Sie sind auf Seite 1von 5

Lista 4

1. O que é um tratamento térmico?

Tratamento térmico pode ser definido como o aquecimento ou resfriamento controlado dos
metais feito com a finalidade de alterar suas propriedades físicas e mecânicas, sem alterar a
forma do produto final.

2. Quais são os objetivos que se deseja alcançar ao realizar um tratamento térmico?

Basicamente alterar as propriedades físicas e mecânicas como Remoção de tensões


internas(oriundas de esfriamento desigual, trabalho mecânico ou outra causa); aumento ou
diminuição da dureza; melhora da ductilidade; melhora da usinabilidade; melhora da
resistência ao desgaste; melhora da resistência a corrosão; melhora da resistência ao calor;
modificação das propriedades elétricas e magnéticas;

3. Quais os quatro principais fatores que influenciam nos tratamentos térmicos. Cite e
comente sobre cada um deles?

Aquecimento, tempo de permanência à temperatura, resfriamento e atmosfera do forno.


O aquecimento é geralmente realizado a uma temperatura acima da crítica, porque então tem-
se a completa austenização do aço, ou seja total dissolução do carboneto de ferro gama: essa
austenização é o ponto de partida para as transformações posteriores desejadas, as quais se
processarão em função da velocidade de esfriamento adotada.Na fase de aquecimento, dentro
do processo de tratamento térmico, devem ser apropriadamente consideradas a velocidade de
aquecimento e a temperatura máxima de aquecimento.

A influência do tempo de permanência do aço à temperatura escolhida de aquecimento é mais


ou menos idêntica à da máxima temperatura de aquecimento, isto é, quanto mais longo o
tempo à temperatura considerada de austenização, tanto mais completa a dissolução do
carboneto de ferro ou outras fases presentes (elemento de liga) no ferro gama, entretanto
maior o tamanho de grão resultante.

Este é o fator mais importante, pois é ele que determinará efetivamente a estrutura e, em
conseqüência, as propriedades finais dos aços. Como pela variação da velocidade de
resfriamento pode-se obter desde a perlita grosseira de baixa resistência mecânica e baixa
dureza até a martensita que é o constituinte mais duro resultante dos tratamentos térmicos. Por
outro lado, a obtenção desses constituintes não é só função da velocidade de resfriamento,
dependendo também da composição do aço (teor em elemento de liga, deslocando a posição
das curvas em C), das dimensões (seção) das peças, etc

Ao controlar a atmosfera do forno também controlamos a adição de alguns poluentes no


material, assim evitando formação de carbonetos na estrutura que poderiam afetar de forma
negativa o que se pretendia com determinado tratamento.
4. Ao realizar um tratamento térmico de recozimento em um aço hipereutetoide não
devemos ultrapassar a temperatura estabelecida pela linha Acm do diagrama de fases.
Porque?

Para estes aços, não se deve ultrapassa a linha superior Acm porque, no resfriamento lento
posterior, ao ser atravessada novamente essa linha iria formar-se nos contornos dos grãos da
austenita, um envólucro contínuo e frágil de carbonetos, o qual iria conferir excessiva
fragilidade aos aços.

5. Diferencie o recozimento pleno do recozimento de alívio de tensões, quanto as


temperaturas de tratamento, o procedimento de realização, a finalidade de cada
tratamento e os produtos microestruturais obtidos.

Recozimento pleno consiste no aquecimento do aço acima da zona crítica, durante o tempo
necessário e suficiente para se ter solução do carbono ou dos elementos de liga no ferro gama,
seguido de um esfriamento muito lento, realizado ou mediante o controle da velocidade de
resfriamento do forno ou desligando o forno e deixando que o aço sob tratamento e o forno
resfriem conjuntamente. A temperatura para recozimento pleno é de mais ou menos 50º C
acima do limite superior – Linha A3 – da zona crítica.

Recozimento para alívio de tensões, consiste no aquecimento do aço a temperaturas inferiores


a do limite inferior da zona crítica. O objetivo desse tratamento é aliviar as tensões originadas
em operações e transformação mecânica a frio, como estampagem profunda ou em operações
como endireitamento, corte por chama, soldagem ou usinagem. Estas tensões começam a ser
aliviadas a temperatura pouco acima da ambiente; entretanto, é aconselhável aquecimento
lento até, pelo menos, 500ºC, para garantir completo alívio de tensões. De qualquer modo, a
temperatura de aquecimento deve ser a mínima compatível com o tipo e as condições da
peça, para que não se modifique a sua estrutura interna assim como não se produzam
alterações sensíveis nas suas propriedades mecânicas.

