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© 2004 Ronald de Góes

JU edição - 2004
lU reimpressão - 2004

É proibida a reprodução total ou parcial


por quaisquer meios
sem autorização escrita da editora

Unemat . Biblioteca - BBU EDITORA EDGARD BLÜCHER LTDA.


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012340 e-mail: editora@blucher.com.br
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Impresso 110 Brasil Prillted ill Brazil

ISBN 85-212-0336-5

FICHA CATALOGRÁFICA

Góes, Ronald de
Manual prático de arquitetura hospitalar /Ronald ele GÓes.
li) edição - São Paulo: EdgardBIÜcher, 2004.

Bibliografia
ISBN 85-212-0336-5

I. Hospitais - Arquitetura r. Título.

03-6894 CDD-725.51

índices para catálogo sistemático:


I. Arquitetura hospitalar 725.51
2. Hospitais: Arquitetura 725.51

\
Este manual é um grande instrumento para todos profissionais ligados as
instalações de um hospital. Arquitetos, engenheiros, profissionais do segmento
e estudantes não podem deixar de ler, pois com certeza é um rico material
de apoio.
A Gail sente-se orgulhosa em poder participar desta obra, pois a Arqui-
tetura Hospitalar é uma preocupação que também está presente em nossos
produtos cerâmicos, com o cuidado de atender desde fachadas de hospitais,
cozinhas, refeitórios, piscinas até salas de tratamento médico.
Agradecemos ao autor, arquiteto Ronald de Góes, pela excelente referência
neste segmento que, a partir deste manual, teremos e esperamos' que todos
nossos clientes possam ter em suas mãos esta obra.
Atenciosamente

Gail Arquitetura em Cerâmica


a a

ix Introdução

xi Conceito de saúde

xiii Sistema de saúde no Brasil

Capo / - Rede de atendimento de saúde no Brasil, /


O conceito de municipalização, /
Níveis de atendimento, 2
Serviços prestados pelos Centros de Saúde à comunidade, 4
Hospital de base ou de referência: /5/ a 200 leitos, 5
Hospitais especializados, 5

7 Capo 2 - O hospital. 7
Histórico, 7
Leis e portarias, /5

21 Capo 3 - Planejamento do Hospital, 2/


Terminologia, 2/

Aspectos econômico-financeiros, 22
Oimensionamento, 26
Subdivisão, 27

29 Capo 4 - . Hospital: Arquitetura, construção e urbanismo, 29


Arquitetura, introdução, 29
Fases do planejamento, 32

49 Capo 5- Critérios para projetos, 49


Tipologias hospitalares e custos comparativos, 49
Instalações, 59
lndice de compacidade, 60
Planos horizontais e verticais, 62
índice Yale, 67
Corredor simplesmente carregado/duplamente carregado, 7/

Flexibilidade - comentários adicionais, 99


Instalações hospitalares, /00
Arquitetura e energia, /04
Aspectos ambientais. 105
Conforto acústico. 107
Imagem visual e ergonomia, 107
Cores. 109
Metodologia e técnicas de planejamento hospitalar. 111
A experiência brasileira. 113

115 Capo 6 - Acreditação hospitalar. 115


Princípios orientadores de cada padrão. 116

117 Capo 7 - Anexos. 117


Setor funcional I. Atendimento básico de saúde. 118
Setor funcional 2. Ambulatório, 119
Setor funcional 3. Atendimento imediato. 122
Setor funcional 4, Atendimento em regime de internação.
124
Setor funcional 5, Apoio ao diagnóstico e terapia, 132
Setor funcional 6. Apoio técnico. 160
Setor funcional 7, Ação e formação para o
desenvolvimento de recursos humanos

e pesquisa. 167
Setor funcional 8. Apoio administrativo. 168
Setor funcional 9. Apoio logístico. 170
Diagrama composto - modelo teórico. 176
Projetos, 177

185 Glossário, 185

191 Bibliografia. 191


193 Biografia, 193
Q

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Este trabalho começa com uma definição sobre o conceito de saúde,


segundo a visão da ONU, passa pela evolução dos sistemas de saúde no Bra-
sil, inclusive na forma como esse sistema dispõe suas estruturas físicas de
atendimento, até o presente momento, amparadas no Sistema Unificado de
Saúde - SUS.
Procurou-se, em seguida, apresentar uma visão histórica do hospital desde
a mais remota antiguidade até os primeiros hospitais brasileiros. Na seqüência
dessa visão histórica, são mostradas as diferentes experiências de tentativas
de normatizar as construções hospitalares brasileiras, principalmente nas
suas versões mais recentes a partir da Portaria 400/BSB, de 6 de dezembro
de 1977, culminando com a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n~ 50
- ANVISA/MS,de 21 de fevereiro de 2002, que atualmente regulamenta o
assunto.

O trabalho continua com as análises e aspectos ligados ao planejamento,


ao financiamento e às exigências legais para a implantação dessas estruturas.
Depois são enfocados os aspectos do projeto e da construção propriamente
dita, dos hospitais, os critérios exigidos e uma amostra do que é feito no ex-
terior e no Brasil sobre o tema.
A ênfase dada ao setor de internação, em que pese um processo mundial
de desospitalização, decorrente dos avanços da medicina, dos medicamentos e
dos procedimentos no atendimento, justifica-se por ser esse setor, ainda, res-
ponsável por 50% da dimensão total do hospital. Além do mais, por depender
muito do tipo de equipamento a ser adotado, os outros setores do hospital são
tratados apenas dentro de um ponto de vista conceitual quanto à localização,
dimensões mínimas e aspectos construtivos. A importante parte das instala-
ções hospitalares contempla informações sobre os principais equipamentos
referentes ao apoio ao diagnóstico e tratamento, apoio logístico, apoio técnico
e o das questões ambientais e energéticas.
São apresentadas linhas metodológicas para o planejamento e o projeto
hospitalar, com uma visão bastante diversificada sobre o assunto, dando ênfase
à experiência brasileira .
.Finalmente, para permitir uma compreensão mais detalhada sobre as com-
plexas relações espaciais inerentes ao edifício hospitalar, este livro apresenta
o histograma (diagrama de grupo) completo de cada unidade, seguido de
quadros e tabelas, complementando informações às exigências normativas,
relativas às dimensões dos ambientes às instalações, entre outras. Posterior-
mente, é apresentado o modelo teórico (diagrama composto), dando uma
visão completa do hospital.
Não se pretende aqui esgotar o tema, que é, por sua vez, complexo e di-
nâmico, multifacetado nas suas diversas abordagens, mas contribuir a partir
da nossa experiência profissional e docente, por mais de 25 anos trabalhando
com este tema.
Ronald de Góes
Q

Na reunião realizada na cidade de Alma Ata, na antiga URSS (Rússia) - a


ONU, por intermédio da OMS- Organização Mundial de Saúde - conceituou
saúde como um direito humano fundamental, consecução do mais alto nível
de vida possível, cuja realização requer a ação de muitos outros setores sociais
e econômicos, tais como educação, emprego/salário, alimentação, moradia,
segurança física e ambiental.
Segundo a Declaração de Alma Ata, saúde é o estado de quem tem suas
funções orgânicas, físicas e mentais em situação normal, equilibrada. Ou
seja, saúde é o estado do que é são; estado do indivíduo em que há exercício
regular das funções orgânicas. E doença, por sua vez, é a alteraçã0 ou desvio
do estado fisiológico em uma ou várias partes do corpo. Enfim, doença é um
distúrbio de saúde física ou mental.
Q Q Q

As experiências para enfrentar ou tentar resolver os problemas de saúde


no Brasil são bastante numerosas e multifacetadas. Devem ser destacados
os trabalhos de Osvaldo Cruz no começo do século XX para erradicar a febre
amarela e outras moléstias infecto-contagiosas no Rio de Janeiro. O Plano
Salte - que visava à saúde alimentação, transporte e energia -, no governo
do presidente Eurico Dutra, só teve implantada a parte de transporte, com a
construção da rodovia Rio São Paulo, a Via Dutra.
O Plano Nacional de Saúde do ministro e médico Lionel Miranda, em 1967,
no governo Costa e Silva, entre outros, foi uma iniciativa que tentou organizar
os recursos existentes para sistematizar o atendimento médico no Brasil,
dentro de um conceito moderno de universalização dos serviços, unificando
as ações em unidades integradas e hierarquizadas.
Em 1990, cria-se o SUS - Sistema Unificado de Saúde, cuja ação pretende
atender ou possibilitar o atendimento de 100% de população brasileira.
Pela Lei 8.080 de 19/09/90, foram estabelecidos diretrizes para, pela arti-
culação das várias instituições públicas ou privadas, implementar as ações,
cabendo ao setor público as ações básicas de saúde.
Estabeleceram-se três princípios básicos: universalidade, eqüidade e
integralidade, em cuja aplicação, ainda segundo as disposições contidas na lei,
objetiva-se a proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento
dos respectivos serviços, considerando os seguintes aspectos:
• municipalização;
• níveis de atendimento;
• tipos de estabelecimento adotados.
p[tulo
r{~"dt! flrte
§!lúde fl0 Era

o conceito de municipalização
Dentro da premissa de que o homem mora no município, zona rural ou
urbana, e não no estado ou país, foram estabelecidas ações para o atendimento
primário de saúde, ainda inspirado na conferência de Alma Ata, que envolvam
educação, nutrição, atenção àfamilia, imunização, saneamento básico, controle
de endemias, tratamento de doenças comuns e previsão de medicamentos
essenciais.
A municipalização apresenta vantagens e desvantagens no atendimento
direto ao cidadão. Entre as vantagens, podemos citar:
• adequação dos serviços à realidade e necessidades locais;
• elevação de eficiência pelos recursos existentes;
• controle dos custos;
• utilização dos recursos humanos da localidade e dentro de cada
realidade;
• utilização de tecnologia apropriada em cada nível de atendimento;
• possibilidade de articulação entre estabelecimentos e instituições.

Ositens acima relativos à municipalização e que configuram o funcionamento


horizontal do SUS não implicam a eliminação do nível regional, ou vertical,
de seu funcionamento.

A concepção do SUS prevê a integração dos dois níveis com a adoção das
práticas de referência e contra-referência de pacientes no sistema.
Estão previstas organizações de distritos sanitários, formados a partir
de conjuntos de municípios que, por intermédio de suas comunidades, se
integrarão ao nível regional, possibilitando o atendimento de acordo com a
sua complexidade em cada nível, num intercâmbio de recursos humanos e
financeiros, levando em consideração as particularidades de cada região.
OSUSvem funcionando de forma deficiente. Osdesequiliorios regionais, num
país de dimensões continentais como o Brasil, com sua cultura multifacetada
e uma tradição de administração pública autoritária e centralizadora, não
permitiram ainda um funcionamento adequado do sistema.
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Além disso, muitos municípios não estão pondo em prática a política de


saúde. Em vez de investimentos nas ações básicas, preferem adotar a política
de enviar os pacientes para as sedes regionais, não importando os níveis de
complexidade da enfermidade. Casos simples que poderiam ser atendidos na
sede do município são transferidos, no mais das vezes, para as capitais dos
Estados, sobrecarregando os serviços aí existentes. É a ambulânciaterapia.
Outro aspecto que deve ser considerado é a questão salarial do quadro
médico, advindo de uma prática econômica iníqua e irresponsável. Há, no entanto,
denúncias de malversação e desvios de recmsos nas guias de AlH etc.
Deve-se considerar também o sucateamento da aparelhagem clínica,
quando não a destruição dos equipamentos por uso inadequado, sabotagens
e uso para beneficiar algumas clínicas privadas. Esses são algW1Sdos problemas
constatados na nossa realidade.

Níveis de atendimento
Rede de Atendimento

Os lúveis de atendimento à saúde são divididos em três categorias, conforme


a resolução n° 03 de 25/03/81, da Comissão Interministerial de Planejamento
e Coordenação - Ciplan - Portaria Interministerial n~ 05 de 11/01/80.

Nível primário
Atividade caracterizada por ações de promoção, proteção e recuperação,
no lúvel ambulatorial, por meio de pessoal elementar médio, clínicas gerais e
odontólogos. Nesse nível, as atividades se dividem em três grupos:
1) saúde;
2) saneamento;
3) diagnóstico simplificado.
A estrutma física para esse nível são os postos e centros de saúde.

Nível secundário

Além das atividades e apoio ao nível primário, este nível desenvolve ativi-
dades das quatro clínicas básicas:
1) clínica médica;
2) clínica cirúrgica;
3) clínica ginecológica;
4) clínica obstétrica;
5) clínica-pediátrica.
Em nível ambulatorial, são feitos atendimentos com internações de curta
duração, urgências e reabilitação.
A estrutura física para esse nível são as unidades mistas, ambulatórios
gerais, hospitais locais e regionais.
O apoio ao diagnóstico é composto por laboratório de patologia clínica e
radiodiagnóstico, com a utilização de equipamentos básicos. Os laboratórios
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possuem uma estrutura mais complexa que a do nível primano e o


radiodiagnóstico é feito com equipamentos básicos de raio-X.

Nível terciário

Nível em que são tratados os casos mais complexos do sistema, atenções


do nível ambulatorial, urgência e internação.
A estrutura física destinada a esse nível são os ambulatórios, os hospitais
regionais e os especializados.
Tipos de estabelecimentos - estrutura física. Esses estabelecimentos devem
ser planejados para o atendimento, numa rede integrada e hierarquizada, a
100% da população do país.

Nível primário

Posto de Saúde: para agrupamento populacionais entre 500 e 2.000 habi-


tantes.
Serviços prestados pelas unidades elementares: Postos de Saúde
Cidades do interior: onde o pessoal auxiliar é devidamente treinado (na falta
de médicos).
Capital: onde há médicos e pessoal auxiliar.
Serviços prestados à população
• Imunização
• Educação sanitária
• Atendimento de enfermagem (primeiros socorros)
• Aplicação de injeções (sob prescrição médica)
• Curativos
• Atendimento a gestantes, à criança e população adulta em geral
• Cuidados odontológicos - preventivo e curativo
• Pesquisa de albumina para gestante
• Orientação e controle de parteiras leigas
• Encaminhamento de pacientes às unidades de apoio - CS e hospitais
• Coleta de materiais para exames laboratoriais e seu encaminhamento
às unidades de apoio
• Registro e encaminhamento de dados bioestatísticos às unidades de
apoio
• Controle e notificação de doenças transrnissíveis
• Mobilização comunitária para ações de saúde e saneamento
• Inspeção de saneamento básico
• Orientação à construção de privadas higiênicas
• Preservação do meio ambiente
As ações de saneamento básico e meio ambiente, bem como o controle
e análise das construções hospitalares, estão sob fiscalização das COVISAS
(estadual e municipal).
Centro de Saúde: para agrupamento populacional entre 2.000 e 10.000
habitantes.
II

Serviços prestados pelos Centros de Saúde à


comunidade
Os Centros de Saúde prestam os mesmos atendimentos dos Postos de
Saúde e mais:
• assistência médica;
• assistência odontológica;
• análise laboratorial;
• educação sanitária;
• suplementação alimentar;
• atendimento de enfermagem;
• controle de doenças infecto-parasitárias;
• serviços auxiliares de enfermagem;
• saneamento básico;
• atendimento aos pacientes encaminhados;
• treinamento de pessoal;
• supervisão de postos de saúde;
• fiscalização sanitária;

Nível secundário
Ambulatório geral
Equipamento de referência para os centros de saúde. Para o seu dimen-
sionamento, tem-se de levar em conta a região e a população considerada.
Basicamente, sua atuação está caracterizada pelo atendimento às quatro clí-
nicas básicas. Estatísticas apontam que 10% dos atendimentos ambulatoriais
têm sua procedência dos postos e centros de saúde.
Há uma tendência em dotar os ambulatórios de centros cirúrgicos, sim-
plificados para cirurgias de pequeno porte, bem como leitos de observação
e, quando de grande porte, podem atender um maior número de especiali-
dades.
São programados para atender agrupamentos populacionais, no nível
local, entre 6.000 e 10.000 habitantes, e 50.000 a 80.000 na sua área de
referência.
Nas grandes cidades, podem ser subdivididos para facilitar o deslocamento
da população sob sua responsabilidade.
Unidade mista
Para agrupamento populacional entre 10.000 a 20.000 habitantes. Deve ser
implantada em regiões onde a referência centro de saúde-hospital regional
é difícil ou onerosa.
De um modo geral, seu atendimento caracteriza-se por ações ambulatoriais
nas quatro clínicas básicas e internação. Possui laboratório de patologia clínica
e equipamentos básicos de radiodiagnóstico.
Sua estrutura acrescida da internação é semelhante à de um centro de
saúde.
Em algumas regiões, a internação da unidade mista destina-se mais às
parturientes de parto normal e permanência máxima de 24 horas, com no
máximo dezesseis leitos.
• T ••. _ • _ 1<1_· - .'- -1:"1 :

Para agrupamentos de até 50.000 habitantes


As unidades de internação são destinadas às quatro clínicas básicas, o
apoio ao centro de saúde e ambulatórios gerais de atendimento de urgência
na sua área de referência.

A sua implantação deve obedecer às normas para construção e instalação


de serviços de saúde.
Deve contar com serviços de laboratório de patologia clínica,
radiodiagnóstico e área de apoio industrial, tais corno lavanderia e central
de esterilização, cozinha industrial. Centro cirúrgico e obstétrico podem ser
unificados.

Hospital regional- entre 50 e 150 leitos, para agrupamentos populacionais


entre 50.000 e 100.000 habitantes
Presta assistência médica de urgência e emergência, tem clínicas básicas e
internação nas quatro especialidades, além de outras consideradas necessárias
na sua área de referência, além de dar apoio aos demais programas de saúde
da localidade.

Sua estrutura deve comportar, além do laboratório de patologia clínica de


nível III (Figura 1), outros equipamentos de apoio ao diagnóstico. Além do
raio-x, outros tipos de aparelhos de diagnóstico por imagem podem ser im-
plantados como tomografia computadorizada, por exemplo. O centro cirúrgico
e o obstétrico devem ter estruturas distintas. Comporta UTI de até seis leitos
e área industrial de grande complexidade.

Hospital de base ou de referência: J 5 a 200 leitos


J

Este tipo de hospital tem porte não-vinculado a agrupamentos populacionais.


Geralmente localizado em grandes centros urbanos e servindo de referência
mais ampla à sua área de influência.
Caracteriza-se por um elevado índice profissional e tecnológico. Atuando
em várias especialidades médico-cirúrgicas num complexo sistema de
atendimento de emergência, apoio ao diagnóstico e ao tratamento e internação,
inclusive UTI/CTI(l8 a 24 leitos).
Sua estrutura exige uma complexa área industrial (lavanderia, serviço
de nutrição, central de esterilização, caldeiras e suprimentos energéticos
em geral). O serviço de apoio ao diagnóstico e ao tratamento possui grande
variedade de equipamentos para diagnóstico por imagem e outros de grande
sofisticação, na parte relativa ao tratamento, como aceleradores lineares, por
exemplo.

Hospitais especializados
Há uma controvérsia no momento na Portaria 1.884 a respeito do papel
dos hospitais especializados. Correntes defendem a extinção destes hospitais
(como os psiquiátricos por exemplo), substituindo-os ou incorporando as
suas atividades em hospitais gerais. Entretanto, o surgimento de novas
II

patologias como a AlDS e a recidiva de doenças consideradas extintas, tais


como a malária, febre amarela, cólera, dengue, meningite e outras, inclusive
no meio urbano, fruto das precárias condições de saneamento das nossas vilas
e cidades, têm mantido presente na sociedade o debate em torno da existência
ou não desses estabelecimentos. É o caso, por exemplo, dos hospitais de
doenças infecto-contagiosas.
Além disso, as normas oficiais existentes que orientam a construção de
hospitais e outras w1idades de saúde ainda consideram a existência/premência
de alguns desses equipamentos.
De um modo geral, principalmente na iniciativa privada, a tendência para
hospitais com cem ou mais leitos é do tipo hospital geral. Neste caso, fica
difícil uma certa especialização com o sistema hoje existente dos segmos e
planos de saúde privados. Geralmente os hospitais especializados tornam-se
gerais no decorrer de seu funcionamento.

Hospitais considerados especializados:


• hospitais de doenças infecto-contagiosas;
• hospitais geriátricos;
• hospitais oncológicos;
• hospitais pediátricos;
• hospitais psiquiátricos;
• hospitais universitários.

Por atendimento específico


• hospitais militares
• hospitais/manicôn1ios Judiciário/Penitenciários

PS
Rede de saúde no Brasil
Estrutura física hierarquizada e integrada

PS cs

PS Posto de saúde
CS Centro de saúde
HL Hospital local
HR Hospital regional (geral)
HE Hospital especializado
PS
apftulo

Segundo o Ministério da Saúde, o hospital é a parte integrante de uma


organização médica e social, cuja função básica consiste em proporcionar à
população assistência médica integral, preventiva e curativa sob qualquer
regime de atendimento, inclusive domiciliar, constituindo-se também em
centro de educação, capacitação de recursos humanos e de pesquisas em
saúde, bem como encaminhamento de pacientes, cabendo-lhe supervisionar
e orientar os estabelecimentos de saúde a ele vinculados tecnicamente.

Histórico
A palavra hospital vem do latim hospitalis, adjetivo derivado de hospes
(hóspede, estrangeiro, viajante, conviva). Por extensão, o que dá agasalho,
que hospeda. Surgiram designação em outros idiomas, hospital, hospedale,
etc. No irúcio da era cristã, a terminologia mais usada era de origem grega
ou latina:
Nosocomium Lugar para tratar doentes, asilo, enfermos
Nosodochium Lugar para receber doentes
Ptochotrophium Asilo para pobres
Poedotrophium Asilo para crianças
Xenotrophium Asilo de refúgio para viajantes estrangeiros
Gynetrophium Hospital para mulheres
Gerontokomium Asilo para velhos
Hospitium Lugar onde os hóspedes eram recebidos, daí o nome de
hospício para estabelecimentos que recebia enfermos
pobres, incuráveis ou insanos.
Nas suas origens, os hospitais eram locais aonde as pessoas, com doenças
graves, iam para morrer com um mínimo de dignidade. Eram instituições
filantrópicas e agências de auxílio aos pobres.
Há documentos históricos que registram a existência de hospitais na
Babilônia e no Egito.
Em sua obra History, Heródoto refere-se à medicina dos povos do vale do
rio Nilo e ressalta várias especialidades existentes: olhos, dentes, distúrbios
internos, etc.
• .11_" - •
11

Diodoro Cículo, outro historiador grego, informa-nos sobre uma prá-


tica que, de certa forma, antecipou os modernos sistemas de assistência
social:

"Nos períodos de guerra e nas viagens a qualquer parte do


território egípcio, os doentes são tratados gratuitamente, pois os
médicos são pagos pelo estado e seguem escrupulosamente as
receitas prescritas no passado pelos grandes médicos."

o conhecimento da medicina egípcia chega-nos principalmente por meio


dos chamados papiros médicos, textos exclusivos sobre o assunto. Os
papiros mais antigos e interessantes, são os encontrados por Georg Ebers e
Edwin Smith. Ebers descobriu em Luxor, no ano de 1873, datado do período
de 1553 a 1550, a.C. uma coletânea de textos originários, provavelmente, do
antigo império, (3300 a 2360 a.C.), época das primeiras oito dinastias, cujos
governantes edificaram as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos.
O grande mestre do período foi Imhotep. Excelente médico, mas famoso
como arquiteto e construtor de pirâmides. É atribuída a ele a construção da
pirâmide mais antiga que se conhece, a de Sakhara, para o faraó Zoser, que
viveu na terceira dinastia. Depois, Irnhotep foi deificado pelos egípcios. Os
gregos o associaram a Asclépio, mas conhecido por Esculápio, seu nome latino,
o deus grego da medicina.
É provável que algumas das prescrições contidas no papiro encontrado
por Ebers sejam de Imhotep. Essas prescrições, além de recomendar vários
tipos de procedimentos médicos, continham normas de conduta ética para
os médicos.
Os egípcios consideravam a respiração como sendo a função vital mais
importante. Que o coração era o centro da circulação sangüínea, ao contrário
de assírios e babilônios que acreditavam ser esta uma função do fígado.
Os egípcios achavam que a circulação dependia da respiração. Reconheciam
várias doenças cardíacas, abdominais e oftalmológicas, além da angina e de
diversos distúrbios da bexiga e de vários tipos de edemas.
A mitologia grega fala do Asclépio, hospital templo. Índia registra um
grande construtor de hospitais que existiu em 226 a. C., o rei Asoka, Que
foi influenciado pelo budismo, que, com os seus feitos, pensava atingir o
mrvana.
Só com o cristianismo o nosocomiun passou a ser tido como um lugar para
tratar de doentes, pobres e peregrinos. Para alguns autores, um nosocômio
fundado por São Basílio (269 a 372 d.C. ), em Cesárea, Capadócia, na segunda
metade do século IV,é o primeiro hospital cristão. Para outros, foi o hospital
construído em Roma, no mesmo século.
Outro marco importante, na construção de hospitais de inspiração cristã, foi
o que o imperador Constantino edificou em Constantinopla sobre os escombros
dos templos de Esculápio (335 d.C.) para atender estrangeiros e peregrinos
em viagem a Jerusalém.
Marco fundamental na história dos hospitais foi a construção, pelo arcebis-
po Landri, em Lyon (542), na França, dos Hotel de Dieu, considerados marcos
de progresso na assistência hospitalar, na Idade Média (Figura 1).
Em 1804, na Inglaterra, surge o hospital St. John de St. Bartholomeu. O
primeiro construído pela igreja, dentro dos fundamentos de um hospital geral e
o segundo destinado ao tratamento de lepra, sendo hoje um hospital geral.
A partir do cisma entre a igreja inglesa (anglicana) e o Vaticano, o rei
Henrique VIII transformou vários conventos em hospitais. O Saint Thomas
outro grande hospital inglês, construído no século VIII foi um deles.
Os fundamentos religiosos existentes nas organizações hospitalares
remonta ao século VIIa partir dos mosteiros. Os religiosos aprendiam noções
de medicina e logo estenderam suas práticas para fora dos conventos.
Os concílios de Clermont 1130 e de Latran, em 1139, proibiram aos monges
a prática da medicina, e o concílio de Viena 1312 decidiu que o tratamento
dos enfermos deveria ser feito por leigos; aos religiosos caberia somente o
conforto espiritual. Carlos Magno, entretanto, exigiu que as igrejas tivessem
hospitais.
Avanços significativos na construção e organização de hospitais foram
proporcionados pelos maometanos. Grandes hospitais surgiram em Odessa,
Hippo e Éfeso. Damasco, por intermédio do califa EI Welid, ganhou o seu
em 707. Harum-al-Raschid (786-801) determinou que cada mesquita tivesse
um nosocômio anexo. Durante o seu califado, surgiu um grande hospital em
Bagdá. Essa instituição, organizada por Gondisapur, foi muito famosa e tinha
nos seus quadros a presença do grande médico Avicena (980-1036). No Cairo,
em 970, Advd-Al-Daula, organizou um grande hospital que também funcionava
como escola de medicina.
Como a religião que leva em consideração vários aspectos da higiene
humana, essas preocupações foram transferi das para as edificações dos
seus hospitais. Enfermarias separadas por sexo, por convalescentes,
por especialidade médica, cozinha dietética, biblioteca e asilo de órfãos.
Possibilitava ainda, aos que tinham alta, ajuda financeira para as primeiras
despesas fora do hospital. A alimentação era boa e aos doentes que sofriam
de insônia oferecia-se música e assistência pessoal para fazê-Ios dormir.
O IVConcílio de Cartagena determinou que os hospitais fossem edificados
ao lado da igreja, e o de Aquisgrana traçou as regras para a construção das
instituições hospitalares, reforçando a idéia do hospital junto a igrejas ou
conventos.
A planta física determinava que cada sala deveria ter um altar, e a cama
dos enfermos deveria permitir a observação dos atos religiosos. A capela era
destacada e deveria haver espaço para o sepultamento dos benfeitores da
obra.
O financiamento do hospital medieval traduz a sua origem e o seu grande
objetivo. A caridade medieval era o mais forte sentimento da época e por ele
tentou-se assegurar a salvação e a santificação.
Doações, legados, oferendas, terras etc. proveram as fases financeiras do
hospital medieval.
As congregações religiosas, que cuidavam de enfermos e atuavam nos
hospitais, tiveram sua origem nessa época, influenciadas também por Santo
Antônio, pelo Espírito Santo, pelos Templários, etc.
Em 1634, surgiu a Congregação das Irmãs de Caridade de São Vicente
de Paula. Originada no Hotel de Dieu, em Paris, e construída, inicialmente,
por um pequeno grupo de jovens que haviam aprendido enfermagem. Essa
congregação depois expandiu-se pelo mundo, atuando em outras causa
beneficentes, como habitação popular.
Na Renascença, as congregações religiosas foram perdendo o controle dos
hospitais e estes adquirindo caráter mais municipal. Uma grande transforma-
ção aconteceu no planejamento e na construção hospitalar, após o incêndio
do Hotel de Dieu em Paris, em 1772. Esse hospital era gigantesco até para os
padrões atuais, pois sua lotação era de 1.100 leitos individuais e 600 coletivos,
mas, na verdade, era uma verdadeira máquina de contaminação.
O governo incumbiu a Academia de Ciências de Paris de formar
uma comissão para elaborar um projeto de reforma. Participaram dessa
comissão celebridades como Lavoisier, Laplace, Tennon, entre outros, que
estabeleceram diretrizes que norte aram por mais de um século em grande
número de hospitais pelo mundo.
Havia um projeto anterior de reforma com capacidade para 5.000 leitos. A
comissão rejeitou tal proposta e fez as seguintes recomendações:
• o número de leitos nunca seria superior a 1.200 unidades;
• deveria ser reduzido o número de leitos para enfermaria;
• deveria haver maior isolamento entre as enfermarias;
• não deveria haver salas contínuas;
• as salas deveriam ser dispostas de modo a permitir a circulação do ar
com abertura de todos os lados;
• os pavilhões deveriam ficar em ordem paralela;
• as fachadas deveriam ser uma ao norte e outra ao sul;
• deveria ser construído um só pavilhão destinado aos enfermos ou dois
pavilhões em caso de escassez de terrenos;
• deveria haver permissão para três andares, em certos casos, os mais
elevados para os empregados, o térreo e o intermediário para os
enfermos;
• deveriam tratados e implantados jardins entre os pavilhões.

Em 1778, Jacobus R.Tennon publicou uma série de relatórios sobre a


situação dos hospitais parisienses, inclusive sobre o hospital Hotel de Dieu,
considerado, na época, um verdadeiro criadouro de enfermidades.
O primeiro hospital da América foi o Jesus Nazareno, construído por Fernão
Cortez em 1524 no México.
No Brasil, a assistência hospitalar teve início logo após o Descobrimento.
Portugal tinha o hábito de transferir para as colônias todo o seu acervo cultural
e no período do descobrimento encontrava-se em evolução o sistema criado
pela rainha D. Leonor de Lencastre, que deu origem a obras de misericórdia,
cultivando com a instituição das Santas Casas.
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Brás Cubas fundou em Santos, em 1543, o primeiro hospital do Brasil.


Alguns anos depois, Olinda, em Pernambuco, construiu o seu primeiro
hospital e antes do fim do século XVISão Paulo criou a sua Santa Casa. Com
a Independência e o regime republicano, praticamente não houve iniciativas
governamentais que estabelecessem normas para construção de hospitais.
Somente após a Revolução de 30, houve novas iniciativas que tentaram
reestruturar os conceitos, padrões e normas das construções hospitalares.
No Brasil, as experiências mais marcantes foram a organização e a
construção da Santa Casa de Misericórdia de Santos, o Hospital das Clínicas
da Universidade de São Paulo, o prédio da Faculdade de Medicina de São
Paulo de Ramos de Azevedo e o chamado Movimento do Recife, com o DAU,
equipe do arquiteto Luís Carlos Nunes.
Essa experiência no Nordeste brasileiro é criminosamente omitida na
história dos serviços de saúde no Brasil. É mais divulgada nos cursos de
arquitetura e urbanismo.
Carlos de Lima Cavalcanti, governador de Pernambuco, um dos líderes, no
Nordeste da Revolução de 30, trouxe do Rio de Janeiro, um jovem arquiteto
mineiro, para desenvolver um trabalho de reestruturação dos edifícios públicos
da capital pernambucana e algumas cidades do interior. Para essa tarefa criou
o Departamento de Arquitetura e Urbanismo-DAU, que foi a estrutura oficial
que permitiu o trabalho de Nunes.
Luís Nunes ficara conhecido não só pelo seu brilhantismo como aluno do
curso de arquitetura da Escola Nacional de Belas Artes, mas também pela
liderança, que, na presidência do centro acadêmico da escola, exerceu para
introduzir um novo currículo no ensino da arquitetura e que levou Lúcio Costa
à direção da ENBA.
Com uma visi:toampla, Luís Nunes solicita a colaboração do eminente
médico Josué de Castro, do sanitarista Saturnino de Brito e de uma equipe
de sanitaristas cariocas, produzindo trabalhos também no campo habitacio-
nal, educacional, de abastecimento, saneamento e saúde pública. Projetou e
executou a primeira obra no Brasil dentro dos princípios de Le Corbusieur:
a caixa-d'água de Olinda, em Pernambuco.
Na área de saúde foram construídos postos, uma usina de pasteurização de
leite, abatedouro de animais, o Leprosário da Mirueira, a Colônia Agrícola de
Barreiros para doentes mentais crônicos, o Pavilhão de Óbitos da Faculdade
de Medicina (hoje sede do IAB de Pernambuco) e o Hospital da Brigada Mi-
litar, todos em 1934 e 1936. O Hospital da Brigada Militar insere-se também
no programa de reestruturação da força pública, elemento chave no equilíbrio
de forças com o governo central.
Nesse edifício, Nunes adota o partido já chamado na época, de "bloco", de-
fendido pelas correntes mais avançadas da medicina, em detrimento do partido
em "pavilhões", que tinha como base a ultrapassada teoria dos miasmas. Esse
hospital, assim como o da Faculdade de Medicina de São Paulo de Ramos de
Azevedo, são os primeiros a incorporar as descobertas da medicina quanto à
identificação dos vetares de transmissão de diversas doenças contagiosas.
Seu partido é composto por três blocos, dois longitudinais com três
andares e um transversal com seis andares, sua estrutura é em concreto
armado, arrojadíssimo para a época, foi calculada pelo pernambucano Jo-
aquim Cardozo, que depois se tornou o calculista de Niemeyer. O hospi-
tal em pleno funcionamento, ainda hoje surpreende pela funcionalidade.
Ver Figura 2.
Com o movimento comunista de 1935, Luís Nunes, simpático ao movi-
mento, é demitido do DAU.Ainda foi reconduzido ao cargo, mas, doente pelo
excesso de trabalho, morreu em 1937, aos 28 anos de idade.
Na Segunda metade do século surge em São Paulo, na USP,na Universidade
Católica do Rio de Janeiro, na Ordem dos Camilianos, na UNAERP,cursos de
administração hospitalar depois disseminados em várias regiões do Brasil.
Em 1979, o autor deste livro introduziu num dos níveis das disciplinas de
projeto do curso de arquitetura e urbanismo da UFRN, em nível de graduação,
o curso de arquitetura hospitalar, depois ampliado em cursos de especialização
em administração hospitalar para o departamento de enfermagem e para o
de medicina do trabalho, este para médicos e enfermeiros.
aL---..

= :;URA 2
- J5PITAL DA BRIGADA MILITAR DE
~=:IFE - PE 1934
- ::_·teto: LuísCarlos Nunes
= :: :::ulista:Joaquim Cardozo
: :;-'do arquitetônico com lâminas
:;-:::elas isoladas articuladas por
- :)Ioco monolito central. Bas-
::- -8 revolucionário para a época
'- ::_e ainda permanece atual.
: : ~ oeu com o sistema pavilhonar,
_ o:) utilizado então, baseado na
7:-'0 dos "miasmas".

Revista AU. - N~ 51

= : - :::epção de projeto para o Hos-


-:; da Brigada Militar de Recife.

Revista AU. - N~51

::;:: 1ada do Hospital da Brigada


-or de Recife .

••

Revista AU. - N~ 51
• -1"'1.-- • • L1.

Vejamos algumas ações pioneiras de arquitetos e outros profissionais em


relação à arquitetura hospitalar:

1942
Jorge Moreira (RJ) projeta o hospital da universidade do Brasil.

1943
o médico Januário Cicco constrói o hospital geral de Natal, hoje Materni-
dade Escola da UFRN, com o nome do seu criador. Em função da Segunda
Guerra Mundial, antes de funcionar como unidade de saúde, foi requisitada
para ser o QG das tropas aliadas sediadas em Natal.

1945
Rino Levi introduz mudança nos berçários, não separando os lactentes por
puérpera. Os demais ficam com a mãe.

1950
Odair Cardoso ministra curso de Administração Hospitalar, na USP, em
São Paulo.
Rino Levi ministra curso sobre arquitetura hospitalar no IAB, em São
Paulo.

1951
Jarbas Karman, arquiteto paulista, foi o primeiro profissional a cursar mes-
trado no exterior, na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, sobre ar-
quitetura hospitalar.

1954
Rino Levi projeta o Hospital Israelita Albert Einstein. A segunda etapa foi
projetada nos anos 70 por Jorge Wilheim e a terceira e última em 1997
pelo mesmo autor e também por Jarbas Karman e Domingos Fiorentini.
É um dos maiores hospitais do Brasil com 85.000 m2.

1959
Oscar Niemayer e Germano Galler projetam o Hospital de Base de Brasília.
Mas a grande evolução na arquitetura hospitalar brasileira foram as trans-
formações verificadas no programa. Vilanova Artigas costumava afirmar
que o programa é arquitetura datilografada.
1979
o autor deste livro cria a disciplina arquitetura hospitalar, no curso de
graduação em arquitetura e urbanismo da UFRN. O curso depois é am-
pliado para o nível de especialização, sendo algumas vezes ministrado no
departamento de enfermagem e medicina da mesma universidade.

