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Leis Complementares

Estado do Acre
Procuradoria-Geral do Estado

COLETÂNEA DE NORMAS AMBIENTAIS DO ESTADO DO ACRE

Publicação da Procuradoria Especializada do Meio Ambiente

Arnóbio Marques de Almeida Júnior


Governador

Maria de Nazareth Mello de Araújo Lambert


Procuradora-Geral do Estado

Roberto Barros dos Santos


Procurador-Geral Adjunto

Rodrigo Fernandes das Neves


Chefe da Procuradoria Especializada do Meio Ambiente

Rio Branco – Acre


2009

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Leis Complementares

Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP)

Acre. Procuradoria-Geral do Estado


Coletânea de normas ambientais do Estado do Acre. / Rodrigo Neves (org.), Procuradoria
Especializada do Meio Ambiente ._ 2. ed._ Rio Branco: PGEAC, 2009.
216p.

Publicação da Procuradoria Especializada do Meio Ambiente.


ISBN: 9788562253003

1. Proteção ambiental – Normas – Acre (Estado). 2. Direito ambiental – Acre (Estado).


3. Política ambiental – Acre (Estado).
I. Título. II. Série. III. Neves, Rodrigo Fernandes das. IV. Procuradoria Especializada do
Meio Ambiente.

CDD.21ed. 341.347098112
Bibliotecária responsável: Vivyanne Ribeiro das Mercês Neves CRB-11/600

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Leis Complementares

Coletânea de Normas Ambientais do Estado do Acre


Rodrigo Fernandes das Neves
(organizador)

Equipe de pesquisa:
Danielle Formiga Nogueira, Jacqueline Dias da Silva, Roberta Leocádio Dias

Diagramação, Projeto Gráfico e Capa:


Lindsay Gadelha do Amaral

Foto Capa: SECOM - I Festival Yawa. Comunidade Indígena Yawanawa.


Terra Indígena do Rio Gregório.

Impressa - BRILHOGRAF

Os textos das normas contidas nesta coletânea não substituem aqueles publicados na imprensa oficial.

Toda Correspondência deve ser endereçada à Procuradoria Especializada do Meio Ambiente - PMA
Endereço: Avenida Getúlio Vargas, 2852 - Bosque
CEP: 69.908-650 - Rio Branco - Acre
Telefone: (68) 3901-5139 ou 3901-5140
Site: www.pge.ac.gov.br
E-mail: rodrigo.neves@ac.gov.br

A PGE/AC utiliza papel 100% reciclado, apoiando o consumo sustentável.

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Leis Complementares

Apresentação

Chega às suas mãos a segunda edição da Coletânea de Normas Ambientais do Acre, publicação da Procuradoria-
Geral do Estado que objetiva auxiliar todos os profissionais que têm ligação com a gestão e proteção ambiental no Acre.
A obra foi revisada e ampliada, contemplando as recentes normas do Programa de Valorização do Ativo Ambiental Florestal
– a exemplo das que criaram a Certificação Ambiental de Unidades Produtivas e regularam o Licenciamento de Planos de
Manejo Florestal Sustentável, este fruto dos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente e Florestal. Outro tema fundamental
que aparece na nova edição é o Decreto que busca solucionar o problema do Passivo Ambiental das propriedades rurais,
norma construída por meio de intenso debate com a sociedade civil, pesquisadores, produtores e proprietários, além de
representantes estatais. A dinâmica recente de produção normativa no Estado, aliás, tem demonstrado a validade dessa
ampla participação na formulação de políticas públicas no âmbito dos Conselhos, estratégia que garante legitimidade e
eficácia das normas. Nesse contexto, a Procuradoria-Geral do Estado do Acre entende que sua função é viabilizar
juridicamente as decisões geradas e consolidadas em processos participativos, de forma que as aspirações da sociedade
sejam contempladas e nossas atividades institucionais convirjam com o interesse público e a proteção do meio ambiente.

Rodrigo Neves
Procurador do Estado
Procuradoria do Meio Ambiente

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Leis Complementares
LEIS COMPLEMENTARES LEI Nº 1.426, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2001. “Dispõe sobre a
preservação e conservação das florestas do Estado, institui o Sistema
LEI COMPLEMENTAR Nº 65, DE 19 DE JANEIRO DE 1999. Estadual de Áreas Naturais Protegidas, cria o Conselho Florestal
“Altera dispositivos da Lei Complementar nº 7, de 30 de dezembro Estadual e o Fundo Estadual de Florestas e dá outras
de 1982 e dá outras providências.”........................................11 providências.”............................................................................42
LEI COMPLEMENTAR Nº 116, DE 07 DE JULHO DE 2003. LEI Nº 1.436, DE 28 DE JANEIRO DE 2002. “Dispõe sobre a
“Dispõe sobre a Estrutura Organizacional Básica do Instituto de Defesa Sanitária Vegetal no Estado do Acre e dá outras
Meio Ambiente do Acre - IMAC e dá outras providencias.”......................................................................46
providências.”....................................................................12 LEI Nº 1.460, DE 03 DE MAIO DE 2002. “Institui o Programa de
LEI COMPLEMENTAR Nº 124, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003. Apoio às Populações Tradicionais e Pequenos Produtores – PRÓ-
“Estabelece a nova estrutura organizacional da Fundação de FLORESTANIA, e dá outras providências.”.................................47
Tecnologia do Estado do Acre - FUNTAC e dá outras LEI Nº 1.478, DE 15 DE JANEIRO DE 2003. “Cria o Instituto de
providências.”..............................................................................12
Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Acre – IDAF/AC e
define sua competência e organização básica.”.........................49
LEIS ORDINÁRIAS
LEI Nº 1.486, DE 17 DE JANEIRO DE 2003. “Dispõe sobre a
Defesa Sanitária Animal no Estado do Acre e dá outras
LEI Nº 243, DE 04 DE DEZEMBRO DE 1968. “Institui o Dia da
providências.”........................................................................50
Amazônia e dá outras providências.”.........................................14
LEI Nº 1.492, DE 19 DE FEVEREIRO DE 2003. “Cria o Conselho
LEI Nº 689 DE 29 DE NOVEMBRO DE 1979. “Proíbe a saída, do
Estadual Indígena - CEI e o Fundo de Prevenção e Desenvolvimento
Estado do Acre, de toros de madeira de lei.”.............................14
dos Povos Indígenas do Acre e dá outras providências.”...............52
LEI Nº 851, DE 23 DE OUTUBRO DE 1986. “Cria no âmbito da
LEI Nº 1.500, DE 15 DE JULHO DE 2003. “Institui a Política
Secretaria de Planejamento e Coordenação do Governo do Estado
Estadual de Recursos Hídricos, cria o Sistema Estadual de
do Acre o Instituto de Meio Ambiente do Acre - IMAC e dá outras
Gerenciamento de Recursos Hídricos do Estado do Acre, dispõe sobre
providências.”....................................................................14
infrações e penalidades aplicáv eis e dá outras
LEI Nº 1.019, DE 21 DE JANEIRO DE 1992. “Institui o Fundo de
providências.”.....................................................................................54
Industrialização do Acre – FIAC, e dá outras providências.”.......15
LEI Nº 1.530, DE 22 DE JANEIRO DE 2004. “Institui o ICMS
LEI Nº 1.020, DE 21 DE JANEIRO DE 1992. “Estabelece a Política
Verde, destinando cinco por cento da arrecadação deste tributo
Agrícola do Estado do Acre e dá outras providências.”................16
para os municípios com unidades de conservação
LEI Nº 1.022, DE 21 DE JANEIRO DE 1992. “Institui o Sistema
ambiental.”..................................................................................59
Estadual de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia e o Conselho
LEI Nº 1.534, DE 22 DE JANEIRO DE 2004. “Veda o cultivo, a
Estadual de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia e dá outras
manipulação, a importação, a industrialização e a comercialização
providências.”.............................................................................19
de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) no Estado do
LEI Nº 1.116, DE 13 DE JANEIRO DE 1994. “Dispõe sobre
Acre e cria o Conselho Técnico Estadual de Biossegurança – CTEBio
produção, armazenamento, comercialização, transporte, consumo,
no âmbito da Governadoria do Estado e dá outras
uso, controle, inspeção, fiscalização e destino final de agrotóxicos,
providências.”.............................................................................60
seus componentes e afins no Estado do Acre, e dá outras
LEI Nº 1.787, DE 03 DE JUNHO DE 2006. “Autoriza o Poder
providências.”......................................................................20
Executivo, através do Instituto de Terras do Acre – ITERACRE, a
LEI Nº 1.117, DE 26 DE JANEIRO DE 1994. “Dispõe sobre a
outorgar, sob condição resolutiva, concessão de direito real de uso
política ambiental do Estado do Acre e dá outras
nas áreas das Florestas Públicas Estaduais do Rio Gregório, do Rio
providências.”.......................................................................22
Liberdade, do Mogno e do Antimary, para efeito de regularização
LEI Nº 1.235, DE 09 DE JUNHO DE 1997. “Dispõe sobre os
fundiária.”.....................................................................................61
instrumentos de controle do acesso aos recursos genéticos do Estado
LEI Nº 1.904, DE 05 DE JUNHO DE 2007. “Institui o Zoneamento
do Acre e dá outras providências.”............................................31
Ecológico – Econômico do Estado do Acre – ZEE.”.....................61
LEI Nº 1.277, DE 13 DE JANEIRO DE 1999. “Dispõe sobre
LEI Nº 2.024, DE 20 DE OUTUBRO DE 2008. “Cria o Programa
concessão de subvenção econômica aos produtores de borracha
Estadual de Incentivo à Produção Florestal e Agroflorestal
natural bruta do Estado do Acre e dá outras providências.”...... 35
Familiar.”.....................................................................................65
LEI Nº 1.289, DE 07 DE JUNHO DE 1999. “Dispõe sobre a
LEI Nº 2.025, DE 20 DE OUTUBRO DE 2008. “Cria o Programa
inspeção e fiscalização sanitária e industrial dos produtos de origem
Estadual de Certificação de Unidades Produtivas Familiares do Estado
animal no Estado do Acre e dá outras providências.”.................36
do Acre.”............................................................................65
LEI Nº 1.290, DE 20 DE JUNHO DE 1999. “Dispõe sobre a criação
do programa de aproveitamento agrícola das praias dos rios e demais
DECRETOS
cursos d’água do Estado do Acre.”............................................36
LEI Nº 1.294, DE 08 DE SETEMBRO DE 1999. “Institui o Conselho
DECRETO Nº 1.384, DE 31 DE MARÇO DE 1992. “Dispõe sobre
e cria o Fundo de Pesquisa e Preservação do Patrimônio Histórico
a criação do Fundo Especial de Reposição Florestal (FUNDERF) na
Cultural do estado do acre e dá outras providências.”................37
área específica do Programa de Aproveitamento de castanheiras
LEI Nº 1.308, DE 24 DE DEZEMBRO DE 1999. “Dispõe sobre a
mortas, existentes no território deste Estado, e dá outras
inspeção e fiscalização sanitária e industrial dos produtos de origem
providências.”............................................................................66
vegetal no Estado do Acre e dá outras providências.”..................40
DECRETO Nº 503, DE 06 DE ABRIL DE 1999. “Institui o Programa
LEI Nº 1.373, DE 02 DE MARÇO DE 2001. “Cria o Instituto de
Estadual de Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado do Acre,
Terras do Acre – ITERACRE e dá outras providências.”...............41
e dá outras providências.”.....................................................66

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Leis Complementares
DECRETO Nº 1.949, DE 29 DE MARÇO DE 2000. “Regulamento RESOLUÇÃO/CEMACT/Nº 001, DE 09 DE SETEMBRO DE 1999.
da Inspeção e Fiscalização Sanitária e Industrial dos produtos de Institui comissão destinada a propor alterações na Lei nº 1.022/
origem animal no Estado do Acre.”............................................67 92"....................................................................................................113
DECRETO Nº 2.242, DE 16 JUNHO DE 2000. “Institui a Comissão RESOLUÇÃO/CEMACT/Nº 002, DE 15 DE SETEMBRO DE 1999.
de Educação Ambiental do Estado do Acre e dá outras “Aprova Tabela de preços e públicos dos Serviços Prestados pelo
providências.”............................................................................92 IMAC”..............................................................................113
DECRETO N° 4.809, DE 5 DE FEVEREIRO DE 2002. RESOLUÇÃO/CEMACT/Nº 002, DE 08 DE JUNHO DE 2000.
“Regulamenta a Lei nº. 1116 de 13 de janeiro de 1994, que dispõe “Instala em caráter permanente a Câmara Técnica de
sobre produção, armazenamento, comercialização, transporte, Agrotóxico.”......................................................................114
consumo, uso, controle, fiscalização e destino final de agrotóxicos, RESOLUÇÃO/CEMACT/Nº 003, DE 20 DE JUNHO DE 2000.
seus componentes e afins no Estado do Acre, e dá outras “Instala em caráter permanente as Câmaras Técnicas de Ciência e
providências.”.....................................................................93 Tecnologia e a de Meio Ambiente”..........................................114
DECRETO Nº 7.902, DE 28 DE MAIO DE 2003. “Regulamenta a RESOLUÇÃO/ CEMACT/ Nº 002, DE 29 DE NOVEMBRO DE
Lei nº. 1.460 de 03 de maio de 2002, que institui o programa de 2001. “Aprova proposta apresentada pela Fundação de Tecnologia
apoio as populações tradicionais e pequenos produtores – PRÓ- do Estado do Acre – FUNTAC”................................................114
FLORESTANIA, e dá outras providências.”..................................99 RESOLUÇÃO/ CEMACT/ Nº 003, DE 29 DE NOVEMBRO DE
DECRETO Nº 8.423, DE 11 DE AGOSTO DE 2003. “Dispõe sobre 2001. “Aprova os Produtos Sínteses da 1º Fase do Zoneamento
o Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural e Florestal Ecológico Econômico do Estado do Acre – ZEE”.......................115
Sustentável – CDRFS e dá outras providências.”.........................99 RESOLUÇÃO/CEMACT/Nº 001, DE 13 DE NOVEMBRO DE 2002.
DECRETO Nº 8.452, DE 14 DE AGOSTO DE 2003. “Estabelece a “Aprova o Anteprojeto da Lei que institui a Política de Recursos
estrutura e a composição do Conselho Florestal Estadual e Hídricos, cria o Sistema Estadual de gerenciamento de Recursos
regulamenta o Fundo Florestal.”..............................................101 Hídricos e dispõe sobre infração e penalidades aplicáveis e dá outras
DECRETO N.º 12.310 DE 14 DE JUNHO DE 2005.Dispõe providencias.”...................................................................115
sobre criação da Área de Proteção Ambiental Igarapé São Francisco RESOLUÇÃO Nº 001, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2003. “Institui
– APA Igarapé São Francisco, localizada nos municípios de Rio Branco Comissão Temporária no âmbito da Câmara Técnica de Meio
e Bujari e dá outras providências.”...........................................102 Ambiente, para propor alterações à Lei nº 1.022/92.”
DECRETO N.º 13.531 DE 26 DE DEZEMBRO DE 2005. “Dispõe ..................................................................................................115
sobre a criação da Área de Proteção Ambiental Lago do Amapá – RESOLUÇÃO DO CEMACT Nº 001, DE 23 DE ABRIL DE 2004.
APA Lago do Amapá, localizada nomunicípio de Rio Branco e dá
“Cria uma Comissão Técnica Temporária para análise da Portaria
outras providências”.......................................................103 Normativa 001 de 30/03/03 e Proposta de Portaria para o
DECRETO Nº 3.413, DE 12 DE SETEMBRO DE 2008. “Cria a Licenciamento Ambiental Rural – LARAC e Certificação Ambiental
Unidade Central de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto Rural – CAR” ...................................................................115
do Estado do Acre – UCEGEO e regulamenta o seu RESOLUÇÃO DO CEMACT Nº 002, DE 25 DE MAIO DE 2004.
funcionamento.”.......................................................................105 “Aprova proposta de Portaria que trata dos procedimentos técnicos
DECRETO Nº 3.414, DE 12 DE SETEMBRO DE 2008. “Dispõe e administrativos para emissão de desmate e queima
sobre a reposição florestal no Estado do Acre em razão do consumo controlada”...............................................................................115
de matéria-prima florestal.”.................................................105 RESOLUÇÃO DO CEMACT Nº 003, DE 25 DE MAIO DE 2004.
DECRETO Nº 3.415, DE 12 DE SETEMBRO DE 2008. “Dispõe “Aprova a proposta de Portaria que instituirá os procedimentos
sobre a criação da Comissão Estadual de Gestão de Riscos administrativos para o Licenciamento Ambiental Rural – LARAC e
Ambientais do Acre.”.............................................................106 Certificação Ambiental Rural – CAR”......................................116
DECRETO N 3.416, DE 12 DE SETEMBRO DE 2008. “Regulamenta RESOLUÇÃO DO CEMACT Nº 004, DE 07 DE DEZEMBRO DE
o art. 38 da Lei Estadual nº 1.904 de 5 de junho de 2007, que 2004. “Recomenda a elaboração de Portaria Interinstitucional entre
institui o Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado do IBAMA e IMAC, proibindo a Pesca Profissional no Lago do
Acre.”.........................................................................................107 Amapá”...........................................................................116
DECRETO Nº 3.424, DE 17 DE SETEMBRO DE 2008. “Disciplina RESOLUÇÃO DO CEMACT Nº 005, DE 08 DE DEZEMBRO DE
o uso dos Parques Estaduais Urbanos do Estado do 2004. “Aprova a proposta de Projeto de Lei encaminhado pela
Acre.”.................................................................................................109 Procuradoria Geral do Estado – PGE/PMA; Instituto de Meio Ambiente
DECRETO Nº 3.433, DE 19 DE SETEMBRO DE 2008. “Cria o do Acre – IMAC/PROJURI e Fundação SOS
Complexo de Florestas Estaduais do Rio Gregório, o Conselho Amazônia.”......................................................................116
Consultivo Integrado”..........................................................110 RESOLUÇÃO DO CEMACT Nº 006, DE 08 DE DEZEMBRO DE
2004. Aprova a proposta de Projeto de Lei de alteração da Lei nº
RESOLUÇÕES 1.500/03 encaminhado pela Procuradoria Geral do Estado – PGE/
PMA; Instituto de Meio Ambiente do Acre – IMAC/PROJURI e
RESOLUÇÃO/ CEMACT/ Nº 001, DE 24 DE MAIO DE 1995. Fundação SOS Amazônia.”....................................................116
“Disciplina as Categorias de Unidades de Conservação no Estado RESOLUÇÃO CONJUNTA DO CONSELHO ESTADUAL DE MEIO
do Acre”.............................................................................112 AMBIENTE, CIÊNCIA E TECNOLOGIA – CEAMCT E CONSELHO
RESOLUÇÃO/CEMACT/Nº 001, DE 15 DE AGOSTO DE 1996. FLORESTAL ESTADUAL – CFE Nº 001, DE 19 DE ABRIL DE
“Aprova Tabela de cobranças de taxas e preços do Instituto do Meio 2005. “Aprova a criação do Selo para Transporte de Produtos
Ambiente do Acre”................................................................112 Florestais – STPF”...............................................................116

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Leis Complementares
RESOLUÇÃO DO CEMACT Nº 001, DE 22 DE JUNHO DE 2005. PORTARIA NORMATIVA INTERINSTITUCIONAL Nº 006, DE
“Aprova os termos da Portaria Interinstitucional IMAC/IBAMA Nº 03 DE OUTUBRO DE 2005. “Prorroga a proibição da queima
001 de 04/06/2005, que trata da definição de padrões mínimos controlada em todo o Estado do Acre.”..................................135
para a utilização sustentável do cipó unha-de- PORTARIA NORMATIVA INTERINSTITUCIONAL Nº 17, DE 13
gato.”.........................................................................................116 DE MARÇO DE 2008. “Constitui uma Comissão para desenvolver
RESOLUÇÃO DO CEMACT Nº 002, DE 22 DE JUNHO DE 2005. Propostas a serem apresentadas ao Conselho Florestal
“Aprova a Proposta de Alteração da Lei nº 1.117/94”.............116 Estadual.”.................................................................................135
RESOLUÇÃO Nº 001, DE 05 DE MAIO DE 2006. “Institui PORTARIA NORMATIVA/ IMAC Nº 68, DE 14 DE ABRIL DE
Comissão Temporária no âmbito da Câmara Técnica de Meio 2008. “Designa servidores para atuar como agentes de fiscalização
Ambiente, para propor alterações à Lei nº 1.022/92”...............117 encarregados pela lavratura dos autos de infração decorrentes das
RESOLUÇÃO Nº 002, DE 05 DE MAIO DE 2006. “Instala em penalidades administrativas.”.............................................136
caráter permanente a Câmara Técnica de Recursos Hídricos – PORTARIA Nº 01/CEF, DE 15 DE MAIO DE 2008. “Designa
CTRH.”......................................................................................117 membros para compor Comissão que formulará propostas de
RESOLUÇÃO DO CEMACT Nº 003, DE 30 DE AGOSTO DE 2006. reformulação estrutural e funcional do Conselho Florestal Estadual
“Aprova o Plano Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, a ser do Acre.”..........................................................................136
executado pela Fundação de Tecnologia do Estado do Acre – PORTARIA Nº 02/CEF, DE 15 DE MAIO DE 2008. “Designa
FUNTAC”..............................................................................117 membros para compor Comissão que formulará propostas de
RESOLUÇÃO DO CEMACT Nº 004, DE 16 DE OUTUBRO DE regulamentação e aplicação do Fundo Estadual Florestal, no tocante
2006. “Aprova o Regulamento do Fundo de Desenvolvimento a questão do Passivo Ambiental das Propriedades Rurais do Estado
Científico e Tecnológico – FDCT”..........................................117 do Acre.”..........................................................................136
RESOLUÇÃO CEMACT Nº 003, DE 27 DE JUNHO DE 2008. PORTARIA Nº 03/CEF, DE 15 DE MAIO DE 2008. “Designa
“Define os procedimentos técnicos e administrativos referentes aos membros para compor Comissão que formulará propostas para
processos de licenciamento ambiental para uso do solo com culturas aplicação e utilização dos recursos financeiros do Fundo de Reposição
agrícolas potencialmente impactantes.”.................................117 Florestal.”.............................................................................137
RESOLUÇÃO Nº 004, DE 27 DE JUNHO DE 2008. “Define os PORTARIA NORMATIVA/ IMAC N° 118, DE 26 DE JUNHO DE
procedimentos técnicos para o licenciamento ambiental da cultura 2008. “Cria Cadastro Técnico para Empresas que utilizam em suas
de cana-de-açúcar no Estado do Acre.”.....................................119 atividades/empreendimentos, embalagens fabricadas à base de
RESOLUÇÃO CEMACT Nº 006, DE 23 DE JULHO DE 2008. Politereftalato de Etileno – PET seja para envasamento, distribuição
“Estabelece os procedimentos para o licenciamento ambiental e/ou a comercialização do produto.”......................................137
simplificado das áreas que, situadas em locais sem restrições PORTARIA Nº 04/CEF, DE 16 DE JULHO DE 2008. “Designa
discriminadas na legislação ambiental e não abrangidas pela faixa membros para compor o Conselho Florestal Estadual do
de domínio, servem de apoio às obras rodoviárias, urbanísticas e Acre.”.......................................................................................137
de saneamento.”..................................................................120 PORTARIA NORMATIVA/ IMAC Nº 001, DE 07 DE AGOSTO
RESOLUÇÃO CEMACT Nº 007, DE 23 DE JULHO DE 2008. DE 2008. “Suspensão até o dia 15 de outubro de 2008 para
“Admite o protocolo de requerimento de Licenciamento de Área de atividades de agricultura de subsistência.”............................138
Apoio em Local sem restrição ambiental.”.................................121 PORTARIA Nº 05/CEF, DE 12 DE AGOSTO DE 2008. “Designa
RESOLUÇÃO CONJUNTA CEMACT/CFE N° 003, DE 12 DE membros para comporem o Conselho Florestal Estadual – CEF.”
AGOSTO DE 2008. “Disciplina o licenciamento, monitoramento e .................................................................................................138
a fiscalização das áreas objeto de manejo florestal no Estado do PORTARIA INTERSECRETARIAS SEF/FUNTAC Nº 073, DE 21
Acre.”........................................................................................122 DE AGOSTO DE 2008. “Designa a Comissão de Apoio ao
RESOLUÇÃO CONJUNTA CEMACT/CFE N° 004, DE 12 DE Leilão.”......................................................................................138
AGOSTO DE 2008. “Estabelece os procedimentos técnicos e PORTARIA Nº 06/CEF DE 26 DE AGOSTO DE 2008. “Revalida a
administrativos auxiliares e complementares ao Documento de Comissão constituída para desenvolver propostas de aplicação e
Origem Florestal – DOF.”........................................................132 utilização dos recursos financeiros do Fundo de Reposição Florestal.”
RESOLUÇÃO CONJUNTA CEMACT/CFE N°. 005, DE 25 DE ......................................................................................138
AGOSTO DE 2008. “Estabelece os procedimentos técnicos e PORTARIA NORMATIVA/ IMAC Nº 002, DE 23 DE SETEMBRO
administrativos para homologação e autorização da instalação de DE 2008. “Revoga parcialmente a Portaria Normativa nº 001 de 7/
pátio externo para estocagem de madeiras em toras oriundas de 08/2008 que suspendeu a permissão para queima em Autorização
áreas de manejo e de desmatamentos autorizados quando se tem Ambiental de Desmate e queima.”.........................................139
exploração florestal.”.........................................................133 PORTARIA NORMATIVA/ IMAC Nº 003, DE 26 DE SETEMBRO
RESOLUÇÃO CEMACT Nº 008, DE 27 DE AGOSTO DE 2008. DE 2008. “Adota o Formulário de Subsídio ao Documento de Origem
“Institui a Comissão Permanente de Assuntos Jurídicos no âmbito Florestal – FSDOF como instrumento complementar ao
da Câmara Técnica de Meio Ambiente – CTMA.”......................135 DOF.”.........................................................................................139
PORTARIA NORMATIVA/ IMAC Nº 004, DE 30 DE SETEMBRO
PORTARIAS DE 2008.”Ratifica e adota no âmbito deste Instituto, nos processos
de licenciamento ambiental para a atividade de Manejo Florestal
PORTARIA Nº 001, DE 23 DE SETEMBRO DE 2002. “Designa Sustentável e a de Exploração Florestal os procedimentos técnicos
representantes para compor a Comissão técnica temporária, no determinados pelo CEMACT e CEF através da Resolução nº 005/
âmbito da Câmara Técnica de Ciência e Tecnologia”................135 2008...................................................................................139

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Leis Complementares
PORTARIA NORMATIVA/ IMAC Nº 005, DE 08 DE OUTUBRO
DE 2008. “Revoga o art. 2º da Portaria Normativa nº 002 de 23/
09/2008.”...........................................................................139
PORTARIA NORMATIVA Nº 114, DE 10 DE OUTUBRO DE 2008.
“Divulga o valor do custo de plantio de uma árvore no território do
Estado do Acre.”..................................................................140

LEIS MUNICIPAIS

RIO BRANCO - LEI N° 163, DE 03 DE JULHO DE 1973. “Aprova


o Código de Posturas de Rio Branco, Acre.”...............................140
RIO BRANCO LEI - N° 1.047, DE 06 DE JULHO DE 1992. “Cria
o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente –
CODEMA.”.................................................................................152
RIO BRANCO LEI - Nº 1.188, DE 22 DE DEZEMBRO DE 1994.
“Dispõe Sobre a Criação, Estruturação, Competência e Atribuições
da Secretaria Municipal de Meio Ambiente – Semeia de Rio Branco-
Acre e dá Outras Providências.”...............................................152
RIO BRANCO - LEI N° 1.299, DE 24 DE AGOSTO DE 1998.
“Dispõe Sobre a Inspeção Sanitária e Industrial dos Produtos de
Origem Animal, Conforme Determina o art. 4°, alínea “c” da Lei
Federal n°. 7.889, de 23 de novembro de 1989.”.......................154
RIO BRANCO - LEI Nº 1.330, DE 23 DE SETEMBRO DE 1999.
“Dispõe Sobre a Política Municipal de Meio Ambiente, seus fins e
Mecanismos de Formulação e Aplicação, Instituindo o Sistema
Municipal de Meio Ambiente e Alterando as Competências da Semeia
e do COMDEMA, e dá outras providências.”............................155
XAPURI - LEI Nº 045, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2004. “Institui
a Política Municipal do Meio Ambiente e dá outras
providências.”.................................................................................165
CAPIXABA - LEI Nº 188, DE 07 DE ABRIL DE 2005. “Institui a
Política Municipal de Meio Ambiente e dá outras
providências.”...........................................................................171
EPITACIOLÂNDIA – LEI Nº. 001, DE 21 DE ABRIL DE 2005.
“Institui a Política Municipal do Meio Ambiente e dá outras
providências.”...........................................................................176
ASSIS BRASIL- LEI Nº 067, DE 29 DE ABRIL DE 2005. “Institui
a Política Municipal do Meio Ambiente e dá outras
providências.”..............................................................................181
BRASILÉIA - LEI Nº 014, DE 18 DE MAIO DE 2005. “Institui a
Política Municipal do Meio Ambiente e dá outras
providências.”...............................................................................186
CRUZEIRO DO SUL - LEI N° 453, DE 07 DE OUTUBRO DE 2006.
“Dispõe Sobre o Plano Diretor Participativo do Município de Cruzeiro
do Sul e dá outras providências.”...........................................191
RIO BRANCO - LEI Nº 1.611, DE 27 DE OUTUBRO DE 2006.
“Aprova e Institui o Plano Diretor do Município de Rio Branco e dá
outras providências.”...........................................................202
CRUZEIRO DO SUL - LEI N° 457, DE 07 DE DEZEMBRO DE
2006. “Dispõe Sobre a Política Municipal de Meio Ambiente do
Município de Cruzeiro do Sul, Seus Fins e Mecanismos de Formulação
e Aplicação, Instituindo o Sistema Municipal de Meio Ambiente e
Alterando as Competências da SEMMA e do COMDEMA, e dá Outras
Providências.”..........................................................................210

10
Leis Complementares

LEIS COMPLEMENTARES gerador não coincidir com o ano civil, incluindo-se


o mês em que começar a ser exigido;
Rio Branco, em 19 de janeiro de 1999, 111º da
República, 97º do Tratado de Petrópolis e 38º do
§ 2º A classificação das casas e estabelecimentos Estado do Acre
LEI COMPLEMENTAR Nº 65 DE 19 DE previstos na tabela anexa, será feita pela autoridade JORGE VIANA
JANEIRO DE 1999 encarregada de fornecer ou prestar o serviço Governador do Estado do Acre
solicitado, devendo o critério dessa classificação ter
“Altera dispositivos da Lei Complementar n. 07, de por base as características locais e regionais.
30 de dezembro de 1982 e dá outras providências.”
O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE TABELA ÚNICA
SEÇÃO IV
FAÇO SABER que a Assembléia Legislativa do Estado BASE DA TAXA DE FISCALIZAÇÃO E
DOS CONTRIBUINTES
do Acre decreta e eu sanciono a seguinte Lei PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO
Complementar: Art. 144-E. Contribuinte da Taxa de Fiscalização e
Art. 1º Fica instituída a Taxa de Fiscalização e Prevenção contra Incêndio é toda pessoa física ou
Prevenção contra Incêndio no Estado do Acre. jurídica que promova ou se beneficie de qualquer
Art. 2º O art. 4º da Lei Complementar n. 7/82, atividade ou serviços previstos na Tabela Única,
passa a vigorar com a seguinte redação: anexa.
“Art. 4º ...
I - ... SEÇÃO V
II - ... LOCAL E FORMA DE PAGAMENTO
III - ...
IV - ... Art. 144-F. A Taxa de Fiscalização e Prevenção de
V – TAXA DE FISCALIZAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA Incêndio será recolhida em estabelecimento
INCÊNDIO.” bancário autorizado, a critério da Secretaria de
Art. 3º Adite-se ao Título IV – DAS TAXAS, o Estado da Fazenda ou em repartição arrecadadora,
seguinte capítulo: na forma que dispuser o Regulamento.
TÍTULO IV SEÇÃO VI
CAPÍTULO VI DOS PRAZOS DE PAGAMENTO
DA TAXA DE FISCALIZAÇÃO E PREVENÇÃO
CONTRA INCÊNDIO Art. 144-G. A Taxa de Fiscalização e Prevenção
contra Incêndio será exigida:
SEÇÃO I I – de ordinário, antes da prestação do serviço
DA INCIDÊNCIA solicitado; e,
II – quando a Taxa for anual, o pagamento poderá
Art. 144-A. A Taxa de Fiscalização e Prevenção ser de uma só vez, até 31 de março do exercício ou
contra Incêndio, é devida em razão do exercício do em até três parcelas mensais consecutivas.
poder de polícia ou da utilização efetiva ou potencial Parágrafo único. As firmas individuais e as pessoas
de serviços específicos e divisíveis, prestados ao jurídicas sujeitas à taxa anual são obrigadas a
contribuinte ou postos a sua disposição pelo Corpo comprovar sua quitação, no ato da inscrição ou na
de Bombeiros Militar do Estado do Acre. renovação do Cadastro de Contribuintes do Estado.
Art. 144-B. Os recursos arrecadados pelo uso e
aplicação da Taxa de Fiscalização e Prevenção contra SEÇÃO VII
Incêndio serão destinados exclusivamente à compra DA FISCALIZAÇÃO
e reforma de materiais, equipamentos e viaturas
do Corpo de Bombeiros e, Treinamento na área Art. 144-H. A fiscalização e a exigência competem
específica. aos funcionários da Fazenda Estadual, às
autoridades policiais e às autoridades
SEÇÃO II administrativas, na forma do regulamento.
DAS ISENÇÕES
SEÇÃO VIII
Art. 144-C. São isentos da Taxa de Fiscalização e DAS PENALIDADES
Prevenção contra Incêndio:
I – Os cartórios de ofício de Justiça; Art. 144-I. Os infratores desta Lei estão sujeitos às
II – Os poderes públicos em todos os níveis; seguintes penalidades:
III – Governos Federal, Estadual e Municipal; I – pessoas físicas:
IV – As entidades sem fins lucrativos e, reconhecidas a) multa
por Lei como de Utilidade Pública; II – firmas individuais e pessoas jurídicas:
V – Promoções de eventos culturais, desportivos, a) multa
recreativos gratuitos e beneficentes; b) fechamento do estabelecimento
VI – Residências unifamiliares igual ou inferior a Art. 144-J. Serão punidos com multa:
setenta metros quadrados de área construída; I – dois por cento do valor do tributo o contribuinte
VII – Os templos de qualquer culto, os imóveis que não efetuar o recolhimento em tempo hábil e
pertencentes às instituições sociais e aos partidos que compareça espontaneamente para sanar o
políticos. débito;
II – de três por cento, nos demais casos.
SEÇÃO III Art. 3º Fica a Secretaria da Fazenda do Estado do
DA ALÍQUOTA E DA BASE DE CÁLCULO Acre, autorizada a regulamentar esta Lei no prazo
de noventa dias.
Art. 144-D. A Taxa de Fiscalização e Prevenção de Art. 4º Esta Lei Complementar entrará em vigor na
Incêndio será cobrada de acordo com a TABELA data de sua publicação, produzindo seus efeitos
ÚNICA, anexa a presente Lei, vigente no exercício legais a partir de 1º de janeiro de 1999, revogadas
da ocorrência do fato gerador. as disposições em contrário.
§ 1º Nos casos em que a taxa seja exigida
anualmente, será calculada proporcionalmente aos
meses restantes quando a ocorrência do fato

11
Leis Complementares
LEI COMPLEMENTAR Nº 116 DE 7 VIII – assessorar o Presidente nas negociações de prazo de noventa dias da publicação desta lei
DE JULHO DE 2003 programas e projetos ambientais junto a organismos complementar
financiadores; Art. 8º Os Cargos em Comissão (CC) serão
“Dispõe sobre a Estrutura Organizacional Básica do IX – acompanhar a elaboração e a consolidação denominados de Gerências-G, na quantidade,
Instituto de Meio Ambiente do Acre - IMAC e dá dos planos, projetos, programas e relatórios das simbologia, escalonamento e remuneração,
outras providências.” atividades finalísticas do IMAC e submetê-los a conforme previsto nesta lei complementar.
O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE: decisão superior; e § 1º Os cargos comissionados de Gerência serão
FAÇO SABER que a Assembléia Legislativa do Estado X – realizar outras atribuições pertinentes. escalonados em três níveis, nas seguintes
do Acre decreta e eu sanciono a seguinte Lei Art. 4º A Procuradoria Jurídica tem como atribuição: quantidades: G –1: cinco, G – 2: oito, G –3: seis, e
Complementar: I - prestar assistência jurídica direta e imediata ao a eles corresponderá a remuneração de R$ 1.500,00
Art. 1º O Instituto de Meio Ambiente do Acre, criado Presidente, nas atribuições que lhe incumbe o cargo; (um mil e quinhentos reais), R$ 2.000,00 (dois mil
pela Lei n. 851, de 23 de outubro de 1986, II – fixar a interpretação da Constituição, das leis, reais) e R$ 3.000,00 (três mil reais).
doravante denominado IMAC, disporá da seguinte dos pactos e dos demais atos normativos a ser § 2º A remuneração do cargo de Diretor de Gestão
Estrutura Organizacional Básica: uniformemente seguidos em sua área de atuação e Técnica será de noventa por cento dos subsídios do
I - Presidência coordenação, quando não houver orientação Secretário de Estado, nos termos do § 5º do art.
a) Gabinete normativa da Procuradoria Geral do Estado; 41 da Lei Complementar n. 63, de 13 de janeiro de
II - Procuradoria Jurídica III – emitir pareceres jurídicos sobre as questões, 1999, que dispõe sobre a Reorganização da
a) Assessoria Técnica Jurídica dúvidas ou conflitos submetidos ao Presidente, em Administração Pública, com nova redação dada pela
III - Gerência de Gestão Interna matérias relativas à sua competência; Lei Complementar n. 115, de 31 de dezembro de
a) Gerência Financeira; e IV – lavrar Autos de Infração, Termos de Embargo, 2002.
b) Gerência de Pessoal e Recursos Humanos de Interdição, de Apreensão, de Inutilização, de Art. 9º Ficam transformadas em Função de
IV – Diretoria de Gestão Técnica Suspensão e de Demolição; Confiança – FC as Funções Gratificadas – FG, que
a) Gerência de Recursos Florestais; V - opinar sobre atos a serem submetidos ao serão exercidas, exclusivamente, por servidores
b) Gerência de Recursos Hídricos; Presidente, com vistas à vinculação administrativa; ocupantes de cargo efetivo do respectivo órgão ou
c) Gerência de Gestão Urbana e de Infra-Estrutura; VI – estudar e redigir contratos e/ou instrumentos entidade da Administração Direta e Indireta.
d) Gerência de Monitoramento da Qualidade congêneres; Parágrafo único. As Funções de Confiança de que
Ambiental; e VII – elaborar minutas de projetos de leis, decretos trata o caput deste artigo serão em quantidade de
e) Gerência de Educação Ambiental. e, sempre que necessário, outros atos normativos quatorze, escalonadas em seis níveis: FC –1, FC–
§ 1º Integram ainda a Estrutura Básica Organizacional expedidos pelo Presidente; 2, FC–3, FC-4, FC–5 e FC–6, e a elas
os Serviços: Gerais, de Patrimônio e Material, de VIII – promover a execução fiscal dos autuados corresponderão, respectivamente, os valores de R$
Documentação e Arquivo, de Atendimento ao Usuário por infração ambiental; e 100,00 (cem reais), R$ 200,00 (duzentos reais),
e o de Pessoal; os Setores Técnicos: de Manejo IX – representar o IMAC em ações judiciais. R$ 300,00 (trezentos reais), R$ 400,00
Florestal, Desmate e Queima, Indústria, Serviços e Art. 5º A Gerência de Gestão Interna, dentre outras (quatrocentos reais), R$ 500,00 (quinhentos reais)
Resíduos e de Infra-Estrutura. atribuições legais, compete: e R$ 1.000,00 (um mil reais).
§ 2º A estrutura básica de que trata este artigo I – coordenar, através das Gerências integrantes, Art. 10. Os ocupantes de cargos efetivos deste
está distribuída em organograma constante do as atividades relacionadas com recursos humanos, Instituto que exercerem qualquer dos cargos
Anexo Único, parte integrante desta lei serviços administrativos, orçamento e sua execução, comissionados perceberão a remuneração do cargo
complementar. contabilidade financeira e patrimonial; em comissão, podendo optar pela remuneração do
§ 3º Os mecanismos especiais de natureza II – coordenar a elaboração do orçamento e a cargo efetivo.
transitória serão criados por decreto, e não serão programação financeira da Gerência; Art. 11. A remuneração das Gerências-G e Funções
consideradas unidades administrativas, devendo, III - promover a cobrança, controle e a execução de Confiança - FC passarão a ser reajustadas nas
entretanto, seus chefes e técnicos ser remunerados de prestação de contas, bem como acompanhar a mesmas datas e índices concedidos aos servidores
através de contratos, cujos valores serão aplicação das verbas oriundas de contratos e efetivos do Poder Executivo Estadual.
estabelecidos em projetos de custos. convênios, de acordo com a legislação vigente; Art. 12. A Procuradoria Jurídica do IMAC será
Art. 2º Ficam criados quatro núcleos de IV – assinar, em conjunto com o ordenador de supervisionada pela Procuradoria Geral do Estado.
representação do IMAC no interior: o do Juruá, o despesas, os documentos de execução orçamentária Art. 13. Esta Lei Complementar entra em vigor na
de Tarauacá/Envira, o do Purus e o do Baixo Acre. e financeira; data de sua publicação, ficando revogada a Lei
§ 1º Os núcleos terão competência para V – supervisionar o procedimento da análise de Complementar n. 70, de 5 de julho de 1999.
formalização de processos de licenciamento viabilidade de uso dos bens móveis e imóveis, bem Rio Branco, 7 de julho de 2003, 115º da República,
ambiental, análise prévia, vistoria técnica, como de sua serventia; e 101º do Tratado de Petrópolis e 42º do Estado do
monitoramento e fiscalização, bem como o VI – desempenhar outras atividades relacionadas com Acre.
desenvolvimento de ações de educação ambiental. sua posição e as determinadas pelo Presidente. JORGE VIANA
§ 2º Após o cumprimento dos procedimentos Art. 6º À Diretoria de Gestão Técnica, dentre outras Governador do Estado do Acre
elencados no §1º deste artigo, o gerente do núcleo atribuições legais, compete:
encaminhará o processo para a sede do IMAC, para I – coordenar as ações executadas pelas Gerências LEI COMPLEMENTAR Nº 124 DE 29 DE
análise conclusiva. Temáticas afins; DEZEMBRO DE 2003
Art. 3º O Gabinete da Presidência tem como II – manifestar-se nos processos de licenciamento
atribuições: ambiental, motivando a sua decisão; “Estabelece a nova estrutura organizacional da
I - prestar assistência e assessoramento direto e III – promover o monitoramento e a fiscalização Fundação de Tecnologia do Estado do Acre - FUNTAC
imediato ao Presidente, nas suas relações políticas das atividades licenciadas e da qualidade ambiental; e dá outras providências.”
e sociais; IV - promover a articulação entre os diferentes O GOVERNADOR DO ESTADO ACRE
II – ocupar-se das relações públicas e do preparo, atores sociais, utilizadores de recursos naturais; FAÇO SABER que a Assembléia Legislativa do Estado
despacho e controle do expediente do Presidente; V – promover a participação da sociedade do Acre decreta e eu sanciono a seguinte Lei
III – proceder à recepção e encaminhamento de organizada na elaboração e execução das ações de Complementar:
visitantes; controle ambiental;
IV – proceder à recepção, estudo e triagem dos VI – promover ações de educação ambiental e a CAPÍTULO I
expedientes encaminhados ao Presidente; difusão dos resultados dos produtos gerados, junto DA NATUREZA, OBJETIVOS E COMPETÊNCIA
V – promover a elaboração e divulgação das à sociedade; e
matérias relacionadas com a área de atuação do VII – zelar pelo cumprimento da legislação Art. 1º A Fundação de Tecnologia do Estado do Acre
IMAC; ambiental. – FUNTAC, criada através da Lei n. 871, de 24 de
VI – articular os setores da área administrativa e Art. 7º As atribuições relativas aos setores de apoio setembro de 1987, é pessoa jurídica de direito
técnica no cumprimento das decisões superiores; administrativo e financeiro, bem como as das público dotada de autonomia financeira, funcional
VII – coordenar as medidas relativas ao Gerências Executivas de atividades técnicas, serão e administrativa, incum-bida da missão de produzir
cumprimento dos prazos de pronunciamento, definidas em regimento interno, a ser elaborado no soluções tecnológicas, priori-zando o uso
pareceres e informações solicitadas;

12
Leis Complementares
sustentável dos recursos naturais locais, para VII - Assessoria de Informática; da FUNTAC as coordenadorias, que serão
melhoria da qualidade de vida da população. VIII - Assessoria de Recursos Humanos; e remuneradas como Funções de Confiança,
Parágrafo único. A FUNTAC fica vinculada à IX - Coordenadorias. escalonadas em cinco níveis: FC–1, FC–2, FC–3,
Secretaria de Estado de Planejamento e Parágrafo único. A estrutura organizacional de que FC–4 e FC–5, e a elas corresponderão,
Desenvolvimento Econômico Sustentável, para trata este artigo está distribuída em organograma respectivamente, os seguintes valores: R$ 100,00
efeito de controle e supervisão. constante do Anexo Único, parte integrante desta (cem reais), R$ 200,00 (duzentos reais), R$ 300,00
Art. 2º Compete à FUNTAC: lei. (trezentos reais), R$ 400,00 (quatrocentos reais)
I - elaborar, coordenar, supervisionar e executar a Art. 5º O Conselho Consultivo da FUNTAC, a quem e R$ 500,00 (quinhentos reais), e terão seus
Política e o Plano Estadual de Ciência e Tecnologia, compete fomentar a interação permanente entre a provimentos disciplinados pelo estatuto da FUNTAC.
de acordo com a legislação vigente do Conselho FUNTAC e a comunidade, as organizações Art. 11. Os valores referentes aos Cargos em
Estadual de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia – empresariais, profissionais, sociais, culturais e Comissão e Funções de Confiança - FC serão
CEMACT e das diretrizes do Sistema Nacional de científicas, será composto por sete órgãos ou reajustados na mesma data e índices dos Cargos
Ciência e Tecnologia; entidades: em Comissão e as Funções de Confiança da
II - promover a articulação e integração entre o I - Secretaria de Estado de Planejamento e administração direta.
setor público e a comunidade científica e tecnológica, Desenvolvimento Econômico Sustentável; Art. 12. As atribuições dos Cargos em Comissão e
nacional e internacional; II - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – das Funções de Confiança, previstas nesta lei
III - promover e apoiar a capacitação técnica nas EM-BRAPA; complementar, a organização administrativa e as
áreas do conhecimento científico e tecnológico; e III - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial normas gerais serão disciplinadas no estatuto da
IV - executar e gerenciar a política estabelecida – SENAI/AC; FUNTAC, a ser elaborado por equipe designada pelo
para o Fundo de Desenvolvimento Científico e IV - Universidade Federal do Acre – UFAC; seu Diretor-Presidente, no prazo de sessenta dias
Tecnológico – FDCT. V-Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais; após a edição desta lei complementar e que deverá
Art. 3º Constituem objetivos da FUNTAC: VI-Centro dos Trabalhadores da Amazônia – CTA; e ser aprovado por Decreto Governamental.
I - contribuir para o desenvolvimento na área VII - Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena e
florestal e de infra-estrutura, promovendo o Microem-presa – SEBRAE/AC. CAPÍTULO III
desenvolvimento sócio-econômico; § 1º A participação no Conselho Consultivo não será DO PATRIMÔNIO E DA RECEITA
II - proporcionar apoio às diversas atividades dos remunerada, sendo considerada prestação de
setores econômicos do Estado, através de um serviço público relevante. Art. 13. Constituem patrimônio da FUNTAC todos
modelo tecnológico apropriado à realidade regional; § 2º A forma de funcionamento do Conselho os bens já incorporados pela Secretaria de Indústria
III - operacionalizar em conjunto com outras Consultivo será definida através do estatuto da e Comércio ao Departamento de Pesquisas
instituições o Plano Estadual de Ciência e Tecnologia; FUNTAC. Tecnológicas dos Recursos Naturais do Estado do
IV - ampliar parcerias nacionais e internacionais Art. 6º O Diretor-Presidente será nomeado pelo Acre e aqueles que forem ou vierem a ser doados
em sua área de atuação; Governador do Estado e o Diretor Técnico será por terceiros e ainda adquiridos através de projetos,
V - estabelecer política de estudo e pesquisa, com indicado pelo Diretor-Presidente e nomeado pelo contratos e convênios.
de-senvolvimento e geração de tecnologia, Governador. Art. 14. Constituirão receita da FUNTAC:
baseando-se na utilização sustentável dos recursos § 1º O Diretor-Presidente será substituído, em suas I-as dotações orçamentárias consignadas
naturais das florestas do Estado do Acre; ausências ou impedimentos, pelo Diretor Técnico, anualmente no orçamento do Estado e em créditos
VI - realizar atividades de avaliação de estratégias e, na ausência deste, deverá ser nomeado outro adicionais e suplementares;
e de impactos econômicos e sociais das políticas, substituto. II – as receitas operacionais;
programas e projetos científicos, tecnológicos e de § 2º A remuneração do cargo de Diretor-Presidente III - as rendas auferidas pela cessão do uso das
inovação; será a estabelecida no § 7º do art. 41 da Lei patentes;
VII - difundir informações, experiências e projetos Complementar n. 63, de 13 de janeiro de 1999. IV - os proventos dos acordos existentes ou que
à sociedade; § 3º A remuneração do cargo de Diretor Técnico vierem a ser destinados;
VIII - prestar serviços relacionados com a sua área será noventa por cento da remuneração do Diretor- V - os recursos oriundos de convênios, contratos,
de atuação, tanto aos órgãos e entidades públicas Presidente. prestação de serviços, projetos, consultorias,
de qualquer esfera, quanto à iniciativa privada; Art. 7º Ficam criados na estrutura básica da FUNTAC comercialização de objetos, materiais, know how e
IX - desenvolver estudos e pesquisas nas florestas, Cargos em Comissão de oito gerentes, um patentes destinados à sua manutenção e outros
bem como em áreas de conservação de recursos procurador jurídico, um chefe de gabinete, um instrumentos legais de compromissos com entidades
naturais, ou, ainda, em outras unidades correlatas assessor de informática e um assessor de recursos públicas ou privadas nacionais ou internacionais;
criadas por lei; humanos, que serão remunerados na forma do que VI - as doações e legados que lhe forem feitos;
X - buscar a certificação de processos e produtos dispõe o art. 90 da Lei Complementar n. 63, de 13 VII - a renda de bens patrimoniais;
tecnológicos; de janeiro de 1999: VIII - o produto de alienação de bens;
XI - comercializar produtos e serviços oriundos das I - um gerente operacional – G4; IX – os recursos oriundos de fundos especiais; e
atividades desenvolvidas; II - um gerente de desenvolvimento institucional – X - outras receitas.
XII- criar, adaptar e transferir tecnologia de G4; Art. 15. No caso de extinção da FUNTAC, seus bens
interesse regional para o desenvolvimento III - um gerente de serviços tecnológicos – G4; reverterão ao Estado do Acre.
econômico do Estado; e IV - quatro gerentes de projetos – G4;
XIII - formar e aperfeiçoar recursos humanos V - um gerente de projeto – G5; CAPÍTULO IV
necessários aos planos, programas, projetos e VI - um procurador jurídico – G-4; DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
atividades de natureza científica e tecnológica. VII - um chefe de gabinete – G-3;
VIII - um assessor de informática – G-3; e Art. 16. Serão declarados beneméritos da FUNTAC
CAPÍTULO II IX - um assessor de recursos humanos – G-3. as pessoas físicas ou jurídicas que lhe concedam
DA ORGANIZAÇÃO E ESTRUTURA Art. 8º Os cargos em comissão de gerentes de doações, subvenções ou que, direta ou
projetos somente terão nomeações quando forem indiretamente, contribuam de maneira significativa
Art. 4º A FUNTAC terá a seguinte Estrutura observados os critérios estabelecidos no estatuto para o desenvolvimento da instituição.
Organizacional Básica: da FUNTAC, que será aprovado por Decreto Art. 17. As despesas decorrentes da aplicação da
I - Conselho Consultivo; Governamental. presente lei correrão a conta de dotação
II - Diretor-Presidente; Art. 9º Ficam criadas as Funções de Confiança - FC orçamentária própria.
III - Diretor Técnico; na es-trutura organizacional da FUNTAC, Art. 18. A FUNTAC está sujeita às normas
IV - Procuradoria Jurídica; escalonadas em quatro níveis FC–1, FC–2, FC–3 e orçamentárias aplicadas às fundações públicas,
V - Chefia de Gabinete; FC–4, e a elas corresponderão, respectivamente, devendo sua prestação de contas ser encaminhada
VI - Gerências: os seguintes valores: R$ 100,00 (cem reais), R$ ao Tribunal de Contas do Estado, no prazo fixado
a) Gerência Operacional; 200,00 (duzentos reais), R$ 300,00 (trezentos pela legislação em vigor.
b) Gerência de Desenvolvimento Institucional; reais) e R$ 400,00 (quatrocentos reais) e terão seus Art. 19. Na gestão orçamentária, financeira,
c) Gerência de Serviços Tecnológicos; e provimentos disciplinados pelo estatuto da FUNTAC. econômica e patrimonial serão observadas, no que
d) Gerências de Projetos. Art. 10. Ficam criadas na estrutura organizacional couber, as normas de controle contábil do Estado.

13
Leis Complementares / Leis Ordinárias
Art. 20. Ficam revogadas as disposições contidas estratégias de desenvolvimento e do progresso com entidades públicas ou privadas, nacionais ou
na Lei n. 871, de 24 de setembro de 1987, e os tecnológico. estrangeiras e internacionais;
incisos I, III e IV do art. 60-A da Lei Complementar d) receitas eventuais resultantes de operações ou
n. 63, de 13 de janeiro de 1999, com as alterações II - DA DIREÇÃO E ASSESSORAMENTO atividades que lhe sejam afetas; e
da Lei Complementar n. 115, de 31 de dezembro e) transferências de dotações orçamentárias
de 2002. Art. 2º O IMAC será chefiado por Superintendente específicas dos diversos órgãos da administração
Art. 21. Esta Lei Complementar entra em vigor na nomeado pelo Governador do Estado. estadual ou federal, direta ou indireta.
data de sua publicação.
Rio Branco, 29 de dezembro de 2003, 115º da III - DA COMPETÊNCIA V - DA EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS
República, 101º do Tratado de Petrópolis e 42º do
Estado do Acre. Art. 3º Ao IMAC compete: Art. 6º Os trabalhos do IMAC serão realizados:
JORGE VIANA a) acompanhar as transformações do ambiente a) por pessoal técnico especializado, contratado
Governador do Estado do Acre através de técnicas de aferição direta e indireta, através de concurso público, na forma da legislação
identificando as ocorrências adversas e atuando em vigor;
no sentido de sua correção; b) mediante desempenho de funções de
LEIS ORDINÁRIAS b) assessorar órgãos e entidades incumbidas da Assessoramento Superior da Administração Civil;
conservação do meio ambiente, tendo em vista o c) por servidores requisitados de órgãos e entidades
LEI Nº 243 DE 4 DE DEZEMBRO DE 1968 uso racional dos recursos ambientais; da administração Federal e Estadual, direta e
c) promover a elaboração e o estabelecimento de indireta, bem como empregados de empresas
“Institui o Dia da Amazônia e dá outras normas e padrões relativos aos recursos ambientais públicas, fundações, na forma da legislação em vigor; e
providências.” que assegurem o bem estar e a manutenção da d) excepcionalmente, mediante colaboração de
O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE qualidade de vida da população e do seu natureza eventual, sob a modalidade de prestação
FAÇO SABER que o Poder Legislativo decreta e eu desenvolvimento econômico e social, de forma de serviços, na forma da legislação em vigor.
sanciono a seguinte Lei: compatível;
Art. 1º Fica instituído em todo o território estadual d) realizar diretamente ou colaborar com os órgãos VI - DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
o dia 5 de setembro como data comemorativa ao especializados no controle e fiscalização das normas
DIA DA AMAZÔNIA. e padrões estabelecidos; Art. 7º A estrutura organizacional do IMAC é a
Art. 2º É considerado feriado estadual o dia 5 de e) promover a formação e treinamento de técnicos constante do Anexo único que integra esta Lei.
setembro em homenagem ao DIA DA AMAZÔNIA. especialistas em assuntos relativos à preservação
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua do meio ambiente; VII - DISPOSIÇÕES GERAIS E
publicação, revogadas as disposições em contrário. f) atuar junto aos agentes financeiros para a TRANSITÓRIAS
Rio Branco, 4 de dezembro de 1968, 80º da concessão de financiamentos a entidades públicas e
República, 66º do Tratado de Petrópolis e 7º do privadas com vistas à recuperação de recursos Art. 8º O IMAC atuará de preferência, mediante
Estado do Acre. naturais afetados por processos predatórios ou convênio, através da Secretaria de Planejamento do
JORGE KALUME poluidores; Estado do Acre e de outras Secretarias e municípios
Governador do Estado do Acre g) cooperar com os órgãos especializados na e mediante contrato com empresas públicas e
preservação de espécies animais e vegetais privadas, visando a realização de serviços de
LEI Nº 689 DE 29 DE NOVEMBRO DE 1979 ameaçadas de extinção e na manutenção de estoques pesquisa, planejamento, assessoria, controle e
de material genético; fiscalização relacionados com a conservação do
Proíbe a saída, do Estado do Acre, de toros de h) manter atualizada a relação de agentes meio ambiente, em particular no combate à poluição
madeira de lei. poluidores e substâncias nocivas no que se refere hídrica e do uso racional dos recursos naturais.
O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE: aos interesses do Estado; § 1º Terão prioridade, na utilização dos recursos do
FAÇO SABER que a Assembléia Legislativa decreta i) promover, intensamente, através de programas em Orçamento do Estado, os projetos visando ao uso
e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º - Fica vedada escala estadual, o esclarecimento e a educação do racional dos recursos naturais e a conservação do
a saída, do Estado do Acre, sob qualquer forma de povo acreano para o uso adequado dos recursos meio ambiente.
transporte, toros de madeira-de-lei. naturais, tendo em vista a conservação do meio § 2º Caberá ao IMAC assessorar a Secretaria de
Art. 2º - Esta Lei entra em vigor na data de sua ambiente; Planejamento e Coordenação na análise dos projetos
publicação, revogada as disposições em contrário. j) promover a realização de estudos de avaliação e dos Planos de Aplicação referentes aos projetos
Rio Branco-AC, 29 de novembro de 1979, 91º da de impacto ambiental; e de que trata este artigo.
República, 77º do Tratado de Petrópolis e 18º do l) contribuir na realização do planejamento Art. 9º Os órgão da Administração Estadual, Direta
Estado do Acre. estadual, incorporando o componente ambiental, e Indireta, bem como as Empresas Públicas,
JOAQUIM FALCÃO MACEDO visando a utilização racional de recursos ambientais Sociedades de Economia Mista e Fundações darão
Governador do Estado do Acre e a manutenção da qualidade de vida da população o necessário apoio para a consecução das finalidades
local. do IMAC, nas respectivas áreas de atuação.
LEI Nº 851 DE 23 DE OUTUBRO DE 1986 Art. 4º Ao Superintendente do IMAC compete: Art. 10. O Secretário de Planejamento e Coordenação
a) dirigir, coordenar e orientar a execução dos do Governo do Estado do Acre baixará as instruções
“Cria no âmbito da Secretaria de Planejamento e trabalhos do IMAC; necessárias à plena execução desta Lei, bem como
Coordenação do Governo do Estado do Acre o b) cumprir e fazer cumprir os dispositivos legais e as normas complementares sobre a estrutura e
Instituto de Meio Ambiente do Acre - IMAC e dá regulamentos aplicáveis ao órgão; funcionamento do IMAC.
outras providências.” c) celebrar convênios, acordos, contratos e ajustes; Art. 11. O Secretário de Planejamento e Coordenação
O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE d) elaborar o plano e o relatório de atividades, do Estado acumulará a função de Superintendente
FAÇO SABER que o Poder Legislativo decreta e eu submetendo-os ao Secretário de Planejamento e do IMAC, devendo adotar medidas relacionadas com
sanciono a seguinte Lei: Coordenação do Estado; e o pessoal técnico e administrativo do órgão, até que
e) submeter, anualmente, as diretrizes gerais da ocorra sua implantação definitiva.
I - DO ÓRGÃO E SEUS FINS política estadual do meio ambiente à aprovação da Art. 12. Esta Lei entrará em vigor na data de sua
Comissão de Planejamento do Estado do Acre - publicação, revogadas as disposições em contrário.
Art. 1º Fica criado, na Secretaria de Planejamento COPLAN, através da Secretaria de Planejamento e Rio Branco, 23 de outubro de 1986, 98º da
e Coordenação do Governo do Estado do Acre, o Coordenação. República, 84º do Tratado de Petrópolis e 25º do
Instituto do Meio Ambiente do Acre - IMAC, órgão Estado do Acre.
autônomo de administração indireta nos termos do IV - DOS RECURSOS IOLANDA LIMA FLEMING
art. 3º do Decreto n. 97, de 15 de março de 1975, Governadora do Estado do Acre
orientado para a conservação do meio ambiente e Art. 5º Constituem recursos do IMAC:
uso racional dos recursos naturais. a) os consignados no Orçamento do Estado e em
§ 1º A atividade do IMAC se exercerá sem prejuízos créditos adicionais, suplementares ou destaques
das atribuições específicas legalmente afetas a outras b) dotações, subvenções, auxílios, transferências,
Secretarias. contribuições, legados ou quaisquer outras
§ 2º O IMAC atuará em articulação com as Secretarias transferências de pessoas físicas ou jurídicas, de
de Estado para examinar, principalmente, ações que direito público ou privado;
impliquem na conservação do meio ambiente, com c) contribuições provenientes de convênios, acordos

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Leis Ordinárias
Leis Complementares
LEI Nº 1.019 DE 21 DE JANEIRO DE 1992

"Institui o Fundo de Industrialização do Acre – FIAC,


e dá outras providências."
O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE
FAÇO SABER que o Poder Legislativo decreta e eu
sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º É instituído o Fundo de Industrialização do
Acre - FIAC, com o objetivo de promover o
desenvolvimento das atividades industriais em todo
o Território do Estado do Acre.
Art. 2º Tem o FIAC as seguintes finalidades:
a) conceder estímulos financeiros à implantação de
empreendimentos industriais e agroindustriais;
b) conceder estímulos financeiros à relocalização,
à revitalização e à ampliação de empreendimentos
industriais ou agroindustriais;
c) financiar estudos e diagnósticos que tenham por
objetivo subsidiar planos, programas e projetos de
desenvolvimento industrial, econômico e social do
Estado do Acre;
d)financiar a implantação desses planos, programas
e projetos; e
e) incentivar a implantação de micro e pequenas
empresas industriais.
Art. 3º Os estímulos financeiros do FIAC serão
concedidos às empresas industriais, cujos
empreendimentos sejam de relevante interesse ao
Estado e se enquadrem em uma das seguintes
condições:
Novos: são aqueles que venham a ser implantados
a partir da vigência desta Lei;
I - Relocalizados: aqueles situados fora dos Distritos
ou Núcleos Industriais e que para eles venham a se
transferir;
Revitalizados: os desativados há mais de seis meses
e que voltem a funcionar com o incentivo do FIAC; e
II - Ampliados: aqueles que, estando em atividade, operação de concessão de empréstimo por meio VI - recursos a fundo perdido, empréstimos e
ampliem em, pelo menos, trinta por cento a sua da devolução mensal de parte do ICMS pago. financiamentos; e
capacidade nominal instalada. Art. 6º Não serão tratados como empreendimentos VII - outras fontes de recursos de origem interna
§ 1º Entende-se por estímulo financeiro, o novos às empresas que forem vendidas ou ou externa.
financiamento à empresa industrial, de até setenta transferidas com a simples alteração da razão social, Art. 10. As receitas de que tratam os incisos I, IV,
e cinco por cento da parcela do ICMS recolhido por bem como a transformação, incorporação ou fusão V, VI, VII e VIII do artigo anterior e conforme decisão
ela. de empresas existentes. com maioria absoluta do Conselho Deliberativo,
§ 2º É vedado o gozo cumulativo, em relação ao Art. 7º Os incentivos constantes desta Lei serão serão assim destinadas:
mesmo empreendimento, de mais de uma das concedidos aos empreendimentos que se localizem a) programas especiais de apoio a micro-empresas
modalidades de estímulo financeiro previsto neste nos Distritos ou Núcleos Industriais, ressalvados industriais e ao cooperativismo;
artigo. os casos de relevante interesse social e técnico. b) programas de construção e galpões industriais:
§ 3º É vedada a concessão de estímulos financeiros Art. 8º O financiamento a que se refere o item "d" c) construção de galpões multi-fabris para micro-
aos empreendimentos ampliados, que não tenham do art. 2º abrangerá a execução de planos, empresas;
sido previamente analisados e aprovados pelo programas e projetos, bem como a compra de bens d) estímulo ao desenvolvimento de agro-indústrias;
Conselho Deliberativo do FIAC. e a contratação de serviços necessários à execução e) programas de implantação de Distritos e Núcleos
§ 4º Distritos ou Núcleos Industriais são os espaços das Diretrizes de Desenvolvimento Econômico do Industriais, ampliação e revitalização do atualmente
destinados a empreendimentos industriais a serem Estado do Acre, formuladas pela Secretaria de existente;
implantados no Estado do Acre. Indústria e Comércio e aprovadas pelo Conselho f) atender ao disposto nas alíneas "c" e "d" do art.
Art. 4º Para análise da proposta de concessão de Deliberativo do FIAC. 2º;
estímulo financeiro será considerado de relevante Art. 9º Constituirão recursos do Fundo de g) custeio e desenvolvimento gerencial do FIAC; e
interesse para o Estado, o empreendimento que Industrialização do Acre - FIAC: h) apoio a programações industriais.
preencha pelo menos uma das seguintes condições: I - três por cento da receita líquida mensal Art. 11. A utilização da receita de que tratam os
I - se enquadre dentre as atividades declaradas proveniente do ICMS arrecadado pelo Estado do incisos II e III do art. 9º estarão assim distribuídas:
prioritárias; Acre, pelo período de três anos, a partir da a) oitenta por cento para estímulos financeiros aos
II - a absorção intensiva de mão-de-obra local; instituição do FIAC; empreendimentos que estejam de acordo com o
III - o aproveitamento de matérias-primas, de II - setenta e cinco por cento do ICMS arrecadado, disposto no art. 3º desta Lei; e
material secundário e de insumos produzidos no pelos empreendimentos novos, relocalizados e b) vinte por cento para os financiamentos conforme
Estado do Acre; revitalizados; disposto no art. 10.
IV - a substituição de importações de outras regiões III - setenta e cinco por cento do ICMS acrescido, Art. 12. Os estímulos financeiros serão concedidos
do país ou do exterior; nos empreendimentos ampliados; em até seis anos através de contrato próprio
V - a modernização tecnológica de processos e IV - juros, dividendos, bonificações, indenizações devendo essas operações portarem garantias como
equipamentos industriais; e e quaisquer outras receitas decorrentes das a seguir:
V a produção de bens de elevada margem de valor aplicações dos recursos do FIAC; I - garantia real: hipotecária e/ou pignoratícia;
agregado; V - doações, repasses e subvenções da União, do II - garantia fidejussória: fiança ou aval dos sócios
Art. 5º Os estímulos financeiros serão destinados Estado, de Municípios, de outros órgãos ou de ou acionistas majoritários, em condições de prestá-
exclusivamente às empresas industriais com sede, agências de desenvolvimento, nacionais ou las;
foro e domicílio fiscal no Estado do Acre, através da estrangeiras; III - alienação fiduciária.
Art. 13. A liberação do incentivo dar-se-á mês a

