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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E APLICADAS

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS FLORESTAIS

PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREA DEGRADADA:

Reserva Legal, Fazenda Santo Antônio – Itaporanga D’Ajuda, Sergipe.


OCULTADO

Discentes:
Daniela Silva Cruz
Lucas Kauan Nascimento de Santana

Docente:
Dr. Robério Anastácio Ferreira

São Cristóvão, SE

2018
FICHA TÉCNICA

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Sumário

1. INTRODUÇÃO ...............................................................................................................1
2. OBJETIVO GERAL ........................................................................................................2
2.1 ESPECÍFICOS ............................................................................................................2
3. DIAGNÓSTICO DA PROPRIEDADE ...........................................................................2
3.1 ATIVIDADES E USO DO TERRENO .......................................................................2
3.2 CORPOS HÍDRICOS E VEGETAÇÃO NATURAL PRESENTE ...........................3
3.3 LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA COM COORDENADAS GEOGRÁFICAS ........6
3.4 CLIMA DA REGIÃO ...................................................................................................6
3.5 GEOMORFOLOGIA...................................................................................................6
3.6 TIPOS DE SOLO ........................................................................................................7
3.7 VEGETAÇÃO PREDOMINANTE E TÍPICA DA REGIÃO .....................................7
3.8 ESCPÉCIES INVASORAS ........................................................................................7
3.9 MODO DE ACESSO ..................................................................................................8
4. METODOLOGIA.............................................................................................................9
4.1 LEVANTAMENTO DE ESPÉCIES A SEREM UTILIZADAS .................................9
4.2 COLETA DE SOLO.................................................................................................. 10
4.3 PREPARO DO TERRENO: SUBSOLAÇÃO, ARAÇÃO, CAPINA E ROÇAGEM
11
4.4 PROTEÇÃO DA ÁREA ........................................................................................... 12
4.5 ESPAÇAMENTO; MODO DE DISTRIBUIÇÃO E PROPORÇÃO DE ESPÉCIES
12
4.6 OBTENÇÃO DE MUDAS ........................................................................................ 14
4.7 PROCESSO DE PLANTIO ...................................................................................... 14
4.8 PROCESSO DE INDUÇÃO DE REGENERAÇÃO NA PORÇÃO NORTE NA
ÁREA DA RESERVA LEGAL ............................................................................................ 14
5. CRONOGRAMA E CUSTOS DO PROJETO ............................................................ 15
Técnico Responsável pela Elaboração do PRAD .................................................... 17
Técnico Responsável pela Execução do PRAD ....................................................... 17
6. REFERÊNCIAS ............................................................................................................ 18
1. INTRODUÇÃO

Com o aumento da exploração dos recursos nos ecossistemas naturais


nas últimas décadas, diversos programas de recuperação ambiental vêm
sendo criados como uma tentativa para se reestabelecer a ecologia destas
áreas (SANTOS, 2010).

A recuperação de ambientes degradados em si, é obtida a partir da


sucessão ecológica, que por sua vez, pode ser natural ou induzida (por ação
antrópica) a partir do surgimento das espécies espontâneas, seguindo até a
formação de uma floresta (SILVEIRA, 2015). A caracterização de um
ecossistema degradado é feita a partir do momento em que este perde a sua
resiliência, ou seja, sua capacidade de se auto recuperar (SANTOS, 2010)

Localizado às margens do Rio Vaza Barris, no estado de Sergipe, o


município de Itaporanga D’Ajuda conta uma vegetação típica do bioma Mata
Atlântica, com resquícios de Restinga. Assim como as demais cidades do
território do estado, os seus ecossistemas naturais acabaram sofrendo impacto
negativo a partirda prática determinadas atividades, como: exploração de
madeira, lenha e carvão, além da substituição da paisagem arbórea por áreas
voltadas à agropecuária (SANTOS et al., 2008).

Um exemplo de propriedade onde o uso indevido dos recursos dos


ecossistemas naturais (sem respeitar os seus mecanismos de sustentação),
OCULTADO
queresultou em degradação,é a Fazenda Santo Antônio. Localizada no
município em questão, os domínios desta sempre foram voltados para a
agricultura e pecuária, o que resultou na degradação da área referente á
Reserva Legal.

