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29/03/2018 A brandura da psicologia de Albert Bandura – Comunidade Cultura e Arte

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A brandura da psicologia de Albert


Bandura
por Lucas Brandão — 13 Setembro, 2017 em Sociedade

Albert Bandura é um dos nonagenários mais célebres no contexto da academia norte-


americana. De seus méritos e investigações, a psicologia está em todos eles, assente na
exploração daquilo que é a perceção da personalidade, do comportamento, da
aprendizagem, e do papel social em todas estas vertentes psicológicas. Uma das
referências institucionais desta área em todo o mundo, é, amiúde, referido e estudado
por universidades de todo o mundo, para além de ser reivindicado e aplicado em vários

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contextos práticos. Bandura construiu-se,


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assim, como um académico que nunca
esqueceu a sua importância para lá das 
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barreiras dos ensaios e das teorias, lançando-
se, a partir do impulso dos seus postulados,
para a discussão quotidiana social.

Albert Bandura nasceu em Mundare, na


província canadiana do Alberta, no dia 4 de
dezembro de 1925, sendo o mais novo dos seis
lhos de um casal de descendência polaca, do
lado do pai, e ucraniana, do lado da mãe. As limitações existentes na educação naquela
cidade obrigaram-no a emancipar-se desde cedo, aprendendo de forma autónoma, e
incutindo, a si próprio, a vontade de estudar. Os seus progenitores encorajaram-no a
desvendar o território que cercava a sua cidade, pelo que consolidou essa
independência. Após terminar o ensino secundário, trabalhou na proteção da autoestrada
do Alaska, lutando contra a sua submersão natural. Foi nestas experiências pela tundra
daquele estado norte-americano que se tornou interessado na psicopatologia, ao
contactar com uma subcultura em que muitos dos seus residentes se prendiam com
hábitos de jogo e de bebida, ajudando-lhe a abrir os seus horizontes e perspetivas de
vida e de investigação.

Com 24 anos, passou a viver nos Estados Unidos da América, naturalizando-se em 1956,
e habitando lá até aos dias de hoje, após casar-se com Virginia Varns, e, com ela, ter
duas lhas, sendo elas Carol e Mary. Curiosamente, o primeiro contacto que teria com a
psicologia seria casual, pois apenas se inscreveu num curso da área, antes de se
licenciar, em 1949, na University of British Columbia, por lazer. Depois dessa graduação,
moveu-se de malas e bagagens para o, à data, grande polo de psicologia teórica, a
University of Iowa, obtendo o seu mestrado em 1951, e o doutoramento um ano depois.
Como conselheiro académico, teve Arthur Benton, para além do apoio de Clark Hull e de
Kenneth Spence.

Foi nesta instituição académica que Bandura começou a moldar o seu estilo investigativo
e psicológico, apostando em testes experimentais de forma sistemática e replicável. A
esse per l, juntou, nas pesquisas que foi fazendo, representações de fenómenos
mentais, como imagens e representações várias, assim como a noção tácita da existência
de um determinismo recíproco. Esta iluminação contextual fazia-lo crer em que existi
uma relação de in uência mútua entre um agente e o ambiente em que este se
enquadra, separando-se daquilo que era a tendência mais normalizada então, o
behaviorismo. Consoante foi ganhando experiência, a proporção de ferramentas
conceptuais com as quais ia lidando e trabalhando fez-se acompanhar a esse 
crescimento empírico, incluindo modelos de observação de fenómenos, e de

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aprendizagem correspondentes a estes, para além da autorregulação associada aos


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mesmos.

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Sempre pioneiro e carismático, foi incentivando os seus colegas a usar esse seu método
prático para abordar os processos mentais, opondo-se às mais mentalistas psicanálise e
personologia (estudo da personalidade). O seu pós-doutoramento foi efetuado no
Wichita Guidance Center, no estado de Kansas, e passou a dar aulas na Stanford
University, logo em 1953, instituição onde ainda leciona. Em 1974, tornou-se presidente
da maior associação de psicólogos do mundo, a American Psychological Association
(APA), assumindo essa candidatura somente na tentativa de ter os seus quinze minutos
de fama.

Quanto à sua carreira investigativa propriamente dita, e in uenciado pelo trabalho de


Robert Sears sobre o comportamento social e a aprendizagem identi cativa, arrancou-a
com o objetivo de perceber o papel da modelação social na motivação humana, no
pensamento e na ação. Colaborando com o seu primeiro estudante de doutoramento
Richard Walters, também desenvolveu alguns estudos sobre a aprendizagem social, e a
noção de agressão, desembocando numa ilustração daquilo que é o papel crucial da
modelação no comportamento humano, e levou à construção das bases daquilo que é a
aprendizagem observacional. Esta, observando os comportamentos dos outros, fomenta
esta forma de aprendizagem social, à luz de vários processos, e de agentes familiares ou
íntimos como modelos nessa incorporação de conhecimentos, numa espécie de
condicionamento implícito.

