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Originalveröffentlichung in: Jahrbuch für Antike und Christentum 38 (1995), S.

97-122

DEKANE UND GLIEDERVERGOTTUNG

Altägyptische Traditionen i m A p o k r y p h e m Johannis 1

1. Fragestellung

Eine der markantesten Eigenheiten der Langfassung des A p o k r y p h o n s J o h a n n i s ( N H C


II u n d I V ) ist eine sehr ausführliche Liste v o n über hundert Engeln u n d D ä m o n e n , die bei
der Erschaffung d e r einzelnen Glieder des M e n s c h e n u n d seiner Eigenschaften eine Rolle
spielen ( N H C II 15,29/19,10; N H C I V 24,22/29,18). Die schon v e r w i r r e n d große Vielfalt
d e r N a m e n w i r d n o c h d a d u r c h erhöht, daß der T e x t selbst sich als Auszug aus e i n e m
längeren W e r k versteht u n d d a r a u f verweist, die vollständige Liste v o n 365 D ä m o n e n sei
i m B u c h des Zoroaster zu finden ( N H C II 19,8/10; I V 2 9 , 1 6 / 8 ) .
Dieser Abschnitt soll i m folgenden näher untersucht w e r d e n , w o b e i teilweise numeri­
sche Bezüge, teilweise deutbare N a m e n zur Erhellung der Hintergründe herangezogen w e r ­
den. D a b e i zeigt sich, daß m a n c h e alten, ursprünglich ägyptischen Vorstellungen u n d Na­
m e n auftauchen, als direkte V o r l a g e des gnostischen T e x t e s aber astrologische Traktate
v e r m u t e t w e r d e n können. A l s Gegenposition zu m e i n e m Ansatz sei d e r ausführliche K o m ­
m e n t a r z u m J o h a n n e s - A p o k r y p h o n v o n TARDIEU zitiert2. TARDIEU erkennt eine astrologisch
geprägte Melothesie u n d hält die Quelle, nämlich das Buch des Zoroaster, für ein astrolo­
gisch-apokalyptisches W e r k d e r neuplatonischen Schule, dessen Ideen völlig aus griechi­
schen Quellen erklärbar seien. Die V e r b i n d u n g v o n M a k r o - u n d M i k r o k o s m o s w i r d über
hermetische T e x t e a u f Piatons T i m a i o s zurückgeführt, ihr Ursprung in der ionischen Natur­
philosophie gesehen, d e r e n eventuelle orientalische Beeinflussung TARDIEU abstreitet 3 . Die
N a m e n der D ä m o n e n seien als Metathesen v o n semitischen Wurzeln oder entstellten grie­
chischen W ö r t e r n zu erklären. D e r ausführliche Beweis w i r d für eine zukünftige Studie
versprochen, die meines Wissens bisher nicht erschienen ist4. Ich s t i m m e TARDIEU nur i m
ersten Punkt zu, d a ß nämlich eine astrologisch beeinflußte Melothesie vorliegt, vertrete
aber in allen a n d e r e n Punkten eine entgegengesetzte Auffassung. A l s zentrale L e h r e des
Abschnitts sehe ich die Z u o r d n u n g v o n 72 D ä m o n e n zu 72 Körperteilen. Hinter d e r Zahl 72

1
Dieser Artikel geht a u f ein Referat i m R a h m e n eines d e n orientalischen Einflüssen in G r i e c h e n l a n d generell
Seminars zum Apokryphem Johannis unter Leitung von W . BURKARD, D i e o r i e n t a l i s i e r e n d e P e r i o d e d e r g r i e c h i ­
A . Böhlig, C h . M a r k s c h i e s u n d M . T h e o b a l d zurück. Be­ schen Religion u n d Literatur - S b H e i d e l b e r g 1984, 1
s o n d e r s d a n k e n m ö c h t e i c h M . W a l d s t e i n u n d F. W i s s e , (Heidelberg 1984); ders., T h e orientalising revolution.
d e r e n s y n o p t i s c h e A u s g a b e , d i e in d e n N a g H a m m a d i N e a r E a s t e r n i n f l u e n c e o n G r e e k c u l t u r e in t h e e a r l y
Studies erscheinen w i r d , ich bereits i m Manuskript be­ archaic age ( C a m b r i d g e , M A / L o n d o n 1992); G .
nutzen k o n n t e . F ü r eine kritische Durchsicht des M a n u ­ KOPCKE / I. TOKUMARU (Hrsg.), Greece b e t w e e n East
skriptes d a n k e ich H e r r n PrDz. C h . M a r k s c h i e s u n d a n d W e s t : lOth-S 111 C e n t u r y B C , P a p e r s o f t h e M e e t i n g
H e r r n Prof. H.-J. T h i s s e n . D i e hier g e b r a u c h t e T r a n ­ at t h e I n s t i t u t e o f F i n e A r t s , N e w Y o r k U n i v e r s i t y
s k r i p t i o n d e s Ä g y p t i s c h e n richtet s i c h n a c h W . SCHEN­ M a r c h 1 5 - 1 6 t h , 1 9 9 0 ( M a i n z 1 9 9 2 ) ; K. R A A F L A U B
KEL, E i n f ü h r u n g i n d i e a l t a g y p t i s c h e S p r a c h w i s s e n ­ ( H r s g . ) , A n f a n g e p o l i t i s c h e n D e n k e n s in d e r A n t i k e .
schaft ( D a r m s t a d t 1990). Die nahöstlichen Kulturen u n d die G r i e c h e n ( M ü n c h e n
2 1 9 9 3 ) ; C H . PENGLASE, G r e e k m y t h s a n d M e s o p o t a m i a .
M . TARDIEU, E c r i t s g n o s t i q u e s . C o d e x d e B e r l i n (Pa­
ris 1 9 8 4 ) . Parallels a n d i n f l u e n c e in t h e H o m e r i c h y m n s a n d
5 H e s i o d ( L o n d o n / N e w Y o r k 1994).
Tatsächlich d a r f eine orientalische Beeinflussung der
i o n i s c h e n P h i l o s o p h i e als w a h r s c h e i n l i c h g e l t e n , v g l . zu * TARDIEU (O. A n m . 2 ) S9f. 3 0 0 / 1 6 .
98 Joachim Friedrich Quack

verbirgt sich die traditionelle ägyptische A u f f a s s u n g v o n 36 D e k a n e n , die in Ä g y p t e n statt


der 12 Tierkreiszeichen stehen 5 . Die R e i h e ist i m vorliegenden Fall e n t w e d e r z w e i m a l abge-
rollt o d e r aber (wahrscheinlicher) erweitert, i n d e m a u c h die Pentaden mitwirken.
D i e Z u o r d n u n g v o n himmlischer G r ö ß e u n d m e n s c h l i c h e m Körperteil ist nicht rein
griechisch, sondern geht a u f die ägyptische Tradition d e r sogenannten Gliedervergottung
zurück. Diese dürfte schon ursprünglich stellar geprägt g e w e s e n sein u n d ist spätestens seit
d e m Hellenismus mit der Vorstellung v o n d e n 36 D e k a n e n verschmolzen w o r d e n , w o d u r c h
eine D e k a n m e l o t h e s i e zustande k a m , in d e r e n Abhängigkeit auch das A J steht.
D i e bereits an zwei Punkten deutlichen altägyptischen Einflüsse lassen sich definitiv
erhärten, weil sich unter d e n D ä m o n e n n a m e n verschiedene m e h r o d e r weniger entstellte
ägyptische E i g e n n a m e n erkennen lassen; i m ersten Abschnitt v o r allem alte D e k a n n a m e n ,
i m zweiten verschiedene ägyptische Götter.
Angesichts d e r v o n m i r postulierten letztlich ägyptischen H i n t e r g r ü n d e ist eine Klärung
des »Buches des Zoroaster« nötig. Ich w e r d e einen V o r s c h l a g m a c h e n , in w e l c h e r Richtung
dieses Buch zu suchen ist u n d inwiefern es ägyptische T r a d i t i o n e n enthalten h a b e n kann.

2. Struktur u n d n u m e r i s c h e Bezüge d e r Körpererschaffung

U m die Details d e r S y s t e m e zu verstehen, die hinter d e r Erschaffung der Glieder ste-


hen, ist zunächst eine A n a l y s e d e r Grundstrukturen nötig, w o b e i numerische Fragen eine
b e s o n d e r e Rolle spielen.
D e r T e x t berichtet zunächst v o n d e n sieben verschiedenen Seelen ( N H C II 15,13/29 =
I V 2 4 , 2 / 2 1 ) . D i e sieben Herrscher, v o n d e n e n sie g e f o r m t w e r d e n , erscheinen bereits frü-
her ( N H C II 12,10/26 = I V 19,10/20,1) u n d sind eindeutig als Planeten definiert 6 . I m
Unterschied zu d e n folgenden A b s c h n i t t e n findet sich dieses E l e m e n t auch in d e r Kurzfas-
sung ( B G 4 3 , 6 / 4 4 , 7 ; N H C III hier zerstört). Diese T a t s a c h e sowie das A u f t a u c h e n fast iden-
tischer W e n d u n g e n in a n d e r e n T e x t e n k ö n n t e für eine andere literarische H e r k u n f t des
Abschnitts sprechen 7 .
Es folgt eine ausführliche Bildung d e r einzelnen Körperteile d u r c h viele Engel, d e r e n
Zahl sich, w e n n m a n die nicht i m m e r fehlerfreien Abschriften v o n II u n d I V kombiniert,
a u f 72 festlegen läßt 8 . 72 kann a b e r nicht v o n seiner Hälfte, n ä m l i c h 36, getrennt w e r d e n .

5
Z u d e n D e k a n e n s i e h e a u s f ü h r l i c h u n t e n S. 9 9 / 1 0 1 . 8
7 2 ist d i e Z a h l , d i e b e r e i t s S. G I V E R S E N , A p o c r y p h o n
6
A . J . WELBURN, T h e i d e n t i t y o f t h e A r c h o n s in t h e Johannis ( K o p e n h a g e n 1962) 247 n o c h o h n e Kenntnis
» A p o c r y p h o n Johannis«: VigChr 32 (1978) 241/54. d e r H a n d s c h r i f t I V allein a u f g r u n d v o n U n s t i m m i g k e i -
1
Z u d i e s e m A b s c h n i t t s. P . N A G E L , A n a t o m i e d e s M e n - t e n d e r Ü b e r l i e f e r u n g d e s C o d e x II a n g e s e t z t hat. D a -
s c h e n in gnostischer u n d m a n i c h ä i s c h e r Sicht 6 7 / 9 4 : g e g e n r e c h n e t TARDIEU (o. A n m . 2) 3 0 9 m i t 70 E n g e l n .
ders. (Hrsg.), Studien z u m M e n s c h e n b i l d in G n o s i s u n d B. L A Y T O N , T h e G n o s t i c scriptures. A n e w translation
M a n i c h ä i s m u s ( H a l l e 1 9 7 9 ) ; R . V A N DEN BROEK, T h e w i t h annotation a n d introduction ( L o n d o n 1987) 4 0 f
creation o f A d a m ' s psychic b o d y in the A p o c r y p h o n o f k o m m t a u f 7 3 , i n d e m e r , N A G E L 7 6 2 , f o l g e n d , i n II
J o h n : S t u d i e s in G n o s t i c i s m a n d H e l l e n i s t i c r e l i g i o n 16,29 ein T 6 T 6 N f J B O Y P u n d einen dazugehörigen
p r e s e n t e d to G . Q u i s p e l - E t P r e l R e l O r 91 ( L e i d e n D ä m o n e r g ä n z t . D i e b e t r e f f e n d e S t e l l e ist p h i l o l o g i s c h
1981) 3 8 / 5 7 ; T . ONUKI, G n o s i s a n d Stoa - N T O r A n t 9 schwierig, d a a b e r i m n a c h f o l g e n d e n »linken Penis« d i e
( F r e i b u r g / G ö t t i n g e n 1989), bes. 7 4 / 9 1 ; J . HOLZHAU- S e i t e n a n g a b e o f f e n s i c h t l i c h f a l s c h ist, m ö c h t e i c h s i e
SEN, D e r » M y t h u s v o m M e n s c h e n « i m h e l l e n i s t i s c h e n e n t w e d e r a u c h bei T 6 T 6 streichen o d e r B X 2 zu
Ä g y p t e n ( B o d e n h e i m 1994) 200/3. Das Problem der T 6 T 6 emendieren u n d das nachfolgende 6 A Y O N
Herleitung aus Piatons T i m a i o s u n d die Frage v o n Mi- als g e n e r e l l e n B e g r i f f f ü r d i e ä u ß e r e n G e s c h l e c h t s o r -
k r o k o s m o s u n d M a k r o k o s m o s w i r d u n t e n S. 1 1 2 i m Z u - gane ansehen.
sammenhang der Gliedervergottung behandelt wer-
den.
Dekane und Gliedervergottung 99

Letztere Zahl ist genau die d e r ägyptischen D e k a n e n , die hier kurz erläutert w e r d e n sollen 9 .
D i e D e k a n e sind eine S c h ö p f u n g der speziell ägyptischen A s t r o n o m i e u n d als solche bereits
ab d e m späten dritten J a h r t a u s e n d v C . in vollständiger F o r m bezeugt. Ihre ersten Belege
s t a m m e n aus d e m funerären Bereich. A u f der Innenseite des Deckels einiger Särge des
M ü d e r e n Reiches w e r d e n sie dargestellt u n d namentlich genannt. Dort dienen sie zur Zeit-
b e s t i m m u n g in d e r N a c h t , die für m a n c h e religiösen Z e r e m o n i e n wichtig w a r . A u f g a n g
o d e r Kulmination b e s t i m m t e r Sterne markieren die Grenzen d e r Nachtstunden, w o b e i eine
Liste v o n 12 nacheinander erscheinenden, geschickt gewählten Sternen die Nacht in 12
Kurzstunden v o n jeweils e t w a 40 M i n u t e n L ä n g e unterteilt 10 . D a sich die Sternaufgänge
aber v o n Nacht zu Nacht u m e t w a 4 Minuten verschieben, ist eine solche Liste nur kurze
Zeit brauchbar. Innerhalb v o n 10 T a g e n h a b e n sich die ursprünglichen Aufgangszeiten u m
eine ganze Kurzstunde verschoben. U m die Listen das ganze J a h r über benutzen zu können,
w i r d für j e d e D e k a d e in d e r Liste eine eigene Spalte ausgefüllt, in der jeweils ein a m A b e n d
ausscheidener D e k a n durch einen a m frühen M o r g e n h i n z u k o m m e n d e n verdrängt wird.
Ü b e r das J a h r hin k o m m e n insgesamt 36 D e k a n e zum Einsatz". Die D e k a n e sind also zu-
nächst echte, a m H i m m e l lokalisierte Sternbilder bzw. Sternbildteile in e t w a 10° A b s t a n d
v o n einander, a u c h w e n n ihre konkrete Festlegung bisher n o c h nicht als definitiv geklärt
gelten kann 12 . Diese D e k a n e erfahren i m Detail, in d e n N a m e n u n d der Ikonographie m a n -
cherlei A b ä n d e r u n g e n , bleiben aber als solche weiter erhalten. D a b e i w e r d e n sie über ihre
ursprüngliche Funktion in d e r Zeitmessung 1 3 hinaus z u n e h m e n d als w i r k e n d e u n d in das
Erdengeschehen eingreifende G r ö ß e n gesehen 14 . In d e n »Oracular Decrees« der dritten
Zwischenzeit (ca. 1 0 0 0 - 9 0 0 v C . ) findet sich das V e r s p r e c h e n »Wir w e r d e n sie/ihn retten

5
G r u n d l e g e n d fiir d i e D e k a n e - v o r a l l e m i n H i n b l i c k E g V i c O r 16 ( 1 9 9 3 ) 2; J . K A H L , T e x t k r i t i s c h e B e m e r -

a u f i h r e s p ä t e r e n a c h ä g y p t i s c h e W i r k u n g - ist W . G U N - k u n g e n zu d e n D i a g o n a l s t e m u h r e n d e s M i t t l e r e n Rei-

DEL, D e k a n e u n d D e k a n s t e m b i l d e r . E i n B e i t r a g z u r G e - ches: StudAltägKult 20 (1993) 9 5 / 1 0 7 . Z u m N a c h l e b e n

schichte der Sternbilder der Kulturvölker (Glückstadt/ d e r D e k a n e in k o p t i s c h e n T e x t e n vgl. H . BEHLMER-LOP-

H a m b u r g 1936 bzw. D a r m s t a d t 1969). Das altägypti- RIENO, Z U e i n i g e n k o p t i s c h e n D ä m o n e n : G ö t t M i s z 8 2

s c h e M a t e r i a l ist g e s a m m e l t v o n O . N E U G E B A U E R / (1984) 7/23.


10
R . A . P A R K E R , E g y p t i a n a s t r o n o m i c a l t e x t s 1. T h e e a r l y D i e W a h l v o n K u r z s t u n d e n ergibt sich daraus, d a ß

d e c a n s ( L o n d o n 1 9 6 0 ) ; 3. D e c a n s , p l a n e t s , constella- d i e S t e m e erst e i n e W e i l e n a c h S o n n e n u n t e r g a n g sicht-

tions ( L o n d o n 1969); e r g ä n z e n d J . ASSMANN, D a s G r a b b a r w e r d e n . V g l . N E U G E B A U E R / P A R K E R 1, 1 0 0 / 7 ; M .

d e r M u t i r d i s - A r c h . V e r ö f f . 13 ( M a i n z 1 9 7 2 ) 8 5 / 8 ; E . S C H R A M M : B R U N N E R - T R A U T / B R U N N E R (o. A n m . 9) 220.
11
BRUNNER-TRAUT / H . BRUNNER, D i e ä g y p t i s c h e S a m m - D a n e b e n n o c h einige zusätzliche D e k a n e für die 5

lung d e r Universität T ü b i n g e n ( M a i n z 1981) 2 1 6 / 2 7 ; über 360 hinausgehenden T a g e des ägyptischen Jah-

K. L O C H N E R , A f u r t h e r cofTin-lid w i t h a d i a g o n a l star- res, d a s bereits - w e n n a u c h o h n e S c h a l t j a h r e - 3 6 5

c l o c k from t h e E g y p t i a n M i d d l e K i n g d o m : J o u r n a l for T a g e u m f a ß t e , s. N E U G E B A U E R / P A R K E R 1, 1 0 7 / 1 3 .
12
t h e H i s t o r y o f A s t r o n o m y 14 ( 1 9 8 3 ) 1 4 1 / 4 ; K . P. K U H L - D a s S t a n d a r d w e r k v o n N E U C E B A U E R u n d P A R K E R ist

M A N N / W . SCHENKEL, D a s G r a b d e s Ibi, O b e r g u t s v e r - bei Identifizierungsvorschlägen äußerst zurückhaltend,

walter der Gottesgemahlin des A m u n (Thebanisches ein n e u e r V e r s u c h s t a m m t v o n R. BöKER, Ü b e r N a m e n

G r a b nr. 36) - A r c h . V e r ö f f . 15 ( M a i n z 1983) 2 5 3 f u n d Identifizierung d e r ägyptischen D e k a n e : Centaurus

T a f . 144f; G . LAPP, S ä r g e d e s M i t t l e r e n R e i c h e s a u s d e r 27 (1984) 1 8 9 / 2 1 7 .


13
ehemaligen Sammlung Khashaba - Ägyptol. Abh. 43 E. H O R N U N G , Z u r B e d e u t u n g d e r ä g y p t i s c h e n D e -

( W i e s b a d e n 1 9 8 5 ) 1 0 ; T . 19. 3 9 ; E . H O R N U N G , Z w e i r a - k a n e : G ö t t M i s z 17 ( 1 9 7 5 ) 3 5 / 7 r e c h n e t a u c h d a m i t ,

messidische Königsgräber. R a m s e s IV. und Ramses d a ß die D e k a n e i m f u n e r ä r e n Bereich d u r c h ihr regel-

V I I . - T h e b e n 11 ( M a i n z 1 9 9 0 ) 8 9 / 9 6 ; M . C H A U V E A U , m ä ß i g e s A u f - u n d U n t e r g e h e n als G a r a n t e n d e r j e n s e i -

U n traite d'astrologie e n ecriture d e m o t i q u e : C a h - tigen W e i t e r e x i s t e n z d e s T o t e n d i e n e n . I m s p ä t e n Bal-

R e c h l n s t P a p E g L U l e 14 ( 1 9 9 2 ) 1 0 1 / 5 ; Ä g y p t e n . G e - s a m i e r u n g s r i t u a l g e l t e n sie als 3 6 S t e r n e , m i t d e n e n d i e

heimnis der G r a b k a m m e r n . Suche nach Unsterblich- S e e l e d e s O s i r i s z u m H i m m e l e m p o r s t e i g t , s. P B o u l a q

keit, Ausstellungskat. R ö m e r - u n d P e l i z ä u s - M u s e u m III 7 , 1 0 f ; 8 , 1 3 .


