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A magia negra ou, mais exatamente, magia maléfica ou maléficio, é o suposto manejo

de forças sobrenaturais com intenções e propósitos malévolos. O suposto manejo dessas


forças é realizado de várias maneiras por aqueles que creem em sua possibilidade e
eficácia, que vão desde a performance de complexos cerimoniais (como as do ritual
satânico laveyano e da goécia medieval) quanto gestos simbólicos cotidianos
de malícia, inveja ou outra emoção negativa direcionada (como o famoso mau-olhado).
Na terminologia dualística conhecida como caminho da mão esquerda e caminho da mão
direita ou via sinistrae e via dexterae, respectivamente, a magia negra seria a simbólica
"mão esquerda", com a "mão direita" a da magia branca ou benevolente. Não raro, alguns
críticos hoje concluem que o termo magia negra é mais utilizado como um pejorativo para
qualquer prática mágica que um determinado indivíduo ou grupo que pratica magia
desaprovam.[1]
O termo magia negra engloba um amplo e difuso conjunto de diversos sistemas
mágicos de origens diversas, que puxa elementos de diversas tradições e culturas não
necessariamente malévolos ou religiosos, podendo muitos serem culturais ou mesmo
proto-científicos. Muitos casos de magia negra são, de fato, deturpações feitas por
ignorância ou por deliberado deboche e blasfêmia, como o uso da
palavra Shemhamphorash da cabalá semítica no ritual satânico laveyano.[2] Elementos
étnicas que compõem a magia negra incluem, mas não limitados a, resquícios
de simbólicas e ritualísticas religiosas e culturais de povos de todas as partes do mundo,
como sumérios, acadianos, amorreus, assírios, caldeus, mesopotâmicos, persas, egípcios,
fenícios e ainda africanos, asiáticos, polinésios, bem
como europeus gregos, romanos, celtas ou escandinavos.
A magia negra também está ligada a correntes do hermetismo e possui uma ramificação
originária da antiga cabalá judaica denominada goécia, esta crê-se ser uma prática de
magia que foi revelada por Deus ao rei Salomão permitindo que ele invocasse
72 anjos e demônios e sobe seu controle executassem todos os seus anseios, através
desta magia acredita-se originar toda a riqueza e a sabedoria que imortalizaram Salomão.
A magia negra ainda pode confundir com satanismo, porém este é outro sistema oculto,
que se ocupa pela adoração ou realização de pactos ou acordos com satanás ou Lúcifer.
Em todos esses diversos sistemas mágicos há invocações de espíritos, anjos e demônios
que sobre a autoridade mágica do mago deverá responder à perguntas, revelar passado,
presente e futuro e até mesmo intervir no mundo e em seus acontecimentos em favor do
mago.
Alguns estudiosos, como Carroll Poke Runyon, destacam que na realidade essas formas
de manifestações mágicas são conduzidas completamente segundo a vontade do mago,
que este deve ser firme em suas convicções e que jamais deve-se recorrer a essas
práticas para fazer mal a terceiros. Nesta concepção, a magia negra é uma forma de
manifestação sobrenatural controlável apenas por adeptos treinados e, portanto, não
poderá ser operada por pessoas que tendenciam-se ao vício, à degradação e ao egoísmo,
pois caso contrário estar-se-ia concedendo um poder muito grande a quem não pode
controlá-lo o que é tanto perigoso a terceiros quanto ao próprio indivíduo. Os indivíduos
que iniciam as suas práticas neste campo invocam essas entidades em grandes
cerimoniais ritualísticos, e uma vez diante dessas entidades consultam o passado,
presente e futuro, buscam aprofundamento no conhecimento oculto e podem pedir alguma
vantagem ou coisa que o valha. A invocação de supostas entidades dos gêneros angélico,
demoníaco, elemental e espiritual são práticas comuns da magia negra. Já as práticas
do vodu, do candomblé constituem outro tipo de magia muito peculiar aos povos de
origem africana, e nessas religiões a magia negra não está direcionada para fazer o bem
ou o mal, bem e mal são conceitos que se referem à atitude, à atividade e à conduta
humana, bem e mal na realidade representam limites da ética.[3]
Importante frisar que não há embasamento para afirmar que o termo magia negra foi
criado deliberadamente no período colonial com intenção exclusiva de ser um
pejorativo racista contra as religiões de matriz africana (vodu, candomblé, etc.). Esse tipo
de dedução, comum em alguns coletivos de ativistas, não possui base em estudos
etimológicos nem filológicos (nem, portanto, históricos), e ignora deliberadamente
o realidade linguística da polissemia das palavras com intenções
visivelmente politiqueiras e anti-acadêmicas. Apesar da origem do termo ser obscura até o
momento, há evidência de sua precedência ao período das Grandes Navegações e à
exploração da África.