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“Não seja um potencial,

exerça o seu potencial!”


Prof. Marcílio Ferreira
Prof. Marcílio Ferreira
Professor de Direito. Master Coach. Procurador do Estado. Doutorando em Direito Público.

Colaboradores:
Ernani Freitas [@ernanisfn];
Edmom Moraes [@edmom.moraes]; e
Letícia Gomes (@lettgomess)

O material de DICAS MATADORAS chega à terceira edição, tendo sido ampliado e atualizado com a qualidade que
você merece. Na última edição, foram mais de 100.000 downloads e TODAS as questões da prova do Exame de
Ordem constavam do material, bem como várias questões de concursos públicos cobradas após a sua divulgação.

É interessantíssimo como as provas cobram os assuntos repetidamente e a seleção de cada uma das dicas foi
feita por uma equipe de professores e monitores com experiência e tradição na preparação para Exame de Ordem
e concursos públicos. Por trás da seleção de matérias, há uma análise minuciosa e probabilística dos assuntos
mais recorrentes e com maior chance de serem exigidos na sua prova.

Você perceberá que o nosso material foca nos pontos específicos exigidos nas provas e que alguns são mais
fáceis, enquanto outros mais difíceis. Naqueles tópicos mais difíceis, as 100 dicas de Direito Constitucional já
possuem QRCodes para que você possa assistir à explicação através de vídeo do youtube, bastando apontar a
câmera do seu celular para o QRcode. A nossa pretensão é de que, nas próximas versões, já tenhamos vídeos
em todas as matérias, permitindo uma revisão de excelência por todos os estudantes.

Lembre-se: uma boa revisão é o segredo da APROVAÇÃO. Portanto, utilize o nosso material com todo o seu
esforço, estudando e aprofundando cada uma das dicas. Se houver qualquer dúvida, você pode contar com a
nossa equipe de professores e monitores do Método Marcílio Ferreira e do Instituto Mais Foco (iMF), enviando
suas dúvidas para: contato@marcilioferreira.com

Um grande abraço!
Prof. Marcílio Ferreira
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100 DICAS MATADORAS DIREITO CONSTITUCIONAL @profmarcilioferreira

DICA 01 ATENÇÃO: Embora haja divergência entre


(Teoria Geral da Constituição) os doutrinadores quanto à classificação da
Constituição brasileira em rígida ou
CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES: As superrígida, em prova objetiva, você deve
Constituições são classificadas em diversos critérios, adotar a estratégia de adotar o
fixados pelos doutrinadores, os quais divergem entre enquadramento como RÍGIDA!
si. Entre elas, a classificação mais cobrada em prova, Trata-se de posição da grande parcela da
é quanto à ALTERABILIDADE (possibilidade de doutrina.
alteração da Constituição), pois – nesta
especificamente – há um maior consenso entre os DICA 02
autores. (Teoria Geral da Constituição)

Nessa classificação, as Constituições podem ser: ENQUADRAMENTO DA CONSTITUIÇÃO


BRASILEIRA: Dentre as diversas classificações que
existe, há um certo consenso de que Constituição
Para alteração da Constituição,
Federal de 1988 é classificada como:
exige-se um processo mais
rígido do que as normas
RÍGIDAS infraconstitucionais. Para fins
de prova, deve-se adotar esta Aprovada democraticamente,
em relação à Constituição PROMULGADA/ com participação popular,
brasileira (CF, art. 60). DEMOCRÁTICA normalmente através de uma
Assembleia Nacional
A Constituição possui mesmo Constituinte
processo de alteração de uma
norma infraconstitucional.
Pode ser alterada, porém, por
Assim, nesse tipo de
FLEXÍVEIS um processo Legislativo mais
Constituição, ela poderia ser
dificultoso do que uma simples
alterada por maioria simples, RÍGIDA lei ordinária (exige-se um
tal qual uma lei ordinária. A
processo legislativo mais
brasileira não se enquadra.
dificultoso para aprovar uma
Mescla das rígidas e flexíveis. Emenda Constitucional)
Algumas normas são de
Examina e regulamenta todos
natureza rígida (alteração com
os assuntos que entenda
procedimento qualificado), ANALÍTICA
SEMIRRÍGIDAS relevante à formação,
(semiflexíveis) enquanto outras de natureza
destinação e funcionamento
flexível (alteração pelo mesmo
do Estado.
processo das leis ordinárias).
Ex: Constituição Imperial de Todos os artigos da
1824. Constituição é considerado
FORMAL como norma constitucional,
IMUTÁVEIS
(permanentes, Não são passíveis de alteração. independentemente do seu
graníticas ou Não há relatos da existência conteúdo.
intocáveis): desse tipo de Constituição. Possui uma forma escrita, por
Além de possuir um processo ESCRITA meio de um documento solene
de alteração rígido, existem estabelecido pelo Poder
normas que são imutáveis (ex: Constituinte Originário.
cláusulas pétreas). Parte da Produto escrito e
SUPERRÍGIDAS sistematizado por um órgão
doutrina afirma que a brasileira
seria superrígida, mas não é a DOGMÁTICA constituinte, a partir de
ampla posição cobrada em princípios e ideias
OAB e concursos. fundamentais da teoria política
ao direito dominante.

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Macete: para facilitar a memorização, a utilize regras ATENÇÃO: Com esse dispositivo, as
mnemônicas. A Constituição brasileira é classificada normas constitucionais NÃO SÃO
como PRAFED(ê). APENAS aquelas constantes da
Constituição propriamente dita
P – Promulgada (documento único), mas também de
R - Rígida tratados internacionais recepcionados
A – Analítica com o mesmo quórum das Emendas
F – Formal Constitucionais. Atualmente, existe
E – Escrita apenas – com esse status de Emenda – a
D – Dogmática. Convenção Internacional sobre Direitos das
Pessoas com Deficiência (Decreto
Além da classificação básica acima 6.949/2009. Esse somatório
mencionada, a Constituição Brasileira é (Constituição + tratados recepcionados na
ainda considerada como enquadrara em forma acima) é o que a doutrina denomina
outras espécies menos comuns: de BLOCO DE CONSTITUCIONALIDADE.
a) Dirigente: presença de normas de Atualmente, existe apenas o Estatuto da
eficácia programática com a Pessoa com Deficiência incorporado com
finalidade de fixar programas que status de Emenda Constitucional na forma
irão guiar os poderes públicos (visa do §3º, art. 5º da CF (Lei 13.146/2015).
o futuro)
b) Social: atuação positiva da DICA 04
(Teoria Geral da Constituição)
Constituição, prerrogativas de
cunho social, cultural e econômico; SUPRALEGALIDADE DE TRATADOS SOBRE
c) Nominativa: intuito de construir um DIREITOS HUMANOS NÃO INCORPORADOS NO
futuro adequando as normas à RITO DO ART. 5º, §3º, DA CF: Os tratados sobre
realidade direitos humanos não incorporados de acordo com o
d) Eclética: pluralidade de ideologias; rito do art. 5º, §3º da CF/88 possuem natureza
e) Orgânica: dispositivos estruturados SUPRALEGAL, estando abaixo da Constituição, mas
de modo coerente e lógico acima da Lei. (STF, ADI 5240)
f) Principiológica: princípios são
preponderantes

DICA 03
Normas constitucionais
(Teoria Geral da Constituição)

BLOCO DE CONSTITUCIONALIDADE: Com a EC Norma supralegal


45/2004, foi incluído o §3º, art. 5º, da CF/88, (tratado sobre dir. hum. não
incorporado na forma do art.
através do qual: “Os tratados e convenções 5º, §3º da CF)
internacionais sobre direitos humanos que forem
aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, Legislação
em dois turnos, por três quintos dos votos dos
respectivos membros, serão equivalentes às
emendas constitucionais”.

O bloco de constitucionalidade, no Brasil, Exemplo: Tratado que proibição do depositário infiel


corresponde às normas constitucionais constantes não foi incorporado com o rito do art. 5º, §3º da
da Constituição Federal, somadas às normas de CF/88. Porém, o STF reconheceu que ele possui
status constitucional que não consta da CF/88 caráter de supralegalidade, ou seja, está acima das
(tratado incorporado na forma do §3º, art. 5º da leis, mas abaixo da Constituição.
CF/88 e artigos espalhados das Emendas). Esse
somatório é que gera a noção de BLOCO.

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ATENÇÃO: Os tratados internacionais Omissão (ADO – Lei 9.868/99), a fim de


incorporados ao sistema jurídico brasileiro viabilizar o exercício do direito.
que NÃO tratam de direitos humanos são
considerados com status de mera lei ATENÇÃO2: Muito embora as normas de
ordinária. Os casos acima mencionados eficácia limitada iniciem sem eficácia inicial,
são exclusivos para tratados sobre pode-se afirmar que elas possuem um
DIREITOS HUMANOS incorporados ao APLICAÇÃO MÍNIMA (que não se
ordenamento antes da EC de 2004. confunde com eficácia), respeitando o art.
5º, § 1º, CF. Sãos os EFEITOS REVOGADOR
e INIBIDOR:
DICA 05
(Teoria Geral da Constituição) Revoga as disposições
contrárias a ela.
EFICÁCIA DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS: A EFEITO Mesmo que a lei dependa de
eficácia das normas constitucionais diz respeito ao REVOGADOR regulamentação para ter sua
grau de sua aplicação na vida real. As provas sempre eficácia total, ela já revoga normas
cobram a divisão de José Afonso da Silva, o qual incompatíveis com seu conteúdo.
classifica a eficácia em: Inibe a elaboração de leis
contrárias a ela.
EFEITO Embora não tenha eficácia
Possui eficácia direta e imediata, INIBIDOR
PLENA não dependendo de imediata, ela inibe a edição de leis
(aplicabilidade regulamentação para ter eficácia e contrárias ao seu conteúdo.
direta,
imediata e não podendo ser restringida. A sua
integral) eficácia inicia e permanece plena. Ficou com Dúvidas?
(ex: direito à vida)
Possui eficácia direta e imediata, Assista agora à uma
CONTIDA
(aplicabilidade nascendo com eficácia total, porém explicação com o Prof.
direta e podem ter sua eficácia “contida” Marcilio Ferreira sobre o
imediata, uma lei regulamentadora posterior. tema Eficácia das Normas
podendo (ex: liberdade profissional, pode ser Constitucionais
sofrer restringida por uma lei que
restrições)
regulamente a profissão). DICA 06
Possui eficácia mediata, indireta e (Teoria Geral da Constituição)
reduzida, iniciando sem eficácia e
ELEMENTOS DAS CONSTITUIÇÕES: As
dependendo de uma
Constituições possuem uma estrutura básica que
regulamentação posterior para ter
LIMITADA permite apresenta-la de uma maneira organizada.
aplicabilidade. (ex: direito de greve
(aplicabilidade Esses elementos podem ser divididos de acordo com
dos servidores públicos).
mediata, os critérios abaixo:
indireta e São classificadas ainda em normas
reduzida) de princípio programático
(programa que depende de ações Normas que regulam a estrutura
estatais) ou de princípio institutivo Elementos do Estado e do Poder
(organizam a estruturação do orgânicos (Ex: Título III – Da Organização do
governo ex. art. 33, CF). Estado)
Elenco de direitos e garantias
ATENÇÃO1: As normas de eficácia fundamentais, limitando a atuação
Elementos dos poderes estatais
limitada, caso não sejam regulamentadas, limitativos
permitem a impetração do MANDADO DE (Ex: Título II – Dos direitos e
INJUNÇÃO (Lei 13.300/16) ou da Ação garantias fundamentais)
Declaratória de Inconstitucionalidade por

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Elementos Revelam a ideologia de Estado


socio- Social, intervencionista DICA 08
ideológicos (Poder Constituinte)
(Ex: Título II – Dos Direitos Sociais)
Objetivam solução de conflitos ESPÉCIES PODER CONSTITUINTE: O Poder
constitucionais, defesa da Constituinte (poder de constituir um ordenamento
Elementos de Constituição, do Estado e das jurídico) se divide em ORIGINÁRIO e DERIVADO.
estabilização instituições democráticas
constitucional (Ex: Título V – Da Defesa do O originário é aquele que edita pela primeira vez a
Estado e das Instituições Constituição, inaugurando juridicamente um novo
Democráticas) Estado, sendo ilimitado, absoluto, incondicionado,
Elementos Regras de aplicação da própria autônomo etc. (O poder originário deve obedecer às
formais de constituição circunstâncias que o deram causa, respeitando
aplicabilidade (ex: ADCT e 5º, § 1º, CF) padrões sociais, culturais e políticos).

DICA 07 O derivado, por outro lado, é aquele que é instituído


[Teoria Geral da Constituição] pelo originário, sendo proveniente dele e,
consequentemente, limitado, condicionado e
NEOCONSTITUCIONALISMO: Qual a diferença entre subordinado à Constituição, afim de manter a
constitucionalismo e neoconstitucionalismo? Constituição adaptada aos novos ambientes políticos
e jurídicos que a dinâmica social cria.
CONSTITUCIONALISMO
Movimento jurídico e político para fazer o poder do O DERIVADO pode ser de três tipos:
Estado ser limitado, criando uma constituição para
dar direitos às pessoas. É aquele que altera a
Foi o processo de criação das Constituições, em Constituição através de
decorrência das revoluções ocorridas (revolução REFORMADOR
Emendas Constitucionais
francesa, revolução americana, revolução gloriosa (CF, art. 60)
etc.) Aquele previsto no art. 3º da
ADCT
NEOCONSTITUCIONALISMO REVISOR (norma de eficácia exaurida –
Trata-se de uma nova abordagem ao Direito revisão da constituição após 5
Constitucional, surgido na metade do século XX, anos da entrada em vigor)
com o intuito de: trazer a Constituição para o Aquele que é exercido pelos
centro jurídico, atribuir força normativa para a Estados e pelo DF no exercício
constituição, reinterpretar a Constituição com DECORRENTE
de competência estadual
base na proximidade do direito com a ética e (Constituições Estaduais)
transformá-la. Dar real eficácia e efetividade a
Constituição. Dar força aos princípios. DICA 09
No neoconstitucionalismo, não basta a existência (Poder Constituinte)
da Constituição, ela deve servir como principal
instrumento normativo, base de todo o PODER CONSTITUINTE REFORMADOR: É o poder
ordenamento jurídico. utilizado para modificação formal da Constituição por
meio de Emenda, na forma do art. 60 da CF,
ATENÇÃO: O neoconstitucionalismo ajustando e atualizando o texto aos novos ambientes
possui marcos histórico (momento pós- formados pela dinâmica social.
guerra), filosófico (pós-positivismo) e
teórico (novas teorias sobre força Aspectos jurídicos importantes da EC:
normativa da constituição, jurisdição
constitucional, interpretação, entre Projeto de Emenda Constitucional
Iniciativa
outros). (PEC) Art. 60, I a III.