14
Hildesheim, Gustav-Lübcke-Museum H a m m (Mainz G r u n d l e g e n d L . KAKOSY, D e c a n s in L a t e - E g y p t i a n

1 9 9 3 ) 5 8 / 6 0 ; E . BRESCIANI, L ' a t t i v i t ä a r c h e o l o g i c a i n religion: O i k u m e n e 3 (1982) 163/91.

E g i t t o dell'Universitä di Pisa nel 1 9 9 2 e nel 1993:


100 Joachim Friedrich Quack

v o r d e n G ö t t e r n d e r D e k a d e , d i e a u f e i n a n d e r folgen« 1 5 . Bereits u m d i e M i t t e d e s 1. v o r -
christlichen J a h r t a u s e n d s sind D e k a n d a r s t e l l u n g e n a u f A m u l e t t e n ü b e r Ä g y p t e n h i n a u s
a u c h in K a r t h a g o u n d S p a n i e n bekannt 1 6 . E i n e b e d e u t e n d e R o l l e i n d e r H e r r s c h a f t ü b e r
Leben u n d T o d , Wasser, L a n d u n d W i n d wird ihnen i m sogenannten Naos der Dekaden
aus d e r Zeit d e s N e k t a n e b o s I ( 3 8 0 - 3 6 3 ) zugewiesen 1 7 . A l s p o t e n t i e l l s c h ä d i g e n d e D ä m o -
n e n , d e r e n Pfeile f e m g e h a l t e n w e r d e n m ü s s e n , e r s c h e i n e n sie in e i n i g e n I n s c h r i f t e n des aus
r ö m i s c h e r Zeit s t a m m e n d e n ä g y p t i s c h e n T e m p e l s v o n E s n a ( E s n a 4 0 0 u n d 406) 1 8 , v o n
d e n e n letztere als gutes Beispiel in e x t e n s o zitiert sei:

Heil euch, » l e b e n d e Götter«, D e k a n e in d e r N e k r o p o l e , d i e in der Dunkelheit leuchten, die die


S t u n d e n terminieren bei i h r e m K o m m e n i m O s t e n , die a n k ü n d i g e n , w a s geschieht, die n a c h i h r e m
W u n s c h a m L e b e n erhalten u n d Frevler töten, die a m H i m m e l erscheinen, die d i e L ä n d e r m i t
F e u e r beschießen, bei d e r e n H e r v o r k o m m e n j e d e r m a n n zittert, deren Zeiten die Astronomen beob-
achten. Seid gegrüßt, Kinder d e s R e , die bei s e i n e m U n t e r g a n g erscheinen, N e u n h e i t der ersten
Urzeitlichen. Sie folgen i h m ( R e ) T a g für T a g , die l e b e n d e n Seelen d e r G ö t t e r , T a g für T a g . Sie
ziehen u m h e r als A u g e des R e , B o t e n in d e n Städten u n d G a u e n , die Pfeile schießen mit ihren
M ü n d e r n g e g e n d e n , d e n sie v o n f e m sehen. D i e täglich funkelnden Sterne, die ihren H e r r n retten
v o r allen üblen D i n g e n , v o r d e m Schießen d e r S t e m g ö t t e r , a n d i e s e m T a g , in d i e s e m <Halb)-
m o n a t , in d i e s e m M o n a t , in d i e s e m J a h r , in all i h r e m S t u n d e n bis heute. C h n u m i s ist ausgerüstet
a n d e r Spitze d e r »Göttlichen« bei i h r e m Durchzug. D i e D e k a n e , d i e l e b e n d e n , verrichten ihre
Tätigkeit in d e r N a c h t , u m hinter O r i o n u n d Sirius zu kulminieren, w e n n er in die U n t e r w e l t des
g r o ß e n Gottes i m W e s t e n hinabtaucht, u m i h m zu folgen, w e n n er e r m a t t e t ist, bis in Ewigkeit,
T a g für T a g " .

In d i e s e m T e x t w i r d b e s o n d e r s d e u t l i c h , w i e d i e D e k a n e ü b e r d i e w e i t e r b e s t e h e n d e
R o l l e als Z e i t i n d i k a t o r e n h i n a u s zu astrologisch w i r k e n d e n G r ö ß e n w e r d e n , d i e potentiell
schädlich, a b e r a u c h s c h ü t z e n d sein k ö n n e n 2 0 . D a b e i d ü r f t e n m a n c h e V o r s t e l l u n g e n e r h e b -
lich älter als d i e Entstehungszeit des E s n a - T e x t e s sein. So f i n d e t sich d i e P h r a s e » D i e h e r -
v o r k o m m e n 2 1 aus d e m A u g e d e s R e , B o t e n in d e n G a u e n , . . . d i e Pfeile aus i h r e m M u n d
schießen g e g e n d e n , d e n sie v o n f e r n e s e h e n « bereits i n d e r 18. D y n a s t i e in d e n B e s c h w ö -
r u n g e n d e s P L e i d e n I 3 4 6 1 , 4 / 6 , w o d i e A i . t a t ' - D ä m o n e n d a d u r c h charakterisiert w e r d e n 2 2 .
A u c h w e n n diese D ä m o n e n d o r t nicht explizit als D e k a n e b e n a n n t w e r d e n , spricht ihre
R o l l e in a n d e r e n T e x t e n s o w i e d i e T a t s a c h e , d a ß sie g e r a d e b e i m ä g y p t i s c h e n N e u j a h r i m

15
I. E . S. E D W A R D S , H i e r a t i c p a p y r i i n t h e B r i t i s h M u - e r w ä h n t e n B o t e n sind, w i e sich aus d e m ausführliche-
s e u m . F o u r t h Series. O r a c u l a r a m u l e t i c d e c r e e s o f t h e r e n T e x t E s n a 4 0 6 ergibt, zweifelsfrei die D e k a n e ) .
L a t e N e w K i n g d o m ( L o n d o n i 9 6 0 ) L , r. 6 6 / 8 ; ä h n l i c h 19
T e x t e d i t i o n b e i S. S A U N E R O N , E s n a I V , 1. L e t e m p l e
T 2 r. 3 5 / 8 , P 3 r . 4 ä f . d ' E s n a . N°» 3 9 9 - 4 7 2 ( K a i r o 1969) 9f; L . MENASSA, E s n a
16
J . V E R C O U T T E R , L e s o b j e c t s e g y p t i e n s et e g y p t i s a n t s IV,2. L e temple d'Esna. Dessin des architraves (Kairo
d u m o b i l i e r funeraire carthaginois (Paris 1945) 3 1 7 / 1 9 7 5 ) PI. 3 / 4 . D e r T e x t ist b i s h e r , a b g e s e h e n v o n
37; G . MAAS-LINDEMANN / M . MAAS, Ä g y p t i s i e r e n d e SCHOTTS Ü b e r s e t z u n g einiger A u s z ü g e , nicht vollstän-
Amulett-Blechbänder aus Andalusien; MadrMitt 35 dig bearbeitet worden.
20
(1994) 140/56. Z u d e n D e k a n e n a l s V e r k ü n d e r d e s G u t e n s. f e m e r
" L. u n d B. HABACHI, T h e n a o s w i t h t h e d e c a d e s A . GUTBUB, T e x t e s f o n d a m e n t a u x d e la theologie d e
(Louvre D 37) a n d the discovery o f another fragment: K o m O m b o - BibL d'Et. 47 (Kairo 1973) 421f.
21
J o u m N e a r E a s t S t u d 11 ( 1 9 5 2 ) 2 5 1 / 6 3 ; C H . LETTZ, A l t - prr.yw, i n E s n a z u phr=sn v e r d e r b t .
22
ä g y p t i s c h e S t e m u h r e n . 1. D e r N a o s m i t d e n D e k a d e n B. H . STRICKER, S p r e u k e n t o t b e v e i l i n g g e d u r e n d e d e
aus Saft e l - H e n n a ( i m D r u c k ) . schrikkeldagen, naar Pap. I 346: O u d h e i d k M e d e d e l 29
18
S. d i e B e a r b e i t u n g e n v o n S. S C H O T T : W . G U N D E L , ( 1 9 4 8 ) 5 5 / 7 0 , bes. 62. 66; n e u e r e Ü b e r s e t z u n g bei J . F.
D e k a n e 16 u n d D . K U R T H , E s n a 4 0 0 ; 4 0 5 : M e l a n g e s A . BORGHOUTS, A n c i e n t Egyptian magical texts (Leiden
G u t b u b ( M o n t p e l i e r 1984) 1 3 5 / 4 4 (bes. 136f; die d o r t 1 9 7 8 ) 12.
Dekane und Gliedervergottung 101

G e f o l g e der Sirius-Göttin als Herrin d e r D e k a n e eine große Rolle spielen, dafür, sie bereits
i m Leidener T e x t als astrologisch w i r k e n d e D e k a n e aufzufassen 23 .
Diese ägyptische Ausgangsbasis führt dazu, daß die D e k a n e aus d e r ägyptischen Kultur
ü b e r n o m m e n w e r d e n u n d in der hellenistisch-römischen Astrologie eine b e d e u t e n d e Rolle
spielen, w o b e i sie nicht m e h r als konkrete Sternbilder aufgefaßt w e r d e n , sondern als ab-
strakte R a u m g r ö ß e n , die j e w e i l s für ein Drittel eines Tierkreiszeichens zuständig sind. W i c h -
tig für das Verständnis des A J ist, d a ß spätestens in d e r hellenistischen Astrologie die De-
k a n e eine enge V e r b i n d u n g mit d e m unten beschriebenen Konzept der sogenannten Glie-
dervergottung eingehen.
Ein besonders bedeutendes W e r k über die D e k a n e , das a u c h für die V e r d o p p e l u n g v o n
36 a u f 72 relevant ist, sind die sogenannten Salmeschiniaka 24 aus vermutlich hellenistischer
Zeit. Sie sind nicht als Ganzes erhalten, j e d o c h berichten verschiedene A u t o r e n , v o r allem
Eusebius, praep. ev. 3,4,1 25 über ihren Inhalt; der P O x y . 465 26 dürfte ein F r a g m e n t des
T e x t e s darstellen 27 . Bei d e r A u f z ä h l u n g d e r N a m e n , Gestalten u n d W i r k u n g e n berichtet
d e r Papyrus u n g e w ö h n l i c h e r w e i s e nicht nur über die D e k a n e selbst, sondern auch über die
Pentaden, also Herrscher ü b e r jeweils 5 ° des Tierkreis, so daß sich eine Gesamtzahl v o n 72
astrologisch relevanten Figuren ergibt, die in diesem T e x t sogar, w i e im A J , mit bestimm-
ten G l i e d m a ß e n in V e r b i n d u n g gebracht w e r d e n (s. u. S. 16f). W e i t e r e Hinweise, d a ß die
Ä g y p t e r n e b e n d e n 36 D e k a n e n d u r c h Heranziehung auch d e r Pentaden a u f eine G e s a m t -
zahl v o n 72 k o m m e n k o n n t e n , bieten Iamblich. myst. aeg. 8,3 28 u n d Procl. in Plat. T i m . 41
A 3 29 .
Eine weitere Möglichkeit, die Zahl 72 zu erklären, liefert eine Liste v o n 72 hellen Ster-
n e n i m lateinisch überlieferten astrologischen W e r k des H e r m e s Trismegistos 30 . D a diese
j e d o c h rein astrothetisch, o h n e A n g a b e v o n N a m e n o d e r W i r k u n g aufgeführt w e r d e n , ist
ihre V e r b i n d u n g mit D e k a n e n u n d Pentaden, o b w o h l denkbar, d o c h unsicher. D a f ü r spre-
c h e n könnte i m m e r h i n , d a ß die meisten e n t w e d e r Zodiakalsteme sind o d e r aber in d e r
N ä h e des Tierkreises liegen. Somit g ä b e es für die Gesamtzahl v o n 72 D ä m o n e n i m A J
durchaus mögliche V o r l a g e n , auch w e n n eventuell die Dekanreihe einfach doppelt v e r w e n -
det w o r d e n ist, u m jeweils linke u n d rechte Körperhälfte unterscheiden zu können.
Zusätzliche A n h a l t s p u n k t e für die Interpretation d e r 72 als Zahl der D e k a n e u n d Pen-
t a d e n bieten a n d e r e T e x t e aus N a g H a m m a d i , n ä m l i c h die ähnlichen Stellen Eugnostos

26
25
Z u d e n A ^ H t f - D ä m o n e n in Ä g y p t e n s.Jetzt ausführ- B. GRENFELL / A . H U N T , T h e O x y r h y n c h u s p a p y r i 3

l i c h C H . LETTZ, T a g e w ä h l e r e i . D a s B u c h hol nhhpkwy d.t ( L o n d o n 1903) 126/37.


27
u n d v e r w a n d t e T e x t e — Ägyptol. A b h . 55 ( W i e s b a d e n Z u d e n S a l m e s c h i n i a k a s. W . G U N D E L , D e k a n e 4 4 4

1994) 2 4 4 / 5 7 ; d a r u m e i n e Rezension, die in L i n g u a ( I n d e x ) ; W . u n d H . - G . GUNDEL, A s t r o l o g u m e n a . D i e

Aegytia erscheinen wird. astrologische Literatur der A n t i k e u n d ihre Geschichte


24
Z u r N a m e n s f o r m s. J . B I D E Z L e n o m e t l e s o r i g i n e s - S u d h o f f s A r c h i v B e i h . 6 ( W i e s b a d e n 1 9 6 6 ) 15f.
28
de nos almanachs: AnnlnstPhüolHistOr 5 (1937) 77/ 1 9 7 DES P L A C E S : D i e Ä g y p t e r u n t e r t e i l e n d e n H i m -

85; letzte ausfuhrliche Diskussion m i t allen r e l e v a n t e n m e l i n 2 , 4 , 12 u n d 3 6 T e i l e o d e r d a s D o p p e l t e d a -

T e x t z e u g n i s s e n bei H.-J. THISSEN, Z u m N a m e n laX^E- von.

CfXiviaKa: L E T T Z , S t e m u h r e n (o. A n m . 17), d e m fol-


29
1 97 DIEHL: A U S d e n 3 6 D e k a d a r c h e n (d. h. D e k a -

g e n d i c h d a s W o r t als n e u t r i s c h e n Plural b e h a n d l e . n e n ) e n t s t e h e n 72 E l e m e n t e . Vgl. W . GUNDEL, D e k a n e

P r o f . THISSEN, d e s s e n M a n u s k r i p t i c h b e r e i t s e i n s e h e n 346f.
50
durfte, wird auch eine neue etymologische Deutung Edition W . GUNDEL, N e u e astrologische T e x t e des

des Wortes vorschlagen. H e r m e s Trismegistos. F u n d e u n d Forschungen auf


25
Zitat aus P o r p h . ep. a d A n e b o n e m 2,12f; letzte d e m Gebiet der antiken A s t r o n o m i e u n d Astrologie —

E d i t i o n u n d Ü b e r s e t z u n g b e i P . W . V A N DER H O R S T , A b h M ü n c h e n N F 12 ( M ü n c h e n 1 9 3 6 ) 2 3 / 5 . 5 0 / 7 3 ;

C h a e r e m o n . E g y p t i a n priest a n d Stoic philosopher - K o m m e n t a r 123/34. 142/59.

E t P r e l R e l O r 101 ( L e i d e n 1 9 8 4 ) 1 4 f f r g . 5.
102 Joachim Friedrich Quack

111,5 8 3 , 1 0 / 9 = V , l 11,20/12,1; 111,5 8 4 , 1 2 / 8 5 , 6 = V , l 12,21/13,4 s o w i e 1 A p . J a k o b u s V , 3


2 6 , 1 4 / 2 2 . I m Eugnostosbrief w e r d e n zuerst 12 Gestalten geschildert, die jeweils 6 Kräfte
h a b e n , also z u s a m m e n 72. V o n d e n 72 M ä c h t e n hat j e d e 5 Kräfte, so daß sich die G e s a m t -
s u m m e v o n 360 ergibt. Die diesseitige W e l t w i r d als n a c h d e m T y p u s d e r e w i g e n geschaf-
fen angesehen. D e r explizite Bezug d e r b e t r e f f e n d e n T e x t e a u f die H i m m e l m a c h t zur
G e w i ß h e i t , d a ß a m A n f a n g d e r R e i h e die 12 Tierkreiszeichen, a m E n d e die 360 G r a d e d e r
h i m m l i s c h e n Sphäre stehen. D i e dazwischen stehenden 72 k ö n n e n k a u m etwas anderes als
die D e k a n e u n d P e n t a d e n sein 31 . In d e r J a k o b u s a p o k a l y p s e w i r d nur allgemeiner v o n 72
H i m m e l n gesprochen, die 12 A r c h o n t e n unterstellt sind. A u c h w e n n hier die 360 G r a d e
des Tierkreises bzw. T a g e des J a h r e s fehlen, sind die 12 Tierkreiszeichen u n d die 72 D e k a n e
u n d P e n t a d e n deutlich erkennbar. A l l g e m e i n e r e Bezüge zur Zahl 72 finden sich in gnosti-
schen Schriften n o c h in V o m U r s p r u n g d e r W e l t N H C 11,5 104,35/105,16, w o berichtet
w i r d , d a ß 72 G ö t t e r ü b e r die 72 Sprachen d e r W e l t herrschen; ähnlich spricht in D a s Kon-
zept unserer großen Kraft N H C V I , 4 4 1 , 5 / 8 d e r M e n s c h in d e n 72 Sprachen d e r W e l t u n d
öffnet d a m i t die 72 H i m m e l . A u c h w e n n die K o m m e n t a t o r e n mit Recht a u f die V e r b i n -
d u n g zu G e n . 10 ( L X X ) hinweisen 5 2 , w i r d m a n d o c h a u c h a n eine A r t v o n Dekangeogra-
phie d e n k e n k ö n n e n , bei d e r sämtliche L ä n d e r unter die Herrschaft der verschiedenen
D e k a n e gestellt werden 3 3 , zumal d e r V e r w e i s a u f die H i m m e l in N H C V I 41,8 w i e d e r in
Richtung astronomisch/astrologischer P h ä n o m e n e verweist. Sehr generell w i r d d e r Bezug
schließlich i m II. B u c h des J e u , Kap. 43 34 , das die 72 A r c h o n t e n erwähnt 3 5 . BOUSSETS V e r -
such, die 72 aus B a b y l o n abzuleiten, ist k a u m richtig; die v o n ihm zitierte hamustum-Periode,
die z u d e m nur altassyrisch wichtig ist, ist keineswegs als 5 - T a g e - W o c h e gesichert 36 . REITZEN-
STEINS V e r w e i s a u f H o r a p o l l o n 1,14 ist u m so interessanter, als er erneut n a c h Ä g y p t e n
führt. D i e 72 Glieder des Pavians, die n a c h u n d n a c h einbalsamiert w e r d e n , k ö n n e n k a u m
v o n einer Tradition getrennt w e r d e n , daß in 36 G a u e n die Riten des Osiris durchgeführt
w e r d e n , w o b e i d e r T e x t selbst (Balsamierungsritual PBoulaq III 7,10f; 8,12f) diese Zahl v o n
d e n 36 D e k a n e n her erklärt.
Diese 72 D ä m o n e n - w i e e b e n gezeigt Nachfolger der ägyptischen D e k a n e - stehen
unter der Leitung v o n 7 Engeln ( N H C II 17,7/8, besser I V 2 6 , 1 7 / 2 0 ) . D e r e n N a m e n sind
identisch mit d e n ersten 7 der 12 Herrscher v o n N H C II 10,28/36, d a g e g e n besteht nur
teilweise Ü b e r e i n s t i m m u n g mit d e n 7 planetarischen G r ö ß e n v o n N H C II 11.22/35 3 7 u n d

