Platão defendia as ideias congênitas, a teoria de que a alma precede o corpo e que,
antes de encarnar, tem acesso ao conhecimento. Portanto, conhecer é relembrar.
A PESSOA DOMINA DETERMINADOS CONCEITOS E CONHECIMENTOS QUE
CARREGA CONSIGO DESDE O NASCIMENTO.
A fonte do conhecimento são as informações captadas do meio exterior por meio da
experiência, dos nossos sentidos.
AO NASCER A PESSOA SERIA UMA PÁGINA EM BRANCO QUE DEVE SER
PREENCHIDA COM O CONHECIMENTO ADQUIRIDO POR MEIO DOS SENTIDOS.
Concordava quanto à inexistência de IDEIAS INATAS, mas negava que o
conhecimento fosse originado da experiência, declarando que toda experiência deve
corresponder ao conhecimento.
1º ) SOMOS AFETADOS PELO MUNDO POR MEIO da sensibilidade passiva:
NOSSOS SENTIDOS.
2º ) Para entrarem no campo do conhecimento AS IMPRESSÕES que obtemos
DO MUNDO por meio dos sentidos DEVEM SER ORGANIZADAS PELA
INTUIÇÃO.
3º ) Nossa INTUIÇÃO é formada pelas NOÇÕES subjetivas de ESPAÇO E
TEMPO.
4º ) Segundo Kant, ESPAÇO E TEMPO SÃO ATRIBUTOS DO SUJEITO E
CONDIÇÕES DE POSSIBILIDADE DE QUALQUER EXPERIÊNCIA.
5º ) TEMPO E ESPAÇO são atributos do sujeito e não do mundo.
Tudo O QUE PERCEBEMOS SÃO OS FENÔMENOS do mundo.
A COISA EM SI, o mundo objetivo, CONDICIONADO ÀS PERCEPÇÕES.
CONCLUSÃO: - sem a intuição não se pode pensar no conteúdo da experiência
- sem os conceitos do pensamento as sensações são vazias
:
Em sua crítica da razão, Kant buscou investigar as possibilidade do
conhecimento, intituladas psicologias transcendentais, uma RECONCILIAÇÃO
ENTRE O RACIONALISMO E O EMPIRISMO:
- a experiência na aquisição do conhecimento (contra o racionalismo)
- indicação de que o conhecimento humano começa com a experiência.
Contrário ao empirismo, Kant atenta para o fato de que nem todo
conhecimento provem da experiência. Desse modo, teríamos dois aspectos
do conhecimento:
1) a sensibilidade derivada dos sentidos [Sinnlichkeit]
2) e a compreensão [Verstand], e portanto:
as sensibilidades a priori, espaço e tempo (as formas da intuição)
e os princípios a priori da compreensão, ou seja, as categorias da mente,
pressupostas ou adquiridas por meio de nossa experiência sensorial.
Desse modo, a formulação "todos tem um pai" não será uma informação
advinda de nossa experiência sensorial, pois o uso da palavra "todos" implica
o uso da categoria de totalidade.
Nesse processo de aplicar categorias às experiências sensoriais, a
COMPREENSÃO E O CONHECIMENTO HUMANO ESTARIAM RESTRITOS
AO MUNDO do fenômeno (ou seja, O MUNDO DAS APARÊNCIAS) e não da
coisa-em-si (do nômeno).
Para Kant, a auto-observação (ou introspecção) nos levaria a uma confusão,
uma vez que só descobriríamos o que temos em mente, sendo que os atos da
imaginação só poderiam ser observados se invocados deliberadamente.
:
Segundo Kant, em seus Princípios metafísicos da ciência da natureza
(1786/1989: 32-33), a psicologia empírica para se provar como ciência
propriamente dita deveria:
1) Descobrir seu elemento de modo similiar à química, para com isso
efetuar análises e sínteses.
Esse elemento objetivo será resolvido pela teoria das energias nervosas
específicas de Johannes Müller, que conduziu uma espécie de “kantismo
fisiológico”, em que o mundo percebido seria uma mera propriedade das
nossas energias nevosas específicas, estimuladas sempre por um fator físico
qualquer, não importanto a natureza e, portanto, a sensação representaria um
elemento preciso.
2) Facultar a esse elemento um estudo objetivo, em que sujeito e
objeto não se misturem como na instrospecção, ou seja, superar o
problema de que a mente como agente não poderia observar a mente
de modo passivo, uma vez que ela não estaria exposta de modo parado
e constante no ato de estar obervando a si mesma.
Hermann Von Helmholtz, discípulo de Müller, elaborou o estudo das
apercepções, propondo a TEORIA DAS INFERÊNCIAS INCONSCIENTES (de
cunho empirista) e O MÉTODO DA INTROSPECÇÃO EXPERIMENTAL.
Segundo a teoria, as nossas sensações seriam organizadas por experiencias
passadas aptas a ordenar de modo inconsciente e rápido as premissas
menores informadas pelos sentidos, produzindo como conclusão as nossas
representações psicológicas.
3) Produzir uma matematização mais avançada que a geometria da
linha reta, apta a dar conta das sucessões temporais de nossa
consciência.
Fechner, em seu livro Elementos da psicofísica, ofereceria uma resposta a isso
e ao segundo veto kantiano, estabelecendo a lei por ele batizada de Lei Weber-
Fechner, aproveitando a equação de Ernst Weber sobre a relação e
porporcionalidade entre as diferenças apenas apercebidas entre dois
estímulos, e também iniciando a psicologia experimental, estabelecendo uma
lei matemática sobre a relação entre o domínio físico e o psicológico, os quais,
para ele, não seriam duas naturezas, mas uma única natureza composta de
duas perspectivas.
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