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Curso: Ciências Sociais

Disciplina: Teoria Econômica


Período: 2° segundo 2018/2
Professor: Dr. José de Lima Soares
Aluno: Antonio Domingos Dias

Historia do Pensamento Econômico II

HUNT. K. & SHERMAN

Catalão
Agosto - 2018
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Capitulo IV

O Liberalismo Clássico e o

Triunfo do Capitalismo Industrial

Os mercantilistas defendiam a limitação das restrições e


regulamentações internas, mas eram favoráveis a uma politica governamental
ativa. Já os liberais clássicos propugnavam pela liberdade de comercio tanto na
esfera internacional quanto na esfera domestica. (p. 53).

Muitas das ideias do liberalismo clássico haviam deitado raízes e mesmo


conquistado ampla aceitação no período mercantilista, mas foi somente no final
do século XVIII e no século XIX que o liberalismo clássico dominou
definitivamente o pensamento politico, econômico e social na Inglaterra. (p. 57).

Baseava se em quatro pressupostos sobre a natureza humana. Todo


homem dizia eles, é egoísta, frio e calculista, essencialmente inerte e atomista.
Os ideólogos do liberalismo clássico atribuíram ao intelecto humano um papel
extremamente significativo. Embora todas as motivações tenham origem no
prazer e na dor, as decisões que os indivíduos quanto a que prazeres ou dores
buscam ou evita, baseia se numa, numa avaliação fria, desapaixonada,
racional, das situações. (p. 57).

A essa psicologia atomista pode se opor a outra psicologia de cunho


mais social, segundo a qual a maior pratica das características, e hábitos,
modos de perceber e pensar os processos relacionados a vida, bem como os
traços gerais de personalidade dos indivíduos são influenciados, em grau
significativo, quando não determinados, pelas instituições e relações sociais
das quais fazem parte. (p. 59).

Um dos princípios fundamentais do liberalismo clássico era que os


homens (sobretudo os homens de negocio) deveriam dispor de liberdade para
da vasão aos seus impulsos egoístas, o que implicava a supressão dos
mecanismos de controle e coerção impostos pela sociedade, exceto os
dispensáveis. (p. 60).

É obvio que a teoria populacional de Malthus e as teorias econômicas


liberais conduziam a uma mesma conclusão: os governos paternalistas
deveriam renunciar a qualquer tentativa de, em nome dos pobres, intervir na
economia. (p. 65).

A teoria populacional de Malthus condenava medidas sociais destinados


a mitigar o sofrimento dos pobres, não apenas por serem inúteis más também
por suas consequências socialmente nocivas. Essa implicava a renunciar
definitivamente a ética paternalista crista. (p. 69).
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Capitulo V

As Doutrinas Socialistas e a Revolução Industrial

A Revolução industrial elevou a produtividade do trabalho a níveis sem


precedentes na historia do homem. A multiplicação das fábricas e a ampla
utilização de máquinas constituíram as bases mecânicas dos ganhos de
produtividade. A aquisição de bens capital fez-se, portanto, a um custo social
elevado, resultando em grandes privações para as massas. (p. 71).

A experiência histórica demonstra que sempre que as sociedades


precisaram obrigar parte de seus membros a apertar os cintos e a viver a níveis
de subsistência, foram os de menor poder econômico e politico que tiveram
que arcar com os sacrifícios. Foi o que aconteceu na Inglaterra, a época da
revolução industrial. (p. 71).

Uma analise minuciosa desta época demonstra que, os pobres tornaram


mais pobres, enquanto o país, as classes médias e as mais abastadas
enriqueceram a olhos vistos. O momento em que os pobres chegaram ao
extremo da penúria... Coincidiu justamente com o momento que a classe média
não sabia mais o que fazer com todo o capital acumulado, investindo
desenfreadamente na construção de ferrovias ou na aquisição das opulentas
mobílias exibidas na Grande Exposição de 1850. (p. 72).

A máquina transformou-se no foco central do processo produtivo


invertendo a situação que prevalecia anteriormente: deixou de ser o apêndice
do homem para submetê-lo a sua fria, implacável e despótica1 dominação. No
final do século XVIII e no princípio do século XIX, eclodiram varias revoltas
espontâneas, as revoltas ludistas, contra o sistema fabril: multidões de
trabalhadores arremetiam-se contra as maquinas e as instalações das fabricas.
Destruindo o que julgavam se a causa do sofrimento. (p. 73).

