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Pesquisa Acadêmica

Turno: Matutino

PESQUISA ACADÊMICA – Aula 07

1. Em quais situações estrangeiros podem permanecer no Brasil de modo regular?


Ao solicitante estrangeiro que pretenda ingressar ou permanecer em território nacional poderá
ser concedido visto de visita (turismo, negócios, trânsito ou atividades artísticas ou desportivas);
temporário (pesquisa, ensino ou extensão acadêmica; tratamento de saúde; acolhida
humanitária; estudo; trabalho; férias-trabalho; Intercâmbio; prática de atividade religiosa ou
serviço voluntário; realização de investimento ou de atividade com relevância econômica, social,
científica, tecnológica ou cultural; reunião familiar; atividades artísticas ou desportivas com
contrato por prazo determinado); diplomático, oficial (em missão oficial de caráter transitório
ou permanente) ou de cortesia.
2. Quais são as modalidades de retirada forçada de estrangeiros do Brasil? Aponte as

especificidades de cada uma e o procedimento utilizado.

São medidas de retirada forçada: a deportação, que é medida de processo administrativo que
faz retirar compulsoriamente pessoa irregular do território nacional por irregularidade de ordem
administrativa. Enquanto não for julgado o mérito, ele fica suspenso e a notificação não impede
a livre movimentação. A deportação não será feita se já há um pedido de extradição e não foi
admitido. A expulsão, que consiste na retirada compulsória do país, por Inquérito de Expulsão,
por prática de crime com sentença transitada em julgado de: crimes tipificados no Estatuto de
Roma: crime de genocídio; crime contra a humanidade; crime de guerra; ou crime de agressão;
ou crime comum doloso passível de pena privativa de liberdade, consideradas a gravidade e as
possibilidades de ressocialização no território nacional. Não impede a extradição a circunstância
de ser o extraditando casado com brasileira ou ter filho brasileiro, o que impede apenas a
expulsão. E a extradição, que consiste em medida de cooperação internacional. É um ato
bilateral, com tratado de extradição ou promessa de bilateralidade, que não se confunde com a
entrega, que é um mecanismo por meio do qual o Estado entrega (coloca à disposição) para
julgamento do Tribunal Penal Internacional, que entrou em funcionamento em 2002, pessoa
acusada de delito internacional de competência deste organismo.

3. Quais são as principais diferenças entre o TPI e a CIJ?

O Tribunal Internacional de Justiça ou Corte Internacional de Justiça é o principal órgão judiciário


da Organização das Nações Unidas, e sua principal função é de resolver conflitos jurídicos a ele
submetidos pelos Estados e emitir pareceres sobre questões jurídicas apresentadas pela
Assembleia Geral das Nações Unidas, pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas ou por
órgãos e agências especializadas acreditadas pela Assembleia da ONU, de acordo com a Carta
das Nações Unidas. A Corte Penal Internacional ou Tribunal Penal Internacional é o primeiro
tribunal penal internacional permanente. Seu objetivo é promover o Direito internacional, e seu
mandato é de julgar os indivíduos e não os Estados (tarefa do Tribunal Internacional de Justiça).
Ela é competente somente para os crimes mais graves cometidos por indivíduos: (genocídios,
crimes de guerra, crimes contra a humanidade e talvez os crimes de agressão.

PESQUISA ACADÊMICA – Aula 08

1. Quais são os elementos que formam o Estado?


São eles: a população, que são os indivíduos (humanos), o território (área física) e a soberania
(política).

2. Qual a diferença entre delimitação e demarcação?

A delimitação é o limite a partir de tratados ou costumes, ou seja, o que está acordado por via
costumeira ou papel. Já a demarcação são marcos físicos ou artificiais a partir da delimitação
(exemplos: paralelos ou meridianos). Ou seja, a partir da delimitação, procede-se à demarcação.
Esta é a execução daquela.