1994

É fundada a ABDEH - Associação Brasileira Para o Desenvolvimento do


Edifício Hospitalar em São Paulo. O primeiro presidente foi o arquiteto
João Carlos Bross, de São Paulo. O segundo presidente Jayme Espínola
Castro Neto, de São Paulo, O terceiro presidente foi a arquiteta Mariluz
Gomez. Até o ano 2002 o presidente foi o arquiteto gaúcho Irineu Breit-
mano Atualmente o presidente é o engenheiro Salim Lamha Neto de São
Paulo.
Essa entidade congrega arquitetos, engenheiros, médicos e enfermeiros.
Está estruturada em todo território brasileiro.

os anos 70, com o acelerado processo da urbanização brasileira e con-


seqüente demanda por serviços essenciais, entre eles e, principalmente, os
de saúde, levou o Ministério da Saúde a reorganizar as normas para edifica-
ção hospitalar.

is e Portarias
_~i 6.229 de /7 de julho de /975
;)ispõe sobre o Sistema Nacional de Saúde e confere ao Ministério da Saúde competência para a fixação de
~as e padrões para prédios e instalações do serviço de saúde.
Portaria 517/BSB de 26 de dezembro de 1975.Ministro de Estado da Saúde, no uso de suas atribuições, e
10 em vista o disposto nos itens D e C do artigo primeiro e parágrafos 1? e 2? do artigo 6? da lei n? 6.229
~- de julho de 1975,
~esolve:
nstituir, no Ministério da Saúde, um grupo de trabalho integrado por representantes dos Ministério da
,,:.úde, da Previdência e Assistência Social, do INPS, da Associação Brasileira de Hospitais, da Associação
~casileira de Enfermagem, da Faculdade de Saúde Pública de São Paulo e da Pontifica Universidade Católica
Rio de Janeiro, com a finalidade de proceder o estudo a revisão ou reformulação, em parte ou no todo,
.s publicações, da coordenação de assistência médico-hospitalar, normas de construção e instalação do
,.;pitalgeral, normas de administração e controle do hospital e avaliação do hospital.
_·~,Lgnao grupo de trabalho
: ,razo de 60 dias para apresentar relatório de atividades.
Paulo Almeida Machado
Ministro da Saúde
• 81 Ia" - • aL..1 •
11

Decreto 76.973 - 3 li J 2/ 975 J

Dispõe sobre normas e padrões para prédios destinados a serviço de saúde, credenciação e contratos com
os mesmos e dá outras providências.

O Presidente da Republica, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 81, item III, de constituição e
tendo em vista o disposto na lei número 6.229, de 17 de julho de 1975.
Decreta

• Art. 1~,As construções e instalações de serviços de saúde em todo território nacional obedecerão às normas
e padrões fixados pelo Ministério da Saúde.

• SI;', Compete às secretarias de saúde, ou órgãos equivalentes dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios
e dos Municípios, a aprovação dos projetos e autorização para funcionamento, uma vez apurado o exato
cumprimento das normas e padrões que trata esse artigo.
• § 2~, Compete às Secretarias de Obras, ou órgãos equivalentes dos Estados, do Distrito Federal, dos Terri-
tórios e dos Municípios, o licenciamento para as construções e suas aprovação observadas as prescrições
do Código de Obras local,
• Art. 2°, As normas e padrões, de que trata o artigo 1~, item I, letra "g", da Lei 6.229 de 17 de julho de 1975,
a serem fixado por ato do Ministério da Saúde disporão sobre:
1. Conceitos e definições.
2. Localização adequada.
3. Áreas de circulação, externas e internas.
4. Área total construída.

5. Acomodação dos pacientes


6. Locais para o adequado atendimento clínico, cirúrgico e de recuperação dos pacientes.
7. Instalações sanitárias, elétricas, mecânicas e hidráulicas.
8. Instalações para atendimento de pacientes.
9. Áreas destinadas à alimentação e ao lazer dos pacientes.
10. Serviços gerais especializados.
11. Detalhes sobre os tipos de materiais de construção.
12. Sistemas de segurança contra acidentes e de emergência.
13. Instalações para o destino adequado final dos dejetos.
14. Pormenores, atendidas às peculiaridades, necessidades locais, e condições específicas em cada caso.
• Art. 3° - O Ministério da Saúde se articulará com as respectivas Secretarias de Saúde a fim de orientá-Ias
sobre o exato cumprimento e interpretação das normas baixadas em conformidade com este decreto.

• Art. 4° - As instituições financeiras oficiais somente concederão créditos para a construção, ampliação ou
reforma de Unidade de Saúde, bem assim a aquisição de equipamentos, quando os respectivos projetos
tenham sido previamente aprovados pelo Ministério da Saúde.
• Art. 5° - Nenhuma contratação ou credenciação de serviços com unidades de saúde será efetivada pelos
órgãos da administração direta ou indireta da união sem que os respectivos projetos de construção, inclu-
sive os de ampliação ou reforma, iniciadas após a vigência da Lei 6.229 de 17 de julho de 1975, tenham re-
cebido aprovação previa do Ministério da Saúde.
_~.rt6~- Para os efeitos deste decreto entendem-se como serviços de saúde ou unidades de saúde, os hos-
; :rais, postos ou casas de saúde, consultórios, clínicas em geral, unidades médico-sanitárias, outros esta-
--elecimentos afins ou locais onde se exerçam atividades de diagnóstico e tratamento, visando a promoção,
~.roteção e recuperação da saúde .
• A.rt7~- A inobservância do disposto neste decreto e nas normas e padrões a serem baixadas pelo Minis-
·ério da Saúde configurará infração de natureza sanitária a ser apurada e punida na forma do Decreto-Lei
-~5, de 25 de agosto de 1969.
.-\rt. 8~ - Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em con-
~rário.
Brasilia, 31 de dezembro de 1975;
154°, da Independência e 87°, da República

::'''rtaria 30/ B5B - 11/02/ 77

Aprova os conceitos e definições de que trata o item I do Art. 2~ do Decreto 76.973 de 31/ 12/ 1975.
Resolve:
.-\provar os conceitos e definições de que trata o item I do artigo 2°, do Decreto 76.973, de 31 de de"embro
de 1975, referentes às normas e padrões previstos no artigo 10, letra "g" da Lei 6.229, de 17 de julho de
1975.

Recomendar à coordenação de Assistência Médica e Hospitalar, da Secretaria Nacional de Ações Básicas de


Saúde do Ministério da Saúde as providências necessárias à publicação na imprensa nacional, a impressão
Jo documento mencionado no item I desta Portaria, promovendo sua divulgação junto aos órgãos e enti-
-Iades interessados, em todo o território nacional.
Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Paulo de Almeida Machado
Ministro da Saúde

:Jortaria 400/B5B de 6/12/1977

o Ministro de Estado da Saúde, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 2° do Decreto 6.229, 17 de
310 de 1975.
Resolve:
Ficam aprovados as normas e os padrões sobre construções e instalações de serviços de saúde, que com
esta baixam, a serem observados em todo o território nacional, em complementação à Portaria Ministerial
O,de 11/11/1977, para os efeitos do disposto nos Arts. 4~ e 5° do Decreto 76.973 de 31/12/1975
_ Órgão competente da Secretaria Nacional de Ações Básicas de Saúde, do Ministério da Saúde, se articulará
com as secretarias de saúde, a fim de orientá-Ias sobre o exato cumprimento e interpretação das normas
aprovadas .
.-\ inobservância das normas e padrões aprovados por esta Portaria constitui infração à legislação sanitária
federal tal como configurado no Art. 10, 2~ da Lei 6.437 de 20/08/1977.
Paulo de Almeida Machado
Ministro da Saúde
-
11

Portaria 61 IBSB de 15/0211979

o Ministro de Estado de Saúde, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 2~, do Decreto 76.973, de
31 de dezembro de 1975 e, tendo em vista o disposto no artigo 1~item I, letra "g", de Lei 6.229, de 17 de julho
de 1975 e considerando tratar-se de denonlinação usual de Unidade de Saúde,
Resolve:
1. Introduzir na Portaria 30/BSB, de 11 de fevereiro de 1977, publicado no D.O.U de 18 de fevereiro de 1977,
modificação no item I, Terminologia Geral, subitem 16 que passa a ter seguinte redação: "Posto de Assis-
tência Médica-Estabelecimento de Saúde destinado à assistência médica ambulatorial".
Essa Portaria entrará em vigor na data de sua publicação.
Paulo Almeida Machado
Ministro da Saúde

Portaria 1.8841GM de lI/lI I 1994

o Ministro de Estado da Saúde, no uso de suas atribuições legais, e


• Considerando o princípio da descentralização político-administrativa previsto na Constituição Federal e na
Lei Orgânica da Saúde:
• Considerando a necessidade de atualizar as normas existentes na área de infra-estrutura física em saúde;
• Considerando a necessidade de dotar as Secretarias Estaduais e Municipais de instrumento norteador das
novas construções de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde que atenda aos princípios de regionalização,
hierarquização, acessibilidade e qualidade da assistência prestada à população:
• Considerando a necessidade das Secretarias Estaduais e Municipais contarem com um instrumento de ava-
liação de projetos físicos, adequado às novas tecnologias na área da saúde, resolve:
1. Aprovar as normas que com estas baixam destinadas ao exame e aprovação dos projetos Físicos de Esta-
belecimentos Assistenciais de Saúde, constantes do Anexo I desta Portaria a serem observadas em todo
território nacional, na área pública ou privada compreendendo:.
a) as construções novas de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde de todo o país; as áreas a serem am-
pliadas de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde já existentes;
b) as reformas de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde já existentes.
2. A Secretaria de Assistência à Saúde, do Ministério da Saúde, prestará cooperação técnica às Secretarias
Estaduais e Municipais de Saúde, a fim de orientá-Ias sobre o exato cumprimento e interpretação das nor-
mas aprovadas por esta Portaria,
3. As Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde poderão implementar os procedimentos para adoção destas
normas, podendo estabelecer normas de caráter supletivo ou complementar a fim de adequá-Ios às espe-
cificidades locais.
4. A inobservância das normas aprovadas por esta Portaria constitui infração à legislação sanitária federal,
conforme dispõe o artigo 10, inciso lI, da Lei 6.437, de 20 de agosto de 1977.
5. Determinar à Secretaria de Assistência à Saúde do Ministério da Saúde, que proceda a revisão desta Por-
taria, após 2 (dois) anos de sua vigência, com o objetivo de atualizá-Ia ao desenvolvimento científico e tec-
nológico do país.

Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário, particu-
larmente a Portaria 400, de6 de dezembro de 1977 do Ministério da Saúde.
Henrique Santillo
Ministro da Saúde

Ibscrvação: foi publicada no D.O.V. de 27/12/94 - seção 1, página 20.646, retificação do anexo i, desta Porta-
~a, em seu capítulo Programação Físico - Funcional dos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, Atribuição
_. A.tividade 2.3.
:')i publicado no D.O.V. de 15/03/95 - seção 1, página 34.96, retificação do anexo I desta Portaria, em seu
3pítulo Critérios para projetos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, itens Circulações Externas e In-
.ornas, em seus parágrafo. 10 e 6?
:)i publicado no D.O.V. de 05/07/95 - seção 1, página 991, retificação do anexo I desta Portaria, em seu capí-
··tlo Programação Físico - FW1cional dos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, itens 2.1 e 2.2 atribuição
atividades 3.1 e 3.2 e capítulo Critérios para Projetos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, item
_,stalações Prediais Ordinárias e Especiais, subitem 2 Instalações Elétricas e Eletrônicas e nas tabelas de am-
:pntes relativas ao Atendimento Imediato.
O texto desta publicação já se encontra com as referidas retificações.

?ortaria 674 de 31/ /2/ /997 e RDC n.o 50 de 21/02/2002


ronsulta Pública
jeto: revisão da Portaria GrvI/MS1.884 de 11/11/1994
."Lgem:Departamento Técnico Normativo/Secretaria de vigilância Sanitária
.-\Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, no uso de suas atribuições legais e tendo em
·'a o disposto na Resolução Conetro na 5 de 4 de setembro de 1995, resolve:
Submeter à consulta pública a proposta de revisão da Portaria GM/MS 1.884, anexo a esta Portaria;
_ Estabelecer o prazo de 90 (noventa) dias a contar da data de publicação desta Portaria, para que sejam
apresentadas sugestões fundamentadas, relativas à revisão de que trata o item 1 acima;
Informar que as sugestões deverão ser encaminhadas, por escrito, para o seguinte endereço: Ministério da
Saúde/Secretaria de Vigilância Sanitária, Att. dos arquitetos Flávio Bicalho ou Regina Barcellos, Esplanada
los Ministérios, bloco G, sala 752, CEP: 70.053-900 Brasília - DF.
- ('omunicar que a consolidação do texto final da nova Portaria será procedida pelo Departamento Técnico
_:ormativo da Secretaria de Vigilância Sanitária no prazo de 60 (sessenta) dias.
Marta Nóbmga Martinez

A Portaria 674 de 31/12/1997 - Consulta Pública - permaneceu, praticamente, quatro anos em discus-
. seja em congressos, seminários, reuniões técnicas, etc., objetivando a mais ampla participação de todos
- .nteressados na implantação de uma nova norma.
No dia 21 de fevereiro de 2002, é finalmente aprovada a Resolução da Diretoria Colegiada n° 50
(RDC n? 50), publicada no D.O.U. de 30 de março de 2002, já pela ANVISA Agência Nacional de Vigilância
Sanitária.
A RDC n? 50 de 21 de fevereiro de 2002 dispõe sobre o Regulamento para o planejamento, programação
e avaliação de projetos físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde e, após todos os considerandos de
ordem legal, determina:
• Art. I? Aprovar o Regulamento Técnico destinado ao planejamento, elaboração, avaliação e aprovação de
projetos físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, em anexo a esta Resolução a ser observado
em todo o território nacional, na área pública e privada compreendo:
a) as construções novas de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde de todo o país;
b) as áreas a serem ampliadas de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde já existentes e os anteriormente
não-destinados a estabelecimentos de saúde;
c) as reformas de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde já existentes e os anteriormente de saúde.
• Art. 2? A Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde prestará cooperação técnica às
secretarias estaduais e municipais de saúde, a fim de orientá-Ias sobre o exato cumprimento e interpreta-
ção deste regulamento técnico.
• Art. 30.As secretarias estaduais e municipais de saúde são responsáveis pela aplicação e exécução de ações,
visando ao cumprimento deste regulamento técnico, podendo estabelecer normas de caráter supletivo ou
complementar, a fim de adequá-Io às especificidades locais.
• Art. 4? A Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde procederá à revisão deste re-
gulamento, após cinco anos de sua vigência, com o objetivo de atualizá-lo ao desenvolvimento científico e
tecnológico do país.
• Art. 5? A inobservância das normas aprovadas por este regulamento constitui infração à legislação sanitária
federal, conforme dispõe o artigo 10, incisos II e III, da Lei 6.437 de 20 de agosto de 1977.
• Art. 6°. Esta resolução da diretoria colegiada entrará em vigor na data da sua publicação.
Gonzalo Vicina Neto
apitulo

o planejamento de um hospital envolve os seguintes aspectos: legais,


econômico-financeiros e técnicos.
Documentos legais a serem observados
• NBR 5984 - Norma Geral de Desenho Técnico
• Disposições da ABNT
• Códigos, leis, normas municipais, inclusive concessionárias de serviços
públicos
• Códigos, leis, normas estaduais
• Códigos, leis, normas federais

Terminologia
A norma da Portaria 1.884/GM do Ministério da Saúde e sua atualização
Portaria 50, de 31/12/1997 estabelecem uma termologia apropriada que deve
ser consultada. Entretanto, existe variações terminológicas de escritório para
escritório nas diversas regiões do país. Tal fato talvez explique a exigência da
norma em unificar ou padronizar as apresentações dos projetos facilitando
a sua análise. Assim a norma estabelece a partir de um programa Físico
Funcional, as seguintes etapas

Estudo Preliminar, projeto básico e projeto executivo

A complexidade do edifício hospitalar, entretanto, geralmente acarreta,


para analistas dos diversos órgãos públicos envolvidos na sua aprovação,
dificuldades de interpretação e compreensão que exigem do projetista um
maior detalhamento ou ampliação das etapas do seu projeto:
• Estudo Preliminar
• Anteprojeto
• Projeto legal
• Projeto básico
• Projeto executivo
• Detalhes
• As Built
• _1:1."- • -1-1 •

Além do projeto de arquitetura, para cada etapa, devem ser apresentados


os seguintes projetos complementares: todos com o nível de informações que
cada etapa exige nas escalas determinadas pela norma do Ministério da Saúde.
Instalações elétricas, eletrônicas, hidráulicas, fiuidomecânicas, climatização,
estruturas e fundações e os respectivos memoriais descritivos.
O projeto legal, de representação mais simples, e constando do projeto de
arquitetura, geralmente é utilizado para aprovação no Corpo de Bombeiros,
CREA, prefeitura, Covisa municipal e estadual e concessionárias.
Para o Ministério da Saúde/ANVISA, devem ser apresentados os docu-
mentos exigidos pela norma.
Corpo de Bombeiros, Covisas, Concessionárias e eventualmente prefeituras
exigem os projetos devidamente detalhados das instalações a elas pertinentes.
Estudos de impacto de vizinhança têm sido cada vez mais exigidos por
algumas prefeituras, nos quais são abordadas questões de tráfego, ruído,
estacionamento, limpeza pública e estudos sobre a evolução no uso do solo
da região onde será erigido o edifício hospitalar.
• Responsabilidades.
• Formatos das folhas de desenho.
• Padronização gráfica dos desenhos.
• Memoriais descritivos, especificações, memória de cálculo, quantitati-
vos e orçamentos.
• Tipos e siglas adotadas.
• Aprovação dos projetos.

Aspectos econômico-financeiros
A conjuntura econômico-financeira brasileira atual, no fim do século XXe
início do século XXI, é caracterizada por um processo de redução do papel do
estado na vida econômica. Processos de privatizações já foram concretizados
em setores antes considerados estratégicos e de segurança nacional, tais como
telecomunicações, mineração, eletricidades, entre outros.
Dentro dessa visão, ao estado caberiam ações básicas de saúde, educação,
além segurança externa e interna e administração.
A experiência tem mostrado, até o momento, resultados insatisfatório em
alguns setores e noutros, como na saúde pública e educação, desastrosos.
A crise na saúde, já comentada, ao lado dos seguros e planos privados, além
da terceirização de algumas ações, tem levado a uma acelerada constituição
de empresas de assistência médica onde o hospital assume uma função
primordial.
Os profissionais, com o objetivo de resguardar a qualidade da sua atuação
cada vez mais difícil na rede pública, em violento processo de sucateamento,
ressalvadas algumas exceções, procuram criar seus próprios espaços de
atuação, ora em clínicas de até 30 leitos, pequenos hospitais de até cinqüenta
leitos, ou por meio de empresas e grandes hospitais.
••• • •

Associação Médica Brasileira publicou documento que aponta que o Brasil


possuía um total de 6.532 hospitais, até meados da década de 90, sendo que,
destes, 60,1% são de pequeno porte, ou seja, abaixo de cinqüenta leitos, de
baixa complexidade, que na maioria das vezes resolvem doenças que não
necessitam de internação ou, no mínimo, exigem pouco tempo de internação
hospitalar. Saliente-se que os hospitais oferecem grande contingente de
empregos, que pode variar de 3,5 a 8,0 funcionários por leito, variando
conforme a complexidade, dos serviços ambulatoriais e complementares
de diagnóstico e tratamento, com custo ainda elevados devido a salários,
benefícios, encargos, treinamento, entre outras variáveis. Estima-se que 40%
dos leitos hospitalares, em países desenvolvidos, sejam ocupados por idosos.
No Brasil, temos poucas escolas de graduação em administração ho~pitalar,
embora nos últimos tempos tenham aumentados os cursos de pós-graduação
em administração hospitalar e especialização em arquitetura hospitalar.
Linhas de crédito foram abertas pelo BNDES, repasses ao Banco do Brasil,
bancos públicos regionais e alguns da iniciativa privada, para o financiamento
e conseqüente implantação desses empreendimentos.
Além das exigências cadastrais próprias de atividades bancárias essas
instituições exigem os seguintes elementos e documentos:
• Consulta prévia - agência do banco.
• Terreno onde será localizado o empreendimento - com escritura pública
regularizada.
• Estudo de mercado.
• Projetos técnicos devidamente aprovados nos órgãos competentes.
• Estudo de viabilidade econômica.
• Orçamentos para obras civis, equipamentos, móveis e utensílios.

Condições de financiamento
• 70% do total para obras civis, móveis e utensílios de obras pequenas e
médias.
• 80% do total para obras civis, móveis e utensílios de obras grandes.
• Garantias reais de 120%.

Amortização oito anos


Carência três anos no total ou até seis meses após a implantação do
empreendimento
Juros TJLP+ juros reais de 4% ao ano (sujeitas à modificação da
conjuntura econômica)

Observação importante
Financiamento de equipamentos e rnóveis cirúrgicos, equipamentos de
diagnóstico por imagem, autoclaves, lavanderia industrial, cozinha industrial
são financiados pela linha Finame do BNDES, com regras e exigências
próprias.
• _11_· - •

Recomendações importantes
• A construção de um hospital é investimento alto. Requer alta dose de
profissionalismo e responsabilidade para os empreendedores, projetistas
e construtores.
• O projetista deve estar bem atento à capacidade técnica e econômico
financeira dos empreendedores. A recíproca é verdadeira. Normalmente
os honorários profissionais são acertados entre as partes para quando da
liberação da parcela do financiamento. O que, pelo demonstrado acima,
constitui um longo caminho a ser superado.
• É necessário, portanto, um contrato de prestação de serviços bem elabo-
rado, com assessoria jurídica, onde seja prevista remuneração adequada
durante o andamento do processo de financiamento. Por seu lado o em-
preendedor deve exigir a capacidade técnico-operacional dos projetis-
tas.
• Médicos, muitas vezes não têm um conhecimento adequado sobre a
complexidade do projeto de um hospital. Recomenda-se um esclarecimento
prévio.
• O acompanhamento do arquiteto deve, se possível, existir a partir da
escolha do terreno. No mais das vezes os empreendedores procuram o
projetista com terreno já escolhido e, geralmente, inadequado quanto ao
uso ou dimensões insuficientes.
• O custo total de um hospital é de 60% para obras físicas e 40% para
equipamentos, podendo estes valores serem alterados em função
do conceito e conseqüente modelo de atendimento a ser adotado.
Equipamentos de diagnóstico por imagem sempre oneram muito os custos
no item equipamento.
• Não definir partido arquitetônico enquanto não houver o conceito (modelo)
de atendimento a ser adotado.
• O Manual de Convênios do Ministério da Saúde, que trata do
financiamento de obras pelo Ministério da Saúde, editado pela Portaria
426/GM de 11/04/97, determina:
1) obras financiadas pelo Ministério da Saúde terão de apresentar projeto
básico e complementares;
2) os projetos executivos poderão se feitos conconútantemente à execução
da obra;
3) os projetos executivos podem ser financiados pelo Ministério da Saúde,
desde que o convênio preveja este serviço. O proponente, no entanto,
paga os projetos básicos;
4) a avaliação técnico-financeira dos projetos pela equipe do Ministério
da Saúde só será feita após a avaliação efetuada pelas equipes das
secretarias estaduais de saúde. O projeto pode ser aprovado ou não,
independentemente da aprovação prévia nas secretarias estaduais de
saúde;
5) a empresa do projeto não pode ser a da obra.
_. 1_._ • •

• O Projeto Reforsus (Reforço à Organização do Sistema Único de Saúde)


estabelece financiamento para aquisição de equipamentos médicos
hospi talares .

Aspectos técnicos
Tais aspectos são os seguintes: localização, programa, dimensionamento,
diagrama de grupo e composto, projetos e construção.

Localização
A Portaria 400 de 6/12/1977 preconizava quanto à localização dos EAS as
seguintes condições especiais quanto à escolha do terreno:
• abastecimento de água adequado em qualidade e quantidade, com um
mínimo de 500 litros por dia e por leito. Disponibilidade de rede de esgoto
e de águas pluviais, assim como de luz, telefone e gás;
• proximidade do centro de comunidade a que a instituição médico- hospitalar
se destinar, facilidade de vias de acesso e meio de transporte;.
• ocupação máxima de 50% da área total do terreno, já computadas as futuras
ampliações;
• orientação do edifício que possibilite iluminação e ventilação adequadas
nos locais de permanência prolongada dos pacientes e em outros locais
como centros cirúrgico e obstétricos;
• afastamento ITÚnimode 5 m em relação às vias públicas e de 3 m em relação
às divisas de propriedades vizinhas, obedecendo-se à legislação local;
• evitar proximidade de áreas de influência de indústrias, depósitos de
inflamáveis e explosivos, quartéis, centros de diversões, cemitérios e
outros agentes produtores de ruídos, poeiras, fumaças e fortes odores.
Observação: evitar terrenos que demandem grande movimentação de
terra (ideal é i = 10%).

A Portaria 1.884/GM 11/11/1994 não estabelece estas condições quanto à


localização dos EAS. O mesmo com a sua atualização pela RDC n° 50.
De um modo geral, continuando as modificações iniciadas na Portaria 1.884,
a RDC n° 50 amplia a liberdade de ação dos projetistas, eliminando padrões
e modelos preestabelecidos dos partidos arquitetônicos apresentados nas
normas anteriores. Aos profissionais ficarão as responsabilidades das suas
propostas técnicas, ressalvando-se as exigências básicas para o perfeito
funcionamento dos EAS.
Questões como critérios de localização, relação m2/leito, maior flexibilidade
no dimensionamento mínimo de ambientes, uma maior abertura às inovações
tecnológicas, aos avanços da medicina e sua conseqüente influência no espaço
físico do hospital, permitem uma abordagem mais lúcida e dinâmica dos
assuntos relacionados com a arquitetura hospitalar.
Novos critérios, como o de considerar o layout básico de funcionamento
como ponto de partida do projeto, além das dimensões e características dos
.1··1. 1::.J··t;;;;1 -..-••

equipamentos (em constante processo de miniaturização), os procedimentos e


atendimentos ambulatoriais e conseqüente diminuição dos internamentos, as
novas alternativas ao trabalho, impõem urna nova metodologia na composição
do projeto do hospital. Inclusive à busca por novos parâmetros.
Por outro lado, funções hospitalares geradoras de demanda por grandes
áreas corno lavanderia industrial, centrais de esterilização, serviços de nutrição
etc., estão cada vez mais sendo terceirizados. No caso dos serviços de nutrição,
ainda há resistências à terceirização (no sistema de catering), porque,
segundo muitos nutricionistas, as distâncias entre a produção do alimento
e o ponto de consumo, isto é, o hospital, provocaria perda de qualidade no
alimento (sabor, aspectos nutritivos, temperatura etc.). Já os serviços de
lavanderias e centrais de esterilização podem ser realizados fora do hospital
acarretando, portanto, redução na área do edifício.
Ressalte-se ainda urna tendência já verificada de implantação de centros
clínicos, associados a hospitais. Nesses estabelecimentos, ficaria concentrada
grande parte dos serviços de apoio ao diagnóstico e tratamento, tais corno
laboratórios de análises clínicas, serviços de diagnóstico por imagem, etc.
Assim, a questão de localização e seus condicionantes é um elemento a
ser considerado quando da escolha do terreno para construção do hospital,
e o bom senso deve prevalecer. O que tem de ser considerado é o processo
caótico da urbanização brasileira e as dificuldades dos poderes públicos em
estabelecer leis de uso do solo que acompanhem esse processo. Mesmo o
recente Estatuto das Cidades vai encontrar grandes barreiras para interromper
o referido processo. Hoje fica cada vez mais difícil encontrar grandes áreas de
perfil adequado para a localização de hospitais em qualquer média ou grande
cidade brasileira.

Tal fato, mantidas as exigências anteriores para localização, tornaria


praticamente impossível, na realidade brasileira, construir hospitais.
Entretanto, entendemos que as exigências ainda servem corno parâmetros
básicos de localização.

Dimensionamento
A Portaria 1.884 e a RDC 50 não mais estabelecem o parâmetro m2/leito
para um dimensionamento prévio do edifício hospitalar. Fatores já comentados
no capítulo anterior justificaram a eliminação desses parâmetros. Entretanto,
alguns autores e profissionais ainda trabalham com essa referência, para
diferentes tipos de hospitais.
A OMS estabelece quatro leitos por 1.000 habitantes. O Brasil estabelece
2,5 leitos por 1.000 habitantes. Pelo critério da OMS, o Bi"asil precisaria de
650.000 leitos e pelo critério do próprio Brasil seriam 425.000 leitos.
O IBGE numa pesquisa realizada em 2002 revela que o número de leitos
no país caiu 10%. Em 1992, eles eram 544.357 e passaram para 471.171 em
2002. Queda que é de 13% ocorrida mais no setor privado. Já o setor público
aumentou para 10.876 o número de leitos. A pesquisa revela também que 36%
dos municípios brasileiros não oferecem leitos à população.
A redução, talvez, se justif"ique pela eliminação dos leitos nos hospitais
psiquiátricos (em função da lei que determina a eliminação progressiva desses
estabelecimentos e sua substituição por tratamentos alternativos). Ou pela
melhora nas ações básicas de saúde, inclusive ambulatorial.
Os números apresentados servem de parâmetros para o dimensionamento
de novos hospitais, ampliação ou reforma dos existentes.

Subdivisão
Hospitais gerais:
60m2/ leito é considerado uma relação mínima.
administração/apoio técnico e apoio logístico: 15 m21leito
apoio ao diagnóstico e tratamento: 15 m21leito
internação: 30 m2/leito
total: 60 nhleito

Hospitais universitários:
115 m2/ leito, a subdivisão é a mesma dos hospitais gerais, com o incre-
mento para as áreas de ensino: alojamentos, bibliotecas, salas de estudos
etc.

A existência de ambulatórios na estrutura hospitalar pressupõe um


acréscimo na sua área total. Mas exige cálculo à parte. Para alguns autores o
ambulatório completo, num hospital geral, cOlTesponde a 1/3 a mais da área
prevista para um hospital.
No Brasil, segundo estatísticas, entre 10% e 18% das consultas ambulatoriais
correspondem a uma internação, variando de região para região. Nesse caso, o
melhor é proceder o dimensionamento com base numa rigorosa pesquisa e em
estudos estatísticos, considerando a região onde será implantado o hospital.
Dois outros fatores que provocam o incremento de áreas num hospital são
os chamados equipamentos de diagnóstico por imagem e os chamados espaços
lúdicos (tendência que se acentua na arquitetura hospitalar), representados
por galerias de arte, lojas, bancos, praças de alimentação etc., dentro de uma
justificativa de humanização dos hospitais. Europa e Estados Unidos utilizam
muito esses espaços. No Brasil, estamos iniciando esse processo.Neste caso,
o arquiteto tem de definir, junto com o cliente, o nível de utilização desses
equipamentos e espaços.
apftulo
Itl' IleLU r Cl
ti f f)Jl(~, fIlO
~ o o 0000' •

t}O'f!

Arquitetura: introdução
o hospital é um dos programas mais complexos a ser atendido pela
composição arquitetõnica. É um edifício multifacetado, onde .interagem
relações diversas de alta tecnologia e refinados processos de atuação
profissional (atendimento médico e serviços complementares) com outras
de características industriais (lavanderia, serviço de nutrição, transportes,
etc).
Do ponto de vista funcional, um edifício deste porte deveria ser, de pre-
ferência, construído em um único pavimento térreo. A norma, entretanto,
preconiza uma ocupação máxima em torno de 50% do terreno, já previstas
futuras ampliações. Por outro lado, as grandes dimensões requeridas para
este tipo de edifício são enormes: 60m2/leito no mínimo. Então, um hospital
de 100 leitos, por exemplo, terá 6.000 m2 e exigirá um terreno de 12.000 m2
ou 1,2 HA. Área difícil de encontrar, hoje em cidades de médio e grande por-
tes, com boa localização.
Assim, a verticalização, praticamente, se impõe pelas dificuldades de ter-
renos disponíveis. Deve-se salientar que dispondo de uma área de tamanho
adequado, a verticalização só é recomendável em hospitais acima de 200 lei-
tos, pois a partir daí os longos percursos solicitam um edifício verticalizado.
A opção entre o sistema pavilhonar horizontal térreo, com no máximo dois
pavimentos, que permite a utilização de rampas ou de bloco na vertical, exige
alguma prudência por parte do projetista, no sentido de dimensionar qual a
intensidade ou em qual nível se dará a verticalização. Questões como aumento
de custos, possibilidade de incêndio (o sério problema da evacuação de doen-
tes), elevadores, fluxos de pessoas e serviço, suprimento de materiais, etc.,
são itens a serem considerados ao se optar por uma solução verticalizada.
A norma exige, por uma condição lógica, no processo de atendimento,
facilidades para circulação de pacientes, entre outras, que setores como ad-
ministração, ambulatório, pronto atendimento (urgência e emergência, parte
dos serviços de apoio ao diagnóstico e terapia, dotados de aparelhos comple-
xos e pesados, como raios-x, tomógrafos, ressonância sejam ser colocados no
térreo). Aliás, a CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) sugere que
• - ... -- • -1--; •

esses equipamentos deveriam ficar no hospital, em um edifício isolado dadas


as suas características que, entre outras exigências necessitam do controle
de radiação nuclear. Outros setores de grande demanda, por suprimento ou
serviço, como nutrição e dietética, lavanderia, caldeiras, etc., devem também
ser localizados no térreo.
O setor de pronto atendimento (urgência e emergência), impôs aos cen-
tros cirúrgicos e obstétricos, UTI-CTI, a se localizarem também no térreo.
Quando possível, ótimo. Entretanto, pela grande demanda de área ou neces-
sidade de um melhor isolamento, geralmente esses serviços são colocados no
andar imediatamente acima, com a finalidade de permitir um atendiment
mais rápido.
Tradicionalmente, em edifícios verticalizados e quando ainda não havia
os modernos equipamentos de iluminação artificial (focos cirúrgicos), os
centros cirúrgicos eram colocados no último pavimento, para aproveitar a
iluminação natural (zenital). O serviço de pronto atendimento colaborou
também para trazer os centros de cirurgia para o térreo ou, no máximo, para
o primeiro andar.
Como veremos mais adiante, alguns autores preconizam um número de
andares entre seis e oito pavimentos, pelo critério econômico. (Juan Mascará
O custo das decisões arquitetõnicas no projeto hospitalar - Ministério
da Saúde, 1995.) Sílvia Caldas Pinto em seu livro Hospitais. planejamentc
físico para unidades de nível secundário, publicado em 1996 pela edi-
tora Thesaurus, de Brasília, defende a idéia de que um hospital não deverió
ter mais de 28 metros de altura a partir do nível do terreno. Na prática, um
edifício com sete ou oito andares, com 3.60 m de pé direito.
Entre outras considerações, o objetivo de evitar edifícios hospitalares
muito altos é facilitar o acesso, a implantação, inspeção e manutenção das
instalações e equipamentos, sem maiores transtornos para as atividades
do hospital e para o conforto dos pacientes. Para não falar na questão dz
possibilidade de incêndio.

Pontos que devem ser considerados


1) Programa
2) Plano diretor (para hospitais existentes e novos)
3) Flexibilidade: conceito de projeto no qual é considerada a dinâmica d
espaços hospitalares, suas constantes ampliações, modificações e adapta-
ções, exigindo uma solução compatível com tal dinâmica.
4) Expansibilidade: conceito de projeto no qual, a partir da morfolo
arquitetônica adotada (tipologia) no seu sentido macro já sejam previst
futuras ampliações.
5) Contigüidade: é a forma pela qual a anatomia do edifício hospitalar c_
ganiza os percursos, distâncias e relações entre setores, unidades ou d"-
partamentos.
6) Valência: conceito que desempenha um papel importante na conce
ção e na atualização de instituições de saúde. No ordenamento funcior
• • •

e na aglutinação racional e lógica de componentes afins. Na interação e


nos inter-relacionamentos qualitativos e quantitativos, na mais-valia po-
sicional e na proximal de elementos distância/urgência/prioridade/neces-
sidade/peculiaridades dependente. Na otimização de fatores, utilização
de custo/benefício, na potencialização de vetores de correlacionamento
funcional de produção e de recursos humanos. É um conceito introduzido
no planejamento hospitalar pelo arquiteto Jarbas Karman.
7) Tipologia da internação: Forma, custos, planos horizontais, planos
verticais, espaços intersticiais, circulação, apartamentos ou enfermarias,
número de leitos a serem implantados no geral e em cada unidade, espa-
ços de apoio.

Instalações

• Check-list, hidráulica, elétrica, elétrica de urgência, elétrica diferenciada,


fiuidomecânicas, climatização, centrais energéticas, energias ativas versus
passiva, agrupamento de unidades com necessidades semelhantes, acesso
aos sistemas, instalações aparentes versus assepsias versus manutenção
legislação, economia e consumo de energia.
• Condições ambientais: iluminação, conforto térmico e acústico, ergonomia
e sinalização e cores.
• Espaços lúdicos: espaços hospitalares não diretamente ligados à cura,
tais como lojas, galeria de arte, lanchonete, local para pequenos concertos
musicais, bancas de jornais e revistas e bancos.
• Metodologia do Planejamento Hospitalar: Métodos e técnicas utilizadas
para o planejamento hospitalar. Experiências internacional e brasileira.
• Condicionantes do planejamento hospitalar
• Condicionantes para expansão
• Condicionantes para mudança
• Condicionantes para atualização
• Condicionante de ser voltado para o futuro
·'- • _1--. .

