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INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO

AULA 10
A LEI

É toda norma jurídica oriunda


dos órgãos de soberania, aos
quais, segundo a constituição
política do Estado, é conferido o
poder de ditar regras de Direito.

(Ruggiero)

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PROCESSO DE ELABORAÇÃO
LEGISLATIVA

 O processo de elaboração de uma lei consiste numa


sucessão de fases e de atos que vão desde a
apresentação de seu projeto até a sua efetiva
concretização, tornando-se obrigatória.
 Assim temos: iniciativa, discussão-votação-aprovação,
sanção-veto, promulgação, publicação e entrada em
vigor.

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ATOS DO PROCESSO LEGISLATIVO

O processo legislativo é o conjunto de atos preordenados


visando à criação de normas de Direito, com previsão
constitucional. São eles:
1 - Iniciativa Legislativa - É a faculdade que se atribui a
alguém ou a um órgão para apresentar projetos de lei ao
Legislativo. (art. 60, 61 e seu parágrafo 2º)

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2 - Votação :
Constitui ato coletivo das Casas do Congresso.
Geralmente é precedida de estudos e pareceres de
comissões técnicas (permanentes ou especiais) e de
debates em plenário. É ato de decisão (art. 65 e 66), que
se toma por maioria de votos:
a) maioria simples (art. 47) para aprovação de lei
ordinária
b) maioria absoluta dos membros das Câmaras, para
aprovação de lei complementar (art. 69)
c) maioria de três quintos dos membros das Casas do
Congresso, para aprovação de emendas Constitucionais
(art.60, § 2º)

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Sanção e veto - São atos de competência
exclusiva do Presidente da República. Sanção e
veto somente recaem sobre projetos de lei. Só são
cabíveis em projetos que disponham sobre as
matérias elencadas no art. 48 da CF.

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Sanção
Sanção éé aa adesãoadesão do do Chefe
Chefe do do Poder
Poder Executivo
Executivo ao
ao
projeto
projeto dede lei
lei aprovado
aprovado pelopelo Legislativo;
Legislativo; pode
pode ser
ser expressa
expressa
(art.
(art. 66,
66, caput)
caput) ouou tácita
tácita (art.
(art. 66,
66, parágrafo
parágrafo 3º).
3º).

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Veto
Veto éé oo modo
modo pelo
pelo qual
qual oo Chefe
Chefe dodo Executivo
Executivo exprime
exprime suasua
discordância
discordância com com oo projeto
projeto aprovado,
aprovado, por por entendê-lo
entendê-lo
inconstitucional
inconstitucional ou ou contrário
contrário ao ao interesse
interesse público
público (art.
(art. 66,
66,
parágrafo
parágrafo 1º).
1º).
OO veto
veto pode
pode ser
ser total,
total, recaindo
recaindo sobre
sobre todo
todo oo projeto,
projeto, ou
ou
parcial,
parcial, quando
quando atingir
atingir somente
somente parteparte dele.
dele.
OO veto
veto éé relativo,
relativo, nãonão trancando
trancando de de modo
modo absoluto
absoluto oo
andamento
andamento do do projeto
projeto (art.
(art. 66,
66, parágrafos
parágrafos 1º 1º ee 4º
4º da
da CF).
CF).
Caso
Caso oo veto
veto seja
seja rejeitado
rejeitado por por votação
votação dada maioria
maioria absoluta
absoluta
dos
dos Deputados
Deputados ee Senadores,
Senadores, em em escrutínio
escrutínio secreto,
secreto, oo projeto
projeto
se
se transforma
transforma em em lei,lei, semsem sanção,
sanção, que que deverá
deverá serser
promulgada.
promulgada. Não Não sese alcançando
alcançando aa maioria
maioria mencionada,
mencionada, oo
veto
veto ficará
ficará mantido,
mantido, arquivando-se
arquivando-se oo projeto.
projeto.

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• Promulgação e publicação - Promulga-se e publica-se
a lei, que já existe desde a sanção ou veto rejeitado. É errado
falar em promulgação de projeto de lei.
• Promulgação é a declaração da existência da lei. É meio de
se constatar a existência da lei. A lei é perfeita antes de ser
promulgada; a promulgação não faz lei, mas os efeitos da lei
só se produzirão depois dela.