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- 1/3 dos membros de uma das São limites previstos no Texto


Casas do Congresso Nacional. Constitucional, que exigem um
- Presidente da República. processo legislativo formal e com
- Mais de ½ das Assembleias requisitos bem definidos para
Legislativas c/ maioria relativa dos aprovação das emendas. Podem
seus membros ser subjetivas (referentes à
*Não há previsão para projeto de FORMAIS iniciativa – ex: art. 60, caput) e
iniciativa popular. (60, § 2º) objetivas (requisitos de
Art. 60, § 2º aprovação – ex: art. 60, §2º;
Quórum Exige-se 3/5 em 2 turnos nas 2 impedimento de rediscussão de
casas do Congresso Nacional PEC rejeitada na mesma sessão
legislativa - art. 60, §5º). Estas
Art. 60, § 3º limitações serão melhor
Diferentemente das Leis em geral, estudadas quando da análise do
processo legislativo
Promulgação que são promulgadas pelo Chefe do
Executivo, a EC é promulgada pela Correspondem às cláusulas
Mesa da Câmara dos Deputados e pétreas (art. 60, §4º), que vedam
Senado. a emenda constitucional em
Art. 60, § 4º certos assuntos. Para que uma
Não será objeto de deliberação a emenda seja considerada
proposta de emenda tendente a inconstitucional nesta seara,
abolir: MATERIAIS
(Art. 60, § 4º) deverá tentar abolir o núcleo
Matérias I - a forma federativa de Estado; essencial das cláusulas pétreas.
proibidas II - o voto direto, secreto, universal e (Obs: Controle judicial preventivo
(cláusula periódico; de constitucionalidade por meio
pétrea) III - a separação dos Poderes; de Mandado de Segurança
IV - os direitos e garantias individuais. impetrado por parlamentar
perante o STF)
*Cuidado: o voto obrigatório não é São limitações que impedem a
cláusula pétrea! mudança do Texto Constitucional
em situações específicas
ATENÇÃO: Não há previsão na vivenciadas no Estado. É o caso do
CIRCUNSTANCIAIS
Constituição Federal para ser apresentada (art. 60, §1º) art. 60, §1º, da CF/88, ao dispor
PEC por iniciativa popular, motivo pelo qual que “a Constituição não poderá
esta não é possível. ser emendada na vigência de
intervenção federal, de estado de
Ficou com Dúvidas? defesa ou de estado de sítio.
Apesar de referidas pela
Assista agora à uma doutrina, não existem limites
explicação com o Prof. temporais na Constituição de
Marcilio Ferreira sobre o TEMPORAIS
(não existem) 1988. Dizem respeito a períodos
tema Limitações ao Poder determinados em que não é
Constituinte Reformador possível a mudança do texto
constitucional.
DICA 10
(Poder Constituinte)
ATENÇÃO1: apesar da proteção dos
O poder constituinte DERIVADO REFORMADOR é assuntos considerados cláusulas pétreas (60,
sujeito a limites. São eles: §4º, CF), não há que se falar em hierarquia
dessas em relação ao restante das normas
constitucionais (ADI 815-DF)

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Hierarquia é coisa distinta, é quando uma admitem


norma é validada por outra que lhe é superior, intervenção
o que não acontece nesse caso.
Normas que
ATENÇÃO2: As cláusulas pétreas poderão tratam da
Normas União, mas são
ser objeto de emendas constitucionais quando organizatórias EXTENSÍVEIS
estas possuírem o intuito de ampliar ou da União que aos Estado
sofisticar os assuntos relacionados no 60, Princípios se estendem (ex. processo
§4º, CF. constitucionais aos Estados, legislativo;
Exemplo: EC 45/2004, art. 5º, LXXVIII, CF: extensíveis por previsão orçamentos;
direito à razoável duração do processo. preceitos da
constitucional Admin. Pública;
expressa ou competência e
ATENÇÃO3: O princípio da imunidade implícita; organização dos
tributária recíproca, por decorrer da própria Tribunais de
natureza do federalismo, é garantia da Contas)
Federação, sendo, pois, uma “cláusula pétrea Restringem a
decorrente” capacidade Normas já
organizatória ESTABELECIDA
ATENÇÃO4: Além das limitações explícitas, Princípios dos Estados S na
existem limitações implícitas à Constituição, constitucionais
estabelecidos de maneira Constituição
tais como: a titularidade do poder constituinte direta no sobre Estados e
originário e derivado, a impossibilidade de Texto DF
supressão dos fundamentos da República Constitucional.
(art. 1º, CF) e a imutabilidade do art. 60, CF.
DICA 11 ATENÇÃO1: Não existe Poder Constituinte
(Poder Constituinte) no âmbito dos Municípios. O Poder
Constituinte decorrente existe apenas
PODER CONSTITUINTE DECORRENTE E quando decorre diretamente da
LIMITAÇÕES À AUTO-ORGANIZAÇÃO DOS Constituição Federal. Como os municípios
ESTADOS: O Poder Constituinte Decorrente é aquele editam Lei Orgânica, que também está
exercido pelos Estados e pelo DF, por meio das submetida à Constituição Estadual, a
Constituições Estaduais, sendo limitados e doutrina entende que eles não exercem
condicionados ao cumprimento da Constituição Poder Constituinte decorrente.
Federal (art. 25, CF)
ATENÇÃO2: Apesar de receber o nome de
É por meio do poder decorrente que os Estados Lei Orgânica, a doutrina majoritária entende
cumprem sua capacidade de auto-organização, fruto que a Lei Orgânica do Distrito Federal é
da autonomia política a eles conferida pelo sistema elaborada pelo Poder Constituinte
constitucional federado. Decorrente, uma vez que está submetida
unicamente à Constituição Federal e, que,
As Constituições Estaduais devem observar certos ainda, o DF possui as mesmas competências
limites constitucionais em respeito ao princípio da legislativas reservadas aos Estados-
simetria, esses limites são divididos em categoria de membros (art. 32, § 1º, CF)
PRINCÍPIOS, que podem ser memorizados pela
regra mnemônica “SEXES” (sensíveis, extensíveis e Ficou com Dúvidas?
estabelecidos) São eles:
Assista agora à uma
Essência da explicação com o Prof.
Princípios Art. 34, VIII da Marcilio Ferreira sobre o
organização
constitucionais CF: hipóteses tema Limitações ao Poder
sensíveis constitucional
SENSÍVEIS, que Constituinte Decorrente
federativa

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mudou, sem que o texto tenha sido alterado, para


DICA 12 admitir casamento entre pessoas de mesmo sexo.
(Poder Constituinte)
ATENÇÃO: A mutação constitucional é
DIREITO ADQUIRIDO EM FACE DE UMA NOVA diferente da declaração de
CONSTITUIÇÃO (CONSTITUINTE ORIGINÁRIO): O inconstitucionalidade ou da alteração do
Poder Constituinte Originário é absoluto e, portanto, texto constitucional. Nela, apenas altera-
não é possível alegar direito adquirido em face de se a interpretação acerca de uma norma,
uma nova Constituição. de maneira informal, sem modificar o seu
conteúdo ou sem declarar a
Contudo, em face de uma Emenda à Constituição inconstitucionalidade.
(Constituinte Reformador), esse poder é limitado e o
direito adquirido poderá ser arguido, uma vez que se DICA 14
trata de um direito fundamental, assegurado [Direito Intertemporal]
expressamente no art. 5, XXXVI, da CF/88.
RECEPÇÃO OU NÃO RECEPÇÃO DE NORMAS
Poder Constituinte Não pode alegar direito INFRA CONSTITUCIONAIS: Quando é inaugurada
Originário adquirido (ex. art. 17 uma NOVA Constituição, as leis editadas sob vigência
(nova CF) - ilimitado ADCT) da anterior não podem ser declaradas
Poder Constituinte inconstitucionais, mas sim RECEPCIONADAS ou
Reformador Pode sim alegar direito REVOGADAS (NÃO-RECEPCIONADAS).
(nova EC) - limitado adquirido
A nova Constituição recepciona (recebe) normas
ATENÇÃO: Apesar de ser uma INFRACONSTITUCIONAIS que foram elaboradas de
característica do Poder Constituinte acordo com as constituições anteriores, DESDE QUE
originário o seu poder ilimitado, a doutrina NÃO CONTRARIEM MATERIALMENTE (direito
atual afirma que não pode haver alguns previsto no texto constitucional) a nova Constituição.
retrocessos de caráter social, em virtude E revoga a Constituição anterior.
de compromissos internacionais,
observando princípios como a defesa da Importante destacar que a análise de recepção ou
paz, a autodeterminação dos povos e a não de uma norma pode ser feita por qualquer juiz ou
prevalência dos direitos humanos. É o que tribunal, de maneira incidental, em qualquer ação. Em
se convencionou chamar de princípio da sede de controle abstrato de constitucionalidade
vedação ao retrocesso social. (processo objetivo, sem partes), contudo, o controle
não é possível em ADI, devendo ser ajuizada uma
DICA 13 ADPF para essa finalidade.
(Interpretação/Hermenêutica constitucional)
Exemplo: A Lei nº 1079/50, que trata do crime de
MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL: É a mudança responsabilidade e processo de Impeachment
informal do Texto Constitucional através da (usado no caso Collor e Dilma), foi objeto da ADPF nº
reinterpretação de uma mesma norma 3789, que julgou quais artigos foram recepcionados
constitucional com o passar do tempo, sem alteração pela CF/88.
do seu conteúdo. (evita a petrificação do direito). É
também chamado de Poder Constituinte Difuso. ATENÇÃO1: Caso uma norma
infraconstitucional anterior à nova
Exemplo: A mutação constitucional ocorreu na Constituição seja compatível com esta
interpretação do art. 226, § 3º da CF/88 acerca da materialmente, mas incompatível
união homoafetiva. Embora o teor do dispositivo formalmente, ainda assim ela será
tenha sido interpretado durante muito tempo pela recepcionada, com o status determinado
restrição do casamento apenas para homem e pela nova Constituição.
mulher, a interpretação do STF sobre o dispositivo Assim, na hipótese de uma matéria tratada
em decreto sob a vigência da Constituição

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anterior ser compatível materialmente atenção detidamente no número de normas que


com a nova Constituição, mas esta exija estão envolvidas.
tratamento em Lei Complementar, o
decreto será recepcionado com status de Na repristinação, com base no art. 2º, §3º, teremos
Lei Complementar. 3 (três normas), sendo que a Lei “1” é revogada pela
Lei “2”. Porém, com o tempo, a Lei “2” é revogada pela
ATENÇÃO2: Os efeitos da não recepção Lei “3”. Nesse caso, a Lei “1” não volta a ter vigência,
normalmente retroagem à data de edição da a não ser que a Lei “3” expressamente determine o
nova constituição, entretanto, seu retorno.
recentemente, o STF autorizou a
MODULAÇÃO TEMPORAL DE EFEITOS EM No efeito repristinatório, que ocorre na hipótese de
UM JUÍZO DE NÃO RECEPÇÃO, a exemplo declaração de inconstitucionalidade, existem apenas
da ADPF, para a decisão só produzir efeitos 2 (duas) leis. A Lei “1” é revogada pela Lei “2”.
em data futura. (STF, AI 582280 AgR/RJ) Contudo, a Lei “2” é declarada inconstitucional. Nesse
caso, a Lei “1” volta a vigorar imediatamente, exceto
DICA 15 se o Judiciário decidir de forma diferente. Esse efeito
(Direito intertemporal) e automático em todas as declarações de
inconstitucionalidade.
TEORIA DA DESCONSTITUCIONALIZAÇÃO: Trata-se
de uma teoria (não adotada no Brasil, mas sempre
Resumo:
cobrada em provas) que diz respeito à relação
intertemporal entre uma Constituição NOVA e a
Constituição ANTIGA. Segundo essa teoria, parte da Lei “1” é revogada pela Lei “2”.
Constituição anterior compatível com a nova seria Porém, a Lei “2” é revogada,
em seguida, pela Lei “3”.
recepcionada pela nova com status de lei
Nesse caso, a Lei “1” só voltar
a ter vigência, caso a Lei “3”
Exemplo: Constituição nova é editada. A Constituição assim determine.
antiga se torna lei infraconstitucional se compatível Repristinação Atenção:
3
com a nova? No Brasil, não é adotada! A Constituição (LINDB art. 2º, Lei “1” – revogada pela Lei
normas “2”
pretérita é revogada integralmente, vez que a nova §3º)
rompe e desfaz toda a estrutura jurídica anterior. Lei “2” – revogada pela Lei
“3”
Com isso, a Lei “1” não volta
ATENÇÃO: Não é admitido no Brasil, exceto a ter vigência imediata, a não
quando a própria nova Constituição assim ser que a Lei “3” disponha
o prevê̂. O Constituinte originário pode nesse sentido.
prever, pois ele é ilimitado.
Lei “1” é revogada pela Lei “2”.
Porém, a Lei “2” é declarada
Ficou com Dúvidas? inconstitucional pelo STF.
Nesse caso, volta a vigorar
Assista agora à uma automaticamente a Lei “1”,
explicação com o Prof. Efeito 2 exceto se o STF estabelecer
Marcilio Ferreira sobre o Repristinatório normas diferentemente.
tema Teoria da Atenção:
Desconstitucionalização O efeito repristinatório é
automático no controle de
constitucionalidade,
DICA 16 diferentemente do que
(Direito intertemporal) ocorre na repristinação.