Fases do planejamento - Programa


Hospital geral contemporâneo, de médio e grande porte, contempla hoje o seguinte programa:
1. Atendimento básico de saúde
2. Ambulatório
3. Atendimento imediato: urgência/emergência

• Atendimento em regime de inter- •• Centro obstétrico •• Finanças


nação: Normal •• Compras
• recém-nascidos Cirúrgico •• Processamento de dados
• semi-intensiva • CTI/UTI/CRO •• Arquivo médico e estatístico
• intensiva •• Reabilitação •• Auditório
• queimados Fisioterapia •• Biblioteca
Hemoterapia/hematologia •• Governadoria
• Apoio ao diagnóstico e terapia • Radioterapia
• Patologia clinica: análises clí- • Quimioterapia • Apoio Logístico
mcas • Diálise • Processamento de roupas/
• Diagnóstico por imagens • Banco de leite lavanderia
Raio-X •• Central de material!
• Apoio Técnico
Tomografia computado- equipamentos - almoxarifadc
• Nutrição e dietética
rizada •• Lactário •• ManutençãO
• Ressonância magnética • Farmácia •• Conforto e higiene
• Ultra-sonografia •• Central de material esteriliza- •• Limpeza/zeladoria
• Métodos Gráficos do •• Geral
Hemodinâmica •• Ação para formação de re- • Garagem
• Anatomia patológica cursos humanos e pesquisa •• Central de gases
• Medicina nuclear • Apoio Administrativo • Casa força
Gama-câmara •• Diretorias • Guaritas
Cintilógrafo •• Pessoal • Tratamento de resíduos
• Centro cirúrgico •• Contabilidade • Estacionamento

o programa acima relacionado diz respeito a um hospital geral público E


o mesmo modelo pode ser utilizado para uma entidade privada. A RDC n? 50.
Entretanto, não obriga a quem for construir um hospital que o mesmo tenha
todas aquelas unidades. O que a norma exige é que se existir a unidade, esta
tem de obedecer às exigências legais em todos os seus aspectos.
O detalhamento dos espaços será feito no capitulo junto com os diagra-
mas. As relações dessas unidades (diagrama de grupo) e as relações gerais
(diagrama composto) serão observadas nos Anexos.

Plano diretor: edifício a ser implantado. Contato inicial


• Entidade contratante vers'us entidade contratada.
• Definição da equipe da entidade contratante que acompanhará projeto e
obra.
• Definição da equipe técnica que desenvolverá projetos.
• Explanação, pela equipe técnica de projeto, sobre o escopo do trabalho a
ser desenvolvido
• Documento básico contendo proposta técnica (ações e produto) a ser de-
senvolvida e proposta financeira.
• • _ I .1._ .,.

ntrato de prestação de serviços

-=-erreno - Ações de saúde a serem • Consulta Prévia


=:scritura do terreno desenvolvidas • Prefeitura municipal
>yantamento topográfico - Especialidades médicas - uso do solo
:,lanialtimétrico) da área e ruas - Gestão administrativa e ~posturas municipais
:ljacentes. financeira - Covisa: federal
Perímetro da área estadual
• Modelo Operacional
Ângulos - Espaço físico - Programa municipal
Norte verdadeiro e - Mobiliário • Concessionárias serviços
magnético públicos
- Equipamentos médico-
~-\rborização existente • água
Y1obiliáriourbano cirúrgicos, industriais e
• esgotos
operacionais • telefone
Compatibilização entre
escritura e levantamento • Modelo de Implantação • eletricidade
- Obra total • Agente fmanceiro
ropográfico
nceituação do edifício - Obra por etapas • Condições do financiamento
.;anto a: • Modelo do Financiamento • Garantias reais
-'lodelo do atendimento a ser - Direto recursos próprios • Documentação necessária
oferecido: - Indireto: agente financeiros • Documento básico preliminar

Projetos
Estudo preliminar de Arquitetura: Esc. 1:100
Anteprojeto de Arquitetura: maquetes/perspectivas Esc. 1:100/1.50
Consulta prévia Prefeitura
Covisa
Concessionárias

Orçamento Estimado
Projeto básico de Arquitetura 1:100
Projeto básico de Instalações 1:100
Projeto básico de Estrutura 1:100
Projeto básico de Equipamentos 1:100

Memorial justificativo
• Apresentação Covisas
• Aprovado
• Reprovado (caiu em exigências)
• •

Projeto Viabilidade Econômico-financeiro


• Pesquisa de mercado
• Projeto
• Solicitação do financiamento
• Apresentação da documentação
• Cronogramas físico-financeiro
• Orçamento de Acordo com solicitação do financiamento

Projeto Legal
• Prefeitura
• Concessionárias
• Aprovado
• Projeto Executivo
• Arquitetura
• Instalações
• Estrutura
• Equipamentos - layout definitivo
• Definição mobiliário - layout/aquisição
11' • Detalhes
I

• Programação visual
• As built
• Orçamento real
• Obra: modelo de licitação
• Obra: gerenciamento
• Obra: início
• Obra: conclusão
• Obra: aceite

Plano Diretor
• Edifício Existente
• Ampliação
• Reforma
• Levantamento da memória gráfica do edifício, planos e projetos em
geral, mobiliário e equipamento
• Existe: Compatibilizar com a realidade existente
• Não existe: Providenciar levantamento
• Diagnóstico Físico e Operacional
• Finalidades
• Métodos
• Critérios do diagnóstico
As fases e etapas restantes deverão seguir o mesmo modelo adotado para
um projeto de novo edifício.
• - 1_··- • c• •

Equipe da Entidade Contratante


Deverá ser coordenada por executivo do futuro hospital! hospital existente,
que designará representantes do corpo médico de enfermagem, paramédicos,
chefes de departamentos e qualquer outro profissional que possa colaborar
com sugestões, críticas, análises e alternativas oferecidas pela entidade
contratada (equipe técnica de projetos).

Equipe de Assessoria e Projeto


Geralmente, coordenada por um profissional de planejamento físico ou
administrativo. Formada basicamente por arquitetos, engenheiros (funda-
ções, estrutura, instalações etc) consultores não fixos de diversas especia-
lidades (acústica, luminotécnica, conforto ambiental, informática, comuni-
cações, etc). Consultores gerenciais e administrativos (nutricionistas, en-
fermeiras, gerente de hotelaria, processamento de roupas, serviços médicos
e equipamentos).

Esta equipe tem o papel de pólo de geração e desenvolvimento de


alternativas a serem analisadas, criticadas e aceitas, ou não, pela equipe da
entidade contratante.

Unificação da linguagem
Num trabalho envolvendo profissionais das mais variadas formações, é
importante um alto grau de sinergia entre todas as equipes que participam
do processo. Seja para edifícios novos ou a ser restaurados. O trabalho só
será vitorioso se houver contínuo e perfeito entendimento entre todos.
E a condição primeira para a comunicação é que todos falem a mesma
linguagem.

A equipe técnica de projeto tem o dever ético de facilitar a compreensão


das propostas, esclarecendo até a exaustão se for necessário, os desenhos,
maquetes, relatórios, e apresentação do empreendimento.
Só assim será possível evitar várias modificações no projeto, geralmente
provocadas por falhas de comunicação.

Terminologia
Todos os projetos de EAS deverão, obrigatoriamente, ser elaborados em
conformidade com a RDC n° 50 de 21 de fevereiro de 2002 - ANVISA/MS.

Devem atender a todas as prescrições estabelecidas em códigos, leis,


decretos, portarias e normas federais, estaduais e municipais. Inclusive
normas de concessionárias de serviços públicos.
Embora haja uma hierarquia entre as três esferas consideradas, o autor
do projeto deverá obedecer à prescrição mais exigente a qual poderá, even-
tualmente, ser ou não a do órgão de hierarquia superior.
• _1:-[. ll _ • _ L-._

Documentos legais
• NBR 6492 - Representação de Projeto de Arquitetma.
• Normas da ABNT e do CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear).
RDC n? 50 - ANVISNMS.
• Planos diretores e códigos de obras locais.
Não é objetivo desse trabalho reproduzir a Norma, Entretanto, julgamos
necessário definir alguns conceitos tratados.

Programa de necessidades
Conjunto de características e condições necessárias ao desenvolvimen-
to das atividades dos usuários da edificação hospitalar que, adequadamente
consideradas, definem e originam a proposição para o empreendimento a
ser realizado. Deve conter a listagem de todos os ambientes necessários ao
desenvolvimento dessas atividades, seja no tocante às necessidades físicas,
instalações e equipamentos.

Estudo preliminar
Estudo efetuado para assegmar a viabilidade técnica e o adequado
g tratamento do impacto ambiental de um empreendimento, a partir do programa
'1 de necessidades, bem como eventuais condicionantes do contratante.
O estudo preliminar deve possibilitar aos contratantes a oportunidade
de apreciar uma abordagem mais ampla do problema efetuada pela equipe
técnica no sentido de orientar a tomada de decisões quanto às finalidades e
dimensões do hospital.

Projeto básico
Conjunto de informações técnicas necessárias e suficientes para carac-
terizar os serviços e obras, elaborado com base no estudo preliminar, e que
apresente o detalhamento necessário para perfeita definição e quantificação
dos materiais, equipamentos e serviços relativos ao empreendimento.

Projeto legal
Conjw1tode informações técnicas necessárias e suficientes para caracterizar
os espaços físicos, internos e externos, do empreendimento visando a sua
aprovação nos órgãos competentes (prefeitma, concessionárias, etc.).

Projeto executivo
Conjunto de informações técnicas necessárias e suficientes para a realiza-
ção do empreendimento, contendo de forma clara, precisa e completa todas
as indicações e detalhes construtivos para a perfeita instalação, montagem e
execução da obra e serviços.
Obra de ampliação
Acréscimo de área a uma edificação existente, ou mesmo construção de
uma nova edificação para ser agregada funcionalmente (física ou não) a um
estabelecimento já existente.

Obra inacabada

Obra cujos serviços de engenharia foram suspensos, não restando qualquer


atividade no canteiro de obras.

Obra de recuperação
Substituição ou recuperação de materiais de acabamento ou instalação
existentes, sem acréscimo de área ou modificação na disposição dos ambientes
existentes.

Obra nova

Construção de uma nova edificação que não será agregada fWlcidnalmente


ou fisicamente a nenhum estabelecimento existente.

Apresentação de desenhos e documentos


Os desenhos e documentos a serem elaborados deverão respeitar a NBR
6492 e também os requisitos descritos a seguir, tendo a finalidade de padro-
nizar e unificar a apresentação:

Formato das folhas de desenho


Os projetos devem ser apresentados, referencialmente, com folhas do mes-
mo tamanho. No mínimo, deve ser obedecida a altura das pranchas.
A utilização de outros formatos ou tamanhos, se necessário, deverá contar
com a anuência do contratante.
• Formatos mais usuais
• AO 841 x 1189 mm
• AI 841 x 594 mm
• A2 594 x 420 mm
• A3 420 x 297 mm
• A4 297 x 210 mm
• Padronização gráfica dos desenhos
As pranchas de desenho devem ter campos de identificação (carimbos)
com no mínimo as seguintes informações:
• nome e assinatura do autor do projeto com n° de registro no CREA
(carteira profissional);
• nome do proprietário;
• _1 •• -- • _L-..

• nome e endereço da obra;


• escalas utilizadas (gráfica e numérica);
• referências do projeto (parte de outro projeto - n° do desenho, n° de
referência, outras);
• número do desenho e número de revisão;
• data do desenho;
• quadro de áreas (terreno, total da obra, pavimento ou conjunto);
• quadro de esquadrias (dimensões, tipo, material, quantidade e local
de aplicação);
• registro da aprovação (data, nome e assinatura, número do CREA do
responsável pela aprovação);
• todos os desenhos devem ser cotados e conter legendas necessárias
para sua clareza;
• as plantas conterão a capacidade do EAS no que diz respeito ao núme-
ro de leitos e consultórios, conforme terminologia básica do Ministério
da Saúde;
• memoriais descritivos, especificações, memórias de cálculo,
quantitativos e orçamentos.
Estes serão apresentados em folha de papel tamanho A4, digitados/
datilografados, com carimbos ou folha de rosto, contendo as informações
I!~ mencionadas no item referente à padronização gráfica dos desenhos.
li:
I~t
I
Tipos e siglas adotadas
• Em serviços preliminares Instalações eletroeletrônicas
• Canteiro de obras PC • Instalações elétricas IE
• Demolição PD • Telefonia IT
• Terraplenagem PT • Detecção e alarme/incêndio II
• Rebaixamento do lençol freático PR • Sonorização IN

Em fundações e estruturas • Relógios sincronizados IR

• Fundações EF • Antenas coletivas TV-FM IA


• Estruturas de concreto EC • Circuito fechado IC
• Estruturas metálicas ES • Sinalização enfermagem IS
• Estrutura de madeira EM • Lógica IL

• Em arquitetura e urbanismo • Instalações fluido-mecânicas


• Arquitetura AR • Gás combustível FG
• Comunicação visual AC • Vapor/condensado FV
• Interiores AI • Ar comprimido (medicinal e industrial) FA(1~
• Paisagismo AS
• Vácuo clínico/limpeza FV(C
• Pavimentação AP
• Oxigênio medicinal FO
• Sistema viário AV
• Óxido nitroso FN
Em instalações hidráulicas e sanitárias P
• Instalação para proteção de descargas elétricas
• Água fria HF
• Prevenção para combate a incêndio CI
• Água quente HQ
• Drenagem de águas pluviais HP • Instalações de climatização A
• Esgotos sanitários HE • Ar condicionado AC
• Resíduos sólidos HR • Ventilação mecânica ACV

Avaliação de projetos
Outro aspecto importante quanto à norma é a Avaliação dos Projetos Fí-
sicos dos EAS. A norma exige a documentação denominada PBART - Projeto
Básico de Arquitetura e Relatório Técnico.

Parecer técnico

Para avaliação do PBART é feita uma análise por equipe multiprofissional


e elaborado parecer técnico baseado na documentação apresentada.
Este parecer técnico deverá ser emitido por profissional(is) legalmente
habilitado(s) pelo CREAlCONFEA, de acordo com a Lei n° 5.194 de 24 de
dezembro de 1966.
O parecer deverá efetuar minuciosa descrição do objeto de análise e conter
uma avaliação do Projeto Básico de Arquitetura, enfocando:
• Adequação do programa arquitetõnico às atividades propostas pelo EAS
• Verificação da pertinência do projeto físico apresentado com a proposta
assistencial pretendida, por Unidade Funcional e Conjunto do EAS,
objetivando o cumprimento da assistência proposta.

Funcionalidade do edifício
Análise dos fluxos de trabalho propostos no Projeto Físico, visando evitar
problemas futuros de funcionamento e de controle de infecção (se for o caso)
da unidade e do EAS como um todo.

Oimensionamento do ambientes

Verificação das áreas e dimensões lineares dos ambientes propostos


em relação ao dimensionamento mínimo exigido pela Portaria. Deverá
ser observada a flexibilidade, em caso de reformas e adequações, desde
que justificadas as diferenças e a não-interferência no resultado final do
procedimento a ser realizado.

Instalações especiais e ordinárias


Verificação da adequação dos pontos de instalações projetados em
relação ao determinado pela norma, assim como das instalações de suporte
ao funcionamento geral da unidade.
Particularmente, neste item, a verificação se fará no sistema de ar-condi-
cionado adotado na áreas críticas, sistema de fornecimento de energia geral
e de emergência (transformadores e gerador de emergência), sistemas de
gases medicinais adotado, sistema de tratamento de esgoto e equipamentos
de infra-estrutura, tais como: elevadores, monta-cargas, caldeiras, etc, visan-
do evitar futuros problemas decorrentes da falta ou da inadequação dessas
instalações.
Especificação básica dos materiais
Verificação da adequação dos materiais de acabamento propostos com as
exigências de uso por ambiente e no conjunto do EAS, visando à adequação
dos materiais empregados com os procedimentos a serem realizados.
A análise do projeto sobre cada um dos itens listados deverá identificar os
problemas existentes de forma descritiva e recomendar, quando for o caso,
as modificações ou complementações a serem feitas.
O parecer deve ser conclusivo e conter observação, no caso de obras
públicas, quanto à exigência de conclusão dos projetos complementares
antes da licitação das obras (Lei 8.666 Artigo 6° e 7° e Resolução do CON-
FEA n° 361/91). Assim, como sua apreciação e aprovação pelos órgãos com-
petentes do nível local, quando for o caso, para realização do processo de
licitação e a conseqüente execução da obra.
A norma estabelece ainda que "As peças gráficas e descritivas do PBART
analisado deverão possuir registro de identificação do parecer técnico emitido
com data, nome, assinatura e nOdo CREA do responsável pelo parecer".

Procedimentos
Para edificações novas, sejam estabelecimentos completos ou partes a
I!;:!
serem ampliadas, é obrigatória a aplicação da norma.
• Para reformas e adequações, esgotadas todas as possibilidades sem que
existam condições de cumprimento integral da norma, devem-se privile-
giar os fluxos de trabalho/materiaVpaciente, adotando-se a documentação
complementar, relacionada abaixo a qual deverá ser analisada em conjunto
com o projeto físico:planta baixa com "layout" dos equipamentos fixos e
os transportáveis com as devidas dimensões;
• declaração do projetista e do responsável pelo EAS de que o projeto pro-
posto atende parcialmente as normas vigentes para o bom funcionamento
das atividades assistenciais e de apoio previstas, relacionando as ressalvas
que não serão atendidas e a maneira como deverão ser supridas no projeto
em análise.
Procedimento igual ao das reformas deve ser seguido quando se tratar da
implantação de uma nova tecnologia, não abordada pela norma, diferente das
usuais, como por exemplo, as lavanderias do tipo "túnel".
Em todos os casos, os projetos deverão ser acompanhados de relatório
técnico conforme explanado no item da norma relativa a elaboração de pro-
jetos físicos.
Recomenda-se à direção do EAS a guarda dos projetos aprovados, inclusive
em disquetes e CD-ROM,preservando a memória gráfica do edifício. Manten-
do-os disponíveis para consultas por ocasião de vistorias e fiscalizações ou
quando da realização de obras de reforma e ampliações.
Qualquer modificação na estrutura física do edifício ou incorporação de
nova atividade assistencial, deverá ser comunicada aos órgãos de inspeção e
avaliada segundo as normas vigentes.
A área técnica competente poderá solicitar os projetos complementares
de estruturas, instalações ordinárias e especiais, conforme dispõe a norma.
Item relativo à elaboração de projetos físicos.
Contigüidade
Parte do planejamento físico que estuda a organização interna do edifício
hospitalar, à distribuição e posição das unidades de serviços umas em relação
as outras.

Definindo-se o conceito do atendimento e os objetivos de um hospital, é


importante deterIlÚnar uma organização interna mais eficiente para se alcançar
as metas de atendimento desse hospital.
A cura do paciente em risco de vida ou alto nível de sofrimento é o objetivo
básico de um hospital.
Estabelecida essa premissa, deve-se planejar o agrupamento de serviços,
essenciais aqueles procedimentos, com o objetivo de diminuir percursos e
tempo de atendimento.
A contigüidade entre setores e unidades do edifício hospitalar, permite
maior segurança e conforto ao paciente, eleva o nível de eficiência do trabalho
de médicos, enfermeiros e auxiliares, pela redução de deslocamentos desne-
cessários, evitando-se ou reduzindo-se ao máximo a duplicação de recursos
humanos e materiais.

Existe uma complexidade crescente na organização interna de.um hospi-


tal, numa dinâmica composta de fatores onde se interligam na especialização
das atividades médicas, custos administrativos e operacionais e um esforço
cada vez maior na tentativa de diminuir os riscos da infecção hospitalar, ge-
rando a necessidade de uma maior integração entre os setores do hospital,
evitando-se como já foi dito, deslocamentos inúteis.
Deve-se atentar dada o fato de que uma maior interação entre unidades
que realizam serviços semelhantes pode trazer junto fluxos incompatíveis, os
quais devem ser evitados.
Hoje, agrupamentos de unidades com atividades (setores) inter-
relacionados, deixaram para trás as organizações pavilhonares ou as com
excesso de verticalização.

Agrupamentos e setores hospitalares


Alguns autores (Ervin Pütsep, Liwelyn Davies e John Weeks) dividem o
hospital em setores:
• Serviços Médicos (centro cirúrgico, centro obstétrico, serviços de diagnós-
tico e terapia, radioterapia e radiologia, laboratórios de patologia clínica,
anatomia patológica e fisioterapia).
• Áreas de pacientes externos, incluindo um leito independente de urgência
e outro para ambulatório.
• Áreas industriais ou de serviços não-médicos, contendo serviço de nutri-
ção e dietética, lavanderia, central de suprimentos, instalações mecânicas
e de manutenção.
• Áreas administrativas, públicas e de conforto do staff.
Ainda de acordo com os mesmos autores, esses setores se dividem em
termos de área construída nas seguintes proporções:
• Internação 40%
• Serviços médicos 30%
• Pacientes 10%
• Áreas industriais 12%
• Adrrúnistração, staff 0,8%
Outros autores dividem o hospital em três setores:
1) Setor de Internação
Considerado assim a situação do paciente com permanência no hospital
superior a 24 horas.
2) Setores de Diagnóstico e Terapia
Agrupamento de todas as atividades, equipamentos e instalações utilizados
para atendimento direto ao paciente, seja o interno ou ao externo.
3) Setores de Suporte Logístico
Serviço de nutrição e dietética, lavanderia, central de suprimento, insta-
lações mecânicas e de manutenção, vestiários.

Ill:
Em Termos de Área Construída a Divisão dos Setores é a Seguinte
11i:.

i~, • Internação 40%


1:1

, • Serviços médicos 40%


• Serviço logístico 20%
No Brasil o Ministério da Saúde, pela Coordenação Geral de Normas e a
Coordenação de Rede Física, equipamentos e materiais médico-hospitala-
res, vem aprimorando continuamente as normas relativas ao espaço físico
dos hospitais.
Inicialmente a Portaria 400 de 6 de dezembro de 1977 estabelecia 3 setores
para o hospital de pequeno e médio porte e suas necessidades de áreas. É de
salientar que considerava-se hospital de pequeno porte aqueles com 50 leitos
e, de médio porte, os EAS com até 150 leitos, com um rrúnimo de 45 m2/leito.

Setores

• Internação 21 m2/leito
• Setor diagnóstico/tratamento 12 m2/leito
• Administração/apoio 12 m2/leito
Ai estão computados também, circulações, paredes e poços.
Não estavam computadas as áreas para ambulatório. Uma vez que não exis-
te relação de proporcionalidade com os leitos instalados, segundo a Norma.
Entretanto, alguns autores estipulam um percentual entre 10 e 18% entre
consultas ambulatoriais e internações. Entendemos e repetimos que o proje-
tista deva se fundamentar rigorosamente em dados estatísticos, pois qualquer
discrepância, em função do bom ou mau funcionamento da rede primária de
referência, (postos e centros de saúde), pode induzi-Io a erros no dimensio-
~.
;_'04.1 7 ação para formação e desenvolvimento de recursos
;':Jma de um hospital geral. humanos e pesquisa
-:-:J 1.884/GM.
6
a 2 ambulatório 8
p 11 aç6esbó~casdesaÚdel
o a
i p
o 4 atendimento em regime o
i
t 3 atendimento imediato I de internação o
é
c a
n d
i 5 apoio a diagnóstico e terapia m
c
o
9 apoio logístico

namento do hospital. A Portaria 1.884/GM de 11/11/94 altera radicalmente


alguns conceitos sobre os setores hospitalares, como: ações básicas de saúde,
ambulatório, atendimento imediato, internação, diagnóstico e terapia, apoio
técnico e ensino e pesquisa, apoio administrativo e apoio logístico.
Convém salientar que o conceito acima é mais direcionado para hospitais
gerais públicos e como parte integrante de uma rede ou sistema de atendi-
mento.
Para os hospitais privados, existe uma maior flexibilização em função
do tipo de atendimento determinado pelos seus proprietários. Entretanto,
em decorrência dos altos custos para implantação de um edifício hospitalar,
geralmente, como já foi visto, a iniciativa privada recorre a financiamentos
públicos para viabilizar seu empreendimento. As agências financiadoras exi-
gem o projeto devidamente chancelado pelas equipes estatais de vigilância
sanitária do local onde vai ser erguida a obra. Estas por sua vez se amparam
nas normas do Ministério da Saúde para os seus pareceres sobre os projetos
que lhes são submetidos.
Assim as normas do Ministério da Saúde são o parâmetro mais confiável
para o projeto de um edifício hospitalar.
A rápida evolução da medicina, dos procedimentos de diagnóstico e te-
rapia, da redução dos tempos de internação, da informática e da tendência
verificada na miniaturização dos equipamentos hospitalares, com reflexos na
estrutura física dos hospitais, provocou após longos debates, uma revisão da
Portaria GM/MS 1.884 de 11/11/1994, quando se utilizou a consulta pública,
que resultou na Portaria 50 de 21 de fevereiro de 2002.
Em resumo, como já foi visto, manteve-se o conceito de setores, de acor-
do com o diagrama a seguir, mas verificou-se avanços consideráveis onde,
mantendo-se os parâmetros da Norma, possibilitou-se uma maior liberdade
ao projetista em função das características intrínsecas de cada projeto, dos
equipamentos utilizados, do conceito do atendimento e dos condicionantes
locais.

8 Apoio administrativo

7 Ação para 1 Ações básicas de saúde


formação e 2 Ambulatório
desenvolvimento 3 Atendimento imediato 9 Apoio
de recursos logístico
humanos e 4 Atendimento em regime de internação
5 Apoio ao diagnóstico e terapia
pesquisa

6 Apoio técnico

Figura 4.2
Diagrama de hospital geral. RDC
n? 50.

Internação

11::':

11:.
,
Apoio ao diagnóstico e terapida

Ações Apoio técnico Atendimento


Apoio
Apoio imediato
Administração
administrativo
logístico I I
] I[[
básicas
de
] saúde Ambulatório

Acesso geral
independente
Triagem para
Acesso administração e Acesso
independente internação independente

FIGURA 3
Gráfico: diagrama composto/acessos.
• •

20ntigüidade e Agrupamento Possíveis


As funções de ensino de Pesquisa, quando incorporada ao EAS, têm de possuir a sua integração com admi-
~5tração, ambulatório, atendimento imediato, ADT, e internação, não constituindo um setor autônomo, embora
=minstalações físicas próprias.
Em função do diagrama acima os agrupamentos podem ser detalhados na seguinte forma:

__ -\tendimento básico de saúde - métodos gráficos 8) Apoio Administrativo


a) atendimento individualizado; c) anatomia patológica - a) diretoria geral;
b) demonstração e educação em necrópsia b) diretoria clínica.
saúde; d) medicina nuclear: - Médica
c) imunização; - gama-câmara - Cirúrgica
d) armazenamento e - cintilógrafo - Diretoria Técnica-
distribuição de alimentos; e) centro cirúrgico Manutenção
d) ambiente de apoio. f) centro obstétrico-cirúrgico c) diretoria de enfermagem
g) centro obstétrico normal d) pessoal
__ -\mbulatório
h) reabilitação: e) contabilidade
3) enfermagem;
i) fisioterapia; f) finanças
) consultórios;
j) hemoterapia hematologia. g) compras
~) centro cirúrgico ambulatorial.
k) radioterapia h) CPD
___
:endimento Imediato 1) quimioterapia i) arquivo médico e estatística
_ urgências; m) diálise 9) Apoio Logístico
emergências. n) banco de leite
a) processamento de roupas -
__:endimento em Regime de 6) Apoio Técnico lavanderia
::'-'1ternação a) nutrição e dietética; b) central de administração do
- geral; I b) lactário; material e equipamentos -
_ recém-nascidos; c) farmácia; almoxarifado
semi-intensiva; d) central de material c) manutenção
intensiva; esterilizado. d) conforto e higiene
- queimados. e) limpeza e zeladoria
7) Ação para Formação e
-_poioao Diagnóstico e Terapia Desenvolvimento de Recursos 10) Geral
patologia clínica- análises Humanos e Pesquisa a) garagem
clínicas; a) sala de aula; b) estacionamento
imagelogia: b) anfiteatro/auditório; c) guaritas
- radiologia c) sala de estudo; d) central de gases
- ressonância magnética d) sala de professor; e) casa de força - subestação
- tomografia e) biblioteca; f) caldeiras
computadorizada f) apoio/administração; g) tratamento de resíduos
- ultra-sonografia g) alojamentos.

_-.Jsandoos agrupamentos acima, verifica-se a possibilidade, já mencio-


:-c:eriormente, da redução de áreas, circulações ou equipamentos, os
_dem atender a mais de uma unidade, como por exemplo:
-...:endimento Básico de Saúde
'icação das áreas administrativas, salas de espera e sanitários.
l.2Jlbulatório
--=::::ação
do apoio aos consultórios, salas de espera, recepção e marca-
ie consulta.
• -.':'(_. - • _L--. .

• Atendimento Imediato
Unificação da triagem, salas de espera e observação, sanitário público, con-
forto clínico.
• Internação
Unificação de apoio ao internado, copas de andares, lazer, esperas, postos
de enfermagem, sanitário de pessoal.

AOT
• Patologia clínica Unificação de salas de espera, sanitários para público, etc.
• Imagelogia Unificação de salas de espera, salas de comandos 2 X 2, etc.
• Idem
• Idem
• Centro cirúrgico, obstétrico cirúrgico e obstétrico normal
• Unificação do CRO
• Vestiários de barreira
• Posto de enfermagem
• Repouso clínico
• Escovação/copa
• etc.
• Radioterapia, quimioterapia, diálise, banco de leite.
Unificação de salas de espera, repouso, posto de enfermagem.
• Apoio técnico
Pela especificidade de cada unidade, é difícil qualquer tipo de unificação
de áreas e equipamentos. São ambientes de uso restrito e com alto grau
de controle de infecção.
• Ensino e pesquisa
Unificação para salas de estudo, sanitários, alojamentos.
• Administração
Unificação em salas de reuniões, esperas, WC.
• Apoio logístico Unificação de banheiros e vestiários ( com exceção dos de
barreira, onde houver).

Tipologia do edifício hospitalar


o agrupamento de unidades na estrutura do edifício hospitalar transfor-
ma a definição do partido a ser adotado, num interessante exercício de arti-
culação de distintas morfologias arquitetõnicas, resultante das exigências de
cada setor ou unidade, quanto a plantas, cortes, volumes, tipos de circulação
e arcabouço volumétrico.
A observação dos edifícios existente, a pesquisa na bibliográfica especiali-
zada e a prática de projeto, indica-nos algumas tipologias que são freqüente-
mente mais utilizadas. As variações são decorrentes de cada caso especifico,
das condições dos terrenos, e dos programas de necessidades.
• • _1_111' - • <- •

IERTICAIS

3 5

ORIZONTAIS

FIGURA 4.4 Axonometria das tipologias mais usadas no projeto do edifício


hospitalar.
Tipologias verticais: 1. Torre simples; 2. Torre dupla; 3. Torre radial e bloco; 4.
Lâminas verticais; 5. Monolito vertical.
Tipologias horizontais; 1. Pente e pavilhão; 2. Lâminas isoladas articuladas;
3. Pátio expandido; 4. Pátio compacto; 5. Monolito horizontal.
"In Miquelin, L.C. - Anatomia do Edifício Hospitalar."
apitulo
ftLétlf)§
p1:JrtJ ptOl,e!o~

Tipologias hospitalares e custos comparativos


Urna questão sempre colocada pelos arquitetos diz respeito sobre a forma
mais econômica em planta para um edifício qualquer. Juan Mascará, engenhei-
ro argentino, professor na UFRS, nos livros O custo das decisões arquitetõ-
nicas e O custo das decisões arquitetõnicas no projeto hospitalar, analisa
a questão da configuração formal de um edifício de urna maneira geral e do
edifício hospitalar nos seguintes itens:

1) forma da planta ou plano horizontal;


2) superfícies das fachadas ou planos verticais;
3) índice de compacidade;
4) tipologia das internações;
5) instalações.

Ou seja, os cinco itens transformam-se em duas questões básicas: os


espaços construídos e os equipamentos necessários para o funcionamento
do edifício.
Antes de qualquer análise das configurações formais e respectivas variações
de custo, Mascará chama atenção para as diferenças, economicamente
falando, de corno se comportam estas distintas partes de um edifício, embora,
construtivamente, estejam ligadas entre si.
Enquanto os espaços construídos é função direta de suas dimensões, sem
nenhuma exceção, as instalações dependem de outras variáveis. Por exemplo,
a circulação vertical, tem o seu custo alterado para maior caso o edifício possua
elevadores. As instalações sanitárias têm seu custo aumentado na proporção
direta do número de banheiros e assim sucessivamente.
Tal fato é tão importante, que a presença ou ausência desses equipamentos
indicam a qualidade ou não do edifício e seu nível socioeconômico, servindo
inclusive de parâmetro para a composição do custo da obra.
Simplificando, o custo dos espaços construídos dependerá sempre das suas
dimensões: comprimento, largura, pé direito, número de pavimentos etc.
I
A variação dos custos, em todos esses itens, são contínuas e dependendo
sempre do custo da construção
Por outro lado, os custos de uso e manutenção são mínimos, podendo ser
previstos facilmente e programados com bastante antecipação. Principalmente
serviços de manutenção para que o edifício mantenha constante sua
performance e a vida útil prevista.
O custo dos equipamentos, por outro lado, depende de uma decisão
dicotômica (sim ou não) em função de um outro equipamento, pois as decisões
dimensionais possuem menor influência e possuem peso muito menor.
Ressalte-se, entretanto, ser mais importante que os custos de construção
e instalação dos equipamentos, os custos de manutenção e uso, pois são mais
difíceis de prever e, geralmente, feita de forma corretiva e não preventiva. No
mais das vezes efetua-se a manutenção quando o defeito aparece, afetando
a própria instalação e as partes do edifício que a contém.
A falta de manutenção dos espaços construídos pode ser adiada, pois só
em longo prazo, o edifício deixará de cumprir sua missão. Uma instalação
sem manutenção constante ou preparo imediato, pode tornar o edifício
inabitável em poucas horas e causar danos muito mais onerosos do que a
própria instalação.
Resumindo:
I'"~
• Custo da construção
Espaços: 60%
Instalações: 40%
• Custo de Manutenção
Espaços: 30%
Instalações: 70%

Como o maior custo da construção está nos espaços e o de manutenção


nas instalações, no projeto de um edifício hospitalar deve-se atentar para
duas decisões:
Na parte de construção civil: minimizar o custo da construção
Na parte de instalações: minimizar o custo da manutenção

Na parte de construção civil minimizar a quantidade dos materiais


utilizados, assim como seus custos unitários, pois os custos de manutenção
são sempre menores ante os de construção.
A vida útil de um revestimento, de um piso ou uma tinta, não deve ser fator
de grande preocupação (não queremos afirmar que se deva usar materiais
de baixa qualidade), pois são de mais fácil manutenção. Apenas deseja-se
enfatizar que ante os custos de implantação e manutenção dos equipamentos,
eles são muito menores.
Quanto às instalações e equipamentos, ocorre o contrário, a escolha de
sistemas, elementos e material deverá, sempre ser, visando minimizar os
custos de manutenção, sem se preocupar demais com os custos iniciais de
implantação e instalação.
• _111_ •

Deve-se procurar dotar os edifícios de instalações e equipamentos,


procurando adquirir aqueles que apresentem a menor possibilidade de falhas,
mesmo que seja a alternativa mais cara.
Considerando os nove setores do hospital e decompondo-o em planos
horizontais, verticais e instalações, seus custos e relações percentuais, a partir
de um levantamento' nos hospitais da Fundação Hospitalar do DF, obteve-se
os seguintes valores:

Plano
22
38
39
50
37
27
34
17
QUADRO I - 45
Participações
Plano
35
33
36
44
41
48
40
vertical dos
16PH, PV e instalações
27
22
21
61
28
23
25
26 nos custos· %
horizontal Instalações
ministração Setor

QUADRO 11- Participação Participação


média dos diferentes
no custo total
dos do 65 100
03plano
aelementos
06
25
elementos 075
035
e 15 a nos
30 custos
s) 30 040
construtivo dos planos horizontais e verticais
os everticais
oPlanos
ntos horizontais
piso
(rebocos, pintura, Total
Elemento
Estrutura resistente
Caixilharia
Alvenaria, e pilares,
esquadrias
isolamento
- interna e

Fonte: Hospitais da Fundação Hospitalar DF.In: O custo das decisões arquitetõnicas


no projeto hospitalar, de Juan Mascaró.
• _, ·1.-- • sl--..

GRÁFICO 1
10
Relação entre o número de

;/
Gráfico de Weeks
\~
I I

,---
Curva de Cowan
T T
~~ ~~.- "- compartimentos e suas áreas nur-
9 1\
"'lll hospital Geral.

J Fonte:
8 Miquelin, L. C. Anatomia do Edifí
Hospitalar.
7

% 5

J
4

,i
o
O 10 20 30 40 50 60 70 80
m2

Pela análise nota-se que nos planos horizontais o maior custo está
vinculado à estrutura resistente. Será importante, então, uma adequada
modulação no tipo de estrutura escolhida, aos vãos que ela vai vencer.
Miquelin, no seu livro Anatomia do edifício hospitala?; nos apresenta o
gráfico no qual é estabelecida a relação entre o número de compartimentos
e suas áreas no hospital geral. Este gráfico é resultante de uma pesquisa feita
pelos ingleses John Weeks e Peter Cowan, em vários hospitais britânicos, para
identificar o tamanho médio dos compartimentos. O processamento desses
dados revelou haver uma ocorrência mais freqüente de ambientes com 15m2
As conclusões das pesquisas indicaram uma grande probabilidade de que as
maiorias das atividades humanas ocorrem em espaços de menos de 20m2
Por este conceito uma grande quantidade de atividades pode ser acomodada,
sem alterações estruturais, se o layout puder estabelecer compartimentos
retangulares com dimensões medianas.

Após a adoção intensa, no auge das construções hospitalares nos anos


70, principalmente no continente europeu, de vãos livres de 15, 16 metros,
voltou-se para estruturas mais modestas a partir de uma "malha" quadrada
de 7,20 x 7,20. Esta malha é baseada no modulo básico de 1,20 x 1,20 e o
submúltiplo de 0,30
·.. .. ..-. •

Ora, como apenas 2% dos ambientes dos cerca de 35 departamentos


hospitalares exige áreas em torno dos 50,00 m2 (7,20 X 7,20 = 51,84 m2),
à primeira vista, esta "malha" indicaria um desperdício, embora ela seja
universalmente aceita, Entretanto, estas dimensões possibilitam o uso do
concreto numa escala bastante econômica, haja vista que exigiria vigas de,
no máximo, 60 cm de altura. Além do mais, isso possibilitaria uma grande
íiexibilidade na planta do edifício e iria ao encontro do dimensionamento dos
ambientes da internação (aptos e enfermarias) onde geralmente são utilizados
dimensões mínimas de 3.60 m, e representam em termos percentuais, 50%
da área do hospital.

Outros autores preferem trabalhar com o modelo de 6,90 X 6,90, também


dentro do submúltiplo 0,30 X 0,30. Segundo os defensores desta modulação,
a sua utilização implicará uma redução de superfície de 9%, sem nenhum
prejuízo para sua eficiência.

