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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS


CAMPUS AVANÇADO DE CATALÃO

MECÂNICA DOS SOLOS


FEA0144

Profª. Paola Mundim


Pmundim_Souza@hotmail.com
MECÂNICA DOS SOLOS
Tópico:

Propriedades dos solos

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1 - ESTADOS DO SOLO – as três fases do solo
 O solo é composto por um grande número de partículas, com
dimensões e formas variadas, que formam o seu esqueleto
sólido.
 A estrutura do solo não é maciça e por isso não ocupa todo o
volume, ela possui vazios.

 Quando os vazios do solo estão totalmente preenchidos com


água, dizemos que o solo está saturado.

 Quando os vazios estão totalmente ocupados por ar, dizemos


que o solo está seco.

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1 - ESTADOS DO SOLO – as três fases do solo
 Os vazios podem estar preenchidos com ambos – ar e água –
que é a forma mais comum na natureza.

 Por isso dizemos que o solo é composto de três fases: sólido,


líquido e ar.

 A proporção entre essas três fases determina como o solo irá


comportar.

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1 - ESTADOS DO SOLO: as três fases do solo

FASES DO SOLO

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2 – Elementos constituintes do solo
 Fase sólida; líquida e gasosa.

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2 – Elementos constituintes do solo
 Fase sólida: Caracterizada pelo tamanho, forma, distribuição e
composição mineralógica dos grãos.

 Fase líquida: preenche os vazios do solo. 𝑉𝑣 = 𝑉𝑤 →


𝑞𝑢𝑎𝑛𝑑𝑜 𝑜 𝑠𝑜𝑙𝑜 𝑒𝑠𝑡𝑖𝑣𝑒𝑟 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑠𝑎𝑡𝑢𝑟𝑎𝑑𝑜.

 Fase gasosa: constituída de ar, vapor d’água. É bem mais


compressível que a fase líquida.

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2 – Elementos constituintes do solo
2.1 - CLASSIFICAÇÃO DA ÁGUA NO SOLO
A água contida no solo pode ser classificada como:

 Água de constituição: a que faz parte da estrutura molecular da


partícula sólida.
 Água adsorvida ou adesiva: película de água que envolve e
adere fortemente a partícula sólida.
 Água livre: água que preenche os vazios do solo.
 Água higroscópica: é a que ainda se encontra em um solo seco
ao ar livre.
 Água capilar: é aquela que nos solos de grãos finos sobe pelos
interstícios capilares deixados pelas partículas sólidas.

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2 – Elementos constituintes do solo
2.1 - CLASSIFICAÇÃO DA ÁGUA NO SOLO

Obs.: as águas livre, higroscópica e capilar são as que podem


ser totalmente evaporadas pelo efeito do calor, a uma
temperatura maior que 100°C.
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3 – Índices físicos

 Os índices físicos e as relações entre eles desempenham um


papel importante no estudo da propriedade dos solos.

Vt  Vv  Vs  Var  Vágua  Vs
Vv  Var  Vágua
Pt  Ps  Págua

 Os índices físicos são utilizados para a caracterização em um


dado momento, portanto podem ser alteradas ao longo do
tempo.
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3 – Índices físicos
3.1 – Teor de umidade (h ou w)
 É a relação entre o peso da água contida num certo volume de
solo e o peso das partículas sólidas (Ps) existente neste mesmo
volume de solo.

Pa
h(%)   100
Ps

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3 – Índices físicos
3.1 – Teor de umidade (h ou w)
 Em laboratório, a umidade pode ser determinada através da
completa secagem da amostra do solo em estufa.

 O ensaio é especificado pela NBR 6457:16.

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3 – Índices físicos
3.1 – Teor de umidade (h ou w)
 No ensaio são utilizadas cápsulas e sua massa deve ser
determinada (m3);
 Deve-se pesar a amostra na cápsula (m1 - cápsula + amostra
úmida);
 Colocar as cápsulas em estufa em temperatura entre 105 e 110°C
até se obter constância de massa.
 Após secagem pesar novamente (m2 - cápsula + amostra seca);

m1  m2
h(%)   100
m2  m3

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3 – Índices físicos
3.1 – Teor de umidade (h ou w)
 Em campo pode ser feito o Speedy test: constituído de um
reservatório metálico (câmara) que se comunica com um
manômetro destinado a medir a pressão interna.