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Complementares
Leis Ordinárias
mês mediante a apresentação das guias de por cento do ICMS devido no mês, à conta da diretos os produtores rurais e indiretos toda a
recolhimento do ICMS do mês anterior. Secretaria da Fazenda; sociedade acreana, sendo que a categorização
Art. 14. Os estímulos financeiros terão prazo de b) outra guia, no valor correspondente a setenta e daqueles terá sua base nas relações de trabalho,
carência de cinco anos para pagamento. cinco por cento do ICMS devido no mês, à conta do classificada de acordo com a legislação pertinente
Art. 15. O pagamento de cada parcela financiada FIAC. observada as peculiaridades regionais.
será efetuado no primeiro mês após o término do Art. 24. Os recursos previstos nos itens I, IV, V, VI, § 1º Para efeito desta Lei considera-se produtores
prazo de carência. VII e VIII do art. 9º serão depositados no BANACRE, rurais aqueles que se dedicam à atividade agrícola;
Art. 16. Na data de resgate de cada parcela vencida, em conta específica. entende-se por atividade agrícola, a produção, o
o beneficiário pagará o seu valor nominal acrescido Art. 25. O FIAC manterá um detalhado plano de processamento e a comercialização dos produtos,
de seis por cento de juros ao ano, mais o valor contas onde a movimentação de seus recursos terá subprodutos e derivados, serviços e insumos
correspondente a cinqüenta por cento da inflação registros próprios e específicos. agrícolas, pecuários, pesqueiros e florestais.
havida entre a data do recebimento da parcela e Art. 26. O Banco do Estado do Acre S/A - BANACRE § 2º Dentre os pressupostos de relevância em que
seu resgate, de acordo com indicador oficial. será o Agente Depositário do FIAC. se fundamenta a política de desenvolvimento rural,
Art. 17. O valor de cada parcela financiada e Art. 27. O FIAC poderá aplicar o seu saldo bancário buscando o aperfeiçoamento do modelo agrícola
resgatada ao FIAC será repassado à Fazenda no mercado financeiro, através do banco estadual existente no Estado do Acre, a erradicação da
Estadual. ou federal. pobreza e da marginalização do rurícola, assim como
Art. 18. A formalização dos empréstimos dar-se-á Art. 28. A liberação de recursos do FIAC não poderá a criação de instrumentos que combatam a violência
através de contrato firmado entre o Fundo e o ser realizada em favor de empresas inadimplentes no campo e o fluxo migratório para a cidade,
beneficiário. com a Fazenda Estadual. destacam-se os seguintes:
Art. 19. O FIAC será coordenado por um Conselho Art. 29. O FIAC apoiará a criação, organização e I - criar mecanismos que viabilizem a efetiva
Deliberativo composto por oito membros efetivos e desenvolvimento de micro-empresas industriais, participação na distribuição de renda e de riqueza;
oito suplentes, com mandato de dois anos, e serão concedendo-lhes a assistência necessária, de acordo II - facilitar o acesso à terra, à tecnologia, aos
designados pelo Governador do Estado, tendo com o disposto no art. 169 da Constituição Estadual. instrumentos e recursos de política agrícola, ao
assento os seguintes órgãos: Art. 30. O FIAC apoiará a criação, organização e crédito rural, à isenção de impostos e obtenção de
I - a Secretaria de Indústria e Comércio; desenvolvimento de cooperativas concedendo-lhes serviços públicos essenciais à atividade agropastoril
II - a Secretaria de Planejamento e Coordenação; a assistência necessária conforme o disposto no art. e extrativista;
III - a Secretaria da Fazenda; 173 da Constituição Estadual. III - produzir alimentos, buscando condições básicas
IV - a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Art. 31. O FIAC aplicará cláusula penal pelo de vivência social e cultural, níveis de incorporação
Ambiente; descumprimento das condições estipuladas para a de tecnologia e gerenciamento;
V - o Banco do Estado do Acre S/A - BANACRE; concessão dos incentivos, de acordo com as IV - planejar a produção agrícola e pecuária, a infra-
VI - a Companhia de Desenvolvimento Industrial disposições aplicáveis em cada caso, a ser estrutura de escoamento, o armazenamento e a
do Estado do Acre - CODISACRE; obrigatoriamente inserida nos contratos. garantia de preços mínimos;
VII - a Fundação de Tecnologia do Estado do Acre - Art. 32. A transferência do estabelecimento V - estabelecer políticas de fomento à produção,
FUNTAC; e industrial da empresa beneficiada para outra calcadas nos resultados de pesquisas desenvolvidas
VIII - a Federação das Indústrias do Estado do Acre unidade da Federação implicará na rescisão no Estado e na Região; e
- FIEAC. automática do contrato, devendo-se promover as VI - promover o desenvolvimento global do meio
§ 1º A Presidência do Conselho Deliberativo do FIAC medidas legais cabíveis para restituição dos créditos rural, diminuindo as desigualdades econômicas e
será exercida pelo Diretor-Presidente da concedidos. sociais, cumprindo a função social da terra.
CODISACRE. Art. 33. No caso de extinção do Fundo de
§ 2º Na ausência do membro efetivo assumirá seu Industrialização do Acre – FIAC, o seu patrimônio, CAPÍTULO II
Suplente. direitos e obrigações serão incorporados pela DO OBJETIVO
Art. 20. A participação no Conselho Deliberativo na Companhia de Desenvolvimento Industrial do
condição de membro efetivo ou suplente será Estado do Acre - CODISACRE. Art. 3º A política agrícola compatibilizada com a
considerada serviço público relevante, não Art. 34. O Poder Executivo regulamentará esta Lei política agrária far-se-á com fundamento nesta Lei,
ensejando qualquer forma de remuneração. no prazo de sessenta dias. objetivando o desenvolvimento agrícola do Estado,
Art. 21. Compete ao Conselho Deliberativo: Art. 35. Esta Lei entra em vigor na data de sua em favor do suprimento alimentar e de matérias-
a) a elaboração e aprovação de normas, de publicação. primas, com a racionalização de uso e conservação
procedimentos operacionais e de seu Regimento; Art. 36. Revogam-se as disposições em contrário. dos recursos naturais e ambientais e a promoção
b) definir as atividades prioritárias a serem Rio Branco, 21 de janeiro de 1992, 104º da sócio-econômica do agricultor e de sua família.
incentivadas a cada ano; República, 90º do Tratado de Petrópolis e 31º do Parágrafo único. A política agrícola abrange os
c) estabelecer os incentivos para as áreas Estado do Acre. processos de produção, comercialização e
priorizadas e não priorizadas bem como para as EDMUNDO PINTO DE ALMEIDA NETO transformação de produtos agropecuários,
micro e pequenas empresas; Governador do Estado do Acre pesqueiros e florestais, bem como a organização
d) a aprovação das operações previstas no art. 2º da produção, do produtor e da infra-estrutura da
desta Lei; LEI Nº 1.020 DE 21 DE JANEIRO DE 1992 área rural, a auto-suficiência energética e o controle
e) aprovar as garantias oferecidas em cada operação dos insumos.
proposta; "Estabelece a Política Agrícola do Estado do Acre e Art. 4º O desenvolvimento agrícola será
f) negociar recursos com instituições nacionais e dá outras providências." caracterizado por:
internacionais; O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE I - modernização tecnológica de atividade produtiva,
g) a aplicação de sanções previstas em FAÇO SABER que o Poder Legislativo decreta e eu visando maior produtividade e a melhoria da
Regulamento, nos casos de inadimplência das sanciono a seguinte Lei: qualidade dos produtos;
empresas beneficiárias; II - organização associativa, proporcionando
h) fazer cumprir o Regulamento do FIAC. CAPÍTULO I vantagens na obtenção dos fatores de produção e
Art. 22. Ao Presidente do Conselho Deliberativo, DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES melhor desempenho no mercado;
compete representar e administrar o FIAC, em juízo III - apoio à produção e à comercialização agrícola,
ou fora dele. Art. 1º A política agrícola, definida como um pela disponibilidade de serviços públicos e privados,
Parágrafo único. Os atos que envolvam conjunto de medidas, diretrizes e ações permitindo a melhoria da renda do produtor rural e
compromissos financeiros para o FIAC, serão governamentais e da sociedade, operacionalizadas de sua família;
assinados pelo Presidente do Conselho Deliberativo através dos instrumentos próprios, atuantes sobre IV - acesso aos serviços essenciais de saúde,
e por um dos demais Diretores da CODISACRE. a produção, comercialização, agro industrialização educação, segurança pública, transporte,
Art. 23. O ICMS apurado nos empreendimentos e abastecimento, obedecerá aos critérios eletrificação, comunicação, habitação, saneamento,
incentivados conforme os itens II e III do art. 9º estabelecidos na presente Lei. lazer e outros benefícios sociais;
será depositado no BANACRE pelos beneficiários, Art. 2º Dentre as diretrizes fixadas para a política V - participação dos produtores através de sua
em duas guias distintas: agrícola visando o desenvolvimento rural harmônico organização nos processos de formulação e
a) uma guia, no valor correspondente a vinte e cinco e integrado serão contemplados como beneficiários

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Leis Ordinárias
Leis Complementares
execução das políticas, que definirão os rumos da transporte, crédito, seguro e demais componentes profissionalização e melhoria do nível de vida da
agricultura acreana; da atividade rural. população rural.
VI - melhoria das condições de trabalho e de vida § 3º As Câmaras Setoriais serão instaladas por
dos assalariados rurais; ato e a critério da Presidência do CONSEPA, CAPÍTULO V
VII - estímulo à implementação da agricultura devendo o Regimento Interno do mesmo fixar o DA COMERCIALIZAÇÃO AGRÍCOLA
alternativa no Estado, discutida pelas organizações número de seus membros e as respectivas
dos trabalhadores rurais para o desenvolvimento atribuições. Art. 13. O Estado apoiará a comercialização
econômico e social; Art. 7º O Estado estimulará a criação de Conselhos agrícola, pela orientação e informação de mercado,
VIII - verticalização da produção agrícola com Municipais de Política Agrícola, como instrumento organização e equipamentos nos centros urbanos,
incremento da renda, pela agro industrialização nas de coordenação dos esforços dos organismos dando preferência aos pequenos produtores.
regiões produtoras; públicos federais, estaduais e municipais, e dos Art. 14. A comercialização de produtos vegetais e
IX - eficiência econômica das unidades produtivas, setores envolvidos, objetivando promover o animais, subprodutos e derivados e seus resíduos
pela capacitação do produtor; desenvolvimento rural integrado dos municípios. de valor econômico, far-se-á atendendo a padrões
X - regularidade do abastecimento de alimentos; e Art. 8º A política agrícola será formulada pela de qualidade e sanidade, estabelecidos
XI - redução das diferenças de condições sócio- Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, oficialmente, cabendo ao Estado fiscalizar,
econômicas das regiões e produtores do Estado, com efetiva participação do CONSEPA. inspecionar e classificar.
promovidas por ações governamentais específicas. Art. 9º À Secretaria de Estado de Desenvolvimento Art. 15. Caberá ao poder público dotar as zonas
Agrário caberá a função de elaborar e divulgar, de produção agrícola de infra-estrutura viária
CAPÍTULO III periódica e oportunamente, informações sobre o compatível com os volumes produzidos.
DA ORGANIZAÇÃO INSTITUCIONAL E DO desempenho do setor agrícola, que servirão de Art. 16. O Estado implementará programas de
PLANEJAMENTO base para o planejamento e acompanhamento da estímulo a montagem de infra-estrutura que
produção, da comercialização e principalmente: viabilize o acesso dos produtores, aos insumos
Art. 5º Será instituído o Conselho Estadual de I - avaliação de safras; agrícolas, ao armazenamento, ao transporte e,
Política Agrícola – CONCEPA, com os seguintes II - preços dos principais produtos nas principais principalmente, à garantia de preços e crédito
objetivos: praças de comercialização e produção; rural.
I - propor medidas, apoiar o planejamento e III - custos de produção; Art. 17. Será destinado aos pequenos produtores
acompanhar a execução da política agrícola do IV - oferta e demanda dos principais produtos; rurais, pelo menos, metade dos recursos estaduais
Estado; V - preços dos insumos, máquinas, mão-de-obra alocados ao crédito rural em cada exercício
II - integrar esforços na defesa e na realização de e equipamentos destinados à agropecuária, à orçamentário.
atividades que atendam à agricultura e ao agricultura alternativa e ao extrativismo; e
extrativismo; VI - outros, a critério do Conselho Estadual de CAPÍTULO VI
III - propor e opinar sobre programas e aplicação Política Agrícola. DA AGROINDÚSTRIA
de recursos especiais na agricultura e no Parágrafo único. Os programas que objetivem a
extrativismo; diversificação das atividades agrícolas e Art. 18. O Estado estabelecerá uma política de
IV - contribuir com estudos e informações sobre o agroindustriais, com maior absorção de mão-de- incentivos fiscais e creditícios para a implantação
desempenho e melhoramento do setor agrícola e obra, terão prioridades de implementação pelo do programa de industrialização de produtos
extrativo; e Governo. agrícolas, com a participação do CONSEPA.
V - orientar a elaboração do plano de safra entre a § 1º A localização das unidades industriais será
iniciativa privada e o Governo do Estado. CAPÍTULO IV preferencialmente regional e na própria
Art. 6º O Conselho terá a seguinte composição: DA PRODUÇÃO E DA PRODUTIVIDADE comunidade rural.
I - Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário § 2º O Estado manterá um setor de estudos de
três membros; Art. 10. Será prerrogativa da iniciativa privada a oportunidades de programas de industrialização
II - representante da Secretaria da Fazenda; produção agrícola, cabendo ao Estado apoiar e de produtos agrícolas.
III - representante da Secretaria do Meio Ambiente; estimular a produção e a produtividade agrícola, § 3º Será dada preferência às entidades
IV - representante da Secretaria de Planejamento; através de seus organismos promovendo: associativas dos produtores rurais na condução e
V - representante do Ministério da Agricultura e I - a orientação técnica e a extensão rural; instalação de indústrias.
Reforma Agrária - MARA; II - a geração de tecnologias, através das Art. 19. Em apoio à agroindustrialização, o Estado
VI - representante da Assembléia Legislativa do instituições estaduais com fortalecimento das desenvolverá serviços de orientação técnica e
Acre; federais; fomento à produção de matérias-primas.
VII - representante da Universidade Federal do Acre III - a inspeção e fiscalização do transporte,
- UFAC, preferencialmente do Departamento de armazenamento e comercialização dos insumos CAPÍTULO VII
Ciências Agrárias; agropecuários; DA ORGANIZAÇÃO RURAL
VIII - representante do Banco do Estado do Acre; IV - a defesa sanitária animal e vegetal;
IX - representante da Federação dos Trabalhadores V - fomento à exploração de atividades de Art. 20. O poder público apoiará a organização
da Agricultura do Estado do Acre - FETACRE; importância destacada para o desenvolvimento dos produtores e trabalhadores rurais, em especial
X - representante das Centrais Sindicais econômico regional; e dos pequenos, em formas associativas que
Trabalhistas; VI - a execução de programas especiais de permitam a sua maior participação na formulação
XI - representante da Federação da Agricultura do conservação do solo e da água, calagem, irrigação de políticas para o setor.
Estado do Acre - FAEAC; e drenagem, renovação genética, crédito rural e Art. 21. As cooperativas e associações de
XII - representante dos Empresários Privados do outros que se apresentarem viáveis e prioritários, produtores agrícolas serão consideradas extensão
Setor Comercial e Industrial ligados ao setor a critério dos beneficiários, ouvido o CONSEPA. dos associados, cabendo-lhes os direitos a
agrícola; Art. 11. A produção, armazenamento, estímulos creditícios semelhantes e isenção de
XIII - representante do Conselho Nacional dos comercialização e uso de produtos biológicos tributação nas operações entre estas e seus
Seringueiros; e utilizados em imunologia e veterinária, corretivos, associados.
XIV - representante da Organização das fertilizantes, inoculantes, agrotóxicos, sementes
Cooperativas do Estado do Acre - OCEAC. e mudas serão disciplinados por legislação CAPÍTULO VIII
§ 1º Presidirá o Conselho Estadual de Política específica estadual. DOS RECURSOS NATURAIS
Agrícola o Secretário de Desenvolvimento Agrário. Art. 12. O Governo Estadual realizará amplo E MEIO AMBIENTE
§ 2º O Conselho Estadual de Política Agrícola - levantamento sobre a mão-de-obra rural no
CONSEPA - contará com uma Secretaria Executiva Estado, no sentido de implementar programas Art. 22. O poder público normatizará, orientará e
e sua estrutura funcional será integrada por sociais de atendimento às famílias dos fiscalizará o uso racional do solo e da água,
Câmaras Setoriais especializadas em produtos, trabalhadores rurais, com a participação dos disciplinará a utilização e conservação da fauna,
insumos, comercialização, armazenamento, sindicatos de trabalhadores rurais. flora e meio ambiente, atendendo ao disposto nos
Parágrafo único. O Estado promoverá programas arts. 23 e 24 da Constituição Federal e arts. 206
de formação de mão-de-obra, visando a e 207 da Constituição Estadual.

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Leis Complementares
Ordinárias / Leis Ordinárias
§ 1º A fiscalização e o uso racional dos recursos missão de propor a geração e adaptação de comercialização e utilização de insumos
naturais, a conservação do meio ambiente são tecnologias que favoreçam o aumento da agropecuários, em especial dos que ofereçam riscos
consideradas, também, de responsabilidade dos produtividade e da rentabilidade, principalmente das ao meio ambiente.
proprietários e usuários. que atendam às demandas dos pequenos Art. 39. O Estado destinará recursos orçamentários
§ 2º Cabe ao poder público envidar esforços e produtores. para aplicação nos assentamentos rurais, através
aplicar recursos para preservação e conservação Parágrafo único. A Instituição de Pesquisa Oficial de seus organismos, atendendo ao disposto nos
das áreas de proteção permanente e o apoio às Federal atuará de forma conjunta com outras arts. 156 e 158 da Constituição Estadual, mediante
comunidades extrativistas. organizações de pesquisa, visando expandir o programação anual.
Art. 23. O Estado utilizará recursos próprios e conhecimento científico articulada com os Art. 40. O Estado desenvolverá programas de apoio
buscará fontes de financiamentos alternativos para organismos de assistência técnica e de extensão financeiro ao setor rural, mediante financiamento
desenvolver programas de manejo do solo e água, rural objetivando a difusão e a transferência de às atividades de maior relevância na consecução
recuperação das áreas em degradação e obras de tecnologia aos produtores rurais. dos objetivos da melhoria da produtividade, da
proteção do meio ambiente, em conjunto com a Art. 32. O Governo do Estado manterá Serviço de montagem de infra-estrutura de produção,
iniciativa privada e comunidades envolvidas. Extensão Rural e Assistência Técnica Oficial, com a comercialização e industrialização, da conservação
Art. 24. O poder público determinará as áreas de missão de orientar e assistir aos produtores e e recuperação da capacidade produtiva dos solos e
preservação permanente e regulamentará o uso trabalhadores rurais, prioritariamente aos da conservação dos demais recursos naturais e
das reservas biológicas e áreas de uso restrito, pequenos, objetivando a melhoria da produtividade ambientais.
com a finalidade de proteger os recursos naturais e da rentabilidade da exploração agrícola, a § 1º A origem dos recursos será orçamentária, de
e as comunidades extrativistas locais. viabilidade econômica do empreendimento rural, a captação externa, bancária, fundos de
Art. 25. O Estado fomentará a exploração racional organização associativa do produtor e do desenvolvimento e outros.
de animais domésticos e silvestres, incluindo trabalhador rural e a racionalização do uso e § 2º Os programas de crédito que envolvam
peixes e outros animais de vida aquática, visando conservação dos recursos naturais e ambientais. recuperação dos valores aplicados adotarão
a oferta de alimentos para subsistência do produtor § 1º O Serviço de Extensão Rural desenvolverá seus preferencialmente a metodologia de equivalência-
e complementação da renda da propriedade. programas conjugando as políticas e planos de produto, em prazo adequado à atividade financiada,
Art. 26. O poder público atualizará e fiscalizará o desenvolvimento rural às condições físicas, e a taxas de juros iguais às do crédito rural adotado
cumprimento dos códigos de caça, pesca e florestal econômicas e sociais da área assistida, tanto no pelo Sistema Nacional de Crédito Rural.
e recursos hídricos em todo território acreano, planejamento quanto na execução das atividades. § 3º A aplicação dos recursos financeiros pelo
consignando meios e recursos para sua execução. § 2º O Serviço de Extensão Rural e Assistência produtor será orientada pela assistência técnica
Art. 27. As microbacias hidrográficas constituem- Técnica Oficial articular-se-á com a pesquisa, oficial e privada credenciada.
se em unidades básicas de planejamento do uso, visando a transferência de tecnologia e com as Art. 41. O crédito fundiário, concedido através de
da conservação e da recuperação dos recursos organizações privadas de assistência técnica, para programa específico será destinado à aquisição de
naturais. expansão da rede de atendimento aos produtores terra para formação, correção ou ampliação da
Art. 28. O Estado organizará programas de nos programas de desenvolvimento rural. propriedade rural, beneficiando trabalhadores
produção de mudas e orientará o florestamento e § 3º O Serviço de Extensão Rural e Assistência rurais, proprietários ou não, limitando-se a
o reflorestamento conservacionistas, ambiental e Técnica Oficial intensificará seu programa de complementar a propriedade em até dois módulos
econômico, integrado à iniciativa privada. atendimento nos assentamentos rurais, rurais que permitam a absorção da força de trabalho
considerando as condições peculiares do público do adquirente e de sua família, garantindo-lhes a
CAPÍTULO IX beneficiário das áreas a serem exploradas, de forma sobrevivência e o progresso sócio-econômico.
DA INFRA-ESTRUTURA SOCIAL RURAL a assegurar a viabilidade econômica e social aos Parágrafo único. Os beneficiários do crédito fundiário
novos produtores. serão obrigatoriamente assistidos por órgãos de
Art. 29. O Estado implementará programas de Art. 33. O Estado apoiará estudos, implantação ou assistência técnica a quem competirá a elaboração
obras de infra-estrutura na área rural, que expansão de atividades agrícolas de importância de projeto técnico que justifique e evidencie a
assegurem aos produtores e trabalhadores e suas destacada para o desenvolvimento econômico viabilidade econômica do empreendimento.
famílias o acesso aos benefícios sociais regional. Art. 42. Serão fontes de recursos financeiros para
semelhantes aos existentes nas sedes urbanas, Parágrafo único. O apoio referido no caput deste o desenvolvimento agrícola estadual:
principalmente: artigo, dar-se-á pela prestação de serviços, I - Fundo de Desenvolvimento Estadual - FDE, em
I - eletrificação rural; fornecimento de insumos e financiamento a níveis proporcionais à importância do setor;
II - captação e distribuição de água; programas prioritários definidos na Política Agrícola II - Fundo Agropecuário Estadual - FUNAGRO;
III - saneamento básico; Estadual. III - recursos de origem externa, decorrentes de
IV - escolas dotadas de curriculum compatível com Art. 34. O Estado prestará serviços de armazenagem empréstimos, acordos, convênios e outros;
as atividades rurais; de caráter supletivo, com atividade coletora, IV- recursos orçamentários, específicos destinados
V - comunicação; prioritariamente no atendimento aos pequenos ao financiamento de atividades produtivas;
VI - postos de saúde e acesso à rede hospitalar; produtores nas áreas carentes. V - recursos oficiais federais destinados ao setor
VII - creches e escolas primárias de tempo integral Parágrafo único . O Estado estimulará a agrícola;
para os filhos de trabalhadores e produtores rurais; armazenagem a nível de propriedade e comunitário VI - retornos dos financiamentos dos Fundos e
e pela orientação técnica e programas de crédito rural. outros, derivados da gerência financeira dos
VIII - delegacias de polícia distrital. Art. 35. O poder público apoiará a comercialização recursos;
Art. 30. O Estado criará um programa de Habitação e o abastecimento de produtos agrícolas VII - recursos bancários vinculados a programas
Ru r a l , d e s t i n a n d o r e c u r s o s p a ra s u a principalmente dos hortigranjeiros, atuando na de desenvolvimento e ao crédito rural;
implementação. orientação da oferta dos produtos e na instalação VIII - recursos provenientes de royaltes ou
§ 1º O Programa de Habitação Rural contemplará de unidades e equipamentos de organização de similares;
a construção ou reforma da moradia dos pequenos mercado. IX - outros recursos consignados ao setor agrícola.
produtores e a construção de núcleos habitacionais Art. 36. O poder público manterá um serviço de Parágrafo único. Serão destinados a programas
para atendimento aos trabalhadores rurais. vigilância sanitária e de defesa agropecuária, que, agrícolas, recursos do FDE nunca inferiores à
§ 2º O pagamento do financiamento deverá juntamente com os produtores rurais, buscará participação relativa à agricultura na formação do
preferencialmente ser realizado pela sistemática prevenir, controlar e erradicar doenças, pragas e PIB estadual, sendo sua aplicação determinado pela
de equivalência-produto, com prazos compatíveis infestações parasitárias que acometam os animais Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário,
com a atividade desenvolvida pelo beneficiário/ e vegetais, visando o aperfeiçoamento e a eficiência ouvido o CONSEPA.
mutuário. da atividade agrícola e proteção do consumidor.
Art. 37. O poder público manterá serviços de CAPÍTULO XI
CAPÍTULO X inspeção e fiscalização dos produtos, subprodutos DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS
DOS INSTRUMENTOS DE AÇÃO e derivados de origem vegetal e animal, bem como
dos estabelecimentos produtores. Art. 43. O Conselho aprovará o seu Regimento Interno
Art. 31. O Governo do Estado manterá estreita Art. 38. A Secretaria de Desenvolvimento Agrário em até sessenta dias após a promulgação desta Lei.
relação com a pesquisa agrícola federal com a inspecionará e fiscalizará a produção, Art. 44. O Poder Executivo Estadual baixará as

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Leis Complementares
Leis Ordinárias
normas regulamentadoras da presente Lei, no prazo realização de estudos sobre problemas específicos I - O secretário de Ciência, Tecnologia e Meio
de cento e oitenta dias. relacionados com o desenvolvimento científico e Ambiente, que o presidirá;
Art. 45. Esta Lei entrará em vigor na data de sua tecnológico do Estado, solicitando aos órgãos II – um representante da Secretaria de Estado de
publicação, revogadas as disposições em contrário. federais, estaduais e municipais, bem como às Planejamento e Desenvolvimento Econômico-
Rio Branco, 21 de janeiro de 1992, 104º da entidades privadas, as informações indisponíveis à Sustentável – SEPLANDS (Redação dada pela Lei
República, 90º do Tratado de Petrópolis e 31º do apreciação desses estudos; nº 1.643 de 28.4.2005);
Estado do Acre. VII - Determinar, mediante representação do IMAC, III – um representante da Secretaria de Agricultura
EDMUNDO PINTO DE ALMEIDA NETO quando se tratar especificamente de matérias e Pecuária – SEAP (Redação dada pela Lei nº 1.643
Governador do Estado do Acre relativas ao meio ambiente, a perda ou restrição de 28.4.2005); e
de benefícios concedidos pelo poder público IV – um representante da Secretaria de Turismo –
LEI Nº 1.022 DE 21 DE JANEIRO DE 1992 estadual, em caráter geral ou condicional, e a perda SETUR(Redação dada pela Lei nº 1.643 de
ou suspensão de participação em linhas de 28.4.2005);
Institui o Sistema Estadual de Meio Ambiente, financiamento em estabelecimentos oficiais de V - 1 (um) representante do Instituto de Meio
Ciência e Tecnologia e o Conselho Estadual de Meio crédito; Ambiente do Acre - IMAC;
Ambiente, Ciência e Tecnologia e dá outras VIII - Analisar e opinar sobre a concessão de VI - 1 (um) representante da Fundação de
providências. recursos públicos ou subvenções, para programas Tecnologia do Acre - FUNTAC;
O Governador do Estado do Acre: de pesquisa e formação de recursos humanos para VII - 1 (um) representante da Secretaria de Estado
Faço saber que o Poder Legislativo decreta e eu o Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, a entidades da Educação e Cultura;
sanciono a seguinte lei; públicas e privadas; VIII - 1 (um) representante do Ministério Público
IX - Avaliar e aprovar o plano plurianual para Estadual;
Título I Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, e os IX - 1 (um) representante dos municípios do Estado,
Das Disposições Preliminares respectivos planos operativos anuais, através de indicado em comum acordo entre os Prefeitos;
instâncias técnicas dos órgãos integrantes, sob a X - 1 (um) representante da Universidade Federal
Art. 1º Fica instituído o Sistema Estadual de Meio coordenação da Secretaria de Estado de Ciência, do Acre - UFAC;
Ambiente, Ciência e Tecnologia - SISMACT -, Tecnologia e Meio Ambiente; XI - 1 (um) representante do Instituto Brasileiro de
constituindo-se dos seguintes órgãos: X - Decidir, em grau de recurso, matérias que lhe Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis -
I - Órgão Superior sejam submetidas à apreciação; IBAMA;
II - Órgão Central XI - Elaborar, aprovar e alterar seu Regimento XII - 1 (um) representante da empresa Brasileira
III - Órgãos Executivos e Interno; de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA;
IV - Órgãos Setoriais XII – propor ao Chefe do Poder Executivo, mediante XIII - 1(um) representante da Fundação Nacional
Art. 2º O Sistema Estadual de Meio Ambiente, deliberação do Plenário, a inclusão, dispensa ou do Índio - FUNAI;
Ciência e Tecnologia - SISMACT - tem por objetivo exclusão de órgãos ou entidades para compor o XIV - 1 (um) representante da Federação das
racionalizar, no espaço estadual, as ações de CEMACT, observada a paridade entre Poder Público Indústrias do Estado do Acre;
Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, de forma mais e Sociedade civil. (Redação dada pela Lei nº 1.643 XV - 1 (um) representante da Federação da
participativa possível, adequada às realidades locais de 28.4.2005) Agricultura do Estado do Acre;
e propiciadoras de desenvolvimento econômico e Parágrafo único. A proposta de inclusão de novo XVI - 1 (um) representante da Federação do
social auto-sustentado. órgão ou entidade na composição do Conselho será Comércio do Estado do Acre;
efetivada mediante a aprovação da maioria absoluta XVII - 03 (três) representantes de entidades civis,
Título II e a de exclusão ou dispensa mediante a aprovação legalmente constituídas que, de uma forma ou de
Da Estrutura do Sistema de dois terços dos membros presentes à sessão outra, tenham envolvimento com a questão
Capítulo I respectiva.(Redação dada pela Lei nº 1.643 de ambiental e com o desenvolvimento científico e
Do Órgão Superior 28.4.2005) tecnológico do Estado, indicados de comum acordo
Art. 5º O CEMACT tem a seguinte estrutura básica: entre os seus dirigentes.
Art. 3º Fica instituído o Conselho Estadual de Meio I - Plenário Art. 10 Cada membro, referido nos incisos II a
Ambiente, Ciência e Tecnologia - CEMACT -, órgão II - Câmaras Técnicas e XVII, do art. 9º, será nomeado pelo Governo do
colegiado, deliberativo e normativo, que integrará III - Secretaria Administrativa. Estado do Acre e terá um suplente que o substituirá
o SISMACT, na condição de Órgão Superior. Artigo 6º O Plenário é o órgão superior de em caso de impedimento.
Art. 4º Ao Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia deliberação do CEMACT, constituindo-se na forma § 1º O mandato desses membros será de 02 (dois)
e Meio Ambiente - CEMACT, compete (Redação dada do Artigo 9º desta Lei. anos, permitida a recondução.
pela Lei nº 1.643 de 28.4.2005): Parágrafo Único - O Plenário reunir-se-á em sessão § 2º Nos seus impedimentos o Secretário de Estado
I - Formular, aprovar, supervisionar e avaliar políticas pública, com a presença de pelo menos a metade de Meio Ambiente e Recursos Naturais será
nas áreas de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, dos seus membros, deliberando por maioria simples. substituído na Presidência do CEMACT, pelo Diretor-
estabelecendo as diretrizes, normas e medidas Art. 7º O CEMACT contará com duas Câmaras Presidente da Fundação de Tecnologia do Acre –
necessárias ao desenvolvimento sustentável do Técnicas: FUNTAC.” (Redação dada pela Lei nº 1.643 de
Estado; I - Meio Ambiente e 28.4.2005).
II - Aprovar, mediante proposta do IMAC, critérios II - Ciência e Tecnologia. Art. 11 A atuação dos Conselheiros será considerada
para o licenciamento de atividades, real ou § 1º As Câmaras Técnicas, órgãos constituídos por de relevante interesse público, bem como daqueles
potencialmente causadoras de impacto ambiental, membros do Plenário, deverão examinar e relatar que, a convite do Presidente, prestarem
já instaladas, em operação ou que venham a ser assuntos de suas respectivas competências; assessoramento específico.
instaladas, assim como as penalidades § 2º As Câmaras Técnicas poderão ser divididas Art. 12 Os órgãos do CEMACT terão seu
administrativas; em comissões que atuarão por prazo determinado funcionamento disciplinado em Regimento Interno,
III - Fixar os limites máximos permitidos para cada ou não, conforme decisão do Plenário, quando dos a ser elaborado e aprovado pelo Plenário no prazo
parâmetro dos efluentes domésticos e de indústrias, atos de criação das mesmas. de 180 (cento e oitenta) dias a contar da publicação
já instaladas ou que venham a ser instaladas no § 3º As Câmara Técnicas, caso necessário, desta Lei.
Estado, bem como, a capacidade suportável pelo assessorar-se-ão de especialistas cedidos por Art. 13 As decisões do Plenário do CEMACT serão
receptor no seu nível mínimo de vazão; Instituições participantes ou não do Sistema. formalizadas através de Resolução e/ou Moções.
IV - Estabelecer normas gerais relativas à criação Art. 8º A Secretaria Administrativa auxiliará o
de unidades de conservação e preservação Plenário e as Câmaras Técnicas, desempenhando Capítulo II
ambiental, bem como, as atividades que venham a atividades de apoio técnico, jurídico e administrativo. Do Órgão Central
ser desenvolvidas em suas áreas circundantes; Parágrafo único - Caberá à Secretaria de Estado de
V - Estabelecer critérios para a declaração de áreas Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, sem prejuízo Art. 14. A Secretaria de Estado de Ciência,
críticas, degradadas ou em vias de degradação, bem das demais competências que olhe são legalmente Tecnologia e Meio Ambiente integrará o SISMACT
como, para o seu uso, proteção e recuperação, conferidas, prover os serviços de Secretaria na condição de Órgão Central, com a finalidade de
conforme o caso; Administrativa. planejar, coordenar e apoiar a Política Estadual e
VI - Determinar, quando julgar necessário, a Art. 9º Integram o Plenário do CEMACT:

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Leis
Leis Complementares
Complementares / Leis Ordinárias
Ordinárias
as diretrizes governamentais fixadas para o Meio transporte, a utilização, a prestação de serviços e I - requerimento à Câmara Técnica Estadual de
Ambiente, Ciência e Tecnologia. a disposição final de resíduos e embalagens de Agrotóxico do Estado do Acre;
agrotóxicos, seus componentes e afins, bem como II - prova de registro do produto nos órgãos federais
Capítulo III de sementes tratadas, serão objeto de fiscalização competentes;
Dos Órgãos Executores e controle. III - cópia dos relatórios técnicos aprovados pelos
Art. 5º É criada, no âmbito do Conselho Estadual órgãos federais competentes, inclusive dados sobre
Art. 15. O Instituto de Meio Ambiente do Acre - do Meio -Ambiente, Ciência e Tecnologia - CEMACT, toxidade para os elementos da flora e fauna, sobre
IMAC - e a Fundação de Tecnologia do Estado do a Câmara Técnica de Agrotóxicos do Acre, em métodos de neutralização do produto no meio
Acre - FUNTAC - integrarão o SISMACT, na condição articulação com o Conselho Estadual de Política ambiente e sobre acumulação na cadeia alimentar,
de Órgãos Executores das Políticas Estaduais de Agrícola - CONSEPA. biodegradabilidade, mobilidade, absorção e
Meio Ambiente e de Ciência e Tecnologia, § 1º A Câmara Técnica de que trata este artigo dessorção;
respectivamente. será composta por técnicos dos órgãos do setor IV - cópia do relatório da instituição oficial de pesquisa
agrícola, saúde e meio ambiente do Estado do Acre, que desenvolveu os ensaios de campo para as
Capítulo IV com assessoramento jurídico especializado em meio indicações de uso e dose recomendadas, por cultura,
Dos Órgãos Setoriais ambiente e tutela de interesses difusos do Instituto do produto registrado no órgão federal competente,
do Meio Ambiente do Estado do Acre - IMAC, do bem como cópia do boletim de análise de resíduo do
Art.16. São Órgãos Setoriais do SISMACT todos os Conselho Estadual de Política Agrícola - CONSEPA e produto para as culturas indicadas, emitido por
órgãos e entidades governamentais de âmbito da Procuradoria Geral do Estado, no âmbito de suas laboratório oficial do Brasil;
estadual e municipal cujas atividades estejam, ainda respectivas competências. V - método de análise de resíduo, por cultura,
que parcialmente, afetas a preservação, § 2º Sempre que se considerar necessário, a aprovado por laboratório oficial do Brasil; e
conservação, defesa e melhoria do meio ambiente, Câmara Técnica Estadual de Agrotóxicos poderá VI - dados referentes à toxicologia humana.
bem como, aqueles responsáveis pela pesquisa e solicitar parecer técnico ou ecotoxicológico de Art. 10. Os estabelecimentos que produzam,
desenvolvimento científico e tecnológico do Estado. profissional de notório saber. comercializem, transportem, armazenem, apliquem
Art. 6º É criado o cadastro de agrotóxicos, seus e/ou utilizem agrotóxicos seus componentes e afins
Título III componentes e afins do Estado do Acre. deverão cumprir as normas de segurança e de higiene
Das Disposições Finais § 1º Para os efeitos do disposto no art. 10 da Lei do trabalho respectivo, bem como as regulamentares
7.802, de 11 de junho de 1989, somente poderão e técnicas pertinentes, inclusive as fixadas pela
Art. 17. Ficam revogadas todas as disposições em ser produzidos, distribuídos, transportados, Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
contrário. armazenados, comercializados, utilizados e aplicados Art. 11. O empregador que em sua atividade aplique
Art. 18. Esta Lei entrará em vigor na ata de sua no Estado, os agrotóxicos, seus componentes e afins ou utilize agrotóxicos, seus componentes e afins é
publicação. previamente registrados nos órgãos federais obrigado a fornecer gratuitamente treinamentos e
Rio Branco - AC - 21 de janeiro de 1992, 104º da competentes e constantes do cadastro previsto nesta equipamentos de proteção adequados aos riscos de
República, 90º do Tratado de Petrópolis e 31º do Lei. acidente de trabalho e/ou doenças profissionais
Estado do Acre. § 2º O Cadastro de Agrotóxicos do Estado do Acre, decorrentes da manipulação, preparo e aplicação de
EDMUNDO PINTO DE ALMEIDA NETO será elaborado pela Câmara Técnica Estadual de agrotóxicos, seus componentes e afins bem como
Governador do Estado do Acre Agrotóxicos, que organizará e compilará os dados para manipulação de sementes tratadas.
fornecidos pelas empresas postulantes do cadastro. Parágrafo único. Os empregadores e/ou os
LEI Nº 1.116 DE 13 DE JANEIRO DE 1994 Art. 7º Realizar-se-á uma vez em cada semestre, contratantes de trabalhadores rurais serão co-
reunião preliminar à apreciação do Cadastro de responsáveis pela ocorrência de intoxicação humana
“Dispõe sobre produção, armazenamento, Agrotóxicos do Estado do Acre, pelo Conselho e animal, prejuízo em lavoura e contaminação
comercialização, transporte, consumo, uso, Estadual de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia - inaceitável de coleção de água, do meio ambiente,
controle, inspeção, fiscalização e destino final de CEMACT e Conselho Nacional de Política Agrícola - ou conseqüente contaminação de produtos destinados
agrotóxicos, seus componentes e afins no Estado CONSEPA. à consumo, provocados por manipuladores ou
do Acre, e dá outras providências.” Art. 8º Possuem legitimidade para requerer o aplicadores de agrotóxicos, seus componentes e afins,
O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE cancelamento de cadastro ou impugnação de fertilizante ou corretivos, sob sua responsabilidade.
FAÇO SABER que o Poder Legislativo decreta e eu requerimento de inclusão, argüindo prejuízos à saúde Art. 12. O transporte de agrotóxicos, seus
sanciono a seguinte Lei: humana, ao meio ambiente, à fauna ou à flora, todo componentes e afins dentro do território do Estado
Art. 1º A produção, o transporte, o armazenamento, e qualquer cidadão, as entidades de classes do Acre, deverá obedecer às regras e procedimentos
a comercialização, o consumo interno, o uso e representativas ligadas ao setor, os partidos políticos, estabelecidos para transporte de produtos
respectivo controle, inspeção e fiscalização de com representação no Congresso Nacional ou perigosos, constantes nas normas legais específicas
agrotóxicos, seus componentes e afins, serão Assembléia Legislativa, bem como as entidades federais e locais.
regidos pelo Poder Público Estadual, observadas as legalmente constituídas há pelo menos um ano para Art. 13. Os equipamentos específicos para irrigação
normas e prescrições desta Lei, de acordo com a defesa de interesses difusos ou coletivos relacionados não poderão ser utilizados para aplicação de
legislação local e federal de Saúde e Meio Ambiente. à matéria, desde que o pedido esteja devidamente agrotóxico, seus componentes e afins.
Art. 2º Adotam-se, para os efeitos desta Lei, as fundamentado. Art. 14. É vedada a utilização de água retirada
definições e conceitos estabelecidos na legislação § 1º O cancelamento do cadastro ou impugnação do diretamente de mananciais, para abastecimento de
federal própria. requerimento de inclusão será formalizado através equipamentos utilizados na aplicação de
Art. 3º As pessoas físicas e/ou jurídicas que sejam de petição dirigida à Câmara Técnica Estadual de agrotóxicos, seus componentes e afins, bem como
prestadoras de serviços na aplicação de agrotóxicos, Agrotóxico do Estado do Acre, em qualquer tempo, o desejo de seus excedentes, ou lavagem dos
seus componentes e afins, ou que os produzam, devidamente instruída quanto aos efeitos tóxicos do materiais de aplicação e/ou embalagens nos cursos
importem, comercializem, utilizem, armazenem ou produto em seres vivos, ou de contaminação hídricos.
transportem, no território do Estado, são obrigadas ambiental ou, ainda, outros argumentos técnicos § 1º O estabelecimento prestador de serviços,
a promover os seus registros, bem como a requerer fundamentados. aplicador e utilizador de agrotóxicos, seus
autorização de funcionamento nos órgãos § 2º Apresentada a petição, dela será notificada a componentes e afins deverá dispor de tomada de
competentes de saúde, meio ambiente e agricultura. empresa responsável pelo produto, que poderá água para o estabelecimento e lavagem do
§ 1º É proibida a instalação de estabelecimentos contra-argumentar, no prazo de quinze dias, quando equipamento utilizado na operação, bem como
que produzam, comercializem, armazenem e/ou o respectivo expediente será submetido à decisão depósito adequado para o despejo de resíduos
manipulem agrotóxicos, seus componentes e afins, da Câmara Técnica Estadual de Agrotóxicos, cabendo tóxicos.
em setores residenciais. recurso final ao Conselho de Meio Ambiente, Ciência § 2º Quando o depósito previsto no § 1º deste artigo
§ 2º As autorizações e/ou registros previstos no e Tecnologia - CEMACT. estiver saturado, deverão ser tomadas as medidas
caput deste artigo, respeitado o disposto no § 1º, Art. 9º As empresas produtoras de agrotóxicos, seus necessárias à sua substituição e disposição final dos
dependem de prévio aval do órgão de componentes e afins para efeito de cadastramento rejeitos acumulados, sob a supervisão do Instituto
desenvolvimento urbano do município quanto à de seus produtos, apresentarão os seguintes de Meio Ambiente do Acre - IMAC.
localização. documentos: Art. 15. É vedada a mistura de duas ou mais
Art. 4º O armazenamento, a comercialização, o formulações em todos os casos de aplicação de

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Leis Ordinárias
Leis Complementares
agrotóxicos, seus componentes e afins, exceto nos qualquer forma, entrem em contato no ambiente estabelecer normas de controle e fiscalização de
casos de compatibilidade devidamente comprovada de trabalho, com agrotóxicos, seus componentes e propaganda desses produtos; e
e definidos em Lei. afins; VIII - repassar aos órgãos de agricultura e saúde
Art. 16. As áreas de experimentação ou pesquisa VI - realizar estudos epidemiológicos, inclusive os dados pertinentes à sua área.
com agrotóxicos, seus componentes e afins deverão relativos à morbi-mortalidade, malformações Art. 24. Os órgãos fiscalizadores, conforme
ser cadastradas e autorizadas mediante aprovação congênitas, de origem ocupacional ou não, para a especificado nesta Lei e nas demais normas
do projeto técnico respectivo apresentado à Câmara identificação de problemas de saúde relacionadas regulamentares e técnicas pertinentes, respeitadas
Técnica Estadual de Agrotóxicos. com agrotóxicos, seus componentes e afins; e as respectivas esferas de atuação, deverão articular-
Art. 17. A destinação final de embalagens e resíduos VII - manter serviço especializado em atendimento se para evitar a superposição de ações e a frustração
de agrotóxicos, seus componentes e afins será feita de intoxicações por agrotóxicos, seus componentes das medidas fiscalizatórias.
em local e condições previamente aprovadas pela e afins, bem como respectivo centro de informações Art. 25. É vedada a comercialização e a utilização
autoridade ambiental, obedecidas as disposições toxicológicas. de agrotóxicos organomercuriais e organoclorados
constantes desta Lei, especificações constante de Art. 22. Ao órgão competente de agricultura do em todo o território do Estado do Acre, exceto
seu regulamento e demais normas legais vigentes. Estado do Acre, sem prejuízo de outras atribuições organoclorados, quando sua utilização em
§ 1º A destinação final dos agrotóxicos, seus legais, regulamentares e técnicas, compete: campanhas de saúde pública for absoluta e
componentes e afins proibidos, vencidos, em I - registrar os prestadores de serviços de aplicação comprovadamente imprescindível para evitar surtos
desuso, ou aqueles apreendidos ou interditados por de agrotóxicos, seus componentes e afins com epidêmicos iminentes, após aprovação do programa
ação fiscalizadora, será feita sob a responsabilidade finalidade agrossilvopastoril; emergencial de uso pelo órgão de meio ambiental
das indústrias produtoras, formuladoras, II - desenvolver ações de fiscalização e controle do do Estado.
manipuladoras, ou, quando for o caso, do uso agrossilvopastoril dos agrotóxicos, seus Art. 26. Quando organizações responsáveis pela
estabelecimento comercial, ou prestador de serviço, componentes e afins; saúde, alimentação ou meio ambiente, nacionais
obedecendo aos critérios de proteção ambiental III - fiscalizar a utilização agronômica e a destinação ou internacionais, das quais o Brasil seja membro
fixados pela autoridade sanitário-ambiental de embalagens e resíduos de agrotóxicos, seus integrante, ou signatário de acordos e convênios,
competente. componentes e afins, bem como armazenamento alertarem para riscos ou desaconselharem o uso
§ 2º O empregador rural e/ou seus prepostos serão na propriedade rural; de determinado agrotóxico, ou componente, ou
responsáveis pelo armazenamento e destinação IV - orientar o usuário quanto aos procedimentos afim, caberá à autoridade competente adotar as
final de resíduos de agrotóxicos, seus componentes adequados de aquisição, transporte, medidas necessárias de proteção à saúde e ao meio
e afins, bem como pelas conseqüências decorrentes armazenamento e uso de agrotóxicos, seus ambiente, sob pena de co-responsabilidade.
de estocagem inadequada. componentes e afins; Art. 27. Todo indivíduo, relacionado ou não às
Art. 18. Aquele que transportar, armazenar, V - orientar o usuário quanto à substituição gradativa, atividades de que trata esta Lei, bem como
comercializar ou prestar serviços na aplicação de seletiva e priorizada de agrotóxicos, seus quaisquer profissionais de saúde que tenham
agrotóxicos, seus componentes e afins é obrigado componentes e afins por outros insumos baseados conhecimento, em sua atividade clínica, de caso de
a manter responsável técnico legalmente habilitado em tecnologia e modelos de gestão e manejo mais intoxicação por agrotóxico, seus componentes e
e rigoroso controle de estoque. compatíveis com a saúde ambiental em articulação afins, deverão, obrigatoriamente, notificar o caso
Art. 19. As ações de inspeção e fiscalização de com os órgãos de meio ambiente e saúde; ao setor competente da Secretaria de Estado de
agrotóxicos, seus componentes e afins terão caráter VI - incentivar a pesquisa referente a manejo Saúde.
permanente e constituirão atividades de rotina dos sustentado do solo agrícola e controle biológico de § 1º A notificação de que trata este artigo será
órgãos responsáveis pela agricultura, saúde e meio pragas; feita em formulário próprio, conforme fixado em
ambiente do Estado. VII - sistematizar os dados decorrentes das norma técnica.
Parágrafo único. Quando solicitadas pelos órgãos atividades de fiscalização e orientação relativas ao § 2º O setor competente da Secretaria de Saúde
competentes, as pessoas físicas ou jurídicas deverão uso de agrotóxicos, seus componentes e afins, mencionado no caput deste artigo repassará,
prestar as informações ou proceder à entrega de mantendo-os disponíveis e atualizados; e imediatamente, as informações às notificações aos
documentos, nos prazos estabelecidos, a fim de não VIII - realizar amostragem de alimentos em nível órgãos de fiscalização, para o desenvolvimento das
obstaculizar as ações de inspeção e fiscalização ou de produção, distribuição e comércio para a ações fiscais pertinentes.
outras medidas que se fizerem necessárias para determinação analítica de resíduos de agrotóxicos, Art. 28. O Estado do Acre, observada a legislação
evitar dano efetivo ou potencial à saúde e/ou ao seus componentes e afins, através do seu vigente nos limites constitucionais e no interesse
ambiente. laboratório oficial. da saúde e do meio ambiente, devidamente
Art. 20. A inspeção e fiscalização serão executadas Art. 23. Ao Instituto do Meio Ambiente do Acre - fundamentado, poderá proibir a produção,
por agentes públicos, devidamente credenciados, IMAC, sem prejuízo de outras atribuições legais, transporte, o armazenamento, o comércio, o
que exercerão, no Estado do Acre, o poder de polícia regulamentares e técnicas, compete desenvolver consumo e o uso de agrotóxicos, seus componentes
previsto nas normas locais e federais pertinentes. ações de vigilância ambiental, tais como: e afins, em áreas ou atividades consideradas de
Art. 21. Ao órgão competente de saúde do Estado I - fiscalizar a contaminação ambiental por relevante interesse sanitário-ambiental.
do Acre, sem prejuízo de outras atribuições legais agrotóxicos, seus componentes e afins; Art. 29. O Poder Público desenvolverá, através de
regulamentares e técnicas, compete desenvolver II - analisar e fiscalizar o uso dos recursos seus órgãos competentes, ações educativas de
ações de vigilância sanitária, epidemiológica e ambientais referentes a agrotóxicos, seus divulgação e esclarecimento com objetivo de reduzir
assistenciais, tais como: componentes e afins, respeitadas as vedações os efeitos prejudiciais, em qualquer nível, e prevenir
I - fiscalizar e controlar, no Estado, a comercialização legais; acidentes advindos de quaisquer atividades
e propaganda dos agrotóxicos, seus componentes III - fiscalizar a destinação final de resíduos e relacionadas a agrotóxicos, seus componentes e
e afins; embalagens de agrotóxicos, seus componentes e afins, bem como a capacitação gradativa, seletiva
II - fiscalizar e controlar, no Estado, o uso domiciliar afins; e priorizada para substituição desses produtos por
e sanitário dos agrotóxicos seus componentes e IV - fiscalizar a destinação final de agrotóxicos, seus outros métodos e mecanismos compatíveis com a
afins; componentes e afins apreendidos ou interditados saúde ambiental e desenvolvimento sustentado.
III - fiscalizar o funcionamento de empresas de pela ação fiscalizadora do Estado do Acre; Art. 30. Ao órgão de Fazenda do Estado do Acre
produção, comercialização de agrotóxicos, seus V - levantar informações e monitorar a ação dos compete fornecer aos órgãos de Agricultura, Saúde
componentes e afins, bem como daquelas de agrotóxicos, seus componentes e afins no meio e Meio Ambiente, os dados de entrada e saída de
prestação de serviços na aplicação dos referidos ambiente; quantidades de agrotóxicos, seus componentes e
produtos, com finalidade de higienização, VI - definir, a fim de prevenir dano potencial, as afins, por produto do território estadual, sem
desinfecção ou desinfestação de ambientes vias locais permitidas e vedadas para transporte prejuízo de suas atribuições.
domiciliares ou coletivos; de agrotóxicos, seus componentes e afins; Art. 31. A apuração das infrações às disposições
IV - realizar amostragem para análise toxicológica VII - incentivar, em conjunto com os demais órgãos desta Lei obedecerá ao procedimento previsto na
em indivíduos que, de qualquer forma, desenvolvam envolvidos, a pesquisa e desenvolvimento de legislação ambiental e sanitária vigente, nas esferas
atividades relacionadas à agrotóxicos, seus produtos e processos que visem à substituição de federal, estadual e municipal.
componentes e afins; agrotóxicos, seus componentes e afins, efetiva ou Art. 32. As pessoas físicas e/ou jurídicas, que
V - fiscalizar e controlar as condições de segurança, potencialmente perigosos à saúde ambiental por exercem atividades relacionadas a agrotóxicos, seus
higiene de trabalho e saúde das pessoas que, de mecanismos de controle sadios, bem como

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Leis Ordinárias
Complementares
Leis Complementares / Leis Ordinárias
componentes e afins, inclusive renovando seus garantam a sua renovabilidade e/ou à sua Art. 5º Os princípios, objetivos e mecanismos
registros e autorizações. perenização; referidos nesta Lei deverão ser aplicados, dentre
Art. 33. A instalação de indústrias químicas de Art. 3º São objetivos fundamentais da política outras, às seguintes áreas;
agrotóxicos, seus componentes e afins no Estado ambiental do Estado do Acre: I - saúde pública e saneamento ambiental;
do Acre, está condicionada à prévia análise do órgão I - promover a utilização adequada e racional dos II - desenvolvimento urbano;
competente, à apresentação do Relatório de recursos naturais, de forma a assegurar a sua III - extrativismo e mineração;
Impacto Ambiental, submetido à audiência pública renovabilidade e seu manejo sustentado para as IV - energia e transporte rodoviário e de massa;
e sua aprovação pelos órgãos competentes. presentes e futuras gerações; V - desenvolvimento industrial e comercial;
Art. 34. O uso ou aplicação de agrotóxicos, seus II - compatibilizar o desenvolvimento econômico VI - agricultura, pecuária e silvicultura;
componentes e afins, por via aérea, somente poderá com a necessidade de conservação e preservação VII - recursos hídricos;
ser feito com parecer técnico da Câmara Técnica dos ecossistemas, como condição para garantia da VIII - outras atividades que utilizem recursos
Estadual de Agrotóxicos. saúde e sobrevivência da população; naturais ou que sejam efetivas ou potencialmente
Art. 35. O Poder Executivo regulamentará esta Lei III - estimular a adoção de hábitos, costumes e poluidoras.
no prazo de cento e oitenta dias a contar da data práticas sócio-econômicas que minimizem os Art. 6º Ao Estado do Acre, no exercício e nos limites
de sua publicação. impactos do meio ambiente; de suas competências constitucionais e legais
Art. 36. Esta Lei entra em vigor na data de sua IV - garantir a utilização adequada do solo e dos relacionadas ao meio ambiente, incumbe mobilizar
publicação, revogadas as disposições em contrário. recursos hídricos destinados a fins urbanos e rurais, a coordenar suas ações, recurso humanos,
Rio Branco, 13 de janeiro de 1994, 106º da monitorando a ocupação e uso dos espaços financeiros, materiais, técnicos e científicos, bem
República, 92º do Tratado de Petrópolis e 33º do territoriais de acordo com suas limitações e como a participação dos segmentos organizados
Estado do Acre. condicionantes ecológicas e ambientais, representativos da sociedade, para a consecução
ROMILDO MAGALHÃES estabelecidos na legislação vigente ou com base dos objetivos desta Lei.
Governador do Estado do Acre em estudos técnico-científicos reconhecidos; Art. 7º A política ambiental do Estado do Acre,
V - garantir crescentes níveis de saúde pública e visando ao desenvolvimento sustentado e proteção
LEI Nº 1.117 DE 26 DE JANEIRO DE 1994 ambiental, inclusive através do provimento de infra- ambiental, será consubstanciada na forma de um
estrutura sanitária; Plano Estado de Meio Ambiente, integrando
Dispõe sobre a política ambiental do Estado do Acre VI - estimular a substituição gradativa, seletiva e programas e respectivos projetos e atividades.
e dá outras providências. priorizada de processos, insumos agrícolas, § 1º O Plano Estadual de Meio Ambiente
Governador do Estado do Acre: extrativistas ou industriais potencialmente mencionado neste artigo será o instrumento básico
Faço saber, que o poder legislativo decreta e eu perigosos, por outros compatíveis com a saúde de sistematização da política estadual de meio
sanciono a seguinte lei: ambiental; ambiente.
VII - incentivar o desenvolvimento, a produção de § 2º Os programas de que trata a caput deste artigo,
Título I implantação de equipamentos e a criação, absorção de caráter permanente, temporário ou emergencial,
Dos Fundamentos da Política Ambiental e difusão de tecnologias compatíveis com a melhoria refletirão as prerrogativas da política ambiental do
do Estado de qualidade ambiental; Estado e serão operacionalizados através de
Capítulo I VIII - garantir a participação dos segmentos projetos específicos, com metas ou meio pré-
Das Disposições Preliminares organizados da sociedade no planejamento definidos.
execução e vigilância de atividade que visem a § 3º Os projetos só poderão ser efetivamente
Art.1º Esta lei, com fundamento nos artigos 206 e proteção, recuperação ou melhoria da qualidade integrados a um dado programa, quando definidas
207 da Constituição do Estado do Acre, dispõe sobre ambiental; as responsabilidades pelas despesas de capital e
a Política Estadual de Meio Ambiente, sua IX - proteger a fauna e a flora nativas bem como custeio, objetivos e metas, coordenação técnica,
implementação e acompanhamento, fixando seus habitats naturais; operacional, sistemática de acompanhamento,
objetivos, diretrizes e normas básicas para a X - preservar o patrimônio natural, hídrico, avaliação, controle e documentação.
proteção, conservação e preservação do meio paisagístico, arquitetônico, urbanístico, histórico, § 4º Estende-se como desenvolvimento sustentado
ambiente e recursos ambientais, como premissa de cultural, arqueológico e artístico. o conjunto das ações direcionadas ao manejo dos
melhoria da qualidade de vida da população. Art. 4º São mecanismos básicos da política estadual recursos naturais de forma sustentável, com o
Art.2º Serão observados os seguintes princípios de meio ambiente: objetivo de garantir os padrões de qualidade de
fundamentais para implementação e I - avaliação dos níveis de saúde, conservação e vida das populações, sem comprometer a
acompanhamento crítico da Política Ambiental do preservação ambiental, promovendo pesquisas, possibilidade de acesso a estes recursos, pelas
Estado do Acre; inventários, levantamentos; gerações futuras.
I - a vida do ser humano como base das questões II - estabelecimento de critérios e padrões de Art. 8º Na elaboração e implementação do Plano
ambientais; qualidade ambiental e de normas técnicas relativas Estadual de Meio Ambiente deverão ser observadas
II - a busca da garantia da qualidade de vida da ao uso de manejo de recursos ambientais, com base as seguintes etapas:
população de hoje sem comprometer o padrão de em estudos técnico-científicos reconhecidos e I - realização, com base no zoneamento, do
vida das gerações futuras; aceitos pelos segmentos organizados e diagnóstico ambiental do Estado;
III - minimizar os impactos ambientais diretos e representativos da sociedade; II - elaboração do Plano Estadual de Meio Ambiente,
indiretos das atividades ambientais produtivas; III - educação ambiental formal e não formal; expressando as intenções de políticas, justificativas
IV - a conservação e/ou preservação dos sistemas IV - zoneamento e planejamento ambiental; e programas previstos, tendo em vista a
de sustentação da vida e biodiversidade, em áreas V - controle, fiscalização e vigilância ambiental; conservação ambiental, o desenvolvimento
consideradas críticas para sua existência, tendo por VI - licenciamento e monitoramento ambiental; sustentado e os princípios estabelecidos nesta Lei.
base estudos técnico-científicos; VII - avaliação de impacto ambiental; § 1º É prioritária a destinação de verbas aos
V - a pesquisa científica e tecnológica direcionada VIII - sistema de informações ambientais; programas considerados emergenciais de acordo
ao manejo sustentado dos recursos naturais; IX - criação de unidade de conservação; com as conclusões do diagnóstico ambiental do
VI - a multidisciplinaridade na abordagem das X - geração, adaptação e difusão tecnológicas, bem Estado.
questões ambientais; como instalação de equipamentos direcionados à § 2º A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio
VII - a unidade e continuidade da política e gestão melhoria da qualidade ambiental; Ambiente - SECTMA - e Secretaria de Planejamento
ambiental no tempo e no espaço, sem prejuízo da XI - planos, programas e projetos de uso dos e Coordenação - SEPLAN - poderão firmar acordos,
descentralização de ações; recursos ambientais nos níveis Estaduais e contratos e convênios, através do IMAC, nos termos
VIII - a participação dos segmentos organizados Municipais; e limites da legislação vigente, para a
representativos da sociedade; XII - criação de conselho e comissões que operacionalização do Plano Estadual do Meio Ambiente.
IX - a informação e divulgação permanente de dados assegurem a participação dos diversos segmentos Art. 9º O Plano Estadual de Meio Ambiente será
e questões ambientais. organizados e representativos da sociedade na elaborado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio
Parágrafo único. Para fins desta lei entende-se como tutela do meio ambiente; Ambiente - SECTMA - e Secretaria de Planejamento -
manejo sustentado: o conjunto das ações XIII - outras medidas consideradas essenciais à SEPLAN - garantida a participação dos segmentos
destinadas ao uso dos recursos naturais, com base conquista e manutenção de melhores níveis de organizados da sociedade e submetido à apreciação
em processo técnico-científicos comprovados, que saúde ambiental. do Conselho Estadual de Meio Ambiente, Ciência e

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Leis Ordinárias
Leis Complementares
Tecnologia - CEMACT -, no início de cada exercício Art. 14. O Estado do Acre estimulará e desenvolverá, do raciocínio crítico e correspondente procura de
administrativo. direta ou indiretamente, pesquisas científicas soluções;
§ 1º O Plano Estadual de Meio Ambiente será fundamentais e aplicadas com o objetivo de IV - utilizar os diferentes meios técnicos existentes
apreciados pelo CEMACT em reunião pública, precedida identificar e estudar os problemas ambientais e para identificar, avaliar e transmitir conhecimentos
de divulgação da respectiva pauta. procurar pesquisar o desenvolvimento de produtos, sobre o meio ambiente, enfatizando a prática e
§ 2º Cópia do Plano Estadual de Meio Ambiente será processos, modelos e sistemas de significativo experiências pessoais, especialmente das
colocada à disposição dos interessados pelo menos interesse ecológico, econômico e social. populações autóctones;
30 (trinta) dias antes da reunião do CEMACT que o Parágrafo único. Para viabilizar as ações V - despertar a necessidade de que cada indivíduo
apreciará. mencionadas no caput deste artigo serão criados e adote e assuma, em relação ao meio ambiente,
§ 3º O Plano Estadual de Meio Ambiente, após sua implantados pelo Poder Público instrumentos conduta ética conservacionista, racional,
aprovação pelo CEMACT, através de resolução, será institucionais, econômico-financeiros, creditícios, responsável e solidária, priorizando a busca do
encaminhado ao Governo do Estado do Acre para fiscais, de apoio técnico-científico e material, dentre desenvolvimento sustentado;
homologação, publicação e divulgação. outros, como forma de estímulo a terceiros, pessoas VI - conscientizar, permanentemente, os vários
§ 4º Para a elaboração do Plano Estadual de Meio físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, segmentos da comunidade, através dos meios de
Ambiente, serão realizados fóruns Municipais com sem fins lucrativos. educação formal e não-formal;
representantes dos diferentes segmentos organizados Art. 15. Constituirão prioridades a pesquisa, o VII - abordar, interdisciplinarmente a educação
da sociedade, a fim de que contemple a problemática desenvolvimento e a difusão sistemática de ambiental no ensino formal, através dos conteúdos
local. produtos, processos, modelos, técnicas e sistemas programáticos de todas as atividades, área de
Art. 10. Para cumprir o disposto nesta Lei, a Secretaria de produção que contribuam para melhorar o padrão estudo e disciplinas, em todos os níveis de ensino,
de Estado de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, de vida das populações e ao mesmo tempo, desde a pré-escola;
através do Instituto de Meio Ambiente do Acre - IMAC apresentem menor impacto sobre a qualidade de VIII - considerar o homem como foco central da
-, sem prejuízo de suas demais atribuições previstas vida e dos ecossistemas, nos seguintes campos: questão ambiental.
nas normas legais vigentes, deverá: I - manejo de ecossistemas naturais; Art. 18. Para implementar o processo de educação
I - exercer a vigilância ambiental, utilizando-se do II - monitoramento ambiental; ambiental caracterizado no artigo anterior, as
poder de polícia nos estritos limites de sua III - saneamento básico; seguintes diretrizes básicas são fixadas para o
competência. IV - saúde, especialmente dos estratos sociais mais Estado do Acre:
II - assessorar os municípios em matéria ambiental, carentes; I- incentivar a introdução de temas e atividades de
controle de poluição, expansão urbana e criação de V - recuperação da saúde, especialmente dos educação ambiental nos programas dos cursos da
unidade de conservação. estratos sociais mais carentes; rede oficial e particular de ensino em todos os graus;
Parágrafo único. O ordenamento territorial e os planos VI - atividades agrossilvopastoris; II - incentivar o envolvimento da comunidade na
diretores municipais são instrumentos de polícia VII - extrativismo e mineração; conservação ambiental, através de programas de
ambiental, devendo fundamentar-se no diagnóstico VIII - atividades industriais e agroindustriais; educação informal e debate das questões
IX - produção e economia de energia elétrica e de ambientais;
ambiental do Estado e respectivo zoneamento.
combustível em geral;
III - promover e estimular o estudo e debate
X - desassoreamento de corpos d'água, prevenção
Capítulo II jurídico-ambiental, possibilitando à comunidade
e controle da erosão e recuperação de sítios
Do Zoneamento Ambiental familiarizar-se com as garantias legais de que
erodidos;
XI - recuperação de áreas degradadas; dispõe;
Art. 11. O Estado procederá ao zoneamento XII - biotecnologia; IV - promover a difusão de princípios de educação
ambiental do território, estabelecendo, para cada XIII - tratamento e reciclagem de efluentes e ambiental, através dos meios de comunicação de
região, ou bacia hidrográfica: resíduos de qualquer natureza; massa, especialmente o rádio e a televisão;
I - o diagnóstico ambiental, considerando os XIV - projeto, implantação, transferência, fixação V - incentivar o uso das unidades de conservação,
aspectos geo-biofísicos, a organização espacial do ou melhoria de assentamentos populacionais e de bem como de instituições de ensino e pesquisa de
território, incluindo o uso e ocupação do solo, as interesse social; propriedade do Estado para a educação ambiental;
características do desenvolvimento sócio-econômico XV - defesa civil e do consumidor. VI - organizar atividades que permitam o acesso
e o grau de degradação dos recursos naturais; da população a áreas onde existam monumentos
II - a capacidade de suporte dos ecossistemas, Capítulo IV naturais e arqueológicos, visando a implementação
indicando os limites de absorção de impactos Da Educação Ambiental e Participação de atividades de educação ambiental;
provocados pela instalação de atividades produtivas Comunitária VII - incentivar a instalação de áreas, espaços e
e de obras infra-estruturais, bem como a capacidade laboratórios comunitários destinados a programas
de saturação resultante de todos os demais fatores Art. 16. Entende-se por educação ambiental, de educação sanitária e ambiental, bem como de
naturais e antrópicos; enquanto mecanismo a ser utilizado na centros de estudos ambientais voltados às várias
III - os planos de controle, fiscalização, recuperação instrumentalização da política estadual de meio áreas do conhecimento.
e manejo dos recursos naturais; e ambiente, o conjunto de iniciativa de entidades § 1º Para implementar o processo de educação
IV - as demandas por produtos, bens e serviços governamentais e não-governamentais repre- ambiental previsto neste artigo, a SECTMA, através
necessários e suficientes para garantir a qualidade sentativas da sociedade que eleve o grau de do IMAC e FUNTAC, articular-se-á com as demais
informação, capacidade de organização, mobilização Secretarias, órgãos do Governo Federal, Estadual,
de vida das populações.
e exercícios de todas as prerrogativas de cidadania
Art. 12. O CEMACT apreciará e aprovará o Relatório Municipal e os diferentes segmentos organizados
da comunidade, para conquista crescente de
Final do Zoneamento Ambiental, dando-lhe ampla da sociedade civil.
melhores níveis de qualidade de vida.
publicidade. § 2º Para os projetos integrantes do programa
Art. 17. O processo de educação ambiental no
Art. 13. Aprovado o Relatório Final, pelo órgão Estado obedecerá, em princípio, aos seguintes permanente de educação ambiental exigir-se-á
Colegiado, será o plano de zoneamento ambiental conceitos, adotados pela Organização das Nações fundamentação técnica, didático-pedagógica, de
do Estado, por iniciativa do Poder Executivo, Unidas para a Educação, Ciência e Cultura - UNESCO comunicação em geral e valorização especial das
convertido em Projeto de Lei, e encaminhado ao - e Programa das Nações Unidas para o Meio características culturais locais.
Poder Legislativo para apreciação. Ambiente - PNUMA -, dentre outros: Art. 19. O poder público apoiará a criação e
Parágrafo único. O projeto de lei, regulamentando I - considerar o meio ambiente em sua totalidade, implantação de Conselho Popular de Defesa do Meio
o zoneamento ambiental, dentro dos limites da de acordo com suas características naturais e as Ambiente - CONDEMAS -, bem como de entidades
competência do Estado, estabelecerá incentivos e resultantes da ação antrópica, englobando aspectos civis voltadas à pesquisa científica e tecnológica de
vedações à utilização dos recursos naturais, de econômicos, sociais, políticos, históricos, culturais, interesse sanitário e ambiental.
conformidade com a vocação e potencialidade de legais e demográficos; Parágrafo único. O apoio a que se refere o caput
cada região, previamente estabelecido através dos II - inter-relacionar, em todas as faixas etárias da deste artigo não implica em ônus financeiro para o
estudos técnico-científico. população, os processos e sensibilização, Poder Público.
internalização de conhecimentos e habilidades para
Capítulo III resolver problemas da sociedade;
Do Apoio Técnico e Cientificos III - capacitar o educando a reconhecer sintomas e
Política Estadual De Meio Ambiente causas efetivas dos problemas ambientais, através

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Leis Ordinárias
Complementares
Título II econômicas serão contempladas em função do as medidas necessárias para a proteção das águas
Da Proteção ao Meio Ambiente zoneamento ambiental do Estado. superficiais e subterrâneas.
Capítulo I Art. 26. A utilização do solo, para quaisquer fins,
Do Bem Público de Uso Comum do Povo objetivará, atender as seguintes disposições. Seção III
I - Aproveitamento adequado e conservação das Dos Aspectos Ambientais
Art. 20. O meio ambiente é patrimônio público de águas; das Águas Subterrâneas
uso comum da coletividade, e sua proteção é dever II - Controle de erosão em todas as formas;
do Estado e de todas as pessoas e entidades que, III - Procedimento para evitar assoreamento de Art. 30. Para os efeitos destas Lei, não consideradas
no manejo dos meios de produção e no exercício cursos d'água e bacias de acumulação; subterrâneas as águas que correm natural e
de atividades, deverão respeitar as limitações, com IV - Procedimentos para minimizar as práticas de artificialmente no subsolo, de forma suscetível de
vistas a assegurar um ambiente sadio, para as queimadas, tolerando-se, somente na implantação extração e utilização pelo homem.
presentes e futuras gerações. de empreendimentos agrossilvopastoris e renovação Art. 31. As águas subterrâneas deverão ser
de pastagens, de acordo com a legislação vigente; conservadas, visando ao seu melhor
Capítulo II V - Procedimentos para minimizar de queimadas, aproveitamento, considerando-se a interconexão
Do Controle da População tolerando-se, somente, na implantação de entre águas subterrâneas e superficiais, bem como
Seção I empreendimentos agrossilvopastoris e renovação as interações observadas no ciclo hidrológico.
Normas Gerais e recuperação de pastagens de acordo com a Art. 32. Os órgãos estaduais competentes manterão
legislação vigente; serviços indispensáveis à avaliação dos recursos
Art. 21. É vedado o lançamento no meio ambiente VI - Procedimentos, cientificamente comprovados, hídricos do subsolo, e adotarão medidas contra a
de qualquer forma de matéria, energia, substância para manter, recuperar, e melhorar as características contaminação dos aqüíferos e deterioração das
ou mistura de substâncias, em qualquer Estado físicas, químicas e biológicas do solo agrícola; águas subterrâneas.
físico, acima dos níveis cientificamente estabelecidos VII - Adequação as normas técnicas vigentes da Art. 33. Os resíduos líquidos, sólidos ou gasosos,
e reconhecidos como prejudiciais ao ar atmosférico, construção e manutenção de barragens, estradas, provenientes de atividades industriais e agro-
ao solo, ao subsolo, às águas, à fauna e a flora, aos canais de irrigação e escoadouros. industriais, só poderão ser conduzidos ou lançados
materiais, ao uso, gozo e segurança da propriedade § 1º – O parcelamento do solo, para fins Urbanos, de forma a não poluírem as águas subterrâneas.
bem como ao funcionamento normal das atividades considerará, necessariamente, as condições e Art. 34. A implantação de distritos industriais e de
da coletividade. exigências relacionadas com a natureza da ocupação grandes projetos de irrigação, colonização e outros
Parágrafo único – Compete ao IMAC autorizar a Urbana, especificando o número e dimensão dos que dependem de utilização de águas subterrâneas,
localização da queima e determinar as medidas para lotes, de forma a manter o equilíbrio de sua deverão ser precedidas de estudos hidro-geológicos,
recuperação de áreas eventualmente degradadas, utilização com o potencial da infra-estrutura a ser para a avaliação das reservas e do potencial dos
após a inspeção do local, desde que contemplamos instalada, bases de sustentação ambiental, recursos hídricos e para o correto dimensionamento
na legislação existente ou aprovada pela CEMACT. condições de saneamento básico e escoamento das do abastecimento, sujeitos a aprovação dos órgãos
Art. 22. É condicionada a queima ao ar livre de águas pluviais. competentes.
resíduos industriais e agroindustriais, sólidos, semi- § 2º – Nos loteamentos destinados a uso, Art. 35. Se, no interesse da preservação,
sólidos, líquido ou gasoso de qualquer natureza, à agrossilvopastoris, em projetos de colonização, ou conservação e manutenção no equilíbrio natural das
autorização prévia do IMAC, nos seguintes casos: reforma agrária, deverão ser obedecidos o águas subterrâneas, dos serviços públicos de
Parágrafo único – Compete ao IMAC autorizar a planejamento para uso adequado do solo e para abastecimento de águas, ou por motivos
localização da queima e determinar as medidas para divisão em lotes, de forma a permitir o manejo geotécnicos, ou ecológicos se fizer necessários
recuperação de áreas eventualmente degradadas, apropriado das águas de escoamento que restringir a captação e o uso dessas águas, o IMAC
após a inspeção do local, desde que contemplada possibilitem a implantação de plano integrado de poderá propor ao CEMACT a delimitação de áreas
na legislação existente ou aprovada pela CEMACT. conservação do solo. destinadas ao seu controle, conforme dispuser o
Art. 23. Respeitadas as normas federais e estaduais Art. 27. Na análise de projeto de uso, ocupação e regulamento desta lei.
próprias, compete ao Conselho Estadual de Meio parcelamento de solo, a Secretaria, de Ciência,
Ambiente, Ciência e Tecnologia – CEMACT, mediante Tecnologia e Meio Ambiente, através do IMAC, no Seção IV
proposta do IMAC, estabelecer, periodicamente, âmbito de sua competência, deverá manifestar-se, Dos Aspectos Ambientais de Proteção à
normas, critérios e padrões ambientais estaduais, de acordo com a legislação vigente sobre os Fauna Silvestre
no limite de sua competência. seguintes aspectos:
Art. 24. Serão monitoradas pelo IMAC as atividades I - Usos propostos, densidade de uso, ocupado, Art. 36. Os animais silvestres de quaisquer espécies,
industriais, comerciais, agrossilvopastoris, de desenho do assentamento e acessibilidade; em quaisquer fases de seu desenvolvimento e que
prestação de serviços e outras fontes de qualquer II - Proteção de áreas históricas, culturais e naturalmente fora do cativeiro, constituído a fauna
natureza que produzam ou possuam alteração ecologicamente reconhecidas; silvestre, bem como seus ninhos, abrigos e
adversa às características do meio ambiente. III - Utilização de áreas com declividade igual ou criadouros naturais, são propriedades do Estado,
§ 1º – Compete ao IMAC, no exercício de controle superior a 50% bem como de Área de várzeas; sendo proibida a sua utilização, caça ou apanha.
ambiental, monitorar a aplicação das normas IV - Saneamento de Áreas aterradas com material Art. 37. São vedadas a caça profissional e a caça
técnicas e operacionais relativas a cada atividade nocivo a saúde; amadorista no Estado, ressalvadas as hipóteses de
efetiva ou potencialmente poluidora. V - Ocupação de Áreas urbanas onde o nível de caça científica e de sobrevivência ou subsistência,
§ 2º – Serão objeto de regulamento especial, poluição local impeça condições sanitárias mínimas; nos termos da legislação vigente.
através de legislação específica, as atividades de VI - Proteção dos recursos naturais; Parágrafo único. Entende-se por caça de
uso, manipulação, transporte, guarda e disposição VII - Sistema de abastecimento de água; subsistência ou de sobrevivência aquela usualmente
final de material radioativo e irradiado, observada VIII - Coleta, tratamento e disposição final de praticada pelas populações indígenas nas reservas,
a legislação federal própria. esgotos e resíduos sólidos. áreas ou territórios a elas reconhecidos, como
Art. 28. Os projetos habitacionais, de assentamento também a de seringueiros em trabalho na mata ou
SEÇÃO II e colonização deverão estar aprovados pelo interioranos e populações autóctones, assim como,
Dos Aspectos Ambientais do CEMACT, para fins de instalação e ligação de serviços o pequeno produtor que não tenham acesso aos
Uso do Solo e do Subsolo de utilidade pública, bem como para registro em produtos oriundos da fauna domesticada e precisem
cartório de imóveis. da caça para sobreviver.
Art. 25 – A utilização do solo, para quaisquer fins, Art. 29. O solo e o subsolo somente poderão ser Art. 38. E vedado qualquer tipo de divulgação e
far-se-á através da adoção de técnicas processos e utilizados para o destino final de resíduos de propaganda que estimule ou surgira a prática do
métodos que visem a seu aproveitamento racional, qualquer natureza urbana, quando essa disposição ato de caça ou apanha.
recuperação e melhoramento, observadas as for feita de forma adequada, prevista em projetos Art. 39. E proibida a apreensão e comercialização
características geo-físico-morfológico-ambientais e específicos e com estrita observância das formas de animais silvestres do Estado, bem como de
suas funções sócio-econômicas. técnicas ou particular. produtos ou objetos oriundos de sua caça,
Parágrafo único. As exigências as quais refere-se o Parágrafo único. No caso de necessidade de perseguição ou apanha exceto se, comprova-
"caput" deste artigo em relação as características execução de aterros sanitários devem ser adotadas damente, provenientes de animais criados em
geo-físico-morfológico-ambiental e as funções sócio- criatórios autorizados.

