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BRAZIL, Lael Vital. Vital Brazil Mineiro da Campanha.

Uma
genealogia brasileira. Rio de Janeiro: [s.n.], 1996. 503p.

VITAL BRAZIL
Mineiro da Campanha
uma genealogia brasileira
Historia e Genealogia
Versão atualizada para Biblioteca Virtual
Em Maio de 2002

com
• Tiradentes
• Wenceslau Braz
• Os Bento Vianna
• Os Santos Pereira
• Os Guimarães Carneiro
• Os Pereira de Magalhães
A capa do livro que deu origem a esta versão para a
Biblioteca Virtual foi composta pela artista, Ana Lúcia
Esteves Migotto, a partir do “Ex-libris póstumo de Vital
Brazil” desenhado por Augusto Esteves em 1965, parte
integrante de uma exposição comemorativa do
centenário de nascimento do cientista. O desenho
antecede em 30 anos a publicação desta sua primeira
genealogia. Encimado, pela frase “Veritas Super
Omnia”, (A Verdade Acima de Tudo) que representa o
primeiro e maior compromisso do cientista, a árvore,
símbolo da família, traz dois troncos entrelaçados,
simbolizando os dois casamentos. Os dezoito frutos,
representam os filhos que chegaram a idade adulta.
Junto ao tronco, ao chão, encontram-se mais quatro
frutos, representando os quatro filhos falecidos em
tenra idade. A mussurana (cobra descoberta por Vital
Brazil) engolindo uma jararaca, representa a sabedoria
da natureza promovendo o equilíbrio ecológico, e,
onde o mal, representado pela venenosa jararaca, é
sempre vencido pela inofensiva mussurana.

Lael Vital Brazil


Estrada da Barra daTijuca 1006/2/902
Barra da Tijuca
22641-000 - Rio de Janeiro
lavibraz@infolink.com.br
Todos os direitos reservados pelo autor

II
III
IV
Para a

Minha grande e querida família, cujo interesse e compreensão


tem sido o incentivo maior para a perseverança na pesquisa.

Minha mulher Pompéa, crítica presente e incentivadora,


companheira de muitas jornadas.

Minhas filhas e meus netos, fonte inspiradora deste trabalho.

V
HOMENAGEM

Aos historiadores e genealogistas do sul de minas, à


quem a cultura brasileira muito deve pelo trabalho,
perseverante e incansável, dedicado ao resgate e à
preservação da memória histórica do nosso País, o
meu grande respeito e infinita admiração.

AGRADECIMENTOS

José Armelim Guimarães


José do Patrocínio Lefort
Lina Pereira dos Santos
Lucia Adelina de Magalhães Barbosa
Maria Brazil Esteves
Roberto Menezes de Moraes
Wanderley dos Santos

EM MEMÓRIA

de meus pais:
Vital Brazil Mineiro da Campanha
Dinah Carneiro Vianna

VI
SONETO

Pobre ou rico, vassalo ou soberano,


Iguais são todos, todos são parentes;
Todos nasceram ramos descendentes
Do trono antigo do primeiro humano.

Saiba, quem de seus títulos ufano


Toma por qualidade os acidentes,
Que duas gerações há só dif’rentes
Virtude e vício: tudo mais é engano.

Por mais que afete a vã genealogia


Introduzir nas veias a nobreza
De melhor sangue, do que Adão teria:

Não fará desmentindo a natureza,


Que seja sem virtude a fidalguia
Mais que um triste fantasma da grandeza.

João Xavier de Matos


(Poeta português, 1789)

“ao vivos devemos cortesias, mas aos mortos só devemos a


verdade.”
Voltaire

VII
VITAL BRAZIL
uma genealogia brasileira

INTRODUÇÃO

Vital Brazil, uma genealogia brasileira, é o


resultado de oito anos de pesquisa, alguns milhares de
horas dedicadas à busca e à difícil leitura de documentos
intermináveis, corroídos ou quase totalmente apagados pelo
tempo.
Muitas viagens a inúmeras cidades de Minas e
de São Paulo foram necessárias. Cartórios, cemitérios,
bibliotecas e arquivos foram visitados, alguns por mais de
uma vez, sempre na expectativa ansiosa de ali encontrar
mais um elo perdido da grande corrente.
Alegrias, frustrações e decepções foram
muitas, e o resultado poderá tornar válido o esforço, se
desculpadas as imperfeições, propiciar alguma satisfação
aos familiares, e proveito aos incansáveis pesquisadores da
nossa história e da nossa gente.
Tendo Vital Brazil como figura central, o
trabalho focaliza seus principais troncos genealógicos,
procurando não só abranger sua ascendência em linha reta,
com também, dentro do possível, descrever seus colaterais,
e sua descendência completa. Os resumos históricos foram
limitados segundo a nossa capacidade, não devendo ser
interpretados como uma tentativa biográfica.
Em os Santos Pereira, uma das mais antigas e
tradicionais famílias de Itajubá, descrevemos a ascendência
paterna. Os Pereira de Magalhães, além de representar sua
ascendência materna, representam também a ascendência
da primeira mulher, sua prima em segundo grau. Deste
tronco descende Tiradentes, conforme descobrimos e
descrevemos. Em os Xavier de Araújo, encontramos
importante tronco ramificado da ascendência materna, e nos

VIII
Bento Vianna e Guimarães Carneiro a ascendência de sua
segunda mulher, Dinah Carneiro Vianna.
Encontrar a ligação com a família do nosso
mártir da independência, constituíu verdadeiro desafio a
perseverança do pesquisador. A informação familiar
contava que minha bisavó, Francisca do Carmo Xavier de
Araújo, quando se referia ao Tiradentes o chamava de
"Primo Xavier". A afirmativa fez com que insistisse na busca,
apesar de tudo indicar a inexistência do parentesco, pois
todas as fontes pesquisadas mostravam a total falta de
ligação entre os meus ascendentes Xavier de Araújo e o
Xavier do Tiradentes.
Após longo, laborioso e infrutífero garimpo,
resolvemos reorientar o método da pesquisa e buscar
informações na genealogia do mártir da independência, ao
invés de continuar a busca na ascendência de Vital Brazil. A
leitura da publicação do renomado genealogista Cônego
Raimundo Trindade, "Ascendentes e Colaterais do
Tiradentes", revelou o vínculo entre Manoel Pereira de
Magalhães e Joaquim José da Silva Xavier, levantando pela
primeira vez a possibilidade da ligação existir, e se dar pelo
lado dos Pereira de Magalhães, e não pelo Xavier de Araújo
como todos pensavam.
Informado do acontecido e da possibilidade do
parentesco, o primo, pesquisador e genealogista Wanderlei
dos Santos, profundo conhecedor dos arquivos da Cúria
Metropolitana, nos informou da existência em S.Paulo do
inventário de Manoel Pereira de Magalhães e sua mulher
Rosa de Oliveira. Feita a busca e localizado o documento,
apesar de muito falho, forneceu a preciosa informação da
filiação do casal, onde entre outros surgiu José Pereira de
Magalhães, nome coincidente com o do pai de Antônio
Joaquim Pereira de Magalhães, avô paterno de Mariana, e
meu trisavô, como consta do registro de casamento de
Caeté, que descobrimos no Arquivo da Cúria Metropolitana
de Belo Horizonte. Apesar da certeza de que havíamos

IX
esclarecido o parentesco, ainda faltava a prova documental
da ligação de José com Manoel, que só recentemente foi
confirmada com a descoberta do registro do casamento de
José Pereira de Magalhães e Leonor de Siqueira Gaia,
ocorrido em Cabo Verde, Minas Gerais, em 1778.
A brutal sentença real, sancionada por D.
Maria I, a louca, que além de condenar Tiradentes à morte
na forca, e o seu esquartejamento, declarava infames o réu,
seus filhos e netos, fez com que o povo na sua grande
maioria estendesse a condenação a todo e qualquer parente
do condenado. Sua família perseguida por mais de doze
anos pela ira popular que apodava de "infames a todos os
seus" abandonou Diamantina, e fazendo escala em
Formiga, Três Pontas, Campanha e Itajubá vieram se
estabelecer em Guaratinguetá e Queluz, hoje Conselheiro
Lafaiete . Este êxodo durou muitos meses, pois só alguns
poucos parentes concordavam em acolher os viajantes,
mesmo que temporariamente até que conseguissem nova
pousada.
Subtraindo registros, ocultando informações,
os parentes do alferes criaram um grande vazio nas fontes
primárias, dificultando em muito o pesquisador de hoje, que
precisa de uma grande dose de sorte e muita perseverança,
para unir um tronco familiar com algum colateral do nosso
Joaquim José da Silva Xavier.
Assim, apesar do pouco que sabemos do
Capitão Manoel Pereira de Magalhães, podemos afirmar ser
ele o iniciador desta grande família sul mineira, Pereira de
Magalhães, ligada ao Alferes Joaquim José da Silva Xavier,
pelo laço familiar de sua mulher Rosa de Oliveira.
A esta família, devem-se acrescentar os
Pereira de Magalhães descendentes do Cel. José Franciso
Pereira, objeto de trabalho já publicado, que acreditamos
tratar-se de primos, pela ligação não comprovada, com Ana
Inácia Xavier, mulher do Capitão Roque de Souza
Magalhães, residente em Campanha, falecido em 9 de

X
outubro de 1784, com grande descendência no sul de
minas.
O desejo de que outros possam fazer bom uso
das informações aqui contidas, é o motivo da publicação
deste trabalho, como uma pequena e modesta contribuição
à genealogia mineira, dedicado aos familiares e a todos os
pesquisadores que se esforçam pelo resgate, pela
conservação e pela perpetuação da memória nacional.
Lael Vital Brazil

XI
ÍNDICE

APRESENTAÇÃO

PARTE I - INTRODUÇÃO

PARTE II - VITAL BRAZIL - Ascendência paterna.


Os Santos Pereira

PARTE III - VITAL BRAZIL - Ascendência materna.


O Tiradentes
Os Pereira de Magalhães
Os Xavier de Araújo

PARTE IV - VITAL BRAZIL - Historia e descendência.


A História
Cronologia
Curiosedade
Descendencia

PARTE V - DINAH CARNEIRO VIANNA -


Ascendência e colaterais.
Os Bento Vianna
Os Guimarães Carneiro

PARTE VI - A ÚLTIMA MORADA

PARTE VII - BIBLIOGRAFIA

XII
PARTE II

VITAL BRAZIL

Ascendência Paterna

Os Santos Pereira

VITAL BRAZIL
ascendência paterna
Os Santos Pereira

XIII
Manoel dos Santos Cabral e Ignácia Soares de Gouveia

José Manoel dos Santos Cabral e Maria Pereira

José Manoel dos Santos Pereira Francisco Manoel dos Santos Pereira
Tereza Joaquina do Nascimento Ana Maria do Espirito Santo

José Manoel dos Santos Pereira Junior Maria Izabel Pereira dos Santos
Mariana Carolina Pereira de Magalhães Francisco Braz Pereira Gomes

Vital Brazil Mineiro da Campanha Wenceslau Braz Pereira Gomes

XIV
Segunda Parte

VITAL BRAZIL
Ascendência Paterna

TÍTULO
OS SANTOS PEREIRA

A história do povoamento do sul de minas, está


intimamente ligada à historia de Taubaté, cujo arraial
fundado em 1636, por Felix Jacques, foi elevado a Vila em
1645. Em 21 de julho de 1674, Fernão Dias Paes Leme,
partindo de S.Paulo chega a Taubaté, e daí, em busca de
ouro e pedras preciosas, pela Garganta do Embaú transpõe
a Mantiqueira penetrando em solo sul mineiro, falecendo no
regresso dessa expedição. Mais tarde, já em 1703, o
Sargento-Mor Miguel Garcia Velho, fazendo o mesmo
percurso, galgando a Serra da Mantiqueira, transpõe a
Garganta do Embaú descendo até as cercanías da atual
Passa Quatro, de onde segue pelos vales da Bocaina
transpondo a Serra dos Marins e o planalto do Capivarí.
Descobrindo pintas de ouro nas imediações do Córrego-
Alegre, em local que denominou de Caxambú, (nada tem a
haver com a Caxambú de hoje) encontra em seguida
melhores minas às margens do Rio Santo Antonio, em frente
a uma grande cachoeira, denominando o local de Minas
Novas de Itagybá, que significa “pedra da agua que cae”.
Entusiasmado com o achado, se estabelece no local com
sua família, fundando o Arraial de Nossa Senhora da
Soledade de Itagybá, hoje Delfim Moreira, que só em 1762,
foi elevado à categoria de Freguezia de N.S. da Soledade
de Itagybá, subordinada ao bispado de S.Paulo. Conta-nos
José Armelim, em sua “História de Itajubá”, que muitos

XV
outros desbravadores ja haviam estado na região do Rio
Sapucahy, acreditando ter sido José Pereira Botafogo, em
1596, o primeiro civilizado a estar naquelas paragens,
contudo, foi de fato Manoel Garcia Velho o primeiro a se
estabelecer alí.
Em 19 de setembro de 1818, o Padre Lourenço
da Costa Moreira tomando posse como Vigário da Igreja de
Soledade de Itajubá, logo percebe o atraso e a pobreza
reinante na Vila. O ouro, havia há muito desaparecido, a
pequena população sofria com a falta de tudo, o lugar
encravado em um estreito vale frio e úmido, proprio para a
lavra do ouro, era improprio para a saúde de seus
habitantes, para a lavoura e para a criação. Inteligente e
enérgico, dois meses depois de sua chegada, usou da
tribuna sagrada para expor aos seus paroquianos a sua
constatação sobre a impropriedade do lugar, e convidá-los
para descer a serra rumo ao Sapucahy à procura de um
lugar aprazível para construir a nova sede da Fraguezia.
Permaneceria ali a Capela de N.S. da Soledade, enquanto a
nova seria a Matriz dedicada a S.José, cuja festa seria
celebrada dentro de poucos dias.
Cerca de oitenta homens atenderam à
convocação e se reuniram na noite de 17 de março de 1819
na Igreja, de onde partiram na manhã seguinte em busca do
sol e da terra prometida. Já era tarde quando chegaram à
confluência dos rios Santo Antonio e Sapucahy, onde
acamparam, para o descanso, para a refeição, e
prepararam as balsas para a descida do rio. Era noite
quando embarcaram seguindo rio abaixo. Os menos afoitos
reclamavam dos perigos de assaltos e dos ataques dos
animais, mas nada demovia o Padre Lourenço da sua
determinada jornada. Aos primeiros lampejos da alvorada a
caravana contornou o outeiro encimado por cabriuvas,
chamado pelos índios de ibitira, despertando a atenção do
Padre, que determinou o desembarque para examinar o
lugar.

XVI
Quando o dia amanheceu, rumaram todos para o
alto do Ibitira, o vigário se deslumbrou com o que via, não
era mais necessário procurar, alí seria o novo povoado e alí
seria erguida a nova Matriz. Os homens, contagiados pelo
entusiasmo do Padre logo roçaram uma clareira, e nela
armaram, com paus toscos, uma cruz e um altar, onde o
Padre Lourenço da Costa Moreira rezou a primeira missa e
se ergueu a Capela da Boa Vista do Sapucahy, mais tarde
Boa Vista de Itajubá, onde é hoje a Cidade de Itajubá, berço
dos ascendentes paternos de Vital Brazil.
Assim, as mais antigas vilas de Minas Gerais
datam de 1711, época em que enfrentando os perigos
naturais do sertão, a fome, as doenças, ladrões e bandidos,
alguns homens aí se estabeleceram, constituíram família e
com muita coragem, perseverança e trabalho, formaram
suas fazendas, onde, além da produção comercializada,
tudo se produzia para consumo próprio. Vivendo isoladas,
separadas por longas distâncias, de acesso precário e sem
comunicação, adquiriram o hábito de se casar entre
parentes próximos para salvaguardar o patrimônio
conseguido com tanto sacrifício.
Na segunda metade do século dezoito, bem antes
da chegada do Padre Lourenço, o português Manoel dos
Santos Cabral e sua mulher Ignácia Soares de Gouvêa,
nascida em 1768, filha de portugueses residentes em Pouso
Alto, chegaram à serra da Mantiqueira nas proximidades de
Itajubá antigo, hoje Delfim Moreira. Aí se estabelecendo
formaram a grande Fazenda do Rio Manso e deram origem
às famílias Santos Cabral, Pereira dos Santos, Pereira
Cabral e Santos Pereira, de onde procede José Manoel dos
Santos Pereira Júnior, pai de Vital Brazil. O casal teve dois
filhos:

Capítulo 1 - José Manoel dos Santos Cabral


Capítulo 2 - Ana Clara dos Santos Cabral

XVII
José Manoel dos Santos Cabral, “Coronel
Santinho”, ainda jovem assumiu a administração da
Fazenda do Rio Manso onde vivia com sua mãe, já viuva, e
sua irmã solteira. Em uma das suas costumeiras viagens ao
porto de Paratí, onde ía comercialisar os produtos de sua
fazenda e adquirir o sal, vindo de Macaé, e algumas
ferramentas, conheceu uma família de récem chegados
portugueses convidando-os para seguir para Itajubá em sua
companhía. Eram eles; José Manoel Pereira casado com
Luiza Pereira, nascida em 1766, e os filhos do casal: José
Pereira, Maria Pereira e Bibiana Pereira. A convivência
acabou unindo essas duas famílias: José Manoel dos
Santos Cabral casou com Maria Pereira e Ana Clara casou
com José Pereira. De Bibiana Pereira, por informações não
muito seguras, soubemos que casou com Manoel da Rosa,
com quem foi residir em Brasópolis.

Capítulo - 1 -

José Manoel do Santos Cabral, “Coronel


Santinho”, foi homem de grande respeito, prestígio e
fortuna, certamente apoiou e acompanhou o Padre
Lourenço na fundação de Itajubá. Casou com a portuguesa
Maria Pereira, acima referida, com quem teve tres filhos:

José Manoel dos Santos Pereira &I


Mariana José dos Santos Pereira & II
Francisco Manoel dos Santos Pereira & III

&I

XVIII
José Manoel dos Santos Pereira, “Capitão Pimenta”,
nasceu na Fazenda do Rio Manso em 1808. O mapa da
população de N.S da Soledade da Boa Vista de Itajubá,
em 1838, o registra como agricultor, tendo uma tropa de
bestas mansas e 60 escravos. Foi proprietário da
Fazenda da Cachoeira, bem próxima à cidade de Itajubá,
onde nasceram seus filhos e Vital Brazil passou parte de
sua infãncia. A casa era grande, porém sem nenhum
conforto estava construída bem perto do Rio Sapucaí, a
seu redor encontravam-se o engenho de cana movido por
tração animal, a casa do algodão, o moinho e o monjolo
movidos a água, a casa de preparo dos alimentos para os
escravos, a casa para o fabrico do queijo e da manteiga,
as estrebarias, e a senzala, que ao contrário do
tradicional pavilhão onde os escravos eram confinados,
era constituída de várias construções rústicas cobertas
de sapê, habitadas pelos pretos e ordenadas em forma
de uma vila onde cada família vivia em uma casa. Aí
viviam mais de cem escravos, a fazenda era enorme e
produzia de tudo, só importando a seda, para a
confecção dos vestidos usados nas festas, o sal que
vinha de Macaé e Cabo Frio, e algumas ferramentas. O
que não era consumido era exportado, as tropas de
burros, carregadas dos mais variados produtos, viajavam
até o porto de Paratí ou ao Rio de Janeiro onde
comerciavam a sua carga, de lá trazendo a mercadoria
que faltava na região. José Manoel dos Santos Pereira,
Capitão Pimenta, alegre e bem humorado, rico
fazendeiro, político influente, era considerado um liberal
de inúmeras iniciativas em prol da comunidade, sendo de
sua autoria a proposta da criação da primeira escola
pública de Itajubá, em 1 de março de 1852. Assinou com
outros cidadãos o “Auto da Instalação da Nova Vila de
Boa Vista de Itajubá” em 21 de junho de 1849, e fez parte
da primeira câmara de vereadores eleita em 9 de abril de
1849, da qual tambem fazia parte Joaquim Delfino Ribeiro

XIX
da Luz, futuro Ministro e Conselheiro do Império.
Vereador eleito para o primeiro quadriênio, 1849/1852,
José Manoel participou de várias comissões e foi um dos
camaristas que assumiu a Presidencia da Câmara. Por
decreto imperial, assinado por S.M.I. D. Pedro II, em 14
de março de 1855, foi nomeado Cavaleiro da Ordem da
Rosa. Empobrecido, antes de falecer vendeu suas terras
da Fazenda da Cachoeira e adquiriu a Chácara do
Paraizo, junto à cidade de Itajubá, onde faleceu em 21 de
maio de 1877. Por mais de 15 anos foi unido a Tereza
Joaquina do Nascimento, não se casando por
impedimento familiar que tradicionalmente ordenava o
casamento dentro da família para não dividir seus bens.
Teve dessa união tres filhos: José Manoel dos Santos
Pereira Júnior, Joaquim José dos Santos Pereira e João
Manoel dos Santos Pereira. Viúvo da primeira união,
casou-se em 1863, com sua prima em primeiro grau
Cândida Pereira dos Santos, filha de José Manoel Pereira
e de Ana Clara dos Santos Cabral Pereira, com quem
teve mais dois filhos: Cândido, nascido em 11 de março
de 1864, e Maria da Conceição.

Filhos do primeiro matrimônio:


1..José Manoel dos Santos Pereira Junior
2..Joaquim José dos Santos Pereira
3..João Manoel dos Santos Pereira

Filhos do segundo matrimônio:


4..Candido Pereira dos Santos
5..Maria da Conceição Pereira dos Santos

1..José Manoel dos Santos Pereira Júnior, nasceu em 12


de outubro de 1837, na Fazenda da Cachoeira, onde
foi criado em ambiente de fartura. Adolescente foi
enviado para o Colégio dos Jesuítas do Caraça, em
Congonhas do Campo, onde se distinguiu pelas

XX
peraltices sem deixar de fixar contudo exemplos de
virtude, de força de vontade e de retidão de caráter,
que mais tarde veio a transmitir oralmente para seu
filho Vital. De Congonhas do Campo, com breve
passagem por Itajubá, foi José Manoel mandado, em
companhia de seus primos da mesma idade, José
Pereira dos Santos e José Pereira Cabral, para
S.Paulo, com matrícula no curso de direito. Moço feito,
bastante inteligente, de espírito irrequieto e inovador,
mas com pouca disposição para o estudo, se divertia,
lia romances e livros de versos, enquanto os primos se
aplicavam cursando a escola de direito, alcançando
mais tarde os mais elevados postos da magistratura.
Cansado dos desatinos do filho, seu pai ordenou o seu
regresso a Itajubá, e lhe impôs como castigo o cargo
de capataz da tropa. Assim teve a oportunidade de
fazer algumas viagens ao Rio de Janeiro e S. Paulo,
quando travou os primeiros contatos com o comércio
nestas cidades e ganhou experiência na condução da
tropa. Após uma tentativa mal sucedida como
comerciante em Itajubá, nessa ocasião desamparado
da proteção paterna, valendo-se da experiência
anterior tornou-se viajante de uma casa comercial do
Rio de Janeiro. Foi nessa condição, que em uma
dessas viagens, ocasionalmente em companhia de
Francisco Vilas Boas da Gama, na Fazenda Boa Vista
nas proximidades de Campanha, foi por este
apresentado a sua prima Mariana Carolina, jovem de
tenra idade, bonita e graciosa que aí vivia na
companhia de sua mãe e avó, ambas já viúvas. Natural
da Vila Campanha da Princesa, nascida em 21 de maio
de 1845, filha de José Jacinto Pereira de Magalhães e
de Francisca Xavier de Araujo, Mariana Carolina
Pereira de Magalhães, aos 15 anos incompletos,
casou-se nesta mesma Vila, em 24 de abril de 1860,
com José Manoel dos Santos Pereira Júnior. O jovem

XXI
casal, na companhia da mãe de Mariana, foi residir na
casa da cidade, de propriedade dos Xavier de Araujo,
situada na rua do Comercio. Os primeiros anos de
casados foram trabalhosos e cheios de dificuldades
para José Manoel, abolicionista de idéias republicanas,
afastado e ressentido com a família paterna pelo
oposição ao casamento de sua mãe, resolveu dar aos
filhos, nomes sem vínculo familiar, para que cada um
construísse por meios próprios o futuro, sem contar
com heranças ou qualquer outra dependência
parentesca. Mariana Carolina, faleceu no Butantan,
S.Paulo em 24 de janeiro de 1913; José Manoel
faleceu em Santos em 13 de maio de 1931, foi
sepultado no Cemitério da Consolação em S.Paulo. O
casal teve oito filhos, que, como dissemos, por decisão
de José Manoel, foram batisados com nomes
diferentes:
1.1..Vital Brazil Mineiro da Campanha
1.2..Maria Gabriela do Vale do Sapucaí
1.3..Iracema Ema do Vale do Sapucaí
1.4..Judith Parazita de Caldas
1.5..Acácia Sensitiva Indígena de Caldas
1.6..Oscar Americano de Caldas
1.7..Fileta Camponeza da Caldas
1.8..Eunice Peregrina de Caldas

1.1..Vital Brazil Mineiro da Campanha, de quem


trataremos na Terceira Parte, adiante.

1.2..Maria Gabriela do Vale do Sapucahy,


(Mariquinha), nascida em 1 de agosto de 1869 na
fazenda da Cachoeira em Itajubá, Minas Gerais, foi
inicialmente chamada de Maria Cabocla de Itajubá.
Cabocla por ter nascido na fazenda do avô
paterno, mas como não gostasse do seu nome,

XXII
chorava todas as vezes quando assim chamada.
Um dia, seu pai, José Manoel irritado com o choro
da menina, sentenciou: - "Você não quer ser
cabocla, pois bem, de hoje em diante vai se
chamar Gabriela, Maria Gabriela do Vale do
Sapucahy". Isto porque, diante da rebeldia da filha,
lembrava-se da Fazenda do Gabriel Junqueira,
reduto dos rebeldes da revolução de 1842. Foi
casada com Olympio de Vasconcelos, sem
geração.

1.3..Iracema Ema do Vale do Sapucahy, nascida em 15


de dezembro de 1870, em Itajubá, Minas Gerais,
faleceu em 1 de novembro de 1947 em S.Paulo.
Professora diplomada, junto com Vital Brazil,
lecionava no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de
Janeiro, em 1888. Inteligente e preparada, tornou-
se por concurso professora da rede pública, logo
alcançando o posto de Diretora de uma escola no
Largo do França, no bairro de Santa Teresa, fato
que aliviou em muito as preocupações da família,
pois em tal posto, Iracema tinha direito a moradia
no prédio da escola. Foi esta a irmã de Vital Brazil
que mais o ajudou, enquanto estudante, no amparo
e sustento da família. Casou no Rio de Janeiro, em
1893, com o Engenheiro Miguel Frederico
Presgrave, nascido no Rio de Janeiro em 4 de
julho de 1869 e falecido em Santos, em 2 de
dezembro de 1933, filho de Charles Presgrave e
de Mariana Presgrave. O casal está sepultado no
Cemitério S.Paulo. (Q. 11, n.18) Do casamento:
1.3.1..Fileta Presgrave, nascida em S.Paulo em 4
de julho de 1894, faleceu em 30 de dezembro
de 1956. Foi casada com Luiz Franco do
Amaral, nascido em 23 de novembro de 1889

XXIII
e falecido em 4 de junho de 1949, com quem
teve dois filhos:
1.3.1.1..Daisy Presgrave do Amaral, nascida
em S.Paulo em 19 de dezembro de
1913, faleceu no Rio de Janeiro em
28 de dezembro de 1981, foi casada
em primeiras núpcias com Silvio
Coelho com quem teve um filho.
Casada em segundas núpcias com
Ademar Marinho da Cunha nascido
em 19 de janeiro de 1910 e falecido
no Rio de Janeiro em 15 abril de
2000, teve uma filha.
Filho do primeiro matrimônio:
1.3.1.1.1..Luis Fernando do Amaral
Coelho, nascido em Santos
em 1 de outubro de 1932,
faleceu no Rio de Janeiro
em 14 de julho de 1992. Foi
casado no Rio de Janeiro
em 5 de novembro de 1969,
com Lygia Marina de Sá
Leitão Pires de Moraes,
nascida em 4 de setembro
de 1946, no Rio de Janeiro,
filha de Nelson Pires de
Moraes e de Lygia Marina
de Sá Leitão. O casal tem
um filho, Luis Moraes
Coelho, nascido em 4 de
junho de 1971, no Rio de
Janeiro.
Filha do segundo matrimônio:
1.3.1.1.2..Cristina Marinho da Cunha,
nascida em 7 de fevereiro de
1945, casou com Rafael

XXIV
Duarte, nascido em 7 de
junho de 1929, filho de
Gabriel Duarte Ribeiro e de
Maria Antonieta Silva Duarte
Ribeiro. O casal tem tres
filhos: Teresa Cristina;
Renata e Marcelo.
1.3.1.2..Clay Presgrave do Amaral, nascido
em S.Paulo em 9 de abril de 1915, foi
um pioneiro da engenharia
aeronáutica no Brasil. Faleceu
prematuramente aos 27 anos de
idade, em 24 de setembro de 1942,
vítima de um desastre de trem nos
Estados Unidos da America do Norte.
1.3.2..Helena Presgrave, nascida em S.Paulo em
14 de setembro de 1904, faleceu em 10 de
outubro de 1984. Foi casada com Ruben
Mello, nascido em Lambarí em 1 de março de
1902 e falecido em S.Paulo em 31 de março
de 1990, filho de Ernesto de Mello e de
Francisca Siqueira Franco, com quem tem
tres filhos:
1.3.2.1..Nicia Presgrave de Mello, nascida em
S.Paulo em 17 de agosto de 1926, é
casada com Cyro Leme Ferreira
nascido em 1 de abril de 1920, com
quem tem dois filhos:
1.3.2.1.1..Adalberto Leme Ferreira
Neto, nascido em S.Paulo
em 11 de outubro de 1948.
1.3.2.1.2..Helena Mello Leme
Ferreira, nascida em
S.Paulo em 23 de novembro
de 1952.

XXV
1.3.2.2..Carlos Roberto Presgrave de Mello,
nascido em S.Paulo em 1 de abril de
1928, aí faleceu em 31 de dezembro
de 1992. Foi casado com Carmem
Heloisa Torres nascida em 6 de
dezembro de 1930, com quem tem
tres filhos:
1.3.2.2.1..Luis Roberto Presgrave de
Mello, nascido em S.Paulo,
em 11 de agosto de 1953,
casou com Maria Cristina
Salles nascida em 9 de
dezembro de 1957, com
quem tem tres filhos:
Carolina, Luis Felipe e
Fernanda.
1.3.2.2.2..Heloisa Maria Torres de
Mello, nascida em S.Paulo
em 3 de agosto de 1960,
casou com Sergio
Melaragno nascido em 30 de
março de 1960. O casal tem
duas filhas: Laura nascida
em 30 de jumho de 1987 e
Stela nascida em 18 de julho
de 1990
1.3.2.2.3..Maria Aparecida Torres de
Mello, nascida em 9 de
dezembro de 1963, é
casada com Dominique José
Einhorn com quem tem uma
filha: Claudia
1.3.2.3..Beatriz Presgrave de Mello, nascida
em S.Paulo em 10 de novembro de
1929, foi casada com Sylvio de
Andrade Coutinho Filho nascido em

XXVI
18 de setembro de 1925 e falecido
em S.Paulo em 17 de dezembro de
1996, com quem tem cinco filhos:
1.3.2.3.1..Sylvio Andrade Coutinho
Neto, nascido em S.Paulo
em 9 de setembro de 1951,
é casado com Mara Silveira,
com quem tem tres filhos:
Silvio, Lucia e Alice
1.3.2.3.2..Sergio de Andrade
Coutinho, nascido em
S.Paulo em 13 de julho de
1953, é casado com Maria
Paula Simonsen, nascida em
19 de outubro de 1961, com
quem tem dois filhos: Sergio
e André.
1.3.2.3.3..Rubens Mello de Andrade
Coutinho, nascido em
S.Paulo em 13 de fevereiro
de 1954, é casado com Ana
Luiza Almeida Prado,
nascida em 27 de abril de
1955, com quem tem tres
filhos: Rubens; Francisco e
Antonio Carlos.
1.3.2.3.4..Maria Beatriz de Andrade
Coutinho, nascida em
S.Paulo em 26 de outubro
de 1958, é casada com
Paulo Pareto nascido em 2
de janeiro de 1954, com
quem tem dois filhos:
Rodrigo e Carolina.
1.3.2.3.5..Maria Alzira de Andrade
Coutinho, nascida em

XXVII
S.Paulo em 20 de março de
1962, casou em S.Paulo, em
21 de junho de 1991, com
Alberto Montenegro, filho de
Rubens Henrique Amaral
Montenegro e de Maria
Olympia Nogueira
Montenegro. O casal tem um
filho: Alberto

1.4..Judith Parasita de Caldas, (Sinhá), nascida em 15


de janeiro de 1873 em Caldas, Minas Gerais,
faleceu, em Niteroi, RJ, em 2 de março de 1953, foi
sepultada no Cemitério S.Paulo. Chamada
parasita por ter sua mãe viajado grávida de Itajubá
para Caldas, onde nasceu a menina. Foi casada
com Alfredo de Oliveira Campos, filho de José
Gomes de Oliveira e de Leonor Leopoldina
Conrado de Campos, nascido em Santos em 26 de
setembro de 1873 e aí falecido em 18 de novembro
de 1944, foi sepultado no Cemitério S.Paulo.
(Q.21, n.234) Sem geração.

1.5..Acácia Sensitiva Indígena de Caldas, (Vidinha),


nascida em 21 de maio de 1874 em Caldas, Minas
Gerais, faleceu no Rio de Janeiro em 9 de março
de 1937. Tomou o nome de Acácia em
homenagem a um menino português chamado
Acácio, que empregado do armazém de José
Manoel, em Itajubá, demonstrou extrema
dedicação e amizade à familia. Foi casada com o
Engenheiro Manoel Guimarães Carneiro, nascido
em Paranaguá, em 24 de fevereiro de 1870,
falecido em S.Paulo, em 11 de março de 1927,
filho de Manoel Ricardo Carneiro e de Delfica
Guimarães, neto do Visconde de Nacar, com

XXVIII
ascendência descrita na Quarta Parte, em
Guimarães Carneiro, adiante. O casal não teve
filhos. Com duas filhas adotivas, (sobrinhas de
Manoel), este casal mudou-se para o Butantan em
1913 quando passou a cuidar da casa e dos nove
filhos de Vital Brazil que enviuvara. Atuando com
carinho, dedicação e desvelo na educação das
crianças, desempenharam relevante papel nos
destinos da família. Foi esse apoio, afetivo e
material, dado ao modesto Diretor do Butantan, da
maior importância para a continuidade do trabalho
do notável administrador e eminente cientista. O
casal está sepultado no túmulo n.13.425 do
Cemitério S.João Batista do Rio de Janeiro, para
onde veio, em 19 de outubro de 1940, os restos
mortais de Manoel Guimarães Carneiro.

1.6..Oscar Americano de Caldas, nascido em 5 de


novembro 1875 em Caldas, Minas Gerais, faleceu
em S.Paulo em 9 de novembro de 1932, teve o
nome de Americano por ter nascido na América.
Fez o aprendisado em odontologia como Dentista
Prático mas não exerceu a profissão, inteligente,
empreendedor com boa visão das oportunidades,
tornou-se empresário na iniciativa privada em
S.Paulo. Casou com Ermelinda Ramos (Zizinha),
nascida em Curitiba, Paraná, em 1 de março de
1876 e falecida em S.Paulo, em 13 de março de
1958, filha de José Joaquim Teixeira Ramos e de
Carolina Vianna Ramos, esta filha do portugues
Bernardo José Ribeiro Vianna e de Rosa Borges
Vianna, descendente da família Cardoso de Lima
do Paraná. Ermelinda teve, entre outros irmãos,
Rosa Ramos, mãe de Déa Durão mulher de Mario
Vital Brazil, e Carolina Ramos mulher do Dr.
Teodoro Bayma, médico insigne, contemporâneo e

XXIX
amigo de Vital Brazil. O casal teve cinco filhos, e
está sepultado no Cemitério da Consolação. (rua
29, n.4)
1.6.1..Maria Eugênia Ramos Americano, (Gege)
nascida em S.Paulo em 17 de março de 1905,
foi casada com Edgard Martins Rodrigues
nascido em 3 de setembro de 1902, com
quem teve dois filhos:
1.6.1.1..Roberto Americano Rodrigues,
nascido em 18 de outubro de 1929,
foi casado com Maria do Rosario
Machado com quem tem dois filhos:
Luiz Eugenio e Leonardo
1.6.1.2..Helena Rodrigues, nascida em 23 de
maio de 1931, casou com Manuel
Simões Barbosa nascido em 10 de
janeiro de 1927, com quem tem duas
filhas:
1.6.1.2.1..Regina Helena Simões
Barbosa, nascida em 28 de
setembro de 1954, foi
casada com José Antonio M.
Simões.
1.6.1.2.2..Valéria Simões Barbosa,
nascida em 9 de maio de
1956, foi casada com Julio
Martins Teixeira

1.6.2..Oscar Americano de Caldas Filho,


(Oscarzito) nascido em S.Paulo em 27 de
março de 1908, aí faleceu em 15 de junho de
1974. Engenheiro brilhante, inteligente,
dotado de larga visão e coragem empresarial,
tornou-se um dos maiores empresários da
construção pesada no Brasil. Foi pioneiro no
uso das máquinas de terraplenagem e nas

XXX
modernas técnicas da engenharia rodoviária
brasileira, onde gozou de grande prestígio,
admiração e respeito. Profundo conhecedor
das artes, mas sem pretensões de
colecionador, conseguiu formar ao longo de
sua vida, um importante acervo que reflete
sua dedicação por tudo o que se relacionava
com a terra brasileira. Responsável pelo
desenvolvimento do bairro do Morumbí, em
S.Paulo, aí construiu sua residencia, onde
reuniu cerca de duas mil peças, verdadeiras
preciosidades em matéria de pinturas,
esculturas, móveis, e os mais diversos
objetos de arte. Seu amor pela natureza,
levou-o a transformar a área que cercava sua
casa, em um parque de 75 mil metros
quadrados onde plantou mais de trinta mil
árvores, e plantas das mais variadas espécies
da flora brasileira. O conjunto, aberto à
visitação pública, hoje serve à cultura
brasileira como Fundação Maria Luiza e
Oscar Americano, verdadeiro monumento à
nossa história e às artes do Brasil. Foi casado
com Maria Luiza Ferraz, nascida no Rio de
Janeiro em 30 de abril de 1917, e falecida em
S.Paulo em 27 abril de 1972, com quem teve
cinco filhos:
1.6.2.1..Anna Helena Americano, nascida em
2 de março de 1938, é casada com
Aluizio Rebello Araujo com quem tem
tres filhos:
1.6.2.1.1..Luis Fernando Americano
Araujo, nascido em S.Paulo
em 11 de julho de 1959, é
casado com Claudia Martins
Ribeiro, nascida em 29 de

XXXI
março de 1965, com quem
tem um filho:
1.6.2.1.1.1.. André Martins
Ribeiro Araujo,
nascido em 19 de
junho de 1993
1.6.2.1.2..Luis Henrique Americano
Araujo, nascido em S.Paulo
em 29 de maio de 1961, é
casado com Maria Eliza
Pimenta Camargo nascida
em 4 de janeiro de 1963,
com quem tem dois filhos:
1.6.2.1.2.1.. Helena Pimenta
Camargo Araujo,
nascida em 22 de
junho de 1990
1.6.2.1.2.2..Roberto Pimenta
Camargo Araujo,
nascido em 15 de
julho de 1992
1.6.2.1.3..Luis Eduardo Americano
Araujo, nascido em 3 de
setembro de 1964, é casado
com Beatriz Fontoura de
Moura Andrade, nascida em
13 de setembro de 1965,
com quem tem dois filhos:
1.6.2.1.3.1..Aluizio Moura
Andrade Araujo,
nascido em 27 de
novembro de
1990
1.6.2.1.3.2..Anna Luiza
Moura Andrade
Araujo, nascido

XXXII
em 27 de outubro
de 1992
1.6.2.2..Anna Luiza Americano, nascida em
29 de setembro de 1940, foi casada
com Edgar Jordão Magalhães com
quem tem quatro filhos:
1.6.2.2.1..Luis Felipe Americano de
Magalhães, nascido em 4 de
dezembro de 1965, é
casado com Rosely Cuani
nascida em 24 de fevereiro
de 1966, com quem tem dois
filhos:
1.6.2.2.1.1..Felipe Cuani
Jordão de
Magalhães,
nascido em 4 de
dezembro de
1983, nascido em
4 de dezembro de
1983
1.6.2.2.1.2..Isabel Cuani
Jordão de
Magalhães,
nascida em 18 de
março de 1994
1.6.2.2.2..Luis Roberto Americano de
Magalhães, nascido em 26
de maio de 1967, é casado
com Patricia Conti, nascida
em 10 de maio de 1972, com
quem tem uma filha:
1.6.2.2.2.1..Isabella Conti
Americano Jordão
de Magalhães,

XXXIII
nascida em 29 de
março de 1994
1.6.2.2.3..Maria Luiza Americano de
Maglhães, nascida em 26 de
junho de 1968, é casada
com Rodrigo Arantes
Lenhoso, nascido em 12 de
outubro de 1963, com quem
tem tres filhos:
1.6.2.2.3.1..Camila
Americano
Lenhoso, nascida
em 4 de junho de
1990
1.6.2.2.3.2..Francisco
Americano
Lenhoso, nascido
em 23 de
fevereiro de 1992
1.6.2.2.3.3..Henrique
Americano
Lenhoso, nascido
em 13 de março
de 1995
1.6.2.2.4..Luis Guilherme Americano
de Magalhães, nascido em
26 de jnaeiro de 1973
1.6.2.3..Anna Cecilia Americano, nascida em
S.Paulo em 11 de setembro de 1941,
foi casada com Otoniel Bueno
Galvão. É casada em segundas
núpcias com Gastão Vidigal Batista
Pereira, nascido em 4 de julho de
1938. Tem do primeiro matrimônio
tres filhas:

XXXIV
1.6.2.3.1..Adriana Americano Bueno
Galvão, nascida em 9 de
dezembro de 1963, é
casada com Ricardo Months
da Rocha, nascido em 20 de
dezembro de 1960, com
quem tem dois filhos:
1.6.2.3.1.1..Carolina Months
da Rocha,
nascida em 5 de
junho de 1991
1.6.2.3.1.2..Mariana Months
da Rocha,
nascida em 19 de
fevereiro de 1995
1.6.2.3.2..Luciana Americano Bueno
Galvão, nascida em 9 de
dezembro de 1963, faleceu
em 9 de setembro de 1986.
1.6.2.3.3..Cristiana Americano Bueno
Galvão, nascida em 29 de
janeiro de 1965, é casada
com Frederico Beck, nascido
em 25 de janeiro, com quem
tem dois filhos:
1.6.2.3.3.1..Thomas Beck,
nascido em 14 de
setembro de 1992
1.6.2.3.3.2..Joana Beck,
nascida em 13 de
agosto de 1994
1.6.2.4..Oscar Americano Neto, nascido em 2
de outubro de 1944, é viuvo de Maria
Lucia Biagi com quem tem dois filhos:
Henrique e Marcos. É casado em
segundas núpcias com Fernanda

XXXV
Junqueira da Rocha Campos, nascida
em 10 de julho de 1955, sem geração.
1.6.2.4.1..Henrique Biagi Americano,
nascido em 30 de março de
1974
1.6.2.4.2..Marcos Biagi Americano,
nascido em 30 de julho de
1977
1.6.2.5..Anna Elisabeth Americano, nascida
em 21 de agosto de 1953, foi casada
com Guilherme Vidigal com quem tem
dois filhos. Em 18 de junho de 2000,
casou em segundas núocias com
Antonio Torello.
1.6.2.5.1..Guilherme Americano
Vidigal, nascido em 16 de
janeiro de 1977
1.6.2.5.2..Patricia Americano Vidigal,
nascida em 8 de março de
1979

1.6.3..Carlos Ramos Americano, (Charlot) nascido


em S.Paulo em 2 de julho de 1909, faleceu
em 13 de agosto de 1955, foi casado com
Maria de Lourdes Espinheira Pacheco,
nascida em 22 de fevereiro de 1911 e
falecida em S.Paulo em 22 de abril de 1969,
com quem tem dois filhos:
1.6.3.1..Carlos Eduardo Americano, nascido
em 2 de julho de 1931 casou com
Elisabeth Zwolfer com quem tem
cinco filhos:
1.6.3.1.1..Maria Inês Zwolfer
Americano, nascida em 14
de junho de 1960, é casada
com Ricardo Cintra

XXXVI
Bonamico, nascido em 10
abril de 1958, com quem tem
uma filha: Ana Cecilia
1.6.3.1.2..Antonio José Zwolfer
Americano, nascido em 23
de fevereiro de 1962, é
casado com Mônica Parick
nascida em 3 de janeiro de
1963
1.6.3.1.3..Ana Teresa Zwolfer
Americano, nascida em 11
de julho de 1963, é casada
com Carlos Alberto Labes
nascido em 5 de maio de
1955
1.6.3.1.4..Silvia Helena Zwolfer
Americano, nascida em 23
de junho de 1964
1.6.3.1.5..Maria de Fátima Zwolfer
Americano, nascida em 2 de
julho de 1965
1.6.3.2..Vera Helena Americano, nascida em
3 de fevereiro de 1935, é casada com
José Maria Almeida Rezende nascido
em 7 de novembro de 1932, com
quem tem dois filhos:
1.6.3.2.1..Carlos Gabriel Americano
Rezende, nascido em 25 de
novembro de 1956, é
casado com Ana Luiza Assis
Pacheco nascida em 20 de
fevereiro de 1963
1.6.3.2.2..Gisela Americano Rezende,
nascida em 5 de março de
1960, é casada com Marcelo
Padovan nascido em 16 de

XXXVII
junho de 1959, com quem
tem uma filha: Fernanda

1.6.4..José Eduardo Ramos Americano, nascido


em S.Paulo em 29 de maio de 1911, faleceu
em 3 de abril de 1985, foi casado com Lucilia
Seraphico nascida em 1 de janeiro de 1915,
com quem tem quatro filhos:
1.6.4.1..Maria de Lourdes Americano, nascida
em 30 de julho de 1938, é casada
com Paulo Eduardo de Andrade
Carvalho nascido em 9 de julho de
1937, com quem tem quatro filhos:
Rodrigo em 21/5/1960, Marina em
5/3/1963, Guilherme em 10/6/1964 e
Alexandre em 24/9/1968.
1.6.4.2..José Eduardo Americano Filho,
nascido em 3 de outubro de 1939 é
casado com Maria Ignês Queiroz de
Morais nascida em 8 de agosto de
1943, com quem tem cinco filhos:
1.6.4.2.1..Renata Queiroz Americano,
nascida em 18 de dezembro
de 1964, é casada com
Marcelo Imperio Grillo
nascido em 19 de março de
1958
1.6.4.2.2..Mario Queiroz Americano,
nascido em 26 de outubro
de 1967
1.6.4.2.3..João Queiroz Americano,
nascido em 27 de dezembro
de 1968
1.6.4.2.4..Mariana Queiroz
Americano, nascido em 28
de maio de 1972

XXXVIII
1.6.4.2.5..Luis Queiroz Americano,
nascido em 29 de dezembro
de 1977
1.6.4.3..Luiza Thereza Americano, nascida
em 7 de agosto de 1943, é casada
com Theodoro Carvalho de Freitas
nascido em 20 de setembro de 1933,
com quem tem tres filhos: Beatriz em
9/7/1968, Henrique em 17/12/1969 e
Cristina em 12/6/1971.
1.6.4.4..José Carlos Seraphico Americano,
nascido em 17 de janeiro de 1952 foi
casado com Maria Amélia Peres com
quem tem um filho: Marcelo Péres
Americano em 12/1/1981

1.6.5..Mariana Ramos Americano, (Marianita)


nascida em S.Paulo em 17 de julho de 1914,
faleceu solteira em 28 de junho de 1988.

1.7..Fileta Camponeza de Caldas (Benzica), nascida


em 7 de agosto de 1878 em Caldas, Minas Gerais,
não encontramos seu registro de batismo, seus
pais haviam adotado a religião protestante em 30
de junho de 1878. Faleceu no Rio de Janeiro em
24 de novembro de 1936. Teve o nome de
Camponeza por ter sido uma criança robusta. Em
Belo Horizonte, em 24 de dezembro de 1904,
casou em primeiras núpcias com o dentista
Charles Bradlaw Norris, nascido em Americana,
SP, em 7 de maio de 1881 e falecido na França em
10 de outubro de 1918, filho do Oficial
Confederado Norte Americano Robert Norris,
nascido em 7 de março 1837 e falecido em
Americana em 14 maio de 1913, e de Pattie Norris.
Neto do norte americano Coronel W. H. Norris,

XXXIX
nascido em Oglethrop em 17 de setembro de 1800
e de Mary B. Norris, nascida em Pendleton D.C.,
USA, em 1 de novembro de 1811, ambos falecidos
em 1893 em Americana, ele em 13 de julho e ela
em 3 de agosto. Veio, o Cel. Confederado Wilhiam
Norris, com a família para o Brasil, liderando um
grupo de imigrantes fundadores da cidade paulista
de Americana. Com a entrada dos Estados Unidos,
em 6 de abril de 1917, na primeira guerra mundial,
residindo no Canadá, Charles Norris manda a
família de volta para o Brasil e se alista no exército
canadense, vindo a falecer na França, nas
vésperas do armistíçio assinado em 11 de
novembro de 1918. O casal teve tres filhas. Viuva,
Fileta casou em segundas núpcias com João
Ignácio da Fonseca, nascido em 28 de setembro
de 1877 e falecido em 4 de julho de 1934, sem
geração.
Filhas do primeiro matrimonio:
1.7.1..Mariana Yolanda Norris, nascida em 8 de
dezembro de 1905, faleceu em 31 de julho de
1981. Foi casada em primeiras núpcias com
Alberto Chaves com quem teve tres filhos.
Unida em segundas núpcias a Oswaldo
Euclides de Souza Aranha, teve mais um
filho.
Filhos do primeiro matrimonio:
1.7.1.1..Eurico Norris Chaves, nascido em 13
de fevereiro de 1923, falecido, foi
casado Barbara Cole com quem tem
duas filhas: Leslie e Lorena, ambas
casadas, cada uma com um casal de
filhos. Vivem nos Estados Unidos da
América.
1.7.1.2..Humberto Norris Chaves, nascido em
23 de janeiro de 1924, faleceu em 30

XL
de março de 1990. Foi casado em
primeiras núpcias com Mara Garcez
com quem tres filhos: Casado em
segundas núpcias com Neuza, tem
um filho deste casamento.
do primeiro matrimônio:
1.7.1.2.1..Heloisa Garcez Chaves,
nascida em 3 de abril de
1946, foi casada em
primeiras núpcias com José
Carlos Ribeiro da Silveira,
com quem tem dois filhos:
Ricardo nascido em 21 de
novembro de 1969 e
Carmen Silvia nascida em
19 de julho 1968, esta é
casada com Mario Caritá
com quem tem um filho:
Lucas, nascido em 21 de
janeiro de 1990. Heloisa é
casada em segundas
núpcias com Claudio
Fernando da Cunha
Noronha.
1.7.1.2.2..Yolanda Garcez Chaves,
nascida em 27 de abril de
1947 foi casada com
Oswaldo Guimarães
Amorim, com quem tem um
filho: Oswaldo nascido em
16 de setembro de 1969.
Casada em segundas
núpcias com Leonardo
Pereira de Souza, tem com
este mais um filho: Daniel

XLI
nascido em 27 de outubro
de 1976.
1.7.1.2.3..Eliane Garcez Chaves,
nascida em 28 de junho de
1950, é casada com Ricardo
Schwery com quem tem dois
filhos: Gabriela nascida em
16 de dezembro de 1979, e
Cristina nascida em i de
junho de 1981.
do segundo matrimônio:
1.7.1.2.4..Alberto, nascido em 14 de
fevereiro de 1972
1.7.1.3..Magalí, falecida aos dois anos de
idade.
Filho do segundo matrimonio:
1.7.1.4..Luiz Oswaldo Norris Aranha, nascido
em 19 de outubro de 1938, foi casado
em primeiras núpcias com Maria
Ignez Prado Lopes com quem tem
uma filha: Ana Maria. Casado em
segundas núpcias com Marilia Bastos
Menezes tem mais quatro filhos: José
Oswaldo, Luiz Mauricio, e os gêmeos
Pedro Euclides e Maria Beatriz.
1.7.1.4.1..Ana Maria, nascida em 25
de dezembro de 1966, é
separada de Ramiro, com
quem tem um filho: Thiago,
nascido em 5 de novembro
de 1989.
1.7.1.4.2..José Oswaldo, nascido em
29 de janeiro de 1973
1.7.1.4.3..Luiz Mauricio, nascido em
29 de novembro de 1974.

XLII
1.7.1.4.4..Pedro Euclides, nascido em
19 de julho de 1977.
1.7.1.4.5..Maria Beatriz, nascida em
19 de julho de 1977.
1.7.2..Wanda Mafalda Norris, nascida em 4 de abril
de 1907, faleceu no Rio de Janeiro em 15 de
setembro de 1978, foi casada com Mozart
Antunes Maciel nascido em 10 de outubro de
1904 e falecido no Rio de Janeiro em 1 de
novembro de 1982, com quem teve duas
filhas:
1.7.2.1..Magalí Norris Antunes Maciel,
nascida no Rio de Janeiro, em 26 de
setembro de 1939. Em 14 de
novembro de 1962, no Rio de Janeiro,
casou com Oswaldo Euclides Aranha
nascido no Rio de Janeiro em 12 de
março de 1936, filho de Ciro Aranha e
de Nair Aranha, com quem tem dois
filhos:
1.7.2.1.1..Cyro Antunes Maciel
Aranha, nascido no Rio de
Janeiro em 4 de junho de
1964
1.7.2.1.2..Adriana Antunes Maciel
Aranha, nascida no Rio de
Janeiro em 27 de julho de
1966, casou em Curitiba,
em 27 de novembro de
1990, com Carlos Eduardo
Hapner, nascido em Curitiba
em 8 de setembro de 1959,
filho de Ozias Eduardo
Hapner e de Maryse
Manfredini Hapner. O casal
tem duas filhas: Fernanda

XLIII
nascida em 28 de novembro
de 1991 e Paula, nascida
em 2 de fevereiro de 1994.
1.7.2.2..Liana Norris Antunes Maciel, nascida
em 25 de julho de 1942, faleceu em
30 de novembro de 1974. foi casada
com Luiz Fernando Salgado Candiota
com quem tem tres filhos:
1.7.2.2.1..Vivianne, nascida em 12 de
janeiro de 1963, casou com
Luis Henrique Bevilaqua,
com quem tem dois filhos:
Pedro Henrique Candiota
Bevilaqua, nascido em 20 de
agosto de 1993; e Francisco
Candiota Bevilaqua, nascido
em 13 de outubro de 1998.
1.7.2.2.2..Daniella, nascida em 15 de
junho de 1965.
1.7.2.2.3..Leonardo, nascido em 10
de setembro de 1966.

1.7.3..Beatriz Noemia Norris, nascida em 22 de


agosto de 1908, faleceu em 2 de setembro de
1979. Foi casada em primeiras núpcias com
Newton Brandão, nascido em 10 de setembro
de 1880 e falecido em 21 de julho de 1936,
com quem teve uma única filha: Doris. Casou
em segundas núpcias com Milan Stricker,
norte americano nascido em 16 de julho de
1908, sem geração.
1.7.3.1..Doris Norris Brandão, nascida em 12
de agosto de 1928, foi casada em
primeiras núpcias Michael Kazmer
com quem tem. duas filhas: Linda
Carol e Gary Wayne. Casou em

XLIV
segundas núpcias com Vincent
Marques, nascido em 16 de agosto de
1916 e falecido em 8 de julho de
1961.
1.7.3.1.1..Linda Carol, nascida em 26
de março de 1950, é
separada de John
Dannemann, com quem tem
dois filhos: Katie Nöel.
1.7.3.1.2..Gary Wayne, nascido em
27 de fevereiro de 1951 é
casado com Elizabeth
Bindas.

1.8..Eunice Peregrina de Caldas, nascida em 15 de


novembro de 1879 em Caldas, Minas Gerais, foi
batisada em 23 de novembro, com oito dias de
nascida na Igreja Presbiteriana. Faleceu em
S.Paulo em 31 de julho de 1967. Teve o nome de
Peregrina por ter, com poucos meses de idade,
viajado como se iniciasse uma peregrinação. Foi
excepcional educadora, pioneira do movimento
feminista no Brasil, e uma das fundadoras do Liceu
Feminino, em Santos. Escritora brilhante, publicou
entre poesias, contos e peças para teatro, os
seguintes trabalhos: Amphitrite, Ressurreição,
Espinhos e Rosas, Scenas Domésticas, Instituto
Maria Braz, Inezilha Bráz, A Pequena Sensitiva,
Sobre o Atlantico, O Enigma, A Psycologia do Lar,
Paiz Fulgurante, A Cigarra e a Formiga, A Gata
Borralheira, O Jardim Celestial, As Moças da
Moda, A Esmola e Pátria. O jornal santista, A
Tribuna, de 24 de setembro de 1967, publicou
extenso artigo, a ela dedicado, assinado por Daniel
Bicudo. Faleceu solteira.

XLV
2..Joaquim José dos Santos Pereira, nasceu na Fazenda
da Cachoeira, Itajubá, em 16 de agosto de 1840, casou
com Venturosa Ribeiro dos Santos, com quem teve
quatro filhos conhecidos. De fonte não muito segura,
registramos a informação de que, além desses quatro,
houve mais cinco filhos: Benedita, Arthur, Raul, José e
Jorge.
2.1..Filomena dos Santos Pereira, casada com Higino
Batista de Carvalho, com quem teve sete filhos:
2.1.1..Pedro Batista de Carvalho
2.1.2..Antonio Batista de Carvalho
2.1.3..Luiz Batista de Carvalho
2.1.4..Joaquim Batista de Carvalho
2.1.5..Venturosa Batista de Carvalho
2.1.6..José Batista de Carvalho
2.1.7..Lourdes Batista de Carvalho
2.2..Ursolina dos Santos Pereira, casada com Sebatião
Barbosa, com quem teve seis filhos:
2.2.1..Benedita Barbosa dos Santos
2.2.2..Saturnino Barbosa dos Santos
2.2.3..Eponina Barbosa dos Santos
2.2.4..Amélia Barbosa dos Santos
2.2.5..Alaor Barbosa dos Santos
2.2.6..João dos Santos Barbosa
2.3..Mercedes dos Santos Pereira, de quem nada mais
sabemos.
2.4..Edmundo Dantés Pereira dos Santos, casado com
Saturnina Araujo, filha de Firmino Pereira de
Araujo e de Maria Cirilo Araujo, com quem teve
seis filhos:
2.4.1..Zenith dos Santos Pereira , casada com
alguem de sobrenome Rossi.
2.4.2..Rubens Araujo dos Santos Pereira
2.4.3..Olga Venturosa Araujo dos Santos Pereira
2.4.4..Zenaide Araujo dos Santos Pereira

XLVI
2.4.5..Maria de Lourdes dos Santos Pereira,
casada com alguém de sobrenome Monteiro
de Barros
2.4.6..Diva Araujo dos Santos Pereira, casada com
alguém de sobrenome Abreu.
3..João Manoel dos Santos Pereira, nasceu na Fazenda
da Cachoeira em 1850, viveu toda sua vida em Itajubá,
onde foi fazendeiro, comerciante, fiscal da Câmara
Municipal e Juiz Municipal de Orphãos, interino em
1870. Faleceu em 22 de junho de 1899. Casou em 28
de novembro de 1874 com Matilde Honória Oliveira,
com quem teve quatro filhos: (elementos extraídos dos
arquivos paroquiais de Itajubá, por José Armelim
Guimarães)
3.1..Albino dos Santos Pereira, nascido em 14 de
novembro de 1877, faleceu em seguida.
3.2..Teodomiro dos Santos Pereira nascido em 1882
3.3..Jovina dos Santos Pereira, nascida em 3 de março
de 1886
3.4..Sebastiana dos Santos Pereira, nascida em 22 de
janeiro de 1888, faleceu em 2 de novembro de
1951. Foi casada em 19 de janeiro de 1918 com
José Teixeira.
4.. Candido Pereira dos Santos, “Candico”, nasceu em 11
de maio de 1864 na Fazenda da Cachoeira onde
passou sua infância e teve, durante uns tempos, por
companheiro de brincadeiras seu sobrinho um ano
mais moço, Vital Brazil Mineiro da Campanha. Aos
treze anos de idade, perdeu seu pai, falecido em 1877,
o que fez o jovem deixar os estudos e passar a viver
na Chácara do Paraizo, onde foi agricultor, e aí faleceu
aos 71 anos de idade em 1935. Casou com sua prima
Maria Celestina Pereira dos Santos, filha de Antonio
Pereira dos Santos e de Ana Vitória, citada em 2.1 de
&..3, do capítulo I adiante, com quem teve quinze
filhos:

XLVII
4.1..Candida Pereira dos Santos
4.2..Maria Pereira dos Santos
4.3..José Candido Pereira dos Santos
4.4..Ana Pereira dos Santos
4.5..Mariana Pereira dos Santos
4.6..Francisco Pereira dos Santos
4.7..Antonio Pereira dos Santos
4.8..Lucia Pereira dos Santos
4.9..Sebastião Pereira dos Santos
4.10.Manoel Pereira dos Santos
4.11.Julia Pereira dos Santos
4.12.Joaquina Pereira dos Santos
4.13.Lucinda Pereira dos Santos
4.14.Lina Pereira dos Santos
4.15.Henrique Pereira dos Santos

4.1..Candida Pereira dos Santos, casou com Gastão


Goulart de Azevedo, com quem teve nove filhos:
4.1.1..Maria Goulart Azevedo, casada com Antonio
Pereira Machado, com quem teve seis filhos:
4.1.1.1..Maria Aparecida Goulart Machado
4.1.1.2..Nilton Goulart Machado
4.1.1.3..Nelson Goulart Machado
4.1.1.4..Mirtes Goulart Machado
4.1.1.5..Ana Amélia Goulart Machado
4.1.1.6..Célio Goulart Machado
4.1.2..Lucinda Goulart de Azevedo, casada com
Agenor Evaristo de Moraes, com quem teve
cinco filhos:
4.1.2.1..Gastão Goulart de Moraes
4.1.2.2..Odair Goulart de Moraes
4.1.2.3..Fernando Goulart de Moraes
4.1.2.4..Rosa Goulart de Moraes
4.1.2.5..Gilbert Goulart de Moraes
4.1.3..Alice Goulart de Azevedo, casada com
Francisco Toledo, com quem teve tres filhos:

XLVIII
4.1.3.1..Francisco Toledo Júnior
4.1.3.2..Maria Alice Goulart Toledo
4.1.3.3..José Rodolfo Goulart Toledo
4.1.4..Julia Goulart de Azevedo, casada com Celso
da Gama Pinto, com quem teve seis filhos:
4.1.4.1..Alvaro Luis Goulart Pinto
4.1.4.2..Jade Goulart Pinto
4.1.1.3..Tânia Goulart Pinto
4.1.1.4..Celso Goulart Pinto
4.1.1.5..Raul Goulart Pinto
4.1.1.6..Carlos Antonio Goulart Pinto
4.1.5..Isaltina Goulart de Azevedo, solteira.
4.1.6..Mario Goulart de Azevedo, casado com
Dayla Sanches Lisboa, filha de Vicente
Sanches e de Amélia Lisboa, o casal teve
quatro filhos:
4.1.6.1..Maria Candida Lisboa Azevedo
4.1.6.2..Carlos Vicente Lisboa Azevedo
4.1.6.3..Ana Maria Lisboa Azevedo
4.1.6.4..José Gastão Lisboa Azevedo
4.1.7..Carlos Goulart de Azevedo, solteiro
4.1.8..Regina Goulart de Azevedo, solteira
4.1.9..Guiomar Goulart de Azevedo
4.2..Maria Pereira dos Santos, casada com Gaspar
Goulart de Azevedo, com quem teve sete filhos:
4.2.1..João Goulart de Azevedo, casado em
primeiras núpcias com Antonia Rodrigues dos
Santos com quem teve seis filhos, e em
segundas núpcias com Ignácia com quem
teve mais um filho:
4.2.1.1..Roberto Goulart de Azevedo
4.2.1.2..Tereza Goulart de Azevedo
4.2.1.3..Fausto Goulart de Azevedo
4.2.1.4..Nelson Goulart de Azevedo
4.2.1.5..Anita Goulart de Azevedo
4.2.1.6..Floriano Goulart de Azevedo

XLIX
4.2.1.7..Luiz Bernardo Goulart de Azevedo
4.2.2..Antero Goulart de Azevedo
4.2.3..Emerenciana Goulart de Azevedo, casada
com Sebastião Siqueira, com quem teve sete
filhos:
4.2.3.1..Gaspar Luiz Goulart Siqueira
4.2.3.2..José Carlos Goulart Siqueira
4.2.3.3..Francisco Sales Goulart Siqueira
4.2.3.4..Mario Lúcio Goulart Siqueira
4.2.3.5..Silvio R. Goulart Siqueira
4.2.3.6..Maria A. Goulart Siqueira
4.2.3.7..Angela Maria Goulart Siqueira
4.2.4..José Goulart de Azevedo, desconhecemos o
nome de sua mulher, teve quatro filhos:
4.2.4.1..Maria Célia Goulart, casada com Jair
Braga.
4.2.4.2..Edir Goulart, casada com Antonio
Pereira
4.2.4.3..Maria aparecida Goulart Azevedo
4.2.4.4..Adalia Goulart Azevedo
4.2.5..Maria Goulart de Azevedo, casada com
Francisco Onorato da Silva, com quem teve
dez filhos:
4.2.5.1..José
4.2.5.2..Antero
4.2.5.3..Gaspar
4.2.5.4..Elio
4.2.5.5..Thereza
4.2.5.6..Maria Aparecida
4.2.5.7..Aloisio
4.2.5.8..Dirce
4.2.5.9..Roberto
4.2.5.10.Célio
4.2.6..Luiz Goulart de Azevedo, desconhecemos o
nome de sua mulher, teve pelo menos uma
filha;

L
4.2.6.1..Marizia
4.2.7..Áurea Goulart de Azevedo, casada com
Salles, com quem teve tres filhos:
4.2.7.1..Wilsom
4.2.7.2..Sonia
4.2.7.3..Silvia
4.3..José Candido Pereira dos Santos, casado em
primeiras núpcias com Maria dos Santos com
quem teve uma filha: Maria Pereira dos Santos.
Casado em segundas núpcias com Virginia
Rodrigues da Silva, teve com esta mais cinco
filhos:
4.3.1..Maria Pereira dos Santos, casada com
Benedito Américo Dias Pereira, com quem
teve dez filhos:
4.3.1.1.Américo Pereira dos Santos
4.3.1.2..José Pereira dos Santos
4.3.1.3..Leonardo Pereira dos Santos
4.3.1.4..Reynaldo Pereira dos Santos
4.3.1.5..Wagner Pereira dos Santos
4.3.1.6..Odair Pereira dos Santos
4.3.1.7..Elizabete Pereira dos Santos
4.3.1.8..Maria da Gloria Pereira dos Santos
4.3.1.9..Vera Pereira dos Santos
4.3.1.10.Zilda Pereira dos Santos
4.3.2..Benedito Pereira dos Santos, esforçado e
talentoso empreendedor, se tornou um bem
sucedido empresário em Itajubá, onde possui
uma empresa de construção civil, o melhor e
mais bem montado hotel da região, e algumas
fazendas. É casado com sua prima Maria
Bernadete Muniz, ( a mãe de Bernadete é
irmã da mãe de Benedito) com quem tem seis
filhas:
4.3.2.1..Helena Pereira dos Santos
4.3.2.2..Magda Pereira dos Santos

LI
4.3.2.3..Suely Pereira dos Santos
4.3.2.4..Mara Pereira dos Santos
4.3.2.5..Nara Pereira dos Santos
4.3.2.6..Agda Pereira dos Santos
4.3.3..Gabriel Pereira dos Santos, casado com
Clara dos Santos, com quem tem sete filhos:
4.3.3.1..Candido Pereira dos Santos
4.3.3.2..Lucia Maria Pereira dos Santos
4.3.3.3..Carlos Pereira dos Santos
4.3.3.4..Lafayete Pereira dos Santos
4.3.3.5..Maria Gorete Pereira dos Santos
4.3.3.6..Christina Pereira dos Santos
4.3.3.7..Virginia Pereira dos Santos
4.3.4..Maria da Gloria Pereira dos Santos, casado
com Benedito Rodrigues da Silva com quem
teve cinco filhos:
4.3.4.1..Isabel
4.3.4.2..Elisabete
4.3.4.3..Gilberto
4.3.4.4..Dalmo
4.3.4.5..Rosaura
4.3.5..Maria Noemia Pereira dos Santos, casada
com Ruy Braga, com quem teve oito filhos:
4.3.5.1..José Silvio
4.3.5.2..Adalberto
4.3.5.3..Ruy Tadeu
4.3.5.4..Helena
4.3.5.5..Estela
4.3.5.6..Alcyr
4.3.5.7..Virginia
4.3.5.8..Carlos Alberto
4.3.6..Benedita Pereira dos Santos, artista plástica
de renome, reside em São Paulo. É casada
com Eurico Melo, com quem tem quatro filhos:
4.3.6.1..Myrna
4.3.6.2..Julio

LII
4.3.6.3..Márcia
4.3.6.4..Jorge Eurico
4.4..Ana Pereira dos Santos, casada com Jorge
Pereira da Silva, com quem teve sete filhos:
4.4.1..Maria
4.4.2..Benedita
4.4.3..Leontina
4.4.4..Bernadino
4.4.5..Maria José
4.4.6..Eugênia
4.4.7..Jorge
4.5..Mariana Pereira dos Santos, solteira.
4.6..Francisco Pereira dos Santos casado com Mariana
Nunes, com quem teve tres filhos:
4.6.1..Benedita Pereira dos Santos, solteira.
4.6.2..Lourdes Pereira dos Santos, casada com
Manoel Andrade
4.6.3..Lidia Pereira dos Santos casada com João
dos Passos
4.7..Antonio Pereira dos Santos, casado com Ana Lobo
com quem teve oito filhos:
4.7.1..José Pereira dos Santos
4.7.2..Pedro Pereira dos Santos
4.7.3..Francisco Pereira dos Santos
4.7.4..Maria Bernadete Pereira dos Santos
4.7.5..Maria Luzia Pereira dos Santos, casada com
Walderico Lemos, com que tem quatro filhos:
4.7.5.1..Ana Maria Lemos
4.7.5.2..Marcia Christina Lemos
4.7.5.3..José Marcio Lemos
4.7.5.4..Walderico Lemos Júnior
4.7.6..Benedito Pereira dos Santos
4.7.7..Sebastião Pereira dos Santos
4.7.8..Paulo Pereira dos Santos
4.8..Lucia Pereira dos Santos, casada com José
Ribeiro Cardoso, com quem teve um filho:

LIII
4.8.1..Irineu Ribeiro Cardoso, casado com Matilde
Maduro
4.9..Sebastião Pereira dos Santos, casado com
Josefina Ribeiro, com quem teve sete filhos:
4.9.1..Maria José
4.9.2..Sebastião
4.9.3..Terezinha
4.9.4..Bernadete
4.9.5..G...
4.9.6..Ilton
4.9.7..Benedito
4.10.Manoel Pereira dos Santos, casado com Maria
Dias Velozo, com quem teve cinco filhos:
4.10.1..Benedito Pereira dos Santos, casado com
Maria Antonia Pivato, com quem teve seis
filhos:
4.10.1.1..Antonio Carlos
4.10.1.2..Adilson
4.10.1.3..Paulo
4.10.1.4..Elio
4.10.1.5..Zenilda
4.10.1.6..Lourdes
4.10.2..Carlos Pereira dos Santos, casado Anita
Barbosa, com quem teve quatro filhos:
4.10.2.1..Marlene
4.10.2.2..Ednei
4.10.2.3..Mauro Donizeti
4.10.2.4..Carlos
4.10.3..Maria da Glória Pereira dos Santos, casada
com Francisco Flauzino, com quem teve oito
filhos:
4.10.3.1..José Gilberto Freitas
4.10.3.2..Elenice
4.10.3.3..Marly
4.10.3.4..Marcos
4.10.3.5..Maria

LIV
4.10.3.6..Celso
4.10.3.7..Sebastião
4.10.3.8..João Celio
4.10.4..Denize Pereira dos Santos, casada com
Agenor Cunha da Silva, com quem teve seis
filhos:
4.10.4.1..José Carlos dos Santos Cunha
4.10.4.2..Maria Regina dos Santos Cunha
4.10.4.3..Sonia Aparecida dos Santos Cunha
4.10.4.4..Lenita dos Santos Cunha
4.10.4.5..Rosaly dos Santos Cunha
4.10.4.6..Neyde dos Santos Cunha
4.10.5..Luiz Pereira dos Santos, casado com
Benedita Flauzina, com quem teve oito filhos:
4.10.5.1..José Aylton dos Santos
4.10.5.2..Maria Elizabete dos Santos
4.10.5.3..Antonio Celio dos Santos
4.10.5.4..Benedito Carlos dos Santos
4.10.5.5..Joana D’Arc dos Santos
4.10.5.6..Aparecida Zilda dos Santos
4.10.5.7..Nelson Luiz dos Santos
4.10.5.8..Estela dos Santos
4.11.Julia Pereira dos Santos, casada com José
Rodrigues da Silva, sem geração.
4.12. Joaquina Pereira dos Santos, solteira.
4.13.Lucinda Pereira dos Santos, solteira.
4.14.Lina Pereira dos Santos, casada com João Pinto
de Noronha, sem geração.
4.15.Henrique Pereira dos Santos, casado com Jovina
Dias Veloso, com quem teve onze filhos:
4.15.1..Maria aparecida Pereira dos Santos
4.15.2..Ivone Maria Pereira dos Santos
4.15.3..Candido Pereira dos Santos
4.15.4..Neusa Pereira dos Santos
4.15.5..Eunice Pereira dos Santos
4.15.6..Maria Célia Pereira dos Santos

LV
4.15.7..Zilda Pereira dos Santos
4.15.8..José Célio Pereira dos Santos
4.15.9..Paulo Dimas Pereira dos Santos
4.15.10.Benedita Celestina Pereira dos Santos
4.15.11.Joaquim Carlos Pereira dos Santos

5..Maria da Conceição dos Santos Pereira, casada com


seu primo, José Pereira dos Santos, filho de Francisco
dos Santos Pereira e de Maria do Espírito Santo,
citado com a descendência em 1.. do & 3 adiante:

& II

Mariana José dos Santos Pereira, nascida na Fazenda


do Rio Manso em 1812, casou com seu primo Manoel
José Pereira Júnior, (Coronel Júnior) nascido em 1815,
filho de Manoel José Pereira e de Ana Clara dos Santos
Cabral com quem teve quatro filhos. No mapa da
população de N.S. da Soledade da Boa Vista de Itajubá,
de 1838, registra como fazendeiro que tem uma tropa de
bestas mansas e 48 escravos. Na companhia dos casal
ainda vivia a avó de ambos “Luiza Ignácia, vó, com 72
anos.” ou seja Luiza Pereira, viuva do português José
Manoel Pereira

1..José Manoel Pereira Cabral


2..Joaquim José Pereira dos Santos
3..Anselmo Pereira dos Santos Cabral
4..Evaristo Pereira dos Santos Cabral

1.. José Manoel Pereira Cabral, nasceu em 14 de


fevereiro de 1837, formado em Ciências Jurídicas e
Sociais pela Faculdade de Direito de S. Paulo, em 22
de novembro de 1861, retornou a sua terra natal,
Itajubá, onde iniciou sua carreira como advogado,

LVI
alcançando o respeito e a consideração pública. Ao
tempo do império chefiou o Partido Conservador,
ocupando a vereança por duas vezes. Foi eleito
Deputado Provincial em duas legislaturas, 1881 e
1884. Após o último mandato, foi nomeado Juiz
Municipal, e mais tarde Juiz de Direito de Itajubá,
cargo que tomou posse em 19 de junho de 1890, após
ter exercido este mesmo cargo na Comarca de
Mococa. Ainda estudante de direito, em 7 de janeiro de
1861, casou com sua tia Mariana Pereira dos Santos,
com quem teve nove filhos:
1.1..Rosendo Cabral, faleceu solteiro.
1.2..Sebastião Cabral, casado com Mathilde Dale
Affalo, com quem teve quatorze filhos:
1.2.1..Erasmo Cabral, casado com Judith Cleto
Duarte, com quem teve treze filhos:
1.2.1.1..Francisca Cabral casada com Silvino
1.2.1.2..José Cabral casado com Stela
1.2.1.3..Walter Cabral, casado com Ana
Heloisa Rennó Ribeiro, filha de
Carlos Ribeiro Filho e de Maria do
Carmo Rennó, citada em 3.11 do &..2,
do capítulo II adiante. O casal teve
sete filhos: Hebe Heloisa, Carlos
Marcio, Helia Maria, Luiz Walter,
Helga Elisabeth, José Aloisio e Astrid
Tereza.
1.2.1.4..Elcio Cabral casado com Mary
1.2.1.5..Jurandy Cabral casado com Santiago
1.2.1.6..Coralia Cabral, casada com José
Otaviano Azevedo, com quem teve
tres filhos: José Wagner; Marialda e
Otaviano Fávio.
1.2.1.7..Celso Cabral casado com Carmem
1.2.1.8..Sebastião Cabral, casado com Célia

LVII
1.2.1.9..Aydee Cabral, casada com José
Junqueira
1.2.1.10.Heitor Cabral, casado com Walma
1.2.1.11.Ayrton Erasmo Cabral, casado
1.2.1.12.Erasmo Cabral
1.2.1.13.Maria Candida Cabral, casada com
Menú

1.2.2..Maria Luzia Cabral, (Miquita) casada com


Eurico Viana, com quem teve cinco filhos:
1.2.2.1..Tereza Cabral Viana,casada com
Luiz, teve tres filhos: Carlos, Tarcisio
e Maria Luiza.
1.2.2.2..Matilde Cabral Viana, falecida.
1.2.2.3..Roberto Cabral Viana, falecido.
1.2.2.4..Maria Aparecida Cabral Viana,
falecida.
1.2.2.5..José Cabral Viana, falecido.

1.2.3..José Acacio Cabral, casado com Maria José


Ribeiro, (Zizita).
1.2.3.1..Amelia Cabral casada com Abilio
Ottoni Guedes Sarmento, com quem teve seis
filhos: Yedda; Yara; Renato; Rodrigo; Abilio e
Rosa Amelia.
1.2.4..Climaco Cabral, casado com Julia Sandy,
com quem teve sete filhos:
1.2.4.1..Sebastião, falecido.
1.2.4.2..Matilde, falecida
1.2.4.3..Juanita Cabral, solteira.
1.2.4.4..José Roberto Cabral, casado com
Neuza
1.2.4.5..João Climaco Cabral, sacerdote.
1.2.4.6..Maria Benedita Cabral, solteira.
1.2.4.7..Paulo Cabral casado com Maria Luiza

LVIII
1.2.5..Benedito Cabral, casado em primeiras
núpcias com Maria Ribeiro Azevedo (Lia), e
em segundas núpcias com Carolina Honorio
de Assis. São filhos do primeiro casamento:
1.2.5.1..Maria Terezinha Cabral, casada com
João Manoel do Espirito Santo.
1.2.5.2..Renato Cabral, casado com Maria
Sylvia Macedo
1.2.5.3..Sergio Cabral, casado com Ernestina
Silva
1.2.5.4..Matilde Benedita Cabral, casada com
Vicente Vilhena de Carvalho.

Filhos do segundo casamento:


1.2.5.5..Maria do Carmo Cabral, casada com
Antonio Salomon
1.2.5.6..Jose de Assis Cabral, solteiro.
1.2.5.7..Marcia Cabral, casada com Edson
Kenji Nishimaki, com quem tem dois
filhos: Crystiane e Edimara.
1.2.5.8..Gema Galgani Cabral, casada com
José Fabiano Mohallem Carneiro.
1.2.5.9..Maria do Rosario Cabral, casada com
Jose Carlos Lisboa Jorge.
1.2.6..Ayres Cabral, casado com Maria do Carmo
Silva, sem geração.
1.2.7..Omar Cabral, solteiro.
1.2.8..Iracema Cabral
1.2.9..Dirceu Cabral
1.2.10..Josefina Cabral
1.2.11..Vital Cabral
1.2.12..Glicerio Cabral
1.2.13..Luis I Cabral
1.2.14..Luis II Cabral

LIX
1.3..José Manso Pereira Cabral, casado com Amélia
Lopes, com quem teve seis filhos:
1.3.1..Almerinda Cabral, casada com Josino Dias,
com quem teve dois filhos:
1.3.1.1..Jerson Dias
1.3.1.2..Zilá Dias, casada com Perlingeiro
1.3.2..Alvaro Cabral
1.3.3..Maria da Gloria Cabral
1.3.4..Ernani Cabral
1.3.5..Arnaud Cabral
1.3.6..Eunice Cabral
1.3.7..José Manso Cabral
1.4..João Cabral, casado com Maria José de
Magalhães.
1.5..Agnelo Cabral, casou em primeiras núpcias com
Judith de Barros, com quem teve um filho: José.
Em segundas núpcias casou com Rita de Toledo,
com quem teve mais oito filhos:
1.5.1..José de Barros Cabral, faleceu solteiro.
1.5.2..Judith Toledo Cabral, casada com Sebastião
Alvares Ribeiro, com quem teve tres filhos:
1.5.2.1..Paula Marília
1.5.2.2..Estela Regina
1.5.2.3..Rubens
1.5.3..Mariana Toledo Cabral, casada com Luiz
Gomes Viana, com quem teve oito filhos:
1.5.3.1..Miriam
1.5.3.2..Luiz Fernando
1.5.3.3..Thereza
1.5.3.4..Arlete
1.5.3.5..Marlene
1.5.3.6..João Gualberto
1.5.3.7..Rubra
1.5.3.8..Creonice
1.5.4..Ana Clara Toledo Cabral, solteira.

LX
1.5.5..Maria José Toledo Cabral, casada com, seu
primo, Sebastião Cabral dos Santos, filho de
José Acácio Pereira dos Santos e de
Joaquina Cabral dos Santos, em 1.4.4. do &
III adiante, e aí com geração.
1.5.6..Clarice Toledo Cabral, solteira.
1.5.7..Ivete Toledo Cabral, solteira.
1.5.8..Sebastiana Toledo Cabral, solteira.
1.5.9..Benedito Toledo Cabral, casado com Maria
José, com quem teve tres filhos:
1.5.9.1..Rita Maria
1.5.9.2..Sergio
1.5.9.3..João Cesar
1.5.10.Maria da Glória Toledo Cabral, casada com
Rafael.
1.6..Maria Pereira Cabral, casada em primeiras
núpcias com Francisco Vilela Palma, e em
segundas núpcia com Ludgero Augusto Pereira,
sem geração.
1.7..Joaquina Cabral dos Santos, casada com seu
primo, José Acácio Pereira dos Santos, em 1.4 do
&.III adiante, e aí com geração descrita
1.8..Francisca Cabral dos Santos, casada com
Mauricio Pereira dos Santos, em 1.2 do &.III
adiante, sem geração.
1.9..Sergio Cabral, faleceu solteiro.

2.. Joaquim José Pereira dos Santos, casado com Lucia


Pereira Guimarães, filha de Francisco José Pereira e
de Ana Guimarães, citada em 2 &. VIII, do capítulo II
adiante, com quem teve tres filhos:
2.1..Mariana Pereira dos Santos
2.2..Maria Pereira dos Santos
2.3..Rita Pereira dos Santos

LXI
3..Anselmo Pereira dos Santos Cabral, casado com
Mariana Pereira dos Santos, citada em 6 do &. III
adiante, filha de Francisco Manoel dos Santos Pereira
e de Lucinda dos Santos Pereira, com quem teve um
filho:
3.1..Francisco Anselmo Pereira dos Santos Cabral,
casado, desconhecemos o nome de sua mulher,
teve cinco filhos:
3.1.1..Mariana Faria dos Santos, casada com João
Florêncio.
3.1.2..Joaquim Anselmo Faria dos Santos, casado
em segundas núpcias com Nair R. Leite.
3.1.3..José Cabral dos Santos, casado.
3.1.4..Sebastião Cabral dos Santos, casado.
3.1.5..Carmen Faria dos Santos, solteira.
4..Evaristo Pereira dos Santos Cabral, casado com
Josepha Maria Xavier, com quem teve uma filha:
4.1..Maria dos Santos Cabral, foi a segunda mulher de
João Cândido Pereira Rennó, com quem teve oito
filhos. Descendencia descrita em 1.1.. do & II, do
capítulo II adiante.

