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Encarte I
UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS
PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

Material Didático

Contabilidade
Avançada
noções preliminares
demonstrações contábeis
método da equivalência patrimonial
consolidação de demonstrações contábeis
correção monetária integral
provisões e reservas
exercícios de fixação

Prof. Paulo Henrique Alves Parreira


Goiânia, Fevereiro de 2008
Material Didático Elaborada pelo Professor Orismar Parreira Costa
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Material Didático de Contabilidade Avançada 1


ÍNDICE
APRESENTAÇÃO .................................................................................................................................................................................2
I – NOÇÕES PRELIMINARES ...............................................................................................................................................................3
1. Introdução ....................................................................................................................................................................................3
3. Objetivos ......................................................................................................................................................................................3
2. Técnicas contábeis ......................................................................................................................................................................4
II – ESTUDO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS ..........................................................................................................................5
1. Demonstrações obrigatórias para todas as empresas ...............................................................................................................5
2. Demonstrações obrigatórias para determinadas empresas .....................................................................................................19
3. Outras demonstrações de caráter gerencial.............................................................................................................................22
4. Outras considerações importantes sobre as demonstrações contábeis ..................................................................................26
5. Outras considerações importantes sobre as sociedades por ações ........................................................................................29
III – INVESTIMENTOS TEMPORÁRIOS E PERMANENTES..............................................................................................................33
1. Tipos de investimentos ............................................................................................................................................................33
2. Contabilização de investimentos temporários .........................................................................................................................34
3. Principais motivos que justificam investimentos permanentes em outras empresas ..............................................................35
IV – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS PERMANENTES.................................................................................................................36
1. Método de Custo de Aquisição – MCA....................................................................................................................................36
2. Método da Equivalência Patrimonial – MEP............................................................................................................................36
3. Demonstração dos efeitos dos métodos MCA e MEP.............................................................................................................36
4. Contabilização das operações básicas de participações permanentes em outras empresas ................................................37
V – MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL ............................................................................................................................36
1. Algumas definições..................................................................................................................................................................38
2. Determinação do valor dos investimentos relevantes em outras empresas ...........................................................................41
3. Técnica de elaboração ............................................................................................................................................................45
4. Contabilização do resultado da equivalência patrimonial........................................................................................................45
5. Contabilização no MEP de alguns tipos de variações no investimento e no PL da coligada ou controlada ...........................45
6. Variação na porcentagem de participação ..............................................................................................................................46
7. Patrimônio líquido das investidas ............................................................................................................................................47
8. Companhias no exterior...........................................................................................................................................................47
9. Resultados não realizados de operações intercompanhias ....................................................................................................47
10. Eliminação de resultados não realizados de operações intercompanhias ............................................................................49
12. Ágio e deságio na aquisição de participação societária ........................................................................................................49
13. Amortização do ágio e deságio .............................................................................................................................................51
VI – CONSOLIDAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS ...........................................................................................................52
1. Conceito...................................................................................................................................................................................52
2. Aplicabilidade...........................................................................................................................................................................52
3. Técnicas de consolidação .......................................................................................................................................................53
4. Eliminações de saldos e transações .......................................................................................................................................53
5. Participações minoritárias em controladas ..............................................................................................................................63
6. Impostos na consolidação .......................................................................................................................................................65
7. Outros ajustes na consolidação...............................................................................................................................................68
8. Forma de evidenciação da consolidação ................................................................................................................................69
VII – ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA......................................................................................................................................................70
1. Objetivo....................................................................................................................................................................................70
2. Tipos e características.............................................................................................................................................................70
VIII – CORREÇÃO MONETÁRIA INTEGRAL......................................................................................................................................73
1. Conceito e importância ............................................................................................................................................................73
2. Faculdade de adoção da sistemática ......................................................................................................................................73
3. Outras razões para adoção da sistemática .............................................................................................................................74
4. Outros aspectos legais e contábeis.........................................................................................................................................75
5. Metodologia da sistemática .....................................................................................................................................................75
6. Exemplo simplificado da sistemática .......................................................................................................................................77
IX – PROVISÕES E RESERVAS.........................................................................................................................................................81
1. Distinção entre provisões e reservas .....................................................................................................................................81
2. Alguns tipos de provisões ......................................................................................................................................................82
3. Classificação das reservas.....................................................................................................................................................84
X – EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO ..........................................................................................................................................................85
BIBLIOGRAFIA ..................................................................................................................................................................................112

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APRESENTAÇÃO

Acreditando que o material possa se constituir em relevante recurso didático no desenvolvimento


do conteúdo programático da disciplina Contabilidade Avançada, procurou-se contemplar os principais tópicos
desta área contábil, destacando-se: um aprofundamento no estudo das demonstrações contábeis; os ajustes
essenciais dessas demonstrações (avaliação de investimentos permanentes, provisões e outras formas de
destinação de resultado, e consolidação de demonstrações contábeis, entre outros), para melhor refletir a real
situação do patrimônio e adequar-se às normas internacionais de contabilidade; além da resolução de vários
exercícios fixação.

Goiânia, Agosto de 2007.

Paulo Henrique Alves Parreira


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I – NOÇÕES PRELIMINARES

1. INTRODUÇÃO
O processo ensino-aprendizagem inerente à disciplina Contabilidade Avançada enseja o estudo,
a pesquisa e o debate acerca de alguns conhecimentos considerados complexos e estratégicos no contexto
dessa importante ciência social, que é a Contabilidade.
Pode-se sintetizá-la ou ementá-la como sendo o estudo dos ajustes e técnicas de elaboração
das demonstrações contábeis no contexto dos conhecimentos específicos da Contabilidade Superior, assim
considerados em função do nível de complexidade e aprofundamento que a sua adoção exige dos
profissionais envolvidos.
Destacam-se como temas principais da Contabilidade Avançada:
 Investimentos temporários e permanentes;
 Avaliação de investimentos pelo método da equivalência patrimonial;
 Consolidação de demonstrações contábeis;
 Reavaliação de ativos;
 Provisões e reservas;
 Transações entre partes relacionadas;
 Concentração e extinção de sociedades (fusão, incorporação, cisão, etc);
 Operações entre matriz e filiais.
Para melhor caracterizar a importância do assunto em discussão no âmbito educacional e
empresarial, busca-se a ajuda dos ilustres professores e consultores José Hernandez Perez Junior e Luís
Martins de Oliveira, que em seu livro intitulado Contabilidade Avançada: Teoria e Prática, publicado pela
Editora Atlas, destacam que "... apesar do extraordinário avanço experimentado pela Contabilidade no Brasil
nas últimas décadas, principalmente após a promulgação da Lei nº 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações),
ainda há muito trabalho pela frente, no sentido de fazer com que a Contabilidade praticada atualmente entre
nós alcance o padrão vigente nas economias mais desenvolvidas e, como uma das conseqüências naturais,
os profissionais e acadêmicos desta Ciência no Brasil alcancem o mesmo elevado "status" desfrutado
principalmente pelos colegas americanos e ingleses e de outras nações do primeiro mundo".
Perez Junior e Oliveira continuam, afirmando que "... o processo de globalização dos mercados
exige, cada vez mais, padrões contábeis internacionais para atender as exigências feitas para a captação de
recursos externos por parte das empresas locais e para melhor entendimento das demonstrações contábeis
por parte dos investidores estrangeiros".
Para eles, "... a economia brasileira, principalmente com a estabilidade econômica propiciada
pelo Plano Real, vem recebendo volumes expressivos de capitais do exterior, onde diversas multinacionais
dirigiram grandes parcelas de capital para o Brasil, ampliando suas subsidiárias ou adquirindo empresas já
constituídas, além do fluxo de capital diretamente aportado no Brasil pelos investidores estrangeiros".
Ainda, segundo os citados autores, "... são exatamente esses, os principais fatores que fazem
com que cresça entre os contabilistas a necessidade da harmonização dos procedimentos contábeis e do
nível de divulgação feito pelas empresas de capital aberto. Tais fatores, de fato, implicam que estudantes,
contadores, auditores, professores e demais envolvidos com a Contabilidade necessitem cada vez mais de
treinamento mais rigorosos e, conseqüentemente, material bibliográfico adaptado aos desafios dos tempos
modernos".

2. OBJETIVOS
Consoante a exigência de caráter técnico-acadêmico, o objetivo principal da disciplina
Contabilidade Avançada é a capacitação do aluno para a execução de procedimentos de ajustes e
elaboração de demonstrações contábeis de natureza específica, mediante a aplicação dos conhecimentos
avançados no contexto das técnicas contábeis da escrituração e da demonstração, de modo a que ele seja
capaz de pesquisar, analisar, debater e compreender, dentre aqueles já relacionados na introdução, os
seguintes procedimentos contábeis:
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 A utilização do método da equivalência patrimonial para avaliação de investimentos
permanentes da empresa em coligadas e controladas;
 A constituição de provisões e outras formas de destinação de resultados, como as reservas
de lucros;
 A elaboração de demonstrações contábeis consolidadas de grupos de empresas, como
instrumento gerencial e informativo;
 A elaboração de demonstração contábil em moeda de poder aquisitivo constante (correção
monetária integral – CMI).
Para desenvolver os conteúdos programáticos, se propõe a abordagem dos temas sob variados
aspectos, tais como: conceitos, tipos, métodos, técnicas, dispositivos legais (envolvendo normas e incidências
tributárias), estudos de casos, resolução de exercícios e outros procedimentos, visando a construção de uma
consciência crítica e técnica das pessoas envolvidas no processo ensino-aprendizagem relativo aos temas
propostos.

3. TÉCNICAS CONTÁBEIS
Sabendo-se que a Contabilidade é uma ciência e que a mesma é conceituada e estudada de
forma abstrata, constata-se que a sua materialização ou concretização se dá através de suas técnicas, quais
sejam:
 Escrituração Contábil, que é a técnica contábil exercida com a finalidade de efetuar o
registro, através do lançamento, dos fenômenos ou fatos que afetam o patrimônio de uma entidade. Saliente-
se que estes fenômenos para se constituírem em objeto da escrituração devem ser passíveis de valoração
monetária;
 Demonstração Contábil, também chamada de evidenciação, é a técnica que se encarrega
de informar aos usuários da informação contábil a situação do patrimônio e suas mutações. Através de
demonstrações e outros relatórios, as pessoas que mantêm relação de interesse com a entidade, são
providas com as informações contábeis indispensáveis ao processo decisório;
 Auditoria Contábil, que constitui-se num conjunto de procedimentos técnicos exercidos com
o objetivo de emitir parecer sobre a adequação das demonstrações contábeis, buscando a confirmação da
veracidade das informações sobre a posição patrimonial e financeira e sobre o resultado das operações e
recursos de uma entidade;
 Análise Contábil, é a técnica que permite, através da utilização de instrumentos diversos, a
decomposição, a comparação e a interpretação das demonstrações contábeis ou gerenciais e suas
extensões, com vistas a avaliar o desempenho e as tendências da entidade, para atender determinado
objetivo.
Resumindo:
ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL
Registra os fatos contábeis produzidos pelo patrimônio

DEMONSTRAÇÃO CONTÁBIL
Elabora relatórios contábeis sobre o patrimônio
TÉCNICAS
CONTÁBEIS AUDITORIA CONTÁBIL
Verifica a expressão de verdade dos relatórios contábeis

ANÁLISE CONTÁBIL

Decompõe, compara e interpreta os relatórios contábeis

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II – ESTUDO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

1. DEMONSTRAÇÕES OBRIGATÓRIAS PARA TODAS AS EMPRESAS


Segundo a NBC T-31, as demonstrações contábeis são aquelas extraídas dos livros, registros e
documentos que compõem o sistema contábil de qualquer tipo de Entidade, devendo na sua elaboração serem
observados os Princípios Fundamentais de Contabilidade (PFC) aprovados pelo Conselho Federal de
Contabilidade (CFC).
A atribuição e responsabilidade técnica do sistema contábil da Entidade cabem, exclusivamente, a
contabilista registrado no CRC2.
As demonstrações contábeis devem especificar sua natureza, a data e/ou o período e a Entidade
a que se referem, cujo grau de revelação deve propiciar o suficiente entendimento do que cumpre demonstrar,
inclusive com o uso de notas explicativas, que, entretanto, não podem substituir o que é intrínseco às
demonstrações.
De conformidade com o art. 176 da Lei nº 6.404, de 15.12.1976 (DOU de 17.12.1976), e outros
dispositivos legais emanados dos órgãos encarregados da normatização dos procedimentos contábeis, as
empresas estão sujeitas à elaboração e publicação (para as sociedades por ações) das seguintes
demonstrações contábeis:
 Balanço Patrimonial (BP);
 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE);
 Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA);
 Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR).
NOTA: por força do § 6º do art. 176 da citada lei (com nova redação dada pelo art. 1º da Lei nº 9.457, de 05.05.1997 –
DOU de 06.05.1997), a companhia fechada, e as demais empresas, com patrimônio líquido, na data do
balanço, não superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), não será obrigada à elaboração e publicação
da demonstração das origens e aplicações de recursos (DOAR).

1.1. BALANÇO PATRIMONIAL


Segundo o novo conceito emanado da NBC T-3, o balanço patrimonial é a demonstração contábil
destinada a evidenciar, quantitativa e qualitativamente, numa determinada data, o Patrimônio e o Patrimônio
Líquido da entidade3.
Assim, esta demonstração contábil representa graficamente a estática patrimonial, evidenciando
claramente os elementos patrimoniais. Pode-se comparar o balanço patrimonial como uma fotografia (estática)
do patrimônio de uma entidade em determinado momento.
O balanço patrimonial é constituído pelo Ativo, pelo Passivo e pelo Patrimônio Líquido, sendo:
 Ativo - compreende as aplicações de recursos representadas por bens e direitos;
 Passivo - compreende as origens de recursos representados pelas obrigações para com
terceiros;
 Patrimônio Líquido - compreende os recursos próprios da Entidade e seu valor é a diferença
entre o valor do Ativo e o valor do Passivo (Ativo menos Passivo). Portanto, o valor do Patrimônio Líquido pode
ser positivo, nulo ou negativo. Quando o valor do Patrimônio Líquido for negativo, este é também denominado de
"Passivo a Descoberto".
Na situação em que o patrimônio líquido for negativo, este deve ser demonstrado após o ativo,
sendo o seu valor final denominado de Passivo a Descoberto.

1.1.1. CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS PATRIMONIAIS


1
A NBC T-3 é a Norma Brasileira de Contabilidade que dispõe sobre conceito, conteúdo, estrutura e nomenclatura das
demonstrações contábeis, a qual foi aprovada pela Resolução CFC nº 686, de 14/12/1990, do Conselho Federal de
Contabilidade (CFC).
2
CRC - Conselho Regional de Contabilidade, órgão pertencente ao sistema CFC, responsável pelo registro e fiscalização dos
profissionais de contabilidade.
3
Esta nova conceituação foi introduzida pela Resolução CFC nº 847, de 16/06/1999, que alterou a citada Resolução CFC nº
686/90.
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Os elementos patrimoniais, de conformidade com a Lei nº 6.404/76, são classificados no
Balanço Patrimonial da seguinte forma:

1.1.1.1. CLASSIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS DO ATIVO


No Ativo as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos
nelas registrados, nos seguintes grupos e subgrupos:

A) ATIVO CIRCULANTE
 Disponibilidades, as contas representativas dos recursos financeiros disponíveis da
empresa. Exemplos:
 Caixa;
 Bancos c/Movimento;
 Aplicações de Liquidez Imediata.
 Realizável a Curto Prazo, as contas representativas dos direitos e bens realizáveis até o
final do exercício social subseqüente ao do encerramento do balanço ou de conformidade com o ciclo
operacional da empresa. Exemplos:
 Duplicatas a Receber;
 Duplicatas Descontadas (credora);
 Provisão para Devedores Duvidosos (credora);
 Títulos a Receber;
 Estoques.
 Despesas do Exercício Seguinte, as contas que representem aplicações de recursos em
despesas do exercício seguinte (despesas antecipadas). Exemplos:
 Aluguéis Antecipados;
 Seguros a Apropriar;
 Encargos Financeiros a Apropriar.

ATENÇÃO!!!
A divisão do grupo patrimonial Ativo Circulante retrodescrita (subgrupos Disponibilidades, Realizável a Curto
Prazo e Despesas do Exercício Seguinte) está em consonância com as disposições da Lei nº 6.404/76,
porém a Norma Brasileira de Contabilidade Técnica nº 3 (NBC-T-3), do Conselho Federal de Contabilidade
(CFC), prevê a divisão do Ativo Circulante nos seguintes subgrupos:
 Disponível;
 Créditos;
 Estoques;
 Despesas Antecipadas;
 Outros Valores e Bens.

B) ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO


 As contas representativas de bens e direitos realizáveis após o final do exercício social
seguinte ao do encerramento do balanço ou de acordo com o ciclo operacional da empresa. Exemplos:
 Imóveis Destinados à Venda;
 Cauções Contratuais a Longo Prazo.
 As contas representativas de bens e direitos oriundos de negócios não usuais realizados com
coligadas, controladas, proprietários, sócios, acionistas e diretores, independentemente do vencimento ou prazo
de realização. Exemplos:
 Empréstimos a Sócios;
 Empréstimos à Empresas do Grupo.

C) ATIVO PERMANENTE
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 Investimentos, as contas representativas de direitos por participações permanentes em
outras sociedades e os bens e direitos de qualquer natureza, não classificáveis no Ativo Circulante, e que não se
destinem à manutenção das atividades da empresa. Exemplos:
 Ações de Outras Empresas;
 Provisões para Perdas (credora);
 Obras de Arte;
 Imóveis não de Uso ou de Renda.
 Imobilizado, as contas representativas dos bens e direitos que sejam destinados à
manutenção das atividades da empresa, ou exercidos com essa finalidade, inclusive os de propriedade industrial
ou comercial. Exemplos:
 Imóveis;
 Instalações;
 Móveis e Utensílios;
 Veículos;
 Marcas e Patentes;
 Jazidas de Minérios;
 Plantações;
 Semoventes;
 Depreciações, Amortizações e Exaustões Acumuladas (credoras).
 Diferido, as contas representativas dos gastos ou aplicações de recursos em despesas que
beneficiarão a empresa por mais de um exercício social, ou seja, contribuirão para a formação do resultado de
vários exercícios. Exemplos:
 Gastos Pré-Operacionais;
 Gastos com Organização e Expansão;
 Despesas com Desenvolvimento de Novos Produtos;
 Benfeitorias em Imóveis de Terceiros;
 Juros Pagos ou Devidos aos Proprietários antes do Início das Atividades da Empresa;
 Amortizações Acumuladas (credoras).

1.1.1.2. CLASSIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS DO PASSIVO

No Passivo as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de exigibilidade dos


elementos nelas registrados, nos seguintes grupos:

A) PASSIVO CIRCULANTE
 As contas representativas das obrigações da empresa, inclusive financiamentos para
aquisição de Ativo Permanente, que tenham prazos de vencimentos até o final do exercício social subseqüente
ao de encerramento do balanço ou de acordo com o ciclo operacional da empresa. Exemplos:
 Fornecedores;
 Encargos Sociais a Recolher;
 Impostos a Recolher;
 Títulos a Pagar;
 Empréstimos e Financiamentos Bancários.

B) PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO


 As contas representativas das obrigações da empresa com vencimentos após o término do
exercício social seguinte ao do encerramento do balanço ou conforme o ciclo operacional da empresa.
Exemplos:
 Impostos a Recolher;
 Títulos a Pagar;
 Empréstimos e Financiamentos em Moeda Nacional ou Estrangeira.

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C) RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS
 As contas representativas das receitas de exercícios futuros, diminuídas dos custos ou
despesas a elas correspondentes.
 As principais características deste grupo de contas são:
 a inexigibilidade para com terceiros (mesmo que haja desfazimento do negócio não há
obrigatoriedade de devolução da importância recebida);
 ser considerada como receita de exercícios futuros em função dos princípios contábeis
da Realização da Receita e do Regime de Competência de Exercícios. Exemplos:
• Aluguéis Recebidos Antecipadamente;
• Comissões Recebidas Antecipadamente;
• Custos ou Despesas Correspondentes às Receitas (devedoras).
NOTA: por força do Regulamento do Imposto de Renda, as empresas que exploram atividades de
incorporação e venda de imóveis devem enquadrar neste grupo os recebimentos antecipados e
respectivos custos.

D) PATRIMÔNIO LÍQUIDO
 As contas representativas dos seguintes valores:
 dos investimentos dos proprietários na empresa;
 das reservas oriundas de lucros obtidos pela empresa;
 das reservas provenientes de reavaliação de ativos.
 As contas pertencentes ao Patrimônio Líquido serão distribuídas nos seguintes subgrupos:
 Capital Social, as contas representativas do valor do capital subscrito e da parcela ainda
não integralizada ou realizada. Exemplos:
• Capital Social;
• Capital Social a Realizar ou Integralizar (devedora).
 Reservas de Capital, as contas que representam valores recebidas que não transitaram
pelo seu resultado como receitas e outros. Exemplos:
• Ágio na Emissão de Ações;
• Produto da Alienação de Partes Beneficiárias;
• Produto da Alienação de Bônus de Subscrição;
• Prêmios na Emissão de Debêntures;
• Doações e Subvenções para Investimentos;
• Incentivos Fiscais.
 Reservas de Reavaliação, as contas representativas das contra partidas de aumentos de
valor atribuídos a elementos do Ativo em virtude de novas avaliações, com base em
laudo técnico. Exemplos:
• Reavaliação de Imóveis;
− Reavaliação de Imóveis Próprios;
− Reavaliação de Imóveis de Controladas;
• Reavaliação de Recursos Naturais;
• Reavaliação de Participações Societárias.
 Reservas de Lucros, as contas que representam lucros obtidos pela empresa e retidos
com finalidade específica. Essa retenção pode se dar por imposição legal, por
determinação estatutária ou por propósitos aprovados pelos proprietários da empresa.
Exemplos:
• Reserva Legal;
• Reservas Estatutárias;
− Reserva para Aumento de Capital;
− Reserva para Resgate de Debêntures;
− Reserva para Resgate de Partes Beneficiárias;
− Reserva para Amortização de Ações;
• Reservas para Contingências;
• Reservas para Expansão ou Planos para Investimentos
• Reservas de Lucros a Realizar;
• Reservas para Dividendos Obrigatórios.
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 Lucros ou Prejuízos Acumulados, as contas representativas de resultados obtidos,
porém retidos sem finalidade específica (quando lucros), ou à espera de absorção futura
(quando prejuízos). Assim, os lucros ou prejuízos do exercício são transferidos para
conta Lucros ou Prejuízos Acumulados e lá permanecem até se tomar decisão sobre a
destinação do lucro ou amortização do prejuízo. Exemplos:
• Lucros Acumulados;
• Prejuízos Acumulados (opcional).

1.1.2. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DOS ELEMENTOS PATRIMONIAIS

Consoante a Lei nº 6.404/76, no Balanço Patrimonial os elementos serão avaliados mediante os


seguintes critérios:

1.1.2.1. AVALIAÇÃO DOS ELEMENTOS DO ATIVO


A entidade avaliará seus bens e direitos:
 Os direitos e títulos de crédito, e quaisquer valores mobiliários não classificados como
investimentos, pelo custo de aquisição ou pelo valor do mercado, se este for menor, devendo ser excluídos os já
prescritos e feitas as provisões necessárias para ajustá-lo ao valor provável de realização, facultado o aumento
do custo de aquisição, até o limite do valor do mercado, para registro de correção monetária, variação cambial
ou juros acrescidos;
 Os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia, assim
como matérias-primas, produtos em fabricação e bens em almoxarifado, pelo custo de aquisição ou produção,
deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de mercado, quando este for inferior;
 Os investimentos em participação no capital social de outras sociedades, ressalvadas a
hipótese de avaliação pelo método da Equivalência Patrimonial (art. 248 da Lei nº 6.404/76) e as demonstrações
consolidadas (art. 250 da Lei nº 6.404/76), pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas prováveis
na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como permanente, e que não será
modificado em razão do recebimento, sem custo para a companhia, de ações ou quotas bonificadas;
 Os demais investimentos, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para atender às
perdas prováveis na realização do seu valor, ou para redução do custo de aquisição ao valor de mercado,
quando este for inferior;
 Os direitos classificados no imobilizado, pelo custo de aquisição, deduzido do saldo da
respectiva conta de depreciação, amortização ou exaustão;
 O ativo diferido, pelo valor do capital aplicado, deduzido do saldo das contas que registrem a
sua amortização.

Para efeito de avaliação dos elementos do ativo, considera-se como valor de mercado:
 Das matérias-primas e dos bens em almoxarifado, o preço pelo qual possam ser repostos,
mediante compra no mercado;
 Dos bens ou direitos destinados à venda, o preço líquido de realização mediante venda no
mercado, deduzidos os impostos e demais despesas necessárias para a venda, e a margem de lucro;
 Dos investimentos, o valor líquido pelo qual possam ser alienados a terceiros.
A diminuição de valor dos elementos do ativo imobilizado será registrada periodicamente nas
seguintes contas:
 Depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por objeto bens
físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência;
 Amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de
direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou exercício de duração
limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado;

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 Exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua exploração, de
direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração.
Outras considerações previstas em lei:
 Os recursos aplicados no ativo diferido serão amortizados periodicamente, em prazo não
superior a 10 (dez) anos, a partir do início da operação normal ou do exercício em que passem a ser usufruídos
os benefícios deles decorrentes, devendo ser registrada a perda do capital aplicado quando abandonados os
empreendimentos ou atividades a que se destinavam, ou comprovado que essas atividades não poderão
produzir resultados suficientes para amortizá-los;
 Os estoques de mercadorias fungíveis destinadas à venda poderão ser avaliados pelo valor
de mercado, quando esse for o costume mercantil aceito pela técnica contábil.

1.1.2.2. AVALIAÇÃO DOS ELEMENTOS DO PASSIVO


A entidade dever avaliar os elementos do passivo:
 As obrigações, encargos e riscos, conhecidos ou calculáveis, inclusive imposto de renda a
pagar com base no resultado do exercício, serão computados pelo valor atualizado até a data do balanço;
 As obrigações em moeda estrangeira, com cláusula de paridade cambial, serão convertidas
em moeda nacional à taxa de câmbio em vigor na data do balanço;
 As obrigações sujeitas a correção monetária serão atualizadas até a data do balanço.
1.1.3. RESUMO SOBRE O PATRIMÔNIO LÍQUIDO
I – O PL está subdividido em:
1. Capital Social
2. Reservas de Capital
3. Reservas de Reavaliação
4. Reservas de Lucros
5. Lucros ou Prejuízos Acumulados
6. Ações em Tesouraria (S/A) ou Quotas Liberadas (Ltda)
7. Lucros ou Dividendos distribuídos antecipadamente
II – São classificadas como Reservas de Capital:
1. Ágio na Emissão de Ações
2. Produto da Alienação de Partes Beneficiárias
3. Produto da Alienação de Bônus de Subscrição
4. Prêmios na Emissão de Debêntures
5. Doações e Subvenções para Investimentos
6. Incentivos Fiscais
III – As Reservas de Capital somente podem ser utilizadas para:
1. Absorção dos prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e as reservas de lucros
2. Resgate, reembolso ou compra de ações
3. Resgate de partes beneficiárias
4. Incorporação ao Capital Social
5. Pagamento de dividendos a ações preferenciais, quando essa vantagem lhes for assegurada
IV – O Lucro Líquido do Exercício pode ter a seguinte destinação:
1. Capitalização de Lucros
2. Compensação de Prejuízos
3. Formação de Reservas de Lucros
4. Distribuição de Dividendos
5. Outras
V – As Reservas de Lucros são:
1. Reserva Legal
2. Reservas Estatutárias
3. Reservas para Contingências
4. Reserva de Lucros para Expansão ou Reservas de Planos para Investimentos
5. Reserva de Lucros a Realizar
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6. Reserva de Lucros para Dividendos Obrigatórios
VI – São tipos de Reservas Estatutárias:
1. Reserva para Aumento de Capital
2. Reserva para Resgate de Debêntures
3. Reserva para Resgate de Partes Beneficiárias
4. Reserva para Amortização de Ações
VII – Os Lucros a Realizar representam a soma dos seguintes itens:
1. O aumento do valor de investimentos em coligadas e controladas, avaliados pela equivalência
patrimonial
2. O lucro em vendas a longo prazo, cujo prazo de recebimento ocorrerá após o término do
exercício seguinte, como por exemplo, na venda de bens do ativo permanente.

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A seguir, modelo de balanço patrimonial:

BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO
CIRCULANTE CIRCULANTE
DISPONIBILIDADES OBRIGAÇÕES DE FUNCIONAMENTO
Caixa e Bancos Conta Corrente Fornecedores
Aplicações de Liquidez Imediata Obrigações Trabalhistas e Sociais
CRÉDITOS Obrigações Tributárias
Clientes Adiantamentos de Clientes
(-) Duplicatas Descontadas Dividendos a Pagar
(-) Provisão para Devedores Duvidosos OBRIGAÇÕES DE FINANCIAMENTOS
Adiantamentos a Fornecedores Empréstimos Bancários
Impostos a Compensar Títulos a Pagar
Investimentos Temporários EXIGÍVEL A LONGO PRAZO
ESTOQUES Empréstimos e Financiamentos
Estoque de Mercadorias para Revenda Retenções Contratuais
Estoque de Matéria-Prima Títulos a Pagar
DESPESAS ANTECIPADAS Provisão para Imposto Renda Diferido
Prêmios de Seguros a Apropriar RESULTADOS EXERCÍCIOS FUTUROS
OUTROS VALORES E BENS Receitas de Exercícios Futuros
Bens Não Destinados a Uso (-) Custos ou Despesas Correspondentes
REALIZÁVEL A LONGO PRAZO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
VALORES A RECEBER CAPITAL SOCIAL
Clientes Capital Subscrito
(-) Provisão para Devedores Duvidosos (-) Capital a Realizar
Empréstimos a Coligadas e Controladas RESERVAS DE CAPITAL
Empréstimos Compulsórios da Eletrobrás Reservas de Incentivos Fiscais
INVESTIMENTOS TEMPORÁRIOS Subvenções para Investimentos
Títulos e Valores Mobiliários Doações para Investimentos
Participações Não-Permanentes RESERVAS DE REAVALIAÇÕES
DESPESAS ANTECIPADAS Reavaliação de Ativos Próprios
Prêmios de Seguros a Apropriar Reavaliação de Ativos de Controladas
PERMANENTE RESERVAS DE LUCROS
INVESTIMENTOS Reserva Legal
Participações em Sociedades Controladas Reserva Estatutária
Obras de Arte Reserva para Contingências
Imóvel Não de Uso - de Renda Reserva de Lucros a Realizar
(-) Depreciações Acumuladas LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS
IMOBILIZADO Lucros Acumulados
Terrenos (-) Prejuízos Acumulados
Máquinas, Aparelhos e Equipamentos
Móveis e Utensílios
Veículos
Marcas, Direitos e Patentes Industriais
(-) Depreciações Acumuladas
(-) Amortizações Acumuladas
Obras em Andamento
DIFERIDO
Pesquisas e Desenvolvimento de Produtos
Gastos de Reorganização
(-) Amortizações Acumuladas

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RESUMO DA ESTRUTURA PATRIMONIAL
BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO
1. CIRCULANTE 1. CIRCULANTE
• Neste grupo são classificados os bens e direitos com previsão ou expectativa • Neste grupo são classificadas as obrigações com vencimento ou previsão de
de realização até o final do exercício social seguinte ao do encerramento do exigibilidade para até o final do exercício social seguinte ao do encerramento do
balanço, devendo ser, segundo a Lei nº 6.404/76, dividido nos seguintes balanço, devendo ser, embora sem uma definição legal, dividido nos seguintes
subgrupos: subgrupos:
− Disponibilidades − Obrigações de Funcionamento
− Realizável a Curto Prazo − Obrigações de Financiamentos
− Despesas do Exercício Seguinte − Outras Obrigações e Provisões
• Segundo a NBC-T-3 do CFC, é dividido nos seguintes subgrupos: 2. EXIGÍVEL A LONGO PRAZO
− Disponível • Neste grupo são classificadas as obrigações com vencimento para após o final do
− Créditos exercício social seguinte ao do balanço, sendo, embora sem definição legal,
− Estoques dividido nos seguintes subgrupos:
− Despesas Antecipadas − Obrigações de Funcionamento
− Outros Valores e Bens − Obrigações de Financiamentos
2. REALIZÁVEL A LONGO PRAZO − Outras Obrigações e Provisões
• Neste grupo são classificados os bens e direitos com previsão ou expectativa 3. RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS
de realização após o final do exercício social seguinte ao do encerramento do • Neste grupo são classificadas as receitas já recebidas que efetivamente devem ser
balanço. reconhecidas em resultados nos exercícios futuros, deduzidas dos custos ou
• Embora sem uma definição legal sobre divisão, este grupo pode ser dividido despesas correspondentes, devendo ser, embora sem uma definição legal, dividido
nos mesmos subgrupos do Ativo Circulante, exceto o Disponível. nos seguintes subgrupos:
3. PERMANENTE − Receitas Recebidas Antecipadamente
• Neste grupo são classificados os bens de permanência duradoura, destinados − Custos ou Despesas Correspondentes
ao funcionamento normal da empresa, assim como os direitos exercidos com 4. PATRIMÔNIO LÍQUIDO
essa finalidade, devendo ser, segundo a Lei nº 6.404/76, dividido nos seguintes • Neste grupo são classificados os investimentos e demais recursos dos
subgrupos: proprietários no patrimônio da empresa, devendo ser, segundo a Lei nº 6.404/76,
− Investimentos dividido nos seguintes subgrupos:
− Imobilizado − Capital Social
− Diferido − Reservas de Capital
− Reservas de Reavaliação
− Reservas de Lucros
− Lucros ou Prejuízos Acumulados

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1.2. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
A presente peça expositiva demonstra a dinâmica patrimonial, cuja elaboração se dá com a
finalidade de evidenciar os vários elementos que formam o resultado econômico da entidade, representados
pelas receitas e pelos rendimentos auferidos no período, independentemente de sua realização em moeda, e
pelos custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos e que mantenham correspondência com
aquelas receitas e rendimentos.
Portanto, a Demonstração do Resultado do Exercício é um resumo ordenado das receitas obtidas
e das despesas incorridas pela empresa durante o exercício social, dispostas graficamente de forma vertical e
dedutiva, isto é, das receitas subtraem-se as despesas com vistas a apurar o resultado econômico do período,
que pode ser lucro ou prejuízo.
Por força do art. 187 da Lei nº 6.404/76, na DRE devem ser evidenciadas, de forma ordenada e
resumida, as operações realizadas durante o exercício social de modo a destacar o resultado líquido do período.
Para tanto, as receitas e despesas serão discriminadas obedecendo os seguintes grupos de contas:
 Receita Bruta de Vendas e Serviços
 Deduções da Receita Bruta
 Receita Liquida de Vendas e Serviços
 Custo das Vendas e Serviços
 Resultado (Lucro ou Prejuízo) Bruto
 Despesas Operacionais
 Resultado (Lucro ou Prejuízo) Operacional Líquido
 Resultados Não Operacionais
 Resultado (Lucro ou Prejuízo) antes dos Tributos
 Provisões para Tributos
 Resultado antes das Participações e Contribuições
 Participações e Contribuições
 Resultado (Lucro ou Prejuízo) Liquido do Exercício
 Lucro ou Prejuízo por Ação

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A seguir, modelo de demonstração do resultado do exercício:

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO


RECEITA BRUTA DE VENDAS E SERVIÇOS
Vendas de Produtos
Vendas de Mercadorias
Serviços Prestados
DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA
Impostos Incidentes sobre Vendas
Impostos Incidentes sobre Serviços
Vendas Canceladas
Abatimentos sobre Vendas
RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS E SERVIÇOS
CUSTOS DAS VENDAS E SERVIÇOS
Custo dos Produtos Vendidos
Custo das Mercadorias Vendidas
Custo dos Serviços Prestados
RESULTADO (LUCRO/PREJUÍZO) BRUTO
DESPESAS OPERACIONAIS
Despesas com Vendas
Despesas Administrativas e Gerais
Despesas Tributárias
Despesas Financeiras
(-) Receitas Financeiras
OUTRAS RECEITAS E DESPESAS OPERACIONAIS
Prejuízos em Participações Societárias (Equivalência Patrimonial)
Lucros em Participações Societárias (Equivalência Patrimonial)
Dividendos e Rendimentos de Outros Investimentos
RESULTADO (LUCRO/PREJUÍZO) OPERACIONAL LÍQUIDO
RESULTADO NÃO OPERACIONAL
Ganhos e Perdas de Capital nos Investimentos
Ganhos e Perdas de Capital no Imobilizado
RESULTADO (LUCRO/PREJUÍZO) ANTES DOS IMPOSTOS
Provisão para Imposto de Renda
Contribuição Social sobre Lucro
RESULTADO (LUCRO/PREJUÍZO) ANTES DAS PARTICIPAÇÕES E
CONTRIBUIÇÕES
Debêntures
Empregados
Administradores
Partes Beneficiárias
Fundos de Assistência a Empregados
RESULTADO (LUCRO/PREJUÍZO) LÍQUIDO DO EXERCÍCIO
LUCRO LÍQUIDO POR AÇÃO

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QUADRO–RESUMO ILUSTRATIVO DA APURAÇÃO DO LUCRO
(deduções, participações e destinações do resultado do exercício)
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO CÁLCULOS EXTRACONTÁBEIS
1. RECEITA OPERACIONAL BRUTA Deduções
 Vendas de Mercadorias 3.050.000 Provisão para Contribuição Social
2. DEDUÇÕES E ABATIMENTOS 1. Ajustes do Resultado do Exercício:
 Vendas Anuladas 50.000 Resultado do Exercício antes do IR 532.500
 Descontos Incondicionais Concedidos - a) Exclusões:
 ICMS sobre Vendas 540.000  Resultado positivo da avaliação de
 PIS sobre Faturamento 19.500 investimentos pelo valor do PL 90.000
 COFINS 60.000 (669.500)  Dividendos 40.230
3. RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA (1-2) 2.380.500 b) Adições (não ocorrem)
4. CUSTOS OPERACIONAIS = Base de Cálculo da Provisão 402.270
 Custo das Mercadorias Vendidas (1.000.000) 2. Cálculo da Provisão:
5. LUCRO OPERACIONAL BRUTO (3-4) 1.380.500 CS = 402.270 x 10 / 100 = 40.227
6. DESPESAS OPERACIONAIS
 Despesas com Vendas 321.000 Provisão para Imposto de Renda – LALUR
 Despesas Financeiras 19.000 1. Ajustes do Resultado do Exercício:
 (-) Receitas Financeiras (80.000) Resultado do Exercício antes do IR 532.500
 Despesas Administrativas 701.000 a) Adições:
 Outras Despesas Operacionais 20.000 (981.000)  Excesso de retiradas 9.773
7. OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS 34.000  Multas Fiscais 10.000
8. LUCRO (PREJUÍZO) OPERACIONAL (5-6+7) 433.500 b) Exclusões:
9. RECEITAS NÃO OPERACIONAIS 125.000  Receitas de participações societárias 90.000
10. DESPESAS NÃO OPERACIONAIS (26.000) c) Compensações:
11. RESULTADO DO EXERCÍCIO ANTES DA PROVISÃO  Prejuízos Acumulados (Fiscal) 150.000
PARA O IMPOSTO DE RENDA (8+9-10) 532.500 = Lucro Real 312.273
12. PROVISÃO PARA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (40.227) 2. Cálculo do valor da Provisão:
13. PROVISÃO PARA IMPOSTO DE RENDA (78.068) IR = Lucro Real x 25 / 100 = 312.272 x 25 / 100 = 78.068
14. RESULTADO DO EXERCÍCIO APÓS O IMPOSTO
DE RENDA (11-12-13) 414.205 Participações
15. PARTICIPAÇÕES  Resultado do Exercício após o IR 414.205
 Debêntures 41.420  (-) Prejuízos Acumulados (Contábil) -
 Empregados 37.278  = Base de Cálculo para Debêntures 414.205
 Administradores 33.550  (-) Participações de Debêntures (10%) 41.420
 Partes Beneficiárias 30.195  = Base de Cálculo p/ Participações de Empregados 372.785
 Contribuições p/ Instituições ou  (-) Participações de Empregados (10%) 37.278
Fundos de Assistência ou  = Base de Cálculo Participações de Administradores 335.507
Previdência de Empregados 27.176 (169.619)  (-) Participações de Administradores (10%) 33.550
16. LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO (14-15) 244.586  = Base de Cálculo das Partes Beneficiárias 301.957
17. LUCRO LÍQUIDO POR AÇÃO DO CAPITAL 0,53170  (-) Participações das Partes Beneficiárias (10%) 30.195
 = Base de Cálculo para Contribuições 271.762
DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS  (-) Contribuições de Empregados (10%) 27.176
1. SALDO NO INÍCIO DO PERÍODO 120.000  = Lucro Líquido do Exercício 244.586
2. (+ ou -) AJUSTES DE EXERCÍCIOS ANTERIORES -
3. SALDO AJUSTADO 120.000 Destinações
4. (+ ou -) LUCRO OU PREJUÍZO DO EXERCÍCIO 244.586 Base de Cálculo
5. (+) REVERSÃO DE RESERVAS -  Lucro Líquido do Exercício 244.586
6. SALDO À DISPOSIÇÃO 364.586  Reserva Legal (5%) 12.229
7. DESTINAÇÃO DO EXERCÍCIO  Reservas Estatutárias 9.783
 Reserva Legal 12.229  Dividendos a Pagar 73.375 95.387
 Reservas Estatutárias 9.783
 Reservas para Contingências -
 Outras Reservas -
 Dividendos Obrigatórios (R$ 0,15951 p/ ação) 73.375
8. SALDO NO FIM DO EXERCÍCIO 269.199

DISPOSITIVOS LEGAIS
 Provisão para Contribuição Social: Lei nº 7.689, de 15/12/88.
 Provisão para Imposto de Renda: art. 6º do Decreto-Lei nº 1.598, de
26/12/77 e RIR.
 Participações: art. 190 da Lei nº 6.404, de 15/12/76. NOTA: quadro extraído do livro Contabilidade Geral Fácil, de Osni Moura
 Reserva Legal: art. 193 da Lei nº 6.404, de 15/12/76. Ribeiro, Editora Saraiva, 1ª edição – 1997.
 Reservas Estatutárias: art. 194 da Lei nº 6.404, de 15/12/76, que faculta ao
estatuto fixar critérios para determinar a base de cálculo. No nosso exemplo,
utilizamos o próprio Lucro Líquido do Exercício.
 Dividendos: art. 202 da Lei nº 6.404/76, que também faculta ao estatuto fixar
critérios para determinar a sua base de cálculo. No nosso exemplo,
utilizamos o próprio Lucro Líquido do Exercício.