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A publicação da lei constitui
instrumento pelo qual se
transmite a promulgação aos
destinatários da lei. É condiçãom

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TÉCNICA LEGISLATIVA

AA elaboração
elaboração legislativa
legislativa exige,
exige, acima
acima dede tudo,
tudo,
bom
bom senso
senso ee responsabilidade,
responsabilidade, pois
pois as
as leis
leis
interferem,
interferem, direta
direta ou
ou indiretamente,
indiretamente, na
na vida
vida das
das
pessoas.
pessoas.

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ETAPAS DA ELABORAÇÃO LEGISLATIVA

a) Definição da matéria a ser normatizada


b) Verificação da possibilidade jurídica
c) Estudo da matéria, pesquisa da legislação e jurisprudência
d) (verificar SEMPRE se existe lei pré-existente ou
consolidação acerca da matéria)
e) Elaboração de anteprojeto
f) Revisão do anteprojeto
g) Redação final

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PARTES DA PROPOSIÇÃO LEGISLATIVA

1. PARTE PRELIMINAR

a)Epígrafe - indica o tipo da proposição: Projeto de lei, Projeto de


lei complementar, Projeto de resolução, Proposta de emenda à
Constituição, Projeto de decreto legislativo.

b)Ementa – deve resumir com clareza o conteúdo do ato, para


efeito de arquivo e, principalmente, pesquisa, devendo, caso
altere norma em vigor, fazer referência ao número e ao objeto
desta.

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c)Fórmula de promulgação – deve indicar a autoridade ou o
órgão legiferante (ex: A Assembléia Legislativa”) e descrever a
ordem de execução, traduzida pelas formas verbais "decreta",
"resolve" e "promulga".

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Exemplos:
A Mesa da Assembléia Legislativa do Estado de São
Paulo, nos termos do § 3º do artigo 22 da Constituição
do Estado, promulga a seguinte Emenda ao texto
constitucional:
ou
O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:Faço
saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu
promulgo a seguinte lei complementar:

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2. PARTE NORMATIVA ORDENAÇÃO DO TEXTO
LEGAL

a) Artigo – frase que encerra um comando normativo.


• Tem numeração ordinal até o 9º e cardinal a partir do 10.
• Quando se tratar de um só artigo, deve ser grafado como
“Artigo único”.
• Deve conter um único comando normativo, fixado em seu caput
• As exceções ou os complementos devem ser fixadas em suas
divisões (parágrafos e incisos)
• As palavras em língua estrangeira devem ser destacadas
(itálico, negrito, aspas)
• Suas frases iniciam-se com letras maiúsculas e terminam com
ponto final

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b)Parágrafo – é a fórmula de umas das divisões do artigo.
•Deve completar o sentido ou abrir exceções à norma
contemplada no caput do artigo
• É representado com numeração ordinal, após o símbolo §
•Se houver um só parágrafo, será grafado como “Parágrafo
único”.
• Pode desdobrar-se em incisos.

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c) Inciso – é usado para d) Alínea – é usada para
exprimir enumerações enumerações relativas ao
relacionadas ao caput do texto do inciso.
artigo ou ao parágrafo. •É grafada em letra
•É expresso em algarismo minúscula, seguida de
romano parênteses
•É iniciado com letra •Seu texto inicia-se com
minúscula e termina com letra minúscula e termina
ponto e vírgula; salvo o com ponto e vírgula, com
último inciso do artigo, que exceção da última alínea do
termina com ponto final inciso
•Pode desdobrar-se em •Pode desdobrar-se em item
alíneas. (ex: art. 12 CF).

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e) Item – é usado para enumerações relativas ao texto da
alínea.
• É grafado por algarismos arábicos, na forma cardinal,
seguido de ponto
• O texto do item inicia-se com letra minúscula e termina
em ponto e vírgula, com exceção do último item da
alínea (ex: art. 145 da CF)

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PARTE FINAL DA LEI:
a) Cláusula de vigência: “ esta lei entra em vigor na data de
sua publicação” ou “... entra em vigor “x” dias após sua
publicação”. Na ausência da cláusula revogatória, vale a
regra da Lei de Introdução ao Código Civil, ou seja, entra em
vigor 45 dias após sua publicação. É errado dizer que a lei
“entrará” em vigor.
b) Cláusula revogatória: deve indicar expressamente as leis
ou os dispositivos legais revogados. Em caso de
consolidação de leis, utiliza-se a fórmula: "são formalmente
revogados, por consolidação e sem interrupção de sua força
normativa...“.
c) Disposições transitórias: possui numeração própria,
iniciando-se por artigo 1º, no final do texto legal.