DIFERENÇA ENTRE REPRISTINAÇÃO E EFEITO DICA 17


REPRISTINATÓRIO: Trata-se de um dos temas mais (Preâmbulo constitucional)
difíceis de memorizar no campo do Direito
Constitucional, mas que é simples se você prestar PREÂMBULO CONSTITUCIONAL NÃO É NORMA
JURÍDICA: Segundo entendimento do STF (ADI
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2.076), o preâmbulo constitucional não é Direitos individuais – caracterizam


considerado como norma e não pode servir como 1ª uma abstenção das prestações
paradigma para fins de controle de GERAÇÃO estatais
constitucionalidade. Ex. direito à vida, à liberdade
(Séc. XVIII e religiosa, à participação política, à
ATENÇÃO: "Preâmbulo da Constituição: início XX) propriedade
não constitui norma central. Invocação da
proteção de Deus: não se trata de norma Direitos sociais; “direitos do bem
de reprodução obrigatória na Constituição 2ª
GERAÇÃO estar” – meios materiais para
estadual, não tendo força normativa." (ADI satisfação dos direitos individuais
2.076) (Séc. XIX e Ex. saúde, educação, trabalho,
início XX) previdência, habitação etc.
DICA 18
(Fundamentos e Objetivos) 3ª Direitos transindividuais (meio
GERAÇÃO ambiente, progresso,
FUNDAMENTOS X OBJETIVOS: Os fundamentos da desenvolvimento, qualidade de
República se diferenciam dos objetivos. (Final do vida, meio ambiente, direitos do
séc. XX) consumidor etc.)
Sempre palavras soltas:
SO + CI + DI + VA + PLU ATENÇÃO1: A doutrina também menciona
a existência mais atual de uma quarta e
FUNDAMENT Soberania quinta geração de direitos.
OS Cidadania 4ª Geração: Direitos universais no campo
(art. 1º) Dignidade da pessoa humana institucionais (ex: democracia, informação,
Valores sociais do trabalho e da pluralismo etc.);
livre iniciativa 5ª Geração: Direito à paz global.
Pluralismo político.
Sempre verbos no infinitivo ATENÇÃO2: A INFÂNCIA E JUVENTUDE e
CON + GARRA + ERRA + POUCO os DIREITOS DO CONSUMIDOR, se
enquadram nos direitos de TERCEIRA
I - construir uma sociedade livre, GERAÇÃO, pois, trata-se de direito de
justa e solidária; solidariedade, que, em síntese, são direitos
II - garantir o desenvolvimento que não se ocupam da proteção a
OBJETIVOS nacional; interesses individuais, ao contrário, são
(art. 3º) III - erradicar a pobreza e a direitos atribuídos genericamente a todas
marginalização e reduzir as as formações sociais.
desigualdades sociais e regionais;
IV - promover o bem de todos, sem DICA 20
preconceitos de origem, raça, (Direitos fundamentais)
sexo, cor, idade e quaisquer outras
formas de discriminação. ROL EXEMPLIFICATIVO: O rol de direitos e garantias
fundamentais não se encontram exclusivamente
DICA 19 relacionados no art. 5 da CF, estando espalhados ao
(Direitos fundamentais) longo do Texto Constitucional.
Os direitos fundamentais se dividem em três Os direitos e garantias fundamentais se constituem
gerações, de acordo com as conquistas históricas em um amplo rol em que estão inseridos os direitos
que consolidaram esses direitos. Se tiver dúvida na de defesa do indivíduo perante o Estado, os direitos
prova, faça comparação com o lema francês: políticos, os relativos à nacionalidade e os direitos
liberdade, igualdade e fraternidade. sociais, dentre outros. Os direitos fundamentais têm
por finalidade proteger a dignidade humana em todas
as dimensões.

12
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i) interdependência: os direitos fundamentais


O título II da CF contém direitos e garantias estão todos vinculados uns aos outros, para
fundamentais, porém, não são somente eles, uma intensificar sua proteção
vez que o rol é exemplificativamente e não taxativo.
Temos por exemplo a Anterioridade Tributária DICA 21
consagrada no Art. 150, III, b e IV da Constituição (Direitos fundamentais)
Federal. (Garantia individual do contribuinte e sua
violação importa em vício de constitucionalidade. EFICÁCIA HORIZONTAL X VERTICAL: O
entendimento atual é de que as normas sobre
ATENÇÃO: De acordo com o caput do art. direitos fundamentais se aplicam a todas as relações
5º, CF, são destinatários dos direitos jurídicas, sejam elas de direito público (relação
fundamentais “os brasileiros natos e vertical), seja de direito privado (relação horizontal).
naturalizados e os estrangeiros residentes
no país”, entretanto, o STF têm realizado Como o Estado goza de
interpretação de que os alguns direitos prerrogativas, fala-se
Estado em relação vertical.
fundamentais devem abarcar, também, os Vertical x
estrangeiros não residentes no país e os Particular Devem-se observar as
apátridas, alguns direitos ainda são regras de direitos
admitidos em benefício das pessoas jurídicas fundamentais
brasileiras e estrangeiras atuantes no Brasil. Como são iguais, fala-se
Particular em relação jurídica
São características mencionadas pela doutrina em Horizontal x horizontal. Devem-se
relação aos direitos fundamentais: Particular observar as regras de
direitos fundamentais.
a) universalidade: núcleo mínimo de direitos que
devem estar presente para todas as pessoas; ATENÇÃO: Fala-se também em relação
jurídica DIAGONAL, sob a qual também
b) historicidade: dependem de uma sentido de incidem os direitos fundamentais. As
determinado período histórico, não nascem relações jurídicas diagonais seriam aquelas
de uma só vez; em que a relação é PRIVADA, porém existe
uma desproporção entre os poderes das
c) indivisibilidade: sistema harmônico coerente partes (ex: direito trabalhista, direito do
e indissociável; consumidor.
d) imprescritibilidade/ inalienabilidade: não é
possível se dispor dos direitos fundamentais; Ficou com Dúvidas?

e) relatividade: nenhum direito é absoluto, Assista agora à uma


devem ser analisados relativamente em um explicação com o Prof.
conflito aparente de normas; Marcilio Ferreira sobre o
tema Efiçácia Horizontal e
f) inviolabilidade: os direitos fundamentais não Vertical dos Direitos
podem ser desrespeitados por nenhuma Fundamentais
legislação infraconstitucional;
DICA 22
g) complementaridade: devem ser analisados (Direitos Fundamentais)
em conjunto com outros e não isoladamente;
No rol de Direitos Fundamentais da Constituição
Federal, temos:
h) efetividade: necessidade de efetivas os
direitos fundamentais, inclusive por
• Capítulo I – dos direitos e deveres individuais
mecanismos coercitivos, se for o caso;
e coletivos (art. 5º)

13
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ilícito de entorpecentes e drogas afins, na


• Capítulo II – dos direitos sociais (art. 6º ao forma da lei;
11) LIV - ninguém será privado da liberdade ou
de seus bens sem o devido processo legal;
• Capítulo III – da nacionalidade (art. 12 e 13) LV - aos litigantes, em processo judicial ou
administrativo, e aos acusados em geral
• Capítulo IV – dos direitos políticos (art. 14 a são assegurados o contraditório e ampla
16) defesa, com os meios e recursos a ela
inerentes;
• Capítulo V – dos partidos políticos (art. 17) LX - a lei só poderá restringir a publicidade
dos atos processuais quando a defesa da
Quanto aos principais dispositivos do art. 5º em intimidade ou o interesse social o exigirem;
provas objetivas, temos:
DICA 23
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, (Direitos fundamentais)
ninguém nela podendo penetrar sem
consentimento do morador, salvo em caso INVIOLABILIDADE DE DOMICÍLIO: A inviolabilidade
de flagrante delito ou desastre, ou para de domicílio é garantia constitucional do art. 5. XI, da
prestar socorro, ou, durante o dia, por CF/88 e abrange, além da residência/domicílio,
determinação judicial; também:
XII - é inviolável o sigilo da correspondência
e das comunicações telegráficas, de dados - Escritórios profissionais: “Para os fins da proteção
e das comunicações telefônicas, salvo, no jurídica a que se refere o art. 5º, XI, da Constituição
último caso, por ordem judicial, nas da República, o conceito normativo de "casa" revela-
hipóteses e na forma que a lei estabelecer se abrangente e, por estender-se a qualquer
para fins de investigação criminal ou compartimento privado não aberto ao público, onde
instrução processual penal; alguém exerce profissão ou atividade (CP, art. 150, §
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, 4º, III), compreende, observada essa específica
sem armas, em locais abertos ao público, limitação espacial (área interna não acessível ao
independentemente de autorização, desde público), os escritórios profissionais” [HC 93.050, rel.
que não frustrem outra reunião min. Celso de Mello, j. 10-6-2008, 2ª T, DJE de 1º-8-
anteriormente convocada para o mesmo 2008.]
local, sendo apenas exigido prévio aviso à
autoridade competente; - Quartos de hotel: “Para os fins da proteção jurídica
XXXIII - todos têm direito a receber dos a que se refere o art. 5º, XI, da CF, o conceito
órgãos públicos informações de seu normativo de "casa" revela-se abrangente e, por
interesse particular, ou de interesse estender-se a qualquer aposento de habitação
coletivo ou geral, que serão prestadas no coletiva, desde que ocupado (CP, art. 150, § 4º, II),
prazo da lei, sob pena de responsabilidade, compreende, observada essa específica limitação
ressalvadas aquelas cujo sigilo seja espacial, os quartos de hotel”. [RHC 90.376, rel. min.
imprescindível à segurança da sociedade e Celso de Mello, j. 3-4-2007, 2ª T, DJ de 18-5-2007]
do Estado;
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do DICA 24
(Remédios constitucionais)
Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;
XXXVI - a lei não prejudicará o direito CABIMENTO - MANDADO DE SEGURANÇA: O
adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa mandado de segurança pode ser individual (CF, art.
julgada; 5, LXIX) ou coletivo (CF, art. 5, LXX), e só cabe quando
LI - nenhum brasileiro será extraditado, houver DIREITO LÍQUIDO E CERTO, que significa o
salvo o naturalizado, em caso de crime direito que pode ser comprovado
comum, praticado antes da naturalização, DOCUMENTALMENTE.
ou de comprovado envolvimento em tráfico

14
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ATENÇÃO1: Controvérsia sobre matéria


de direito não impede concessão de DICA 26
Mandado de Segurança. (Súmula STF (Remédios Constitucionais)
625)
HABEAS DATA: O habeas data pode ser utilizado
ATENÇÃO2: Na ação de Mandado de para 3 (três) hipóteses relacionadas à informação:
Segurança, assim como no Mandado de ACESSO, RETIFICAÇÃO e ANOTAÇÃO.
Injunção, não se admite condenação em
honorários advocatícios. (Súmula STJ CUIDADO! A anotação não está prevista na
105) CF, mas sim na Lei 9.507, art. 7º, III.

ATENÇÃO3: O prazo para impetração do CUIDADO2: O habeas data só pode ser


Mandado de Segurança é DECADENCIAL impetrado se houver RECUSA ou
de 120 dias. No entanto, quando ele é OMISSÃO em relação ao pedido
PREVENTIVO, não há prazo, já que ainda administrativo do impetrante
não ocorreu a lesão!
Súmula 02-STJ: “Não cabe o ‘habeas
Ficou com Dúvidas? data’ (CF/88, art. 5º, LXXII, ‘a’) se não
houve recusa de informações por parte
da autoridade administrativa”.
Assista agora à uma
explicação com o Prof. CUIDADO3: Não cabe habeas data em
Marcilio Ferreira sobre o relação a informações de TERCEIROS, a não
tema Cabimento do ser na hipótese de sucessores do falecido,
Mandado de Segurança. segundo jurisprudência do STF (RE 589.257).

