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HILDON OLIVEIRA SANTIAGO CARADE

“INVASÕES SOLERTES”: DAS RELAÇÕES ENTRE A


FACULDADE DE FILOSOFIA E A SUA VIZINHANÇA

Dissertação apresentada ao Programa de Pós-


Graduação em Antropologia, Faculdade de Filosofia
e Ciências Humanas, Universidade Federal da Bahia,
como requisito parcial para obtenção do grau de
Mestre em Antropologia.

Orientadora: Dra. Núbia Bento Rodrigues

Salvador
2011
HILDON OLIVEIRA SANTIAGO CARADE

“INVASÕES SOLERTES”: DAS RELAÇÕES ENTRE A FACULDADE DE


FILOSOFIA E A SUA VIZINHANÇA

Dissertação apresentada como requisito parcial para obtenção do grau


de Mestre em Antropologia, Faculdade de Filosofia e Ciências
Humanas da Universidade Federal da Bahia.

Aprovada em 16 de março de 2011

Banca Examinadora

Núbia Bento Rodrigues – Orientadora_________________________


Doutora em Saúde Pública pela Universidade Federal da Bahia, Brasil
Universidade Federal da Bahia

Débora de Lima Nunes Sales ________________________________


Doutora em Urbanisme et Aménagement pela Université Paris XII
(Val-de-Marne), França
Universidade Salvador

Cíntia Beatriz Müller ______________________________________


Doutora em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio
Grande do Sul, Brasil
Universidade Federal da Bahia
CARADE, Hildon Oliveira Santiago. “Invasões solertes”: das relações
entre a Faculdade de Filosofia e a sua vizinhança. 164 f. il. 2011.
Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas,
Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2011.

RESUMO

A presente dissertação pretende discutir as relações entre uma instituição pública de


ensino superior – a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA, e um extrato
da sociedade – os bairros que compõem a sua vizinhança. Para tanto, partirei da análise
da presença de jovens beneficiários de um programa social – o Programa Agente Jovem
(PAJ) – nas dependências da citada instituição. Tal presença foi interpretada como
sendo uma “invasão solerte”. Porém, com este termo podemos entender tanto os
padrões de urbanização da cidade de Salvador, quanto a emergência das classes mais
baixas nos espaços universitários. Veremos também que, de um estado de
invisibilidade, o grupo de jovens constituído pelo PAJ foi progressivamente emergindo
para uma “visibilidade perversa”, por conta de episódios de violência urbana que
eclodiram nas áreas interna e externa do campus universitário, no decorrer do ano de
2008. Estas ocorrências estimularam um debate no âmbito da UFBA acerca das relações
entre a universidade e as comunidades populares. Nestas discussões, a chamada
“extensão comunitária” foi apontada como uma solução para a diminuição da violência
que emanava desses locais, criando-se assim uma espécie de poder tutelar, isto é, uma
forma de constituição da autoridade dos universitários frente aos moradores das áreas
pobres da cidade. Porém, da perspectiva destes, eram os universitários que precisavam
ser disciplinados de acordo à lógica cultural que lhes era específica.

Palavras-chave: instituições públicas; comunidades populares; Faculdade de Filosofia.


LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Mapa 01: Largo do Campo Santo ................................................................................... 62


Mapa 02: Trajeto do CEPARH à Faculdade de Filosofia ............................................... 88
Mapa 03: Trajeto da Faculdade de Filosofia à Igreja de São Lázaro ............................ 108
Mapa 04: Trajeto do Alto das Pombas à Faculdade de Filosofia.................................. 114
Mapa 05: A área conhecida como “Pinga” .................................................................. 116
SUMÁRIO

Introdução: ........................................................................................................................................ 13

O leitor.......................................................................................................................................... 13
Arcabouço teórico e escopo deste trabalho .................................................................................. 26
Aspectos metodológicos e éticos .................................................................................................. 31

Capítulo I – As “invasões solertes” e a urbanização da cidade da Baía ............................................ 34

Longe da cidade............................................................................................................................ 35
Em torno da Cidade das mulheres ................................................................................................ 39
As “invasões”: a indisciplina urbana dos pobres .......................................................................... 46
Viver Bahia: os “exilados da opulência” ..................................................................................... 51
Por que querem calar o Calabar? .................................................................................................. 53
A “Soterópolis” segregada: a cidade da Baía no século XXI ....................................................... 57
Das relações entre a cidade dos mortos e a cidade dos vivos ....................................................... 61
Cemitério: um lugar para se morrer .............................................................................................. 69
Por que desenterrei esta história? ................................................................................................. 71

Capítulo II – Apresentando a Faculdade de Filosofia ....................................................................... 72

Breve panorama histórico ............................................................................................................. 72


Como era verde o nosso vale ........................................................................................................ 75
O tempo presente .......................................................................................................................... 82
Ruy Simões à luz de Erwin Goffman ........................................................................................... 83
A vida íntima da Faculdade de Filosofia ...................................................................................... 86

Capítulo III – “Pacificando os universitários”: cosmologias do contato no entorno da Faculdade de


Filosofia .......................................................................................................................................... 111

A “comunidade” vai à Faculdade ............................................................................................... 112


A Faculdade de Filosofia: uma crônica policial ......................................................................... 121
Da crônica policial à crônica política ......................................................................................... 127
Benedito: um bacharel sem diploma .......................................................................................... 136
Quando os “novos” personagens saem de cena .......................................................................... 144

Considerações Finais ....................................................................................................................... 151

Referências ...................................................................................................................................... 156