6. O que seria o recozimento isotérmico? Qual a sua vantagem em relação ao


recozimento pleno com resfriamento no forno?

Recozimento isotérmico ou cíclico consiste no aquecimento do aço nas mesmas condições que
para o recozimento total, seguido de um esfriamento rápido até uma temperatura situada
dentro da porção superior do diagrama de transformação isotérmico, onde o material é
mantido durante o tempo necessário a se produzir transformação completa. Em seguida o
esfriamento até a temperatura ambiente pode ser apressado. Os produtos resultantes desse
tratamento são também perlita e ferrita, perlita e cementita ou só perlita. A estrutura final,
entretanto, é mais uniforme que no caso do recozimento pleno. Além disso, o ciclo de
tratamento pode ser encurtado sensivelmente;

7. . Como seria realizado o tratamento térmico de normalização? Quais os produtos


obtidos e qual a sua finalidade?

A normalização consiste no aquecimento do aço a uma temperatura acima da zona crítica,


seguido de esfriamento ao ar. Para os aços hipoeutetoides a temperatura de aquecimento
ultrapassa a linha A3 e para os hipereutetoides ultrapassa a linha Acm, sem os inconvenientes,
neste último caso, no esfriamento ao ar que se segue, da formação do envólucro frágil de
carbonetos.

A normalização visa refinar a granulação grosseira de peças de aço fundidas principalmente;


frequentemente, e com o mesmo objetivo, a normalização é aplicada em peças depois de
laminadas ou forjadas. Esse tratamento melhora também a uniformidade da microestrutura. A
normalização é ainda usada como tratamento preliminar a têmpera e revenido justamente
para produzir estrutura mais uniforme, além de reduzir o empenamento e facilitar a solução
de carbonetos e de elementos de liga. Os constituintes que se obtêm na normalização são
ferrita e perlita fina, perlita fina e cementita ou perlita fina. Eventualmente dependendo do
aço pode-se obter bainita.

8. Faça uma comparação entre as propriedades mecânicas do aço normalizado e do


mesmo aço recozido. Porque não se observa uma mudança muito grande na
resistência mecânica de um aço 1010 recozido e um normalizado? Utilize o diagrama
TTT desse material para responder a essa pergunta.

Não se observa uma mudança muito grande pelo fato de que ao analisarmos os fatores que
afetam a curva TTT, como a homogeneidade, tamanho de grão e composição química,
observamos que o baixo teor de carbono afeta a parte isotérmica do diagrama além da
transformação da martensita, assim a curva C é puxada para esquerda e há um aumento da
temperatura Ms. Verificando este deslocamento da curva C para esquerda, notamos que a
transformação para estrutura 90% martensítica é inviável devido ductilidade deste material.
Notando-se a ductilidade e a curva mostrada neste material, com relação aos tratamentos de
normalização e recozimento, além das estruturas almejadas, podemos notar que há uma
acentuação da curva C, devido ao baixo teor de elementos de liga fazendo com que no
tratamento de recozimento e normalização obtenha uma estrutura bastante similar.
FATORES QUE AFETAM A POSIÇÃO DAS CURVAS TTT NOS AÇOS

• Teor de carbono e elementos de liga dissolvidos (temperatura de austenitização)

• Tamanho do grão da austenita (temperatura de austenitização)

• Homogeneidade da austenita (temperatura de austenitização)

TAMANHO DE GRÃO DA AUSTENITA Quanto maior o tamanho de grão mais para a direita
deslocam-se as curvas TTT  Tamanho de grão grande dificulta a formação da perlita, já que a
mesma inicia-se no contorno de grão  Então, tamanho de grão grande favorece a formação da
martensita

TAMANHO DE GRÃO DA AUSTENITA No entanto deve-se evitar tamanho de grão da austenita


muito grande porque:

• Diminui a tenacidade

• Gera tensões residuais

• É mais fácil de empenar

• É mais fácil de ocorrer fissuras

HOMOGENEIDADE DA AUSTENITA

Quanto homogênea a austenita mais para a direita deslocam-se as curvas TTT  Os carbonetos
residuais ou regiões ricas em C atuam como núcleos para a formação da perlita  Então, uma
maior homogeneidade favorece a formação da martensita