DICA 25 DICA 27
(Remédios Constitucionais) (Remédios Constitucionais)

MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO: Conforme CABIMENTO - MANDADO DE INJUNÇÃO: O


art. 5º, LXX, o mandado de segurança coletivo pode mandado de injunção é utilizado quando houver
ser impetrado por: “a) partido político com OMISSÃO LEGISLATIVA que torne inviável o
representação no Congresso Nacional; e b) exercício de norma constitucional.
organização sindical, entidade de classe ou
associação legalmente constituída e em Se um Mandado de Injunção for julgado procedente,
o que poderá fazer o Poder Judiciário?
funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos
interesses de seus membros ou associados;” TEORIA CONCRETISTA DO MANDADO DE
INJUNÇÃO: O STF adota a teoria concretista,
ATENÇÃO: Existem duas súmulas muito segundo a qual as omissões devem ser resolvidas
cobradas em prova em relação ao concretamente pelo Poder Judiciário, não ficando
mandado de segurança coletivo: restrito à mera notificação ao Poder Legislativo
acerca da sua mora. A nova lei do MI (Lei 13.300)
Súmula 630-STF: A entidade de classe tem consolidou tal entendimento no art. 8 da legislação:
legitimação para o Mandado de Segurança
ainda quando a pretensão veiculada Art. 8. Reconhecido o estado de mora
interesse apenas a uma parte da legislativa, será deferida a injunção para:
respectiva categoria. I - determinar prazo razoável para que o
impetrado promova a edição da norma
Súmula 629-STF: A impetração de regulamentadora;
Mandado de Segurança coletivo por II - estabelecer as condições em que se
entidade de classe em favor dos dará o exercício dos direitos, das liberdades
associados independe da autorização ou das prerrogativas reclamados ou, se for
destes. o caso, as condições em que poderá o
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interessado promover ação própria DICA 29


visando a exercê-los, caso não seja suprida (Remédios Constitucionais)
a mora legislativa no prazo determinado.
AUSÊNCIA DE FORO POR PRERROGATIVA DE
FUNÇÃO NA AÇÃO POPULAR: A ação popular não
ATENÇÃO: A nova lei também passou a possui foro por prerrogativa de função, devendo ser
prever expressamente a possibilidade de ajuizada no primeiro grau e não nas instâncias
atribuição de efeitos erga omnes (art. Art. superiores.
9., § 1.) e o cabimento do Mandado de
Injunção COLETIVO (art. 12). Esta ação possui natureza CÍVEL, razão pela qual
não é alcançada pelas regras de competência de
Ficou com Dúvidas? foro especial por prerrogativa de função perante o
STF.
Assista agora à uma
explicação com o Prof. A ação popular é ajuizada no Juízo de primeiro grau,
Marcilio Ferreira sobre o mesmo as ajuizadas contra os chefes do poder
tema Cabimento do executivo.
Mandado de Injunção.
ATENÇÃO: Também não existe foro
especial por prerrogativa de função nas
DICA 28 ações civis públicas, como há, para
(Remédios Constitucionais) certas autoridades, nas ações penais ou
criminais.
LEGITIMIDADE - AÇÃO POPULAR: A ação popular
serve para impugnar atos lesivos ao interesse público DICA 30
e só pode ser ajuizada por CIDADÃO, que deverá (Remédios Constitucionais)
comprovar essa qualidade por meio do título de
eleitor. GRATUIDADE DOS HABEAS: “Habeas data” e
“habeas corpus” não têm prazo para impetração.
Súmula 365-STF: “Pessoa jurídica não Ambas são ações gratuitas.
tem legitimidade para propor ação
popular”. ATENÇÃO: O “habeas corpus” não é um
remédio privativo de advogado, porém, o
ATENÇÃO1: Uma pessoa que tenha os “habeas data” exige um advogado
seus direitos políticos suspensos (ex: regularmente inscrito na OAB. A ação
condenado em ação de improbidade popular também é ação gratuita, exceto se
administrativa) não poderá ajuizar ação a parte autora estiver agindo de má-fé.
popular, uma vez que estará sem poder
exercer a condição de cidadão. DICA 31
(Controle de constitucionalidade)
ATENÇÃO2: Lei nº 4.717/65 Art. 9º: Se
o autor desistir da ação ou der motiva à EFEITOS DA DECISÃO EM CONTROLE ABSTRATO:
absolvição da instância, serão publicados As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo
editais nos prazos e condições previstos no Supremo Tribunal Federal, nas ações diretas de
art. 7º, inciso II, ficando assegurado a inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de
qualquer cidadão, bem como ao constitucionalidade produzirão eficácia contra todos
representante do Ministério Público, e efeito vinculante, relativamente aos demais órgãos
dentro do prazo de 90 (noventa) dias da do Poder Judiciário e à administração pública direta
última publicação feita, promover o e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.
prosseguimento da ação.
ATENÇÃO: Não vincula o Poder Legislativo,
que pode editar novamente uma lei com o
mesmo conteúdo considerado

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inconstitucional, e o STF, que pode mudar o (Omissão Legislativa- normas constitucionais de


seu entendimento. eficácia limitada -Tornar efetiva norma
constitucional em razão de omissão de qualquer
ATENÇÃO2: Em 2017, promovendo uma dos Poderes ou de órgão administrativo).
mudança de jurisprudência (mutação ADC
constitucional do art. 52, X, da CF/88), o (Ação Direta de Constitucionalidade)
STF entendeu que a declaração incidental
de inconstitucionalidade também gera Art. 102, I, “a” e Lei n. 9.868/99
efeito vinculante. Assim, a função do (Lei ou ato normativo federal).
Senado na previsão do art. 52, X, da CF/88 ADPF
é apenas declarar algo que já ocorreu. (Arguição de Descumprimento de Preceito
“quando o STF declara uma lei Fundamental).
inconstitucional, mesmo em sede de Art. 102, § 1.º e Lei n. 9.882/99 Caberá ADPF
controle difuso, a decisão já tem efeito sempre que não couber nenhum outro meio
vinculante e erga omnes e o STF apenas eficaz para sanar a lesividade, no caso, a
comunica ao Senado com o objetivo de que preceito fundamental. Observa-se, que o art. 1º,
a referida Casa Legislativa dê publicidade parágrafo único, I, da Lei n. 9.882/99, dispõe que
daquilo que foi decidido” (STF, ADI também caberá ADPF quando for relevante o
3406/RJ e ADI 3470/RJ). fundamento da controvérsia constitucional sobre
lei ou ato normativo federal, estadual ou municipal,
incluídos os anteriores à Constituição.
DICA 32
(Controle de constitucionalidade) DICA 33
(Controle de constitucionalidade)
OBJETO DAS AÇÕES DO CONTROLE ABSTRATO: O
controle abstrato de constitucionalidade envolve as EFEITO AMBIVALENTE DAS DECISÕES EM SEDE
ações que instauram processo objetivo, ou seja, sem DE ADI: A decisão proferida em ADI, caso julgue pela
parte e sem problema concreto. No direito brasileiro, IMPROCEDÊNCIA, terá efeitos abstratos (vinculante
são basicamente quatro ações: ADI, ADC, ADO e e erga omnes) de uma declaração de
ADPF, cada uma com uma hipótese de cabimento constitucionalidade. A mesma coisa ocorre em
específica: relação à ADC, a qual, quando é julgada
improcedente, gera a declaração inversa
Inconstitucion (inconstitucionalidade). Ou seja, há uma
ADI alidade por ambivalência entre ADI e ADC.
ação
Incontitucionali
ADO dade por ATENÇÃO: No caso de medida cautelar em
Controle omissão ADI, o indeferimento não importa em efeito
Abstrato ambivalente. Este efeito só existe para
Constitucionali
ADC dade decisões finais de mérito.
Quando não
ADPF couber nos Art. 24, Lei 9.868/1999: Proclamada a
demais inconstitucionalidade, julgar-se-á
improcedente a ação direta ou procedente
ADI eventual ação declaratória; e, proclamada a
(Ação Direta de Inconstitucionalidade) inconstitucionalidade, julgar-se-á procedente
Art. 102, I, “a” e Lei nº 9868/99. a ação direta ou improcedente eventual ação
(Lei ou ato normativo federal ou estadual). declaratória.
ADO
DICA 34
(Ação Direta de Inconstitucionalidade por (Controle de constitucionalidade)
Omissão)
FUNGIBILIDADE ENTRE ADI E ADPF: O STF admite
o Princípio da Fungibilidade entre a ADI e a ADPF,

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quando coexistentes todos os requisitos de os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei


admissibilidade. Entretanto, a peça será indeferida ou ato normativo do Poder Público” (CF, art. 97).
em caso de erro grosseiro.
ATENÇÃO: Essa cláusula determina que a
Art. 4º, caput, Lei 9.882/1999: A petição declaração de inconstitucionalidade ou ato
será indeferida liminarmente, pelo relator, normativo do Poder Público, no âmbito dos
quando não foi o caso de arguição de Tribunais, não pode ocorrer por órgão
descumprimento de preceito fundamental, fracionário (ex: 1ª Câmara Cível), devendo
faltar alguns dos requisitos prescritos nesta ser decidido pelo Plenário ou órgão
lei ou for inepta. especial, instaurando um incidente
específico para isso.
DICA 35
(Controle de constitucionalidade) Art. 948, CPC: Arguida, em controle difuso,
a inconstitucionalidade de lei ou ato
DEFESA DA LEI EM ADI PELO AGU: Nas ADI’s, o normativo do poder público, o relator, após
Advogado-Geral da União (AGU) será citado para ouvir o Ministério Público e as partes,
defender a lei impugnada (CF, art. 103, §3º). Há submeterá a questão à turma ou à câmara
exceções à essa previsão? Ou seja, existem hipóteses à qual competir o conhecimento do
em que ele poderá deixar de fazer a defesa da processo.
constitucionalidade da Lei?
CUIDADO! A cláusula de reserva de plenário
Sim! Segundo entendimento do STF, o AGU não não se aplica às hipóteses de:
precisa se pronunciar pela constitucionalidade da
lei questionada quando:
(1) quando já houver decisão do próprio
tribunal ou do STF sobre a matéria; (art.
a) quando já́ há entendimento do STF (ADI 1.616); 949, par. Único, CPC)
b) quando manifestamente contrário aos interesses (2) declaração de não recepção;
da União. (3) interpretação conforme a constituição;
(4) declaração de constitucionalidade.
DICA 36
(Controle de constitucionalidade) Ficou com Dúvidas?
CONTROLE PREVENTIVO DE Assista agora à uma
CONSTITUCIONALIDADE NA VIA JUDICIAL: Sabe-se explicação com o Prof.
que o controle de constitucionalidade pode ser Marcilio Ferreira sobre o
PREVENTIVO (antes da promulgação da lei ou ato tema Cláusula de Reserva
normativo) ou REPRESSIVO (após a promulgação). de Plenário.
O controle de constitucionalidade preventivo pode DICA 38
ocorrer na via JUDICIAL? (Controle de constitucionalidade)
Admite-se apenas através de MS protocolado por
Parlamentar, nos casos de LEGITIMADOS PARA ADI (CF, art. 103):
(a) vício no processo legislativo; Macete: para facilitar a memorização, eles são
(b) projeto tendente à abolição de cláusula pétrea. divididos em 3 (três) grupos:
(MS 24642, Rel. Min. Carlos Velloso, Tribunal Pleno, 1) mesas;
julgado em 18/02/2004) 2) pessoas/autoridades; e
3) instituições/entidades.
DICA 37
(Controle de constitucionalidade) Cada grupo possui 3 (três) integrantes. Desses 3
(três integrantes), o "mais fraco", o "menos
CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO: “Somente importante", de cada grupo é legitimado ESPECIAL
pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou (exige pertinência temática), sendo, portanto, 3
dos membros do respectivo órgão especial poderão (três) os legitimados especiais. Os demais são
legitimados UNIVERSAIS (não exigem pertinência
18
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temática). Abaixo, em destaque, estão os legitimados


especiais. Efeitos ex tunc (exceto se houver
Decisão de modulação), vinculante, erga
mérito
1) 3 Mesas: omnes.
1.1) Mesa do Senado Federal (inciso II); Efeitos ex nunc (exceto se houver
1.2) Mesa da Câmara dos Deputados (inciso III); Decisão modulação), vinculante, erga
1.3) Mesa da Assembleia Legislativa ou da Câmara cautelar
Legislativa do DF (inciso IV). omnes.

2) 3 Pessoas/autoridades: ATENÇÃO1: Nas duas hipóteses, admite-


2.1) Pres. da República (inciso I); se a modulação de efeitos temporais da
2.2) PGR (inciso VI); decisão, estabelecendo outro marco
2.3) Governador do Estado ou do DF (inciso V); temporal para produção de efeitos.

3) 3 Instituições: ATENÇÃO2: As decisões definitivas de


3.1) Conselho Federal da OAB (inciso VII); mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal
3.2) Partido político com representação no CN (inciso Federal, nas ações diretas de
VIII); inconstitucionalidade e nas ações
3.3) Confederação sindical ou entidade de classe de declaratórias de constitucionalidade
âmbito nacional (inciso IX). produzirão eficácia contra todos e efeito
vinculante, relativamente aos demais
ATENÇÃO: Os legitimados da ADI são os órgãos do Poder Judiciário e à
mesmos da ADO, ADC e ADPF, pois administração pública direta e indireta, nas
prevalece o Texto Constitucional. esferas federal, estadual e municipal (CF,
art. 102, §2), Não vincula, porém, o Poder
DICA 39 Legislativo e o próprio STF.
(Controle de constitucionalidade)
Ficou com Dúvidas?
CONTROVÉRSIA JUDICIAL RELEVANTE NA ADC: A
ADC tem por requisito a comprovação de
controvérsia judicial relevante. Assista agora à uma
explicação com o Prof.
Justificativa: Não se pode querer a declaração de Marcilio Ferreira sobre o
constitucionalidade de qualquer norma, pois as leis já tema Efeitos da Decisão
Proferida em Controle
gozam de presunção de constitucionalidade. Assim, Abstrato
exige-se que, para uma lei ser objeto de ADC, haja
uma controvérsia judicial relevante. DICA 41
(Controle de constitucionalidade)
Conceito: A controvérsia judicial relevante é a
comprovação de que a norma está sendo CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE NO
controvertida nos tribunais, por exemplo, quando TRIBUNAL DE JUSTIÇA: O controle de
vários juízes vêm declarando a sua constitucionalidade em caráter abstrato também
inconstitucionalidade. pode acontecer no âmbito do Tribunal de Justiça
(TJ), conforme art. 125, §2º da CF/88.
DICA 40
(Controle de constitucionalidade) Nesse caso, trata-se de uma lei Municipal ou Estadual
que viola a Constituição ESTADUAL., em que a ADI-
EFEITOS DA DECISÃO PROFERIDA EM CONTROLE Estadual (representação de inconstitucionalidade) é
ABSTRATO DE ACORDO COM O TIPO (cautelar x
ajuizada no Tribunal de Justiça local, na forma do art.
mérito): No processo de controle de
125, §2º da CF/88.
constitucionalidade, é possível que seja proferida uma
decisão de mérito (final) ou cautelar (no início do ATENÇÃO: Os legitimados da ADI-Estadual
processo), com conteúdos diferentes. Cada uma tem NÃO PRECISAM ser os mesmos da ADI-
efeito distinto:
19
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Federal, sendo vedado apenas a atribuição inferida a partir do momento em que ela ingressa
de legitimidade para agir a um único órgão. no ordenamento jurídico.