3. Quais são as formas de expansão do território do Estado?

Ocupação efetiva: território res nullius (terra de ninguém) + animus + ocupação:


demonstrando o ânimo de ocupar e ocupo, estabelecendo a ocupação efetiva: esse território
tem de estar inabitado? Não! Não precisa estar inabitado, mas não pode estar sobre o domínio
de nenhum Estado reconhecido. No Brasil: capitanias hereditárias, dividindo as regiões entre
portugueses para ocupar efetivamente.
Conquista: vai além da ocupação efetiva: guerra, a terra já era de alguém, mas eu briguei
para conquistar aquela terra. Ocupação e conquista não são admitidas nos dias atuais. Um dos
princípios do Direito Internacional é a proibição do uso da força. Exemplo: Colônias de Israel.
Secessão: um pedaço do território se desprende do domínio do Estado anterior para se
transformar em um novo Estado. Parte do território se torna independente para se tornar um
novo Estado. É possível no Brasil hoje? Sim, por vontade popular (plebiscito). Observação: não
é o mesmo que tentar se tornar um Estado dentro da Federação. Observação: verificar art. 60,
§4º da CF e posicionamento de bancas de concurso.
Cessão convencional: o Estado cede convencionalmente: Estado do Acre. Pode ser
gratuita ou onerosa.
Fusão convencional: quando dois ou mais Estados se unem para a formação de outro
Estado. Normalmente se tem um histórico de que eles já eram juntos: Alemanha, Iêmen,
Tanzânia, etc.
Decisão unilateral: quando uma organização internacional ou tribunal arbitral profere
uma decisão, estabelecendo os novos limites. Grande exemplo: de decisão unilateral: Israel. Foi
criado por uma decisão unilateral das Organizações das Nações Unidas.
Descolonização: duas etapas: 1ª: briga por se tornar independente; 2ª expulsão do
domínio.

4. Qual a diferença entre fronteira e limite?

Limite é um conjunto de pontos que determina com certa precisão até onde vai o território do
Estado. Junto com o limite há a fronteira. A fronteira é uma faixa de terra, dentro do limite, que
serve para questão de segurança do Estado. Quem determina a fronteira é o próprio Estado.

5. Quais são as formas de fixação de território nos rios?

São elas: separar ao meio, utilizada para pesca, por exemplo; talvegue (melhor lugar para
navegação); administração em condomínio: dividindo a gestão do rio; ou uso exclusivo por parte
de um dos Estados fronteiriços.

6. Diferencia mar territorial, zona contigua, zona econômica exclusiva e plataforma

continental. Qual a extensão de cada uma delas?

O mar territorial, com soberania absoluta, tanto para frente como para cima (espaço aéreo),
integra o território do Estado. Largura do mar territorial: 12 milhas, extensão 12. Zona contígua:
doze a 24 milhas a partir do mar territorial: ela não integra o território do Estado, mas, nesta
Zona, o Estado pode exercer poder de polícia, embora a jurisdição não seja dele, inclusive para
iniciar perseguições; persegue até entrar na zona do mar territorial de outro Estado. Largura 12
e extensão 24. ZEE: Zona Econômica Exclusiva: situada além do mar territorial e a ele adjacente.
Extensão: 200, mas a largura é 188. A Zona contígua está contida na ZEE. A ZEE contém a Zona
Contígua. A Plataforma Continental compreende o leito e os subsolos das áreas submarinas,
além do mar territorial: (não compreende a coluna de água) em todo o prolongamento de sua
extensão até a borda exterior ou até uma distância de 200 milhas da linha de base, no caso em
que a borda exterior não atinja essa distância.

7. O que é patrimônio comum da humanidade? De exemplos e a especificidade de

cada um.

Patrimônio comum da humanidade consiste naquilo que não está sobre o domínio de nenhum
Estado, mas é de interesse de todos preservar. Exemplos: Antártica, alto mar, Espaço Sideral e
Corpos Celestes e Espaço Geoestacionário.