& III

Francisco Manoel dos Santos Pereira, nascido na


Fazenda do Rio Manso, em 1816. O mapa da população
de N.S. da Soledade da Boa Vista de Itajubá de 1838, o
registra como lavrador, tendo uma tropa de bestas
mansas e 48 escravos, já era casado com Maria do
Espirito Santo, com 22 anos, (nascida em 1822) e tinha
dois filhos. Foi por tres vezes casado: Em primeiras
núpcias com Ana Maria do Espirito Santo, filha do
Coronel Caetano Ferreira da Costa e Silva e de
Gertrudes Maria Vieira; em segundas núpcias com sua
prima, Lucinda dos Santos Pereira, do & VI do capitulo II

LXII
adiante, filha de sua tia Ana Clara dos Santos Cabral e de
Manoel José Pereira; e em terceiras núpcias com Maria
Cândida da Conceição. Teve dos tres matrimônios sete
filhos:
Do primeiro matrimônio:
1..Jose Pereira dos Santos
2..Antonio Pereira dos Santos
3..Maria Isabel Pereira dos Santos
4..Maria Pereira dos Santos

Do segundo matrimônio:
5..Manoel Theotônio Pereira dos Santos
6..Mariana Pereira dos Santos

Do terceiro matrimônio:
7..Abel Pereira dos Santos

1..José Pereira dos Santos, nascido em Itajubá em 8 de


outubro de 1837, bacharel em Ciências Jurídicas e
Sociais pela Faculdade de Direito de S. Paulo, em
1861, alcançou os mais altos postos da magistratura
sendo Juiz de Direito em Paraizópolis e em Itajubá.
Casou com sua prima, Maria da Conceição dos Santos
Pereira, filha de José Manoel dos Santos Pereira e de
Candida Pereira dos Santos, citada em 5.. do & 1
anterior. O casal teve sete filhos:
1.1..Alzira Pereira dos Santos, casada com José
Mendes, com quem teve uma filha: Salomita
Mendes dos Santos
1.2..Mauricio Pereira dos Santos, casado com
Francisca Cabral, sem geração.
1.3..Thereza Pereira dos Santos, casada com Manoel
Cintra Barbosa Lima, sem geração.
1.4..José Acácio Pereira dos Santos, casado com
Joaquina Cabral dos Santos, com quem teve seis
filhos:

LXIII
1.4.1..José Cabral dos Santos, casado com
Lourdes Salomon, com quem teve sete filhos:
1.4.1.1..José Augusto
1.4.1.2..Maria Elizabet
1.4.1.3..Sérgio
1.4.1.4..Benedito Eugênio
1.4.1.5..Celeste Maria
1.4.1.6..Maria Célia
1.4.1.7..Mauricio
1.4.2..Maria Cabral dos Santos, solteira.
1.4.3..Benedito Cabral dos Santos, solteiro.
1.4.4..Sebastião Cabral dos Santos, casado com
Maria José Toledo Cabral, com quem teve
onze filhos:
1.4.4.1..José Acácio Cabral dos Santos
1.4.4.2..Joaquina Cabral dos Santos
1.4.4.3..Francisca Cabral dos Santos
1.4.4.4..Benedito Cabral dos Santos
1.4.4.5..Maria Aparecida Cabral dos Santos
1.4.4.6..Maria Dorothéa Cabral dos Santos
1.4.4.7..Maria Auxiliadora Cabral dos Santos
1.4.4.8..Teodomiro Cabral dos Santos
1.4.4.9..Fátima Cabral dos Santos
1.4.4.10.Gaspar Cabral dos Santos
1.4.4.11.José Manoel Cabral dos Santos
1.4.5..Áurea Cabral dos Santos
1.4.6..Carlos Cabral dos Santos, casado com
Giselda Ribeiro Cardoso, com quem teve
quatro filhos:
1.4.6.1..Marta
1.4.6.2..Sonia
1.4.6.3..Marilia
1.4.6.4..Rubia Maria
1.5..Acácia Pereira dos Santos, casada em primeiras
núpcias com Sebastião Teotônio Pereira dos
Santos, e em segundas núpcias com Abel Pereira

LXIV
dos Santos, citado em 7.. adiante, com geração ai
descrita..
1.6..Francisco Pereira dos Santos, casado com Maria
José, com quem teve dez filhos:
1.6.1..Benedito Toledo dos Santos, casado com
Luzia Rennó Carneiro
1.6.2..Sebastião Toledo dos Santos
1.6.3..Maria Toledo dos Santos
1.6.4..Estevania Toledo dos Santos
1.6.5..Guido Toledo dos Santos
1.6.6..José Toledo dos Santos
1.6.7..Francisco Toledo dos Santos
1.6.8..Antonio Maria Toledo dos Santos
1.6.9..Janser Toledo dos Santos
1.6.10.Therezinha Toledo dos Santos, casada com
Glauco Medeiros, sem geração.
1.7..Maria Pereira dos Santos

2..Antonio Pereira dos Santos, nascido em 1835, casado


com Ana Vitória, com quem teve uma única filha:
2.1..Maria Celestina Pereira dos Santos casada com
seu primo, Cândido Pereira dos Santos, (Candico),
filho de José Manoel dos Santos Pereira e de
Cândida Pereira dos Santos, citado em 4. do &..1,
capítulo I retro, onde se encontra a descendência.

3..Maria Izabel Pereira dos Santos, falecida em Itajubá,


em 18 de maio de 1905, foi casada com Francisco
Braz Pereira Gomes, nascido em Itajubá em 28 de
junho de 1840 e aí falecido em 25 de fevereiro de
1914, filho de Manuel José Pereira Gomes e de
Flausina Maria de Jesus. Neto paterno do portrugues
Antonio José Gomes e de Maria Flausina de Jesus.
Neto materno de Antonio Dias Pereira e de Rita
Mendes da Silva. O casal teve oito filhos: (Brasil
Genealógico, tomo II, n° 6, 1968)

LXV
3.1..Wenceslau Braz Pereira Gomes, nasceu em São
Caetano da Vargem Grande, hoje Brasópolis,
Minas Gerais, em 26 de fevereiro de 1868.
Diplomado em 1890 pela Faculdade de Direito de
São Paulo, foi advogado e promotor público em
Monte Santo, Minas Gerais. Sua carreira política
foi rápida e intensa: Deputado Estadual de 1892 a
1898; Deputado Federal de 1903 a 1908;
Presidente do Estado de Minas Gerais de 1909 a
1910, completando o mandato do falecido
Presidente João Pinheiro; e Vice-Presidente da
República no Governo do Marechal Hermes da
Fonseca. Terminado o mandato do Marechal
Hermes, foi indicado e aceito como candidato
conciliatório. Elegendo-se Presidente da República
governou o Brasil de 15 de novembro de 1914 até
o término do seu mandato em 15 de novembro de
1918, quando se retirou da vida pública. Durante
seu governo foi promulgado o Codigo Civil
Brasileiro, instituido o sorteio militar obrigatório, as
finanças tiveram orientação segura, e embora
pacifista convicto, viu-se compelido a declarar, em
20 de outubro de 1917, guerra à Alemanha, ao
lado das nações aliadas. Apesar das dificuldades
surgidas com a guerra, saiu-se tão bem que,
assinado o armistício em 11 de novembro de1918,
quatro dias antes de deixar a presidência, legou ao
seu sucessor o país em ordem e democráticamente
estável. Faleceu em Itajubá, MG, em 15 de maio de
1966. Casou em 12 de setembro de 1892 com
Maria Carneiro Santiago, filha de João Carneiro
Santiago e de Lucinda Pereira Guimarães, citada
em 6 do &. VIII, capítulo II adiante, com quem teve
sete filhos:
3.1.1..José Braz Pereira Gomes, nascido em
Itajubá, em 2 de junho de 1893, casou no Rio

LXVI
em Janeiro, em 22 de março de 1945, com
Silvia Carvalho Ribeiro, nascida no Rio de
Janeiro em 10 de outubro de 1909, filha de
Eurico Ribeiro e de Hilda de Carvalho. Sem
geração.
3.1.2..Odette Braz Pereira Gomes, nascida em
Itajubá, em 12 de outubro de 1896, casou em
Aparecida do Norte, SP, em 27 de dezembro
de 1921, com Sady Luiz de Carvalho,
nascido em Macaé, RJ, em 12 de maio de
1893, e falecido no Rio de Janeiro, em 9 de
julho de 1941, filho de Joaquim Luiz de
Carvalho e de Marina Pinto. O casal teve tres
filhos:
3.1.2.1..Maria Helena Braz de Carvalho,
nascida em Itajubá, em 30 de outubro
de 1922, casou em São Paulo, em 23
de abril de 1966, com João de Deus
Viveiros da Rocha, nascido em Natal,
RN, em 9 de agosto de 1934, filho de
José Pedro da Rocha e de Ilda
Viveiros. Sem geração.
3.1.2.2..Lucy Braz de Carvalho, nascida em
Itajubá, em 13 de março de 1924,
casou em Aparecida do Norte, SP,
em 22 de janeiro de 1946, com Moacir
Dias Pereira, nascido em Itajubá, em
25 de março de 1922, filho do major
João Antonio Pereira e de Maria Dias.
O casal teve quatro filhos:
3.1.2.2.1..Luis Roberto de Carvalho
Pereira, nascido em São
Paulo, em 5 de dezembro de
1946.

LXVII
3.1.2.2.2..Silvia Maria de Carvalho
Pereira, nascida em Itajubá,
em 28 de setembro de 1949.
3.1.2.2.3..Breno de Carvalho Pereira,
nascido em São Paulo, em
25 de abril de 1954.
3.1.2.2.4..Francisco de Paula de
Carvalho Pereira, nascido
em Itajubá, em 8 de
fevereiro de 1956.
3.1.2.3..Hortensia Braz de Carvalho, nascida
em Itajubá, em 9 de outubro de 1926.
3.1.3..Francisco Braz Pereira Gomes, nascido em
Itajubá, em 27 de junho de 1898, casou no
Rio de Janeiro, em 2 de setembro de 1946,
com Lucy Chambelland, nascida no Rio de
Janeiro, em 12 de julho de 1912, filha de
Carlos Chambelland e de Juraci Maia. Sem
geração.
3.1.4..João Braz Pereira Gomes, nascido em
Itajubá, em 8 de janeiro de 1900, aí casou, em
5 de dezembro de 1925, com Maria de
Lourdes Toledo Pereira, nascida em
Guaranésia, MG, em 22 de abril de 1907,
filha do major João Antonio Pereira e de
Maria Lica de Toledo. O casal teve quatro
filhos:
3.1.4.1..Rúbia Braz Pereira Gomes, nascida
em Itajubá, 12 de novembro de 1926,
casou no Rio de Janeiro, em 23 de
janeiro de 1947, com Antonio Franklin
Bueno do Prado, nascido no Rio de
Janeiro, em 5 de julho de 1920, filho
do embaixador Abelardo Bretanha
Bueno do Prado e de Nair de

LXVIII
Carvalho Combacau. O casal teve
cinco filhos:
3.1.4.1.1..João Felipe Franklin Bueno
do Prado, nascido no Rio de
Janeiro, em 24 de julho de
1948.
3.1.4.1.2..Andréa Braz Bueno do
Prado, nascida no Rio de
Janeiro, em 5 de setembro
de 1950.
3.1.4.1.3..Antonio Braz Bueno do
Prado, nascido no Rio de
Janeiro, em 24 de abril de
1957.
3.1.4.1.4..Maria Tereza Bueno do
Prado, nascida no Rio de
Janeiro, em 16 de outubro
de 1960.
3.1.4.1.5..Isabela Bueno do Prado,
nascida no Rio de Janeiro,
em 7 de dezembro de 1966.
3.1.4.2..Pérola Braz Pereira Gomes, nascida
em Itajubá, em 12 de setembro de
1928, casou no Rio de Janeiro, em 12
de setembro de 1951, com Gilberto
Müller Botelho, nascido em
Leopoldina, MG, em 27 de maio de
1927, filho de Ormeu Junqueira
Botelho e de Dora Müller. O casal
teve seis filhos:
3.1.4.2.1..Cláudia Braz Botelho,
nascida no Rio de Janeiro
em 5 de julho de 1952
3.1.4.2.2..Cristiana Braz Botelho,
nascida no Rio de Janeiro
em 24 de abril de 1955

LXIX
3.1.4.2.3..Maria de Lourdes Braz
Botelho, nascida no Rio de
Janeiro em 2 de março de
1957
3.1.4.2.4..Gilberto Braz Botelho,
nascido no Rio de Janeiro
em 24 de abril de 1958
3.1.4.2.5..Marilia Braz Botelho,
nascida no Rio de Janeiro
em 1 de agosto de 1960
3.1.4.2.6..João Braz Botelho, nascido
no Rio de Janeiro em 24 de
fevereiro de 1962
3.1.4.3..Maria Beatriz Braz, (Bia), nascida em
Itajubá, em 25 de dezembro de 1929,
casou no Rio de Janeiro, em 5 de
dezembro de 1950, com César
Queiroz Pinto de Mendonça, nascido
em Terezópolis, RJ, em 11 de maio
de 1929 e falecido no Rio de Janeiro
em 10 de março de 1966, filho de
João Pontes Pinto de Mendonça e de
Stella Lemgruber Queiroz. O casal
teve dois filhos:
3.1.4.3.1..Paulo Cesar Braz Pinto de
Mendonça, nascido no Rio
de Janeiro em 21 de junho
de 1952
3.1.4.3.2..Miriam Braz Pinto de
Mendonça, nascida no Rio
de Janeiro em 12 de maio
de 1957
3.1.4.4..Wenceslau Braz Neto, nascido em
Itajubá, em 29 de junho de 1934,
faleceu no Rio de Janeiro em 5 de
outubro de 1948.

LXX
3.1.5..Mario Braz Pereira Gomes, nascido em
Itajubá, em 18 de junho de 1903, casou no
Rio de Janeiro em 18 de junho de 1925, com
Luiza Lebon Regis, nascida no Rio de
Janeiro, em 18 de abril de 1903, foi batisada
em Itajaí, SC, filha de Gustavo Lebon Régis e
de Júlia de Queirós Nascimento. O casal teve
um filho:
3.1.5.1..Gusvem Lebon Regis Braz, nascido
no Rio de Janeiro, em 19 de junho de
1926, casou no Rio de Janeiro, em 15
de maio de 1950, com Maria Clara
Rodrigues de Castro, nascida no Rio
de Janeiro, em 9 de dezembro de
1930, filha de Domingos Rodrigues
de Castro. O casal teve tres filhos:
3.1.5.1.1..Maria Cristina de Castro
Braz, nascida no Rio de
Janeiro em 22 de maio de
1952
3.1.5.1.2..Gustavo Wenceslau de
Castro Braz, nascido no Rio
de Janeiro em 11 de maio
de 1953
3.1.5.1.3..Mario de Castro Braz,
nascido no Rio de Janeiro
em 29 de abril de 1960
3.1.6..Maria Izabel Braz Pereira Gomes, (Besita),
nascida em Itajubá, em 15 de maio de 1904,
Casou em Aparecida do Norte, SP, em 19 de
agosto de 1924, com José de Oliveira
Marques, nascido em Pouso Alto, MG, em 10
de novembro de 189?, falecido em Port of
Spain, Trinidad, em 30 de março de 1950,
filho de Tomé de Oliveira Marques e de

LXXI
Bernardina Maria da Conceição. O casal teve
tres filhos:
3.1.6.1..Hélio Braz de Oliveira Marques,
nascido em Itajubá, em 20 de
setembro de 1925, casou no Rio de
Janeiro, em 20 de julho de 1950, com
Lais Maria Seabra, nascida em
Itajubá, em 22 de março de 1927, filha
de José Rodrigues Seabra e Edith
Pinto. O casal teve tres filhos:
3.1.6.1.1..Maria Isabel Seabra de
Oliveira Marques, nascida
em Acesita, MG, em 20 de
fevereiro de 1951
3.1.6.1.2..José Seabra Braz de
Oliveira Marques, nascida
em Acesita, MG, em 29 de
setembro de 1952
3.1.6.1.3..Claudio Seabra Braz de
Oliveira Marques, nascido
em Volta Redonda, RJ, em
22 de fevereiro de 1954.
3.1.6.2..Joel Braz de Oliveira Marques,
nascido em Itajubá, em 18 de abril de
1927, casou em Aparecida do Norte,
SP, em 10 de janeiro de 1953, com
sua prima irmã Maria Aparecida de
Oliveira Barros, (Morena), nascida em
Virginia, MG, em 15 de outubro de
1932, filha de Antonio de Barros e de
Maria de Oliveira Marques. O casal
teve tres filhos:
3.1.6.2.1..Joyce Barros de Oliveira
Marques, nascida em Itajubá
em 28 de setembro de 1955

LXXII
3.1.6.2.2..Diane Barros de Oliveira
Marques, nascida em Volta
Redonda, RJ, em 6 de julho
de 1957
3.1.6.2.3..Joel Barros de Oliveira
Marques, nascido em Volta
Redonda, RJ, em 17 de
outubro de 1958
3.1.6.3..Márcio Braz de Oliveira Marques,
nascido em Itajubá, em 2 de setembro
de 1929, casou em Itajubá, em 30 de
março de 1963, com Maria Inez
Mauad Vilela, nascida em Itajubá, em
9 de janeiro de 1942, filha de Décio
Carneiro Vilela e de Maria Benedita
Mauad. O casal teve dois filhos:
3.1.6.3.1..Flavia Vilela Marques,
nascida em Itajubá, em 30
de janeiro de 1964
3.1.6.3.2..Wenceslau Braz Vilela
Marques, nascido em
Itajubá, em 10 de abril de
1967
3.1.7..Maria de Lourdes Braz Pereira Gomes,
nascida em Itajubá, em 26 de fevereiro de
1908, casou em Aparecida do Norte, SP, em
25 de maio de 1929, com José de Lourdes
Scarpa, nascido em Itanhandú, MG, em 13 de
dezembro de 1901, filho de João Batista
Scarpa e de Maria José Scarpa. O casal teve
tres filhos:
3.1.7.1..Luiz Clóvis Braz Scarpa, nascido no
Rio de Janeiro em 25 de março de
1930.
3.1.7.2..Ivan Braz Scarpa, nascido no Rio de
Janeiro, em 3 de abril de 1931, casou

LXXIII
em Aparecida do Norte, SP, em 17 de
novembro de 1960, com Maria
Marfisa Ferreira Magalhães, nascida
em São Paulo, SP, em 30 de
novembro de 1935, filha de Alvaro
Cerneiro Magalhães e de Cornélia
Ferreira. O casal teve quatro filhos:
3.1.7.2.1..Ivanisa Magalhães Braz
Scarpa, nascida em
Itanhandú, MG, em 17 de
fevereiro de 1963
3.1.7.2.2..Ivana Magalhães Braz
Scarpa, nascida em
Itanhandú, MG, em 14 de
abril de 1964
3.1.7.2.3..Ivone Magalhães Braz
Scarpa, nascida em
Itanhandú, MG, em 17 de
outubro de 1965
3.1.7.2.4..Ivany Magalhães Braz
Scarpa, nascida em
Itanhandú, MG, em 1 de
julho de 1968
3.1.7.3..João Wenceslau Braz Scarpa,
nascido no Rio de Janeiro, em 4 de
dezembro de 1932, casou em
Itanhandú, MG, em 23 de julho de
1960, com Delmina Pinto Scarpa,
nascida em Itanhandú, MG, em 27 de
agosto de 1932, filha de Pedro
Scarpa e de Benedita Gomes Pinto. O
casal teve tres filhos:
3.1.7.3.1..Maria de Lourdes Pinto
Braz Scarpa, nascido em
Itanhandú, MG, em 4 de
agosto de 1961

LXXIV
3.1.7.3.2..Patricia Braz Scarpa,
nascida em Itanhandú, MG,
em 14 de janeiro de 1963
3.1.7.3.3..Eveline Braz Scarpa,
nascida em Itanhandú, MG,
em 3 de junho de 1964.

3.2..Henrique Braz Pereira Gomes, casado em


primeiras núpcias com Aristides Pereira Goulart, e
em segundas núpcias com Maria Nogueira, sem
geração.
3.3..José Braz Pereira Gomes, casado com sua prima
Mariana Pereira
3.4..Arthur Braz Pereira Gomes, casado com Carlota,
com quem teve cinco filhos: Ivete, Inah, Assumção,
Fernando e Francisco.
3.5..Armando Braz Pereira Gomes, casado com
Amanda Gomes Goulart
3.6..Julia Braz Pereira Gomes, casada com Antonio
José Rennó Júnior, citado em 2.. do & 2, capítulo II
adiante, com quem teve dois filhos:
3.6.1..Evangelina Rennó, casada com José Gomes
3.6.2..Olindina Rennó, casada com José Chaves,
com quem teve seis filhos: Luiz, José, Maria,
Amtonio, Julia e Lúcia.
3.7..Julieta Braz Pereira Gomes, casada com Antonio
O. Castro, com quem teve onze filhos: Antonio,
Diva, Flora, Helena, Julitinha, Marte, Celso, Ema,
Gina, Idalina e Luiz.
3.7.1..Flora de Castro Braz, casada com Ulisses Pinto
Gonçalves, com quem teve nove filhos: Alberto,
Carlos, Luiz, Marcos, Francisco, Clovis, Paulo,
Eduardo e Regina.
3.8..Julita Braz Pereira Gomes, casada com Euclide
Fonseca, teve uma única filha: Maria casada com
Cizenando Mendonça Chaves.

LXXV
4..Maria Pereira dos Santos, casada com Manoel José
Pereira Gomes, com quem teve cinco filhos:
4.1..Athos Pereira Gomes, faleceu solteiro.
4.2..Ana Pereira Gomes, casada com Antonio de
Almeida Vergueiros, com quem teve dois filhos:
Ana e Maria
4.3..Eulália Pereira Gomes, casada com Ferreira, sem
geração.
4.4..Mariana Pereira Gomes, casada com seu primo,
José Braz Pereira Gomes, em 3.3 retro.
4.5..Sophia Pereira Gomes, casada com Custódio de
Oliveira.

5..Manoel Theotônio Pereira dos Santos, casado com


Maria Rennó, com que teve sete filhos:
5.1..Francisco Theotônio Pereira dos Santos, casado
com Francisca, sem geração.
5.2..José Theotônio Pereira dos Santos, casado com
Maria, com quem teve tres filhos: Julia casada com
João Pinto; Pedro e Benedito.
5.3..Luiz Theotônio Pereira dos Santos, casado com
Umbelina Pereira, com quem tem um filho: José
Rennó Sobrinho.
5.4..Sebastião Theotônio Pereira dos Santos, casado
em primeiras núpcias com Amália Noronha, e em
segundas núpcias com sua prima Acácia Pereira
dos Santos, sem geração.
5.5..Maria Rennó dos Santos, casada com Antonio
Claro, sem geração
5.6..Lucinda Rennó doa Santos, solteira
5.7..Benedito Theotônio Pereira dos Santos, solteiro

6..Mariana Pereira dos Santos, casada com seu primo,


Anselmo Cabral Pereira dos Santos, filho de Manoel
José Pereira Júnior e de Mariana José dos Santos

LXXVI
Pereira, citada em 3. do & 2 retro, onde se encontra
sua descendência.

7..Abel Pereira dos Santos, casou com Acacia Pereira


dos Santos, citada em 1.5 do & III retro, com quem teve
um filho:
7.1..Manoel Pereira dos Santos.

LXXVII
Capítulo - 2 -

Ana Clara dos Santos Cabral, nascida na


Fazenda do Rio Manso, em 1792, filha do português Manoel
dos Santos Cabral e de Ignácia Soares de Gouvêa, casou
com o português Manoel José Pereira, nascido em 1798,
com quem teve oito filhos. O mapa da população de N.S. da
Soledade da Boa Vista de Itajubá, de 1838, registra Manoel
José Pereira como Juiz de Paz e lavrador, tendo uma tropa
de bestas mansas, residia com sua mulher, sua sogra viuva
Ignácia Maria de Gouvea, e mais seis filhos, era propietário
de uma fazenda no primeiro quarteirão com 54 escravos.

Manoel José Pereira Junior &I


Lucia Pereira dos Santos & II
Lina Pereira dos Santos & III
Cândida Pereira dos Santos & IV
Mariana Pereira dos Santos &V
Lucinda Pereira dos Santos & VI
Manoel José Pereira dos Santos & VII
Francisco José Pereira & VIII

&I

Manoel José Pereira Júnior, nascido em 1837, casado


com sua prima, Mariana José dos Santos Pereira, filha de
José Manoel dos Santos Cabral e de Maria Pereira,
citada em &..2 do capítulo I, com a descendência aí
descrita.

LXXVIII
& II

Lucia ou Luzia Pereira dos Santos, nascida em 1827,


casada com Antonio José Rennó, com quem teve tres
filhos:
1..João José Pereira Rennó
2..Antonio José Rennó Júnior
3..Luiz Rennó

1..João José Pereira Rennó, casado em primeiras


núpcias com Mariana Pereira Guimarães, filha de
Francisco José Pereira e de Maria José Guimarães,
citada em 5..&..8, capítulo II adiante, e em segundas
núpcias com Cândida Pereira Guimarães, irmã de sua
primeira mulher, citada em 8..&..8, capítulo II adiante.
São filhos do casal:
Do primeiro matrimônio:
1.1..João Cândido Pereira Rennó
1.2..Luzia Pereira Rennó
1.3..Francisco Pereira Rennó
1.4..Antonio Pereira Rennó
Do segundo matrimônio:
1.5..Sebastião Pereira Rennó
1.6..Anita Pereira Rennó
1.7..Maria Pereira Rennó
1.8..José Pereira Rennó
1.9..Maroca Pereira Rennó
1.10.Francisca Pereira Rennó
1.1..João Cândido Pereira Rennó, casado em
primeiras núpcias com Mariana Pereira, com quem
teve um filho: Binho Rennó. Casado em segundas
núpcias com sua prima, Maria Cabral Rennó,
citada em 4.1..do &..2, capítulo I retro, com quem
teve mais oito filhos:

LXXIX
1.1.1..Sebastião Rennó Sobrinho, (Binho) casado
com Aspásia Gomes Braga, com quem teve
tres filhos: Carlos, Célio e Ivone
1.1.2..José Cabral Rennó
1.1.3..Mariana Cabral Rennó
1.1.4..Benedito Cabral Rennó
1.1.5..João Batista Cabral Rennó, casado com Elza
Mendes, com quem teve tres filhos:
1.1.5.1..Joel
1.1.5.2..Maria Elena
1.1.5.3..Ebe
1.1.6..Maria Cabral Rennó
1.1.7..Evaristo Cabral Rennó, casado com Gilda,
com quem teve dois filhos:
1.1.7.1..João Maria
1.1.7.2..José Marcio
1.1.8..Luiz Gonzaga Cabral Rennó
1.1.9..Oscar Cabral Rennó
1.2..Luzia Pereira Rennó, casada com José Reis
Pereira, com quem teve seis filhos:
1.2.1..Etelvina Rennó Pereira, casada com José
Algemiro da Silva
1.2.2..José Rennó Pereira Júnior, casado
1.2.3..Maria Pereira Rennó casada com Monsuelt
Piazaroli, sem geração.
1.2.4..Francisco Pereira Rennó casado
1.2.5..Geraldo Pereira Rennó, casado
1.2.6..Antonio Rennó Pereira, solteiro.
1.3..Francisco Pereira Rennó
1.4..Antonio Pereira Rennó, casado Leonor Remuzat,
com quem teve oito filhos:
1.4.1..Maria Remuzat Rennó, casada com Alvaro
Salomon
1.4.2..José Remuzat Rennó
1.4.3..Alair Remuzat Rennó
1.4.4..Alaor Remuzat Rennó

LXXX
1.4.5..Lucio Remuzat Rennó, Padre.
1.4.6..Ernestina Remuzat Rennó, Freira.
1.4.7..Amélia Remuzat Rennó
1.4.8..Regina Remuzat Rennó
1.5..Sebastião Pereira Rennó
1.6..Anita Pereira Rennó casada com João Toledo
1.7..Maria Pereira Rennó, casada com Joubel
Guimarães
1.8..José Pereira Rennó
1.9..Maroca Pereira Rennó
1.10.Francisca Pereira Rennó

2..Antonio José Rennó Júnior, casado com Julia Braz


Pereira Gomes, citada em 3.6.. do & 3, do capítulo I
retro, com descendência aí descrita.

3..Luiz Rennó, casado em primeiras núpcias com Ana


Carneiro Santiago, filha de João Carneiro Santiago e
de Lucinda Pereira Guimarães, citada em 6.2..&..8,
neste capítulo II adiante, com quem teve seis filhos, e
em segundas núpcias com Maria Pereira dos Santos,
sem geração.
3.1..Maria do Carmo Rennó, casada com Carlos
Ribeiro Filho, filho de Carlos José Ribeiro e de
Maria Antonieta Martins de Andrade, batisada em
Campanha em 9 de janeiro de 1878, ver Familias
Campanhenses, Mons. Lefort. O casal teve quatro
filhos:
3.1.1..Ana Heloisa Rennó Ribeiro, casada com seu
primo Walter Cabral, filho de Erasmo Cabral e
de Judith Duart, citado em 1.2.1.3.. do &..2,
capítulo I retro, com geração aí descrita.
3.1.2..Carlos Vitor Rennó, casado com Heloisa
Gurgel do Amaral, com quem teve cinco
filhos: Carlos Marcio, Maria da Graça, Telma,
Maria Clara e Tâmara.

LXXXI
3.1.3..Luiz Gonzaga Rennó Ribeiro, casado com
Diva Mestre, com quem teve quatro filhos:
Maria do Carmo, Luis Carlos, Diva Cristina e
Maira Angela.
3.1.4.. Maria Aparecida Rennó Ribeiro, casada
com Amarílio Barreto Costa, com quem teve
seis filhos: Carlos Amarilio, Lilian Raquel,
Miriam Adelaide, Luiz Mauricio, Carlos
Fernando e Paulo Renato.
3.1.5..Beatriz Maria Rennó Ribeiro, casada com
Haroldo Vieira de Rezende, com quem teve
cinco filhos: Haroldo Lucio, Luiz Marcelo,
Carlos Demerval, Monica Beatriz e Valéria
Maria.
3.1.6..José Márcio Rennó, sem mais informações.
3.2..Lavínia Rennó, casada com Ozias Gomes de
Almeida, sem geração.
3.3..João Luiz Rennó, casado com Mariana Machado,
com quem teve dezeseis filhos: Teodomiro, João,
Ana Maria, Marcia Inês, Luiz Neville, Maria
Aparecida, Maura Izabel, Lucia Helena, José
Marcio, Aldo Livio, Raquel, Maria Alice, Frederico,
Lucio, Marcelo e Maria Cristina
3.4..Lúcia Rennó, solteira, falecida.
3.5..Lucinda Rennó, falecida.
3.6..Antonio José Rennó, casado Maria Auxiliadora
Carneiro, sem geração.

& III

Lina Pereira dos Santos, nascida em 1830, casada com


Cândido José Rennó, com quem teve dois filhos:
1..Antonio Cândido Rennó
2..Lúcia Pereira Rennó

LXXXII
1..Antonio Cândido Rennó, casado em primeiras núpcias
com Lina Pereira Guimarães, filha de Francisco José
Pereira e de Maria José Guimarães, citada em & VIII
adiante, com quem teve dois filhos. Desconhecemos o
nome da segunda mulher, que foi mãe de Pedro, o
terceiro filho.
1.1..José Cândido Pereira Rennó, casado com Mariana
Gonçalves, com quem teve dois filhos: Maria Lina
Rennó, casada com Jucoca Faria, e Antonio
Cândido Rennó.
1.2..Basilio Pereira Rennó
1.3..Pedro Pereira Rennó, casado com Maria Rennó,
viuva de Eulálio da Gama Pinto.
2..Lucia Pereira Rennó, casada com Zacarias Rennó,
sem geração

& IV

Candida Pereira dos Santos, nascida em 1835, casada


com seu primo, José Manoel dos Santos Pereira, filho de
José Manoel dos Santos Cabral e de Maria Pereira,
citado em & 1, do capítulo I retro, com geração aí
descrita.

&V

Mariana Pereira dos Santos, casada com seu primo, José


Manoel Pereira Cabral, filho de Manoel José Pereira
Júnior e de Mariana José Pereira dos Santos, citado em
& II, capítulo I retro, com geração aí descrita.

& VI

Lucinda Pereira dos Santos, nascida em 1832, casada


com seu primo, Francisco Manoel dos Santos Pereira,

LXXXIII
filho de José Manoel dos Santos Cabral e de Maria
Pereira, citado em & 3, do capítulo I retro,com geração
aí descrita.

LXXXIV
& VII

Manoel José Pereira dos Santos, casado,


desconhecemos o nome de sua mulher, com quem teve
dois filhos:

1..Maria Pereira Mendonça


2..Tereza Pereira Mendonça, casada com João Carioca

& VIII

Francisco José Pereira, nascido em 1825, casado em


primeiras núpcias,com Ana Guimarães, e em segundas
núpcias com Maria José Pereira Guimarães, foram oito
filhos de ambos os casamentos:

Do primeiro matrimônio:
1..José Pereira Guimarães
2..Francisco Pereira Guimarães
3..Lúcia Pereira Guimarães
4..Maria Pereira Guimarães

Do segundo matrimônio:
5..Mariana Pereira Guimarães
6..Lucinda Pereira Guimarães
7..Lina Pereira Guimarães
8..Candida Pereira Guimarães

1..José Pereira Guimarães, casado com Ana Rennó, com


quem teve um filho:
1.1..Francisco Rennó Pereira, foi casado duas vezes,
desconhecemos os nomes, mas teve entre outros
os filhos: Francisco Rennó Pereira Júnior e Antonio
Rennó Pereira.

LXXXV
2..Francisco Pereira Guimarães, casado com Maria
Guimarães, com quem teve cinco filhos, dos quaes só
temos os nomes de quatro:
2.1..Sebastião Guimarães Pereira
2.2..José Guimarães Pereira
2.3..Antonio Guimarães Pereira
2.4..Aristides Guimarães Pereira
3..Lucia Pereira Guimarães, casada com Joaquim José
Pereira dos Santos, filho de Manoel José Pereira
Júnior e de Mariana José dos Santos Pereira, citado
em 2.., & II, do capítulo I retro, com geração aí descrita.
4..Maria Pereira Guimarães, casada com Bernardo de
Araujo, natural de Pouso Alto, onde o casal residia.
5..Mariana Pereira Guimarães, casada com João José
Pereira Rennó, filho de Antonio José Rennó e de Lucia
Pereira dos Santos, citado em 1.., &..II, capítulo II
retro, com geração aí descrita.
6..Lucinda Pereira Guimarães, casada com João Carneiro
Santiago, com quem teve nove filhos:
6.1..Maria Carneiro Santiago, casada com Wenceslau
Braz Pereira Gomes, filho de Francisco Braz
Pereira Gomes e de Maria Izabel Pereira dos
Santos, citado em 3.1.., &..III, capítulo I retro, com
geração aí descrita.
6.2..Ana Carneiro Santiago, casada com Luiz Rennó,
filho de Antonio José Rennó e de Lúcia Pereira dos
Santos, citado em 3.., &..II, capítulo II retro, com
geração aí descrita.
6.3..Bráulio Carneiro Santiago, casado com Maria dos
Santos, com quem teve pelo menos uma filha:
Maria Carneiro.
6.4..Theodomiro Carneiro Santiago, casado
6.5..Thiago Carneiro Santiago, casado com Anita
Pinto, com quem teve cinco filhos: Paulo, Maria
Heloisa, Thereza, Ruth e Olavo.
6.6..Eustachio Carneiro Santiago, casado

LXXXVI
6.7..Amélia Carneiro Santiago casado com Isaltino
Ribeiro
6.8..Isaura Carneiro Santiago casada com Carlos
Ribeiro de Azevedo
6.9..Mariana Carneiro Santiago, casada com Olintho
Vilela
7..Lina Pereira Guimarães, casada com Antonio Candido
Rennó, filho de Candido José Rennó e de Lina Pereira
dos Santos, citado em 1.., &..III, capítulo II retro, com
geração aí descrita.
8..Candida Pereira Guimarães, casada com João José
Pereira Rennó, filho de Antonio José Rennó e de Lucia
Pereira dos Santos, citado em 1.., &..II, capítulo II retro,
com geração aí descrita

LXXXVII
PARTE III

VITAL BRAZIL

Ascendência Materna

O TIRADENTES

LXXXVIII
VITAL BRAZIL
ascendência materna
Tiradentes

Salvador Teixeira da Cunha e Maria Mendes


portugueses açorianos

Manoel da Cunha e Catarina Pinto

Antonio da Cunha e Paula Gonçalves

Ana da Cunha e Antonio de Olivieira Gago

Izabel de Oliveira Colaço e Antonio de Oliveira Setubal

Maria de Oliveira Colaço Rosa de Oliveira


Domingos Xavier Fernandes Manoel Pereira de Magalhães

Antonia da Encarnação Xavier José Pereira de Magalhães


Domingos da Silva Santos Leonor de Siqueira Gaia

Joaquim José da Silva Xavier Antonio Joaquim Pereira de Mgalhães


O TIRADENTES Maria Joaquina Feliciana

José Jacinto Pereira de Mgalhães


Francisca do Carmo Xavier de Araujo

Mariana Carolina Pereira de Magalhães


José Manoel dos Santos Pereira Junior

VITAL BRAZIL
MINEIRO DA CAMPANHA

LXXXIX
Terceita Parte

VITAL BRAZIL
Ascendencia Materna

TÍTULO
TIRADENTES

Foi na primeira metade do século XVII, que o português,


açoriano da Ilha de S.Miguel, Manuel da Cunha, filho de
Salvador Teixeira da Cunha e de Maria Mendes, veio para
o Brasil, passando a residir na Vila de S.Paulo com sua
mulher Catharina Pinto, com quem teve seis filhos:

1. Padre Salvador da Cunha


2. Padre Antonio da Cunha
3. Padre Domingos da Cunha, nascido na Vila de
S.Paulo em janeiro de 1631, requereu habilitação de
gênere em 1655, foi Vigário da Vila de S.Paulo onde
faleceu com testamento em 1695. (Arquivo da Cúria
Met. de S.Paulo)
4. Ana da Cunha, foi casada com Domingos de Oliveira
Leitão, natural de Santos e falecido em S.Paulo em
23 de novembro de 1691, com quem teve sete filhos.
(S.Leme, VIII, 521)
5. Manuel da Cunha Pinto, foi o primeiro marido de
Maria Missel, filha de Diogo Martins da Costa e de
Izabel Ribeiro de Alvarenga. Casado em 1681, deixou
sua mulher viuva em 29 de novembro de 1695, com
um único filho: Manuel, do qual não há notícias.
(S.Leme, V, 371)
6. Antonio da Cunha, de quem trataremos a seguir.

XC
&I

Antonio da Cunha, n.6 do item anterior, casou com Paula


Gonçalves, com quem teve pelo menos uma filha:

1. Ana da Cunha

& II

Ana da Cunha, do item anterior, nascida por volta de 1660


em S.Paulo, aí faleceu com testamento em 21 de novembro
de 1753. Casou, em 1680 em S.Paulo, com Antonio de
Oliveira Gago, filho do Capitão Martinho de Oliveira e de
Catarina Pereira Sardinha, natural do Rio de Janeiro.
"Homem nobre e dos principais da Vila de Santos", o
Capitão Martinho de Oliveira, sem prova documental,
certamente é filho ou neto do português Antonio de Oliveira
e de Genebra Leitão. Este Antonio de Oliveira, cavaleiro
fidalgo da casa de EL Rei de Portugal, de onde veio no
cargo de primeiro feitor da Fazenda Real da Capitania de
São Vicente, por mercê de Dom João III, em 1537, foi
Capitão-mor Loco-Tenente do Donatário da Capitania de S.
Vicente, por provisão passada por Martim Afonso de Souza,
em Lisboa em 28 de janeiro de 1549. Sua mulher Genebra
Leitão, filha de Isabel Leitão e de Diogo Rodrigues, era neta
de Gonçalo Vaz Leitão e de Helena de Carvalhal, bisneta de
Vasco Martins Leitão, fidalgo da Casa Real de Afonso V,
D.João III e D. Manoel, com brasão de armas tirado em
1507, e de Beatriz de Souza. Descende esta família Leitão
dos reis de França, Leão e Castela. O casal Antonio de
Oliveira Gago e Ana da Cunha mudou-se para Minas
Gerais, onde ele morreu em Ayuruoca deixando onze filhos:
(Habilitação de Genere do Padre Antonio de Oliveira Gago,
Arquivo da Cúria Met. de S.Paulo) (S.Leme, XVIII, 483) (Frei

XCI
Gaspar da Madre de Deus, Memórias para a História da
Capitania de S.Vicente, pag. 70/78) (Carlos da Silveira, Uns
Cunhas de S.Paulo Seicentista)
1. Padre Antonio de Oliveira Gago, batizado em 22 de
novembro de 1686 em Itaquaquecetuba, S.P., obteve
a sua habilitação de genere em 16 de junho de 1711
e celebrou o casamento de sua irmã Ana da Cunha
em 1717 nas Minas Gerais. Em 1734 exercia o
sacerdócio em Goiaz.
2. Padre João de Oliveira Gago, encontrava-se com o
irmão em Goiaz em 1734.
3. Tristão de Oliveira Gago, batizado em 25 de
novembro de 1693, na Igreja de N.S. da Conceição
dos Guarulhos, S.P.
4. Manuel de Oliveira Gago, batizado na Sé em 29 de
abril de 1696.
5. Martinho de Oliveira Gago, encontrava-se em Cuiabá
em 1753.
6. Ana da Cunha de Oliveira, alcunhada "a condessa"
foi batizada em 23 de março de 1698 em S.Paulo,
casou na Vila de S.José, MG, em 26 de julho de 1717
com Luis Gonçalves Gáia, natural da Vila Nova de
Gáia, Portugal, onde foi batizado em 22 de agosto de
1684, filho de Manuel Gonçalves Gáia e de Maria
Fernandes. O casal foi um dos primeiros povoadores
de Prados, onde possuiram a Fazenda Vassouras.
Tiveram uma filha:
6.1.Maria Genebra, nascida em Prados a 2 de
dezembro de 1721, e aí casada em 24 de
novembro de 1735 com o português João de
Gonçalves de Moura, natural da comarca de
Chaves, filho de Miguel Gonçalves e de Maria
Pão. Este casal teve um filho: Padre João
Gonçalves de Moura, nascido em Prados onde foi
batizado em 2 de junho de 1738,
(liv.bat.Prados Matriz, fls.145v) foi ordenado em

XCII
Mariana em 24 de setembro de 1762. Faleceu em
Prados, em 21 de setembro de 1816, aos 84 anos
de idade, e foi sepultado das grades para cima na
Igreja Matriz. (Liv. óbitos, fls.34.)
7. Josepha de Oliveira, batizada na Sé, em 2 de
setembro de 1699, era solteira em 1711.
8. Maria de Oliveira, era solteira em 16 de junho de
1711.
9. ......... de Oliveira, era casada em 16 de junho de
1711
10. Rosa de Oliveira, já casada em 16 de junho de 1711,
viúva, morava com a mãe em S.Paulo, em 1753.
11. Izabel de Oliveira, natural da Vila de S.Paulo, casou
com Antonio de Oliveira Setúbal, com geração
descrita no & seguinte.

& III

Izabel de Oliveira ou Izabel de Oliveira Colaço, natural da


vila de S.Paulo, casou por volta de 1700 com o português
Antonio de Oliveira Setúbal, filho de Hierônimo Setúbal e
de Brázia de Oliveira. Foram moradores na Freguesia de
N.S. da Conceição dos Guarulhos em princípios do século
XVIII, onde nasceram os primeiros filhos do casal. Mudaram
depois para as Minas Gerais onde casaram suas filhas e
deixaram geração. Falecido em 10 de setembro de 1722,
Antonio de Oliveira Setúbal foi inventariado em 1734. Em
1759, Izabel de Oliveira Colaço, viúva, vivia em Mogí das
Cruzes ocupada na lavoura de suas terras. O Cônego
Raymundo Trindade em "Ascendentes e Colaterais do
Tiradentes" relata três filhos do casal, (Manuel, Rosa e
Maria); Carlos Silveira em "Notas Sobre Uns Cunhas Do
São Paulo Seiscentista" diz ter encontrado apenas três
filhas e um filho do casal, ( Manoel, Rosa, Angela e Maria).

XCIII
Do inventário de Antonio de Oliveira Setúbal, que
encontramos no Arquivo do Estado de S. Paulo, Inventários
de Mogí das Cruzes, ordem 7979 - lata 7, extraímos nove
filhos do casal, que relacionamos abaixo em ordem
cronológica:

1. Antonio de Oliveira Colaço, nascido em 1709, tio avô


de Tiradentes, era solteiro em 1734 aos 25 anos.
2. Maria de Oliveira Colaço, avó do Tiradentes,
nascida em 1710, cuja descendência trataremos a
seguir.
3. Rosa de Oliveira, tia avó de Tiradentes, nascida
em 1711, casou com o Capitão Manoel Pereira de
Magalhães. Foi este casal formador da família
Pereira de Magalhães cuja descendência trataremos
na parte II adiante.
4. Angela de Oliveira, tia avó de Tiradentes, nascida em
1712, casou em 1741 com o paulista nascido em 13
de novembro de 1713 Antonio Cabral de Ornelas,
filho de Thomé Cabral de Ornelas e de Maria de
Sousa Dias, neto paterno de Manuel Cabral de Melo
e de Catarina de Ornelas, ambos naturais e
moradores na cidade de Angra na Ilha Terceira. Em
depoimento pessoal prestado na justificação
matrimonial, em 5 de agosto de 1741, Angela declara
ter o pai falecido, e morar com sua mãe no Cabuassú,
em Mogí das Cruzes. Quando criança com cerca de
três meses (1712) foi com seus pais morar na
Freguesia de S.José, no Rio das Mortes, MG, de
onde se mudaram para Ayuruoca, MG, aí residindo
por alguns anos. Aos doze anos (1724) retornou a
família para Mogí das Cruzes onde fixaram residência
no Cabuassú. Do casamento de Angela com Antonio
não houve geração. (S.Leme, VII, 11)(Justificativa

XCIV
matrimonial de Antonio e Angela, 1741, Arquivo da
Curia Met. de S.Paulo).
5. Francisco, nascido em 1714, tio avô de Tiradentes,
era solteiro em 1734.
6. Bernarda, nascida em 1716, tia avó de Tiradentes,
era casada com Sebastião dos Santos.
7. José, nascido em 1717, tio avô de Tiradentes, era
solteiro em 1734.
8. Manuel, nascido em 1718, tio avô de Tiradentes,
casou em Mogí das Cruzes, em 1762, com Maria da
Assunção, filha de Gaspar de Oliveira e de Margarida
Corrêa Carassa. (S.Leme, V, 325).
9. Joana, nascida em 1719, tia avó de Tiradentes, era
solteira em 1734.

& IV

Maria de Oliveira Colaço, avó de Tiradentes, n.2 retro,


batizada na Igreja de N.S. da Penha em S.Paulo, por volta
de 1710 casou na Vila de S.José, em Minas Gerais, com o
português Domingos Xavier Fernandes, nascido e
batizado em Santiago da Cruz, no arcebispado de Braga,
filho de Domingos Rodrigues e de Catarina Fernandes. O
casal teve seis filhos nascidos na Vila de S.José:
1. Antonia da Encarnação Xavier, mãe de Tiradentes,
cuja descendência trataremos no & seguinte.
2. Rita de Jesus Xavier, casada com o português José
Veloso do Carmo, falecido com testamento feito em
26 de abril de 1756, natural de San Payo da Ponte de
Prado, Arcebispado de Braga, filho de João Veloso e
de Maria Francisca, eram residentes na Vila de
S.José, MG, tiveram quatro filhos: (liv. 4, fls. 26v,
óbito Matriz S.José 1753.)

XCV
2.1 José Veloso do Carmo, mais tarde Frei José
Mariano da Conceição Veloso, batizado em 14
de outubro de 1741, faleceu no Rio de Janeiro
em 1811, emitiu os votos religiosos no Convento
da Ordem Franciscana de S. Boaventura de
Macacú. Foi insigne naturalista deixando obras
inéditas publicadas de alto valor científico.
Faleceu no Convento de Sto. Antonio no Rio de
Janeiro.
2.2. Josepha da Conceição Veloso.
2.3. Ifigênia de Jesus Veloso, batizada na Capela
de N.S. da Penha de Franca, do Arraial do
Bixinho, filial da Matriz de S.José, faleceu
solteira com testamento feito em 5 de agosto de
1816. (liv. 37, fls. 34v, Testamentos Cart. 1o. Of.
S.J.D.Rei.)
2.4. Antonio Veloso Xavier.

3. Catarina de Assunção Xavier, fez seu testamento na


Fazenda Paciência dos Prados, em 17 de dezembro
de 1808, já viúva, onde declarou 10 filhos. Falecida
em Prados, em 1812, foi sepultada das grades para
cima na Igreja Matriz. Casada com o Capitão
Bernardo Rodrigues Dantas, natural de Santa Maria
de Sá, Distrito de Viana do Castelo, filho de Pascoal
Rodrigues e de Paula Rodrigues, residiam em
Prados, MG, onde nasceram os doze filhos seguintes
que encontramos: (liv. 61, fls. 76, test. Cart. 1o. Of. S.
João Del Rei.)
3.1. Padre Antonio Rodrigues Dantas, nasceu na
Fazenda Paciência, e foi batizado em Prados,
em 4 de maio de 1740, conforme registro
transcrito do quarto livro pelo Padre Coadjutor
João Gonçalves de Moura1.(Liv. de
Suplementos da Freguesia de Prados, fls. 8V.)
Alguns autores informam erroneamente o

XCVI
batismo na data de 11 de dezembro de 1738.
Em 30 de janeiro de 1764 matriculou-se no
Curso de filosofia do Seminário de Mariana, foi
ordenado em S.Paulo em 28 de outubro de
1763. Reitor e professor no Seminário de
Mariana, foi Comissário visitador da Ordem
Terceira do Carmo. Professor régio de gramática
latina em Lisboa, foi autor de "A Arte Latina", e
"Explicação da Sintaxe Latina", publicada no
Brasil e em Portugal.
3.2..José Rodrigues Dantas, faleceu solteiro e sem
herdeiros em 8 de fevereiro de 1830, na
Fazenda Paciência na freguesia de Prados, com
testamento feito em 26 de agosto de 1827. (
liv.42, test. para 1830, Cart. !o. Of. de S.João
Del Rei.)
3.3..Padre Manuel Rodrigues Dantas, nascido na
Fazenda Paciência foi batizado em Prados, em
22 de setembro de 1742. (segundo livro de bat.
de Prados.) Habilitado de gênere, em 1765, no
Rio de Janeiro, em processo de habilitação que
descobrimos no Arquivo da Cúria Metropolitana.
Exerceu o sacerdócio em Prados. Professor
régio de gramática latina na Vila de S.José,
faleceu em 3 de dezembro de 1785 e foi
sepultado dentro da Capela-mor da Igreja Matriz
de Prados.
3.4..Maria do Sacramento Rodrigues, batizada em 3
de junho de 1737, casou em 1760 com o
português Antonio Veloso do Carmo, natural de
San Paio de Merelim, arcebispado de Braga,
filho de Manuel Coelho e Antonia Veloso.
Antonio Veloso do Carmo faleceu, com
testamento, em 19 de julho de 1776, no Arraial
do Bixinho da Freguesia de Sto. Antonio da Vila
de S. José, foi sepultado em 20 de julho dentro

XCVII
da Matriz desta Vila. O casal teve sete filhos
declarados no testamento, e mais um por
nascer. Destes porem, só descobrimos dois: (liv.
4, óbitos da Matriz de S.José, fls. 521/524.)
3.4.1 Padre Manuel Veloso Dantas, habilitado
de gênere em 1797, em 1798
administrava batismos na Capela do
Livramento, filial de Prados.
3.4.2 Francisco Veloso do Carmo, casado em 2
de abril de 1799, na Matriz de Sto.
Antonio de S.José, com Joaquina
Florinda Jesuina de Jesus, filha de
Antonio José Lopes da Cruz e Maria
Rosa de Jesus, natural e batizada na
Matriz de N.S. da Conceição de Prados.
(liv. casamentos Matriz da Vila de S.José,
1799.)
3.5..Ana Assunção Xavier, ou Ana de Jesus Xavier,
faleceu solteira.
3.6..Rosa Felicia de Jesus, inventariada em Prados,
em 26 de junho de 1786, foi casada com José
Gonçalves Montes, filho de Pedro Gonçalves e
Maria Luiza Montes, fez testamento em 9 de
fevereiro de 1800, onde citou os filhos: Antonio,
Severino, Bernardo e Maria Rosa c/c Ignácio da
Costa Dornellas. (liv.4, fls.261v, Testamentos
Cart. 1o Of. S.J.D.Rei.)
3.7..Paula Maria de Assunção, casada com João
Gonçalves Montes.
3.8..Helena de Assunção Xavier, foi casada, falecida
antes de 1829, teve os seguintes filhos citados
no testamento de seu irmão o Guarda Mor João
Rodrigues Dantas: Ermelinda, João, Joaquim e
Maria.
3.9..Bernardo Rodrigues Dantas, casado com
Helena Maria de Sant'Ana.

XCVIII
3.10.Domingos Rodrigues Dantas, casado com Ana
Joaquina de Souza, conforme reg. de batismo de
Ana Gonçalves da Silva. (liv. bat. Matriz S.J.D.Rei,
25/10/1762.)
3.11.João Rodrigues Dantas, com testamento em 10
de janeiro de 1829, deixa herança para (os seus
possíveis sobrinhos), os irmãos Geraldo,
Leonardo e Manoel Rodrigues do Prado, e
também para os filhos da sua irmã Elena
Cândida de Jesus, Ermelinda, João, Joaquim e
Maria.(liv.39,fls.5, Test. Cart. 1o Of. S.J.D.Rei.)

3.12.Maria Emerenciana Sant'Ana, casado com


Martinho de Faria Moreira. O casal teve uma
filha; Maria de Nazaré casada com Pedro
Gonçalves de Moura. Testamento de 1845
transcrito na Genealogia Mineira. (A. Vieira de
Rezende, IV,285 - X,287)

4. Maria Josepha da Conceição Xavier, casado em 22


de agosto de 1735 com o português Capitão José
Ferreira de Souza, nascido em S. João da Foz, filho
de Inácio Ferreira de Sá e de Izabel de Oliveira e
Souza. O casal teve um filho:
4.1 Padre José Ferreira de Souza, batizado na Vila
de S.José em 13 de dezembro de 1741,
habilitação de gênere em 1765, foi ordenado em
sé vaga.

5. Josepha Maria da Conceição Xavier, casada com


Martinho Lourenço.

& V

XCIX
Antonia da Encarnação Xavier, n.1 retro, batizada em 12
de abril de 1721, na Vila de S.José, e falecida com
testamento em 6 de dezembro de 1755, foi inventariada em
21 de janeiro de 1756. Casou em 30 de junho de 1738 com
Domingos da Silva Santos, português de Santo André,
termo da Vila de Celorico de Basto, filho de André da Silva e
de Mariana da Mata. (Liv. cas. Vila de S.José, fls. 81v e 82)
O casal era morador e possuidor da Fazenda do Pombal, no
Rio Abaixo, que compreendia também a Capela de São
Sebastião do Rio Abaixo, filial da Matriz de N. S. do Pilar da
Vila de S.João Del Rei. Inicialmente chamada de Capela de
N. S. da Ajuda, a Capela de S.Sebastião do Rio Abaixo teve
sua construção requerida em 1724, pelo então Cap. Mor.
Francisco Viegas Barbosa, que a erigiu em lugar público,
mas que com o passar dos anos veio a ficar dentro da
Fazenda do Pombal, aí ainda existindo em 1802. No
testamento feito pelo casal em 2 de julho de 1751,
Domingos da Silva Santos declara ter uma filha natural,
havida antes do casamento, com o nome de Clara, e ainda
deixa parte de seus bens para suas irmãs: Theresa da Silva
Matta, casada com Jeronimo de Andrade; e Luzia da Silva
Matta. Alguns autores apontam mais uma filha para o casal,
ou uma "afilhada" de Domingos com o nome de Ana Vitoria
de Jesus ou Ana Ferreira ou ainda Ana Francisca da Silva.
Não conseguimos encontrar nenhuma prova documental
para essa afirmativa. No entanto, encontramos um registro
que até pode permitir a suposição de se tratar de mais uma
filha natural de Domingos da Silva Santos. Eis os registros:

Batismo de Anna: "exposta na casa de Domingos da


Silva Santos e Antonia da Encarnação Xavier, em 29
de junho de 1748. Foram padrinhos Domingos da
Silva Santos e Antonia da Encarnação Xavier" Livro
de batismos da Matriz N.S. do Pilar de S.J.Del Rei
para 1742/1749, fls. 213v.

C
Nestas condições, registramos abaixo os sete filhos
legítimos do casal:

1. Padre Domingos da Silva Xavie, nascido na freguesia


de S.João Del Rei, foi batizado na capela de Sta. Rita
do Rio Abaixo em 25 de junho de 1738. Sacerdote do
Hábito de S.Pedro, com termo de juramento em 10 de
setembro de 1763, foi ordenado em Mariana em 19
de março de 1765. Foi homem de surpreendente
cultura canônica. Com a prisão de seu irmão
Tiradentes e sua subsequente condenação, fugiu de
Minas, e de nome trocado advogou em Cuiabá,
confirmando sua vasta cultura jurídica.

2. Maria Vitória de Jesus, nascida na Fazenda do


Pombal em 22 de julho de 1742, faleceu e foi
sepultada em 1 de fevereiro de 1798 em S.J.Del Rei,
(liv.1, Contas Correntes da Ordem de S.Francisco de
S.J. Del Rei, pag. 173). Casou na Matriz de N.S. da
Conceição de Prados, em 1 de outubro de 1759 com
o português Alferes Domingos Gonçalves de
Carvalho natural e batizado na Freguesia de S.João
de Arneja, termo de Bastos, Arcebispado de Braga,
filho de Antonio Gonçalves e de Maria Mendes. Em 2
de agosto de 1760, Maria Vitoria e seu marido
Domingos Carvalho receberam o hábito de irmãos da
Ordem Terceira de S.Francisco, e em 15 de maio de
1791, o da Ordem de N.S. do Carmo. (Liv.
casamentos Matriz de Prados para o ano de 1750, fls.
42). Registramos dez filhos para o casal, um a mais
dos nove citados por Artur de Rezende na sua
Genealogia Mineira.
2.1 Domingos Gonçalves da Silva, batizado em 7 de
maio de 1761, na Capela de São Sebastião do
Rio Abaixo faleceu solteiro em 8 de janeiro de

CI
1842. Em 10 de março de 1782, tomou o hábito
da Venerável Ordem Terceira de N.S.do Monte
do Carmo da Vila de S. João Del Rei. (liv. bat. da
Matriz S.J.D.Rei 1762/1775, e liv. da Ordem
Terceira do Carmo.)
2.2 Ana Maria de Jesus, batizada em 25 de outubro
de 1762, na Capela de S. Sebastião do Rio
Abaixo. Em 8 de abril de 1783 batisou a menina
Rosa, filha do Capitão Francisco José Ferreira de
Souza. Casou em 3 de agosto de 1791, na
Capela de N.S. da Ajuda do Pombal, com Antonio
Moreira de Vasconcelos, nascido em 1760.
Residiam no sitio Boa Vista, no distrito de Santa
Rita do Rio Abaixo, onde faleceu Antonio
Vasconcelos em 1796. ( liv. bat. da Matriz,
1762/1775.)
2.3 Francisco Gonçalves da Silva, nascido em 1773,
faleceu solteiro aos 10 anos de idade, em 17 de
março de 1783. Foi sepultado dentro da Capela
da Venerável Ordem Terceira do Carmo de S.J.
D. Rei. (liv. bat. Matriz 1762/1775 e liv. óbito
Matriz 1782/1795)
2.4 Antonia Maria de Jesus, nasceu em 1774 e foi
batizada na Matriz da N.S. do Pilar em S.J.Del
Rei, casou com 17 anos de idade, em 3 de agosto
de 1791, na Capela de N.S. da Ajuda do Pombal,
com Antonio Moreira de Vasconcelos, batizado
em 1760, filho de Antonio Moreira de
Vasconcelos e de Ana Joaquina de Souza
Monteiro. (Lv.3 batizados, Ordem Terceira do
Carmo, S.J. Del Rei) (liv. casamentos da Matriz
1761/1798).
2.5 Antonio Gonçalves da Silva, batizado na Capela
de S. Sebastião, em 8 de maio de 1765, entrou na
Ordem Terceira de N.S. do Carmo de S.João Del
Rei em 10 de março de 1782, tendo recebido a

CII
regra em 16 de março de 1783. Casou com
Antonia Ferreira da Conceição, filha do Alferes
Manoel Ferreira Carneiro e de Ana Tereza de
Jesus, moradores em Sto. Antonio do Amparo,
municipio de Bonsucesso. Antonio Gonçalves
faleceu em 30 de outubro de 1834, e sua mulher
em 2 de janeiro de 1851, em Sant’Ana do Jacaré.
Foram sepultados dentro da Capela da Venerável
Ordem Terceira do Carmo de S.J. Del Rei. (liv.
bat. Matriz 1762/1775) O casal teve tres filhos:
José Ferreira Cardoso da Silva; Francisco
Cardoso da Silva e Antonio Cardoso da Silva.
2.6..Maria Clara de Jesus, solteira em 3 de julho de
1788 quando foi madrinha de batismo de uma
filha de escravos de seu pai, casou em 1795, com
Alexandre Pereira de Araujo, nascido em 1768,
filho de Domingos Pereira Soares e Ana Tereza
de Jesus. Filhos: Umbelina e Ana Filisbina. (Liv.
batismo da Matriz de S.J.Del Rei para 1784/1793,
fls.222) (liv. da Ordem Terceira do Carmo).
2.7..Domingos Gonçalves de Carvalho, foi casado
com Antonia Rodrigues Chaves, filha de André
Rodrigues Chaves e de Gertrudes Joaquina da
Silva, o casal teve pelo menos uma filha: Maria,
batisada em 19 de agosto de 1809.
2.8..João Gonçalves da Silva, batizado em 15 de
fevereiro de 1768 na Capela de S.Sebastião do
Rio Abaixo, S.J.Del Rei, foi casado com Bárbara
Maria. O casal teve uma filha: Hipólita Floriana,
casada, aos 15 anos em 15 de setembro de 1819,
na Matriz de S.J.Del Rei, com Manoel Teodoro
Ribeiro, filho de Martinho Ribeiro e de Mariana
Joaquina de Souza, esta natural de Ayuruoca e
moradora em Carrancas. (Liv. batizados Matriz
S.J.Del Rei para 1762/1775) (liv. cas. 1811/1821,
fls. 26v, S.J.D.Rei.)

CIII
2.9..Felisberto Gonçalves da Silva, Guarda Mor, em
29 de setembro de 1802 casou na Capela de
S.Teago, filial da Matriz de N.S. do Pilar de
S.J.Del Rei, com Ana Bernarda da Silveira, filha
do português Cap. Bernardo José Gomes da
Silva Flores e de Joaquina Bernardina da Silveira.
O casal teve um único filho: Antonio Felisberto da
Silva Xavier, nascido em 2 de janeiro de 1804. (
Liv. casamentos da Matriz S.J.Del Rei para 1790,
fls.95)
2.10.João, batizado em 9 de outubro de 1766, na
Capela de S.Sebastião do Rio Abaixo, logo
falecido. (liv. bat. Matriz 1762/1775)

3. Padre Antonio da Silva Santos, foi batizado na


Capela de Sta. Rita do Rio Abaixo em 5 de abril de
1745 e ordenado em 1763. Foi Vice-Comissário e
Capelão da Capela da N.S. da Glória da Ressaca,
filial da Matriz de Prados, em 1785. Falecido em
dezembro de 1805, em Barbacena, foi sepultado na
Matriz, com testamento no Arquivo Paroquial, e
original arquivado no 1° oficio de notas de S.João Del
Rei, onde foi inventariado.

4. Alferes Joaquim José da Silva Xavier - O


Tiradentes - de quem trataremos no & VI adiante.

5. Capitão José da Silva Santos, batizado na Capela de


S.Sebastião do Rio Abaixo em 5 de dezembro 1748.
Falecido em 11 de junho de 1833, foi sepultado na
Igreja do Carmo. Casou com Joaquina Proença de
Góis e Lara, nascida em 1763 e batizada na Capela
de N.S. da Penha da Franca da Lage, hoje Rezende
Costa, freguesia da Vila de S.José, filha do Capitão
Francisco Pinto Rodrigues e de Ana Maria Bernardes

CIV
de Góis e Lara. Joaquina Proença, teve três e
seguintes irmãos, habilitados de gênere em Mariana
em 1789: Padre Francisco de Góis e Lara; Joaquim
Pinto de Góis e Lara e João Pinto de Góis e Lara.
José da Silva Santos e Joaquina Proença, tiveram
geração descrita na Genealogia Mineira. (A. Vieira de
Rezende, IV, 265)(Liv. batismo 1742/1749 e Liv.
óbitos 1818/1849, Matriz S.J.Del Rei)
5.1..Maria Marcelina de Lara Santos, nascida em
1790, em 14 de fevereiro de 1820 na Ermida da
N.S. da Ajuda do Pombal, casou com o português
Guarda Mor Manoel Soares Lopes, natural e
batizado em Sta. Efigenia do Agil, Arceb. de
Braga, filho de Antonio Soares da Cunha e
Mariana Lopes. Logo falecido e sepultado na
Capela do Carmo, em 30 de maio de 1820, com
testamento, aos 60 anos de idade, Manoel
Soares Lopes declara não ter tido filhos. Em 12
de dezembro de 1824, Maria Marcelina casa em
segundas núpcias, na Capela de N.S. da Ajuda
do Pombal, com José Cardoso Pais, filho de
Manoel Cardoso Pais e Ignácia Maria da Silva
(liv. casamentos Matriz 1811/1821; liv.obitos
Matriz 1818/1839, fls.49 e liv. casamentos Matriz
1821/1867, fls.6). O casal teve os filhos
seguintes:
5.1.1 Angela Custódia de Lara Santos, batizada
em 15 de outubro de 1825, na Ermida
Pombal, casou em 15 de julho de 1849 com
seu primo Francisco de Paula Cardoso.
Foram filhos do casal: Modesto, solteiro;
José Francisco Cardoso, solteiro; e Ana
Isabel c/c José Lourenço Dias. (liv. bat.
1820/1837, fls. 156v e liv. casamentos
1821/1867, fls. 207, Matriz de S.J.Del Rei.)

CV
5.1.2 Maria Cândida de Lara Santos, batizada em
14 de abril de 1829, na Ermida do Pombal,
com o nome de Maria Párvula, casou em 15
de julho de 1849 com seu primo Estevão de
Paula Cardoso, filho de Francisco de Paula
Cardoso e de Ignácia Maria da Silva, irmão
do marido de sua irmã Angela Custódia,
retro. Houve dispensa do impedimento por
consanguinidade em segundo grau, os pais
dos noivos eram irmãos. O casal teve uma
filha: Maria Emiliana do Carmo, casada com
Manoel Ferreira Passos, filho de Manoel
Felippe de Carvalho e de Felisbina de
Rezende, com descendência descrita na
Genealogia Mineira, vol. 3, pag. 726.
(liv.bat. 1820/1837, fls.250 e liv. casamentos
1821/1867, fls. 207v.)
5.1.3 Amelia de Lara Santos, batizada em 25 de
janeiro de 1831, casou com seu tio João
Cardoso Pais. (liv. bat. Matriz
1820/1837,fls.289v.)
5.1.4 Antonia Rita de Jesus, neta de José da Silva
Santos, batizada em 15 de setembro de
1833, na Ermida do Pombal, casou com
Hipólito Felisbino de Rezende (liv. bat.
Matriz 1820/1837, fls.329v.)
5.1.5..Honorio Balbino da Silva,faleceu solteiro.

5.2..Mathilde Amélia dos Santos, nascida em 1794,


casou com Antonio Felisberto dos Santos,
nascido em 1789, filho de Manoel Coelho dos
Santos e de Genoveva de Almeida e Silva, foram
moradores em Sta. Rita do Rio Abaixo.
5.3..Francisca de Cássia Lara dos Santos, batizada
em 24 de junho de 1795, na Capela de
S.Sebastião, casou em 14 de fevereiro de 1820

CVI
na Capela de N.S. da Ajuda do Pombal com o
Alferes Joaquim Pereira da Cunha, natural de
Barbacena, filho de Francisco Pereira da Cunha e
Ana Maria de Jesus. O casal teve um filho: José
Pereira da Silva casado com Francisca Candida
de Magalhães, filha de José Antonio de
Magalhães e de Maria Rita de Jesus (liv. bat.
Matriz 1792/1805 e liv. casamentos Matriz
1811/1821, fls. 211.)
5.4..Ana Silveria da Silva, batizada em 25 de
dezembro de 1786, na Capela de S.Sebastião,
faleceu em 20 de abril de 1788 com pouco mais
de uma ano de idade. (liv. bat. 1784/1793, fls.221
e liv.obito 1782/1795, da Matriz de S.J.D.Rei.)

Filho natural de José da Silva Santos:


Além do registro apontado por Vieira de Rezende
na sua Genealogia Mineira, vol. 4, pag. 269, em
nossas pesquizas encontramos o registro abaixo,
que comprova e complementa aquele ja conhecido.
Antonio da Costa e Silva, falecido em 10 de maio
de 1831 e sepultado no Cemitério da Matriz de
S.J.D.Rei, com testamento feito em 12 de abril de
1831, se declara filho de José da Silva Santos e
Joana Maria de São José, ambos falecidos. Foi
Feitor da Casa do Pombal e casado com Clara
Maria da Assumção teve uma filha Antonia.
Quando solteiro teve um filho de nome Severino
escravo de Joaquina de Lara e Goes, e mais uma
filha de nome Rita, escrava liberta, casada
residente na casa de Ignácio Ribeiro. (liv. óbitos
Matriz 1818/1839, fls. 361v.)

6. Eufrásia Maria da Assunção, nascida em 1752 em


S.João Del Rei, casou em Prados, em 22 de junho de
1768 com o português Custódio Pereira Pacheco,

CVII
natural de Santa Maria de Idães, Arcebispado de
Braga, filho de Baltazar Pereira e de Maria Pacheco.

7. Antonia Rita de Jesus Xavier, nascida em 1753 em


S.João Del Rei, aí se casou em 3 de abril de 1769,
com o português Capitão Francisco José Ferreira de
Souza, natural de São Salvador do Monte, do
Bispado do Porto, filho de Carlos Ferreira de Souza e
de Rosa de Azevedo. O casal teve treze filhos,
relacionados no testamento de Antonia Rita em
20/2/1813, que faleceu em 26 de fevereiro de 1813
em Queluz. Francisco José Ferreira, fez testamento
em 14/4/1799, na Fazenda Piauí, na freguesia da
Real Vila de Queluz, Comarca do Rio das Mortes. (
liv. 40, fls. 139v e 51, fls. 195/197, testamentos do
Cartório do 1°. Of. de S. João Del Rei) (liv.
casamentos 1762/1798)
7.1..Felicia Josefa da Silva c/c Capitão José da Silva
Teles Faião, tiveram os seguintes filhos:
Francisco de Paula Herculano da Silva; José
Ferreira Batista; Antonio Carlos da Silva Telles
Fayão; Ana Maria; Maria Rita e Ana Rita de
Jesus.
7.2..Francisca Maria de Jesus c/c Joaquim José de
Andrade
7.3..Ana Tereza de Jesus c/c Joaquim da Costa
Guimarães
7.4..Julia Maria de Jesus c/c Antonio José Machado,
ocasal teve uma filha; Rita Candida de Jesus,
nascida em 1809.
7.5..Rosa Maria de Jesus, falecida com testamento
feito em 8 de setembro de 1825 no Arraial de
Santana do Bambuí, Termo da Vila de S.Bento do
Tamanduá, c/c Joaquim Rodrigues Chaves, teve
11 filhos: Joaquim, Maria, José, Antonio, Mariana,
Nicolau, Camilo, Gervasio, Protásio, Maria e

CVIII
Maria. Além destes faz referência ao genro José
Antonio de Magalhães. (liv. testamentos 56,
fls.135v, Cart. 1o Of. S.J.D.Rei.)
7.6..Maria Josefa de Jesus casou com José
Rodrigues Chaves , falecido com testamento feito
em 15 de julho de 1828, se declara nascido e
batizado na Capela de Sto. Antonio da Lagoa
Dourada da freguesia de Prados, filho de André
Rodrigues Chaves e Gertrudes Joaquina da Silva.
Declara ainda ter onze filhos: Antonio Rodrigues
Chaves, André Rodrigues Chaves, Joaquim
Rodrigues Chaves, Rosa Maria de Jesus, José
Rodrigues Chaves, Joaquina Teresa de Jesus,
Gertrudes Joaquina de Jesus, Antonia Rita de
Jesus, Maria de Jesus, Francisco de Paula e
João Rodrigues Chaves. (liv. testamentos 38,
fls.46, Cart. 1o Of. S.J.D.Rei.)
7.7..Antonia Rita de Jesus c/c Eduardo Ferreira da
Fonseca, o casal teve dois filhos: Maria Rita de
Jesus Xavier e José Ferreira da Fonseca.
7.8..Teresa Maria de Jesus c/c Manoel Rodrigues
Chaves, filho de André Rodrigues Chaves e de
Gertrudes Joaquina da Silva, irmão do marido de
Maria Josepha, retro, o casal teve 11 filhos:
Antonio Rodrigues da Silva Chaves, Francisco
Rodrigues Chaves, André Rodrigues Chaves,
Cypriano Rodrigues Chaves, Manoel Rodrigues
Chaves, Estevão Rodrigues Chaves, Geraldo
Rodrigues Chaves, Valentim Rodrigues Chaves,
Gertrudes Maria de Jesus, Maria Teresa de Jesus
e Pedro Rodrigues Xavier Chaves c/c Maria
Carolina de Resende, que foram pais de Maria da
Gloria Chaves Resende, mãe de Maria
Pertochina de Resende mulher do grande
genealogista mineiro Artur Vieira de Resende,
autor da Genealogia Mineira.

CIX
7.9..Mariana de Jesus casou com Antonio Machado
de Miranda
7.10.Josefa Maria de Jesus, solteira
7.11.José Ferreira de Souza casou com Vicencia
Joaquina da Silva, o casal teve nove filhos: Padre
Francisco José Ferreira de Souza, Padre Antonio
José Ferreira de Souza, Gervásio José Ferreira
de Souza, André Ferreira de Souza, Joaquim
Ferreira de Souza, Pedro Ferreira de Souza, José
Ferreira de Souza Junior, Veronica Ferreira de
Souza e Maria Ferreira de Souza.
7.12.Francisco Ferreira de Souza nascido em 1786,
casou com Constancia Umbelina de Sacramento,
filha de Antonio José de Magalhães. O casal teve
dois filhos: Reginalda Maria da Conceição e
Maria do Carmo Constancia do Sacramento.
7.13.Manoel Ferreira de Souza, nascido em 1792, na
Fazenda Piauí, município de Queluz, MG, faleceu
na Fazenda Bebedouro Grande, em 1833, no
sertão do Rio da Prata, atual município do Prata,
desmembrado de Uberaba, Minas Gerais. Casou
com Maria de Miranda e Silva, nascida em 1796,
em Lagoa Dourada, MG, filha de José Miranda
Ramalho e de Maria Rodrigues da Silva. Foram
pais de:
7.13.1.Valentim Ferreira de Souza, nascido em
1822, em Lagoa Dourada, MG, faleceu no
Prata. Casado com Maria Josefa de Jesus,
foram pais de:
7.13.1.1.Francisco José de Miranda,
nascido em 1850, no Arraial da
N.S. do Carmo de Morrinhos, hoje
Prata, MG, onde faleceu em 1895.
Foi casado com Antonia Izabel da
Conceição, nascida em 1852 na
Fazenda Boa Vista do Rio Verde,

CX
atual município do Prata, filha de
José Gomes Machado e de Ana
Angélica de Jesus. Foram pais de :
7.13.1.1.1.Joaquim José de
Miranda, nascido em 25 de
julho de 1883, na Fazenda
Douradinho, município do
Prata, faleceu em 9 de
dezembro de 1957. Foi casado
com Ana Nunes de Oliveira,
nascida em 8 de janeiro de
1888, na Fazenda S.José da
Boa Vista, Campo Belo atual
Campina Verde, MG, filha de
Messias José de Oliveira e de
Simpliciana Nunes Borges.
Foram pais de Inês Maria de
Miranda, nascida em 3 de abril
de 1916, na Fazenda Limeira,
Campina Verde, MG, casada
com Sebastião Machado
Borges, nascido em 31 de
dezembro de 1897, na
Fazenda Rio das Pedras,
município do prata, filho de
Teófilo Joaquim Mafra e de
Delinda Maria de Jesus. Este
casal tem pelo menos um filho:
Benedito Antonio Miranda
Borges, autor destas
informações, nascido em 10 de
junho de 1945, na Fazenda
Burití Grande, município do
Prata, MG, autor de “Memórias
do Prata” e de “Povoadores do
Sertão do Rio da Prata”

CXI
& VI

Alferes Joaquim José da Silva Xavier - O


Tiradentes - não se pode precisar o dia do nascimento, mas
certamente nasceu na Fazenda do Pombal do Rio Abaixo,
na freguesia de São José Del Rei, hoje Tiradentes, de
propriedade e onde residiam seus pais. Foi batizado na
Capela de São Sebastião do Rio Abaixo, filial da Matriz de
N.S. do Pilar de S. João Del Rei, em 12 de novembro de
1746. Eis o registro que se encontra na fls. 151, do Livro de
assentos de batizados da freguesia de N.S. do Pilar da Vila
de S.João Del Rei, que se encontra na Seção de
Manuscritos da Biblioteca Nacional.

"Aos doze dias do mez de novembro de 1746


anos, na Capela da São Sebastião do Rio Abaixo
o Reverendo Padre João Gonçalves Chaves
capelão da dita Capela batizou e poz os Santos
Oleos a Joaquim filho legitimo de Domingos da
Silva Santos e de Antonia da Encarnação Xavier;
foram padrinhos Sebastião Ferreira Leytão, e não
teve madrinha; do que fiz este assento”.

Nada de muito especial parece ter ocorrido nos


primeiros anos de vida do menino Joaquim José, cresceu na
fazenda onde seu pai, sem grande sorte, dedicava-se a
mineração. Apesar de nunca ter sido rico, o português
Domingos gozou de algum prestigio, pois elegeu-se
vereador para a Câmara da Vila de S. José e foi escolhido
para Almotacé, importante cargo fiscal da Colônia.
Religioso, como todos seus compatriotas, com sua mulher
fazia parte da Irmandade do Santíssimo Sacramento de
S.João Del Rei, da Irmandade da Ordem Terceira e da

CXII
Irmandade das Almas. Mas, a infância de Joaquim José
cedo terminou com o falecimento de sua mãe, em 6 de
dezembro de 1755, quando contava apenas nove anos. Dois
anos mais tarde perdeu também seu pai, e a família se
desfez. O patrimônio foi repartido, cada irmão foi para um
canto e Joaquim José foi morar com seu padrinho Sebastião
Leitão, na Vila de S.José. Cirurgião conhecido, Sebastião
trabalhava na Vila de S.José, especializando-se em
arrancar dentes e substituí-los por novos, ofício que, com
dedicação, transmitiu ao afilhado.
Pouco se sabe sobre a vida de Joaquim José
durante os primeiros vinte e cinco anos, inúmeros detalhes
de sua infância e juventude, bem como das suas primeiras
andanças pela capitania, perderam-se completamente. O
rigor da sentença e a repressão portuguesa que desabou
sobre os participantes da Inconfidencia, fez sumir e
desaparecer os testemunhos dos fatos, salvando-se apenas
o que interessava aos juizes saber e às autoridades
registrar. Até mesmo as características físicas de Tiradentes
é questão não resolvida para a História.
No decorrer da Década de 1760, Joaquim José
se dedicou à mineração, segundo poucas informações
filtradas nos Autos da Devassa, empreendeu atividades
mineradoras num local chamado Rocinha Negra, onde
chegou a possuir oito sesmarias sem contudo alcançar
resultados satisfatórios. Como tropeiro trabalhou alguns
anos e teve a oportunidade de percorrer quase todos os
povoados da capitania, indo ao Rio de Janeiro algumas
vezes. Os vários oficios exercidos concomitantemente,
mostram Joaquim José como um dos membros de um
segmento social das Minas Gerais, que se encontrava em
grandes dificuldades, pela própria decadência da
mineração, e pelo aumento de impostos e preços, e que
precisava trabalhar em diversos setores para sobreviver.
Alguns estudos demonstraram que o ouro foi
abundante nas Minas até a década de 1730, apresentando

CXIII
ligeiro declínio nos anos 40 e decaindo fortemente a partir
de 1763. Mesmo quando a capitania das Minas Gerais
conhecia o seu apogeu, milhares de homens viviam na
miséria, passavam fome e vagavam sem destino pelos
arraiais, tristes frutos deteriorados de um sistema
econômico doente e de um poder arbritrário corrupto.
Portugal, com seu poderio reduzido, sede de um império em
completa decadência dependente das importações inglesas,
continuava a viver na ostentação pagando suas contas com
o ouro brasileiro. Não se conformando com o decréscimo da
produção aurífera, atribuía a queda da arrecadação do
quinto ao extravio e ao contrabando. Inconformados, a velha
taxação do “quinto” foi alterada para o pagamento em ouro
de uma cota fixa de 10 arrobas anuais, o que não resolveu,
pois devido a queda de produção das lavras as
contribuições não atingiam ao quantum programado. Em
1763 veio a “derrama”, lei que obrigava a população da
capitania a pagar aos cofres da coroa o que faltava para
completar a cota estipulada, quando esta não era atingida,
não importando se fossem ou não mineiros, eram forçados
a contribuir de acordo com cálculos arbritrários feitos sobre
a fortuna de cada um.
Em dezembro de 1775, com quase trinta anos,
Joaquim José sentou praça na 6° Companhia de Dragões
da Capitania das Minas Gerais, onde muitos brancos, de
famílias respeitadas mas pobres, encontravam a forma de
assegurar sua sobrevivência.
Com a morte de D.José I, em 1777, assumiu o
trono a rainha viuva, D.Maria I, a louca. O Marques de
Pombal que com muito esforço havia conseguido poucas
mas sensíveis e benéficas mudanças no governo, caíu em
desgraça. Sob a influência da rainha processou-se a
Viradeira, anulação das reformas pombalinas, e a
aristocracia readquiriu todos seus antigos previlégios,
recebendo régias recompensas pelo pouco que haviam
perdido. As Colonias foram mais uma vez fortemente

CXIV
penalisadas, os ricos e os poderosos exigiam cada vez mais
ouro e diamantes para sustentar a ostentação e o
desperdício da Coroa.
Em 1778, Tiradentes passou algum tempo no Rio
de Janeiro, integrando as forças militares enviadas por
Minas Gerais para ajudar na defesa e proteção da cidade.
Quase tres anos depois foi o Alferes Joaquim José da Silva
Xavier, nomeado pela rainha louca D. Maria I, comandante
da patrulha do Caminho Novo, que ligava o Rio a Minas.
Uma estrada muito perigosa, onde assaltantes emboscavam
os viajantes que desciam pelos difíceis caminhos da serra
do mar, transportando suas mercadorias para embarcá-las
no porto do Rio de Janeiro, onde regularmente aportavam
os navios reais que recolhiam tudo que tão duramente se
extraía das Minas. Quase todos os meses, durante um
século, centenas e centenas de quilos de ouro puro, e
milhões de quilates de diamantes, desceram pelo Caminho
Novo com destino aos cofres reais.
Morando na rua São José, em Vila Rica, em casa
alugada de seu primo Padre Joaquim Pereira de Magalhães,
vivendo com dificuldade que a cada mes aumentava sem
que chegasse a hora de sua tão esperada promoção, cada
vez mais Tiradentes se angustiava em ser preterido e
esquecido.
Em 1783, Luis da Cunha Menezes assumindo o
governo de Minas Gerais revelou-se um dos mais terríveis
governantes, desprezando a elite local reforçou o poder da
burocracia portuguesa, distribuiu os melhores cargos e os
grandes subornos a seus “afilhados” lusitanos, aumentou a
força militar dos representantes da Coroa e reprimia a todo
o momento com violência e crueldade os descontentes. Em
1787 a vida em Minas já se tornara insuportável, Cunha
Menezes saqueava cada vez mais para satisfazer a Coroa,
que aumentava a pressão para recolher a cota espitulada do
ouro tão escasso.