DICA 42 ATENÇÃO: Se a norma é constitucional e


(Controle de constitucionalidade) fica incompatível com futura EC, será ela
revogada. Se a norma era inconstitucional
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE e passa a ser compatível com uma futura
SIMULTÂNEO (STF X TJ): Ocorre quando forem EC, continuará sendo inconstitucional.
propostas duas ADI’s (STF e TJ), tendo como
parâmetro norma de reprodução obrigatória da CE Ficou com Dúvidas?
diante da CF. Nesse caso, suspende-se o curso da
ADI-Estadual até o julgamento pelo STF. Assista agora à uma
explicação com o Prof.
Com o julgamento pelo STF da ADI, duas coisas Marcilio Ferreira sobre o
podem ocorrer: tema Constitucionalidade
Superveniente
Se o STF julgar A ADI-Estadual perde o objeto
PROCEDENTE (norma é considerada DICA 44
inconstitucional) (Controle de constitucionalidade)
a ADI- Estadual tem INEXISTÊNCIA DE HIERARQUIA ENTRE NORMAS
continuidade, pois pode haver CONSTITUCIONAIS ORIGINÁRIAS: Não existe
Se o STF julgar declaração de hierarquia entre normas constitucionais de
IMPROCEDENTE inconstitucionalidade com natureza ORIGINÁRIA (editadas pelo Poder
base em outro parâmetro da Constituinte Originário), independentemente do seu
CE. conteúdo. Assim, não é cabível falar em
inconstitucionalidade de norma originária.
ATENÇÃO: Nas ADI’s, os Tribunais não se
vinculam ao parâmetro de ATENÇÃO1: Apesar disso, é possível falar
constitucionalidade indicado pelo em inconstitucionalidade de uma Emenda
legitimado que ajuizou a ação, mas Constitucional, caso esta viola normas
apenas ao pedido. Por isso, em caso de formal ou materialmente a CF.
julgamento da ADI pela improcedência no
STF, poderá ter continuidade no TJ se o ATENÇÃO2: A norma constitucional
Tribunal entender que a lei violou outro originária (poder constituinte originário,
parâmetro de constitucionalidade. introduzida na Constituição na sua
promulgação 1988) não sofre Controle de
Ficou com Dúvidas? Constitucionalidade. Só serão alteradas
por emendas constitucionais nos termos
Assista agora à uma e ressalvas do Art. 60, CF/88. Apenas as
explicação com o Prof. normas constitucionais derivas de reforma
Marcilio Ferreira sobre o (emendas constitucionais introduzidas no
tema Controle de texto constitucional após a CF/88)
Constitucionalidade poderão ser objeto de Controle de
Simultâneo Constitucionalidade.

DICA 43 DICA 45
(Controle de constitucionalidade) (Controle de constitucionalidade)

CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE: No ADI POR PARTIDO POLÍTICO E PERDA DE


Brasil, não existe constitucionalidade OU REPRESENTAÇÃO NO CONGRESSO NACIONAL: “a
inconstitucionalidade superveniente. A aferição da legitimidade deve ser feita no momento
compatibilidade de uma norma com a Constituição é da propositura da ação e a perda superveniente de
representação do partido político no Congresso
20
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Nacional não o desqualifica como legitimado ativo inconstitucionalidade da norma


para a ação direta de inconstitucionalidade”. (ADI interdependente.
2159 AgR/DF)
ATENÇÃO2: A declaração de
ATENÇÃO: Para que uma ADI seja inconstitucionalidade por arrastamento é
proposta por um partido político, basta que uma exceção ao princípio da congruência
ele tenha representação no Congresso na ADI. Explicamos.
Nacional, mesmo que seja apenas 1 Como regra, o STF só pode analisar a
representante. Nesses casos, se ele inconstitucionalidade da lei indicada pelo
perder o representante ao longo do curso requerente, uma vez que não pode proferir
de uma ADI, esta continuará tramitando julgamento ultra, extra ou citra petita.
normalmente. No caso, porém, de verificar que uma
Isso acontece devido ao caráter OBJETIVO norma está vinculada com outra (ex: um
das ações de controle, que não tem partes, artigo prevê o fato gerador de um tributo e
mas apenas legitimados. a outra a alíquota), poderá então declarar a
inconstitucionalidade da norma vinculada
DICA 46 por arrastamento, sendo uma exceção à
(Controle de constitucionalidade)
vinculação do pedido.
INCONSTITUCIONALIDADE DIRETA X INDIRETA: A DICA 47
inconstitucionalidade direta ocorre por violação da (Intervenção federal)
Lei à Constituição outros dispositivos/diplomas
intermediando a inconstitucionalidade. A indireta, por INTERVENÇÃO UNIÃO-MUNICÍPIO: A União
sua vez, ocorre quando uma norma viola uma lei e, somente pode intervir nos Estados-membros e no DF,
por consequência, a Constituição também, isto é, enquanto os Estados somente poderão intervir nos
existe uma norma intermediando. Municípios integrantes de seu território. A exceção é
A indireta pode ser de dois tipos: a União intervir nos municípios existentes dentro
de Território Federal (art. 35, caput da CF).
Reflexa
(oblíqua): ATENÇÃO1: A intervenção federal é uma
O vício decorre de uma norma infraconstitucional hipótese de limitação CIRCUNSTANCIAL
e não da Constituição – estaremos diante de uma ao Poder Constituinte Reformador,
lei constitucional, porém regulamentada por um conforme o art. 60, §1º, da CF/88.
decreto inconstitucional.
ATENÇÃO2: No caso de violação aos
princípios constitucionais sensíveis (CF, art.
Inconstitucionalidade direta consequencial
(por arrastamento) 34, VII), a intervenção depende da
representação pelo Procurador-Geral da
Duas normas têm relação de dependência – a
República ao STF (CF, art. 36, III). É o que se
declaração de inconstitucionalidade da principal
denomina de ADI-Interventiva.
leva a acessória junto.
DICA 48
(Súmula vinculante)
ATENÇÃO1: A inconstitucionalidade reflexa
(oblíqua) não permite a interposição de LEGITIMADOS PARA PROPOR SÚMULA
Recurso Extraordinário para o STF, pois VINCULANTE: Os legitimados para propor a edição,
não há violação direta à CF. a revisão ou o cancelamento de enunciado de súmula
Por outro lado, a inconstitucionalidade por vinculante NÃO SÃO OS MESMOS DA ADI. O rol de
arrastamento pode estar presente legitimados é MAIOR. Confira o art. 3º da Lei 11.417:
sempre que o STF declarar a
inconstitucionalidade de uma norma I - o Presidente da República;
relacionada a outra, devendo declarar II - a Mesa do Senado Federal;
expressamente em seu julgado a III – a Mesa da Câmara dos Deputados;

21
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IV – o Procurador-Geral da República; EFEITOS


V - o Conselho Federal da Ordem dos Terão eficácia erga omnes e efeito vinculante em
Advogados do Brasil; relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à
VI - o Defensor Público-Geral da União; Administração Pública Direta e Indireta. Não
VII – partido político com representação no vincula o Poder Legislativo e o próprio STF.
Congresso Nacional;
VIII – confederação sindical ou entidade de
DESCUMPRIMENTO
classe de âmbito nacional;
IX – a Mesa de Assembléia Legislativa ou As decisões de juízes ou tribunais que
da Câmara Legislativa do Distrito Federal; contrariarem a súmula vinculante serão passivas
X - o Governador de Estado ou do Distrito de RECLAMAÇÃO PERANTE O STF que, julgando
Federal; procedente a ação anulará o ato administrativo ou
XI - os Tribunais Superiores, os Tribunais cassará a decisão judicial. (art. 103-A, §3º, CF e
de Justiça de Estados ou do Distrito art. 7º, Lei 11.417/2006)
Federal e Territórios, os Tribunais
Regionais Federais, os Tribunais
Regionais do Trabalho, os Tribunais Ficou com Dúvidas?
Regionais Eleitorais e os Tribunais
Militares. Assista agora à uma
§ 1º O Município poderá propor, explicação com o Prof.
incidentalmente ao curso de processo em Marcilio Ferreira sobre o
que seja parte, a edição, a revisão ou o
cancelamento de enunciado de súmula tema Aspectos da Súmula
vinculante, o que não autoriza a Vinculante
suspensão do processo.
DICA 50
ATENÇÃO1: Em caso de violação à súmula [Nacionalidade]
vinculante, cabe a apresentação de
RECLAMAÇÃO CONSTITUCIONAL HIPÓTESES DE NACIONALIDADE PRIMÁRIA
diretamente no STF. (NATO) E SECUNDÁRIA (NATURALIZADO): As
hipóteses de nacionalidade estão previstas no art. 12
ATENÇÃO2: A súmula vinculante apenas da CF e são divididas em primária (brasileiro nato –
vincula os órgãos do Poder Judiciário e da inciso I) e secundária (brasileiro naturalizado – inciso
Administração Pública Direta e Indireta, II). Veja de forma sistematizada abaixo:
mas não vincula o Poder Legislativo e o
próprio STF, que pode promover a revisão NACIONALIDADE PRIMÁRIA
ou cancelamento do enunciado. (Brasileiro nato)
1. nascidos na República Federativa do Brasil,
DICA 49 ainda que de pais estrangeiros, desde que não
(Súmula vinculante)
estejam a serviço do seu país.
2. nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro
ASPECTOS DA SÚMULA VINCULANTE: A Súmula
ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja
vinculante é um importante instrumento a ser
a serviço da República Federativa do Brasil;
editado pelo STF, na forma do art. 103-A da CF/88.
3. nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou
As suas principais características são:
de mãe brasileira, desde que sejam registrados
em repartição brasileira competente ou venham a
FINALIDADE residir na República Federativa do Brasil e optem,
A interpretação e a eficácia de norma em qualquer tempo, depois de atingida a
determinada da qual haja controvérsia atual entre maioridade, pela nacionalidade brasileira;
órgãos judiciários ou entre esses e a NACIONALIDADE SECUNDÁRIA
administração pública que acarrete grave (Brasileiro naturalizado)
insegurança jurídica e relevante multiplicação de 1. Extraordinária: Estrangeiros que passam a
processos sobre questão idêntica. obter a naturalização mediante: Residir no Brasil a

22
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mais de 15 anos ininterruptos e não ter


condenação penal. CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA X PASSIVA: A
2. Originários de país de língua portuguesa capacidade eleitoral se diferencia em ativa
residir no Brasil por, no mínimo 1 ano e que (possibilidade de votar) e passiva (capacidade de ser
atendam aos requisitos legais; votado/eleito).
3. Ser de Portugal, com residência
permanente no Brasil e respeitar o Estatuto que 1. Capacidade eleitoral ativa: Consulta a dica
concede privilégios entre Portugal e Brasil. anterior (voto obrigatório, facultativo e
proibido).
ATENÇÃO: O Estatuto do Estrangeiro que
regia anteriormente a naturalização foi CUIDADO! Não podem alistar-se como
revogado pela Lei 13.445/2017 que trata eleitores os estrangeiros e, durante o período
da Lei de Migração. A referida lei do serviço militar obrigatório, os conscritos.
estabelece que a naturalização pode ser
ordinária, extraordinária, especial ou 2. Capacidade eleitoral passiva: Possibilidade
provisória. Conferir art. 64 e seguintes da de ser eleito para um cargo eletivo.
lei.
Exige-se:
DICA 51 I - a nacionalidade brasileira;
(Direitos políticos) II - o pleno exercício dos direitos políticos;
III - o alistamento eleitoral;
VOTO OBRIGATÓRIO, FACULTATIVO E PROIBIDO: IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;
Em relação à capacidade eleitoral passiva V - a filiação partidária;
(possibilidade de eleger), existem pessoas que se VI - a idade mínima de:
submetem ao voto obrigatório, facultativo ou
proibido: Presidente e
35
anos Vice-Presidente da República e
Voto - maiores de 18 anos e menores Senador.
obrigatório de 70 anos Governador e
30
a) os analfabetos; anos Vice-Governador de Estado e do
b) os maiores de setenta anos; Distrito Federal;
Voto
facultativo c) os maiores de dezesseis e Deputado Federal,
menores de dezoito anos. Deputado Estadual ou Distrital,
21
anos Prefeito,
- estrangeiros Vice-Prefeito e
Voto
proibido - os conscritos, durante o período juiz de paz;
do serviço militar obrigatório. 18 Vereador
anos
ATENÇÃO: O voto obrigatório não é
cláusula pétrea no Brasil. Conforme art. ATENÇÃO: São inelegíveis os inalistáveis e
60, §4º, II, da CF, é cláusula pétrea apenas os analfabetos.
o voto direto, secreto, universal e
periódico. DICA 53
O voto obrigatório, por não estar (Direitos políticos)
contemplado no art. 60, §4º, II, da CF, pode
ser retirado por meio de Emenda à INELEGIBILIDADE POR SUCESSÃO: “O Presidente
Constituição, tornando-o facultativo. da República, os Governadores de Estado e do
Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver
sucedido, ou substituído no curso dos mandatos
DICA 52 poderão ser reeleitos para um único período
(Direitos políticos) subsequente.” (CF, art. 14, §5º).

