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Mente Curiosa - Ano 2, Nº 24 - 2018

FALSOS
AMIGOS
Alimentos que
parecem saudáveis,

Curi sa
mas sabotam a
dieta!

PARA TODA
A VIDA
Entenda como
os hábitos e
pensamentos
interferem no peso
e modifique-os

PENSE MAGRO
Reprograme seu cérebro, emagreça e ganhe saúde
A chave está
na sua mente REPROGRAME
SEU CÉREBRO
“Por que eu não consigo emagrecer?” - Entenda os mecanismos que
Você já deve ter ouvido essa pergunta regulam a fome
de alguém próximo ou até mesmo
dito algumas vezes. Na maioria dos PALAVRA-CHAVE:
casos, a resposta é simples: a perda MODERAR
de peso é dificultada por causa dos Macronutrientes na medida certa
maus hábitos alimentares e da falta
de atividade física. Muita gente até PARA A VIDA TODA
acredita que está se alimentando Reeducação alimentar: mudança
de hábitos
bem e até se exercitando, o que pode
ser um engano, já que o sorvete
FALSOS AMIGOS
de ontem, o bombom de hoje, as Alimentos que sabotam a dieta
várias faltas na academia durante a
semana passaram “despercebidos”. A VERDADE OU MITO?
real mudança de hábitos, portanto, O que realmente funciona na hora
começa pela cabeça. É preciso saber de emagrecer
diferenciar, por exemplo, a sensação
de fome da vontade de comer;
alimentar-se conscientemente e ter
força de vontade para transformar
em rotina o que é novo e saudável.
Nesta edição, você vai saber um pouco
mais sobre como o cérebro envia a
mensagem de fome e como oferecer
ao corpo o que ele realmente precisa -
sem exageros. Boa leitura!
Marisa Sei, editora
marisa.sei@astral.com.br
Reprograme
seu cérebro e gre do é entender
r, os os m
ce su a m en te e com eca
gre e na eçar nis
mo
a m ap
m fo en s
a sar
ul e

qu
reg Para
am

e
di
fer
ent
e
P
ense agora em um suculento pedaço de
pizza, com a massa no ponto, transbor-
dando de cobertura e com direito a bor-
da recheada. Concorde, é praticamente
impossível não salivar nesse exato ins-
tante! Quem tem imaginação mais fértil (ou está de
estômago vazio) vai até sentir um fictício aroma pai-
rando no ar. São reações naturais de qualquer ser
humano. A menos, claro, que você faça parte do li-
mitado grupo daqueles que não gostam de pizza –
nesse caso, é só imaginar qualquer outro prato de
sua preferência.
O ato de comer não é apenas uma maneira de
fornecer ao corpo as calorias e os nutrientes indis-
pensáveis para o seu funcionamento. Quando o pa-
ladar (e até o olfato) entra na jogada, há alimentos
que atiçam em menor ou maior grau o apetite, de
acordo com os gostos particulares de cada pessoa.
Por isso mesmo, eventualmente também comemos
quando temos pouca (ou nenhuma) fome.
A falta de autocontrole diante da comida, soma-
da ao sedentarismo, leva à obesidade e, por tabela,
resulta em diferentes problemas de saúde. Em ca-
sos mais sérios, pode ser um indício de compulsão
alimentar– comparável a um vício, tal qual a depen-
dência por álcool, cigarro e drogas. E, mesmo para
quem não chegou a este ponto, uma relação mal
resolvida com a alimentação é um obstáculo para o
emagrecimento. Sendo assim, fazer as pazes com a
balança envolve, e muito, a saúde mental.