31 34
V g l . B. PRZYBYLSKI, T h e r o l e o f c a l e n d r i c a l d a t e s i n Für Bezüge des C o d e x Brucianus a u f Dekanvorstel-
G n o s t i c literature: V i g C h r 34 (1980) 5 6 / 7 0 , d e r 6 2 l u n g e n vgl. ebd. 266.
35
w o h l u n n ö t i g e r w e i s e f ü r d i e Z a h l 72 a u c h a n d e r e a b Zur Zahl 72 siehe V . MACDERMOTT, T h e Books o f
k a l e n d a r i s c h e B e d e u t u n g e n i n E r w ä g u n g zieht. Z u r J e ü a n d t h e U n t i t l e d T e x t in t h e B r u c e C o d e x -
n o r m a l e n christlichen V o r s t e l l u n g v o n sieben H i m m e l n N H S t u d 13 ( L e i d e n 1 9 7 8 ) 1 0 0 m i t V e r w e i s a u f R .
s. A . LUMPE, A r t . H i m m e l : R A C 15 ( 1 9 9 1 ) 2 0 3 . RETTZENSTEIN, P o i m a n d r e s . S t u d i e n z u r g r i e c h i s c h - ä g y p -
52
S. e t w a A . B ö H U G / P. LABIB, D i e k o p t i s c h - g n o s t i - tischen u n d frühchristlichen Literatur (Leipzig 1904)
s c h e S c h r i f t o h n e T i t e l a u s C o d e x II v o n N a g H a m - 2 6 5 f 3 ; W . BOUSSET, H a u p t p r o b l e m e d e r G n o s i s ( G ö t t i n -
m a d i i m K o p t i s c h e n M u s e u m zu A l t - K a i r o ( B e r l i n gen 1907) 3 5 8 / 6 1 .
36
1 9 6 2 ) 5 2 f ; P. CHERIX, L e c o n c e p t d e n o t r e g r a n d p u i s - Z u m P r o b l e m v g l . M . T . LARSEN, T h e O l d A s s y r i a n
s a n c e ( C G V I , 4 ) = O r b i s Bibl. et O r . 4 7 ( F r e i b u r g / c i t y - s t a t e a n d its c o l o n i e s ( K o p e n h a g e n 1 9 7 4 ) 3 5 4 / 6 5 .
37
G o t t i n g e n 1 9 8 2 ) 28 6 6 . V e r w e i s e n k a n n m a n u. a. a u c h D a in d i e s e m A u f s a t z v i e l v o n ä g y p t i s c h e n U r s p r ü n -
n o c h a u f d i e 72 L ä n d e r i m B u c h d e r E i n s e t z u n g d e s g e n d i e R e d e ist, m ö c h t e i c h d a r a u f h i n w e i s e n , d a ß d i e
E r z e n g e l s M i c h a e l , s. C . D . G . MüLLER, D i e B ü c h e r d e r tierköpfigen A r c h o n t e n auffällig a u f Ä g y p t e n u n d
E i n s e t z u n g d e r E r z e n g e l M i c h a e l u n d G a b r i e l «• C S C O seine G ö t t e r v e r w e i s e n , vgl. b e s o n d e r s e i n e n sieben-
2 2 5 / 6 / C o p t . 3 1 / 2 ( L o u v a i n 1962) T e x t 2 4 , 3 5 / 2 5 , 2 ; k ö p f i g e n » p a n t h e i s t i s c h e n « G o t t b e i S. SAUNERON, L e
Ü b e r s e t z u n g 2 9 m i t A n m . 87. p a p y r u s m a g i q u e illustre d e B r o o k l y n ( N e w Y o r k
33
V g l . W . GUNDEL, D e k a n e 3 0 9 / 1 2 . 1 9 7 0 ) , b e s . 2 3 f . S. f e r n e r H . J . POLOTSKY, Z w e i k o p t i -
Dekane und Gliedervergottung 103

12,10/26. Z u m Verständnis m u ß m a n beachten, daß nach N H C II 11,4/7 v o n d e n 12 Kö-


nigen 7 über das F i r m a m e n t des H i m m e l s herrschen, 5 über d e n A b g r u n d . Es scheint, als
h a b e d e r A u t o r leichte Schwierigkeiten bei der Z u o r d n u n g v o n Planeten u n d Tierkreiszei-
c h e n gehabt 38 . Für die Interpretation stellen sich zwei Möglichkeiten. Z u m einen könnten
die Tierkreiszeichen als übergeordnete G r ö ß e gedacht sein. Dies paßt zu d e n vorliegenden
N a m e n u n d z u m W e s e n d e r D e k a n e , die als Herrscher über jeweils 10° des Zodiakus gel-
ten. D i e Siebenzahl ist dabei aber nicht m e h r erklärbar. Plausibler erscheint deshalb die
zweite L ö s u n g , d a ß es sich u m die 7 Planeten handelt. D i e W a n d e l s t e r n e k ö n n e n aufgrund
d e r astrologischen L e h r e v o n d e n Prosopa die O b e r h o h e i t über die D e k a n e erlangen, w o b e i
j e d e r D e k a n e i n e m einzelnen untersteht, d e r hinter dieser »Maske« v e r b o r g e n aktiv ist39.
A l s nächste G r u p p e folgen im A J 30 Engel, die in d e n menschlichen Gliedern besonders
aktiv sind ( N H C II 17,8/29 = I V 26,20/27,13). Die dabei genannten Glieder wiederholen
v o r allem Körperteile der v o r h e r g e h e n d e n Aufzählung. Sie wirken w i e eine Konkurrenzbil-
d u n g zu d e n 72 gliedererschaffenden D ä m o n e n , die v o m A u t o r oder seiner V o r l a g e unge-
schickt d a n e b e n gestellt w o r d e n ist. TARDIEU erklärt die dreißig für eine Sektion der Zodi-
a k a l d ä m o n e n ( D e k a n e ) , v o n denen ein Abschnitt v o m A u t o r vollständig ü b e r n o m m e n
sei40. D i e v o n i h m gerade hier getroffene V e r b i n d u n g mit d e n D e k a n e n ist j e d o c h nicht
angebracht, d a die 36 D e k a n e nicht mit der Zahl 30 k o n f o r m gehen u n d z u d e m d e m vor-
a n g e h e n d e n Abschnitt zugrundeliegen. Es ist nicht ausgeschlossen, daß d e r A u t o r a n die
Einzelgrade eines Tierkreiszeichens o d e r die Monatstage gedacht hat, j e d o c h w ä r e d a n n die
Verteilung der 30 über d e n ganzen K ö r p e r nicht allzu plausibel. Näherliegend ist ein ande-
res astrologisches Konzept, n ä m l i c h dasjenige der 30 hellen Steme. Sie sind in Listen grie-
chischer astrologischer Handschriften überliefert, besonders bei Pseudo-Ptolemäus 41 u n d
d e m sogenannten A n o n y m u s v o n 379 42 . Ü b e r diese 30 sind 7 Engel gesetzt ( N H C II 17,29/
32 = I V 2 7 , 1 3 / 7 ) . V e r m u t l i c h handelt es sich erneut u m die Planeten, w a s bestätigen
w ü r d e , d a ß es sich u m eine Alternative zum System v o n D e k a n e n u n d Planeten handelt.

s e h e L i e b e s z a u b e r : O r i e n t a l i a 6 ( 1 9 3 7 ) 1 1 9 / 3 1 (jetzt in m e l s g ö t t i n b e i N E U G E B A U E R / P A R K E R 3 , 7 6 u n d PI. 3 9 .

ders., Collected p a p e r s [Jerusalem 1971] 3 0 1 / 1 3 ) , bes. D e r V e r s u c h v o n W . FAUTH, S e t h - T y p h o n - O n o e l u n d

123f. 1 3 1 , d e s s e n V e r m u t u n g e i n e s u r s p r ü n g l i c h sie- der eselsköpfige Sabaoth. Zur T h e r i o m o r p i e der ophi-

b e n k ö p f i g e n J a o d u r c h N H C II 1 1 , 3 0 f e i n e z u m i n d e s t tisch-barbelognostischen A r c h o n t e n : O r C h r 57 (1973)

teilweise Bestätigung erfahrt. Ebenfalls stark ägyptisch 7 9 / 1 2 0 , bes. 9 2 / 6 , syrische H e r k u n f t d e r T i e r k ö p f e

b e e i n f l u ß t ist e i n e w e i t e r e g n o s t i s c h e S t e l l e , d i e t i e r - n a c h z u w e i s e n , ist n i c h t ü b e r z e u g e n d ; d i e S c h w ä c h e sei-

k ö p f i g e A r c h o n t e n e r w ä h n t , n ä m l i c h Pistis S o p h i a 1 2 6 n e r A r g u m e n t a t i o n zeigt sich e t w a 105f, w o e r nicht

( 3 1 7 / 9 SCHMIDT). D o r t liegt d i e V o r s t e l l u n g d e s D o d e - beachtet, d a ß die 3 6 tiergestaltigen G e s t i m s e l e m e n t e

kaoros zugrunde, die a u f ägyptische Stundenrituale als D e k a n e zu v e r s t e h e n sind, m a n sich also i m B e r e i c h

u n d S t e r n b i l d e r z u r ü c k g e h t ; s. F . B O L L / C . B E Z O L D / ägyptischer Traditionen befindet. Zur ägyptischen Her-

W . GUNDEL, S t e m g l a u b e u n d Sterndeutung4 (Leipzig/ k u n f t d e r T i e r k ö p f e s. H . M . J A C K S O N , T h e l i o n

Berlin 1931 bzw. D a r m s t a d t 1966) 1 8 7 / 9 1 ; W . GUNDEL, b e c o m e s man. T h e Gnostic leontomorphic creator a n d

N e u e T e x t e (o. A n m . 3 0 ) 2 2 9 / 3 5 ; H . - G . GUNDEL, W e l t - t h e P i a t o n i c tradition - SocBiblLit Diss. Ser. 81 ( A t -

b i l d u n d A s t r o l o g i e in d e n g r i e c h i s c h e n Z a u b e r p a p y r i lanta, G A 1985), bes. 58f.


M
( M ü n c h e n 1968) 4 / 8 ; R. MERKELBACH / M . T o m , S. d a z u d i e K o m m e n t a r e v o n W E L B U R N (O. A n m . 6 )

A b r a s a x . A u s g e w ä h l t e Papyri religiösen u n d magi- 2 4 8 / 5 4 ; T A R D I E U (O. A n m . 2 ) 2 7 7 / 8 5 m i t t e i l w e i s e s e h r

s c h e n I n h a l t e s 1. G e b e t e ( O p l a d e n 1 9 9 0 ) 1 0 4 / 2 2 ; z u p r o b l e m a t i s c h e n E t y m o l o g i e n ; O N U K I (O. A n m . 7 ) 6 0 / 7 .
39
d e n ä g y p t i s c h e n V o r g ä n g e r n n o c h J . ASSMANN, Liturgi- D a z u W . GUNDEL, D e k a n e 2 4 8 / 5 6 .
40
sche L i e d e r a n d e n Sonnengott (Berlin 1969) 160f; A . T A R D I E U (O. A n m . 2 ) 3 1 1 .
41
GASSE, L a litanie d e s d o u z e n o m s d e R e - H o r a k h t y : E d i t i o n F. BOLL, A n t i k e B e o b a c h t u n g e n f a r b i g e r

B u l U n s t F r a n c A r c h O r 8 4 ( 1 9 8 4 ) 1 8 9 / 2 2 7 ; s. a u c h d i e S t e m e - A b h M ü n c h e n 30,1 ( M ü n c h e n 1916) 7 7 / 8 2 ;

G e s t a l t e n d e s S o n n e n g o t t e s in d e n 12 T a g e s t u n d e n b e i inhaltlicher K o m m e n t a r ebd. 71/6.


42
H . BRUGSCH, T h e s a u r u s I n s c r i p t i o n u m A e g y p t i a c a r u m C C A G 5,1, 1 9 4 / 2 2 6 ; R h e t o r i u s e x z e r p t e C C A G 8,4,

1 (Leipzig 1883 b z w . G r a z 1968) 57 u n d die d a v o n ab- 1 7 4 / 8 2 . V g l . W . GUNDEL, N e u e T e x t e (o. A n m . SO)

h ä n g i g e n 12 v e r s c h i e d e n e n G e s t a l t e n i m L e i b d e r H i m - 124f.
104 Joachim Friedrich Quack

Es folgen 5 Engel, die über geistige Aktivitäten herrschen, vier Qualitäten u n d d e r e n


M u t t e r s o w i e vier D ä m o n e n d e r L e i d e n s c h a f t e n ( N H C II 17,32/18,19 = I V 2 7 , 1 7 / 2 8 , 1 5 ) .
In d i e s e m Bereich d ü r f t e n zunächst stoische L e h r e n zugrundeliegen 4 3 , es gibt j e d o c h a u c h
Möglichkeiten einer kosmisch/astrologischen A u s d e u t u n g . B e i m F ü n f e r s c h e m a w ä r e an die
f ü n f Planeten (ohne die b e i d e n » L e u c h t e n d e n « S o n n e u n d M o n d ) o d e r a n die f ü n f Ele-
m e n t e (einschließlich des A e t h e r s ) zu d e n k e n , bei d e n V i e r e r g r u p p e n e t w a a n die vier
materiellen E l e m e n t e , die (offensichtlich N H C II 1 8 , 2 / 1 4 zugrundeliegenden) Qualitäten
(heiß, kalt, feucht, trocken) u n d die vier Himmelsrichtungen 4 4 .

3. Melothesie u n d Gliedervergottung

G r u n d l e g e n d e s Prinzip d e r Erschaffung des M e n s c h e n i m A J ist die Z u o r d n u n g j e d e s


Körperteils zu e i n e m speziellen Engel b z w . D ä m o n . F ü r diesen Abschnitt sind bisher ver-
schiedene W u r z e l n v e r m u t e t w o r d e n . BöHLIG wollte die Körperteile in ihrer Reihenfolge
a u f Einflüsse d e r griechischen Schulmedizin zuriickführen 45 , NAGEL sah ägyptische Glieder-
listen als Quelle 4 6 , TARDIEU, w i e bereits o b e n b e m e r k t , Vorstellungen v o n M a k r o - u n d Mi-
krokosmos, d e r e n U r s p r ü n g e in d e r ionischen Naturphilosophie u n d i m Piatonismus liegen,
ONUKI eine V e r m e n g u n g stoischer Lehrtradition mit ursprünglich f r e m d e m Gut 4 7 .
M i r scheint g e r a d e d e r v o n NAGEL angedeutete W e g , ägyptische Listen als möglichen
H i n t e r g r u n d ins A u g e zu fassen, w e i t e r f ü h r e n d e Einsichten zu ermöglichen, schon weil die
Reihenfolge d e r Körperteile ägyptischer Systematik folgt 48 . Tatsächlich bietet das ägypti-
sche Konzept d e r sogenannten G l i e d e r v e r g o t t u n g eine naheliegende Q u e l l e für die Erschaf-
fung eines menschlichen Körpers aus vielen Einzelteilen, die unterschiedlichen Kräften un-
t e r w o r f e n sind 49 . D i e sogenannten Gliedervergottungstexte k ö n n e n i m Ä g y p t i s c h e n in rela-
tiv verschiedenen A u s p r ä g u n g e n auftreten. Ihre textliche H e i m a t sind einerseits funeräre
T e x t e , in d e n e n sie d e n T o t e n in eine Sphäre des Göttlichen einbetten, andererseits magi-
sche T e x t e , in d e n e n sie zum Schutz d e r Einzelglieder des l e b e n d e n M e n s c h e n dienen. M a n
hat gelegentlich einen U r s p r u n g d e r T e x t e i m funerären Bereich, speziell in d e r Balsamie-

43 d e n Ä g y p t e r n : O r L i t Z t g 27 (1924) 5 5 8 / 6 4 ; W . D A W -
ONUKI (O. A n m . 7) p a s s i m .
44 SON, N o t e s o n E g y p t i a n m a g i c : A e g y t u s 3 ( 1 9 3 0 ) 2 3 / 8 ,
Für die Möglichkeiten, V i e r e r s c h e m a t a astrologisch
a u s z u d e u t e n , s. e t w a B O L L / B E Z O L D / G U N D E L (O. A n m . b e s . 2 6 f ; H . BONNET, D e r G o t t i m M e n s c h e n : S t u d i i n
3 7 ) 5 3 f ; W . HüBNER, D i e E i g e n s c h a f t e n d e r T i e r k r e i s - m e m o r i a d i I. R o s s e l i n i 1 (Pisa 1949) 2 3 5 / 5 2 , b e s . 2 4 4 /
z e i c h e n in d e r A n t i k e . I h r e D a r s t e l l u n g u n d V e r w e n - 6 ; A . MASSART, A p r o p o s d e s »listes« d a n s les t e x t e s
d u n g unter besonderer Berücksichtigung des Manilius e g y p t i e n s f u n e r a i r e s e t m a g i q u e s : S t u d i a Biblica et
- Sudhoffs A r c h i v Beih. 22 ( W i e s b a d e n 1982) 4 3 0 / O r i e n t a l i a 3 - A n a l e c t a B i b l i c a 12 ( R o m 1 9 5 9 ) 2 2 7 /
514; ders., Z u m P l a n e t e n f r a g m e n t des Sudines (Pap. 4 6 ; F. A . - M . G H A T T A S , D a s B u c h mk.t-hc.w »Schutz d e s
G e n . i n v . 2 0 3 ) : Z s P a p E p i g r 73 ( 1 9 8 8 ) 3 3 / 4 2 . L e i b e s « , Diss. G ö t t i n g e n ( 1 9 6 8 ) 1 / 2 7 ; ASSMANN, L i t u r -
45 g i s c h e L i e d e r (o. A n m . 3 7 ) 3 4 7 / 9 u n d 3 6 5 ; H . ALTEN-
A . B ö H L I G , D i e g r i e c h i s c h e S c h u l e u n d d i e Biblio-
t h e k v o n N a g H a m m a d i : A . B ö H L I G / F. WISSE, Z u m MüLLER, A r t G l i e d e r v e r g o t t u n g : L e x Ä g y p t o l 2 , 6 2 4 / 7 ;
Hellenismus in d e n Schriften v o n N a g H a m m a d i — B. ALTENMüLLER, S y n k r e t i s m u s i n d e n S a r g t e x t e n —
G ö t t . O r i e n t f o r s c h . 6 , 2 ( W i e s b a d e n 1 9 7 5 ) 2 5 / 7 (jetzt G ö t t . O r i e n t f o r s c h . 4,7 ( W i e s b a d e n 1975) 2 5 0 / 6 ; H .
in A . B ö H U G , G n o s i s u n d S y n k r e t i s m u s . G e s a m m e l t e BEINUCH, D i e » O s i r i s r e l i q u i e n « . Z u m M o t i v d e r K ö r p e r -
A u f s ä t z e zur s p ä t a n t i k e n R e l i g i o n s g e s c h i c h t e [ T ü b i n - z e r g ü e d e r u n g in d e r a l t ä g y p t i s c h e n R e l i g i o n — Ä g y p -
gen 1989) 265f). tol. A b h . 4 2 ( W i e s b a d e n 1 9 8 4 ) 2 9 0 / 3 0 1 ; E. BRUNNER-
« N A G E L (o. A n m . 7) 74. 7 9 / 8 1 . TRAUT, D e r m e n s c h l i c h e K ö r p e r - E i n e G l i e d e r p u p p e :
41 Z s Ä g S p r 1 1 5 ( 1 9 8 8 ) 8 / 1 4 ; W . GUGLIELMI, D i e G ö t t i n
ONUKI 4 8 f .
48 Mr.t. Entstehung u n d V e r e h r u n g einer Personifikation
NAGEL 79/81.
49 - Probl. d . Ä g y p t o l . 7 ( L e i d e n 1991) 1 0 5 / 8 .
Z u r ä g y p t i s c h e n G l i e d e r v e r g o t t u n g s. H . RANKE, D i e
V e r g o t t u n g der Glieder des menschlichen Körpers bei
Dekane und Gliedervergottung 105

rang u n d Mumifizierung gesucht 50 . D e r u m g e k e h r t e W e g - A d a p t i e r u n g ursprünglich dies-


seitiger Praktiken für das Jenseits - scheint mir plausibler 51 , die Frage ist aber i m vorliegen-
d e n R a h m e n unerheblich 52 . D i e Z u o r d n u n g der Götter k a n n literarisch unterschiedlich aus-
geprägt sein. D i e einfachste F o r m ist »Der Körperteil X des N N ist d e r G o t t Y«, w o b e i es
v o n d e r ägyptischen Sprache her möglich u n d vermutlich auch besser ist, n o c h genauer zu
übersetzen ». . . ist der Körperteil X des Gottes Y«, w a s in m a n c h e n , v o r allem späten T e x -
ten a u c h explizit geschrieben wird 53 . D a n e b e n gibt es sehr viel kompliziertere Formulierun-
gen v o n teilweise recht h o h e m literarischem A n s p r u c h , andererseits auch verkürzte Listen,
in d e n e n die G ö t t e r teilweise ersetzt w e r d e n , bis hin zu reinen Körperteillisten, bei d e n e n
nur n o c h ihre Einbettung in einen magischen Schutzspruch ihre Herkunft zeigt. Als Beispiel
sei zunächst eine recht typische Liste aus der Sonnenlitanei zitiert, in der d e r König seine
G l i e d e r d e n G ö t t e r n zuordnet:

I c h b i n einer v o n e u c h ,
i c h b i n als G e i e r i n e r s c h i e n e n .
M e i n G e s i c h t ist d a s eines F a l k e n ,
m e i n Scheitel ist d e r d e s R e .
M e i n e A u g e n s i n d die d e r G e f a h r t i n n e n , d e r b e i d e n S c h w e s t e r n ,
m e i n e N a s e ist d i e des u n t e r w e l t l i c h e n H o r a s .
M e i n M u n d ist d e r des H e r r s c h e r s d e s W e s t e n s ,
m e i n e K e h l e ist d i e d e s N u n .
M e i n e A r m e sind die des U m f a s s e n d e n ,
m e i n e F i n g e r s i n d die d e r G r e i f e r .
M e i n e Brust ist d i e des C h e p r i ,
m e i n H e r z ist d a s des H o r u s - S u n e n .
M e i n e L e b e r ist d i e des L e b e n d i g e n ,
m e i n e Milz ist d i e des G e s c h n ä b e l t e n .
M e i n e L u n g e ist d i e d e r A t m e n d e n ,
m e i n Magen ist d e r d e s Ö f f n e n d e n ,
m e i n e E i n g e w e i d e sind d i e d e r e r v o n v e r b o r g e n e m Z u s t a n d .
M e i n R ü c k e n ist d e r d e s M ü d h e r z i g e n ,
m e i n e W i r b e l s ä u l e ist d i e d e s A u f g e b a h r t e n .
M e i n e R i p p e n sind die v o n H o r u s u n d T h o t ,
m e i n Hinterteil ist d a s d e r g r o ß e n Flut.
M e i n Phallus ist d e r des T a t e n e n ,
m e i n e Eichel ist d i e d e s A b g e s c h i e d e n e n in B a b y l o n .
M e i n e H o d e n s i n d die d e r b e i d e n V e r b o r g e n e n ,
m e i n e Schenkel sind die d e r beiden Göttinnen.

