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TEORIA DAS PLACAS geral.

Quando as deflexões forem quantitati-


vamente comparáveis à espessura da placa,
A Teoria das Placas é genericamente
ou seja,. w.≈.h. (Figura F.1) os esforços de
uma formulação matemática utilizada para a
membrana serão preponderantes sobre os
descrição do comportamento elástico de ele-
esforços de flexão. Os esforços de membrana
mentos planos bidimensionais com carre-
são análogos aos esforços normais que agem
gamentos predominantemente transversais.
numa viga em forma de arco.
Distintas formulações podem ser empregadas
Uma placa é considerada fina quando a
para a análise de placas finas ou espessas,
espessura da mesma for inferior a 10% do
sujeitas a pequenas ou grandes deflexões.
menor vão [9]. Quando se exceder esse limite,
Pequenas deflexões são definidas como
deve-se considerar as deformações por
deslocamentos normais ao plano da placa
cisalhamento, que produzirão o empenamento
inferiores a 30% da espessura da placa, ou
da seção transversal.
seja, w.≤.0,3 h (Figura F.1) [5].
!
Quando ocorrerem deflexões maiores do
que o limite prático citado serão mobilizados w
h
esforços de membrana na placa, que deverão
ser considerados nas equações de equilíbrio Figura F.1 Deflexão em Placas
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No caso de placas espessas e cascas
(geometria não-plana) tem-se estado triplo de
tensões, conforme indicado na Figura F.2,
devendo-se considerar o empenamento da
seção transversal. σz
z
τyz σx τxy τxz
A descrição do comportamento à flexão τxz
x y

τxy S= τyx σy τyz


σy
de placas, habitualmente utilizadas nas σx
τzx τzy σz

edificações residenciais e comerciais (espes-


sura inferior a 20 cm e vão em torno de 6 m), Figura F.2 Estado de Tensão em Placas Espessas

está inserido na formulação de placas finas


sujeitas a pequenos deslocamentos.
A equação diferencial que governa o
problema da flexão de placas finas sujeitas a
pequenos deslocamentos transversais é
z
σx τxy
obtida por meio das equações de equilíbrio, x y
S=
τxy τyx σy
constitutivas e de compatibilidade. As equa- σy
σx

ções de equilíbrio serão escritas com base no


Figura F.3 Estado de Tensão em Placas Finas
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estado duplo de tensões, indicado na Figura
F.3, onde se admite que as seções transver- p Vy
Vx
sais permaneçam planas após a deflexão. x
dy
Vx + ∂ x dx
dx V
A partir das tensões normais σx e σy, ∂ x
y
indicadas na Figura F.3, pode-se definir os Vy +
∂Vy dy
∂y
momentos fletores por unidade de compri-
mento Mx e My. Enquanto que a tensão de Figura F.4 Forças Cortantes Positivas
para o Elemento Infinitesimal de Placa
cisalhamento τxy produzirá o momento de
torção por unidade de comprimento Mxy. Por outro lado, tomando-se o equilíbrio
Tomando-se o equilíbrio de forças de momentos em torno do eixo x, a partir da
verticais de um elemento infinitesimal de placa análise das Figuras F.4 e F.5, pode-se
fina sujeita ao carregamento transversal p, escrever
que produz pequenas deflexões w, chega-se a ∂ Mxy ∂ My
− dx dy − dy dx + Vy dx dy = 0
∂x ∂y
∂ Vx ∂ Vy
dx dy + dy dx + p dx dy = 0
∂x ∂y
∂ My ∂ Mxy
∂ Vx ∂ Vy Vy = + (F.2)
+ +p = 0 (F.1) ∂y ∂x
∂x ∂y

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My Derivando-se as expressões (F.3) e (F.2)
Mx x
dy em relação a x e y, respectivamente, e
Mx + ∂ x dx
dx M
∂x introduzindo-se em (F.1), chega-se a
My + ∂ y dy
y M
∂y
∂ 2 Mx ∂ 2 Mxy ∂ 2 My
Figura F.5 Momentos Fletores Positivos +2 + = -p (F.4)
para o Elemento Infinitesimal de Placa ∂ x2 ∂x ∂y ∂ y2

Analogamente, tomando-se o equilíbrio que é a equação diferencial de equilíbrio de

de momentos em torno do eixo y, pode-se esforços internos do elemento de placa.

escrever Segundo a hipótese dos pequenos deslo-

∂ Mx ∂ Myx camentos, os pontos da superfície média de


Vx = + (F.3)
∂x ∂y uma placa, na configuração deformada,
apresentam apenas deslocamentos verticais.
Myx
Mxy x As rotações da superfície média defor-
dy
Mxy + ∂ xy dx
dx M mada da placa, Figura F.7, são aproximadas
∂x
Myx + ∂Myx dy
y
pela derivada (ou declividade) da função
∂y
deslocamento vertical w.(x,y). Esta aproxi-
Figura F.6 Momentos de Torção Positivos
para o Elemento Infinitesimal de Placa mação decorre da aplicação da hipótese de
Kirchhoff (similar à de Euler-Bernoulli no
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estudo da flexão de vigas) que considera a dx
dy superfície
manutenção da seção transversal plana após neutra
a deformação, desprezando-se as deforma- x