 Dentro da câmara são colocados uma quantidade de solo úmido


e uma porção de carbureto de cálcio.

 A reação química entre a água e o carbureto de cálcio produz


gases que aumentam a pressão interna.

 Pela variação da pressão interna obtém-se a quantidade de água


existente no solo.

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ESTADOS DO SOLO

DETERMINAÇÃO DA UMIDADE PELO MÉTODO


SPEEDY TEST
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3 – Índices físicos
3.2 – Índice de vazios (e)
 É a relação entre o volume de vazios (Vv) e o volume dos
sólidos (Vs), existente em igual volume de solo.

 Este índice tem como finalidade indicar a variação


volumétrica do solo ao longo do tempo.

 Este índice foi introduzido por Terzaghi ao estudar o


“fenômeno do adensamento do solo”.
𝑉𝑣
𝑒=
𝑉𝑠
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3 – Índices físicos
3.3 – Porosidade (n)

 É a relação entre o volume dos vazios (Vv) e o volume total


(Vt) da amostra.

 É expressa em porcentagem, com intervalo de variação de 0


a 100%.

𝑉𝑣
𝑛(%) = × 100
𝑉𝑡

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 Relação entre índice de vazios (e) e porosidade (n)

𝑒
𝑛=
1+𝑒

𝑛
𝑒=
1−𝑛

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 Relação entre índice de vazios (e) e porosidade (n)
• Segundo o IAEG (1979) - International Association for
Engineering Geology, a porosidade e o índice de vazios
podem ser classificados segundo uma tabela.

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3 – Índices físicos
3.3 – Grau de saturação (S)

 Relação entre o volume de água (Va) e o volume de vazios


(Vv);
 É a porcentagem de água contida nos vazios do solo.

𝑉𝑎
𝑆 % = × 100
𝑉𝑣

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3 – Índices físicos
3.3 – Grau de saturação (S)

 Se o solo está completamente seco, S = 0%


 Se os poros estão cheios de água, o solo está saturado e S =
100%
 Para solos parcialmente saturados, os valores de “S” situam-
se entre 1 e 99%

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3 – Índices físicos
3.4 – Peso específico aparente ou natural (𝛾𝑛 )
 PESO ESPECÍFICO APARENTE (NATURAL) h≠0
 É a relação entre o peso total (Pt) e o volume total da
amostra (Vt) para um valor qualquer do grau de
saturação, diferente dos extremos.
𝑃𝑡
𝛾𝑛 =
𝑉𝑡

 Situa-se em torno de 19 a 20 kN/m³.


 Quando não conhecido é estimado como igual a 20 kN/m³.

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3 – Índices físicos
3.4 – Peso específico aparente ou natural (𝛾𝑛 )

 PESO ESPECÍFICO APARENTE (NATURAL) h≠0

Para sua determinação:


 Molda-se um cilindro do solo cujas dimensões conhecidas
permitem calcular o volume.
 O peso total dividido pelo volume é o peso específico
natural.

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3 – Índices físicos
3.5 – Peso específico aparente seco (𝛾𝑑 )
 PESO ESPECÍFICO APARENTE SECO h=0

 É a relação entre o peso dos sólidos (Ps) e o volume total da


amostra (Vt), para a condição limite do grau de saturação
(limite inferior S=0%).
𝑃𝑠
𝛾𝑑 =
𝑉𝑡
 Calculado a partir do peso específico natural e da umidade.

