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HISTÓRIA MUNDIAL

Nova Expansão Europeia


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NOVA EXPANSÃO EUROPEIA

Reações de Índia, China e Japão ao Imperialismo


A Joia da Coroa Britânica e as Reações Locais
Grande objetivo colonial da Inglaterra vitoriana (1837-1901) era a preserva-
ção da Índia Britânica sob sua hegemonia.

A Companhia das Índias Orientais, durante quase cem anos, deteve o mono-
pólio da transação comercial com o subcontinente indiano. É o imperialismo do
livre-comércio praticado pela Inglaterra. Entre 1857 e 1859, ocorre a Revolta
dos Sipaios, na qual Estados da Índia entraram em conflito contra o predomínio
comercial da Companhia das Índias Orientais.
Na lógica do pacto colonial, a Inglaterra comprava produtos da Índia e expor-
tava para os setores europeus decadentes da 1ª Revolução Industrial. A res-
posta inglesa foi arrochar o colonialismo, criando o Raj Britânico, o Imperialismo
Formal Indireto (indirect rules).
A Rainha Vitória é coroada Rainha das Índias e, ciosa de manter a dominação
dessa parte do território, recrudesceu o seu domínio sob a forma de cooptação
da elite local para a administração direta da colônia.
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A reação da China ao Imperialismo


Da Scramble for Concessions à Open-Door Policy
• Desde a I Guerra do Ópio (1839-1842), a ênfase das potências imperia-
listas era abrir a China a seus produtos e obter privilégios diplomáti-
cos. GB obtém Hong Kong e extraterritorialidade – por meio do Tratado
de Nanquim (1842);
A China era objeto da atenção expansionista europeia desde há muito tempo.
A I Guerra do Ópio fez a China defrontar-se com a expansão inglesa. A Inglaterra
não conseguia ter superávit comercial com a China e tinha muito interesse no
seu mercado, tanto para absorver as suas matérias-primas quanto para exportar
produtos industriais. Tudo o que a Inglaterra oferecia, os chineses já tinham de
alguma forma. A Inglaterra encontrou, então, determinado produto que introduziu
à força na China e tornou dependentes os chineses: o ópio.
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A Inglaterra viciou a elite chinesa no ópio. Com o tratado de Nanquim, a Ingla-


terra passou a ter domínio de Hong Kong e extraterritorialidade, além do envio
de muitos cidadãos ingleses para ocuparem o território chinês com recurso ao
Exército e a Marinha.
• Lograram abrir mais de 100 portos;
• Nos anos 1850, Rússia e Japão ocuparam partes da China; a disputa
colonial seria parte da rivalidade entre as potências, que geraria a Guerra
Russo-Japonesa (1905);
• No fim do século, Rússia, França, Alemanha e Japão a dividiram em esfe-
ras exclusivas de influência, uma etapa anterior da ocupação formal;
• O Levante Boxer (1899), nacionalista e antiocidental, foi derrotado con-
juntamente pelas potências, mas explicitou os riscos da partição da China;
• Associada ao Levante, a determinação anglo-americana de manter a
China aberta comercialmente (Open-Door Policy) a poupou da ocupação
formal e direta. Tratou-se, portanto, da oposição de dois tipos de impe-
rialismo: formal (Rus, Fra, Ale e Jap) e de livre-comércio (EUA e GB).

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A reação do Japão ao Imperialismo


• Ocidente ameaça o Japão após os sucessos obtidos na China;
• Em 1853, Rússia e EUA dão ultimato. Nobres (daimios) e Imperador
cedem facilidades de navegação/comércio;
• Como no Brasil, em relação aos “tratados desiguais” dos anos 1820, no
Japão, na década de 1850, houve intenso debate sobre como lidar com
a pressão imperialista;
Na década de 1820, o Brasil negociou com a Inglaterra tratados com objetivo
de obter o reconhecimento da sua independência. Quando Bonifácio de Andrada
deixou de ser ministro das Relações Exteriores do Brasil, foi substituído pelo
próprio Imperador Pedro I, que era refém de um determinado grupo bragantino.
A ideia de Pedro I era manter intacto o predomínio da Coroa Bragança tanto no
Brasil quanto em Portugal, conservando a chancela da grande potência da época,
que era a Inglaterra. Pedro negocia tratados de reconhecimento de independên-
cia com Portugal e Inglaterra. No Brasil, essa assinatura de tratados numa linha
do interesse dinástico em detrimento do interesse nacional era considerada desi-
guais porque o Brasil cedia muito. Isso levou ao parlamento brasileiro da época
um sentimento contra tratados e a partir daí o Brasil passou a assinar poucos,
como consequência quase de um trauma nacional. Isso aconteceu também no
Japão quando esse país assinou os tratados de 1858 para manter a sua sobera-
nia. Alguns setores da política interna japonesa passaram a criticar o teor desses
tratados desiguais tal e qual ocorreu no Brasil com o sentimento antitratado no
parlamento brasileiro há 20, 30 anos atrás.
• Imperador expulsa os ocidentais, Japão é bombardeado e recua, acei-
tando os tratados desiguais de 1858;
• Saída adotada: golpe do Imperador em 1868. Encerra o governo descen-
tralizado (xogunato Togugawa, desde 1600) e inicia a Revolução Meiji
(1868-1912).
• Modernização pelo alto, nacionalista, modernizadora, porém tradicionalista
(Xintoísmo como religião oficial);
• Samurais não seriam mais a única força armada, foram desfavorecidos
em prol de exército moderno, recrutado e remunerado à ocidental.
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Samurai

