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Agricultura Tradicional (Vânia Silva 2011).

A agricultura tradicional é o tipo de atividade agrícola que utiliza técnicas artesanais,


ancestrais e rudimentares, tais como o uso da enxada, do arado, da queimada e da tração
animal. É praticada em pequenos terrenos. Esta apresenta baixo rendimento e baixa
produtividade. A sua produção destina-se ao auto-consumo e é praticada essencialmente em
países em desenvolvimento. Normalmente a agricultura tradicional utiliza a policultura, ou
seja, o cultivo de diferentes produtos no mesmo terreno.

A agricultura tradicional apresenta várias características tais como:

 Predomino da policultura, permitindo a produção de diversos tipos de produtos


anuais;
 Fraco investimento de capitais;
 Destina-se a consumo familiar e auto-consumo;
 Tem baixo rendimento e produtividade;
 Os instrumentos de trabalho são simples e rudimentares;
 A terra é trabalhada de forma descontinua e intensiva;
 Demonstra os conhecimentos básicos do agricultor;
 É praticada por uma elevada percentagem da população, cerca de 70% da população
ativa dos países em desenvolvimento.

As tarefas agrícolas são exclusivamente manuais ou através de animais, vê-se a ausência de


maquinação.

A produção para a autossuficiência, visto que normalmente não exportam as suas plantações
para o mercado.

A agricultura tradicional apresenta vários problemas, tais como:

 Dependência das condições ambientais;


 Fraca produtividade;
 Envelhecimento e baixa instrução dos agricultores;
 Desflorestação e erosão dos solos;
 Desertificação;
 Esgotamento dos solos;
 Poluição ambiental.

Técnicas utilizadas na agricultura tradicional

A agricultura tradicional aplica matéria orgânica de origem animal ou vegetal no solo, como
adubos. Mas desenvolveu outras técnicas para manter a fertilidade dos solos agrícolas. Tais
como:

Terreno com pousio

O terreno é dividido em partes, ficando uma delas alternadamente, por cultivar durante algum
tempo. Deste modo o solo torna-se mais fértil, permitindo um maior rendimento e
produtividade. Na parcela que fica por cultivar desenvolve-se ervas espontâneas ou
semeadas, que são enterradas antes da nova cultura, criando assim o adubo verde.

Rotação de culturas

Os agricultores observaram que o cultivo das mesmas culturas nos mesmo locais, favoreciam
a disseminação de pragas e pestes e reduziam a fertilidade do solo. Então, optou-se por
dividir o terreno em varias áreas de modo a que em cada ano as parcelas sejam cultivadas
com diferentes espécies previamente selecionados.

O processo de gestão dos nutrientes do solo é adquirido através da plantação de raízes,


seguida de aliáceas, depois leguminosas e por fim os legumes. Formando um ciclo. As
aliáceas (alho, alho francês, cebola, etc.) têm uma ação anti-bacteriana no solo, assegurando a
sua limpeza. As raízes (batatas, nabos, cenouras, etc) arejam o solo. As leguminosas
(ervilhas, favas, feijões, etc.) fixam o azoto no solo, de modo a que este se torne mais rico. E
por fim as folhas e frutos (couves, brócolos, tomates, etc.) que beneficiam o que foi deixado
pelos seus antecessores.

Associação de culturas

É semeado diversas espécies com diferentes características simultaneamente. Como por


exemplo o cultivo da cenouras simultaneamente com alfaces, visto que têm diferente
velocidade de crescimento. E o cultivo de milho e da aboboreira tendo em conta que têm
diferentes necessidades de luz.