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1.3. DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS


Esta demonstração contábil evidencia de forma precisa o lucro líquido obtido em determinado
exercício social, a destinação ou distribuição dada a este. Enfim, demonstra toda a movimentação registrada na
conta Lucros ou Prejuízos Acumulados, constituindo-se num instrumento de integração entre o balanço
patrimonial e a demonstração do resultado.
Assim, ela permite a evidenciação dos dividendos distribuídos e das deduções para formação de
reservas patrimoniais ou sua reversão, entre outras movimentações passíveis de ocorrer com os lucros obtidos
pela empresa.
Conforme disposição da Lei nº 6.404/76, a demonstração das movimentações ocorridas na conta
Lucros ou Prejuízos Acumulados da empresa deve ser apresentada da seguinte forma:
 Saldo no Início do Exercício
 Ajustes de Exercícios Anteriores
 Parcela de Lucros Incorporada ao Capital
 Reversões de Reservas
 Lucro (Prejuízo) do Exercício
 Destinação do Lucro
 Saldo No Final do Exercício
A seguir, modelo da demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados:

DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS


SALDO NO INÍCIO DO EXERCÍCIO
AJUSTES DE EXERCÍCIOS ANTERIORES
Efeitos da Mudança de Critério Contábil
Retificação de Erros de Exercícios Anteriores
PARCELA DE LUCROS INCORPORADA AO CAPITAL
REVERSÕES DE RESERVAS
De Contingências
De Lucros a Realizar
LUCRO (PREJUÍZO) DO EXERCÍCIO
DESTINAÇÃO DO LUCRO
Constituição de Reservas
Reserva Legal
Reserva de Contingências
Reservas Estatutárias
Reserva para aumento de capital
Reserva para resgate de debêntures
Reserva para resgate de partes beneficiárias
Reserva para amortização de ações
Reservas para Expansão ou Planos para Investimentos
Reserva de Lucros a Realizar
Reserva para Dividendos Obrigatórios
Dividendos a Distribuir (R$ p/ação)
SALDO NO FINAL DO EXERCÍCIO

1.4. DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS


Esta demonstração visa apresentar as informações relativas às operações de financiamento e
investimento em determinado período, buscando, também, evidenciar as modificações na posição financeira da
empresa.
Como os fenômenos contábeis são capazes de provocar alterações de ordem qualitativa e
quantitativa em mais de um elemento do patrimônio ao mesmo tempo, ela se presta a indicar a movimentação

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dos elementos patrimoniais não circulantes com reflexos nos elementos circulantes, bem como demonstra a
variação ocorrida no valor do capital circulante da empresa.
A seguir, é apresentada a estrutura da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos:
 Origens de Recursos
 Aplicações de Recursos
 Aumento ou Redução do Capital Circulante Líquido
 Demonstração da Variação do Capital Circulante Líquido
A seguir, modelo de demonstração das origens e aplicações de recursos:

DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS(*)


ORIGENS DE RECURSOS
DAS OPERAÇÕES
Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício
Despesas Não Desembolsáveis
Depreciações
Amortizações
Exaustões
Provisões para Prováveis Perdas
Resultado da Equivalência Patrimonial
Variações nos Resultados de Exercícios Futuros
DOS PROPRIETÁRIOS
Realização de Capital Social
Contribuições para Reservas de Capital
DE TERCEIROS
Redução do Ativo Realizável a Longo Prazo
Aumento do Passivo Exigível a Longo Prazo
APLICAÇÕES DE RECURSOS
Aumento do Ativo Investimentos
Aquisição de Direitos do Ativo Imobilizado
Aumento do Ativo Diferido
Aumento do Ativo Realizável a Longo Prazo
Redução do Passivo Exigível a Longo Prazo
Dividendos Distribuídos
AUMENTO (REDUÇÃO) DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO
DEMONSTRAÇÃO DA VARIAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO
ATIVO CIRCULANTE
Início do Exercício (-) Final do Exercício (=) Variação
PASSIVO CIRCULANTE
Início do Exercício (-) Final do Exercício (=) Variação
AUMENTO (REDUÇÃO) DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO

1.5. NOTAS EXPLICATIVAS


As notas explicativas são informações complementares às demonstrações contábeis (contábeis),
representando parte integrante destas, necessárias para esclarecimento da situação patrimonial e dos
resultados do exercício, nos termos do § 4º do art. 176 da Lei nº 6.404/76.
Podem ser expressas tanto na forma descritiva como na de quadros analíticos, ou mesmo
englobando outras demonstrações que forem necessárias ao melhor e mais completo esclarecimento das
demonstrativos contábeis.
As notas explicativas podem ser usadas para descrever práticas contábeis utilizadas pela
empresa, para explicações adicionais sobre determinadas contas ou operações específicas e ainda para
composição de detalhes de certas contas.

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Outro aspecto a ser considerado é que a menção de um erro contábil numa Nota Explicativa
não justifica esse erro; é interessante sua menção para esclarecimento do leitor das demonstrações contábeis,
porém o erro persiste, apesar de mencionado em nota explicativa.
Consoante o § 5º do citado artigo, as notas explicativas que acompanham as demonstrações
contábeis, devem indicar o seguinte:
 Os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais, especialmente estoques, dos
cálculos de depreciação, amortização e exaustão, de constituição de provisões para encargos ou riscos, e dos
ajustes para atender a perdas prováveis na realização de elementos do ativo;
 Os investimentos em outras sociedades, quando relevantes;
 O aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas avaliações (reavaliações de
ativos);
 Os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo, as garantias prestadas a terceiros e
outras responsabilidades eventuais ou contingentes;
 A taxa de juros, as datas de vencimento e as garantias das obrigações a longo prazo;
 O número, espécies e classes das ações do capital social;
 As opções de compra de ações outorgadas e exercidas no exercício;
 Os ajustes de exercícios anteriores;
 Os eventos subseqüentes à data de encerramento do exercício que tenham, ou possam a vir
a ter, efeito relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros da companhia.
Como se verifica, a Lei das S.A estabelece nove casos expressos que devem ser mencionados
em notas explicativas, todavia, a menção dessas nove possibilidades de notas representa o elenco básico a ser
seguido pelas empresas, sendo que pode haver situações em que sejam necessárias outras notas explicativas
adicionais, além das previstas em lei.

2. DEMONSTRAÇÕES OBRIGATÓRIAS PARA DETERMINADAS EMPRESAS


Em função da natureza e características da entidade, bem como em decorrência de atos legais
oriundos de outros órgãos disciplinadores dos procedimentos contábeis, mais especificamente da Comissão de
Valores Mobiliários (CVM), as companhias de capital aberto (empresas que têm seus valores mobiliários
negociados em bolsas de valores ou em mercado de balcão) estão sujeitas a elaborarem e publicarem as
seguintes demonstrações contábeis:
 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, substitui a Demonstração dos Lucros
ou Prejuízos Acumulados e é exigida por força da Instrução CVM nº 59, de 22.12.1986 (DOU ;
 segundo a NBC T 3.5, baixada pelo Conselho Federal de Contabilidade através da
Resolução CFC 686/90 (com nova redação dada pela Resolução CFC 887/00), a DMPL
é aquela destinada a evidenciar as mudanças, em natureza e valor, havidas no
Patrimônio Líquido da entidade, num determinado período de tempo;
 esta demonstração evidencia a movimentação de todas as contas do grupo do
Patrimônio Líquido durante o exercício encerrado, ao contrário da Demonstração dos
Lucros ou Prejuízos Acumulados – DLPA que mostra a movimentação somente da conta
Lucros ou Prejuízos Acumulados.;
 dessa forma, ela é de grande utilidade em função de demonstrar de forma abrangente o
capital próprio da empresa no início e no fim do exercício social, constituindo-se em
importante elemento para elaboração da Demonstração das Origens de Aplicações de
Recursos e para avaliação dos investimentos permanentes (pela investidora) em
coligadas e controladas;
 a rigor, a elaboração desta demonstração obedece as mesmas técnicas adotadas na
DLPA, isto é, todas as movimentações ocorridas nas contas do Patrimônio Líquido são
demonstradas, partindo dos saldos do final do exercício anterior, registrando os
aumentos ou diminuições durante o período e chegando aos saldos atuais.
A seguir, um modelo de demonstração das mutações do patrimônio líquido:
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DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
RESERVAS DE
RESERVAS DE LUCROS LU-
CAPITAL CAPITAL
DESCRIÇÃO DOS CROS
REALI- Ágio Incen- Subven- Reserva Reservas Reserva Reserva Reserva ACUMU TOTAL
ELEMENTOS Emissão tivos ções p/ para Estatu- para Legal de Lucros
ZADO de Ações Fiscais Investi- Contin- tárias Expan-são a Realizar -LADOS
mentos gência
SALDOS EM ___/___/___
AJUSTES DE EXERCÍCIOS
ANTERIORES (NE. Nº)
Mudança de critérios
contábeis
Retificação de erros
AUMENTOS DE CAPITAL
Com lucros e reservas
Por subscrição realizada
REVERSÕES DE
RESERVAS
De Contingências
De Lucros a Realizar
LUCRO LÍQUIDO DO
EXERCÍCIO
DESTINAÇÃO DO LUCRO
Reservas
Dividendos ($ por ação)
SALDOS EM ___/___/___

 Demonstrações Contábeis Consolidadas, que, nos termos dos arts. 249 e 250 da Lei nº
6.404/76 e da Instrução CVM nº 247/96 (vigência: demonstrações relativas ao exercício social findo a partir de
01.12.96), devem ser elaboradas e divulgadas, juntamente com suas demonstrações contábeis, pela companhia
aberta que tiver mais de 30% do valor de seu patrimônio líquido representado por investimentos em sociedades
controladas e pela sociedade de comando de grupo de sociedades (holding) que inclua companhia aberta.
A seguir, modelos de balanço patrimonial e demonstração do resultado do exercício consolidados:

BALANÇO CONSOLIDADO
ELIMINAÇÕES E
DESCRIÇÃO DOS CONTROLADORA CONTROLADA SALDOS
AJUSTES
ELEMENTOS S/A S/A CONSOLIDADOS
DÉBITO CRÉDITO
ATIVO
Disponibilidades
Valores a Receber
Estoques
Investimentos
Imobilizado
Depreciação Acumulada
TOTAL
PASSIVO
Valores a Pagar
Participação Minoritária no Capital
Reservas de Capital
Reservas de Lucros e Lucros
Acumulados
TOTAL

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DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO CONSOLIDADA
DESCRIÇÃO DOS CONTROLA- CONTRO- ELIMINAÇÕES E SALDOS
ELEMENTOS DORA S/A LADA S/A AJUSTES CONSOLIDADOS
DÉBITO CRÉDITO
RECEITA BRUTA DE VENDAS
Custos das Vendas
LUCRO BRUTO
Despesas Operacionais
LUCRO OPERACIONAL
Impostos sobre o Lucro
LUCRO LÍQUIDO TOTAL DO GRUPO
Participação Minoritária nos Resultados
da Controlada S/A
LUCRO LÍQUIDO CONSOLIDADO

 Demonstração Contábil em Moeda de Capacidade Aquisitiva Constante (também


denominada de Demonstração Financeira com Correção Monetária Integral), recomendada para a companhia
aberta nos termos da Instrução CVM nº 191, de 15.07.1992 (DOU de 17.07.92). Já a Instrução CVM nº 248, de
29.03.1996, tornou facultativa, a partir de março de 1996, a elaboração e divulgação desta demonstração, em
função de que os arts. 4º e 5º da Lei nº 9.249/95 extinguiram a correção monetária, inclusive para fins
societários.
A seguir, modelos de balanço patrimonial e demonstração do resultado do exercício em moeda de
poder aquisitivo constante (correção monetária integral – CMI):

BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO
Correção Correção
Legislação Legislação
Elementos Monetária Elementos Monetária
Societária Societária
Integral Integral
CIRCULANTE CIRCULANTE
Disponibilidades Fornecedores
Aplicações Financeiras Empréstimos
Clientes Obrigações Tributárias
Estoques
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
PERMANENTE Capital
Imobilizado Reservas de Capital
Depreciação Acumulada Lucros Acumulados

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO


Correção Monetária
Elementos Legislação Societária
Integral
RECEITA BRUTA DE VENDAS E SERVIÇOS
Vendas de Mercadorias
Vendas de Serviços
RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS E SERVIÇOS
LUCRO BRUTO
Despesas Operacionais
Ganhos em Itens Monetários
Perdas em Itens Monetários
LUCRO OPERACIONAL LÍQUIDO
RESULTADO NÃO OPERACIONAL
RESULTADO ANTES DOS TRIBUTOS
LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO
NOTA: por força da Resolução CFC nº 900, de 22.03.2001, baixada pelo Conselho Federal de Contabilidade, é
considerada compulsória a aplicação do Princípio da Atualização Monetária, previsto no art. 8º da Resolução
CFC nº 750/93, quando a inflação acumulada no triênio for de 100% ou mais. A inflação acumulada será
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calculada com base no Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM), apurado mensalmente pela Fundação
Getúlio Vargas (FGV). A aplicação compulsória do Princípio da Atualização Monetária deverá ser amplamente
divulgada nas notas explicativas às demonstrações contábeis.

3. OUTRAS DEMONSTRAÇÕES DE CARÁTER GERENCIAL


Embora ainda não exigidas pela legislação societária, a Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) e
a Demonstração do Valor Adicionado (DVA), constituem-se em importantes instrumentos de controle gerencial
das mutações patrimoniais, permitindo ao administrador a identificação e acompanhamento de todos os fluxos
de entradas e saídas de caixa, bem como dos elementos que produzem a riqueza na empresa. Eis algumas
considerações sobre estas demonstrações:
 Demonstração do Fluxo de Caixa, apresenta a modificação no saldo de disponibilidades de
uma entidade durante determinado período, por meio dos fluxos de recebimentos e pagamentos financeiramente
concretizados, sendo esta última uma das particularidades da DFC, ou seja, sua elaboração pelo regime de
caixa, de forma contrária às demonstrações contábeis exigidas pela Lei 6.404-76, que são elaboradas pelo
regime de competência.
O fluxo de caixa é uma informação de relevância como complemento das Demonstrações
Contábeis.
A empresa pode ter lucros fantásticos e vendas ascendentes, mas, se não tiver um fluxo de caixa
adequado, corre o risco de não ter sua continuidade amparada.
O conceito de caixa a ser utilizado engloba o dinheiro em caixa e bancos, bem como os
equivalentes de caixa, assim considerados os investimentos altamente líquidos:
 que sejam, de imediato, conversíveis em caixa, conforme definição da empresa, e que
devem constar em nota explicativa (podendo incluir aplicações com vencimento de até
três meses); e
 que estejam tão próximos do vencimento que não exista risco de mudança de valor em
função de alteração na taxa de juros.
A DFC utiliza a classificação do fluxo de caixa em três grupos: atividades operacionais, atividades
de investimento e atividades de financiamento, da seguinte forma:
 atividades operacionais - este grupo inclui todas as transações ou outros eventos não
definidos como atividades de investimento ou financiamento. Atividades operacionais
geralmente envolvem a produção e venda de produtos, e a prestação de serviços.
Quando o avaliamos por diversos anos, o fluxo de caixa operacional indica, em extensão,
que atividades operacionais têm gerado mais caixa do que o que se têm usado.
 atividades de investimento - a aquisição de ativos não-circulantes, particularmente
bens imóveis, instalações fabris e equipamentos, usualmente representa a maior
destinação de dinheiro das empresas. A entidade, na sua continuidade operacional, é
forçada, em determinadas circunstâncias, a substituir ativos não-circulantes por outros
ativos semelhantes, e ativos adicionais, na intenção de incrementar os negócios e
desenvolver-se. Desse modo, a empresa obtém parte de sua necessidade de caixa para
adquirir ativos não-circulantes pela venda dos ativos que estão sendo substituídos. De
qualquer maneira, é certo que as entradas de caixa raramente cobrem a totalidade dos
custos das novas aquisições.
 atividades de financiamento - a empresa também consegue dinheiro por meio de
empréstimos a curto e longo prazo e de emissão de ações representativas do capital. Ela
utiliza o caixa para pagamento de dividendos aos acionistas, para amortizar os
empréstimos e resgate de ações próprias nas mãos do público.
As empresas podem escolher entre apresentar o fluxo de caixa pelo método indireto ou direto,
mas são incentivadas a usar o segundo:
 o método indireto é aquele no qual os recursos provenientes das atividades
operacionais são demonstrados com base no lucro líquido, ajustado pelos itens
considerados nas contas de resultado e que não afetam o caixa da empresa;
 o método direto é aquele no qual são demonstrados os recebimentos e pagamentos
provenientes das atividades operacionais da empresa, em vez do lucro líquido ajustado.

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A seguir, os modelos da DFC:
FLUXO DE CAIXA – MÉTODO DIRETO FLUXO DE CAIXA - MÉTODO INDIRETO
Entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa Entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa
Fluxo de caixa das atividades operacionais: Fluxo de caixa das atividades operacionais:
Venda de mercadoria e serviços (+) Lucro líquido (+)
Pagamento de fornecedores (-) Depreciação e amortização (+)
Salários e encargos sociais dos empregados (-) Provisão para devedores duvidosos (+)
Dividendos recebidos (+) Aumento/diminuição em fornecedores (+/-)
Impostos e outras despesas legais (-) Aumento/diminuição em contas a pagar (+/-)
Recebimento de seguros (+) Aumento/diminuição em contas a receber (-/+)
Caixa líquido das atividades operacionais (+/-) Aumento/diminuição em estoques (-/+)
Caixa líquido das atividades operacionais (+/-)
Fluxo de caixa das atividades de investimento:
Fluxo de caixa das atividades de investimento:
Venda de imobilizado (+) Venda de imobilizado (+)
Aquisição de imobilizado (-) Aquisição de imobilizado (-)
Aquisição de outras empresas (-) Aquisição de outras empresas (-)
Caixa líquido das atividades de investimento (+/-) Caixa líquido das atividades de investimento (+/-)
Fluxo de caixa das atividades de financiamento:
Fluxo de caixa das atividades de financiamento:
Empréstimos líquidos tomados (+) Empréstimos líquidos tomados (+)
Pagamento de leasing (-) Pagamento de leasing (-)
Emissão de ações (+) Emissão de ações (+)
Caixa líquido das atividades de financiamento (+/- Caixa líquido das atividades de financiamento
) (+/-)
Aumento/diminuição líquido de caixa e equivalentes de
Aumento/diminuição líquido de caixa e equivalentes de
caixa
caixa
Caixa e equivalentes de caixa – início do ano
Caixa e equivalentes de caixa - início do ano
Caixa e equivalentes de caixa – final do ano
Caixa e equivalentes de caixa - final do ano

NOTA: texto extraído do material publicado na Revista Brasileira de Contabilidade, ano XXVI, nº 105, de julho de 1997, elaborado por Egberto Lucena
Teles, contador, mestrando em contabilidade e controladoria pela FEA/USP.

 Demonstração do Valor Adicionado (DVA), que evidencia o valor das riquezas criadas pela
sociedade, bem como sua efetiva distribuição, constituindo-se em ferramenta importante para os vários grupos
de usuários da informação contábil (internos e externos), que não pode ser obtida com clareza nas
demonstrações tradicionais, razão pela qual a DVA está ganhando cada vez mais adeptos em vários países.
Portanto, a DVA apresenta o valor adicionado ou valor agregado, que significa a riqueza criada por uma entidade
num determinado período de tempo, que via de regra é de um ano. A exemplo do PIB de cada país, a soma das
importâncias agregadas representa, na verdade, a soma das riquezas criadas pela empresa.
Fatores que evidenciam a importância da elaboração da DVA:
 algumas nações exigem que as empresas internacionais que desejem se instalar no país
demonstrem qual o valor adicionado que pretendem gerar, pois para esses países pode
não ser interessante a empresa produzir muito importando muito, sendo que o
fundamental é medir a nova riqueza produzida, ou seja, o valor adicionado ao país, bem
como a forma de distribuição dessa riqueza;
 alguns estados e municípios, antes da concessão de incentivos fiscais, analisam o
projeto de instalação da empresa, incluindo nessa análise o montante do possível valor a
ser adicionado e sua efetiva distribuição, na forma de pagamento de mão-de-obra,
serviços de terceiros, impostos, juros e lucros. O montante a ser agregado e a forma de
sua distribuição podem, na maioria das vezes, se constituírem no principal elemento de
decisão para conceder ou não os incentivos fiscais, vez que a obtenção e distribuição do
valor adicionado representa o valor da efetiva riqueza produzida e distribuída pela
empresa, provocando, assim, crescimento econômico efetivo na área municipal ou
estadual;

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 assim, a DVA deve indicar de forma clara e precisa a parte da riqueza que pertence
aos sócios ou acionistas, a que pertence aos demais capitalistas que financiam a
empresa (capital de terceiros), a que pertence aos empregados e finalmente a parte que
fica com o governo;
 na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) a parte de terceiros, formada pelos
capitalistas, empregados e governo, é considerada como despesa ou custo, pois do
ponto de vista dos proprietários, esses valores distribuídos representam redução do lucro
e, de conseqüência, redução da parcela que cabe a cada dono da empresa;
 dessa forma, a DRE e a DVA apresentam enfoques bem diferentes e objetivam fornecer
informações sob distintos pontos de vista, o que as torna complementares e
imprescindíveis, pois a elaboração e divulgação de ambas atende de forma eficaz a
necessidade que os usuários possuem de informações adicionais em relação às
demonstrações contábeis obrigatórias.
Como se pode perceber, a DVA tem como objetivo principal fornecer uma visão bem abrangente
sobre a real capacidade de uma sociedade produzir riqueza, isto é, agregando valor ao seu patrimônio, e sobre a
forma de como distribui essa riqueza entre os diversos fatores da produção (trabalho, capital próprio ou de
terceiros, governo). No Brasil, embora seja incipiente a sua utilização e divulgação, pois ainda não é obrigatória
pela legislação societária, a DVA costuma ser inserida por algumas empresas como informação adicional nos
Relatórios da Administração ou como Nota Explicativa às demonstrações contábeis.
São fatores que demonstram a necessidade de elaboração da DVA:
 a DRE identifica apenas a parcela da riqueza criada que de fato permanece na empresa
na forma de lucro, não identificando as demais gerações de riquezas, os chamados
valores agregados;
 as outras demonstrações legais também não são capazes de indicar:
• quanto de valor - riqueza - a empresa está agregando às mercadorias ou insumos adquiridos;
• quanto e de que forma foram distribuídos os valores adicionados, isto é, não identifica de que
forma as riquezas produzidas pela empresa foram distribuídas.
A seguir são identificados os elementos que compõem a DVA:
 valor adicionado, que é calculado pela diferença entre o valor das vendas brutas,
deduzido do valor das vendas canceladas e dos descontos incondicionais concedidos, e
o total dos insumos adquiridos de terceiros, como o custo das mercadorias vendidos,
matéria-prima e demais insumos de produção, serviços adquiridos de terceiros, etc.
 distribuição do valor adicionado, cuja soma deve ser igual à soma do valor adicionado,
considera os seguintes valores:
• mão-de-obra de terceiros;
• encargos sociais;
• impostos e contribuições;
• juros, aluguéis e outras remunerações de terceiros;
• lucro líquido, inclusive a parcela não distribuída;
NOTA: quanto aos valores relativos à depreciação, amortização e exaustão, vários países e autores consideram-nos
como valores adicionados retidos, sendo que neste trabalho essas parcelas aparecem como redutoras do
Valor Adicionado Bruto, formando o Valor Adicionado Líquido.
 lucro líquido, é a parcela do valor adicionado que pertence aos proprietários, englobando
na verdade os lucros totais (distribuídos e retidos). Os lucros retidos devem aparecer na
DVA dentro do subgrupo acionistas ou sócios, para indicar qual o montante da parcela
que compõe o valor adicionado que efetivamente pertence aos donos;
 resultados de participações societárias, onde são identificados os rendimentos de
participações societárias avaliadas pela equivalência patrimonial ou pelo custo de
aquisição (ganhos na equivalência patrimonial ou receita de dividendos), os quais não
representam geração de valor adicionado, devendo ser considerados como
transferências de riquezas geradas pela sociedade investida;
 receitas financeiras, que também não representam criação de riqueza pela empresa, mas
sim resultam da aplicação do capital em negócios de terceiros, os quais produziram
riqueza e transferiram uma parcela da mesma para a empresa, a títulos de juros. Tais
receitas devem ser somadas ao valor adicionado pela empresa, formando um montante
denominado de valor adicionado à disposição da entidade.
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A seguir, uma representação gráfica da DFC:
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO
I - Geração do Valor Adicionado - Elementos:
Receitas Operacionais e Não Operacionais
(-) Custos das Mercadorias, Produtos e Serviços Vendidos
(-) Serviços adquiridos de terceiros
(-) Materiais e insumos, energia, comunicação, propaganda, etc.
(-) Outros valores
(=) Valor Adicionado Bruto
(-) Despesas de Depreciação, amortização e exaustão
(=) Valor Adicionado Líquido
(+) Valores remunerados por terceiros (juros, aluguéis e outros)
(=) Valor Adicionado à Disposição da Empresa
II - Distribuição do Valor Adicionado
Remuneração do trabalho
Remuneração do governo (impostos e contribuições)
Remuneração do capital de terceiros (juros, aluguéis, etc)
Remuneração do capital próprio (dividendos e lucros retidos)
Outros
(=) Total do valor distribuído (igual ao total gerado)

NOTA: este texto sobre a Demonstração do Valor Adicionado (DVA) foi extraído do livro Contabilidade Avançada e Análise das Demonstrações
Financeiras, dos professores Silvério das Neves e Paulo E. V. Viceconti, publicado pela Editora Frase, 7ª Edição, fev/1998.

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4. OUTRAS CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES SOBRES AS DEMONSTRAÇÕES
CONTÁBEIS

A seguir são relacionadas diversas considerações relevantes acerca do estudo das


demonstrações contábeis (contábeis), cujos conteúdos foram extraídos da legislação ordinária e das demais
normas regulamentadoras da ciência contábil no Brasil:

“Também integram o Ativo Imobilizado os recursos aplicados ou já destinados a bens


daquela natureza, mesmo que ainda não estejam em operação, mas que se destinem a
tal finalidade, tais como construção e importações em andamento”.

Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido”.


componentes da Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados ou
Demonstração do Resultado do Exercício. Esses valores são
“Distribuição de lucros e compensação de prejuízos não transitam pela
a formação do resultado do exercício, mediante confronto das
“A Demonstração do Resultado do Exercício destina-se a evidenciar

receitas, custos e despesas incorridas no exercício”.

“Na Demonstração do Resultado do Exercício não transitam despesas e receitas de


exercícios anteriores. Esses valores se integram ao patrimônio da empresa através da
Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados ou Demonstração das Mutações do
Patrimônio Líquido”.

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“Somente a escrituração contábil regular dá o necessário respaldo para o Balanço


Patrimonial e demais demonstrações contábeis, que se constituem, de forma sintética,
no resumo das operações da empresa em determinado momento”.

pois são contas retificadoras deste.”.


natureza devedora, mas devem ser classificadas no Patrimônio Líquido,
“Capital a Integralizar” e “Prejuízos Acumulados” são contas de
“Os termos utilizados nos registros e nas demonstrações contábeis
subseqüentes devem expressar, tanto quanto possível, o verdadeiro
significado das transações ocorridas, preservando-se expressões do
idioma nacional”.

“Capital a Integralizar e Prejuízos Acumulados são contas de natureza devedora, mas


devem ser classificadas no Patrimônio Líquido, pois são contas retificadoras deste”.

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“Duplicatas Descontadas, Provisões para Créditos de Liquidação Duvidosa e


Depreciações Acumuladas são contas de natureza credora, mas devem ser
classificadas no Ativo, pois são contas retificadoras deste.”

“Ocorrendo a “Nas demonstrações,


elaboração de as contas
demonstrações
semelhantes poderão
contábeis sem
respaldo em ser agrupadas; os
escrituração contábil pequenos saldos
regular, poderá o poderão agregados,
Conselho Regional de
desde que se indique
Contabilidade
instaurar processo sua natureza e não
administrativo contra ultrapassem a um
o responsável técnico, décimo do valor do
estando previstas
respectivo grupo de
penas de multa e de
suspensão do contas; mas é vedada
exercício profissional a utilização de
ou processo por designações
infração ao Código de
genéricas, como
Ética Profissional do
Contabilista, que Diversas Contas ou
estabelece penas de Contas Correntes”.
advertência, censura
reservada e censura
pública”.

“A conta Banco Conta-Corrente com saldo credor representa


obrigação para a empresa, portanto deve ser classificada no Passivo
Circulante”.

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5. CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES SOBRE AS SOCIEDADES POR AÇÕES

Em função de suas especificidades, a seguir são apresentadas outras considerações relevantes


acerca das demonstrações contábeis das sociedades por ações, cujos conteúdos foram extraídos da legislação
ordinária e da literatura contábil mencionada na Bibliografia:

TIPOS DE SOCIEDADES POR AÇÕES (LEI Nº 6.404/76)


 Também denominada de “companhia”.
 Tem o seu capital dividido em ações e a responsabilidade dos sócios
acionistas é limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou
adquiridas (art. 1º da Lei nº 6.404/76).
 Os acionistas têm interesse em adquirir suas ações para obter as seguintes
vantagens: dividendos, bonificação, valorização e direito de subscrição.
1. Sociedade Anônima
 Seus órgãos representativos são: assembléia geral (representativo dos
acionistas – poder legislativo), conselho de administração (deliberativo),
diretoria (executivo) e conselho fiscal (fiscalizador).
 As principais formas de concentração são: fusão, incorporação, consórcios,
controladas e coligadas e grupo de sociedades.
 A forma de transformação é a cisão.
 Regulada pelos arts. 280 a 284 da Lei nº 6.404/76.
 Tem o capital dividido em ações e rege-se pelas normas relativas às
companhias ou sociedades anônimas.
2. Sociedade Comandita
por Ações  A sociedade pode comerciar sob firma ou razão social, da qual só faz parte
os nomes dos sócios diretores ou gerentes.
 São, ilimitada e solidariamente, responsáveis pelas obrigações sociais, os
que, por seus nomes, figurarem na firma ou razão social.
Fonte: ESTRUTURA E ANÁLISE DE BALANÇOS – UM ENFOQUE ECONÔMICO-FINANCEIRO, ALEXANDRE ASSAF NETO, Atlas, 2000. São Paulo.

TIPOS DE SOCIEDADES ANÔNIMAS


 É aquela cujos valores mobiliários de sua emissão não são colocados em
negociação nas bolsas de valores.
 Os recursos de capital próprio necessários não são captados publicamente
1. Companhia Fechada no mercado, provendo basicamente da poupança dos próprios acionistas.
 Em função dessa característica, a companhia fechada tem um número
limitado de sócios.
 É o tipo mais tradicional de sociedade anônima.
 É aquela cujos valores mobiliários de sua emissão são admitidos à
negociação em bolsas de valores ou mercado de balcão.
 Somente os valores mobiliários de emissão de companhia registrada na
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) podem ser negociados no mercado
de valores mobiliários.
 Possui um número ilimitado de sócios e apresenta melhores condições para
uma fácil negociação de suas ações, que constituem-se em excelente
2. Companhia Aberta alternativa de investimento, atraindo diferentes investidores e recursos para
o mercado de capitais.
 Esse tipo de sociedade atua como captadora das poupanças dispersas da
população, canalizando-as para as atividades produtivas da economia e
permitindo que os pequenos poupadores tornem sócios dos grandes
empreendimentos.
 A abertura de capital promove maior segurança financeira aos negócios e
permite mais rapidamente a solução de eventuais questões de arranjos
societários.
Fonte: ESTRUTURA E ANÁLISE DE BALANÇOS – UM ENFOQUE ECONÔMICO-FINANCEIRO, DE ALEXANDRE ASSAF NETO, ED. ATLAS, 2000.
SÃO PAULO.

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TIPOS DE VALORES MOBILIÁRIOS DAS SOCIEDADES ANÔNIMAS
 Fração negociável em que se divide o capital social, representativa dos
direitos e obrigações do acionista. É a menor fração em que se divide o
capital.
 São emitidas no caso de aumento de capital por preço não inferior ao de
patrimônio líquido, nem inferior ao valor nominal, quando a ação possuir
1. Ações valor nominal.
 O preço de emissão da ação que ultrapassar o valor nominal será registrado
como reserva de capital.
 Quando a ação não tiver valor nominal, seu preço de emissão será fixado
pelo órgão competente, que pode destinar parte do preço à formação de
reserva de capital.
 Representam um direito de natureza patrimonial, estranho ao capital social
concedido a fundadores, acionistas ou terceiros, com as características de
um título que dá ao seu possuidor um crédito de participação nos lucros da
empresa.
2. Partes Beneficiárias
 Mesmo quando alienadas, poderão ser convertidas em ações, porém o
capital não pode ser aumentado com o produto de sua alienação e sim
mediante a capitalização de uma reserva que deve ser criada para essa
finalidade, “reserva de conversão de partes beneficiárias”.
 São títulos negociáveis, emitidos por companhia de capital autorizado, que
confere a seus titulares o direito de subscrever ações da companhia
emitente, cujo direito não exime o seu titular de pagar o preço de emissão
3. Bônus de Subscrição
das ações.
 O valor da alienação de bônus de subscrição, por equivaler a um ágio na
emissão de ações, deve ser registrado como reserva de capital.
 São títulos negociáveis, estranhos ao capital social, que conferem direito e
crédito certo contra a companhia, podendo, inclusive, incluir em seu escopo
pagamento de juros, variação monetária e, até mesmo, participação nos
lucros.
4. Debêntures
 O prêmio recebido na emissão de debêntures é destinado à reserva de
capital, o qual não se confunde com o preço de emissão de debênture, que
corresponde ao valor do direito de crédito conferido ao seu titular (uma
exigibilidade para a companhia emissora).
Fonte: CONTABILIDADE SOCIETÁRIA, JOSÉ LUIZ DOS SANTOS E PAULO SCHMIDT, ATLAS, 2002, SÃO PAULO.

OUTRAS CONSIDERAÇÕES SOBRE AS SOCIEDADES ANÔNIMAS


 São aquelas em que a quantia é expressa em dinheiro, determinada pelo
estatuto, e que corresponde ao preço mínimo que o subscritor pagará pela
1. Ações com valor nominal
ação.
 A importância paga vai, obrigatoriamente, para conta de capital social.
 São aquelas que não expressam o valor em dinheiro que representam,
embora tenham um valor aferível, nelas não se menciona qualquer valor
em moeda corrente.
2. Ações sem valor nominal
 A participação dos sócios passa a ser medida em razão do número de
ações de que são titulares, em proporção com o número total das ações
emitidas pela companhia.
3. Preço de emissão da ação  Corresponde ao preço a ser pago pelos subscritores.
 Em função da natureza dos direitos ou vantagens que conferem a seus
titulares, as ações são classificadas nas seguintes espécies:
4. Espécies de ações − ordinárias.
− preferenciais.
− de fruição.
5. Ações ordinárias
 Pela legislação atual, são aquelas cuja criação é obrigatória em todas as
companhias.
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 Conferem ao seu titular o direito de voto pleno ou restrito.
 Atualmente, comungam dos mesmos direitos inerentes às ações
preferenciais.
 São aquelas para as quais o estatuto outorga determinados privilégios
patrimoniais em relação às ações ordinárias, podendo, em contrapartida,
deixar de conferir-lhes o direito de voto, ou restringi-lo.
6. Ações preferenciais  As preferências ou vantagens das ações preferenciais podem consistir:
− em prioridade na distribuição de dividendo, fixo ou mínimo.
− em prioridade no reembolso de capital.
− na acumulação das preferências e vantagens enumeradas.
 São aquelas emitidas em substituição das ações de outras espécies,
7. Ações de fruição resultantes das operações de amortização de ações ordinárias ou
preferenciais.
8. Ações em circulação
 São todas as ações da companhia, exceto as ações a integralizar e as
ações em tesouraria.
 Consiste na distribuição aos acionistas, a título de antecipação e sem
9. Amortização de ações redução de capital social, de quantias que lhes poderiam tocar em caso
de liquidação da companhia.
 É a operação pela qual, nos casos previstos em lei, a companhia paga
10. Reembolso de ações aos acionistas dissidentes de deliberação da assembléia geral o valor de
suas ações.
11. Resgate de ações
 Consiste no pagamento do valor das ações para retirá-las definitivamente
de circulação, com redução ou não do capital social.
 Esta conta representa as ações da companhia que foram adquiridas pela
própria sociedade nas operações permitidas pelo art. 30 da Lei nº
6.404/76.
 Devem ser contabilizadas a preço de custo de compra.
12. Ações em tesouraria  As ações em tesouraria devem ser apresentadas no balanço patrimonial
como dedução da conta do patrimônio líquido que registrar a origem dos
recursos aplicados em sua aquisição (art. 182, § 5º, da Lei nº 6.404/76).
 Nas sociedades limitadas são denominadas de “quotas liberadas”, sendo,
igualmente, classificadas como conta retificadora do patrimônio líquido.
 Pela legislação atual, dividendo é o montante do lucro que se divide pelo
número de ações, se constituindo na parcela de lucro relativa a cada
ação, isto é, o rendimento proporcionado pela ação.
13. Dividendo
 Enfim, os dividendos representam destinações de lucro líquido do
exercício, de lucros acumulados ou de reserva de lucros, para os
acionistas da sociedade.
 A forma de distribuição de dividendos é regulada pelo estatuto social.
 É o devido a todas as ações, sejam ordinárias ou preferenciais, e foi
introduzido na legislação societária para evitar que os lucros fosse retidos
indefinidamente pela companhia em detrimento da distribuição de
14. Dividendo obrigatório
dividendos almejada pelos acionistas minoritários.
 A sua base de cálculo é o valor do lucro líquido ajustado (art. 202 da lei nº
6.404/76, alterado pela Lei nº 10.303/01).
 É o espaço de tempo objeto da apuração do resultado da gestão.
 Tem duração de um ano e a data do seu término é fixada no estatuto,
sendo que na constituição da companhia e nos casos de alteração
estatutária pode ter duração diversa (art. 175, parágrafo único, da Lei nº
15. Exercício social 6.404/76).
 Ao final de cada exercício social, a companhia deve elaborar, com base
na escrituração mercantil de suas atividades, as demonstrações
contábeis, que devem exprimir com clareza a situação do patrimônio da
companhia e as mutações ocorridas no exercício.
16. Capital autorizado  É o limite estabelecido em valor ou em número de ações, pelo qual o
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estatuto autoriza o Conselho de Administração a aumentar o capital social
da companhia, independentemente de reforma estatutária, dando mais
flexibilidade à empresa, o que é particularmente útil em época de
expansão, que periodicamente requer novas injeções de capital.
 A informação do valor do Capital Autorizado é útil e deve ser divulgada
nas demonstrações contábeis, podendo ser dada no próprio balanço, na
descrição da conta Capital, ou também ser mencionada no topo das
demonstrações contábeis, podendo, ainda, constar de uma nota
explicativa.
17. Incorporação de  É a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por
sociedades outra, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações.
18. Fusão de sociedades
 É a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar
sociedade nova, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações.
 É a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu patrimônio
19. Cisão de sociedade para uma ou mais sociedades, constituídas para esse fim ou já existentes,
extinguindo-se a companhia cindida, se houver versão de todo o seu
patrimônio, ou dividindo-se o seu capital, se parcial a versão.
Fonte:
1. MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, EQUIPE DE PROFESSORES DA USP, ATLAS, 2003, SÃO PAULO.
2. CONTABILIDADE SOCIETÁRIA, JOSÉ LUIZ DOS SANTOS E PAULO SCHMIDT, ATLAS, 2002, SÃO PAULO.

BASE DE CÁLCULO DO DIVIDENDO OBRIGATÓRIO DEMONSTRATIVO DO NÚMERO DE AÇÕES EM


POR AÇÃO CIRCULAÇÃO
(+) Lucro Líquido do Exercício Composição do Capital Social Nº de Ações
(–) Prejuízos Acumulados − Número de Ações (Estatuto) 10.000
(–) Reserva Legal (constituída) − Ações Ordinárias 8.000
(–) Reserva para Contingência (constituída) − Ações Preferenciais 2.000
(+) Reversão de Reserva para Contingência − Ações Ordinárias a Integralizar (1.000)
(=) Lucro Líquido Ajustado antes da RLR − Total de Ações em Circulação 9.000
(x) Percentual Estabelecido no Estatuto
(=) Dividendo Obrigatório antes da RLR
(–) Reserva de Lucros a Realizar – RLR (constituída)
(+) Realização de Reserva de Lucros a Realizar
(=) Dividendo Obrigatório
(/) Número de Ações em Circulação
(=) Dividendo Obrigatório por Ação
Fonte: CONTABILIDADE SOCIETÁRIA, JOSÉ LUIZ DOS SANTOS E PAULO SCHMIDT, ATLAS, 2002, SÃO PAULO.

