Sie sind auf Seite 1von 19

Capítulo 1 – Conceitos e

Fundamentos
• A palavra custos é aplicada a diversas coisas e
situações.

• Aurélio Buarque de Holanda Ferreira – Novo


Dicionário da Língua Portuguesa: custo é a
“quantia pela qual se adquiriu algo; valor em
dinheiro”.

• Custo vem do verbo custear que significa “ter


determinado preço ou valor; ser adquirido por
certo preço ou valor”.
1.1. Definição Genérica

• Podemos então definir genericamente custos


como sendo a mensuração econômica dos
recursos (produtos, serviços e direitos)
adquiridos para a obtenção e a venda dos
produtos e serviços da empresa.

Visão do Vendedor Visão do Comprador


Preço de Venda Custo Unitário de
Unitário Compra
Contabilidade de Custos
•É o segmento da ciência contábil especializado na
gestão econômica do custo e dos preços de venda
dos produtos e serviços oferecidos pelas empresas.
A diferença fundamental entre o
custo dos produtos das empresas
comerciais e o custo dos produtos das
empresas industriais é que as
empresas comerciais têm só um
insumo pra custo das mercadorias
adquiridas para revenda, enquanto as
empresas industriais têm de utilizar
vários insumos para o processo de
obtenção (produção) dos produtos.
• O único insumo para as empresas comerciais é o custo
das mercadorias adquiridas para posterior revenda; já
as empresas industriais necessitam de matéria-prima,
outros componentes, materiais auxiliares, além da
utilização de mão-de-obra para elaborar os produtos.
Custos e estoques nas empresas
comerciais e industriais
•As empresas comerciais só têm um insumo de
custo, que são as mercadorias adquiridas para
revenda. Portanto, só têm um tipo de estoque
denominado normalmente estoque de
mercadorias.

•Quando os estoques são vendidos, o valor das


mercadorias entregues é despesa para o comércio
e é denominado custo das mercadorias vendidas.
• As empresas industriais, por sua vez, têm três
tipos diferentes de estoques:
▫ Estoque de materiais
▫ Estoque de produtos em processo
▫ Estoque de produtos acabados
1.2. Escopo da Contabilidade de
Custos
• A Contabilidade de Custos é um dos segmentos
da ciência contábil que mais tem apresentado
evoluções teóricas ao longo dos últimos anos.

• É um dos melhores e mais utilizados


instrumentos para a gestão empresarial.

• Podemos dizer que a contabilidade de custos tem


duas grandes áreas de atuação:
a) Custo contábil: conceitos e técnicas voltados
para a apuração do custo dos produtos e serviços.

b) Custo gerencial: conceitos e técnicas voltados


para a gestão econômica dos custos e serviços da
empresa, suas atividades de negócio, envolvendo
as necessidades de controle, avaliação de
desempenho e tomada de decisão.

• As duas áreas de atuação em custos são inter-


relacionadas, e a maior parte dos conceitos
utilizados são os mesmos.
Gastos
•Gastos são todas as ocorrências de pagamentos
ou de recebimentos de ativos, custos ou despesas.
•Gasto também é sinônimo de dispêndio, o ato de
despender.

Investimentos
•São os gastos efetuados em ativos. São gastos
ativados em função de sua vida útil ou de
benefícios futuros.
Custos
•São os gastos, que não são investimentos,
necessários para fabricar os produtos da empresa.
Portanto, podemos dizer que os custos são os gastos
relacionados aos produtos, posteriormente ativados
quando os produtos, objeto desses gastos, forem
gerados. De um modo geral, são os gastos ligados à
área industrial da empresa.

Despesas
• Despesas são os gastos necessários para vender e
distribuir os produtos. De um modo geral, são os
gastos ligados às áreas administrativas e comerciais.
• Custos são gastos para se conseguir um produto
(adquirir ou fabricar) e despesas são gastos para
vender esses produtos.

Pagamentos
• São os atos financeiros de pagar uma dívida, um
serviço, um bem ou um direito adquirido.