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Leis Complementares
Leis Ordinárias
§ 1º Consideram-se criatórios autorizados, para para a assistência médico-veterinária e para a qualquer que seja sua situação topográfica, num
os efeitos desta lei, aqueles que possuam aplicações observância do equilíbrio ecológico. raio de 30 (trinta) metros;
de técnicas de manejo no sentido de facilitar a Art. 46. A posse dos animais domésticos da fauna IV – Nas encostas ou partes de encostas com
reprodução de determinadas espécies em regime silvestre nacional deve ser devidamente declividade superior a 45º (quarenta e cinco graus).
de cativeiro e semi-cativeiro e estejam devidamente comprovada quanto a sua origem, não podendo o Parágrafo único. As áreas de reserva legal serão
cadastrados e licenciados pelo IMAC, sem prejuízo possuidor Ter mais de dois exemplares. averbadas no cartório de registro de imóveis da
de outras licenças cabíveis. § 1º Os possuidores de mais de dois exemplares da situação do imóvel, à margem da matrícula e
§ 2º O proprietário do criatório, pessoa física ou fauna silvestre deverão ser depositários fiéis do registro.
jurídica, deverá identificar e manter o registro dos restante, não podendo repô-los após a sua morte, Art. 52. As áreas de vegetação de preservação
animais por ele criados. sendo terminantemente proibida a sua utilização, permanente somente poderão ser suprimidas
Art. 40. O Instituto de Meio Ambiente do Acre – comercialização e transporte, sendo as eventuais mediante licença específica, no caso de obras de
IMAC manterá uma lista atualizada de animais cuja execuções estabelecidas pelo órgão ambiental relevante interesse social comprovado e concedida
criação será permitida nos criatórios. competente. através do IMAC, na forma de legislação vigente.
Art. 41. Os recursos oriundos do licenciamento dos § 2º Ao depositário fiel será concedido o prazo Parágrafo único. Para efeito do disposto neste artigo,
criatórios deverão ser revertidos, obrigatoriamente necessário para a adequação da situação de serão exigidas, nos termos e critérios estabelecidos
a programas e projetos referentes à proteção da cativeiro dos animais sob sua custódia, inclusive por esta lei e demais legais pertinentes, a
fauna silvestre. providenciando anilhamento e tatuagem. apresentação e aprovação do estudo de ambiental
Art. 42. As pessoas físicas ou jurídicas que, na forma § 3º Não sendo atendidas as condições exigidas no e respectivo relatório, que serão amplamente
desta lei e mediante autorização ambiental prévia, prazo previsto, os animais serão apreendidos, divulgadas e submetidas à audiência pública.
negociarem produtos da fauna silvestre proveniente providenciando-se sua reintrodução no "habitat" Art. 53. Exemplares ou pequenos conjuntos de flora
de criatórios ou seus respectivos subprodutos, original ou destinação adequada conforme poderão ser declarados imunes ao corte e
deverão cadastrar-se no IMAC, sem prejuízo de determinado nas normas legais vigentes e no supressão, em virtude de sua importância histórica,
outras licenças exigíveis. regulamento desta lei. cultural e ambiental, devidamente comprovada e
§ 1º As pessoas físicas ou jurídicas que negociarem § 4º Os animais considerados em perigo de extinção reconhecida através do CEMACT.
animais provenientes de criatórios ou seus serão apreendidos pela autoridade competente e Art. 54. Além de preceitos gerais a que está sujeita
respectivos produtos são obrigadas a manter encaminhamos às entidades que possam mantê- a utilização das florestas, o Poder Público Estadual
rigoroso controle de estoque e prova da procedência los adequadamente, visando à reprodução da poderá, dentro da legislação vigente e sujeita a
dos produtos, apresentando-os á autoridade espécie no seu "habitat" original. aprovação do CEMACT.
competente sempre que lhes for exigido. Art. 47. As pessoas físicas ou jurídicas que mantêm I - Propor outras que atenda às peculiaridades
§ 2º O descumprimento de dispositivo neste artigo animais das espécies da flora e fauna silvestre do locais;
acarretará a perda da respectiva autorização estado em perigo de extinção com base em estudos II - Proibir ou limitar corte das espécies vegetais
ambiental, independentemente de outras técnico-científicos reconhecidos . comprovadamente em vias de extinção ,
penalidades previstas em lei. Art. 48. O IMAC manterá lista atualizada, contendo estabelecendo para tanto, limitações
Art. 43. O proprietário do criatório deverá solicitar a relação das espécies da flora e fauna silvestre do administrativas.
autorização para apanha de ovos, larvas e filhotes estado em perigo extinção com base em estudos Art. 55. Na distribuição de lotes destinados à
existentes na natureza, ou poderá receber animais técnico-científicos reconhecidos. atividade agrossilvopastoris, em planos de
adultos e semi-adultos provenientes do Centro de Art. 49. O perecimento de animais silvestres pelo colonização e de reforma agrária, serão incluídas
Recepção, Triagem e Reabilitação de Animais uso indireto de agrotóxicos ou qualquer outra as áreas de reservas necessárias ao abastecimento
Silvestres do Estado. substância química, obrigará seu responsável a local ou nacional de outros produtos florestais,
§ 1º Os ovos, larvas e filhotes referidos no "CAPUT" promover as medidas técnicas recomendadas para inclusive madeira e à manutenção da biodiversidade.
deste artigo, destinam-se exclusivamente à criação; eliminação dos efeitos nocivos correspondentes. Art. 56.Os projetos de reforma agrária e regula-
não podendo ser vendidos ou transferidos a mentação fundiária deverão ser submetidos à
qualquer título. Seção V apreciação do IMAC para efeito de definição da
§ 2º Os órgãos ambientais e sanitários competentes Dos Aspectos Ambientais de localização das áreas de reserva legal.
estabelecerão critérios para a adequação do recinto Proteção à Flora Art. 57. A exploração da vegetação nativa primitiva,
de criação, condições de higiene e estabelecimento dentro das áreas de preservação permanente, será
de dietas apropriadas. Art. 50. A flora nativa e as demais formas de permitida com base em critérios cientificamente
§ 3º O requerimento não poderá doar, transferir a vegetação reconhecidas como de utilidade ambiental comprovados e reconhecidos, amplamente
qualquer título, vender, mutilar ou destruir os ovos, são bens de interesse comum a todos os habitantes discutidos com os segmentos organizados
larvas e somente podendo comercialização os ovos, do Estado, exercendo-se o direito de propriedade representativos da sociedade e aprovados pelo
larvas e filhotes já produzidos no próprio criatório. com as limitações estabelecidas por lei e demais CEMACT.
Art. 44. Para comercialização ou transferência de normas legais vigentes. Art. 58. O comércio de vegetais superiores e
espécimes da fauna silvestre, a qualquer título será Art. 51. Considerando-se de preservação inferiores vivos, oriundos de florestas, dependerão
expedido o certificado correspondente pelo criatório, permanente as florestas e demais formas de de licença do IMAC.
declarado nome e transportador, data e número das vegetação situadas: Art. 59. E instituído o Cadastro Estadual de Imóveis
autorizações para funcionamento expedidas pelos I – Ao longo dos rios ou de qualquer curso d'água Rurais – CEIR, a ser organização nos termos do
órgãos ambientais e sanitários competentes. desde que o seu nível mais alto, em faixa marginal, regulamento desta lei, com objetivo de facilitar a
Parágrafo único. A guarda, transporte e comércio tenha largura mínima de: manutenção e implantação das áreas de reserva
de espécimes sem o certificado referido no "CAPUT" a) 30 (trinta) metros para os cursos d'água de até legal, bem como seu respectivo controle e
deste artigo implicará sua apreensão imediata e 10 (dez) metros de largura; fiscalização.
autuação administrativa do infrator, independen- b) de 50 (cinqüenta) metros para os cursos d'água Art. 60. E proibido o debate e a comercialização da
temente de sua responsabilidade civil e criminal. que tenham entre 10 (dez) e 50 (cinqüenta) metros castanheira (Bertholettia excelsa) e da seringueira
Art. 45. Para instalação e funcionamento de Jardins de largura; (Hevea spp) vivas, bem os desmatamentos em
Zoológicos, de propriedade pública ou privada, será c) de 100 (cem) metros para os cursos d'água que áreas de ocorrência natural de maciços das espécies
necessária a autorização ambiental do IMAC, sem tenham entre 50 (cinqüenta) e 200 (duzentos) mencionadas.
prejuízo de outras licenças cabíveis. metros de largura; § 1º São considerados maciços de espécies, para
§ 1º As dimensões dos Jardins Zoológicos e as d) de 500 (quinhentos) metros para os cursos efeito deste artigo, as áreas com densidades igual
respectivas instalações deverão atender aos d'água que tenham largura superior a 600 ou superior a 15 (quinze) espécimes por hectare.
requisitos mínimos de habilidade, sanidade e segu- (seiscentos) metros. § 2º Por ocasião dos desmatamentos, em áreas
rança de cada espécies, de manejo, assegurando- II – 30 (trinta) metros ao redor das lagoas, com densidade inferior ao estabelecido no parágrafo
se proteção e condições de higiene ao público reservatórios d'água naturais desde o seu nível mais anterior, ao redor das castanheiras (Bertholettia
visitante. alto medido horizontalmente em faixa marginal excelsa) será mantida a vegetação nativa,
§ 2º O órgão ambiental ou sanitário competente tenha a largura mínima de 100 (cem) metros; proporcional à proteção de sua copa, como forma
estabelecerá a proporção entre o número de III – Nas nascentes, nos chamados "olhos d'água" de assegurar a sua polinização e conseqüente
espécimes e número de profissionais habilitados reprodução.

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Complementares
Leis Ordinárias
Seção VI § 1º O IMAC determinará medidas de proteção à municípios, a proteção do patrimônio genético,
Dos Aspectos Ambientais da fauna e à flora aquática em quaisquer obras que objetivando a manutenção da biodiversidade pela
Proteção a Fauna e Flora Aquáticas importem a alteração do regime dos cursos d'água, garantia dos processos naturais que permitam a
querem privadas ou públicas, nas condições e reprodução deste mesmo patrimônio, mediante:
Art. 61. Para efeito desta lei, consideram-se fauna termos das normas legais e técnicas vigentes; I – Com base em estudos técnico-científicos, a
e flora aquáticas os animais e vegetais que tem na § 2º No caso de construção de barragens, o criação e a manutenção de um sistema integrado
água o seu meio de vida normal ou mais freqüente, proprietário ou concessionário deverá adotar as de áreas protegidas dos diversos ecossistemas
sejam eles de ocorrência natural, cultivados ou medidas de proteção à fauna e à flora aquática ocorrentes no seu território;
provenientes de criatórios. preconizadas pela legislação vigente, quer no II – A garantia da preservação de amostras
Art. 62. A utilização da fauna e flora aquáticas pode período de instalação, fechamento de comportas, significativas dos diversos componentes genéticos
ser efetuada através da pesca ou coleta com fins ou operações de rotina. e de seus "habitats", em áreas cientificamente
comerciais, desportivos e científicos, conforme o § 3º Nas águas onde houver peixamento ou reconhecidas para sua existência;
disposto nas normas legais vigentes. fechamento de comportas, será proibida a pesca III – A criação e a manutenção de bancos de
Parágrafo único. Aos pesquisadores de instituições, pelo o período determinado pela legislação vigente. germoplasma que reservem amostras significativas
que tenham por atribuição coletar material biológico Art. 68. A captura, o comércio e a criação de de seu patrimônio genético, em especial das
para fins científicos, serão concedidas licenças espécies ornamentais serão regulamentados pelo espécies rara e ameaçadas de extinção;
especiais para fins de levantamento de ictiofauna e Conselho Estadual de Meio Ambiente, Ciência e IV – A garantia de pesquisa e do desenvolvimento
outros animais de vida aquática de acordo com a Tecnologia – CEMACT. de tecnologia de manejo de bancos genéticos e
legislação vigente, permitindo-lhes a utilização de Art. 69. E vedada a introdução, dos corpos d'água gestão dos "habitats" das espécies rara, endêmicas,
metodologia científica reconhecida, obrigando-se as de domínio público existentes no Estado, bem como vulneráveis ou em perigo de extinção, bem como
instituições licenciadas a fornecer gratuitamente ao em quaisquer corpos d'água que mantenham de seus ecossistemas associados
IMAC o resultado das pesquisas efetuadas. conexão com estes, de espécies exóticas de fauna
Art. 63. Para efeito de regulamentação da atividade e flora aquáticas, sem prévia autorização do IMAC. Seção II
ser consideradas as peculiaridades das comunidades Art. 70. O Estado, através do Conselho Estadual de Da Coleta de Material Científico
indígenas, pesqueiras tradicionais, seringueiros e Meio Ambiente, ciências e Tecnologia – CEMACT,
pequenos produtores que exerçam a pesca de forma mediante proposta do Instituto de Meio Ambiente Art. 77. As expedições ou visitas científicas nacionais
artesanal. do Acre – IMAC, estabelecerá, com base em estudos ou estrangeiras que pretendem coletar, apanhar ou
Art. 64. E proibido pescar: técnico-científico reconhecidos, em caráter suple- capturar espécimes de fauna silvestre em qualquer
I - Em corpos d'água, nos períodos em que ocorrem tivo ou complementar, medidas, parâmetros e fase do seu desenvolvimento, inclusive ovos e
fenômenos migratórios para a reprodução; padrões destinados a proteção do ambiente larvas, e da flora acreana deverão ser autori-zadas
II - Espécies que devam ser preservadas ou aquático, tendo em vista as características regionais pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre – IMAC
espécimes com tamanhos inferiores aos permitidos; dos cursos hídricos e águas interiores. § 1º As atividades referidas no "caput" deste artigo,
III - Quantidades superiores às permitidas; somente serão autorizadas desde que haja a co-
IV - Mediante a utilização de: Seção VII participação e a co-responsabilidade de instituição
a - Explosivos ou de substância que, em contato Dos Aspectos Ambientais dos técnico-científica nacional que deverá acompanhar
com a água, produzam efeitos semelhantes; Recursos Minerais e fiscalizar essas atividades.
b - Substâncias tóxicas; § 2º O CEMACT exigirá a apresentação, dentre
c - Aparelhos, apetrechos, técnicas, processos e Art. 71. A pesquisa e a exploração de recursos outros documentos considerados pertinentes, da
métodos não permitidos. minerais serão objetos de licença ambiental nos comprovação de vínculo com a instituição nacional
V – Em época, e, nos locais interditados pelo órgão termos do regulamento desta lei, sem prejuízo da de que trata o §1º, do projeto de pesquisa.
ambiental competente, com base na legislação legislação federal pertinente, ficando seu Art. 78. A remessa para fora do Estado de qualquer
vigente e em dados técnico-científico; responsável obrigado a recuperar o meio ambiente material coletado, só poderá ser efetuada após
VI – Sem a competente autorização; degradado, de acordo com solução técnica aprovada prévia autorização do Instituto de Ambiente do Acre-
VII – Pelo sistema de arrasto; previamente pelo IMAC. IMAC, e desde que assegurado pelo interes-sado,
VIII – Com apetrechos cujo comprimento ultrapasse Art. 72. A extração e beneficiamento de minérios através de termo de compromisso, sua utilização
um terço do ambiente aquático; em lagos, rios e quaisquer corpos d'água só poderão em atividade exclusivamente de estudos, pesquisas
IX – À jusante e à montante, nas proximidades de ser realizados após licenciamento ambiental e de e difusões.
barragens, cachoeiras, corredeiras e escadas de acordo com critérios estabelecidos na legislação § 1º O não cumprimento do termo de compro-misso
peixes, nas condições e termos das normas legais vigente. referido no "caput" deste artigo, no qual a instituição
e técnicas vigentes. Art. 73. O titular de autorização de pesquisa, de interessada compromete-se enviar o resultado e
§ 1º Excluem-se das proibições previstas nos permissão de lavra garimpeira, de concessão de as conclusões de sua pesquisa, configura infração
incisivos I e VI deste artigo os pescadores que lavra, de licenciamento, de manifesto de mina ou ambiental e impossibilitará a concessão de nova
utilizem linha de mão, vara, caniço e molinete para de qualquer outro título minerário responde pelos autorização.
o exercício de pesca. danos causados ao meio ambiente, sem prejuízo § 2º O material coletado somente será remetido
para fora do Estado, após a autorização do IMAC,
§ 2º Elevado o transporte, a comercialização, o das demais cominações legais cabíveis.
por intermédio de instituição técnico-científica
beneficiamento e a industrialização de espécimes Parágrafo único. O IMAC fará o monitoramento das
cedida no Estado, que manterá cópia dos registros
provenientes da pesca proibida. atividades de pesquisa e lavra de recursos minerais, de campos das respectivas coletas.
Art. 65. O Conselho Estadual de Meio Ambiente – nos termos da programação aprovada, que terá § 3º A autorização do material coletado para fins
CEMACT fixará, mediante propostas do órgão auditoria periódica. comerciais, inclusive a sua cessão a terceiros,
ambiental competente, os períodos de proibição de Art. 74. A lavra garimpeira deverá obter licença dependerá de acordo prévio a ser firmado pelos
pesca, incluindo a relação dos espécimes e seus ambiental do IMAC, como medida preventiva de interessados com o IMAC, respeitando o direito de
tamanhos mínimos e quantidades, os aparelhos e controle de produção. propriedade, nos termos da legislação em vigor.
implementos proibidos de qualquer natureza, bem Art. 75. A pesquisa e lavra de recursos minerais Art. 79. O IMAC, por intermédio da instituição
como as medidas necessárias ao ordenamento em espaços territoriais, especialmente protegidos, acreana co-participante e co-responsável, entre
pesqueiro, atendendo às peculiaridades regionais dependerá do regime jurídico dos mencionados outras medidas, reterá, do material coletado para
para a proteção da flora e fauna aquáticas. espaços, podendo o Estado estabelecer normas destinação à instituições científicas nacionais.
Art.66. A fiscalização da atividade pesqueira específicas para permiti-las ou impedi-las, conforme I - Os holótipos ou sintipos;
abrangerá as fases de captura, extração, coleta, o caso, afim de evitar degradação ambiental. II - 50% (cinqüenta por cento) dos parátipos;
transporte, conservação, transformação, beneficia- III – Os neotipos que por ventura sejam escolhidos;
mento, industrialização e comercialização das Capítulo III IV – Todas as unidades;
espécies animais e vegetais que tenham na água Do Patrimônio Genético V – 30 % (trinta por cento) no mínimo dos
seu meio de vida natural ou mais freqüente. Seção I exemplares de cada táxon que identificado em
Art.67. O proprietário de áreas com de áreas com Dos Fundamentos qualquer época.
cursos d'água ou concessionário de represas tem o Art. 80. Os pesquisadores que exerçam suas
dever de medidas de proteção à fauna e à flora Art. 76. Compete ao Estado em conjunto com os atividades no Estado que desejam transportar
aquática.

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Leis Complementares
Leis Ordinárias
material para fora do Estado solicitarão do IMAC, indústrias instaladas ou a se instalarem no Estado legislação vigente a níveis Federal, Estadual e
através de uma instituição local, para coleta, apanha deverão ser tratados de acordo com o tipo de águas Municipal.
ou captura das espécies apresentado relatório das residuais que produzam e coletados separadamente, Art. 97. Os proprietários e possuidores de
pesquisas efetuadas. através de sistemas próprios, de acordo com sua edificações são obrigados a executar as obras
origem e natureza. determinadas pelas autoridades ambientais e
Capítulo IV § 1º O ponto de captação de água de quaisquer sanitárias, visando ao cumprimento das normas
Dos Aspectos Ambientais do Saneamento instalações industriais que produzam efluentes vigentes.
Seção I líquidos deverá ser situado à jusante do ponto Art. 98. Os necrotérios, locais de velórios, cemitérios
Dos Fundamentos lançamento de efluentes. e crematórios obedecerão às normas ambientais e
§ 2º O lançamento de resíduos industriais na rede sanitárias aprovadas pelos órgãos de saúde e meio
Art. 81. A promoção de medidas de saneamento de esgotos será provido de dispositivos de ambiente, no que se refere à localização,
básico e domiciliar residencial, comercial ou amostragem ou medição, de acordo com sua origem construção, instalação e funcionamento.
industrial, essenciais à proteção do meio ambiente, e natureza.
constitui obrigação estatal, da coletividade do Art. 91. É proibida a lavagem dos equipamentos de Capítulo V
indivíduo que, para tanto, no uso da propriedade, mistura, aplicação e pulverização de biocidas e Do Processo de Licenciamento
no manejo dos meios de produção e no exercício adubos, ou quaisquer outros objetos manuseados
de atividades, ficam adstritos a cumprir com produtos químicos nos corpos ou cursos d'água. Art. 99. O sistema de licenciamento é instrumento
determinações legais, regulamentares e as Art. 92. Os cursos hídricos devem ser protegidos de política ambiental, tendo o objetivo de disciplinar
recomendações, vedações e interdições fixadas do carreamento de adubos ou agrotóxicos, seus à implantação ou funcionamento de atividades
pelas autoridades ambientais, sanitárias e outras componentes e afins utilizados em atividades efetiva ou potencialmente causadores de impacto
competentes. agrícolas e industriais. ambiental.
Art. 82. Os serviços de saneamento básico, tais Art. 93. É proibido o uso e aplicação de agrotóxicos, Art. 100. O licenciamento para instalação de obra
como abastecimento de água, drenagem pluvial, seus componentes e afins, inclusive por via área, a ou atividade efetiva ou potencialmente poluidora
coleta, tratamento e disposição final de esgotos e menos de 100m de quaisquer cursos hídricos, sendo que possa causar significativa degradação
de lixo, operados por órgãos e entidades de qualquer a inobservância a esta interdição considerada prática ambiental, dependerá de Estudo Prévio de Impacto
natureza, estão ao controle do IMAC, sem prejuízo perigosa à incolumidade pública, independen- Ambiental, a ser efetuado por equipe
daquele exercício por outros órgãos componentes. temente das demais cominações legais cabíveis. multidisciplinar, independente do requerente do
Parágrafo único. A construção, reconstrução, licenciamento e do órgão público licenciador, sendo
reforma, ampliação e operação de sistemas de Seção III obrigatória a informação adequada à comunidade
saneamento básico dependem de prévia aprovação Da Coleta, Transporte e Disposição em relação ao empreendimento requerente do
pelo CEMACT e licenciamento ambiental do IMAC. Final do Lixo. licenciamento.
§ 1º Complementarmente ao disposto neste artigo,
Seção II Art. 94. A coleta, transporte, tratamento e
o Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EPIA) e
Da Água e seus Usos disposição final do lixo processar-se-ão em
respectivo Relatório de Impacto sobre o Meio
condições que não tragam maléficos ou
Ambiente (RIMA) deverão obedecer às diretrizes e
Art. 83. Será mantido registro permanente de inconvenientes à saúde, ao bem-estar público ou
procedimentos gerais e específicos emanados dos
informações sobre a qualidade da água dos sistemas ao meio ambiente.
órgãos federais e estaduais competentes.
de abastecimento público pelos órgãos § 1º - É expressamente proibido:
§ 2º Quando houver necessidade de Estudo Prévio
componentes. I – Deposição de lixo em locais inapropriadas, em
de Impacto Ambiental – EPIA e respectivo Relatório
Art. 84. Os órgãos e entidades responsáveis pela áreas urbanas ou rurais;
de Impacto sobre Meio Ambiente – RIMA, a pessoa
operação dos sistemas de abastecimento público II – A incineração e a disposição final de lixo a céu
física ou jurídica interessada deverá, prévia e
de água deverão adotar as normas e o padrão de aberto;
preliminarmente à execução do estudo de impacto
potabilidade da água estabelecidos pelo Ministério III – A utilização de lixo "in natura";
ambiental, requerer ao IMAC Termo de Referência,
de Saúde e complementados pelo Estado. IV – O lançamento de lixo em água de superfície,
Art. 85. Os órgãos e entidades a que se refere o sistemas de drenagem de águas pluviais, poços, onde serão fixação as diretrizes básicas para sua
artigo anterior estão obrigados a adotar as medidas cacimbas e áreas erodidas. realização.
técnicas corretivas destinadas a sanar as falhas que §2º - É obrigatória a incineração do lixo hospitalar, § 3º A equipe multidisciplinar incumbida de realizar
impliquem inobservância das normas e do padrão bem como sua adequada coleta transporte, sempre estudo prévio de impacto ambiental, bem como cada
de potabilidade da água. obedecendo as normas técnicas pertinentes. um de seus membros, deverão ser cadastrados no
Art. 86. E obrigação do proprietário do imóvel a § 3º - O Conselho Estadual de Meio Ambiente IMAC.
execução de instalações domiciliares de Ciência e Tecnologia – CEMACT poderá estabelecer Art. 101. O Estudo Prévio de Impacto Ambiental –
abastecimento, armazenamento, distribuição e zonas urbanas onde a seleção de lixo deverá ser EPIA e o respectivo Relatório – RIMA serão
esgotamento de água adequada cabendo ao usuário necessariamente efetuada em nível domiciliar, acessíveis a consulta pública na sede do IMAC e na
do imóvel a necessária conservação. propondo para esse fim a criação de mecanismo de prefeitura do município que sediará o projeto ou
Art. 87. Os esgotos deverão ser coletados, tratados estímulos. atividade.
e receber destinação adequada, de forma a se evitar §4º - O CEMACT, mediante proposta do IMAC, Parágrafo único. Os prazos para consulta pública
contaminação de qualquer natureza. poderá estabelecer normas técnicas disciplinando não poderão ser superiores a 15 (quinze) dias,
Art. 88. Nas zonas Urbanas serão instalados, pelo a reciclagem e o destino final do lixo. contados a partir da data da publicação da
Poder Público, diretamente ou em regime de convocação dos interessados.
concessão, estações de tratamento, elevatórias, Seção IV Art. 102. Serão realizadas audiências públicas antes
rede coleta e emissários de esgotos sanitários. Das Condições Ambientais das Edificações do licenciamento, a critério do CEMACT, quando
Art. 89.É obrigatória a existência de instalações julgar conveniente para proteção do interesse social
sanitárias adequadas nas edificações e a sua ligação Art. 95. As edificações públicas e privadas deverão e do patrimônio natural, histórico, artístico, cultural,
à rede pública coletora. aos requisitos sanitários de higiene e segurança, arquitetônico, urbanístico e paisagístico ou sempre
§ 1º Quando não existir rede coletora de esgotos, indispensáveis à proteção da saúde e ao bem-estar que for solicitado por:
as medidas adequadas à disposição final de dejetos dos usuários e da comunidade em geral, conforme I - Organização não-governamental (ONG)
sujeitar-se-ão à aprovação do CEMACT, que estabelecidas no Regulamento desta Lei e em representativa de segmentos organizados da
fiscalizará, através do IMAC, a sua execução e normas técnicas apropriadas pelo CEMACT e com sociedade, legalmente constituída a mais de 02
manutenção, sendo vedado o lançamento de base na legislação vigente. (dois) anos e que tenha entre seus objetivos a
esgotos in natura a céu aberto ou na rede de águas Art. 96. A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio proteção do meio ambiente e manejo sustentado
pluviais. Ambiente, através do IMAC, juntamente com a dos recursos naturais ou de interesse difuso, coletivo
§ 2º É proibida a instalação de rede de esgotos Secretaria de Transporte e Obras Públicas, fixarão ou comunitário, direta ou indiretamente atingidos
sem a correspondente estação de tratamento, normas para aprovação de projetos de edificações pelo o projeto.
exceto nos casos em que houver a critério do públicas e privadas como objeto de economizar II – Ministério Público Estadual ou Federal, ou
CEMACT, necessidade comprovada. energia elétrica para climatização, iluminação Procuradoria Geral do Estado na forma definida nas
Art. 90. Os efluentes líquidos provenientes de interna e aquecimento de água, compatíveis com a respectivas leis orgânicas.

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Leis Ordinárias
Complementares
§ 1º O proponente de licenciamento do projeto competências ou de outras medidas legais cabíveis, Art. 108. A atividade sujeita o processo de licencia-
deverá providenciar a publicação da notícia, bem expedirá as seguintes licenças ambientais: mento ambientais já instaladas no território do
como da convocação para as respectivas audiências I – Licença Prévia (LP), na fase preliminar de Estado e ainda não licenciadas deverão ser registra-
públicas que venha a ser realizadas, no diário oficial planejamento do empreendimento, contendo das no IMAC para fins de obtenção da licença de
do Estado, em periódico local de grande circulação, requisitos básicos a serem atendidos nas etapas de operação no prazo de 365 (trezentos e sessenta e
afim que a comunidade local tenha a oportunidade localização, instalação e operação; cinco) dias a contar da data de publicação desta lei.
de se manifestar. II – Licença de instalação (LI), autorizando o início Parágrafo único. As atividades e o empreendimento
§ 2º As audiências públicas serão realizadas no da implantação, de acordo com as especificações do setor primário, já instalados, estão isentos das
prazo de 30 (trinta) dias a contar da publicação da constantes do projeto aprovado; obrigações de que trata o "caput" deste artigo.
convocação dos interessados, em locais e horários III – Licença de operação (LO), autorizando, após
compatíveis com as possibilidades de acesso das as verificações necessárias, o inicio da atividade Título III
comunidades interessadas. licenciada e o funcionamento de seus equipamentos Da Apuração das Infrações Ambientais
Art. 103. A construção, instalação, ampliação e de controle de poluição, de acordo com previsto Capítulo I
funcionamento de estabelecimento e atividades nas Licenças Prévia e de Instalação. Da Vigilância Ambiental
utilizadores de recursos ambientais, consideradas § 1º A Licença Prévia - LP deverá ter seu prazo de,
efetivas ou potencialmente poluidoras, bem com no mínimo, o estabelecido pelo cronograma de Art. 109. Os agentes públicos a serviço da vigilância
os empreendimentos capazes, sob qualquer forma, elaboração dos planos, programas e projetos ambiental são competentes para:
de causar degradação ambiental, dependerão de relativos ao empreendimento ou atividade, não I – Colher as amostras necessárias para análises
prévio licenciamento do IMAC, sem prejuízo de podendo ser superior a um ano, e não será técnicas e de controle;
outras licenças legalmente exigíveis. concedida quando a atividade for desconforme com II – Proceder a inspeções e visitas de rotina, bem
§ 1º Os pedidos de licenciamento, sua renovação os Planos Federais e do Estado do Acre de uso e como para a apuração de irregularidades e
e respectiva concessão serão publicados no diário ocupação do solo ou quando, em virtude de seus infrações;
oficial do Estado, bem como em periódico local de impactos ambientais, seja incompatível com os usos III – Verificar a observância das formas, padrões e
grande circulação, cabendo as despesas ao e características ambientais do local proposto ou parâmetros ambientais previstos na legislação
requerente do licenciamento. suas adjacências. (Redação dada pela Lei nº 1.698, vigente;
§ 2º A decisão quanto ao pedido de renovação de de 16.1.2006) IV – Lavrar autos de infração e aplicar as
licenciamento ocorrerá dentro de 30 (trinta) dias § 2º A Licença de Instalação - LI deverá ter seu penalidades cabíveis, observadas as formalidades
da publicação mencionada no parágrafo anterior. prazo de, no mínimo, o estabelecido pelo legais;
Art. 104. Os estabelecimentos e todos os respon- cronograma de instalação do empreendimento ou V – Ordenar pessoas físicas ou jurídicas a não
sáveis pelas atividades previstas no artigo anterior atividade, não podendo ser superior a dois anos, e remoção ou depósito de quaisquer produtos ou
são obrigados a implantar sistema de tratamento deverá ser requerida no prazo de até um ano, a substâncias de origem desconhecida até que sejam
de efluentes, controle de emissão de poluentes e contar da data da expedição da Licença Prévia, sob analisadas as amostras desse material;
de ruído, bem como promover todas as demais pena de caducidade desta. (Redação dada pela Lei VI – Retirar, cautelar e justificadamente, quaisquer
medidas necessárias para prevenir ou corrigir os nº 1.698, de 16.1.2006) máquinas, peças e equipamentos que não de uso
inconvenientes e danos decorrentes da publicação. § 3º A Licença de Operação - LO deverá considerar comum e que não interrompem a atividade legal
Art. 105. O Conselho Estadual de Meio Ambiente, o prazo estabelecido nos planos de controle do usuário, para serem analisados por peritos
Ciência e Tecnologia – CEMACT mediante proposta ambiental e será de, no máximo, três anos. designados pelo IMAC;
do IMAC estabelecerá normas técnicas com base (Redação dada pela Lei nº 1.698, de 16.1.2006) VII – Determinar inspeção em quaisquer veículos
em estudos técnico-científicos reconhecidos, § 4º No interesse do cumprimento da política para análise de material transportado, podendo
específicos para elaboração e avaliação agro- ambiental, o IMAC, durante a vigência de qualquer exigir a apresentação de documentos ou, seja
industriais, bem como de adaptação das licenças das licenças de que trata este artigo, poderá necessário à fiscalização ambiental, apreender
de instalação e operação desses empreendimentos. determinar a realização de auditoria técnica no transportado;
§ 1º De acordo com o relatório técnico de vistoria empreendimento. VIII – Praticar todos os atos legais e pertinentes,
e segundo os critérios técnicos previsto na legislação § 5º Os requisitos básicos contidos Licença Prévia necessários ao bom desempenho da vigilância
vigente o IMAC poderá propor ao CEMACT a (LP) serão definidas com base em proposta do IMAC ambiental.
exigência de EIA/RIMA para implantação de projetos aprovada pelo CEMACT. § 1º Os técnicos e fiscais do IMAC são competentes
extrativistas, agrossilvopastoris, industriais e agro- § 6º O IMAC terá prazo de sessenta dias, a contar para exercer a vigilância ambiental estadual na sua
industriais de áreas superiores a 1000 (um mil) da data de entrada do requerimento, para a decisão esfera de atuação, sem prejuízo da competência
de outros órgãos ou instituições da administração
hectares. quanto à concessão da LP, LI e LO.(Redação dada
pública Federal, Estadual e Municipal.
§ 2º Quando for concedida a licença para a obra pela Lei nº 1.698, de 16.1.2006)
§ 2º Os técnicos de quaisquer órgãos da
ou atividade envolvendo ou utilizando mata § 7º A LP e a LI poderão ter os prazos de validade
administração pública estadual, comprovadamente
primária, o IMAC poderá designar um ou mais prorrogados, observada a conveniência da
capacitado, quando necessário, poderão ser
técnicos para acompanhar a implantação do projeto administração pública. (Redação dada pela Lei nº
convocados ou credenciados para a execução de
até sua conclusão, sem ônus para o licenciado. 1.698, de 16.1.2006) atividades de vigilância ambiental.
Art.106. As licenças ambientais têm natureza § 8º O IMAC poderá estabelecer prazos de validade § 3º Não poderão Ter exercício em órgão de
jurídica de autorização e poderão ser suspensas ou específicos para a Licença de Operação - LO de vigilância ambiental ou em laboratório de controle
anuladas a qualquer tempo durante sua vigência, empreendimentos ou atividades que, por sua ambiental servidores que sejam sócios, acionistas
quando ocorrer: natureza e peculiaridades, estejam sujeitos a majoritários, empregados a qualquer título ou
I – Violação de quaisquer das condições mediante encerramento ou modificação em prazos inferiores. interessados, por qualquer forma, em empresa
as quais tenha sido concedida; (Redação dada pela Lei nº 1.698, de 16.1.2006) sujeitas as regime desta lei.
II – Descrição falsa, erro de comprovada má fé ou § 9º Na renovação da Licença de Operação - LO de Art. 110. Os agentes públicos a serviço da vigilância
omissão em relato dos fatos solicitados para uma atividade ou empreendimento, o IMAC poderá, ambiental poderão solicitar, mediante autorização
expedição de licença; mediante decisão motivada, aumentar ou diminuir do titular da Instituição de que faz parte, a
III – Mudanças significativas das características dos o seu prazo de validade, após avaliação do intervenção policial em caso de comprovado
recursos naturais envolvidos ou superveniência de desempenho ambiental da atividade ou empreen- embaraço à atividade fiscalizadora ou necessidade
conhecimento técnico e, científico reconhecido que dimento no período de vigência anterior respeitado de garantia de sua integridade física.
torne inadequada atividade desenvolvida ou os limites estabelecidos no § 3º. (Redação dada Art. 111. Em casos de riscos graves e iminentes
potencialmente causadora de dano significativo à pela Lei nº 1.698, de 16.1.2006) para a vida humana ou bens materiais economi-
saúde e ao bem-estar da população; § 10º A renovação da Licença de Operação - LO de camente relevantes, bem como nas hipóteses de
IV – Superveniência de normas técnicas circunstan- uma atividade ou empreendimento deverá ser calamidade pública ou violenta degradação
ciadas na legislação vigente que restrinjam a requerida com antecedência mínima de noventa dias ambiental e estágio crítico de poluição, poderá o
possibilidade de desenvolvimento da atividade; da expiração de seu prazo de validade, fixado na Poder Executivo utilizar-se da prerrogativa prevista
V – Modificação da finalidade do empreendimento respectiva licença, ficando este automati-camente no Artigo XXI da Constituição Estadual.
para qual foi solicitado o licenciamento. prorrogado até a manifestação definitiva do IMAC. Parágrafo Único – Para a execução das medidas
Art. 107. O IMAC, sem prejuízo de suas demais (Redação dada pela Lei nº 1.698, de 16.1.2006) emergenciais durante o período crítico.

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Leis Ordinárias
Leis Complementares
Capítulo II pública e/ou ao meio ambiente, o infrator deixar de responsáveis diretos por embarcações, aeronaves,
Das Infrações e Penalidades tomar as providências de sua alçada para evitá-lo. veículos terrestres, nacionais e estrangeiros, normas
Parágrafo único. No caso de infração continuada, legais e regulamentares, medidas, formalidades e
Art. 112. Considera-se infração ambiental toda a caracterizada pela repetição da ação ou omissão outras exigências ambientais. Penalidades
ação ou omissão que importe inobservância dos inicialmente punida, a penalidade de multa poderá administrativas aplicáveis: incisos I, II e VIII do
preceitos desta Lei, seu regulamento, normas ser aplicada diariamente até cessar a infração. Artigo 114 desta Lei;
técnicas e outras que se destinem à promoção, Art. 119. A penalidade de multa consiste no paga- VIII – Inobservar, o proprietário ou quem detenha
a posse, as exigências ambientais relativas a
proteção e recuperação da qualidade ambiental. mento do valor correspondente:
imóveis. Penalidades administrativas aplicáveis:
Art. 113. A autoridade ou agente público a serviço I – Nas infrações leves, de 01 a 100 Unidades Padrão
incisos I, II, IV e VIII do Artigo 114 desta Lei;
da vigilância ambiental que tiver ciência da Fiscal do Estado – UPF/AC; IX – Entregar ao consumo, desviar, alterar ou
ocorrência de infração ambiental é obrigado a II – Nas infrações graves, de 101 a 1.000 Unidades substituir, total ou parcialmente, produto interditado
promover a sua imediata, mediante processo Padrão do Estado – UPF/AC; por aplicação dos dispositivos desta Lei. Penalidades
administrativo próprio, sob pena de torna-se co- III – Nas infrações gravíssimas, de 1.001 a 10.000 administrativas aplicáveis: incisos I, II, III, IV, V e
responsável pela infração cometida. Unidades Padrão do Estado – UPF/AC. VIII do Artigo 114 esta Lei;
Art. 114. Sem prejuízo das sanções civis e penais § 1º Atendendo ao disposto neste artigo, na fixação X – Dar início, de qualquer modo, ou efetuar
cabíveis, as infrações às normas estabelecidas nesta do valor da multa, a autoridade administrativa levará parcelamento do solo sem aprovação dos órgãos
lei serão punidas, isolada ou cumulativamente, com em conta a capacidade econômica do infrator. competentes ou em desacordo com a mesma ou
as seguintes penalidades: § 2º A penalidade de multa poderá Ter até 90% com inobservância das normas ou diretrizes
I – Advertência; (noventa por cento) de seu valor reduzido se o pertinentes. Penalidades administrativas aplicáveis:
II – Multa simples ou diárias; infrator se comprometer, mediante Termo de incisos I, II, IV, VII e VIII do Artigo 114 desta Lei;
III – Apreensão de produto ou equipamento; Compromisso escrito, a tomar as medidas efetivas XI – Contribuir para que a água ou ar atinjam níveis
IV – Inutilização de produtos; necessárias à recuperação do dano causado e evitar ou categorias de qualidade inferior aos fixados em
V – Suspensão de venda ou fabricação do produto; a continuidade dos fatos que deram origem à multa, normas oficiais. Penalidades adminis-trativas
VI – Embargo de obra ou atividade; cessando-se este benefício, se as medidas aplicáveis: incisos I, II, VI, VII e VIII do Artigo 114
desta Lei;
VII – Demolição; acordadas ou o seu cronograma forem
XII – Emitir ou despejar efluentes ou resíduos
VIII – Interdição parcial ou total de estabelecimento descumpridos.
sólidos, líquidos ou gasosos, causadores de
ou de atividade. § 3º Em caso de ser o infrator analfabeto, degradação ambiental, em desacordo com o
Parágrafo único – A penalidade de advertência poderá autoridade ambiental responsável pela lavratura do estabelecido na legislação e normas
ser aplicada com fixação de prazo para cumprimento Termo de Compromisso deverá demonstrar, de complementares. Penalidades administrativas
de obrigação de caráter ambiental, sob pena de forma inequívoca, terem sido compreendidas e aplicáveis: incisos I, II, VI, VII e VIII do artigo 114
punição mais grave. aceitas pelo infrator as condições estipuladas no desta Lei;
Art. 115. As infrações ambientais classificam-se: instrumento. XIII - Exercer atividades potencialmente
I – Leves, quando o infrator for beneficiado por Art. 120. São infrações ambientais: degradadoras do meio ambiente, sem licença do
atenuantes e não provocar alterações sensíveis ao I – Construir, instalar ou fazer funcionar, em órgão ambiental competente ou em desacordo com
meio ambiente; qualquer parte do Estado do Acre, estabelecimentos, a mesma. Penalidades administrativas aplicáveis:
II – Graves, quando houver até duas circunstâncias obras ou serviços submetidos ao regime desta Lei, incisos I, II, VI e VIII do artigo 114 desta Lei;
agravantes; sem licença do Órgão Ambiental competente, ou XIV - causar poluição hídrica que torne necessária
III – Gravíssimas, quando houver três ou mais contrariando as normas legais e regulamentares a interrupção do abastecimento de água de uma
circunstâncias agravantes. pertinentes. Penalidades administrativas aplicáveis: comunidade. Penalidades administrativas aplicáveis:
Art. 116. Para a imposição e graduação da incisos I, II, V, VI e VIII do Artigo 114 desta Lei; incisos I, II,VI, VII e VIII do art. 114 desta Lei;
penalidade o agente público a serviço ambiental II – Praticar atos do comércio e indústria ou XV - Causar poluição atmosférica que provoque a
retirada, ainda que momentânea, dos habitantes
observará: assemelhados, compreendendo substâncias,
de zonas urbanas ou localidades equivalentes.
I – As circunstâncias atenuantes e agravantes; produtos e artigos de interesse para a saúde
Penalidades administrativas aplicáveis: incisos I, II,
II – A gravidade do fato, tendo em vista suas ambiental sem a necessária licença ou autorização VI do artigo 114 desta Lei;
conseqüências para o meio ambiente e a saúde dos órgãos competentes ou contrariando o disposto XVI - Desrespeitar interdições de uso, de passagem
pública; nesta Lei e nas demais normas legais aplicáveis: e outras estabelecidas administrativamente para
III – Os antecedentes do infrator quanto às normas incisos I, II, III, IV, V e VIII do Artigo 114 desta proteção contra a degradação ambiental ou, nesses
ambientais; Lei; casos, impedir ou dificultar a atuação de agentes
IV - Porte e localização do empreendimento. III – Deixar, aquele que tiver o dever de fazê-lo de do Poder Público. Penalidades administrativas
Art. 117. São circunstâncias atenuantes: notificar qualquer fato relevante do ponto de vista aplicáveis: incisos I, II, VI do artigo 114 desta Lei;
I – Menor grau de compreensão e escolaridade do ambiental, de acordo com o disposto nesta Lei, seu XVII - Causar poluição do solo que torne uma área
infrator; regulamento e normas técnicas. Penalidades urbana ou rural impróprias para ocupação.
II – Arrependimento eficaz do infrator manifestado administrativas aplicáveis: incisos I e II do Artigo Penalidades administrativas aplicáveis: incisos I, II,
pela espontânea reparação do dano, ou limitação 114 desta Lei; VI e VIII do artigo 114 desta Lei;
significativa da degradação ambiental causada; IV – Deixar, aquele que tiver o dever legal ou XVIII - Causar poluição acima dos níveis críticos
III – Comunicação prévia pelo infrator de perigo contratual de fazê-lo, de cumprir obrigações de estabelecidos que possam trazer danos à saúde ou
iminente de degradação ambiental às autoridades interesse ambiental. Penalidades administrativas ameaçar o bem-estar do indivíduo ou da
competentes; aplicáveis: incisos I, II, VI e VIII do Artigo 114 desta coletividade. Penalidades administrativas aplicáveis:
incisos I, II, III, IV, V, VI, VII e VII do artigo 114
IV – Colaboração com os agentes públicos Lei;
desta Lei;
encarregados de vigilância e controle ambiental ; V – Opor-se à exigência de exames laboratoriais
XIX - Desenvolver atividades não autorizadas
V – Ser o infrator primário e a infração ambiental ou a sua execução pelas autoridades competentes. causando poluição acima dos níveis críticos
não causar significativa degradação. Penalidades administrativas aplicáveis: incisos I e estabelecidos, que provoque mortandade de
Art. 118. São circunstâncias agravantes: II do Artigo 114 desta Lei; mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes ou
I – Reincidências; VI – Utilizar, aplicar, comercializar, manipular ou espécies vegetais protegidas por lei. Penalidades
II – Cometer infração em forma continuada; armazenar pesticidas, fungicidas, inseticidas, administrativas aplicáveis: incisos I, II, III, IV, V,
III – A infração atingir áreas ou espécies sobre agroquímicos e outros congêneres, pondo em risco VI, VII e VII do artigo 114 desta Lei;
proteção legal; à saúde ambiental, individual ou coletiva, em virtude XX - Desrespeitar as proibições ou restrições
IV – O infrator coagir outrem para a execução de uso inadequado ou inobservância das normas estabelecidas pelo Poder Público em Unidades de
material da infração; legais e regulamentares ou técnicas, aprovadas Conservação ou Áreas Protegidas do lei. Penalidades
V – O emprego de métodos cruéis na captura ou pelos órgãos competentes ou em desacordo com administrativas aplicáveis: incisos I, II, VI, VII e
abate de animais; os receituários e registros pertinentes. Penalidades VIII do artigo 114 desta Lei;
VI -Ter o infrator cometido a infração para obter administrativas aplicáveis: incisos I, II, III, IV, V e XXI - Obstar ou dificultar a ação da autoridade
vantagens pecuniárias; VIII do Artigo 114 desta Lei; ambiental, visando à aplicação da legislação vigente.
VII – Se, tendo conhecimento do ato lesivo, à saúde VII – Descumprir as empresas de transporte, seus Penalidades administrativas aplicáveis: incisos I, II
agentes e consignatários, comandantes, e VIII do artigo 114 desta Lei;

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Complementares
Leis Ordinárias
XXII - Descumprir atos emanados da autoridade § 3º A contagem de quaisquer prazos para apuração III - Os resultantes de convênios, contratos e
ambiental, visando à aplicação da legislação vigente. de infração ambiental exclui o dia da notificação e acordos celebrados entre o Estado do Acre e
Penalidades administrativas aplicáveis: incisos I, II, o inclui o último dia. Instituições Privadas, cuja execução seja de
III, IV, V, VI e VII do artigo 114 desta Lei; § 4º Incidindo o último dia de um prazo para competência do IMAC observadas as obrigações
XXIII - Transgredir normas, diretrizes, padrões ou apuração de infração ambiental em dia em que não contidas nos respectivos instrumentos;
parâmetros estabelecidos em lei ou regulamentos, haja expediente administrativo, será este IV - Os recursos provenientes de taxas, preços
destinados à proteção da saúde ambiental ou de prorrogado até o dia útil subseqüente. públicos, multas e indenizações decorrentes da
meio ambiente. Penalidades administrativas Art. 125. O infrator poderá oferecer defesa ao auto aplicação da legislação ambiental;
aplicáveis: incisos I, II, III, IV, V, VI, VII e VII do de infração no prazo de 15 (quinze) dias úteis V - Rendimentos de quaisquer naturezas auferidos
artigo 114 desta Lei. contados da ciência da autuação. como remuneração decorrente de aplicação de seu
§ 1º No caso de imposição da penalidade de multa, patrimônio;
Capítulo III se o autuado abdicar do direito de defesa ou recurso, VI - Os recursos resultantes de doações, valores,
Do Processo Administrativo para poderá recolhê-la com redução de 20% (vinte por bens móveis e imóveis recebidos de pessoas físicas
Apuração de Infrações ambientais cento) no prazo de 20 (vinte) dias a contar de sua ou jurídicas e de organismos públicos e privados,
ciência do auto de infração. nacionais, estrangeiros e internacionais;
Art. 121. As infrações à legislação ambiental serão § 2º Antes do julgamento da defesa a que se refere VII - Outros recursos inclusive legados que, por
apuradas através de processo administrativo este artigo, a autoridade julgadora deverá ouvir o sua natureza, possam ser destinados ao FEMAC.
próprio, iniciado com a lavratura do auto de infração, servidor autuante que terá o prazo de 10 (dez) dias Art. 133. O quadro demonstrativo das origens e
observados o rito procedimental e prazos para se pronunciar a respeito. aplicações dos recursos do FEMAC deverá ser
estabelecidos nesta Lei, assegurado ao infrator § 3º Apresentada ou não a defesa ao auto de publicado semestralmente no Diário Oficial do
ampla defesa. infração no prazo legal será este julgado pela Estado e em periódico local de grande circulação.
Art. 122. O auto de infração será lavrado pela autoridade técnica competente do IMAC.
autoridade ambiental que a houver constatado, § 4º A não apresentação de defesa ou recursos no Título V
devendo conter: prazo legal geral preclusão administrativa. Das Disposições Complementares e Finais
I - Nome do infrator, seu domicílio e residência, Art. 126. Das decisões condenatórias, o autuado
bem como os demais elementos necessários à sua poderá recorrer, no prazo de 15 (quinze) dias, ao Art. 134. Os atos previstos nesta Lei, praticados
qualificação e identificação civil; Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Meio pelo IMAC, no exercício das atividades fiscalizadoras
II - Local, data e hora da infração; Ambiente. de sua competência, bem como as licenças e
III - Descrição da infração e menção dos dispositivos Art. 127. Mantida a decisão condenatória caberá autorizações expedidas, implicarão pagamento de
legais ou regulamentares transferidos; recurso final do autuado, no prazo de 10 (dez) dias, taxas, cujos valores serão aprovados pelo CEMACT,
IV - Penalidade a que está sujeito infrator e o a contar de sua ciência da decisão, ao Conselho as quais serão recolhidas ao Fundo Especial de Meio
respectivo preceito legal que autoriza sua Estadual de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia - Ambiente do Acre - FEMAC, através de formulários
imposição; CEMACT. de arrecadação que venha a ser adotado.
V - Ciência, pelo autuado, de que responderá pelo Art. 128. Os recursos interpostos das decisões não Art. 135. A utilização efetiva de serviços públicos
fato em processo administrativo; definitivas terão efeito suspensivo relativamente ao solicitados ao IMAC será remunerada através de
VI - Assinatura do autuado ou, na sua ausência ou pagamento da penalidade pecuniária, não preços públicos a serem fixados anualmente por
recusa, de duas testemunhas e do autuantes; impedindo a imediata exigibilidade do cumprimento Decretos, mediante proposta de seu titular.
VII - Prazo para interposição de defesa ou recurso; da obrigação de fazer ou não fazer subsistente. Art. 136. Os agentes públicos a serviço da vigilância
VIII - Prazo para o recolhimento da multa, quando Art. 129. Os servidores são responsáveis pelas ambiental lotados no Instituto de Meio Ambiente
aplicada, caso o infrator abdique do direito de defesa declarações que fizerem nos autos de infração, do Estado do Acre - IMAC deverão ter qualificação
ou recurso. sendo passíveis de punição por falta grave em caso específica, exigindo-se, para sua admissão,
§ 1º No caso de aplicação das penalidades de de falsidade ou omissão dolosa. concurso público de provas e títulos por área de
apreensão e da suspensão da venda do produto, Art. 130. Quando aplicada a penalidade de multa, especialização.
deverão constar o auto de infração a natureza do esgotados os recursos administrativos, o infrator Art. 137. A Procuradoria Geral do Estado do Acre
produto, quantidade, nome e/ou marca, procedência será notificado para efetuar o respectivo pagamento deverá organizar unidade especializada em tutela
e local onde ficará depositado, bem como a no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data do ambiental defesa de interesses difusos e do
identificação do fiel depositário. recebimento da notificação para pagamento da patrimônio histórico, cultural, paisagístico,
§ 2º As omissões ou incorreção na lavratura do multa, recolhendo o valor correspondente à conta arquitetônico e urbanístico, como forma de apoio
auto de infração não acarretarão sua nulidade do Fundo Especial de Meio Ambiente do Estado do
técnico-jurídico à implantação dos objetivos desta
quando constarem do processo administrativo os Acre.
§ 1º O valor estipulado para a penalidade de multa lei e demais normas constitucionais e legais
elementos necessários à determinação da infração
e do infrator e a sua ciência da autuação. cominada no auto de infração será corrigido pelos pertinentes à matéria em vigor.
Art. 123. Sem prejuízo da obrigatoriedade subse- índices oficial vigente por ocasião da expedição da Art. 138. A SECTMA, através do Instituto de Meio
qüente de lavratura de auto de infração nos termos notificação para o seu pagamento. Ambiente do Acre - IMAC, poderá firmar termos de
da legislação vigente, poderão ser lavrados autos § 2º A notificação para pagamento de multa será compromisso com pessoas físicas ou jurídicas a fim
de constatação pelos agente públicos a serviço da feita mediante registro postal ou por meio de de garantir a preservação, recuperação,
vigilância ambiental, para descrição circunstanciada publicação na imprensa oficial, se não localizado o reestruturação, vigilância e melhoria da qualidade
de fatos e situações irregulares encontradas. infrator. ambiental, na fase contenciosa ou não do processo
Parágrafo único. O auto de constatação conterá, se § 3º O não recolhimento da multa, dentro do prazo administrativo, conforme lhe facultar a Lei.
for o caso, recomendações emergenciais a serem fixado neste artigo, implicará sua inscrição em dívida Parágrafo único. Do termo de compromisso deverá,
adotadas por pessoas físicas ou jurídicas de direito ativa para cobrança judicial pela Procuradoria Geral no mínimo, constar a qualificação das partes:
público ou privado, sem prejuízo de autuação de do Estado, na forma da legislação pertinente. condições a serem cumpridas e respectivos prazos,
infração eventualmente constatada e de determi- com as correspondentes sanções por
nação posterior de medidas adicionais que se façam Título IV descumprimento de prazos e obrigações
necessárias. Do Fundo Especial de Meio Ambiente independente de outras medidas legais cabíveis.
Art. 124. O autuado será notificado para ciência da Art. 139. São isentos do pagamento de taxas
infração e demais atos terminativos pertinentes ao Art. 131. É criado o Fundo Especial de Meio
ambientais decorrentes de licenças e autorizações
processo administrativo: Ambiente do Estado do Acre, doravante
denominação FEMAC, cujos recursos serão expedidas pelo IMAC os pequenos produtores, cuja
I - Pessoalmente; área total da propriedade não exceda a 100 (cem)
II - Pelo correio ou via postal; gerenciados pelo IMAC, destinando-se
especificamente à execução da política estadual de hectares.
III - Por edital, se estiver em local incerto e não
meio ambiente. Art. 140. Independentemente de solicitação, todo
sabido.
§ 1º No caso de notificação do autuado pelo correio Art. 132. Constituem recursos do FEMAC: e qualquer fato relevante do ponto de vista
ou via postal, os prazos procedimentais iniciar-se- I - Os provenientes de dotações constantes do ambiental ou sanitário-ambiental deverá ser,
ão no dia útil subseqüente à sua assinatura, ou orçamento do Estado do Acre; necessariamente, comunicado ao órgão ambiental
comprovante de entrega, constante do aviso de II - As contribuições, subvenções, auxílios ou ou sanitário competente.
recebimento; quaisquer transferências de receitas da União, do Art. 141. Os órgãos e entidades integrantes da
§ 2º No caso de notificação por edital, os prazos Estado, dos Municípios e de suas respectivas administração direta ou indireta do Estado do Acre
procedimentais iniciar-se-ão no 15º (décimo quinto) autarquias, empresas públicas, sociedades de deverão colaborar, sempre que possível, com o
dia útil após a sua publicação. economia mista e fundação;

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Leis Complementares
Leis Ordinárias
IMAC, quando da solicitação de recursos humanos, FAÇO SABER que a Assembléia Legislativa do biológicos existem em ecossistemas e habitats
técnicos, materiais e logísticos. Estado do Acre decreta e eu sanciono a seguinte naturais e, no caso de espécies domesticadas ou
Parágrafo único - Os laboratórios de saúde e Lei: cultivadas, nos meios onde tenham desenvolvido
saneamento do Estado prestarão assistência Art. 1º Esta lei regula direitos e obrigações suas propriedades características.
técnico-laboratorial ao IMAC, dentre outros, nos relativas ao acesso de recursos genéticos, material CONTRATO DE ACESSO: acordo entre o Instituto
campos de ecotoxicologia, ecologia humana, saúde genético e produtos derivados, em condições ex de Meio Ambiente do Acre - IMAC e as pessoas,
ambi-ental e acompanhamento dos parâmetros e situ e in situ, existentes no Estado do Acre, aos físicas ou jurídicas, o qual estabelece os termos e
padrões de potabilidade da água consumida pela conhecimentos tradicionais das populações condições para o acesso aos recursos genéticos,
população, serviços estes custeados com recursos indígenas e comunidades locais, associadas aos incluindo obrigatoriamente a repartição de
do FEMAC. recursos genéticos ou produtos derivados e aos benefícios e o acesso e transferência de
Art. 142. O poder público estadual desenvolverá cultivos agrícolas domesticados no Estado. tecnologia, de acordo com oprevisto nesta lei.
planos e programas de capacitação de recursos Art. 2º Os contratos de acesso a esses bens se (Redação dada pela Lei n° 1.238, de 22 de agosto
humanos em diversos níveis, visando a aumentar farão na forma desta lei, sem prejuízo dos direitos de 1997).
a comunicação, entrosamento, ineficiência e eficácia de propriedade material e imaterial relativos: DIVERSIDADE BIOLÓGICA: variabilidade de
intersetorial dos vários órgãos envolvidos no sistema a) aos recursos naturais que contêm o recurso organismos vivos de todas as origens,
estadual de proteção ambiental. genético ou produto derivado; compreendendo os ecossistemas terrestres,
Art. 143. A Secretaria de Ciência e Tecnologia e b) à coleção privada de recursos genéticos ou ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos
Meio Ambiente deverá criar um banco de dados produtos derivados; e de que fazem parte, bem como a diversidade
ambientais, coletando, processando, analisando e, c) aos conhecimentos tradicionais das populações genética, a diversidade de espécies e de
obrigatoriamente, divulgando dados e informações indígenas e comunidades locais, associadas aos ecossistemas.
referentes ao ambiente e saúde ambiental, periódica recursos genéticos ou produtos derivados. DIVERSIDADE GENÉTICA: variabilidade de genes
e sistematicamente. Parágrafo único. Aos proprietários e detentores e genótipos entre as espécies e dentro delas, a parte
§ 1º O sigilo industrial, quando invocado, deverá previstos neste artigo será garantida a repartição ou o todo da informação genética contida nos
ser adequadamente comprovado por quem o justa e eqüitativa dos benefícios derivados do recursos biológicos.
suscitar. acesso aos recursos genéticos e produtos ECOSSISTEMA: um complexo dinâmico de
§ 2º O órgão do sistema estadual de meio ambiente derivados, aos conhecimentos tradicionais das comunidades vegetais, animais e de
competente que tiver conhecimento de fato efetiva populações indígenas e comunidades locais, microorganismos e o seu meio que integram como
ou potencialmente danosos à população é obrigado associados aos recursos genéticos ou produtos uma unidade funcional.
a transmitir esta informação ao público, sendo derivados e aos cultivos agrícolas domesticados EROSÃO GENÉTICA: perda ou diminuição da
punível por omissão o retardamento, falsidade ou no Estado, na forma desta lei. diversidade genética, por ação antrópica ou por
imprecisão no cumprimento deste dever. Art. 3º A classificação jurídica do artigo anterior causa natural.
Art. 144. Os órgãos, instituições e entidades públicas não se aplica aos recursos genéticos e quaisquer ESPÉCIE DOMESTICADA OU CULTIVADA: espécie
ou privadas, bem como as pessoas físicas ou componentes ou substâncias dos seres humanos, cuja evolução foi influenciada pela atividade
jurídicas são obrigadas a remeter à Secretaria de observado o disposto no art. 8º desta lei. humana.
Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, quando MATERIAL GENÉTICO: todo material biológico de
solicitadas, os dados e as informações disponíveis, TÍTULO I origem vegetal, animal, microbiana ou que contenha
necessários às ações de vigilância ambiental. DAS DEFINIÇÕES DE TERMOS E DAS unidades funcionais de hereditariedade.
Parágrafo único. É assegurado a todos os interes- DISPOSIÇÕES GERAIS PRODUTO DERIVADO: produto natural isolado de
sados, independentemente do pagamento de taxas, CAPÍTULO I origem biológica, ou que nele esteja estruturalmente
a obtenção de informações existentes na Secretaria DAS DEFINIÇÕES E TERMOS baseado, ou ainda que tenha sido de alguma forma
de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, para a criado a partir da utilização de um conhecimento
defesa de direitos e esclarecimento de situações Art. 4º Para os efeitos desta lei aplicam-se as tradicional a ele associado.
de interesse pessoal, difuso ou coletivo. seguintes definições: PRODUTO SINTETIZADO: substância obtida por
Art. 145. A Secretaria de Estado de Ciência, ACESSO AOS RECURSOS GENÉTICOS: obtenção e meio de um processo artificial a partir da informação
Tecnologia e Meio Ambiente, na qualidade de utilização dos recursos genéticos, material genético genética ou de outras moléculas biológicas. Inclui
secretaria administrativa do CEMACT, manterá livro e produtos derivados, em condições ex situ e in os extratos semi processados e as substâncias
tombo para cadastro atualizado das entidades situ, existentes no Estado do Acre, dos conheci- obtidas através de transformação de um produto
ambientalistas não-governamentais existentes ou mentos das populações indígenas e comunidades derivado por meio de um processo artificial
atuantes no Estado, a fim de facilitar o intercâmbio locais, associadas aos recursos genéticos ou (hemisístese).
técnico e cultural dos interessados. produtos derivados e dos cultivos agrícolas PROVEDOR DO CONHECIMENTO TRADICIONAL:
Parágrafo único. O cadastro previsto no caput deste domesticados no Estado, com fins de pesquisa, comunidade ou grupo que está capacitado, de
artigo deverá ser atualizado anualmente, com bioprospecção, conservação, aplicação industrial ou acordo com esta lei e por meio do contrato de
revalidação dos dados das entidades no livro tombo. aproveitamento comercial, entre outros. acesso, para participar do processo decisório a
Art. 146. O CEMACT disciplinará o uso de produtos BIOTECNOLOGIA: qualquer aplicação tecnológica respeito do provimento do conhecimento tradicional
agrotóxicos, e seus componentes e a fins de forma que utilize sistemas biológicos ou organismos vivos, que detém.
a complementar a legislação federal e local, e poderá parte deles ou seus derivados, para fabricar ou PROVEDOR DO RECURSO GENÉTICO: entidade que
restringir sua utilização ou proibi-los, quando for modificar produtos ou processos para utilização está capacitada, de acordo com esta Lei e por meio
verificada contaminação de cursos hídricos específica. do contrato de acesso, para participar do processo
afetando-lhes a destinação ou usos previstos. CENTRO DE CONSERVAÇÃO EX SITU: entidade decisório a respeito do provimento do recurso
Art. 147. O Poder Executivo, no prazo de 180 (cento reconhecida pela Secretaria de Estado de Ciência, genético, material genético ou de seus produtos
e oitenta) dias, regulamentará esta lei, naquilo que Tecnologia e Meio Ambiente – SECTMA, que derivados.
não tiver aplicação imediata. coleciona e conserva os componentes de diversidade RECURSOS BIOLÓGICOS: organismos ou parte
Art. 148. Esta lei entra em vigor 30 (trinta) dias biológica fora de seus habitats naturais. destes, populações ou qualquer outro componente
após a data de sua publicação, revogadas as COMUNIDADE LOCAL E POPULAÇÃO INDÍGENA: biótico de ecossistemas, compreendendo os
disposições em contrário. grupo humano distinto por suas condições sociais, recursos genéticos.
Romildo Magalhães da Silva culturais e econômicas, que se organiza total ou RECURSOS GENÉTICOS: a variabilidade genética
Governador do Estado do Acre parcialmente por seus próprios costumes ou de espécies de plantas, animais e microorganismos
tradições ou por uma legislação especial e que, integrantes da biodiversidade, de interesse sócio-
LEI N° 1.235 DE 09 DE JULHO DE 1997 qualquer que seja sua situação jurídica, conserve econômico atual ou potencial, para utilização
suas próprias instituições sociais, econômicas, imediata ou no melhoramento genético, na
“Dispõe sobre os instrumentos de controle do culturais ou parte delas. biotecnologia, em outras ciências e/ou em
acesso aos recursos genéticos do Estado do Acre CONDIÇÕES EX SITU: condições em que os empreendimentos afins.
e dá outras providências.” componentes da diversidade biológica são REPARTIÇÃO DE BENEFÍCIOS: compreende as
O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE conservadas fora do seus habitats naturais. medidas para promover e antecipar o acesso
CONDIÇÕES IN SITU: condições em que os recusos prioritário aos resultados de pesquisa e