A nossa experiência indica que o módulo 7,20 X 7,20 é bastante prático


como ponto inicial da definição do partido arquitetônico, principalmente para
o setor de internação. Entretanto, não deve ser utilizado de maneira rígida. Ver
Desenho 3. Outras modulações, como 6,00 X 7,20 ou 4,80 X 7,20, apresentam
boas performances quando criteriosamente usadas.

Já os planos verticais, devem ser abordados de maneira diferente. Os custos


estão intimamente ligados a materiais de acabamento, internos ou externos,
vedações móveis para as aberturas (esquadrias em geral).
Pesquisando sobre a composição destes elementos é de onde o Arquiteto
poderá obter maior economia na construção. Os acabamentos verticais
incidem com um percentual entre 9 e 22% na cornposição dos custos de um
edifício hospitalar. A regra é geral em se tratando de edifícios verticalizados.
Fritz Rafeiner, engenheiro, alemão (ver o livro Construción de edifícios em
altura, da Blume Editora) estudando os custos para edifícios residenciais e
de escritórios para até 20 pavimentos, coloca os custos dos planos verticais
para os primeiros entre 20 e 24% e para os segundos entre 26 e 30%.

Normalmente, os elementos que formam os acabamentos dos planos


verticais são:

Participação do elemento
QUADRO 11I 7no
10
25
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100
a
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30
15 a 30
rna
erna
ntos, impermeáveis,
reboco interiores reboco externo custo total dos rev. %
apisco, embaço, Rodapés
Elemento
• al::'I_· - • al--..

Observando o Quadro TIl verifica-se três elementos que influenciam


fortemente os custos dos planos verticais no item acabamentos: o revestimento
exterior, os interiores e os impermeáveis ou laváveis.
A escolha criteriosa de cada um desses elementos, ou o uso racional, pode
resultar em grandes economias, tais como:
• Alvenaria de boa qualidade, com tijolos regulares, que evite embaças
muito grossos aumentando substancialmente o custo da obra e influindo
nos acabamentos externos e internos .
• Aplicação de azulejos somente no box do banheiro, utilizando tintas
impermeáveis nas outras partes menos expostas à água, ou mesmo
reduzindo a altura para no máximo 1,50 ou 2,10.

Forma e dimensões do edifício e seus ambientes: influência no custo da


construção em geral e do hospital em particular
Geralmente, quando os empreendedores de alguma obra se preocupam
com a redução do seu custo, apelam para uma redução na qualidade, pela
opção de materiais mais baratos ou tipo de execução do prédio ou, então, pela
perda de uma melhor habitabilidade, reduzindo as dimensões ou o número
de ambientes.
Raramente, utiliza-se uma melhor "forma" na composição arquitetõnica
-, ou um dimensionamento mais racional.
,oJ ~
"

Este equívoco, usualmente difundido, baseia-se em conceitos incorretos,


como o de achar ser a simples diminuição do ambiente ou conjunto
de ambientes, fator de redução de custos na mesma proporção do seu
tamanho.
O Quadro I e os estudos já citados, realizados pelos engenheiros Juan
Mascará e Fritz Rafeiner, indicam que os planos verticais incidem, em média,
34% nos custos de uma obra. Este percentual, no entanto, pode variar entre
17 e 45%, sendo três os fatores que determinam esta variação:
1) os sistemas construtivos empregados e os materiais componentes;
2) o tamanho médio dos ambientes, que determina a quantidade média de
paredes por m2, construído;
3) o índice de compacidade, ou seja a forma do edifício e dos seus ambientes,
que influi fortemente na quantidade média de paredes por m2 construí-
do.

É fácil verificar e imaginar que o tamanho médio dos locais influi nos
custos da construção.
O que poucos verificam, no entanto, é a forte influência que a "forma" do
edifício e dos seus ambientes exercem nos custos.
O tema é de tamanha importância, que talvez seja dos mais estudados e
pesquisados hoje na arquitetura e no urbanismo.
Forma, superfície útil de custos
No sentido de esclarecer os conceitos emitidos acima, ilustraremos com
alguns exemplos a questão forma, superfície versus custos. Outro item im-
portante diz respeito a áreas, tamanhos e simplifIcação das esquadrias, prin-
cipalmente no tocante a sua manutenção.
No Quadro n, verifIcamos a alta incidência de sua participação nos cus-
tos dos planos verticais. Assim alguns pontos podem ser 'destacados para se
obter uma boa economia.
Modulação das partes componentes da esquadria em função da oferta das
dimensões dos perfIs industrializadas, alumínio, ferro, PVC, etc.
• Proteção em caso de uso da madeira .
Proteção adequada na composição da esquadria na relação entre área de
iluminação e área de ventilação.
Possibilidade de utilização da esquadria nas diversas condições do clima,
chuva, quente, frio, brisa (ventos), ou mesmo com conforto proporciona-
do de forma natural ou artifIcial (ar-condicionado).
Utilização de artifícios construtivos, como o "peitoril ventilado" que pode
proporcionar o atendimento das outras exigências relacionadas acima,
proporcionando ainda uma solução bastante econômica, principalmente
em termos e manutenção. (Ver Figura 2, peitoril ventilado, criação do ar-
quiteto Augusto Reinaldo.)
_!.~ l
2,40 ~6,00
l
2,40
1 v 2,40 ~7,20
v v v 1.20 v v~
7,20
2,40 ~ ~ ~ ~ ~
v 1,20 v

Enfermaria Enfermaria

Enfermaria WC WC Enfermaria

WC WC
o
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Modulação ideal para corredores duplamente carregados


4.80 2,40 2,40 6,00
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Enfermaria

WC Enfermaria
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WC

7,20 8,40 1,20 v


~v ~v ~v ~
15,60
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Modulação ideal para corredores simplesmente carregados
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AR CONDICIONADO

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NATURAL

ÁREA P/ ÁREA P/
VENT. NATURAL AR COND. VENT. NATURAL
FIGURA2 Peitoril ventilado
• •

Formas básicas Consideremos algumas formas básicas


A = 100 Analisemos: forma, comprimento do perímetro e superfícies úteis.
P = 35,4
R = 2,8 Verifica-se que a resultante de maior superfície útil é a área de forma
circular e logo após, o quadrado, embora a área permaneça constante.
A = 100
Fatalmente, em função da maior quantidade de parede que solicita, as formas
P = 40,0 retangulares apresentarão sempre custos maiores.
R = 2,5
A forma circular, embora resultando com maior superfície útil, é pouco
usada nos edifícios em geral e nos hospitalares em particular. Problemas de
20 A = 100
P = 50,0
ordem construtiva, culturais, etc, iníiuenciam esta postura.
R = 2,0 Os maiores volumes contidos dentro de determinadas superfície geométrica
~
são:
Volumes Superfícies
50 21
Esfera Círculo
A = 100; P = 104,0; R = 0,98
Cilindro Círculo
Cubo Quadrado

De uma maneira geral, em qualquer projeto, afastando-se dessas formas


básicas, aumenta a relação entre superfície externa e volume.
Aumentando 10% no comprimento Acarreta + 6,0% no custo em média
10% na largura Acarreta + 3,0% no custo em média

planta
Perímetro
10X
202,00
104,00
100,00
25,00
40,00
35,44
4,00
100,00
1.00
100,0010m 100,00 Relações
QUADRO
Perímetro IV
Lado
Lado
50,00
58,00
6,25 menor
maior superfície
(m2) (m)
2 X 50 m
planta
00
am m
Superfície da

Como em princípio, o custo dos planos horizontais e das instalações, são


independentes da relação lado maior/lado menor da planta do prédio, pode-se
chegar a uma variação de custos totais como mostrado no Gráfico 2.
Não existe, no gráfico, escala nas ordenadas, em função de que ela depende
de vários fatores, tais como, tipo de parede para fechamento adotada, tipo de
estrutura resistente, acabamento, etc, mas, mesmo assim indicam como pode
variar os custos de construção em função das formas do projeto.
Outra forma de analisar a questão é verificando a iníiuência do tamanho
dos compartimentos no seu custo.

Normalmente imagina-se que uma redução da superfície de um ambiente,


ou de um prédio com "N" compartimentos, leva a uma redução de custos na
mesma proporção que a superfície foi reduzida, ou seja, uma redução de 10%
na superfície, acarreta uma redução de 10% no custo, isto não ocorre.
Exemplo
Área original 10 X 10 = 100 m2
Área com redução 9 X 9 = 81 m2
Redução da área 19%
Como já foi visto, os custos dos edifícios hospitalares se dividem em
26% para os planos horizontais, 34% para os planos verticais e 40% para
instalações.
Na hipótese de que, no exemplo, os custos sejam distribuídos na mesma
proporção, da redução verificada de área, significa as seguintes reduções nos
custos.

Nos Planos Horizontais - Redução de 19% na superfície acarreta uma


redução de custos na mesma proporção. Mas como os PH, contribuem com
26% no custo total da edificação, a sua influencia é de apenas 4,9%. Ou seja
26% X 0,19% = 4,9%

:~ Nos planos verticais - Aqui a redução será proporcional à redução do pe-


rímetro. O exemplo acima estabelece um perímetro original de 40 metros.
T
O mesmo foi reduzido para 26 metros. A redução é de 9%. Como os planos
verticais contribuem com 34% no custo total da edificação, a influência será
de 3,06%. Ou seja
34% X 0,9% = 3,06%
GRÁFICO 2
Variação do custo da construçãc
Custo dos em função da forma do edifício.
planos
verticais Fonte:
Mascará, Juan. In: Os Custos das
E
Decisões Arquitetõnicas no proje-:
o
a. de Hospitais.
o
10
o-
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li)
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o
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li) horizontais
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1III'IIIIIIIIII'.II"IJIIIIIIIIII"IIIIIIIIIIIIII"Ullhllllllllll1lllllll1111111 •• 111111111111111111111111111 Custo das


instalações

1 2 4 100
Relação entre lado maior e lado menor
• ... • •

Instalações
Nas instalações a redução é, praticamente, nula. Altera-se apenas quando
houver reduções em algumas tubulações, mas é, assim mesmo, muito pequena.
Em resumo a economia geral dos custos será de 8,3%.
O exemplo mostra que para uma diminuição de área de pouco mais de
10% a redução de custos será de pouco mais de 8%.
Em geral, a média da diminuição de custos será, aproximadamente, igual
ou menor que a metade da área.

As variações de custo de construção que a Gráfico 3 mostra, para a unidade


de internação, podem se generalizar conceitualmente e dentro de certos limites
para outras unidades do hospital.
Os custos por unidade de área serão sempre decrescentes com o aumento
da superfície construída por compartimento, mas com valores diferentes.
Ainda, sobre as questões tratadas no presente capítulo, é importante citar
as pesquisas do Department of Health and Social Security da Inglaterra.
Segundo estas pesquisas, a economia inicial dos blocos compactos é eli-
minada pelos custos muito maiores associados à dependência dos sistemas
de iluminação artificial das áreas confinadas e pelo uso do ar-condicionado
em ambientes que poderiam dispensar o seu uso.

Conclusão

Diante das questões colocadas acima se pode recomendar, ou indicar,


alguns procedimentos ao projetar o hospital:
O ar-condicionado deve ser usado, estritamente, em áreas que exijam
seu uso (centro cirúrgico, centro obstétrico, UTI, central de esterilização e
ambientes cujos equipamentos exijam uma temperatura estabilizada).

- = CO 3
50 do custo por m2 cons-
- =

: -:J unidade de internação.


::'j, Juan. In: Os custos dos E 120
: ~s arquitetônicos no projeto
o
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o 110
IC-
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70
W ~ ~ ~ ~ ro 00
Superfície construída por cômodo por m2
GRÁFICO 4
Custos expressos a partir de um
índice 100.Todos os blocos têm a
mesma órea: 10.000 m2.
Miquelin, L. C. In: Anatomia do
D D D Edifício Hospitalar.

D
A principal conclusão da pesquisa

A
D B c D
desenvolvida pelo DHSSda
Inglaterra é que a economia
inicial de custos de construção dos
blocos compactos é eliminada
120 pelos custos muito maiores
associados à dependência de
sistemas de iluminação artificial e
ar-condicionado.
Custos
100 totais

Custos da
construção
80

.! """''''''''''",,,,,,,,,,,,,,, ..,,,,, .
60
,""'''''''''''''''""""""",,,,,,,,,,,,,,,,,,,, Custos das
engenharias

40

Trabalhar na tipologia da internação sempre com soluções que impliquem


redução no perímetro do edifício.
Repensar tipologias e padrões das internações.
Proceder sempre com o índice de compacidade na análise do desempenho
das plantas do todo ou de partes do edifício.
Uso compartilhado de ambientes e instalações (copas, sanitários, salas de
espera, etc, evitando duplicações) sempre que o programa permitir.

Índice de Compacidade
o método utilizado para avaliar a relação entre as paredes que envolvem
um edifício e sua superfície horizontal é chamado Índice de compacidade,
que é a relação percentual que existe entre um perímetro de um circulo de
igual área do projeto e o perímetro das paredes exteriores do projeto.
·Ir:f ••• :..a ••

A fórmula matemática usada para expressá-la é a seguinte:


Pc·100
Ic = (A)
Pp
Ic = índice de compacidade
Pc = perímetro de um círculo de área igual ao do projeto
Pp = perímetro das paredes exteriores, em planta, do projeto
Chamando AP à superfície do projeto, com alguns simples artifícios ma-
temáticos, a expressão (A) pode transformar-se em :
2 !A1p.p
Ic = \ X 100 (B)
Pp
O círculo, matematicamente, é a figura geométrica que apresenta o índice
máximo de compacidade (100%).
Os projetos com índice de compacidade superior a 88% serão, em princípio,
antieconômicos, pois, certamente, apresentarão formas com plantas curvas
ou angulo em paredes superiores a 90°, ambos antieconômicos.
Vale dizer que quando mais próximo de 88%, para baixo, esteja o índice
de compacidade de um projeto, menores serão os custos de construção e me-
nores as perdas e ganhos térmicos indesejáveis, o que acarretará diminuição
nos custos de manutenção e uso do edifício.
Essas conclusões foram checadas em instituições de diversos países de-
senvolvidos.
A comparação é feita utilizando-se a seguinte metodologia:
• Um determinado projeto, por exemplo, com três alternativas diferentes,
mas contando com um mesmo programa, mesmas áreas e mesmo grau de
eficiência.
Calcula-se o custo da construção de cada uma das alternativas e compa-
ra-se com o índice Ic.
• Desenha-se uma série de edifícios de maneira que tivessem um grau de
compacidade Ic decrescente. Calcula-se o custo da construção de cada
um dos edifícios e compara-se com o índice Ic.
Procede-se como no caso anterior, mantendo-se programa, área e grau
de eficiência.
• . Em relação ao afirmado sobre custos de planos horizontais e verticais, o
resultado das pesquisas realizadas pelo Building Research Station da Ingla-
terra foi o seguinte: em climas frios os custos relativos das fachadas tendem
a aumentar e, progressivamente, tendem a cair os planos horizontais;
• Em climas quentes os custos relativos das fachadas tendem a cair e aumen-
tar progressivamente a participação do plano horizontal, principalmente
o superior, nos custos totais da obra.
Os ganhos, com o índice de compacidade tenderão a apresentar percen-
tual menor que nos climas frios, embora permaneçam.
As variações climáticas farão com que a curva modifique sua inclinação,
mas como as fachadas são os planos verticais mais caros, a curva de diminuição
de custos, com o aumento do Ic, manter-se-á sempre. Mudará só de escala,
segundo o clima, mas nunca desaparecendo.
Internação
Planos verticais
a) terreno
b) pé-direito
c) número de andares mais econômicos
d) o que verticalizar?
e) espaços intersticiais
f) estrutura
Circulações verticais
a) escadas
b) rampas
c) elevadores
Circulações horizontais
Corredor Simplesmente Carregado
• Corredor Duplamente Carregado
Planos Horizontais
a) terreno
b) tipologia da internação
- enfermarias
- apartamentos
- outros
T.

Ig Planos Horizontais e Verticais


Internação

Como já foi visto no capítulo anterior, existe, internacionalmente, uma


tendência para a desospitalização. Os avanços da medicina, novas técnicas
de diagnóstico e tratamento, além das ações de prevenção e controle de do-
enças, permitiram, pelos sistemas ambulatoriais, hospital dia ou home care,
uma redução grande nos dias de internação, conseqüentemente nas áreas a
ela destinadas.

Entretanto, o setor de internação ainda é de maior demanda por área no


edifício hospitalar.
Por se tratar do local onde pacientes, pessoal técnico (médicos, enfer-
meiros, atendentes de enfermagem, etc.) acompanhantes, etc., permanecem
por um período de tempo mais prolongado, a sua forma e a sua posição no
zoneamento do projeto e na definição do partido arquitetônico são determi-
nantes.

O projetista do edifício hospitalar, ao sistematizar a sua proposta arquitetô-


nica deve antes de qualquer esboço, definir as seguintes questões em função
do terreno e do programa que lhe é apresentado:
Internação: planos verticais, espaços intersticiais, planos horizontais e
planos horizontais, circulação e tipologias.
Altura do edifício: custos
Quando se adota a verticalização para um edifício, geralmente, entende-se
que o principal condicionante é o preço da terra. Tal visão é incorreta, embora
a lógica econômica recomende a compensação do alto preço da terra com a
multiplicação de andares.
Entretanto, o custo da construção varia com a altura do edifício. E esta
variação surge a partir de uma série de componentes que devem ser analisados
distintamente.
Os elementos mais importantes para esta análise são:
1- A variação do pé-direito;
2- A quantidade de andares;
3- Os espaços intersticiais.
Em função dos altos custos da construção hospitalar, alguns arquitetos ado-
tam o critério da redução e ampliação do pé-direito de acordo com os setores
do hospital. Tal postura consideramos equivocada. Além dos problemas de
execução, o sistema de la,jes, com alturas alternadas, não reduz substancial-
mente os custos da obra, embora haja \-ariações entre setores do hospital.

Número de andares mais econômicos

No item Aspectos Legais já tecemos considerações sobre o número


mais econômico de andares na opinião de alguns arquitetos e engenheiros.
Entretanto, algumas observações ainda precisam ser feitas.
Os fatores que acarretam variações no custo das construções com relação
à altura dos edifícios são:
Com influência crescente no custo, em função ao aumento do número de
andares
• estrutura;
• elevadores;
• fachadas;
• instalações em geral;
• duração da obra;
• insumo de mão-de-obra;

De um modo geral, cada elemento citado, tem um custo que cresce com
mais intensidade com a altura do edifício. Por exemplo, se um determinado
edifício, com determinado número de andares tem a sua instalação com um
custo "x", para um mesmo tipo de edifício, mas com o dobro do número de
andares, a instalação custará duas vezes mais.
Cada pavimento agregado ao edifício é mais caro que o anterior (relativo a
cada elemento considerado), sendo assim o custo da construção é crescente.
Acima de 10 (dez) andares o custo de cada pavimento agregado eleva-se de
forma exponencial.
• _1::1_· - • •

:2Jiuencia decrescente no custo, em função do aumento do número


= __

L;e andares
• movimento de terra;
• subsolos;
• cobertura;
• vestíbulo dos elevadores e espaços comuns;
• terreno ocupado.

Todos esses elementos, de um modo geral, têm custos independentes do


número de andares. Quanto mais alto o edifício, menores serão as influências
nos custos por pavimento. Um exemplo sempre citado é o da cobertura. O
custo dela para um pavimento será muito maior do que dividido por dez
pavimentos, por exemplo.
Com influência variável de custos, podendo ser crescente ou decres-
cente
• fundações;
• o transporte dos nlateriais em altura.
Considerando todos os itens e relacionando-os com nossos costumes de
construir, ou seja estrutura resistente em concreto armado, formada por
pilares, vigas, lajes e vedações em alvenaria de tijolos cerâmicas, surge uma
curva, como no Gráfico n~ 4.
~: Na curva, verifica-se que itens decrescentes, como coberturas, combinados
\~~ com itens decrescentes como estrutura, tendem a se compensar em alturas
intermediárias .

..:! A curva de edifícios com elevadores desenvolve-se acima da curva de


c: edifícios sem elevadores.
Pelas curvas, os edifícios mais econômicos seriam os de sete ou oito anda-
res sem elevadores. (No Brasil o máximo permitido é quatro pavimentos sem
elevadores. Alguns países da Europa seis pavimentos). Para hospitais é impra-
ticável. Além do mais, a Norma do Ministério da Saúde só permite dois andares
servidos por rampas, podendo estas serem iniciadas em qualquer pavimento,
mas atendendo sempre dois andares. Além do mais, com as inclinações mínimas
exigidas, entre 5% e 10%, é grande a perda de superfície útil por pavimento.
Tomando por base este argumento, o hospital sem elevadores só se
justificaria com no máximo dois pavimentos e hospitais com elevadores só
seriam entre seis e oito andares. Com um maior número de andares, uma
eelificação só será econômica com custos de terras muito elevados e que
desequilibrem a curva acima.
Assim, excetuando, por exigência legal e funcional, setores como
ambulatório, emergência, diagnóstico e tratamento e os serviços de apoio
técnico e logístico, que ficam entre o subsolo e o primeiro pavimento no
máximo, em decorrência de questões tais como, abastecimento, peso dos
equipamentos, suprimento, acesso facilitado para pacientes, inclusive os
portadores de deficiência física, fornecedores em geral etc, o problema básico
diz respeito à definição da tipologia da unidade ele internação, a adoção ou
não dos espaços intersticiais (pavimentos técnicos) e se o tipo de hospital,
comporta ou não os chamados espaços lúdicos (lojas, restaurantes, galerias
de arte, etc, equipamentos estes mais utilizados em instituições privadas).
~RÁFICO 5
:;riação do custo por m2
::; construção de edifícios
- :spitalares, em função do n° de
:~jares.
'0 -;
0125[= lB
g-
:: ~te: .;:
'" 120 ~
:;scaró, Juan. O Custo nas co
= -=::isões Arquitetõnicas no Projeto u
0115
- -= Hospitais. "O
'"
.E
~ 110
U
Q)
"O
Q) 105
U

,E
100

2 4 6 8 10 12 14 16 18

Curva A - com elevadores


Curva B - sem elevadores

Espaços intersticiais

São os chamados "andares técnicos", construídos para conter equipamento


e instalações. Utilizados inicialmente em hospitais europeus, a partir da década
de 60 teve seu uso disseminado pelo mundo.
Nas soluções verticalizadas, vem sendo comum a adoção destes andares.
Intercalados entre dois ou mais andares, sala de atendimento médico-cirÚfgic
ou entre setores de apoio logístico, estes espaços são uma ampliação do --[.r!"
falso", que esconde as instalações, mas não permite manutenção sem que :,c>
interrompidas as atividades no ambiente considerado.
O espaço intersticial, por outro lado é um andar comum, com pé-direito
menor (recomenda-se 2,40), embora muitos adotem um mirrímo de 0,90 em.
A complexidade das instalações hospitalares principalmente com a adoção
de soluções de planos compactos e verticais e o uso do ar-condicionado, tem
incentivado a adoção desses espaços.
A utilização desses espaços afasta o edifício vertical da obsolescência (pela
possibilidade da incorporação de novas tecnologias sem maiores custos com
obras e adaptações).
Embora os custos com a adoção elospavimentos técnicos, ainda seja pouco
estudada, estima-se que há um incremento de 12 a 15% nos custos totais da
obra. Entretanto, o retorno para este acréscimo de investimento é seguro. --\.
não exigência de acabamentos ou revestimentos caros ou qualquer tipo de
caixiiharia, confere um padrão econômico para os referidos espaços.
• _):;>"1.-- • _L-. .

As principais características que os espaços intersticiais devem contemplar


são:
Altura adequada: (recomendável 2,40) suficiente para conter algumas máqui-
nas de grandes dimensões, como as de ar-condicionado, que atendem UTI
. -.l[rU" Lirurgicos e obstétricos - CRO - central de esterilização, etc.
Conexão com um módulo técnico vertical (ver Desenho n? 43)
Para permitir a distribuição integrada, ordenada e organizada dos sistemas
de abastecimento e suprimento.Sem um planejamento adequado da
ocupação do espaço intersticial pelos sistemas de instalações, o aumento
da flexibilidade será prejudicado.
Facilidade de acesso para manutenção e para armazenagem dos equipa-
mentos.
Agrupar serviços e funções que demandem sistemas comuns de abasteci-
mento e instalações (centro cirúrgico, obstétrico, UTI, etc.), ou de áreas
logísticas, como lavanderias e serviço de nutrição.

o piso que separa o andar mecânico das áreas de atendimento abaixo (caso o
sistema alimentador seja por cima) deve reservar algumas recomendações:
• cálculo de sobrecarga para acomodar componentes dos sistemas de
manutenção;
capacidade de resistência ao fogo;
bom comportamento acústico e evitar queda de entulhos sobre ambientes
de trabalho;
boa possibilidade de perfuração e acabamento das lajes, com equipamentos
simples, para possibilitar a introdução dos sistemas projetados e montados
durante a construção ou de outros incorporados em função de reformas,
ampliações ou adoção de novas tecnologias;
deve suportar peso de equipamentos que necessitem ser pendurados: tri-
lhos de equipamentos de radiologia, focos do centro cirúrgico etc.

A adoção ou não do pavimento técnico, deve ser precedida por uma


criteriosa análise das vantagens e desvantagens do seu uso. Há locais para
os quais esta estratégia é exagerada. Unidades de internação, ambulatórios
e laboratórios podem dispensar este tipo de solução. Cada caso é um caso. A
questão então, resume-se ao que verticalizar e como os planos horizontais se
articularão com esta postura.
A tradição brasileira de arquitetura hospitalar, seguindo padrões
internacionais e atendendo às exigências da norma Ministério da Saúde -
Portaria n? 1.884 de 11/11/1994-GM e sua atualização pela Portaria 50 de 21/
02/2002 estabelece algumas premissas que orientam os projetos dos edifícios
hospitalares. A partir das exigências de localizar determinados setores no
térreo, tais como ambulatório, emergência, diagnóstico e tratamento, etc., a
norma já indica um caminho.
O arquiteto gaúcho Irineu Breitman, consultor hospitalar e autor de vários
projetos hospitalares recomenda: "Verticalizar só quando não for possível
desenvolver o hospital apenas com o pavimento térreo."
Mesmo sendo térreo, recomenda-se que todo hospital seja construído sobre
uma laje de 1.20 m acima do nível do terreno. Tal medida tem como objetivo
evitar que uma enorme quantidade de instalações típicas de um edifício
hospitalar e caixas de gordura, caixas de inspeções, aterramento, grelhas
para proteção de redes e cabos, entre outras, sejam alojadas no baldrame,
o que sempre dificulta a inspeção e manutenção. A criação desse "espaço
técnico" facilitará e muito esses serviços.
Usualmente como já foi mencionado anteriormente, em função dos custos
e até do reduzido estoque de terrenos mas grandes e até médias cidades
brasileiras, o partido, arquitetõnico mais utilizado pelos nossos arquitetos é
o dos esquemas apresentados nos desenhos 4 e 5.
As variações, quando verticalizadas, ficam mais por conta das dimensões
do terreno, códigos municipais, conceito de atendimento, alguma preocupação
estética ou exigências de ordem operacional (instalações e equipamentos).

Planos Horizontais - Tipologias e Custos


Sempre que o terreno permitir a solução horizontal é a mais indicada.
O grande problema a resolver são as circulações, sempre muito extensas,
com a tendência para a perda da compacidade.
A busca por um partido arquitetõnico condizente com as exigências do
programa e que racionalize ao máximo as circulações com o uso intenso de
iluminação e ventilação naturais é o objetivo a ser perseguido.
Um levantamento criterioso pela observação direta e da pesquisa
bibliográfica, indica a utilização, pelos projetistas, de quatro tipologias básicas
para apartamentos e enfermarias hospitalares. Ver desenho n? 2.
Análise das vantagens e desvantagens de cada tipologia
Tipo A Banheiro confinado adjacente à circulação, com o lado maior do
apartamento ou enfermaria perpendicular à circulação.
Tipo B Banheiro externo
Tipo C Banheiro intercalado entre dois apartamentos ou enfermarias
Tipo D Banheiro confinado adjacente à circulação, com o lado maior do
ambiente de internação paralelo à circulação.
Unidade de internação
índice VALE
1= Dx%
Índice Yale
itos
--úmero
--3717 (50%)
Atendimento
60
I
(1/3)
I
padrão
Outro fator a ser considerado é o índice Yale. Trata-se de determinar,
a partir do padrão de atendimento (número de assistência/dia dado pelo
hospital ao paciente internado, com foco a partir do posto de enfermagem),
os percursos a serem feitos pelo pessoal de enfermagem, objetivando evitar
não só o desgaste físico como aumentar a eficiência do serviço.
Para isso, é importante determinar administrativamente a disposição dos
Atendimento padrão
x leitos, em relação ao posto. Por exemplo, os doentes mais graves dever ser
número de leitos colocados defronte ou mais próximos do posto de enfermagem. Tal medida
evitaria o aumento de percursos e melhoraria a eficiência do atendimento.
• • r'la·- • a1-1 •

A norma do Ministério da Saúde estabelece que o leito mais distante deve


ficar, no máximo, 36 metros do posto de enfermagem.
É importante saber da direção do hospital qual o padrão de atendimento/
dia para dimensionar os percursos. Hospitais americanos estabelecem 60
atendimentos/dia (alimentação, higiene do paciente, visita médica, chamadas
de emergência, intercorrências ou necessidades fisiológicas, troca da roupa
de cama, verificação de temperatura, administração de visitas, limpeza do
ambiente, etc.), por paciente.
Considerando as dimensões de um hospital qualquer, o pessoal de enfer-
magem pode, em alguns casos, percorrer até 4.500 m/dia. Daí a importância de
se definir também se a unidade de enfermagem terá corredor simplesmente
carregado ou duplamente carregado. Ou seja, apartamentos ou enfermarias
apenas de um lado ou nos dois lados, respectivamente do corredor.

De um modo geral, os percursos na unidade de enfermagem são:


Q X Q = 19%
Q X posto = 17%
Q X utilidades = 14%
Posto X utilidades = 10%
Total = 60%
"),
::.t onde: Q = apartamento e enfermaria
Percurso = distância X freqüência (P = D X F).

J~f Portanto, a distância não é o percurso, mas a freqüência.


c:,

Convém lembrar que 60% de todas as caminhadas dentro de um hospital


estão localizadas na unidade de enfermagem.
É estreita a ligação entre a arquitetura hospitalar e administração hospitalar.
Uma diretoria bem informada a respeito das questões funcionais do hospital
é fundamental para que o projeto arquitetônico tenha melhores resultados,
principalmente nos aspectos relativos ao tipo de internação a ser adotado.
Enfermarias de seis leitos têm menor possibilidade de arranjo do que uma
de três leitos. Por exemplo, caso exista um paciente do sexo feminino, todos
os outros leitos têm de ser do sexo feminino.
As enfermarias de seis leitos, caso adotadas devem estar mais afastadas do
posto de enfermagem, pois demandam menor atendimento (deslocamento)
do pessoal de enfermagem. Quando for atender um paciente, pode observar
o demais. Sua desvantagem está relacionada com a pouca privacidade que
oferece.
É importante assinalar que quem processa a cura do doente é a enfermeira.
Daí deve-se lembrar que, na questão dos percursos, é bom observar:
1) Passo qualificado = enfermeiras qualificadas.
2) Passo não-qualificado = enfermeiras não-qualificadas
• • lI"_ ••••• • •

Percurso x tipologia da internação Número de leitos por enfermaria


32.40

24 leitos de 6 = 4 enfermarias
24 leitos de 3 = 8 enfermarias
6 3 3 6
2Ale.iiQ.â...de 2 = 12 enfelwarLas
24 leitos ~ 24 enfermariCiS
(já é apartamento)
ercurso: 4,200 m Posto
7,20 7,20 7,20
3,60 j
3 3
616,20
66 I
16,20
I 3,60 I 3,601 Simplesmente carregado

DL = n? leitos
distância = 3
4
= 1,3 m/I

~rcurso: 4,500 m Posto


32.40
Duplamente carregado

6 3 3 3 6 6 n? leitos = 0,66 m/I


DL = distância

=srcurso: 3,800 m Posto

A eficiência de uma enfermeira é determinada por (considerando o leito


como módulo:

1) área ocupada
2) corredor por número de leito
3) freqüência/dia
4) apoio por número de leitos
5) percurso o d 1 "t
6) densidade linear: DL = _n_._e_e_l_o_s_
distância

Assim, ao projetar a unidade de internação, o arquiteto tem de levar


em consideração todas essas variáveis. O número de sanitários é um item
importante, pois seu custo é grande. Várias experiências têm sido direcionadas
para eliminar o maior número de sanitários possíveis.
Convém, ainda, assinalar que os sanitários destinados a portadores de
deficiência (30% dos sanitários da internação) em que pese a sua importância
é um dado a mais na questão dos custos. Assim como a exigência de que
cada apartamento ou enfermaria, além do banheiro exclusivo deve existir um
lavatório/pia para a equipe de assistência em uma área anterior à entrada do
apartamento/enfermaria ou mesmo no interior desses, fora do banheiro.
a1-1.

Interna~

Ambulatório/ Apo
Diagnóstico Terapi2
____
~dmil1jstraçk

Apoio Logístico/T'

Inte
Pavi
_~ c:!~úrgico/Obst'
Ambulatório/
Diagnóstico Tera
Administraç -
5i: ~-----------------------------------------------
êi

Complementando os assuntos aqui abordados, apresentaremos a seguir os FIGURA 3 e4


Esquema do partido verticali:::
diagramas referentes como exemplo sobre o índice Yale, antes de tratar dos
mais adotado na arquitetura
casos específicos das tipologias das internações.
hospitalar brasileira.
Toda e qualquer forma de alojamento, seja hospitalar ou hoteleiro, e que
contemple um banheiro anexo, derivam dessas soluções básicas. As alterações
são mais no sentido do número de leitos que cada uma contenha.
A RDC n~ 50 de 21 de fevereiro de 2002, do Ministério da Saúde/ANVISA,
determina que as enfermarias hospitalares contenham um mínimo de três e
um máximo de seis leitos, todos paralelos às janelas e guardando distâncias
regulamentares entre si e entre as paredes. Normalmente as enfermarias de
seis leitos é desdobramento da enfermaria de três, obtida pela elinúnação da
parede que as divide, desativando-se um dos banheiros, com a área remanes-
cente sendo utilizada para outras funções.
Corredor Simplesmente Carregado/Duplamente
Carregado
Essas tipologias são muito usadas em hotéis de um modo geral. Afinal,
apartamentos e enfermarias compõem, uma das partes da hotelaria
hospitalar.
Outro fator importante na composição arquitetônica é no tocante à circu-
lação. Quatro são as tipologias utilizadas:

CO?Tedorsimplesmente carregado - Quando as enfermarias e apartamentos


localizam-se apenas de um lado do corredor ou circulação. Utilizando-se
o outro lado para localização de ambientes de apoio e dos componentes
da circulação vertical.

Corredor duplamente carregado - Quando as enfermarias e apartamentos


localizam-se em ambos os lados do corredor, as funções de apoio e cir-
culações verticais são colocadas na lateral do lado menor da unidade de
internação.

Corredo?"simplesmente carregado (aberto oufechado) - Quando as enfer-


marias e apartamentos localizam-se em um dos lados do corredor e outro
lado não possui utilização. As funções de apoio e circulações verticais são
colocados noutro local do setor da internação.

Corredor duplamente carregado com pátio - Nesse caso, as enfermarias


e apartamentos localizam-se em ambos os lados da edificação, com
duplicação da circulação e adoção de um pátio interno. O pátio possibilita
que os banheiros possuam ventilação e iluminação natural, compensando
a duplicação da internação. Como exemplo, considerando-se um hospital
de cem leitos com enfermarias ou apartamentos, banheiros, apoio e área
de circulação vertical com as mesmas dimensões, temos as seguintes
constatações, além dos Desenhos 6 a 15, que ilustram as considerações
feitas.

Tipologia AI e corredor simplesmente carregado (ver Desenho 7)


Área do Pavimento: 561,60 m2
Perímetro: 103,20 mL
N° de andares necessários: 4 andares

Tipologia Bl e corredor simplesmente carregado (ver Desenho 8)


Área do Pavimento: 532,80 m2
Perímetro: 122,30 mL
N° de andares necessários: 4 andares

Tipologia Cl e corredor simplesmente carregado (ver Desenho 9)


Área do Pavimento: 571,68 m2
Perímetro: 120,00 mL
N° de andares necessários: 4 andares
• wl.I_· - • .L-._

FIGURA 5
ÁREA EXTERNA
Tipologias de apartamentos.
T1POLOGIA A

Solução mais correta para


hospitais e hotéis

ver exemplos
Maior ventilação/iluminação
Isolamento dos pacientes
Menor ruído vindo da circulação
Menor circulação o
"':
Limpeza do sanitário sem maiores N
incômodos para pacientes
Manutenção facilitada pelo acesso
às instalações do poço
Menor perímetro
CIRCULAÇÃO
Maior Ic (índice de compacidade)

ÁREA EXTERNA

T1POLOGIA B

Menos indicada
Aumenta substancialmente o
perímetro do prédio, embora não
aumente tanto a circulação
Limpeza do sanitário com incômodo
Oi
para os pacientes
Redução da ventilação e iluminação
Ruído da circulação mais intensa
Manutenção mais onerosa pelo
acesso limitado as instalações
Dificulta a colocação de armários 3.60
t I
I
I
1
I
CIRCULAÇÃO I
I

I
I

A área de A é maior, 6%, do que Bl e menor 10% do que Cl, mas o seu
perímetro, isto é planos verticais, mais caros, como já vimos, é menor 16%
em relação a Bl e 14% em relação a Cl. Sendo por tanto a mais indicada para
ser adotada. Além de possuir maior Ic.
A tipologia Bl apesar de possuir área menor, 9,3%, do que Cl, seu
perímetro é maior, 9,8%. Cl tem menor Ic.
A tipologia Bl sempre apresenta o perímetro, diga-se planos verticais,
maiores que AI e C1, muito embora sua área seja menor. Como os planos ver-
ticais concorrem com maior intensidade, (34%), no custo total da obra que os
horizontais, (26%), a lógica é reduzir ao máximo os planos verticais.
::.sENHO SA
ÁREA EXTERNA
-: Jlogias de apartamentos. I I001
* +-
CIRCULAÇÃO
CIRCULAÇÃO !
II
TIPOlOGIA C 11 I !
I +-
li 01
gl

Menos utilizada ~I
!
ÁREA ••
EXTERNA

Aumenta o perímetro
I
Parcialmente facilitada a
manutenção
Maior isolamento entre os leitos
J
Maior área de iluminação e
ventilação natural
Dificuldades para circulação de
macas

TIPOlOGIA D

Apresenta pouca desvantagem


em relação a A, menos no quesito
circulação
Apresenta vantagens em relação a B
O banheiro intercalado aumenta o
perímetro e a circulação
Limpeza do sanitário com incômodo
para os pacientes
Ruído da circulação maís intenso
Manutenção mais onerosa pelo
acesso limitado as instalações
Ver exemplos

Deixamos de considerar a tipologia D, por ser pouco utilizada além de ser


uma variação de C. Para o corredor duplamente carregado as relações per-
manecem, das seguintes formas:
Tipologia A2 e corredor duplamente carregado
Área do Pavimento: 794,88 m2
Perímetro: 124,80 mL
N° de andares necessários: 2 andares

Tipologia B2 e corredor duplamente carregado


Área do Pavimento: 737,28 m2
Perímetro: 170,40 mL
N° de andares necessários: 2 andares

Tipologia C2 e corredor duplamente carregado


Área do Pavimento: 725,28 m2
Perímetro: 129,60 mL
N° de andares necessários: 2 andares
_1-1.