Direto do concurso
57. (CACD/2015) Seguindo a marcha de afirmação da Revolução Industrial, o
século XIX testemunhou a consolidação do capitalismo como um sistema
que estende seu domínio sobre as demais formas de organização da econo-
mia. Como já previa o Manifesto Comunista, de 1848, ele se universalizou,
incorporando as mais diversas regiões do planeta. Esse processo de expan-
são é comumente denominado imperialismo e tem no neocolonialismo sua
face mais visível. Relativamente a esse cenário que desvela, sob o ponto de
vista econômico, a contemporaneidade, julgue (C ou E) os itens seguintes.
1) A expansão imperialista do século XIX encontrou unidade e consistência
na ideia, disseminada à exaustão, de que a expansão seria benéfica para
os povos por ela atingidos: assim, levar o progresso e propagar a civiliza-
ção seria missão e direito; e a incompreensão dos beneficiários seria o
“fardo do homem branco”, na conhecida expressão de Kipling.
2) Na Índia, o impacto da dominação britânica pode ser sintetizado em dois
aspectos essenciais: a desarticulação da economia artesanal, especial-
mente a rural, e a exploração imperialista sistemática, ou seja, a adoção de
determinadas práticas de dominação e de controle pelos ingleses.
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3) No Extremo Oriente, a expansão do mercado capitalista foi facilitada pelo fato


de que China e Japão eram sociedades historicamente abertas ao intercâm-
bio com estrangeiros, o que pode ser comprovado pela presença, em ambos
os países, de número considerável de comerciantes e missionários ocidentais.
4) Ainda que possa ser interpretada como uma continuidade da expansão
ocorrida na Idade Moderna, a expansão capitalista ao longo do século XIX
assumiu novas características em termos de motivações inspiradoras, mé-
todos utilizados e objetivos perseguidos.

Comentário
3) Ainda que houvesse um número considerável de comerciantes e missio-
nários ocidentais na China e no Japão, houve muita resistência. Na China
houve o Levante Boxer, no Japão houve a Revolução Meiji, que, ainda que
inspirada em algumas práticas ocidentais, era muito antiocidental.
4) APESAR de poder ser interpretada como uma continuidade da expansão
ocorrida na Idade Moderna, a expansão capitalista ao longo do século XIX
assumiu novas características em termos de motivações inspiradoras,
métodos utilizados e objetivos perseguidos.

64. (CACD/2010) Em 1866, o Primeiro Ministro britânico Disraeli declarou que a


Inglaterra era uma potência mais asiática do que europeia. Com efeito, no
final do século XIX, o equilíbrio europeu começou o processo de transição
para o equilíbrio do poder em escala mundial, com a influência crescente de
atores extraeuropeus. A respeito desse tema, julgue C ou E.
1) Em 1904, como resultado da primeira guerra entre uma potência europeia
e uma potência asiática, a Rússia vitoriosa deteve temporariamente a as-
censão japonesa.
2) Ao saírem de seu isolamento, os Estados Unidos da América (EUA) dirigi-
ram sua expansão para o Pacífico, tendo criado uma esquadra autônoma
para aquela zona.
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3) O Japão se beneficiou mais do que a Inglaterra com a inédita aliança bila-


teral estabelecida em 1902.
4) A política norte-americana da Porta Aberta (Open Door), em relação à Chi-
na, significou a intenção dos EUA de se eximir de interferências nas dispu-
tas em curso por zonas da influência em território chinês.

Comentário
1) A guerra de 1904-1905 foi vencida pelo Japão, o que fragilizou muito o
Império Czarista.
2) Ao saírem de seu isolamento, os Estados Unidos da América (EUA) dirigiram
sua expansão para o Pacífico, tendo criado uma esquadra autônoma para
aquela zona dentro da lógica de robustecer a sua presença naquela região.
3) O Japão se beneficiou mais do que a Inglaterra com a inédita aliança bila-
teral estabelecida em 1902. Era um país, Japão, se associando a um país
muito mais poderoso do que ele, a Inglaterra.
4) O imperialismo formal, de livre-comércio, é Imperialismo.

GABARITO
57. 1) C
2) C
3) E
4) C
64. 1) E
2) C
3) C
4) E

�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a
aula preparada e ministrada pelo professor Igor Goulart.
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