50 55
G H A T T A S 10. 2 0 ; H . A L T E N M ü L L E R 6 2 4 ; B E I N U C H , Z u r D i s k u s s i o n d e s P r o b l e m s s. C . DE W I T : B i b l O r 1 0

O s i r i s r e l i q u i e n 2 9 6 f ; G U G U E L M I 104 (alle o. A n m . 4 9 ) . ( 1 9 5 3 ) 9 3 „ ; E. H O R N U N G , D a s B u c h d e r A n b e t u n g d e s
51 R e i m W e s t e n ( S o n n e n l i t a n e i ) 2. Ü b e r s e t z u n g ( B a s e l /
A u c h J.-C. GOYON, Rituels funeraires d e l'ancienne
E g y p t e (Paris 1972) 2 5 6 , sieht a p o t r o p ä i s c h e m a g i s c h e G e n f 1 9 7 7 ) 1 4 3 4 6 9 ; G U G U E L M I (O. A n m . 4 9 ) 1 0 7 , d i e

T e x t e als Q u e l l e d e r G l i e d e r v e r g o t t u n g i m T o t e n - für die hier v o r g e z o g e n e L ö s u n g sind; d a g e g e n deutet

buch. BEINUCH, Osirisreliquien 300 die kürzere F o r m u l i e r u n g


52 als Z u o r d n u n g d e s g a n z e n G o t t e s z u m Körperteil. A u c h
Z u r a u c h sonst in Ä g y p t e n zu b e o b a c h t e n d e n s e k u n -
d ä r e n Ü b e r t r a g u n g v o n T e x t e n in d e n f u n e r ä r e n Be- K. SETHE, Ü b e r s e t z u n g u n d K o m m e n t a r zu d e n alt-

r e i c h vgl. e t w a J . ASSMANN, D e r K ö n i g als S o n n e n p r i e - ägyptischen Pyramidentexten 1 (Glückstadt/Hamburg

ster = A b h D A I K a i r o 7 ( G l ü c k s t a d t 1 9 7 0 ) 5 7 ; E. F. 1 9 3 5 ) 4 0 u n d BONNET (o. A n m . 4 9 ) 2 4 5 f s e h e n e i n e

WENTE, Mysticism in Pharaonic Egypt?: J o u r n N e a r - Z u o r d n u n g d e s g e s a m t e n G o t t e s z u m K ö r p e r t e i l als d a s

E a s t S t u d 41 ( 1 9 8 2 ) 1 6 1 / 7 9 ; a n d e r s E. HORNUNG, Alt- Ursprünglichere an.

ägyptische Wurzeln der Isismysterien: H o m m a g e s J.


L e c l a n t 3. E t u d e s i s i a q u e s - Bibl. d ' E t . 1 0 6 , 3 ( K a i r o

1994) 287/93.
106 Joachim Friedrich Quack

M e i n e Knöchel s i n d d i e d e r b e i d e n L e u c h t e n d e n ,
m e i n e F ü ß e sind d i e d e s D u r c h w a n d e r e r s d e r G e h e i m n i s e ,
m e i n e Z e h e n sind U r ä u s s c h l a n g e n 5 4 .

E r h e b l i c h k o m p l i z i e r t e r a u f g e b a u t ist e i n e G l i e d e r v e r g o t t u n g , d i e s i c h i m T o t e n b u c h

S p r u c h 172 findet. N e b e n d i r e k t e n Z u o r d n u n g e n d e r G l i e d e r zu d e n G ö t t e r n f i n d e n sich

auch erheblich kompliziertere V e r b i n d u n g e n u n d sonstige Attribute. Innerhalb eines länge-

r e n T e x t e s spricht d e r Ritualist d e n T o t e n f o l g e n d e r m a ß e n an:

Z w e i t e Stanze:
D e i n K o p f (ist) d e r d e s H e r r n d e r Hürde,
w e n n d u n o r d w ä r t s fährst i m H a a r g e f l e c h t d e r Asiatin.
H e l l e r ist d e i n G e s i c h t als d a s H a u s d e s M o n d e s ,
d e i n Scheitel (ist) a u s Lapislazuli.
S c h w ä r z e r ist d e i n H a a r als d a s Portal j e d e s Sternes a m 24. M o n d m o n a t s t a g ,
d e i n H a a r fällt herab als Lapislazuli ü b e r d e i n G e s i c h t .
R e g e h t a u f in d e i n e m Antlitz,
d a s m i t G o l d b e d e c k t ist;
H o r n s hat es m i t Lapislazuli b e m a l t .
( D e i n e ) A u g e n b r a u e n sind d i e d e r b e i d e n S c h w e s t e r n v e r e i n t ,
H o r u s h a t sie mit Lapislazuli b e m a l t .
D e i n e N a s e ist die d e s A t m e r s . . .,
d e i n e N a s e n l ö c h e r sind w i e d i e W i n d e a m H i m m e l .
D e i n e A u g e n sind d i e Ausschauenden d e s O s t h o r i z o n t - B e r g e s ,
deine Lider dauern jeden Tag,
i h r e W i m p e r n s i n d aus e c h t e m Lapislazuli.
D e i n e W a n g e n (sind) T r ä g e r i n n e n v o n O p f e r g a b e n ,
ihre L i d r ä n d e r sind voll A u g e n s c h m i n k e .
D e i n e L i p p e n g e b e n d i r W a h r h e i t , sie m e l d e n d i e W a h r h e i t d e m R e ,
sie b e s ä n f t i g e n d a s H e r z d e r G ö t t e r .
D e i n e Z ä h n e sind d i e i m [ M u n d ] d e r R i n g l e r s c h l a n g e ,
w o m i t d i e b e i d e n H e r r e n d a s Brettspiel gespielt h a b e n .
D e i n e Z u n g e ist k u n d i g ,
d e i n e R e d e ist d u r c h s c h n e i d e n d e r als die d e s M i l a n s a u f d e m Feld.
D e i n Kiefer ist d a s S t e r n e n h e e r ,
d e i n e . . . 5S sind a n i h r e m Platz, w e n n sie d i e W ü s t e d e s W e s t e n s d u r c h z i e h e n .
O h sieh, d u wirst b e k l a g t , wirst beklagt.

D r i t t e Stanze:
D e i n N a c k e n ist m i t G o l d g e s c h m ü c k t ,
u n d m i t E l e k t r o n plattiert.
G r o ß ist d e i n e K e h l e ,
d e i n e L u f t r ö h r e ist d i e des A n u b i s .
D i e s e d e i n e W i r b e l sind z w e i K o b r a s c h l a n g e n ,
d e i n R ü c k e n ist m i t G o l d überzogen
u n d m i t E l e k t r o n plattiert.
D e i n e L u n g e ist d i e d e r N e p h t h y s ,
d e i n e L e i b e s m i t t e 5 6 ist d i e Ü b e r s c h w e m m u n g u n d ihr W a s s e r .
D e i n H i n t e r t e i l s i n d z w e i Eier a u s K a r n e o l ,
d e i n e Hüften sind k r ä f t i g b e i m G e h e n .

54
T e x t b e i E. HORNUNG, D a s B u c h d e r A n b e t u n g d e s o f s p e l l 181 o f t h e B o o k o f t h e D e a d : B i b l O r 10 ( 1 9 5 3 )
R e (o. A n m . 5 3 ) 1. T e x t - A e g H e l v 2 ( B a s e l / G e n f 90/4.
55
1 9 7 5 ) 2 0 8 / 1 4 ; Ü b e r s e t z u n g e b d . 2. Ü b e r s e t z u n g 8 7 f . D i e H a n d s c h r i f t hat hier »Brüste«, w a s v o n d e r a n a -
142/4; e r g ä n z e n d dazu eine teilweise a b w e i c h e n d e V e r - t o m i s c h e n R e i h e n f o l g e h e r s i c h e r f a l s c h ist.
56
s i o n f ü r e i n e P r i v a t p e r s o n b e i C . DE W I T , A n e w V e r s i o n L i e s hri-(!b).
Dekane und Gliedervergottung 107

D u sitzt a n d e i n e m Platz,
d i e G ö t t e r h a b e n d i r d e i n ( A m t ) " [bestätigt.]
O h sieh, d u wirst b e k l a g t , wirst beklagt.

V i e r t e Stanze:
D e i n S c h l u n d ist d e r des A n u b i s ,
d e i n e G l i e d e r s i n d breit m i t G o l d ( ü b e r z o g e n ) .
D e i n e Brüste sind z w e i Eier aus K a r n e o l ,
d i e H o r n s m i t Lapislazuli b e m a l t hat.
D e i n e Schultern blitzen in F a y e n c e ,
d e i n e A r m e b l e i b e n a n i h r e m Platz.
D e i n H e r z ist T a g f ü r T a g e r f r e u t ,
d e i n e Brust ist d a s W e r k d e r b e i d e n M ä c h t i g e n ,
D e i n Fleisch b e t e t d i e u n t e r e n Sterne an.
D e i n B a u c h ist d e r H i m m e l , w e n n d u daliegst,
d e i n N a b e l ist d e r (einzelne) Stem 5 8 .
E r richtet, w e n n er d a s L i c h t a n g e k ü n d i g t h a t in d e r Finsternis,
s e i n e O p f e r g a b e n sind d i e cnh-imy-Pfiaiu.en.
E r b e t e t die M a j e s t ä t des T h o t an:
» D i e L i e b e zu d e i n e r V o l l k o m m e n h e i t ist in m e i n e m G r a b ,
m e i n G o t t hat m i r d e n reinen O r t zugewiesen,
a n d e m d u sein willst«.
O h sieh, d u wirst b e k l a g t , w i r s t beklagt.

F ü n f t e Stanze:
D e i n e b e i d e n O b e r s c h e n k e l 5 9 sind ein K a n a l in d e r Ü b e r s c h w e m m u n g s z e i t ,
( d e i n ) B e c k e n (ist) 60 ein K a n a l , w e n n i h n d i e K i n d e r d e s W a s s e r s b e d e c k t h a b e n .
D e i n e K n i e e sind m i t G o l d ü b e r z o g e n ,
d e i n e Waden s i n d Gurken d e s S u m p f e s .
Deine Fußsohlen dauern T a g für T a g ,
d e i n e Z e h e n leiten d i c h zu d e n s c h ö n e n W e g e n .
D i e . . . d e i n e r A r m e sind . . . a u f . . . 61 ,
d e i n e F i n g e r sind g o l d e n e Futterale.
I h r e N ä g e l sind M e s s e r aus Flint
g e g e n die, d i e d i r dies a n t u n .
O h sieh, d u wirst b e k l a g t , wirst beklagt 6 2 .

E i n e w e i t e r e F o r m u l i e r u n g s m ö g l i c h k e i t b e s t e h t d a r i n , d i e G ö t t e r als H e r r e n d e s j e w e i -

ligen Körperteils zu b e z e i c h n e n . E i n g u t e s Beispiel d a f ü r findet sich e t w a in einer m a g i s c h e n

B e s c h w ö r u n g , die g e g e n G i f t gerichtet w i r d , d a s sich i m K ö r p e r des Patienten befindet. D e r

T e x t ist i n e i n i g e n t e i l w e i s e s e h r e r h e b l i c h v o n e i n a n d e r a b w e i c h e n d e n H a n d s c h r i f t e n ü b e r -

liefert, a u s d e n e n ich v e r s u c h s w e i s e e i n e n M i s c h t e x t herstelle63. D a s in d e n K ö r p e r d e s

Patienten eingedrungene Gift wird folgendermaßen angeredet:

57
L i e s ljw.t=k? D e r T e x t h a t lr.tl=k » d e i n e A u g e n « . ris 1 9 6 7 ) 2 5 5 f ; T . G . A L L E N , T h e B o o k o f t h e D e a d o r
58 G o i n g forth b y D a y = S t u d . i n A n c . O r . C i v . 3 7 ( C h i -
L i e s st? (uic)w.ti.
59 c a g o 1974) 179f; E. HORNUNG, D a s T o t e n b u c h d e r
L i e s mn.ftl].
60 Ä g y p t e r ( Z ü r i c h / M ü n c h e n 1979) 3 5 3 / 5 . Eine Detail-
L i e s nfr.t(=k m) \w\. Z u nfr.t » B e c k e n « v g l . J . F .
studie des schwierigen u n d nicht i m m e r gut überliefer-
QJJACK: E n c h o r i a 21 ( i m D r u c k ) .
61 t e n T e x t e s fehlt.
M e h r e r e lexikalisch unklare W ö r t e r .
65
62 A l s Basishandschrift dient P C h e s t e r B e a t t y V I I vs.
T e x t b e i E. N A V I L L E , D a s a e g y p t i s c h e T o d t e n b u c h
2 , 5 / 5 , 6 (Edition A . H . GARDINER, H i e r a t i c p a p y r i in t h e
d e r X V I I I b i s X X D y n a s t i e 1. T e x t e u n d V i g n e t t e n
British M u s e u m . T h i r d Series. e h e s t e r B e a t t y G i f t
( B e r l i n 1 8 8 6 ) C X C I I I f ; n e u e r e Ü b e r s e t z u n g e n b e i P.
[ L o n d o n 1 9 3 5 ] 6 3 f PI. 3 6 f ) , h i n z u k o m m e n d e r P V a t i -
BARGUET, L e livre des m o r t s des a n c i e n s e g y p t i e n s (Pa-
108 Joachim Friedrich Quack

D u sollst nicht in s e i n e m Scheitel stehen.


T h o t ist g e g e n d i c h , d e r H e r r d e s Scheitels.
D u sollst nicht in seiner S t i m stehen.
D i e Z a u b e r r e i c h e ist g e g e n d i c h , d i e H e r r i n d e r S t i m .
D u sollst nicht in s e i n e n A u g e n stehen.
H o r u s M e k h e n t i - I r t i ist g e g e n d i c h , d e r H e r r d e r A u g e n .
D u sollst nicht in s e i n e n O h r e n stehen.
G e b ist g e g e n d i c h , d e r H e r r d e r O h r e n .
D u sollst nicht in seiner N a s e stehen.
D i e A t m e n d e in H e s e r e t ist g e g e n d i c h , d i e H e r r i n d e r N a s e .
D u sollst nicht in s e i n e n L i p p e n stehen.
A n u b i s ist g e g e n d i c h , d e r H e r r d e r L i p p e n .
D u sollst nicht in s e i n e n Z ä h n e n stehen.
<• •
D u sollst nicht in s e i n e n S c h l ä f e n stehen.
D i e T a g - u n d die N a c h t b a r k e sind g e g e n d i c h , die H e r r e n d e r Schläfen.
D u sollst nicht in s e i n e m K i n n stehen.
M i n , d e r m i t h o h e n F e d e m , ist g e g e n d i c h , d e r H e r r d e s Kinnes.
D u sollst nicht in s e i n e m N a c k e n stehen.
W a d j e t ist g e g e n d i c h , die H e r r i n d e s N a c k e n s .
D u sollst nicht in seiner K e h l e stehen.
D i e G e s a n g s g ö t t i n ist g e g e n d i c h , d i e H e r r i n d e r Kehle.
D u sollst n i c h t in s e i n e m A r m 6 5 stehen.
N u t , d i e G e b ä r e r i n d e r G ö t t e r ist g e g e n d i c h , d i e H e r r i n d e s A r m e s .
D u sollst nicht in seiner Schulter stehen.
S c h e p s i in [ H e r m o p o l i s ist g e g e n d i c h ] , d e r H e r r d e r Schulter.
D u sollst n i c h t in s e i n e m O b e r a r m stehen.
M o n t h ist g e g e n d i c h , d e r H e r r d e s O b e r a r m s .
D u sollst nicht in s e i n e n F i n g e r n stehen.
P t a h - N u n d e r älteste, d e r [die G ö t t e r ] s c h u f , ist g e g e n d i c h , d e r H e r r d e r Finger.
D u sollst nicht in seiner A c h s e l h ö h l e stehen.
G e b , V a t e r d e r G ö t t e r ist g e g e n d i c h , d e r H e r r d e r A c h s e l h ö h l e .
D u sollst nicht in s e i n e n R ü c k e n w i r b e l n s t e h e n .
R e ist g e g e n d i c h , d e r H e r r d e r R ü c k e n w i r b e l .
D u sollst nicht in s e i n e n Seiten stehen.
S e t h ist g e g e n d i c h , d e r H e r r d e r Seiten.
D u sollst nicht in s e i n e m M a g e n stehen.
R e - H a r a c h t e ist g e g e n d i c h , d e r H e r r d e s M a g e n s .
D u sollst nicht in seiner L e b e r , seiner Milz, seiner L u n g e , s e i n e m H e r z e n , seinen N i e r e n ,
s e i n e n E i n g e w e i d e n , seinen R i p p e n u n d a l l e m Fleisch seines B a u c h e s stehen.
A m s t i , H a p i , D u a m u t e f u n d K e b e h s e n u e f sind g e g e n d i c h , d i e G ö t t e r d e r E i n g e w e i d e .
D u sollst n i c h t in s e i n e m H i n t e r t e i l stehen.
H a t h o r ist g e g e n d i c h , die H e r r i n d e s Hinterteils.
D u sollst n i c h t in s e i n e m Penis stehen.
H o r u s ist g e g e n d i c h , d e r H e r r d e s Penis.

k a n 3 6 r . 2 , 2 / 4 , 1 1 ( E d i t i o n E . SUYS, L e p a p y r u s m a g i - 15274, soweit erhalten, einigermaßen entspricht, dort


que d u Vatican: Orientalia 3 [1934] 63/87) und der fehlende Körperteile w e r d e n aber nach d e m PVatikan
P G e n f M A H 1 5 2 7 4 rt. 1 , 1 / 2 , 6 ( E d i t i o n A . MASSART, nachgetragen. Umfangreichere Textaussagen, die be-
T h e G e n e v a P a p y r u s M A H 15274: K a i r M i t t 15 [ 1 9 5 7 ] sonders i m vatikanischen Papyrus auf die Götternamen
1 7 2 / 8 5 ) . E i n i g e W o r t e a u c h a u f d e m O D e M 1591 Z. folgen, sind aus Platzgründen weggelassen.
7 / 1 6 ( E d i t i o n G . POSENER, C a t a l o g u e d e s o s t r a c a hie- 64
I m v a t i k a n i s c h e n P a p y r u s , d e r als einziger d i e s e n
ratiques litteraires d e D e i r e l - M e d i n a 3 [Kairo 1 9 7 7 / Satz überliefert, fehlt h i e r die s c h e m a t i s c h e F o r m u l i e -
8 0 ] 7 6 PI. 4 5 ) . F ü r d i e Ü b e r s e t z u n g u n d d i e s e h r v a - rung.
65
riantenreiche Zuordnung der Götter wird der PChester I m P C h e s t e r B e a t t y V I I »Brust«.
Beatty VII zugrundegelegt, d e m der P G e n f M A H
Dekane und Gliedervergottung 109

D u sollst nicht in s e i n e m P e r i n ä u m stehen.


S e t h ist g e g e n d i c h , d e r H e r r d e s P e r i n ä u m s .
D u sollst nicht in s e i n e m O b e r s c h e n k e l stehen.
M o n t h ist g e g e n d i c h , d e r H e r r des O b e r s c h e n k e l s .
D u sollst nicht in s e i n e m K n i e stehen.
Sia ist g e g e n d i c h , d e r H e r r d e s Knies.
D u sollst nicht in s e i n e m U n t e r s c h e n k e l stehen.
N e f e r t e m ist g e g e n d i c h , d e r H e r r des U n t e r s c h e n k e l s .
D u sollst nicht in seinen F u ß s o h l e n stehen.
D e r H e r r d e s Tbw.t ist g e g e n d i c h , d e r H e r r d e r F u ß s o h l e n .
D u sollst nicht in seinen N ä g e l n stehen.
A n u k i s ist g e g e n d i c h , d i e H e r r i n d e r N ä g e l .
D u sollst nicht in d e r B i ß w u n d e stehen.
Selkis ist g e g e n d i c h , d i e H e r r i n d e r B i ß w u n d e .