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III – INVESTIMENTOS TEMPORÁRIOS E PERMANENTES

1 – TIPOS DE INVESTIMENTOS
TEMPORÁRIOS PERMANENTES
CONCEITO CONCEITO
• Aplicações de recursos financeiros em títulos e valores mobiliários • Aplicações de recursos financeiros em participações societárias
resgatáveis em determinados períodos de tempo, com o objetivo de permanentes e em direitos e bens não destinados à manutenção das
compensar perdas inflacionárias com as disponibilidades atividades da empresa, não classificados no Ativo Circulante e no
Realizável a Longo Prazo
PRINCIPAIS TIPOS
• Fundos de Aplicação Imediata PRINCIPAIS TIPOS
• Fundos de Investimentos de Renda Fixa ou Variável • Participações permanentes em outras empresas
• Títulos do Banco Central • Incentivos fiscais
• Títulos do Tesouro Nacional • Imóveis não destinados a uso pela empresa
• Depósitos a Prazo Fixo • Obras de arte
• Certificados de Depósito Bancário CLASSIFICAÇÃO CONTÁBIL
• Ações Adquiridas ou Cotadas na Bolsa de Valores • Ativo Permanente, no subgrupo Investimentos
• Aplicações Temporárias em Ouro
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO
• Letras de câmbio
• Custo de aquisição, menos provisão p/ perdas prováveis
• Debêntures
• Equivalência patrimonial
CLASSIFICAÇÃO CONTÁBIL
CONTABILIZAÇÃO
• Ativo Circulante, subgrupos Disponível e Realizável a Curto Prazo ou
Créditos (Investimentos Temporários) • Custo de aquisição do investimento
• Ativo Realizável a Longo Prazo, no subgrupo Créditos (Investimentos • Rendimentos auferidos
Temporários) • Provisão para perdas
• Incentivos fiscais
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
• Baixa do investimento
• Custo de aquisição, acrescido de juros e atualização monetária
• Valor de mercado, se menor
CONTABILIZAÇÃO
• Custo de aquisição
• Receita auferida
• Imposto de Renda Retido na Fonte
• Resgate da aplicação

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2 – INVESTIMENTOS TEMPORÁRIOS
CONTABILIZAÇÃO

CUSTO DE AQUISIÇÃO DA APLICAÇÃO EM 30.09.X0 NO VALOR DE $


700,00 COM RESGATE PARA 29.03.X1 PELO VALOR DE $ 840,00 COM DÉBITO CRÉDITO
IRRF DE $ 14,00
INVESTIMENTOS TEMPORÁRIOS
Títulos e Valores Mobiliários 700,00
DISPONIBILIDADES
Bancos 700,00

RENDIMENTOS AUFERIDOS DE 30.09.X0 A 31.12.X0 DÉBITO CRÉDITO


INVESTIMENTOS TEMPORÁRIOS
Títulos e Valores Mobiliários 72,00
RECEITAS FINANCEIRAS
Receitas sobre Outros Investimentos Temporários 72,00

RESGATE DA APLICAÇÃO EM 29.03.X1, RESTANTE DO RENDIMENTO DÉBITO CRÉDITO


RELATIVO A X1 E RETENÇÃO DO IRRF
DISPONIBILIDADES
Bancos 826,00
IMPOSTOS A COMPENSAR
IRRF a Compensar 14,00
INVESTIMENTOS TEMPORÁRIOS
Títulos e Valores Mobiliários 772,00
RECEITAS FINANCEIRAS
Receitas sobre Outros Investimentos Temporários 68,00

PROVISÃO PARA PROVÁVEL PERDA EM 31.12.X0, CASO O VALOR DE


MERCADO FOSSE $ 750,00, INFERIOR AO VALOR ATUALIZADO DE $ DÉBITO CRÉDITO
772,00 DA APLICAÇÃO NAQUELA DATA, CONSIDERANDO AINDA UMA
DESPESA DE CORRETAGEM DE $ 5,00
RECEITAS FINANCEIRAS
Receitas sobre Outros Investimentos Temporários 27,00
INVESTIMENTOS TEMPORÁRIOS
Provisão para Redução ao Valor de Mercado 27,00
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Ed. Atlas,2003, São Paulo.

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3 – INVESTIMENTOS PERMANENTES
PRINCIPAIS MOTIVOS QUE JUSTIFICAM INVESTIMENTOS PERMANENTES EM OUTRAS EMPRESAS
É o caso de uma instituição financeira que adquire participação
Diversificação das atividades societária de uma indústria, para não depender apenas do mercado
financeiro.
Ocorre quando uma indústria automobilística adquire o controle
Verticalização da produção
acionário de uma fábrica de pneus, que era sua fornecedora.
Uma indústria de fios e cabos elétricos/eletrônicos adquire
Garantia de suprimentos de participação societária em uma empresa importadora de cobre,
matérias-primas estratégicas visando à garantia futura de suprimentos de cobre para sua
produção.
Para as empresas capitalizadas, a aplicação de recursos em outras
Alternativa de investimentos
empresas rentáveis pode ser uma boa alternativa de investimento.
Ocorre quando um determinado grupo econômico quer expandir
rapidamente suas atividades, para aproveitar um bom momento da
Rápida expansão do grupo economia. Ao invés de construir uma nova empresa, que
normalmente é um processo demorado, prefere adquirir uma
companhia em atividade.
Acontece que um determinado grupo econômico que explora
determinada atividade no Sul do Brasil, quer se expandir também
para o Nordeste. Existe, no entanto, uma outra grande empresa que
Eliminação da concorrência domina o mercado nordestino, não havendo mercado consumidor
para a entrada de um concorrente. A solução, portanto, é tentar
adquirir a empresa já existente, alternativa que pode ser mais viável
do que enfrentar um forte concorrente já enraizado na região.
É a situação onde existe uma empresa produzindo e comercializando
um produto bastante conhecido pelos consumidores, sendo muito
alto seu potencial de lucro. A empresa detentora da patente deste
produto não consegue explorar todo este potencial de lucro, por falta
Aquisição de marcas e patentes de experiência administrativa, comercial ou insuficiência de capital
para expandir suas atividades, investir em propaganda, financiar
seus clientes, etc. Nestas circunstâncias, talvez seja mais vantajoso
vender a empresa, incluindo a patente, para um investidor com
capital suficiente para alavancar as atividades.
É o caso de uma indústria paulista de componentes eletrônicos que
ganhou uma grande concorrência internacional, para exportação de
seus produtos por diversos anos. Sabe-se que a Zona Franca de
Manaus concede diversos incentivos fiscais, na forma de isenção de
Planejamento tributário
diversos tributos. Com certeza esta indústria paulista ganhará muito
mais dinheiro se conseguir comprar o controle acionário de uma
indústria do setor já instalada em Manaus e transferir para lá sua
produção.
Fonte: CONTABILIDADE AVANÇADA, JOSÉ HERNANDEZ PEREZ JUNIOR E LUÍS MARTINS DE OLIVEIRA, ATLAS, 1998, SÃO PAULO.

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IV – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS PERMANENTES

AVALIAÇÃO DE PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS PERMANENTES


MÉTODO DE CUSTO DE AQUISIÇÃO E MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL

1. MÉTODO DE CUSTO DE AQUISIÇÃO – MCA


• Por este método, os investimentos decorrentes de participações societárias permanentes em outras
empresas são avaliados ao preço de custo, menos provisão para perdas consideradas de natureza
permanente. A sua adoção implica em que as operações que alteram a situação patrimonial da investida
não são reconhecidas ou registradas na investidora no momento de sua ocorrência, o que ocorre apenas
com base em atos formais.
• Assim, no método de custo não importa a geração efetiva de lucros na investida, mas as datas e os atos
formais de sua distribuição, isto é, deixa-se de reconhecer na empresa investidora os lucros gerados e não
distribuídos e outras mutações no patrimônio da coligada ou controlada. No MCA, quando a investida
declara ou distribui dividendos estes são registrados neste momento como receita na empresa.

2. MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL – MEP


• É o método de avaliação em que a empresa investidora reconhece os resultados de seus investimentos e
quaisquer variações patrimoniais relevantes em coligadas e controladas no momento em que estes
resultados são gerados nas empresas investidas e não apenas quando são distribuídos na forma de
dividendos, como ocorre no método de custo. Assim, a Equivalência Patrimonial pressupõe a aplicação do
percentual de participação no capital da investida sobre o valor do Patrimônio Líquido da coligada ou
controlada.
• Segundo o art. 248 da Lei nº 6.404/76, é obrigatória a aplicação deste método somente na avaliação de
investimentos relevantes, assim considerados aqueles em sociedades coligadas, sobre cuja administração
a investidora tenha influência ou de que participe com 20% ou mais do capital social, e em sociedades
controladas.
• Segundo a Instrução CVM nº 247/96, este método deve ser aplicado pelas companhias de capital aberto
também em relação às empresas equiparadas às coligadas, assim consideradas:
a) as sociedades quando uma participa indiretamente com 10% ou mais do capital votante da outra, sem controlá-la;
b) as sociedades quando uma participa diretamente com 10% ou mais do capital votante da outra, sem controlá-la,
independentemente do percentual da participação no capital total.

3. DEMONSTRAÇÃO DOS EFEITOS DOS MÉTODOS MCA E MEP


RESULTADOS DA CONTROLADA S/A (SUBSIDIÁRIA TOTAL)
DISCRIMINAÇÃO X0 X1 X2 X3 X4
Saldo no início do ano -o- 10.000 12.000 15.600 20.100
Mais: Lucro do ano -o- 3.000 4.800 6.000 10.000
Mais: Integralização de Capital 10.000 -o- -o- -o- -o-
Menos: Dividendos distribuídos -o- (1.000) (1.200) (1.500) (2.500)
Saldo no fim do ano 10.000 12.000 15.600 20.100 27.600

INVESTIMENTOS NA CONTROLADORA S/A


DISCRIMINAÇÃO X0 X1 X2 X3 X4
Método de custo 10.000 10.000 10.000 10.000 10.000
Método da equivalência patrimonial 10.000 12.000 15.600 20.100 27.600
Diferença não registrada na Controladora S/A
No Ano -o- 2.000 3.600 4.500 7.500
Acumulada -o- 2.000 5.600 10.100 17.600
Valor do investimento por ação:
Método de custo 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00
Método da equivalência patrimonial 1,00 1,20 1,56 2,01 2,76
Diferença percentual 0% 20% 56% 101% 176%
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

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4. CONTABILIZAÇÃO DAS OPERAÇÕES BÁSICAS DE PARTICIPAÇÕES PERMANENTES EM OUTRAS
EMPRESAS

1. AQUISIÇÃO DE INVESTIMENTO PERMANENTE


Contabilidade da Investidora Contabilidade da Investida
Método do Custo Método da Equivalência
Caixa Caixa
100 100
Investimento Investimento Patrimônio Líquido
Capital e Reservas
100 100 100

2. APURAÇÃO DE RESULTADO PELA INVESTIDA


Contabilidade da Investidora Contabilidade da Investida
Método do Custo Método da Equivalência
Caixa Caixa
100 100
Investimento Investimento Patrimônio Líquido
Capital e Reservas
100 100 100
20 20
120 120
Resultado Operacional Resultado do Exercício
20 20

3. DISTRIBUIÇÃO DE DIVIDENDOS PELA INVESTIDA


Contabilidade da Investidora Contabilidade da Investida
Método do Custo Método da Equivalência
Caixa Caixa
100 100
Dividendos a Receber Dividendos a Receber Dividendos a Pagar
15 15 15
Investimento Investimento Patrimônio Líquido
Capital e Reservas
100 100 100
20 20
120 120
15 15
105 105
Receita de Dividendos Resultado Operacional Resultado do Exercício
15 20 20

4. PAGAMENTO DOS DIVIDENDOS


Contabilidade da Investidora Contabilidade da Investida
Método do Custo Método da Equivalência
Caixa Caixa Caixa
100 100 15
15 15
Dividendos a Receber Dividendos a Receber Dividendos a Pagar
15 15 15
15 15 15
Investimento Investimento Patrimônio Líquido
Capital e Reservas
100 100 100
20 20
120 120
15 15
105 105
Receita de Dividendos Resultado Operacional Resultado do Exercício
15 20 20
NOTA: material extraído do livro Contabilidade Avançada, de José Hernandez Perez Junior e Luís Martins de Oliveira, da Editora Atlas, 2ª Edição, 1998.

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V – MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL

1. ALGUMAS DEFINIÇÕES
• COLIGADA
São coligadas as sociedades quando uma participa, com 10% (dez por cento) ou mais, do capital da outra,
sem controlá-la, segundo o § 1º do art. 243 da Lei nº 6.404/76.
• CONTROLADA
Considera-se controlada a sociedade na qual a controladora, diretamente ou através de outras controladas,
é titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente, preponderância nas deliberações
sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores, conforme preceitua o § 2º do art. 243 da Lei nº
6.404/76.
• INVESTIMENTO RELEVANTE
A relevância é determinada pela relação percentual entre o valor contábil dos investimentos no ativo da
investidora e o valor do patrimônio líquido da própria investidora na data do balanço. Pelo parágrafo único
do art. 247 da Lei nº 6.404/76, considera-se relevante o investimento:
a) em cada sociedade coligada ou controlada, se o valor contábil é igual ou superior a 10% do valor do patrimônio
líquido da investidora;
b) no conjunto das sociedades coligadas e controladas, se o valor contábil é igual ou superior a 15% do valor do
patrimônio líquido da investidora.
NOTA: de acordo com a Instrução CVM nº 247/96, o valor contábil do investimento em coligada e controlada abrange o custo de
aquisição mais a equivalência patrimonial e o ágio não amortizado, deduzido do deságio não amortizado e da provisão para
perdas. Para determinação dos percentuais que caracterizam o investimento como relevante, ao valor contábil do
investimento deve ser adicionado o montante dos créditos da investidora contra suas coligadas e controladas.
Assim, resumidamente, são três tipos distintos de sociedades, quais sejam:
a) controladas – aquelas com participação maior que 50% do capital votante.
b) coligadas – aquelas com participação igual a ou maior que 10% e igual a ou menor que 50% do capital total.
c) outras – aquelas com participação menor que 10% do capital votante.

REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS TIPOS DE SOCIEDADES QUANTO A FORMA DE PARTICIPAÇÃO


SOCIETÁRIA DE ACORDO COM A LEI Nº 6.404/76
INVESTIDORA

> 50% do Capital < ou = 50% <10% do Capital


Votante > ou = 10%
do Capital
CONTROLADA COLIGADA OUTRAS
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS TIPOS DE SOCIEDADES QUANTO A FORMA DE PARTICIPAÇÃO


SOCIETÁRIA DE ACORDO COM A INSTRUÇÃO CVM Nº 247/96

INVESTIDORA

> 50% do Capital <10% do Capital


Votante
< ou = 50% > ou = 10%
> ou = 10% do Capital
do Capital Votante

CONTROLADAS COLIGADAS EQUIPARADAS OUTRAS


ÀS COLIGADAS
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

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EXEMPLOS DE EMPRESAS COLIGADAS E CONTROLADAS DIRETA OU INDIRETAMENTE EM QUE
TODAS AS PORCENTAGENS SÃO DE CAPITAL VOTANTE

EXEMPLO 1-A

EMPRESA
A
• A Empresa B é uma subsidiária integral da Empresa A.
100% • Assim, a Empresa B é uma controlada da Empresa A
diretamente.
EMPRESA
B

EXEMPLO 1-B

EMPRESA
A

100 %
• Este é um caso de controle indireto, pois a Empresa B tem um
EMPRESA investimento na Empresa C, por exemplo de 90% de seu capital
90% B votante, o que caracteriza que a Empresa C é controlada da
Empresa A, através da Empresa B, indiretamente.

90 %

EMPRESA
C

Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

EXEMPLO 2
• A Empresa A tem diretamente 70% da B; logo
B é controlada.
• A Empresa A tem diretamente 20% da C, mais
EMPRESA 40% indiretamente através de B. Logo, C
TERCEIROS também é controlada de A, apesar de 70% de
A 40% dar 28%, que, somados aos 20%,
totalizam 48%. De fato, nas assembléias de C,
20 % o que predomina é a decisão de A pela soma
70 % 40 % dos seus votos (20%) e dos votos de sua
controlada B (40%).
• O importante é o conceito de controle e não de
EMPRESA 40 % EMPRESA propriedade. Apenas 48% pertencem a A, já
que 40% pertencem a terceiros e 12%
B C pertencem aos minoritários de B (30% de
40%), mas a Empresa A controla totalmente C.

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EXEMPLO 3
• A Empresa B é controlada, pois A tem
diretamente 90%.
• A Empresa C é controlada, pois A tem
diretamente 70%.
EMPRESA
• A Empresa D é controlada, pois A tem
A
diretamente 30% mais controle sobre outros
90 % 30 % 40% de seu capital votante indiretamente (por
70 % meio de C).
EMPRESA 40 % EMPRESA
• A empresa E é controlada indireta, pois B,
C D controlada de A, tem diretamente 80% de E.
EMPRESA
B
• A Empresa F não é controlada, pois A tem
30 % 30 % indiretamente controle somente sobre 30% dela,
30 % por intermédio de B; somente seria controlada
80 % se os 70% estivessem diluídos o suficiente para
EMPRESA
G
que B fosse capaz, de forma permanente, de
EMPRESA EMPRESA controlá-la. No entanto, F enquadra-se no
E F conceito, da CVM, de “equiparadas às
49 %
51 % coligadas”, pois A detém indiretamente mais de
10% de seu capital votante.
EMPRESA
H
• A Empresa G é controlada pois A tem
indiretamente 60% (30% por intermédio da
controlada B e 30% pela controlada D).
• Conforme a Lei nº 10.303/01, a Empresa H não
é controlada de A, pois A tem, indiretamente,
controle de apenas 49% por meio da G, já que F
não é controlada de A. Portanto, a Empresa H é
uma “equiparada à coligada”. Entretanto, se a
empresa H tiver sido constituída antes de
31/10/2001, com composição mínima de 1/3 de
ações ordinárias, a Empresa H seria uma
controlada direta da Empresa G e uma
controlada indireta da Empresa A, pois a
empresa G também é uma controlada indireta da
Empresa A.
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

EXEMPLO 4
• A Empresa B é controlada direta de A.
• A Empresa E é controlada indireta de A, pois é
EMPRESA controlada por B.
A • A Empresa C não é controlada de A, apenas
coligada.
45 % • A Empresa D não é controlada de A (nem
60 % coligada), pois é controlada de C, que não é
controlada de A. No entanto, se A for companhia
aberta, D será, por equiparação, sua coligada
EMPRESA EMPRESA indireta.
B C • Note-se que:
- A detém 51% da propriedade de D (45% de 60%
60% = 27%, por meio de C e 60% de 40% = 24% por
55 % 40 % intermédio de B), mas essa não é sua
controlada.
- A detém 33% (60% de 55%) de E, mas esta é
EMPRESA EMPRESA sua controlada.
E D • O conceito é, sempre, de controle, acima do de
propriedade.
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

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EXEMPLOS DE CONGLOMERADOS OU GRUPOS EMPRESARIAIS

EXEMPLO 5

100%
80% 70%

B C D 60%
5% 8%
12%

E
NOTAS:
1. Nesse exemplo, que não se requer o registro individual das participações das Empresas B, C e D na Empresa E pela
equivalência patrimonial, pois a Empresa E, apesar de controlada da Empresa A, não é coligada das Empresas B e C e, apesar
de coligada da D, pode não ser relevante nessa empresa. Nessa situação, todavia, por serem todas do mesmo grupo e sob
controle acionário comum, recomenda-se que as empresas B, C e D efetuem a equivalência patrimonial de seus investimentos
na Empresa E. Essa prática estará, também, mais consistente com as demonstrações contábeis consolidadas a serem
preparadas pela Empresa A, pois a Empresa E é uma controlada.
2. Na realidade, recomenda-se esse procedimento mesmo que haja uma coligada no meio, entre a investidora maior e a investida
última. Por exemplo, B poderia ser coligada de A, com esta tendo participação de apenas 40% sobre aquela; mesmo assim B
deveria adotar a equivalência sobre E, que, de qualquer forma, continua sendo controlada de A. Aliás, poderia E nem ser
controlada indireta de A, caso C e D fossem coligadas de A. O cuidado deve residir na verificação acumulada das participações
em E e nas características, se for o caso, de existência ou não de influência.
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

2. DETERMINAÇÃO DO VALOR DOS INVESTIMENTOS RELEVANTES EM OUTRAS EMPRESAS

Exemplo:
• A Investidora S/A tem investimentos em cinco outras empresas, sendo que o valor contábil de seus
investimentos é o seguinte:

EMPRESAS VALOR CONTÁBIL DO PARTICIPAÇÃO


INVESTIDAS INVESTIMENTO NO CAPITAL
NA EMPRESA A 150.000 8%
NA EMPRESA B 250.000 15%
NA EMPRESA C 820.000 25%
NA EMPRESA D 640.000 40%
NA EMPRESA E 380.000 90%
TOTAL 2.240.000
PATRIMÔNIO LÍQUIDO DA INVESTIDORA NA MESMA DATA $ 6.425.000
• Para se determinar se os investimentos são relevantes para adoção do método da equivalência
patrimonial, devem-se apurar as percentagens individuais e a coletiva sobre o patrimônio líquido. Isso é
feito somente para as coligadas (participação maior que 10%) e controladas, motivo pelo qual a Empresa
A é excluída, já que a participação no capital é de somente 8%. Entretanto, se Investidora S/A for
companhia aberta, a Empresa A poderá ser equiparada à coligada, se tal participação for maior ou igual a
10% do capital votante. Assim, tem-se:

Paulo Henrique Alves Parreira


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EMPRESAS VALOR CONTÁBIL % SOBRE O
INVESTIDAS DO INVESTIMENTO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
NA EMPRESA B 250.000 3,89%
NA EMPRESA C 820.000 12,76%
NA EMPRESA D 640.000 9,96%
NA EMPRESA E 380.000 5,91%
TOTAL 2.090.000 32,52%
• Nesta situação, apesar de ter apenas um caso individual acima do limite de 10% do patrimônio líquido da
Investidora S/A, em seu total são superiores a 15% e, assim, o método da equivalência patrimonial será
aplicado com certeza às empresas C, D e E. Entretanto, no caso da empresa B, poderá deixar de ser
aplicado se, apesar de ter uma participação no capital de 15%, se tratar de coligada sobre a administração
da qual a Investidora S/A não tenha influência. Por outro lado, se a Investidora S/A for uma companhia
aberta, mesmo que não tenha essa influência sobre a administração da Empresa B, mas se os 15% de
sua participação no capital da B corresponderem a 10% ou mais do capital votante, mesmo não
controlando-a, deverá avaliar seu investimento nela pelo método da equivalência patrimonial, em função
de disposição da CVM.
• Em havendo créditos de natureza não operacional da investidora contra as coligadas e controladas estes
serão acrescidos ao valor do investimento para efeito de determinação da relevância.
NOTA: apesar de, hipoteticamente, ocorrer perda de relevância do investimento em um determinado ano, é recomendável
que haja uma uniformidade na adoção do método da equivalência no decorrer dos anos, isto é, se se passou a
adotar o MEP, esse método deve ser mantido uniformemente, mesmo que, em certo ano, o cálculo da relevância
esteja abaixo dos limites, desde que, lógico, a redução seja considerada transitória, ou seja, não permanente.
Esse tratamento é previsto para os investimentos em coligadas pelas companhias abertas, nos termos do art. 8º
da Instrução CVM nº 247/96.
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

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INVESTIDA EMPRESA “A”  Participação inferior a


RESUMO ESQUEMÁTICO DA ADOÇÃO DO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA
Balanço Patrimonial 10% do capital, portanto a
PATRIMONIAL NA AVALIAÇÃO DE PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS Empresa “A” não é
CIRCULANTE CIRCULANTE coligada e nem
Exemplo 1: Empresa investidora de Capital Fechado
REALIZÁVEL EXIGÍVEL A controlada.
(arts. 243, 247 e 248 da Lei nº 6.404/76) LONGO PRAZO LONGO PRAZO  Não se aplica o Método da
PERMANENTE PATRIMÔNIO Equivalência Patrimonial e
LÍQUIDO sim o Método de Custo.
Capital $ 1.875.000

$ 150.000 / $ 1.875.000 x 100 = 8%


INVESTIDA EMPRESA “B”  Participação superior a
10% e inferior a 20% do
$ 250.000 / $ 1.666.667 x 100 = 15% Balanço Patrimonial capital, portanto a
CIRCULANTE CIRCULANTE Empresa “B” é coligada.

$ 820.000 / $ 3.280.000 x 100 = 25%


REALIZÁVEL EXIGÍVEL A  Aplica-se o Método da
LONGO PRAZO LONGO PRAZO Equivalência
PERMANENTE PATRIMÔNIO Patrimonial somente se a
LÍQUIDO Investidora exercer
INVESTIDORA S/A Capital $ 1.666.667 influência na sua
administração.
(Capital Fechado)

Balanço Patrimonial INVESTIDA EMPRESA “C”  Participação superior a


20% do capital, portanto a
ATIVO PASSIVO Balanço Patrimonial Empresa “C” é coligada.
CIRCULANTE CIRCULANTE  Aplica-se o Método da
CIRCULANTE CIRCULANTE REALIZÁVEL EXIGÍVEL A Equivalência
LONGO PRAZO LONGO PRAZO Patrimonial mesmo que a
REALIZÁVEL LONGO PRAZO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO Investidora não exerça
PERMANENTE PATRIMÔNIO
PERMANENTE PATRIMÔNIO LÍQUIDO LÍQUIDO influência na sua
administração.
Investimentos Capital - $ 4.300.000 Capital $ 3.280.000
Participações Societárias Reservas - $ 1.015.000
Empresa A - $ 150.000 Lucros - $ 1.110.000 INVESTIDA EMPRESA “D”  Participação superior a
Empresa B - $ 250.000 – (3,89%) $ 6.425.000 20% do capital, portanto a
Balanço Patrimonial Empresa “D” é coligada.
Empresa C - $ 820.000 – (12,76%) CIRCULANTE CIRCULANTE  Aplica-se o Método da
Empresa D - $ 640.000 – (9,96%) REALIZÁVEL EXIGÍVEL A Equivalência
Empresa E - $ 380.000 – (5,91%) LONGO PRAZO LONGO PRAZO Patrimonial mesmo que a
PERMANENTE PATRIMÔNIO Investidora não exerça
$ 2.090.000 – (32,52%) influência na sua
LÍQUIDO
Capital $ 1.600.000 administração.

Considerando os investimentos nas empresas coligadas e na controlada, verifica-se que


somente o investimento na Empresa “C” supera 10% do PL da própria Investidora, porém INVESTIDA EMPRESA “E”  Participação superior a
no seu conjunto, os investimentos nas Empresas B, C, D e E são RELEVANTES, pois são 50% do capital, portanto a
superiores a 15% do PL da Investidora. Balanço Patrimonial Empresa “E” é controlada.
CIRCULANTE CIRCULANTE  Aplica-se o Método da
REALIZÁVEL EXIGÍVEL A Equivalência Patrimonial.
$ 640.000 / $ 1.600.000 x 100 = 40% LONGO PRAZO LONGO PRAZO
PERMANENTE PATRIMÔNIO
LÍQUIDO
$ 380.000 / $ 422.223 x 100 = 90%
Capital $ 422.223
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RESUMO ESQUEMÁTICO DA ADOÇÃO DO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA

independentemente do percentual da participação no capital total.


controlá-la; b) as sociedades quando uma participa diretamente com 10% ou mais do capital votante da outra, sem controlá-la,
São equiparadas às coligadas: a) as sociedades, quando uma participa indiretamente com 10% ou mais do capital votante da outra, sem
INVESTIDA EMPRESA “A”  Participação inferior a 10%
PATRIMONIAL NA AVALIAÇÃO DE PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS Balanço Patrimonial do capital, assim a Empresa
“A” não é coligada e nem
Exemplo 2: Empresa investidora de Capital Aberto CIRCULANTE CIRCULANTE controlada, porém pode
(Instrução CVM nº 247/96) REALIZÁVEL EXIGÍVEL A ser equiparada à coligada.
LONGO PRAZO LONGO PRAZO  A aplicação do Método da
PERMANENTE PATRIMÔNIO Equivalência Patrimonial
LÍQUIDO vai depender da
Capital $ 1.875.000 equiparação à coligada.

$ 150.000 / $ 1.875.000 x 100 = 8%


INVESTIDA EMPRESA “B”  Participação superior a
10% e inferior a 20% do
$ 250.000 / $ 1.666.667 x 100 = 15% Balanço Patrimonial capital, portanto a
CIRCULANTE CIRCULANTE Empresa “B” é coligada.
$ 820.000 / $ 3.280.000 x 100 = 25%
REALIZÁVEL EXIGÍVEL A  Aplica-se o Método da
LONGO PRAZO LONGO PRAZO Equivalência
PERMANENTE PATRIMÔNIO Patrimonial somente se a
LÍQUIDO Investidora exercer
INVESTIDORA S/A Capital $ 1.666.667 influência na sua
administração.
(Capital Aberto)

Balanço Patrimonial INVESTIDA EMPRESA “C”  Participação superior a


20% do capital, portanto a
ATIVO PASSIVO Balanço Patrimonial Empresa “C” é coligada.
CIRCULANTE CIRCULANTE  Aplica-se o Método da
CIRCULANTE CIRCULANTE REALIZÁVEL EXIGÍVEL A Equivalência
LONGO PRAZO LONGO PRAZO Patrimonial mesmo que a
REALIZÁVEL LONGO PRAZO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO Investidora não exerça
PERMANENTE PATRIMÔNIO
PERMANENTE PATRIMÔNIO LÍQUIDO LÍQUIDO influência na sua
administração.
Investimentos Capital - $ 4.300.000 Capital $ 3.280.000

Participações Societárias Reservas - $ 1.015.000


Empresa A - $ 150.000 Lucros - $ 1.110.000 INVESTIDA EMPRESA “D”  Participação superior a
Empresa B - $ 250.000 – (3,89%) $ 6.425.000 20% do capital, portanto a
Balanço Patrimonial Empresa “D” é coligada.
Empresa C - $ 820.000 – (12,76%) CIRCULANTE CIRCULANTE  Aplica-se o Método da
Empresa D - $ 640.000 – (9,96%) REALIZÁVEL EXIGÍVEL A Equivalência
Empresa E - $ 380.000 – (5,91% ) LONGO PRAZO LONGO PRAZO Patrimonial mesmo que a
PERMANENTE PATRIMÔNIO Investidora não exerça
$ 1.860.000 – (32,52%) influência na sua
LÍQUIDO
Capital $ 1.600.000 administração.

Considerando os investimentos nas empresas coligadas e na controlada, verifica-se que


somente o investimento na Empresa “C” supera 10% do PL da própria Investidora, porém INVESTIDA EMPRESA “E”  Participação superior a
no seu conjunto, os investimentos nas Empresas B, C, D e E são RELEVANTES, pois são 50% do capital, portanto a
superiores a 15% do PL da Investidora. Balanço Patrimonial Empresa “E” é controlada.
CIRCULANTE CIRCULANTE  Aplica-se o Método da
REALIZÁVEL EXIGÍVEL A Equivalência Patrimonial,
$ 640.000 / $ 1.600.000 x 100 = 40% LONGO PRAZO LONGO PRAZO mesmo que o investimento
PERMANENTE PATRIMÔNIO não seja considerado
LÍQUIDO
$ 380.000 / $ 422.223 x 100 = 90% relevante.
Capital $ 422.223

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3. TÉCNICA DE ELABORAÇÃO

• Considerando que a essência do método é a participação percentual no Patrimônio Líquido da coligada ou


controlada, isto é, o investimento equivale a X% do capital social da investida, a seguir é demonstrado um
quadro que evidencia a técnica de cálculo da equivalência:

SOCIEDADE INVESTIDORA S/A


EMPRESAS PATRIMÔNIO % DE AJUSTE
PARTICIPAÇÃO EQUIVALÊNCIA VALOR AUMENTO
INVESTIDAS LÍQUIDO NO CAPITAL PATRIMONIAL CONTÁBIL (DIMINUIÇÃO)
Empresa B 2.625.438 15% 393.816 250.000 143.816
Empresa C 4.682.927 25% 1.170.732 820.000 350.732
Empresa D 1.427.850 40% 571.140 640.000 (68.860)
Empresa E 560.920 90% 504.828 380.000 124.828
2.640.516 2.090.000 550.516
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

4. CONTABILIZAÇÃO DO RESULTADO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL


• Como as variações no patrimônio da coligada ou controlada devem ser registradas na investidora, têm-se
os seguintes lançamentos contábeis:

PELA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL POSITIVA DÉBITO CRÉDITO


INVESTIMENTOS PERMANENTES
Participações Societárias - Equivalência Patrimonial 100.000
OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS
Resultado Positivo da Equivalência Patrimonial 100.000

PELA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL NEGATIVA DÉBITO CRÉDITO


OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS
Resultado Negativo da Equivalência Patrimonial 20.000
INVESTIMENTOS PERMANENTES
Participações Societárias - Equivalência Patrimonial 20.000

5. CONTABILIZAÇÃO NO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL DE ALGUNS TIPOS DE


VARIAÇÕES NO INVESTIMENTO PERMANENTE E NO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DA COLIGADA OU
CONTROLADA
• Considerando que o item III, do art. 248, estabelece que a diferença entre o valor do investimento, pelo
método da equivalência patrimonial, e o custo de aquisição, somente será registrada como resultado do
exercício:
◊ se decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada ou controlada.
◊ se corresponder, comprovadamente, a ganhos ou perdas efetivos.
◊ no caso de companhia aberta, com observância das normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários
(CVM).
• Dessa forma, seguem alguns exemplos de contabilização de variações:

2. DIVIDENDOS DISTRIBUÍDOS PELA COLIGADA


1. LUCRO OU PREJUÍZO DO EXERCÍCIO
OU CONTROLADA
D - Investimentos D – Disponível
C - Outras Receitas Operacionais (lucro) C - Investimentos
D - Outras Despesas Operacionais (prejuízo)
C - Investimentos

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3. INTEGRALIZAÇÃO DE CAPITAL
D – Investimentos
C – Bancos
4. VARIAÇÃO NA PORCENTAGEM DE
5. AJUSTES DE EXERCÍCIOS ANTERIORES
PARTICIPAÇÃO
D - Investimentos D - Investimentos
C - Resultados Não Operacionais em C - Outras Receitas Operacionais (aumentos dos
Investimentos (aumento na participação) lucros)
D - Resultados Não Operacionais em D - Outras Despesas Operacionais (diminuições
Investimentos (diminuição na participação) nos lucros)
C - Investimentos C - Investimentos
7. DOAÇÕES E SUBVENÇÕES PARA
6. REAVALIAÇÃO DE BENS NA INVESTIDA
INVESTIMENTOS NA INVESTIDA
NA REAVALIAÇÃO D - Investimentos
D - Investimentos C - Outras Receitas Operacionais
C - Reserva de Reavaliação
Reavaliação de Bens da Coligada “X”
NA BAIXA
D - Reserva de Reavaliação
Reavaliação de Bens da Coligada “X”
C - Lucros (Prejuízos) Acumulados
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

6. VARIAÇÃO NA PORCENTAGEM DE PARTICIPAÇÃO


• Quando ocorrem aumentos de capital por subscrição, pode ocorrer que o valor do aumento na conta de
investimento, que será o da subscrição integralizada, não corresponda ao valor proporcional do aumento
de patrimônio da coligada, nos seguintes casos:
◊ a empresa investidora tiver subscrito um percentual do aumento do capital maior que o percentual
anteriormente detido, ou seja, com diluição na participação dos outros acionistas, pelo fato de eles não
terem exercido seu direito de preferência.
◊ situação inversa à da possibilidade anterior, pois a empresa investidora não terá exercido seu direito na
totalidade.
• Exemplo:
PATRIMÔNIO LÍQUIDO DA
PARTICIPAÇÃO DE A
ELEMENTOS DO EMPRESA B
PATRIMÔNIO LÍQUIDO EM AUMENTO EM ANTERIOR ATUAL
ATUAL
31.12.X0 X1 60% 70%
Capital 3.000 1.000 4.000 1.800 2.800
Reservas Capital 1.100 1.100 660 770
Reservas de Lucros 800 800 480 1.500 560 1.750
Lucros Acumulados 600 600 360 420
5.500 1.000 6.500 3.300 4.550

• Assim sendo, a conta de investimentos na Empresa A, na equivalência patrimonial, passa de um saldo de


$ 3.300 para $ 4.550. O acréscimo de $ 1.250 corresponde a:
- Aumento de capital subscrito contabilizado diretamente ao custo 1.000
- Acréscimo nos investimentos pela maior participação (de 60% para 70%) nas reservas e
lucros existentes na B na data do aumento do capital (10% de $ 2.500) 250
- Total do acréscimo nos investimentos 1.250
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

7. PATRIMÔNIO LÍQUIDO DAS INVESTIDAS


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• Com vistas a não gerar distorções na avaliação dos investimentos na empresa investidora, as
demonstrações contábeis das investidas devem refletir todas as hipóteses de ajustes (provisões para
impostos, participações e contribuições sobre o lucro), de modo que seu Patrimônio Líquido e resultado
econômico sejam adequados aos critérios contábeis legais.
• Considerando, por fim, que o PL das coligadas e controladas é a base determinante do valor da
equivalência patrimonial na investidora, o art. 248, item I, da Lei nº 6.404/76, determina que:
“o valor do Patrimônio Líquido da coligada ou da controlada será determinado com base no
balanço ou balancete de verificação levantado, com observância das normas desta Lei, na
mesma data, ou até 60 (sessenta) dias, no máximo, antes da data do balanço da companhia”.
• Estas condições se aplicam, igualmente, à coligada ou controlada que mantém, também, investimentos
relevantes em outras sociedades, passíveis de avaliação pelo método da equivalência patrimonial, onde
seu balanço já deve refletir a atualização de tais investimentos, observando-se sempre a uniformidade de
critérios contábeis.

8. COMPANHIAS NO EXTERIOR

• Os procedimentos contábeis relacionados não só com a consolidação de demonstrações contábeis, mas


também os investimentos considerados relevantes em empresas coligadas e controladas sediadas no
exterior devem ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial, cuja operacionalização pressupõe a
análise, entre outros, dos seguintes aspectos e problemas:
a) contabilização dos investimentos no exterior e na adoção da equivalência patrimonial.
b) uniformidade de critérios contábeis pelas investidas no exterior.
c) técnicas adequadas de conversão das demonstrações contábeis de outras moedas para a moeda
nacional.
d) legislação sobre remessa de lucros e retorno do capital.

9. RESULTADOS NÃO REALIZADOS DE OPERAÇÕES INTERCOMPANHIAS

• Nos termos da Lei 6.404/76, não serão computados os resultados não realizados decorrentes de negócios
com a companhia, ou com outras sociedades coligadas à companhia, ou por ela controladas, com o
objetivo de que somente seja reconhecido o lucro decorrente de operações praticadas com terceiros, vez
que as transações entre a investidora e a investida não geram lucro do ponto de vista econômico no que
se refere ao grupo empresarial.

