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PSICOLOGIA JURÍDICA

Orientadoras: Mestra Cristiane Lima - Dra. Paula Rabello M. de Oliveira

Alunos: Alunos: Gabriela Santos da Silva 600794032 - Monique Esteves da Conceição


600787064 - Marcella Benedicto Oliveira 600791519 – Leonardo Alves de Souza
600789456 - Amanda Teixeira de Oliveira – 600779561 - Marcela Pinto Sales 600272607
Caio Ferreira Siqueira Mendonça 600768981

PSICOLOGIA JURÍDICA
É a confluência entre o direito e a psicologia, ao qual gera a psicologia jurídica. Um
auxílio, um conhecimento especializado que os psicólogos dão ao direito.
Dentro desta ciência, existe dois profissionais. Os peritos e os assistentes técnicos.
Perito é todo profissional de confiança do juiz, pois este estará solicitando uma pericia
dentro de um processo judicial ao Perito. Tais profissionais se fazem necessários, pois
estes detém um conhecimento especifico, que foge a área do direito no intuito de
subsidiar melhor, uma decisão do Juiz.
Um assistente tecnico é aquele profissional que vai dar suporte as partes. O que seria as
partes? As pessoas envolvidas no litigio (advogados, defensores públicos e promotores
de justiça) ao qual, solicitam um conhecimento especifico que irá subsidiar e avaliar, o
papel do perito e suas produções.
Sobre o que o perito avaliar, o assistente técnico irá observar e avaliar sobre o material
produzido pelo Períto. Emitindo também, seu parecer em favor da parte pela qual ele
defente.
Lembrando aqui que qualquer pessoa que tenha formação em psicologia, poderá prestar
psicologia jurídica, pois o direito, sendo um conhecimento específico e circunscrito, estará
sempre buscando na psicologia, subsídios com intuito de tomar decisões de maneira mais
justa. Não aqui havendo impedimento do psicólogo se especializar dentro da área jurídica,
dentro do conhecimento do direito, para assim, subsidiar melhor a demanda do direito.

História da psicologia jurídica


Desde o momento que se desejou saber quem esta falando a verdade e quem esta
falando a mentira, o direito proporcionou na psicologia, uma area de pesquisa importante
que ficou apagada durante muito tempo. Atraves das pesquisas da neuropsicologia e
neurociencia, ao final do século XX para XXI foi desenvolvido algo que chamamos de
psicologia do testemunho. Em 1908 Hugo Münsterberg, com seu livro “no bando das
testemunhas: ensaios sobre psicologia e crime” tornou-se um grande divisor de aguas,
fasendo uso do metodo, estudo e teoria. Com isto, psicologos europeus e americanos
puderam investigar o tipo e quais testemunhas puderiam estar falando verdade ou
mentira.
Surge um ponto importante da psicologia: a avaliação das vitimas e também dos
criminosos. Tornando a criminologia, uma ciencia empirica que avalia e estuda o crime, o
crimionoso, a vitima e o controle social. Com isto, os psicologos começaram a fornecer
algumas imporntantes consideralões teoricas e praticas, para subsidiar as desições dos
juízes.

No Brasil
Através da Resolução 14, do ano de 2000, o Conselho Federal de Psicologia reconheceu
a psicologia juridica, como area de atuação do psicologo, tendo assim a possibilidade de
especializar-se nesta área. É importante frisarmos que existe informações de que desde
1970, os psicologos já atuam dentro das varas de família no TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ESTADO DE SÃO PAULO. Outro exemplo e mais antigo, é o que ocorria na colonia de
psicopatas de Engenho de Dentro, RJ, ao qual, já se estudava os psicopatas nos meados
1920. Devemos aqui ter em mente que o reconhecimento do Conselho Federal de
Psicologia no ano de 2000 não categoriza como o inicio dos trabalhos de psicologia
jurídica no Brasil, mas apenas reconhece. Sendo ela, uma das ciências mais jovens, isto
é, com apenas 18 anos.