23
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estabelecer normas de disciplina e fidelidade


ATENÇÃO: Para concorrerem a outros partidária”.
cargos, o Presidente da República, os
Governadores de Estado e do Distrito Assim, atualmente, não há obrigatoriedade de
Federal e os Prefeitos devem renunciar aos verticalização das coligações partidárias.
respectivos mandatos até seis meses
DICA 57
antes do pleito. (CF, art. 14, §6º). (Direitos políticos)
DICA 54 INELEGIBILIDADE RELATIVA EM RAZÃO DO
(Direitos políticos) PARENTESCO (inelegibilidade reflexa):
PLEBISCITO X REFERENDO: Trata-se de uma CF art. 14, §7º: “São inelegíveis, no
consulta ao povo sobre um ato do governo. É uma território de jurisdição do titular, o cônjuge
forma de exercício dos direitos políticos. e os parentes consanguíneos ou afins, até
Se a consulta for realizada antes da decisão, o segundo grau ou por adoção, do
denomina-se de plebiscito. Presidente da República, de Governador de
Estado ou Território, do Distrito Federal, de
*Macete: Lembre-se de PRÉbiscito, para lembrar Prefeito ou de quem os haja substituído
que o PLEbiscito acontece antes da decisão. dentro dos seis meses anteriores ao pleito,
Se a consulta for realizada após a decisão, denomina- salvo se já titular de mandato eletivo e
se de referendo. candidato à reeleição”.
DICA 55
(Direitos políticos) SV 18: “A dissolução da sociedade ou do
vinculo conjugal, no curso do mandato, não
PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE ELEITORAL: “A lei afasta a inelegibilidade prevista no § 7o do
que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na artigo 14 da Constituição Federal”.
data de sua publicação, não se aplicando à eleição
que ocorra até um ano da data de sua vigência” (CF, Ficou com Dúvidas?
art. 16)
Assista agora à uma
DICA 56 explicação com o Prof.
(Direitos políticos) Marcilio Ferreira sobre o
tema Inelegibilidade
VERTICALIZAÇÃO DAS COLIGAÇÕES Relativa em Razão do
PARTIDÁRIAS: Tratava-se da exigência formulada Parentesco.
pelo TSE no sentido de que coligações ajustadas para
determinado cargo (ex: Presidente da República) não DICA 58
(Partidos Políticos)
poderiam formar outras coligações, com partidos
diversos, para outros cargos (ex: Governador). FIDELIDADE PARTIDÁRIA: O Congresso Nacional é
dividido entre a Câmara dos Deputados e o Senado
Tal exigência foi afastada expressamente no art. 17, Federal, que adotam sistemas diferentes de votação.
§1º da CF/88 via Emenda Constitucional: “É
assegurada aos partidos políticos autonomia para Na eleição para a Câmara dos Deputados, os votos
definir sua estrutura interna e estabelecer regras vão para os partidos políticos (sistema
sobre escolha, formação e duração de seus órgãos proporcional).
permanentes e provisórios e sobre sua organização
e funcionamento e para adotar os critérios de Na eleição para o Senado Federal, os votos vão para
escolha e o regime de suas coligações nas eleições os candidatos (sistema majoritário).
majoritárias, vedada a sua celebração nas eleições
proporcionais, sem obrigatoriedade de vinculação
entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual,
distrital ou municipal, devendo seus estatutos
24
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ATENÇÃO: Segundo entendimento do STF,


a regra de fidelidade partidária se aplica DICA 61
apenas à Câmara dos Deputados, uma vez [Organização do Estado]
que o mandato pertence ao partido político
(sistema majoritário). DIVISÃO DE COMPETÊNCIAS: As competências
Logo, o Senador poderá trocar de partido distribuídas constitucionalmente aos entes
político sem perder o cargo. federativos podem ser horizontais (não há
concorrência entre os entes federativos. Ex. Art.
Ficou com Dúvidas? 21,22,23 e 25 da cf.) ou verticais (a mesma matéria
é partilhada entre os diferentes entes, havendo
Assista agora à uma conteúdo partilhado por interesse de atuação. Ex. Art.
explicação com o Prof. 24 da cf.)
Marcilio Ferreira sobre o
tema Fidelidade Partidária. Geral da união Art. 21
Privativa da união Art. 22
Comum Art. 23
DICA 59 Concorrente Art. 24
(Organização do Estado) Competência dos Art. 30
municípios
CRIAÇÃO DE UM NOVO ESTADO: “Os Estados
podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou
desmembrar-se para se anexarem a outros, ou ATENÇÃO: art. 22, parágrafo único - lei
formarem novos Estados ou Territórios Federais, complementar poderá autorizar os
mediante aprovação da população diretamente estados a legislar sobre questões
específicas das matérias relacionadas
interessada, através de plebiscito, e do Congresso
neste artigo.
Nacional, por lei complementar.” (CF, art. 18, §3o)
Requisitos: DICA 62
(a) Plebiscito (todos os afetados participarão) [Organização dos Poderes]
(b) Lei complementar do Congresso Nacional
SEPARAÇÃO DOS PODERES: São Poderes da União,
independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o
DICA 60 Executivo e o Judiciário. (CF, art. 2º).
(Organização do Estado)

CRIAÇÃO DE UM NOVO MUNICÍPIO: “A criação, a Esses poderes exercem funções típicas e atípicas.
incorporação, a fusão e o desmembramento de Cada um possui uma função regular para a qual foi
criado, porém a Constituição lhe outorga o exercício
Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do
de funções extraordinárias. Além disso, os poderes
período determinado por Lei Complementar Federal,
exercem controle entre si, a fim de impedir eventuais
e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito,
excessos.
às populações dos Municípios envolvidos, após
divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal,
ÓRGÃO FUNÇÃO TÍPICA FUNÇÃO ATÍPICA
apresentados e publicados na forma da lei”. (CF, art.
18, §4º). Natureza executiva: ao
L
E dispor sobre sua
G organização, provendo
Requisitos:
I cargos, concedendo
S Legislar e férias, licenças a
1. Lei estadual; L servidores etc.
2. Lei Complementar Federal estabelecendo Fiscalizar
A
o período em que pode ocorrer; T Natureza jurisdicional:
3. Divulgação de Estudos de Viabilidade I o Senado julga o
Municipal apresentados e publicados; V
4. Plebiscito (todos os afetados O Presidente da
participarão). República nos crimes

25
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de responsabilidade DICA 64
(Art. 52, I) (Poder Legislativo)

IMUNIDADE DOS PARLAMENTARES: A


Natureza legislativa: o Constituição estabelece normas destinadas aos
Presidente da Parlamentares para proteção da função por eles
República, por exemplo, exercida. Fala-se em IMUNIDADES materiais e
adota medida formais.
E provisória, com força
X de lei (Art. 62) e edita 1. IMUNIDADES MATERIAIS: Diz respeito ao
E Prática de atos de
decretos DIREITO MATERIAL, ou seja, à impossibilidade de ser
C chefia de Estado,
regulamentares (art. imputada RESPONSABILIDADE civil ou penal ao
U chefia de governo
T 84. IV, CF) e autônomos deputado pelas suas manifestações.
e atos de
I (Art. 84, VI, CF)
administração
V
O Natureza jurisdicional: Art. 53, caput, CF: Os Deputados e
julgamento dos Senadores são invioláveis, civil e
Processos penalmente, por quaisquer de suas
Administrativos opiniões, palavras e votos.
Disciplinares
ATENÇÃO: Os vereadores só possuem
Natureza legislativa: imunidade na circunscrição (município)
Julgar (função regimento interno de onde atuam e não possuem imunidade
J jurisdicional),
U seus tribunais (art. 96, formal.
D dizendo o direito
no caso concreto I, “a”)
I 2. IMUNIDADES FORMAIS: Diz respeito ao DIREITO
C e dirimindo os PROCESSUAL, ou seja, à impossibilidade de ser
Natureza executiva:
I conflitos que lhe denunciado. No caso dos deputados, essa
Á administra, ao
são levados,
R conceder licenças e responsabilidade não é absoluta.
quando da férias aos magistrados
I
O aplicação da lei. e serventuários (Art. Art. 53 da CF:
96, I, “f”)
§ 2º Desde a expedição do diploma, os
DICA 63 membros do Congresso Nacional não
(Poder Legislativo) poderão ser presos, salvo em flagrante de
crime inafiançável. Nesse caso, os autos
BICAMERALISMO: O Poder Legislativo é exercido serão remetidos dentro de vinte e quatro
pelo Congresso Nacional, que se compõe da Câmara horas à Casa respectiva, para que, pelo
dos Deputados e do Senado Federal. Esse é um voto da maioria de seus membros, resolva
sistema denominado de “bicameralismo”, pois possui sobre a prisão.
duas câmaras. No âmbito dos Estados e Municípios,
o sistema é unicameral (Assembleia Legislativa e § 3º Recebida a denúncia contra o Senador
Câmara de Vereadores). ou Deputado, por crime ocorrido após a
diplomação, o Supremo Tribunal Federal
ATENÇÃO: Cada Senador será eleito com dará ciência à Casa respectiva, que, por
dois suplentes (CF/88, art. 46, §3º). iniciativa de partido político nela
Porém, para um suplente diplomado gozar representado e pelo voto da maioria de
das imunidades parlamentares do seus membros, poderá, até a decisão final,
Senador, é preciso estar exercendo o sustar o andamento da ação.
cargo.
§ 4º O pedido de sustação será apreciado
pela Casa respectiva no prazo
improrrogável de quarenta e cinco dias do
seu recebimento pela Mesa Diretora.

26
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(b) decretar indisponibilidade de bens.


§ 5º A sustação do processo suspende a Não pode mandar prender (salvo em
prescrição, enquanto durar o mandato. flagrante);
(c) determinar medidas processuais
DICA 65
(Poder Legislativo) de garantia, tais como: sequestro e
indisponibilidade de bens (Informativo
REQUISITOS DAS CPI’S: As comissões 158 do STF);
parlamentares de inquérito estão previstas no Art. (d) impedir que pessoa deixe o País;
58, §3º da Constituição Federal. (e) decretar prisão preventiva;
(f) tomar decisões imotivadas
Quem pode criar uma CPI? (Informativo 162 do STF).
Serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo
Senador Feral, podendo ser em conjunto ou É possível a criação de CPI no âmbito estadual
separadamente. e municipal, entretanto, não há poder de
jurisdição nos Municípios, impedindo, dessa
REQUISITOS: forma, que uma CPI municipal exerça os
poderes de quebra de sigilo bancário, fiscal ou
FORMAIS Requerimento de um terço dos telefônico ou ainda, que convoque autoridades
membros da Casa Legislativa sob pena de crime de responsabilidade.
Prazo certo. (Pode ser
TEMPORAIS prorrogado, não pode Ficou com Dúvidas?
ultrapassar a legislatura)
Deve ter um fato determinado a Assista agora à uma
MATERIAIS explicação com o Prof.
ser investigado pela CPI
Marcilio Ferreira sobre o
tema Poderes da CPI
ATENÇÃO: Os requisitos para criação das
CPI’s obedecem ao princípio da proteção às
minorias ao pugnar por apenas um terço dos DICA 67
membros de qualquer das casas. Por isso (Poder Legislativo)
mesmo, o pedido de instauração de CPI não
pode ser submetido à votação do plenário, em TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO: O TCU é um
que o quórum é maioria. órgão auxiliar do Legislativo, mas é autônomo em
relação a esse.
DICA 66
(Poder Legislativo) CUIDADO: O TCU não julga contas do Chefe
do Poder Executivo, mas sim o Congresso
PODERES DA CPI: As Comissões Parlamentares de
Nacional. O TCU apenas emite PARECER, na
Inquérito (CPI) possuem apenas a finalidade de
forma do art. 71, I, da CF/88.
INVESTIGAR fatos (poderes típicos de autoridade
judicial), não podendo punir. As suas conclusões
A mesma sistemática se aplica no âmbito Estadual e
devem ser encaminhadas aos órgãos de controle,
Municipal. No âmbito municipal, “O parecer prévio,
como o Ministério Público. Quais os poderes da CPI?
emitido pelo órgão competente sobre as contas que
o Prefeito deve anualmente prestar, só deixará de
(a) convocar autoridades, sob pena de prevalecer por decisão de dois terços dos membros
crime de responsabilidade; da Câmara Municipal” (CF, art. 31, §2º).
PODE (b) quebra de sigilo bancário, fiscal e
telefônico; ATENÇÃO: O Tribunal de Contas não
possui competência para suspender
NÃO (a) interceptação telefônica; contratos administrativos de imediato.
PODE Segundo o art. 71, §1º, da CF/88: “No
caso de contrato, o ato de sustação será
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adotado diretamente pelo Congresso


Nacional, que solicitará, de imediato, ao DICA 70
Poder Executivo as medidas cabíveis”. (Poder Legislativo)
“Se o Congresso Nacional ou o Poder
Executivo, no prazo de noventa dias, não INICIATIVA POPULAR: A iniciativa popular pode ser
efetivar as medidas previstas no exercida pela apresentação à Câmara dos
parágrafo anterior, o Tribunal decidirá a Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo,
respeito” (CF, art. 71, §2º). um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo
menos por cinco Estados, com não menos de três
DICA 68 décimos por cento dos eleitores de cada um deles.
(Poder Legislativo) (CF, art. 60, §2º)

ESPÉCIES DE DELEGAÇÃO - LEI DELEGADA: A Lei ATENÇÃO: Não existe possibilidade de


Delegada é prevista na Constituição Federal, porém iniciativa popular para projeto de Emenda à
existem duas espécies de delegação Constituição Federal, já que não consta do
constitucionalmente previstas: art. 60 da CF tal possibilidade.
Entretanto, a Constituição de um Estado
Congresso delega ao Chefe (Constituição Estadual) pode prever
do Executivo, sem iniciativa popular para apresentar Emenda
Delegação típica
necessidade de retorno para à Constituição, fundamentado na liberdade
análise de organização dos entes federativos.
Congresso delega ao Chefe
do Executivo, mas volta ao DICA 71
Delegação Congresso para análise, em (Poder legislativo)
atípica votação única, vedada
qualquer emenda (CF, art. PRERROGATIVA DE FORO E PERDA DO MANDATO:
68, §3o). Se um parlamentar possui foro especial (ex: deve ser
julgado no STF), a perda do mandato reflete no
julgamento de processos em curso?
Ficou com Dúvidas?
Exemplo: Um parlamentar foi denunciado no STF
Assista agora à uma pelo cometimento de um crime, porém, no curso do
explicação com o Prof. processo, renunciou ou perdeu o mandato. Qual a
Marcilio Ferreira sobre o consequência?
tema Espécies de A perda do mandato reflete na perda da prerrogativa
Delegação. de foro, exceto:
(a) quando já iniciado o julgamento;
(b) quando houver claro intuito de fraudar a
competência da Corte.
DICA 69
(Poder Legislativo) ATENÇÃO: É muito importante também
conhecer o entendimento do STF firmado
INEXISTÊNCIA DE HIERARQUIA ENTRE L.O. E L.C.:
em maio/2018, restringindo o foro de
O STF entende que não há hierarquia entre L.O. e L.C.,
parlamentares federais.
mas sim mera divisão de competências pela CF/88.
Assim, pode uma L.O. revogar o dispositivo de uma Após julgamento, a Suprema Corte
L.C., caso este não seja de competência exclusiva entendeu que: “foro por prerrogativa de
de uma L.C. (STF, RE 377.457). função conferido aos deputados federais e
senadores se aplica apenas a crimes
ATENÇÃO: A diferença entre LO e LC está cometidos no exercício do cargo e em
no quórum de aprovação. A LO é aprovada razão das funções a ele relacionadas”
por maioria simples (maioria dos
presentes), enquanto que a LC é aprovada
por maioria absoluta (maioria dos
membros).
28
100 DICAS MATADORAS DIREITO CONSTITUCIONAL @profmarcilioferreira

DICA 72 Ficou com Dúvidas?