Eine Beziehung zu d e n Sternen, zunächst allerdings n o c h nicht zu d e n D e k a n e n , findet


sich b e m e r k e n s w e r t e r w e i s e gerade in d e n ältesten T e x t e n der Gliedervergottung, nämlich
zwei P y r a m i d e n t e x t s p r ü c h e n aus d e m dritten Jahrtausend. Sehr instruktiv ist der verhält-
nismäßig kurze Spruch 215:

D e i n K o p f ist d e r d e s U n t e r w e l t l i c h e n H o r u s , U n v e r g ä n g l i c h e r .
D e i n Antlitz ist d a s des Mekhenti-Irti, U n v e r g ä n g l i c h e r .
D e i n e O h r e n sind die d e r K i n d c h e n d e s A t u m , U n v e r g ä n g l i c h e r .
D e i n e A u g e n s i n d die d e r K i n d c h e n d e s A t u m , U n v e r g ä n g l i c h e r .
D e i n e N a s e ist d i e eines Schakals, U n v e r g ä n g l i c h e r .
D e i n e Z ä h n e sind d i e d e s S o p d u , U n v e r g ä n g l i c h e r .
D e i n ( e ) A r m ( e ) s i n d die v o n H a p i u n d D u a m u t e f .
W e n n d u wünschst, z u m H i m m e l h e r v o r z u k o m m e n , k o m m s t du hervor.
D e i n e Beine sind d i e v o n A m s t i u n d K e b e h s e n u e f .
W e n n d u w ü n s c h s t , z u m u n t e r e n H i m m e l h e r a b z u s t e i g e n , steigst d u h e r a b .
D e i n e G l i e d e r s i n d die d e r K i n d c h e n d e s A t u m , U n v e r g ä n g l i c h e r .
D u sollst nicht v e r g e h e n , d e i n K a v e r g e h e nicht, d u bist ein Ka 66 .

Bei d e n n e u n Identifizierungen findet sich also siebenmal der Zusatz »Unvergänglicher«,


w e l c h e r der ägyptischen Bezeichnung für die Z i r k u m p o l a r s t e m e entspricht. D e m g e g e n ü b e r
w e r d e n die vier H o r u s s ö h n e A m s t i , H a p i , D u a m u t e f u n d K e b e h s e n u e f als W e s e n charakte-
risiert, die z u m H i m m e l emporsteigen u n d unter d e m Horizont v e r s c h w i n d e n können. Sie
w e r d e n also als nichtzirkumpolare Sterne aufgefaßt. Dies entspricht ihrer a u c h sonst beleg-
ten Rolle als vier Sterne, die - selbst nicht zirkumpolar - d e n i m großen W a g e n verkörper-
ten b ö s e n G o t t Seth bewachen 6 7 .
Stellare V e r b i n d u n g e n zeigt auch eine zweite Gliedervergottung in d e n P y r a m i d e n t e x -
ten, n ä m l i c h P T Spruch 539. In diesem relativ ausführlichen T e x t findet sich nach j e d e r

66 61
P T 1 4 8 a - 1 4 9 d ; T e x t e d i t i o n K. SETHE, D i e a l t ä g y p t i - K l a s s i s c h e r B e l e g d a f ü r ist T b 1 7 , 4 2 ; s. H . T E V E L D E ,

s c h e n P y r a m i d e n t e x t e 1. T e x t e 1 ( L e i p z i g 1 9 0 8 b z w . Seth, g o d o f c o n f u s i o n 2 — Probl. d. Ä g y p t o l . 6 ( L e i d e n

D a r m s t a d t 1 9 6 9 ) 8 5 ; Ü b e r s e t z u n g e n R . M . FAULKNER, 1 9 7 7 ) 8 6 f ; U . R ö S S L E R - K ö H L E R , K a p i t e l 17 d e s ä g y p -

T h e A n c i e n t Egyptian p y r a m i d texts ( O x f o r d 1969) tischen T o t e n b u c h e s . U n t e r s u c h u n g e n zur T e x t g e -

4 2 f ; J . SPIEGEL, D a s A u f e r s t e h u n g s r i t u a l d e r U n a s - P y r a - schichte u n d Funktion eines T e x t e s der ägyptischen

mide. Beschreibung u n d erläuterte Übersetzung — Totenliteratur - Gott. Orientforsch. 4,17 (Wiesbaden

Ä g y p t o l . A b h . 23 ( W i e s b a d e n 1971) 167/77. Zur 1979) 221. Ähnlich, aber o h n e explizite N e n n u n g der

s p r a c h l i c h e n I n t e r p r e t a t i o n v o n 1 4 9 a / b s. J . P . A L L E N , N a m e n , a u c h i n d e r 12. T a g e s s t u n d e d e s S t u n d e n r i t u -

T h e i n f l e c t i o n o f t h e v e r b in t h e p y r a m i d t e x t s — Bibl. als b e i A . PIANKOFF, L e l i v r e d u j o u r et d e l a n u i t —

A e g . 2 ( M a l i b u 1 9 8 4 ) § 2 3 6 ; W . SCHENKEL, T ü b i n g e r B i b l . d ' E t . 13 ( K a i r o 1 9 4 2 ) 2 2 / 5 m i t t e i l w e i s e r P a r a l l e l e

E i n f ü h r u n g in d i e klassisch-ägyptische S p r a c h e u n d E d f u III 2 2 7 , 1 0 f .

Schrift ( T ü b i n g e n 1994) 239.


110 Joachim Friedrich Quack

Gleichsetzung eines Körperteils des Königs mit d e m eines Gottes d e r Zusatz »damit er her-
v o r k o m m t u n d zum H i m m e l aufsteigt«. Anschließend an die Litanei findet sich ein ausführ-
licher T e x t , d e r die H i m m e l f a h r t des Königs beschreibt. A u c h hier ist also eine V e r b i n d u n g
mit astralen G r ö ß e n , u n d zwar vermutlich nicht zirkumpolaren Sternen, gegeben, w i e a u c h
generell die S t e m e gerade in d e n Jenseitsvorstellungen der P y r a m i d e n t e x t e eine bedeu-
tende Rolle spielen 68 .
In späterer Zeit finden sich unter d e n G ö t t e r n , die für die Gliedervergottung herange-
zogen w e r d e n , auch m a n c h e stellaren w i e e t w a Orion 6 9 , eine systematische Beziehung zu
astralen Ideen k a n n j e d o c h aus d e m expliziten W o r t l a u t der T e x t e nicht herausgelesen
w e r d e n . Mögliche A n h a l t s p u n k t e könnte m a n allenfalls in d e r g e w ä h l t e n Zahl v o n Gliedern
u n d G ö t t e r n suchen. Diese schwankt j e d o c h erheblich, so d a ß k a u m ein durchgängiges
Prinzip zu erkennen ist. RANKE, d e r sich in d e r Ä g y p t o l o g i e w o h l als einziger mit d i e s e m
P r o b l e m befaßt hat, sah eine T e n d e n z , die Zahl 9 o d e r V i e l f a c h e d a v o n zugrundezulegen,
w o b e i die »Neunheit« in Ä g y p t e n traditionellerweise Bezeichnung für das G e f o l g e eines
großen Gottes ist70. Will m a n dies j e d o c h durchgängig erweisen, w i r d m a n viele Einzeltexte
für fehlerhaft überliefert halten müssen. D i e Problematik zeigt sich bereits darin, daß i m A J
- A u s g a n g s p u n k t m e i n e r Ü b e r l e g u n g e n - die richtige Zahl 72 nur durch K o m b i n a t i o n d e r
beiden Handschriften zu erzielen ist, w ä h r e n d C o d e x II lediglich 69 D ä m o n e n e r w ä h n t ,
C o d e x I V zwar die drei fehlenden liefert, d a f ü r a b e r selbst ( I V 26,13) zwei in II 17,2/4
genannte Körperteile u n d D ä m o n e n ausläßt. D e r repetitive Charakter derartiger T e x t e för-
dert offensichtlich Fehler b e i m Abschreiben. I m Ä g y p t i s c h e n findet sich i m m e h r f a c h über-
lieferten, o b e n übersetzten T e x t d e r Sonnenlitanei die vollständige Zahl v o n 26 Körpertei-
len nur bei T h u t m o s i s III, w ä h r e n d die g e s a m t e ramessidische Überlieferung n u r 25, R a m -
ses I V sogar nur 24 Glieder nennt. Ebenfalls nur 25 N a m e n , aber aufgrund eines a n d e r e n
Fehlers, nennt die T o t e n b u c h v e r s i o n d e r Gatsescheni 7 1 . N i m m t m a n die in d e r Sonnenlita-
nei n o c h n a c h f o l g e n d e allgemeine A u s s a g e »All m e i n e Glieder sind die v o n G ö t t e r n « hinzu,
k ä m e m a n tatsächlich a u f 27 u n d d a m i t das D r e i f a c h e v o n 9.
D i e Zahl 36 u n d d a m i t eine potentielle V e r b i n d u n g zu d e n 36 D e k a n e n findet sich
direkt nur einmal, n ä m l i c h i m PBerlin 3027 rt. 3 , 6 / 5 , l 7 2 , d e r die Glieder aber n u r teilweise
mit G ö t t e r n verbindet. Eine sehr ähnliche Liste i m selben Papyrus vs. 4 , 8 / 5 , 6 führt die
Z u o r d n u n g zu d e n G ö t t e r n vollständig aus, nennt a b e r nur 27 Glieder. Ebenfalls a u f 36
Glieder k ö n n t e m a n i m o b e n übersetzten T o t e n b u c h Kap. 172 k o m m e n , s o f e m m a n die
vierte Stanze nicht mitzählt, d a sie die unmittelbare a n a t o m i s c h e A b f o l g e v o n der dritten
zur fünften Stanze unterbricht u n d deshalb als sekundärer Zusatz anzusehen ist. 36 Glieder
ergeben sich auch i m ebenfalls o b e n übersetzten m a g i s c h e n T e x t des PChester Beatty V I I
u n d Par., sofern d e r hier konstituierte M i s c h t e x t eine Realität hat. J e d o c h sind in keiner
Handschrift alle Körperteile genannt. V e r m u t l i c h liegt 36 als Prinzip auch e i n e m magischen

68
V g l A . V O L T E N , D a s H a r p u n i e r g e s t i m : K a i r M i t t 16 1981) 5 5 / 7 ; R. STADELMANN, D i e s o g e n a n n t e n L u f t k a -
( 1 9 5 8 ) 3 4 6 / 6 6 ; A . BADAWY, T h e stellar d e s t i n y o f P h a - näle der Cheopspyramide. Modellkorridore für d e n
r a o a n d the s o c a l l e d air-shafts o f C h e o p s ' p y r a m i d : Aufstieg des Königs z u m H i m m e l : KairMitt 50 (1994)
M i t t l n s t O r i e n t f o r s c h 10 ( 1 9 6 4 ) 1 8 9 / 2 0 6 ; R . O . FAULK- 285/92.
69
NER, T h e k i n g a n d t h e s t a r - r e l i g i o n i n t h e p y r a m i d A n d e r e stellare B e z ü g e e t w a i m o b e n übersetzten
texts: J o u r n N e a r E a s t S t u d 25 (1966) 153/61; W . T b S p r u c h 172.
10
BARTA, Funktion u n d Lokalisierung d e r Zirkumpolar- R A N K E (O. A n m . 4 9 ) 5 5 9 / 6 2 .
s t e r n e in d e n P y r a m i d e n t e x t e n : Z s Ä g S p r 107 ( 1 9 8 0 ) 1/ " D E W I T : B i b l O r 10 ( 1 9 5 3 ) 9 0 / 4 .
4 ; I. E . S. E D W A R D S , T h e a i r - c h a n n e l s o f C h e p h r e n ' s " Edition u n d B e a r b e i t u n g A . ERMAN, Z a u b e r s p r ü c h e
p y r a m i d : Studies in A n c i e n t E g y p t , t h e A e g e a n , a n d für M u t t e r u n d Kind: A b h B e r l i n 1901, 15/24.
t h e S u d a n , Essays in h o n o r o f D . D u n h a m ( B o s t o n
Dekane und Gliedervergottung III

T e x t in T u r i n zugrunde 73 , d e r j e d o c h nur n o c h 3 4 ( ? ) O r g a n e nennt 74 , so daß Abschreib-


fehler a n g e n o m m e n w e r d e n müßten.
18, also die H ä l f t e v o n 36, begegnet in einigen spätzeitlichen Quellen. Die Variations-
breite m e h r f a c h überlieferter T e x t e erschwert aber ebenfalls definitive Schlüsse. In e i n e m
dreifach überlieferten T e x t nennt d e r eine T e x t z e u g e tatsächlich 18 Glieder 7 5 , ein anderer
22 76 , d e r dritte n u r 10, darunter j e d o c h 3, die in keiner der a n d e r e n Q u e l l e n erwähnt
sind 77 . 18 G ö t t e r finden sich ferner n o c h a u f d e m Sockel einer spätzeitlichen magischen
Statue 78 u n d in einer a u f die reine A u f z ä h l u n g v o n Körperteilen reduzierten Liste in e i n e m
m a g i s c h e n Schutzamulett 79 . W e i t e r e T e x t e k ö n n t e n durch schlechte Überlieferung einer
ursprünglich 18 Einheiten u m f a s s e n d e n Liste entstanden sein80. G e h t m a n aus d e m Bereich
der direkten Gliedervergottung heraus, k a n n m a n n o c h d a r a u f verweisen, daß i m Morgen-
lied d e r T e m p e l v o n E d f u u n d D e n d e r a 18 einzelne Körperteile d e r G ö t t e r H o r a s u n d
H a t h o r aufgeweckt werden 8 1 .
Insgesamt läßt sich aus d e m v e r f ü g b a r e n Material derzeit keine sichere Schlußfolge-
r u n g ableiten. Sofern m a n die Variationsbreite der Handschriften nicht als Zeichen für eine
geringe B e d e u t u n g d e r konkreten Zahlen ansieht, sondern als Hinweis, daß textkritische
Eingriffe in d e n überlieferten T e x t u m f a n g legitim sind, kann m a n zumindest eine mögliche
V o r l i e b e für die Zahl 36 u n d ihre H ä l f t e erkennen, so daß ein impliziter Bezug der Listen
a u f die Zahl der ägyptischen D e k a n e nicht auszuschließen ist. Es m u ß j e d o c h betont wer-
d e n , d a ß er in k e i n e m ägyptischen T e x t o f f e n ausgesprochen wird.
A u f sehr viel sichererem B o d e n steht m a n dagegen ab der hellenistischen Zeit in d e r
griechisch überlieferten astrologischen Literatur. In ihr w i r d das Konzept d e r ägyptischen
D e k a n e mit der ebenfalls ägyptischen Tradition der Gliedervergottung v e r b u n d e n , i n d e m
j e d e m D e k a n die Herrschaft über einen b e s t i m m t e n Körperteil zugewiesen wird, dessen
Krankheit o d e r Heilung er b e w i r k e n kann 82 . Als besonders gutes Beispiel zitiere ich hier die
L e h r e des Celsus:

» D a ß u n t e r d i e s e n bis zu d e n G e r i n g s t e n e i n e Kraft l e b e n d i g ist, d i e j e d e m einzelnen g e g e b e n ist,


d ü r f t e einer aus d e n L e h r e n d e r Ä g y p t e r lernen. D e n n d a n a c h h a b e n d e n L e i b des M e n s c h e n
36 D ä m o n e n o d e r G ö t t t e r d e s Ä t h e r s e r h a l t e n , d e r in e b e n s o v i e l e T e i l e aufgeteilt ist. D e r e i n e
h a t d e n A u f t r a g , d i e s e n , d e r a n d e r e j e n e n K ö r p e r t e i l zu v e r w a l t e n als Schutzgott. U n d sie k e n n e n

73 *° S o M e t t e m i c h s t e l e 1 5 / 3 2 , v a r . D j e d - H o r - S t a t u e 1 6 8 /
T e x t e d i t i o n W . PLEYTE / F. R o s s i , L e s p a p y r u s d e
T u r i n ( L e i d e n 1 8 6 9 / 7 6 ) T . 125, 5 / 1 1 . 75; E d i t i o n e n C . SANDER-HANSEN, D i e T e x t e d e r M e t -
74 ternichstele = Ant. A e g . 7 ( K o p e n h a g e n 1956) 2 0 / 9 ;
S. d i e A u f z ä h l u n g b e i A . E R M A N : Z s Ä g S p r 3 1 ( 1 8 9 3 )
12Sf. E. J E U N K O V A - R E Y M O N D , L e s i n s c r i p t i o n s d e l a s t a t u e
75
P L o u v r e I 3079, 110,27/42; Edition J.-C. GOYON, L e g u e r i s s e u s e d e D j e d - H e r - l e - S a u v e u r •> B i b l . d ' E t . 2 3

ceremonial d e glorification d'Osiris d u Papyrus d u ( K a i r o 1 9 5 6 ) 7 8 / 8 4 . B e i d e T e x t e n e n n e n 16 K ö r p e r -

L o u v r e I. 3 0 7 9 ( C o l o n n e s 1 1 0 ä 1 1 2 ) : B u l l I n s t F r a n c - teile, a u f g r u n d v o n U n s t i m m i g k e i t e n z w i s c h e n M e t t e r -

A r c h O r 65 (1967) 89/156. nichstele S l f u n d D j e d - H o r 175 m u ß die V o r l a g e a b e r


76
P B M 10208 1 , 2 5 / 2 , 5 ; E d i t i o n F. HAIKAL, T W O hier- w e n i g s t e n s 17 G l i e d e r e n t h a l t e n h a b e n .
81
a t i c f u n e r a r y p a p y r i o f N e s m i n 1 — B i b l . A e g . 14 ( B r ü s - E. CHASSINAT, L e t e m p l e d e D e n d e r a 1 (Kairo 1934)

sel 1 9 7 0 ) 5 5 / 9 ; 2 - e b d . 15 ( 1 9 7 2 ) 52. 59f. 8 / 9 ; S. 9 ist v o r S. 8 z u l e s e n ; A . M . B L A C K M A N / H . W .


77
BEINLICH, O s i r i s r e l i q u i e n 2 9 2 / 4 . FAIRMAN, A g r o u p o f texts inscribed o n t h e f a c a d e o f
78
S o c l e B e h a g u e h 8 / 1 4 ; A . KLASENS, A m a g i c a l s t a t u e t h e s a n c t u a r y in t h e t e m p l e o f H o r a s at E d f u : Miscella-

b a s e (Socle B e h a g u e ) in t h e M u s e u m o f Antiquities at n e a G r e g o r i a n a ( R o m 1941) 3 9 7 / 4 2 8 , bes. 4 0 5 / 9 . D i e

L e i d e n - O u d h e i d k M e d e d e l Suppl. 33 (Leiden 1952) Z a h l u n g ist t a t s ä c h l i c h n i c h t u n p r o b l e m a t i s c h , w e i l i c h

41. 60. 103/6. i n E d f u chc.iv=k » d e i n L e i b « n i c h t m i t g e r e c h n e t , i n


79
P K ö l n 3 5 4 7 3 , 2 / 5 ; D . K U R T H / H . - J . THISSEN / M . D e n d e r a t.wt=c » d e i n e G l i e d e r « j e d o c h m i t g e z ä h l t

WEBER, Kölner ägyptische Papyri ( O p l a d e n 1980) 23 habe.


82
T . 3. B O L L / B E Z O L D / G U N D E L (O. A n m . 3 7 ) 1 3 4 / 4 1 ; W .
GUNDEL, D e k a n e 2 6 2 / 8 7 .
112 Joachim Friedrich Quack

a u c h d i e N a m e n d e r D ä m o n e n i n i h r e r e i n h e i m i s c h e n S p r a c h e ; s o n e n n e n s i e d e n e i n e n zB.
C h n o u m e n u n d C h n a c h o u m e n , e i n e n a n d e r e n K n a t 8 3 , Sikat, B i o u , E r o u , E r e b i o u , R h a m a n o r u n d
R h e i a n o o r , u n d w i e d i e s e s o n s t alle i n i h r e r S p r a c h e h e i ß e n . U n d sie r u f e n d i e s e h e r b e i u n d
heilen so die Krankheiten d e r Körperteile«84.