ções devidas ao esforço cortante. v


y z
u
p
x
z ∂w
! ∂y Figura F.8 Elemento Infinitesimal de Área

∂w As deformações específicas dos pontos


∂x w(x,y)
y
L situados fora da superfície neutra, segundo as
Figura F.7 Placa Retangular Simplesmente Apoiada direções x e y respectivamente, são dadas por

Os deslocamentos u e v, segundo as
∂u ∂2 w
εx = = −z ⋅
direções indicadas na Figura F.8, dos pontos ∂x ∂ x2
da placa situados fora da superfície média e (F.5)
(neutra) são dados, no campo dos pequenos ∂v ∂2 w
εy = = −z ⋅
∂y ∂ y2
deslocamentos, por

∂w ∂w que correspondem às equações de compa-


u = −z ⋅ ϕ x = −z ⋅ e v = −z ⋅ ϕ y = −z ⋅
∂x ∂y tibilidade entre deformações e deslocamentos.

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Finalmente, as relações entre tensões e ∂v ∂u
γ1 = e γ2 =
deformações para o estado duplo de tensões, ∂x ∂y

considerando-se um material isotrópico em e a distorção do elemento infinitesimal será


regime elástico-linear, são dadas por
∂u ∂ v ∂2 w
γ xy = + = −2 z (F.7)
σx σy σy σx ∂y ∂x ∂x ∂y
åx = −ν e εy = −ν
E E E E
x,u γ1
que na forma inversa podem ser reescritas por

γ2
σx =
E
(
⋅ ε x + νε y ) y,v
1- ν 2

e (F.6) Figura F.9 Elemento Infinitesimal da Área


σy =
E
(
⋅ ε y + νε x ) Indeformado e Distorcido
1- ν 2

A equação constitutiva que relaciona as


que são as equações constitutivas do
tensões de cisalhamento e as distorções é
problema bidimensional, onde ν corresponde
dada por
ao coeficiente de Poisson.
As distorções γ1 e γ2, indicadas na E ⋅ z ∂2 w
τ xy = G ⋅ ã xy = − ⋅ (F.8)
Figura F.9, são dadas por 1+ í ∂ x ∂ y
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Introduzindo-se as equações (F.5) nas E ⋅ h3  ∂2 w ∂ 2
w 
My = − ⋅  + ν (F.11)
relações (F.6), chega-se a 12(1 - ν 2 )  ∂ y 2 ∂ x 2 

E ⋅ z  ∂ 2 w ∂ 2 w  Analisando-se o estado de tensão dos


σx = − ⋅ +ν
1 - ν 2  ∂ x 2 ∂ y 2  pontos situados na superfície superior de uma
e (F.9)
placa quadrada submetida ao carregamento
E ⋅ z  ∂ 2 w ∂ 2 w 
σy = − ⋅ +ν
1 - ν 2  ∂ y 2 ∂ x 2 
vertical p, pode-se verificar a existência de
tensões principais de compressão σ3 na

Os momentos fletores por unidade de direção diagonal. Para o elemento infinitesimal


comprimento Mx da placa são definidos por de lados paralelos aos eixos cartesianos se
h/2 tem as tensões de cisalhamento negativas τxy,
Mx = ∫ z ⋅ ó x dz
conforme indicadas na Figura F.10.
- h/2
Por outro lado, para os pontos situados
E ⋅ h3  ∂2 w ∂ 2 w 
Mx = − ⋅  +ν (F.10) na superfície inferior verificam-se tensões
2  2 
12(1 - ν )  ∂ x 2
∂y 
principais de tração σ1 na direção diagonal,
que correspondem às tensões de
As mesmas considerações são feitas
cisalhamento positivas, apresentadas na
para a direção y, resultando em
Figura F.11.
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x x
σ3 σ3 τxy τxy
Superpondo-se o estado de tensão de
τyx τyx τyx τyx dois pontos alinhados verticalmente, perten-
σ3 σ3
τxy τxy
centes às superfícies livres, representados
τxy τxy nas Figuras F.10 e F.11, pode-se definir o
σ3 σ3
τyx τyx τyx τyx
σ3 σ3 τxy τxy momento de torção por unidade de compri-

y y
mento como sendo

Figura F.10 Tensões Normais de Compressão e de


Cisalhamento nos Pontos da Superfície Superior h/2
M xy = ∫ z ⋅ τ xy dz (F.12)
x x
- h/2
σ1 σ1 τxy τxy
σ1 σ1 τyx τyx τyx τyx
τxy τxy τxy
τyx x
y z

σ1 σ1
τxy τxy τyx
τyx τyx τyx τyx τxy Myx
σ1 σ1 τxy τxy Mxy
τyx
y y
τxy
Figura F.11 Tensões Normais de Tração e de
Cisalhamento nos Pontos da Superfície Inferior Figura F.12 Momentos de Torção