Necessidade e prazer
“Saco vazio não para em pé”, já dizia o ditado
popular. Do ponto de vista evolutivo, a fome é uma
resposta involuntária do organismo diante da ca-
rência de nutrientes. Como se já não fosse o bas-
tante para nos alertar a respeito dessa necessidade
primordial, a natureza tratou de associar também a
sensação de prazer à comida.
Isso se dá por meio de um circuito conhecido como
recompensa cerebral. “Toda vez que estimulamos
esse circuito, sentimos prazer e, com isso, também
ativamos nossas memórias e emoções. Isso aconte-
ce porque, no sistema neural, há uma alteração na
liberação do neurotransmissor chamado dopamina,
responsável pela sensação de prazer. Quando reali-
zamos algo que gera esse tipo de satisfação, ocorre
a liberação de dopamina e, assim, nos motivamos
e repetimos a ação para obter a mesma sensação
de bem-estar mais uma vez”, descreve a psicóloga
Virgínia Aquino.
Portanto, os mais variados recantos da nossa men-
te são estimulados durante o ato de comer, como
explica o psiquiatra Leonard Verea: “A alimentação
envolve história familiar, lembranças, sentimentos
e hábitos sociais. Seu aspecto psicológico está di-
retamente ligado ao aleitamento materno, pois é o
primeiro contato do recém-nascido com o mundo. É
também quando surgem as primeiras sensações de
gratificação, frustração, voracidade e avidez”.
É igual ao mecanismo envolvido na libido, por
exemplo. Sob uma ótica meramente racional, o de-
sejo sexual – que tanto mexe com nossa cabeça
– nada mais é que uma forma de reforçar a neces-
sidade do Homo sapiens de copular e garantir sua
sobrevivência ao longo de novas gerações. Uma vez
que comer (assim como fazer sexo) é bom demais,
torna-se até certo ponto compreensível a situação
de quem se entrega por completo a esse prazer ir-
refreável. Em vez de dominá-lo, torna-se dominado.

Fome de quê?
Se há ocasiões em que você come de maneira
compulsiva, vale ponderar quais causas de cunho
emocional estão associadas a esse tipo de compor-
tamento. Muitos nem se dão conta quando o pra-
zer proporcionado pela comida se converte em um
perigoso instrumento para compensar as frustra-
ções da vida. Aquela bomba de chocolate ajudaria
a esquecer o emprego desagradável ou o término
de um relacionamento.
Parece difícil de acreditar, mas, nos termos do
inconsciente, comer pode se transformar até mes-
mo em objeto de autoflagelação: “Muitos indiví-
duos compulsivos também sofrem de depressão,
ansiedade e outros transtornos psíquicos. A maio-
ria dos comedores compulsivos possui uma baixa
autoestima. No íntimo, alguns acreditam que não
merecem o amor de ninguém, porque não fazem
nada direito e se negam o direito à felicidade e ao
sucesso. A autoestima e autoimagem estão tão
comprometidas que a busca do prazer atua na sua
polaridade oposta, ou seja, a da autodestruição”,
diz o psiquiatra.

Cabeça magra
Com tudo isso, torna-se mais nítida a impor-
tância de se encarar a comida de uma nova for-
ma. Não mais como uma fonte de prazer imediato,
que, a cada dia, mostra-se menos eficaz e com efei-
tos colaterais um tanto quanto sérios. No objetivo
de enxugar os quilos excedentes, o senso comum
aconselha procurar um nutricionista – para elabo-
rar um cardápio mais saudável – e uma academia
– exercitar-se também é pré-requisito. Entretanto,
é igualmente importante mudar padrões de pen-
samento equivocados – o que, para alguns, vai exi-
gir acompanhamento psicológico.
Portanto, se você já está pensando em apelar
para dietas milagrosas e radicais que prometem
o corpo dos sonhos em questão de dias, cuidado!
Além de muitos desses métodos serem furados,
sem uma nova mentalidade é bem possível que a
forma física não se mantenha por muito tempo. No
fim das contas, não basta estar magro: também é
preciso pensar magro.
Palavra-chave:
moderar

Sabia que carboidrato,


gordura e outros
nutrientes não devem
ser vistos como vilões
da saúde?