Diante da necessidade de regularização da propriedade de acordo com


o que é exposto na legislação, este Plano de Recuperação de Área Degradada
tem por objetivo a recomposição e enriquecimento da área de Reserva Legal
OCULTADO
da Fazenda Santo Antônio.

1
2. OBJETIVO GERAL

Promover o enriquecimento de flora na propriedade de Reserva Legal da


Fazenda Santo Antônio, localizada no município de Itaporanga D’Ajuda –SE, a
OCULTADO
partir de técnicas de regeneração artificial e induzida.

2.1 ESPECÍFICOS

- Promover a regeneração natural em determinados pontos da propriedade a


partir da transferência de solo de porções mais adensadas e conservadas;

- Realizar o plantio de mudas de modo a enriquecer a vegetação arbórea da


propriedade.

3. DIAGNÓSTICO DA PROPRIEDADE

3.1 ATIVIDADES E USO DO TERRENO

OCULTADO
A Fazenda Santo Antônio (Figura 1) é atualmente utilizada para
produção agropecuária, tendo como atividades pecuárias a bovinocultura e
avicultura. Para a produção vegetal, os plantios consistem em feijão, milho,
melancia, oleráceas diversas e outras variedades em menor quantidade
(melancia e abacaxi, por exemplo).

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OCULTADO
Figura 1. Imagem via satélite da Fazenda Santo Antônio, Itaporanga
D’Ajuda – SE (Fonte: Google Earth – 2 de setembro, 2018).

É possível observar dentro da propriedade a presença de algumas


construções voltadas ao condicionamento dos animais, como um curral e um
galinheiro que representam cerca de 0,45ha da propriedade.

3.2 CORPOS HÍDRICOS E VEGETAÇÃO NATURAL PRESENTE

A propriedade possui uma lagoa dentro de seu domínio. Esta possui


uma área de vegetação ciliar de 1.185m de comprimento. Contudo, apresenta-
se um aspecto fragmentado, com poucos indivíduos e agrupamento em
determinadas porções, havendo partes sem nenhum tipo de vegetação
arbórea.

Na região norte da fazenda, encontra-se uma parte do Rio Vaza Barris e


consequentemente, sua mata ciliar. Esta compõe a Área de Preservação

3
Permanente da propriedade. Entretanto, apesar de aparentar estar em boas
condições na maior parte de seu trecho na propriedade, sua estrutura
encontra-se vulnerável, uma vez que há a presença de estradas, o que pode
resultar em entrada de animais para pastagem ou até mesmo pessoas
objetivando a extração de madeira. Nos limites finais da propriedade, é
perceptível a ausência de vegetação ciliar para o rio em questão (Figura 2).

OCULTADO OCULTADO

Figura 2. Representação das áreas presentes dentro da propriedade. Azul: Delimita a


Lagoa presente dentro da área; Verde: Vegetação Ciliar/APP; Amarelo: Área de Reserva
Legal. (Fonte: Google Earth – 2 de setembro, 2018).

Em relação à área de Reserva Legal, sua localização condiz com o que


é exposto no Art. 14 no inciso III do Código Florestal brasileiro, uma vez que
esta liga duas Áreas de Preservação Permanente (da porção norte e sul).
Contudo, é notória uma densidade baixa de indivíduos arbóreos somada à uma

4
fragmentação de vegetação, o que acaba impedindo a interligação entre as
áreas protegidas citadas anteriormente.

Porém, quando comparada à situação da propriedade há 5 anos (Figura


3), é perceptível um maior incremento de cobertura vegetal, o que pode
implicar em uma potencial resiliência da área, uma vez que não foram
aplicadas técnicas para incremento de vegetação ou recuperação.

OCULTADO

Figura 3. Imagem da propriedade no ano de 2013. É perceptível uma menor


densidade de indivíduos arbóreos e cobertura do solo (Fonte: Google Earth – 2
de maio, 2013).

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3.3 LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA COM COORDENADAS
GEOGRÁFICAS

A propriedade está localizada nas imediações do município de


Itaporanga D’Ajuda, no estado de Sergipe, à uma latitude de 10º59’31.37’’
OCULTADO Sul
e longitude 37º18’37.56’’ Oeste.
OCULTADO

3.4 CLIMA DA REGIÃO

O município de Itaporanga D’Ajuda – SE apresenta clima classificado


por Köppen e Geiger como Am (tropical úmido). Este é caracterizado como um
clima tropical, onde o verão apresenta altos índices de pluviosidade. Sua faixa
de temperatura média anual é 25,9ºC enquanto que a de pluviosidade anual é
1200mm(DRUMOND et al., 1998; SANTOS et al., 2008).