CXV
Cada vez mais angustiado, sonhando com uma
vida nova onde pudesse alcançar situação financeira
confortável, Joaquim José resolve viajar para o Rio de
Janeiro para tentar realizar seu antigo projeto de
canalização dos rios Andaraí e Maracanã, trazendo suas
águas até o centro para abastecer a cidade através de
chafarizes. Quando não estava em casa trabalhando,
Tiradentes podia ser visto pelos lados da rua da Quitanda,
dos Ourives, da Cadeia ou do Carmo, encontrando seus
amigos de farda ou seus conterrâneos chegados de Minas.
Foi nesta época que, começou a se interressar pelos livros
que falavam das idéias francesas e do levante
revolucionário da América do Norte, e estableceu contato
com um jovem muito rico, filho de um fazendeiro de Vila
Rica, recem chegado da Europa onde se formara em
filosofia pela Universidade de Coimbra, José Alvares Maciel.
Típico representante do pensamento emancipacionista,
Maciel logo percebeu o imenso potencial do novo amigo, e a
conversa destinada a discussão do projeto para o
abastecimento de agua foi desviada para o explosivo sonho
da independência.
Nos últimos meses de 1788, nas reuniões nas
casas da elite de Vila Rica, discutia-se o governo que
Barbacena havia iniciado a 11 de julho. Arrancando os
cabelos, os homens mais ricos das Minas sabiam que
perderiam suas fortunas quando o governador deflagrasse
as medidas de cobrança, para a Fazenda Real, dos
atrasados que já atingiam um déficit de 384 arrobas de ouro
puro.(5.760 kg.). Na realidade o fantasma da derrama
aterrorizava até mesmo a população mais pobre, pois o
imposto incidia sobre todos. A tensão era insuportável e não
seria difícil perceber que a capitania se aproximava de um
ponto crítico, pronta para mais um levante, só que desta vez
não seria uma simples revolta localizada, mas um amplo
movimento, bem articulado e com definição ideológica. Tres
pontos centrais de Vila Rica serviam de encontro para as

CXVI
conversas ilustradas da Capitania: A casa de João
Rodrigues de Macedo, rico cobrador de impostos; a casa do
poeta Claudio Manoel da Costa, decano dos advogados; e a
casa do desembargador e escritor Tomás Antonio Gonzaga.
Enquanto na casa de Macedo a elite discutia seus
negócios, rendimentos e assuntos comerciais, nas casas de
Claudio e Gonzaga encontrava-se a “roda”, grupo de
intelectuais que morava na cidade ou circulava por lá. Nas
compridas reuniões noturnas apareciam homens com Silva
Alvarenga, José Alvares Maciel, Alvarenga Peixoto e outros,
falavam das “idéias francesas”, de história, poesia e outros
temas culturais e políticos. Joaquim José, não costumava
frequentar nenhuma dessa casas, era um homem pobre e,
por isso, naturalmente afastado das reuniões de elite
mineira. De vez em quando, aconteciam reuniões na casa
do Tenente Coronel Francisco de Paula Freire de Andrade,
Comandante do Regimento dos Dragões, filho legítimo do
segundo Conde de Bobadela e cunhado de Alvares Maciel,
que farto dos desmandos da administração portuguesa,
convencido, foi aos poucos aderindo e se entusismando
com as idéias revolucionárias.
Finalmente, em uma noite de dezembro de 1788,
aconteceu a primeira reunião dos conspiradores, para a
casa do Comandante dos Dragões, Francisco de Paula
Freire de Andrade, foram convidados: Alvarenga Peixoto,
Tomás Antonio Gonzaga, José Alvares Maciel, Padre José
da Silva Rolim, Alferes Joaquim Jose da Silva Xavier e
Carlos Correia. Os seis reuniam-se para formalizar os
planos de um levante armado contra a Coroa portuguesa.
Eram todos nascidos no Brasil, agentes ativos da revolução,
e representavam diferentes zonas da Capitania. A partir
desse primeiro encontro, outra reuniões foram feitas para
definir a possivel estratégia para o movimento rebelde.
Todos se lembravam, também, de um importante precedente
histórico: A guerra do Estados Unidos, em 1773, tivera início
sob impacto da cobrança de um imposto sobre o chá. A

CXVII
derrama seria o símbolo revolucionário por excelência e
através dela se pretendia sistematizar as idéias de oposição
ao sistema colonial, dispersas entre a população, dirigindo-
as para a sustentação de uma revolução de independência.
O principal objetivo da maior parte dos conspiradores era
constituir uma república no Brasil.
Os dias foram passando, e Barbacena não impôs
a derrama em fevereiro, como se esperava. A tensão estava
no ar, a população presentia que algo iria mudar em suas
vidas, e o governador procurava ganhar tempo, intuindo o
potencial explosivo que a cobrança forçada traria. Os planos
dos conjurados ficaram suspensos e meio desarticuladas
pela espera da derrama sem data definida.
Cansado e angustiado com a espera, Tiradentes
partiu para o Rio de Janeiro, sob o pretexto de tratar de
assuntos particulares, na verdade desejava sondar uma vez
mais o estado de espírito nas demais capitanias,
principalmente no Rio, esperando estreitar o contato com
colegas de farda da guarnição carioca, e obter novas
informações de interesse da revolução. Nessa viagem, em
cada canto, pousada e estalagem, falou em levante,
chamando os conhecidos para lhes falar do “novos Tempos”
que estavam por vir. Um dos que encontrou no caminho foi
o seu já bem conhecido Coronel Joaquim Silvério dos Reis,
português de nascimento, homem em quem Tiradente
confiava, pois além de muito comprometido com a
revolução, era um dos maiores devedores da Coroa e ficaria
arruinado com a cobrança da derrama.
Silvério dos Reis assustou-se com a desenvoltura
com que o Alferes agia e falava, como muitas outras figuras,
julgava Joaquim José um louco, capaz de fazer com que o
movimento fosse descoberto por sua agressividade e falta
de cuidado. Preocupado com a possibilidade de se ver
implicado resolveu antecipar as coisas, denunciando ele
proprio a conjura e assim salvar a pele e negociar o perdão
de suas dívidas, pois Barbacena já o havia pressionado

CXVIII
convocando os contratadores de entradas e dízimos a
pagarem os débitos atrazados. Em 15 de março de 1879,
entra o traidor no palácio do governo para uma audiência
privada com o Visconde de Barbacena, quando conta em
detalhes tudo que sabia, não poupando pormenores e
delatando, um por um, todos os conspiradores. Certamente
o governador já tinha algumas informações e desconfiava de
um possível movimento. Com grande habilidade política,
aguardou uma semana para decretar a suspensão da
derrama e mandar espalhar um murmúrio surdo sobre a
descoberta dos planos revolucionários. Isso permitiu que
Joaquim Silvério voltasse ao convívio dos inconfidentes,
transformando-se em espião.
Entre os conjurados ia crescendo a certeza de
que as coisas estavam ruins, a suspensão da cobrança
forçada dos impostos não seria adiada se algo muito grave
não houvesse ocorrido, a hipótese de delação passava pela
cabeça de todos, Alvarenga Peixoto aconselhava os
implicados a negar qualquer participação. O medo e a
desconfiança se instalaram entre o grupo que não falava em
outra coisa.
Sentindo o cerco apertar, agoniado por perceber
que estava sendo forçado a permanecer no Rio e que de
alguma forma o Vice-rei estava sendo informado de tudo
que se passava com ele, Tiradentes resolve fugir para
S.Paulo, e de lá seguir para Minas. Na noite de 7 de maio,
após despistar os espiões do Vice-rei, conseguiu chegar a
casa da viuva D.Inácia, sua amiga e pedir-lhe abrigo. Não
podendo, na condição de viuva, receber um homem em sua
casa, D.Inácia arranjou-lhe o sotão da casa do torneiro
Domingos Fernandes da Cruz como esconderijo, aí passou
Tiradentes seus últimos dias de liberdade. Não aguentando
mais ficar sem notícias, Joaquim José mandou o amigo
Padre Inácio Nogueira à procura de Joaquim Silvério, este
que estava sendo atemorizado pelo Vice-rei pelo
desaparecimento do perseguido, recebeu o padre como um

CXIX
presente dos céus, mas tanto insistiu em saber o paradeiro
de Tiradentes que Inácio Nogueira desconfiou,
desconversou e ficou de voltar em outra ocasião deixando,
por descuido, o seu proprio endereço. No dia seguinte o
padre foi preso, e violentamente torturado entregou o
paradeiro do amigo. O esconderijo foi invadido na noite de
10 de maio de 1789 por um destacamento de elite da tropa
portuguesa comandado pelo Alferes do Regimento
Entremoz, Francisco Pereira Vidigal. A porta arrombada,
Tiradentes armado de um bacamarte viu apenas gente
conhecida, colegas de farda, baixou a arma, ouviu a ordem
de prisão e disciplinadamente marchou para a presença do
Vice-rei D. Luis de Vasconcelos, que reconhecendo-o
determinou o seu encarceramento em prisão estreita e
incomunicável, nos escuros porões da fortaleza da Ilha das
Cobras.
Começou então a caçada aos inconfidentes:
Tomás Antonio Gonzaga, Alvarenga Peixoto, Abreu Vieira,
Luiz Vaz, Luiz Vaz de Toledo Piza, Oliveira Lopes, Carlos
Correia, Resende Costa, Paula Freire, Alvares Maciel,
Claudio Manoel da Costa, Amaral Gurgel, Domingos Vidal
Barbosa , e muitos outros foram presos só escapando o
Padre Rolim que escondido no sertão mineiro só foi
encontrado e preso meses depois. Feitas essas prisões ,
Barbacena começou a despachar os presos para o Rio de
Janeiro.
Tiradentes permaneceria absolutamente recluso e
incomunicável, por oito meses de nada saberia, e daquele
lugar onde se esvaia foi crescendo a convicção da amarga
derrota, das possíveis traições, da covardia dos outros e do
fim dos seus sonhos.
No dia 18 de janeiro de 1790, Joaquim José foi
novamente chamado a depor. Sua figura impressionava,
sujo, esquálido, cabelo e barba desgrenhados, refletia o
sofrimento da tortura do isolamento. Já convencido da
traição e da inutilidade da negação, em minuciosa confissão

CXX
assumiu toda a responsabilidade pelo movimento, fazendo
questão de aparecer como o responsável pelo envolvimento
e articulação das pessoas em torno do projeto
revolucionário. Procurando minimizar a periculosidade do
movimento, isentava todos seus companheiros de qualquer
responsabilidade, colocando-os sempre como vítimas
envolvidas. Atraiu assim definitivamente a força da
repressão para sua cabeça com extraordinária dignidade.
Em fevereiro, Silvério dos Reis foi solto,
reintegrado e bem recompensado pelos seus “serviços”. Em
6 de junho de 1790, Luis de Vasconcelos e Sousa entregou
o posto de Vice-rei do Brasil a D. José Luis de Castro,
Conde de Resende, outro perverso e maquiavélico fidalgo
português. O relatório do processo judicial, com sua
minuciosa e confusa versão dos acontecimentos de Minas
Gerais, chegou a Lisboa no fim de Junho. Para assumir o
caso, a Coroa nomeou um grupo de magistrados que
deveriam se entender com Barbacena, juntar os inquéritos e
determinar a sentença. Mas uma coisa já estava muito clara
para Lisboa, o “alferes louco” seria um perfeito exemplo. Um
julgamento-exibição seguido pela execução pública
proporcionaria grande impacto na Colonia, servindo de
advertência ao mesmo tempo que ridicularizaria os objetivos
do movimento.
Chegando ao Rio de Janeiro no natal de 1790, os
juizes só tomaram posse em 17 de janeiro de 1791.
Lentamente o processo foi sendo concluído, em 31 de
outubro a Alçada nomeou o advogado da Casa da
Misericórdia, José de Oliveira, para defender os réus, o que
fez com firmeza, mas na verdade os juízes já haviam
traçado os destinos de cada um dos presos.
Para o Alferes Joaquim José da Silva Xavier,
havia uma especial sentença à forca que assim foi redigida:

“Portanto condenam o réu Joaquim José da Silva


Xavier, por alcunha o Tiradentes, alferes que foi da tropa

CXXI
paga da Capitania de Minas, a que com baraço e pregão
seja conduzido pelas ruas públicas ao lugar da forca e nela
morra morte natural para sempre, e que depois de morto lhe
seja cortada a cabeça e levada a Vila Rica, onde em o lugar
mais público dela será pregada, em um poste alto até que o
tempo a consuma; e o seu corpo será dividido em quatro
quartos e pregado em postes, pelos caminhos de Varginha e
das Cebolas, onde o réu teve suas infames práticas, e os
mais nos sítios de maiores povoações até que o tempo
também os consuma; declaram o réu infame, e seus filhos e
netos, tendo-os, e os seus bens aplicam para o Fisco e
Câmara Real, e a casa em que vivia em Vila Rica será
arrasada e salgada, para que nunca mais no chão se
edifique, e, não sendo própria, será avaliada e paga a seu
dono pelos bens confiscados, e no mesmo chão se
levantará um padrão, pelo qual se conserve a memória
desse abominável réu.”

Aí então, dramáticamente, como fora planejado,


foi lida pelos juizes a carta de clemência da rainha. Todas
as sentenças, exceto a de Joaquim José da Silva Xavier,
foram comutadas em banimento para África. Muito choro
tomou conta da sala, e não faltaram vivas a D.Maria I, a
soberana de Portugal.
Nas longas horas que precederam sua execução,
ele continuava lutando para manter a consciência de si
mesmo. Permanecia junto dele seu confessor, frei
Penaforte, mas era como se estivesse sozinho. Olhando fixo
para o nada, pensava em voz alta: “Dez vidas daria se as
tivesse para salvar as deles!”.
Enforcado e esquartejado em 21 de abril de 1792
no Rio de Janeiro, Tiradentes teve as partes de seu corpo
pregadas em postes pelos caminhos de Minas, onde fez
pregações. A sentença da Alçada mandou que a cabeça do
Alferes fosse, depois do enforcamento, cortada e levada
para Vila Rica, em barril de salmoura, e exposta na Praça

CXXII
do Palácio. A violência e a brutalidade surtiram o efeito
desejado, o povo amedrontado fugia e renegava qualquer
afinidade ou conhecimento com os inconfidentes, as
autoridades se aproveitavam para extorquir e confiscar, se
apropriando ilegalmente de bens pertencentes a parentes
dos condenados que nada tinham a ver com o processo ou
com as sentenças.
Depois do suplício de Joaquim José, as
autoridades promoveram várias manifestações festejando o
acontecimento. Cumpriu-se o açoitamento público de
Vitorino Gonçalves Veloso e José Martins Borges, que
foram obrigados a dar tres voltas em torno da forca usada
para matar o inconfidente. Os demais sentenciados,
embarcaram para África entre 5 de maio e 25 de junho de
1792, onde morreram, com exceção de José Rezende Costa
que conseguiu retornar ao Brasil com sua pena comutada
em 1809.
Morrendo pelo cumprimento da brutal sentença,
no Rio de Janeiro, Tiradentes tornou-se o Mártir das nossas
liberdades pátrias. Não tendo contraído matrimônio, deixou
dois filhos naturais conhecidos: (Liv. batismo da Matriz de
S.J.Del Rei para 1742/1749, fls. 151)

4.1 Joaquina, nascida em Vila Rica, segundo o registro de


batismo que se segue: “Aos 31 dias do mes de agosto
de 1786, nesta Igreja Matriz de N.S. do Pilar, de Vila
Rica do Ouro Preto, com licença paroquial, o Pe.
Pantalião da Silva Ramos, presbítero secular, batizou
e pôs os santos óleos a Joaquina, filha natural de
Antonia Maria do Espírito Santo e do pai que diz ser o
alferes Joaquim José da Silva Xavier, todos desta
freguesia; foi padrinho o Capitão Domingos de Abreu
Vieira, solteiro, morador na Freguezia de Antonio Dias
desta vila, de que fiz assento. O Coadjutor Antonio
Ribeiro de Azevedo.” - Nos Autos da Devassa da
Inconfidência, vol. III; 142, sobre o estado das famílias

CXXIII
dos réus há uma certidão: “Joaquim José da Silva
Xavier. Era solteiro, e tem uma filha natural por nome
Joaquina, de menor idade, que vive pobremente em
companhia de sua mãe nesta Vila. 8/4/1791.”
4.2 João de Almeida Beltrão. Da união do Alferes Joaquim
José da Silva Xavier, alcunhado Tiradentes, com
Eugenia Joaquina da Silva, nasceu João de Almeida
Beltrão. Filha dos portugueses Manoel da Silva e de
Maria Josefa da Silva, chegados à Vila Rica com três
filhas ainda meninas. Eugenia Joaquina tinha quatro
irmãos: Teodoro da Silva, Francisco da Silva, Maria
Eugenia da Silva e Leonarda Eugenia da Silva. Ignora-
se o paradeiro dos irmãos Teodoro e Francisco, sabe-
se no entanto que sua mãe e irmãs residiram com ela
em Quartel Geral, levadas por seu filho João. O nome
de João de Almeida Beltrão tem sua origem na época
da divulgação da sentença de Tiradentes. Quando
chegou a Vila Rica a noticia da sentença que
condenava Tiradentes a morte e declarava infames
todos os seus descendentes, uma jovem apavorada
precisou desesperadamente por a salvo seu pequeno
filho, antes que se espalhasse a noticia de sua
paternidade. Assim foi procurar um amigo do pai de
seu filho em quem depositava toda sua confiança. O
próspero açougueiro Luiz de Almeida Beltrão,
conhecido em Vila Rica pela alcunha de Mata Vaca,
conhecedor do sertão, por onde viajava com
frequência negociando e comprando animais para o
seu matadouro, se incumbiu de sumir com mãe e filho.
Eugenia com seu filho ainda de colo viajou incógnita
levada pelo seu amigo e benfeitor para um lugar
denominado de Quartel Geral, junto ao Rio Indaiá, e aí
deixada aos cuidados de amigos de Mata Vaca. O
nome Quartel Geral indica que o lugar surgiu ao redor
de um dos quarteis criados com o fim de impedir o
extravio de diamantes e de ouro. Enquanto mãe e filho

CXXIV
viviam incógnitos, em suas constantes viagens, Luiz de
Almeida Beltrão foi propositadamente deixando
escapar que tinha um filho natural, e graças a essa
artimanha quando João completava 12 anos pode
trazer o menino para Vila Rica, com o nome João de
Almeida Beltrão, para aprender a ler e escrever. Com
esse nome e por influência de Mata Vaca, João
assentou praça, e como Cabo da milícia foi comandar
o posto de Quartel Geral do Indaiá, onde morava sua
mãe. Aí se casou com Maria Francisca da Silva, filha
de um grande fazendeiro da família Alvares da Silva,
com muitas propriedades na região. Com a morte do
sogro, tornou-se grande proprietário, mas,
excessivamente pródigo foi aos poucos vendendo suas
terras, e esbanjou sua fortuna. Seus filhos, netos de
Tiradentes, permaneceram residindo em Quartel Geral
do Indaiá, mais tarde Dores do Indaiá, de onde a
família se espalhou para outros pontos de Minas e
Goiaz. Maria Francisca da Silva, faleceu em Uberaba
onde moravam alguns de seus filhos e netos. Foram
filhos do casal:

1. Anna, casada com José Gomes de Moura, teve


dois filhos, Flavio Gomes de Moura e outro de
nome desconhecido.
2. José de Almeida Beltrão casado com Maria
Magdalena, ambos faleceram em Uberaba sem
geração.
3. Lúcio, faleceu solteiro em Quarteis Gerais aos
nove anos de idade.
4. Francelina Fausta Josina casado com Joaquim dos
Santos Caldeira, ambos falecidos em Quarteis
Gerais com numerosa geração.
5. Carolina Augusta Cesarina nascida em Quartel
Geral em março de 1819, veio para Uberaba em 10
de novembro de 1848 onde faleceu em 30 de

CXXV
setembro de 1905. Casada com Antonio Alves de
Rezende, falecido em Curvelo, o casal teve duas
filhas;
5.1 Gavina Augusta Cesariana nascida em Quartel
Geral em 12 de dezembro de 1831, faleceu em
Uberaba em 10 de novembro de 1922. Casada
com Berrando Martins da Veiga deixou dois
filhos com geração em Uberaba:
5.1.1 Carolina Augusta Cesarina c/c José
Pereira Vianna, teve uma filha:
Cândida Tiradentes de Lima c/c Ricardo
de Lima
5.1.2 José Augusto Tiradentes c/c Luiza
Magnanima Tiradentes, tiveram nove
filhos: Orides, Gavina, Rita, José, Maria
Augusta, Luiz, Dijohno, Maria de Lourdes
e Ademar
5.2 Carlota casada com Felicissimo Vieira da Silva
não deixou filhos.

6. Elisa Lisboa Magdalena do Carmo, faleceu


solteira em Morrinhos, Goiaz, deixando alguns
filhos naturais.
7. Justino de Almeida Beltrão, casado com Emiliana,
ambos falecidos em Morrinhos, Goiaz, com
numerosa geração.
8. João de Almeida Beltrão Júnior, casado com Maria,
sem geração.
9. Belchior de Almeida Beltrão, nascido em 1840 ,
casou com Maria Custódia Zica em Dores do
Indaiá, filha de Ana Perpétua Moreira. Viúvo voltou
a casar com Maria Barbosa.
Filhos do primeiro matrimónio:
9.1 Carolina Zica, casou em 1890 com Sancho
Medeiros Menezes, com quem teve seis filhos:

CXXVI
9.1.1 Arsenio de Menezes c/c Maria Cardoso,
tiveram quatro filhos: Celeste, Doracy,
José e João.
9.1.2 Ana de Menezes casou em Campo Belo
em 30 de maio de 1914 com Misseno
Cardoso Júnior, falecido em Campo Belo
em 1937. Tiveram sete filhos: Berthelot,
Milton Cardoso, Elza Cardoso, Wagner
Cardoso, Maria da Luz, Nilo Cardoso e
Getulio Vargas Mineiro.
9.2.3 Pontilia de Menezes c/c Manoel Mendes
de Menezes, próspero negociante na Vila
da Luz. Tiveram quatro filhos: Vicente,
Walsita, Filomena e Geraldo.
9.1.4 Servito de Menezes casou na Vila da Luz
com Maria Guimarães de Macedo.
Tiveram três filhos: Walter, Adalberto e
Laura
9.1.5 Lucilio de Menezes, nascido em 1907,
era solteiro.
9.1.6 Gessy de Menezes, solteiro vivia na Vila
da Luz.
9.2 Ana Zica c/c Antonio Luiz Coelho, tiveram cinco
filhos:
9.2.1 José
9.2.2 Pedro
9.2.3 Belchior
9.2.4 Aristides
9.2.5 Juventina
9.3 João de Almeida Beltrão, faleceu solteiro.
9.4 Maria Custódia Zica casou com Job Rodrigues,
residiam em Dores do Indaiá, tiveram cinco
filhos:
9.4.1 Jorge Rodrigues Braga casou com Rita
Duarte, tiveram quatro filhos: Maria,
Leonardo, Leonardo e José.

CXXVII
9.4.2 Lina Cândida dos Santos casou com
Jacyntho Fabiano, tiveram três filhos:
Maria, Jacyra e José.
9.4.3 Albertina Cândida dos Santos
9.4.4 Jacyra Cândida de São José
9.4.5 Rosa Cândida de São José
9.5 Pedro de Almeida Beltrão, (Pedro Zica), casou
com sua prima Zoé Cândida dos Santos com
quem teve cinco filhos:
9.5.1 José de Almeida Beltrão casou com Nair
Cecilia dos Santos, tiveram duas filhas:
Joaquina Cecilia dos Santos e Gabina
Barbosa.
9.5.2 Maria Cândida dos Santos
9.5.3 Zoé Cândida Zica casou com Mario
Soares, tiveram dois filhos: Amelia e
Emilia
9.5.4 Miguel Odorico Beltrão
9.5.5 Pedro de Almeida Beltrão Júnior

Filhos do segundo matrimônio:


9.6 Maria Barbosa Beltrão
9.7 Theodorico de Almeida Beltrão
9.8 Eliezer de Almeida Beltrão

CXXVIII
PARTE III

VITAL BRAZIL

Ascendência Materna

OS PEREIRA DE MAGALHÃES

CXXIX
VITAL BRAZIL
ascendência materna
Os Pereira de Magalhães

Manoel Pereira de Magalhães e Rosa de Oliveira

José Pereira da Magalhães e Leonor de Siqueira Gaia

Antonio Joaquim Pereira de Magalhães e Maria Joaquina Feliciana

José Jacinto Pereira de Magalhães Ana Angélica Pereira de Joaquim Leonel Pereira de
Francisca do Carmo Xavier de Magalhães Magalhães
Araujo João Anacleto da Cruz Candida Ubaldina de Vasconcelos

*Mariana Carolina Pereira de José Teodoro Pereira da Cruz


Magalhães *Alexandrina Lina Pereira de José Jacinto Pereira de Magalhães
José Manoel dos Santos Pereira Magalhães
Junior

Francisca Amélia Pereira da Cruz

Vital Brazil Maria da Conceição Philipina


Mineiro da Campanha de Magalhães

* foram irmãs.

CXXX
Terceira Parte

VITAL BRAZIL
Ascendência Materna

TÍTULO
OS PEREIRA DE MAGALHÃES

O Capitão Manoel Pereira de Magalhães, português,


provavelmente vindo dos Açores, aqui chegado em
princípios do século XVIII, casou por volta de 1725, em
Minas Gerais, com Rosa de Oliveira, tia avó de Tiradentes,
nascida em 1711 em S.Paulo, com ascendência descrita no
Titulo Tiradentes, retro. Foram moradores em Ayuruoca,
onde Manoel foi Capitão de Cavalos em 1737, Capitão do
Distrito da Pinguela em 1753, e Escrivão Alcaide em 1761.
Em 1758 era sesmeiro com uma roça na Campanha do Rio
Verde, Termo da Vila de S.João Del Rei. Provavelmente
faleceu em Ouro Preto em 1769, onde encontramos um
inventário pouco esclarecedor. O inventário do casal aberto
em 12 de fevereiro de 1785, encontrado no Arquivo do
Estado de S.Paulo, Inventários de Mogí das Cruzes, ordem
7997, lata 27, tendo como inventariante Manuel Pereira de
Magalhães (filho), informa ter Rosa de Oliveira falecido por
volta de 1757 e ter o casal gerado quatro filhos: Rita, José,
Manuel e Francisco. No entanto, ao Mons. José do
Patrocínio Lefort coube a descoberta de mais três filhos do
casal, encontrados nos registros de batismos de Ayuruoca.
São portanto sete os filhos conhecidos do casal Manuel
Pereira de Magalhães e Rosa de Oliveira: (Catálago de
Sesmarias, Rev. Arq. Pub. Mineiro) (História de Ayuruoca,
Mons. Lefort.)

CXXXI
1. Rita Pereira, com 60 anos no inventário de 1785, teria
nascido em 1725.
2. José Pereira, com 52 anos no inventário de 1785,
teria nascido em 1733, provavelmente em Ayuruoca,
MG, cuja descendência trataremos no & I seguinte.
3. Manuel Pereira de Magalhães, com 51 anos de idade
no inventário de 1785, teria nascido em 1734. Casou
em 1763, em Mogí da Cruzes, SP, com Helena
Rodrigues Fróes, filha de Marcelino Corrêa de Matos
e de Maria Rodrigues Fróes, esta filha de Cel. Pedro
Rodrigues Fróes e de Isabel Barbosa de Moraes,
com ascendência e descendência descrita em Silva
Leme. Familiar do Santo Ofício e um dos principais
da Vila de Mogi das Cruzes, o Cel Pedro Rodrigues
Fróes foi um dos fundadores de Paracatú, MG, onde
possuia uma fazenda e residia em 1737. Foi, este
Manoel Pereira de Magalhães, inventariado em 17 de
julho de 1806, tendo como inventariante sua mulher
Helena Rodrigues Fróes, registra o documento oito
filhos do casal: Ana Gertrudes, solteira; Ana de
Santana, solteira; Escolástica, solteira; Firmiano
Pereira Fróes, viúvo; Isaías Pereira Fróes, solteiro;
Rafael Pereira Fróes, solteiro; Cecília, solteira; e
Miguel Pereira Fróes, já falecido, casado com Maria
Isabel Jacintha, em Guaratinguetá, deixando uma
filha: Maria Esméria. São do genealogista e
historiador de Mogi das Cruzes, Desembargador
Nelson Pinheiro Franco, os artigos que descrevem
boa parte dos descendentes e colaterais dessa
família. (Arquivo de Estado de S.Paulo, Inventário de
Mogi das Cruzes, ordem 8018, lata 46)- (Silva Leme:
5/21e 326; 7/278; 4/317) (Nelson Pinheiro Franco,
Rev. I.GB, Edição do Cinquentenário, pag.443, e
Revista da ASBRAP, n°1, pag. 169)

CXXXII
4. Francisco Pereira, batizado aos 25 de novembro de
1736, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição de
Aiuruoca, tendo como padrinhos: Carlos Borges
Belém e Bernarda de Oliveira, mulher de Sebastião
dos Santos. (primeiro livro de batizados de Aiuruoca,
pag.5. Arq. Mons. Lefort, Cúria Diocesana da
Campanha). Assinou com outros oito cidadãos a
petição para a criação da Freguesia da Conceição de
Campinas, cuja primeira missa foi rezada em 17 de
julho de 1773. Em 1787 foi recenseado como solteiro
em Mogí das Cruzes. (Mapa da População - DAESP
n° 106-A)(Provincia de S.Paulo, M.E. Azevedo
Marques, vol.1,pag.158)
5. Bernardo Pereira de Magalhães, batizado aos 25 de
janeiro de 1739, na Igreja de Nossa Senhora da
Conceição de Aiuruoca, tendo como padrinhos:
Antonio Gonçalves da Costa e Bernarda de Oliveira,
mulher de Sebastião dos Santos. Em 1819 era
sesmeiro em Barra da Paraopeba Nova, Termo de
Mariana. (primeiro livro de batizados de Aiuruoca,
pag16. Arq. Mons. Lefort, Cúria Diocesana da
Campanha)
6. Joaquim Pereira de Magalhães, batizado aos 21 de
janeiro de 1745, na capela de Serranos filial de
Aiuruoca, tendo como padrinhos: Antonio Soares
Cosello e Teodora Maria de Jesus, mulher de
Francisco Moreira Cosello. (primeiro livro de
batizados de Aiuruoca, pag. 33, Arq. Mons. Lefort,
Cúria Diocesana da Campanha) Joaquim teve por
irmã gêmea a do item 7, seguinte. Apesar do esforço
empenhado, não conseguimos prova documental que
identificasse este Joaquim como o padre que
encontramos nos arquivos de Ouro Preto, e Mariana,
mas por força dos indícios e da coincidência
cronológica, tudo leva a crer que se trata da mesma
pessoa, assim, julgamos por bem, aquí acrescentar

CXXXIII
as informações obtidas nas pesquisas realizadas
sobre o Padre Joaquim Pereira de de Magalhães:
Nos Registros da Irmandade do Santíssimo
Sacramento, - entrada em 13 de maio de 1777, há
diversos registros até 1819. Em 1828, era Escrivão
do Juizo da Provedoria.(Museu da Casa dos Contos-
Ouro Preto). "Padre Joaquim Pereira de Magalhães,
possuidor da casa na Vila Rica em que residiu por
aluguel o Alferes Joaquim José da Silva Xavier.
24/10/1792 (Rev. Arq.Pub. Mineiro, ano III, 1898,
pag.268). "proprietário da casa que morava
Tiradentes"(Fenelon, Troncos Coloniais I, pag. 202).
"Padre Joaquim Pereira de Magalhães, idade 55
anos", segue lista escravos. (Arq.Nacional - Um
Recenseamento na Capitania de M.Gerais-Vila Rica
1804, pag.79). "Reverendo Padre Joaquim Pereira de
Magalhães"- recibos diversos - Tesoureiro de
diversas Irmandades: Santíssimo Sacramento;
Gloriosa Santa Sezilia; Nossa senhora do Pilar de
Ouro Preto; Nossa Senhora das Merces da Freguesia
de Ouro Preto. - 1781/1782, pag.89; 1810/1811,
pag.97; 1800/1802, pag.163; 1818, pag.299;
1806/1807, pag.350 e 367."Joaquim Pereira de
Magalhães-Padres Regentes de Canto Chão",
pag.213. (Arq.Pub.Mineiro-Hist.da Musica nas
Irmandades de Vila Rica I - Freg. de N.S. do Pilar de
Ouro Preto). Processo de Genere et Moribus, Arquivo
da Curia Metropolitana de Mariana, armario 6, n.
1006, de 1795. - só encontramos a parte do
patrimônio. Faltam as partes de Genere e Moribus, o
principal do processo. Em 6 de março de 1795, faz
doação à Sé das duas casas que possui na Rua do
Rosário, em Vila Rica. Tudo leva a crer, que sendo
primo do Tiradentes tenha procurado esconder o
parentesco, e daí o “extravio” de todos os
documentos que tivessem qualquer informação da

CXXXIV
sua origem, a própia doação é aí suspeita, pois
parece ter sido feita para evitar o confisco, e
esconder a ligação. Nos autos da inconfidencia,
encontramos a afirmação:”Alferes morava em Vila
Rica em casa de aluguel”.
7. Ana, batizada no mesmo local e dia do seu irmão
gêmeo Joaquim, teve como padrinhos: Antonio
Ferreira de Faria e Francisca de Mendonça, mulher
de Bernardo Gonçalves Chaves, esta ascendente em
linha direta pelo lado materno de Mariana Carolina
Pereira de Magalhães, mãe de Vital Brazil. (primeiro
livro de batizados de Aiuruoca, pag 32, Arq. Mons.
Lefort, Cúria Diocesana da Campanha).

& I

José Pereira de Magalhães, com 52 anos no inventário de


1785, teria nascido em 1733, provavelmente em Ayuruoca,
MG. Em 24 de abril de 1778, em Cabo Verde, MG, viúvo de
Maria Antonia, falecida em N.S. do Desterro da Cabeceiras
do Rio das Velhas, casou em segundas núpcias com
Leonor de Siqueira Gaia, nascida no Arraial de Gouveia,
da Vila do Príncipe, MG, filha de João Gonçalves de
Almeida e de Maria de Almeida, que descobrimos ser irmã
de Luiz Pedroso de Barros, conforme descrevemos em “Os
Xavier de Araujo” item XXIII adiante, com ascendência
descrita em Silva Leme 8, pag. 412, - 3.1. ( livro de
assentamentos de casamentos de Cabo Verde, MG -
Arquivo do Centro da História da Família.)(dispensa
matrimonial de Luiz Pedroso de Barros e Maria de Nazaré).
A seguir o registro de casamento descoberto pelo insigne
historiador de Cabo Verde Adilson de Carvalho:
“Aos vinte e quatro dias do mes de abril de mil
setecentos e setenta e oito anos nesta matriz de Cabo

CXXXV
Verde sendo de tarde feitas as denunciações na forma
do Sagrado Concílio Prudentino e sem descobrir
impedimento ao que, com provisão do Reverendo
Vigário da Vara que me apresentaram em meu poder
com presença de mim Antonio João de Carvalho,
párocho desta dita freguezia e das testemunhas
Antonio José de Carvalho e Luiz Pedroso de Barros
moradores desta freguezia pessoas bem conhecidas
se casaram solenemente por palavras de presente
José Pereira de Magalhães, viuvo que ficou de Maria
Antonia falecida no Rio da Velhas, da diocese do Rio
de Janeiro, moradora nesta freguezia e natural da
freguezia de Iuruoca do Bispado de Minas. Filho
legitimo de Manuel Pereira de Magalhães, natural de
Portugal, mas não soude dizer donde, e de Rosa de
Oliveira, tambem não soube dizer a naturalidade. Neto
por parte paterna, não soube dizer, e pela materna de
Izabel de Oliveira natural da cidade de São Paulo, e do
avô tambem não disse. Com Leonor de Siqueira Gaya,
moradora nesta dita freguezia, natural do Arrayal da
Gouveia, filial da Villa do Principe do Bispado de
Minas, filha legitima de João Gonçalves de Almeida
natural da cidade de São Paulo, e de Maria de Almeida
natural da freguezia de Juquery do Bispado de São
Paulo, neta por parte paterna de João Gonçalves
Figueira, natural da Vila de Santos do dito Bispado, e
de Maria de Lara Araujo natural desta dita cidade, e
pela parte materna neta de José Pires de Almeirda e
de Maria de Arruda natural da dita cidade de São
Paulo. Logo lhes dei as bençãos que fiz na forma do
ritual romano de que para constar fiz este assento em
que assino.” Vigario Antonio João de Carvalho; Antonio
José de Carvalho e Luiz Pedroso de Barros.

O casal teve dois filhos conhecidos:

CXXXVI
1. Antonio Joaquim Pereira de Magalhães, de quem
trataremos a seguir.
2. Ana Joaquina Pereira de Magalhães, batizada na
Capela de S.Gonçalo do Sapucaí, filial da Campanha
em 30 de novembro de 1787, tendo como padrinhos:
Padre José Gonçalves Branco e D. Jacinta Maria da
Conceição. Foi casada com Boaventura Gonçalves
de Brito, batizado em Aiuruoca em 8 de setembro de
1773, filho de Amaro Gonçalves Chaves e de Luiza
Tereza de Brito, estes, ascendentes diretos pelo lado
materno de Mariana Carolina mãe de Vital Brazil.
Desconhecemos se houve descendência. Ver Os
Xavier de Araujo, item XXVII, adiante.
& II

Antonio Joaquim Pereira de


Magalhães, batisado entre 19 e 24 de abril de 1784 na
paróquia de N.S. da Assumção de Cabo Verde, MG, teve
por padrinhos: Padre Antonio João de Carvalho e Maria de
Araujo, viuva de Antonio Gonçalves, segundo registro
descoberto pelo nosso primo e insigne genealogista
Wanderlei dos Santos. Foi abastado fazendeiro na região
em que hoje se encontram os municípios desmembrados de
Cabo Verde, Muzambinho e Guaxupé, onde formou a
Fazenda Passa Quatro da qual foi proprietário por muitos
anos. Em 22 de fevereiro de 1808, como descobrimos,
casou em Caeté, com Maria Joaquina Feliciana, natural
desta vila, nascida em 1796, filha do Alferes Braz da Silva
Lopes e de Ana Vitoria do Bom Sucesso. Falecida em 19 de
janeiro de 1852, sem testamento, foi inventariada na
freguesia de Cabo Verde em 14 de junho de 1853, sendo
inventariante o Capitão Antonio Joaquim Pereira de
Magalhães. Em 1810 o casal residia na Campanha da
Princesa. Em 1 de fevereiro de 1812, foi nomeado pelo
governo mineiro, Capitão de Ordenanças do Distrito de

CXXXVII
Machado, depois denominado Santo Antonio do Machado
em sua alusão.(Arquivo Pub. Mineiro, DF. 690, fls. 148) Em
novembro de 1829 foi autorizado pelo Bispado de S.Paulo a
construir uma capela sob a invocação do Divino Espírito
Santo em Douradinho, em 1831 foi recenseado duas vezes,
em Machado com vinte três escravos e em Alfenas com
vinte e quatro escravos. Foi construtor em Jacuí, MG, dos
edificios da Cadeia Pública e da Câmara Municipal, quando
foi responsável pelas assinaturas dos jornais Universal e
Astro no período de 1830 a 1831.(Arquivo Público Mineiro,
Despesas fiscais da Vila de S.Carlos do Jacuí - SP1 - SP33,
cx.96, n° 79) Transferiu-se depois para as proximidades de
Cabo Verde, e já no posto de Tenente Coronel exerceu o
cargo de Juiz de Paz de Cabo Verde em 1838 e 1839. Foi
recenseado em 1840 em Cabo Verde, vendendo suas terras
em 1858, após ter ficado viúvo. Em 1865, ano em que
nasceu seu bisneto Vital Brazil, sugere à municipalidade de
Formosa, (Alfenas) a abertura de um novo caminho na
direção do Rio Sapucaí, doando para tanto parte de suas
terras. No Almanaque Sul Mineiro para o ano de 1874, pag.
390, tem seu nome citado entre os fundadores da Freguezia
de S.José da Boa Vista, hoje Muzambinho. Não sabemos
onde e quando faleceu Antonio Joaquim, é o último registro
conhecido o seu testemunho no casamento de Inácio Xavier
de Sales com Maria do Carmo da Silva, em Alfenas, em 14
de janeiro de 1867. O casal teve doze filhos com grande
descendência, que podemos descrever graças à
colaboração do nosso primo Wanderley dos Santos.
1. Ana Angélica Pereira de Magalhães, nascida em
Campanha, em 1808, aí se casou em 1826 com o
português João Anacleto da Cruz, nascido em 1802. Em
1838 já residiam em Cabo Verde, onde foram
recenseados em 1840 com seis filhos, mas que na
verdade foram sete:
1.1..Maria José, nascida em Campanha em 1827.
1.2..Ana Joaquina, nascida em Campanha em 1830.

CXXXVIII
1.3..José Teodoro Pereira da Cruz, nascido em
Campanha em 1831. Foi casado com sua prima
Alexandrina Lina Pereira de Magalhães, filha de seu
tio materno, José Jacinto Pereira de Magalhães e de
Francisca do Carmo Xavier de Araujo, como
descrevemos no item 3, adiante. José Teodoro foi
fazendeiro abastado, cafeicultor, eleitor especial,
capitalista e Juiz de Paz em Guaxupé em 1873/74.
Em 1892, como ja havia transferido sua residencia
para S.Paulo, vendeu suas propriedades na
Fazenda Passa Quatro e Santa Cruz. Faleceu
súbitamente em S.José do Rio Pardo, em 24 de
outubro de 1907, quando viajava de Guaxupé para
S.Paulo. Está sepultado no Cemitério da
Consolação em S.Paulo. O casal teve uma única
filha:
1.3.1..Francisca Amélia Pereira da Cruz, batizada
em Campanha e falecida em S.Paulo em 28
de julho de 1934. Casou em Guaxupé, aos 8
de novembro de 1873, com seu primo José
Jacinto Pereira de Magalhães, falecido em
Guaxupé em 23 de novembro de 1888, filho
de Joaquim Leonel Pereira de Magalhães,
citado em n.8 adiante. Do casal houveram
três filhos:
1.3.1.1..Maria da Conceição Filipina de
Magalhães, nascida em Guaxupé em
26 de maio de 1877, faleceu em
S.Paulo em 8 de março de 1913. Foi
a primeira esposa de Vital Brazil
Mineiro da Campanha, com quem
casou em S.Paulo, em 15 de outubro
de 1892. A descendencia dos casal é
descrita na parte III adiante.

CXXXIX
(casamentos fls.15v; liv.B1; 7°
Subdistrito da Consolação)
1.3.1.2..Tarcisio Sebastião de Magalhães,
nascido em Guaxupé, em 12 de
janeiro de 1881, faleceu em S.Paulo
em 25 de julho de 1970, foi casado
com Raquel de Toledo falecida em
S.Paulo em 8 de setembro de 1963.
Ambos sepultados no Cemitério da
Consolação. Sem geração.
1.3.1.3..Raul Pompeia de Magalhães, nascido
em Guaxupé, em 4 de julho de 1885,
faleceu em João Pessoa (PB) em 1
de maio 1972. Casou em 3 de
dezembro de 1928, com Maria do
Rosário Meira, nascida em Rio Claro
(SP), em 8 de fevereiro de 1907, e
falecida em S.Paulo, em 28 de agosto
de 1994, filha de Antonio Gonçalves
Correia de Meira Junior e de Lidia
Leite de Negreiros. O casal teve cinco
filhos:
1.3.1.3.1..Myriam Magalhães, nascida
em S.Paulo em 6 de
setembro de 1929, solteira.
1.3.1.3.2..Raul Pompéia de
Magalhães Filho, nascido
em S.Paulo, em 17 de
novembro de 1930, casou
em 2 de fevereiro de 1963,
com Yolanda Fraga de
Almeida Sampaio, nascida
em S.Paulo, em 27 de março
de 1936, filha de Francisco
de Almeida Sampaio e de

CXL
Maria do Carmo Fraga. O
casal tem tres filhas:
1.3.1.3.2.1..Leticia de
Almeida Sampaio
Magalhães,
nascida em
S.Paulo, em 19 de
novembro de
1963, casou em
16 de janeiro de
1993 com Paulo
Cesar Nanini,
filho de Walter
Nanini e de Dinah
Arabicano.
1.3.1.3.2.2.Laís de Almeida
Sampaio
Magalhães,
nascida em
S.Paulo, em 17 de
fevereiro de 1969.
É solteira.
1.3.1.3.2.3.Lucila de
Almeida Sampaio
Magalhães,
nascida em
S.Paulo, em 27 de
julho de 1971. É
solteira.
1.3.1.3.3..José Jacinto de Magalhães
Neto, nascido em S.Paulo,
em 1 de novembro de 1932,
é casado com Célia Elaine
de Azevedo, nascida em
S.José do Rio Preto (SP),
em 30 de dezembro de

CXLI
1945, filha de Eduardo de
Azevedo e de Pilar Holgado
Arroio. O casal tem dois
filhos:
1.3.1.3.3.1.João Paulo
Tamandaré
Pereira de
Magalhães,
nascido em
S.Paulo, em 13 de
dezembro de
1978.
1.3.1.3.3.2.José Augusto
Tupinambá
Pereira de
Magalhães,
nascido em
S.Paulo, em 8 de
julho de 1981.
1.3.1.3.4..Tarcisio Magalhães
Sobrinho (Tarcisio Meira),
nascido em S.Paulo em 5 de
outubro de 1935, é casado
com Nilcedes Soares
Guimarães (Gloria
Menezes), filha de Nilo Cruz
Guimarães e de Mercedes
Soares Guimarães. Artistas
de sucesso do teatro e da
televisão brasileira, mais
conhecidos como Tarcisio
Meira e Gloria Menezes, tem
um filho:
1.3.1.3.4.1.Tarcisio Pereira
de Magalhães
Filho, nascido em

CXLII
S.Paulo, em 22 de
agosto de 1964. É
solteiro.
1.3.1.3.5..Carlos Francisco de
Magalhães, nascido em
S.Paulo, em 23 de março de
1939, é casado com Teresa
Ancona Lopez, nascida em
S.Paulo, em 31 de julho de
1942, filha de Libero Ancona
Lopez e de Alice Vidulich. O
casal teve dois filhos:
1.3.1.3.5.1.Marcelo Pereira
de Magalhães,
nascido em
S.Paulo, em 13 de
março de 1977,
faleceu em
Portugal, em 7 de
julho de 1993.
1.3.1.3.5.2.Lucia Pereira de
Magalhães,
nascida em
S.Paulo, em 9 de
fevereiro de 1979.
1.4..Margarida, nascida em Campanha em 1833.
1.5..Antonio, nascido em Cabo Verde em 1838.
1.6..Balbina, nascida em Cabo Verde em 1838, cremos
gêmea de Antonio.
1.7..João Candido da Cruz, nascido em Cabo Verde,
faleceu com idade avançada em Guaxupé. Foi
farmaceutico em Juruaia, professor primário e
agricultor, casou com Maria Candida de Carvalho,
natural de Tres Pontas, com quem teve uma filha:
1.7.1..Ana Olimpia da Cruz, casada com Joaquim
Basilio Cruvinel, nascido em 21 de junho de

CXLIII
1887, filho de Francisco Luiz Cruvinel e de
Maria das Dores de Jesus. Ela faleceu em 11
de novembro de 1871
1.7.1.1 Abilio
1.7.1.2 Márcia
1.7.1.3 Cesarina
1.7.1.4 Ortencia
1.7.1.5 Sebastião
2. Ana Jacinta Pereira de Magalhães, nascida em
Campanha, em 1809, casou em Carmo da Escaramuça
por volta de 1831 com o Capitão Manoel Luiz do Prado,
nascido em Douradinho em 1 de setembro de 1805, filho
do Capitão Manoel Ferreira do Prado e de Tereza Maria
de Jesus. Falecida em 2 de novembro de 1837, por
ocasião do quinto parto, foi sepultada em Carmo de
Escaramuça e inventariada em Campanha. O viuvo
casou em segundas núpcias com sua cunhada Mariana
Carolina, N.5 adiante. Foram cinco os filhos do casal:
2.1..Manoel Galdino do Prado, nascido em Paraguaçú,
em 26 de abril de 1832. Foi casado com Luiza
Amalia de Lemos Horta, nascida em Douradinho, em
24 de agosto de 1840, filha de João Antonio de
Lemos e Rita Carolina Horta. O casal residia em
Alfenas em 1874, onde tinham uma olaria e Manoel
Galdino era Juiz de Paz, Vereador, negociante e
fazendeiro, e onde tambem ambos faleceram: Ela
em 16 de maio de 1923 e ele em 16 de setembro de
1929.Do casamento houve apenas um filho:
2.1.1 Eugenio Horta de Lemos Prado, nascido em
Douradinho em 1861, casou no Pontal,
Varginha, em 2 de agosto de 1893 com
Amélia Augusta Damasceno, nascida no
Pontal em 1873, filha de Joaquim Antonio
Bernardes e de Maria Honoria de Jesus.
Filha:

CXLIV
2.1.1.1 Rosina Amélia do Prado, casada com
Aprígio de Carvalho Junior, com
quem teve um filho: Dr.José Leal
Prado de Carvalho.
2.2..Antonio Luis do Prado, nascido em Paraguaçú em 6
de abril de 1834, casou-se em 1865 em Cabo Verde,
com sua prima Maria Candida de Magalhães, 8.1
adiante, filha de Joaquim Leonel Pereira de
Magalhães e de Candida Ubaldina de Vasconcelos.
Foram radicados em Muzambinho, onde ele, viuvo
desde 1897, veio a falecer em 1905. O casal teve
quinze filhos:
2.2.1..Olimpio Luis do Prado, nascido em Cabo
Verde em 1866 aproximadamente, e aí se
casou com Gabriela Candida de Siqueira,
filha de José Gonçalves Siqueira e de Balbina
Perpétua de Jesus. Foram radicados em
Muzambinho, S.José do Rio Pardo e
Tapiratiba, S.P. Olimpio faleceu em 1932 no
norte do Paraná. Foram filhos do casal:
2.2.1.1..Joaquim de Siqueira Prado,
(Quinzinho) nascido em Muzambinho
em 13 de março de 1891, foi casado
em priemiras núpcias com Joaquina
dos Anjos Souza, e em segundas
núpcias, em 1913, com Maria de
Paula Franco. Residiu em S.José do
Rio Pardo entre 1896 e 1899.
2.2.1.2..Olimpia
2.2.1.3..Balbina
2.2.1.4..Mario
2.2.1.5..Maria, nascida na Fazenda
Graminha, em S.José do Rio Pardo,
em 22 de novembro de 1899.
2.2.1.6..José, nascido em Tapiratiba em 18
de dezembro de 1900

CXLV
2.2.1.7..Ipolina, nascida em 30 de setembro
de 1902
2.2.1.8..Sebastião, nascido em 29 de janeiro,
faleceu em 3 de fevereiro de 1904
2.2.1.9..Antonio
2.2.1.10.Francisco, nasceu em 15 de outubro
de 1908, casou-se em 20 de
novembro de 1929 com Presciliana
Ribeiro de Arruda
2.2.1.11.Ursolina
2.2.1.12.Pedro de Siqueira, casado com
Ildevan Ribeiro. Entre outros, é filhos
do casal: Mauricio Prado, nascido em
Tapiratiba, onde se casou em 8 de
dezembro de 1984, com sua prima
distante, Regina Celia de Almeida
Prado, nascida em Tapiratiba em 22
de janeiro de 1950. Filha de André
Marciano de Almeida e de Maria de
Souza Almeida, é tetraneta de
Mariana Carolina Pereira de
Magalhães.
2.2.2..Luis do Prado, nascido em 1867.
2.2.3..Francisco Candido, nascido em 1868
2.2.4..Ana Jacinta do Prado, nascida em 1870, era
solteira em 1905.
2.2.5..Antonio Luis do Prado, nascido em 1872,
faleceu em Muzambinho em 9 de setembro de
1884.
2.2.6..Manoel Luiz do Prado, nascido em 1872,
casou-se em Muzambinho em 2 de fevereiro
de 1897, com Maria do Carmo de Jesus, aí
nascida, filha de Domiciano Alves de Araujo e
de Presciliana Amélia Bueno.
2.2.7..Candida Carolina do Prado, nascida em 1873,
casou-se em Muzambinho em 13 de fevereiro

CXLVI
de 1897, com Flaminio Ribeiro do Prado,
nascido em Botelhos, filho de José Antonio
Ribeiro do Prado e de Ana Custódio da Silva.
2.2.8..José Jacinto do Predo, nascido em 1875
2.2.9..Gabriela Candida do Prado, nascida em 1876,
em Cabo Verde, casou-se em Muzambinho
em 13 de fevereiro de 1897, com Daniel
Antonio Bueno, aí nascido filho de Francisco
Bueno e de Anacleta Mariana de Souza.
2.2.10.Joaquim Luis do Prado, nascido em agosto
de 1877, foi batisado em Muzambinho em 31
de outubro do mesmo ano.
2.2.11.Maria Candida do Prado, nascida em
novembro de 1880, foi batisada em 9 de julho
de 1881. Casou-se em Muzambinho, em 4 de
outubro de 1902, com Gabriel Candido de
Magalhães, nascido em 1882, filho de José
Candido de Magalhães e de Candida Maria
Ferreira. Viuva em 28 de março de 1946,
Maria Candida faleceu em 26 de janeiro de
1952.
2.2.12.Afonso Luis do Prado, nascido em 1881, foi
casado com Maria Teodora de Jesus, filha de
José Vieira de Vasconcelos e de Francisca
Candida de Jesus. O casal teve uma filha:
Francisca, nascida em Muzambinho em 19 de
setembro de 1906.
2.2.13.Presciliana Candida do Prado, nascida em
março de 1883 foi batizada em 25 de
setembro do mesmo ano em Muzambinho. Aí
se casou em 14 de dezembro de 1906 com
José Vieira de Vasconcelos.
2.2.14.Mariana Candida do Prado nascida em 1887
2.2.15.America Candida do Prado, nascida na
Fazenda Cubatão, Muzambinho, em 20 de

CXLVII
novembro de 1889, faleceu em 18 de maio de
1982.

2.3..Balbino Luis do Prado, nascido em Paraguaçu, em


14 de junho de 1835. Foi casado com Ana Maria do
Carmo Mendes.
2.4..Braulino Luis do Prado, nascido em Paraguaçu, em
19 de outubro de 1836. Fazendeiro bem relacionado
de personalidade marcante era muito respeitado em
Jacuí, onde foi Juiz Municipal e onde faleceu em 2
de março de 1927. Foi casado com Ana Dias de
Menezes, com quem teve nove filhos: ( Comarca de
Jacuí, inv. Braulino Luis do Prado, 1927)(Luiz
Ferreira do Paraiso, "São Sebastião do Paraizo - As
Famílias" pag. 195)
2.4.1..Maria Ines do Prado, casada com Moisés
Francisco Neto
2.4.2..Maria Amélia do Prado, casada com Carlos
Batista Carvalhaes.
2.4.3..Fausta do Prado, casada com Francisco
Pereira da Luz.
2.4.4..Claudia Augusta do Prado, casada com
Fortunato Rodrigues do Prado.
2.4.5..Francisca do Prado, casada com José
Pedreira do Bonsucesso.
2.4.6..José Jacinto do Prado, casado com Maria do
Carmo do Prado.
2.4.7..Manoel Luis do Prado, casado com Antonia
Ribeiro do Prado.
2.4.8..Tertuliano Luis do Prado, casado com Angela
Martins Parreira.
2.4.9..Filomena do Prado
2.5..Tristão Luis do Prado, nascido em Paraguaçu, em
novembro de 1837, foi casado com Delfina Carolina
Xavier do Prado, filha do Cel. Bento Xavier de
Toledo e de Ana Martins Xavier de Toledo.(Silva

CXLVIII
Leme, Gen.Paulistana, v.5,p.84) Residia em
Alfenas onde era fazendeiro, e em 1874 foi terceiro
juiz de orfãos. Faleceram em Alfenas. Foram filhos
do casal:
2.5.1..Ana Xavier do Prado, solteira.
2.5.2..Maria Augusta do Prado, casada em Areado,
com Azarias Marinho de Queirós.
2.5.3..Olimpia do Prado, casada com Luis Sanches
de Lemos, Juiz de Cabo Verde.
2.5.4..Bento Xavier do Prado, casado em Campanha
com Clotilde Ribeiro do Prado, com quem
teve duas filhos: Edelvira e Fausto .
2.5.5..Maria, casou-se com Azarias Marinho de
Queirós, viuvo de sua irmã Maria Augusta.
2.5.6..Eugenia do Prado
2.5.7..Oscar Fausto do Prado.
3. José Jacinto Pereira de Magalhães, "O velho", assim
chamado para distingui-lo de seu homônimo e sobrinho
filho de Joaquim Leonel, nasceu em Campanha onde foi
batisado em 16 de agosto de 1810, e aí faleceu em 8 de
janeiro de 1847. Em 1839 casou com Francisca do
Carmo Xavier de Araujo, sua prima em terceiro grau
igual, nascida em Campanha em 28 de março de 1826,
filha do Capitão Joaquim Xavier de Araujo e de Mariana
Gonçalves de Brito, neta paterna de Luis Pedroso de
Barros, citado em & I retro, e de Maria de Nazaré. Neta
materna de Amaro Gonçalves Chaves e de Luiza Tereza
de Brito, com ascendencia descrita no titulo “Os Xavier
de Araujo”, adiante. Faleceu Francisca do Carmo em
Campanha no mes de setembro de 1868. Do casal
houveram quatro filhos:
3.1..Delminda Belmira Pereira de Magalhães, nascida
em Campanha, em 1840, casou com seu tio João
Batista Pereira de Magalhães, citado em N.6
adiante, abastado fazendeiro em Guaxupé. Em 1888

CXLIX
veio o casal morar em S. Paulo, onde faleceram, ela
em 26 de setembro de 1894, e ele em 3 de janeiro
de 1893. Sem geração, o casal teve uma filha de
criação pelo nome de Margarida Mazilia de
Magalhães, falecida em S.Paulo em 26 de novembro
de 1942, foi casada com Luis Marcos Pereira de
Magalhães, sobrinho do casal, filho de Joaquim
Leonel Pereira de Magalhães, com descendência
descrita em 7.7, adiante.
3.2..Alexandrina Lina Pereira de Magalhães, nascida em
Campanha, em 1842, e falecida em S.Paulo em 3 de
abril de 1896, foi casada com seu primo José
Teodoro Pereira da Cruz. Foram avós da primeira
mulher de Vital Brazil e tiveram uma única filha, com
descendencia descrita no item 1.3, retro.
3.3..José, nascido em Campanha em 1843, era vivo em
1852 por ocasião do inventário de sua avó Maria
Joaquina. é tudo que dele sabemos.
3.4..Mariana Carolina Pereira de Magalhães, mãe de
Vital Brazil, nasceu em Campanha, em 21 de maio
de 1845, Casou em 21 de abril de 1860, em
Campanha, com José Manoel dos Santos Pereira
Junior, nascido em Itajubá, em 12 de outubro de
1837, filho de José Manoel dos Santos Pereira,
Capitão Pimenta, e de Tereza Joaquina do
Nascimento. Neto paterno do Cel. José Manoel dos
Santos (Cel.Santinho) e da portuguesa Maria
Pereira, bisneto do português Manoel dos Santos
Cabral e da mineira Inácia Soares de Gouvêa,
conforme descrito no Título “Os Santos Pereira”, da
Primeira Parte retro. Os primeiros anos de casados
foram trabalhosos e cheios de dificuldades para
José Manoel Jr., abolicionista de idéias
republicanas, afastado e ressentido com a família
paterna pelo oposição ao casamento de sua mãe,

CL
resolveu dar aos filhos nomes sem vinculo familiar,
para que cada um construísse por meios próprios o
futuro sem contar com heranças ou qualquer outra
dependência parentesca. Mariana Carolina, faleceu
no Butantan, S.Paulo em 24 de janeiro de 1913;
José Manoel faleceu em Santos em 13 de maio de
1931, foi sepultado no Cemitério da Consolação em
S.Paulo. O casal teve oito filhos, todos descritos na
Primeira Parte retro, que, como dissemos, por
decisão de José Manoel, foram batisados com
nomes diferentes:

1. Vital Brazil Mineiro da Campanha, com


descendência na parte III adiante.
2. Maria Gabriela do Vale do Sapucaí
3. Iracema Ema do Vale do Sapucaí
4. Judith Parazita de Caldas
5. Acácia Sensitiva Indígena de Caldas

6. Oscar Americano de Caldas


7. Fileta Camponeza da Caldas

8. Eunice Peregrina de Caldas

4. Antonio Caetano Pereira de Magalhães, nascido e


batizado em Campanha em 12 de abril de 1812, casou
em Paraguaçú, em 1834, com Delfina de Araujo Silva, aí
nascida em 1817, filha do Capi!ão Manoel Ferreira do
Prado e de Teresa Maria de Jesus. foram recenseados
em Cabo Verde em 1840. Sem geração conhecida. Em
1854, receberam por herança parte da Fazenda Espirito
Santo em Paraguaçu; em 1862, venderam parte da
Fazenda Passa Quatro em Guaxupé, havida por
herança de Maria Joaquina, mãe de Antonio Caetano.

CLI
5. Mariana Carolina Pereira de Magalhães, nascida
provavelmente em Alfenas em 1813, casou com o viúvo
de sua irmã, Capitão Manoel Luis do Prado (ver n.2
acima) em 1838 em Paraguaçú. Viuva em 1854, faleceu
provavelmente em Alterosa, depois de 1892. Além de
criar os cinco filhos da falecida sua irmã, teve deste
casamento doze filhos:
5.1..José Jacinto do Prado, nascido em 1839 em
Paraguaçú, casou em primeiras núpcias em
Alterosa, com Bibiana Prado Avelar, falecida em
1889. Em 6 de julho de 1890, casou em Nova
Resende, em segundas núpcias, com Eufrosina
Candida da Conceição, nascida em Alfenas em
1862, filha de José Antonio Coelho e de Feliciana
Maria da Conceição.
Filho do primeiro matrimônio:
5.1.1..José Jacinto do Prado, nascido em Alterosa
em 1877, agricultor em Nova Resende, na
Fazenda da Serra da Boa Vista, casou em 23
de junho de 1898 com Claudina Carolina de
Jesus, nascida em 1875, filha de José Carlos
da Silva e de Clara Maria de Jesus.
Filho de segundo matrimônio:
5.1.2..Carlos do Prado, nascido na Fazenda da
Grama em Nova Resende, em 14 de
novembro de 1894.
5.2..Ana Jacinta do Prado, nascida em Paraguaçú em
1840, onde se casou com Francisco Candido Bueno
dos Reis em 1863. O casal teve uma filha:
5.2.1..Amélia Augusta Bueno do Prado, casou em
Paraguaçú em 18 de abril de 1891 com
Francisco Gonçalves Leite Sobrinho, filho de
Joaquim Gonçalves Leite e de Escolastica
Maria do Bom Sucesso.

CLII
5.3..Teresa Carolina do Prado, nascida em Paraguaçú
em 6 de setembro de 1842, foi casada com José
Caetano Ribeiro.
5.4..Martiniano Luis do Prado, nascido em Paraguaçú
em 1844, casou em Guaxupé, em 1 de junho de
1864, com Teresa Candida de Jesus ou Teresa
Alexandrina, nascida em Eloi Mendes em 1847,
filha de Joaquim Silvério Marques e de Alexandrina
Marques. Residindo no antigo Largo do Rosário,
hoje Av. Conde Ribeiro do Vale, onde ficou viuvo em
22 de janeiro de 1919, foi Delegado de Policia de
Guaxupé por mais de trinta anos. Faleceu em 26 de
agosto de 1927. Foram filhos do casal:
5.4.1..Manoel Luis do Prado, foi casado com
Umbelina Teodora do Prado.Filhos do casal:
5.4.1.1..Oscar do Prado, nascido em
Guaxupé em 1891, casou em 1 de
outubro de 1910, com sua prima,
Alexandrina Maria de Jesus, nascida
em 1892, filha de Joaquim Silvério
Marques e de Ana Francisca de
Castro.
5.4.1.2..Teresa Alexandrina do Prado,
nascida em Guaxupé em 1893, foi
casada com seu tio paterno
Martiniano do Prado. (5.4.6. adiante)
5.4.1.3..Anélio, nascido em Guaxupé em 7 de
fevereiro de 1903.
5.4.2..José Luis do Prado.
5.4.3..Américo Luis do Prado, nascido em Guaxupé,
em 1893, casou com Delfina Candida do
Prado nascida em Guaxupé, em 1878, filha
de João Luis Machado e de Maria Umbelina
da Conceição. Foram filhos do casal:
5.4.3.1..Martiniano, nascido em 11 de julho e
falecido em 29 de setembro de 1898.

CLIII
5.4.3.2..João nascido em 21 de julho de 1899.
5.4.3.3..Maria, nascida em 18 de março de
1901, faleceu em 10 de dezembro do
mesmo ano.
5.4.3.4..Emiliano, nascido em 8 de setembro
de 1904.
5.4.3.5..Teresa, nascida em 11 de abril de
1907.
5.4.4..Maria Luisa do Prado, (Miquita) nascida em
1877 em Guaxupé, casou em 23 de setembro
de 1893 com Elfrido Ferreira Lopes, nascido
em 1870, filho de Bernardo Jacinto Ferreira
Lopes e de Guilhermina do Nascimento.
Foram filhos do casal:
5.4.4.1..America, falecida com 15 dias de
nascida em16 de abril de 1894.
5.4.4.2..Maria, falecida em 3 de novembro de
1896.
5.4.4.3..Sebastiana, falecida em 10 de
novembro de 1897.
5.4.4.4..Bernardo, falecido com tres meses
em 22 de novembro de 1900.
5.4.4.5..Teresa, nascida em 8 de junho de
1904.
5.4.4.6..Ana, nascida em 28 de agosto de
1904.
5.4.4.7..Iracema, nascida em 24 de novembro
de 1905.
5.4.4.8..Almerinda, nascida em 17 de janeiro
de 1908, faleceu em 16 de dezembro
do mesmo ano.
5.4.4.9..Elfrido, nascido em 6 de novembro de
1909, faleceu em 19 de novembro de
1925 na Fazenda S.Bento em
Mocóca, S.Paulo.

CLIV
5.4.4.10.Manoel, nascido em 1 de junho de
1912.
5.4.5..Presciliana Luisa do Prado, nascida em 25 de
novembro de 1879, em Guaxupé, aí casou em
12 de janeiro de 1895 com Norberto Ribeiro
do Vale, nascido em 24 de agosto de 1873,
filho de Joaquim Norberto do Vale e de
Jesuina Candida de Jesus. Viuva em
setembro de 1916, Presciliana faleceu em 14
de setembro de 1968. Para descendencia do
casal, ver José Ribeiro do Vale, "E eles
tambem cresceram e se multiplicaram..." (pag.
344/351).
5.4.6..Martiniano do Prado Filho, (nhô Prado),
nascido em 1881 em Guaxupé, aí se casou
em 1 de fevereiro de 1902, com Margarida
Umbelina de Souza, nascida em Caconde,
SP, em 1884, filha de Joaquim Sinfrônio de
Souza e de Vitalina Umbelina de Souza.
Viuvo em 3 de maio de 1906, casou em
segundas núpcias em 23 de junho de 1909
com sua sobrinha Teresa Alexandrina do
Prado, nascida em 1893, filha de Manoel Luis
do Prado e de Umbelina Lina do Prado. Viuva
em 10 de julho de 1972, Teresa Alexandrina
faleceu em 28 de novembro de 1974. foram
filhos do casal:
5.4.6.1..Eurídice, nascida em 4 de maio
de1910
5.4.6.2..Maria, nascida em 23 de dezembro
de 1912, faleceu em 26 de novembro
de 1913.
5.4.6.3..Isabel, falecida em 26 de outubro de
1914 com 26 dias.

CLV
5.4.6.4..José, nascido em 30 de abril de 1915,
faleceu em 22 de agosto do mesmo
ano.
5.4.6.5..Nair, falecida aos seis meses em 23
de março de 1917.
5.4.6.6..Benedito, falecido aos seis meses em
22 de dezembro de 1918.
5.4.6.7..Alberto, falecido aos 33 dias em 13
de novembro de 1919.
5.4.6.8..Zilda, nascida em 21 de setembro de
1920.
5.4.6.9..João, faleceu, logo após seu
nascimento, em 18 de novembro de
1923.
5.4.6.10.Ismael, falecido com 45 dias de
nascido em 1 de setembro de 1924.
5.4.6.11.Teresa, falecida com um mes em 7
de dezembro de 1925.
5.4.6.12.Ismael, segundo desse nome,
nascido em 10 de agosto de 1929.
5.4.6.13.Umbelina, nascida em 17 de janeiro
de 1931, faleceu em 13 de setembro
do mesmo ano.
5.4.6.14.Maria Aparecida do Prado.
5.4.7..Alípio Luis do Prado, nascido em Muzambinho
em 26 de fevereiro de 1883, casou em
Guaxupé, em 30 de setembro de 1901 com
Maria Umbelina da Conceição, nascida em
Caconde, SP, em 1884, filha de Eugenio
Pires de Souza e de Umbelina Teodora da
Silva. Viuvo em 26 de dezembro de 1918,
logo voltou a casar em segundas núpcias com
Rita de Cássia do Prado, filha de Zelindo de
Castro e de Ana Margarida Nogueira. Faleceu
em 1969. Filhos:
Filhos do primeiro matrimônio:

CLVI
5.4.7.1..Irineu do Prado, nascido em 16 de
setembro de 1901.
5.4.7.2..Abel do Prado, nascido em 4 de
janeiro de 1903.
5.4.7.3..Aristides do Prado, falecido com um
ano de idade em 25 de outubro de
1905.
5.4.7.4..Euclides, nascido em 19 de abril de
1906.
5.4.7.5..Jandira, nascida em 14 de julho de
1912.
5.4.7.6..Ernestina, nascida em 1 de setembro
de 1913.
5.4.7.7..Augusto, falecido recennascido em 4
de abril de 1915.
5.4.7.8..Osvaldina, falecida em 18 de
novembro de 1917.
5.4.7.9..Valdomiro do Prado, nascido em 14
de fevereiro de 1918, e falecido em
30 de janeiro de 1974, casou em 16
de outubro de 1943, com Iracema
Figueiredo do Prado.
5.4.7.10.sem nome, falecido em 24 de
dezembro de 1918.
Filhos do segundo matrimônio:
5.4.7.11.Francisco de Assis, nascido em 4 de
outubro de 1928.
5.4.7.12.Romeu
5.4.7.13.Silvandira
5.4.7.14.Aurelina
5.4.8..Ana Jacinta do Prado, nascida em Guaxupé,
em 1884, falecida em 1 de agosto de 1911, aí
se casou em 21 de julho de 1906 com Silvio
Bugelli, com quem teve uma filha.
5.4.8.1..Laura Prado Bugelli, nascida em
1906, faleceu em 11 de julho de 1916.

CLVII
5.5..Aureliano Luis do Prado, nascido em Paraguaçú,
batisado em 27 de abril de 1845 casou com Sabina
Horta de Lemos, com quem teve dez filhos:
5.5.1..Artur do Prado, casado com Francisca do
Prado.
5.5.2..Aureliano do Prado casada com Maria José
Leite.
5.5.3..Alzira Horta de Lemos, casada com seu primo
Henrique Ferreira do Prado, filho de Manoel
Ferreira do Prado e de Emerenciana Campos.
5.5.3.1..Maria Amélia, casada com Alvaro
Ferreira de Campos Prado.
5.5.3.2..Alcino casado com Maria Teresa
Prado Maciel.
5.5.3.3..Aristides, casado com Guiomar Leite.
5.5.3.4..Elzira, casada com Antonio Luis do
Prado.
5.5.3.5..Oscar Ferreira do Prado, nascido em
Paraguaçú em 12 de dezembro de
1899, aí casou em 22 de novembro
de 1926, com Ana Candida Leite
Prado, filha de José Gonçalves Leita
e de Guilhermina Mendes Prado. Foi
Prefeito de Paraguaçú de 1951 a
1955. Autor do "O Sertão dos
Mandiboias - Fudação de
Paraguaçú", onde descreve sua
geração.
5.5.3.6..José, casado com Emerenciana
Ribeiro do Prado.
5.5.3.7..Cristiano do Prado, casado com
Amalia Leite Prado.
5.5.3.8..Elvira, casado com Antonio Luis do
Prado.
5.5.3.9..Alice, casada com Romeu de Oliveira
Prado.

CLVIII
5.5.3.10.Dulce, solteira, religiosa.
5.5.3.11.Henrique, casado com Ermelinda
Leite.
5.5.3.12.Emerenciana, casada com Wagner
Brandão Bueno.
5.5.3.13.Sabina, casada com Gabriel
Alvarenga.
5.5.3.14.Aureliano, casado com Clara do
Prado.
5.5.4..Guilhermina Horta do Prado, casada com
Alfredo Luis do Prado.
5.5.5..Adozinda casada com Astolfo Ferreira do
Prado.
5.5.6..Pedro, casado com Teresa Ribeiro.
5.5.7..Américo, casado com Maria Augusta
Carvalho.
5.5.8..Manoel, falecido solteiro.
5.5.9..Alberto, casado com Ana Mendes.
5.5.10.Sabina, casada com José Monteiro da Silva
Leite.

5.6..Pedro Luis do Prado, nascido em Paraguaçú, e aí


batisado em 25 de abril de 1846, com um mes e 25
dias. Foi casado em primeiras núpcias com Ana
Bárbara Mendes, com quem teve um filho, e em
segundas núpcias com Emerenciana Campos.
5.6.1..João Pedro Mendes do Prado, casou em
Paraguaçú em14 de julho de 1891, com
Guilhermina Candida Leite, filha de José
Goçalves Leite e de Candida de Oliveira.
5.7..Mariana Carolina do Prado, nascida em Paraguaçú,
foi batisada aos nove meses em 14 de dezembro de
1847. Casou, em 1863, com João Luis do Prado
Filho, com quem teve uma filha.
5.7.1..Lina, nascida em Paraguaçú em 20 de junho
de 1867.

CLIX
5.8..Candida Carolina do Prado, nascida em Paraguaçú
em 1848. Casou em Guaxupé, em 25 de fevereiro
de 1873 com o nome de Candida Ricardina do
Prado, com Laurindo Ribeiro de Carvalho, filho de
Marcelino de Ribeiro Morais e de Rita Carvalho
Duarte (Candinha). Viuva em 20 de março de 1903,
faleceu em Guaxupé, onde eram radicados na
Fazenda Passa Quatro, em 15 de outubro de 1938.
O casal teve onze filhos:
5.8.1..Rita Carolina do Prado ou Rita Candida
Ribeiro, nasceu em Guaxupé em 1873. Casou
em Muzambinho, em 20 de julho de 1895 com
Francisco França, nascido em Catanzaro,
Italia em 1863, filho de Domenico Francica e
de Silveria Comerci. Ficou viuva em
Tapiratiba, em 19 de janeiro de 1938 e
faleceu em S.José do Rio Pardo em 1941.
Foram filhos do casal:
5.8.1.1..Silveria França Ribeiro, nascida em
Muzambinho em 2 de fevereiro de
1897, casou em Guaxupé em 27 de
abril de 1912, com Sebastião
Marciano de Almeida, nascido em
Sta. Rita do Jacutinga, MG, filho de
André Alves de Almeida e de Elidia
Eugenia da Silva. Neto paterno de
João Alves Cirino de Almeida e de
Ana Maria de Jesus, radicados em
Quatis, Barra Mansa, RJ. Neto
materno de Manoel Eugenio da Silva
e de Generosa Rosa da Conceição,
radicados em Sta. Isabel do Rio
Preto, Valença. RJ. Silveria ficou
viuva em São José do Rio Pardo em
23 de jnaeiro de 1926 e faleceu em
Tapiratiba em 7 de agosto de 1971.

CLX
5.8.1.1.1..Lydia de Almeida Santos,
nascida na Fazenda Rio
Claro em S.José do Rio
Pardo, em 3 de agosto de
1913, casou em Tapiratiba,
em 30 de junho de 1932,
com Benedito Cruz dos
Santos, nascido em
Tapiratiba em 20 de janeiro
de 1915, filho de Balbino
Celestino dos Santos
(*Alfenas, 1881;+Tapiratiba
1958) e de Maria Carolina
da Cruz (*S.Pedro da União
1886; +Tapiratiba 1944).
Neto paterno de Manoel
José dos Santos e de
Bonifácia Maria Nazaret.
Neto materno de João
Antonio da Cruz e de Maria
Carolina de Jesus. Falecido
em S.Paulo, Benedito foi
sepultado em 9 de outubro
de 1987 em Tapiratiba,
onde tambem foi sepultada
sua viuva falecida em
S.Paulo em 18 de março de
1993. O casal teve dez
filhos:
1. João dos Santos, nascido
em Tapiratiba em 20 de
outubro de 1932, casou
em S.Paulo, em 27 de
maio de 1954, com
Augusta Macedo, nascida
em Franca, em 30 de

CLXI
outubro de 1935, filha de
João Firmino de Macedo
e de Augusta de Souza
Macedo. O casal tem
onze filhos:
1.1..Gilberto Macedo dos
Santos, nascido em
São Paulo em 16 de
fevereiro de 1955
1.2..Maria de Fátima
Macedo dos Santos,
nascida em São Paulo
em 1 de julho de
1956, casou em 18 de
setembro de 1976
com Antonio Lisboa
Brito, nascido em
Ceabra, BA, em 13 de
junho de 1946, fiho de
Manoel Gregório Brito
e Isaltina Rosa de
Brito, com quem tem
cinco filhos: Fábio
Luis, Fabiana,
Antonio Carlos, Flavio
e Julio.
1.3..Maria Dulcinéa
Macedo dos Santos,
nscida em 28 de
dezembro de 1958,
em São Paulo, onde
casou em 25 de
outubro de 1975 com
Adelson Pereira,
nascido em Quatá,
SP, em 20 de abril de

CLXII
1950, filho de Isvaldo
Pereira e de Josefina
Martins Rodrigues
Pereira, com quem
tem cinco
filhos:Vivian, Adelson,
Vanessa, Lilian e
Daiane
1.4..João dos Santos
Filho, nascido 22 de
abril de 1961 em São
Paulo.
1.5..Gabriel Henrique
Macedo dos Santos,
nascido em 9 de
novembro de 1962,
em São Paulo, onde
casou em 16 de
outubro de 1982, com
Francisca Aparecida
Matos dos Santos,
nascida em S.João do
Caivá, PR, em 1 de
julho de 1964, filha de
Francisco Alves
Matos e de Francisca
Da Silva Matos, com
quem tem dois filhos:
Priscila e Leticia.
1.6..Jorge Macedo dos
Santos, nascido em
15 de agosto de 1963,
em São Paulo, onde
se casou em 27 de
outubro de 1990, com
aparecida Ferreira

CLXIII
dosSantos, filha de
José Nunes Ferreira e
de Maria da Dores
Nunes, com quem tem
uma filha: Jessica
1.7..Silvana Macedo dos
Santos, nascida em
19 de maio de 1965,
em São Paulo, onde
se casou em 26 de
outubro de 1985 com
Claudenilson Costa,
filho de José
Francisco da Costa e
de Albertina da
Conceição da Costa,
com quem tem dois
filhos: Leandro e
Diana Carla.
1.8..Gerson Tarcisio
Macedo dos Santos,
nascido em 11 de
junho de 1967,
faleceu em 4 de julho
do mesmo ano.
1.9..Sandra Regina Maria
dos Santos, nascida
em 16 de setembro de
1968, em São Paulo,
onde casou em 14 de
setembro de 1991,
com Marcelo
Pimentel, filho de
Antonio Vicente
Pimentel e Maria
Ferreira Pimentel.

CLXIV
1.10.Marcelo Macedo dos
Santos, nascido em
São Paulo em 16 de
novembro de 1969.
1.11.Eloi José Macedo
dos Santos, nascido
em 23 de março de
1971, em S.Paulo,
onde se casou em 27
de março de 1993
com Elisabete Luiza
da Silva Santos,
nascida em Ferraz
Vasconcelos, SP, filha
de José Miguel da
Silva e Luiza Vitalina
da Silva, com quem
tem uma filha: Isabela
Caroline
2. Lourdes dos Santos,
nascida em Tapiratiba,
em 1 de novembro de
1934, casou em S.Paulo,
em 25 de fevereiro de
1954, com Albino Afonso
Araujo, nascido em
Descalvado, SP., em 10
de janeiro de 1930, filho
de Sebastião Afonso
Araujo e de Maria
Vicentina Campanini. O
casal tem sete filhos:
2.1..Alberto Cesar Araujo,
nascido em S.Paulo,
em 14 de fevereiro de
1955, casou com

CLXV
Lilian Gouveia, com
quem tem um filhos:
Vito Luis
2.2..Isabel Cristina
Araujo, nascida em 22
de janeiro de 1957,
em S.Paulo, onde
casou em 11 de
fevereiro de 1984,
com Isaias Guilherme
Lima Reis, nascido
em Belém do Pará,
filho de Guilherme
Alencar Reis e de
Terezinha de Jesus
Alencar Reis, com
quem tem dois filhos:
Bruno e Alexandre.
2.3..Solange Araujo,
nascida em 3 de
dezembro de 1958,
em S.Paulo, onde
casou em 10 de julho
de 1982, com Edison
Longo, nascido em
S.Paulo, em 19 de
julho de 1953, filho de
Percy Longo e de
Ivone Longo, com
quem tem dois filhos:
Ana Paula e Rodrigo.
2.4..Paulo Afonso Araujo,
nascido em 27 de
novembro de 1960,
em S.Paulo, onde
casou em 23 de

CLXVI
novembro de 1985,
com Maria aparecida
Cassum, filoha de
Miguel Cassum e de
Enedina de Souza
Cassum, com quem
tem duas filhas:
Caroline e Natalia
2.5..Ronaldo Araujo,
nascido em 7 de abril
de 1962, em S.Paulo,
onde casou em 16 de
março de 1985, com
Sebastiana Solange
de Oliveira, nascida
em 14 de março de
1966, em Nova
Floresta, PB, filha de
Massilov P. de
Oliveira e de Joana
D’Arc, com quem tem
dois filhos: Douglas e
Gabriele.
2.6..Carlos Araujo,
nascido em S. Paulo,
em 26 de outubro de
1965, é solteiro.
2.7..Adriana Araujo,
nascida em S.Paulo
em 15 de março de
1969, é solteira.
3. Sylvia dos Santos,
nascida em Tapiratiba,
em 23 de outubro de
1937, casou em S.Paulo
com Lindolfo Batista

CLXVII
Quintas, nascido em
Careiro, AM., em 20 de
outubro de 1930, filho de
Tomé Antunes Quintas e
de Cristina Batista
Quintas. O casal tem seis
filhos:
3.1..Marco Antonio dos
Santos Quintas,
nascido em 17 de
agosto de 1958, em
S.Paulo, onde se
casou em 27 de julho
de 1987, com Maria
Del Carmem, filha de
David e Julia.
3.2..Meire Aparecida
Quintas, nascida em
10 de abril de 1960,
em S.Paulo, onde
casou em 31 de amio
de 1980, com Valter
da Silva, com que tem
tres filhos: Roberto,
Valter e Rosana
3.3..Luis Carlos dos
Santos Quintas,
nascido em 7 de
setembro de 1961, em
S.Paulo, onde casou
em 12 de amio de
1984, com Marilene
de Fátima Gonçalves,
filha de Domingos
Gonçalves e de Dirce
Delclaro Gonçalves,

CLXVIII
com quem tem um
filho: Renan.
3.4..Paulo Sergio Santos
Quintas, nascido em
28 de janeiro de 1964,
em S.Paulo, onde
casou em 26 de maio
de 1984, com Janete
Luizar de Queiroz,
filha de Francisco
fialho de Queiroz e de
Deonir Luizar de
Queiroz, com que tem
dois filhos: Dayane e
Paulo
3.5..Lindolfo dos Santos
Quintas, nascido em
14 de dezembro de
1967, em S.Paulo,
onde casou em 7 de
novembro de 1986,
com Adriana
Francisca Ferreira,
filha de Manoel
Afonso Ferreira e de
Lourdes F. Ferreira,
com quem tem dois
filhos: Mariana e
Ailton.
3.6..Silvia Cristina.
4. Nilcio dos Santos,
nascido em Tapiratiba,
em 11 de novembro de
1939, casou em S.Paulo,
em 14 de setembro de
1974, com Maria Jacira

CLXIX
Valerio dos Santos,
nascida em Adamantina,
SP., em 27 de agosto de
1950, filha de Francisco
Aleixo dos Santos e de
Maria Diva Valério dos
Santos. O casal tem dois
filhos:
4.1..Sandra Adriana
Valério dos Santos,
nascida emm 2 de
jilho de 1975, em
S.Paulo, é solteira.
4.2..Marcio Eduardo
Valério dos Santos,
nascido em 3 de
outubro de 1979, em
S.Paulo é solteiro.
5. Delci Aparecida dos
Santos, nascida em
Tapiratiba, em 17 de
janeiro de 1942, faleceu
em 17 de dezembro do
mesmo ano.
6. Delci Luzia dos Santos,
nascida em Tapiratiba,
em 17 de dezembro de
1943, casou em S.Paulo,
em 12 de maio de 1962,
com Antonio José Garcia,
nascido em Tapiratiba,
em 16 de abril de 1940,
filho de Jerônimo de
Paula Garcia e de Olimpia
Bruno Garcia. O casal
tem sete filhos:

CLXX
6.1..Rosana Darcy
Garcia, nascida em
25 de dezembro de
1963, em S.Paulo,
casou em S.José dos
Santos em 31 de
agosto de 1985, com
José Carlos
Gonçalves, filho de
Anizio de Morais
Gonçalves e de
Rufina de Arantes
Gonçalves, com quem
tem um filho: Lucas
Bruno.
6.2..José Antonio Garcia,
nascido em 24 de
março de 1965, em S.
José dos Campos,
SP, onde casou em
20 de maio de 1995,
com Alessandra de
Oliveira, filha de
Hamilton Carvalho de
Oliveira e de Jandira
Maria de Oliveira.
6.3..Ricardo José Garcia,
nascido em 31 de
agosto de 1966, é
solteiro.
6.4..Arnaldo José Garcia,
nascido em 29 de
dezembro de 1968 em
S. José dos Campos,
onde casou em 24 de
junho de 1995, com

CLXXI
Erika de Oliveira, filha
de Geraldo Vaz de
Oliveira e de
Rosangela Pedroso
de Oliveira.
6.5..Fernando José
Garcia, nascido em
23 de maio de 1970, é
solteiro.
6.6..Eliana Darci Garcia,
nascida em 3 de
agosto de 1972 é
solteira.
6.7..Alexandre José
Garcia, nascido em
19 de outubro de
1979, é solteiro.
7. Roosvelt de Almeida
Santos, nascido em
Tapiratiba, em 14 de julho
de 1946, casou em
Peruibe, em 26 de
setembro de 1992, com
Tânia Thibes Rodrigues,
nascida em Itapetininga,
em 6 de maio de 1961,
filha de Erly de Toledo
Rodrigues e de Terezinha
Rocha Thibes Rodrigues.
O casal tem um filho:
7.1..Julio Thibes
Rodrigues de Almeida
Santos, nascido em
curitiba, PR, em 17 de
junho de 1993.

CLXXII
8. Zenith dos Santos,
nascida em Tapiratiba,
em 11 de junho de 1948,
casou em S.Paulo, em 30
de abril de 1983, com
João Barbieri, nascido em
Macatuba, SP., filho de
Aparecido Barbieri e de
Carmen Fiori. O casal tem
dois filhos:
8.1..João Luis dos
Santos Barbieri,
nascido em S.Paulo
em 13 de maio de
1984.
8.2..Adonai dos Santos
Barbieri, nascido em 8
de janeiro de 1991,
em S.Paulo.
9. Wanderley dos Santos,
nascido em S.Paulo em
19 de fevereiro de 1951, a
quem devemos não só a
descrição genealógica da
sua família, mas também,
em grande parte, a
descendência de Antonio
Joaquim Pereira de
Magalhães aquí descrita.
Historiador e genealogista
renomado, é profundo
conhecedor do arquivo da
Cúria Metropolitana de
S.Paulo, de onde foi
arquivista. Atualmente é
Diretor do Arquivo

CLXXIII
Histórico Municipal de
Franca, e Presidente da
Associação Regional de
Pesquisa e Preservação
de Acervo Municipal, com
sede na mesma cidade e
onde também reside. É
membro dos Institutos
Históricos e Geográficos:
de Minas Gerais; de Sta.
Catarina; de S.Paulo, e
da Campanha. Membro
do Instituto Genealógico
Brasileiro e do Colégio
Brasileiro de Genealogia.
Sócio fundador da
Associação Brasileira de
Pesquisadores de Historia
e Genealogia. Dedicado e
competente, à ele muito
deve a cultura brasileira,
pelo trabalho de resgate e
preservação da sua
documentação. Casado
em S.Paulo, em 17 de
julho de 1986, com
Rosimar Zotelli, nascida
em Mirandópolis, em 4 de
junho de 1962, filha de
Orlando Zotelli e de
Aparecida Luzia Zotelli,
tem tres filhos:
9.1..Elidia Zotelli dos
Santos, nascida em
S.Paulo, em 1 de
setembro de 1987.

CLXXIV
9.2..Hosana Zotelli dos
Santos, nascida em
S.Paulo, 16 de
fevereiro de 1989.
9.3..Wanderley José
Zotelli dos Santos,
nascido em Franca,
em 11 de junho de
1992.
10.Leila Aparecida dos
Santos, nascida em
S.Paulo, em 14 de
outubro de 1956, casou
em S.Paulo, em 7 de
junho de 1975, com seu
primo Sebastião Teodoro,
nascido em Tapiratiba,
em 18 de abril de 1949,
filho de José Teodoro e
de Sebastiana de Almeida
Teodoro. O casal tem tres
filhos:
10.1.Lilian dos Santos
Teodoro, nascida em
São José do Rio
Pardo, em 29 de abril
de 1976, é solteira.
10.2.Cristian dos Santos
Teodoro, nascido em
S.Paulo, em 30 de
julho de 1979, é
solteiro.
10.3.Leonardo dos Santos
Teodoro, nascido em
S.Pauylo em 17 de
janeiro de 1989.

CLXXV
5.8.1.1.2..Francisco Marciano de
Almeida, nascido em
Guaxupé, MG., em 24 de
abril de 1915, faleceu em
S.Paulo em 21 de maio de
1977. Casou em Tapiratiba,
em 2 de setembro de 1939,
com Antonia da Cruz
Almeida, nascida em
Tapiratiba em 1926 falecida
em S.Paulo em 1986. Era
filha de Balbino Celestino
dos Santos e de Maria
Carolina da Cruz. Foram
pais de seis filhos:
5.8.1.1.2.1.Teresa
Aparecida casada
com Ageu
Rossetti, com
quem tem tres
filhos: Marcos,
Marcia e Miriam
5.8.1.1.2.2.Celia casada
com Antonio Ferri,
com quem tem
tres filhos: Roseli,
Rosana e Roberta
5.8.1.1.2.3.Sebastião
casado com Maria
Luiza, com quem
tem tres filhos:
Claudia, Gisele e
Vanessa
5.8.1.1.2.4.Vita Aparecida
casada com
Bertílio Aneto

CLXXVI
Meloti, com que
tem uma filha:
Sandra
5.8.1.1.2.5.Maria Aparecida
falecida criança.
5.8.1.1.2.6.Odete dos Reis
casada com
Dirceu Zonzini,
com quem tem
dois filhos: Fábio
e Fernanda
5.8.1.1.3..Sebastiana de Almeida,
falecida criança.
5.8.1.1.4..Sebastiana de Almeida,
nascida em Tapiratiba, em
10 de julho de 1918, casou
em 30 de outubro de 1937
com José Teodoro, filho de
João Teodoro Martins e de
Pedrina da Conceição.
Foram pais de doze filhos:
5.8.1.1.4.1..Maria Aparecida
casada com
Onofre das
Neves, com quem
tem tres filhos:
Ana Claudia,
Onofre e Ana
Kerli
5.8.1.1.4.2..Terezinha
casada com
Gabriel Pereira
Duarte, com quem
tem seis filhos:
Luis Fernando,
Ana Teresa, Ana

CLXXVII
Alice, Cristiane,
José Carlos e
Eliane.
5.8.1.1.4.3..José casado
com Divina de
Souza, com quem
tem cinco filhos:
Ana Lucia, Ana
Amélia, José
Renato, Luciane e
José Luciano
5.8.1.1.4.4..Alcir divorciado
de Maria Luiza da
Silva, com quem
tem cinco filhos:
José Luis, Alcir
Henrique, Luis
Marcelo, Luzia
Helena e Marcio
Eduardo.
5.8.1.1.4.5..Sebastião
casado com Leila
Aparecida, com
que tem tres
filhos: Lilian
Cristian e
Leonardo.
5.8.1.1.4.6..João Batista
casado com
Mercedes
Moreira, com
quem tem uma
filha: Patricia
5.8.1.1.4.7..Zélia de Fátima
casada com
Antonio Araujo,

CLXXVIII
com quem tem
cinco filhos:
Antonio Osvaldo,
Izildinha Maria,
Maria Isabel,
Alexandro e
Lucia.
5.8.1.1.4.8..Rosa Maria
divorciada de Luis
Magno Reis, com
quem tem dois
filhos: Sandro e
Lucinéia, e mais
dois filhos
naturais: Renato e
Viviane.
5.8.1.1.4.9..Maria Isabel
casada com
Antonio Marcos
de Paula, com
quem tem tres
filhos: Flávio
Augusto, Mariane
e Tatiane
5.8.1.1.4.10.Luis Carlos
casado com
Elisabeth Goulart,
com quem tem
duas filhas: Vania
e Valéria
5.8.1.1.4.11.Carlos Roberto
casado com
Cleusa da Silva,
com quem tem
uma filha: Camila

CLXXIX
5.8.1.1.4.12.Jair casado com
Rosalina, com
quem tem um
filhos: Sergio.
5.8.1.1.5..Maria Xista de Almeida,
nasica em S.José do Rio
Pardo, em 6 de agosto de
1920, faleceu em S.Paulo
em 29 de julho de 1986.
Teve uma filha natural:
5.8.1.1.5.1.Helena
Aparecida de
Almeida casada
com Felipe Flohr,
com quem tem
cinco filhos: Lucia
Helena, Luis
Felipe, Luis Matias,
Luis Tadeo e Léa
Maria.
5.8.1.1.6..André Marciano de
Almeida, nascido em S.José
do Rio Pardo, em 12 de
novembro de 1922, casou
em Tapiratiba em 21 de abril
de 1945 com Maria de
Souza Almeida, falecida em
24 de fevereiro de 1987,
filha de Luis Antonio de
Souza e de Alvina Maria da
Conceição. O casal teve
sete filhos:
5.8.1.1.6.1.Dirce Aparecida,
solteira.
5.8.1.1.6.2.Luis Antonio,
casado.