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GRÁFICO DE VISUALIZAÇÃO E EFEITOS DAS TRANSAÇÕES NO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DA CONTROLADA
“B”
2

7 Investidora
A

2
Controlada Coligada
B 1 C Controlada
D

1
3 5
4 6

= Participação acionária
Controlada Coligada
E F = Vendas de/para

1. Se das transações indicadas com (1) (vendas de bens da Controlada B para a Investidora A e para a
Coligada C e a Controlada D, ambas da Investidora A) remanescerem lucros nos ativos dessas
compradoras, serão eles (os lucros) eliminados do patrimônio líquido da Controlada B, para efeito de
avaliação dos investimentos em B no balanço de A.
2. Das vendas de C e de D para a Controlada B, indicadas com (2), serão os lucros não realizados eliminados
dos patrimônios respectivos de C e de D sobre os quais a Investidora também aplica o método da
equivalência patrimonial.
3. No caso das vendas da Controlada B para sua Controlada E, indicadas por (3), os lucros não realizados
devem também ser eliminados do patrimônio líquido da Controlada B, já que a Controlada E também é
indiretamente controlada da Investidora A.
4. No caso de vendas da Controlada E para a Controlada B, indicadas por (4), o lucro não realizado deve ser
eliminado do patrimônio líquido de E para efeito de B ajustar seu investimento pela equivalência
patrimonial, ficando correto o efeito líquido total, inclusive até a Investidora A.
5. Para as vendas de B para sua Coligada F, indicadas por (5), o procedimento correto é também eliminar tais
resultados não realizados do patrimônio de B.
6. Os lucros não realizados de vendas de F à Controlada B, indicadas por (6), serão eliminados do patrimônio
de F quando a Controlada B aplicar a equivalência patrimonial.
7. Para as vendas da Investidora A para a Controlada B, indicadas por (7), as normas da CVM não abrangem,
pelas razões vistas, a necessidade da eliminação dos lucros registrados na A, e que não tenham sido
realizados, constando, portanto, como lucros (ou prejuízos) nos estoques da Controlada B. Todavia, o
procedimento mais correto e completo é o de a Investidora A fazer um ajuste adicional em suas próprias
demonstrações contábeis, eliminando tais resultados não realizados (em função da consolidação).
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

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10. ELIMINAÇÃO DE RESULTADOS NÃO REALIZADOS DE OPERAÇÕES INTERCOMPANHIAS

DETERMINAÇÃO DO VALOR DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL DO INVESTIMENTO COM ELIMINAÇÃO DE


LUCROS NÃO REALIZADOS DE OPERAÇÕES INTERCOMPANHIAS

• Exemplo:
Considerando uma Controladora A que detenha 90% de uma Controlada B, em cujo balanço da B
demonstre um patrimônio líquido de $ 1.000, porém com a inclusão de $ 100 de lucros não realizados,
decorrente de transações realizadas com a empresa A:
DISCRIMINAÇÃO DOS ELEMENTOS VALOR - $
- Patrimônio Líquido da Controlada B 1.000
- Menos: Lucros não realizados de operações intercompanhias (100)
- Patrimônio Líquido ajustado 900
- Porcentagem de participação 90%
- Valor da equivalência patrimonial do investimento 810
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

• Assim, deduziu-se a totalidade dos lucros não realizados de vendas da Controlada `a Controladora, pois
para ambas, como um conjunto, esse lucro não é realizado porque não foi venda a terceiros.
• Entretanto, o cálculo apresentado, nos termos da Lei 6.404/76 e da Instrução CVM nº 01 (revogada pela
Instrução CVM nº 247/96), apresenta divergências com relação à técnica correta de consolidação, o que
indica, portanto, não ser a forma mais adequada. Considera-se mais correto, a aplicação da porcentagem
de participação sobre o patrimônio líquido da controlada ou coligada antes da dedução dos lucros não
realizados e somente depois disso, efetuar a dedução de tais lucros para se chegar ao valor da
equivalência patrimonial do investimento.
• Dessa forma, considerando o exemplo acima, o cálculo mais adequado seria:
DISCRIMINAÇÃO DOS ELEMENTOS VALOR - $
- Patrimônio Líquido da Controlada B 1.000
- Porcentagem de participação 90%
- Resultado da porcentagem de participação 900
- Menos: Lucros não realizados de operações intercompanhias (100)
- Valor da equivalência patrimonial do investimento 800
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

NOTA: deixou-se de relacionar exemplos de apuração de valores de resultados não realizados neste tópico (MEP) em
função de que isso será feito no tópico relacionado com o estudo da consolidação de demonstrações contábeis,
quando o procedimento de eliminação de resultados e operações intercompanhias será bastante exercitado.

11. ÁGIO E DESÁGIO NA AQUISIÇÃO DE PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA

A) NOÇÕES GERAIS
• Para os efeitos do método de equivalência patrimonial, ocorre o ágio quando o preço de custo das ações
for maior que seu valor patrimonial, assim como o deságio surge quando este custo for menor. Exemplo:
DISCRIMINAÇÃO VALOR - $ VALOR - $
- Preço de custo
1.000.000 de ações 2.500.000 1.500.000
- Valor patrimonial do investimento
1.000.000 de ações a $ 2,00 2.000.000 2.000.000
- Ágio (Deságio) 500.000 (500.000)
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

B) SEGREGAÇÃO CONTÁBIL
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• Na contabilização dos custos de aquisição de ações ou quotas de capital de outra empresa, devem ser
separados, em contas distintas, os valores relativos ao investimento pelo método da equivalência
patrimonial e ao valor do ágio ou deságio, como segue:
PARTICIPAÇÕES PERMANENTES EM OUTRAS SOCIEDADES
AVALIADAS PELO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL
Valor da Equivalência Patrimonial
Valor do Ágio ou Deságio dos Investimentos

C) DETERMINAÇÃO DE VALORES (SEGREGADO)


DO PREÇO DE VENDAS DAS AÇÕES VALOR - $
- Valor do patrimônio líquido contábil da empresa Investida S/A em
30.08.X0 343.678.000
- Mais: Diferença para mais entre o valor de mercado e o líquido
contábil do imobilizado 162.426.000
- Patrimônio ajustado 506.104.000
- Valor patrimonial ajustado das ações negociadas (80% das
ações) 404.883.200
- Mais: Fundo de comércio 100.000.000
- Preço total das ações compradas 504.883.200
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

DO CUSTO DAS AÇÕES NA INVESTIDORA VALOR - $


- Valor da equivalência patrimonial (80% do Patrimônio Líquido de
$ 343.678.000) 274.942.400
- Valor do ágio (por diferença) 229.940.800
- Total pago 504.883.200
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

D) NATUREZA E ORIGEM
• A Instrução da CVM e a legislação fiscal determinam a separação em subcontas do ágio ou deságio em
função de sua natureza, com a indicação do fundamento econômico que lhe deu origem, tais como:
⇒ por diferença entre o valor contábil e o valor de mercado de ativos da investida.
⇒ por diferença entre o valor pago e o valor de mercado dos ativos da investida, proveniente de:
- expectativa de resultado futuro (rentabilidade futura).
- direito de exploração, concessão ou permissão delegados pelo Poder Público.
⇒ por fundo de comércio, intangíveis e outras razões econômicas (previsto na legislação fiscal).
• A seguir é demonstrado um sumário da contabilização da compra das ações pela investidora por $
504.883.200:
CONTABILIZAÇÃO DA COMPRA DAS AÇÕES NA
DÉBITO CRÉDITO
INVESTIDORA
INVESTIMENTOS
PARTICIPAÇÕES PERMANENTES EM OUTRAS
SOCIEDADES PELA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL
Valor da equivalência patrimonial 274.942.400
Ágio dos investimentos
- por diferença de valor de mercado 129.940.800
- por expectativa de rentabilidade futura 100.000.000
BANCOS OU TÍTULOS A PAGAR 504.883.200
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

• Além dos aspectos já analisados, quanto a este tema deverão ser estudados os seguintes tópicos:
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⇒ a determinação do valor do ágio ou deságio, especialmente quando houver divergências de datas na
elaboração das demonstrações contábeis das empresas envolvidas.
⇒ os critérios de amortização do ágio ou deságio considerando as razões econômicas que lhes deram
origem, assim como o tratamento dispensado pela legislação fiscal.
⇒ a reavaliação pela investida de bens que deram origem ao ágio.
⇒ a hipótese de ágio na subscrição de capital.

12. AMORTIZAÇÃO DO ÁGIO E DESÁGIO


• Exemplo:
Considerando o exemplo anterior, em que na Empresa A (investidora) havia um ágio de $ 129.940.800
relativo ao valor de mercado de bens da Empresa B (investida) superior ao contábil, correspondente a:
ELEMENTOS PATRIMONIAIS VALOR - $
BENS DO IMOBILIZADO
Terrenos 40.000.000
Edifícios 30.000.000
Maquinários 30.000.000
SUBTOTAL 100.000.000
ESTOQUES 29.940.800
TOTAL DO ÁGIO 129.940.800
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES,Atlas,2003, São Paulo.

• A amortização do ágio seria determinada como a seguir:


Terrenos – sem amortização, mas com baixa total no ano de sua venda pela Empresa A.
Edifícios – supondo que a Empresa B deprecie seus edifícios em 4% ao ano e, que nessa data, a vida útil
remanescente dos edifícios que deram origem ao ágio seja de 15 anos, a amortização do ágio deve ser
proporcional a esse tempo remanescente; o ágio deve ser amortizado em 15 anos, o que implica uma
despesa anual de amortização de $ 2.000.000 ($ 30.000.000 do ágio dividido por 15 anos de vida útil
remanescente), ou numa taxa anual de amortização de 6,67% ($ 2.000.000 de despesa anual de
amortização dividido pelo ágio total de $ 30.000.000).
Maquinários – supondo que a Empresa B deprecie seu maquinário em 10% ao ano e que, nessa data, a
vida útil remanescente das máquinas que deram origem ao ágio seja de 6 anos, a amortização do ágio
deve ser proporcional a esse tempo; o ágio deve ser amortizado em 6 anos, o que implica uma despesa
anual de amortização do ágio de $ 5.000.000 ($ 30.0000.000 do ágio dividido por 6 anos de vida útil
remanescente) ou uma taxa anual de amortização de 16,67% ($ 5.000.000 de despesa anual de
amortização dividido pelo ágio total de $ 30.000.000).
• Entretanto, nos três casos acima, será feita a baixa do saldo do ágio no exercício em que os bens forem
eventualmente baixados pela Empresa B.
Estoques – como não são depreciados, mas realizados por venda a terceiros, a amortização do ágio será
pelo seu total de $ 29.940.800 dentro do exercício seguinte, supondo que sejam vendidos totalmente
nesse período subseqüente.
• É importante notar que a contabilização da amortização das subcontas de ágio ou deságio deve ser
registrada em contas separadas da do custo e, no balanço, demonstradas pelo valor líquido, mas com
indicação de seu valor. Enquanto que, as contrapartidas da amortização do ágio ou deságio são lançadas
como despesas ou receitas operacionais, conforme o caso, no subgrupo Outras Receitas e Despesas
Operacionais relativas a Lucros ou Prejuízos de Participações em Outras Sociedades pela Equivalência
Patrimonial, na conta própria de Amortização.
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

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VI – CONSOLIDAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

CONSOLIDAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS


1. CONCEITO
 É a técnica de evidenciação contábil desenvolvida com a finalidade de apresentar aos leitores ou
usuários da informação contábil, em especial acionistas e credores, os resultados das operações e a
posição financeira de determinado grupo de empresas, isto é, a posição patrimonial da controladora e
suas controladas é demonstrada como se fosse uma única empresa. Assim, sem prejuízo das
demonstrações contábeis de cada empresa e da adoção do método da equivalência patrimonial, se
for o caso, a controladora deverá elaborar e publicar demonstrações contábeis consolidadas com
vistas a evidenciar o desempenho global do grupo empresarial, oportunidade em que são eliminadas
as transações praticadas entre as empresas do grupo para que os demonstrativos contábeis reflitam
somente os resultados decorrentes das operações realizadas com terceiros, assim considerados as
pessoas alheias ao grupo.
2. APLICABILIDADE
 Nos termos do disposto no art. 249 da Lei nº 6.404/76, a elaboração e publicação de demonstrações
contábeis consolidadas é obrigatória para:
• companhias abertas que tiverem mais de 30% do seu patrimônio líquido representado por investimentos em
sociedades controladas (vide Instrução CVM 247/96).
• grupos empresariais que se constituírem formalmente em Grupos de Sociedades (disciplinados pelos arts.
265 a 277 da Lei nº 6.404/76), independentemente de serem ou não companhias abertas, sendo aplicável
ainda que a sociedade de comando não seja por ações (S/A), como uma sociedade de responsabilidade
limitada, por exemplo.
 Ainda, consoante o parágrafo único do art. 249 retrocitado, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
pode expedir normas sobre as sociedades cujas demonstrações devam ser abrangidas na
consolidação, e:
• determinar a inclusão de sociedades que, embora não controladas, sejam financeira ou administrativamente
dependentes da companhia controladora.
• autorizar, em casos especiais, a exclusão de uma ou mais sociedades controladas.
 Neste sentido, por meio da Instrução nº 247, de 27.03.1996, a CVM expediu normas e
procedimentos a serem observados pelas companhias abertas e pelas sociedades de comando de
grupo de sociedades que incluam companhia aberta, cujos teores determinam, entre outros, a
continuidade das publicações de demonstrações consolidadas independentemente do percentual que
os investimentos representam no próprio Patrimônio Líquido da controladora.
 Assim sendo, o art. 21 da Instrução CVM estabelece que ao final de cada exercício social,
demonstrações contábeis consolidadas devem ser elaboradas por:
• companhia aberta que possuir investimento em sociedades controladas, incluindo as sociedades
controladas em conjunto.
• Sociedade de comando de grupo de sociedades que inclua companhia aberta (também denominadas
de “joint ventures”.
 Entretanto, nas seguintes situações podem ser excluídas da consolidação das demonstrações, sem
prévia autorização da CVM, as sociedades controladas que se encontrem nas seguintes condições:
• com efetivas e claras evidências de perda de continuidade e cujo patrimônio seja avaliado ou não a valores
de liquidação (quando a controlada esteja em processo de concordata, falência ou em reorganização legal).
• cuja venda por parte da investidora, em futuro próximo, tenha efetiva e clara evidência de realização
devidamente formalizada.
 Por outro lado, não é justificável a exclusão de controladas cujas operações sejam de natureza diversa das
operações da investidora ou das demais controladas (§ 3º do art. 23 da Instrução CVM nº 247/96).
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

Paulo Henrique Alves Parreira


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CONSOLIDAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

3. TÉCNICAS DE CONSOLIDAÇÃO
 Considerando que as demonstrações consolidadas buscam evidenciar a posição financeira e os
resultados das operações das empresas do grupo e que deve haver um alto grau de uniformidade de
critérios contábeis entre as empresas consolidadas, com vistas a evitar distorções nas avaliações e
registros dos elementos patrimoniais ou de resultados, pode-se exemplificar a técnica da seguinte
forma, usando as disponibilidades:
DISPONIBILIDADES DO GRUPO VALORES - $
Empresa A 1.310
Empresa B 845
Empresa C 455
SALDO CONSOLIDADO DO DISPONÍVEL 2.610

 Do exposto, pode-se concluir que a consolidação permitiu evidenciar a somatória dos subgrupos das
Disponibilidades do Ativo Circulante da controladora e suas controladas, isto é, o usuário da
informação contábil tem a posição financeira de todo o grupo de empresas.
 Com relação aos demais elementos patrimoniais e de resultados, o procedimento é igual,
ressalvando-se a necessidade de eliminação dos saldos de balanço de elementos do ativo e das
transações realizadas entre as empresas do grupo, cujo conteúdo é apresentado no próximo tópico.

4. ELIMINAÇÕES DE SALDOS E TRANSAÇÕES


 De acordo com o art. 250 da Lei nº 6.404/76, das demonstrações contábeis consolidadas serão
excluídas (eliminadas):
• as participações de uma sociedade em outra.
• os saldos de quaisquer contas entre as sociedades.
• as parcelas dos resultados do exercício, dos lucros ou prejuízos acumulados e do custo de estoques ou do
ativo permanente que corresponderem a resultados, ainda não realizados, de negócios entre as sociedades.
 Igualmente, de conformidade com o art. 24 da Instrução CVM nº 247/96, para a elaboração das
demonstrações contábeis consolidadas a investidora deve:
• excluir os saldos de quaisquer contas ativas e passivas, decorrentes de transações entre as sociedades
incluídas na consolidação.
• eliminar o lucro não realizado que esteja incluído no resultado ou no patrimônio líquido da controladora e
correspondido por inclusão no balanço patrimonial da controlada.
• eliminar do resultado os encargos de tributos correspondentes ao lucro não realizado, apresentando-os no
ativo circulante/realizável a longo prazo – tributos diferidos, no balanço patrimonial consolidado.
 Os arts. 25 e 29 da citada instrução estabelecem ainda, respectivamente, que a participação dos
acionistas não controladores (minoritários) no:
• patrimônio líquido das sociedades controladas, deve ser destacada em grupo isolado, no balanço
patrimonial consolidado, imediatamente antes do patrimônio líquido.
• lucro líquido ou prejuízo do exercício das controladas deve ser destacada e apresentada, respectivamente,
como dedução ou adição ao lucro líquido ou prejuízo consolidado.
 Alguns tipos de papéis de trabalho utilizados na consolidação de demonstrações contábeis:
• consolidação do balanço - ATIVO.
• consolidação do balanço - PASSIVO.
• consolidação do resultado do exercício.
• demonstração da evolução do patrimônio líquido consolidado.
• resumo dos lançamentos de eliminações na consolidação.
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

Paulo Henrique Alves Parreira


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CONSOLIDAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

 São tipos de saldos e transações a serem eliminados na consolidação:


A) ELIMINAÇÃO DE INVESTIMENTOS
Considerando a situação em que a Controladora A tenha constituído uma Controlada B, participando
com 100% de seu capital, e que:
• a integralização do capital foi toda em dinheiro no valor de $ 125.000.
• a Controlada B não realizou nenhuma outra transação.
• o balanço da Controlada B apresentou apenas $ 125.000 no Disponível e igual valor na conta Capital, fato
que enseja a eliminação somente dos investimentos, em função de não existirem outras transações ou
saldos entre as empresas.
CONTROLADORA A E SUA CONTROLADA B
RESUMO DOS LANÇAMENTOS DE ELIMINAÇÕES DE CONSOLIDAÇÃO
31 de dezembro de 19X1
LANÇAMENTO Nº DÉBITO - $ CRÉDITO - $
(1) CAPITAL (Controlada B) 125.000
INVESTIMENTOS (Controladora A) 125.000

CONTROLADORA A E SUA CONTROLADA B


CONSOLIDAÇÃO DE BALANÇOS
31 de dezembro de 19X1
ELIMINAÇÃO DE SALDOS
ELEMENTOS CONTROLA- CONTRO-
CONSOLIDAÇÃO CONSOLI-
PATRIMONIAIS DORA A LADA B
DÉBITO CRÉDITO DADOS
ATIVO
Disponível 75.000 125.000 200.000
Contas a Receber de terceiros 150.000 150.000
Estoques 300.000 300.000
Investimento na Controlada B 125.000 (1) 125.000
Imobilizado 350.000 _______ _______ _______ 350.000
TOTAL DO ATIVO 1.000.000 125.000 125.000 1.000.000

PASSIVO
Contas a Pagar a Terceiros 250.000 250.000
Capital 500.000 125.000 (1) 125.000 500.000
Lucros Acumulados 250.000 _______ _______ 250.000
TOTAL PASSIVO 1.000.000 125.000 125.000 ________ 1.000.000

B) ELIMINAÇÃO DE SALDOS INTERCOMPANHIAS


Considerando aquela situação em que a Controladora A tenha constituído uma Controlada B,
participando com 100% de seu capital, e que:
• a Investidora A vendeu pelo preço de custo $ 100.000 de mercadorias para Controlada B.
• a Controlada B, no dia do balanço, mantinha em estoque os $ 100.000 de mercadorias.
• a Controlada B nada pagou à Controladora A, registrando, assim, um passivo de $ 100.000.
• a Controladora A, por sua vez, apresentava os $ 100.000 em contas a receber da Controlada B.
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

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CONSOLIDAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

CONTROLADORA A E SUA CONTROLADA B


RESUMO DOS LANÇAMENTOS DE ELIMINAÇÕES DE CONSOLIDAÇÃO
31 de dezembro de 19X1
LANÇAMENTO Nº DÉBITO - $ CRÉDITO - $
(1) CAPITAL (Controlada B) 125.000
INVESTIMENTOS (Controladora A) 125.000
(2) CONTAS A PAGAR (Controlada B) 100.000
CONTAS A RECEBER (Controladora A) 100.000
(3) VENDAS (Controladora A) 100.000
CUSTO MERCADORIAS VENDIDAS (Controladora A) 100.000

CONTROLADORA A E SUA CONTROLADA B


CONSOLIDAÇÃO DE BALANÇOS
31 de dezembro de 19X1
ELIMINAÇÃO DE SALDOS
ELEMENTOS CONTROLA- CONTRO-
CONSOLIDAÇÃO CONSOLI-
PATRIMONIAIS DORA A LADA B
DÉBITO CRÉDITO DADOS
ATIVO
Disponível 75.000 125.000 200.000
Contas a Receber de terceiros 150.000 150.000
Contas a Receber da Controlada B 100.000 (2) 100.000
Estoques 200.000 100.000 300.000
Investimento na Controlada B 125.000 (1) 125.000
Ativo Imobilizado 350.000 _______ _______ _______ 350.000
TOTAL DO ATIVO 1.000.000 225.000 225.000 1.000.000

PASSIVO
Contas a Pagar a terceiros 250.000 250.000
Contas a Pagar à Controladora A 100.000 (2) 100.000
Capital 500.000 125.000 (1) 125.000 500.000
Lucros Acumulados 250.000 _______ _______ ________ 250.000
TOTAL PASSIVO 1.000.000 225.000 225.000 1.000.000

CONTROLADORA A E SUA CONTROLADA B


CONSOLIDAÇÃO DA DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS DO EXERCÍCIO
31 de dezembro de 19X1
ELIMINAÇÃO DE SALDOS
ELEMENTOS DE CONTROLA CONTRO-
CONSOLIDAÇÃO CONSOLI-
RESULTADOS -DORA A LADA B
DÉBITO CRÉDITO DADOS
VENDAS 1.300.000 (3) 100.000 1.200.000
CUSTO MERCADORIAS VENDIDAS 700.000 _______ (3) 100.000 600.000
LUCRO BRUTO 600.000 100.000 100.000 600.000
DESPESAS 400.000 ______ ______ 400.000
LUCRO LÍQUIDO 200.000 100.000 100.000 200.000
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

Paulo Henrique Alves Parreira


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CONSOLIDAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

C) ELIMINAÇÃO DE LUCROS NAS TRANSAÇÕES INTERCOMPANHIAS


Considerando os seguintes exemplos:
• Juros cobrados.
• Comissões sobre vendas.
• Dividendos recebidos, se creditados à receita.
CONTROLADORA A E SUA CONTROLADA B
RESUMO DOS LANÇAMENTOS DE ELIMINAÇÕES DE CONSOLIDAÇÃO
31 de dezembro de 19X1
LANÇAMENTO Nº DÉBITO - $ CRÉDITO-$
(1) JUROS COBRADOS PELA CONTROLADORA A DA CONTROLADA B
Receitas Financeiras (Controladora A) 10.000
Despesas Financeiras (Controlada B) 10.000
(2) COMISSÕES SOBRE VENDAS COBRADAS PELA CONTROLADORA A
DA CONTROLADA B
Receitas de Comissões sobre Vendas (Controladora A) 20.000
Despesas de Vendas (Controlada B) 20.000
(3) DIVIDENDOS REGISTRADOS COMO RECEITA NA CONTROLADORA A
(quando o investimento permanente é avaliado pelo método de custo)
Receitas de Participações Societárias (Controladora A) 70.000
Lucros Acumulados (Controlada B) 70.000

D1) ELIMINAÇÃO DE LUCROS NOS ESTOQUES


Considerando as hipóteses em que:
• a empresa Controlada B vende mercadorias à Controladora A, por $ 140.000, cujo custo de aquisição para a
Controlada B foi $ 100.000.
• a adquirente vendeu todas as mercadorias para terceiros, ao preço de $ 160.000, até a data da
consolidação, portanto, não apresentou saldo no estoque naquela data.
OPERAÇÃO DE VENDA NA CONTROLADA B
LANÇAMENTO CONTÁBIL DÉBITO - $ CRÉDITO - $
VENDAS 140.000
CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS 100.000
LUCRO BRUTO 40.000

OPERAÇÃO DE VENDA NA CONTROLADORA A


LANÇAMENTO CONTÁBIL DÉBITO - $ CRÉDITO - $
VENDAS 160.000
CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS 140.000
LUCRO BRUTO 20.000

CONTROLADORA A E SUA CONTROLADA B


RESUMO DOS LANÇAMENTOS DE ELIMINAÇÕES DE CONSOLIDAÇÃO NA DEMONSTRAÇÃO DOS
RESULTADOS DO EXERCÍCIO
LANÇAMENTO Nº DÉBITO - $ CRÉDITO
(1) VENDAS (Controlada B) 140.000
CUSTO MERCADORIAS VENDIDAS (Controladora A) 140.000
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

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CONSOLIDAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Note que neste caso:
• o custo das vendas a ser eliminado é de $ 140.000 (e não apenas $ 100.000 do custo da Controlada B), pois a
mercadoria foi vendida a terceiros por $ 160.000 pela Controladora A, onde no seu custo de vendas estão
incluídos os $ 40.000 de lucro da Controlada B auferidos na venda efetuada à Controladora A.
• dessa forma, o custo de vendas a eliminar é assim representado:
- Custo das Vendas na Controlada B.................................................................... 100.000
- Custo das Vendas na Controladora A, compreendendo
apenas a margem de lucro auferida pela Controlada B na Controladora A........ 40.000
- TOTAL................................................................................................................. 140.000
CONTROLADORA A E SUA CONTROLADA B
CONSOLIDAÇÃO DA DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS DO EXERCÍCIO
ELIMINAÇÃO DE SALDOS
ELEMENTOS DE CONTROLA- CONTRO-
CONSOLIDAÇÃO CONSOLI-
RESULTADOS DORA A LADA B
DÉBITO CRÉDITO DADOS
VENDAS 160.000 140.000 (1) 140.000 160.000
CUSTO MERCADORIAS VENDIDAS 140.000 100.000 _______ (1) 140.000 100.000
LUCRO BRUTO 20.000 40.000 140.000 140.000 60.000
Observe que os saldos consolidados de vendas e custos das mercadorias vendidas representam efetivas
operações realizadas pelo grupo com terceiros, onde o lucro consolidado ($60.000) não sofreu alteração, sendo
formado pela soma do lucro da Controladora A ($ 20.000) e o da Controlada B ($ 40.000).

D2) ELIMINAÇÃO DE LUCROS NOS ESTOQUES


Considerando o exemplo anterior, hipótese em que:
• a Controlada B vende mercadorias à Controladora A, por $ 140.000, cujo custo de aquisição é $ 100.000.
• a adquirente não vendeu nada de tais mercadorias a terceiros, mantendo em estoque os $ 140.000 até o
momento da consolidação.
CONTROLADORA A E SUA CONTROLADA B
RESUMO DOS LANÇAMENTOS DE ELIMINAÇÕES DE CONSOLIDAÇÃO NA DEMONSTRAÇÃO DOS
RESULTADOS DO EXERCÍCIO
LANÇAMENTO Nº DÉBITO - $ CRÉDITO - $
(1) VENDAS (Controlada B) 140.000
CUSTO MERCADORIAS VENDIDAS (Controlada B) 100.000
ESTOQUES (Controladora A) 40.000

CONTROLADORA A E SUA CONTROLADA B


CONSOLIDAÇÃO DA DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS DO EXERCÍCIO
ELIMINAÇÃO DE SALDOS
ELEMENTOS DE CONTROLA- CONTRO-
CONSOLIDAÇÃO CONSO-
RESULTADOS DORA A LADA B
DÉBITO CRÉDITO LIDADOS
VENDAS 140.000 (1) 140.000
CUSTO MERCADORIAS VENDIDAS _______ 100.000 _______ (1) 100.000 _______
LUCRO BRUTO 40.000 140.000 100.000
Note que neste caso:
• os saldos consolidados de resultados são nulos, pois não houve venda a terceiros, sendo que no balanço
consolidado deve ser esse o valor respectivo dentro do Patrimônio Líquido.
• ressalte-se que a eliminação de $ 40.000 no valor do estoque da Controladora A deve aparecer no papel de
trabalho de consolidação do balanço, não tratada nesta oportunidade.
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

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CONSOLIDAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

D3) ELIMINAÇÃO DE LUCROS NOS ESTOQUES


Considerando o exemplo anterior, porém com a Controladora A vendendo a terceiros 50% das
mercadorias adquiridas, pelo valor $ 80.000.
Dessa forma, o lucro no estoque será assim calculado:
1. CÁLCULO DA MARGEM DE LUCRO
Preço de venda pela Controlada B........................................ 140.000
Custo das mercadorias vendidas na Controlada B................ 100.000
LUCRO BRUTO................................................................ 40.000
Margem de Lucro
(lucro bruto / preço de venda) ou (40.000/140.000)........... 28,57%
2. CÁLCULO DO LUCRO NO ESTOQUE
Todos estoques adquiridos da Controlada B.......................................... 140.000
(-) Estoques vendidos a terceiros (50%)................................................ 70.000
Saldo em estoque na Controladora A................................................ 70.000
LUCRO INTERNO CONTIDO NO ESTOQUE RETRO CALCULADO
PELA MARGEM DE 28,57% (x 70.000)................................................. 20.000
ESTOQUE SEM LUCRO, A PREÇO DE CUSTO DO CONJUNTO ....... 50.000
CONTROLADORA A E SUA CONTROLADA B
RESUMO DOS LANÇAMENTOS DE ELIMINAÇÕES DE CONSOLIDAÇÃO NA DEMONSTRAÇÃO DOS
RESULTADOS DO EXERCÍCIO
LANÇAMENTO Nº DÉBITO - $ CRÉDITO - $
(1) VENDAS (Controlada B) 140.000
CUSTO MERCADORIAS VENDIDAS (Controladora A) 120.000
ESTOQUES (Controladora A) 20.000

Como a situação neste caso envolveu lucros não realizados já detectados na equivalência
patrimonial, tem-se a seguir o papel de trabalho de resumo dos lançamentos de eliminação de
consolidação do balanço e da demonstração dos resultados do exercício:
CONTROLADORA A E SUA CONTROLADA B
RESUMO DOS LANÇAMENTOS DE ELIMINAÇÕES DE CONSOLIDAÇÃO NO BALANÇO E NA
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS DO EXERCÍCIO
LANÇAMENTO Nº DÉBITO - $ CRÉDITO - $
(1) Eliminação dos saldos intercompanhias
CONTAS A PAGAR (Controladora A) 140.000
CONTAS A RECEBER (Controlada B) 140.000
(2) Eliminação do investimento (100%)
CAPITAL (Controlada B) 125.000
LUCROS ACUMULADOS (Controlada B) 20.000
INVESTIMENTOS (Controladora A) 145.000
(3) Eliminação do lucro nos estoques
LUCROS ACUMULADOS (Controlada B) 20.000
ESTOQUES (Controladora A) 20.000
(4) Eliminação das vendas internas
VENDAS (Controlada B) 140.000
CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS (Controladora A) 120.000
ESTOQUES (Controladora A) 20.000
(5) Eliminação da Receita de Equivalência Patrimonial
PARTICIPAÇÃO NO LUCRO DA CONTROLADA B 20.000
INVESTIMENTOS (Controladora A) 20.000
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

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CONSOLIDAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Observe que:
• os valores lançados a crédito de Estoques ($ 20.000, lançamento 4) e de Investimentos ($ 20.000,
lançamento 5), não são, anomalamente, registrados no papel de trabalho, isto porque nesse papel os
créditos a Estoques e Investimentos já foram feitos pelos lançamentos 3 e 2, respectivamente.
• essa aparente duplicidade de lançamento (que precisa ser cuidadosamente evitada) deve-se ao fato de que
nesse papel de trabalho, os lucros estão colocados duas vezes, uma sob a forma de Lucros Acumulados no
balanço e outra como saldo final na Demonstração do Resultado.
• nesse sistema, os lançamentos referentes a ajustes e eliminações na Demonstração do Resultado só são
considerados, no papel de trabalho, nas parcelas que se referem às contas do Resultado.
CONTROLADORA A E SUA CONTROLADA B
CONSOLIDAÇÃO DO BALANÇO E DA DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS DO EXERCÍCIO
ELIMINAÇÃO DE SALDOS
ELEMENTOS PATRIMONIAIS E CONTROLA CONTRO-
CONSOLIDAÇÃO CONSO-
DE RESULTADOS -DORA A LADA B
DÉBITO CRÉDITO LIDADOS
BALANÇO
ATIVO
Disponível 75.000 125.000 200.000
Contas a Receber de terceiros 80.000 80.000
Contas a Receber da Controladora A 140.000 (1) 140.000
Estoques 70.000 (3) 20.000 50.000
Investimentos na Controlada B 145.000 (2) 145.000
Ativo Imobilizado 350.000 _______ _______ _______ 350.000
TOTAL DO ATIVO 720.000 265.000 305.000 680.000
PASSIVO
Contas a Pagar a Terceiros 50.000 100.000 150.000
Contas a Pagar a Controlada B 140.000 (1) 140.000
Capital 500.000 125.000 (2) 125.000 500.000
Lucros Acumulados 30.000 40.000 (2) 20.000 30.000
_______ _______ (3) 20.000 _______ _______
TOTAL DO PASSIVO 720.000 265.000 305.000 680.000
DEMONSTRAÇÃO
Vendas 80.000 140.000 (4) 140.000 80.000
Custo das Vendas 70.000 100.000 _______ (4) 120.000 50.000
LUCRO BRUTO 10.000 40.000 140.000 120.000 30.000
Participação no lucro da Controlada B 20.000 ______ (5) 20.000 _______ ______
LUCRO LÍQUIDO 30.000 40.000 160.000 120.000 30.000
Apuração do valor do investimento na
Controladora: Valor da equivalência = 100% x $ 145.000 = $ 145.000
PL da Controlada B
Capital 125.000 Saliente-se que na adoção da equivalência somente são
Lucros Acumulados 40.000 eliminados os lucros não realizados de vendas da Controlada
TOTAL 165.000 para a Controladora (em função do PL da investida ser a base
(-) Lucros não realizados (nos estoques) 20.000 da equivalência), o que não ocorre na consolidação, onde
também são eliminados os lucros não realizados de vendas da
VALOR AJUSTADO 145.000
Controladora para a Controlada.
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

Paulo Henrique Alves Parreira


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CONSOLIDAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

E) ELIMINAÇÃO DE LUCRO OU PREJUÍZO EM INVESTIMENTOS


Isso ocorre quando uma empresa vende com lucro para outra do mesmo grupo uma participação
acionária numa terceira empresa. Exemplo a seguir, considerando que:
• a Controladora A tenha o controle acionário da Controlada B e participação em 30% do capital de uma
Coligada C, sendo que os 70% restantes do capital pertencem a pessoas fora do grupo empresarial.
• a Controladora A vende sua participação na Coligada C para a Controlada B pelo valor de $ 6.000.000, cujo
valor contábil é de $ 4.000.000, obtendo-se, assim, um lucro de $ 2.000.000.
• tanto a Controladora A, quanto a Controlada B, adotam o método da equivalência patrimonial para
avaliação do investimento.
AQUISIÇÃO DO INVESTIMENTO PELA CONTROLADA B
LANÇAMENTO CONTÁBIL DÉBITO - $ CRÉDITO - $
INVESTIMENTOS NA COLIGADA C
Valor da Equivalência Patrimonial 4.000.000
Ágio 2.000.000
Bancos 6.000.000

VENDA DO INVESTIMENTO PELA CONTROLADORA A


LANÇAMENTO CONTÁBIL DÉBITO - $ CRÉDITO - $
Bancos 6.000.000
INVESTIMENTOS NA COLIGADA C
Valor da Equivalência Patrimonial 4.000.000
Receita Não-Operacional - Lucro na Venda de Investimentos 2.000.000

Como o lucro auferido na transação intercompanhia está incluído no ativo da Controlada B e como
receita do ano na Controladora A, este deverá ser eliminado na consolidação.
CONTROLADORA A E SUA CONTROLADA B
RESUMO DOS LANÇAMENTOS DE ELIMINAÇÕES DE CONSOLIDAÇÃO NO BALANÇO E NA
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS DO EXERCÍCIO
LANÇAMENTO Nº DÉBITO - $ CRÉDITO - $
(1) RECEITA NÃO-OPERACIONAL (Controladora A)
Lucro na Venda de Investimentos 2.000.000
ÁGIO (Controlada B) 2.000.000

Na hipótese da Controlada B ter registrado o investimento pelo total pago de $ 6.000.000, sem
segregar em ágio a parte do excesso de custo em relação ao valor patrimonial, tem-se o seguinte
papel de trabalho de resumo dos lançamentos de eliminação:
CONTROLADORA A E SUA CONTROLADA B
RESUMO DOS LANÇAMENTOS DE ELIMINAÇÕES DE CONSOLIDAÇÃO NO BALANÇO E NA
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS DO EXERCÍCIO
LANÇAMENTO Nº DÉBITO - $ CRÉDITO - $
(1) RECEITA NÃO-OPERACIONAL (Controladora A)
Lucro na Venda de Investimentos 2.000.000
INVESTIMENTOS (Controlada B) 2.000.000
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

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CONSOLIDAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Foi considerado no exemplo exposto que a venda ocorreu durante o ano em que se está realizando a
consolidação, o que motivou a eliminação de parte do investimento contra a receita do exercício.
Agora, tem-se a seguir o papel de trabalho de resumo dos lançamentos de eliminação considerando
a consolidação do ano seguinte, onde o lucro na venda do investimento estaria na conta Lucros
Acumulados de exercícios anteriores:
CONTROLADORA A E SUA CONTROLADA B
RESUMO DOS LANÇAMENTOS DE ELIMINAÇÕES DE CONSOLIDAÇÃO NO BALANÇO E NA
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS DO EXERCÍCIO
LANÇAMENTO Nº DÉBITO - $ CRÉDITO - $
(1) LUCROS ACUMULADOS - ANOS ANTERIORES
(Controladora A) 2.000.000
ÁGIO (Controlada B) 2.000.000

Agora será desenvolvida a eliminação de saldos e transações considerando o mesmo exemplo,


porém nas seguintes condições:
• a Controlada B registrou o ágio de $ 2.000.000 em conta de ativo, para amortizá-lo em cinco anos, o que
leva a eliminação da consolidação, anualmente, a ser diferente, visto que à medida que tal ativo vai sendo
amortizado contra conta de despesas, o lucro nos ativos sofre uma redução até zerar, quando não haveria
mais lucro nos ativos a ser eliminado.
• com o mesmo exemplo, e na suposição de que a transação de venda ocorreu no final de X4, e que a
Controlada B optou por amortizar o ágio de $ 2.000.000 em cinco anos, correspondente a $ 400.000 por ano
a partir do exercício de X5, pode-se evidenciar a evolução do ativo e sua amortização no quadro a seguir:
NA CONTROLADA B NA CONTROLADORA A
ANOS Amortização Lucros Lucros
Ágio Líquido (Despesas do Acumulados – Receita Acumulados –
Ano) Anos Anteriores Anos Anteriores
Em X4 2.000.000 2.000.000
Em X5 1.600.000 400.000 2.000.000
Em X6 1.200.000 400.000 400.000 2.000.000
Em X7 800.000 400.000 800.000 2.000.000
Em X8 400.000 400.000 1.200.000 2.000.000
Em X9 400.000 1.600.000 2.000.000
Em Y0 2.000.000 2.000.000
Note-se que o lucro nos ativos sofre reduções anuais até ser eliminado em X9, quando encerram-se os
lançamentos de eliminação.

CONTROLADORA A E SUA CONTROLADA B


RESUMO DOS LANÇAMENTOS DE ELIMINAÇÕES DE CONSOLIDAÇÃO NO BALANÇO E NA
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS DO EXERCÍCIO
LANÇAMENTO DÉBITO - $ CRÉDITO - $
EM X4
Receita não-operacional 2.000.000
Ágio 2.000.000
EM X5
Lucros Acumulados - Anos Anteriores 2.000.000
Ágio 1.600.000
Despesa - Amortização do Ano 400.000
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

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CONSOLIDAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
EM X6
Lucros Acumulados - Anos Anteriores 2.000.000
Ágio 1.200.000
Despesa - Amortização do Ano 400.000
Lucros Acumulados - Anos Anteriores 400.000
EM X7
Lucros Acumulados - Anos Anteriores 2.000.000
Ágio 800.000
Despesa - Amortização do Ano 400.000
Lucros Acumulados - Anos Anteriores 800.000
EM X8
Lucros Acumulados - Anos Anteriores 2.000.000
Ágio 400.000
Despesa - Amortização do Ano 400.000
Lucros Acumulados - Anos Anteriores 1.200.000
EM X9
Lucros Acumulados - Anos Anteriores 2.000.000
Despesa - Amortização do Ano 400.000
Lucros Acumulados - Anos Anteriores 1.600.000
EM Y0
Lucros Acumulados - Anos Anteriores 2.000.000
Lucros Acumulados - Anos Anteriores 2.000.000
Observe que no ano de Y0 não é mais necessário o lançamento de eliminação, vez que o lançamento de débito e
de crédito deve acontecer na mesma conta, que no caso é Lucros Acumulados - Anos Anteriores, o que não afeta
os saldos consolidados.

F) ELIMINAÇÃO DE LUCRO OU PREJUÍZO EM ATIVO IMOBILIZADO


Isso ocorre quando uma empresa vende a outra do mesmo grupo, máquinas, equipamentos,
terrenos, veículos, etc, para incorporação ao seu ativo imobilizado, cuja transação ocorre com lucro
ou prejuízo. Agora um exemplo com as seguintes condições:
• a Controladora A vende à Controlada B, da qual detém 90% das ações, um terreno no valor de $ 10.000.000,
cujo custo na vendedora é de $ 6.600.000.
VENDA DO TERRENO PELA CONTROLADORA A
LANÇAMENTO CONTÁBIL DÉBITO - $ CRÉDITO - $
Bancos 10.000.000
Terrenos- Custo 6.600.000
Receita não-operacional (lucro na venda de terreno) 3.400.000

AQUISIÇÃO DO TERRENO PELA CONTROLADA B


LANÇAMENTO CONTÁBIL DÉBITO - $ CRÉDITO - $
Terrenos – Custo 10.000.000
Bancos 10.000.000
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

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CONSOLIDAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

Considerando que o terreno não sofreu depreciação até o momento da consolidação, a eliminação
necessária é:
CONTROLADORA A E SUA CONTROLADA B
RESUMO DOS LANÇAMENTOS DE ELIMINAÇÕES DE CONSOLIDAÇÃO NO BALANÇO E NA
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS DO EXERCÍCIO
LANÇAMENTO Nº DÉBITO - $ CRÉDITO - $
(1) RECEITA NÃO-OPERACIONAL (Controladora A)
Lucro na venda de bem do imobilizado 3.400.000
TERRENOS (Controlada B) 3.400.000

Note-se que:
• o exemplo ora apresentado se refere à venda de um terreno da Controladora para a Controlada, cujo ativo
não sofre depreciação. Em havendo lucro intercompanhia em bens depreciáveis, amortizáveis ou exauríveis,
as eliminações de consolidação tornam-se mais complexas, em função de variarem de ano a ano, cuja
situação exige a manutenção de controles adequados para apuração de seus efeitos. Entretanto, os
procedimentos são os mesmos adotados no tratamento da amortização do ágio em investimentos.
• é necessário considerar na apuração de tais efeitos, e nos respectivos lançamentos de eliminação, se esses
ajustes já foram ou não considerados redução do Patrimônio Líquido das controladas para fins de avaliação
do investimento, hipótese que, se ocorrida, não deve haver eliminações na consolidação, sob pena de
provocar duplicidade. Todavia, sempre remanesce por eliminar na consolidação o lucro não realizado por
vendas da controladora para controlada, situação não alcançada pela equivalência patrimonial.