31
Complementares
Leis Ordinárias
desenvolvimento, de comercialização ou de recursos genéticos visam à proteção, à VI – acompanhar as pesquisas e inventários da
licenciamento derivados do uso de recursos conservação e a utilização sustentável do diversidade biológica estadual e desenvolver um
genéticos providos; o acesso e transferência de patrimônio natural do Estado, aplicando-se as sistema para organizar e manter esta informação;
tecnologia relacionada a recursos genéticos, disposições desta lei e no que for aplicável, o VII – apoiar a criação e o fortalecimento de
incluindo biotecnologia e a participação em disposto na Lei n. 1.117, de 26 de janeiro de unidades de preservação afim de conservar
atividades de pesquisa e desenvolvimento 1994, a todas as pessoas físicas ou jurídicas, espécies, habitats, ecossistemas representativos
relacionados a recursos biológicos. nacionais ou estrangeiras, que extraiam, usem, e a variabilidade genética dentro das espécies;
USO SUSTENTÁVEL: utilização de componentes da aproveitem, armazenem, comercializem, liberem ou VIII – controlar e prevenir a introdução de espécies
diversidade biológica de modo e em ritmo tais que introduzam recursos genéticos em território exóticas no território estadual;
não levem, no longo prazo, à diminuição da estadual.(Redação dada pela Lei n° 1.238, de 22 IX – criar facilidades para o desenvolvimento e
diversidade biológica, mantendo assim seu potencial de agosto de 1997). p a ra o f o r t a l e c i m e n t o d a s a t i v i d a d e s d e
para atender às necessidades e aspirações das Art. 7º Esta lei se aplica aos recursos genéticos e conservação ex situ da diversidade biológica do
gerações presentes e futuras. seus produtos derivados ocorrentes no território Estado;
Art. 5º Incumbe a todas as pessoas físicas e estadual, assim como aos conhecimentos X – realizar estudos que visem à modificação dos
jurídicas e ao Poder Público, em particular, tradicionais associados das comunidades locais e cálculos das contas estaduais a fim de que estes
preservar o patrimônio genético e a diversidade populações indígenas, e às espécies migratórias reflitam as perdas econômicas resultantes da
biológica do Estado do Acre, promover seu estudo que, por causas naturais, se encontrem no degradação dos recursos biológicos e da perda da
e uso sustentável e controlar as atividades de território estadual. biodiversidade; e
acesso a recursos genéticos, assim como fiscalizar Art. 8º Esta lei não se aplica: XI – identificar as prioridades para a formação de
as entidades dedicadas à pesquisa, coleta, I – aos recursos genéticos e quaisquer pessoal capacitado para proteger, estudar e usar
conservação, manipulação, comercialização, dentre componentes ou substâncias dos seres humanos, a biodiversidade.
outras atividades relativas a esses recursos, na ficando proibida qualquer atividade de acesso com Art. 10. As decisões do Instituto de Meio
forma desta lei, atendidos os seguintes princípios: fins comerciais a esses recursos, componentes ou Ambiente do Acre - IMAC, relativas à autorização
I – soberania sobre os recursos genéticos substâncias, até que entre em vigor lei específica de acesso serão referendadas pelo Conselho
e x i s t e n t e s e s e u s p r o d u t o s d e r i va d o s n a sobre esta matéria; e Estadual do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia
circunscrição do Estado; II – ao intercâmbio de recursos genéticos, - CEMACT e por uma comissão nomeada pelo
II – necessidade de consentimento prévio e produtos derivados, cultivos agrícolas tradicionais CEMACT, até trinta dias da publicação desta lei,
fundamentado das comunidades locais e dos povos e/ou conhecimentos tradicionais associados, e integrada por representantes do Governo
indígenas, para as atividades de acesso aos realizado pelas comunidades locais e pelas Estadual, dos Governos Municipais, de entidades
recursos genéticos situados nas áreas que populações indígenas, entre si, para seus próprios estatais de pesquisa, da comunidade científica,
ocupam, aos seus cultivos agrícolas domesticados fins e baseado em sua prática costumeira. do Ministério Público Estadual, de entidades
e aos conhecimentos tradicionais que detém; representativas das comunidades locais e
III – integridade intelectual do conhecimento TÍTULO II populações indígenas. (Redação dada pela Lei n°
tradicional detido pela comunidade local ou DAS ATRIBUIÇÕES INSTITUCIONAIS 1.238, de 22 de agosto de 1997).
população indígena, garantindo-se-lhe o Art. 11. A qualquer tempo, quando exista
reconhecimento, a proteção, a compensação justa Art 9º Para assegurar o cumprimento do disposto perigo de dano grave e irreversível decorrente
e eqüitativa pelo seu uso e a liberdade de nesta lei, o Poder Executivo Estadual designará de atividade praticada na forma desta lei, e da
intercâmbio entre seus membros e com outras à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Lei n. 1.117, de 1994, o Poder Público deverá
comunidades ou populações análogas; Meio Ambiente - SECTMA, a função de autoridade adotar medidas, com critérios de propor-
IV - inalienabilidade, impenhorabilidade e c o m p e t e n t e , c o m o o b j e t i vo d e p l a n e j a r, cionalidade, destinadas a impedir o dano,
imprescritibilidade dos direitos relativos ao coordenar e supervisionar, e ao Instituto do podendo inclusive sustar a atividade, especial-
conhecimento tradicional detido pelas Meio Ambiente do Acre - IMAC, a função de mente em casos de (Redação dada pela Lei n°
comunidades local ou população indígena e aos controlar, monitorar, fiscalizar e avaliar o 1.238, de 22 de agosto de 1997):
seus cultivos agrícolas domesticados, desenvolvimento das atividades de acesso aos I - perigo de extinção de espécies, subespécies,
possibilitando-se, entretanto, o seu uso, após o recursos genéticos, tudo de acordo com o estirpes ou variedades;
consentimento prévio e fundamentado da previsto nesta lei e com os demais instrumentos II - razões de endemismo ou raridade;
respectiva comunidade local ou população indígena de legislação ambiental do Estado e do País, III - condições de vulnerabilidade na estrutura ou
e mediante justa e eqüitativa compensação, na devendo para tanto (Redação dada pela Lei n° funcionamento dos ecossistemas;
forma desta Lei; 1.238, de 22 de agosto de 1997): IV - efeitos adversos sobre a saúde humana ou
V - participação estadual nos benefícios I - produzir, no prazo de um ano a partir da sobre a qualidade de vida ou identidade cultural
econômicos e sociais decorrentes das atividades publicação desta lei, e atualizar, a cada ano, das comunidades locais e populações indígenas;
de acesso, especialmente em provento do relatório dos níveis de ameaça à biodiversidade V - impactos ambientais indesejáveis ou
desenvolvimento sustentável das áreas onde se estadual e dos impactos potenciais de sua dificilmente controláveis sobre os ecossistemas
realiza o acesso aos recursos genéticos e/ou das deterioração, sobre o desenvolvimento susten- urbanos e rurais;
comunidades locais e populações indígenas tável. (Redação dada pela Lei n° 1.238, de 22 de VI - perigo de erosão genética ou perda de
provedoras do conhecimento tradicional; agosto de 1997). ecossistema, de seus recursos ou de seus
VI – prioridade, no acesso aos recursos genéticos, II – elaborar as diretrizes técnicas e científicas componentes, por coleta indevida ou incontrolada
para os empreendimentos que se realizem no para o estabelecimento de prioridades para a de germoplasma;
território estadual; conservação de ecossistemas, espécies e gens, VII - descumprimento de normas e princípios de
VII – promoção e apoio às distintas formas de baseadas em fatores como o endemismo, a riqueza biossegurança ou de segurança alimentar; e
geração de conhecimentos e tecnologias dentro e o interrelacionamento de espécies e seu valor VIII - utilização dos recursos com fins contrários
do Estado, dando prioridade ao fortalecimento da ecológico e, ainda, nas possibilidades de gestão aos interesses municipais, estaduais e nacionais.
capacidade estadual respectiva; sustentável; § 1º A falta de certeza científica absoluta sobre o
VIII – proteção e incentivo à diversidade cultural, III – estabelecer, em conjunto com organismos nexo causal entre a atividade de acesso aos
valorizando-se os conhecimentos, inovações e de pesquisa federais, estaduais e municipais, e recursos genéticos e o dano não poderá ser
práticas das comunidades locais sobre a conser- com as comunidades locais, listas dos recursos alegada para postergar a adoção das medidas
vação, uso, manejo e aproveitamento da diversi- genéticos ameaçados de extinção ou de eficazes requeridas.
dade biológica e genética; deterioração e dos locais ameaçados por graves § 2º As medidas previstas neste artigo não
IX – compatibilização com as políticas, princípios e perdas da diversidade biológica; poderão se constituir obstáculo técnico ou restrição
normas relativos à biossegurança; IV – estabelecer mecanismos que possibilitem o comercial encobertos.
X-compatibilização com as políticas, princípios e controle e a divulgação das informações referentes
normas relativas à segurança alimentar do Estado; e às ameaças à diversidade biológica estadual;
XI - integridade do patrimônio genético e da V – desenvolver planos, estratégias e políticas para
diversidade biológica estadual. conservar a diversidade biológica e assegurar que
Art. 6º O controle e a fiscalização do acesso aos o uso dos seus elementos seja sustentável;

32
Leis Complementares
Leis Ordinárias
TÍTULO III do Acre - IMAC, lhe outorgará uma data e número tenha firmado com terceiras pessoas, na forma
DO ACESSO AOS RECURSOS GENÉTICOS de inscrição e o requerente publicará extrato dos prevista nesta lei.
CAPÍTULO I mesmos no Diário Oficial e no órgão de § 1º A instituição pública ou privada que sirva
DO ACESSO AOS RECURSOS EM CONDIÇÕES comunicação da imprensa local de maior de apoio nacional, em regime de contrato
IN SITU circulação, no prazo de dez dias da data de conexo previstos nesta lei, deverá ser aceita
inscrição, para os efeitos de fornecimento de pelo Instituto de Meio ambiente do Acre -
Art. 12. Pessoas físicas ou jurídicas, nacionais, informações por qualquer pessoa. (Redação dada IMAC. (Redação dada pela Lei n° 1.238, de 22 de
estrangeiras ou internacionais poderão apenas pela Lei n° 1.238, de 22 de agosto de 1997). agosto de 1997).
solicitar a autorização para acesso de espécies Parágrafo único. Se a solicitação e a proposta de § 2º A aceitação prevista no parágrafo anterior,
em condições in situ, devendo obrigatoriamente acesso estiverem incompletas, o Instituto de Meio em nenhum caso, fará o Instituto de Meio
o contrato ser assinado e as atividades de Ambiente do Acre - IMAC, os devolverão para fins Ambiente do Acre - IMAC, responsável pelo
acesso desempenhadas por instituição de de correção, no prazo de dez dias da data da cumprimento do respectivo contrato conexo.
pesquisa pública ou privada nacional, de livre entrega.(Redação dada pela Lei n° 1.238, de 22 (Redação dada pela Lei n° 1.238, de 22 de agosto
escolha da entidade estrangeira ou internacional, de agosto de 1997). de 1997).
porém autorizada pelo Instituto de Meio Art. 15. Dentro de sessenta dias seguintes à Art. 20. O contrato de acesso, determinado pelos
Ambiente do Acre - IMAC, e que responderá publicação da solicitação e proposta de acesso, termos e cláusulas mutuamente acordados pelas
solidariamente pelo contrato.(Redação dada pela Instituto de Meio Ambiente do Acre - IMAC partes, deverá conter, além das informações
Lei n° 1.238, de 22 de agosto de 1997). procederá ao seu exame, analisando as prestadas pelo solicitante, todas as demais
Parágrafo único. Pessoas físicas ou jurídicas informações fornecidas segundo o art.13, condições e obrigações a serem cumpridas,
estrangeiras ou internacionais, poderão apenas realizando as inspeções necessárias e emitindo destacando-se:(Redação dada pela Lei n° 1.238,
solicitar autorização para acesso, devendo parecer técnico e legal sobre a procedência ou de 22 de agosto de 1997).
obrigatoriamente o contrato ser assinado e as improcedência da solicitação.(Redação dada pela I - definição do objeto do contrato, tal qual
atividades de acesso desempenhadas por Lei n° 1.238, de 22 de agosto de 1997). registrado na solicitação e proposta de acesso,
instituição de pesquisa pública ou privada Parágrafo único. O prazo previsto no caput poderá que se toma como integrante do contrato;
nacional, de livre escolha da entidade estrangeira ser prorrogado, a juízo do Instituto de Meio II - indicação dos benefícios de toda a ordem
ou internacional, porém autorizada pelo Instituto Ambiente do Acre - IMAC. (Redação dada pela Lei (econômicas, sociais, técnicas, tecnológicas,
de Meio Ambiente do Acre - IMAC, e que n° 1.238, de 22 de agosto de 1997). biotecnológicas, científicas e culturais),
responderá solidariamente pelo contrato. Art. 16. Até a data final do prazo para exame, assinalando-se sua distribuição inicial e posterior;
(Redação dada pela Lei n° 1.238, de 22 de agosto o Instituto de Meio Ambiente do Acre - IMAC, III - determinação da titularidade de eventuais
de 1997). com base no parecer previsto no artigo anterior, direitos de propriedade intelectual e de
deverá deferir ou indeferir a solicitação, sempre comercialização dos produtos e processos obtidos
SEÇÃO I em decisão motivada.(Redação dada pela Lei n° e das condições para concessão de licenças;
Da Solicitação e do Projeto de Acesso 1.238, de 22 de agosto de 1997). IV - determinação das formas de identificação de
§ 1º A decisão de indeferimento será comunicada amostras que permitam o acompanhamento das
Art. 13 Para obter a autorização e firmar o contrato ao interessado e encerrará a tramitação sem atividades de bioprospecção;
previsto no artigo anterior, a pessoa física ou prejuízo de recursos administrativos ou judiciais V - obrigação do solicitante de não ceder ou
jurídica interessada deverá apresentar solicitação, cabíveis. transferir a terceiros o acesso, manejo ou
acompanhada de projeto de acesso, onde constem, § 2º Em caso de deferimento, a decisão será utilização dos recursos genéticos e seus produtos
pelo menos os seguintes itens: comunicada ao interessado no prazo de dez derivados, sem o consentimento expresso do
a) identificação completa do solicitante, que deve dias, e este publicará no Diário Oficial e no órgão Instituto de Meio Ambiente do Acre - IMAC e,
ter capacidade jurídica para contratar e capacidade de comunicação da imprensa local de maior quando for o caso, das comunidades locais ou
técnica comprovada, das pessoas ou entidades circulação, seguindo-se a negociação e populações indígenas d e t e n t o ra s do
associadas ou de apoio e do provedor dos recursos elaboração do contrato de acesso. (Redação conhecimento tradicional ou do cultivo agrícola
genéticos, produtos derivados ou de conhecimento dada pela Lei n° 1.238, de 22 de agosto de 1997). domesticado, objetos do procedimento de acesso;
tradicional; (Redação dada pela Lei n° 1.238, de 22 de agosto
b) informação completa sobre o cronograma de SEÇÃO II de 1997).
trabalho previsto, orçamento e as fontes de Do Contrato de Acesso VI - compromisso do solicitante de comunicar
financiamento; previamente ao Instituto de Meio Ambiente do
c) informação detalhada e especificada dos Art. 17. São partes no contrato de acesso: Acre - IMAC, sobre as pesquisas e utilizações
recursos genéticos, produtos derivados ou a) o Estado, representado pelo Instituto de Meio dos recursos genéticos e produtos derivados
conhecimento tradicional a que se pretende ter Ambiente do Acre - IMAC; (Redação dada pela Lei objetos do acesso;(Redação dada pela Lei n°
acesso, incluindo seus usos atuais e potenciais, n° 1.238, de 22 de agosto de 1997). 1.238, de 22 de agosto de 1997).
sua sustentabilidade ambiental e os riscos que b) o solicitante do acesso; e VII - compromisso do solicitante de transmitir
possam decorrer do acesso; c) o provedor do conhecimento tradicional ou do ao Instituto de Meio Ambiente do Acre - IMAC,
d) descrição circunstanciada dos métodos, cultivo agrícola domesticado, nos casos de contrato os relatórios e demais publicações que realize
técnicas, sistemas de coleta e instrumentos a de acesso que envolvam estes componentes. com base nos recursos genéticos e produtos
serem utilizados; Art. 18. Quando a solicitação de acesso envolver derivados objetos do acesso;(Redação dada pela
e) localização precisa das áreas onde serão um conhecimento tradicional ou um cultivo Lei n° 1.238, de 22 de agosto de 1997).
realizados os procedimentos de acesso; e agrícola domesticado, o contrato de acesso VIII - compromisso do solicitante de informar
f) indicação do destino do material coletado e seu incorporará, como parte integrante, um anexo, previamente ao Instituto de Meio Ambiente do
provável uso posterior. denominado contrato acessório de utilização de Acre - IMAC, sobre a obtenção de produtos ou
§ 1º No caso de acesso a conhecimento tradicional, conhecimento tradicional ou de cultivo agrícola processos novos ou distintos daqueles objeto
o projeto previsto neste artigo deverá vir domesticado, subscrito pelo Instituto de Meio do contrato; (Redação dada pela Lei n° 1.238, de
acompanhado de um protocolo de visitas à Ambiente do Acre - IMAC, pelo provedor do 22 de agosto de 1997).
comunidade local ou população indígena e das conhecimento tradicional ou do cultivo agrícola IX - obrigação do solicitante de apresentar ao
informações recolhidas, de fonte oral ou escrita, domesticado e pelo solicitante, que estabeleça Instituto de Meio Ambiente do Acre - IMAC,
relacionadas ao conhecimento tradicional. a compensação justa e eqüitativa relativa aos relatórios periódicos dos resultados alcançados;
§ 2º O Instituto de Meio Ambiente do Acre - benefícios provenientes da utilização de tal (Redação dada pela Lei n° 1.238, de 22 de agosto
IMAC, poderá, adicionalmente, caso julgue conhecimento t ra d i c i o n a l , i n d i c a n d o - s e de 1997).
necessário, exigir a apresentação de estudo e expressamente a forma de tal participação. X - compromisso do solicitante de solicitar a
relatório de impacto ambiental relativos aos (Redação dada pela Lei n° 1.238, de 22 de agosto prévia autorização do Instituto de Meio
trabalhos a serem desenvolvidos. (Redação dada de 1997). Ambiente do Acre - IMAC, para a transferência
pela Lei n° 1.238, de 22 de agosto de 1997). Art. 19. Durante a fase de negociação do contrato ou movimentação dos recursos genéticos e
Art. 14. Se a solicitação e a proposta de acesso de acesso, o solicitante deverá apresentar à produtos derivados para fora das áreas
estiverem completas, o Instituto de Meio Ambiente autoridade competente os contratos conexos que designadas para o procedimento do acesso;

33
Leis Ordinárias
Complementares
(Redação dada pela Lei n° 1.238, de 22 de agosto IV - o acesso aos recursos genéticos encontrados sobre as atividades de sua responsabilidade, na
de 1997). na área dependerá de autorização e contratos forma e periodicidade que a autoridade determine,
XI - obrigação de depósito obrigatório de realizados na forma dos artigos anteriores; e que serão adequadas à natureza dos trabalhos
amostras dos recursos genéticos e produtos V - o contratante do contrato previsto neste artigo contratados.
derivados objetos do acesso, incluindo todo o terá prioridade para receber autorização e firmar Art. 30. A nulidade do contrato de acesso acarreta
material associado, em instituição designada pelo contrato de acesso aos recursos genéticos a nulidade do contrato conexo.
Instituto de Meio Ambiente do Acre - IMAC, prospectados na área, podendo exercer essa § 1º O Instituto de Meio Ambiente do Acre -
com expressa proibição de saída do Estado de prioridade até o prazo de um ano da data de IMAC, poderá rescindir o contrato de acesso
amostras únicas; (Redação dada pela Lei n° término do contrato. quando se declara a nulidade do contrato conexo,
1.238, de 22 de agosto de 1997). Art. 23. Poderão ser objeto de tratamento se este último for indispensável para a realização
XII - indicação dos mecanismos de captação, confidencial os dados e informações contidos na do acesso. (Redação dada pela Lei n° 1.238, de
distribuição, movimentação e transferência das solicitação, na proposta, na autorização e no 22 de agosto de 1997).
amostras; contrato de acesso, que possam ter uso comercial § 2º A modificação, suspensão, rescisão ou
XVIII - disponibilização ao Instituto de Meio desleal por parte de terceiros, salvo quando seu resolução do contrato conexo poderá implicar a
Ambiente do Acre - IMAC, do conhecimento conhecimento público seja necessário para modificação, suspensão, rescisão ou resolução do
gerado e informação resultante dos trabalhos proteger o interesse público ou meio ambiente. contrato de acesso pela autoridade competente,
desenvolvidos;(Redação dada pela Lei n° 1.238, § 1º Para os efeitos do previsto no caput, o se afete de maneira substancial as condições deste
de 22 de agosto de 1997). solicitante deverá apresentar uma petição último.
XIV - eventuais compromissos de exclusividade justificando, acompanhada de um resumo não-
de acesso em favor do solicitante, sempre que confidencial, que fará parte do expediente SEÇÃO IV
estejam de acordo com a legislação estadual e publicado. Da Execução e Acompanhamento dos
nacional sobre a livre concorrência; § 2º Os aspectos confidenciais ficarão em poder Contratos de Acesso
XV - estabelecimento de garantia que assegure o da autoridade competente e não poderão ser
ressarcimento, em caso de descumprimento das divulgados a terceiros, salvo com ordem judicial. Art. 31. Os procedimentos de acesso deverão,
estipulações do contrato por parte do solicitante; § 3º A confidencialidade não poderá incidir sobre obrigatoriamente, contar com o acompanhamento
XVI - estabelecimento de cláusula de indenização as informações previstas nas alíneas “a”, “d” e de instituição técnico-científica brasileira de
por responsabilidade contratual, extracontratual “e” do art. 13. reconhecido conceito na área objeto do
e por danos ao meio ambiente; Art. 24. O Instituto de Meio Ambiente do Acre procedimento, especialmente designada para tal
XVII - submissão a todas as demais normas - IMAC, poderá propor e celebrar com a pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre -
estaduais e nacionais, em especial as de controle Universidade Federal do Acre e/ou centros de IMAC. (Redação dada pela Lei n° 1.238, de 22 de
sanitário, de biossegurança, de proteção do meio pesquisas nacionais, convênios que amparem a agosto de 1997).
ambiente e aduaneiras; execução de um ou mais contratos de acesso, Art. 32. Caberá ao Instituto de Meio Ambiente
XVIII - disponibilização à SECTMA do de conformidade com os procedimentos previstos do Acre - IMAC, em conjunto com a instituição
conhecimento gerado e informação resultante dos nesta lei. (Redação dada pela Lei n° 1.238, de 22 designada para o acompanhamento dos
trabalhos desenvolvidos; e de agosto de 1997). t ra b a l h o s autorizados, acompanhar o
XIX - participação estadual nos benefícios Art. 25. Serão nulos os contratos que se firmem cumprimento dos termos da autorização e do
econômicos, sociais e ambientais dos produtos e com violação a esta lei, podendo ser decretada contrato de acesso, e especialmente assegurar
processos derivados das atividades de acesso. a nulidade de ofício pelo Instituto de Meio que: (Redação dada pela Lei n° 1.238, de 22 de
Art. 21. O contrato de acesso terá um prazo de Ambiente do Acre - IMAC, ou a requerimento agosto de 1997).
vigência de dois a cinco anos, a contar da data de de qualquer pessoa.(Redação dada pela Lei n° I - o acesso seja feito exclusivamente aos recursos
sua assinatura, sendo renovável por períodos 1.238, de 22 de agosto de 1997). genéticos e produtos derivados autorizados,
iguais aos do instrumento original. quando não for o caso do contrato provisório, e
Parágrafo único. Sem prejuízo de outras cláusulas SEÇÃO III na área estabelecida;
rescisórias, o Instituto de Meio Ambiente do Dos Contratos Conexos de Acesso II - sejam conservadas as condições ambientais
Acre - IMAC, poderá rescindir o contrato de da região onde se desenvolvem os trabalhos;
acesso a qualquer tempo em razão do art. 8º Art. 26. São contratos conexos de acesso aqueles III - haja permanentemente a participação direta
desta lei. (Redação dada pela Lei n° 1.238, de 22 necessários à implantação e desenvolvimento de de um especialista da instituição supervisora;
de agosto de 1997). atividades relacionadas ao acesso aos recursos IV - seja feito um informe detalhado das atividades
Art. 22. Poderão ser requeridas autorizações e genéticos, e que sejam celebrados entre o realizadas e do destino das amostras coletadas; e
celebrados contratos de acesso dispensando-se solicitante e: V - tenha sido entregue amostras das espécies
o cumprimento das alíneas “c” e “e” do art. 13, a) o proprietário ou possuidor de sítio onde se coletadas para serem conservadas ex situ, em
considerados autorizações e c o n t ra t o s localize o recurso genético; e instituição designada pelo Instituto de Meio
provisórios, em áreas com localização e b) a instituição pública ou privada que sirva de Ambiente do Acre - IMAC. (Redação dada pela
dimensões determinadas pelo Instituto de Meio apoio nacional para as atividades de acesso, Lei n° 1.238, de 22 de agosto de 1997).
Ambiente do Acre - IMAC, observado o envolvendo obrigações que não devam fazer parte
zoneamento ecológico do Estado, atendendo-se o do contrato de acesso. SEÇÃO V
seguinte: (Redação dada pela Lei n° 1.238, de 22 Parágrafo único. Os contratos conexos estipularão Da Retribuição
de agosto de 1997). uma participação justa e eqüitativa às partes
I - o contrato previsto neste artigo terá prazo de previstas neste artigo nos benefícios resultantes Art. 33. O Instituto de Meio Ambiente do Acre
vigência máxima de dois anos, a contar da data do acesso ao recurso genético, indicando-se - IMAC, poderá exigir, das pessoas físicas ou
da assinatura, não sendo renovável; expressamente a forma de tal participação. jurídicas autorizadas a realizar trabalhos de
II - o contrato previsto neste artigo deverá Art. 27. A celebração de um contrato conexo não levantamento e de coleta de recursos da
prever um relatório circunstanciado da autoriza o acesso ao recurso genético e seu diversidade biológica, compensação financeira
bioprospecção realizada, a ser entregue ao conteúdo se subordina ao disposto no contrato de ao Estado por este uso.(Redação dada pela Lei
Instituto de Meio Ambiente do Acre - IMAC, acesso e com o estabelecido nesta lei. n° 1.238, de 22 de agosto de 1997).
até cento e oitenta dias contados da data do Art. 28. Os contratos conexos incluirão uma
término do contrato, e que terá tratamento cláusula suspensiva, condicionando o seu SEÇÃO IV
confidencial até o prazo de um ano do término Das Disposições Gerais sobre os
do contrato; (Redação dada pela Lei n° 1.238, de cumprimento à execução do contrato de acesso. Contratos de Acesso
22 de agosto de 1997). Art. 29. Sem prejuízo do acordado no contrato
III - não serão autorizadas utilizações comerciais conexo e independentemente deste, a instituição Art. 34. As permissões, autorizações, licenças,
de produtos ou processos obtidos a partir de pública ou privada de apoio nacional estará contratos e demais documentos que amparem a
procedimentos de acesso executados no âmbito obrigada a colaborar com a autoridade competente pesquisa, coleta, obtenção, armazenamento,
dos contratos provisórios; nas atividades de acompanhamento e controle de transporte ou outra atividade similar ao acesso
atividades de acesso e a apresentar relatórios

34
Leis Ordinárias
Leis Complementares
aos recursos genéticos, vigentes na data da direitos adquiridos ancestralmente, englobando que se aplicarão aos infratores desta lei, entre as
publicação desta lei, de acordo ou não com suas direitos de propriedade industrial, direitos de autor, seguintes:
disposições, não condicionam nem presumem a direitos de melhoria, segredo e outros. I – advertência por escrito;
autorização para o acesso. Art. 43. Os direitos coletivos de propriedade II – apreensão preventiva do recurso coletado,
Art. 35. As pessoas físicas ou jurídicas autorizadas intelectual serão regulamentados no prazo de um assim como de materiais e equipamentos utilizados
a desenvolver trabalhos de acesso aos recursos ano contado da publicação desta lei, obedecendo na ação irregular;
genéticos ficam obrigadas a comunicar à às seguintes diretrizes: III – multa diária cumulativa;
autoridade competente quaisquer informações I – identificação dos tipos de direitos de IV – suspensão do registro, permissão, licença
referentes ao transporte do material coletado, propriedade intelectual que se reconhecem em ou autorização de acesso ao recurso legalmente
sendo também responsáveis civil, penal e cada caso; concedido;
administrativamente pelo inadequado uso ou II – definição dos requisitos e procedimentos V – revogação da permissão ou licença para acesso
manuseio de tal material e pelos efeitos adversos exigidos para que seja reconhecido o direito ao recurso;
de sua atividade. intelectual coletivo e a titularidade do mesmo; e VI – apreensão definitiva do recurso coletado, dos
Art. 36. A autorização ou contrato para acesso III – definição de um sistema de registro coletivo, materiais e equipamentos utilizados na ação
aos recursos genéticos não implica autorização de procedimentos e de direitos e obrigações dos irregular;
para sua remessa ao exterior, a qual deverá titulares. VII - embargo da atividade;
ser previamente solicitada e justificada ao Art. 44. Fica assegurado às comunidades locais o VIII - destruição ou inutilização do produto;
Instituto de Meio Ambiente do Acre - IMAC. direito de não permitir a coleta de recursos IX - cancelamento do registro, licença ou
(Redação dada pela Lei n° 1.238, de 22 de agosto biológicos e genéticos e o acesso ao conhecimento autorização legalmente concedidos; e
de 1997). tradicional em seus territórios, assim como o de X - intervenção no estabelecimento.
Art. 37. É ilegal o uso de recursos genéticos e exigir restrições a estas atividades fora de seus Parágrafo único. As sanções estabelecidas neste
seus produtos derivados, para fins de pesquisa, territórios, quando se demonstre que estas artigo serão aplicadas sem prejuízo de ações civis
conservação ou aplicação industrial ou comercial, atividades ameacem a integridade de seu ou penais cabíveis.
que não tenha sido objeto de acesso segundo as patrimônio natural ou cultural.
disposições desta lei. Art. 45. Não reconhecerão direitos individuais de CAPÍTULO VII
Art. 38. Não se reconhecerão direitos sobre propriedade intelectual, registrados dentro ou fora DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
recursos genéticos e seus produtos derivados do Estado, relativos a recursos biológicos ou
obtidos ou utilizados em descumprimento desta genéticos, derivados deles ou processados Art. 51. O Poder Executivo regulamentará esta lei
lei, não se considerando válidos títulos de respectivos, quando: por proposta encaminhada pelo CEMACT, pela
propriedade intelectual ou similares sobre tais I - utilizem conhecimento coletivo de comunidades Comissão prevista no art. 10 da lei em tela, no
recursos ou sobre produtos ou processos locais; ou prazo de sessenta dias a contar da data de sua
resultantes do acesso em tais condições. II - tenham sido adquiridos sem o certificado de publicação.
acesso e a licença de saída do Estado. Art. 52. Esta lei entra em vigor na data de sua
CAPÍTULO II publicação.
DO ACESSO AOS RECURSOS EM CONDIÇÕES TÍTULO V Art. 53. Revogam-se as disposições em contrário.
EX SITU DO DESENVOLVIMENTO E TRANSFERÊNCIA Rio Branco, 9 de julho de 1997, 109º da República,
DE TECNOLOGIA 95 de Tratado de Petrópolis e 36º do Estado do
Art. 39. O Instituto de Meio Ambiente do Acre Acre.
- IMAC, poderá firmar com terceiros, contratos Art. 46. O Poder Executivo Estadual promoverá e ORLEIR MESSIAS CAMELI
de acesso a recursos genéticos que estejam apoiará o desenvolvimento de tecnologias Governador do Estado do Acre
depositados em centros de conservação ex estaduais sustentáveis para o uso e melhoramento
situ, localizados no território estadual .(Redação de espécies, estirpes e variedades autóctones e LEI Nº 1.277 DE 13 DE JANEIRO DE 1999
dada pela Lei n° 1.238, de 22 de agosto de 1997). dará prioridade aos usos e práticas tradicionais
Art. 40. Os acordos de transferência de material dentro dos territórios das comunidades locais, de “Dispõe sobre concessão de subvenção econômica
ou análogos entre centros de conservação ex situ acordo com suas aspirações. aos produtores de borracha natural bruta do
ou estes centros e terceiros, internamente ou Parágrafo único. Para os fins deste artigo, o Poder Estado do Acre e dá outras providências.”
mediante importação ou exportação, constituem Executivo Estadual promoverá o levantamento e O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE
modalidades de contrato de acesso. a avaliação das biotecnologias tradicionais e locais. FAÇO SABER que a Assembléia Legislativa do
Parágrafo único. Os acordos previstos no caput Art. 47. Será permitida a utilização de Estado do decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
serão válidos desde que sejam compatíveis com biotecnologias estrangeiras, sempre e quando Art. 1º Fica o Poder Executivo autorizado a
as condições pactuadas no primeiro contrato de estas submetam a esta lei e demais normas sobre conceder subvenção econômica aos produtores
acesso ao recurso intercambiado. biossegurança, e a empresa pretendente assuma estaduais de borracha natural bruta, no valor de
integralmente a responsabilidade por qualquer até R$ 0,40 (quarenta centavos de real) por quilo,
TÍTULO IV dano que possam acarretar à saúde, ao meio podendo ser corrigido e atualizado através de
DA PROTEÇÃO DO CONHECIMENTO ambiente ou às culturas locais, no presente e no decreto do Poder Executivo.
TRADICIONAL ASSOCIADO futuro. Parágrafo único. A subvenção econômica será
AOS RECURSOS GENÉTICOS Art. 48. Serão criados mecanismos para assegurar regulamentada por decreto do Poder Executivo.
e facilitar aos pesquisadores nacionais o acesso e Art. 2º As despesas decorrentes com a subvenção
Art. 41. O Poder Executivo Estadual reconhece e transferência de tecnologias pertinentes para econômica, criada no artigo anterior, correrão por
protege os direitos das comunidades locais de se c o n s e r va ç ã o e u t i l i z a ç ã o s u s t e n t á v e l d a conta de dotação orçamentária própria do Tesouro
beneficiar coletivamente por suas tradições e diversidade biológica ou que utilizem recursos Estadual, Órgão 1600, Unidade Orçamentária
conhecimentos e de serem compensadas pela genéticos e que não causem danos ao meio natural 1620, Programa/Projeto 04401831.035, Elemento
conservação dos recursos biológicos e genéticos, e cultural do Estado. de Despesa 3212.
seja mediante direitos de propriedade intelectual Art. 49. Em caso de tecnologias sujeitas a patentes Art. 3º Fica o Poder Executivo autorizado a celebrar
ou de outros mecanismos. ou outros direitos de propriedade intelectual, será c o nv ê n i o s c o m e n t i d a d e s n a c i o n a i s e
Parágrafo único. A proteção aos conhecimentos, garantido que os procedimentos de acesso e de internacionais, objetivando fomentar a produção
inovações e práticas desenvolvidas mediante transferência de tecnologia se façam em condições da borracha.
p r o c e s s o s c u m u l a t i v o s d e c o n s e r va ç ã o e que garantam a proteção adequada a esses Art. 4º Esta Lei entrará em vigor na data de sua
melhoramento da biodiversidade, nos quais não é direitos. publicação, revogadas as disposições em contrário.
possível identificar um indivíduo responsável Rio Branco, 13 de janeiro de 1999, 111º da
diretamente por sua geração, obedecerá regras TÍTULO VI República, 97º do Tratado de Petrópolis e 38º do
específicas para direitos coletivos de propriedade DAS SANÇÕES ADMINISTRATIVAS Estado do Acre.
intelectual. JORGE VIANA
Art. 42. Os direitos coletivos de propriedade Art. 50. O Poder Executivo estabelecerá em Governador do Estado do Acre
intelectual constituem o reconhecimento de regulamento o sistema de sanções administrativas

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Leis Ordinárias
Complementares
LEI Nº 1.289 DE 07 DE JULHO DE 1999 termos da Legislação Tributária Estadual e do I – quanto aos itens I, III, IV e V, o Secretário
regulamento desta lei. Executivo de Agricultura e Pecuária;
“Dispõe sobre a inspeção e fiscalização sanitária Art. 9º - Compete à Secretaria Executiva de II – aquelas do item II e parágrafo 1º, a Junta de
e industrial dos produtos de origem animal no Agricultura e Pecuária – SEAP. o cadastro dos Recursos Fiscais do Estado do Acre.
Estado do Acre e dá outras providências.” estabelecimentos industriais ou entrepostos de Parágrafo único – Nas decisões contrárias ao
O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE: origem animal do Estado do Acre. Estado do Acre, a autoridade julgadora deverá
Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta Parágrafo único – Nenhum estabelecimento recorrer de ofício no órgão superior.
e eu sanciono a seguinte lei: industrial ou estrepostos de produtos de origem Art. 16 - O produto da arrecadação da taxa de
Art. 1º - Esta lei regula a obrigatoriedade da prévia animal poderá funcionar no Estado, sem que esteja expediente bem como das multas eventualmente
inspeção e fiscalização dos produtos de origem previamente registrado na Secretaria Executiva impostas, ficará vinculado à Secretaria Executiva
animal, produzidos no Estado do Acre e destinados de Agricultura e Pecuária - SEAP. de Agricultura e Pecuária - SEAP e será aplicado
ao consumo, nos limites de sua área geográfica, Art. 10 - Os estabelecimentos registrados que conforme dispuser a regulamentação da presente
em consonância com o disposto nas Leis Federais adquirirem produtos de origem animal para lei.
nº 1.283, de l8 de dezembro de l950, e 7.889, de beneficiar, manipular, industrializar ou armazenar, Art. 17 – Cabe à Secretaria Executiva de
23 de novembro de l989. deverão manter livro especial do registro de Agricultura e Pecuária – SEAP dar cumprimento
Art. 2° - Serão objeto de inspeção e fiscalização entrada e saída, constando obrigatoriamente a às normas estabelecidas na presente lei e aplicar
previstas nesta lei, entre outros: natureza, origem e a procedência das mercadorias. as penalidades nela previstas.
I – os animais destinados ao abate, seus produtos, Art. 11 – Os laboratórios da rede oficial, quando Art. 18 - Fica ressalvada a competência da União,
subprodutos e matérias-primas; solicitados, darão apoio técnico para a feitura de através do Ministério da Agricultur a e do
II – o pescado e seus derivados; análises referentes aos produtos de origem animal. Abastecimento na inspeção e fiscalização de que
III – o leite e seus derivados; Art. 12 - Os produtos referidos nos incisos IV e V trata esta lei, quando a produção for destinada ao
IV – os ovos e seus derivados; e do artigo 3º, destinados ao comércio no Estado comércio interestadual ou internacional, sem
V – o mel de abelha, a cera e seus derivados. do Acre, que não puderem ser fiscalizados nos prejuízo da colaboração da Secretaria Executiva
Art. 3º - A inspeção e fiscalização de que trata centros de produção e nos pontos de embarque, de Agricultura e Pecuária - SEAP.
esta lei proceder-se-á: serão posteriormente inspecionados nos Art. 19 - Os recursos financeiros necessários à
I-nos estabelecimentos industriais especializados, entrepostos e em outros estabelecimentos implementação da presente lei serão fornecidos
situados em áreas urbanas ou rurais e nas localizados nos centros consumidores, na forma pelas verbas alocadas à Secretaria Executiva de
propriedades rurais com instalações adequadas que for estabelecida no regulamento da presente A g r i c u l t u ra e Pe c u á r i a , c o n s t a n t e s n a l e i
para o abate de animais e seu preparo ou lei. Orçamentária do Estado do Acre.
industrialização, sob qualquer forma, destinados Art. 13 - As autoridades de saúde pública, em Art. 20 - A presente lei será regulamentada através
ao consumo; função do policiamento da alimentação, de decreto do Governador do Estado do Acre e,
II-nos entrepostos de recebimento, de distribuição comunicarão à Secretaria Executiva de Agricultura nos casos relativos à competência interna será
do pescado e nas fábricas que o industrializarem; e Pecuária – SEAP, os resultados das análises detalhada mediante portaria do Secretário
III – nas usinas de beneficiamento de leite, nas sanitárias que realizarem nos produtos de origem Executivo de Agricultura e Pecuária.
fábricas de laticínios, nos postos de recebimento, animal apreendidos ou inutilizados nas diligências Art. 21 – Fica o Poder Executivo autorizado a
refrigeração e manipulação dos seus derivados e a seu cargo. r e g u l a m e n t a r p o r d e c r e t o a e s t r u t u ra
nas propriedades rurais com instalações Art. 14 - As infrações às normas previstas nesta administrativa necessária ao cumprimento das
adequadas para manipulação, industrialização ou lei serão punidas, isolada ou cumulativamente, atividades previstas nesta lei.
preparo do leite e seus derivados, sob qualquer com as seguintes sanções, sem prejuízo das Art. 22 - Esta lei entrará em vigor na data de
forma, para o consumo; punições de natureza civil e penal cabíveis: publicação, revogando–se as disposições em
IV – nos entrepostos de ovos e nas fábricas de I – advertência, quando o infrator for primário ou contrário.
produtos e derivados; não tiver agido com dolo ou má-fé; Rio Branco – AC, 07 de julho de 1999, 111º da
V – nos entrepostos que, de modo geral, recebam, II – multa de até 250 (duzentos e cinqüenta) UPF- República, 97º do Tratado de Petrópolis e 38º do
manipulem, armazenem, conservem ou AC, nos casos de reincidência, dolo ou má-fé; Estado do Acre.
acondicionem produtos de origem animal; e III – apreensão ou inutilização das matérias- JORGE VIANA
VI – nos apiários. primas, produtos, subprodutos e derivados de Governador do Estado do Acre
Art. 4º - Compete à Secretaria Executiva de origem animal, quando não apresentarem
Agricultura e Pecuária - SEAP a inspeção e condições higiênico–sanitárias adequadas ao fim LEI Nº 1.290 DE 20 DE JULHO DE 1999
fiscalização previstas nesta lei, nos a que se destinam ou forem adulterados;
estabelecimentos industriais ou entrepostos de IV – suspensão das atividades dos “ D i s p õ e s o b r e a c r i a ç ã o d o p r o g ra m a d e
produtos de origem animal. estabelecimentos, se causarem risco ou ameaça aproveitamento agrícola das praias dos rios e
Parágrafo único – É expressamente proibida a de natureza higiênico–sanitária ou no caso de demais cursos d’água do Estado do Acre.”
duplicidade de inspeção sanitária e fiscalização em embaraço da ação fiscalizadora; O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE
qualquer dos estabelecimentos previstos no caput, V – interdição total ou parcial do estabelecimento, FAÇO SABER que a Assembléia Legislativa do
por outros órgãos do Estado do Acre. quando a infração consistir na falsificação ou Estado do Acre decreta e eu sanciono a seguinte
Art. 5º - A inspeção e fiscalização de que trata a adulteração de produtos ou se verificar a Lei:
presente lei abrangem os aspectos industrial e inexistência de condições higiênico–sanitárias Art. 1º O Governo do Estado do Acre cria o
sanitário dos produtos de origem animal, adequadas. Programa de Aproveitamento Agrícola de Praias
comestíveis e não comestíveis sejam ou não § 1º - As multas poderão ser elevadas até o do Estado do Acre.
adicionados produtos vegetais, preparados, máximo de 50 vezes, quando o volume do negócio Art. 2º A execução do referido programa ficará a
transformados, depositados ou em trânsito. do infrator faça prever que a punição será ineficaz. c a r g o d o s ó r g ã o s d o G o ve r n o d o E s t a d o
Art. 6º - Os estabelecimentos industriais e § 2º - Constituem agravantes o uso de artifícios, responsáveis pela política agrícola, podendo estes
entrepostos de produtos de origem animal, ardil, simulação, desacato, embaraço ou estabelecer convênios e parcerias com prefeituras
somente poderão funcionar na forma da legislação resistência à ação fiscal. e/ou entidades públicas ou privadas.
Federal, Estadual e Municipal vigente e mediante § 3º - A interdição poderá ser levantada após o Art. 3º O programa levará em consideração a
prévio registro da Secretaria Executiva de atendimento das exigências que motivarem a produção de alimentos, o bem estar social dos
Agricultura e Pecuária, observando o disposto no sanção. beneficiados e o meio ambiente.
Art. 18. § 4º - Se a interdição não for levantada nos termos Art. 4º Esta Lei entrará em vigor na data de sua
Art. 7º - A fiscalização e a inspeção de que trata a do parágrafo anterior, decorridos 12 meses, será publicação, revogando-se as disposições em
presente lei serão exercidas em caráter periódico cancelado o respectivo registro. contrário.
ou permanente, segundo as necessidades do Art. 15 - As penalidades impostas na forma do Rio Branco, 20 de Julho de 1999, 111º da
serviço. artigo precedente serão aplicadas pelo Diretor do República 97º do Tratado de Petrópolis e 38º do
Art. 8º - Será cobrada taxa de expediente pela Departamento de Defesa e Inspeção Sanitária - Estado do Acre.
lavratura de laudo de vistoria, quando da inspeção DDIS, da Secretaria Executiva de Agricultura e JORGE VIANA
dos estabelecimentos referidos no artigo 3º, nos Pecuária - SEAP, com recurso voluntário para: Governador do Estado do Acre

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Leis Complementares
Leis Ordinárias
LEI Nº 1.294 DE 08 DE SETEMBRO DE 1999 os bens a que se refere os arts. 1º e 2º desta Lei, técnico e executivo das deliberações emanadas
a saber: pelo Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural,
“Institui o Conselho e cria o Fundo de Pesquisa e I - Livro do Tombo Histórico, destinado ao cuja constituição e atribuições estão previstas nos
Preservação do Patrimônio Histórico Cultural do registro de bens móveis e imóveis que se arts. 28 e 29 da presente Lei.
estado do acre e dá outras providências” encontram investidos de valor e significado Art. 9º A Fundação de Cultura e Comunicação Elias
O GOVERNO DO ESTADO DO ACRE: histórico ou que estejam associadas aos diversos Mansour, enquanto órgão executor da Política de
Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado fatos e processos que configuram a história Patrimônio Histórico e Cultural do Estado, possui
do acre decreta e eu sanciono a seguinte Lei: regional, nacional e internacional. Presta-se as seguintes atribuições:
também ao registro das obras de arte tidas e I - fornecer pareceres técnicos sobre as propostas
CAPÍTULO I consideradas como históricas; de tombamento de bens móveis e imóveis, quer
DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL I I - L i v r o d o To m b o E t n o g r á f i c o e d a s no sentido de sua efetivação, quer no sentido de
Manifestações Artísticas e Culturais Populares, a seu cancelamento;
Art. 1º Constitui e integra o Patrimônio Histórico ser utilizado para registro dos bens relacionados II - promover, coordenar e executar programas e
e Cultural do Estado do Acre todo o conjunto de à cultura material e imaterial das diferentes raças projetos de ensino, pesquisa e divulgação
bens móveis e imóveis, materiais e imateriais, e etnias que habitam o Estado do Acre, das relacionados à preservação e dinamização do
existentes no âmbito de seu território, cujo comunidades de seringueiros e de outros Patrimônio Histórico e Cultural do Estado;
conteúdo e significado se encontram vinculados à segmentos sociais da região que possuam III - realizar o inventário geral dos bens culturais
formação da consciência histórica, social e cultural produção cultural específica; também deve relevantes para a constituição do acervo do
da população acreana. r e g i s t ra r a s d i f e r e n t e s l í n g u a s i n d í g e n a s Patrimônio Histórico e Cultural da região, cuja
Art. 2º Fazem parte do Patrimônio Histórico e remanescentes no Estado e os diferentes dialetos preservação e conservação sejam de interesse
Cultural do Acre os bens tidos e caracterizados d a l í n g u a p o r t u g u e s a q u e s e f o r m a ra m público e de relevância para o conjunto da
como históricos, arqueológicos, paleontológicos, historicamente na região, bem como registrar sociedade acreana;
etnográficos, lingüísticos, folclóricos, urbanísticos, expressões folclóricas, lendas, danças, festas, IV - organizar museus, casas de cultura, centros
arquitetônicos, artísticos, bibliográficos, manifestações de religiosidade popular, medicina de documentação, centros de pesquisa e demais
cinematográficos, videográficos e audiofônicos que popular e demais atividades artísticas e culturais entidades relacionadas com a preservação
foram e são relevantes para o desenvolvimento correlatas; histórico-cultural do nosso Estado, mantendo-os
sócio-cultural e para a continuidade da identidade III - Livro do Tombo Arqueológico, Paleontológico d i r e t a m e n t e o u i n d i r e t a m e n t e a t ra v é s d e
regional acreana. e dos Monumentos Naturais destinado ao registro convênios, contratos e acordos com instituições e
§ 1º Também são considerados como parte das jazidas e sítios pré-históricos de qualquer organismos públicos ou privados, nacionais e/ou
integrante do Patrimônio Histórico e Cultural do natureza, origem ou finalidade; coleções e peças estrangeiras;
Estado do Acre os monumentos naturais, sítios e arqueológicas ou pré-históricas referentes à V - manter e exercer a vigilância permanente dos
paisagens que foram agenciados pela ação cultura paleoameríndia brasileira; também deve bens tombados, solicitando, se necessário, para o
humana ou não, que se destaquem por sua registrar sítios arqueológicos históricos; sítios bom desempenho da função fiscalizadora, o auxílio
singularidade ou que apresentem interesse paleontológicos e das espécies de fauna e flora e cooperação dos organismos policiais do Estado
paisagístico ou ambiental relevantes. fóssil de períodos geológicos antigos, cujos e da União;
§ 2º O Patrimônio Histórico e Cultural do Estado exemplares se encontram na região; serão VI - desenvolver e realizar convênios com
do Acre, inclui, ainda, aqueles bens culturais que registrados neste livro também as paisagens, instituições públicas ou privadas, nacionais ou
foram transferidos da região para o exterior e/ou áreas e locais agenciados ou não, pela ação do estrangeiras, para obtenção dos recursos
para outros Estados dentro do País por seus homem, bem como dos “espécimes” de fauna e necessários à execução da política de preservação
proprietários. flora que as integram, cuja preservação seja do Patrimônio Histórico e Cultural;
Art. 3º A presente lei incide sobre os bens das relevante para a pesquisa científica, história VII - promover a cooperação técnica entre os
pessoas físicas e jurídicas de direito privado, bem natural e até mesmo para atividades turísticas; e diversos segmentos institucionais nacionais e/ou
como, sobre os bens de órgãos públicos IV - Livro do Tombo das Belas Artes e Artes estrangeiros, no sentido de atingir os objetivos
municipais, estaduais ou federais. Aplicadas, a ser utilizado para o registro dos bens preconizados nesta Lei;
Art. 4º Os bens mencionados no artigo acima, e obras que podem ser considerados na categoria VIII - realizar periodicamente visitas de
somente constituirão parte do Patrimônio Histórico geral de arte, quer porque constituem bens de fiscalização e verificação da situação e estado de
e Cultural do Estado do Acre, após proceder-se a arte erudita, quer porque constituem bens de arte conservação dos bens tombados, bem como
sua inscrição e documentação, individual ou em popular; bem como aqueles bens classificados regulamentar, acompanhar e supervisionar o uso
conjunto, em qualquer dos Livros de Tombo de como pertencentes às artes aplicadas, nacionais deles, seja para fins comerciais e/ou turísticos;
que trata o art. 6º desta lei. e/ou estrangeiras. IX - emitir pareceres técnicos sobre licenças de
Art. 5º São excluídas do Patrimônio Histórico e Parágrafo único. Cada um dos livros do tombo funcionamento para atividades diversas daquelas
Cultural do Acre as obras de origem estrangeira: mencionados acima poderá ter diversos volumes, previstas originalmente para os bens tombados e
I – de propriedade de representações diplomáticas e m n ú m e r o n e c e s s á r i o e s u f i c i e n t e p a ra sobre outras situações;
ou consulares no País; contemplar a totalidade dos bens específicos X - manter em caráter permanente um serviço de
II – que estejam incluídas entre os bens referidos e classificados sob cada título. consultoria técnica, no âmbito de suas funções,
contemplados no art. 10 da Lei de Introdução ao Art. 7º O tombamento será deliberado pelo com competência para subsidiar e assessorar os
Código Civil, e que continuem sujeitas à lei pessoal Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural e órgãos públicos e entidades ou empresas de direito
do proprietário; p r o m o v i d o p e l a F u n d a ç ã o d e C u l t u ra e privado, na formulação e implantação de projetos
III – que pertençam às empresas comerciais de C o m u n i c a ç ã o E l i a s M a n s o u r, a t r av é s d o de tombamento;
objetos e artigos históricos, artísticos e de Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural, XI - constituir um serviço técnico de análise de
antigüidade; homologado pelo Governador do Estado. projetos de edificação que alterem o entorno de
IV – que tenham sido adquiridos por empresas Art. 8º É competência da Fundação de Cultura e bens tombados; bem como de projetos de
importadoras, ou por pessoa física, no sentido de Comunicação Elias Mansour, por intermédio do reparação e restauração de bens móveis e imóveis
adornarem seus estabelecimentos ou residências; e Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural, que possuam características arquitetônicas ou
V – que tenham sido trazidas para fins educativos, coordenar a política de proteção e conservação históricas originais; e,
comemorativos, comerciais e de exportação. dos bens móveis e imóveis, de propriedade pública XII – cumprir as determinações emitidas pelo
ou privada, tombados na forma desta lei, bem Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural, opinar
CAPÍTULO II como planejar, promover e executar ações que sobre assuntos por ele encaminhados e informar
DO TOMBAMENTO venham a implementar a valorização e o resgate ao Conselho as suas atividades, através de
do Patrimônio Histórico e Cultural do Estado do relatório anual.
Art. 6º A Fundação de Cultura e Comunicação Elias Acre. Art. 10. O tombamento será efetivado das
Mansour, através do Departamento de Patrimônio Parágrafo único. À Fundação de Cultura e seguintes maneiras:
Histórico e Cultural, manterá atualizado quatro C o m u n i c a ç ã o E l i a s M a n s o u r, a t r av é s d o I - de ofício, com simples notificação à entidade
Livros de Tombo, nos quais serão documentados Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural, quando o bem a ser tombado pertencer ao poder
cumpre exercer as funções de órgão de apoio público ou estiver sob a guarda do mesmo;

37
Leis
Leis Ordinárias
Complementares
II - voluntário, quando o proprietário solicita o de conservação nos termos técnicos fixados pelo órgão competente no prazo máximo de dez dias,
tombamento ou quando, depois de notificado pelo Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural sob pena de multa de até 200 UFIRs, ou outro
órgão competente, este anuir, por escrito, a da Fundação de Cultura e Comunicação Elias índice que vier substituí-lo.
inscrição do bem no livro do tombo a que se refere; Mansour; Art. 22. Quando o proprietário do bem tombado
e II - os bens móveis de propriedade e domínio do não dispuser de recursos para proceder a
III - compulsório, na hipótese do proprietário Estado do Acre podem ser transferidos à União, restauração ou conservação do mesmo, deverá
recusar-se a inscrever o bem no livro do tombo desde que sejam conservados no âmbito do Estado dar conhecimento de sua situação à repartição
pertinente, após a instauração do processo regular. ou de seus Municípios; e, competente, sob pena de multa correspondente a
Art. 11. Quando se tratar de tombamento III - os bens móveis pertencentes aos Municípios dez por cento da importância estipulada como
compulsório, o órgão competente procederá da podem ser transferidos à União, desde que esta avaliação do bem.
seguinte maneira: se comprometa a conservá-los no âmbito dos § 1º Após receber a comunicação, o Diretor
I - notificará o proprietário do bem, objeto do próprios Municípios do Estado do Acre. Presidente da Fundação de Cultura e Comunicação
tombo, para, no prazo de trinta dias, manifestar, § 1º Uma vez realizada a transferência, o Elias Mansour determinará a elaboração de parecer
formalmente e por escrito, sua anuência ou, se Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural técnico pelo Departamento de Patrimônio Histórico
for o caso, manifestar formalmente e por escrito deverá ser comunicado imediatamente. e Cultural e o encaminhará ao Conselho de
a sua impugnação; § 2º Nenhum bem imóvel público tombado, isto é Patrimônio Cultural, que decidirá pela conservação
II - se não ocorrer durante o prazo estabelecido inscrito no livro do tombo correspondente, poderá e restauração da coisa tombada, ou poderá
nenhuma manifestação por parte do proprietário, ser entregue a empresa ou entidade privada para encaminhar resolução no sentido de que seja feita
s e r á p r o c e d i d o p o r d e c u r s o d e p r azo o uso, sem parecer prévio favorável da Fundação desapropriação do referido bem.
tombamento, através de simples despacho; e de Cultura e Comunicação Elias Mansour e sem § 2º Se o órgão competente não se pronunciar ou
III - caberá ao Departamento de Patrimônio que seja estabelecido termo de compromisso de não tomar nenhuma das medidas previstas no
Histórico e Cultural da Fundação de Cultura e c o n s e r va ç ã o, r e n o va d o a n u a l m e n t e e d e parágrafo anterior, no prazo de seis meses, o
Comunicação Elias Mansour implantar ou não o conformidade com as exigências estabelecidas pelo proprietário terá o direito de requerer a anulação
tombamento, após análise e deliberação do Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural. do tombamento.
Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural do A infração das cláusulas estabelecidas implicará § 3º Se for constatada relevante urgência de obras
Estado do Acre acerca da impugnação oferecida em multa de até 400 UFIRs e a suspensão imediata de reparação e/ou restauração em qualquer dos
pelo proprietário do bem. do direito ou concessão de uso. bens tombados, o Departamento de Patrimônio
Art. 12. A iniciativa do tombamento compete: Art. 17. Os bens móveis e imóveis tombados, de Histórico e Cultural da Fundação de Cultura e
I - a todo e qualquer cidadão residente no Estado propriedade particular, podem ser alienados ou Comunicação Elias Mansour deverá tomar a
do Acre, através de ofício ou qualquer proposta transferidos desde que observadas as seguintes iniciativa de propô-las, projetá-las e executá-las
escrita, assinada, com firma reconhecida em condições: às expensas do Estado, mesmo sem haver sido
c a r t ó r i o, o n d e c o n s t e m s u m a r i a m e n t e a I - no caso de bens tombados de natureza móvel, cientificado pelo proprietário.
identificação do bem e as razões que o levaram a o transmitente deve cientificar o adquirente Art. 23. No entorno do bem imóvel tombado não
propor o seu tombamento; e através de cláusula de não remoção do bem para é permitida qualquer edificação que venha impedir
II - ao Departamento de Patrimônio Histórico e fora do território estadual; e ou reduzir a visibilidade, colocação de cartazes
Cultural, que poderá propor realização do II - imediatamente à transferência de domínio do ou anúncios, bem como, qualquer tipo de placas
tombamento mediante portaria administrativa, bem tombado, o adquirente terá trinta dias para ou letreiros que venham comprometer a imagem
onde constem a identificação do bem, suas notificar ao órgão competente, caso contrário, ou a estrutura do bem tombado, sob pena de
c a ra c t e r í s t i c a s e j u s t i f i c a t i va p a r a o s e u incorrerá em multa de trinta por cento sobre o demolição da obra ou retirada dos materiais
tombamento. valor do bem. afixados, salvo quando houver autorização
Art. 13. Todos os bens imóveis inscritos nos livros Art. 18. A saída de bem móvel tombado nos limites expressa prévia do órgão responsável pelo
do tombo pertinente, quer sejam públicos ou geográficos do Estado do Acre será feita somente Patrimônio Cultural do Estado.
particulares, deverão, a requerimento da Fundação para fins de promoção e intercâmbio cultural, ou Art. 24. Os bens tombados estão sujeitos à
de Cultura e Comunicação Elias Mansour, ter seu restauração, mediante autorização formal da vigilância e fiscalização permanente do
registro averbado pelo respectivo cartório, Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour. Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural
conforme determina o art. 13 do Decreto-Lei n. § 1º Tentada, excetuando-se o caso previsto no da Fundação de Cultura e Comunicação Elias
25, de 30 de novembro de 1937. caput deste artigo, a exportação para fora do Mansour, que poderá inspecioná-los e verificá-los
Art. 14. Os sítios e jazidas arqueológicas, Estado, da coisa tombada, será pedido o seu toda vez que achar conveniente, mediante simples
paleontológicas, ambientais ou paisagísticas seqüestro pelo Estado do Acre, através da comunicação ao proprietário do mesmo, não
existentes no Estado poderão também ser Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour podendo este ou seus responsáveis criar
tombados pelo órgão competente na esfera junto ao Estado ou País em que se encontrar. empecilhos à inspeção, sob pena da multa de 200
estadual, após juízo e deliberação do Conselho do § 2º Apurada a responsabilidade do proprietário, UFIRs, aplicada em dobro em caso de reincidência.
Patrimônio Histórico e Cultural do Estado do Acre, ser-lhe-á imposta a multa de cinqüenta por cento Art. 25. Todo e qualquer ato lesivo e abusivo
desde que em concordância com a Lei Federal n. do valor da coisa, que permanecerá seqüestrada cometido contra bens tombados será equiparado
3.924, de 26 de julho de 1961, e com o art. 23 da em garantia do pagamento, e até que este se faça. aos atos contra o Patrimônio Público, ficando
Constituição da República Federativa do Brasil de § 3º No caso de reincidência, a multa será elevada sujeitos às sanções e penas cominadas na Lei.
1988. ao dobro.
CAPÍTULO III Art. 19. No caso de mudança definitiva do CAPÍTULO IV
DOS EFEITOS DO TOMBAMENTO proprietário do bem móvel tombado, ficam DO DIREITO DE PREFERÊNCIA
excluídas as condições e proibições contidas nos
Art. 15. Ao iniciar-se o processo de tombamento, arts. 17 e 18 desta lei, desde que tenha sido Art. 26. Nos casos de alienação onerosa dos bens
imediatamente incidirão e recairão sobre o bem oferecido por escrito à instituição competente o tombados pertencentes às pessoas físicas ou
os efeitos legais contidos nesta Lei. direito de preferência de aquisição e desde que a jurídicas de direito privado, fica garantido ao Poder
Art. 16. Os bens tombados de propriedade da mesma manifeste expressamente que não tem Público o direito de preferência na seguinte ordem:
União, do Estado e dos Municípios localizados no interesse em desapropriá-lo. União, Estados e Municípios onde se encontram
âmbito do território do Acre, são inalienáveis por Art. 20. Os bens móveis e imóveis tombados não localizados.
natureza, podendo, no entanto, ser objeto de poderão, em hipótese alguma, ser destruídos, § 1º Será nula qualquer alienação ou transferência
transferência entre as entidades oficiais acima demolidos ou mutilados, nem deverão, sem a de domínio se, previamente, o bem não foi
mencionadas, mediante a observação das prévia autorização do organismo competente, ser oferecido aos titulares do direito de preferência
seguintes condições: restaurados, consertados, reparados, ampliados, na ordem estabelecida no caput deste artigo. Cabe
I - os bens imóveis tombados, de propriedade do pintados ou modificados, sob pena de multa de ao proprietário ou a seu responsável legal dar
Estado do Acre, poderão ser transferidos à União cinqüenta por cento do valor do bem danificado. ciência, por escrito, aos detentores do direito de
ou ao Município onde se encontram localizados, Art. 21. Na hipótese de ocorrência de furto ou preferência para que se manifestem dentro do
desde que sejam estabelecidos contratos em que extravio do bem móvel tombado, o proprietário prazo de trinta dias, sob pena de decair desse
os novos responsáveis assumam compromissos do mesmo deverá dar conhecimento do fato ao direito.