36,00 FIGURA 6
Exemplo para 100 leitos, corredor
simplesmente carregado;
90 leitos de enfermaria, banheiro
Enter-
mario mana
Enter- I mana
Enfer-
Enfer-
maria mana
Enter- I mono
Enfer-
Enter-
mario mana
Enfer- I mana
Enfer-
Enfer-
maria interno (exaustão poço);
10 leitos apartamentos, pé-direito
3,60 m;
Tipologia A 1 - perímetro: 103,20m
Decréscimo de 16%no perímetro
em relação a B1;
Circulação Decréscimo de 14%no perímetro
em relação a C 1;
Número de andares: 4;
Circulação Área para pavimento: 794,00 m2;
Apoio vertical Apoio
Acréscimo de 6% na área em rela-
ção a Bl;
Decréscimo de 10%em relação a
Cl.

ro
Ba-
1.201 2.402.40 morio
4.80
4.80
moria
mario
maria
11.20
2.40
2.40 2.40 N
a ~ FIGURA 7
-ó Enfer-
Enter- I
8 Exemplo para 100 leitos, corredor
simplesmente carregado;
90 leitos de enfermaria, banheiro
externo;
10 leitos apartamentos, pé-direito
3,60 m;
Tipologia 81 - perímetro: 122,40 rr
Acréscimo de 16%no perímetro e-
relação a A 1;
Circulação Decréscimo de 14%no perímetro
em relação a C 1;
Número de andares: 4;
Apoio Circulação
vertical Apoio Área para pavimento: 532,80 m2-
Decréscimo de 6% na área em re-
lação a A1;
Decréscimo de 10%em relação ::
Cl.

mario
Enfer-
Enter- Enfer-
mario
Enter- ro
nhei-
Ba-
nhei- 43.20 1.20

Ba-
oo
'"
Enter- Enfer-
maria maria
Ba-
nhei-
ro

Circulação

Circulação
Apoio vertical Apoio

FIGURA 8
Exemplo para 100 leitos, corredor Tipologia C1 - perímetro: 120,00 m Área para pavimento: 571,68 rr~
simplesmente carregado, banhei- Acréscimo de 14%no perímetro em Decréscimo de 10%na área err
ros intercalados simples; relação a A 1; relação a A 1;
90 leitos de enfermaria; Decréscimo de 12%no perímetro Acréscimo de 14%em relação ::
10 leitos apartamentos, pé-direito em relação a B1; B1.
3,60 m; Número de andares: 4;
I,"',
"'"
~I
- ,,~ áreaotu·o a~
-
I I~ ,,~
o O
~o.
oo o>u<=0
oo.
3,60 'ou
0<lJ <= mana
mana
mario Bo- mario
mono mana
mano
ro ::)~
nhei-
o
-.o
ro 00
~,-I 3,60 'o .'=
8.Q(J)
> mana
maria 0<lJ
mario ~o.
'0 'ou (J) • ~o.
,o-0
ero
IEnfer-
mana
IEnfer- ()
Número
B2. ade andares: 2;perímetro Iem O .'= (J) u'o
('J
-º<lJ
Enfer~!1:0 mario
Enfer-
-mario
Enfer- nhe;-:'=0
Bo-
nhei-
u._ Decréscimo deB2; %nona em 0i
<..r .•..
Enter-
maria
mario Enter-
Enter-
Enter-
mario
maria nhei- 36,00
mario
maria
mario
maria
Enfer-
Enler-
Enfer-
Perímetro; 129,60 m
-::.,

FIGURA
3.60 O(J)
1'1 9 Circulação
Circulação
°0 Bo- i:' relação
Decréscimo
em
relação
Acréscimo
relação
Tipologia
Área a
para de
A2;a
de
A2;
de 24%
4%2%
pavimento:
C2;
Circulação em
no
I 3,60 relação
perímetro
I mario
725,76
Enfer~
8.Q m2;
Enfer- (J) ('J
~o
U'"'a

I
Qj -ó 11
<..r
II I
I~
II I I
I§ I Enfer-

",.,
0<lJ
do;
90 90 leitos
leitos
Banheiros
=.,emplo
Corredor de
parade enfermaria;
enfermaria;
externos
100
duplamente simples;
leitos; 10 leitos
carrega- I I~
Jlil I I
mario
Enter-,
IJli
",.1
,e'" 1 ,"o
'"'"1
e"~,
Co'" 1"k'ml~
e'.
"'"
1",.,
'"a
,"'O
'"'a wa :~
• _Ir li .-- • •

ural FIGURA 12
Enfermaria com corredor
I
~VentilaçãO I nat
duplamente carregado,
sistema de ventilação.

~ Enfermaria Enfermaria ~

~ Apartamentos IBanh.l Circ. IBanh. Enfermaria ~


Pavimento técnico

Centro
Centro cirúrgico/UTI obstétrico/berçário

A área A2 é maior, (12%), que B2, mas o perímetro é (27%), menor, ou


seja, menos planos verticais.

B2 possui também área maior, (2%) que C2 e perímetro (24%), maior,


sendo, portanto, mais uma vez, a tipologia menos favorável.

Os valores de C2 em relação a A2 apresentam índices mais favoráveis,


mas o seu Ic, é menor.

Mas a grande vantagem destas soluções é a redução do número de andares


e um rendimento maior de utilização para os corredores.

A desvantagem é a necessidade de se utilizar ventilação cruzada. Em


algumas regiões do Brasil, como grande parte do litoral leste, a ventilação é
predominantemente SE, com variações para NE, o que deixará sempre um
dos lados do corredor prejudicado.

Como os custos em números de andares, redução do perímetro, etc, será


atenuado poderá se utilizar a solução de colocar os apartamentos individuais,
com diárias mais caras, do lado menos favorável em relação à ventilação
natural. Ou usar a ventilação zenital, ou ambos conjuntamente, conforme
esquema apresentado no Desenho 13

Os corredores laterais, simplesmente carregados, abertos ou fechados,


são contra-indicados.

O corredor duplamente carregado, circulação duplicada e pátio é uma


opção a ser considerada.

Comparativamente a A2 sua área aumenta em 13% e seu perímetro em


14%.
Ventilação natural

Ventos
+--
dominantes

+--
Banh.l Circ. Circ.IBanh.
Enfermaria ~ +--
~ Enfermaria
+--
+--
Circ. Circ.IBanh. +--
II Pavimento
Enfermaria
Banh.l
Enfermaria Il +--
Pavimento +--
técnico técnico +--
+--
+--
Pavimento +--
Ar-condicionado central cirúrgic%bstetrícia +--
+--
+--
Pavimento térreo +--

~~:I~----------------------------l
:IGURA 13
:llfermarias pátio interno, sistema
::;eventilação natural/zenital.

:IGURA 15 3.60 36.00 3,60

=-<emplopara 100 lei-


0::;5;

=::medor com pátio o Enfer- Enfer- Enfer- Enfer-


--erno; o Enfer-
maria
Enfer-
maria
Enfer-
maria
Enfer-
maria
Enfer-
maria
Enfer-
maria maria maria maria maria

: = leitos de enfermaria,
: ::mheiro interno com
",ntilação interna;
= leitos apartamentos; posto
=s-direito 3,60 m;
- :Jologia A3; apoio
=srímetro: 144,00 m curativos

- :::réscimo de 14% no "


o
05 lapoio
: srímetro em relação serviço
:::'\2;
.~mero de andares: 2; médicos rlimpa

- -ea para pavimento: r.suja

:~,OO m2;
- :::réscimo de 13% na
:::-eaem relação a A2.
Enfer- Enfer- Enfer- Enfer- Enfer-
o
o
Enfer-
maria
Enfer-
maria
Enfer-
maria
Enfer-
maria maria
Enfer-
maria maria maria maria maria

• • •

Entretanto, os apartamentos ou enfermarias da parte menos favorável


em termos de ventilação natural, poderia ser beneficiada por esta ventilação.
Os banheiros deixariam de ser confinados, a circulação poderia ficar aberta,
até o nível do parapeito, reduzindo-se a quantidade de planos verticais, e
melhoraria consideravelmente os aspectos visuais e ambientais da internação,
além de possibilitar, iluminação e ventilação naturais, em áreas localizadas
abaixo desta, ver Desenho n° 2.
A largura do corredor pela norma do Ministério da Saúde, deve ser de
2.40. Eixo a eixo de paredes
O exemplo mostrado no Desenho 14, pode transformar-se numa hipótese
de hospital para duzentos leitos, mantendo-se:
1) a planta tipo do Desenho 15
2) acrescentando-se mais dois pavimentos de internação (ficando o edifício
com sete ou oito andares)
3) determinando-se 3,60 m corno pé-direito. Com estas medidas, o edifício
não ultrapassaria na sua altura os 28,80 m.

FIGURA 15
Apartamento padrão,
Hospital Albert Einstein, São Paulo,
1997.

Bancada de Cama para acompanhante Vidro c/ controle


Granito ou Coria" com 3 posições para encosto contra ruídos e
ventos

Sanitário Painéis com lâmpadas


deficiente em 3 posições - tipo DCM
Painéis
Shaft
Soro
r-----

~. Cofre

o
<;t
N
o
\.O
M Mesa emb.

oN .l~ Peitoril sacado


tipo ventilado
M
1.05 1.05
D Maca/mesa o
3.60 4.80

Porta s/ trinco
ou fechadura
mas c/ tranca Portas c/ dispositivo
especial lacrada de remoção
interna/Externa
No sentido de verificar as conclusões tiradas nas questões relacionadas às
diferentes tipologias da internação, o autor, pela observação e pelo levanta-
mento direto, efetuado em hospitais do Brasil e de diferentes países, obteve
os resultados, que podem ser observados nas tabelas a seguir.

Tipologia/
lA lA
lA São
Recife
Natal
Local Paulo
público
privado
Hospitais do Brasil Natal
internação padrão
ein

Tipologia lAlA
lA Berlim-Alemanha
Holweide-Alemanha
Koblenza-Alemanha
LocalAlemanha
públicoExterior
Hospitais no Munique
Utilizada padrão
Colônia

5 estrelas
4 TipologialA
lAlA São Paulo-SP
Fortaleza-CE
Recife-PE
Hotéis do Brasil Local
Utilizada padrão

5Exterior
Hotéis 4 estrelas
padrão lA
IA Local
Lisboa-Portugal
Tipologia Paris-França
Barcelona-Espanha
Nice-França
Madri-Espanha
Zurique -Suíça
ntal
• ai 1.-- • 8L-..

4
5padrãoTipologia Amsterdã
estrelas
Hotéis Exterior Viena-Áustria
Roma-Itália
Innsbruck-Áustria
Frankfurt-Alemanha
1B Local -Holanda.
lA
Londres-Inglaterra
Bruxelas-Bélgica

Os números dispensam maiores comentários. A solução IA se apresenta


como a mais utilizada em unidades de hotelaria. Seja a hospitalar ou a de
hotéis propriamente ditos.
Nunca é demais lembrar que hospitais mexicanos, principalmente os
públicos, em muitos casos não utilizam banheiros individualizados nas

ÁREA EXTERNA

3.60 3.60

oo
I.D
I
Cômoda
Frigobar

o
'O"
N

o
'O"
N
CIRCULAÇÃO FIGURA 16
Apartamento / enfermaria
Hospital do Coração,
São Paulo - SP
PÁTIO INTERNO
Levantamento direto no local, feito
pelo autor.
enfermarias. Geralmente são coletivos, com um percentual de unidades por
número de leitos. Ver Desenho 40. Hospital Vera Cruz - México - Unidade
de Internação.
João Figueiras Lima (Lelé) também quebra o padrão nas enfermarias dos
hospitais na Rede Sarah Kubitscheck, adotando um sistema de "estacionamento
de macas" e banheiros coletivos. Ver Desenho 41.
É evidentemente urna medida correta para redução de custos,
Os arquitetos Jarbas Karman e Domingos Fiorentini, eliminaram os
banheiros individualizados na UTI do Hospital Albert Einstein. Ali adotaram
o sistema de sanitários colocados abaixo de urna bancada móvel, que contém
também o lavatório para ser utilizado quando necessário.
Um sistema de isolamento, com os vidros do ambiente ficando opacos, por
meio de um sistema de ionização por cristais de quartzo, permite a solução.
Os arquitetos defendem a solução com o argumento de que paciente que pode
tornar banho, já pode sair da UTI e ir para o apartamento ou enfermaria. São
concepções importantes que contribuem para a redução de custos e urna maior
postura ante o desenvolvimento da arquitetura hospitalar no Brasil.

ÁREA EXTERNA

Sofá Sofá

o
'<1'

:;URA 17 CIRCULAÇÃO
-::: :Jrtamentos
- :::30ital Santa Joana,
:~:::ife-PE '>1",

_=. antamento direto no local, feito


:::'-= autor.
:::>
ÁREA EXTERNA
3.60

FIGURA 18
Apartamentos de 1 e 2 leitos
CIRCULAÇÃO Hospital do Coração,
Natal- RN
Levantamento direto no local, fe-
pelo autor.

ÁREA EXTERNA
3.60 .t.
3.60

o
o
'-D

,+

o
":
N , ,/
""
\ ,
. i
"'~ ~
, ,
FIGURA 19
,
o": Enfermarias
N, CIRCULAÇÃO Hospital Walfredo Gurgel.
, Natal- RN
Levantamento direto no local. =:;:.
+,, ,
pelo autor.
• ..
.- .1"'_ •

FIGURA 20 ÁREA EXTERNA


Enfermarias _.:l,60 .(_,
Hospital de Colônia Holweide,
Alemanha
Levantamento direto no local, feito pelo
autor.

o
o
V) I
I I
ÁREA EXTERNA
3.60 3.60 T

CIRCULAÇÃO

A· Armário
RL· Roupa limpa
RS. Roupa suja

i li'

ÁREA EXTERNA
Shaft 3.60 .( 3.60

I
CIRCULAÇÃO
,
"*
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I
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Berlim - Alemanha
Levantamento direto no local. feito
pelo autor.
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Porta toalha "cavado"
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Quadro
Móveis de pinho
de riga envelhecido

Bancada auxiliar

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Rua
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Espelho

FIGURA 26
Trianon Park
São Paulo - SP
junho 2000
Circulação Levantamento direto nc
local, feito pelo autor.

FIGURA 27
Partenon Flat Service - 1996
Alameda Santos - São Paulo - SP
Levantamento direto no local, feito pelo autor.

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DORMITÓRIO

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PAVTO TÉRREO

FIGURA 28
Park Lane Hotel
São Paulo - SP
Levantamento direto no local, feito pelo autor.
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Zurique Hotel
Portugal
4 estrelas - 1998
Levantamento direto no local, feito pelo autor.
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·~to pelo autor.
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3 estrelas - 1998
Levantamento direto no local,
feito pelo autor.

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Hotel Atlântico
Nice - França
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Levantamento direto no local,
feito pelo autor.
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FIGURA 35
Intercontinental
Zurique - Suiça CIRCULAÇÃO
4 estrelas - 1998
Levantamento direto no local, feito pelo
autor.

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FIGURA 36
Kennedy Hotel
Londres - Inglaterra
3 estrelas - 1998
Levantamento direto no local, feito pelo autor. FIGURA
Hotel Unive-
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FIGURA 38
Palace Hotel
Bruxelas - Bélgica
5 estrelas - 1998
Levantamento direto no loca/, feito pelo
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Innsbruck - -
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FIGURA 41
Hotel Forum
Viena - Áustria
3 estrelas - 1998
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FIGURA 42
Hotel Holliday Inn
Frankfurt - Alemanha
5 estrelas - 1998
Levantamento direto no local, feito pelo autor.
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FIGURA 43
Internação tipo - Hospital Vera Cruz
México
Arquiteto Guillermo Ortiz Flores

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CIRCULAÇÃO

SANITÁRIO POSTO
-I SANITÁRIO

R. SUJA RAIO X FIGURA 44


Sistema de enfer~
F~~E P~~:MEN:~I (estacionament
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RELATÓRIO MÉDICO
R. LIMPA CURATIVOS Sarah Kubitsche
Brasília
Arquiteto
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CIRCULAÇÃO
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Esgoto

Luz
Força

FIGURA 45
Módulo técnico - interação com espaços intersticiais
Hospital dos Servidores
Natal· RN
Projeto do autor: Rona/d de Góes
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Parede Iluminação no teto
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Todas instalações
embutidas nos
armários

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"t Vidro de cristal
de quartzo, ionizado
Pa~ede '-'-'-'~-'-'-'~'-'-'-'o-'
'-'-'-'~-'-'-'l'-'-'-' .-...-.-.-.
-.-.-. para evitar cortinas
Div

FIGURA 46
UTI individual - 4 leitos
Hospital Albert Einstein
São Paulo - SP
Flexibilidade - Comentários adicionais "
o hospital é considerado uma das organizações mais dinâmicas do mun-
do contemporâneo. Conseqüentemente o edifício hospitalar esta sempre em
processo de transformaçâo na sua estrutura.
É um dinamismo inerente às suas atividades, quando o avanço da medi-
cina, da ciência e da tecnologia, postos à serviço da vida humana, provoca,
sucessivos aprimoramento nos processos de cura. O tempo destas mudanças,
evidentemente, analisados dentro de uma visão histórica. Não significando
mudanças abruptas ou constantes, é bom que se esclareça.
O advento da informática, assim como o da robótica e de outros comple-
xos sistemas tecnológicos produziram, nas últimas décadas, uma transfor-
mação sem paralelo na história, nas técnicas cirúrgicas, nos diagnósticos por
imagem, nas análises laboratoriais, reduzindo drasticamente os períodos de
internação.
Essas transformações exigem, no caso de projeto dos novos hospitais,
uma permanente atenção das equipes de planificação, no sentido de acom-
panhar essa evolução de ciências e técnicas evitando propor uma estrutura
que já nasça obsoleta.
Por outro lado, esse avanço tecnológico, exige dos hospitais existentes
uma constante e ágil adaptação dos seus espaços para incorporar estas no-
vas tecnologias.
Alguns conceitos arquitetõnicos já consagrados, como a planta livre, uma
modulação o mais regular possível, sistemas pré-fabricados ou industrializados
de construção, novos materiais e sistemas estandardizados de painéis, equi-
pamentos e mobiliário, têm permitido uma melhor performance na remoção
de paredes e na utilização das instalações.
Alguns pontos norteadores para uma tomada de decisão que devem ser
levados em consideração ante as possibilidades de mudanças, previstas no
projeto, ou necessárias numa edificação já existentes, são:
• Regularidade na modulação, conforme já visto no item Fases de Planeja-
mento.
Estandardização dos espaços e componentes construtivos.
Partido arquitetõnico que possibilite extensibilidade nos setores do hos-
pital. Melhor dizendo, linhas de crescimento possível, que facilitem o pro-
longamento de espaços e circulações.
Possibilidade e facilidade para implantação e manutenção das instalações.
)
Usar, onde as condições de assepsia o permitirem, paredes e divisórias
não estruturais.
• Agrupar, por setores, áreas de grande complexidade de instalações, sepa-
radas de outras com menor complexidade.
Adotar, quando o número de pavimentos o permitir, do sistema de elevador
hidráulico, que dispensa casa de máquinas na parte superior e possibilita,
até, uma ampliação vertical sem maiores custos de instalações. Hoje exis-
tem elevadores hidráulicos que já atendem 10 pavimentos.
• - ... -- • a1-1 •

Adotar o módulo técnico ou prumada mecânica de circulação e instalações


verticais que, acoplada ao pavimento técnico possibilita uma ampla plan-
ta livre e grande facilidade de manutenção. (Ver desenho n° 43 -- espaços
intersticiais) .

Instalações hospitalares
No planejamento do hospital, um dos elementos mais importantes, mais
complexo a ser equacionado diz respeito às instalações.
Certos programas arquitetônicos da nossa atual estrutura social são com-
postos por um emaranhado tão sofisticados de funções, que seria impossível
desenvolvê-Ios sem uma completa equipe de especialistas.
O planejamento de uma obra deste porte deve contar com: uma instituição
financeira, consultores e administradores hospitalares, arquitetos, engenhei-
ros consultores, especialistas consultores (médicos e enfermeiras) e, muito
importante, o engenheiro de manutenção.
Freqüentemente, essas pessoas são consultadas após a tomada de uma
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(• . série de decisões e a fixação de um conjunto de parâmetros ou mesmo após a
definição do projeto básico de arquitetura, em conseqüência do que amargas
revisões precisam ser feitas.
Enquanto na maioria dos edifícios residenciais ou até mesmo comerciais,
as instalações constituem uma fração mínima das dificuldades do projeto,
num hospital elas podem se tornar não complexas a ponto de compromete-
rem o projeto.
Usualmente, trabalha-se com um check-list, composto por mais de 40 sis-
temas, individuais e separados, que podem ser requeridos para uma solução
desse tipo. Além do mais, devem ser previstos espaços que possibilitem, no
futuro, a incorporação de novas tecnologias:
Check-list

Água fria -- abastecimento e distribuição


Água quente -- geração, distribuição e circulação
Esgoto - coleta, ventilação e destino dos esgotos
Águas pluviais -- coleta e destino
Proteção contra incêndio -- extintores, hidrantes, sprinklers, CO2 e ha-
lon
Água gelada para beber
Gás combustível- encanado, gás natural, engarrafado e GL1
Ar comprimido
• Vapor
Vácuo - cirúrgico e cilíndrico; laboratório e limpeza.
• Oxigênio
• Dióxido de carbono
Nitrogênio
• Óxido de nitrogênio
Água destilada
Tratamento de água
Tratamento de esgoto
Lixo - coleta, destino e lixo cirúrgico
Material radioativo - coleta e destino
Ácidos
Fontes decorativas e piscinas
Terapias
Transporte pneumático
Óleo combustível
Gases medicinais
Gases queimados de caldeira
Ventilação de ambientes
Ar-condicionado
Difusores
Dutos
Água gelada
Água de condensação
Aquecimento
Iluminação - interna, externa, vigia
Eletricidade - ponto de luz, tomadas e quadros
Pára-raios Antena TV coletiva - parabólica, por assinatura, a cabo, circuito
interno, circuito externo, videoconferência, telex, Internet, fax, música am-
biente, detecção e alarme contra incêndio
Busca pessoa-Bip
Horas

Processamento de dados
Ar-condicionado
Proteção contra incêndio
No-break
Baterias
Iluminação
Terminais
Dutos

Aterramentos

• Elevadores - sociais, macas, serviços, monta-carga e escadas rolantes;


• Radiologia - raios-x, ressonância magnética, tomografia, ultra-sonografia
e litrotripcia, hemodinâmica, blindagem - barita, chumbo-chapa, tijolos
de chumbo e concreto;

• Radioterapia - acelerador linear, cobalto, braquiterapia, ortovoltagem e


depósito de rejeitas radioativos
• Medicina Nuclear - gama câmara e cintilógrafo
• Métodos Gráficos

• Espaços Intersticiais
• Pisos Falsos

• Sistemas de Emergência
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Como é fácil verificar, estas extensa lista de instalações tendem a complicar


o sistema, o fato de serem múltiplas: uma instalação de esgoto, de água, eletri-
cidade, por exemplo, contém inúmeras prumadas, exigindo um problema de
coordenação bastante complexo, para eliminar os pontos de interferência.
Deve-se prever ainda um conjunto de atividades e serviços de apoio (bares,
lanchonete, cozinhas, central de esterilização, lavagem de tubos, lavanderia,
fabricação de gelo, etc), além dos chamados espaços lúdicos, muito utilizados
nos novos hospitais (galeria de arte, lojas, restaurantes, snack bar, etc).
Paralelamente a todos esses problemas, está o da seleção ou alternativas
do equipamento e dos sistemas, entre os quais podemos enumerar:
Bombas: para recalque de água, combate a incêndio, circulação, águas
servidas.
Gerador de água corrente: instantâneo, com armazenagem, semi-instan-
tâneo, tipo aquecimento (direto ou indireto), vapor.
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• •• Alimentação de água: sistema direto, indireto, hidropneumático.
Compressores de ar.
• Bombas de vácuo: para atividades clínicas, cirúrgicas, limpeza.
Gases: tipos de armazenamento (cilindros ou tanque).
Fontes de energia: óleo, gás, eletricidade, álcool, eótica, solar.
Ar-condicionado: sistema expansão indireta, direta, compressor, centrífuga
(fluxos laminares em salas de cirurgia). Modelo, fabricante,etc.
Equipamentos de cozinha.
Equipamentos de lavanderia.
Tratamento de água.
Tratamento de esgoto.
Proteção contra incêndio: rede de hidrantes, sprinklers, COz e halon.
Detecção e alarme: por ionização, infravermelho, fumaça, termo-cinético.
Sistema centralizado ou descentralizado de controle.
Definição de Baixa Tensão: 110,220,440 V.
Localização da subestação: de rebaixamento e tensão, uma central ou vá-
rias distribuídas. Níveis de proteção e confiabilidade.
Lixo: incineração, compactação, trituração.

São essas, entre outras questões, que o projetista tem que demonstrar toda
uma capacidade técnica e possuir um apurado senso de escolha.
Certos critérios de desempenho ajudam na opção a seguir e que as insta-
lações deve atender: segurança, higiene, conforto e facilidade de manuten-
ção.

Hospitais são locais com alto potencial para o contágio de doenças e o pon-
to crítico é quase sempre a lavanderia. A não-contaminação da água potável
é de fundamental importância.
Aparelhos potencialmente contaminantes, tais como bidê, com duchas, ba-
cia sanitária com válvula de descarga, mangueiras emborrachadas em pias, sem
a devida proteção de um dispositivo quebra-vácuo, devem ser eliminados.
O sistema de água potável deve ser completamente isolado de qualquer
sistema de caldeira, ar-condicionado, unidades de refrigeração, vapor, mesa
de necrópsia ou outra qualquer fonte de contaminação.
Proteção contra incêndio deve prever as dificuldades para retirada dos
pacientes em caso de sinistro (ver Portaria 674-GM-MS - 31/12/9)7). Cada
vez mais está sendo utilizado o sistema de área de isolamento por andar,
com circulação vertical em duas fachadas alternadas que sejam adjacentes
ao ceio público.
Não deve haver tubulação aparente para evitar acúmulo de poeira. Ex-
cepcionalmente, em alguns setores, é permitido deixar, aparente essas ins-
talações.
O projeto deve ser desenvolvido com o objetivo explícito de facilitar a ma-
nutenção. Os setores devem poder ser isolados sem prejudicar a operação do
restante do hospital. Acesso fácil a qualquer setor é importantíssimo.
Pontos de inspeção, chaves de comando, válvulas de controle, etc, são
inúteis se não tiverem acesso suficiente.
Normalmente o espaço ideal é o que comporta um homem com 1,80 m de
altura 90 quilos de peso e ombros largos.
Reafirmamos aqui a importância, para as instalações, dos espaços inters-
ticiais, dos módu[os técnicos e shafts (ver Figura n~ 45).
Em hospitais se trabalha com água quente e duas temperaturas: para hi-
giene pessoal e para limpeza (lavagem de pratos, panelas, utensílios médi-
cos). Os dois sistemas devem ser independentes e não conectados. Não deve
ser esquecido que cada vez mais, se incorpora à vida do hospital os materiais
descartáveis e a terceirização de alguns serviços. Sendo assim o projetista de
instalações deve saber e inftuir no modelo de operação da futura instituição.
Considerando-se a necessidade de operação 24h!365 dias, sempre uma boa
reserva de capacidade deve ser prevista com o objetivo de reduzir as possí-
veis falhas e o tempo dedicado a manutenções.
Finalmente, uma recomendação que não pode faltar em nenhum contra-
to de prestação de serviços de obras complexas ou não é o que diz respeito à
atualização dos desenhos, sempre alterados pela realidade da obra (as built
drawings). O administrador do hospital deve exigir sempre esses desenhos.
Enorme economia se conseguirá posteriormente quando de reformas, am-
pliações das instalações posteriores.
Hoje já existem programas informatizados pelos quais é possível controlar
a vida útil de vários itens dos sistemas de instalações, seu funcionamento, etc.
Também controle de estoques conectado a fornecedores, por exemplo, que
podem ajudar na administração do hospital. O hospital tem de ser projetado
para o presente e para o futuro.
• • • 81-4.

J\rquiteturn e Energia
A produção arquitetõnica está intimamente ligada à questão energética.
A crise no setor, recentemente ocorrida no Brasil, impõe medidas urgentes
para enfrentar o problema, tendo em vista a produção de energia de base hí-
drica do nosso país através de soluções alternativas e/ou implantando matriz
energética regional.
No nordeste brasileiro, os Estados do Rio Grande do Norte e do Ceará, apre-
sentam-se como locais potencialmente ricos em energia eólica, solar e petrolí-
fera, por exemplo, podendo ser alternadamente, ou de forma complementar,
essa alternativa. O mesmo poderia acontecer com os Estados ricos em produ-
ção de cana-de-açúcar, restabelecendo o programa do álcool e implantando a
utilização do biodíesel através da mamona ou de outros óleos vegetais.
Outra fonte inesgotável de energia é o lixo urbano. Devidamente tratado
pode produzir gás metano em abundância, resolvendo dos problemas de uma
só vez: aproveitamento energético e destino final do lixo. No caso da arqui-
tetura, entretanto, o Brasil, cujo clima não apresenta grandes variações de
temperatura, possuindo um território dentro de latitudes que permitem aos
seus habitantes passarem nove meses, no mínimo, com roupas sumárias é
urgente um redirecionamento do desenho arquitetõnico que leve em consi-
deração o contexto climático onde esteja inserida.
A lição não é nova. Coberturas com grandes beirais, brisoléis, fachadas
protegidas, equilíbrio nas aberturas (entradas e saídas de ar), redução no uso
de fachadas envidraçadas, iluminação e ventilação naturais, além de cuidados
I· na concepção do desenho urbano e sua interação/integração com a arquite-
tura. São parâmetros que não devem ser esquecidos pelos arquitetos e que,
devidamente utilizados, representarão reduções drásticas no consumo ener-
gético, como é o caso do ar-condicionado, limitando-se o seu caso aos locais
onde for imprescindível a sua adoção.
Deve-se cuidar de fazer, como já vem ocorrendo na Europa, os Regulamen-
tos Energéticos das edificações. Tais códigos contemplam a forma adequada
de economia de energia a partir do projeto arquitetõnico.
No caso do edifício hospitalar onde, devido às grandes dimensões e com-
plexidade de funções, o consumo de energia é alto, seja pelos ambientes que
necessitam ser climatizados, tais como centros cirúrgicos, obstétricos, UTls,
etc. ou pelas instalações que demandam grande utilização de energia, é fun-
damental a adoção de uma tipologia arquitetõnica que seja capaz de estabele-
cer não só a redução do consumo como incentivar a prática salutar de utilizar
fontes passivas de energia para fazer funcionar o edifício.
Devemos restabelecer essa tradição e nos espelhar na arquitetura de países
tropicais como o nosso, a Índia, por exemplo, e não em modelos importados
de países temperados, cujo objetivo básico, de ordem cultural e comercial,
não é produzir uma boa arquitetura, elemento essencial na vida das pessoas,
mas vender os seus produtos de qualquer jeito, impondo modelos que nada
têm com as nossas necessidades e realidade.
... .. .
..- •

Aspectos ambientais )

Um aspecto do edifício hospitalar que deveria está implícito na própria


essência dos seus objetivos é a das suas condições ambientais. Atualmente,
em pleno ano 2000, (em função da deliberada política do governo brasilei-
ro, seja federal, estadual ou municipal, salvo raras exceções, em aniquilar o
atendimento publico, básico, de saúde à população, seja sucateando hospitais,
seja achando salários de médicos e auxiliares, cortes de verbas, entre outras
medidas), constantemente o assunto das condições ambientais é colocado
na pauta dos debates.
Itens como cor, mobiliário, iluminação, sinalização, conforto térmico e
acústico são, hoje, tratados com o mesmo nível de prioridade e preocupação
de qualquer outro componente necessários ao funcionamento do edifício hos-
pitalar, como instalações elétricas, hidráulicas, etc.
Poderá parecer, ante as atuais condições da saúde no Brasil, ser os assun-
tos da cor, móveis, etc, um problema secundário, supérfluo até. Entretanto,
não é assim.
Todo ser humano tem uma capacidade enorme de adaptação às mais dife-
rentes condições ambientais. Na maioria dos hospitais brasileiros, só aquela
capacidade pode explicar a continuidade do atendimento, o qual acaba ocor-
rendo apesar do edifício e não com o auxilio dele.
A capacidade de adaptação do ser humano, entretanto, não o impede de
gastar muito mais energia na realização das suas tarefas, quando fatores am-
bientais tais como iluminação, conforto térmico e acústico ou outro aspecto
econômico, são inadequadas.
As exigências de concentração das pessoas às suas tarefas são dados im-
portantes na qualidade do serviço prestado. Quanto maior for a responsabi-
lidade e os riscos envolvidos, maior exigência se faz quanto à concentração
das pessoas ao trabalho.
Nos hospitais, onde as condições de trabalho são bastante estressantes,
onde o atendimento é para pessoas com risco de morte ou em sofrimento
profundo, não pode ter os fatores ambientais como um motivo a mais de es-
tresse, seja para pacientes, familiares, médicos e enfermeiros.
Ao projetar esses ambientes o projetista deve, além do mais, evitar criar
espaços com condições muito estáveis. O objetivo é eliminar a monotonia,
também prejudicial ao bom desempenho das tarefas do trabalho.
Uma disciplina vem estudando todos estes fatores relativos ao ambiente
humano de um modo geral, a Ergonomia. Do grego e?"go= trabalho e nomos
= regras, normas. Essa disciplina trata das relações entre o homem e a má-
quina e por extensão, entre o homem e o seu ambiente, principalmente o do
trabalho.
Assim a ergonomia é o estudo do relacionamento entre o homem e o seu
trabalho, equipamento, ambiente e, particularmente a aplicação dos conhe-
cimentos de anatomia, antropometria, fisiologia e psicologia na solução dos
problemas surgidos desse relacionamento. Alguns fatores que contribuem
para a boa qualidade do ambiente hospitalar, como o conforto térmico, por
exemplo.
País de dimensões continentais, o Brasil contém no seu território diversos
tipos de climas. Evidentemente, o tipo de arquitetura para a Amazônia não
pode ser igual à do Rio Grande do Sul, por exemplo. Entretanto, com as va-
riações não são extremadas, nota-se, de um modo geral, partidos arquitetôni-
cos muito semelhantes em diversas latitudes do país. Urna postura que passa
despercebida para leigos, mas que causa controvérsias entre profissionais. É
isso ocorre também nos edifícios residenciais e comerciais.
Muitos creditam ao movimento moderno a tentativa de padronização uni-
versal, para as edificações de um modo geral. Entretanto, urna releitura dos
mestres do modernismo, corno Gropius, Corbusier, Mies, para ficar só nos
exemplos mais conhecidos, nota-se que todas as preocupações com as ques-
tões climáticas, principalmente as energéticas, que hoje orientam nossa pos-
tura ao projetar, já estão todas ali. O MEC não nos deixa mentir. Projetado
dentro dos paradigmas do modernismo, foi, digamos assim, "abrasileirado"
na sua concepção. Os responsáveis pelo projeto não deixaram de aproveitar
a oportunidade. Tinham urna consciência do momento histórico que viviam.
r. M. Pei, o célebre arquiteto chinês, naturalizado americano e com projetos
em várias partes do planeta diz sempre: "Não existe estilo. Existe o lugar, o
contexto histórico e cultural, o clima, os recursos disponíveis, e por aí deve-
mos nos guiar".
Essa é a postura correta. Entretanto, as imitações pura e simples de "esti-
"
, los", modismo, etc, é que criaram urna condição no Brasil, de, ao se olhar ape-
nas pela fotografia de um edifício, sem outra indicação qualquer que não a sua
forma, sejamos incapaz de definir, senão o lugar, mas pelo menos a região onde
está construído, tal a confusão que se verifica hoje na nossa arquitetura.
Já existe urna consciência sobre as condições finitas, em termos de recur-
sos naturais do nosso planeta. Principalmente os energéticos. Projetar com
esta consciência é a regra. Evitar consumo exagerado de energia é a premis-
sa inicial de qualquer projeto, seja qual for o programa a ser atendido e mais
ainda se esse edifício for um hospital, cujas exigências para funcionamento
pressupõe largo consumo de energia. As soluções estéticas serão mais ver-
dadeiras quando procurarem seguir estas premissas.
As variáveis que devem ser controladas para se alcançar conforto térmi-
co incluem:

Em condições naturais, o ideal será urna temperatura de 25°C, e umidade


relativa do ar em torno de 60%.

