Hoje
Portugal – séc. XII – Centros culturais

 Universidade de Coimbra e Lisboa

 1290 – criação (Lisboa)


 Reinado D. Dinis
 1537 em Coimbra
Mosteiros

 Mosteiro de Santa Cruz – Coimbra (1131)


Mosteiros

 Mosteiro de Alcobaça – Alcobaça – 1178


Túmulos de Inês e Pedro (1358-67)
Séc. XIV e XV

 Tradução e reprodução de documentos literários e


pára-literários

 (cronicões, nobiliários, novelas de cavalaria,


cancioneiros, hagiografias)

 Normas de escrita (scriptoria medievais Alcobaça)


Séc XIV

 Eixo Lisboa-Coimbra

 Lisboa – cosmopolita – mais povoada, primeiro


porto e porta para o mundo

 Arquipélagos do Atlântico Norte – Madeira e Açores

 1415 – tomada de Ceuta – início das conquistas


ultramarinas
A partir séc XIV

 Dialeto de prestígio – nesse entremear-se


sociolinguístico do centro atlântico de Portugal

 Normativização – gramáticos quinhentistas


 Livros impressos – difusão do ensino
 Latim ainda língua de cultura por excelência
 Português língua oficial (D. Dinis) desde séc XIII
 Séc XVI, 1536, Fernão de Oliveira – análise da língua
portuguesa (1ª gramática)
Gramática – Fernão de Oliveira (p.10)
LISBOA

 Fins séc XV – início XVI


 “Praça e feira de todo o universo”
 1 milhão de habitantes (viver, negociar, viajar mares)
 “Ratinhos” – das Beiras e do norte – modos de falar
 “Saloios” – descendentes dos árabes
 Nomeação depreciativa
 1443 – negros escravizados – 10% da população
 Índios do Brasil e Índia
 China (japoneses e chineses)
Falas e normas

 Estratificação social e diversidade linguística


 Variantes diatópicas, diastráticas, multiliguismo,
dialetos de transição

 Gil Vicente – exemplo (Paul Teysser)

 Norma (tese de Buesco: Babel ou a ruptura do signo


- 1983)
1536 – Fernão de Oliveira – 1540 – João de Barros
1574 – Pero de Magalhães de Gândavo (p.13)
A língua

 A questão das línguas nacionais, ou “vulgares”, (...)


emerge como uma forma de afirmação de identidade
e autonomia nacionais. (p.13)

 Necessidade local de afirmar-se frente ao poder, não


só político, como linguístico

 Império – ao expandir-se, firmar-se, devia,


necessitava (a língua) ser regulada para, a partir daí,
criarem-se mecanismos efetivos de dominação –
língua instrumento indispensável (p.13)
O texto escrito

 Para a difusão da fé e do império,


i.é, para dominação política,
cultural, linguística e religiosa
subsequente.
2º parte
Parte II

 Português europeu contemporâneo -> língua quase


“perfeita”

 Por ocupar área de estabilidade -> delimitação das


fronteiras séc XII e sem minorias linguísticas

 Fronteira linguística não coincide com fronteira


territorial
 Análise da variação diatópica tem sido feita

 Variação diastrática pouco analisada

 Norma consolidada desde o séc XVI – eixo Lisboa-


Coimbra (dialetos literários e “dialeto de escola”)

 Crítica: discussão sobre – a partir do respeito à


diversidade linguística
 Nas últimas décadas um fator novo: variantes
linguísticas dos retornados de África e a intromissão
do português brasileiro (novelas)

 LUSOFONIA

 História da expansão do Português no mundo

 Sketches gato fedorento


O caso brasileiro

 Multilinguismo X monolinguismo

 170 línguas indígenas

 Línguas autóctones, mais de 180 nações indígenas

 (1988) – população indígena de 220.000

(atualização de dados – 308 etnias/896,9 mil/274


línguas – Censo 2010)
O caso brasileiro

 Língua -> instrumento de dominação dos segmentos


que detém o poder

 O processo quinhentista persiste, a ideologia da


homogeneização cultural e linguística também

 Glotocídio (extinção idiomática) das línguas


indígenas

 Citação páginas 17/18


O caso brasileiro

 Análise histórica da expansão -> aculturação/


unilinguismo ou plurilinguismo das etnias indígenas
 (p.18 - destacar)