(Processo legislativo)
Assista agora à uma
VEDAÇÃO MATERIAL À EDIÇÃO DE MEDIDA
explicação com o Prof.
PROVISÓRIA: Existem matérias em que é vedada a
Marcilio Ferreira sobre o
edição de medidas provisórias. Essas limitações são
tema Principio da
chamadas de limitações materiais à medida Irrepetibilidade
provisória.
DICA 74
§ 1º É vedada a edição de medidas (Processo legislativo)
provisórias sobre matéria:
TEORIA DA DUPLA REFORMA (dupla revisão/
I – relativa a: poder constituinte evolutivo): Trata-se de uma teoria
a) nacionalidade, cidadania, direitos que permite, em um primeiro momento, retirar da
políticos, partidos políticos e direito Constituição a proibição de abolição das cláusulas
eleitoral; pétreas para, logo em seguida, retirar os direitos
b) direito penal, processual penal e propriamente ditos.
processual civil;
c) organização do Poder Judiciário e do Exemplo: Querendo tornar o voto público para
Ministério Público, a carreira e a garantia conhecimento do que cada pessoa votar, o
de seus membros; d) planos plurianuais, Congresso Nacional revogaria primeiro o art. 60, §
diretrizes orçamentárias, orçamento e 4º, II, da CF/88 que estabelece como cláusula pétrea
créditos adicionais e suplementares, o voto secreto para, só então, retirar em seguida
ressalvado o previsto no art. 167, § 3º; criar uma regra tornando-o público.

II – que vise a detenção ou sequestro de Essa hipótese não é aceita no Brasil! (Imutabilidade
do art. 60 da Constituição), ou seja, a teoria da
bens, de poupança popular ou qualquer dupla reforma é não é adotada no Direito Brasileiro.
outro ativo financeiro;
DICA 75
III – reservada a lei complementar; (Processo legislativo)

IV – já disciplinada em projeto de lei VETO JURÍDICO X POLÍTICO: Quando o projeto de lei


aprovado pelo Congresso Nacional e é aprovado no Congresso, ele é enviado ao Presidente
pendente de sanção ou veto do Presidente da República para sancionar. O Presidente, contudo,
da República. pode efetuar o VETO, que possui dois tipos:

DICA 73 Trata-se de veto do projeto pode


(Processo legislativo)
VETO entender que é inconstitucional.
JURÍDICO Espécie de controle preventivo de
PRINCÍPIO DA IRREPETIBILIDADE: “A matéria
constante de proposta de emenda rejeitada ou havida constitucionalidade.
por prejudicada não pode ser objeto de nova Ocorre quando o projeto de lei
proposta na mesma sessão legislativa” (CF, art. 60, VETO POLÍTICO contraria os interesses políticos,
§5º e 62, §10) sem que haja inconstitucionalidade.

ATENÇÃO: tal princípio é absoluto (não há Art. 66. A Casa na qual tenha sido
exceção) para EC e MP, mas não para LO, concluída a votação enviará o projeto de lei
pois pode haver reapresentação caso haja ao Presidente da República, que,
maioria absoluta de qualquer das casas aquiescendo, o sancionará.
(CF, art. 67). § 1º - Se o Presidente da República
considerar o projeto, no todo ou em parte,
inconstitucional ou contrário ao interesse

29
100 DICAS MATADORAS DIREITO CONSTITUCIONAL @profmarcilioferreira

público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no II - nos crimes de responsabilidade, após a


prazo de quinze dias úteis, contados da instauração do processo pelo Senado
data do recebimento, e comunicará, dentro Federal.
de quarenta e oito horas, ao Presidente do § 2º Se, decorrido o prazo de cento e
Senado Federal os motivos do veto. oitenta dias, o julgamento não estiver
§ 2º O veto parcial somente abrangerá concluído, cessará o afastamento do
texto integral de artigo, de parágrafo, de Presidente, sem prejuízo do regular
inciso ou de alínea. prosseguimento do processo.
§ 3º Decorrido o prazo de quinze dias, o § 3º Enquanto não sobrevier sentença
silêncio do Presidente da República condenatória, nas infrações comuns, o
importará sanção. Presidente da República não estará sujeito
§ 4º O veto será apreciado em sessão a prisão.
conjunta, dentro de trinta dias a contar § 4º O Presidente da República, na
de seu recebimento, só podendo ser vigência de seu mandato, não pode ser
rejeitado pelo voto da maioria absoluta responsabilizado por atos estranhos ao
dos Deputados e Senadores. exercício de suas funções.
§ 5º Se o veto não for mantido, será o
projeto enviado, para promulgação, ao DICA 77
Presidente da República. (Poder Executivo)
§ 6º Esgotado sem deliberação o prazo PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E PODER
estabelecido no § 4º, o veto será colocado REGULAMENTAR: O Poder Público não pode criar
na ordem do dia da sessão imediata, direitos e obrigações, se não mediante lei (princípio
sobrestadas as demais proposições, até da legalidade, conforme art. 5, II e 37, caput, da CF).
sua votação final. Os Decretos ou Regulamentos não podem inovar no
§ 7º Se a lei não for promulgada dentro de ordenamento jurídico (decreto/regulamento
quarenta e oito horas pelo Presidente da autônomo), mas apenas podem dar execução a uma
República, nos casos dos § 3º e § 5º, o
lei existente (decreto/regulamento executivo).
Presidente do Senado a promulgará, e, se
este não o fizer em igual prazo, caberá ao
Vice-Presidente do Senado fazê-lo. Amplamente
admitidos, apenas
DICA 76 dão execução a
Decretos / Art. 84, IV, da uma lei já
(Poder Executivo)
Regulamentos CF existente, sem
RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA executivos
inovar
REPÚBLICA: Está muito na moda a responsabilidade (Não podem ser
do Presidente da República, portanto é necessário objeto de ADI)
conhecer bem o art. 86 da CF, que trata do assunto: Viola o princípio da
Não existe
Decretos / legalidade e a CF
Art. 86. Admitida a acusação contra o como regra.
Regulamentos diretamente.
Presidente da República, por dois terços da autônomos Exceção: art.
(Podem ser objeto
Câmara dos Deputados, será ele 84, VI, da CF.
de ADI)
submetido a julgamento perante o
Supremo Tribunal Federal, nas infrações
penais comuns, ou perante o Senado A competência do Poder executivo na
Federal, nos crimes de responsabilidade. elaboração de decretos autônomos no art.
§ 1º O Presidente ficará suspenso de suas 84, IV, CF, é constitucional, uma vez que foi
funções: estipulada pelo Poder Constituinte Originário.
I - nas infrações penais comuns, se
recebida a denúncia ou queixa-crime pelo
Supremo Tribunal Federal;

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DICA 78 chamado incidente de deslocamento de competência


(Poder Judiciário) da Justiça Estadual para Justiça Federal, que poderá
ser utilizado nas hipóteses de grave violação de
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA: Embora seja direitos humanos, o Procurador-Geral da República,
órgão do Poder Judiciário, nos termos do art. 103-B, com a finalidade de assegurar o cumprimento de
§ 4º, II, da Constituição Federal, o CNJ possui, tão obrigações decorrentes de tratados internacionais
somente, atribuições de natureza administrativa e, de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte.
nesse sentido, não lhe é permitido apreciar a
constitucionalidade dos atos administrativos, mas ATENÇÃO: Segundo o referido
somente sua legalidade. [ADI 4.638 MC-REF, rel. min. dispositivo, o incidente é protocolado
Marco Aurélio, voto do min. Ricardo Lewandowski, j. perante o Superior Tribunal de Justiça
8-2-2012, P, DJE de 30-10-2014.] (STJ), que julgando procedente,
remeterá o feito à Justiça Federal de
ATENÇÃO: O CNJ não exerce jurisdição, primeiro grau para processamento.
porém ele é órgão integrante do Poder
Judiciário e possui atribuições meramente DICA 81
ADMINISTRATIVAS (Poder Judiciário)
DICA 79 CRIAÇÃO DE ÓRGÃO ESPECIAL: Os Tribunais
(Poder Judiciário)
poderão criar um órgão especial, com delegação
GARANTIAS FUNCIONAIS DOS MAGISTRADOS: Os para exercício da competência do Pleno. Segundo o
magistrados possuem garantias funcionais, a fim de art. 93, XI: “nos tribunais com número superior a
permitir o livre exercício de suas funções (CF, art. 95). vinte e cinco julgadores, poderá ser constituído órgão
São elas: especial, com o mínimo de onze e o máximo de vinte
e cinco membros, para o exercício das atribuições
administrativas e jurisdicionais delegadas da
Após 2 anos, o juiz só competência do tribunal pleno, provendo-se metade
poder perder o cargo
VITALICIEDADE das vagas por antiguidade e a outra metade por
mediante sentença judicial eleição pelo tribunal pleno.
transitada em julgado.
Não podem ser removidos, ATENÇÃO: Segundo o art. 97 da CF/88,
INAMOVIBILIDADE salvo por motivo de o órgão especial possui competência
interesse público. para declarar a inconstitucionalidade de
O subsídio dos magistrados uma lei ou ato normativo, assim como o
IRREDUTIBILIDADE não pode ser reduzido, a plenário. Assim, a sua decisão pela
DE SUBSÍDIO não ser nas hipóteses inconstitucionalidade de uma lei ou ato
constitucionais normativo atende à cláusula de reserva
de plenário”.
ATENÇÃO: Apesar da garantia de
vitaliciedade dos magistrados, o art. 83, VII, DICA 82
(Poder Judiciário)
da CF possibilita a remoção, disponibilidade
ou aposentadoria por motivo de interesse
JUSTIÇA DE PAZ: Será criada também a justiça de
público em decisão por voto da maioria
paz, remunerada, composta de cidadãos eleitos pelo
absoluta do respectivo tribunal ou do
voto direto, universal e secreto, com mandato de
Conselho Nacional de Justiça, assegurada
quatro anos e competência para, na forma da lei,
ampla defesa.
celebrar casamentos, verificar, de ofício ou em face
DICA 80 de impugnação apresentada, o processo de
(Poder Judiciário) habilitação e exercer atribuições conciliatórias, sem
caráter jurisdicional, além de outras previstas na
INCIDENTE DE DESLOCAMENTO DE legislação.
COMPETÊNCIA: O art. 109, § 5º da CF prevê o

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DICA 83 DICA 85
(Poder Judiciário) (Poder Judiciário)

QUINTO CONSTITUCIONAL: O quinto constitucional RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO


é uma parcela da composição dos Tribunais que é GERAL DA MATÉRIA: O STF é o tribunal de cúpula do
composta obrigatoriamente por membros da Poder Judiciário, tendo como função a proteção das
advocacia e do Ministério Público. Confira o art. 94 da normas constitucionais. O art. 102, que trata da sua
CF: competência, possui 3 (três) incisos, que
estabelecem a competência originária (inciso I), a
“Art. 94. Um quinto dos lugares dos Tribunais competência recursal para Recurso Ordinário (inciso
Regionais Federais, dos Tribunais dos Estados, II) e a competência recursal para Recurso
e do Distrito Federal e Territórios será Extraordinário (inciso III).
composto de membros, do Ministério Público,
com mais de dez anos de carreira, e de O Recurso Extraordinário serve para levar
advogados de notório saber jurídico e de discussões constitucionais ao STF, porém não é
reputação ilibada, com mais de dez anos de
qualquer RE que pode subir ao Supremo. As matérias
efetiva atividade profissional, indicados em lista
sêxtupla pelos órgãos de representação das previstas no art. 102, III, são as causas decididas em
respectivas classes. única ou última instância, quando a decisão recorrida:
Parágrafo único. Recebidas as indicações, o a) contrariar dispositivo desta Constituição; b)
tribunal formará lista tríplice, enviando-a ao declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei
Poder Executivo, que, nos vinte dias federal; c) julgar válida lei ou ato de governo local
subsequentes, escolherá um de seus contestado em face desta Constituição. d) julgar
integrantes para nomeação.” válida lei local contestada em face de lei federal.