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Introduzindo-se a relação (F.8) na é conhecido por rigidez à flexão da placa. Sin-
expressão (F.12) e após algumas manipu- teticamente, pode-se escrever
lações algébricas, chega-se a
p
∇4w =
E ⋅ h 3 ⋅ (1 − ν ) ∂ 2 w D
M xy =− ⋅ (F.13)
12 ⋅ (1 − ν ) ∂ x ∂ y
2
sendo ∇ 2 o operador laplaciano dado por
Finalmente, introduzindo-se as expres- ∂ ∂
∇2 = ( + ).
sões (F.10), (F.11), (F.13) na equação de ∂ x2 ∂ y2
equilíbrio de momentos (F.4), chega-se a
A solução da equação diferencial (F.14)
∂4 w ∂4 w ∂4 w p depende das condições de contorno da placa
+2 + = (F.14)
∂ x4 ∂ x2 ∂ y2 ∂ y4 D analisada. Ao longo de uma borda
simplesmente apoiada, paralela ao eixo y
que é a equação de Laplace (1811) que rege
(Figura F.13), deve-se introduzir na equação
o problema de flexão de placas finas no
(F.14) as seguintes condições de contorno
campo dos pequenos deslocamentos. Na
expressão (F.14), o parâmetro w=0
E ⋅ h3 ∂2 w ∂2 w
D= (F.15) Mx = +ν =0
12 ⋅ (1 - ν 2 ) ∂x 2
∂y 2

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e no caso de borda engastada, tem-se PROCESSOS APROXIMADOS PARA O
w=0 CÁLCULO DAS DEFLEXÕES DAS PLACAS

∂w
=0 A equação diferencial (F.14), que rege o
∂x
fenômeno da flexão de placas finas no campo
e, finalmente, no caso da borda ser livre dos pequenos deslocamentos, não apresenta
incorporam-se as seguintes condições de solução exata para a maioria dos casos.
contorno Os problemas da Teoria das Placas se
∂2 w ∂2 w resolvem mediante a utilização de métodos
Mx = +ν =0
∂ x2 ∂ y2 numéricos e analíticos. Uma grande quanti-
dade de métodos foram desenvolvidos para a
∂3 w ∂3 w
Vx = + =0
∂x 3
∂x ∂y 2 resolução do problema de flexão de placas,
As principais variáveis a serem determinadas
x são as deflexões e os momentos fletores.
A seguir, apresentam-se alguns dos métodos
mais populares utilizados para a descrição do

y
comportamento à flexão de placas finas
Figura F.13 Borda Paralela ao Eixo Y sujeitas a pequenos deslocamentos.
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Solução de Navier (1820) com muita freqüência em projetos civis.

A solução de Navier para placas retangu-


apoio x
2
lares segue o princípio fundamental em que a p[kN/m ]
b
deflexão da placa será assumida segundo
uma função trigonométrica. No entanto, ao y
a

substituí-la na equação diferencial (F.14)


Figura F.14 Placa Retangular Simplesmente Apoiada
chega-se ao carregamento da mesma forma sujeita ao Carregamento Uniformemente Distribuído

trigonométrica. Assim sendo, qualquer carre- Pode-se obter a deflexão de uma placa
gamento pode ser representado, aproximada- retangular simplesmente apoiada com carre-
mente, por séries duplas de Fourier. Tal repre- gamento uniforme p[kN/m2], indicada na
sentação, mediante utilização da equação F.14, utilizando-se a série dupla
(F.14), conduz a solução da função deslo-
camento no tipo trigonométrica. mπx n πy
∞ ∞ sen sen
16 p
Tomando-se apenas os primeiros termos w= ∑∑ a b
π 6D m n  m2 n2 
2

das séries duplas converge-se rapidamente mn  2 + 2 


a b 

para o valor de referência. A seguir são
(m, n = 1,3,5,")
apresentadas duas soluções, que ocorrem

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onde D é a rigidez à flexão da placa, dada p[kN/m]
apoio x

pela expressão (F.15), x e y são as coorde-


b
nadas do ponto onde será calculada a
ξ
deflexão e a e b são as dimensões da placa
a
y
retangular. Quanto maior o número de termos
utilizados na avaliação da expressão mais Figura F.15 Placa Retangular Simplesmente
Apoiada sujeita ao Carregamento Linear
precisa será a solução obtida.
A deflexão de uma placa retangular onde ξ é a coordenada da posição do
simplesmente apoiada com carregamento carregamento parcialmente distribuído.
linearmente distribuído p[kN/m], indicado na Expressões análogas às anteriores são
Figura F.15, é dada por utilizadas na determinação dos momentos
fletores ortogonais.
mπξ mπ x n πy
∞ ∞ sen sen sen Tabelas de Czerny (1960)
8p
w= ∑∑ a a b
π Da
5
m n  m2 n 2 
2
n 2 + 2  Elaboradas a partir da Teoria da
a b 
 Elasticidade, adotando-se coeficiente de
(m,n = 1,2,3,")
Poisson nulo, são utilizadas para o cálculo de