F
aça um teste simples: pergunte a uma pessoa que está fazendo alguma dieta para
perder peso quais alimentos ela retirou por completo do cardápio. É bem prová-
vel que muitas delas respondam que os pães e os doces perderam espaço nas re-
feições do dia a dia. Embora esse pensamento possa parecer certo, nem sempre o
carboidrato, o açúcar e a gordura (nutrientes que compõe os principais alimentos
com fama de engordativos) são vilões da boa forma. Que tal entender melhor esse assunto?

O “x” da questão
A regra que rege o processo de emagrecimento é simples: a proporção entre o que você
come e o que você gasta é o que contribui para o ganho ou a redução do peso. Ou seja,
quando você consome mais calorias do que é capaz de gastar ao longo do dia, os ponteiros
da balança tendem a subir. Dessa forma, é permitido ingerir alimentos considerados caló-
ricos, desde que com moderação e aliados a um plano regular de exercícios físicos. “A die-
ta focada na qualidade dos alimentos não impede você de comer os doces que gosta ou
de tomar uma cerveja no fim de semana, por exemplo. O estilo de vida alimentar perfei-
to precisa proporcionar também liberdade. O que importa é que a maior parte da sua ali-
mentação seja composta por ingredientes que equilibrem o seu sistema hormonal”, ensina
o personal trainer Vinícius Possebon. Além disso, o organismo precisa que a gordura, o car-
boidrato, as fibras, o açúcar e a proteína façam parte da sua rotina alimentar, uma vez que
eles desempenhem funções importantes no corpo humano. Duvida? Então, concentre-se
nas próximas linhas!

O papel de cada um
Muitas vezes encarados como prejudiciais à saúde e à boa forma, nutrientes como
carboidrato e gordura garantem que o organismo trabalhe da forma correta. Conheça a
seguir suas principais funções.

GORDURA: “Esse nutriente é fonte de energia, componente fundamen-


tal de todas as membranas celulares e de alguns hormônios, protege órgãos
contra o choque mecânico e o corpo contra o excesso de perda de água ou
de calor. Ainda auxilia na absorção das vitaminas lipossolúveis A, D, E e K e
contribui no processo de saciedade”, explica o cardiologista Daniel Magno-
ni. Contudo, é importante saber que a diferença para a saúde está no tipo de
gordura usada, ou seja, se ela é boa ou ruim. Dessa forma, o recomendado é
apostar nas gorduras mono ou poli-insaturadas (de origem vegetal) e evitar
as trans (presentes em diversos produtos processados).
CARBOIDRATO: é responsável por produzir a glicose, um tipo de combus-
tível que fornece energia para o corpo e ajuda no seu funcionamento geral.
Além disso, ele é a primeira fonte de energia que os músculos utilizam quan-
do trabalham em intensidade elevada e sem oxigênio. É possível encontrar
o carboidrato simples e o complexo, sendo que o último é o mais saudável -
por ter grande quantidade de fibras. Então, invista em alimentos como arroz
e massas integrais, aveia, grão-de-bico e milho, por exemplo.

AÇÚCAR: você sabia que ele é, na verdade, um carboidrato? Dessa forma,


também é capaz de fornecer energia ao corpo, garantindo maior qualidade
de vida. O lado ruim do açúcar aparece a partir do momento em que ele é
consumido em excesso, pois quando o seu nível está elevado no sangue, o
pâncreas libera insulina, substância que transforma a glicose (açúcar) em glico-
gênio. Contudo, se as taxas de glicogênio já estiverem altas e você consumir
mais açúcar, a insulina acaba convertendo todo o excesso em tecido gordu-
roso (triglicerídeo).