 É empregado para verificar o grau de compactação de bases


e sub-bases de pavimentos e barragens de terra.
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3 – Índices físicos
3.6 – Peso específico saturado (𝛾𝑠𝑎𝑡 )

 PESO ESPECÍFICO SATURADO

 É a relação entre o peso total saturado (Psat) e o volume


total (Vt), para a condição de grau de saturação igual a
100%
𝑃𝑠𝑎𝑡
𝛾𝑠𝑎𝑡 =
𝑉𝑡

 É da ordem de 20 kN/m³

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3 – Índices físicos
3.7 – Peso específico dos grãos ou sólidos (𝛾𝑠 )

 PESO ESPECÍFICO REAL DOS GRÃOS OU SÓLIDOS

 É a relação entre o peso dos sólidos (Ps) e o volume dos


sólidos (Vs)
𝑃𝑠
𝛾𝑠 =
𝑉𝑠

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3 – Índices físicos
3.7 – Peso específico dos grãos ou sólidos (𝛾𝑠 )
Para determiná-lo:
o Coloca-se um peso seco conhecido do solo num picnômetro,
determina-se o peso total.
o O peso do picnômetro completado só com água mais o peso do
solo, menos o peso do picnômetro com solo e água, é o peso da água
substituída pelo solo.
o Desse peso calcula-se o volume da água que foi substituída pelo
solo e que é o volume do solo.
o Com o peso e o volume, tem-se o peso específico.

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3 – Índices físicos
3.7 – Peso específico submerso (𝛾𝑠𝑢𝑏 )
 PESO ESPECÍFICO SUBMERSO

 É o peso específico efetivo do solo quando submerso;

 Quando a camada de solo está abaixo do nível freático; é


utilizado para cálculo de tensões efetivas.

𝛾𝑠𝑢𝑏 = 𝛾𝑛 − 𝛾𝑤 = 𝛾𝑠𝑎𝑡 − 𝛾𝑤

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3 – Índices físicos
3.8 – Densidade dos grãos ou sólidos (𝑮𝑠 )

 É a razão entre o peso específico real dos grãos (𝛾𝑠 ) e o peso


específico da água (𝛾𝑤 ) a 4°C.

𝛾𝑠
𝐺𝑠 =
𝛾𝑤

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RELAÇÃO ENTRE AS FASES DO SOLO
 CORRELAÇÃO ENTRE OS ÍNDICES

 Dos índices vistos anteriormente, só três são determinados


diretamente em laboratório: a umidade, o peso específico
dos grãos e o peso específico natural. Os outros são
calculados a partir dos determinados.

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RELAÇÃO ENTRE AS FASES DO SOLO - Continuação
 CORRELAÇÃO ENTRE OS ÍNDICES

𝛾𝑛 = 𝑛. 𝑆. 𝛾𝑤 + 𝛾𝑑

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RELAÇÃO ENTRE AS FASES DO SOLO - Continuação
 MASSA ESPECÍFICA

 As relações entre pesos e volumes são denominadas pesos


específicos expressos em kN/m³
 As relações entre quantidade de matéria (massa) e volume
são denominadas massas específicas expressas em t/m³ ou
g/cm³
 Exemplo: Se um solo tem massa específica de 1,8 t/m³, seu
peso específico é o produto deste valor pela aceleração da
gravidade, que vale em torno de 9,81 m/s² (adota-se 10
m/s²), portanto o peso específico é de 18 kN/m³

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 EXERCÍCIOS
1- Um m³ de solo no seu estado natural pesou 17,75 kN, após a
secagem seu peso foi de 15,08 kN. A densidade do solo é 2,70.
Determine o grau de saturação, o índice de vazios, a
porosidade e o teor de umidade desse solo.
2- Uma amostra de solo obtida em um furo tem 1 m³ de
volume e pesa 14 kN. A amostra é seca em estufa e pesa 12,5
kN. Calcule o teor de umidade, o peso específico unitário
úmido e o peso específico unitário seco.
3- Dados: Uma amostra de argila saturada com índice de
vazios igual a 1,21 e densidade igual a 2,65. Pede-se estimar o
teor de umidade do solo.

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REFERÊNCIAS

CAPUTO, H. P. Mecânica dos Solos e suas Aplicações. 6ª Edição, Volumes 1, LTC


(Grupo GEN), 1987

DAS, B. M. Fundamentos da engenharia geotécnica. Tradução da 6ª ed. americana.


São Paulo: Cengage Learning, 2011. 559p.

PINTO, C. S. Curso Básico de Mecânica dos Solos em 16 Aulas. 3ª ed. São Paulo:
Oficina de Textos, 2006.

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