A primeira grande teoria de Bandura foi o da aprendizagem social, onde examinou as


fundações da aprendizagem humana, para além da vontade das crianças e dos adultos
imitarem comportamentos observados em terceiros. De acordo com esta teoria, os
modelos são uma fonte importante para a aprendizagem de novos comportamentos,
para além de alcançar alterações a esse nível em condições institucionalizadas e
reguladas. Nesse prisma, há três tipos de sistemas regulatórios que podem atuar nesse
controlo do comportamento: primeiro, argumentos ou casos antecedentes, que
permitem in uenciar aquilo que é a resposta e o tempo durante o qual o
comportamento se veri ca. Aqui, revela-se crucial o estímulo ser, antes da resposta
comportamental, apropriado àquilo que é o contexto social inerente, e os atores da
interação. Em segundo lugar, existem as in uências provindas de respostas aos
comportamentos, em forma de experiências e de observações, que impactam a
ocorrência dos mesmos no futuro. Por m, a importância das funções cognitivas nessa
aprendizagem, em que a memória gera a recordação daquilo que foi comportamentos
passados em relação a outros indivíduos, como a emoção de agressividade. No fundo, a
observação e a imitação de comportamentos de outros é a chave desta teoria, com a
aprendizagem, em forma de processo cognitivo a dar-se num dado contexto social,

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tendo em conta as consequências dos supramencionados comportamentos,


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sintonizando-se com o behaviorismo.

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Ainda no que toca à agressão, também a orada pelo behaviorista B.F. Skinner, o
canadiano considerou curto determinar, como modi cadores comportamentais, a
recompensa e o castigo, à luz do condicionamento clássico e operante. Voltando a
realçar que grande parte da conduta é aprendida a partir de outros seres humanos,
focou-se naquilo que era o tratamento de crianças agressivas a partir das fontes de
violência nas suas vidas. Este trabalho culminou, ao lado de Neal Miller e de John
Dollard, no conjunto de experiências com um Bobo Doll, em 1961, e em 1963. Estas
passaram por ver aquilo que as crianças faziam a esse boneco, que se reergue após ser
empurrado ou derrubado, depois de ver um adulto a agir de forma agressiva em relação
ao mesmo; para além de verem esse modelo a receber uma dada recompensa ou castigo
após se comportarem desse modo para com o boneco.

Os resultados comprovaram que, consoante os modelos se tornavam agressivos,


também eles se comportavam dessa forma, variando a in uência desses modelos
sociais, pois as crianças de um dado sexo associavam-se mais ao comportamento
daquilo que eram as referências do seu. Porém, se a consequência fosse negativa, a
propensão de os imitar era menor. Este conjunto de experimentações levou a comprovar

aquilo que Bandura vinha postulando, em que as pessoas não só aprendem após terem

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uma dada consequência pelos seus comportamentos, mas que poderiam, também, ser
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ensinadas pela observação. Tudo isto deu o colorido empírico necessário para que a obra
“Social Learning Theory”, tratado datado de 1977, se tornasse ainda mais credível e 
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proeminente; e o mote necessário para uma psicologia mais voltada para a cognição. Não
obstante, as críticas existiram, nomeadamente sobre o estimular de atitudes e posturas
agressivas nas crianças.

“Psychology cannot tell people how they ought to live their lives. It can however,
provide them with the means for effecting personal and social change.”

“Social Learning Theory” (1977)

Quanto à teoria da cognição social (advinda da teoria de aprendizagem social), em


meados dos anos 80, a pesquisa encetada por Bandura havia conhecido uma maior
amplitude, uma visão holística que conseguia envolver a cognição humana no contexto
da aprendizagem social. É aqui que surge a tal teorização, em que parte da aprendizagem
de um indivíduo pode decorrer na observação de outros, tanto em interações sociais,
experiências, ou até nos próprios meios de comunicação, em que certas guras são
con guradas como exemplos a seguir. Enquanto alguém observa um exemplo a
comportar-se de certa forma, para além daquilo que são as consequências desse
comportamento, as sequências de eventualidades que liga o histórico desses registos
comportamentais são despertadas, e a informação proveniente é usada para guiar a
conduta subsequente. Observar esse modelo permite a quem vê envolver-se ao
comportamento aprendido, estando a sobrevivência do ser humano ligada a essa
replicação, para além da tentativa-erro.