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3. OS COSTUMES
O termo costume deriva do latim consuetudine, de
consuetumine, hábito, uso.

ÉÉ aa prática
prática social
social reiterada
reiterada ee considerada
considerada
obrigatória.
obrigatória. OO costume
costume demonstra
demonstra oo princípio
princípio ou
ou aa
regra
regra não
não escrita
escrita que
que sese introduziu
introduziu pelo
pelo uso,
uso, com
com oo
consentimento
consentimento tácito
tácito dede todas
todas as
as pessoas
pessoas queque
admitiram
admitiram aa suasua força
força como
como norma
norma aa seguir
seguir na
na
prática
prática de
de determinados
determinados atos.
atos.

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• Hermes Lima afirma que os costumes
apresentam 02 elementos constitutivos, um é
externo e o outro é interno. O externo é o
objetivo, de natureza material, é o uso constante
e prolongado. O interno é de natureza psicológica
ou subjetiva, que é o reconhecimento geral de
sua obrigatoriedade.

AULA
AULA 10
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Embora alguns autores não façam
distinção entre costume e uso, outros
advertem que o costume se distingue dos
usos sociais em geral porque a
comunidade o considera obrigatório para
todos, e sua violação acarreta uma
responsabilidade jurídica e não apenas
uma reprovação social.
O costume não se confunde, então, com
as demais normas sociais ou de cortesia,
desprovidas de coercitividade.
O costume é a mais antiga e autêntica
fonte de direito.

AULA 23
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DIREITO CONSUETUDINÁRIO
OU COSTUMEIRO

Ao conjunto das normas costumeiras em vigor num


Estado, convencionou-se chamar direito costumeiro,
também denominado direito não-escrito, expressão
esta que não tem caráter absoluto, visto que, às
vezes, normas costumeiras são consolidadas, como,
p. ex., a publicação intitulada "Assentamentos de
Usos e Costumes da Praça de São Paulo", elaborada
pela Junta Comercial e publicada no Diário Oficial do
Estado.

AULA 24
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OS COSTUMES PODEM SER

1.CONTRA LEGEM - por opor-se à lei não têm


admissibilidade em nosso direito.

2.SECUNDUM LEGEM - por estar de acordo coma lei


serve de interpretação, é o costume que esclarece a lei
por estar em perfeita sintonia com ela.

3.PRAETER LEGEM - é utilizável quando a lei for omissa


para preencher a lacuna existente. Este último; é o
costume considerado como subsidiários do direito.

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COMO SE PROVA A EXISTÊNCIA
DOS COSTUMES?

A prova se fará dos mais diversos modos: documentos,


testemunhas, vistorias, etc. Em matéria comercial,
porém, devem ser provados por meio de certidões
fornecidas pela juntas comerciais que possuem fichários
organizados para este fim.
Art. 337 do Código de Processo Civil - “A parte que
alegar direito municipal, estadual, estrangeiro ou
consuetudinário, provar-lhe-á o teor e a vigência, se
assim determinar o juiz”.

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CASO CONCRETO 2
Fontes do Direito Positivo: Costume Jurídico
Ricardo Alfonsini, jovem milionário, residente na cidade de
Jaguaretama/CE, foi multado por estar dirigindo seu veículo
sem fazer uso do cinto de segurança.
Para evitar “ganhar pontos na carteira”, entra com recurso
administrativo, alegando que é costume da população local a
não utilização do cinto de segurança. Acredita assim que tal
costume teria revogado a lei, uma vez que esta lei não conta
com a aceitação do povo da região.
Ao ouvir a história, seu amigo Dr. Rodney Albuquerque, que é
advogado, explica que ele sem saber utilizou como argumento
o costume contra legem.

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Considerando o texto acima e o tema fontes do direito,
responda:
1. Está correta a alegação de José de que o desuso da
lei revoga a norma jurídica legal? Por quê?
2. O costume contra legem citado por Dr. Rodney, pode
gerar a ineficácia da lei e por conseqüência a sua
revogação? Justifique e fundamente juridicamente sua
resposta.

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LEITURA PARA A PRÓXIMA AULA:

Nome do livro: Introdução ao estudo do direito.


Nome do autor: NADER, Paulo.
Nome do capítulo: Jurisprudência
Nome do capítulo: A Doutrina Jurídica
Nome do capítulo: Procedimentos de integração: analogia
Nome do capítulo: Procedimentos de integração:
princípios gerais de direito

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