HABILIDADES E COMPETÊNCIAS DO PROFISSIONAL


Psicologia forense – forense vem de FORUM.É a psicologia dentro do tribunal de justiça.
Psicologia jurídica – não atua somente no fórum ou tribunal, mas pode estar dentro do
ministério público, delegacias, defensoria pública, casas de acolhimento e detenção.

As quatro sub-áreas de atuação da psicologia jurídica.


Psicologia forense – atuação do psicólogo dentro do tribunal de justiça e do ambiente
forense.
Psicologia investigativa – atuação do psicólogo junto as delegacias de polícia, trabalhando
na investigação de cenas de crime, perfilamento dos suspeitos, ajudando a encontrar e
solucionar os crimes.
Psicologia criminal – atuara na avaliação e estudo de todo fenômeno criminal, todos os
fenômenos de violência a partir da ótica da psicologia. Auxilia as secretarias de segurança
pública em subsídios, dados científicos em sua maioria, na formação de políticaspúblicas
de prevenção ao crime.
Psicologia penitenciária – necessita de um conhecimento bem mais especifico, público
diferenciado, com uma demanda não espontânea, mas sim obrigatória. Exige técnicas
especificas para escuta.

Psicólogos jurídicos não são somente os que exercem as suas atividades nos Tribunais
de Justiça, mas também, os que trabalham com questões relacionadas ao sistema de
justiça. Nas palavras de Brito “Destaca-se, contudo, que o CFP vem usando a designação
psicologia na interface com a Justiça, a partir do entendimento de que essa expressão
incluiria não só os profissionais lotados nos tribunais, mas também os que executam
trabalhos que são encaminhados ao sistema de Justiça, ou seja, psicólogos que não
possuem vínculo empregatício com o Poder Judiciário”.

Portanto, os trabalhos realizados por aqueles que atuam em consultórios clínicos e os que
compõem equipes de outras instituições, convidados ou solicitados a emitir pareceres que
serão anexados aos autos processuais. Nesse último grupo, pode-se listar, por exemplo,
os psicólogos que exercem sua prática profissional em unidades que executam medidas
socioeducativas, em penitenciárias, em Conselhos Tutelares, em CREAS e em ONGs,
entre outros. Tais explicações também se encontram presentes em algumas indicações
para atuação de profissionais, elaboradas pelo Centro de Referência Técnica em
Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP), como as dispostas nas Referências Técnicas
para Atuação do Psicólogo em Varas de Família (2010)”.

Das quatro sub-áreas citadas, detemos diversas demandas. Sendo a psicologia forense, o
maior índice de solicitação de peritos e de assistentes técnicos nos Tribunais de Justiça.
Citemos algumas: Guarda compartilhada ou alternada; processos de adoção;
separação\divorcio consensual ou litigiosa; dissolução de união estável; conflitos
familiares e conjugais; pedido de revisão de pensão alimentícia; partilha de bens,
inventários e testamentos

Questões importantes de ordem teórica, metodológica.


O foco de atuação
Na jurídica, a questão é a parte. Pois o foco de atuação é a justiça. Existe um conflito que
necessariamente poderá estar atrapalhando a vida de um indivíduo, conjunto de pessoas,
uma família ou grupo. Por tanto, a partir deste momento, existe um foco específico, uma
demanda jurídica por trás. Em suma, por trás de uma demanda jurídica, irá deter um
conflito psíquico que deseja ser resolvido, a interversão de um terceiro, isto é, a justiça.
Psicólogosjurídicos não tomam decisões. Este papel é do juiz. O foco de atuação dos
psicólogosjurídicos sendo a justiça, torna o psicólogo jurídico “garantistas de direitos”.
Aquilo que a legislação determina será aquilo que tal profissional irá garantir.

O sigilo profissional
O sigilo é parcial. Se temos uma demanda da justiça, uma pergunta do juiz ao qual solicita
o conhecimento do psicólogo. Ou psicólogo vai colher este depoimento dentro do sistema
penitenciário para dar uma resposta ao poder judiciário. Este sigilo é parcial, mas não
totalmente quebrado, pois o profissional apenas responde única e exclusivamente a
aquilo que está sendo demandado pela justiça. Outras questões que envolvam o sujeito,
mas que não estão em julgamento (outros crimes cometidos), são escutas em que o sigilo
não é quebrado.