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lajes retangulares, circulares e anelares sob Outras tabelas similares podem ser
diversas condições de contorno e de carre- encontradas na literatura, onde destacam-se
gamento. A flecha da placa, que corresponde as Tabelas de Bares, Stiglat, Wippel, Burke,
a maior deflexão da mesma, é obtida a partir Bruckner, Roark, Rüsch, sendo utilizadas em
da expressão genérica diversas situações específicas.
p ⋅ ! 4x As Tabelas 1 a 9 (ANEXO A), adaptadas
f = kw ⋅
E ⋅ h3 de Czerny, admitem o coeficiente de Poisson
sendo os coeficientes kw fornecidos pelas igual a 0,20, conforme valor recomendado no
tabelas de Czerny, !x é o menor vão da placa. Item 8.2.6 da NBR-6118.
Segundo as mesmas tabelas, os Estas tabelas, baseadas no Método dos
momentos fletores na placa são obtidos por Elementos Finitos, apresentam os coeficientes
meio de expressões do tipo para a obtenção das flechas e dos momentos

p ⋅ ! 2x fletores, além do padrão de distribuição dos


Mi =
αi momentos ortogonais. Nestas tabelas não
onde os coeficientes adimensionais αi são foram incluídos os coeficientes para a
obtidos nas tabelas, e dependem da relação obtenção dos momentos de torção e das
entre os lados e das condições de contorno da forças cortantes.
placa.
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NBR-6118
8. Concreto

8.2.6. Coeficiente de Poisson

O coeficiente de Poisson
relativo às deformações elás- Figura F.16 Laje Armada em uma só Direção
ticas será suposto igual a 0,2.

A Figura F.16 indica que a solução


Teoria das Vigas (1908)
aproximada pela Teoria das Vigas assume um
Quando a relação entre os lados de uma
comportamento independente entre faixas
placa for superior a 2, pode-se aproximar o
resistentes. Na realidade, existe um comporta-
comportamento da placa ao de uma viga.
mento solidário das faixas (restrição lateral)
Nestas condições, o momento ao longo do
que não corresponde exatamente à solução
vão menor é preponderante em relação
da Teoria das Vigas. Diante desse fato, as fle-
àquele ao longo do vão maior. Diante desse
chas e os momentos fletores obtidos pela
fato, pode-se desacoplar os momentos
Teoria das Vigas levam a valores
ortogonais, recaindo-se na Teoria das Vigas,
conservativos, porém, anti-econômicos.
conforme ilustrado na Figura F.16.
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Para explicar a preponderância do px
momento na direção do menor vão, considera-
se, simplificadamente, duas faixas ortogonais !
de uma placa retangular, passando pelos P
P'

planos de simetria. Pode-se escrever, a partir


5px ! 4
da análise das Figuras F.17 a F.19, que f=
384EI
4
5p x ! 4 5p y L
f= = Figura F.18 Faixas Resistentes ao longo do Vão
384 EI 384 EI Menor (Corte AA – Figura F.17)
sendo px e py os quinhões de carga relativos
às faixas independentes ortogonais.
py
A

L
P
! P
B B P'

5pyL 4
A f=
384EI

L
Figura F.19 Faixas Resistentes ao longo do Vão
Figura F.17 Flexão das Faixas Resistentes Maior (Corte BB – Figura F.17)

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A equação escrita anteriormente corres- de onde se conclui: o momento principal Mx,
ponde à Equação de Compatibilidade de na direção do menor vão, aumenta em relação
Deslocamentos. Pode-se escrever ao momento My, na direção do maior vão, com

L 
4 o quadrado da relação entre os lados. Assim,
px =   py
! para a relação entre os lados igual a 2,
sendo px o quinhão de carga relativo ao vão o momento principal é quatro vezes o valor do
menor. momento de distribuição. Nessas condições,
Sabe-se que os máximos momentos admite-se desprezar a influência do momento
fletores nas faixas resistentes ortogonais, de distribuição no cálculo do momento
simplesmente apoiadas, valem principal assumindo-se a solução dada pela

p y L2 Teoria das Vigas.


p x !2
Mx = e My = .
8 8 Essa simplificação, numa etapa posterior,
Dividindo-se as expressões acima e será contornada adotando-se a armadura
utilizando-se a relação anteriormente mínima de distribuição imposta pela Norma
apresentada, chega-se a NBR-6118. As Figuras F.20 e F.21 apresen-
tam as fórmulas para flechas e momentos fle-
2
L 
Mx =   My tores máximos em lajes armadas numa só
!
direção, a partir da Teoria das Vigas.
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p p p p p p

! ! ! ! l

5p! 4 2p! 4 p! 4
f=
384EI
f=
384EI
f=
384EI p! 2 −p!2 −p! 2
M= M= M=
8 8 12
9p!2 p! 2
M= M=
128 24

P P P P P P
a a a a b b a a

! ! ! ! ! !