5. PARTICIPAÇÕES MINORITÁRIAS EM CONTROLADAS

A) CONSIDERAÇÕES INICIAIS E FORMA DE APRESENTAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO NO


CAPITAL DA CONTROLADA
 Considerando que a consolidação é feita pela empresa controladora e que as demonstrações
contábeis devem refletir sua participação na controlada, é necessário destacar no balanço
consolidado a parcela de capital pertencente às pessoas naturais (físicas) ou jurídicas, denominadas
de minoritárias (ou majoritárias não controladoras), isto é, terceiros fora do grupo, para que o
patrimônio consolidado seja a parte que efetivamente pertence aos acionistas da empresa
controladora, nos termos do disposto no § 1º do art. 250 da Lei nº 6.404/76 e no art. 25 da Instrução
CVM nº 247/96.
 Para atendimento desta disposição legal é preciso promover uma segregação de contas no balanço
consolidado, com vistas a que a participação minoritária seja evidenciada, o que da seguinte forma:
BALANÇO PATRIMONIAL CONSOLIDADO
PASSIVO
PASSIVO CIRCULANTE
PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO
RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS
PARTICIPAÇÃO MINORITÁRIA EM CONTROLADAS CONSOLIDADAS
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
TOTAL DO PASSIVO
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

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CONSOLIDAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

B) APURAÇÃO DO VALOR DA PARTICIPAÇÃO MINORITÁRIA


 A seguir são determinadas as participações no capital da controlada:
CAPITAL SOCIAL DA CONTROLADA B VALOR - $ PART. %
Detido pela Controladora A 90.000 90%
Detido pelos sócios ou acionistas minoritários 10.000 10%
TOTAL DO CAPITAL 100.000 100%

 Por outro lado, como o sócio ou acionista minoritário tem direito, também, aos outros elementos do
Patrimônio Líquido, é necessário identificar essa participação % não só na conta capital como nas
reservas e lucros acumulados.
 A seguir são demonstrados os componentes do Patrimônio Líquido da controlada:
CAPITAL SOCIAL DA CONTROLADA B VALOR - $
200.000 ações a $ 1,00 cada uma 200.000
Reserva de Capital 70.000
Reservas de Lucros 95.320
Lucros Acumulados 62.430
TOTAL DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 427.750

 A seguir são demonstradas as participações no número de ações do capital social subscrito e


integralizado da controlada:
CAPITAL SOCIAL DA CONTROLADA B Nº DE AÇÕES PART. %
Detido pela Controladora A 160.000 80%
Detido pelos diversos acionistas minoritários 40.000 20%
TOTAL DE AÇÕES DO CAPITAL 200.000 100%

 Para efeito de identificar o direito dos acionistas minoritários sobre as demais contas do Patrimônio
Líquido, deve-se aplicar a porcentagem encontrada no quadro anterior (20%) sobre os valores destas
contas, como segue:
PATRIMÔNIO LÍQUIDO DA CONTROLADA B
CONTAS VALOR MINORITÁRIOS CONTROLADORA A
TOTAL 20% 80%
Capital Social 200.000 40.000 160.000
Reservas de Capital 70.000 14.000 56.000
Reservas de Lucros 95.320 19.064 76.256
Lucros Acumulados 62.430 12.486 49.944
TOTAL DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 427.750 85.550 342.200

 Da análise do quadro anterior, verifica-se que o valor a ser segregado no balanço consolidado é de $
85.550, que representa a participação dos acionistas minoritários, cujo lançamento de eliminação é:
CONTROLADORA A E SUA CONTROLADA B
RESUMO DOS LANÇAMENTOS DE ELIMINAÇÕES DE CONSOLIDAÇÃO NO BALANÇO
LANÇAMENTO Nº DÉBITO - $ CRÉDITO - $
(1) CAPITAL SOCIAL 40.000
RESERVAS DE CAPITAL 14.000
RESERVAS DE LUCROS 19.064
LUCROS ACUMULADOS 12.486
PARTICIPAÇÃO MINORITÁRIA EM CONTROLADAS CONSOLIDADAS 85.550
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

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CONSOLIDAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

 Por outro lado, na Demonstração do Resultado do Exercício deverá ser eliminada a parcela do lucro
das controladas consolidadas a que têm direito os sócios ou acionistas minoritários por sua
participação no capital social da investida (de acordo com o art. 29 da Instrução CVM nº 247/96).
 Para adoção desse procedimento, será utilizado o exemplo anterior e considerando os seguintes
aspectos:
• a participação dos minoritários corresponde a 20% do lucro da controlada.
• o suposto resultado apresentado pela controlada é de $ 900.000, cuja participação é assim calculada:
− Valor do lucro da Controlada B.................................................... 900.000
− Percentual de participação dos acionistas minoritários............... 20%
− Valor da participação minoritária no lucro (0,20 x 900.000)......... 180.000
• além dos $ 900.000 de lucro apresentado pela Controlada B, a Controladora A obteve um lucro no período
equivalente a $ 1.800.000, totalizando, portanto, em termos de grupo, $ 2.700.000.
 A seguir a apresentação da demonstração consolidada com o destaque da parcela de lucro
pertencente aos acionistas minoritários:
CONTROLADORA A E SUA CONTROLADA B
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
DISCRIMINAÇÃO VALOR - $
RECEITA BRUTA
LUCRO BRUTO
DESPESAS OPERACIONAIS
OUTROS RESULTADOS
LUCRO LÍQUIDO TOTAL 2.700.000
Menos: Participação minoritária nos resultados da Controlada B (180.000)
LUCRO LÍQUIDO CONSOLIDADO 2.520.000
Não é motivo de modificação na participação dos minoritários (ou não controladores) a existência de lucros não
realizados no patrimônio líquido das controladas, os quais afetam o resultado da controladora. Os minoritários
têm direito a participar dos resultados das controladas, ainda que parte do lucro provenha de operações com a
controladora.

6. IMPOSTOS NA CONSOLIDAÇÃO

A) IMPOSTO DE RENDA NA TRANSAÇÃO COM ATIVOS


 É sabido que em várias situações deve-se promover alteração do resultado consolidado em função de
ajustes oriundos de lucros não realizados e outros fatores, sendo que muitos desses lucros
contabilizados individualmente e eliminados por ocasião da consolidação das demonstrações
contábeis, constituem-se em resultados tributáveis nas empresas em que foram apurados. Neste
caso, ocorre de haver um lucro eliminado, mas uma despesa com o imposto de renda presente, o que
leva às seguintes considerações:
• caso esse lucro seja eliminado agora, mas reincluído como lucro na consolidação no futuro, haverá também
a necessidade de eliminar agora o imposto sobre ele incidente, de tal forma que seja incluído quando for
apresentado aquele lucro na consolidação.
• por outro lado, ocorrendo que esse lucro seja eliminado agora e nunca mais apareça na consolidação, não
haverá ajuste a fazer, pois a despesa com a tributação do imposto é de fato uma despesa contabilmente de
agora também para o consolidado ou o ajuste será concretizado na forma de acréscimo ao custo do bem.
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

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CONSOLIDAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

 Como exemplo, pode-se citar o caso em que uma controlada vende estoques à sua controladora,
obtendo lucro e sofrendo incidência do imposto nessa transação, sendo que parte de tais estoques
não tenham sido ainda realizada, ensejando a que a parcela do lucro não realizado e objeto de
eliminação na consolidação acarretará também ajustes relacionados com o imposto a ele
proporcional, os quais ocorrerão:
• no balanço, com ajuste nos Lucros Acumulados (crédito), pela retirada da despesa com o imposto incluído, e
ainda ajuste no Ativo Circulante (débito), pelo fato de que aquele imposto devido individualmente pela
vendedora nada mais é do que uma antecipação do imposto na visão da controladora.
• no resultado, com ajuste do valor da parcela relativa à provisão para o imposto de renda.
 Hipoteticamente, suponha-se os valores a seguir:
• lucro bruto obtido pela vendedora, ainda existente nos estoques da compradora no valor de $ 3.000.000.
• imposto de renda incorrido pela vendedora em relação a esse lucro, calculado na proporção de 35% de $
3.000.000 = $ 1.050.000.
 Com esses dados, são necessários os seguintes ajustes:
• no balanço consolidado, os $ 1.050.000 ensejarão lançamentos a débito no Ativo Circulante e crédito em
Lucros Acumulados.
• na demonstração do resultado consolidada, enseja o lançamento de ajuste apenas na parte relativa a
despesa do imposto, como se fosse partida simples, vez que o ajuste no Ativo Circulante já fora realizado no
lançamento anterior.
Observe que assim procedendo, tem-se o acerto global, uma vez que com a venda do estoque intercompanhias,
estava-se aumentando o lucro não pelo seu total de $ 3.000.000, mas pelo valor líquido de $ 1.950.000, porque
o imposto de renda reduzira aquele montante.
 Na hipótese de transação com venda de ativos imobilizados, o ajuste no balanço será no Realizável a
Longo Prazo, vez que a recuperação do imposto será demorada, acontecendo na mesma proporção
que esses ativos forem sendo baixados por força de depreciação, amortização, alienação e outros
fatores.
 Utilizando o exemplo anterior, se no exercício seguinte a controladora adquirente agora realiza todos
os estoques, por venda, deverá aparecer no resultado consolidado aquele lucro de $ 3.000.000, sem
contar eventuais valores agregados. Assim, será baixado aquele imposto de $ 1.050.000, com sua
eliminação do ativo e o aparecimento no resultado consolidado do novo exercício.
 Do ponto de vista da controladora e das demonstrações consolidadas, estes procedimentos de
ajustes redundam, portanto, em eliminação, no primeiro exercício, do resultado líquido da transação
interna, e na transferência para o segundo exercício, quando de fato haverá sua realização.
 Na hipótese de ocorrer a situação inversa, mediante o registro de um prejuízo numa transação
intercompanhias, onde ocorre uma redução do imposto devido na vendedora, este deverá ser
eliminado mediante o ajuste do valor da despesa com formação da provisão do imposto, no resultado,
para o saldo que teria caso não houvesse aquela diminuição. Assim, a eliminação do prejuízo se dará
em contrapartida a um aumento no valor consolidado do ativo que lhe deu origem, e o acréscimo da
despesa com o imposto será contra o Passivo Circulante, ou Exigível a Longo Prazo, se for o caso, no
balanço consolidado.
 Se os resultados forem totalmente realizados dentro do mesmo exercício não haverá necessidade de
ajustes, pois o eventual acréscimo de imposto incidente no resultado de uma sociedade será
compensado com a redução no da outra, vez que esta registrará um custo de produto vendido maior.
 Em ocorrendo a hipótese de que esse imposto não seja recuperável, onde, por exemplo, uma
controladora vende com lucro um ativo para uma controlada contemplada com isenção do imposto,
esta não terá como compensar. Neste caso, a vendedora apurará o resultado e pagará o imposto.
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

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CONSOLIDAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

 A empresa compradora fará aparecer o ativo no balanço, e na consolidação o lucro intercompanhias


será eliminado, porém quando a adquirente vendê-lo, baixará um custo que inclui aquele lucro, sem
contudo, se beneficiar com a redução de seu imposto em função de não estar sujeita à tributação.
Nesta hipótese, não faz sentido fazer aparecer no balanço consolidado um Imposto de Renda a
Compensar, pois a despesa de imposto incorrida na venda é incompensável, podendo, desde já, ser
baixada também nas demonstrações consolidadas, caso em que a eliminação ocorreria apenas
quanto ao lucro bruto. Poderá surgir uma alternativa de se considerar esse ajuste do imposto não
como Imposto a Recuperar, mas adicionando-o ao valor do próprio elemento do ativo (estoque,
imobilizado, etc) na consolidação, como se devido à transação, o imposto incidente representasse um
acréscimo de custo, o qual no consolidado, será baixado juntamente com o ativo, integrando seu novo
valor. Ressalte-se que esse acréscimo não pode provocar um valor tal no ativo objeto da transação no
balanço consolidado que exceda seu valor líquido de realização, para não ferir a regra de avaliação,
ou seja, do custo ou de mercado para ativos circulantes, e valor de uso para ativos permanentes.
Nesta última hipótese, o imposto pode ser tratado como despesa antecipada no exercício de sua
geração, caso o acréscimo ao custo se mostrar sem sentido por não ter de fato sido aumentada a
utilidade do ativo na nova situação.

B) ICMS E IPI NA TRANSAÇÃO COM ATIVOS


 Como se sabe, o ICMS e o IPI não compõem o custo de aquisição dos estoques quando são
recuperáveis pelo adquirente, não fazendo parte, também, da receita líquida de vendas, porém são
passíveis de alguns ajustes.
 Por suposição, uma controlada vende, por $ 1.000.000, incluso o ICMS de 18% e 1,65% de PIS, mais
IPI no valor de $ 200.000, produtos (estoque) cujo custo líquido do ICMS e IPI importa em $ 600.000,
operação assim demonstrada:
ELEMENTOS VALORES - $
Faturamento Bruto 1.200.000
( – ) IPI (200.000)
Receita Bruta 1.000.000
( – ) ICMS (180.000)
( – ) PIS (16.500)
Receita Líquida 803.500
( – ) Custo dos Produtos Vendidos (600.000)
Lucro Bruto 203.500
 Considerando que referido estoque esteja no balanço da controladora adquirente, haverá a
necessidade de:
• no balanço consolidado, eliminar o lucro não realizado de $ 203.500, mas nenhum ajuste quanto ao IPI e
ICMS, sendo que os saldos a pagar ou a compensar de tais impostos são obrigações ou direitos também
válidos no consolidado.
• na demonstração consolidada do resultado, eliminar todos os demais itens do demonstrativo acima
relativos àquela transação, da seguinte forma:
LANÇAMENTOS DE ELIMINAÇÕES DE CONSOLIDAÇÃO DÉBITO – $ CRÉDITO – $
Faturamento Bruto 1.200.000
IPI 200.000
ICMS 180.000
PIS 16.500
Custo dos Produtos Vendidos 600.000
Estoques (lucro não realizado) 203.500
Note que em se ajustando os elementos retro, automaticamente estarão ajustadas a Receita Bruta, a Receita Líquida e o
Lucro Bruto.
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003 São Paulo.

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CONSOLIDAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

 Não sendo recuperáveis os referidos impostos, a compradora acrescerá seus valores ao custo de
aquisição dos estoques, onde o ajuste é o mesmo já visto. Ressalte-se, ademais, que se os impostos
forem recuperáveis, na compradora o valor dos estoques é de $ 803.500, ou seja, $ 1.200.000
deduzidos de $ 200.000 de IPI, $ 16.500 de PIS e $ 180.000 de ICMS, sendo, por outro lado, não
recuperáveis, o valor ativado será de $ 1.200.000.
 Considerando esta última hipótese, ao se eliminar o lucro não realizado de $ 203.500, o estoque
consolidado baixará de $ 1.200.000 para $ 996.500, referentes aos $ 600.000 originais mais os $
396.500 relativos aos impostos não recuperáveis, sendo que a compradora incorre, inclusive, nesses
custos quando as transações acontecem com terceiros.

C) ISS, COFINS E OUTROS


 Em se tratando da COFINS, ela incide na empresa vendedora sem qualquer oportunidade de
recuperação, sendo, assim, tratada na consolidação como despesa ou como acréscimo ao custo do
bem negociado (neste caso, somente na consolidação), podendo, ainda, ser tratado como despesa
antecipada. Considerando sua pequena relevância, é mais adequado tratá-lo como despesa, em
função da Convenção do Conservadorismo.
 Quanto ao ISS e também da COFINS sobre receitas de serviços, duas situações são passíveis de
ocorrer, quais sejam:
• a empresa usuária ou compradora do serviço considera-o como despesa, caso em que deve se proceder
apenas o ajuste normal de eliminação no resultado consolidado, debitando-se a Receita Bruta (na
prestadora dos serviços) e creditando-se a conta respectiva de Despesa (na usuária do serviço) pelo valor
total dos serviços prestados. Estará sobrando no consolidado o valor do imposto que se transformou de fato
numa despesa no consolidado, em função da incidência ocorrer sobre transferência interna de serviços e de
recursos, sendo incorreto colocar esse valor como dedução da receita na demonstração consolidada, vez
que não se refere a receitas perante terceiros. Os valores do ISS e COFINS, se for o caso, são despesas
operacionais normais.
• a empresa usuária ou compradora do serviço pode ativar o seu valor desde que se refira a custo de
colocação do imobilizado, por exemplo, ou de produção, onde a eliminação ocorrerá através de débito na
Receita Bruta e crédito no Custo do ativo ou da produção a que se referir. Nos mesmos moldes do Imposto
de Renda não recuperável, pode-se também debitar o custo do ativo vinculado ao serviço e creditar a conta
de ISS e/ou COFINS, situação em que tal valor não será tratado como despesa no consolidado, mas como
acréscimo do custo do imobilizado ou do estoque onde foi adicionado o valor do serviço utilizado.
 São válidas as mesmas hipóteses para o caso de incidência do Imposto de Renda sobre resultados
na prestação de serviços, sendo os valores incidentes sobre o lucro obtido pela prestadora
considerados como despesas normais, não necessitando de ajustes se a usuária do serviço der-lhes
tratamento diretamente como despesas, porém, em ativando-os, a incidência ou é deixada como
despesa ou adicionada ao custo do elemento ativado.
 Referidos comentários e ajustes são válidos às despesas com transportes suportados pela vendedora
e comissões de vendas, por exemplo, as quais continuam como despesas no consolidado ou seus
valores são agregados aos custos dos ativos, se for o caso.

7. OUTROS AJUSTES NA CONSOLIDAÇÃO


 Outros cuidados e ajustes devem ser adotados na consolidação de demonstrações contábeis, cujos
procedimentos são definidos pela legislação (societária e CVM), especialmente em relação aos
seguintes aspectos:
• ágio na consolidação.
• diferenças entre o lucro no método da equivalência patrimonial (MEP) e o lucro consolidado.
• consolidação na existência de defasagem nas datas dos balanços.
• reavaliação de ativos na consolidação.
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas,2003, São Paulo.

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CONSOLIDAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

8. FORMA DE EVIDENCIAÇÃO DA CONSOLIDAÇÃO


 As disposições do art. 249 da Lei nº 6.404/76 determinam a necessidade de publicação das
demonstrações contábeis consolidadas por parte da empresa controladora, não sendo-lhe permitido
publicar as suas demonstrações individuais de forma separada das consolidadas, o que é possível
somente para as empresas controladas, embora quando estas pertençam a um Grupo de Sociedades,
precisam indicar onde e quando foram publicadas as demonstrações da sociedade de comando.
 Além destes aspectos legais, a Comissão de Valores Mobiliários, por meio da Instrução CVM nº
247/96, ratifica referidas exigências e determina que as demonstrações consolidadas sejam
divulgadas juntamente com a indicação dos valores correspondentes às demonstrações do exercício
imediatamente anterior, cujas peças contábeis devem ser submetidas à auditoria por parte de
profissionais independentes.
 Na elaboração das Notas Explicativas relativamente às demonstrações consolidadas é dispensável a
repetição das informações que já foram prestadas nas demonstrações individuais, em função da
publicação conjunta de todas as peças, ressalvando-se, no entanto, as discriminações inerentes ao
ativo permanente, exigível a longo prazo, ajustes de exercícios anteriores, as quais normalmente não
são publicadas junto com as demonstrações das empresas controladas.
 Ainda, consoante a referida instrução, devem ser divulgados nas demonstrações contábeis
consolidadas os seguintes elementos (em notas explicativas – NE):
• critérios adotados na consolidação.
• denominação das sociedades controladas incluídas na consolidação, bem como o percentual de
participação da controladora em cada sociedade controlada englobando participação direta e participação
indireta através de outras sociedades controladas.
• exposição das razões que determinaram a exclusão de sociedades controladas na elaboração das
demonstrações contábeis consolidadas.
• base e fundamento para amortização do ágio ou do deságio não absorvido na consolidação.
• eventos subseqüentes à data de encerramento do exercício social que tenham, ou possam vir a ter, efeito
relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros consolidados.
• eventos que ocasionaram qualquer diferença entre os montantes do patrimônio líquido e do lucro líquido da
controladora, em confronto com os correspondentes montantes do patrimônio líquido e do lucro líquido
consolidado apresentados nas demonstrações contábeis consolidadas.
 Sem prejuízo de outros aspectos, dentro dos critérios adotados na consolidação, serão explicados
todos os procedimentos adotados, ainda que sejam aqueles considerados meramente normais, sendo
objeto de destaque as situações específicas relacionadas com os impostos, inclusive as hipóteses de
diferimento do imposto de renda nas demonstrações consolidadas e de apropriações de determinados
impostos e outros gastos como despesa ou acréscimo ao custo de aquisição de elementos do ativo.
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

Paulo Henrique Alves Parreira


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VI – ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA

1. OBJETIVO
Reconhecer a perda do poder aquisitivo da moeda nacional, em função da inflação, em relação
aos elementos patrimoniais da entidade.

2. TIPOS E CARACTERÍSTICAS
A seguir são relacionados os principais tipos e formas de atualização monetária de valores, bem
como as suas características básicas:

 Variação Monetária, forma de apropriar a atualização de certos valores ativos (direitos) e


passivos (obrigações) quando acordo entre as partes (contrato) prever a aplicação de correção pós-fixada.
Outras considerações:
 Não existe índice único fixado por lei para calcular a variação, podendo ser utilizado o IGP,
IPC, IGP-M, UFIR, de acordo com o pactuado;
 Não existe lei fixando o elenco de contas próprias sujeitas à variação;
 Ocorre, também, com base em moeda estrangeira (o dólar, por exemplo), hipótese em que é
contabilizada com o título de Variação Cambial.
 O Regulamento do Imposto de Renda (RIR) estabelece que na determinação do lucro
operacional, deverão ser observados os seguintes procedimentos:
• deverão ser registradas como variação monetária ou cambial ativa, as atualizações de créditos da
empresa, assim como os ganhos monetários ou cambiais ocorridos no pagamento de obrigações
em função da aplicação de índices ou coeficientes nacionais ou taxas de câmbio, ambos exigidos
por disposição legal ou contratual;
• poderão ser registradas como variação monetária ou cambial passiva, as atualizações das
obrigações da empresa, assim como as perdas monetárias ou cambiais, ocorridas no recebimento
de créditos, em função da aplicação de índices ou coeficientes nacionais ou taxas de câmbio,
ambos exigidos por disposição legal ou contratual.
• para o registro da VARIAÇÃO MONETÁRIA, dever ser observado o regime de competência tanto
para as variações monetárias auferidas (ativas) como as incorridas (passivas).
 A seguir é apresentado um exemplo com cálculos, considerando um hipotético contrato de
financiamento com os seguintes dados:
• valor do contrato de financiamento: $ 1.000.000;
• data de celebração do contrato: 31.01.X3;
• indexador adotado: UFIR;
• valor hipotético da UFIR em 31.01.X3: $ 1.000;
• valor da obrigação em UFIR (1.000.000 / 1.000): $ 1.000 UFIRs;
• data de vencimento do contrato: 31.03.X3;
• Variação hipotética da UFIR:
− em 28.02.X3: $ 1.300;
− em 31.03.X3: $ 1.700;
 Cálculo do valor da variação monetária do mês 02/X3:
• valor atualizado da obrigação em 28.02.X3: (1.000 UFIRs x $ 1.300) = $ 1.300.000;
• ( – ) valor original da obrigação em 31.01.X3: $ 1.000.000;
• ( = ) valor da variação monetária em 28.02.X3: ($ 1.300.000 - $ 1.000.000) = $ 300.000.
 Lançamento contábil da variação monetária em 28.02.X3:
• D = Variações Monetárias Passivas (despesa financeira).............. $ 300.000
• C = Financiamentos (passivo exigível).............................................$ 300.000.
 Cálculo do valor da variação monetária do mês 03/X3:
• valor atualizado da obrigação em 31.03.X3: (1.000 UFIRs x $ 1.700) = $ 1.700.000;
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• ( – ) valor atualizado da obrigação em 28.02.X3): $ 1.300.000;
• ( = ) valor da variação monetária em 31.03.X3: ($ 1.700.000 - $ 1.300.000) = $ 400.000.
 Lançamento contábil da variação monetária em 31.03.X3:
• D = Variações Monetárias Passivas (despesa financeira).............. $ 400.000
• C = Financiamentos (passivo exigível)............................................ $ 400.000.
 Considerações finais sobre as variações monetárias (ou cambiais) ativas ou passivas:
• quando o contrato for firmado em dólar ou outra moeda internacional, a forma de calcular é
semelhante, bastando verificar a cotação da moeda em cada período e determinar a variação
ocorrida, a qual será contabilizada como Variação Cambial Passiva;
• nos casos em que o contrato for referente a direitos da empresa para com terceiros, a maneira de
calcular também será idêntica, modificando apenas, a natureza da variação monetária que passaria
a ser rendimentos auferidos (variação monetária ou cambial ativa), conseqüentemente, o
lançamento contábil passaria a ser:
− D = Títulos a Receber (ativo realizável)........................................ $ 500.000
− C = Variação Monetária ou Cambial Ativa (receita financeira)....... $ 500.000.

 Correção Monetária das Demonstrações Contábeis, forma de apropriar a atualização de


certos valores ativos (bens e direitos) e passivos (patrimônio líquido) que sofrem processo de desvalorização.
Outras considerações:
 Também designada, na prática contábil, como Correção Monetária do Balanço – CMB;
 Existe lei federal que determina o índice que serve de base para a correção (a partir de 1995
é a UFIR trimestral, conforme o art. 1º da Lei nº 8.981/95 e art. 47 da Lei nº 9.069/95);
 Existe dispositivo legal que fixa a relação das contas próprias sujeitas à correção
(atualmente é o art. 4º do Decreto nº 332/91);
 Somente é efetuada com base em um indexador nacional;
 Empresas sujeitas à correção monetária:
• aquelas tributadas pelo imposto de renda com base no lucro real;
• as sociedades civis de profissionais legalmente regulamentados (Decreto Federal nº 2.397/87) que
não optarem pela tributação com base no lucro presumido.
 Legislação em vigor:
• Lei Federal nº 8.200, de 28.06.91 (DOU de 29.06.91);
• Decreto Federal nº 332, de 04.11.91 (DOU de 05.11.91);
• Lei Federal nº 8.383, de 30.12.91 (DOU de 31.12.91);
• Lei Federal nº 8.541, de 23.12.92 (DOU de 24.12.92);
• Lei Federal nº 8.981, de 20.01.95 (DOU de 23.01.95);
• Lei Federal nº 9.069, de 20.06.95 (DOU de 21.06.95).
 Elenco de contas sujeitas à correção:
• as contas do ativo permanente e respectiva depreciação, amortização ou exaustão, e as provisões
para atender a perdas prováveis na realização do valor de investimentos;
• as contas representativas dos custos dos imóveis não classificados no ativo permanente;
• as contas representativas das aplicações em ouro;
• as contas representativas de adiantamentos a fornecedores de bens sujeitos a correção monetária,
inclusive aplicações em consórcio, salvo se o contrato previr a indexação do crédito no mesmo
período da correção;
• das contas representativas de contratos de mútuo (empréstimo) entre pessoas jurídicas ligadas por
qualquer forma, bem como os créditos que a empresa tenha a receber de seus sócios ou
acionistas (pessoas físicas ou jurídicas);
NOTA: na hipótese do sócio ou acionista (pessoa física) emprestar dinheiro a pessoa jurídica, de acordo com o
art. 4º, alínea "e", do Decreto nº 332/91, este empréstimo não estaria sujeito à correção com base na
UFIR Diária, visto tratar-se de uma obrigação da empresa e não um crédito a receber. Entretanto, o
MAJUR/94 estabelece que cabe realizar a correção monetária com base na UFIR Diária, também dos
créditos de pessoas ligadas, que constam no passivo exigível, desde que não vinculados a negócios

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usuais na exploração do objeto da empresa, não importando se o valor é devido a sócio ou acionista
pessoa física ou jurídica.
• as contas devedoras e credoras representativas de adiantamentos efetuados por pessoas físicas ou
jurídicas para futuro aumento de capital;
• as contas integrantes do patrimônio líquido, inclusive os lucros ou prejuízos verificados no curso do
ano-calendário (art. 3º, § 6º, da Lei nº 8.541/92);
 Outras considerações:
• no caso de bem adquirido durante o exercício, o cálculo da correção monetária será feito a partir da
data de aquisição deste;
• quando da baixa de bem sujeito à correção monetária esta será efetuada até a data da baixa.

ATENÇÃO!!!

Por força do art. 4º da Lei Federal nº 9.249, de 26.12.1995 (DOU de 27.12.1995), fica
revogada a correção monetária das demonstrações contábeis a partir de 01.01.1996. O parágrafo
único do citado artigo determina a vedação de qualquer sistema de correção monetária das
demonstrações contábeis, inclusive para fins societários.
Entretanto, por força da Resolução CFC nº 900, de 22.03.2001, baixada pelo Conselho Federal
de Contabilidade, é considerada compulsória a aplicação do Princípio da Atualização Monetária,
previsto no art. 8º da Resolução CFC nº 750/93, quando a inflação acumulada no triênio for de 100%
ou mais. A inflação acumulada será calculada com base no Índice Geral de Preços do Mercado
(IGPM), apurado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A aplicação compulsória do
Princípio da Atualização Monetária deverá ser amplamente divulgada nas notas explicativas às
demonstrações contábeis.

 Correção Monetária Integral das Demonstrações Contábeis, recomendada para a


companhia aberta nos termos da Instrução CVM nº 191, de 15.07.1992 (DOU de 17.07.92). Já a Instrução
CVM nº 248, de 29.03.1996 tornou facultativa, a partir de março de 1996, a elaboração e divulgação desta
atualização, em função de que os arts. 4º e 5º da Lei nº 9.249/95 extinguiram a correção monetária, inclusive
para fins societários). Outras considerações:
 Por força da citada instrução, é denominada de Demonstração Contábil em Moeda de
Capacidade Aquisitiva Constante, porém também é conhecida como Correção Monetária
Integral – CMI;
 Além da Lei nº 6.404/76, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em função de legislação
própria, detém a atribuição de fiscalizar e disciplinar as demonstrações contábeis das
sociedades anônimas de capital aberto, ou seja, aquelas que vendem seus valores
mobiliários (ações, debêntures, etc.) em bolsas de valores ou mercado de balcão;
 Baseada no princípio contábil do Denominador Comum Monetário, que dispõe que as
demonstrações contábeis, sem prejuízo dos registros detalhados de natureza qualitativa e
física, serão expressas em termos de moeda nacional de poder aquisitivo da data do último
balanço patrimonial;
 Outros aspectos e detalhes da Correção Monetária Integral – CMI são objeto de estudo no
próximo capítulo deste material didático.

Paulo Henrique Alves Parreira


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VIII – CORREÇÃO MONETÁRIA INTEGRAL

CORREÇÃO MONETÁRIA INTEGRAL

NOTAS INICIAIS
1. Em função da vedação de utilização de qualquer sistema de correção monetária de demonstrações contábeis,
inclusive para fins societários, determinada pelo Parágrafo Único do art. 4º da Lei nº 9.249, de 26.12.1995, as
normas inerentes à sistemática da Correção Monetária Integral – CMI a seguir relacionadas, previstas na
Instrução CVM nº 191, de 15.07.1992, tornaram-se de aplicação facultativa, por força da Instrução CVM nº
248, de 29.03.1996, que também revogou o art. 1º da citada Instrução CVM 191/92, cujo conteúdo havia
instituído a UMC – Unidade Monetária Contábil, como unidade de referência para adoção pelas empresas da
sistemática da Correção Monetária Integral – CMI.
2. Atualmente não existe mais a UFIR.

1. CONCEITO E IMPORTÂNCIA
 É o sistema de reconhecimento dos efeitos da inflação nas demonstrações contábeis, atualizando os
valores históricos dos elementos patrimoniais e de resultado inseridos nessas peças expositivas para
uma única data, tendo como base a utilização de uma moeda de poder aquisitivo constante, sem
prejuízo dos procedimentos relativos à correção monetária oficial ou de balanço.
 Dessa forma, a essência do sistema pressupõe a adoção de índices capazes de refletir a perda do
poder de compra da moeda corrente, de forma a atualizar os saldos contábeis e a reconhecer seus
efeitos no resultado do exercício da empresa.
 É bom ressaltar que, a adoção do sistema de Correção Monetária Integral visa a atualização dos itens
componentes das demonstrações contábeis sem se confundir com seus respectivos valores de
mercado ou de reposição, atendendo ao princípio fundamental do Registro pelo Valor Original (ou do
Custo Original como Base de Valor).
 Portanto, em função da evolução na demanda de informações contábeis e de caráter gerencial, pelos
usuários externos da empresa, a finalidade básica deste sistema é gerar peças demonstrativas em
uma única moeda para todos os seus componentes, além de evidenciar os efeitos do regime
inflacionário sobre cada conta.

2. FACULDADE DE ADOÇÃO DA SISTEMÁTICA


 Inicialmente, por força da Instrução nº 64/87 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), é exigido das
Companhias Abertas, assim consideradas as empresas que negociam seus valores mobiliários
(ações, debêntures, etc) em bolsas de valores ou mercado de balcão, a elaboração de
demonstrações contábeis complementares com base em moeda de poder aquisitivo constante, nas
quais os efeitos da inflação são reconhecidos integralmente em cada um dos seus itens de origem.
 Posteriormente, em 1992, a CVM editou a Instrução CVM nº 191/92, de 15.07.1992 (DOU de
17.07.1992), a qual além de consolidar e revogar as disposições da Instrução nº 64/87 e alterações
posteriores, instituiu a Unidade Monetária Contábil (UMC) como unidade de referência a ser utilizada
pelas empresas sujeitas à adoção da sistemática e atribuiu à sistemática a denominação oficial de
Demonstração Contábil em Moeda de Capacidade Aquisitiva Constante. Lembre-se que atualmente
a adoção da sistemática da correção integral é facultativa, por força da Instrução CVM 248/96.
 Com o objetivo de utilizar sempre um índice capaz de adequadamente representar as variações de
preço da economia nacional, a referida Instrução CVM 191/92, estabeleceu que a expressão
monetária da UMC corresponde à Unidade Fiscal de Referência (UFIR Diária) ou a qualquer outro
índice que eventualmente possa substituí-la.
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

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CORREÇÃO MONETÁRIA INTEGRAL

3. OUTRAS RAZÕES PARA ADOÇÃO DA SISTEMÁTICA


 A seguir são elencadas várias razões ou motivos que levam à necessidade de adoção da sistemática
de Correção Monetária Integral pelas companhias abertas:
• perda de capacidade de compra das disponibilidades e dos valores a receber. Mesmo que os empréstimos,
as aplicações financeiras e os direitos originados de vendas rendam juros e variações monetárias, não deixa
a inflação de reduzir o poder de compra dos valores originais envolvidos. A cobrança de juros, correção
monetária, ou acréscimo de preços na venda a prazo, etc, são apenas compensações decorrentes dessas
perdas inflacionárias. Se os acréscimos suplantarem as perdas tem-se um ganho; caso contrário, haverá um
prejuízo na manutenção desses ativos monetários. Normalmente, a contabilidade apropria essas receitas
financeiras (ou de vendas, quando redundam em aumento do preço faturado), mas não lhes contrapõe
aquelas perdas, distribuídas pelas devidas contas, só o fazendo através da conta de Correção Monetária do
Balanço, distorcendo assim a Demonstração do Resultado.
• ganho de capacidade de compra nos valores a pagar; da mesma forma, os juros, as variações monetárias
(cambiais, por UFIR, IPC e outras) e outros encargos são simplesmente compensações que podem ou não
suplantar o ganho pela manutenção das dívidas. Por exemplo, dever certa quantia com atualização de 70%
a.a. de variação cambial mais 12% a.a. de juros pode representar um efetivo ganho se a inflação for de
100% a.a., ou provocar um encargo real, se a inflação não ultrapassar 80% a.a.
• lucro bruto distorcido quando se compara o preço de venda de hoje com o custo histórico de aquisição de
uma mercadoria adquirida há, por exemplo, três meses; no mínimo, esse valor pago no passado precisaria
ser corrigido pela inflação desse período.
• defasagem nos valores de ativos não monetários que não são corrigidos pela legislação atual, tais como
estoques, despesas antecipadas, alguns tipos de adiantamentos, etc.
• desatualização dos valores de receitas e de despesas nas demonstrações de resultado, pois são somadas
importâncias dos doze meses como se o poder de compra da moeda nacional de cada mês fosse igual; e
isso provoca distorções mesmo quando essas receitas e despesas ocorrem de forma homogênea durante o
período. Quão maiores não são as distorções quando há algumas concentrações como no caso das vendas,
das compras e de outros itens em determinadas empresas.
• enormes distorções na apresentação de demonstrações contábeis comparativas do exercício anterior, pelos
seus valores originais.
• distorção nos índices de análise financeira, no dimensionamento do resultado operacional e outras
analiticamente verificáveis em trabalhos mais específicos.
 Por fim, deve-se ressaltar a importância da Instrução CVM nº 64/87, que tornou obrigatória a
divulgação de demonstrações contábeis complementares em moeda de poder aquisitivo constante,
cujo objetivo final foi a institucionalização dessa sistemática que permitiu à contabilidade prover os
seus usuários com informações de melhor qualidade, necessárias ao processo decisório,
especialmente na área de gerenciamento de investimentos e outros.
 Nos termos da alteração introduzida pelo art. 1º da Instrução CVM nº 201/93 (revogada pela Instrução
CVM nº 248/96), as companhias abertas ficam autorizadas a publicar exclusivamente em moeda de
capacidade aquisitiva constante (Correção Integral) as Demonstrações Contábeis e o Relatório da
Administração, desde que encerradas a partir de dezembro de 1993 e atendidas as prescrições
estabelecidas na Instrução CVM nº 191/92.
 A adoção desta prerrogativa está condicionada a que as companhias evidenciem em notas
explicativas anexas às suas demonstrações as seguintes informações de caráter complementar:
• títulos e saldos das contas constantes do Balanço Patrimonial, elaborado na forma da legislação societária,
quando forem divergentes daqueles apresentados nas Demonstrações Contábeis com Correção Integral.
• conciliação das eventuais divergências entre o resultado líquido e/ou patrimônio líquido, em função do
disposto no parágrafo anterior.
• base, forma de cálculo e montante do dividendo obrigatório das participações no lucro e da provisão para o
imposto de renda e contribuição social.
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

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CORREÇÃO MONETÁRIA INTEGRAL

4. OUTROS ASPECTOS LEGAIS E CONTÁBEIS


 No que concerne ao parecer dos auditores independentes, este deverá contemplar:
• sua opinião sobre as demonstrações elaboradas com Correção Monetária Integral e as correspondentes
notas explicativas.
• a sua emissão e publicação não supre a necessidade de emissão do parecer sobre as demonstrações
contábeis elaboradas na forma da legislação societária (Lei nº 6.404/76).
 As companhias se obrigam, no uso da prerrogativa em questão, a remeter aos acionistas que
eventualmente o solicitarem por escrito, indicando o endereço completo e o prazo de vigência do
pedido, que não será superior a dois exercícios sociais, cópia do Balanço Patrimonial, Demonstração
do Resultado do Exercício e Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados, elaboradas de
conformidade com a legislação societária, e instruídas com cópia do respectivo parecer dos auditores
independentes.
 Por outro lado, deve-se ressaltar que as Demonstrações Contábeis consolidadas serão elaboradas e
publicadas exclusivamente com Correção Monetária Integral, de acordo com normas e regras
previstas na Instrução CVM nº 191/92.
 A contabilização dos ganhos ou perdas com adoção da sistemática de Correção Integral, é realizada
da seguinte forma:
• a perda com manutenção de estoques e adiantamentos a fornecedores será acrescida ao custo dos
produtos vendidos.
• a perda com itens monetários que geram receitas financeiras será deduzida das receitas financeiras, com o
objetivo de apurar as receitas financeiras reais.
• a perda com despesas antecipadas será apropriada a despesa ou custo de produção, conforme sua origem.
• as demais perdas serão apropriadas em itens próprios, como despesas de perdas nos itens monetários.
• o ganho com itens monetários que geram despesas financeiras será deduzido das despesas financeiras,
com o objetivo de apurar as despesas financeiras reais.
• os demais ganhos serão apropriados em itens próprios, como ganhos nos itens monetários.