CLXXX
5.8.1.1.6.3.Regina Célia
casado com
Mauricio Prado.
5.8.1.1.6.4.Aparecida Reis
casada com Derci
David da Cruz, com
quem tem dois
filhos: Luis Ricardo
e Eduardo Paulo.
5.8.1.1.6.5.Mauro Tadeu
casado com Ana
Maria de Souza.
5.8.1.1.6.6.Carlos de
Almeida, casado.
5.8.1.1.6.7.Maria de Fátima
casada com Wilson
Ribeiro Luis, com
quem tem um
filhos: Wagner.
5.8.1.1.7..Florinda de Almeida,
nascida em S.José do Rio
Pardo, em 4 de março de
1925, casou em S.Paulo,
em 8 de novembro de 1952,
com Mario Zabarelli, filho de
Antonio Zabarelli e de Rosa
Baratelli. O casal teve oito
filhos:
5.8.1.1.7.1.Sonia Regina
casada com Enésio
Ferreira Goiano,
com quem tem dois
filhos: Andréa e
André
5.8.1.1.7.2.Maria José
casada com

CLXXXI
Deilson Queirós,
com quem tem um
filhos: Deilson.
5.8.1.1.7.3.Mario Augusto
casado com Maria
Aparecida Dell
Colli, com quem
tem um filho:
Alexandre.
5.8.1.1.7.4.Carlos Eduardo
casado com Maria
Eunice, com quem
tem um filho:
Alexandre
5.8.1.1.7.5.Paulo Celso.
5.8.1.1.7.6.Leda Cristina.
5.8.1.1.7.7.Lucia de Fátima.
5.8.1.1.7.8.Ieda Rosana
casada com
Tarcísio Correia
Fernandes.
5.8.1.2..Nicolau França, nascido em
Guaxupé, em 11 de dezembro de
1898
5.8.1.3..Vicente França, nascido em S.José
do Rio Pardo, em 13 de junho de
1902, foi casado com Ana.
5.8.1.4..Maria França, nascida em Guaxupé,
em 1 de junho de 1904, casou com
Antonio Zanini, em Guaranésia em 21
de abril de 1923.
5.8.1.5..Emilia França, nascida em Guaxupé,
em 28 de abril de 1911, casou em
Arceburgo, en 26 de maio de 1926.
5.8.2..Mariana Carolina do Prado, nascida em
Guaxupé em 1874, aí se casou em 1 de

CLXXXII
setembro de 1894 com Eduardo Ribeiro de
Morais, nascido em 1860, filho de Antonio
Ribeiro de Morais e de Leopoldina Ribeiro de
Morais.
5.8.3..Francisca Ribeiro de Carvalho, (Chica)
nascida em Guaxupé em 1873, casou em
Muzambinho em 10 de junho de 1893, com
Joaquim Custódio Leal, nascido em Caconde
em 1871, filho de Joaquim Lopes Leal e de
Ana Custódia do Carmo. Neto paterno de
Joaquim Lopes Leal e de Iria Maria de Jesus.
Neto materno de Manoel Barbosa de
Magalhães e Ana Rosa do Carmo. O casal
teve seis filhos:
5.8.3.1..Antonio Lopes.
5.8.3.2..Isolino.
5.8.3.3..Mariana, nascida em Muzambinho,
em 23 de julho de 1899.
5.8.3.4..Margarida, (Lica) nascida em
Muzambinho em 29 de março de
1902.
5.8.3.5..Pedro, gêmeo, nascido em Tapiratiba
em 27 de fevereiro de 1908.
5.8.3.6..Miguel, gêmeo, nascido mesmo local
de data.
5.8.4..Dolores, nascida em Guaxupé em 1877.
5.8.5..Delfina Ribeiro de Morais, (Finota) nascida em
Guaxupé em 1883, aí se casou com Antonio
Nunes de Rezende, nascido em 1874, filho de
Joaquim Gonçalves de Rezende e de Maria
Jacinta de Rezende. Faleceu Delfina em 4 de
janeiro de 1957. Foram filhos do casal:
5.8.5.1..Maria das Dores.
5.8.5.2..Ana Rita, nascida em Guaxupé em 9
de novembro de 1904.

CLXXXIII
5.8.5.3..Benvinda, nascida em guaxupé em
26 de agosto de 1907.
5.8.5.4..Emília, nascida em Guaxupé em 15
de abril de 1913.
5.8.5.5..Maria da Neves, nascida em
Guaxupé em 4 de agosto de 1915.
5.8.5.6..Maria, gêmea, nascida em Tapiratiba
em 24 de fevereiro de 1922, faleceu
no mesmo dia.
5.8.5.7..Antonio, gêmeo de Maria, faleceu em
4 de março de 1922.
5.8.5.8..Josina.
5.8.5.9..Joaquim.
5.8.6..José, nascido em Muzambinho em 2 de
fevereiro de 1884.
5.8.7..Braulino, nascido em Muzambinho em 29 de
junho de 1886.
5.8.8..Emilia Ribeiro de Carvalho, nascida em 1888,
em Guaxupé, casou em 12 de agosto de
1903, com Manoel Ribeiro de Rezende,
natural de Guaxupé, nascido em 1883, filho
de José Nunes de Rezende e de Mariana
Teodora de Jesus. Viuva em 21 de novembro
de 1922, faleceu em 19 de agosto de 1976.
Foram filhos do casal.
5.8.8.1..José, nascido em Monte Santo em
1905, foi casado em primeiras
núpcias com Norbertina, e em
segundas núpcias com Malvina.
Houve uma filha, Lourdes, casada
com Annielo Palma.
5.8.8.2..Sebastião Nunes, casado com Lidia.
5.8.8.3..Maria Nunes da Silva, casada com
Laudelino Rosa da Silva.
5.8.8.4..Geraldo, nascido em Guaxupé em 19
de outubro de 1920.

CLXXXIV
5.8.9..Julio, nascido em Guaxupé em 30 de junho de
1889, faleceu em 5 de agosto de mesmo ano.
5.8.10.Augusto, nascido em Guaxupé, em agosto de
1890 faleceu no dia 28 do mesmo mes e ano.
5.8.11.Ana Elisa do Prado, (Sinházinha) nascida em
Guaxupé em 1896, casou em 27 de junho de
1912, com Domingos Gonçalves de Almeida,
nascido em Guaxupé em 1889, filho de
Francisco Gonçalves de Almeida e de Isabel
de Oliveira. O casal teve duas filhas: Maria e
Isabel.
5.9..Américo Luis do Prado, nascido em Paraguaçú em
24 de outubro de 1849, casou em primeiras núpcias
com Ana Mendes e em segundas núpcias com
Mariana Mendes.
5.10.Presciliana Carolina do Prado, nascida em
Paraguaçú em 1851, foi casada com José Mendes.
5.11.Maria Carolina do Prado, nascida em Paraguaçú
em 6 de junho de 1852.
5.12.Candido Luis do Prado, nascido em 8 de dezembro
de 1853, em Paraguaçú, aí faleceu em 22 de junho
de 1856.

6. João Batista Pereira de Magalhães, nascido em Alfenas,


em 1815, foi abastado fazendeiro em Muzambinho e
Guaxupé onde foi Juiz de Paz em 1855. Cafeicultor em
Muzambinho foi Capitão da Guarda Nacional. Em 1888,
transferiu sua residência para S.Paulo, onde faleceu em
3 de janeiro de 1893, aos 78 anos, sendo sepultado no
Cemitério da Consolação. Casou em 1855, em
Campanha, com sua sobrinha Delminda Belmira Pereira
de Magalhães, tia materna de Vital Brazil, N.3.1 retro. O
casal não teve filhos.

7. Leonor Filisbina Pereira de Magalhães, nascida em


Alfenas, foi batizada em 25 de dezembro de 1815, no

CLXXXV
Oratorio do Capitão Mór Custódio José Dias, na
Fazenda Cachoeira, tendo como padrinhos: Jacinto
Lopes e Ana Joaquina Pereira. Casou com José Bento
Garcia ou José Bento Gouveia. Sem geração conhecida.

8. Joaquim Leonel Pereira de Magalhães, nascido em


Alfenas, foi batizado em julho de 1817, no Oratório de
Capitão Mór Custódio José Dias, na Fazenda
Cachoeira, tendo como padrinhos: João Crisóstomo da
Fonseca Reis e sua mulher Ana Luisa da Silva Brandão.
Capitão da Guarda Nacional do 41° Batalhão de Cabo
Verde, localidade onde foi professor, fazendeiro, juiz,
líder político, onde viveu toda sua vida e faleceu em 21
de julho de 1896. Há uma placa de bronze em sua
homenagem, na entrada do Colégio de Cabo Verde.
Casou em primeiras núpcias com Cândida Ubaldina de
Vasconcelos, falecida em Cabo Verde em 29 de junho
de 1857, (inventariada no cartório do segundo ofício de
Caldas em 1861) com quem teve oito filhos. Casado em
segundas núpcias com Ana Custódio Navarro, irmã do
Barão do Cabo Verde Luis Antonio de Moraes Navarro,
teve mais quinze filhos. De ambos casamentos,
Joaquim Leonel totaliza 23 filhos, sabendo-se ainda que
houve mais três falecidos em tenra idade, dos quais
desconhecemos os nomes. É numerosa a descendência
ainda hoje encontrada em Cabo Verde, Guaxupé,
Muzambinho, Poços de Caldas, S.Paulo e Rio de
Janeiro. (Reg. Civil Cabo Verde - óbitos)

Filhos do primeiro matrimônio:


8.1..Maria Candida, casada com Antonio Luis do Prado,
com geração, ver N.2.2 retro.
8.2..José Jacinto, nascido em 1847, em Cabo Verde,
faleceu em Muzambinho em 23 de novembro de
1888, onde foi vereador por ocasião da instalação
da primeira Câmara desta localidade em 9 de

CLXXXVI
janeiro de1881. Em 1879, era negociante com um
armazem em Guaxupé, onde pela primeira vez se
empregou Vital Brazil, aos 14 anos de idade. Em
1884 foi Presidente da Sociedade Literária de
Guaxupé, localidade onde se casou em 8 de
novembro de 1873, com sua prima Francisca Amélia
da Cruz, com geração descrita em N.1.3.1. retro.
Foram pais de Maria da Conceição Philipina,
primeira mulher de Vital Brazil.
8.3..Martiniano Pereira de Magalhães, nascido em 1848,
sem mais informações.
8.4..Lina, nascida em 1853, foi casada com Felix
Antonio Luz, com quem teve uma filha: Rita Felicia
Luz de Magalhães, que casada com Aprigio Tobias
de Magalhães, foram pais de José Luz de
Magalhães, casado com Stela Costa, filha de
Américo Costa e de Jesuina Magalhães Gomes.
8.5..Francisco Leonel Pereira de Magalhães, nascido
em 1854, sem mais informações.
8.6..Maria Joaquina,nascida em 1855, sem mais
informações.
8.7..Luis Marcos Pereira de Magalhães, nascido em
Cabo Verde em 1856, casou em Guaxupé em 23 de
fevereiro de 1878, com Margarida Mazilia, natural da
Campanha, filha adotiva de seus tios João Batista
Pereira de Magalhães e de Delminda Balbina
Pereira de Magalhães, como dissemos em N.3.1
retro. Negociante e cafeicultor em Guaxupé, em
1874, em 1884 foi vereador e terceiro Juiz de
Muzambinho, em 1890 residia em Caconde, onde se
qualificou como eleitor desde 1881. O casal teve
seis filhos:
8.7.1..Luis de Magalhães Junior, (Lulu) nascido em
Guaxupé em 1883, aí se casou em 2 de julho
de 1904, com Maria Cruvinel, nascida em

CLXXXVII
1887, filha de João Cruvinel e de Josefa
Rezende, com quem teve quatro filhos:
8.4.1.1..Iracema, casada com Pedro Zitti.
8.4.1.2..José
8.4.1.3..Sebastiana
8.4.1.4..Áurea
8.7.2..Delminda Belmira de Magalhães, nascida em
Caconde em 1892, casou em Guaxupé em 30
de janeiro de 1909 com Candido Motta,
sergipano nascido em 1881, filho de José
Joaquim de Santana e Maria Antonia da
Motta. O casal teve uma filha:
7.4.2.1..Maria Magalhães, (Mariquita) casada
com Alfredo Zaroni.
8.7.3..Afonso de Magalhães, casado com Albertina
Logo.
8.7.4..Julio Cesar de Magalhães, casado com Maria
Carolina de Magalhães, nascida em 1885,
faleceu em 6 de novembro de 1925, foi
inventariada em 25 de novembro do mesmo
ano no Cartório do 2o. Ofício de Muzambinho.
Filha de João de Deus e Silva, nascido em
1846, e de Mariana Candida de Jesus
nascida em 1859 e falecida em Muzambinho
em 18 de outubro de 1928. Neta paterna de
Carlos Antonio da Silva e de Constança Maria
Joaquina. Neta materna de Antonio Dias
Torres e de Josefa Maria de Jesus. O casal
teve dez filhos: (inventário de Mariana
Candida de Jesus, 10/12/1928, n. 752, maço
29, 2o. oficio de notas de Muzambinho)
8.7.4.1..Arthur, nascido em 1903.
8.7.4.2..Anibal, nascido em 1904.
8.7.4.3..Maria, nascida em Caconde, em 30
de janeiro de 1907, casou em

CLXXXVIII
S.Paulo, em 1 de junho de 1925, com
Alexandre Volta.
8.7.4.4..Delminda, nascida em 1908.
8.7.4.5..Abelardo, nasicdo em 1920.
8.7.4.6..Dulce, nascida em 1913.
8.7.4.7..Adelaide, nascida em 1914.
8.7.4.8..Alcebíades, nascida em 1917.
8.7.4.9..Julia, nascida em 1920.
8.7.4.10.Alaor, nascido em 1925.
8.7.5..Lafayete de Magalhães, nascido em Caconde
em 27 de dezembro de 1897, casou com
Iracema Mengot Cerqueira. O casal teve dois
filhos:
7.4.5.1..Luis Edmundo Magalhães, Professor
da USP.
7.4.5.2..Luis Eduardo Cerqueira Magalhães
8.7.6..Julieta de Magalhães, nascida em Caconde
em 30 de setembro de 1900, foi casada com
Walter Apinagé de Toledo, nascido no Rio de
Janeiro, filho de Alvaro Correa de Toledo e
de Dalila Xavier. Viuva em 25 de setembro de
1942, faleceu em 8 de janeiro de 1987.
Ambos estão sepultados no Cemitério da
Consolação. (rua 24,n.33) Desconhecemos
se houve geração.
8.8..Candida Carolina de Magalhães, nascida em 1857,
casou com Saturnino Vieira da Silva, com quem teve
dois filhos:
8.8.1..Pedro Saturnino Vieira de Magalhães, nascido
em Cabo Verde em 29 de junho de 1883,
casou em 30 de maio de 1907 com sua prima
Judite Navarro, filha de Francisco Navarro e
de Delminda Pereira de Magalhães. Foi
notável escritor e poeta de vasta bibliografia,
são, entre outras, algumas publicações suas:

CLXXXIX
Nódoas, Grupiaras, Boitatãs, De Galope,
Salamandras, Sambaquí e Itajubá.
8.8.2..Candida, ou Candida Reis de Magalhães,
casada com José Antonio Reis, com quem
teve onze filhos:
8.8.2.1..Antonio José dos Reis
8.8.2.2..Olimpio Agenor Reis
8.8.2.3..Erotides Reis Andrade
8.8.2.4..Jovelina Reis Melo
8.8.2.5..Maria Isabel dos Reis
8.8.2.6..Filisbina Reis Dias
8.8.2.7..Pedro Reis
8.8.2.8..Elvira Reis
8.8.2.9..Saturnina Reis Martins, a declarante
que nos forneceu as informações
sobre a descendencia de sua avó
Candida Carolina.
8.8.2.10.Ademar dos Reis
8.8.2.11.Orestes Reis.
Filhos do segundo matrimônio:
8.9..Josefina Pereira de Magalhães, nascida em Cabo
Verde casou com o italiano Lucas Vicente Cera.
Viuva, casou em segundas núpcias com Pedro
Schimith.
Filhos do primeiro matrimônio:
8.9.1..Joaquim Leonel de Magalhães Cera
8.9.2..Lucas de Magalhães Cera, casado com
Francisca filha de Frederico José Augusto e
de Maria Augusta de Campos, esta filha de
Silvério de Campos. O casal teve quatro
filhos:
8.9.2.1..Vicente Magalhães Cera, (Nênê Cabo
Verde) cantado em prosa e verso
como o mais famoso herói justiceiro
das Minas Gerais, cujos casos
contados até hoje pelo povo, fazem

CXC
parte da cultura popular interiorana
de toda a região de Minas e S.Paulo.
Inteligente, ágil, corajoso, com grande
capacidade de liderança e justiça
humanitária, não se continha ao
saber de um pobre maltratado, ou de
uma impiedosa ação de um poderoso,
sem aplicar um corretivo naquele que
abusava do poder ou do valentão que
covardemente abusava da força.
Como exemplo do que representa a
fama deste herói popular,
reproduzimos abaixo a letra de uma
canção, tal qual foi gravada por uma
dupla sertaneja. (sic)

Cada um nasce na vida


Com destino pra cumprir
Uns nascem só pra chorar
Outros nascem pra sorrir
Uns nascem pra ser doutor
Outros só pra ser ladrão
Uns nascem pra professor
Outros nascem charlatão

No sertão de Cabo Verde


No sul de Minas Gerais
Nasceu cabra afamado
Que ninguém esqueceu jamais
Tinha fama de valente
Defendia o povo inteiro
Era Nenén Cabo Verde
Que nasceu pra justiceiro
Bateu muito em valentão
Que abusassse de donzela
Mas protegia criança

CXCI
Pois gostava muito dela
Se Nenén fosse vivo
Asseguro com razão
Tinha menos assaltante
E coitado dos Ladrão

Hoje seu nome é lembrado


Quase no Brasil inteiro
Deixou os filho bem formado
Viva o grande justiceiro.

Foi casado com Alzira de Paula Magalhães,


com quem teve quatro filhos:
8.9.2.1.1..João Batista Magalhães, nascido
em 24 de junho de 1926, é casado
com Sonia Almeida Magalhães com
quem tem tres filhos: Kemele
Magalhães Necí; Kennedy Almeida
Magalhães e Kayro de Almeida
Magalhães.
8.9.2.1.2..Moacyr Magalhães
8.9.2.1.3..Nair Magalhães
8.9.2.1.4..Guaracy Magalhães

Filhos do segundo matrimônio:


8.9.3..Belinha
8.9.4..Eliza
8.9.5..Pedrinho
8.10.Saturnino Pereira de Magalhães
8.11.Joaquim Pereira de Magalhães
8.12.Antonio Pereira de Magalhães, casou com Eugelia
Navarro de Magalhães, e em segundas núpcias com
Elisa Smith de Magalhães, com quem teve uma filha:
8.12.1.Maria Modestina de Magalhães casada com
Galdino Norberto de Paula, com quem teve
cinco filhos:

CXCII
8.12.1.1.Maria Augusta de Paula
8.12.1.2.Suzel Aparecida de Paula
8.12.1.3.Paulo Norberto de Paula
8.12.1.4.Delzi Aparecida de Paula
8.12.1.5.Sebastião Norberto de Paula,
hoteleiro e comerciante em Poços de
Caldas, é casado com Sabina Vilar
Biscaia de Paula, com quem tem tres
filhos: Eduardo; Gisele; Henrique e
Tiago.
8.13.Olyntho Pereira de Magalhães, nascido em Cabo
Verde, casou com Adelina de Figueiredo, com quem
teve quinze filhos:
8.13.1..Maria Agripina, falecida.
8.13.2..Genny Figueiredo de Magalhães, nascida
em Fama, falecida foi casada com Antonio
Barbosa de Oliveira, falecido, filho de
Evaristo Barbosa e de Cristina de Figueredo,
com quem teve cinco filhos:
8.13.2.1..Lucia Adelina de Magalhães
Barbosa, nascida em Pirapora,
MG.,em 30 de junho de 1925, é viuva
de Erick Eichner. A ela agradecemos
as preciosas informações sobre os
descendentes de Olyntho Pereira de
Mgalhães.
8.13.2.2..Lilia de Magalhães Barbosa casada
com Millo Carli Mantovani, com quem
tem oito filhos:
8.13.2.2.1..Antonio Cesar Barbosa
Mantovani casado com
Aparecida Helena Amaral,
com quem tem tres filhos:
Fabricio, Juliana e
Gustavo.

CXCIII
8.13.2.2.2..Angela Barbosa
Mantovani, casada com
José Roberto Pereira de
Lima, com quem tem tres
filhos: André, Renata e
Rafael
8.13.2.2.3..Carmen Lucia Barbosa
Mantovani casada com
Elcio Gobatti, com quem
tem dois filhos: Caio
Marcelo e Elcio Eduardo.
8.13.2.2.4..Paulo Cesar Barbosa
Mantovani casado com
Leticia Pasqua, com quem
tem duas filhas: Lucia e
Luciana
8.13.2.2.5..Renato Barbosa
Mantovani casado com
Ivana Lambert com quem
tem dois filhos: Raysa e
Renato
8.13.2.2.6..Sergio Barbosa Mantovani
casado com Silvia Marcia
Ottoni, com quem tem tres
filhos: Camilla, Carolina e
Millo Carli Mantovani Neto.
8.13.2.2.7..Raquel Barbosa
Mantovani casada com
Wilson Batista, com quem
tem dois filhos: Breno e
Pedro
8.13.2.2.8..Rodrigo Mantovani
8.13.2.3..Laercio de Magalhães Barbosa
casado com Tereza de Souza, com
quem tem quatro filhos: Ana Lucia,
Ana Regina, Adriana casada com

CXCIV
Saulo Teixeira Soares e Antonio
Barbosa de Oliveira Neto.
8.13.2.4..Leila de Magalhães Barbosa,
falecida, foi casada com José Luiz
Doria Lins, com quem teve sete filhos:
8.13.2.4.1..Luiz Fernando Barbosa
Lins casado com Joara
Lucia Moretto, com quem
tem dois filhos: Érico Luiz e
Fernanda Regina.
8.13.2.4.2..Maria Cristina Barbosa
Lins casada com Armando
Eduardo de Lima Mengue,
com quem tem dois filhos:
Eduardo e Guilherme.
8.13.2.4.3..Maria Beatriz Barbosa
Lins, tem uma filha:
Daniela Barbosa Lins.
8.13.2.4.4..Maria Odete Barbosa Lins
casada com Luciano Souza
Paes Crus Filho, com quem
tem dois filhos: Ricardo e
Marcelo
8.13.2.4.5..José Pedro Barbosa Lins
casado com Andreia de
Souza Ramos Vettorazzo,
com quem tem dois filhos:
Giuliana e João Pedro.
8.13.2.4.6..Maria Lucia Barbosa Lins
casada com Gerald
Howard, sem geração.
8.13.2.4.7..Maria Regina Barbosa
Lins, falecida.
8.13.2.5..Lais de Magalhães Barbosa casada
com Sergio Salles Coelho, com quem
tem tres filhos:

CXCV
8.13.2.5.1..Luciana Barbosa de Salles
Coelho casada com
Antonio Rezende Lobo,
com quem tem uma filha:
Eduarda.
8.13.2.5.2..Patricia Barbosa de Salles
Coelho, falecida, foi
casada com Romeu
Barbosa Rezende.
8.13.2.5.3..Sergio Barbosa de Salles
Coelho
8.13.3..Thomáz Figueiredo Magalhães, falecido, foi
casado com Zélia Fernandes, com quem teve
tres filhos:
8.13.3.1..Waldyr Fernandes Magalhães
casado com Carolina Mariana Cunha
Paoli, com quem tem quatro filhos:
8.13.3.1.1..Thomaz Figueiredo
Magalhães Neto divorciado
de Flavia Carlota Varella
Moraes, com quem tem
dois filhos: Marina e
Thomaz.
8.13.3.1.2..Thales Paoli Magalhães,
solteiro.
8.13.3.1.3..Thaís Paoli Magalhães
casada com Carlos Cesar
Carvalho Rios, com quem
tem dois filhos: Guilherme
e Olivia.
8.13.3.1.4..Dante Magalhães, solteiro.
8.13.3.2..Wilton Magalhães viuvo de Anne
Marie Romana Danoi Dubedud
Regny, com quem teve dois filhos:
Carla Maria e Paola Maria.

CXCVI
8.13.3.3..Weida Magalhães casada com
Roger Khouri, com quem tem quatro
filhos:
8.13.3.3.1..Claudia Magalhães
Khouri, falecida.
8.13.3.3.2..Roger Magalhães Khouri
8.13.3.3.3..Eduardo Magalhães
Khouri casado com Renata
Loureiro Brandão, com
quem tem um filho:
Frederico
8.13.3.3.4..Adriana Magalhães Khouri
casada com Gustavo Kehl
Jobim.
8.13.4. .Leonelina Figueiredo de Magalhães,
falecida, foi casada com Manoel Etelvino de
Carvalho, com quem teve dois filhos:
8.13.4.1..Olyntho Magalhães Carvalho,
falecido, foi casado com Julieta Julia
de Faria, falecida, com quem teve
quatro filhos:
8.13.4.1.1..Paulo Roberto Magalhães
Carvalho, casado com
Nilma Regina Mendes
Carvalho, com quem tem
duas filhas: Paula Regina e
Leticia.
8.13.4.1.2..Luis Carlos Magalhães
Carvalho, casado com
Helena Magalhães
Carvalho, com quem tem
dois filhos: André Luis e
Patricia.
8.13.4.1.3..Newton Cleber
Magalhães Carvalho, é
solteiro.

CXCVII
8.13.4.1.4..José Olyntho, casado com
Eliane Souza Magalhães
Carvalho, com quem tem
dois filhos: Julia e Juliana.
8.13.4.2..Myrthes Magalhães Carvalho,
falecidaa, foi casada com Germano
Furtado de Mendonça, com quem
teve dois filhos: Dayse e Germano.
8.13.5. .Edith Figueiredo de Magalhães,
falecida foi casada com Cyro Mendes com
quem teve dois filhos:
8.13.5.1..Neylor Magalhães Mendes casado
com Maria do Rocio Santos, com
quem tem um filho: Lydio José Santos
Mendes divorciado de Denise
Goulart.
8.13.5.2..Maria Neide Magalhães Mendes
casada com Paulo de Almeida, com
quem tem dois filhos:
8.13.5.2.1..Regina Lucia Mendes de
Almeida casada com Mauro
Galato Ávila Filho, com
quem tem tres filhos: Ana
Paula, Alexandre e
Adriano.
8.13.5.2.2..Ricardo Luiz Mendes de
Almeida casado com
Jussara Almeida, com
quem tem dois filhos: Paulo
e Mauricio.
8.13.6. .Ivo Olyntho de Magalhães, falecido foi
casado com Leonina Prado Leite, falecida,
com quem teve quatro filhos:
8.13.6.1..Lupercio Leite Magalhães, casado
com Tereza Carlucio, com quem tem
tres filhos: Lucas, Lupercio e Luciana

CXCVIII
8.13.6.2..Servio Leite Magalhães casado com
Cyrna Passos Maia com quem tem
dois filhos: Elvira e Luiz Francisco
8.13.6.3..Berta Leite Magalhães casada em
primeiras núpcias com Reginaldo
Barreto Almeida, tem um filho: Luiz
Francisco. É casada em segundas
núpcias com Antonio Alfinito, sem
geração.
8.13.6.4..Thomaz Olyntho Magalhães casado
com Angela Magalhães, com quem
tem quatro filhos: Mariana, Carolina
(falecida), Rafael e Marilia.
8.13.7..Godard, falecido
8.13.8. .Arlete, falecida.
8.13.9. .Mozart Olyntho de Magalhães, falecido,
foi casado com Dinorah Prado Leite, com
quem teve quatro filhos:
8.13.9.1..Selma Leite Magalhães casada com
Haroldo Marne Gonçalves, com quem
tem dois filhos:
8.13.9.1.1..Haroldo Marne Gonçalves
Junior casado com Maira,
tem um filho: Gustavo
8.13.9.1.2..Marcelo Marne Gonçalves
8.13.9.2..Glycia Leite Magalhães, viuva de
João Corominas Ruiz. É casada em
segundas núpcias com José de
Souza Caiado. Sem geração de
ambos casamentos.
8.13.9.3..Godard Olyntho Magalhães casado
com Nilda Fernandes, com quem tem
tres filhos: Flávia, Andreia e Camila.
8.13.9.4..Ivo Olyntho Magalhães, falecido
8.13.10.Dalila Figueiredo Magalhães, casada com
Gentil Reis, com quem tem tres filhos:

CXCIX
8.13.10.1..Helcio Magalhães Reis casado
com Cybele Mendes, com quem tem
cinco filhos:
8.13.10.1.1..Marcia Mendes Reis
casada com Regis dos
Reis, com quem tem tres
filhos: Leticia, Patricia e
Maria
8.13.10.1.2..Raquel Mendes Reis
casada com Gumercindo
Lucio Naia, com quem tem
tres filhos: Helena, Miguel
e Fábio.
8.13.10.1.3..Beatriz Mendes Reis
casada com Roberto Reis,
com quem tem dois filhos:
Paula Beatriz e Marcel.
8.13.10.1.4..Caudete Mendes Reis
casada com Cesar Roberto
Vigatto, com quem tem dois
filhos: Bruno José e
Fernando.
8.13.10.1.5..Marcos Mendes Reis
casado com Ermelinda Luz
Vilela, com quem tem um
filho: Breno/
8.13.10.2..Ennio Magalhães Reis casado com
Henriqueta Helena de Andrade, com
quem tem dois filhos:
8.13.10.2.1..Eduardo Sergio de
Andrade Reis, casado com
Ivanize Corseti Tavares,
com quem tem um filho:
William.
8.13.10.2.2..Flávia de,Andrade Reis
casada com Clézio Ivany

CC
Oliveira, com quem tem
dois filhos: Fernanda e
Juliana.
8.13.10.3..Ney Magalhães Reis, falecido.
8.13.11.Arlete Figueiredo de Magalhães casada com
José Vaz de Oliveira, com quem tem cinco
filhos:
8.13.11.1..José Olyntho Vaz de Oliveira
casado com Vera Lucia Horta
8.13.11.2..Maria Ignez de Oliveira casada
com José Mauro de Oliveira, com
quem tem uma filha: Junia.
8.13.11.3..Hailton Sergio Vaz de Oliveira
casado Maria de Fátima Vaz de
Oliveira, com quem tem dois filhos:
Henrique e Lilian.
8.13.11.4..Marcilio Magalhães Vaz de Oliveira
casado com Maria Aparecida, com
quem tem dois filhos: Cristiane e Elise
8.13.11.5..Thomaz Jeferson Vaz de Oliveira
casado com Lucia Britto, com quem
tem tres filhos: Leonardo, Jeferson e
Wagner.
8.13.12.Nicia Figueredo Magalhães,falecida, casada
com Fernando Pieruccetti, com quem tem
quatro filhos:
8.13.12.1..Yedda Carmelita Magalhães
Pierucceti
8.13.12.2..Luiz Fernando Magalhães
Pierucceti casado com Plácida Maria
Gomes, com quem tem tres filhos:
Rodrigo Luiz, Fernanda Maria e Ana
Luiza.
8.13.12.3..Edmundo Clovis Magalhães
Pierucceti casado com Maria Eugenia

CCI
Pierucceti, com quem tem dois filhos:
Marilia e Leonardo
8.13.12.4..Eduardo Carlos Magalhães
Pierucceti casado com Maria de
Fátima Chaves, com quem tem uma
filha: Mariana.
8.13.13.Maria de Lourdes
8.13.14.Maria de Lourdes
8.13.15.José Figueredo de Magalhães
8.14.Virgilio Pereira de Magalhães
8.15.José Olyntho Pereira de Magalhães
8.16.Delminda América de Magalhães, casou com
Francisco Navarro de Moraes Salles, filho do Barão
de Cabo Verde, Luis Antonio de Moraes Navarro e
de Josefina Bueno. O casal teve treze filhos:
8.16.1..Odilon de Magalhães Navarro, casado com
Izabel Rondinelli
8.16.2..Judith de Magalhães Navarro, casada com
seu primo Pedro Saturnino Vieira de
Magalhães, citado em 8.8.1. retro.
8.16.3..Eponina de Magalhães Navarro, casada com
Camilo Paolielo
8.16.4..Guiomar de Magalhães Navarro, casada com
seu primo Leonel Pereira de Magalhães Neto.
8.16.5..Michelet de Magalhães Navarro casado com
Amália Introncoso
8.16.6..Luiz Salles de Magalhães Navarrro, casado
com Robertina Furtado
8.16.7..Fanny de Magalhães Navarro casada com
Marciano de Barros Magalhães, com quem
tem tres filhos:
8.16.7.1.Maria de Lourdes
8.16.7.2.Jayro, casado com Maria Aparecida
de Paula
8.16.7.3.Dirce, falecida na infância.

CCII
8.16.8..Francisco Salles de Magalhães Navarro
casado com Noemia Freire
8.16.9..Moacyr de Magalhães Navarro casado com
Olivia Braga
8.16.10.Tito Livio de Magalhães Navarro, solteiro.
8.16.11.Sara de Magalhães Navarro casada com
Odilon Xavier
8.16.12.Carmem de Magalhães Navarro casada com
José do Patrocínio Pontes
8.16.13.Lafayete de Magalhães Navarro casado com
Tereza.
8.17.Gabriela Pereira de Magalhães
8.18.Francisca Pereira de Magalhães casada com
Ernani Ornelas, filho de Elias Figueira Ornelas, com
quem teve quatro filhos:
8.18.1.Ercília Cecí de Magalhães Ornelas casou
com João Brito Neto, com quem tem uma
filha:
8.18.1.1.Glaucia Maria Magalhães Ornelas
Brito casada com Elio Carneiro, são
comerciantes e empresários em
Poços de Caldas e pais de cinco
filhos: Claudia Maria; Joel; Gustavo;
Guilherme e Elio Carneiro Junior.
8.18.1.1.1..Claudia Maria Carneiro
casada em primeiras
núpcias com Bolivar Zotti,
tem dois filhos: Diogo e
Tiago. Casada em
segundas núpcias com
Sergio Augusto Monteiro
dos Santos, tem uma filha
deste casamento: Patricia.
8.18.1.1.2..Joel Carneiro
8.18.1.1.3..Gustavo Carneiro
8.18.1.1.4..Guilherme Carneiro

CCIII
8.18.1.1.5..Elio Carneiro Junior
8.18.1.2..Claudio Ornellas de Britto, casado
com Eleusa Pereira, com quem tem
dois filhos:
8.18.1.2.1..Patricia Pereira de Britto
casada com Daniel Jordão,
com quem tem um filho:
Rafael Britto Jordão.
8.18.1.2.2..Claudio Antonio Britto,
casado com Monica
Morais, com quem tem tres
filhos: Camila, Otavio
Augusto e Artur Luis.
8.18.2.João de Magalhães Ornelas
8.18.3.Leonel de Magalhães Ornelas
8.18.4.Maria de Magalhães Ornelas
8.19.Maria José Pereira de Magalhães
8.20.Ana Celeste Pereira de Magalhães
8.21.Angelina Pereira de Magalhães
8.22.Ursolina Pereira de Magalhães
8.23.Angelica Pereira de Magalhães, nascida em Cabo
Verde, casou com José Américo do Prado, filho de
Carlos Miguel do Prado e de Rita de Cássia Prado.
O casal teve uma filha: Edit, nascida em 30 de
setembro de 1899 em Muzambinho.

9. Francisco de Paula Pereira de Magalhães, nascido em


Alfenas em 1820, era negociante em Cabo Verde, onde
foi recenseado em 1840. No Almanak Sul Mineiro para
1884, aparece como juiz de paz, eleitor especial e
comerciante em Borda da Mata. Sem geração
conhecida. Não deve ser confundido com Francisco
Pereira de Magalhães, descendente do Cel. José
Francisco Pereira e pai do Pastor e Professor Eduardo
Carlos Pereira de Magalhães.(ver Os Pereira de

CCIV
Magalhães Descendentes do Cel. José Francisco
Pereira - Lael Vital Brazil)

10. Maria Carolina Pereira de Magalhães, nascida em


Alfenas, em 1822, foi casada com Joaquim José
Rodrigues. Desconhecemos se houve geração.

11. Luis Silvério Pereira de Magalhães, nascido em Alfenas,


em 1825, casou em Franca, SP, em 20 de setembro de
1849, com Belarmina Francisca Doiroux, aí batizada em
27 de dezembro de 1833, filha de Manuel Rodrigues
Pombo e de Ana Constância de Jesus. O casal teve
uma única filha: Maria Luiza, batizada em 3 de
novembro de 1850. Faleceu Luiz Silvério, aos 26 anos,
em 4 de dezembro de 1851.

12. Rita Vitalina Pereira de Magalhães, ou Rita Vitalina da


Silva, nasceu em Alfenas, em 1828. Em 1867 residia em
Alfenas, onde foi batizada Lina, filha natural de sua
escrava Joana.

13. Cândida Carolina Pereira de Magalhães ou Cândida


Carolina de Araujo, nascida em Machado (Alfenas), foi
batizada em 1 de outubro de 1831. Foi casada em Cabo
Verde com Silvério Alves de Araujo. Em 1884, vivia em
Muzambinho, onde era capitalista e veio a falecer em 8
de novembro de 1901.

CCV
PARTE III

VITAL BRAZIL

Ascendência Materna

OS XAVIER DE ARAUJO

CCVI
VITAL BRAZIL
ascendência materna
Os Xavier de Araujo

Taques Pompeu - Moraes Antas - Laras - Vaz de Barros - Lemes - Gaias

João Gonçalves Figueira André do Valle Ribeiro


Maria de Araujo Tereza de Moraes

João Gonçalves de Almeida Maria de Moraes Ribeiro


Maria de Almeida Antonio Brito Peixoto

Luiz Pedroso de Barros Luiza Tereza de Moraes


Maria de Nazaré Amaro Gonçalves Chaves

Joaquim Xavier de Araujo Mariana Gonçalves de Brito

Francisca do Carmo Xavier de Araujo


José Jacinto Pereira de Magalhães

Mariana Carolina Pereira de Magalhães


José Manoel dos Santos Pereira Júnior

VITAL BRAZIL MINEIRO DA CAMPANHA

CCVII
Terceira Parte

VITAL BRAZIL
Ascendência Materna

TÍTULO
OS XAVIER DE ARAUJO

Descende esta família dos mais antigos e


tradicionais troncos familiares paulistas e mineiros, que no
final do século XVIII, habitavam a região de Cabo Verde,
MG, de onde alguns descendentes passaram a residir em
Campanha. A história da pequena Cabo Verde tem início em
1764 com a chegada do Guarda-mor Veríssimo João de
Carvalho, que aí ja encontrou a terra conhecida por alguns
ilhéus de Cabo Verde, mineradores de ouro, que a
chamavam de Cabo Verde pela semelhança que
encontravam com sua terra natal. A origem do nome tem
outra história curiosa e mais antiga, qual seja, a dos
mineradores que, por esquecimento, deixaram uma enxada
encabada às margens do Rio Assumção, e que por se tratar
de madeira verde brotou, se tranformando em um arbusto
com uma enxada em seu tronco. Encontrado pelos primeiros
que aí se assentaram, o curioso achado teria dado origem
ao nome do lugar. A capela de N.S. do Rosário de Cabo
Verde surgiu em 1766, mas so foi instituida a paróquia em
1798, pertencente ao Bispado de S.Paulo. A aldeia que
pertencia a Vila de Caldas, permaneceu até 1839 quando foi
criada a Freguesia de Cabo Verde, elevada a Vila em 30 de
outubro de 1866. Ponto de passagem de muitos, que vindos
de S.Paulo se dirigiam a Mato Grosso, algumas familias aí
se instalaram com descendencia ramificada por todo sul de
minas. Vamos tratar da ascendencia de uma dessas

CCVIII
famílias, que nossa pesquisa revelou proceder do Estado de
Flandres, com início em Francisco Taques Pompeu, como
descrito na Nobiliarquia Paulistana de Pedro de Taques, e
na Genealogia Paulistana de Silva Leme.

& I

Francisco Taques Pompeo, de nobre família


natural de Barbante, dos Estados de Flandres, por causa do
comércio mudou para Portugal indo residir na Vila de
Setúbal, onde casou com Ignês Rodrigues. Desse
matrimônio nasceram dois filhos:

1. Francisca de Taques
2. Pedro de Taques, de quem trataremos a
seguir.

& II

Pedro de Taques, veio para o Brasil como


Secretário de Estado, na comitiva de D.Francisco de Souza,
sétimo Governador Geral, em 1591. Depois de residir na
Bahía até 1598, acompanhou D.Francisco de Souza na
vinda deste para S.Paulo, em novembro de 1599, por ordem
do Rei Felippe de Castela. Foi Juiz de Orfãos vitalício da
Vila de S.Paulo, por provisão datada de 6 de junho de 1609,
e durante toda vida esteve à seviço da corôa. Faleceu
Pedro de Taques em S.Paulo, com testamento em 26 de
outubro de 1644. Casou com Ana Proença, cuja
ascendencia trataremos no item seguinte. A descendencia
do casal prossegue no item V.

CCIX
& III

Antonio Rodrigues de Almeida, cavalheiro


fidalgo da casa do Rei D.João III, natural de Monte-mor
Novo, em Portugal, veio para o Brasil em 1547 se
estabelecendo em S.Vicente. Pelos serviços prestados à
corôa, principalmente na sua participação na guerra contra
os indios Tamoyos, foi Antonio Rodrigues de Almeida feito,
pelo donatário Martim Afonso de Souza, escrivão da
ouvidoria e das datas de sesmarias, e seu chanceler da
capital de S. Vicente. Em 1560, 1565 e 1567 recebeu
Antonio Rodrigues tres datas em sesmaria. Casado com
Maria Castanho, natural de Monte-mor Novo, teve o casal
tres filhos, dos quaes duas filhas vieram de Portugal e um
filho nasceu na Vila de Santos, foram eles:

1. Catharina de Almeida, falecida solteira.


2. Maria Castanho, de quem trataremos à seguir.
3. André de Almeida.

& IV

Maria Castanho, natural de Monte-mor Novo,


Portugal, casou na Vila de Santos em 1564 com Antonio de
Proença, natural de Belmonte, Portugal, moço da câmara
do infante D.Luiz, Senhor de Belmonte e Duque da Guarda.
Estabelecido em S.Paulo, prestou Antonio de Proença
relevantes serviços ao Rei, sendo nomeado por D.Francisco
de Souza, sétimo Governador Geral do Brasil, Ouvidor e
Auditor da Capitania de S.Vicente em 1601, e Capitão da
Vila de S.Paulo em 1602. Abastado fazendeiro na Ribeira do

CCX
Ityporanga, faleceu em S.Paulo, com testamento, em 9 de
junho de 1605. Do matrimonio houveram cinco filhos:

1. Francisco de Proença, casado com Mécia


Bicudo.
2. Anna Proença, de quem trataremos no item
seguinte.
3. Catharina de Almeida
4. Izabel de Proença
5. Maria de Almeida

& V

Anna Proença, do item anterior, casou em


S.Paulo com Pedro de Taques, do item II, retro. Desse
casamento houveram seis filhos:

1. Pedro de Taques
2. Guilherme Pompeo de Almeida
3. Lourenço Castanho Taques, de quem
trataremos no item seguinte.
4. Sebastiana Taques
5. Marianna Pompeo
6. Antonio Pompeo de Almeida

& VI

Lourenço Castanho Taques, foi abastado


proprietário e residente na Fazenda da Ribeira do Ypiranga,
que pertencera a seu pai Pedro de Taques. Recomendado
pelo Rei D.João IV, prestou ajuda ao Governador Salvador
Correa de Sá e Benevides, quando este foi nomeado
Administrador Geral das minas de ouro e prata, no ano de

CCXI
1659. Foi por muitas vezes Juiz Ordinário, e Juiz de Orfãos
vitalício. À serviço do Rei, com uma grande tropa formada a
sua custa, penetrou no sertão habitado pelos ferozes índios
Cataguazes, para descobrir as minas de ouro e prata. Para
esta missão, recebeu carta de recomendação firmada pelo
real pulso de D.Pedro, regente do reino de Portugal, que lhe
dava a patente de Governador da gente e da sua tropa, com
ampla jurisdição para conservar o respeito, a autoridade e a
obediência praticada pela disciplina militar. sic. “E
conseguiu o primeiro conhecimento, que depois veio a
produzir a fertilidade das minas de ouro, chamadas a
princípio do seu descobrimento Cataguazes, e depois,
estendendo-se em muitas léguas de distância, mas no
mesmo sertão, os novos descobrimentos vieram estas minas
a ficar conhecidas como Gerais, em que se conservam”.
Recolhido das conquistas dos Cataguazes, faleceu com
avançada idade, o Governador Lourenço de Taques, em 5
de março de 1677. Casou em S.Paulo, em 24 de novembro
de 1631, com Maria de Lara, cuja ascendencia trataremos
no item seguinte. A descendencia do casal prossegue no
item XI, adiante.

& VII

Balthazar de Moraes Antas, português da Vila


de Mogadouro, descendente direto de D.Pedro Alam, ilustre
cavaleiro e Senhor da Vila de Bragança, na época do Rei
D.Afonso VI de Leão, avô de D.Afonso Henriques, primeiro
Rei de Portugal. Veio Balthazar de Moraes Antas para
S.Paulo, onde casou com Brites Rodrigues Annes, filha de
Joanne Annes Sobrinho, que de Portugal tinha vindo para
esta capitania trazendo tres filhas, todas aqui casadas com
pessoas de nobreza. O casal teve quatro filhos, destes o
primogênito foi:

CCXII
1. Pedro de Moraes Antas, de quem trataremos
no item seguinte.

& VIII

Pedro de Moraes Antas, falecido na Vila de


S.Vicente em 1644, foi casado com Leonor Pedroso,
portuguesa, natural do Porto, filha de Estevão Ribeiro Bayão
e de Magdalena Fernandes Feijó, falecidos em S.Paulo em
1644 e 1636. Faleceu Leonor Pedroso em S.Paulo em 14 de
julho de 1636. Entre outros filhos do casal:

1.Magdalena Fernandes de Moraes, de quem


trataremos no item seguinte.

& IX

Magdalena Fernandes de Moraes, casou com


Diogo de Lara, natural da cidade de Zamora da Freguesia
de S. Antonio, cuja ascendencia e descendência trataremos
a seguir.

& X

A família dos Laras da Capitania de S.Paulo é


conhecida pela qualidade de seus documentos, que lhes
asseguram a nobreza da sangue. Este conceito foi gerado
pela certidão jurídica e cópia fiel dos autos de gênere,
processados na cidade de Zamora do Reino de Castela
Velha no ano de 1704. Atesta a certidão que Diogo de Lara,

CCXIII
filho legítimo de Don Diogo Ordonhez de Lara, fora natural
da cidade de Zamora e morador na Praça de Tordegrado da
Freguesia de S.Antonio e S.Estevão. Filho de um dos
grandes e ilustres cavalheiros foram moradores em uma das
casas próprias arrimadas junto a muralha da dita praça, em
cuja fachada divisavam as armas dos seus ilustres nomes.
Foram inquiridas sete testemunhas e todas depuseram com
sigularidade de conhecimento, tratamento que tiveram com
Don Diogo de Lara até a época que este indo para Portugal
embarcou para o Brasil. Don Diogo de Lara, foi progenitor
da família dos Laras da Capitania de S.Paulo, em cuja
cidade, sendo ainda vila casou com Magdalena Fernandes
de Moraes, do item anterior. Faleceu Don Diogo de Lara em
S.Paulo em 18 de julho de 1661, e sua esposa Magdalena
Fernandes de Moraes também em S.Paulo em 22 de
outubro de 1665. O casal teve oito filhos:

1. Joaquim de Lara Moraes


2. Marianno de Lara
3. João de Lara Moraes
4. Maria de Lara, de quem trataremos no item
seguinte.
5. Anna de Lara
6. Maria Pedroso
7. Izabel de Lara
8. Pedro de Lara

& XI

Maria de Lara, falecida em S.Paulo em 8 de


dezembro de 1670, casou na Matriz de S.Paulo em 24 de
novembro de 1631, com Lourenço de Castanho Taques,
do item VI retro. O casal teve dez filhos:

CCXIV
1. Lourenço Castanho Taques, o moço.
2. Francisco de Almeida
3. Pedro de Taques de Almeida
4. Thomé de Lara Moraes
5. Diogo de Lara Moraes
6. Antonio de Almeira
7. José Pompeu de Almeida
8. Anna Proença
9. Branca da Almeida
10. Maria de Lara

& XII

Lourenço Castanho Taques, foi chamado de “o


moço” para distiguí-lo do seu pai que tinha o mesmo nome.
Foi estimado e respeitado por todos os moradores de S.
Paulo, pelas suas grandes virtudes, docilidade e compaixão.
Ocupou por muitos anos o cargo de Juiz Ordinário, e de
Orfãos, com excepcional dedicação, recolhendo os
desamparados mandando-os ensinar a ler e escrever.
Possuia numerosos escravos que trabalhavam em suas
oficinas de vários ofícios. Hospedou em S.Paulo o Sr.
Governador Arthur de Sá Menezes, Capitão General do Rio
de Janeiro, com tantas provas de lealdade que foi
merecedor de uma carta do Rei D. Pedro, datada de 20 de
outubros de 1698, que o saudava e mandava agradecer os
serviços prestados. Faleceu em S.Paulo em dezembro de
1708, casou com Maria de Araujo, batizada na Matriz de
S.Paulo em 20 de agosto de 1645, cuja ascendência
trataremos no item seguinte. A descendência do casal
prossegue no item XVI.

& XIII

CCXV
Pedro Leme, natural da Ilha da Madeira, filho de
Antão Leme, natural do Funchal, já estava casado em
S.Vicente com sua mulher Luzia Fernandes em 1550.
Fidalgo inscrito nos livros do Rei, estimado e reconhecido
por todos, foi pessoa de grande autoridade na Vila. Faleceu
em S.Paulo em março de 1600, em casa de seu genro Braz
Esteves. Luzia Fernandes, faleceu em S.Vicente em 1560,
sendo sepultada na Capela-mor da Igreja dos Padres
Jesuitas. Este casal teve uma única filha, Leonor Leme,
vinda da Ilha da Madeira na companhia de seus pais, já era
casada em 1550 com Braz Esteves, morador da Vila de
S.Vicente. Faleceu Leonor Leme, com testamento em 13 de
janeiro de 1633. O casal, Leonor Leme e Braz Esteves
teve cinco filhos, todos nascidos na Vila de S.Vicente:

1. Pedro Leme, casado com Helena do Prado


2. Matheus Leme
3. Aleixo leme
4. Braz Esteves Leme, casado com Margarida
Bicudo.
5. Lucrécia Leme, de quem trataremos no item
seguinte.

& XIV

Lucrécia Leme, casou em S.Vicente com seu tio


Fernando Dias Paes, natural da Vila de Abrantes. Foi
Fernando Dias Paes, em Santo André, e em S.Paulo, uma
das pessoas de maior respeito e das primeiras do governo,
no ano de 1590 era Juiz Ordinário. Estabelecido no Sitio
dos Pinheiros onde teve uma grande fazenda de cultura,
cujas terras e campos chegavam até a ribeira do Yporanga,
faleceu com testamento em S.Paulo em 5 de outubro de

CCXVI
1605. Lucrécia Leme faleceu com testamento em S.Paulo,
em 1 de julho de 1641. O casal teve sete filhos:
1. Isabel Paes
2. Leonor Leme
3. Fernão Dias Paes
4. Maria Leme
5. Pedro Dias Paes Leme
6. Luzia Leme, de quem trataremos no item a
seguir.
7. Luiz Dias Leme

& XV

Luzia Leme casou com Pedro Vaz de Barros,


natural do Reino do Algarve, vindo para o Brasil em 1602,
foi Capitão-mor da Capitania de S.Vicente e S.Paulo,
faleceu com testamento em 1644. Luzia Leme, faleceu com
testamento em 22 de novembro de 1655. O casal teve oito
filhos, todos naturais de S.Paulo.

1. Valentim de Barros
2. Antonio Pedroso de Barros
3. Luiz Pedroso de Barros, de quem trataremos
no irem seguinte.
4. Pedro Vaz de Barrros
5. Fernão Paes de Barros
6. Sebastião Paes de Barros
7. Hyeronimo Paes de Barros
8. Lucrécia Pedroso de Barros

& XVI

CCXVII
Luiz Pedroso de Barros, foi um dos cavalheiros
de S.Paulo, que à seviço real foi em socorro da Bahía, e aí
feito capitão de infantaria foi para Pernambuco.
Regressando a S.Paulo foi mais tarde para o sertão, onde
faleceu em Serranos em 1662. Casou na Bahía com Leonor
de Siqueira, natural da Bahía, filha de Jorge de Araujo
Góes e de Angela de Siqueira, ambos da Bahía e filhos de
portugueses. Faleceu Leonor de Siqueira em S.Paulo em 9
de dezembro se 1703. Teve o casal dias filhas:

1. Maria de Araujo, de quem trataremos no item


seguinte.
2. Angela Squeira
& XVII

Maria de Araujo, foi batisada na matriz de


S.Paulo em 20 de agosto de 1645, casou com Lourenço
Castanho Taques do item XII, retro, com quem teve onze
filhos:

1. Lourenço Castanho Taques


2. Maximiniano de Goes Araujo
3. Luiz Pedroso de Barros
4. José Pompeo Castanho
5. Leonor de Siqueira
6. Angela de Siqueira
7. Maria de Araujo, de quem trataremos no item
seguinte.
8. Ignácia de Goes
9. Theresa de Goes
10.Antonio Pompeo de Taques
11.Maria de Lara

& XVIII

CCXVIII
Maria de Araujo, segunda deste nome, casou
com João Gonçalves Figueira, natural da Vila de Santos,
cuja ascendência trataremos no item seguinte. A
descendência do casal prossegue no item XXII, adiante.

& XIX

Teve início a família dos Gayas no Brasil, com a


vinda de quatro irmãos que a convite de Martim Affonso de
Souza, vieram do Porto de Gaya para a Vila de Santos onde
se estabeleceram em fins do século XVI. Foram eles:
1. N...........Affonso Gaya
2. Manoel Affonso Gaya, de quem trataremso no
item seguinte.
3. Domingos Affonso Gaya
4. Paschoal Affonso.

& XX

Manoel Affonso Gaya, deixou em Santos


honrosas memórias pelos seus serviços prestados à Vila a
ao seu povo. Foi Capitão da gente da Vila e em 1630 era
Juiz Ordinário. Participou intensamente das lutas contra os
índios que vinham em canôas hostilizar os moradores de
S.Vicente, e combateu os holandeses invasores que
ocupavam a costa do porto de Santos. Foi casado na Vila
de Santos com Maria Nunes de Siqueira, falecida em 30 de
outubro de 1667, filha de Pedro Nunes de Siqueira e neta
de Antonio de Siqueira e de sua mulher Messia Nunes. O
casal teve quatro filhos:
1. Pedro Nunes de Siqueira
2. Catharina Mendonça

CCXIX
3. Salvador Nunes
4. Manoel Affonso Gaya, de quem trataremos no
item seguinte.

& XXI

Manoel Affonso Gaya, segundo deste nome, foi


Capitão de Infantaria da ordenança dos moradores da Vila
de Santos, sendo aí pessoa de grande respeito e prestígio.
Senhor de engenho para fabricação de assucar, na sua
opulenta fazenda do Piraiqueguassú viveu muito abastado.
A serviço da coroa, fez varias entradas ao sertão de
Parnaguá, onde se dizia haver prata. Foi casado com Maria
Gonçalves Figueira, natural da Vila de Itanhaem, filha de
Antonio Gonçalves Figueira e de Ignez Lamin, neta paterna
de Antonio Gonçalves e de Luciana Tinoco, moradores em
S.Vicente em 1554. Faleceu Ignez Lamin em 10 de maio de
1668. O casal teve dez filhos:

1. Antonio Gonçalves Figueira


2. Manoel Affonso Gaya
3. Pedro Nunes de Siqueira
4. Miguel Gonçalves de Siqueira
5. João Gonçalves Figueira, de quem
trataremos no item seguinte.
6. Catharina de Siqueira e Mendonça
7. Maria das Neves
8. Ignez
9. N............, faleceu solteira
10.Francisca

& XXII

CCXX
O Capitão João Gonçalves Figueira, batizado
na vila de Santos em 16 de maio de 1675, casou em
primeiras núpcias em S.Paulo com Maria de Araujo, filha de
Lourenço Castanho de Taques e de Maria de Araujo do item
XVIII retro, e em segundas núpcias com Josepha de
Almeida, prima de sua primeira mulher. Foi a princípio
morador em S.Paulo, onde ocupou os cargos de Juiz
Ordinário e de Orfãos, foi Superintendente Regente das
Minas de Paranapanema, por provisão de Rodrigo Cesar de
Menezes. Mais tarde morador do Serro Frio, fundou a
fazenda Riacho da Areis, que passou ao filho Lourenço
Castanho Figueira. Faleceu o Capitão João Gonçalves
Figueira em 1749, deixando nove filhos, cinco do primeiro e
quatro do segundo matrimônio:

Do primeiro matrimônio:
1. João Gonçalves de Almeida , de quem
trataremos no item seguinte.
2. Lourenço Castanho Figueira
3. Padre Manoel Affonso Gaya
4. Maria Neves Figueira
5. Antonio Gonçalves Lara
Do segundo matrimônio:
6. Anna Maria do Pilar
7. Pedro antonio Alvares Figueira
8. Thomé Alvares Figueira
9. Escholástica.

& XXIII

João Gonçalves de Almeida, casou com sua


prima em terceiro grau, Maria de Almeida ou Maria Pires de
Almeida. Pedro de Taques e Silva Leme informam apenas
um filho para o casal, no entanto o registro matrimonial de

CCXXI
24 de abril de 1778, descoberto nos livros de Cabo Verde,
MG, informa ser a noiva filha do casal. São portanto dois os
filhos conhecidos:

1. Luiz Pedroso de Barros, de quem trataremos


no item seguinte.
2. Leonor de Siqueira Gaya, casada com José
Pereira de Magalhães, primo em segundo
grau de Tiradentes e bisavô de Vital Brazil,
com ascendência e descendência descrita em
“Os Pereira de Magalhães” & 1 retro.

& XXIV

O Alferes Luiz Pedroso de Barros, natural do


Juquiri, casou em Caconde em 1775 com sua prima em
primeiro grau Maria de Nazaré natural de Curvelo, MG, filha
de João Peres Ribeiro e de Escholastica de Araujo Paes,
neta paterna de Manoel Affonso Gaya e de Antonia Peres,
conforme dispensa matrimonial de 1775, descoberta nos
arquivos da Curia Metropolitana de S.Paulo. Foram
moradores em diversas cidades do sul de minas. Além do
filho apontado por Silva Leme, houve outro descoberto pelo
insigne genealogista Dr. José Guimarães de Ouro Fino. Em
nossas pesquisas, descobrimos um terceiro filho do casal,
que abaixo relacionamos na ordem de referência:

1. Capitão Luiz Silverio de Barros, natural de


Cabo Verde, MG, falecido com testamento em
1833, na vila de S.Carlos, hoje Campinas, SP.
Foi casado com Anna Esméria da Cruz, com
geração em Campinas.
2. Capitão Joaquim Xavier de Araujo, foi
casado com Mariana Gonçalves de Brito,

CCXXII
cuja ascendência trataremos no item
seguinte. A descendência do casal prossegue
no item XXVII.
3. Francisco Antonio Xavier de Araujo, casado
com Maria Antonia de Oliveira, natural do Rio
de Janeiro, com descendência descrita no
Anuário Genealógico Brasileiro, Ano V, 1943.

& XXV

André do Valle Ribeiro, nascido em 24 e


batizado em 27 de maio de 1675, na freguezia de S.
Mamede do Valongo, distrito do Porto, Minho, Portugal, filho
de Domingos Francisco e de Maria do Valle, falecido em S.
João Del Rei em 1720, casou em 9 de maio de 1707, na
Matriz da N.S. do Pilar, S.J. Del Rei, com Tereza de
Moraes, nascida em 1693, e inventariada em S. J. Del Rei
em 1727, filha de Antonio Vieira Dourado, natural de S.José
de Oliveira, do arcebispado de Braga, e da paulista
Francisca de Macedo, casados em S.Paulo em 1692.
Francisca de Macedo era filha de Luiz Porrate e Serafina de
Moraes. O casal e um filho na primeira infância, Antonio
Vieira de Moraes, partiu em princípios do século XVIII para a
Comarca do Rio das Mortes, logo que alí ocorreram os
primeiros descobrimentos de ouro, onde tiveram mais dois
filhos conhecidos. Em 1718, André Do Vale Ribeiro era
sesmeiro no caminho velho do Rio das Mortes Pequeno. (do
titulo Moraes da Genealogoa Paulistana, vol 7)(As Tres
Ilhoas – Jose Guimarães, vol. 1, pag. 243-)(20 Gerações de
J. Ramalho e Bartyra – Laerte M. Ribeiro, fls. 254)(Eles
Cresceram e se Multiplicaram – Jose Ribeiro do Valle, pag.
37)(Rev. ASBRAP, n.4, fls. 127 – Cid Guimarães)

Foram os filhos:

CCXXIII
1..Antonio Vieira de Moraes, quando moço
retornou a S.Paulo, onde em 20 de
dezembro de 1720, casou com Ana Pires de
Oliveira, filha do paulista Mathias de Oliveira
Lobo descendente de João Ramalho e
Bartyra, e de Anna de Moraes Madureira,
bisneta de Baltasar De Moraes Antas. O
casal em 1736 residia em S.Miguel do
Cajurú, hoje Andrelandia, onde possuiam
fazenda com lavoura e mineração.
Faleceram antes de 1753, e tiveram pelo
menos tres filhos conhecidos. A genealogia
do casal é tratada por Laerte Magno Ribeiro
em “20 Gerações de João Ramalho e
Bartyra”.
2..Maria de Moraes Ribeiro, de quem
trataremos no item seguinte.
3..Antonio do Vale Ribeiro, casou em 13 de
junho de 1739, na Capela de S.Miguel do
Cajurú com Rosa Maria de Jesus, açoriana
da Freguesia de S.Pedro, da Cidade de
Angra na Ilha Terceira, falecida em Aiuruoca
em 20 de setembro de 1782. O casal teve
onze filhos. Foram os formadores da grande
e tradicional família mineira Ribeiro do Vale,
cuja genealogia foi tratada pelo Dr. Affonso
de E. Taunay, e pelo insigne historiador e
genealogista Dr. José Ribeiro do Vale, em
“E eles também cresceram e se
multiplicaram”. Foram seus descendentes,
entre outros, os Barões de Vassouras, de
Guaxupé, e de Ponte Nova.
4..Manoel do Valle Ribeiro
5..Luzia da Cruz Moraes Ribeiro
6..Angela de Moraes Ribeiro
7..André

CCXXIV
8..Quitéria

& XXVI

Maria de Moraes Ribeiro, nascida em 15 de


maio de 1711 em S.João Del Rei e aí falecida em 14 de
maio de 1794, foi casada com o português, natural de
Braga, Antonio de Brito Peixoto, falecido em 1750, filho de
Inacio de Andrade Peixoto e de Clara de Brito, com quem
teve dez filhos: Teresa Maria da Conceição; Jose de
Andrade Peixoto; Jacinta Maria da Conceição; Maria Vitoria
do Nascimento; Angela Maria de Jesus; Jeronimo de
Andrade Pinto; Dorotea Maria de Jesus; Ana Antonia de
Brito; Luiza Tereza de Brito ou de Moraes (que segue
abaixo) e Manuel Joaquim Andrade. (Rev.ASBRAP, n.4, fls.
127, - Ribeiro do Valle – Cid Guimarães)

1..Luiza Tereza de Moraes, nascida em


Carrancas, casou em 26 de agosto de 1772,
com Amaro Gonçalves Chaves, nascido em
Ayuruoca filho de Bernardo Gonçalves Chaves
e de Francisca Maria de Mendonça, natural de
S.José Del Rei, hoje Tiradentes. O casal teve
oito filhos: ( Reg casamentos Carrancas, Liv. 2,
fls. 77, 1751/1780).

1.1..Boaventura Gonçalves de Brito, batisado


em Ayuruoca em 8 de setembro de 1773,
foi casado com Ana Joaquina Pereira de
Magalhães, irmã do Capitão Antonio
Joaquim Pereira de Magalhães, citada em
Os Pereira de Magalhães, 2. do & 1, retro.
(Reg. batismo
Aiuruoca de 8/9/1773, Arq. Mons. Lefort, Curia
Diocesana da Campanha)

CCXXV
1.2..Manoel Joaquim Gonçalves de Brito,
casado em primeiras núpcias com
Joaquina Alves Paraiso. Casado em
segundas núpcias com Francisca de Paula
Rezende, falecida em Campanha em
1894/1894. (Gen. Mineira II, pag.220).
1.3..Ana Joaquina Gonçalves de Brito, casada
com Manoel de Souza Coelho
1.4..Laureana Gonçalves de Brito, inventariada
em 1811, foi casada com o Alferes
Jerônimo Gonçalves Leite, natural da
freguesia de Sta.Rita da Corte do Rio de
Janeiro, filho de João Gonçalves Leite e de
Teodora da Costa Negreiros, falecido em
31 de março de 1839 e inventariado em
Campanha, com geração de tres
casamentos. (Arq. Mons. Lefort, Curia
diocesana da Campanha, inv. n. 368, e inv.
n. 185)
1.5..Mariana Gonçalves de Brito, nascida em
Campanha em 29 de outubro de 1787, foi
batisada em 11 de novembro do mesmo
ano. Foi bisavó de Vital Brazil, casada com
Joaquim Xavier de Araujo. A
descendência do casal é tratada no item
seguinte. (Liv. Batismo n.4, fls. 84, Arq.
Mons. Lefort, Curia Diocesana da
Campanha)
1.6..Anacleta Gonçalves de Brito, casada com
o Sargento-Mor Joaquim Ignácio Vilas
Boas da Gama
1.7..Antonio Amaro Gonçalves de Brito, natural
de Serranos, falecido em 20 de abril de
1849 em Campanha, foi casado com Izabel
Ignácia de Jesus com quem teve doze

CCXXVI
filhos: João Gonçalves de Brito; Silvéria
Maria de Jesus; Ana Joaquina de Jesus;
Antonio Joaquim Gonçalves de Brito; Luiza
Gonçalves de Brito; Jacinta Francisca de
Jesus; Maximiniano Gonçalves de Brito;
Elias Gonçalves de Brito; José Gonçalves
de Brito; Francisco Gonçalves de Brito;
Mariana Gonçalves de Brito e Maria
Candida Gonçalves de Brito. (Arq. Mons.
Lefort, Curia Diocesana da Campanha, inv.
n.588, 1317 e 1327)
1.8..Amaro Gonçalves de Brito, casado com
Barbara Antonia Silveria

& XXVII

Com o Capitão Joaquim Xavier de Araujo do


item XXV, retro, teve início a família que deu origem ao título
desse nosso trabalho. Nascido em Cabo Verde em 1779, foi
morador em Campanha onde era propietário da Fazenda
Boa Vista. Faleceu com 70 anos de idade em 5 de setembro
de 1849, com testamento de quatro páginas, foi
inventariado em Campanha em 1862. No documento declara
sua filiação, nomeia oito dos seus onze filhos, diz ser irmão
da Ordem de N.S. do Carmo de S.João Del Rei e do Senhor
dos Passos de Campanha, e determina “o meu funeral será
feito sem pompa alguma e se dirão missas de corpo
presente pelos sacerdotes que houverem e mais vinte
missas pela minha alma”. Foi casado com Mariana
Gonçalves de Brito, do item anterior, com quem teve onze
filhos abaixo relacionados: (Reg. Óbitos liv.7, fls. 105, e Inv.
n. 591 e 936, Arq. Mons. Lefort, Curia Diocesana da
Campanha)

CCXXVII
1..Joaquim Xavier de Araujo
2..Luiz Xavier de Araujo, batisado em Campanha
em 19 de janeiro de 1815, faleceu em 12 de
abril de 1874. Foi casado com Rita Francisca
Moreira, com quem teve oito filhos: Ana,
Joaquim, Maria Augusta, Rita Francisca,
Andrelina, Honória e Elvira. (Inventário n.1216,
Arq. Mons. Lefort, curia Diocesana da
Campanha).
3..José Xavier de Araujo
4..Boaventura Xavier de Araujo, batisado em
Campanha em 29 de junho de 1818, foi casado
com Ana Leopoldina Arantes, moradores em
Mogi-Mirim segundo o Dr. José Guimarães.
5..Francisco Xavier de Araujo, batisado em
Campanha em 16 de janeiro de 1823, casado
com Escholastica Carolina Cardoso, filha de
Antonio Luis Cardoso e de Carolina Randolfo.
6..Agostinho Xavier de Araujo, batisado em
Campanha em 28 de julho de 1824.
7..Francisca do Carmo Xavier de Araujo,
batisada em Campanha em 28 de março de
1826, avó materna de Vital Brazil, de quem
trataremos no item seguinte.
8..Manoel Xavier de Araujo, batisado em
Campanha em 22 de dezembro de 1827
9..Ignácio Candido Xavier de Araujo, batisado em
Campanha em 16 de fevereiro de 1829 e
falecido em 23 de junho de 1878, foi fazendeiro
morador em Aguas Virtuosas, hoje Lambarí, e
Administrador da Barreira do Picú. O Almanak
Sul Mineiro para 1884 assim registrou a sua
morte: “Entre os cidadãos de importância que o
lugar (Aguas Virtuosas) tem perdido nestes
últimos tempos, conta-se o estimavel e
prestimoso Capitão Ignácio Xavier de Araujo,

CCXXVIII
prematura e inesperadamente, falecido a uma
légua de S.José do Picú em 23 de junho de
1878, quando já se retirava para aquí, onde
tanta estima gozava.” Foi casado com Mariana
Eleonora Candida Xavier de Araujo, falecida e
inventariada em 1879, filha de Antonio
Florencio Pinto de Noronha e de sua prima
irmã Mariana Arantes. Foram sete os filhos do
casal: (Arq. Mons. Lefort, Curia Diocesana da
Campanha, inv. n.1335)
9.1..Levindo Xavier de Araujo, casado com
Adelina Sayão, com descendeência no Rio
de Janeiro.
9.2..Arlindo Xavier de Araujo, falecido solteiro.
9.3..Julio Xavier de Araujo, casado em Lambarí
com Maria C. Mello, com quem teve tres
filhos: Jair, Nair e Julio.
9.4..Joaquim Candido de Araujo, casado com
Polonia de Almeida, com quem teve tres
filhos: Almir, Joaquim e Olga
9.5..Albertina Xavier de Araujo, casado com
José Coelho em Lambarí.
9.6..Arthur Xavier de Araujo, casado no Rio de
Janeiro com Ana Araujo, com
descendência.
9.7..Aldemar Xavier de Araujo.
10.Mariana Xavier de Araujo, casada com
Joaquim Manoel de Mello, com quem teve uma
filha: Maria, batisada em Campanha em 14 de
junho de 1865.
11.Ana Zeferina Xavier de Araujo, já falecida em
1862, foi casada com Joaquim Ignácio Villas
Boas da Gama, com quem teve seis filhos:
Francisco Ignácio, Belizário, Joaquim Ignácio,
José, Luiz, Mariana e Amélia.

CCXXIX
& XXVIII

Francisca do Carmo Xavier de Araujo, em 28


de março de 1826 batisada em Campanha, aí habilitou-se
em 1839, para casar com seu primo em terceiro gráu José
Jacintho Pereira de Magalhães, batisado em Campanha
em 10 de agosto de 1810, cuja ascendência é descrita no
Titulo ‘Os Pereira de Magalhães” que também descreve a
descendência do casal. Contudo, para melhor referência do
leitor, relacionamos abaixo os filhos dos avós de Vital Brazil.

1..Delminda Belmira Pereira de Magalhães,


casada com seu tio João Batista Pereira de
Magalhães

2..Alexandrina Lina Pereira de Magalhães,


casada com seu primo José Theodoro Pereira
da Cruz
3..José, nascido em 1842, sem mais informações.

4..Mariana Carolina Pereira de Magalhães, mãe


de Vital Brazil, de quem trataremos no item
seguinte:

& XXIX

Mariana Carolina Pereira de Magalhães, do item


anterior e do Titulo “Os Pereira de Magalhães”,(3.4) nascida
em Campanha em 21 de maio de 1845, aí se casou em 21
de abril de 1860 com José Manoel dos Santos Pereira
Junior, do Titulo “Os Santos Pereira”,nascido em Itajubá em
12 de outubro de 1837. O casal teve oito filhos abaixo
relacionados, com a descendência descrita em “Os Santos

CCXXX
Pereira”, com exceção de Vital Brazil cuja descendência é
descrita em titulo próprio adiante.

1..Vital Brazil Mineiro da Campanha


2..Maria Gabriela do Vale do Sapucahy
3..Iracema Ema do vale do Sapucahy
4..Judith Parasita de Caldas
5..Acácia Sensitiva de Caldas
6..Oscar Americano de Caldas
7..Fileta Camponeza de Caldas
8..Eunice Peregrina de Caldas

CCXXXI
Quarta Parte

VITAL BRAZIL
História e Descendência

TÍTULO I
A HISTÓRIA

O BERÇO
Poucos documentos ficaram do período referente
ao início do século XVIII, que antecede a criação da Vila de
S. Cipriano, nome dado inicialmente ao município da
Campanha.
Pouco antes de 1700, começaram as entradas
pelos audazes paulistas, que vinham caçar indígenas com o
fim de escravisá-los. À estes, segue-se então os destemidos
bandeirantes, atraídos pela noticia que corria, das ricas
minas de ouro, encontradas nas fraldas da serra do
espinhaço. É então que se esboçam os primeiros e rudes
povoados, marcos vivos e eternos do início do povoamento
a indicar a situação exata da riqueza aurífera e diamantina
das Minas. Ribeirão do Carmo, Caethé, Serro Frio, Ouro
Preto, Raposos, Sabará, eis os primeiros núcleos da vida
civilizada destes bravios sertões.
Ao contrário das outras vilas, Campanha foi
descoberta e não fundada.
Em 23 de setembro de 1737, ciente das notícias
sobre existência das minas de ouro na região do Rio Verde,
e da onda de aventureiros que ali agiam explorando essas

CCXXXII
minas clandestinamente, e notificado pelo governador
interino, Martinho de Mendonça de Pina e de Proença, o
Ouvidor de S. João Del Rei, Cipriano José da Rocha resolve
empreender uma viagem de inspeção a referida região. A
data de 2 de outubro de 1737, contida na carta do dia 4, é
considerada como a mais recuada pelos ilustres
historiadores dessa nobre e bela cidade sul mineira, e por
isso considerada como data do aniversário da cidade. Em
outra carta datada de 9 de dezembro, o Ouvidor assim se
reporta a descoberta: “Fundei um Arraial em forma de Vila, a
que se deu o nome de São Cipriano, que está povoado com
praça e ruas em boa ordem e muito boas casas, e fica-se
entendido fazer igreja......”. Vemos assim que Cipriano José
da Rocha, já encontrou o lugar organizado e povoado por
muita gente que se ocupava da mineração.
Logo se ergue a Matriz de Santo Antônio do Vale
da Piedade do Rio Verde, pois nome de São Cipriano não
conseguiu se manter, em virtude da gente do lugar só se
referir ao nome de Santo Antônio. O arraial foi elevado a
freguesia em 1739, com o título de Santo Antônio do Vale da
Piedade do Rio Verde, e a paróquia foi declarada colativa
por alvará de 16 de janeiro de 1752.
Embora fosse um templo grande, pois comportava
internamente mais de cem sepulturas, a idéia da costrução
de uma nova matriz tomou corpo, e em 21 de janeiro de
1787, foi lançada a pedra fundamental. Construida com o
que havia de melhor na época, a matriz foi elevada a
catedral em 19 de setembro de 1909. É o maior templo
católico de Minas, e um dos maiores do Brasil.
O esgotamento das minas, a partir de meados do
seculo XVIII, anunciava o fim de uma era de grandeza. A
vila da Campanha da Princesa, entretanto, não entrou no
processo de decadência vivido por Mariana, Ouro Preto,
Sabará e outras. Ao contrário manteve, e por muito tempo,
sua posição de liderança como centro de instrução e cultura
de toda região sul-mineira. Foi séde administrativa do Sul de

CCXXXIII
Minas por quase um século, e séde judiciária por mais de
cem anos.
Por alvará régio de 20 de outubro de 1798, foi o
arraial da Campanha do Rio Verde de Santo Antônio do Val
da Piedade, elevado a vila, com a denominação de Vila da
Campanha da Princesa. Em 26 de dezembro de 1799, foi a
vila instalada sob aplauso popular, levantado o pelourinho e
eleitos os primeiros oficiais da Câmara: Manoel Jacinto
Torres, Capitão Manoel de Paiva Silva, João Antônio de
Azevedo. Em 9 de março de 1840, pelo decreto n° 163,
finalmente Campanha foi elevada a cidade, e em 1907
criado o Bispado da Campanha.
Campanha foi a primeira Vila e a primeira Cidade
da região sul mineira, para avaliar sua importância, basta
lembrar que, na época da Independência a província de
Minas Gerais possuía apenas uma cidade (Mariana), quatro
comarcas (Vila Rica, Rio das Mortes, Serro e Rio das
Velhas) e dezeseis vilas, das quais Vila Rica, Sabará, São
João Del Rei, Barbacena e Campanha eram as principais.
Mariana Carolina Pereira de Magalhães, nasceu
em Campanha, em 21 de maio de 1845, e aí casou em 21
de abril de 1860 com José Manoel dos Santos Pereira
Júnior, nascido em Itajubá, em 12 de outubro de 1837. O
casal na companhia da mãe de Mariana, Francisca do
Carmo Xavier de Araújo, foi residir na casa da cidade de
propriedade dos Xavier de Araújo, situada na rua do
Comercio, onde aos 28 dias do mês de abril de 1865 nasceu
seu primeiro filho, no dia de S.Vital, em Campanha, Minas
Gerais, e por isso chamado de:

Vital Brazil Mineiro da Campanha

A INFÂNCIA

CCXXXIV
O falecimento da avó Francisca do Carmo, em
fins de 1868, fez com que José Manoel se decidisse pela
mudança da família para Itajubá, para que Mariana não
ficasse só com o menino durante suas ausências. A viagem
precisava ser planejada e preparada com cuidado, haviam
16 léguas a vencer e muito o que carregar, comida, roupas,
utensílios, e até pequenos móveis deveriam estar
firmemente presos ao lombo dos animais. O menino Vital,
com 4 anos incompletos não podia se manter só na sela
durante tantas horas, sem o risco de um tombo de graves
consequências, ao mesmo tempo que seu tamanho de
menino bem desenvolvido, o impedia de viajar na mesma
montaria de seu pai. A solução foi logo encontrada. José
Manoel encomendou ao seleiro um arreio de tamanho
adequado e equipado com correias, fixadas de tal forma que
impediam, uma vez amarrado, a queda do cavaleiro. Para
Vital, tudo era novidade, viajando em seu próprio cavalo,
com a tropa a sua frente, admirava a habilidade com que
seu pai conduzia todos aqueles animais, mantendo-os um
atrás do outro, seguindo pelo caminho a passo cadenciado,
sem que dele se desviassem.
Já era noite quando chegaram a Fazenda da
Cachoeira, próxima a Itajubá, de propriedade do pai de
José Manoel, o Capitão Pimenta. A casa era grande, porém
sem nenhum conforto estava construída bem perto do Rio
Sapucaí, a seu redor encontravam-se o engenho de cana
movido por tração animal, a casa do algodão, o moinho e o
monjolo movidos a água, a casa de preparo dos alimentos
para os escravos, a casa para o fabrico do queijo e da
manteiga, as estrebarias, e a senzala, constituída de várias
construções rústicas cobertas de sapê, habitadas pelos
pretos e ordenadas em forma de uma vila onde cada família
vivia em uma casa. Aí viviam mais de cem escravos, a
fazenda era enorme e produzia de tudo, só importando a
seda, para a confecção dos vestidos usados nas festas, o
sal que vinha de Macaé e Cabo Frio, e algumas

CCXXXV
ferramentas. O que não era consumido era exportado. A
vida na fazenda era a descoberta do paraíso, com seu tio
Candico, um ano mais velho, que recebia o irrestrito apoio
do pai, inventava e participava de mil travessuras e
brincadeiras, para as quais, Candico dispunha de alguns
meninos escravos que faziam tudo que mandava. Apesar da
tenra idade, o instinto do pesquisador já se manifestava,
quando não estava a brincar, com grande interesse e
atenção, Vital observava durante horas a fio o trabalho dos
escravos, em todos os seus detalhes. Assim aprendeu a
fabricar a corda de fumo por meio de cambitos, a fiar o
algodão, a tecer, a fabricar a farinha de milho, a moer a
cana, a fabricar a cachaça, o melaço e a rapadura.
Mariana, com razão, preocupava-se cada vez
mais com as travessuras dos meninos. Tio e sobrinho
inventavam a cada instante novas e perigosas brincadeiras.
Foi assim que, ao cair do carrinho de cabritos carregado
com lenha, Vital fraturou a clavícula direita, os dias que se
seguiram foram de grande preocupação para Mariana, o
menino chorava de dor e dormia mal as noites. Um abcesso
formado no lugar da fratura era o causador de tanto
sofrimento. Chegando de viagem, José Manoel logo resolve
mudar-se com a família para a cidade de Itajubá, onde
Mariana teria mais tranquilidade, longe das travessuras dos
meninos e dos castigos aos escravos. As dificuldades
enfrentadas pelo casal fez José Manoel decidir abandonar a
atividade de caixeiro viajante e procurar outro meio de vida.
Com o apoio e ajuda de amigos políticos de seu pai,
conseguiu sua nomeação para um dos tabelionatos da
cidade de Turvo, para onde seguiu sem levar a família, pois
antes desejava conhecer o lugar. Não gostando da cidade,
promoveu a troca por outro cartório na cidade de Caldas,
uma das mais antigas comarcas da região.

A ADOLESCÊNCIA

CCXXXVI
A viagem à cavalo, de Itajubá para Caldas, em
1872, durou cerca de quatro dias. Do alto de sua sela, o
menino Vital se deliciava com todo aquele movimento de
animais. Viajante profissional, bom conhecedor de todos
aqueles caminhos, José Manoel planejava tudo com muito
cuidado e eficiência, o almoço preparado na véspera,
constituído de frango, carne de porco, biscoitos e queijo, era
feito à sombra de árvores a margem de uma boa aguada, e
o pernoite nas grandes fazendas, onde podiam encontrar
boa cama e mesa farta. A chegada aos locais de pernoite
era programada para o entardecer, com tempo suficiente
para acomodar os animais e de se preparar para a ceia às 8
horas, quando se rezava o terço dirigido pelo próprio
fazendeiro, ou por um dos escravos mais qualificados.
Situada no cimo de uma colina junto a serra, a cerca de mil
metros acima do nível do mar, com um clima seco, brando e
estável, a vila de Caldas foi o lugar onde Vital acabou a sua
meninice e viveu a sua adolescência, recebendo as
primeiras influências da sua mentalidade e do seu caráter.
Uma delas, veio sob a forma de um espírito forte e enérgico.
João Mestre, dono de uma escola em que se ensinava à
moda portuguesa, isto é, debaixo da palmatória. Da escola
de João Mestre (João Amarantes), passou a frequentar a
escola pública do Prof. José Eugênio de Sales, moço
inteligente e educado, não usava palmatória, era dado ao
jornalismo e foi ele quem fundou o primeiro jornal de Caldas,
"O Caldense". Aí Vital teve a oportunidade de manejar o
prelo de impressão e a composição de tipos. Da escola do
Sr. José Eugênio, passou para a escola do Sr. Miguel, que
representava a ultima palavra em matéria de ensino, pois o
Reverendo Miguel Gonçalves Torres, pastor protestante,
trazia os métodos americanos pelos quais aprendera. O livro
de leitura era a História da Bíblia de Barth, que ele
comentava, trazendo belas lições de moral. Teve o Rev.
Miguel Torres grande influencia, não só na formação,
educação e instrução de Vital Brazil, como também influiu

CCXXXVII
fortemente na família de José Manoel e Mariana convertidos
em 1878 ao protestantismo, quando fizeram sua profissão
de fé em 30 de junho na Igreja Presbiteriana de Caldas.
Jogador inveterado, assíduo frequentador das
mesas de carteado, José Manoel encalacrou-se de tal modo
que foi forçado a vender o cartório para pagar suas dívidas.
Os dois contos e quinhentos conseguidos pelo segundo
oficio de notas, mal deram para pagar o que devia e deixou
o jogador sem o único meio de subsistência da família.
Nessas circunstancias, sem mais poder contar com a ajuda
de seu pai, pois este havia falecido em 1877, José Manoel
resolveu recorrer a família de Mariana que possuía tios
fazendeiros em Guaxupé, nesta época pequena vila
pertencente ao Município de Muzambinho, situada ao norte
da cidade Caldas. Novamente, improvisou-se uma
caravana, desta feita com oito filhos, outros recursos foram
necessários. Bem planejada, a viagem transcorreu sem
problemas chegando a família, em dezembro de 1879, a
Fazenda Passa Quatro de propriedade do tio João Batista
Pereira de Magalhães. José Manoel, logo retornou a sua
profissão de viajante, e Vital, com 14 anos, foi empregado
como caixeiro no armazém de seu primo José Jacinto
Pereira de Magalhães, homônimo de seu avô materno. Pela
primeira vez o menino Vital assumia a condição de
empregado. Foi nessa ocasião, que apareceu em Guaxupé
um monge que dizia ter a missão de levantar um cruzeiro
em cada cidade ou arraial em que estivesse, e estar
incumbido de colher dádivas destinadas à libertação de
crianças na Terra Santa. Como não houvesse vigário efetivo
em Guaxupé, o monge tomou conta da Igreja, fazendo do
confessionário sua arma poderosa para a coleta de dinheiro
e jóias. Este monge que não passava de um espertalhão,
soube que João Batista hospedava uma família de
protestantes, e o convenceu de que assim praticava um
grande pecado e devia expulsa-los imediatamente de sua
casa.