 Sobre renascimentos linguísticos

 Surgimentos de novas formas de comunicação linguística


– expansão colonial de povos europeus (crioulos –
provenientes de pidgins)

 Crioulo se instituem como língua materna de sociedades


colonizadas do séc XVI - (Sôdade, Cesária Évora)
População do Brasil
O português do Brasil

 Diacronia e sincronia

 Diacronia

 Brasil – área estável – fronteiras linguísticas coincidem com as políticas (exceto


fronteira sul – espanhol e guarani – fronteira amazônica – línguas indígenas)

 Nos dois primeiros séculos de colonização – não se impôs como majoritária (língua
do colonizador)

 Séc XVI – extensão litoral ocupada - > 30.000 brancos e mestiços integrados/ 1 ou 2
milhões de indígenas / 30.000 negros

 Séc seguinte - > 200.000 branca e mestiça / 1,5 milhão indígena/ 400.000 negra

 Séc XVIII -> 500.000 branca e mestiça / 1 milhão escrava negra (definição do
português)
O caso brasileiro

 PORTUGUÊS NO BRASIL

 Séc XVIII – Marques de Pombal (1757) – início de


uma nova plítica linguistica e cultural – cria a
primeira rede leiga de ensino (expulsão dos jesuítas)

 Língua portuguesa obrigatória (p.22)


O português no Brasil

 Língua com interferências do português (das missões


jesuíticas) – o tupi (tupinambá) foi usada como
língua geral na colônia ao lado do português

 Séc XIX – vinda da família real -> L.P como língua


nacional e oficial
O caso brasileiro

 Sincronia

 Diversidade horizontal em detrimento da vertical


pesa mais no português europeu e o contrário no
brasileiro

 No Brasil -> variações sócio-culturais maior

 Quadro p. 23
Variações dialetais diatópicas Brasil X Portugal

 No Brasil, diferente de Portugal, não há como definir


uma fronteira dialetal

 p.26/27

 A diversidade e a norma no Brasil do fim do século


XX
A língua portuguesa no mundo

 LUSITÂNIA: espaço geolinguístico

 LUSOFALANTES: usuário

 LUSITÂNIAS
 1. ANTIGA – Portugal, Madeira e Açores
 2. NOVA - Brasil
 3. NOVÍSSIMA – nações africanas
 4. PERDIDA – regiões da Ásia ou da Oceania
 5. DISPERSA – comunidades de fala espalhadas
A língua portuguesa no mundo

 Traços sociolínguisticos da Lusitânia Antiga

 Portugal -> 1. língua berço = esclusivismo


2. língua materna = unidade de língua
3. língua oficial = adotado em atos e
docs
4. língua nacional = falada em todo o
continente e insular
5. língua de cultura = (Camões,
Pessoa...) – língua padrão/norma culta
A língua portuguesa no mundo

 Lusitânia Nova -> Brasil


 Língua berço -> língua transplantada
 Sobre os falares indígenas (170 – 1986) – à época do
descobrimento cerca de 350
 Troncos -> tupi e macro-jê >famílias > línguas
isoladas
 Língua geral -> língua popular, geral a índios
missionados e aculturados e a não-índios -> língua
brasílica
A língua brasileira no mundo

 Koiné (forma de falar que se sobrepõe a outras


modalidades de falares da mesma comunidade
linguística, como instrumento geral e padronizado de
intercâmbio verbal*) de base tupi – citação p. 24 (Sílvio
Elia)

 As línguas gerais (norte nheengatu – sul


abanheenga) - > progressivamente substituídas pelo
português

 *tupi -> língua geral/galego português -> koiné literária


dos cancioneiros
A língua portuguesa no mundo

 Línguas africanas foram absorvidas (norte –


sudanesa/sul – banto)

 Duas línguas principais -> nagô e iorubá (norte) –


quimbundo (sul)

 Restringiu-se aos rituais religiosos, cânticos e


danças, contos populares – foi perdendo a
generalidade pela imposição do português
A língua portuguesa no mundo

 Citação de Houaiss (p.27)

 “lusitanização com literatação”

 Páginas 28/29 – discussão

 TRAÇOS SOCIOLINGUÍSTICOS - > língua nacional e língua


materna