Perdas
• São fatos ocorridos em situações excepcionais,
que fogem à normalidade das operações da
empresa.
Prejuízos
•É o resultado negativo de uma transação ou de
um conjunto de transações.

Insumo
•Significa a combinação de fatores de produção
(matérias-primas, mão-de-obra, gastos gerais,
energia, depreciação) necessários para a produção
de determinada quantidade de bem ou serviço.
1.5. Elementos Formadores do
Custo dos Produtos Industriais
• O que caracteriza a indústria é o processo de
transformação dos recursos ou insumos
industriais em bens, produtos ou serviços.
Portanto, a fábrica é o setor da empresa que tem
a atribuição de gerar os produtos e serviços
destinados à venda.

• A gestão contábil preocupa-se exclusivamente


com os gastos industriais para a formação do
custo contábil dos produtos e estoques
industriais.
Materiais diretos
•Denominam-se materiais diretos os que fazem
parte do produto final. Eles compõem a estrutura
dos produtos e serviços, como as matérias-primas,
componentes, acessórios e material de
embalagem.

•Em tese, podemos dizer que os materiais diretos


são “vistos” no produto final.
Materiais indiretos
•Denominam-se materiais indiretos os que são
consumidos no processo de fabricação, mas não
incorporam ou fazem parte do produto final. São
exemplos os materiais auxiliares, material de
expediente, material de segurança para os
funcionários, ferramentas consumidas no processo
industrial, material para manutenção dos
equipamentos fabris, etc.

•Diferentemente dos materiais diretos, é muito


difícil “enxergar” os materiais indiretos no produto
final.
Mão-de-obra
•Na mão-de-obra enquadram-se as despesas de
salários e todos os encargos associados ao custo
do pessoal da fábrica, por força de lei (INSS,
FGTS, 13º, férias) ou assumidos espontaneamente
pela empresa.
•Considera-se mão-de-obra direta os gastos com o
pessoal que manipula diretamente os produtos.
•Considera-se mão-de-obra indireta os gastos com
o pessoal que desempenha as atividades de apoio
aos setores diretos, tais como planejamento e
controle da produção, setor de manutenção,
controle de qualidade, engenharia de fábrica, etc.
Gastos (custos) gerais de fabricação
•São os gastos efetuados pelo pessoal da fábrica
necessários para manter e operar os equipamentos,
imóveis, etc. das atividades desenvolvidas, excluindo-
se a mão-de-obra, que é considerada à parte devido à
sua natural importância.
•Exemplos: gastos de viagens de funcionários, gastos
de aluguel e energia elétrica para os imóveis e
atividades, limpeza etc.
•Com relação à terminologia, o correto seria a
utilização da palavra custos. Porém, não é incorreta a
utilização da palavra gastos, mais genérica. A
utilização da palavra despesa é teoricamente
incorreta.
Depreciação, amortização e exaustão
•Considera-se como insumo industrial de depreciação
a perda de valor dos ativos imobilizados utilizados no
processo industrial. Normalmente a perda de valor
ocorre pelo uso e/ou desgaste e/ou obsolescência.
•A amortização é um critério utilizado para deslocar e
distribuir para mais de um período determinados
gastos que se supõe tenham validade operacional
para mais de um ano. Esses gastos, no momento de
sua ocorrência, são inicialmente contabilizados como
ativos, e posteriormente são contabilizados como
despesa nos anos seguintes. Exemplo: aquisições de
software e aquisição de patente.
• A exaustão é um procedimento de lançar
gradativamente como custo a perda potencial de
minas, jazidas e outros recursos naturais
(florestas, por exemplo). Para tanto, é necessário
que tenha havido gastos anteriormente, seja por
aquisição ou contabilizando os gastos de
descoberta, prospecção ou desenvolvimento dos
recursos.

Slides elaborados inicialmente pelo prof. Gideon Carvalho de Benedicto e posteriormente


adaptados pelo prof. André Luis Ribeiro Lima. A Fonte principal dos conceitos abordados nos
slides é:
PADOVEZE, Clóvis Luís. Contabilidade de Custos: Teoria, Prática, Integração com Sistemas de
Informações (ERP). São Paulo: Editora Atlas, 2013.