O tratamento dispensado as mulheres em nada ficava a dever o que


recebiam as crianças. Para elas também, o trabalho na fábrica era longo, árduo
e monótono, e a disciplina extremamente severa. Muitas vezes, o preço do
emprego era a submissão, a cupidez dos empregadores ou dos capatazes nas
minas, as mulheres mourejavam (trabalhava com muito esforço) junto aos
homens por 14 ou 16 horas por dia, nuas da cintura para cima e executando as
mesmas tarefas que os homens. Era comum as mulheres saírem das minas
para dar a luz e retornarem alguns dias depois do parto. (p. 74).

Não resta dúvida que o capitalismo industrial foi erigido à custa de


sofrimentos e das privações da classe operária, cujo acesso aos frutos do
desenvolvimento econômico foi negado. Nessa era de grandes
1
Despótica: Forma de governo na qual uma única entidade governa com poder absoluto, e
inquestionável por aqueles que detêm o poder. Déspota: que ou quem exerce autoridade arbitrária ou
absoluta, tirania.
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empreendimentos, tal poder era reconhecido, admitido e mesmo proclamado


com uma franqueza brutal. (p. 75).

A assistência pecuniária deveria ser bem inferior ao menor ao salario


oferecido no mercado, de trabalho, para que o indivíduo, temendo ser
estigmatizado, buscasse melhores empregos. (p. 77).

Ao contrário do que sugere os fatos expostos até aqui, a ética


paternalista cristã não foi totalmente eclipsada durante a revolução industrial.
Entre os abastados aristocratas ou proprietários de terras, havia muitos
conservadores radicais que nutriam um “desdém aristocrático” pelos
comerciantes e fabricantes “vulgares e avarentos” que compunham a classe
média. (p, p. 77-78).

A propriedade privada dos meios de produção (fabricas, máquinas e


ferramentas) possibilitava a uma classe minoritária explorar economicamente a
grande massa de agricultores e operários. (p. 79).

Uma das primeiras vozes a contestar, em nome do socialismo, as


relações de propriedade capitalista foi Gerrard Winstanley (1609-1652), um
comerciante de tecidos levado à falência pela depressão de 1643. Neste
capitulo mencionaremos apenas alguns mais conhecidos. O personagem
fascinante o francês Gracchus Babelf (1760-1797). (pp. 81-82).

Muitos de seus seguidores assumiram posições radicais. Deixaram


grande quantidade de libelos2 livros denunciando o abuso do capitalismo,
atacando a propriedade privada, o direito a herança e a exploração econômica.
(p. 85).

Os socialistas protestavam contra as desigualdades do capitalismo e


defendiam a supressão da propriedade privada do capital como passo para a
criação de uma sociedade industrial em que os homens e mulheres seriam
tratados com dignidade, e em que os frutos da produção seriam repartidos
equitativamente3. (p. 87).

2
Pedido ou requerimento, feito pelo Ministério Público, após a fase da pronúncia no Tribunal do Júri.
3
Equitativo, equidade: Costuma-se dizer que uma conduta é equitativa quando expressa certo
equilíbrio. Em outras palavras, quando é justo, imparcial e racional.
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Capitulo VI

As Doutrinas Socialistas: A Teoria Econômica de Marx

Karl Marx foi o mais influente dos socialistas. Suas obras


exerceram, e ainda exerce um profundo impacto não apenas sobre o
pensamento socialista, como também sobre decisões de natureza politica que
regem os destinos de uma grande parcela da humanidade. Sem pretender
subestimar o valor da contribuição de Friedrich Engels. Marx foi um líder
intelectual na concepção da nova economia politica. (p. 91).

Marx encarava a grande maioria dos socialistas do século XVIII e


principio do século XIX como filantropos indignados com a exploração
desumana que acompanhou o desenvolvimento do capitalismo, ambos
trabalharam com estreita relação de contribuição mutua. (p. 91).