D i e w e i t e r e n wesentlichen W e r k e zur D e k a n m e d i z i n u n d D e k a n i a t r o m a t h e m a t i k brau-


c h e n hier nicht i m Detail analysiert zu w e r d e n , d a W . GUNDEL d a s Material bereits gründ-
lich bearbeitet hat. H i n w e i s e n m ö c h t e ich n u r a u f die schon o b e n e r w ä h n t e n Salmeschini-
aka, die als eines d e r w o h l frühesten W e r k e d e r hellenistischen Astrologie bereits eine sehr
breit angelegte Darstellung d e r E i n w i r k u n g e n d e r D e k a n e a u f die Körperteile enthalten
h a b e n , v o n d e r spätere A u t o r e n a b h ä n g e n dürften 8 5 . Dieser T e x t ist deshalb z u m V e r s t ä n d -
nis des A J so wichtig, weil er d u r c h die Berücksichtigung der P e n t a d e n a u f 72 Beherrscher
der einzelnen Körperglieder g e k o m m e n sein dürfte.
D a unten bei d e r Bearbeitung der D ä m o n e n n a m e n V e r b i n d u n g e n zur gräko-ägypti-
schen M a g i e angesprochen w e r d e n , scheint es sinnvoll, auch a u f Parallelen in d e n Zauber-
p a p y r i hinzuweisen. Z u m einen findet sich e t w a P G M I V 150 u n d Suppl. M a g . 53,14f eine
E r w ä h n u n g , d a ß d e r Körper des M e n s c h e n aus 365 G l i e d e r n gebildet sei86. N o c h interes-
santer ist das Ritual P G M I V 3 0 4 / 5 , in dessen V e r l a u f einer Ächtungsfigur magische N a -
m e n a u f die G l i e d m a ß e n geschrieben werden 8 7 . D e r T e x t nennt n u r 17 Körperteile, ergänzt
m a n j e d o c h die offensichtlich ausgefallene linke Schulter, k o m m t m a n a u f 18 u n d d a m i t
die o b e n diskutierte H ä l f t e d e r 36 D e k a n e . Ä h n l i c h w e r d e n P G M I V 2 3 7 4 / 4 4 0 einer H e r -
mes-Figur N a m e n a u f die G l i e d e r geschrieben, in d i e s e m Fall allerdings nur 14 (und einer
für die Schlange in seiner H a n d ) 8 8 .
A n d i e s e m Punkt dürfte es sinnvoll sein, die Frage n a c h d e m Ursprung d e r Idee v o n
M i k r o k o s m o s u n d M a k r o k o s m o s wenigstens kurz anzuschneiden. V o n ägyptologischer
Seite aus hat bereits RANKE m ö g l i c h e Z u s a m m e n h ä n g e zwischen Gliedervergottung u n d
M i k r o k o s m o s i d e e gesehen, die es zu untersuchen gelte 89 . W ä h r e n d die Ä g y p t o l o g e n dieser
Frage bisher nicht weiter n a c h g e g a n g e n sind, hat GUNDEL die v o n RANKE bearbeiteten
T e x t e als wichtige V o r l ä u f e r d e r späteren systematischen Aufteilung des M e n s c h e n a n die
Sterngötter angesehen 9 0 u n d später überzeugend n a c h g e w i e s e n , w i e die G ö t t e r d e r Glieder-
ve r g ot t u n g schon ursprünglich eine stellare K o m p o n e n t e enthielten u n d mit Erstarken d e r
Gestimsreligion schließlich eine systematisch durchgeführte astrale Melothesie zustande
k a m , w o b e i die ägyptische Konzeption d e r D e k a n e ursprünglicher ist als die heutzutage
ungleich besser b e k a n n t e A u f t e i l u n g des Körpers a u f die 12 Tierkreiszeichen 91 . A m ägypti-
schen U r s p r u n g d e r M i k r o k o s m o s i d e e w i r d also schwerlich zu zweifeln sein.

" G e g e n W . GUNDEL, D e k a n e 4 6 d ü r f t e d e r N a m e weil der T e x t auch die 36 Dekane u n d die Planeten


e h e r z u K a t als z u S r a a t zu v e r b e s s e r n s e i n . V g l . d i e erwähnt.
A b f o l g e g-c-t 51 g-c-t P M a g . L L 1 1 , 1 3 u n d K X T O - 87
Z u r ä g y p t i s c h e n T r a d i t i o n d e s R i t u a l s s. R . K . R r r -
K X T P G M ID 669. NER, T h e m e c h a n i c s o f A n c i e n t E g y p t i a n m a g i c a l p r a c -
84
O r i g . c. G e i s . 8 , 5 8 i n d e r Ü b e r s e t z u n g v o n W . G U N - t i c e - S t u d . in A n c . O r . C i v . 5 4 ( C h i c a g o 1 9 9 3 ) 1 1 6 /
DEL, D e k a n e 3 7 3 . 90.
85 88
W . GUNDEL, D e k a n e 39f. 267f. A u f d i e Parallelität dieser T e x t e zur M e l o t h e s i e h a t
86
M . W . MEYER: H . D . BETZ ( H r s g . ) , T h e G r e e k m a g i - b e r e i t s H . - G . GUNDEL, W e l t b i l d (o. A n m . 3 7 ) 6 9 f v e r -
cal p a p y r i in translation including t h e d e m o t i c spells wiesen.
89
(Chicago 1986) 404s mit V e r w e i s a u f das A J ; R. W . D A - R A N K E (O. A n m . 4 9 ) 5 6 3 f ; ä h n l i c h b e r e i t s A . W I E D E -
NIEL / F. M A L T O M I N I , S u p p l e m e n t u m M a g i c u m 2 ( O p - MANN, M a g i e u n d Z a u b e r e i i m a l t e n Ä g y p t e n — D e r
laden 1992) 1 l f mit w e i t e r e n Parallelen; D. R. JORDAN, A l t e O r i e n t 6 , 4 ( L e i p z i g 1 9 0 5 ) 24f.
90
M a g i c a G r a e c a p a r v u l a : Z s P a p E p i g r 100 (1994 ) 3 2 1 / B O L L / B E Z O L D / G U N D E L (O. A n m . 3 7 ) 2 0 7 .
91
35, bes. 3 2 l f » T h e 3 6 5 M e m b e r s « , w o eine Parallele W . GUNDEL, D e k a n e 2 6 3 / 6 .
n a c h g e w i e s e n w i r d , d i e b e s o n d e r s b e a c h t e n s w e r t ist,
Dekane und Gliedervergottung 113

W i e sind unter d i e s e m Gesichtspunkt die besonders v o n TARDIEU u n d ONUKI angeführ-


ten Parallelen in hermetischen T e x t e n w i e Poimandres ( C H I) u n d in Piatons Timaios 9 2 zu
b e w e r t e n ? M a n k a n n sie, d a sie tatsächlich gewisse Ähnlichkeiten zur A u f f a s s u n g i m A J
a u f w e i s e n , k a u m unberücksichtigt lassen. Z u fragen ist aber, inwieweit sie selbst ägyptisch
beeinflußt sind. I m Falle d e r hermetischen T e x t e stellt sich die Frage schon deshalb, weil
die hermetische Literatur sich selbst explizit in ägyptische Traditionen stellt. W ä h r e n d die
Standarduntersuchung v o n FESTUGIERE die ägyptischen Quellen zugunsten rein griechischer
o d e r iranischer Herleitung stark zurückdrängte 93 , ist m a n inzwischen zu einer positiveren
Einschätzung tatsächlicher ägyptischer Einflüsse gekommen 9 4 . Diese auch für die Konzep-
tion v o n M a k r o - u n d M i k r o k o s m o s a n z u n e h m e n , liegt u m so näher, als m a n c h e hermeti-
schen T e x t e explizit a u f die 36 ägyptischen D e k a n e zu sprechen kommen 9 5 . Komplizierter
ist d e r Fall Piatons, d e r hier nicht i m einzelnen erörtert w e r d e n kann. G e r a d e für die Kos-
m o l o g i e des T i m a i o s h a b e n j e d o c h schon a n d e r e postuliert, »daß Piaton Bestandteile der
orientalischen S t e m d e u t u n g , u n d zwar s o w o h l ägyptischer, als auch babylonischer u n d ira-
nischer L e h r e n gekannt h a b e n muß« 96 . Es sei zumindest daran erinnert, d a ß Ä g y p t e n in
Piatons Spätwerk eine sehr b e d e u t e n d e Rolle spielt 97 , j a er nach antiker Tradition selbst in
Ä g y p t e n g e w e s e n u n d sein Freund, d e r große A s t r o n o m E u d o x o s v o n Knidos, bei ägypti-
schen Priestern studiert h a b e n soll98. Schon in der A n t i k e selbst scheint m a n die N ä h e v o n
Piatons T i m a i o s zur ägyptischen Konzeption gesehen zu haben, d e n n der Papyrus R y l a n d s
63 läßt Piaton mit ägyptischen Priestern reden, w o b e i i m erhaltenen Schlußstück Peteese
i h m die Z u o r d n u n g d e r V o k a l e zu d e n Planeten, d e r O r g a n e zu d e n Planeten u n d d e r
Körperteile zu d e n Tierkreiszeichen erklärt 99 .
Z u s a m m e n f a s s e n d k a n n m a n sagen, daß es in der spätantiken Astrologie eine a u f ägyp-
tischen Ideen b e r u h e n d e T e n d e n z gibt, j e d e n D e k a n als Beherrscher eines b e s t i m m t e n Kör-
perteils anzusehen. D i e Konzentration a u f Krankheit u n d Heilung ist sicher durch die prak-
tische A n w e n d u n g d e r L e h r e bedingt. Spuren i m Gnostizismus hat diese Dekanlehre in d e r
Pistis Sophia hinterlassen 100 . Sie schildert i m 132. Kapitel, w i e 365 D ä m o n e n d e n Körper i m
Mutterleib bilden. D a b e i spielen auch die D e k a n e eine Rolle, d e r e n N a m e n Jesus in d e r
» A u s d e h n u n g des Alls« zu n e n n e n verspricht 101 . Die Tradition d e r 36 D e k a n e , die 36 Kör-
perteilen zugeordnet sind, dürfte, w o h l durch eine Einbeziehung der Pentaden in der A r t
d e r Salmeschiniaka a u f 72 erhöht, die Erschaffung d e r G l i e d m a ß e n i m A J erklären.

92 95
TARDIEU (O. A n m . 2 ) 3 0 7 f ; ONUKI (O. A n m . 7) 8 1 / V g l . W . GUNDEL, D e k a n e 3 4 3 / 6 . 3 7 4 / 8 3 .
96
95. B O L L / B E Z O L D / G U N D E L (O. A n m . 3 7 ) 94.
95 97
A . - J . FESTUGIERE, L a r e v e l a t i o n d ' H e r m e s t r i s m e g i s t e C H . FROIDFONT, L e m i r a g e O r i e n t a l e d a n s la littera-
1 / 4 (Paris 1 9 4 4 / 1 9 5 4 ) . ture g r e c q u e d ' H o m e r e ä Aristote ( G a p 1971) 2 6 7 /
94
PH. D E R C H A I N , L ' a u t h e n t i c i t e d e l ' i n s p i r a t i o n e g y p - 342.
98
t i e n n e d a n s l e » C o r p u s h e r m e t i c u m « : R e v H i s t R e l 81 B. L . V A N DER W A E R D E N , D i e A s t r o n o m i e d e r G r i e -
( 1 9 6 2 ) 1 7 5 / 9 8 ; J.-P. M A H E , H e r m e s e n H a u t e - E g y p t e c h e n . E i n e E i n f ü h r u n g ( D a r m s t a d t 1 9 8 8 ) 96.
99
1 / 2 ( Q u e b e c 1978. 1 9 8 2 ) ; G . FOWDEN, T h e E g y p t i a n J . DE M . J O H N S O N / V . M A R T I N / A . S. H U N T ( H r s g . ) ,
H e r m e s . A hiscorical a p p r o a c h t o t h e l a t e p a g a n m i n d C a t a l o g u e o f t h e G r e e k p a p y r i in t h e J o h n R y l a n d s Li-
( C a m b r i d g e 1 9 8 6 b z w . P r i n c e t o n 1 9 9 3 ) ; L . KAKOSY, b r a r y , M a n c h e s t e r 2. D o c u m e n t s o f t h e P t o l e m a i c a n d
H e r m e s a n d E g y p t : Studies in P h a r a o n i c religion a n d R o m a n periods (nos. 6 2 - 4 5 6 ) ( M a n c h e s t e r / L o n d o n
s o c i e t y in h o n o u r o f J . G . G r i f f i t h s ( L o n d o n 1 9 9 2 ) 2 5 8 / 1 9 1 5 ) 2 f ; W . GUNDEL, D e k a n e 2 6 4 .
100
6 1 ; J . G . GRIFFITHS, P o s s i b l e E g y p t i a n e l e m e n t s in T r a c - C . SCHMIDT, Pistis S o p h i a ( K o p e n h a g e n 1 9 2 5 )
tate X I I I o f the C o r p u s H e r m e t i c u m : A s p e k t e spät- 342f.
101
ä g y p t i s c h e r Kultur, Festschr. E. W i n t e r ( M a i n z 1994) W . GUNDEL, D e k a n e 3 5 0 .
97/102.
114 Joachim Friedrich Quack

4. D i e N a m e n d e r D ä m o n e n

U m die bisher entwickelte T h e o r i e ägyptischer Einwirkung a u f das A J definitiv zu er-


härten, sollen n u n die zahlreichen D ä m o n e n n a m e n bearbeitet w e r d e n . Sie w a r e n bisher ein
relativ erratischer Block. Sofern m a n sie nicht als reine Phantasieprodukte ansah, galt d o c h
ihre e t y m o l o g i s c h e A n a l y s e n u r in w e n i g e n Fällen als b e d e u t s a m für das Verständnis 1 0 2 .
W ä h r e n d m a n c h e N a m e n offensichtlich semitische Engel- u n d D ä m o n e n b e z e i c h n u n g e n
sind u n d a n d e r e griechisch w i r k e n , bleibt eine g r o ß e M e n g e a u f d e n ersten Blick völlig
undeutbar. W e g w e i s e n d für ein angemesseneres Verständnis dieser F o r m e n ist die Feststel-
lung v o n JACKSON, daß viele D ä m o n e n n a m e n des sethianischen Gnostizismus aus d e r T r a -
dition d e r voces magicae magischer B e s c h w ö r u n g e n stammen 1 0 3 . Diese V e r b i n d u n g erscheint
u m so naheliegender, als m a n in der Frühzeit d e r Erforschung gräko-ägyptischer u n d de-
motischer magischer Papyri diese w e g e n m a n c h e r N a m e n s f o r m e n als »gnostisch« bezeich-
net hat 104 . D i e D ä m o n e n n a m e n aber deuten erneut a u f ägyptische Traditionen, d e n n es ist
z u n e h m e n d deutlich g e w o r d e n , daß viele d e r N a m e n u n d F o r m e l n auch d e r griechischen
Z a u b e r p a p y r i ägyptischen Ursprungs sind 105 . I m f o l g e n d e n sollen die m i r äygptisch schei-
n e n d e n N a m e n aus d e n Listen des A J aufgeführt w e r d e n , w o b e i sich zeigt, d a ß ägyptische
G ö t t e r n a m e n ü b e r die g e s a m t e Liste verteilt sind u n d sich speziell i m ersten Abschnitt d e r
72 D ä m o n e n , d e n ich o b e n a u f die T r a d i t i o n der D e k a n e zurückgeführt h a b e , tatsächlich
N a m e n finden, die e n t w e d e r direkt als ägyptische D e k a n n a m e n erklärbar sind o d e r a b e r
zumindest auch in der sonstigen T r a d i t i o n d e r D e k a n b e z e i c h n u n g e n nachweisbar sind.
A l s Basis dienen dabei die v o n GUNDEL zusammengestellten Tabellen d e r Dekanüberlie-
ferung 106 . A l s wichtige Ergänzung k o m m t ein E l f e n b e i n d i p t y c h o n hinzu, das i m französi-
schen G r a n d g e f u n d e n wurde 1 0 7 .
6T6pX<|>X(DnG XBpCDN ( N H C II 15,30; I V 24,23) 108 könnte i m ersten Teil d e n M o -
n a t s n a m e n Paophi enthalten, d e r w o h l a u f eine m i ß v e r s t a n d e n e kalendarische E i n o r d n u n g
d e r D e k a n e zurückgeht 109 . In XBpCDN könnte m a n eventuell arfa- oder amorph, 3. Dek. Stier
n a c h Firmicus M a t e m u s erkennen. Allerdings könnte auch einer der vielen magischen Na-
m e n , die mit a p ß a o d e r a ß p a zusammengesetzt sind, zugrundeliegen.
In XCT6p6XMHN ( N H C II 15,32) steckt als zweiter Bestandtteil der 3. D e k a n Schütze
knm.w, der bei Hephaistion KOUUE, bei Firmicus M a t e r n u s cheneme oder chenem lautet, in

102
O N U K I (O. A n m . 7 ) 2 0 . (1, 2 6 7 / 7 0 KROLL/SKUTSCH); T e s t . Sal. 18 ( 5 1 * 7 5 9 *
103
H . M . JACKSON, T h e o r i g i n in a n c i e n t i n c a n t a t o i y M C C O W N ) .

voces magicae o f s o m e n a m e s in t h e S e t h i a n g n o s t i c Sy- " » G a l l i a 28 ( 1 9 7 0 ) 3 0 6 / 8 ; H . - G . GUNDEL, I m a g i n e s


stem: V i g C h r 4 S (1989) 69/79. Zodiaci: H o m m a g e s ä M . J . V e r m a s e r e n 1 - EtPrel-
104
S. d a z u F. LL. GRIFFITH / H . T H O M P S O N , T h e d e m o - R e l O r 68,1 ( L e i d e n 1978) 4 3 8 / 5 4 , bes. 4 4 4 f u n d T a f .
tic m a g i c a l p a p y r u s o f L o n d o n a n d L e i d e n ( L o n d o n 83. D i e D e k a n n a m e n s i n d b i s h e r n i c h t e d i e r t ; i c h g e b e
1 9 0 4 ) 2f. i m f o l g e n d e n n u r Beispiele, die a u f d e n publizierten
105
D i e wichtigsten A r b e i t e n dazu sind die Beiträge v o n P h o t o g r a p h i e n e i n d e u t i g l e s b a r sind.
108
R . K. R I T N E R : B E T Z (O. A n m . 8 6 ) u n d H . - J . T H I S S E N , D a s X B p t D M ist a u s d e n b e i d e n u n v o l l s t ä n d i g e n
Ä g y p t o l o g i s c h e B e i t r ä g e zu d e n g r i e c h i s c h e n m a g i - Handschriften zusammengesetzt.
109
schen Papyri: Religion u n d Geschiente i m Alten Ä g y p - Z u v e r g l e i c h e n w ä r e d a n n d a s T e s t a m e n t u m Salo-
ten, Festgabe Ph. D e r c h a i n - O r . L o v . A n . 39 ( L e u v e n m o n i s , in d e m die Handschrift N j e d e n d e r D e k a n e mit
1991) 2 9 3 / 3 0 2 mit Bibliographie 2 9 4 , , . 10 T a g e n d e s ä g y p t i s c h / k o p t i s c h e n K a l e n d e r s in Bezie-
106 h u n g b r i n g t , dieses S y s t e m a b e r v o m K o p i s t e n teil-
W . GUNDEL, D e k a n e 7 7 / 8 1 ; z u d e n D e k a n n a m e n
d e r g r i e c h i s c h e n m a g i s c h e n P a p y r i s. H . - G . GUNDEL, w e i s e m i ß v e r s t a n d e n w o r d e n ist; s. C H . C H . M C C O W N ,
W e l t b i l d (o. A n m . 3 7 ) 2 1 / 3 . D i e i m f o l g e n d e n a m m e i - T h e Testament of Solomon — Untersuchungen zum
s t e n zitierten Q u e l l e n s i n d f o l g e n d e : H e p h a e s t . a p o t e - N e u e n T e s t a m e n t 9 ( L e i p z i g 1 9 2 2 ) 114.
l e s m . 1,1 ( 5 / 2 9 PINGREE); F i r m . M a t . m a t h . 4 , 2 2 , 8 / 9
Dekane und Giiedervergottung 115

G r a n d k ä m e n x o v o u e t (2. D e k . Zwillinge) o d e r e h e r x e u e v e (2. D e k . Schütze) 1 1 0 in Frage.