PESQUISA ACADÊMICA – Aula 09

1. Reconhecimento de um novo Estado e de um novo governo é a mesma coisa?

Não. Reconhecimento de um estado é ato político unilateral e discricionário de um Estado ou


Organizações Internacionais aceitando a criação desse novo sujeito. Reconhecimento de um
governo acontece quando o Estado já foi reconhecido e apenas o reconhecimento da política
dele está sendo alterada.

2. Quem pode reconhecer um novo Estado?

Estados e Organizações internacionais.

3. Qual a importância do reconhecimento de um novo Estado?

O reconhecimento de um Estado é importante porque demonstra a vontade política de interagir


com o Estado reconhecido. Demonstra que se considera que a nova entidade detém as
condições fáticas para se tornar um sujeito de direito internacional; cria juridicamente um
estoppel, no caso, tornando impossível ao Estado que reconheceu o novo Estado mudar a sua
manifestação de vontade.

4. Em que contexto um novo governo pode ser reconhecido?

No caso de Revoluções ou golpes de Estado.

5. Cite três tipos especiais de personalidade jurídica internacional, explicando cada

um deles.

Constitutiva – a personalidade do Estado é constituída pelo reconhecimento; Declaratória – o


reconhecimento do Estado é um ato de constatação do Estado, que preexiste a ele. O Estado
tem personalidade jurídica independentemente do reconhecimento; e Mista – admite que o
reconhecimento se dá a partir de um fato. É com que surgem jurídicos, deveres e direitos.

7. Soberania pode ser transferida? Por que?

Não. Não há transferência de soberania, porque transferir implica perder uma parte do que se
está transferindo. As Organizações Internacionais e os outros atores que recebem os poderes
não têm soberania.

8. O que é sucessão de Estados? Nesses casos há transferência de soberania?


É a substituição de um Estado por outro na responsabilidade das Relações Internacionais de um
determinado território. Não. A sucessão de Estados dá origem à criação à criação de novos
direitos soberanos ou à expansão dos direitos soberanos de um Estado sobre outro território.
Não se trata de transferência ou herança da soberania. Há o nascimento do direito soberano,
independente dos direitos do Estado predecessor.

9. Quais são as modalidades de sucessão de Estado?

Aquisição de res nullius; Agregação ou Fusão: ocorre quando o Estado acaba por fundir com
outro Estado formando um terceiro. Ex:. Alemanha; Secessão: quando perde parte do território
para a criação de um novo Estado; e Dissolução: o que aconteceu com a antiga União Soviética.

10. Qual é o princípio norteador na sucessão de Estado? Explique.

O princípio orientador em caso de sucessão de Estados é o Princípio da Continuidade do Estado.


O Estado sucesso terá que assumir todas as responsabilidades do Estado Predecessor.

11. Em que momento ocorre a extinção jurídica do Estado?

A extinção jurídica do Estado ocorre com sua dissolução e formação de dois ou mais Estados
novos.

12. Qual é o princípio seguido na sucessão de Estados em relação aos tratados?

Explique.

Existe a presunção de que o sucessor continua parte nos tratados em vigor. Em alguns casos, o
Estado sucessor declara que continuará sendo parte em todos os tratados do seu predecessor.
No entanto, mesmo assim, o Estado sucessor poderá posteriormente decidir em quais tratados
será ou não parte, conforme seus interesses.

13. O que ocorre com os tratados em caso de fusão ou de dissolução do Estado?

Quando há fusão de dois ou mais Estados, dando origem a um novo Estado, distinto dos
anteriores, presume-se que o novo Estado participa de todos os tratados e Organizações
Internacionais integradas pelo anterior.