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Leis Ordinárias
Leis Complementares
§ 2º É considerada nula a transação de um bem públicas de valorização dos bens que constituem § 1º Caso os órgãos ou entidades referidos não
tombado feita com a violação do disposto no a memória histórica e social da região; venham a indicar representantes, no prazo
parágrafo anterior, caso em que qualquer dos VI - estimular e orientar a implantação de casas estabelecido no § 2º deste artigo, o Presidente da
titulares do direito de preferência ficará habilitado de cultura, museus, centros de documentação e Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour,
a seqüestrar o bem e a impor multa de vinte por o u t r o s o r g a n i s m o s p a ra c o n s e r va ç ã o e juntamente com o Chefe do Departamento de
cento do valor do bem ao transmitente e ao dinamização do patrimônio cultural em nível Patrimônio Histórico e Cultural, indicarão para
adquirente, que serão por ela solidariamente estadual e municipal bem como junto as pessoas integrar o Conselho do Patrimônio Histórico e
responsáveis. O juiz pronunciará, na forma da lei, físicas e jurídicas de direito privado; Cultural pessoas idôneas, ligadas aos órgãos
o ato de nulidade e autorizará o seqüestro do bem, VII - emitir pareceres sobre projetos, convênios e mencionados nos incisos acima, ou pessoas da
que só será levantado depois de paga a multa e contratos, que envolvam bens culturais tombados, sociedade acreana de reconhecida capacidade
se qualquer dos titulares do direito de preferência entre a Fundação de Cultura e Comunicação Elias nos assuntos de que trata esta Lei.
não tiver adquirido a coisa no prazo de trinta dias. Mansour, as instituições de direito público, as § 2º O convite para que sejam indicados os
§ 3º O proprietário do bem tombado poderá entidades e empresas de direito privado, inclusive representantes dos órgãos e entidades para o
livremente gravá-lo de penhor, anticrese ou sobre a utilização com fins comerciais e/ou Conselho, far-se-á mediante comunicação escrita
hipoteca, independente do direito de preferência. turísticos dos bens tombados; aos titulares dos mesmos, os quais terão quinze
§ 4º Na hipótese de venda ou transferência VIII - exercer conjuntamente com o Departamento dias para indicar o respectivo representante.
judicial da propriedade tombada, os titulares do de Patrimônio Histórico e Cultural, fiscalização em § 3º Os membros do Conselho do Patrimônio
direito de transferência deverão ser notificados relação à conservação, preservação e restauração Histórico e Cultural não farão jus ao recebimento
judicialmente, cuja inobservância implicará na dos bens tombados; de quaisquer tipos de retribuição pecuniária em
nulidade do ato. IX - orientar e opinar sobre projeto de reforma, função de exercício de suas atribuições consultivas.
§ 5º Se até a assinatura do auto de arrematação restauração e reparação de bens móveis e imóveis Art. 31. Os membros do Conselho do Patrimônio
ou de adjudicação, as pessoas que, na forma da tombados; Histórico e Cultural e os seus respectivos suplentes
lei, possuem a faculdade de remissão da mesma X - opinar e contribuir para realização de exercerão mandatos de quatro anos, podendo ser
não lançarem mão, caberá aos detentores do inventários culturais, projeto de pesquisa, reconduzidos.
direito de preferência o direito de remissão. formação de recursos humanos, campanhas Art. 32. A Presidência e a Vice-Presidência do
§ 6º O direito de remissão deverá ser exercido e d u c a t i va s e d e d i v u l g a ç ã o n o c a m p o d o Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural serão
em dez dias, a contar da data de assinatura do patrimônio cultural; exercidas pelo Diretor-Presidente da Fundação de
auto de arrematação ou da sentença de XI - deliberar e emitir resoluções, acerca do Cultura e Comunicação Elias Mansour e pelo Chefe
adjudicação. A carta não poderá ser extraída sem cancelamento e anulação dos efeitos do do Departamento de Patrimônio Histórico e
que o prazo tenha se esgotado, salvo se o tombamento; Cultural, respectivamente, cabendo, em caso de
arrematante ou adjudicante for qualquer dos XII - cooperar com os órgãos federais e estaduais empate, o voto de minerva ao Presidente do
titulares do direito de preferência. para plena execução da política estadual de meio Conselho.
ambiente, no intuito de preservar sítios Art. 33. O Conselho do Patrimônio Histórico e
CAPÍTULO V arqueológicos, jazidas paleontológicas, sítios Cultural reunir-se-á ordinariamente, a cada
DO CONSELHO DO PATRIMÔNIO paisagísticos e áreas de proteção ambiental; e trimestre, mediante convocação do seu presidente
HISTÓRICO E CULTURAL XIII - analisar e emitir parecer sobre a prestação ou de seu substituto legal e extraordinariamente,
de contas anual dos recursos do Fundo de Pesquisa toda vez que se fizer necessário, mediante
Art. 27. Para cumprimento e implementação dos e Preservação do Patrimônio Cultural do Estado convocação do Presidente do Conselho, do Vice-
fins constantes da presente Lei fica instituído o do Acre, tratado no Capítulo VI desta Lei. Presidente, do Governador ou ainda mediante
Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural do Art. 29. O Conselho do Patrimônio Histórico e convocação assinada por, no mínimo, seis
Estado do Acre, órgão colegiado, integrante da Cultural do Estado do Acre será constituído de conselheiros, que deverão escolher o presidente
estrutura jurídico-administrativa da Fundação de membros titulares e respectivos suplentes, a da reunião, caso o Presidente e o Vice-Presidente
Cultura e Comunicação Elias Mansour. serem indicados pelos órgãos públicos da não estejam presentes ou estejam impedidos.
Art. 28. Ao Conselho do Patrimônio Histórico e administração direta e pelas entidades de direito § 1º A convocação para as reuniões e assembléias
Cultural do Estado do Acre compete: público ou privado, nomeados pelo Governador do Conselho deverão ser realizadas mediante
I - deliberar sobre o tombamento dos bens móveis do Estado. ofício, constando o assunto, a data, a hora e o
e imóveis, de que tratam os arts. 1º e 2º Art. 30. Integram o Conselho do Patrimônio local da mesma, com antecedência de, no mínimo,
desta Lei e que integram o acervo do Patrimônio Histórico e Cultural os seguintes representantes: quarenta e oito horas.
Histórico e Cultural do Estado; I - o Presidente da Fundação de Cultura e § 2º As reuniões e assembléias do Conselho serão
II - emitir resoluções sobre o tombamento de bens Comunicação Elias Mansour, na condição de instaladas, em primeira chamada, com dois terços
culturais, após apreciação e discussão dos membro nato; dos membros e, em segunda chamada, trinta
pareceres constantes dos processos, organizados II - o Chefe do Departamento de Patrimônio minutos após a primeira, com qualquer número
e elaborados pelo órgão de apoio técnico, ou seja, Histórico e Cultural da Fundação de Cultura e de conselheiros.
o Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural Comunicação Elias Mansour, na condição de Art. 34. As deliberações do Conselho do Patrimônio
da Fundação de Cultura e Comunicação Elias membro nato; Histórico e Cultural serão aprovadas por maioria
Mansour; III - um representante da Secretaria de Estado simples, ou seja, por metade mais um dos votos
III - adotar, aplicar e exercer em nível estadual, de Educação; dos conselheiros presentes à reunião.
as disposições da legislação federal e estadual, IV - um representante do Departamento de Art. 35. A Fundação de Cultura e Comunicação
visando coordenar as ações de conservação e Turismo da Secretaria Executiva de Indústria, Elias Mansour, através do Departamento de
preservação do patrimônio cultural, bem como das Comércio e Turismo; Patrimônio Histórico e Cultural, fornecerá ao
atribuições pelo Instituto de Patrimônio Histórico V - um representante do Conselho Regional de Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural as
e Artístico Nacional -IPHAN, com referência aos Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CREA; condições necessárias ao seu funcionamento,
bens tombados pela União; VI - um representante escolhido e indicado pelo provendo-o com sede, recursos humanos para as
IV - elaborar e propor normas e diretrizes que conjunto das entidades representativas das nações atividades de apoio, transporte dos membros,
orientem e disciplinem a política de conservação indígenas do Acre; equipamentos e outros recursos materiais
e preservação do patrimônio histórico e cultural VII - um representante escolhido e indicado pelo necessários para o bom desempenho de suas
existente no Estado, como também a articulação conjunto das entidades representativas do setor funções.
entre os organismos de cultura com os demais cultural artístico;
setores da administração pública estadual; VIII - um representante da Fundação Universidade CAPÍTULO VI
V - propor aos diferentes organismos que integram Federal do Acre; FUNDO DE PESQUISA E PRESERVAÇÃO
o conjunto da administração pública estadual uma IX - um representante do Instituto Patrimônio DO PATRIMÔNIO CULTURAL DO ESTADO
a ç ã o c o m u m n o s e n t i d o d e p r o m o ve r a Histórico e Artístico Nacional - IPHAN; e DO ACRE
preservação e conservação dos bens considerados X - um representante do Instituto do Meio
culturais, móveis e imóveis, pertencentes a cada Ambiente do Acre – IMAC. Art. 36. Fica constituído o Fundo de Pesquisa e
organismo no sentido de implementar políticas Preservação do Patrimônio Cultural do Estado do

39
Leis Ordinárias
Complementares
Acre, de contabilidade específica e de uso exclusivo 6600 - FUNDAÇÃO DE CULTURA E COMUNICAÇÃO Art. 6º - Constitui incumbência primordial da
no desenvolvimento dos objetivos preconizados ELIAS MANSOUR Secretaria Executiva de Agricultura e Pecuária –
na presente Lei. 6602 - Diretoria Técnica SEAP:
Parágrafo único. A movimentação dos recursos 660208 - Educação e Cultura I – coibir o processamento clandestino de produtos
obtidos através deste Fundo, será efetuada em 66020848 - Cultura de origem vegetal;
estabelecimento financeiro oficial, em conta 66020848246 - Patrimônio Histórico, Artístico e II – registrar os estabelecimentos agroindustriais;
especial, vinculado o seu uso aos objetivos Arqueológico III – inspecionar o fabrico, a manipulação, o
estabelecidos no art. 38 desta Lei, pela Fundação 660208482464.028 - FUNDO DE PESQUISA E b e n e f i c i a m e n t o, a armazenagem, o
de Cultura e Comunicação Elias Mansour, de acordo PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL DO acondicionamento e a conservação de produtos
com o seu estatuto. ESTADO DO ACRE de origem vegetal;
Art. 37. O Fundo de Pesquisa e Preservação do 3.2.1.4 - 03 (RP) ..........................400.000,00 IV – fiscalizar o transporte do produto final da
Patrimônio Cultural do Estado do Acre será 4.3.1.3 - 03 (RP) ..........................400.000,00 unidade de processamento até o ponto de
constituído de: Art. 40. Os recursos necessários à execução desta comercialização.
I - dotações e créditos específicos consignados no Lei, no montante de R$ 800.000,00 (oitocentos Art. 7º - A inspeção e fiscalização de que trata
orçamento do Estado ou em outras leis; mil reais), provirão à conta de reestimativas da esta Lei, serão realizadas nos estabelecimentos
II - do montante incorporado anualmente ao Fundo Receita do Tesouro Estadual. que fabriquem, manipulem, beneficiem,
de Desenvolvimento Estadual - FDE, destinar-se- Art. 41. Compete ao Conselho do Patrimônio armazenem, acondicionem, conserv em ou
á um mínimo de dois por cento para compor os Histórico e Cultural elaborar o seu Regimento transportem produtos de origem vegetal.
recursos do Fundo de Pesquisa e Preservação Interno que será, posteriormente, aprovado pelo Parágrafo único: A inspeção e a fiscalização serão
Cultural do Acre; Governador do Estado, através de decreto. exercidas em caráter periódico ou permanente,
III - incentivos oriundos de renúncia fiscal, em Art. 42. Os critérios estabelecidos nesta Lei conforme indicarem as necessidades.
índices propostos e aprovados anualmente, poderão ser alterados em função de modificação Art. 8º - Os laboratórios da rede oficial, quando
através de Decreto Governamental; na legislação tributária brasileira e a cada três anos solicitados, darão apoio técnico para a feitura de
IV - recursos orçamentários e extra-orçamentários poderão ser revistos os percentuais previstos no análises dos produtos de origem vegetal.
destinados pela União ao Estado para atender inciso II do art. 37 deste Diploma Legal. Art. 9º - As autoridades da vigilância sanitária,
programas e projetos específicos de preservação Art. 43. Esta Lei entrará em vigor na data de sua em trabalhos de inspeção de alimentos nos
e conservação do Patrimônio Cultural; e publicação, revogadas as disposições em contrário. estabelecimentos varejistas, comunicarão à
V - doações oriundas de convênios entre a Rio Branco, 8 de setembro de 1999, 111º da Secretaria Executiva de Agricultura e Pecuária –
Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour República, 97º do Tratado de Petrópolis e 38º do SEAP, os resultados das análises sanitárias que
e pessoas jurídicas ou físicas de direito privado Estado do Acre. realizarem.
nacionais e/ ou estrangeiras. Art. 10 - Fica instituída taxa de expediente pela
Art. 38. A aplicação e liberação dos recursos do JORGE VIANA lavratura de laudo de vistoria, quando da inspeção
Fundo de Pesquisa e Preservação do Patrimônio Governador do Estado do Acre dos estabelecimentos referidos no art. 7º, nos
Cultural do Estado do Acre far-se-ão de acordo termos da legislação tributária e do regulamento
com o regulamento a ser expedido no prazo de LEI Nº 1.308 DE 24 DE desta Lei.
noventa dias, a contar desta lei, levando-se em DEZEMBRO DE 1999. Art. 11 - As infrações às normas estabelecidas
conta ainda as seguintes prioridades: nesta Lei, sem prejuízo das responsabilidades de
I - projetos e programas que tenham por fim a “Dispõe sobre a inspeção e fiscalização sanitária natureza civil e criminal cabíveis, serão passíveis
preservação dos bens públicos tombados que e industrial dos produtos de origem vegetal no de punição, isolada ou cumulativamente, com as
constituem o acervo do Patrimônio Histórico e Estado do Acre e dá outras providências.” seguintes sanções:
Cultural do Acre e que estão sob a responsabilidade O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE: I – advertência, mediante notificação específica,
do Departamento de Patrimônio Histórico e FAÇO SABER que a Assembléia Legislativa decreta quando o infrator for primário ou não tiver agido
Cultural da Fundação de Cultura e Comunicação e eu sanciono a seguinte lei: com dolo ou má-fé;
Elias Mansour; Art. 1º - Esta lei regula a obrigatoriedade da prévia II – apreensão ou inutilizarão de matérias-primas,
II - no apoio a projetos da iniciativa privada que inspeção e fiscalização dos produtos de origem produtos, subprodutos e derivados de origem
tratem de preservação e dinamização do vegetal, produzidos no Estado do Acre e destinados vegetal, quando não apresentarem condições
Patrimônio Cultural e que tiverem recebido ao consumo, nos limites de sua área geográfica, higiênico-sanitárias adequadas ao fim a que se
pareceres favoráveis pelo Conselho de Patrimônio nos termos do art. 23, VIII, combinado com o art. destinam ou forem adulterados;
Histórico e Cultural, de acordo com o estabelecido 24, V e XII e § 3º do mesmo artigo da Constituição III – multa de até 250 (duzentos e cinqüenta)
no inciso VII do art. 28 da presente lei; Federal. UPF-AC, nos casos de reincidência, dolo ou má-
III - para a manutenção e implementação da infra- Art. 2º - Cabe à Secretaria Executiva de Agricultura fé;
estrutura administrativa do Departamento de e Pecuária – SEAP, dar cumprimento às normas IV – suspensão das atividades do estabelecimento,
Patrimônio Histórico e Cultural e do Conselho do estabelecidas nesta Lei e aplicar as penalidades nos casos de risco ou ameaça à saúde pública ou
Patrimônio Histórico e Cultural do Estado do Acre; nela previstas. de embaraço à ação fiscalizadora;
IV - para a formação de recursos humanos e Art. 3º - A atuação da Secretaria Executiva de V – interdição total ou parcial do estabelecimento,
especialização dos profissionais que deverão atuar Agricultura e Pecuária – SEAP, por intermédio do quando a infração consistir na falsificação ou
na área do Patrimônio Histórico e Cultural; Departamento de Defesa e Inspeção Sanitária – adulteração de produtos, ou na inexistência de
V - em programas de pesquisas sobre as diversas D D I S é e xc l u s i va n e s s e s e t o r, p r o i b i d a a condições higiênico-sanitárias adequadas.
tipologias de patrimônio cultural, tais como duplicidade de inspeção e fiscalização sanitária nos § 1º A multa prevista no inciso III poderá ser
inventários culturais e outros; estabelecimentos de processamento de produtos elevada em até cinqüenta vezes, quando o volume
VI - em programas e ações destinados à divulgação de origem vegetal a outros órgãos do Governo do do negócio do infrator faça prever que a punição
dos bens que integram o Patrimônio Cultural do Estado do acre. será ineficaz.
Estado; e Art. 4º - Os estabelecimentos de processamento § 2º Constituem agravantes o uso de artifícios,
VII - na manutenção de museus e casas de cultura de produtos de origem vegetal, somente poderão ardil, ou simulação, o embaraço ou resistência à
estaduais e municipais, através de convênios para funcionar na forma da legislação vigente e ação fiscal e o desacato à autoridade fiscalizadora.
este fim realizados entre a Fundação de Cultura e mediante prévio registro na Secretaria Executiva § 3º A interdição de que trata o inciso V poderá
Comunicação Elias Mansour e os municípios. de Agricultura e Pecuária – SEAP. ser levantada após o atendimento das exigências
Art. 5º - A inspeção e fiscalização de que trata que motivaram a sanção.
CAPÍTULO VII esta Lei, abrange os aspectos industrial e sanitário § 4º Se a interdição não for levantada no decurso
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS dos produtos de origem vegetal, preparados, de doze meses do respectivo ato, será cancelado
transformados, depositados ou em trânsito no o registro do estabelecimento.
Art. 39. Fica o Poder Executivo autorizado a abrir Estado do Acre, comestíveis ou não comestíveis Art. 12 - As sanções previstas no artigo anterior
Crédito Especial ao Orçamento em vigor no valor quer sejam ou não adicionados de produtos de serão aplicadas pelo Diretor do Departamento de
de R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais), conforme origem animal. Defesa e Inspeção Sanitária – DDIS, admitido
classificação abaixo: recurso para:

40
Leis Complementares
Leis Ordinárias
I – o Secretário Executivo de Agricultura e definitivos, os quais serão expedidos com a membros, dentre os quais um representante da
Pecuária, nos casos dos incisos I, II, IV e V; assinatura do Chefe do Poder Executivo, Secretário Procuradoria-Geral do Estado.
II – O Conselho de Contribuintes do Estado do de Estado de Produção e do Presidente do Parágrafo único. A composição da Comissão
Acre, nos casos do inciso III e do § 1º. ITERACRE; referida neste artigo será disposta na
Parágrafo único Nas decisões contrárias ao Estado VIII - organizar a documentação cartográfica, regulamentação desta lei.
do Acre, a autoridade julgadora deverá recorrer topográfica e cadastral, bem como de estatísticas Art. 12. O ITERACRE poderá instituir em cada uma
de ofício ao órgão superior. imobiliárias, necessárias para atingir os objetivos das Regiões do Estado, definidas por suas bacias
Art. 13 - O produto de arrecadação da taxa de da política agrária, fundiária e ambiental; e h i d r o g r á f i c a s , e s c r i t ó r i o s a d m i n i s t ra t i v o s
expediente, bem como das multas eventualmente IX – expedir instruções normativas necessárias à subordinados diretamente à presidência.
impostas, ficará vinculado à Secretaria Executiva regulamentação e ao fiel cumprimento da Art. 13. Ficam criados na estrutura básica do
de Agricultura e Pecuária – SEAP e será aplicado legislação estadual de terras. Instituto de Terras do Acre – ITERACRE os cargos
conforme dispuser o regulamento desta Lei. em comissão identificados pelas siglas e
Art. 14 - As despesas decorrentes da aplicação CAPÍTULO II respectivas quantidades:
desta Lei, correrão à conta de dotação DA ORGANIZAÇÃO E ESTRUTURA I - um Diretor-Presidente – DP;
o r ç a m e n t á r i a d a S e c r e t a r i a E x e c u t i va d e II - um Chefe do Departamento Técnico – CC4;
Agricultura e Pecuária – SEAP. Art. 4º Compõe a estrutura organizacional básica III - um Chefe do Departamento Administrativo e
Art. 15 - O Poder Executivo regulamentará esta do ITERACRE: Finan-ceiro – CC4;
Lei no prazo de 80 (oitenta) dias, após a sua I - Diretor-Presidente; IV - um Procurador Jurídico – CC4;
publicação. II - Departamento Técnico; V - um Assessor Técnico – CC3;
Art. 16 – Esta lei entrará em vigor na data de III - Departamento Administrativo e Financeiro; e VI – um Coordenador do Departamento Técnico –
publicação. IV - Procuradoria Jurídica. CC2;
Rio Branco – AC, de 1999, 111º da República, § 1º Os cargos de Presidente e Chefes de VII - um Coordenador do Departamento
97º do Tratado de Petrópolis e 38º do Estado do Departamento serão de livre nomeação e Administrativo e Financeiro – CC2;
Acre. exoneração pelo Governador do Estado. VIII - um Assistente Jurídico – CC-2; e
JORGE VIANA § 2º A Procuradoria Jurídica do ITERACRE vincula- IX - um Assessor Chefe de Gabinete da
Governador do Estado do Acre se tecnicamente à Procuradoria-Geral do Estado. Presidência.
§ 3º Ficam criados na estrutura do ITERACRE oito § 1º O cargo em comissão de Diretor-Presidente
LEI Nº 1.373 DE 02 DE MARÇO DE 2001 cargos em comissão e cinco funções gratificadas, será remunerado na forma do § 5º, do art. 41 da
de acordo com o capítulo V, das Disposições Gerais. Lei Complementar n. 63, de 13 de janeiro de 1999.
“Cria o Instituto de Terras do Acre – ITERACRE e § 2º Os Cargos em Comissão identificados pelas
dá outras providências.” CAPÍTULO III siglas CC2, CC3 e CC4 corresponderão aos cargos
O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE DO PATRIMÔNIO E DA RECEITA d e D A S - 2 , D A S - 3 e D AS - 4 e r e s p e c t i v a s
FAÇO SABER que a Assembléia Legislativa do remunerações, disciplinadas no art. 90 da Lei
Estado do Acre decreta e eu sanciono a seguinte Art. 5º Constituem o patrimônio do ITERACRE: Complementar n. 63, de 13 de janeiro de 1999.
Lei: I - bens que lhe forem doados por qualquer pessoa Art. 14. As funções gratificadas de que trata o §
CAPÍTULO I de direito público ou privado;e 3º do art. 4º da presente lei, identificadas e
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS II - bens que lhe forem transferidos pelo Estado. escalonadas pela simbologia F3, F4 e F5, nas
Seção I Art. 6º Constituem receitas do ITERACRE: quantidades: 2, 2 e 1, respectivamente,
Da Natureza, Finalidade e Competência I - transferências realizadas pelo Estado através corresponderão às remunerações das FG-3, FG-4
de dotação específica consignada no orçamento; e FG-5, disciplinadas no parágrafo único do art.
Art. 1º Fica criado o Instituto de Terras do Acre – I I - r e m u n e ra ç ã o p e l o s s e r v i ç o s t é c n i c o s 92 da Lei Complementar n. 63, de 13 de janeiro
ITERACRE, órgão autárquico dotado de prestados; de 1999.
personalidade jurídica própria, com autonomia III - recursos provenientes de acordos, doações Art. 15. O ocupante de cargo efetivo desta
administrativa e financeira, vinculado à Secretaria sem encargos ou convênios celebrados com autarquia, investido em cargo comissionado, fará
de Estado de Produção, com sede e foro na capital pessoas de direito público ou privado, nacional ou j u s à r e m u n e ra ç ã o d o r e s p e c t i v o c a r g o
do Estado e jurisdição em todo o seu Território. internacional; comissionado, podendo optar pela remuneração
Art. 2º O ITERACRE é o órgão responsável pela IV - valores recebidos pela alienação de terras de do cargo efetivo.
política agrária do Estado, competindo-lhe domínio do Estado, nos projetos que desenvolver. Art. 16. O Estatuto do ITERACRE será elaborado
executar e promover a regularização, ordenação CAPÍTULO IV dentro do prazo de noventa dias após a publicação
e reordenação fundiária rural, a utilização das DA GESTÃO E DAS CONTAS d e s t a l e i e a p r o va d o a t ra v é s d e D e c r e t o
terras públicas e devolutas, cadastramento rural Governamental.
e a mediação de conflitos pela posse da terra. Art. 7º O ITERACRE está sujeito às normas Art. 17. O Poder Executivo regulamentará a
Art. 3º Compete ao ITERACRE: orçamen-tárias aplicáveis às autarquias, devendo presente lei no prazo de cento e vinte dias após
I - elaborar e executar a Política Fundiária do sua prestação de contas ser encaminhada ao sua publicação.
Estado; Tribunal de Contas do Estado, nos prazos fixados Art. 18. Fica o Poder Executivo autorizado a abrir
II - executar os projetos de regularização fundiária pela legislação em vigor. crédito especial no valor de R$ 100.000,00 (cem
e de assentamento, promovendo as medidas Art. 8º Na gestão orçamentária, financeira, mil reais), conforme classificação abaixo:
administrativas cabíveis e intermediar os conflitos; econômica e patrimonial serão observadas, no que 116 – SECRETARIA DE ESTADO DE PRODUÇÃO –
III - a representação ativa e passiva do órgão em couber, as normas de controle contábil do Estado. SEPRO
juízo; 11699 – Instituto de Terras do Acre – ITERACRE
IV - representar nos procedimentos CAPÍTULO V 11699.21 – Organização Agrária
administrativos e preparatórios referentes à DAS DISPOSIÇÕES GERAIS 11699.21631 – Reforma Agrária
discriminação das terras devolutas estaduais, nas 11699.216310191 - Gestão da Política Fundiária
desapropriações, bem como nos atos, Art. 9° Nas ações judiciais de desapropriação, 11699.2163101912.235 – Atividades a Cargo do
procedimentos, convênios, contratos e políticas de possessórias, discriminatórias, demarcatórias, Instituto de Terras do Acre – ITERACRE
assuntos fundiários; divisórias e todas que versarem sobre o patrimônio 11699.2163101912.2350000.99 – Atividades a
V - promover processos administrativos de rural do Estado, o ITERACRE atuará como Cargo do Instituto de Terras do Acre – ITERACRE.
demarcação e discriminação das terras do Estado; assistente da Procuradoria-Geral do Estado. 3.0.0.0 – DESPESAS CORRENTES
VI - fornecer subsídios para as políticas públicas Art. 10. Caberá ao ITERACRE, com a colaboração 3.2.0.0 - TRANSFÊRÊNCIAS CORRENTES
de desenvolvimento agrícola, reforma agrária, téc-nica da Procuradoria-Geral do Estado, a 3.2.1.0 – Transferências Intragovernamentais
desenvolvimento regional e de preservação elaboração de cartilhas, cursos e tudo mais que 3.2.1.1 – Transferências Operacionais – RP (1)
ambiental; importe na difusão da legislação agrária do Estado. ..................................................... 100.000,00
VII - promover a formalização e a tramitação de Art. 11. Fica instituída a Comissão de Transferência 206 – INSTITUTO DE TERRAS NO ACRE –
processos administrativos, visando a expedição de e Avaliação de Terras da União ao Estado, para ITERACRE
licenças de ocupação, títulos provisórios e títulos fins de regularização fundiária, composta por cinco 20601 – Instituto de Terras no Acre – ITERACRE

41
Leis Ordinárias
Complementares
2060121 – Organização Agrária considerados bens de interesse comum a todos IV - Conservação: manutenção, utilização
2060121631 - Reforma Agrária os cidadãos, exercendo-se o seu uso com as sustentável, restauração e recuperação do
203216310191 - Gestão da Política Fundiária l i m i t a ç õ e s q u e a l e g i s l a ç ã o e m g e ra l e ambiente natural, para que possa produzir o maior
206012163101914.077 - Atividades a Cargo do especialmente esta lei estabelecem. benefício em bases sustentáveis às atuais
Instituto de Terras do Acre – ITERACRE gerações, mantendo seu potencial de satisfazer
206012163101914.0770000.99 - Atividades a SEÇÃO II as necessidades e aspirações das gerações futuras,
Cargo do Instituto de Terras do Acre – ITERACRE PRINCÍPIOS garantindo a sobrevivência dos seres vivos em
3.0.0.0 – DESPESAS CORRENTES geral;
Art. 3º A Lei Florestal do Estado reger-se-á pelos
3.1.0.0 – DESPESAS DE CUSTEIO V - Exploração Florestal: conjunto de atividades
seguintes princípios:
3.1.1.0 – Pessoal I - proteção do patrimônio natural do Estado e da que permitem a extração de madeira e outros
3.1.1.1 – Pessoal Civil biodiversidade; produtos da floresta;
3.1.1.1.01 – Vencimentos e Vantagens Fixas – II - utilização racional do recurso florestal; VI - Extrativismo: sistema de exploração baseado
RP(1) .............................................. 35.000,00 III - participação da sociedade civil organizada nos em coleta e extração de recursos naturais;
3.1.1.1.02 – Diárias – RP (1) ................ 5.000,00 processos que envolvam o uso do recurso florestal VII - Manejo Florestal Sustentável: conjunto de
2.1.2.0- Material de consumo -RP (1) ... 15.000,00 público; atividades que permite obter bens e serviços da
3.1.3.0 – Serviços de Terceiros e Encargos IV - eqüidade no trato aos usuários da floresta e floresta, sem reduzir sua capacidade futura de
3.1.3.2 – Outros Serviços e Encargos – RP (1) na distribuição de seus benefícios; gerá-los e conservando a diversidade biológica;
....................................................... 25.000,00 V - respeito às orientações do Zoneamento VIII - Multas: valores cobrados pelas infrações
4.0.0.0 – DESPESAS DE CAPITAL Ecológico-Econômico do Estado do Acre – ZEE; e referentes ao não cumprimento desta lei;
4.1.0.0 – INVESTIMENTOS VI - integração entre os órgãos executores da IX - Plano de Gestão: documento técnico mediante
4 . 1 . 1 . 0 – O b ra s e I n s t a l a ç õ e s – R P ( 1 ) política florestal. o qual, com fundamento nos objetivos gerais de
....................................................... 10.000,00 uma unidade de conservação, se estabelece o seu
4.1.2.0 – Equipamentos e Material Permanente – SEÇÃO III zoneamento e as normas que devem presidir o
RP (1).......... ....................................10.000,00 DOS OBJETIVOS uso da área e o manejo dos recursos naturais,
Art. 19. Os recursos necessários à execução do inclusive a implantação das estruturas físicas
Crédito Especial, no valor de R$ 100.000,00 (cem Art. 4º São objetivos da Lei Florestal: necessárias à gestão da unidade;
mil reais), provirão de anulação de dotação I - ordenar o uso do recurso florestal; X - Plano de Manejo Florestal: documento técnico
orçamentária do próprio orçamento, nos termos II - contribuir para o desenvolvimento social e o que contêm informações e normas de manejo
do disposto no inciso III do § 1º do art. 43 da Lei crescimento econômico do Estado do Acre; florestal sustentável específicas a serem aplicadas
Federal n. 4.320, de 17 de março de 1964, III - garantir a manutenção da cobertura florestal em uma floresta que se pretende explorar;
conforme a seguir: do Estado, conforme a legislação vigente e X I - P r e s e r va ç ã o : c o n j u n t o d e m é t o d o s ,
116 – SECRETARIA DE ESTADO DE PRODUÇÃO preceitos científicos, assegurando a geração de procedimentos e políticas que visem a proteção,
11610 – Gabinete do Secretário bens e serviços ambientais; em longo prazo, das espécies, habitats e
11610.2163200581.066.0000.99 – Pólos IV - aumentar a produção do setor florestal e do ecossistemas, além da manutenção dos processos
Agroflorestais setor extrativista, através do manejo florestal; ecológicos, prevenindo a simplificação dos
4.0.0.0 – DESPESAS DE CAPITAL V - c o n t r i b u i r p a ra a p r e s e r va ç ã o d a sistemas naturais;
4.2.0.0 – INVERSÕES FINANCEIRAS biodiversidade; e XII - Produto Florestal Não-Madeireiro: todo
4.2.1.0 – Aquisição de Imóveis – RP (1) VI - incentivar o uso racional da floresta e fomentar material de origem vegetal oriundo das florestas;
..................................................... 100.000,00 o ecoturismo, a recreação, a pesquisa e a educação produtos brutos e subprodutos para fins
Art. 20. Esta Lei entra em vigor na data de sua florestal. alimentares, medicinais, ornamentais, aromáticos,
publica-ção. artesanais e residenciais;
Rio Branco, 2 de março de 2001, 113º da SEÇÃO IV XIII - Proteção Integral: manutenção dos
República, 99º do Tratado de Petrópolis e 40º do INSTRUMENTOS ecossistemas livres de alterações causadas por
Estado do Acre. interferência humana, admitindo apenas o uso
JORGE VIANA Art. 5º São instrumentos da política florestal: indireto dos seus atributos naturais;
Governador do Estado do Acre I - os órgãos do setor público florestal e ambiental XIV - Recuperação: restituição de um ecossistema
do Estado; ou de uma população silvestre degradada a uma
LEI Nº 1.426 DE 27 DE II - o Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado condição não degradada, que pode ser diferente
DEZEMBRO DE 2001 do Acre - ZEE; de sua condição original;
III - as unidades de conservação de proteção XV - Reflorestamento: plantio e cultivo de espécies
“Dispõe sobre a preservação e conservação das integral e de uso sustentável estaduais; arbóreas, com fins de produção de madeiras,
florestas do Estado, institui o Sistema Estadual IV - o Sistema Estadual de Meio Ambiente, Ciência frutos, sementes, exsudatos, cascas, raízes,
de Áreas Naturais Protegidas, cria o Conselho e Tecnologia do Estado do Acre - SISMACT; folhas, flores e de serviços ambientais como
Florestal Estadual e o Fundo Estadual de Florestas V - as instituições federais atuantes no setor proteção de solos em encostas, conservação dos
e dá outras providências.” florestal e ambiental; e recursos hídricos, seqüestro de carbono
O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE VI - os incentivos tributários destinados à atmosférico, paisagismo e lazer;
FAÇO SABER que a Assembléia Legislativa do conservação e preservação florestal. XVI - Tarifa Florestal: preço público referente aos
Estado do Acre decreta e eu sanciono a seguinte diversos tipos de concessão florestal e aos serviços
Lei: SEÇÃO V necessários à sua viabilização;
CAPÍTULO I DEFINIÇÕES XVII - Taxas Florestais: valores cobrados
DA POLÍTICA FLORESTAL DO ACRE referentes à prestação de serviços públicos
SEÇÃO I Art. 6º Para os fins previstos nesta lei, entende- relacionados ao setor florestal;
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES se por: XVIII - Unidade de Produção Florestal: área da
I - Categoria de Produto Florestal Não-Madeireiro: floresta à qual, conforme o plano de manejo,
Art. 1º Esta lei disciplina o uso das florestas nativas conjunto de produtos brutos com características corresponde a exploração anual. Embora o
ou cultivadas e demais formas de vegetação nativa físicas em comum, mas não necessariamente tamanho possa variar a cada ano, o número de
do território do Estado do Acre, sem prejuízo da utilizados com a mesma finalidade. unidades de produção normalmente é igual ao
incidência das normas gerais, especialmente no II - Ciclo de Corte: prazo para que a floresta número de anos do ciclo de corte florestal;
tocante às Unidades de Conservação instituídas explorada se regenere ou recupere a quantidade XIX - Uso Indireto: aquele que não envolve
pelo governo federal no que se refere ao de produtos dela extraídos; consumo, coleta, dano ou exaustão dos recursos
ecossistema considerado como patrimônio III - Concessão Florestal: mecanismo legal através naturais; e
nacional e regula a preservação, conservação e do qual uma determinada área de floresta ou XX - Uso Sustentável: utilização dos recursos
utilização dos recursos florestais do Estado. quantidade de recurso florestal é destinada pelo naturais de maneira a garantir a perenidade dos
Art. 2º As florestas nativas ou cultivadas e demais Governo do Estado a ser explorada pela iniciativa
formas de vegetação nativa, úteis à manutenção recursos ambientais renováveis e dos processos
privada; ecológicos, mantendo a biodiversidade e os demais
e conservação das terras que as revestem, são

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Leis Complementares
Leis Ordinárias
atributos ecológicos, de forma socialmente justa Art. 10. São atribuições do Conselho Florestal da Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros Militar
e economicamente viável. Estadual: do Estado do Acre são aquelas constantes nas
I - aprovar e revisar periodicamente a Política respectivas leis de criação.
CAPÍTULO II Florestal e Extrativista Estadual;
DO SETOR PÚBLICO FLORESTAL DO ESTADO II - aprovar e revisar periodicamente o Plano de CAPÍTULO III
SEÇÃO I Desenvolvimento Florestal do Estado; DA CONSERVAÇÃO DAS
DA ORGANIZAÇÃO PÚBLICA PARA A GESTÃO III - aprovar estratégias florestais; FLORESTAS NO ACRE
DOS RECURSOS FLORESTAIS IV - aprovar a criação de novas Florestas Estaduais, SEÇÃO I
Reservas Extrativistas e Reservas de CLASSIFICAÇÃO DAS FLORESTAS
Art. 7o Compete a Secretaria de Estado de Meio Desenvolvimento Sustentável; (Redação dada pela
Ambiente-SEMA elaborar, coordenar e supervisionar Lei Nº 2.095 de 17 de dezembro de 2008) Art. 13. (Revogado pela Lei Nº 2.095 de 17 de
a execução de políticas públicas referentes às V - aprovar a tabela de taxas e tarifas florestais; dezembro de 2008)
Unidades de Conservação de Proteção Integral e VI - fiscalizar a aplicação de recursos do Fundo § 1º Considera-se Florestas de Uso Sustentável as
as de uso sustentável, exceto as Florestas Estaduais, Estadual de Florestas; que, pelas suas características, podem ser
Reservas Extrativistas e Reservas de VII - aprovar a regulamentação desta lei; e exploradas de forma sustentável, conforme
Desenvolvimento Sustentável, que serão de VIII - outras matérias estabelecidas no regimento estabelecido pela legislação vigente e pelo
competência da Secretaria de Estado de Floresta - interno. Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado do
SEF. (Redação dada pela Lei Nº 2.095 de 17 de Seção III Acre.
dezembro de 2008) Da Secretaria de Estado de Floresta § 2º Considera-se Florestas de Proteção as que,
Parágrafo único. Compete ao Instituto de Meio pelas suas características, são indicadas para a
Ambiente do Acre - IMAC exercer a vigilância Art. 11. Compete a SEF: (Redação dada pela Lei Nº manutenção de ecossistemas livres de alterações
ambiental das Unidades de Conservação.pela 2.095 de 17 de dezembro de 2008) causadas por interferência humana, sendo admitido
(Redação dada pela Lei Nº 2.095 de 17 de dezembro I - formular e gerir a política pública estadual apenas o uso indireto dos seus recursos naturais,
de 2008) florestal e extrativista; com exceção dos casos previstos na legislação
Art. 8o A estrutura institucional estadual para a II - promover a articulação institucional necessária vigente.
gestão dos recursos florestais compõe-se pelas à consecução dos objetivos da política estadual; § 3º Considera-se Florestas Cultivadas ou
seguintes instituições: III - administrar e executar a política de incentivos Reflorestamentos as que são plantadas pelo
I - o Conselho Florestal Estadual - CFE; ao setor florestal e extrativista; homem, com espécies florestais nativas ou exóticas.
II - o Conselho Estadual de Meio Ambiente, Ciência IV - (Revogado pela Lei Nº 2.095 de 17 de dezembro
e Tecnologia - CEMACT; de 2008) SEÇÃO II
III - Secretaria de Estado de Floresta - SEF; V - estudar, propor a criação e administrar as DO SISTEMA ESTADUAL DE ÁREAS
(Redação dada pela Lei Nº Lei Nº 2.095 de 17 de Florestas Estaduais, as Reservas NATURAIS PROTEGIDAS
dezembro de 2008) Extrativistas;(Redação dada pela Lei Nº 2.095 de
IV – o Instituto de Meio Ambiente do Acre - IMAC; 17 de dezembro de 2008) Art. 14. Fica criado o Sistema Estadual de Áreas
V - a Fundação de Tecnologia do Estado do Acre - VI - (Revogado pela Lei Nº 2.095 de 17 de Naturais Protegidas - SEANP, que será composto:
FUNTAC; dezembro de 2008) (Redação dada pela Lei Nº 2.095 de 17 de dezembro
VI - o Pelotão Florestal da Polícia Militar do Estado; e VII – preparar, por meios próprios ou de forma de 2008)
VII - o Corpo de Bombeiros do Estado - CBM. terceirizada, os planos de manejo das Florestas I - pelo conjunto de unidades de conservação
VIII - Secretaria de Estado de Meio Ambiente - Estaduais, das Reservas Extrativistas;(Redação federais, estaduais e municipais, já existentes e a
SEMA.(Redação dada pela Lei NºLei Nº 2.095 de dada pela Lei Nº 2.095 de 17 de dezembro de 2008) serem criadas no Estado do Acre;
17 de dezembro de 2008) VIII - supervisionar e controlar a implementação II - pelas reservas legais das propriedades;
Parágrafo único. A gestão direta dos recursos dos planos de manejo das unidades de conservação III - pelas áreas de proteção permanente - APPs;
florestais cabe à SEMA e à SEF, podendo estas, para estaduais sob sua coordenação direta, assim como IV - pelas áreas destinadas ao manejo florestal;
tanto, celebrar convênios e contratos com das áreas florestais outorgadas em concessão a V - pelas reservas indígenas, quando reconhecidas
instituições públicas e privadas, inclusive entre elas. terceiros, em conformidade com a política, planos no SEANP na forma do art. 15 desta lei.
(Redação dada pela Lei Nº 2.095 de 17 de dezembro e estratégias florestais do Estado; (Redação dada Art. 15. As unidades de conservação federais no
de 2008) pela Lei Nº 2.095 de 17 de dezembro de 2008) Estado do Acre e as terras indígenas serão
SEÇÃO II IX - estabelecer os critérios e supervisionar os reconhecidas no SEANP e o apoio que receberão do
DO CONSELHO FLORESTAL ESTADUAL contratos de concessões florestais; Estado dependerá de acordos com o Governo
X - monitorar, avaliar e assessorar a supervisão da Federal.
Art. 9º Fica criado o Conselho Florestal Estadual, implementação dos projetos e iniciativas apoiadas; Art. 16. O SEANP tem os seguintes objetivos:
como instância superior deliberativa e normativa XI - prestar assistência técnica, promover e executar I - m a n t e r a m o s t ra s e c o l o g i c a m e n t e
responsável pela definição da política, dos planos e treinamentos em elaboração e execução de planos representativas e viáveis dos ecossistemas
das estratégias florestais do Estado. de manejo florestal madeireiro e não-madeireiro; naturais do Estado e da biodiversidade que
§ 1º O Conselho Florestal Estadual - CFE será XII - prestar assistência técnica para elaboração e contêm;
presidido pelo Secretário de Estado de Floresta e, execução de projetos na área de serviços ambientais II - proteger as paisagens naturais e pouco
na sua ausência, este nomeará seu representante, e conservação da biodiversidade; alteradas de notável beleza cênica;
através de Portaria.(Redação dada pela Lei Nº Lei XIII - produzir e divulgar dados e informações sobre III - preservar o funcionamento dos processos
Nº 2.095 de 17 de dezembro de 2008) o setor florestal do Estado; ecológicos naturais, garantindo a manutenção dos
§ 2º O Conselho Florestal Estadual reúne XIV - propor o valor das taxas florestais e definir a serviços ambientais referentes ao ciclo hidrológico,
representantes dos setores públicos vinculados ao composição dos custos das tarifas florestais; fixação de carbono, conservação do solo,
setor florestal e representantes da sociedade civil XV - cobrar as taxas e tarifas florestais estabelecidas preservação de habitats da fauna silvestre e
ligados ao desenvolvimento florestal, nomeados por nesta lei e aquelas oriundas de outras atividades outros;
seus pares por períodos de até dois anos, permitida desenvolvidas pela Secretaria; e IV - promover o aproveitamento dos recursos
a recondução. XVI - desenvolver e promover as ações de educação naturais renováveis e o ecoturismo nas unidades
§ 3º A composição do Conselho Florestal Estadual florestal, promoção e apoio ao setor florestal de conservação de uso sustentável;
será objeto de regulamentação, através de decreto previstas nesta lei, em coordenação com outros V - contribuir para a pesquisa científica, assim
Governamental. órgãos do Estado, quando corresponder. como para a educação, cultura, esporte e
§ 4º A atuação do Conselho Florestal Estadual recreação do cidadão; e
seguirá as normas de seu regimento interno, SEÇÃO IV VI - coordenar o funcionamento das unidades de
elaborado por seus membros e aprovado pelo DOS DEMAIS INTEGRANTES DO SETOR conservação e estabelecer diretrizes para o
Governador do Estado. PÚBLICO FLORESTAL monitoramento da utilização do recurso natural
§ 5o Os membros do Conselho Florestal Estadual nestas áreas.
não são remunerados por esta função. Art. 12. As competências e atribuições inerentes Art. 17. São consideradas como unidades de
ao IMAC, à FUNTAC, ao CEMACT, ao Pelotão Florestal conservação estadual: unidades de conservação

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Leis Ordinárias
Complementares
de proteção integral, unidades de conservação de municipal ambiental ou equivalente. (Redação dada § 3º Compete ao IMAC exercer a vigilância
uso sustentável e unidades de conservação pela Lei Nº 2.095 de 17 de dezembro de 2008) ambiental das unidades de conservação estaduais.
provisória. § 2º O uso dos recursos das Florestas Públicas de Art. 25. A criação de unidades de conservação do
§ 1º Unidades de conservação de proteção integral Produção poderá ser concedido sob o regime de Estado será proposta pela SEMA ou SEF, conforme
são aquelas que têm por objetivo básico preservar concessão florestal, mas, sob qualquer as competências estabelecidas no art. 7º desta lei.
a natureza, sendo admitido apenas o uso indireto circunstância, a exploração deve resultar da (Redação dada pela Lei Nº 2.095 de 17 de dezembro
dos seus recursos naturais, com exceção dos casos aplicação de um plano de manejo aprovado e de 2008)
previstos nesta lei. Elas podem ser: Reservas supervisado pelos órgãos ambientais e florestais Art. 26. As unidades de conservação do Estado
Biológicas, Parques, Estações Ecológicas e nos seus respectivos níveis de Governo. terão estrutura técnica e administrativa para
Monumentos Naturais, estaduais e municipais. Art. 21. As Reservas Extrativistas Estaduais e implementar ou monitorar a implementação dos
§ 2º Nas unidades de conservação de proteção Municipais - RESEX são áreas utilizadas por planos de manejo, de gestão e do plano diretor.
integral admite-se apenas o uso indireto de seus populações extrativistas tradicionais, cuja Art. 27. As unidades de conservação públicas terão
atributos naturais. subsistência baseia-se no extrativismo e, Conselhos, sendo que os das unidades de proteção
§ 3º Unidades de conservação de uso sustentável c o m p l e m e n t a r m e n t e , n a a g r i c u l t u ra d e integral terão caráter consultivo e os das unidades
são aquelas que têm por objetivo básico subsistência e na criação de animais de pequeno d e u s o s u s t e n t á ve l d e l i b e r a t i v o, c o m
compatibilizar a conservação da natureza com o porte e têm como objetivos básicos proteger os representação paritária dos atores públicos e
uso sustentável dos seus recursos naturais. Elas meios de vida e a cultura dessas populações e privados relevantes para o manejo da unidade,
podem ser: Florestas Públicas de Produção, assegurar o uso sustentável dos recursos naturais com a finalidade de apoiar, supervisar e controlar
Reservas Extrativistas, Reservas Particulares de da unidade. a implementação dos planos de manejo, de gestão
Patrimônio Natural e Áreas de Proteção Ambiental, § 1º As Reservas Extrativistas se estabelecem em e do plano diretor.
estaduais e municipais. terras públicas do Estado ou dos municípios que as
§ 4º Nas unidades de conservação de uso administram e têm responsabilidade sobre as CAPÍTULO IV
sustentável admite-se o uso direto dos recursos mesmas, através da sua Secretaria de Estado de DOS MECANISMOS DE APROVEITAMENTO
naturais. Floresta ou órgão municipal ambiental ou DOS RECURSOS FLORESTAIS
§ 5º Unidades de conservação provisória são as equivalente, sendo o uso concedido às populações EM TERRAS PÚBLICAS
áreas reservadas e protegidas, de forma integral, extrativistas tradicionais, conforme regulamentação SEÇÃO I
por até cinco anos, renováveis por igual período específica. (Redação dada pela Lei Nº 2.095 de 17 DAS CONCESSÕES FLORESTAIS
uma única vez, com o fim de que sejam realizados de dezembro de 2008)
estudos científicos com o intuito de embasar a § 2º A visitação pública é permitida, desde que Art. 28. A exploração das Florestas Públicas de
definição pelo Estado sobre o uso final ou a compatível com os interesses locais e de acordo Produção dar-se-á mediante o regime de
categoria definitiva a que corresponda. com o disposto no Plano de Manejo da área, concessão ou diretamente pela instituição
Art. 18. As Estradas-Parque - EPAR e os Rios sujeitando-se à prévia autorização por parte do responsável pela unidade de conservação, na
Parque - RPAR, estaduais e municipais, podem ser órgão responsável. forma da lei, de seus regulamentos e dos
classificados como unidades de conservação de § 3º A pesquisa científica é permitida e respectivos contratos.
proteção integral ou unidades de conservação de incentivada, sujeitando-se à prévia autorização do Art. 29. A SEF estabelecerá as tarifas necessárias à
uso sustentável, dependendo das características órgão responsável pela administração da unidade, viabilização das concessões.(Redação dada pela
apresentadas. às condições e restrições por este estabelecidas e Lei Nº 2.095 de 17 de dezembro de 2008)
Parágrafo único. Para os fins desta lei considera- às normas previstas em regulamento específico. § 1º As tarifas para pagamento da concessão serão
se: § 4 º A e x p l o ra ç ã o c o m e r c i a l d e r e c u r s o s e s t a b e l e c i d a s c o m b a s e e m u m va l o r
I - Estradas-Parque são áreas naturais ou madeireiros será admitida em bases sustentáveis remuneratório do direito de acesso e exploração
seminaturais, de alto valor para conservação, e em situações especiais e complementares às do recurso e em um valor remuneratório do
contíguas a rodovias; e demais atividades desenvolvidas na Reserva volume de madeira ou do serviço realizado.
I I - R i o s - Pa r q u e s ã o á r e a s n a t u ra i s o u Extrativista, conforme o disposto no Plano de § 2º Da receita total oriunda do pagamento das
seminaturais, de alto valor para conservação, Manejo da unidade. concessões cinqüenta por cento será revertido ao
contíguas a rios ou porções de rios, preservadas Art. 22. O Estado e os municípios poderão custeio, manutenção, administração, zoneamento,
na sua condição de mata. reconhecer, a pedido dos proprietários, Reservas monitoramento, controle, fiscalização in situ e
Particulares de Patrimônio Natural - RPPN, supervisão do Sistema Estadual de Áreas Naturais
SEÇÃO III mediante a averbação da perpetuidade das terras Protegidas - SEANP e de suas unidades, e
DAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DE destinadas a proteger a natureza sob essa cinqüenta por cento será integralmente utilizada
PROTEÇÃO INTEGRAL modalidade, sem prejuízo dos direitos dos na unidade que gerou a receita.
proprietários sobre essas terras. Art. 30. Os órgãos ambientais e florestais, nos
Art. 19. As unidades de conservação de proteção Parágrafo único. O Estado poderá criar estímulos respectivos níveis de Governo, responsáveis pela
integral definidas como Reservas Biológicas – especiais aos proprietários de RPPN. execução das concessões e das políticas florestais,
REBIO, Parques – PAR, Estações Ecológicas – EE e Art. 23. As Áreas de Proteção Ambiental Estaduais elaborarão ou farão elaborar o Plano de Manejo
Monumentos Naturais, criados no âmbito do Estado e Municipais - APA são áreas naturais ou das Florestas Públicas de Produção Estaduais e
e dos municípios, reger-se-ão pelas normas seminaturais, cuja relevância permite dar Municipais a serem submetidas ao regime de
estabelecidas na Lei 9.985, de 18 de julho de 2001. continuidade biológica a ecossistemas em processo concessão.
de insularização, formar corredores biológicos ou Art. 31. A exploração ou aproveitamento dos
SEÇÃO IV proteger os recursos hídricos. recursos florestais madeireiros, contidos nas
DAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DE USO Florestas Públicas de Produção Estaduais e
SUSTENTÁVEL SEÇÃO V Municipais poderá ser feita pelo setor privado,
DA GESTÃO DAS UNIDADES DE através dos seguintes mecanismos:
Art. 20. As Florestas Públicas de Produção CONSERVAÇÃO DO ESTADO I - aquisição de madeira através de leilões públicos,
E s t a d u a i s o u M u n i c i p a i s - F LO P s ã o á r e a s de todo ou parte do volume de madeira em tora
destinadas à produção florestal, principalmente de Art. 24. A SEMA será a responsável pela gestão do ou em pé, respeitando as seguintes condições:
madeira e outros produtos vegetais, mediante a SEANP: (Redação dada pela Lei Nº 2.095 de 17 de a) a extração da madeira em toras pode ser feita
aplicação de planos de manejo que garantam a dezembro de 2008) diretamente pelo beneficiado no leilão ou através
sustentabilidade dos recursos manejados, a § 1º Fica a SEMA autorizada a estabelecer parcerias de terceiros;
preservação da natureza, da biodiversidade e a para a criação e gestão das unidades de b) a extração da madeira deve ser feita conforme
manutenção dos serviços ambientais. conservação. o plano de manejo e respeitando as instruções
§ 1º As Florestas Públicas de Produção se § 2º A gestão e administração das unidades de específicas;
estabelecem sobre terras públicas de propriedade conservação de proteção integral e as reservas de c) as melhorias feitas pelo extrator para o acesso
do Estado ou dos municípios, que as administram e desenvolvimento sustentável serão de à unidade de produção florestal anual devem ser
têm responsabilidade sobre as mesmas, através da responsabilidade da SEMA. feitas conforme as instruções específicas
sua Secretaria de Estado de Floresta ou órgão

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Leis Complementares
Leis Ordinárias
existentes no plano de manejo e são patrimônio SEÇÃO II
do Estado, sem direito a compensação; e DO APROVEITAMENTO DE RECURSOS Art. 42. O Estado e municípios obrigatoriamente
d) o pagamento das taxas e tarifas florestais FLORESTAIS NÃO-MADEIREIROS assinalarão em seus mapas e cartas oficiais as
enunciadas nesta lei. unidades de conservação previstas nesta lei.
II - concessões florestais estabelecidas mediante Art. 37. A exploração dos recursos florestais Art. 43. Durante todo o ano letivo, a SEF promoverá,
contratos nos quais a SEF cede a área total ou parte diferentes da madeira, em florestas públicas de nas instituições de ensino, a difusão dos conceitos
dela, nas seguintes condições:(Redação dada pela produção ou privadas, deve ser feita com base de preservação e uso sustentável dos recursos
Lei Nº 2.095 de 17 de dezembro de 2008) em plano de manejo florestal não-madeireiro, florestais, fornecendo para isso apoio técnico.
a) o concessionário deverá seguir o plano de devidamente aprovado pelo Instituto de Meio (Redação dada pela Lei Nº 2.095 de 17 de dezembro
manejo aprovado; Ambiente do Acre - IMAC. de 2008)
b) todas as melhorias que o detentor da concessão Pa r á g ra f o ú n i c o . Para g a ra n t i r o c a r á t e r
faça na área do contrato passam ao patrimônio s u s t e n t á ve l d o m a n e j o , o s p l a n o s d e v em SEÇÃO III
do Estado, no momento do término do contrato considerar: DO APOIO E INCENTIVO
ou no momento da sua rescisão, por I - levantamento criterioso do recurso natural, AO SETOR FLORESTAL
descumprimento deste; e considerando as características ecológicas da
c) O pagamento das taxas e tarifas florestais espécie a ser manejada, indicadores de Art. 44. O Estado poderá criar incentivos para os
enunciadas nesta lei. sustentabilidade e quantidades a serem extraídas; empreendimentos florestais que trabalharem com
Art. 32. Os órgãos responsáveis pela execução II - garantia de sobrevivência da espécie em seu florestas manejadas ou adquirirem produtos de
das políticas florestais, nos seus respectivos níveis ecossistema, obedecendo a critérios técnicos e áreas manejadas, bem como para aqueles que
de governo, definirão o prazo das concessões de científicos que garantam a variabilidade genética; e obtiverem certificação florestal de suas áreas ou
que trata este instrumento em regulamento III - intensidade de exploração compatível com adquirirem produtos de áreas certificadas.
próprio, considerando a natureza da floresta e sua capacidade local, assegurando o estoque e a
observando-se os seguintes parâmetros: sustentabilidade do produto extraído. CAPÍTULO VI
I - as concessões de direito de exploração terão Art. 38. A aprovação do plano de manejo de DO FINANCIAMENTO DO SETOR PÚBLICO
prazo mínimo de um e máximo de cinco anos; produtos florestais não-madeireiros seguirá FLORESTAL
II - as concessões de licença de manejo terão prazo processo administrativo simplificado, cujos SEÇÃO I
mínimo de vinte e cinco e máximo de quarenta procedimentos serão estabelecidos em DO FUNDO ESTADUAL DE
anos; e regulamentação específica. FLORESTAS DO ACRE
III - as concessões outorgadas a cooperativas de Parágrafo único. O Termo de Referência, definido
produtores agro-extrativistas terão prazo mínimo pela SEF e IMAC para cada categoria de produto Art. 45. Fica criado o Fundo Estadual de Florestas
de dez e máximo de quarenta anos. não-madeireiro, será o documento que estabelecerá do Acre, doravante denominado Fundo Florestal,
Art. 33. As benfeitorias implantadas pela um roteiro mínimo a ser seguido para elaboração cujos recursos serão administrados pela SEF, à qual
concessionária na área de concessão destinadas de planos de manejo de produtos florestais não- ficará vinculado, destinando-se especificamente à
à execução do contrato serão incorporadas ao madeireiros. (Redação dada pela Lei Nº 2.095 de execução da política florestal e extrativista e a
patrimônio da floresta estadual ou municipal, em 17 de dezembro de 2008) execução de programas de produção sustentável.
conformidade com a regulamentação estabelecida. (Redação dada pela Lei Nº 2.095 de 17 de dezembro
Art. 34. O Poder concedente, através dos seus CAPÍTULO V de 2008)
órgãos competentes, mantém o domínio da DA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO § 1º Constituem recursos do Fundo Florestal:
propriedade, o poder normativo e o poder de FLORESTAL SUSTENTÁVEL I - dotações constantes do orçamento do Estado;
polícia sobre a área de concessão. SEÇÃO I II - contribuições, subvenções, auxílios ou
Art. 35. Previamente à subscrição do contrato que DA PESQUISA, ASSISTÊNCIA TÉCNICA E quaisquer transferências de receitas da união, do
outorga a concessão florestal, o concessionário DIVULGAÇÃO FLORESTAL Estado, dos municípios e de suas respectivas
deverá depositar uma carta fiança bancária, autarquias, empresas públicas, sociedades de
renovável anualmente, solidária, irrevogável e de Art. 39. O Estado, através de suas instituições economia mistas e fundações;
execução automática, a favor da SEF, com valor a especializadas, fomentará a pesquisa científica, III - os resultantes de convênios, contratos,
ser definido em edital de licitação das aplicada e tecnológica florestal, podendo para isso empréstimos, financiamentos e doações de
concessões.(Redação dada pela Lei Nº 2.095 de 17 celebrar acordos, convênios ou consórcios com organismos públicos e privados, nacionais e
de dezembro de 2008) órgãos e instituições públicas e privadas, nacionais internacionais;
§ 1º O valor da fiança será depositado em uma e internacionais. IV - os recursos provenientes de taxas, tarifas,
conta bancária do tipo poupança e terá seu saldo Art. 40. O Estado, através de suas instituições multas, leilões e indenizações decorrentes da
integral devolvido no final do contrato, caso não especializadas, estabelecerá um Programa aplicação desta lei;
seja necessário cobrir despesas com o não Estadual de Sementes Florestais, incluindo V - valores arrecadados com a venda de produtos
cumprimento do contrato ou do plano de manejo. pesquisa sobre recursos genéticos florestais, e subprodutos florestais apreendidos; e
§ 2º A retenção do valor referido no caput deste coleções, bancos genéticos e viveiros florestais, VI - outros recursos, inclusive legados que, por
artigo dá-se sem o prejuízo do ressarcimento que para facilitar a disponibilidade de material que sua natureza, possam ser destinados ao Fundo
o Estado venha a fazer jus para corrigir ações ante assegure a reposição florestal e o reflorestamento. Florestal.
o descumprimento do contrato ou do plano de Art. 41. O Estado, através de suas instituições § 2º Os recursos provenientes de multas e
manejo. especializadas, deverá prestar assistência técnica infrações ambientais serão compartilhados entre
§ 3º A retenção do valor relativo à fiança não florestal prioritariamente a: o Fundo Estadual de Meio Ambiente e o Fundo
exime o concessionário das responsabilidades I - população extrativista residente em unidades Florestal.
administrativas, cíveis e penais. de conservação de uso sustentável; § 3º Incumbe ao Conselho Florestal a fiscalização
Art. 36. A exploração ou aproveitamento dos II - população indígena que deseje explorar da aplicação dos recursos do Fundo Florestal, sem
recursos florestais madeireiros contidos nas sustentavelmente seus recursos florestais; prejuízo da competência específica do Tribunal de
reservas extrativistas poderão ser feitos pelos I I I - p r o d u t o r e s r u ra i s c o m p r o p r i e d a d e s Contas do Estado.
beneficiários radicados nessas unidades de abrangendo florestas nativas de tamanho pequeno Art. 46. Fica assegurado um percentual de cinco
conservação, através dos seguintes mecanismos: e médio; por cento dos recursos do Fundo Florestal para
I - e x p l o ra ç ã o d i r e t a p e l o s b e n e f i c i á r i o s IV - proprietários de RPPN; aplicação em pesquisa florestal no Estado, através
organizados em cooperativas ou outras formas V - agricultores que desenvolvam ações de de projetos específicos apresentados pela
associativas; e reabilitação de terras degradadas mediante comunidade científica e tecnológica ligada ao setor,
II - exploração pelos beneficiários, com participação atividades agro-florestais, manejo de florestas independente dos programas governamentais com
na extração, de outras pessoas jurídicas, mediante naturais, secundárias e reflorestamentos; e outras fontes de recursos.
autorização documentada da SEF. (Redação dada VI - empresários. Parágrafo único. As áreas ou linhas de pesquisa
pela Lei Nº 2.095 de 17 de dezembro de 2008) aptas a acessar estes recursos deverão ser
SEÇÃO II definidas em regulamento e aprovadas pelo
DA EDUCAÇÃO FLORESTAL Conselho Florestal Estadual.

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infectado ou fora do padrão, desacompanhado da praga(s) de qualidade e praga(s) quarentenária(s) do Acre, que tem distribuição livre e é oficialmente
documentação fitossanitária; A2; controlada;
II - Erradicação das plantas de espécies vegetais IX - Tratamento de vegetais e produtos vegetais; VII - Controle Oficial: toda medida fitos sanitária
sem documentação fitossanitária ou contaminadas X - Destruição de restos culturais; efetivamente fiscalizada e/ou executada pelo
por praga. XI - Vedação do Crédito Rural ou percepção de IDAF/AC;
Art. 8º Toda vez que houver dificuldade ou algum quaisquer outros recursos, subvenções ou acesso VIII - Praga de Qualidade: praga de importância
tipo de impedimento para a realização das ações, aos programas oficiais do Estado. economicamente significativa e verificável, que
normas, medidas e serviços a que se refere esta §1° Responde pela infração referida neste artigo afeta o uso proposto dos vegetais ou produtos
Lei, a autoridade fitossanitária poderá requisitar quem, por ação ou omissão, concorrer para sua vegetais e encontra-se amplamente distribuída no
o auxílio da autoridade policial. prática ou dela se beneficiar. Estado do Acre;
Art. 9º Fica criado o Sistema Estadual de Cadastro §2º As multas referidas no inciso II deste artigo, IX - Uso Proposto: destino final do vegetal, ou
de Propriedades Produtoras de Vegetais e Produtos terão o valor mínimo de 7 (sete ) e o máximo de suas partes, que pode ser a propagação, o
Vegetais, e de Estabelecimento de Comércio de 700 (setecentas ) UPF’s - AC, por espécie ou tipo consumo, a transformação ou a industrialização;
Vegetais Destinados a Propagação. de infração. X - Controle de (uma praga): contenção,
Parágrafo Único - Os proprietários arrendatários §3º Os valores referidos no parágrafo anterior supervisão ou erradicação da população de uma
ou ocupantes a qualquer título, das propriedades serão sempre corrigidos pelos mesmos índices praga;
e estabelecimentos referidos no Caput deste oficiais e legais, adotados pelo Estado, para os XI - Inspeção: exame visual oficial de vegetais,
artigo, ficam obrigados a requerer o cadastro no demais efeitos. p r o d u t o s ve g e t a i s e o u t r o s o b j e t o s d e
Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do §4º As multas, obedecidos aos limites do parágrafo normalização, para determinar se existem pragas
Estado do Acre – IDAF/AC. segundo, serão aplicadas proporcionalmente ao presentes e/ou para determinar o cumprimento
Art.10. O Instituto de Defesa Agropecuária e dano direto ou indireto. das regulamentações e regulações fitossanitárias;
Florestal do Estado do Acre - IDAF/AC, é §5º O Poder Executivo, por ato regulamentar, XII - Hospedeiro: qualquer espécie vegetal que
responsável pela coordenação de campanhas e estabelecerá os parâmetros de proporcionalidade pode ser infestado ou infectado por uma praga
programas de prevenção e erradicação de pragas das multas referidas no parágrafo anterior. específica;
vegetais no Estado do Acre, quer sejam de âmbito §6º No caso de reincidência a multa será aplicada XIII - Quarentena: confinamento oficial de
nacional ou estadual. em dobro. vegetais ou produtos vegetais sujeitos as
Art. 11. Para evitar a introdução e a propagação §7º No caso de infração continuada caracterizada regulamentações fitossanitárias, para observação
de pragas quarentenárias A1, no território pela permanência da ação ou omissão inicialmente e investigação ou para futura inspeção, prova e/
acreano, fica instituída a obrigatoriedade de punida, será a respectiva penalidade aplicada ou tratamentos;
atestado ou certificado fitos sanitário para o diariamente até cessar sua causa, sem prejuízo XIV - Área Livre de Praga: uma área na qual uma
trânsito interestadual de vegetais e produtos das medidas previstas no artigo 7º. praga específica não ocorre como demonstra a
vegetais hospedeiros de tais pragas, por via §8º O ato regulamentador definirá os evidência científica e na qual, quando corresponde,
terrestre, aérea ou fluvial. procedimentos fiscais, a forma de atuação, bem esta condição é oficialmente mantida;
Parágrafo Único - A exigência do atestado fitos como a concessão de prazos para a defesa e XV - Área de Baixa Prevalência: uma área dentro
sanitário para o trânsito interestadual será recursos de modo a não prejudicar a eficiência da qual a presença de uma praga está abaixo dos
fiscalizado nas pontes de fronteira julgadas dos procedimentos que pela sua natureza do fato, níveis de dano econômico e está submetido à
estratégicas para a defesa do patrimônio vegetal, exijam ação ou omissão imediata por parte do vigilância efetiva e/ou medidas de controle;
através dos postos de vigilância sanitária ali infrator. XVI - Tratamento: procedimento oficialmente
instalados. Art. 14. Os recursos provenientes da arrecadação autorizado para exterminar, remover ou tornar
Art. 12. O trânsito intraestadual de vegetais e de multas, emissão de certificados fitos sanitários infeteis as pragas;
produtos vegetais hospedeiros de pragas e outros serviços, deverão ser integralmente XVII - Medidas Fitassanitárias: procedimentos
quarentenárias A2, com destino a locais revertidos, em benefício da atividade de defesa adotados oficialmente para prevenções e controles
oficialmente livres de tais pragas, somente será sanitária vegetal. de pragas de vegetais e produtos vegetais;
permitido quando acompanhados de documentos Art. 15. Os servidores do IDAF/AC, terão livre Art. 18 Esta Lei entrará em vigor na data de sua
fitossanitários exigidos pelo IDAF/AC. acesso, quando no exercício de suas atribuições, publicação, revogadas as disposições em contrário.
Parágrafo Único - Ainda será(ão) exigido(s) a todos os locais em que suas ações, medidas, JORGE VIANA
documento(s) fitossanitário(s) para o trânsito de normas e serviços de que trata esta Lei, devam Governador do Estado do Acre
vegetais e produtos vegetais, hospedeiros de ser observados, obedecidos, aplicados ou
praga de qualidade, quando estabelecido por executados. LEI Nº 1.460 DE 03 DE MAIO DE 2002
programa de controle. Art. 16. O Instituto de Defesa Agropecuária e
Art. 13. Considera-se infração a esta Lei a Florestal do Estado do Acre – IDAF/AC poderá “Institui o Programa de Apoio às Populações
inobservância a ela e a sua regulamentação, bem delegar competência a terceiros, através de Tradicionais e Pequenos Produtores – PRÓ-
como as normas técnicas especiais e a quaisquer convênios, para a execução da presente Lei, FLORESTANIA, e dá outras providências.”
dispositivos que, para qualquer forma, destinem permanecendo a seu cargo a coordenação, O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE
a proteção, recuperação e promoção da saúde fiscalização e planejamento dos serviços de defesa FAÇO SABER que a Assembléia Legislativa do
vegetal, sendo passíveis das penalidades sanitária vegetal. Estado do Acre decreta e eu sanciono a seguinte
relacionadas abaixo: Art. 17. Para efeito desta Lei entende-se por: Lei:
I - Advertência; I - Planta invasora: vegetal que se desenvolve Art. 1º Fica instituído o Programa de Apoio às
II - Multa; onde não é desejado; Populações Tradicionais e de Pequenos Produtores
III - Suspensão de comercialização de vegetais e II - Vegetal: planta viva e suas partes, incluindo – PRÓ-FLORESTANIA no Estado do Acre, vinculado
produtos vegetais; sementes; à Secretaria de Estado de Produção, com a
IV - Apreensão de vegetais e produtos vegetais; III - Produto vegetal: material não manufaturado finalidade de criar oportunidades de investimento
V - Condenação de vegetais e produtos vegetais de origem vegetal (incluindo grãos) e aqueles com fins produtivos para pequenos produtores e
com mudança de uso proposto; produtos manufaturados que, por sua natureza populações tradicionais, visando melhorar suas
VI - Suspensão de cadastro de propriedades ou a de seu processamento, podem criar um risco condições de bem-estar, de acordo com os padrões
produtoras de vegetais/produtos vegetais e os de dispersão de pragas; d o d e s e n vo l v i m e n t o h u m a n o s u s t e n t á ve l ,
estabelecimentos de comércio de vegetais/ IV - Praga: qualquer espécie, raça ou biótico de combatendo a pobreza e reduzindo a degradação
produtos vegetais; vegetais, animais ou agentes patogênicos, nocivos ambiental.
VII - Cancelamento de cadastro de propriedades para os vegetais ou produtos vegetais; Art. 2º Para efeitos desta lei, considera-se:
produtoras de vegetais/produtos vegetais e os V - Praga Quarentenária A1: uma praga de I – populações tradicionais: povos indígenas,
estabelecimentos de comércio de vegetais/ importância econômica potencial para o Estado extrativistas (seringueiros, castanheiros e
produtos vegetais; do Acre e que não está presente nele, em relação pescadores) e ribeirinhos, populações que estão
VIII - Interdição de propriedades para saída de às pragas ocorrentes no Território Brasileiro; relacionadas com um tipo de organização
vegetais e produtos vegetais, hospedeiros de VI - Praga Quarentenária A2: uma praga de econômica e social com reduzida acumulação de
importância econômica potencial para o Estado capital, não usando força de trabalho assalariado

