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03/10/2018 TEORIA DAS ELITES por Kemilly Mello no Prezi

Transcrição de TEORIA DAS ELITES


TEORIA DAS ELITES
Capítulo I - As Altas Rodas
- Crescimento das esferas de poder
“A
economia
, antes um grande número de pequenas unidades produtoras em equilíbrio autônomo tornou-se dominada por
duas ou três centenas de empresas gigantescas, administrativa e politicamente ligadas entre si, e que juntas
controlam as rédeas das decisões econômicas.
A
ordem política
, outrora um conjunto descentralizado de algumas dúzias de Estados com uma débil espinha dorsal, tornou-se
uma organização centralizada e executiva reunindo em si muitos poderes antes espalhados e que penetra
atualmente na estrutura social.
A
ordem militar
, antes uma frágil organização num contexto de desconfiança alimentado pelas milícias estaduais, passou a
ser a mais ampla e mais cara das facetas do governo, e, embora bem versada no sorriso das relações públicas,
tem agora toda a impiedosa e inábil eficiência de um domínio burocrático em expansão.”
Capítulo I - As Altas Rodas
- Elite do poder
"[...]por elite do poder entendemos os círculos políticos, econômicos e militares que, como um complexo de
igrejinhas interligadas, partilham as decisões de consequências pelo menos nacionais. Na medida em que os
acontecimentos nacionais podem ser decididos, é a elite do poder quem os decide."

"Para compreender a elite do poder, devemos observar três pontos principais:


1)
[...]psicologia das várias elites em seus respectivos meios. "
2)
[...] estrutura e a mecânica das hierarquias institucionais presididas pelo diretório político, pelos ricos
associados e pelos altos militares.
3)
[...]unidade de uma coordenação mais expilicita.
Capítulo I - As Altas Rodas
- Poder concentrado em três esferas: econômica, política e militar
“Dentro da sociedade americana, a base do poderio nacional está hoje nos domínios econômico, político e
militar. As demais instituições são marginais para a história moderna e, ocasionalmente, subordinadas
àquelas três.”
Capítulo I - As Altas Rodas
- Sociedade de massas: pressão da sociedade comum
“A estrutura mesma da sociedade moderna limita-os a projetos que não são seus, e de todos os lados aquelas
modificações pressionam de tal modo os homens e mulheres da sociedade de massas que estes se sentem sem
objetivo numa época que estão sem poder.”
Capítulo I - As Altas Rodas
-Poder
"Essas diversas noções de elite, quando devidamente compreendidas, ligam-se intrincadamente umas às
outras[...]Dentro de cada uma delas e entre elas, estabeleceremos as inter-relações entre riqueza, poder e
prestígio. Mas nossa principal preocupação é com o poder dos que hoje ocupam os postos de comando, e
com o papel que desempenham na história de nossa época."

"Se o poder de decidir sobre problemas nacionais fosse partilhado de forma absolutamente igual, não haveria
uma elite do poder; na realidade, não haveria gradação de poder, mas somente uma homogeineidade radical.
No extremo oposto, se a capacidade de decisão fosse absolutamente monopolizada por um pequeno grupo,
não haveria gradação do poder - haveria simplesmente esse pequeno grupo no comando, e abaixo dele, sem
distinção, as massas dominadas."

"Dentro de cada uma das ordens institucionais mais poderosas da sociedade moderna, há uma gradação de
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poder. Nenhum tenente, na tropa, pode ser tão poderoso quanto o Chefe do Estado-Maior no Pentágono."
A Elite do Poder - Charles Wright Mills
Capítulos I e II
Nascimento:
28 de agosto de 1916, em Waco - Texas
Mestrado:
Arte, Filosofia e Sociologia pela Universidade do Texas
Doutorado:
Sociologia e Antropologia pela Universidade de Winscosin
Famoso pela obra A Imaginação Sociológica:
apelo pela criatividade e imaginação no trabalho científico
Crítica à sociologia:
essa deveria ser acessível ao público em geral
Obras:
Elite do poder (1956); A imaginação sociológica (1959); Listen Yankee-the revolution in Cuba (1960) e Os
marxistas (1962).

- Fuga das pressões comuns: Elite do Poder


“Sendo os meios de informação e de poder centralizados, alguns deles chegam a ocupar na sociedade
americana posições das quais podem olhar, por assim dizer, para baixo, para o mundo do dia-a-dia dos
homens e mulheres comuns”
- Decisões são feitas individualmente
“(...) a maioria dos homens de negócio americanos aprendeu bem a retórica das relações públicas chegando,
em certos casos, ao ponto de utilizá-la quando estão sós, e a acreditar, portanto, nela.”

“Sabem que a bomba foi lançada sobre o Japão em nome dos Estados Unidos da América, embora não
tivessem sido consultados sobre isso. Sentem que vivem numa época de grandes decisões, e sabem que não
estão influindo nelas. Por isso, ao considerarem o presente como história, julgam que em seu centro,
tomando ou deixando de tomar decisões, deve haver uma elite do poder.”

