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Mecanismos de Produção

de Reservatórios

Marcos Vitor Barbosa Machado

Energia Primária

Energia existente no reservatório


à época de sua descoberta.

Depende de:
1. Natureza dos fluidos
2. Propriedades dos fluidos
e rochas
3. Volume do reservatório
4. Pressão

Fonte: Cosentino (2001)

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Mecanismo Básico
Para que haja produção dos fluidos contidos nos
espaços porosos da rocha é necessário que
outro material venha ocupar o espaço vazio
por eles deixado.

CONTRAÇÃO DO
+ MEIO POROSO

Mecanismos de Reservatórios

• Reservatórios de Gás em Solução;


• Reservatórios com Capa de Gás;
• Reservatórios com Influxo de Água;
• Reservatórios com Mecanismo Combinado;
• Reservatório com Segregação Gravitacional.

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Mecanismo de Gás em Solução

Condição Inicial (acima da Pressão de Saturação)

Mecanismo de Gás em Solução


Abaixo da Pressão de Saturação

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Segregação Gravitacional

Mecanismo de Gás em Solução


características
1. A Pressão declina rápida e continuamente;

2. A Razão Gás-Óleo é baixa no início, cresce a níveis elevados e torna a cair;

3. Baixo Fator de Recuperação;

4. Requer Elevação Artificial muito cedo;

5. Pouca ou nenhuma Produção de Água;

6. Potencial candidato à Recuperação Secundária.

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Mecanismo de Gás em Solução
Diagrama de Pressão vs. Tempo

Mecanismo de Gás em Solução


Razão Gás-Óleo vs. Tempo

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Mecanismo de Gás em Solução

Fonte: Smith & Markwell (2008)

Mecanismo de Capa de Gás

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Efeito do tamanho da capa de gás na recuperação

Fonte: Cole (1961)

Mecanismo de Capa de Gás


características
1. A Pressão cai vagarosa e continuamente;

2. A Razão Gás-Óleo cresce devagar porém ocorrem picos nos poços no alto
da estrutura (restaurações freqüentes nesses poços para correção de
RGO);

3. Fatores de Recuperação elevados;

4. Poços Surgentes por mais tempo;

5. Pouca ou nenhuma Produção de Água.

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Mecanismo de Capa de Gás
Diagrama de Pressão vs. Tempo

Mecanismo de Capa de Gás


Razão Gás-Óleo vs. Tempo

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Mecanismo de Capa de Gás
Abaixamento do contato Gás-Óleo

Mecanismo de Influxo de Água

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Mecanismo de Influxo de Água
Características
1. A Pressão cai suavemente;

2. A Produção de Água cresce especialmente nos poços na parte


baixa da estrutura (restaurações freqüentes nesses poços para
correção de RAO);

3. Fatores de Recuperação elevados;

4. Poços Surgentes até a produção de água se tornar excessiva;

5. A Razão Gás-Óleo permanece baixa.

Mecanismo de Influxo de Água


Diagrama de Pressão vs. Tempo

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Mecanismo de Influxo de Água
Razão Água-Óleo vs. Tempo

Mecanismo de Influxo de Água


Subida do contato Óleo-Água

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Comparação entre os mecanismos

Fonte: Cole (1961)

Mecanismo Combinado

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Cone de gás e água

Cone: resultado do movimento dos fluidos do


hp reservatório na direção de menor resistência,
balanceado por uma tendência dos fluidos se
h
Óleo
segregarem, por diferença de densidade.

Água rw Fruto da ação de 3 forças que determinam a


re distribuição dos fluidos:
Cone de água: completação na parte superior
- Forças capilares;
- Forças gravitacionais;
- Forças viscosas (gradientes de pressão).
Gás

h Em geral, as forças capilares têm efeito


Óleo hp
desprezível para a formação do cone. No
entanto, quando as forças viscosas excedem as
re
forças gravitacionais, o cone atinge o poço.
Cone de gás: completação na parte inferior

JOSHI, S.D., Horizontal well technology. Pensylvannia: PennWell Publishing, 1991.

Cone de gás e água


Principais fatores para formação de cone:
- diferenças de densidade entre fluidos;
- viscosidade;
- diferencial de pressão sobre o reservatório;
- Razão kv / kH .

Vazão crítica (qcrit): máxima vazão de hidrocarboneto possível de ser produzida sem
que haja produção de um fluido indesejado devido à formação de cone. Pode ser
determinada por teste de campo, variando a vazão de modo a minimizar a
produção de fluido(s) indejado(s).
Influências para a vazão crítica:
1) Quanto maior mo, menor qcrit;
2) Quanto menor hp, maior qcrit;
3) Quanto mais distante o intervalo do canhoneado da zona de gás/água, maior qcrit.
4) Quanto maior a diferença de densidade entre o hc e a água/gás, maior qcrit;
5) Quanto maior a permeabilidade absoluta, maior qcrit .

AHMED, T. H. Reservoir Engineering Handbook. Amsterdam: Elsevier, 2000 .

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Segregação Gravitacional

Ocorre sempre que as propriedades da rocha e dos


fluidos, bem como as características estruturais do
reservatório, são tais que as diferenças entre as
densidade dos fluidos passam a ter papel importante
para a recuperação.

Segregação Gravitacional

• Também chamado de drenagem gravitacional. É a tendência


(devida às forças gravitacionais) de o gás, o óleo e a água
voltarem a ocupar a distribuição que tinham no início da
vida do reservatório, antes de serem afetados pela produção.

• Ocorre quando o gás consegue migrar para as partes mais


altas do reservatório, podendo formar uma capa de gás
secundária devida ao alto mergulho e à alta permeabilidade.

• É fundamental ter controle adequado das vazões de produção.

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Segregação Gravitacional
Principais Aspectos

1. Formação de capa de gás secundária ou ampliação da capa


existente;

2. O crescimento da RGO é retardado nos poços mais baixos da


estrutura;

3. O declínio da pressão é suavizado.

Mecanismo de Contração do Volume Poroso

Efeito positivo: aumento da produtividade em função da diminuição do


volume poroso;
Efeito negativo: redução da permeabilidade e subsidência da superfície.
Fonte: Falcão & Pereira (2007)

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Referências
• Amix, J. W., Bass, Jr, D. M., Whiting, 1960, R. L. Petroleum reservoir engineering –
Physical properties. McGraw-Hill Book, EUA;
• Consentino, L., 1993, Integrated reservoir studies, 1st edition, Technip, Paris;
• Craft, B. C. & Hawkins, M. F., 1959, Petroleum Reservoir Engineering, Prentice-Hall,
New Jersey;
• Cole, F. W. Reservoir engineering manual. Houston: Gulf Publishing Company, 1961.

• Moraes, R. J., 2008, Cálculo das energias de reservatórios de petróleo através de pós-
processamento numérico de simulação de escoamento, Tese de Mestrado, COPPE/UFRJ,
Rio de Janeiro-RJ;
• Smith, L. K. & Markwell, P., 2008, Recovery Factors: getting more out of older fields,
CERA Private Report;

Seções do livro

5.1, 5.2, 5.3, 5.4 e 5.5

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