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Complementares
e com atividades econômicas de pequena escala, lei estarão sujeitos ao cumprimento das condições proteção ambiental e demais normas afetas ao meio
baseados no uso de recursos naturais renováveis, gerais que serão definidas no Regulamento ambiente;
atendidos os seguintes requisitos: Operativo do Programa. IV - estabelecer prioridades nas linhas de ação
a) modo de produção ligado ao conhecimento que Parágrafo único. Os indicadores necessários à direcionadas para o funcionamento das atividades
os produtores têm e a dependência dos recursos comprovação, pelos beneficiários, do cumprimento do programa;
naturais e dos ciclos da natureza; das condições para a concessão dos benefícios de V - divulgar as decisões consideradas relevantes e
b) recursos naturais fornecedores dos meios de que trata esta lei serão definidos no Regulamento do interesse geral.
subsistência, de trabalho, de produção e dos Operativo do Programa. Art. 12. Os bens e serviços adquiridos com recursos
aspectos materiais das relações sociais; Art. 7º Constitui-se recursos financeiros do provenientes do Programa PRÓ-FLORESTANIA serão
c) desenvolvimento tecnológico primário com Programa PRÓ-FLORESTANIA aqueles provenientes: doados ou transferidos aos beneficiários ao final da
pequena interferência no meio ambiente; I - de dotações orçamentárias do Estado; execução do projeto, desde que tenham cumprido
d) ocupação antiga de terras e conhecimentos sobre II - de operações de crédito realizadas junto a todas as condições previstas no Regulamento
o local passados de geração em geração. instituições nacionais e internacionais; Operativo do Programa.
II – pequenos produtores: pessoas pertencentes a III - dos convênios, contribuições, doações e legados Art. 13. O Regulamento Operativo do Programa
unidades produtivas rurais de base familiar, tais efetuados ao Programa; PRÓ-FLORESTANIA será elaborado pela Secretaria
como proprietários, colonos, agricultores e seus IV – das aplicações financeiras dos recursos de Estado de Produção - SEPRO e aprovado por
familiares em geral, inclusive posseiros e meeiros, destinados ao Programa; e decreto governamental, no prazo de trinta dias, a
parceiros ou arrendatários de até um módulo fiscal, V - de outros recursos que lhe forem atribuídos por contar da publicação da presente lei.
que morem no imóvel e atendam às seguintes força da lei. Art. 14. Fica o Poder Executivo a abrir Crédito
condições: Art. 8º Os recursos financeiros vinculados ao Adicional Especial no valor de R$ 100,000,00 (cem
a) processo de produção realizado basicamente pela Programa previsto nesta lei serão administrados mil reais), conforme classificação abaixo:
força de trabalho da família; pela Secretaria de Estado de Produção - SEPRO, a 16 – SECRETARIA DE ESTADO DE PRODUÇÃO
b) unidade, interação e interdependência da família quem compete praticar todos os atos necessários à 16.001.00.000.0000.0000.0000 – Gabinete do
com a unidade de produção; sua gestão, de acordo com a legislação aplicada e Secretário
c) participação solidária e co-responsável dos em conformidade com as diretrizes do Programa 16.001.20.000.0000.0000.0000 – Agricultura
membros da família na organização e PRÓ-FLORESTANIA. 16.001.20.691.0000.0000.0000 – Promoção da
funcionamento do conjunto do sistema família- Parágrafo único. A aplicação dos recursos financeiros Produção Vegetal
unidade de produção; provenientes de operações de crédito nacional e 16.001.20.601.0177.0000.0000 – Floresta
d) caráter informal do planejamento, coordenação, internacional que vierem a financiar as ações desse Sustentável
direção, controle da produção e demais atividades; Programa seguirá os termos e condições previstas 16.001.20.601.0177.2248.0000 – Programa PRÓ-
e) estratégia voltada para garantir a segurança no contrato de financiamento aplicável. FLORESTANIA
alimentar da família, buscando minimizar riscos, Art. 9º O Estado efetuará todas as licitações 3.0.00.00.00 – DESPESAS CORRENTES
aumentar a renda total da família, garantir o relacionadas ao Programa e entregará aos 3.3.00.00.00 – OUTRAS DESPESAS CORRENTES
emprego da mão-de-obra familiar, investir na beneficiários o produto das mesmas, sendo os 3.3.90.00.00 – Aplicações Diretas
melhoria e na ampliação das condições de trabalho percentuais de contrapartida estabelecidos no 3.3.90.30.00 – Material de Consumo – RP
e da produção. Regulamento Operativo do Programa. (01).............................................R$ 10.000,00
Art. 3º São objetivos gerais do Programa: Art. 10 O Programa PRÓ-FLORESTANIA será gerido 3.3.90.33.00 – Passagens e Despesas de
I – apoiar ações de suporte na formulação de por um Conselho Executivo, composto pelos Locomoção – RP (01) ...................................R$
estudos específicos, como a elaboração dos Planos seguintes membros: 10.000,00
de Desenvolvimento Comunitário, projetos I - um representante da Secretaria de Estado de 3.3.90.36.00 – Outros Serviços de Terceiros –
produtivos e estudos específicos destes projetos, Produção - SEPRO; Pessoa Física - RP (01).............................R$
valorizando o conhecimento das populações II - um representante da Secretaria Executiva de 10.000,00
tradicionais e de pequenos produtores; Assistência Técnica e Garantia da Produção - 3.3.90.39.00 – Outros Serviços de terceiros –
II - proporcionar que as populações tradicionais e SEATER; Pessoa Jurídica RP (01)............................R$
de pequenos produtores rurais tenham acesso a III - um representante da Secretaria Executiva da 35.000,00
projetos, notadamente no que se refere a sistema Agricultura e Pecuária - SEAP; 4.0.00.00.00 – DESPESA DE CAPITAL
de produção que maximizem o uso dos recursos IV - um representante da Secretaria Executiva de 4.4.00.00.00 – INVESTIMENTOS
produtivos, valorizando o conhecimento das Floresta e Extrativismo - SEFE; 4.4.90.00.00 – Aplicações Diretas
populações tradicionais e pequenos produtores. V - um representante da Secretaria Executiva da 4.4.90.52.00 – Equipamentos e Material
Art. 4º São objetivos específicos do Programa: Indústria, Comércio e Turismo - SEICT; Permanente – RP (01) ....................R$ 35.000,00
I - proporcionar aos beneficiários a obtenção de VI - um representante da Secretaria de Ciência, Art. 15 Os recursos necessários a execução do
suporte para a elaboração de Planos de Tecnologia e Meio Ambiente - SECTMA; Adicional Especial provirão de anulação de dotação
Desenvolvimento Comunitário (BDCs), Projetos VII - um representante do Conselho Nacional dos orçamentária do próprio orçamento, nos termos do
Produtivos e Estudos, notadamente no que se refere Seringueiros – CNS; disposto no inciso III do § 1º do art. 43 da Lei
a sistema de produção, que maximizem o uso dos VIII - um representante da União das Nações Federal n. 4.320, de 17 de março de 1964, conforme
recursos produtivos; Indígenas do Acre e Sul do Amazonas - UNI; a seguir:
II - proporcionar que os beneficiários tenham acesso IX - um representante da Federação dos 13 – SECRETARIA DE ESTADO DE PLANEJAMENTO
a ações, insumos, consultorias e equipamentos para Trabalhadores da Agricultura do Acre – FETACRE; E COORDENAÇÃO
recuperação de áreas alteradas; X - um representante de organizações não 13.005 – Reserva de Contingência
III - proporcionar aos beneficiários o fomento à governamentais de apoio aos pequenos produtores 13.005.9999999999999.9999 – Reserva de
pecuária orgânica, tendo acesso a ações, rurais do Acre; e Contingência
consultoria, insumos e equipamentos; XI - um representante das Cooperativas de 9.9.99.99.99 – Reserva de Contingência
IV - preparar associações e cooperativas das produtores rurais do Estado. 9.9.99.99.99 – Reserva de Contingência
populações tradicionais e pequenos produtores para Parágrafo único. O voto de qualidade será exercido 9.9.99.99.99 – Reserva de Contingência
interagir com o mercado, tendo acesso a ações, pelo Presidente do Conselho, o Secretário de Estado 9.9.99.99.99 – Reserva de Contingência – RP (01)
infra-estrutura, consultoria, insumos e de Produção - SEPRO. R$.................................................100.000,00
equipamentos; Art. 11 Ao Conselho Executivo do Programa PRÓ- Art. 16 Esta Lei entra em vigor na data de sua
V - proporcionar que os beneficiários tenham acesso FLORESTANIA compete: publicação.
a ações, infra-estrutura e equipamentos para I – definir anualmente as macro-políticas do Rio Branco, 3 de maio de 2002, 114º da República,
extração sustentável de recursos naturais (flora e Programa; 100º do Tratado de Petrópolis e 41º do Estado do
fauna). II – aprovar as propostas apresentadas ao Acre.
Art. 5º São beneficiários do Programa: pessoas Programa; JORGE VIANA
jurídicas, associações e cooperativas e similares das III – assegurar a realização do Programa PRÓ- Governador do Estado do Acre
populações tradicionais e de pequenos produtores. FLORESTANIA, em conformidade com o sistema de
Art. 6º Os pleiteantes aos benefícios previstos nesta

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Leis Ordinárias
Leis Complementares
LEI Nº 1.478 DE 15 DE JANEIRO DE 2003 visando impedir a disseminação de doenças e § 2º Consideram-se bens, produtos, subprodutos
pragas que impliquem risco para criações e e serviços submetidos ao controle, à classificação,
“Cria o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal culturas do Estado; à fiscalização e à inspeção pelo IDAF/AC aqueles
do Estado do Acre – IDAF/AC e define sua IX – promover e coordenar a execução dos previstos em legislação específica, e em especial:
competência e organização básica.” programas de combate e erradicação das doenças I – os rebanhos animais e as culturas vegetais;
O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE e pragas dos animais e dos vegetais; II – os insumos empregados na agropecuária e
FAÇO SABER que a Assembléia Legislativa do Estado X – c a d a s t ra r p r o p r i e d a d e s r u ra i s e em sistemas florestais;
do Acre aprova e eu sanciono a seguinte Lei: estabelecimentos que manipulem produtos e III – os produtos e subprodutos de origem animal
Art. 1º Fica criado o Instituto de Defesa subprodutos de origem animal ou vegetal, e vegetal;
Agropecuária e Florestal do Estado do Acre - IDAF/ orientando quanto aos aspectos higiênicos, IV – os serviços e tecnologias usados nas cadeias
AC, entidade autárquica com personalidade jurídica sanitários e técnicos; agroprodutivas.
de direito público interno, patrimônio próprio e XI – controlar, fiscalizar e inspecionar o ingresso Art. 6° O IDAF/AC tem a seguinte estrutura básica:
autonomia administrativa e financeira, com âmbito de animais, vegetais, produtos, subprodutos e I – Órgãos de Direção Superior, Gerencial e
de atuação em todo o Estado do Acre, tendo por insumos agropecuários e florestais provenientes Assessoria Especial:
sede e foro Rio Branco, capital do Estado do Acre. de outros Estados, controlando o deslocamento a) Diretoria;
Art. 2º O IDAF/AC é uma autarquia institucional interno, quando de responsabilidade do Estado, b) Procuradoria Jurídica.
s o b a d e n o m i n a ç ã o d e i n s t i t u t o, a s e r de acordo com a legislação pertinente; II – Órgão Colegiado de Deliberação Superior:
supervisionada pela Secretaria de Estado de XII – cadastrar os estabelecimentos e fiscalizar o a) Conselho de Administração.
Planejamento e Desenvolvimento Econômico comércio de produtos biológicos e III – Unidades de Gestão Operacional:
Sustentável. farmacoterápicos utilizados na produção animal, a) Gerência de Defesa e Inspeção Sanitária
Art. 3º O IDAF/AC é o instituto máximo de defesa o de sementes, mudas, agrotóxicos, seus Animal;
agropecuária e florestal do Estado do Acre, componentes e afins, fertilizantes e demais b) Gerência de Defesa e Inspeção Sanitária
p r i o r i z a n d o a p r o m o ç ã o, m a n u t e n ç ã o e insumos agroflorestais; Vegetal;
recuperação da saúde dos animais e vegetais e XIII - inspecionar produtos e subprodutos de c) Gerência de Certificação;
dos aspectos qualitativos dos produtos origem animal e vegetal, destinados ao comércio d) Gerência de Educação Sanitária;
agropecuários e florestais, com atividades intermunicipal, em comum acordo com a Câmara e) Gerência de Laboratório;
preventivas, contribuindo para com a defesa Estadual de Agrotóxico e a legislação em vigor; f) Gerência de Epidemiologia e Controle.
agropecuária. X I V - c a d a s t ra r e f i s c a l i z a r m a t e r i a i s d e IV – Unidades de Gestão Administrativa:
Parágrafo único. Ao IDAF/AC ficam asseguradas propagação vegetal, em estreita colaboração com a) Gerência de Administração, Orçamento e
as demais prerrogativas necessárias ao exercício a Comissão Estadual de Sementes e Mudas; Finanças;
adequado de suas atribuições, de acordo com esta XV – fornecer certificados de classificação e b) Gerências Regionais de Defesa e Inspeção
lei. certificação de qualidade sanitária e fitossanitária Sanitária Animal.
Art. 4º Constituem finalidades do IDAF/AC: de produtos e subprodutos de origem animal e Parágrafo único. A Diretoria do IDAF/AC será
I - promover a saúde animal e vegetal e a vegetal; constituída por um Diretor Presidente, de livre
qualidade de seus produtos e subprodutos, por XVI - fornecer certificado de identificação de nomeação e exoneração pelo Governador do
meio da defesa sanitária animal e vegetal; madeira e certificação de origem de produtos Estado, com atribuições que lhe forem conferidas
II - o controle e a erradicação de doenças e pragas agrícolas, florestais e animais, em consonância no estatuto.
dos animais e vegetais; com a legislação federal vigente; Art. 7° São membros do Conselho de
III - a fiscalização e a inspeção dos produtos e XVII – aplicar multas e outras sanções aos Administração do IDAF/AC:
subprodutos de origem agropecuária e florestal; infratores de leis, decretos, portarias, resoluções I – natos:
IV - a fiscalização do comércio de insumos e normas de defesa e inspeção sanitária animal e a) o Secretário de Planejamento e
agropecuários e das atividades de biossegurança vegetal ou de produtos e subprodutos correlatos, Desenvolvimento Econômico Sustentável, como
para garantia da saúde humana; conforme legislação estadual vigente; Presidente;
V - cumprir e fazer cumprir as obrigações XVIII – interditar, por descumprimento de medidas b) o Secretário de Agropecuária, como Vice-
operacionais de que tratam as leis sobre a proteção sanitárias ou profiláticas, estabelecimento público Presidente;
à saúde animal e vegetal e do controle, inspeção ou particular; c) o Diretor Presidente do IDAF/AC, como
e vigilância de produtos, subprodutos, bens e XIX - proibir o trânsito de animais e vegetais, seus Secretário Executivo.
serviços agropecuários e florestais, através de produtos e subprodutos quando em desacordo com II – representantes:
delegação do Poder Executivo. a legislação específica; a) da Secretaria de Extrativismo e Produção
Art. 5° Compete ao IDAF/AC: XX – interditar propriedades e seqüestrar animais Familiar;
I – expedir normas para cumprimento às e vegetais quando houver suspeita ou diagnóstico b) da Secretaria de Assistência Técnica e Garantia
legislações zoossanitárias e fitossanitárias; conclusivo com iminente perigo quarentenário, de da Produção;
II - fazer cumprir a legislação estadual de defesa acordo com a legislação estadual; c) da Secretaria de Turismo;
e inspeção sanitária animal e vegetal; XXI – promover a quarentena animal e vegetal d) da Secretaria de Estado da Saúde – SESSACRE;
III - propor o aprimoramento da legislação nas situações previstas em legislação específica; e) do Instituto de Meio Ambiente do Acre - IMAC;
estadual de defesa e inspeção sanitária animal e XXII – realizar controle sanitário de agroprodutos, f) da Secretaria de Estado de Fazenda - SEFAZ;
vegetal; produtos florestais, agrosserviços e insumos; g) do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do
IV - ser agente fiscalizador de legislações afins, XXIII – exercer a fiscalização, defesa e inspeção Estado do Acre- FUNDEPEC;
quando delegada a competência nestes casos; zoofitossanitária, visando a proteção do cidadão, h) da Federação da Agricultura – FAE/AC;
V - cumprir a legislação federal agropecuária, do consumidor, dos clientes e dos agentes i) da Delegacia Federal de Agricultura do Acre –
ambiental, do consumidor, as regras e normas econômicos nacionais e internacionais; DFA/AC;
internacionais, nacionais e estaduais, nos XXIV – elaborar, coordenar e articular-se com j) do Conselho Regional de Medicina Veterinária
processos de defesa, vigilância, fiscalização e outras entidades, no desenvolvimento de do Estado do Acre – CRMV/AC;
inspeção zoofitossanitária; programas educativos, na sensibilização e l) do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura
VI – fiscalizar o cumprimento de normas visando motivação social para as questões de defesa e e Agronomia do Estado do Acre – CREA/AC;
o uso adequado e controle de qualidade dos inspeção agropecuária e florestal; m) da Federação dos Trabalhadores em Agricultura
produtos químicos e biológicos de uso XXV - facilitar, através de atividade mediadora, a do Estado do Acre - FETACRE;
zoofitossanitário; aquisição de produtos e insumos agropecuários n) dos servidores do IDAF/AC.
VII – promover a fiscalização de projetos de aos produtores e extrativistas. § 1° Os membros representantes do conselho e
construção ou ampliação de estabelecimentos que § 1º Das competências de que tratam os incisos seus respectivos suplentes serão indicados pelos
t r a n s f o r m e m , a r m a ze n e m , m a n i p u l e m o u VII e X deste artigo observar-se-á a legislação titulares das Secretarias de Estado e das
industrializem produtos e subprodutos de origem federal vigente que dispõe sobre bebidas, instituições a que estiverem vinculados e
animal ou vegetal; vinagres, vinhos e derivados de uva e vinho. nomeados pelo Diretor Presidente do IDAF/AC para
VIII – coordenar a aplicação de medidas de mandato de dois anos, permitida uma recondução
natureza zoofitossanitária ou de ordem legal, por igual período.

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Leis Ordinárias
Complementares
§ 2º O presidente será substituído, nas suas com fixação de metas de desempenho em um LEI Nº 1.486 DE 17 DE JANEIRO DE 2003
ausências ou impedimentos, pelo Vice-Presidente determinado período.
do Conselho. Art. 13 O IDAF/AC está sujeito às normas “Dispõe sobre a Defesa Sanitária Animal no Estado
§ 3º O representante e o suplente de que trata a orçamentárias aplicáveis às autarquias, devendo do Acre e dá outras providências.”
alínea “n”, do inciso II deste artigo serão escolhidos sua prestação de contas ser encaminhada ao O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE
mediante processo eleitoral entre os servidores Tribunal de Contas do Estado, nos prazos fixados FAÇO SABER que a Assembléia Legislativa do
do IDAF/AC. pela legislação em vigor. Estado do Acre aprova e eu sanciono a seguinte
§ 4º A participação no conselho não será Art. 14 Na gestão orçamentária, financeira, Lei:
remunerada, sendo considerada prestação de econômica e patrimonial serão observadas, no que CAPÍTULO I
serviço público relevante. couber, as normas de controle contábil do Estado. DA INSTITUIÇÃO DAS MEDIDAS DE DEFESA
Art. 8º O ingresso de pessoal efetivo nos quadros Art. 15 O Estatuto do IDAF/AC será elaborado no SANITÁRIA ANIMAL
do IDAF/AC far-se-á por concurso público de prazo de noventa dias da publicação desta lei e
provas ou de provas e títulos, de acordo com a será aprovado através de decreto governamental. Art. 1° É obrigatória, no Estado do Acre, a adoção
natureza e a complexidade do cargo. Art.16 Fica o Poder Executivo autorizado a abrir de medidas previstas pela Defesa Sanitária Animal,
Parágrafo único. O servidor poderá ser transferido crédito adicional especial ao orçamento em vigor indispensáveis ao combate, ao controle e à
para qualquer parte do território do Estado, salvo no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais), erradicação das doenças infecto-contagiosas,
se, em estágio probatório decorrente de concurso conforme classificação abaixo: infecciosas, exóticas e parasitárias que acometem
público, fizer opção pelo município no ato da 16 – SECRETARIA DE ESTADO DE PRODUÇÃO os animais.
inscrição. 16.207 – Instituto de Defesa Agropecuária e Parágrafo único. As medidas a que alude o caput
Art. 9º O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Acre – IDAF/AC são as especificadas nesta lei e em regulamento e
Florestal do Estado do Acre – IDAF/AC, até que 16.207.20 – Agricultura serão cumpridas por todos aqueles que, a qualquer
organize sua estrutura básica, utilizará pessoal e 16.207.20602 – Promoção da Produção Animal título, detenham em seu poder animais, produtos
bens da Secretaria de Agropecuária. 16.207.206020074 – Desenvolvimento da e subprodutos de origem animal, materiais
Art. 10 Constituem patrimônio do IDAF/AC os bens Produção Animal biológicos, quimioterápicos e multiplicação animal.
e direitos: 16.207.20602.0074.2250.0000 – Atividades a Art. 2º A normatização, coordenação, supervisão,
I - que lhe forem conferidos; cargo do Instituto de Defesa Agropecuária e execução, inspeção e fiscalização das medidas da
II - que venha a adquirir ou incorporar; Florestal – IDAF/AC Defesa Sanitária Animal no Estado do Acre, dentro
III - que lhe sejam adjudicados ou transferidos; 3.0.00.00.00 – DESPESAS CORRENTES do que é delimitado pela legislação federal, é da
IV - que lhe forem doados por qualquer pessoa de 3.1.00.00.00 – PESSOAL E ENCARGOS SOCIAIS competência exclusiva do órgão oficial executor
direito público ou privado; 3.1.90.00.00 – Aplicações Diretas das atividades de Defesa Sanitária Animal do
V - que lhe forem transferidos pelo Estado. 3.1.90.11.00 – Vencimentos e Vantagens Fixas – Estado do Acre.
Art. 11 Constituem receitas do IDAF/AC: Pessoal Civil RP (01)............... R$ 35.000,00 § 1° Para o desempenho das atribuições que lhe
I – o produto da arrecadação de tarifas públicas, 3.3.00.00.00 – OUTRAS DESPESAS CORRENTES são conferidas neste artigo, o órgão oficial
taxas e emolumentos de inspeção e de fiscalização, 3.3.90.00.00 – Aplicações Diretas executor das atividades de Defesa Sanitária Animal
de serviços e controle de trânsito de animais 3.3.90.14.00 – Diárias – Civil RP (01) R$ 5.000,00 no Estado do Acre contará com a efetiva
previstos em legislação estadual sobre defesa 3.3.90.30.00 – Material de Consumo RP (01) participação da Secretaria de Estado da Fazenda,
sanitária animal, defesa sanitária vegetal, inspeção .............................................. R$15.000,00 através dos seus órgãos de arrecadação e
e fiscalização de produtos de origem animal e 3.3.90.36.00 – Outros Serviços de Terceiros – fiscalização e das Polícias Civil e Militar, mediante
inspeção e fiscalização de produtos de origem Pessoa Física RP (01) ..............R$ 15.000,00 cooperação com os referidos órgãos.
vegetal; 3.3.90.39.00 – Outros Serviços de Terceiros – § 2° As ações pertinentes à Defesa Sanitária
II – o produto de arrecadação das receitas de Pessoa Jurídica RP (01)............ R$ 10.000,00 A n i m a l , n o s t e r m o s d e s t e a r t i g o, s e r ã o
multas resultantes das ações de inspeção, 4.0.00.00.00 – DESPESAS DE CAPITAL desenvolvidas em consonância com as diretrizes
fiscalização e/ou produto da execução da sua 4.4.00.00.00 – INVESTIMENTOS e normas preconizadas para implantação ou
dívida ativa; 4.4.90.00.00 – Aplicações Diretas incrementação dos Programas Nacionais de
III – os recursos provenientes de empréstimos, 4.4.90.51.00 – Obras e Instalações RP (01) Controle, Combate e Erradicação de Enfermidades
convênios, acordos ou contratos celebrados com ..................................................R$20.000,00 estabelecidas pelo Ministério da Agricultura,
entidades e organismos nacionais e internacionais; Art. 17 Os recursos necessários à execução do Pecuária e Abastecimento - MAPA.
IV – as doações efetuadas por pessoas de direito crédito especial, no valor de R$ 100.000,00 (cem Art. 3º O órgão oficial executor das atividades de
público ou privado, legados, subvenções e outros mil reais), provirão de anulação de dotação Defesa Sanitária Animal no Estado do Acre
recursos que lhe forem destinados; orçamentária do próprio orçamento, nos termos relacionará as doenças submetidas às medidas da
V – os valores apurados na alienação ou aluguel dispostos no inciso III do § 1° do art. 43 da Lei Defesa Sanitária Animal, de acordo com os
de bens móveis e imóveis de sua propriedade; Federal n. 4.320, de 17 de março de 1964, interesses do Estado, ressalvado o disposto na
VI – outros recursos que lhe forem atribuídos por conforme a seguir: legislação federal.
força de lei; 13 – SECRETARIA DE ESTADO DE PLANEJAMENTO Art. 4º Todo estabelecimento que detenha animais
VII – a retribuição por serviços técnicos prestados E COORDENAÇÃO e matéria-prima de origem animal deverá exigir
a terceiros; 13.005 – RESERVA DE CONTINGÊNCIA de seus fornecedores, sem prejuízo do disposto
VIII – as transferências de recursos consignados 13.005.9999999999.9999999 – Reserva de na legislação federal vigente, os documentos
no orçamento do Estado; Contingência zoossanitários estabelecidos em regulamento do
IX – as receitas oriundas da União, dos Estados e 9.0.00.00.00 - RESERVA DE CONTINGÊNCIA RP órgão oficial executor das atividades de Defesa
d o s M u n i c í p i o s , m e d i a n t e t ra n s f e r ê n c i a s (01) ...................................... R$ 100.000,00 Sanitária Animal no Estado do Acre.
voluntárias; Art. 18 No prazo de noventa dias, a contar da Art. 5º Fica instituído no Estado do Acre o uso do
X – as taxas sobre serviços de operações de data da publicação desta lei, o Poder Executivo “Rifle Sanitário” para os casos em que o sacrifício
crédito; encaminhará projeto de lei criando os quadros de de animais for indicado.
XI – o produto da arrecadação referente a servidores do IDAF/AC, bem como dispondo sobre
certificações de qualidade sanitária e fitossanitária, a remuneração dos mesmos. CAPÍTULO II
de origem de produtos e subprodutos animal e Art. 19 Esta Lei entra em vigor na data de sua DA FISCALIZAÇÃO E DAS PROIBIÇÕES
vegetal e certificação de identificação de madeira. publicação.
Art. 12 O IDAF/AC, no cumprimento de suas Rio Branco, 15 de janeiro de 2003, 115º da Art. 6º Na execução, inspeção e fiscalização das
finalidades, poderá, através de terceirização de República, 101º do Tratado de Petrópolis e 42º do medidas de Defesa Sanitária Animal é conferido
serviços, ampliar a eficiência na utilização dos Estado do Acre. ao órgão oficial executor das atividades de Defesa
recursos públicos, melhorar o desempenho e a JORGE VIANA Sanitária Animal no Estado do Acre poder de polícia
qualidade dos serviços prestados, assegurando Governador do Estado do Acre administrativa, tendo seus servidores,
maior autonomia de gestão orçamentária, devidamente identificados, livre acesso aos locais
financeira, operacional e de recursos humanos, que contenham animais, produtos e subprodutos
de origem animal, materiais biológicos, de

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Leis Complementares
Leis Ordinárias
multiplicação animal e quimioterápicos, passíveis VII - laboratórios que realizem exames de ocorrência de foco de doença de que tenham
d a s m e d i d a s zo o s a n i t á r i a s a d o t a d a s e m materiais coletados em animais, para diagnóstico conhecimento;
regulamento. de enfermidades. III - permitir a realização de inspeções e coleta
Art. 7º Para o cumprimento das atribuições de amostras de materiais para diagnósticos
conferidas no art. 2º, ao órgão oficial executor CAPÍTULO III laboratoriais de interesse da Defesa Sanitária
das atividades de Defesa Sanitária Animal no DAS MEDIDAS DE CONTROLE DO TRÂNSITO Animal;
Estado do Acre, através dos seus técnicos, DE ANIMAIS IV - prestar ao órgão oficial executor das atividades
funcionários e credenciados, ficam assegurados de Defesa Sanitária Animal no Estado do Acre,
poderes para: Art. 9º É de competência do órgão oficial executor nos prazos por ele estabelecidos, informações
I - cobrar valores pelos serviços prestados e das atividades de Defesa Sanitária Animal no cadastrais sobre os animais em seu poder, assim
emissão de documentos;
Estado do Acre a emissão de documentos como outras de interesse da Defesa Sanitária
II - convocar Força Policial Civil, Militar, Federal e
zoossanitários para trânsito de animais. Animal; e
Forças Armadas;
§ 1º A classificação da competência citada no caput V - comprovar ter realizado, dentro dos prazos
III - credenciar profissionais liberais para atuar
junto ao órgão oficial executor das atividades de do artigo será estabelecida como exclusiva ou fixados pelo órgão oficial executor das atividades
Defesa Sanitária Animal do Estado do Acre, em privativa, em regulamento, de acordo com o risco de Defesa Sanitária Animal no Estado do Acre, as
caso de emergência sanitária; sanitário que essas espécies possam oferecer ao medidas previstas pela Defesa Sanitária Animal
IV - firmar convênios, termo de cooperação e rebanho do Estado do Acre. para prevenção, combate, controle e erradicação
outros com entidades públicas ou privadas, para § 2º A emissão a que se refere o caput, somente das doenças.
o fiel cumprimento de suas atribuições; poderá ser efetuada nas dependências fixas ou Art. 13 Constatada a existência de doença infecto-
V - notificar, autuar e multar pessoas físicas, móveis do órgão oficial executor das atividades contagiosa, infecciosa, parasitária ou exótica,
jurídicas, condutores ou transportadores de de Defesa Sanitária Animal no Estado do Acre. denunciada ou não pelas pessoas indicadas no
animais, de produtos e subprodutos de origem § 3º Poderá o órgão oficial executor das atividades caput do art. 12, o órgão oficial executor das
animal; de Defesa Sanitária Animal no Estado do Acre, se atividades de Defesa Sanitária Animal do Estado
VI - inspecionar, reter, isolar, sacrificar, destruir julgar necessário, promover o credenciamento de do Acre tomará as medidas necessárias, conforme
carcaças e promover abates sanitários de animais; clínicas, hospitais veterinários ou médicos previstas em regulamento.
VII - reter, apreender, destruir produtos e veterinários autônomos, para emissão dos Parágrafo único. A norma deste artigo será
subprodutos de origem animal, produtos documentos zoossanitários para o trânsito de aplicada em todo estabelecimento que mantenha
quimioterápicos, biológicos e de multiplicação animais, de acordo com a classificação prevista em seu poder, a qualquer título, animais, produtos
animal, insumos utilizados na alimentação e no § 1º deste artigo. e subprodutos de origem animal, materiais
suplementação animal; Art. 10 O trânsito e transporte de animais, biológicos, de multiplicação animal e
VIII - fiscalizar, notificar, autuar, multar, interditar produtos e subprodutos de origem animal, pelo quimioterápicos.
temporária ou definitivamente e desinterditar Estado do Acre, somente serão admitidos se Art. 14 Quando, por qualquer razão, as medidas
propriedades rurais, estabelecimentos industriais estiverem acobertados pelos documentos previstas nesta lei ou em seu regulamento não
que utilizem matéria prima de origem animal na zoossanitários em regulamento. forem executadas por aquele que lhe compete,
fabricação de seus produtos e estabelecimentos § 1º Os documentos a que se refere o caput estas serão realizadas pelo órgão oficial executor
que comercializem, manipulem, embalem, somente serão aceitos nas suas vias originais, das atividades de Defesa Sanitária Animal no
fracionem ou armazenem produtos de origem sendo vedado o aceite destes em fotocópias ou Estado do Acre.
animal, quimioterápicos, biológicos, de uso qualquer outro meio de reprodução. Parágrafo único. Sem prejuízo das penalidades
veterinário e de multiplicação animal; § 2º Os documentos para trânsito a que se refere cabíveis, toda e qualquer despesa decorrente das
IX - estabelecer “corredores sanitários”, através este artigo deverão ser emitidos pelo órgão oficial medidas a serem tomadas, a que se refere o caput
de roteiros pré-determinados; e executor das atividades de Defesa Sanitária Animal deste artigo, será de exclusiva responsabilidade
X - adotar medidas restritivas ao ingresso e ao no Estado do Acre para cada veículo transportador do infrator, não lhe sendo cabível direito a
trânsito e transporte no Estado do Acre, de individualmente, sendo vedado o uso de cartões indenização ou ressarcimento.
animais, produtos e subprodutos de origem de trânsito.
animal, material biológico, quimioterápico e de § 3º Os transportadores e condutores de animais, CAPÍTULO V
multiplicação animal, que possam colocar em risco de produtos e subprodutos de origem animal, de DAS MEDIDAS PARA EXPOSIÇÃO, FEIRA,
a saúde dos animais do seu rebanho. materiais biológicos e quimioterápicos que não OUTROS EVENTOS E AGLOMERAÇÕES DE
Parágrafo único. Por interesse da Defesa Sanitária estejam de posse dos documentos zoossanitários ANIMAIS
Animal ou para salvaguardar a saúde pública, o exigidos sofrerão as penalidades previstas nesta
órgão oficial executor das atividades de Defesa lei. Art. 15 São considerados eventos pecuários, para
Sanitária Animal poderá determinar o sacrifício de Art. 11 Os veículos transportadores de animais efeito desta lei, exposições, mostras, feiras, leilões,
animais, destruição de cadáveres, produtos e procedentes de outros Estados da Federação ou rodeios, vaquejadas, cavalhadas e toda e qualquer
subprodutos, construções, instalações e países limítrofes somente poderão ingressar e aglomeração de animais.
equipamentos. transitar pelo Estado do Acre após submetidos à I - todo evento pecuário é passível de fiscalização
Art. 8º É proibido, sem cadastro, registro, desinfecção, que será realizada nos postos de pelo órgão oficial executor das medidas de Defesa
licenciamento ou credenciamento no órgão oficial vigilância do órgão oficial executor das atividades Sanitária Animal no Estado do Acre; e
executor das atividades de Defesa Sanitária Animal de Defesa Sanitária Animal no Estado do Acre II - somente será permitido o acesso aos eventos
no Estado do Acre, o funcionamento de localizados nas divisas do Estado. a que se refere este artigo de animais devidamente
estabelecimentos que: acompanhados dos documentos zoossanitários
I - recebam e utilizem, para fabricação de seus CAPÍTULO IV exigidos para a espécie, não sendo aceitas
produtos, matéria-prima de origem animal; DAS OBRIGAÇÕES DOS PROPRIETÁRIOS E fotocópias destes.
II - fabriquem, manipulem, estoquem, DETENTORES DE ANIMAIS
armazenem, embalem e fracionem produtos de CAPÍTULO VI
uso veterinário, biológico e quimioterápico; Art. 12 Os proprietários e detentores de animais DOS DEVERES E OBRIGAÇÕES DOS
III - fabriquem, manipulem, estoquem, susceptíveis de contraírem as doenças a que se PROPRIETÁRIOS DE ABATEDOUROS,
a r m a z e n e m e e m b a l e m m a t e r i a i s p a ra refere o art. 1° ficam obrigados a: LATÍCINIOS E CONGÊNERES
multiplicação de animais; I - submetê-los às medidas indicadas pela Defesa
IV - transportem ou conduzam animais ou Sanitária Animal para prevenção, combate, Art. 16 São deveres dos abatedouros, laticínios e
produtos e subprodutos de origem animal; controle e erradicação, nos prazos e condições congêneres, conforme o caso:
V - que a qualquer tipo de finalidade, promovam fixados pelo órgão oficial executor das atividades I - acatar e cumprir as disposições desta lei;
aglomerações de animais; de Defesa Sanitária Animal no Estado do Acre; II - requerer registro, cadastrar-se e licenciar-se
VI - que mantenham em seu poder, a qualquer II - comunicar ao órgão oficial executor das no órgão oficial executor das atividades de Defesa
tipo de finalidade, animais susceptíveis às doenças atividades de Defesa Sanitária no Estado do Acre Sanitária Animal no Estado do Acre;
que coloquem em risco a saúde e o nível sanitário a existência de animais doentes, a suspeita ou a III - receber animais e matérias primas de origem
do Estado; e animal, de proprietários e fornecedores que

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Leis Ordinárias
Complementares
comprovarem a prática das medidas profiláticas Art. 20 Pelos serviços relacionados à Defesa LEI Nº 1.492 DE 19 DE FEVEREIRO DE 2003
obrigatórias dos animais contra as enfermidades Sanitária Animal prestados pelo órgão oficial
definidas pelo órgão oficial executor das atividades executor das atividades de Defesa Sanitária Animal “Cria o Conselho Estadual Indígena - CEI e o Fundo
de Defesa Sanitária Animal no Estado do Acre; no Estado do Acre serão cobrados preços públicos. de Prevenção e Desenvolvimento dos Povos
IV - somente receber animais devidamente Parágrafo único. Os serviços a que se refere o caput Indígenas do Acre e dá outras providências.”
acompanhados dos documentos zoossanitários serão definidos no regulamento desta lei. O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE FAÇO SABER
exigidos; e que a Assembléia Legislativa do Estado do Acre
V - fornecer ao órgão executor das atividades de CAPÍTULO X aprova e eu sanciono a seguinte Lei:
Defesa Sanitária Animal no Estado do Acre, quando DO CONSELHO ESTADUAL DE SAÚDE E
por este solicitado e dentro do prazo estabelecido, DEFESA ANIMAL CAPÍTULO I
toda e qualquer informação que julgar necessária. DA DENOMINAÇÃO, NATUREZA E
Art. 21 Fica criado o Conselho Estadual de Saúde e FINALIDADES
CAPÍTULO VII Defesa Animal, com a finalidade de sugerir e
DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES acompanhar políticas e estratégias para ações da Art. 1º O Conselho Estadual Indígena – CEI é um
defesa sanitária animal, no âmbito do Estado do órgão consultivo e deliberativo do Governo do
Art. 17 Considera-se infração a esta lei a Acre, com vistas à execução de programas de Estadual do Acre, vinculado ao Gabinete Civil do
inobservância a ela e à sua regulamentação, bem prevenção, combate, controle e erradicação de Governador, que congrega representantes dos
como às normas técnicas especiais e a quaisquer doenças em animais. povos indígenas do Acre e de instituições
dispositivos que, por qualquer forma, se destinem § 1º O Conselho Estadual de Saúde e Defesa Animal governamentais e não-governamentais, visando
à proteção da saúde animal, da saúde pública e do será integrado por sete membros e seus suplentes, discutir, planejar e elaborar projetos e programas a
meio ambiente. representantes dos órgãos e entidades a seguir: serem consubstanciados em políticas públicas de
Parágrafo único. Responde pela infração referida I – Secretaria Executiva de Agricultura e Pecuária interesse dos povos indígenas no âmbito estadual.
neste artigo quem, por ação ou omissão, lhe der do Estado do Acre - SEAP;
causa, concorra para sua prática ou dela se II – Delegacia Federal de Agricultura no Estado do CAPÍTULO II
beneficie. Acre – DFA/AC; DA DURAÇÃO E SEDE
Art. 18 Sem prejuízo das cominações estabelecidas III – Conselho Regional de Medicina Veterinária -
em norma federal, aos infratores desta lei aplicam- CRMV; Art. 2º O Conselho Estadual Indígena – CEI tem
se, isolada ou cumulativamente, as seguintes IV – Sociedade Acreana de Medicina Veterinária - prazo de duração indeterminado e sede em Rio
penalidades: SAMVET; Branco, Capital do Estado do Acre.
I - advertência; V – Federação da Agricultura do Estado do Acre -
II - multa; FAEAC; CAPÍTULO III
III - interdição de propriedades rurais, VI – Organização das Cooperativas do Estado do DOS OBJETIVOS E COMPETÊNCIA DO CEI
estabelecimentos industriais, comerciais, de eventos Acre; e
Art. 3º O Conselho Estadual Indígena - CEI tem
agropecuários e outros onde se registre ou realize VII – Secretaria de Estado de Saúde e Saneamento
como competência:
aglomeração de animais ou que representem riscos – SESSACRE.
I – assessorar o Governo do Estado na elaboração
de disseminação de doenças dos animais; § 2º Os membros representantes do conselho e
de diretrizes e projetos de políticas públicas em favor
IV - proibição do comércio e do trânsito de animais seus respectivos suplentes serão indicados pelos
dos povos indígenas localizados no Estado do Acre;
e de seus produtos e subprodutos; titulares das Secretarias de Estado e das instituições
II - promover a articulação e integração das ações
V - apreensão de animais e de seus produtos e a que estiverem vinculados e nomeados pelo
governamentais e das organizações indígenas;
subprodutos; Governador do Estado para mandato de dois anos,
III - apoiar a sistematização e disponibilização de
VI - apreensão de produtos de uso veterinário; permitida uma recondução por igual período.
informações de programas e projetos desenvolvidos
VII - despovoamento animal de propriedade; § 3º Será presidente do conselho o diretor do órgão
nas terras indígenas e junto às suas populações;
VIII - abate sanitário; e oficial executor das atividades de Defesa Sanitária
IV - analisar e emitir pareceres sobre programas,
IX - sacrifício animal. Animal no Estado do Acre. projetos e propostas advindas do Estado ou dos
§ 1º O Poder Executivo Estadual, mediante § 4º O presidente será substituído nas suas Municípios sobre questões pertinentes aos povos
regulamento, estabelecerá os parâmetros da ausências ou impedimentos pelo representante da indígenas;
proporcionalidade das multas referidas no inciso II, Delegacia Federal de Agricultura no Estado do Acre V - compor e nomear comissões temáticas para
em valor a variar entre meia Unidade Padrão Fiscal – DFA/AC. elaborar e avaliar programas e projetos em
do Estado - UPF/AC e o máximo de dez mil UPF’s ou § 5º A participação no Conselho Estadual de Saúde atendimento às solicitações emanadas pelas
de índice que venha a substituí-la. e Defesa Animal é considerada de relevante comunidades indígenas;
§ 2º Em caso de reincidência, as multas serão interesse público e não será remunerada. VI - acompanhar a execução de projetos e
majoradas conforme regulamento. § 6º As demais competências e o funcionamento programas destinados ao atendimento das
§ 3º Os valores das multas não recolhidas no prazo do conselho serão especificados em seu Regimento comunidades indígenas a serem implantados pelo
estabelecido no regulamento serão inscritos na Interno. Estado, bem como fiscalizar a movimentação dos
Dívida Ativa do Estado. recursos financeiros empregados;
CAPÍTULO XI VII - avaliar e monitorar as ações de impacto
CAPÍTULO VIII DISPOSIÇÕES FINAIS ambiental e sócio-cultural advindas da implantação
DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO de projetos de desenvolvimento regional, bem como
PARA APURAÇÃO DAS INFRAÇÕES DE Art. 22 O regulamento desta lei será elaborado exigir a realização das medidas mitigatórias
NATUREZA SANITÁRIA ANIMAL por uma comissão constituída por técnicos do órgão adequadas a cada caso;
oficial executor das atividades de Defesa Sanitária VIII - apreciar e analisar propostas, planos e
Art. 19 A infração às disposições desta lei e seu Animal, no prazo de até noventa dias, e será projetos de interesse das organizações e
regulamento será objeto de formalização de aprovado por decreto governamental. comunidades indígenas, sugerindo modificações
processo administrativo, que obedecerá aos Art. 23 Esta Lei entra em vigor na data de sua com base em pareceres, se necessário;
princípios norteadores do Direito Administrativo, em publicação. IX - receber, verificar, avaliar e dar encaminhamento
especial aos de legalidade e do contraditório. Art. 24 Fica revogada a Lei n. 1.282, de 25 de às recomendações, reivindicações e moções
Parágrafo único. O processo administrativo será janeiro de 1999. originárias das organizações e comunidades
discriminado no regulamento desta lei. Rio Branco, 17 de janeiro de 2003, 115º da indígenas, requerendo providências ou intervenção,
República, 101º do Tratado de Petrópolis e 42º do quando se fizer necessário;
CAPÍTULO IX Estado do Acre. X - articular e apoiar as reivindicações e propostas
DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PELO ÓRGÃO JORGE VIANA das organizações e comunidades indígenas, visando
OFICIAL EXECUTOR DAS ATIVIDADES DE Governador do Estado do Acre a formulação de um conjunto de diretrizes básicas
DEFESA SANITÁRIA ANIMAL NO comuns para as políticas públicas de apoio aos povos
ESTADO DO ACRE indígenas da região acreana;
XI - fomentar e propor critérios e/ou normas para

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Leis Complementares
Leis Ordinárias
priorização de ações e serviços em favor dos povos I - União das Nações Indígenas do Acre e Sul do incisos IV e V do artigo anterior serão
indígenas do Acre; Amazonas – UNI; encaminhados ao Governador para sua nomeação.
XII - receber, encaminhar e recomendar ao Poder II - Organizações dos Povos Indígenas do Rio Art. 11 Nas assembléias, sendo majoritária a
Executivo do Estado projetos e programas de Envira – OPIRE; p a r t i c i p a ç ã o d e d o ze r e p r e s e n t a n t e s d e
relevância ao desenvolvimento dos povos indígenas III - Organização dos Povos Indígenas de Tarauacá organizações, povos e comunidades indígenas e
do Estado; – OPITAR; de dez representantes do Governo Federal,
X I I I - e l a b o rar, a p r ov ar, e n c a m i n h a r e IV - Organização dos Povos do Rio Juruá – OPIRJ; Estadual e organizações não-governamentais, o
acompanhar a Proposta Orçamentária para o setor V - Associação Asheninka do Rio Amônia – quorum mínimo deverá ser de sete representantes
indígena contemplada pelo Executivo Estadual; APIWTXA; indígenas e seis não-indígenas.
XIV - propor, analisar e emitir pareceres sobre VI - Associação dos Seringueiros do Jordão –
convênios firmados pelo Governo Estadual com ASKARJ; SEÇÃO II
órgãos e entidades não-governamentais voltados VII - Associação Agroextrativista Poianawa do DA COORDENAÇÃO
à implementação das políticas públicas de apoio Barão de Ipiranga – AAPBI;
aos povos indígenas; VIII - Representantes dos Povos Indígenas do Rio Art.12 A coordenação será composta por um
XV - elaborar o seu plano de trabalho e dar os Purus - PURUS; coordenador (conselheiro representante da União
encaminhamentos necessários junto ao Gabinete IX - Representantes dos Povos Indígenas do Rio das Nações Indígenas - UNI), um vice-coordenador
Civil, de sorte a prover as condições materiais Iaco - IACO; e um secretário, eleitos em assembléia.
necessárias para realização de suas atividades no X - Organizações dos Agricultores e Extrativistas Art. 13 Os membros eletivos da coordenação serão
âmbito do Estado; Yawanawa do Rio Gregório- OAEYRG; escolhidos na primeira assembléia ordinária.
XVI - propor e apoiar iniciativas de valoração dos XI - Representantes do Grupo de Mulheres Art. 14 Compete ao coordenador:
direitos dos povos indígenas; Indígenas – GMI; e I - convocar as assembléias;
XVII - propor e organizar cursos, seminários, XII - Representantes da Organização dos II - presidir as sessões, coordenando as atividades,
congressos, oficinas de trabalho e outros eventos Professores Indígenas- OPIAC. discussões, debates e votação dos assuntos
sobre assuntos pertinentes aos povos indígenas; Art. 6º Cada órgão público de qualquer esfera, constantes da Ordem do Dia, programar os
XVIII - apoiar as iniciativas do Movimento Indígena organização não-governamental e povos indígenas resultados e resolver as Questões de Ordem;
Regional, contribuindo pela manutenção dos enumerados no artigo anterior se fará representar III - dar andamento às recomendações da
territórios, garantindo a autonomia e auto- no Conselho Estadual Indígena – CEI por um assembléia, provendo-a de apoio administrativo
organização, bem como o reconhecimento das membro titular ou efetivo e um membro suplente. necessário à execução de suas atividades;
múltiplas identidades sócio-culturais; IV - manter os demais conselheiros informados
XIX - delegar atribuições às organizações e CAPÍTULO V sobre o andamento das atividades do Conselho
comunidades indígenas regionais; DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL Estadual Indígena – CEI;
XX - propor e aprovar modificações no Regimento V - representar o Conselho Estadual Indígena –
Interno do Conselho Estadual Indígena, se for Art. 7º O Conselho Estadual Indígena – CEI terá a C E I p e ra n t e o G o v e r n o E s t a d u a l , d e m a i s
necessário; e seguinte estrutura organizacional: instituições e sociedade em geral; e
XXI - manifestar-se sobre assuntos de sua I - assembléia; e VI - representar o Conselho Estadual Indígena –
competência, principalmente sobre os casos II - coordenação. CEI, ativa ou passivamente, em juízo ou fora dele.
omissos nesta lei. Parágrafo único. O vice-coordenador substituirá o
Art. 4º As organizações e comunidades regionais SEÇÃO I coordenador em suas ausências ou impedimentos
indígenas possuem, por delegação, as atribuições DA ASSEMBLÉIA e o auxiliará no cumprimento de suas obrigações.
consultivas e deliberativas no âmbito de suas Art. 15 Compete ao secretário:
respectivas regiões, tendo por função: Art. 8º A assembléia representa o órgão máximo I - secretariar as assembléias e outras reuniões
I - aprovar o plano de trabalho e diretrizes das de deliberação do Conselho Estadual Indígena – atinentes às atividades do Conselho Estadual
políticas de apoio aos povos indígenas da CEI, ocorrendo ordinariamente de seis em seis Indígena – CEI e executar todas as tarefas exigidas
respectiva área de atuação; e meses e, extraordinariamente, sempre que se fizer por essa função, lavrando atas e dando os
II - organizar as demandas das comunidades n e c e s s á r i o, q u a n d o c o n v o c a d a p o r s e u encaminhamentos necessários;
indígenas da região de abrangência. coordenador ou por maioria simples de seus II - preparar as assembléias, coordenando os
Parágrafo único. O Conselho Estadual Indígena - conselheiros. serviços preparatórios das reuniões e munindo os
CEI orientará as organizações regionais, facilitando Parágrafo único. As assembléias poderão realizar- representantes de documentos e informações,
a adequação de seus estatutos quanto às suas se em Rio Branco ou em qualquer município do quando necessário; e
novas atribuições. Estado que tenha terra indígena e contarão, I I I - v i a b i l i z a r t ra n s p o r t e , a l i m e n t a ç ã o e
obrigatoriamente, com a participação simples de hospedagem dos representantes indígenas por
CAPÍTULO IV seus integrantes. ocasião das assembléias.
DA COMPOSIÇÃO Art. 9º Compete à assembléia: Parágrafo único. Na ausência ou impedimento do
I-cumprir e fazer cumprir os objetivos do Conselho s e c r e t á r i o, o c o o r d e n a d o r n o m e a r á u m
Art. 5º O Conselho Estadual Indígena – CEI será Estadual Indígena – CEI; conselheiro, presente na reunião ou assembléia,
composto por representantes, indígenas ou não, II-eleger o vice-coordenador e o secretário; para substituí-lo.
nomeado através de Decreto pelo Governador do III-designar os membros das comissões temáticas; Art. 16 Os mandatos dos conselheiros terão o
Estado, sendo a participação indígena majoritária. IV-substituir os conselheiros e respectivos prazo de dois anos.
§ 1º São Representantes do Governo do Estado: suplentes, no caso de renúncia ou vacância, ou Art. 17 O exercício do mandato de conselheiro
I - Gabinete Civil; que não comparecerem, sem motivo justificado, não será remunera d o, sendo esta função
II - Secretaria de Estado de Educação - SEE; a duas reuniões consecutivas ou três intercaladas; considerada de relevante interesse público.
III-Secretaria de Estado de Produção - SEPRO; e e Parágrafo único. O ressarcimento das despesas
IV - Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio V - destituir e eleger os membros eletivos da com transporte, estadia e alimentação não são
Ambiente - SECTMA. coordenação, em caso de renúncia ou vacância considerados como remuneração.
§ 2º São Representantes do Governo Federal: do cargo ou violação deste regimento.
I - Agencia Nacional de Controle de Doença - Art. 10 A coordenação do Conselho Estadual CAPÍTULO VI
ANCD; Indígena – CEI será exercida pelo conselho DOS RECURSOS NECESSÁRIOS
II - Fundação Nacional do Índio - FUNAI; e indígena representante da União das Nações
III - Universidade Federal do Acre - UFAC. Indígenas - UNI. Os demais cargos do Conselho Art. 18 Para o desenvolvimento das atribuições
§ 3º São Representantes das Organizações não- poderão ser ocupados por conselheiros escolhidos do Conselho Estadual Indígena – CEI fica o Estado
governamentais: indistintamente entre representantes indígenas e do Acre autorizado a criar o Fundo de Preservação
I - Conselho Indigenista Missionário – C.I.M.I/AO; não-indígenas. e Desenvolvimento dos Povos Indígenas do Acre
II - Conselho de Missão entre Índios – COMIN; e Parágrafo único. Os nomes dos novos conselheiros – FPDPIAC.
III - Comissão pró-Índios – CPI/AC. e dos membros da coordenação de que tratam os
§ 4º Representarão os povos indígenas:

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Complementares
Leis Ordinárias
Art.19 Os recursos do Fundo de Preservação e Art. 2°. As disposições desta lei buscam definir congêneres, inclusive organizações não-
Desenvolvimento dos Povos Indígenas do Acre normas gerais para uso dos recursos hídricos de governamentais;
poderão ser constituídos por: domínio do Estado do Acre, nos termos do VII – a realização de campanhas educativas com
I - receita líquida mensal proveniente do Imposto autorizado pelo inciso XIV do art. 45 da o objetivo de conscientização publica para
sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS Constituição Estadual e do § 1.° do art. 25 utilização sustentável dos recursos hídricos.
arrecadado pelo Governo do Estado do Acre, combinado com o inciso I do art. 26, ambos da Art. 6°. Os órgãos e entidades do Estado deverão
através da Secretaria da Fazenda; Constituição Federal, bem como a Lei Federal n.º articular-se com os da União, objetivando o
II - recursos obtidos por financiamentos de 9.433, de 08 de janeiro de 1997. gerenciamento dos recursos hídricos de interesse
convênios oriundos de órgãos oficiais ou de § 1°. Busca também esta lei estabelecer normas comum localizados no Acre, notadamente dos
entidades privadas nacionais ou estrangeiras; suplementares à legislação federal no que diz corpos de água que têm origem em outros países.
III - doações, repasses e subvenções procedentes respeito aos demais recursos hídricos localizados § 1°. As ações do Estado no que dizem respeito a
da União, do Estado, de municípios, de órgãos no Estado, na forma do disposto no art. 24 da corpos de água de comum interesse com outros
públicos e de instituições privadas; Constituição Federal. países serão empreendidas em coordenação com
IV - juros, dividendos e bonificações; § 2°. Os agentes públicos estaduais deverão o Ministério das Relações Exteriores.
V - receitas advindas das aplicações financeiras articular-se com os órgãos e entidades federais e § 2°. O Poder Executivo do Estado deverá
dos recursos do Fundo; e municipais, assim como entidades civis contribuir para as boas relações com os países
VI - receitas oriundas de aluguéis ou de prestação organizadas, para a efetiva consecução das fronteiriços e para o cumprimento dos tratados
de serviços especializados. finalidades e objetivos da política e gestão de internacionais que envolvam recursos hídricos
Art. 20 Os recursos do FDPIAC serão aplicados recursos hídricos. celebrados entre o Brasil e os países vizinhos ao
em projetos e programas definidos como Art. 3°. As normas desta lei integrar-se-ão à Acre.
p r i o r i d a d e s p e l o c o n s e l h o, b u s c a n d o o legislação estadual e federal relacionadas ao meio Art. 7°. São objetivos da Política Estadual de
desenvolvimento harmônico de todos os povos ambiente, entendendo-se que os recursos hídricos Recursos Hídricos, entre outros:
indígenas do Acre. localizados no Estado são componentes do I – garantir à atual e às futuras gerações a
Parágrafo único. As áreas prioritárias passivas de patrimônio ambiental do Acre e do País. disponibilidade necessária de água, em quantidade
financiamento pelo FPDPIAC deverão ser objeto Parágrafo único. Na implementação da política e e qualidade adequadas aos respectivos usos;
do Plano de Ação do Conselho, por um período na gestão de recursos hídricos estaduais, os II – disciplinar a utilização racional das águas
mínimo de três anos. Poderes Executivos do Estado e dos Municípios superficiais e subterrâneas, visando à garantia da
promoverão a integração das políticas de sustentabilidade dos recursos;
CAPITULO VII s a n e a m e n t o b á s i c o, d e u s o, o c u p a ç ã o e III – assegurar os usos prioritários da água em
DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS conservação do solo e de meio ambiente entre si situações críticas;
e com a Política Nacional de Recursos Hídricos. IV – prover a prevenção e a defesa contra eventos
Art. 21 Ao Gabinete Civil do Governador compete hidrológicos críticos de origem natural ou
alocar, através de sua Proposta Orçamentária TÍTULO II decorrentes do uso inadequado dos recursos
Anual, percentual de recursos financeiros DA POLÍTICA ESTADUAL naturais;
necessários e suficientes para organização e DE RECURSOS HÍDRICOS V – manter o florestamento e assegurar o
realização das atividades do Conselho Estadual CAPÍTULO I reflorestamento das nascentes e das margens dos
Indígena – CEI e dos organismos regionais, DOS PRINCÍPIOS, DIRETRIZES E cursos de água;
garantindo a realização plena das suas atividades OBJETIVOS VI – estimular o desenvolvimento da capacidade
( i n f r a - e s t r u t u r a f í s i c a , p e s s o a l d e a p o i o, científica e tecnológica do Estado para o
equipamento, hospedagem, alimentação e Art. 4°. A Política Estadual de Recursos Hídricos gerenciamento de recursos hídricos;
transporte). deve ser conduzida com base nos princípios de VII – estabelecer critérios, em bases científicas,
Art. 22 No caso de extinção do Conselho Estadual que a água é um bem de domínio público, essencial de uso dos recursos hídricos e ocupação das bacias
Indígena – CEI e do FPDPIAC o seu patrimônio, à vida, com disponibilidade limitada e dotada de hidrográficas.
direitos e obrigações serão incorporados ao valor econômico, social e ecológico.
patrimônio do Estado do Acre. § 1°. Em situações críticas de seca e enchente, o CAPÍTULO II
Art. 23 O Poder Executivo regulamentará a uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo DOS INSTRUMENTOS
presente lei no prazo de sessenta dias. humano, a dessedentação de animais domésticos
Art. 24 Esta Lei entra em vigor na data de sua e a manutenção da biota. Art. 8°. São instrumentos da Política Estadual de
publicação. § 2°. É adotada a bacia hidrográfica como unidade Recursos Hídricos:
Rio Branco, 19 de fevereiro de 2003, 115º da física e territorial de planejamento e I – o plano estadual de recursos hídricos;
República, 101º do Tratado de Petrópolis e 42º do gerenciamento. II – os planos de bacia hidrográfica;
Estado do Acre. Art. 5° São diretrizes de ação, entre outras, no III – o Sistema de Informações sobre Recursos
JORGE VIANA âmbito da Política Estadual de Recursos Hídricos: Hídricos no Acre – SIRENA, inserido no âmbito do
Governador do Estado do Acre I – a gestão sistemática dos recursos hídricos, Sistema Estadual de Informações Ambientais -
sem dissociação dos aspectos de quantidade e SEIAM;
LEI N° 1.500 DE 15 DE JULHO DE 2003 qualidade e do reconhecimento da unidade do ciclo IV – o enquadramento dos corpos em classes
hidrológico e da integração da gestão de recursos segundo os usos da água;
“Institui a Política Estadual de Recursos Hídricos, hídricos com a gestão ambiental; V – a outorga dos direitos de uso de recursos
cria o Sistema Estadual de Gerenciamento de II – a adequação da gestão de recursos hídricos hídricos;
Recursos Hídricos do Estado do Acre, dispõe sobre às diversidades físicas, bióticas, demográficas, VI – a cobrança pelo uso de recursos hídricos;
infrações e penalidades aplicáveis e dá outras econômicas, sociais e culturais das regiões do VII – o Fundo Especial de Meio Ambiente – FEMAC,
providências.” Estado do Acre; criado pela Lei n. 1.117, de 26 de janeiro de 1994;
O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE: III – o gerenciamento integrado, descentralizado VIII – o Zoneamento Ecológico-Econômico do
Faço saber que a ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO e participativo, com vistas aos usos múltiplos das Acre;
ESTADO DO ACRE decreta e eu sanciono a seguinte águas; IX – o plano estadual de meio ambiente;
lei: IV – a articulação do planejamento de recursos X – os convênios de cooperação;
hídricos do Estado com os dos setores usuários e XI – a educação ambiental
TÍTULO I com os planejamentos nacional, regional e XII - a avaliação de impactos ambientais;
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES municipal; XIII - os incentivos à produção e instalação de
V – a manutenção e a recuperação das matas equipamentos e a criação ou absorção de
Art. 1°. A política e a gestão das águas de domínio ciliares como forma de proteção dos corpos de tecnologia, voltados para a melhoria da qualidade
do Estado do Acre serão empreendidas em água; ambiental;
consonância com o fundamento maior da procura VI – a execução de programas de desenvolvimento XIV - o licenciamento e a revisão de atividades
do bem comum do Homem acreano. e capacitação de pessoal, em cooperação com efetiva ou potencialmente poluidora;
universidades, centros de tecnologia e entidades

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Leis Complementares
Leis Ordinárias
XV - as penalidades disciplinares ou implementação de programas e projetos nas II – fornecer elementos para a gestão de recursos
compensatórias ao não cumprimento das medidas respectivas bacias, contendo, no mínimo, os hídricos no Estado;
necessárias à preservação ou correção da seguintes elementos: III - dar subsídios para a elaboração de planos de
degradação ambiental. I – as características sociais, geoeconômicas e bacia e do plano estadual de recursos hídricos.
ambientais da bacia; Art. 18 São princípios de orientação do
SEÇÃO I II – a evolução das atividades produtivas na área funcionamento do Sistema de Informações sobre
DO PLANO ESTADUAL DE RECURSOS da bacia; Recursos Hídricos no Acre:
HÍDRICOS III – as previsões e análises de crescimento I – a descentralização da obtenção e produção de
demográfico; dados e informações;
Art. 9°. O plano estadual de recursos hídricos é IV – o diagnóstico da situação atual dos recursos II – a coordenação unificada na gestão dos
um plano diretor de longo prazo que objetiva hídricos, superficiais e subterrâneos, e avaliação sistemas de produção das informações;
fundamentar e orientar a implementação da do plano anterior da bacia; III – a publicidade dos resultados, com amplo
Política Estadual de Recursos Hídricos e o V – o cadastro de usuários de águas superficiais e acesso às informações básicas, incluindo dados
gerenciamento de recursos hídricos, devendo ser subterrâneas, inclusive os relativos a saneamento consistidos, garantido a todos os segmentos da
elaborado, de preferência, quadrienalmente. e a efluentes; sociedade.
Art. 10 O plano estadual de recursos hídricos será VI – as projeções de demanda e de disponibilidade
elaborado sob coordenação da Secretaria de Meio de água; SEÇÃO IV
Ambiente e Recursos Naturais – SEMA, devendo VII – o balanço hídrico global e de cada sub-bacia; DO ENQUADRAMENTO DOS CORPOS EM
ser objeto de deliberação prévia do Conselho VIII – as diretrizes e critérios detalhados de ação CLASSES SEGUNDO OS USOS DA ÁGUA
Estadual de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia para possibilitar o gerenciamento de recursos
- CEMACT e submetido ao Governador do Estado hídricos; Art. 19 O enquadramento dos corpos de água de
do Acre, para sua aprovação mediante decreto. IX - os objetivos e metas a serem alcançados ano domínio do Estado será proposto pelo órgão
Art. 11 A deliberação do CEMACT sobre o plano a ano dentro do horizonte de cada plano; ambiental estadual e estabelecido por ato próprio
estadual de recursos hídricos deverá ser precedida X – os programas e projetos a serem desenvolvidos do Conselho Estadual do Meio Ambiente, Ciência
de audiências públicas a serem feitas o quanto na área hídrica, institucional, tecnológica e e Tecnologia – CEMACT, em conformidade com a
necessário para propiciar ampla participação dos gerencial; pertinente legislação federal e estadual e com as
diversos segmentos da sociedade civil, inclusive XI – as prioridades para outorga de direito de uso características ecossistêmicas das regiões do
no interior do Estado. de recursos hídricos, atendidas as determinações Estado.
Art. 12 O plano estadual de recursos hídricos será da legislação pertinente e os usos múltiplos dos § 1 ° . O e n q u a d ra m e n t o d e v e r á l e v a r e m
e l a b o ra d o c o m b a s e n o s p l a n o s d e b a c i a recursos hídricos; consideração aquele feito pelo órgão competente
XII – as vazões mínimas a serem garantidas em
hidrográfica encaminhados pelos respectivos federal para os corpos de água da União dentro
determinadas seções de interesse estratégico para
comitês de bacia hidrográfica e nos programas de do Estado do Acre.
a bacia;
desenvolvimento dos Municípios, quando houver, § 2°. O órgão ambiental estadual poderá conveniar
XIII – as propostas para a criação de áreas sujeitas
devendo conter, além do que determina o artigo com o órgão ou entidade competente da União
a restrição de uso, objetivando a proteção dos
7º da Lei nº. 9.433/97, os seguintes elementos: para os fins de realização e atualização do
recursos hídricos;
I – a divisão hidrográfica do Estado e a enquadramento dos corpos de água federais
XIV – as diretrizes para proteção de áreas
caracterização dominial de cada bacia e sub-bacias localizados no Estado.
marginais de corpos de água da bacia;
hidrográficas utilizadas para gerenciamento Art. 20 O enquadramento dos corpos de água em
XV – as propostas de contingências no caso de
descentralizado e compartilhado dos recursos classes, segundo os usos preponderantes da água,
ocorrência de eventos críticos de seca e enchente.
hídricos no Acre; objetiva:
Art. 14 As eventuais divergências que existirem
II – os objetivos e metas a serem alcançados ano I – assegurar às águas qualidade compatível com
entre os planos de bacia e o plano estadual de
a ano dentro do horizonte de cada plano; recursos hídricos serão dirimidos pelo CEMACT, os usos mais exigentes a que forem destinadas;
IV – as diretrizes e critérios de ação no em caráter terminativo no âmbito administrativo. II – diminuir os custos de combate à poluição das
detalhamento adequado para possibilitar o águas mediante ações preventivas permanentes.
gerenciamento de recursos hídricos; SEÇÃO III
V – os programas e projetos a serem desenvolvidos DO SISTEMA DE INFORMAÇÕES SOBRE SEÇÃO V
nos campos hídrico, institucional, tecnológico e RECURSOS HÍDRICOS NO ACRE – SIRENA DA OUTORGA DO DIREITO DE USO DE
gerencial; RECURSOS HÍDRICOS
VI – as prioridades para outorga de direito de uso Art. 15 O Sistema de Informações sobre Recursos
de recursos hídricos, atendidas as determinações Hídricos no Acre – SIRENA destina-se a coleta, Art. 21 O regime de outorga de direitos de uso de
da legislação pertinente; tratamento, armazenamento, recuperação e recursos hídricos tem como objetivo o controle
VII – as propostas para a criação de áreas sujeitas divulgação de informações sobre recursos hídricos qualitativo e quantitativo dos usos da água e o
a restrição de uso, objetivando a proteção dos e fatores intervenientes em sua gestão e é parte efetivo exercício dos direitos de acesso à água.
recursos hídricos, incluindo as áreas marginais dos integrante componente do Sistema Estadual de Art. 22 O IMAC fica autorizado a emitir outorga
corpos de água; Informações Ambientais - SEIAM. preventiva de uso de recursos hídricos do Estado
VIII – as propostas de contingências no caso de § 1°. São também processos de âmbito do sistema com finalidade de declarar a disponibilidade de
ocorrência de eventos críticos. a reunião, consistência e divulgação de dados sobre água para os usos requeridos, observados os
§ 1°. Fica o Poder Executivo Estadual autorizado a situação qualitativa e quantitativa dos recursos planos de recursos hídricos.
a celebrar convênios com a União para coordenar hídricos no Estado. § 1°. A outorga preventiva não confere direito de
a elaboração de planos relacionados a corpos de § 2°. O SIRENA comporá todas as informações dos uso de recursos hídricos e se destina a reservar a
água de domínio da União dentro do Acre. órgãos e entidades federais, estaduais,municipais vazão passível de outorga, possibilitando, aos
§ 2°. O Poder Executivo, mediante decreto do e particulares relacionadas a águas subterrâneas, inve s t i d o r e s , o p l a n e j a m e n t o d e e m p r e -
Governador do Estado, poderá determinar demais superficiais e meteóricas localizadas no Estado do endimentos que necessitem desses recursos.
elementos que deverão constituir o plano estadual Acre, inclusive as produzidas no âmbito do Sistema § 2°. O prazo de validade da outorga preventiva
e demais planos e programas de recursos hídricos Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos. será fixado levando-se em conta a complexidade
do Estado, inclusive seus horizontes de alcance e Art. 16 O SIRENA será gerido pelo Instituto de Meio do planejamento do empreendimento, limitando-
periodicidades de atualização. Ambiente do Acre – IMAC, devendo as informações se ao máximo de três anos, findo o qual, a pedido
produzidas ser incorporadas ao Sistema Nacional do requerente, poderá ser convertida pelo IMAC
SEÇÃO II de Informações sobre Recursos Hídricos, de em outorga de direito de uso de recursos hídricos
DOS PLANOS DE BACIA HIDROGRÁFICA responsabilidade federal. Art. 23 A outorga de direito de uso de recursos
Art. 17 São objetivos do Sistema de Informações hídricos do Estado do Acre é ato administrativo
Art. 13 Os planos de bacia hidrográfica, de caráter sobre Recursos Hídricos no Acre: específico de autorização, mediante a qual o órgão
diretor, serão elaborados em conformidade e I – atualizar e produzir permanentemente do poder público do Estado do Acre faculta ao
coordenadamente com o plano estadual de informações sobre a disponibilidade e demanda de administrado o uso do recurso hídrico de domínio
recursos hídricos e têm por finalidade orientar a recursos hídricos no Estado; do Estado, por prazo determinado, nos termos e