FIBRAS: existem dois tipos de fibras, as solúveis e as insolúveis. “Cada uma


possui características diferentes. As solúveis são responsáveis pelo aumento
da saciedade e ajudam no controle do colesterol e do diabetes. Enquanto as
insolúveis aumentam o peso e aceleram o trânsito intestinal”, afirma o nu-
trólogo Fernando Bacalhau. Então, quem deseja controlar a saciedade deve
manter uma alimentação rica em fibras solúveis. E lembre-se de que as fibras
devem estar presentes já na primeira refeição do dia, sendo que boas opções
são frutas, pão integral e granola.

PROTEÍNA: o grande problema em relação a esse nutriente é, mais uma


vez, o exagero. Isso porque o organismo não desperdiça nenhuma substân-
cia consumida, ou seja, ele armazena em forma de gordura. Portanto, você
não precisa abrir mão da sua carne preferida, basta ter moderação e escolher
cortes magros.

“Preferir alimentos que contenham a gordura de


origem vegetal em detrimento das gorduras animais
já configura uma mudança nutricional valiosa
na vida das pessoas, além de prevenir doenças”
Daniel Magnoni, cardiologista

CONSULTORIA Daniel Magnoni, cardiologista; Fernando Bacalhau, nutrólogo;


Vinícius Possebon, personal trainer
Para a vida
toda!
A reeducação
alimentar visa
ensinar
bons hábitos
alimentares,
enquanto
as dietas
prezam pelo
emagrecimento.

M
uito prova- Saiba mais!
velmente
você conhe-
ce alguém que
come sem se pre-
ocupar com a qualidade dos alimen-
tos ingeridos, certo? A questão é que, em
algum momento, essa alimentação ina-
dequada vai surtir efeito, causando pro-
blemas de saúde e excesso de peso. E daí,
como resolver isso? A maioria das pessoas
diria que fazer uma dieta seria ideal e, de
certa forma, tem razão. Porém, depois de
um tempo, a dieta acaba e a alimentação
volta a ser como era antes. E é exatamen-
te nesse ponto que está o erro. Emagre-
cer deve ser uma atitude definitiva e só é
possível fazer isso reeducando o metabo-
lismo. E como fazer? Adquirindo hábitos
saudáveis e tendo uma alimentação mais do tempo, conforme ocorrer a evolução
balanceada. do paciente com a sequência do trata-
mento”, explica Noadia Lobão, especia-
O que é reeducação lista em nutrição. Em outras palavras,
alimentar? pode-se dizer que a reeducação alimen-
“É um conceito amplo, que envolve a tar tem como objetivo ensinar a comer
formulação de várias dietas no decorrer bem e, com isso, proporcionar um ema-
grecimento saudável. Quando a pessoa
está disposta a fazer essa mudança, pre-
cisa ter em mente que não é obrigada a
deixar de comer nenhum alimento, contu-
do, é fundamental observar a quantidade
e a variedade daquilo que for consumir.
“A reeducação alimentar consiste no pro-
cesso de transformação e mudanças fa-
voráveis a hábitos alimentares saudáveis,
mas sem esquecer a individualidade e o
prazer em comer bem”, esclarece a nutri-
cionista Ana Raquel Bucar. Ou seja, esse
processo proporciona conhecimento para
que se possam fazer escolhas no dia a dia,
como em um restaurante, em uma fes-
ta e um bar ou outras situações do tipo.

Por outro lado...