CCXXXVIII
Surpreendido por uma carta de João Batista que
informava a recomendação do monge e solicitava o imediato
afastamento da família, José Manoel não teve outra
alternativa senão deixar a fazenda Passa Quatro e seguir
para S.Paulo, onde, com um pouco de sorte e ajuda da
igreja presbiteriana, o chefe da família poderia arranjar um
emprego ou quem sabe se lançar no comércio da grande
cidade. Não se passou muito tempo sem que, noticias
chegadas davam conta de que o santo monge ao dizer
missa na presença de um vigário que possuía bom
conhecimento da liturgia, foi descoberto por fingir ler o latim
sem o saber. Preso, confessou seu crime tendo sido
apreendido com ele grande quantidade de jóias e dinheiro.

EM SÃO PAULO

Sob o governo de sua Majestade Imperador


D.Pedro II, com o partido liberal no poder e a oposição do
partido republicano, graças ao desenvolvimento ferroviário,
e a expansão da cultura do café no Planalto Paulista, a
partir de 1870 a cidade começou a sentir vigoroso progresso
tornando-se a capital dos fazendeiros enriquecidos e o
principal centro da província. Com uma população estimada
em 25.000 habitantes, a cidade era dominada pelos
estudantes de direito que lotavam as casas de pensão e as
repúblicas que se estendiam em torno do largo da Igreja de
São Francisco, cujos sinos badalavam chamando os
estudantes para as aulas. Chegou Vital com seus pais e
sete irmãos a S.Paulo em 1880, urgia encontrar trabalho
para os dois homens que deveriam sustentar a família. José,
com o apoio da Igreja, logo conseguiu colocar-se como
vigilante no Colégio Morton, mas para Vital, com 15 anos,
todas as tentativas para uma colocação no comércio foram
frustradas, teve assim que aceitar o lugar de condutor de
bondes na Cia. de Carris Urbanos da Capital.

CCXXXIX
O espirito irrequieto de José Manoel não permitia
acomodação, assim passados poucos meses conseguiu que
seu filho Vital fosse aceito pela missão protestante no curso
para ministro evangélico, recebendo a importância de
quarenta mil réis como mesada. Como todo estudante fosse
obrigado a prestar serviços à missão, Vital foi incumbido
inicialmente da limpeza, assim logo pela manhã antes do
início das aulas de vassoura em punho varria todo o colégio.
Mais tarde encarregado do jornal protestante, Imprensa
Evangélica, corrigia as provas, tomava nota dos assinantes
e de saco às costas levava os jornais ao correio. Não
sentindo vocação para o exercício do ministério resolveu o
jovem mineiro voltar a cursar os preparatórios que
permitiriam o seu ingresso no curso superior. Nestas
condições, por iniciativa própria, foi o estudante procurar o
Sr. Morton propondo lecionar gratuitamente no curso
primário para ter o direito de frequentar as aulas do curso
secundário. Aceita a proposta, Vital Brazil ainda em tenra
idade tornou-se professor, e ensinando ganhava o direito de
aprender, condição que passou a adotar como solução para
as dificuldades que viria enfrentar.
Com alguns preparatórios concluídos aos 19
anos, e o firme propósito de estudar medicina, desejava o
professor estudante ir para o Rio de Janeiro, onde se
encontrava uma das duas escolas de medicina existentes
naquela época. Como não tivesse dinheiro para as
passagens de trem, seu pai conseguiu um passe da policia
de ida e volta o que permitiu que o jovem de bolsos vazios
mas com o coração cheio de esperanças embarcasse com
destino a capital, onde deveria se apresentar no Colégio do
Dr. Menezes Vieira, que por correspondência havia
contratado o jovem professor. Recebido no Colégio e
deixado por longo tempo a espera de uma definição,
ansioso para dar inicio aos seus estudos que dependiam
das aulas que deveria lecionar, solicitou uma entrevista ao
Diretor do Colégio que muito irritado, aos gritos, sem querer

CCXL
entender o que pretendia o jovem, mandou que colocassem
sua bagagem a porta dizendo ''que o Colégio não era hotel''.
Sem meios para qualquer reação, surpreso e decepcionado,
Vital tomou o caminho para a estação onde ficou a espera
do trem que o levaria de volta a S.Paulo, guardando uma
forte impressão do nome de Menezes Vieira como um tipo
de homem violento e injusto.
Sem desanimar, com a força redobrada sentida
pelos homens determinados quando em confronto com um
desafio maior, retornou ao "Curral do Bichos", local assim
chamado pelos veteranos destinado aos estudantes dos
cursos preparatórios. Nesta ocasião foi contemporâneo, de
seu primo pelo lado paterno Venceslau Braz Pereira Gomes
e de Delfim Moreira da Costa Ribeiro, ambos se preparando
para a escola de direito, e futuros Presidentes da Republica.
Terminado os preparatórios, apesar do dinheiro ganho com
seu trabalho fora das horas de estudo, não tinha recursos
para voltar ao Rio de Janeiro, tudo havia sido gasto na
manutenção da família e nas mesas de jogo frequentadas
por José Manoel.
Após trabalhar na construção da estrada de ferro
do Rio Claro, e como professor na sua antiga escola em
Caldas, aproximando-se a época da matrícula na Faculdade
de Medicina, retornou a S.Paulo, onde a situação
encontrada não era outra, não havia recursos para o
prosseguimento da viagem até o Rio de Janeiro. Desta vez
porem, com o apoio de sua mãe, o espírito prevenido e
decisão tomada, com ou sem dinheiro haveria de chegar a
capital e lá iniciar seus estudos. José Manoel, sentindo a
forte determinação do filho que não abria mão de seu
intento, arranjou-lhe uma série de cartas de apresentação
para gente que podia eventualmente arranjar um emprego
para o rapaz.

NA CAPITAL DO IMPÉRIO

CCXLI
Sem dinheiro, mas com muita esperança e
determinação, em 1886, aos 21 anos de idade chega Vital
Brazil ao Rio de Janeiro, pela segunda vez, com o firme
propósito de se matricular no curso de medicina. Com seu
pequeno baú às costas, segue até o centro da cidade para
se hospedar, de favor, em casa de uns portugueses que
comerciavam com produtos vindos de Itajubá. Instalado em
um pequeno quarto nos fundos da loja, mal podia esperar o
dia amanhecer para começar a entregar as cartas que seu
pai arranjara, pois era preciso providenciar o quanto antes
um emprego que lhe garantisse a subsistência na capital do
império. A medida que encontrava o endereço do seu
destinatário, e fazia a entrega da missiva, com o coração
aos pulos de ansiosa expectativa, no silêncio da leitura
procurava perceber no olhar do leitor algum sinal de apoio e
receptividade, mas qual nada, o constrangimento era maior
a cada entrega, e a resposta sempre a mesma: "A situação
está muito difícil, no momento é impossível." Assim foi Vital
parar no Andaraí, a procura da casa do ex-deputado e
Conselheiro do Império Martins Francisco Ribeiro de
Andrada, a quem era dirigida uma das cartas
remanescentes. Estava o velho parlamentar doente,
sentado em uma poltrona, tendo ao seu lado o mais
reputado clínico da época, o Professor Torres Homem.
Doutor em leis, lente da Faculdade de Direito de S.Paulo de
onde veio o conhecimento que permitiu a José Manoel
conseguir a carta que apresentava seu filho como moço
pobre que queria estudar, recebeu das mãos do jovem
constrangido o envelope cheio de esperança. A reação foi
brusca, agressiva e inesperada. De mau humor e com
grande irritação esbravejou ao final da leitura: "Moço pobre
não estuda, vai empregar-se no comércio, isso de estudar
medicina é para quem pode". Com lágrimas nos olhos,
chocado por tamanha violência, Vital Brazil retirou-se. Do
peito vinha o grito da revolta, do pensamento a força da

CCXLII
determinação: " pobre pode e deve estudar, hei de estudar e
ser médico".
Resolvido a não mais entregar as cartas que
faltavam, no regresso ao seu pequeno quarto, Vital comprou
um jornal, e na certeza de encontrar algo entre os
anunciantes foi direto na coluna do "precisa-se". Logo
encontrou o anúncio do Colégio Froebel no Rio Comprido,
seu diretor Prof. Hemérito José dos Santos precisava de um
professor para o colégio, dava casa, comida, roupa lavada e
um salário de trinta mil réis por mês. Aceita a proposta, a
mudança para o Rio Comprido foi imediata seguida do início
dos trabalhos do novo professor. Resolvida a questão da
sobrevivência, finalmente o grande dia. Matriculado na
Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, Vital se torna
estudante do curso médico realizando, após dois anos de
sacrifícios e incertezas, a primeira parte do seu grande
sonho.
A atividade no Colégio deixava muito pouco
tempo para o primeiro anista de medicina, e a troca de
correspondência com a família em S.Paulo, dava conta da
preocupação de Vital quanto aos estudos. Conhecedor da
decisão do filho de não mais ser portador de cartas de
apresentação, José Manoel escreveu ao então Ministro da
Justiça Joaquim Delfino Ribeiro da Luz, velho conhecido de
sua família e para quem tinha servido como cabo eleitoral,
pedindo para Vital um emprego que lhe permitisse horas de
estudo e frequência às aulas da faculdade. Sensibilizado
com o teor da carta recebida, determinou a admissão do
estudante como Escrevente de Policia, com o ordenado de
trinta mil reis mensais. Recebendo na polícia um salário
igual ao que recebia no Colégio Froebel, sem a vantagem
da casa, comida e roupa lavada, tornou-se imperativo
conseguir algum tipo de complementação. Foi na casa do
Sr. Elias da Silva que conseguiu receber a alimentação em
troca das aulas que dava a duas filhas do fotógrafo
estabelecido na rua da Carioca 120. Assim em matéria de

CCXLIII
despesas conseguiu equilibrar seu pequeno orçamento. A
seriedade e a dedicação do estudante bem impressionou a
família do fotógrafo propiciando uma amizade que muito o
ajudou a superar algumas dificuldades. Os dias se
passavam, e a cada um deles, a persistência e a força de
vontade do estudante eram testadas. Andava a pé para
economizar seus parcos recursos, bem cedo pela manhã
começavam as aulas na faculdade, os momentos de folga
nos plantões na polícia eram dedicados ao estudo, logo
após ao jantar haviam as aulas das filhas do Sr. Elias, e a
noite com o sacrifício de horas de sono e descanso
debruçava-se nos livros emprestados dos colegas, gravando
em sua memória e anotando toda sua essência, pois não
podendo compra-los não podia contar com eles para
consulta na época dos exames. A fraca iluminação das
lamparinas de azeite, pois só o centro da cidade contava
com os lampiões a gás, e o cansaço do dia de trabalho,
faziam com que o sono se transformasse em instrumento de
tortura para o leitor, situação sempre resolvida pela imersão
dos pés em uma bacia de água fria. Nessa época, contraiu a
febre amarela, doença grave tratada pela saúde pública com
severidade e envio do doente para o hospital de Jurujuba,
do outro lado da baía de Guanabara, eram raros os doentes
que de lá escapavam com vida. Graças a intervenção do Sr.
Elias, o dono da casa de cômodos não comunicou o fato a
Saúde Pública o que salvou a vida do professor de suas
filhas.
Terminava assim o primeiro ano do curso médico,
já as primeiras férias se tornavam muito atrativas, quando
recebeu uma carta de seu pai ordenando-lhe que fosse
espera-lo na estação pois estava vindo de mudança com
toda a família para fixar residência no Rio de Janeiro. A
preocupação de Mariana com o filho distante havia
encontrado terreno fértil no espírito irrequieto de José
Manoel, que resolvera aproveitar as férias do fim de ano
para mudar-se para capital do império. A moradia

CCXLIV
encontrada era perto do Arsenal de Marinha, assim José
Manoel e Mariana logo começaram a trabalhar em costuras
para o Arsenal, Vital e Iracema, já formada, foram lecionar
em um colégio próximo, Oscar com 10 anos apanhava e
fazia as entregas das costuras, as outras três irmãs
cozinhavam e cuidavam da casa e das duas meninas
menores.
Com a mudança para uma pequena casa na
Ladeira da Misericórdia, empregou-se José Manoel como
vigilante do Liceu de Artes e Ofícios, onde Vital e Iracema
passaram a lecionar, e as irmãs Sinhá e Vidinha
frequentavam as aulas no período noturno. Com o término
das férias da Faculdade de Medicina, sem poder dispensar
o emprego de professor no Liceu, novamente teve o
estudante que conciliar todas suas atividades reduzindo ao
máximo suas horas de sono, pois havia que frequentar as
aulas da faculdade, trabalhar na polícia, ensinar no Liceu e
ainda encontrar tempo para o estudo, o que só era
conseguido a partir da sua inabalável determinação de se
tornar médico. Nomeado, no ano seguinte, 1889, interno do
Hospital da Santa Casa, Vital passou a dar plantão algumas
noites por semana, recebendo um pequeno ordenado por tal
serviço muito ganhava em experiência profissional. A
Faculdade de Medicina, funcionava na Santa Casa de
Misericórdia, na Praia de Sta. Luzia com o Morro do Castelo
nos fundos. Foi aí, nesse ambiente austero, inteiramente
dedicado a causa humana, que o "Sr. Campanha" como
Vital Brazil era chamado por seus professores, adquiriu o
conhecimento e colheu os bons exemplos que muito
contribuíram para a formação do homem honrado, médico
humanitário e emérito cientista.
Foram duas as datas importantes que o jovem
estudante Vital Brazil assistiu na Capital do Império onde
viveu de 1886 a 1892. A Libertação dos Escravos em 13 de
maio de 1888, e a Proclamação da República em 15 de
novembro de 1889. Em 13 de maio o governo chefiado pelo

CCXLV
Barão de Cotegipe, tinha como secretário o Conselheiro
Antônio Prado que lavrou o decreto assinado pela Princesa
Imperial D.Isabel, que substituía no trono o Imperador
D.Pedro II. Na Proclamação da República, Benjamim
Constant foi a alma do movimento, Deodoro queria depor o
governo, mas sendo amigo dedicado do Imperador não
pretendia depô-lo, e muito menos atentar contra as
prerrogativas do trono.

O IMPERADOR D. PEDRO II

Nessa época, o Imperador, nascido em 1825,


contando mais de sessenta anos não deixava de prestigiar
com sua presença todos os concursos para provimento das
cadeiras das Faculdades. Acompanhando de perto a
classificação dos candidatos exigia a nomeação do primeiro
colocado não permitindo o favoritismo e outras trapaças.
Sempre que havia uma defesa de tese de aluno distinto, ele
pedia ao diretor da escola para avisa-lo, pois fazia questão
de assistir sua exposição. Não muito raro aparecia na
escola escolhendo uma das aulas que assistia sentado em
uma poltrona colocada à frente. Foi assim que Vital Brazil,
por diversas vezes teve a oportunidade de vê-lo de perto e
de conhecê-lo pessoalmente. Era uma figura venerada,
altamente interessado em tudo que se referia a educação,
aos bons princípios da moral, da ética e dos bons costumes.
A imprensa gozava da mais ampla liberdade, mesmo
quando atacava injustamente a família imperial não recebia
qualquer restrição. Em uma "lista negra" anotava
pessoalmente o nome de todo e qualquer funcionário que
tivesse qualquer deslize na administração, os inscritos não
eram promovidos e quando políticos não eram escolhidos
para o Senado, mesmo que seus nomes fizessem parte da
lista tríplice. Quanto aos magistrados, não subiam de posto
mesmo quando apresentados pelos mais influentes políticos

CCXLVI
da época. D. Pedro custeava de seu bolso as despesas de
vários estudantes, tanto no país como no estrangeiro. Era
amigo dos maiores sábios da época na Europa, assim se fez
amigo de Pasteur. Quando Pasteur descobriu o tratamento
da raiva, contribuiu com 20 contos de réis para a fundação
do Instituto Pasteur, e indicou a Santa Casa da Misericórdia
como a instituição que deveria selecionar e enviar para
Europa um médico para aprender o método de tratamento
recém descoberto.

A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

Apesar do respeito e da admiração que tinham


pelo imperador, estudantes e professores eram contrários
ao governo e favoráveis a republica almejando maior
igualdade e a participação democrática. Quando ocorreu a
proclamação da república, Vital morava na ladeira do
Castelo, e logo que teve noticia da revolução se apressou
em apresentar-se à escola, onde encontrou o republicano e
professor Dr. Barata Ribeiro, com grande entusiasmo
formando e organizando o batalhão acadêmico, do qual se
proclamou comandante e Vital passou a fazer parte. Com
um chapéu de abas largas e espada na cinta, seguiu com o
batalhão para a Intendência de Guerra, onde um segundo
tenente iniciou a instrução militar e forneceu as pesadas
carabina "comblain". A tarde desse dia, foi o batalhão
apresentar armas ao Marechal Deodoro da Fonseca, que
morava em um pequeno sobrado com frente para o Campo
de Sant'Ana. Doente o velho Marechal já havia se recolhido
ao leito, mas ao saber da presença do Batalhão Acadêmico,
levantou-se e apareceu na sacada para receber as
homenagens. Viveu assim o jovem estudante Vital Brazil,
esse momento histórico da vida nacional.

O OFIDISMO I

CCXLVII
Foi nessa época que, pela primeira vez, Vital teve
sua atenção voltada para o ofidismo. Um farmacêutico
chamado Câmara requereu a Academia Nacional de
Medicina, a aprovação do seu preparado "Periantopodus"
indicado para o tratamento do ofidismo. O Dr. Souza Lima,
Diretor da Academia, exigiu que a eficiência do
medicamento fosse demonstrada em uma experiência,
marcada para ser realizada no Pavilhão Central da
Faculdade. No dia e hora aprazados, diante de uma atenta
assistência, da qual Vital Brazil fazia parte, foram trazidos
dois cães e uma caixa de madeira com dois compartimentos
separados por uma divisória removível. Em um desses
compartimentos havia uma cascavel. O Dr. Souza Lima
estabeleceu que os animais seriam mordidos pela cobra,
após o que, o primeiro receberia tratamento e o segundo
serviria de testemunho. Introduzido o primeiro cão no
compartimento vazio da caixa, a divisória foi removida
deixando o animal em contato direto com a cobra que
atacou picando no focinho. Separado, e retirado da caixa, o
cão mordido foi imediatamente tratado pelo farmacêutico,
que usou de uma sonda para introduzir o medicamento no
estômago do animal. Mal tinha terminado esta operação o
animal estrebuchou e morreu. Muito desapontado o
farmacêutico repetiu a operação com o segundo cão, que
mordido várias vezes pela cobra, sem receber qualquer
tratamento foi devolvido ao biotério da faculdade sem
demonstrar qualquer sintoma de envenenamento. Vital que
tudo acompanhou com o maior interesse mal pode esperar,
no dia seguinte seguiu apressado para a faculdade para ver
o que havia acontecido com o segundo cão mordido pela
cobra. O animal permanecia incólume e satisfeito. A
curiosidade e o espírito pesquisador do jovem estudante
logo formulou muitas perguntas que tomavam conta dos
seus pensamentos a procura de uma resposta. Só bem mais
tarde, quando fazia experiências em seu laboratório com

CCXLVIII
produtos farmacêuticos preparados tendo por base o álcool,
encontrou as respostas para todas aquelas perguntas. A
menor dose de álcool que penetre na traquéia determina a
morte instantânea do animal por sufocação. O cão morto na
experiência não morrera pela ação do veneno da cascavel,
mas sim pela ação do álcool levado pela sonda que ao invés
de penetrar no esôfago penetrara na traquéia.

A FORMATURA

Nessa ocasião, pensando na tese que deveria


apresentar a faculdade por ocasião de sua formatura,
recebeu do seu amigo fotógrafo Elias, adepto da
homeopatia, a sugestão de estudar a planta Pulméria, muito
usada no tratamento de pessoas mordidas por cobra. A
idéia agradou, e o estudante passou a pensar como fazer tal
estudo. Chegou a conclusão que nada poderia ser feito sem
um laboratório, e sem a ajuda de um profissional para
orienta-lo nas pesquisas e experiências. Assim foi procurar
o Dr. Domingos José Freire, único experimentador daquela
época e professor de química orgânica e biológica, no
intento de conseguir deste o apoio e a ajuda necessária.
Infelizmente o professor não se interessou pelo projeto do
estudante, e Vital teve que desistir do tema escolhido para
sua tese de formatura. Falhou a primeira tentativa de Vital
Brazil de se ocupar do problema do ofidismo. Na
impossibilidade de usar este tema para sua tese de
doutorado, resolveu substitui-lo pelo estudo das funções do
baço.
Formou-se Vital Brazil Mineiro da Campanha, em
dezembro de 1891, pela Faculdade de Medicina do Rio de
Janeiro, com o título de "Doutor em ciências medico-
cirurgicas" pela defesa da tese "Funções do Baço"
apresentada manuscrita em 15 de dezembro de 1891,
defendida e aprovada em 9 de janeiro de 1892.

CCXLIX
Ao regressar a S.Paulo, onde se casou em 15 de
outubro de 1892, com sua prima em segundo grau, Maria da
Conceição Philipina de Magalhães, Vital Brazil foi
contratado pelo Serviço Sanitário do Estado, seguindo em
comissões de higiene no combate a febre amarela nas
localidades de Belém do Descalvado, Rio Claro e Jaú,
sendo, mais tarde, já em 1893, nomeado Delegado de
Higiene na cidade de S.Paulo. Participa então da comissão
de especialistas para estudo do saneamento das
localidades do interior assoladas pela febre amarela,
malária, varíola, difteria e outras endemias, viajando para
Belém do Descalvado, Porto Ferreira, Pirassununga, Leme,
Cachoeira e Barra do Pirai, onde alem de combater essas
enfermidades estabelecia planos e promovia o saneamento
básico local. Em 1895, segue para Cachoeira, no Vale do
Paraíba, chefiando a Comissão Sanitária no combate a
epidemia de cólera-morbo que se instalara na região.
Sempre elogiado por seus superiores pelo desempenho e
resultados obtidos, o jovem médico não media riscos e nem
poupava esforços para bem servir a população flagelada
pelas impiedosas enfermidades que dizimavam homens,
mulheres e crianças.

O OFIDISMO II

Instado por sua mãe, e por sua esposa que


temiam pela sua vida, resolve Vital Brazil deixar o serviço
público e dedicar-se a clínica médica. Em 1895, o destino o
conduziu a pequena cidade de Botucatu, onde encontrou
seu grande e velho amigo o Reverendo Carvalho Braga. A
palavra do amigo que falava das varias plantas empregadas
empiricamente no tratamento dos acidentes ofídicos, e a
forte emoção sentida pela morte de uma jovem paciente, fez

CCL
o médico se entregar ao estudo, com o objetivo de descobrir
a verdade explicando a razão de ser tão varias as
substâncias preconizadas contra o envenenamento. O
primeiro passo foi vencer o pavor da serpente. As serpentes
compradas dos roceiros eram colocadas em caixas de
madeira e guardadas em um pequeno quarto no fundo do
quintal. Era preciso no entanto, tira-las da caixa, observar o
seu comportamento e extrair seu veneno, tudo com muito
cuidado, pois qualquer descuido poderia ser fatal. Sobre
esta época quem nos fala é o médico e historiador Dr.
Hernani Donato, em seu artigo publicado na Revista da
Academia Paulista de Medicina – Ano XI – nº 51.

Episódio vivido por Vital Brazil – Uma Lição

A grandeza de um homem referencial bem pode ser


revelada por um pequeno-grande episódio. Foi o que
sucedeu com Vital Brazil Mineiro da Campanha, no
final de século dezenove, em ocorrência
aparentemente simples, acontecida na Botucatú de
então. Transpareceu o homem, o médico, o cientista.
Para o bom entendimento, uma curta explicação.
Naqueles dias (ele residiu ali entre 1895 e 1899), a
cidade, porta-de-sertão, cabeça de comarca estendida
entre os rios Tietê e Paranapanema, dividia-se, para
tudo, entre católicos e protestantes, estes chegadiços.
Havia escola, clube, comércio, professores de uma e
outra postura religiosa. E uma “cidadela” protestante
no coração da cidade. Os protestantes chamaram
professores e médicos protestantes. Como protestante
para servir a seus irmãos é que Vital Brazil foi para lá.
Para que também atendesse nas fazendas cafeeiras,
deram-lhe trole e troleiro. E escala de linhas ou
direções ou bairros a serem atendidos.
Troleiro, foi o mocinho Sebastião Pinto Conceição.
Este, vindo a terminar a vida como titular de cartório,

CCLI
ademais de pai de professora de história, de médico e
escritor, de político deputado e Secretário de Estado,
orgulhava-se também os dias vividos troleando Vital
Brazil. De quanto lhe ouvi a respeito, garantindo-lhe o
crédito gosto de repetir o sucedido com o campeiro
mordido por cobra. Acho que revela o caráter de Vital
Brazil e ajuda a compreendê-lo à sua vida e obra.
O troleiro conhecia a estrada e a gente ao longo do
traçado. Colonos, retireiros, agregados. Onde
branquejasse um pano branco, troleiro e doutor liam a
mensagem: “precisamos do médico”. O trole enfiava
pelo caminho, balisado pelos panos brancos.
Um dia, o branquejar de toalhas e lençóis encaminhou
o trole à casa de um campeiro notório. Mesmo tendo
patrão fervorosamente protestante, teimava em
continuar católico e em não renunciar ao largo renome
de caçador, de beberrão de fim de semana e de
exercitado e convicto adúltero. Com sério agravante:
zombava dos esforços de quantos empreendiam
convertê-lo ao protestantismo, adesão que sua esposa
dera e mantinha com fervor de neófita. Ele, seguia
convictamente “mergulhado na superstição romana”. E
nos pecados em que se deliciava.
Aquela manhã encontraram-no deitado, mais bêbado
do que ferido. Cheirava e o quarto, à fumo de corda e à
cachaça. A mulher explicou: - Anteontem, no meio da
tarde, foi picado por uma cascavel.
O médico sério e reprovativo observou: - Anteontem!?
Porque não o levaram para a cidade?
Ela levantou o lençol, exibindo a perna do marido.
Sobre a picada, escandalizava um feio emplastro
tresandando `fuma mascado e à pinga, arruda, breu e
talo de bananeira. Tudo isso envolto pelas contas de
rosário de carapiá. Na região, tinha-se por certo que
nada melhor para sustar a “subida” do veneno de
cobra do que “laço” de rosário de carapiá. Como

CCLII
reforço absoluto, uma oração endereçada a São
Lázaro.
Mais envergonhada pelo rosário, o santo, a cachaça e
o resto do que pelo molesto, confusa diante do médico
ilustre e do protestante convicto, a dona da casa e do
ferido católico, tentou justificar: - Desculpe, doutor. Ele
não quis ir para a cidade. Teimou na bebida e nessa
abominação.....
Dizendo-o, ensaiou arrancar o rosário, o emplastro.
Vital deteve-lhe o gesto: - Deixe tudo como está, por
mais uma hora. Procure acordá-lo. Depois, limpe bem
a ferida e faça o seguinte....
Mais tarde, tão logo acomodou-se na boléia do trole,
ao lado do médico, continuando a peregrinação em
busca de panos brancos, o troleiro observou, entre
curioso e ousadamente reparador: - Não entendi,
doutor Vital. Tenho visto o senhor tão enérgico quando
se trata de cuidados médicos ou de emprego de
crendice como remédio, mas nesse caso, mesmo
sendo mordida de cascavel... parece que o senhor
concordou com o homem. Rosário de carapiá, então é
bom para curar mordida de cobra ?
Pois Vital explicou, como se diante, não do troleiro,
mas de alunos atentos ou de compungida comunidade
evangélica. – Não, não acredito que fumo, cachaça e
rosário disto ou daquilo possam mais do que veneno
de cascavel em corpo humano. Mas se a cobra picou
anteontem e o homem na verdade só padece de forte
ressaca, devo concluir que a bolsa da cobra estava
sem veneno no instante da mordida. Ele nem
precisaria de tratos. Mas quis se tratar e nessa
precisão pôs fé no emplastro e no rosário. Mostrou-se
homem de expediente e de fé. Por enquanto, não
tenho nem medicina nem ensinamento para substituir
as que ele tem e usa. O que não posso, como médico
e homem religioso é deixar uma criatura sem os

CCLIII
remédios nos quais confia e retirar-lhe a fé na qual
descansa. Ele está salvo e com fé robustecida. Que
mais desejar para um homem ?

Estava o pesquisador empenhado nas suas


experiências com vários extratos vegetais, quando chegou-
lhe as mãos o trabalho de Calmette feito na Indochina, que
focalizava a resolução do ofidismo pela soroterapia. A
simples leitura desse trabalho revelou aos olhos do cientista
a verdade, levando-o a mudar inteiramente o rumo das suas
pesquisas. Tentar experiências de imunologia e soroterapia
na pequena e longínqua Botucatú daquela época, seria pura
perca de tempo. Vital resolve abandonar a clinica e voltar à
capital do estado, para dar prosseguimento ao trabalho que
iria dar ao mundo a verdadeira solução do problema que
causava, todos os anos, milhares de mortes por
envenenamento.
Com a ajuda dos amigos e o excelente conceito
deixado no serviço público, em 14 de junho de 1897 é
nomeado assistente do Instituto Bacteriológico, sob a
direção do eminente sábio naturalista Adolfo Lutz. Dele
obteve Vital Brazil não só autorização para ocupar-se do
ofidismo, como também recebeu os mais sábios conselhos.
O entusiasmo e a dedicação do pesquisador logo
conquistou a amizade e a admiração do seu chefe e dos
seus colegas, que passaram a incentivar o jovem médico a
perseverar na busca da verdade. Verifica Vital Brazil, a
inatividade do soro de Calmette sobre os venenos da nossa
cascavel e da jararaca, levando-o a imunizar, em
laboratório, animais com os venenos das serpentes
brasileiras e pesquisar a especificidade.
Conseguiu - o soro anticrotálico é ativo contra
o veneno da cascavel, e o botrópico contra os venenos
das espécies Botrops. A especificidade dos soros
antipeçonhentos passa ser uma realidade científica.

CCLIV
Adolfo Lutz, alcança o valor destes primeiros
ensaios e solicita ao Governo a criação de um instituto,
onde Vital Brazil pudesse prosseguir suas investigações. No
Instituto Bacteriológico, não havia espaço suficiente, nem
instalações, para o cativeiro das serpentes, para
estabulação de grandes animais, e para os serviços de
imunização, o que inviabilizava a fase final do trabalho: A
produção do soro em larga escala.

A PESTE

O surto epidêmico surgido em Santos, em 1899,


preocupa as autoridades sanitárias, o Instituto
Bacteriológico convocado para identificar a origem do mal
envia Vital Brazil, que parte para àquela cidade em 9 de
outubro. Médico experiente na área de combate as
endemias, instala um rudimentar laboratório em um dos
quartos do hospital da Santa Casa, identifica a epizootia de
ratos, obtendo culturas positivas do bacilo da peste e realiza
autópsias. Não há dúvida, trata-se da peste bubônica.
Adolfo Lutz, em S.Paulo, acompanha com interesse o
trabalho e confirma os resultados dos exames de
laboratório. Medidas enérgicas precisam ser tomadas para
conter a doença trazida e propagada pelos ratos. O povo
não quer que seja a peste, porque não convém aos seus
interesses. Alguns médicos mal orientados alimentam a
incredulidade e a revolta popular. Trata-se de um porto, e
todo o comércio está prejudicado. As pressões são enormes
sobre Vital Brazil, que com inabalável firmeza prossegue no
seu trabalho. Em 21 de outubro entra no isolamento um
doente em estado grave, Vital se empenha na prova final
do seu diagnóstico, mas dois dias depois começa a sentir os
sintomas da moléstia. Enviado pela Saúde Federal,
pressionada pela repercussão da crise estabelecida na
cidade portuária, chega Oswaldo Cruz com a missão de
acompanhar os trabalhos. Vital acamado lhe confia o

CCLV
prosseguimento. Não resta dúvida é peste mesmo. Com a
satisfação do encontro da verdade, Oswaldo Cruz apressa-
se a informar ao vitorioso colega acamado. Entra no seu
quarto e vai dizendo: "Parabéns Vital, você está com peste."
Começou aí a amizade entre esses dois expoentes da
medicina brasileira, cultivada nos anos que se seguiram
pelo respeito e mútua admiração.
A rapidez da ação correta e a competência de
Vital Brazil permitiu às autoridades sanitárias logo debelar a
epidemia, propiciando ao povo santista a retomada da
normalidade em segurança. Na oportunidade recebe Vital
Brazil um oficio da Academia Nacional de Medicina, que o
congratulava por ter escapado da cruel infeção de que fora
vítima no cumprimento do dever. O Dr. Silva Araújo que
subscreve o documento, assim termina: "É-me sumamente
agradável ser veículo desta tão honrosa quanto merecida
distinção, com que quis a Academia galardoar vossos
humanitários serviços, e se m'o permitirdes juntarei ao da
douta corporação os meus sinceros parabéns, fazendo
votos para que continueis a vos dedicar, com a mesma
competência e assiduidade".

O BUTANTAN

Quando ainda convalescente regressa a S.Paulo,


o Governo do Coronel Fernando Prestes já havia adquirido
a fazenda do Butantan, para instalar o aludido instituto
sugerido por Adolpho Lutz. No Rio de Janeiro, o Barão de
Pedro Afonso havia contratado Oswaldo Cruz para diretor
técnico do Instituto de Manguinhos. Assim, Butantan e
Manguinhos nasceram ao mesmo tempo, pela mesma causa
e com os mesmos objetivos. A diferença estava nos
respectivos diretores, enquanto Oswaldo Cruz, possuidor de
inigualável cultura, havia chegado de Paris onde fizera o
curso do Instituto Pasteur, o futuro diretor do Butantan não

CCLVI
conhecia outras terras além do seu Estado natal, de S.Paulo
e do Rio de Janeiro. Amparado, no entanto, pelo entusiasmo
pela soroterapia e pelo grande desafio, comissionado, entra
na Fazenda do Butantan em 24 de dezembro de 1899 com a
incumbência de ali organizar, instalar e dirigir um laboratório
com a finalidade de produzir o soro antipestoso. Na sua
bagagem trouxe o seu trabalho sobre ofidismo, exultando
com a feliz oportunidade de aplicar em maior escala e em
grandes animais, os conhecimentos colhidos na experiência
em animais de laboratório. O estábulo da fazenda, onde
faziam a ordenha, rapidamente murado e adaptado, passou
a servir como laboratório e foi aí, neste ambiente
paupérrimo onde o desconforto competia com a
impropriedade das instalações, que tiveram início, em 1900,
os primeiros trabalhos técnicos do Butantan. Sob sua
administração o Butantan já no ano seguinte produzia e
entregava ao consumo os primeiros frascos de soro
antipestoso e antiofídico, e em pouco tempo se tornaria em
um grande centro de pesquisas, verdadeiro marco na
ciência experimental, reconhecido mundialmente pelos
trabalhos científicos ali realizados.
Em dezembro de 1901, Vital pronuncia
memorável conferência na Escola de Farmácia de S.Paulo
sobre "O envenenamento ofídico e seu tratamento", na qual
descreve com minúcias os envenenamentos crotálico e
botrópico, diferenciando-os distintamente, e noticía o
emprego do soro pela primeira vez, no Butantan, em um
homem picado por jararaca. A primeira consagração, no
entanto, só aconteceu em 28 de junho de 1903, no Quinto
Congresso de Medicina de Cirurgia, reunido no Rio de
Janeiro, quando demonstrou, na prática e ao vivo, que a
única arma para combater o envenenamento ofídico era o
soro específico.
Testemunha ocular do episódio, assim se
expressou o Dr. Castro Goyanna em seu discurso proferido
durante a comemoração do 40° aniversário de formatura da

CCLVII
turma de 1904, da Faculdade de Medicina do Rio de
Janeiro:
“A sala repleta de médicos e estudantes
de medicina acolheu com extraordinária
aclamação a figura simpática de Vital Brazil,
quando entrou para dar início à conferência.
Depois de ligeiras considerações a respeito da
biologia das cobras e de explicar o processo e
preparo do soro apropriado a cada espécie,
passou às partes demonstrativas de sua atividade
terapeutica. Aos animais destinados a esse
objetivo, inoculou a dose mortal de veneno, e
separou-os em dois lotes: num, fez o tratamento
soroterápico, e o outro, conservou como
testemunha. O resultado foi assombroso. Os que
receberam o soro permaneceram vivos durante
toda a conferência, e as testemunhas morreram
ali, logo depois, à vista curiosa e perplexa da
assistência.
Realizada a demonstração, agarrou um
exemplar vivo de enorme cascavel, e,
apresentando-a aos espectadores, fez-lhe diante
deles, a extração do veneno. Terminada a
operação, largou naturalmente no chão da sala,
perante a vasta assembléia muda e emocionada,
o magnífivo ofídio, de cerca de dois metros de
comprimento, que ali se deixou ficar, inerte e
indiferente.
Foi o ponto culminante da conferência. A
estudantada, de olhos fitos e atenção
concentrada, que cercava de perto o
experimentador, e acompanhava com vivo
interesse os incidentes da manobra, abriu de
chôfre um largo espaço em recuo de ponto
central, tomada assim de um misto de pavor e
admiração. Vital Brazil, de pé, imóvel, alheio a

CCLVIII
esse movimento instintivo, continuou calmamente
a explanação científica, como se o incidente
fizesse parte da conferência.
Lembro-me bem do seu porte elevado, no
meio do salão isolado e impassivel, acostumado a
cenas dessa natureza, dominado pela segura
eficiência do processo. E nunca mais esqueci o
incidente, na ânsia de acumular conhecimentos,
que muito me serviriam depois, no tirocínio
clínico, e que essa instrutiva lição nos fixou pela
vida inteira.”

A descoberta de Vital Brazil sobre a


especificidade dos soros antipeçonhentos estabeleceu um
novo conceito na imunologia, e o seu trabalho sobre a
dosagem dos soros antiofídicos criou tecnologia inédita. A
criação dos soros antipeçonhentos específicos e o
antiofídico polivalente ofereceu à medicina, pela primeira
vez, um produto realmente eficaz no tratamento do acidente
ofídico, que sem substituto, permanece salvando centenas
de milhares de vidas nestes últimos 95 anos.
Se, para o cientista Vital Brazil, os resultados
obtidos no laboratório eram definitivamente satisfatórios,
para o médico humanitário ainda havia muito o que fazer.
Era preciso, alem de vencer lendas e crendices, produzir
soro em quantidade suficiente e coloca-lo ao alcance do
homem do campo, a maior vítima do ofidismo. Com a visão
ampla do problema, busca na sua imaginação todos os
recursos para desencadear o que chamou - "A defesa
contra o ofidismo", extenso programa de ação objetivando
divulgar e levar ao interior a mensagem e o recurso do novo
tratamento. Foram, entre outras, algumas dessas
providências: a criação, com Adolpho Lutz, de um aparelho
destinado a facilitar a captura da cobra, sem risco para o
homem, chamado de laço de Lutz; a idealização de uma
caixa de madeira, segura, de fácil fabricação e baixo custo,

CCLIX
para o transporte de cobras vivas; a fabricação em
quantidade desses laços e caixas pelo Butantan, para
distribuí-las pelo interior; a realização de convênios entre as
diversas Estradas de Ferro e o Butantan para o transporte
gratuito desse material; e concluindo, a implantação com os
fazendeiros de um sistema de trocas, as cobras capturadas
recebidas no Butantan eram pagas com tubos de soro,
seringa e agulha enviados ao remetente. Assim conseguiu,
Vital Brazil, receber cobras em quantidade e obter veneno
suficiente para a fabricação do soro em escala compatível
com as necessidades da população, ao mesmo tempo que
colocava nas mãos dos maiores necessitados o único meio
de lhes salvar a vida. Vital se aproveita dessa
correspondência cerrada com humildes homens do campo
para ensinar-lhes as medidas de proteção contra acidentes,
pelo uso de calçado, da bota, da proteção a animais
ofiófagos como o canganbá, a seriema, e a muçurana,
serpente inofensiva que se alimenta de serpentes
venenosas, a cujos venenos é imune, descoberta no
Butantan por Vital Brazil. Praticava assim, no início do
século, a ecologia, defendendo a preservação das espécies
animais que contribuem para o equilíbrio da natureza.
A complementar todas essas medidas, em 1911,
escreve e publica o livro A Defesa contra o Ofidismo, obra
de grande valor didático, técnico e científico, escrita porém
em linguagem clara e de fácil entendimento, para atender ao
maior número possível de interessados. O interesse
despertado pela obra fez com que fosse reeditada, traduzida
para o francês, em 1914.
Em 1913, tristes acontecimentos abalam a vida
de Vital Brazil, em 24 de janeiro falece sua mãe, e em 8 de
março sua amada esposa o deixa viuvo com nove filhos. Em
seu auxílio vem sua irmã Acácia e seu cunhado, o
engenheiro Manoel Carneiro, que chegam, com suas duas
pequenas filhas adotivas, ao Butantan, e passam a tomar
conta das crianças e da casa do diretor do instituto.

CCLX
Já naquela época, a burocracia no serviço
público criava grandes dificuldades para os administradores
sérios e bem intencionados. Assim, para conseguir que os
recursos mínimos necessários fossem colocados no
orçamento anual do Estado, para conseguir que
providencias para a aquisição de materiais, e construção de
instalações adequadas fossem autorizadas, necessitou o
Diretor do Butantan usar de toda sua competência,
paciência, imaginação e perseverança para sensibilizar
autoridades, e delas extrair soluções para os problemas
administrativos da instituição. Para a construção da caixa
d’água levou cinco anos solicitando a verba necessária. A
construção das novas instalações só foi autorizada em
novembro de 1910, e o prédio principal inaugurado em maio
de 1914. Quatorze anos de trabalho em instalações
precárias e provisórias, em luta constante contra as
dificuldades, o desconforto e a impropriedade do ambiente,
que muitas vezes expunha os que ali trabalhavam a riscos
de sérias consequências. Mas com verdadeiro entusiasmo
e fé científica, Vital Brazil e seus abnegados e dedicados
assistentes permaneceram trabalhando com espantoso
resultado.
Estávamos nos primeiros anos do século, o
sistema de trocas com os fazendeiros, de cobras por soro,
havia dado certo, crescia diariamente o interesse e a
procura pelo soro salvador, era imprescindível aumentar a
produção dos soros antipeçonhentos. Solicita Vital Brazil, ao
seu chefe imediato o Dr. Emílio Ribas, Diretor do Serviço
Sanitário do Estado, a aquisição de 10 cavalos para a
imunização. O Dr. Ribas, cumprindo as normas
administrativas vigentes, encaminhou o pedido ao
Secretário do Interior, pasta na época ocupada pelo Dr.
Bento Bueno. Este Secretário de Estado, desconhecendo o
papel de relevo do Instituto do Butantan e a repercussão
formidável dos efeitos dos seus soros, que se tornavam
conhecidos na Europa, mandou dizer ao Dr. Ribas, que

CCLXI
perguntasse ao Dr. Vital Brazil se já não se sentia satisfeito
com o cargo que lhe haviam dado. Tal recado foi transmitido
pelo Dr. Ribas ao seu grande amigo, com o cuidado de
atenuar as palavras do Secretário, de modo a não produzir
mágoa.
A reação surgiu de modo inesperado. O diretor do
Butantan sugeriu ao seu chefe, o Dr. Ribas, que dirigisse um
convite ao Dr. Bento Bueno para visitar o Instituto, pois
assim poderia se certificar da necessidade do pedido ao
mesmo tempo que iria conhecer mais um setor subordinado
à sua Secretaria.
Marcada a data, a visita foi realizada ainda no
velho galpão da antiga fazenda e que servira de estábulo.
Bento Bueno conheceu então o trabalho que tanto honrava
São Paulo. Viu cobras de todas as espécies, assistiu a
extração do veneno e a luta da Jararaca com a Muçurana.
Lá, no ambiente onde tudo era improvisado, o Secretário do
Interior mediu o esforço que era feito para que não
faltassem esses novos recursos humanitários ao homem do
campo, e às inúmeras vítimas dos acidentes ofídicos.
Certificara-se, portanto, não só da necessidade dos animais
como também da validade do pedido.
Ao despedir-se, segundo relato do próprio, o Dr.
Bento Bueno perguntou ao Dr. Vital quantos animais seriam
necessários para o “seu” Instituto. Com a resposta de que
ficaria satisfeito com os que solicitara, o Dr. Bueno disse-
lhe: “Pois terá estes e muito mais”.
De fato, dias mais tarde chegou ao Butantan um
lote de muares adquiridos pelo Estado da Cia. de Viação
Paulista, concessionária do serviço de bondes na capital,
que se tornaram excelentes produtores de soro. Daí em
diante, passou Vital Brazil a contar com mais um amigo
sincero que o atendia prontamente, e enquanto na gestão
da pasta do Interior, recomendava o Butantan como uma
das visitas de maior destaque a serem feitas.

CCLXII
O Instituto do Butantan se torna um centro de
atração, visitado por turistas vindos de todas as partes do
mundo, entre eles, especialmente interessados os do mais
alto nível cultural e os especialistas de outras instituições.
Santos Dumont, o rei Alberto da Bélgica, a rainha Elizabeth
e o príncipe Leopoldo estão entre outros vultos de projeção
mundial que puderam testemunhar a excelência da
instituição. Theodore Roosvelt guardou uma impressão tão
forte de sua visita ao Butantan, que para descrevê-la,
dedicou nada menos do que nove páginas de seu livro
“Through the Brazilian Wilderness”, publicado em 1914. De
Rui Barbosa, transcrevemos suas palavras escritas no livro
de visitas do Instituto:

“É com sincero entusiasmo que exprimo a


minha admiração para com esta casa, pelo que
dela sei e acabo de ver. Felizes de nós, se a
cultura geral do país e o progresso brasileiro
estivessem na altura desta esplêndida instituição,
honra do sábio que a dirige, dos homens de
ciência que nela brilham, do povo que dela se
desvanece e do governo que lhe tem
compreendido o valor.” Abril, 6, 1914. ass: Rui
Barbosa. ( do livro de visitas do Butantan)

O espírito humanitário de Vital Brazil, fazia com


que o médico estivesse sempre pronto a socorrer os
necessitados, assim, ele e seus assistentes atendiam
gratuitamente os moradores das imediações, fornecendo
aos mais necessitados o medicamento sem nada cobrar. Na
viagem de trole da Fazenda do Butantan ao Cemitério do
Araçá, onde chegavam os bondes que se dirigiam ao centro
da cidade, Dr. Vital costumava parar até três vezes para
visitar enfermos. Demonstrando a gratidão dos vizinhos, um
dia, um comerciante italiano cujo nome não foi guardado,
escreveu à frente de seu estabelecimento, na via que ligava

CCLXIII
a Fazenda à ponte do Rio Pinheiros, com letras grandes e
berrantes: “Avenida Vital Brazil”. O nome pegou, e por volta
de 1915, o então Prefeito Washington Luís deu oficialmente
o nome do cientista à avenida. (testemunho de Augusto
Esteves)

VIAGEM AO ESTADOS UNIDOS

Em novembro de 1915, transmitido pelo


Embaixador Americano, chega ao Diretor do Butantan um
convite do “Carnigie Endowement for Peace” para que,
como seu hóspede, assistisse o Congresso Científico Pan-
Americano, a reunir-se em Washington na ultima quinzena
de dezembro. Reconhecendo o valor e a importancia de tal
convite, o Governo do Estado não só autorizou como
considerou a viagem de interesse público, viajando Vital
Brazil comissionado para os Estados Unidos da América do
Norte. Em tão curto prazo, só foi possivel levar uma
pequena memória sobra a profilaxia do ofidismo na América,
uma comunicação do Dr. Theodoro Bayma sobre o emprego
da adrenalina na Desinteria amébica, e uma nota do Dr.
Emílio Ribas sobre a profilaxia da Febre Amarela. A
complementar, levou o Diretor do Butantan, algumas
empolas de soro e uma bela coleção de ofídios vivos para
serem permutados por outros daquele pais.
A conferencia realizada sobre a profilaxia do
ofidismo e os trabalhos do Instituto do Butantan,
despertaram mais curiosidade do que interesse científico.
Em geral comentava-se que eram extremamente raros os
acidentes ofídicos na América, fato explicado, porque a
despeito da relativa quantidade de cobras, as populações
rurais tinham o hábito generalizado do uso de calçados, o
que em muito reduzia a incidência desses acidentes.
Terminado o congresso, o Governo Americano ofereceu aos
congressistas uma visita as principais Universidades,

CCLXIV
proporcionando ao cientista brasileiro a oportunidade de
conhecer a grandiosidade desses estabelecimentos e
admirar a excelência da orientação técnico-científica do
ensino superior desse País.
De regresso a N.York, onde deveria aguardar o
navio que o traria de volta, foi Vital Brazil surpreendido no
Hotel pelo Dr. Raymond Ditmars, Diretor do Bronx Park, e
pelo Diretor do Hospital Alemão, que preocupados haviam
procurado o Prof. Noguchi, e deste haviam ouvido de que
em nada poderia ser útil, mas que procurassem o médico
brasileiro, que segundo tinha sabido havia apresentado um
trabalho sobre ofidismo no Congresso de Washington.
Ouviu então Vital Brazil o relato de um acidente ocorrido no
Bronx Zoological Gardens, onde um empregado picado por
uma crotalus do texas, havia sido internado no Hospital
Alemão a cerca de 36 horas, encontrando-se em estado
desanimador. Já haviam empregado o permanganato de
potássio e o soro de Calmette, entre outras providencias,
sem que o estado do doente se modificasse para melhor. Ao
contrário, segundo a observação dos médicos assistentes,
os sintomas de envenenamento haviam seguido
continuadamente a marcha ascendente. Prevenindo aos
médicos, que o resultado não poderia ser garantido, na falta
do soro específico que contivesse anticorpos resultantes do
veneno da espécie determinadora do acidente, Vital Brazil
aconselhou a imediata aplicação do soro anti-crotálico,
preparado com o veneno da Crótalus Terrificus, no
Butantan, do qual possuía algumas empolas que havia
levado ao Congresso.
Feita a aplicação, o resultado não se fez esperar,
seis horas após o doente começou a apresentar significativa
melhora e doze horas depois era considerado fora de
perigo. A vida de John Keefer Toomey havia sido salva pela
ciência do modesto, e até então obscuro médico brasileiro, e
pela tecnologia por ele criada e desenvolvida em nosso
País.

CCLXV
O fato repercutiu com grande intensidade nos
jornais médicos e na imprensa americana, que noticiou em
destaque o acontecido. O The New York Times, por três
vezes, nos dias 28 e 29 de janeiro e em 7 de fevereiro de
1916 tratou do assunto, esta última notícia inclui a
informação do embarque do Dr. Ritol Brazil (sic), ocorrido no
sábado dia 5 de fevereiro no navio Vauban. Antes de partir,
em visita a John Toomey quase completamente
restabelecido, ouvindo deste um comovido agradecimento
por ter-lhe salvo a vida, respondeu-lhe: ”O senhor não me
deve nada, pelo contrário eu é quem lhe devo a grande
oportunidade de testar e divulgar a eficiência do nosso
soro”.
Sobre o episódio, reproduzimos a notícia do
Jornal do Comércio, de 19 de março de 1916, com o título
“O Brasil no Congresso Científico Pan-Americano”,
assinado pelo médico brasileiro e também congressista, Dr.
Rodrigues Dória.

“O Congresso Científico Pan-Americano


reunido na cidade de Washington, em 27 de
dezembro último e no qual estiveram presentes
tres médicos brasileiros, deu ensejo a que ficasse
patente e conhecido da grande nação norte-
americana, o valor das investigações médicas no
Brasil, pelo trabalho apresentado pelo Dr. Vital
Brazil, sobre o “Ofidismo” e principalmente por um
acidente que o acaso forneceu, da mordedura de
uma cascavel, acidente que veio firmar a
importância e eficácia do soro anto-ofídico,
preparado no Instituto Paulista de Butatan.
A distribuição largamente feita no
Congresso, da última edição do trabalho do Dr.
Vital Brazil, escrita em francês “La defense contre
l’ophidisme” e do soro e a leitura de um resumo
feito pelo autor em uma das reuniões da seção de

CCLXVI
Medicina Social, a qual tive a honra de ser
convidado a presidir, leitura acompanhada de
projeções luminosas, produziu, tavez me possa
exprimir bem, mais curiosidade do que impressão
pelo trabalho científico e garantia do tratamento.
Os insucessos de outros soros anti-
ofídicos, em vários casos, produzia tal ou qual
descrença, mesmo no espírito dos profissionais
em relação à eficácia terapeutica do contra-
veneno.
Estávamos em Nova York esperando o
vapor para a volta ao Brasil quando no Bronx
Park, o tratador das cobras fora mordido por uma
cascavel do texas, fato estranho, pois a dezesete
anos esse homem lidava com os ofídios do
parque, conhecendo o perigo de alguns. Fizeram-
se aplicações do soro anti-ofídico de Calmette
sem o menor benefício. Foi então que se
lembraram da estada na cidade do Dr. Vital
Brazil; o qual chamado levou pressurosamente
seu soro que fez injetar no doente pelo médico do
hospital onde fora internado o paciente.
A impressão então causada por esse
acidente foi profunda e as referências da
imprensa leiga ao fato, foram as mais lisonjeiras.
Ficou-se então sabendo nos Estados
Unidos da America do Norte, que no Brasil há
homens trabalhadores e dedicados à ciência,
obtendo do seu esforço brilhantes resultados. Se
não possuimos os luxuosos, vastos e bem
montados laboratórios que a munificência
particular fez construir nos Estados Unidos, no
meio acanhado, com insuficiência de verbas e
cortes econômicos nas despesas da natureza
desta possuimos lidadores infatigáveis que fazem

CCLXVII
tanto em tão angustioso espaço, que já são um
prodígio, os resultados de seu trabalho.”

DE REGRESSO AO BRASIL

De regresso ao Brasil, fortemente impressionado


com o que viu nas Universidades e nos laboratórios que
visitou, trouxe o Diretor do Butantan, copioso material
recebido em retribuição ao que ofertara ao Bronx Park,
constituido de vários exemplares vivos de serpentes norte
americanas, que aqui estudadas contribuíram para ampliar
ainda mais, os conhecimentos do ofidismo no maior centro
especializado do mundo.
No afã de ser útil a causa pública, Vital Brazil
organiza com seu talentoso auxiliar Augusto Esteves, uma
coleção de murais destinados à educação sanitária do povo.
Em cada quadro, por meio de desenhos e frases sintéticas,
focalizava-se um assunto, esclarecendo a origem da
doença, o mecanismo de propagação e a profilaxia e
tratamento. Destinados a impressão para servirem a
vulgarização científica, esses quadros foram expostos em
uma das salas do Instituto, quando foram examinados pelo
Dr. Oscar Thompson, então Diretor Geral de Instrução
Pública do Estado. Desse exame nasceu a idéia da criação
no Butantan, de um curso destinado ao preparo dos
professores e diretores de grupos escolares, em questões
da saúde e utilizar a escola como elemento de educação
sanitária. Debatida a idéia, ajustado o programa e
submetido à aprovação do Governo, o projeto entrou em
execução alguns meses depois.
Em 1 de novembro de 1918, O Estado de São
Paulo, noticiava a conclusão do curso de Higiene Pública
Elementar, pela primeira turma constituida de diretores de
escolas normais, grupos escolares e escolas reunidas. Na
ocasião, o Professor Gastão Strang, Diretor da Escola

CCLXVIII
Normal de Guaratinguetá, saudando o Dr. Vital Brazil em
nome de seus colegas, assim se expressou:

“Sim, porque saudar o Dr. Vital Brazil,


esse luminar da ciência médica, nome nacional e
consagrado nos países mais cultos de além-mar,
de uma modéstia incomparável, que mais o eleva
e o impõe à admiração de todos; que, esquivo a
toda demonstração de apreço, se recolhe a este
cenáculo para sondar os arcanos da ciência,
penetrar os mistérios as vezes insondáveis da
natureza microbiana, percorre todo o vastíssimo
campo da bacteriologia, para através de lentes
microscópicas, descobrir os germens patogênicos
que dizimam a espécie humana, é saudar a um
dos grandes apóstolos da humanidade, o Pasteur
brasileiro.”

A PATENTE DO SORO

Requerida no início do ano, a patente dos soros


anti-peçonhentos foi concedida por decreto do Sr.
Presidente da República, publicado no Diario Oficial de 10
de maio de 1917, tomando o n°9.596, segundo o memorial
descritivo publicado no Diário Oficial de 11 de julho de 1917.
É datada de 12 de agosto do mesmo ano, a carta, abaixo
transcrita, que Vital Brazil escreve ao Exmo. Sr. Dr. Oscar
Rodrigues Alves, Secretário do Interior do Governo do
Estado de São Paulo.

“Recebendo agora, por intermédio do Dr.


Otávio Veiga a patente dos soros anti-
peçonhentos, que por inspiração de V. Excia.
requerí e obtive, tenho a honra de oferecer-lhe,
como Secretário do Interior, o direito de ser esta

CCLXIX
patente explorada no Intituto de Butantan em
benefício do mesmo Instituto.
V. Excia. resolverá o melhor meio de
legalizar a oferta que faço no empenho de ser útil
ao estabeleciamento que fundei, que tenho
dirigido com dedicação e ao qual dei até hoje o
melhor dos meus esforços.
Os meus estudos sobre ofidismo,
começados antes de fazer parte de qualquer dos
institutos de higiene do Estado e quando ainda
clinicava em Botucatu, exigiram da minha parte
uma série de sacrifícios e esforços, fora da esfera
dos meus deveres de funcionário. Por que motivo,
não tive vacilações em aceitar a sugestão de V.
Excia, no sentido de requerer a patente, que ora
ofereço como uma das colunas de sustentação do
estabelecimento, onde encontrei os meios
materiais para a resolução do problema do
ofidismo na América, resolução esta que constitui
o principal motivo do renome de que goza o
nosso Instituto e do seu progresso atual.
Fazendo votos para que os generosos
intuitos encontrem à aceitação de V. Excia., tenho
a honra de apresentar os protestos de minha
elevada consideração.”

Em resposta a esta prova de despreendimento e


de dedicação, recebe Vital Brazil carta do Sr. Secretário do
Interior, datada de 25 de setembro de 1917, no seguinte
teor:

“Tenho muita satisfação em responder à


carta em que V. S. me comunica o desejo de
oferecer ao Instituto de Butantan, a patente para
o preparo de soros anti-peçonhentos. É com
especial agrado que aceito a oferta.

CCLXX
O Governo bem sabe aquilatar os
sacrifícios e esforços que, há muitos anos e com
o maior despeendimento, V. S. consagra ao
estabelecimento que criou e qual devemos a
resolução cintífica do problema do ofidismo, fato
este de inestimável contribuição para tornar o
nome do Brasil respeitado nos mais adiantados
centros científicos estrangeiros, onde bem se
aprecia o valor das pesquisas relativas a tão
importante capítulo da patologia indígena.
A expontânea e desinteressada resolução
de V. S. só merece aplausos e eu fa;co votos que
o Instituto que tanto lhe deve, possa contar por
muitos anos, com o valioso concurso de sua
grande competência e sábia direção.
Apresentando a V.S. os agradecimentos
do Governo do Estado, peço que receba os
cumprimentos muito afetuosos, do amigo e
colega. Oscar Rodrigues Alves.

A SAIDA DO BUTANTAN

Se tal projeção não podia deixar de gerar inveja


em alguns, em outros despertou a cobiça pelo poder.
Em 21 de dezembro de 1916, o Dr. Arthur Neiva
assumiu a chefia do Serviço Sanitário do Estado de São
Paulo, em susbtituição a Emilio Ribas, um dos expoentes
da medicina brasileira, que havia se aposentado após 18
anos á frente da saude pública paulista. Em seu primeiro
relatorio, datado de 25 de dezembro de 1916, o assistente
de Manguinhos, trata quase que exclusivamente do
Butantan, e assim se expressa á respeito da obra de Vital
Brazil:

CCLXXI
“Se me fosse permitido entrar em outra
ordem de ideias à respeito do Butantan, eu
pediria permissão para dizer que nos institutos
norte-americanos e sul-americanos onde
trabalhei e visitei, vi com ufanía o nome de São
Paulo ser conhecido por alguma outra coisa que
não fosse o café. O Butantan salvava toda a
cultura paulista e disputava com manguinhos em
tornar conhecido o Brasil como um centro de
civilização na America do Sul. E o que faz ser
mais relevante tal propaganda é a circunstância
de Butantan ser uma instituição científica sem
similar no mundo inteiro. O modelo dos institutos
bacteriológicos veio da Europa; e São Paulo está
fornecendo a outros países um novo modelo com
seu instituto antiofídico, pois a Argentina ja
procura um moldado pelo Butantan.” (relatório ao
Secretário do Interior)

Ambicionando o lugar de Oswaldo Cruz no


Instituto do Rio de Janeiro, Neiva havia iniciado uma disputa
politica que o imcompatibilizara com alguns dos assistentes
de Manguinhos, o que o levou a aceitar, em 1915, o contrato
para trabalhar no Instituto Bacteriológico de Buenos Ayres,
de onde regressou ao Brasil para assumir a direção do
Serviço Sanitário de São Paulo, convidado por Oscar
Rodrigues Alves, Secretario do Interior do governo de Altino
Arantes. Este, por sua vez, exercera o mesmo cargo quando
Francisco de Paula Rodrigues Alves, pai de Oscar, fora
Presidente do Estado (1912/1916). A eleição de Arantes,
fazia parte de uma estratégia que visava reconduzir
Rodrigues Alves à Presidencia da Republica.
Inteligente, dono de sólida cultura geral e político
hábil, sabendo bem aquilatar o valor do nome e da
importancia do Instituto do Butantan, o novo diretor do
Serviço Sanitário resolveu empenhar-se na transformação

CCLXXII
deste, em uma grande instituição produtora de
medicamentos que sobrepujasse o Instituto Oswaldo Cruz,
almejando com isso se sobrepor a seus adversários de
Manguinhos, e se alçar a posição de herdeiro e continuador
da obra de Oswaldo Cruz.
Tal atitude, violentava o diretor e fundador da
instituição, que avesso a politica personalista partidária, e
as disputas pessoais pelo poder, havia construido esse
grande patrimonio da ciência a partir do respeito e do
trabalho paciente, perseverante e desinteressado em favor
da saúde publica e do bem comum, assim entendido e
correspondido pelos maiores nomes da saude no Brasil,
como o proprio Neiva relata:

“Certa vez deu-me ordem para preparar o


soro antiofidico; providenciei a respeito e quando
ja tinha tudo pronto e os animais em inicio de
imunização, chamou-me e disse: vamos empregar
a nossa atividade em outro assunto. Butantan foi
quem teve a iniciativa destes estudos entre nós.
Manguinhos possui maiores recursos e iria fazer
uma concorrência nada patiótica a um homem
como Vital Brazil, merecedor de todo apoio.
(Neiva, conferencia em homenagem à O. Cruz,
3/3/1917)

Sem contar com a aprovação de Vital Brazil, o


chefe do Serviço Sanitário passou a tecer uma verdadeira
trama politica no sentido de alcançar seus objetivos, não se
detendo siquer nas oportunidades que o impeliram a intervir
diretamente no Instituto, dirigido por quem se recusava a
tomar parte em competição puramente pessoal e danosa
aos interesses da país. Esta competição, era na verdade
parte de um jogo que envolvia interesses da alta esfera
politica da nação. No contexto da sucessão do Presidente
Wenceslau Brás, Arthur Neiva e Carlos Chagas disputavam

CCLXXIII
a chefia nacional da saude publica e o comando da reforma
sanitaria.
Almejasse Vital Brazil qualquer cargo político, ou
quizesse se alçar a algum posto de maior poder, certamente
o teria conseguido, pois com o nome e a reputação
alcançada com seu trabalho, sendo primo do Presidente da
República, Dr. Wenceslau Braz Pereira Gomes, a quem
conhecia e com quem manteve relações, no curral dos
bichos quando estudante em São Paulo, certamente não lhe
teriam negado um pedido se o tivesse feito. Mas no caminho
escolhido pelo cientista nunca houve espaço para estas
disputas, para a ambição e para a vaidade do homem pelo
exercício do poder.
O prematuro falecimento de Oswaldo Cruz,
gigante da medicina experimental brasileira, exemplo de
dignidade, competencia e patriotismo, ocorrido em 11 em
fevereiro de 1917, acirrou a disputa entre Neiva e o então
diretor de Manguinhos, que acabaram por romper
definitivamente os ultimos laços de amisade e entendimento
que uniam os dois assistentes do Instituto Oswaldo Cruz.
Neiva declarava-se abertamente candidato ao cargo mais
elevado da saude pública brasileira, e para tanto não media
esforços e usava de todos os meios para vencer.

“Eu só faço questão de ganhar uma


batalha, que é a última e me organizo para isto.
Estou em São Paulo, em uma situação
privilegiada e brilhante, prestigiado totalmente
pelo governo do estado mais adiantado do país e
que só por si representa 50% do rendimento
nacional.”

A contratação da Casa Ambrust para


comercialisar os produtos do Butantan, em 1917, defendida
e até mesmo exigida pelo Chefe do Serviço Sanitário, ao
contrário de beneficiar a instituição propiciando-lhe meios

CCLXXIV
para sua auto-sustentação, nas condições pactuadas
extremamente favoráveis á firma contratada, tornou-se
danosa a saúde financeira do instituto. Como se isso não
bastasse, em dezembro de 1917, Neiva consegue a
aprovação das leis, de reforma do Serviço Sanitário,
aumentando sua força e poder, e da criação do Instituto de
Veterinária, que subordinado à Secretaria de Agricultura,
Comércio e Obras Públicas, foi colocado sob a direção
técnica do Diretor do Instituto do Butantan. Sem qualquer
autoridade na área administrativa, e com a total
responsabilidade técnica, segundo a lei aprovada, não
podia o diretor do Butantan siquer selecionar ou
dimensionar o pessoal que deveria servir sob suas ordens.
Nessas condições, Vital Brazil se manifesta contráriamente,
eximindo-se de qualquer responsablilidade pelas atividades
deste Instituto.
O Plano nacional de reforma dos serviços de
saúde, que Neiva submeteu a Rodrigues Alves é datado de
23 de novembro de 1918, foi aprovado logo em seguida da
posse do vice Delfim Moreira, ocorrida em 15 de novembro
de 1918, quando o candidato vitorioso estava à beira da
morte. Do ponto de vista de Neiva, era uma oportunidade
única para que fosse reconhecido pela nação como o
herdeiro e continuador de Oswaldo Cruz, com trunfos mais
do que suficientes para sobrepujar outros herdeiros que
disputavam o mesmo legado, e para deslocar do Rio para
S.Paulo, de Manguinhos para Butantan, das mãos de
Chagas para suas proprias mãos, o comando da ciência e
da saude no Brasil.
A eleição de Epitácio Pessoa nas novas eleições
convocadas após a morte de Rodrigues Alves, fez com que
a disputa terminasse com a posse deste, ocorrida em 28 de
julho de1919. As relações de parentesco do Presidente com
Carlos Chagas, a quem ja conhecia desde sua juventude,
deu ao grande cientista brasileiro o merecido lugar no
comando da saude pública brasileira.

CCLXXV
Neiva encerrou sua gestão em S. Paulo em março
de 1920, ao invés de regressar ao Instituto Oswaldo Cruz,
onde era chefe de serviço, resolveu realizar uma viagem ao
Oriente e aos Estados Unidos, de onde só regressou em
1923 quando assumiu a direção do Museu Nacional.
Não admitindo a interferência escusa, descabida
e prejudicial do chefe do Serviço Sanitário, à quem estava
diretamente subordinado hierárquicamente, solicita o Diretor
do Butantan a sua aposentadoria e se afasta, desejando o
bem e a continuidade da sua obra. Solicitado em 9 de junho
de 1919, a se manifestar sobre a data de seu afastamento,
Vital Brazil, no dia seguinte, assim se pronuncia:

“Em resposta ao oficio dessa Diretoria


sob o n° 687, de 9 do corrente mes, em o qual V.
Excia. pede informações sobre a data em que
pretendo deixar de prestar serviços a esta seção,
cumpre-me informar-lhe que, de acordo com o
que tive a honra de comunicar-lhe a cerca de seis
meses, tenho a intenção de afastar-me do serviço
público, requerendo, em fins deste mes de Junho,
minha aposentadoria.
Devo, entretanto, levar ao conhecimento
de V. Excia. que estou e estarei completamente
as ordens de V. Excia, retirando-me
imediatamente das minhas funções ou
permanecendo até a data que me for fixada, de
acordo com o interesse público, segundo crutério
de V. Excia. ...”

Em 15 de julho de 1919, nos salões do Trianon,


reúnem-se para almoço, nada menos do que 68
representantes da nata da ciência médica paulista, para
homenagear e dar uma demonstração pública de apreço ao
ilustre criador do Instituto do Butantan, que se afastava da
instituição. Nessa oportunidade, interpretando o sentimento

CCLXXVI
das pessoas presentes, assim falou o eminente médico,
homem de grande saber e prestígio, Dr. Emilio Ribas:

“Apesar da sincera e velha amizade que


me liga ao Dr. Vital Brazil e que seria, por isso
mesmo, um motivo de suspeição para medir neste
momento a sua estatura moral e a sua
competência científica, eu aceitei a honrosa
incumbência. Estou certo de que não faltaria,
entre os seus admiradores presentes, quem, com
inteiro brilho, pudesse melhor prender a
inteligente atenção desta seleta assistência,
rememorando nesta reunião de cientistas os
serviços prestados por aquele que, como poucos,
bem merece esse nome.
Reconhecendo, embora, a ausência de
dotes pessoais para corresponder
convenientemente à confiança dos amigos do
nosso homenageado, não pude recusar a
incumbência, porque há honras que não se
rejeitam e os méritos do Dr. Vital Brazil já estão
consagrados, não precisam da nossa amizade,
benevolência, e pairam acima de quaisquer
favores.
Assim sendo, penso ter justificado a
minha atitude a passo a dar as razões que nos
levaram a não deixar partir de São Paulo sem
uma demonstração de afeto, por parte dos seus
admiradores, quem, por tanto tempo aqui
trabalhou em prol do progresso paulista, ou antes
do Brasil inteiro. Esta verdade está no ânimo de
todos os que julgam serenamente a ação do
emérito cientista, porque não há compatriota ou
estrangeiro que não tenha aplaudido o seu
benéfico esforço em favor da nossa civilização e
do bom nome do nosso país. E é por isso que só

CCLXXVII
me referirei, e isso mesmo de leve, a figura que
se destaca em relevo no cenário da ciência que
professamos.
Seja-me, porém, permitido relembrar
especialmente, nesta ocasião tão solene e tão
grata ao nossos sentimentos de justiça, alguns
embaraços que encontrou em seu caminho o
nosso eminente amigo, para chegar a posição de
realce que hoje ocupa no nosso meio social.
Estas revelações tem, ao meu ver, um alcance
prático: -elas valem por uma lição de civismo,
porque servem para mostrar, lá fora, aos nossos
jovens patrícios, o quanto se deve esperar do
poder da vontade e que o futuro da nossa pátria
será dos mais brilhantes se a mocidade que ela
educa seguir o exemplo de Vital Brazil.
Haveis de desculpar-me, mas para
apanhar com inteira verdade o valor moral do
nosso eminente amigo, cuja força de vontade
lembra a dos antigos espartanos, a dominarem
até os padecimentos físicos, eu preciso descer a
pormenores da sua vida. Será talvez indiscrição
de minha parte, mas me parece que tais
particularidades devem ser conhecidas dos
moços que quiserem honestamente triunfar na
luta pela vida.”
Segue-se breve descrição da vida de
Vital Brazil, onde afirma:
“O espirito inovador, o talento e a
probidade foram em Vital Brazil qualidades inatas
e hereditárias, como a educação, a compostura e
correção são produtos da família e do meio.
Muitas das suas boas qualidades são apanágios
da índole mineira, e entre elas, o amor à verdade,
a sinceridade das convicções, a lealdade do
comportamento e a delicadeza do trato. São

CCLXXVIII
atributos preciosos em um pesquisador e
indispensáveis a um homem de laboratório.”

Muitos auxiliares desejaram acompanhar o ex-


diretor, mas o fundador do Butantan, para não prejudicar a
continuidade dos trabalhos e a grandeza do
estabelecimento, de tudo fazia para persuadir seus antigos
companheiros, de que os altos interesses coletivos
deveriam ser colocados acima de qualquer interesse
individual. Assim, ao se retirar, permitiu que o
acompanhassem; apenas três dos seus assistentes, os
doutores Dorival de Camargo Penteado, Otavio de Morais
Veiga e Arlindo de Assis que ainda não nomeado ocupava o
cargo de sub-assistente interino; seu auxiliar e amigo
Augusto Esteves; e o jovem técnico de laboratório José
Marques, filho de um dos antigos jardineiros do Instituto.

O INSTITUTO VITAL BRAZIL

Quando deixou a direção do Butantan, em 1919,


veio Vital Brazil para o Rio de Janeiro. Apesar de convidado
por Carlos Chagas para trabalhar em Manguinhos, resolveu
fundar um novo laboratório, por achar que o Brasil
necessitava de um número maior de instituições científicas,
como afirmara em seu discurso nos salões do Trianon, em
15 de julho de 1919.

“O nosso caro Brasil, tão vasto, tão cheio de


riquezas, onde se encontra a cada passo ao lado
de cada atividade, de cada iniciativa, muitas
causas inibitórias de origem patológica, está
reclamando da ciência a solução de muitos e
importantes problemas. É nos laboratórios que se
poderá encontrar a solução para esses problemas
e daí a necessidade do estabelecimento do maior
número de Institutos científicos, que trabalharão

CCLXXIX
ao mesmo tempo nas questões que interessem
ao desenvolvimento do País, como na formação
de nossos cientistas.” (discurso de Vital Brazil)

Instado por seus mais chegados assistentes e


com apoio do Dr. Raul Veiga, então Presidente do Estado
do Rio de Janeiro, fundou, em Niterói o Instituto Vital Brazil,
inspirado na forte impressão guardada da visita que fez, em
1915, as diversas instituições americanas, principalmente a
Park Davis & Co. em Detroit, e o Instituto Rockfeller em
N.York. A primeira, empresa da iniciativa privada
mantenedora de importante centro cientifico de medicina
experimental, e produtora de, entre outros, uma linha de
produtos biológicos. O segundo, verdadeiro centro de
pesquisa de tecnologia elevada e de grandes recursos
técnicos, sustentado pela doação de grandes quantias de
seu benemérito fundador, primava pela grandiosidade de
suas instalações e pelo nível e importância de seus
cientistas, como Loeb, Carrel, Noguchi e Flexner. Ambas
sem vinculação com o Estado, eram imunes aos entraves da
burocracia do serviço público e a política nem sempre
saudável praticada pelos governos.
Assim, a nova Instituição apresentava um novo
desafio, pois além da pesquisa e da preparação dos soros e
vacinas, deveria criar uma linha de produtos para uso
veterinário, realizar o serviço anti-rábico, e os exames de
saúde pública para o Estado do Rio. Nessas condições, a
organização previu a comercialização de alguns produtos
para dar sustento à parte científica, já que se tratava de uma
iniciativa essencialmente particular.
Inicialmente instalado em uma casa na rua
Gavião Peixoto, esquina com a rua Mariz de Barros, no
bairro de Icaraí, tem início as atividades com Vital Brazil,
secretariado por sua filha Alvarina, seus assistentes Dorival
de Camargo Penteado e Arlindo de Assis, o amigo e
desenhista do Butantan Augusto Esteves, que na nova

CCLXXX
organização assumiu toda a parte administrativa e
comercial, e José Marques, técnico de laboratório. Para
chefiar a seção de embalagem dos produtos, chega do
Paraná, a professora Dinah Carneiro Vianna, sobrinha de
Manoel Guimarães Carneiro cunhado e amigo Vital Brazil,
com quem, este se casa em segundas núpcias em 1 de
setembro de 1920, após sete anos de viuvez.
Foram necessários três anos de trabalho
dedicado, paciente e perseverante, onde os escassos
recursos precisavam ser aproveitados ao máximo, para que
a nova e pequena empresa tivesse os meios para fazer as
adaptações mínimas necessárias no velho galpão da olaria,
que existira no terreno cedido pelo Governo do Estado, e
para lá transferir suas instalações, o que ocorreu em 1923.
Em não muito tempo foram construídos mais dois galpões,
estrebarias, canil, pombal, biotério para coelhos e cobaias,
serpentário e tronco para injeção e sangria de animais.
Eram instalações modestas e precárias, mas o entusiasmo
dos que dela se utilizavam faziam com que se tornassem
suficientemente eficientes. Empenhados no trabalho e
apostando no êxito do empreendimento, aquele pequeno
grupo de abnegados idealistas, ia moldando e aos poucos
dando forma àquilo que mais tarde iria se transformar em
um dos maiores centros de pesquisa e produção da América
Latina.
Sobre Vital Brazil, neste episódio, o testemunho
do cientista de grande brilho e valor, expoente máximo da
bacteriologia brasileira do seu tempo, Arlindo de Assis, é
revelador:

“Estávamos agora em Julho de 1919, na


amena Niterói, ele a repetir o sortilégio da
primitiva e longíngua fazenda paulistana, para
ensinar, ao vivo, a lição fecunda de fazer
prosperar ciência lídima num prédio adaptado, à
rua Gavião Peixoto n° 360; e o seu único e jovem

CCLXXXI
colaborador, evaidecido pelo chamamento do
Mestre e transbordante de esperanças que a
sêde de um ideal multiplicava e rebustecia.
No decênio que se seguiu, ainda
labutando em instalações precárias e provisórias,
mas já com responsabilidades públicas urgentes
e graves, com sua linha de indagações científicas
norteadas, suas reservas bibliográficas
asseguradas e atualizadas, seu treinamento
intenso de pessoal técnico e seu poder natural de
atração sobre novas gerações de estudiosos, o
Intituto Vital Brazil transformou-se numa forja de
vocações e numa oficina de armamentos
sanitários.
Despojado da grandiosidade aparente de
traços arquitetônicos, que tanto comprazem as
visões superficiais e desprovido, até, do próprio
conforto indispensável a arrostar as intempéries
do nosso clima tropical, os pavilhões modestos de
Vital Brazil aguardavam silenciosamente por dias
melhores, como se sondassem o ânimo e a força
espiritual dos seus levitas. Em compensação, não
se mediam gastos para a concepção, para o
andamento e para a conclusão dos seus planos
de trabalho.
Em tal ambiente, materialmente árduo e
penoso, mas, soberbo de ensinamentos à
inteligência e à vontade, planara com
superioridade e compreensão tranquila a figura
alada do seu fundador.
No labirinto das questões sobre que era
convidado a opinar ou resolver, era um fascinante
exercício vê-lo descobrir, com seu bom senso
ingênito, a ponta do fio misterioso cujo
enovelamento gerava a confusão e a
perplexidade, mas, que o seu engenho desfazia.

CCLXXXII
Assim se pode entender como lhe foi fácil
retificar o conceito da unicidade da soroterapia
anti-ofídica, que os seus descobridores
sustentavam e que ele substituiu vitoriosamente
pelo de uma pluraridade mais oportuna e
regulada de acordo com as diferenças
antigênicas entre as peçonhas das famílias e dos
gêneros de serpentes afro-asiáticas e
americanas.” (Pinheiros Terapeutico, julho-agosto
de 1965, vol. 17, n° 85.)

Surpreendido em 1924, com o convite do Dr.


Carlos de Campos, então Presidente do Estado de São
Paulo, para que reassumisse a direção do Butantan que se
encontrava em dificuldades desde sua saída, não podendo
deixar de atender tal chamado, Vital Brazil entrega a direção
do IVB à seu assistente e dedicado colaborador Dorival de
Camargo Penteado, e se transfere para S.Paulo com parte
de sua família.

O RETORNO AO BUTANTAN

A ausência de Vital Brazil tinha sido fortemente


sentida, em quatro anos a eficiência da organização estava
visivelmente abalada. O recém empossado Governo do
Estado, sob a presidência do Dr. Carlos de Campos,
preocupado com o destino da grande instituição brasileira,
convoca Vital Brazil para voltar a direção do Butantan,
mediante contrato de quatro anos.
Empossado no cargo em 3 de setembro de 1924,
conforme noticia publicada no Correio Paulistano, foi Vital
Brazil nessa oportunidade, no salão nobre do Instituto,
saudado pelo Secretário do Interior Dr. José Lobo, que
assim se refere ao cientista:

CCLXXXIII
“O Governo de São Paulo tem consciência de
haver prestado serviço valiosíssimo à ciência e à
humanidade, mais do que à própria administração
do Estado, restituindo ao Dr.Vital Brazil, a direção
do Instituto do Butantan.”
“Não é, igualmente, segredo para ninguém, que,
em certo período, ventos de má fortuna passaram
por esta casa, produzindo, por um demorado
colapso, triste solução de continuidade na
eficiência e brilho de seus trabalhos.”
“Ao assumir a presidência do Estado, acudiu de
pronto ao espírito do Sr. Dr. Carlos de Campos a
gravidade da situação e a urgência do remédio
para ela. Cumpria encontrar diretor que fosse a
um tempo cientista e administrador, pois não se
tratava apenas de retomar o fio da anterior
existência, mas ainda, desenvolve-la e completa-
la, congregando aqui, sob direção única, instituto
que, pela natureza da sua obra, devem se fundir
e realizar por essa forma uma antiga e justíssima
aspiração da higiene. Surgiu então a figura de
Vital Brazil, com todo seu passado como solução
a um tempo salvadora e reparadora. O apelo feito
pelo Sr. Presidente Carlos de Campos ao ilustre
homem de ciência produziu o resultado que hoje
nos congrega numa íntima e promissora
solidariedade.”
“Não festejamos hoje o filho pródigo, mas o
regresso de um pai amoroso que torna ao lar e
nele revê de novo filhos sempre formosos e
dignos, e que retorna com inteira e confortadora
confiança, disposto a dar a própria vida pelas
criaturas que o seu engenho e a sua dedicação
geraram para bem da ciência e da humanidade,
para honra de nossa pátria.”

CCLXXXIV
Ao reassumir a direção do Instituto, estava Vital
Brazil animado do mais ardente desejo de reorganizar o
estabelecimento, tão seu conhecido, com o aproveitamento
de todos os elementos técnicos ali existentes e que
estivessem dispostos a prestar-lhe auxilio. Contava com os
antigos funcionários, com os novos e talentosos
assistentes, com o apoio do Governo e principalmente com
a simpatia do povo paulista.
Logo os resultados começam a se fazer sentir
trazendo de volta o brilho, o entusiasmo e a produção
científica com eficiência redobrada. Resolve então o Diretor
do Serviço Sanitário, buscando a economia de pessoal e de
material, unificar no Butantan, os três Institutos a ele
subordinados: O Instituto Bacteriológico, O Instituto
Vacinogênico e o Instituto Soroterápico, unificando a
subordinação de todo pessoal técnico ao Diretor do
Butantan, que assim viu-se com um aumento expressivo do
número de assistentes e com maior esfera de ação e
responsabilidade. Correspondendo a expectativa, Vital
Brazil é novamente vitorioso, consegue de seus
competentes assistentes uma produção científica do mais
elevado nível, e desenvolve outros e valiosos projetos, como
publica o O Jornal de 21 de novembro de 1926:

“O Instituto de Butantan passa atualmente


por uma fase extraordinária de progresso. Essa
magnifica instituição, fundada originariamente
para atender as necessidade do Estado de S.
Paulo, a braços com uma epidemia de peste que
em 1899 invadira Santos, transformou-se mais
tarde sob a direção inteligente de Vital Brazil, em
um centro de ciência.”
“Formam o grupo de cientistas que o
assistem, os doutores: J. Vellard; Eduardo Vaz;
Sebastião Calazans; Lemos Monteiro; Lucas

CCLXXXV
Assumpção; Jaime Pereira; Paulo Marrey; Bruno
Rangel Pestana e Joaquim Pires Fleury.”

O extenso artigo, dá conta dos projetos de Vital


Brazil para organizar as seções de protozoologia e
anatomia-patológica, e estender a seção de biologia aos
domínios da bioquímica e da farmacologia. Fala ainda, do
pensamento do Diretor em fazer do Instituto um centro de
especialização para formação de técnicos em biologia, já
existindo e funcionando um curso de fisiologia experimental
sob a direção de seu assistente o Dr. Jaime Pereira. O
espírito humanitário sempre presente, faz com que volte a
se preocupar com a divulgação e com a cultura do povo
como meio de defesa das diversas endemias. Assim,
patrocina e inicia uma série de conferências populares para
a vulgarização científica. Nestas, são abordados temas
como: a biologia das cobras e das aranhas, a profilaxia e
tratamento do ofidismo e do araneismo, a febre tifóide, a
tuberculose, o alcoolismo, a educação física, a nutrição, e
muitos outros temas tratados por seus assistentes, e por
técnicos convidados, de forma simples e objetiva
acompanhados da maior documentação possível.
Informa ainda o artigo, que o Butantan mantém
relações constantes com 3.000 fazendeiros e recebe
anualmente cerca de 10.000 cobras, além de elevado
número de outros animais, como aranhas, escorpiões,
sapos, etc... Comportando um elevado número de
empregados, para atender a educação das crianças, por
intermédio do departamento de Educação Pública, foram
criadas e funcionam dentro do Instituto duas escolas mistas,
frequentadas por cerca de 80 alunos de ambos os sexos.
Em 1927, o excesso de trabalho e suas
constantes viagens ao Rio de Janeiro, onde havia deixado
parte da família e o Instituto Vital Brazil, que reclamavam
sua atenção, abalam a saúde do cientista de 62 anos de
idade, forçando-o a solicitar o seu afastamento que se dá

CCLXXXVI
em setembro de 1927, com a entrega do cargo à direção
interina do Dr. Lucas de Assumpção, um dos mais distintos
assistentes.