- Subjugação das outras instituições


“Nenhuma família é tão poderosa nos assuntos nacionais como qualquer uma das principais empresas;
nenhuma igreja tem poder tão direto na biografia externa dos jovens da América de hoje como o da
organização militar; nenhum colégio é tão poderoso na influência sobre os acontecimentos do momento
como o Conselho de Segurança Nacional.”

- Poder <-> Posses


“Se tomarmos os cem homens mais poderosos da América, os cem mais ticos, os cem mais celebrados e os
afastarmos das posições institucionais que hoje ocupam, dos recursos de homens, mulheres e dinheiro, dos
veículos de comunicação em massa que hoje se voltam para eles – seriam então sem poder, pobres e não
celebrados.”

- Teorias humanistas
“O humanista, por exemplo, concebe a elite não como um nível ou categoria social, mas como um grupo
disperso de pessoas que procuram transcerder-se, e portanto são mais nobres, mais eficientes, feitas de
melhor estofo. Não importa que sejam ricas ou pobres, que tenham altas posições ou não, que sejam
aclamadas ou desprezadas – são a elite por serem como são.”

Capítulo I - As Altas Rodas


- Elite do poder
" A definição mínima da elite do poder como os que tomam as decisões de importância a serem tomadas, não
significa que os mebros dessa elite sejam sempre os fazedores da história, nem, por outro lado, qu jamais o
sejam. Não devemos confundir a concepção daite, que desejamos definir, com uma teoria sobre seu papel, ou
a teoria de que seja a mola da história da nossa época. Não importa a nossa definição, o poder de seus
mebros está sujeito a variações históricas."

"Em suma, nossa definição da elite do poder não pode encerrar uma dogma sobre o grau e a forma de poder
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que os grupos dominates têm em toda parte. e muito menos deve permitir que se infiltre em nossa discussão
uma teoria da história."
Capítulo I - As Altas Rodas
- Acontecimentos
" Qualquer sentido que a história tenha, "nós" teremos de criá-lo pelas nossas ações. Não obstante, a verdade
é que embora estejamos todos dentro da história, nem todos possuímos igual poder de fazê-la.

"O curso dos acontecimentos em nossa época depende mais de uma série de decisões humanas do que de
qualquer destino inevitável. À medida que o círculo dos que decidem se estreita, os meios de decisão se
centralizam e as consequencias das decisões se tornam enorme, então o curso dos grandes acontecimentos
frequentemente dependem das decisões de determinados círculos."

"O grau de previsão e controle dos que participam das decisões de importância pode também variar. Muitas
vezes os que tomam decisões são iludidos pela sua incapacidade e cegados pelos seus prrópios erros. "
Capítulo I - As Altas Rodas
- Limites
"[...]qualquer grupo ou indivíduo é limitado, primeiramente pelos meios técnicos e institucionais de poder à
sua disposição. Não temos todos o mesmo acesso aos meios de poder que existem, nem influência igual
sobre sua aplicação."

"[...] o fato de que o poder tenha sido enormemente ampliado e decisivamente centralizado significa que as
decisões dos pequenos grupos são hoje de maiores consequências."
Capítulo II – A Sociedade Local
- Breve caracterização da sociedade local americana
“Em toda cidade média ou pequena da América um grupo superior de famílias paira acima da classe média e
sobre a massa da população de funcionários de escritório e operários assalariados”

“A consciência de classe não é uma característica idêntica a todos os níveis da sociedade americana: é mais
evidente na classe superior”

De acordo com o autor, os membros da camada superior “(...) têm o dinheiro e o tempo necessário para
manter seus padrões comuns. Ricos, são um grupo de pessoas mais ou menos distinto, que se associando uns
aos outros formam círculos compactos com pretensões comuns a serem reconhecidos como as principais
famílias de suas cidades”

- Elite Onipotente x Elite Impotente


"Se a fortuna ou a providência domina, então nenhuma elite do poder deve ser considerada, com justiça,
fonte das decisões históricas, e a idéia- muito menos a exigência- de uma liderança responsável é uma noção
ociosa e irresponsável. "

"Aceitar qualquer uma dessa opiniões - da história como uma conspiração ou da história como uma
correnteza - é relaxar o esforço de compreender os fatos do poder e os processos dos poderosos."

" [...] então os pequenos círculos decidem ou deixam de decidir. Em ambos os casos, são uma elite de poder."
Capítulo II – A Sociedade Local
Capítulo II – A Sociedade Local
Capítulo II – A Sociedade Local
Capítulo II – A Sociedade Local
- As duas classes superiores
Em todo o país, os ricos da cidade pequena são predominantemente dois: “(...) um composto de famílias
socialmente mais velhas e que vivem de rendas, e o outro das famílias mais novas, que econômica e
socialmente, são de tipo muito mais empreendedor.”

De acordo com o autor, esses dois grupos vivem em constante tensão entre si, isso porque competem entre si
por prestígio.