A dieta, na verdade, é uma restrição.
Como assim? Pode ser de sódio, no caso
de um paciente com hipertensão arte-
rial ou de açúcar para pessoas que so-
frem com o diabetes, mas também de
calorias para quem deseja perder peso.
“Além disso, a dieta tem a proposta de
ter início e fim, ao contrário da reeduca-
ção alimentar, que visa não só o emagre-
cimento, mas uma manutenção do peso
posteriormente”, acrescenta Ana Raquel.
É importante entender que fazer uma
dieta não é a mesma coisa que passar
fome e que redução calórica muito radi-
cal também não é a solução para ema-
grecer. Isso porque a ausência de calorias
pode acarretar perda de nutrientes ne-
cessários para o bom funcionamento do
organismo. Por isso é aconselhável que
qualquer dieta seja prescrita e acompa-
nhada por um especialista.
Hora de comer
Diferentemente do que ensinam vá-
rias dietas, fazer diversas refeições ao
longo do dia é o mais adequado para
conseguir atingir a meta do emagreci-
mento. “A reeducação alimentar pre-
coniza o comer a cada 3 horas. Embora
isso também seja de cada pessoa, não
só pelo fato da ingestão aumentar o
metabolismo pelo processo da digestão
e absorção do alimento, mas sim para
não chegar à refeição com fome”, conta
Ana Raquel. Porém, é necessário levar
em consideração parâmetros bioquími-
cos e aspectos da vida cotidiana de cada
pessoa para determinar a quantidade
de alimentos que deve ser ingerida. Se-
gundo Noadia, a exclusão ou inclusão
de alimentos será feita de acordo com
esses parâmetros, que são únicos para
cada ser humano. “Nos casos em que
a alimentação pode ser fracionada, ela
apresenta resultados superiores na ob-
tenção dos objetivos nutricionais”, fina-
liza Ana Raquel.
Seja moderado! Benefícios
A palavra de ordem é moderação, seja Ao ser feita uma dieta, o emagreci-
na dieta ou, principalmente, na reeduca- mento é a principal vantagem adquirida.
ção alimentar. O que isso que dizer? Que Por outro lado, com a reeducação alimen-
uma feijoada no domingo ou um chur- tar é possível conquistar diversos bene-
rasco no sábado são tolerados, mas não fícios para a saúde, tais como:
vale comer esse tipo de alimento todos • Redução dos níveis de triglicerídeos
os dias. Também é possível consumir um • Diminuição do colesterol ruim (LDL)
chocolate durante a TPM, mas no dia a • Maior disposição e sono mais tranquilo
dia prefira frutas em vez de doces com • Prevenção de doenças crônicas, como
alto teor de açúcar. diabetes

No tempo certo
Se você está buscando a perda de peso,
escolha a reeducação alimentar em vez
das dietas. Embora seja um processo
mais lento, a reeducação traz resultados
permanentes e consistentes, além de mais
saudáveis. Por isso, vale ter um pouco de
paciência para emagrecer com saúde.

CONSULTORIA Ana Raquel Bucar, nutricionista;


Noadia Lobão, especialista em nutrição
Falsos
amigos
Descubra alguns alimentos
que parecem saudáveis, mas
podem ser vilões da saúde e
do emagrecimento