A ESCOLA ISOLADA DO BUTANTAN

A ignorância, e o analfabetismo foram sempre


motivos de grande preocupação para Vital Brazil, que
acreditava serem estas as principais causas dos grandes
males do país. Assim, ao constatar que a maioria dos
empregados subalternos, residentes no Instituto, não
sabiam ler, e que os filhos destes cresciam sem nenhuma
instrução, fez sua irmã mais moça, Eunice, professora de
grande talento, iniciar uma sala de aula para alfabetizar, as
crianças durante o dia, e os adultos à noite. Sem onus para
o estado, esta pequenina escola iniciada na primeira década
do século, foi certamente a primeira iniciativa, no Brasil,
para a alfabetização de adultos.
Ao deixar o Butantan, em 1919, a pequena escola
ficou sem sua mestra, e a nova administração, motivada
pelo pedido dos funcionários, solicitou ao estado a
nomeação de uma professora para assumir a função. Foi só
então que as autoridades tomando conhecimento da sala de
aula e do curso de alfabetização que aí funcionava com
bons resultados, enviou a professora Dinorah Cirio Chacon
de Freitas, para assumir a classe que nesta oportunidade
tomou o nome de Escola Isolada do Butantan. Não se
passou muito tempo, e as crianças da vizinhança
começaram também a frequentar estas aulas, o que fez com
que o nome fosse trocado para Escolas Reunidas do
Butantan, e mais tarde para Grupo Escolar do Butantan, que
teve como sua primeira diretora a professora Dinorah. Com
o passar dos anos, este grupo passou a se chamar Grupo
Escolar Rural Alberto Torres, como permanece até hoje.
Residindo no Butantan, pois era casada com o Sr.
Julião Joaquim de Freitas, que ocupava o cargo de

CCLXXXVII
administrador do instituto, a professora Dinorah aí educou
seus filhos, trabalhou e conviveu com Vital Brazil durante o
segundo período de sua gestão, permanecendo à frente da
escola até sua aposentadoria. Sua filha Julidina, tornou-se
funcionária e aí também trabalhou durante trinta anos, sua
outra filha Dinah, foi professora do Grupo em 1934.
(depoimento de Dinah Chacon de Freitras e de Julidina de
Freitas Marcondes)

O RETORNO A NITERÓI

Nos quase quatro anos em que esteve à frente do


Butantan, Vital Brazil permaneceu atento ao
desenvolvimento científico e administrativo do seu Instituto
de Niterói, mantendo contato permanente com sua direção e
frequentes visitas. Ao reassumir o comando em 1928,
apesar de permanecer nas instalações precárias, o Instituto
Vital Brazil já não era mais uma pequena e frágil instituição.
Novos assistentes haviam se juntado ao grupo, estudantes
de medicina já eram encontrados trabalhando em seus
laboratórios, a sua produção científica se tornava conhecida
em outros centros e seus produtos reconhecidos pela sua
qualidade junto a classe médica.
De seus laboratórios, com apoio de seu diretor,
saíram as primeiras vacinas BCG, que estudada e
preparada por Arlindo de Assis, e gratuitamente distribuída
a diversos órgãos de saúde, introduziu a vacinação em
nosso país. Em 1933, Vital Brazil Filho, pela primeira vez,
faz a descrição correta e detalhada dos sinais e sintomas no
homem produzidos pelo veneno das cobras corais. Mais
tarde, Oswaldo Vital Brazil, com Roched Abib Seba e Souza
Campos, obtém um relaxante muscular substitutivo do
produto americano a base do curare. Na área da medicina
veterinária não são poucos os trabalhos apresentados e
significativa é a contribuição para a melhoria da qualidade e
da produtividade dos nossos rebanhos. O serviço gratuito

CCLXXXVIII
de vacinação anti-rábica prestado a população a cada dia
atendia um maior número de necessitados.
Em 1938, decidido a remodelar as instalações do
Instituto, Vital Brazil convoca seu filho Álvaro Vital Brazil,
engenheiro arquiteto competente, que com dedicação plena
desenvolve projeto nos seus mínimos detalhes, após
estudar o funcionamento e as necessidades de cada uma
das seções que compunham a organização. Soluções
inéditas são por ele encontradas, a construção é dirigida
diretamente pelo engenheiro, que não mede esforços nem
sacrifícios para resolver os inúmeros problemas surgidos, e
o resultado surge em 1943 com a inauguração do magnífico
edifício.
A seriedade, a perseverança e a dedicação de
Vital Brazil, fizeram do Instituto outro importante centro de
pesquisas, único por sua organização no âmbito nacional,
reconhecido internacionalmente como estabelecimento
científico pelo valor dos trabalhos realizados de acentuada
projeção social. Formador de novos cientistas, estudantes
brasileiros e estrangeiros aí encontravam acolhida para se
iniciarem na carreira da pesquisa, estagiando em seus
laboratórios e usufruindo da sua biblioteca especializada,
mantenedora de intercâmbio cultural com os maiores
centros científicos do mundo. Superando com êxito, todas
as finalidades previstas na sua criação, já em 1943, por
ocasião da inauguração das novas instalações, que
expressavam o que de mais moderno existia em matéria de
construção e instalação de laboratório de pesquisa e
produção, o serviço anti-rábico havia tratado gratuitamente
de 16.207 pessoas e enviado ao interior quantidade de
vacina para o tratamento completo de outras 22.273.
Vendendo seus produtos no mercado interno e exportando
para diversos países da América, Áustria, Portugal,
Espanha e Síria, conseguia os meios próprios de
sustentação, além de contribuir com vultosa quantia em
impostos aos cofres públicos.

CCLXXXIX
Com o término da segunda grande guerra em
1945, a grande e incomparável industria americana
necessitou com urgência encontrar novos mercados para
seus produtos, muitos deles resultantes de tecnologia
desenvolvida graças a maciços e ilimitados investimentos do
esforço de guerra. A industria farmacêutica americana fazia
parte desse grupo. Para atender milhões de soldados
lutando na Europa e no Oriente, seus laboratórios de
produção necessitaram crescer, se automatizar e se
transformar em verdadeiras fábricas de medicamentos, o
que fizeram com grande competência. Produtos como a
penicilina foram desenvolvidos e industrializados, abrindo
caminho para a introdução do uso dos antibióticos. As
vitaminas começaram a se vulgarizar. O regresso dos
soldados do campo de batalha, causava forte pressão no
mercado de mão de obra, fábricas não podiam ser fechadas
sem consequências muito sérias para o Estado. Havia
necessidade imperiosa de se conquistar outros mercados, e
um deles, sem dúvida nenhuma foi o nosso Brasil. O acordo
de Bretton Woods, consagrando o dólar como padrão do
sistema monetário internacional, consolidou definitivamente
a economia americana, injetando dose suplementar de
poder nas já bem estabelecidas multinacionais.
Despreparados, contando com poucos
laboratórios de produção que siquer poderiam ser
chamados de industria, funcionando em instalações
absoletas e superadas, produzindo em sua maioria
medicamentos tecnicamente ultrapassados, o parque
farmacêutico nacional foi presa fácil dos gigantes do norte.
Indefesos foram rapidamente esmagados pela grande e
verdadeira revolução industrial no país, que obrigou a quase
totalidade fechar as portas ou se associar a uma das
empresas que aqui chegavam. Vencedores, os salvadores
do mundo livre eram bem recebidos, e aplaudidos recebiam
o apoio de todos os governos.

CCXC
Se para os laboratórios organizados com fins
comerciais o episódio foi definitivo, para o Instituto Vital
Brazil foi insolúvel, pois na sua organização Vital Brazil
objetivou clara e únicamente os interesses da saúde do
povo brasileiro, colocando em segundo plano a atividade
comercial, admitida apenas para dar sustento aos reais
objetivos da organização, já que independente e
essencialmente de iniciativa privada nada recebia dos
cofres públicos. Nesta época apresentava o Instituto Vital
Brazil grande desenvolvimento na sua produção científica,
suas novas instalações inauguradas em 1943 constituíam o
que de mais moderno havia na América do Sul, mas sua
estrutura comercial pouco ou nada progredira nos últimos
anos. Aos 80 anos de idade, em 1945, o diretor do IVB viu-
se com os primeiros sinais do que iria se transformar em
uma grande crise financeira. A venda dos produtos
industrializados pelo IVB entraram em sensível queda face a
concorrência dos modernos medicamentos lançados no
mercado. Os produtos biológicos, soros e vacinas tinham
seus preços tabelados abaixo dos custos de produção. Os
serviços gratuitos prestados a população, como a vacinação
anti-rábica e outros exames de laboratório, consumiam
grandes somas, causando prejuízos que aumentavam e se
acumulavam ano após ano.
A tentativa de renovar a gerência comercial com
a contratação de pessoa experiente ligada ao comércio de
drogas, foi desastrosa. Na verdade, não havia, na época,
nenhum preparo técnico de mão de obra especializada que
pudesse siquer identificar a crise quanto mais conbatê-la.
Onze anos se passaram, de lutas sofridas e batalhas
perdidas, mas a direção do Instituto Vital Brazil, fiel aos
princípios que nortearam sua fundação, se mantinha no
firme propósito da manutenção do cunho científico e social
da instituição.
Encampado pelo Estado do Rio de Janeiro em
1956, em função dos graves problemas financeiros descritos

CCXCI
e, como dissemos, iniciados com o após guerra, enquanto
particular o Instituto Vital Brazil manteve-se fiel aos objetivos
científico e social para os quais fora criado.

O FINAL

O fato de ter, partindo do nada, organizado e


construído dois grandes Institutos de Medicina
Experimental, coloca Vital Brazil em posição única na
história da ciência. Da importante obra do cientista, constam
mais de cem trabalhos publicados nas mais diversas
revistas especializadas, reconhecidos internacionalmente
por sua qualidade técnica e também pela clareza e exatidão
das informações transmitidas pelo autor. A realização desse
imenso trabalho só foi possível a partir da colaboração
dedicada de seus assistentes, técnicos do mais elevado
nível, homens de ciência de reconhecido valor reunidos por
Vital Brazil, que com elevado espírito de justiça,
austeridade, dedicação e competência a toda prova, os
inspirava e orientava no prosseguimento da pesquisa em
ambiente de respeito mútuo, confiança e amizade fraterna.
A confirmar essa nossa afirmativa, transcreve-
mos abaixo, a tradução de algumas das cartas publicadas
pelo “O Jornal” em página inteira dedicada a Vital Brazil, em
sua edição de 24 de novembro de 1928. São respostas de
grandes vultos da ciência mundial, que consultados sobre o
homenageado, assim se manifestaram. Só um dos
consultados não respondeu, o grande Noguchi,
surpreendido pela morte quando em pesquisa no continente
africano.

Do Dr. Ernst Bresslau, Diretor do Instituto de


Zoologia da Universidade de Koln, Alemanha.

CCXCII
“É com grande prazer que testemunho a minha
admiração pelos notáveis trabalhos de Vital
Brazil, sábio e pesquisador, como também pela
sua brilhante atividade organizadora, quando
diretor do Instituto Soroterápico de Butantan. No
fim de 1913, tive a oportunidade de trabalhar
nesse Instituto, durante alguns meses,
apreciando então de perto a seriedade científica
e a modelar dedicação com que o Dr. Brasil
desempenhava a trabalhosa direção do
estabelecimento. O conceito mundial de que goza
o Instituto de Butantan, provém, em não pequena
parte da sua personalidade.”

Do Dr. E’mile Brumpt, professor de Parasitologia


da Faculdade de Medicina da Universidade de Paris, e
Membro da Academia de Medicina da França.

“É com alegria pressurosa que me uno ao grupo


de amigos e cientistas que tiveram o pensamento
delicado de julgar ser esta a hora oportuna para
prestar homenagem pública a Vital Brazil.
Conhecidos do mundo inteiro, os trabalhos do Dr.
Brazil são particularmente apreciados em França,
ninguém ignora em nossos meios científicos as
suas belas pesquisas sobre o ofidismo no Brasil.
Graças aos seus trabalhos originais sobre as
diferenças fisiológicas dos diversos venenos das
serpentes, ele chegou a importante conclusão
prática de que o soro para ser eficiente devia ser
polivalente, e, efetivamente, conseguiu dotar o
seu país de um soro notavelmente eficaz.
Alargando o campo de suas pesquisas, estudou
frutiferamente as secreções venenosas das
aranhas, dos escorpiões e dos sapos, e assim

CCXCIII
contribuiu notavelmente a esclarecer o problema
fisico-pathológico, tão complexo e tão
interessante da ação das peçonhas.
Pesquisador infatigável, hábil clinico, Vital Brazil
se revelou ainda excelente chefe de escola,
criando o Instituto Butantan, de São Paulo, e
assumindo a sua direção, em que soube se
cercar de sábios e devotados colaboradores.
Esse Instituto constitui, sem contradita, uma das
mais belas instituições científicas de vosso
grande país.
Todas estas razões, unidas a elevada estima
pessoal em que tenho o Dr.Vital Brazil, me tornam
particularmente feliz ao aproveitar esta
oportunidade para prestar uma justa homenagem
ao médico, ao sábio e ao amigo.”

Do Dr. Albert Calmette, vice-diretor do Instituto


Pasteur de Paris.

“A obra científica de Vital Brazil é absolutamente


de primeira ordem. Os seus trabalhos sobre
venenos e sobre as seroterapias antivenenosas
salvaram milhares de existências. Sinto-me
particularmente feliz ao associar-me a
homenagem que vos propondes lhe prestar e o
Instituto Pasteur de Paris unanimemente partilha
os sentimentos de alta estima e admiração que
me ligam ao nosso ilustre colega e amigo.”
Do Dr. Simon Flexner, diretor do Instituto
Rockfeller de N. York.

“É para mim um grande prazer exprimir-vos a


profunda admiração que tenho pela obra

CCXCIV
científica do Dr. Vital Brazil, o fundador do
Instituto Butantan em S.Paulo.
O mundo inteiro está em dívida para com o Dr.
Brasil pelas suas pesquisas fundamentais
relativamente as peçonhas e antipeçonhas, os
benefícios que resultam do Instituto por ele criado
são sentidos não somente por todo o Brasil, mas
ainda em países distantes. Seja-me permitido
unir-me aos colegas do Dr. Brasil, congratulando-
me com ele pelos seus esplendidos trabalhos já
realizados e desejando-lhe muito mais anos de
frutíferos empreendimentos.”

Do Dr. Bernardo Houssay, diretor do Instituto de


Fisiologia da Faculdade de Medicina de Buenos Ayres.

“Vital Brazil é uma gloria sul-americana e seu


nome deve ser citado, como o de Oswaldo Cruz,
entre os que iniciaram a verdadeira ciência
imunológica na América do Sul.
Meus estudos me tem permitido apreciar o grande
valor da extensa obra de Vital Brazil sobre as
peçonhas. A sua demonstração da especificidade
antitóxica dos soros antipeçonhentos obriga a
considerá-lo, em justiça, como um descobridor da
soroterapia antiofídica sul-americana, na época
em que grandes autoridades asseguravam
erroneamente a eficácia dos soros contra as
peçonhas da Índia.
É para mim uma grande satisfação e uma
verdadeira honra poder manifestar publicamente
todo o apreço e respeito que me inspiram a sua
obra e o seu exemplo, e o associar-me
cordialmente a homenagem projetada.

CCXCV
Grandes e eminentes figuras possui o Brasil hoje
na ciência, porém não teriam podido se expandir
tão facilmente sem a obra inicial de Oswaldo Cruz
e de Vital Brazil.”

Do Dr. Th. Madsen, diretor do Instituto


Soroterápico de Copenhagen.

“De muito bom grado aquiesço ao vosso desejo


de exprimir em algumas palavras a minha opinião
sobre a obra científica do professor Vital Brazil.
Segui atentamente a publicação de seus
trabalhos sobre os venenos das serpentes e de
outras espécies de animais, apreciei o seu valor.
A obra executada no Brasil pelo professor Vital
Brazil, o seu devotamento, provocaram uma
unânime admiração, sinto-me particularmente
feliz unindo-me aos sábios que se agruparam
para render homenagem ao nosso eminente
colega.”

Do Dr. Charles Martin, diretor do Instituto Lister


de Londres.

“Bemdigo a oportunidade que vosso convite me


forneceu para exprimir a minha grande admiração
pela obra científica do Dr. Vital Brazil, e para
desejar-lhe todas as felicidades no momento em
que ele se retira da sua posição oficial de diretor
do Instituto Soroterápico de S.Paulo.
Pelas suas pesquisas relativamente aos venenos
das serpentes e de outros animais, o Dr. Brasil
não somente enriqueceu a fisiologia como

CCXCVI
colocou uma valiosa medida terapêutica ao
serviço da humanidade.”

Do Dr. Arlindo de Assis, um dos seus mais


brilhantes assistentes, recebeu significativa homenagem
que bem explicita a relação de admiração e amizade que
Vital Brazil conseguia manter com os que com ele
trabalhavam. Trata-se da homenagem prestada a Vital
Brazil, por este renomado cientista brasileiro, por ocasião da
sua posse na Academia Brasileira de Medicina, em 17 de
novembro de 1960.

“A outra personalidade a quem devo a


formação de constante enamorado pela
investigação, foi, sem dúvida Vital Brazil, que
conhecí ainda a dirigir, como nume tutelar, a sua
obra magna; o Instituto de Butantan.
Peça por peça, ele o fizera surgir do nada
a golpes de talento e de originalidade, numa
dedicação sem limites, com uma presciência
jamais desmentida, renovando, como Pasteur, um
dos exemplos mais formosos de associação entre
objetivos científicos e interesses práticos do
torrão que o viu nascer.
Sensível a opulência de propósitos que
haviam inspirado esse mineiro predestinado, o
Governo do Estado de São Paulo bafejara, em
boa hora, a edificação e a organização do seu
Instituto, que, aparelhando de outros recursos
sanitários a alta administração desse Estado,
resolveria superiormente, com simplicidade e com
exação, as calamidades do envenamento ofidico
em todo o Brasil. Também assim se legitimava um
dos mais autênticos motivos de orgulho para esta
nação.

CCXCVII
As sinuosidades imprevisíveis do destino,
todavia, levariam Vital Brazil a uma aposentadoria
honrosa, mas prematura. Dela resultou, logo em
seguida, a fundação de novo centro de labor, na
capital fluminense: o Instituto Vital Brazil, de
finalidades identicas às de Butantan, mas, menos
sujeito do que este à ação deletéria dos
imponderáveis de ocasião.
Como era óbvio, o Governo do Estado do
Rio de Janeiro recebera jubilosamente a
auspiciosa iniciativa do sábio brasileiro, dela
partilhando em sua organização sanitária e em
sua economia administrativa.
Foi então, que Vital Brazil, timbrando em
não estorvar o pleno prosseguimento da trajetória
funcional de Butantan, me distinguiu com um
convite para a sua nova cruzada, a mim, que
ainda não figurava nos quadros oficiais de São
Paulo senão como ocupante de um cargo
indefinido, vago e virtual: o de sub-assistente
interino.
Estávamos agora em Julho de 1919, na
amena Niterói, ele a repetir o sortilégio da
primitiva e longíngua fazenda paulistana, para
ensinar, ao vivo, a lição fecunda de fazer
prosperar ciência lídima num prédio adaptado, à
rua Gavião Peixoto n° 360; e o seu único e jovem
colaborador, evaidecido pelo chamamento do
Mestre e transbordante de esperanças que a
sêde de um ideal multiplicava e rebustecia.
No decênio que se seguiu, ainda
labutando em instalações precárias e provisórias,
mas já com responsabilidades públicas urgentes
e graves, com sua linha de indagações científicas
norteadas, suas reservas bibliográficas
asseguradas e atualizadas, seu treinamento

CCXCVIII
intenso de pessoal técnico e seu poder natural de
atração sobre novas gerações de estudiosos, o
Intituto Vital Brazil transformou-se numa forja de
vocações e numa oficina de armamentos
sanitários.
Despojado da grandiosidade aparente de
traços arquitetônicos, que tanto comprazem as
visões superficiais e desprovido, até, do próprio
conforto indispensável a arrostar as intempéries
do nosso clima tropical, os pavilhões modestos de
Vital Brazil aguardavam silenciosamente por dias
melhores, como se sondassem o ânimo e a força
espiritual dos seus levitas. Em compensação, não
se mediam gastos para a concepção, para o
andamento e para a conclusão dos seus planos
de trabalho.
Em tal ambiente, materialmente árduo e
penoso, mas, soberbo de ensinamentos à
inteligência e à vontade, planara com
superioridade e compreensão tranquila a figura
alada do seu fundador.
Refugiado discretamente na singeleza
das atitudes e na modéstia recatada do trato,
Vital Brazil Mineiro da Campanha oferecia um
surpreendente contraste com a vivacidade
contagiante de tantos outros que se elevam da
craveira comum, mas que, consciente ou
inconscientemente, permitem adivinhar-lhes as
paixões sutis por que orientam as ações ou a
vida.
Com ele privei longamente, já na idade
madura, quando seu temperamento sereno e
generoso tornava fácil o entendimento dos
homens e das coisas, sem deformar-lhes as
perspectivas potenciais.

CCXCIX
A solidez de suas realizações era função
normal de uma imaginação predestinada, que
soubera plasmar com a argamassa de sua
experimentação judiciosa, que lograra destruir as
interpretações oblíquas e tendenciosas e que, por
fim, restara perpétuamente consagrada na prática
redentora das tragédias causadas pelo ofidismo e
por outros venenos animais, por ele banidas dos
nossos mapas nosológicos.
Empolgado instintivamente pela filosofia
da ação e retemperado pela meditação sobre a
relatividade das vanglórias humanas, Vital Brazil
era o protótipo do professor de energia, que
praticava com convém, sem exibições, nem
alardes, comunicando-lhes insensivelmente um
feitío ético.
No labirinto das questões sobre que era
convidado a opinar ou resolver, era um
fascinanete exercício vê-lo descobrir, com seu
bom senso ingênito, a ponta do fio misterioso cujo
enovelamento gerava a confusão e a
perplexidade, mas, que o seu engenho desfazia.
Assim se pode entender como lhe foi fácil
retificar o conceito da unicidade da soroterapia
anti-ofídica, que os seus descobridores
sustentavam e que ele substituiu vitoriosamente
pelo de uma pluraridade mais oportuna e
regulada de acordo com as diferenças
antigênicas entre as peçonhas das famílias e dos
gêneros de serpentes afro-asiáticas e
americanas.” (Pinheiros Terapeutico, julho-agosto
de 1965, vol. 17, n° 85.)

Faleceu Vital Brazil, aos 85 anos, no Rio de


Janeiro em 8 de maio de 1950, legando ao povo brasileiro
esta gigantesca obra, sólido patrimônio da ciência nacional,

CCC
reconhecida e respeitada em todos os centros científicos do
mundo. Homem íntegro, amante da verdade, dotado de
excepcional inteligência, autodeterminação e força de
vontade, desprovido de vaidade e desapegado aos bens
materiais, teve um sentimento maior:

O desejo de servir ao seu semelhante.

Foram suas as palavras:

"Quando estudante de medicina não


me deixei empolgar pela moda de
materialismo que avassalava as escolas
superiores e, graças a essa circunstância,
conservei o espírito religioso a guiar-me os
passos da vida, ensinando-me a fugir das
questões pessoais, a defender a verdade em
terreno elevado, a respeitar a opinião e a
liberdade de outrem. Aprendi que só o
trabalho realizado com amor, dedicação e
perseverança é construtivo e que o ódio nada
constrói".
"Fiz uma parte do muito que gostaria
de fazer pela humanidade. Não tenho orgulho
da minha pobre ciência, mas estou satisfeito
com minha alma e o meu coração. Para uma
alma bem formada não há como fazer bem aos
outros, o bem que consegui fazer é que
conforta e tranquiliza meu velho coração".

CCCI
Quarta Parte
Cronologia

1865
Na Cidade de Campanha, em Minas Gerais, nasce Vital
Brazil Mineiro da Campanha, filho de José Manoel dos
Santos Pereira Júnior e de Mariana Carolina Pereira de
Magalhães. (28 de abril)
(A Marinha brasileira aniquila a Armada paraguaia na
Batalha de Riachuelo)
(O brasil é governado pelo Imperador D. Pedro II, com o
Partido Liberal no poder)
1869
A família muda-se para a Fazenda da Cachoeira, em Itajubá,
MG, pertencente ao avô de Vital, José Manoel dos Santos
Pereira.
Nasce, na Fazenda da Cachoeira, Itajubá, sua irmã Maria
Gabriela dos Vale do Sapucaí. (1 de agosto)
1870
A família vai morar na cidade de Itajubá. Seu pai emprega-
se como viajante de uma casa de comércio do Rio de
Janeiro.
Nasce, em Itajubá, sua irmã Iracema Ema do Vale do
Sapucaí.(15 de dezembro)
(Termina a Guerra do Paraguai)
(Tem início a imigração Italiana)
1872
Seu pai é nomeado tabelião na cidade de Caldas, para onde
a família se muda.
Inicia o curso primário na escola de João Mestre
(nasce Oswaldo Cruz, em São Luis de Piraitinga, SP.)
(É aprovada a Lei do Ventre Livre, 1871)
1873

CCCII
Muda de escola, passa a estudar com o Pastor Miguel
Gonçalves Torres
Nasce, em Caldas, sua irmã Judith Parasita de Caldas. (15
de janeiro)
1874
Nasce, em Caldas, sua irmã Acácia Sensitiva Indígena de
Caldas. (21 de maio)
1875
Nasce, em Caldas, seu irmão Oscar Americano de Caldas.
(15 de novembro)
1878
A família adota a Religião Protestante Presbiteriana. (30 de
junho)
Nasce, em Caldas, sua irmã Fileta Camponesa de Caldas.
(7 de agosto)
(Nasce Carlos Chagas, 9/7, na Fazenda Bom Retiro,
Oliveira, MG).
1879
Nasce, em Caldas, sua irmã Eunice Peregrina de Caldas. (7
de agosto)
Seu pai vende o cartório e muda-se com a família para casa
de parentes em Guaxupé, MG.
1880
A família, expulsa de Guaxupé por motivos religiosos,
muda-se para São Paulo.
1884
Vital termina os cursos preparatórios
1885
Vai, pela primeira vez, ao Rio de Janeiro tentar a matrícula
na Faculdade de Medicina. Sem emprego e sem dinheiro
retorna a São Paulo.
Trabalha na construção da Estrada de Ferro do Rio Claro,
SP.
É convidado por João Mestre para dar aulas em seu colégio
em Caldas, onde fica durante oito meses.

CCCIII
(A lei dos sexagenários concede liberdade aos escravos
com mais de 60 anos)
1886
Chega, pela segunda vez, ao Rio de Janeiro e ingressa na
Faculdade de Medicina.
Inicialmente consegue o emprego como professor em um
colégio no Rio Comprido. Mais tarde, admitido como
escrevente de polícia, complementa seu salário dando aulas
particulares. Assim consegue sobreviver no primeiro ano da
Faculdade.
1887
Seu pai muda-se para o Rio de Janeiro com toda a família.
Alem de trabalhar na polícia, e dar aulas particulares,
trabalha, à noite, como professor de matemática elementar,
no Liceu de Artes e Ofícios.
1888
Trabalha como ajudante do Médico Barão do Lavradio, na
Santa Casa de Misericórdia.
(É abolida a escravatura no Brasil)
(É inaugurado o Instituto Pasteur no Rio de Janeiro)
1889
É nomeado assistente interno do hospital da Faculdade de
Medicina.
(É proclamada a República. D.Pedro e a família real
embarcam para a Europa, o soberano destronado recusa
um subsídio de 5 mil contos que lhe é oferecido pelo
governo revolucionário)
(Deodoro da Fonseca assume a Presidência da República)
1891
Termina o curso de medicina, apresentando a tese
“Funções do Baço”, defendida em nove de janeiro de 1892.
(É promulgada a primeira Constituição republicana)
(Floriano Peixoto assume a Presidência da República)
1892

CCCIV
Regressa à São Paulo e é contratado pelo Serviço
Sanitário, em comissões de higiene no combate à febre
amarela. Vai para Belém do Descalvado, Rio Claro e Jaú.
Casa-se com Maria da Conceição Philipina de Magalhães,
Nházinha, sua prima em segundo grau. (15 de outubro)
(É criado o Instituto Vacinogênico de São Paulo para a
preparação de vacinas contra a varíola)
(Morre Deodoro da Fonseca)
1893
Nasce, em São Paulo, seu primeiro filho, Mário, falecido 5
horas após o nascimento. (15 de maio)
É nomeado Delegado de Higiene na cidade de São Paulo.
(1 de setembro)
Em outubro vai para Caraguatatuba, como médico militar, no
combate à Revolta da Armada, de Gumercindo Saraiva.
(É criado o Instituto Bacteriológico de São Paulo, A Escola
Politécnica de São Paulo e o Museu Paulista)
(Começam: a Revolta de Canudos, a Revolução Federalista
no Rio Grande do Sul e a Revolta da Armada)
1894
Participa da comissão de especialistas para o estudo do
saneamento das localidades do interior do Estado de São
Paulo, assoladas pela febre amarela. Vai para Belém do
Descalvado, Porto Ferreira, Pirassununga, Leme, Cachoeira
e Barra do Pirai.
Nasce, em São Paulo, sua filha Vitalina Brazil. (1 de maio)
(Prudente de Morais assume a Presidência da República)
1895
Vai para Cachoeira, no Vale do Paraíba, chefiando a
Comissão Sanitária no combate à epidemia de cólera
morbo.
Solicita seu afastamento do serviço público e muda-se com
a família para Botucatú, onde passa a se dedicar à clínica
particular.
1896

CCCV
Começa a comprar cobras para estudar seus hábitos e
veneno. Lê o trabalho de Calmette sobre a descoberta de
um soro capaz de neutralizar o veneno das serpentes.
Nasce, em Botucatu, sua filha Alvarina Brazil. (31 de maio)
1897
Retorna à São Paulo para melhor estudar o problema do
ofidismo.
É nomeado ajudante do Instituto Bacteriológico do Estado
de São Paulo. (14 de junho)
Nasce, em São Paulo, seu filho Mário Brazil. (25 de julho).
(Carlos Chagas entra na Faculdade de Medicina)

1898
É nomeado Adjunto do laboratório Químico da Policlínica
Geral de São Paulo.
Nasce, em São Paulo, sua filha Olga. (6 de julho, falecida
em 17 de janeiro de 1899)
É nomeado Chefe da Clínica Médica do Hospital da Santa
Casa da Misericórdia de São Paulo.
Colabora na fundação da Revista Médica de São Paulo,
escrevendo entre outros os seguintes artigos: “A
Serumtherapia na Febre Amarela”; “Estudos experimentais
sobre o preparado denominado Salva-vidas, preconizado
contra mordeduras de cobras e outros animais venenosos”.
(Campos Sales assume a Presidência da República)
1899
Nasce, em São Paulo, seu filho Vital. (17 de agosto, falecido
em 17 de março de 1900)
É enviado à Santos para estudar o surto epidêmico, para
onde embarca em 9 de outubro. Identifica o mal como sendo
a peste bubônica, e contrai a doença.
De regresso a São Paulo, por indicação de Emílio Ribas,
comissionado entra na Fazenda do Butantan, em 24 de
dezembro, com a incumbência de ali organizar, instalar e

CCCVI
dirigir um laboratório destinado a produção de soro
antipestoso.
1901
É nomeado diretor do Instituto do Butantan, por decreto do
presidente do Estado de São Paulo, Francisco de Paula
Rodrigues Alves. (23 de fevereiro)
Entrega ao consumo os primeiros frascos de soro
antipestoso. (11 de junho)
Entrega ao consumo os primeiros frascos de soro
antiofídico.(14 de agosto)
Faz conferência na Escola de Farmácia de São Paulo, onde
descreve minuciosamente as diferenças entre o
envenenamento crotálico e o botrópico, provando o princípio
científico, por ele descoberto, da especificidade dos soros
antipeçonhentos. Relata o emprego, pela primeira vez, no
Butantan, do soro em um homem picado por jararaca.(1 de
dezembro)
Publica os artigos na Revista Médica de São Paulo:
“Contribuição ao estudo do veneno ophídico”; “O veneno de
algumas espécies brasileiras”; “Tratamento de mordeduras
de cobras”.
1902
(Francisco de Paula Rodrigues Alves assume a Presidência
da República)
(Oswaldo Cruz é convidado pelo governo para ocupar a
Diretoria Geral de Higiene)
(Carlos Chagas entra em Manguinhos pela primeira vez)
1903
Apresenta o seu trabalho sobre o ofidismo no 5° Congresso
Brasileiro de Medicina e Cirurgia, no Rio de Janeiro. (28 de
junho)
Recebe como prêmio uma viagem de estudos a Europa.
(O Congresso Nacional aprova o plano de saúde de
Oswaldo Cruz)
(Surto de febre amarela no Rio de Janeiro)

CCCVII
(Criticada pela Academia Nacional de Medicina a política
sanitária de Oswaldo Cruz)
1904
Vai pela primeira vez ao exterior. Embarca com a família
para a Europa. (2 de maio, com mãe, irmã, mulher e filhos)
Nasce, em Paris, seu filho Vital Brazil Filho. (21 de agosto)
Publica os trabalhos: “Contribuition à l’étude de l’intoxication
d’origine ophidienne”; “Serumtherapia do envenenamento
ophidico”; “Sobre um novo tratamento organo-therápico do
ophidismo do Dr. Ernest Von Bassewitz”.
(A Escola Militar revolta-se contra a vacinação obrigatória)
(O Presidente Rodrigues Alves apoia Oswaldo Cruz,
enfrenta a crise política)
(Carlos Chagas recebe o diploma da Faculdade de Medicina
do Rio de Janeiro, 26/4.)
1905
Retorna com a família ao Brasil. (9 de maio)

1906
Descobre e identifica a doença “mal de cadeiras” que ataca
os muares.
Nasce, no Butantan, seu filho Ary Brazil. (14 de junho)
Publica os trabalhos: “O ophidismo no Brazil”; “Tratamento
de Mordeduras de cobras pelos seruns específicos
preparados no Instituto Serumtherápico do Estado”.
(O política sanitária de Oswaldo Cruz é vencedora. A febre
amarela é erradicada no Rio de Janeiro)
(Afonso Penna assume a presidência da República)
1907
Participa do 6° Congresso de Medicina e Cirurgia em São
Paulo.
Nasce, no Butantan, seu filho Rui Brazil. (11 de novembro)
Publica os trabalhos: “A serumtherapia do ofidismo em
relação à distribuição geográfica das serpentes. Espécies
venenosas americanas”; “Das globulinas e serinas dos

CCCVIII
seruns anti-tóxicos” ; “Contribuição ao estudo do
envenenamento pela picada do escorpião e seu tratamento”
; “Do anhydrido carbônico como meio conservador dos
seruns e das toxinas” ; “O Mal de cadeiras em São Paulo”.
1908
Publica os trabalhos: “Dosagem do valor anti-tóxicos dos
serums anti-peçonhentos”.
(Por decreto presidencial, o Instituto de Manguinhos passa a
denominar-se Instituto Oswaldo Cruz)
(Início da imigração japonesa)
(Carlos Chagas descobre o “Mal de Chagas”)
(Adolfo Lutz deixa o Instituto Bacetriológico e vai trabalhar
em Manguinhos)
1909
Nasce, no Butantan, seu filho Alvaro Brazil. (1 de fevereiro)
Publica os trabalhos: “As cobras venenosas e o tratamento
específico do ophidismo”;“Serumtherapia antiophídica”
(Oswaldo Cruz, solicita e deixa o cargo de Diretor Geral de
Saúde Pública - 19 de agosto)
(Morre Afonso Pena, Nilo Peçanha assume a Presidência da
República)
(O Brazil Médico publica, pela primeira vez, o trabalho de
Carlos Chagas, 9/4.)
1910
Descobre as características ofiófagas da serpente
denominada mussurana.
Consegue a verba para a construção do Edifício do Instituto
do Butantan.
Nasce, no Butantan, sua filha Lygia Brazil. (30 de maio)
Publica o trabalho: “Rachidelus brazili: espécie ophióphaga.
Seu papel na destruição das cobras venenosas”
(Hermes da Fonseca assume a Presidência da República)
1911
Publica o livro: “A Defesa contra o Ophidismo”

CCCIX
É nomeado Diretor do Instituto Serumtherápico, elevado a
seção do Serviço Sanitário do Estado. (17 de novembro)
1912
Nasce, no Butantan, seu filho Oswaldo Brazil. (2 de março)
1913
Morre sua mãe, Mariana Carolina de Magalhães Pereira. (24
de janeiro)
Morre sua esposa Maria da Conceição Philipina de
Magalhães Brazil. (8 de março)
1914
Rui Barbosa visita o Butantan. (6 de abril)
Inaugura o Novo edifício do Instituto do Butantan. (4 de
maio)
Viaja pela segunda vez ao exterior. Embarca com a família
para Berlim.
Antecipa o seu retorno ao Brasil, com o início da primeira
guerra mundial.
(Wenceslau Braz assume a Presidência da República)
1915
Publica o trabalho: “Tratamento da epilepsia”
Convidado, participa do Congresso Científico Pan-
Americano em Washington, U.S.A. (27 dezembro)
1916
Em N. York, salva um homem mordido por uma crotalus do
Texas. O fato repercute no Estados Unidos e no Brasil. É
noticia no N.York Times de 28 e 29 de janeiro.
Regressa ao Brasil (fevereiro)
(Morre Oswaldo Cruz - 18 de agosto)
1917
Requer e obtém a “Patente dos Soros Anti-peçonhentos” (10
de maio - Diario Oficial)
É publicado pelo Diario Oficial o Memorial Descritivo
referente a Patente dos Soros Anti-Peçonhentos (10 de
julho)

CCCX
Doa esta patente ao Governo do Estado de São Paulo. (12
de agosto)
(Carlos Chagas é nomeado Diretor do Instituto Oswaldo
Cruz, 14/2.)
1918
Promove cursos de higiene no Instituto do Butantan.
Publica os trabalhos: Das pseudo-globulinas específicas dos
soros. Seu preparo e seu emprego em therapeutica”;
“Duração da atividade anti-tóxica dos soros”; “Soro anti-
escorpiônico”.
(Delfim Moreira assume a Presidência da República)
1919
Deixa a direção do Instituto do Butantan.
Funda em Niterói o “Instituto Vital Brazil de Higiene,
Soroterapia e Veterinária”.
(Epitácio Pessoa assume a Presidência da República)
1920
Casa, em segundas núpcias, com Dinah Carneiro Vianna. (1
de setembro)
(Fundada no Rio de Janeiro, a primeira universidade
brasileira)
(Epitácio Pessoa cria o Departamento nacional de Saúde
Pública, e nomeia Carlos Chagas como seu primeiro Diretor,
2/2.)
1921
Nasce, em Niterói, sua filha Acácia Brazil. (24 de maio)
1922
Nasce, em Niterói, sua filha Isis Brazil. (17 de junho)
(Artur Bernardes assume a Presidência da República)
1923
Nasce, em Niterói, sua filha Eliah Brazil. (19 de junho)
1924
Retorna à direção do Instituto do Butantan a convite do
governo do Estado de São Paulo.
Nasce, no Butantan, seu filho Enos Brazil. (22 de dezembro)

CCCXI
1926
Nasce, no Butantan, seu filho Horus Brazil. (7 de maio)
Publica o trabalho: “A defeza contra a mosca”
(Washington Luis assume a Presidência da República)
1927
Por motivos de saúde, deixa o Butantan, e retorna à Niterói,
reassumindo a direção do Instituto Vital Brazil.
Nasce, em Niterói, seu filho Ícaro Brazil. (28 de setembro)
1928
“O Jornal” publica, em página inteira, uma homenagem a
Vital Brazil. (24 de novembro)
(Fleming descobre a penicilina)
1929
Nasce, em Niterói, seu filho Eglon Brazil. (3 de novembro)
1930
(Getúlio Vargas assume a Presidência da República, levado
pela revolução liderada pelos Generais Tasso Fragoso,
Mena Barreto, Isaias Noronha e Pantaleão Telles)
1931
Nasce, em Niterói, seu filho Lael Brazil. (13 de fevereiro)
1933
Publica o trabalho: “Do envenenamento elapineo em
confronto com o choque anafilático” (com Vital Brazil Filho)
1934
Publica o trabalho: “Do emprego da peçonha em
terapêutica”
(Morre Carlos Chagas, 9/11.)
1935
Começa escrever a biografia de seu pai, mas não chega a
terminar.
Nasce, em Niterói, seu último filho Osiris Brazil. (26 de abril)
1937
(Golpe do Estado Novo, tem início a Ditadura Vargas)
1938

CCCXII
Começa a construção das novas instalações do Instituto
Vital Brazil.
Publica o trabalho: “Contribuição ao estudo do ofidismo”
(Tem início a Revolta Integralista)
1939
(início da segunda guerra mundial)
1940
Viaja aos Estados Unidos, como Delegado do Brasil no 8°
Congresso Científico Americano.
1941
Publica o livro: “Memória Histórica do Instituto do Butantan”
1942
Organiza e patrocina as comemorações do Jubileu de
Formatura da turma de 1891. (16 de janeiro)
Tem seu nome inscrito no Livro do Mérito, criado no
Governo de Getulio Vargas. (23 de outubro)
(O Brasil declara guerra à Alemanha e seus aliados)
1943
Inaugura as novas instalações do Instituto Vital Brazil, com
a presença do Presidente da República Getulio Vargas e
grande número de autoridades.
1945
(Getúlio Vargas é deposto por um movimento militar)
(Eurico Gaspar Dutra é eleito Presidente da República)
1946
Começa a escrever sua autobiografia, que não chega a
terminar.
1948
É homenageado pelo Governo do Estado de São Paulo, no
Instituto do Butantan.
1949
É homenageado pelo programa “Honra ao Mérito”, na Rádio
Nacional do Rio de Janeiro. (13 de novembro)
1950
Morre, no Rio de Janeiro, aos 85 anos de idade.(8 de maio)

CCCXIII
Quarta Parte
VITAL BRAZIL
Curiosidade

A Coincidência da Duplicidade
Alguns fatos importantes da vida de Vital Brazil
aconteceram em duplicidade, por se tratar de coincidência pelo menos
curiosa, relacionamos a seguir aquelas que mais chamaram a nossa
atenção:

1. Por duas vezes viajou ao Rio de Janeiro para ingressar


na Faculdade de Medicina, só conseguiu na segunda.
2. Casou-se duas vezes, a primeira em 1893, logo após
sua formatura, viúvo em 1913 casa-se novamente em
1920.
3. 18 filhos chegaram a idade adulta, nove do primeiro e
nove do segundo casamento. Seis homens e três
mulheres de cada um deles.
4. Duas moléstias graves quase levaram sua vida, a febre
amarela e a peste bubônica, resistiu as duas.
5. Foram dois os seus amigos que sugeriram e o
motivaram ao estudo do ofidismo. O fotógrafo Elias e o
Rev. Erasmo Braga.
6. Por duas vezes desejou estudar o ofidismo, só o fez da
segunda vez.
7. Fundou e dirigiu duas instituições científicas, o Butantan
e o Vital Brazil.
8. Muitos foram os seus trabalhos científicos, mas livros
foram dois: A Defesa Contra o Ofidismo, e a Memória
Histórica do Instituto de Butantan.
9. Começou a escrever duas biografias, a sua e a de seu
pai, não terminou nem uma nem outra.
10.Fez duas viagens a Europa e duas a América do Norte.
Duas foram viagens de estudos e duas participando de
congressos.
12.Por duas vezes sua morte foi anunciada, a primeira
quando contraiu a peste bubônica em Santos, e a
segunda por ocasião do seu falecimento a 8 de maio de
1950, no Rio de Janeiro.

CCCXIV
13.Foi sepultado duas vezes, em dois túmulos, ambos no
Cemitério S. João Batista no Rio de Janeiro. Em 9 de
maio de 1950 foi sepultado no túmulo 159 C, no dia 12
seu corpo foi exumado e trasladado para a sepultura n°
156 E, da quadra 5, onde se encontra.
14.Por duas vezes seu nome foi dado a uma rodovia
federal. Em 1965, o então presidente Castelo Branco
sancionou lei denominando Rodovia Vital Brazil a BR-
32. Em 1994, o presidente Itamar Franco, sancionou lei
dando a mesma denominação a BR-267, que por força
do plano rodoviário federal de 1972, havia substituido a
antiga rodovia.

CCCXV
VITAL BRAZIL
descendência

VITAL BRAZIL MINEIRO DA CAMPANHA

Maria da Conceição Philipina de Magalhães Dinah Carneiro Vianna

Mario
Vitalina
Alvarina
Mario
Olga
Vital
Vital Filho
Ary
Rui
Alvaro
Lygia
Oswaldo

Acácia
Isis
Eliah
Enos
Horus
Ícaro
Eglon
Lael
Osiris

CCCXVI
Quarta Parte

VITAL BRAZIL
descendencia

A FAMÍLIA

Vital Brazil Mineiro da Campanha casou em


S.Paulo a 15 de outubro de 1892, em primeiras núpcias com
sua prima Maria da Conceição Philipina Magalhães,
citada em Os Pereira de Magalhães 2.1.1 retro, com quem
teve doze filhos, dos quais nove chegaram à idade adulta.
Viuvo em 8 de março de 1913, Vital Brazil voltou a casar em
segundas núpcias com Dinah Carneiro Vianna (sobrinha do
seu cunhado Manoel Guimarães Carneiro) em Niterói, em 1
de setembro de 1920. Ela nascida em Santos, em 22 de
junho de 1895, foi criada em Paranaguá de onde procede
sua tradicional família. Era filha de Paulo Guajará Vianna e
de Aidée Guimarães Carneiro, neta paterna de Félix Bento
Vianna e Maria Luiza Auben, neta materna do Comendador
Manoel Ricardo Carneiro e de Delfica Guimarães, esta filha
de Manoel Antônio Guimarães - Visconde de Nácar - com
ascendência descrita na Quarta Parte adiante. Deste
segundo matrimonio nasceram nove filhos. Ambos
faleceram no Rio de Janeiro, Vital Brazil em 8 de maio de
1950, e Dinah em 17 de junho de 1975. (1° casamento:
Cartório do Reg. Civil, 7° subdistrito da Consolação, SP, liv.
B-1, fls. 15v. n° 29 - rua Rego Freitas 3 - Juiz Avelino Pinto
de Andrade - ele com 27 e ela com 15 anos.)(2° casamento:
Cartório do Reg. Civil da Segunda Zona Judiciária de
Niterói, RJ., liv.5, fls. 109 e 110, n° 97 - Praia de Icaraí 457 -
Juiz Alfredo Souza.)

CCCXVII
São filhos do primeiro matrimônio:
1..Mário, nascido em S.Paulo em 15 de março de 1893,
faleceu horas depois do seu nascimento.

2..Vitalina Vital Brazil, nascida em S.Paulo, em 1 de


maio de 1894, faleceu solteira no Rio de Janeiro em
10 de abril de 1983. Ainda menina começou seus
estudos de piano em S.Paulo. Em 1912, viajou à
Europa para complementar seus estudos, mas teve
seu curso interrompido e regressou ao Brasil pelo
falecimento de sua mãe em 1913. Após alguns anos
em que se dedicou aos irmãos menores, voltou à
Europa, onde viveu e estudou com os melhores
professores e artistas de renome, só regressando em
1942 da Itália, quando da entrada do Brasil na
segunda grande guerra. Pianista exímia, intérprete de
renome, apresentou-se inúmeras vezes no Brasil e no
exterior, alcançando grande sucesso.

3..Alvarina Brazil, nascida em Botucatú, S.Paulo, em 31


de maio de 1896, faleceu em S.Paulo em 29 de
outubro de 1987. Com o falecimento de sua mãe, em
1913, quando tinha apenas 17 anos, desempenhou
importante papel na educação e amparo aos seus
irmãos menores. Formada pela Escola Normal em
S.Paulo, trabalhou como secretária de seu pai,
assumindo todos os encargos da função quando este
veio para Niterói, em 1919. De espírito recatado,
dedicado, meticulosa e caprichosa nos seus afazeres,
foi mãe extremosa e esposa dedicada. Em 11 de
novembro de 1920, em Niterói, casou com Augusto
Esteves, natural de S.José da Boa Vista no Paraná,
criado em Avaré, S.Paulo, filho de Domingos Esteves
Júnior e de Geraldina Gomes Esteves, nascido em 16
de outubro de 1891, faleceu em S.Paulo em 3 de

CCCXVIII
fevereiro de 1966. Ainda menino, veio Augusto
Esteves, para S.Paulo, a mando dos pais, que,
insatisfeitos com a manifestação artística do filho,
desejavam que se empregasse no comércio e
seguisse esta promissora carreira. Sua vocação, no
entanto, fez com que se aproximasse dos mais
renomados artistas da época, assim estudou com o
Prof. Strina e com o escultor Lourenço Petrucci. Em
1912, convidado, acompanhou o fotógrafo G.
Sarracino que havia sido chamado ao Butantan, por
Vital Brazil, para tirar algumas fotografias da família.
Deste encontro surgiu uma grande e duradoura
amizade. O diretor do Butantan, logo descobriu no
jovem artista, o desenhista de que tanto precisava
para ilustrar os trabalhos científicos desenvolvidos no
Instituto. Admitido, dedicou-se ao desenho das
diversas espécies de serpentes brasileiras, o que fez
com perfeição, e ilustrou a clássica publicação de
Vital Brazil "A Defesa Contra o Ofidismo". Mais tarde,
por sugestão de Vital Brazil, desenvolveu toda uma
tecnologia, própria para reprodução em cera de
serpentes e peças representando as lesões
observadas nos acidentes ofídicos. A perfeição, e o
grande valor das peças produzidas, fez com que
fosse nomeado pelo Presidente do Estado de S.
Paulo, como "Desenhista-ceroplasta" do Instituto do
Butantan. Em 1919, a admiração e a amizade nutrida
pelo artista, o fez acompanhar Vital Brazil na sua
vinda para Niterói. No novo Instituto, não havia lugar
para um desenhista, tratando-se de iniciativa privada,
havia que se cuidar primeiro da sustentação
financeira, da instalação e da consolidação das
atividades propostas. Desejoso em continuar ao lado
do cientista, Augusto Esteves, se propõe a assumir o
papel de administrador na nova instituição. Assim se
tornou o homem dos sete instrumentos, braço direito

CCCXIX
de Vital Brazil, providenciando desde o desenho do
logotipo do IVB e das embalagens dos seus produtos,
até o registro das marcas, fazia as compras, cuidava
das contratações, despachava mercadorias e
realizava os pagamentos. O convívio diário com
Alvarina, que trabalhava como secretária de seu pai,
aos poucos foi se tornando muito difícil, pois nutrindo
um grande amor por ela, na sua simplicidade não se
sentia com coragem de manifestar tal sentimento pela
filha de Vital Brazil. Certo dia, porém, em conversa
com Dinah, (futura esposa de Vital Brazil) que
também trabalhava no Instituto, confessou que estava
de regresso a S.Paulo, ia se desligar do IVB porque
não aguentava mais ficar perto de Alvarina sem nada
dizer. Dinah, que havia se tornado amiga de Alvarina,
sabendo que esta correspondia aos sentimentos do
amigo, informou-lhe do que acontecia, e se propôs
consultar Tia Vidinha (irmã de Vital Brazil) sobre o
noivado, que foi bem recebido por toda família. O
casamento aconteceu no ano seguinte, em 1920. O
trabalho competente, perseverante e dedicado de
Augusto Esteves, foi fundamental para o rápido
desenvolvimento e para o sucesso do novo
laboratório, onde trabalhou até 1934, quando
regressou a S.Paulo desejoso em reiniciar suas
atividades artísticas. Após trabalhar no Instituto
Pinheiros, em 1936 passou a trabalhar na Santa
Casa de Misericórdia de São Paulo, e mais tarde na
Faculdade de Medicina da Universidade de São
Paulo onde produziu significativa quantidade de
desenhos e peças em cera de grande interesse
científico. Em sua homenagem, em 1980 foi
inaugurado, na Faculdade de Medicina de São Paulo,
o "Museu Ceroplasta Augusto Esteves", com 254
peças de sua autoria. Além de exímio artista, foi
Augusto Esteves, amigo fiel, incansável colaborador,

CCCXX
homem de caráter e de princípios inatacáveis,
honrava a todos que tiveram a ventura de conhece-lo.
O casal teve seis filhas:
3.1..Maria Brazil Esteves, nascida em Niterói, RJ, em
18 de novembro de 1921, é solteira.
3.2..Lygia Brazil Esteves, nascida em Niterói, RJ, em
1 de março de 1923, casou em S.Paulo, em 28 de
dezembro de 1948, com Ennio de Almeida Gil,
natural de S.Manoel, S.P., nascido em 30 de julho
de 1920, filho de Damaso de Almeida Gil e de
Edesia Diniz Gil. O casal tem duas filhas:
3.2.1..Marta Esteves de Almeida Gil, nascida em
S.Paulo, em 1 de fevereiro de 1950.
3.2.2..Pricila Esteves de Almeida Gil, nascida em
S.Paulo, em 23 de outubro de 1951.
3.3..Jacy Brazil Esteves, nascida em Niterói, RJ, em 3
de outubro de 1925, faleceu em S.Paulo em 17 de
dezembro de 1994. Foi casada com Oswaldo
Sant'Anna Jr., nascido em S.Paulo, em 13 de
junho de 1927 e falecido em agosto de 1992, filho
de Oswaldo Sant'Anna e de Rosandira Santos
Sant'Anna. O casal teve três filhos:
3.3.1..Oswaldo Augusto Brazil Esteves
Sant'Anna, nascido em S.Paulo, em 14 de
setembro de 1949, casou, em S.Paulo, com
Célia Romano Leite, nascida em
Votuporanga, SP, em 2 de março de 1949,
filha de Raul Pereira Leite e de Clotilde
Romano Leite, O casal tem dois filhos:
3.3.1.1..Ricardo Augusto, nascido em
S.Paulo, em 15 de outubro de 1976.
3.3.1.2..Silvia Maria, nascida em S.Paulo em
7 de julho de 1978.
3.3.2..Roberto Brazil Esteves Sant'Anna, nascido
em S.Paulo, em 11 de maio de 1951, casou,
em Garça, SP, em 25 de fevereiro de 1984,

CCCXXI
com Wanda Maria Mendonça Gomes,
nascida em Garça, em 10 de abril de 1954,
filha de João Gomes e Vanda Mendonça
Gomes. O casal tem um filho:
3.3.2.1..Fabio, nascido em S.Paulo em 26
de setembro de 1985.
3.3.3..Paulo Brazil Esteves Sant'Anna, nascido
em S.Paulo, em 25 de agosto de 1955,
casou em S.Paulo, em 11 de maio de 1985,
com Claudia Maria Ribeiro Martins
Gonçalves, nascida em S.Paulo, em 12 de
novembro de 1958, filha de Roberto
Reynaldo Martins Gonçalves e de Maria
Francisca Teresa Ribeiro Martins
Gonçalves. O casal tem dois filhos:
3.3.3.1..Morena, nascida em S.Paulo, em 1
de abril de 1988
3.3.3.2..Pablo, nascido em S.Paulo, em 10
de março de 1994.
3.4..Gláucia Brazil Esteves, nascida em Niterói, RJ,
em 9 de junho de 1928, é casada com Atílio
Migotto, nascido em S.Paulo em 22 de setembro
de 1921, e aí falecido em 12 de abril de 1996,
filho dos italianos José Migotto e Rosa Migotto. O
casal tem cinco filhos:
3.4.1..Rosa Maria Esteves Migotto, nascida em
S.Paulo em 22 de julho de 1953, é separada
de Scandar Ignatius, nascido em S.Paulo
em 6 de abril de 1951, sem geração.
3.4.2..Alvaro Esteves Migotto, nascido em
S.Paulo, em 25 de fevereiro de 1955, é
solteiro.
3.4.3..Cristina Esteves Migotto nascida em
S.Paulo, em 14 de março de 1958, é casada
com Nelson Certeza, nascido em S.Paulo

CCCXXII
em 1 de abril de 1956. O casal tem dois
filhos:
3.4.3.1..Leandra, nascida em S.Paulo, em 8
de Janeiro de 1977
3.4.3.2..Daniel, nascido em S.Paulo, em 5
de junho de 1983
3.4.4..Ana Lúcia Esteves Migotto, nascida em
S.Paulo, em 29 de junho de 1959, é
divorciada.
3.4.5..André Esteves Migotto, nascido em
S.Paulo, em 1 de abril de 1963, é casado,
em S.Paulo, em 3 de janeiro de 1987, com
Maria do Rosário de Toledo Camargo,
nascida em S.Paulo em 6 de outubro de
1963, filha de Paulo Aparecido de Camargo
e de Laurita de Toledo Camargo
3.5..Flávia Brazil Esteves, nascida em Niterói, RJ, em
19 de novembro de 1929, faleceu solteira em 28
de julho de 1996, na América do Norte onde
residiu por muitos anos.
3.6..Itaé Brazil Esteves, nascida em S.Paulo, em 2 de
abril de 1938, faleceu solteira em 29 de outubro
de 1966.

4..Mario Vital Brazil, nascido em S. Paulo, em 25 de


julho de 1897, faleceu no Rio de Janeiro em 20 de
janeiro de 1980. Foi casado com Déa Ramos Durão,
nascida no Rio de Janeiro em 28 de dezembro de
1898, e aí falecida em 25 de dezembro de 1986, filha
de Arthur Pereira de Oliveira Durão e Rosa Ramos de
Oliveira Durão, neta materna de José Joaquim
Teixeira Ramos e de Carolina Vianna Ramos, por
esta bisneta do portugues Bernardo José Ribeiro
Vianna e de Rosa Borges Vianna. Todos
descendentes da família Cardoso Lima, descrita no
volume 5, da Genealogia Paranaense. Sobrinha de

CCCXXIII
Ermelinda Ramos casada com Oscar Americano
irmão de Vital Brazil, Déa, entre outros, tinha uma
outra tia, Carolina casada com Dr. Teodoro Bayma,
médico de renome, amigo e comtemporâneo de Vital
Brazil. De espirito simples, calmo e sossegado, Mário
desde menino, no Butantan, se sentia atraído pelo
animais, quando moço foi exímio cavaleiro.
Trabalhou toda sua vida no Instituto Vital Brazil, onde
foi administrador e tesoureiro por muitos anos.
Gostava de conversar e fazer amizades, era querido
por todos que o conheceram. O casal tem dois filhos:
4.1..Maria Helena Brazil, nascida em Niterói, RJ, em
17 de março de 1925, foi casada em primeiras
núpcias com Milton Madruga, com quem tem uma
filha, Maria Lúcia. É casada em segundas
núpcias, em Terezópolis, em 8 de abril de 1978,
com Paulo Vieira de Castro, nascido no Rio de
Janeiro, em 20 de agosto de 1914, filho de
Gustavo Vieira de Castro e Luiza Rosas Vieira de
Castro, sem geração.
4.1.2..Maria Lúcia Brazil Madruga, nascida em
Niterói, em 12 de novembro de 1945, é
casada, no Rio de Janeiro em 1967, com
Benedicto Antônio Priolli Júnior, nascido no
Rio de Janeiro, em 8 de julho de 1942, filho
de Benedicto Antônio Priolli e de Maria
Luiza Priolli. O casal tem quatro filhos:
4.1.2.1..Marco Antônio, nascido no Rio de
Janeiro em 15 de julho de 1968,
casado no Rio de Janeiro em 14 de
setembro de 2001, com Valeria
Augusta Pacheco Gomes, filha de
Jonas Simões Gomes e de Osenilda
Pacheco Gomes.
4.1.2.2..Luiz Fernando, nascido no Rio de
Janeiro em 4 de novembro de 1969,

CCCXXIV
casado no Rio de Janeiro em 18 de
setembro de 1999, com Janine Meira
Souza, filga de Raul da Silva Souza e
de Maria de Fátima Barbosa Meira
Souza.
4.1.2.3..Carlos Alberto, nascido no Rio de
Janeiro em 8 de fevereiro de 1971,
casou no Rio de Janeiro em 4 de
dezembro de 1999, com Elisabeth.
4.1.2.4..Luciana, nascida no Rio de Janeiro
em 8 de abril de 1973
4.2..Vital Brazil Neto, nascido em Niterói, RJ, em 19
de julho de 1926, é casado com Célia de
Magalhães, nascida em S.Paulo, em 4 de abril de
1931, filha de Alberto Magalhães e de Carolina
Cardoso Magalhães. O casal tem dois filhos:
4.2.1..Mario Alberto Vital Brazil, nascido em
Niterói, em 10 de janeiro de 1952, é casado,
no Rio de Janeiro em 19 de setembro de
1975, com Eliana Magalhães, nascida no
Rio de Janeiro em 26 de julho de 1950, filha
de Hertz Magalhães e de Paula Angela
Maria Francinet Albuquerque Magalhães. O
casal tem duas filhas:
4.2.1.1..Juliana, nascida no Rio de Janeiro
em 4 de maio de 1977
4.2.1.2..Priscila, nascida no Rio de Janeiro
em 1 de maio de 1980
4.2.2..Luiz Cláudio Vital Brazil, nascido em
Niterói, em 26 de fevereiro de 1956, foi
casado no Rio de Janeiro, com Tânia
Albuquerque Mendes, nascida no Rio de
Janeiro em 15 de novembro de 1956, filha
de Sérgio Mendes e de Maria Luiza de
Marilac Albuquerque Mendes. O casal tem
dois filhos:

CCCXXV
4.2.2.1..Patricia, nascida no Rio de Janeiro
em 18 de setembro de 1984.
4.2.2.2..André, nascida no Rio de Janeiro
em 6 de fevereiro de 1987

5..Olga, nascida em S.Paulo, em 6 de julho de 1898,


faleceu em 17 de janeiro de 1899 com seis meses de
idade.

6..Vital, nascido em S.Paulo em 17 de agosto de 1899,


aí faleceu em 17 de março de 1900.

7..Vital Brazil Filho, nasceu em Paris, França, foi


registrado no Consulado Brasileiro em 21 de agosto
de 1904, faleceu no Rio de Janeiro em 9 de julho de
1936, vítima de infeção contraída no laboratório.
Médico, formado pela Escola de Medicina do Rio de
Janeiro em 1928, dotado de invulgar inteligência,
capacidade de trabalho e liderança, teria sido o
continuador da obra de seu pai no Instituto Vital
Brazil, se não fosse colhido pela morte prematura aos
32 anos de idade. Após ter se dedicado, por algum
tempo, à cirurgia e à urologia, retornou ao Instituto
Vital Brazil onde havia trabalhado no laboratório de
bacteriologia quando estudante. Nessa ocasião, não
só se dedicou a área científica, como também se
interessou pela produção e pela seção comercial,
criando a seção de propaganda, a revista Biologia
Médica e o Camboacy, produto que bem aceito pela
classe médica se tornou o principal esteio financeiro
da instituição. Foi o responsável pela introdução no
Brasil da produção de soros antigangrenosos e autor
de vários artigos de grande valor científico publicados
na revista especializada do IVB, destacando-se o
denominado “Do envenenamento elapíneo em
confronto com o choque anafilático”, que pela

CCCXXVI
primeira vez descreveu corretamente os sintomas, no
homem, produzidos pelo envenenamento das cobras
corais. A notícia de sua morte teve grande
repercussão nacional. Nas Academias de Medicina,
Escolas Superiores e diversas Assembléias
Legislativas, os mais ilustres oradores manifestaram
o pesar pela perca de tão conceituada personalidade.
Américo Braga em discurso assim registra o
acontecimento: sic. “O teu enterro valeu por uma
apoteose e os discursos dos teus eminentes colegas
puseram em evidencia o elevado apreço em que era
tida a tua pessoa, na desolação da magoa que a
todos feriu e na angustia que apertou o coração de
quantos te conheciam a nobreza d’alma, os primores
de educação, os lampejos do talento e as excelências
do espirito cheio de lucidez e sentimento.” Foi casado
com Dinorah Carneiro Vianna, (irmã de Dinah,
segunda esposa de Vital) natural de Paranaguá onde
nasceu em 5 de novembro de 1906, filha de Paulo
Guajará Vianna e de Aidée Guimarães Carneiro.
Faleceu no Rio de Janeiro em 3 de fevereiro de 1984.
(Biologia Médica, Ano III, n° 9 - Dedicado à memória
do Dr. Vital Brazil Filho)
7.1..Lycia Vital Brazil, nascida em Niterói, RJ, em 13
de dezembro de 1929, faleceu no Rio de Janeiro
em 21 de julho de 1997, foi casada em primeiras
núpcias com o belga Douglas Libert Eyben,
nascido em Antuérpia, em 1918, filho de Libert
Ivan Eyben e Marthe Willense Eyben, com quem
tem dois filhos: Ivan e Viviane. Casada em
segundas núpcias com o italiano Pasquale Ricci,
nascido em 15 de setembro de 1923, em Napoli,
e aí falecido em 21 de setembro de 1992, filho de
Gennaro Ricci e de Evangelista Páscoa Ricci tem
mais três filhos: Leonardo, Pietro e Leandro.

CCCXXVII
7.1.1..Ivan Vital Brazil Eyben, nascido no Rio de
Janeiro em 26 de janeiro de 1952.
7.1.2..Viviane Vital Brazil Eyben, nascida no Rio
de Janeiro, em 4 de maio de 1954, casou,
em Napoli, Itália, com Cristóforo D'Ascia,
nascido em Napoli, em 18 de agosto de
1948, filho de Salvatore D'Ascia e de
Gaetana Pecardi D'Ascia. O casal tem dois
filhos:
7.1.2.1..Salvatore Luca, nascido em Napoli,
em 23 de agosto de 1979.
7.1.2.2..Piersandro, nascido em Napoli, em
4 de setembro de 1980.
7.1.3..Leonardo Maximiliano Brazil Ricci, nascido
no Rio de Janeiro em 20 de junho de 1956,
casou, no Rio de Janeiro, com Bela Catarina
de Meireles Seabra Pinto, nascida no Rio de
Janeiro em 21 de abril de 1958, filha de
Ricardo Seabra de Moura Pinto e de Emilia
Seabra Pinto. O casal tem um filho:
7.1.3.1..Raffaele, nascido no Rio de Janeiro,
em 13 de junho de 1978.
7.1.4..Pietro Vital Brazil Ricci, nascido no Rio de
Janeiro em 2 de abril de 1959.
7.1.5..Leandro Vital Brazil Ricci, nascido no Rio
de Janeiro, em 23 de março de 1962, casou
no Rio de Janeiro, em 16 de setembro de
1986, com Sandra Regina Passy, nascida
em 15 de fevereiro de 1966, no Rio de
Janeiro, filha de Samy Passy e de Maria de
Oliveira Reis Passy. O casal tem um filho:
7.1.5.1..Bruno, nascido no Rio de Janeiro,
em 14 de julho de 1988.
7.2..Luiz Carlos Vital Brazil, nascido no Rio de
Janeiro, em 29 de março de 1932, é casado com
Doris Licht, nascida em Niterói, em 19 de

CCCXXVIII
setembro de 1937, filha de Edwin Germano Luiz
Licht e de Margot Licht. O casal tem três filhos
legítimos e uma por adoção:
7.2.1..Adriana Vital Brazil, nascida no Rio de
Janeiro, em 16 de julho de 1961, casou no
Rio de Janeiro, em 26 de maio de 1989, com
Roberto do Carmo Ramos, nascido no Rio
de Janeiro, em 28 de agosto de 1959, filho
de Francisco Ferreira Ramos e de Shirley do
Carmo Ramos. O casal tem dois filhos:
7.2.1.1..Matheus, nascido no Rio de Janeiro,
em 13 de março de 1991.
7.2.1.2..Pedro, nascido no Rio de Janeiro,
em 20 de janeiro de 1994.
7.2.2..Gilberto Vital Brazil, nascido no Rio de
Janeiro, em 11 de agosto de 1962, aí
faleceu em 11 de junho de 1993.
7.2.3..Flavia Vital Brazil, nascida no Rio de
Janeiro, em 19 de maio de 1964, é casada
com Marcelo Otavio de Lorenzo Fernandes.
O casal tem um filho:
7.2.3.1..Guilherme, nascido no Rio de
Janeiro, em 5 de dezembro de 1994.
7.2.4..Claudia Licht Vital Brazil, nascida no Rio de
Janeiro, em 23 de março de 1982.

8..Ary Brazil, nascido no Butantan em S.Paulo, em 11 de


junho de 1906, faleceu solteiro em Niterói, RJ, em 6
de abril de 1924.

9..Ruy Vital Brasil, nasceu no Butantan, em S.Paulo, em


11 de novembro de 1907, faleceu em Guaratinguetá
em 29 de setembro de 1995. Desde muito jovem
demonstrou dedicação nos estudos, obtendo sempre
destacada classificação em todos os cursos que fez.
Ainda como estudante do curso preparatório começou

CCCXXIX
a trabalhar no Instituto Vital Brazil, onde por muito
tempo se dedicou a produção dos soros peçonhentos.
Formou-se em Química Industrial pela Escola
Nacional de Química do Rio de Janeiro, em 1929,
quando passou a organizar e chefiar a seção de
química do IVB. Em 1944, foi para os Estados Unidos
da América do Norte, onde fez curso de Química
Farmacêutica na Columbia University. Em 1949,
deixou o Instituto Vital Brazil, mudando sua
residência para Piquete, SP, onde passou a trabalhar
na Fábrica de Explosivos Presidente Vargas, aí
permanecendo até se aposentar em 1965, quando
passou a exercer sua atividade técnica em
Guaratinguetá no Laboratório Médico Vital Brazil, o
maior e o mais renomado laboratório de análises
clínicas do vale do Paraiba, de propriedade do seu
filho Tirso Vital Brazil. De hábitos simples,
trabalhador dedicado, alegre, sensível à família,
querido e admirado por todos que o conheceram,
deixou saudades e um belo exemplo de vida para
todos nós. Faleceu em Guaratinguetá, em 29 de
setembro de 1995. Casou, em Niterói, em 16 de
dezembro de 1929, com Alda Borges Carneiro,
nascida em Paranaguá, Paraná, em 21 de Abril de
1908, filha de Anibal Guimarães Carneiro e de Maria
Isabel Borges Carneiro. Sua mãe faleceu em 1909,
deixando-a órfã, com muitos irmãos, quando contava
cerca de um ano e meio de idade. Seu pai Anibal,
atendendo a um pedido de seu irmão, casado e sem
filhos, cedeu suas duas filhas menores Alda e Alaide,
para adoção pelo casal Manoel e Acácia, esta irmã
de Vital Brazil (Tio Carneiro e Tia Vidinha). Por
ocasião da viuvez de Vital Brazil, em 1913, este casal
com suas duas filhas adotivas, mudou-se para o
Butantan, passando a cuidar dos filhos ainda
menores do irmão e cunhado viuvo. Assim Alda e Rui

CCCXXX
foram criados juntos com mais nove irmãos, desde a
mais tenra idade, separados apenas quando
frequentaram os internatos dos colégios onde
estudaram. Alda frequentou o Colégio Bennett no Rio
de Janeiro e o Isabela Hendrix em Belo Horizonte, em
1927 ficou noiva, casando em 1929. Por volta de
1933, residindo na rua Mariz de Barros em Niterói,
abriu o seu “Jardim da Infância”, o que talvez tenha
sido o primeiro colégio para alfabetização de crianças
em Niterói. Toda nossa geração estudou e foi
alfabetizada por ela e por sua irmã Alaide, ambas
admiradas e muito queridas por todos nós. O casal
tem seis filhos:
9.1..Rui Vital Brasil Filho, nascido em Niterói, em 19
de outubro de 1930, é casado, em Belo
Horizonte, em 14 de outubro de 1960, com Ana
Lúcia de Carvalho Britto, nascida em Belo
Horizonte em 20 de março de 1937, filha de
Ataliba de Carvalho Britto e de Heloisa Souza
Carvalho Britto. O casal tem dois filhos:
9.1.1..Claudio Carvalho Britto Vital Brazil, nascido
em Cachoeiro de Itapemirim, em 27 de
setembro de 1961, é casado, em Vitória, ES,
em 17 de outubro de 1985, com Maria
Verônica Depes, nascida em Cachoeiro de
Itapemirim, em 16 de março de 1964, filha
de Nicolau Depes e de Elisabeth Marinho
Depes. O casal tem quatro filhos:
9.1.1.1..Gabriela, nascida em Cachoeiro de
Itapemirim, em 22 de abril de 1987.
9.1.1.2..Luiz Felipe, nascido em Cachoeiro
de Itapemirim, 21 de abril de 1990.
9.1.1.3..Marcelo, nascido em Cachoeiro de
Itapemirim, 31 de outubro de 1992.
9.1.1.4..Pedro Henrique, nascido em
Cachoeiro de Itapemirim, em 9 de

CCCXXXI
setembro de 1994, aí faleceu em 23
de outubro do mesmo ano.
9.1.2..Mônica de Carvalho Britto Vital Brazil,
nascida em Cachoeiro do Itapemirim, em 30
de novembro de 1965.
9.2..Selma Carneiro Brasil, nascida em Niterói, em 28
de fevereiro de 1932, casou em Niterói, em 26 de
dezembro de 1953, com Sadí Coube Bogado,
nascido em Nova Friburgo, em 15 de janeiro de
1928, filho de Moacyr Martins Bogado e de
Ondina Coube Bogado. O casal tem sete filhos:
9.2.1..Maria Beatriz Vital Brazil Bogado, nascida
em Campos em 17 de outubro de 1954,
casou em Campos, com Marcelo Bastos de
Oliveira, nascido em campos em 24 de
dezembro de 1953, filho de Walter Gomes
de Oliveira e de Nilda Bastos de Oliveira. O
casal tem duas filhas:
9.2.1.1..Daniela, nascida em 22 de setembro
de 1980
9.2.1.2..Laura, nascida em 16 de novembro
de 1982
9.2.2..Lucia Helena Vital Brazil Bogado, nascida
em Campos, em 20 de julho de 1957, é
casada, em Londres a 13 de julho de 1992,
com o irlandês Noel Gary, nascido em 10 de
dezembro de 1955, sem geração.
9.2.3..Beatriz Helena Vital Brazil Bogado, nascida
em Campos em 24 de fevereiro de 1959,
casou em Campos em 20 de março de 1982,
com Walter dos Santos Manhães, nascido
em Campos em 15 de setembro de 1953,
filho de Amaro Manhães de Souza e de
Judith dos Santos Manhães. O casal tem
três filhas:

CCCXXXII
9.2.3.1..Carolina, nascida em Itapuranga,
GO, em 17 de agosto de 1984
9.2.3.2..Maisa, nascida em Itapuranga em
27 de junho de 1988
9.2.3.3..Gabriela, nascida em Itapuranga em
14 de agosto de 1989
9.2.4..Luiz Henrique Vital Brazil Bogado, nascido
em Campos em 3 de outubro de 1960, é
unido à Maria Aparecida Rosa (Cidinha),
com quem tem dois filhos:
9.2.4.1..Luiz Henrique, nascido em Brasilia
em 20 de outubro de 1992
9.2.4.2..Bárbara Maria, nascida em Brasilia
em 17 de março de 1995
9.2.5..Luiz Bernardo Vital Brazil Bogado, nascido
em Campos em 26 de dezembro de 1961,
casou em Campos, em 30 de dezembro de
1982, com Beatriz Lima Ribeiro Gomes,
nascida em Campos, em 26 de outubro de
1960, filha de Decio Ribeiro Gomes e de
Aurecy Lima Ribeiro Gomes. O casal tem
três filhos:
9.2.5.1..Gisela, nascida em Campos em 24
de junho de 1983
9.2.5.2..Luiz Bernardo, nascido em Campos
em 24 de julho de 1984
9.2.5.3..Juliana, nascida em Campos em 11
de julho de 1987.
9.2.6..Maria Bernardete Vital Brazil Bogado,
nascida em Campos, em 2 de abril de 1963,
é separada de Otacilio Soares Filho,
nascido em Raul Soares, MG., em 23 de
março de 1958, filho de Otacilio Soares e de
Cecy Braga Mendes Soares. O casal tem
dois filhos. De uma segunda união Maria
Bernardete tem mais um filho.

CCCXXXIII
9.2.6.1..Arthur, nascido em Campos em 2 de
novembro de 1980
9.2.6.2..Igor, nascido em Campos em 18 de
maio de 1982
9.2.6.3..Matheus, nascido em 31 de
dezembro de 1999.
9.2.7..Maria Cristina Vital Brazil Bogado, nascida
em Campos, em 2 de dezembro de 1966,
casou em Campos, em 10 de julho de 1987,
com Luciano Silva de Almeida, nascido em
S.Fidelis, RJ., em 8 de junho de 1960, filho
de Antonio Duarte de Almeida e de Nair da
Silva Almeida. Sem geração.
9.3..Tirso Vital Brasil, nascido em Niterói, em 12 de
abril de 1933. Casou em 22 de julho de 1967, em
Guaratinguetá, com Nilza Rosa Azevedo, nascida
em Guaratinguetá em 24 de dezembro de 1940,
filha de João Rosa Galhardo e de Rosalina
Martins Monteiro. O casal tem três filhos:
9.3.1..Alvaro Azevedo Vital Brazil, nascido em
Guaratinguetá em 26 de fevereiro de 1969,
em 14 de julho de 1995, casou em
Guaratinguetá com a norte americana
Kimberly Genschmer.O casal tem dois filhos:
9.3.1.1..Izabela nascida em 1997
9.3.1.1..Felipe nascido em 4 de março de
2000
9.3.2..Ana Cristina Azevedo Vital Brazil, nascida
em Guaratinguetá em 26 de fevereiro de
1971, casou em 7 de janeiro de 2000, em
Guaratinguetá, com Hermindo Frazili Júnior,
filgo de Hermindo Frazili e de Chirley
Domingues Frazili. O casal tem uma filha.
9.3.2.1..Gabriela nascida em 20 de agosto
de 1999

CCCXXXIV
9.3.3..Antonio Augusto Azevedo Vital Brazil,
nascido em Guaratinguetá em 1 de janeiro
de 1975.
9.4..Acácia Maria Vital Brazil, nascida em Niterói, em
4 de agosto de 1937, casou, no Rio de Janeiro
em 10 de fevereiro de 1965, com Carlos Wieland,
nascido em S.Paulo em 5 de julho de 1928 e
falecido no Rio de Janeiro em 19 de janeiro de
1981, filho de Augusto Wieland e de Sophia
Wieland. O casal tem um filho:
9.4.1..Eduardo Augusto Wieland, nascido no Rio
de Janeiro, em 1 de maio de 1967, casou no
Rio de Janeiro, em 11 de dezembro de
1993, com Claudia de Almeida, nascida no
Rio de Janeiro, em 23 de março de 1971,
filha de Enio Ludolf de Almeida e de Nadyr
Sant’Anna de Almeida. O casal tem um filho:
9.4.1.1..Leonardo, nascido no Rio de
Janeiro em 24 de abril de 1995
9.5..Alda Carneiro Vital Brazil, nascida em Niterói, em
16 de abril de 1940, foi casada em primeiras
núpcias, no Rio de Janeiro em 13 de dezembro
de 1963, com Luiz Felipe Palmeira Lampreia,
nascido em 19 de outubro de 1941, no Rio de
Janeiro, filho de João Gracie Lampreia e de Maria
Carolina Palmeira Lampreia, com quem tem três
filhas. É casada em segundas núpcias com
Sérgio Ronald de Carvalho, nascido em 18 de
junho de 1948 em Santiago do Chile, filho de
Fernando Ronald de Carvalho e de Adila Ronald
de Carvalho, sem geração.
9.5.1..Helena Vital Brazil Lampréia, nascida no
Rio de Janeiro, em 19 de maio de 1966,
casou em Brasília, em 27 de julho de 1990,
com Jorge da Costa Neves, nascido no Rio
de Janeiro, em 27 de abril de 1967, filho de

CCCXXXV
Jorge Fernando Miller da Costa Neves e de
Monica de Lima Bracsak Costa Neves.
9.5.2..Teresa Vital Brazil Lampréia, nascida em
Nova York em 20 de outubro de 1967
9.5.3..Ines Vital Brazil Lampréia, é gêmea de
Teresa.
9.6..Vera Lúcia Carneiro Vital Brazil, nascida em
Piquete, S.Paulo, em 4 de julho de 1946, é
casada com Paulo Roberto Rodrigues, sem
geração.
10.Alvaro Vital Brazil, nasceu no Butantan em S.Paulo,
em 1 de fevereiro de 1909, faleceu no Rio de Janeiro
em 10 de agosto de 1997, iniciou seus estudos em
S.Paulo, terminando o curso secundário no Colégio
Rezende no Rio de Janeiro. Engenheiro formado pela
Escola Politécnica do Rio de Janeiro, e Arquiteto
formado pela Escola de Belas Artes, em 1933, tornou-
se um dos mais conceituados profissionais na
construção civil, verdadeiro expoente da Arquitetura
Brasileira. Em 1936, assistido por Adhemar Marinho,
por concurso obteve o contrato para projetar e
construir o Edifício Esther, na Praça da República em
S.Paulo. O prédio com onze andares, alem de ser o
primeiro edifício comercial do Brasil com estrutura
livre, fixou o gabarito de dez andares em sua época,
e inovou nas soluções técnicas empregadas na sua
construção. Firmado em profunda convicção,
tranquilo purista no manejo da expressão arquitetural,
enfrentou todos os tabús da época com naturalidade,
atacando com a mesma clareza e objetividade todos
os problemas surgidos na sua extensa carreira. De
1938 a 1942, projetou e construiu os novos
laboratórios do Instituto Vital Brazil em Niterói. O
detalhamento do projeto e da execução mereceu
cuidados especiais do arquiteto, que encontrou na
sua criatividade soluções inéditas, para a melhor e

CCCXXXVI
necessária assepsia no interior dos laboratórios, e
das diversas e complexas instalações industriais. Ao
ser inaugurado em 1942, foi o conjunto considerado
como a mais moderna instalação de laboratório de
pesquisa e produção da América. Em 1946, obteve o
primeiro prêmio da I Bienal de São Paulo com o
projeto do Edifício Clemente Faria, sede do Banco da
Lavoura em Belo Horizonte, obra que chamou a
atenção dos profissionais no Brasil e no exterior.
Projetou e construiu mais de uma centena de prédios,
casas, escritórios e escolas, cabendo ainda destacar
a Base Aérea de Manaus e o concurso público para o
projeto da sede do Jockey Club Brasileiro, no Rio de
Janeiro, onde foi classificado em primeiro lugar. Foi
casado com Juracy Leite de Oliveira, nascida em
Passa Tempo, Minas Gerais, em 25 de novembro de
1911,falecida no Rio de Janeiro em 11 de junho de
1996, filha de Américo Augusto de Oliveira e Iracema
Leite. Sem geração.

11.Lygia Brazil, nasceu no Butantan em S.Paulo, em 30


de maio de 1910, quando jovem dedicou-se às artes
plásticas, realizando diversos cursos na Escola de
Belas Artes do Rio de Janeiro. Faleceu solteira em
Lambari, Minas Gerais, em 3 de janeiro de 1979, foi
sepultada no Cemitério local, do lado esquerdo junto
a alameda principal, a meia distância do portão. Há
uma placa de identificação em mármore branco.

12.Oswaldo Vital Brazil, nasceu no Butantan em


S.Paulo, em 2 de março de 1912, é médico formado
em 1939 pela Faculdade Nacional de Medicina do
Rio de Janeiro, herdeiro e continuador da obra
científica de Vital Brazil. Em 1936, ainda como
estudante iniciou suas atividades no Instituto Vital
Brazil, onde tomou o gosto pelo estudo e pela

CCCXXXVII
investigação científica, realizando alguns trabalhos,
dentre os quais destaca-se o que tratou dos
alcalóides derivados das plantas curarigênicas, e que
resultou na produção de substância, largamente
empregada com pleno sucesso no homem, e em
animais, como relaxante muscular. Em 1949 se
transferiu para a Argentina, onde foi trabalhar no
Instituto de Fisiologia da Faculdade de Ciências
Médicas de Buenos Aires. Aí teve a oportunidade de
se utilizar de aparelhagem moderna e adequada,
realizando, entre outras, pesquisa sobre a
farmacologia das peçonhas da cascavel sulamericana
e da cobra coral, Micrurus frontalis. De regresso ao
Brasil em 1950, foi contratado pela Universidade de
São Paulo passando a trabalhar no Departamento de
Farmacologia da Faculdade de Medicina, sendo
nomeado assistente desse Departamento em 1952.
Durante os treze anos em que trabalhou no
Departamento, realizou inúmeras pesquisas sobre
peçonhas ofídicas, drogas curarizantes e antibióticos,
destacando-se a que se refere a toxicidade aguda da
estreptomicina, cujos resultados, do mais elevado
nível científico, despertaram o interesse e o
reconhecimento da comunidade científica
internacional. Na Faculdade de Medicina de São
Paulo defendeu tese de doutoramento sobre a “Ação
neuromuscular da peçonha de Micrurus”. Em 1964,
por concurso de títulos, foi contratado como Professor
Titular de Farmacologia da recem-fundada Faculdade
de Ciêmcias Médicas da Universidade de Campinas.
A dedicação e a competência demonstrada
permitiram que em maio fosse o curso iniciado e três
meses mais tarde tivessem início as primeiras
pesquisas, que prosseguiram sem interrupção ao
longo dos vinte e três anos que se seguiram.
Versaram sobre a farmacologia das toxinas da

CCCXXXVIII
peçonha da cascavel sul-americana, das peçonhas
do escorpião, de aranhas, de peixes venenosos, de
antibióticos, e foram publicados em várias revistas
especializadas no Brasil e no exterior. Reconhecido
mundialmente pelo seu trabalho, Oswaldo Vital Brazil
é cientista de primeira grandeza, Professor Emérito
da UNICAMP, e Cidadão Campineiro por decreto
legislativo municipal de 1987, tem recebido inúmeras
homenagens de instituições científicas nacionais e
internacionais. É casado com Stella Telles, nascida
no Rio de Janeiro, em 6 de abril de 1914, filha do
General Pantaleão Telles e de Irene Carneiro Telles
Ferreira. O casal tem duas filhas:
12.1..Áurea Vital Brazil.
12.2..Rosa Vital Brazil

São filhos do segundo matrimônio:

13.Acácia Vital Brazil nasceu em Niterói, Rio de Janeiro,


em 24 de maio de 1921. Iniciou seus estudos de
musica quando menina. Em 1930, com a chegada ao
Brasil da harpista Léa Bach, por iniciativa e gosto de
seus pais, se tornou aluna dessa grande artista,
ingressando mais tarde na Escola Nacional de
Música da Universidade do Brasil, onde se formou em
1939. Casada, dedicou-se ao lar e à família,
apresentando-se ocasionalmente em reuniões
familiares e entre amigos, até 1963, quando
convidada ingressou na Orquestra Sinfônica
Nacional, onde permaneceu por mais de dez anos.
Em 1967, por concurso em que foi aprovada com
louvores, se tornou professora titular do curso de
harpa da escola na qual se diplomara, e onde nesta
época não existiam nem harpas nem alunos. A
perseverança e o trabalho dedicado e competente da
harpista, em alguns anos reverteu a situação, sua

CCCXXXIX
classe de harpa passou a ser procurada por inúmeros
alunos. De espírito manso, compreensivo, amoroso,
sensível à família e às artes, é admirada e querida
por todos que a conhecem. Formadora de algumas
dezenas de harpistas, em duas gerações, que atuam
nos mais diversos ambientes culturais do país,
apresentou-se inúmeras vezes no Brasil e no exterior,
com harpa solo, duos e trios, atuando por duas vezes
como membro do júri do mais importante concurso de
harpa do mundo, o internacional de Israel. Artista
exímia, Acácia Brazil é um dos mais importantes
nomes da harpa, e da música erudita em nosso país.
Casou no Rio de Janeiro, em 23 de dezembro de
1939, com Ernesto Imbassahy de Mello, nascido no
Rio de Janeiro em 25 de julho de 1908, e aí falecido
em 12 de junho de 1993, filho de Vital Modesto da
Silva Mello e de Judith Imbassahy de Mello.
Inteligente, sociável e esportista, quando jovem
praticando remo, natação e waterpolo, habituou-se a
competir com seriedade, elegância e honradez,
respeitando as regras e seus competidores. Começou
a trabalhar como operário da empresa distribuidora
de energia elétrica em Niterói. Diplomado em
Ciências Jurídicas, se tornou advogado brilhante e
bem sucedido, graças a seriedade, responsabilidade
e competência com que se dedicava as causas
abraçadas. Foi advogado da Caixa Econômica
Federal, onde prestou relevantes serviços por mais
de trinta anos. Em 1941 e 1942, convidado por Vital
Brazil, assumiu a gerência comercial e administrativa
do Instituto Vital Brazil, demonstrando eficiência e
competência pelos resultados obtidos. Rotariano
exemplar, galgou todos os postos de destaque no
clube, foi o segundo brasileiro a galgar o posto de
Presidente do Rotary Internacional. O casal tem três
filhos:

CCCXL
13.1..Livia Brazil de Mello, nascida em Niterói, RJ, em
15 de dezembro de 1940, foi casada em
primeiras núpcias, em Niterói, em 23 de agosto
de 1958, com Bernardo Theodoro Ruediger
Vorsatz, nascido no Rio de Janeiro, em 6 de
novembro de 1938, filho de Kurt Vorsatz e de
Elizabeth Vorsatz, com quem tem duas filhas.
Por dezoito anos esteve unida à Claudio Murilo
Cavalcanti. É casada em segundas núpcias com
Luiz Alfredo Garcia-Roza, natural do Rio de
Janeiro, nascido em 16 de setembro de 1936,
filho de Almir Garcia-Rosa e de Diva Garcia-
Rosa, sem geração.
13.1.1..Ingrid de Mello Vorsatz, nascida em
Niterói, em 4 de março de 1959, uniu-se
em 1988, no Rio de Janeiro, a Luiz
Rosemberg Filho, nascido no Rio de
Janeiro em 27 de setembro de 1943, filho
de Luiz Treiger Rosemberg e de
Mercedes Rosemberg.
13.1.2..Carla de Mello Vorsatz, nasceu em
Niterói, em 7 de setembro de 1960. Unida
a Jean Marc Von Der Weid, filho de
Frederico Von Der Weid e de Regina
Sodré Von Der Weid tem uma filha:
Anaïk. Casou com Antonio d’Oliveira
Pinto Filho, filho de Antonio d’Oliveira
Pinto e de Irene Pinto, tem mais uma
filha: Lais.
13.1.2.1..Anaïk, nascida no Rio de janeiro, em
21 de maio de 1985.
13.1.2.2..Lais, nascida no Rio de Janeiro, em 3
de julho 1989.
13.2..Raul Brazil Imbassahy de Mello, nascido em
Niterói, RJ, em 26 de janeiro de 1942, faleceu
no Rio de Janeiro em 25 de março de 1999. Foi

CCCXLI
unido a Sylvia Maria Monteiro da Fonseca, sem
geração.
13.3..Luiz Ernesto Vital Brazil Imbassahy de Mello,
nascido em Niterói, RJ, em 26 de maio de 1943,
é solteiro.