14. O que acontece com os bens, arquivos e dividas na sucessão de Estados?

Os arquivos públicos devem ser transferidos. A transferência é feita sem a compensação


financeira. Os documentos que se referem ao território do sucessor dever ser transferidos; o
Estado predecessor deve fornecer seus títulos territoriais, na melhor forma possível; o
predecessor pode cobrar do sucessor os valores referentes aos custos da realização das cópias.
As dívidas do Estado predecessor transferem-se ao Estado sucessor pró rata. O sucessor deve
assumir as dívidas do predecessor de forma proporcional ao território transferido. Todos os bens
públicos acabam sendo sucedidos pelo novo Estado.

PESQUISA ACADÊMICA – Aula 10

1. Conceitue Organizações Internacionais?

Organizações Internacionais ou intergovernamentais são pessoas jurídicas de direito


internacional. Têm ordens jurídicas próprias, diferentes dos Estados que as integram

2. OIs podem ter como membros pessoas físicas ou jurídicas de direito interno? O que

será nesse caso?


Uma Organização Internacional (OI) não poderá ter como membros pessoas físicas ou jurídicas
de direito interno, tais como indivíduos, empresas ou organizações não governamentais, visto
que são as OIs resultado de manifestação de vontade dos sujeitos de direito internacional e não
de sujeitos de direito interno. Quando uma organização que opera no âmbito internacional tem
membros que não são Estados (ainda que também tenham Estados-membros), ela não será uma
Organização Internacional, mas uma organização não governamental (ONG).

3. Qual a natureza jurídica de uma OI? Qual o fundamento para sua criação?

As Organizações Internacionais têm natureza de pessoa jurídica de direito internacional, de


caráter institucional. A criação de Organizações Internacionais fundamenta-se no poder
soberano dos Estados. Essa natureza jurídica é, portanto, a mesma dos Estados, mas com limites
de competência predeterminados pelos próprios membros que a constituem. A principal
diferença é a origem do fundamento: nos Estados, existe uma justificativa interna para a
personalidade jurídica, derivada da faceta interna da soberania. Nas Organizações
Internacionais, o único elemento justificador é externo, derivado apenas da soberania dos
Estados- membros.

4. OIs podem criar outras OIs?

Sim. Podem criar Estados e outras OIs.

5. Qual a importância do tratado constitutivo da OI? Qual a particularidade destes?

Neste ato se estabelece todas as capacidades e competências da Organização Internacional. O


Ato constitutivo é mais importante que a CF para o Estado, pois sem ela a Organização
Internacional deixa de existir.

6. Qual é a motivação dos Estados para criarem OIs?

As OIs funcionam como fórum de intermediação entre os Estados. Incentivando os Estados a


formarem as OI para que sejam realizados fóruns de discussões, mediar, coordenar. Vem para
institucionalizar os relacionamentos entre os Estados. Que nasce pela vontade dos Estado e
desaparece pela vontade dos Estados.

7. Cite e explique três estruturas mais comuns nas OIs.

Assembleia Geral: é considerado órgão deliberativo, formado por todos os membros da


organização, é uma reunião de todos. Na assembleia geralmente um voto equivale a im Estado,
mas existem outros que cada um tem um peso. Secretário Geral: é o diretor, chefe, órgão
unipessoal responsável pelas principais decisões como voto de minerva, intermedeia os
conflitos, entre outras funções. Escolha feita pelos próprios membros. É um órgão impessoal.
Secretariado: é o corpo administrativo, conjunto de funcionários que faz a organização funcionar
(ONU – 20 mil funcionários).

8. Qual a classificação dos membros de uma OI?

Permanente: direito a voz e direito a voto. Ex.: Brasil; observador: direito a voz. Tem intenções
de ingresso. Ex.: Palestina; e temporário: direito a voz. Convidado para algumas reuniões
específicas.

9. Explique a teoria das capacidades ou dos poderes implícitos? Quais são suas

limitações?