O Setting terapêutico
Dentro do setting terapêutico jurídico não existe tanta privacidade. Muitos presídios não
possuem infraestruturas, ao qual preserve a identidade, singularidade, individualidade e
autonomia do indivíduo. O ambiente jurídico é diferenciado do ambiente clínico, ao qual
pode haver uma mesa estará separando você do sujeito ou uma sala multiprofissional,
isto é, uma sala dividida com assistente social, sociólogo, assistente jurídico e pedagogo,
estarão todos dividindo a mesma sala dentro do processo de avaliação.

A escuta clínica e a intervenção focal.


A área jurídica faz uso da escuta clínica, isto é, todo subsidio teórico metodológico é
proveniente da clínica. Ainda que o psicólogo não utilize os testes de personalidade, teste
cognitivo, neuropsicológico, ou qualquer outro instrumento psicológico, o psicólogo
jurídico dará uma escuta clínica, a qual por si só, será uma escuta terapêutica.
No ambiente jurídico detém um tempo para isto, diferente dos psicanalistas que não
podem oferecer um tempo necessário para o inconsciente se manifestar a partir dos
sonhos, atos falhos, lapsos de memória ou dos próprios sintomas em si. Devido a
demanda jurídica, que necessita ser respondida ao qual o profissional terá 5 dias, 10 dias
ou 30 dias no máximo, para emitir algum tipo de parecer.
Neste sentido a escuta clínica e a interversão focal determinará o papel do psicólogo
dentro ambiente jurídico. A partir do momento que você terá que ter um nexo causal ou
dar uma resposta ao poder judiciário, sobre duvidas e outras necessidades técnicas, o
profissional deverá focar, única e exclusivamente dentro deste processo. Neste período.
Os outros momentos da vida deste sujeito, devem ser condicionados, remanejados,
dentro da clínica, de uma forma diferenciada, sempre voltado para este tipo de demanda.
Isto é, a intervenção focal.