−Pa2b
3/2 2 3
Pa ! 2− a 2 Pa (! − a)2 a 1/2
2P (! − a) a −Pa ( !2−a2)
f= f= f= M= 2 2 2 M=
3EI! 3 6EI 2! + a 3EI (! + 2a)
2 Pab 2! 2 Pab (2 ! + a) 2Pa b !2
M= M= M=
! 2! 3 ! 3 para a>!/2

p P p P
M M

! ! ! ! ! !

p! 4 P! 3 M! 2
f= f= f= −p! 2 M = −M
8EI 3EI 2EI M= M = −P!
2

Figura F.20 Flechas em Vigas ou Lajes Armadas Figura F.21 Máximos Momentos Fletores em Vigas
em uma só Direção ou Lajes Armadas em uma só Direção
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Método das Diferenças Finitas (MDF)
Este método é baseado na diferenciação
numérica, obtida por meio da série de Taylor.
Impondo-se que a equação diferencial (F.14)
seja satisfeita nos pontos equidistantes
definidos pela discretização do problema,
pode-se reduzir a equação diferencial (F.14),
Figura F.22 Laje de Contorno Irregular
válida para todo o domínio da placa, a um Discretização pelo (a) Método das Diferenças
Finitas; (b) Método dos Elementos Finitos
sistema de equações algébricas.
A maior dificuldade de aplicação deste Método dos Elementos Finitos (MEF)
método encontra-se na representação de um
É o método mais eficiente utilizado
contorno irregular. A simulação de bordas
atualmente para a análise estrutural, pois
curvilineares podem ser aproximadas por um
permite a resolução de problemas com
contorno escalonado. Quanto menor a
geometria irregular e condições de contorno
distância entre os pontos da malha, melhor
genéricas (mistas, apoios pontuais e
será a aproximação do contorno e, conse-
elásticos). São resolvidos problemas válidos
qüentemente, dos resultados (Figura F.22a).
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AGO2000 Estruturas de Concreto I – Projeto de Lajes F-18/32


para os campos dos pequenos e grandes utilizando-se a formulação por elementos
deslocamentos (não-linearidade geométrica). finitos. Pode-se caracterizar o problema da
O Método dos Elementos Finitos é flexão da placa utilizando-se um número
utilizado na representação de materiais de finitos de pontos (nós), obtidos na
comportamento não-linear. Formulações discretização do problema (Figura F.22b).
específicas para a descrição das relações Para a obtenção do campo dos
constitutivas – materiais elasto-plásticos (aço deslocamentos, utilizam-se funções de
escoando), visco-elastoplásticos (fluência do interpolação. Quanto mais densa for a
concreto), elasto-frágeis (materiais não-resis- discretização do problema melhores serão os
tentes à tração), hiperelásticos (borracha, resultados obtidos.
espuma) e compósitos (placa reforçada com
fibras ou chapas de aço) – são utilizadas por
COMPARAÇÃO DOS RESULTADOS
códigos comerciais e acadêmicos. O objetivo principal desta seção é
Análises estáticas, dinâmicas (choque, apresentar as limitações inerentes de cada
explosão, excitação harmônica, terremotos), método. Serão apresentados dois exemplos
de fadiga e de campos acoplados (fluido- ilustrativos de placas retangulares, sujeitas a
estrutural, termo-estrutural), incluindo todos os carregamentos uniformemente e parcialmente
tipos de não-linearidade, são permitidas distribuído.
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EXEMPLO ILUSTRATIVO F.1: Seja uma placa Admite-se como solução de referência
quadrada, com 6 metros de vão e espessura aquela avaliada por meio do Método dos
igual a 0,10 metros, simplesmente apoiada Elementos Finitos. Devido à influência do
sujeita ao carregamento uniformemente coeficiente de Poisson, os deslocamentos
distribuído igual a 10 kN/m2. São dados o obtidos pelos Métodos de Navier e Elementos
módulo de deformação longitudinal do Finitos são menores, porém mais realistas,
concreto EC=20×106 kN/m2 e o coeficiente de daqueles fornecidos pelas Tabelas de Czerny.
Poisson do concreto ν=0,2. Tal fato pode ser explicado, a partir da
observação de que a rigidez à flexão da placa

Tabela F.1 Comparação dos Resultados de uma D.=.E.h3./.12.(1-ν2) aumenta à medida que
Placa Quadrada com Carregamento Uniforme cresce o coeficiente de Poisson. A diminuição
DEFLEXÃO do valor da rigidez à flexão, em função da
SOLUÇÃO (CENTRO DA PLACA)
adoção do coeficiente de Poisson nulo, leva a
NAVIER
3,080 cm deflexões maiores na placa.
(ν=0,2)
CZERNY A solução de Navier foi obtida tomando-
3,156 cm
(ν=0)
MEF se os 200 primeiros termos da série infinita.
3,002 cm
(ν=0,2) Portanto, a solução não é exata devido ao
truncamento da série infinita. Sabe-se que as
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séries dadas pela solução de Navier EXEMPLO ILUSTRATIVO F.2: Um outro
convergem rapidamente para o valor de problema prático a ser analisado corresponde
teórico, dentro da precisão adotada. A partir ao de uma placa simplesmente apoiada de
da utilização dos 200 primeiros termos da 0,10 metros de espessura, sujeita ao carrega-
série pode-se considerar uma boa conver- mento parcialmente distribuído, paralelo ao
gência para o valor final. menor vão, devido a existência de uma
Na discretização do problema por alvenaria de 3 metros de altura e 0,20 metros
elementos finitos foram utilizados 400 de espessura (γA=13 kN/m3). São fornecidos o
elementos quadrangulares de placa. Os erros módulo de deformação longitudinal do con-
comuns embutidos nas soluções por creto EC=20×106 kN/m2 e o coeficiente de
elementos finitos são de discretização Poisson ν=0,2.
(funções de interpolação ou de forma) e de Foram analisadas duas geometrias
arredondamento (operação de inversão de distintas: uma placa quadrada de lado 6
matrizes). Cabe ao analista a verificação da metros (L/!=1,0) e uma placa retangular de 2
aderência dos resultados obtidos.
metros por 6 metros (L/!=3,0).
Qualitativamente, todos os resultados
obtidos podem ser adotados nas decisões de
engenharia.
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AGO2000 Estruturas de Concreto I – Projeto de Lajes F-21/32


