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Curso: Arquitetura e Cidade

Disciplina: Arquitetura e Sustentabilidade


Responsável: Rodrigo das Neve Costa
Identificação da tarefa: Tarefa 4.2.
Pontuação: 15 pontos de 40
Aluno: Bruna Schleder da Silva

SUSTENTABILIDADE URBANA

INTRODUÇÃO

Ao longo dos primeiros anos a ocupação da terra no Brasil tinha com o


objetivo garantir território e estabelecer as fronteiras. Com a crescente
urbanização, a falta de planejamento urbano criou e desigualdade no acesso ao
solo urbano. A expansão territorial das cidades aumenta os problemas de acesso
ao meio urbanizado, logo com urbanismo sustentável é possível transformar o
espaço construído e promover um estilo de vida mais saudável e sustentável para
a população.

A CIDADE SUSTENTÁVEL

A sustentabilidade vem sendo discutida e estudada desde a década de


1960, contudo ela não vem sendo aplicada nas cidades. Os problemas ambientais,
de mobilidade, de saúde e de segurança é de conhecimento de todos e chegaram
em um ponto onde começam a afetar a economia dos centros urbanos e no futuro
o estado não será capaz de promover o acesso justo e digno a cidade. As políticas
públicas devem ser integradas e discutidas juntas. Para Farr (2013) a adoção do
urbanismo sustentável exige de todos os envolvidos que “...trabalhem como um
único organismo para atingir um propósito compartilhado”.
O urbanismo sustentável, de acordo com Farr (2013) deve ser encarado
como um movimento, com papel integral na solução dos problemas. Atualmente,
não basta dizer para a população reduzir o uso de veículos particulares, ou reduzir
o uso de água/energia, é necessário mudar a dinâmica da cidade, repensar as
relações sociais e econômicas, criar estratégias de inclusão para as gerações
presentes e futuras.
A cidade sustentável busca eliminar o desperdício e garantir que os
recursos utilizados sejam eficientes. Um modelo de desenvolvimento sustentável
que vem sendo estudado e aplicado é a “cidade compacta”. O modelo busca
otimizar o uso das infraestruturas, promover a alta densidade no espaço e
qualidade dos espaços públicos. (LEITE, 2014)
A eficiência das cidades compactas é comprovada através do sistema de
mobilidade urbana, que investe em transporte público e no desenho urbano que
prioriza o pedestre e ciclista. Leite (2014) cita diversas cidades europeias, onde
que tem alta densidade urbana e andar a pé e de bicicleta são o meio de
transporte mais utilizados. O uso misto do solo, a criação de áreas de lazer
coletivo e a integração com o ambiente natural, permite a conexão social entre os
residentes, criando um sentimento de comunidade e pertencimento. Esse
sentimento de contribuí para o sentimento de segurança da população.

USO E OCUPAÇÃO DO SOLO

Cidades sustentáveis devem diversificar o uso do solo para garantir que a


população, more, trabalhe, se divirta e consuma sem a necessidade de grande
deslocamento. Incentivar o adensamento urbano implantando edificações de uso
misto, no térreo atividade comercial e pavimentos superiores habitação, permite
que pessoas de diferentes níveis socioeconômico habitem no mesmo bairro, com
qualidade urbana.
As cidades industriais incentivam a expansão territorial e criam vazios
urbanos nas centralidades. Segundo Farr (2013) a ocupação do solo deve
incentivar a implantação de projetos em áreas já urbanizadas, melhorar a
infraestrutura existente para receber um novo uso. Os vazios devem ser
destinados para uso publico, implantar parques em áreas verdes, ou habitação
para a população de baixa renda.

MOBILIDADE URBANA
A mobilidade urbana é um desafio para as politicas urbanas, de acordo com
o Ministério do Meio Ambiente, a necessidade de grandes deslocamentos e as
ineficientes politicas de transporte coletivo incentivam a utilização de transporte
individual e quanto maior o número de carros, maior é o número de vias
necessárias para a circulação, que deveria solucionar o problema, porém acaba
estimulando o uso de carros. Um ciclo vicioso que não soluciona os problemas dos
congestionamento e se mostra insustentável para o atendimento das
necessidades urbanas.
Para Leite (2014) a maioria das viagens realizados por carros, são
realizados por uma ou duas pessoas, com uma velocidade muito baixa e distância
pequena, logo o carro permanece parado na maioria do tempo em espaços de
convívio público que estão abrigando veículos não utilizados. Cidades
sustentáveis devem desestimular o uso de automóveis particulares, possuir um
sistema de transporte coletivo eficiente e possibilitar o deslocamento não
motorizado.
No modelo atual de cidade é difícil aplicar um sistema eficiente de
transporte publico, muitas pessoas precisam se deslocar grandes distâncias para
pegar um ônibus ou há necessários pegar mais de um para se deslocar. O
aumento da frota e a criação de faixa exclusiva facilita e atrai novos usuários. A
implantação de infraestrutura cicloviária deve ser utilizada para incentivar a
realização de deslocamentos de pequenas distâncias realizados por bicicletas.
O sistema de mobilidade destinado ao transporte a pé é parte integrante do
sistema viário, compreende as calçadas, escadarias, passarelas e outras
estruturas destinadas para a circulação de pedestres. A mobilidade deve garantir
condições seguras para os pedestres, através de calçadas largas e conservadas,
garantir a travessia segura de vias motorizadas, utilizando faixas elevadas ou
passarelas e implantar a acessibilidade universal nos espaços de uso público.

MERCADO IMOBILIÁRIO

O mercado imobiliário e especulador é frequentemente apontado como


causador dos problemas urbanos. Com a crise que as cidades estão passando o
mercado imobiliário e construção civil são sempre os primeiros a sofrer o impacto,
isso demonstra que o sistema em que se baseia não é eficiente e sustentável.
O trabalho do empreendedor é sempre buscar o espaço mais lucrativo para
um determinado empreendimento, porém as decisões são realizadas de acordo
com as legislações que propagam o desenvolvimento ineficiente. A cidade
sustentável é uma oportunidade para o mercado imobiliário se reinventar e buscar
espaços e investir em projetos que oferecem uma melhor qualidade de vida para a
população. Assim quanto melhor a qualidade de vida oferecida maior o interesse
pelo espaço.

CONCLUSÃO
O maior desafio do século XXI é buscar um desenvolvimento sem esgotar
os recursos existentes no planeta. O desenvolvimento sustentável deve
contemplar um mercado socialmente responsável, ambientalmente sustentável e
superar do modelo imediatista da cidade. Para promover a sustentabilidade
urbana não basta preservar o meio ambiente, é necessário facilitar o acesso ao
meio urbano pela população de baixa renda e incentivar o uso do solo
democrático.

REFERENCIAS

BRASIL. Lei Complementar nº 170 de 09 de outubro de 2006. Dispõe sobre o


Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado - PDDI do município de Passo Fundo

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Mobilidade Sustentável. Disponível


em:<http://www.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/urbanismo-sustentavel/item/
8060>.

SILVA, Solange Teles. Politicas Públicas e Estratégias de Sustentabilidade Urbana

FARR, DOUGLAS. Urbanismo Sustenável: Desenho Urbano com a Natureza.


Porto Alegre: Bookman,2013.
LEITE, Carlos. Cidades Sustentáveis, Cidades Inteligentes: desenvolvimento num
planeta urbano. Porti Alegre: Bookman,2014.