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Leis Ordinárias
Complementares
condições expressos nesta lei, nos regulamentos ou totalmente, por prazo determinado, ou extinta, II – nos lançamentos de efluentes de qualquer
e no ato outorgante. nas seguintes circunstâncias: espécie:
§ 1°. A outorga de direito de uso de recursos I – não cumprimento pelo outorgado dos termos a) o volume lançado e seu regime de variação;
hídricos estaduais será dada por prazo de até trinta da outorga, inclusive com desvio de finalidade; b) as características físicas, físico-químicas,
e cinco anos, podendo ser renovada, nos termos II – ausência não autorizada de uso por três anos biológicas e de toxicidade do efluente;
do regulamento do Poder Executivo do Estado. consecutivos; c) a classe preponderante do corpo de água
§ 2°. O direito de uso de recursos hídricos tem III – requerimento premente de água para atender receptor;
natureza relativa, ficando o seu exercício a situações de calamidade ou eventos críticos; d) a capacidade de diluição e transporte do corpo
condicionado à disponibilidade hídrica e ao regime IV – necessidade de se prevenir ou reverter grave de água receptor;
de racionamento, quando houver, sujeitando-se o degradação ou contaminação ambiental; e) a sazonalidade da bacia hidrográfica receptora.
seu titular à suspensão da eficácia da outorga e V – imprescindibilidade de atendimento a usos § 1°. Os valores a serem cobrados pelo direito de
ao cumprimento dos demais requisitos prioritários de interesse coletivo para os quais não uso de recursos hídricos poderão variar em
estabelecidos pela legislação e pelo ato se disponha de fontes alternativas; conformidade com a sazonalidade do corpo de
outorgante. VI – necessidade de serem mantidas as água no ponto de utilização.
Art. 24 A outorga de direito de uso de recursos características de navegabilidade do corpo de água § 2°. O pagamento pelo lançamento de efluentes
hídricos deverá ser emitida observados os em que houver sido dada a outorga; não desobriga o usuário do cumprimento das
planos de recursos hídricos e, em especial os VII – descumprimento pelo outorgado das normas normas e padrões impostos no respectivo
seguintes critérios: relativas a recursos hídricos e à proteção licenciamento ambiental, quando exigido.
I - as prioridades de uso estabelecidas; ambiental; Art. 33 Os valores arrecadados com a cobrança
II - a classe em que o corpo de água estiver VIII – não cumprimento pelo outorgado de decisão pelo uso de recursos hídricos serão aplicados
enquadrado, em consonância com a legislação do Instituto do Meio Ambiente do Acre – IMAC no prioritariamente na bacia hidrográfica em que
ambiental; que se referir ao uso cujo direito tenha sido foram gerados e serão utilizados em conformidade
III - a preservação dos usos múltiplos; outorgado. com as normas de gestão do Fundo Especial de
IV - a manutenção das condições adequadas ao Parágrafo único. A suspensão ou extinção será feita Meio Ambiente - FEMAC.
transporte aquaviário, quando couber. por ato fundamentado do IMAC, assegurado ao
Art. 25 Estão sujeitos a outorga os direitos dos outorgado atingido o direito de ampla defesa SEÇÃO VII
seguintes usos de recursos hídricos de domínio prévia. DO FUNDO ESPECIAL DE MEIO AMBIENTE -
do Estado do Acre: Art. 29 A outorga de direito de uso de recursos FEMAC
I – a derivação ou captação de parcela da água hídricos não implica a alienação parcial das águas,
existente em um corpo de água para consumo mas o simples direito de seu uso. Art. 34 O Fundo Especial de Meio Ambiente – FEMAC,
final, inclusive abastecimento público e insumo de Parágrafo único. As águas de domínio do Estado criado pela Lei n. 1.117, de 1994, será conduzido
processo produtivo; do Acre são inalienáveis. em conformidade com sua legislação específica e
II – o lançamento em corpo de água de esgotos e com as alterações introduzidas pela presente lei
demais resíduos líquidos ou gasosos, tratados ou SEÇÃO VI exclusivamente no que dizem respeito a recursos
não, com o fim de sua diluição, transporte ou DA COBRANÇA PELO USO DE RECURSOS hídricos.
disposição final; HÍDRICOS ESTADUAIS Art. 35 No que concerne exclusivamente a recursos
III – a extração de água de aqüífero subterrâneo hídricos, o Fundo Especial de Meio Ambiente -
para consumo final ou insumo de processo Art. 30 Serão cobrados os usos de recursos FEMAC terá a finalidade de incorporar recursos
produtivo; hídricos de domínio do Estado do Acre sujeitos a financeiros para implementação da Política Estadual
IV – o aproveitamento dos potenciais hidrelétricos, outorga, nos termos desta lei e dos regulamentos. de Recursos Hídricos e para condução do Sistema
obedecidas as leis federais específicas; § 1°. As cobranças serão realizadas pelo Instituto Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos,
V – outros usos que alterem o regime, a do Meio Ambiente do Acre – IMAC, nos termos do a ser regido por esta lei e seus regulamentos.
quantidade ou a qualidade de corpo de água ato impositivo, podendo delegar a Agência § 1°. A aplicação de recursos do Fundo deverá
existente, na forma do regulamento do Poder Reguladora de Serviços Públicos do Acre. atender às diretrizes da Política Estadual de
Executivo. § 2°. Os usos de recursos hídricos de domínio da Recursos Hídricos e aos objetivos e metas do plano
Parágrafo único. No caso de lançamento de União poderão ser cobrados pelo Instituto do Meio estadual de recursos hídricos e dos planos das bacias
efluentes no corpo hídrico, a outorga de captação, Ambiente do Acre – IMAC, nos termos do hidrográficas, quando houver.
derivação ou extração de água poderá ser efetuada respectivo convênio de cooperação. § 2°. A gestão do Fundo deverá estar em
simultaneamente com a de lançamento de Art. 31 A cobrança pelo uso de recursos hídricos conformidade com o plano plurianual, as diretrizes
efluentes, sem prejuízo da exigência da licença visa primordialmente ao reconhecimento da água orçamentárias e o orçamento anual do Estado.
ambiental, quando exigida. como bem econômico, dando ao usuário uma § 3°. O FEMAC terá como agentes empreendedores
Art. 26 A outorga de direito de uso de recursos indicação de seu real valor. os comitês de bacia, ou, na sua falta, pelo próprio
hídricos estaduais será dada por ato do Instituto Parágrafo único. A cobrança objetiva ainda: gestor do Fundo, que poderá manter contas
do Meio Ambiente do Acre – IMAC, ouvidos os I – incentivar a racionalização do uso da água; bancárias específicas abertas na rede bancária
respectivos comitês de bacia, quando houver. II – melhorar a qualidade dos corpos de água do dentro do Estado e realizar todas as atividades
Parágrafo único. O IMAC poderá celebrar convênio Estado; financeiras correspondentes, inclusive de aplicação
d e c o o p e ra ç ã o c o m o ó r g ã o o u e n t i d a d e III – obter recursos para o financiamento dos financeira dos saldos remanescentes em cada conta.
competente do Poder Executivo federal com a programas e projetos constantes dos planos de Art. 36 Poderão constituir receitas adicionais do
finalidade de viabilizar a delegação para outorga recursos hídricos; Fundo Especial de Meio Ambiente - FEMAC:
de direito de uso de recursos hídricos de domínio IV – custear parte das atividades dos agentes I – as transferências orçamentárias da União
da União localizados no Estado do Acre, conforme envolvidos na gestão de recursos hídricos do destinadas à execução de planos, programas e
autoriza o art. 14, § 1.°, da Lei Federal n. 9.433, Estado, mormente no controle e fiscalização dos projetos em recursos hídricos de interesse comum;
de 1997. usos da água. II – o produto da cobrança pelo uso dos recursos
Art. 27 Independem de outorga, nos termos do Art. 32 Na fixação dos valores a serem cobrados hídricos;
regulamento do Poder Executivo do pelo uso dos recursos hídricos, devem ser III – os empréstimos, contribuições e doações
Estado, devendo ser comunicados ao IMAC para o b s e r va d o s , d e n t r e o u t r o s , o s s e g u i n t e s feitos por pessoas físicas ou entidades nacionais
fim de cadastramento e controle: parâmetros: e internacionais relacionados a recursos hídricos;
I – os usos de recursos hídricos para a satisfação I – nas derivações, captações e extrações de água: IV – os valores arrecadados das multas aplicadas
das necessidades de pequenos núcleos a) o volume retirado, seu regime de variação e o a infratores da legislação sobre recursos hídricos;
populacionais de características rurais; consumo efetivo; V – a compensação financeira a que o Estado
II – as derivações, captações, lançamentos e b) a disponibilidade hídrica local; receber pela exploração hidrelétrica de recursos
acumulações de vo l u m e considerados c) a classe preponderante em que estiver hídricos;
insignificantes, nos termos do regulamento. enquadrado o corpo de água superficial ou VI – os recursos financeiros originados do plano
Art. 28 A outorga de direito de uso de recursos subterrâneo; estadual de recursos hídricos;
hídricos estaduais poderá ser suspensa, parcial d) o risco de contaminação do corpo de água; VII – os recursos financeiros decorrentes de

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Leis Ordinárias
Leis Complementares
convênios sobre recursos hídricos celebrados com SEÇÃO X Art. 45 A composição do Conselho Estadual de
a União para eventual cobrança pelo uso de DOS CONVÊNIOS DE COOPERAÇÃO Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia – CEMACT
recursos hídricos federais. será acrescida de representantes titulares e
Art. 37° As operações financeiras relacionadas a Art. 41 Os convênios de cooperação serão suplentes das seguintes origens:
planos, programas e projetos de recursos hídricos celebrados pelo órgão competente do Poder I – da União, por indicação do Conselho Nacional
realizadas no âmbito do Fundo Especial de Meio Executivo do Estado de modo a, entre outras de Recursos Hídricos;
Ambiente – FEMAC poderão ser empreendidas na finalidades: II – das secretarias de estado que tenham atuação
modalidade de empréstimos ou a fundo perdido, I – viabilizar as delegações de competência da em recursos hídricos;
nos termos do regulamento, atendidas as União; III – de cada comitê de bacia hidrográfica do
disposições desta lei. II – harmonizar ações no âmbito da política e Estado;
§ 1°. Quando houver planos de bacia aprovados gestão de recursos hídricos localizados no Estado; IV – das organizações civis com atuação
pelos respectivos comitês de bacia hidrográfica, III – transferir recursos financeiros ao Estado para estatutária na área de recursos hídricos;
as operações do Fundo deverão ser empreendidas custear atividades, projetos, programas e planos V – dos usuários de recursos hídricos no Estado,
em conformidade com esses planos. relacionados a recursos hídricos; por meio de suas associações representativas
§ 2°. É vedada a utilização de recursos financeiros IV – propiciar a transferência de tecnologia e definidas em conformidade com o regimento
do Fundo oriundos da arrecadação pelo uso de conhecimento especializado sobre os recursos interno do CEMACT.
recursos hídricos para pagamento de servidores hídricos no Estado. Parágrafo único. O regimento interno disporá sobre
públicos, a qualquer título, excetuado o pagamento as formas de indicação de representantes, reunião
de diárias a servidores públicos com a finalidade SEÇÃO XI e deliberação do Conselho Estadual de Meio
de controlar e fiscalizar o uso dos recursos hídricos. DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL Ambiente, Ciência e Tecnologia – CEMACT.
§ 3°. Os programas, projetos e atividades de Art. 46 São consideradas, para os efeitos desta
capacitação e desenvolvimento de pessoal, A r t . 4 2 O Po d e r P ú b l i c o e s t a d u a l d e v e r á lei, organizações civis de recursos hídricos:
inclusive de absorção de novas tecnologias, empreender campanhas de orientação pública aos I - consórcios e associações intermunicipais de
relacionados a recursos hídricos, os relativos a usuários de recursos hídricos e à sociedade em bacias hidrográficas;
contratação de consultoria especializada, bem geral, de forma a esclarecer e informar sobre as II - associações regionais, locais ou setoriais de
como os destinados a campanhas de educação questões relevantes da legislação de recursos usuários de recursos hídricos;
ambiental referentes a utilização de recursos hídricos e meio ambiente e a correta utilização do III - organizações técnicas e de ensino e pesquisa
hídricos poderão ser custeados a fundo perdido. patrimônio hídrico no Estado. com interesse na área de recursos hídricos;
Art. 38 Os dispêndios em recursos hídricos de IV - organizações não-governamentais com
origem federal, estadual ou municipal estão TÍTULO III objetivos de defesa de interesses difusos e
sujeitos ao controle externo do Tribunal de Contas DO SISTEMA ESTADUAL DE coletivos da sociedade;
da União e do Tribunal de Contas do Estado, nos GERENCIAMENTO DE RECURSOS HÍDRICOS V - outras organizações reconhecidas pelo
respectivos montantes. CAPÍTULO I CEMACT.
DOS OBJETIVOS E COMPOSIÇÃO Parágrafo único. Para integrar o CEMACT, as
SEÇÃO VIII organizações civis de recursos hídricos devem ser
DO ZONEAMENTO ECOLÓGICO-ECONÔMICO Art. 43 Fica criado o Sistema Estadual de legalmente constituídas e exercerem suas
DO ACRE Gerenciamento de Recursos Hídricos com os atividades de acordo com seu estatuto.
seguintes objetivos: Art. 47 Fica criada a Câmara Técnica de Recursos
Art. 39 Como instrumento estratégico continuado I – coordenar a gestão integrada das águas no Hídricos, no âmbito do Conselho Estadual de Meio
de planejamento regional e gestão territorial Estado; Ambiente, Ciência e Tecnologia – CEMACT, para
visando ao desenvolvimento sustentável do Estado II – propiciar o arbitramento administrativo de p r o p i c i a r e f e t i va a va l i a ç ã o d e m a t é r i a s
do Acre, o zoneamento ecológico econômico será conflitos relacionados com os recursos hídricos relacionadas à Recursos Hídricos.
utilizado na elaboração e implementação dos localizados no Estado; § 1°. A Câmara Técnica de Recursos Hídricos é
planos de bacia hidrográfica e do plano estadual III – implementar a Política Estadual de Recursos órgão colegiado que terá incumbência de apreciar
de recursos hídricos, na forma do regulamento. Hídricos; tecnicamente todas as matérias dependentes de
§ 1°. A classe de uso preponderante a ser IV – planejar, regular e controlar o uso, a deliberação do CEMACT, inclusive propondo
determinada para cada curso de água no Estado preservação e recuperação dos recursos hídricos solução para os conflitos entre os integrantes do
deverá ser compatível com a aptidão de uso do localizados no Estado; Sistema Estadual de Recursos Hídricos e entre
solo definida pelo zoneamento ecológico V – viabilizar as condições de outorga e promover usuários de recursos hídricos, deliberados pelos
econômico. a cobrança pelo uso de recursos hídricos; respectivos comitês de bacia, quando houver.
§ 2°. Sempre que o zoneamento ecológico- VI – propiciar a criação de mecanismos de proteção, § 2° Compõem a Câmara Técnica de Recursos
econômico indicar mais de uma aptidão para cada conservação e recuperação das nascentes e matas Hídricos representantes (Redação dada pela Lei N°
localização onde se situa o uso do curso de água ciliares; 1.596 de 27 de dezembro de 2004):
objeto de outorga, será priorizado aquele uso que VII – proporcionar meios para elaboração de normas I - da União, por indicação do Conselho Nacional de
resultar em maior benefício social, desde que não e aprovação de projetos de utilização de recursos Recursos Hídricos;
traga prejuízo ao abastecimento humano e de hídricos do Estado. II - das Secretarias de Estado que tenham atuação
animais domésticos, à biota e à navegabilidade. Art. 44 Integram o Sistema Estadual de em recursos hídricos;
Gerenciamento de Recursos Hídricos: III - de cada comitê de bacia hidrográfica do Estado;
SEÇÃO IX I – o Conselho Estadual de Meio Ambiente, Ciência IV - das organizações civis com atuação estatutária
DO PLANO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE e Tecnologia – CEMACT e sua Câmara Técnica de na área de recursos hídricos;
Recursos Hídricos; V - do Departamento Estadual de Água e
Art. 40 O plano estadual de meio ambiente, II – os comitês de bacia hidrográfica; Saneamento - DEAS;
elaborado em conformidade com a Lei Estadual n. III – o Instituto do Meio Ambiente do Acre – IMAC; VI – de instituições de ensino superior e de pesquisa
1.117, de 1994 e suas alterações, é instrumento IV – os órgãos e entidades dos poderes públicos localizadas no Estado; e
de apoio à elaboração e implementação dos planos federal, estadual e municipal cujas competências VI - de membro da Assembléia Legislativa do Estado
de bacia hidrográfica e do plano estadual de se relacionem com a gestão de recursos hídricos; do Acre, indicado por seu Presidente, de acordo com
recursos hídricos. V – as agências de água; o parágrafo único deste artigo.
Parágrafo único. As necessidades econômicas e Parágrafo único. O Instituto do Meio Ambiente do § 3°. Técnicos e consultores que atuem no âmbito
ambientais definidas no plano estadual de meio Acre – IMAC será o gestor do Sistema Estadual de da Câmara Técnica de Recursos Hídricos, a juízo
ambiente deverão, quando compatíveis com as Gerenciamento de Recursos Hídricos. do coordenador, poderão participar de reuniões
fases de elaboração e implementação dos planos do CEMACT, de forma a prestar informações
de recursos hídricos, integrar as metas, projetos CAPÍTULO II adequadas para sua deliberação.
e programas nele definidos. DO CONSELHO ESTADUAL DE MEIO § 4°. A Câmara Técnica de Recursos Hídricos será
AMBIENTE, CIÊNCIA E TECNOLOGIA – coordenada pelo representante do IMAC no
CEMACT

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Ordinárias
Leis Complementares
Conselho Estadual de Meio Ambiente, Ciência e convênios com o objetivo de receber delegação celebrados entre o Poder Executivo federal e o
Tecnologia, nomeado pelo Presidente do CEMACT. do Poder Executivo federal para instituição e estadual.
§ 5º Regimento interno disporá sobre as normas constituição de comitês de bacia hidrográfica de § 3°. O número de representantes de cada setor
de funcionamento da Câmara Técnica de Recursos rios de domínio da União. mencionado neste artigo, bem como os critérios
Hídricos, cujas deliberações serão proferidas por Art. 51. Compete aos comitês de bacia para sua indicação, serão estabelecidos nos
decisão da maioria simples de seus membros. hidrográfica, no âmbito de sua área de atuação, regimentos internos dos comitês, limitada a
(Redação dada pela Lei N° 1.596 de 27 de especialmente: representação conjunta dos poderes executivos
dezembro de 2004) I – p r o m o ve r a d i s c u s s ã o d a s q u e s t õ e s da União, Estados e Municípios à metade do total
§ 6° O regimento interno do CEMACT disporá sobre relacionadas a recursos hídricos e articular a de membros.
as formas de indicação de representantes na atuação dos órgãos e entidades intervenientes na § 4°. Os titulares e suplentes serão indicados pelo
Câmara Técnica de Recursos Hídricos”. (Redação respectiva bacia hidrográfica; responsável legal.
dada pela Lei N° 1.596 de 27 de dezembro de II - deliberar, em primeira instância administrativa, § 5°. A cada titular caberá um voto e, na sua
2004) sobre os conflitos relacionados aos recursos ausência, seu suplente terá o mesmo direito.
Art. 48. Ao CEMACT, entre outras, compete: hídricos em sua área de atuação; § 6°. As deliberações dos comitês serão válidas
I - promover a articulação do planejamento de III - aprovar o plano de recursos hídricos da bacia com o voto favorável de metade mais um de sua
recursos hídricos com os planejamentos nacional, e acompanhar sua execução, sugerindo as composição plena.
regional, estadual e dos setores usuários; providências necessárias ao cumprimento de suas § 7°. Os comitês de bacia hidrográfica serão
II - deliberar sobre os projetos de aproveitamento metas; dirigidos por um presidente e um secretário, eleitos
de recursos hídricos no Estado; IV – propor, para deliberação prévia do CEMACT, entre seus membros, na forma do regimento.
III - arbitrar, com força determinativa na área os limites gerais das acumulações, derivações, § 8°. Nos comitês de bacia hidrográfica de rios
administrativa, os conflitos existentes no âmbito captações e lançamentos de pouca expressão, para fronteiriços de gestão compartilhada, a
dos recursos hídricos localizados no Estado, que efeito de isenção da obrigatoriedade de outorga representação da União deverá incluir um
não tenham sido objeto de deliberação pelo de direito de uso de recursos hídricos; representante do Ministério das Relações
respectivo comitê de bacia hidrográfica; V – favorecer a implantação dos mecanismos de Exteriores.
IV - deliberar sobre as questões que lhe tenham cobrança pelo uso de recursos hídricos; § 9º. Nos comitês de bacia hidrográfica de bacias
sido encaminhadas pela Câmara Técnica de VI – propor ao CEMACT diretrizes complementares cujos territórios abranjam terras indígenas devem
Recursos Hídricos ou pelos comitês de bacia e normas gerais para implementação da Política ser incluídos representantes:
hidrográfica; Estadual de Recursos Hídricos, para aplicação de I - da Fundação Nacional do Índio - FUNAI, como
V – decidir, em instância final na área adminis- seus instrumentos e para atuação do Sistema parte da representação da União;
trativa, sobre os recursos interpostos pelos Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos; II - das comunidades indígenas ali residentes ou
interessados sobre deliberações feitas pelos VII - propor ao CEMACT critérios e normas gerais com interesses na bacia.
comitês de bacia hidrográfica; para a outorga de direitos de uso de recursos
VI – aprovar propostas de instituição de comitês hídricos e para a cobrança por seu uso, bem como CAPÍTULO IV
de bacia hidrográfica e estabelecer critérios gerais os valores a serem cobrados pelo de recursos DAS AGÊNCIAS DE ÁGUAS
para a elaboração de seus regimentos; hídricos em sua área de atuação;
VII – deliberar sobre a proposta do plano estadual
VIII – definir, de acordo com os critérios e normas Art. 53. A agência reguladora dos serviços públicos
de recursos hídricos e acompanhar sua execução,
gerais estabelecidos, o rateio de custos de obras do Acre poderá exercer a função de secretaria
determinando as providências necessárias ao
cumprimento de suas metas; de uso múltiplo de interesse comum ou coletivo executiva respectiva ou respectivos comitês de
VIII – analisar propostas de alteração da legislação relacionadas com recursos hídricos da bacia; bacia hidrográfica, até a criação das agências de
pertinente a recursos hídricos e à Política Estadual IX – deliberar sobre todas as matérias propostas água.
de Recursos Hídricos; regimentalmente pela respectiva agência de Parágrafo único. A agência reguladora estadual,
IX – estabelecer o enquadramento dos corpos de águas, ou, na falta dela, colaborar com o Instituto quando delegada, terá a mesma área de atuação
água nas classes de uso; do Meio Ambiente - IMAC para o cumprimento das de um ou mais comitês de bacia hidrográfica
X – aprovar diretrizes complementares e normas competências dessa entidade. enquanto não criadas as agências de água.
gerais para implementação da Política Estadual de § 1°. Das deliberações dos comitês de bacia Art. 54. Compete às agências de água, no âmbito
Recursos Hídricos, para aplicação de seus hidrográfica em sua área de atuação caberá de sua área de atuação:
instrumentos e para atuação do Sistema Estadual recurso ao CEMACT. I - manter balanço atualizado da disponibilidade
de Gerenciamento de Recursos Hídricos; § 2°. O decreto estadual que instituir o comitê de de recursos hídricos em sua área de atuação;
XI – aprovar critérios e normas gerais para a bacia hidrográfica poderá estabelecer-lhe novas II - manter o cadastro de usuários de recursos
outorga de direitos de uso de recursos hídricos e competências, em conformidade com esta lei e, hídricos;
para a cobrança por seu uso, inclusive os valores no caso de rio de domínio da União, em III - efetuar, mediante delegação do outorgante,
a serem cobrados propostos pelos respectivos consonância também com o convênio celebrado a cobrança pelo uso de recursos hídricos;
comitês de bacia hidrográfica. com o Poder Executivo federal. IV - analisar e emitir pareceres sobre os projetos
Art. 49. O Presidente do CEMACT é seu Art. 52. Os comitês de bacia hidrográfica serão e obras a serem financiados com recursos gerados
compostos por representantes: pela cobrança pelo uso de recursos hídricos e
representante no Conselho Nacional de Recursos
I - dos Municípios situados, no todo ou em parte, encaminhá-los à entidade gestora responsável pela
Hídricos, e o coordenador da Câmara Técnica de
em sua área de atuação; administração desses recursos;
Recursos Hídricos, o suplente. V - acompanhar a administração financeira dos
II - dos usuários das águas de sua área de atuação,
recursos arrecadados com a cobrança pelo uso de
CAPÍTULO III por meio de suas associações de representação,
recursos hídricos em sua área de atuação;
DOS COMITÊS DE BACIA HIDROGRÁFICA na forma do regimento interno de cada comitê; VI – contribuir com o SIRENA em sua área de
III - das entidades civis de recursos hídricos com atuação;
Art. 50. Os comitês de bacia hidrográfica são atuação comprovada na bacia; VII - celebrar convênios e contratar finaniamentos
colegiados consultivos e deliberativos instituídos IV – das instituições de ensino superior e de e serviços para a execução de suas competências;
por decreto do Governador do Estado, com atuação pesquisa localizadas no Estado. VIII - elaborar a sua proposta orçamentária e
exclusiva na área de abrangência da respectiva § 1º. Na hipótese de ser formado comitê de bacia submetê-la à apreciação do respectivo ou
bacia ou sub-bacia hidrográfica. em rio de domínio da União, por delegação dessa, respectivos comitês de bacia hidrográfica;
§ 1°. As áreas de atuação dos comitês de bacia sua representação, bem como a de outros Estados IX - promover os estudos necessários para a
hidrográfica serão: integrantes da bacia, será indicada na forma do gestão dos recursos hídricos em sua área de
I – a totalidade de uma bacia hidrográfica; respectivo termo de conveniação. atuação;
II – ou a sub-bacia hidrográfica de tributário do § 2º. A participação dos representantes da União X - elaborar o plano de recursos hídricos para
curso de água principal da bacia, ou de tributário nos comitês de bacia hidrográfica de rio de domínio apreciação do respectivo ou respectivos comitês
desse tributário; do Estado dar-se-á na forma estabelecida nos de bacia hidrográfica;
III – ou grupo de bacias ou sub-bacias respectivos regimentos dos comitês das bacias, XI - propor ao respectivo ou respectivos comitês
hidrográficas contíguas. elaborados com base nos convênios de cooperação de bacia hidrográfica:
§ 2°. O Poder Executivo do Estado poderá celebrar

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Leis Ordinárias
Leis Complementares
a) o enquadramento dos corpos de água nas integrantes do Sistema Estadual de Gerenciamento TÍTULO V
classes de uso, para encaminhamento ao CEMACT, de Recursos Hídricos; DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E
de acordo com o domínio desses; VII - obstar ou dificultar a ação fiscalizadora das TRANSITÓRIAS
b) definir os valores a serem cobrados pelo uso autoridades competentes integrantes do Sistema
de recursos hídricos; Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos, Art. 61. A cobrança pelo uso de recursos hídricos
c) o plano de aplicação dos recursos arrecadados no exercício de suas funções. será gradualmente aplicada à medida que forem
com a cobrança pelo uso de recursos hídricos; Art. 58. Por infração de qualquer disposição legal implantados os progressivos mecanismos de
d) o rateio de custo das obras de uso múltiplo, de ou regulamentar referente à execução de obras e gestão de recursos hídricos que se tornarem
interesse comum ou coletivo. serviços hidráulicos, derivação ou utilização de necessários, em conformidade com esta lei, ao
recursos hídricos de domínio do Estado do Acre, longo do tempo.
TÍTULO IV ou pelo não atendimento das solicitações feitas, o Art. 62 Esta lei entra em vigor na data de sua
DA FISCALIZAÇÃO, DAS INFRAÇÕES E DAS infrator, pessoa física ou jurídica, ficará sujeito, a publicação.
PENALIDADES critério da autoridade competente fiscalizadora, JORGE VIANA
CAPÍTULO I às seguintes penalidades, independentemente de Governador do Estado do Acre
DA FISCALIZAÇÃO sua ordem de enumeração:
I - advertência por escrito, na qual serão LEI N. 1.530, DE 22 DE JANEIRO DE 2004
Art. 55. A ação fiscalizadora do Poder Público e s t a b e l e c i d o s p r a zo s p a ra c o r r e ç ã o d a s
estadual objetivará, principalmente, a educação irregularidades; “Institui o ICMS Verde, destinando cinco por cento
e orientação dos usuários de recursos hídricos e a II - multa, simples ou diária, proporcional à da arrecadação deste tributo para os municípios
prevenção de condutas violadoras da legislação gravidade da infração, de R$100,00 (cem reais) a com unidades de conservação ambiental.”
aplicável. R$10.000,00 (dez mil reais); O GOVERNADOR DO ESTADO ACRE
Art. 56. Compete ao Instituto do Meio Ambiente III - embargo provisório, por prazo determinado, FAÇO SABER que a Assembléia Legislativa do Estado
do Acre – IMAC exercer a ação fiscalizadora dos para execução de serviços e obras necessárias ao do Acre decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
usos dos recursos hídricos no Estado, com poder efetivo cumprimento das condições de outorga ou Art. 1° Por intermédio da presente lei, serão
de polícia, inclusive mediante imposição de para o cumprimento de normas referentes ao uso, contemplados com o instituto tributário denominado
penalidades pelas condutas violadoras, na forma controle, conservação e proteção dos recursos ICMS Verde os municípios que abriguem em seu
desta lei e dos regulamentos. hídricos; território unidades de conservação ambiental ou que
§ 1°. Da imposição das penalidades previstas neste IV - embargo definitivo, com revogação da sejam diretamente influenciados por elas.
título, pela fiscalização, caberá recurso ao outorga, se for o caso, para repor incontinenti, ao Art. 2º A alíquota relativa ao ICMS Verde será
presidente do IMAC, com efeito suspensivo, nos seu antigo estado, os recursos hídricos, leitos e equivalente a cinco por cento da arrecadação total
termos do regulamento. margens, nos termos dos arts. 58 e 59 do Código
do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
§ 2°. O IMAC poderá celebrar convênio com o de Águas, Lei Federal n° 9.433, de 1997, ou
Serviços–ICMS no Estado do Acre.
órgão ou entidade competente federal com o t a m p o n a r o s p o ç o s d e e x t ra ç ã o d e á g u a
Art. 3º As unidades de conservação ambiental a
objetivo de viabilizar a delegação para fiscalizar subterrânea.
que alude o art. 1º desta lei são as áreas de
com poder de polícia os recursos hídricos de § 1º. Sempre que da infração cometida resultar
preservação ambiental, as comunidades indígenas,
domínio da União localizados no Estado. prejuízo a serviço público de abastecimento de
estações ecológicas, parques, reservas florestais,
§ 3°. O IMAC poderá celebrar convênios com água, riscos à saúde ou à vida, perecimento de
florestas, hortos florestais, áreas de relevante
órgãos municipais visando à delegação com poder bens ou animais, ou prejuízos de qualquer
interesse de leis ou decretos federais, estaduais ou
de polícia das competências fiscalizadoras de que natureza a terceiros, a multa a ser aplicada nunca
municipais, de propriedade pública ou privada.
trata este capítulo, no respectivo território será inferior à metade do valor máximo cominado
Parágrafo único. As prefeituras deverão cadastrar
municipal. em abstrato.
as unidades municipais de conservação ambiental
§ 2 º . N o c a s o d o s i n c i s o s I I I e I V,
CAPÍTULO II independentemente da pena de multa, serão junto à autoridade estadual responsável pelo
DAS INFRAÇÕES E DAS PENALIDADES cobradas do infrator as despesas em que incorrer gerenciamento dos recursos ambientais.
a Administração para tornar efetivas as medidas Art. 4º A repartição de cinco por cento do Imposto
Art. 57. Constitui infração das normas de previstas nos citados incisos, na forma dos arts. sobre Circulação de Mercadorias e Serviços–ICMS
utilização de recursos hídricos superficiais ou 36, 53, 56 e 58 do Código de Águas, Lei Federal será feita de forma linearmente eqüitativa,
subterrâneos de domínio do Estado do Acre: n° 9.433, de 1997, sem prejuízo de responder observando os tamanhos e o número das áreas de
I - derivar ou utilizar recursos hídricos para pela indenização dos danos a que der causa. preservação ambiental circunscritas na área
qualquer finalidade, sem a respectiva outorga de § 3º. Em caso de reincidência, a multa será geográfica de cada município.
direito de uso; aplicada em dobro. Art. 5º Os fins a que se destinam os recursos visam
II - iniciar a implantação ou implantar § 4°. Os recursos auferidos pelo pagamento de a sua aplicação em projetos de desenvolvimento
empreendimento relacionado com a derivação ou multas serão recolhidos à conta específica do sustentável, segundo diretrizes estabelecidas na
a utilização de recursos hídricos, superficiais ou Fundo Especial de Meio Ambiente - FEMAC. regulamentação desta lei.
subterrâneos, que implique alterações no regime, § 5°. Serão fatores atenuantes, a serem Art. 6º Os critérios técnicos de alocação dos recursos
quantidade ou qualidade dos mesmos, sem considerados pela fiscalização na imposição de oriundos do ICMS Verde serão definidos pela
autorização dos órgãos ou entidades competentes penalidades, a inexistência de dolo e a entidade estadual responsável pelo gerenciamento
integrantes do Sistema Estadual de Gerenciamento caracterização da infração como de pequena dos recursos ambientais, através de Decreto do
de Recursos Hídricos; monta. Poder Executivo, em até sessenta dias, a contar da
III - utilizar-se dos recursos hídricos ou executar § 6°. Os valores referidos no inciso II deste artigo data da vigência da presente lei.
obras ou serviços relacionados com os mesmos serão corrigidos pelo órgão fiscalizador segundo Art. 7º Os percentuais relativos a cada município
em desacordo com as condições estabelecidas na a variação da Unidade Padrão Fiscal do Estado, na serão anualmente calculados pela entidade estadual
outorga; forma do regulamento do Poder Executivo. responsável pelo gerenciamento dos recursos
IV - perfurar poços para extração de água Art. 59. As penalidades previstas nesta lei serão ambientais, divulgados através de portaria publicada
subterrânea ou operá-los sem a devida aplicadas independentemente das sanções civis, no Diário Oficial e informados à Secretaria de Estado
a u t o r i z a ç ã o, r e s s a l v a d a s a s e x t ra ç õ e s penais e ambientais previstas pelas legislações de Finanças e Gestão Pública, para implantação e
consideradas insignificantes definidas em específicas federais e estaduais, especialmente as ordenamento de repasses.
regulamento; cominadas pela Lei Federal n. 9.605, de 12 de Art. 8º Esta Lei entra em vigor sessenta dias após
V - fraudar as medições dos volumes de água fevereiro de 1998. sua publicação.
utilizados ou declarar valores diferentes dos Art. 60 Independentemente da existência de culpa Rio Branco, 22 de janeiro de 2004, 116º da
medidos; quanto a infração relativa a recursos hídricos e República, 102º do Tratado de Petrópolis e 43º do
VI - infringir normas estabelecidas no regulamento além da imposição de penalidades previstas nesta Estado do Acre.
desta lei e nos regulamentos administrativos, lei e na legislação penal e ambiental, fica o infrator JORGE VIANA
compreendendo instruções e procedimentos obrigado a indenizar ou reparar os danos causados Governador do Estado do Acre
fixados pelos órgãos ou entidades da ao meio ambiente e a terceiros afetados.
administração pública estadual competente,

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Leis Ordinárias
Complementares
LEI Nº 1.534 DE 22 DE JANEIRO DE 2004 IV – estudo Prévio de Impacto Ambiental – EIA e VI – um efetivo e um suplente indicados pela
Relatório de Impacto Ambiental – RIMA, relativos Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do
“Veda o cultivo, a manipulação, a importação, a às atividades desenvolvidas; e Acre;
industrialização e a comercialização de Organismos V – informação escrita sobre a localização da área, VII – um efetivo e um suplente indicados pela
Geneticamente Modificados (OGMs) no Estado do as quantidades cultivadas e colhidas e o local onde Federação dos Trabalhadores da Agricultura do
Acre e cria o Conselho Técnico Estadual de os produtos se encontram armazenados. Estado do Acre – FETACRE;
Biossegurança – CTEBio no âmbito da Art. 7º O descumprimento ao disposto no artigo VIII – um efetivo e um suplente indicados por
Governadoria do Estado e dá outras providências.” anterior será fato impeditivo à continuidade das associações legalmente constituídas,
O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE atividades ali descritas, devendo o Conselho representativas do setor empresarial de
FAZ SABER que a Assembléia Legislativa do Acre Técnico Estadual de Biossegurança – CTEBio tomar biotecnologia;
decreta e eu sanciono a seguinte Lei: as providências cabíveis. IX – um efetivo e um suplente indicados por
Art. 1º Fica vedado o cultivo, a manipulação, a Art. 8º É vedado às instituições financeiras entidades legalmente constituídas de defesa do
importação, a industrialização e a comercialização operadoras do sistema de crédito rural aplicar meio ambiente;
de Organismos Geneticamente Modificados r e c u r s o s n o f i n a n c i a m e n t o d o c u l t i vo o u X – um efetivo e um suplente indicados pela
(OGMs) destinados à produção agrícola, manipulação em desacordo com a legislação em Universidade Federal do Acre/Unidade de
alimentação humana e animal no Estado do Acre, vigor. Tecnologia de Alimentos – UTAL;
exceto para fins de pesquisa científica, conforme Art. 9º Fica criado o Conselho Técnico Estadual XI – um efetivo e um suplente indicados pelos
o disposto nesta Lei, visando proteger a vida e a de Biossegurança – CTEBio, vinculado à Casa Civil movimentos sociais de trabalhadores rurais
saúde do homem, dos animais e das plantas, bem e à Secretaria de Estado de Planejamento e organizados;
como o meio ambiente. Desenvolvimento Sustentável, a quem caberá, XII – um efetivo e um suplente indicados por
Art. 2º Fica vedada a utilização da malha viária, conjuntamente com os órgãos de fiscalização da entidades legalmente constituídas de defesa do
hidroviária e aeroportuária no Estado do Acre para Secretaria de Estado de Saúde e Saneamento, da consumidor;
a exportação e importação de Organismos Secretaria Executiva de Agricultura e Pecuária, do XIII – um efetivo e um suplente indicados pelo
Geneticamente Modificados (OGMs); Instituto do Meio Ambiente e da Fundação de Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e
Art. 3º Aplica-se, para os efeitos desta lei, o Tecnologia, as seguintes funções, dentre outras: Agronomia do Estado do Acre – CREA/AC;
conceito de Engenharia Genética e Organismos I – propor a Política Estadual de Biossegurança; XIV – um efetivo e um suplente indicados pelo
Geneticamente Modificados constantes na Lei II – autorizar testes, experiências e outras Conselho Regional de Medicina Veterinária do
Federal 8.974, de 5 de janeiro de 1.995 ou outra atividades relacionadas à engenharia genética ou Estado do Acre – CRMV/AC;
que vier substituí-la. a organismos geneticamente modificados, XV – um efetivo e um suplente indicados por
Art. 4º Esta lei não se aplica quando a modificação observada a legislação aplicável; entidades legalmente constituídas ligadas à
genética for obtida através das seguintes técnicas, III – fiscalizar e monitorar todas as atividades e pesquisa científica; e
desde que não impliquem a utilização de OGM projetos relacionados a engenharia genética ou XVI – um efetivo e um suplente indicados pelas
como receptor ou doador: organismos geneticamente modificados, através entidades legalmente constituídas pelos
I – metagênese; dos órgãos competentes do Estado; produtores de sementes.
II – formação e utilização de células somáticas de IV – publicar no Diário Oficial do Estado, § 1º Os componentes da CTEBio serão indicados
hibridoma animal; previamente ao processo de análise, extratos dos pelas entidades, de acordo com critérios de
III – fusão celular, inclusive a de protoplasma, de pleitos que lhe forem submetidos à aprovação, o experiência e conhecimento na área de
células vegetais, que possa ser produzida mediante resultado dos processos a seu julgamento, bem biossegurança, relacionadas à questão vegetal,
métodos tradicionais de cultivo; como a conclusão do parecer técnico; ambiental, à saúde humana ou animal.
IV – autoclonagem de organismos não patogênicos V – manter cadastro atualizado de todas as § 2º A indicação será feita no prazo de trinta dias,
que se processe de maneira natural. instituições e profissionais que realizem atividades a contar da publicação desta lei, e será endereçada
Art. 5º Fica vedada a comercialização de produtos e projetos relacionados à engenharia genética e ao Governador do Estado, que fará publicar no
que, em sua composição, contenham substância organismos geneticamente modificados; Diário Oficial ato designando a constituição do
proveniente de OGMs e que tenham como destino VI – cobrança de taxa para avaliação dos Cadastros Conselho.
a alimentação humana ou animal. de OGMs; Art. 11. O mandato dos membros do Conselho
Parágrafo único. A violação deste artigo sujeita o VII – fiscalizar o funcionamento das Comissões Técnico Estadual de Biossegurança - CTEBio será
infrator às penalidades previstas na lei. Internas de Biossegurança – CIBios, no âmbito de três anos, permitida uma recondução.
Art. 6º Todas as empresas ou organizações de cada empresa ou instituição, previstos no Parágrafo único. A cada três anos a composição
públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras, Decreto Presidencial n. 1.752, de 20 de dezembro do CTEBio será renovada, ao menos, em um terço
que desenvolvam no Estado do Acre pesquisas, de 1995, alterado pelo Decreto n. 2.577, de 30 de seus membros.
testes, experiências e outras atividades na área de abril de 1998; Art. 12. O Presidente do CTEBio será eleito pelos
da biotecnologia e engenharia genética, VIII – emitir parecer técnico final conclusivo sobre demais membros do Conselho para exercer
env o l ve n d o O r g a n i s m o s G e n e t i c a m e n t e as experiências, testes, atividades e projetos por mandato de dois anos, sendo vedada a
Modificados – OGMs, bem como os produtos ela autorizados e acompanhados; recondução, e sua nomeação para o cargo será
advindos desta tecnologia, deverão notificar o IX – elaborar seu regimento interno de através de ato do Governador do Estado.
Conselho Técnico Estadual de Biossegurança – funcionamento. Art. 13. As funções e atividades desenvolvidas
CTEBio. Art. 10. O CTEBio, composto por dezessete pelos membros do CTEBio serão consideradas de
§ 1º A notificação de que trata o caput deste artigo membros efetivos e dezessete membros suplentes, alta relevância, devendo o Governo do Estado,
será acompanhada dos seguintes documentos: designados por ato do Governador do Estado, será através dos órgãos competentes, apoiar o seu
I – pareceres técnicos federais que autorizem as constituído por: pleno funcionamento.
pesquisas, os testes, as experiências e outras I – dois efetivos e dois suplentes indicados pela Art. 14. Ante a caracterização de fraude,
atividades em Engenharia Genética ou Organismos Secretaria Executiva de Agricultura e Pecuária, irregularidade ou qualquer outra infração a esta
Geneticamente Modificados – OGMs, conforme sendo um da área animal e outro da área vegetal; lei, o Conselho recomendará aos órgãos de
instruções normativas da Comissão Técnica II – um efetivo e um suplente indicados pelo fiscalização a adoção das seguintes medidas,
Nacional de Biossegurança – CTNBio; Secretário de Estado da Saúde e Saneamento; conforme a gravidade:
II – certificado de Qualidade em Biossegurança – III – um efetivo e um suplente indicados pelo I – advertência;
CQB, concedido pela CTNBio, referentes às Instituto de Meio Ambiente; II – multa diária, a partir de R$ 600,00 (seiscentos
instalações onde são desenvolvidas as pesquisas, IV – um efetivo e um suplente indicados pelo reais);
os testes, as experiências e outras atividades que Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Meio III – apreensão do produto;
envolvam OGMs ou derivados; Ambiente; IV – suspensão do projeto ou atividade;
III – carta comprovando a designação de V – um efetivo e um suplente indicados pela V – interdição total ou parcial do laboratório,
responsável técnico para a área, sendo Organização das Cooperativas do Estado do Acre instituição, empresa responsável ou propriedade
indispensável seu credenciamento junto à sua – OCEA; particular;
entidade profissional;

60
Leis Ordinárias
Leis Complementares
VI – condenação dos campos, viveiros e/ou com a Linha Cunha Gomes; ao Sul com a Rodovia Art. 6° Esta Lei entra em vigor na data de sua
produtos com organismos geneticamente Federal BR 364; a Leste com um igarapé sem publicação.
modificados e derivados; denominação e com o Rio Acurauã; e a Oeste com Rio Branco, 3 de julho de 2006, 118º da República,
VII – destruição dos produtos geneticamente o Rio Gregório; 104º do Tratado de Petrópolis e 45º do Estado do
modificados, e seus derivados; e 2 - Floresta Pública Estadual do Rio Liberdade, Acre.
VIII – cancelamento do registro ou autorização criada pelo Decreto n. 9.716, de 9 de março de JORGE VIANA
para funcionamento. 2004, publicado no Diário Oficial do Estado n. Governador do Estado do Acre
§ 1º A multa será aplicada diariamente no caso 8.788, de 10 de maio de 2004, situada no
de infração continuada, em dobro no caso de Município de Tarauacá, com uma área de LEI Nº 1.904 DE 05 DE JUNHO DE 2007
reincidência e assim sucessivamente. 126.360,00ha (cento e vinte e seis mil, trezentos
§ 2º O CTEBio contará com uma Secretaria e sessenta hectares), limitando-se ao Norte com “Institui o Zoneamento Ecológico – Econômico do
Executiva, que proverá o apoio técnico e o Rio Liberdade; ao Sul com a terra indígena do Estado do Acre – ZEE.”
administrativo ao Conselho. Rio Gregório, Gleba Taquari e Seringal Passo da O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE
Art. 15. Os recursos decorrentes da aplicação Pátria; a Leste com o PA Taquari, Gleba PARNACRE FAÇO SABER que a Assembléia Legislativa do
desta lei serão destinados ao Fundo de Apoio ao e terra indígena do Rio Gregório; e Oeste com os Estado do Acre decreta e eu sanciono a seguinte
Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FADCT, Seringais Passo da Pátria, Ceará, São Pedro, Lei:
que os destinará para apoio às atividades voltadas Guarani e Rio Liberdade;
à biossegurança, de acordo com plano de aplicação 3 - Floresta Pública Estadual do Mogno, criada CAPÍTULO I
aprovado pelo Conselho Técnico Estadual de pelo Decreto n. 9.717, de 9 de março de 2004, Das Disposições Preliminares
Biossegurança – CTEBio. publicado no Diário Oficial do Estado n. 8.788, de
Art. 16. As entidades que estiverem 10 de maio de 2004, situada no Município de Art. 1º Fica instituído o Zoneamento Ecológico-
desenvolvendo atividades reguladas por esta lei Tarauacá- AC, com uma área de 143.897,00ha Econômico do Estado do Acre, sintetizado através
na data de sua publicação deverão adequar-se às (cento e quarenta e três mil, oitocentos e noventa do Mapa de Gestão Territorial constante do Anexo
suas disposições, no prazo de cento e vinte dias, e sete hectares), limitando-se ao Norte com a I desta lei, elaborado a partir dos eixos temáticos
contados da publicação do decreto que a Linha Cunha Gomes; ao Sul com a rodovia federal dos recursos naturais, sócio-econômico e cultural-
regulamentar, bem como apresentar relatório BR 364; a Leste com o Rio Gregório; e a Oeste político, sendo o instrumento estratégico de
circunstanciado dos produtos existentes, pesquisas com o Igarapé Extrema, Rio Liberdade e Seringal planejamento e gestão territorial, cujas diretrizes
ou projetos em andamento envolvendo OGMs São José; e e critérios passam a nortear as políticas públicas
autorizados pela Comissão Técnica Nacional de 4 - Floresta Pública Estadual do Antimary, com estaduais voltadas ao desenvolvimento sócio-
Biossegurança– CTNBio. limites estabelecidos pelo Decreto n. 13.321, de econômico-sustentável e à promoção do bem-
Art. 17. Esta lei será regulamentada por decreto 1 de dezembro de 2005, publicado no Diário Oficial estar da população.
do Governador do Estado no prazo máximo de do Estado n. 9.189, de 7 de dezembro de 2005, Parágrafo único. O Mapa de Gestão Territorial é
noventa dias, a contar da data de sua publicação. situada no Município de Sena Madureira-AC, com apresentado na escala de 1:250.000, composto
Art. 18. Esta Lei entrará em vigor na data de sua uma área de 47.064,6770ha (quarenta e sete mil, por dezesseis cartas cartográficas, elaboradas com
publicação e terá efeitos até a data de 31 de sessenta e quatro hectares e seis mil setecentos base em dados, mapas e estudos temáticos sobre
dezembro de 2008. e setenta centiares), limitando-se ao Norte com o trajetórias acreanas, geologia, geomorfologia,
Rio Branco, 22 de janeiro de 2004, 116º da Estado do Amazonas; ao Sul com o Rio Antimary, solos, bacias hidrográficas, vegetação,
República, 102º do Tratado de Petrópolis e 43º do PAE Canari, Gleba Canari 11, Fazenda Samaúma biodiversidade, vulnerabilidade ambiental,
Estado do Acre. (parte), Fazenda Nova Arizona e áreas do Estado unidades de paisagem biofísicas, uso da terra,
JORGE VIANA do Acre; a Leste com a Fazenda Barra da Aliança desmatamentos e queimadas, passivos florestais,
Governador do Estado do Acre e Rio Antimary; e a Oeste com a Fazenda Boa estrutura fundiária, economia, infra-estrutura
Vista, áreas do Estado do Acre e Igarapé sem pública e produtiva, produção florestal, produção
LEI Nº 1.787 DE 03 DE JULHO DE 2006 denominação. agropecuária, população, condições de vida,
Art. 2° A concessão de direito real de uso será cidades do Acre, patrimônios históricos e naturais,
“Autoriza o Poder Executivo, através do Instituto formalizada por contrato, a ser elaborado pela territórios e territorialidades, gestão territorial,
de Terras do Acre – ITERACRE, a outorgar, sob Procuradoria Geral do Estado, transferindo-se a planejamento e política ambiental e percepção
condição resolutiva, concessão de direito real de utilização gratuita do bem público ao particular, social.
uso nas áreas das Florestas Públicas Estaduais do como direito real resolúvel, para o fim específico
Rio Gregório, do Rio Liberdade, do Mogno e do de regularização fundiária, observados os art. 18 CAPÍTULO II
Antimary, para efeito de regularização fundiária.” e 19 da Lei n. 1.382, de 5 de março de 2001. Dos Princípios, Diretrizes e Objetivos
O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE § 1º A concessão de direito real de uso será
FAÇO SABER que a Assembléia Legislativa do transmissível por causa mortis a qualquer tempo Art. 2° O Zoneamento Ecológico-Econômico do
Estado do Acre decreta e eu sanciono a seguinte ou por ato inter vivos após o decurso do prazo de Estado do Acre, doravante denominado ZEE, tem
Lei: dez anos, desde que respeitado o fim específico como objetivo geral orientar o planejamento, a
Art. 1° Fica o Poder Executivo Estadual, através da concessão, sob pena de nulidade. gestão, as atividades e as decisões do poder
do Instituto de Terras do Acre – ITERACRE e § 2º É defeso ao concessionário locar ou ceder, a público, do setor privado e da sociedade em geral,
respeitando a legislação correlata, autorizado a qualquer título, o imóvel objeto da concessão de relacionadas ao uso e ocupação do território,
outorgar concessão de direito real de uso nas áreas direito real de uso, salvo a hipótese prevista no considerando as potencialidades e limitações do
das Florestas Públicas Estaduais do Rio Gregório, parágrafo primeiro. meio físico, biótico e socioeconômico, visando a
do Rio Liberdade, do Mogno e do Antimary, a título Art. 3º A concessão de direito real de uso será implementação prática do desenvolvimento
gratuito, sob condição resolutiva e para fins de registrada na Serventia de Registro Imobiliário da sustentável.
regularização fundiária das populações residentes situação do imóvel. Art. 3º O ZEE será implementado com base em
nas áreas delimitadas. Art. 4° Desde o registro da concessão de direito zonas e subzonas definidas a partir de unidades
Parágrafo único. A concessão de direito real de real de uso, o concessionário usufruirá plenamente territoriais com características afins relacionadas
uso de que trata esta lei abrangerá as áreas da área para os fins estabelecidos no respectivo ao meio biofísico, padrões de ocupação e uso dos
localizadas nas florestas públicas estaduais com contrato, respondendo por todos os encargos civis, recursos naturais.
as seguintes descrições: administrativos e tributários que venham a incidir Parágrafo único. As indicações e recomendações
1 - Floresta Pública Estadual do Rio Gregório, sobre o imóvel e suas rendas. constantes do ZEE vinculam todas as políticas,
criada pelo Decreto n. 9.718, de 9 de março de Art. 5° Resolver-se-á a concessão desde que o programas, projetos e investimentos, públicos ou
2004, publicado no Diário Oficial do Estado n. concessionário abandone o lote, modifique a privados, a serem realizados no Estado do Acre.
8.788, de 10 de maio de 2004, situada no destinação estabelecida no instrumento de Art. 4º Para fins de ordenamento territorial a área
Município de Tarauacá, com uma área de concessão de uso ou, de qualquer modo, infrinja do Estado do Acre fica dividida em quatro zonas,
216.062,00ha (duzentos e dezesseis mil, e as disposições da presente lei, sem direito de assim distribuídas:
sessenta e dois hectares), limitando-se ao Norte retenção ou de indenização por quaisquer I – Zona 1: consolidação de sistemas de produção
benfeitorias, independente de sua natureza. sustentáveis;

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Leis Ordinárias
Complementares
II – Zona 2: uso sustentável dos recursos naturais III – integrar propriedades rurais em cadeias recuperação ambiental ou áreas de preservação
e proteção ambiental; produtivas da agricultura, pecuária e produtos das propriedades com ênfase em práticas
III – Zona 3: áreas prioritárias para o ordenamento florestais; silviculturais com espécies nativas recomendadas
territorial; e IV – manter e recuperar as Áreas de Preservação para estas condições ambientais; e
IV – Zona 4: cidades do Acre. Permanente – APPs; e VII – Unidade de Manejo 1.1.7 - áreas indicadas
Parágrafo único. Cada zona se dividirá em V – fomentar o manejo florestal em reservas legais para manejo florestal de baixo impacto com
subzonas, com diretrizes específicas para o uso e outras áreas de florestas remanescentes. fragmentos florestais em vários estágios de
do território. Art. 7º Para fins de recomposição florestal aplica- conservação, com potencial para manejo de uso
Art. 5° As subzonas são partes componentes de se na Zona 1, o disposto no § 5º do art. 16 do múltiplo com ênfase em práticas de menor
uma zona, constituídas por unidades homogêneas, Código Florestal com a alteração promovida pela impacto, como o processo de produção florestal
base do planejamento do uso sustentável e Medida Provisória 2166-67/01, reduzindo-se a comunitário.
subdivididas, em alguns casos, em unidades de reserva legal nessas áreas para cinqüenta por Parágrafo único. Na Subzona 1.1 as unidades de
manejo. cento, ex cluídas as áreas de preservação manejo estão hierarquizados em grau crescente
permanente. de restrição ambiental para o uso, conforme
CAPÍTULO III descrito na legenda do Mapa de Gestão, Anexo I.
Das Zonas e Subzonas Subseção I Art. 10. A Subzona 1.2 é composta por áreas já
Seção I Das Subzonas da Zona 1 desmatadas pela produção agropecuária, com
Da Zona 1 predominância do uso de pastagens,
Art. 8° A Subzona 1.1 é constituída de áreas compreendidas por pequenas, médias e grandes
Art. 6º A Zona 1 é composta por áreas de influência utilizadas por projetos de assentamento de p r o p r i e d a d e s , e xc l u í d o s o s p r o j e t o s d e
direta das rodovias BR- 364, BR- 317 e regiões pequenos produtores rurais e pólos agroflorestais, assentamento, com situação fundiária em partes
fronteiriças, de ocupação mais antiga do Estado, com predominância do uso de mão-de-obra dessas áreas indefinida ou não georreferenciadas
associadas às novas frentes de expansão e familiar em atividades agropecuárias, cuja aptidão pelo cadastro do Instituto Nacional de Colonização
c o nv e r s ã o d e á r e a s f l o r e s t a i s p a ra o de uso é indicada tendo em vista a grande e Reforma Agrária - INCRA, subdivididas nas
desenvolvimento de atividades agropecuárias, variabilidade dos recursos naturais, dos aspectos unidades de manejo, a seguir estabelecidas:
sendo também ocupadas pela agricultura familiar culturais, políticos e do processo de ocupação da I – Unidade de Manejo 1.2.1 – áreas para
em projetos de assentamento e pólos terra, assim estabelecidas: áreas convertidas e consolidação e intensificação do uso da terra em
agroflorestais, pequenos produtores em posses, remanescentes florestais. sistemas agrícolas e pecuários, com facilidade de
pequenas, médias e grandes propriedades com Art. 9° Nas áreas já convertidas da Subzona 1.1, acesso e escoamento da produção, condições
atividades agropecuárias, bem como por áreas a utilização será especificada de acordo com a sócio-econômicas favoráveis à exploração agrícola
florestais de grandes seringais, reservas legais de aptidão agroflorestal, a variabilidade interna e as ou pecuária ou para implantação de sistemas mais
pequenas, médias e grandes propriedades e áreas características dos recursos naturais e do processo intensivos em tecnologia, recomendadas para
de preservação permanente. de ocupação subdivididas nas unidades de manejo, estas condições ambientais.
§ 1º São diretrizes gerais da Zona 1, para as áreas a seguir estabelecidas: II – Unidade de Manejo 1.2.2 – áreas com
caracterizadas por produtores familiares com perfil I – Unidade de Manejo 1.1.1 – áreas com alto condições de média vulnerabilidade dos recursos
agropecuário em projetos de assentamento e pólos potencial para uso agrícola e pecuário intensivo naturais, bom acesso ao longo das BRs e
agroflorestais: com grande potencial para uso de mecanização dificuldade relativa de acesso nas demais áreas,
I – fomentar a ampliação da escala de experiências agrícola e estabelecimento de sistemas de que d e ve r á ser consolidado com o
promissoras de produção sustentável entre produção agrícolas e pecuários intensivos, desenvolvimento de sistemas agropecuários
atividades agropecuárias, agroflorestais e recomendados para estas condições ambientais; intensivos nas áreas planas e de solos bem
florestais de forma integrada a cadeias produtivas II – Unidade de Manejo 1.1.2 – áreas com alto drenados e nas demais áreas recomenda-se a
que compõem planos de desenvolvimento potencial para a produção de culturas perenes com conversão das práticas de produção atuais em
territorial local; restrições moderadas à mecanização agrícola sistemas agrícolas e pecuários mais sustentáveis
II – fortalecer a agricultura familiar em bases sendo indicadas para o uso em pequenos módulos ou inserção de novas práticas de manejo
agroecológicas; com culturas perenes recomendadas para estas agroflorestal, recomendadas para estas condições
III – apoiar programas de fortalecimento da condições ambientais, sendo o potencial para uso ambientais.
segurança alimentar e nutricional em nível de produção intensiva de grãos, limitado em § 1º Na Subzona 1.2 as unidades de manejo estão
municipal, estadual e federal; função das condições agroecológicas; hierarquizadas em grau crescente de restrição de
IV – converter sistemas de pecuária extensiva em III – Unidade de Manejo 1.1.3 – áreas com alto uso das áreas desmatadas em sistemas
sistemas mais sustentáveis, com o uso de p o t e n c i a l p a ra a p r o d u ç ã o d e s i s t e m a s agropecuários.
tecnologias; agroflorestais com restrições moderadas a severas § 2º As restrições ou recomendações ambientais
V – fomentar programas de reflorestamento de à mecanização agrícola, sendo indicadas para o são aquelas descritas no mapa de vulnerabilidade
áreas alteradas e degradadas; cultivo em pequenos módulos ou com culturas ambiental.
VI – regularizar o passivo ambiental dos anuais em consórcio, com o uso predominante de Art.11. A Subzona 1.3 são áreas que se
assentamentos rurais; práticas agroflorestais para permitir a utilização caracterizam como as reservas legais das
VII – fortalecer as organizações sindicais, o racional dos recursos disponíveis e assegurar a propriedades privadas, áreas arrecadadas pela
cooperativismo e associativismo; sustentabilidade do processo produtivo; União ou imóveis com situação fundiária indefinida
VIII - dotar de infra-estrutura econômica e social IV – Unidade de Manejo 1.1.4 – áreas com alto ou não incluída no cadastro georreferenciado do
que favoreça a ampliação da escala do manejo potencial para a produção em sistemas silvipastoris INCRA, com potencial florestal que permite o uso
florestal de uso múltiplo e de outras atividades sustentáveis ou com culturas anuais em consórcio, sustentável da floresta, com possibilidades de
agropecuárias e agroflorestais relacionadas às com ênfase na consorciação com leguminosas criação de áreas protegidas, especialmente
cadeias produtivas sustentáveis; e forrageiras herbáceas e árvores de uso múltiplo, Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN.
IX – manter e recuperar as Áreas de Preservação com restrições severas à mecanização agrícola;
Permanente – APPs. V – Unidade de Manejo 1.1.5 – áreas indicadas Seção II
§ 2º São diretrizes gerais da Zona 1, para as áreas para a produção de culturas anuais em sistemas Da Zona 2
caracterizadas por pequenas, médias e grandes de rotação e silvicultura, com restrições
propriedades rurais: moderadas a severas ao uso mais intensivo, Art. 12. A Zona 2 é composta por áreas já
I – fomentar o aumento da produtividade e manejo recomendadas para os cultivos anuais em sistemas destinadas no âmbito do Sistema Nacional de
do solo em áreas de pastagens e de agricultura, de rotação associado a um tempo de pousio médio Unidades de Conservação – SNUC, de unidades
com prioridade para as áreas já abertas e a longo e silvicultura com espécies nativas ou de conservação estaduais e de terras indígenas,
recuperação de áreas alteradas e degradadas, com exóticas, recomendadas para estas condições bem como por projetos de assentamentos
ampliação de escala de práticas inovadoras; ambientais; diferenciados de base florestal, tais como Projeto
II – fomentar a recuperação de áreas degradadas VI – Unidade de Manejo 1.1.6 – áreas com aptidão de Assentamento Extrativista - PAE, Projeto de
por meio de sistemas integrados de lavoura- agroflorestal restrita ou mesmo sem aptidão Desenvolvimento Sustentável – PDS e Projeto de
pecuária e lavoura-pecuária-silvicultura; a g r o f l o r e s t a l , i n d i c a d a s p a ra s i l v i c u l t u ra, Assentamento Florestal - PAF.