3.5 GEOMORFOLOGIA

Na perspectiva fisiográfica, o município é,de acordo com Santos et al.


(2018), coberto por formações de caráter superficial continental do Grupo
Barreiras, apresentando a ocorrência de rochas subsuperficiais do Grupo
Estância e do Grupo Sergipe. Segundo os autores supracitados, a maior
marcação geomorfológica da região é feita pelos Tabuleiros Costeiros e a
Planície Costeira, duas grandes unidades.

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3.6 TIPOS DE SOLO

No município estão presentes diversos tipos de solo, sendo alguns:


Podzólico Vermelho Amarelo; Aluviais distróficos; Latossolo Vermelho Amarelo.
(SUPES, 1997).Por se encontrar na região dos Tabuleiros Costeiros, também é
possível encontrar em predominância solos do tipo: Argissolo, Espodossolo,
Neossolo Quartzarênico (SUPES, 1997; BOMFIM et al., 2002).

3.7 VEGETAÇÃO PREDOMINANTE E TÍPICA DA REGIÃO

Por estar localizado no litoral do estado de Sergipe, onde predomina (em


fragmentos) a Mata Atlântica, a vegetação presente corresponde ao bioma em
questão. Entretanto, é possível observar também vegetação de Restinga
(BOMFIM et al., 2002).

O capim tabuleiro é a espécie predominante na cobertura fitogeográfica


da região, sendo seu uso constante para fins de pastagens naturais.

3.8 ESCPÉCIES INVASORAS

É observada na área a presença de duas espécies invasoras, sendo


uma de fauna e outra de flora. A presença de ambas é justificada pelas
características do local adquiridas pelo seu histórico de uso.

A primeira espécie é o pássaro pardal (Passer domesticus) esta é


considerada como invasora no estado de Sergipe e sua ocorrência é vinculada
às áreas abertas. Sua presença gera impactos tanto na vegetação quanto na
fauna. O primeiro impacto citado é atribuído à dieta do animal que consiste em
sementes de gramíneas e outras plantas (que podem vir a ser invasoras
também). Em relação à sua convivência com outros animais, no mesmo
ambiente, o seu hábito agressivo acaba se tornando um problema devido

7
àeliminação espécies nativas de seus ninhos ou áreas por questões de
competição (LEÃO et al., 2011).

Está presente na área também alguns indivíduos da espécie algaroba


(Prosopis juliflora). Tal fato pode ser atribuído à fragmentação, que resultou em
áreas abertas, que por sua vez, facilitaram o desenvolvimento desta espécie.
Seu impacto no meio é causado em outras espécies vegetais devido à sua
característica alelopática e excluente (por sombreamento). Além da
perturbação da área, a sua presença também é atribuída à cursos d’água (por
conta da preferência de proximidade para desenvolvimento) (LEÃO et al.,
2011).

O controle para estas espécies deve ser feito a partir de um manejo


adequado, de acordo com a Convenção Internacional da Diversidade Biológica
(CDB). Acredita-se que ao se realizar a erradicação da P. juliflora e o
enriquecimento da área com mais indivíduos, as espécies exóticas terão a sua
população reduzida. Uma vez que ambas tem preferência por áreas abertas e
fragmentadas.

3.9 MODO DE ACESSO

O acesso ao município de Itaporanga D’Ajuda a partir da capital Aracaju


é efetuado pela Rodovia 101, passando pela Avenida Governador Lourival
Batista, entrando à esquerda na Rua Cel. Domingos Dias, entrando
OCULTADO
posteriormente à direita na Rua da Ferrovia. A distância total do trajeto a partir
da Rodovia é 2km.

É importante ressaltar que a distância entre Aracaju e Itaporanga


D’Ajuda é de 34 km, sendo a distância supracitada considerada apenas a partir
do ponto referenciado (Figura 4).