5. METODOLOGIA DA SISTEMÁTICA

 Considerando os dados nominais obtidos pela legislação societária, a seguir é explicitada a


metodologia do sistema e alguns cálculos de demonstrações contábeis em correção integral.
 Um dos aspectos mais relevantes e complexos da utilização da sistemática de correção integral é o
relacionado com a determinação do índice mais adequada para atualizar os valores, sendo que, como
já visto anteriormente, pela Instrução CVM nº 191/92 deve ser adotado a variação da Unidade
Monetária Contábil (UMC), cuja expressão monetária equivale à da Unidade Fiscal de Referência
(UFIR).
 Entretanto, por força do art. 3º da instrução retro, as companhias abertas poderão utilizar, de forma
alternativa, a variação diária ou a média mensal do valor da UMC, ou, ainda, um critério misto, desde
que preservada a qualidade da informação e adotados os ajustes necessários para uma adequada
evidenciação das receitas e despesas. Neste sentido, o chefe do Departamento de Assuntos
Contábeis e Auditoria da CVM dispõe de competência para autorizar o uso da variação mensal do
valor da UMC, podendo, inclusive, adotar limitações ao uso das alternativas anteriores, em função do
nível da taxa da inflação.
 Um dos aspectos de maior relevância é classificação das contas patrimoniais em dois grupos, quais
sejam:
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

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CORREÇÃO MONETÁRIA INTEGRAL
• Contas monetárias, também denominadas de itens monetários, são compostos pelas disponibilidades,
direitos e obrigações a serem liquidados com disponibilidades, podendo ser subdivididos em:
- itens monetários puros, formados pelas contas de valor prefixado que não contêm qualquer forma de
reajuste ou atualização, como o próprio caixa em moeda nacional.
- itens monetários prefixados, que igualmente não têm atualização, porém possuem embutido alguma
expectativa de inflação já inserida no seu valor, como Contas a Receber decorrentes de vendas a prazo.
- itens monetários indexados, que constituem-se nas contas monetárias sujeitas à atualização por índice
pós-fixado, como empréstimos em UFIR ou dólar, por exemplo.
• Contas não monetárias, igualmente denominadas de itens não-monetários, são compostos por todos os
demais itens representativos dos bens (estoques, imobilizado, etc), despesas antecipadas ou diferidas
(seguros a apropriar, despesas pré-operacionais, etc), resultados de exercícios futuros e outros.
 Quanto às contas do Balanço Patrimonial são adotados os seguintes procedimentos para atualização,
considerando o critério da UMC mensal:
• os seus saldos são, em geral, divididos pela UMC do mês de fechamento do balanço, uma vez que estão
representados pelo valor daquela data.
• os itens não-monetários não classificados como Ativo Permanente ou Patrimônio Líquido poderão ser
divididos pela UMC do mês, considerando-se sua formação próxima à data de fechamento do balanço.
• os itens não-monetários classificados como Ativo Permanente ou Patrimônio Líquido terão seus valores
extraídos do Razão Auxiliar em UFIR, disponíveis nos termos da legislação societária.
 Quanto às contas da Demonstração do Resultado do Exercício são adotados os seguintes
procedimentos para atualização, com o critério da UMC mensal:
• as que representam despesas ou receitas correntes serão divididas pela UMC do mês de sua competência,
como por exemplo, as vendas do mês de junho são divididas pelo valor da UMC daquele mês, em função de
que o valor das vendas está expresso em moeda do próprio mês.
• as despesas ou receitas que estejam sendo objeto de apropriação em virtude de itens não-monetários do
balanço deverão ser apropriadas pelo valor corrigido monetariamente a partir do mês de sua formação,
como por exemplo, as mercadorias baixadas em julho, adquiridas em junho, deverão ser corrigidas de junho
a julho.
• os ganhos e perdas nos itens monetários serão calculados com base na aplicação da seguinte fórmula:
UMC mês (X + 1)
SALDO ANTERIOR DO ITEM MONETÁRIO x ( ---------------------------------- –1)
UMC mês X
• por meio deste cálculo é possível encontrar o valor que a empresa ganhou ou perdeu na manutenção do
item monetário no período compreendido entre os meses X e (X + 1), como por exemplo, se fosse mantido o
saldo de $ 1.000 em caixa por um mês e nesse período o valor da UMC oscilasse de $ 100 para $ 110, tem:
- o saldo em quantidades de UMC = 10 UMC no mês X e 9,0909 UMC em (X + 1).
- o saldo em moeda corrente permanece sem alteração e no valor de $ 1.000, mas em função da inflação do período
medida em 10%, perdeu-se capacidade aquisitiva no montante de 0,9090 UMC ou $ 100, isto é, 0,9090 UMC x $
110 no mês (X + 1) em moeda de (X + 1).
• as despesas e receitas financeiras serão obtidas mediante a aplicação do seguinte cálculo:
Despesa/Receita Financeira do mês X Ganho/perda nos itens monetários
(---------------------------------------------------------) – que geram as correspondentes
UMC mês X despesa/receita financeiras.
• assim, as despesas/receitas financeiras nominais, juros e variação monetária são divididos pela UMC do
mês, como qualquer despesa ou receita, após o que é subtraído o valor dos ganhos/perdas apurados sobre
os itens monetários que geraram tais despesas/receitas financeiras.
• em se deduzindo o ganho/perda dos itens monetários, as despesas / receitas financeiras se apresentarão
líquidas do efeito inflacionário.
• obtém-se o resultado da equivalência patrimonial e a provisão para o imposto de renda calculada sobre o
lucro do período mediante a divisão do valor contabilizado no resultado pela UMC do mês menos a variação
monetária do valor já contabilizado como resultado ou provisão do período. Com relação ao Imposto de
Renda Diferido, é bom lembrar que na elaboração de demonstrações com correção integral, nem sempre
são utilizados os mesmos critérios exigidos pela legislação fiscal, podendo ser diferentes os resultados
obtidos. Neste sentido, na hipótese do lucro pela correção integral superar o lucro fiscal, a empresa deverá
provisionar o Imposto de Renda sobre o adicional e diferi-lo conforme os procedimentos relativos à Provisão
para o Imposto de Renda.
Fonte: MANUAL DE CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES, Atlas, 2003, São Paulo.

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CORREÇÃO MONETÁRIA INTEGRAL

6. EXEMPLO SIMPLIFICADO DA SISTEMÁTICA


 A seguir são relacionados os dados de uma empresa hipotética onde é admitida uma inflação mensal
de 50%, medida pela variação da UFIR diária.
• Empresa constituída em 01.04.X4.
• Capital subscrito e integralizado em dinheiro na mesma data: .... R$ 1.000,00
• Ainda em 01.04.X4:
− Compra de bem do ativo permanente à vista ..................................... R$ 400,00
− Compra de mercadorias para revenda (100 unidades) a prazo ......... R$ 200,00
• Vendas à vista em dinheiro:
− 10.04.X4 – 20 unidades a $ 3,45 .............................................. R$ 69,00
− 20.04.X4 – 30 unidades a $ 3,64 .............................................. R$ 109,20
− 30.04.X4 – 30 unidades a $ 6,00 .............................................. R$ 180,00
• Despesas ocorridas e pagas em 30.04.X4 .................................... R$ 150,00
• Valores da UFIR (hipotéticos):
− 01.04.X4: ................................................................................... R$ 1,00
− 10.04.X4: ................................................................................... R$ 1,15
− 20.04.X4: ................................................................................... R$ 1,30
− 30.04.X4: ................................................................................... R$ 1,50
• O disponível da empresa (Caixa) não foi aplicado no mercado financeiro.
• Por simplicidade, o bem do ativo permanente não será depreciado.
• A empresa levantou balanço em 30.04.X4.
 A seguir as demonstrações contábeis da empresa sem correção monetária:
BALANÇO PATRIMONIAL – 30.04.X4
ATIVO 01.01.X4 30.04.X4 PASSIVO 01.04.X4 30.04X4
CIRCULANTE CIRCULANTE
Caixa 600,00 808,20* Fornecedores 200,00 200,00
Estoques 200,00 40,00** 200,00 200,00
800,00 848,20 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
PERMANENTE Capital 1.000,00 1.000,00
Bem 400,00 400,00 Lucros ou Prejuízos Acum. _______ 48,20***
400,00 400,00 1.000,00 1.048,20
TOTAL 1.200,00 1.248,20 TOTAL 1.200,00 1.248,20
* Saldo inicial (+) Vendas à vista (–) Despesas pagas = 600,00 + 358,20 – 150, 00 = 808,20
** Saldo inicial (–) Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) = 200, 00 – 160,00 = 40,00

CMV = 80 unidades x 2,00 (custo médio) = 160,00


200,00 (compras)
Custo médio = = 2,00
100 (nº de unidades compradas)

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO 30.04.X4


Vendas no Período 358,20
(–) Custo das Mercadorias Vendidas (160,00)
(–) Despesas Operacionais (150,00)
(=) Lucro antes do Imposto de Renda 48,20

 Como já foi visto, o balanço patrimonial apresenta os dois seguintes tipos de itens:
• Itens monetários, constituídos pelas disponibilidades e pelos valores a receber e a pagar que sejam
realizáveis ou exigíveis moeda, os quais não serão corrigidos monetariamente e sua conversão para UFIR é
feita dividindo-se o valor nominal da conta, na data do balanço, pela UFIR correspondente.
Fonte: CONTABILIDADE AVANÇADA E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS, Silvério das Neves e Paulo E. V. Viceconti, Frase, 2001, São Paulo.

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CORREÇÃO MONETÁRIA INTEGRAL

• Itens não-monetários, constituídos pelas demais contas, que serão corrigidos monetariamente e sua
conversão para UFIR é feita na data de sua aquisição ou formação, dividindo-se o valor nominal pela UFIR
correspondente.
 Como se sabe, a premissa da correção integral é que os itens monetários perdem valor com o tempo,
à medida que a moeda nacional perde poder de compra, enquanto que os itens não-monetários
conservam o seu valor, por essa razão é que são atualizados monetariamente.
 Neste sentido, os valores correspondentes a 01.04.X4, que é a data original de formação do
patrimônio da empresa, são divididos por R$ 1,00, que é o valor da UFIR naquele dia.
 Já os saldos das contas Caixa e Fornecedores (itens monetários) em UFIR foram obtidos dividindo-se
os valores nominais em 30.04.X4, R$ 808,20 e R$ 200,00, respectivamente, por R$ 1,50, que é o
valor da UFIR correspondente.
 Os saldos em UFIR dos itens não-monetários (Estoques, Bem do Permanente e Capital) em 30.04.X4
corresponderam ao saldo de sua formação ou aquisição em 01.04X4.
 A seguir as demonstrações contábeis em quantidade de UFIR:
BALANÇO PATRIMONIAL – 30.04.X4
(em quantidade de UFIR)
ATIVO 01.01.X4 30.04.X4 PASSIVO 01.01.X4 30.04.X4
(UFIR=R$ 1,00) (UFIR=R$ 1,50) (UFIR=R$ 1,00) (UFIR=R$ 1,50)
CIRCULANTE CIRCULANTE
Caixa 600,00 538,80 Fornecedores 200,00 133,33
Estoques 200,00 40,00 200,00 133,33
800,00 578,80 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
PERMANENTE Capital 1.000,00 1.000,00
Bem 400,00 400,00 Lucros/Prejuízos Acumul. _______ (154,53)*
400,00 400,00 1.000,00 845,47
TOTAL 1.200,00 978,80 TOTAL 1.200,00 978,80
* O saldo de Lucros ou Prejuízos Acumulados foi obtido da Demonstração do Resultado a seguir.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO


30.04.X4
(em quantidade de UFIR)
Vendas no Período 264,00
(–) Custo das Mercadorias Vendidas (160,00)
(–) Despesas Operacionais (100,00)
(–) Perdas em itens monetários (225,20)
(+) Ganhos em itens monetários 66,67
(=) Prejuízo Líquido Operacional (154,53)

 Na Demonstração do Resultado, as vendas, demais receitas, despesas e custos são convertidos em


quantidade de UFIR através da divisão do seu valor nominal pela UFIR do dia de sua ocorrência.
 Registrando os ganhos e perdas nos itens monetários, as disponibilidades em numerário, por
exemplo, não aplicadas no mercado financeiro, perderão poder aquisitivo e será registrada a perda
correspondente, enquanto que as obrigações cujo valor é prefixado representarão um ônus real
menor para a empresa na data de sua liquidação, o que corresponderá a um ganho para a mesma.
 As vendas do período foram convertidas para UFIR pelo valor desta na data da venda, como segue:
DATA VENDA EM $ UFIR CORRESPONDENTE (EM$) VENDA EM Nº DE UFIR
(1) (2) (3) (4) = (2) / (3)
10.04X4 69,00 1,15 60
20.04X4 109,20 1,30 84
30.04.X4 180,00 1,50 120
TOTAL 358,20 -o- 264
Fonte: CONTABILIDADE AVANÇADA E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS, Silvério das Neves e Paulo E. V. Viceconti, Frase, 2001, São Paulo.

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CORREÇÃO MONTARIA INTEGRAL
 Forma de obtenção do custo das mercadorias vendidas – CMV:
CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS
Custo médio de aquisição em R$ = R$ 200,00 / 100 u = 2,00
Idem em UFIR = R$ 2,00 / R$ 1,00 = 2,00 UFIR
80 unidades vendidas x 2 UFIR = 160 UFIR
 As despesas operacionais, como foram incorridas apenas no dia 30.04.X4, serão correspondentes a:
R$ 150,00 / R$ 1,50 (UFIR de 30.04.X4) = 100 UFIR
 A perda em itens monetários está calculada da seguinte forma:
• Caixa: saldo inicial e as entradas decorrentes das vendas à vista (exceto a de 30.04), como foram aplicadas
no mercado financeiro, perderam valor no período, como segue:
VALOR NOMINAL VALOR INICIAL EM VALOR EM UFIR NO
ITEM PERDA
EM R$ UFIR FIM DO PERÍODO
(1) (2) (3) (4) (5) = (3) – (4)
Saldo inicial 600,00 600,00 / 1,00 = 600 600,00 / 1,50 = 400,00 200,00
Venda em 10.04 69,00 69,00 / 1,15 = 60 69,00 / 1,50 = 46,00 14,00
Venda em 20.04 109,20 109,20 / 1,30 = 84 109,20 / 1,50 = 72,80 11,20
Venda em 30.04 180,00 180,00 / 1,50 = 120 180,00 / 1,50 = 120,00 -o-
TOTAL – – 225,20
Note que, neste exemplo, as saídas de caixa para pagamento de despesas ocorreram no último dia do mês; caso
ocorressem antes, o valor da perda, ao invés de ser determinado no fim do período, teria que ser calculado data das
saídas, sucessivamente, até o final do mês.
 O ganho em itens monetários refere-se à perda de valor da obrigação para com os fornecedores, que
não sofreu atualização monetária, sendo:
Saldo inicial = R$ 200,00
Em UFIR do dia 01.04 = R$ 200,00 / R$ 1,00 = 200,00 UFIR
Em UFIR do dia 03.04 = R$ 200,00 / R$ 1,50 = 133,33 UFIR
Ganho = 66,67 UFIR
 Para a conversão das demonstrações contábeis em UFIR para a moeda corrente do país, basta
multiplicar as contas em quantidade de UFIR pelo valor desta no último dia do período, obtendo-se
assim as seguintes demonstrações contábeis:
BALANÇO PATRIMONIAL – 30.04.X4
(em moeda do final do período)
ATIVO 01.01.X4 30.04.X4 PASSIVO 01.01.X4 30.04.X4
CIRCULANTE CIRCULANTE
Caixa 900,00 808,20 Fornecedores 300,00 200,00
Estoques 300,00 60,00 300,00 200,00
1.200,00 868,20 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
PERMANENTE Capital 1.500,00 1.500,00
Bem 600,00 600,00 Lucros/Prejuízos Acumul. _______ (231,80)
600,00 600,00 1.500,00 1.268,20
TOTAL 1.800,00 1.468,20 TOTAL 1.800,00 1.468,20

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO


30.04.X4
(em moeda do final do período)
Vendas no Período 396,00
(–) Custo das Mercadorias Vendidas (240,00)
(–) Despesas Operacionais (150,00)
(–) Perdas em itens monetários (337,80)
(+) Ganhos em itens monetários 100,00
(=) Prejuízo Líquido Operacional (231,80)
Fonte: CONTABILIDADE AVANÇADA E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS, Silvério das Neves e Paulo E. V. Viceconti, Frase, 2001, São Paulo.

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CORREÇÃO MONETÁRIA INTEGRAL
 A seguir uma comparação dos demonstrativos contábeis com correção monetária integral e com a
legislação societária:
BALANÇO PATRIMONIAL EM 30.04.19X4
ATIVO Correção Legislação PASSIVO Correção Legislação
Integral Societária Integral Societária
CIRCULANTE CIRCULANTE
Caixa 808,20 808,20 Fornecedores 200,00 200,00
Estoques 60,00 40,00 200,00 200,00
868,20 848,20 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
PERMANENTE Capital 1.500,00 1.000,00
Bem 600,00 400,00 Lucros/Prejuízos Acumul. (231,80) 48,20
600,00 400,00 1.268,20 1.048,20
TOTAL 1.468,20 1.248,20 TOTAL 1.468,20 1.248,20

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO DE 19X4


Elementos Correção Integral Legislação Societária
Vendas do Período 396,00 358,20
Custo das Mercadorias Vendidas (240,00) (160,00)
Despesas Operacionais (150,00) 150,00)
Ganhos em itens monetários (337,80) -o-
Perdas em itens monetários 100,00 -o-
Lucro ou Prejuízo Operacional Líquido (231,80) 48,20
 Outras considerações:
• no balanço patrimonial observa-se diferença em vários elementos ativos e passivos, como estoques, bem do
permanente, capital e patrimônio líquido.
• por exemplo, pelo método da Correção Integral atualiza-se monetariamente o valor do estoque final,
enquanto que pela legislação societária isso não ocorre.
• os números da demonstração do resultado são bastante diferentes no método da Correção Monetária
Integral – CMI e pela legislação societária.
• pela CMI, por exemplo, os valores das receitas e despesas são registrados em moeda do final do período, o
que redunda em números mais consistentes para análise, onde o resultado da correção já está refletido no
lucro operacional líquido, que no caso revela um prejuízo de R$ 231,80.
• a não-correção dos valores constantes da demonstração do resultado, elaborada de acordo com a
legislação societária, produz uma série de distorções na análise dos índices que pretendem medir o
desempenho da empresa.
• assim, por exemplo:
− a não-correção da Receita de Vendas pode conduzir a resultados enganosos nos índices de giro (rotação do ativo
total, rotação do ativo operacional, prazo médio de contas a receber, etc).
− a não-atualização do Lucro Operacional Líquido pode distorcer os índices de margem operacional (também
prejudicado pela não-correção das vendas) e o de retorno sobre o investimento operacional.
− ficam também prejudicados os índices de liquidez pela manutenção dos estoques a seu valor histórico.
 Concluindo, é importante comentar sobre o procedimento de Ajuste a Valor Presente de Valores
Prefixados, como segue:
• numa conjuntura não-inflacionária, os valores a pagar e a receber em data futura, decorrentes de compras e
vendas a prazo ou de empréstimos e aplicações financeiras, devem figurar no balanço patrimonial pelo seu
valor presente, ou seja, descontados pela taxa de juros praticada na economia.
• tome-se o exemplo de uma empresa que efetua a venda a prazo (90 dias) em 31.12.X4 por R$ 101.500,00 e
a taxa de juros trimestral seja de 1,5%, o valor presente do crédito seria:
Valor nominal
Valor presente =
1 + taxa unitária de juros
R$ 101.500,00
Valor presente = = R$ 100.000,00
1,015

• que deveria ser assim demonstrado no balanço patrimonial:


Direitos de Crédito: R$ 101.500,00
(–) Ajuste a valor presente: (R$ 1.500,00)
(=) Valor presente do crédito: R$ 100.000,00
Fonte: CONTABILIDADE AVANÇADA E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS, Silvério das Neves e Paulo E. V. Viceconti, Frase, 2001, São Paulo.

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IX – PROVISÕES E RESERVAS
A seguir são estudados os procedimentos contábeis relacionados com a constituição e reversão de
provisões e reservas, que são formas de participação nos resultados (lucros) da entidade, cuja metodologia envolve
pesquisas e debates visando identificar conceitos, tipos, formas, cálculos e desenvolvimento de estudos de casos
acerca dos temas abordados.

1. DISTINÇÃO ENTRE PROVISÕES E RESERVAS


NO QUE CONSISTEM?
PROVISÕES RESERVAS
• A provisão consiste no procedimento contábil adotado • São grupos de contas que representam elementos
com vistas a reconhecer como despesa ou custo uma patrimoniais sem quaisquer características de
perda de ativo ou a constituição de uma obrigação, que exigibilidades atuais ou futuras da entidade.
embora já tenham seu fato gerador contábil ocorrido, não • Assim, na situação em que um elemento patrimonial
podem ser medidas com exatidão, sendo o seu valor classificado em uma conta de reserva passar a ter
determinado de forma estimada. característica de exigibilidade, este deve ser de imediato
• Portanto, são reduções do ativo ou acréscimos de transferido para uma conta própria de passivo exigível.
passivo exigível, cujos valores ainda não são totalmente • Um exemplo disso ocorre quando a empresa decide
definidos, configurando, assim, expectativas de perdas distribuir dividendo, cujo valor é debitado em uma conta
de ativos ou estimativas de valores a desembolsar, que, de reserva de lucros ou de lucros acumulados e
apesar de financeiramente ainda não tenham sido creditado na conta Dividendos a Pagar, do passivo
efetivadas, resultam de fatos geradores contábeis já circulante.
ocorridos, os quais se constituem de perdas econômicas • As reservas dividem-se em:
incorridas pelo patrimônio.  Reservas de Capital – representam os valores
• Em ambos os casos provocam redução do patrimônio recebidos dos sócios ou de terceiros que não se
líquido da entidade. referem a aumento de capital e que não transitam pelo
• A constituição de uma provisão visa atender o princípio resultado do exercício.
da Competência, pois dele decorre a necessidade de  Reservas de Reavaliação – representam a
confrontação, em determinado momento, dos valores das contrapartida dos acréscimos de valor aos bens do
receitas e das despesas registradas no período ativo, em função de nova avaliação para adequação ao
financeiro, sendo a provisão uma forma de apropriação valor de mercado ou reposição.
daquelas despesas (ou custos) relacionadas com as  Reservas de Lucros ou Lucros Acumulados –
receitas objeto de apuração, já incorridas, porém até representam os lucros não distribuídos aos
então não registradas pela escrituração contábil. proprietários, sendo que as reservas de lucros são
• Quando os fatos contábeis que dão origem às provisões parcelas de lucros retidos com finalidade específica e
se tornam bem definidos, eles deixam de ser os lucros acumulados são assim denominados por não
considerados provisões, se ajustando à sua efetiva terem um fim específico, estando provisoriamente
natureza, como a Provisão para Imposto de Renda e retidos até que recebam destinação pela direção da
Dividendos Propostos que se transformam, entidade.
respectivamente, em Imposto de Renda a Pagar e
Dividendos a Pagar.
• São exemplos de perdas de ativos ou acréscimos de
exigibilidades que se caracterizam como provisões:
 redução da capacidade de gerar benefícios de certos
ativos permanentes por vários fatores, registrados
pelas depreciações, amortizações, exaustões,
prováveis perdas na alienação de investimentos.
 riscos de não-recebimento de créditos junto a terceiros.
 estimativa de não-recuperação de aplicações em
estoques.
 riscos por garantias oferecidas em produtos já
vendidos.
 estimativas de valores a pagar relativos a férias, 13º
salário, indenizações, gratificações futuras, etc.
 probabilidade de ônus futuros por força de problemas
fiscais já ocorridos.
 estimativa de imposto de renda a pagar no exercício
seguinte, decorrente de lucros já contabilizados.

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2. ALGUNS TIPOS DE PROVISÕES
TIPO CARACTERÍSTICAS
• Consiste na apropriação periódica (mês a mês), ou por ocasião do balanço, dos gastos incorridos
pela entidade (custos ou despesas) relativos ao direito de férias de seus empregados, cujo fato
gerador ocorre no momento ou período da utilização da sua mão-de-obra.
• O seu valor é baseado na remuneração mensal e no número de dias de férias a que o empregado
tiver direito no momento da apropriação do respectivo custo ou despesa.
• O valor da provisão alcança o valor da remuneração (salários, abono e adicional de férias) e os
O QUE É?
1. Provisão para férias de empregados

respectivos encargos sociais (INSS e FGTS).


• A contrapartida da formação desta provisão (o custo ou despesa relativo à mão-de-obra), é dedutível
do valor do lucro real para efeito de apuração do imposto de renda da entidade.
• Na ocorrência de aumentos salariais durante o período de aquisição do direito às férias que tornem
a provisão insuficiente para cobrir o pagamento das férias e encargos, se faz necessária a
apropriação, via lançamento contábil, da complementação dos custos ou despesas (inclusive dos
encargos sociais).
• Na ocorrência de faltas injustificadas, que redundem em redução no número de dias de férias,
devem ser feitos os ajustes necessários para adequação do valor da provisão e dos encargos.
• Pela constituição da provisão (inclusive dos encargos sociais):
D – Despesas com Férias (resultado do exercício) ou
CONTABILIZAÇÃO

D – Custos de Produção (ativo circulante)


C – Provisão para Férias (passivo circulante)
D – Encargos Sociais sobre Férias (resultado do exercício)
C – Provisão para Encargos Sociais sobre Férias (passivo circulante)
• Pelo pagamento das férias e encargos:
D – Provisão para férias (passivo circulante)
C – Caixa ou Bancos (ativo circulante)
D – Provisão para Encargos Sociais sobre Férias (passivo circulante)
C – Caixa ou Bancos (ativo circulante).

TIPO CARACTERÍSTICAS
• Consiste na apropriação periódica (mês a mês) de 1/12 do valor do 13º salário como custo ou
despesa relativo ao direito a essa gratificação regulamentar de seus empregados, cujo fato gerador
ocorre no momento ou período da utilização da sua mão-de-obra.
• O seu valor é baseado na remuneração mensal do empregado no momento da apropriação do
O QUE É?

respectivo custo ou despesa com a mão-de-obra.


• O valor da provisão alcança as parcelas relativas aos respectivos encargos sociais (INSS e FGTS).
2. Provisão para o 13º salário

• O valor da provisão sofrerá reajustamento sempre que ocorrerem alterações salariais ou


pagamentos, nos casos de demissão.
• A contrapartida da formação desta provisão, que é o custo ou despesa incorrido na utilização de
mão-de-obra, é dedutível do valor do lucro real para efeito de apuração do imposto de renda da
entidade.
• Pela constituição da provisão (inclusive dos encargos sociais):
D – Despesas com 13º Salário (resultado do exercício) ou
CONTABILIZAÇÃO

D – Custos de Produção (ativo circulante)


C – Provisão para 13º Salário (passivo circulante)
D – Encargos Sociais sobre 13º Salário (resultado do exercício)
C – Provisão para Encargos Sociais sobre 13º Salário (passivo circulante)
• Pelo pagamento do 13º salário e encargos:
D – Provisão para 13º Salário (passivo circulante)
C – Caixa ou Bancos (ativo circulante)
D – Provisão para Encargos Sociais sobre 13º Salário (passivo circulante)
C – Caixa ou Bancos (ativo circulante).

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TIPO CARACTERÍSTICAS
• Consiste na apropriação por ocasião do balanço de despesa, em função da expectativa de perda, no
exercício seguinte, que a entidade tem em virtude de suas vendas a prazo, configurando a
possibilidade de que nem todos os devedores honrem seus compromissos.
• Sua constituição atende basicamente:
- o princípio da Prudência, vez que provoca ajuste para menos do valor das duplicatas ou contas a
receber.
- dispositivo da Lei 6.404/76, que prevê que devem ser excluídos dos elementos do ativo os direitos
e títulos de crédito já prescritos e feitas as provisões adequadas para ajustá-los ao valor provável de
realização.
• Como não mais existem critérios ou percentuais definidos pela legislação tributária, a provisão deve
ser constituída com base em expectativas de perdas dos créditos que a entidade tem a receber de
terceiros.
• A base de cálculo para a sua constituição compreende o montante dos créditos oriundos da
exploração da atividade econômica da entidade, decorrente da venda de bens nas operações de
conta própria, dos serviços prestados e das operações de conta alheia, excluídos:
- aqueles relativos a vendas com reserva de domínio, de alienação fiduciária em garantia, ou de operações
com garantia real.
- os créditos com entidade de direito público ou empresa sobre seu controle, empresa pública, sociedade de
economia mista ou sua subsidiária.
- os créditos com empresas coligadas, interligadas, controladoras e controladas ou associadas por qualquer
3. Provisão para devedores duvidosos

O QUE É?

forma.
- os direitos a receber de administrador, sócio ou acionista, titular ou com seu cônjuge ou parente até o terceiro
grau, inclusive os afins.
- a parcela dos créditos relativos às receitas que não transitaram por conta de resultado.
- o valor dos créditos adquiridos com co-obrigação.
- o valor dos créditos cedidos sem co-obrigação.
- o valor relativo a bem arrendado, no caso de entidade que opera com arrendamento mercantil.
- os créditos ou direitos junto a instituições financeiras, demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco
Central do Brasil e a sociedade e fundos de investimentos.
• O seu valor deve ser formado pelas seguintes parcelas:
- valor resultante da aplicação de percentual sobre a base de cálculo, o qual é encontrado pela relação entre a
soma das perdas efetivamente ocorridas nos três últimos exercícios sociais e a soma dos créditos
existentes no início dos exercícios correspondentes.
- relativa à diferença entre o montante do crédito habilitado e a proposta de liquidação pelo concordatário, nos
casos de concordata, desde o momento em que esta for requerida.
- relativa a até 50% do crédito habilitado, nos casos de falência do devedor, desde o momento de sua
decretação.
• A contrapartida da formação desta provisão, que é o custo ou despesa incorrido na utilização de
mão-de-obra, a partir de 01.01.1997 não é mais dedutível do valor do lucro real para efeito de
apuração do imposto de renda da entidade.
• Considerando a indedutibilidade dessa provisão e a permissividade da legislação que dispensa
tratamento tributário privilegiado para baixa de créditos considerados incobráveis, a maioria das
entidades têm optado pela baixa direta desses créditos, nos moldes da legislação, abstendo-se da
constituição da provisão em tela.
• Pela constituição da provisão:
D – Despesas com Devedores Duvidosos (resultado do exercício)
CONTABILIZAÇÃO

C – Provisão para Devedores Duvidosos (redutora do ativo circulante)


• Pela reversão da provisão:
D – Provisão para Devedores Duvidosos (redutora do ativo circulante)
C – Reversão de Provisões (resultado do exercício)
• Pela complementação da provisão (opcional):
D – Despesas com Devedores Duvidosos (resultado do exercício)
C – Provisão para Devedores Duvidosos (redutora do ativo circulante).

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TIPO CARACTERÍSTICAS
• Consiste na apropriação por ocasião do balanço da expectativa de perda no valor de bens e direitos,
de modo a ajustá-los ao valor de mercado.

4. Provisão para ajuste de bens e direitos ao valor de


• A provisão decorre da previsão legal que determina que os bens ou direitos devem ser avaliados
pelo seu custo de aquisição ou produção ou o valor de mercado (reposição), dos dois o menor.
• Assim, se na data do balanço, o valor do estoque de determinada mercadoria (contábil) estiver

O QUE É?
acima do valor de reposição dessa mesma mercadoria (valor de mercado), deve ser constituída a
provisão para adequar o valor do ativo da entidade, de modo a ajustar, também, a sua situação
líquida (patrimônio líquido), mediante o registro da perda em conta de resultado.
• A provisão deve ser revertida no período seguinte, mediante o creditamento de conta de outras
mercado

receitas operacionais.
• A contrapartida da formação desta provisão, que é a diferença entre o valor contábil e o valor de
mercado do bem ou direito, não é dedutível do valor do lucro real para efeito de apuração do
imposto de renda da entidade.
CONTABILIZAÇÃO

• Pela constituição da provisão:


D – Despesas com a Constituição de Provisão (resultado do exercício)
C – Provisão para Ajuste do Valor de Bens ou Direitos (redutora do ativo circulante)
• Pela reversão da provisão:
D – Provisão para Ajuste do Valor de Bens ou Direitos (redutora do ativo circulante)
C – Reversão de Provisões (resultado do exercício)

TIPO CARACTERÍSTICAS
• Consiste na apropriação por ocasião do balanço da expectativa de perda no valor de investimentos
permanentes em outras entidades, de modo a ajustá-los ao valor de mercado.
4. Provisão para prováveis perdas na

• Assim, se na data do balanço, o valor de determinado investimento em outras entidades estiver


O QUE É?

acima do valor de mercado, deve ser constituída a provisão para adequar o valor do ativo da
alienação de investimentos

entidade, de modo a ajustar, também, a sua situação líquida (patrimônio líquido), mediante o registro
da perda em conta de resultado, que neste caso é considerada como despesa não-operacional.
• A contrapartida da formação desta provisão, que é a diferença entre o valor contábil e o valor de
mercado do investimento, não é dedutível do valor do lucro real para efeito de apuração do imposto
de renda da entidade.
CONTABILIZAÇÃO

• Pela constituição da provisão:


D – Despesas Não-Operacionais com a Constituição de Provisão (resultado do exercício)
C – Provisão para Perdas em Investimentos (redutora do ativo permanente)
• Pela baixa da provisão, quando da alienação do investimento:
D – Provisão para Perdas em Investimentos (redutora do ativo permanente)
C – Custo do Investimento Alienado (resultado do exercício não-operacional).
NOTA: de alguma forma guardando semelhanças com as provisões para férias e para 13º salário, as entidades devem constituir provisões para
licença prêmio e para gratificações de seus empregados.

3. CLASSIFICAÇÃO DAS RESERVAS


PRINCIPAIS TIPOS DE RESERVAS
RESERVAS DE CAPITAL RESERVAS DE REAVALIAÇÃO RESERVAS DE LUCROS
• Ágio na Emissão de Ações • Reavaliação de Imóveis • Reserva Legal
• Produto da Alienação de Partes  Reavaliação de Imóveis Próprios • Reservas Estatutárias
Beneficiárias  Reavaliação de Imóveis de  Reserva para Aumento de Capital
coligadas e controladas
• Produto da Alienação de Bônus de
avaliadas pelo método da
 Reserva para Resgate de
Subscrição Debêntures
equivalência patrimonial
• Prêmios na Emissão de Debêntures  Reserva para Resgate de Partes
• Reavaliação de Recursos Naturais Beneficiárias
• Doações para Investimentos
• Reavaliação de Participações  Reserva para Amortização de Ações
• Subvenções para Investimentos Societárias • Reservas para Contingências
• Incentivos Fiscais
• Reservas para Expansão ou Planos
para Investimentos
• Reservas de Lucros a Realizar
• Reservas para Dividendos Obrigatórios

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X – EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1. Observe as seguintes Demonstrações Contábeis: (Provão de 2002)
I – Balanço Patrimonial;
II – Demonstração do Resultado do Exercício;
III – Notas Explicativas;
IV – Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados;
V – Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos;
VI – Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido.
As Demonstrações Contábeis obrigatórias para as Companhias Abertas são apenas:
(A) I, II, III e IV. (B) I, II, IV e VI. (C) I, II, V e VI. (D) II, III, IV e V. (E) III, IV, V e VI.

2. São contas típicas do Ativo Permanente, exceto: Prova do 1º Exame de Suficiência do CFC – 2001
a) Bens em Operação e Pesquisa; Desenvolvimento de Produtos.
b) Despesas Antecipadas; Empréstimos Compulsórios sobre Combustíveis.
c) Participações Permanentes em Outras Sociedades; Participações em Fundos de Investimentos.
d)Terrenos e Imóveis para Futura Utilização; Imóveis não de Uso.

3. Não são classificadas no Patrimônio Líquido, as seguintes contas: Prova do 1º Exame de Suficiência do CFC – 2001
a) Ações em Tesouraria e/ou Quotas Liberadas;
b) Capital Social a Realizar e Dividendos Distribuídos Antecipadamente (por conta do resultado do período-base);
c) Prejuízos Acumulados e Reserva de Bônus para Subscrição;
d) Reserva de Incentivos Fiscais, Reserva de Subvenções para Investimentos e Reserva de Reavaliação;
e) Incentivos Fiscais a Aplicar e Dividendos a Pagar.

4. Recentemente, uma loteadora colocou à venda terrenos de ótima localização para fins residenciais. Uma empresa de grande
sucesso, atuante no ramo de indústria têxtil, instalada numa cidade em crescimento, que possui recursos disponíveis por tempo
indeterminado, decidiu adquirir dois terrenos no valor de R$ 50.000,00 cada, para fins de auferir rendas através de locação. Tal
bem deve ser registrado no:
a) Ativo Circulante.
b) Ativo Realizável a Longo-Prazo.
c) Ativo Permanente – Imobilizado.
d) Ativo Permanente – Investimento.

5. A Lei 6.404 de 1976, ao dispor sobre as características e natureza das Sociedades por ações, estabelece a classificação das
contas segundo os elementos do patrimônio, agrupando-as de modo a facilitar a evidenciação e a análise financeira das
companhias . Assim se uma empresa adquire o controle acionário de outra, esse evento e registrado no ativo:

a) Permanente Imobilizado.
b) Circulante.
c) Permanente Diferido.
d) Realizável a Longo Prazo.
e) Permanente Investimento.

6. O Balanço Patrimonial de determinada empresa apresentou os seguintes elementos e respectivos saldos:


Empréstimos a Sociedades Controladas 12.000 Aplicações Finan. de Curto Prazo 70.000
Estoques 90.000 Terrenos 20.000
Despesas Antecipadas 5.000 Edifícios 30.000
Imóveis Destinados à Venda Imediata 10.000 Veículos 8.000
Caixa 2.000 Banco c/Movimento 4.000
Móveis e Utensílios 16.000 Instalações 26.000
Duplicatas a Receber 100.000 Provisão para Devedores Duvidosos 3.000
Participações Permanentes-Controladas 40.000 Depreciações Acumuladas 52.000
Duplicatas Descontadas 25.000 Empréstimos a Acionistas 1.000
Com base nesses elementos, determine, respectivamente, os valores do Ativo Circulante e do Ativo Permanente:
Respostas: Ativo Circulante $ ______________ e Ativo Permanente $ ______________.

7. A renovação anual dos contratos de seguros do ativo operacional da empresa Organizadinha ocorre sistematicamente no
primeiro dia do mês de junho e o pagamento do contrato é sempre efetuado à vista um uma única parcela. Foram pagos R$
2.400,00 em cada um dos exercícios de 2004 e 2005. Com base nessas informações, os saldos finais das contas de Despesas
Pagas Antecipadamente de Seguros, nessa ordem, em 31.12.2005, são:

a) R$ 1.000,00 e R$ 2.400,00
b) R$ 1.200,00 e R$ 1.200,00
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c) R$ 1.000,00 e R$ 1.000,00
d) R$ 1.200,00 e R$ 1.200,00
e) R$ 1.200,00 e R$ 1.200,00

8. Analisando as contas abaixo, monte o Balanço Patrimonial de acordo com a Lei 6.404/76.
Caixa R$ 30.000
Fornecedores R$ 100.000
Banco R$ 180.000
Clientes R$ 120.000
Empréstimos a Pagar R$ 80.000
Aplicações Financeiras LP R$ 30.000
Estoques de Mercadorias R$ 130.000
Duplicatas a Pagar R$ 20.000
Capital Social R$ 300.000
Máquinas e Equipamentos R$ 100.000
Gastos pré-operacionais R$ 20.000
Depreciação Acumulada R$ 30.000
Financiamento a Pagar LP R$ 180.000
Lucros Acumulados R$ 100.000
Títulos a Receber R$ 200.000
9. Com base no saldo das contas abaixo, o valor do Ativo é:
Duplicatas a Receber R$ 41.000,00
Edifícios R$ 28.800,00
Estoque de Mercadorias para Revenda R$ 20.000,00
Terrenos R$ 15.000,00
Móveis e Utensílios R$ 13.400,00
Depreciação Acumulada de Edifícios R$ 12.500,00
Empréstimos a Sociedades Controladas R$ 12.400,00
Duplicatas Descontadas R$ 10.600,00
Bancos Conta Movimento R$ 10.200,00
Caixa R$ 10.100,00
Participações em Sociedades Controladas R$ 9.000,00
Depreciação Acumulada de Móveis e Utensílios R$ 6.500,00
Aplicações Financeiras R$ 4.100,00
Provisão para Devedores Duvidosos R$ 1.950,00
Impostos a Recuperar R$ 1.700,00
Despesas Pré-Operacionais R$ 1.320,00
Adiantamento para Despesas de Viagens R$ 1.300,00
Despesas Financeiras Pagas Antecipadamente R$ 1.280,00
Prêmios de Seguros a Vencer R$ 1.120,00
Amortizações Acumuladas de Despesas Pré-Operacionais R$ 1.020,00

a) R$ 134.620,00. b) R$ 135.510,00. c) 138.150,00. d) 148.750,00.

10. De acordo com as contas abaixo, monte o Balanço Patrimonial da Empresa Gama de acordo com a Lei 6.404/76.
Salários a Pagar R$ 150.000,00
Capital Social R$ 420.000,00
Empréstimos a Longo Prazo R$ 100.000,00
Caixa R$ 30.000,00
Duplicatas a Receber R$ 320.000,00
Estoques de Mercadorias R$ 270.000,00
Terrenos R$ 60.000,00
Reserva de Capital R$ 120.000,00
Receita Antecipada de Aluguel Conforme Contrato* R$ 20.000,00
Empréstimos a Coligadas e Controladas R$ 90.000,00
Prêmios de Seguros a Vencer R$ 30.000,00
Duplicatas Descontadas R$ 20.000,00
Fornecedores R$ 300.000,00
Lucros Acumulados R$ 40.000,00
Participações Permanentes em Coligadas e Controladas R$ 105.600,00

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Veículos R$ 50.000,00
Adiantamento a Fornecedores R$ 20.000,00
Reserva de Reavaliação R$ 100.000
Adiantamento de Clientes R$ 30.000,00
Maquinas e Equipamentos R$ 300.000,00
Obrigações Fiscais R$ 80.000,00
Reservas de Lucros R$ 140.000,00
Moveis e Utensílios R$ 50.000,00
Aplicações Financeiras R$ 40.000,00
Depreciação Acumulada Veículos R$ 6.000,00
Gastos Pré-Operacionais R$ 20.000,00
Depreciação Acumulada Maquinas e Equipamentos R$ 20.000,00
Amortizações Acumuladas de Despesas Pré-Operacionais R$ 5.000,00
Provisão Para Devedores Duvidosos R$ 9.600,00
Depreciação Acumulada Moveis e Utensílios R$ 5.000,00
Bancos 180.000,00
* O contrato estabelece a não devolução pecuniária.