A Teoria das Capacidades e competências implícitas consiste na ideia de que a OI pode ir além
das capacidades previstas no ato constitutivo desde que seja necessário para o cumprimento de
sua finalidade/missão e que não invada a capacidade de outra Organização Internacional.
PESQUISA ACADÊMICA – Aula 11

1. O que guia as relações diplomáticas?

As relações diplomáticas são tradicionalmente guiadas pelos Ministérios das Relações Exteriores
e Chefes de Estados (Chefe do Poder Executivo). Todavia, essas relações começam a coexistir
com mais frequência com uma para diplomacia guiada pelos demais ministérios, pelos chefes
dos demais poderes do Estado (Judiciário e Legislativo), pelos Estados e Municípios.

2. Quem possui direito de legação? Isso implica no reconhecimento do Estado?

Apenas os sujeitos de direito internacional têm direito de legação, que é o direito de receber e
enviar diplomatas. Como o direito de legação depende do reconhecimento do sujeito de direito
internacional, a aceitação do estabelecimento de relações diplomáticas significa, por
consequência, do outro Estado ou da Organização Internacional no reconhecimento do Estado.

3. Qual a diferença entre acreditam-te e acreditador?

País acreditante é o que envia diplomatas, também chamado de Estado de origem. País
acreditador é aquele que recebe diplomatas, também chamado de Estado de acolhimento.

4. Qual a diferença entre embaixada e consulado? E entre acreditação dupla ou

múltipla e representação comum?

A embaixada diz respeito à representação política do Estado, enquanto que o consulado é


responsável pela representação comercial e administrativa, sobretudo notarial. A acreditação
dupla ou múltipla ocorre quando a mesma representação diplomática representa seu governo
perante diversos Estados ao mesmo tempo. A representação comum, por sua vez, ocorre
quando a mesma embaixada representa dois ou mais Estados perante um terceiro Estado. Nesse
caso, a missão diplomática é comum, podendo ter funcionários de todas as nacionalidades
representadas ou apenas de uma delas.

5. Estrangeiros podem representar o Estado em uma missão diplomática?

Sim, pois os sujeitos de direito internacional têm a liberdade de escolher seus representantes
que, em geral, são nacionais seus. Em alguns casos, os Estados nomeiam estrangeiros como seus
diplomatas. A escolha de um nacional ou de um estrangeiro é um direito soberano do Estado e
não pode ser questionado pelos demais Estados.

6. Somente diplomatas podem ser chefe da missão diplomática?

Não, pois a função de chefe da missão diplomática, que é chamado de embaixador, pode ser
ocupada por qualquer pessoa, de qualquer nível da carreira diplomática (mesmo um iniciante)
ou até mesmo alguém estranho à carreira.22

7. Qual a natureza dos membros da missão?

Os membros do pessoal da missão diplomática podem ser de três naturezas: a) Membros do


pessoal diplomático: diplomatas que integram a missão, tais como ministros, conselheiros,
secretários ou adidos. São agentes diplomáticos o chefe da missão, bem como os membros do
pessoal diplomático. b) Membros do pessoal administrativo e técnico: responsáveis pelo
trabalho técnico-burocrático, como secretários ou arquivistas. c) Membros do pessoal de
serviço: os demais funcionários responsáveis pela manutenção da missão, como o serviço de
jardinagem, garçons, cozinheiros e limpeza.

8. Cite três funções da missão.


Representar o Estado de origem (acreditante) junto ao Estado de acolhimento (acreditador); b)
Proteger os interesses do Estado de origem de seus nacionais junto ao Estado de acolhimento,
dentro dos limites estabelecidos pelo direito internacional. c) Negociar com o governo do Estado
de acolhimento.

9. Qual a diferença entre imunidade e privilegio?

Imunidades diplomáticas são benefícios previstos no direito internacional e concedidos pelo


Estado de acolhimento ao Estado de origem, para que este exerça certas capacidades e
competências soberanas em seu território. Privilégios são benefícios concedidos pelo direito dos
próprios Estados de acolhimento, além de suas obrigações assumidas pelas normas
multilaterais.