8
OCULTADO

Figura 4. Representação do trajeto a partir da BR101 para chegada na


propriedade (Fonte: Google Earth, 2018)

4. METODOLOGIA

4.1 LEVANTAMENTO DE ESPÉCIES A SEREM UTILIZADAS

A região de Itaporanga D’Ajuda conta com vegetação de Restinga,


Manguezal, Floresta Ombrófila e Estacional. Deste modo,a partir de visitas ao
local, coleta de material e posterior identificação, a relação de espécies
selecionadas para o projeto encontra-se na Tabela 1.

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Tabela 1. Relação de espécies selecionadas processo de recuperação da área
OCULTADO
de Reserva Legal da Fazenda Santo Antônio, Itaporanga D’Ajuda – SE.

Espécie Nome vulgar Classificação

Bowdichia virgilioides Sucupira P

Erythrina velutina Mulungu P

Guazuma ulmifoliaLam. Mutamba P

Machaerium aculeatum Mau vizinho P

Schinu sterebinthifolius Aroeira P

Lonchocarpus sericeus Falso Ingá C

Sapindus saponaria Saboneteira C

Genipa Americana Jenipapo C

Anacardium occidentale Caju C

Hancornia speciosa Mangaba P

4.2 COLETA DE SOLO

Com o objetivo de obter um melhor conhecimento acerca do solo para


posteriores atividades silviculturais, será necessário realizar uma coleta do solo
da área. O processo em questão será feito a partir da metodologia sugerida por
Arruda et al. (2014).

Com o auxílio de um trado, onde 10 ou 20amostras aleatórias à uma


profundidade de 0-20cm serão extraídas. A quantidade dependerá da

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homogeneidade do solo (que difere de acordo com a declividade, micro e
macrofauna presente, vegetação, proximidade de corpo hídrico e histórico de
uso das áreas).

O material coletado será acondicionado em um saco plástico resistente e


em caso de presença de torrões, a quebra destes deverá ser executada.
Contudo, é importante salientar que a amostra não pode ser contaminada,
deste modo recomenda-se a utilização de luvas para evitar contato.

Posterior à coleta, a amostra deve ser devidamente embalada e


identificada, juntamente com um formulário para análise (Anexo I) e
encaminhada ao Laboratório de Solos da Universidade Federal de Sergipe.

4.3 PREPARO DO TERRENO: SUBSOLAÇÃO, ARAÇÃO, CAPINA E


ROÇAGEM

Será necessária a execução de uma análise acerca da existência de


camada de impedimento no local antes da execução do plantio. Tal processo
será importante para a definição da profundidade da camada em questão, que
caso seja ≥40cm, implicará no uso de subsolador, para facilitar o
desenvolvimento radicular das espécies que serão plantadas.

Caso a profundidade da camada de impedimento seja < 40 cm, será


aplicável o processo de aração à uma profundidade de pelo menos 30 cm e
gradagem, para obtenção de melhor maleabilidade do solo pela
descompactação, além da finalidade de nivelamento.

Considerando-se que o objetivo deste PRAD é proporcionar, além do


incremento da biodiversidade e recuperação da área, uma melhor cobertura da
superfície do solo, não será aplicada a técnica de roçagem após o plantio para
retirada de espécies espontâneas, uma vez que estas contribuem para a
proteção do solo, evitando a exposição deste.

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4.4 PROTEÇÃO DA ÁREA

Visando-se a proteção e eficiência da atividade de recuperação da área


de Reserva Legal, será instalada uma barreira (cerca de arame farpado) para
impedir a entrada de animais e pessoas, além do pisoteio das plantas em
posterior desenvolvimento.

A cerca consistirá em: 834 estacas de sabiá (8 cm de diâmetro e 2,20 m


de comprimento) dispondo de 2 m de distância uma da outra; 9 mourões (15
cm de diâmetro e 2,20m de comprimento) em intervalo de 200m; 5 linhas de
fios de arame farpado; grampos apropriados de fixação.

A utilização dos mourões é atribuída à função de tração que estes


exercerão sobre a cerca, evitando assim, que o arames eventualmente
afrouxem.

Para a implantação da cerca serão necessários dois trabalhadores.


Estes, serão responsáveis pela fixação das estacas e mourões, além da
instalação dos fios de arame farpado e grampos. Em relação aos demais
materiais que serão utilizados (alicates cortadores, marreta e escavador
manual), estes são disponibilizados pela fazenda.