A experiência do Bobo Doll permitiu, alguns anos depois, concluir que há uma relação
direta entre a autoe cácia percebida por cada um, e a propensão de acontecimento de
alterações comportamentais. A autoe cácia deriva, por sua vez, de concretizações
pessoais, da experiência que gera dor e sofrimento, da persuasão verbal, e dos estados
siológicos. A teoria, no seu corpo, explica-se a partir de três vetores-chave, sendo eles
o pessoal – se o indivíduo tem uma autoe cácia grande ou baixa em relação ao
comportamento – o comportamental – a resposta dele após concretizar um dado
comportamento – e o ambiental – aspetos que in uenciam a capacidade do ser humano
de efetivar esse ou outro comportamento. Tudo isto foi versado em “Social Foundations
of Thought and Action: A Social Cognitive Theory” (1986), apresentando os homens como
auto-organizados, proativos, autorre exivos, e autorregulados, para lá daquilo que é o
meio externo. Nesta mesma obra, apresenta-se uma tríade, em que as partes funcionam
de forma mútua e recíproca. Os elementos constituintes são o comportamento humano,
os fatores ambientais e os fatores humanos, incluindo a cognição individual, e diversos
eventos biológicos e afetivos. Aqui, retorna-se à ideia do determinismo recíproco, em que

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se governam as relações causais desses efeitos, onde todos os automatismos humanos


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acabam por ndar na autoe cácia. Conceito presente mais adiante, surge como a
principal premissa de identi cação de um dado agente, capaz de se adaptar e de mudar
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em plena atividade e conjugação social, a partir do foro interno.

Esta noção havia sido pensada e estudada no ano de 1963, com “Social Learning and
Personality Development”. Perante o cenário em que, seguindo alguns modelos, a
eliminação de fobias se tornava possibilitada, Bandura visualizou nas crenças de
autoe cácia um método para mediar as alterações de comportamento e de confronto
dos medos. Ao lado dos seus exemplos, e seguindo-lhes as pisadas, é possível rebater e
discutir a preponderância das fobias no desenvolvimento de um dado ser humano.
Perante este cenário, procurou dar largas a uma pesquisa na qual, no funcionamento
psicológico, o pensamento autorreferencial se assumia como in uente na própria
orgânica e dinâmica humanas. O conceito de autoe cácia, podendo ser entendido como
e cácia pessoal, é a con ança de um dado ser humano na sua capacidade de alcançar
certos resultados, que afeta todas as áreas do esforço humano. Ao determinar as
crenças e os valores de uma dada pessoa, acaba por delimitar e inspirar aquilo que uma
sente e se sente capaz de em relação aos desa os que tem diante de si, para lá das
decisões que tende mais a fazer. Ao olhar do canadiano, é a tal crença de um alguém
conseguir ser bem-sucedido numa dada tarefa, ou em certas situações especí cas.

Em 2004, ao lado de Charles Benight, con rmou que também nos traumas se visualizava
a possibilidade de superar essas situações desconfortáveis e incapacitantes, incluindo o
stress pós-traumático. Através de um sentido de controlo bastante estimulado em
relação àquilo que era a retrospetiva do vivido, foram vários os casos bem-sucedidos,
num exemplo do sucesso do fomento da autoe cácia. Sete anos antes, tinha lançado
uma obra na qual explicava o êxito do autocontrolo (“Self-ef cacy: The Exercise of
Control”, de 1982). Em 2008, explorou, em pleno sistema educativo, o papel da
autoe cácia, procurando averiguar aquilo que era a continuada e prolongada explosão
tecnológica, onde a informação passou a surgir com muito mais dimensão e número. O
papel da investigação passou por capacitar os estudantes de que poderiam, a partir de
uma e cácia autorregulada, sintonizar-se com a cronologia veloz da tecnologia,
moldando as suas personalidades pro ssionais a partir das suas capacidades cognitivas,
para além de tudo que é exigido no novo panorama pro ssional. O sistema educativo
assumia, desta feita, o papel de possibilitar os aprendizes com as ferramentas logísticas,
técnicas e anímicas de acompanharem esse processo.

“People’s beliefs about their abilities have a profound effect on those abilities.”