H i e r h e r gehört w o h l a u c h d e r N a m e xvnuEOO d e r m a g i s c h e n Tradition 1 1 1 , d e r als knm.w c i
»Knm.w d e r große« zu erklären sein dürfte 1 1 2 ; e b e n s o w o h l a u c h x H T p t v o u ü P G M X X X V I
3 6 7 , äg. knm.w ncr »Knm.w d e r Gott«.
G X C n O M O X X ( N H C II 15,33) d ü r f t e zu e X C ( H ) O X O X X zu e m e n d i e r e n sein u n d
ist d e r 1. Dek. Zwillinge cis-crk, bei Hephaistion üoaoÄ.K, bei Firmicus M a t e m u s e t w a s ent-
stellt Thesogar. D a s f l der koptischen F o r m könnte korrekt sein, sofern es e i n e n i m V e r l a u f
d e r Sprachentwicklung eingeschobenen Artikel darstellt, die V e r l e s u n g v o n X u n d M ist
leicht möglich.
XXXX ( N H C II 16,3) ist ih.wi, 1. Dek. Fische. Besonders n a h e steht die F o r m Acha bei
Firmicus M a t e m u s , Hephaistions aeu ist k a u m ähnlich.
XXXMXN ( N H C II 16,4) ist eventuell zu XXpXMXN zu korrigieren u n d vertritt d a n n
d e n ersten Bestandteil des ägyptischen D e k a n s hri-rmn-slh.lls.
A 6 X p X ( D (NHC II 16,5) ist eventuell zu ( n ) A 6 X X ( D zu korrigieren und vertritt
d a n n tpi-lkwi, 1. Dek. W a s s e r m a n n . D e r A n l a u t tp ist phonetisch relativ instabil 114 , die W i e -
d e r g a b e d e s h w ä r e der V e r s i o n TüTIOU bei H e p h a i s t i o n sogar überlegen.
T H B X p ( N H C II 16,5) k ö n n t e z u s a m m e n h ä n g e n m i t F o r m e n w i e tepis (3. Dek. Zwillinge
u n d 3. Dek. W a s s e r m a n n bei Firmicus M a t e m u s ) o d e r xeßiou (2. D e k . Fische G r a n d ) . Ä g y p -
tisch d ü r f t e tpi-c-bD.wi o d e r tpi-bi.wi zugrundeliegen (3. D e k . W a s s e r m a n n b z w . 3. D e k .
Fische). V g l . Ttxrißi P G M V 15f.
6 Y - ^ M O H N ( N H C II 16,7f) ist k a u m zu trennen v o n e v a u u a , 2. D e k . Schütze i m Test.
Sal. L e t z e r e F o r m k ö n n t e a u f V e r t a u s c h u n g v o n v u n d u (Minuskelfehler) zurückgehen.
H i e r h e r g e h ö r t w o h l a u c h a u a v c a u P G M I V 234. D a r i n steckt eventuell äg. i:wn cw »der d e n
B e r g g e ö f f n e t hat«.
KpYC ( N H C II 16,8) erinnert a n purx^, 1. Dek. W i d d e r i m Test. Sal. u n d a n die dort a b
d e m 20. j e d e m D e k a n v o r a n g e h e n d e Bezeichnung pui;. V g l . a u c h pi^io P G M X I I I 987, das
n e b e n ßopica (ppvyä;, äg. berka (brk c 1?) pii rn=k »Borka (großer Z o r n ? ) ist dein N a m e « steht
u n d d e s h a l b w o h l als rn=k c 3 »dein g r o ß e r N a m e « zu erklären ist. Eventuell ist d a n n a u c h
das pocj des T e s t a m e n t u m S a l o m o n i s als ursprüngliches rn=k zu d e u t e n , das in d e r Überlie-
f e r u n g m i ß v e r s t a n d e n w o r d e n ist.
BXXBHX ( N H C II 16,10) d ü r f t e - trotz der uncharakteristischen l a u t m a l e n d e n F o r m -
m i t ßeAßeÄ, 2. D e k . Zwillinge i m Test. Sal. zusammenzustellen sein. V g l . in d e r m a g i s c h e n
T r a d i t i o n ßaAßnA. P G M I V 1010, ßeÄßaXi P G M X I I I 75 u n d PHILIPP nr. 141115. Eine ägypti-
sche U r f o r m ist nicht e r k e n n b a r .
KpiMXN ( N H C II 16,11) ist mit Craumonis (1. Dek. L ö w e Firmicus M a t e m u s ) bzw. Chur-
man (2. Dek. Skorpion H e r m e s trism. Lateinisch) zu vergleichen, die korrektere F o r m %ap-
Xvouuic, b e i Hephaistion 1 1 6 , d i e äg. hri-knm.t, 1. D e k . L ö w e entspricht, ist d e m K o p t i s c h e n
w e n i g e r ähnlich.

110 112
A u f d e r ( b e s s e r l e s b a r e n ) 2. S e i t e v e r s e h e n t l i c h D i e v o n R I T N E R : B E T Z (O. A n m . 8 6 ) 3 3 5 g e g e b e n e

d e m Steinbock zugeordnet, weil der H a n d w e r k e r die E r k l ä r u n g als Hnm (sie!) CD » C h n u m d e r g r o ß e « ist


W a a g e d e k a n e d o p p e l t g e g e b e n h a t u n d erst m i t d e m phonetisch bedenklich.
1,5
W a s s e r m a n n w i e d e r in die korrekte Z u o r d n u n g NEUGEBAUER/PARKER (o. A n m . 9) 3, 163 nr. 59.
114
kommt. H e p h a i s t i o n zeigt b e r e i t s d i e h i e r a n g e s e t z t e M e t a -
111
B e l e g e b e i D A N I E L / M A L T O M I N I (o. A n m . 8 6 ) 1 these.
115
(1990) l l f . H . PHILIPP, M i r a et M a g i c a ( M a i n z 1 9 8 6 ) 95.
116
D a z u a u c h x p a x p o o u P G M V 78f.
116 Joachim Friedrich Quack

XCTpCD^p ( N H C II 16,12) ähnelt d e m als Variante bei Firmicus Maternus genannten


Astiro, 2. Dek. Wassermann.
< j > G A Y H ( N H C II 16,15) ist, mit Emendation zu < J > G X Y H f als äg. Pth wr »Ptah, der
große« zu erkennen 117 . Vgl. in der Magie (frt)or)pi P G M L V I I 19.
CHNX<|>6I, wie wohl aus CHMX<J>IM (NHC II 16,15) und [. . ]NX<|>GI (NHC IV
25,17) herzustellen ist, ähnelt seneptois, 1. Dek. Krebs in der lat. Liste des H e r m e s Trismegi-
stos u n d senichut, 1. Dek. W a a g e bei Firmicus M a t e m u s als Variante. Die Position bei letzte-
rem spricht dafür, das es sich letztlich u m eine stark verderbte F o r m des äg. sbssn/sbhs han-
delt, das G dürfte Lesefehler aus X sein, das H\/ne/ni intrusiv. Der Labial ty/p deutet an,
daß eine F o r m zugrundelag, bei der i m Gegensatz zu Hephaistions aouxtoe das äg. b nicht zu
w erweicht w o r d e n war.
4>NOY© ( N H C I V 25.20) 118 ist w o h l nichts anderes als äg. pl ncr n N O Y T 6 »der
Gott«.
XNOYM6NINOpiN ( N H C II 16,19) enthält als erstes Element den wichtigen u n d aus
der Magie gut bekannten Dekan äg. knm.t, gr. xvouinq/^voußic, u. ä.119.
CHCOX6, das aus THCOX6 (NHC II 16,20) und CHCO[. ..] (NHC IV 25,22) zu er-
schließen ist, gehört zu F o r m e n w i e CTOCTOHOU in G r a n d u n d oooo|iv(a in der griech. Liste des
H e r m e s Trismegistos, 2. Dek. Wassermann. Trotz der astronomisch falschen Position w i r d
der N a m e a u f altes si ssm.w, bei Hephaistion aiaiEjxe, 3. Dek. Skorpion zurückgehen; vgl. in
der Magie o-eceuvrj P G M X L V 5 und CTO-cniir) PMag. L L 20,29. Die Verlesung v o n M in X
w a r in umgekehrter Richtung bereits oben bei Ö X C n O M O X X festzustellen.
G C D n i ö p U ) ( N H C II 16,22f) scheint mir aus zwei Dekanen zusammengesetzt. Z u m er-
sten Teil vgl. etwa tophicus, 2. D e k J u n g f r a u bei Firmicus Maternus mit Var. thophitus i m Vat.
Lat. 7711 oder T07njiüri), 1. Dek. Schütze in Grand 120 . Dieser Teil dürfte a u f das in mehre-
ren D e k a n n a m e n enthaltene Element tpi-c zurückgehen. D e r zweite Teil GpCD ist als
1. Dek. W a s s e r m a n n Opto in einer Variante der griechischen Liste des H e r m e s Trismegistos
bezeugt 121 . Trotz der etwas verschobenen astronomischen Position wird es sich, w i e die
weitere griech. Variante l o p o zeigt, u m äg. sri.t, gr. rjpco, 2. Dek. Steinbock handeln.
B I B X U ) ( N H C II 16,23) w ü r d e ich zu BIBIÜ) emendieren u n d mit d e m vor allem aus
den magischen Papyri bekannten ßißiou vergleichen, das w o h l »Seele der Seelen« bedeutet
u n d bereits in älteren ägyptischen religiösen T e x t e n belegt ist122. I m zweiten Teil steckt
dabei möglicherweise äg. bi.iv(i), bei Hephaistion ßiou, 1. Dek. Fische. Vgl. aber auch
(pißXio in der magischen Tradition 123 .

>" V g l . M . SANDMAN HOLMBERG, T h e g o d P t a h ( L u n d sität zu K ö l n - P a p y r o l o g i c a C o l o n i e n s a 2 0 ( O p l a d e n


1 9 4 6 ) 113. 1 9 9 2 ) 28f. 7 4 / 8 0 ; LEITZ, T a g e w ä h l e r e i (o. A n m . 2 3 )
118
I n C o d e x II a u s g e f a l l e n . 167. 2 4 1 .
1,9 120
W . GUNDEL, D e k a n e 48. 269; A . D E L A T T E / PH. DER- D i e L a u t f o r m s o a u f d e r 2. S e i t e , w o e r i r r t ü m l i c h
CHAIN, L e s intailles m a g i q u e s g r e c o - e g y p t i e n n e s (Paris d e m S t e i n b o c k z u g e o r d n e t ist.
121
1964) 5 4 / 7 3 ; NEUGEBAUER/PARKER 3, 1 5 7 / 6 0 ; H . - G . Z u ü p x o a l s D e k a n i n d e n m a g i s c h e n P a p y r i s. H . - G .
GUNDEL, W e l t b i l d (o. A n m . 3 7 ) 21. 24; D . LINDSAY, G U N D E L , W e l t b i l d 19,05. 22.
122
T h e origins o f a l c h e m y in G r a e c o - R o m a n E g y p t ( L o n - A S S M A N N , L i t u r g i s c h e L i e d e r (o. A n m . 3 7 ) 8 0 ; THIS-
d o n 1970) 3 0 4 / 1 3 ; JACKSON, T h e lion (o. A n m . 3 7 ) 7 4 / SEN, Ä g y p t o l o g i s c h e B e i t r ä g e ( o . A n m . 1 0 5 ) 2 9 9 ; D A -
1 0 8 ; PHILIPP (O. A n m . 1 0 5 ) 8 7 / 9 2 ; J . S U W A , E g y p t i a n N I E L / M A L T O M I N I ( o . A n m . 8 6 ) 1, 1 5 9 .
125
s c a r a b s a n d m a g i c a l g e m s in t h e collection o f C o n s t a n - E b d . 1 2 ; d i e d o r t g e g e b e n e E r k l ä r u n g a l s pD hb » D e r
tine S c h m i d Ciazyriski ( W a r s c h a u / K r a k a u 1989) 7 5 / 7 ; I b i s « ist w e g e n d e s u n e r k l ä r t e n A u s l a u t e s iö n i c h t s e h r
E. ZWIERLEIN-DIEHL, M a g i s c h e A m u l e t t e u n d a n d e r e wahrscheinlich.
G e m m e n d e s Instituts f ü r A l t e r t u m s k u n d e d e r U n i v e r -
Dekane und Gliedervergottung 117

i n O Y C n O B C D B A ( N H C II 16,25) dürfte als ersten Teil d e n D e k a n äg. ip-cs/ipst enthal-


ten, 3. Dek. J u n g f r a u , bei Hephaistion owpoao, in G r a n d cupoui), bei Firmicus M a t e m u s
afutni. Möglicherweise steht auch das l^pXNTX in der Pistis Sophia (356,20 S C H M I D T ) mit
diesem N a m e n in V e r b i n d u n g . Z u m zweiten Teil vgl. eventuell aSecpcwcaßa Suppl. Mag.
92,6.
XXTOIM6M"^H<|>6l ( N H C II 16,26) enthält als zweiten Teil äg. pl syf »das göttliche
Kind«, zur Vokalisation vgl. bab. se-e-pt 125.
X p X B H 6 l ( N H C II 16,29) ist äg. hri-xb-xml, als 1. Dek. Schütze bei Firmicus Maternus
eregbuo, als 3. Dek. Steinbock apeßou in G r a n d , bei Celsus epeßiou. Die F o r m pT]oi)ü) bei
Hephaistion weicht stärker ab u n d setzt, w i e schon o b e n bei GOU^coe gegenüber CHNX<J>ÖI
u. ä., Erweichung des b voraus.
r C f M X K X I O X X X B X p ( N H C II 16,30f) enthält möglicherweise griechisches Kai
»und«. D e r hintere Teil O X X X B X p entspricht eventuell oAaxn, 3. Dek. Fische in der grie-
chisch-jüdischen Dekanliste. V g l . in d e r magischen Tradition n o c h cy/a^X, DELATTE/DER-
CHAIN nr. 400 126 .
N G B p i ö ( N H C II 16,31) ist eventuell ägyptisch nb rc.w »Herr des Ausflusses«; das W o r t
rc.w w u r d e in der Spätzeit w o h l als rit ausgesprochen 127 . Vgl. auch nb-r-n-t P M a g L L .
19,34.
"^pHpHM ( N H C II 16,32) entsprichtpsermes, 3. Dek. Skorpion in der lat. Liste des H e r m e s
Trismegistos. Vermutlich liegt ägyptisches slm.w/ssm.w zugrunde, das als 2. Dek. Skorpion bei
Hephaistion o e o j i e lautet. D a s hier v o r a n g e h e n d e p könnte d e r Artikel sein, das r w ä r e ,
sofern kein reiner Fehler, eine A r t v o n Rhotazismus.
O p M X C D G ( N H C II 16,34) enthält als ersten Bestandteil w o h l den ägyptischen Gott
Horns, der zwar ursprünglich kein D e k a n ist, aber häufig in die alten Listen eindringt 128 . In
der F o r m copoc, beschließt er als 3. Dek. Fische in G r a n d die Reihe. Die hier vorliegende
F o r m dürfte als Hr.w-mi c.ti »Horns d e r gerechtfertigte« 129 zu erklären sein, vgl. apuicoi)
P G M X I I 166; lapuicoti P G M II 117; apuiootf P G M X I I 89; apuuöouti P G M X T X a 3; P M a g
L L . 5,20; 16,10; apuuauü P M a g L L . v. 31,2; apuiooutf P M a g L L . v. 16,1130. V e r m u t l i c h
hierher gehört auch ( D p i M O Y © als N a m e des Planeten Saturn in der Pistis Sophia (357,14
SCHMIDT). Die F e m i n i n e n d u n g des zugrundeliegenden Wortes Mi c.t ist als *ät anzusetzen,
bei d e r Nisbe entsteht durch Akzentverlagerung *afi, das in der Spätzeit regulär als dt er-
scheint. Signifikant ist die unetymologische Schreibung v o n mic.ti (in der V e r b i n d u n g
wsh.t THD c.ti) als m it (»Vater«) P L o u v r e N 2420 C Z. I 131 , die bei Zugrundelegung spätzeitli-

124 125
Z u acpow) in d e n m a g . P a p y r i s. H . - G . GUNDEL, Z u d i e s e m G o t t s. zuletzt H . BEINLICH, H o r u s - S c h u
W e l t b i l d 21; D A N I E L / M A L T O M I N I 2 , 160. i m 10. o.-äg. G a u : G ö t t M i s z 2 9 ( 1 9 7 8 ) 11.
150
125
E. LüDDECKENS, D e m o t i s c h e s N a m e n s b u c h 1, L i e f e - D i e v o n JACKSON, T h e lion 122; M E R K E L B A C H / T O T T I

r u n g 12 ( W i e s b a d e n 1 9 9 3 ) 9 0 5 m i t Lit. (o. A n m . 3 7 ) 1, 63. 8 0 g e g e b e n e E r k l ä r u n g d e r a r t i g e r


126
B e i D E L A T T E / D E R C H A I N (O. A n m . 119) 2 8 0 oxaXX F o r m e n als H a r m y e s i s » H o r u s d e r L ö w e « ist p h o n e -

g e l e s e n ; d i e ( s c h l e c h t e ) P h o t o g r a p h i e spricht e h e r f ü r tisch n u r m ö g l i c h , w e n n m a n e i n e b e w u ß t e E n t s t e l l u n g

H- a n n i m m t , die d e n N a m e n a n die semitischen D ä m o -


127
F. G O M A A , D i e O r t e m i t N a m e n 6 2 p i T / I h r i t : Lin- n e n n a m e n a u f -ot a n g l e i c h t . E i n e D e u t u n g , d i e o h n e

g u a restituta orientalis, Festschr. J . A ß f a l g - Ä g y p t e n derartige H y p o t h e s e n a u s k o m m t , dürfte vorzuziehen

u n d A T 2 0 ( W i e s b a d e n 1 9 9 0 ) 1 1 4 / 8 , bes. 117 ! 5 . sein, v o r a l l e m w ä r e n P a r a l l e l e n f ü r d i e E n t s t e l l u n g


128 e c h t ä g y p t i s c h e r N a m e n d u r c h d i e o<-Endung zu for-
Z u v e r s c h i e d e n e n H o r u s - F o r m e n als S c h u t z g ö t t e r
dern.
d e r D e k a n e s. NEUGEBAUER/PARKER 3, 154. D i e v o n W .
131
GUNDEL, D e k a n e 4 7 f . 5 6 g e n a n n t e n F ä l l e sind t e i l w e i s e M . CHAUVEAU, G l o r i f i c a t i o n d ' u n e m o r t e a n o n y m e :
R e v E g 41 ( 1 9 9 0 ) 4f.
problematisch.
118 Joachim Friedrich Quack

eher Aussprache als mtöt zu verstehen ist u n d die hier vorgeschlagene E t y m o l o g i e absi-
chert.
<j>MHMH ( N H C II 17,2) ist w o h l pi nmx »Der Zwerg«, was in Ä g y p t e n auch als Bezeich-
n u n g des Sonnengottes dient 132 .
< p i K N A ( N H C II 17,5) ist eventuell eine Korruption v o n qnxpo, das in d e n magischen
Papyri in der xaßpaX"Formel auftritt 13 '. Seit BONNER in ihr d e n Zahlenwert 9999 erkannt
hat 134 , scheinen keine Etymologisierungsversuche g e m a c h t zu sein; sicher zu Unrecht, d e n n
e t w a die (ktivxcocuoax-Formel ist trotz ihres Zahlenwertes 3663 gut ägyptisch, die Zahlenma-
gie hat lediglich zu einer phonetisch nicht gerechtfertigtem V e r d r e i f a c h u n g des Q) geführt.
D i e qnxpo/qHKpo u m g e b e n d e n W o r t e (pveaxnp u n d (pvupcu sind jedenfalls als pi rur135 u n d
c
pi nr.w i »Der Falke« bzw. »Der große Geier« rein ägyptisch erklärbar. O v x p o w i r d eben-
falls ein V o g e l sein136, angesichts des Nebeneinanders v o n nsr u n d bik PMag. L L 3,17
m ö c h t e ich pi bik c i »Der große Falke« vorschlagen; die Labiale i m A n l a u t w ä r e n d a n n
zusammengeflossen, Kp/xp ein Versuch, <? wiederzugeben.
A u c h in den folgenden Abschnitten finden sich n o c h einzelne gut ägyptische F o r m e n ,
allerdings keine eindeutigen D e k a n n a m e n mehr. Dies paßt zur oben entwickelten Theorie,
daß speziell der Erschaffung des Körpers durch 72 D ä m o n e n die Idee der D e k a n e zugrunde-
liegt-
O Y 6 p T Ü ) N ( N H C II 17,12) ist ägyptisch wr-ti »Großer d e r Erde«; vgl. oueptto P G M
X I I 266 157 .
BXeiNU>e ( N H C II 17,22) ist eventuell zu BXINGOje zu emendieren u n d hieße d a n n
»Seele des Thot«. Gravierender, aber verlockend ist jedoch, auch noch Verschreibung v o n X
zu ö anzunehmen u n d das gut bekannte ßcnvxooaxüx u. ä. »Seele der Finsternis« 138 wieder-
herzustellen 139 . D i e Variante e X B l N C D [ e ] ( N H C I V 27,5) zeigt die Unsicherheit der Über-
lieferung.
X O Y - E ( N H C II 17,23) ist w o h l der Finsternis-Urgott kk.w, der in magischen T e x t e n als
Xt>X, x < ü a v £ , xiDüHDX u - ä. erscheint 140 .
X p O H p ( N H C II 17,24) ist Hr.wwr »Horas der alte/große«, der als apounp auch in der
magischen Tradition auftritt 141 .
X p X 6 M T 6 X G X ( N H C II 17,27) u n d auch X p X 6 N A 6 K T X ( N H C II 17,33) ist Hr.w
hnti-h.ti, der Ortsgott v o n Athribis i m Delta 142 , der in d e n magischen Papyri n e b e n der F o r m
apxevxexüa P G M I V 2003. 2335; V I I 252. 362. 403; PHILIPP nr. 175' 43 auch als a p a E V T e x ü a

