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TRABALHO DE FILOSOFIA

Aluno : Diogo Bruno


Serie: 8 ano D
TEMA : Ética com os animais
Teorias éticas e animais não humanos

A ética é a reflexão crítica sobre como devemos agir e


por quê. A ética animal é o campo que trata de como e
por que devemos levar em conta os animais não
humanos nas nossas decisões morais.

As diferentes teorias éticas discordam sobre como


devemos atuar em várias situações. Por exemplo, de
acordo com algumas perspectivas, mentir é sempre
errado, independentemente das consequências. Já
outras defendem que se devemos mentir ou não
depende da situação em si e do resultado que poderá
ter para os afetados pela mentira.

Apesar das suas muitas diferenças, todas as teorias


éticas mais amplamente aceitas defendem a
consideração moral dos animais não humanos e
rejeitam o especismo (a discriminação contra estes
animais). Os argumentos de cada teoria são distintos,
já que cada uma tem o seu próprio conjunto de razões
sobre por que deveríamos agir de determinadas
maneiras e não de outras. No entanto, os diferentes
argumentos utilizados em todas estas teorias acabam
por chegar à mesma conclusão: que devemos ter em
consideração os interesses de todos os seres
sencientes. Isso ocorre porque eles se aplicam
universalmente e não apenas a uma teoria específica.
Discriminação é uma consideração moral
diferenciada sem justificativa

Quando damos consideração moral a alguém, isso significa


simplesmente que nós levamos em conta a maneira pela
qual serão afetados por nossas ações e omissões, atitudes
e decisões. A consideração moral não precisa ser aplicada
somente a criaturas sencientes (conscientes). Algumas
pessoas dão consideração moral a coisas tais como
ecossistemas ou espécies, embora geralmente a
consideração moral só seja dada a seres conscientes.
Podemos dar, e damos, maior ou menor consideração
moral a uns seres que a outros. Especismo é dar
consideração moral diferente a diferentes seres sencientes
devido a razões injustas.
Discriminação e exploração
Aqueles que são discriminados são muitas vezes explorados. É possível
discriminar os outros mas ainda assim tratá-los bem. Contudo, é discriminação
tratar alguém não tão bem quanto tratamos os outros devido a razões arbitrárias,
e portanto injustas, como cor da pele ou sexo.

Especismo é uma forma de discriminação — discriminação contra aqueles


e aquelas que não pertencem a certa espécie. Na maioria das sociedades
humanas é considerado completamente normal discriminar animais de outras
espécies. As maneiras pelas quais essa discriminação ocorre e sua severidade
variam de lugar para lugar, e certos animais são tratados de maneira pior em
alguns lugares do que em outros. Por exemplo, cães, vacas e golfinhos são
considerados de forma muito diferente dependendo da sociedade. Uma coisa
que a maioria das sociedades têm em comum é que elas discriminam de maneira
muito danosa pelo menos algumas espécies de animais.

A discriminação especista é tão comum que a maioria das pessoas não pensa
questioná-la exceto em casos onde o tipo ou o grau de discriminação é incomum.
Como resultado, seres humanos exploram animais não humanos ao longo
do dia a dia, utilizando-os como recursos. Isso acontece de diversas maneiras.
Os animais não humanos são consumidos como comida, utilizados para
vestimenta, atormentados e assassinados para entretenimento, explorados para
trabalhar, e criados e assassinados para que as partes de seus corpos possam
ser utilizadas como matéria-prima de cosméticos e outros produtos de consumo.
Eles são, essencialmente, escravos.

Mesmo quando os animais não são explorados, ainda assim são


discriminadosporque eles não são levados em consideração de maneira séria2.
Humanos têm uma variedade de atitudes para com os animais. Existem alguns
que não tratam os animais com respeito algum. Uma minoria de pessoas não
possui preocupação alguma com a maneira pela qual os animais são tratados e
não está preocupada nem mesmo quando os animais são torturados inutilmente.
Uma versão menos extrema desse ponto de vista é apresentada por pessoas
que se opõem a torturar animais de maneiras incomuns ou meramente por
diversão, mas ainda assim não pensam que importe muito que os animais sofram
devido à maneira que os humanos os tratam, desde que os humanos se
beneficiem disso.