10. Descreva duas imunidades atribuídas aos Estados.

Primeiramente deve-se esclarecer que as imunidades e os privilégios diplomáticos podem ser


de duas naturezas: funcional e individual. A imunidade funcional busca proteger o Estado, por
meio da proteção ao agente, que atua em seu nome, no exercício de suas funções. A imunidade
pessoal ou individual busca proteger os atos do próprio agente, em nome próprio, para dar-lhe
melhores condições para exercer seu trabalho com tranquilidade.

11. As imunidades se estendem a todos os membros da missão?

Não, pois nem todos os membros da missão diplomática gozam das mesmas imunidades. Os
chefes da missão têm imunidade mais ampla do que o pessoal do corpo técnico ou de serviços

12. Qual a diferença entre imunidade de jurisdição e de execução? Explique.

A imunidade de jurisdição impede que o Poder Judiciário julgue os diplomatas do outro Estado.
A imunidade de execução impede que as sanções e julgados, quando possíveis, sejam
executados.

13. O que é a teoria das imunidades relativas?

A teoria das imunidades relativas dos Estados soberanos exclui a imunidade de jurisdição
quando o Estado ou seus agentes praticam atos estranhos a seu “jus imperii”. Busca evitar o
prejuízo sofrido pelo dano por nacionais provocados injustamente por representantes
diplomáticos, ainda que em nome de Estados estrangeiros, mas na prática de atos estranhos à
atividade diplomática.

14. Rompimento de relações diplomáticas implica no rompimento de relações

consulares? Qual é o fundamento das relações consulares?

O rompimento das relações diplomáticas não impõe o rompimento das relações consulares, pois
tanto o estabelecimento como o rompimento das relações consulares seguem uma lógica
própria, diferente das relações diplomáticas. Isso porque a representação diplomática e a
representação consular têm objetivos diferentes. Enquanto a representação diplomática cuida
de questões políticas, a representação consular pode ter funções bastante variadas, cuidando
principalmente de atos administrativos e promoção comercial.

15. Quais são as funções do consulado?

As funções do consulado são as mais variadas. Entre as mais comuns encontram-se aquelas
previstas na Convenção de Viena, de 1963 (art. 5º): a) Conceder vistos a estrangeiros que
desejem visitar o país; b) Emitir novos passaportes para seus nacionais que estejam fora de seu
território, quando da sua expiração, ou em caso de perda ou subtração. c) Registrar
nascimentos, casamentos e óbitos; d) Autenticar documentos ou traduções oficiais, entre
outros; e) Proteger o interesse de seus nacionais no Estado de acolhimento.

16. Cite duas diferenças entre as imunidades e privilégios do pessoal da missão

diplomática e do consulado.

As principais diferenças entre as imunidades e privilégios do pessoal da missão diplomática e do


consulado são: a) Imunidades tributárias: não são automáticas e dependem de acordo entre os
dois Estados. b) Imunidades trabalhistas: os empregados estrangeiros permanentes da
repartição consular não precisam de visto de permanência no país, tal como aplicável aos
estrangeiros em geral. c) Imunidades do local da missão: o prédio do consulado é inviolável,
devendo o Estado receptor proteger o local e seus arquivos, mesmo em caso de guerras. Em
caso de incêndio ou outro sinistro de natureza grave, no entanto, presume-se a permissão. No
entanto, a residência do cônsul não tem imunidade, como ocorre com a residência do chefe da
missão diplomática. d) Imunidade do correio consular: tem proteção relativa e, caso haja
suspeita séria de porta objetos estranhos à atividade consular, o Estado acreditador pode
solicitar sua abertura, sem o que a mala é retornada a sua origem. e) Imunidade de jurisdição:
os membros do pessoal consular podem ser presos, em casos de crimes graves. f) Extensão aos
familiares: as imunidades não se estendem aos familiares, como ocorre em relação às
imunidades diplomáticas.