ATENÇÃO: No âmbito do STJ, não há Para interposição de Recurso Extraordinário (RE),


quinto constitucional, mas sim terço! Veja Exige-se o requisito da REPERCUSSÃO GERAL DA
o art. 104, parágrafo único, II, da CF/88. MATÉRIA:
Ficou com Dúvidas? “No recurso extraordinário o recorrente
deverá demonstrar a repercussão geral das
Assista agora à uma questões constitucionais discutidas no caso,
explicação com o Prof. nos termos da lei, a fim de que o Tribunal
Marcilio Ferreira sobre o examine a admissão do recurso, somente
podendo recusá-lo pela manifestação de dois
tema Quinto
Constitucional. terços de seus membros.” (CF, art. 102, §3º).

O que é a Repercussão Geral da Matéria?


DICA 84 Segundo o art. 1.035, § 1º do CPC, considera-se
(Poder Judiciário) Repercussão Geral da Matéria: “a existência ou não
de questões relevantes do ponto de vista econômico,
COMPOSIÇÃO DO STF: O STF é composto de 11 político, social ou jurídico que ultrapassem os
(onze) ministros, os quais NÃO PRECISAM SER interesses subjetivos do processo.”
FORMADOS EM DIREITO!
DICA 86
Conforme art. 101, caput, os Ministros do STF são (Poder Judiciário)
escolhidos “escolhidos dentre cidadãos com mais de
trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de VEDAÇÕES AOS MAGISTRADOS: Aos magistrados,
idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada”. a CF estabelece algumas vedações, a fim de
Eles “serão nomeados pelo Presidente da República, assegurar o livre exercício de suas funções. Vale a
depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta pena conhece-las:
do Senado Federal” (CF, art. 101, parágrafo único).
Art. 95 [...]
Parágrafo único. Aos juízes é vedado:

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I - exercer, ainda que em disponibilidade, Ficou com Dúvidas?


outro cargo ou função, salvo uma de
magistério; Assista agora à uma
II - receber, a qualquer título ou pretexto, explicação com o Prof.
custas ou participação em processo; Marcilio Ferreira sobre o
III - dedicar-se à atividade político-partidária. tema Exceção ao Princípio
IV receber, a qualquer título ou pretexto, da Inafastabilidade da
auxílios ou contribuições de pessoas físicas, Jurisdição.
entidades públicas ou privadas,
DICA 88
ressalvadas as exceções previstas em lei; (Meio Ambiente)
V exercer a advocacia no juízo ou tribunal
do qual se afastou, antes de decorridos CONSTITUCIONALIDADE DA VAQUEJADA: Para
três anos do afastamento do cargo por fins constitucionais, não se consideram cruéis às
aposentadoria ou exoneração. práticas desportivas que utilizem animais, desde
que sejam manifestações culturais, pois, são
ATENÇÃO: As vedações se aplicam aos registradas como bem de natureza imaterial
magistrados, mesmo que estes se integrante do patrimônio cultural brasileiro, devendo
encontrem em disponibilidade.
ser regulamentadas por lei específica que assegure
DICA 87 o bem-estar dos animais envolvidos. (CF, art. 225,
(Poder Judiciário) §7º)

EXCEÇÃO AO PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE Ficou com Dúvidas?


DE JURISDIÇÃO: Como regra, qualquer lesão ou
ameaça a lesão a direito pode ser levada ao Poder Assista agora à uma
Judiciário diretamente, sem necessidade de prévio explicação com o Prof.
esgotamento da discussão no âmbito administrativo. Marcilio Ferreira sobre o
No entanto, a Constituição prevê uma exceção para tema Constitucionalidade
o caso de Justiça Desportiva: da Vaquejada.

CF, Art. 217, § 1º O Poder Judiciário só DICA 89


admitirá ações relativas à disciplina e às (Meio Ambiente)
competições desportivas após
esgotarem-se as instâncias da justiça INSTALAÇÃO DE USINAS NUCLEARES: Para a
desportiva, regulada em lei.
instalação de Usinas que operem com reator
Obs. Art. 217 §2º - Depois de instaurado o nuclear, é necessário ter a localização de onde
processo, a justiça desportiva terá o prazo serão instaladas definidas em Lei Federal. Sem a
máximo de sessenta dias, para proferir a referida lei, não poderão se instalar. (CF, art. 225,
decisão. §6º).

ATENÇÃO: Fala-se em outras exceções DICA 90


(Saúde)
que não são constitucionais, mas sim
legais: SUS E INSTITUIÇÕES PRIVADAS: Instituições
Habeas Data: é necessária uma recusa ou privadas são livres para prosseguir com a assistência
omissão da autoridade, conforme Súmula à saúde, podendo participar do Sistema Único de
02-STJ; Saúde (SUS), mediante contrato PÚBLICO OU
Reclamação constitucional em face de ato CONVÊNIO, porém as entidades filantrópicas e as
administrativo, conforme art. 7, §1o, da Lei sem fins lucrativos têm preferência. (CF, art. 199)
11.417/2006.
No entanto, “é vedada a destinação de recursos
públicos para auxílios ou subvenções às instituições
privadas com fins lucrativos” (CF, art. 199, § 2º)

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Também “é vedada a participação direta ou indireta ESTADOS/DF atuarão prioritariamente no ensino


fundamental e médio
de empresas ou capitais estrangeiros na assistência
[...] atuarão prioritariamente no
à saúde no País, salvo nos casos previstos em lei” (CF, MUNICÍPIOS ensino fundamental e na educação
art. 199, § 3º) infantil
DICA 91
(Educação) ATENÇÃO: A educação básica pública
atenderá prioritariamente ao ensino
DA EDUCAÇÃO: A educação é um Direito reservado regular. (Incluído pela Emenda
a todos, e deve ser incentivada com a colaboração da Constitucional nº 53, de 2006)
sociedade.
DICA 93
O ensino deve ser ministrado com base na igualdade, (Educação)
liberdade, pluralismo de ideias e de concepções
EDUCAÇÃO, CRECHE E PRÉ-ESCOLA: O dever do
pedagógicas, deve ser GRATUÍTO nos
Estado com a educação será efetivado, entre outros,
estabelecimentos oficiais, deve ter uma gestão
mediante a garantia de: educação infantil, em creche
democrática, garantir a qualidade e o piso salarial. O
e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade
acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito
e educação básica obrigatória e gratuita dos 4
público subjetivo. (CF, art. 208, §1º).
(quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade,
assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos
ATENÇÃO: De acordo com o art. 208 da
os que a ela não tiveram acesso na idade própria.
Constituição, o dever do Estado com a
Educação possui a garantia, isto é, o DICA 94
acesso ao ensino obrigatório e gratuito é (Educação)
direito público subjetivo e o não
oferecimento do ensino obrigatório e GRATUIDADE DO ENSINO PÚBLICO EM
gratuito pelo Poder Público, ou a oferta ESTABELECIMENTOS OFICIAIS: O ensino público
irregular, importa em responsabilidade será ministrado com base no princípio da gratuidade
da autoridade competente. do ensino público em estabelecimentos oficiais, com
DICA 92 base no art. 206, IV, da CF/88.
(Educação)
ATENÇÃO1: A cobrança de taxa de
COMPETÊNCIA DOS ENTES FEDERATIVOS: A matrícula nas universidades públicas viola o
União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios disposto no art. 206, IV, da Constituição
organizarão em regime de colaboração seus Federal. (Súmula Vinculante 12)
sistemas de ensino.
ATENÇÃO2: Porém, consolidando
entendimento sobre a matéria, o STF
[...] organizará o sistema federal de entendeu em 2017 que: “a garantia
ensino e o dos Territórios, constitucional da gratuidade de ensino não
financiará as instituições de ensino obsta a cobrança por universidades
públicas federais e exercerá, em públicas de mensalidade em cursos de
matéria educacional, função especialização”. (STF, RE 597854/GO)
redistributiva e supletiva, de forma
UNIÃO a garantir equalização de DICA 95
oportunidades educacionais e (Educação)
padrão mínimo de qualidade do
ensino mediante assistência FACULTATIVIDADE DE MATÉRIA RELIGIOSA EM
técnica e financeira aos Estados, ESCOLAS: O Brasil é um país LAICO, e tem uma
ao Distrito Federal e aos posição neutra no campo religioso, portanto, é
Municípios; admitido, mas deve ser uma matéria FACULTATIVA,
nos termos do Art. 210, §1º da Constituição Federal.
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mais de dez anos, ou de pessoas jurídicas


Sobre o assunto, o STF entendeu como constitucional constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede
(ADI 4439) o modelo de ensino nas escolas públicas no País. (CF, art. 222)
brasileiras, entendendo que pode ter natureza
confessional, ou seja, vinculado às diversas religiões. ATENÇÃO: Em qualquer caso, pelo menos
setenta por cento do capital total e do
“será permitido aos alunos que voluntariamente se capital votante das empresas jornalísticas
matricularem o pleno exercício de seu direito e de radiodifusão sonora e de sons e
subjetivo ao ensino religioso como disciplina dos imagens deverá pertencer, direta ou
horários normais das escolas públicas de ensino indiretamente, a brasileiros natos ou
fundamental, ministrada de acordo com os princípios naturalizados há mais de dez anos, que
de sua confissão religiosa, por integrantes da exercerão obrigatoriamente a gestão das
mesma, devidamente credenciados e, atividades e estabelecerão o conteúdo da
preferencialmente, sem qualquer ônus para o Poder programação
Público” (STF, ADI 4439/DF)
DICA 99
DICA 96 (Índios)
(Desporto)
DEMARCAÇÃO DE TERRAS INDÍGENAS E
DESPORTO EDUCACIONAL: O desporto COMPETÊNCIA DA UNIÃO: São reconhecidos aos
educacional tem prioridade em relação ao desporto índios sua organização social, costumes, línguas,
de alto rendimento, pois, conforme Art. 217, inciso II, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as
da Constituição Federal os recursos deverão ser terras que tradicionalmente ocupam, competindo à
destinados prioritariamente para a promoção do União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos
desporto educacional, assim o desporto de alto os seus bens.
rendimento é realizado em casos específicos.
ATENÇÃO1: São terras tradicionalmente
DICA 97 ocupadas pelos índios as por eles
(Comunicação Social)
habitadas em caráter permanente, as
LIBERDADE DE EXPRESSÃO: A manifestação do utilizadas para suas atividades produtivas,
pensamento, a criação, a expressão e a informação, as imprescindíveis à preservação dos
sob qualquer forma, processo ou veículo não recursos ambientais necessários a seu
sofrerão qualquer restrição, observado o disposto da bem-estar e as necessárias a sua
Constituição Federal. reprodução física e cultural, segundo seus
É de competência do Poder Público FEDERAL usos, costumes e tradições.
regular as diversões e espetáculos públicos, bem
como informar sobre a natureza dos mesmos, os ATENÇÃO2: As terras tradicionalmente
locais e horários em que sua apresentação se ocupadas pelos índios destinam-se a sua
mostre inadequada e as faixas etárias a que não se posse permanente, cabendo-lhes o
recomendem (Art. 220, § 3º, I). usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos
rios e dos lagos nelas existentes.
Obs.: A publicação de veículo impresso de
comunicação independe de licença de autoridade. ATENÇÃO3: O aproveitamento dos
recursos hídricos, incluídos os potenciais
DICA 98 energéticos, a pesquisa e a lavra das
(Comunicação Social) riquezas minerais em terras indígenas só
podem ser efetivados com autorização do
PROPRIEDADE DE EMPRESAS DE COMUNICAÇÃO Congresso Nacional, ouvidas as
SOCIAL E EXIGÊNCIA DE NACIONALIDADE comunidades afetadas, ficando-lhes
BRASILEIRA: A propriedade de empresa jornalística assegurada participação nos resultados da
e de radiodifusão sonora e de sons e imagens é lavra, na forma da lei.
privativa de brasileiros natos ou naturalizados há

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ATENÇÃO4 (MAIS IMPORTANTE!!): As proprietário não deverá perder sua propriedade


terras de que trata este artigo são quando não tiver agido com culpa (RE 635336)
inalienáveis e indisponíveis, e os direitos
sobre elas, imprescritíveis.

DICA 100
(Disposições Constitucionais Gerais)

EXPROPRIAÇÃO (DESAPROPRIAÇÃO CONFISCO):


Conforme art. 243 da CF, existem duas hipóteses em
que o Estado poderá expropriar bens do particular
sem pagar indenização:
(i) culturas ilegais de plantas psicotrópicas; e
(ii) exploração do trabalho escravo.

Nessas hipóteses, o termo correto é “expropriação”,


pois – embora o Estado tome para si a propriedade
particular (tal como ocorre na desapropriação) – não
há pagamento de indenização pela perda da
propriedade pelo particular.

Art. 243. As propriedades rurais e urbanas


de qualquer região do País onde forem
localizadas culturas ilegais de plantas
psicotrópicas ou a exploração de trabalho
escravo na forma da lei serão expropriadas
e destinadas à reforma agrária e a
programas de habitação popular, sem
qualquer indenização ao proprietário e sem
prejuízo de outras sanções previstas em lei,
observado, no que couber, o disposto no
art. 5º.

Parágrafo único. Todo e qualquer bem de


valor econômico apreendido em
decorrência do tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins e da
exploração de trabalho escravo será
confiscado e reverterá a fundo especial
com destinação específica, na forma da lei.

Segundo entendimento do STF, mesmo que o


proprietário pratica a ilegalidade em apenas parcela
do imóvel, a perda da propriedade é total e não
apenas do local onde houve a prática do ato. (RE
543974)

No entanto, em precedente mais recente acerca dos


casos de arrendamento, o STF entendeu que o

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