Existem outros que tratam os animais com algum respeito, mas, ainda assim, os
discriminam e arbitrariamente os tratam pior porque não são membros da
espécie humana. A mesma coisa pode ser vista em atitudes racistas: é possível
alguém ser contra a escravidão humana mas, ainda assim, ser racista 3.

É geralmente pensado que apenas seres humanos merecem consideração


moral plena. Muitas vezes, é considerado aceitável prejudicar um animal se fazê-
lo trouxer algum benefício a humanos — não importa o quão pequeno seja o
benefício. E muito embora seja considerada uma coisa boa socorrer humanos
em necessidade, quando animais não humanos necessitam de ajuda eles
muitas vezes são abandonados à própria sorte. Isso acontece em particular
no caso dos animais não humanos que vivem na natureza.

Não é necessário que se odeie ou que se queira prejudicar alguém para


discriminá-lo, nem é necessário que se tenha um caráter sádico 4. A
discriminação contra os animais não humanos é simplesmente uma questão de
não dar importância aos danos ou benefícios que poderiam ocorrer a eles como
consequência de nosso comportamento para com deles, enquanto levaríamos
tais danos e benefícios em consideração diante de humanos. Além disso, certos
animais são discriminados não em comparação a seres humanos, mas em
comparação a outros animais não humanos. Por exemplo, é possível que
alguém tenha mais respeito por cães que por porcos, ou por mamíferos que por
outros animais, mesmo em situações em que o animal menos respeitado for
prejudicado como resultado. Por exemplo, é possível que alguém rejeite o uso
de cães e gatos como comida (uma prática aceitável em alguns países) mas
aceite o consumo de, digamos, galinhas e peixes5. Isso também é uma forma de
discriminação especista, dado que todos os animais sencientes possuem um
interesse em não serem prejudicados independentemente da espécie a qual eles
pertençam.

Uma forma comum de especismo que muitas vezes passa despercebida é


a discriminação contra animais muito pequenos. Em geral, temos uma
disposição psicológica a nos importarmos menos com animais pequenos. Muitas
pessoas consideram um cavalo muito mais merecedor de consideração do que,
por exemplo, um rato, simplesmente devido aos seus tamanhos relativos 6.
Temos uma tendência para pensar que animais menores são menos
conscientes, sendo que isso não é necessariamente assim
É possível justificar o especismo?
Nos dias atuais, o racismo e o sexismo são ainda defendidos por algumas
pessoas. Contudo, muitos de nós os rejeitamos por serem discriminações
arbitrárias. A questão é: como podemos nos opor ao racismo e sexismo mas
aceitar o especismo7?

Nenhuma das razões oferecidas para defender o especismo pode realmente


justificá-lo. Algumas vezes é mantido que podemos discriminar animais não
humanos simplesmente porque eles não são humanos. Mas isso é meramente
uma circunstância biológica, tal como nascer com um sexo ou outro, ou com esta
ou aquela cor da pele. É completamente arbitrário, e não pode justificar a
discriminação. Às vezes, é dito que os humanos sentem mais simpatia por outros
humanos do que por animais não humanos. Mas essa não é uma razão que
justifica a discriminação contra os animais não humanos. Pessoas racistas e
xenofóbicas sentem mais simpatia por certos humanos do que por outros. Mas
isso não justifica a sua atitude.

Outros alegam que podemos discriminar os outros animais porque suas


inteligências não são similares à inteligência humana. Mas isso não leva em
conta o fato de muitos humanos não possuírem o mesmo tipo ou grau de
inteligência. Crianças pequenas e aqueles que são cognitivamente deficientes,
por exemplo, não possuem o que geralmente imaginamos quando pensamos em
“inteligência humana”. Felizmente, a maioria das pessoas se opõe à
discriminação contra humanos por esses motivos. Mas se a inteligência não
pode ser uma razão para justificar tratar alguns humanos pior que os outros,
também não pode ser uma razão para justificar tratar os animais não humanos
pior que os humanos.
FONTES
http://www.animal-ethics.org/etica-animais-
secao/