17. O Estado é obrigado a manter relações diplomáticas e consulares com os

demais? E em caso de guerra o que acontece?

Não, pois a ruptura das relações diplomáticas e consulares é um ato discricionário de qualquer
um dos Estados envolvidos. O Estado de acolhimento pode expulsar os diplomatas de seu
território, assim como o Estado de origem pode retirá-los e fechar o local da missão diplomática.
O ato tem um significado político importante, por que transmite a informação de que o canal de
diálogo entre os mesmos será interrompido. Em caso de guerra, a ruptura das relações
diplomáticas é automática. Em geral, a missão é chamada logo antes do conflito iniciar, até
porque é difícil assegurar a integridade dos diplomatas e da missão, em caso de conflito armado

PESQUISA ACADÊMICA - Aulas 12, 13 (DIPr.)

1.De exemplos de situações que podem ser tratadas pelo DIpr.?

Divórcio, casamento (Direito de Família), contratos etc.

2. Qual a particularidade dos casos tratados pelo DIpr.? E qual a particularidade das

regras de DIPr. em relação aos demais ramos do direito?

O direito internacional privado é um sobredireito, pois indica o direito aplicável e não


soluciona um litígio, assim, trata-se de um ramo que possui normas conflituais, indiretas, que
não proporcionam uma solução, mas trazem o direito incidente sobre determinado fato
jurídico. Já o direito internacional público, por exemplo, trata das relações entre Estados
soberanos, Organizações Internacionais Intergovernamentais e pessoas e demais entes, no
âmbito internacional.

3. Qual o objeto do DIPr.?


O direito internacional privado resolve conflitos de leis no espaço referentes ao direito privado;
indica qual direito, dentre aqueles que tenham conexão com a lide sub judice, deverá ser
aplicado em relação às relações jurídicas com conexão que transcende as fronteiras nacionais.

4. Quais são as fontes de DIPr.? Existe hierarquia entre elas?


As fontes do direito internacional privado são: a Lei, os tratados e convenções internacionais,
os costumes, a jurisprudência e a doutrina. A doutrina majoritária entende que não há
hierarquia entre as fontes do direito internacional privado, de modo que é perfeitamente
possível, por exemplo, um princípio geral do direito derrogar um tratado, bem como um
costume.

5. O que é qualificar?

Qualificar é indicar a qual ramo do direito o caso em questão se insere. Ex.: Direito de Família,
contratos etc.

8. Questão prévia e qualificação é a mesma coisa?

Não. A questão prévia é um instrumento que diante da questão principal, o juiz deve tratar, de
forma antecipada, uma questão anterior. P. ex. ação de paternidade (questão anterior),
alimentos (questão posterior).

9. O juiz brasileiro pode remeter um caso que considere da competência de outro juízo?

Não.

10. De que forma pode se dá a aplicação da lei estrangeira?

Ou o juiz recebe o caso e chama a lei estrangeira, aplicando diretamente aqui, chamada de
aplicação direta; ou pela aplicação indireta.

11. Quais são os meios de prova da lei estrangeira? A quem incumbe o ônus?

No tocante à prova do direito estrangeiro, a doutrina enumera as mais comuns, ou seja, códigos,
certidões, revistas, livros, jornais e outras. Entretanto, a prova testemunhal não tem valor em
razão de não ser o direito estrangeiro matéria de fato. Segundo o artigo 14 da Lei de Introdução
ao Código Civil brasileiro, se a prova apresentada pela parte é insuficiente para resolver a
questão, o juiz é competente para pesquisar e encontrar na lei estrangeira as normas para a
solução do caso sob exame.

12. O que é o retorno/reenvio? Ele é possível no direito brasileiro?

É o modo de interpretar a norma de direito internacional privado, mediante a substituição da


lei nacional pela estrangeira, desprezando o elemento conexão apontado pela ordenação
nacional, para dar preferência à indicada pelo ordenamento jurídico.