Os aspectos básicos a serem tratados sobre conforto térmico pressu-


põem:
• Orientação do edifício em relação ao sol.
• Ventos predominantes e massas de vegetação
• Dimensão e posição das aberturas - entrada e saída de ar - proteção
• Resistência Térmica das paredes - espessura, condutibilidade dos mate-
riais.
• Resistência Térmica da cobertura.
• Posicionamento das fontes internas de geração de calor.
Em função das necessidades inerentes a cada ambiente, tais corno centro
cirúrgico e obstétrico, UTI, CRO, entre outros, o ar-condicionado deve ser
adotado. Entretanto, acreditamos que muitas áreas do hospital, num clima
como o da maioria das regiões brasileiras, podem dispensá-Io promovendo
soluções mais abertas e em equilíbrio com a nossa natureza exuberante. as
norte-americanos, por exemplo, não entendem as soluções "fechadas" de
muitos dos nossos edifícios principalmente, de shopping centers, com alto
consumo energético num clima que pode perfeitamente dispensá-Io.
a ser humano perde calor nas suas atividades cotidianas variando de 80
(situação de conforto) a 1.200 quilocalorias/hora (competição ou trabalho
pesado). Esse processo natural é chamado de metabolismo. Existe conforto
térmico quando as condições ambientais permitirem que o metabolismo (ca-
lor a ser emitido pelo corpo) ocorra normalmente.

Conforto acústico
a ruído de um ambiente é medido em decibéis. Um decibel é igual a uma
pressão sonora de 0,0002 dinas/cm2. Uma dina é a força capaz de mover um
grama um centímetro. As variações que devem ser consideradas sobre con-
forto acústico pressupõem:
• Localização e orientação do edifício em relação às fontes externas de ruído
(tráfego, industrias, oficinas, etc).
• Dimensão e posição das aberturas
• Isolamento das paredes e características acústicas dos materiais.
• Redução das fontes internas de produção de ruídos.

No aspecto interno o controle das fontes de ruído é mais simples. Entre-


tanto, a caótica urbanização brasileira, as dimensões dos terrenos - como já
foi visto, cada vez mais difíceis de serem encontrados nas condições ideais
- têm produzidos hospitais onde às áreas livres são cada vez menores ou ine-
xistentes, impedindo que soluções paisagísticas, por exemplo, contribuam
com a redução dos ruídos em relação aos edifícios hospitalares. a quadro VI
mostra mais detalhes.

Imagem visual e ergonomia


Neste item sobre condições ambientais, dois aspectos muito importante
devem ser enfatizados:
1) A imagem visual do hospital
2) A ergonomia de espaços, mobiliários e equipamentos.
A imagem visual pressupõe um projeto de comunicação visual que con-
temple desde uma logomarca que identifique de imediato a instituição até a
padronização de uma sinalização externalinterna, identificação de veículos,
impressos, uniforme do sta.ff, entre outros equipamentos da instituição.
A sinalização então é uma necessidade elementar. Edifícios de grandes
dimensões com uma infinidade de setores e unidades, essa sinalização auxi-
liará em muito os usuários do edifício a se locomover no seu interior, colabo-
rar com a melhoria do padrão de atendimento e diminuindo a distância entre
paciente e instituição, entre outros benefícios.
• • '>1_·- •

Níveis
Níveis
Exposição
com
com Nível
-riscosdepara
-riscos ruído,
prolongada
para oo 200
QUADRO
MuitoSilencioso
A Barulhento
Dor
Somente
pele VI Homem
barulhento
física
audível
queima e10
15conforto acústico
114
120
150
140
25
40
90
30
55
65
85
103
45
Dba Observação 80 60
ser
(Níveispode humano
matar para
aceitáveis
Choro
Áreas de hospitais
Conversação
de bebênormal em ageral 1m
Atividade

Ergonomia: espaços, mobiliário e equipamentos


Como já vimos, a ergonomia trata das relações do homem com a máqui-
na.
Aí entendida como todos os elementos que compõem o seu ambiente ar-
tificial, vale dizer cultural - envolvendo conhecimentos em antropometria,
psicologia ambiental, fisiologia, etc.
No hospital, sem reduzir o papel de outros itens, a ergonomia é aplica-
da no dimensionamento correto dos postos de trabalho, mobiliário e outros
equipamento.
•• 1:..11 ••

Contemplando trabalhos com alto nível de tarefas estressantes, que se


desenvolvem, desde cirurgias de alta complexidade até serviços elementares
de limpeza, o hospital exige também um projeto que possibilite uma escolha
criteriosa quando da aquisição de mobiliário e outros equipamentos.
Quanto aos espaços estes devem ser tratados com materiais que trans-
mitam, por sua composição físico-química, textura e cores, uma sensação de
permanente bem-estar, segurança e limpeza.
Devemos nos lembrar sempre que num hospital onde o paciente passa a
maior parte do tempo deitado, a seu referencial é o teto. Este deve ser tra-
tado de uma forma adequada não-convencional, que estimule a recuperação
do doente.

Cores
A cor é um elemento fundamental na vida humana. Ismael Pedrosa na sua
obra clássica Da cor à cor inexistente, analisa com perfeição os efeitos que
a cor produz na psicologia humana.
É um item essencial na composição arquitetônica, seja externa ou inter-
namente. Extremamente pelos efeitos positivos, ou negativos, que possam
interferir na paisagem urbana, vale dizer, paisagem cultural, complementando,
ou não, a paisagem natural. Daí seu uso exigir estudos e pesquisa que por mais
profundas que sejam, nunca será suficiente, principalmente quando aplicada
em grandes edificações, como é o caso de um hospital. Pode, por mal utiliza-
do, trazer problemas para o entorno urbano.
Internamente, o cuidado não deve ser menor. Atua direta e intensamente
sobre as pessoas, muitas vezes de forma estática, sem possibilitar a cliluição
dos seus efeitos que uma visualização externa, Permite com influencia geral-
mente dinâmica e passageira, próprias da paisagem urbana.
A cor atua diferentemente sobre as pessoas, influindo pela faixa etária,
estrutura psicologia e condicionantes culturais do individuo.
Como ilustração complementar ao escopo desse trabalho, mostramos a
seguir um exemplo de como algumas cores influenciam pessoas e ambientes.
Recomendamos, para melhor utilização, consulta à bibliografia especializa-
da, pois a extensão do assunto não caberia no escopo do presente trabalho,
a despeito da sua importância.

Quadro de cores: efeitos e propriedade


Cores quentes
• Vermelho: a cor que mais chama a atenção. Está associada à corrente san-
guínea e ao desempenho físico. Estimula a agressividade.
• Amarelo: antidepressiva. A cor do intelecto. Estimula a concentração e a
criatividade e tem forte influência sobre o aparelho digestivo.
• Laranja: boa para ambientes festivos, é a cor da alegria e da jovialidade.
Abre o apetite e aumenta a produção de leite materno na gestação.
• Preta: devido ao efeito isolante, evita os efeitos maléficos ou benéficos das
cores presentes em um determinado ambiente .

••
• .] ... -- • -1--. .

Cores Frias
• Verde: equilíbrio. Acalma. Usada em excesso, porém, causa depressão. É
cicatrizante e ajuda no tratamento de hipertensão.
• Azul: calmante, é usada em terapias de distúrbios psíquicos e agitações.
Em excesso pode também levar à depressão.
• Índigo: mistura azul e vermelho. É a cor do brainstorming: estimula a
atividade cerebral, a criatividade e a imaginação.
• Violeta: Cor da transmutação, da mudança, é bactericida e anti-séptica
além de estimular a atividade cerebral.
• Lilás: Propriedades sedativas. Ajuda a pessoa a relaxar. Cor muito utilizada
em ambientes de CTI e UTI.
• Branco: cor neutra soma de todas as cores. É um caminho aberto às ra-
diações. Quem usa branco, fica mais exposto à ação de todas as cores.

Espaços [údicos

Cada vez é mais comum, em congressos, seminários e simpósios que tra-


tam do tema hospital a discussão sobre a pertinência ou não da adoção, nos
edifícios hospitalares, dos chamados espaços lúdicos (lojas, galerias de arte,
restaurantes, locais para orquestras de câmaras, átrios internos com funções
de praças, capelas, serviços bancários, etc).
)
Toda essa discussão, geralmente, tenta ser ancorada na chamada neces-
sidade de "humanização" do ambiente hospitalar.
"

Sem desprezar a adoção desses espaços, pois consideramos que a sua


inclusão ou não no ambiente hospitalar, no Brasil, depende muito mais da
oportunidade de trabalhar com instituições privadas, entendemos ser neces-
sárias algumas considerações.
1) Como já foi mencionado anteriormente, segundo dados da AMB, 60% ou
mais dos hospitais brasileiros possuem menos de 50 leitos. São, portanto
instituições de pequeno porte. Não comportam tais estruturas.
2) A realidade atual brasileira, ano 2000, caracterizada por violenta recessão
econômica, sucateamento da rede pública de saúde, entre outros males,
não permite investimentos em áreas de custo muito alto, que não seja
àquelas destinadas estritamente aos cuidados específicos da saúde.
3) Estes espaços começaram a ser utilizados em hospitais do chamado pri-
meiro mundo. Países com condições sanitárias, básicas, já resolvidas, mal-
grado os elevados contingentes populacionais, principalmente imigrantes
e seus descendentes, que não têm acesso a esses serviços, seja pelo custo
ou simples exclusão. Seria talvez, uma forma de se obter suplementação
financeira em face da crise existente em muitos países, EUA à frente, na
rede hospitalar, provocada principalmente pela chamada "desospitaliza-
ção".
Este fenômeno, decorrente da evolução do tratamento médico, onde pelos
avanços da medicina os períodos de internação foram bastante reduzidos,
poderia ser um reflexo condicionado de uma postura ideológica onde ser-
viços essenciais como saúde e educação são tratados como simples mer-
cadoria. Daí talvez a forma muito semelhante às de shopping centers que
esses espaços adquirem.
4) As transformações da estrutura hospitalar é um processo em andamen-
to. Entendemos ser ainda cedo para uma tomada de posição. Entretanto,
dentro da nossa tradição de importar, ou "macaquear" certos padrões, o
modelo tem seus adeptos. Existe uma elite que gosta de consumir certas
mercadorias, mesmo que dentro de um hospital.
5) Entendemos, que no caso brasileiro, algumas funções de uma grande es-
trutura hospitalar deveria servir para promover uma integração entre a
instituição e a comunidade que esteja inserida, seja pela sublocação ou
aluguel de auditórios e velório, por exemplo, ou pela utilização aberta'de
serviços como os de farmácia, posto bancário, lavanderia, etc. O caráter
da instituição, se pública ou privada, é um falso dilema. As atividades têm
de ser remuneradas em ambos os casos. O importante é que sejam dadas
as condições de acesso e uso a camadas cada vez maiores da população.
Já está comprovado que mesmo instituições privadas têm dificuldades de
gestão econômico-financeira, sem os recursos públicos, seja os do SUS ou
outro qualquer. Então a questão mesmo é saber até quando se dará esta
postura de exclusão, que impede o acesso das camadas mais pobres da
população aos serviços ofertados pelas instituições hospitalares, sejam
esses quais forem.
6) Finalizando, entendemos que o atual estagio da nossa sociedade exige es-
truturas mais simples para os hospitais. Somente grandes centros urbanos
deveriam ser contemplados com estruturas mais complexas, para atendi-
mentos do chamado nível terciário ou mesmo quaternário. Os problemas
existentes são decorrência da falta de uma política consistente para o se-
tor, independente de qualquer viés ideológico.
7) Muitas vezes os custos das obras e de manutenção decorrentes do acrésci-
mo de áreas exigido por esses espaços, não garantem o retorno financeiro
na proporção planejada pela instituição, quando não são insuficientes.

Metodologia e técnicas de planejamento


hospitalar
A complexidade de determinados programas arquitetõnicos tem provo-
cado em alguns planejadores e / ou arquitetos o.estudo e desenvolvimento
de metodologias e técnicas de planejamento objetivando racionalizar as prá-
ticas de projeção, procurando minimizar tempos e custos, onde a presença
da informática é o elemento cada vez mais presente no processo. A dinâmica
da sociedade contemporânea lança desafios cada vez mais complexos aos
planejadores exigindo respostas rápidas, eficientes e de alto padrão de qualic
dade, exigências essas que provocam profundas transformações no perfil das
equipes profissionais e nos processos de trabalho.
Tradicionalmente, o processo de projeto é considerado como a interpre-
tação, para o edifício, de um conjunto de organogramas e reduções sintéticas
de seqüências das atividades, onde o suporte teórico é o conhecimento e as

experiências anteriores. Com esta prática, geralmente o projetista enfrenta


grandes dificuldades no equacionamento de um tema ou programa novo caso
o mesmo não constitua um conhecimento presente nas suas experiências
anteriores.
Várias teorias e modelos foram desenvolvidos, a partir de 1960, objetivan-
do rever a característica linear típica da maioria dos processos de designo Um
dos métodos mais conhecidos é o design methodis do arquiteto austríaco,
Cristopher Alexander, naturalizado inglês.
Alexander naturalizou-se inglês e obteve em Cambridge o título de master
em matemática e licenciamento em arquitetura. Imigrou para os EUA onde
se doutorou em arquitetura em Harvard.
Cristopher Alexander desenvolveu seus estudos em Berkeley, na Califór-
nia, onde foi professor. Publicou várias obras, nas quais questiona os cânones
da chamada arquitetura moderna, a postura dos arquitetos ante os clientes
etc. Trabalhou em vários países do mundo, como Índia e Peru, por exemplo,
onde tentou pôr em prática as suas teorias. Nos EUA, em Modesto, Califórnia,
construiu o Community Mental Health Center.
Criou a Pattern Language, um método que coloca a arquitetura ao alcance
de pessoas não-especializadas.
Alexander também estendeu suas pesquisas ao planejamento urbano.
Sua obra The City Is Not a Tree revelou novas formas de analisar e projetar
o meio urbano.
Especificamente no campo da arquitetura, Alexander aprofundou seu mé-
todo às raízes cognitivas dos processo de criação, ancorando-o em disciplinas,
I -~ como a psicologia, por exemplo, e considerando também agentes coletivos de
criação. Seu método é assim decomposto: metaprojeto/projeto (gráfico 6).
Aparentemente linear, Cristopher Alexander, propõe, na concepção do
autor, um método de criação essencialmente dialético. Por principio, deixa
implícito um agente coletivo no processo criativo, já ao listar as atividades a
serem desenvolvidas na composição do conceito do objeto estudado.
Estabelecido o conceito o método passa para a geração de requisitos que
nortearão as prioridades do programa e a hierarquização destas prioridades,
seja no aspecto funcional, técnico ou estético do problema.

do tt H
detalhes
Diagrama/Grupo
Projeto
Dados Diagrama
Matriz
Gerar H
~ III IGeratriz
I~I
requisitos
espdcial
problema
Análise
Diagrama
Estudo
Lista
Solução
~ I
requisitos
Numeração
de
Visualizar
de requisitos
~
composto
preliminar
requisitos
relações
projeto
Anteprbjeto
arquitetõnica
deMeta projeto )010;:
)or-
Estrutura
Metado Iinguage
problema I
I1
A matriz de requisitos pressupõe a descoberta e o estabelecimento das
relações e exigências entre as partes do programa objetivando definir a es-
trutura do problema a ser equacionado.
A fase seguinte, já dentro da metalinguagem (a "linguagem" será o dese-
nho arquitetõnico propriamente dito), Alexander propõe os diagramas de
grupo ou das partes do problema e o diagrama composto ou completo que
permitirá a "leitura" prévia do problema a ser resolvido pela proposta arqui-
tetõnica, ou seja o projeto.
Analisando retrospectivamente todos os métodos aqui apresentados, ob-
serva-se que os mesmos surgiram no boom das construções hospitalares na
Europa e EUA. No aprofundamento da complexidade de todos os programas
arquitetõnicos, surgidos em decorrência de uma forte urbanização e de uma
sociedade de massa, cujos reflexos caíram como uma bomba naqueles que
tinham a incumbência de organizar os espaços desta nova sociedade. No caso
especifico dos hospitais, não só os avanços verificados na medicina, como a
arraigada concepção dos hospitais até então existentes, colocaram novos de-
safios para os planejadores, os quais foram pegos de surpresa. Parece que a
lição não foi apreendida, tal qual ocorreu na transição entre as técnicas cons-
trutivas, artesanais, utilizadas, até meados do século XIX e as novas técnicas
do concreto e do ferro, que deixaram os arquitetos, durante muitos anos à
reboque dos acontecimentos. Geralmente a construção civil é a atividade que
demora mais a incorporar novas tecnologias, Entretanto, não se justifica um
cruzar de braços. O presente comentário é em função do fato de entender o
momento atual muito semelhante ao de outros, de grandes transformações,
vividos pela história.

A experiência brasileira
Os arquitetos brasileiros sempre foram acusados de não gostar de escrever.
Ultimamente no caso dos hospitais já existem algumas expei'iências. Boas,
diga-se de passagem.
Iniciando pela própria comissão do Ministério da Saúde que vem, continu-
amente, desenvolvendo as normas para construções de unidades de saúde.
Destacando-se o trabalho pioneiro da arquiteta Silvia Caldas Ferreira Pinto.
João Carlos Bross, arquiteto paranaense, vem desenvolvendo métodos que
procuram sistematizar os processos de projeção e organizar o trabalho a ser
desenvolvido entre a equipe de projeto e a entidade contratante, proporcio-
nando técnicas de gerenciamento do projeto.
Juan Mascaró, engenheiro civil argentino, radicado no Brasil, possui uma
obra vastíssima e de grande importância onde enfatiza as relações entre de-
cisões arquitetõnicas e custos. Inclusive na área hospitalar, cujos conceitos
foram citados, em parte, neste livro.
João Filgueiras Lima, com sua experiência na rede Sarah de hospitais,
desenvolveu técnicas e métodos de muita originalidade e com repercussão
mW1dial.Não só na padronização/industrialização dos edifícios como no de-
senvolvimento, com equipe multidisciplinar, de novos tipos de equipamentos
para ajudar na cura dos problemas ligados ao aparelho locomotor.
Irineu Breitman, o arquiteto, e Paulo Lamb, médico, ambos gaúchos, de-
senvolvem trabalhos na área de recuperação e modernização de hospitais
existentes, enquanto produzem novas concepções para o edifício hospitalar.
Lamb inclusive, desenvolve métodos informatizados na montagem do pro-
grama hospitalar.
Não deve ser esquecido o pioneirismo de Rino Levi e Jarbas Karman, os
quais desenvolveram as primeiras concepções de uma arquitetura hospitalar
brasileira .

.l,~
I•.
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i
C'

t'

t.
"
Capitulo

Acreditação é uma metodologia desenvolvida pelo Ministério da Saúde, para


apreciar a qualidade da assistência médico-hospitalar em todos os serviços
de um hospital, a partir de duas importantes variáveis:
1) A avaliação dos padrões de referências desejáveis, construídos por peritos
e previamente divulgados.
2) Os indicadores, ou seja, os instrumentos que o avaliador/visitador usará
para constatar se os padrões foram observados ou estão presentes na
instituição.

O Brasil apresenta um quadro extremamente diversificado nas condições


de atendimento de saúde exigindo, dos responsáveis pelo setor, a criação de
critérios e padrões mínimos de avaliação dos hospitais no sentido de implantar
ou exigir das unidades de saúde as condições básicas para atender aqueles
critérios e padrões.
Dentro dessa visão foi criado o Manual brasileiro de acreditação
hospitalar, para avaliar e verificar todos os serviços de um hospital geral,
estabelecendo níveis de atendimento (três níveis), onde o primeiro nível (nível
1) corresponde à referência básica para os serviços, isto é, o limite essencial
de qualidade com o qual deve funcionar um serviço hospitalar.
O Programa Brasileiro de Acreditação Hospitalar busca promover os
seguintes objetivos:
Amplo entendimento, em âmbito nacional, de um processo permanente
da qualidade da assistência, mediante a acreditação periódica da rede
hospitalar pública e privada.
Instituir no âmbito hospitalar, mecanismos para auto-avaliação e
aprimoramento contínuo da qualidade da atenção médico hospitalar.
• Atualizar, periodicamente, os níveis de padrões contidos no MBAH

• Estabelecer as bases jurídicas, financeiras e estruturais para criação do


órgão nacional multiinstitucional de acreditação hospitalar.
• alIa· - • 81-1 a

Princípios orientadores de cada padrão


Nívell
• Habilitação do corpo funcional.
Atendimento aos requisitos fundamentais de segurança, para o cliente,
nas ações assistenciais e procedimentos médicos sanitários.
Estrutura básica (recursos) capaz de garantir assistência orientada para
a execução de suas tarefas básicas.

Nível 2
• Existência de normas, rotinas e procedimentos documentados e
aplicados.
Exigências de introdução e utilização de uma lógica de melhoria dos
processos nas ações de assistência e procedimentos médicos.
Evidência de atuação focalizada no cliente/paciente.

Nível 3
Evidência de vários ciclos de melhoria em todas as áreas.
• Sistema de informação institucional consistente.
Sistema de aferição do grau de satisfação dos clientes internos e
externos .
.Ii

Programa institucional da qualidade e produtividade, implantando com


evidência de impactos sistêmicos.

Quanto aos resultados, poderão ser apresentados em quatro situações;


1) Não-acreditado: não-atendimento aos padrões e níveis definidos no
MBAH.
2) Acreditado: é o acreditado no nível 1.
3) Acreditado no nível pleno: é o acreditado no nível 2.
4) Acreditado com excelência: é o acreditado no nível 3.

Já foi criada a Organização Nacional de Acreditação, a ONA, entidade de


direito privado e sem fins lucrativos. Entre as principais atribuições da ONAS
estão a regulamentação de todo o processo, o estímulo à criação de instituições
acreditadoras e seu credenciamento (também de direito privado), a definição
de normas básicas e o acompanhamento do processo no país.
É importante salientar que aspectos ligados à estrutura física dos hospitais
são muito considerados no MBAH. O Manual poderá ser adquirido junto às
Delegacias Regionais do Ministério da Saúde ou no próprio Ministério, em
Brasília.
Capitulo

Nestes Anexos, discutiremos dois temas que consideramos importantes


como informação.
O primeiro tema é questão da composição do programa hospitalar,
por meio de seus diagramas de grupos e composto (histogramas), para
um hospital médio entre cem e duzentos leitos. Trata-se de uma ralação
de setores e unidades hospitalares, contendo as relações espaciais e suas
dimensões mínimas, requisitos de instalações e observações complemen-
tares. Posteriormente, apresentamos o diagrama ou modelo teórico do
hospital.
Essa medida visa possibilitar a profissionais e aos estudantes uma orienta-
ção sobre as relações espaciais no interior e exterior dessas unidades.
Essas relações seguem, de modo geral, a norma RDC n~ 50, ANVISAlMS
de 21 de fevereiro de 2002. Qualquer diferença entre diagramas e a norma
decorre de uma postura calcada na experiência profissional, em pesquisas
adicionais e no referencial teórico de outros profissionais, como por exem-
plo, o trabalho Programação Físico-Funcional do médico Paulo Lamb, não
constituindo qualquer discordância quanto ao que determina a norma.
As primeiras portarias do Ministério da Saúde sobre normas para cons-
truções de unidades de saúde, apresentavam modelos de projeto, no todo ou
em parte, a título de ilustração, para melhor esclarecer os profissionais que
trabalhassem com o tema, bastante complexo, do edifício hospitalar. Entre-
tanto, alguns profissionais inescrupulosos, além de instituições públicas ou
privadas, passaram a utilizar o que era simples ilustração como autênticos
projetos arquitetõnicos, desprezando as condições específicas de cada re-
gião do país, tais como clima, topografia, materiais, etc. Tal fato provocou em
congressos, ou através de instituições profissionais, solicitações ao Ministério
da Saúde para que as publicações da norma não incluíssem mais os modelos
ilustrativos, evitando-se, assim, equívocos indesejáveis.
Entretanto, na nossa prática de cursos de treinamento, consultorias e pro-
jetos, notamos, freqüentemente, a dificuldade de estudantes, profissionais e
clientes de estabelecerem ou visualizarem as relações e conexões entre dife-
rentes setores e unidades hospitalares. Esperamos que este livro preencha
essa lacuna.
O segunda questão é o fechamento deste livro, no qual me permito apre-
sentar algum de nossos projetos, executados ou não, realizados em anos de
atividade profissional.
Há inclusive resumo de cada um deles. São trabalhos nos quais procuramos
seguir com rigor as normas então existentes e o padrão usado pela cultura
arquitetõnica brasileira. Evidentemente, procuramos obedecer às caracterís-
ticas inerentes a cada caso e aos avanços da medicina, nos períodos em que
os projetos foram elaborados.
• a' •• -- • .L--. .

SETOR FUNCIONAL J - Atendimento básico de saúde


Unidade: Ações básicas de saúde

Copo 5 Solo de
F5F M Solo
administro
DML Solo
imunizações armazenagem de alimentos
1,00 m2/fon p/h = 2,00 m 70% p/distribuição
Solo paro
e distribuição 1,00m2/ouvinfe
strações F

- - - 1,Om2 A depender da demanda


-- -
Pode ser utilizado o do c:
1 sala
-
2,4 Inst. doSETOR
m Áreas
7,2xxxObservações
3,6 3,6
2,4
Dimensões7,2m
HF
~3,6 m FUNCIONAL
por
por5,76
1,0
8,64
ambulatório
12,96
ambiente m2
m2
m2
tonelada
ouvinte
HF51,84
8,64 -
1 - Atendimento básico de saúdeatendimento
m2 h = 2,00 m; 70% da metraç:=:-
5,76 m2
UNIDADE:Sanitário
Ações básicas o de saúde (pode ficar anexo ao ambulatório)
mbiente Sala de atendimento
Sanitáriosdemonstrações
para
para os funcionários
público
SETOR FUNCIONAL 2 - Ambulatório
Unidade: Ambulatório e centro cirúrgico ambulatorial

Sala de
Estar
clínico recuperação

•.
..
,. ,
-

,
-
Espera
geral

Legendas:
Sala
visita
Espera

R - Registro
L - Local p/ macas e cadeira de rodas Ro~pa
S - Sanitário -SlJIíL Dep.
SM - Sanitário masculino Roupa equipo
SF- Sanitário feminino limoa

-HF
Coletivo:
FAM - -
-HF;FA;FV 70 em
Oral
distância
A de e 6,00
depender -
intravenosa
+m2
dam2por
sala
demanda
xx-ee2,4
HF;FA;FV 2,00
1,20
Vacinas
Sutura
Dimensão
Odontologia,
2,4
3,6
3,6
Dimensões --
xHF;HQ outros
HF
coleta
mínima:
3,6
2,6
Instalações
3,6- m
m HF;HQ
2,40
m Áreas
Observações m
Proctologia,
m2
-m
m2
6,00
12,96
materiais
21,60
7,00
ADE
8,64
5,76
por
m2 +FUNCIONAL 2 -
SETOR
m2
m2
Ambulatório A depender da demanda
mínima
0,8 entre
Ginecologia,
UNIDADE:
m2 por
cadeiras
Urologia.
Ambulatório
Consultório
Administração
Oftalmologia,indiferenciado
Otorrinologia,
81:</(_'-- • -1-1 •

1 a cada
Anexo ao 12
-HF leitos de
2,4
3,6
3,62,4
1,2 xposto
xxHF;HQ
x 2,4
Dimensões3,6
3,62,4
Instalações m mÁreas
1,2
mm Banheiro
Observações2,88
SETOR 5,76
m2
5,78
5,76
12,96
m2
m2
m2A depender
- anexo
21,60
5,78 unit.
FUNCIONAL
unit.
m2
m2
da demanda
2 - Ambulatório (continuação) recuperação anestésica
UNIDADE:
Posto policial
Espera Ambulatório
para pacientes e (continuação)

,,'
'"
t""
"
"

.j.
I
I
I
I

2.4
3,6 - -
-2.4
HF;HQ;FO;FAM;
xHF;HQ
xIdem
3,6físico
mm Áreas DeveSuficiente
1 sala
distãncia 21,1
leitos
8,64
7,20
existir
da m2
mda no
quando
por
parede Distãncia
EASentre
a unitário
60 em leitos 80 em;
Deficiente
-
FO;FN;FAM;AC;
Dimensões
2.4
3,6
4,8 xHF;HQ
xx 2.4
3,6
4,8
3,60
4,00
mm mA sala
EE;FVC;ED;E
HF;FAM
AC;EE;FVC;ED;E
Instalações
2 Mínima
torneiras m depender
Observações
para SETOR
Idem
HF;FO;FN;FAM;
21,60
12,96
EE;ED
23,04
5.76
cirúrgica
pessoa
2,5
HF;HQ m2 m2
maca
mínimo
5.76
12,96 m2
m2demanda
por FUNCIONAL
Idem 2 - Ambulatório
2.4 x 4,8 m
unitário
exceto cabeceira Idem,
3,6 4,8 indução
x 6,0 m anestésico m2
para
UNIDADE:não receber
possuir
centro internação
cirúrgico ambulatorial e endoscopia
o Expurgo 2 leitos no
• -, .. -- • .1-1.

SETOR FUNCIONAL 3 - Atendimento imediato


Unidade: Urgência e emergência
t,o,
~,
o'o,
o'
<l,
o,
Q),,
.D
2:e,
lavo

-8
m
'<t: : cirurglOS
o hospital Pequenas
Estar pediatria
funcionários
cardiologlca

EJ
Urgênda
Atendimento pediátrica

-8
Obstretícia
feminino
adulto
masculino
Obstretícia
indiferenciado. S

vai para
Adulto
(DRX
trans. Exp.

',1
tI
S
"

o
2,00 m2j ~
--
HF;HQ
FAM;FO
HF;FAM HF m
..•
I 6,0 xxHF;HQ
Instalações
x6,0
Dimensões
2.4
3,6 3,6
2.4
4,8
3,6 m Áreas
m 7,00
Observações 36,00
12,96
17,28
5.76
8,64
embarque
SETOR m2jleito
m2
m2
m2
e desembarque
FUNCIONAL 3 - Atendimento
#'
I I

imediato I

.l- I unitário
I
masco do paciente
I Local externo coberto para
I
l
Com
Ver
3Com
- -
FO;FN;FVC;FAM;
HF;HQ;FO;FAM;
Obstetrícia,
2,4
leitos
cálculoxHF;HQ
sanitário2,4
sanitário
Idem
ADE
HF urologia,
m Em
eabaixo função da m2
5,76 demanda
D
2,4 xDimensões
Suturas
2,4
HF;FAM;EE
Incluindo
xxm
HF;HQ;CD;EE
Instalações
2,4
1,2
2,4
3,6
4,8
3,6 xleitos
2,4
4,8
2,4
4,8
6,0
3,6
3Invasivos
HF;HQ
curativos
m antecâmara:
SETOR
Áreas
Observações
m
m - m2
FUNCIONAL
2,88
21,60
5,76
23,04
17,28
12,96
21,60
5,76
m2 3 - Atendimento
m2
m2
m2
PGA=imediato
unitárioNAU Estimativa
=População
Número percentual
atendimentos ao de
EE(continuação)
de geral totalurgência
de consultas
CHA Número
=médicas
proctologia
urgência de
que consultas
demandam habitante/ano
atendimento
UNIDADE: Urgência e emergência (continuação) de
Sanitários espera pacientes

SETOR FUNCIONAL 4 - Atendimento em Regime de Internação


Unidade: Internação geral - inclusive berçário

o :oO)<>
'0u
s
m
I
o
o III Adultos
IIIenfermaria
II
Ienf.
çao IIIcurativos
Copa
~ Bercário
pafoló~
3masculino
2enfermaria
Visor
Adultos
feminino
masculino
leitos
leitos
feminino
2pediatria
masculino
feminino
Adultos
masculino
6leitos
Depósito leitosIIApto.
Pediatria
masculino
feminino
6 leitos
alojamento
conjunto
Apto.
normais
sanitário
e
enfermaria 1rtl
e
eI......-..-J
Sala
Ibarreira)
DML
I gicos exames
Vestiário IH
apto.
I Isolamento
I
j"om Exames
Berçário

Visor
I

Idem1 a cada
HF;HQ;FO;FAM;
Mínimo
1 Máximo
posto
3.6
6,0
6.0
1Idem
sala
xHF
xaHF;HQ
HF;FAM;EE
Instalações
2.4
3,66,0
3,66,0 3.6
cada -
I 30
permitido
7,2
x 7,2
xx 2.4
Dimensões 3,6
4,8
6.0
6,0
leitos/mínimo
para
Áreas cada 5.76
leitos5,00
Observações
mmm
m
7,2 m30 4,5
7,5
SETOR
21.60
43.20
21,60
12.96
17,28
8,64
8.64 m2 fUNCIONAL 4 -
m2/leito
m2/leito
m2
m2 Internação
I 36,00 m2
posto EE;ED
m2
I

Apartamento - 1 leito
Banheiro
12,4
Unitário
- -anexo
aHF;HQ;FO;FAM;
cada
xNormais:
Individualizado
2,4 a12toda
Individualizodoou
Pode servir
Ante-câmara, berços
2,2 a Transferência
1 ou xfração
para
Para
unidade
por
Prematuro
m2 3berço
leitos
e dodealojamento
recém-
2-patológico: área mínima 4,0 m2
2,4
6,0
3,6
3,6
Dimensões m
xxHF;HQ
x2,4
6,0
HF
3,6
4,8
9,6
porm
Instalações
4,5 m Áreas
mberço 1,20
área
SETOR
Observações 2,40
17,28
5,76
8,64
5,76
34,56
36,00 m2
m2 =
FUNCIONAL
5,76
36,00
17,28
m2 4 - Internação (continuação)
ED nascidos
1,20Internação
x 2,40 de 2geral
m2 HF m2
m2
enfermaria
conjunto
DUNIDADE: leitos- inclusive berçário (continuação)
Sanitário apartamento
Higienizoção
HF;FO;FAM;AC; do recém-

Legendas:
AC - Ante câmara
~L- Roupa limpa
~S- Roupa suja
SF- Sanitário feminino
SM - Sanitário masculino
Observações importantes:
30% dos sanitários da internação geral devem possuir instalações para deficientes físicos.
A cada 20 leitos ou fração deve existir,no mínimo, 1 quarto para isolamento.
A existência de enfermarias com alojamento conjunto não elimina a necessidade da mesma quantidade de
leitos no berçário.
)ivisão por faixa etária:
Neonatal: O a 30 dias
Lactente: 31 dias a 02 anos
nfante: 02 anos a 12 anos
Adolescente: 12 anos a 20 anos
~dulto: 21 anos acima
• -1'1.·- • a1-1 •

SETOR FUNCIONAL 4 - Atendimento em Regime de Internação


Unidade: Internação semi-intensiva
Circulação de ligação com UTI's

Apto. Apto. AptO. Apoio comum as UTI's Apto. Apto. Apto.


adultos adolescentes pediatria neonatal neonatal neonatal

8181CJ
Posto
enfermagem

Área coletiva adultos, adolescentes e pediatria Área coletiva neonatologia

Circulação I geral

cada
1 1ambiente
Entre
aDimensões
cada
2,4
--1010
1 aHF;FO;FAM;EE;
Distãncias
parede
xHF;EE
3,6
Instalações
2,4 m
leitos
eentre
leitos
HF;FO;FAM;EE;FVC;ED;E
FVC;ED
3,6 xHF;HQ
cama:
Áreas
Observações
m
leitos:
I 1,00
I1I ambiente 2,00
12,96
5,76
6,00
m m;FUNCIONAL 4 -
SETOR
m2
m2I
m2/leito
1

Internação Comum
Comun aa UTI
UTI
C;ED Mínimo
FVC;ED de 5 leitos individuais
12,96 m2
(cabeceira)
UNIDADE: Internação semi-intensiva
Sanitário para apartamento
HF;FO;FAM;EE;
SETOR FUNCIONAL 4 - Atendimento em Regime de Internação
Unidade: UTI adultos
lei\o

~
material
l.2J Equip.
apoio
pelloal

Circulação interno

Vestiário

Legenda:
A.C. - Ante câmara
Dep. - Depósito
Presc. - Prescriçâo
RX trans. - Raios X transportável
S - Sanitário
• - .. -.- • _1-4.

SETOR fUNCIONAL 4 - Atendimento em Regime de Internação


Unidade: UTI neo-natal

- -~.---
Leito
Leito
Materiais
Plantão
Leito
material II r Espera
~Estar
Vestiário
~: "Í,
?
Posto
Secretaria
Estar
Rouparia
Depósitomédico
equipamento isolado
I --
-limpeza
L-
pacientes

88 @]
8
Entrevistas . I
Leito O
A.c.

EJ -
ns .•
Circulação interna

- Circulação interna

Circulação de visitas

Legenda:
A.c. - Ante câmara
RX trans. - Raios X transportável
S - Sanitário

- HF
Idem
Estrutura -paro De acordo ser
atender com otomar -
projeto,o - deve ir paro
banho ~
Idem
Idem,
paroDistância:
1 Dimensões
paro
3,6
3,6
2,4
3,6
7,2 xx, -- m
xHF;HQ
xFAM;
distância
3,6x3,6m
1 Isolamento
por
1,00 sexo
mcadaentre
cada
3,6
6,0
2,4
3,6
3,6
7,2
(cabeceira)
Instalações 2,00
(prever)
posto
mm 12 mPode
eentre
adultos
Áreas
como leitosjUTI
Observações -
"\2,96
ADP
21,60
ADE
leitos;
12,96
5,76
Idem
Iden
parede,
12,96
8,64
dispensado
m2
m2
m2
m2
m2 vidros especiais
chuveiro. Paciente que pode
51,84
12,96
5,76
12,00
9,00
10,00 m2
m2
m2
m2jleito
m2jleito
C UNIDADE:
apartamento
público
Reuniões com ou enfermaria
lanchonete
UTI adultos/infantil/neonatal
lactentes e eede
O; Área
Solo
Corredor
dedepreparo
Sanitários
Posto paro
coletivo
paro observação
de
acompanhantes
(recém-
leitos
enfermagem lactentes

- -
• .1":1_· - • .L;iI-'-'

SETOR FUNCIONAL 4 - Atendimento em Regime de Internação


Unidade: Internação de queimados

Cinesio-
Estar Posto e
mecano- Prescrição
público serviços
terapia

Circulação I restrita

de

[]
pele Balneoterapia

Vestiário I
I
[] D
I
Banco
I I
11[:1 Dep.
I t

EE;ED;HF;FO;
Prever
Idem -xHF;AC
antecâmara
espaço Pode ou
para ser
7,00instalado
cadeira m2/leito na
ambiente
de
reabilitação
de
para
1,2ADE
1Unitário
3,6
6,00
6,0 - xIdem
xx3HF;EE
HF;HQ;FO;EE;ED
Instalações
Dimensões
2,4
2,4
3,6
departir
acompanhante epressão
10
fisioterapia
a6,Om
HF
2,4 6m leitos
m2/leito
3,6
HFleitos
6,0 Áreas
Observações
mm
positiv:::
ADE
2,88
Idem
SETOR
para FAM;FVC;AC
21,60
36,00
17,28
12,96
5,76
ambier-=;:
5,76 m2
12,96
m2 FUNCIONAL 4 - Internação
m2
m2
ção de queimadOS
Área
Posto para (a
de enfermagem da
macas e cadeira necessidade de 5 leitos para queimados)
Ambiente
I
I•
~:
UnitárioxHF;HQ
Dimensões m Áreas
Instalações
2,4
2,4
3,6 x 2,4 SETOR
Unitário
Observações
3,6 m FUNCIONAL4
12,96
17,28
5,7
5,766 m2
m2
12,96 m2
-Internação (continuação)
nação de queimados (a
Dormitório para pacientes
Banheiro partir da necessidade de 5 leitos) (continuação)
Ambiente

'I
• •• 1.-- • -1--..