4.5 ESPAÇAMENTO; MODO DE DISTRIBUIÇÃO E PROPORÇÃO DE


ESPÉCIES

Considerando-se a finalidade do plantio, o espaçamento adotado será


de 4x4 m, evitando assim, um plantio denso que prejudique o desenvolvimento
das espécies. Quanto ao modo de distribuição, este será feito de acordo com a
Figura 5.

Em relação ao número de indivíduos que serão plantados na


propriedade, serão necessárias 11.875 mudas para implantação nos 19ha,
dispondo ao total de espécies.

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Figura 5. Representação do modo de distribuição das mudas. Círculo:
Pioneira; Pirâmide: Clímax.

Em relação à proporção entre as mudas que serão plantadas, a maior


parte (80%) será composta por espécies pioneiras, enquanto o restante (20%)
por espécies clímax.

Tabela 2. Relação de quantidade e porcentagem de mudas que serão


plantadas de acordo com a classificação de sucessão

Classificação Quantidade %
Pioneira 9.500 80
Clímax 2.375 20
.

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4.6 OBTENÇÃO DE MUDAS

Para a aquisição das mudas, será contratada (com 9 meses de


antecedência) a empresa Engenatus – Engenharia e Meio Ambiente que será
responsável pelo fornecimento das 11.875 mudas.

4.7 PROCESSO DE PLANTIO

Para a execução do plantio das mudas, será realizado o coveamento


sob as dimensões de 30x30x30cm contando com espaçamento de 4x4m.
Antes do condicionamento das mudas no local, será feita uma adubação de
fundo com superfosfato simples (150g) para estimular o desenvolvimento
radicular. Após 2 meses será realizado um novo processo de adubaçãocom
150g de NPK. Entretanto, a proporção dependerá do resultado da análise do
solo.

É importante salientar que o processo em questão deve ser feito no


período de chuva (início do mês de maio até final de junho).

4.8 PROCESSO DE INDUÇÃO DE REGENERAÇÃO NA PORÇÃO


NORTE NA ÁREA DA RESERVA LEGAL

Para a indução de regeneração natural na região sul da Reserva Legal


(próxima à área de mata ciliar da lagoa), será adotado método de nucleação a
partir da técnica de transposição de solo das áreas mais conservadas do local
(localizadas na Área de Preservação Permanente).

Para a execução da atividade, serão coletadas 5 cm de camadas em


porções de 1m² de solo recoberto com serrapilheira. Posteriormente, os
materiais coletado serão condicionados em covas distribuídas de forma
aleatória na área sul da propriedade.Tal processo permitirá a recomposição do
banco de sementes e da micro e macro fauna do solo.

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5. CRONOGRAMA E CUSTOS DO PROJETO

O cronograma de atividades tem início com o isolamento da área para evitar


a entrada de animais e pessoas que prejudiquem tanto o plantio das mudas,
como também a área reservada para regeneração natural. O preparo do solo
corresponderá a reposição junção do mesmo, atrelado ao manejo do plantio
(Tabela 3).

Com base no tamanho da área (19 ha) e no seu perímetro (1854 m ou 1,85
km), foi realizado o cálculo de custos inerentes ao processo de implantação do
PRAD em questão (Tabela 4), considerando a quantidade de materiais e
pessoas necessários para os processos de isolamento e execução das
atividades (preparo da área, abertura de cova e plantio).

Os cálculos realizados para a elaboração da tabela de custos encontram-se


disponíveis no Anexo II.

Tabela 3.Cronograma das atividades para recuperação de área degradada


2019
Operações de campo 2020 2021
MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

Isolamento da área X

Preparo do solo X

Coveamento X

Aquisição de mudas X

Plantio e Replantio X X

Adubação X X

Manutenção X X X X X X X X X X

Monitoramento e avaliação X X X X X X X X X X

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Tabela 4. Custos das operações do PRAD.