Tabela F.2 Comparação dos Resultados de uma onde a espessura da alvenaria foi majorada a
Placa com Carregamento Parcialmente Distribuído
partir da consideração do Item 3.3.2.4 da
DEFLEXÃO (CENTRO DA PLACA) NBR-6118, apresentado a seguir.
SOLUÇÃO
L/!=1,0 L/!=3,0
NAVIER NBR-6118
0,661 cm 0,037 cm
(PAREDE DISCR.) 3. Esforços Solicitantes
MEF
0,653 cm 0,036 cm
(PAREDE DISCR.)
CZERNY 3.3.2.4 Distribuição de cargas
0,615 cm NÃO APLICÁVEL
(PAREDE UNIF.)
VIGAS Supõe-se que as cargas con-
NÃO APLICÁVEL 0,098 cm
(PAREDE UNIF.) centradas ou parcialmente dis-
tribuídas se distribuam a 45o
No primeiro caso, a solução obtida por até o plano médio da laje.
meio das Tabelas de Czerny, que considera o e

carregamento da alvenaria uniformemente


distribuído na superfície da placa (conforme
45o 45o
h
proposto na Aula D), dado por
e+h

13 ⋅ (0,30 ⋅ 3 ⋅ 6)
gA = = 1,95 kN/m 2
36
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O aumento da espessura da parede de No segundo caso, para a solução obtida
alvenaria, sugerido pela NBR-6118, deve ser por meio da Teoria das Vigas considerou-se o
considerado, no caso de uma parede de carregamento linear, conforme proposto na
alvenaria isolada, para levar em conta o efeito Aula D, dado por
localizado na região da aplicação da carga.
g A = 13 ⋅ (0,20 ⋅ 3) = 7,8 kN/m
Pode-se notar, observando-se os resultados
da Tabela F.2, que o deslocamento obtido sem majorar a largura da parede de alvenaria
pelas Tabelas de Czerny é inferior aos demais pois os deslocamentos obtidos são muito
métodos, que consideraram o carregamento conservativos, devido ao desconfinamento
parcialmente distribuído (localizado). lateral admitido na solução da viga equiva-
A solução de Navier foi obtida a partir do lente (Figura F.16). Utiliza-se a expressão
somatório dos 200 primeiros termos da série.
5 p! 4 5 × 7,8 × 2 4
Sabe-se que a série converge rapidamente f= = = 0,000975 m
384 EI 384 × 20 × 10 × 0,1 /12
6 3
para a solução do problema, dentro da
precisão adotada. Tomando-se apenas o para a determinação da flecha na viga fictícia
primeiro termo da série chega-se ao valor (faixa unitária de laje), dada pelas fórmulas da
0,634 centímetros, que é apenas 4% inferior Teoria das Vigas, apresentadas na Figura F.20.
ao valor calculado com 200 termos.
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Segundo a solução por elementos finitos, NBR-6118
4. Dimensionamento das Peças
admite-se que o carregamento parcialmente
distribuído

g A = 13 ⋅ 3 = 39 kN/m 2 4.2.3. Estado de deformação


excessiva
represente a influência da parede sobre a laje
sendo aplicado somente na área de contato. C-Em estruturas de edifícios

Pode-se notar, a partir da observação da Nas vigas e nas lajes das


Tabela F.2, que o deslocamento obtido pela estruturas de edifícios deverão
ser obedecidas as seguintes
Teoria das Vigas é cerca de três vezes o valor
limitações, com ações de acordo
de referência (MEF). com 5.4.2.2.
Para as duas formas geométricas anali- a) as flechas medidas a
sadas, conclui-se que as soluções segundo as partir do plano que contém os
Tabelas de Czerny e Teoria das Vigas, apoios, quando atuarem todas as
ações, não ultrapassarão 1/300
quando aplicáveis, conduzem a resultados
do vão teórico, exceto no caso
satisfatórios para fins práticos, apesar da de balanços para os quais não
solução por elementos finitos ser recomen- ultrapassarão 1/150 do seu
dável em alguns casos especiais. comprimento teórico;

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AGO2000 Estruturas de Concreto I – Projeto de Lajes F-24/32


b) o deslocamento causado LIMITAÇÃO DA FLECHA EM LAJES E VIGAS
pelas cargas acidentais não
será superior a 1/500 do vão ! !
fp ≤ flim = fq ≤ flim =
teórico e 1/250 do comprimento 300 500
teórico dos balanços. carga total carga acidental

NBR-6118
5. Segurança
!
Figura F.23 Deflexão em uma Laje (ou Viga)
5.4 Coeficientes de minoração
LIMITAÇÃO DE FLECHA PARA BALANÇOS
5.4.2.2 Estados limites
de utilização ! !
fp ≤ flim = fq ≤ flim =
Em geral deverá ser consi- 150 250
derada a solicitação de cálculo carga total carga acidental