62
Leis Complementares
Leis Ordinárias
Parágrafo único. São diretrizes gerais da Zona 2: I – Áreas de Proteção Ambiental – APA - áreas Subseção III
I – efetivar ações necessárias de regularização cujo fomento deve abranger ações voltadas à Das Subzonas da Zona 3
fundiária, como condição essencial para garantir proteção da diversidade biológica, ordenamento
o cumprimento dos objetivos das unidades de de processos de ocupação e o uso sustentável dos Art. 21. A Subzona 3.1 são áreas com
conservação, terras indígenas e projetos de recursos naturais, mediante a elaboração do plano ordenamento territorial indefinido que, após
assentamento diferenciados; de manejo; realização de estudos e levantamentos, poderão
II – apoiar a elaboração e a implementação dos II – Área de Relevante Interesse Ecológico – ARIE ser destinadas à criação de novas unidades de
planos de manejo e outros instrumentos de gestão - áreas cuja implementação contempla ações conservação, criação de novas terras indígenas,
para cada área específica; voltadas para a proteção e uso sustentável de criação de novos projetos de assentamentos
III – implementar ações de efetiva demarcação, ecossistemas naturais e pesquisa científica, de diferenciados e reconhecimento de áreas privadas.
sinalização, monitoramento e fiscalização modo compatível com os objetivos de conservação Art. 22. A Subzona 3.2 são áreas caracterizadas
necessárias para assegurar a integridade de cada de natureza; e por ambiente de várzea e áreas adjacentes de
área; III – Reserva Particular do Patrimônio Natural – terra firme das bacias dos principais rios do Estado
IV – executar ações contínuas de mapeamento, RPPN - constituídas por áreas privadas, gravadas - Juruá, Tarauacá, Envira, Purus, Iaco e Acre e de
análise e gestão de conflitos sócio-ambientais; com perpetuidade, cujo objetivo é a conservação seus afluentes, com baixa densidade demográfica,
V – fortalecer as iniciativas de mobilização social da diversidade biológica e o desenvolvimento de já ocupadas por populações ribeirinhas em
e capacitação gerencial das comunidades e atividades turísticas, recreativas, educacionais e colocações e comunidades, com potencial para
organizações representativas, com o objetivo de de pesquisa científica. manejo de recursos pesqueiros, manejo florestal
integrar a gestão do território, bem como as de uso múltiplo, sistemas de produção agrícola,
alternativas econômicas sustentáveis e melhorias Seção III agroflorestais e criação de animais em locais
nas condições de vida da comunidade; Da Zona 3 restritos.
VI – fomentar estratégias de gestão participativa
dos recursos naturais em áreas do entorno das Art. 20. A Zona 3 é composta por áreas ainda não Seção IV
unidades de conservação e terras indígenas, bem ordenadas, em processo de definição de uso, Da Zona 4
como a integração de áreas protegidas vizinhas prioritárias para o ordenamento territorial com
com a participação dos referidos Conselhos das indicação ao uso sustentável dos recursos naturais Art. 23. A Zona 4 é composta por áreas urbanas
unidades; e, ainda, por áreas de produção ribeirinha já dos municípios do Estado do Acre, circundadas
VII – dotar de infra-estrutura necessária à gestão estabelecidas. por diferentes paisagens rurais e florestais.
as áreas que integram esta zona; e Parágrafo único. São diretrizes gerais para a Zona 3: Parágrafo único. São diretrizes gerais para a Zona 4:
VIII – incentivar a criação de Comitês de Bacias. I – realizar os estudos e demais medidas I – consolidar a implementação das orientações
necessárias para definição de uso adequado dessas do Estatuto das Cidades, em especial a elaboração
Subseção II áreas de transição; participativa de planos diretores, visando a
Das Subzonas da Zona 2 II - realizar os estudos e demais medidas governança compartilhada entre o poder público
necessárias para a criação de unidades de e a sociedade civil;
Art. 13. A s s u b z o n a s d a Zo n a 2 s ã o conservação e terras indígenas demandadas, em II – implementar e consolidar para as áreas
compreendidas pelas áreas já destinadas no conformidade com a legislação vigente e os urbanas as diretrizes do desenvolvimento
âmbito do SNUC, de unidades de conservação indicativos do ZEE – Acre; sustentável emanadas da Conferência
estadual e terras indígenas, bem como por III - realizar os estudos e demais medidas Internacional sobre Desenvolvimento e Meio
projetos de assentamentos diferenciados de base necessárias para a criação de projetos de Ambiente;
florestal, tais como PAE, PDS e PAF. assentamentos diferenciados, em conformidade III – estruturar processos mais adequados de
Art. 14. A Subzona 2.1 são áreas destinadas à com a legislação vigente e os indicativos do plano saneamento básico, em especial a coleta seletiva
consolidação de unidades de conservação de estadual de reforma agrária; e destino final dos resíduos sólidos e tratamento
proteção integral, com elevada importância para IV – realizar os levantamentos ocupacionais e de água, observando-se as restrições no uso de
a manutenção da biodiversidade, serviços processos discriminatórios para identificação de agentes poluentes;
ambientais e têm como objetivo a preservação da posses passíveis de regularização fundiária e áreas IV – fortalecer políticas de arborização de vias
natureza e a realização de pesquisa científica. a serem revertidas ao patrimônio público com públicas e de criação de áreas verdes para a
Art. 15. A Subzona 2.2 são áreas caracterizadas implantação do cadastro estadual promoção do lazer, esporte, educação ambiental,
por florestas federais e estaduais já existentes, georreferenciado de imóveis rurais, integrado ao turismo e conservação de fragmentos florestais,
cujo objetivo básico é o uso múltiplo sustentável Sistema Nacional de Cadastro Rural - SNCR e de recursos hídricos e bem-estar da população;
dos recursos florestais, em escala empresarial ou Sistema de Licenciamento Ambiental da V – promover ações de consumo consciente da
comunitário e a pesquisa científica, permitindo a Propriedade Rural – SLAPR; população urbana com base em princípios de
permanência das populações tradicionais V – reincorporar ao patrimônio público terras economia solidária, com certificação da origem do
residentes. registradas irregularmente, cujo planejamento de produto;
Art. 16. A Subzona 2.3 são áreas destinadas às sua destinação dar-se-á de forma integrada, VI – incentivar o reordenamento do trânsito,
Reservas Extrativistas – RESEX, com objetivo de observando-se a legislação vigente, associada às priorizando a adoção de outros meios de
proteger o meio de vida e a cultura dessas diretrizes estratégicas do ZEE-Acre com a t ra n s p o r t e q u e r e d u z a m o c o n s u m o d e
populações, além de assegurar o uso sustentável promoção de medidas emergenciais para prevenir combustíveis fósseis; e
dos recursos naturais. e mediar conflitos sociais sobre os direitos de VII - incentivar a criação de comitês de bacias
Art. 17. A Subzona 2.4 são áreas utilizadas por acesso e utilização dos recursos naturais; hidrográficas.
pequenos produtores rurais e populações VI – elaborar e efetivar a implementação
tradicionais cuja atividade baseia-se no p a r t i c i p a t i v a d e e s t ra t é g i a s d e p r o d u ç ã o Seção IV
extrativismo, agricultura de subsistência, criação sustentável em base florestal e agroextrativista Das Subzonas da Zona 4
de animais e manejo florestal, estabelecidas em com inclusão social, fortalecimento de iniciativas
PDS, PAF e PAE, com objetivo de assegurar o de mobilização social e capacitação gerencial junto Art. 24. A Subzona 4.1 são áreas caracterizadas
acesso e o uso sustentável dos recursos naturais às associações locais, conforme previsto no Plano por cidades com população predominantemente
e manutenção dos modos de vida dessas Estadual de Reforma Agrária, com ênfase em florestal e ribeirinha, situadas nas cabeceiras dos
populações. práticas agroflorestais e com boas condições de rios Juruá, Jordão, afluente do Tarauacá, e Purus,
Art. 18. A Subzona 2.5 são áreas de terras acesso e de solo e água que permitem uma tendo como entorno as terras indígenas e as
indígenas já demarcadas ou homologadas e são exploração mais intensiva dos recursos; e unidades de conservação integradas pelas cidades
utilizadas para atividades produtivas e para VII – as áreas de floresta estadual que vierem a dos Altos Rios - Marechal Thaumaturgo, Porto
assegurar o bem-estar e a reprodução física e ser transformadas em unidades de conservação Walter, Jordão e Santa Rosa do Purus.
cultural segundo os usos, costumes e tradições serão consideradas para compensação do passivo Art. 25. A Subzona 4.2 são áreas caracterizadas
de sua população, conforme a legislação vigente. ambiental do Estado. por cidades localizadas na bacia do médio rio
Art. 19 A Subzona 2.6 é formada pelas seguintes Juruá, tendo a tradicional navegação fluvial como
áreas: p r i n c i p a l e i n t e n s o m e i o d e t ra n s p o r t e e

63
Leis Ordinárias
Complementares
comunicação, integradas pelas cidades de Cruzeiro ordenamento territorial e urbano, como órgãos Art. 35. Fica criado o Indicador de Sustentabilidade
do Sul, Rodrigues Alves, que tem a presença de setoriais. dos Municípios do Acre – ISMAC, como instrumento
projetos de assentamento no entorno urbano § 2° O Sistema apoiará o planejamento e a de controle e monitoramento do ZEE, na edição de
imediato, e Mâncio Lima, acesso ao Parque reorientação das decisões e ações do poder público, políticas públicas de investimentos para o
Nacional da Serra do Divisor - PNSD. do setor privado e da sociedade em geral, visando desenvolvimento sustentável do Estado do Acre,
Art. 26. A Subzona 4.3 são áreas caracterizadas a implementação do desenvolvimento sustentável, cujos índices de aferição serão estabelecidos pelo
por cidades localizadas no médio curso dos Rios mediante ações voltadas para: regulamento desta lei.
Tarauacá, Envira, Purus e Iaco, com atividades de I – articular e compatibilizar as diversas políticas Art. 36. Fica criado o Programa Estadual de Fomento
origem extrativista, situadas na confluência destes setoriais e o ordenamento territorial; Florestal e Recuperação de Áreas Alteradas ou
grandes rios com a rodovia BR-364, integradas II – assegurar a compatibilidade entre os Degradadas, com o objetivo de fomentar a
pelas cidades de Tarauacá, Feijó, Manoel Urbano instrumentos de planejamento governamental como adequação do uso atual das áreas já desmatadas
e Sena Madureira. Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias, aos indicativos do mapa de gestão territorial do
Art. 27. A Subzona 4.4 são áreas caracterizadas Orçamento Anual e as diretrizes recomendadas pelo Estado do Acre, no que se refere ao
por cidades localizadas na bacia do Alto Acre, e ZEE; desenvolvimento de sistemas sustentáveis de
em sua maioria de fronteira com a Bolívia e/ou III – promover medidas necessárias à cooperação produção florestal, agrícola e pecuária e a
Peru, com características muito diferentes entre e articulação das ações públicas, privadas e da recuperação de áreas em Unidades de Conservação
si e de composição populacional muito população em geral para a gestão territorial no Acre; e de Áreas de Preservação Permanente – APP.
diversificada, determinando um mosaico de usos IV – buscar o aperfeiçoamento e a modernização Parágrafo único. Programa Estadual de Fomento
diferenciados como terras indígenas, reservas do instrumental técnico e legal e dos procedimentos Florestal e Recuperação de Áreas Alteradas ou
extrativistas, projetos de assentamento, pequenas administrativos do Poder Executivo, objetivando Degradadas será estabelecido por ato do Poder
e grandes propriedades rurais, que influenciam maior eficácia na execução da política de Executivo com indicação das áreas prioritárias para
diretamente o perfil de cada uma das cidades ordenamento territorial, desenvolvimento urbano sua implementação.
i n t e g r a d a s p o r A s s i s B r a s i l , B ra s i l é i a , e gestão ambiental. Art. 37. São diretrizes gerais para a instituição do
Epitaciolândia, Xapuri e Capixaba. V – promover a articulação e cooperação entre o programa de que trata o art. 36 desta lei, entre
Art. 28. A Subzona 4.5 são áreas caracterizadas Estado do Acre, demais Estados e países outras a serem estabelecidas pela regulamentação
por cidades localizadas na Bacia do Baixo Rio Acre fronteiriços, visando a realização de ações desta lei:
e Rio Abunã, algumas delas estabelecendo fronteira integradas concernentes às questões de I-mapear e monitorar as áreas degradadas por
com a Bolívia ao longo do Rio Abunã, marcadas ordenamento territorial e desenvolvimento; regional e município;
pela presença de grande número de fazendas e VI – promover a ação contínua e integrada dos II – aderir previamente ao Programa Estadual de
projetos de assentamentos com altas taxas de órgãos que atuam com gestão territorial para o Licenciamento Ambiental e Regularização do Passivo
conversão florestal, consolidando uma fronteira monitoramento e a fiscalização da ocupação do Ambiental;
agropecuária nas proximidades da capital do Estado Estado; e III – assegurar o acesso dos produtores às
e são integradas por Bujari, Porto Acre, Acrelândia, VIII – acompanhar o desenvolvimento, a tecnologias necessárias para atingir os objetivos do
Plácido de Castro e Senador Guiomard. implementação e a revisão do ZEE e de outras programa, por meio de políticas públicas de
Art. 29. A Subzona 4.6 é constituída pela capital do políticas territoriais com base nas informações do incentivo, particularmente, de assistência técnica,
Estado, centro político e administrativo, pólo de forte Índice de Sustentabilidade dos Municípios do Acre extensão agroflorestal, linhas de crédito adequadas
atração populacional e alta taxa de urbanização, – ISMAC. e mecanismos de acesso a insumos e equipamentos
referência aos demais municípios pela concentração Art.31 Compete à Unidade Central de Geopro- agrícolas;
de serviços públicos e privados, infraestrutura, cessamento e Sensoriamento Remoto da FUNTAC IV – fomentar o reflorestamento com fins
universidades, indústrias, hospitais e local de armazenar, integrar, gerenciar, atualizar e econômicos, energéticos, sociais e ambientais; e
encontro de duas rodovias federais, a BR-364 - de disponibilizar a base de dados gerada no âmbito do V – incentivar a inclusão de áreas alteradas e
Rondônia à fronteira peruana, no extremo noroeste ZEE. degradadas ao processo produtivo.
do Estado e, por conexão com Art. 38. Fica criado o Programa de Licenciamento
rodovia estadual, a BR-317 - Estrada do Pacífico, CAPÍTULO V da Propriedade e Posse Rural e Regularização do
rota da integração fronteiriça com a Bolívia e o Peru, Das Disposições Gerais Passivo Ambiental do Estado do Acre, que será
a sudeste. estabelecido por ato do Poder Executivo, com
Art. 32. A alteração do ZEE, bem como mudanças indicação das áreas prioritárias para sua
CAPÍTULO IV nos limites das zonas e indicação de novas diretrizes implementação.
Do Sistema de Coordenação, gerais e específicas, ocorrerá no prazo estipulado Art.39. São diretrizes gerais para instituição do
Monitoramento, Avaliação e Difusão pela legislação federal e de acordo com o que Programa de que trata o art. 38 desta lei, entre
apontar os estudos técnicos específicos, ouvida a outras:
Art. 30. O Sistema de Coordenação, Monitoramento, Comissão Estadual do Zoneamento Ecológico I – promover o cadastro georreferenciado das
Avaliação e Difusão do ZEE é composto por um Econômico – CEZEE, o Conselho Estadual de propriedades ou posses rurais;
conjunto de órgãos e instituições, com o objetivo Floresta – CF, Conselho Estadual de II – promover a regularização do passivo ambiental
de promover a implementação integrada das ações Desenvolvimento Rural Florestal Sustentável - das propriedades ou posses rurais;
nas zonas, subzonas e unidades de manejo definidas CEDRFS e o Conselho de Ciência, Tecnologia e Meio III – recuperar as áreas de preservação permanente
no Mapa de Gestão Territorial do Acre. Ambiente – CEMACT. das propriedades ou posses rurais;
§ 1° Integram o Sistema de Coordenação, Parágrafo único. Não se aplicará o praz o IV - implementar políticas de incentivos ao manejo
Monitoramento, Avaliação e Difusão: determinado na legislação federal, quando as e manutenção dos recursos florestais
I – a Comissão Estadual do ZEE, como órgão modificações decorrerem de aprimoramento técnico remanescentes e que evitem a conversão para
superior; - cientifico, de correção nas falhas ou omissões sistemas agropecuários; e
II – a Secretaria de Estado de Planejamento e decorrentes da base cartográfica fundiária ou de V – a inserção das propriedades ou posses rurais
Desenvolvimento Econômico Sustentável – ampliação do rigor da proteção ambiental das zonas, no Sistema de Financiamento Ambiental da
SEPLANDS, como órgão de coordenação, desde que aprovados pela CEZEE, CEMACT, CF e Propriedade Rural - SLAPR.
monitoramento e avaliação; CEDRFS. (Redação dada pela Lei nº 2006, de Art. 40. A compensação ambiental para
III - a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e de 9.6.2008) regularização do passivo das propriedades ou posses
Recursos Naturais – SEMA, como Secretaria Art.33. A base de dados georreferenciada do ZEE rurais dar-se-á mediante adoção das seguintes
Executiva do Sistema e órgão responsável pela tem como órgão gestor o Centro de Sensoriamento alternativas, isolada ou cumulativamente, entre
difusão; Remoto da Fundação de Tecnologia do Acre – outras:
IV – o Instituto de Meio Ambiente do Acre - IMAC, FUNTAC, integrada, obrigatoriamente, às estações I - reduzir para até cinqüenta por cento os
a Fundação de Tecnologia do Acre – FUNTAC, e o de trabalho instaladas no IMAC, ITERACRE e percentuais de Reserva Legal - RL, para fins de
Instituto de Terras do Acre – ITERACRE, como Secretaria Estadual de Floresta – SEF. compensação ambiental, nas propriedades incluídas
órgãos auxiliares do monitoramento e avaliação; e Art.34. Para a efetiva difusão do ZEE serão na Zona 1, de acordo com o disposto no art. 7º
V – os demais órgãos e entidades do Poder Executivo desenvolvidas ações contínuas em todos os desta lei;
com competência, direta ou indireta, ligadas ao segmentos institucionais e sociais. II – compensar a RL de assentamentos mediante

64
Leis Complementares
Leis Ordinárias
criação ou regularização fundiária de unidade de realizada por um Conselho Gestor, formado por 713009 – Reserva de Contingência;
conservação de domínio público; representantes dos seguintes órgãos: 713009.99.999.9999.9999.0000 – Reserva de
III – viabilizar a manutenção e apoio à regeneração I – Secretaria de Estado de Extensão Agroflorestal Contingência
natural de florestas em áreas com vegetação e Produção Familiar – SEAPROF; 9.9.99.99.99 - Reserva de Contingência;
secundária e de interesse ambiental, denominadas II – Secretaria de Estado de Floresta – SEF; 9.9.99.99.99 - Reserva de Contingência;
de capoeiras; III – Secretaria de Estado de Agropecuária – SEAP; 9.9.99.99.99 - Reserva de Contingência;
IV – permitir a recuperação ambiental com espécies IV - Instituto de Defesa Agropecuária Florestal – 9.9.99.99.99 - Reserva de Contingência – RP (100)
nativas em cronograma de longo prazo, IDAF; ....................................................200.000,00
estabelecendo um mínimo de dez por cento a cada V – Secretaria de Estado da Fazendo – SEFAZ; Art. 7º Esta lei será regulamentada por decreto
três anos; VI – Secretaria de Estado de Assistência Social – governamental, no prazo de sessenta dias, contados
V – permitir a recuperação ambiental utilizando SAS; a partir da sua publicação.
espécies exóticas como pioneiras; VII – Secretaria de Estado de Educação – SEE; e Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua
VI – possibilitar a compensação entre particulares VIII – Secretaria de Estado da Saúde – SESACRE. publicação.
por meio da Servidão Florestal, RPPN ou RL § 1º A nomeação dos membros e dos respectivos Rio Branco – Acre, 20 de outubro de 2008, 120º da
excedente; suplentes do Conselho Gestor do Programa Estadual Republica, 106º do Tratado de Petrópolis e 47º do
VII – possibilitar a compensação de RL mediante de Incentivo à Produção Florestal e Agroflorestal Estado do Acre.
aquisição de cotas de reserva florestal em áreas Familiar será realizada por decreto, cabendo a Arnóbio Marques de Almeida Júnior
dentro da mesma bacia hidrográfica ou em áreas presidência ao representante da Secretaria de Governador do Estado do Acre
com unidades de paisagem de valor ecológico Estado de Extensão Agroflorestal e Produção
semelhante; Familiar – SEAPROF. LEI Nº 2.025 DE 20 DE OUTUBRO DE 2008.
VIII - compensar a reserva legal por outra área § 2º A participação no Conselho não ensejará
equivalente em importância ecológica e extensão, remuneração e será considerada serviço público Cria o Programa Estadual de Certificação de
desde que pertença ao mesmo ecossistema e esteja relevante. Unidades Produtivas Familiares do Estado do Acre.
localizada na mesma bacia ou micro bacia § 3º Compete ao Conselho, no prazo de trinta dias O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE
hidrográfica; e da sua nomeação a elaboração de seu Regimento FAÇO SABER que a Assembléia Legislativa do Estado
IX – compensar a RL de propriedades privadas Interno. do Acre decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
mediante a doação de áreas florestais para o poder Art. 4º Fica autorizada a aquisição de produtos Art. 1º Fica criado, no âmbito do Estado do Acre, o
público estadual, para fins de criação de unidades florestais, agroflorestais e agropecuários produzidos Programa Estadual de Certificação de Unidades
de conservação estadual. por agricultores familiares que se enquadrem no Produtivas Familiares do Estado do Acre, com o
Art. 41. As despesas decorrentes da implementação Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura objetivo de estabelecer um processo voluntário de
desta lei serão atendidas pelo orçamento próprio Familiar – PRONAF, ficando dispensada a licitação certificação socioambiental de unidades produtivas
da Secretaria de Estado de Meio ambiente e para essa aquisição, desde que os preços não sejam rurais familiares, oportunizando sua inclusão social
Recursos Naturais . superiores aos praticados no mercado regional. e econômica, bem como a garantia do uso
Art. 42. Fica estabelecido o prazo de cento e oitenta § 1º A aquisição de que trata o caput se destinará sustentável dos recursos naturais e a gestão
dias para o Poder Executivo regulamentar a presente à manutenção e comercialização de estoque no adequada do território.
lei e instituir os programas criados pelos arts. 36 e mercado local e à utilização nos hospitais públicos, Art. 2º São também objetivos do Programa Estadual
38. presídios, escolas publicas e instituições de amparo de Certificação de Unidades Produtivas Familiares
Art. 43. Esta Lei entra em vigor na data de sua social na forma especificada em regulamento. do Estado do Acre:
publicação. § 2º Fica estabelecido o valor máximo de R$ I – a mitigação e adaptação às mudanças climáticas
Rio Branco, 5 de junho de 2007, 119º da República, 5.320,00 (cinco mil, trezentos e vinte reais) por e a conseqüente redução de emissões de gases
105º do Tratado de Petrópolis e 46º do Estado do ano por agricultor familiar para aquisição dos poluentes;
Acre produtos florestais, agroflorestais e agropecuários II – o uso sustentável e adequado dos recursos
ARNÓBIO MARQUES SOBRINHO de que trata esta lei. naturais e a conservação da sociobiodiversidade;
Governador do Estado do Acre § 3º A aquisição dos produtos florestais, III – a conservação das águas e recursos hídricos; e
agroflorestais e agropecuários ficara adstrita aos IV – a geração de renda por meio de produção
LEI Nº 2.024 DE 20 DE OUTUBRO DE 2008. limites das disponibilidades orçamentária e sustentável.
financeira. Parágrafo único. O Zoneamento Ecológico-
Cria o Programa Estadual de Incentivo à Produção Art. 5º Fica o Poder Executivo autorizado a abrir Econômico do Estado do Acre é o instrumento
Florestal e Agroflorestal Familiar. credito Adicional Especial no valor de R$ 200.000,00 norteador do programa, levando em consideração
O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE (duzentos mil reais) conforme classificação abaixo: a valorização do ativo ambiental florestal e a
FAÇO SABER que a Assembléia Legislativa do Estado 753.000,00.000.0000.0000.0000 - Secretaria de consolidação das áreas já desmatadas.
do Acre decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Estado de Extensão Agroflorestal e Produção Art. 3º Os produtores rurais familiares que aderirem
Art. 1º Fica criado, no âmbito do Estado do Acre, o Familiar; voluntariamente ao Programa de Certificação de
Programa de Incentivo à Produção Florestal e 753.004,00.000.0000.0000.0000 – Departamento Unidades Produtivas do Estado do Acre estarão
Agroflorestal Familiar. de Produção Familiar; aptos a receber os seguintes benefícios:
Art. 2º São objetivos do Programa Estadual de 753.004,20.000.0000.0000.0000 – Agricultura; I – bônus: recurso financeiro como pagamento anual
Incentivo à Produção Florestal e Agroflorestal 753.004,20.601.0000.0000.0000 – Promoção da por serviços ambientais e incentivo para a adoção
Familiar: Produção Vegetal; de praticas produtivas sustentáveis, cujo valor será
I – fortalecer a produção florestal e agroflorestal 753.004,20.601.2108.0000.0000 – Agricultura estabelecido no regulamento do programa;
familiar no Estado do Acre; Familiar; II – serviços de governo: serviços e programas de
II – incentivar a produção florestal e agroflorestal 753.004,20.601.2108.1423.0000 – Manutenção do governo voltados à produção sustentável;
familiar, propiciando condições de preço e Programa Estadual de Incentivo à Produção Florestal III – acesso a recursos financeiros inserção de linhas
comercialização dos produtos; e Agroflorestal Familiar; de financiamento, credito e fomento oficiais,e
III – reduzir o processo de emigração de agricultores 30.00.00.00 – Despesas Correntes; IV – outros benefícios previstos no regulamento do
para os centros urbanos; 33.00.00.00 – Outras Despesas Correntes; programa.
IV – estimular a utilização da produção florestal e 30.90.00.00 – Aplicações Diretas; Art. 4º Poderão ser utilizados recursos do Fundo
agroflorestal familiar na composição da merenda 30.90.45.00 – Equalizações de Preços e Taxas – RP Estadual de Florestas para pagamento do bônus
escolar; e (100) ...........................................200.000,00 estabelecido no inciso I do art. 3º desta Lei.
V – priorizar a utilização de produtos provenientes Art. 6º Os recursos necessários à execução do Art. 5º O Programa de Certificação das Unidades
da produção florestal e agroflorestal familiar no Credito Adicional Especial provirão de anulação de Produtivas do Estado do Acre é estruturado em
cardápio das instituições mantidas pelo Estado do dotação orçamentária do próprio orçamento, nos quatro fases:
Acre. termos dispostos no inciso III do § 1º do art. 43 da I – termo de adesão ao programa, com duração de
Art. 3º A gestão do Programa Estadual de Incentivo Lei Federal nº 4.320, de 17 de março de 1964, doze meses;
à Produção Florestal e Agroflorestal Familiar será conforme apresentado a seguir: II – certificação básica, com duração de vinte e
713 – Secretaria de Estado de Planejamento; quatro meses;

65
Leis Complementares
Ordinárias / Decretos
III – certificação intermediária, com duração de instrumentos que favoreçam o alcance dos seus DECRETO Nº. 503 DE 06 DE ABRIL DE 1999
vinte e quatro meses, e objetivos, levando em conta a permanência exigida “Institui o Programa Estadual de Zoneamento
IV – certificação plena, com duração de quarenta e para o aproveitamento da madeira e a prudência Ecológico-Econômico do Estado do Acre, e dá outras
oito meses. que é exigida pela necessidade de conservação e providências”.
Art. 6º Uma vez ingressada no programa por meio aumento, no território estadual, de castanheiras O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE, no uso de
da assinatura do termo de adesão, a unidade (bertholletia excelsa); suas atribuições legais:
produtiva passará por um processo de classificação Considerando que, para operacionalizar o programa, CONSIDERANDO ser necessário o ordenamento do
para identificação do seu nível de sustentabilidade torna-se imperiosa a criação de um Fundo Especial, processo de ocupação sócio-econômica do Território
e enquadramento em uma das fases previstas no destinado a prover recursos para cobrir as despesas Estadual;
art. 5º. com a recomposição da população, da espécie CONSIDERANDO que os instrumentos de plane-
Art. 7º Fica criada a Rede Estadual de Assistência castanheiras em bases silviculturais, nas jamento e gestão do desenvolvimento devem
Técnica e Extensão Agroflorestal, composta por propriedades situadas em solo acreano: incorporar as políticas nacionais, estaduais,
instituições publicas e privadas credenciadas pela DECRETA: municipais, os interesses e expectativas da
unidade executora do programa. Art. 1° - Fica criado o Fundo Especial de Reposição comunidade local;
Art. 8º Fica criada a unidade executora do Programa Florestal (FUNDERF); cujos recursos destinam-se
CONSIDERANDO que a elaboração de tais
de Certificação da Unidades Produtivas do Estado a prover o programa de Aproveitamento de
instrumentos deve ser conduzida como um amplo
do Acre, que será responsável por: Castanheiras Mortas, por este também ,instituído,
movimento social pelo Desenvolvimento Sustentável
I – fazer o planejamento estratégico da execução tendo por objetivo primordial básico a recomposição
do Estado;
do programa; da população de espécie castanheira (bertholletia
CONSIDERANDO que o Zoneamento Ecológico-
II – elaborar minuta de criação e de alterações do excelsa), em bases silviculturais, em propriedades
rurais acreanas. Econômico constitui-se no instrumento básico e
regulamento do programa; referencial para o planejamento e gestão do
III – assegurar a participação das secretarias e Art. 2° - Constituem recursos do FUNDERF:
I - os valores arrecadados relativos à reposição processo de desenvolvimento desejado;
órgãos do Estado na execução do programa;
florestal, devido ao aproveitamento de castanheiras CONSIDERANDO que é prioridade do Governo do
IV – realizar o monitoramento e avaliação do
mortas; Estado o Zoneamento Ecológico-Econômico do Acre;
programa;
II - o produto da arrecadação das multas aplicadas CONSIDERANDO a necessidade de adequar a
V – auxiliar as atividades do Conselho Gestor da
em conformidade com a legislação vigente; estrutura organizacional (Político-Administrativo e
Política de Valorização do Ativo Ambiental Florestal;
VI – auxiliar o Conselho Florestal Estadual quanto III - o resultado obtido através de empréstimos, Técnico) da gestão do Programa Estadual de
aos registros contábeis e financeiros dos recursos outras quaisquer operações de crédito ou Zoneamento Ecológico-Econômico.
do Fundo Estadual de Florestas e providenciar as financiamentos, efetuados pelo Estado para Art. 1º - Fica instituído o Programa Estadual de
auditorias do programa; execução de ações de proteção e gerenciamento Zoneamento Ecológico-Econômico do Acre,
VII – credenciar instituições para ingresso na Rede ambiental; diretamente vinculado ao Gabinete do Governador,
Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural, IV - quantias decorrentes de convênios, acordos sob a coordenação da Secretaria de Estado de
e ou ajustes celebrados com entidades públicas ou Planejamento e Coordenação - SEPLAN/AC e tendo
VIII – outras atribuições de caráter executivo do particulares, nacionais ou internacionais; como Executora a Secretaria de Estado de Ciência,
programa. V - toda e qualquer importância resultante de Tecnologia e do Meio Ambiente - SECTMA.
Art. 9º A composição da unidade executora, bem doações de organismos e entidades públicas ou Art. 2º - Os trabalhos do Zoneamento Ecológico-
como sua estrutura física e organizacional será particulares, nacionais ou internacionais; Econômico deverão ser conduzidos de acordo com
definida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente VI - rendimentos decorrentes de aplicações dos os seguintes princípios:
– SEMA. próprios recursos do FUNDERF; I - Participativo: Os atores sociais devem intervir
Art. 10 A SEMA expedirá ato normativo VII - receitas eventuais. durante todas as fases dos trabalhos, desde a
estabelecendo o regulamento do programa, seus § 1º. - Os valores correspondentes aos incisos concepção até a gestão, com vistas à construção
critérios e procedimentos, de maneira a permitir especificados neste artigo serão depositados no de seus interesses próprios e coletivos, para que o
integral cumprimento desta lei. Banco do Estado do Acre S.A. (BANACRE), à conta Zoneamento Ecológico-Econômico seja autêntico,
Art. 11 Esta lei será regulamentada por decreto e disposição do FUNDERF; legítimo e realizável;
governamental, no prazo de sessenta dias, contados § 2º. - O saldo do FUNDERF, apurado em balanço II - Eqüitativo: Igualdade de oportunidade do
a partir da sua publicação. anual, será transferido para o exercício seguinte, a desenvolvimento para todos os grupos sociais e
Art. 12 Esta lei entra em vigor na data de sua crédito do mesmo FUNDO. setores de territórios;
publicação. Art. 3° - O FUNDERF será administrado por um III - Sustentável: O uso de recursos naturais e do
Rio Branco – Acre, 20 de outubro de 2008, 120º da Conselho Deliberativo, nomeado pelo Governador meio ambiente deve ser equilibrado, buscando a
Republica, 106º do Tratado de Petrópolis e 47º do e integrado pelo Secretário de Ciência e Tecnologia,
satisfação das necessidades presentes sem
Estado do Acre. na qualidade de Presidente, e por um representante
comprometer os recursos pra declarações futuras;
Arnóbio Marques de Almeida Júnior do IMAC; pelo Superintendente Estadual do IBAMA
IV - Holístico: Abordagem interdisciplinar que vise
Governador do Estado do Acre e pelo Diretor Presidente da FUNTAC.
a integração de fatores e processos de modo a
Parágrafo único - Compete ao Conselho
facultar a elaboração do Zoneamento Ecológico-
Deliberativo:
DECRETOS I - elaborar o Regimento Interno do FUNDERF, a Econômico que considere a estrutura e a dinâmica
ser aprovado por ato do Secretário de Estado de ambiental e econômica, bem como os fatores
DECRETO Nº. 1.384, DE 31 DE MARÇO DE 1992 Ciência e Tecnologia; histórico-evolutivo do patrimônio biológico e natural
II - expedir normas de procedimentos que regulem do Estado;
“Dispõe sobre a criação do Fundo Especial de as ações de sua competência; V - Sistêmico: Visão sistêmica que propicie a análise
Reposição Florestal (FUNDERF) na área específica III - expedir normas e critérios para de causa e efeito, permitindo estabelecer as relações
do Programa de aproveitamento de castanheiras acompanhamento e avaliação de projetos de de interdependência entre os subsistemas físico-
mortas, existentes no território deste Estado, e dá reflorestamento de castanheiras em propriedades biótico e sócio-econômico.
outras providências”. rurais; Art. 3º - Fica instituída a Comissão de Zoneamento
No uso da atribuição que lhe confere o art. 78, IV - aprovar relatórios técnicos; Ecológico-Econômico do Acre, instância deliberativa
incisos IV, VI e XI da Constituição do Estado do V - elaborar o Manual de Procedimentos para do Programa, vinculada ao Gabinete do Governador,
Acre. obtenção de recursos do FUNDERF; com as seguintes atribuições:
Considerando o convênio nº. 02/92, celebrado em VI - resolver os casos omissos. I - Direcionar, coordenar, acompanhar e avaliar a
20/02/92 e com vigência até 20/02/94, com o Art. 4º - Este Decreto entra em vigor na data de elaboração e implementação do Programa Estadual
IBAMA, objetivando ações de apoio e cooperação sua publicação. de Zoneamento Ecológico-Econômico;
técnica no controle da utilização, neste Estado, de Art. 5º - Revogam-se as disposições em contrário. II - Deliberar sobre todas as matérias inerentes e
castanheiras mortas, em cumprimento às Rio Branco-AC, 31 de março de 1992, 104º da correlatas ao Programa;
determinações e normas expedidas pelo IBAMA, República, 90º do Tratado de Petrópolis e 31º do III - Propor e estabelecer mecanismos de
através da legislação própria; Estado do Acre. permanente participação dos diversos atores
Considerando que, na força do mesmo convênio, Edmundo Pinto de ALmeida Neto envolvidos direta e indiretamente nas diversas fases
compete a este Poder Executivo Estadual elaborar, Governador do Estado do Acre do Zoneamento Ecológico-Econômico;

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Decretos
Leis Complementares
Decreto
IV - Promover a integração entre os diversos atores ou suplente em duas reuniões consecutivas básicos de Solos, Geomorfologia, Geologia,
com vista a compatibilizarão dos interesses de cada acarretará sua exclusão da Comissão. Vegetação, hidrografia, climatologia, fauna e
segmento e os interesses da coletividade; Parágrafo Segundo - A inclusão de alguma nova Sensoriamento Remoto.
V - Deliberar acerca de metodologia e escala instituição ou de instituição excluída, como no caso Parágrafo Segundo - Cabe inicialmente ao IMAC a
apropriada de estudos e levantamentos temáticos; do parágrafo anterior, dar-se-á através da responsabilidade pelos Estudos e Levantamentos
VI - Definir do conteúdo do Projeto de Lei Estadual aprovação da maioria absoluta dos membros da Fundiários, Unidades de Conservação, Áreas
de Zoneamento Ecológico-Econômico e submeter Comissão. Indígenas, Reservas Extrativistas, Outras Áreas
à aprovação do Governador do Estado, para ser Parágrafo Terceiro - A Comissão Estadual de Protegidas, Controle Ambiental, Legislação e Sócio
encaminhada à Assembléia Legislativa. Zoneamento Ecológico-Econômico reunir-se-á com - Economia.
Art. 4º - A Comissão Estadual de Zoneamento caráter deliberativo, convocada pela Presidência ou Art. 12. Os créditos orçamentários necessários às
Ecológico-Econômico é a instância máxima de um terço dos membros, com a presença obrigatória atividades referentes ao Zoneamento Ecológico-
deliberação e definirão das diretrizes do de cinqüenta por cento mais um dos representantes Econômico Estadual, serão consignados em dotação
Zoneamento e será constituída por representantes das instituições devidamente nomeados e as orçamentária da Secretaria de Estado de
das seguintes entidades governamentais e não- decisões dar-se-ão por maioria simples dos Planejamento e Coordenação- SEPLAN e a
governamentais: presentes. Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Meio
I - Câmara Pública Estadual representada pela Parágrafo Quarto - A Comissão Estadual de Ambiente – SECTMA.
Secretaria de Estado de Planejamento e Zoneamento Ecológico-Econômico poderá contar Art. 14. Os casos omissos, dúvidas e qualquer outro
Coordenação, Secretaria de Estado de Ciência, com o apoio de CÂMARAS TEMÁTICAS, tantas ponto de relevante interesse serão resolvidos no
Tecnologia e Meio Ambiente, Secretaria de Estado quantas se fizerem necessárias, podendo, para as Âmbito da Comissão Estadual de Zoneamento
de Produção, Secretaria de Estado de Cidadania, suas composições, serem convidadas outras Ecológico-Econômico do Acre.
Trabalho e Assistência Social, Secretaria de Estado instituições não membros da Comissão Estadual de Art. 15. Este Decreto entra em vigor a partir da
Infra-estrutura, Secretaria de Estado de Educação Zoneamento Ecológico-Econômico, de acordo com data de sua publicação.
e Secretaria de Estado de Educação; o tema a ser discutido. Art. 16. Revogam-se as disposições em contrário,
II - Câmara de Trabalhadores representada pela Art. 8º - São atribuições da SECTMA, como em especial o Decreto nº. 1.006, de 7 de agosto de
Central Única dos Trabalhador-CUT, Conselho executora do Programa Estadual de Zoneamento 1991, Decreto nº. 265, de 02 de julho de 1993,
Nacional dos Seringueiros - CNS, Federação dos Ecológico-Econômico: Decreto nº. 199, de 22 de fevereiro de 1995,
Trabalhadores na Agricultura do Estado do Acre - I - Secretariar e subsidiar a Comissão Estadual do Decreto nº. 076, de 21 de fevereiro de 1997,e o
FETACRE; Zoneamento Ecológico-Econômico; Decreto nº. 293, de 28 de maio de 1997.
III - Câmara Empresarial representada pela II - Promover a articulação entre os diversos atores Rio Branco - AC, de 06 de abril de 1999, 111º da
Federação das Indústrias do Estado do Acre - FIEAC, envolvidos; República, 97º do Tratado de Petrópolis e 38º do
Federação do Comércio do Estado do Acre - FECEA, III - Coordenar, acompanhar e avaliar a execução Estado do Acre.
Federação da Agricultura do Acre - FAEAC, Serviço dos trabalhos temáticos para obtenção do JORGE VIANA
de apoio às Micros e Pequenas Empresas do Acre - Zoneamento Ecológico-Econômico do Acre; Governador do Estado do Acre
SEBRAE-AC, Serviço Nacional de Aprendizagem IV - Identificar e promover as parcerias institucionais
Comercial-SENAC, Serviço Nacional de para obtenção dos produtos necessários à DECRETO Nº 1.949 de 29 DE
Aprendizagem Industrial-SENAI, e Serviço de consolidação do Zoneamento Ecológico-Econômico; MARÇO DE 2000
Aprendizagem Rural - SENAR; V - Sistematizar os produtos gerados pelos órgãos
IV - Câmara da Sociedade Civil representada por 3 executores objetivando a consolidação do REGULAMENTO DA INSPEÇÃO E FISCALIZAÇÃO
(três) entidades indicadas pelo Grupo de Trabalho Zoneamento Ecológico-Econômico; SANITÁRIA E INDUSTRIAL DOS PRODUTOS DE
Amazônico - GTA - Regional Acre; VI - Estabelecer e preparar os termos de referência ORIGEM ANIMAL NO ESTADO DO ACRE.
V - Câmara Indígena representada pela União das para obtenção dos produtos imprescindíveis à
Nações Indígenas - UNI, Organização das consolidação do Zoneamento Ecológico-Econômico; TÍTULO I
Populações Indígenas do Rio Envira - OPIRE. VII - Compatibilizar os trabalhos do Zoneamento DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Populações Indígenas do Vale do Juruá; Ecológico-Econômico Estadual, com os
VI - Câmara Pública Federal representada pela desenvolvidos pelo Governo Federal, junto à Art. 1º O presente Regulamento, de acordo com as
Superintendência Estadual da Fundação Nacional Comissão Coordenadora do Zoneamento Ecológico- Leis Federais n.º 1.283, de 18 de dezembro de 1950
Indígena - FUNAI, Instituto Nacional de Colonização Econômico do Território Nacional e com a e 7.889, de 13 de novembro de 1.989, estabelecem
e Reforma Agrária - INCRA, Superintendência Coordenação Nacionais do Subprograma de Políticas as normas que regulamentam em todo o Estado do
Estadual do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente- de Recursos Naturais - SPRN, do Programa piloto Acre a inspeção e fiscalização sanitária e industrial
IBAMA; para proteção das Florestas Tropicais Brasileiras- e a reinspeção industrial e sanitária dos produtos
VII - Câmara de representantes de outras esferas PPG7 do Ministério do Meio Ambiente e demais de origem animal, nos termos da Lei Estadual n.º
governamentais representada por um prefeito de Órgãos Federais afins; 1.289, de 07 de julho de 1999.
cada Regional de Desenvolvimento e Assembléia VIII - Manter informados todos os setores Art. 2º A inspeção e fiscalização sanitária e industrial
Legislativa; envolvidos no Zoneamento Ecológico-Econômico de produtos de origem animal será exercida pela
VIII - Câmara de pesquisa representada pela Estadual; Secretaria Executiva de Agricultura e Pecuária -
Universidade Federal do Acre - UFAC, Empresa Art. 9º - Para apoiar tecnicamente a SECTMA na SEAP, através do Departamento de Defesa e
Brasileira de Pesquisa Agropecuária/Centro de execução e realização dos trabalhos, deverá ser Inspeção Sanitária – DDIS e Coordenadoria de
Pesquisa Agro florestal do Acre - CEPAF/AC, Instituto estabelecido um Grupo Técnico de Sistematização, Inspeção Sanitária – CIS, e abrange:
Brasileiro de Geografia e Estatístico-IBGE. a ser nomeado por Portaria Intersecretarias do I - A higiene geral dos estabelecimentos registrados;
Art. 5º - A Comissão Estadual de Zoneamento Secretário de Estado de Planejamento e II - A captação, canalização, depósito, tratamento
Ecológico-Econômico será presidida pelo Secretário Coordenação e Secretaria de Estado de Ciência e e distribuição da água para consumo e o escoamento
de Estado de Planejamento e Coordenação e a Vice- Tecnologia e Meio Ambiente, com a atribuição de das águas residuais;
Presidência será exercida pelo Secretário de Estado avaliar, compatibilizar e padronizar os produtos III - O funcionamento dos estabelecimentos
e Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente. técnicos elaborados pelos órgãos executores. referidos no Artigo 3º da Lei n.º 1.289, de 07 de
Art. 6º - Cada instituição membro da Comissão Art. 10. Para apoiar logística e financeiramente a julho de 1999;
Estadual de Zoneamento Ecológico-Econômico participação dos representantes que tratam os IV - As fases de recebimento, elaboração, preparo,
indicará um titular e um suplente para representá- incisos II, IV e V do Art.4º, poderão ser acondicionamento, conservação, transporte e
la, podendo fazer substituições sempre que lhe estabelecidos convênios entre essas organizações depósito de todos os produtos de origem animal e
convier. e a Coordenação Geral do Programa. suas matérias-primas, adicionadas ou não de
Art. 7º - Os representantes das instituições serão Art.11. São órgãos executores do Programa: vegetais;
nomeados por portaria do Secretário de Estado de Fundação de Tecnologia do Acre FUNTAC, Instituto V - O exame “ante” e “post-mortem” dos animais
Planejamento e Coordenação. de Meio Ambiente do Acre - IMAC, podendo ser de açougue;
Parágrafo Primeiro - A ausência sem justificativa definidos outros órgãos. VI - A embalagem e rotulagem de produtos e
da instituição através de seu representante titular Parágrafo Primeiro - Cabe inicialmente à FUNTAC a subprodutos, de acordo com os tipos e padrões
responsabilidade pelos estudos e levantamentos

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Decretos
Leis Complementares
previstos no Regulamento e normas federais ou VIII - inscrição na Secretaria de Estado da Fazenda e expedição de produtos comestíveis, sempre
fórmulas aprovadas; do Acre (fotocópia); separados, por meio de paredes totais, das
VII - A classificação de produtos e subprodutos, de IX - alvará de funcionamento liberado pela destinadas ao preparo de produtos não-comestíveis;
acordo com os tipos e padrões previstos no Secretaria Estadual de Saúde e Saneamento; V - dispor de mesas com revestimento aço
Regulamento e normas federais ou fórmulas X - exame de qualidade da água de serviço; inoxidáveis, polipropileno, ardósia e fibra de vidro
aprovadas; XI - contrato de responsabilidade técnica; e para os trabalhos de manipulação e preparo de
VIII - Os exames organolépticos, microbiológicos, XII - licença da Prefeitura, para construção do matérias-primas e produtos comestíveis,
físico-químicos e histológicos das matérias-primas estabelecimento, quando em área urbana. construídas de forma a permitir fácil e perfeita
ou produtos; § 1º Nos estabelecimentos de produtos de origem higienização;
IX - As matérias-primas nas fontes produtoras e animal destinados à alimentação humana é VI - dispor quando necessário, de dependências para
intermediárias; e considerado básico, para efeito de registro, a administração, oficinas e depósitos diversos
X - Os meios de transporte de animais vivos, os apresentação prévia de boletim oficial de exame separados, preferentemente, do corpo industrial;
produtos derivados e suas matérias-primas de água de consumo do estabelecimento, que deve VII - dispor de tanques, caixas, bandejas e
destinadas à alimentação humana. se enquadrar nos padrões microbiológicos e físico- quaisquer outros recipientes de material
Art. 3º Os técnicos em inspeção portarão Carteira químicos. impermeável, de superfície lisa e de fácil lavagem
de Identificação Funcional fornecida pela Secretaria § 2º A contratação referida no inciso XI se dará e higienização;
Executiva de Agricultura e Pecuária, contendo a sigla mediante a celebração de contrato padrão entre a VIII - dispor de rede de abastecimento de água
SEAP, o número de ordem, nome, fotografia, cargo, agroindústria e o órgão de assistência técnica para atender, suficientemente às necessidades do
data da expedição e validade. oficialmente reconhecido, ou médico veterinário trabalho;
Parágrafo único – É obrigatória a prévia credenciado no órgão oficial de inspeção. IX - dispor de água fria abundante e, quando
apresentação da Carteira de Identidade Funcional, § 3º Ao Responsável Técnico, contratado nos termos necessário de instalações de vapor e água quente,
sempre que o técnico em inspeção estiver previstos no § 2º deste artigo, compete à execução em todas as dependências de manipulação e
desempenhando suas atividades profissionais. do programa de defesa sanitária animal e o controle preparo, não só de produtos, como de subprodutos
de qualidade nas fases de manipulação do produto. não-comestíveis;
TÍTULO II Art. 6º As firmas construtoras não darão início à X - dispor de rede de esgotos em todas às
REGISTRO DE ESTABELECIMENTOS construção de estabelecimentos sujeitos à Inspeção dependências, com dispositivo adequado, que evite
Estadual, sem que os projetos tenham sido refluxo de odores e a entrada de roedores e outros
Art. 4º Estão sujeitos a registros os seguintes aprovados pelo DDIS e com a licença de instalação animais, ligada a tubos coletores, e estes ao sistema
estabelecimentos: concedida pela SECTIMA. geral de escoamento, dotado de canalização e de
I - Matadouros de bovinos, matadouros de suínos, Art. 7º Qualquer ampliação, remodelação ou instalações para a retenção de gorduras, resíduos
matadouro de aves e coelhos, matadouros de caprinos construção nos estabelecimentos registrados, tanto e corpos flutuantes, bem como de dispositivo para
e ovinos e demais espécies devidamente aprovadas de suas dependências quanto instalações, só depuração artificial, e sistema adequado de
poderão ser feitas após aprovação prévia dos tratamento de resíduos e efluentes compatível com
para o abate; fábricas de conservas, fábricas de
projetos pelo DDIS e SECTIMA. a solução escolhida para a destinação final;
embutidos, charqueadas, fábricas de produtos
Art. 8º O estabelecimento que interromper seu XI - dispor conforme legislação específica, de
gordurosos, entrepostos de carnes e derivados e funcionamento, só poderá reiniciar suas atividades vestiários e instalações sanitárias adequadas, em
fábricas de produtos de origem animal não-comestíveis; mediante inspeção prévia de todas às suas dimensões e número proporcional ao pessoal, com
II - Usinas de processamento de leite, fábricas de dependências, instalações e equipamentos. acesso indireto às dependências industriais, quando
laticínios, entrepostos-usinas, entrepostos de laticínios, Parágrafo único - Quando a interrupção do localizadas em seu corpo;
postos de refrigeração e postos de coagulação; funcionamento ultrapassar 12 (doze) meses, será XII - possuir instalações de frio em número e área
III - Entreposto de pescado e fábricas de conservas cancelado o respectivo registro. suficientes, segundo a capacidade e a finalidade do
de pescado; Art. 9º Quando ocorrer mudança de proprietário e/ estabelecimento;
IV – Entreposto de ovos e fábricas de conservas de ou administrador em estabelecimentos registrados, XIII - dispor de equipamentos necessários e
ovos; os novos responsáveis deverão de imediato, adequados aos trabalhos, obedecidos os princípios
V - Apiários; proceder às devidas transferências no âmbito do da técnica industrial, facilidade de higienização, e
VI - Matadouros de abastecimento regionalizado e DDIS. inocuidade à saúde humana, inclusive para
estâncias leiteiras; e aproveitamento e preparo de subprodutos não-
VII - Miniagroindústrias. TÍTULO III comestíveis;
Art. 5º O registro será requerido à Secretaria FUNCIONAMENTO DOS ESTABELECIMENTOS XIV - dispor, quando necessário, de equipamento
Executiva de Agricultura e Pecuária - SEAP, gerador de vapor com capacidade às necessidades
instruindo-se o processo com os seguintes Art.10. Para aprovação dos estabelecimentos de do estabelecimento, instalado em dependência
documentos: produtos de origem animal devem ser satisfeitas externa; e
I - requerimento dirigido ao Secretário Executivo às seguintes condições básicas e comuns: XV - dispor de depósitos adequados para
de Agricultura e Pecuária, solicitando o registro e a I - dispor de luz natural e artificial, e de ventilação ingredientes, embalagens, continentes, materiais
inspeção pelo Departamento de Defesa e Inspeção suficiente, em todas às dependências, respeitadas ou produtos de limpeza.
Sanitária; as peculiaridades de ordem tecnológica cabíveis;
II - licença prévia concedida pela Secretaria Estadual II-possuir pisos convenientemente impermea- CAPÍTULO I
de Ciência Tecnologia e Meio Ambiente – SECTIMA bilizados e paredes azulejadas ou outro material ESTABELECIMENTOS DE CARNES E
e liberação concedida pelo Serviço de Água e adequado de cor clara, com dois metros de altura DERIVADOS
Esgoto; no mínimo, e revestidas total ou parcialmente
III - crocri da indústria ou planta baixa com cortes quando necessário com azulejos brancos vidrados Art. 11. Os estabelecimentos de carnes e derivados
e fachadas da construção de acordo com a e, em casos especiais a juízo do DDIS, de maneira são classificados e definidos:
capacidade instalada da indústria, a juízo do a facilitar a limpeza e higienização; I - matadouro frigorífico - estabelecimento dotado
Departamento de Defesa e Inspeção Sanitária - III - possuir, nas dependências de elaboração de de instalações completas e equipamentos
DDIS; produtos comestíveis, forro de material resistente adequados para o abate, manipulação, elaboração,
IV - relação discriminada do maquinário e à umidade e aos vapores, construído de modo a preparo e conservação das espécies de açougue
fluxograma de produção; evitar o acúmulo de sujeira e contaminação, de fácil sob variadas formas, com aproveitamento completo,
V - registro na Junta Comercial do Estado do Acre limpeza e higienização, podendo o mesmo ser racional e perfeito, de subprodutos não comestíveis;
(fotocópias da constituição e demais atos de dispensado nos casos em que a cobertura possuirá instalações de frio industrial;
alterações), quando for o caso; proporcionar perfeita vedação à entrada de poeira, II - matadouro - estabelecimento dotado de
VI - documento que comprove a posse ou permissão insetos, pássaros e assegurar uma perfeita instalações adequadas para a matança de quaisquer
de uso do terreno; higienização; das espécies de açougue, visando o fornecimento
VII - registro no Cadastro Geral de Contribuintes IV - dispor de dependências e instalações mínimas, de carne in natura ao comércio no Estado do Acre,
ou no C.P.F. (fotocópia), conforme o caso; respeitadas às finalidades a que se destina, para com ou sem dependências para industrialização;
recebimento, industrialização, embalagem, depósito disporá, a juízo do DDIS, de instalações e

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Decreto
Decretos
Leis Complementares
aparelhagem para o aproveitamento completo e Pecuária, conforme dispõe o artigo 20 da Lei n.º Art. 17. Os estabelecimentos de leite e derivados
perfeito de todas as matérias-primas e, preparo de 1.289, de 07 de julho de 1999, observados os incisos são assim classificados e definidos:
subprodutos não comestíveis; 3 e 4 do artigo 11 deste Regulamento. I - postos de leite e derivados - estabelecimentos
III - charqueada - estabelecimento que produz Art. 16. Os demais estabelecimentos de carnes e intermediários entre as fazendas leiteiras e as usinas
charque, dispondo obrigatoriamente de instalações derivados devem satisfazer as seguintes condições, de beneficiamento ou fábrica de laticínios,
próprias para o aproveitamento integral e perfeito excetuando-se os entrepostos de carnes e destinados ao recebimento de leite, de creme e
de todas as matérias-primas e preparo de derivados: outras matérias-primas, para depósito, por curto
subprodutos não comestíveis; I - ser localizado em área suburbana ou rural e tempo, transvase, refrigeração, padronização
IV - fábrica de conserva - estabelecimento que dispor de suficiente "pé direito" nas salas de oucoagulação e transporte imediato aos
industrializa a carne de várias espécies de açougue, matança, de modo a permitir a instalação dos estabelecimentos industriais registrados;
sem sala de matança anexa, e que em qualquer equipamentos, principalmente da trilhagem aérea, II - estabelecimento industrial - destinado ao
dos casos seja dotado de instalações de frio numa altura adequada à manipulação das carcaças recebimento de leite e seus derivados, para
industrial e aparelhagem adequada para o preparo higienicamente e demais matérias-primas; pasteurização, manipulação, conservação,
de subprodutos não comestíveis; II - dispor de currais e/ou pocilgas cobertas, fabricação, maturação, embalagem e expedição;
V - fábrica de produtos gordurosos - convenientemente pavimentadas e providas de III - estâncias leiteiras - propriedades rurais
estabelecimento destinado exclusivamente ao bebedouros; equipadas com instalações adequadas para
preparo de gorduras, excluída a manteiga, III - dispor, de acordo com a classificação do pasteurização e o processamento do leite e seus
adicionadas ou não de matérias-primas de origem estabelecimento, de dependências de matança derivados destinados ao abastecimento
vegetal; suficientemente amplas para permitir o normal regionalizado; e
VI - entrepostos de carnes e derivados - desenvolvimento das respectivas operações, com IV - miniagroindústria - pequena propriedade rural
estabelecimento destinado ao recebimento, guarda, dispositivos que evitem o contato das carcaças com destinada ao processamento de gêneros alimentícios
manipulação, conservação, acondicionamento e o piso ou entre si, bem como o contato manual com mão-de-obra predominantemente familiar.
distribuição de carnes resfriadas congeladas das direto dos operários durante a movimentação das
diversas espécies de açougues e outros produtos mesmas; Seção I
animais; IV - dispor, nos estabelecimentos de abate, de Funcionamento De Estabelecimentos de
VII - fábrica de produtos derivados não comestíveis dependências apropriadas para o esvaziamento e Leite e Derivados
- estabelecimento que manipula matérias-primas e limpeza dos estômagos e intestinos, manipulação
resíduos de animais de várias procedências, para o de cabeças; línguas e demais vísceras comestíveis; Art.18. A implantação e o funcionamento das
preparo exclusivo de produtos utilizados na V - dispor de câmaras frias, e quando for o caso, de estâncias leiteiras e das miniagroindústrias, bem
alimentação não humana; e graxaria, de sala de desossa, de dependências como o seu sistema de inspeção associado a um
VIII - miniagroindústria - pequena propriedade rural tecnicamente necessárias à fabricação de produtos programa específico de defesa sanitária animal,
destinada ao processamento de gêneros alimentícios de salsicharia e conservas, de depósito e salga de serão detalhados por ato do Secretário Executivo
com mão-de-obra predominantemente familiar. couros, de salga, ressalga e secagem de carne, de de Agricultura e Pecuária, conforme faculta o artigo
Art. 12. Considera-se "carne de açougue" as massas depósitos de subprodutos não-comestíveis e de 20 da Lei n.º 1.289 de 07 de julho de 1999.
musculares maturadas e demais tecidos que as depósitos diversos, proporcionais à capacidade do Art.19. Os demais estabelecimentos de leite e
acompanham, incluindo ou não a base óssea estabelecimento; derivados devem satisfazer as seguintes exigências:
correspondente e que procede dos animais abatidos VI - dispor de equipamento completo e adequado, I - as seções industriais deverão possuir pé direito
sob inspeção e fiscalização veterinária. tais como: plataformas, mesas, carros, caixas, com altura adequada de modo a permitir a
§ 1º Quando destinada à elaboração de conservas estrados, pias, esterilizadores e outros, utilizados instalação dos equipamentos sem comprometer a
em geral, por "carne" (matéria prima) deve-se em quaisquer das fábricas de recebimento e qualidade dos produtos;
entender as massas musculares despojadas de industrialização da matéria-prima e do preparo de II - possuir dependências ou local próprio para a
gordura, aponeuroses, vasos, gânglios, tendões e produtos, em número suficiente e construídos com higienização dos vasilhames e carros-tanques, os
ossos. material que permita fácil e perfeita higienização;
quais deverão ser higienizados antes do seu retorno
§ 2º Consideram-se "miúdos" os órgãos e vísceras VII - possuir dependências específicas para
aos pontos de origem;
dos animais de açougue, usados na alimentação higienização de carretilhas e/ou balancins, carros,
III - dispor de cobertura adequada nos locais de
humana, além de pés, mãos e cauda. gaiolas, bandejas e outros componentes de acordo
com a finalidade do estabelecimento; e carregamento e descarregamento de leite e seus
Art. 13. O animal abatido, formado das massas
VIII - dispor de equipamento gerador de vapor com derivados; e
musculares e ossos, desprovido de cabeça, mocotós,
capacidade suficiente para às necessidades do IV - ter dependências para recebimento da matéria-
cauda, couro, órgãos e vísceras torácicas e
abdominais, tecnicamente preparado constitui a estabelecimento, bem como de instalações de vapor prima ou produtos, bem como laboratório de análise.
"carcaça". de água em todas às dependências de manipulação § 1º Quando destinado à coagulação do leite e sua
§ 1º Nos suínos, para efeito de reinspeção, desde e industrialização. parcial manipulação, até a obtenção de massa
que venham acompanhados dos respectivos Parágrafo único - Os estabelecimentos destinados dessorada, enformada ou não, destinada à
certificados de inspeção, as suas carcaças podem ao abate de aves e coelhos devem satisfazer às fabricação de queijos, de massa cozida, semicozida
ou não incluir o couro, cabeça e os pés. condições seguintes: ou filada, de requeijão ou de caseína, serão exigidas
§ 2º A "carcaça" dividida ao longo da coluna a) dispor de plataforma coberta para recepção dos dependências distintas para tratamento do leite e
vertebral dá as "meias carcaças" que, subdivididas animais, protegidos dos ventos dominantes e da parcial manipulação do produto, máquinas de
por um corte entre duas costelas, dão os "quartos" incidência direta dos raios solares; produção de frio e possuir instalação de frio em
b) dispor de mecanismos que permita realizar as número e área suficientes, para a capacidade e
anteriores ou dianteiros e posteriores ou traseiros.
operações de sangria, esfola, evisceração e preparo finalidade do estabelecimento.
Art. 14. A simples designação "produto",
de carcaça (toalete) com as aves ou coelhos § 2º Quando destinado ao resfriamento de leite,
"subproduto", "mercadoria" ou "gêneros", significa
suspensos pêlos pés e/ou cabeças;
para efeito do presente Regulamento, que se trata seleção, pré-resfriamento e remessa em carros-
c) dispor de dependência exclusiva para a operação
de "produto de origem animal ou suas matérias- tanques isotérmicos para beneficiamento
de escaldagem e depenagem, ou de esfola, no caso
primas". complementar ou industrialização em outros
de coelhos;
d) dispor de dependência exclusiva para as estabelecimentos, deverá possuir dependências
Seção I operações de sangria; para beneficiamento da matéria-prima devida-
Funcionamento De Estabelecimentos De e) dispor de dependências para as operações de mente instaladas.
Carnes e Derivados evisceração, toalete, pré-resfriamento, § 3º Quando destinado ao recebimento da matéria-
gotejamento, classificação e embalagem; e prima para o preparo de produtos derivados de leite,
Art. 15. As normas de implantação e funcionamento f) dispor, quando for o caso, de dependências para acabados ou semi-acabados ou quando destinados
das "miniagroindústrias" bem como o seu sistema a realização de cortes de carcaças. a receber esses produtos, para complementação e
de inspeção associado ao programa específico de distribuição, será necessário:
Defesa Sanitária Animal e, ainda, o sistema de CAPÍTULO II a) possuir dependências para elaboração ou
comercialização dos seus produtos serão detalhados ESTABELECIMENTOS DE LEITE E fabricação de produtos derivados, sua conservação
por ato do Secretário Executivo de Agricultura e DERIVADOS

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Decretos
Leis Complementares
e demais operações, incluindo-se as câmaras de c) dispor de separação física adequada entre as Art. 23. Os estabelecimentos de mel, cera de
salga e cura de queijos com temperatura e umidade áreas de recebimento da matéria-prima e aquelas abelhas e derivados deverão satisfazer às seguintes
controladas; destinadas à manipulação; exigências:
b) ter as demais dependências e equipamentos d) dispor de equipamento adequado à hipercloração I - dispor de dependências de recebimento; e
previstos nos parágrafos 1º e 2º deste artigo, da água de lavagem do pescado e da limpeza e II - dispor de dependências de manipulação,
considerando os produtos que serão elaborados ou higienização das instalações, equipamentos e preparo, classificação e embalagem do produto.
fabricados. utensílios;
§ 4º Quando destinado ao beneficiamento de leite e) dispor de instalações e equipamentos adequados CAPÍTULO V
para o consumo direto, ou para outros à colheita e ao transporte dos resíduos de pescado, ESTABELECIMENTOS DE OVOS E DERIVADOS
estabelecimentos, ou que recebam leite já resultantes do processamento industrial, para o
beneficiado para distribuição ao consumo, ou ainda, exterior das áreas de manipulação de comestíveis; Art. 24. Os estabelecimentos de ovos e derivados
desde que instalados e equipados, elaborem ou f) dispor de instalações e equipamentos para o são classificados em:
fabriquem produtos para complementação e aproveitamento adequado dos resíduos de pescado, I - entreposto de ovos - estabelecimento destinado
distribuição, deverá: resultantes do processamento industrial, visando a ao recebimento, classificação, acondicionamento,
I - ter dependência para análises físico-químicas e sua transformação em subprodutos não identificação e distribuição de ovos in natura,
microbiológicas, para o beneficiamento de leite comestíveis, podendo, em casos especiais, ser dispondo ou não de instalações para a sua
destinado ao consumo direto e para as demais dispensada esta exigência, permitindo-se o industrialização; e
operações necessárias, incluindo-se, quando for o encaminhamento dos resíduos de pescado aos II - fábrica de conserva de ovos - estabelecimento
caso, dependências para elaboração ou fabricação estabelecimentos dotados de instalações e destinado ao recebimento e à industrialização de
e conservação de produtos derivados. equipamentos próprios para esta finalidade, cujo ovos.
§ 5º Quando destinado ao recebimento de produtos transporte deverá ser realizado em veículos
lácteos para distribuição, maturação, fracionamento adequados; Seção I
e acondicionamento, e desde que convenien- g) dispor de câmara de espera para o armazena- Funcionamento De Estabelecimentos De
temente instalados e equipados, de leite beneficiado mento do pescado fresco, que não possa ser Ovos e Derivados
para consumo direto, ou quando se destinem à manipulado ou comercializado de imediato;
fabricação de queijo fundido e/ou queijo ralado, será h) dispor de equipamento adequado à lavagem e a Art. 25. Os estabelecimentos de ovos e derivados
necessário: higienização de caixas, recipientes, grelhas, devem satisfazer às seguintes condições:
I - ter dependências para recebimento de produtos bandejas e outros utensílios usados para o I - dispor de sala ou área coberta para recepção dos
semi-acabados, sua classificação, fracionamento, acondicionamento, depósito e transporte de pescado ovos;
embalagem, conservação e demais operações e seus produtos; II - no caso de entreposto de ovos, dispor de área
necessárias ao funcionamento; e i) dispor nos estabelecimentos que elaboram para ovoscopia, exame de fluorescência de casca, e
II - dispor, quando for o caso, de dependências e produtos congelados, de instalações frigoríficas verificação do estado de conservação dos ovos e
equipamentos adequados à elaboração do queijo independentes para o congelamento e estocagem classificação comercial;
fundido ou ralado. do produto final; e III - dispor de câmara frigorífica à juízo da inspeção; e
j) dispor no caso de elaboração de produtos curados IV - no caso de fábricas de conservas de ovos, dispor
CAPÍTULO III de pescado, de câmaras frias em número e de dependências apropriadas para recebimento,
ESTABELECIMENTOS DE PESCADOS E dimensões necessárias à sua estocagem, podendo manipulação, elaboração, preparo, embalagem e
DERIVADOS em casos especiais ser dispensada essa exigência, depósito do produto.
permitindo-se o encaminhamento do pescado
Art. 20. Os estabelecimentos destinados ao pescado curado a estabelecimentos dotados de instalações CAPÍTULO VI
e seus derivados são classificados em: frigoríficas adequadas ao seu armazenamento. HIGIENE DOS ESTABELECIMENTOS
I - entreposto de pescado; e II - dispor, no caso de elaboração de produtos
II - fábrica de conservas de pescado. curados de pescado, de depósito de sal; e Art. 26. Todas as dependências e os equipamentos
§ 1º Entende-se por "entreposto de pescado" o III - os estabelecimentos destinados à estocagem dos estabelecimentos devem ser mantidos em
estabelecimento dotado de dependências e de pescado frigorificado, devem dispor de câmara condições de higiene, antes, durante e após a
instalações adequadas ao recebimento, frigorífica adequada ao armazenamento dos realização dos trabalhos de rotina e industriais,
manipulação, frigorificação e distribuição do produtos aos quais se destinam. dando-se conveniente destino às águas servidas e
pescado. Parágrafo único - Os estabelecimentos destinados residuais.
§ 2º Entende-se por "fábrica de conservas de à fabricação de subprodutos não comestíveis de Parágrafo único - O Departamento de Defesa e
pescado" o estabelecimento dotado de pescado devem satisfazer às seguintes condições: Inspeção Sanitária - DDIS ouvida a SECTIMA,
dependências, instalações e equipamentos I - dispor de separação física adequada entre às poderá autorizar o tratamento artificial das águas
adequados ao recebimento e industrialização do áreas de pré e pós-secagem, para aqueles que servidas e residuais.
pescado por qualquer forma, com aproveitamento elaborem farinha de pescado; e Art. 27. O maquinário, carros, tanques, vagonetes,
integral de subprodutos não comestíveis. II - dispor, conforme o caso, de instalações e caixas, mesas, demais materiais e utensílios serão
equipamentos para a desodorização de gases convenientemente marcados de modo a evitar
Seção I resultantes de suas atividades industriais. equívocos entre os destinados a produtos
comestíveis e os usados no transporte ou depósito
Funcionamento De Estabelecimentos De
de produtos não comestíveis, ou ainda utilizados
Pescados e Derivados CAPÍTULO IV
na alimentação de animais, usando-se as
ESTABELECIMENTOS DE MEL E CERA DE
denominações "comestíveis" e "não comestíveis".
Art. 21. Os estabelecimentos de pescado e ABELHAS
Art. 28. Os pisos e paredes, assim como os
derivados devem satisfazer às seguintes condições:
equipamentos e utensílios utilizados na indústria,
I - nos estabelecimentos que recebam, manipulem Art. 22. Os estabelecimentos destinados ao mel e devem ser lavados antes, durante e após o
e comercializem pescado resfriado e congelado e/ a cera de abelhas são classificados em: funcionamento e convenientemente desinfetados,
ou se dediquem à industrialização para consumo I - apiário - estabelecimento destinado à produção, neste caso, pelo emprego de substâncias registradas
humano, sob qualquer forma: podendo dispor de instalações e equipamentos nos órgãos competentes.
a) dispor de dependências, instalações e destinado ao processamento e classificação do mel Art. 29. Os estabelecimentos devem ser mantidos
equipamentos para recepção, seleção, inspeção, e seus derivados; limpos, livres de moscas, mosquitos, baratas, ratos,
fiscalização e industrialização, armazenagem e II - entreposto de mel e cera de abelhas - camundongos e quaisquer outros insetos ou animais
expedição do pescado, compatíveis com suas estabelecimento destinado ao recebimento, prejudiciais, agindo-se cautelosamente quanto ao
finalidades; classificação e industrialização do mel e da cera de emprego de venenos, cujo uso só é permitido nas
b) possuir instalações para o fabrico e armazenagem abelhas. dependências não destinadas à manipulação ou
de gelo, podendo essa exigência, apenas no que depósito de produtos comestíveis e mediante
tange à fabricação, ser dispensada em regiões onde Seção I autorização da Inspeção Estadual, não sendo
exista facilidade para aquisição de gelo de Funcionamento De Estabelecimentos De Mel, permitido o emprego de produtos biológicos.
comprovada qualidade sanitária; Cera De Abelhas e Derivados Parágrafo único - É proibida a permanência de cães,

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Decreto
Leis Complementares
Decretos
gatos e outros animais estranhos no recinto dos a serem abatidos e fornecer todos os dados que TÍTULO V
estabelecimentos e locais de coleta de matéria- sejam solicitados pela Inspeção Estadual; INSPEÇÃO E FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA E
prima e áreas adjacentes. VII - quando o estabelecimento funcionar em regime INDUSTRIAL DE CARNES E DERIVADOS
Art. 30. O pessoal que trabalha com produtos de inspeção permanente e estiver afastado do CAPÍTULO VII
comestíveis, desde o recebimento até a embalagem, perímetro urbano, fornecer gratuitamente habitação INSPEÇÃO "ANTE-MORTEM"
deve usar uniformes próprios e limpos. adequada aos servidores, ou condução, no caso de
Art.31. O pessoal que manipula produtos não haver meio de transporte público fácil e Art.42. Nos estabelecimentos subordinados à
condenados ou trabalha em necrópsia fica obrigado acessível, condições que serão avaliadas pelo DDIS; Inspeção Estadual é permitida a matança de
a desinfetar às mãos, instrumentos e vestuários, VIII - fornecer gratuitamente alimentação ao bovídeos, equídeos, suínos, ovinos, caprinos e
com anti-sépticos apropriados. pessoal da inspeção quando os horários para as coelhos, bem como das diferentes aves domésticas
Art. 32. É proibido utilizar as áreas onde se realizam refeições não permitirem que os servidores as façam e de caça, usadas na alimentação humana.
trabalhos industriais para outras atividades que não em suas residências, a juízo da inspeção, junto ao § 1º A matança de equídeos é realizada em
se relacionam ao trabalho, bem como depositar estabelecimento; estabelecimentos especiais, dotados de condições,
produtos, objetos e material estranho à finalidade IX - fornecer material próprio e utensílios para instalações e aparelhagem satisfatórias, a juízo do
da dependência. guarda, conservação e transporte de matérias e DDIS.
Art. 33. É proibido empregar na coleta, embalagem, produtos normais e peças patológicas, que devem § 2º A matança de aves silvestres, consideradas
ou conservação de matérias-primas ou produtos ser remetidas ao laboratório; "caça" só poderá ser feita, quando elas procedem
usados na alimentação humana, vasilhames de X - fornecer armários, mesas, arquivos, mapas, de criadouros.
cobre, latão, zinco, barro, estanho com liga que livros e outros materiais destinados à Inspeção Art. 43. É proibida a entrada de animais em qualquer
contenha mais de 2% (dois por cento) de chumbo Estadual para seu uso exclusivo; dependência do estabelecimento, sem prévio
ou que apresente estanhagem defeituosa, ou XI - fornecer material próprio, utensílios e conhecimento da Inspeção Estadual, e das
qualquer utensílio que, pela forma e composição, substâncias adequadas para os trabalhos de condições de saúde do lote.
possa prejudicar as matérias-primas ou produtos. limpeza, desinfecção, esterilização de instrumentos, § 1º Por ocasião da chegada de animais, a Inspeção
Art. 34. Os funcionários do estabelecimento deverão aparelhos ou instalações; Estadual deve verificar os documentos de
fazer pelo menos um exame de saúde anual. XII - manter locais apropriados, a juízo da Inspeção procedências e julgar das condições de saúde do
§ 1º A inspeção médica é exigida, tantas vezes Estadual, para recebimento e guarda de matérias- lote.
quantas necessárias, para qualquer empregado do primas procedentes de outros estabelecimentos sob § 2º Qualquer caso suspeito implica no exame clínico
estabelecimento, inclusive seus proprietários, se inspeção ou de retorno de centros de consumo, para do animal ou animais incriminados, procedendo-
exercerem atividades industriais. serem reinspecionadas, bem como para seqüestro se, quando necessário, ao isolamento de todo o
§ 2º Sempre que fique comprovada a existência de de carcaças, matérias-primas e produtos suspeitos; lote e aplicando-se medidas próprias e política
dermatose, de doença infecto-contagiosa ou XIII - fornecer substâncias apropriadas para sanitária animal, que cada caso exigir.
repugnante e de portadores de salmonelas, em desnaturação de produtos condenados, quando não § 3º Todas às vezes que, pelo adiantado da hora ou
qualquer pessoa que exerça atividade industrial no houver instalações para sua imediata ausência de funcionário responsável por tal serviço,
estabelecimento, será imediatamente afastada do transformação; houver animais para ingressar nos
trabalho, cabendo à Inspeção Estadual comunicar XIV - fornecer instalações, aparelhos e reativos estabelecimentos, este ingresso só é permitido em
o fato à autoridade de saúde pública. necessários, a juízo da Inspeção Estadual, para depósito à parte, exclusivamente destinado à essa
Art. 35. Em caso algum é permitido o acondicio- análise de matérias-primas ou produtos no finalidade, designado (depósito de chegada). Os
namento de matérias-primas e produtos destinados laboratório do estabelecimento; animais aí introduzidos só podem ser retirados
à alimentação humana em carros, recipientes ou XV - manter em dia o registro do recebimento de depois de inspecionados.
continentes que tenham servido para produtos não animais e matérias-primas, especificando Art.44. Quando houver suspeita de carbúnculo
comestíveis. procedência e qualidade, produtos fabricados, saída hemático, além das medidas já estabelecidas, à
Art. 36. Nos estabelecimentos de leite e derivados e destino dos mesmos; Inspeção Estadual cabe proceder como se segue:
é obrigatória rigorosa lavagem e esterilização dos XVI - manter pessoal habilitado na direção dos I - observar por 48 (quarenta e oito) horas; se no
vasilhames antes de seu retorno aos postos de trabalhos técnicos do estabelecimento; fim desse período não ocorrerem novos casos,
origem. XVII - recolher as taxas de expediente previstas na permitir o sacrifício de todo o lote, no final da
Art. 37. O DDIS poderá exigir em qualquer ocasião, legislação vigente; matança;
desde que julgue necessário, quaisquer medidas XVIII - dar aviso, com antecedência de 12 horas, II - ocorrendo novos casos determinar o isolamento
higiênicas nos estabelecimentos, área de interesse, sobre a chegada e recebimento de pescado; e de todo o lote e aplicar soro anticarbunculoso,
suas dependências e anexos. XIX - manter a disciplina interna dos permanecendo os animais em observação pelo
estabelecimentos. tempo que a Inspeção Estadual julgar conveniente,
TÍTULO IV Art. 39. O pessoal colocado à disposição pelo sendo que, no mínimo, deve decorrer 21 (vinte e
OBRIGAÇÕES DAS FIRMAS estabelecimento para o trabalho de inspeção ficará um) dias, depois da última morte ou da aplicação
sob às ordens direta do DDIS. do soro, para o sacrifício de qualquer animal do
Art. 38. Aos proprietários de estabelecimentos Art. 40. Cancelado o registro, o material pertencente lote;
compete: ao governo, inclusive os de natureza científica, o III - determinar a limpeza e desinfecção das
I - observar e fazer observar as exigências contidas arquivo, os carimbos oficiais de Inspeção Estadual dependências e locais onde estiveram em qualquer
no presente Regulamento; e as embalagens com carimbo do DDIS, serão momento esses animais, compreendendo a
II - fornecer pessoal necessário e habilitado, bem recolhidos à direção do DDIS. remoção, a queima de toda a palha, esterco e
como material adequado julgado indispensável aos Art. 41. Todo estabelecimento deve registrar, além demais detritos e imediata aplicação, em larga
trabalhos de inspeção, inclusive acondicionamento dos casos previstos, diariamente em livros próprios escala, de uma solução de soda a 5% (cinco por
e autenticidade de amostra para exames de e mapas, cujos modelos devem ser fornecidos pelo cento) ou de outro desinfetante especificamente
laboratório; DDIS, as entradas e saídas de matérias-primas e aprovado pelo DDIS.
III - fornecer aos empregados do estabelecimento produtos especificando quantidade, qualidade e Art. 45. A administração dos estabelecimentos fica
e funcionários da inspeção, uniformes completos e destino. obrigada a tomar as medidas mais adequadas, no
adequados aos diversos serviços, quando § 1º Tratando-se de matéria-prima ou produtos de sentido de serem evitados maus tratos aos animais,
necessário; laticínios procedentes de outros estabelecimentos pelos os quais é responsável, desde o momento do
IV - fornecer até o 10º (décimo) dia útil de cada sob inspeção deve ainda a firma, n