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17/10/2018 Declaração da Independência dos Estados Unidos – Wikipédia, a enciclopédia livre

Declaração da Independência dos
Estados Unidos
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A Declaração de Independência dos Estados Unidos
Declaração de Independência dos
da  América  foi  o  documento  no  qual  as  chamadas  Treze
Estados Unidos
Colônias,  localizadas  na  América  do  Norte,  declararam
independência da Grã­Bretanha. O texto, que trazia também
as  justificativas  para  o  ato,  foi  ratificado  pelo  Segundo
Congresso  Continental  em  4  de  julho  de  1776,  na
Pennsylvania  State  House  (hoje,  Independence  Hall),  na
cidade de Filadélfia.

Um  comitê  de  cinco  pessoas  foi  nomeado  pelo  Congresso


para redigir a declaração. Thomas Jefferson foi o responsável
pelo  primeiro  rascunho  do  texto.  John  Adams,  Benjamin
Franklin, Roger Sherman e Robert R. Livingston, integrantes
do grupo, sugeriram modificações. [1]

Índice
Declaração de Independência dos Estados Unidos
Antecedentes
Criado 1776
Uma frase para a história
Ratificado 4 de julho de 1776
Ver também
Local Biblioteca do Congresso
Bibliografia
Autores Thomas Jefferson
Referências
Ligações externas
Signatários 56 delegados ao Congresso
Continental
Propósito Oficializar a separação do
território norte­americano da
Antecedentes jurisdição do Reino da Grã­
Bretanha
Até  o  momento  da  Declaração  de  Independência,  as  Treze
Colônias  e  a  Grã­Bretanha  estavam  em  guerra  há  mais  de  um  ano.  As  relações  com  a  metrópole  começaram  a  se
deteriorar a partir do final da Guerra dos Sete Anos, em 1763.

O  conflito  mergulhou  Governo  Britânico  em  profundas  dívidas.  Assim,  o  Parlamento  Inglês  aprovou  uma  série  de
medidas para aumentar a receita fiscal nas colônias. Os britânicos acreditavam que esses atos, como a Lei do Selo, de
1765,  e  as  Tarifas  Townshend,  de  1767,  eram  um  meio  legítimo  de  os  colonos  pagarem  a  sua  parte  nos  custos  de
recuperação das colônias e do próprio Império Britânico. [2]

Representantes das Treze Colônias concordavam que a metrópole estava abusando de altos impostos para pagar os
prejuízos  das  guerras.  Diante  disso,  tomaram  a  decisão  de  tornarem­se  independentes  da  Grã­Bretanha.  Para
oficializar tal ato, criaram o documento Declaração de Independência dos Estados Unidos da América. [3]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Declara%C3%A7%C3%A3o_da_Independ%C3%AAncia_dos_Estados_Unidos 1/3
17/10/2018 Declaração da Independência dos Estados Unidos – Wikipédia, a enciclopédia livre

Thomas Jefferson.

“ Acredite, caro senhor: não há no império britânico um homem que mais ama
cordialmente uma união com a Grã­Bretanha do que eu. Mas, pelo Deus que me
fez, eu vou deixar de existir antes de me render a uma conexão em termos tais
como o Parlamento britânico propõe, e neste, eu acho que falar dos sentimentos da
América. ”
A  seguir,  alguns  acontecimentos  que  ajudaram  a  levar  os  representantes  das  Treze  Colônias  a  optarem  pela
independência:

Guerra dos Sete Anos — Ingleses e franceses lutaram entre si para conquistar os territórios da América do Norte.
No final, a Inglaterra ganhou. Porém, como a guerra provocou um enorme gasto de dinheiro, impostos foram
implantados nas colônias.
Lei do Selo — Todos os documentos oficiais que passassem nas colônias, exceto livros e jornais, deveriam
conter selos comprados da metrópole.
Lei do Açúcar — Aprovada em 5 de abril de 1764 pelo Parlamento inglês, substituía a Lei do Melado, de 1733.
Tinha como objetivo eliminar o contrabando e proteger os agricultores ingleses radicados nas Antilhas. Taxava o
açúcar que entrava nas colônias norte­americanas e que não fosse comprado das Antilhas inglesas. Como era
matéria­prima para fabricação do rum e, juntamente com o tabaco, utilizado para comprar escravos na África, a lei
desagradou muitos habitantes das colônias inglesas.
Festa do Chá de Boston — O Governo Inglês, para favorecer a decadente Companhia das Índias Orientais, que
estava à beira da falência, concedeu­lhe o monopólio da venda de chá para as colônias norte­americanas.
Contrariados, os colonos, disfarçados de índios, jogaram ao mar o carregamento de chá trazidos pela Companhia,
cujo preço baixo arruinaria os comerciantes locais.