Sd = Sgk.+.χ Sqk.+.Sεk f

O valor do coeficiente χ
será 0,7 para as estruturas de !
edifícios e 0,5 para as demais.
Figura F.24 Deflexão em um Balanço
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EXEMPLO DIDÁTICO F.1: Verificar as flechas Determinação do Módulo de Deformação
totais e acidentais da Laje L1 do Exemplo D.1, Longitudinal do Concreto
de acordo com os limites preconizados no
Item 4.2.3.1.C da NBR-6118, a partir dos
(
E C = 0,6 ⋅ 6600 ⋅ fck + 3,5 ) [MPa]

carregamentos determinados anteriormente ( )


E C = 0,6 ⋅ 6600 ⋅ 20 + 3,5 = 19196,8122 MPa
(Aula D). Adotar a resistência característica do
concreto igual a fck=20 MPa. E C = 19.196.812,2 kN/m 2

506,50
Verificação da Flecha devida ao
Carregamento Total

A partir daTabela 6, tem-se


LAJE L1
h=7cm
482,50 ωp ! 4 0,0277 ⋅ 5,84 ⋅ 4,825 4
p=5,84kN/m 2
fp = = = 0,0133 m
q=1,50kN/m2 Eh 3 19.196.812,2 ⋅ 0,07 3

! 4,825
f lim = = = 0,0161m
300 300

f p = 1,33 cm ≤ flim = 1,61cm ok!


Figura F.25 Dimensões, Esquema Estático e
Carregamentos da Laje L1 do Exemplo D.1
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Verificação da Flecha devida ao Verificação da Flecha para Carga Total
Carregamento Acidental
A faixa resistente mais desfavorável corres-

ωq!4 0,0277 ⋅ 1,50 ⋅ 4,825 4 ponde à Faixa III, a qual sustenta a alvenaria
fq = = = 0,0034 m
Eh 3
19.196.812,2 ⋅ 0,07 3 de 2,70 metros. A partir do carregamento
calculado anteriormente, e reapresentado na
! 4,825
f lim = = = 0,0096 m Figura F.26, tem-se que a flecha na extremi-
500 500
dade livre da faixa resistente em balanço será
f q = 0,34 cm ≤ flim = 0,96 cm ok!
p! 4 P! 3 M! 2
fp = + +
8EI 3EI 2EI
EXEMPLO DIDÁTICO F.2: Verificar as flechas que corresponde a superposição dos resulta-
totais e acidentais na faixa resistente mais dos da Teoria das Vigas. O momento de
desfavorável da laje em balanço do Exemplo inércia na faixa resistente e o módulo de
D.2, de acordo com a NBR-6118. Adotar a deformação do concreto valem
resistência característica do concreto igual a
bh 3 1⋅ (0,14 )3
fck=20 MPa e considerar nos cálculos largura I= = = 0,00022867 m 4
12 12
( )
unitária para a faixa resistente. Determinar a
E C = 0,6 ⋅ 6600 ⋅ 20 + 3,5 = 19196,8122 MPa
espessura mínima da laje com base nos
limites estabelecidos pela Norma NBR-6118. E C = 19.196.812,2 kN/m 2
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fp = 0,00063 + 0,00026 + 0,00013 = 0,00102 m
10,71 kN/m
! 1, 2
2,0 kN f lim = = = 0,008 m
0,14m 150 150
1,2m 0,8 kNm f p = 0,102 cm ≤ flim = 0,8 cm ok!
1,0m

Verificação da Flecha para Carga Acidental


Figura F.26 Dimensões e Carregamento Total na
Faixa Resistente III da Laje em Balanço A partir do carregamento acidental calculado
anteriormente, indicado na Figura F.27, tem-
2,00 kN/m se que a flecha na extremidade livre da Faixa
2,0 kN Resistente III será
0,14m
2,00 ⋅ (1,2) 4 2,0 ⋅ (1,2) 3 0,8 ⋅ (1,2) 2
1,2m fq = + +
0,8 kNm 8 ⋅ (4389,671) 3 ⋅ (4389,671) 2 ⋅ (4389,671)
1,0m

fp = 0,00012 + 0,00026 + 0,00013 = 0,00051m


Figura F.27 Dimensões e Carregamento Acidental
na Faixa Resistente III da Laje em Balanço ! 1, 2
f lim = = = 0,00480 m
250 250
10,71 ⋅ (1,2) 4 2,0 ⋅ (1,2)3 0,8 ⋅ (1,2) 2
fp = + +
8 ⋅ (4389,671) 3 ⋅ (4389,671) 2 ⋅ (4389,671) f p = 0,051cm ≤ flim = 0,48 cm ok!