~
SETOR FUNCIONAL 5 - Apoio ao diagnóstico e terapia
Unidade: Laboratório de patologia clínica

ITJ Ident.

~88
Coleta
Box maca
maca
I Ident.
Câmara
Preparo de Preparo Parasito-
Entrega de
resultados de Eletrofarese imuno- de
logia
reagentes fluores- amostras (microbrologiol
cência

Col,to

Hemato- Bacterio- Depós":


Urinálise Bioquímica Imunologia Micologia equipe
logia logia materia:

Ante-
câmara
Sala C~
Estar
Chetia Plantão Virologia Manuseio esterif!:::::-
pessoal ma';?"':
de
peças

Secretaria

Idem Idem 12,96 m2


LocalHF;HQ;CD;E
Unitário
Unitário HF;HQ
HF;HQ
EE;ADE
xHF;CD;ED;FG;
xpara
laboratórios
5.76
Instalações
2,4
7,2
6,0
Dimensões
2,4
3,63,6
1,8
4,8 4,8
3,6 HF
xx 2,4
7,2
7,2
6,0
m2
4,8
1,8
4,8
mm (2,4
m Áreas
1(máxj
macaxSETOR
específicos
Observações
m(min) Idemm2
2,4 m)FUNCIONAL
23,04
51,84
19,44
3,24
5.76
36,00
17,28
para m2 5- Apoio ao diagnóstico e terapia
Idemm2
5.76
UNIDADE:
Secretaria
Laboratório Laboratório
micologia de patologia clínica
Unitário
Idem Idem
3,6 xHF;HQ
HF
xx2,4 m Áreas
SETOR
Instalações
2,4
3,6
Dimensões 6,0
4,8
3,6 m
m FUNCIONAL
Observações Idem
5,76
2,88
21,60
12,96
17,285m2
m2
- Apoio ao diagnóstico
m2 e terapia (continuação)
5,76 m2
DML UNIDADE: laboratório de patologia clínica (continuação)

Legenda:
DML - Depósito de material de limpeza
S - Sanitário
SETOR FUNCIONAL S - Apoio ao diagnóstico e terapia
Unidade: Radiologia (Raio-X)

-B-EJ
sala de exames do filme
Sala• de DML anestesica
Indução I; P.E. Laudos serviços
escuraI
radiológica escura Odontológico
Mamografia
I
~I
Guichê
C;mme ~
Exposição
C;mme
~

Telecomando
Contraste
Guichê Espera
sala de exames Preparo de
em
paredes com macas pacientes
proteção
radiológica

Acesso de pacientes internados

Legenda:
S - Sala de comando
P.E.- Porta especial
V - Visor

__ h ~~ _
Cada FAM;EE;ED;
sala de exames:
FO;FN;FAM;IE;
IE Ma
2,4 xHF;IE;IT
HF;HQ
xxIE;ED
AC;ED;HF
EE;ED;HF
HF;HQ;IE
2,4x3,6
4,82,4 IE;IT
OdontologiaIE
mografia/
Dimensões 2,4
4,8
4,8
Instalações
1,2x
1,2
3,6 1,2x
Geral 3,6 SETOR
m mÁreas
xIE2,4
HF Observações
mm FUNCIONAL
23,04
5,765,76
5.76
8,64
12,96
17,28
densitometria
2,88
2,88 unit. 5 -
m2 m2
m2 Apoio ao diagnóstico e terapia
1 comando
EE;ED UNIDADE: Radiologia (Raio-X)

Observações:
1) Para exames telecomandados: área 22,00 m2 com dimensão mínima de 3,60 m.
2) Mamografia e densitometria devem ser separados, cada um com seu comando.
3) Para as salas de exames intervencionistas as instalações são: FO; FN; FVC; FAM; AC.
• • • _1-1.

SETOR FUNCIONAL 5 - Apoio ao diagnóstico e terapia


Unidade: Ressonância magnética

de
de de Estar -
Secretaria
Laudos
exames
médico
de urgéncia
Sanitário
o anestésico f--- metais
DML técnico
Revelação
pessoal
Comp.
enfermagem
interpretações
Comando
e

ecção
I Sala

Atendimento
r--o=.

HF;FO;FVC;FAM
HF;FO;FN;FAM;
ADE
AC;EE;ED;ADE
2,4HF;HQ;EE
1,2x
3,6
6,0 xxxHF;EE
Dimensões SETOR
HF
HF;EE;HQ
HF;HQ;EE
ED;ADE
2,4
3,6
4,8
7,2 m
Instalações m FUNCIONAL
m Áreas
Observações ADE
5 -m2
5,76
43,20
17,28
17,96
12,96
2,88 -
m2Apoio ao diagnóstico e terapia - imagenologia
EE;ED
EE;ED UNIDADE: Ressonância magnética
SETOR FUNCIONAL 5 - Apoio ao diagnóstico e terapia
Unidade: Tomografia

enfermo Inducãoexames
de

Espera
,
~ - técnico
.- - Secretaria
Sanitário
Sala de laudos
Comp. C
na cãmara da radiologia
Relevação pode ser feita

Vestiário
Sala

Posto de

HN;FAM;AC;FO
HHF;FO;FN;FAM
HF;FO;FN;FAM;
ADEHF;HQ
xHF;IE;IT
xxIE;ED
Dimensões
2.4
3,6
4,8
6,0 HF;IE
ID;IE
Instalações
2.4
4,8 m Áreas
Observações
7,2 m
m ADEm2
SETOR FUNCIONAL
17,28
23,04
43,28
5.76 m2
m2 5- Apoio ao diagnóstico e terapia
DE Proteção radiológica
EE;ED;HQ
IE;ED
UNIDADE: Tomografia computadorizada
• • a1-1 •

SETOR FUNCIONAL 5 - Apoio ao diagnóstico e terapia


Unidade: Medicina nuclear

DD
s de rodas

Espera
I
i de Ide
macas
uso
I
[J-
ensaio
ativos
radio- Cintilógrafo Coletas Pacientes
DML Administração
lav
2einjetados

[J-
de 2fármacos
lava-
leitos
Coletas
leitos
Pacientes injetados
íuncionârics
câmara
imuno
Gama
gerais
de iodo
Rádio- b\al
Chuv.

~ Pode ADE- HF
HFmHF
HF;CD;ED;E
ser
xxHF;CD
xHF;E
em outro
Áreas
,
I 2,00 m2 por I paciente 2,4
local FUNCIONAL
SETOR 36,00
12,96
3,24
5,76
2,88 m2
m2 - emx áre-
2,4 m
5 - Apoio ao diagnóstico

e terapia
2,411,8x
xInstalações
Dimensões
2,4
3,6
1,2
6,0 2,4
sala 3,6
1,8
2,4
3,6
6,0 Observações
m
m
unit.
m 12,96
5,76
8,64 m2
m2
outro local. •• as
DMLcoletivas UNIDADE: Medicina Nuclear
Rejeitas
Coletas radioativos
gerais (box)
Sala box pacientes injetados
~,
ci
t:
li
I!
~~
"
- x 2,4
Vide
ADE
2,4 norma CNEN NE5,76
Próximo
m lava-olhos -à m2
3.05 -
espera,
m2 sala admi- Chuveiros e Próximo à chuveiro e lavatório
4,8 xHF;HQ
FO;FAM;AC
torneiras
Dimensões
2,4
3,6
Instalações
xx 2,4
4,8
3,6
4,8
HF m Áreas
espe-
Observações
SETOR
mm FUNCIONAL 5,76
12,96
23,04 m2 Apoio aounitário
5,7 65-m2
17,28 m2 diagnóstico e terapia (continuação)
nistrativa
ciais; ADE de proteçâo
Requisitos UNIDADE: Medicina Nuclear (continuação)
Sanitário apartamentos
• _. 1.-- • _1--. .

SETOR FUNCIONAL 5 - Apoio ao diagnóstico e terapia


Ul\\.d.o.d.e·. lo.b(){o.tó{\.() d.e o.l\o.t01l\\o. ~o.tol6%\cu
SF Arquivo
blocos
S
lãminas
M
Microscopia Banho
il 00
- O Sala
VestiárioO
de técnicas
O peças

rn
Arquivo
Secretaria Macroscopia
I
I Necrópsia

T
I
I I
I

o
>0
cr
o
-s
~
(3

SETOR FUNCIONAL 5 - Apoio ao diagnóstico e terapia


Unidade: Necrotério

õ>c"'-
-o
'5>
E
o.
'o
I Plataforma
Ambiente
I

I I
Icadáveres
Velório
para
Ambiente

I
cober;c
Guarda
e lugares

Apoio
I
r
D
para
'. -:>cadáver
de DML

I
funerário
familiares
do
Preparo

D I
de embarque
~
Estar geral I para carro

Observação: O necrotério não constitui, necessariamente, uma unidade físi-


ca. Este serviço, às vezes, é oferecido com uma estrutura mais completa,
em grandes hospitais.
Muitas de suas atividades estão ligadas ao laboratório de anatomia pato-
lógica.
Macroscopia
Dimensâo
Dimensâo
HF;FG;CD;ED;E
EE;ED;ADE área 2,4
de
Número de salas de acordo
Suporte
Com
Opcional xxHF;E
Arquivo
2,4
1,2
3,6
4,8
6,0
Dimensões
7,2 HF;E
ED
aomínima:
HF
xxHF;HQmínima:
câmara
Instalações
2,4
3,6
4,8
4,8
7,2
6,0 mdeÁreas
centro
mm 4,8
SETOR
peças
célulasmmFUNCIONAL
Mínimo
frigorífico23,04
17,28
cirúrgico
Observações 5,76
dois
43,20
36,00
12,96m2
51,84 m2carros
m2 5 - Apoio ao diagnóstico e terapiacoloraçâo
2,4 2,4
com a demanda UNIDADE: Necrotério
m m1
12,96m2
2,88 m2
5,76
12,96 m2
Sala de flores
Ambientes
Loja ele c1ivagem
necropsia e preparo
para familiares
Estar geral
• • .'- • • •

SETOR FUNCIONAL 5 - Apoio ao diagnóstico e terapia


Unidade: Centro cirúrgico
- c
->5
o âà3 (!) ~
-::; u=
orlidrihi
omasculinolirnn .=
E ambula- pacientes
(}do ambulatório (!) 'o
"O
c
'uo '" I
.i
II -~:g~
anestesica
cont.rlCfJUIU
o
o.
.'SJotp
"5 de a; 0'-
Vestiário
Estar
médico
contaminado
Illjll)ICIt;II\...-IU t::. Indução
Estar
material
ferên-
Vestiário
feminino pac. Trans- Transferência
(!) dos
E.gSala
I I
Sala
Vestiário
Centro
Paciente
de de pessoal
cirurgia
cirurgia Circulação de descarte cia tório
~
- "0"0
cl
I:) II r I equipo
Expurgo :
I ,I ~'§I• Lavabo
l--.j
I Lavabo J
paciente esterilizado
I cirurgia
Expurgo
t I Lavabo I
)o,
I i~ I

Legenda:
AC - Ante câmara
P - Posto de enfermagem
S - Sanitário
V - Visar
1,20
Idem
Dimensão
de 1,2
mser
Barreira
6,0
4,8
2,4
7,2
por
HF;FN;FVC;FO;
HF;AC;CD;EE;
1FVC;AC;EE;ED;
Pode posto
àHF;FAM
Masculino
Anexo xHF;HQ
(masculino
xIdem
xHF;AC
HF;HQ
ADE
Dimensão
EE;ED
HF;AC;EE amínima:
HF;FO;FAM;AC;
salas
2 Dimensões
torneiras
3,6 de
3,6
3,6
6,0
Instalações
2,4
4,8
4,8
7,2
cada
substituída
em
por
m
30
mfeminino
unidade
HF SETOR
mínima:
Áreas
sala -
Pode
eleitos
6,00
Observações
ser
4,80
m ouomm2
por 23,04
FUNCIONAL
12,96
8,64
28,80
36,00
17,28
12,96m2
5,76
de cirurgia m2
m2
do centro
mesmo5 -do número
Apoio ao diagnóstico
ED e terapia
feminino)
HF;
2 leitos HG por sala de 23,04
51,84
12,96
2,88 m2
5,76
cirurgiam2
m2
de
12 FAM;EE;ED
material
frigobar estérilizado
leitos pós-anestésicos
e cafeteira
UNIDADE: Centro cirúrgico
DML
Estar
Sala para
de
Sanitário médico
espera
para
preparo FO;FN;FAM;
para
equipamentoe pessoal e
Indução
Expurgo anestésico
• • ),<1.·- • • •

SETOR FUNCIONAL 5 - Apoio ao diagnóstico e terapia


Unidade: Centro obstétrico
Circulação geral

Espera e estar
Observações
parturiente
e familiares Pelo método PPP- pré-parto/parto
pós-parto - deve ser previsto uma
solo com no mínimo 12,96 m2, ou sole
3,60 x 3,60 m.

10 leitos paro posto de enfermagerr


Posto
e 1 salõo com 20 leitos obstétricos ou
presc. fraçõo, o cada 3 salões deve haver
Parto
Recuperação 1 solo paro parto cirúrgico.
normal

Em cada apartamento individual, o


técnico PPPpode ser desenvolvido
nesses.
Parto
Porto A estrutura de apoio, com lavabos
normal
cirúrgico DML, utilidades, ou pode ser comu~..,
00 centro obstétrico cirúrgico ou .
centro obstétrico normal.
Vestiário
masculino Indução Prevê área paro ultra-sonografia.
Lavabo anestesica

Vestiário (circulação restritaj


Guarda de

,..
t:~
feminino ma!. anes!.

::ã Conforto
1.1 Expurgo
clinico
;5
,.
Circulação geral

Legenda:
Acesso parto - Acesso parturiente
Higieniz. - Higienização
Leito p/p - Leito pré parto
R.R.N.- Reanimação recém nascido
Util. - Utilidades

1,20 ma mesma HF;FD;FAM;AC;


~
Pode
Anexa
utilizar
Anexo
ser
FVC;FO;FN;AC;
HF;FO;FAM;EE;
HF;FO;FN;AC;
2 leitos
torneiras,
Opcional:
Pode 4,8
Barreira
2parto aao
ser xmesma
Instalações
2Dimensão
xleitos
Dimensões
2,4
2,4
3,6
4,8
2,4x3,6
1,2
7,2
1 leito
4,8
à2,4
xxIdem
xHF;HQ
HF;FAM
HF;HQ HF no
posto
pode
sala
3,6
4,8
3,6
4,8
1,2
7,2
ser
m Áreas
m dedo
masculino
do
minimo,
de
substituído
Observações
no
m
m
m mínimo -
aCentro
mesma
par
esala
~SETOR
80
pré-parto
porcm2 por Verificar unitário
centro
feminino
5,76
FUNCIONAL
12,96
23,04
17,28
8,64
2,88
por
de
higienização m2de 5 - 3,6
m2
m2
sala
parto
m2
a possibilidade
Apoio
x 3,6ao
de
m diagnóstico e terapiacirúrgico
do Centro Cirúrgico
;E HF;HQ
recuperação HF;HQ mínima:
anestésico 51,84
5,76
3,60
5,78 m
23,04
12,96
Idem m2
m2
FAM;EE;ED;FVC
enfermagem
Cirúrgico UNIDADE: Centro obstétrico
frigobar e cafeteira
Depósito de equipamento e
12,96m2

------------------------------------ -=-'1
• _. 1.-- • _L-..

SETOR FUNCIONAL 5 - Apoio ao diagnóstico e terapia


Unidade: Reabilitação - câmara hiperbárica
I I
ti I
individual
cadeiras
'o
oo'CJ)~5(jj<> Macas de
Casa eCopa
DML Ir Espera wc
{5 o II máquinas de roda
Câmara hiperbârica
I
I
I Administração
lit1 Terapia
Icoletiva

Incâmara
das
2,30
loco
3,6 ADE do
oum.
(saída
IE
IE
xxxxHF;HQ
HF;HQ equif)amento
Desde
não posterior),
Áreas a entrada e toe:::..
seTOR
36,0
5,76
2,88
ADE c::
m2FUNCIONAL 5 -Internação
ED;FVC
UTI
Distãncia mínima entre as c:;~
1,5
3,00
en 6,0
2,4
1,2
3,6
Dimensões
2,4
roda
ED;FVC x6,0
HF;HQ
2,4
6,0
2,4
4,8
Instalações
3,00
6,0 m
damm
m
Observações
mmcâmara das17,28
14,4
21,60
9,0 m2
a:: m2
3,6
ardas:
antecâmara
bordas
mais 0,80
e todas
bordas: m.
interna
0,80as m do
paredes eo_-as ~aredes: 2,30 m. Desde ::
HF;FO;FAM;EE; UNIDADE:
Distâncias
~amento: Internação
mínimas
1,50 m. Das entre hiperbárica
der-::::

SETOR FUNCIONAL 5 - Apoio ao diagnóstico e terapia


Unidade: Reabilitação - fisioterapia

Knesis (gregol - oção de mover


Cinese - excitabilidade dos movimentos por tatores
externos - pode acelerar ou retardar os
movimentos
Turbilhão

Cinesioterapia Depósito de
movimentos (cura) equipamentos

Macas e
Piscina
cadeiras
(tanque Hubbartl de rodas

Rouparia

Registro
pacientes Estar

Terapia Psicomotricidade pessoal


Consultório Consultório
ocupacional e
individual individual
de grupo ludoterapia

Secretaria


• • a 1...-1 •

'i',,,,-,,,,,-, 2,2 Im2


por 5 -
m2 m2 ,
Idem
Mínimo
depende Idem
Masculino
2.4
1,2ADE
HF;HQ;ED
HF;HQ;ADE
Idem,
4,8
3,6
Dimensões
4,8
""<:0.,,,\\<:;"\\'0';:>~<:0.
xxADE
de
HF;HQ
2.4
1,2
x
HF
ADE
item
xHF;HQ
xdas
3,6
4,8
2.4
3.4
6,0
Instalações
3,6 em
20
2.4
4,8 mmfeminino
m
anterior
mÁreas
m2 SETOR
atividades
Observações I 5.76
ADE
23,04
8,64
2,88
28,80
paciente
FUNCIONAL
do
3,0
2,88
5.76 m2 m2
por
mLm2
ADE
8,64
m2
12,96
unit.
unit.
m2
m2
Apoio ao diagnóstico e terapia deficientes físicos I
estabelecimento
UNIDADE: reabilitação (fisioterapia)
s e salas Consultório
Copa indiferenciado
Fonoaudiologia
terapia ocupacional de grupo

.. '
d:
:i:
I"
;~!
,.'
SETOR FUNCIONAL 5 - Apoio ao diagnóstico e terapia
Unidade: Reabilitação - hemoterapia

l
Rotulagem
t Secretariacoletiva
Circulação
Posto ,

El~
Distribuição
11

EJ
(,
I
I

., I~
doadores I
lanchonete
compatibilidade
~ ~
enfermagemI
Coleta
serviço
11
It
II Processamento
Transtusão

I
I I
Consultório
do
indeterenciado
Recuperação
individual
Estocagem
aferese
Pré I Ante- I~
.
social
serviçoterapia

Copa
estoque cãmara.
sangue

Transtusão

~g~
Consultório
HF;FAM;ED;FO;
Unidade
Quando por
ouver Área
deoucãmaras
doadores;
freezer por leito
jun- com I distância
Prever
QuandoADE
Idem
Prova xIdem
1HF;EE;ED;E;ADE
de cada xantecâmara
cruzada
HF
HF;ED;EE
xHF;HQ
HF;AC houver 1SETOR
de cada
doadores ADE
2,88
23,04 FVCe terapia
Apoio ao
DE no casolaboratório:
+4°C/-25°C) to
de à1,00
Locais
Sala sala
copam
depara
Sanitários
Área
de
entre
por
geladeira
1,2
3,6
4,8
2,00
2,4 ADE
Dimensões
Área
preparo
leitos
poltrona
3,6
3,6
4,8
Instalações
2,4
6,0
m2
frias por
m
m
por
de
sala II
Áreas
histocompatibilidade
UNIDADE:
fracionamento
transfusão
para doadores
distribuição individual
teste de
de
m poltrona
freezer
Observações ou
reagentes
de
23,04
5,76
doação5,76
8,64
12,96
FUNCIONAL
ADE
5,76
de8,64
m2
m2
m2
~"
doação
esterilização
m2
de
,
5 - 1,2
materiais
x 3,6ao
Apoio m diagnóstico
Hemoterapia(quando houver processamento de sangue) ver norma
Observações: Laboratórios de hematologia, coagulação/sorologia, Imunofluorescência, imuno-hematologia e
Sala pré-estoque

'I
=;
Jl
SETOR FUNCIONAL 5 - Apoio ao diagnóstico e terapia
Unidade: Reabilitação - hemo dinâmica

Recepção
Espera Secretaria Consultório preparo
paciente

Montagem Inferpretação
Transferência equipamento e
material laudos

Tanque
lavagem
Circulação I restrita
Revelação

Posto de Maferial
enfermagem esteriliz.
Indução
e Sala de exames

\ecupelOção 'r-D
HQ;FO;FN;FAM;
FO;FAM;FN;AC;
1,20 ADE ADE
DimensõesHF
mxHF;HQ m Áreas
H torneira
Instalações
2,4
3,6
4,8 xxpor
3,6
2,4
3,6
4,8
4,8 m
m SETOR FUNCIONAL
Observações ADEm2
17,28
12,96
12,96m2
5,76
8,64
23,04 m2
m2 5- Apoio ao diagnóstico
HF;HQ
e terapia
EE;FVC;ED;EE
FVC;EE;ED
UNIDADE: Hemodinâmica - unidade autônoma
• al:/.a· - • al--. •

SETOR FUNCIONAL 5 - Apoio ao diagnóstico e terapia


Unidade: Reabilitação - hemodiálise
-I I I
:1III j I--t I I
I
SS
hemodiál
Consultório
If ise
Tratamento -.
ITÍD
Processamento
I funcionários contínua
Treinamenfo
ReservatórioDiálise
p/DPAC
Isolamento
hemodiálise
peritoidial

I
r

II
I entermagem de água
IIsolamento
rI
I DML de Vestiário
capilares ereuso
posto de
.•.
Prescrição I
Diálise
; I intermitente
0,6
1,5am
1Ver
1HBsAgt
1sala
Água
0,5m -
-entre
livre
Pacientes
cada
ou
para
HF;E -
tratada
entre
ADE
consultório
em
HF;HQ
cabeceira
frente
contaminados
ADE;E;HF;FAM;
Porto2042
hepatite
aHF;E
20 deÁreas
depender
HF;E
epécom
aodas
B11/10/96
leitos/poltronas
mais
HF;ED;EE;ADE de
para
poltronas, opcional-
utilização
5,00 da
e-m2
poltrona
Distâncias:
leitos
Obrigatório
Idem
m2 por
ou
0,5
A depender
m5 para
-D.O.U.
para unidade
x da demanda cama
e eterapiaCaso
em
1
1,35
2,4
2,4
3,6 sala
para
HFx
xx
Dimensões 2,4
HF
3,6
4,8am
6,0
2,4
-
Instalações m
mcada
hemodiálise 10
SETOR
Observações
entre 17,28
5,76
poltronas
8,64
poltrona/hem.
8,00
FUNCIONAL
leitos- m2por
m2 paredes
1 6,0
Apoio
paredes;
,O m 7,2
entre ao
laterais, FO;FVC;EE;ED
m diagnóstico
1,5 m para
poltronas/leitos paredea unidade
parahemodiálise
hepatite
hemodiálise
C não atenda
autônomas
atividades EAS paredes e o pé dosala 21,60
3,24
8,64
11,52
5,76
c!2
ADE
leito; leitos
1,0
m2
m2
m2 m
Sala administrativaUNIDADE: Hemodiálise
Área
Sala
Sala para recuperação
para reservatório de de
AbrigoDPAC
reduzido, resíduos

••
• 1Ii1r- • •

SETOR FUNCIONAL 5 - Apoio ao diagnóstico e terapia


Unidade: Radioterapia

pia ~
médica
linear
-- T
iPosto
moldes
-I Sala
móscaras
eI
Contecção
exames
IPreparo
I simulação
terapia
Macas e
1
Raio-X
terapia
profunda
I
Copa
e
T
Braquiterapia
-[]-
18 ,{]
Raio-X
T superficial
paciente
1
Sala

J ,- V.'O",
'~'m

Legenda:
C - Comandos

.~
t
.'
~l
~2~
.'
,.'
FO;FAM;AC;EE; Cada sala de terapia
ou ADE
AC;ED;ADE HF
IE m
EE;ED;ADE
HF;HQ
xHF;FG
xHF;HQ m Áreas
Instalações
simulação
3,6
Dimensões
2,4
1,2x
1,2
3,6 2,4
3,6 SETOR
Observações ADE
ADE
12,96
2,88
FUNCIONAL
12,88
5,76
5,7
8,64
dever ter 6 m2
m2 5 - 2,4 x 2,4aom diagnóstico
Apoio e terapia
ADE
comando
ED;ADE UNIDADE: Radioterapia
Acelerador linear

(
-
• a' .•.. - • al--. •

SETOR FUNCIONAL 5 - Apoio ao diagnóstico e terapia


Unidade: Banco de leite

(5
Qj do léiteo
~

~
O :s
'o
<.>

8
ISelecão
Q) Classificaçãor
Liofilização

J-.
Pasteurização
Estocagem
1I
I odoresde
1-----1 I Recepção
dedo
e registro
registro
doadores

I
I
Secretaria I
t

Controle
Copa
Lavagem de
preparo e qualidade
:j Distribuição
esterelização
l material
um
Um
1 sala
só caso
vão subdividido
exista em
ADE
HF;HQ;ED;ADE
xxHF;HQ
HF m
HF;ED;ADE
HF;ED
Instalações
Dimensões
2,4
2,4
3,6
36, 2,4
3,6
2,4
3,6
4,8 SETOR poltrona/
m Áreas
Observações FUNCIONAL
HFADEm2
15,76m2
5,76
12,96
8,64 m2
m2 5 - Apoio ao diagnóstico e terapia
5,76 m2
17,28
12,96 m2
setores
processamento de leite
UNIDADE: Banco de leite
DML
Área
Lavagem,
Recepção
de distribuição
preparo
e coleta eexterna

\
• _.'::1.· - • -1--;.

SETOR FUNCIONAL 5 - Apoio ao diagnóstico e terapia


Unidade: Métodos gráficos

Audiometria

Recepção
e
registro Fluxo Fluxo t'evrerce- Elefromio-
Otoneurologia Potenciais
vascular vascular fctgama grafia
evocados
continuo continuo
1[5 (ouvidos)
(CÉretm) (músculos

Vestiário DML
para I I
Espera pacientes Sala Sala
geral I I I função para
Sala Sala Sala pulmonar estudos
eletrocar- eletrocar- fonome- do sono

diografia diografia canocar-


(coração) contínua diografia Observações
Holter eeg
Deve ser previsto sala para comandos
1. Audiometria
2. EEG
3. Potenciais evocados
4. Estudo do sono
1 sala para 2 comandos, área 2,40 x 2,40 m
Músculos
Audiometria,
Cérebro - contrações
-EEG, potenciais
registros pelo
gráficos Estudo dos
de gráficos
Registros registros
sobre
gráficos
influências,
de
.- no
organismo
Doppler,
Coração
Dimensões
2,4x3,6
2,4
1,2
1,2x
3,6
6,0 ED
ECG;ADE;ED
EEG;ADE;ED
ADE;ED
funcionamento
gráficos
Coração/Holterde
Instalações
xxx 2,4
3,6
3,6
6,0 Áreas
humano,
fundo
ergonomia In
SETOR
Observações
mm
m loco
Sala
nervoso
corpo
Parados oumínimo
estudo
5,76
doauditiva:
FUNCIONAL
2,88
12,96 não
m2do sono
- m2
ruídos
ergonomia
4,32 m2 5um
1,2
- 2,4
mApoio
WC de 4,8
2,4ao
x 3,6 m diagnóstico e terapia
5,76
36,00
8,64 m2
m2
a) emanados
evocados,
fontes
lado sonoras
funcionamento
humano
miógrafo
informação
Copa
Recepção
Estudo
Sanitário
Sala
Medição
de
através
função
da diferentes
estudos
submetidoaudição
dee pulmonar
registro
doà esforços
e de
de registros
pacientes
capacidade
sono
nte
8,64 m2

\
• • J ...••• - • a1-1 •

SETOR FUNCIONAL 6 - Apoio técnico


Unidade: Nutrição e dietética

lavanderia
lavanderia Desp.
panelas e

El
louças/talheres diário
utensílos

Distribuição
Refeitório

lavagem
carros

Cocção

Cozinha
dietética
Vestiário pessoal

Legenda:
C.F. - Câmara fria

\

Pacientes,
1 em
Locais
Local HF;HQ
HF
comcada
para funcionários,
unidade
peixes,
temperatura massas,
1,0 m2 por
Deve ADE
-
ser
HF;HQ;ADE;CD
2,4
1,8HF;HQ
1 Dimensões
cadeira
Balção ADE;IE;
de
Ambientes
2,4
3,6
3,6
4,8
6,0 IE
HF
xxIE;AC
HF;HQ;ADE
xIE;IT;HF
-3,6
ADE;IE;(EE)
Instalações
2,4
x4,8
6,0
4,8em
para Áreas
mcâmara
cada fria
distribuição
(EE)
2,4Observações
m
m
1,8 mcongelados 12,96
resfriados3,24 ADE
36,00
5,76
3,24
17,28
5,7
SETOR
poltrona
5,76
m2
21,60
17,28
5,76
23,04
m2
m2m2
m2
6 m2
unit
FUNCIONAL 6 - Apoio técnico
unit público, aluno e doador
m2
m2
ambiente
legumes, carnes
requerente
UNIDADE:
Cozinha Nutrição
dietética e dietética
Itens de dietas especiais
Distribuição
Lavagem
Lanchonete de louças e talheres

\
• _1:)_1_· - • -1-1 •

SETOR FUNCIONAL 6 - Apoio técnico


Unidade: Lactário

II
I
-
Ester

~
,-
1-
ileização I
-
SF fórmulas
Distribuição I DML
barreira
Sanitário
vestiário
Copa
I
e M Estoque ••
distribuição
....-~
I
I
I vestiário

I
envase
lácteas e
barreira
I
I
Sanitário I
I
Nutr ição enteral

Circulação geral'"

I Recepçoo I

Acesso
2,4
1,2
3,6 àxxADE
HF;HQ;CD;ADE
HF
EE
HF m
HF;HQ;ADE;CD
HF;ADE;AC
HF;AC;ADE
Instalações
2,4
3,6
Dimensões1,2 m Áreas
Observações
nutrição
3,6 SETOR
5,76
8,64
12,96
enteral 12,96
I
Im2
m2FUNCIONAL 6 -
m2
2,88 m2
5,76 ,
Apoio técnico I
UNIDADE: Lactário
Copa
Esterilização
Recepção e distribuição
Estoque e mamadeiras
lavagem de

SETOR FUNCIONAL 6 - Apoio técnico


Unidade: Farmácia

Medicamentos Matéria-prima

Man
embalagem ipulação
Inflamáveis
Material
CitostáticosTermolábeis
e
preparo
Recepção Controlados
DML germicidas
masculino
Vestiário
sobre
de
Controle médicos Quaren-
descartáveis de Lavatório
materiais AC e envase
feminino qualidade
Materiaisçõo Vestiário
inflamáveis
Não parenteral
Nutrição
Imuno- esterilização diluição de
te na
porenterais
biológicos Soluções
II II I I n e
Preparo
~
AC I FL AC I FL I ~I

<5
Q;
O)
o
'0
<>
o
-s
i='
O

Legenda:
AC - Ante câmara
FL - Capela de fluxo Iaminar
SF- Sanitário feminino
SM - Sanitário masculino
1Inclui
área antecômara
aADE
depender e fluxo
das 2,0
0,6freezer/
m2 por 'I

caso
ADE
embalagem xADE
EE
ADE
2,4x3,6
2,4
2,4
3,6
IaDimensões
3,6
4,S
minar
do
HF
IE Observações
HF;FG;ED;ADE
HF;HQ
antecômara HF;E
HF;ED;E;ADE
HF;ADE
HF;IE
xxuso
3,6
4,S
7,2
Instalações
2,4
3,6
4,S m
m
m
da
Áreas
e 2,4
do xclima
cãmara
2,4
I m área
da ADE
17,2S
25,92
5,76
S,64
23,04
12,96
5,76
fria
de m2
SETOR
S,64 m2
11,52
E;ADE
de
m2
m2
I FUNCIONAL
m2 atividades do6 -estabelecimento
Apoio técnico
4°C a soC; -lSC a -20°C, no Inclui antecãmara e fluxo
laminar
armazenagem
região UNIDADE: Farmácia !
Laboratório
DML
Soluções de controle
parenterais de 23°C a 25°C a depender da
ole Nutrição parenteral
SETOR FUNCIONAL 6 - Apoio técnico
Unidade: Central de material esterilizado
Circulação geral
Vem das Entrega de Entrega para
unidades roupa limpa unidade
Protóxido de nitrogênio
Máquina e insumos ou óxido de etileno
desinfecção Vestiário Vestiário
e lavagem acesso acesso ao
área estoque
preparo distribuição
Esterilização
química gasosa
Preparo Esteril ização Estoque
bancadas e
Recepção Autoclaves
Expurgo materias
ester ílização física distribuição
e roupa limpa
Preparo
luvas Autoclaves
entalca-
mento
Entrega
área restrita
e centro

tmdrn
I unidades Circulação e área de descarte do centro cirúrgico / cirúrgico

Para utilizar esterilização com óxido de etileno, verificar portaria inter-


ministerial (Ministério da Saúde e do Trabalho e Emprego) n~ 482 de 16 de
abril de 1999, que regulamenta o assunto. A esterilização por óxido de etile-
no, apesar de ser muito eficiente, é perigosa em função de ser esse gás muito
tóxico e cancerígeno.
• _I>'ld_ .- • _1--. .

1Idem
AC -
sala,
HF;HQ;ADE·
HF;HQ;ADE
Óxido
Área
HF;HC;EE;E
-áreaetileno,
dentro
de mínima:
da A.c. 8,64
esterilização
vide0,08 m2 por
portaria do Ministério da Saúde
evel
Idem
recondicionamento
UNIDADE: Central
12,4
Mínimo ADE
sala
Área
Dimensões
1,2
1,2
3,6 -
HF;HQ;CD;ED;E
Para
HF;HQ;ADE
Distãncia
HF;HQ;ADE
xxHF;HQ
2,4unidades
área
x12,00
dentro
Instalações
1,2
3,6
3,6
2,4 x 3,6
de e
m
m
m
entre
mm2
material
autônomas
mínima:
Áreas de
do Aeração
preparo
Observações unitário
60
12,00leito
ADE
cm
12,96
5,76
material
2,88
SETOR
8,64
1,44
armazenagem
0,25
Opcional
0,08
esterilizado
m2m2
leito
8,64
5,76
0,2
m2
m2 m2
m2 (2,4 x 3,6 m) -6 -
FUNCIONAL
por
por
por
Apoio técnico física
Vestiário
Sala
Recepção acesso
de quarentena
Recepção, de ao estoque
roupa
desinfecção limpae 25% da
SETOR FUNCIONAL 7 - Ação e Formação para o Desenvolvimento de
Recursos Humanos e pesquisas

l
Unidade: Ensino e pesquisa

2,0 mleitor
B
:Biblioteca
I
Sanitário
fem.
leit~ra guarda-volumes
masco
Sanitário Hall Sala recepção

[
por
I

Sala Adm. Processos Sala acervo


Copa
professores biblioteca técnicos 200 livros por m2

Anfiteoro
1,2 m2 por pessoa

Observação:
em caso de residência médica
prever alojamento para alunos

- 1,3
2,0
1,2am21,5por P/característica tipo universal De acordo com a
-- m SETOR m2
FUNCIONAL 7 - Ensino
2,4
3,6 3,6
xx 2,4
3,6
Dimensões Masculino
m Áreas
Observações
Instalações 200
capacidade-12,96
5,76
8,64 e
m2
m2'
m2
da
do feminino
livros/m2 para mesas
biblioteca
anfiteatro 55 x 60emais
pesquisa
40%
aluno
e pesquisaleitor
(não se configura necessariamente uma unidade funcional)
Recepção
Ambiente

____________ J
• .1 Ia· - • -1-1 •

SETOR FUNCIONAL 8 - Apoio administrativo


Unidade: Administração

geral
0-0
~<1J
-U
18-
Il..--J
I II
Diretor

SI
'oO>cr
E
Pessoal ,e
enfermaria
Diretor
Medicina
manutenç.
cirúrgico

[l-rl
geral
Compras
Diretor
Espera

Espera
t
Diretor
<1J-
Fínanças Trabalho
Contabilidade
do

I
DAuditório
(opcional)

I
CIPA

Contr.
SAME
ponto CPD
Arquivo médico
Contr. informótica Inspeção
estafística sanitária
público

vai para o ambulatório


Sanitário individualizado Em
A
Caso
Balcão
depender
Guichê
Ponto
Idem,
Pode
2,4
3,6
3,6
seja
grande
xxcom
ADE
xHF'HQ
ativo
HF;HQ
ser
Dimensões 2,4
3,6
4,8
emda
3,6 em
doconjunto
mno
2,5
Áreas
mínimo
passivo
conjunta
Instalações
6,0 m
2,00
tecnologia
sistema
cm SETOR
por
Anexo
Observações
5,5
ADE
1,2
ou 2,505,7
m2 por -administrativo
m2
17,28
21,60
12,96
12,96
5,76
isolada m opcional
6FUNCIONAL
pessoa
aom2
pessoa m2 ADE
no principal 8 - Apoio administrativo
hall
m2
m2
por leitofunção das dimensões
no mínimo da
12,96'm2
5,76
ADE m2 A depender da demanda
E.
1,2A.xpessoa
Saúde
utilizada
por 2,4 mUNIDADE: Administração
Copa/lanches
Reuniões
• ai 1.'-- • aL4.