152 131
Y . K O E N I G , L e p a p y r u s B o u l a q 6 = Bibl. d ' E t . 87 E r k l ä r t v o n RITNER: BETZ (O. A n m . 8 6 ) 1 6 3 ; 9 .
133
(Kairo 1981) 6 9 / 7 2 . G e n a u e r eigentlich »Seele des Finsternis-Urgottes«,
153 d e r h i e r z u g r u n d e l i e g e n d e G ö t t e r n a m e kk.w ist v o n
Letzte Zusammenstellung der Belege bei C. RöMER
/ H . - J . THISSEN, E i n e m a g i s c h e A n r u f u n g in k o p t i s c h e r kk.lw » F i n s t e r n i s « zu u n t e r s c h e i d e n , a u c h w e n n e r z u r
S p r a c h e : Z s P a p E p i g r 84 ( 1 9 9 0 ) 1 7 5 / 8 1 , bes. 181f. selben W u r z e l gehört.
154 139
C . BONNER, T h e n u m e r i c a l v a l u e o f a m a g i c a l f o r - B e l e g e b e i J A C K S O N , T h e o r i g i n ( o . A n m . 1 0 3 ) 70;
m u l a : J o u r n E g A r c h 16 ( 1 9 3 0 ) 6 / 9 . PHILIPP (O. A n m . 1 0 5 ) 1 0 4 n r . 164; D A N I E L / M A L T O M I N I
135 1, 4 3 .
D i e kopt. F o r m " N O O j e p deutet d a r a u f hin, d a ß
140
i m Interesse d e r Z a h l e n m a g i e d i e V o k a l i s a t i o n e t w a s S. e t w a K. SETHE, A r m i n u n d d i e a c h t U r g ö t t e r v o n
g r o ß z ü g i g g e h a n d h a b t w u r d e . O d e r ist d i e W o r t f o r m H e r m o p o l i s - A b h B e r l i n 1 9 2 9 , 4 § 1 2 9 ; RITNER: BETZ
v o n h e b r . neester b e e i n f l u ß t ( v o n d e m d a s ä g y p t i s c h e (O. A n m . 8 6 ) 1 9 0 f m ; D A N I E L / M A L T O M I N I 1, 19.
141
W o r t e n d e h n t ist)? B e l e g e b e i D A N I E L / M A L T O M I N I 1, 151.
142
136
M a n beachte, d a ß die x o ß p ° X - F o r r n e l a u c n a
"f P . VERNUS, A t h r i b i s - B i b L d ' E t . 74 ( K a i r o 1 9 7 8 ) ,

G e m m e n e r s c h e i n t , d i e n e b e n H a r p o k r a t e s u. a . d r e i bes. 3 6 7 / 7 2 .
143
F a l k e n d a r s t e l l e n , s. PHILIPP (o. A n m . 1 0 5 ) 78 z u n r . PHIUPP 1 0 8 f n r . 1 7 5 . V g l . J A C K S O N , T h e o r i g i n 7 5 f ;
103. D A N I E L / M A L T O M I N I 2, 2 1 0 .
Dekane und Gliedervergottung 119

u n d (mit Verlesung v o n x zu <p) [apJaevTecpthi P G M X X I I b 30 erscheint 144 . Letztere F o r m


beruht a u f der spätägyptischen Lautverschiebung v o n h zu s, vergleiche e t w a für d e n D e k a n
hnti-hri die F o r m e n xovxaxpe (Hephaistion) u n d sentacer (Firmicus Matemus) 1 4 5 .
M X p 6 < j > N O Y N G ( N H C II 17,28) dürfte i m zweiten Teü e i n f a c h p l ncr enthalten, wobei
das intrusive n, welches a u f besonders kräftiger Nasalierung beruht, sich innerhalb des Kop-
tischen i m Achmimischen findet. Für den ersten Teil w ä r e die wenigstens phonetisch nahe-
liegendste Lösung der alte Königsname Ni-Mi C.t-Rc.xv, der in der Spätzeit etwa als mar(r)e
u. ä. ausgesprochen wurde 146 .
X G Y p C D ( N H C II 18,10) ist offensichtlich Hw.t-Hr.w c l.t »Hathor, die große«. Vgl.
eventuell aurpouco P G M XIII 646147.
6<J>6M6M<J>I ( N H C II 18,15) ist w o h l zu 6<(>06M6M<(>I zu korrigieren und bezeichnet
Nfr-tm-Mn-nfr »Nefertem v o n Memphis«. Nefertem ist in der Göttertrias v o n Memphis der
Sohn v o n Ptah u n d Sachmet 148 . Der Abfall des anlautenden n in Komposita ist bei diesem
N a m e n regulär in Personennamen bereits ab der Assyrerzeit belegt 149 , in den griechischen
magischen Papyri erscheint er in Komposita ohne das n etwa in a J t t o u u i P G M I 136. 149;
I V 236. 2064"°, für sich allein mit n e t w a in v u u o u u i P G M I 27. 238; I V 2201; X X X V I
22.
A n diesem Punkt ist eine kurze Zusammenfassung der Ergebnisse angebracht. A u c h
w e n n m a n c h e der hier vorgetragenen Etymologien aufgrund der nötigen T e x t e m e n d a t i o -
n e n schwierig scheinen, dürften parallele Entartungen in anderen Listen das V e r f a h r e n
d o c h stützen. W e r a n h a n d der Belege bei GUNDEL verfolgt, w i e unglaublich die alten De-
k a n n a m e n i m V e r l a u f der Tradierung verändert werden 151 , w i r d meine Textverbesserun-
gen als eher geringfügig ansehen. Tendenziell rechne ich eher damit, daß in Zukunft wei-
tere N a m e n als verzerrte ägyptische F o r m e n erkannt w e r d e n , als daß für hier behandelte
D ä m o n e n bessere nichtägyptische Etymologien gefunden werden.
D i e ägyptischen N a m e n in der Dämonenliste des A J sind also ein sehr gewichtiges
Element. G e r a d e in der ersten Sektion der 72 gliedererschaffenden Engel dürfte ihre Zahl
deutlich höher liegen als die der sicher griechischen oder semitischen Formen. Mit über 20
N a m e n läßt sich der größere Teil einer Dekanliste erschließen. Auffällig sind j e d o c h zwei
Dinge. Z u m einen scheint die astronomische Reihenfolge der D e k a n e völlig durcheinander-
geworfen. Kein erkennbares Prinzip regelt das Verhältnis v o n ursprünglicher A b f o l g e in
einer Dekanliste u n d Position innerhalb der Erschaffung des Körpers i m A J . Z u m anderen
ist die Qualität der N a m e n s f o r m e n ziemlich schlecht. Selbst w e n n m a n in Rechnung stellt,
daß die Liste i m V e r l a u f der Tradierung des A J sicher gelitten hat u n d e t w a der C o d e x I V
a n einigen Stellen n o c h bessere Lesarten als C o d e x II zeigt, ist es eindeutig, daß die Dekan-

144 141
D i e D e u t u n g e n v o n j . BERGMAN: BETZ (O. A n m . 8 6 ) H . SCHLöGL, Art. N e f e r t e m : L e x Ä g y p t o l 4 (Wiesba-
3 3 2 s i n d zu k o r r i g i e r e n . D a s s c h e i n b a r e N e b e n e i n a n d e r d e n 1982) 3 7 8 / 8 0 .
149
zweier F o r m e n desselben N a m e n s dürfte a u f mißver- G . FECHT, ZU d e n N a m e n ä g y p t i s c h e r F ü r s t e n u n d
s t a n d e n e r varia lectio d e r V o r l a g e b e r u h e n . S t ä d t e in d e n A n n a l e n d e s A s s u r b a n i p a l u n d d e r C h r o -
145 nik d e s A s a r h a d d o n : K a i r M i t t 16 ( 1 9 5 8 ) 1 1 2 / 9 , bes.
Z u l e t z t e r e m vgl. n o c h a o v x o x o p D E L A T T E / D E R -
CHAIN (o. A n m . 1 2 9 ) 171 n r . 2 2 5 . 113f.
150
146
N e u e s t e Diskussion d e r L a u t e n t w i c k l u n g bei H. Zur a x x m p - und x a P a X m a i P ' ^ O T m e ^ ' m der er u- a-
BUCHBERGER, T r a n s f o r m a t i o n u n d T r a n s f o r m a t . Sarg- e r s c h e i n t , s. d i e B e l e g e b e i D A N I E L / M A L T O M I N I 1, 145.
textstudien 1 - Ä g y p t o l . A b h . 52 ( W i e s b a d e n 1993) 151.
151
619/31. W . GUNDEL, D e k a n e 3 7 / 8 1 .
14
' H . - G . GUNDEL, W e l t b i l d (o. A n m . 3 7 ) 2 2 m i t a n d e -
rer Deutung.
120 Joachim Friedrich Quack

n a m e n nicht so sehr d e n F o r m e n bei Hephaistion entsprechen, d e r n o r m a l e r w e i s e die


ägyptischen Urbilder a m treuesten b e w a h r t . N ä h e r s t e h e n d sind F o r m e n des Firmicus M a -
t e m u s , der hermetischen T r a d i t i o n , des T e s t a m e n t u m Salomonis u n d gelegentlich auch die
magischen Nomina barbara. Dies dürfte für die B e w e r t u n g der Q u e l l e nicht unwichtig sein.
So schwierig auch die jetzige Überlieferungslage alle Schlüsse m a c h t , kann m a n d o c h ver-
m u t e n , d a ß die Q u e l l e ihre N a m e n nicht unmittelbar aus einer ägyptischen Überlieferung
hat, s o n d e r n v o n einer bereits griechisch überlieferten »hermetischen« V u l g a t a der helleni-
stischen Zeit abhängt. A u c h die o b e n v e r m u t e t e n Beziehungen des T e x t e s zu d e n Salme-
schiniaka w ä r e n d a m i t vereinbar, zumal die w e n i g e n i m P O x y . 465 überlieferten N a m e n
das ägyptische G u t bereits spürbar verzerren 152 .

5. Das Buch des Zoroaster

N a c h d e m ich ägyptische Einflüsse s o w o h l in d e r generellen Konzeption a b auch in d e n


v e r w e n d e t e n D ä m o n e n n a m e n n a c h g e w i e s e n h a b e , ist es angebracht, sich d e r i m T e x t
selbst g e n a n n t e n Quelle, n ä m l i c h d e m Buch des Zoroaster ( N H C II 19,10) zu w i d m e n . Bei
d i e s e m N a m e n w ü r d e m a n zunächst eher a n persische o d e r allenfalls m e s o p o t a m i s c h e L e h -
ren d e n k e n , nicht j e d o c h a n ägyptisches G e d a n k e n g u t . Es gibt bekanntlich in der Spätan-
tike eine ganze R e i h e v o n astrologischen W e r k e n , die unter d e m N a m e n des Zoroaster
umliefen. Sie w e i s e n j e d o c h keine persischen Speziallehren auf, sondern entsprechen so gut
d e r hellenistischen »Vulgata« d e r Astrologie mit ihren auch ägyptischen Einflüssen, daß sie
in Ä g y p t e n selbst o d e r in Syrien entstanden sein dürften 153 .
Besonders n a h v e r w a n d t mit d e r Konzeption des A J scheint m i r ein T e x t , v o n d e m
K o s m a s v o n J e r u s a l e m i m V I I I . J h . A u s z ü g e überliefert 154 . D i e L e h r e w i r d a u f Zarathru-
stes155 zurückgeführt, der sie seinen S ö h n e n Z a m e s u. D a m o i t a s , diese Oroiesos u n d schließ-
lich O s t a n e s übermittelt hätten. Ihr zufolge steht a n d e r Spitze d e r W e l t ein ewiger G o t t
(tnSioc; -ö&6q), aus d e m alle h e r v o r g e h e n . I h m sind sieben G ö t t e r u n t e r w o r f e n , bei d e n e n es
sich eindeutig u m die Planeten handelt. Sie w e r d e n mit zwei N a m e n s v a r i a n t e n in d e r »chal-
däischen« A b f o l g e der Planeten genannt. I h n e n w e r d e n H ä u s e r i m Tierkreis zugewiesen.
D e r T e x t weicht v o m N o r m a l s c h e m a ab, i n d e m er d e r Sonne Krebs u n d L ö w e n zuweist
u n d betont, d e r M o n d h a b e kein eigenes Haus 156 . D i e planetarischen G ö t t e r erhalten n o c h
b e i w o h n e n d e G ö t t e r zugeteilt, w o b e i d e r T e x t e t w a s korrupt überliefert ist. Anschließend
folgt eine A u f z ä h l u n g v o n 36 G ö t t e r n , bei d e n e n es sich zweifelsfrei u m die ägyptischen
D e k a n e handelt. Ihre N a m e n stehen allerdings nicht m e h r in d e r ägyptischen Tradition,
sondern sind Gestalten der griechisch-römischen G ö t t e r w e l t , w o b e i sich mit Isis, Osiris u n d
Sarapis i m m e r h i n n o c h drei ägyptische M ä c h t e finden. A u c h sonst lassen sich in m a n c h e n
Punkten n o c h Relikte ägyptischer Vorstellungen feststellen 157 . A u s d e n bisher genannten
G ö t t e r n sei alles weitere h e r v o r g e g a n g e n .

155
152 Sic! E s h a n d e l t e s s i c h u m d i e g e n a u e s t e E n t s p r e -
Ebd. 39/41.
153
GUNDEL/GUNDEL, A s t r o l o g u m e n a (o. A n m . 2 7 ) c h u n g d e r p e r s i s c h e n F o r m , die in d e r a n t i k e n L i t e r a -

60/6. t u r b e l e g t ist.
156
154
J . BIDEZ / F . C U M O N T , L e s m a g e s h e l l e n i s e s . Z o r o - N o r m a l ist b e k a n n t l i c h d i e Z u w e i s u n g d e s K r e b s e s

astre, O s t a n e s et H y s t a s p e d ' a p r e s la tradition g r e c q u e z u m M o n d u n d d e s L ö w e n zur S o n n e .

( P a r i s 1 9 3 8 ) 1, 1 7 5 / 8 ; 2 , 2 7 1 / 3 . >5' W . G U N D E L , D e k a n e 7 1 / 3 .
Dekane und Gliedervergottung 121

Dieser T e x t ist unbeschadet seiner Zuschreibung an Zarathustra sicher ägyptisch beein-


flußt. A l s Q u e l l e v e r m u t e t e CUMONT Teukros v o n Babylon 158 , der als astrologischer Schrift-
steller auch sonst bekannt ist. V o r allem kennt m a n Exzerpte seiner »Sphaera barbarica«,
die nichtgriechische Sternbilder behandelt u n d dabei ganz wesentlich altägyptisches G u t
vermittelt. Die H e r k u n f t s a n g a b e »Babylonier« dürfte sich a u f Babylon in Ä g y p e n , das heu-
tige Alt-Kairo beziehen 159 .
D i e Ähnlichkeit des vorliegenden Exzerptes mit d e n Vorstellungen des A J dürfte unver-
k e n n b a r sein. N e b e n e i n e m obersten G o t t bzw. D e m i u r g e n stehen planetarische Kräfte, die
a u f die 12 Zeichen des Zodiakus verteilt w e r d e n . Die D e k a n e spielen o f f e n b a r eine wesent-
liche Rolle bei d e r Erschaffung der Welt. Sicher kann das Kosmas-Exzerpt nicht die unmit-
telbare V o r l a g e des koptischen T e x t e s sein, d a i h m ein wesentlicher Punkt fehlt, nämlich
die änigmatischen u n d teilweise verderbten ägyptischen N a m e n . Dies m a g aber a u f eine
Ä n d e r u n g in der späteren Überlieferung zurückgehen, d a für einen Bearbeiter die Versu-
c h u n g sehr groß sein dürfte, die völlig unverständlich g e w o r d e n e n ursprünglichen N a m e n
d u r c h vertrautere Gestalten zu ersetzen. Zumindest dürfte hier ein Hinweis zu finden sein,
in w e l c h e r Richtung m a n e t w a das »Buch des Zoroaster« suchen muß. G e r a d e die Zuwei-
sung des T e x t e s a n Teukros v o n B a b y l o n w ü r d e zu der o b e n getroffenen Feststellung pas-
sen, d a ß die V o r l a g e a n h a n d der v e r w e n d e t e n N a m e n s f o r m e n in die N ä h e der hermeti-
schen Tradition u n d vermutlich der Salmeschiniaka zu stellen ist. Ebenso w ä r e die Autor-
schaft des T e u k r o s mit d e n ägyptischen Einflüssen gut vereinbar. Für sie spräche weiterhin,
daß unser T e x t die Dekanreihe d e n sieben Planeten unterordnet, die Aufteilung d e r De-
k a n e a u f die Planeten aber i m wesentlichen a u f Teukros zurückzuführen sein dürfte 160 . D a ß
sie aber nicht zu b e w e i s e n ist, sollte betont w e r d e n .
A l s V o r l a g e für die Erschaffung des M e n s c h e n i m A J kann also ein m u t m a ß l i c h griechi-
scher, aber in Ä g y p t e n abgefaßter u n d a u f ägyptischen Vorstellungen b e r u h e n d e r astrolo-
gischer T e x t a n g e n o m m e n w e r d e n , d e r v o n d e n Salmeschiniaka beeinflußt sein könnte. Er
gehört möglicherweise in d e n Umkreis des Teukros v o n Babylon.
Angesichts dieses Ergebnisses ist eine kurze Bewertung der stoischen Einflüsse nötig.
ONUKI hat a n g e n o m m e n , d a ß im A p o k r y p h o n J o h a n n i s eine Polemik gegen die Stoa vor-
liege, bei der ein v o r allem stoisch beeinflußter T e x t , der aber fremdes G u t a u f g e n o m m e n
habe, durch D ä m o n i s i e r u n g ins Negative gerückt w o r d e n sei161. Näherliegend scheint eine
a n d e r e Deutung. D i e N a m e n der körpererschaffenden E n g e l / D ä m o n e n gehören sicher
z u m ursprünglichen Bestand der V o r l a g e , w i e ihre teilweise n o c h gut erkennbaren ägypti-
schen N a m e n zeigen. Das stoische G u t dürfte nicht d a r a u f beruhen, daß eine ursprünglich
stoische philosophische Schrift zugrunde liegt, sondern daß die als V o r l a g e dienende astro-
logische Schrift sich in m a n c h e n ihrer L e h r m e i n u n g e n v o n der stoischen Philosophie hat
beeinflussen lassen. Dies v e r m a g nicht zu überraschen, w e n n m a n bedenkt, daß die Stoa als
einzige der großen philosophischen Schulen normalerweise ein positives Verhältnis zur
Astrologie hatte u n d entsprechend eng mit ihrer Ausbreitung v e r b u n d e n war 162 . V o r h a n -
densein ihres G e d a n k e n g u t e s paßt also durchaus zur hier vertretenen T h e s e , daß das als

158
F. CUMONT: C a t a l o g u s c o d i c u m a s t r o l o g o r u m G r a e - (o. A n m . SO) 140f. 2 8 0 f ; G U N D E L / G U N D E L , A s t r o l o g u -

c o r u m 8 , 3 ( B r ü s s e l 1 9 1 2 ) 120. V o n B I D E Z / C U M O N T , m e n a 112f.
160
L e s m a g e s h e l l e n i s e s ist d i e s e V e r m u t u n g l e i d e r n i c h t W . GUNDEL, D e k a n e 32.
161
weiter verfolgt w o r d e n . ONUKI (O. A n m . 7 ) , bes. 53f.
162
159
Z u P e r s o n u n d W e r k d e s T e u k r o s s. F. BOLL, S p h a e - G U N D E L / G U N D E L , A s t r o l o g u m e n a 9 8 / 1 0 4 . 154f.

r a ( L e i p z i g 1 9 0 3 ) , bes. 6 / 1 6 ; W . GUNDEL, N e u e T e x t e 180/9.


122 Joachim Friedrich Quack

V o r l a g e des A p o k r y p h o n J o h a n n i s d i e n e n d e »Buch des Zoroaster« ein astrologischer T r a k -


tat w a r . D i e negative W e r t u n g seines Inhaltes d u r c h die Gnostiker beruht vermutlich nicht
a u f reiner Protestexegese, s o n d e r n w i r d schon d a d u r c h nahegelegt, daß in d e r Astrologie
die h i m m l i s c h e n M ä c h t e keineswegs als w o h l w o l l e n d e u n d gutartige Personen beschrieben
w e r d e n , sondern n o r m a l e r w e i s e als launisch, eifersüchtig u n d tendenziell eher gefährlich
dargestellt sind 163 .

T ü B I N G E N J O A C H I M FRIEDRICH Q U A C K

165
A . BOUCHE-LECLERCQ, L ' a s t r o l o g i e g r e c q u e (Paris
1899), bes. 2 4 1 / 5 5 .