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Determinação da Espessura Otimizada EXEMPLO DIDÁTICO F.3: Calcular os
momentos fletores na Laje L1 do Exemplo D.1
Observa-se que a espessura admitida
(armada em cruz) utilizando-se as Tabelas de
nos cálculos, conduz a valores de flecha muito
Czerny, adaptadas para o coeficiente de
aquém dos limites estabelecidos pela norma.
Poisson igual a 0,20.
Pode-se ajustar a espessura da laje, de modo
506,50
que a flecha produzida pelos carregamentos
mais desfavoráveis (no caso carga total)
aproxime-se do limite imposto. Tal ajuste leva
LAJE L1
à reavaliação do carregamento devido ao h=7cm
482,50 p=5,84kN/m2
peso próprio, indicado a seguir.
Tabela F.3 Critério da Limitação da Flecha

h [m] p [kN/m] EI [m4] fp [cm] flim [cm]

0,12 10,21 2764,34 0,158 0,800 Figura F.28 Dimensões, Esquema Estático e
Carregamentos da Laje L1 do Exemplo D.1
0,10 9,71 1599,73 0,265 0,800
Cálculo dos Momentos Fletores
0,08 9,21 819,06 0,502 0,800
A partir daTabela 6, tem-se para L/!=1,05
0,07 8,96 548,71 0,738 0,800
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p! 2 5,84 ⋅ 4,825 2 EXEMPLO DIDÁTICO F.4: Calcular os
M x= = = 4,50 kN ⋅ m m
30,2 30,2 momentos fletores da laje em balanço do
− p! 2 − 5,84 ⋅ 4,825 2 Exemplo D.2, indicada na Figura F.30.
M xe = = = −8,29 kN ⋅ m m
16,4 16,4 8,20m

p! 2 5,84 ⋅ 4,825 2
M y= = = 4,15 kN ⋅ m m
32,8 32,8 hp=1,00m LAJE L2 hm=2,70m hp=1,00m
ep=0,12m h=14cm em=0,12m 1,20m ep=0,12m
− p! 2 − 5,84 ⋅ 4,825 2
M ye = = = −8,00 kN ⋅ m m
17,0 17,0 hp=1,00m
ep=0,12m

506,50 Figura F.30 Esquema Estático e Disposição das


Paredes da Laje em Balanço do Exemplo D.2

A partir dos carregamentos totais,


calculados anteriormente no Exemplo D.2,
8,00

4,50
deve-se considerar os momentos fletores nas
482,50
três faixas distintas, de acordo com a Teoria
4,15

das Vigas. O momento na seção de


engastamento da laje em balanço será
8,29
p! 2
M=− − P! − M
Figura F.29 Momentos Fletores Parciais 2
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que corresponde a superposição dos resulta- 8,96 ⋅ 1,20 2
M III =− − 2 ⋅ 1,20 − 0,8 = −9,65 kN m
dos parciais apresentados na Figura F.21, 2
devido aos carregamentos apresentados na
Figura F.31. 9,65
P 6,62
p
7,74

M
III
!
II
Figura F.31 Carregamentos da Laje em Balanço I

Figura F.32 Momentos Fletores Finais nas Faixas


A partir dos carregamentos indicados nas Resistentes da Laje em Balanço
Figuras D.16 a D.18 (Aula D), correspondentes
Os momentos fletores calculados ante-
às faixas três resistentes, pode-se escrever
riormente serão utilizados no cálculo da
6,31⋅ 1,20 2 armadura negativa de cada faixa resistente.
MI = − − 2 ⋅ 1,20 − 0,8 = −7,74 kN m
2 Tais momentos correspondem aos momentos

4,75 ⋅ 1,20 2 finais da laje, pois não serão afetados pelos


M II = − − 2 ⋅ 1,20 − 0,8 = −6,62 kN m
2 momentos das lajes vizinhas.

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BIBLIOGRAFIA BÁSICA BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
[5].BARES, R. Tablas para el Cálculo de
[1] ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS Placas y Vigas Pared. 2a ed., Barcelona, Ed.
TÉCNICAS (ABNT). Projeto e Execução de Gustavo Gili, S.A., 1981.
Obras de Concreto Armado. NBR 6118/82.
Rio de Janeiro, 1982. [6]..CZERNY, F.; Tafeln für Vierseitig und
Dreiseitig Gelagerte Rechteckplatten. Beton
[2].CUNHA, A. J. P.; SOUZA, V. C. M. Kalender, Ernst&Sohn, Berlin, 1976.
Lajes em Concreto Armado e Protendido.
Niterói, Editora Universidade Federal Flumi- [7] FUSCO, P. B.; MARTINS, A. R.; ISHITANI,
nense – EDUFF, 1994. H. Curso de Concreto Armado. Notas de
Aula. São Paulo, Departamento de Enge-
[3].MENDES, M.; FERNANDES, M. B. H.; nharia de Estruturas e Fundações – Escola
CASTILHO, P. P.; TAK, Y. J. Curso de Politécnica da Universidade de São Paulo,
Estruturas de Concreto Armado – Projeto de 1990.
Lajes. Notas de Aula. São Paulo, Departa-
mento de Engenharia Civil – Escola de [8].FUSCO, P. B. Estruturas de Concreto.
Engenharia da Universidade Presbiteriana Fundamentos do Projeto Estrutural. Vol.1
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[4].TIMOSHENKO, S. P.; WOINOWSKY- [9].SZILARD, R. Theory and analysis of plates:
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Shells. 2 ed. New York, McGraw-Hill, 1987. Jersey, Prentice-Hall, Inc., 1974.

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