Sie sind auf Seite 1von 4

CENTRO UNIVERSITÁRIO NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUÍZ(A) DE DIREITO DO


JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL DA COMARCA DE VÁRZEA GRANDE - MT

Processo Nº: 1872-32.2017.811.0112 (Cód.: 208745)


Autor do Fato: Félix Diogo da Silva
Vítima: A Sociedade

FÉLIX DIOGO DA SILVA, brasileiro, portador da Carteira de


Identidade nº 22192794 SSP/MT, inscrito no CPF sob o nº 043.719.591-05,
residente e domiciliado à Rua Napoleão José da Costa, nº 327, Bairro Ponte
Nova, Cidade de Várzea Grande/MT, por intermédio do NÚCLEO JURÍDICO
DA UNIVAG, através deste Subscritor, no uso de suas atribuições legais e
institucionais, dentro do prazo legal, vem, respeitosamente, à presença de V.
Exa., com fulcro no artigo 55 da Lei nº 11.343/06, oferecer

DEFESA PRELIMINAR

Com fulcro no artigo 55, da Lei nº. 11.343/2006, consoante às


razões de fato e de direito a seguir pormenorizadas:

1
Av. Dom Orlando Chaves nº 2655 – Cristo Rei – Várzea Grande/MT
FONE: 3688-6050/3688-6022
CENTRO UNIVERSITÁRIO NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA
I – DA INÉPCIA DA DENÚNCIA

A denúncia oferecida pela Douta Representante do Ministério


Público encontra-se em desrespeito aos preceitos do nosso sistema
processual penal, devendo, pois, ser rejeitada, conforme o artigo 395, I,
do Código de Processo Penal , por ser inepta.

Tal afirmação se faz verdade porque na peça inaugural, o


denunciado fora acusado por fato descrito genericamente, sem qualquer
respaldo fático, o que inviabiliza a sua defesa, restringindo seu direito
constitucionalmente garantido da ampla defesa.

Ressalta-se que a denúncia deve conter a exposição do fato


delituoso, descrito em toda a sua essência e narrado com todas as suas
circunstâncias fundamentais. Essa narração, ainda que sucinta, impõe-se ao
acusador como exigência derivada do postulado constitucional que assegura,
ao réu, o exercício, em plenitude, do direito de defesa.

I – DOS FATOS

O Ministério Público ofereceu denúncia contra o Autor, atribuindo-lhe


a prática da contravenção penal prevista no artigo 34 do Decreto-Lei n°
3688/41. Sob a alegação de que, no dia 14 de junho de 2017, por volta das
20h20min, na Rua Brasília, Bairro Jardim Potiguar, em Várzea Grande/MT, o
denunciado conduzia um veículo em via pública gerando perigo de dano.

Segundo constatado, uma guarnição da Policia Militar que estava


realizando rondas no local, se depararam com o denunciado executando
manobras perigosas em via pública, onde acabou sendo abordado. Além disso,
segundo os policiais o denunciado apresentava sinais de embriagues.

Contudo, apresenta o denunciado, as razões da sua irresignação,


pleiteando a rejeição da denúncia ora combatida.
2
Av. Dom Orlando Chaves nº 2655 – Cristo Rei – Várzea Grande/MT
FONE: 3688-6050/3688-6022
CENTRO UNIVERSITÁRIO NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA

III – DO DIREITO

Trata-se de denúncia oferecida pelo Ministério Público contra o


denunciado. Segundo a denúncia oferecida, o denunciado executava manobras
perigosas em via pública e apresentava sinais de embriagues.

Contudo, conforme narrado pelo próprio denunciado no Termo


Circunstanciado de Ocorrência N° 433/2017, o local onde conduzia o seu
veículo estava congestionado, devido a isso, precisou passar pelos fundos da
loja Havan, onde acabou realizando uma manobra brusca por causa de um
quebra molas a sua frente.

Outrossim, em relação aos sinais de embriagues alegado pelos


policiais, o exame clínico realizado pela POLITEC constatou que o denunciado
não possuía quaisquer sinais de embriaguez alcoólica.

Dessa forma, não há que se falar em crime de direção perigosa ou


em sinais de embriagues. Uma vez que, o denunciado apenas realizou uma
manobra brusca devido a um quebra molas.

Assim, cumpre trazer a lume o entendimento jurisprudencial:

APELAÇÃO CRIMINAL - CONTRAVENÇÃO PENAL


DE DIREÇÃO PERIGOSA DE VEÍCULO EM VIA
PÚBLICA (ART. 34 DO DECRETO-LEI 3.688 DE
1941)- ABSOLVIÇÃO - NECESSIDADE. Se a acusação
não demonstrar como o réu dirigiu o veículo para que
se entenda configurada a contravenção de direção
perigosa de veículos na via pública, é impossível
condenar o acusado pela prática desse delito. Afinal,
para tanto, é preciso que esteja seguramente
comprovado nos autos que o acusado dirigiu veículo
em via pública expondo em perigo a segurança alheia.
(TJ-MG - APR: 10071110006393001 MG, Relator:
Flávio Leite, Data de Julgamento: 08/11/2016,

3
Av. Dom Orlando Chaves nº 2655 – Cristo Rei – Várzea Grande/MT
FONE: 3688-6050/3688-6022
CENTRO UNIVERSITÁRIO NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA
Câmaras Criminais / 1ª CÂMARA CRIMINAL, Data de
Publicação: 18/11/2016)

IV – DOS PEDIDOS

Ante o exposto requer:

a) A rejeição da denúncia;

b) Protesta-se desde já, por todos os meios de provas admitidas


em direito, quais sejam: depoimento pessoal, prova documental,
prova pericial e, notadamente, pela prova testemunhal.

Nesses Termos,

Pede Deferimento.

Cuiabá, 10 de maio de 2018.

kljihoi

AFONSO WINTER JUNIOR K ARINA MACIEL COSTA


SALES
OAB/MT - 7.099 RG N° 2330800-1

4
Av. Dom Orlando Chaves nº 2655 – Cristo Rei – Várzea Grande/MT
FONE: 3688-6050/3688-6022