Uma frase para a história
Consideramos estas verdades como autoevidentes, que todos os homens são criados
iguais, que são dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes são
vida, liberdade e busca da felicidade.

A frase acima, um trecho da Declaração, é considerada como "uma das frases mais conhecidas no idioma  Inglês"[5],
que contém "as palavras mais potentes e consequentes da história americana"[6]. A passagem passou a representar um
padrão moral que os Estados Unidos devem se esforçar para alcançar.

Esse ponto de vista foi promovido por Abraham Lincoln, que considerou a Declaração com o alicerce de sua filosofia
política.  O  ex­presidente  argumentou  que  o  documento  é  uma  declaração  de  princípios  através  dos  quais  a
Constituição dos Estados Unidos deve ser interpretada[7].

https://pt.wikipedia.org/wiki/Declara%C3%A7%C3%A3o_da_Independ%C3%AAncia_dos_Estados_Unidos 2/3
17/10/2018 Declaração da Independência dos Estados Unidos – Wikipédia, a enciclopédia livre

Ver também
Congressistas signatários da Declaração da Independência dos Estados Unidos
Guerra da Independência dos Estados Unidos

Bibliografia
Armitage, David. The Declaration Of Independence: A Global History. Cambridge, Massachusetts: Harvard
University Press, 2007. ISBN 978­0­674­02282­9.
Bernard Bailyn. The Ideological Origins of the American Revolution. Enlarged edition. Originally published 1967.
Harvard University Press, 1992. ISBN 0­674­44302­0.
Carl L. Becker. The Declaration of Independence: A Study in the History of Political Ideas. 1922. Available online
from The Online Library of Liberty (http://oll.libertyfund.org/Home3/Book.php?recordID=0034) and Google Book
Search (http://books.google.com/books?id=VC5nCgcUmjsC). Revised edition New York: Vintage Books, 1970.
ISBN 0­394­70060­0.
Julian P. Boyd] The Declaration of Independence: The Evolution of the Text. Originally published 1945. Revised
edition edited by Gerard W. Gawalt. University Press of New England, 1999. ISBN 0­8444­0980­4.
Boyd, Julian P., ed. The Papers of Thomas Jefferson, vol. 1. Princeton University Press, 1950.
Boyd, Julian P. "The Declaration of Independence: The Mystery of the Lost Original" (http://dpubs.libraries.psu.edu/
DPubS?service=UI&version=1.0&verb=Display&page=toc&handle=psu.pmhb/1172588457). Pennsylvania
Magazine of History and Biography 100, number 4 (October 1976), 438–67.

Referências
dencia­dos­estados­unidos.html). 1 de junho de 2012.
1. «Declaração de Independência dos Estados Unidos ­­ Colégio Web. Consultado em 4 de julho de 2012.
Britannica Escola» (https://escola.britannica.com.br/le
4. Hazelton, Declaration History, 19.
vels/fundamental/article/Declara%C3%A7%C3%A3o­
de­Independ%C3%AAncia­dos­Estados­Unidos/48112 5. Stephen E. Lucas, "Justifying America: The
4). escola.britannica.com.br. Consultado em 20 de Declaration of Independence as a Rhetorical
janeiro de 2018. Document," in Thomas W. Benson, ed., American
Rhetoric: Context and Criticism, Carbondale, Illinois:
2. Christie and Labaree, Empire or Independence, 31.
Southern Illinois University Press, 1989, p. 85
3. «Guerra da Independência dos Estados Unidos» (htt
6. Ellis, American Creation, 55–56.
p://www.colegioweb.com.br/historia/guerra­da­indepen
7. McPherson, Second American Revolution, 126.
dencia­dos­estados­unidos.html). 1 de junho de 2012.

Ligações externas
Texto da declaração de independência dos Estados Unidos (http://www.arqnet.pt/portal/teoria/declaracao_vport.htm
l) (em português)

Obtida de "https://pt.wikipedia.org/w/index.php?
title=Declaração_da_Independência_dos_Estados_Unidos&oldid=52940474"

Esta página foi editada pela última vez às 17h46min de 19 de agosto de 2018.

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