14.Isis Vital Brazil, nasceu em Niterói, Rio de Janeiro,


em 17 de junho de 1922, casou em 31 de maio de
1941 com Lindenberg Costa Lenz Cesar, nascido no
Rio de Janeiro em 29 de julho de 1915, e aí falecido
em 2 de junho de 1991, filho de Paulo Lenz Cesar e
de Márcia Costa Lenz Cesar. Inteligente e estudiosa,
quando jovem, secretariou seu pai em algumas
ocasiões. Interrompeu os estudos por ocasião do seu
casamento, dedicando-se ao lar e a família por mais
de 25 anos, quando retomou o segundo ciclo, e
ingressou no curso de Psicologia da Pontifícia
Universidade Católica do Rio de Janeiro, onde se
formou com cerca de 50 anos de idade. De espírito
amoroso, sensível, batalhador e perseverante, faz
com sucesso psicologia clínica, dividindo hoje seu
tempo entre sua família e seu consultório. O casal
tem quatro filhos:
14.1..Márcio Brazil Lenz Cesar, nascido em Niterói,
em 14 de maio de 1942, é casado no Rio de
Janeiro, em 4 de julho de 1969, com Tereza
Coelho, nascida no Rio de Janeiro em 15 de
março de 1949, filha de João Lúcio de Souza
Coelho e de Ercilia Rodrigues Coelho. O casal
tem quatro filhos:
14.1.1..Leonardo Coelho Lenz Cesar, nascido
no Rio de Janeiro, em 17 de maio de
1971, casou em 29 de março de 1996,
com Paula de Medeiros Albuquerque,
nascida em Porto Alegre, em 10 de
agosto de 1971, filha de Paulo Osório

CCCXLII
Duarte de Albuquerque e de Luiza
Clotilde de Maedeiros Albuquerque. O
casal tem dois filhos:
14.1.1.1..João Albuquerque Lenz Cesar,
nascido no Rio de Janeiro em 29 de
setembro de 1999.
14.1.1.2..Bernardo Albuquerque Lenz
Cesar, nascido no Rio de Janeiro em 6 de
setembro de 2001.
14.1.2..Joana, nascida no Rio de Janeiro, em 2
de abril de 1974.
14.1.3..Pedro, nascido no Rio de Janeiro, em 27
de dezembro de 1977.
14.1.4..Carolina, nascida no Rio de Janeiro, em
13 de setembro de 1981.
14.2..Laercio Brazil Lenz Cesar, nascido em Niterói,
em 21 maio de 1943, casou em 25 de abril de
1970, em S.Paulo, com Ana Maria Graner,
nascida em S.Paulo em 8 de outubro de 1946,
filha de Orlando Graner e Jackeline Graner. O
casal tem três filhos:
14.2.1..Cristian, nascido no Rio de Janeiro em
26 de dezembro de 1971, em 1998 casou
com Marcia nascida em Carmel,
California, USA, filha de Eduardo Brick e
de Elisabeth Zoglby.
14.2.2..Fabiana, nascida no Rio de Janeiro em 2
de maio de 1974, casou no Rio de
Janeiro em 18 de maio de 2002, com
Eduardo Eugenio de Almeida, filho de
Eugenio Pinto de Carvalho e de Gleyde
Therezinha de Almeida Carvalho.
14.2.3..Ian, nascido em Uberlândia, MG., em 6
de Janeiro de 1980.
14.3..Suzana Brazil Lenz Cesar, nascida em Niterói,
em 21 de março de 1945, casou no Rio de

CCCXLIII
Janeiro, em 14 de junho de 1967, com o italiano
Carlo Francesco Aldé, nascido em 5 de
dezembro de 1932, filho de Angelo Aldé e de
Delfina Bonaiti. O casal tem três filhos:
14.3.1..Alessandra, nascida em Napoli, Itália,
em 14 de dezembro de 1968, casou no
Rio de Janeiro em 9 de dezembro de
1995, com Rodrigo Castro Lopes, nascido
no Rio de Janeiro em 24 de junho de
1965, filho de Valdecir Freire Lopes e de
Celeste Alba de Castro Lopes.
14.3.1.1..Rui, nascido no Rio de Janeiro
em 17 de junho de 1999.
14.3.2..Veronica, nascida em Napoli, Itália, em 6
de outubro de 1970, casou no Rio de
Janeiro, em 20 de março de 1993, com
Jarbas Cavendish Seixas, nascido no
Recife, em 18 de novembro de 1958, filho
de Thomaz Luiz Seixas e de Carmen
Cavendish Seixas. O casal tem um filho:
14.3.2.1..Pascoal, nascido no Rio de
Janeiro em 13 de fevereiro de
1996.
14.3.2.2..Manoel, nascido em 15 de junho
de 2000.
14.3.3..Lorenzo, nascido em Napoli, Itália, em 7
de dezembro de 1972, casou com
Joana Ferraz Abreu.
14.3.3.1..Helena, nascida no Rio de
Janeiro em 5 de fevereiro de 2000.
14.4..Luciana Brazil Lenz Cesar, nascida em Niterói,
em 24 de julho de 1946, casou em 10 de maio
de 1980 com Jochen Kemper, natural do Rio de
Janeiro, nascido em 14 de agosto de 1938, filho
de Werner Walter Kemper e de Anna Kattrin
Van Vickeren. O casal tem duas filhas:

CCCXLIV
14.4.1..Maria, nascida no Rio de Janeiro, em 2
de novembro de 1980.
14.4.2..Manoela, nascida no Rio de Janeiro, em
26 de novembro de 1985

15.Eliah Vital Brazil, nasceu em Niterói, Rio de Janeiro,


em 19 de junho de 1923, casou no Rio de Janeiro, em
18 de janeiro de 1941, com Alvaro de Santa Isabel
Protásio da Silva, nascido em Salvador, Bahia, em 12
de outubro de 1915, filho de Manoel Protásio da Silva
e de Jovelina de Santa Isabel Protásio. De espirito
alegre, jovial, perseverante, combativo, fiel às sua
convicções, Eliah dedicou-se inteiramente ao lar, a
família, e a sua Igreja Presbiteriana, que frequenta
com assiduidade. É professora de arte possuindo um
artesanato e um curso de pintura em porcelana. O
casal tem onze filhos:
15.1..Jovelina Brazil Protásio, nascida em Niterói, em
13 de junho de 1942, casou em 7 de julho de
1962, no Rio de Janeiro, com Claudius Silvius
Petrus Ceccon, nascido em 2 de dezembro de
1937, em Garibaldi, Rio Grande do Sul, filho de
Silvio Ceccon e de Anita Canini Ceccon. O casal
tem dois filhos:
15.1.1..Flavio Protásio Ceccon, nascido no Rio
de Janeiro em 11 de maio de 1963
15.1.2..Claudia Protásio Ceccon, nascida no Rio
de Janeiro, em 15 de dezembro de 1964,
é casada com Thomaz Kauark Chianca,
nascido em Nova Friburgo, RJ., em 25 de
maio de 1964, filho de Edecio Alves
Chianca e de Rosemary Kauark Chianca.
O casal tem três filhas:
15.1.2.1..Carolina, nascida no Rio de
Janeiro, em 8 de maio de 1987.

CCCXLV
15.1.2.2..Gabriela, nascida no Rio de
Janeiro, em 3 de dezembro de
1989.
15.1.2.3..Mariana, nascida em Nova
Friburgo, RJ, em 13 de abril de
1992
15.2..Eliana Brazil Protásio, nascida em Niterói, 20 de
julho de 1944, foi casada em primeiras núpcias,
no Rio de Janeiro, em 6 de julho 1963, com
Leodenir Ribeiro Pereira, natural do Rio de
Janeiro, filho de Filipe de Figueredo e de
Leodegária de Figueredo, com quem tem três
filhos. É unida em segundas núpcias a Newton
Carlos de Figueredo filho de Manoel Lopes de
Figueredo e de Arinda Pereira, sem geração.
15.2.1..Luiz Filipe Protasio Pereira, nascido no
Rio de Janeiro, em 11 de agosto de 1964,
casou em Londrina, PR., em 1987, com
Marcela Bigardi Pereira, com quem tem
dois filhos:
15.2.1.1..Alexandre, nascido em 18 de
dezembro de 1988
15.2.1.2..Marina, nascida em 9 de março
de 1991.
15.2.2..André Protásio Pereira, nascido no Rio
de Janeiro em 15 de março de 1966
15.2.3..Daniela Protásio Pereira, nascida no Rio
de Janeiro em 1 de outubro de 1970.
15.3..Rafael Brazil Protásio, nascido em Niterói, em
23 de agosto de 1946, foi casado em primeiras
núpcias com Marcia Silva, nascida no Rio de
Janeiro em 25 de fevereiro de 1952, filha de
Ernesto Silva e de Neusa Campos Silva, com
quem tem três filhos: Tereza, Daniel e Elisa. É
casado em segundas núpcias com Gilda
Kosminsky, nascida no Rio de Janeiro em 24 de

CCCXLVI
agosto de 1952, filha de Mauricio Kosminski e
de Clara Kosminski com quem tem mais dois
filhos: Diogo e Marcelo.
15.3.1..Tereza Brazil Protásio, nascida no Rio
de Janeiro em 31 de março de 1973.
15.3.2..Daniel Brazil Protásio, nascido no Rio de
Janeiro em 13 de abril de 1974, casou no
Rio de Janeiro em 30 de setembro de
2000, com Carla Alves Ferreira.
15.3.3..Elisa Brazil Protásio , nascida no Rio de
Janeiro em 28 de maio de 1976.
15.3.4..Diogo Kosminski Protásio, nascido no
Rio de Janeiro, em 11 de abril de 1984
15.3.5..Marcelo Kosminski Protásio, nascido no
Rio de Janeiro, em 16 de maio de 1986
15.4..Inês Brazil Protásio, nascida no Rio de Janeiro,
em 24 de fevereiro de 1948, casou no Rio de
Janeiro em 20 de janeiro de 1972, com Ciro
Candelot, nascido em 26 de novembro de 1942,
no Rio de Janeiro, filho de Hugo Candelot e de
Carmen Gandara Candelot. O casal tem três
filhos:
15.4.1..Luiza Protásio Candelot, nascida no Rio
de Janeiro, em 21 de abril de 1975
15.4.2..Alexandre Protásio Candelot, nascido no
Rio de Janeiro, em 22 de março de 1977
15.4.3..Rafael Protásio Candelot, nascido no Rio
de Janeiro, em 9 de junho de 1979
15.5..Clay Brazil Protásio, nascido no Rio de Janeiro
em 21 de maio de 1949, foi casado com Regina
Mendes, sem geração. É casado em segundas
núpcias com Maria Helena de Souza Verani,
nascida em Nova Friburgo, RJ, em 6 de
dezembro de 1958, filha de Helenio Verani e de
Ana Luzia de Souza Verani. O casal tem um
filho:

CCCXLVII
15.5.1..Francisco, nascido no Rio de Janeiro,
em 19 de maio de 1990.
15.5.2..João, nascido no Rio de Janeiro, em 6
de julho de 1995
15.6..Olga Brazil Protásio, nascida no Rio de Janeiro,
em 3 de junho de 1951, casou no Rio de Janeiro
em 24 de novembro de 1984, com o chileno Luiz
Alberto Chamy Haddad, filho de Luiz Chemy
Falaha e de Cleópatra Haddad Abdallah. O
casal tem dois filhos adotivos:
15.6.1..Ana Beatriz, nascida no Chile, em 10 de
setembro de 1990.
15.6.2..Ricardo, nascido no Chile, em 15 de
outubro de 1992
15.7..Hamilton Brazil Protásio, nascido em Niterói, em
8 de março de 1953, casou no Rio de Janeiro
em 29 de janeiro de 1980, com Elizabeth
Pereira, nascida no Rio de Janeiro, em 27 de
março de 1945, filha de Daniel Joaquim Pereira
e de Diva Bizzarro Pereira. O casal tem dois
filhos:
15.7.1..Bruna Pereira Protásio, nascida no Rio
de Janeiro, em 7 de dezembro de 1983.
15.7.2..Luciana Pereira Protásio, nascida no Rio
de Janeiro, em 3 de abril de 1986.
15.8..Dinah Brazil Protásio, nascida em Niterói, em 2
de julho de 1954, casou no Rio de Janeiro em
26 de novembro de 1980, com Cesar Frotté,
nascido em Niterói, em 12 de abril de 1953,
faleceu no Rio de Janeiro em 30 de janeiro de
2000, filho de Dorival Frotté e de Maria Angela
dos Santos Frotté. O casal tem dois filhos:
15.8.1..Gabriel Protasio Frotté, nascido em 26
de setembro de 1984
15.8.2..Fernanda Protasio Frotté, nascida em 16
de março de 1987.

CCCXLVIII
15.9..Maria Isabel Brazil Protásio, no Rio de Janeiro,
em 28 de abril de 1957, é solteira.
15.10.Alvaro Brazil Protásio, no Rio de Janeiro, em
19 de julho de 1959, casou em 14 de janeiro de
1984, no Rio de Janeiro, com Myriam Moreira,
nascida em Lajinha, MG, em 13 de julho de
1959, filha de Edgar Moreira e de Rita da Costa
Moreira. O casal tem três filhos:
15.10.1..Pedro Moreira Protásio, nascido no Rio
de Janeiro, em 16 de fevereiro de 1987.
15.10.2..Flavia Moreira Protásio, nascida no Rio
de Janeiro, em 9 de março de 1990.
15.10.3..Taís Moreira Protásio, nascida no Rio
de Janeiro, em 30 de abril de 1992.
15.11.Lélia Brazil Protásio, no Rio de Janeiro, em 19
de março de 1961, casou no Rio de Janeiro em
6 de agosto de 1987, com José Guilherme Dias
de Oliveira, nascido no Rio de Janeiro, em 24 de
outubro de 1953, filho de Flavio Dias de Oliveira
e de Leatrice da Cruz Dias de Oliveira. O casal
tem uma filha:
15.11.1..Maira Protásio Dias de Oliveira,
nascida no Rio de Janeiro, em 3 de
agosto de 1991

16.Enos Vital Brazil, nascido no Butantan em S.Paulo,


em 22 de dezembro de 1924, faleceu no Rio de
Janeiro em 28 de abril de 1994. Formou-se em
medicina veterinária pela Escola Fluminense de
Medicina Veterinária, que tem o nome de Escola Vital
Brazil Filho, onde fez um curso brilhante, e se tornou
professor de microbiologia. Contratado pelo DIPOA,
órgão do Ministério da Agricultura relacionado aos
produtos de origem animal, foi encarregado da
fiscalização em uma das plataformas de
desembarque de leite para a comercialização no Rio

CCCXLIX
de Janeiro, quando a qualidade do produto era umas
das piores em função da adulteração e da
falsificação feita por produtores e comerciantes. A
sua atuação enérgica e eficiente contrariou muitos
interesses, mas saiu vencedora ganhando a
admiração e o respeito de seu chefes. Convidado
passou a fazer parte da Ofco, empresa estrangeira
que se estabelecia no Rio de Janeiro na indústria de
beneficiamento do leite. Aí com técnicos estrangeiros
que dominavam o que havia de mais moderno neste
ramo, ampliou seus conhecimentos se tornando uma
grande autoridade no ramo. Nesta condição,
convidado, mudou-se para Salvador onde implantou,
organizou e dirigiu a Alimba, grande planta industrial
da Baía. A sua inteligência e a clareza que com
grande facilidade sintetizava seus pensamentos
fizeram dele um excelente e admirado professor.
Além da Escola de Veterinária e do Colégio Bennet,
lecionou na Universidade da Baía, onde foi fundador
da Escola de Nutrição. Foi Assessor do Ministro da
Industria e Comércio, viajando por várias vezes á
Genéve, Suiça, onde fez parte da delegação
brasileira no GATT. Foi Vice Presidente da
Fundação Oswaldo Cruz. Foi casado em primeiras
núpcias, em 23 de abril de 1946, com Myriam Corrêa
Kobler, nascida no Rio de Janeiro em 6 de julho de
1927, filha de James Leinhardt Kobler e de Merolina
Corrêa Kobler, com quem tem uma filha. Casou em
segundas núpcias, em 24 de março de 1994, com
Leda Machado Câmara, nascida no Rio de Janeiro
em 2 de fevereiro de 1924, faleceu em 14 de maio de
1999, filha de Moacir Martins Câmara e de Dora
Machado Câmara, sem geração. Enos foi sepultado
no túmulo n.1321 do Cemitério S.João Batista, da
família Martins Câmara.

CCCL
16.1..Tania Kobler Brazil, nascida no Rio de Janeiro,
em 25 de janeiro de 1947 foi casada, em
S.Paulo em 11 de outubro de 1971, com
Caetano Medrado Nunes, nascido em Salvador,
Bahia, em 29 de março de 1948, filho de Almiro
Ribeiro Nunes e de Antonia da Rocha Medrado.
O casal tem quatro filhas:
16.1.1..Andréa Brazil Nunes, nascida em
Salvador, em 10 de janeiro de 1972.
16.1.2..Bárbara Brazil Nunes, nascida em
Salvador, Bahia, em 30 de novembro de
1973, é unida a Ian Roriz Malaquias,
natural de Salvador, Bahia, filho de Lauro
Manta Malaquias e de Analice Freitas
Roriz. O casal tem um filho: Cainã,
nascido em 6 de maio de 1995, em
Salvador.
16.1.3..Mariana Brazil Nunes, nascida em
Salvador, em 6 de novembro de 1977.
16.1.4..Carolina Brazil Nunes, nascida em
Salvador, em 24 de dezembro de 1970.

17.Horus Vital Brazil, nasceu no Butantan em S.Paulo,


em 7 de maio de 1926, é médico pela Faculdade
Fluminense de Medicina, onde foi aluno brilhante
mantendo-se entre os dois primeiros lugares durante
todo o curso, formou-se em 1949. Ainda como
estudante trabalhou no Instituto Vital Brazil, até se
transferir, depois de formado, para Colatina, no
Espirito Santo, onde foi dirigir o Hospital do SESI e
teve oportunidade de praticar quase todas as
especialidades médicas. Decidido a se dedicar à
psiquiatria e à psicanálise, regressou ao Rio de
Janeiro, e por concurso, onde obteve um dos
primeiros lugares, ingressou no quadro médico da
FAB, passando a trabalhar no Instituto de Seleção

CCCLI
Controle e Pesquisa, do Ministério da Aeronáutica.
Mais tarde, foi para os Estados Unidos da América do
Norte, onde fez residência em psiquiatria no Bellevue
Psychiatric Hospital em New York, e psicanálise no
William Alanson White Institute. De regresso ao Rio
de Janeiro, refundou e reorganisou o Instituto de
Medicina Psicológica, Psicanálise e Psiquiatria
Dinâmica, do qual foi Presidente por muitos anos. É
fundador da Sociedade de Psicanálise Iracy Doyle, e
membro de várias sociedades no exterior, entre as
quais, a American Academy of Psychoanalisys.
Inteligente, estudioso, competente, portador de
invejável cultura, possuindo um grande e seleto
círculo de amizades no Brasil e no exterior, é
conhecido e respeitado internacionalmente. Foi
casado em primeiras núpcias, em 1946, em Niterói,
com Isis Monteiro Bittencourt, nascida em Niterói, em
8 de agosto de 1925, filha de Nicanor do Carmo
Bittencourt e Alzira Monteiro Bittencourt, com quem
tem uma filha. Casou em segundas núpcias, em 7 de
setembro de 1968 no Rio de Janeiro, com Circe
Navarro, professora de nível superior em metodologia
das ciências, de grande preparo e sólida cultura,
nascida no Rio de Janeiro em 23 de julho de 1930,
filha de Manoel Navarro Rivas e de Leontina de
Almeida Navarro Rivas, com quem teve duas filhas.
Circe Navarro Vital Brazil, faleceu no Rio de Janeiro,
em 10 de dezembro de 1995. Sua vida profissional
como educadora foi de indiscutível probidade,
competência e solidariedade. Vivida com grande
intensidade, dedicou-se à educação em todos os
níveis, ocupando os mais destacados cargos sempre
com consciência crítica e política. Entre outros, foi
professora do Colégio Pedro II, do André Maurois e
da Fundação Getúlio Vargas. Por mais de 25 anos
lecionou na PUC - RJ, onde, por último, se dedicava

CCCLII
ao ensino nos cursos de graduação e pós-graduação
do Departamento de Psicologia. Conquistou uma
legião de amigos e admiradores. Deixou muitas
saudades.
Filha do primeiro matrimônio:
17.1..Leila Bittencourt Brazil, nascida em Niterói, em
26 de abril de 1947, foi casada em primeiras
núpcias, em 10 de maio de 1968 no Rio de
Janeiro, com Vicente Más Gonzales, filho de
Vicente Más Llopis e de Francisca Gonzales
Bellando, com quem tem duas filhas: Daniela e
Eleonora. É casada em segundas núpcias com
João Rodolfo do Prado, nascido em S. José do
Rio Preto, S.P., em 1 de setembro de 1945, filho
de Guilherme Libânio do Prado e de Maria
Gomes do Prado, com quem tem mais duas
filhas: Joana e Luiza.
17.1.1..Daniela Brazil Más, nascida no Rio de
Janeiro, em 30 de junho de 1970.
17.1.2..Leonora Brazil Más, nascida no Rio de
Janeiro, em 7 de outubro de 1975.
17.1.3..Joana Brazil do Prado, nascida no Rio
de Janeiro, em 6 de fevereiro de 1983.
17.1.4..Luiza Brazil do Prado, nascida no Rio de
Janeiro, em 7 de abril de 1986.
Filhas do segundo matrimônio:
17.2..Mariana, nascida no Rio de Janeiro em 30 de
agosto de 1972, faleceu em 5 de setembro de
1972.
17.3..Liana Navarro Vital Brazil, nascida no Rio de
Janeiro, em 5 de outubro de 1974.

18.Icaro Vital Brazil, nasceu em Niterói, Rio de Janeiro,


em 28 de setembro de 1927, é formado em direito
pela Faculdade Fluminense de Direito. Foi piloto
aviador da aviação comercial, onde alcançou o cargo

CCCLIII
de Piloto Comandante. Deixando a profissão,
dedicou-se ao comércio tornando-se empresário no
Rio de Janeiro. Casou em Niterói, em 4 de dezembro
de 1947 com Cely Ahrends Teixeira, nascida no Rio
de Janeiro em 25 de dezembro de 1926, filha de
Hermínio Teixeira e Celina Ahrends Teixeira. O casal
tem seis filhos:
18.1..Icaro Vital Brazil Filho, nascido em Niterói, em
18 de novembro de 1948. Casou em primeiras
núpcias no Rio de Janeiro, em 28 de agosto de
1974 com Gloria Regina da Silva Pereira,
nascida no Rio de Janeiro em 28 de agosto de
1949, filha de Jair Costa Pereira e de Jandyra
da Silva Pereira, sem geração. É casado em
segundas núpcias com Alzira Helena Nogueira
de França, nascida em 28 de dezembro de
1955, em Curitiba, filha de Rubem Antonio
Nogueira de França e de Florinda Alzira
Fonseca Nogueira de França. O casal tem uma
filha:
18.1.1..Marina Nogueira de França Vital Brazil,
nascida no Rio de Janeiro, em 16 de
setembro de 1991.
18.2..Thales Teixeira Vital Brazil, nascido em Niterói,
em 22 de dezembro de 1949, casou no Rio de
Janeiro em 17 de novembro de 1973, com
Fortuní Zarko, nascida no Rio de Janeiro em 21
de março de 1950, filha de David Zarko e de
Sinyoro Zarko. O casal tem dois filhos:
18.2.1..Rodrigo Zarko Vital Brazil , nascido no
Rio de Janeiro, em 27 de junho de 1975.
18.2.2..Rachel Zarko Vital Brazil, nascida no Rio
de Janeiro, em 26 de abril de 1977.
18.3..Marcelo Teixeira Vital Brazil, nascido em
Niterói, em 29 de junho de 1951, foi casado em
primeiras núpcias, no Rio de Janeiro em 14 de

CCCLIV
março de 1973, com Ana Maria Ribas, nascida
em 6 de dezembro de 1946, em Porto Alegre,
RS., filha de Rui Maciel Ribas e de Yedda
Cavalcanti Maciel Ribas, com quem tem uma
filha: Alessandra Paola. Casado em segundas
núpcias, no Rio de Janeiro em 21 de dezembro
de 1975, com Maria Eugenia Capparelli, nascida
em 29 de outubro de 1951, em Porto Alegre,
RS., filha de Raul Araújo Capparelli e de Walda
Jacy de Lacerda Capparelli, tem mais dois
filhos: Raul e Marcelo.
18.3.1..Alessandra Paola Ribas Vital Brazil,
nascida no Rio de Janeiro, em 28 de
setembro de 1974.
18.3.2..Raul Caparelli Vital Brazil, nascido no
Rio de Janeiro, em 22 de dezembro de
1976.
18.3.3..Marcelo Caparelli Vital Brazil, nascido no
Rio de Janeiro, em 26 de abril de 1979.
18.4..Thays Teixeira Vital Brazil, nascida em
Niterói, em 19 de dezembro de 1952, casou no
Rio de Janeiro em 12 de janeiro de 1983, com
Pedro Arthur da Fonseca Lobo, nascido em
Joinville, em 2 de dezembro de 1940, faleceu no
Rio de Janeiro, em 12 de maio de 1996, filho de
Pedro Alexandre Lobo e de Carmen Fonseca
Lobo. O casal tem dois filhos:
18.4.1..Flavia Vital Brazil Lobo, nascida no Rio
de Janeiro, em 12 de junho de 1982.
18.4.2..Bruno Vital Brazil Lobo, nascido no Rio
de Janeiro, em 22 de julho de 1984.
18.5..Érico Teixeira Vital Brazil, nascido em Niterói,
em 16 de maio de 1959, é solteiro.
18.6..Patrycia Teixeira Vital Brazil, nascida no Rio de
Janeiro, em 18 de setembro de 1968, foi casada
em primeiras núpcias com Ronald Voigtel Braga,

CCCLV
nascido no Rio de Janeiro em 24 de setembro
de 1965, filho de Antonio Carlos Braga e Carlota
Georgina Voigtel Braga, com quem tem dois
filhos:
18.6.1..Iggor Vital Brazil Voigtel Braga, nascido
no Rio de Janeiro, em 7 de fevereiro de
1989.
18.6.2..Nathália Vital Brazil Voigtel Braga,
nascida no Rio de Janeiro, em 5 de junho
de 1991.

19.Eglon Vital Brazil, nasceu em Niterói, em 3 de


novembro de 1929, trabalhou na área comercial
administrativa do Instituto Vital Brazil até a sua
passagem para o Estado, quando se retirou e passou
a pertencer ao quadro de executivos de empresas da
construção naval. Casou em Petrópolis, em 1 de
setembro de 1950, com Vera de Souza Dias, nascida
em 20 de março de 1930, em Petrópolis, filha de
Joaquim José de Souza Dias e de Durvalina Costa
Ferreira Dias. O casal tem dois filhos:
19.1..Laerte Dias Vital Brazil, nascido no Rio de
Janeiro, em 9 de julho de 1951, casou no Rio de
Janeiro em 26 de maio de 1978, com Aileen de
Araújo Lima Cardoso, nascida no Rio de Janeiro
em 13 de junho de 1953, filha de Luiz Philipe
Cardoso Júnior e de Mariolizza de Araújo Lima
Cardoso. O casal tem duas filhas:
19.1.1..Leticia Cardoso Vital Brazil, nascida no
Rio de Janeiro, em 6 de abril de 1979.
19.1.2..Marianna Cardoso Vital Brazil, nascida
no Rio de Janeiro, 7 de setembro de
1981.
19.2..Heros Dias Vital Brazil, nascido em Niterói, em
13 de outubro de 1954, casou no Rio de Janeiro
em 1 de julho de 1977, com Sylvia Regina

CCCLVI
Saeta, nascida no Rio de Janeiro em 20 de
agosto de 1953, filha de Jonathas de Fontoura
Rangel e de Zuleika Saeta. O casal tem dois
filhos:
19.2.1..Daphne Saeta Vital Brazil, nascida no
Rio de Janeiro, em 6 de fevereiro de
1979.
19.2.2..Théo Saeta Vital Brazil, nascido no Rio
de Janeiro, em 1 de setembro de 1989.

20.Lael Vital Brazil, nasceu em Niterói, Rio de Janeiro,


em 13 de fevereiro de 1931, fez os cursos primário e
secundário em diversos colégios do Rio de Janeiro e
de Niterói, onde terminou o segundo ciclo no Colégio
Bittencourt Silva. Completando o curso de piloto civil
do Aero Club do Estado do Rio de Janeiro, em 1954,
por concurso ingressou na Cruzeiro do Sul, onde em
1958 foi promovido ao cargo de Piloto Comandante,
após realizar com sucesso todos os exames técnicos
no Departamento de Aviação Civil do Ministério da
Aeronáutica. Deixando a empresa em 1961, tornou-se
empresário na aviação, e mais tarde assumiu a
direção do Serviço de Transporte Aéreo do DNER,
órgão do Ministério dos Transportes, que chefiou por
dezenove anos ininterruptos, participando
diretamente de grandes projetos, como o da
construção da rodovia transamazônica. Voou e
trabalhou como empresário na área da aviação até
1987, quando se aposentou e passou a se dedicar a
pesquisa genealógica, objetivando resgatar a história
e a genealogia da família. De 1985 a 1991 na
Presidencia da Casa de Vital Brazil, concretizou a
aquisição do imóvel onde nasceu, em Campanha, o
cientista, restaurou o prédio em ruinas e aí instalou o
Museu Vital Brazil, hoje em funcionamento. Publicou:
“A Família Vital Brazil, Resumo Histórico

CCCLVII
Genealógico”, “Os Pereira de Magalhães
Descendentes do Cel. José Francisco Pereira” e “Os
Avós dos meus Netos”. Casou em Niterói, em 1 de
setembro de 1951, com Pompéa Reck Dutra, nascida
em Niterói, em 17 de dezembro de 1934, filha de José
Machado Dutra e de Catarina Reck Dutra. O casal
tem duas filhas:
20.1..Netânia Dutra Brazil, nascida em Niterói, em 22
de junho de 1952, foi casada em primeiras
núpcias, no Rio de Janeiro em 12 de março de
1971, com Antonio Luiz Accioly Neto, nascido no
Rio de Janeiro, em 21 de julho de 1944, filho de
Antonio Pinto Nogueira Accioly Netto e de Alice
Pereira de Figueredo, com quem tem uma filha:
Maria do Rosário. É casada em segundas
núpcias, no Rio de Janeiro, em 27 de outubro de
1988, com Alberto Mendes Tepedino, nascido
em Porto Novo do Cunha, MG., em 20 de maio
de 1950, filho de José Tepedino e Wanda
Julieta Mendes Tepedino. O casal tem um filho:
Pedro Alberto.
20.1.1..Maria do Rosário Vital Brazil Accioly
Netto, nascida no Rio de Janeiro, em 9 de
fevereiro de 1974.
20.1.2..Pedro Alberto Vital Brazil Tepedino,
nascido no Rio de Janeiro, em 16 de
outubro de 1986.
20.2..Keila Dutra Brazil, nascida em Niterói, em 12 de
outubro de 1953, foi casada em primeiras
núpcias, no Rio de Janeiro em 12 de fevereiro
de 1971, com Antonio Augusto Menezes
Teixeira, nascido no Rio de Janeiro, em 7 de
outubro de 1944, filho de Ernani Teixeira Filho e
de Regina Maria de Andrade Menezes Teixeira,
com quem tem dois filhos: Leonardo e Maria
Cândida. Casada em segundas núpcias, no Rio

CCCLVIII
de Janeiro, em 22 de dezembro de 1981, com
Fábio Bernardez Crespi, nascido no Rio de
Janeiro, em 24 de junho de 1946, filho de
Luciano Marino Crespi e de Maria Luz
Bernardez Crespi, teve mais uma filha: Maria
Graziela.
20.2.1..Leonardo Vital Brazil Teixeira, nascido
no Rio de Janeiro, em 5 de março de
1972. Em 21 de maio de 2002, no Rio de
Janeiro casou com Marcia Porto.
20.2.2..Maria Cândida Vital Brazil Teixeira,
nascida no Rio de Janeiro, em 18 de
outubro de 1974.
20.2.3..Maria Graziela Vital Brazil Crespi,
nascida no Rio de Janeiro em 25 de
março de 1981, aí faleceu três dias após.

21.Osiris Vital Brazil, nascido em Niterói, Rio de Janeiro,


em 26 de abril de 1935, faleceu em Terezópolis, Rio
de Janeiro, em 3 de março de 1992. Ainda muito
jovem deixou os estudos, inteligente, criativo,
trabalhador responsável, era muito amoroso e
sensível, sentimento que quase sempre procurava
não revelar. Mudou-se para Salvador, Bahia, onde
trabalhou com seu irmão Enos, na Alimba, sempre
ocupando posições de liderança, tornando-se mais
tarde micro-empresário. Deixou saudades. Foi casado
em primeiras núpcias, no Rio de Janeiro em 30 de
junho de 1958, com Marlene Silva, nascida no Rio de
Janeiro em 11 de agosto de 1937, filha de Otávio
Silva e de Deolinda de Oliveira Silva, com quem tem
uma filha: Eliah. Unido em segundas núpcias à Gélia
Ashton, nascida no Rio de Janeiro em 7 de julho de
1938, filha de Jorge Ashton Sobrinho e de Maria
Emilia Biazzina Perrotta Ashton, tem este casal três
filhos: Osiris, Dafne e Emilio.

CCCLIX
21.1..Eliah da Silva Vital Brazil, nascida no Rio de
Janeiro, em 19 de março de 1959, casou no Rio
de Janeiro em 12 de agosto de 1989, com
Sérgio Costa Freire, filho de Antonio Freire de
Souza e de Francisca Costa Freire, com quem
tem dois filhos:
21.1.1..Raysa, nascida no Rio de Janeiro, em 15
de agosto de 1991
21.1.2..Tayná, nascida no Rio de Janeiro em 22
de julho de 1997.
21.2..Osiris Ashton Vital Brazil, nascido no Rio de
Janeiro, em 18 de dezembro de 1967, casou
com Ana Claudia Andrade Leão, filha de Josias
Alves Leão e de Valdelina Andrade Leão, com
quem tem um filho:
21.2.1..Pedro Leão Ashton Vital Brazil
21.3..Dafne Ashton Vital Brazil, nascida no Rio de
Janeiro, em 16 de novembro de 1970, foi casada
com Jorge Luiz Fernandes, nascido no Rio de
Janeiro em 6 de março de 1955, filho de Wilson
Fernandes e de Maria Odilia Fernandes com
quem tem uma filha: Maria. É casada em
segundas núpcias com Pedro Henrique
Simonard Santos, filho de Roberto Geraldo
Simonard Santos e de Laura de Moraes
Simonard Santos, com quem tem um filho:
21.3.1..Maria, nascida no Rio de Janeiro, em 23
de janeiro de 1992.
21.3.2..Juliano nascido no Rio de Janeiro em 22
de junho de 1999.
21.4..Emílio Ashton Vital Brazil, nascido em Salvador, Bahia,
em 7 de janeiro de 1975, é solteiro.

CCCLX
PARTE V

DINAH CARNEIRO VIANNA

Ascendência e Colaterais

OS BENTO VIANNA

CCCLXI
DINAH CARNEIRO VIANNA
ascendência

Felix Bento Vianna


Antonia de Oliveira Vianna Rodrigues de França

Bento de Oliveira Floriano Bento Joaquim Antonio Manoel Francisco


Vianna Vianna Guimarães Correia
Joaquina Maria Ana Gonçalves Ana Maria Joaquina Maria
das Dores Ribeiro da Luz da Ascenção

Maria Euphrasia Eulampio Bento Manoel Antonio Maria Clara


Vianna Vianna Guimarães Correia
Visconde de Nacar

Felix Bento Vianna Delfica Guimarães


Maria Luiza Auben Manoel Ricardo Carneiro

Paulo Guajará Vianna Aidée Guimarães Carneiro

DINAH CARNEIRO VIANNA

CCCLXII
Quinta Parte

DINAH CARNEIRO VIANNA


Ascendência Paterna

TÍTULO
OS BENTO VIANNA

Está a historia dos ascendentes de Dinah


Carneiro Vianna, diretamente ligada à historia de
Paranaguá, da qual faremos à seguir breve relato.
Com amplos poderes, concedidos pela Carta
Régia de 20 de novembro de 1530, Martim Afonso de
Souza, recebendo o Comando de uma das mais importantes
expedições, partiu do Tejo, por ordem do El Rei D. João III,
em 3 de dezembro de 1531, chefiando poderosa esquadra
de cinco naus e mais de 400 homens. Em 30 de janeiro de
1531, avistou o cabo de S.Agostinho, chegando a S.
Vicente. Em seguida prosseguiu para a o Rio de Janeiro
onde permaneceu de abril até agosto, quando levantou
ancoras rumando para o sul, aportando em Cananéia em 12
de agosto de 1531. Sua surpresa foi muito grande, ao ver
nas praias de Cananéia homens que logo a primeira vista
foram reconhecidos como civilisados, apesar de estarem
semi-nus e armados á moda dos índios. Eram eles:
Francisco de Chaves, Antonio Rodrigues, Duarte Peres e
João Ramalho, náufragos de outras expedições que vivivam
com os índios há alguns anos e com eles haviam constituido
familia.
Após desembarcar cerca de 80 homens para
explorar a região em busca de ouro, sob o comando de
Pedro Lobo e guiados por Francisco Chaves, Martim Afonso

CCCLXIII
de Souza prosseguiu sua exploração para o sul, até o Rio
da Prata, tendo o cuidado de ir tomando posse, em nome da
Corte Luzitana, das terras onde aportava, colocando marcos
com as Armas portuguesas, símbolo de posse e domínio.
Um desses marcos foi descoberto em Cananéia, em 16 de
janeiro de 1767, pelo Tte. Coronel Afonso Botelho de
Sampaio e Souza. Na volta do sul, a esquadra luzitana
entrou na baía de Paranaguá em 1532, que assim recebeu a
primeira visita do homen branco.
As noticias chegadas das explorações realizadas
no Brasil, e das esperanças de grandes descobertas de
minas de ouro e prata, provocaram grande agitação em
Portugal. Todos se propunham emigrar para o Brasil em
busca da riqueza prometida. Na Carta Régia de 28 de
setembro de 1532, D.João III informa a Martim Afonso a
divisão da costa, de Pernambuco até o Rio da Prata, em
Capitanías, com 50 léguas cada uma, acrescentando, que
havia mandado separar 100 léguas para ele Martim Afonso
e 50 para seu irmão Pero Lopes. Ao receber esta carta,
Martim Afonso apressou seu regresso a Lisboa, por ter
percebido o desejo de D. João III em ouví-lo na partilha da
costa brasileira. Só depois de sua chegada à Portugal, é
que foram passadas as Cartas Régias das Capitanías. Em
Lisboa, Martim Afonso e Pero Lopes receberam
respectivamente as Cartas Régias de doação das
Capitanías de S. Vicente e Santo Amaro, e convocados a
prestar novos serviços à Coroa na Ásia, não mais
regressaram ao Brasil.
A Capitanía de S. Vicente, com cem leguas de
costa, começava 13 leguas ao norte do Cabo Frio e
terminava 12 léguas ao sul da Ilha de Cananéia.
A Capitanía de Santo Amaro, doada a Pero Lopes
de Souza, com 80 leguas de costa, começava 12 léguas ao
sul da Ilha de Cananéia e terminava na terra de Sant’Ana,
correspondendo hoje a todo litoral dos Estados do Paraná e
de Santa Catarina.

CCCLXIV
Em 1539, Pero Lopes faleceu em naufrágio
quando regressava ao Brasil para assumir sua Capitanía.
Esse fatal acontecimento contribuiu para o retardamento do
progresso nesta região, que até 1640 ficou ao abandono
sem povoamento e colonização. Com o falecimento de Pero
Lopes e de seus herdeiros, em 1610 o comando da
Capitanía de Santo Amaro passou para Lopo de Souza,
donatário da Capitanía de S. Vicente que herdara de seu
avô Martim Afonso. Foi nesta época, que D. Luiz de Castro,
Conde de Monsanto, neto Martim Afonso, iniciou uma
demanda na qual reclamava a posse das ditas Capitanías,
processo que se tornou conhecido como Vimieiro-
Monsanto, e que se arrastou até 22 de julho de 1621,
quando a Carta Régia confirmou a existencia das duas
Capitanías, a de S. Vicente pertencente a Condessa de
Vimieiro e a de Santo Amaro ao Marques de Cascais. Se
sob o aspecto legal estava resolvida a questão,
administrativamente a confusão não havia desaparecido e
se prolongou por muitos anos.
Em 1656, o Marques de Cascais resolveu criar a
Capitanía de Paranaguá, nomeando o Capitão Gabriel de
Lara, que já era Comandante Militar da Vila de Paranaguá,
povoada desde 1640 e eregida a Vila pela Carta Régia de
29 de julho de 1648. Essa nomeação de Capitão-mor,
Ouvidor e Alcaide-mor foi passada pelo Marques, e sua
posse se deu em 15 de março de 1660. Eram as terras da
Capitanía de Paranaguá limitadas ao norte pelo marco das
12 léguas ao sul de Cananéia, e ao sul pelas terras de
Sant’Ana.
Por ordem cronológica, foram Capitães-mores da
Capitanía de Paranaguá, desde sua criação, em 1660, até
sua incorporação à Corôa, em 1711.
1° - Capitão Gabriel de Lara, de 1660 até 1683.
2° - Capitão Thomaz Fernandes de Oliveira, de
Janeiro de 1683 até maio de 1689.

CCCLXV
3° - Capitão Matheus Martins Leme, passou
diversas cartas de sesmarias entre os anos
de 1690 e 1695.
4° - Gaspar Teixeira de Azevedo, por Carta
Patente de 7 de maio de 1689, nomeado
Capitão-mor das minas da Capitanía de
Paranaguá, exerceu o cargo até sua morte
ocorrida em 1712. Suas funções so se
extendiam ao serviço das minas que
adminstrava.
5° - Capitão Francisco da Silva Magalhães, por
patente de 31 de dezembro de 1692,
nomeado Capitão-mor da Capitanía de
Paranaguá, cargo que exerceu até sua morte
em 1707.
6° - João Rodrigues de França, por patente de 6
de dezembro de 1707, governou até sua
morte em 1715. Foi o último Capitão-mor,
Logar-Tenente e Sismeiro do Marques de
Cascais, por ter este vendido sua Capitanía à
Coroa, em 1711, por 4.000 cruzados. Foi este
João Rodrigues de França, o iniciador da
familia Guimarães, de quem tratamos na
quinta parte à seguir.
7° - Sargento-mor Antonio Garcia, de 20 de
março de 1716 até setembro de 1717.
8° - Mestre de Campo André Gonçalves Ribeiro,
de 17 de setembro de 1717 até 1731.
9° - Coronel Anastacio de Freitas Trancoso, de
1732 até 1742.
10°-D. João Francisco Laynes, tomou posse em
22 de junho de 1743.
11°-Capitão Antonio de Souza Pereira, falecido
em 1779.

CCCLXVI
12°-Capitão Antonio Ferreira Mathoso, de 1763,
até março de 1766.
13°-Manoel Nunes Lima, tomou posse em março
de 1766, faleceu no mesmo ano.
14°-José Carneiro dos Santos, tomou posse em
outubro de 1766.
15°-Capitão Manoel Antonio Pereira, tomou posse
em 22 de abril de 1815, foi o último Capitão-
mor de Paranaguá, por ter sido extinto esse
cargo em 1833, e criado o cargo de Prefeito.
Pela Portaria da Presidencia do Estado de
São Paulo de 28 de agosto de 1833, tornou-
se o primeiro Prefeito da Vila de Paranaguá

OS BENTO VIANNA

A família Bento Vianna do Paraná, teve sua


origem no casal de portugueses, Felix Bento Vianna e sua
mulher Antonia de Oliveira Vianna, que aportou em
Paranaguá em 1780, vindo das Ilhas de Portugal. O casal
teve doze filhos: (Francisco Negrão, Genealogia
Paranaense, vol: 3, 4 e 5; Silva Leme, Genealogia
Paulistana, vol. 5; Pedro de Taques, Nobiliarquia
Paulistana, vol. 3.)

1..Bento de Oliveira Vianna, de quem trataremos


no item seguinte.
2..Floriano Bento Vianna, natural de Paranaguá,
tem o seu nome intimamente ligado à história
do Paraná. Assentou praça no Regimento de
Milicia de Paranaguá, galgando todos os
postos até o de Capitão da 4° Companhia de
seu Regimento. Desde logo se tornou notado
pelo exemplar comportamento, inteligencia e
dedicação pelo serviço militar, especialmente

CCCLXVII
pelo seu patriotismo demosntrado por mais de
uma vez. Intrepido, brioso e calmo,
desempenhou arriscadas missões, que lhe
valeram a estima e a consideração de seus
superiores. A Revolução Liberal de Portugal
em 1821, repercutiu de forma benéfica em todo
Brasil. Governos Provisórios foram
estabelecidos de Norte a Sul, com a instituiçào
de Provincias autônomas. A região do Paraná,
que ainda era parte de S.Paulo, e que desde
1811 ardia em desejos de se tornar uma
dessas Provincias, não podia ficar indiferente
aos acontecimentos. Paranaguá, que era o
centro pensante desta região, agitou-se e
planejou organisar o seu Governo Provisório,
independente de S.Paulo. Chefiavam o
movimento de propaganda separatista, o
Sargento-Mor Francisco Gonçalves da Rocha e
Ignácio Lustosa de Andrade, ambos do
Regimento de Ordenanças da Vila de
Paranaguá. Tudo fora planejado para o dia 15
de julho de 1821, no momento em que a força
estivesse formada em frente ao edificio da
Camara Municipal, onde seria feito o juramento
da nova Constituição. Faltava porem, uma
pessoa resoluta e desembaraçada, capaz de
fazer a Proclamação do Governo Provisório da
Nova Provincia. O Sargento-Mor Rocha e o
Capitão Lustosa, procuraram então o Sargento
Floriano Bento Vianna, que reunia inteligencia
e desembaraço, apelaram para o seu
patriotismo e o induziram ao pronunciamento
separatista, destinando-lhe o importante papel
de solicitar do Ouvidor, em nome do povo e
das tropas, que se representasse a sua
Magestade pedindo a emancipação da

CCCLXVIII
Comarca e a constituição dela em Provincia
autônoma. O Sargento Floriano
orgulhosamente aceitou a nobre missão, sem
importar-se com as consequências que
pudessem advir, pondo em jogo sua propria
vida. No dia aprazado, a forças achavam-se
postadas na frente do Paço Municipal, em
cujas sacadas se achavam as autoridades
locaes, com o estandarte respectivo, como era
de costume. Logo após o juramento da
constituição Portuguesa e da aclamação de
sua Magestade, o Sargento Floriano Bento
Vianna, dando um passo á frente de seu
Batalhão, drigiu à Camara Municipal este
requrimento verbal: “Ilustrissimos Senhores,
Temos concluido com o nosso juramento de
fidelidade, agora queremos que se nomeie um
Governo Provisório para que nos governe em
separado de Provincia de São Paulo. Pedimos
que deste requerimento se de parte à sua
Magestade”. Ao que retrucou o Juiz de Fora
que se achava na sacada. “Ainda não é tempo,
com vagar se há de representar à sua
Magestade”. Respondeu-lhe então o Sargento
Floriano: “O remédio se deve aplicar ao mal
logo que se manifeste. Portanto não pode
haver ocasião mais oportuna”. Os presentes
emudeceram, receiosos das consequencias,
até os instigadores de Floriano, acovardados,
não disseram uma palavra siquer. Felizmente,
o fato não teve consequencias, e o Sargento
Floriano, pouco tempo depois foi promovido a
Oficial, chegando mais tarde ao posto de
Capitão, sendo condecorado com a Comenda
da Ordem da Rosa, em atenção aos seus
serviços. Em sua homenagem, seu nome foi

CCCLXIX
dado a uma das ruas de Paranaguá, e de
Curitiba.
Casou com sua sobrinha Anna Gonçalves
Cordeiro de Moraes, n. 6.2 adiante, filha de
sua irmã, Francisca Emilia Vianna, com quem
teve nove filhos:
2.1..Floriana Sebastiana Vianna, casada com
José Gabriel Pereira, com quem teve
quatro filhos: José Vianna Pereira; Sizimo
Vianna Pereira; Maria Vianna e Augusta
Vianna.
2.2..Oristella Docil de Mesquita, casada em
pimeiras núpcias com João França, e em
segundas núpcias com Lourenço
Justiniano Soares. Teve oito filhos, todos
do primeiro casamento: Francisco França;
João Cardozo de França; Felinto; Alzira
França Linhares; Deolinda França de
Figueredo; Luiz; Lourenço e Narcizo
França.
2.3..Eulampio Bento Vianna, casado com Maria
Euphrasia Vianna, de quem foi o segundo
marido, com descendencia no item X,
adiante.
2.4..Fausto Bento Vianna, casado com
Fortunata de Oliveira Vianna, com
descendencia.
2.5..Felismina Vianna, casada com Adriano
Manxacra, com quem teve dois filhos:
Carmelina e Custodio
2.6..Leopoldo Bento Vianna.
2.7..Maria Amalia Vianna, casada com Antonio
da Silva Gomes, com quem teve quatro
filhos: Manoel da Silva Gomes; Evaristo da
Silva Gomes; Euphrasia da Silva Gomes e
Aurea da Silva Gomes.

CCCLXX
2.8..Lilia Vianna, casada com Francisco, sem
descendentes.
2.9..Floriano Bento Vianna Filho, casado.

3..Francisco Bento Vianna, casado, residiu em


Paranaguá.
4..Carlos Bento Vianna, faleceu solteiro.
5..Michaela Vianna, casada com Pedro
Rodrigues, sem descendencia.
6..Francisca Emília Vianna, foi a terceira mulher
de José Gonçalves de Moraes, com quem teve
dois filhos:
6.1..Americo Gonçalves de Moraes, casado
com Escolastica de Moraes, com quem
teve tres filhos: Americo Gonçalves de
Moraes Filho; José Gonçalves de Moraes e
Beliza de Moraes Freitas
6.2..Anna Gonçalves de Moraes, casada com o
Capitão Floriano Bento Vianna, n. 2 retro.
7..Emília Vianna.
8..Ludovina Vianna, casada com Sargento-Mor
José da Costa Pinto. eram possuidores e
residiam em uma casa na Rua Fechada,
fazendo frente para a rua da Matriz, no local
onde hoje é a Catedral de Curitiba.
9..Albina Vianna, casada, desconhecemos o
nome do esposo com quem teve dois filhos:
José e Antonio.
10.Vicencia Vianna, casada.
11.Anna Flora Vianna, casada com José
Fernandes Ribeiro da Rocha, com quem teve
quatro filhos: Francisco Vianna da Rocha;
Eduwiges Vianna da Rocha; Maria Vianna da
Rocha e Antonia Vianna da Rocha.
12.Escolastica Vianna, casada com Francisco
Ferreira Cordeiro.

CCCLXXI
& I

Bento de Oliveira Vianna, casou com Joaquina


Maria das Dores, cuja ascendência trataremos nos itens
seguintes. A descendência dos casal prossegue no item &
IX e seguintes.

& II

Antonio Rodrigues de Alvarenga, fidalgo


brasonado do reino de D.João III, natural da cidade de
Lamego, veio para S.Vicente a serviço do Rei, passando a
ser um dos primeiros povoadores da vila fundada por Martim
Afonso de Souza em 1531. Filho de Balthazar de Alvarenga
e de sua mulher Messia Monteiro, casou com Anna Ribeiro,
natural da cidade do Porto, de onde veio com seus irmãos e
na companhia de seus pais, Estevão Ribeiro Bayão Parente,
natural de Beja, e sua mulher Magdalena Fernandes Feijó
de Madureira, natural da cidade do Porto. De S.Vicente o
casal mudou-se para S.Paulo, onde Antonio Rodrigues
Alvarenga foi proprietário do Oficio de Tabelião e Notas, e
onde faleceu, com testamento, em 14 de setembro de 1614.
Sua mulher, Anna Rbeiro, faleceu também em S.Paulo, com
testamento a 23 de outubro de 1647, e foi sepultada na
Capela-Mor da Igreja do Carmo em jazigo próprio, no qual já
havia sepultado seu filho Antonio Pedroso de Alvarenga,
Sargento-Mor da Comarca de S.Paulo. O casal teve dez
filhos: (Silva Leme, vol. 5, pag. 214 e seguintes, Titulo
Alvarengas)

1..Maria Pedroso, casada com Sebastião de


Freitas, cavaleiro fidalgo da casa real

CCCLXXII
portuguesa, que em 1591 veio de Portugal
para a Bahía, à serviço do Rei, com geração
descrita no Titulo Freitas de Silva Leme, vol. 7.
pag. 168 e seguintes.
2..Ignez Monteiro, casada com Salvador Pires de
Medeiros, Capitão da gente de S.Paulo em
1620, pessoa influente e abastada possuia
uma fazenda de cultura e uma vinha de onde
todos os anos fabricava um vinho de ótima
qualidade. Fundou a Capela de Santa Ignês,
em homenagem a sua mulher. A descendência
do casal é tratada em Silva Leme, vol. 2 pag.
123, e seguintes, do Titulo Pires.
3..Francisco de Alvarenga, natural de S.Paulo, foi
morador em Parnahiba, faleceu com inventário
em 1675. Casado com Luzia Leme, falecida em
1653, filha de Aleixo Leme e de Ignez Dias, o
casal teve dez filhos com geração descrita em
Silva Leme, vol. 5, pag. 215 e seguintes, do
Titulo Alvarengas.
4..Luiz Monteiro, foi nobre cidadão de S.Paulo,
casou com Merencia Vaz, filha de Antonio Vaz
Guedes e de Margarida Correa, faleceu
Merencia Vaz em Santos em 1666, e seu
marido em S.Paulo em 1609. O casal teve um
único filho, com descendência descrita em
Silva Leme, vol. 5, pag. 285 e seguintes, do
Titulo Alvarengas. Deste casal descende
Helena Rodrigues Froes, casada em 1763,
com Manuel Pereira de Magalhães, filho de
Manuel Pereira de Magalhães e de Rosa de
Oliveira, de quem tratamos no Titulo Os
Pereira de Magalhães, da Parte II, retro.
5..Estevão Ribeiro de Alvarenga, nobre cidadão
de S.Paulo, proprietário de grande fazenda no
Juquery foi casado com Maria Missel, filha de

CCCLXXIII
João Missel Gigante e de Izabel Gonçalves,
falecida em S.Paulo em 1660. A descendência
do casal é tratada pos Silva Leme, no vol. 5,
pag. 342 e seguintes, do titulo Alvarengas.
6..Anna de Alvarenga, falecida em 1644, casada
em primeiras núpcias com Domingos
Rodrigues, em segundas núpcias com Pedro
de Araujo, e em terceiras núpcias com Pedro
da Silva. A descendência dos tres casamentos
é descrita por Silva Leme, no vol. 5, pag. 421 e
seguintes, do Titulo Alvarengas.
7..Antonio Pedroso de Alvarenga, foi nobre
cidadão de S.Paulo onde gozava de respeito e
admiração por suas conquistas no sertão, onde
penetrou realizando várias entradas. Em 1616,
formando uma grande tropa, penetrou mais de
300 léguas atingindo o rio Paraupava, em
pleno sertão norte da Capitanía. Foi casado
com Anna Correa, natural do Espirito Santo,
irmã de sua cunhada Merencia Vaz, sem
geração.
8..Frei Bento Trindade, foi religioso carmelita.
9..Thomazia de Alvarenga, falecida em 1631, foi
casada em primeiras núpcias com Francisco de
Almeida, falecido nom sertão em 1616, e em
segundas núpcias com Manoel Rodrigues
Mexilhão, sem geração deste casamento. A
geração do primeiro matrimônio, e descrita em
Silva Leme, vol. 5, pag. 423 e seguintes, do
Titulo Alvarengas.
10.Maria Rodrigues de Alvarenga , de quem
trataremos a seguir.

CCCLXXIV
& III

Maria Rodrigues de Alvarenga, do item anterior,


falecida com testamento em 1646, casou com Manoel
Mourato Coelho, com quem teve uma filha, conforme
descrito em Silva Leme vol. 5, pag. 424 e seguintes do
Titulo Alvarengas.
1..Anna Mourato

& IV

Anna Mourato, casou em 1634, em S.Paulo, com


Valentim Cordeiro, natural da Vila de Espinhel, filho de
Gaspar Cordeiro e de Anna Mattoso. O casal teve uma
única filha:

1..Anna Mattoso Mourato

&V

Anna Mattoso Mourato, do item anterior, casou


em S.Paulo com Manoel de Lemos Conde, Vereador e
Almotacé da Câmara de S.Paulo, em 1656. Nomeado
Capitão-Mor da gente que ía na diligência do descobrimento
das minas de prata de Paranaguá, tornou-se descobridor
dessas minas, e por nomeação foi Provedor dos Reais
Quintos das Minas de Paranaguá, Vila onde foi um dos mais
conspícuos personagens, no último quarto do século XVII. O
casal teve cinco filhos:

1..Francisco de Lemos Mattoso, tomou parte na


conquista dos Palmares.

CCCLXXV
2..Antonio Morato, influente cidadão de
Paranaguá, casou com Joana de Canto e
Castro, com descendência descrita por Silva
Leme, vol. 5, pag. 424 e seguintes, no Titulo
Alvarengas.
3..Manoel de Lemos Conde
4..Catharina de Lemos, de quem trataremos no
item seguinte.
5..Maria de Lemos Conde

& VI

Catharina de Lemos Conde, do item anterior,


casou com o Capitão Pedro de Moraes Monforte, que
residia em Curitiba em 1692 e assinou a ata de criação da
justiça da vila em 19 de março de 1693. Foi homem de valor
e serviu em cargos de governança de Paranaguá, faleceu
em 1731. O casal teve varios filhos, entre os quaes:

1..Gaspar Gonçalves de Moraes

& VII

Gaspar Gonçalves de Moraes, do item a nterior,


casou com Catharina de Senne, filha de Francisco Ferreira
e de Joana Cordeiro, neta paterna de Domingos Pinto e de
Maria Ferreira do Valle, neta materna de Antonio Luiz
Mattoso e de Catharina de Senne. O Coronel Gaspar
Gonçalves de Moraes, em 1733, exerceu o cargo de
Escrivão da Câmara de Paranaguá, faleceu em 1775.
Catharina de Senne faleceu em 1777, em Paranaguá. O
casal teve nove filhos:

CCCLXXVI
1..Maria Gonçalves Cordeiro, casada com
Antonio dos Santos Pinheiro, natural de
Chaves, Portugal.
2..Margarida Gonçalves Cordeiro, casada em
primeiras núpcias com Francisco da Costa, e
em segundas núpcias com Manoel Antonio
Machado.
3..Padre Bento Gonçalves de Moraes
4..Manoel Gonçalves Cordeiro do Nascimento,
casado em primeiras núpcias com Maria
Antonia Cordeiro, em segundas núpcias com
Maria da Luz do item IV do Titulo II adiante, e
em terceiras núpcias com Anna Rosa Laynes.
5..Anna Gonçalves Cordeiro, casada com José
Joaquim Pinto de Castro.
6..Francisco Gonçalves Cordeiro, casado com
Dorothéa Luiza Monteiro de Mattos.
7..Escholastica Maria Gonçalves, casada com
Joaquim José Gonçalves Moutinho
8..José Gonçalves de Moraes, de quem
trataremos no item seguinte
9..Antonio Gonçalves de Moraes, casado com
Maria Escholastica Muniz Câmara.

& VIII

José Gonçalves de Moraes, do item anterior,


casado em primeiras núpcias com Anna Maria de Jesus,
falecida com testamento em Antonina, em 1809, filha de
Antonio Coelho e de Maria Gertrudes de Sá. Em segundas
núpcias com Maria Joana da Cruz, e em terceiras núpcias
com Francisca Emilia Vianna, filha de Felix Bento Vianna e
de Antonia Vianna, citada em Capitulo VII retro, da

CCCLXXVII
introdução deste título. Dos tres casamentos houveram oito
filhos:
Do primeiro matrimônio:
1..Gertrudes Maria de Jesus, casada com Antonio
Garcia de Miranda
2..Joaquina Maria da Dores, de cuja
descendência trataremos no item seguinte.
3..Maria Aurea
4..Anna
5..Antonia

Do segundo matrimônio:
6..Joaquina Gonçalves de Moraes

Do terceiro matrimônio:
7..Americo Gonçalves de Moraes, casado com
Escholastica Jacintha de Moraes
8..Anna Gonçalves Cordeiro de Moraes, casada
com seu tio, Floriano Bento Vianna, citado no
Capitulo II retro, na introdução deste titulo.

& IX

Bento de Oliveira Vianna, do inicio deste


capitulo, casou, como dissemos, com Joaquina Maria da
Dores, do item anterior, com quem teve nove filhos:

1..Maria Euphrasia Vianna, cuja descendência


prossegue adiante.
2..Manoel Bento Vianna, casado em primeiras
núpcias, em 4 de junho de 1836, com sua
prima Domitila Maria da Trindade, filha do
Alferes João de Sant’Ana Pinto e de Maria
Escolastica, e em segundas núpcias, em 28 de

CCCLXXVIII
dezembro de 1839, com Francisca de Paula
França, filha de Manoel França e de Maira
Gertrudes. Houve treze filhos, uma do primeiro
e doze do segundo matrimônio:
2.1..Leocadia Vianna
2.2..Bento de Oliveira Vianna, casado com
Barbara Teixeira Vianna, filha de Martinho
Diogo Teixeira e de Balbina Lopes, com
quem teve seis filhos:
2.2.1..Elysio de Oliveira Vianna, nascido
em Antonina, em 29 de setembro de
1876, foi professor de renome,
fundador do Colégio Vianna, em
Curitiba. Casou com Elvira Schimid,
viuva de Generoso de Oliveira, filha
de Adolfo Schimid e de Emilia
Brenner Schimid.
2.2.2..João de Oliveira Vianna, casado com
Rosa Vianna, filha do Major Francisco
de Paula Ribeiro Vianna e de
Francisca Munhoz Ribeiro Vianna.
2.2.3..José de Oliveira Vianna.
2.2.4..Antonio de Oliveira Vianna, casado
com Rita de Siqueira Cortes, filha de
Benedito de Siqueira Cortes e de
Anna Angelica Sampaio.
2.2.5..Maria de Oliveira Vianna
2.2.6..Anna de Oliveira Vianna
2.3..Elysio de Oliveira Vianna, casado com
Guilhermina Saldanha, falecida em 21 de
abril de 1880, em Campo Largo, com quem
teve cinco filhos:
2.3.1..Maria
2.3.2..Mercedes
2.3.3..Alfredo de Oliveira Vianna, casado
com Etelvina Ferreira Bello, filha de

CCCLXXIX
Ildefonso Ferreira Bello e de Ursula
Martins Saldanha.
2.3.4..Alzira
2.3.5..Francisca Vianna de Albuquerque,
casada com Fortunato de
Albuquerque.
2.4..Thereza Vianna, casada com Joaquim
Saturnino Ferreira Bello, sem geração.
2.5..Joaquim de Oliveira Vianna.
2.6..Licinio de Oliveira Vianna, casado,
desconhecemos o nome da esposa com
quem teve dois filhos: João José de
Oliveira Vianna e Josepha Vianna Ribas,
casada com Sergio da Costa Ribas.
2.7..Theoberto de Oliveira Vianna, casado com
Maria Floriana.
2.8..Manoel de Oliveira Vianna, casado com
Francisca Batista, com quem teve tres
filhos:
2.8.1..Amelia
2.8.2..Izaura
2.8.3..Francisco
2.9..Leocadio de Oliveira Vianna
2.10..José de Oliveira Vianna, casado com
Maria dos Anjos.
2.11..Leocadia de Oliveira Vianna, casada com
Pedro José Machado.
2.12..Pedro de Oliveira Vianna, casado com
Wlademira Pinto, com quem teve tres
filhos:
2.12.1..Branca
2.12.2..Cacima
2.12.3..Oneida
2.13..Isabel Vianna, casada com José Rochael
Pinto.

CCCLXXX
3..Francisco de Oliveira Vianna, casado com
Fortunata Silva, sem geração.
4..Floriano de Oliveira Vianna, casado sem
geração.
5..Francisca de Oliveira Vianna , casada com
José Antonio Serrão, com quem teve uma filha:
5.1..Maria Serrão Medeiros, casada com
Antonio José Medeiros, com geração.
6..Joaquim de Oliveira Vianna, falecido, solteiro,
no Rio de Janeiro.
7..Viçencia de Oliveira Vianna, casada com João
Florencio Vianna, sem geração.
8..Fortunata de Oliveira Vianna, casada com seu
primo Major Fausto Bento Vianna, com quem
teve uma filha:
8.1..Maria Isabel Xavier, casada com Antonio
Ignacio Xavier, com quem teve dois filhos:
8.1.1..Maria Aristides Xavier de Sá, casada
com Francisco José Fortes de Sá. O
casal teve uma única filha:
8.1.1.1..Celmira Fortes de Sá, casada
com João Busse, natural de
Curitiba, filho de João
Henrique Busse e de Maria
do Carmo Busse. Foi o
Capitão João Busse, um dos
pioneiros da aviação, e um
dos fundadores da Escola
Paranaense de Aviação.
Faleceu em 31 de maio de
1921, em consequência de
um acidente com sua
aeronave em Bury. Deixou
uma filha: Yone Busse.

CCCLXXXI
8.1.1.2..José Fortes de Sá, casado
com Maria Julia Gonçalves de
Sá.
8.1.1.3..Adherbal Fortes de Sá.
8.1.1.4..Oswaldo Fortes de Sá,
casado com Trindade Marins.
8.1.1.5..Antonio Ignacio Fortes de Sá
8.1.1.6..Fausto Fortes de Sá
8.1.2..Fausto Xavier, casado com Damiana
da Silveira.
9..Leonidia de Oliveira Vianna, casada com
Francisco José Machado, com quem teve tres
filhos:
9.1..Auta Oliveira Machado, casada com João
de Souza Lopes, com descendencia.
9.2..Ildefonso Oliveira Machado, faleceu
solteiro.
9.3..Basilio de Oliveira Machado, casado com
Cora da Silva Machado, com
descendencia.

&X

Maria Euphrasia Vianna, do item anterior, casou


em primeiras núpcias com Antonio Dias da Costa, e em
segundas núpcias com seu primo Eulampio Bento Vianna,
filho de Capitão Floriano Bento Vianna, n.2.3 do inicio deste
Titulo. De ambos os casamentos houve quatro filhos:

Do primeiro matrimônio:
1..Antonio Dias da Costa

Do segundo matrimônio:

CCCLXXXII
2..Felix Bento Vianna, de quem trataremos a
seguir.
3..Julia Vianna, casada com Pedro Miranda, com
quem teve tres filhos:
3.1..Julia Vianna de Miranda
3.2..Maria Vianna de Miranda
3.3..Francisca Vianna de Miranda
4..Joaquim Vianna, casado, ignoramos o nome de
sua esposa com quem teve quatro filhos:
4.1..Presciliano Vianna
4.2..Francisco Vianna
4.3..Licinio Vianna, casado com Maria
Theodora Betin, com quem teve dois filhos:
Josepha Betin Ribas e João.
4.4..Lucio Vianna, casado, ignoramos o nome
de sua esposa com quem teve quatro
filhos: Cidalia; Eloisa; Cacilda e Dinah.

& XI

Felix Bento Vianna, do item anterior, nascido em


1842 casou no Rio de Janeiro com Maria Luiza Auben,
falecida antes de 1897. Apesar dos esforços empregados na
pesquisa para descobrir a ascendencia de Maria Luiza,
nada pudemos acrescentar ao fato conhecido de ser ela
franceza ou filha de francezes, que acreditamos terem
aportado no Rio de Janeiro, na primeira metade do século
XIX. O casal teve sete filhos:

1..Felix Bento Vianna Junior, casado com Maria


Marques Vianna, com quem teve tres filhos:
1.1..Felix Vianna, casado com Leonor de
Araujo

CCCLXXXIII
1.2..Aida Vianna, casada com Decio Pacheco
da Silveira
1.3..Edith Vianna, solteira.
2..Paulo Guajará Vianna, pai de Dinah, de quem
trataremos no item seguinte.
3..Americo Vianna, casado em 11 de outubro de
1897, em Santos, com Marietha Adamazyk,
filha de Conrado Adamczik e de Francisca
Santos, com quem teve quatro filhos:
3.1..Maria Luiza de Amorim, casada com
Archimedes Craveiro de Amorim, com
quem teve dois filhos: Yole e Archimar.
3.2..Vera Vianna Saraiva, casada com Oseas
Saraiva, com quem teve tres filhos: Ney;
Neyde e Oseas Junior.
4..Victor Vianna, casado Mercedes Natividade da
Silva, filha do Major Joaquim Natividade da
Silva e de Elisa Ernestina da Silva, com quem
teve quatro filhos:
4.1..Mario
4.2..Candido
4.3..Victor
4.4..Edda
5..Fausto Vianna
6..Cecilia Vianna, casada com Péricles Carneiro,
com quem teve pelo menos uma filha:
6.1..Maria Luiza Carneiro, casada com Arthur
Cabral, foram pais de:
6.1.1..Alfredo Carneiro Cabral, casado com
Albertina Amendola, pais de:
6.1.1.1..Angela Cabral, casada com
Spiridião Gabino de Carvalho
Junior, com quem tem tres
filhos:
6.1.1.1.1..Lucia Maria de
Carvalho Gouveia

CCCLXXXIV
6.1.1.1.2..Gloria de Carvalho
Lemos
6.1.1.1.3..Alfredo Cabral de
Carvalho
7..Cira Vianna

& XII

Paulo Guajará Vianna, do item anterior, nasceu


em Belém do Pará em 25 de janeiro de 1874, tomou o nome
de Guajará em homenagem a Baía de Guajará na localidade
onde nasceu, por estar seu pai temporáriamente
trabalhando junto ao porto do Pará. Faleceu em Curitiba, em
29 de maio de 1944. O casamento com Aidée Guimarães
Carneiro ocorrido em Santos, em 29 de setembro de 1894,
deu origem a esta família do Paraná, conforme consta do
registro, encontrado no livro 1 do Cartório do 1° Subdistrito
do Registro Civil de Santos.

“Em 29 de setembro de 1894, às 10:30 horas da


noite, na Rua General Câmara n°163, casa do
comendador Manoel Ricardo Carneiro, tendo
como testemunhas João André Conjoy
representado por seu procurador Felix Bento
Vianna Júnior e Geraldo Leite da Fonseca,
receberam-se em matrimônio o Capitão Paulo
Guajará Vianna, filho legítimo do Tenente Coronel
Felix Bento Vianna e de sua mulher Dona Maria
Luiza Vianna, de 20 anos, solteiro, brasileiro,
natural do Estado do Pará, residente em Santos,
com Dona Aidée Guimarães Carneiro, filha
legítima do Comendador Manoel Ricardo
Carneiro e de Delfica Guimarães Carneiro, de 19

CCCLXXXV
anos de idade, solteira, brasileira, natural de
Paranaguá.”

Aidée Carneiro, nascida em Paranaguá, em 1 de


outubro de 1874, aí faleceu em 1913. Sua presença em
Santos, também deveu-se ao fato de seu pai exercer
atividade ligada a área portuária. Era neta materna do
Visconde de Nacar, com sua ascendência descrita no
Titulo Os Guimarães Carneiro, adiante.
Viuvo em 1913, Paulo Guajará Vianna volta a
casar em segundas núpcias, em Curitiba, em 8 de junho de
1918, com Déa de Menezes Teixeira, nascida em 28 de
outubro de 1891, falecida em S.Paulo em 7 de junho de
1987, filha de Alberto de Souza Teixeira e de Leocádia
Menezes Teixeira.
De ambos os casamentos houve treze filhos, seis
do primeiro e sete do segundo matrimônio:

Do primeiro matrimônio:
1..Dinah Carneiro Vianna, segunda mulher de Vital Brazil
Mineiro da Campanha, com descendência descrita no
Titulo - Vital Brazil, da Terceira Parte retro.
2..Cid Carneiro Vianna, nascido em Paranaguá, faleceu
em Santos, foi casado com Laura Del Mugnaio,
falecida em Santos, em 13 de março de 1988, com
quem teve dois filhos:
2.1..Lais Del Mugnaio Vianna, casada 12 de julho de
1941, com Paulo Hennis Keller, com quem tem
dois filhos:
2.1.1..Vera Lucia Keller, casada com João Paulo
Garcia, com quem tem tres filhos:
2.1.1.1..Maria Viviana
2.1.1.2..Maria Luciana
2.1.1.3..João Paulo
2.1.2..Cid Vianna Keller, casado com Renata
Vallejo, com quem tem dois filhos:

CCCLXXXVI
2.1.2.1..Guilherme
2.1.2.2..Daniela
2.2..Ilzo Del Mugnaio Vianna, casado com Laura
Akaoui com quem tem quatro filhos:
2.2.1..Ilzo Akaoui Vianna
2.2.2..Ivan Akaoui Vianna, casado com Angela
Carneiro Vianna, com quem tem uma filha:
2.2.2.1..Natália
2.2.3..Cid Akaoui Vianna
2.2.4..Denise Akaoui Vianna, casada com Fuad
Mansur Lopes, com quem tem uma filha:
2.2.4.1..Bianca

3..Manoel Ricardo Carneiro Vianna, nascido em


Paranaguá, em 6 de julho de 1902, faleceu no Rio de
Janeiro em 11 de janeiro de 1976. Casou com Maria
José Bueno, nascida em 7 de março de 1921, filha de
Moacyr Bueno e de Petronilia Inacarato Bueno, neta
paterna do campanhense Julio Bueno, homem de
grande cultura e prestígio. O casal teve tres filhos:
3.1..Paulo Bueno Vianna, nascido em 29 de abril de
1945, faleceu em 21 de abril de 1954.
3.2..Moacyr Bueno Vianna, nascido em 6 de fevereiro
de 1947, casou em primeiras núpcias com Sandra
Maria Gonçalves, e em segundas núpcias com
Nadya Veloso de Matos, de ambos os casamentos
houveram tres filhos:
Do primeiro casamento:
3.2.1..Leandro Gonçalves Vianna, nascido em 29
de maio de 1974
Do segundo casamento
3.2.1..Pérola Dy Veloso de Matos Vianna, nascida
em 23 de dezembro de 1982
3.2.2..Escócia Lynn Veloso de Matos Vianna,
nascida em 4 de abril de 1984
3.3..Ricardo Bueno Vianna

CCCLXXXVII
4..Luiz Carneiro Vianna, nascido em Paranaguá em 24 de
janeiro de 1905, casou com Otilia Voitkiewzki, nascida
em 4 de setembro de 1916, filha de Antonio Voitkiewzki
e de Izabel Voitkiewzki. O casal teve uma filha:
4.1..Aydée Vianna, nascida em 16 de setembro de
1933, casada com Edmundo Ferraz Nonato, com
quem tem dois filhos:
4.1.1..Luiz Vianna Nonato, nascido em 30 de julho
de 1959
4.1.2..Roberto Vianna Nonato, nascido em 21 de
junho de 1962, casado com Yashico Oyama,
nascida em 14 de janeiro de 1961.

5..Dinorah Carneiro Vianna, nascida em Paranaguá em 5


de novembro de 1906, faleceu no Rio de Janeiro, em 3
de fevereiro de 1984, casou com Vital Brazil Filho, com
descendência descrita no Titulo Vital Brazil, na Parte III
retro.

6..Dorah Carneiro Vianna, nascida em Paranaguá, em 26


de novembro de 1908, casou com Antonio Feliciano
Alves, nascido em 13 de maio de 1906 e falecido no
Rio de Janeiro em 24 de maio de 1975. O casal teve
um único filho:
6.1..Euro Feliciano Alves, nascido em Niterói, em 2 de
fevereiro de 1935, casou com Carmem Ribeiro,
nascida no Rio de Janeiro, em 8 de agosto de
1935, com quem tem dois filhos:
6.1.1..Lise Ribeiro Alves, nascida no Rio de
Janeiro, em 3 de julho de 1965, casou no
Rio de Janeiro, em 18 de dezembro de
1993, com Eder Carvalhaes da Costa e
Silva, nascido no Rio de Janeiro em 9 de
abril de 1962 , filho de Eudes Alves da

CCCLXXXVIII
Costa e Silva e de Ady Cravalhaes da Costa
e Silva.
6.1.1.1..Larissa Alves da Costa e Silva,
nascida em São Paulo em 18 de
fevereiro de 1996
6.1.1.2..Nikolas Alves da Costa e Silva,
nascido em S. Paulo em 27 de junho
de 2000
6.1.2..Leandro Feliciano Alves, nascido, no Rio
de Janeiro, em 24 de janeiro de 1967, casou
em 15 de janeiro de 1999, em St. Thomas,
Ilhas Virgens, com a brasileira Valeria
Bussiki da Silva.

Do segundo matrimônio:
7..Nazareth Vianna, nascida em Curitiba, em 5 de maio
de 1919, casou com Alceu Xavier Penteado, nascido
em 12 de julho de 1914, filho de Izaltino Ferreira
Penteado e de Luiza Xavier Penteado, com quem tem
cinco filhos:
7.1..Déa Luiza Vianna Penteado, nascida em 11 de
dezembro de 1941, casou com Arno Gregório de
Paula, com quem tem um filho:
7.1.1.Vinitius, nascido em 3 de setembro de 1963
7.2..Alceu Xavier Penteado Filho, nascido em 28 de
março de 1943, casou com Lucia Helena
Gonçalves, nascida em 15 de março de 1947, com
quem tem tres filhos:
7.2.1..Luciano Gonçalves Penteado, nascido em
12 de maio de 1966, casou em Curitiba, em 5
de janeiro de 1991, com Ellen Senger dos
Santos, filha de Manoel Valentim dos Santos
Filho e de Marly Senger dos Santos.
7.2.2..Flavio Gonçalves Penteado, nascido em 29
de junho de 1967

CCCLXXXIX
7.2.3..Gabriela Gonçalves Penteado, nascida em
23 de março de 1972
7.3..Victor Vianna Penteado, nascido em 17 de
fevereiro de 1945.
7.4..Lea Ceres Vianna Penteado, nascida em 3 de
janeiro de 1949, casou em primeiras nú[pcias com
Paulo Roberto de
Souza Martins, e em segundas núpcias com João
Regis Cardoso. Tem um filho:
7.4.1..Bernardo, nascido em 3 de novembro de
1972
7.5..Marcus Vianna Penteado, nascido em 26 de junho
de 1957, casou com Neila Calvente, com quem tem
dois filhos:
7.5.1..Romulo, nascido em 9 de outubro de 1980
7.5.2..Rebeca, nascida em 26 de junho de 1983

8..Eleonora Vianna, nascida em Curitiba, em 10 de


feverieor de 1921, casou com Almir Mansur, nascido
em 9 de julho de 1923, com quem tem uma filha:
8.1..Cristina Vianna Mansur, nascida em 12 de outubro
de 1957, casou com Julio Pim, nascido em 1 de
fevereiro de 1952, com quem tem tres filhos:
8.1.1..Glauco, nascido em 1 de fevereiro de 1979.
8.1.2..Maria Clara, nascida em 14 de amrço de
1980
8.1.3..Maria Carolina, nascida em 31 de dezembro
de 1982.

9..Décio Vianna, nascido em Curitiba, em 11 de janeiro


de 1923, casou com Raquel Ramon, nascida em 9 de
julho de 1922, com quem tem dois filhos:
9.1..Décio Vianna Junior, nascido em 15 de novembro
de 1939, casou com Tânia, com quem tem dois
filhos:
9.1.1..Andréa

CCCXC
9.1.2..Luciana, nascida em 7 de janeiro de 1975
9.2..Paulo Guajará Vianna Neto, nascido em 15 de
agosto de 1945, tem uma filha:
9.2.1..Poliana, nascida em 28 de outubro de 1978.

10.Maria de Lourdes Vianna, nascida em Curitiba, em 8


de setembro de 1924, casou com Antonio Ferreira
Gonçalves, nascido em 12 de junho de 1922, com
quem tem um filho:
10.1..Antonio Gonçalves Junior, nascido em 31 de
março de 1959, casou com Rute Gonçalves,
nascida em 27 de outubro de 1948, com quem
tem um filho:
10.1.1..Renato, nascido em 24 de março de 1987.
11.Moacir Vianna, nascido em 14 de abril de 1927, casou
com Maria Rios nascida em 7 de março de 1935, com
quem tem sete filhos:
11.1..Maria Luiza Vianna, nascida em 24 de dezembro
de 1954, casou com Paulo Afonso Siqueira,
nascido em 27 de janeiro de 1952, com quem tem
duas filhas:
11.1.1.Daniele Vianna Siqueira, nascida em 17 de
janeiro de 1983
11.1.2..Marcele Vianna Siqueira, nascida em 2 de
fevereiro de 1984
11.2..Moacir Vianna Filho, nascido em 23 de fevereiro
de 1957, casou com Maria Auxiliadora Mendes,
nascida em 9 de junho de 1956, com quem tem
uma filha:
11.2.1..Layla Mendes Vianna, nascida em 24 de
janeiro de 1986
11.3..Felix Bento Vianna, nascido em 25 de abril de
1958, casou em primeiras núpcias com Cacilda
Cristina, nascida em 9 de abril de 1962, com
quem tem um filho: Valter. Casou em segundas
núpcias com Suely Carlos Rangel, nascida em 5

CCCXCI
de janeiro de 1965, com quem teve uma filha:
Julia.
11.3.1..Valter Bento Vianna, nascido em 13 de
junho de 1979
11.3.2..Julia Bento Vianna, nascida em 9 de abril
de 1986
11.4..Paulo Vianna Neto, nascido em 24 de dezembro
de 1960, casou com Marina Aparecida nascida
em 15 de agosto de 1963, sem geração.
11.5..Nazareth Vianna, nascida em 20 de dezembro de
1964.
11.6..Juliana Bento Vianna, nascida em 6 de maio de
1978
11.7..Paula Maria Vianna, nascida em 17 de julho de
1983.

12.Aglaé Vianna, nascida em Curitiba, em 10 de janeiro


de 1930, casou com Ernani Goes, nascido em 7 de
abril de 1931, com quem tem tres filhos:
12.1..Vanessa Vianna Goes, nascida em 9 de
novembro se 1957, casou com Carlos Alberto
Gianotti, nascido em 18 de março de 1953, com
quem tem dois filhos:
12.1.1..Rafael, nascido em 25 de julho de 1981
12.1.2..Isabela, nascido em 27 de jilho de 1985
12.2..Viviane Vianna Goes, nascida em 9 de maio de
1960
12.3..Alexandre Vianna Goes, nascido em 13 de março
de 1962, casou com Rosane, nascida em 9 de
janeiro de 1961, com quem tem um filho:
12.3.1..Alexandre Vianna Goes Junior, nascido
em 31 de janeiro de 1987

13.Laerzio Vianna, nascido em 19 de setembro de 1932,


casou com Ana Maria Matos, nascida em 27 de
novembro se 1942, com quem tem tres filhos:

CCCXCII
13.1..Fernanda, nascida em 7 de fevereiro de 1968
13.2..Sérgio, nascido em 5 de novembro de 1967
13.3..Ivana, nascida em 19 de abril de 1971

CCCXCIII
PARTE V

DINAH CARNEIRO VIANNA

Ascendência e Colaterais

OS GUIMARÃES CARNEIRO

CCCXCIV
Quinta Parte

DINAH CARNEIRO VIANNA


Ascendência Materna

TÍTULO
OS GUIMARÃES CARNEIRO

Teve origem esta importante família do Paraná, no Capitão-


Mor de Paranaguá, João Rodrigues de França, que aí se casou com
Francisca Pinheiro, conforme descreve Francisco Negrão na sua
Genealogia Paranaense, vol. 3, pag. 3 e seguintes.
Foi sua carta patente de Capitão-Mor, passada em 6 de
dezembro de 1707 por D. Fernando Mascarenhas, e confirmada pelo Rei
D.João V em 19 de janeiro de 1711. Tornou-se o último logar-tenente do
Donatário Marquez de Cascaes, visto ter este, em 19 de setembro de
1711, feito a venda de sua Capitanía à Corôa, na qualidade de herdeiro
de Pero Lopes de Souza, à quem havia sido feita a doação da Capitanía
de Santa Catarina em 1534. Governou Paranaguá até 1715, data em
que faleceu. Descendia João Rodrigues de França, de ilustre e abastada
família paulista. Foi morador em Santos onde era estabelecido. Possuiu
varias fazendas de criação, nas Campinas Gerais, nas de Curitiba e
S.José, e as minas de ouro de Arassatuba em S.José, de onde retirou
muito ouro. Procurou educar e instruir seus filhos, fez ordenar seis deles
na carreira eclesiástica, dos quaes um formado na Universidade de
Coimbra.
Francisca Pinheiro, sobreviveu ao esposo do qual foi
inventariante falecendo após 1729, casou em segundas núpcias com o
Capitão Veríssimo Gomes da Silva, com quem teve pelo menos uma
filha, Maria Angelica Gomes, citada no item & X adiante. O casal teve
nove filhos legítimos, abaixo relacionados, aos quaes acrescentamos
mais tres, que são filhos naturais da união de João Rodrigues de França
com Maria da Conceição, conforme descrito na Genealogia Paranaense
de Francisco Negrão, vol. 3.