“No Sul, a tensão entre as classes superiores antiga e nova frequentemente se torna mais dramática que em
outras regiões, pois ali as velhas famílias tinham por base a propriedade de terra e a economia agrícola.” – É
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o que ocorre na velha aristocracia sulista.


• “O homem da nova classe superior vê o outro como dono de um prestígio que gostaria de ter, mas também
como um fóssil barrando caminho a importante movimento social e político, e como um provinciano, preso
ao meio local, sem visão bastante para erguer-se e avançar. O membro da antiga classe superior, por sua vez,
vê o novo e o considera como extremamente preocupado com o dinheiro, como alguém que ganhou dinheiro
e anseia por mais, mas que não adquiriu o traquejo social ou o estilo de vida culto adequado à sua posição
financeira, e que não se interessa realmente pela vida cívica da cidade, exceto na medida em que lhe é
possível utiliza-la em beneficio de suas finalidades pessoais e alheias a ela”
- A política dentro da sociedade local
Apesar da classe mais antiga ser alvo de vista grossa em algumas questões legais de menor importância
(embriaguês no trânsito ou pequenas infrações, etc...) e ter seus favores geralmente atendidos, há
preocupação em relação ao valor dos impostos e de suas propriedades, mas tais preocupações, por serem
atendidas pela nova classe superior, não torna necessária a participação política.

Com o crescimento dos sindicatos e a consequente exigência trabalhista de participação nas organizações
cívicas locais, de mais segurança dos trabalhadores, iniciou-se uma ameaça psicológica a nova classe
superior, reduzindo seu sentimento de importância e senso de prestigio.

“A sociedade local é uma estrutura de poder, bem como de hierarquia de posição social; em sua cúpula há
uma série de igrejinhas ou grupos cujos membros julgam e decidem os assuntos importantes da comunidade,
bem como muitas questões mais amplas do Estado e da nação, nas quais “a comunidade” foi envolvida.”

“Mas o poder não reside nessas organizações de nível médio; as decisões-chaves não são tomadas por seus
membros.”

- A sociedade local e a economia nacional


“Apesar da retórica praticada por muitos porta-vozes do Congresso, nenhuma sociedade local é realmente
soberana. No ultimo século, a sociedade local tornou-se parte de uma economia nacional, suas hierarquias
sociais e de poder tornaram-se subordinadas das hierarquias mais amplas do país.”

“As ligações da pequena cidade com o campo, e a centralização do mundo do prestígio social de ambas na
cidade grande, revelam-se mais dramaticamente quando para o campo próximo de uma pequena cidade
mudam-se alguns cavalheiros ricos e fazendeiros ocasionais. Essas pessoas, que ali passam uma temporada,
estão ligadas aos costumes e valores das cidades grandes onde vivem, nada sabem e se importam muito
pouco das pretensões locais de importância. (...) Não procuram ligação com a sociedade local e
frequentemente não recebem bem suas tentativas de aproximação.”
- O advento da empresa nacional nas pequenas cidades
Com a expansão comercial após a II Guerra Mundial a empresa nacional penetrou em diversas cidades
pequenas, perturbando o antigo equilíbrio econômico entre as classes superiores, já que as filiais trazem
diretores de cidades grandes, que reduzem e ignoram a sociedade local.

Hoje a posição social que as classes superiores locais, principalmente as novas tem, é devido a ligação
externa com funcionários de grandes empresas, proprietários. “Como o mundo social do grupo das grandes
empresas não se centraliza necessariamente na pequena cidade, a sociedade local tende a afastar-se do
prestigio cívico, considerando-o como “coisa local””

- Críticas do autor
“Houve talvez uma época – antes da Guerra Civil – em que as sociedades locais constituíam a única
sociedade da América. Ainda é certo que toda cidade pequena constitui uma hierarquia local de situação
social e que no alto desta há uma elite do poder, fortuna e consideração local. Mas não podemos hoje estudar
os grupos superiores, mesmo que seja num grande numero de comunidades pequenas, e em seguida – como
muitos sociólogos americanos fizeram – generalizar os resultados aplicando-os a toda nação, como o Sistema
Americano” (MILLS, 1962)

A luta da nova classe superior e o exemplo da elite administrativa das empresas nacionais levam as
sociedades locais, em toda parte, a se tornarem satélites dos sistemas de situação, da classe e de poder que se
estendem além de seu horizonte local. Que cidade da Nova Inglaterra é, socialmente, comparável a Boston?
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Que indústria local é economicamente comparável a General Motors?”


Referências

MILLS, C. W. A elite do poder. Rio de Janeiro: Zahar, 1962, cap. I e II.

Infopédia - http://www.infopedia.pt/$charles-wright-mills;jsessionid=KUqXgxP3B40bycHkiL9MDg

Wikipédia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Wright_Mills
Grupo
Amanda Mirella Vicente de Carvalho
Daniela de Andrade Alves
Kemilly Bianca de Mello
4º Ano - Diurno - Administração Pública

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