Bandura apresentou, também, o conceito de agências humanas, núcleos de extrema



importância, de cariz sociocognitivo, onde os indivíduos são, à imagem do que foi

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apontado na teoria da cognição social, independentes e autónomos, mais do que meros


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organismos de reação, moldados pelo ambiente onde vivem. Assim, os seres humanos
têm a possibilidade de moldar as suas ações, talhando-as para certos resultados, para 
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além de controlar os próprios processos de pensamentos, as suas motivações, os seus
afetos e as consequências do que fazem. O exercer de controlo nestes níveis desemboca
naquilo que são os mecanismos de agências pessoais, emergentes e interativas na sua
génese, que aplicam perspetivas da cognição social, e que geram contribuições através
de uma causalidade recíproca, de fora para dentro e vice-versa.

Quanto às agências morais, ainda com a teoria da cognição social como sustento, a
conduta é regulada a partir de valores morais, assim como os aspetos sociais e pessoais
constituintes. O eu moral surge desse raciocínio moral, que conduz à ação moral através
de mecanismo autorregulados, ativados num contexto psicossocial. O interesse nutrido
pelo psicólogo nesse papel ético prendeu-se com a eventualidade da carência de pontos
de socorro em relação a lapsos no julgamento moral, onde um indivíduo procura aquilo
que é o fundamento moral. Este é capaz de assumir dois papéis a esse nível, podendo
agir de forma humana ou desumana. A desatenção moral seletiva é um dos cenários que
pode surgir no segundo caso, quando existe uma espécie de reconstrução cognitiva,
julgando transformar reprováveis em algo justi cável, mas perdendo aquilo que é a sua
e cácia autorregulada. Isto pode advir e partir de um saneamento do idioma, para além
de desvalorizar atos lesivos em relação a outrem, a atribuição de culpa a vítimas de
várias contingências, o distorcer da atribuição e delegação de responsabilidades, entre
outras deturpações morais.

O trabalho do americano prendeu-se, conforme visto, e de grande modo, com a área da


educação. As grandes problemáticas do seu pensamento prenderam-se com a
perspetivação de como o comportamento e o desenvolvimento são afetados pelas
operações cognitivas durante atividades sociais. A teoria da cognição social,
impulsionada pela ideia de autoe cácia, promoveu, tanto professores, como estudantes,
a estabelecerem metas mais altas, e a aumentar a sua con ança naquilo que é o
alcançar desses objetivos. A aprendizagem por parte das partes envolvidas no ensino é
reforçada e estimulada, muito assente no aumento de con ança de ambas, que
participam, de modo comparticipado e em sinergias, em ações que possibilitam planear
e lograr com êxito.

“If self-ef cacy is lacking, people tend to behave ineffectually, even though they
know what to do.”

“Self-ef cacy Mechanism in Human Agency”(1987)

 

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A investigação oferece o apoio necessário para a incorporação de estratégias que


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capacitam a formação de professores, incutindo-lhes o prazer e a vontade de partilhar
aquilo que é a aprendizagem observacional. Neste prisma, os docentes e os discentes 
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a rmam-se como entes integrados e observadores de um dado modelo oleado e
experienciado de atuação, que reúne o conhecimento e a compreensão do mesmo. As
relações entre as partes, para além das estabelecidas com o meio-ambiente, e do
comportamento de todos, são potenciadas por aquilo que é o determinismo recíproco,
que in uencia aquilo que são os pensamentos futuros, a partir das conclusões retiradas
em conjunto. Quando um estudante ou um professor tenta imitar um comportamento
observado, a autoe cácia dele permite-lhes acreditar veementemente na probabilidade
de o efetivar, com a autorregulação a surgir para gerir aquilo que é a de nição de
objetivos em prol disso. Consoante os comportamentos se tornam bem-sucedidos, para
além de válidos, a autoe cácia é exponenciada, e o próprio processo pedagógico
potenciado ao máximo.

Albert Bandura permanece como um dos académicos mais pertinentes no contexto do


estudo daquilo que é a realidade do ensino e da educação, à luz da cognição e da
aprendizagem sociais. Por seis décadas, e à luz do behaviorismo e de uma envolvência
social, na dialética interior-exterior, o canadiano é um dos mais citados psicólogos de
todos os tempos, operacionalizando o potencial interno no campo externo. Na educação,
conseguiu imprimir uma dinâmica de contínua aprendizagem, assente num modus
operandi de grande autonomia e independência dos agentes envolvidos, catalisando a
educação para uma superação contínua e em constante descoberta. Membro de nove
dos mais conceituados jornais da especialidade, incluindo o Journal of Personality and
Social Psychology, trata-se de uma personalidade que se estende para lá das fronteiras
desta área do saber. Com uma cognitiva candura, Bandura contemplou a psicologia com
a sua formosura, empenhando-a e constatando-a como a emergência do estudo e da
investigação dos protagonistas da terrestre ação.


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