Atividade Descrição Quantidade Valor Unitário Total

Arame farpado Rolos de 100 metros


93 R$ 59,99 R$ 5579,07

Grampos
kg
22 R$ 10,00 R$ 220,00
Estacas -
834 R$ 5,00 R$ 4170,00

Mourões -
9 R$ 10,00 R$ 90,00

Trabalhador Rural Confecção da cerca


2 R$ 60,00 R$ 4044,00
por tarefa (55m)

Trabalhador Rural (Preparo da área,


10 R$ 60,00 R$ 6000,00
abertura de cova e
plantio para 10 dias)

Mudas -
11.875 R$ 3,00 R$ 35.625,00

Trator Hora/maquina
10 R$ 150,0 R$ 1500,00

Superfosfato Simples kg
2.375 R$ 8,00 R$ 19000,00

R$ 76.228.07

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Técnico Responsável pela Elaboração do PRAD

Nome Lucas Kauan Nascimento de Santana Data

______________________________

Assinatura

Técnico Responsável pela Execução do PRAD

Nome Daniela Silva Cruz Data

______________________________

Assinatura

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6. REFERÊNCIAS

ARRUDA, M. R.; MOREIRA, A.; PEREIRA, J. C. R. Amostragem e


Cuidados na Coleta de Solo para Fins de Fertilidade. Documentos: Embrapa
Amazônia Ocidental, Manaus – AM, v. 115. 22p. 2014.

BASTOS, S.C. 2010. Aplicação de indicadores de avaliação e


monitoramento em um projeto de restauração florestal, Reserva Particular
do Patrimônio Natural-RPPN, Fazenda Bulcão, Aimorés, MG. 118f.
Dissertação (Mestrado em Ciência Florestal) - Universidade Federal de Viçosa,
Viçosa, 2010.

BOMFIM, L. F. C; COSTA, I. V. G.; BENVENUTTI, S. M. P. Projeto


Cadastro da Infra-Estrutura Hídrica do Nordeste: Estado de Sergipe.
Diagnóstico do Município de Itaporanga da Ajuda. Aracaju: CPRM, 2002.

DRUMOND, M. A.; OLIVEIRA, V. R.; CARVALHO, O. M.


Comportamento silvicultural de espécies e procedências de Eucalyptus na
região dos tabuleiros costeiros do estado de Sergipe. Revista Árvore, Viçosa –
MG, v. 22, n. 1, p. 137-142. 1998.

FANTINI, A.C.; SIMINSKI, A; ZUCHIWSCHI, E.; REIS, M.S.


Restauração Ambiental Sistêmica como Estratégia de Integração entre a
Conservação e Uso de Recursos Florestais em Propriedades Agrícolas no
Sul do Brasil. Florianópolis: UFSC, 2009.

LEÃO, T. C. C.; ALMEIDA, W. R.; DECHOUM, M. S.; ZILLER, S. R.


Espécies exóticas invasoras no Nordeste do Brasil. Instituto Hórus de
Desenvolvimento e Conservação Ambiental.Recife – PE.101p. 2011.

MACEDO, R.L.G. Princípios básicos para o manejo sustentável de


sistemas agroflorestais. Lavras: UFLA/FAEP, 2000. 157p.

SANTOS, M. A.; FONTES, A. L.; SANTOS, C. O.; COSTA, J. J.


Abordagem Preliminar dos Condicionantes Geomorfológicos da Zona Costeira
do Município de Itaporanga d’Ajuda – Sergipe / Brasil: Contribuições à Gestão
18
Ambiental. Nacional de Geomorfologia - SINAGEO - II Encontro Latino-Americano
de Geomorfologia, 2008. Belo Horizonte – MG, p. 01-10. 2008.

SANTOS, P. L.Semeadura direta com espécies florestais nativas


pararecuperação de agroecossistemas degradados. Dissertação (Mestrado
em Agroecossistemas) – Núcleo de Pós-Graduação e Estudos em Recursos
Naturais, Universidade Federal de Sergipe. 76p. 2010.
SILVEIRA, V. C. Recuperação de áreas degradas. Trabalho de
Conclusão de Curso. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade
de Agronomia. 35p. 2015.
SUPES – Superintendência de Estudos e Pesquisas; Sergipe Secretaria
de Estado do Planejamento e da Ciência e Tecnologias;.Perfis Municipais:
Aracaju, 75p., 1997.