11. Considere os saldos iniciais e os fatos ocorridos no Patrimônio Líquido de uma Companhia no ano de 2003: Prova do 2º Exame
de Suficiência do CFC – 2004.
Saldos em 01.01.2003
Capital Social R$ 100.000,00
Reservas de Lucros R$ 15.000,00
Lucros Acumulados R$ 12.800,00

Fatos ocorridos durante o ano de 2003


Aumento de capital com reservas de lucros R$ 10.000,00
Aumento de capital com imóveis R$ 34.000,00
Lucro do exercício R$ 26.000,00
Distribuição de dividendos retirados do lucro do exercício R$ 15.000,00
Destinação de parte do lucro para reservas R$ 8.000,00

O valor do Patrimônio Líquido, em 31.12.2003, é:

a) R$ 172.800,00.
b) R$ 174.800,00.
c) R$ 182.800,00.
d) R$ 190.800,00.

12 ) A Companhia Alfabeta de Negócios apresenta os seguintes valores relacionados ao Capital Próprio:


Capital Autorizado............................................................ R$ 100.000,00
Capital Subscrito............................................................... R$ 90.000,00
Capital Integralizado......................................................... R$ 70.000,00
Reserva de Ágio na Venda de Ações................................ R$ 19.000,00
Reserva para Contingências.............................................. R$ 17.000,00
Reserva de Prêmio na Emissão de Debêntures................. R$ 16.000,00
Reservas Estatutárias........................................................ R$ 15.000,00
Reserva Legal................................................................... R$ 13.000,00
Reserva de Reavaliação.................................................... R$ 12.000,00

Agrupando corretamente os títulos acima, encontramos:


a) Capital Social no valor de R$ 100.000,00;
b) Capital a Realizar no valor de R$ 30.000,00;
c) Reserva de Lucros no valor de R$ 45.000,00;
d) Reservas de Capital no valor de R$ 47.000,00;
e) Patrimônio Líquido no valor de R$ 216.000,00

13. Suponhamos que em 31.12.2002, nos registros contábeis da Indústria de Motores Israel S.A, um caminhão marca Ford ano
2000, com número de registro patrimonial IS15, esteja contabilizado por R$ 50.000,00, com depreciação acumulada no valor de R$
20.000,00, suponhamos, também, que a referida empresa tenha decidido reavaliar esse bem, providenciando a elaboração de um
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laudo de avaliação nos termos do art. 8° da Lei n° 6.404 de 1976, no qual, dentre outras informações, constaram: (Ribeiro, Osni
Moura, Contabilidade avançada – São Paulo: Saraiva, 2005)
( obs: considere 15% para Imposto de Renda e 10% para Contribuição Social )
- Valor de mercado: R$ 90.000,00;
- Tempo de vida útil remanescente estimado: 4 anos;

De acordo com os dados, realize os lançamentos necessários para efetuar a reavaliação.

14. Uma empresa apresentou a seguinte composição do Patrimônio Líquido antes do encerramento das Contas de Resultado:
Prova do 1º Exame de Suficiência do CFC – 2003
Capital Social R$ 480.000,00
( – ) Capital Social a Integralizar R$ 120.000,00
Reserva de Capital R$ 40.000,00
Reserva Legal R$ 66.000,00
Lucros Acumulados R$ 2.400,00
Após a Provisão para Imposto de Renda, Contribuição Social e sem outros destaques do lucro, o Resultado Líquido do período
foi de R$ 180.000,00.
Em obediência à lei das sociedades anônimas o valor para constituição da Reserva Legal que a auditoria interna deverá
considerar é de:

a) R$ 2.000,00. b) R$ 9.000,00. c) R$ 9.120,00. d) R$ 38.000,00.

15. Observe os dados de 31.12.19X0, abaixo:


Reservas de Lucros constituídas no período: Valor – R$
- Reserva Legal ................................................................. 15.000,00
- Reserva de Contingência ................................................ 25.000,00
- Reserva de Lucros para Expansão ................................. 40.000,00
- Lucro na Venda de Bem do Ativo Permanente,
realizável após o término do exercício seguinte................ 20.000,00
- Resultado Positivo na Equivalência Patrimonial................ 80.000,00
- Reservas de Capital ......................................................... 100.000,00
- Reservas de Reavaliação ................................................ 500.000,00
Levando em consideração um Lucro Liquido do Exercícios de R$ 110.000,00 , o valor máximo que poderá ser destinado para a
constituição da Reserva de Lucros a Realizar, no exercício de 19X0, é de:

a) R$ 100.000,00; b) R$ 80.000,00 c) R$ 20.000,00; d) R$ 180.000,00; e) R$ 60.000,00.

16. O estatuto da Comercial Magela S.A. é omisso quanto ao pagamento de dividendos.


No exercício social findo em 31.12.2003 o seu contador estabeleceu a base de cálculo do dividendo obrigatório a pagar com
base nos seguintes elementos:
ELEMENTOS VALOR - $
- Lucro líquido do exercício 80.000.000
- Quota destinada à constituição de Reserva Legal 2.000.000
- Reversão de Reserva p/Contingência formada em exercício anterior 18.000.000
- Realização de Lucro a realizar , constituído em exercício anterior 4.000.000
Em decorrência, os acionistas tiveram o direito de receber, naquele exercício, a importância de:

a) 52.000.000. b) 40.000.000. c) 44.000.000. d) 26.000.000. e) 32.000.000.

17. A reversão da Reserva de Contingência, no exercício em que deixar de existir a razão que justificou a sua constituição, afetará:
a) a Demonstração do Resultado do Exercício;
b) o Passivo Circulante;
c) o somatório do grupo Patrimônio Líquido;
d) as Demonstrações das Origens e Aplicações de Recursos;
e) a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados.

18. O Patrimônio Líquido da Comercial PVSN S/A, em 31.12.19X0, antes da destinação do resultado do exercício, estava assim
constituído:
- Capital Social .......................................... R$ 20.000,00
- Ágio na Emissão de Ações ...................... R$ 400,00
- Reserva Legal ........................................ R$ 3.960,00
- Lucros Acumulados ................................. R$ 600,00
O lucro líquido do exercício foi de R$ 4.000,00, do qual deve se destinar à Reserva Legal a importância de:
a) R$ 1.040,00; b) R$ 400,00; c) R$ 40,00; d) R$ 2.000,00; e) zero.
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19. Assinale a alternativa INCORRETA:

a) O montante da Reserva Legal não poderá exceder 20% do valor do Capital Social.

b) A Reserva Legal poderá deixar de ser constituída quando o seu saldo, adicionado ao montante das Reservas de Capital,
exceder 30% do Capital Social.
c) A Reserva Legal não está sujeita à reversão.
d) A Reserva Legal visa manter a integridade do Capital Social e está sujeita à reversão.

20 Assinale a opção que contém uma “reserva” que independe da apuração do resultado para sua constituição:
a) Reserva Legal;
b) Reserva da Correção Monetária do Capital;
c) Reserva Estatutária;
d) Reserva de Reavaliação;
e) Reserva de Contingência.

21. Ao final do período de 19X0, antes da destinação do lucro líquido do exercício, observaram-se os seguintes saldos nas contas
da Cia. PVSN:
DADOS VALOR – R$
- Capital Social ................................................................. 30.000,00
- Reserva Legal ............................................................... 5.000,00
- Reservas de Capital ....................................................... 5.000,00
- Lucro Líquido do Período-base de 19X0 ........................ 4.000,00
Com base nos dados acima, o valor que a companhia deverá destinar obrigatoriamente para a constituição da Reserva Legal,
em 19X0, é de:

a) R$ 200,00; b) R$ 1.000,00; c) R$ 100,00; d) não existe obrigação de constituição da reserva; e) R$ 50,00.

22. Do lucro Líquido do exercício, .........% serão aplicados, antes de qualquer outra destinação, na constituição da reserva legal,
que não excederá a ........% do capital social.
As lacunas acima serão preenchidas, na seqüência, com:
a) 10 e 20;
b) 10 e 30;
c) 5 e 30;
d) 5 e 20;
e) 20 e 30;

23 . Analise os saldos a seguir em 31.12.2003:

Bancos Conta Movimento R$ 9.000,00


Caixa R$ 3.000,00
Capital Social R$ 30.000,00
Compras de Mercadorias R$ 42.000,00
Custo das Mercadorias Vendidas R$ 30.000,00
Duplicatas a Pagar de Curto Prazo R$ 28.000,00
Duplicatas a Receber de Curto Prazo R$ 14.000,00
Duplicatas Descontadas R$ 6.000,00
Mercadorias – Saldo inicial R$ 4.000,00
Vendas R$ 50.000,00

Os valores do Capital Circulante Líquido e do Patrimônio Líquido foram, respectivamente:

a) R$ 8.000,00 e R$ 50.000,00.
b) R$ 14.000,00 e R$ 30.000,00.
c) R$ 14.000,00 e R$ 50.000,00.
d) R$ 42.000,00 e R$ 30.000,00.

Considerando os dados abaixo, elabore o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício e responda as
questões 24 e 25 - Prova do 1º Exame de Suficiência do CFC – 2001

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Empresa Pluman S.A

Balancete de Verificação 31.12.2000 (em R$)


CONTAS
SALDOS FINAIS
Devedores Credores
Despesas com Aluguéis 620,00
Caixa 1.820,00
Capital Social 8.560,00
Clientes 7.250,00
Custo com Mercadorias Vendidas 4.700,00
Custo de Venda de Bens do Ativo Permanente 950,00
Custos e Despesas de Receitas de Exercícios Futuros 1.250,00
Depósitos Bancários a Vista 4.180,00
Depreciação Acumulada de Móveis e Utensílios 1.220,00
Despesas com Depreciações 610,00
Despesas com Salários 2.100,00
Despesas com Vendas 670,00
Despesas Financeiras 650,00
Despesas Gerais 810,00
Devolução de Vendas de Mercadorias 450,00
Duplicatas Descontadas 2.620,00
Estoque Final de Mercadorias 4.800,00
Fornecedores 5.850,00
ICMS sobre Vendas de Mercadorias 1.490,00
Juros Recebidos 780,00
Móveis e Utensílios 3.600,00
Receita de Exercícios Futuros 2.100,00
Reservas de Reavaliação 620,00
Vendas de Mercadorias 12.600,00
Vendas de Bens do Ativo Permanente 1.600,00
Total 35.950,00 35.950,00

24. Com base no Balancete da Empresa Pluman S.A., indique, respectivamente, os totais do Ativo, do Patrimônio Líquido e do
Lucro Líquido do Exercício.

a) R$ 17.810,00 R$ 11.110,00 R$ 1.930,00


d) R$ 20.430,00 R$ 19.060,00 R$ 1.930,00
c) R$ 19.060,00 R$ 11.960,00 R$ 2.780,00
b) R$ 20.430,00 R$ 11.110,00 R$ 3.180,00

25. Com base no Balancete da Empresa Pluman S.A., indique, respectivamente, o Lucro Bruto, o Custo de Mercadorias Vendidas
e o Resultado Financeiro Líquido.

a) R$ 6.810,00 R$ 4.700,00 R$ 130,00


b) R$ 6.810,00 R$ 5.950,00 R$ 780,00
c) R$ 5.960,00 R$ 4.700,00 R$ 130,00
d) R$ 5.960,00 R$ 4.700,00 R$ 780,00

26. Indique o Resultado Bruto e o Resultado Líquido do exercício, respectivamente, em face dos saldos apurados nas contas
relacionadas a seguir - Prova do primeiro exame de Suficiência CFC – 2001.

Custo das Mercadorias Vendidas R$ 500.000,00


Custo dos Serviços Prestados R$ 100.000,00
Despesas Administrativas R$ 110.000,00
Despesas Financeiras R$ 130.000,00
Dividendos propostos R$ 23.000,00
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ICMS sobre Vendas R$ 150.000,00
ISS sobre Serviços R$ 40.000,00
Provisão para Imposto de Renda R$ 40.000,00
Receitas de Serviços Prestados R$ 300.000,00
Vendas de Mercadorias R$ 1.000.000,00

a) R$ 1.300.000,00 e R$ 230.000,00
b) R$ 510.000,00 e R$ 230.000,00
c) R$ 1.300.000,00 e R$ 270.000,00
d) R$ 510.000,00 e R$ 270.000,00

27. As seguintes informações foram retiradas da escrituração contábil da Companhia Tríplice, no encerramento do seu primeiro ano
de atividades (em R$): ( Contabilidade avançada e análise das demonstrações financeiras/Silveio das Neves, Paulo Eduardo V. Vicenconti. – 13, ed. Ver. E
atual. – São Paulo: Frase Editora, 2004)
Lucro Bruto 90.000,00
Lucro Operacional 70.000,00
Receitas Financeiras 2.000,00
Despesas Financeiras 10.000,00
Participações dos empregados 7.000,00
Imposto de Renda e Contribuição Social s/ Lucro Líquido 15.000,00
Capital social integralizado 100.000,00

Assinale a opção correta, que contém o valor da Reserva Legal que deverá ser constituída;
a) 1.400,00;
b) 1.800,00;
c) 2.200,00;
d) 2.400,00;
e) 2.800,00;

28. A companhia Alfabeta de Negócios apresenta os seguintes valores relacionados ao Patrimônio Líquido:
a Capital Social 100.000,00 g Reserva Estatutária 2.000,00
b Reserva de Capital 20.000,00 h Reserva de Lucros a realizar 3.000,00
c Reserva de Reavaliação 40.000,00
d Reserva legal 5.000,00
e Reserva para Contingências 6.000,00

De acordo com os dados acima calcule o valor da Reserva de Lucros._______________________

29) No final do exercício, após a contabilização do encerramento das contas de receitas e despesas, uma companhia apurou R$
150,000,00 Resultado do Exercício antes do imposto de renda, da CSLL e das participações. A distribuição do lucro promovida em
seguida contemplou
- Participação de administradores de R$ 8.000,00;
- Participação de empregados de R$ R$ 12.000,00;
- Provisão para imposto de renda e CSLL de R$ 40.000,00;
- Constituição de reserva legal de 5% sobre o lucro;
- Constituição de reserva estatutária de 10% sobre o lucro;
- Dividendo mínimo obrigatório no caso do Estatuto for omisso (art.202, inciso I ,Lei n° 6.404 de 1976 – Lei das Sociedades por
Ações.

Promovendo-se corretamente o cálculo e a contabilização acima indicados, a conta de Dividendos a Pagar, cujo saldo era zero,
aparecerá no balanço patrimonial com saldo de (em R$):
a) 38.950,00;
b) 25.650,00;
c) 27.000,00;
d) 42.750,00;
e) 85.500,00.

30. Uma determinada empresa de manutenção de veículos em seu Balancete de Verificação, de 31.12.2003, apresentava os
seguintes saldos das contas:
CONTAS SALDOS
Adiantamento de Clientes R$ 5.000,00
Bancos conta Movimento R$ 4.000,00
Caixa R$ 800,00
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Capital a Integralizar R$ 8.000,00
Capital Social R$ 12.000,00
Clientes R$ 800,00
Custo de Serviços Vendidos R$ 3.500,00
Despesas com Aluguel R$ 500,00
Despesas com Energia Elétrica R$ 200,00
Despesas com Pró-Labore R$ 3.200,00
Despesas com Propaganda R$ 1.500,00
Despesas com Salários R$ 3.400,00
Despesas com Seguros R$ 300,00
Despesas com Telefone R$ 200,00
Duplicatas a Pagar R$ 3.500,00
Equipamentos R$ 4.000,00
Estoques de Peças de Reparos R$ 5.000,00
Imóveis R$ 12.000,00
Lucros Acumulados R$ 2.200,00
Receita com Venda de Serviços R$ 28.000,00
Seguros a Vencer R$ 3.300,00
Após o encerramento das contas de resultado, o Balanço Patrimonial apresentou o Ativo Total e o Patrimônio Líquido,
respectivamente, de:
a) R$ 26.600,00 e R$ 21.400,00.
b) R$ 29.900,00 e R$ 21.400,00.
c) R$ 31.600,00 e R$ 29.400,00.
d) R$ 34.900,00 e R$ 29.400,00.

31. Uma empresa apresenta os seguintes saldos contábeis, desconsiderando os aspectos tributários: Estoque Inicial R$ 1.400,00;
Compras R$ 1.700,00; Devolução de Vendas R$ 400,00; Estoque Final R$ 1.600,00; Devolução de Compras R$ 400,00; Receita
com Vendas de Mercadorias R$ 2.600,00; Despesas Administrativas R$ 260,00; Despesas Financeiras R$ 240,00. Considerando
estes saldos, o Custo das Mercadorias Vendidas e o Resultado Operacional Bruto, respectivamente, são:
a) R$ 1.100,00 e R$ 600,00.
b) R$ 1.100,00 e R$ 1.100,00.
d) R$ 1.500,00 e R$ 600,00.
e) R$ 1.500,00 e R$ 1.100,00.

32. O Departamento responsável pelo controle de tributos da Cia. Amazônia ao final do exercício de 2005 elabora um relatório
contendo os dados constantes na tabela abaixo:

Contas Valores
Capital Social R$ 100.000,00
Reserva de Reavaliação R$ 50.000,00
Reserva Especial Artigo 460 RIR R$ 10.000,00
Lucros Acumulados até 2004 R$ 22.000,00
Lucro Líquido do Ano de 2005(Ajustado R$ 13.000,00
para Cálculo do Limite)
TJLP do Ano 5%
Com base nas informações, considerando que não será efetuado nenhum ajuste no Lucro Real, qual é o valor máximo permitido
pela legislação do Imposto de Renda, a ser pago ou creditado a títulos de Juros sobre o Capital Próprio, dedutíveis na base do
Lucro Real da Empresa?
a) R$ 11.000,00.
b) R$ 9.100,00.
c) R$ 7.250,00.
d) R$ 6.750,00.
e) R$ 6.500,00.
33. Analise as informações abaixo, desconsiderando os aspectos tributários. O Custo das Mercadorias Vendidas e o Resultado
Operacional Líquido do período são, respectivamente:
Contas Valor em R$
Compras de Mercadorias 55.000,00
Despesas com Aluguel 1.500,00
Despesas com Propaganda 3.000,00
Despesas com Salários 6.000,00
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Devolução de Compras de Mercadorias 1.000,00
Devolução de Vendas de Mercadorias 1.000,00
Estoque Final de Mercadorias 10.000,00
Estoque Inicial de Mercadorias 20.000,00
Fretes sobre Compras de Mercadorias 400,00
Receita com Vendas de Mercadorias 80.000,00
Receitas Financeiras 3.000,00
Seguro sobre Compras de Mercadorias 1.200,00

a) R$ 62.400,00 e R$ 9.100,00.
b) R$ 63.200,00 e R$ 8.300,00.
c) R$ 65.600,00 e R$ 5.900,00.
d) R$ 67.600,00 e R$ 3.900,00.

34. A doar serve para indicar:


( ) a) A entrada de todos os recursos, inclusive os a Curto Prazo, bem como todas a aplicações.
( ) b) A variação do disponível.
( ) c) A variação do CCL.
( ) d) A situação econômica da empresa.

35. CCL é:
( ) a) AC + PC.
( ) b) PL – Permanente.
( ) c) PL + Exigível LP + RF – Permanente – RLP.
( ) d) Ativo – Passivo.

36 A Doar evidencia operações resultantes de:


( ) a) Circulante x Circulante
( ) b) Circulante x Não Circulante.
( ) c) Não Circulante x Não Circulante
( ) d) Todas as Operações Financeiras.

37. Indique a operação que afeta o CCL:


( ) a) Aquisição de Financiamento (LP).
( ) b) Vendas de Permanente recebíveis a Longo Prazo.
( ) c) Aquisição de Empréstimo Bancário (CP).
( ) d) Pagamento de Fornecedores de Matéria-Prima.

38. Em relação à disposição na Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos – DOAR, classifique os itens abaixo como
Origens ou Aplicações de Recursos:
• Aquisição de Equipamentos para pagamento em 30 dias.
• Redução do Ativo Realizável a Longo Prazo.
• Distribuição de Dividendos.
• Aumento de Capital em Dinheiro.
• Obtenção de Financiamento a Longo Prazo.
A seqüência CORRETA é:
a) Aplicação, Aplicação, Aplicação, Origem, Aplicação.
b) Aplicação, Origem, Aplicação, Origem, Origem.
c) Origem, Aplicação, Aplicação, Origem, Origem.
d) Origem, Origem, Aplicação, Aplicação, Origem
39. Dados:
Balanço Patrimonial em 31/12/2005
Empresa SILPA S/A

ATIVO PASSIVO
AC 3.000,00 PC 800,00
Caixa 500,000 Salários a Pagar 300,00
Bancos 400,00 Fornecedores 500,00
Aplicações Financeiras 1.000,00
Clientes 1.100,00 PELP 1.200,00
Financiamentos 1.200,00

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ARLP 1.000,00
Empréstimos a Controladas 1.000,00 REF 200,00
Recebimentos de Alugueis 200,00
AP 4.000,00
Moveis e Utensílios 1.000,00 PL 5.800,00
Veículos 3.000,00 Capital Social 5.800,00

Total do Ativo 8.000,00 Total do Passivo 8.000,00


Operações da Empresa no ano de 2006:

a) Vendas à vista (Banco) 30.000,00


b) Despesas com Comissão Vendas a serem pagas em 2007 20.000,00
c) Transferência de REF para Receitas de 2006 200,00
d) Recebimento de aluguel de imóvel de renda, referente aos meses de 400,00
janeiro a abril de 2007 (Correspondente ao período seguinte)
e) Despesa de Depreciação do exercício de 2006 400,00
f) Compra de um Veículo à vista Conf. Cheque n° 0001 5.000,00
g) Aumento de capital através de subscrição de ações novas e 2.600,00
subseqüente integralização, em espécie, pelos acionistas.
h) Compra de equipamentos com financiamento bancário de longo 3.400,00
Prazo.
Pede-se
a) Contabilização das Operações de 2006;
b) Apuração do Resultado do Exercício de 2006;
c) Cálculo e contabilização do Imposto de Renda de 2006 ( 15%)
d) Apresentar as seguintes Demonstrações em 31/12/2006;
1) Balanço Patrimonial
2) Demonstração do Resultado do Exercício;
3) Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos ( DOAR).

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40. A Empresa Alfabeta Ltda apresentou os seguintes saldos no balancete de Verificação de 31/12/2005 e 31/12/2006

SALDOS
CONTAS
31/12/2005 31/12/2006
Caixa 44.438,00 64.443,00
( - ) Depreciação Acumulada Veículos 7.164,00 14.328,00
FGTS à Recolher 1.378,00 1.930,00
Financiamentos LP 30.000,00 35.000,00
Aluguéis a pagar 3.625,00 5.075,00
( - ) ICMS sobre vendas 185.328,00 259.460,00
Despesas com Material de Consumo 2.681,00 3.753,00
Receitas com Vendas 1.026.240,00 1.309.091,00
IRRF à Recolher 7.249,00 10.150,00
( - ) Depreciação Acumulada de Móveis e Utensilios 534,00 1.068,00
Despesas com água, Luz e Telefones 36.197,00 50.674,00
Bancos Conta Movimento 26.271,00 36.779,00
Fornecedores 9.033,00 12.646,00
Despesas com Aluguéis 42.900,00 60.060,00
Clientes 326.300,00 234.800,00
Duplicatas a Receber Longo Prazo 128.250,00
Despesas com Encargos Sociais 44.669,00 62.536,00
Salários a Pagar 16.478,00 23.070,00
Despesas com Depreciação 8.766,00 8.766,00
Estoques de Mercadorias 110.417,00 138.000,00
Empréstimos a Coligadas 3.125,00 23.618,00
Investimentos em Coligadas e Controladas 25.000,00 25.000,00
Veículos 107.250,00 100.000,00
Maquinas e Equipamentos 32.175,00 32.175,00
Móveis e Utensílios 16.087,00 22.500,00
( - ) Depreciação Acumulada de Maq. E Equip. 1.068,00 2.136,00
Pesquisa e desenvolvimento de Produtos 12.500,00 18.000,00
Contas a Pagar 11.562,00 13.770,00
ICMS à Recolher 20.979,00 36.370,00
Empréstimos 15.625,00
Capital Social 420.250,00 420.250,00
CMV - Custo das Mercadorias Vendidas 415.700,00 590.752,00
Despesas com salários 131.381,00 183.936,00

Com base nos dados acuma, PEDE-SE:


a) Apurar o Resultado do exercício de 2005 e 2006, encerrando as respectivas contas;
b) Elaborar o Balanço Patrimonial e DRE com data de 31/12/2005 e 31/12/2006;
c) Elaborar a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos

41. É CORRETO afirmar, quanto ao Método da Equivalência Patrimonial, que:


a) Os resultados e quaisquer variações patrimoniais de uma controlada ou coligada, não precisam ser reconhecidos no
momento de sua geração, uma vez que dependem de serem ou não distribuídos.
b) A empresa investidora registra somente as operações ou transações baseadas em atos formais, pois, de fato, os dividendos
são registrados como receita no momento em que são declarados e distribuídos, ou provisionados pela empresa investida.
c) Os resultados e quaisquer variações patrimoniais de uma controlada ou coligada, devem ser reconhecidos no momento de
sua geração, independentemente de serem ou não distribuídos.
d) A empresa investidora registra somente as operações ou transações baseadas em atos formais, pois, de fato, os dividendos
são registrados como despesa no momento em que são declarados e distribuídos, podendo ser provisionados pela empresa
investida.

42. São coligadas as sociedades quando uma participa com: (Prova do 1º Exame de Suficiência do CFC – 2002)
a) No mínimo 5% (cinco por cento) do capital da outra.
b) No máximo 5% (cinco por cento) do capital da outra, sem controlá-la.
c) 10% (dez por cento) ou mais, do capital da outra, sem controlá-la.

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d) 40% (quarenta por cento) do capital da outra e detiver o controle acionário.

43. A Cia. Gama avaliará seu Investimento em sua Controlada, a Cia. Delta, pelo Método da Equivalência Patrimonial. A sua
participação no capital da Cia Delta é de 20%:
Cia. Gama Cia. Delta
Investimento Capital R$ 800.000,00
Participação na Cia. Delta R$ 200.000,00 Reserva de Capital R$ 200.000,00
R$ 1.000,000,00

Momento 1: A Cia Delta Obteve um Lucro Líquido de R$ 300.000,00;


Momento 2: A Cia Delta distribuiu R$ 100.000,00 em Dividendos;
Momento 3: A Cia Delta reavalia seu Ativo em R$ 400.000,00
Momento 4: A Cia Delta aumenta seu capital com reservas em R$ 400.000,00.

O valor da conta Investimentos/Participação na Cia Delta, da aCia. Gama no momento 4, será em R$:
a) 420.000,00;
b) 400.000,00;
c) 340.000,00;
d) 320.000,00;

44. A controladora Cia. Andressa possui 60% do Capital de uma empresa controlada. O investimento está registrado na
contabilidade da investidora por R$ 3.000,00. Se o patrimônio líquido da investida estiver representado por (Neves, Silvério das,
Contabilidade avançada e análise das demonstrações financeiras – 13. ed. Ver. E atual. – São Paulo: Frase Editora, 2004).

- Capital Social .............................. R$ 3.000,00


- Reservas ..................................... R$ 2.000,00
- Prejuízos Acumulados ............... (R$ 1.000,00)
- Total ............................................ R$ 4.000,00
O lançamento contábil da Equivalência na investidora será:
a) Investimentos em Coligadas e Controladas b) Resultado Negativo na Equivalência Patrimonial
a Ganhos de Investimentos 600,00 a Investimentos em Coligadas e Controladas 600,00
c) Investimentos em Coligadas e Controladas d) Despesas Financeiras
a Perdas de Investimentos 600,00 a Investimentos 400,00
e) Investimentos em Coligadas e Controladas
a Resultado Positivo da Equivalência Patrimonial 400,00

45. Assinale a alternativa incorreta:


a) Será relevante o investimento em coligada e controlada quando o seu valor isoladamente for igual ou superior a 10% do
Patrimônio Líquido da investidora.
b) Será relevante o total dos investimentos em coligadas e controladas quando o seu montante for igual ou superior a 15% do
Patrimônio Líquido da investidora.
c) A coligação, segundo a Lei das S/A, somente pode ser determinada de forma direta.
d) O controle é sempre determinado de forma direta.
e) Os investimentos relevantes realizados em controladas, e em coligadas nas quais a investidora tenha pelo menos 20% do
capital ou influência na administração, são avaliados pelo método da equivalência patrimonial.

46. Assinale a alternativa incorreta:


a) Sociedades coligadas são as sociedades em que, sem haver controle, a investidora participa com 10% ou mais do capital
social da investida.
b) Sociedade controladora é a investidora que detiver, direta ou indiretamente, mais de 50% do capital votante de outra
sociedade, chamada de investida.
c) Deverão ser excluídos do patrimônio líquido da investida, para fins de determinação da equivalência patrimonial, os lucros
não realizados em negócios desta com a investidora.
d) Na contabilização do recebimento de lucros ou de dividendos de investimentos avaliados pelo patrimônio líquido, o crédito
deverá ser efetuado na própria conta que registrar a participação societária.
e) São avaliados pelo método da equivalência patrimonial os investimentos realizados em sociedades mesmo que não sejam
controladas pela, ou que não sejam coligadas da investidora, bastando que sejam relevantes.

47. Na contabilização do ganho em equivalência patrimonial, debita-se a conta representativa deste investimento e credita-se uma
conta de receita. Na demonstração do resultado do exercício esta receita será classificada como:
a) Receitas não-operacionais. b) Variações monetárias ativas. c) Outras receitas financeiras.
d) Outras receitas operacionais. e) Receita Bruta.

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48. Na aquisição de investimentos relevantes em sociedades coligadas ou controladas, poderão ocorrer: 1-ágio, 2-deságio, 3-
provisão para perda e 4-amortização de ágio e/ou deságio. Das hipóteses mencionadas:
a) Somente 1 e 3 serão corretas. b) Somente 1 e 2 serão corretas. c) Somente 1 e 4 serão corretas.
d) Somente 3 e 4 serão corretas. e) Todas são corretas.

49. O ágio ou deságio na aquisição de investimentos serão amortizados em todas as hipóteses abaixo, exceto:
a) À medida que os bens da investida forem depreciados.
b) Quando deixar de subsistir a perspectiva de rentabilidade futura da investida.
c) Quando deixar de subsistir o fundo de comércio ou outras razões econômicas.
d) À medida que os bens da investida forem vendidos.
e) Quando os bens da investida forem reavaliados e este não for o motivo do pagamento do ágio.

50. São métodos de avaliação das participações societárias:


a) método de custo e custo ou mercado, dos dois o menor.
b) método do valor presente e equivalência patrimonial.
c) método do custo e equivalência patrimonial.
d) método do valor de realização e equivalência patrimonial.
e) método do valor de realização e valor presente.

51. Considera-se que uma sociedade é coligada da investidora quando a participação da investidora no capital social da investida
for:
a) de até 10%.
b) superior a 51% do capital votante da investida.
c) igual ou superior a 10% , sem que atinja o controle acionário.
d) participação inferior a 51%.

52. Condição necessária para que uma sociedade possa ser considerada controlada pela investidora:
a) participação da investidora superior a 10% do capital social da investida.
b) preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores.
c) participação global superior a 45%.
d) a investidora possuir 100% das ações preferenciais.

53. Para se determinar, na investidora, a relevância de um investimento em participações societárias, compara-se o valor do
investimento com o:
a) patrimônio líquido da sociedade investida.
b) capital social da coligada.
c) capital social da controlada.
d) patrimônio líquido da sociedade investidora.

Para as questões 48 e 49 faça uma análise da seguinte estrutura. (Prova do 2º Exame de Suficiência do CFC – 2000)

EMPRESA GAMA
80% 60%
EMPRESA ALFA EMPRESA OMEGA
30% 15%

EMPRESA BETA 80% EMPRESA FATOS

54. Marque a alternativa CORRETA:


a) A empresa Fatos é controlada pela empresa Gama que também controla a empresa Ômega.
b) A empresa Gama controla somente as empresas Alfa e Ômega, não detendo, nem indiretamente, qualquer outra controlada.
c) A empresa Fatos é coligada da empresa Ômega, mas é controlada pela empresa Gama, através das participações das
empresas Alfa e Beta.
d) A empresa Gama tem controle indireto sobre a empresa Beta, detendo controle direto sobre a empresa Fatos.

55. Marque a alternativa INCORRETA:


a) A empresa Gama deverá usar o método da equivalência patrimonial somente na avaliação dos seus investimentos nas
empresas Alfa e Ômega.
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c) A empresa Ômega deverá usar o método da equivalência patrimonial na avaliação dos seus investimentos na empresa
Fatos.
c) A participação total da empresa Gama na empresa Fatos é de 28,2%.
d) A participação total da empresa Gama na empresa Beta é de 24%.

56. Em 31/12/2001 as empresas A e B apresentaram as seguintes informações: ( Prova do 2º Exame de Suficiência do CFC –
2002).

CONTAS EMPRESA A EMPRESA B


Ativo Circulante R$ 12.000,00 R$ 5.000,00
Ativo Realizável a Longo-Prazo R$ 18.000,00
Ativo Permanente - Investimentos R$ 30.000,00
Ativo Permanente - Imobilizado Líquido R$ 110.000,00 R$ 49.000,00
Passivo Circulante R$ 25.000,00 R$ 15.000,00
Passivo Exigível a Longo-Prazo R$ 15.000,00 R$ 5.000,00
Capital Social R$ 80.000,00 R$ 50.000,00
Reservas R$ 10.000,00 R$ 1.000,00
Lucros/Prejuízos Acumulados R$ 20.000,00 R$ (14.000,00)
Despesas Operacionais R$ 60.000,00 R$ 45.000,00
Receitas Operacionais R$ 80.000,00 R$ 42.000,00

A Empresa A participa com 60% da Empresa B, sendo a única participação societária. Aplicando o Método da Equivalência
Patrimonial, o valor dos investimentos permanentes é de:

a) R$ 20.400,00. b) R$ 22.200,00. c) R$ 28.800,00. d) R$ 30.600,00.

57. As Companhias A e B apresentaram em 31.12.2002 as seguintes informações: (Prova do 2º Exame de Suficiência do CFC –
2003)
CONTAS CIA A CIA B
Ativo Circulante R$ 412.000,00 R$ 105.000,00
Ativo Realizável a Longo Prazo R$ 28.000,00 R$ 11.000,00
Ativo Permanente – Investimentos R$ 84.000,00
Ativo Permanente – Imobilizado Líquido R$ 170.000,00 R$ 49.000,00
Passivo Circulante R$ 125.000,00 R$ 35.000,00
Passivo Exigível a Longo Prazo R$ 25.000,00
Capital Social R$ 360.000,00 R$ 80.000,00
Reservas R$ 93.000,00 R$ 48.000,00
Lucros / Prejuízos Acumulados R$ 20.000,00 R$ (16.000,00)
Lucro Líquido do Período R$ 71.000,00 R$ 18.000,00
A CIA A participa com 75% da CIA B, sendo esta sua única participação societária. Aplicando o Método da Equivalência
Patrimonial, o valor dos investimentos permanentes é de:
a) R$ 60.000,00. b) R$ 96.000,00. c) R$ 97.500,00. d) R$ 109.500,00.

58. A Companhia Investidora Fábio adquire ações da investida Karina. O investimento é relevante e realizado em empresa
controlada. Sabe-se que o Patrimônio Líquido da investida é de R$ 800.000,00 e que a Investidora Fábio adquire 60% de suas
ações, pagando à vista R$ 500.000,00. O lançamento correto do fato acima na investidora será:
a) Investimentos em Controladas b) Investimentos em Controladas
a Caixa 500.000,00 a Caixa 480.000,00
c) Diversos d) Investimentos em Controladas 500.000,00
a Caixa 500.000,00 a Diversos
Investimentos em Controladas 480.000,00 a Caixa 480.000,00
Ágio em Investimentos 20.000,00 a Deságio em Investimentos 20.000,00
e) Caixa
a Investimentos em Controladas 520.000,00

59. A Empresa Comercial Vale do Sossego S.A. possui três controladas e duas coligadas. Independentemente do critério pelo qual
serão avaliadas no Balanço Patrimonial, desde que as mesmas se caracterizem como investimento relevante para a sociedade
investidora, deverão (Provão de 2003)
(A) ser incluídas no Balanço Consolidado.
(B) ser registradas no Livro “Participações Acionárias”.
(C) ser registradas como Reserva de Capital na Demonstração de Mutações do Patrimônio Líquido.
(D) constar em Nota Explicativa.
(E) constar da Demonstração de Fluxo de Caixa, uma das cinco demonstrações obrigatórias.
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60. Observe, a seguir, os patrimônios, em reais, de duas empresas, uma controladora e a outra, controlada. (Provão de 2003)

CONTAS CONTROLADORA CONTROLADA


Disponível 80.000,00 20.000,00
Clientes 50.000,00 10.000,00
Estoques 100.000,00 20.000,00
Investimentos em controlada 150.000,00 0,00
Imobilizado 220.000,00 150.000,00
Fornecedores 150.000,00 50.000,00
Capital Social 400.000,00 150.000,00
Reservas de lucros 45.000,00 5.000,00
Considerando que ambas formam o grupo DORADA e não realizam operações entre si, o valor do Ativo Total apurado pela
técnica de consolidação, em reais, é
(A) 150.000,00. (B) 450.000,00. (C) 600.000,00. (D) 650.000,00. (E) 800.000,00.

61. As investidas Cias. A e B possuem PL do mesmo valor, ou seja, R$ 3.000.000,00 cada uma. A investidora Cia. PASIL adquire
20% das ações representativas do capital de cada uma, pagando:
• R$ 700.000,00 pelas ações de A; e
• R$ 550.000,00 pelas ações de B.
Pede-se:
a) Realize os lançamentos de acordo com a instrução da CVM Nº 247 no seu artigo 13º.

62. A Cia. Alfa detém, respectivamente, 20% e 30% do Capital social das Cias. Beta e Gama. Estes Investimentos representam,
em conjunto, 16% do Patrimônio Líquido da Cia. Alfa. Sabendo-se que, no final do período de apuração, os Patrimônios
Líquidos de Beta e Gama eram de, respectivamente, R$ 60.000,00 e R$ 80.000,00 e que os investimentos registrados no Ativo
Permanente de Alfa, antes da equivalência, somavam R$ 30.000,00, assinale a alternativa correta:

a) A Cia. Alfa registrará uma exclusão de R$ 16.000,00 na parte A do LALUR correspondente a resultados negativos em
participações societárias avaliadas pela equivalência patrimonial;
b) A Cia. Alfa registrará uma adição de R$ 36.000,00 na parte de A do LALUR correspondente a resultados negativos em
participações societárias avaliadas pela equivalência patrimonial;
c) A Cia. Alfa registrará uma exclusão de R$ 36.000,00 na parte de A do LALUR correspondente a resultados positivos em
participações societárias avaliadas pela equivalência patrimonial;
d) A Cia. Alfa registrará uma adição de R$ 6.000,00 na parte A do LALUR correspondente a resultados negativos em
participações societárias avaliadas pela equivalência patrimonial;
e) A Cia. Alfa registrará uma exclusão de R$ 6.000,00 na parte de A do LALUR correspondente a resultados positivos em
participações societárias avaliadas pela equivalência Patrimonial.

63. A Cia Alfa principal empresa do grupo Greco, possui aplicações em participações societárias em diversas empresas, desde
janeiro de 2002. Em 31.12.2005, ocasião da elaboração de suas demonstrações contábeis, identifica suas participações acionárias
diretas e indiretas, formadas por ações ordinárias e preferenciais, todas com valor nominal de R$ 1,00 conforme o quadro a seguir:

Quadro de Participações Acionárias ( Qtde de Ações)


Investimentos
Investidas Total de ações
Cia. Alfa Cia. Beta Outros
Cia. Beta 30.000.000,00 - 10.000.000,00 40.000.000,00

Cia. Celta 100.000,00 200.000,00 19.700.000,00 20.000.000,00

Cia. Delta 25.000.000,00 5.000.000,00 20.000.000,00 50.000.000,00

O departamento de Controle afirma que:


- os acionista externos possuem o controle do capital ordinário da Cia. Celta; nas demais empresas, esse tipo de capital está sob o
controle direto ou indireto da Cia. Alfa.
- os valores corretamente ajustados para a elaboração da avaliação dos investimentos são os apresentados no quadro a seguir:

Patrimônio Liquido
Base para a Valor Contábil Valor
Investidas Avaliação da dos Contábil das
Participação Investimentos na participações
Societária Cia. Alfa da Cia. Beta

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Cia. Beta 58.500.000,00 42.075.000,00 -

Cia. Celta 25.000.000,00 100.000,00 200.000,00

Cia. Delta 51.000.000,00 25.500.000,00 5.060.000,00

No inicio de Dezembro de 2005, a Cia. Delta realizou uma venda a Prazo de produtos para a Cia. Beta no valor de R$ 500.000,00,
dos quais R$ 300.000,00 já foram repassados terceiros. O Lucro total obtido nessa operação pela Cia. Delta foi de 20% . Com base
nos dados fornecidos é correto afirmar:
a) O resultado do cálculo da equivalência patrimonial referente à participação da Cia. Beta na Cia. Delta é zero.
b) Todas as participações societárias das empresas do grupo devem ser avaliadas por equivalência patrimonial.
c) Todos os dividendos recebidos pela Cia. Alfa referentes às suas participações societárias devem ser registradas como Receitas
operacionais.
d) A empresa Beta deve reconhecer como Resultado Não Operacional o valor da equivalência patrimonial calculado sobre a Cia.
Delta.
e) A empresa Alfa deve reconhecer uma Despesa Operacional com relação a avaliação de sua participação societária na Cia.
Beta.