SETOR FUNCIONAL 9 - Apoio logístico


Unidade: Processamento de roupas

LT
área
Acesso
Circulação
Estoque geral Vestiário 30%
Secadara/extratora I
Centrífugas

c:::JI
passagem
c=J
das máquinas
Sanitário r
colocar sempre próxima a parede
distribuição
limpa
Prensas
externa
Costura

Vestiário
c:::J II
~
! I
Mesas passar
45%
Parta larga

Acesso

Recepção

Máq. desinfetante

Pesagem Chefia

5%

DS
Não está
Lavagem,
Barreira
--
- considerada
HF m a30%
25%
45%
Visor para
centrifugação, área
dasetor
recepção
se- e
1,2
2,4
3,6 xxHF;HQ
Dimensões4,8
2,4
3,6 m Áreas
Instalações Exclusivo
Observações
lavagem
cagem, 12,96
5,76
SETOR
5,76
tipo m2FUNCIONAL
m2
m2
m2
túnel
passagem
E
HF;CD;E;ADE dobragem9 - Apoio
I logístico ,
total
processamento
avanderia UNIDADE: Processamento de roupas
tipo "túnel".
SETOR FUNCIONAL 9 - Apoio logístico
Unidade: Central de administração de materiais e equipamentos
Circulação geral

Cãmara
trio

Depósito
Recepção Laboratório equipamento
inspeção H Distribuição Armazenagem geral processamento'
AD.E
e
materiais
registro
AD.E.

Circulação geral NPC: número de processadores de chapas de Raio-X

NPC:~
B

A = estimativa do número médio de exames radiológicos


realizados no més
B = Capacidade de produção mensal das processadoras

ADE 10%da Equipamentos, mobiliário, peças de reposição, utensílios,


HF;E;ADE
N.P.C
3,6 x=3,6
X/S Áreas
m(ver
Instalações
Dimensões cadaárea
Observações ADEde requerente
1 ahistograma)
unidade
SETOR
ADEm2FUNCIONAL
12,95
9 - Apoio logístico
área de armazenagem material, expediente, roupas
armazenagem
Central
Sola de
de administração
macas, cadeiras de de
materiais e equipamentos
e Revelação
0,6 m2 porde filmes e chapas
A área depende da política
; Equipamentos,
Equipamentos,
Instalações
Dimensões Áreas
pessoal
10%da
Idem
mobiliário,
ADEque
Observações -- área
mobiliário,
SETOR utensílios
utensílios
FUNCIONAL
utilizado 9 -- 1Apoio
do número de
sala logístico
trabalha ADE
ado e de alienação de bens
UNIDADE: Manutenção
de
Mínimoquartos
Mínimo
Minimo
Mínimo
25%
75%
1,5
13,6
1
1,7
HF;HQ;ADE
por1masculíno
mxfeminino
para chuveiro
sexo,
chuveiro
1 bacia para
sexo
3,6
Instalações
Dimensões
para o
m
1,7
1,7
cada
1 por
'm
box,
opara osm"
Observações
m
sanitária,
Áreas
apartamento
cada
w::.,.'\::i\\\\:>W''\-,\''0.Th''2:-''-o
1
-Coletivo
0,5
12,25
1 chuveiro4,8
1,0
Deficiente m2
individual
lavatório,
3,6
3,2
1,6
pessoa
paciente
1,3
pessoa
1,2
60,3
1,5
sanitária,
SETOR
leitos
m2m2
m2m2 m2
por
por
por
\:>"2:-"-0",,';::>"0.
turno
lavatório,
deficiente
"2:- ~\",,~ físico
FUNCIONAL
Pacientes,
Para
-requerente
Para
1 sala
doadores
paciente,
9 - Apoio
pacientes,
pararequerente
requerente
1
"0.'\\\"2:-"-0 cada
1
doador,e .
para cada
logístico
internos
unidade
1 bacia
10 1individual
funcionários
lavatório
demais e Mínimo
1
Mínimo para 1,2
1,7 m
cadam 2 12,98
enfermarias
1 sala porm2ou unidade
s 0,9 x 1,1
público,
requerentem 1
acompanhante
box
para cada 6 por unidade
e paciente
1 bacia, HF;HQ HF;HQ
.'- • _1-1.

-
requerente
requerente Idem 1,3 m2 por 1 para cada unidade sanitária,
1 lavatório,
funcionários e
l
:

1 funcionários
1
bacia
devebacia
nessas ser
conforme de 1
100%.
unidades. para
NBR9050.
-
Instalações
Dimensões Áreas
Observações
SETOR funcionário
I
0,5
0,3pessoa
m2 por
FUNCIONAL
cada sexo~de unidade alunos
I 9 - Apoio logístico 1(continuação)
Idem chuveiro I
a 10 • •obedecendo
ambulatoriaL
A
Osunidade
bacia
•HF;HQ;ADE
Nos
Cada sanitários
sanitária
(masculino
sanitários
deficientes
unidade
Admite-se eao
e
com
o uso de mínimo
conforme
funcional
efeminino),
para
banheiros
deas esses
requerente
banheiros de
internaçãodeuma
portaria
conforto
dimensões
box menor peça
deficientes
para
doador n.o
ecitadas
EASdeve
geral
parae NBR9050.
higiene
deficientes
coletivos cada.
com
público
edeve não
vestiários
possuir,
com
acima,
bacias Nos
dimensões
têm de sanitários
configura
centrais,
ao
dimensões
possuir, uma
oferecer
mínimas
menos,
exceto
para
sanitárias 5% ese
dois
no banheiros
unidade
condições
iguais
citadas
pacientes
unidades
quando mínimo ado
sanitários
de 1,5
acima,
internos, coletivos,
física.
deindependentes
xuso
1,7
total
geriatria
tratar de aocasoam.não
de
emenos deve
portadores
cada haja
ortopedia,
reformas I
30%
sem haver
peça
para
de de um
sanitários
cujo box
sanitária
deficientes
banheiros com
deficiência
coletivos
percentual
ampliações, para
I
Quando
Mínimo houver
1,5
HF
HF m Identificaçâo
guarda
Áreas de pessoas
5,76 m2FUNCIONAL e m
2,4 x92,4
1 por2,4
Mínimox HF;ADE
2,4
unidade
Dimensões m
1,0
Instalações temporária
requerente
m
Observações 5,76 m2de resíduos + 2 m2
SETOR
2,88 - Apoio logístico
veículos - 1 porLimpeza
UNIDADE: acesso e zeladoria
Sala
unidade de utilidades com pia de
física.
Segurança e vigilância

Tem --- existir


-- --
ADE
de A atividades
depender
- Observações
quando Conforme
25,00 da
das
for Idem demanda
atividades
leis
m2 por do
e
4A
Idemdepender
1Mínimo
HF;ADE
EE;ED
leitos - de
refrigerada,
Lixo
sala
Dimensões
2das
Instalações
vagas
reduzido ou por
Áreas não
com
NBR conces-
ADE
12809/93
SETOR
ADE
ambulância
Mínimo9 de
FUNCIONAL 1 vaga logístico
- Apoio para cada
incinerador
estabelecimento
demandas
das
e compactação
box,
Depósito EAS
lançado emdas
cãmara
com
UNIDADE: riosEAS
ou lagos
Infra-estrutura predial
a unidade física. de esgotos HF;ADE
Tratamento
• • .'- • • •

DIAGRAMA COMPOSTO - Modelo teórico


\

HOSPITAL GERAL
Térreo
E S
~
DIREÇÃO ARQUIVO MÉDICO

Adm./cont./apoio/port.
I, ,
.
:
-,
(Raias-X;
(boxes,
:
~ ~-
Traçados
,
I
I
ginástica,
tamogralia;
(Eletrocardiogramas:
(Gastro/pneumo/urologia
Análises, c1inicas

Banco
ressonância;
idroterapia)
encefalogramasl
Diálíse
gráficos
Endoscopias
Anatomiade sangue
patológica
]I
Imagem
ecogralias)
Traçados gráficos
Serviço ~"Eletrotomografias
diagnóstico/tratamento
I
Estatística

Medicina/nuclear

Térreo

Ambulatório
Q--E
~->S
Pacientes inter nados Pacientes externos
-~S
,

Urgência e emergência :- - t -- E

Centro cirúrgico
Centro obstétrico
CRO
Berçário
UTI's
Centro materiais esterilizados
Apartamentos
Enfermorias
Postos de enfermagem

Contorto clínico
j Ensino Pesquisa t

.------------ Escada/rampa/elevador

ada;
I
~,
medicamentos
S = saí~
-
Banco
I ~- ~
- ]]]J J
Necrotério
Lixo
de sangue
Energia elétrica

Central material esterilizado Eletricidade de emergência


oxar I i fado
Oficinas
deria/costura
ão/diet./lact.

Água quente e fria

Vapor

Fluidos

Esgotos

Comunicação

Combate a incêndios

Computação

Ar-condicionado
PROJETOS
Inlernaçáa IEnfermafla)
Estar Médi

,ioEnf. intemação (Aptos) Internação (Aptos)

é:C'(yy Apoio Ent. Intemação (Aptos) Intemação (Aptas)


Centro Cirúrgico e
Ambuiatóri A.D,T. UII Obstetrício
Av. Bernordo Vieiro

q I Emergência Administração AD.T.


Rua Baraúna

Apoio Técnico/Logístic

CENTRO HOSPITALAR INTERMÉDICA


Ronald de Góes, arquiteto - 1979 - Natal - RN
7.500 m2 - 100 leitos

Clientes:
Intermédica SC/Ltda.
Dr. Sidney Gurgel, Dr. J. Anchieta Rosas

Informação importante:
A redução, na época, das atividades das Confecções Guararapes no
estado, e grande cliente da Intermédica, cancelou o empreendimento.

Apoio Técnico e Logístico


Apartamentos

Administração
U,lI.
Ambulatório c. c.
Atend. Imediato c. o.
Enfermaria

CENTRO HOSPITALAR INTERMÉDICA


Av. Bernardo Vieira, 1979
100 leitos - Natal - RN
Ronald de Góes - arquiteto

Consultório 1-- •


Laboratório

CORTE

PRONTANÁlISE
Laboratórios com 20 consultórios
Ronald de Góes, arquiteto - 1984
Av. Floriano Peixoto, 822 - Campina Grande - PB

Clientes:
Dr. Roberto de Góes e Dr. Paulo Barros Lima
- -
.-Pavtor------.
,
Técnico Emeraência
A.D.T.
C. Obstétrico
Administração
Ambulatório
• - •
["!!!il'llnlil'l

-
UTI
co
Queimados
nico/Logístico
• •
Salário
Inter-nação

HOSPITAL DOS SERVIDORES


Ronald de Góes, arquiteto - 1990 - 6.000 m2 - 100 leitos
Natal- RN

Cliente:
Ministério do Trabalho

Hospital que deveria ser construído na Zona Norte de Natal - Nova Natal.
Financiamento das obras: Governo Federal - Ministério do Trabalho.
Financiamento do equipamento: Instituições Filantrópicas dos EUA.
Em função de mudanças ocorridas na conjuntura política econõmica do
país, o empreendimento foi cancelado.

Heliponto Queimados
Estacionamento Apoio Técnico
_Apoio Log~tico
A.D.T.
U.T.I.
C.C.
C.O.
Internação

Administração
Atendimento Imediato
Ambulatório
Solário

HOSPITAL DOS SERVIDORES DO RIO


GRANDE DO NORTE
Nova Natal - 1990
100 leitos
Ronald de Góes - arquiteto
Auditório/ suítes oficiais/ restaurante
Apartamentos
Enfermarias
Enfermarias
Pavto. Técnico
A.D.T.
Rua Silvio
Pélico Ambulatório / emergência

CORTE ESQUEMÁTICO Rua


interna

HOSPITAL NAVAL DE NATAL


Estudo para ampliação e modernização
Ronald de Góes, arquiteto - 1985

Lavanderia
~
Unidade Núcleo original do
I psiquiátrica hospital - 1944.
!
50 leitos

Ambulatório

Ampliação e
modernização - 1985
150 leitos

Rua Silvio Pélico

U.T.I.
Centro cirúrgico
Centro obstétrico
C.R.O.
Centro material
Consultórios

Consultórios

Consultórios

Mezanino

I
Lojas

CORTE

MEDICAL CENTER
Clínicas médicas - 36 consultórios - 12 lojas
Ronald de Góes, arquiteto - 1994
Av. Duodécimo Rosado
Mossoró - RN

Cliente:
Vipetro Ltda.
• -1::,1- .- •

Caixa-d'água
------------------1--
Solário --------- 1__
Fisioterapia
I
Barrilete
I
I
-~------T-
Apartamentos
Auditório

C. cirúrgico
Apartamentos

Consultório
Administração
Estética

-----------
Apoio Técnico/Logístico -----t-
I
I
I
I

CLíNICA DE CIRURGIA PLÁSTICA DR. MARCO ALMEIDA


Ronald de Góes, arquiteto - 1998
30 leitos - 1.500 m2
Rua Cel. Juventino Cabral, 1724
Natal- RN
HOSPITAL RAINHA DA PAZ
Dra. Vera Rêgo Medeiros
50 leitos
Ronald de Góes, arquiteto - 1994
Av. Tomáz Landin
Igapó - RN
Relação da rede de prestação de serviços em saúde no Hospital de médio porte
Brasil, na ordem crescente de sua estrutura física e Edifício que possui capacidade normal ou de operação
complexidade no atendimento. de 51 a 150 leitos.
EAS
Estabelecimentos Assistenciais de Saúde
Hospital de grande porte
Edifício que possui capacidade normal ou de operação
Posto de Saúde de 151 a 500 leitos. Acima de 500 leitos considera-se
Unidade sanitária mais elementar, destinada a pres- hospital de capacidade extra.
tar atendimento médico sanitário a uma comunidade,
contando com supervisão e controle médico.

Centro de Saúde Relação das partes componentes de um hospital, na


ordem crescente da estnétura física e complexidade
Unidade sanitária mais complexa que um posto de saú- do atendimento.
de destinada a prestar atendimento médico sanitário
a uma comunidade, contaÍ1do com ambulatórios para
assistência médica permanente. Elemento de um hospital
Área ou compartimento do edifício hospitalar com fi-
Unidade Mista nalidade determinada que, em conjunto, compõe uma
Unidade sanitária, acrescida de leitos de internação unidade do hospital.
de pacientes nas especialidades: clínica pediátrica,
ginecológica, obstétrica e médico cirúrgica de emer-
gência. Unidade do hospital
É o conjunto de elementos funcionais agrupados, nos
Hospital quais são executadas atividades fins, visando ao me-
lhor atendimento ao paciente, oferecendo-lhe confor-
Edifício que é parte integrante de uma organização
to, segurança e simplificando o trabalho do pessoal.
médico e social, cuja função consiste em proporcionar Podem variar em número e dimensões, em função do
à população, assistência médica integral- preventiva
número de leitos, finalidade e técnicas operacionais
ou curativa - sob quaisquer regimes de atendimen- adotadas.
to, inclusive domiciliar, constituindo-se em centro
de educação, capacitação de recursos humanos e de
pesquisas em saúde, bem como o encaminhamento de Setor de um hospital
pacientes, além de supervisionar e orientar os estabe-
lecimentos de saúde vinculados tecnicamente a ele. É o conjunto de unidades hospitalares, nos quais são
executadas atividades afins visando, além de um me-
lhor atendimento ao cliente, à otimização dos percur-
Hospital de pequeno porte sos, melhor nível de contiguidade espacial pelo agru-
Edifício que possui capacidade normal ou de operação pamento de instalações, equipamentos e funções. São
de até 50 leitos. nove os setores de um hospital.

1. Atendimento Básico de Saúde 5. ADT- Apoio ao Diagnóstico e Terapia


Setor do hospital para serviço de atenção à saúde, in- Setor do Hospital destinado aos serviços complemen-
cluindo atividades de promoção, prevenção e vigilância tares de diagnóstico, mediante a utilização de equipa-
à saúde da comunidade. Opera junto ao ambulatório. mentos de alta tecnologia, à internação e recuperação
do paciente, compreendendo as seguintes unidades:

2. Ambulatório Anatomia Patológica: Unidade destinada a realizar


exames citológicos e estudos macro e/ou microscó-
Unidade do hospital ou de outro serviço de saúde des- picos de peças anatômicas retiradas cirurgicamente
tinada à assistência a pacientes externos para diagnós- de doentes e cadáveres, para fins de diagnóstico.
tico e tratamento.
Banco de leite: Unidade destinada à coleta, seleção,
classificação, tratamento e distribuição do leite ma-
3. Atendimento imediato terno, para consumo humano (infantil).

Setor do hospital, que presta serviço de pronto-socor- • Liofilização: Processo de secagem e de eliminação,
ro, compreendendo: no leite, de substâncias voláteis realizadas em baixa
temperatura e sob pressão reduzida.
Emergência: Situação de atendimento a pacientes
externos em situação de sofrimento, com riscos • Pasteurização: Processo pelo qual o leite Cou outro
de morte. material) é aquecido à temperatura não elevada
C entre 50° e 70° C) por tempo relativamente pro-
Urgência: Situação de atendimento a pacientes ex-
longado e, em seguida, subitamente resfriado a uma
ternos em situação de sofrimento, sem risco de
morte. temperatura de 25° C, obtendo-se assim, apenas a
morte dos elementos patogênicos.
Centro cirúrgico: Unidade destinada ao desenvol-
4. Atendimento em regime de internação vimento de atividades cirúrgicas, bem como à
recuperação pós-anestésica e pós-operatória ime-
Unidade destinada à acomodação e assistência ao pa-
diata.
ciente até sua total recuperação.
• Geral: Unidade composta de apartamentos indivi- Centro cirúrgico ambulatorial: Unidade destinada
duais e enfermarias com no ITÚnimo três e máximo no desenvolvimento de atividades cirúrgicas que
de seis leitos além de ambientes de apoio. não exigem internação dos pacientes.

• Intensiva: Unidade destinada a alojar pacientes em Centro obstétrico: Unidade destinada à higienização,
estado grave, com risco de morte mas com possibi- trabalho de parto, parto e primeiros cuidados com
lidade de recuperação, exigindo assistência médica o recém-nascidos. O parto pode ser normal ou ci-
e de enfermagem permanente, além da utilização rúrgico C cesariana).
eventual de equipamentto especializado. CTI - Centro de Tratamento Intensivo: Conjunto de
• Queimados: Unidade destinada a alojar pacientes UTI's agrupadas num mesmo setor hospitalar, com
com graus variados de queimaduras, exigindo as- separação física por atendimento específico C coro-
sistência médica e de enfermagem. nariana, queimados, pediátrica, etc.).

• Recém-nascidos: Unidade composta de elementos Imageologia: Unidade funcional, que pode ser tam-
destinados a alojar para assistência, recém-nasci- bém unidade física, abrigando as atividades ou
dos sadios, prematuros e patológicos. ambientes, cujos exames e/ou terapias utilizam
imagens, tais como:
• Semi-intensiva: Unidade composta de elementos
destinados a alojar pacientes oriundos da inter- • Cintilógrafo: Equipamento que utiliza técnicas de
nação intensiva, que não necessitam mais de cui- diagnóstico por imagens com diversas aplicaçõe
dados permanentes, mas ainda requerem atenção médicas, tais como disfunções hepáticas, ósseas.
especial diferenciada da adotada na unidade de coronarianas e cerebrais a partir de elementos ra-
internação. diativos específicos para cada patologia.
• Densitometria óssea: Equipamento que utiliza tan- verificar o funcionamento do órgão. Os equipamen-
to a aparelhagem de tomografia computadorizada tos usados na medicina nuclear são o Cintilógrafo
como o de raios-x, no estudo da densidade óssea. e o Gama-Câmara.

• Eletroencefalografia - EEG: Analisa a atividade • Quimioterapia: Tratamento por meio de agentes


elétrica do cérebro a partir de eletrodos. Os resul- químicos que, além de poder interferir de modo
tados aparecem como mapas cerebrais. variável sobre a doença, são passíveis de causar
efeitos tóxicos, maior ou menor intensidade, no
• Endoscopia: Sistema que utiliza uma microcâmera
organismo do paciente.
introduzida pela boca ou pelo reto, possibilitando
a visualização de todo o aparelho digestivo (me- Métodos Gráficos: Unidade funcional, não necessá-
nos o intestino delgado) por meio de um monitor. riamente uma unidade física, na qual se utilizam
Possibilita também imagens fotográficas. Utiliza- equipamentos para, por meio de processos gráficos,
da na localização de úlceras, tumores no esôfago, auxiliar na avaliação e diagnóstico de determinadas
estômago e intestino grosso. Desconfortável para enfermidades.
pacientes portadores de infecções agudas nas vias
• Audiometria: Sistema de avaliação e medição da
aéreas superiores, como as provocadas por gripes,
capacidade auditiva.
por exemplo.
• Doppler: Equipamento para avaliação do fluxo vas-
• Gama-Câmara: Equipamento que utiliza radiofár-
cular contínuo.
macos no diagnóstico (por imagens) e tratamen-
to de diversas patologias em diferentes órgãos do • Ecografia: Estudo e exames, por meio de gráficos e
corpo humano. imagens, de órgãos como o coração, vesícula, rins
e fígado.
• Magnetoencefalografia MEG: Analisa e mede, com
eletrodos, a atividade magnética do cérebro. A in- • Eletrocardiografia: Estudo e exame do coração
formação obtida é mais precisa do que a EEG, já humano a partir de gráficos efetuados pelo eletro-
que ossos e pele não interferem no campo magné- cardiógrafo.
tico.
• Eletromiografia: Estudo do funcionamento e con-
• Mamografia: Radiografia da mama, sem uso de trações dos músculos, pelo miógrafo.
contraste, feito com o mamógrafo, para detectar
tumores. • Ergometria: Registros gráficos do funcionamento
do corpo humano submetido à esforços (esteiras,
• Medicina Nuclear: Parte da medicina que utiliza bicicletas ergométricas, etc.).
material radioativo para exames de diagnóstico e
tratamento. Embora confundida com a radiote- • Holter: Equipamento utilizado para avaliação do
rapia, possui procedimentos e aplicações distin- coração humano por um processo de eletrocardio-
tas, principalmente na forma de como utilizam o grafia contínua.
material radioativo. A medicina nuclear emprega • Otoneurologia: Estudo, por meio de registros grá-
fontes abertas, administradas "in vivo" por via oral ficos, das patologias auditivas de fundo nervoso.
ou endovenosa. A radioterapia usa fontes seladas
(ou fechadas) que emitem radiações externas ao • Potenciais evocados: Estudo por registros gráficos,
paciente. Se na radioterapia a radiação é dirigida sobre a influência, no organismo humano, dos ru-
ídos emanados de diferentes fontes sonoras.
para o ponto a ser tratado, na medicina nuclear é
o próprio metabolismo do organismo do paciente Radiologia: Unidade onde se concentram equipamen-
que se encarrega de levar o material radioativo para tos que realizam atividades concernentes ao uso de
o órgão a ser examinado e tratado. A grande van- raios-x, para fins de diagnóstico, tais como:
tagem da medicina nuclear na área de diagnóstico
deve-se à capacidade de mostrar o funcionamento • Ressonância Magnética: Equipamento ao qual o pa-
de diversos órgãos do corpo humano evitando-se ciente é submetido a um forte campo magnético
a utilização de técnicas invasivas como biópsias e que provoca o alinhamento de prótons de hidro-
cateterismo. A medicina nuclear não substitui a ra- gênio (elemento predominante nos tecidos do cor-
dioterapia. São exames complementares. O raio-x é po). Bobinas de radiofrquência ligadas em seguida
um exame anatômico e a medicina nuclear permite forçarão uma deflexão destes prótons (mudança
• _11.· - • •

na linha que descrevem) em ângulos diversos. A diagnóstico e acompanhamento da gravidez. Não


energia liberada pelas partículas, quando cessa o há contra-indicações para o seu uso.
estímulo da radiofrequência, é medida, digitalizada Patologia Clínica: Unidade destinada à realização
e transformada em imagem. Quanto mais energia de análises clínicas necessárias ao diagnóstico e
liberada em cada ponto, maior a quantidade de à orientação terapeutica de pacientes, com os se-
água na região examinada. A localização de lesões guintes tipos de exames:
e tumores é possível porque a água constuma se
acumular nessas regiões. É utilizada no estudo do • Bacteriologia: Estudo e exames para o diagnóstico
sistema nervoso central, coluna vertebral, medula de doenças em geral, pela presença de bactérias e
e sistema músculo-esquelético. lnsubstituível na parasitas no corpo humano.
detecção extremamente precoce de tumores no • Bioquímica: Estudos e exames para avaliação do
cérebro. Não deve ser usada por pessoas com mar- sangue e da urina, das taxas de colesterol, trigli-
ca-passo cardíaco ou materiais ferromagnéticos no cerides, glicoses, entre outras, no corpo humano.
corpo.
• Citologia: Estudo e exames de células normais,
• Tomografia Computadorizada - TC : Método de principalmente lâminas de útero, para o diagnós-
obtenção de imagem como uso de raios-x. A ra- tico e prevenção do câncer.
diação atravessa de modo distinto os vários tipos
de tecidos e é captada por detectores muito sen- • Eletroforese: Estudo e exames de partículas de
síveis e transformada em valores numéricos. Cada uma solução coloidal sob a influência de um campo
valor numérico cOlTesponde a um tom de cinza na elétrico.
formação da imagem. Como a conversão dos nú- • Hematologia: Estudo e exames para avaliação, no
meros em um dos milhares tons de cinza é rever- sangue humano, dos glóbulos brancos e verme-
sível, tanto se pode ver como medir a densidade lhos.
dos tecidos. Utilizado nos problemas localizados no
sistema nervoso central, coluna, tórax e abdômem. • Histologia: Estudo e exames sobre a estrutura mi-
Contra-indicado nos casos de gravidez. croscópica normal de tecidos e órgãos.

• Tomografia Computadorizada por emissão de pósi- • Histopatologia: Estudos e exames para a elabora-
trons - PET : Por meio de diversos cristais detec- ção de biópsias.
tores distribuídos em um túnel circular, a radiação • Micologia: Estudo e exames para o diagnóstico de
emitida com a desintegração do pósitron (elétron micoses.
com carga positiva) ao se encontrar com um elétron
• Parasitologia: Estudo e exames para o diagnóstico
de carga negativa possibilita a formação da imagem.
sobre a presença, no corpo humano, de parasitas
O processo gera uma imagem de alta nitidez do tu-
tais como mal de Chagas, equistossomose, etc.
mor ou do órgão que está sendo investigado.
• Somaton volume zoom - Tomógrafo que é aplicado • Virologia: Estudo e exames para o diagnóstico so-
bre a presença, no corpo humano, de algum tipo
em todo o corpo em circulação de forma elíptica.
de vírus.
Possibilita imagens em três dimensões. Em dez
minutos pode detectar um derrame no cérebro Radioterapia: Unidade/especialidade médica adota-
(modelos convencionais gastam três vezes mais da no tratamento de várias doenças por raios-x ou
tempo). Detecta nódulos cancerígenos de até 1;2 outra energia radiante, utilizadas de forma selada
mílímetro. Elimina exames invasivos. Detecta os (ou fechada) que emitem radiação externa ao pa-
movimentos de circulação cinco vezes por segundo ciente.
e consegue efetuar quatro fotos por segundo.
• Acelerador linear: Equipamento que acelera feixes
• Ultra-sonografia: Aparelho que, por ondas sonoras de partículas à velocidades altíssimas, possibilitan-
de alta frequência, produzem ecos ao traspassar os do a pesquisa física de partículas. Para acelerar as
tecidos. Cada tecido apresentará um tipo específico partículas tanto em linha reta (acelerador linear)
de eco. Um computador converte essas respostas quanto em círculo (cicloton, sincroton ou sincro-
sonoras em imagens. Utilizada para detectar distúr- cicloton), são empregados campos elétricos e po-
bios no abdômem e região pélvica. lnsubstituível no derosos campos magnéticos para guiar os feixes.
• Braquiterapia: Tratamento por radiações ionizantes 6. Apoio Técnico
próximas ao paciente. Pode ser em alta ou baixa Setor do hospital de apoio complementar às atividades
dosagem. fins do hospital, compreendendo:
• Litotripsia: Tratamento que, utilizando métodos Central de material esterilizado: Unidade destina-
físicos ou químicos, consiste na trituração de cál- da à recepção e expurgo, preparo e esterilização,
culos renais, vesiculares, hepáticos ou urológicos, guarda e distribuição do material para unidades
objetivando a sua eliminação, sem dor, para o pa- do hospital.
ciente.
Farmácia: Unidade destinada a programar, receber,
• Teleterapia: Tratamento por radiações ionizantes estocar, preparar, controlar e distribuir medica-
com equipamento afastado, no mínimo, um metro mentos ou afins e/ou manipular fórmulas magis-
do paciente. trais e oficiais.
Reabilitação: Unidade destinada à recuperação, em Lactário: Unidade com área restrita, destinada à lim-
suas diversas formas, de pacientes que após supe- peza, esterilização, preparo e guarda de mamadei-
rarem um trauma profundo, necessitam de trata- ras, basicamente, fórmulas lácteas.
mentos complementares para sua total recupera-
Nutrição e dietética: Unidade destinada ao recebi-
ção física e mental. mento, estocagem parcial, classificação, preparo e
• Câmara Hiperbárica: A Medicina Hiperbárica é uma distribuição da alimentação, inclusive dietas, con-
modalidade terpêutica que consiste na administra- sumida pelos pacientes, acompanhantes e funcio-
ção de oxigênio a 100% como recurso de tratamen- nários de um hospital.
to, especialmente indicado na cicatrização efetiva
de feridas e no combate eficaz a uma série de in- 7. Ação e formação para o desenvolvimento de Recursos
fecções. A aplicação é feita em câmaras especiais, Humanos e Pesquisa
individuais (monoplace ou monopacientes) ou co-
Setor do hospital destinado ao ensino e pesquisas mé-
letivas (multiplace ou multipacientes), nas quais
dicas. Basicamente contando com salas de aula, salas
é necessário usar uma máscara. Pouco conhecida,
para professores, salas de leitura, biblioteca, anfite-
inclusive no meio médico a Oxigeno terapia Hiper-
atros, lanchonetes e, em caso de residência médica,
bárica é uma técnica que extrai os benefícios da
alojamentos.
exposição ao oxigênio concentrado a 100%, a uma
pressão duas ou três vêzes maior que a pressão
atmosférica normal. Esta terapêutica proporciona 8. Administração
resultados satisfatórios, principalmente nos casos
Setor ou unidade do hospital onde está localizada a
de má cicratização e de certas infecções. Isto se dá
maioria dos serviços destinados às atividades admi-
devido a saturação de 100% da hemoglobina, além
nistrativas, compreendendo, basicamente, diretorias,
do aumento significativo da quantidade de oxigênio
pessoal, contabilidade, finanças, compras, comunica-
livre, isto é, dissociado da hemoglobina e dissolvido
ção, transportes, matrículas e registro de pacientes.
no plasma. Assim, obtêm-se níveis elevados de 02
no plasma (até 2.000 mmHg) , que conseguem atin-
gir profundamente todos os tecidos do organismo. 9. Apoio Logístico
Pode ser localizada junto ao CTIIUTI.
Setor de apoio operacional às atividades fins do hos-
• Fisioterapia: Unidade destinada à reabilitação física pital, compreendendo:
de pacientes, em diversas formas de tratamento. Central de material / almoxarifado: Unidade des-
• Hemodiálise: Processo terapêutico em que o san- tinada à recepção, guarda, controle e distribuição
gue, mediante o uso de equipamento especial, é do material necessário ao funcionamento do hos-
depurado de diversas substâncias nocivas. pital.
• Hemoterapia/hematologia: Unidade destinada à Conforto e higiene: Unidade destinada ao conforto e
coleta, armazenamento, distribuição e transfusão higiene do pessoal, tais como vestiários, banheiros,
de sangue e seus hemocomponentes. salas de estar, refeitório e alojamentos.
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Limpeza e zeladoria: Unidade destinada aos servi- • Central de gases: Local destinado à localização e ar-
ços de limpeza e zeladoria do hospital, tais co- mazenagem de gases medicinais tais como, oxigênio
mo jardinagem, lavagem e desinfecção de áreas medicinal, óxido nitroso, ar comprimido medicinal e
do hospital, construção civil (pequenos reparos), industrial, gás combustível, entre outros.
vigilância, segurança, etc. • Estacionamento: Local destinado aos veículos de fun-
Manutenção: Unidade destinada aos serviços gerais cionários do hospital, em geral, e visitantes. Recomen-
de manutenção tais como funilaria, eletro-eletrô- da-se uma vaga para cada quatro leitos hospitalares
nica, carpintaria, pintura, mecânica, etc. existentes no hospital. Deve-se observar, no entanto,
a legislação do local. A vaga deve ter, no mínimo 2,50 x
Processamento de roupas-lavanderia: Unidade
5.00. Deve ser prevista vagas para veículos portadores
destinada à recepção, separação, pesagem, la- de deficiência física.
vagem, passagem, recuperação, estoque e distri-
buição do material necessário ao funcionamento • Garagem: Local destinado à guarda dos veículos do
do hospital. hospital, tais como administração, ambulâncias, car-
gas, manutenção e resíduos.
• Guaritas: Local destinado para o contrôle de acesso
Geral
ao hospital e para serviços de vigilância e segurança .
• Casa de força: Local destinado à localização de trans-
• Tratamento de resíduos: Local destinado para o trata-
formadores, geradores de emergência, etc., necessá-
mento do lixo (comum e hospitalar), rejeitas radioati-
rios ao funcionamento do hospital.
vos e/ou qualquer material que, depois de usado, seja
incompatível com o ambiente hospitalar.
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Natural de Mossoró, Rio Grande do Norte, iniciou seu curso de ar-
quitetura na Universidade Federal de Pernambuco em 1969. Por sua
atuação política no Diretório Acadêmico, foi perseguido nos "anos de
chumbo" e obrigado a mudar-se para o Riode Janeiro, onde continuou
perseguido, sendo impedido de matricular-se na UFRJ.Terminou seu
curso na primeira turma de arquitetura da Universidade Santa Úrsula,
tendo estagiado com Rolf Werner Huther e Edison Musa, participando
de diversos projetos importantes. Depois se especializou em sistemas
de Saúde Pública pela Secretaria de Saúde do Estado da Guanabara.
Por indicação de LuisPaulo Conde, participou da equipe que projetou
o prédio da Agência Nacional, hoje Radiobrás, em Brasília.
Ronald de Góes volta ao Rio Grande do Norte, em 1974, e a partir
de 1975 passa a lecionar a disciplina de projeto no curso de Arquitetura na Universidade Federal do seu
estado. Fundou e foi o 1?Chefe do Departamento de Arquitetura da mesma Universidade. Ao mesmo
tempo, inaugura seu escritório em Natal e Mossoró, onde desenvolve intensa atividade com projetos re-
sidenciais, escolares, industriais, hospitalares e comerciais. Nessa ocasião, também organiza o departa-
mento do Instituto de Arquitetos do Brasilno Rio Grande do Norte.
Além disso, Ronald de Góes liderou a luta contra o projeto original da Via Costeira, que ameaçava
as dunas de Natal. Por sua atuação, em 1977, seu escritório foi destruído pela repressão, além de sofrer
ameaças à sua integridade física.
Em 1978,organizou a reunião anual do Conselho Superior do Instituto de Arquitetos do Brasil,quando
foi redigida a Carta da Cidade de Natal, exigindo abertura política, anistia e fim da tortura no Brasil.
Em 1983,obtém o título de Mestre em Arquitetura pela Universidade de São Paulo.
Sua participação política é contínua. Como presidente do Instituto Varela Barca, órgão de estudos do
então MBD/RN, participou ativamente da luta pela democratização do país. Como Secretário de Trans-
portes de Natal (1986 a 1988) coordenando uma equipe composta pela STU,BNDES,BR Distribuidora,
EBTUe Mercedes Benz do Brasil,implantou o Programa Pioneiro e o 1?Posto de Abastecimento de Gás
Natural para veículos automotivos no país. Com João Filgueiras Lima (Lelé) estruturou, por meio de uma
fábrica de argamassa armada, vasto programa para construção de equipamentos urbanos em Natal,
tais como postos de saúde, escolas, creches, etc. Posteriormente, no Instituto de Terrasdo Rio Grande do
Norte, coordenou projetos ligados à reforma agrária no Estado.
Em 1998 realiza viagem de estudos à Europa percorrendo 12 países e 82 cidades, observando obras
públicas nas áreas de arquitetura e urbanismo.
Em 2001 e 2002, a convite dos Cursos PINIde atualização profissional, ministra cursos de arquitetura hos-
pitalar em vários estados brasileiros. Em 2002 foi candidato ao governo de seu Estado pelo PDT.Embora
não tenha sido eleito, obteve boa votação.
É presidente, no Rio Grande do Norte, da Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício

Hospitalar - ABDEH, entidade nacional que realiza cursos, estudos e pesquisas na área da arquitetura
hospitalar.
Homem de grande atuação, Ronald de Góes, além de trabalhos na área de saúde, projeta atualmer-
te, (2003), com o arquiteto Glênio Lima, a convite do Governo do Estado, o novo Palácio do execut'/c
estadual e, em equipe, o Teatro de Ópera de Natal, com capacidade para 2.600 lugares.

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