13. Quais são os limites de aplicação da lei estrangeira? Discorra sobre cada um deles.

Os limites a aplicação do Direito Estrangeiro estão na ordem pública, nas normas imperativas e
no princípio de neutralização dos efeitos da fraude à lei. A ordem pública representa os valores
da sociedade local. As normas imperativas representam as leis nacionais que têm um valor
especial no ordenamento jurídico local, como normas trabalhistas, direitos da criança, legislação
trabalhista.

14. Como se dá a aplicação indireta da lei estrangeira?

Na modalidade indireta, a sentença é proferida por juiz estrangeiro. Apenas a execução será no
Brasil, o explicando, produzir-se-ão os seus efeitos aqui. Entretanto, nenhuma sentença
estrangeira poderá ser executada no Brasil, se não passar pelo crivo do Supremo Tribunal
Federal. Somente após ser homologada pela referida Corte, será executada nos lermos
previstos.

15. Qual a diferença entre homologação de sentença e execução de sentença?


A homologação fornece força executória a uma sentença: aplicação indireta do direito
estrangeiro: é diferente de execução de sentença. Nem todas as sentenças são homologadas, e
eu só posso executar sentenças condenatórias. São processos diferentes.

16. Para que servem as cartas rogatórias?

Para decisões interlocutórias o documento específico é a carta rogatória, que solicita elementos
relativos às decisões interlocutórias. A única forma de uma pessoa que está residente no Brasil
ser citada em um processo internacional é por carta rogatória. A carta rogatória é analisada e
recebe o chamado exequatur, que é a ordem de execução de uma decisão interlocutória, não
relacionada a uma homologação de sentença.

17. A concessão ou denegação do exequatur faz coisa julgada material?

Sim, pois havendo eficácia jurídica na ordem interna, há coisa julgada material.

18. De que modo deve ocorrer a citação de parte domiciliada no Brasil?

Por carta rogatória.

19. Quais são os objetivos da homologação no âmbito interno?

A homologação se dá por questão de justiça, combate à impunidade ou por ser o juiz local o
melhor preparado para resolver aquela causa.

20. Quais são as decisões passíveis de homologação?

São as sentenças estrangeiras que estiverem nas seguintes condições: haver sido proferida por
juiz competente; terem sido as partes citadas ou haver-se legalmente verificado à revelia; ter
passado em julgado e estar revestida das formalidades necessárias para a execução no lugar em
que foi proferida; estar traduzida por intérprete autorizado; tradução juramentada e ter sido
homologada pelo STJ.

21. Descreve o sistema de homologação utilizado no Brasil?

O sistema utilizado no Brasil para homologar é o sistema de delibação. O Brasil não irá verificar
as questões de mérito, somente verificando a presença de requisitos para a homologação dessa
sentença, somente se ela cumpre os elementos de formalidade para ela ser homologada.

22. Discorra sobre os requisitos necessários para a homologação de sentença?

a) haver sido proferida por juiz competente; b) terem sido as partes citadas ou haver-se
legalmente verificado à revelia; c) ter passado em julgado e estar revestida das formalidades
necessárias para a execução no lugar em que foi proferida; d) estar traduzida por intérprete
autorizado; tradução juramentada e) ter sido homologada pelo STJ.

23. Sentença homologada gera litispendência em relação a lide na justiça brasileira?


Se no oferecimento de uma lide brasileira esta for decidida mais rapidamente, fará coisa julgada
e irá barrar a sentença estrangeira. Enquanto as duas lides estiverem correndo, não há
litispendência.

24. Há coincidência entre objetos e partes do processo de homologação e da sentença

estrangeira?

Quanto às partes, apenas aquelas do polo passivo mantém-se as mesmas da sentença


estrangeira, na homologação, tendo em visto que o sujeito ativo, outrora o Estado estrangeiro,
é agora o STJ, no Brasil. Os objetos permanecem os mesmos.