64. Utilize as informações a seguir para responder as questões de nº 64.1 a 64.4.


No início do exercício, a Cia. Investidora adquiriu 30% do Patrimônio Líquido da Cia. Investida, que era representado unicamente
pela Conta Capital, no valor de R$ 300 mil. Sabendo-se que:
a) a aquisição foi realizada por R$ 90 mil;
b) que a Cia. Investidora é coligada da Investida e este investimento é considerado relevante;
c) que o Lucro Líquido do período da Investidora foi de R$ 100 mil.

64.1. Pede-se indicar por quanto estará avaliado o investimento no Balanço Patrimonial da Cia. Investidora, no final do período ( em
R$ mil):
a) 150,00 b) 120,00 c) 90,00
d) 60,00 e) 30,00

64.2. Na Demonstração do Resultado do Exercício da Cia. Investidora, aparecerá, como Resultado de Equivalência Patrimonial,
uma receita de (em R$ mil):
a) 30,00 b) 60,00 c) 100,00
d) 200,00 e) 120,00

64.3. Se, após os Lançamentos contábeis de ajustes do Investimento na Cia. Investidora, a Cia. Investida distribuir R$ 50 mil de
dividendos, a investidora fará o seguinte Lançamento contábil:
a) Caixa d) Caixa
A Dividendos 15.000,00 A Lucro 15.000,00
b) Caixa e) Dividendos
A Receita 15.000,00 A 15.000,00
Investimento
c) Caixa
A Investimento 15.000,00

64.4. Considerando os dados da pergunta nº 57, se a investidora tivesse pago R$ 100 mil pelas ações da Investida, o lançamento
contábil seria (supondo-se pagamento à vista em dinheiro):
a) Caixa d) Diversos
A 100.000,00 A Caixa 100.000,00
Investimentos Investimentos 90.000,00
Ágio 10.000,00
b) Diversos e) Investimentos
A Ágio 100.000,00 A Caixa 90,000
Caixa 10.000,00
Investimentos 90.000,00
c) Diversos
A Caixa 100.000,00
Ágio 90.000,00
Investimentos 10.000,00

65. A Holding S/A adquiriu 4% do capital social de Subsidiária S/A em 15.10.19X1 pelo valor total de $ 1.300.

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Os administradores da Holding S/A têm intenção de alienar essas ações no início do exercício social de 19X2, tendo em
vista que existe perspectiva de valorização das mesmas.
Em que grupamento de contas esse investimento deve ser classificado no balanço patrimonial da investidora, no encerramento
do exercício social de 19X1?
Resposta: _______________________________.

66. A Holding S/A adquiriu em 01.01.19X1, 11% das ações do capital social da Subsidiária S/A pelo valor total de $ 1.100. O
patrimônio líquido da Subsidiária S/A teve a seguinte evolução nos exercícios sociais de 19X1 e 19X2:
- saldo em 01.01.19X1 ............................................................................... 10.000
- lucro apurado em 19X1 ............................................................................ 2.000
- dividendos declarados em 31.12.19X1 e pagos em 05.02.19X2 .. .. (2.500)
- saldo em 31.12.19X1 ................................................................................. 9.500
- prejuízo apurado em 19X2 ........................................................................ (300)
- saldo em 31.12.19X2 .................................................................................. 9.200
Efetue os lançamentos contábeis na Holding S/A nos exercícios sociais de 19X1 e 19X2, pelo método do custo e pelo método
de equivalência patrimonial.

67. Faça comentários sobre cada uma das situações descritas a seguir:
a) A Holding S/A integralizou em 15.01.19X1 o capital social da Subsidiária S/A pelo valor total de $ 10.000. A Subsidiária S/A
registrou $ 9.000 a crédito da conta de “Capital Social” e $ 1.000 a crédito da conta de “Reserva de Capital – Ágio na
Emissão de Ações” (parcela que ultrapassava o valor nominal das ações). Após essa aquisição, a Holding S/A passou a
deter 9% do total das ações do capital social da Subsidiária S/A e argumentando consistência de procedimentos, procedeu
ao seguinte lançamento contábil:
15.01.19X1 Investimento na Subsidiária S/A 9.000 (D)
Ágio 1.000 (D)
Disponível 10.000 (C)
Total 10.000 10.000

b) A Holding S/A apurou ágio na aquisição do investimento na Subsidiária S/A em 01.01.19X6. Esse ágio foi fundamentado no
valor de mercado de veículos da Subsidiária S/A, que tinham sido adquiridos em 01.01.19X5. A Holding S/A decidiu
amortizar o ágio a partir de 01.01.19X6 (data da compra das ações), pelo método da linha reta, utilizando a taxa de 20% ao
ano, que é o percentual normalmente empregado na depreciação de veículos.

c) A Holding S/A apurou ágio de $ 5.000 na aquisição das ações da Subsidiária S/A em 01.01.19X1. Esse ágio está
fundamentado em contrato cujos serviços e geração de receita ocorrerão em 19X2. A Subsidiária S/A rompeu esse contrato
com o cliente em 31.12.19X1, ou seja, os serviços não mais serão realizados. Qual o tratamento contábil que a Holding S/A
deverá dar ao ágio no balanço patrimonial de 31.12.19X1?

d) A Holding S/A apurou deságio na aquisição de ações de emissão da Subsidiária S/A em 01.01.19X1. O deságio foi
apresentado integralmente como conta retificadora no balanço patrimonial da Holding S/A em 31.12.19X1`, e seus
administradores incluíram em nota explicativa às demonstrações financeiras que esse deságio não tinha fundamentação
econômica. A Holding S/A amortizou integralmente o deságio em 19X2, argumentando que a receita de deságio iria
compensar a despesa de equivalência patrimonial oriunda do prejuízo apurado pela Subsidiária S/A em 19X2.

68. A Holding S.A comprou em 01.01.19x1 60% do capital da Subsidiária S.A pelo valor total de R$ 6.750. A Subsidiária S. A tinha
patrimônio líquido nesta data de R$ 11.250, apurou um lucro de R$ 200 no exercício social de 19x1 e declarou dividendos de R$
100 em 31.12.19x1.

A Holding S.A faria os seguintes lançamentos contábeis pelo método de equivalência patrimonial:
69. A Holding S.A comprou em 01.01.19x1 8% do Capital social da Subsidiária S.A pelo valor de R$ 900. A subsidiária S.A apurou
lucro de 250 no exercício social de 19x1 e declarou dividendos de R$ 100 em 31.12.19x1.
A holding S.A adquiriu adicionalmente em 01.01.19x2 52% do capital social da Subsidiária S.A pelo valor total de R$ 5.928. A
Subsidiária S.A incorreu em um lucro de R$ 450 em 19x2 e declarou dividendos em 31.12.19x2 no valor de 350. O patrimônio
líquido da Subsidiária S.A teve a Seguinte evolução:

Saldo em 01.01.19x1 11.250


Lucro apurado em 19x1 250
Dividendos declarados em 01.12.19x1 (100)
Saldo em 31.12.19x1 11.400
Lucro apurado em 19x2 450
Dividendos declarados em 31.12.19x2 (350)
Saldo em 31.12.19x2 11.500
Pede-se: Realizar os Lançamentos Pelo Método de Custo e Equivalência Patrimonial.

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70. Em 02-01-20X2, a Cia. A adquire 100% das ações da Cia B por R$ 600.000,00. Como A tem 100% do capital de B e o
investimento é avaliado pelo método da equivalência patrimonial, a eliminação a ser feita corresponde a baixa no valor da conta de
investimentos de A contra o PL de B, porque ambas têm o mesmo valor; após a eliminação. Realize a consolidação.
Balanços Patrimoniais em 02-01-20X2 (EM R$ 1.000,00)
Eliminações
Elementos Cia. A Cia B
D C
Consolidação
Ativo Circulante 1.640,00 240,00
Investimentos
Em B 600,00
Em Outras 140,00 60,00
Imobilizado 440,00 360,00
TOTAL DO ATIVO 2.820,00 660,00
Passivo 700,00 60,00
Patrimonio Líquido
- Capital 1.600,00 400,00
- Reservas 520,00 200,00
TOTAL DO PASSIVO 2.820,00 660,00

71. Ainda em 02-01-20x2, a Cia. A adquire 70% da Cia. C por R$ 210.000,00. O patrimônio líquido (PL) de C é de R$ 300.000,00.
(Balanços Patrimoniais em 02-01-20X2 (EM R$ 1.000,00)
Eliminações
Elementos Cia. A Cia. B Cia. C Balanço
D C Consolidado
Ativo Circulante 1.430,00 240,00 380,00
Investimentos
Em B 600,00
Em C 210,00
Em Outras 140,00 60,00
Imobilizado 440,00 360,00 220,00
TOTAL DO ATIVO 2.820,00 660,00 600,00
Passivo 700,00 60,00 300,00

Participação Minoritária

Patrimônio Líquido

- Capital 1.600,00 400,00 120,00

- Reservas 520,00 200,00 180,00


TOTAL DO PASSIVO 2.820,00 660,00

72. A Holding S. A adquiriu 100% do capital social da subsidiária S. A em 01-01-19x1, pelo valor total de R$ 150,00, correspondente
ao valor do patrimônio líquido da investida nessa data. A Subsidiária S.A apurou um lucro de R$ 45,00 em 19x1 e declarou
dividendos de R$ 35,00 em 31-12-19x1, realize os lançamentos e a consolidação.
Balanços Patrimoniais em 02-01-20X2 (EM R$ 1.000,00)
Eliminações
Conta Holding Subsidiária
D C Consolidação
Dividendos a receber 35,00
Investimentos 150,00
Outros Ativos 605,00 215,00

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800,00 215,00
Dividendos a pagar 35,00
Outros Passivos 130,00 20,00
Patrimônio líquido 540,00 115,00

Vendas 470,00 185,00


Despesas Operacionais (385,00) (140,00)
Receita de Equivalência 45,00
800,00 215,00
Resultado Consolidado

73. A Holding S. A adquiriu 60% do capital social da subsidiária S. A em 01-01-19x1, pelo valor total de R$ 180,00, que
correspondia nessa mesma data à aplicação desse percentual sobre o valor do patrimônio líquido dessa sociedade investida. A
Subsidiária S.A apurou lucro de R$ 50,00 em 19x1 e declarou dividendos de R$ 35,00 em 31-12-x1. Realize os lançamentos
contábeis referentes aos fatos ocorridos em 19x1.
Balanços Patrimoniais em 02-01-20X2 (EM R$ 1.000,00)
Eliminações
Conta Holding Subsidiária
D C Balanço Consolidado
Dividendos a receber 21,00
Investimentos 180,00
Outros Ativos 490,00 430,00
700,00 430,00
Dividendos a pagar 35,00
Outros Passivos 70,00 80,00
Patrimônio líquido 520,00 265,00

Vendas 530,00 390,00


Despesas Operacionais (450,00) (340,00)
Receita de Equivalência 30,00
700,00 430,00
Resultado Consolidado

74. Os balanços patrimoniais, referentes ao início do exercício, da controladora A e controlada B, estão dados a seguir:

CONTROLADORA A
ATIVO
Disponível 320
Investimento 400 Patrimônio Liquido
Imobilizado (Terreno) 280 Capital Social 1.000
Totais 1.000 1.000

CONTROLADA B
ATIVO
Estoques 400 Patrimônio Liquido
Capital Social 400
Totais 400 400

A controladora detém 100% do capital da controlada. No decorrer do exercício, ocorreram apenas as seguintes transações:
a) A Cia. B vende metade dos seus estoques para Cia. A por R$ 250,00 a vista;
b A Cia. A vende, a vista, para terceiros, por R$ 220,00, 60% (sessenta por cento) do estoque adquirido de B.

75. Grupo empresarial Sideral é formado por três empresas das quais a Cia. Lua é a controladora, participando com 70%da Cia.
Marte e 50% da Cia. Terra. Em 31.12.2005 o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado, já ajustados,de cada uma
dessas empresas, eram os apresentados a seguir:

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Balanços Patrimoniais ( Ajustados para efeito de Consolidação)
ATIVO Cia. Lua Cia. Marte Cia. Terra
Disponibilidades 5.000,00 4.000,00 1.000,00
Clientes 25.000,00 70.000,00 20.000,00
( - ) PDD - Provisão Para Devedores Duvidosos (1.200,00) (1.500,00) (4.000,00)
Estoques 38.200,00 34.000,00 10.000,00
Dividendos a Receber 26.000,00 - -
Participações Societárias 164.000,00 - 3.000,00
Imobilizado Líquido 184.000,00 168.500,00 90.000,00
Total do Ativo 441.000,00 275.000,00 120.000,00
PASSIVO
Passivo + Patrimonio Líquido Cia. Lua Cia. Marte Cia. Terra
Contas a Pagar 14.000,00 12.000,00 6.000,00
Fornecedores 51.000,00 38.000,00 34.000,00
Dividendos A pagar 40.000,00 24.000,00 2.000,00
Impostos e Contribuições 21.000,00 21.000,00 2.000,00
Capital Social 110.000,00 100.000,00 50.000,00
Reservas 20.000,00 5.000,00 1.000,00
Lucros ou Prejuízos Acumulados 185.000,00 75.000,00 25.000,00
Total do Passivo + PL 441.000,00 275.000,00 120.000,00

Resultado do Exercicio findo em 31.12.2006


Contas Cia. Lua Cia. Marte Cia. Terra
Vendas 400.000,00 300.000,00 100.000,00
( - ) CMV - Custo das Mercadorias Vendidas (200.000,00) (150.000,00) (70.000,00)
Resultado Bruto 200.000,00 150.000,00 30.000,00
( - ) Despesas Operacionais (64.000,00) (45.000,00) (20.000,00)
Resultado da Equivalência Patrimonial 95.000,00 - -
Resultado do Exercício 231.000,00 105.000,00 10.000,00
( - ) Impostos e Contribuições provisionados (21.000,00) (21.000,00) (2.000,00)
Resultado Líquido 210.000,00 84.000,00 8.000,00

Além dos dados fornecidos anteriormente, as informações contábeis evidenciaram vendas de mercadorias a prazo, feitas pela Cia.
Marte para a controladora. Essa operação correspondeu a 50% do total das receitas de vendas da investida e,ao final do período,
esses estoques da controladora foram integralmente repassados a terceiros.Com base nesses dados, é correto afirmar que o valor

a) Consolidado do Ativo Total é R$ 239.000,00 e o das obrigações é R$ 92.000,00.


b) Consolidado do resultado do grupo é R$ 302.000,00 e do Ativo Total é R$ 836.000,00.
c) Total das receitas auferidas pelo grupo é de R$ 800.000,00.
d) Da participação dos minoritários é R$ 92.000,00 e o do Permanente consolidado é R$ 445.500,00.
e) Consolidado do Passivo Total é R$ 315.000,00 e o do Patrimônio Líquido é R$ 110.000,00.

76. As Demonstrações do Resultado e os Balanços Patrimoniais das duas companhias no final do exercício estão reproduzidos a
seguir. Não estão considerados os efeitos fiscais.

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO
Itens Controladora A Controlada B
Vendas 220 250
(-) CMV (150) 200
= Lucro Bruto 70 50
(+) Resultado da Equivalência Patrimonial 30 -
= Lucro Líquido 100 50

CONTROLADORA A CONTROLADA B
Totais 450 450
TIVO ATIVO
Disponível 290 Patrimônio Liquido Disponível 250 Patrimônio Liquido
Estoques 100 Capital Social 1.000 Estoques 200 Capital Social 400
Investimento 430 Lucros Acumulados 100 Lucros Acumulados 50
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Imobilizado (Terreno) 280
Totais 1.100 1.100
Realize a Consolidação das Demonstrações Contábeis:
CONSOLIDAÇÃO
Empresas Eliminações
Conta
A B D C Balanço Consolidado
Disponível 290 250
Estoques 100 200
Investimentos 430
Imobilizado 280
Total 1.100 450
Capital 1.000 400
Lucros Acumulados
Total 1.000 400
Vendas 220 250
CMV (150) 200
Lucro Bruto 70 50
Ganho na Equivalência Patrimonial 30 -
Lucro Líquido 100 50

77. As Casas Modernas S/A, cujas ações são negociadas na bolsa de valores, têm 80% da participação acionária das Lojas Silva
S/A.
BALANÇO PATRIMONIAL DA SOCIEDADE CONTROLADORA
ELEMENTOS VALOR ELEMENTOS VALOR
ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE
Caixa 55 Fornecedores 90
Contas a Receber 115 Obrigações Tributárias 60
Estoques 160 Contas a Pagar 120
Valores e Bens 140 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Despesas Antecipadas 10 Capital Social 500
ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO Reservas de Capital 250
Valores a Receber de Lojas Silva S/A 45 Reservas de Lucros 50
INVESTIMENTOS Lucros Acumulados 80
Nas Lojas Silva S/A 400 Lucro Líquido de 19X1 320
IMOBILIZADO
Terrenos 125
Edifícios 230
Máquinas 190
TOTAL 1.470 TOTAL 1.470

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DA SOCIEDADE CONTROLADORA


Receitas Operacionais 540
Custos das Vendas (140)
Lucro Bruto 400
Despesas Operacionais (80)
Receita de Equivalência Patrimonial 120
Lucro Operacional 440
Contribuição Social (35)
Resultado antes do Imposto de Renda 405
Imposto de Renda (85)
Lucro Líquido de 19X1 320

BALANÇO PATRIMONIAL DA SOCIEDADE CONTROLADA


ELEMENTOS VALOR ELEMENTOS VALOR
ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE
Caixa 30 Fornecedores 55

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Contas a Receber 90 Obrigações Tributárias 45
Estoques 85 Contas a Pagar 70
IMOBILIZADO PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO
Terrenos 135 Valores a Pagar a Casas Modernas S/A 45
Edifícios 160 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Móveis e Utensílios 130 Capital Social 300
Veículos 85 Reservas de Capital 50
Lucro Líquido de 19X1 150
TOTAL 715 TOTAL 715

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DA SOCIEDADE CONTROLADA


Receitas Operacionais 390
Custos das Vendas (90)
Lucro Bruto 300
Despesas Operacionais (60)
Lucro Operacional 240
Contribuição Social (25)
Resultado antes do Imposto de Renda 215
Imposto de Renda (65)
Lucro Líquido de 19X1 150
Com base nos balanços patrimoniais e nas demonstrações de resultados de Casas Modernas S/A e Lojas Silva S/A proceda à
elaboração das demonstrações financeiras consolidadas.
78. Alfa S.A detém 80% do controle acionário de Beta S/A e 90% de Gama S/A. Durante o exercício social de 19X1, Alfa S/A
alienou 50 mercadorias para Beta S/A por $ 50.000, que tinham lhe custado $ 20.000. Em 31.12.19X1, Beta S/A ainda tinha 30
dessas mercadorias em estoque.
BALANÇO PATRIMONIAL DE ALFA S/A
ELEMENTOS VALOR ELEMENTOS VALOR
ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE
Caixa 110.000 Fornecedores 150.000
Contas a Receber 250.000 Empréstimos 410.000
Estoques 190.000 Contas a Pagar 250.000
Valores e Bens 100.000 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Despesas Antecipadas Capital Social 800.000
INVESTIMENTOS Reservas de Capital 300.000
Equivalência Patrimonial (Beta S/A) 720.000 Reservas de Lucros 200.000
Equivalência Patrimonial (Gama S/A) 90.000 Lucro Líquido de 19X1 500.000
IMOBILIZADO
Terrenos 450.000
Edifícios 700.000
TOTAL 2.610.000 TOTAL 2.610.000

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DE ALFA S/A


Receitas Operacionais 1.400.000
Custos das Vendas (310.000)
Lucro Bruto 1.090.000
Despesas Operacionais (485.000)
Receita de Equivalência Patrimonial (Beta S/A) 240.000
Despesa de Equivalência Patrimonial (Gama S/A) (45.000)
Lucro Operacional 800.000
Impostos sobre o Lucro (300.000)
Lucro Líquido de 19X1 500.000
BALANÇO PATRIMONIAL DE BETA S/A
ELEMENTOS VALOR ELEMENTOS VALOR
ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE
Caixa 110.000 Fornecedores 90.000
Contas a Receber 140.000 Empréstimos 260.000
Estoques 135.000 Contas a Pagar 140.000
IMOBILIZADO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Terrenos 400.000 Capital Social 400.000
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Edifícios 180.000 Reservas de Capital 150.000
Máquinas 125.000 Reservas de Lucros 50.000
Móveis e Utensílios 115.000 Lucro Líquido de 19X1 300.000
Veículos 185.000
TOTAL 1.390.000 TOTAL 1.390.000

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DE BETA S/A


Receitas Operacionais 850.000
Custos das Vendas (250.000)
Lucro Bruto 600.000
Despesas Operacionais (130.000)
Lucro Operacional 470.000
Impostos sobre o Lucro (170.000)
Lucro Líquido de 19X1 300.000

BALANÇO PATRIMONIAL DE GAMA S/A


ELEMENTOS VALOR ELEMENTOS VALOR
ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE
Caixa 10.000 Empréstimos 250.000
Contas a Receber 30.000 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
IMOBILIZADO Capital Social 150.000
Móveis e Utensílios 165.000 Prejuízo Líquido de 19X1 (50.000)
Veículos 145.000
TOTAL 350.000 TOTAL 350.000

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DE GAMA S/A


Receitas Operacionais 160.000
Custos das Vendas (120.000)
Lucro Bruto 40.000
Despesas Operacionais (90.000)
Prejuízo Operacional (50.000)
Prejuízo Líquido de 19X1 (50.000)

Com base nos balanços patrimoniais e nas demonstrações de resultados de Alfa S/A, Beta S/A e Gama S/A, calcule o lucro não
realizado na venda da sociedade controladora para Beta S/A, considerando que ele se realizará em 19X2 e os impostos sobre o
lucro serão de 30%, e elabore demonstrações financeiras consolidadas.

79. A empresa Alpha participa com 80% da empresa Beta.de acordo com os dados abaixo faça o que se pede:

Alpha Beta
CONTAS
31.12.2006 31.12.2006
Caixa 11.109,50 16.110,75
( - ) ICMS sobre vendas 45.000,00 64.865,00
Receitas com Vendas 175.000,00 150.000,00
Despesas com água, Luz e Telefones 9.049,25 12.668,50
Bancos Conta Movimento 6.567,75 9.194,75
Fornecedores 15.000,00 9.936,50
Clientes 30.317,75 27.973,50
Adiantamento de Clientes 14.277,75 5.767,50
Despesas com Depreciação 3.523,50 2.191,50
Estoques de Mercadorias 27.602,00 34.500,00
Empréstimos a receber da Controlada Beta 781,25 -
Investimentos Controlada Beta 52.500,00 -
Moveis e Utensílios 8.043,75 12.500,00
( - ) Depreciação Acumulada de Mov. Utensílios 267,00 1.250,00
Pesquisa e desenvolvimento de Produtos 3.125,00 4.500,00
Capital Social 87.500,00 75.000,00

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CMV - Custo das Mercadorias Vendidas 103.925,00 62.500,00
Receita de Exercícios Futuros (Aluguéis) 9.500,00 4.268,75
Empréstimos a pagar a Controladora Alfa 781,25

a) Elaborar a Demonstração do Resultado do Exercício e Balanço Patrimonial da Empresa Beta;


b) Aplicar o Método da Equivalência Patrimonial;
c) Elaborar a Demonstração do Resultado do Exercício e Balanço Patrimonial das Empresas Alpha;
d) Realizar a Consolidação dos Balanços das empresas Alpha e Beta.

80. Na operação que é considerada incorporação: ( Prova do 1º Exame de Suficiência do CFC – 2000)
a) uma Cia. transfere a totalidade de seu patrimônio para outra, que lhe sucede em seus direitos e obrigações.
b) uma Cia. adquire o controle acionário de outra, comprando mais de 50% das ações com direito a voto.
c) uma Cia. constrói um prédio para outra, em terreno previamente cedido por esta última.
d) uma Cia. une seu patrimônio ao de uma outra, para que ambas constituam uma nova sociedade.

81. De acordo com a Situação Apresentada realize a Fusão das empresas abaixo relacionadas:
A) Situação Antes da Fusão:
Indústria Clelisa Ltda.
Ativo R$ 43.544,00
Passivo Circulante R$ 10.104,00
Capital
Passivo

Edeltrudes Vilas 50% R$ 10.000,00


Maykell Roberto 50% R$ 10.000,00
Reserva de Lucros R$ 13.440,00 R$ 43.544,00
Cia. Comercial Silpa
Ativo R$ 68.234,00
Passivo Circulante R$ 25.674,00
Capital
Passivo

Aliny Lemes 50% R$ 12.000,00


Juscelia Aparecida 50% R$ 12.000,00
Reserva de Lucros R$ 18.560,00 R$ 68.234,00
B) Situação Após a Fusão:
Comercio e Indústria Palisa S.A
Ativo
Passivo Circulante
Capital
Edeltrudes Vilas
Maykell Roberto
Aliny Lemes
Juscelia Aparecida

82. Os itens monetários são constituídos por:

83. Os itens não-monetários são constituídos por:

84. Na empresa Industrial Morena Linda Ltda, os mapas de apuração da correção Monetária do Balanço Patrimonial (efetuada
através da utilização do Livro Razão Auxiliar em UFIR) apresentaram os seguintes resultados, referentes ao ano-calendário de
1995:
Contas Ajustes R($)
Veículos 30.000,00
Máquinas e Equipamentos Industriais 170.000,00
Edificações 120.000,00
Móveis e Utensílios 40.000,00
Terrenos 20.000,00
Depreciações Acumuladas:
de veículos 6.0000,00
De Máquinas e Equipamentos Industriais 51.000,00
De Edificações 12.000,00
De Móveis e Utensílios 16.000,00
Capital Social 200.000,00
Prejuízos Acumulados 75.000,00
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A Conta especial de resultado em que foram contabilizados as contrapartidas dos ajustes de correção monetária (acima indicados)
apresentou, em decorrência, um saldo, antes do encerramento das contas diferenciais, de (em R$):
a) 170.000,00, credor; d) 20.000,00, credor;
b) 20.000,00, devedor; e) 285.000,00 devedor.
c) 170.000,00 devedor;

85. Realize a Correção monetária integral:


BALANÇO PATRIMONIAL
Ativo 30-04-04 Passivo 30-04-04
INPC = 1,50
Circulante 848,20 Circulante
Caixa 808,20 Fornecedores 200,00
Estoques 40,00
Patrimônio Líquido
Permanente Capital Social 1.000.00
Bem 400,00
Total 1.248,20 Total 1.200,00

BALANÇO PATRIMONIAL
Ativo 30-04-04 Passivo 30-04-04
INPC = 1,50
Circulante Circulante
Caixa Fornecedores
Estoques
Patrimônio Líquido
Permanente Capital Social
Bem
Total Total

86. Elabore os balanços patrimoniais e as demonstrações de resultados, pela legislação societária (custo histórico) e em moeda
forte (de poder aquisitivo constante), com base nas seguintes informações:
BALANÇO PATRIMONIAL INICIAL
ELEMENTOS VALOR ELEMENTOS VALOR
ATIVO PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Caixa 55.000 PASSIVO
Aplicação Financeira 125.000 Contas a Pagar 50.000
Estoques 90.000 Empréstimos 100.000
Ativo Permanente 80.000 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital Social 200.000
TOTAL 350.000 TOTAL 350.000
 Inflação no período .............................................................. 90%
 Taxa de rendimento da aplicação financeira ........................ 85%
 Taxa de encargo do empréstimo .......................................... 97%
 O valor de mercado dos estoques é $ 150.000
 Os estoques foram comprados a vista.

QUESTÕES DE CONTABILIDADE AVANÇADA DO EXAME DE SUFICIÊNCIA DO CFC

87. Sobre as reservas e provisões podemos afirmar que:


a) As reservas e provisões são termos semelhantes, pois resguardam as devidas contrapartidas no ativo.
b) As reservas são contabilizadas em contas do patrimônio líquido e as provisões como obrigações ou conta retificadora do
ativo.
c) As reservas e provisões são constituídas debitando-se uma conta de resultado e uma conta patrimonial.
d) As reservas e provisões significam a mesma coisa, pois correspondem à diminuições do patrimônio líquido.

88. As sociedades por ações possuem características próprias, que as diferenciam das demais sociedades disciplinadas pelo direito
comercial brasileiro. Escolha a alternativa CORRETA:
a) A responsabilidade dos acionistas é limitada ao valor do capital social a integralizar.
b) As sociedades por ações são aquelas cujos valores mobiliários estejam admitidos à negociação em bolsa de valores.

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c) A constituição de sociedade por ações está sujeita à prévia autorização do Governo Federal e depende da presença de
sete sócios.
d) As companhias podem efetuar subscrição pública de ações.

89. Uma determinada empresa, no encerramento do exercício em 31/12/2000, tem a receber uma duplicata no valor de R$7.500,00
vencida em 31/08/1999. Apesar de já ter encaminhado o título para o Cartório de Protestos, até agora não obteve sucesso. Com
base na legislação contábil e fiscal vigente, o Contador resolveu registrar corretamente o fato contábil. Indique o lançamento
adotado: (Prova do 2º Exame de Suficiência do CFC – 2001).
a) Provisão para Perdas no Recebimento de Créditos
a Duplicatas a Receber R$ 7.500,00.
b) Perdas com Duplicatas Incobráveis
a Provisão para Perdas no Recebimento de Créditos R$ 7.500,00.
c) Despesas com Provisão para Perdas no Recebimento de Créditos
a Duplicatas a Receber R$ 7.500,00.
d) Duplicatas a Receber
a Provisão para Perdas no Recebimento de Créditos R$ 7.500,00.

90. Indique a alternativa INCORRETA, em relação aos critérios de avaliação do ativo:


a) Investimentos Permanentes: custo de aquisição ou com base no valor de Patrimônio Líquido.
b) Ativo Imobilizado: custo de aquisição deduzido da respectiva depreciação, amortização e exaustão acumuladas, calculadas
com base na estimativa de sua utilidade econômica.
c) Estoques: custo de aquisição ou valor de mercado, quando este for menor.
d) Contas a Receber: valor nominal dos títulos acrescido da provisão para ajustá-lo ao valor provável de realização.

91. A avaliação dos componentes patrimoniais deve ser feita com base nos valores de entrada, considerando-se como tais os
resultantes do consenso com os agentes externos ou da imposição destes. Esta afirmativa refere-se ao:
a) Principio da Atualização Monetária.
b) Principio da Continuidade.
c) Principio do Registro Pelo Valor Original.
d) Principio da Competência.
OUTRAS QUESTÕES

92. As notas explicativas, que complementam as demonstrações financeiras das sociedades anônimas, deverão indicar:
a) os investimentos em outras sociedades quando não relevantes;
b) os principais fornecedores de insumos e/ou mercadorias;
c) os ônus reais constituídos sobre elementos do Passivo e as garantias recebidas de terceiros;
d) as opções de compra de ações outorgadas e exercidas no exercício;
e) a taxa de juros, as datas de vencimentos e as garantias das obrigações a curto prazo.

93. Assinale a alternativa incorreta:


a) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa, Provisão para Ajuste de Bens ao Valor de Mercado e Provisão para Perdas
na Alienação de Investimentos são contas retificadoras do Ativo;
b) Classificam-se no Passivo circulante, como exigibilidades, as seguintes provisões: para Férias, para Licença-Prêmio, para o
13º Salário e para Gratificações a Empregados;
c) São dedutíveis na base de cálculo do lucro real as seguintes provisões: para Férias e de 13º Salário;
d) Provisões representam expectativas de perdas de ativos ou estimativas de valores a desembolsar, derivadas de fatos
geradores contábeis já ocorridos;
e) A Provisão para Riscos Fiscais ou Trabalhistas é dedutível na base de cálculo do Imposto de Renda.

94. A Cia. CLELISA apresentava, em 01.01.1995, um saldo na conta Provisão para Devedores Duvidosos de R$ 1.000,00. Durante
o exercício ocorrem os seguintes fatos:
1) O cliente H que devia R$ 150,00 encerrou as suas atividades, pagando apenas R$ 130,00 de sua dívida, e o restante é
considerado incobrável;
2) O cliente Z faliu, devendo R$ 150,00 para a empresa e não haverá condições de receber qualquer parcela do crédito;
3) Um cliente, que havia sido considerado incobrável no período anterior, pagou sua dívida no montante de R$ 200,00;
4) Diversas dívidas de clientes foram consideradas incobráveis durante o período, no montante de R$ 400,00.
Sendo o saldo da conta Duplicatas a Receber no final do período de R$ 80.000,00 e a provisão calculada à base de 1,5% sobre
esse montante, o valor a ser ajustado na conta Provisão para Devedores Duvidosos pelo método da Complementação seria
(em R$):
a) 2.400,00; b) 2.000,00; c) 870,00; d) 770,00; e) 970,00.

95. Com base na questão anterior, caso o método utilizado para a provisão fosse o da Reversão, o valor a ser creditado na conta
Reversão da Provisão para Devedores Duvidosos, seria (em R$):
a) 1.430,00; b) 2.000,00; c) 1.630,00; d) 430,00; e) 2.400,00.

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96. O saldo da conta Duplicatas a Receber constante da escrituração comercial da Cia. Andressa, por ocasião do
encerramento do período-base, 31.12.1995, estava assim composto:
- R$ 50.000,00 – duplicatas sacadas contra o cliente A em concordata, com proposta de liquidação de 70% do valor do crédito;
- R$ 30.000,00 – duplicatas sacadas contra o cliente B, com falência decretada;
- R$ 100.000,00 – diversas duplicatas provenientes de venda com reserva de domínio;
- R$ 510.000,00 – duplicatas dos demais clientes.
Sabendo-se que:
a) a empresa pretende adotar o percentual de 10% para cálculo da provisão para créditos de liquidação duvidosa;
b) os créditos perante os clientes em concordata ou falência foram devidamente habilitados;
c) o percentual da relação, observada nos últimos 3 anos, entre os créditos não liquidados e o total dos créditos da empresa é
de 2%.
Assinale a alternativa que contenha a importância máxima dedutível como provisão para créditos de liquidação duvidosa, na
determinação do lucro real, em 31.12.1995 (em R$):
a) 40.200,00; b) 20.700,00; c) 45.000,00; d) 69.000,00; e) 81.000,00.

97. A Cia. SNPV apresentava, na data do encerramento de seu balanço em 31.12.19X1, o seguinte inventário de suas mercadorias:
Mercadorias Quantidade Custo Médio – R$ Total – R$
A 2.000 10,00 20.000,00
B 1.000 20,00 20.000,00
C 400 10,00 4.000,00
D 2.000 15,00 30.000,00
E 20.000 12,00 240.000,00
As cotações de mercado, no dia 31.12.19X1, eram as seguintes:
A R$ 9,00
B R$ 20,00
C R$ 11,00
D R$ 16,00
E R$ 11,00
Com base nos elementos dados, a Cia. deve constituir uma Provisão para Ajuste de Estoque no valor de (em R$):
a) 2.400,00; b) 26.400,00; c) 22.000,00; d) 2.000,00; e) 20.000,00.

Dados para as questões 90 e 91, a seguir:


a) Em 31.12.1995, a Cia. SNPV, que tem participação permanente na Cia. SILPA, constatou que, após incêndio ocorrido na
Cia. investida, o valor de seu investimento de R$ 2.000.000,00 sofreria uma perda de 30%;
b) O investimento foi adquirido há 5 anos e a Cia. SILPA não possui apólice de seguros contra incêndio.

98. O valor da Despesa Não-Operacional, com a constituição da Provisão para Perdas Prováveis na alienação de Investimentos,
será (em R$):
a) 180.000,00; b) 600.000,00; c) 2.000.000,00; d) 1.400.000,00; e) zero, a despesa é operacional.

99. Depois de contabilizar a provisão para perdas prováveis na alienação de investimentos, a Cia. SNPV alienou a participação
societária na cia. SILPA por R$ 1.000.000,00 à vista, apurando (em R$):
a) 400.000,00 de prejuízo não-operacional;
b) 400.000,00 de lucro não-operacional;
c) 400.000,00 de prejuízo operacional;
d) 400.000,00 de lucro operacional;
e) 200.000,00 de prejuízo.

100. A conta Ações em Tesouraria é utilizada pelas Sociedades Anônimas para registrar a aquisição de ações:
a) de sua própria emissão; b) emitidas por coligadas; c) destinadas à revenda; d) destinadas à compra;
e) emitidas por controladas.

101. O estatuto da Comercial SNPV S/A é omisso quanto ao pagamento de dividendos. No exercício social findo em 31.12.19X0 o
seu contador estabeleceu a base de cálculo do dividendo obrigatório com base nos seguintes elementos:
DADOS VALOR – R$
- Lucro Líquido do Exercício ..................................................... 160.000,00
- Quota destinada à constituição da Reserva Legal .................. 4.000,00
- Reversão de Reserva para Contingência formada
em exercício anterior ............................................................... 36.000,00
- Lucros a Realizar transferidos para a respectiva reserva ....... 8.000,00
Em decorrência, os acionistas tiveram o direito de receber, naquele exercício, a importância de (em R$):
a) 104.000,00; b) R$ 80.000,00; c) 92.000,00; d) R$ 52.000,00; e) 64.000,00.

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102. Consoante dispõe o artigo 186 da Lei nº 6.404/76, o montante do dividendo por ação do capital social deve ser incluído na
seguinte Demonstração:
a) de Lucros ou Prejuízos Acumulados;
b) Balanço Patrimonial;
c) do Resultado do Exercício;
d) de Origens e Aplicações de Recursos;
e) de Lucros e Perdas.

103. Dados:
Dividendos a serem distribuídos pela Cia. Pasil em 31.12.1997 ......... R$ 180.000,00
Número de ações da companhia:
- Preferenciais .......... 50.000
- Ordinárias .............. 30.000
- Total ....................... 80.000
Se a companhia atender ao disposto no art. 1º da Lei nº 9.457, de 05.05.1997, e pagar às ações preferenciais 20% a mais em
relação às ações ordinárias, estas últimas receberão, em decorrência, dividendos por ação no valor de:
a) R$ 6,00; b) R$ 2,25; c) R$ 3,60; d) R$ 2,00; e) R$ 3,00.

104. Nas sociedades anônimas, devem ser avaliados pelo custo de aquisição deduzido da provisão para perdas prováveis na
realização de seu valor, quando esta perda estiver comprovada como permanente, os investimentos em:
a) marcas, patentes e outros bens intangíveis.
b) participações permanentes no capital social de outras sociedades, exceto os investimentos em controladas e relevantes em
coligadas ou equiparadas às coligadas.
c) veículos, móveis e utensílios, equipamentos e instalações.
d) ativos diferidos durante a fase anterior ao início das operações.
e) estoques dos imóveis destinados à revenda ou utilizados no processo produtivo.

105. Os dividendos recebidos de sociedade controlada, cujo investimento é avaliado pelo método de equivalência patrimonial,
devem ser contabilizados na investidora como:
a) receita operacional. b) redução de investimentos. c) receita não operacional. d) receita financeira.

106. Os dividendos recebidos de sociedade coligada, cujo investimento é avaliado pelo método do custo, devem ser contabilizados
na investidora como:
a) receita do exercício. b) redução de investimentos. c) resultados acumulados. d) receita financeira.

Paulo Henrique Alves Parreira


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Material Didático de Contabilidade Avançada 113


BIBLIOGRAFIA

1. IUDÍCIBUS, Sérgio de e outros. Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações. São Paulo, Atlas.
2. NEVES, Silvério das e VICECONTI, Paulo E. V. Contabilidade Avançada e Análise das Demonstrações
Financeiras. São Paulo, Frase.
3. PEREZ JUNIOR, José Hernandez e OLIVEIRA, Luís Martins de. Contabilidade Avançada: Teoria e Prática. São
Paulo, Atlas.
4. ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Contabilidade Avançada: Textos, Exemplos e Exercícios Resolvidos. São
Paulo, Atlas.
5. SANTOS, José Luiz dos e SCHIMIDT, Paulo. Contabilidade Societária. São Paulo, Atlas.
6. Conselho Regional de Contabilidade de Goiás. Estruturação de Demonstrações Contábeis. Goiânia, 1993.
7. Conselho Federal de Contabilidade. Resolução CFC nº 686/90 (e alterações).
8. Conselho Federal de Contabilidade. Resolução CFC nº 900/01.
9. Conselho Federal de Contabilidade. Resolução CFC nº 937/02.
10. Lei das Sociedades por Ações. Lei Federal nº 6.404, de 15.12.1976.
11. Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Instrução CVM nº 191/92 (e alterações).
12. Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Instrução CVM nº 247/96 (e alterações).

Goiânia, Fevereiro de 2008

Paulo Henrique Alves Parreira


Professor
ph.parreira@hotmail.com

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