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ANEXO I

FORMULÁRIO DE ANÁLISE DE SOLO

Nome do solicitante:

Município:

Propriedade/Proprietário:

Endereço para contato:

CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA

Tipo de solo:Argiloso( ) Arenoso ( )

Vegetação do Local: Mata ( ) Capoeira ( ) Várzea ( ) Outro:________

Uso anterior de fertilizantes: Sim ( ) Não ( )

Uso anterior de calcário:Sim ( ) Não ( ) Quando? Há ______ anos

Tipo de preparo:

Sistema plantio: Direto ( ) Preparo convencional (aração/ gradagem) ( )

Cultura/Uso anterior: ____________________________________________

Espécies a serem implantadas: __________________________________

Espaçamento: ___________________

Id. da amostra: ________________________________________________

Profundidade da amostragem: _________________

Análises solicitadas:

( ) Granulometria (argila, silte e areia)

( ) Fertilidade de rotina (pH (H2O ou CaCl2), Ca, Mg, Al, H+Al, K e P)

( )Fertilidade de rotina + micronutrientes (B, Cu, Fe, Mn e Zn) Enxofre (S)

( ) Fertilidade + matéria orgânica

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ANEXO II

Memória de Cálculo

 Perímetro: 1854m

 Para cerca:
- Espaçamento entre estacas: 2,2 m;
- Espaçamento entre mourões: 200m;

𝐍º 𝐝𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐜𝐚𝐬: 1854m ÷ 2,2m ∴ 843 estacas de sabiá


𝐂𝐮𝐬𝐭𝐨 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐜𝐚𝐬: 834 estacas x R$5,00 ∴ R$ 4170,00

𝐍º 𝐝𝐞 𝐦𝐨𝐮𝐫õ𝐞𝐬: 1854 ÷ 200 ∴ 9 mourões

𝐂𝐮𝐬𝐭𝐨 𝐦𝐨𝐮𝐫õ𝐞𝐬: 9 x R$10 ∴ R$ 90,00

 Para arame:

- 5 fios;

- 1 rolo de arame (100m);

𝐐𝐭𝐝 𝐚𝐫𝐚𝐦𝐞: 5 fios x 1854 m ∴ 9270m

𝐐𝐭𝐝 𝐝𝐞 𝐫𝐨𝐥𝐨𝐬: 1854 ÷ 100 ∴ 93 rolos

𝐂𝐮𝐬𝐭𝐨 𝐚𝐫𝐚𝐦𝐞𝐬: 93 𝑟𝑜𝑙𝑜𝑠 𝑥 𝑅$59,99 ∴ 𝑅$ 5579,07

 Para grampos:
- 1kg ≅ 194 grampos;
𝐐𝐭𝐝 𝐠𝐫𝐚𝐦𝐩𝐨𝐬: 843 estacas e mourões x 5 grampos por linha ∴ 4215 grampos

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𝐐𝐭𝐝 𝐩𝐚𝐜𝐨𝐭𝐞𝐬: 4215 ÷ 1kg 194 ≅ 22 pacotes

𝐂𝐮𝐬𝐭𝐨 𝐠𝐫𝐚𝐦𝐩𝐨𝐬: R$10,00 pacote x 22 pacotes ∴ R$220,00

 Para Trabalhador (implantação da cerca):

- 55 m: 1 tarefa linear;
- Preço por tarefa linear: R$60,00;

𝐍º 𝐭𝐚𝐫𝐞𝐟𝐚𝐬: 1854m ÷ 55m ∴ 33,7 tarefas

𝟑𝟑, 𝟕 𝐗 𝐑$𝟔𝟎, 𝟎𝟎 ∴ R$2022,00 ; Para dois trabalhadoes: R$ 4044,00

 Para trabalhador (plantio):

- R$60 por dia  10 dias = R$600,00;

𝐑$𝟔𝟎𝟎 𝐱 𝟏𝟎 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐚𝐝𝐨𝐫𝐞𝐬 ∴ R$6000,00

 Para mudas:
- Espaçamento: 4x4 m;

𝐂𝐮𝐬𝐭𝐨 𝐦𝐮𝐝𝐚𝐬: 11.875 x R$3,00 ∴ R$35.625,00

 Para trator:
𝐑$𝟏𝟓𝟎, 𝟎𝟎 𝐩𝐨𝐫 𝐡𝐨𝐫𝐚 𝐱 𝟏𝟎 𝐡𝐨𝐫𝐚𝐬 ∴ R$1500,00

 Para adubo:
- 200g por cova;

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𝟐. 𝟑𝟕𝟓 𝐱 𝐑$ 𝟖, 𝟎𝟎 (𝟏𝐤𝐠) ∴ R$19.000,00

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