SÍNTESE DA ENTREVISTA
Psicólogo Lindomar Expedito Silva Darós - COMARCA DE SÃO GONÇALO - Fórum
Regional De Alcântara - Juíza Patrícia Lourival Acioli
O psicólogo Lindomar Darós é graduado em Formação profissional pela Faculdade de
Ciências Médicas e Paramédicas Fluminense, mestrado em Departamento de Psicologia
pela Universidade Gama Filho e doutorado em Políticas Públicas e Formação Humana
pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente é estudante de pós-
graduação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e analista judiciário - psicólogo -
Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Psicologia,
com ênfase em Psicologia, atuando principalmente nos seguintes temas: cuidado, criança
e adolescente, adoção, família e judiciário. Este grande profissional, propõe que os
psicólogos que realizam trabalhos de escuta no Judiciário, devem ter como primazia, um
compromisso ético e político. Isto é, uma relação com o judiciário, com trabalhos de
avaliação, estudos das situações e produção de documentos a serem postos nos
processos. Em concomitância, uma prestação de serviços com as pessoas com as quais,
este atende, ou melhor dizendo: escuta. Traduzindo aqui em palavras simples, uma
escuta a serviço da sociedade. Ainda que este profissional se posicione no sentindo
contrário ao desejo das pessoas que estão no litígio do judiciário, o psicólogo estará
sempre exercendo serviço as pessoas. Numa intervenção de clínica ampliada.
O doutor Lindomar Darós, nos ressalta que em seus trabalhos na COMARCA do
Colubandê, as mudanças de políticas públicas, decorrentes de 2016 tem gerando um
significativo retrocesso nas garantias de direitos. Com situações se mostrando cada vez
mais delicadas e que acabam desembocando na vara de infância, famílias recebendo
acusações de negligencia em relação aos seus filhos. Concluindo-se os trabalhos,
verifica-se que muitas das vezes, a negligencia dita familiar, na verdade é uma
negligencia estatal. E aqui, cabe ao psicólogo, uma leitura ampliada para se compreender
que a pobreza, produz um estado negativo para a criança.
Com 19 anos exercendo psicologia na vara da infância em São Gonçalo, o Doutor
Lindomar Darós, reforça a nós estudantes de psicologia que ao trabalhar numa vara de
infância, todo psicólogo deterá uma visão da real situação de miséria crescente em nossa
sociedade, consequente de políticas públicas empobrecidas. E sobre tais fatos, todo
profissional de psicologia atuante numa vara de infância, irá precisar ter uma leitura sócio
histórica do contexto que produz, as realidades que são apresentadas para ele avaliar.
“Não dá para você psicologizar as questões”, afirma o Doutor. Sendo contrário a isto,
qualquer psicólogo que vá atuar numa vara de infância, adolescência e idoso, terá uma
opinião “muito empobrecida e retificadora de preconceitos e estigmas” afirma o
profissional.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A psicologia jurídica é uma das grandes ciências forenses. Um conhecimento técnico e
especifico de uma área ao qual oferece ao direito, um suporte técnico.
Os peritos e assistentes técnicos, estarão garantindo a justa medida das decisões
judiciais de um juiz. Neste aspecto, aprendemos que as ciências afetam o direito, isto é, a
psicologia afeta o direito. Como também, o direito afeta a psicologia. É importante frisar
que caso queira, o psicólogo poderá se especializar em atender as demandas que o
direito o solicita.
O psicólogo jurídico precisará de um suporte teórico metodológico proveniente da
psicologia clínica. Sua escuta deve esta perpassada por uma das linhas teóricas que dão
suporte. Sejam elas sistêmicas, Gestalt, psicanálise, junguiana, abordagem centrada na
pessoa, análise do comportamento, cognitiva e comportamental, ou seja, todas as linhas,
áreas que dão suporte a psicologia clínica ao qual, estarão subsidiando a sua escuta,
dentro da área jurídica.

A dinâmica do trabalho é hierárquica. Isto é, o psicólogo encarna, passa a ter uma outra
posição para esse sujeito. Este outro sujeito irá encontrar um outro saber (diferente do
clinico) e que dentro de suas fantasias, tudo que ele disser, poderá voltar contra ele.
Sendo assim o índice ou probabilidade de manipulação de informações é bem maior.
O sujeito que mente para um psicólogo jurídico (diferente do âmbito clinico ao qual o
sujeito mente para ele mesmo), dentro de um processo de avaliação psicológica, ele
estará tentando enganar a decisão para se beneficiar de sua própria liberdade ou guarda
de filho(s).

Dicas para quem deseja trabalhar na psicologia jurídica:


Ser um bom psicólogo clinico ao qual faça de maneira qualitativa o suporte teórico
metodológico. Treinar a escuta da área clínica, para que assim gere uma qualidade na
escuta para a área jurídica. Um Facultativo processo de formação em especialização na
psicologia jurídica, um mestrado ou doutorado.
E por fim, análise ou terapia pessoal, devido a tal profissional estar lidando diariamente
com o mal-estar das pessoas

REFERENCIAS
Brito, L.M.T. (1999). De competências e convivências: Caminhos da Psicologia junto ao
Direito de Família. In: L. M. T. Brito (Org.), Temas em Psicologia Jurídica. Rio de Janeiro:
Relume Dumará.
Hebe S. G (2011). Psicologia Jurídica no Brasil (Nau), Pensando a psicologia aplicada a
justiça.
Brito, L. M. T. (1993). Se-pa-ran-do: um estudo sobre a atuação dopsicólogo nas Varas de
Família. Rio de Janeiro: Relume-Dumará,UERJ.
Conselho Federal de Psicologia. (2010). Referências técnicas paraatuação do psicólogo
em Varas de Família. Brasília, DF: Autor.
Rovinski, (2017). Fundamentos da perícia psicológica forense (Vetor).