Marx não se limitou a condenar em nome de princípios éticos, as


desigualdades gritantes produzidas pelo capitalismo. A seu juízo, o capitalismo
impedia os homens de desenvolver suas potencialidades, e de se tornarem
seres plenamente realizados do ponto de vista emocional e intelectual. (p. 95).

Partindo do principio de que o modo de produção capitalista baseava-se


na oposição capital-trabalho. Marx analisou inicialmente a relação existente
entre as duas categorias: Capital e trabalho, estes mantinha entre si uma
relação uma relação de troca. O trabalhador vendia a sua força de trabalho
para o capitalista, e com o dinheiro adquiria elementos indispensáveis para
satisfazer suas necessidades materiais de vida. (p. 97).

O capitalismo obtinha lucros por ser proprietário do seu capital. Marx


acusou esses ideólogos do sistema capitalista de desconhecerem totalmente a
historia. Numa passagem famosa Marx descreve o processo de “acumulação
primitiva” que deu origem as grandes fortunas capitalistas. (pp. 98-99).

Ao mesmo tempo em que ocorria a concentração do capital, as


condições de vida do proletariado piorava continuamente. Em sua famosa
“doutrina da miséria crescente” as condições de vida da classe operárias
decairiam em relação à opulência dos capitalistas. (p. 103).

Marx combateu a tese que o socialismo poderia ser criado por meio de
reformas pequenas e graduais, aplicadas ao estado. Em todos os períodos da
historia o estado, ou em todos os modos de produção, o estado desempenhou
sempre o papel de instrumento coercitivo da classe dominante. (p. 104).

A soma das adversidades tornaria impossível a sobrevivência do


sistema capitalista. A vida sob o capitalismo seria impossível e intolerável, a
classe operaria se revoltaria e destruiria o sistema e criaria em seu lugar um
sistema econômico mais racional, o socialismo. (p. 105).
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Capitulo VII

A Formação do Capitalismo e do

Corporativismo do Laissez-faire

Entre 1830 e 1850, a Inglaterra atravessou uma fase de Boom


ferroviário. Neste período foi construída cerca de 6.000 milhas de estrada de
ferro. A construção de ferrovias gerou uma gerou uma grande procura por
ferro, cuja produção duplicou entre meados da década de 30 e meados da
década de 40. Esse período ficou conhecido como era do capitalismo de livre
concorrência. (p. 107).

Justamente quando o capitalismo de livre concorrência parecia


atravessas a sua fase de maior esplendor, as forças que, como Marx previra,
levaria à concentração do capital, começaram a produzir o seus efeitos. Os
aperfeiçoamentos tecnológicos foram de tal monta que só as fabricas de
grande porte puderam tirar proveito dos novos e mais eficientes métodos de
produção. (p. 108).

Na passagem do século, os Estados Unidos havia se tornado a principal


potencia industrial no mundo. Em 1913, a economia norte americana produzia
cerca de um terço do produto industrial mundial. Mais do que o dobro que
produzia o seu concorrente mais próximo, a Alemanha. (p. 111).

A causa fundamental do processo de concentração foi a onda de


combinações e fusões, em escala sem precedentes, que ocorreu no ultimo
quarto século XIX em consequência da concorrência excepcional violenta que
devastou e arruinou grandes números de empresas pequenas industriais.
Os neoclássicos concluíram que, dada a distribuição existente de riquezas e
renda, os consumidores, ao adquirirem mercadorias, distribuíam sua renda de
forma a maximizar o bem estar de todos. (pp. 112,115).

Os economistas que consideravam as imperfeiçoes como secundárias e


poucos importantes insistiam em colocara restrições a intervenção
governamental na economia de mercado. Ficaram conhecidos como
conservadores, e a politica de Laissez-faire que advogavam tinha muito em
comum com as politicas propostas pelos liberais clássicos do século XIX.
(p. 118).

Os Darwinistas sociais consideravam a grande indústria monopolista ou


oligopolista como o produto natural e benéfico do processo de evolução. Já os
economistas neoclássicos, quando não ignoraram pura e simplesmente a
concentração do poder econômico, eram favoráveis a que o governo tomasse
providencias visando criar um mercado mais competitivo e automatizado. Os
últimos anos do século XIX o renascimento da antiga ética paternalista.
(pp. 120-122).