N

em tudo que reluz é ouro”, já dizia
o velho ditado, e não é que ele tem
toda a razão? Por muito tempo, al-
guns alimentos foram incluídos no
cardápio por serem considerados
saudáveis e por serem amigos da dieta. O pro-
blema é que, com o tempo, foi descoberto que
esses aliados, na verdade, são vilões. Confira!
Sopas instantâneas Refrigerantes zero
Elas são refeições leves e saudá- Por não terem calorias, muitas ve-
veis, certo? Infelizmente, nem sem- zes são vistos como benéficos para
pre. Quando preparadas em casa a dieta, podendo ser consumidos à
com alimentos naturais e livres de vontade. O fato é que o risco está
conservantes, são uma ótima pedi- em outros componentes: esses pro-
da. O problema é que, ao contrário dutos contêm aditivos, gás e coran-
das caseiras, as sopas instantâneas te, que são os verdadeiros vilões da
não têm valor nutricional significa- boa forma. Além disso, possuem
tivo, além das altas concentrações mais sódio do que o normal, facili-
de sódio. Por isso, passe longe des- tando a retenção de líquidos e, com
ses produtos. ela, o inchaço. “De modo geral, as
pessoas que consomem tudo light
ou zero têm uma grande dificuldade
de perder peso, até porque existe
a tendência de exagerar na dose”,
explica a nutróloga e médica orto-
molecular Tamara Mazaracki.
Adoçantes Peito de peru
Eles são a solução para substituir Embora seja consenso entre os
o açúcar na refeição e são indica- especialistas que o peito de peru é
dos, principalmente, para quem não uma opção mais vantajosa do que
pode ingerir o derivado da cana- o presunto suíno, o salame ou a
-de-açúcar... no caso, os diabéticos. mortadela, não é certo dizer que
Aqueles que não apresentam essa esse produto carrega consigo ape-
patologia, devem ter moderação. nas benefícios. Presente na maio-
Isso porque esses produtos possuem ria dos lanches naturais, o peito de
muitos aditivos que fazem mal à peru também é considerado um ali-
saúde. É preferível optar pelos ado- mento embutido, além de ser fonte
çantes naturais, como stévia e sucra- garantida de sódio e de inúmeros
lose, ou substituir o açúcar comum aditivos químicos como conservan-
pelo mascavo... tudo em pequenas tes, corantes e realçadores de sabor.
doses. Uma dica importante é op-
tar por bebidas que não necessitem
de adição de açúcar.
Bolacha água e sal Suco de caixinha
Apesar de serem menos calóricas Eles são uma opção bem mais sau-
do que o pãozinho francês, esse ali- dável que os refrigerantes, certo? Na
mento é rico em gordura, para ga- verdade, não. Muitos dos sucos ven-
rantir maior cremosidade e ficar mais didos nos supermercados são nécta-
crocante. Por isso, se consumida em res. Mas o que isso significa? Que a
excesso, pode se tornar um verda- maior parte da bebida é composta
deiro vilão da dieta e da saúde. por uma mistura de água, açúcar e
aditivos químicos, apesar de o Mi-
nistério da Agricultura prever que
esse tipo de líquido deve ter pelo
menos de 30% a 50% de suco. Por
isso, não se engane! Opte por sucos
naturais e, se possível, pela fruta in
natura, pois uma unidade é menos
calórica do que um copo de suco
com duas ou três frutas.
Barra de cereais Queijo de minas
Por ser fonte de fibras, o alimento Assim como acontece com o pei-
ajuda a regular o intestino. O proble- to de peru, essa versão do queijo
ma acontece a partir do momento também é tida como menos pre-
em que há o consumo em excesso. judicial. Talvez por isso as pessoas
Quando não é feita a ingestão cor- costumem exagerar na porção, o
reta de água, as fibras acabam de- que acaba sendo um erro. O quei-
sempenhando papel contrário ao jo de minas realmente tem menor
esperado, dificultando o processo valor calórico quando comparado
de emagrecimento. Além disso, a a outras opções (como a mussare-
maioria das barras de cereais encon- la), mas ele também apresenta teor
trada nas prateleiras dos supermer- de gordura, devendo ser consumi-
cados tem recheios e coberturas de do com moderação.
chocolate e de açúcar, que não são
amigos da dieta. Por isso, quando
for optar por esse alimento, prefi-
ra os sem açúcar e à base de frutas.
CONSULTORIA Tamara Mazaracki, nutróloga e médica ortomolecular
Verdade Muitos fatos
acercam o universo
do emagrecimento

ou mito?
saudável, mas será
que se pode acreditar
em tudo? Confira!

Exercícios abdominais queimam a


gordura da barriga mais rápido
MITO. A perda de gordura corporal é geral. Algumas pesquisas
atuais têm mostrado uma maior utilização de gordura na região
exercitada intensamente em relação ao corpo todo. Entretanto, são
estudos novos e ainda não se pode afirmar isso. Por enquanto, é
necessário colocar o músculo abdominal para treinar de verdade,
como outro músculo corporal qualquer, com peso, respeitando
séries, repetições e sobrecarga. Isso sim aumenta bastante a força
desse grande músculo e melhora o perfil da pessoa.