Filhos legítimos:

CCCXCV
1..Joana Rodrigues de França, foi casada tres vezes: em
primeiras núpcias com Manoel Gonçalves da Cruz, em
segundas núpcias com Manoel Mendes Pereira, e em
terceiras núpcias com Antonio dos Santos Soares. Teve
tres filhos do primeiro casamento.
2..Maria da Ascenção, de quem trataremos no item
seguinte.
3..Padre Nicolau Rodrigues de França, da Companhia de
Jesus, foi assistente do Colegio de Jesuitas de
Paranguá.
4..Padre Ignácio Rodrigues de França, como seu irmão, da
Companhia de Jesus, foi tambem assistente do colegio
de Paranaguá.
5..Frei João Rodrigues de França
6..Padre Julio Rodrigues de França
7..Padre Lucas Rodrigues de França, em 1748 residia em
Paranaguá. Em 1751 era Vigário da Vara em Curitiba.
8..Padre José Rodrigues de França, foi Capelão da Igreja
da Conceição do Tamanduá, possuía numerosa
escravatura nos Campos Geraes, em S.José, Tamanduá
e no Palmital. Foi Vigário em Santos. Faleceu em
Curitiba com 75 anos de idade, em 19 de novembro de
1760, sendo sepultado na Igreja de N. S. do Terço.
Antes de se ordenar, teve, em Coimbra, um filho: João
Chrisostomo.
9..Sargento-Mor Cristovão Rodrigues de França. Foi
Capitão de Ordenanças de Paranaguá, por patente, de
17 de janeiro de 1735, passou a Sargento-Mor. Faleceu
solteiro, aos 83 anos, em agosto de 1785.

Filhos naturais:
10.Custódia Rodrigues de França, falecida em 4 de
setembro de 1784, foi casada com Manoel da Costa
Filgueira, natural do Arcebispado de Braga, falecido em
5 de outubro de 1760, aos 80 anos. Foram moradores
em Canguiry, onde tinham, fazenda de gado e lavoura, e
possuim lavra de ouro. O casal teve sete filhos, com
geração descrita na Genealogia Paranaense.
11.Paula Rodrigues de França, foi casada com Manoel
Gonçalves de Siqueira, natural da Ilha de S.Sebastião,
falecido em Curitiba, em 11 de setembro de 1729. O
casal teve nove filhos, com geraçào descrita na
Genealogia Paranaense.

CCCXCVI
12.Anna Rodrigues de França, foi casada com o Capitão
Antonio Luiz Tigre, ou Antonio Luiz Lamin - Tigre por
alcunha -, falecido, viuvo, em Curitiba em 30 de
dezembro de 1738 aos 90 anos de idade. Sem
descendencia, nomeou sua universal herdeira a N.S. da
Conceição de Tamanduá, onde resisia e tinha fazenda
de criação.

&I
Maria da Ascenção, do item anterior, faleceu em
Paranaguá em 1742. Foi casada em primeiras núpcias com Francisco
Rodrigues Godinho, natural da Vila da Conceição de Itanhaem,
falecido poucos anos após o casamento em naufrágio do navio em que
regressava do Rio de Janeiro. Casou em segundas núpcias com o
Capitão-Mor André Gonçalves Pinheiro, pertencente a uma das
principais famílias de Paranaguá, conforme sua Patente de Capitão-Mor
passada por Rodrigo Cesar de Menezes em 25 de janeiro de 1722. Foi
Provedor dos Reais Quintos do Ouro da Fundição da Vila e Comarca de
Paranaguá, Mestre de Campo, e serviu em outros cargos de
importância, faleceu em Paranaguá em 1745. Houve doze filhos, tres do
primeiro e nove do segundo matrimônio:

Do primeiro matrimônio:
1..Josepha Rodrigues de França, de quem trataremos a
seguir.
2..Francisca Pinheiro, trisavó do Comendador Manoel
Ricardo Carneiro, do item X adiante, já era falecida em
1767. Foi casada em primeiras núpcias com Domingos
Machado, e em segundas núpcias com o português
Capitão Virissimo Gomes da Silva, do Regimento de
Ordenanças de Paranaguá e Comandante da
Companhia da Barra Grande, por patente de 11 de maio
de 1733, passada pelo Conde de Sarzedas. Seus oito
filhos com grande descendencia é descrita na
Genealogia Paulistana, de Francisco Negrão.
3..Maria Pinheiro de França, foi casada com o Sargento-
Mór Damião Carvalho da Cunha, falecido em 1756. Foi
Provedor dos Reaes Quintos da Casa da Fundição de
Paranaguá. Sem geração.

Do segundo matrimônio:

CCCXCVII
4..Anna Pinheiro, foi casada com o portugues, Mestre de
Campo Antonio Gomes Setubal, falecido em 1754, com
quem teve uma filha: Maria Gomes Setubal, que foi
casada com Antonio Rodrugues da Carvalho.
5..Maria d’O Pinheiro França, foi casada com o açoriano,
Capitão José da Costa Rezende, falecisdo em 1776,
com descendencia descrita na Genalogia Paranaense.
6..Bernarda Rodrigues de França, foi casada com o
portugues, Cirurgião Manoel Gonçalves Silvestre,
falecido em 1781, com quem teve dois filhos: Luiz e
José, ambos foram estudar em Coimbra e lá faleceram.
7..Lourença Rodrigues de França, foi casada com o
portugues José Pedro da Costa Lobato, com quem teve
uma filha: Anna, falecida ainda criança.
8..Izabel Rodrigues de França, faleceu em avançada idade,
solteira.
9..Victoria Rodrigues de França, foi casada com Lourenço
Maciel Azamor, falecido com testamento em 20 de junho
de 1802, com quem teve quatro filhos: Carlos; <Maria;
José Cyreno e Antonio Maciel Azamor.
10.Joanna Rodrigues de França, foi casada com o
portugues, Antonio José Gambino, sem descendentes.
11.Padre José Rodrigues de França
12.Padre João Rodrigues de França

& II
Josepha Rodrigues de França, do item anterior, falecida
em 1762, foi casada com o Capitão Francisco da Silva Freire, filho
legítimo e único de Antonio da Silva Freire, natural do Porto, e de sua
mulher Izabel da Silva, nascida em 1675, vinda do Porto, em 1680, para
S.Sebastião e após para Paranaguá, onde já chegou viuva com tres
filhas. Izabel, era filha de Domingos Rodrigo da Silva, natural do Porto,
e de Izabel dos Passos, natural da Serra da Estrela. O Capitão
Francisco da Silva Freire, era neto paterno do Capitão-Mor e
Governador da Capitanía de Paranaguá, Francisco da Silva Magalhães.
O casal teve sete filhos:

1..Antonio Esteves Freire, nascido em 2 de abril de 1733,


foi casado com Anna Antonia Laynes, filha do Sargento-
Mor D. João Francisco Laynes falecido em 18 de junho

CCCXCVIII
de 1812. O casal teve dois filhos, que não tendo se
casado, deixaram grande geração de filhos naturais.
2..Padre Polycarpo Eloy da Silva
3..Miguel da Silva Freire, casado com Maria Pinto, filha de
Bento Pereira, com quem teve duas filhas: Rita da Silva
casada com Lucas Baptista da Fontoura e Antonia
casada com Francisco da Silva. Uma das filhas de Rita,
Presciliana foi casada com o renomado médico e
político paranaense Randolpho Pereira Sezerdelo, primo
do Governador da Paraná General Inocencio Sezerdelo
Correia.
4..Joana Rodrigues de França, falecida em 11 de dezembro
de 1809, casou em Curitiba em 21 de maio de 1771
com o Alferes Antonio dos Santos Teixeira, com quem
teve quatro filhos, todos com geração descrita na
Genealogia Paranaense.
5..Margarida da Silva, nascida em 15 de fevereiro de
1735,falecieu em Paranaguá em 23 de abril de1809. Foi
casada com o portugues Alferes Antonio Lopes Vés,
com quem teve dois filhos, todos com geração descrita
na Genealogia Paranaense.
6..Izabel Rodrigues de França, nascida em 1 de abril de
1721, em Curitiba, foi casada com o açorianoThomaz
Correa Pimentel, com quem teve tres filhos: Antonio
Correa Pimentel, Antonia Correa Pimentel e Manoel
Correa Pimentel.
7..Euphrosina da Silva Freire, de quem trataremos no
item seguinte.
& III
Euphrosina da Silva Freire, nascida em 1740, faleceu em
1 de agosto de 1827. Foi casada com o português Raymundo Sanábio,
natural de Angra, filho de Domingos Gonçalves Sanábio e de Bárbara
Machado, naturais da Ilha Terceira dos Açores. O casal residia em
Morretes, no Sitio Grande Morretes. Em seu testamento, feito em
Paranguá, datado de 25 de agosto de 1787, aberto em Morretes, onde
faleceu em 25 de outubro de 1801, Raymundo Sanábio declara chamar-
se Raymundo José Sanábio, apesar de sempre ter usado o nome de
José Machado. O casal teve cinco filhos:

1..Anna Gonçalves Cordeiro, nascida em 20 de agosto de


1764, faleceu em 21 de fevereiro de 1824. Foi casada
com o açoriano João Ferreira de Oliveira, com quem

CCCXCIX
teve duas filhas com larga geração descrita na
Genealogia Paranaense.
2..Maria da Luz, de quem trataremos o item seguinte.
3..Jerônima Antonia Cordeiro, batisada em 10 de agosto de
1779, foi casada com Manoel Pacheco da Silva, sem
geração.
4..Euphrosina da Silva Freire, de quem trataremos no
item VII adiante.
5..Basilio José Machado, assentou praça no Regimento de
Milicias de Paranaguá, onde galgou todos os postos da
hierarquia militar até Sargento-Mor das Ordenanças da
Villa de Antonina, onde faleceu. Foi casado em
primeiras núpcias com Maria Ferreira de Oliveira, filha
do Sargento-Mor Antonio Ferreira de Oliveira e de Rosa
de Souza e Silva, e em segundas núpcias com Anna
Marianna da Annunciação, filha do Sargento-Mór
Francisco dos Santos Pinheiro e de Anna Maria
Francisca das Neves. Com quinze filhos, sua grande
descendencia é descrita na Genealogia Paranaense.

& IV
Maria da Luz, do item anterior, nascida em 1764, faleceu
em Morretes em 30 de setembro de 1802, com 38 anos de idade, foi a
segunda mulher do Capitão Manoel Gonçalves Cordeiro do
Nascimento, filho do Coronel Gaspar Gonçalves de Moraes e de
Catharina de Senne. Foi Manoel Gonçalves Cordeiro casado por tres
vezes, faleceu em Morretes, em 9 de abril de 1834, aos noventa anos de
idade. O casal teve onze filhos:

1..Delphina, falecida criança.


2..Bento, falecido criança
3..Escolastica da Luz Pereira, casada com Manoel Gomes
Pereira, com quem teve uma filha: Maria, falecida com
dez anos de idade.
4..Bento Gonçalves Cordeiro do Nascimento, nascido em
Morretes, faleceu em Paranaguá em 14 de abril de 1847.
Casou com sua prima Maria Josepha de França, com
quem teve onze filhos e larga geração, toda descrita na
Genealogia Paranaense.
5..Maria da Luz Paraizo, como sua mãe, faleceu de um
mau parto em 18 de maio de 1827. Foi casada em

CD
Morretes em 9 de dezembro de 1814 com o Sargento-
Mor Antonio Ricardo dos Santos com quem teve seis
filhos com larga e ilustre geração, todos descritos na
Genealogia Paranaense.
6..Anna Maria da Luz, de quem trataremos no item
seguinte.
7..Modesto Gonçalves Cordeiro
8..Manoel Gonçalves Cordeiro do Nascimento
9..Francisca Esméria da Luz
10.Rosa, falecida criança.
11.Joaquim José Gonçalves Cordeiro

&V
Anna Maria da Luz, do item anterior, casou com o Capitão
Joaquim Antonio Guimarães, com quem teve um único filho:

1..Manoel Antonio Guimarães

& VI
Comendador Manoel Antonio Guimarães, do item
anterior, nasceu em Paranaguá em 15 de fevereiro de 1813, e aí faleceu
em 16 de agosto de 1893.

Comendador, Barão e Visconde de Nacar


Começou sua vida acompanhando seu pai nas lides de
incipientes industrias, revelando grande vocação para o comércio. Por
sua dedicação e capacidade de trabalho coseguiu elevar-se, mantendo
preciosas relações comerciais com as principais praças do país, das
repúblicas do Prata e do Chile, com as quaes negociava fazendo
largamente a exportação de herva mate e a importação de sal. Adquiriu
assim avultada fortuna, que veio perder em grande parte na velhice. Na
política, foi chefe de grande prestígio do Partido Conservador, e por
muitas vezes exerceu por nomeação elevados cargos da administração
pública. Singelo no trato, sóbrio nos hábitos, gozava de invejável saúde,
e valía-se do seu prestígio para dirimir contendas, conciliando os
antagonistas. Católico fervoroso, hospitaleiro e franco, sua mesa não

CDI
raro era ocupada por trinta pessoas. Faleceu em 16 de agosto de 1893,
em Paranaguá, sendo homenageado pela classe Comercial do Estado,
que mandou distribuir no trigésimo dia do seu passamento, um resumo
boiográfico, com seu retrato litografado na primeira página, com os
seguintes dizeres: “Homenagem do Comércio ao benemérito
paranaense Visconde de Nacar, que por mais de meio século honrou a
sua classe.” Recebeu as seguintes nomeações:

• Vice-Presidente da Província
• Comandante Superior da Guarda Nacional
• Presidente da Câmara Municipal de Paranaguá
• Juiz de Paz
• Chefe da Legião de Paranaguá, em 1842, na Guerra dos
Farrapos.
• Comendador da Ordem de Cristo
• Comendador da Ordem da Rosa
• Dignatário da Ordem da Rosa
• Barão de Nacar, em 31 de julho de 1876, quando
recebeu e hospedou em sua casa, o Imperador D.Pedro
II e sua comitiva
• Visconde Nacar, em 1884, quando recebeu e hospedou
em sua casa, a Princeza Imperial D. Izabel e sua
comitiva.
• Deputado Geral, eleito.

Casou em primeiras núpcias, em 9 de junho de 1833, com


sua prima Maria Clara Correia, falecida em 13 de junho de 1849. Em 23
de fevereiro de 1850, casou em segundas núpcias, com a prima e
cunhada Rosa Narcisa Correia, (irmã de Maria Clara) falecida em 25
de maio de 1888, cuja ascendência trataremos no item seguinte. A
descendência de ambos os casamentos prossegue no item IX adiante e
seguintes.

CDII
& VII
Euphrosina da Silva Freire, do item & II retro, falecida
viuva em 1844, em Paranaguá, casou com o Sarrgento-Mor Francisco
Ferreira de Oliveira, falecido em 1822, natural do Pico das Ilhas dos
Açores, filho de Manoel Ferreira de Oliveira e de Maria da Conceição
Ventura. O casal teve tres filhos:

1..Sergio Ferreira de Oliveira, casado com Joanna Ferreira


de Mello, natural de Pernambuco, filha de Agostinho
José de Mello e de Joaquina Theodora de Menezes. O
casal teve seis filhos:
1.1..Francisco, falecido solteiro.
1.2..Manoel, falecido solteiro.
1.3..Marcelino, falecido solteiro.
1.4..Maria Angélica de França, nascida em 1821, foi
casada com Justino Magalhães, sem geração.
1.5..Tristão Ferreira de Oliveira, nascido em 1823, era
solteiro em 1850.
1.6..Raymundo Ferreira de Oliveira e Mello, nascido em
1824, foi casado com Maria Ferreira de França,
filha do Capitão Jose Miranda de Azevedo e de
Anna Gonçalves Ferreira, com quem teve tres
filhos, com geração descrita na Genealogia
Paranaense.
2..Maria Joaquina Trindade, falecida em 8 de março de
1809, quatro dias após o nascimento de seu único filho,
foi a segunda mulher do Tenente Coronel Manoel
Francisco Correia, que viuvo casou, pela terceira vez,
com sua cunhada, de quem trataremos no item seguinte.
O casal teve um único filho:
2.1..Comendador Manoel Francisco Correia Junior,
nascido em 4 de março de 1809 e falecido em
março de 1857, aos onze anos foi para S.Paulo
onde estudou latim. Ao regressar, assentou praça
no segundo Regimento de Artilharia, em março de
1827. Em 1829 foi promovido a 2° Tenente, ao ser
promovido a 1° Tenente, em 1830, passou para o
39° Batalhão de Caçadores. Em 1836, foi
promovido a Tenente Coronel e em 1839, Chefe da
Legião que compreendia as Guardas Nacionais de
Paranaguá, Antonina, Morretes, Guaratuba, Iguape,
Cananéa e Xiririca, da qual foi Comandante

CDIII
Superior. Exerceu vários cargos civis, recolhendo-
se a vida privada em 1844 na Vila de Morretes. Foi
Membro da Imperial Ordem de Cristo. Foi casado
em 24 de janeiro de 1830, com Francisca Antonia
Pereira, filha do Capitão-Mor Manoel Antonio
Pereira e de Leocádia Antonia da Costa Pereira. O
casal teve onze filhos:
2.1.1..Conselheiro Manoel Francisco Correia,
nascido em 1 de novembro de 1831, em
Paranaguá, bacharelou-se em letras pelo
Imperial Colegio de D.Pedro II, matriculando-
se em seguida na Escola de Direito de
S.Paulo, onde se formou em 1854. Orador
intrépido e infatigável, tornou-se político
influente de grande prestígio. Exerceu
diversos cargos de nomeação Imperial e de
eleição popular. Foi: Oficial da Secretaria de
Estado da Fazenda, na admministração do
Marques de Paraná; Oficial e chefe da
Secretaria de Estado dos Negócios do
Império; Secretário do Governo da Provincia
do Rio de Janeiro, Presidente da Provincia de
Pernambuco; por eleição Senador do Império
em substituição ao Barão de Antonina; e
Ministro dos Negócios Estrangeiros no
Gabinete do Visconde do Rio Branco em
1871. Membro de diversas Associações e
Academias literárias, foi criador da
Associação Promotora da Instrução, um dos
fundadores da primeira Escola Normal da
Corte e Vice Presidente do Intituto Histórico
Brasileiro. Casou em 2 de fevereiro de 1855,
com Mariana Ribeiro de Almeida Correia,
natural de Maricá, RJ, com quem teve cinco
filhos:
2.1.1.1..Marianna Correia, casada com
Joaquim Galdino Pimentel, Lente da
Escola Politécnica do Rio de Janeiro,
Moó Fidalgo da Casa Imperial, foi
Presidente da Provincia de Mato
Grosso. O casal não teve filhos.
2.1.1.2..Amelia, falecida.
2.1.1.3..Manoel Francisco Correia Junior,
engenheiro, tomou parte na

CDIV
contrução da Estrada de Ferro do
Paraná. Foi Deputado Provincial pelo
Partido Conservador. Casou com
sua prima Thália Guimarães Correia,
filha do Visconde de Nacar, n.12, do
item IX adiante. O casal não teve
filhos.
2.1.1.4..Maria Elisa Correia casada com
Amaro da Silveira, com quem teve
cinco filhos.
2.1.1.5..Eduardo Correia, solteiro.
2.1.2..Joaquim Severo Correia, nascido em 21 de
janeiro de 1833, foi casado com Emilia
Ribeiro de Campos, filha de Aurélio Ribeiro
de Campos e de Iphigenia de Bittencourt,
sem descendencia.
2.1.3..Francisco Ferreira Correia, nascido em 17 de
abril de 1834, foi Juiz de direito em
Paranaguá e Presidente da Provincia de
S.Catarina. Casou com Nycia Gonçalves
Cordeiro, nascida em 1843, filha de Ricardo
Gonçalves Cordeiro e de Ana Antonia
Pereira, neta de n.7, do item IV retro. O casal
teve sete filhos.
2.1.3.1..Manoel Francisco Ferreira Correia,
casou em primeira núpcias com
Maria Adelaide Caillot, e em
segundas núpcias com Helena
Ferreira de Abreu. Teve do primeiro
matrimônio cinco filhos: Nicia
Correia casada com Afonso Loyola;
Manoel solteiro, Francisco Correia
casado com Leonor Garcia, Aida
Correia casada com Claudio
Mascarenhas; e Ildefonso Correia.
2.1.4..Maria Bárbara Correia, nascida em 4 de
dezembro de 1835, foi casada com o
Desembargador Agostinho Ermelino de Leão.
Probo, ilustrado, admirado e respeitado por
todos, foi Vice-Presidente da Provincia do
Paraná, exercendo a Presidencia por quatro
vezes. Condecorado com a Ordem da Rosa e
com a do Cruzeiro, foi fundador de várias

CDV
Sociedades Culturais, e escritor de renome.
O casal teve sete filhos:
2.1.4.1..Maria Francisca de Leão, falecida em
2 de julho de 1896, foi casada com
seu cunhado, Joaquim Antonio
Guimarães, de quem foi a terceira
mulher, filho do Visconde de Nacar
do item IX adiante.
2.1.4.2..Maria Clara Leão, foi casada com
Antonio Candido de Leão, nascido na
Bahía em 12 de fevereiro de 1861,
com quem teve duas filhas: Isabella
de Leão e Maria Clara de Leão.
2.1.4.3..Maria Bárbara de Leão, foi casada
com seu primo Joaquim Antonio
Guimarães, de quem foi a segunda
mulher, filho do Visconde de Nacar
do item IX adiante.
2.1.4.4..Maria das Dores de Leão, foi casada
em primeiras núpcias com Francisco
Face Fontana, cavaleiro da Ordem
da Rosa e propietário das “Imperiais
Fábricas de Herva-mate”. Casou em
segundas núpcias com o mineiro
Bernardo Augusto da Veiga, filho de
João Pedro da Veiga e sobrinho de
Evaristo da Veiga. Do primeiro
matrimonio houve apenas um filho:
Francisco Fido Fontana, e das
segundas núpcias mais tres: Gabriel
Leão da Veiga; Dolores da Veiga
Leão e Agostinho Bernardo da Veiga.
2.1.4.5..Agostinho Ermelino de Leão, foi
casado com sua prima Maria Clara de
Abreu, com quem teve oito filhos:
Agostinho; Agostinho Ermelino de
Leão Junior; Dolores Leão de
Macedo; Agilio de Leão; Ivo de Abreu
de Leão; Ruy Abreu de Leão; Maria
Clara de Leão Macedo e Luiz de
Abreu de Leão.
2.1.4.6..Ermelino Agostinho de Leão, nascido
em curitiba em 14 de janeiro de 1871,
formou-se em direito em 1893.

CDVI
Jornalista, historiador dos mais
competentes e escritor renomado,
tornou-se um dos maiores defensores
da integridade territorial do Paraná.
Foi autor de extensa bibliografia.
Casou em 6 de setembro de 1893,
com Deocleciana Augusta da Rocha
Leão, com quem teve quatro filhos:
Egberto da Rocha Leão; Maria Clara
da Rocha Leão; Ermelino Ildefonso e
Arady.
2.1.4.7..Ildefonso de Leão, foi casado com
Maria Leocádia Cysneiros com quem
teve oito filhos: Maria Clara Leão;
Zaphira Leão Withers; America Leão;
Maria da Gloria Leão; Zuleika Leão;
Agostinho Leão; Dinah Leão Stockler
e Luly Leão.
2.1.5..José Pereira Correia, nascido em 9 de
fevereiro de 1837 faleceu em 1840.
2.1.6..Americo Vespúcio Correia, nascido em 2 de
dezembro de 1842, faleceu em 4 de junho de
1845
2.1.7..José Theodoro Correia, nascido em 7 de
janeiro de 1850, faleceu em Morretes em 26
de abril de 1852.
2.1.8..João Ferreira Correia, nascido em 15 de
junho de 1838, casou com Carolina Pereira
Correia com quem teve quatro filhos:
2.1.8.1..João Ferreira Correia, foi casado
com Georgina da Fonseca Correia.
2.1.8.2..Leoncio Correia, nasceu em
Paranaguá em 1 de setembro de
1865. Desde muito moço participou
da politica defendendo
ardorosamente a abolição da
escravatura. Foi Deputado Federal,
jornalista brilhante, escritor e poeta.
Casou com Gasparina Gusmão
Correia com quem teve uma filha:
Gloria.
2.1.8.3..Narcinda Correia Lobo, foi casada
com José Gonçalves Lobo nascido
em Paranaguá em 13 de agosto de

CDVII
1866. Republicano histórico, politico
de renome, foi Prefeito Minicipal em
Paranguá e Deputado Estadual em
diversas legislaturas. O casal teve
cinco filhos: José Gonçalves Lobo
Junior; Leoncio; Jandyra; Clotilde e
Ary.
2.1.8.4..Manoel Ferreira Correia, falecido
solteiro.
2.1.9..Leocádia Pereira correia, nasicda em 23 de
janeiro de 1840, foi a primeira mulher de
Joaquim Antonio Guimarães, primeiro filho do
Visconde de Nacar, sem geração.
2.1.10.Pedro de Alcântara Correia, nascido em 18
de julho de 1841, foi casado com Anna de
Castro Correia, da família Pompeu do Ceará,
com que teve quatro filhos: José Pedro de
Castro Correia; Manoel de Castro Correia;
Alvaro de Castro Correia e Clara de Castro
Correia.
2.1.11.Ildefonso Pereira Correia, nascido em
Paranaguá em 6 de agosto de 1845, foi o
segundo Barão do Serro Azul. Morto
assassinado por motivos políticos na estrada
de ferro Curitiba-Paranaguá em 20 de maio
de 1894. Empresário bem sucedido no
beneficiamento da herva-mate, ampliou seu
empreendimento instalando uma importante
serraria no Municipio de Piraquara, tornando-
se um dos mais poderosos industriais do
Paraná. Montou a Impressora Paranaense
grande e renomado estabelecimento gráfico.
Na politica militou no Partido Conservador
onde exerceu posição de destaque, galgando
varios cargos de eleição popular, entre os
quais o de Deputado Provincial, Camarista e
Presidente da Camara Municipal de Curitiba.
Em 1881 foi agraciado com a Comenda
Imperial da Ordem da Rosa, e em 1888 com
o Título de Barão do Serro Azul. Foi casado
com Maria José Correia, filha de Manoel José
Correia e de Gertrudes Pereira Correia, com
quem teve tres filhos:

CDVIII
2.1.11.1..Iphigenia Correia Fontana, foi
casada com seu primo Francisco
Fido Fontana.
2.1.11.2..Maria Clara Correia, foi casada com
seu primo Adalberto Nacar Correia.
2.1.11.3..Ildefonso Correia do Serro Azul,
escritor de mérito e poeta inspirado,
casou com Constança da Costa
Carvalho.
2.1.12..Urbano Sabino Correia, nascido em 4 de
março de 1847, faleceu solteiro.
2.1.13..Euphrosina Correia, nascida em 4 de
dezembro de 1848, foi casada em primeiras
núpcias com Antonio de Mendonça, e em
segundas núpcias com Salvador de Rosa e
Silva, e em terceiras núpcias com Candido
Ferreira de Abreu.
2.1.14..Francisca Correia Alves de Araujo, foi
casada com Antonio Alves de Araujo.
3..João Ferreira de Oliveira, mudou para Bahía onde residia
na Ilha de Itaparica.
4..Francisco, falecido criança.
3..Joaquina Maria de Ascenção, de quem trataremos no
item seguinte.

& VIII
Joaquina Maria da Ascenção, do item anterior, foi a
terceira mulher do Tenente Coronel Manoel Francisco Correia, viuvo
de sua irmã, casamento ocorrido em 8 de janeiro de 1815, em
Paranaguá. O casal teve nove filhos:

1..Joaquim Candido Correia, casou com Damiana Vieira do


Nascimento com quem teve dez filhos:
1.1..Tácito Correia, falecido solteiro.
1.2..Iria Correia, falecida solteira. Dotada de lúcida
inteligência recebeu esmerada educação tornando-
se uma das mais instruidas mulheres do Paraná.
Cultivava a música e a pintura com talento
demosntrando grande conhecimento da artes.
1.3..Deocleciano Correia, falecido solteiro.
1.4..Carlos Correia, falecido solteiro.

CDIX
1.5..Maria Candida Correia, solteira.
1.6..Carolina Candida Correia, solteira.
1.7..Sergio, falecido
1.8..Virgilio, falecido
1.9..Democrito, falecido.
1.10..Sophia, falecida.
2..José Francisco Correia, foi casado em primeiras núpcias
com Maria Augusta da Silva, e em segundas núpcias
com Guilhermina Guimarães. Teve quatro filhos do
primeiro metrimônio e sete do segundo:
2.1..Maria, falecida.
2.2..José, falecido.
2.3..Presciliano da Silva Correia, Comendador.
Importante negociante em Paranaguá, onde
exerceu diversos cargos de eleição popular, entre
os quais, o de Camarista, Juiz de Paz, Presidente
da Camara Municipal e Deputado Provincial. As
lutas revoluciomárias de 1894 o envolveram, foi
impiedosamente assassinado, junto com o Barão do
Serro Azul, no kilometro 65 da estrada de ferro
Curitiba-Paranaguá, em 20 de maio de 1894. casou
com Maria Caetana Correia, com descendência
descrita na Genealogia Paranaense.
2.4..Augusta, falecida.
2.5..Tarquinio Guimarães Correia
2.6..Mario Guimarães Correia, casou com Ana Alves da
Cunha Guimarães com quem teve sete filhos: Cyro
da Cunha Correia; Olivia da Cunha Correia; Gelvira
da Cunha Correia; Annita da Cunha Correia; Joanita
da Cunha Correia; Eleonora da Cunha Correia e
Lycurgo da Silva Correia.
2.7..Lucilla Guimarães Correia, foi casada com
Agostinho José Pereira de Lima.
2.8..Olavo Guimarães Correia, casou em primeiras
núpcias comTargina de Oliveira, em segundas
núpcias com Sylvia de Abreu, e em terceiras
núpcias com Hygina Chagas Correia. Do segundo
matrimônio teve dois filhos: Maria José Correia e
Maria Clara. Do terceiro casamento sete filhos:
Maria de Lourdes; Osvaldo; Maria Sylvia; Maria
Stella; Olavo; Maria Hygina e Odilon.
2.9..Estácio Correia, foi casado com Elisa Gomes
Correia, com quem teve quatro filhos: Hilda Correia;
Lucilia Correia; Ernesto Correia e Estacio Correia.

CDX
2.10..Ricardo Correia, falecido.
2.11..Carolina Correia, falecida.
3..Maria Clara Correia, primeira mulher do Visconde de
Nacar, de cuja descendência trataremos no item
seguinte.
4..Lourença Joaquina Correia, foi casada com Manoel
Antonio Pereira Filho, nascido em 16 de julho de 1811,
faleceu em 17 de setembro de 1854. O casal teve seis
filhos:
4.1..Lourenço Correia Pereira, foi o segundo marido de
Maria Caetana Correia.
4.2..Manoel Correia Pereira, foi casado com Lucilla
Fuentes, natural de Montevidéo, onde faleceu.
4.3..Maria Ermelina Pereira Correia, foi a primeira
mulher de Manoel Euphrasio Correia.
4.4..Anna Correia Clapp, foi casada com Boaventura
Fernandes Clapp.
4.5..Carolina Pereira Correia, foi casada com João
Ferreira Correia.
4.6..João, falecido solteiro em 1850.
5..Francisco Correia Filho, nascido em 1826, faleceu em
1828.
6..Rosa Narcisa Correia, segunda mulher do Visconde de
Nacar, cuja descendência também é tratada no item
seguinte.
7..Laurinda Correia, falecida solteira.
8..Guilhermina Correia, nascida em Paranaguá em 1 de
maio de 1837, faleceu em Curitiba em 29 de novembro
de 1926. Casou em Paranaguá em 31 de julho de 1852
com Alexandre Gutierrez, Consul da Republica Oriental
do Uruguay, com quem teve dez filhos:
8.1..Alexandre
8.2..Guilherme
8.3..João Carlos Gutierrez, nasceu em Paranaguá em 2
de julho de 1855, foi engenheiro adiministrador e
construtor de diversas estradas de ferro, e diretor da
Cia de Melhoramentos do Rio de Janeiro. Foi
agraciado com o habito da Rosa. Faleceu em 25 de
agosto de 1921. Casou no Rio de Janeiro em 15 de
maio de 1880, com Maria Hartley, filha de João
Diogo Hartley e de Izabel Fortunata de Brito, irmã
da Baronesa dos Tres Cerros. Ocasal teve cinco
filhos: Alexandre Hartley Gutierrez; Izabel Gutierrez

CDXI
Braga; João Carlos Hartley Gutierrez; Romulo
Hartley Gutierrez e Maria.
8.4..Elia Gutierrez de Souza Leite, nascida em
Paranaguá em 27 de agosto de 1856, casou em
1878 com José Teixeira de Souza Leite, com quem
teve cinco filhos: Elia de Souza Leite Cabral; Olga
de Souza Leite Barreto; Alda de Souza Leite de
Simas; Osman Gutierrez de Souza Leite e Lucio
Gutierrez de Souza Leite.
8.5..Rosa Gutierrez Beltrão, nascida em Montevidéo em
1 de janeiro de 1858, faleceu em Curitiba em 1 de
novembro de 1920. casou com Francisco da Cunha
Machado Beltrão, renomado magistrado, foi Juiz
Municipal de Paranaguá, de Curitiba e
Desembargador do Superior Tribunal de Justiça, em
Florianópolis, cargo em que se aposentou em 1897.
Em Curitiba, foi eleito Deputado ao Congresso do
Estado em 1899, e reeleito em 1901 assumiu logo a
Presidencia. Faleceu, súbitamente em 18 de março
de 1903. O casal teve vinte e um filhos: Pedro;
Francisco Gutierrez Beltrão; Maria Rosa; Laura
Beltrão Pernetta; Osman Gutierrez Beltrão; Raul;
Manoel; Marietta Gutierrez Beltrão; Gilberto
Gutierrez Beltrão; Sylvio; Ismar; Maria Beltrão de
Almeida Faria; Pedro; Guilhermina; Leonor Beltrão
do Valle; Anna; Alexandre Gutierrez Beltrão;
Manoela; Estella Beltrão; Lina e Elisa Beltrão.
8.6..Guilherme, nascido em Montevidéo em 1859,
faleceu em Paranaguá em 1868.
8.7..Helena Gutierrez Simas, nascida em Montevidéo
em 18 de junho de 1861, faleceu em 13 de outubro
de 1924. Casou com Fernando Machado de Simas,
nascido em Paranaguá em 24 de abril de 1851, com
quem teve sete filhos: Otto Gutierrez Simas; Hugo
Gutierrez Simas; Raul Gutierrez Simas; Renê;
Rubens; Ruth e Loé Gutierrez de Simas.
8.8..Izabel Gutierrez Canguçú, nascida em Montevidéo
em 19 de abril de 1863, faleceu em Florianópolis
em 17 de dezembro de 1902. Casou com Antonio
Pinheiro Canguçú, com quem teve quatro filhos:
Arthur Gutierrez Canguçú; Oscar Gutierrez
Canguçú; Hoilda Canguçú Mesquita e Alina
Canguçú de Souza Leite.

CDXII
8.9..Emma Gutierrez de Oliveira Lima, nascida em
Montevidéo em 18 de maio de 1865, casou em 5 de
janeiro de 1888 com Arthur Moreira de Barros
Oliveira Lima, sem geração.
8.10..Olga, nascida em Montevidéo em 1867, faleceu
em Paranaguá em 1869.
9..Manoel Euphrásio Correia, nasceu em Pranaguá em 16
de agosto de 1839. Bacharel em Ciências Sociais e
Jurídicas pela Faculdade de S.Paulo, regressou ao
Paraná se alistando nas fileiras do Partido Conservador,
do qual se tornou Chefe Supremo, respeitado e acatado
até sua morte. Estadista consumado, tribuno de renome,
tinha o dom de convencer seus ouvintes. Tornou-se um
político notável e eminente. Exerceu diversos cargos
públicos: Delegado de Policia; Promotor Público;
Procurador Fiscal; Chefe de Policia e Presidente da
Provincia de Pernambuco. Convidado pelo Duque de
Caxias para presidir a Provincia do Maranhão, recusou,
como também recusou as Presidencias das Provincias
do Pará e do Rio Grande do Sul, que lhe foram
oferecidas pelo Barão do Cotegipe, que também o
convidou para Ministro do Império. Foi casado em
primeiras núpcias com Maria Ermelina Correia, e em
segundas núpcias, com sua sobrinha, Alice Guimarães
Correia, n.8, do item seguinte. Houve oito filhos do
primeiro, e quatro do segundo matrimônio:
9.1..Cyro Correia, faleceu solteiro.
9.2..Lourença Correia Regnier, casada com Roberto
Regnier, com quem teve oito filhos: Sylvia Regnier
de Faria, Stella Regnier; Orlando; Diva Regnier;
Regina Regnier; Alberto Regnier; Lauro Regnier e
Ivo Regnier.
9.3..Euphrasio Correia, nascido em 1874, faleceu em 9
de fevereiro de 1894, combatendo valorosamente a
favor da República na sangrento assalto da
Armação, em Niterói. Era um dos talentos mais
fulgurantes do Paraná, morreu heroicamente. Seu
nome é lembrado em uma das praças principais de
Curitiba.
9.4..Cisplatino Correia, nascido em 1865, faleceu
solteiro.
9.5..Sylvia
9.6..Agamenon
9.7..Alipio

CDXIII
9.8..Manoel
9.9..Maria Clara
9.10..Maria Joaquina
9.11..Adalberto Nacar Correia, foi Administrador da
Mesa de Rendas de Foz do Iguaçú, czsou em
primeiras núpcias com Maria Clara Correia, filha do
Barão de Serro Azul, e em segundas núpcias com
Aurea Jouve. Houveram tres filhos do primeiro
matrimônio, sem geração do segundo. Manoel; Aléa
e Iphigenia Siroba Correia.
9.12..Alice Correia de Castro, casada com Augusto
Vieira de Castro, de quem foi a primeira mulher, e
com quem teve tres filhos: Jandyra de Castro; Dirce
de Castro e Lauro de Castro.

& IX
Manoel Antonio Guimarães, Visconde de Nacar, do item
& VII retro, casou em primeiras núpcias, em Paranaguá, em 9 de junho
de 1833, com sua prima Maria Clara Correia, do item anterior, nascida
em 25 de maio de 1820, em Paranaguá e aí falecida em 13 de junho de
1849. Viuvo, o Visconde casou em segundas núpcias em 12 de fevereiro
de 1850, com sua tambem prima e cunhada, Rosa Narcisa Correia,
igualmente do item anterior, nascida em 5 de janeiro de 1829 em
Paranaguá e aí falecida em 25 de maio de 1888. Houve dezoito filhos de
ambos os casamentos, nove de cada um deles:

Do primeiro casamento:
1..Joaquim Antonio Guimarães, casado em primeiras
núpcias com Leocádia Pereira Correia, nascida em 23
de janeiro de 1840, filha do comendador Manoel
Francisco Correia Junior e de Francisca Antonia Pereira.
Casou em segundas núpcias com, sua sobrinha, Maria
Bárbara Leão, falecida em 28 de fevereiro de 1896,
filha do Desembargador Agostinho Ermelino de Leão e
de Maria Bárbara Correia. Em terceiras núpcias casou
com, sua cunhada, Maria Francisca de Leão, irmã de
sua segunda mulher. Houve dois filhos: Do segundo
casamento, Maria Clara. Do terceiro casamento, Manoel.
2..Joaquina Guimarães, casada com José Mathias Ferreira
de Abreu, nascido em S.Paulo em 15 de outubro de
1816, filho do Sargento-Mor José Mathias Ferreira de

CDXIV
Abreu e de Maria da Anunciação Silva Castro, tem sua
ascendencia fartamente descrita na Genealogia
Paranaense, III, pag. 166 e seguintes. Faleceu em
Paranaguá em 7 de junho de 1869. O casal teve sete
filhos:
2.1..Maria Clara Ferreira de Abreu, casada com o
Comendador Manoel Rosario Correia, importante
capitalista em Paranaguá. O casal teve dois filhos:
2.1.1..Joaquina Correia, casada em primeiras
núpcias com Arthur de Siqueira Pereira
Alves, e em segundas núpcias com o Major
Moysés Ribeiro de Andrade. Houve tres filhos
do primeiro e mais oito do segundo
matrimonio.
2.1.1.1..Zaida Pereira Alves, casada com
José Maximiano de Faria Neto, com
quem teve seis filhos, dos quaes
nomeamos tres: Maria Clara; Aroldo
e Zaida.
2.1.1.2..Arthur.
2.1.1.3..Agostinho
2.1.1.4..Moisés de Andrade Filho, casado
com Zenita Portes de Andrade
2.1.1.5..Maria Clara de Andrade Bastos,
casada com Edmundo José Bastos,
com quem teve tres filhos: Eddy;
Maria de Lourdes e Walmir.
2.1.1.6..Gertrudes de Andrade
2.1.1.7..Maria da Conceição
2.1.1.8..Manoel de Andrade
2.1.1.9..Joaquina de Andrade Torres, casada
com Domingos Rodrigues Torres.
1.1.1.10..Maria da Luz
2.1.1.11..Antonio Carlos
2.1.2..Sylvia Correia, foi casada com o Major Olavo
Guimarães Correia, com quem teve dois
filhos:
2.1.2.1..Maria José Correia Rispoli, casada com
Angelo Rispoli, com quem teve tres filhos:
Olavo; Elomar e Odah.
2.1.2.2..Maria Clara.
2.2..Arthur Ferreira de Abreu, nascido em Paranaguá,
faleceu em Curitiba. Casou em Morretes com Maria
da Luz Santos. Exerceu diversos cargos

CDXV
administrativos e outros por eleição popular, foi
Camarista, Presidente da Camara e Juiz de Paz em
Paranaguá, Deputado Provincial em diversas
lesgislaturas e Senador pelo Paraná. O casal teve
quinze filhos:
2.2.1..José Mathias Ferreira de Abreu, casado com
Domitilla Scherer, com quem teve cinco
filhos: Aline; José; Arthur; Aracy e Augusto.
2.2.2..Arthur Ferreira de Abreu Filho, casado com
Maria Elisa de Faria, com quem teve nove
filhos: Ary; João Arthur; Enira; Ascanio;
Arnaldo; Aluysio; Therezita; Alberto e Arthur.
2.2.3..Augusto Ferreira de Abreu, casado com Alba
Bittencourt, com quem teve tres filhos, dos
quaes nomeamos dois: Stael e Arthur
Augusto.
2.2.4..Ascanio Ferreira de Abreu,
2.2.5..Alcidio Ferreira de Abreu, casada com sua
prima, Hilda de Abreu, com quem teve um
filhos: Mucio de Abreu Neto.
2.2.6..Alice de Abreu Santa Rita, casada com
Antonio Francisco de Santa Rita Junior, com
quem teve nove filhos, dos quaes nomeamos
oito: Agenor; Ruy; Henrique; Lauro; Nayr;
Hernani; Hugo e Antonio.
2.2.7..Alba de Abreu Pereira da Costa, casada com
Francisco Pereira de Costa, com quem teve
dez filhos, oito nomeados a seguir: Alba;
Lucia; Alice; Fernando; Diva; Zilda; Odete e
Francisco Candido.
2.2.8..Maria da Luz Abreu Mader, casada com Hugo
Mader, com quem teve tres filhos: Ilka; Ruth
e Nelson.
2.2.9..Agenor, falecido criança.
2.2.10..Astolpho, falecido criança.
2.2.11..Aline, falecida criança.
2.2.12..Alberto, falecido criança.
2.2.13..Aluysio Ferreira de Abreu, casou em
primeiras núpcias com Evangelina Marques
de Abreu e em segundas núpcias com, sua
cunhada, Noemia Marques. Teve cinco filhos
do primeiro casamento: Anacyr; Arlette; Ady;
Asalé e Adail
2.2.14..Anisio, falecido criança.

CDXVI
2.2.15..Agenor, falecido criança.
2.3..Porcia de Abreu Guimarães, casada com seu tio,
Claro Americo Guimarães, filho do Visconde de
Nacar, com geração aí descrita, em 9. adiante.
2.4..Otton.
2.5..Mucio Ferreira da Abreu, casou em 17 de dezembro
de 1881, com, sua prima, Maria Candida Ferreira
de Abreu, neta do Visconde de Nacar, com geração
aí descrita, em 3. adiante.
2.6..Zulma Ferreira de Abreu
2.7..Elfrida de Abreu Pereira Alves, casada com Elysio
de Siqueira Pereira Alves, com quem teve nove
filhos:
2.7.1..Palmira Pereira Alves, casada com Ildefonso
Munhoz da Rocha, com quem teve quatro
filhos: Maria de Lourdes; Diva Munhoz da
Rocha; Lucy e Bento.
2.7.2..Porcia Pereira Correia, casada com
Presciliano da Silva Correia, com quem teve
sete filhos: Rosalina; Presciliano Da Silva
Correia Filho; Iva Correia da Costa; Elysio
Pereira Correia; Milton Pereira Correia; Hugo
Pereira Correia e Othon Pereira Correia.
2.7.3..Judith Pereira Alves Neves, casada com
Joaquim Xavier Neves, com quem teve
quatro filhos: Ney; Nelson; Judith e Nilson.
2.7.4..Elfrida Pereira de Albuquerque, casada com
Jorge Marcondes de Albuquerque, com quem
teve quatro filhos: Elfrida; Jorge; Eloy e
Walther.
2.7.5..Latino Pereira Alves, casado, sem geração.
2.7.6..Eliseu Pereira Alves, casado com Sylvia
Correia, com quem teve tres filhos: Sylseu;
Ivany e Mozart.
2.7.7..Maria Clara, casada com Edmundo de
Azevedo Werner, com quem teve quatro
filhos, dos quaes nomeamos tres: Zilah;
Zemir e Almir.
2.7.8..Elysio Pereira Alves Filho, casado com
Leonor Camargo Pereira Alves, sem geração.
2.7.9..Edith Pereira Alves de Lacerda, casada com
Arlindo Suplicy de Lacerda, sem geração.

CDXVII
3..Maria Candida Guimarães, casada com Candido Ferreira
de Abreu, filho do Sargento-Mor José Mathias Ferreira
de Abreu, anteriormente citado, foi Juiz de Direito em
diversas comarcas, entre elas: Morretes e da Lapa, cuja
comarca instalou em 11 de julho de 1871. Deputado
Provincial em diversas lesgislaturas, elegeu-se
Deputado Geral na 9° legislatura, tomando assento em
27 de maio de 1854, quando se tornou o primeiro
Deputado a representar o Paraná. Faleceu
repentinamente em 29 de março de 1876. O casal teve
doze filhos:
3.1..Alberto Ferreira de Abreu, nascido em Paranaguá,
em 11 de junho de 1853, foi oficial engenheiro do
exército, onde se reformou no posto de Marechal.
Desempenhou as mais diversas funções públicas,
entre as quaes: diretor das Obras Militares da
Provincia; Diretor das Estradas Estratégicas do
Paraná; Deputado Federal pelo Paraná,
Comandante do Distrito Militar de S.Paulo e
Paraná; Diretor da Intendencia de Guerra no Rio de
Janeiro. Casou em Belem do Pará, em 6 de outubro
de 1880, com Maria Lina Ferreira de Abreu, com
quem teve sete filhos: Altevir Ferreira de Abreu;
Maria Candida de Abreu Simas; Edith; Alberto
Ferreira de Abreu Filho; Clio de Abreu Rocha; Zilda
de Abreu Ruas e Edith.
3.2..Candido Ferreira de Abreu, engenheiro civil,
trabalho na estradda de ferro Madeira-Mamoré, foi
diretor de Obras Públicas no Paraná e no Rio de
Janeiro. Exerceu por duas vezes o cargo de
Prefeito Municipal de Curitiba, foi Deputado Geral e
Senador da Republica pelo Paraná. Faleceu em 22
de fevereiro de 1919. O casal teve uma única filha:
Zahyra de Abreu Machado Lima
3.3..Maria Candida Ferreira de Abreu, casada com seu
primo Mucio Ferreira de Abreu, do item 2.5 anterior,
com quem teve dez filhos: Antonio Candido; Mucio;
Oscar; Elisa; Alberto; Hilda de Abreu; Alena; Alena
de Abreu; Mucio de Abreu e Cyra.
3.4..Rosalina, falecida.
3.5..Affonso, falecido.
3.6..Elisa Ferreira de Abreu.

CDXVIII
3.7..Helena Ferreira de Abreu Correia, casada com
Manoel Francisco Ferreira Correia, de quem foi a
segunda mulher. O casal não teve filhos.
3.8..Mario Ferreira de Abreu, faleceu solteiro.
3.9..Maria Clara Abeu Leão, casada com Agostinho
Ermelino de Leão, com quem teve oito filhos:
Agostinho; Agostinho Ermelino de Leão; Dolores de
Leão Macedo; Agilio de Leão; Ivo Leão; Ruy Leão;
Maria Clara de Leão Macedo e Mario Leão.
3.10..Maria da Annunciação de Abreu Miró, casada com
seu primo, Ascanio Miró, filho do Comendador
Manoel Miró e de Herminia Guimarães Miró. O
casal teve onze filhos: Manoel; Manoel Ascanio
Miró; Zoé de Abreu Miró; Hugo Miró; Gil; Maria
Candida; Irmina Miró; Eunice Miró; Mario Miró; Léo
Miró e Cyra Miró.
3.11..Augusta de Abreu Carneiro Braga, casada com
Luiz Carneiro da Silva Braga.
3.12..Anna, falecida.
4..Manoel Antonio Guimarães Filho, casado com Barbara
de Alencar Guimarães, filha do Senador e Conselheiro
do Império, José Martiniano de Alencar. O casal teve
quatorze filhos:
4.1..Adolpho de Alencar Guimarães, nascido em 14 de
junho de 1861, faleceu em Curitiba, em 4 de agosto
de 1922. Casou com Esmeraldina Ribeiro
Guimarães, com quem teve quinze filhos: Mario
Ribeiro Guimarães; Adolpho Ribeiro Guimarães
Filho; Manoel Ribeiro Guimarães; Argentina; Maria
Etelvina; Wandick Ribeiro Guimarães; Raul; Porcia
Ribeiro Guimarães; Oswaldo Ribeiro Guimarães;
Enneh Guimarães; Itá Guimarães; Agricio
Guimarães; Rosalvo Guimarães; Ruy Guimarães e
Alvaro Guimarães.
4.2..Erasto, falecido.
4.3..Argentina, falecida.
4.4..Manoel de Alencar Guimarães, Juiz Municipal em
Antonina, foi Deputado Estadual, Federal e
Presidente do Congresso do Estado, quando teve a
oportunidade de por duas vezes assumir a
Presidencia do Paraná. Conceituadíssimo, chefe
politico de prestígio, tinha grande talento e
honestidade pouco comum. foi casado com Cecilia

CDXIX
Thomé de Alencar Guimarães, com quem teve um
única filha: Maria José de Alencar Guimarães.
4.5..Erina, falecida.
4.6..Anna Guimarães de Vasconcelos, casada com
Manoel Bittencourt de Vasconcelos, com quem teve
duas filhas: Lucia e Dulce.
4.7..Raul, falecido.
4.8..Leonel de Alencar Guimarães, casado em primeiras
núpcias com Josephina Braga, prestou relevantes
serviços à Legalidade na Revolta Armada de 1894.
Casou em segundas núpcias com Antonia de
Vasconcelos Guimarães. Teve um filho de cada
matrimônio: Erina de Alencar Guimarães e Eurico
de Alencar Guimarães.
4.9..Lucilla Guimarães Omena, casada com Pedro
Wenceslau Omena, com quem teve seis filhos:
Manoel; Clarice Guimarães; Pedro; Edith
Guimarães Omena; Eradith e Omar Guimarães
Omena.
4.10.Heitor de Alencar Guimarães, nasceu em 10 de
setembro de 1879. Em 3 de junho de 1905, casou
com Alda Bandeira Guimarães, com quem teve
nove filhos: Heitor; Oldemar; Alvacoeli; Moacyr;
Elza; Algacir; Annelo; Milton e Antonio Carlos.
4.11.João de Alencar Guimarães, casado com Julia de
Azevedo Guimarães, com quem teve seis filhos:
Narcizo; Diva; Manoel; João; Ney e Eyalf.

5..Delphica Guimarães, de quem trataremos no item


seguinte.

6..Lucia Guimarães, foi a primeira mulher do Comendador


Manoel Ricardo Carneiro, que viuvo veio a se casar com
sua cunhada Delphica. O casal teve tres filhas:
6.1..Alda Guimarães Carneiro, casada com João
Thimóteo de Simas, sem geração.
6.2..Alayde Guimarães Carneiro, casada em primeiras
núpcias com Eduardo da Costa Pinto, e em
segundas núpcias com Thiago Pereira de Azevedo.
6.3..Aysa, falecida.
7..Irmina Guimarães, casada com o Comendador Manoel
Miró, com quem teve doze filhos:
7.1..Manoel Miró Junior, foi casado com sua tia, Lavínia
Guimarães Miró, sem geração.

CDXX
7.2..Osminda Miró, solteira.
7.3..Clotilde Miró Guimarães, foi casada com seu tio,
João Guilherme Guimarães, com quem teve quatro
filhos: Erasto; Clio; Arcesio Guimarães e Acrisio
Guimarães.
7.4..Plinio Guimarães Miró.
7.5..Ascanio Miró, casado com sua prima, Maria da
Annunciação de Abreu Miró.
7.6..Joaquim Miró, nascido em 14 de abril de 1870, em
Paranaguá, foi Promotor Público e Deputado
Estadual em diversas lesgislaturas. Foi casado com
Maria Thereza Guimarães Miró, filha do Major Claro
Americo Guimarães, com geração descrita em 9..
adiante.
7.7..José Guimarães Miró, casado co Helena Guelbeck,
com quem teve doze filhos: Cid Miró; Erasto Miró;
Janina; Hely Miró; Irmina Miró; Adalberto; Manoel;
Maria Clara; Ady; José; Clio e Hamilton.
7.8..Themistocles Miró, casado com Valeria Bedene,
sem geração.
7.9..Arthur Miró, faleceu solteiro.
7.10.Irmina Miró Mendes de Moraes, casada com o
General Francisco Mendes de Moraes, com quem
teve dez filhos: Edith Miró de Moraes, Léa; Gil; Ney
Miró de Moraes; Edy; Ivo Miró de Moraes;
Antonieta; Francisco, Irmina e Raul.
7.11.Lucia Miró Ericksen, casada com Conrado
Erichsen, com quem teve oito filhos: Erico Miró
Erichsen; Lucia Miró Erichsen; Nelson; Irmina;
Comrado; Walmich; Etelvina e Flora.
7.12.Maria Clara Miró, foi a segunda mulher do seu
primo, Coronel Anibal Guimarães Carneiro, filho de
Delphica Guimarães, com descendencia no item &
X, seguinte.
8..Alice Guimarães Correia, casada com seu tio Manoel
Euphrasio Correia, com quem teve quatro filhos: Maria
Clara; Maria Joaquina; Adalberto Nacar Correia e Alice
Correia Vieira de Castro
9..Claro Américo Guimarães, importante industrial e politico
de prestigio, foi Deputado Estadual e Vice-Presidente do
Estado, faleceu em Curitiba, em 10 de fevereiro de
1917. Casou com sua sobrinha Pórcia de Abreu, de 2.3.
retro, com quem teve sete filhos:

CDXXI
9.1..Joaquim Americo Guimarães, falecido em agosto de
1917, foi casado com Clotilde Rebello Guimarães,
em 14 de setembro de 1901, com quem teve oito
filhos: Claro Americo Guimarães Neto; Iva
Guimarães; Murat; Remy; Hebe; Junot; Ney e
Eloah.
9.2..Maria Thereza Guimarães Miró, casada com seu
primo, Joaquim Miró, com quem teve dez filhos:
Joaquim; Ney; Eloina; Irmina; Jair Miró; Porcia Miró
Lopes; Eloy Miró; Inah;Joaquim e Ivonne.
9.3..Esther Guimarães Bastos, foi casada em primeiras
núpcias, com Alderico Guimarães Bastos, e em
segundas núpcias com José Fonseca de Macedo.
Teve tres filhos do primeiro e tres do segundo
matrimonio: Idilia Bastos; Olga Bastos; Abigail
Bastos; Tobias; Maria de Lourdes e Esther.
9.4..Joaquin Guimarães Bastos, foi casada com
Cupertino Guimarães Bastos, irmão de seu cunhado
Alderico, sem geração.
9.5..Magdalena, falecida.
9.6..Newton Guimarães, foi casado com Maria Elisa de
Andrade Guimarães, com quem teve tres filhos:
Fidelis; Porcia e Yeda.
9.7..Magdalena Guimarães Alves, casada com Orestes
Alves, com quem teve quatro filhos: Porcia;
Paulina; Manoel Claro e Orestes.

Do segundo matrimônio:
10.Cezar, falecido.
11.Rosalina, falecida.
12.Thália Guimarães, casada com seu primo, Manoel
Francisco Correia Junior, sem geração.
13.Hermance, falecida.
14.João Guilherme Guimarães, nascido em Paranaguá, em
9 de maio de 1857, fundou com seu pai, a tradicional
firma Visconde de Nacar & Filho, mais tarde Guimarães
& Cia. Politico tolerante e de alta visão, prestou a sua
terra relevantes serviços, gozando de merecida estima e
consideração pelo seu ilibado caráter. Comandante
Superior da Guarda Nacional de Paranaguá, Presidente
da Camara Municipal, Intendente e Prefeito Municipal de
Paranaguá, gastava todo seu subsídio em obras de
interesse publico e social. Em 25 de maio de 1889, foi
agraciado com o oficialato da Imperial Ordem da Rosa.

CDXXII
Faleceu em Paranaguá, em 27 de outubro de 1927. Em
31 de março de 1883, casou com sua sobrinha, Clotilde
Miró, com geração em 7.3, retro.
15.Olga, falecida.
16.Elvira Guimarães, casada com Affonso Pereira Correia,
com quem teve dez filhos: Hermance Correia de Souza
Pinto; Elvira Correia de Souza Pinto; Thalia; Hely;
Afonso Guimarães Correia, Rosa Correia de Souza
Pinto; Nair Correia de Souza Pinto; Manoel Francisco
Correia, Ildefonso e Cezar Guimarães Correia.
17.Esther Guimarães, falecida.
18.Lavinia Guimarães Miró, casada com Manoel Miró
Junior., sem geração.

&X
Delphica Guimarães, do item anterior, quinta filha do
primeiro casamento do Visconde de Nacar, nasceu em Paranaguá, em
24 de abril de 1839, e faleceu em Niterói, na casa de sua neta Dinah
casada com Vital Brazil, aos 94 anos de idade, em 6 de setembro de
1933. Foi casada duas vezes, com farta geração como abaixo
descrevemos:
Em 24 de abril de 1855, aos 16 anos de idade, casou em
primeiras núpcias, com seu primo José Mathias Gonçalves
Guimarães, natural de Curitiba, filho do Capitão Mathias Gonçalves
Guimarães e de Libania Mauricia de Sá. Neto paterno do Coronel
Manoel Gonçalves Guimarães e de Maria Magdalena Guimarães. Neto
materno do português João Antonio da Costa, e de Francisca de Paula
Ribas, casados em 1785, ela falecida em Curitiba em 5 de novembro de
1803. Francisca de Paula Ribas, era filha do Capitão-Mor de Curitiba,
Lourenço Ribeiro de Andrade e de Izabel de Borba Pontes, neta paterna
do Capitão Miguel Rodrigues Ribas, natural de Braga, e de Maria
Rodrigues de Andrade, esta filha de Lourenço de Andrade e de Izabel
Rodrigues Seixas, neta materna do Capitão Amaro de Borba Pontes e
de sua segunda mulher Izabel Cardozo. Esta última, filha de Francisco
Barreto Cardozo e de Ignez Pedroso de Moraes.
Em segundas núpcias, Delphica Guimarães casou com
seu cunhado, viuvo de sua irmã Lucia, (sexta filha do Visconde de Nacar
do item anterior) Comendador Manoel Ricardo Carneiro, filho do
Tenente José Ricardo Carneiro e de Anna Maria Carneiro. Neto paterno
do Tenente Coronel Ricardo Carneiro dos Santos e de Josepha de
Souza Guimarães, esta filha do Capitão-Mor de Cananéa, Alexandre

CDXXIII
José de Souza Guimarães e de sua mulher Izabel Mauricia de Sampaio.
Pelo Tenente Coronel Ricardo Carneiro, era bisneto do Capitão de
Paranaguá José Carneiro dos Santos, falecido em 6 de janeiro de 1811,
e de Maria Angélica Gomes, esta filha do Capitão Veríssimo Gomes da
Silva, segundo marido de Francisca Pinheiro do início deste título.
Conta-se que o Comendador Manoel Carneiro, se
apaixonou por ela ao vê-la passar acompanhada dos pais a caminho da
igreja. Os rapazes, na época não podiam se aproximar das moças de
família sem o consentimento dos pais. Apaixonado, Manoel Carneiro
passou a ir todas as tardes para a esquina da rua onde morava o
Visconde, e Delphica, que havia percebido a presença do rapaz,
procurava chegar próximo à janela para que fosse vista. Um dia, Manoel
Carneiro bateu a porta do Visconde, e pedindo uma entrevista, solicitou
a mão da jovem, com cerca de quinze anos, em casamento. Do ilustre
cidadão recebeu a resposta que, D. Délphica já estava comprometida e
iria se casar com seu primo José Mathias, mas se o jovem aceitasse,
teria grande satisfação em conceder-lhe a mão de sua outra filha D.
Lucia.
Assim Délphica casou com José Mathias e Lucia casou com
Manoel Carneiro.
Cerca de seis anos mais tarde, com o falecimento de José
Mathias, Délfica ficou viuva, e pouco tempo depois, faleceu Lúcia,
deixando Manoel Carneiro viuvo. Nestas condições, resolveram os dois
cunhados viuvos se casarem, o que ocorreu por volta de 1865, dez anos
após o primeiro casamento de Délfica.
Como ambos tinham filhos do primeiro casamento,
estabeleceram que ao se reunir para as refeições, os seus lugares
seriam ocupados da seguinte forma: O Comendador à cabeceira; à sua
direita por ordem cronológia se sentavam os seus filhos; à sua esquerda,
D. Délfica, e a seguir tambem por ordem cronológica, os filhos dela; e
fechando a mesa, unindo as duas famílias os filhos de ambos.
Assim, em todas as refeições, com os dezenove filhos
presentes, ao receber de um escravo, que colocava ao seu lado uma
salva de prata com um cálice de aguardente brindava: “À Senhora Dona
Délphica, aos seus, aos meus, e aos nossos.”
De ambos os casamentos Delphica teve treze filhos:

Do primeiro matrimônio:
1..Theodorico Gonçalves Guimarães, nascido em 13 de
março de 1859 e falecido em 6 de maio de 1923, foi
Oficial do Exército, onde se reformou no posto de
General. Casou com Stella Ticoulat, filha do francês
José Marcos Ticoulat e da portuguesa Adelaide Monteiro
Ticoulat. O casal teve dez filhos:

CDXXIV
1.1..Arah Ticoulat Guimarães, falecida aos 17 anos de
idade.
1.2..Acyr Guimarães, nascido em 7 de maio de 1896, foi
talentoso escritor e jornalista brilhante. Casou em
curitiba, em 12 de fevereiro de 1927, com Alcina
Macedo.
1.3..Adyr Guimarães, nasceu em Curitiba, em 26 de
março de 1900.
1.4..Andiara Guimarães, talentosa pianista.
1.5..Alô Guimarães, médico, foi Senador da República.
1.6..Azér Guimarães, faleceu em Curitiba, aos 20 anos
de idade, em 10 de julho de 1926.
1.7..Dirce Guimarães.
1.8..Dagmar Guimarães.
1.9..Dirceu Guimarães.
1.10.Arah Guimarães.
2..Maria Joana, falecida
3..Georgina, falecida
4..Maria, falecida
5..Manoel, falecido
6..Eugenia Guimarães Plaisant, casada com Major
Alcebíades Cézar Plaisant, filho de Carlos Augusto
Cezar Plaisant e de Baselisa Branco Plaisant. O casal
teve nove filhos:
6.1..Heitor Guimarães Plaisant, nascido em 30 de
novembro de 1887, engenheiro civil oficial da
Marinha, foi lente da Escola Naval. Casou com
Adelaide Farani Plaisant, com quem teve dois
filhos: Edilla e Heitor.
6.2..Ayrton Guimarães Palisant, nascido em 8 de março
de 1890, casou com Scylla Ladeira Plaisant, com
quem teve quatro filhos: Wellingtom; Washington;
Acyla e Alcebiades
6.3..Dicezar Guimarães Plaisant, foi casado com sua
prima, Alba Guimarães Plaisant, com quem teve
quatro filhos: Nice; Neusa; Neyde e Dicesar.
6.4..Aracy Plaisant Gomes, casada com Raul Soares
Gomes, com quem teve quatro filhos: Eloyna;
Osiris; Edith e Eunice.
6.5..Osman Guimarães Plaisant, nascido em 10 de
agosto de 1896, foi casado com Anna Vasques,
com quem teve um único filhos: Osman
6.6..Carlos Guimarães Plaisant, nascido em 8 de agosto
de 1899.

CDXXV
6.7..Altevir, falecido.
6.8..Eloyna, falecida, gêmea da seguinte.
6.9..Eloah Plaisant, nascida em 28 de dezembro de
1925, casou com Darby Ribeiro Machado.
7..Manoel Antonio Guimarães Netto, nascido em 1860,
casou com Francisca da Silva Guimarães, com quem
teve cinco filhos:
7.1..Ary Guimarães
7.2..Alba Guimarães, casada com seu primo Dicezar
Plaisant, de 6.3, retro.
7.3..Albary Guimarães
7.4..Albarina, falecida.
7.5..Albarino Guimarães.

Do segundo matrimônio:
8..Manoel Guimarães Carneiro, falecido repentinamente em
S.Paulo, em março de 1927. Engenheiro Civil, foi
Superintendente das Estradas de Ferro do Paraná,
Diretor do Serviço de Agua e Esgotos de Curitiba, do
qual foi o principal acionista. Casou com Acácia
Sensitiva Indígena de Caldas, irmã de Vital Brazil, sem
geração. Ver em “Os Santos Pereira”, Primeira Parte
deste trabalho.
9..Annibal Guimarães Carneiro, nasceu em Paranaguá, em
24 de agosto de 1872. Importante negociante em
Curitiba, conhecido e apreciado nos meios sociais,
casou em primeiras núpcias com Maria Izabel Borges
Carneiro, filha de José Silveira Borges e de Francisca
Moreira Borges, por esta neta de João Rodrigues
Moreira e de Francisca Antonia da Cruz Moreira,
falecida com testamento em Paranaguá, em 9 de
novembro de 1878, onde declarou ser filha de Gaspar de
Rocha, falecido em Paranaguá em 25 de julho de 1831,
e de Anna Gonçalves Soares filha de Manoel Soares e
de Maria Paes. Casou em segundas núpcias com sua
prima Maria Clara Miró, filha do comendador Manoel
Miró e de Irmina Guimarães Miró, sétima filha do
Visconde de Nacar, em & IX retro. Houve vinte filhos de
ambos os casamentos, doze do primeiro e oito do
segundo matrimônio:

Do primeiro matrimônio:
9.1..Aiza, falecida

CDXXVI
9.2..Aline Carneiro Machado, casada com Aurélio
Machado, com quem teve dois filhos:
9.2.1..Alirio Carneiro Machado, casado com Lygia
Moraes Machado, com quem teve tres filhos:
Argos; Artemisa e Alírio
9.2.2..Alair Carneiro Machado, casada com Milton
Ribeiro da Silva, com quem teve dois filhos:
Aracê e Andiara
9.3..Aresio, falecido
9.4..Ayr Carneiro Franco da Cunha, casada com
Berthelot Franco da Cunha, com quem teve cinco
filhos:
9.4.1..Ivan Carneiro Franco da Cunha, casado com
Conceição Franco da Cunha, com quem teve
tres filhos: Ivan; Maria Cecilia e Ayr
Conceição.
9.4.2..Celso Carneiro Franco da Cunha, casado
com Otilia Franco da Cunha, com quem teve
tres filhos: Celso; Regina Ayr e Mariangela.
9.4.3..Ivanda Carneiro da Cunha, casada com
Manoel Monge, com quem teve tres filhos:
Maria Aparecida, Manoel Alire e Mauricio
Anibal.
9.4.4..Ozail Carneiro da Cunha, casado com Jaci,
com quem teve um filho: Jaci Ayr.
9.4.5..Ivian Carneiro da Cunha, casado com
Claudete da Cunha, com quem teve dois
filhos: Ivian e Ariadene.
9.5..Manoel Alirio Carneiro, casado com Ione Gusmão,
com quem teve quatro filhos:
9.5.1..Athos Carneiro, casado com Gloria Carneiro,
com quem teve duas filhas: Doris e Denise.
9.5.2..Sonia Carneiro
9.5.3..Selma Carneiro
9.5.4..Norma Carneiro, casada com Dylceu Maia,
com quem teve quatro filhos: Manoel Alirio;
Carlos Anibal; Paulo Roberto e Ione Maria.
9.6..Aymé, falecida
9.7..Delphica Guimarães, casada com Darwin Bond,
filho de Ernesto Bond e de Maria Rosa Pombo
Bond, com quem teve tres filhos:
9.7.1..Darwin Roberto Bond, casado com Aracy
Kuenzer, com quem teve tres filhos: Luis
Roberto; Léo Renato e Lais Regina.

CDXXVII
9.7.2..Dionel Rubens Bond, casado com Ivone
Pereira, com quem teve tres filhos: Paulo
antonio; Péricles e Denise.
9.7.3..Dizabel Ruth Bond, casada com Airton de
Mattos, com quem teve quatro filhos: Ruth
Avany; Alfredo Luis; Airton e Anibal.
9.7.4..Dauro Rivadavia Bond, casado com Nelly
Lamberg, com quem teve tres filhos: Kathlen;
Helen e Dauro Rivadavia.
9.8..Francisca Carneiro Muniz, casada com Alvaro
Muniz, com quem teve um filhos:
9.8.1..Orizon
9.9..Annibal Borges Carneiro, casado com Odette Bond,
irmã de seu cunhado em 9.7 retro. O casal teve tres
filhos:
9.9.1..Odebal Carneiro Bond, nascido em novembro
de 1925, casou com Lygia de Moura, com
quem teve duas filhas: Miriam e Magda.
9.9.2..Annibal Carneiro Bond, casado com Mafalda
Fortes, com quem teve quatro filhos: Mauro;
Marion; Ernani e Anibal.
9.9.3..Odete Carneiro Bond, casada com Odilon de
Moraes, com quem teve tres filhos: Odilon;
Anibal e Mariza.
9.10..Alda Borges Carneiro, nascida em Curitiba em 21
de abril de 1908. Sua mãe faleceu quando tinha
menos de dois anos. Atendendo ao pedido de seu
irmão Manoel, casado com Acácia, sem filhos, seu
pai consentiu que, com sua irmã Alayde, fossem as
duas morar no Rio de Janeiro na companía desse
casal. Em 1913, a família que já residia em
S.Paulo, viajou à Europa para buscar Vitalina,
sobrinha de Acácia e filha mais velha de Vital
Brazil, que aí estudava piano. No regresso,
encontrando Vital Brazil viuvo, resolveu o casal
mudar-se para o Butantan onde assumiram a casa
e os nove filhos do diretor do Instituto. Daí em
diante, com sua irmã Alayde, foram criadas como
se irmãs fossem dos filhos do primeiro matrimônio
de Vital Brazil. Casou em Niterói, em 1929, com Rui
Vital Brasil que desde muito cedo sentiu forte e
manifesta atração pela irmã de criação. Poucos
anos após o casamento, Alda iniciou o seu “Jardim
de Infância“ em uma casa na Rua Mariz de Barros,

CDXXVIII
em Niterói, onde residia, e onde quase todos nós
fomos alfabetisados. Esta, talvez tenha sido, a
primeira escola especializada na alfabetização de
crianças em Niterói. O casal teve seis filhos, com
larga geração, toda descrita no Titulo Vital Brazil
retro.
9.11.Alaide Borges Carneiro, com sua irmã Alda foi
criada por seus tios Manoel e Acácia. Casou com
Wladimir Lobato, com quem teve uma filha: Silvia
Lobato, casada com Arnaldo Wolty, pais de Arnaldo
e Daniela.
9.12..Abdon Borges Carneiro, casado com Luli Branco,
com quem teve uma filha: Maria Isabel, casada
com Raul Sollid, pais de Moema; Mariza e Gisela.

Do segundo matrimônio:
9.13..Irmina Miró Carneiro, casada com José Vieira
Neto, com quem teve quatro filhos: Cecilia Maria;
Maria Irmina; Lygia e Maria Lucia.
9.14..Maria Clara Miró Carneiro, casado com José
Giglio, com quem teve duas filhas: Maria de
Lourdes e Ester.
9.15..Lucia Miró Carneiro, casada com Orlando
Bernardo, com quem teve tres filhos: José; Manoel
e Orlando.
9.16..Almyr Miró Carneiro, casado com Ruth Malheiros,
com quem teve dois filhos: Luis Fernando e
Mirthes.
9.17..Arthur Miró Carneiro, solteiro.
9.18..Levy Miró Carneiro, casado com Ení Macedo, com
quem teve tres filhos: Elzira Maria; José Anibal e
Eloisa.
9.19..Amilcar Miró Carneiro, casado com Carmem Roth.
9.20..Aydée, falecida.

10.Aidée Carneiro, nascida em Paranaguá, em 1 de


outubro de 1874, aí faleceu em 1913. Casou em Santos,
em 29 de setembro de 1894, com Paulo Guajará
Vianna, filho de Felix Bento Vianna e de Maria Luiza
Auben, conforme descrito no titulo “Os Bento Vianna”
retro. O casal teve seis filhos, todos com geração
descrita em “Os Bento Vianna”, foram eles:

CDXXIX
10.1..Dinah Carneiro Vianna, segunda mulher de
Vital Brazil Mineiro da Campanha, com geração
descrita no Titulo proprio, na Parte III retro.
10.2..Cid Carneiro Vianna, casado com Laura Del
Mugnaio
10.3..Manoel Carneiro Vianna, casado com Maria José
Bueno.
10.4..Luiz Carneiro Vianna, casado com Otilia
Voitkiewzki.
10.5..Dinorah Carneiro Vianna, casada com Vital Brazil
Filho
10.6..Dorah Carneiro Vianna, casada com Antonio
Feliciano Alves.
11.Abdon Petit Carneiro, foi o primeiro médico assistente do
Instituto do Butantan, de 1899 a 1901. Mudou para
Curitiba, onde foi médico de nomeada, lente da
Universidade do Paraná, chefe do Serviço Médico da
Estrada de Ferro S.Paulo - Rio Grande, e Grão Mestre
da Maçonaria Brasileira. Casou com Francisca
Ericksen, filha do Desembargador Conrado Ericksen e
de Etelvina Martins Ericksen, com quem teve cinco
filhos:
11.1..Zayra Carneiro, casada com Otavio Coelho.
11.2..Milton Carneiro.
11.3..Lygia Carneiro
11.4..Sylvia Carneiro, casada com Dimas Cahy Affonso
da Costa
11.5..Carmen

12..Aarão, falecido
13..Almir, falecido

CDXXX
PARTE VI

A ÚLTIMA MORADA

CDXXXI
Sexta Parte

A ÚLTIMA MORADA

Cemitério São João Batista - Rio de Janeiro


Quadra 5 - n° 156 E

Vital Brazil Mineiro da Campanha * 28-04-1865 ' 08-05-1950


Dinah Brazil * 22-06-1895 ' 17-06-1975
Delphica Guimarães Carneiro * 24-04-1839 ' 06-09-1933
Ary Brazil * 14-06-1906 ' 06-04-1924
Vital Brazil Filho * 21-08-1904 ' 09-07-1936
Dinorah Vital Brazil * 05-11-1906 ' 03-02-1984
Mario Brasil * 25-07-1899 ' 20-01-1980
Magaly Norris Coelho * ' 00-00-0000
Osiris Vital Brazil * 26-04-1935 ' 03-03-1992
Gilberto Vital Brazil * 11-08-1962 ' 11-06-1993
Lycia Vital Brazil Ricci * 13-12-1929 ' 21-07-1997
obs: Vital Brazil inicialmente sepultado, em 9-5-1950, na sepultura
n°.159C, foi exumado, no dia 12-5-1950, e seu corpo trasladado para a
Quadra 5 – n° 156 E, onde se encontra.

Quadra 9 – n° 13.425

Manoel Guimarães Carneiro * 24-02-1870 ' 11-03-1927


Acácia Carneiro * 21-05-1874 ' 09-03-1937
Vitalina Vital Brazil * 01-05-1894 ' 10-04-1983
Alvaro Vital Brazil * 01-02-1909 ' 10-08-
1997
Quadra 9 - n° 12.719

Fileta Camponeza de Caldas * 07-08-1878 ' 24-11-1936


João Ignácio da Fonseca * 28-09-1877 ' 04-07-1934
Wanda Norris Antunes Maciel * 04-04-1907 ' 15-09-1978
Mariana Yolanda Norris * 08-12-1905 ' 01-07-1981

Quadra 8 - n° 868 F

CDXXXII
Maria Graziela Vital Brazil Crespi * 25-03-1981 ' 28-03-1981

Quadra 12 - n° 1.321

Enos Vital Brazil * 22-12-1924 ' 28-04-1994

Cemitério da Consolação - S.Paulo


Rua 25 - n° 33

João Batista Pereira de Magalhães * ' 03-01-1893


Mario (Vital Brazil) * ' 15-05-1893
Delminda Belmira Pereira de Magalhães ' 26-09-1894
Margarida Mazilia * ' 25-11-1942
Walter Apinagé de Toledo * ' 25-09-1957
Julieta Magalhães * ' 09-01-1987

Rua 29 - n° 4

Mariana Carolina Pereira Magalhães * 21-05-1845 ' 24-01-1913


Maria da Conceição Brasil * 26-05-1877 ' 08-03-1913
José dos Santos Pereira Junior * 12-10-1837 ' 13-05-1931
Oscar Americano de Caldas * 05-11-1875 ' 09-11-1932
Ermelinda Ramos Americano * 01-03-1876 ' 13-03-1958
Carlos Ramos Americano * 02-07-1909 ' 13-08-1955
Maria de Lourdes E. P. Americano * 22-02-1911 ' 22-04-1969
José Eduardo Americano * 29-05-1911 ' 03-04-1985
Eunice Peregrina de Caldas * 07-08-1879 ' 31-07-1967

Rua 29 - n° 5

Oscar Americano de Caldas Filho * 27-03-1908 ' 15-06-1974


Maria Luiza Ferraz Americano * 30-04-1917 ' 27-04-1972
Luciana Americano Bueno Galvão * 09-12-1963 ' 09-07-1986
Mariana Carolina Americano * 17-07-1914 ' 28-06-1988

Rua 30 - n° 31

Alexandrina Lina da Cruz * ' 03-04-1896


Olga (Vital Brazil) * ' 17-01-1899
José Theodoro Pereira da Cruz * ' 24-10-1907
Francisca Amélia de Magalhães * ' 28-07-1934
Rachel de Toledo Magalhães * ' 08-09-1963

CDXXXIII
Tarcisio de Magalhães * ' 25-07-1970
Raul Pompéia de Magalhães * ' 01-05-1972

Cemitério Redentor - S.Paulo


N° 31

Augusto Esteves * 16-10-1891 ' 03-02-1966


Itaé Brazil Esteves * 02-04-1938 ' 29-10-1966
Alvarina Brazil Esteves * 31-05-1896 ' 29-10-1987
Jacy Brazil Esteves * 03-10-1925 ' 17-12-1994

Cemitério São Paulo - S.Paulo


Quadra 11 - n° 18

Miguel Presgrave * 04-07-1869 ' 02-12-1933


Iracema Presgrave * 15-12-1870 ' 01-11-1947
Fileta Presgrave * 04-07-1894 ' 30-12-1956
Luiz Ferraz do Amaral * 23-11-1889 ' 04-06-1949
Clay Presgrave do Amaral * 09-04-1915 ' 24-04-1942
Helena Presgrave de Mello * 14-09-1904 ' 10-10-1984
Dayse Amaral Marinho da Cunha * 19-12-1913 ' 28-12-1981
Rubem de Mello * 01-03-1902 ' 31-03-1990

Quadra 21 - n° 234

Alfredo de Oliveira Campos * 26-09-1873 ' 18-11-1944


Judith Campos * 15-01-1873 ' 02-03-1953

Cemitério Municipal de Guaratinguetá - S.Paulo


Rui Vital Brasil * 11-11-1907 ' 29-09-1995

Cemitério Municipal de Lambarí - M. Gerais


quatro sepulturas juntas no lado esquerdo da alameda principal

Lygia Vital Brazil * 03-05-1910 ' 03-01-1979

CDXXXIV
PARTE VII

BIBLIOGRAFIA

CDXXXV
Bibliografia

Agostinho, José
Tiradentes, Joaquim José da Silva Xavier

Barreiros, Eduardo Canabrava


Tiradentes

Barros, Edgard Luiz de.


O Tiradentes

Barbosa, Waldemar de Almeida


Dicionário Histórico Geográfico de Minas Gerais

Brazil, Alvaro Vital.


50 Anos de Arquitetura

Brazil, Oswaldo Vital.


Contribuição para a História da Ciência no Brasil

Brazil, Vital
A Defesa Contra o Ofidismo
Memória Histórica do Instituto do Butantan
Autobiografia - inacabada, não publicada.
Funções do Baço - Defesa de Tese - Faculdade de Medicina do
Rio de Janeiro 1892.

Casadei, Thalita de Oliveira e Antonio


Aspectos Históricos da Cidade da Campanha

Casadei, Antonio
Noticias Históricas da Cidade da Campanha

Chagas Filho, Carlos


Meu Pai

Cordeiro, Francisca Bastos.


Discurso de posse na Academia Brasileira de Letras

Deus, Frei Gaspar da Madre de


Memórias para a História da Capitania de São Vicente

CDXXXVI
Donato, Hernâni
Vital Brazil – O vencedor das serpentes – Edições
Melhoramentos.
Vital Brazil – Uma lição – artigo Revista da Academia Paulista
de História.

Franco, Nelson Pinheiro.


Velhos Mogianos. - Rev. da Assoc. Bras. de Pesquisadores de
História e Genealogia, n° 1, 1994.
A Família Pinheiro Franco de Mogi Das Cruzes - Rev. do Inst.
Genealógico Brasileiro; Edição comemorativa do Cinquentenário
- 1991.

Goyanna, Castro
Vital Brazil e as Serpentes, discurso proferido pelo 40°
anivesário da turma de 1904 da Faculdade de Medicina do Rio
de Janeiro; Anais Paulistas de Medicina e Cirurgia, LX, n°5,
1950.

Guimarães, Armelin
História de Itajubá
Efemérides Itajubenses

Guimarães, Claro Américo


Genealogia de Manoel Antonio Guimarães - Visconde de Nacar -
1906.

Junior, Augusto de Lima


A Capitanía de Minas Gerais
Lefort, José do Patrocínio
Diocese da Campanha
Famílias Campanhenses

Leme, Luiz Gonzaga da Silva.


Genealogia Paulistana, 9 volumes.

Leme, Pedro de Taques de Almeida Paes


Nobiliarquia Paulistana, Histórica e Genealógica, 3 vol.

Negrão, Francisco.
Genealogia Paranaense, 6 volumes.

Maria, Nicolas

CDXXXVII
Vultos Paranaenses

Migotto, Rosa Esteves


Uma Fotobiografia de Vital Brazil, defesa de tese não publicada.

Oliveira, Betty Antunes de


North American Immigration To Brazil

Pimenta, Demerval José


História de Itajubá

Portugal, Henrique Furtado


Documentário do Governo de Minas Gerais, Edição
Comemorativa do Centenário de Vital Brazil, 1965.

Resende, Arthur Vieira de


Genealogia Mineira

Resende, Oswaldo
Genealogia das Tradicionais Famílias Mineiras

Rezende, Francisco de Paula Ferreira.


Minhas Recordações

Ribeiro, Laerte M. Magno


20 Gerações de João Ramalho e Bartyra

Roosevelt, Theodore
Nas Selvas do Brasil

Sampaio, Antonio Borges.


Genealogia do Alferes José Joaquim da Silva Xavier Revista
do Arquivo Público Mineiro, 1904, n.9, I e II.

Santos, Wanderlei dos


Antonio Joaquim Pereira de Magalhães - manuscrito.

Silveira, Carlos da.


Uns Cunhas do São Paulo Seiscentista - Revista do Arquivo
Municipal de S.Paulo - 1944, Set/Out. - XCVII.

Soares, Moacyr Bretas

CDXXXVIII
Muzambinho, sua história e seus homens

Taunay, Afonso D’Escranghole.


Historia das Bandeiras Paulistas, 2 volumes.

Trindade, Conego Raymundo.


Ascendentes e Colaterais do Tiradentes
Velhos Troncos Ouropretanos
Genealogia da Zona do Carmo

Vale, Dario Cardoso


Memória Histórica de Prados

Vale, José Ribeiro


E Eles Tambem Cresceram e se Multiplicaram

Valladão, Alfredo
Campanha da Princeza, 4 volumes

Vaz, Eduardo
Vital Brazil. Anais Paulistas de Medicina e Cirurgia, LX, n° 5,
1950.
Fundamentos da História do Instituto do Butantan, seu
desenvolvimento, 1949.
A Hidra de Lerna

Veiga, Bernardo Saturnino


Almanaque Sul Mineiro 1874
Almanaque Sul Mineiro 1884
Almanaque Sul Mineiro 1900

Waldvogel, Luiz.
Homens que Fizeram o Brasil

CDXXXIX
Fontes Pesquisadas

Arquivo da Casa dos Contos de Ouro Preto - Minas Gerais


Arquivo da Cúria Diocesana da Campanha - Minas Gerais
Arquivo da Cúria de Mariana - Minas Gerais
Arquivo da Cúria Metropolitana de Belo Horizonte - M.G.
Arquivo da Cúria Metropolitana do Rio de Janeiro - R.J.
Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo - São Paulo
Arquivo da Cúria de S. João D’El Rei - Minas Gerais
Arquivo do Estado de São Paulo - São Paulo
Arquivo Municipal de São João D’El Rei - Minas Gerais
Arquivo Nacional - Rio de Janeiro
Arquivo Público Mineiro - Belo Horizonte
Biblioteca do Colégio Brasileiro de Genealogia - R.J.
Biblioteca do Instituto Genealógico Brasileiro - São Paulo
Biblioteca do Instituto Hist. e Geográfico Brasileiro - R.J.
Biblioteca Municipal da Campanha - M.G.
Biblioteca Nacional - Rio de Janeiro
Biblioteca Pública Municipal - São Paulo
Biblioteca Pública Municipal - Rio de Janeiro
Biblioteca Pública Municipal - Muzambinho
Biblioteca Pública Municipal - Guaxupé
Cartórios Civeis Mineiros
Cartórios Civeis Paulistas
Cartórios Civeis do Rio de Janeiro
Centro de Serviço da História da Família - Mormons.

CDXL