Comer à noite engorda mais


MITO. “O que importa é a quantidade de calorias que a pessoa
ingere e queima”, afirma o endocrinologista Antônio Minuzzi.
Existem indivíduos que são considerados “metabolicamente
magros” e podem comer muito sem transformar o que ingerem em
gordura. Os que não têm essa propensão devem sempre manter
uma dieta regrada. De qualquer forma, para facilitar a digestão
na hora do jantar e da ceia, opte por alimentos leves, como frutas,
saladas, shakes e até mesmo um chá.

Dietas menos calóricas são mais eficientes

TALVEZ. Uma dieta hipocalórica faz com que a pessoa perca


não só gorduras, mas também massa óssea e muscular. “Dietas
desregradas e sem acompanhamento podem prejudicar o indivíduo
em vez de ajudá-lo”, observa Minuzzi.
Dá para emagrecer sem restringir
os alimentos favoritos

VERDADE. Entretanto, deve haver extrema moderação. Para


quem precisa perder uma grande quantidade de peso, deve-se
diminuir principalmente o açúcar, derivados da farinha branca,
arroz branco e bebidas alcoólicas.

Homens emagrecem mais fácil


em relação às mulheres
TALVEZ. O gasto calórico não depende do sexo, contudo no
geral, o homem tem menos gordura que a mulher e mais massa
muscular. “Se colocássemos homens e mulheres, com o mesmo
perfil corporal, o gasto seria o mesmo. Mas as diferenças em força
e em gordura podem fazer com que o homem tenha uma facilidade
para perder peso”, esclarece o educador físico Mário Pozzi.

Obesos só emagrecem tomando remédios

MITO. Alguns dos principais fatores para perder peso são os


tratamentos comportamentais. “É preciso entender que o obeso
deve mudar suas escolhas alimentares e fazer exercícios físicos
diariamente”, informa o endocrinologista.

Comer muito em um dia e jejuar no outro engorda


VERDADE. Sem contar que quem toma essa atitude pode
ter problemas de saúde e imunidade. A dieta equilibrada é
fundamental, sempre! É preciso alimentar-se regularmente e
com porções balanceadas de carboidratos - de preferência, os
complexos, presentes nos alimentos integrais, frutas, legumes,
verduras e carnes magras.
Praticar exercícios em jejum queima mais gordura
MITO. “O jejum atrapalha o resultado da atividade e, consecu-
tivamente, a perda de peso. A pessoa em jejum pode ter hipogli-
cemia, passar mal e até mesmo desmaiar”, explica Pozzi. Procure
comer algo leve pelo menos 2 horas antes da atividade. Quando
você fica grandes períodos sem comer, o gasto calórico cai. Pen-
se que o corpo é econômico: se ficar sem treinar ou sem comer, o
metabolismo não tem perda calórica. Dessa forma, o organismo se
protege, diminuindo o gasto de calorias devido à falta de alimento.

Não existe solução mágica para emagrecer

VERDADE. Para atingir o peso ideal, seguir uma alimentação


balanceada e fazer exercícios são as melhores opções. Porém, quem
está disposto a emagrecer, precisa fugir de várias armadilhas para
não prejudicar todo o esforço.

Suar é sinônimo de perder peso?


MITO. Muitas pessoas acreditam que, quanto mais transpiram,
mais garantida é a perda de peso. O suor não tem nenhuma ligação
com a queima de gordura, pois só se perde água e sais minerais.
“É um erro pensar que diminuindo a quantidade de água corporal
a pessoa possa estar emagrecendo”, diz Pozzi. Quando se fala que
uma pessoa perdeu, por exemplo, 3kg durante uma competição,
na verdade, o que eliminou foi água e sais minerais, sendo resul-
tado até de uma falta de suplementos durante a prova. A simples
ingestão de água depois já faz o peso voltar ao normal.

CONSULTORIA: Antônio Minuzzi, endocrinologista; Mário Pozzi, educador físico

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Curi sa
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